Decreto 52497/70 | Decreto nº 52.

497, de 21 de julho de 1970 de São Paulo 21/07/1970
Aprova o Regulamento a que se refere o artigo 22 do Decreto-lei 211, de 30 de março de 1970, que dispõe sobre normas de promoção, preservação e recuperação da saúde no campo de competência da Secretaria de Estado da Saúde Citado por 13 ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ, GOVERNADOR DO ESTADO DE SÃO PAULO, no uso de suas atribuições legais, Decreta: Artigo 1.º - Fica aprovado o Regulamento a que se refere o artigo 22 do Decreto-lei nº 211, de 30 de março de 1970, que dispõe sobre normas de promoção, preservação e recuperação da saúde, no campo de competência da Secretaria de Estado da Saúde, na forma do texto anexo a este decreto. Artigo 2.º - Este decreto entrará em vigor no dia 27 de julho de 1970. Palácio dos Bandeirantes, 21 de julho de 1970. Citado por 1 ROBERTO COSTA DE ABREU SODRÉ Walter Sidnei Pereira Leser, Secretário da Saúde Publicado na Casa Civil, aos 21 de julho de 1970. Maria Angélica Galiazzi, Responsável pelo S.N.A. REGULAMENTO DA PROMOÇÃO, PRESERVAÇÃO E RECUPERAÇÃO DA SAÚDE NO CAMPO DE COMPETÊNCIA DA SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PRIMEIRA PARTE SANEAMENTO Livro I Saneamento Básico Artigo 1.º - Todo e qualquer serviço de abastecimento de água ou de coleta e disposição de esgotos deverá sujeitar-se ao controle da autoridade sanitária. Artigo 2.º - Os projetos de sistemas de abastecimento de água e de coleta de esgotos destinados a fins públicos, deverão ser elaborados em obediência às normas e especificações baixadas pelo órgão técnico encarregado de examiná-los. Citado por 1 Artigo 3.º - Nos projetos e obras de sistemas de abastecimento de água deverão ser obedecidos os seguintes princípios gerais, independentemente de outras exigências técnicas estabelecidas em normas e especificações: I - o aproveitamento deverá ser feito em manancial de superfície ou subterrâneo; a água, após o tratamento, obedecerá aos padrões estabelecidos para o tipo de consumo; II - as tubulações, suas juntas e peças especiais deverão ser de tipo e material aprovados pela Associação Brasileira de Normas Técnicas tendo em vista conservar inalteradas as características da água transportada;

III - à água de distribuição deverá ser adicionado, obrigatoriamente, um teor conveniente de cloro ou seus compostos, para fins de desinfecção ou de prevenção contra eventuais contaminações, utilizando-se, para esse fim, aparelhamento apropriado; IV - a fluoretação de águas de abastecimento obedecerá às normas técnicas a serem expedidas pelo órgão competente; V - toda água natural ou tratada contida em reservatórios, casas de bombas, poços de sucção ou outras estruturas, deverá ficar suficientemente protegida contra respingos, infiltrações ou despejos, devendo tais partes ser construídas com materiais à prova de percolação e as aberturas de inspeção ser dotadas de dispositivos que impeçam a entrada de líquidos estranhos; VI - não será permitida a interconexão de tubulações ligadas diretamente a sistemas públicos, com tubulações que contenham água proveniente de outras fontes de abastecimento. Artigo 4.º - Para a aprovação dos planos de arruamento e loteamento será exigido, a critério da autoridade sanitária, a apresentação de projetos completos de sistemas de abastecimento de água, de coleta e disposição de esgotos sanitários e pluviais, inclusive das instalações de tratamento ou depuração, elaborados de conformidade com as normas e especificações que forem estabelecidas. Artigo 5.º - Os conjuntos habitacionais deverão possuir sistemas de abastecimento de água e de disposição de esgotos sempre que o serviço local não tiver condições para proporcionar o devido atendimentos através de suas redes. Parágrafo único - Caberá à autoridade sanitária decidir a forma pela qual as habitações ou edifícios deverão ser supridos de água e dispostos seus esgotos. TÍITULO I Das Águas e dos Esgotos Artigo 6.º - Todo edifício será abastecido de água potável, em quantidade suficiente ao fim a que se destina, e dotado de dispositivos adequados destinados a conduzir e a receber resíduos sólidos e líquidos. Artigo 7.º - O sistema de abastecimento domiciliado de água e o de escoamento das águas residuais não podem afastar-se das condições mínimas estabelecidas por este Regulamento, pelas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas e pelos regulamentos dos órgãos competentes. Artigo 8º - Os prédios deverão ser abastecidos diretamente da rede pública quando houver, sendo obrigatória a existência de reservatórios enquanto o abastecimento público não puder ser feito de modo a assegurar absoluta continuidade no fornecimento de água. Artigo 9.º - A capacidade total dos reservatórios será equivalente ao consumo diário do prédio. Artigo 10 - Os reservatórios terão a superfície lisa, impermeável e resistente, não podendo ser revestidos de material que possa contaminar a água e serão providos de: I - cobertura adequada; II - torneira de bóia na entrada da tubulação de alimentação; III - extravasor com diâmetro superior ao da canalização de alimentação, não desaguando na calha ou no condutor do telhado e sim, em ponto perfeitamente visível; IV - canalização de limpeza, funcionando por gravidade ou por meio de elevação mecânica, no

caso de reservatórios inferiores. Artigo 11 - É expressamente proibida a sucção direta da rede de distribuição. Artigo 12 - Toda habitação terá o ramal principal de escoamento nunca inferior a 10 mm de diâmetro e provido, no mínimo, de dispositivo de inspeção. Parágrafo único - Se a ligação de dois ou mais prédios for por um mesmo ramal principal inevitável, o diâmetro deste será calculado em relação à declividade existente e ao número de prédios que servir, devendo situar-se, obrigatoriamente, em um corredor ou viela sanitária descoberta. Artigo 13 - Os ramais domiciliares deverão ser colocados em trechos retilíneos, não sendo permitidas inflexões ou curvaturas em planta e em perfil. Parágrafo único - Quando não for possível a construção de ramais em trechos retilíneos, deverão existir, nos pontos de inflexão, dispositivos que permitam inspeção e limpeza fáceis. Artigo 14 - Os aparelhos sanitários, quaisquer que sejam os seus tipos, serão desconectados dos ramais respectivos por meio de sifões individuais com fecho hidráulico nunca inferior a 5 cm., munidos de opérculos de fácil acesso à limpeza ou terão seus despejos conduzidos a um sifão único, segundo a técnica mais aconselhada. Artigo 15 - É expressamente proibida a introdução direta ou indireta de águas pluviais nos ramais domiciliares de esgotes sanitários. Artigo 16 - Os edifícios, sempre que colocados nas divisas dos lotes ou dos alinhamentos, serão providos de calhas e condutores para escoamento das águas pluviais. § 1.º - Para efeito deste artigo excluem-se os edifícios cuja disposição dos telhados orientem as águas pluviais para o próprio terreno da área construída. § 2.º - As águas pluviais provenientes das calhas e condutores dos edifícios ou mesmo das áreas descobertas deverão ser canalizadas até as sarjetas ou galerias das imediações, passando sempre por baixo das calçadas. § 3.º - Nos prédios já ligados à rede coletora de esgotos, a retirada de ralos nela ligados e destinados a receberem águas pluviais será obrigatória, e, desde que o prédio entre em reforma, obriga-se o proprietário a removê-los ou inutilizá-los. Artigo 17 - Todos os sifões, exceto os autoventilados, deverão ser protegidos contra dessifonamento e contrapressão, por meio de ventilação apropriada. Artigo 18 - A instalação deve ser ventilada através de: I - tubos de queda prolongados acima da cobertura do edifício; II- canalização independente e ascendente, constituindo tubos ventilados; Parágrafo único - O tubo ventilador poderá ser ligado ao prolongamento de um tubo de queda acima da última inserção de ramal de esgoto. Artigo 19 - É expressamente proibida a passagem de tubulações de água dentro de fossas, ramais de esgoto, poços absorventes, poços de visita e caixas de inspeção. Parágrafo único - A proibição se estende às tubulações de esgotos, de qualquer natureza, que não poderão passar pelo interior de depósitos ou caixas de água.

TÍTULO III Dos Aparelhos Sanitários Artigo 20 - As bacias sanitárias, os mictórios, e demais aparelhos destinados a receber despejos devem ser de louça, de ferro fundido ou de outro material de idênticas ou melhores características, obedecidas as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas. Parágrafo único - É expressamente proibida a instalação de aparelhos sanitários, pias ou lavatórios construídos de cimento. Artigo 21 - Não serão permitidas peças das instalações sanitárias de qualquer natureza que apresentem defeitos ou soluções de continuidade que possam acarretar infiltrações ou acidentes. Artigo 22 - Os receptáculos das bacias sanitárias devem fazer corpo com os respectivos sifões, devendo permanecer na bacia uma quantidade de água suficiente para impedir a aderência de dejetos. Artigo 23 - As válvulas fluxíveis deverão ser instaladas sempre em nível superior ao das bordas do receptáculo dos aparelhos e serão providas, obrigatoriamente, de dispositivos que impeçam a aspiração de água contaminada do aparelho para a rede domiciliária de água. Artigo 24 - Os mictórios serão providos de dispositivos de lavagem ligados à caixa de descarga ou válvula fluxível. Artigo 25 - Os despejos das pias da copa e cozinha de hotéis, restaurantes e estabelecimentos congêneres passarão, obrigatoriamente, por uma caixa de gordura. Artigo 26 - Haverá sempre um ralo instalado no piso dos compartimentos sanitários e nas copas, cozinhas e lavanderias. Artigo 27 - Os aparelhos de um compartimento sanitário, exceto a bacia e o mictório, poderão, ter seus despejos conduzidos a um ralo sinfonado, provido de inspeção ao invés de irem diretamente ao tubo de queda. LIVRO II Construcoes, Reconstrucoes e Instalacoes TI TULO I Das Normas Gerais Para Construção, Reconstrução e Instalação Artigo 28 - Nenhuma construção, reconstrução ou reforma de prédio, qualquer que seja o fim a que se destine, bem como loteamento ou arruamento poderá ser iniciado sem que obedeça às exigências mínimas estabelecidas neste Regulamento e nas suas Normas Técnicas Especiais. Artigo 29 - As instalações de estabelecimentos diversos, fabris ou não, em prédios já construídos, deverão ser aprovadas mediante apresentação das plantas completas e memoriais. Artigo 30 - Os projetos a que se refere o artigo 28 serão submetidos a exame prévio da autoridade sanitária competente, que após visar as plantas arquivará uma via completa, devolvendo as demais ao interessado, e deverão compreender as seguintes partes: I - plantas de todos os pavimentos com a indicação do destino de cada compartimento; II - elevação das fachadas voltadas para as vias públicas; III - cortes transversal e longitudinal;

os perfis longitudinal e transversal do terreno. para cortes e fachadas: 1:200 para planta de locação e perfis do terreno. quando os municípios dispuserem de corpo técnico de engenharia. o qual deverá satisfazer as exigências deste Regulamento e das suas Normas Técnicas Especiais. Parágrafo único . § 1.a tinta azul.a tinta preta.Todas as partes gráficas e memoriais do projeto deverão ter. Parágrafo único . Artigo 31 . II . acréscimo ou reconstrução serão representados: 1 . Artigo 34 . V . Artigo 33 .IV . as partes a conservar. parcialmente.º .do responsável técnico pela construção.A aprovação prévia da Secretaria de Estado da Saúde poderá ser dispensada. § 2. tomado como referência de nível.O responsável técnico e o autor do projeto deverão indicar o número de registro no Conselho Regional de Engenharia.do autor do projeto.º . as partes de madeira. em todas as vias. III . VII .Nos projetos de reforma. os elementos construtivos de ferro ou aço.º . para as providências cabíveis. pés-direitos e posição das linhas limítrofes.A escala não dispensa o emprego de cotas para indicar as dimensões dos diversos compartimentos.planta de locação na qual se indique a posição do edifício a construir.Neste caso as Prefeituras Municipais enviarão à Unidade Sanitária.a tinta vermelha. cópia do projeto aprovado. o nível do eixo da rua. as partes a construir. Outras escalas só serão usadas quando justificadas tecnicamente. § 1.do proprietário ou seu representante legal. e comunicará tal fato à Prefeitura Municipal.a tinta "terra de siena".º . 2 . as partes a demolir .a tinta amarela. 3 .Se a autoridade sanitária verificar que não estão sendo observadas as especificações do projeto ou que a construção se iniciou sem projeto aprovado intimará o construtor a suspender a obra. Arquitetura e Agronomia. 1:50 ou 1:100.indicação do sistema de tratamento das águas residuais. § 2. 4 . as assinaturas autografadas: I . 5 . em relação às divisas do lote e às outras construções nele existentes e sua orientação.A aprovação de projetos é instalação de estabelecimentos que causem incômodos à . VI . Artigo 32 . e meios adequados a fim de evitar a poluição do solo e do ar.Alterações no projeto aprovado só poderão ser feitas mediante aprovação da autoridade sanitária competente.As peças gráficas obedecerão às seguintes escolas: 1:100 para as plantas do edifício.memoriais descritivos dos materiais a serem empregados na construção e memoriais industriais quando se tratar de fábrica ou oficina.

Nenhum prédio situado em local provido de redes de distribuição de água e coleta de esgotos poderá ser habitado sem que seja ligada às respectivas redes.Os estabelecimentos neles instalados obedecerão às características especiais a cada caso com adaptação às condições do conjunto. Artigo 39 .Cada prédio deverá ter um sistema independente de afastamento de águas residuais. Artigo 44 . sendo o solo do poleiro impermeabilizado e com declive adequado para escoamento das águas.Nos locais onde não houver rede coletora de esgotos sanitários.As paredes externas terão a espessura mínima de um tijolo e as demais de meio tijolo. Serão aceitas os materiais que.º . Parágrafo único . terão espessura de um tijolo. evitando prejuízo à saúde de terceiros. § 1. poderão ser tolerados poços à critério da autoridade sanitária.Era casos especiais. de uso público. a critério da autoridade sanitária. Artigo 37 . Artigo 38 .Os tanques de lavagem serão obrigatoriamente ligados à rede coletora de esgotos sanitários. Parágrafo único . TÍTULO II Das Condições Gerais e Impermeabilização Artigo 35 . à rede coletora de esgotos sanitários.º . Artigo 43 . através de um fecho hidráulico. § 2. Artigo 40 .A cobertura dos edifícios será feita com materiais impermeáveis. o proprietário deverá impermeabilizar as paredes limítrofes próprias e as do vizinho. Artigo 41 .vizinhança com ruídos ou choques. passando para baixo das calçadas.As paredes internas. situados na zona urbana. mediante impermeabilização entre os alicerces e as paredes e em todas as superfícies em contato com o solo.Os galinheiros de uso exclusivamente doméstico. será da alçada exclusiva da Secretaria de Estado da Saúde. incombustíveis e maus condutores de calor. lavabos e depósitos de água potável.Nos locais providos de rede pública de água canalizada.Havendo alteração nas condições do imóvel.Os aeroportos. Artigo 42 . . apresentem igual impermeabilidade e isolamento acústico. estações rodoviárias e ferroviárias e estabelecimentos congêneres serão providos de instalações sanitárias. que possuam resíduos industriais ou que possam poluir a atmosfera. e sua instalação será feita fora da habitação. imputrecíveis. Artigo 36 .Não é permitida a ligação de águas pluviais ou resultante de drenagem. compete à autoridade sanitária determinar o processo mais indicado para o afastamento das águas residuais do prédio. serão toleradas paredes externas de meio tijolo.Toda edificação deverá ser perfeitamente isolada da umidade e emanações provenientes do solo.Todos os edifícios situados no alinhamento da via pública deverão dispor de calhas e condutores que conduzirão as águas pluviais até as sarjetas. Parágrafo único . com menor espessura. a critério da autoridade sanitária. Parágrafo único . serão tolerados. a critério da autoridade sanitária. que constituem divisão entre habitações residenciais distintas.

A dimensão mínima não será inferior a 1.Artigo 45 . caixas de escada e corredores com mais de 10m de comprimento. será suficiente o espaço livre fechado. Artigo 51 .ventilação indireta por meio de forro falso através de compartimento contíguo. considera-se a hipótese de que exista na divisa do lote. largura não inferior a 1m. § 4. § 3.Para ventilação de compartimentos sanitários. e área mínima de 10 m2. poços e «hall» de elevadores.Toda a habitação deverá dispor. os de uso coletivo até 10m de comprimento.quando para insolação dos dormitórios.Para fins de iluminação e ventilação. .Os espaços livres abertos em duas faces .Para efeito deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. salões e locais de trabalho. credenciada na forma deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. salas.50m e a relação entre os lados de 1:1. Para cada pavimento excedente haverá um acréscimo de 1 m2 por pavimento. em prédio até 4 pavimentos. extensão não superior a 5m.5. os espaços livres fechados. serão contadas entre as projeções das saliências exceto nas fachadas voltadas para o quadrante Norte. desde que garantidos por recuos legais obrigatórios ou servidão em forma legal. a dimensão mínima será de 2m e seus lados guardarão a relação de 1:1. Parágrafo único . Artigo 48 . uma cozinha e um compartimento sanitário.5. não podendo ser inferior a 2m. área equivalente a H2/4 (H ao quadrado dividido por quatro). Artigo 46 .Nenhum prédio de construção nova ou modificada poderá ser utilizado sem o Alvará de Habite-se da autoridade sanitária estadual ou municipal.º . de área mínima de 4 m2.Excetuam-se os corredores de uso privativo. Parágrafo único . em planta. as caixas de escadas. TÍTULO III Da Orientação. Artigo 50 . parede com altura igual a máxima das paredes projetadas. iluminação e insolação serão também considerados os espaços livres contíguos de imóveis vizinhos. todo o compartimento deverá dispor de abertura comunicando-o diretamente com o exterior.Consideram-se suficientes para insolação de dormitórios. de um dormitório. Artigo 49 . com altura não inferior a 0.º . com acréscimo de 2 m2 para cada pavimento excedente dos 3. devendo as escadas de uso obrigatório ter iluminação natural.º .º . comunicação direta com o exterior.40m. podendo ter qualquer forma desde que possa ser inscrito no plano horizontal um círculo de diâmetro igual a H/4.Para efeito de ventilação.Para efeito de insolação e iluminação. onde H representa a diferença de nível entre o teto do pavimento mais alto e o piso do pavimento mais baixo a ser insolado. § 2. pelo menos. salas e locais de trabalho. Insolação e Arejamento dos Prédios Artigo 47 . em plano horizontal.A dimensão mínima nesse espaço livre fechado será sempre igual ou superior a H/4. salvo no que se referir a recuos legais obrigatórios. sendo a da boca interna removível para limpeza. só serão considerados suficientes se dispuserem de largura igual ou maior que H/5 com o mínimo de 2m. § 1. despensas e copas em prédios até 3 pavimentos. sendo permitido o escalonamento. as dimensões dos espaços livres.Em qualquer tipo de edifício será admitida a ventilação indireta ou ventilação forçada de compartimentos sanitários mediante: 1 .Para a iluminação e ventilação de cozinhas domiciliares. que contenham. será suficiente o espaço livre fechado com 6 m2.corredores . tendo as bocas providas de tela.

além da sala. Artigo 54 . deverão ser passagem obrigatória entre a cozinha e os demais cômodos da habitação. um lavatório e um dispositivo para banhos. ou duas vezes e meia a sua largura. quando dispuserem de largura igual ou superior a H/12. quando houver.As copas. Artigo 59 -. .Na habitação que só disponha de um aposento. Artigo 60 . no mínimo.Nas residências deverá haver pelo menos uma instalação sanitária provida de uma latrina.A área mínima das cozinhas será de 4 m2 e não se comunicarão diretamente com compartimentos providos de latrinas ou dormitórios. copas e despensas. Artigo 57 .60 m2.Salas.ventilação natural por meio de chaminé de tiragem cuja seção transversal deverá ser capaz de conter um círculo de 0.Os espaços livres abertos em duas faces opostas serão considerados suficientes para iluminação e ventilação de cozinhas.quartos de vestir ou toucador. podendo conter fogão e sem acesso direto àquelas dependências. Em qualquer habitação as peças destinadas a depósito ou rouparia. respeitando sempre o mínimo de 0. alpendres ou outras coberturas. 6 m2. Artigo 56 . igual à metade da superfície iluminante. incluída na profundidade a projeção das saliências.Nas habitações que disponham de um só aposento e banheiro.60m de diâmetro e ter área mínima correspondente a 6 cm2 por metro de altura. dimensões mínimas e pés direitos de compartimentos CAPÍTULO I Condições e Dimensões Mínimas Artigo 55 . Sua área mínima é de 3 m2 e a dimensão mínima de 1 m. 10 m2 para um deles e 8 m2 para cada um dos demais. tendo na base comunicação com o exterior. Artigo 52 . Parágrafo único . deverão satisfazer as exigências de insolação e iluminação prescritas para dormitórios. tendo área superior a 3 m2.50m. pórticos. A área de ventilação será. for maior que três vezes seu pé-direito.Os compartimentos das habitações deverão apresentar as áreas mínimas seguintes: I . Parágrafo único .As despensas deverão ter área mínima de 6 m2 e a menor dimensão não inferior a 2m. Artigo 58 . 8m2. a partir da abertura iluminante. Artigo 53 . III . será permitido um compartimento de serviços com área mínima de 3 m2.dormitórios: a) quando se tratar de um único. II . b) quando se tratar de mais de dois.Não serão considerados insolados ou iluminados os compartimentos cuja profundidade.A superfície iluminante dos compartimentos deverá ser no mínimo de 1/8 da área do piso do compartimento. TÍTULO IV Das condições. a área mínima deste será de 16 m2. sendo permitido um com área de 6 m2. 12 m2. com um mínimo de 1.2 .

quando for de uso privativo do penúltimo. de 1. com dimensão mínima de 1m.A largura mínima das escadas será de 0. Artigo 63 .º . cada cela apresentará a superfície mínima de 1 m2 e acesso mediante corredor de largura não inferior a 0. Artigo 65 . blocos de cimento ou outros materiais envolvendo as bacias de latrinas ou mictórios. Artigo 61 . II .Não será considerado o último pavimento.º .20 m nas habitações coletivas e edifícios comerciais e em edifícios de mais de 2 pavimentos. comércio e indústria.Em caso algum os elevadores poderão constituir o meio exclusivo de acesso aos pavimentos do edifício.Nos compartimentos de instalação sanitária deverá ser garantida a ventilação permanente e quando nesses compartimentos e cozinhas houver aparelhos de aquecimento capaz de violar o ar.80 m. § 2.50m.em compartimentos situados no pavimento térreo e destinados a loja. cozinha ou despensa. Artigo 66 ..Parágrafo único . quando de uso comum. de uso facultativo.Não serão permitidas caixas de madeira. 4 m. 3. Artigo 62 .Quando o edifício possuir mais de 8 pavimentos deverá ser provido de dois elevadores.Os pés direitos mínimos serão os seguintes: I .A largura mínima dos corredores internos é de 0. Nos edifícios de habitação coletiva ou para fins comerciais a largura mínima é de 1. § 1.20 m2. . admitidas para acesso a giraus.Os compartimentos sanitários providos da latrina ou mictórios não podem ter comunicação direta com sala de refeição. às celas destinadas a cada aparelho serão separadas por divisão com altura máxima de 2. CAPÍTULO II Dos Pés Direitos Artigo 68 . § 2. 2.Excetuam-se das disposições deste artigo as escadas destinadas a fins secundários.70m. §. a juízo da autoridade sanitária.Essa instalação sanitária pode ser fracionada em dois compartimentos.º . ou quando destinado exclusivamente a serviços do edifício ou habitação do zelador. no mínimo. nas casas de habitação particular.º .. contada a partir do nível da soleira do andar térreo. uma junto ao teto e outra junto ao piso. 2.20 m. torres.No caso de agrupamento de aparelhos sanitários da mesma espécie.20 m.90 m.º . as aberturas serão duas.Ficam dispensadas desta largura mínima as escadas em caracol.nos demais compartimentos. adegas e para outros casos especiais. Artigo 67 .nos compartimentos destinados à habitação noturna. sendo que o de banhos deverá ter área mínima de 2 m2 e o de latrina 1. Artigo 64 .80 m.É obrigatória a instalação de elevadores de passageiros nos edifícios que apresentem piso de pavimento a uma distância vertical maior que 10 m. III . § 1.

O pé direito médio das salas de aula nunca será inferior a 3. Artigo 70 .As instalações sanitárias para homens serão na proporção de uma latrina. sejam prejudiciais à saúde ou causem incômodos dos vizinhos.Nas habitações coletivas que necessitam de empregados para conservação ou garagistas é obrigatória a existência de sanitário. Artigo 76 . § 2. pela sua natureza. não será permitida a instalação de estabelecimentos de trabalho que. com acesso independente. Artigo 75 .É permitida a instalação de incinerador desde que obedeça à Norma Técnica Especial referente ao controle da poluição do ar. III . com o mínimo. nas habitações que.visibilidade perfeita.35 m2. V . no mínimo. II . instalações sanitárias separadas para ambos os sexos. um mictório e um lavatório para cada 100 m2 de área de salas.º . comprovada para qualquer espectador.nas garagens domiciliares ou coletivas.ventilação natural ou renovação mecânica de 20 m3 de ar por pessoa. Artigo 71 .Nos prédios destinados a apartamentos ou escritórios é obrigatória a instalação de tubos de queda para coleta de lixo e compartimento para seu depósito durante 24 horas.80 m2 por pessoa. TÍTULO VI Das Escolas Artigo 74 . da superfície da mesa do orador. TÍTULO V Dos Edifícios de Apartamentos e Comerciais Artigo 69 .Os auditórios ou salas de grande capacidade das escolas ficam sujeitos às seguintes exigências: I .IV .As instalações sanitárias para mulheres serão na proporção de uma latrina e um lavatório para cada 100 m2 de área útil de salas. em cada pavimento. pelas suas dimensões não necessitam conservadores trabalhando em período integral. apartamentos ou escritórios. Artigo 72 . a juízo da autoridade sanitária.Nas habitações coletivas. Artigo 73 .30m.50 m e o máximo de 1. vestiário e chuveiro para uso exclusivo dos mesmos.Os prédios de escritórios deverão ter. comprovadamente. no período de 1hora.O sistema de coleta deverá ter abertura acima da abertura do prédio e será de material que permita lavagem e limpeza. 2.A área das salas de aula corresponderá no mínimo a 1m2 por aluno lotado em carteira dupla e de 1.nos porões.20m.Nos prédios de escritórios as salas terão área mínima de 10 m2.º .º . § 2. § 1. § 1. quando em carteira individual. sendo sua superfície lisa.20 m. em . o mínimo será de 0. bem como dos quadros ou telas de projeção.área útil nunca inferior a 0. Parágrafo único .Esta exigência é dispensada.º .

80 m. prevista na lotação do edifício.As portas das celas em que estiverem situadas as latrinas deverão ser colocados de forma a deixar um vão livre de 0. § 1. § 4.As escadas não poderão apresentar trechos em leque . Parágrafo único . com capacidade . deverão satisfazer as exigências mínimas estabelecidas para tais compartimentos.Nas escolas. deverão ter comunicação direta obrigatória entre a área de fundo e logradouro público.º . no mínimo. os parques infantis e congêneres obedecerão às exigências mínimas deste Regulamento. deverão ser dotados de latrinas em número correspondente. Parágrafo único .15 m de altura na parte inferior. a uma para cada grupo de 25 alunos.É obrigatório a existência de instalações sanitárias nas áreas de recreação.º .As escolas. ao longo dos corredores. os lances serão retos e os degraus não terão mais de 0. Artigo 83 . 1 lavatório para cada 40 alunos ou alunas.50 m. porém atendidas as peculiaridades escolares.25m de profundidade. Artigo 80 .As escadas e rampas internas deverão ter. e 1 latrina e 1 mictório.16 m de altura e nem menos de 0. será exigido o acréscimo de 0.005 m por aluno de outro pavimento que delas dependa.É obrigatória a existência de local coberto para recreio nas escolas primárias.Os edifícios escolares destinados a cursos primários. para cada 40 alunos.qualquer ponto. as cozinhas e copas.º .Só será permitida iluminação unilateral esquerda.As dimensões das bacias das latrinas atenderão à idade dos alunos. Artigo 78 .As escolas deverão ser dotadas de reservatório de água potável.50 m.º . largura correspondente. no mínimo.50 m por lado utilizado. Artigo 82 . acrescida de 0.Os corredores terão largura correspondente a 1 cm por aluno. Artigo 79 . ginasiais ou equivalentes. e de 0.º . em sua totalidade. com área. de 2. a 1 cm por aluno. igual à metade da superfície iluminante que será igual ou superior a 1/5 (um quinto) da área do piso.50 m § 1.30 m no mínimo.Nos internatos serão observadas as disposições referentes às habitações em geral e as de fins especiais no que lhes forem aplicáveis.As rampas não poderão apresentar declividade superior a 15%. no que lhes forem especificamente aplicáveis. igual a 1/3 da soma das áreas das salas de aula. ficam dispensadas da exigência deste artigo.º . em cada pavimento. § 2. respeitado o mínimo de 1. no mínimo. na parte superior acima da altura mínima de 2 m. cujos cursos não ultrapassarem o período de uma hora. ginasiais ou correspondentes. no mínimo. respeitado o mínimo de 1. Artigo 85 . por uma passagem de largura mínima de 3 m e altura mínima de 3. Artigo 84 . § 3.As escolas ao ar livre. § 2.No caso de ser prevista a localização de armários ou vestiários.As escolas deverão ter compartimentos sanitários devidamente separados para uso de um e de outro sexo. previsto na lotação do pavimento superior. concernentes a restaurantes.A área de ventilação das salas de aula deverá ser. Parágrafo único . que deles se utilize. Artigo 77 . Artigo 81 . Artigo 86 . quando houver.Esses compartimentos.

As portas de saída das salas de espetáculos deverão.º . na sua totalidade. dirigidas para saídas autônomas. . Parágrafo único .É obrigatória a instalação de filtro. desde que satisfaçam as exigências que garantam rápido escoamento dos espectadores.20 m de extensão. Circos e Parques de Diversões de uso Público .º .As salas de espetáculo serão dotadas de dispositivos mecânicos.Quando instalado sistema de ar condicionado será obedecida a norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas. por meio de rampas com declividade máxima de 15% ou escadas. Quando o número de pessoas que por elas transitem for superior a 100.As salas de espetáculo. Artigo 94 . Artigo 95 .50 m e deverão apresentar lances retos de 16 degraus. de compartimentos próprios destinados exclusivamente a alunos doentes. Artigo 92 .instalação sanitária.Nas salas de espetáculo.70 m. a largura mínima das passagens longitudinais deverá ser de 1 m e as transversais de 1.mínima correspondente a 40 litros por aluno. Teatros. a largura correspondente a 1 cm por pessoa prevista na lotação total. § 1. no máximo. a largura aumentará à razão de 8 mm por pessoa excedente.Quando o número de pessoas que por elas transitem for superior a 100. por pessoa. Artigo 87 . entre os quais se intercalarão patamares de 1. Artigo 91 . IV .área mínima de 4 m2. necessariamente. abrir para o lado de fora e ter. as escadas terão a largura mínima de 1.º . na proporção de 1 para cada sala de aula de 40 alunos. que darão renovação constante de ar. o número de escalas será de 2.Quando a sala for localizada em pavimento superior ou inferior. com capacidade mínima de 50 m3/hora.É obrigatória existência. a largura aumentará à razão de 8 mm por pessoa excedente. Artigo 90 .As cabinas de projeção de cinemas deverão satisfazer às seguintes condições: I . O mínimo será de 2 m. § 1.Nas salas de espetáculo.Nos internatos esse mínimo será de 150 litros por aluno. II .ventilação permanente ou mecânica . Artigo 93 . III . TÍTULO VII Dos Cinemas. serão construídas com materiais incombustíveis. Locais de Reuniões. Artigo 89 . § 2.porta de abrir para fora e a construção de material incombustível.Os camarins deverão ter a área mínima de 4 m2 e serem dotados de abertura para o exterior ou ventilação mecânica.º . vedada sua localização em instalações sanitárias. nos recreios a proporção será de 1 para 100 alunos. excetuados os circos.Só é permitida a instalação de salas de espetáculo no pavimento térreo e no imediatamente superior ou inferior. § 2. no mínimo. no mínimo. Artigo 88 . na forma deste Regulamento. nos internatos.

sala de espetáculo propriamente dita é obrigatória a instalação de sinalização de emergência. Outros revestimentos poderão ser aceitos. Artigo 97 . formando arcos de círculos e observando o seguinte: I .As paredes dos cinemas. Artigo 96 . serão separadas por sexo e independentes para cada ordem de localidade.Os hospitais deverão observar o recuo obrigatório de 3m das divisas do lote.Nos cinemas e teatros a disposição das poltronas será feita em setores separados por passagens longitudinais e transversais.50 m. II . essas instalações sanitárias deverão conter. chuveiros e lavatórios. As poltronas. até a altura de 2 m.Os circos.O espaçamento mínimo entre filas. impermeável e resistente. na proporção mínima de uma latrina e um mictório para cada 200 freqüentadores. preferivelmente. TÍTULO VIII Dos Hospitais. e ligada a circuito autônomo de eletricidade. Artigo 103 . Artigo 101 . Artigo 98 . devendo o piso receber revestimento liso e impermeável. destinadas ao público. tendo em vista a categoria do estabelecimento.Parágrafo único .Será obrigatória a remoção das instalações sanitárias construídas nos termos do parágrafo anterior. poderão os hospitais ter construídos no . III . no mínimo. uma latrina para cada 100 pessoas.º . parques de diversão e estabelecimentos congêneres deverão possuir instalações sanitárias independentes para cada sexo. § 1.Na construção dessas instalações sanitárias será permitido o emprego de madeira e de outros materiais em placas.A declividade do piso nos cinemas e teatros deverá ser tal que assegure ampla visibilidade ao espectador sentado em qualquer ponto ou ângulo do salão. deverão receber revestimento liso.º .90 m.Admitindo-se a proporcionalidade numérica de sexo. por ocasião da cessação das atividades que a elas deram origem.O pé direito mínimo das salas de espetáculo será de 6 m e os das frisas. medindo de encosto a encosto será no mínimo de 0. camarotes e galerias não poderá ser inferior a 2. Artigo 99 .Sobre as aberturas de saída da. teatros ou locais de reuniões. Estabelecimentos de Assistência Médico-Hospitalar e Congêneres Artigo 104 . serão dispostas em filas. § 2.as poltronas da sala de espetáculo deverão ser providas de braço. teatros e locais de reuniões. na parte interna.será de 5 o número máximo de poltronas das séries que terminarem junto às paredes.As instalações sanitárias nos cinemas. IV . A lotação de cada um desses setores não poderá ultrapassar de 250 poltronas. a critério da autoridade sanitária. Artigo 100 . um lavatório e um mictório para cada 200 pessoas. Artigo 102 .No perímetro urbano das cidades. Artigo 105 .cada fila não poderá conter mais de 15 poltronas.Os camarins individuais ou coletivos serão separados para cada sexo e dotados de latrinas.Será obrigatória a instalação de bebedouro automático para uso dos espectadores. Parágrafo único . de cor vermelha.

Artigo 112 .6 m2 para adultos. segundo o tipo de infecção de doentes ou suspeitos de serem portadores de doenças infecto-contagiosas. 3 .3. na parte construída no alinhamento da via pública. IV . deverão ter as seguintes áreas mínimas: I .paredes revestidas de material liso.Os quartos para doentes que podem receber um paciente. pelo menos.50 m2 para crianças. impermeável e resistente a freqüentes lavagens. II .90 m de largura. V .As portas de acesso às enfermarias.Para efeito deste artigo não será permitida a localização de quartos ou enfermarias no pavimento térreo. pelo menos. Artigo 111 . Parágrafo único . não poderão conter mais de 8 leitos em cada subdivisão e o total destes não deverá exceder a 24.Para efeito deste artigo os quartos ou enfermarias deverão dispor de lavatório e.Nos hospitais de isolamento ou nos estabelecimentos que tratam e mantém doentes de moléstias infecto-contagiosas as janelas serão teladas. Parágrafo único . Artigo 107 . 2 .Os quartos para doentes e as enfermarias deverão satisfazer às seguintes exigências: I .As enfermarias são compartimentos destinados a receber 3 ou mais pacientes. até 1.Os hospitais deverão possuir quartos individuais ou enfermarias exclusivas para isolamento.Nos pavimentos em que hajam quartos para doentes ou enfermarias deverá haver. a juízo da autoridade sanitária. .14 m2 para dois leitos. Artigo 109 .as enfermarias e quartos não poderão ser isolados. no mínimo.8 m2 para um só leito. em anexo. um compartimento sanitário exclusivo e de. serão providas de caixões telados.pé direito mínimo: 3m. III . Artigo 106 . II . ventilados e iluminados por meio de pátios ou áreas internas.Os pisos dos quartos e enfermarias deverão ser revestidos de material isotérmico. Artigo 108 . destinadas a doentes de moléstias infecto-contagiosas. Parágrafo único . uma copa com área mínima de 4 m2 para cada grupo de 12 leitos ou uma copa com área mínima de 9 m2 para cada grupo de 24 leitos. dois pacientes ou um paciente e um acompanhante.A cada leito deverá corresponder a área mínima de : Citado por 1 1. mantendo porém a distância de 3 m dos terrenos vizinhos.50 m de altura e com cantos arredondados.vãos livres de acesso de 0. uma janela envidraçada dando para corredor. Parágrafo único .rodapés das paredes formando concordância arredondada com o piso. Artigo 110 .alinhamento das ruas. vestíbulo ou passagem.2 m2 para recém-nascidos.

Artigo 114 . até a capacidade de 200 leitos. Artigo 117 . Parágrafo único . Artigo 121 . cozinhas. de anestesia e aquelas onde se guardam aparelhos de anestesia.O número de escadas será condicionado pela localização destas. § 1. pelo menos. preparo e cozimento dos alimentos.uma banheira e um chuveiro para cada 12 leitos. resistente a freqüentes lavagens. Artigo 120 . compreende-se na designação de cozinhas. uma escada com largura mínima de 1. as farmácias. compartimentos com latrina e lavatório para empregados e visitantes. em cada pavimento. II . pelo menos.Os hospitais deverão possuir instalações que permitam a esterilização de louças e talheres. Artigo 116 . possibilitando a descarga da eletricidade estática. § 1.50 m a contar do piso.uma latrina e um lavatório para cada oito leitos.Para efeito deste artigo.. frigoríficos. Artigo 122 .Na contagem dos leitos. no mínimo. impermeável e. Artigo 118 .75 m2 por leito. serviços de raios X e outros serviços médicos auxiliares. quando localizados até a altura de 1. compartimentos sanitários.Os demais corredores terão.Os hospitais e estabelecimentos congêneres.Nos hospitais. a 0. de acordo com as recomendações técnicas.20 m por 1. não se computam os pertencentes a quartos que disponham de instalações sanitárias privativas. devem ter largura mínima de 2 m. deverão conter.As salas de operações. o piso e as paredes até a altura mínima de 2 m. deverão dispor de.Os hospitais e maternidades até 3 pavimentos serão providos de rampas com declividade máxima de 10%.Não serão em absoluto admitidos. salas de despejo. no mínimo: I . ou de elevadores para o transporte de pessoas.20 m de largura. deverão ser revestidos de material liso. de parto. salas de operações.Artigo 113 . 1. . degraus em leque. Parágrafo único . a critério da autoridade sanitária. laboratórios de análises.º . gases anestésicos ou oxigênio. obedecerão às exigências deste Regulamento no que lhes forem aplicáveis.As exigências deste artigo não se aplicam a cozinhas de mais de 150 m2 de área.º . de tal forma que nenhum paciente tenha de percorrer mais de 30 m para alcançá-las. ou quaisquer peças onde haja tráfego de doentes. Parágrafo único . independentes para cada sexo.º . § 2. Artigo 115 . § 2. deverão ter o piso revestido de material apropriado.Nessas salas.º .10 m. os compartimentos destinados a despensas. Artigo 119 .As cozinhas dos hospitais deverão ter janelas teladas e área correspondente. macas e leitos com as dimensões internas de 2. todas as tomadas de correntes. com mais de um pavimento. deverão ser à prova de faísca.Nas salas de curativo.Em cada pavimento deverá haver.20 m com degraus de lances retos e com patamar intermediário obrigatório. copas. no mínimo. salas de serviços. quartos para doentes.Os corredores de acesso às enfermarias.Os compartimentos sanitários. interruptores ou aparelhos elétricos. no mínima. lavagem de louças e de utensílios de cozinha.

VI . deverão ter: I .As maternidades ou hospitais.É obrigatória a instalação de incineração do lixo sético ou cirúrgico. desde que devidamente afastados das dependências dos doentes.As hortas mantidas nas áreas dos hospitais deverão ser afastadas das dependências destinadas aos doentes e nelas será vedado o uso de adubo animal.seção de berçário.será obrigatória a instalação de elevador nos hospitais com mais de três pavimentos. Artigo 131 . 2 .As passagens obrigatórias de pacientes ou visitantes não poderão ter comunicação direta com cozinhas ou despensas. § 2. Artigo 125 . mesmo no caso do hospital já possuir outra sala para o mesmo fim. que mantenham seção de maternidade. Artigo 124 .quarto individual para isolamento das doenças infectadas. II . em incinerador localizado no perímetro do nosocômio. IV . obedecendo os seguintes mínimos: 1 . V . para uso das cozinhas situadas acima do 2.Não serão permitidos hospitais sem todos os compartimentos necessários ao seu perfeito funcionamento.um elevador até 4 pavimentos. deverá esta dispor de instalações que permitam desinfecção e esterilização de roupa. quando possuírem necrotério ou velório. acusticamente isolada. deverão satisfazer às exigências deste Regulamento.dois elevadores nos que tiverem mais de 4 pavimentos. Artigo 123 . Parágrafo único . . Sua instalação será tolerada.Os galinheiros mantidos na área dos hospitais devem obedecer as exigências deste Regulamento e o número de aves não deverá ser superior ao consumo calculado para 4 dias.quarto exclusivo para puérperas operadas.§ 1.sala de operações.º pavimento.sala de pré-parto.Os hospitais. Artigo 128 .É obrigatória a instalação de elevadores de serviço.sala de parto para cada 25 leitos. independentemente dos demais.º .As salas de que trata este artigo deverão ser teladas. a critério da autoridade sanitária. Artigo 127 .Quando o hospital possuir lavanderia. Artigo 126 . Artigo 130 . para cada 15 leitos. Artigo 132 .Todos os hospitais deverão possuir locais apropriados para depósitos de objetos em desuso. VII . Artigo 129 .É obrigatória a instalação de reservatório de água com capacidade mínima de 300 litros por leito.º .sala de curativos para operações séticas. III .

Artigo 137 . que ofereçam perigo à saúde ou acarretem incômodos aos vizinhos.As escadas deverão ser de lances retos com largura mínima de 1. reforma ou instalação de qualquer estabelecimento de trabalho deverá ser ouvida a autoridade sanitária quanto ao local e projeto. a juízo da autoridade sanitária. Parágrafo único .º . o número de degraus entre patamares. será permitida a iluminação e ventilação artificiais.Nos estabelecimentos de trabalho já instalados.Em casos especiais. com projetos e memoriais devidamente aprovados na forma deste Regulamento e instalações funcionando adequadamente. no mínimo. Artigo 135 . Artigo 143 . no máximo. tecnicamente justificados e a juízo da autoridade sanitária. tendo em vista assegurar a saúde e o sossego dos vizinhos. a dois terços da superfície iluminante natural.São permitidas rampas com 1.A área de ventilação natural deverá corresponder. no interior dos locais de trabalho.TÍTULO IX Dos Estabelecimentos de Trabalho em Geral Artigo 133 .0 m. de duas escadas e um número de. Parágrafo único . no mínimo. não poderão solicitar sua remoção os que vierem a habitar ou construir na vizinhança.Quanto à aprovação de local a autoridade sanitária levará em conta a natureza dos trabalhos a serem executados no estabelecimento. a juízo da autoridade sanitária. devendo ser de 19.O pé direito mínimo de locais de trabalho deverá ser de 4 m.Os pisos e as paredes até 2 m de altura. a juízo da autoridade sanitária. § 2.º . os proprietários serão obrigados a executar os melhoramentos necessários ou remover ou fechar os estabelecimentos que não forem saneáveis.Antes de iniciada a construção.A altura máxima dos degraus deverá ser de 0. Artigo 142 . Artigo 140 . Artigo 136 .Depois de regularmente instalado um estabelecimento. no mínimo.Na hipótese de remoção ou fechamento será concedido o prazo máximo de 6 meses. liso e impermeável. Artigo 139 . Artigo 141 . elevadores proporcional ao número de empregados.20 m da largura e declividade máxima de 15 %. Artigo 138 . serão permitidos em casos especiais. e terão pé .A natureza e as condições dos pisos.A superfície iluminante natural dos locais de trabalho será.Serão admitidas reduções desde que atendidas as condições de iluminação e ventilação condizentes com a natureza do trabalho e a ausência de fontes de calor. de forma a permitir cômodo acesso. Artigo 134 . deverão ser revestidos de material resistente. giraus e demais disposições congêneres. de um quinto da área total do piso.2. a critério da autoridade sanitária.As galerias. § 1.17 m e a largura proporcional à altura. obedecido o mínimo de 3 m em pavimentos superiores ao térreo. no mínimo. paredes e fornos serão determinadas tendo em vista o processo e condições do trabalho. Parágrafo único . Parágrafo único .Tendo a construção mais de dois pavimentos deverá ser dotada.

berçário com área de 2 m2 por criança. com área mínima de 6 m2.º .é obrigatória a existência de lavatórios.saleta de amamentação com área mínima de 6 m2. 2 .º . resistente e impermeável.a superfície iluminante deverá ser.direito mínimo de 2. revestidas de material cerâmico vidrado ou material equivalente. no mínimo: 1.As instalações sanitárias deverão ter o piso ladrilhado e paredes até a altura mínima de 1. nas seguintes proporções: I . fumaças e poeiras resultantes dos processos industriais. um lavatório e um chuveiro para cada 23 operários.Em todos os estabelecimentos haverá locais independentes. a não ser através. revestidos de material liso.Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 300 operários será obrigatória a existência de refeitório. para ambos os sexos.Os estabelecimentos em que trabalhem mais de 30 mulheres.Nos estabelecimentos em que trabalhem mais de 10 operários deverá existir compartimento para ambulatório. disporão de local apropriado. 3 . de antecâmaras com abertura para o exterior. onde seja permitido às empregadas guardar.Os gases. vapores. Artigo 146 .Haverá em todos os estabelecimentos de trabalho instalações sanitárias independentes para ambos os sexos. destinado aos primeiros socorros de urgência. Artigo 149 .Esse local deverá possuir. no mínimo.Os refeitórios deverão obedecer as seguintes condições.compartimento de banho e higiene das crianças com área mínima de 3 m2. a juízo da autoridade sanitária. na proporção de 1 berço para cada 25 mulheres e área mínima de 6 m2. Artigo 150 . os seus filhos no período de amamentação. Parágrafo único . Artigo 144 .50 m. serão removidos dos locais de trabalho por meios adequados. com mais de 16 anos de idade.as paredes até à altura mínima de 2 m e os pisos serão revestidos com material liso. Parágrafo único .cozinha dietética com área mínima de 4 m2.os compartimentos de instalações sanitárias não poderão ter comunicação direta com os locais de trabalho. 3 .ter a área mínima de 40 dm2 por trabalhador. devendo existir entre eles ante-câmaras com abertura para o exterior.5 m. e piso. apropriado para vestiário.uma latrina.50 m e não ocuparão área superior a 30% da área do compartimento.um mictório para cada 20 operários (homens).Os dormitórios ou residências não poderão ter comunicação direta com os locais de trabalho. 4 . de um oitavo da área do piso. sob vigilância e assistência. 4 . paredes até 1. e a de ventilação deverá corresponder a dois terços da superfície iluminante. não sendo permitido o seu lançamento . Artigo 148 . Artigo 147 . Artigo 145 . § 2. § 1. II . no mínimo. resistente e impermeável. 2 . 1 . a juízo da autoridade sanitária.

Os pequenos estabelecimentos para servir lanches poderão dispor de copa quente. equipamento para retenção de gorduras a fim de evitar incômodos aos vizinhos. Artigo 156 . a secagem dos produtos deverá ser feita por meio de equipamento ou câmara de secagem. resistente.Nas fábricas de massas ou estabelecimentos congêneres. impermeável e não absorvente. liso. Artigo 157 . Parágrafo único . Artigo 152 . bares e estabelecimentos congêneres terão o piso revestido de material resistente liso impermeável e não absorvente e as paredes até a altura mínima de 2 m. liso. botequins e estabelecimentos congêneres. ficando isoladas 0.As copas e cozinhas dos cafés. Parágrafo único .A câmara de secagem terá: 1 . terão o piso revestido de material liso.As instalações causadoras de ruídos ou choques serão providas de dispositivos destinados a evitar tais incômodos. Artigo 154 . quando nocivos ou incômodos à vizinhança. Artigo 151 .As aberturas do depósito de matéria-prima e da sala de manipulação serão teladas. SEÇÃO II Dos Cafés. não podendo a largura ser inferior a 2. 2 . Botequins e dos Estabelecimentos Congêneres Artigo 158 . a critério da autoridade sanitária. revestidas de material cerâmico . Artigo 159 .Os edifícios das padarias quando se destinarem somente à indústria panificadora. Fábricas de Massas e dos Estabelecimentos Congêneres Artigo 153 .As cozinhas desses estabelecimentos deverão ter a área mínima de 10 m2. bares.Os depósitos para combustíveis serão instalados de modo que não prejudiquem a higiene e o asseio do estabelecimento. pelo menos. Artigo 155 . quando queimar lenha ou carvão. desde que nela só trabalhe uma pessoa. bem como o piso revestidos de material resistente. Artigo 160 . impermeável e não absorvente e as paredes.As instalações geradoras de calor serão localizadas em compartimentos especiais.5 m e terão obrigatoriamente. com 4 m2 de área. de material cerâmico vidrado ou equivalente a juízo da autoridade sanitária. sala de manipulação. compor-se-ão das seguintes dependências: depósito de matéria-prima.na atmosfera.paredes até a altura mínima de 2 m e pisos revestidos de material resistente.Os depósitos de matéria-prima terão as paredes até a altura de 2 m no mínimo. botequins. impermeável e não absorvente. Restaurantes.50 m. Bares. sem tratamento adequado. restaurantes. CAPÍTULO I Estabelecimentos Comerciais e Industriais de Gêneros Alimentícios SEÇÃO I Das Padarias.abertura para o exterior envidraçada e telada. até a altura mínima de 2 m. Artigo 161 . das paredes dos vizinhos e isoladas termicamente com material isotérmico.Os salões de consumação dos cafés. restaurantes. sala de expedição ou sala de vendas e depósito de combustível.As cozinhas das seções industriais deverão ter área mínima de 10 m2.

vidrado ou equivalente a juízo da autoridade sanitária. casas e depósitos de frutas terão o piso de material resistente. a juízo da autoridade sanitária. a fim de evitar incômodos aos vizinhos. liso e impermeável. SEÇÃO V Das Quitandas e Casas de Depósitos de Frutas Artigo 168 . revestidas de material cerâmico vidrado ou equivalente.depósito de matéria-prima. dispensados os requisitos de áreas mínimas. revestidas de material cerâmico vidrado ou equivalente. Artigo 163 .portas e janelas em número suficiente. III .Os diversos locais de venda deverão obedecer às disposições deste Regulamento. Artigo 162 . III . vestiário e instalações sanitárias.abastecimento de água e rede interna para escoamento de águas residuais e de lavagem.Nesses locais é expressamente proibida a matança ou preparo de aves.As pastelarias que manipulem outros alimentos satisfarão as condições gerais estabelecidas para bares e restaurantes.As despensas e adegas terão as paredes até a altura mínima de 2 m e o piso revestido de material resistente.piso impermeável e com declividade para facilitar o escoamento das águas.pé direito mínimo de 4 m contados do ponto mais baixo da cobertura. impermeável e não absorvente e as paredes. Artigo 165 . SEÇÃO VII .As casas de venda de aves vivas terão o piso revestido de material resistente. até a altura mínima de 2m. de forma a permitir franca ventilação e impedir a entrada de roedores.Os mercados e supermercados deverão satisfazer às seguintes exigências: I . até a altura de 2m. Parágrafo único .As pastelarias e estabelecimentos congêneres deverão ter: I . copas. liso. SEÇÃO IV Das Pastelarias e Estabelecimentos Congêneres Artigo 166 . que terá em vista a categoria do estabelecimento e as condições e recursos locais.local de manipulação ao lado do local de vendas nos pequenos estabelecimentos. segundo o gênero de comércio no que lhes forem aplicáveis. no mínimo. SEÇÃO VI Das Casas de Venda de Aves Vivas Artigo 169 .equipamento para retenção de gorduras. II . II . despensas e adegas. SEÇÃO III Dos Mercados e Supermercados Artigo 164 . Artigo 167 . gradeadas. liso. IV .serão teladas as aberturas para o exterior das cozinhas.As quitandas. a juízo da autoridade sanitária. impermeável e não absorvente e as paredes.

das seções de moagem e acondicionamento.Nos entrepostos. torrefação. liso e impermeável. até a altura mínima de 2m. sala de manipulação. no mínimo. Artigo 176 . no mínimo.Nas torrefações é obrigatória a instalação de aparelhos para evitar a poluição do ar e a propagação de odores característicos. resistente e impermeável. impermeável e não absorvente e as paredes. Artigo 173 . Artigo 175 .As salas de vendas dos produtos terão o piso revestido de material resistente liso. Mercearias. no mínimo. as paredes. SEÇÃO IX Das Torrefações de Café Artigo 174 . impermeável e não absorvente. a juízo da autoridade sanitária. ter dependências destinadas a: depósito de matéria-prima. de Conservas de origem Vegetal e dos Estabelecimentos Congêneres Artigo 171 . sala de expedição ou sala de venda. revestidas de material resistente. expedição ou venda. terão o piso revestido de material resistente. deverão ser revestidas até 2m.Nas usinas e refinarias de açúcar a seção de acondicionamento do produto terá o piso revestido de material liso. . impermeável e não absorvente. quando houver. Parágrafo único . liso. SEÇÃO X Das Usinas e Refinarias de Açúcar Artigo 178 . Artigo 172 . resistente.As paredes da seção de torrefação. revestidas de material cerâmico vidrado ou equivalente. da expedição ou venda. SEÇÃO XI Das Fábricas de Bebidas e Estabelecimentos Congêneres Artigo 179 . a juízo da autoridade sanitária.As fábricas de doces. mercearias. local para caldeiras e depósito de combustíveis. até a altura de 2m. SEÇÃO VIII Das Fábricas de Doces. armazéns e depósitos de gêneros alimentícios e estabelecimentos congêneres. revestidas de material resistente. de material cerâmico vidrado ou equivalente.Os depósitos de matéria-prima terão as paredes até a altura de 2m. nos quais não se permitirá à exploração de qualquer outro ramo de comércio ou indústria de produtos alimentícios. impermeável e não absorvente e as paredes. armazéns de carga e descarga e grandes depósitos de gêneros ou bebidas. a juízo da autoridade sanitária.As fábricas de bebidas e estabelecimentos congêneres deverão ter o piso revestido de material resistente. liso e impermeável e as paredes. até a altura de 2m.As torrefações de café deverão ter dependências destinadas a depósito de matériaprima. impermeável e não absorvente.Dos Empórios. liso.As torrefações de café serão instaladas em locais próprios e exclusivos. até a altura mínima de 2m.Os empórios. ou pisos e as paredes até 2m deverão ser revestidos de material liso. de conservas de origem vegetal e os estabelecimentos congêneres deverão. liso. Artigo 177 . serão revestidas de material cerâmico vidrado ou equivalente. e os pisos revestidos de material resistente. moagem e acondicionamento. Armazéns e Depósitos de Gêneros Alimentícios e Estabelecimentos Congêneres Artigo 170 .

Artigo 183 . casas de pensão e estabelecimentos congêneres. Entrepostos e Congêneres Artigo 188 . entrepostos e congêneres. até a altura da ocupação. Fábricas de Produtos Suínos. até a altura mínima de 1. Parágrafo único . todas as paredes internas. casas de pensão e estabelecimentos congêneres as disposições relativas aos restaurantes no que lhes forem aplicáveis.Haverá instalações sanitárias para ambos os sexos na proporção de uma latrina e um banheiro ou chuveiro para cada 20 pessoas.As fábricas de gelo para uso alimentar deverão ter abastecimento de água potável. destinadas a depósitos de matéria-prima.Aplicar-se-ão aos hotéis. Artigo 187 . Artigo 185 . Charqueadas. providos de canaletas ou outro sistema indispensável à formação de uma rede de drenagem das águas de lavagem e residuais. excluídos no cômputo geral.Os estabelecimentos industriais que trabalham com carne e derivados classificam-se em matadouros-frigoríficos. II . III . matadouros. fábricas de conservas e gorduras. liso e impermeável.As fábricas de bebidas e estabelecimentos congêneres deverão ter abastecimento de água potável.pisos revestidos com material resistente. os apartamentos que disponham de sanitário próprio. admitidas reduções nas pequenas indústrias. charqueadas. Fábricas de Conservas e Gorduras. sala de limpeza e lavagem de vasilhame e satisfazer as exigências referentes a locais de trabalho. sobre base de concreto e as paredes. sala de manipulação.paredes ou separações revestidas até a altura mínima de dois metros com material resistente. Artigo 189 . fábricas de produtos suínos. serão revestidas de material impermeável. CAPÍTULO II Dos Hotéis. SEÇÃO XII Dos Armazéns Frigoríficos e das Fábricas de Gelo Artigo 182 .5m. liso e impermeável. a critério da autoridade sanitária.Os dormitórios que não dispuserem de instalações sanitárias privativas deverão possuir pia com água corrente. CAPÍTULO III Dos Estabelecimentos Industriais e Comerciais de Carnes e Peixes SEÇÃO I Matadouros-Frigoríficos. Matadouros.Esses estabelecimentos deverão satisfazer às seguintes condições: I . Artigo 186 .Artigo 180 .As fábricas de bebidas e estabelecimentos congêneres deverão ter locais ou dependências próprias.Os armazéns frigoríficos e as fábricas de gelo terão o piso revestido de material impermeável e antiderrapante.Nos hotéis. Casas de Pensão e Estabelecimentos Congêneres Artigo 184 .dependências e instalações destinadas ao preparo de produtos alimentícios separadas das demais utilizadas no preparo de substâncias não comestíveis e das em que forem trabalhadas as . Artigo 181 .A sala de manipulação deverá ter a área mínima de 25m2 e a largura mínima de 4m2. impermeabilizadas com material liso e resistente. não sendo permitidas paredes de madeira para divisão de dormitórios.

II . VI .currais. SEÇÃO II Das Fábricas de Conservas de Carnes e Produtos Derivados e dos Estabelecimentos Congêneres Artigo 193 . tais como sala de matança. III . disporão das seguintes dependências: I .câmara frigorífica. resistente.gabinete para laboratório e escritório para inspeção veterinária.Aplicam-se às cozinhas as disposições relativas aos restaurantes.cantos das paredes arredondados. IX .Os matadouros avícolas. Artigo 190 .pavimentação dos pátios e ruas na área dos estabelecimentos e dos terrenos onde forem localizados os tendais para secagem de charques.Compartimento para separação das aves em lotes de acordo com procedência e raça. VII .As dependências principais de cada estabelecimento.vestiário e instalações sanitárias.Câmara frigorífica.compartimento para matança com área mínima de vinte metros quadrados. e não comestíveis deverá haver separação integral nas suas instalações e dependências.As fábricas de conservas de carnes é de produtos derivados e estabelecimentos congêneres deverão ter: I . II . com as instalações necessárias e forno crematório anexo. VIII .abastecimento de água quente e fria. devem estar separadas uma das outras. triparias. V . piso de material cerâmico e paredes até a altura mínima de dois metros e meio revestidas de material cerâmico vidrado ou equivalente a juízo da autoridade sanitária.As cocheiras. III . além das disposições relativas aos matadouros em geral que lhes forem aplicáveis. Artigo 192 .pisos revestidos de material liso. SEÇÃO III . Artigo 191 .locais apropriados para separação e isolamentos de animais doentes. estábulos e pocilgas deverão estar situadas distantes dos locais onde se preparem produtos de alimentação humana. fusão e refinação de gorduras. salga ou preparo de couros e outros subprodutos.carnes e derivados para fins industriais.local apropriado para necropsias. IV . X . para incineração das carcaças condenadas. brete e demais instalações de estacionamento e circulação dos animais.abastecimento de água quente e fria. Artigo 195 . Artigo 194 . IV . comestíveis. impermeável e não absorvente.Nas fábricas onde se manipularem carnes e produtos derivados. pavimentados e impermeabilizados.

impermeável e não absorvente.Os entrepostos de carne terão área mínima de 40 m2 e possuirão câmaras frigoríficas.Os açougues terão no mínimo uma porta abrindo diretamente para logradouro público. Artigo 202 .São extensivas aos entrepostos de carne todas as disposições referentes a açougues no que lhes forem aplicáveis. Parágrafo único . Artigo 201 .As peixarias deverão ter: I .piso de material resistente. impermeável e não absorvente. II . V . SEÇÃO IV Dos Açougues e Entrepostos de Carne Artigo 197 . impermeável e não absorvente.As peixarias terão no mínimo uma porta abrindo diretamente para logradouro público.As exigências para instalação de açougues em supermercados e estabelecimentos afins serão determinadas pela autoridade sanitária. de material cerâmico vidrado ou .piso de material liso. a juízo da autoridade sanitária. III . Artigo 204 . SEÇÃO V Das Peixarias e Entrepostos de Pescados Artigo 203 . de material cerâmico vidrado ou equivalente. Artigo 198 . assegurando ampla ventilação.pia e água corrente.ângulos internos das paredes arredondados.A área mínima dos açougues será de 20 m2. no mínimo.Nenhum açougue poderá funcionar em dependências de fábricas de produtos de carne e estabelecimentos congêneres. IV . Artigo 200 .Das Triparias e Graxarias Artigo 196 . Parágrafo único .Não é permitido nos açougues o preparo de produtos de carne ou a sua manipulação para qualquer fim.instalação frigorífica.Os açougues deverão ter: I . devendo os ângulos formados pelas paredes ser arredondados. Artigo 199 .A área mínima das peixarias será de 20 m2.Todos os compartimentos das triparias e graxarias terão o piso e as paredes. resistente.paredes revestidas até a altura de 2 m. liso. Parágrafo único .paredes revestidas até a altura mínima de 2 m. até a altura mínima de dois metros revestidos com material resistente.As exigências para instalação de peixarias e entrepostos de pescados ou supermercados e estabelecimentos afins serão determinadas pela autoridade sanitária. assegurando ampla ventilação. Artigo 205 . II .

local independente. Parágrafo único . no mínimo. . com piso de material liso. Artigo 207 .ângulos internos das paredes arredondados. V . III . com 2 m de altura. II .paredes revestidas até 2. CAPÍTULO IV Dos Estabelecimentos Industriais e Comerciais Farmacêuticos.Não é permitido nas peixarias o preparo ou fabrico de conserva de peixe.Os entrepostos de peixe terão área mínima de 40 m2 e possuirão câmaras frigoríficas.Os estabelecimentos que fabricam ou manipulam produtos desta natureza. IV . de Produtos Dietéticos.instalações para fabrico de produtos não alimentícios complementares isoladas das demais dependências. a juízo da autoridade sanitária. VI .depósito para matéria prima. III . de Cosméticos e Congêneres Artigo 209 .equivalente.As fábricas de conservas de pescado deverão ter: I .câmaras frigoríficas. resistente. liso e impermeável. impermeável e resistente.local para armazenamento de produtos acabados e de material de embalagem.piso revestido de material liso. resistente.sala para acondicionamento. no mínimo. II . IV .pia e água corrente. impermeável e não absorvente. de Produtos Dietéticos.São extensivas aos entrepostos de peixe todas as disposições referentes às peixarias no que lhes forem aplicáveis. destinado à manipulação ou fabrico. parede de cor clara. V . SEÇÃO VI Das Fábricas de Conservas de Pescados Artigo 208 . de acordo com as formas farmacêuticas. de Higiene. impermeável. III . além de obedecer àquilo que diz respeito aos estabelecimentos de trabalho em geral deverão ter: I .Instalação frigorífica. com material resistente. de Cosméticos e Congêneres SEÇÃO I Dos Estabelecimentos Industriais Farmacêuticos. Artigo 206 . de material liso.compartimento para embalagem do produto acabado.50 m.abastecimento de água quente e fria. IV . de Higiene.local para laboratório de controle. V .

local para fabricação. instalados em hospitais e congêneres. no mínimo. II . . piso de material liso. de Raticidas e Congêneres.O pé direito mínimo nestes estabelecimentos poderá ser em função de seu uso. piso.Os pisos e superfícies das paredes atenderão às condições do parágrafo único do artigo 209.locais destinados à preparação dos produtos a serem liofilizados. a juízo da autoridade sanitária.compartimento para esterilização dos vidros e vasilhames.º .Os locais referidos nos itens l. forro liso pintado com tinta adequada. no mínimo. além de satisfazer as condições gerais. Artigo 210 . possuir: I .Parágrafo único . com área mínima de 12 m2. ar condicionado.Os estabelecimentos dessa natureza. cantos arredondados. a critério da autoridade sanitária. segundo a natureza dos produtos a serem fabricados. II e III terão área mínima de 12 m2 e o vestiário de 6 m2. de inseticidas.Quando o estabelecimento manipular produtos que necessitem de envasamento assético deverá satisfazer as condições gerais e mais as seguintes.câmara independente destinada a envasamento de injetáveis. I . lâmpadas germicidas. além das condições. cada um. filtrado e esterilizado.local de esterilização.Para a fabricação de águas sanitárias. para estabelecimentos de trabalho em geral é exigido: I . temperatura e pressão do ar sempre constantes. III . com pressão positiva e antecâmara com 3 m2 no mínimo. possuir: I . SEÇÃO II Das indústrias de Águas Sanitárias.local para preparação e acondicionamento com instalação de ar condicionado. de 3 m. resistente e impermeável e paredes de cor clara. de Desinfetantes. § 1. atendidas as condições de ventilação e iluminação. com 2 m de altura. Artigo 211 . Este local deverá ter antecâmara com 3 m2. de material liso. § 2.O local onde se fabriquem injetáveis deverá. II . de Inseticidas. de desinfetantes. resistente e impermeável. paredes e forros com características a critério da autoridade sanitária. IV . além de satisfazer os requisitos anteriores. atendendo as exigências dos locais destinados ao fabrico de produtos farmacêuticos. com paredes de material adequado. com área mínima de 10 m2 e as demais características do item anterior.Quando o estabelecimento fabricar produtos liofilizados deverá. teto e parte superior da parede lisos. Artigo 213 . para uso Doméstico Artigo 215 . II . satisfarão as exigências gerais.local de liofilização com área mínima de 12 m2. Artigo 214 .º .sala de vestiário. filtrado e esterilizado.local para lavagem e secagem de vidros e vasilhames.Estes locais terão a área mínima de 12 m2. Artigo 212 . pintados com tinta impermeável provida com sistema de renovação de ar filtrado. de raticidas e congêneres para uso doméstico.

Quando houver local para aplicação de injeções o mesmo terá área mínima de 3 m2 e será dotado de forno de Pasteur e de pia com água corrente. § 2. um destinado ao mostruário e entrega de medicamentos e o outro ao laboratório. no mínimo.As farmácias deverão conter. Casas de Ótica. Clínicas de Beleza sob Responsabilidade Médica. a juízo da autoridade sanitária. piso e barras com 2 m de altura. 10 m2. no mínimo. Odontológicos.. de três salas: uma para atendimento de clientes.Os locais das drogarias e depósitos de drogas deverão ter entrada independente. as áreas mínimas poderão ser reduzidas atendendo às peculiaridades de cada caso. Parágrafo único . com material adequado. etc. Artigo 220 . Bancos de Sangue. Institutos de Fisioterapia. de material liso. Ortopédicos e Congêneres SEÇÃO I Dos Laboratórios de Análises Clínicas e Congêneres Artigo 221 . com piso e paredes até altura de 2 m.local destinado a lavagem de vidros e de vasilhames. Artigo 217 . As paredes e o piso deverão ser revestidos de material impermeável. resistente e impermeável e as paredes de cor clara.As dependências das farmácias não poderão servir de passagem obrigatória para qualquer outro local do edifício ou residência.A sala de laboratório deverá ter.A área mínima do laboratório é de 8 m2 e o local destinado a mostruário e entrega de medicamentos deve ter 20 m2 no mínimo. a critério da autoridade sanitária. outra.º . piso e barra com 2m2 de altura de material resistente.Os locais obrigatórios terão área mínima de 12 m2 e deverão ser independentes de residências.O piso será de material liso. .º . SEÇÃO IV Das Farmácias Artigo 219 . § 3.II . no mínimo. III . § 1. § 4. SEÇÃO III Das Drogarias e Depósitos de Drogas Artigo 216 . dois locais separados por material impermeável e resistente.º . Oficinas de Prótese.º . resistente e impermeável. CAPÍTULO V Dos Laboratórios de Análises Clínicas. para coleta de material e outra para o laboratório propriamente dito.As drogarias terão local com área mínima de 30 m. liso e não absorvente a critério da autoridade sanitária. de Artigos Cirúrgicos. Consultórios Odontológicos. a critério da autoridade sanitária. com 2 m de altura no mínimo.Os depósitos de drogas terão local com área mínima de 20 m2. Artigo 222 . associações. no mínimo. não podendo servir de passagem obrigatória para qualquer outro local do edifício ou residência. de material resistente.Nas farmácias privativas instaladas em hospitais. liso e não absorvente.locais independentes para depósito de matéria prima e produto acabado. a juízo da autoridade sanitária.Os laboratórios de análises clínicas e congêneres deverão dispor. Artigo 218 . escolas.

Parágrafo único .paredes revestidas. IV . IV e V deverão ter piso de material liso. resistente e impermeável. sendo proibida a comunicação direta com os demais compartimentos e deverão satisfazer as seguintes condições: I . II .SEÇÃO II Das Bancas de Sangue Artigo 223 .As salas referidas nos incisos II. resistente e impermeável. § 1. III. que podera ter 6 m2.Os locais destinados à instalação de consultórios odontológicos deverão obedecer aos seguintes requisitos mínimos : I . SEÇÃO III Dos Consultórios Odontológicos Artigo 224 .Os laboratórios ou oficinas de prótese instalados em compartimentos de habitação residencial devem ser isolados.água corrente. de material liso e impermeável. § 2. III . V .área mínima de 10m2. . até 2m de altura.instalação de água corrente. II .laboratório Imunohematológico.paredes e forros pintados em cores claras.área de 10 m2. liso e impermeável. no mínimo.Os bancos de sangue deverão ter.º . de material liso. e as paredes de cor cIara. no mínimo: I . até 2m de altura.viso impermeável e paredes revestidas de material resistente. III .º .A critério da autoridade sanitária poderão ser dispensados para instalação de estabelecimentos de assistência odontológica alguns dos requisitos exigidos para a instalação de consultórios odontológicos. VI . Artigo 225 .Os estabelecimentos de assistência odontológica só poderão funcionar depois de serem vistoriados e aprovados pela autoridade competente. ter livre acesso à fiscalização.sala de administração. IV .laboratório sorológico. com 2 m de altura. com excecao da sala para coleta de material.sala de atendimento de clientes. SEÇÃO IV Dos Laboratórios ou Oficinas de Prótese Artigo 226 . III .A area minima destes locais sera de 10 m2 cada. II .sala para coleta de material .sala de esterilização.

§ 1.os pisos. ter piso impermeabilizado. SEÇÃO VI Das Clínicas de Beleza.Os laboratórios que dispuserem de aparelhos que produzam calor excessivo deverão ter isolamento térmico. Artigo 230 .Os gases. a critério da autoridade sanitária. no mínimo. de material liso. III . II . II .º .º . cirúrgicos.os estabelecimentos que fabricarem ou negociarem com artigos de ótica. Parágrafo único .IV . impermeável e resistente.50 m das paredes vizinhas.sala para administração. Odontológicos e Ortopédicos Artigo 234 .paredes e forros pintados em cores claras. além das condições gerais para estabelecimentos desta natureza.sala destinada às aplicações. Artigo 228 . sob Responsabilidade Médica Artigo 233 . § 2. SEÇÃO V Dos Institutos de Fisioterapia e Estabelecimentos Congêneres Artigo 232 . IV .As clínicas de beleza só funcionarão sob responsabilidade médica e deverão ter. em . impermeável e resistente.O laboratório de prótese para fins comerciais não poderá ter porta comunicante com o consultório dentário. de Artigos Cirúrgicos. forros e revestimentos de paredes dos locais para fisioterapia propriamente ditos terão qualidade e especificação.A sala destinada às aplicações deverá ter área mínima de 10m2.sala de atendimento de clientes. III .vestiário e sanitários para empregados.Os fornos deverão ser localizados.Nos laboratórios que utilizem tubos de oxigênio. paredes de cor clara com 2 m de altura.sala para exame médico. separado dos ambientes comuns. SEÇÃO VII Das Casas de Ótica.sanitário independente para cada sexo.As condições de ventilação dos locais referidos no parágrafo anterior serão determinados a critério da autoridade sanitária. terão: I . odontológicos e ortopédicos deverão. a 0.sala de consulta. Artigo 229 . fumaças e poeiras deverão ser removidos por meios adequados. Artigo 227 . no mínimo: I . acetileno ou botijões de gás.Os Institutos de Fisioterapia e estabelecimentos congêneres. Artigo 231 . paredes pintadas a óleo. vapores. os mesmos serão mantidos em compartimentos isolados e distantes do forno. piso liso. além de satisfazer os requisitas do artigo anterior. no mínimo.

em local autorizado pela autoridade municipal e desde que satisfeitas as exigências deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. no mínimo. localizados em recinto fechado. III . Depósitos e Congêneres. uma destinada ao mostruário e atendimento de clientes e outra destinada ao laboratório. Depósitos e Estabelecimentos Congêneres Artigo 240 . relativas à habitação e aos estabelecimentos de trabalho em geral.Quando as galerias tiverem profundidade maiores que. clínicas e consultórios veterinários. a juízo da autoridade sanitária. Artigo 235 . formados pelas paredes.Serão permitidas as galerias internas de acesso a estabelecimentos comerciais. providos de dispositivos destinados a evitar a exalação de odores e a propagação de ruídos incômodos. duas salas.º . destinados ao atendimento de animais domésticos de pequeno porte. não sendo permitido o emprego de forros de madeira. Artigo 238 . Artigo 239 . Artigo 242 . devendo.pé direito mínimo de 4 m. deverão estabelecer mais às seguintes condições: I . com piso removível. armazéns. arredondados. 5 vezes sua largura. Oficinas e Postos de Abastecimento SEÇÃO I Das Lojas. neste caso.As casas de ótica deverão ter. serão permitidos dentro do perímetro urbano. § 1.º . . do piso revestido de ladrilhos cerâmicos ou equivalentes. Armazéns. no mínimo. Artigo 241 . ser totalmente cercados e cobertos por tela de arame e providos de abrigo. além das prescrições que lhes forem aplicáveis.Os hospitais. com uma largura mínima de 4 m. II .Nos estabelecimentos de pensão e adestramento. em qualquer pavimento. até a altura de 2m e a área mínima de 10 m2 para cada compartimento. e as paredes até a altura de 2 m. dispor de água corrente e sistema adequado de ventilação. podendo as gaiolas ser de ferro pintado ou material inoxidável. construídos de alvenaria. CAPÍTULO VII Das Lojas. desde que suas larguras correspondam a 1/20 (um vigésimo) de seu comprimento.haverá. § 2. torneiras e ralos dispostos de modo a facilitar a lavagem da parte industrial e comercial do estabelecimento.cores claras. sempre que autoridade sanitária julgue necessário.O pé direito mínimo dessas galerias deverá ser de 4 m. os canis poderão ser do tipo solário individual. Artigo 237 .os compartimentos de preparo ou manipulação de gêneros alimentícios terão os ângulos.Os estabelecimentos industriais e comerciais de gêneros alimentícios.Os canis devem ser providos de esgotos ligados à rede. bem como os estabelecimentos de pensão e adestramento. CAPÍTULO VI Dos Estabelecimentos Veterinários e Congêneres Artigo 236 . receberão material cerâmico vidrado ou equivalente.As lojas. com revestimento impermeável.Os canis dos hospitais e clínicas deverão ser individuais. depósitos e estabelecimentos congêneres estão sujeitos às prescrições referentes aos estabelecimentos de trabalho em geral. no que lhes forem aplicáveis. Armazéns. deverá haver aberturas de iluminação e ventilação naturais (janelas ou lanternis) eqüidistantes conforme aquele comprimento mencionado. Garagens.

Oficinas e Postos de Serviço de Abastecimento de Veículos Artigo 243 . III e IV poderão ser modificadas a juízo da autoridade sanitária.As lavanderias serão dotadas de reservatório de água com capacidade correspondente ao volume de serviço.IV . Artigo 249 . todas as exigências deste Regimento e de suas Normas Técnicas Especiais. impermeável e não absorvente. Artigo 248 . Artigo 244 .Os serviços de pintura nas oficinas de veículos deverão ser feitos em compartimento próprio. bem como os piso revestidos do material liso. Cabeleireiros. no mínimo. VII . Barbearias e Casas de Banho SEÇÃO I Das Lavanderias Públicas Artigo 246 . no que lhes for aplicável. VI .os compartimentos de venda de gêneros alimentícios terão as paredes até 2 m de altura. Artigo 245 .os compartimentos de venda de gêneros alimentícios terão a área mínima de 10 m2 e os ele manipulação a área mínima a critério da autoridade sanitária. SEÇÃO II Dos Institutos e Salões de Beleza.Os despejos das garagens comerciais e postos de serviços passarão obrigatoriamente por uma caixa detentora de areia e graxas. que terá em vista a categoria do estabelecimento e as condições e recursos locais. de modo a evitar a dispersão de tintas e derivados nas demais seções de trabalho e terão aparelhamento para evitar a poluição do ar. Artigo 247 . postos de serviços ou de abastecimento de veículos estão sujeitos às prescrições referentes aos estabelecimentos de trabalho em geral. oficinas. SEÇÃO II Das Garagens. resistente. . CAPÍTULO VIII Das Lavanderias Públicas. cabeleireiros e barbearias. Parágrafo único .As lavanderias públicas deverão atender.As garagens. desde que não seja poluída e que o abastecimento público seja insuficiente.As exigências estabelecidas nos incisos I.Nas localidades em que não houver rede coletora de esgotos.As lavanderias deverão possuir locais destinados à secagem das roupas lavadas desde que não disponham de dispositivos apropriados para esse fim.Os locais em que se instalarem institutos ou salões de beleza. Cabeleireiros. V . sendo permitido o uso de água de poço ou de outras procedências. portas e demais aberturas teladas. no que lhes forem aplicáveis.os compartimentos ele manipulação e depósitos de gêneros alimentícios deverão ter as janelas. dos Institutos e Salões de Beleza. as águas residuais terá o destino e tratamento de acordo com as exigências deste regulamento. terão. Barbearias e Casas de Banho Artigo 259 .as seções industriais e residenciais e de instalação sanitária deverão formar conjuntos distintos na construção do edifício e não poderão comunicar-se diretamente entre si a não ser por antecâmaras dotadas de aberturas para o exterior.

no mínimo. Artigo 261 .as banheiras serão de ferro esmaltado ou de material aprovado pelo órgão competente. impermeável e resistente.os quartos de banho terão superfície mínima de 3 m2. de modo que as águas das enchentes não atinjam o fundo das sepulturas.As paredes dos necrotérios e velórios deverão ter os cantos arredondados e receberão revestimento liso.As casas de banho observarão as disposições referentes aos institutos e salões de beleza. de sala de vigília. II .Os vasos ornamentais devem ser preparados de modo a não converterem água que permitam a procriação de mosquitos. a existência de aparelhos de fisioterapia. barbearia e casa de banho. Artigo 253 . Necrotérios e Velórios CAPÍTULO I Dos Cemitérios Artigo 255 .Em caráter excepcional. cabeleireiro. uma latrina . deverá ser abastecido de água potável canalizada e possuir no mínimo. compartimento de descanso e instalações sanitárias independentes para ambos os sexos.O nível das cemitérios em relação aos cursos de água vizinhos deverá ser suficientemente elevado. impermeável. TÍTULO X Dos Cemitérios. Parágrafo único . IIT .Os cemitérios serão construídos em pontos elevados na contravertente das águas que tenham de alimentar cisternas e deverão ficar isolados por logradouros públicos.Um lavatório. afastados dos terrenos vizinhos. .Os necrotérios e velórios deverão ficar no mínimo 3 m. ou de 30 m em zonas não providas da mesma.paredes revestidas até 2 m de material liso. Artigo 260 .área mínima de 8 m2 e mais 4 m2 por cadeira instalada excedente a duas. Artigo 254 . Artigo 252 . cemitérios em regiões planas. em zonas abastecidas pela rede de água. a juízo da autoridade sanitária. com largura mínima de 14 m. serão tolerados.Todo o estabelecimento destinado a instituto ou salão de beleza. nos estabelecimentos.Não é permitida.I . resistente e impermeável até 2 m. Artigo 256 .piso revestido de material liso. Artigo 258 . resistente e Pinturas em cores claras.O lençol de água nos cemitérios deve ficar a 2 m. no que lhes forem aplicáveis e mais as seguintes: I . Artigo 251. pelo menos.Nos recintos destinados aos estabelecimentos referidos no artigo anterior serão permitidos outros ramos de atividade comercial afins. II . a critério da autoridade sanitária. de profundidade. CAPÍTULO II Dos Necrotérios e Velórios Artigo 259 .Os velórios deverão ser ventilados e iluminados e disporem. de altura no mínimo. de que trata esta Seção. Artigo 257 .

As casas de barro existentes não poderão ser reconstruídas. qualquer que seja sua origem. e das frentes das estradas. nos terrenos vizinhos. Artigo 273 . bem como nas estradas. terão o piso revestido com material liso. provida de água corrente e as suas paredes deverão ser impermeabilizadas até a altura de 1m.Nenhuma latrina poderá ser instalada a montante e a menos de 30 m.Os paióis. TÍTULO XI Do Saneamento na Zona Rural Artigo 264 . de acordo com as possibilidades locais. Artigo 266 . . situados em propriedades rurais. I . II .a pocilga terá o piso impermeabilizado e será. botequins.A autoridade sanitária. obedecerão às exigências deste Regulamento. tulhas e outros depósitos de cereais ou forragens. no mínimo. das nascentes de água ou poços destinados a abastecimento. nas proximidades das habitações rurais. Parágrafo único .É permitida na zona rural. resistente e impermeável e as paredes revestidas até altura de 2 m. Artigo 271 . ardósia ou material congênere tendo as de necropsia forma tal que facilite o escoamento dos líquidos que terão destino conveniente. no mínimo.As indústrias. vendas. resistente e impermeável e deverá ter declividade para escoamento das águas de lavagem.As instalações sanitárias. Artigo 265 . a existência de chiqueiros desde que obedeçam as seguintes condições. ficam subordinadas às exigências desse Regulamento e às demais que lhes forem aplicáveis.. determinará outras que forem de interesse sanitário das coletividades rurais. a uma distância de 50 m. Artigo 267 .Será terminantemente proibido. Artigo 268 . CAPÍTULO I Dos Chiqueiros Artigo 275 . Artigo 270 .O piso dos necrotérios será revestido de material liso. além das exigências previstas nos artigos anteriores. quitandas e estabelecimentos congêneres.O abastecimento de água potável.Artigo 262 . Artigo 269 . sempre que possível. a permanência de lixo ou estrume.Ficam terminantemente proibidas as construções de casas de barro e pisos de chão sem revestimento. deverão ser bem arejados e terem pisos impermeabilizados ou isolados do solo. de barra a óleo ou equivalente. que se instalarem em zonas rurais. Artigo 272 .Todas as casas comerciais de gêneros alimentícios. a uma distância de 50 m. Artigo 263 .As mesas dos necrotérios serão de mármore ou vidro.As habitações singulares obedecerão às exigências mínimas estabelecidas para as casas de tipo popular. obedecerá as exigências mínimas estabelecidas neste Regulamento. Artigo 274 .estarem localizados.A águas contaminadas não poderão ser utilizadas para uso doméstico.

O piso dos estábulos. granjas e estabelecimentos congêneres não beneficiados pelos sistemas públicos de água e esgoto ficam obrigados a adotar medidas indicadas pelas autoridades sanitárias no que concerne à provisão suficiente de água e a disposição dos resíduos sólidos e líquidos.Nos chiqueiros poderão ser tolerados os estrados de madeira em pequenas seções. Artigo 281 . granjas e estabelecimentos congêneres. na zona urbana. cocheiras. granjas e estabelecimentos congêneres devem ficar a distância mínima de 20 m dos terrenos vizinhos e das frentes das estradas. de modo a regulamentar o uso. cocheiras. Artigo 279 .III . desde que fiquem completamente isolados. destinados aos tratadores dos animais.Os estábulos. TÍTULO XII Do Loteamento e Retalhamento de Imóveis em Geral CAPÍTULO I Dos Loteamentos Artigo 285 . serão fechados ou removidos dentro de 1 ano.Os estábulos.A zona industrial deverá ser localizada com orientação tal que os ventos dominantes não levem fumaça ou detritos para outras zonas. pelo Poder Público Municipal.Nos estábulos. .As baias terão divisões que facilitem a lavagem do piso. só serão permitidos na zona rural. Cocheiras. granjas e estabelecimentos congêneres. nos termos da Lei Orgânica dos Municipios. Artigo 282 . com poço absorvente para o efluente da fossa. na data que entrar em vigor este Regulamento. Artigo 280 . cocheiras. destinados a animais de tratamento. granjas e estabelecimentos congêneres existentes dentro dos perímetros das cidades. a critério da autoridade sanitária. Artigo 276 . Artigo 286 . Granjas e Estabelecimentos Congêneres' Artigo 277 . Artigo 284 . a área e a altura das construções. quando o local se tornar núcleo de população densa. revestido de camada resistente e impermeável e ter declividade mínima de 2% até a sarjeta ou canaleta que receba e conduza os resíduos líquidos para o esgoto.os resíduos líquidos deverão ser canalizados por meio de manilhas ligadas diretamente a uma fossa séptica. a critério da autoridade sanitária que levará em conta as condições locais e os eventuais prejuízos à saúde pública. Parágrafo único .. cocheiras. cocheiras. comerciais e industriais.Os estábulos.Em todos os municípios deverão ser determinadas.Os estábulos. Artigo 278 .A sua remoção será obrigatória. observem rigorosamente a legislação em vigor e obedeçam às medidas de desinfecção determinadas pela autoridade sanitária. CAPÍTULO II Dos Estábulos. no prazo máximo de um ano. facilmente removíveis.Os estábulos. exceto para os casos nele previstos. as zonas residenciais. podem ser tolerados desde que tenham sido estabelecidos anteriormente a este Regulamento. granjas e estabelecimentos congêneres serão permitidos compartimentos habitáveis. Artigo 283 . cocheiras e estabelecimentos congêneres deve ser mais elevado que o solo exterior. cocheiras.

. III . terá obrigatoriamente 14 m. Parágrafo único . Artigo 290 .Artigo 287 . Artigo 295 . será tolerada passagem de 3 m. Artigo 293 . de largura.000 ou 1:2. Artigo 296 . Toda rua que terminar nas divisas.perfis longitudinais e transversais de todos os logradouros públicos em escalas horizontais de 1:1.indicação do sistema de escoamento das águas pluviais e das águas servidas e respectivas redes.Nos cruzamentos esconsos as disposições do artigo anterior poderão sofrer alterações. de largura no mínimo. sítios ou semelhantes. com comprimento máximo de 220 m. as glebas subdivididas em áreas não inferiores a 5..Os projetos de arruamento e loteamento deverão ser apresentados em três vias. intermitentes ou dormentes. nem leito carroçável inferior a 6 m. mesmo quando situados na zona suburbana ou rural.000 m2. podendo sofrer prolongamento. no mínimo e haverá reserva de área para sistema de recreio equivalente a 10% da área total a ser dividida. Parágrafo único .Nos cruzamentos das vias públicas os dois alinhamentos deverão ser concordados por um arco de círculo de raio mínimo igual a 9 m.000 e verticais de 1:100 ou 1:200. Parágrafo único .No retalhamento de glebas em chácaras.000 com curvas de níveis de metro em metro. em cada margem. contendo os seguintes elementos técnicos: I . quando se tratar de rua de tráfego local.Para efeito deste Regulamento consideram-se como chácaras. para pedestres..Em casos especiais. de largura. Artigo 292 .Ao longo das águas correntes. escala de 1:1.Nas quadras com mais de 220 m. Parágrafo único . e cujas características não permitam a simples subdivisão transformando-as em lotes de caráter urbano.planta geral. e destinada a servir apenas a um núcleo residencial.Serão aceitas outras escalas quando justificadas tecnicamente. no mínimo.As ruas não poderão ter largura total inferior a 14 m. no mínimo. de largura. fixos.memorial descritivo e justificativo do projeto. satisfeitas as demais exigências deste Regulamento. Artigo 294 . com indicação de todos os logradouros públicos e da divisão das áreas em lotes. de largura. a sua largura poderá ser reduzida a 9 m sendo obrigatórias as praças de retorno. Artigo 288 .Os loteamentos regem-se por este Regulamento. IV . sítios ou semelhantes não se aplicam as exigências referentes à declividade de ruas.A rampa máxima admitida é de 103. II .Todas as estradas e vias de acesso destes retalhamentos terão 14 m.000 ou 1:2. Artigo 289 .A margem das faixas das estradas de ferro e de rodagem e obrigatória a existência de ruas de 15 m.O comprimento das quadras irão poderá ser superior a 450 m. será destinada área para rua ou sistema de recreio com 9 m. Parágrafo único . Artigo 291 .

sempre obedecendo às demais exigências deste Regulamento.A área mínima reservada a espaços abertos de uso público.561-A.951. Artigo 299 . Parágrafo único .A área mínima do lote será de 250 m2.Será permitido o agrupamento de construções que tenham no máximo 6 casas e que fique isolado 1.Nos chamados vales secos será destinada nas mesmas condições do artigo anterior. a construção de edifícios públicos ou de entidades privadas. em função da área da bacia tributária. CAPÍTULO II Da Abertura de Passagens em Quadras Existentes Artigo 307 .A frente mínima do lote será de 10 m nos bairros residenciais e 8 m nas zonas comerciais. a diferença existente deverá ser acrescida ao mínimo da área reservada para os sistemas de recreio.Não são permitidos lotes de fundo.A disposição das ruas de um plano qualquer deverá garantir a continuidade do traçado das ruas vizinhas. Artigo 300 .A critério da autoridade sanitário. de cada lado do eixo. excetuados os loteamentos de chácaras ou sítios. compreendendo ruas e sistemas de recreio. Artigo 305 .Não poderão ser loteados os terrenos baixos. Artigo 304 .No caso de ser a área ocupada pelas vias públicas inferior a 20% da área total a subdividir. Parágrafo único . podendo ser reduzida no mínimo de 4. alagadiços e sujeitos a inundações. Artigo 298 . § 2. no máximo de 80% da área total. Parágrafo único . Citado por 1 Parágrafo único .000 m2.A área citada no artigo anterior deverá ser distribuída no seguinte modo: 10% para sistemas de recreio e 20% para.Só é permitida a abertura de passagem para construção de casas residenciais. Citado por 1 Artigo 306 . deverá ser de 30 % da área total a ser arruada. os lotes que apresentem partes situadas em cota inferior ao eixo da rua terão reserva obrigatória de faixa não edificável para construção de obras de saneamento. vias públicas.Na zona comercial e industrial a ocupação do lote com a edificação principal será.º . nas áreas destinadas a sistema de recreio. expressamente.Artigo 297 . quando a área a retalhar esteja situada na zona urbana e tenha frente para logradouros públicos existentes oficialmente em 29 de dezembro de 1.Excetua-se a subdivisão de áreas de menos de 10.O edifício principal nas zonas residenciais terá obrigatoriamente área de frente com a profundidade mínima de 4 m. É vedada. confinando com terceiros.Nas zonas residenciais a ocupação do lote com a edificação principal será no máximo de 50% da área total. data da promulgação da Lei 1. Artigo 303 .A abertura dessas passagens só será autorizada quando comprovada a impossibilidade de abertura de ruas com 9 m de largura em virtude de área encravada com testada não superior a 30 m. § 1.º .50 m dos lotes vizinhos.lhes o escoamento das águas. antes de tomadas as providências para assegurar. Artigo 302 . Artigo 301 . faixa com 9 m. .50 m.

O fundo terá uma declividade conveniente não sendo permitidas mudanças bruscas até a profundidade. as piscinas são classificadas nas três categorias seguintes: I . TÍTULO XIII Dos locais de Recreação. até o máximo de 4 casas. Artigo 310 . . Artigo 313 .utilizadas por seus proprietários.em todos os pontos de acesso à piscina deverá haver um tanque lavapés.piscinas públicas . IV . na perpendicular à via pública.os tubos influentes e efluentes deverão ser em número suficiente e localizados de modo a produzir uma uniforme circulação de água na piscina. V . Parágrafo único .piscinas residenciais .recuo de 4 m da divisa do fundo. contendo desinfetantes em proporção estabelecida pela autoridade sanitária. II . III .utilizadas pelo público em geral. III . justificados e com a aquiescência do poder público municipal. de 2 m. Artigo 309 .As piscinas deverão satisfazer as seguintes condições: I .o seu revestimento interno deverá ser de material impermeável e de superfície lisa. não sendo permitida a edificação de apartamentos.utilizadas somente por membros de uma instituição.As piscinas residenciais ficam dispensadas das exigências deste Regulamento. Acampamentos e Piscinas CAPÍTULO I Das Piscinas e Locais de Banho e Natação Artigo 311 .Nenhuma piscina poderá ser construída ou funcionar sem aprovação da autoridade sanitária. não seja inferior a 50 m nem superior a 100 m. podendo entretanto. abaixo da superfície normal da água. Artigo 312 .As passagens deverão ter 6 m de largura e terminarão sempre em praça de manobra de 12 m de diâmetro.50 m de um lado apenas quando se tratar de uma só residência e de ambos os lados quando se tratar de mais de uma. em casos amplamente.piscinas privadas .Artigo 308 . II . com os orifícios necessários para escoamento.haverá um ladrão em torno da piscina. III . e obedecerão as seguintes condições: I .As autorizações só serão dadas.recuos laterais de 1. Parágrafo único . admitida a construção de edícula em função da área principal. II .Para efeito da aplicação do presente Regulamento.recuo de 4 m do alinhamento.Estas passagens que não poderão atravessar as quadras de rua a rua só serão autorizadas em terrenos cuja profundidade.As construções serão exclusivamente residenciais. sofrer inspeção da autoridade sanitária em caso de necessidade.

mictórios na proporção de um para cada 60 homens.O responsável pela colônia de férias ou acampamento de qualquer natureza fará proceder aos exames bacteriológicos periódicos das águas destinadas ao seu abastecimento.A parte destinada a espectadores deverá ser absolutamente separada da piscina e demais dependências.Radiação Ionizante .Os acampamentos ou colônias de férias quando constituídos por vivendas ou cabinas. Artigo 319 . entelamento das cozinhas. quaisquer que sejam as suas procedências. se provierem de poços perfurados estes deverão preencher as exigências previstas na legislação. emitida pela fonte.Artigo 314 .Quando as águas de abastecimentos provierem de fontes naturais. Artigo 323 . Artigo 322 . no que se refere a instalações sanitárias adequadas iluminação e ventilação. Artigo 315 . estas deverão ser devidamente protegidas contra poluição.Os acampamentos de trabalho ou recreação e as colônias de férias só poderão ser instaladas em terreno seco e com declividade suficiente ao escoamento das águas pluviais. III . separados para cada sexo e dispondo de: I . que se propaga no espaço.As piscinas deverão dispor de vestiário. Artigo 321 .chuveiros na proporção de um para cada 60 banhistas. não inferior a 30 cm. III . serão as expressões técnicas assim definidas: I . Artigo 320 .Nenhuma colônia de férias ou acampamento será instalado sem autorização prévia da autoridade sanitária. II . precauções quanto a ratos e insetos e adequado destino do lixo.Processo pelo qual o átomo ou molécula eletricamente neutro transforma-se num .Ionização .A água das piscinas sofrerá controle químico e bacteriológico.Radiação . II . LIVRO III Normas de Proteção contra a radiação e riscos elétricos Artigo 324 . neste último caso terá uma camada protetora de terra. deverão preencher às exigências mínimas deste Regulamento. radiações alfa e beta e radiações que por via indireta são também capazes de ionizar. CAPÍTULO II Das Colônias de Férias e dos Acampamentos em Geral Artigo 317 . Artigo 318 . na forma estabelecida por este Regulamento e suas Normas Técnicas Especiais.Para efeito deste regulamento e suas Normas Técnicas Especiais.O lixo será coletado em recipientes fechados e deverá ser incinerado ou colocado em valas. tais como raios X e gama. Artigo 316 .latrinas e lavatórios na proporção de uma para cada 60 homens e uma para cada 40 mulheres.Tipo de radiação que se caracteriza por produzir tons no meio em que se propaga.Nenhuma latrina poderá ser instalada a montante e a menos de 30 m das nascentes de água ou poços destinados a abastecimento. instalações sanitárias e chuveiros.Energia radiante.

Barreira Protetora .As salas em que se processam irradiações deverão ser amplas e suficientes para as instalações a que se destinam. VIII . XV .Qualquer parede abertura. IV .Raios X . V . fora do local de radiação.Radiação eletromagnética produzida por freamento brusco de electrons acelerados.Expressão de espessura de chumbo puro laminado equivalente no seu valor absorvente. sob condições determinadas. radiumterapia.Radiação eletromagnética cujo comprimento de onda varia de 1. de material radioativo.Equivalente em Chumbo .Radiação Ultra Violeta ou Radiação Ultra Violeta longa . VII . ou outro colimador qualquer.Os gabinetes de Raios X. em todas as direções.Radiação Direta ou de Vazamento . X .Área Controlada .Os gabinetes de Radiodiagnóstico.As pessoas não sujeitas a riscos e a vizinhança em geral não poderão ficar expostas. XI . cone. tais como biombos. Artigo 325 . deverá ser revestido ou . que não se constituir em proteção suficiente para reduzir a radiação ao índice permissível. a uma dose superior a um décimo do máximo permissível.Parte aproveitável da radiação primária da fonte ou de um tubo de Raios X que passa através da «janela».Radiação que escapa do tubo de Raios X.ion carregado.Radiação emitida por qualquer material irradiado. com exceção do feixe útil. luvas. IX . líquido ou gasoso. VI .Região que.Radiação eletromagnética produzida por excitação do núcleo na ocasião de sua desintegração. XIII .Qualquer material sólido. XVI . aventais. constituído de átomos que espontaneamente sofrem desintegração. radium.Área em que a exposição à radiação do pessoal em serviço está sob supervisão de um responsável pela proteção. diafragma.Região de Vizinhança . Parágrafo único . armazenamento.Raios Gama . anteparos.700 a 3. telecobaltoterapia. estaria sujeita aos efeitos danosos da radiação. cobalto e laboratórios de isótopos deverão ser instalados de preferência em pavilhão isolado ou local que ofereça boas condições de segurança. Artigo 326 . emitindo radiação. protetores e congêneres.Substância Radioativa .Instalação de Radiação .Radiação originada diretamente da fonte ou do ânodo de tubo de Raios X.Qualquer local onde se acione aparelho que produza radiação ou em que haja produção.Radiação Primária .Feixe Útil . teto e piso de sala de radiação. aproveitando-se o maior número possível de paredes externas ou adjacentes a locais não usados por pessoas. destinado a atenuar a radiação. XIV . e apresentar boas condições de ventilação e iluminação.Anteparo de material absorvente. ao material utilizado. XII . e os Laboratórios de isótopos não poderão ser instalados em subsolo sem ar condicionado e em hipótese alguma poderão funcionar em antecâmaras. emprego ou disposição para qualquer finalidade. Artigo 327 . sem proteção. Artigo 328 .Radiação Secundária .900 Aº (angstron).

Os aparelhos de Raios X devem ser instalados de modo que o feixe útil não seja dirigido para os lados freqüentemente ocupados por pessoas. Artigo 340 . pela energia.Nas instalações de roentgenterapia deve haver um dispositivo externo que indique funcionamento do aparelho.Os aparelhos providos de válvulas retificadoras que emitem radiações deverão proporcionar proteção adequada aos operadores. III .Deverá haver um biombo protetor para o operador. Artigo 333 . tais como de proteção integral. de preferência de madeira. de acordo com as tabelas da . dos biombos e cabinas. intensidade.Os equipamentos radiológicos providos de condensadores como parte de seu circuito de alta tensão deverão possuir dispositivos especiais para descarga da energia residual desses condensadores. distância.a exposição sistemática. Artigo 329 . Comissão Internacional de Proteção Radiológica ou. Parágrafo único . diafragma ou outros colimadores de feixe.a exposição à radiação deve ser reduzida ao mínimo necessário. a critério da autoridade sanitária. Artigo 334 . acima de 70 KV. luvas.a autoridade sanitária determinará o prazo da validade da abreugrafia normal e de seu relatório que terá o mesmo valor da abreugrafia original.Quando a mesa de comando do aparelho de tensão nominal superior a 125 KV estiver situada dentro da sala de Raios X. nos serviços de Raios X. exigir-se-á construção de cabine de comando. Artigo 335 .As ampolas de Raios X devem ser providas de cúpula protetora e filtro de alumínio de 2 milímetros de espessura. deve ser reduzida ao mínimo possível. Artigo 330 . Artigo 341 .É vedada a presença na sala de irradiação de qualquer pessoa cuja permanência não seja indispensável. Artigo 337 . e em relação à sua repetição num mesmo paciente.Qualquer parte do aparelhamento de Raios X acessível ou destinada à manobra ou controle do uso deve ser à prova de choque.Na execução de radioscopias. deve ser fixo e proporcionar proteção equivalente ou superior a dois milímetros de chumbo.O vidro plumbífero visor.5 milímetros.É obrigatório o uso.reforçado. radiografias e abreugrafias em geral. sendo vedada a colocação de mesas de trabalho. quando a mesa de comando estiver situada no campo das radiações secundárias. de menores de 14 anos.O piso da sala de radiologia deverá ser recoberto com material isolante adequado. de acessórios necessários à proteção de operadores e pacientes. por barreira protetora de espessura determinada pelo tempo de permanência de pessoas. Artigo 332 . na falta desta. para fins de cadastro e outras. e sentidos da radiação. Artigo 339 .A sala de Raios X conterá apenas os móveis indispensáveis que devem ser. até 70 KV e 2. Artigo 331 . . a critério da autoridade sanitária. deverão ser tornada as seguintes precauções: I . tempo. Artigo 338 . II . Artigo 336 . de acordo com as especificações prescritas pela autoridade sanitária. aventais e anteparos em geral.

particularmente sobre as mãos. deverão ser ligados à terra por intermédio de fio ou cabo condutor descoberto e de bitola não superior a seis B.º .Ao pessoal que manipula radium é recomendável a adoção de sistema de rodízio. de acordo com espessuras calculadas em função da quantidade em mg de radium. particularmente. deve ser conservado o mais distante possível do pessoal do serviço e guardado em cofre munido de gavetas.F.A manipulação do radium deverá ser feita à distância. ou em salas de tratamento.A chave primária e as secundárias não devem ter a possibilidade de serem ligadas acidentalmente.Excluem-se das exigências deste artigo os aparelhos portáteis.dos raios gama. Artigo 343 .Sempre que forem usados anestésicos inflamáveis na prática de exames radilológicos. órgãos internos hematopoéticos e gônadas. no mínimo. Artigo 353 . situados à altura de dois metros e meio do piso. Artigo 352 .As chaves gerais deverão ser do tipo blindado e providas de fusíveis com capacidade adequada.º . Artigo 348 . (Roentgen/semana). Artigo 347 . Parágrafo único . seja de diagnóstico ou de terapia. obedecerá a seguinte norma: . de modo a não manter a instalação em contínuo funcionamento em caso de ligação acidental.Os pedais devem ser ligados com um interruptor geral comum. sendo sinalizadas com os dizeres: Perigo . de preferência por meio de longas pinças providas de manopla de chumbo. cada uma destas linhas secundárias será provida de uma chave secundário que a isole completamente quando fora de uso. Artigo 351 . para o corpo todo. ligados ao mesmo por braçadeira ou terminais de aperto. quando for de uso. longe dos dispositivos de alta tesão. § 1. inclusive em salas de operação. ou 0. que afaste periodicamente cada servidor do contato direto com o mesmo. para as mãos.Todos os componentes dos aparelhos de Raios X.As redes de alta tensão deverão ser instaladas com isoladores adequados. Artigo 344 .As salas. ou espessura equivalente de outro material. Artigo 346 .. § 2. estes só serão realizados. II .5 R/semana.Artigo 342 . com aparelhos à prova de explosão. deve ser colocada uma chave geral de fácil manejo. e.O acesso para os assistentes e enfermeiros às salas onde existam doentes portadores de radium ou com doses terapêuticas de outras substâncias radioativas. Artigo 345 .Radioatividade".1 R/semana. Artigo 349 .A entrada da linha. de modo a acarretar uma resistência de terra não superior a três décimos do OHMS.Quando o gerador alimentar mais de uma ampola. para manipulação do radium ou substâncias radioativas deverão ser bem ventiladas.O radium. depois de exposições que ultrapassem 1. isoladas de outras e utilizadas somente durante este trabalho. em local bem visível e de fácil alcance do operador.Aqueles que manipulam radium e sais de radium deverá ser assegurada proteção contra os efeitos: I . Artigo 350 . não devendo ser tocado diretamente com as mãos sendo que na preparação de moldes e aparelhos o operador trabalhará em mesa angular em L. com proteção de chumbo em todas as direções.dos raios alfa e beta. com anteparo de espessura de chumbo calculada em função da quantidade de radium.

quando o nível de radiação ambiente for igual a 0.Os pacientes submetidos a radium-terapia dever permanecer com proteção conveniente para terceiros. Artigo 355 . presente no ar.No preparo e emprego do radon cuja proteção deverá ser assegurada como se fora o radium.03 R/semana. Artigo 354 . deverá existir adequada proteção contra radiações. serão observadas as normas que forem prescritas nas tabelas de proteção. LIVRO IV Controle da Poluicao do Ar e do Solo TITULO I Do Ar Artigo 363 . qualquer substância ou mistura de substâncias no estado sólido. Artigo 360 . e onde não haja possibilidade de contaminação. inclusive revestimento para sapata. IV . que direta ou indiretamente são dispersados no ar atmosférico. segundo normas estabelecidas.acesso limitado aos que trabalham ocupacionalmente. senão necessária vestimenta apropriada. observandose os valores indicados por cálculo e seus portadores não deverão se expor à dose superior a 0. quando o nível de radiação ambiente for inferior a 0.Nos laboratórios de pesquisas científicas.O transporte do radium ou de doses terapêuticas da material radioativo nos hospitais e nos centros urbanos será feito em recipientes que ofereçam proteção adequada. onde se fizerem estudos e aplicações relativas a transmutação atômica. não deve ultrapassar de 10-12Cr/cm3.1 R/semana (Roentgen/semana) e contaminação radioativa elevada.1 R (semana (Roentgen/semana) e houver necessidade de tratamento próprio na eventualidade de contaminação radioativa.O transporte de material radioativo será fiscalizado de acordo com as instruções baixadas pela autoridade sanitária. II .acesso limitado aos que trabalham ocupacionalmente.Denomina-se poluição atmosférica a alteração de composição ou das propriedades do ar atmosférico produzida pela descarga de poluentes ou de outras substâncias de maneira a torná-lo: Artigo 362 . com condições de trabalho rigorosamente controladas. não sendo necessárias vestimentas especiais quando o nível médio de radiação ambiente for interior a 0. levando-se em conta que a quantidade de randon. não exigindo tratamento especial. Artigo 359 . tipo caneta e dosímetro termoluminescente ou radiofotoluminescente. líquido ou gasoso. Artigo 356 .É absolutamente proibido o trabalho em regime de exposição ocupacional (8h/ ou 40 h/semanais) sem o uso de dosímetros pessoais. quais sejam: câmara de ionização.A disposição dos resíduos radioativos só poderá ser feita nas condições estabelecidas pelas Normas Internacionais. .I . Artigo 361 .acesso apenas às pessoas que realizam na área em questão suas funções.impróprio.Para efeito deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais denomina-se poluente do ar. III .1 R/semana (Roentgen/semana) e a contaminação passível seja mínima.inconveniente ao bem-estar público.acesso sem objeção. II .0022 R/h (Roentgen/hora). nocivo ou ofensivo à saúde. exigindo-se vestimentas próprias quando o nível ambiente for superior a 0. I . e que pode ser medida por aspiração. Artigo 358 .

à critério da autoridade sanitária.III . explosivas ou incômodas. ficando tal operação subordinada às prescrições deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. Estas são obrigadas a colocar à disposição da autoridades os meios adequados à perfeita execução de suas atribuições. operação e manutenção. Artigo 371 . deverão ser convertidos em aterros sanitários dentro do prazo de dois anos. quer se trate de propriedade pública ou particular.Na execução e operação dos aterros sanitários devem ser tomadas medidas adequadas visando a proteção do lençol de água subterrânea no tocante à contaminação das águas. TÍTULO II Do Solo Artigo 370 . § 1. Artigo 369 .É vedada a emissão na atmosfera de fumaças de densidade igual ou superior a do padrão nº 2 da Escola de Ringelmann. à juízo da autoridade sanitária.O solo poderá ser utilizado para destino final de resíduos sólidos .lixo. as atividades de transporte por veículos automotores e correlatos. sem permissão da autoridade sanitária. subordinando-se às exigências deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.º .Os responsáveis pelas atividades que estejam poluindo a atmosfera são obrigados a tomar as medidas adequadas para evitar a poluição e seus efeitos.Estão subordinados ao presente Regulamento e suas Normas Técnicas Especiais. inclusive dejetos humanos.prejudicial à segurança.A disposição no solo de resíduos sólidos . m. Artigo 366 . correspondente às operações de abastecimento e limpeza. Artigo 365 . os estabelecimentos industriais. operações mecânicas de máquinas fixas ou móveis temporárias ou permanentes. que contenham substâncias tóxicas. § 2.danoso aos materiais e à vida animal e vegetal. verificada a inexistência de danos e incômodos a coletividade. qualquer que seja o campo de aplicação e finalidade a que se destine e que produzam ou tendam a produzir a poluição cio ar atmosférico. no mínimo.É proibida a incineração de resíduos sólidos lixo ao ar livre Parágrafo único Qualquer queima de resíduos sólidos .deverá ser feita em incinerador adequado e o processamento da combustão deverá evitar a dispersão de poluentes. inflamáveis.lixo ou líquido. a não ser por um período diário de 6 minutos. Artigo 372 . IV . radioativas.30. Artigo 368 . terão livre entrada em qualquer dia e hora às instalações industriais. agropecuários. Artigo 367 .lixo . no solo. Parágrafo único .º . agropecuárias ou outras. comerciais. de terra solta sobreposta. bem como de prejuízos de ordem econômica. poderão ser toleradas eventuais emissões de poluentes.É proibido dispor no solo qualquer resíduo sólido . em qualquer hora.lixo e líquidos.Os atuais depósitos de resíduos sólidos .lixo.A autoridade sanitária deverá aprovar os projetos de destino final de resíduos. comerciais. públicos e privados.As autoridades sanitárias incumbidas da fiscalização ou inspeção para fins de controle da poluição. fiscalizando a sua execução.Na zona rural. só será . desde que sua disposição será feita por meio de aterros sanitários que deverão ter uma camada de 0. privadas ou públicas. ao uso e gozo da propriedade e das atividades normais da comunidade. venenosas. e de 15 minutos para carga da fornalha. Artigo 364 .

e .É vedado dispor de resíduos sólidos . em determinada circunstância causa desconforto ou perturbação ao sossego público. pode transportar um agente etiológico. em colaboração com outros órgãos do Estado. serão objeto de planejamento e programação.Entende-se por agente etiológico ou agente infeccioso. acidentalmente. moluscos e artrópodes importunos. IV .Os trabalhos de combate. III . Prefeituras Municipais e particulares.vetor mecânico o artrópode que.educação sanitária. III .levantamento preliminar da situação. obrigatoriamente.artrópode importuno o que. durante o trajeto. uma das fases do desenvolvimento de determinado agente etiológico.Caberá aos órgãos especializados da Secretaria de Estado da Saúde.vetor biológico e molusco hospedeiro intermediário o artrópode ou o molusco no qual se passa.avaliação de resultados. Artigo 373 . o ser animado capaz de produzir infecção ou doença infecciosa.lixo. Artigo 374 . o controle. II . controle ou erradicação de vetares. II . considera-se: I .permitida após aprovação prévia da autoridade sanitária e execução das medidas que a mesma determinar. LIVRO V Controle de Artropodes e Moluscos TI TULO I Disposições Gerais CAPÍTULO I Dos Conceitos e do Procedimento Artigo 376 .ataque.A coleta e o transporte do lixo serão feitos em veículo contendo dispositivo que impeça. Artigo 379 .O lixo deve ser acumulado em recipientes providos de tampa. b) estudo das causas. observados. Artigo 375 . Artigo 378 . a queda de partículas nas vias públicas.Não se inclui nas disposições deste Regulamento o combate ou controle dos artrópodes peçonhentos e dos artrópodes parasitos tegumentares. obrigatoriamente. c) determinação das medidas cabíveis. Parágrafo único . em depósitos ao ar livre. construído de material resistente e não corrosível. compreendendo: a) delimitação da área. os seguintes procedimentos: I . Artigo 377 . exceção feita aos Pediculidas e cavitários.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.

quando possível. visando deter a transmissão das doenças. a juízo da autoridade sanitária. a fim de impedir o seu contato com os agentes etiológicos e destes com os susceptíveis. II .avaliação periódica dos resultados. Artigo 384 . dará orientação técnica. Artigo 381 . mecânicos. VI . a erradicação dos vetores biológicos e dos moluscos hospedeiros intermediários. a melhoria de habitações e dos anexos.Para se alcançar o objetivo referido no artigo anterior. deverão ser adotadas as seguintes medidas: I . e colaborará com a Secretaria da Agricultura no combate aos vetores biológicos responsáveis pela transmissão de zoonoses que possam representar perigo para a saúde do homem. combinados ou isoladamente. quando possível. e as autoridades locais a eles deverão prestar total colaboração. incumbidos das tarefas de combate. as unidades sanitárias.planejamento e programação dos trabalhos. Artigo 386 .levantamento da fauna de vetores biológicos e moluscos hospedeiros intermediários e do papel de cada uma na transmissão de doenças ao homem e aos animais reservatórios.O controle dos principais vetores mecânicos é responsabilidade de todos os componentes da comunidade. Artigo 385 .Excetuadas as situações especiais. ou seu controle nos demais casos.educação sanitária tendo em vista. principalmente. químicos ou biológicos. através do saneamento do meio com o emprego de métodos físicos. Artigo 380 . quando necessária. contarão com todas as facilidades de acesso nas áreas de trabalho. das suas condições de higiene e o destino adequados dos dejetos.Caberá aos órgãos competentes a elaboração das Normas Técnicas Especiais para o combate aos vetores biológicos e aos moluscos hospedeiros intermediários. TÍTULO II Vetores Biológicos e Moluscos Hospedeiros Intermediários Artigo 383 . IV .ação contra as formas imaturas e adultas de vetor biológico e de molusco hospedeiro intermediário.Os servidores da Secretaria de Estado da Saúde. a Secretaria de Estado da Saúde apenas dará orientação técnica às Prefeituras Municipais e aos particulares no combate aos artrópodes importunos. VII .realização de estudos destinados ao conhecimento da biologia e ecologia das espécies de vetores biológicos e moluscos hospedeiros Intermediários.O combate aos vetores biológicos e moluscos hospedeiros intermediários terá por objetivo a sua eliminação. as escolas e particulares.A Secretaria de Estado da Saúde. através de seus órgãos competentes. controle ou erradicação de vetores biológicos e dos moluscos hospedeiros intermediários.delimitação das áreas de transmissão atual ou potencial. tais como a municipalidade. V . TÍTULO III Vetores Mecânicos . III . CAPÍTULO II Das Facilidades de Acesso Artigo 382 .

são as espécies dos gêneros: I . o levantamento preliminar e a avaliação dos resultados.Artigo 387 . a orientação técnica e educativa. nas áreas anexas e nos terrenos. a eliminação dos criadouros associados ao lixo e às canalizações nas vias públicas. a autoridade sanitária poderá tomar medidas complementares. Parágrafo único .inspeção sistemática de estabelecimentos e locais de reunião. . Artigo 389 . maruins ou mosquitos pólvora e lambe-olhos . Artigo 388 . II .aplicação periódica de inseticida e outras medidas indicadas. eventuais vetores mecânicos.Nos programas de controle.reduzir a população desses vetores. § 1º .em locais turísticos ou de trabalho.Os principais artópodes importunas a serem considerados e que podem vir a exigir providências de controle nas circunstâncias adiante indicadas. II . 1 . mecânicos. a ação educativa frente aos escolares.Para controle dos artrópodes referidos no item III deste artigo adotar-se-á procedimento geral seguinte: .às Prefeituras Municipais.respectivamente pulgas."Similium". IV .respectivamente. III . II ."Pulex". borrachudos. constitui medida subsidiária na profilaxia de certas doenças transmissíveis e objetivará: I . Parágrafo único . "Culicoides" e "Hippelates" . TÍTULO IV Artópodes Importunos Artigo 391 .à autoridade sanitária local. "Cimex" e "Pediculus" . a autoridade sanitária local indicará os meios de combate mais adequados. e o controle das formas adultas nos domicílio em outros locais.Em casos especiais. equipamentos ou substâncias que possam apresentar perito à saúde do homem e de animais. de sua propriedade. "Periplanetta" e "Blatta" (baratas) e outros artrópodes. percevejos e piolhos . combinados ou isoladamente.Para os fins deste artigo poderão se utilizados meios físicos.A responsabilidade pelo controle das moscas e baratas será assim distribuída: I . bem como as normas de segurança recomendadas quando se utilizem métodos.prevenir o contato dos exemplares remanescentes com agentes etiológicos. quando houver em grande densidade.O combate aos vetores mecânicos se fará em seus criadouros.O controle das espécies dos gêneros "Musca" (mosca). ou habitações domiciliares.quando existentes em estabelecimentos coletivas ou locais de reunião.aos particulares. 2 .às escolas. a vigilância sanitária. Artigo 390 . a manutenção das condições higiênicas nas edificações que ocupem. quando em grande densidade."Culex" (pernilongos) em ambiente urbano. químicos ou biológicos. III .

a vigilância sanitário e as medidas educativas.pesquisa. anti-sépticos. manter as condições higiênicas e providenciar. II . Cosméticos.às Prefeituras Municipais.às escolas. drenagens. azulejos ou outro material equivalente a juízo da autoridade sanitária. desinfetantes. as desinsetizações determinadas pela.Na ação contra os artrópodes referidos no artigo anterior caberão: I . Artigo 395 . III .No caso de espécies do gênero "Culex" deverão ser adotadas sempre que possível. utensílios. de Higiene. raticidas e congêneres para uso doméstico e outros que interessem à medicina e à saúde pública. não poderão funcionar sem prévia licença da autoridade sanitária e sem que tenham na sua direção técnica um responsável legalmente habilitado.eliminação de focos e inspeção periódica dos locais propícios à sua. 2 . as medidas educativas e a fixação da periodicidade da desinsetização dos estabelecimentos e locais mencionados. localização. identificação e cadastramento de focos e locais propícios à sua proliferação.medidas de proteção dos indivíduos e das habitações pelo emprego de processos indicadas pela autoridade sanitária. mesas com tampo de material resistente e impermeável podendo ser de aço inoxidável. cosméticos e congêneres. possuir nos locais para esse fim destinados: I . LIVRO VI Condicoes de funcionamento dos Estabelecimentos Farmaceuticos e Congeneres TI TULO I Dos Estabelecimentos Industriais Farmacêuticos. adotar-se-á o procedimento geral seguinte: I . perfumes.às autoridades sanitárias. Parágrafo único . a orientação técnica.Os estabelecimentos que manipularem produtos necessários de preparo e envasamento assético devem.Na ação contra os artrópodes referidos no item III deste artigo caberão: 1 . drogas e plantas. limpeza de cursos d'água. 3 .Os estabelecimentos a que se refere o artigo anterior deverão possuir aparelhos. nas salas e antecâmara. . ainda. II . as obras de saneamento compreendendo desobstrução.instalações de lâmpadas ultravioleta ou germicidas nos corredores de acesso. medidas de destruição de focos através de obras hidráulicas e serviços de saneamento. mármore. Artigo 396 .às autoridades sanitárias. proliferação ou refúgio.Os estabelecimentos industriais. produtos dietéticos e de higiene. ação educativa junto dos escolares. autoridade sanitária.§ 2 º . vasilhames necessários à fabricação. inseticidas. Artigo 392 .às pessoas físicas ou jurídicas. Artigo 393 . responsáveis pelos estabelecimentos coletivos e locais de reunião. canalizações.Para controle dos artrópodes referidos nas itens I e II do artigo anterior. aterros e outras medidas indicadas pela autoridade sanitária. pia com água corrente. das Fábricas de Produtos Dietéticos. Perfumes e Congêneres Artigo 394 . farmacêuticos e de produtos de toucador que fabriquem ou manipulem produtos farmacêuticos.

ainda.Os laboratórios das farmácias deverão ser dotados de filtro de vela sob pressão. Parágrafo único . aprovados pela autoridade sanitária. Artigo 406 . deverão contar com dispositivos de segurança. com área mínima de 12 m2 com piso de cerâmica ou ladrilhos.O depósito de drogas deverá ser provido de armações ou armários. de armações ou armários aprovados pela autoridade sanitária. de conservação e em ordem que facilite a fiscalização. drogas e vasilhames empregados na manipulação devem ser conservados em armários ou armações envidraçadas e fechados. aparelhos de refrigeração. já licenciados. drogarias e dos depósitos de drogas instalados em outros pavimentos que não o térreo deverão ser submetidos à aprovação prévia da autoridade sanitária.sinalização de impedimento ou liberação das câmaras. que ofereçam completa segurança.Os socorros farmacêuticos deverão ser instalados em sala independente. e as paredes impermeabilizadas até a altura de 2m. quando necessários. que permitam a guarda dos produtos em boas condições de higiene.Para o fabrico de produtos biológicos deverão ser satisfeitas.As drogarias e depósitos de drogas. destinadas às drogarias. com tampo de mármore ou substância similar assente sobre pés metálicos ou de outra natureza que não prejudique a limpeza. Parágrafo único .Drogaria é o estabelecimento destinado à revenda de medicamentos por atacado a outras drogarias. de conservação e em ordem que facilite a fiscalização. farmácias e indústrias farmacêuticas. . o prazo de dois anos para se adaptarem às disposições do presente Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais sob pena de interdição. Artigo 399 .II .Os medicamentos. aprovados pela autoridade sanitária. conservação e higiene. Artigo 408 .A mudança do local do estabelecimento depende de licença do órgão competente. com lâmpadas vermelhas e verdes. onde deverão ser conservados os tóxicos. Artigo 407 . TÍTULO II Das Farmácias e Drogarias Artigo 398 . Artigo 400 . Artigo 405 .As características da impermeabilização do piso das farmácias. às farmácias e às indústrias ou profissionais devidamente legalizados. que permitam a guarda dos produtos em boas condições de higiene. de qualquer tipo.A drogaria deve ser provida de aparelhos de refrigeração. Artigo 404 . que permitam a guarda dos produtos em boas condições de ordem.Fica concedido às drogarias e depósitos de drogas. e providas de armações ou armários. Artigo 397 . entorpecentes ou substâncias Capazes de produzir dependência física ou psíquica. que armazenarem produtos altamente inflamáveis em grande quantidade. aprovados pela autoridade sanitária. bem como de aparelhos de refrigeração. Artigo 401 .As farmácias deverão ser proibidas de armações ou armários. aprovados pela autoridade sanitária. depósito para água filtrada e de mesa para manipulação. Artigo 402 .Depósito de drogas é o estabelecimento destinado a guarda e distribuição de especialidades farmacêuticas e de matéria prima. as exigências constantes das Normas Técnicas Especiais. determinados pela autoridade competente.As farmácias deverão possuir armários no cofre. Artigo 403 .

com a finalidade de preservá-lo ou para outros fins lícitos.alimento dietético . desde a origem destes até seu consumo será disciplinada pelas disposições deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.alimento irradiado .todo alimento preparado com o objetivo de imitar alimento natural e em cuja composição entre.todo alimento que tenha sido adicionado de substância nutriente com a finalidade de reforçar o seu valor nutritivo.Artigo 409 .alimento "in natura" . em estado bruto.toda substância de origem vegetal ou animal. VIII . obedecidas as normas que vierem a ser elaboradas pelo órgão competente. VI .todo alimento de origem vegetal ou animal. para cujo consumo imediato se exija.alimentos . . manutenção e desenvolvimento. os níveis de intensidade de som ou ruído atenderão as normas da American Standard Association e serão medidos em termos de pressão sonora. preponderantemente. expressos os resultados em decibéis (dB) LIVRO VIII Alimentos Artigo 412 .todo alimento elaborado para substituir alimento natural.É proibido perturbar o bem estar público ou particular com sons ou ruídos de qualquer natureza.todo alimento que tenha sido intencionalmente submetido à ação de radiações ionizantes.alimento enriquecido .A transferência de Propriedade do estabelecimento. no estado sólido.todo alimento elaborado para regimes alimentares especiais destinados a serem ingeridos por pessoas sãs. substâncias não encontradas no alimento a ser imitado. V . química ou biológica. destinada a fornecer ao organismo humano os elementos normais à sua formação. III . produzidos por qualquer forma e desde que ultrapasse os níveis máximos de intensidade fixados por este Regulamento e suas Normas Técnicas Especiais. TÍTULO I Das Definições Artigo 413 . Artigo 411 .alimento sucedâneo . assegurando o valor nutritivo deste. a remoção da parte não comestível e as tratamentos indicados para a sua perfeita higienização e conservação. por aparelhos usualmente designados "medidor de intensidade de som". no prédio ou em suas instalações dependerá de licença do órgão competente. I . líquido.matéria prima alimentar . LIVRO III Dos Sons Incômodos e Ruídos Artigo 410 .Enquanto não forem fixados níveis máximos a que se refere o artigo anterior. a mudança do responsável técnico ou qualquer alteração fundamental na constituição da empresa proprietária.toda substância ou mistura de substâncias. IV .alimento de fantasia ou artificial .Para efeito deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais considera-se. que para ser utilizada como alimento precise sofrer tratamento e ou transformação de natureza física. apenas. II .A defesa e a proteção da saúde individual e coletiva no tocante a alimentos. VII . pastoso ou qualquer outra forma adequada.

normas de envasamento e rotulagem. e que servirá para comprovar a sua conformidade com o respectivo padrão de identidade e qualidade. alimentos "in natura" e aditivos intencionais.coadjuvante .ingrediente . da Secretaria de Estado da Saúde ou dos demais órgãos fiscalizadores estaduais ou municipais.embalagem . empacotado ou .autoridade fiscalizadora competente . quando de sua entrega ao consumo. municipais. de valor nutritivo. XII . com o relatório e o modelo de rótulo anexados ao requerimento que deu origem ao registro. cartucho ou qualquer outro tipo de embalagem do alimento ou. objetivando promover ou incrementar o seu consumo. obtido por processo tecnológico adequado. XXIII .laboratório oficial .a difusão. XI . ou não.o estabelecido pelé órgão competente dispondo sobre a denominação. métodos de amostragem e análise.toda substância ou mistura de substâncias dotadas.o órgão técnico específico do Ministério da Saúde.todo alimento derivado de matéria prima alimentar ou de alimento "in natura''. congêneres. materiais utilizados no seu fabrico ou preservação. vasilhame. ajuntada ao alimento com a finalidade de impedir alterações.qualquer forma pela qual o alimento tenha sido acondicionado. matérias primas alimentares.análise fiscal . ou com as Normas Técnicas Especiais.aquela que é efetuada após. controle . manter. estaduais. conferir ou intensificar seu aroma.padrão de identidade e qualidade . XVIII .o órgão técnico específico do Ministério da Saúde. XX . XXII . alimento "in natura". bem como os dizeres pintados ou gravados a fogo. de indicações e a distribuição de alimentos relacionados com a venda e o emprego de matéria prima alimentar. manipulação. adicionado. bem como os órgãos congêneres federais. de outras substâncias permitidas. XVI . envoltório. ou não. definição e composição de alimentos.a substância cujo emprego é permitido como auxiliar na elaboração do alimento.rótulo . sobre o que acompanha o continente.o funcionário autorizado do órgão competente do Ministério da Saúde.órgão competente . o registro do alimento. ou ainda.IX . XIII . ou da Secretaria de Estado da Saúde bem como outros órgãos federais. presente no alimento em decorrência dos tratamentos prévios a que tenham sido submetidos a matéria prima alimentar e o alimento "in-natura" e do contato do alimento com os artigos e utensílios empregados nas suas diversas fases de fabrico.aditivo intencional . XVII . estaduais ou municipais. X .envasado. XIV . embalagem. por pressão ou decalcação aplicados sobre o recipiente. guardado. transporte ou venda. dos Territórios e do Distrito Federal devidamente credenciados.aditivo incidental .toda substância residual ou migrada.a análise que precede o registro.análise previa .a efetuada sobre o alimento apreendido pela autoridade fiscalizadora .qualquer identificação impressos ou litografada. cor e sabor.análise de. XIX . fixando requisitos de higiene. XXI . modificar ou manter seu estado físico geral ou exercer qualquer ação exigida para uma boa tecnologia de fabricação do alimento.todo componente alimentar (matéria prima alimentar ou alimento "in natura") que entra na elaboração de um produto alimentício. por quaisquer meios.propaganda . XV .produto alimentício .

beneficie.os aditivos intencionais e as coadjuvantes da tecnologia de fabricação de alimentos dispensados por Resolução da Comissão Nacional de Normas e padrões para Alimentos. Artigo 417 . mantido o mesmo número de registro anteriormente concedido.O registro a que se refere este artigo será válido em tido o território nacional e será concedido no prazo máximo de 60 (sessenta) dias a contar da data da entrega do respectivo requerimento. armazene. suplementarmente. I .as embalagens.º . § 2.Todo alimento somente será exposta ao consumo ou entregue à venda depois de registrado no órgão competente da Ministério da Saúde.º .as produtos alimentícias.o local onde se fabrique. deposite para venda.competente e que servirá para verificar a sua conformidade com os dispositivos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais XXIV . III . produza. alimento "in natura".Estão. quando destinados ao emprego na preparação dos alimentos industrializadas. estarão sujeitos a registro quando a Norma Técnica Especial. TÍTULO II Do Registro e do Controle Artigo 414 . em estabelecimentos devidamente licenciadas. equipamentos e utensílios elaboradas e/ou revestidas internamente de substâncias resinosas e polimétricas e destinados a entrar em cantato com alimentos. inclusive as de uso doméstico.º . § 1. Artigo 415 .Os alimentos industrializadas quando vendidos a granel. II . acondicione. fica obrigada a firma responsável a comunicar ao laboratório oficial de Secretaria de Estado da Saúde no prazo de até 30 (trinta) dias. materiais.O registro deverá ser renovado cada 10 (dez) anos.º . matéria prima alimentar. .Para a concessão do registro a autoridade competente obedecerá as normas e padrões fixados pela Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos e.Concedido o registro. transporte. nas Normas Técnicas Especiais deste Regulamento. § 3. III . salvo os casos de inobservância dos dispositivos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. distribua ou venda alimento. desde que incluídos em Resoluções da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos.as matérias primas alimentares e os alimentos "in natura". a data de entrega do alimento ao consumo. Parágrafo único . conserve. lei para outras finalidades que não as de exposição à venda ou à entrega ao consumo.as aditivas intencionais. artigos e equipamentos destinados a entrar em contato com os mesmos. § 4. salva aqueles cujo registro tenha sido determinado pelo órgão competente do Ministério da Saúde. obrigados a registro no órgão competente do Ministério da Saúde.O registro de que trata este artigo não exclui aqueles exigidos por. I .estabelecimento . assim declaradas por Resolução da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos. II .Ficam dispensadas da obrigatoriedade do registro no órgão competente do Ministério da Saúde. aditivos intencionais. igualmente. Artigo 416 .os coadjuvantes da tecnologia de fabricação. manipule. assim o determinar.

. TÍTULO III Da Rotulagem Artigo 419 . que será efetuada no alimento tal como se apresenta ao consumo. a descrição e a classificação estabelecida no respectivo padrão de identidade e qualidade ou no rótulo arquivado no órgão competente do Ministério da Saúde no caso de alimento de fantasia ou artificial.nome e/ou a marca do alimento. V . procedendo-se a nova análise de controle. observando a definição.O registro de aditivos intencionais. bem como às matérias primas alimentares e alimentos "in natura" quando acondicionados em embalagem que os caracterizem.O laudo de análise será encaminhado ao órgão competente que expedirá o respectivo certificado de registro.º .O laudo da análise de controle será remetido ao órgão competente do Ministério da Saúde para arquivamento e passará a constituir o elemento do identificação do alimento. que implique em alteração de identidade.º . § 6. equipamentos e utensílios elaboradas e/ou revestidos internamente de substâncias resinosas e poliméricas e de coadjuvantes da tecnologia da fabricação que tenha sido declarado obrigatório. III . Artigo 420 .sede da fabrico. ou local de produção. será tal fato comunicado ao órgão competente do Ministério da Saúde para fins de cancelamento do registro anteriormente concedido a sua apreensão em todo território nacional. ou de alimento não padronizado. § 3. Artigo 418 .º . concedendo-se o prazo necessário para a devida correção. decorrido o qual proceder-se-á a nova análise de controle. § 2.a qualidade. IV . erros ou irregularidades ficará o infrator sujeito às penalidades cabíveis. será sempre precedido de análise prévia. a natureza e o tipo do alimento.As disposições deste artigo se aplicam aos aditivos intencionais e produtos alimentícios dispensados de. de embalagens. erros ou irregularidades sanáveis. § 5. registro. qualidade. e sendo o alimento considerado impróprio para o consumo.§ 1.nome do fabricante ou produtor. Persistindo as falhas.º .º .Qualquer modificação.A análise de controle observará as normas estabelecidas para a análise fiscal.Após o recebimento da comunicação deverá a autoridade fiscalizadora competente providenciar a colheita de amostra para a respectiva análise de controle. podendo ser mantido o número de registro anteriormente concedido.Em caso de análise condenatória.Os rótulos deverão mencionar em caracteres perfeitamente legíveis: I . deverá o interessado ser notificado da ocorrência. Parágrafo único . através do laboratório oficial da Secretaria de Estado da Saúde. tipo ou marca do alimenta já registrado.º . § 4.Os alimentos e aditivos intencionais deverão ser rotulados de acordo com as disposições deste Regulamento e demais dispositivos que regem o assunto.No caso de constatação de falhas. II . deverá o interessado comunicar previamente ao órgão competente do Ministério da Saúde.número de registro do alimento no órgão competente do Ministério da Saúde. e sendo o alimento considerado próprio para o consumo. Parágrafo único .

º .As etiquetas de utensílios ou recipientes destinadas ao uso doméstico deverão mencionar o tipo de alimento que pode ser neles acondicionados. no que couber. Artigo 421 . Artigo 428 .º . quando destinados ao uso doméstico.. . § 1. § 3. figuras ou desenhos que possibilite uma falsa interpretação ou que induzam o consumidor a erro ou engano quanto à sua origem.. Artigo 425 .O disposto nos artigos 420. Artigo 427 .Os rótulos de alimentos adicionais de essências naturais ou artificiais.Os rótulos dos alimentos enriquecidos e dos alimentos dietéticos e de alimentos irradiados deverão trazer a respectiva indicação em caracteres facilmente legíveis .Os rótulos de alimentos de fantasia ou artificial não poderão conter indicações especiais de qualidade.º .Os rótulos dos alimentos destituídos. e. Artigo 426 .. 422 e 423 deste Regulamento..". nem trazer menções." e "Contém Aromatizante.Os nomes científicos que forem inscritos nos rótulos de alimentos deverão. no caso de ser empregado aroma artificial.VI . Artigo 424 . cujos rótulos contenham palavras em idioma estrangeiro. à rotulagem dos aditivos intencionais e coadjuvantes da tecnologia de fabricação de alimento. Artigo 422 . ser acompanhados da denominação comum correspondente. expressa sempre que possível em medidas de uso caseiro. 421. o tipo de alimento em que pode ser adicionado e a quantidade a ser empregada. IX . deverão mencionar no rótulo a forma de empregá-lo. total ou parcialmente.Os aditivos intencionais e os coadjuvantes da tecnologia de fabricação. § 4.As indicações exigidas pelas artigos 420.outras indicações que venham a ser fixadas em regulamentos.. seguido do código correspondente e da declaração "Aromatizado Artificialmente". § 2. declarados isentos de registro pela Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos..Os rótulos dos alimentos elaborados com essências artificiais deverão trazer a indicação "Sabor Imitação ou Artificial de.número de identificação da partida.Os alimentos rotulados no País.o peso ou o volume líquido. de um de seus componentes normais deverão mencionar a alteração autorizada.indicação do emprego de aditivo intencional. sempre que possível. quando se tratar de alimento perecível. salvo em se tratando de denominação universalmente consagrada.º .".º . bem como as que servirem para mencionar os emprego de aditivos. natureza ou composição.Os rótulos de alimentos que contiverem corantes artificiais deverão trazer na rotulagem a declaração "Colorido Artificialmente". lote ou data de fabricação. 421 422 e 423 se aplica.. Artigo 423 .Os rótulos de alimentos destinados à exportação poderão trazer as indicações exigidas pela lei do país a que se destinam.Os aditivos intencionais.º. com o objetivo de reforçar ou reconstituir o sabor natural do alimento deverão trazer a declaração "contém Aromatizante". VII .º . § 2. mencionando-o expressamente ou indicado o código de identificação correspondente com a especificação da classe a que pertencer. seguido da declaração "Aromatizado Artificialmente". deverão trazer a respectiva tradução. deverão constar do painel principal do rótulo do produto em forma facilmente legível. VIII . seguido do código correspondente. deverão ter essa condição mencionada no respectivo rótulo. § 3.Os rótulos dos alimentos elaborados com essências naturais deverão trazer as indicações "Sabor de. § 1.

citando o nome científico quando houver e os requisitos que permitam fixar um critério de qualidade. ou de Norma Técnica Especial. símbolos.aditivos intencionais que podem ser empregados abrangendo a finalidade do emprego e o limite de adição. definição e composição. compreendendo a descrição do alimento.As disposições deste Regulamento se aplicam aos textos e matérias de propaganda de alimentos qualquer que seja. nomes geográficos. natureza e tipo do alimento.º. Artigo 431. § 3. TÍTULO V Da Fiscalização Artigo 435 . devidamente fundamentado. V . § 1. expresso em linguagem de fácil entendimento. Artigo 430 . natureza.Os padrões de identidade e qualidade poderão ser revistos pelo órgão competente por iniciativa própria ou a requerimento da parte interessada. qualidade do alimento.Parágrafo único .Haverá para cada tipo ou espécie de alimento um padrão de identidade e qualidade dispondo sobre: I .requisitos aplicáveis a peso e medida. Artigo 433 . erro ou confusão quanto à origem. concretas e demais disposições necessárias à obtenção de t1m alimento puro. composição ou. IV .Não poderão constar da rotulagem denominações. ou que lhe atribuem qualidades ou características nutritivas superiores àquelas que realmente possuem.Não serão permitidas na rotulagem quaisquer indicações relativas á qualidade do alimento que não sejam as estabelecidas por este Regulamento e suas Normas Técnicas Especiais. comestíveis e de qualidade comercial. da qualidade. desenhos ou indicações que possibilitem interpretação falsa.os requisitos de higiene abrangerão também o padrão micro-biológicos do alimento e o limite residual de pesticidas e contaminantes tolerados. ensaio e análise do alimento. Artigo 432 .A ação fiscalizadora será exercida pelas autoridades federais. designações.requisitos de higiene. figuras. VI . III . compreendendo medidas sanitárias.o veículo utilizado para sua divulgação. II . estaduais ou .métodos de colheita de amostra.Poderão ser aprovados subpadrões de identidade e qualidade devendo os aumentos por eles abrangidos serem embalados e rotulados de forma a distinguí-los do alimento padronizado correspondente.denominação. TÍTULO IV Dos Padrões de Identidade e Qualidade Artigo 434 .Os alimentos industrializados quando vendidos a granel deverão ser acompanhados de indicação ao consumidor.requisitos relativos à rotulagem e apresentação do produto. procedência.As declarações superlativos de qualidade de um alimento só poderão ser mencionados na respectiva rotulagem. Artigo 429 .º . em consonância com a classificação constante de respectivo padrão de identidade e qualidade.A declaração de «Alimento Dietético» deverá ser acompanhada da indicação do tipo de regime a que se destina o produto. § 2.º .

a lhe dar vista na guia de expedição ou importação. somente poderão exercer atividades que envolvam manipulação de gêneros alimentícios quando. transporte. o ingresso e a venda de gêneros e produtos alimentícios de determinadas procedências. Artigo 442 .A fiscalização de que trata este título se estenderá à publicidade e à propaganda de alimentos.As empresas transportadoras serão obrigadas. . Artigo 438 . fornecida pela repartição sanitária competente. Artigo 436 . colheita de amostras de alimentos e de matérias primas para alimentos. conhecimentos e demais documentos relativos às mercadorias sob a sua guarda.Os gêneros alimentícios e bebidas depositadas ou em trânsito nos armazéns das empresas transportadoras. a juízo da autoridade sanitária.A colheita de amostras será feita sem interdição da mercadoria quando se tratar de análise fiscal de retina. a fornecer prontamente esclarecimentos sobre as mercadorias em trânsito ou depositadas em seus armazéns.No interesse da saúde pública. da interdição. moscas. deposite. Artigo 443 . armazene. e de Inutilização de Alimentos Artigo 445 . acondicione. Artigo 447 . na Apreensão. manipule. deverão ser observados os preceitos de limpeza e higiene.Os alimento manifestamente alterados serão apreendidos pelas autoridades sanitárias que aplicarão aos infratores as penalidades cabíveis. bem como as afetadas da dermatoses exsudativas ou esfoliativas. Artigo 440 . faturas.Compete à autoridade fiscalizadora realizar periodicamente ou quando necessário. Artigo 439 . ou transportar no mesmo veículo. produção. conservação. distribua.É proibido manter no mesmo continente.municipais no âmbito de suas atribuições. beneficiamento. dessa atividade não decorra risco para a saúde pública ou inconveniência de outra espécie para os consumidores. Artigo 444 . armazenamento. quando plenamente justificados os motivos. venda ou consuma alimentos. beneficie. manipulação.. papéis ou filmes plásticos usados e da face impressa de papéis ou filmes plásticos impressos. mediante dispositivos ou invólucros adequados. transporte. Artigo 446 .No fabrico. Parágrafo único . qualquer que seja o veículo empregado para a sua divulgação. ou outros insetos.No acondicionamento não será permitido o contato direto com o alimento de papéis coloridos. distribuição e venda de alimentos. conserva.Nenhuma substância alimentícia poderá ser exposta à venda sem estar protegida contra poeira. alimentos e substâncias estranhas que possam contaminá-los ou corrompê-los. poderá a autoridade sanitária proibir. Artigo 441 . Parágrafo único .O policiamento da autoridade sanitário será exercido sobre os alimentos. TÍTULO VI Da Análise Fiscal.Pessoas que constituam fontes de infecção de doenças infecto-contagiosas ou transmissíveis por alimentos. Artigo 437 . acondicionamento. bem como facilitar a inspeção destas e a colheita de amostra. para eleito de análise fiscal. nos locais que determinar. da Perícia de Contraprova. quando parecer oportuno à autoridade sanitária. produza. ficarão sujeitos à fiscalização da autoridade sanitária.Nos estabelecimentos de gêneros alimentícios ninguém será admitido ao trabalho sem prévia carteira de saúde. o pessoal que os manipula e sobre os locais e instalações onde se fabrique.

adulteração. no caso de alimentos perecíveis. outra ficará em poder do detentor ou responsável pelo alimento e a terceira permanecerá no laboratório oficial.A interdição do alimento para análise fiscal será iniciada com a lavratura do termo de apreensão. colhidas em triplicata e representando o lote ou partida da mercadoria sob fiscalização. procedência e quantidade da mercadoria apreendida. que será assinado por esta e pelo infrator ou na recusa e ausência deste. § 2. marca. e especificará a natureza. serão interditados pela autoridade sanitária. . serão tornadas invioláveis para assegurar a sua autenticidade e conservadas adequadamente para assegurar as suas características originais.A notificação de que trata o parágrafo anterior deverá ser feita dentro do prazo de 10 (dez) dias ou de 24 (vinte e quatro) horas se tratar de alimento perecível.º . falsificação ou fraude. nome do fabricante e do detentor do alimento.Se a análise fiscal não comprovar infração a qualquer norma legal vigente. o nome do fabricante e do detentor do alimento. de modo inequívoco. Artigo 450 .A análise fiscal será realizada no laboratório oficial e os laudos analíticos deverão ser fornecidos à autoridade fiscalizadora no prazo máximo de 30 (trinta) e no caso de alimentos perecíveis de 24 (vinte e quatro) horas.Da mercadoria Interditada serão colhidas amostras para análise fiscal. Artigo 453 . para os produtos perecíveis. Parágrafo único . tipo. mesmo nos estabelecimentos de gêneros alimentícios. será o mesmo levado ao laboratório oficial onde. de imediato. de modo. procedência. uma será utilizada no laboratório oficial para análise fiscal. quantidade da mercadoria apreendida.No caso em que couber inutilização sumária da mercadoria apreendida. ou requerer perícia de.Não serão apreendidos. o tipo. § 2. ou tubérculos. Artigo 443 . § 3.A autoridade fiscalizadora lavrará termo de apreensão. por 48 (quarenta e oito) horas.Se a análise fiscal concluir pela condenação do alimento. .º .º . será efetuado. Artigo 449 . na presença do possuidor ou responsável e o perito por ele indicado ou na sua falta por duas testemunhas. a autoridade comunicará ao interessado a liberação da mercadoria interditada dentro de 48 (quarenta e oito) horas do recebimento do laudo respectivo. dentro de 10 (dez) dias. servindo estas duas últimas para eventual perícia e contraprova. Parágrafo único . a contar da data do recebimento da amostra. inequívoco e facilmente legível.Se a quantidade ou a natureza do alimento não permitir a colheita das amostras na forma prevista neste Regulamento e suas Normas Técnicas Especiais.º .Os alimentos suspeitos ou com indícios de alteração. por duas testemunhas. Artigo 451 .A interdição da mercadoria não se fará por prazo superior a 60 (sessenta) dias e. exceto se no ato houver protesta do infrator.º .Das amostras colhidas. contraprova. marca. rizomas. § 1. desde que essa circunstância esteja declarada no envoltório.º . sementes e grãos em estado da germinação quando destinados ao plantio ou a fim industrial. bulbos. a autoridade fiscalizadora notificará o interessado para apresentar defesa escrita. § 3. decorridos os quais.As amostras para análise fiscal de produtos interditados ou não. ou 24 (vinte e quatro) horas. a análise fiscal. poderá ser dispensada a lavratura do termo de apreensão quando o seu valor for notoriamente ínfimo. considerar-se-á liberada. a contar da data do recebimento do laudo de análise condenatória.§ 1. assinado pela autoridade fiscalizadora e pelo possuidor ou detentor da mercadoria ou na ausência deste por duas testemunhas e especificará a natureza. Artigo 452 .

no laboratório oficial que tenha realizado a análise fiscal. caberá recurso da parte interessada ou do perito responsável pela análise condenatória.Na perícia de contraprova não será efetuada a análise no caso de amostra apresentar indícios de alteração ou violação.Entende-se por partida de grande valor econômico aquela cujo valor seja igual ou superior a 100 (cem) vezes o maior salário-mínimo vigente no Pais. Artigo 458 . desviá-lo ou substituí-lo no todo ou em parte. confirmada a condenação do alimento em perícia de contraprova. § 1. § 3. considerar-se-á liberada a partida que indicar um índice de alteração ou deterioração inferior a 10% (dez por cento) do seu total.º do artigo anterior. dando-se-lhe vista da análise condenatória. devendo esta determinar a realização de novo exame pericial sobre a amostra em poder do laboratório oficial de controle. contados da data da conclusão da perícia de contraprova. contados da data do seu recebimento.Decorrido o prazo referido no § 2. prevalecerá o resultado da perícia de contraprova.Se a análise fiscal condenatória se referir à amostra colhida em fiscalização de rotina a autoridade sanitária poderá efetuar nova colheita de amostras com interdição da mercadoria.º. § 5. § 2.Ao perito indicado pelo interessado. § 2.º .O recurso de que trata este artigo deverá ser interposto no prazo de 10 (dez) dias.º . aplicando-se nesse caso. obrigatoriamente. no prazo de 10 (dez) dias. o resultado da análise condenatória será. comunicado ao órgão competente do Ministério da Saúde. à autoridade competente.No caso de partida de grande valor econômico. Artigo 459 .Excetuados os casos da presença de organismos patogênicos ou suas toxinas.º .§ 4. salvo se houver concordância dos peritos quanto ao emprego de outro. § 1. serão dadas todas as informações que solicitar sobre a perícia.º .º . salvo a hipótese prevista no § 1.Esgotado o prazo referido no § 2.º . Artigo 455 . § 1. até que se esgote o prazo referido no artigo 452. lavrando-se a respectiva ata.º deste artigo.º . adequada técnica de amostragem estatística.Em caso de divergência entre os peritos quanto ao resultado da análise fiscal condenatória ou discordância entre os resultados desta última com a da perícia de contraprova.O possuidor ou responsável pelo alimento interditado fica proibido de entregá-lo ao consumo. § 2. Artigo 457 . sem decisão do recurso. com a presença do perito do laboratório oficial e do perito indicado pelo interessado. TÍTULO VII Do Funcionamento dos Estabelecimentos . métodos utilizados e demais documentos por ele julgados indispensáveis. que deverá ser legalmente habilitado. o laudo da análise fiscal será considerado definitivo.º .º .A autoridade que receber o recurso deverá decidir sobre o mesmo. sem que o interessado tenha apresentado defesa ou requerido perícia de contraprova. poderá o interessado solicitar nova colheita de amostra.Aplicar-se-á à perícia de contraprova o mesmo método de análise empregado na análise fiscal condenatória.No caso de alimentos condenados oriundos de unidade federativa diversa daquela em que está localizado o órgão apreensor.A perícia de contraprova será efetuada sobre a amostra em poder do detentor ou responsável. Artigo 454 . Artigo 456 .

a usar vestuário adequado à natureza do serviço. por falta de asseio ou infração de qualquer das disposições de que trata este artigo. desinfetantes e produtos similares. III . II . durante o trabalho. nos estabelecimentos de venda ou consumo de alimentos.O Alvará de Registro será concedido após inspeção das instalações pela autoridade sanitária estadual competente. preparem ou fabriquem produtos alimentícios e bebidas é proibido: I .Artigo 460 .Será obrigatório rigoroso asseio nos estabelecimentos industriais e comerciais de gêneros alimentícios. não poderão continuar a lidar com gêneros . II . beneficiem. serão obrigados. é extensiva a todos aqueles que. acondicionem alimentos é proibido ter em depósito substâncias nocivas à saúde ou que possam servir para alterar.Só será permitido. devidamente aprovado pela autoridade sanitária.º . quando o estabelecimento interessado possuir local apropriado e separado. obedecidas as especificações deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.fumar. para a coleto de resíduos. fraudar ou falsificar alimentos. bem como as anotações das penalidades que porventura tenham sido aplicadas em conseqüência de infrações diversas.a manter rigoroso asseio individual.Nos estabelecimentos onde se fabriquem. Artigo 463 . Artigo 464 . acondicionamento. Artigo 461 .º . beneficiamento. depósito ou transporte de gêneros alimentícios. preparem.A Caderneta de Controle Sanitário deverá servir para conter as anotações das ocorrências verificadas pela autoridade fiscalizadora nas visitas de inspeção rotineira. dotados de tampos. venda.Todo estabelecimento ou local destinado à produção. Artigo 466 . § 1. § 2.º . depósito ou venda de alimentos. o comércio de saneantes.permitir a entrada ou permanência de quaisquer animais. Artigo 462 .Alvará de Registro.A obrigatoriedade da apresentação da Carteira de Saúde referida neste artigo.Nos locais e estabelecimentos onde se manipulem. § 1. beneficiem. armazenamento.Nos locais em que se fabriquem.os empregados que forem punidos repetidas vezes.Os empregados e operários dos estabelecimentos de gêneros alimentícios. manipulação. adulterar.Caderneta de Controle Sanitário. fabrico. II . a respectiva carteira de saúde à repartição sanitária para a necessária revisão. anualmente.varrer a seco. em caráter habitual. Artigo 467 . preparo. § 2. I . vendam ou depositem gêneros alimentícios haverá depósitos metálicos especiais. Artigo 465 . III .É obrigatória a existência de aparelhos de refrigeração nos estabelecimentos em que se conservarem produtos alimentícios perecíveis ou alteráveis.º . deverá possuir : I . preparem. mesmo não sendo empregados ou operários registrados nos estabelecimentos de gêneros alimentícios estejam vinculados de qualquer forma à fabricação.a apresentar. manipulação.

Será permitida a venda ambulante. quando se tratar de alimento de fantasia ou artificial. § 2. matérias primas alimentares e alimentos "in natura". só poderão ser expostos à venda. na sua composição.º . expor à venda. às especificações do respectivo padrão de identidade e qualidade. TÍTULO VIII Das Disposições Gerais Artigo 468 . recipientes ou utensílios destinados a entrar em contato com os mesmos.Somente poderão ser expostos à venda alimentos.Os produtos alimentícios destinados à venda ambulante ou em feira deverão ser mantidos em boas condições sanitárias e. materiais.tenham sido elaborados. de acordo com exigências do Ministério da Saúde. Artigo 475 . tenham ou não sofrido processo de coeção.A critério da autoridade sanitária que levará em conta as condições e características locais e do produto. e em feiras.obedeçam. matérias primas alimentares. importados ou vendidos por estabelecimentos devidamente licenciados. alimentos elaborados em caráter experimental e destinados à pesquisa de mercado. a juízo da autoridade sanitária. de produtos alimentícios excluídos aqueles que. IV .A permissão a que se refere este artigo deverá ser solicitada pelo interessado. Artigo 469 . excepcionalmente. Artigo 470 . transportados. alimentos "in natura". Artigo 476 . em locais de comércio de gêneros alimentícios. quando se tratar de alimento padronizado ou àquelas que tenham sido declaradas no momento do respectivo registro. ou ainda não padronizado. dependerá de prévia autorização do órgão competente.0s alimentos sucedâneos deverão ter aparência diversa daquela do alimento genuíno ou permitir por outra forma a sua imediata identificação. que submeterá à autoridade competente a fórmula do produto e indicará o local e o tempo de duração da pesquisa. sem necessidade de registro prévio.O rótulo do alimento nas condições deste artigo deverá satisfazer às exigências deste . Artigo 474 . desde que higienicamente preparados.tenham sido rotulados segundo as disposições deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. e em feiras. III .tenham sido previamente registrados no órgão competente. II . reembalados. Artigo 472 .A critério da autoridade sanitária e sob pena de apreensão e inutilização sumária. aditivos para alimentos.alimentícios. não puderem ser objeto desse tipo de comércio.Será permitido. § 1.º . que : I . Citado por 1 Artigo 471 .O emprego de produtos destinados à higienização de alimentos matérias primas alimentares e alimentos "in natura" ou de. acondicionados de modo a serem preservados de contaminação. será autorizada a venda ambulante. de produtos perecíveis de consumo imediato.Os utensílios e recipientes dos estabelecimentos onde se consumam alimentos deverão ser lavados e higienizados na forma estabelecida pelas Normas Técnicas Especiais ou usados recipientes não reutilizáveis. devidamente protegidos. os alimentos destinados ao consumo imediato. artigos e utensílios destinados a entrar em contata com alimentos. quando necessário. Artigo 473 .

A critério da autoridade sanitária.Os alimentos. de acordo com o Decreto-lei Federal nº 986. empregados no fabrico.Os alimentos que em 21 da outubro de 1969 estiverem registrados há menos de 10 anos em qualquer repartição federal ficarão. ficam desobrigados de registro no Ministério da Saúde. Artigo 483 . matérias primas alimentares e alimentos "in natura". preparação e tratamento de alimentos. Artigo 481. qualquer que seja a forma como se apresentem ou o modo como são ministrados. Artigo 480 . aditivos para alimentos e substâncias destinadas a serem empregadas na fabricação de artigos. quando importados na embalagem original. de 21 de outubro de 1969. dispensados de novo registro até que se complete o prazo estipulado. nos termos dos artigos 57 e 58 do Decreto-lei Federal nº 986.Excluem-se do disposto neste Regulamento e nas suas Normas Técnicas Especiais os produtos com finalidade medicamentosa ou terapêutica. recipientes. só poderão ser expostos à venda mediante autorização expressa do órgão competente. utilizadas no fabrico. aos complementos alimentares. Artigo 477 . utensílios. Artigo 479 . de 21 da outubro de 1969. . deverão obedecer às disposições deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. bem como os requisitos de registro.A autoridade sanitária poderá interditar temporária ou definitivamente os materiais referidos neste artigo.Os alimentos destinados à exportação poderão ser fabricados de acordo com as normas vigentes no pais para o qual se destinam. Artigo 486 .55.Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. acondicionamento. Artigo 482 . conservação e venda dos mesmos. utensílios e equipamentos destinados a entrar em contato com alimentos. ser autorizada a venda de alimentos em estabelecimentos não especializados.O alimento importado.Aplica-se o disposto neste Regulamento e nas suas Normas Técnicas Especiais às bebidas de qualquer tipo ou procedência.Os alimentos destituídos. as condições de uso e as tolerâncias máximas em alimentos. as condições de conservação e de acondicionamento. vasilhames e outros materiais que entrem em contato com alimentos. dotadas ou não de valor nutritivo. Artigo 478 .871 de 26 de março de 1965 e nas Resoluções da Comissão Nacional de Normas e Padrões para Alimentos. deverão ser de material adequado que assegure perfeita higienização e de modo a não contaminar. bem como os aditivos e matérias primas empregados no seu fabrico. manipulação.A maquinaria. Artigo 485 . Artigos 24 e 27 e no Decreto Federal n. aos produtos destinados a serem mascados e a outras substâncias. total ou parcialmente. Normas Técnicas Especiais. transporte. obedecerão ao disposto no Decreto-lei Federal nº 986 de 24 de outubro de 1969. de um de seus componentes normais. e as condições de fiscalização. a título precário. Artigo 484 .A permissão excepcional de que trata o artigo anterior será dada mediante a satisfação prévia dos requisitos que vierem a ser fixados pelo órgão competente. bem como as instalações que não satisfaçam os requisitos técnicos e as exigências deste Regulamento e de suas. Parágrafo único .Os requisitos para permissão de emprego de aditivos. TÍTULO IX Das Disposições Transitórias Artigo 487 . poderá. alterar ou diminuir o valor nutritivo dos alimentos. que levará em conta às características locais. as aparelhos.

SEGUNDA PARTE PROMOÇÃO DA SAÚDE LIVRO I Maternidade. . ou nas Normas Técnicas Especiais deste Regulamento. regulamentado pelo Decreto nº 52. de qualquer modo. dos internamentos em estabelecimentos nosocomiais. de modo sistemático e permanente. Artigo 491 . sob qualquer forma. Infância e Adolescência Artigo 489 . também os executará diretamente. visando a prevenção das doenças mentais. ou.São passíveis de cassação da licença para funcionamento. Artigo 495 . § 2. de proteção e assistência à maternidade. aos quais dará ampla assistência técnica e material.º . LIVRO II Saúde Mental Artigo 492 . através dos órgãos competentes.A Secretaria de Estado da Saúde estimulará o desenvolvimento de programas de saúde mental através das organizações privadas. em todo o Estado.A Secretaria de Estado da Saúde promoverá. de 18 de julho de 1969.A política sanitária estadual. à infância e adolescência. visem àqueles objetivos. no mínimo possível. pelas autoridades competentes.Artigo 488 .A Secretaria de Estado da Saúde. à infância e à adolescência. material e financeira. à infância e à adolescência.As instituições privadas de proteção e assistência à maternidade. Artigo 490 . só poderão receber auxílio ou subvenção do Estado. através do órgão competente. oferecendo assistência técnica. é orientada pela Secretaria de Estado da Saúde. na sua falta. com referência à saúde mental. após o indispensável exame.A cooperação técnica e material do Governo do Estado às instituições.199. através das unidades sanitárias distritais ou locais e de seus hospitais. além de orientar e coordenar os serviços de proteção e assistência à maternidade. Artigo 493 . Artigo 494 . os dos regulamentos estaduais pertinentes. o paciente que. normas e padrões de funcionamento de serviços e através de concessão de subvenções e auxílios. no sentido da prevenção da doença e da redução.º .Até que venham a ser aprovados os padrões de identidade e qualidade mencionados no artigo 434 deste Regulamento. material e financeira. ou nas normas e padrões internacionalmente aceitos. quando devidamente registradas no órgão próprio e satisfizerem às exigências contidas no Decreto-lei nº 62. serão adotados os preceitos bromatológicos contidos na legislação federal vigente. for reconhecido como doente mental.A Secretaria de Estado da Saúde prestará assistência técnica. de 15 de maio de 1969. § 1. será prestada mediante a elaboração de planos de organização e direção. Parágrafo único .O órgão competente da Secretaria de Estado da Saúde orientará a organização de proteção à maternidade e à infância e à adolescência coordenando as iniciativas nesse sentido e estimulará a criação e o desenvolvimento de instituições públicas e privadas que.Somente poderá ser internado em estabelecimentos psiquiátricos. públicas e privadas. à infância e à adolescência. assistência à maternidade. os estabelecimentos psiquiátricos que procederem ao internamento de pacientes em desacordo com o disposto no presente artigo.

bem como às suas famílias. Artigo 505 .doenças em que é exigida a notificação imediata à autoridade sanitária local.Os "anexos psiquiátricos" das Casas de Detenção e das Penitenciárias. Artigo 498 . prática de quaisquer atos litúrgicos de religião. a eclosão de "epidemia de crendice terapêutica". Artigo 503 . para seleção dos casos passíveis de assistência e tratamento. imediatamente.A Secretaria de Estado da Saúde promoverá investigações epidemiológicas. Artigo 497 . Artigo 500 . ainda que sem finalidade de proteção ou de recuperação da saúde. através de organizações específicas. tendo por atribuição o estudo sistemático e compulsório da personalidade destes. exercerão suas atividades de higiene mental.Para os efeitos deste Regulamento.A Secretaria de Estado da Saúde organizará e estimulará a criação de Centros Comunitários de Saúde Mental. com aspectos de contágio psíquico. de qualquer natureza. às autoridades sanitárias competentes. TERCEIRA PARTE PRESERVAÇÃO DA SAÚDE LIVRO I Notificação Compulsória Artigo 504 . quer nos estabelecimentos destinados à assistência a psicopatas quer fora deles. Grupo 3 . a prática de técnica psicológicas com fundamento nos processos de sugestão capazes de influenciar o estado mental de indivíduos ou de coletividade. sob guarda. culto ou seita com finalidade terapêutica. em que é exigida a notificação internacional imediata.Qualquer autoridade pública local tem o dever de notificar.A Secretaria de Estado da Saúde estabelecerá a orientação básica para a execução das atividades de saúde mental a ser observada pelos órgãos estaduais e instituições privadas e exercerá a fiscalização de seu fiel cumprimento. para amparo aos pacientes egressos de nosocômios. terão por objeto a assistência e o tratamento.É vedada a pessoas sem habilitação legal para o exercício da profissão. à autoridade sanitária competente.aos estabelecimentos privados que se destinarem ao tratamento de doentes mentais. Artigo 501 . dos reclusos que denotarem reações psicopáticas.E vedada. auxiliandoos ou subvencionando-os nos termos da legislação vigente.As instituições de amparo social à família do psicopata indigente e os centros de recuperação profissional para alcoolistas e outros toxicômanos. .doenças quarentenárias. sobre a prevalência e a incidência das doenças mentais no Estado. Grupo 2 . em 24 horas à autoridade sanitária local. e de suas Normas Técnicas Especiais entendese por notificação compulsória a comunicação. Artigo 502 .As doenças de notificação compulsória serão classificadas nos grupos seguintes: Grupo 1 . no sentido da psiquiatria preventiva. Artigo 496 . Artigo 499 . ainda que a título filantrópico e exercida gratuitamente.doenças em que é exigida a notificação. dos casos e óbitos suspeitos ou confirmados das doenças classificadas no artigo seguinte e enumeradas nas Normas Técnicas 'Especiais.

dentistas. deve ser feita à simples suspeita e o mais precocemente possível.A autoridade sanitária procederá com a devida urgência. V . à Prefeitura Municipal: I . ao órgão federal competente. que lhe . o cartório de registro civil que registrar a morte deverá comunicar o fato à autoridade sanitária dentro de 24 horas. caminhão.A autoridade sanitária que receber notificação de doença classificada nos Grupos 1 ou 2 deverá procurar confirmá-la clinicamente e através das provas de laboratório disponíveis. a Secretaria de Estado da Saúde poderá exigir a notificação de quaisquer infecções ou infestações constantes das Normas Técnicas Especiais em indivíduos que estejam eliminando o agente etiológico para o meio ambiente mesmo que não apresentem. § 2. II .responsável pela habitação individual ou coletiva.A notificação de qualquer das doenças dos Grupos 1 e 2. Parágrafo único .responsável pelo automóvel.Periodicamente será baixada Norma Técnica Especial relacionando e enquadrando as doenças de notificação compulsória. sorológicos. telegrama. ou através de impresso oficial.A autoridade sanitária deverá dar conhecimento. Parágrafo único . Artigo 507 . embarcação ou qualquer outro meio de transporte que se encontre o doente. Artigo 511 . Artigo 508 . na ausência desta. Artigo 506 . anátomopatológicos ou radiológicos. enfermeiros.responsáveis pelos serviços de verificação de óbitos e outros órgãos do serviço público estadual ou municipal. VIII .chefe da família. a notificação à autoridade sanitária local será feita por carta ou por meio de impresso oficial. veterinários. Artigo 510 . VI .responsáveis por laboratórios que executem exames microbiológicos.º . parteiras e pessoas que exerçam profissões afins.Os dados necessários ao esclarecimento da notificação compulsória constarão das Normas Técnicas Especiais. bioquímicos.responsáveis por hospitais ou estabelecimentos congêneres organizações para-hospitalares e instituições médico-sociais de qualquer natureza.farmacêuticos. ônibus. a investigação epidemiológica dos casos de doenças transmissíveis classificadas nos Grupos 1 ou 2.De acordo com as condições epidemiológicas. estabelecimento de ensino ou local de trabalho em que. com a máxima urgência.São obrigados a fazer notificação à autoridade sanitária local ou. pessoalmente. VII . parente que resida com o doente ou qualquer outra pessoa que seja por ele responsável .º . avião. III . tomando as devidas providências em caso negativo.médicos que forem chamados para prestar cuidados ao doente mesmo que não assumam a direção do tratamento.§ 1. sintomatologia clínica alguma. se encontre o doente.Ocorrendo doença classificada no Grupo 3 do artigo 505. trem. Artigo 509 . dos casos e óbitos notificados das doenças do Grupo 1.Nos óbitos causados por moléstias transmissíveis. referidas no artigo 505. no momento. carta. Esta verificará se o caso foi notificado nos termos deste Regulamento. por telefone. IV .

Parágrafo único . ou animal. de molde a evitar que suscetíveis venham a ser atingidos.assistência médico-sanitária e hospitalar quando possível.educação sanitária. capaz de ser transferida. II . Artigo 513 . Artigo 520 .forem notificados. a fim de apurar a origem e as conseqüências da ocorrência e aplicar as medidas de profilaxia adequadas.o disposto neste artigo poderá ser aplicado a outras doenças transmissíveis ou não. Artigo 517 .proteger convenientemente os suscetíveis.Para a execução das medidas enumeradas no artigo anterior serão desenvolvidas atividades referentes a: I . LIVRO II Doenças transmissíveis Artigo 514 . e tomar as medidas de profilaxia necessárias. que poderá ficar a cargo de médico de livre escolha do doente.formação. Artigo 516 . tendo em vista os interesses da saúde coletiva. em cada caso particular.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais entendese por isolamento a separação de indivíduos afetados por doenças transmissíveis e.suprimir ou diminuir o risco à coletividade representado pelos indivíduos e animais infectados. a autoridade sanitária poderá exigir e executar provas imunológicas para a descoberta da suscetibilidade ou resistência a determinadas infecções. indiretamente pelo agente patogênico. a critério da autoridade sanitária. Artigo 519 . Artigo 515 . Artigo 518 . Esta última deverá proceder à investigação epidemiológica. V .A profilaxia das doenças transmissíveis baseia-se nas medidas que visam: I . e III .Quando se tratar de notificação de caso não autóctone do município a autoridade sanitária que a receber é obrigada a comunicar imediatamente o fato à do município em que se originou o caso.As instruções sobre o processo de notificação das doenças constarão das Normas Técnicas Especiais. no caso das doenças dos Grupos 1 e 2. de vegetais ou do solo. . de uma pessoa. direta ou. em locais adequados. Artigo 512 . III . preenchendo também a respectiva ficha epidemiológica. para o organismo de outro indivíduo ou animal. IV .O isolamento domiciliário estará sujeito à vigilância direta da autoridade sanitária a fim de garantir a execução das medidas profiláticas necessárias e o tratamento clínico.Quando houver indicação e conveniência. aperfeiçoamento e atualização em Saúde Pública do pessoal de nível superior e técnico auxiliar.interromper ou dificultar a transmissão. eventualmente.treinamento em serviço de pessoal auxiliar de saúde pública. será determinado pela autoridade sanitária competente. portadores de microrganismos infectantes.Estudos e pesquisas no setor saúde. II . de modo direto ou indireto.O período de isolamento.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais entendese por doença transmissível a causada por um agente etiológico animado ou por seus produtos tóxicos.

logo após a utilização. § 2. Artigo 526 .Os animais suspeitos de terem raiva ou que hajam mordido uma pessoa serão capturados o mais rapidamente possível.OS portadores deverão ser submetidos a um controle apropriado por parte da autoridade sanitária.É permitida a destruição de objetos quando impossível a sua desinfecção. entendese por zoonoses as doenças e infecções que se transmitem naturalmente entre animais vertebrados e o homem. recebendo tratamento adequado para evitar a eliminação do agente etiológico para o ambiente. Artigo 525 . entendese por desinfecção a destruição dos agentes patogênicos fora do organismo.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. Artigo 523 .A mudança do domicílio de portadores deverá ser comunicada previamente à autoridade sanitária responsável pelo seu controle. Artigo 522 . por meios químicos ou físicos aplicados diretamente. .Artigo 521 .Nas demais doenças transmissíveis. Artigo 528 . a desinfecção será feita a critério da autoridade sanitária. Artigo 530 . mas que o elimina para o ambiente de forma continua ou intermitente. é dos objetos de seu uso pessoal. sintomas da moléstia. Artigo 532 .O combate às zoonoses compete aos órgãos da Secretaria de Estado da Saúde.Os portadores não poderão se ocupar da produção. Parágrafo único .Os cães apreendidos na via pública serão sacrificados após 72 horas caso não sejam retirados pelos seus responsáveis. entendese por portador o indivíduo que está albergando um agente etiológico animado sem apresentar. isoladamente ou em cooperação com outras entidades públicas ou privadas.No caso das doenças classificadas no Grupo 1 do artigo 505 a desinfecção rigorosa será complementada ou substituída por medidas destinadas a combater os vetores biológicas e os reservatórios. resultante da imposição de isolamento.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.A desinfecção concorrente será feita rotineiramente. § 1.Para o combate à raiva o Estado poderá prestar colaboração técnica às Prefeituras Municipais. manipulação ou venda de substâncias alimentícias.º . à medida que estes forem sendo eliminados. e observando os princípios de higiene e as demais medidas profiláticas impostas pela autoridade sanitária.A proibição do direito de locomoção. Artigo 524 .Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. Artigo 531 . consistindo na desinfecção dos excretos do indivíduo infectado. de acordo com a moléstia. Artigo 529 . no momento. fabricação. Artigo 527 . os quais serão obrigados a providenciar a vacinação e o registro do animal no serviço competente. determinará o abono de faltas a escolas.º . Parágrafo Único . isolados e observados por um período mínimo de dez dias.A desinfecção terminal será feita após a cura ou óbito do indivíduo infectado ou depois que este for transferido para outro local.

ou que tenha permanecido no mesmo ambiente que estes. entendese por vacinação básica o número de doses de uma vacina.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. por um intervalo de tempo igual ao período máximo de incubação da doença. nas épocas indicadas. e para o trabalho em organização privada de qualquer natureza.A vacinação básica será iniciada na idade mais adequada.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. § 1. de habitação ou acidentais. Artigo 537 . dentro de um prazo máximo de 30 dias. necessário para que o indivíduo possa ser considerado imunizado.As vacinações só poderão ser executadas com produtos analisados e controlados periodicamente por órgãos oficiais. a parte dela ou a indivíduos.vacinações extraordinárias . entendese por quarentena a restrição da liberdade de locomoção e o controle médico permanente dos comunicantes e dos indivíduos procedentes de áreas onde a moléstia ocorra endêmica ou epidemicamente. de qualquer natureza. as pessoas sujeitas à quarentena deverão permanecer nos locais expressamente determinados pela autoridade sanitária responsável pela medida. III .Artigo 533 .são as ministradas por motivo relevante de ordem sanitária. estaduais ou municipais. Artigo 535 .vacinações especiais .Para a matrícula na primeira série do curso primário é obrigatória a apresentação. Artigo 534 . em creches. público ou privado. sempre pessoais. Artigo 540 . Artigo 536 .No caso de contra-indicações à vacinação. por prazo fixado pela autoridade sanitária.º . Artigo 538 . o tétano e a difteria. educandários e institutos de assistência social e para a matrícula ou o trabalho em estabelecimento de ensino.vacinações de rotina . II . seja em relação à comunidade toda. entende-se por comunicante a pessoa que tenha tido contato com casos clínicos ou portadores. não poderão ser retidos por nenhum órgão ou autoridade. II .de vacinação contra varíola para o exercício de qualquer cargo das funções em órgãos da administração direta ou indireta. Parágrafo único . .Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. de prova tuberculínica. até que possa ser efetuada sem prejuízo da saúde do interessado.são as ministradas a indivíduos particularmente expostos a maior risco que o habitual a determinadas doenças.As exigências deste artigo poderão ser estendidas em relação a outras vacinações ou provas de imunidade em zonas delimitadas ou na totalidade do território do Estado.Os comprovantes de vacinação.de vacinação contra varíola e. a fim de assegurar a manutenção da imunidade conferida. Parágrafo único .são aquelas que devem ser ministradas sistematicamente a todos os indivíduos de um determinado grupo etário ou à população em geral. humanos ou animais. esta será adiada. a juízo da autoridade sanitária.Será exigido o comprovante: I . Artigo 539 . devendo ser seguida de doses de reforço. Durante este período. a intervalos adequados.Os programas de vacinação obedecerão ao seguinte critério: I . mesmo quando a sua apresentação for exigida por lei. para o internamento ou trabalho. em virtude de fatores de ocupação. de comprovante de vacinação ou de revacinação contra a varíola.

Artigo 544 .Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. recurso profilático de eficácia comprovada. durante o tempo julgado necessário pela autoridade sanitária competente. Artigo 542 .A vigilância sanitária é aplicável às doenças transmissíveis constantes do Grupo 2 do artigo 505 e. a outras doenças. Artigo 545 .Quando necessário.A proibição do direito de locomoção.A quarentena é aplicável às doenças constantes do Grupo 1 do artigo 505 e.As pessoas sob vigilância sanitária deverão comunicar. escolas e quaisquer locais abertos ao público. antibióticos. § 3.comunicar a ocorrência ao seu chefe imediato.A quarentena poderá ser substituída pela vigilância sanitária ou poderá deixar de ser aplicada nos casos previstos.º . Esta deverá cientificar a autoridade congênere do local. quimioterápicos ou outros agentes antimicrobianos adequados. resultante da imposição da quarentena. II . a critério da autoridade sanitária. será ele empregado gratuitamente em caráter sistemático. centro de reunião ou diversão.º . Artigo 547 .º . a critério da autoridade sanitária.º . § 1. sempre que houver indicação. soros ou seus derivados.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. para determinada doença.Sempre que houver.confirmar os casos clinicamente e através das provas de laboratório disponíveis. previamente a mudança de seu domicílio à autoridade sanitária responsável pela medida.Havendo suspeita de epidemia em uma localidade. Artigo 546 . determinará o abono de faltas as escolas. no Regulamento Sanitário Internacional. LIVRO III . a autoridade sanitária requisitará o auxílio da autoridade policial local ou regional para a execução de medidas referentes à profilaxia de doenças. por um intervalo de tempo igual ao período máximo de incubação da doença.§ 2. para onde se dirigir o indivíduo. Artigo 548 .º .verificar se a incidência atual da moléstia é significantemente maior que a habitual. Artigo 541 .Na iminência ou vigência de epidemias de maior gravidade ou de calamidades naturais que possam provocá-las. a outras doenças.Os comunicantes e os indivíduos que de qualquer modo se expuserem ao risco de contrair urna doença transmissível deverão ser protegidos por meio de vacinas. entendese por vigilância sanitária o seguimento dos comunicantes e dos indivíduos procedentes de áreas onde a moléstia ocorra endêmica ou epidemicamente. a fim de que este continue sob mesma vigilância. § 2. a autoridade sanitária local deverá. III . poderá ser ordenado o fechamento total ou parcial de todo e qualquer tipo de estabelecimento. Artigo 543 . eventualmente. eventualmente. serão tomadas medidas particularmente rigorosas para impedir a disseminação da moléstia. § 4. entendese por epidemia a ocorrência de um número de casos de determinada moléstia significativamente maior do que o habitual na comunidade. imediatamente: I .Na iminência ou vigência de epidemias. Tais medidas poderão abranger a limitação parcial ou total do direito de locomoção.

orientação técnica para a boa execução de suas atividades. Parágrafo único . processos físicos ou químicos ou de diferentes naturezas. § 1. serão rigorosamente lavados e desinfetados. aceitos pela autoridade sanitária. em caráter permanente.Os estabelecimentos que tiverem médico responsável.Rejeitar-se-á a doação de sangue de todo e qualquer doador cujo estado de saúde física ou mental não esteja de acordo com as exigências contidas neste Regulamento e em suas Normas Técnicas Especiais.os pentes. quaisquer que sejam as suas procedências. Artigo 552 . antes de serem usados. que se dediquem à prática de transfusões sangüíneas. Artigo 555 .º . correspondente a doadores de sangue. quando solicitado.Doenças Transmissíveis e Transfusões Sangüíneas Artigo 549 . poderá oferecer às instituições privadas e aos profissionais habilitados.os seus vestiários.É proibido às casas de banho atenderem pessoas que sofram de dermatoses ou qualquer doença parasitária. salões e institutos de beleza. § 4. § 1. Parágrafo único . obedecidas as determinações do responsável. devendo também contar com fichário convenientemente atualizado.As piscinas públicas e as privativas deverão utilizar água com características físicas.As roupas. será obrigatória a desinfecção do instrumental e utensílios destinados ao serviço.Ao sangue fresco ou estocado.º . sanitários e chuveiros deverão ser conservados limpos e sua .º . após ser usado pelo cliente. e estabelecimentos congêneres.Compete aos órgãos de saúde pública do Estado a execução de medidas que visem a impedir a propagação de doenças transmissíveis através de transfusão de sangue ou de substâncias afins. quaisquer que sejam as suas modalidades. § 3. são obrigados a registro em repartição oficial competente. Artigo 554 . escovas é outros instrumentos utilizados nos quartos de banho.º . LIVRO IV Doenças Transmissíveis e saneamento do Meio Artigo 553 .As banheiras deverão ser lavadas e desinfetadas após cada banho. proveniente de doadores ocasionais. a juízo da autoridade sanitária.Nas barbearias. não podendo servir a mais de um banhista antes de serem novamente lavadas e desinfetadas. poderão atender pessoas com estas características. por meios próprios.o sabonete será fornecido a cada banhista. Artigo 556 . navalhas. Artigo 551 . Artigo 550 . utensílios e instalações dos hotéis.Sem embargo da ação fiscalizadora que lhe compete.As roupas utilizadas nos quartos de banho deverão ser individuais. químicas e biológicas adequadas. de acordo com as instruções emanadas da autoridade sanitária. casas de banho. pensões e das casas de banho deverão ser limpas e desinfetadas. que o libertem de agentes nocivos à saúde do receptor.Os bancos de sangue. cabeleireiros. bem como toda e qualquer instituição ou profissional que se dediquem a essa atividade.º . infecto-contagiosa ou repugnante. o Estado. devem ser aplicados quando for o caso. § 2. Deverá ser inutilizada a porção de sabonete que restar.

tais como o câncer. o "diabetes melitus".Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais.Estendem-se.A autoridade sanitária determinará a execução de medidas de prevenção adequadas quando a prevalência de acidentes pessoais em domicílio o recomendar. Artigo 558 .Para efeito deste artigo considera-se água contaminada a que contenha elementos em concentrações nocivas à saúde humana. através dos órgãos competentes. LIVRO V Doenças não Transmissíveis e Acidentes Pessoais Artigo 562 . Artigo 557 .É proibido às lavanderias públicas receberem roupas que tenham servido a doentes de hospitais ou estabelecimentos congêneres. entendese por doença não transmissível a causada por agente etiológico inanimado ou cujos caracteres epidemiológicos se aproximam daqueles das doenças transmissíveis quando o referido agente for desconhecido. em particular as que contenham dejetos humanos. Artigo 564 . desde que sejam mantidos e conduzidos em recipientes de uso exclusivo para esse fim. Artigo 560 .É proibida a irrigação de plantações de hortaliças e frutas rasteiras com água contaminada. Artigo 563 . as afecções cárdio-vasculares. Parágrafo único . Artigo 566 . as determinações deste Livro aos hotéis.A Secretaria da Saúde. paralelamente ao progresso da ciência e da técnica sanitária. Artigo 559 . pensões e estabelecimentos congêneres. ou de habitações particulares onde existam pessoas atacadas de doenças transmissíveis. as doenças carências e outras não transmissíveis.º . visando ao controle de acidentes pessoais e de doenças que por sua elevada prevalência. Artigo 565 . o desenvolvimento de atividades de saúde pública.Para efeito deste artigo admite-se na alimentação de porcos e outros animais. . o aproveitamento de restos de comida. substâncias tóxicas ou radioativas.desinfecção será feita a critério da autoridade sanitária. por todos os meios ao seu alcance. § 2. no que. couber.Somente lavanderias sob fiscalização da autoridade sanitária poderão receber roupas que tenham servido a doentes de hospitais e estabelecimentos congêneres.Para os efeitos deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais. ou provenientes de habitações particulares onde existam pessoas atacadas de doenças transmissíveis. quando fornecidos pelas entidades responsáveis pela piscina. entendese por acidente a ocorrência de uma série de fatos que. promoverá programas de educação sanitária e o estudo das causas de acidentes pessoais e das doenças a que se refere este Livro. tais como organismos patogênicos.Fica proibido o uso da lixo "in natura" para servir como alimentação a porcos e outros animais.Para consumo doméstico só deve ser utilizada água potável. produzem lesão corporal ou morte.os calções de banho e toalhas.A Secretaria de Estado da Saúde estimulará. de acordo com as instruções da autoridade sanitária. constituam problemas de interesse coletivo. Parágrafo único . deverão ser desinfetados após o uso de cada banhista. em geral e sem intenção. Parágrafo único . devendo estes serem previamente limpos e desinfetados. Artigo 561 .

Outros materiais poderão ser utilizados na confecção de caixões.Havendo suspeita de que o óbito foi conseqüente à doença transmissível. Artigo 571 . de reconhecido mérito. QUARTA PARTE RECUPERAÇÃO DA SAÚDE LIVRO ÚNICO Assistência Médico-Hospitalar .O transporte de cadáveres só poderá ser feito em veículo especialmente destinado a esse fim. ou em caso de interesse público comprovado. dos doentes. ou de madeira revestidos interna ou externamente. tendo no local em que pousar o caixão fúnebre revestimento de placa metálica ou de outro material impermeável . Artigo 572 . inclusive. Artigo 568 . sendo.Artigo 567 . bem como estimulará o exame periódico dos grupos populacionais relacionados com a maior prevalência ou incidência da doença. a Secretaria de Estado da Saúde poderá prestar colaboração técnica e financeira às instituições. Parágrafo único . quando possível e adequado.Quando ocorrer avaria no túmulo. § 1. reduzido para dois anos no caso de crianças até à idade de seis anos.É proibido o uso de caixões metálicos. Exumações. excetuando-se o destinados: I . contados da data de óbito. ou em urna metálica.Os veículos deverão ser de forma a se prestarem à lavagem e desinfecção após o uso. públicas ou privadas. III . Parágrafo único . desde que submetidos à aprovação da autoridade sanitária.º .A inumação de pessoas vitimadas por doenças transmissíveis somente poderá ser feita observadas as medidas e cautelas determinadas pela autoridade sanitária. Transladações e Cremações Artigo 569 . que a ela se dediquem.aos embalsamados: II . LIVRO VI Inumações.º . sendo. infiltração de água nos carneiros. Artigo 570 .Na luta contra as doenças não transmissíveis de interesse coletivo e acidentes pessoais.Visando o combate às doenças não transmissíveis a Secretaria de Estado da Saúde promoverá atividades especializadas para diagnóstico precoce e tratamento. obrigatória a desinfecção após o uso. com aquele material. a critério da autoridade sanitária competente. Parágrafo único . após a autorização da autoridade sanitária competente. pedido da autoridade judicial ou policial para instruir inquéritos.O transporte dos restos mortais exumados será feito em caixão funerário adequado.aos cadáveres que não tenham de ser com eles enterrados. poderão ser alterados os prazos referidos neste artigo. § 2.aos exumados.O prazo mínimo para a exumação é fixado em três anos. a autoridade sanitária poderá exigir a necropsia para determinar a causa da morte.

através de instituições privadas. e aplicadas em despesa de manutenção. III . no campo da assistência médicohospitalar. aprovando e baixando normas para a orientação de hospitais gerais ou especializados. com cuidados permanentes de enfermagem. destinadas a atender pacientes que receberam alta hospitalar e considerados convalescentes.o local onde.a assistência prestada ao doente. investimento em construção ou reconstrução. parcial ou totalmente.classificar e promover periodicamente a reclassificação de hospitais gerais e especializados e dos demais estabelecimentos classificados no artigo anterior. I . um mínimo de leitos e serviços para uso público.instituições para-hospitalares de assistência médica .Artigo 573 . V . para diagnóstico e tratamento. oficiais ou privados. Artigo 577 . Artigo 576 .Somente poderá ser considerada beneficente de caridade ou filantrópica. instalações e equipamentos. Artigo 575 . a fim de assegurar tratamento eficiente aos doentes. assume a forma: I .os estabelecimentos devidamente aparelhados para prestar serviços de diagnóstico ou tratamento de suspeitos.ambulatório .quando em caráter necessariamente supletivo. nos termos do artigo 137 da Constituição do Estado. II . sem discriminações pessoais ou de classe.A assistência médico-hospitalar.clínica ou consultório . onde o paciente pode permanecer até 24 horas. onde o paciente não pode ficar internado por mais de 24 horas. VI . com cuidados de enfermagem.os estabelecimentos destinados à assistência médico-cirúrgica de urgência. ao convalescente ou ao portador de seqüelas psico-somáticas.de auxílio .hospitais . pode ser executada direta ou indiretamente pelo Estado e.Para os fins deste Regulamento e de suas Normas Técnicas Especiais considera-se: I .o estabelecimento destinado ao diagnóstico ou ao tratamento de pacientes não hospitalizados.casas de convalescentes . consubstanciada no diagnóstico e tratamento precoces.se destinado a cobrir. neste caso.as instituições aparelhadas em pessoal e material. destinando-se precipuamente à recuperação da saúde. sob regime de internação. reforma e ampliação de prédios. .sugerir medidas destinadas à expansão da rede hospitalar do Estado. III . como característica principal. de doentes ou de acidentados. pacientes que necessitem cuidados médicos diários e cuidados permanentes de enfermagem.A Secretaria de Estado da Saúde compete.orientar e fiscalizar a assistência médico-hospitalar.assistência médico-hospitalar . e de acordo com as Normas Técnicas Especiais. que se destinam a receber. IV .A ajuda do Estado às instituições que se dediquem a atividades previstas no artigo 22 do Decreto-lei nº 62. II .as instituições aparelhadas em pessoal e material. a instituição hospitalar ou para-hospitalar que oferecer. tanto dos órgãos oficiais como dos particulares. Artigo 574 . um ou mais médicos exercem suas atividades profissionais de diagnóstico de doenças. VII .de subvenções . II . de 15 de maio de 1969. por período superior a 24 horas. na limitação da incapacidade e na reabilitação. gratuitamente.postos de atendimento de urgência (PADU) .

Artigo 578 - O auxílio ou subvenção concedidos pelo Estado a instituições que se dediquem à assistência médico-hospitalar, somente será concedido quando seus objetivos forem reconhecidamente necessários e que exerçam elas atividades filantrópicas somente no território do Estado, ininterruptamente, no mínimo 1 (um) ano antes da solicitação de auxílio financeiro. Artigo 579 - A Secretaria de Estado da Saúde, através do órgão competente, promoverá o aprimoramento técnico e material dos estabelecimentos médico-hospitalares em geral e estimulará a criação de novas unidades, onde se tornarem necessárias, visando de preferência o aumento de leitos do parque hospitalar do Estado. Artigo 580 - A Secretaria de Estado da Saúde promoverá, por todos os meios a seu alcance, a criação e o desenvolvimento de serviços de assistência ao parto, em estabelecimentos hospitalares em geral, e ainda de assistência ao prematuro, prestando-lhe cooperação técnica e material. Artigo 581 - Para fins de assistência médica e educacional, os menores excepcionais serão assistidos em estabelecimentos especializados a eles destinados, ou em seções apropriadas de outras entidades, num e noutro caso, devidamente registrados na Secretaria de Estado competente e inscritos no órgão próprio incumbido da concessão de auxílios e subvenções em todo o Estado. Artigo 582 - Salvo exceções previstas, nenhum hospital poderá funcionar se não houver Centro Cirúrgico e Centro de Material Esterilizado e dentro de padrões mínimos especificados nas Normas Técnicas Especiais. § 1.º - Os hospitais que receberem parturientes terão obrigatoriamente um Centro Obstétrico, com sala de operações, de parto, pré-parto e berçário. § 2.º - OS hospitais especializados em hanseníase, tuberculose e psiquiatria, poderão, a juízo da autoridade sanitária, não possuir Centro Cirúrgico. Artigo 583 - Os atuais estabelecimentos de Pronto Socorro e os hospitais de Pronto Socorro deverão satisfazer todas as condições para hospitais, previstas no artigo anterior e seu parágrafo único. § 1.º - Os atuais estabelecimentos de Pronto Socorro que desejarem transformar-se em hospitais, deverão fazê-lo no prazo máximo de 2 anos, a contar da data da vigência deste decreto. § 2.º - Os atuais estabelecimentos de Pronto Socorro que não tenham sido transformados em hospitais de Pronto Socorro, de acordo com o parágrafo anterior, serão automaticamente classificados como Postos de Atendimento de Urgência (PADU). Artigo 584 - Os estabelecimentos previstos nos incisos V e VII do artigo 573 deverão possuir, no mínimo, as seguintes instalações: I - o ambulatório - sala de exame médico, sala de espera e sala de curativos; II - o Posto de Atendimento de Urgência (PADU) - sala de administração, sala de exames médicos, sala de curativos, e, facultativamente, sala de Raios X e sala de gesso. Parágrafo único - Os estabelecimentos previstos nos incisos IV e VI do artigo 573 terão seus padrões mínimos especificados nas Normas Técnicas Especiais. Artigo 585 - O órgão competente da Secretaria de Estado da Saúde incentivará a criação de instituições de combate ao alcoolismo e a outras toxicomanias que tenham por objeto prevenção do vício e a recuperação da saúde.

Artigo 586 - A Secretaria de Estado da Saúde cooperará, técnica e materialmente, no amparo à velhice, estimulando os estudos de geriatria. QUINTA PARTE ATIVIDADES TÉCNICAS COMPLEMENTARES LIVRO I Estatística Artigo 587 - A Secretaria de Estado da Saúde deverá coletar, analisar e divulgar dados estatísticos de interesse para as atividades de saúde pública, em colaboração com o órgão central de estatística do Estado e demais entidades interessadas nessas atividades. Artigo 588 - Os médicos e estabelecimentos congêneres e os institutos médicos-sociais de qualquer natureza, que recebam assistência técnica ou financeira do Governo do Estado, são obrigados a remeter regular e sistematicamente aos órgãos próprios da Secretaria de Estado da Saúde os dados e informes necessários à elaboração de estatísticas. Citado por 1 Parágrafo único - O não cumprimento desta exigência implicará na cessação da referida assistência. LIVRO II Educação em Saúde Pública Artigo 589 - A educação em saúde pública é considerada meio indispensável para o êxito das atividades de saúde desenvolvidas em nível central, regional ou local. Artigo 590 - Os aspectos educativos das atividades desenvolvidas pela Secretaria de Estado de Saúde deverão ser planejados, orientados e avaliados pelo órgão especializado de educação em saúde pública. Artigo 591 - A execução das atividades educativas dos programas de saúde ficará a cargo do pessoal das unidades sanitárias em suas áreas de ação e de conformidade com suas funções. Artigo 592 - Cabe às unidades sanitárias em nível local, às Divisões Regionais de Saúde em nível regional e ao órgão central em nível estadual, a coordenação de atividades educativas com outras instituições, diretas ou indiretamente, ligadas à saúde, principalmente às escolas. Artigo 593 - O órgão normativo de educação em saúde pública da Secretaria de Estado da Saúde deverá desenvolver e estimular a pesquisa na área que lhe é específica. LIVRO III Preparação de Pessoal Técnico Artigo 594 - O preparo, o aperfeiçoamento e a especialização de pessoal profissional e de pessoal técnico auxiliar de saúde pública, serão proporcionados por cursos de pós-graduação, pelo ensino técnico e pelo adestramento em serviço. Artigo 595 - O preparo e o adestramento em serviço, de pessoal técnico auxiliar, serão realizados pela Secretaria de Estado da Saúde e a formação ou aperfeiçoamento e especialização em saúde pública pela Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo ou instituição congênere reconhecida.

Artigo 596 - A Secretaria de Estado da Saúde poderá colocar, anualmente, à disposição da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, servidores para freqüentarem cursos de: I - pós-graduação, aperfeiçoamento e especialização em saúde pública; II - formação de pessoal técnico auxiliar de saúde pública, quando realizados por solicitação da mesma Secretaria de Estado. Artigo 597 - A Secretaria de Estado da Saúde poderá conceder bolsas de estudo a seus servidores para freqüentarem os cursos mencionados nos artigos anteriores. SEXTA PARTE DAS INFRAÇÕES, DAS PENALIDADES E DO PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO LIVRO ÚNICO TÍTULO I Da Competência Artigo 598 - os médicos, engenheiros, arquitetos, médicos veterinários, farmacêuticos, dentistas, químicos, bioquímicos e inspetores de saneamento, da Secretaria de Estado da Saúde, no exercício de funções fiscalizadoras, têm competência para fazer cumprir as leis e regulamentos sanitários lavrando autos de infração, expedindo intimações quando for o caso e impondo penalidades referentes à prevenção e repressão de tudo quanto possa comprometer a saúde pública, tendo livre ingresso em todos os lugares onde convenha exercer a ação que lhes é atribuída. Parágrafo único - A competência dos inspetores de saneamento fica limitada à aplicação das penalidades de advertência, multa, apreensão dos produtos e inutilização dos produtos. Artigo 599 - Verificada a ocorrência da irregularidade, será lavrado, de imediato, auto de infração, pelas autoridades mencionadas no artigo anterior ou pelos fiscais sanitários. TÍTULO II Das Infrações e das Penalidades Artigo 600 - As infrações de natureza sanitária serão punidas com uma ou mais das penalidades seguintes, sem prejuízo das sanções penais cabíveis: I - advertência; II - multa; III - apreensão dos produtos; IV - inutilização de produtos; V - suspensão, impedimento ou interdição, temporária ou definitiva; VI - denegação, cassação ou cancelamento de registro ou licenciamento; VII - intervenção. Artigo 601 - São infrações de natureza sanitária: I - obstar ou dificultar a ação fiscalizadora das autoridades competentes no exercício de suas

funções; Pena - advertência ou multa de um terço a três vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado, suspensão, impedimento ou interdição temporária ou definitiva. II - deixar de executar, dificultar ou opor-se à execução de medidas sanitárias que visem à prevenção das doenças transmissíveis e sua disseminação, à preservação e à manutenção da saúde; Pena - advertência, multa de um terço a dez vezes o maior salário mínimo vigente no Estado, repreensão e inutilização, suspensão, impedimento ou interdição temporária ou definitiva, cassação ou cancelamento de registro ou licenciamento, ou intervenção. III - deixar de notificar, de acordo com as normas legais ou regulamentares vigentes, doença do homem ou zoonose transmissível ao homem: Pena - advertência ou multa de um terço a três vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. IV - Impedir ou dificultar a aplicação de medidas sanitárias relativas às doenças transmissíveis e ao sacrifício de animais domésticos considerados perigosos pelas autoridades sanitárias: Pena - advertência ou multa de quatro a eis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. V - opor-se à exigência de provas imunológicas ou à sua execução pelas autoridades sanitárias: Pena - advertência ou multa de um terço a três vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. VI - contrariar normas legais pertinentes a: a) construção, instalação ou funcionamento de laboratórios industriais, farmacêuticos ou quaisquer outros estabelecimentos industriais, agrícolas, comerciais, hospitalares e congêneres, que interessem à medicina e à saúde pública; b) controle, da poluição do ar, solo e das radiações. Pena - multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado, e interdição temporária ou definitiva do estabelecimento ou intervenção, conforme o caso. VII - inobservar as exigências de normas legais pertinentes a construções, reconstruções, reformas, loteamentos, abastecimento domiciliário de água, esgoto domiciliar, habitações em geral, coletivas ou isoladas, hortas, jardins e terrenos baldios, escolas, locais de divertimentos coletivos e de reuniões, necrotérios, velórios e cemitérios, estábulos e cocheiras, saneamento urbano e rural em todas as suas formas, controle dos ruídos e seus incômodos, bem como tudo que contrarie a legislação referente a imóveis em geral e sua utilização. Pena - advertência ou multa de um terço a três vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado ou interdição parcial ou total, temporária ou definitiva, do estabelecimento ou atividade. VIII - o não cumprimento de medidas, formalidades e outras exigências sanitárias pelas empresas de transportes, seus agentes e consignatários, comandantes ou responsáveis diretos por embarcações, aeronaves e veículos terrestres; Pena - multa de quatro a dez vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado, interdição temporária, impedimento temporário ou definitivo. IX - exercer sem habilitação ou autorização legal, ainda que a título gratuito, as profissões de enfermagem, e funções auxiliares de nutricionista, obstetriz, protético, técnico em radiologia médica e auxiliar de radiologia médica, técnico de laboratório, laboratorista e auxiliar de

multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. produtos de higiene e toucador.exercer. trocar. alimentícios e suas matérias prima. cancelamento do registro. produzir. apreensão e inutilização do produto. comprar.extrair. purificar. conforme o caso. interdição temporária ou definitiva. Pena . b) estiver deteriorado ou alterado. autorização ou intervenção. . dietéticos. prático e ótico em lentes de contato. exportar. conforme o caso. sem habilitação ou autorização legal.cometer no exercício das profissões referidas no inciso IX ação ou comissão em que haja o propósito deliberado de iludir ou prejudicar.fraudar. ou ceder alimentos e produtos alimentícios. Pena . expedir. vender. X . produtos de higiene e toucador. Pena . que tenham sido fraudados. em desacordo com as normas legais vigentes.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. licenciamento. armazenar. embalar ou reembalar. falsificar e adulterar produtos farmacêuticos. saneantes e quaisquer outros produtos que interessem à medicina e à saúde pública. importar. transformar. ou suspensão temporária ou definitiva do exercício profissional. produtos farmacêuticos dietéticos.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. bem como erro cujo efeito não possa ser tolerado pelas circunstâncias que envolverem o fato. com ou sem interdição temporária ou definitiva do estabelecimento ou cancelamento da licença.expor a consumo produtos farmacêuticos. dietéticos. apreensão inutilização do produto. apreensão e inutilização dos alimentos e produtos.aviar receita ou vender medicamentos em desacordo com prescrições médicas. XV . XI . de higiene e toucador. saneantes e quaisquer outros produtos que interessem à saúde pública. cancelamento do registro ou licenciamento do produto ou do estabelecimento. massagista ótico.a estabelecida nas leis federais que regulamentam o exercício das respectivas profissões.expor a consumo alimento que: a) contiver germes patogênicos ou substâncias prejudiciais à saúde.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado.laboratório. falsificados ou adulterados. Pena . manipular. profissões não enumeradas no inciso anterior mas que sejam regulamentadas pelo poder público e sujeitas a controle e fiscalização das autoridades sanitárias. Pena . interdição temporária ou definitiva. ou suspensão temporária ou definitiva do exercício profissional. cancelamento do registro ou licenciamento do produto ou do estabelecimento. alimentícios e suas matérias primas. pedicuro e outras profissões congêneres que sejam criadas pelo poder público e sujeitas a controle e fiscalização das autoridades sanitárias. suspensão e interdição temporária ou definitiva. saneantes e quaisquer outros produtos que interessem à saúde pública.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. XII . XIV . fracionar. fabricar. Pena . XIII . ainda que a título gratuito. XVI . Pena . preparar.

multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. bulbos. classificada em leve. alterar.O auto de infração será lavrado em 3 (três) vias. Artigo 603 . sementes e grãos em estado de germinação. destinando-se a primeira ao autuado e as demais à formação do processo administrativo de contravenção. tubérculos.a disposição legal ou regulamentar que fundamenta a autuação. XVIII . não constituirá elemento para configurar reincidência em caso de infração futura. e conterá: I . cancelamento do registro do produto ou estabelecimento. temporária a definitiva.os antecedentes do infrator com relação às disposições das leis sanitárias e demais normas complementares.o ato ou fato constitutivo da infração e o local.Para aplicação da penalidade a infração será. desviar. assim como divulgar informação que possa induzir o consumidor a erro quer quanto à qualidade. II . no mínimo. ou após decisão definitiva. Artigo 602 . natureza. a hora e a data respectivos. terapêutica ou nutriente superior à que realmente possuir. XVII .multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. Pena .o nome da pessoa física ou denominação da entidade autuada e seu endereço.multa de quatro a seis vezes o maior salário-mínimo vigente no Estado. a critério da autoridade sanitária. qualidade medicamentosa.c) contiver aditivo proibido ou perigoso. espécie. alinhamento interditado. rizomas. Pena . III . grave e gravíssima.atribuir a produto alimentício ou medicamento. XIX . a infração. . através de qualquer forma de divulgação.expor à venda.as suas circunstâncias atenuantes e agravantes.a sua maior ou menor gravidade. I . origem. dos produtos. inciso V.entregar ao consumo. permanecer em infração continuada. Pena . II . Pena . cancelamento do registro ou licenciamento do produto do estabelecimento. em estabelecimentos de gêneros alimentícios. quantidade e identidade.apreensão e destinação agrícola conveniente. levando-se em conta. ou substituir. Parágrafo único . na esfera administrativa. apreensão e inutilização do alimento. e III . se for a primeira. TÍTULO III Do Procedimento Administrativo CAPÍTULO I Do Auto de Infração Artigo 604 . desde que se prestem ao plantio. advertência. total ou parcialmente.Corrigida a irregularidade dentro do prazo a que se refere o artigo 604. interdição temporária ou definitiva.Para os efeitos deste Regulamento. interdição temporária ou definitiva do estabelecimento. de processo que lhe houver imposto a penalidade. ficará caracterizada a reincidência quando o infrator cometer nova infração do mesmo tipo.

este deverá ser cientificado na infração por meio de publicação na Imprensa Oficial ou por carta registrada. Parágrafo único . III . este deverá ser cientificado da intimação por meio de publicação na Imprensa Oficial ou por carta registrada. II .o número e data do auto de infração respectivo.IV .O termo de intimação será lavrado em 3 (três) vias. observado o disposto no citado parágrafo quanto à apresentação do pedido. Parágrafo único . a consignação desta circunstância pela autoridade autuante e a assinatura de duas testemunhas. na impossibilidade da efetivação dessa providência.Quando o interessado.prazo para sua execução. a consignação dessa circunstância e a assinatura de duas testemunhas.assinatura da autoridade que expediu a intimação. a critério da autoridade sanitária.quando possível a assinatura do autuado. em caso de recusa. § 2.Se a critério das autoridades sanitárias mencionadas no artigo 598 deste decreto.a assinatura da autoridade autuante.Na impossibilidade de ser dado conhecimento diretamente ao interessado. V . será dada ciência diretamente aos interessados ou a seus representantes ou.º . no máximo. pleitear nova dilatação.Na impossibilidade de ser dado conhecimento diretamente ao interessado. para corrigi-la.Das decisões que concederem ou denegarem prorrogação de prazos. e que não ofereça perigo iminente para a saúde pública. além do prazo estipulado no parágrafo anterior. poderá ser prorrogado até o máximo de 90 (noventa) dias. a irregularidade não constitui perigo iminente para a saúde pública. para correção de irregularidade sanável a curto prazo. IV . ou de seu representante legal ou preposto. e VI .º .o nome da pessoa física ou denominação da entidade intimada e seu endereço. Artigo 606 . e em caso de recusa.destinando-se a primeira ao intimado.a medida sanitária exigida. . CAPÍTULO III Do Auto de Imposição de Penalidade . por prazo máximo de 12 (doze) meses. ou de seu representante legal ou preposto.quando possível. e. e conterá: I .quando for o caso. devidamente fundamentado e entrado na respectiva repartição antes de vencido o prazo anterior. e VII . devidamente comprovados. CAPÍTULO II Do Termo de Intimação Artigo 605 . alegando motivos relevantes. § 3. VI . no mínimo. § 1. V . e as demais à formação do processo administrativo de contravenção.a disposição legal ou regulamentar infringida. a assinatura do intimado. a concessão de até 15 (quinze) dias.O prazo concedido para o cumprimento da intimação não poderá ultrapassar 90 (noventa) dias. será expedido termo de intimação ao infrator. será o despacho publicado na Imprensa Oficial.º . poderá ela ser excepcionalmente concedida. e a requerimento do interessado.

a assinatura da autoridade autuante. e em caso de recusa a consignação dessa circunstância pela autoridade autuante e a assinatura de duas testemunhas. VII . II . quando for o caso. a penalidade só será imposta após o decurso dos prazos concedidos.o nome da pessoa física ou denominação da entidade autuada e seu endereço. a autoridade competente deverá.º .a assinatura do autuado. consiste no pagamento de uma soma em dinheiro fixada sobre o valor do maior salário-mínimo vigente no Estado. Artigo 610 . na seguinte proporção: I . Artigo 608 . § 3. a critério da autoridade sanitária.o ato ou fato constitutivo da infração e local. especificará a sua natureza.O auto de imposição de penalidade.quando a penalidade imposta for apreensão. § 2. e conterá: I . VIII .prazo de 20 dias para interposição de recurso. IX . III .as infrações gravíssimas. contado da ciência do autuado. de interdição e de inutilização poderão ser aplicadas de imediato. VI .A pena de multa nas infrações consideradas leves.Nos casos de reincidência as multas previstas neste decreto-lei serão aplicadas em .º . de quatro a seis vezes. independentemente da tramitação normal do auto de infração respectivo.a penalidade imposta e seu fundamento legal. no máximo. deste decreto. a hora e a data respectivos. V .o número e a data do auto de infração respectivo. lavrar o auto de imposição de penalidade.Artigo 607 . no mínimo.as infrações graves.º . CAPÍTULO IV Das Multas Artigo 609 . de um terço a três vezes. de sete a dez vezes. dentro de 30 (trinta) dias.º . § 2.Lavrado o auto de infração. inciso V. quando se tratar de produtos. graves ou gravíssimas. o auto deverá especificar ainda a sua natureza. II .a disposição legal ou regulamentar infringida. ou de seu representante legal ou preposto. IV . quantidade e qualidade.º . lavrando-se o auto de imposição de penalidade. e desde que não corrigida a irregularidade.O auto de imposição de penalidade a que se refere o parágrafo anterior deverá ser anexado ao auto de infração original e. § 1. III .as infrações leves.Na impossibilidade de efetivação da providência a que se refere o item IX deste artigo. será lavrado em 5 vias.o número e a data do termo de intimação. destinandose a primeira ao infrator. interdição ou inutilização de produto.Quando houver intimação ou ocorrer a hipótese prevista no artigo 604. o autuado será notificado mediante carta registrada ou publicação na Imprensa Oficial.Nos casos em que a infração exigir a ação pronta da autoridade sanitária para proteção da saúde pública. quantidade e qualidade. e § 1. as penalidades da apreensão.

II . poderá o auto ser assinado "a rogo" na presença de duas testemunhas.ao Secretário de Estado da Saúde. registrada e preenchida pelas Unidades Sanitárias no interior. CAPÍTULO V Dos Recursos Artigo 615 . e da decisão destas caberá recurso: I . Artigo 616 .Havendo interposição de recurso. Artigo 614 . quando for imposta a pena de multa de 1/3 (um terço) a 5 (cinco) vezes o salário-mínimo vigente. a fim de ser feita a notificação de que trata o artigo anterior.ao Coordenador respectivo. TÍTULO IV Disposições Gerais Artigo 619 . sob registro postal. Artigo 617 .Os recursos serão decididos depois de ouvida a autoridade recorrida. da Procuradoria Geral do Estado.A notificação será feita por intermédio de funcionário lotado no órgão competente ou mediante registro postal. ou de notificação por escrito. o processo será restituído à repartição de origem.Quando o autuado for analfabeto ou fisicamente incapacitado. que será fornecida. ou da publicação na Imprensa Oficial. contados da data em que o interessado ou seu procurador tiver conhecimento da decisão à vista do processo.ao respectivo superior imediato. Artigo 620 .Não recolhida a multa dentro do prazo fixado no artigo 611. advertência ou apreensão de produtos. e pela Seção de Multas da Coordenadoria respectiva na região da Grande São Paulo.O Distrito Sanitário não constitui instância para efeito de recurso.Das decisões das autoridades sanitárias mencionadas no artigo 598 haverá recurso àquelas que lhes sejam imediatamente superiores.Os prazos mencionados no presente decreto correm ininterruptamente.Os recursos só terão efeito suspensivo nos casos de imposição de multa. sob pena de cobrança judicial. quando se tratar de multa superior a 5 (cinco) vezes o saláriomínimo vigente. e III . a qual poderá reconsiderar a decisão anterior.º . quando a penalidade for de suspensão. uma via do auto de imposição da multa será encaminhada ao órgão competente da Procuradoria Fiscal. no caso de não ser localizado ou encontrado o infrator. Artigo 612 . Parágrafo único .O recolhimento da multa no órgão arrecadador competente será feito mediante Guia de Recolhimento. por meio de publicação na Imprensa Oficial. impedimento ou interdição temporária ou definitiva. § 1.º . por petição fundamentada dentro de 20 (vinte) dias. Artigo 611 . . ou na falta destas deverá ser feita a devida ressalva pela autoridade autuante. § 2. o infrator será notificado para recolhê-la no prazo de 10 (dez) dias ao órgão arrecadador competente. ou. denegação cassação ou cancelamento de registro ou licenciamento ou intervenção. após decisão denegatória definitiva.Transcorrido o prazo fixado no artigo 616 sem que tenha havido interposição de recursos ou pagamento de multa.valor correspondente ao dobro da multa anterior.Não caberá recurso nos casos de inutilização de produtos a que se refere o artigo 14 do Decreto-lei 211 de 30 de março de 1970. para inscrição da dívida e promoção de sua cobrança executiva.Os recursos serão interpostos. Artigo 618 . Artigo 613 .

Quando a infração ocorrer em livro não se fará a sua apreensão. Artigo 623 . .A Secretaria de Estado da Saúde após decisão definitiva fará publicar no extrato do expediente diário todas as penalidades aplicadas aos infratores da legislação sanitária.Artigo 621 . porém.Sempre que a ciência ao interessado se fizer por meio de publicação na imprensa será certificado no processo a página. a data e a denominação do jornal. lavrando-se termo do ocorrido no próprio livro. no ato descrever-se-á circunstanciadamente a falta. Artigo 622 .