Literário, sem frescuras!

1664ISSN 1664-5243

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O SEU JEITO DE EXPRESS@R @ VID@ EM P@L@VR@S ESTÁ @QUI!

Ano 2 - Edição no. 8
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1664ISSN 1664-5243

LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
Genebra, inverno/primavera de 2011 No. 8
bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbmmmmm mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmhhhhhhhhhhhhhhhh hhhhhhhhhhuyuyuytuyhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrffffffffffffffmanajudyebeneogguaenejuebehaddddddd ddddddddddddddddddddmnhee pam ngnrihssssssssssssssssssnerrrrrrrrrrrrrrekkkkkkkkkkkkkkkkkkkkbbb bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbmmmmmmm mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmhhhhhhhhhhhhhhhhhhh hhhhhhhuyuyuytuyhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrffffffffffffffmanajudyebeneogguaenejuebehaddddddddd ddddddddddddddddddmnhee pam ngnrihssssssssssssssssssnerrrrrrrrrrrrrrekkkkkkkkkkkkkkkkkkkkbbbbb bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbmmmmmmmm mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh hhhhhuyuyuytuyhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrffffffffffffffmanajudyebeneogguaenejuebehaddddddddddd ddddddddddddddddmnhee pam ngnrihssssssssssssssssssnerrrrrrrrrrrrrrekkkkkkkkkkkkkkkkkkkkbbbbbbb bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbmmmmmmmmmm mmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh hhuyuyuytuyhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhjkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrffffffffffffffmanajudyebeneogguaenejuebehadddddddddddddd dddddddddddddmnhee pam ngnrihssssssssssssssssssnerrrrrrrrrrrrrrekkkkkkkkkkkkkkkkkkkkbbbbbbbbbb bbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbbmmmmmmmmmmm
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EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL®

1664ISSN 1664-5243
NO. 8- Genebra - CH Copyright Vários Autores O Varal do Brasil é promovido, organizado e divulgado pelo site: www.coracional.com Site do VARAL: www.varaldobrasil.com Textos: Vários Autores Colaboradora: Paula Barrozo Ilustrações: Vários Autores Revisão parcial de cada autor Revisão geral VARAL DO BRASIL Composição e diagramação: Jacqueline Aisenman A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. Se você deseja par cipar do VARAL DO BRASIL NO. 9, envie seus textos até 15 de abril para: varaldobrasil@bluewin.ch VOCÊ NÃO PODE PERDER! DIA 13 DE MAIO DE 2011 19 H 30 M LIVRARIA CATARINENSE (BEIRA-MAR SHOPPING) FLORIANÓPOLIS SC LANÇAMENTO DA PRIMEIRA COLETÂNEA IMPRESSA DA REVISTA VARAL DO BRASIL®
O LIVRO

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M[]h[^o ^_ @ssis Gr[]ili[no R[mos Dor[ F_rr_ir[ ^[ Silv[ L_tí]i[ Wi_rz]howski

NESTE MÊS DE MARÇO TEM O ESPECIAL CEM ROSAS PARA VOCÊ, MULHER! PEÇA O SEU PELO E-MAIL VARALDOBRASIL@BLUEWIN.CH OU LEIA NO SCRIBD

VARAL ANTOLÓGICO
NOITE DE AUTÓGRAFOS EM PRESENÇA DOS AUTORES

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O carnaval chegando mais tarde fez as fé rias um pouco mais longas (pelo menos parecerem!) e o verã o no Brasil se estende enquanto, na Europa, os brasileiros que por aqui icam já começam a sonhar com a primavera, os raios de sol e a promessa de um verã o que dure ao menos os trê s meses prometidos no calendá rio. Neste mê s de março temos novidades: foi marcada a data de lançamento do livro VARAL ANTOLOGICO, a primeira coletâ nea impressa da nossa revista. Será em maio em Florianó polis e os a noite de autó grafos em presença dos autores com certeza será um marco no caminho do Varal do Brasil. Mas março é o mê s da mulher e querı́amos aqui nas pá ginas da revista fazer uma homenagem. Faltaram pá ginas! Era muita coisa para dizer desta que faz do comum algo excepcional. Entã o nada mais ló gico (e emocional) do que fazer um especial para ela. Neste mê s entã o, tem o especial CEM ROSAS PARA VOCE, MULHER!, com cem homenagens em forma de texto, fotos, pinturas, desenhos. Nossa reverê ncia à s mulheres! Contamos neste nú mero com novos autores (consagrados e iniciantes) e com autores que já fazem parte da caminhada do Varal. E quando vemos esta reuniã o de talentos que pensamos que vale a pena sim continuar cada passo: dentro do ecletismo da revista encontramos nã o só o talento, mas uma emoçã o sem igual! Trazemos també m Rui Martins e seu artigo de força, Paula Barrozo e seu momento de paz e a Chef Geraldine Medeiros nos presenteia com algumas de suas delı́cias. Você que hoje está nos lendo, crie coragem, abra seu coraçã o: depois, junte as letras e as cores e envie para nó s. A revista Varal do Brasil é isto: você transformado e letra e imagem. Boa leitura e até maio!

Foto: h p://mingaleev.blogspot.com/

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AGAMENON TROYAN AMANDU POETA PORTUGUÊS BENEVIDES GARCIA BARBOSA JÚNIOR BILÁ BERNARDES CLARICE VILLAC CLEVANE PESSOA DE ARAÚJO LOPES DETH HAAK DIMYTHRIUS EMERSON ALCALDE DE JESUS FÁBIO RENATO VILLELA FLÁVIO MACHADO GABRIEL BICALHO GERALDINE MEDEIROS GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA ICLÉIA INÊS RUCKHABER SCHWARZER IEDA CUNHA CAVALHEIRO ISABEL CRISTINA SILVA VARGAS JAAK BOSMANS JACI SANTANA JACQUELINE AISENMAN JANIA SOUZA JOSÉ CARLOS PAIVA BRUNO JU PETEK LILIAN MAIAL LÚ PEÇANHA LUCIANA TANNUS

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LUCIANO ROCHA LUIZ ANTONIO CARDOSO LUIZ CARLOS AMORIM MARIA GORETI DE OLIVEIRA ULBRICHT NORALIA DE MELLO CASTRO PAULA BARROZO RENATA IACOVINO RICARDO REIS RITA DE OLIVEIRA MEDEIROS ROSANA S. M. KOERNER RUI MARTINS SAMANTHA VERDAN TAVINHO PAES TCHELLO D’BARROS TINO PORTES ULISSES FREITAS VALDECK ALMEIDA DE JESUS VALMIR JORDAO VALQUIRIA GESQUI MALAGOLI VARENKA DE FATIMA ARAUJO VIVI VIANA VO FIA WALNELIA CORREA PEDERNEIRAS ZELIA GUARDIANO

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O ANJO E A TEMPESTADE Por Agamenon Troyan

Um trovão retumbante ecoou pelo firmamento Trazendo consigo mensagens de flagelo e destruição. O desespero tomou conta do pequeno vilarejo. Seus habitantes, pegos de surpresa, precipitaram-se. Os ventos tornaram-se cada vez mais fortes... Os nobres trancaram-se em seus castelos Enquanto a plebe disputava espaço em choupanas. O trovão rugia ameaçadoramente Apavorando até mesmo o mais valente dos aldeões. Os tementes suplicaram aos céus por misericórdia; Crianças, sem mácula, jaziam está cas de pavor. O céu escureceu engolindo a claridade, As trevas e a escuridão uniram-se pelo mesmo obje vo. Não se encontrava um só profeta, Nem mesmo um cé co, Apenas futuras ví mas do imutável Armagedon. Subitamente um anjo apareceu E tocando sua trombeta A terrível ameaça fez desaparecer. Um grito de louvor foi ouvido por todas as nações. Não pronunciando uma só palavra O anjo novamente tocou sua trombeta: Desta vez, versos caíram Umedecendo de humildade orgulhosos corações. Poesias cheias de esperança e salvação Sopraram sonetos Carregados de amor e afeição... E nesse milagroso momento, Eis que nobres e aldeões se abraçaram, Sem orgulho ou submissão, Nas ruas, nos bosques, Nas choupanas e castelos Agora sem divisão.

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DUETO EM VERSOS O MUNDO É ASSUNTO ESPETÁCULO

Por Amandu Poeta Portuguê s O AMOR TEU E VER QUE E DA NOSSA A VITORIA E O AMOR DIVINO E A HISTORIA QUE FALAR DE MUITO TER-SE DO AMOR DE TER E TER NO MEU DESTINO QUE LESTE RAPIDO E NO ESPECTACULO DESPERTAM NO MUNDO AMA DE TUA VIDA DE O LOUCO DEUS TEU QUE IMPLORA O AMOR NAO VEJAS O OUTRO MELHOR AS OUTRAS HORAS DESPERTAM QUE OLHAR TAO VALIDO IMPORTANTE E QUE AMOR TANTO O DETESTAM NO MUNDO DO MUNDO DO VER VER HA TER TANTO A NAO SOFRER DE TE DIZER AO AMAR MEU APENAS UM TERMO E DE TER NO PRAZER E DE UM VER A LER O SEU SER E LER E DE CONTINUAR SEM SER AMAR A SONHAR.

Por Varenka de Fá tima Araú jo
O AMOR AO MEU VER QUE E DA NOSSA VITORIA O AMOR QUE PERMANECE FALAR MUITO DE AMOR NO MEU DESTINO PERSISTE RAPIDO E NO ESPETACULO REPERCUTINDO NO MUNDO AMO A VIDA E TUA VIDA MINHA DEUS MEU DO AMOR NAO VEJO OUTRO MELHOR TEU OLHAR TAO IMPORTANTE HORAS E HORAS SUSPIRO NO MUNDO DE QUEM QUER VER HA DE TER TANTO E NAO SOFRER SINTO TANTO AMOR NO DESEJO DO MEU VER CONTINUAS SENDO AMOR UM SONHO

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Às margens [de mim]...
Por Benevides Garcia Barbosa Júnior

"Só depois da última árvore ter sido cortada, o último rio ter sido envenenado e o último peixe ter sido pescado é que o Homem descobrirá que o dinheiro não pode ser comido." Profecia dos Índios nativos das Américas Sou um rio que passa A caminho do fim... Minhas águas Barrentas Há muito se distanciaram Daquelas que um dia foram Límpidas e puras... Houve um tempo que caminhava para a vida Encachoeirado, Transbordante de esperanças e bravura... Agora, sou um pobre rio que passa Quieto, cansado , sem graça Doente, envenenado Condenado A viver na solidão...
(“Em memória de todos os rios...")

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da alquimia cotidiana

Por Clarice Villac

Talvez seja questão de ponto-de-vista...

Talvez seja um belo truque de alquimista...

Mas a Alegria, sim, é uma conquista !

De dentro pra fora, como uma flor intimista...

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PARTICIPAÇÃO NO VARAL NO. 9

Envie seus textos para o e-mail varaldobrasil@bluewin.ch em formato Word . Envie uma biografia breve acompanhada de uma ou duas fotos e dados para contato (e-mail, blog, site, etc.). Se usar pseudônimo e não desejar que seu nome verdadeiro seja colocado no Varal ou no site, envie uma biografia do seu pseudônimo. Não serão aceitas biografias e fotos Incorporadas aos e-mails, apenas em anexo. Será escolhido apenas um texto de cada autor sendo: - poemas de no máximo duas páginas contendo 20 linhas; - contos e crônicas com um máximo de três páginas de 25 linhas; - os envios deverão ser feitos até o dia 15 de ABRIL (todo texto que chegar após esta data será observado automa camente para o Varal no. 10). FAÇA SUA ESTA CAUSA! - será dada a prioridade aos que enviarem com maior antecedência. ADOTAR É ANIMAL AJUDANIMAL, GRUPO DE AJUDA E AMPARO AOS ANIMAIS DO ABC www.ajudanimal.org.br

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Justezas da Injus ça

Por Dimythryus Hoje sonhei com Deus E aproveitei o mote A perguntar-lhes Até quando? Até quando Ei de ver as injustiças Da justiça sem justeza Da esperança sem certeza. Até quando Ei de ver crianças Rotas, descalças, despidas Cobertas de incisos inúteis Abusadas por leis incautas. Esta noite sonhará com Deus E o indaguei: Até quando! Por que não disparas tua régua? E retraça-nos Perfila-nos Até quando... Olhará atento reticencioso?

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Ao encontro da paz
Por Deth Haak

Pelas sombras que reluzem estrelas Misturadas aos meus passos largos A via- láctea tinge a noite e as janelas Que sonâmbulas não refletem o Logus. Eu que poeto, finde caos e as mazelas Exoro as alamedas cantando em rogo Ao altíssimo dissolver as tais querelas E que arda a potestade assim ao fogo... Consagre o planeta com adágio elevado Pra que o Vento sopre luz na escuridão E o amor seja nesta marcha exaltado! Bem haja Paz no universo em comunhão Terra e homem bradem ao ser santificado Que o mundo ouça a necessária conversão!

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OQUEELATINHA
Por Emerson Alcalde de Jesus

A senhora estava andando pela rua quando caiu O que ela tinha? Tonturas, dores, fome, frio? Oqueelatinha? Nã o se sabia. Ela nã o dizia o que tinha Nossa! Você viu? Mas o que ela tinha? Lá , tinha um cã ozinho deitado tremendo de frio. Latia, lambia a tia. A multidã o parou pra perguntar o que ela tinha O que ela tinha? Antes as pessoas nã o perguntavam o que ela tinha Mas agora todos querem saber O QUE ela tinha Lá tinha Si tinha Dó tinha Ré tinha Fá tinha Sol tinha PRE tinha Mas a inal o que é latinha? Uma lata pequena - o antô nimo de latã o? Nã o! Nã o? Nã o!? A senhora morreu deitada no chã o Abraçada com a ú nica coisa que tinha; Suas latinhas

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Rude
Por Fábio Renato Villela

Dura verdade crua, dura face nua que sempre se mostra como vontade oposta. Desenha a caneta, outra calva careta. Fez-se a russa roleta da morte na sarjeta. Choro por instinto. Bacante suco tinto que confunde o que sinto. Vida que minto, pois me sei extinto em porre de absinto. Chamaram-no as Parcas. Em baús e arcas guardaram o pouco que viveu. Resta-nos esse breu.

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Br[sil_iros n[ Suíç[: por qu_ ^_ix[m o Br[sil?
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morar na pátria para trabalhar e desenvolvê-la, mas sentem-se excluídos em seu próprio país, seja em razão de estruturas injustas e de políticas públicas inadequadas. É o caso, por exemplo, da As causas das migrações podem ser reserva do mercado de trabalho – o chaclassificadas em três categorias. A primado nepotismo -, da escassez de oferta meira diz respeito aos migrantes que deixam o país movidos pelos fatores de de educação de qualidade, da falta de atração de outras regiões: são principal- saneamento básico e de atendimento à mente jovens que desejam estudar nu- saúde. ma determinada universidade estrangeiPesquisa sobre os brasileiros na Suíça ra ou participar de pesquisas que não A maioria dos brasileiros residentes na são realizadas no seu próprio país. Suíça pertence a este terceiro tipo de Neste grupo podem ser incluídos aqueles migrantes. O novo fluxo de emigração que querem aprender línguas estrangei- do Brasil iniciou-se a partir de 1985 e ras ou conhecer outros países, apreciar afigura-se muito mais intenso e persisculturas diferentes. Qualidade dos servi- tente do que o das décadas de 60 e 70. Para conhecer com mais profundidade as ços públicos, percepção de segurança, razões que levaram os migrantes a deimercado de trabalho bem organizado e salários dignos são fatores que exercem xarem sua pátria, entrevistamos brasileiros que moram na Suíça. Trata-se de forte atração. uma amostra selecionada de residentes legais, com um perfil sociodemográfico Os migrantes do segundo grupo não sentem atração por outras regiões, mas que corresponde ao universo dos brasileiros na Suíça. são forçados a sair do país porque são banidos ou perseguidos e ameaçados. Trata-se de fatores de expulsão política A pesquisa foi realizada em 2000 e 2001 que ocorrem nas ditaduras militares, ci- em vários centros urbanos e em alguvis ou teocráticas. A este grupo pertenci- mas zonas rurais. Os resultados da pesam os exilados políticos brasileiros: mui- quisa foram publicados no livro tos deles encontraram refúgio na Suíça. "Cidadania, exclusão, migração: BrasileiUm dos mais conhecidos refugiados foi o ros na Suíça", Ed. Liber Livros, lançado em 18.08.2006 em Natal-RN. educador Paulo Freire que morou onze anos em Genebra. Por Safira Bezerra Ammann, NatalRN, Brasil. Causas das migrações: fatores de atração e expulsão O terceiro grupo de migrantes é constituído por pessoas não forçadas por pressão política a deixar sua terra nem atraídas por outro país específico. São principalmente jovens formados e bem informados que, na verdade, gostariam de
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balhador deve ser "capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social" (art. 7º). O valor desse salário, chamado pelos sindicatos de "salário necessário" é calculado mês por mês, conforme o preço da cesta básica; ele é aproximadamente cinEm vez de promover ou no mínimo prote- co vezes mais alto do que o salário míniger a poupança do povo, base do desen- mo oficial pago pelos empregadores públicos e privados no Brasil. volvimento econômico de cada país desenvolvido, Collor confiscou as economias populares. Durante a campanha eleitoral A discrepância entre os salários efetivamente pagos e os preceituados pela Carta ele prometeu acabar com a inflação e a Magna é responsável pela pobreza e o corrupção ("moralização da política") e desânimo de parte dos trabalhadores e promover o crescimento econômico. de suas famílias. Como muitos jovens conhecem bem os direitos do cidadão, soEntretanto, suas políticas econômicas produziram efeitos contrários: a inflação bretudo os referentes à remuneração, o anual chegou a 1.477%, a economia en- não cumprimento dos mesmos pelos emtrou em profunda recessão, com um cres- pregadores constitui-se mais uma razão cimento negativo da renda per capita da para procurar um país onde a remuneraordem de -6% em 1990, enquanto a cor- ção do trabalho iguale ou supere o salário rupção atingiu níveis que levaram o par- necessário. lamento a depor o presidente. A pesquisa mostra que graças a essa remuneração muitos brasileiros gradativaOs governos seguintes conseguiram segurar a inflação, mas o crescimento eco- mente conquistaram uma estabilidade nômico permanece fraco, incapaz de ofe- econômica que permite, em vários casos, recer um número suficiente de novos em- enviar regularmente parte de suas economias aos familiares no Brasil. pregos. Aleatoriedade das políticas públicas Um dos motivos de emigração mencionados é a insegurança econômica e política reinante no Brasil, quando por exemplo Collor - o primeiro presidente da República democraticamente eleito após o regime militar - no dia seguinte ao da sua posse decretou o confisco monetário. Além disso, a corrupção aumentou consideravelmente, sobretudo no parlamento. O que mais preocupa é a ausência de um plano de desenvolvimento de longo prazo que ofereça à população, sobretudo aos jovens, a perspectiva de um desenvolvimento econômico e social sustentável e sólido. A falta dessa perspectiva, muitas vezes, é motivo para a emigração. Em busca do mercado de trabalho com salários dignos A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 define de forma clara o que é um salário digno. O salário do tra20

Reprodução de ar go do site h p://www.swissinfo.ch

águas escondidas

Por Flávio Machado

as árvores retorcidas galhos ocos par dos

a rua de lama e morte o cheiro forte

a paisagem mu lada desmanche de corpos

dilacerados caminhos no choque de atmosferas.

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O QUE LEVEZA
Por gabriel bicalho às vezes mal me suporto sem pé / nem cabeça às vezes me desintegro / no fundo às vezes não me iden fico e fico sem rumo / sem prumo para em mergulho profundo amarrar a bússola do que nunca fui / ou serei no mundo às vezes esta aparente sintonia com a vibração de anjos bons /em prenúncio de queda [ di cil suportar as longas asas ] e desabo-me das nuvens assim / bem dentro / conflitante em mim mas o que leveza / e dentro / será sempre meu e nunca se desprendeu !

Coogan Photo

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UTOPIA
Gilberto Nogueira de Oliveira Granadas, explosões Os homens correm a cidade. Nas pernas, uma calça rota No peito, uma camisa broca, No pescoço, uma corrente Pendurada, uma granada. Seria um kamikaze? Não! São brasileiros Tomando suas casas de assalto. De repente surge o líder, Barbudo e cabeludo, Com uma porra na mão, E grita pros desgraçados: Abaixo a escravidão! Junta a elite em providencia E manda o exercito Esmagar a rebelião. O exercito vai fundo Querendo fazer da cidade O genocídio de Canudos. Gasta suas balas Mas são espezinhados pela Revolução. Não adianta exercito Contra um povo faminto. Os soldados atiram E a razão come as balas. O exército, meio perdido,

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Sem ter a quem recorrer, grita: A munição acabou e não matamos a todos! Desgraçados, vão morrer! Pobres coitados Tísicos e animalizados. É gente do povo Que são contratados Pelos donos da nação, Só para garantir A invasão em suas terras. A desgraça sobre seu povo. Eles vão em troca De um pedaço de pão. Quando ficam velhos Se for branco, é General Se for negro, Salário mínimo, pobreza total... E me lembro que os revolucionários Tomaram toda a nação. E eu, o poeta Fui destacado para fazer a triagem Da pós-revolução. Ah!... foi um prazer... quase um orgasmo. Fuzilei quase a metade Dessa antiga nação. Só não fiz mais Porque derreteu o fuzil. Então eu fui com a mão, Liguei a televisão E vi o povo da Rússia

Gritando por Lênin e Stalin. Agora é tarde... O desespero vai ser o mesmo Do começo da revolução. Eles entregaram o país, E o capitalismo passou a mão. Quem sabe, na terceira guerra Vocês se lembrem como nação?

Homens de paletó e gravata não fazem a revolução.

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O DIA EM QUE VI VOCÊ PARTIR
Por Icléia Inês Ruckhaber Schwarzer

Por simples ironia da vida Sem lutar Sem tentar Sem nem ao menos poder te dizer O quanto amei você O quanto você me fez feliz

Ando a procurar nestes caminhos sem encontrar, Ando a sonhar aquilo que em verdade não consigo alcançar, Ando a desejar os desejos mais difíceis de desejar, Ando a amar aquele a quem não devo amar, Ando junto com as estrelas neste infinito sem fim, Fazendo meu coração sofrer cada vez mais, Sabendo que nem mesmo em sonho conseguirei encontrar Tudo aquilo que sempre quis conseguir, Por que procurar, sonhar, desejar e caminha? Se no fundo do meu coração sei que tive isto tudo, Senti você se partindo por entre meus dedos E hoje sei que ao seu lado vivi Os dias mais felizes que um dia pude viver Perdi você

O quanto é grande a minha dor Por que não puder ficar com você? Por que a vida nós mudou de lado? Por que a vida nós separou? Vejo você muitas vezes Em outras tento me esconder para que não vejas que estou próxima de você Queria poder somente um dia Sentar com você E contar o quanto sofro e o quanto sofri No dia em que vi você partir.

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DAR-SE É ARTE
Por Ieda Cunha Cavalheiro

Quem pensa que guardar bens o assegura, Que o dinheiro eterniza a quem o tem, Quem pensa que poupando sempre dura, Agoniza no seu próprio querer bem. Chega um dia de pagar todo tributo Do amor que ao desprezo se concebe, Ao pensar que o receber é abuso E à arrogância de cobrar a si concede. Quem dá empresta a si e mais recebe, Só dá quem tem, e a gratidão é tudo Que a muitos, por virtude, Deus concede. . Quem dá transfere ao outro sua parte, É óbolo de amor, divino e justo, Nada, ninguém tem dono, dar(se) é arte.

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TERRITÓRIO PERDIDO
Por Isabel Cristina Silva Vargas Como Alice Estou caindo no buraco Descobrindo sensações Explorando territórios Ora me surpreendo Com minha pequenez Diante do inesperado Outras, assusto-me Com o tamanho das fendas Sulcadas em meu interior. Procuro atalhos Para tentar sobreviver Descubro Que mesmo encontrando saída Jamais voltarei ao meu lugar.

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One Way WallpaperMod by in dolly

Eis o mistério da dúvida…

Por Jaak Bosmans

No mistério do que pode existir entre o possível e o impossível, Me faço como entrega de muitos silêncios. Guardo para o retorno, novos bordados em pureza e candura, Refazendo os dias perdidos, num único bailado de amor. Percorro o difícil lamento de toda a minha velha amargura, Em louco e duvidoso despertar de belos e sonhados impossíveis. Desprendo as amarras do que me fizeram acreditar ser meu passado, E corro para o sem fim de novos e desafiantes mistérios da vida. No sem tempo e sem espaço, Na dúvida de ser real, Mas na certeza de ainda ser puro.

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Sóbria Noite

Por Jaci Santana

Por que tantas dores e enganos Povoam minha garganta profunda? Por que a sóbria noite que me visita Parece obscura e omissa?

Por que o singelo sentimento que me toma Não perdura para sempre na miragem Que cintila no meu olhar de estrelas?

Por que não viver eternamente E sentir este amor diuturnamente Sem ter que dormitar com a dura perda?

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CRAZY ABOUT YOU

Por Jacqueline Aisenman
Por favor esqueça os meus pecados e perdoe as minhas vontades fique longe das minhas verdades e permaneça sempre ao meu lado... Tente entender meus trejeitos compreender minhas loucuras passageiras e nunca endoidecer com meus defeitos ou se desesperar com besteiras... Que eu não ando mais de salto alto aliás eu quase nem ando, eu divago e dentro de mim teu encanto eu trago... Eu voo e vejo o mundo lá do espaço invento coisas pra te ver sorrindo sem nem lembrar para aonde estamos indo...

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By Amsterdam jazzdeviantart

Fantasias
Jania Souza Sou canto de pássaro em gorjeio divino Cascata de amor em jardim de espinhos Sou algazarra de criança na hora do banho Passeio de anjo em ruas estranhas Sou aconchego de mãe na dor do suspiro Raio de lua no céu apaixonante. Sou abrigo sereno na estrada estafante Do andante sem rumo do Eu do seu porto Desgarrado de si e de todo o planeta Perdido no abismo de suas fantasias. Sou esperança na palma da mão A clamar ao desamparado nova visão Sou os olhos dos cegos de ideias e de ideais Covardes desistentes do papel que lhes cabe Esquecidos de suas fantasias nos cabides da alma.

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Reprodução de ar go do site h p://www.swissinfo.ch

Por Safira Bezerra Ammann e Paul Ammann Passamos o mês de setembro (2006) na Suíça e aproveitamos a ocasião para verificar se continuam válidos os depoimentos dos entrevistados em 2001 – analisados em nosso livro "Brasileiros na Suíça" – a respeito das razões que determinaram a escolha da Suíça como paísdestino da migração. O resultado da verificação é positivo: as razões da escolha da Suíça foram confirmadas.

cipalmente nas novelas e nos relatos de brasileiros ali residentes. Os brasileiros que escolhem a União Europeia muitas vezes entram no Continente via Portugal, atraídos pelas facilidades linguísticas, as afinidades históricas e a amizade secular que une o Brasil com aquele país.

Em relação à Suíça, a grande questão é: por que os brasileiros são atraídos por um país minúsculo, com poucos recursos naturais e escassas terras para trabalhar, geográfica e socialmente frio, culturalNa linguagem da teoria das migrações, os motivos da escolha de um determina- mente diferente, com quatro línguas ofido país-destino da imigração chamam-se ciais e com um mercado de trabalho exí"fatores de atração". Dezenas de milha- guo e extremamente disputado por trares de brasileiros deixam anualmente sua balhadores dos países da Europa, da terra natal. Muitos são atraídos pelo Pa- África, das Américas e, evidentemente, da própria Suíça. raguai por questões de vizinhança e de afinidades culturais. Três foram as principais razões sinalizadas pelos migrantes brasileiros: a demanda por educação de qualidade, um trabalho com remuneração digna e constituição de uma família.

Os brasileiros descendentes dos japoneses – os chamados dekasseguis - migram para o Japão porque falam ainda a língua daquele país. Importante fator de atração dos Estados Unidos é a imagem publicada sobre aquele país na mídia, prin32

A educação como fator de atração da Suíça A excelência do sistema educacional suíço é reconhecida por organismos internacionais que avaliam os diferentes graus do ensino. A Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OECD na sigla em inglês) avalia anualmente o desempenho dos sistemas educacionais de seus países membros. Normalmente o desempenho do sistema educacional suíço encontra-se entre os cinco ou dez melhores da OECD. Se um determinado critério de avalição revela um resultado inferior à média dos demais países membros, o governo toma medidas de correção, porque com uma educação apenas sofrível o país perderia a competitividade produtiva e a sobrevivência econômica. A Suíça dispõe de apenas 12 instituições universitárias, sendo seis delas classificadas entre as 200 melhores do mundo. O Brasil conta com aproximadamente 1500 instituições universitárias, e nenhuma está classificada entre as 200 melhores. Muitos estrangeiros procuram escolas suíças, não somente de nível superior, mas também, para os filhos, do nível básico e técnico. Um terço dos que estudam ciências exatas na Suíça é formado por estrangeiros. Face ao elevado custo de vida no país, a maioria (dos brasileiros) veio no quadro de programas de intercâmbio ou bolsas de estudo. Após a conclusão do curso muitos conseguiram obter um emprego e permaneceram na Suíça. Razões profissionais Migrar para conquistar um trabalho digno, corretamente remunerado e amparado pelos direitos trabalhistas, eis o sonho de muitos brasileiros. Mas a realidade nem sempre corresponde ao sonho, pois o mercado de trabalho suíço é altamente estruturado, exigente e competitivo. Quem entra no país já com visto de trabalho, geralmente ocupa empregos de

médio e alto nível. Quem procura trabalho estando na Suíça, muitas vezes começa exercendo ocupações simples, tais como as de faxineiro, babá, lavador de pratos em restaurantes e quando trabalha sem visto de trabalho, não é amparado pelas leis trabalhistas. Após essa fase difícil, muitos brasileiros se afirmam profissionalmente, conquistam espaço e reconhecimento no mercado de trabalho. No caso dos entrevistados, todos adquiriram estabilidade econômica. Muitos brasileiros conseguem economizar – apesar do alto custo de vida – o suficiente para mandar regularmente recursos financeiros aos familiares no Brasil, contribuindo assim para a melhoria da distribuição de renda na sua pátria. Constituição de uma família Projetos de construção ou reconstrução do núcleo familiar aliam-se algumas vezes às insatisfações dos brasileiros com problemas econômicos e corrupções políticas. Fator interveniente da imigração que ganha força é a descoberta do Brasil como ponto turístico e lamentavelmente como celeiro de mulheres sensuais, extrovertidas e alegres. É impressionante o número de homens suíços que passam férias no Brasil, estabelecem relações afetivas – reais ou fictícias – com as nativas e posteriormente as trazem para a Suíça. Esse expediente pode resultar na construção de uniões sólidas estáveis e bem sucedidas ou em projetos sem sustentação. Muitas brasileiras migraram para a Suíça acalentadas pelo sonho do "príncipe encantado", mas além do grande choque cultural, algumas, infelizmente, confrontaram-se com casamentos de subserviência, de dependência financeira, bem como de confinação ao âmbito do lar e de proibição de trabalhar fora da casa.
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Conclusões A reflexão aqui sintetizada decorre de uma série de entrevistas com brasileiros legalmente residentes na Suíça. É provável que a situação dos não legalmente residentes seja bastante diferente. Por motivos éticos não os entrevistamos. Sobre eles aparecem frequentemente relatos de casos isolados. A generalização desses casos isolados muitas vezes pertence à esfera da especulação. Com base nas experiências analisadas podemos concluir que a imigração a qualquer país deve levar e consideração não apenas os prováveis ganhos, mas também os riscos a serem enfrentados. Para os que pretendem estudar ou trabalhar, os respectivos vistos devem ser conseguidos antes da imigração, para evitar longa e penosa fase de adaptação às leis e costumes do país de destino.
Reprodução de ar go do site h p://www.swissinfo.ch

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Apanágio
Por José Carlos Paiva Bruno

O pesado e o leve são tão próximos, cósmica poeira... Os extremos se distanciam tanto, selvagem canto do lobo, Que terminam por encontrar-se noutro lado do globo, Uivo a lá Pink Floyd, em lado escuro do plenilúnio, areia... Seguindo a seta, direção correta, maçã na testa... Flecha da festa, adrenalina rima da orquestra, Gente que sobe, gente que desce, sofre e aparece... Almas que ao encontrar-se em cabotagem velejar... Navegar à bolina, ou na esquina; caravela onda inclina, Talvez o clima da intriga; intrigante é a faxina... A mesma vassoura varre, conduzindo bruxa em cima, Quiçá em memórias do Lessa, desgraça do bom à beça... Mas quem é a peça deste cartaz? Proibido em sagaz, adultério que tanto apraz... Discos de cores, rosa dos ventos, moinhos de Quixote, Das Dulcinéias tesudas, decoradas guloseimas cabeludas... Nuas ou mudas, fei ceiras das ruas... Vielas da paixão, dos segredos encantados... Técnicas dos famigerados, pescadores de ilusão... Pérolas negras da libido, líbito dos gemidos... Mas quem é que corre perigo? Senão o prazer do cas go... Magne smo do proibido, placa de contramão... Audácia da Lua Nova, holografia em maldição, Sino de Áquila toca... Falácia em cobiçar tesão! Despindo as roupas da Noite, beijo o fruto do açoite... Deflorando apotegma cas dade, rompendo cinto metal, Fim de toda prisão, sal de todo mal... Gente gemendo gente, atributo sensual...

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TANTAS COISAS
Por Ju Petek

Tantas estrelas brilharam nas minhas noites Tantos raios de sol me cobriram Tantos passos em toda essa estrada da vida Sentindo o cheiro da terra a terra molhada de chuva a terra arada prá nova semente a terra coberta de cores de perfumes de lores. Tantas lores enfeitaram meus vasos perfumaram minha sala encantaram meu olhar. Tanto por do sol me embeveceu Tanto amanhecer me acolheu Tanto banho de mar me inundou. E sigo assim como lor de jasmim Como um cé u limpo e puro de outono. Sigo de pé s descalços na areia chuva no rosto passeio na vida suave como anjo elevando meu querer à linha do cé u azul. Tanto vivi Tanto viverei ....

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A ROSA E O ORVALHO
Por Lílian Maial

A rosa, apaixonada pelo orvalho, deixava-se banhar com alegria, e a gota, escorregando à luz do dia, pendia sobre a rosa presa ao galho. Na pressa, como em busca de um atalho, a gota sutilmente resistia, rolava pela pétala que ardia ao sol, que lhe servia de agasalho. E assim, como um romance, a flor e a gota de orvalho se abraçavam com carinho, aos olhos de uma brisa perigosa. Mas eis que a brisa forte e ciumenta soprou demais e o orvalho não aguenta: desaba como lágrimas da rosa!...

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Entre sem bater
Por Lu Peçanha Serás sempre bem vindo Tua presença aclara minha morada Morada simples, mas cheia de amor Cultivo flores cheirosas, Elas trazem o perfume de uma vida nova. Minha cozinha fervilha sustentos saborosos, Eles irão alimentar nossos sonhos . Minha morada... Morada simples, mas cheia de amor. Se quiseres, deita-te no meu leito Ele vai abraçar o teu cansaço Lê meu livro de cabeceira, Existem citações que nos fortalecem Por fim, quando quiseres ir, não te esqueças, Quando voltares Entra sem bater.

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Machado de Assis
LAURIBERTO BRAGA Reprodução de artigo do site Folha Online http://escritores.folha.com.br

Joaquim Maria Machado de Assis não era extremamente pobre nem gago, não tinha sífilis nem sofria de epilepsia. Segundo os críticos Jean Michel Massa e Valentin Facioli, não passam de mitos essas histórias contadas sobre o maior escritor brasileiro e um dos maiores da América Latina. Suas obras se caracterizam pela ironia refinada e por um pessimismo diante da natureza humana. Filho de pai mulato e mãe portuguesa, Machado de Assis nasceu no dia 21 de junho de 1839, no morro do Livramento, Rio de Janeiro. Passou a infância na chácara de sua madrinha e protetora Maria José de Mendonça Barroso, viúva do brigadeiro e senador do Império, Bento Barroso Pereira. Os pais dele eram agregados na propriedade. Após a morte da mulher e de uma filha, o pai dele casou-se com Maria Inês. A família mudou-se, então, para São Cristóvão, zona norte do Rio. Conta-se na vizinhança, em São Cristóvão, que havia uma senhora francesa, dona da padaria Gallot, com quem Machado teria aprendido francês. A informação é desmentida em biografias mais recentes sobre o escritor. A tese é apontada como inconsistente, pois teria sido confirmado não existir a rua nem dona de padaria com tal nome, naquela época. O primeiro trabalho literário foi publicado quando Machado tinha 16 anos: o poema "Ela" (1855), na revista "Marmota Fluminense". Aos 17 anos, ele conseguiu seu primeiro emprego: aprendiz de tipógrafo, na Imprensa Nacional. O diretor Manoel Antônio de Almeida, autor de "Memórias de Um Sargento de Milícias", torna-se então seu protetor. Autor de romances, crônicas e extraordinário contista, foi um dos fundadores da ABL (Academia Brasileira de Letras) e primeiro presidente. Ocupou a cadeira de número 23. Escolheu o amigo José de Alencar, escritor cearense, para ser seu patrono. Machado de Assis também foi jornalista. Casou-se em 1869 com Carolina Augusta Xavier de Novais. A união durou 35 anos, mas não gerou filhos. Carolina morreu em 1904. E Machado de Assis no dia 29 de setembro de 1908, no Rio de Janeiro.

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Por Luciana Tannus

Câma/ras? não acolhem corpos para descanso Pretensões arianas de mãos limpas fazem o trabalho sujo asfixiam almas Fantasmas de pijamas listrados choram,, pendurados no tempo...

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ACORDO ORTOGRÁFICO
Textos re rados do site h p://umportugues.com/
Destaques Aqui está o essencial do Acordo Ortográfico, para você aprender e fixar: Letras K, W e Y O trema morreu "Creem" sem acento "Voo" sem acento "Ideia" e "joia" sem acento "Autoescola" sem hífen "Micro-ondas" com hífen "Paraquedas" sem hífen "An rrugas" sem hífen e RR

Paı́ses participantes
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Datas importantes
• • • • • • dez-1990: Criação do Acordo ago-1991: Portugal ra ficou jan-1994: Implantação prevista (não aconteceu) abr-1995: Brasil ra ficou jan-2009: Implantação no Brasil (transição) jan-2013: Obrigatório no Brasil

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NOITE
Por Luciano Rocha O sol se põe, A noite chega, Trazendo as festas, os boêmios os bêbados, as prostitutas. Na noite tudo acontece: As pessoas se liberam, Bebem, dançam, namoram. É à noite que se é mais feliz. Enquanto a coruja pia no cemitério, A gaita troa no baile, O policial prende o bandido, A donzela faz amor. É a noite! Noite dos sonhos, das fantasias, Dos prazeres, De conhecer um grande amor e... Esperar mais um dia que vai nascer.

Foto: aradia_the_dom

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A QUARTA BANDEIRA
Por Luiz Antônio Cardoso A partir deste ano abençoado, minhas festas juninas terão quatro bandeiras, pois ninguém mais do que o Frei (que agora é santo), para merecer ser festejado. Não que eu queira dizer que os outros três não mereçam! Não é bem isso, mas que o nosso santo brasileiro merece mais, ah... isso ele merece! Santo Antônio de Pádua, que na verdade não era Antônio, e nem de Pádua, mas sim Fernando, e de Lisboa, foi um grande seguidor da doutrina do Cristo, e inspirado nas lições de humildade do pobrezinho de Assis, viveu na mais plena santidade... ele também é popularmente conhecido como o santo casamenteiro... e aí que entra meu pé atrás... já cansei de fazer novenas, de ir às igrejas que levam o nome dele, de fazer promessas, e nada! Já estou perdendo as esperanças... todo ano, no dia treze de junho, eu acendo a fogueira, coloco a bandeira no terreiro, faço doces, pipoca, quentão... e pulo a fogueira, feito doido, e não aparece nenhuma doida para pular comigo! Desculpe-me, meu Santo Antônio, mas eu não aguentei... tive que contar nossas desavenças... Agora de São João, não tenho reclamações... mas que acho muito estranho fazermos um montão de doces gostosos para comermos em homenagem a um santo que se alimentava de gafanhotos, ah, isso eu acho sim... ele vivia com poucas roupas, num lugar quente, comendo gafanhotos, e nós aqui, no Brasil, em pleno aflorar do inverno, todos empacotados de blusas, comendo quitutes maravilhosos, em memória dele!? Vai entender... Já São Pedro é um caso antigo... desde criança, lembro de minha mãe dizer que era ele que mandava no tempo... se ele quisesse chuva, choveria... lembro que eu precisava ir à escola, e minha rua era de terra, e quase sempre na hora que eu ia voltar para casa, desabava aquela aguaceira, mandada por São Pedro, só para me molhar e me fazer pi-

sar no barro! Eu ficava tão bravo com ele, mas não podia falar nada, pois tinha medo que ele descobrisse meus sentimentos mais íntimos e na hora do acerto de contas, não me deixasse entrar no céu... Já o Galvãozinho (Frei Galvão, para os mais íntimos), tem tudo para ser comemorado nas festas juninas... ele se chama Antônio, nome de batismo, e não Fernando como o outro... ele é gente nossa! Nascido no interior, cresceu vendo e participando das tradições do povo... ele nunca ficou prometendo casamento para ninguém, se alimentava como nós e não fazia chover na hora errada... era brasileiro, lá das bandas do sertão paulista, da interiorana Guaratinguetá... nos meses de junho, ele passava frio como nós, e como todo bom brasileiro, quando a coisa ficava preta, ele dava aquele jeitinho todo nosso: fazia suas santas pílulas, que numa época onde as ciências e a medicina ainda engatinhavam, servia de poderoso medicamento, sendo que ainda em nossos dias, as pílulas continuam funcionando e confundindo os descrentes...

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O que faltava para ele era ser considerado santo! Se um conheceu pessoalmente São Francisco e é considerado doutor da Igreja; se o outro foi primo e batizou Jesus; e se o outro foi o líder dos discípulos e fundou a Igreja Católica, Frei Galvão, deu exemplo de humildade se espelhando no Santo de Assis, mesmo sem ter conhecido pessoalmente seu mestre... não batizou Cristo, mas serviu de instrumento à mensagem e à misericórdia do Salvador através das pílulas e do testemunho... não fundou a Igreja Católica, mas deu sua bela contribuição, erguendo edificações em nome de Deus e fundando a esperança em tantos corações desconsolados... Por isso, repito, este ano irei inaugurar a quarta bandeira em junho! A bandeira de Santo Antônio de Sant´Anna Galvão, e irei pular a fogueira com muito orgulho... agora só falta escolher um dos vinte e sete dias restantes de junho... e viva Frei Galvão!

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LIVRO DE PLÁSTICO
Por Luiz Carlos Amorim E já existe o papel de plástico. Uma das três revistas semanais de informação trouxe matéria a respeito, recentemente, muito interessante, por sinal. Numa época em que se alardeia o fim do livro impresso em papel, por causa dos e-readers (leitores eletrônicos), essa notícia vem confirmar que o fim de livro tradicional, como conhecido até agora, está bem longe. Ele pode até concorrer com o livro digital, mas sempre terá o seu lugar. O papel de plástico é produzido a partir de lixo reciclável, ou seja, pacotes, garrafas, potes de iogurte, etc. A produção ainda é pequena, mas já existem gráficas imprimindo no papel de plástico, que tem semelhança com o papel couchê, que evidencia a boa qualidade. O custo ainda é um pouco salgado, mas à medida que a produção aumentar, esse problema deixará de existir. Então, estamos frente à frente com o papel do futuro, com o papel que não destruirá árvores e consequentemente não agredirá o meio ambiente. Aliás, pelo contrário: o papel de plástico trará benefícios ao meio ambiente, pois utilizará o plástico que seria jogado na natureza, onde leva muito tempo para se decompor. Vamos, daqui por diante, procurar dar preferência ao livro que for impresso em papel de plástico, como já fazíamos com os impressos feitos com papel reciclado. Que a produção do papel de plástico – resultado do trabalho de pesquisadores brasileiros, diga-se de passagem – aumente, que mais editoras e gráficas se interessem pela novidade, para que aquele lixo que seria jogado fora passe a servir uma causa nobre e não fique obstruindo esgotos e bocas de lobo quando chove muito, causando enchentes. Que venha o papel de plástico e que conviva harmoniosamente com o e-book, com o leitor eletrônico, pois ele representa um alento para o livro impresso, uma garantia a mais de sobrevida. E é mais durável, não rasga, é mais resistente: é o papel do futuro. Menos lixo, mais livros: a equação perfeita para cuidarmos melhor do nosso meio ambiente e do futuro, uma coisa tão incerta nesses últimos tempos, por conta do nosso descaso com a natureza.

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TELEFONE OCUPADO Por Maria Gore de Oliveira Ulbricht
Numa manhã como de costume, meu pai passou no Hipermercado Vitória da Rua Tijucas, para comprar o que precisávamos. Na saída, encontrou-se com uma prima dele que morava no Rio Grande de Sul. Surpreso por ter encontrando-a aqui em Itajaí, conversaram um pouco e rapidamente colocaram os assuntos de família em dia. Ela, quis logo saber notícias das tias Cecy e Mimi, pois há muito tempo não ia à Laguna. Aqui, requer um parêntese: Cecy e Mimi eram irmãs da minha avó materna, que nasceram e se criaram em Laguna, uma cidade histórica, pequena, localizada ao sul do Estado de Santa Catarina. Viveram só dentro de casa, ou melhor, viveram num mundo à parte, só delas! Não saíam para nada! Não iam à igreja, ao mercado, à lojas, a salão de beleza e não visitavam casa de parentes...simplesmente viviam distante de tudo e de todos à margem de qualquer tipo de modernidade. Meu pai contou a prima Isa que as duas estavam morando aqui em Itajaí e que dentro do possível estavam bem, uma com mais de oitenta e a outra beirando os oitenta anos. A prima logo esboçou a vontade de vê-las, prontamente ele ensinou como chegar lá, deu o endereço e o telefone das tias. Despediram-se com o propósito de verem mais tarde na casa das duas. Saiu do mercado e foi logo contar a novidade para a Cecy e Mimi Laranjeira. Qual não foi sua surpresa, quando contou a novidade. Disse as tias, que havia encontrado a prima, filha do irmão delas, o Tio Noca, que tinha dado o endereço e o telefone delas, para que Isa pudesse fazer contato, pois a mesma havia demonstrado interesse em vê-las. Mimi, mal deixou meu pai acabar de falar e disparou: “mas aqui, eu não quero! Não quero que ela veja a Cecy assim!” Cecy era a irmã mais velha, que apresentava sinais de Alzheimer, uma doença que rouba a lucidez das pessoas e por vezes não reconhecia a própria irmã. E Mimi, continuou, não quero que a Isa veja a Cecy assim “trocada”. Ela vai sair daqui, falando para todo mundo, que a Cecy está caducando. Desapontado, meu pai argumentou: eu pensei que vocês fossem gostar de ver a sobrinha de vocês. Ela sempre frequentou a casa de vocês, quando moravam lá em Laguna... É! Mas, agora eu não quero! Retrucou a Mimi. Então, só tem um jeito! Disse meu pai. É vocês não atenderem ao telefone, porque ela disse que antes de vir aqui, para saber qual a melhor hora de vir visitá-las. E assim, ficou acordado entre eles. Se o telefone tocasse, elas não atenderiam. E caso o meu pai precisasse falar com elas, ligaria e deixaria o telefone tocar uma vez e desligaria( por 3 vezes). Ou seja, se por três vezes o telefone tocasse uma única vez, elas ligariam para o meu pai, para saber o que ele queria.

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Tudo combinado. Lá foi meu pai embora. Chegou em casa indignado, contando o que tinha acontecido. Ficamos todos com muita pena, pois as duas já com avançada idade, não querer ver a sobrinha, que mora longe...era mesmo uma pena! Isa sempre foi uma pessoa alegre e bem falante, sua visita lhes faria muito bem! Mas, todos sabíamos, que era impossível fazer Mimi voltar a atrás, ela era uma pessoa de temperamento muito forte. A tarde transcorreu normalmente. No final do dia, como era de hábito, meu pai passou lá para conversar com elas. Ao chegar lá foi logo perguntando para a Mimi: e aí, a Isa apareceu? Não! Mas, ela ligou! Ah! Que bom! Então vocês conversaram? Atenderam ao telefone? Não! Respondeu ela. Então como sabem que era ela, que estava telefonando, se não atenderam? Ah! Mimi foi logo explicando: o telefone estava tocando, tocando, tocando... aí, eu tirei do gancho bem devagarzinho e escutei a voz dela dizendo: alô! Alô! Aí, eu fiz assim: Pi,Pi,Pi,Pi ( para dizer que o telefone estava ocupado). Meu pai incrédulo, disse: Oh! guria! Ela vai saber que foi tu que atendesses e não quisesses falar com ela, ou tu pensas que ela não reconheceu tua voz? Ah! É!?! Claro que não! Impossível! Eu não falei nada... e repetiu: eu só fiz: Pi,Pi,Pi... Meu Deus! Que vergonha! O que a Isa irá pensar... Não tínhamos combinado que vocês não atenderiam o telefone? Disparou meu pai. Eu nem liguei para não atrapalhar vocês. E agora fico sabendo que tu Mimi, atendesses ao telefone e fizesse isso...que chato! Não, Oswaldo! Não tem como ela descobrir que fui eu, porque eu não falei, eu só fiz bem direitinho: Pi,Pi,Pi,Pi... repetia ela, certa de que ninguém desconfiaria de nada.

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TALVEZ Por Norália de Mello Castro Talvez ela esteja assim: Como o inverno que sai, na estação sem chuvas. Talvez. Tudo indica que está. Como árvore frutífera, que dá frutos por a Terra estar seca: Aprofunda suas raízes até o veio d’água subterrâneo. Suga-lhe a umidade que necessita, dando-lhe a seiva para o seu respirar: Uma sobrevivência acolhida por outrem e o fruto comido. Sua libido adormecida. Talvez até dormida. Será? Talvez esta ânsia de produzir palavras seja como o canto do cisne. Ou é? Não há velhice. No seu corpo e mente. Nos sentimentos e desejos. Embora sua libido esteja diminuta. Fato. Ainda é vida. Talvez texto sensual, descritivo, não seja mais escrito: Foi-se o tempo de floração intensa. Agora, é silenciosa. Talvez, a mais bela libidinagem feita de plantas, árvores, de flores e frutos. Contato com a Natureza vibrante. Seu corpo feito perfume sutil e terno. Vazio e pleno. Completo.

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Por Paula Barrozo

Diante de tantas tragédias, de tantos atentados, guerras, de tantos sofrimentos e perdas estamos cada vez mais em busca da Paz e da Felicidade !!!! Vivemos tempos conturbados e difíceis, em que ainda convivemos com o ódio, a violência, a discórdia, a miséria, o medo, a intolerância, o egoísmo, a falta de solidariedade, de amor e de compreensão, a ganância, a sede de poder... Até a Natureza está em fúria, em resposta a nossa enorme agressão e indiferença !!! São problemas e dificuldades que enfrentamos há séculos, apesar de nossos imensos avanços científicos !!! Todos nós sonhamos viver num Mundo Pacificado, onde não haja lugar para a violência de qualquer forma. Almejamos uma sociedade de concórdia e fraternidade, na qual todos se entendam e todas as nossas carências materiais e morais estejam superadas. Sonhamos enfim, com um mundo regenerado; mas esta ainda não é a nossa realidade, infelizmente !!!! As pessoas não percebem que a Paz assim como a Felicidade deve partir sempre do coração, é de dentro para fora !!!! Somos responsáveis por aquilo que semeamos !!!! Não existe Paz coletiva sem a consciência da necessidade de construir um templo individual e familiar de Paz. Às vezes, achamos ser mais fácil olhar para fora de nossas janelas e culparmos as outras pessoas, a sociedade, o governo, por todos os momentos de intranquilidade por que passamos. Esquecemo-nos de que as pessoas, a sociedade e o governo são reflexos, consequências de nós mesmos, de nossos atos, palavras e posturas. Estamos constantemente interagindo uns com os outros e todos os nossos atos têm influência maior ou menor naqueles que nos cercam. O Mundo de Paz que tanto queremos começa em nós mesmos, no modo como convivemos com a nossa família, com nossos amigos, com o nosso vizinho, com o nosso colega de trabalho, com todas as pessoas que entram de alguma forma em nossas vidas. Se nós nos esforçarmos para colocar uma pitada de solidariedade, compaixão, fraternidade, compreensão, educação e amor principalmente nas nossas realizações, no nosso dia a dia, nós estaremos contribuindo efetivamente para um Mundo Melhor !!!! Somente a conscientização de que deverá haver mudanças em nossas atitudes é que caminharemos rumo a Paz e a construção de um Mundo Melhor e mais justo !!!!!
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“Bem-aventurados os mansos e pacíficos, porque herdarão a Terra”. (Jesus)

“O mundo não está ameaçado pelas más pessoas, mas sim por aqueles que permitem a maldade.” (Albert Einstein)

São Francisco de Assis definiu Divinamente como obter a tão almejada PAZ :
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor; Onde houver ofensa, que eu leve o perdão; Onde houver discórdia, que eu leve a união; Onde houver dúvida, que eu leve a fé; Onde houver erro, que eu leve a verdade; Onde houver desespero, que eu leve a esperança; Onde houver tristeza, que eu leve a alegria; Onde houver trevas, que eu leve a luz. Ó Mestre, Fazei que eu procure mais Consolar, que ser consolado; compreender, que ser compreendido; amar, que ser amado. Pois, é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado, e é morrendo que se vive para a vida eterna.

Paz em casa
Compras na terra o pão e a ves menta, o calçado e o remédio, menos a paz. Dar-te-á o dinheiro residência e conforto, com exceção da tranquilidade de espírito. Eis porque nos recomenda Jesus venhamos a dizer, antes de tudo, ao entramos numa casa: "paz seja nesta casa". A lição exprime vigoroso apelo à tolerância e ao entendimento. No limiar do ninho domés co, unge-te de compreensão e de paciência, a fim de que não penetres o clima dos teus, à feição de inimigo familiar. Se alguém está fora do caminho desejável ou se te desgostam arranjos caseiros, mobiliza a bondade e a cooperação para que o mal se reduza. Se problemas te preocupam ou apontamentos te humilham, cala os próprios aborrecimentos, limitando as inquietações.

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Recebe a refeição por bênção divina. Usa portas e janelas, sem estrondos brutais. Não movas objetos, de arranco. Foge à gritaria inconveniente. Atende ao culto da gen leza. Há quem diga que o lar é ponto do desabafo, o lugar em que a pessoa se desoprime. Reconhecemos que sim; entretanto, isso não é razão para que ele se torne em praça onde a criatura se animalize. Pacifiquemos nossa área individual para que a área dos outros se pacifique. Todos anelamos a paz do mundo; no entanto, é imperioso não esquecer que a paz do mundo parte de nós.

Autor : Emmanuel Psicografia de Chico Xavier

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Metamórficos e suspensos
Por Renata Iacovino
O tempo é mesmo um mágico de óculos prismáticos. Sim, mostra-nos, conforme vai passando por nós, e entre nós, e indo, e voltando outro, e ora lento, ora apressado, por vezes implacável, por outras generoso... aponta-nos as nuanças que desenhou para compor o quadro do “agora”. Pego-me a observar mudanças ocorridas à minha volta, comigo mesma, com pessoas que não encontro mais, com outras com que passei a conviver, com situações de vida e sentimentos perante o mundo. Talvez há um bom tempo eu nem me imaginasse esta. E provavelmente esta estranhe a outra quando a recorda. Somos voláteis? Por volta de 500 a.C. o filósofo Heráclito afirmou que "O ser não é mais que o nãoser". Ser e nada é a mesma coisa, já que a essência é a mudança. Tal princípio vincula-se ao aforismo “Tu não podes descer duas vezes no mesmo rio, porque novas águas correm sempre sobre ti” (alguns estudiosos dizem que Platão o traduziu assim). Não se pode entrar duas vezes na mesma corrente, pois nem as águas serão as mesmas, nem mesmo nós. O que é ao mesmo tempo não é mais, já deixou de ser. Penso que o metamorfosear humano é processado por esse “tempo”, que é intuição e é abstração. O que neste momento escrevo, agora neste outro momento já seria outra coisa, se tentasse compor a mesma ideia, a mesma frase, a mesma linha de pensamento. Nada seria mais o mesmo. Acabo de pensar em algo, mas quando começo a passar a ideia para o teclado do computador, outro mote brota. E se eu estivesse escrevendo em dia e local diversos destes, a provocação seria totalmente outra – pensamentos cercados por olhares externos revestidos de diferentes cores, cheiros, ambiente, expectativa, humor... Mas a auto percepção da passagem do tempo é algo que se dá lentamente, como uma proteção psicológica. Não ficamos nos avaliando diariamente para perceber o que mudou, desta forma, o que muda parece imperceptível. O tempo continua a passar, mas é como o suspendêssemos na maioria... do tempo. E então chegam as datas que nos fazem lembrar dele: nosso aniversário, Natal, passagem do ano... mas bem antes de cada um desses momentos chegar, já havíamos nos modificado.

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PRECE I
A Carmem Moreno

Por Ricardo Reis Ah, Deus, ensinai-me que plano é este de onde se vem para onde se vai? Este ir e vir, opróbrio fremente em que o coração se perde se arrisca, faz e refaz... Que músculo é este, Deus que não sossega de sentir demais, e cedo e que sente até mesmo a dor tácita e ausente? Ah, Deus, ensinai-me a viver e a ser mais do que o meu próprio medo!

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COMO VOCE VE A VIDA?
Todos as pessoas possuem uma maneira diferente de ver a vida e de expressar esta visão. Algumas escrevem, outras pintam, fotografam, desenham, cantam, tocam um instrumento, esculpem, fazem artesanato… Dentro de cada um de nós existe um ar sta. Algumas vezes escondemos tanto que nem mesmo os familiares sabem que temos aquele jei nho especial! Que tal mostrar pra gente? Que tal enviar para o site do VARAL DO BRASIL o que você faz e dar uma chance para que possamos conhecer melhor você? Leia as instruções nas seções « ELES » no www.varaldobrasil.com E-mail: varaldobrasil@bluewin.ch E mãos à obra: a vida é agora!

VOCÊ SABIA?
A revista VARAL DO BRASIL circula no Brasil do Amazonas ao Rio Grande do Sul... Também leva seus autores até a América Latina, América do Norte e, claro, pela Europa. Quer divulgação melhor? Venha fazer parte do VARAL! E-mail: varaldobrasil@bluewin.ch Site: www.varaldobrasil.com

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DANÇAR É TOCAR COM A MÚSICA

Por Rita de Oliveira Medeiros

Dançar é tocar com a música é sentir vibrar no próprio corpo todos os acordes. Dançar é ser a própria música é imergir por completo em sua essência e ao mesmo tempo ser essência repleta de sons. Dançar é seguir a partitura sentir o coração saltar com os sons e semitons. E quando se vê, a partitura já se diluiu no espaço infinito das emoções que a música nos faz sentir. Com o corpo exaurindo-se em plenitude, exalamos suor e alegria pura E, sem motivo aparente, sorrimos, como talvez sorriam, aqueles que sonham estar voando.

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Surpresas Por de Rosana S. M. Koerner

O mundo encanta e às vezes, espanta! depende do dia... e também da noite! Surpresas aparecem e de sa pa reeeee Deixando a gente tão grande e pequeno sabendo ou não o que fazer e de repente, pulsa a gente pra frente... mesmo não querendo correr. O mundo espanta e, às vezes, encanta Um dia é alegria no outro, quem sabe? o que vai ser??? Surpresas aparecem sustos acontecem e assim vivendo no mundo do sobe e desce que alegra e espanta surpresas, apenas surpresas... cem...

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O fim da esperança?
Por Rui Martins

Há certas coisas que valem a pena ler e ouvir, como, por exemplo, um político escrever um livro filosófico sobre a política e, nas suas entrevistas, demonstrar um saber e uma visão crítica profunda da história humana da participação política. É o caso, por exemplo, de Vincent Peillon, deputado francês na União Europeia, um professor doutor em filosofia, que chegou a membro da direção do Partido Socialista, com a publicação de um livro sobre a política como uma introdução ao século XXI. Para ele, os grande momentos decisivos na nossa história não foram assumidos por políticos ou por partidos no poder mas desencadeados por pessoas não envolvidas em partidos. Muitas vezes são simples e anônimos cidadãos como o vendedor ambulante que, num momento de desespero se imolou pelo fogo, desencadeando um movimento popular e provocou a queda do ditador Ben Ali na Tunísia.

E para Vincent Peillon vivemos hoje um momento crítico da crise da esperança, porque os homens, depois de tantas esperanças frustradas, têm medo de nutrir novas esperanças e chegam mesmo a ter medo do futuro. Durante vinte séculos, o homem ocidental viveu sob a esperança religiosa, voltado para o fim de uma época que seria sua salvação. A seguir, surgiu outro tipo de esperança, oferecida pela religião secular, anunciando o fim da história ou da pré-história, um mundo novo com o fim da luta de classes. Mas o século XX trouxe muitas decepções, pois muitos dos anunciadores do mundo novo, do homem novo (os nazistas também falavam no surgimento de um homem novo) acabaram mortos no holocausto, nas guerras e nos expurgos. E hoje, neste começo do século XXI, a descrença impera misturada com um medo do futuro, porque o futuro é o desconhecido, é a manipulação genética, o desequilíbrio ecológico do planeta com catástrofes provocadas pelos homens. E os homens se agarram no presente com medo do futuro.

Foram também cidadãos anônimos não políticos que resistiram ao nazismo na França e foi um jornalista e escritor, Bernard Lazare, o primeiro defensor polemista do capitão Alfred Dreyfus e detonador do célebre Caso Dreyfus. Vincent Peillon toca também num tabu evitado O mesmo se pode dizer de Sócrates - apesar pela grande maioria – a criatividade da gerade recusar entrar na política, suas considera- ção futura está sendo comprometida pelo imoções sobre a sociedade e a participação dos bilismo causado pela influência da televisão cidadãos foram das mais importantes para a sobre as crianças. A denúncia ainda circula estruturação política da sociedade. En pas- timidamente entre educadores independentes, sant, lembra terem sido sindicalistas e não po- mas qualquer reforma escolar está compromelíticos os autores das mudanças na Polônia e, tida, diz ele, quando se sabe que a maioria nessa mesma linha de ideias, podemos tam- dos escolares passam quatro horas por dia bém dizer terem sido sindicalistas brasileiros diante da televisão. O que leva à discussão do ABC os detonadores de uma nova era polí- dos espaços públicos estruturados segundo tica no Brasil. Houve uma evolução política, os interesses privados ou à privatização atual pois os sindicalistas fundaram o PT mas a cé- dos espaços públicos. lula detonadora era constituída de operários metalúrgicos.
(Artigo publicado em http://www.diretodaredacao.com/)

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SAMANTHA VERDAN
Fotógrafa

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GRACILIANO RAMOS
Graciliano Ramos nasceu em Quebrângulo (AL), em 1892. Um dos 15 filhos de uma família de classe média do sertão nordestino, passou parte da infância em Buíque (PE) e outra em Viçosa (AL). Fez estudos secundários em Maceió, mas não cursou faculdade. Em 1910, sua família se estabelece em Palmeira dos Índios (AL). Em 1914, após breve estada no Rio de Janeiro, trabalhando como revisor, retorna à cidade natal, depois da morte de três irmãos, vitimados pela peste bubônica. Passa a fazer jornalismo e política em Palmeira dos Índios, chegando a ser prefeito da cidade (1928-30). Em 1925, começa a escrever seu primeiro romance, Caetés - que viria a ser publicado em 1933. Muda-se para Maceió em 1930, e dirige a Imprensa e Instrução do Estado. Logo viriam "São Bernardo" (1934) e "Angústia" (1936, ano em que foi preso pelo regime Vargas, sob a acusação de subversão). Memórias do Cárcere (1953) é um contundente relato da experiência na prisão. Após ser solto, em 1937, Graciliano transfere-se para o Rio de Janeiro, onde continua a publicar não só romances, mas contos e livros infantis. Vidas Secas é de 1938. Em 1945, ingressa no Partido Comunista Brasileiro. Sua viagem para a Rússia e outros países do bloco socialista é relatada em Viagem, publicado em 1953, ano de sua morte. Fonte: http://educacao.uol.com.br/

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Por Tavinho Paes pode ser um contraste mas Picasso em sua arte pintou a pomba branca da paz com um toco negro de carvão e não foi num cavalete foi no chão!

"O ossuário “ Pablo Picasso

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Por Tchello d'Barros

mais luz do que o sol do meu céu só o som do seu sim

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Estranheirismos
Por Tino Portes
Ando meio nonsense. Mas, quer saber... Tudo bem, afinal, a despeito do que se pense, aliás, muito ao contrário, isto de o ser... coisa e tal... já até consta do nosso vocabulário.

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ENLOUCRESCI Por ULISSES FREITAS – HETERÔNIMO “ HAWYKA “

Temendo não ser compreendido Eu não Falei Temendo não conseguir chegar Não Caminhei Temendo o insucesso Não o Fiz Temendo o Improvável Não o Quis Temendo um Não Não lhe pedi Temendo não Acertar eu não VIVI E Agora, Temendo em continuar a temer É que hoje eu sou assim... Resolvi ENLOUQUECER ! ENLOUCRESCI !!! ENLOUCRESCI, CRESCI... CRESCI... CRESCI.........

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CUCA INTEGRAL MAÇÃ E BANANAS
Pela culinarista Geraldine Medeiros
CUCA INTEGRAL DE MAÇÃ E BANANAS 01 XC DE FARINHA TRIGO 1\2 XC DE AVEIA 01 XC DE GRANOLA 02 XC DE FARINHA TRIGO INTEGRAL 01 XC DE AÇÚCAR REFINADO 01 XC DE AÇÚCAR MASCAVO 01 COLHER DE SOPA DE FERMENTO PARA BOLO 04 OVOS 04 MACÃS CORTADAS SEM O MEIO COM CASCA 12 BANANAS SEM CASCA 03 COLHERES DE ÓLEO 02 XC DE LEITE RECHEIO E COBERTURA BANANAS E MAÇÃS EM FATIAS DUAS CAMADAS DE CADA FRUTA SALPICANDO CANELA E AÇÚCAR MASCAVO. MODO DE FAZER COLOQUE NO LIQUIDIFICADOR ÓLEO,OVOS,MAÇÃ,BANANA,LEITE,AÇÚCAR,BATER BEM ATÉ FICAR BEM MISTURADO EA MAÇÃ BEM TRITURADA,DELIGUE E MISTURE NAS FARINHAS. UNTE UMA FORMA MÉDIA ESPALHE A METADE DA MISTURA,ESPALHE MAÇÃS EM FATIAS FINAS COM CASCA E ESPALHE O DOCE DE BANANAS ÁUREA,POR CIMA,COLOQUE O RESTO DA MASSA E ESPALHANDO MAIS MAÇÃS E O DOCE DE FRUTA BANANA ou PRÓPIA BANANA EM FATIAS PODE SALPICAR CANELA POR CIMA DEPOIS QUE RETIRAR DO FORNO TEMPO: FORNO 170 GRAUS DOCE DE FRUTA DE BANANA SERVE PARA ASSADOS E PARA QUALQUER TIPO DE SOBREMESA

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Desenho de blackspider85

Anjo Pecador
Por Valdeck Almeida de Jesus Sou capeta o dia todo Sou Deus de vez em quando Fumo, bebo, roubo e mato Finjo ser santo, por trás do manto. Sou puto, confuso, mentiroso Desafio às leis e regulamentos Desobedeço, sempre, a tudo Iludo, engano, sou um jumento. Uso drogas, me masturbo Faço tudo o que é proibido Uivo louco na libido. Não tenho medo do inferno Só não quero viver no inverno De uma vida sem poesia.

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Do Tri-centenário de Zumbi
Por Valmir Jordão Quilombo,Angola-Janga, guerreando pra viver em paz, igualdade direito de todos salvaguardado pelos Orixás. N'zambi, Zumbi, Zumbi grande chefe engravidou a Serra da Barriga, de negritude, coragem, resistência quilombola guerreiro bom de briga. Mombaça, Congo, Camarões, Daomé África oceânica palmarina, enfrentando o amargo do açúcar escravidão, tortura, má sina. Malungos nas várias Senzalas Quimbundo, Mandinga, Jeje, Ioruba em fuga, derrubam paus mandados, pra ter tempo de jogar o Caxangá.

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Espera
Por Vivi Viana Na janela de tela Ela espera. A mãe, O pai, O tempo passar Ela espera Tão bela! Tão singela! A Julita espera.

Salvador Dali

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DORA FERREIRA DA SILVA
(1918-2006) Autora de livros como Andanças, Talhamar, Retratos de Origem, Poemas da Estrangeira e Hídrias. Foi três vezes ganhadora do Prêmio Jabuti. Recebeu também o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, em 2000, por sua obra Poesia Reunida, editado pela Topbooks. Como tradutora, destacam-se seus trabalhos com autores como Rilke, SaintJohn Perse, San Juan de la Cruz, Hörderlin e Jung. Também atuou como editora, fundando a revista Diálogos, juntamente com seu marido, o filósofo Vicente Ferreira da Silva. Depois, criou a revista Cavalo Azul, para difusão da poesia. Atualmente, funcionava em sua casa, um Centro de Estudos de Poesia com o mesmo nome. NOTURNO II Nossos olhos nos pertencem — não o dia. Amor não nos pertence nem a morte. Apenas pousam na pérola mais fina. Desce o luar No flanco de rios precipitados folhas se alongam caules estremecem. A noite já desfere seu punhal de trevas.

Fonte: http://www.antoniomiranda.com.br/

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O CIRCO CHEGOU... E PARTIU

Por Vó Fia

Quando chegava a Vila de São João um circo, todos adultos e crianças ficavam em uma alegria doida, era aquele corre e corre, todos querendo ver as moças bonitas, os bichos ferozes, os trapezistas, os mágicos, enfim tudo no circo encantava aquela gente simples, mas todas as preferências eram para os palhaços e a melhor coisa que o Grande Circo União nha, era o Palhaço Pimen nha. Quando ele chegava ao picadeiro, podia-se esperar de tudo, o danado dava cambalhotas, subia no trapézio, contava piadas, montava no elefante, mas o melhor de tudo era que ele cantava e tocava violão; nas funções do circo cantava músicas brejeiras que quase matavam o povo de tanto rir, terminado o espetáculo, Pimen nha lavava o rosto, se ves a bem, pegava o violão e saia a fazer serenatas româncas para as moças do lugar. Sem as ntas da profissão ele era uma bonita figura: alto, moreno , cabelos negros, olhos brilhantes e como cantava; deixava no circo a voz estridente do palhaço e cantava com sua voz aveludada as mais lindas canções de amor, todas as moças da vila sonhavam com ele e se julgavam endereço certo da voz do seresteiro, mas se enganavam, não era para as solteiras da vila que ele se esmerava em rimas e sim para uma jovem recém casada. A casadinha ouvia com muito agrado as canções de seu trovador, a coisa caminhava, mas acabou indo parar nos ouvidos do ofendido marido da musa sul mineira, que par u logo em palavras para a violência: ia matar, ia fritar, enfim o mundo ia cair naquela noite mesmo; avisado pela assustada família da desmiolada jovem, o delegado Zurico não fez por menos , correu para o circo. Afastou alguns curiosos mais afoitos que já àquela hora da tarde esperavam pela função e falou ao dono do circo: a festa acabou cidadão, desarme já a lona e saia daqui correndo, que o pau vai quebrar e você bem pode ganhar as sobras; o dono do circo nem perguntou o que havia, mandou ajuntar tudo de qualquer jeito nas carroças e tocou rápido para fora da Vila de São João. O Palhaço Pimen nha foi escoltado pessoalmente pelo delegado Zurico, que lhe disse na despedida: vá cantar de galo em outra freguesia seu pilantra, que em São João as galinhas dormem cedo e são muito bem vigiadas, se dê por feliz de sair daqui com todas suas penas, menino sabido; o povo do lugar que estava se preparando para a grande função da noite, não entendeu bem aquela correria. Mas se o tocador dos bois era o delegado Zurico, o melhor era ficar sem bife e esperar por outra coisa e calados; a cegonha trouxe dentro do prazo certo, um menino moreno, de cabelos negros e olhos brilhantes para a jovem recém casada; até hoje na Vila de São João paira a duvida: será doutorzinho ou será palhacinho?

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Lembranças

Por Walnélia Corrêa Pederneiras Ainda ontem, depois do jantar, conversávamos felizes... Sobre a mesa colorida pelas frutas, o bule de café e a cesta de pão, os guardanapos de linho branco usados e bem colocados sem desalinho. Era quase um estado de graça com temperos em predicados raros... Uma família feliz em vivências presentes ao "pão nosso de cada dia" Absorta e aquecida pela xícara de café envolta à mão, divago e esqueço que não foi ontem e que já faz algum tempo guardado e anotado na agenda, escrita: três anos e meio ... Sirvo a mim mesma mais uma xícara de café com leite e me dou conta do desenho de pássaros e flores em porcelana bela Peça que revela o tempo em alguns vazios por entre os traços tal qual a xícara, presente de minha avó querida e delicada, revela que passa o tempo e a arte fica ou passa de alguma forma... Arte de viver e prosseguir feliz, mesmo quando lembranças vem para mexer com o presente...que é belo, fluido e auto suficiente Graça de viver o instante em sua magia que é pura alegria onde lembranças se assemelham a Álbum de fotografia verossímil presente que revela sobre a mesa da sala de jantar lembranças em transcrição ao memorial de um lindo dia!

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FORÇA
Por Zélia Guardiano De onde vem A força Com que torço A roupa Com que lavo A louça Com que faço O pão: Amasso Bato Sovo Asso? Com que varro O chão Tão áspero? Com que estendo Camas [ Tantas ] Em tão pouco Espaço? Com que giro Contas [ Todas ] Com recursos Parcos? Com que rompo O cerco E passo Para o outro Lado? [ Da usina De lágrimas Que sou ]

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Pela culinarista Geraldine Medeiros

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Por que ajudar os animais?

400 peludos em nosso abrigo, contamos hoje apenas o trabalho dos voluntários e com o dinheiVocê sabia que no Brasil milhões de cães e gatos ro de doações. Todos podem ajudar, seja divulgando o Clube, seja adotando um animal ou mesvivem nas ruas, passando fome, frio e todos os pos de necessidades? Cerca deles 70% acabam mo doando dinheiro, ração ou medicamentos. em abrigos e 90% nunca encontrarão um lar. Par- Qualquer doação, de qualquer valor por menor te será ví ma ainda de atropelamentos, espanca- que seja, é bem-vinda. As contas do Clube bem como o des no de todo o dinheiro estão abertas mentos e todos os po de maus tratos. Infelizmente, não é possível solucionar este pro- para quem quiser blema da noite para o dia. A castração dos animais de rua é uma solução para diminuir as futu- BRADESCO (banco 237 para DOC) Agência: 0557 ras populações mas não resolve o problema do agora. Sendo assim, algumas coisas que você po- CC: 73.760-7 Titular: Clube dos Vira-Latas de fazer para ajudar um animal carente hoje: CNPJ: 05.299.525/0001-93 Ou Adotar um animal de maneira responsável Voluntariar-se em algum abrigo. Doar alimento (ração) e/ou remédios para abrigos. Contribuir financeiramente com ONGs. Nunca abandonar seu animal Como o Clube vive? Somente de doações. Todas (Saiba mais sobre o Clube em h p://fras nossas contas são públicas, assim como extra- fr.facebook.com/ClubeDosViraLatas?ref=ts) tos bancários e notas fiscais. Como ajudar o Clube? Para manter esses mais de Banco do Brasil (banco 001 para DOC) Agência: 6857-8 CC: 1624-1 Titular: Clube dos Vira-Latas CNPJ: 05.299.525/0001-93

O CLUBE DOS VIRA-LATAS é uma organização não governamental, sem fins lucra vos, que mantém em seu abrigo hoje mais de 400 animais que são cuidados e alimentados diariamente. Boa parte desses animais chegou ao Clube após atropelamentos, acidentes, maus tratos e abandono. Nosso obje vo é resgatá-los das ruas, tratá-los e conseguir um lar responsável para que eles possam ter uma vida feliz.

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Benevides Garcia

Barbosa Jú nior é natural da poé tica Sant’Ana dos Olhos D’Agua, atual Ipuã , interior do Estado de Sã o Paulo. Professor, poeta e escritor, escreve regularmente no Recanto das Letras. E membro da AMLAC – Academia Metropolitana de Letras, Artes e Ciê ncias, de Vinhedo – SP.

Bilá Bernardes nasceu Maria Angé lica em Santo Antô nio do Monte. E Cô nsul MG de Poetas
del Mundo, colabora na organizaçã o do Belô Poé tico, faz revisã o de textos, preferindo os poé ticos . Mora em Belo Horizonte desde 1970. Trabalhou como professora e psicopedagoga. Tem poemas em diversas antologias, jornais, revistas, no Brasil em Buenos Aires e Chile. Pela editora Anome Livros, publicou FotoGra ias de DesCasamento, em 2008. Atua levando poemas a escolas e em poesia cê nica, com o grupo Gato Pingado, em Belo Horizonte e cidades do interior.

Carlos Roberto de Souza (Fanzine Episó dio Cultural) machadocultural@gmail.com
Pseudô nimo: (Agamenon Troyan) - Twitter: @episodiocultura http://blogs.abril.com.br/fanzineepisodiocultural http://www.fanzineepisodiocultural.blogspot.com Acesse www.fadema.org.br e clique no link "ESTAÇAO CULTURA FM 101,9"

Clarice Villac - Paulistana, reside em Campinas, SP. Revisora editorial e professora, encantada por bichos & plantas. Sı́tio: http://www.villac.pro.br/

Flávio Machado - Poeta carioca, nascido em Marechal Hermes
no ano de 1959. Escreve desde menino, iniciando com peças para teatro de bonecos. Na adolescência passou para letras de música, premiado em alguns festivais escolares. Colaborou com vários órgãos da imprensa alternativa. Participou de diversas Antologias Literárias. Publicou o livro Sala de Espera em 2003. Radicado em Cabo Frio/RJ.
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Sou Norália de Mello Castro, montanhesa das Minas Gerais – Belo Horizonte. Amo escrever e bordar: duas paixõ es que, aposentada do Serviço Social, posso me dedicar. Trabalho com escritos feitos ao longo do tempo e escrevo novos. Publicados sã o: Rede do Pescador, contos,1988; Antologia Novos Contistas Mineiros, l989; Show de Talentos em versos e prosas, Rebra 2010; Passos na eternidade e outros contos, Rebra/Scortecci 2010; Apenas viva, contos e crô nicas, Rebra/Scortecci 2010.

Vivi Viana - Maria Vilmaci Viana dos Santos ( Vivi Viana), nasceu
em Apodı́ -RN, no dia 17 de Maio de 1962.Graduou-se em Educaçã o Artı́stica - UFRN. Pó s-graduou-se em Educaçã o Especial na FAFIBH.Escreveu os seguintes livros:.TRAJETORIAS POLITICAS - ISAURO E VALDEMIRO ) (julho de 1997) e PAISAGENS FEMININAS DE APODI (maio de 2006) - Desenvolve um trabalho de difusã o cultural atravé s do blog:www.vivicultura.blogspot.com

EMERSON ALCALDE DE JESUS - Nascido no bairro do
Cangaı́ba, zona leste de Sã o Paulo. Tem 28 anos e é formado no curso superior de Teatro pela Universidade Anhembi Morumbi. Atuou em 17 espetá culos. Percorre os saraus da periferia declamando seus poemas. Unindo palavra e performance. Atualmente é aluno do curso de Dramaturgia da SP Escola de Teatro. Vencedor da inal do ZAP – Slam (Batalha de Poesia) na Bienal de Artes - SP de 2010.

Sou Maria Aparecida Felicori e també m sou Vó Fia, tenho oitenta e trê s anos com saú de fı́sica e mental; tenho marido, quatro ilhos, dez netos e dois bisnetos; escrevo contos, leio muito e ouço mú sica. Culiná ria foi minha pro issã o e agora é meu hoby. Tenho contos no http:// recantodasletras.uol.com.br/autores/ ia no www.sergrasan.com/vó ia no www.vilamulher.com.br/ ia no www.desvendar.com Sou idosa, lú cida e feliz.

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Clevane Pessoa, nordestina radicada em Minas gerias, no Brasil,
escreve e desenha desde a infâ ncia, é acadê mica de algumas academias e grupos de Letras e Artes. Psicó loga Clı́nica e Empresarial .Nove livros publicados, 20 e-books, participaçã o em cerca de cem antologias por premiaçã o, cooperativismo ou convite . Sua exposiçã o de poemas Graal feminino Plural, de poemas e desenhos, circula desde março de 2009, quando foi exposta no Museu nacional da poesia-Galeria da Arvore, passando a seguir por Centros Culturais de Belo Horizonte, onde mora e pelo Festival Internacional de Cultura e Gastronomia de Tiradentes.

GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA: Nasceu em 26 .08.1953 em Nazaré -Ba. Foi morar em Belo Horizonte em outubro 1976. Mudou-se para Salvador em 1978 e retornou à sua terra natal em 1980. Escreveu dois livros de poesias. Em 2005 lançou seu primeiro livro (Ferro Teatro). Seus livros: REVOLTA, ALEM DA MISERIA, O SANTO DEMONIO, ESSES HEROIS CAMPONESES, OS DOIS POLOS ANTAGONICOS, O SISTEMA, NEOLIBERALISMO NO CEU, IMPERIO, ORGIAS CAPITAIS, FERRO, O HOMEM PARTIDO, ZE, TEATRO IMPRODUTIVO, LA FORA , EM MINHA TERRA, FERRO E A VINGANÇA DO DIABO. Em 2002 reuniu todas as suas poesias em dois livros: EM MINHA TERRA (sã o poesias feitas em Nazaré -Bahia) e LA FORA (poesias feitas em BH-MG e em Salvador-BA.

DETH HAAK - Poeta pela Paz e Justiça Social. “A Poetisa dos
Ventos” http://culturaseafectoslusofonos.blogspot.com/2009/12/deth-haakpoetisa-dos-ventos-consul-do_05.html http://www.notasversejadas.blogspot.com http:// recantodasletras.uol.com.br/autores.php? chaves=Deth+Haak&imageField.x=29&imageField.y=14.Email: dethaak@oi.com.br, Natal- Brasil

FABIO RENATO VILLELA - Escritor por ofı́cio e leitor por
paixã o vivo entre as letras desde que nasci em Poços de Caldas, MG, há 54 anos. Moro no Rio de Janeiro e, sazonalmente, em Sã o Paulo devido ao tratamento mé dico. Sou separado e pai de um jovem universitá rio.

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Valmir Jordão, poeta, compositor e performer. Nascido no Recife em 1961, participou do Movimento dos Escritores Independentes em Pernambuco. Apresentou-se quatro vezes Com a Orquestra Sinfô nica do Recife, no Teatro Santa Isabel e, publicou treze livros, entre eles : Poe Mas - 2002 e, Hai Kaindo na Real & Outros Poemas - 2008. Atualmente reside em Sã o Paulo.

AMANDU - Reside em Portugal. Colaborador do site
Luso-Poemas

Varenka de Fatiam Araújo - Reside em SalvadorBahia. Figurinista de Escola de Teatro. Participou de vá rias antologias. E colaboradora do Artpoesia; Minirevistinha Contando e Poetizando de Marcos Toledo;Do Jornal Raizoline; Luso-Poemas ;recanto das letras; varal do Brasil.

Maria Goreti de Oliveira Ulbricht. Nasceu em Blumenau, mas é
Lagunense de coraçã o, e Itajaiense por opçã o. Casada, tem dois ilhos. Pedagoga, pro issional da educaçã o pú blica, atualmente desempenha a funçã o de Diretora de Escola. E uma pessoa alegre, extrovertida que adora ler, escrever e "contar causos". Tem como hobby fazer novos amigos e conservar velhas amizades.

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JANIA SOUZA, natural de Natal/RN, bancária da Caixa, economista,
contadora, ativista cultural, poeta, escritora, artista plástica. Sócia Fundadora da Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN (SPVA/RN. Organização da ANTOLOGIA LITERÁRIA da SPVA/RN, volumes 01, 02, 04, 05 e 06. Participação em várias coletâneas nacionais e internacionais. Pacifista e voluntária no Projeto Fraldinha. Sócia da UBE/RN; AJEB/RN; APPERJ (Delegada Regional); Clube dos Escritores de Piracicaba. Contato: janiasouza@uol.com.br

DIMYTHRYUS – heterô nimo do poeta Darlan Alberto T. A. Padilha, Licenciado em Letras pela Faculdade UNIESP-SP, Embaixador da Paz, título que lhe fora atribuído pelo “CERCLE UNIVERSEL DES AMBASSADEURS DE LA PAIX – SUISSE – FRANCE (Genebra – Suíça). Entre suas 71 premiaçõ es destaca-se o “Prix Francophonie” a Menção Honrosa (Diplôme d’honneur) no 10é Concours International de Litterature Regards 2009 (Nevers – France).

Icléia Inês Ruckhaber Schwarzer nasceu em Sã o
Paulo das Missõ es/RS, em 16 de setembro de 1975. Em 1992 mudou-se para Gramado junto com seus pais e suas irmã s, onde estudou e se formou em Té cnica em Turismo e Hotelaria. Atuando sempre nesta á rea, hoje administra sua . Em seus tempos vagos gosta de viajar, ler, ouvir uma boa musica e quando vem à inspiraçã o escrever.

Isabel C. S. Vargas, professora, advogada, servidora federal
aposentada, com cerca de 300 publicaçõ es em jornal impressoDiá rio da Manhã - Pelotas RS e no seu site: www.isabelcsvargas.com . Membro da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores B.C.-SC,da Associaçã o Poetas Del Mundo, Clube Brasileiro da Lı́ngua Portuguesa-BH-MG , Portal do Poeta Brasileiro, Clube de Autores, Galeria do site Celeiro de Escritores. Participa de mais de 30 Antologias online da Câ mara Brasileira de Jovens Escritores. Participaçã o em cerca de 80 publicaçõ es.

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Jaci Santana- Nasceu em Aracaju. Mora no Rio de Janeiro. Cursou
Direito e,atualmente, dedica-se a poesia. Participa de Concursos Literá rios. Recebeu vá rios convites para participar de Antologias. E-mail: grendaphinochio@yahoo.com.br E-mail: jacilealsantana@yahoo.com.br

Jacqueline Aisenman é escritora nascida em Santa Catarina.
Vive há mais de vinte anos na Suı́ça. Foi Diretora da Divisã o de Museus e do Departamento de Cultura de Laguna, Santa Catarina. Trabalhou durante mais de dez anos na Missã o permanente do Brasil junto à ONU. Tem livros publicados solo e acompanhada, edita o site e a revista VARAL DO BRASIL®

José Carlos Paiva Bruno é a quarta geraçã o originada de
Domenico Bruno, quando de sua imigraçã o da Itá lia para o Brasil... Iniciou-se como menor-aprendiz no Banco do Brasil em 1979, té cnico em eletrô nica, advogado, integrador INTEL 602597, especialista MBA pela FGV em Direito da Tecnologia e especialista pela FOA em Docê ncia Superior, sempre aprendiz-escritor e poeta

LÍLIAN MAIAL é carioca, mé dica, escritora e poeta. Publicou, em 2000, “En im, renasci!”,
com 135 poemas seus, e tem mais 04 livros no prelo. Participaçã o em dezenas de antologias, desde 1999. Homepages: www.lilianmaial.com - http://lilianmt.zip.net - http://lilian.maial.zip.net E-mail: lilian.maial@gmail.com

Lucilene Ianino Lima Peçanha - Lu Peçanha. Fotó grafa Pro issional Psicó loga Social - Membro do Greenpeace Brasil Membro de Poetas Del Mundo Brasil Embaixadora Universal da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix - Genebra Suiça h p://www.wix.com/Lucilene/Lu-Pecanha-Phothografias
h p://lupecanhafotografias.blogspot.com h p://br.olhares.com/Lucilene 81

LUIZ ANTONIO CARDOSO
Nascido em Taubaté , aos 12/Julho/1975, é poeta, trovador, sonetista, cronista, contista, memorialista, haicaı́sta, bió grafo, ativista cultural, acadê mico, editor, supervisor de projetos, palestrante, coordenador de o icinas, etc. Possui 8 livretos lançados, publicaçõ es em dezenas de revistas, alternativos, boletins, jornais, sites e blogs, e mais de uma centena de premiaçõ es literá rias.

Walnélia Corrêa Pederneiras – catarinense, reside
em Florianó polis/SC. Formada em Letras pela Universidade Federal de Santa Catarina. Professora de Yoga e Meditaçã o. Escreve desde menina. Participou de diversas Antologias. E Cô nsul de "Poetas del Mundo" em Florianó polis-SC. Membro da Academia Poçoense de Letras, ocupante da Cadeira nú mero 43Poçõ es-Bahia-Brasil.

Valquíria Gesqui Malagoli - Jundiaiense, Presidente da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí (2010-2012) e membro de diversas entidades culturais. Autora de: Versos versus Versos (2005), Testamento (2008) – poesias; O presente de grego (2009) – romance infantojuvenil, A menina fala-fala, Sonho ou Pesadelo e Ih... racionais!, que integram a Coleçã o O icinas para o pú blico infantil (2010). vmalagoli@uol.com.br / caju.valquiriamalagoli.com.br

Valdeck Almeida de Jesus
Escritor, Poeta e Jornalista Contato: valdeck2007@gmail.com Site: www.galinhapulando.com

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PAULA BARROZO, Jornalista, cronista, colaboradora da
revista VARAL DO BRASIL e de vá rios sites e jornais, editora do site www.paaulabarrozo.com

Renata Iacovino - Natural de Jundiaı́/SP, escritora, poetisa e
cantora. . Ministra o icinas lı́tero-musicais e realiza Saraus para pú blicos diversos. Edita o jornal literá rio mensal CAJU, com outras duas escritoras. reiacovino.blog.uol.com.br / reval.nafoto.net reiacovino@uol.com.br

Rita Oliveira - Brasileira, casada há 21 anos, mã e aos 32
e 34 anos de dois adolescentes (17 e 15 anos ). Funcioná ria Pú blica Federal há mais de 24 anos, advogada há pouco mais de um ano. Mestra de Reiki e umbandista, alé m de universalista. CONTATOS: oliveira.rita18@gmail.com

ROSANA KOERNER - Catarinense , alegre, sensı́vel e cheia
de vida. Gosto de me expressar de maneira simples, fazendo do que vejo e sinto minha poesia.

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RUI MARTINS Jornalista, criou o movimento Estado do Emigrante www.estadodoemigrante.org sequência do movimento de cidadania Brasileirinhos Apátridas, que devolveu a nacionalidade brasileira aos filhos de emigrantes. Ex-membro do conselho de emigrantes do MRE.

TINO PORTES - Albertino Lineu Portes nasceu em 25.04.1978, em Santa Rosa do Viterbo/SP. Incentivado pelo pai, bibliotecá rio, e pela mã e, psicopedagoga, dedica-se à poesia – livre – desde que tomou contato com as primeiras letras. Confesso “poeta de horas de ó cio” e avesso aos crité rios de avaliaçã o, esquiva-se de concursos, nã o tendo portanto premiaçõ es a divulgar. Tem, isto sim, participado assiduamente de ediçõ es literá rias eletrô nicas, alé m de preparar a ediçã o de seu primeiro livro individual. tinoportes@yahoo.com.br / tinoportes@bol.com.br

Zélia Guardiano nasceu no dia 14 de dezembro de 1944 em
Ourinhos - SP Escreve crô nicas, contos e poesias. Já publicou seu trabalho em diversas coletâ neas e foi uma das vencedoras do Mapa Cultural Paulista. Manté m o blog Ad litteram http:// zeliacorreaguardiano.blogspot.com

Luciana Tannus é mineira. Formada em Letras pela
PUC-MG, é poetisa, ativista e divulgadora cultural. Representante regional da CAPPAZ – Confraria Artistas e Poeta pela Paz, em Sergipe; Embaixadora da paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix, France & Genè ve Suisse; cô nsul de Poetas Del Mundo e membro correspondente da Academia de Letras de Teó ilo Otoni. Acesse: http://lucianatannus.blogspot.com

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Jaak Bosmans
Mineiro de B.H., com formaçã o em mú sica, cinema, fotogra ia e publicidade, escreve desde 1965. Embaixador da Paz, Cô nsul Poetas Del Mundo, Chanceler das Artes, Membro do PEN Clube, da Academia Preandina de Cultura e Herá ldica, da Academia Menotti Del Pichia, ABLA, Presidente da Academia Arthur Bosmans .Criador do movimento lı́tero-visual ”POEMAGEM”, com vá rias publicaçõ es e participaçã o em exposiçõ es e antologias nacionais e internacionais.

CONVITE

A EQUIPE DA REVISTA VARAL DO BRASIL E SEUS AUTORES CONVIDAM PARA O LANÇAMENTO DO LIVRO

VARAL ANTOLÓGICO

DIA 13 DE MAIO DE 2011 19H30M LIVRARIA CATARINENSE NO SHOPPING BEIRA-MAR FLORIANÓPOLIS - SC

NOITE DE AUTÓGRAFOS EM PRESENÇA DE DIVERSOS AUTORES

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ENTRE OS MORROS DA MINHA INFÂNCIA Um livro de Jacqueline Aisenman
Entre os Morros da Minha Infância está à venda com renda cem por cento rever da ao Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus dos Passos de Laguna, Santa Catarina. Encontre aqui: Hospital de Caridade Senhor Bom Jesus Passos R. Osvaldo Aranha, 280, Centro Cep: 88790-000, Laguna SC Fones: Central telefônica: (0xx)48 3646-0522 / DPVAT: (0xx) 48 3646-1237 / Fax: (0xx)48 3644-0728 h p://www.hospitallaguna.com.br/
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Letícia Wierzchowski

'''Letícia Wierzchowski''' (Porto Alegre, 1972) é uma escritora brasileira. Sua obra mais conhecida é A casa das sete mulheres. Abandonou o curso de arquitetura, para se dedicar às letras, mas desempenhou outras atividades antes de publicar seu primeiro romance. Foi proprietária de uma confecção de roupas e trabalhou no escritório de construção civil de seu pai. Neste último emprego, começou a escrever ficção e tomou gosto. Seu romance de estreia, publicado em 1998 e relançado em 2001, ''O anjo e o resto de nós'', conta a saga da família Flores, ambientada no início do século XX no interior do Rio Grande do Sul. A escritora gaúcha Martha Medeiros sugeriu a leitura do primeiro romance de Letícia a um amigo paulistano de naturalidade gaúcha e descendente, como Letícia, de poloneses . O publicitário Marcelo Pires gostou tanto do livro que enviou, em dezembro de 1998, um e-mail à autora e ambos passaram a se corresponder regularmente pela rede. Menos de um ano após a primeira mensagem, em 17 de setembro de 1999, Letícia e Marcelo casaram-se. Para distribuir aos convidados da cerimônia, publicaram um pequeno livro contendo uma seleção das mensagens trocadas entre eles. Mas um dos participantes da festa, o editor Ivan Pinheiro Machado, da LP&M, acreditou que o livro poderia fazer sucesso e lançou uma edição comercial. Nascia assim, em 1999, o livro ''Eu@teamo.com.br'', que teve suas duas edições rapidamente esgotadas. O grande sucesso literário de Letícia viria com o romance ''A casa das sete mulheres'', adaptado pela Rede Globo numa minissérie que foi ao ar em 2003 e reexibida em 2006. Instada por seus editores a escrever uma continuação da saga das sete mulheres gaúchas durante a Revolução Farroupilha, recusou-se de início, pois tinha outros projetos literários. No entanto, acabou cedendo às pressões e lançou ''Um farol no pampa'', em que retoma a vida dos personagens d’''A casa''. Lançou em 2006 seu décima primeira obra, ''Uma ponte para Terebin'',em que narra a história de seu avô polonês. Ao mesmo tempo trabalha, em parceria com Tabajara Ruas, no roteiro cinematográfico de ''O Continente'', baseado na obra de Érico Veríssimo .
Fonte: http://cubano.ws/

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ENTRE QUATRO PAREDES OBRA DE JANIA SOUZA PUBLICADA PELA CORPOS EDITORA DO PORTO/PORTUGAL

A Corpos Editora de propriedade do poeta Ex-Ricardo dePinho Teixeira, empreendedor literário da cidade do Porto em Portugal, lançou em solo luso a obra "ENTRE QUATRO PAREDES", quarto livro de autoria de Jania Souza e terceiro na categoria poema. Jania Souza par cipou de seleção em 2009 e, como estava envolvida com o lançamento de seus livros Fórum Ín mo e Magnólia, a besourinha perfumada publicados no Brasil pela Editora Alcance no Rio Grande do Sul e em Natal/RN, na mesma ocasião, não viu o e-mail do concurso comunicando sua seleção. Em junho de 2010, ao rever sua caixa de e-mail para atualizar, encontrou a comunicação e, rapidamente, contatou a editora para saber se a mesma ainda estava interessada em produzi-la, pois o prazo para publicação do prêmio seria em janeiro de 2010. Foi atendida com muita gen leza e respeito profissional, sendo rea vada as negociações além mar. E, um ano após o primeiro cronograma, a obra foi lançada neste mês de janeiro de 2011. Encontra-se a venda na Livraria e Café da Corpos na cidade do Porto e no endereço eletrônico a seguir. ENTRE QUATRO PAREDES será lançado brevemente em Natal para que a autora possa compar lhar sua nova obra com o público po guar. Quem for à cidade do Porto, pode deliciar-se com a programação da Corpos Livraria e Café, que tem tudo a ver com nossas livrarias envolvidas com programação lítero cultural, como a Livraria Siciliano do Shopping Midway Mall. Corpos Livraria/Café Aberto de 2ª a 6ª Entre as 15H e as 20H. Rua do Almada, 253, 2º andar, sala 23 4050-032 Porto/ Portugal
No nosso espaço pode encontrar todos os tulo editados pela corposeditora, Worldar riends editora e editora Egoiste. Pode também encomendar livros via telefone: 220939062 Estamos disponíveis para a vidades: -Sessões de Poesia -Apresentações -Exposições de Pintura e Fotografia -Exibição de cinema de autor Visite-nos!" 88

VII PRÊMIO LITERÁRIO VALDECK ALMEIDA DE receberão um exemplar gratuitamente. Os demais poJESUS – CRÔNICAS EDIÇÃO EM HOMENAGEM A ESCRITORES BAIANOS 1 - O Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus visa dem receber, a critério da organização do evento e da disponibilidade de recursos financeiros. MODELO DE FICHA DE INSCRIÇÃO:

estimular novas produções literárias e é dirigido a can- Paulo Pereira dos Santos didatos de qualquer nacionalidade, residentes no Brasil ou no exterior, desde que seus trabalhos sejam escritos em língua portuguesa. 35985-999 – Portão Rua Santo André, 40 – Edf. Pedra – Apt. 201

2 – As inscrições acontecem de 01 de janeiro a até 30 Belo Horizonte-MG de novembro, através do e-mail val- (31) 3366-9988, 8877-8999 Modelo de minibiografia:

deck2007@gmail.com (CRÔNICAS de até 20 linhas, minibiografia de até cinco, endereço completo, com

CEP e fone de contato, com DDD). Os textos devem vir Paulo Pereira dos Santos é natural de Santana-PB. EsDENTRO do corpo do e-mail. Inscrições incompletas critor, poeta e jornalista, tem dois livros publicados: serão desclassificadas. Vale a data de postagem no e- “Antes de tudo” e “Até amanhã”. Paticipa de cinco anmail. NÃO SERÃO ACEITAS INSCRIÇÕES PELOS COR- tologias de poesias. Graduado em comunicação social. REIOS. 3 - A crônica deve ser inédita, versando sobre qualquer tema (exceto apologia ao uso de drogas, conteú- Projeto publicado no site do PNLL do Ministério da Culdo racista, preconceituoso, propaganda política ou in- tura tolerância religiosa ou de culto). Terão preferências os Lançamentos: textos sobre escritores baianos da contemporaneidade. 1ª Antologia: Bienal do Livro da Bahia, em abril/2005 Entende-se como escritores contemporâneos aqueles E 2007. cuja obra ainda não foi lançada por grandes editoras e que não são conhecidos do grande público. Cada autor 2ª Antologia: III Corredor Literário da Paulista, em responderá perante a lei por plágio, cópia indevida ou outubro/2007. outro crime relacionado ao direito autoral. A inscrição implica concordância com o regulamento e cessão dos direitos autorais apenas para a primeira edição do livro. 4ª Antologia: Bienal do Livro do Rio de Janeiro, em 4 - Uma equipe de escritores faz a seleção de apenas um texto por autor. A premiação é a publicação do texto selecionado em livro, em até seis meses do encerramento das inscrições. Os escritores selecionados devem criar um blog gratuito, após a divulgação do 5ª Antologia: Bienal do Livro de São Paulo, em 21.08.2010. setembro de 2009 e no Espaço Castro Alves, num grande shopping da Bahia. 3ª Antologia: Na 20ª Bienal do Livro de São Paulo e na 3ª Feira do Livro de Sergipe, em 2008 e na 9ª Bienal do Livro da Bahia; Menção honrosa em diversos concursos de poesia, tem dois livros no prelo e pretende lançá-los em 2012.

resultado do concurso, para dar visibilidade ao traba- MAIS INFORMAÇÕES: VALDECK ALMEIDA DE JESUS lho de todos os participantes. Os casos omissos serão decididos soberanamente pela equipe promotora. E-MAIL: VALDECK2007@GMAIL.COM 5 - O autor que desejar adquirir exemplares do livro deverá fazê-lo diretamente com a editora ou com o Site do Organizador: WWW.GALINHAPULANDO.COM organizador do prêmio. Os primeiros dez classificados TEL: (71) 8805-4708

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Pela culinarista Geraldine Medeiros

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