Pré-impressão

TRATAMENTO DE IMAGENS GERENCIAMENTO DE CORES

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Pré-Impressão - Gerenciamento de Cores Pré-Impressão - Gerenciamento de Cores SENAI-SP

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TRAMENTO DE IMAGENS GERENCIAMENTO DE CORES

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Pré-Impressão - Gerenciamento de Cores

SENAI-SP

Digitalização de Imagens e Saídas ∂igitais

SENAI - SP, 2002

Informações sobre a produção do trabalho

2ª edição, 2001

Coordenação Geral:

Elcio de Souza

Equipe responsável:

Coordenação Elaboração Edição de texto Revisão Diagramação Editoração Eletronica

Elcio de Souza Luis Felipe Cunha Luis Felipe Cunha Luis Felipe Cunha Sérgio J Marcellos Sérgio J Marcellos

S47 SENAI-SP, DRD Tratamento de Imagens e Gerenciamento de Cores 2º ed. São Paulo, 2001.

1. (Tratamento de imagens e gerenciamento de cores)

2. ( Saída e reticulagem 2, Processamneto de imagem) 501 CDU, IBIT, 2001

SENAI - Serviço de Aprendizagem Industrial Departamento Regional de São Paulo Escola SENAI "Theobaldo de Nigris" Rua Bresser, 2315 CEP 03162-030 - São Paulo - SP Telefone: (11) 6097-6300 Fax: (11) 6097-6305

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SUMÁRIO
06 08 09 10 12 14 21 23 24 25 26 26 27 29 31 33 34 34 38 39 39 41 41 43 44 45 47 47 50 50 52 54 55 1. Fluxo digital de reprodução gráfica 2. Teoria das cores 2.1 Cor e luz 2.2 Fatores que influenciam a interpretação das cores 2.3 Temperatura de cor 2.4 Padrões de cores RGB X CMYK X Lab 3. Sistemas de gerenciamento de cores 3.1 Caracterização 3.2 Calibração 3.3 Conversão 4. Limitações de entrada 4.1 Scanners CCD 4.2Profundidade de bit 4.3 Calibração e caracterização de entrada 5. Limitações do monitor 5.1 Calibração de monitores 5.2 Calibração de monitores pelo sistema operacional 5.3 Perfis ICC 5.4 Calibração de monitores por espectrofotômetro 5.5 Calibração de monitores no Photoshop 5.0 5.6Configuração de RGB 6. Separação de cores 6.1Configuração de CMYK 6.2 Configuração de separação 6.3 UCR X GCR 6.4 Gray Component Replacement 7. Limitações de saída 7.1 Linearização de Imagesetters e Platesetters 7.2 Impressão final 7.3 Caracterização de impressoras e provas digitais 7.4 Ganho de ponto 8. Gerenciamento de cores hoje 9. Bibliografia

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1. FLUXO DIGITAL DE REPRODUÇÃO GRÁFICA

Nos últimos anos, as tecnologias em várias fases do processo de impressão evoluíram, eliminando as manipulações tradicionais que consumiam tempo e mão-de-obra específica para cada etapa do processo. O fotógrafo utilizava laboratórios para obterem os originais, dependendo de fatores como temperatura, tempo de revelação, película utilizada, gastando material e em processo lento. Além disso, no começo desta evolução digital, os equipamentos eram caros, complexos e difíceis de operar. Exigiam que comprassem todos os dispositivos necessários ao fluxo de trabalho como scanners, impressoras, fotocompositoras, softwares e hardwares, de um único fabricante, gerando o que chamamos de sistema fechado. A escolha ficava difícil já que uma impressora de determinado fabricante poderia apresentar melhores características que um outro que, por sua vez, possuía um hardware em melhores condições. Hoje, há muitos fabricantes no mercado possibilitando a livre escolha, sistemas abertos em vários periféricos de diferentes marcas à disposição com total interface entre eles. Não há mais a necessidade de especialistas específicos, já que, por exemplo, pode-se obter fotografias com máquinas fotográficas digitais que, ao invés de produzir uma película, envia a imagem em meio digital diretamente ao computador em interface amigável. Ou ainda mesmo, utilizar imagens já prontas em CD-ROM ou DVD. Scanners “Flatbed” de alta qualidade, scanners cilíndricos, scanners de tambor, máquinas fotográficas digitais e sistemas de vídeo permitem capturar e manipular imaginar imagens com precisão e flexibilidade de controle, usando para retocar e modificar imagens o software Adobe Photoshop®. Resultados finais são produzidos em tempo curto, sem perdas de qualidade, muitas vezes, por um único indivíduo, que faz a captura da imagem, tratamento e correções, montagem e saída em filme, chapa ou direto na impressão. O papel do designer também mudou dramaticamente. Fotografias, ilustrações e texto existem agora em dados digitais,

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QuarXpress®. que também estão presentes em impressoras para provas digitais.em vez de pedaços de filma e past-ups. zips. São distribuídos os elementos numa página utilizando softwares de paginação e diagramação como Adobe PageMaker®. Adobe Illustrator® e FreeHand®. Agora. fitas magnéticas como syquest. denominadas de Imagesetters.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . sistemas computer-to-plate. padronizando o processo e com resultados similares de retículas e cores. As fotocompositoras também mudaram. bernoulli e discos ópticos como CD. permitem produzir separações de cores em filme em alta velocidade e definição através dos RIPs (Raster Image Processor). Ilustrações e desenhos também são criados diretamente no computador utilizando softwares como CorelDraw®. computer-to-press e computer-to-print. 6 Pré-Impressão . jazz ou no próprio Hard Disk do computador. E todos esses dados podem ser facilmente armazenados em disquetes.

O aparecimento da tecnologia “film less” ou ainda a impressão digital. É necessário então o gerenciamento de cores. Como uma imagem passa por várias fases até a impressão final cada dispositivo ao longo do trabalho introduz mudanças sutis em sua cor. assim como o modo como trabalham as cores. permitindo maiores tiragens e em qualidade superior. obtendo diretamente do computador um impresso de alta qualidade. essa tecnologia torna-se econômica quando a tiragem está em torno de 5. Cada tipo de equipamento tem seu próprio espaço de cor. que vai desde conhecer a fabricação da tinta e papéis. Sem o gerenciamento de cores. com o aparecimento de vários dispositivos de diferentes fabricantes. O gerenciamento de cores é um assunto complexo. único operador participa de todo esse processo.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 7 . seu próprio alcance de cores. o que antes era assegurado quanto à fidelidade de cores quando trabalhavam-se com periféricos da mesma marca. Também. esta tecnologia terá mais vantagem que o sistema tradicional. permitiu a manipulação de arquivos. existem efeitos de impressão criados com vernizes e tintas metálicas que não podem ser representados no DTP . Por enquanto. Contudo. de conhecer sistemas de impressão. sem a necessidade de filmes ou chapas. Em futuro próximo. Essa apostila tem por finalidade explicar como trabalham-se as cores em cada uma das fases do que denominam WorkFlow Digital. sua própria definição.000 unidades. conhecer os diversos equipamentos e suas limitações. e mostrar o funcionamento de cada equipamento e como ele administra as cores. já não temos aquela garantia de consistência de cor.O processo tradicional de impressão offset com uso de filmes também evoluiu. não há nenhum controle das cores desde a entrada da imagem até a sua impressão final. Pré-Impressão . Até mesmo monitores produzidos pelo mesmo fabricante. facilitando a impressão por demanda. agora deve ser gerenciado pelo usuário. Com toda essa tecnologia. já que muitas vezes um. e acerto de máquina que consumia horas do impressor. podem mostrar a mesma cor de maneiras diferentes.

como por exemplo cansaço. Estes receptores denominados cones. Em 1807. TEORIA DAS CORES As cores podem ser obtidas de duas maneiras diferentes: pela combinação de tintas e pela combinação de luzes.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . conectadas ao cortex visual do cérebro por uma série de redes neurais. Se olharmos a tela com um conta-fios veremos que a imagem colorida é formada por séries de elementos luminosos verdes. a visualização das cores e sua interpretação pertence à uma área complexa da ciência e está longe de ser totalmente compreendida. obtemos diferentes cores graças à mistura das tintas. a Azul 8 Pré-Impressão . Num monitor de vídeo as cores da imagem são. Young formulou a teoria de que existiam receptores na retina do olho humano. são sensíveis a radiações de comprimento de onda definido: Vermelho (600 – 700 nm). O que se pode afirmar é que as pessoas têm sensações semelhantes quando ondas eletromagnéticas entre aproximadamente 300 e 700 nm incidem no olho. reproduzidas pela adição das luzes coloridas. vermelhos e azuis-violeta. existem deficiências na avaliação das cores. Quando pintamos sobre um suporte qualquer ou quando imprimimos. Verde ( 500 – 600 nm). ficando difícil analisar da mesma maneira determinada cor. Fatores físicos e psicológicos interferem. Como as pessoas não têm a mesma sensação para um determinado estímulo. nervosismo e gripe.2. Porém.

Ficou então definido que o amarelo juntamente com as três luzes evidentes (vermelho. No monitor essas luzes são geradas diretamente. verde e azul) formam as cores primárias psicológicas e têm tom unitário. o olho humano detecta-a. a visualização de uma cor se cor se dá em resposta ao mecanismo dos nossos olhos que são atingidos por luzes coloridas de diferentes intensidades. o amarelo é a mistura das luzes vermelha e verde. ondas de rádios. Muller definiu que as duas teorias somadas completavam o estudo da percepção das cores 2. radar. sendo a diferença entre os dois emitida. não é possível perceber evidências delas na composição do amarelo. Em 1930. Entretanto. Hering desenvolveu uma teoria que dividia-se em três partes de cores: branco-preto. Pela teoria de Young.1 COR E LUZ A uz é produzida quando elétrons passam de um nível de energia mais alto para um nível de energia mais baixo. radiações ultra-violetas e infra-vermelhas. região chamada de espectro visível. Baseado nisso. amarelo-azul. Pré-Impressão . Na imagem impressa elas resultam da reflexão da luz branca pelas tintas. Televisão. Quando esta energia irradiada (também chamada fótons) tiver comprimento de onda entre 400 e 700nm. explicando a existência das cores primárias psicológicas e os problemas na deficiência de visão das cores.(400 – 500 nm).Gerenciamento de Cores SENAI-SP 9 . O espectro magnético também inclui comprimento de ondas curtas e longas como micro-ondas. Essas três cores de luzes são consideradas primárias porque misturando-as podem-se obter todas as outras cores. A mistura de todas essas luzes resulta na luz branca. raios gammas. em 1878. e vermelho-verde. Segundo essa teoria.

a cor é obtida quando objetos coloridos refletem e/ou absorvem parte da luz que. 2. com luz de cor e intensidade padrão. A qualidade da luz que atinge os olhos do observador determina a cor eu o objeto parece ter. atingem os olhos e o cérebro de um observador humano. metamerismo do iluminante e metamerismo do objeto.2 FATORES QUE INFLUENCIAM NA INTERPRETAÇÃO DAS CORES • • • Condições físicas e psicológicas do observador Condições de iluminação (luz incandescente. A cor vista depende de quanto de luz vermelha. Portanto. Os nossos olhos são bastante sensíveis para perceber milhares de cores diferentes no espectro visível – inclusive várias cores que não podem ser exibidas em um monitor e nem impressas. verde e azul atingem os olhos. 10 Pré-Impressão .Gerenciamento de Cores SENAI-SP . condições de visualização e do observador. comparando-se as prova “OK” às folhas impressas na gráfica.A sensação de cor existe quando ondas eletromagnéticas de 400 a 700 nm incidem nos olhos. Portanto. são tão importantes para garantir a consistência durante a avaliação da cor em diferentes locais. durante a comparação dos originais com as provas ou. O efeito visual pode ser completamente diferente dependendo das condições do objeto. sendo este último o mais importante. fonte de luz. mudará a cor percebida pelo observador. Isso explica porque condições padronizadas de observação. durante a avaliação das folhas impressas na gráfica em diferentes intervalos de tempo. assim. fluorescente) Metamerismo: é a propriedade do olho e do cérebro perceber a mesma sensação de cor de dois objetos com diferentes distribuições de energia espectral. ainda. O olho tem três receptores sensíveis às cores e os dois objetos refletem a mesma quantidade de energia. qualquer mudança na cor da luz de iluminação também provocará alterações na cor da luz refletida pelo objeto e. Existem três fatores a considerar: metamerismo do observador. Estes elementos interagem entre si para produzir a sensação de cor. por sua vez.

por exemplo. Pré-Impressão . Um objeto amarelo parecerá vermelho se o olho estiver adaptado à luz verde. Dependem da iluminação e das cores que circundam este objeto. é necessário um tempo de descanso. • Memória de Cor (familiaridade): entre um tratamento de uma foto azul e outra vermelha.• Adaptação cromática (constância): o olho pode aumentar ou diminuir sua sensibilidade para se adaptar às condições do ambiente como mudanças bruscas de luminosidade. No exemplo ao lado os blocos centrais têm a mesma cor embora pareçam diferentes.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 11 . É necessário um tempo para a adaptação. • Contraste simultâneo (adjacência): a análise das cores de um objeto não são estímulos isolados.

emite luzes diferentes que percorrem desde o vermelho. A luz branca contém uma mistura de todas as cores no espectro. A luz do dia está ao redor de 5000K.2.3 TEMPERATURA DE COR A cor da luz é medida em Kelvin (K). descreve o quão avermelhado ou azulado é uma fonte de luz. Uma luz de vela tem uma temperatura de cor ao redor de 2000K. 12 Pré-Impressão . amarelo e branco e emitiria luz azul eventualmente se nenhuma substância química ou física ocorresse. em Kelvin. A temperatura de luz.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . Os conceitos a serem considerados na visualização das cores são: • ndice de reprodução de cor: é a medida de 0 a 100 de quanto uma fonte de luz corresponde à cor da luz natural. é aquecido a temperaturas crescentes. O azul celeste está entre 12000K e 18000K. laranja. A cor da luz incandescente emitida por este objeto pode se descrita então por sua temperatura. e um céu nublado é de aproximadamente de 6250K. como um pedaço de metal. • Distribuição espectral: é a medida da quantidade de luz presente em cada comprimento de onda mostrada numa curva de radiação espectral. Quando um objeto.

A padronização desse ambiente assim como da iluminação tornase necessária para que as cores não sofram interferências. A distribuição espectral combina a temperatura de cor e o índice de reprodução. A análise das cores em diferentes tipos de iluminação. recomenda-se o uso do cinza. cores extravagantes no ambiente de trabalho e nas roupas pessoais. Pré-Impressão .Gerenciamento de Cores SENAI-SP 13 . também. preto e cinza) são recomendados ao ambiente. Evite.Uma fonte de luz com temperatura de 5000K e distribuição semelhante à luz natural é conhecida como iluminante D50. Os tons neutros ou acromáticos (branco. como uso de lâmpadas incandescentes ou fluorescentes. e até mesmo em ambientes com paredes coloridas compromete o resultado final em nosso cérebro. Como tela de fundo em um monitor de computador. A temperatura de cor ideal para a luz branca neutra é de 5000K.

é dado nos valores de 190 RED. verde ou azul da luz branca para produzir uma outra cor. 1 GREEN e 8 BLUE. Na tecnologia de vídeo (monitor/TV) usa-se o padrão RGB também conhecido por síntese aditiva ou adição de luzes monocromáticas. O vermelho. conhecido por síntese subtrativa (CMYK). ficaria 0C. variando de 0 a 100%.2. Os valores para cada canal (vermelho. 14 Pré-Impressão . Cada subtrativa primária absorve da síntese aditiva vermelho. A partir das três cores (CMY). Magenta. Amarelo e Preto. 100Y e 0K. verde e azul violeta) variam de 0 a 255.4 PADRÕES DE CORES RGB X CMYK X LAB A descrição das cores para obter no impresso ou vídeo um resultado desejado é determinada numericamente. 100M. Na impressão. O valor para produzir o vermelho apresentado acima no RGB. o padrão de cores usados para as tintas são Cyan.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . é possível produzir uma vasta gama de cores. por exemplo.

1G. isto é. Pantone e RGB são dependentes. Ao invés de misturar as tintas na impressão. Valores numéricos quantifica as respostas de um olho humano comum para comprimentos de ondas diferentes. O mesmo ocorreria em monitores diferentes com os valores de 190R. É a partir destas determinações numéricas das cores que começam os problemas de gerenciamento. geralmente cores saturadas e tons pastéis. A habilidade para definir cores com precisão é essencial à reprodução das cores. por exemplo. cores douradas e metálicas ou em substituição de cores CMYK por cores especiais economizando tintas. Além disso. 8B. Espaços como CMYK. como escala Europa. São também chamadas de cores “spots” e têm a vantagem de permitir uma maior gama de cores do que as cores de escala (CMYK) e são mais fáceis padronizar cores de identidade usadas em marcas como Cola-Cola. No exemplo do vermelho (0C. os modelos de cores citados têm espaços ou gama de cores possíveis diferentes. 100Y). das máquinas impressoras e outros fatores utilizados em sua reprodução. se fossem utilizadas duas escalas de cor. seriam formados dois vermelhos distintos. Quando converte de RGB para CMYK. O espaço RGB depende do tipo de monitor e fósforo utilizado. Maizena.Outra forma de descrever uma determinada cor é através das cores especiais. McDonald’s. Também são usadas em cores fora da gama. Japanese. fotolitos e chapas. O espaço CMYK depende também do tipo de tinta utilizado. 100M.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 15 . essas cores são pré-determinadas na própria composição das tintas. a gama de cores reduz. A escala de cores especiais mais conhecida é a Pantone®. Swop. não dependem somente da informação numérica. Pré-Impressão .

intensidade. a CIE padronizou as fontes luminosas de temperatura de cor de 5000K. As cores são descritas em três características ou coordenadas: Hue / Tom: é o comprimento de onda da luz refletida ou transmitida por um objeto. verde. pureza. mas também o ambiente no qual se analisam as cores.Foi pensando nisso que. 16 Pré-Impressão . um grupo de especialistas se reuniu. Essa comissão estudou uma forma de criar um espaço de cor que fosse independente dos equipamentos e processos de produção. quanto à forma dos olhos perceberem as cores. azul. em 1931. por exemplo. as chamadas CIE D50. laranja. foram os três atributos que as diferenciam-nas. não devem sofrer nenhuma influência. Não só a fonte luminosa. opacidade do tom. Saturação / Croma: força. rosa. Em primeiro lugar. Outra conclusão da CIE. nitidez.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . formando uma Comissão Internacional de Iluminação (CIE. Comission International de L ‘clairage). O tom é identificado pelo nome da cor ou cor da cor. como a cor analisada depende da iluminação.

Pré-Impressão .Gerenciamento de Cores SENAI-SP 17 .

pureza /saturação e fator de luminância) e a combinação de tom e a saturação (cromaticidade) têm que ser controlados para obter boas reproduções em cores. Os termos equivalentes (comprimento de onda / hue. Esses três atributos são subjetivos.Luminosidade / Brilho: falta de luz ou brilho do tom. isto é. 18 Pré-Impressão . a relação entre o claro e o escuro da cor.Gerenciamento de Cores SENAI-SP .

desde o vermelho até o azul. Os eixos cromáticos são representados por “a” (vermelho ao verde) e “b” (azul ao amarelo). Porém. Pré-Impressão . Cada ponto no diagrama é a combinação do xy e indica um tom e o seu nível de saturação. esse sistema passou por várias modificações. Quanto mais próxima do valor 100. Pode ser determinado por medições colorimétricas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 19 .Essas medições podem ser expressas em: • Valores triestímulos: quantidade de RGB presentes numa cor. com filtros vermelho. qualquer cor pode ser descrita pelas suas coordenadas de cromaticidade (xy) e pelo valor de luminância (Y). O valor de luminosidade (Y) é expresso em escala de 0 a 100 perpendicular ao plano de cromaticidade. Portanto. O sistema CIE de 1931 é a base de todos os sistemas de medição e codificação das cores. As cores mais próximas das extremidades são as mais saturadas e dificilmente são reproduzidas na impressão. verde e azul que são semelhantes à resposta dos cones da retina do olho. Não há nesse sistema um diagrama de cromaticidade. Os comprimentos de onda. sendo a mais significante o sistema CIELab de 1976. Trata-se de uma atualização do sistema xyZ em que o L representa a luminosidade e vai de 0 (preto) a 100 (branco). • Coordenadas de cromaticidade: representadas pelos eixos xy e derivadas dos valores XYZ (triestímulos). O equipamento utilizado para a medição desses atributos é o espectrofotômetro. estão posicionados nas bordas do diagrama de cromaticidade. mais clara é a cor.

O sistema CIELab representa todas as cores visíveis do universo. principalmente em scanners de DTP e softwares de edição de imagens como o .Gerenciamento de Cores SENAI-SP . 20 Pré-Impressão . Ele é usado pela maioria dos softwares gráficos. Photoshop e o Linocolor.

os monitores. na maioria dos casos. exibição e saída – utiliza um método diferente para processar as cores.3. Este alcance de cores é conhecido como gamut. portanto. Aquele azul apresentado no monitor (RGB) está fora do gamut do CMYK. ficando. A tecnologia empregada em cada equipamento permite um certo alcance de cores que aquela máquina em particular pode reproduzir ou exibir. Do mesmo modo. cada dispositivo no workflow de DTP – entrada. SISTEMA DE GERENCIAMENTO DE CORES Da mesma maneira que a percepção de cor varia de um indivíduo para outro. Um dispositivo de saída. por exemplo. tem o espaço de cor determinado por CMYK. desaturado. Há dois principais perigos para a garantia de uma boa cor em sua análise: 1. não será impresso. Pré-Impressão . 2.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 21 . Diferenças em gamuts de cores entre os dispositivos de workflow. Divergências do desempenho standard de qualquer dispositivo no workflow. limitam-se ao exibir certas cores com precisão como amarelos claros. sujo.

O CMS também pode converter uma imagem CMYK em outros dados de CMYK para um dispositivo de produção específico ou para reprodução. A determinação de WYSIWYG (What You See Is What You Get – O que você vê é o que se obtém) será satisfatória.O gerenciamento de cores tem três fases distintas: caracterização. as cores e seus controles terão fidelidade em todo o fluxo de produção. Usando os perfis criados nos dispositivos específicos. para que sejam mantidas as cores durante o processo.Um sistema de gerenciamento de cores (CMS) pode curar estes problemas e pode prover a consistência de cor que se necessita. O CMS administra as diferenças nos espaços de cor dos dispositivos no workflow. calibração e conversão. 22 Pré-Impressão . Os softwares atuais estão baseados nos sistemas CIExyZ e CIELab. Esta transformação confia em algoritmos de conversão profissionais.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . O CMS transforma os dados de RGB para Sistema independente CIE e os converte em separações CMYK.

Além disso. impressoras) • Criar um perfil dos dados Pré-Impressão . no caso da padronização. A partir daí. Esta fase determina a forma com que cada equipamento reproduz a cor e a compara com o espaço independente do CMS. não é necessário caracterizar cada impressora através de testes personalizados. criando perfis (profiles) que serão comunicados na fase de conversão. • Registrar através dos espectofotômetros. etc.3.1 CARACTERIZAÇÃO A caracterização determina como o CMS captura ou reproduz a cor usando um espaço de cor independente (geralmente CIELab) do dispositivo. genéricos ou específicos. Perfis de destino e saída tornam o processo mais complicado pois envolve varíaveis como densidade. a conversão para CMYK é mais complexa que no sistema RGB. fica difícil trabalhar com perfis normalizados por um espaço de cores independentes dos equipamentos. passa a saber como as cores são reproduzidas por cada dispositivo. colorímetros ou espectroradiômetros os valores produzidos pelo equipamento (scanner. se todas as impressoras de uma gráfica trabalham com tintas da escala Europa e papel couché. O perfil da fonte define dispositivos de entrada e o perfil de destino define dispositivos de saída. É melhor procurar trabalhar com perfis genéricos. Por exemplo. monitor. Criar ou ajustar um perfil envolve: • Capturar ou imprimir do equipamento uma imagem de referência (IT8) com cores conhecidas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 23 . ganho de ponto. Os perfis podem ser personalizados. características dos suportes e tintas. E.

3. produzindo os mesmos valores definidos no perfil. permite às impressoras simular vários processos de produção. pode se encontrar no sistema operacional o gerenciador de cores ColorSync. qual é o perfil necessário. que é responsável pela administração dos perfis e conversões de cores entre os periféricos e softwares.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . explicando porque a manipulação de uma mesma imagem entre eles. informando ao sistema. mostra as cores diferentes. Por exemplo. uma imagem editada no Photoshop e exportada ao QuarkXpress. uma área da imagem com 50% de magenta deve manter esse mesmo valor no fotolito e na prova 24 Pré-Impressão . como por exemplo. Na linha de computadores Apple Macintosh.2 CALIBRAÇÃO Os dispositivos devem ser calibrados periodicamente para manter a consistência de cor. No caso dos PCs. o gerenciamento fica por conta dos próprios aplicativos.O uso de perfis permitem ao monitor simular as cores de determinada impressora.

às variáveis da revelação e processamento dos filmes. Imagesetters. Os passos para a calibração são: • • • Estabelecer as variáveis a serem calibradas. por estarem sujeitas à sensibilidade da emulsão usada.impressa. devendo manter a consistência de cor a cada leitura. 3. Os scanners CCD geralmente são calibrados apenas uma vez.3 CONVERSÃO A fase de conversão é justamente aquela em que os valores ou espaços de cores nativos dos equipamentos (RGB / CMYK) são convertidos pelo sistema de CMS em padrões CIE como xyZ e Lab. Avaliar o resultado usando espectofotômetros. precisam ser calibradas ou linearizadas 1 ou 2 vezes ao dia.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 25 . Capturar. expor ou imprimir uma imagem de teste. à intensidade de exposição do laser. • Ajustar o dispositivo. colorímetros e densitômetros de reflexão e transparência. Pré-Impressão .

Gerenciamento de Cores SENAI-SP . o mesmo: eles expõem o original com luz e medem a quantidade de luz vermelha. Scanners mais antigos possuem apenas um CCD array contendo três filtros (vermelho. uma luz é transmitida ou refletida a sensores conhecidos por CCDs. Estas medidas são convertidas em dados digitais que são registrados então no disco de um computador. 26 Pré-Impressão . verde e azul violeta). convertem automaticamente para CMYK e limitam a gama de cores drasticamente. verde e azul refletida ou transmitida por ele. enquanto scanners mais velhos. Um original opaco ou transparente é colocado sobre a superfície de vidro para ser escaneado. Scanners mais atuais possuem três CCDs array. Estes pequenos sensores estão dispostos num chip de computador denominado CCD Array. basicamente.1 SCANNERS CCD (FLATBED) Esses tipos de scanners geralmente são planos e trabalham com a tecnologia CCD (Charge-Coupled Device – dispositivo de carga acoplada). 4. máquinas fotográficas digitais e scanners de tambor disponíveis. Estes necessitam de três passadas para capturar essas três cores RGB. um para cada cor e necessitam de uma só passada.4. Durante a varredura ou análise do original. o princípio de funcionamento deles é. Alguns scanners registram os dados em RGB.LIMITAÇÕES DE ENTRADA Nos diferentes tipos de dispositivos de entrada como scanner plano-CCD.

4 (24bits) Intervalo dinâmico impressora ink-jet: 1.5 a 2.0 Intervalo dinâmico do scanner CCD: 3. É armazenada a cor de cada pixel na memória do computador. Scanners CCD têm menor intervalo (range) dinâmico que scanners cilíndricos (fotomultiplicadores). tipos de filtros e o caminho óptico ao longo do qual a imagem é digitalizada interferem na informação das cores. Range dinâmico é a diferença entre a densidade máxima e a mínima que o fotosensor é capaz de capturar.É importante ressaltar que os dispositivos de entrada.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 27 .5 (transparência) e 2.0 O tamanho da reprodução também fica limitado já que na captura. Intervalo dinâmico do original: 4.2 a 3. O número de bits utilizados para guardar estas informações para cada pixel é chamada de “profundidade de bits” (bit depth). 4. a carga de energia de uma informação análoga gerada pelos equipamentos de CCD é quantificada em uma série de pixels por um conversor A/D. dependendo do tamanho final de uma imagem. As características da fonte de iluminação e leitura.2 PROFUNDIDADE DE BIT O mapeamento de bits de uma imagem é descrito pixel por pixel. responda de forma diferente à mesma informação de cor. de entrada) = LPI (Lineatura) X 2 (fq) X % (fator de ampliação ou redução) Para criar uma imagem digital. seus dados são matematicamente ajustados pela fórmula: PPI (res. seja uma máquina fotográfica digital ou um scanner de qualquer natureza ou marca. Pré-Impressão . Cada pixel é determinado por um número ou código binário que representa um tom específico ou nível de cinza. tal como sua idade. Eles são capazes de perceber áreas de baixa luminosidade (sombras intensas) como um scanner de alta definição.

onde não há gradação tonal. gerando arquivos extremamente grandes. vermelho escuro e completamente vermelho. Um bit pode descrever um ou dois valores (0 para desligado e 1 para ligado). o PostScript (níveis 1 e 2) não suporta mais que 32 bits. Scanners de DTP geralmente utilizam para descrever as cores 24 bits sendo 8 para cada canal RGB. maior número de cores cada pixel poderá ter. passará pelo branco. vermelho claro.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . Se a imagem for branca e vermelha. Para separações de cores em CMYK. já que na transferência para uma imagesetter ou impressora. Cada fósforo do monitor pode mostrar até 256 tons de cinza (28) que provém de um espaço de cores RGB de 16. formando uma imagem a traço (lineart). por exemplo. em muitas vezes desnecessários. são necessários 32 bits (8 para cada um dos 4 canais). Profundidade de Bits (Bit Depth) 28 Pré-Impressão .7 milhões de cores. a quantidade de níveis de cinza passa a ser de 4. de alta fidelidade. para imagens como Hi-Fi color. Com maiores profundidades de bits mais realista será a imagem.Quanto maior o número de bits usados. Alguns scanners e softwares de processamento de imagens suportam 48 bits. Se utilizar 2 bits.

A caracterização de um dispositivo de entrada é simples. os scanners mais novos já possuem os dois jogos necessários à caracterização: 1) 2) Uma imagem de referência (tipicamente o IT8 padrão). Um jogo de valores de referência para aquela mesma imagem. São fundidos os dois jogos de dados para se definir um perfil completo nos pontos onde aquele scanner em particular difere do ideal.3 CALIBRAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO DE ENTRADA O primeiro passo importante do CMS está na calibração do dispositivo de entrada para entender as pequenas mudanças de cor que ele introduz enquanto uma imagem é digitalizada. Uma imagem de referência (IT8) que contém aplicações de cores bem definidas é escaneada pelo dispositivo e este relaciona os resultados obtidos e medidos em padrão CIELab por um espectofotômetro aos valores ideais fornecidos em disquete pelo fabricante. Uma vez que o CMS entende as características individuais do scanner. Considerando que caracterização é tão importante. é pré-requisito ao processo de caracterização. Pré-Impressão .4. controlará os azuis e adaptará os vermelhos aos resultados que correspondam ao ideal. Adquirir do fabricante um dispositivo em linha com suas especificações particulares e com uma calibração regular.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 29 . descritas em termos do CIE. modelo de cor independente. A calibração deve ser executada sobre ótimas condições. poderá corrigir toda vez que se executa uma digitalização. Todos os sistemas de gerenciamento de cor dependem dos perfis de dispositivo que armazenam as características de cor de cada modelo de scanner e de cada fabricante. Uma vez que o CMS estimula essas alterações. adequadamente. A maioria dos scanners tendem a resultados que são um pouco forte nos azuis e ligeiramente mais fraco nos vermelhos.

Depois de instalar o perfil de cor (profile) em seu CMS. Comparar com o modo de referência IT8 fornecido pela CIELab.7/2. 3) Escanear o modo e referência IT8. Desativar qualquer controle de “Descreening” Sharpness e curvas de tons. executar alguns testes para conferir se o perfil produz um resultado desejado.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . . 2) Calibrar o scanner.7/1 ou IT8.Passos para a caracterização: 1) Ligar o scanner e adequar a temperatura ideal de sua fonte luminosa. ajustando foco e densidade. 30 Pré-Impressão . 6) 7) O software de gerenciamento de cores irá gerar um profile. 4) 5) Ler os valores obtidos no escaneamento. através de tarja de controle fornecida pelo fabricante.

Especificações industriais diferentes não são as únicas variáveis. As cores vistas em monitores e impressos são produzidas por fenômenos físicos completamente diferentes. É praticamente impossível exibir em um monitor as cores exatas de uma imagem impressa em papel. magenta. você muda o sinal análogo introduzindo mudanças de voltagem emitidas da placa de vídeo ao tubo de raios catódicos. exibindo resultados indesejáveis. Exibições de cor variam dramaticamente de um monitor para outro. enquanto outra tenderá para violeta. Finalmente. A maioria dos problemas associados à reprodução precisa das cores provém da reconciliação entre o espaço de cores ou GAMUT produzidos pelo fósforo vermelho.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 31 . Por outro lado. LIMITAÇÕES DO MONITOR A reprodução precisa das cores não é alcançada facilmente em um computador ou monitor de televisão. misturando-se com a cor emitida pelo monitor. O envelhecimento do hardware afeta a consistência de exibições de cor como os phosphors que tendem a degradar com o tempo. Isto pode alterar a saturação das cores como também o brilho exibido por elas. Pré-Impressão . Ajustando o brilho e contraste de seu monitor manualmente. A temperatura do monitor também varia e compromete a cor. amarelo e preto de uma impressora. verde e azul de um monitor de computador e o GAMUT produzido pelas tintas cyan. os monitores são dispositivos analógicos tendo os dados binários que ser traduzidos para gerar correspondentes níveis de voltagem elétrica para alcançar as cores no monitor. A exibição de uma marca de puro azul pode tender para turquesa. Computadores usam uma placa de hardware conhecida como placa de vídeo para executar esta tradução. as fontes luminosas externas em seu ambiente de trabalho também tem um papel fundamental.5. As cores de uma imagem digitalizada são expressas em valores binários. O mesmo tipo de monitor pode apresentar uma exibição de cor diferente depois de várias horas ligado.

como aparece em um monitor desligado. A função principal da placa de vídeo é processar a informação da cor exibida. Por fora. O tipo de placa de vídeo usada e a precisão das tabelas de cor resultará na qualidade do processo de conversão. 32 Pré-Impressão .É importante ressaltar que monitores modernos têm o próprio software de calibração. Os elétrons que batem nos phosphors geram a luz vermelha. A placa de vídeo usa sua tabela de cor e um conversor de coordenadas digitais para análogas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . essa superfície é preta. Calibrando seu monitor regularmente ou mais freqüente quanto se troca de condições ambientais de trabalho constantemente é imperativa para garantir a consistência de cor. Os monitores produzem as cores pela excitação de três tipos de fósforos (vermelho. verde e azul e suas combinações. verde e azul) provocadas por elétrons gerados pelo tubo de raios catódicos situados atrás da superfície reflexiva de vidro.

então. O próximo passo crucial do processo de caracterização envolve o uso de um fotômetro ou colorímetro. primeiro o CMS analisará como o monitor se comporta sob condições controladas. O brilho e níveis de contraste são manualmente fixados no próprio monitor. geralmente são dispositivos de medida colorimétrica e vêm com um dispositivo de borracha com sucção parecido com uma pequena máquina fotográfica que deve ser colocado diretamente sobre a tela do monitor. O CMS cria um perfil de desempenho do monitor relacionando os valores de cores atuais aos valores de cores ideais que deveriam ser emitidos. níveis de gamma e temperatura do ponto branco. MacOs. Ele.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 33 . A calibração pode adaptar-se automaticamente a um ponto branco novo e ao gamma. Estes. Uma arquivo com cores difusas é aberto. Devem ser fixados quatro elementos de calibração no monitor para caracterizá-lo corretamente: brilho. estando em contato com esse dispositivo. Para iniciar este processo. contraste. Pré-Impressão .1 CALIBRAÇÃO DE MONITORES Outro papel importante do sistema de gerenciamento de cores é assegurar que o monitor de computador emita com mais possível precisão a representação das cores em uma determinada imagem.5. O gamma e a temperatura do ponto branco do monitor são fixados dentro do próprio software do monitor e é tipicamente ajustável pelo usuário no Painel de Controle dentro do sistema operacional da plataforma (System 8. mede as cores emitidas pelo monitor e manda de volta esses dados ao CMS. às vezes até mesmo o uso de um espectrofotômetro. ou. Windows). Certos sistemas de gerenciamento de cores não precisam sofrer um procedimento de medida completo toda vez que o ponto branco ou gamma são alterados.

dispositivos e softwares compatíveis com ICC. usa um modo de gerenciamento de cores (CMM) para interpretar os perfis ICC que descrevem os espaços de cor RGB e CMYK usados no sistema. equilíbrio das cores e o ponto branco. software mais utilizado para tratamento de imagens. se você alterar a iluminação do ambiente de trabalho ou os valores de brilho e contraste do monitor. Por exemplo. Estes perfis podem se tonar parte dos 34 Pré-Impressão .2 CALIBRAÇÃO DE MONITORES PELO SISTEMA OPERACIONAL Um dos programas utilizados para calibrar o monitor quanto ao ajuste de contraste. O Adobe Photoshop. PageMaker. independente do tipo de fósforo do monitor e da placa de vídeo. • Pode-se usar aplicativos de calibração de outros fornecedores e um gerador de perfil ICC ICM 2.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . brilho. Os perfis ICC ajudam na reprodução precisa das cores em diferentes plataformas. torna os cinzas mais neutros possíveis e padroniza a exibição das imagens em diferentes monitores. gamma. Illustrator. elimina-se grande parte das distorções de cores no monitor. 5. Pode-se selecionar um perfil ICC existente ou criar um novo. Photoshop. será necessário recalibrar o sistema. a menos que um dos fatores que afeta a calibração seja alterado. é o Adobe Gamma.5. • É preciso configurar a calibração e salvá-la como um perfil ICC somente uma vez. O formato do perfil ICC foi definido pelo International Color Consortium como um padrão independente do aplicativo ou software. Ajustando esses valores.0 ou compatível com ColorSync. Essas informações são salvas como um perfil ICC.3 PERFIS ICC Um perfil ICC é uma descrição de espaço de cor.

no mínimo. • O Kodak Digital Science Color Management System: para Kodak Photo CD Acquire. Pré-Impressão .Gerenciamento de Cores SENAI-SP 35 .arquivos de imagem. ele pode simplificar o gerenciamento e cores. O módulo CMM interpreta os perfis ICC para gerenciar automaticamente questões entre diferentes espaços de cor. Os CMMs mais comuns são: • CMM interno do Photoshop: correspondência das cores entre os aplicativos.0. 2) alto).2 e Microsoft ICM 2. 3) Desative todos os parâmetros da área de trabalho que Defina o nível do ambiente de iluminação (baixo.0 > Goodies > Calibration / MacOs: Photoshop: Utilities > Calibration) ou no próprio Control Panel (Painel de Controle). Deixe o fundo de tela do computador cinza claro para que este não interfira na percepção da cor. _ hora para estabilizar a tela. PASSOS PARA CALIBRAR O MONITOR: 1) O monitor deve estar ligado. Embora não seja obrigatório o uso do ICC.1. entre diferentes monitores e a imagem final impressa. médio ou alterem a cor. 4) Inicie o Adobe Gama (Windows: Photoshop 5. • CMM dos sistemas operacionais como Apple ColorSync 2.

6) Outra opção é “carregar” e escolher um perfil ICC do monitor que melhor corresponda ao seu monitor. 36 Pré-Impressão . A mais comum é a Triniton. escolha “Personalizar” e insira as coordenadas de cromaticidade vermelha. escolha um tipo de monitor. verde e azul. 8) Ajuste o controle de brilho para tornar o quadrado cinza central o mais escuro possível (quase preto) igualando-o ao quadrado maior.5) Escolha a versão desejada: Step by Step – Passo a passo que o guiará em cada etapa do processo (>avançar).Gerenciamento de Cores SENAI-SP . conforme especificações do fabricante. Se o tipo correto não estiver listado. geralmente fornecido pelo fabricante. 7) Aumente o controle de contraste do próprio monitor para o nível máximo. 9) Em fósforos.

A temperatura de cor ideal. Pré-Impressão . 13) Escolha ajustado. obteremos o valor de gamma de 2. Gamma com base na leitura de vermelho. verde e azul: para cada cor RGB.10) Em gamma. se souber a temperatura de cor em que a imagem final será visualizada. arraste o controle para que os quadros centrais correspondam ao quadro padronizado.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 37 . 11) Escolha o gamma desejado. Arraste o controle abaixo da caixa de gamma até que o quadrado central se transforme no quadro padronizado. pode ser escolhida uma das opções: Visualizar Gamma Único: para ajustar o gamma com única leitura combinada com tons de cinza. está entre 5000 e 5300 K. aplicando a fórmula: gamma de impressão x gamma do olho = 1. Para medir o ponto escolha MEDIR e siga as instruções.2. 12) Em hardware. escolha o ponto branco conforme descrito pelo fabricante. 14) Salve as configurações.

no mínimo. 2) Acertar as condições de brilho.4 CALIBRAÇÃO DE MONITORES POR ESPECTROFOTÔMETRO 1) O monitor deve estar ligado. A informação lida pelo espectofotômetro é analisada e enviada de volta ao CMS para que este faça a compensação das possíveis invasões na emissão das cores. um vermelho puro. 38 Pré-Impressão . 34) 3) Aplique a calibração de cores no monitor. compensando as diferenças e retornando com os valores ideais ao monitor. as características específicas do monitor podem emitir o vermelho com quantidades mínimas de azul ou verde. _ hora antes para atingir a estabilidade. (ver Adobe Gama na pág. O software de calibração de monitores como o Barco Calibrator contém um arquivo de referência que servirá de base para o espectrofotômetro fazer as leituras das emissões da luz pelo monitor e compará-las com seus valores. O sistema de gerenciamento de cor comanda o monitor para que ele exiba. O software de gerenciamento de cores cria então.5. luz ambiente e gamma. Porém. para o monitor atingir as condições normais de operação.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . um perfil ou monitor profile. contraste. por exemplo.

Este é o padrão de cores original para televisão e foi substituído recentemente por SMPTE-C. Em RGB escolha uma das opções: SRGB: espaço de cor RGB padrão de muitos scanners.5 CALIBRAÇÃO DE MONITORES NO PHOTOSHOP 5. oferece um gamut maior de cores mas não trabalha bem o cyan. Pré-Impressão . • RGB da CIE: definido pela Commission Internationale d’Eclairage.5. • • RGB da ColorMatch: definido por Radius. • PAL/SECAM: padrão de cores para televisão na Europa. sem ficar restrito às limitações do monitor. 1) Escolha um arquivo > Configurações de cores > Configuração de RGB.0 5. 2) 3) • Selecione Visualizar para exibir as alterações. impressoras simples e softwares.6 CONFIGURAÇÃO DE RGB Permite descrever o espaço de cor RGB em que as imagens RGB são editadas. NTSC (1953): espaço de cor para vídeo definido pela National Television Standards Committee. • RGB da Apple: usado por versões anteriores do Photoshop exibições de imagens no MacOs.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 39 .

• • SMPTE-C: padrão de cores para televisão nos EUA.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . Sabendo a descrição do espaço de cor do scanner. 40 Pré-Impressão . é possível criar um igual para o Photoshop. geralmente Triniton ou o fornecido pelo próprio fabricante do monitor como Barco. escolha o valor de 5. 4)Escolha um conjunto de fósforos.000K. PARA CRIAR UM PERFIL PERSONALIZADO 1) Insira o valor de gamma de 2. escolha Personalizar e insira as coordenadas de cromaticidade. • Selecione “Exibir Usando a Compensação do monitor” para exibir imagens usando o espaço de cor do monitor RGB. RGB de gamut amplo: usa cores primárias puras do espectro visível. dificultando a visualização em monitores comuns e impossibilitando sua impressão. NTSC etc. 3)Em ponto branco.• SMPTE-240M: padrão de cores com alto gamut para televisão de alta definição. • Personalizado: para criar um perfil RGB personalizado. Se o tipo correto não estiver listado.2. Radius.

TekPhaser 480X. o CMM adapta as cores da imagem ao gamut ou intervalo de cores da impressora. jornal). 5) Em Objetivo. 4) Escolha em Mecanismo o CMM desejado ou interno para o CMM do Photoshop. 3) Em Perfil. apenas a exibição será afetada. tipos da papel (revestido. Se alterar as configurações depois de ter convertido pelo scanner ou pelo próprio Photoshop para o modo CMYK. 2) Em Modelo CMYK. PERFIS ICC PARA A DEFINIÇÃO DO ESPAÇO DE COR CMYK Nessa configuração. SEPARAÇÃO DE CORES 6. A imagem deve estar em RGB ou Lab para colocar os dados da configuração e.6.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 41 .1 CONFIGURAÇÃO DE CMYK A configuração de CMYK permite definir o espaço de cor usando perfis ICC. por exemplo. propriedades das tintas (escala Europa. escolha ICC. Swop. logo após. não-revestido. escolha o perfil desejado pela impressora. deve ser convertida para CMYK para que ocorra a alteração. As informações configuradas em CMYK são usadas quando se converte os valores de cor entre os modos. tabelas de separação de cores (GCR / UCR). 1) Escolha o arquivo > Configuração de cores > Configuração de CMYK. etc. escolha: Pré-Impressão . Japanese).

Para isso. é necessário o uso de um colorímetro ou espectrofotômetro que mede valores em xyZ e Lab. As cores fora do gamut são convertidas para cores de mesmas saturações. laser e cera se comportam ao imprimir estas cores. dentro do gamut. Assim como as impressoras de mesa por sublimação.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . 2) 3) Em modelo CMYK. Selecione a escala da tinta e o papel que serão utilizados na impressão. • Colorimétrico absoluto: não recomendado pois desativa o ponto branco definido. escolha interno. 42 Pré-Impressão . • Colorimétrico Relativo: para deixar as cores que entram no gamut inalteradas. amarelo e preto em determinados suportes sob certas condições de iluminação. o ganho de ponto dos meios-tons e os tipos de separações. ficando. Outra opção. é a de personalizar a sua tinta em específico suporte máquina. Uncouted/Fosco/Opaco (offset) e NewsPrint/Jornal. OPÇÃO “INTERNO” PARA DEFINIÇÃO DO ESPAÇO DE COR CMYK Esta opção permite especificar as escalas de tintas. magenta. talvez a mais correta pois quando se escolhe uma determinada escala esta está sob condições padronizadas como. 1) Escolha o arquivo > Configuração de cores > Configuração de CMYK. • Saturação: para manter os valores relativos de saturação dos pixels originais. por exemplo. porém. Swop (Specifications for Web Offset Publication). a escala de tinta utilizada em gráficas brasileiras está baseada na escala Europa (Eurostandard). de suas próprias regiões.• Percentual: para manter os valores relativos de cor entre os pixels originais conforme são adaptados ao gamut da impressora. Quando um tipo de escala ou tinta é selecionado. são fornecidos dados ao Photoshop de como se comportam as tintas cyan. Os três tipos de papel mais utilizados são: Couted/Brilhante (couché). Geralmente. o tipo de papel a ser impresso. a Europa. Toyo e Japanese.

ação que deve ser executada após configuração das cores na calibração e antes de tratar as cores imagem em Curves. Este estudo recebe o nome de Test Form e possui barra de calibração com porcentagens de 0 a 100%. o que se obtém é um preto sujo e impuro. G. etc. A medição se dá através de densitômetros de reflexão. São determinados como o preto é gerado. possui microlinhas. barras para a verificação de trapping (aceitação de uma tinta sobre a outra). obtém-se o preto.2 CONFIGURAÇÃO DE SEPARAÇÃO As opções de separação do Adobe Photoshop determinam como os fotolitos ou chapas CMYK são gerados. Este valor só deve ser ajustado após um estudo no comportamento das porcentagens obtidas na impressão em relação aos da tela ou do fotolito. Color Balance etc. devido à impureza das tintas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 43 .. a separação de cores remove pequenas quantidades das três tintas nas áreas de máximas e grises. Pré-Impressão . Na teoria. Porém. chapados para verificação de densidades ou cargas de tintas. R. Selective Color. M. 6. para que correspondam ao gamut o mais aproximado possível e à visualização mais precisa entre as cores vistas no monitor e a saída final. W (branco) e K (preto). CMY.Com o uso de um prova impressa e um espetrofotômetro. a imagem é modificada internamente pelo software para exibição em RGB. ao lado de cada cor (C. 4) Indique o ganho de ponto da impressão ou prova final. Consulte o capítulo “Limitações das impressoras” mais adiante. misturando-se CMY. Ao converter valores RGB para CMYK. Para compensar este problema na mistura das tintas . marrom. remoção de cor em área de grises e o limite total de tinta preta na impressão. Y. faça uma leitura dos valores de cor e insira os valores em xyZ ou Lab. e adicionam tinta preta. O Photoshop usa as configurações das informações atribuídas ao RGB e CMYK. Depois de convertida para CMYK. Para executa separações de cores as cores primárias aditivas RGB são substituídas pelas suas complementares CMY. B. balanço de grises e contrastes. ou melhor.

44 Pré-Impressão . obtém-se como resultado a aplicação de menos tinta na impressão e maior contraste nas sombras. uma fotografia tirada à noite. nas áreas em que as três tintas estão em quantidades iguais ou próximas. 6. Como usa menos tinta. Porém. sendo a secagem mais rápida.As duas maneiras mais utilizadas para essa complementação da tinta preta são o GCR (Gray Component Removal / Remoção do componente cinza) e UCR (UnderColor Removal / Remoção da cor de base). Eliminando as cores das sombras e substituindo por quantidade maior de preto. ou seja. esse processo (UCR) prejudica as áreas saturadas e imagens que contenham tons de pele. esse processo é muito utilizado nos jornais ou em imagens escuras.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . como por exemplo. cores de produtos etc. com excesso de sombras. a tinta preta é utilizada para substituir as três cores CMY nas áreas neutras.4 UNDERCOLOR REMOVAL – UCR Nesse tipo de separação.

Gerenciamento de Cores SENAI-SP 45 . Esse sistema consiste em substituir porções de CMY em áreas coloridas e em áreas neutras.6.4 GRAY COMPONENT REPLACEMENT – GCR O mais utilizado e que tem um resultado melhor. como mostra a figura abaixo: Pré-Impressão . produzindo cores escuras mais saturadas e equilibrando melhor os cinzas na impressão. é o GCR.

Em composição do preto. Geralmente. tendo. a separação de cores pelo Photoshop produz excelentes resultados. geralmente varia de 85 a 95%. coloque o valor 0%. 46 Pré-Impressão . não é necessário uma quantidade tão elevada de tinta o que dificultaria a secagem na impressão. que converter a imagem para RGB e novamente para CMYK para ajustar as novas configurações. Escolha UCR ou GCR. 2) 3) 4) Em Modelo CMYK. Aumentar o UCA implica em aumentar as tintas CMY nas áreas de sombra. 1) Escolha Arquivo > Configuração de cores > Configuração de CMYK. Para a opção de personalizar a composição preto. médio ou suave ou personalize sua curva do preto. 5) Em Limite de Tinta Preta. por exemplo). coloque o valor máximo que sua impressora suporta. como as áreas escuras rebaixam as cores CMY e elevam o preto. por exemplo). determine máximo. porém. 6) No Limite Total das Tintas o número máximo que se pode chegar numa impressão é de 400% (100% para cada tinta). escolha interno. as curvas CMY se ajustarão automaticamente. 7) A intensidade de UCA (Adição de Cor Base) compensa falhas de posterização ou perda de densidade em áreas escuras e neutras. Em UCR. Se não tiver informações junto à gráfica dessa falha. esse valor varia de 220 a 260% (60C + 50M + 50Y + 90K.Na maioria dos casos. no caso de uma mesma imagem ser impressa em couché para uma revista e jornal para um anúncio na Folha. por exemplo. Quando necessário.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . Esse valor. pode-se modificar os métodos. no caso do GCR este número varia de 280 a 320% (90C + 80M + 80Y + 60K. Porém.

Para a máquina não sofrer muitas variações. é a calibração das Imagesetters ou platesetters. Esses valores deixam o filme o enegrecido o suficiente para que a luz não atravesse-o e não prejudique a gravação da chapa ou matriz de impressão.6 e 4. O filme utilizado. na regeneração e desgaste deste.0) já que os tempos de exposição da matriz (Cyrel) são também elevados. O primeiro passo da linearização é ajustar a força do laser em relação à densidade desejada no filme.0. no tipo e sensibilidade do filme (emulsão) e no laser utilizado na gravação do fotolito ou chapa. o filme deve ter densidade mais elevada (acima de 4. as invariáveis provocadas no fotolito estão nos químicos utilizados para processamento de filme. A obtenção de um fotolito e chapa de impressão (matiz) exige precisão pois é a partir de suas informações que verificam-se os problemas na impressão. deve ter alta densidade. LIMITAÇÕES DE SAÍDA 7.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 47 . A Agfa Avantra 25 trabalha com laser Pré-Impressão . as densidades estão entre 3. Geralmente.7. O processo de calibração destes periféricos é chamado de Linearização. Linearizar significa ajustar a força do laser utilizado na gravação de acordo com os desgastes normais dos químicos e às diferentes densidades dos filmes. A linearização se torna necessária quando há troca de químico e/ou de filme. no caso de impressão tradicional. como é o caso do filme Matte utilizado nesse processo.1 LINEARIZAÇÃO DE IMAGESETTERS E PLATESETTERS Após a calibração do monitor e configuração da separação de cores. por sua vez. Um primeiro fator importante a se considerar na passagem dos documentos digitais à impressão. Na maioria das vezes. É importante conhecer o tipo de laser que cada máquina trabalha e utilizar o respectivo filme. convém trabalhar sempre com o mesmo tipo de filme e químico. na temperatura. No caso da Flexografia. convém enviar uma prova teste ou test-form à impressora com a finalidade de obter valores de variações do processo.

portanto. Por exemplo. O scanner Hell370 trabalha com laser Argônio (azul) e assim por diante. Portanto está três steps acima do atual. estarão mais altas. Abaixo. No exemplo. uma representação de steps de 10 em 10 a 2400 dpis. o novo valor subirá de 250 a 280. Se for de 10 em 10 a força do laser terá um acréscimo de 30 (3 steps acima x 10). Quanto maior a resolução. PARA AJUSTAR A FORÇA DO LASER 1) Expor um teste padrão na própria máquina para cada uma das resoluções que ela trabalha.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . a Avantra trabalha com resolução de 1200. Portanto.HN (Hélio Neon).20) 3) Identifique o step que se ajusta à densidade desejada. Esse teste padrão para cada máquina possui steps que podem variar de 1 em 1. 4) Determine a nova força do laser. o filme é mais sensível ‘luz vermelha (HN) e a luz de segurança é a verde. 2400. 3600 dpis. A Mark40 (Linotype) trabalha com laser IR (Infra-Red). as áreas que deveriam ser de 50%. menor será a força do laser utilizada. No exemplo.80. 5 em 5 ou 10 em 10 na força de laser. 2) Através de um densitômetro de transmissão. a densidade é 3. 48 Pré-Impressão . Possui faixas com variações na densidade e faixas com retícula de 50%. A sensibilidade do filme está entre 530 e 630 nm. medir os steps pela função densidade e anotar os valores (o step menor indicado pela seta é a força de laser atual. Se a densidade estiver muito alta. 1800. é a densidade na qual o filme está sendo produzido = 3.

pelo PS Printer o PPD (drive) da máquina no Chooser. Para isso. o Calibrator. é necessário ajustar as porcentagens para que não ocorra variação ou deformação do ponto no filme. o valor a ser anotado na segunda coluna é de 55%. Imprimir / expor um teste sem alteração de dados. na chapa e assim por diante. O próprio software de calibração se encarrega de fazer as alterações e construir uma curva de compensação. a resolução e o tipo de ponto (redondo. Onde é 10% no arquivo. medir os valores percentuais e anotá-los na segunda Pré-Impressão . de 0 a 100%. quadrado ou cristal raster . deve ser 10% no fotolito . 1) Selecione. 2) Escolha a lineatura a ser usada. Então. Por exemplo. A segunda coluna indica os valores que serão colocados após a medição no densitômetro. A primeira coluna indica os valores sem alteração. na função Dot coluna. (% ponto). 4) Através de um densitômetro de transmissão. elíptico. no caso da Avantra e RIP Taipan. E a terceira coluna indica os valores desejados.estocástica) 3) Aparecerão três colunas com porcentagens de 5 em 5%. na área de 50% (desejado) mediu-se 55%. existe um software do fabricante da Imagesetter.Após o ajuste da força do laser e da densidade do filme. Normalmente. Variações de mais de 1% não devem ser aceitas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 49 . a primeira e a terceira coluna devem possuir valores iguais pois a porcentagem que se tem no arquivo não pode sofrer alteração no filme.

Gerenciamento de Cores SENAI-SP . rotogravura e flexografia.). a mesma imagem invariavelmente parecerá diferente quando for impressa em tipos diferentes de impressoras. Ouras cores especiais. estão sendo desenvolvidos outros métodos que utilizam cores adicionais. magenta. impressoras digitais. Isto traz para o Hexachrome a técnica mais apropriada já que as máquinas mais desenvolvidas instaladas no mercado possibilitam a impressão de seis cores. Enquanto o uso das quatro cores de processo (CNYK) na impressão é o método mais usado. Cada um destes dispositivos utiliza uma tecnologia diferente. toners de impressora digital. etc. tintas de jato. 7. 50 Pré-Impressão . Impressão direta ou indireta. O processo Hi-Fi Hexachrome (Pantone® Inc. por exemplo. Consequentemente.3 CARACTERIZAÇÃO DE IMPRESSORAS E PROVAS DIGITAIS A mesma imagem impressa em vários dispositivos de impressão pode ter resultados diferentes. Assim há diferenças muito significantes entre os espaços de cor das impressoras diferentes no workflow. amarelo e preto combinadas com mais duas especiais: verde e laranja. diferentes matrizes de impressão. há a necessidade de calibrar o dispositivo de impressão específica e adequadamente.2 IMPRESSÃO FINAL Há uma variedade de dispositivos de impressão disponíveis para nós atualmente: impressoras de mesa. Um método denominado de HiFi Color utiliza além das quatro cores CMYK para impressão.7. possibilitando o uso de cores que não se consegue obter ou que estão fora do gamut do CMYK. tintas líquidas e pastosas. usa seis tintas de impressão: cyan. plotters e impressoras para offset. A menos que um CMS seja usado para corrigir as diferenças em espaços de cor. proofers.

Caracterizar um dispositivo de impressão é semelhante a caracterizar um scanner ou um monitor. oferecem a opção de medir e comparar (on screen) o perfil que é construído com o mais recente perfil registrado. possibilita padronizar sua própria curva de calibração para cada cor (ver na pág. Para cada nova situação. a tinta. O tipo de papel ou outro material de apoio. assim. Além disso. É importante lembrar que o perfil que se constrói para uma situação particular não será válido para qualquer outra situação. é melhor fazer para uma impressão industrial padrão IT8 7/3 que contém 928 remendos pequenos de cores diferentes. Por exemplo. impressor deve haver uma recaracterização.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 51 . até mesmo a temperatura de seu ambiente de trabalho influenciam a precisão de sua caracterização. construindo. Neste caso. tem que se estabelecer uma situação ambiental estável na qual todos os parâmetros de produção serão iguais a quando se executa o trabalho de impressão final. O CMS possui os valores estimados e relaciona-os com os valores CMYK originais obtidos. Pré-Impressão . suporte. troca de tinta. Antes de imprimir o IT8 7/3. o CMS pode compensar isto reduzindo a quantia de vermelho nas imagens. as técnicas de reticulagem. 46 Calibração do Splash-Majestik). em que um ou mais parâmetros tenham sido alterados. definidos em valores de CMYK ( ver figura na página 21). se as medidas da tabela IT8 7/3 estiverem no geral um pouco avermelhadas. Alguns dos sistemas de gerenciamento de cor disponíveis atualmente. Cada um dos remendos de cor do IT8 7/3 impresso será medido com um colorímetro ou espectrofotômetro. o CMS executará os ajustes necessários automaticamente na informação de cor enviada à impressora. Uma vez que este perfil é construído. um perfil completo da impressora.

5) O CMS gerará um profile de saída que será instalado nos aplicativos ou drives de impressão. o ganho de ponto é a variável mais importante a ser controlada. o tipo de matriz utilizada e o tipo de tinta. O ganho de ponto físico é causado pelo excesso de pressão exercida no processo de impressão em que o ponto se deforma e espalha pela 52 Pré-Impressão . Se o ganho de ponto previsto. Esse aumento de ponto aumenta de 5 a 35% e suas principais causas são as pressões exercidas entre a chapa. deve ser diminuído em mais ou menos 20% no filme. 4) Esses valores são comparados com os valores CMYK enviados pela impressora.Gerenciamento de Cores SENAI-SP .1) Deixar a impressora em condições normais de operação: temperatura e calibração padrão do fabricante. Existem dois tipos de ganho de ponto: o físico e o óptico. O papel jornal tem maior ganho de ponto que o couché pois é um papel macro-poroso e faz com que a tinta penetre mais em sua superfície. passará na impressão a 70%.4 GANHO DE PONTO Durante o processo de impressão. 2) 3) Gerar uma saída da tabela IT8 7/3. blanqueta e cilindro contra-pressão das máquinas. Uma área que tinha 5 % de ponto. O ganho de ponto provoca o escurecimento da imagem principalmente nos meios-tons e deve ser ajustado ou compensado na separação e no tratamento de imagem. for de 20% na impressão. Ganho de ponto é o aumento ou deformação do ponto de retícula na impressão em relação ao fotolito. passando a 30%. o suporte e sua porosidade. Ler os valores obtidos e enviá-los ao software de gerenciamento de cores. convém diminuir a porcentagem proporcional no filme. 7. Portanto. por exemplo.

Pré-Impressão . onde há tinta uma parte dessa luz é absorvida e outra refletida. onde a circunferência é maior. faz com que parte dessa luz seja absorvida. Para impressoras digitais e de mesa. Por isso. é necessário estudar a máquina e o tipo de impressão. a penetração da tinta pelo papel nos contornos dos pontos impressos. Para controlar o ganho de ponto na impressão e compensá-lo na separação de cores. maior será o ganho de ponto óptico. E quanto menor o ponto ou maior a lineatura. mas.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 53 . o resultado é indesejado.superfície do papel. determinando qual é o comportamento dela em cada área do impresso. Existe no mercado um valor médio que as pessoas utilizam para compensar o ganho de ponto. retículas estocásticas têm maior ganho de ponto. Quando a luz atinge a superfície do papel. M alguns casos esse valor médio se adequa ao resultado. Muitos estudos analisaram diversas máquinas de impressão e obtiveram como resultado uma grande variação de uma para outra. Onde não há tinta (branco) essa luz deveria ser totalmente refletida. Isso ocorre principalmente em áreas de 50%. depois de imprimir os IT8 7/ 3. Porém. o CMS processará os valores gerados compensando o ganho de ponto na própria calibração. muitas vezes. O ganho de ponto óptico ocorre pela absorção da tinta pelo papel.

Kodak. em 1993. A tecnologia WYSIWYG (o que você vê é o que você obtém) não existe a não ser que haja o gerenciamento de cores. Microsoft.Gerenciamento de Cores SENAI-SP . cada fabricante e seu dispositivo tinha o seu próprio gerenciamento de cores e perfil para descrever o comportamento de cor particular. 54 Pré-Impressão . Apple. Os sistemas operacionais disponíveis hoje. GERENCIAMENTO DE CORES HOJE Até 1993. Sun e Taligent fundaram o International Color Consortium (ICC) para criar um sistema de gerenciamento de cores aberto. esta proliferação de múltiplos padrões de cor torna-se completamente imprópria. Perfis ICC contém esta informação. utiliza o gerenciamento de cores provido do sistema operacional e mantém a constância da cor. Porém. mais e mais os fabricantes de artes gráficas estão desenvolvendo aplicações que apoiam perfis de ICC. em troca pede um espaço de cor desejado (CMM) para cumprir o pedido. a visualização de uma imagem em diferentes aplicativos ainda é falha. Dado o fato de que os desenhistas e outros profissionais de arte gráficas usam uma combinação de dispositivos de fabricantes diferentes. Finalmente. a pré-impressão e seus principais fornecedores de equipamentos como Adobe. Hoje. temos que saber o espaço de cor de um determinado dispositivo para executar a compensação para o ideal. O primeiro resultado da iniciativa do ICC foi a criação e implementação de padrões por descrever caracterizações de cor de dispositivos diferentes. SIG. A aplicação de software chama ao sistema operacional . para manter a constância de cor na impressão.8. O resultado gerado por todos eles. conhecidos como Perfis de Cor ICC. Como nós aprendemos. Fogra. porém. ColorSync (Macintosh) e ICM (Windows) e UNIX e SUN baseiam-se no Gerenciamento de Cores. Agfa.

SOUTHWORTH. – “Controlando a Cor” – Revista Publish Ano 8 nº 36 Jul/Ago 1998. BIBLIOGRAFIA AGFA – “The Secrets of Color Management”. Donna – “Color Separation on the Desktop” – “Separação de Cores em Desktop” – tradução: Manoel Mateigas de Oliveira FILHO. Clóvis Pires Jr. Sérgio Rossi – “Teoria das Cores para Operadores de Macintosh” – apostila CASTANHO.Digital Color Press – volume five ADOBE – “Guia do Usuário” e “Class Book” (tutorial – Photoshop 5.Gerenciamento de Cores SENAI-SP 55 .0 SOUTHWORTH.9. Pré-Impressão . Miles.

Gerenciamento de Cores SENAI-SP .56 Pré-Impressão .