DIREITO ADMINISTRATIVO - HÉRCULES NOÇÕES INICIAIS 1) NORMAS JURÍDICAS: é o conjunto de regras que regem as relações jurídicas entre as pessoas

(naturais e jurídicas) no seio da sociedade; e as relações dessas para com o Estado. 2) PRINCÍPIOS JURÍDICOS: são disposições que se espalham sobre as normas com a função de integrálas, dar-lhes coesão, atá-las e servir como elemento de interpretação das mesmas. EX.: Princípio da isonomia aristotélica (art 5o CAPUT, I) → tratar os diferentes diferentemente e os iguais igualmente; Princípio da legalidade (art 5o, II e CAPUT). 3) ESTADO: I) CONCEITO: é a nação política e juridicamente organizada, composta de povo, território e governo soberano. II) ELEMENTOS: i. POVO (elemento humano); ii. TERRITÓRIO (elemento físico, geográfico ou espacial); iii. GOVERNO SOBERANO OU SOBERANIA (elemento político). III) PODERES DO ESTADO (FUNÇÕES)  O PODER DO ESTADO É UNO E INDIVÍSÍVEL. O QUE É DIVISÍVEL SÃO AS FUNÇÕES. i. SÃO POLÍTICOS (ART 2 CF/88): LEGISLATIVO, EXECUTIVO e JUDICIÁRIO; → diferem dos poderes administrativos, que são operacionais e instrumentais (vinculado, discricionário, normativo-regulamentar, hierárquico e delegado). II. SÃO IMANENTES, ORGÃNICOS; III. SÃO INDEPENDENTES E HARMÔNICOS ENTRE SI; iv. PRINCÍPIO DOS “FREIOS E CONTRA-PESOS”
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1) PODER EXECUTIVO A. FUNÇÃO TÍPICA: gerenciar a coisa pública, buscando atingir ou alcançar o interesse público e o bem comum. B. ATIVIDADES ATÍPICAS: i. atípica normativa: - edição de medidas provisória pelo chefe do executivo (art 62): presidente; governadores do DF e de estados e prefeitos de municípios. Estes 3 últimos, apenas se previstos na constituição do estado ou na lei orgânica do DF ou município; - edição de leis delegadas; - edição de decretos. ii. atípica “judicialiforme”: no julgamento dos processos administrativos pelas autoridades competentes. (julgamento não jurisdicional – não faz coisa julgada) • MINISTÉRIO PÚBLICO DA UNIÃO (MPU) AUTONOMIAS • FUNÇÃO: órgão essencial à função o Funcional; jurisdicional do ESTADO. o Administrativa; • ATRELADO ao EXECUTIVO. o Orçamentária; • NÃO é subordinado hierarquicamente. o Financeira. TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO (TCU) FUNÇÕES • ATRELADO ao LEGISLATIVO. o Fiscalização contábil, patrimonial, • NÃO é subordinado hierarquicamente. financeira e administrativa dos órgãos da administração indireta.
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2) PODER LEGISLATIVO. a. FUNÇÃO TÍPICA: criar normas jurídicas, LEGISLAR; também, FISCALIZAR as atividades contábeis, patrimoniais, financeiras e administrativas dos órgãos e entidades da administração pública. B. ATIVIDADES ATÍPICAS: i) Atípica administrativa: nomear, conceder férias, licenças, etc; licitar, assinar contratos administrativos. ii) Atípica judiciária: ao julgar certas autoridades no cometimento de crime de responsabilidade. (pode ser julgamento com jurisdição – faz coisa julgada) OBS.: Ministro de estado é julgado no STF. Pode ser julgado no SENADO se em conexão com o presidente ou vice-presidente. 3) PODER JUDICIÁRIO a. FUNÇÃO TÍPICA: SOLUCIONAR OS CONFLITOS de interesses, aplicando, distribuindo e criando o direito nos casos em concreto, ou seja, aplicar a TUTELA JURISDICIONAL. (julgamento com jurisdição – faz coisa julgada  princípio de unidade de jurisdição) B. ATIVIDADES ATÍPICAS: i) Atípica normativa: ao elaborar seus regimentos internos. ii) Atípica administrativa: ao licitar, celebrar contratos administrativos, nomear, exonerar, conceder férias, afastamentos, licenças dos seus funcionários. OBSERVAÇÃO FINAL: 1) FORMA DE ESTADO: A – CONCEITO: refere-se à forma em que é exercido o poder político na sociedade. Poder político: é a potestade (poder) que possui a entidade político-jurídica de elaborar suas próprias normas jurídicas e auto organizar-se. B – CLASSIFICAÇÃO: 1. UNITÁRIO: também chamado CENTRALIZADO, possui uma única fonte de onde emana poder político. Ex.: URUGUAI, FRANÇA, CUBA. 2. COMPOSTO: também chamado DESCENTRALIZADO, possui mais de uma fonte de onde emana poder político. FEDERAÇÃO Os estados membros são dotados de parcela de poder denominada autonomia para auto organizar-se. • POLÍTICA • TRIBUTÁRIA • ADMINISTRA • ORÇAMENTÁRI TIVA A Os estados membros encontram-se unidos por vínculo indissolúvel. CONFEDERAÇÃO Os estados membros são dotados de parcela de poder denominada soberania.

Os estados membros encontram-se unidos por vínculo dissolúvel (Tratado Internacional).

2) GOVERNO (É APENAS UM ELEMENTO DO ESTADO) A – CONCEITO: refere-se à expressão política de comando, à manutenção da ordem política vigente e à determinação do destino político da nação. B – FORMA DE GOVERNO: REPÚBLICA MONARQUIA - possibilidade de responsabilização dos - impossibilidade de responsabilização dos governantes. Presidente julgado no SF. governantes. - temporariedade no exercício do poder. - vitaliciedade no exercício do poder. - eletividade na escolha dos governantes. - hereditariedade ou comando divino na escolha dos governantes. OBS.: República: Tipo de Governo Federação: Tipo de Estado.
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: consiste no complexo de atividades realizadas pelo Estado e voltadas para a satisfação das necessidades públicas de modo concreto e imediato. Estado de Sítio: 1) insuficiência do Estado de Defesa. §2°)  Contas de Governo do TCU  CMO (aprecia)  CN (julga)  Contas de Administração  próprio TCU (aprecia e julga) 4 . instituições e agentes públicos que realizam a atividade administrativa do Estado. FORMA DE GOVERNO (REPUBLICANO) III. irregulares. regulares c/ ressalvas) LRF (Art 56. C – REGIME DE GOVERNO: PRESIDENCIALISMO OBS. 2) grave comoção interna ou grave calamidade natural. 143. OBS.: MATÉRIA DE CONSTITUIÇÃO: I.P. DIREITOS E GARANTIAS INDIVIDUAIS. 4) ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A. chefe de governo e chefe da administração pública. CONCEITO GENÉRICO: consiste no complexo de órgãos. C.Estado de Defesa: 1) caos. por força de dispositivo constitucional. entidades e agentes pré-ordenados a realizarem a atividade administrativa do Estado e a por em prática as políticas de governo. PÚBLICA (AGENTES PÚBLICOS) Governo Contas  TCU aprecia  “parecer prévio” separados para cada poder  CN julga  CMO (Art 166. acumula também as funções de chefe das forças armadas.: refere-se ao grande complexo de órgãos.P. NOTAS.: O chefe do executivo. No Brasil. Art. FORMA DE AQUISIÇÃO E PERDA DO PODER POLÍTICO IV. §1°) aprecia c/ “parecer” Administração  TCU julga (regulares. acumula as funções de chefe de estado. ASPECTO SUBJETIVO (FORMAL) DA A. 2) iminência de invasão ou guerra. FORMA E ESTRUTURA DO ESTADO II. ÓRGÃOS + ENTIDADES + AGENTES → Atividades administrativas do Estado (SUBJETIVO) (OBJETIVO) B.: ASPECTO OBJETIVO FUNÇÃO LEGISLATIVA FUNÇÃO EXECUTIVA FUNÇÃO JUDICIÁRIA ESSENCIAIS À JUSTIÇA SERVIDOR PÚBLICO FOMENTO PODER DE POLÍCIA INTERVENÇÃO ADMINISTRATIVA GOVERNO ASPECTO SUBJETIVO PODER LEGISLATIVO PODER EXECUTIVO PODER JUDICIÁRIO MPU ÓRGÃOS ENTIDADES ADM. inoperância de instituição constitucional. ASPECTO OBJETIVO (MATERIAL) DA A. presidente da república.

nem competência. CENTRALIZAÇÃO ART 18 CF/88 DESCENTRALIZAÇÃO UNIÃO ESTADOS DIST. CARACTERÍSTICAS COMUNS DAS ENTIDADES PÚBLICAS: 1) Todas têm patrimônio e denominação (personalidade) próprias. 3) É titular de direitos e obrigações CARACTERÍSTICAS COMUNS DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS 1) integra a entidade 2) não é titular de direitos e obrigações 3) pode TER.não cria pessoa. . Na prática. 5 . quer os órgãos da administração direta e as autarquias e fundações públicas podem arregimentar trabalhadores por regime híbrido: Lei 8112/90 e CLT.C. direitos e obrigações.realizam atividades típicas de Estado ADMINISTRAÇÃO DIRETA ou CENTRALIZADA DESCENTRALIZAÇÃO: fenômeno administrativo que consiste na distribuição de competências da entidade político-jurídica para uma outra entidade personificada. excepcionalmente.: ORGANIZAÇÃO DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .possui personalidade jurídica .1.não possui personalidade jurídica . DESCONCENTRAÇÃO: fenômeno administrativo que consiste na distribuição interna de competências da entidade político-jurídica.pessoas jurídicas de direito público interno ou pessoas político-jurídicas. FEDERAL MUNICÍPIOS DESCONCENTRAÇÃO ENTIDADES PÚBLICAS ÓRGÃOS PÚBLICOS . Nota: atualmente. isso quase não acontece por conveniência e oportunidade. Ela mesma realiza a administração. 2) Vedação constitucional para acumulação de cargos públicos.realizam atividades atípicas de Estado ADMINISTRAÇÃO INDIRETA ou DESCENTRALIZADA .

Banco do Brasil. ANEEL. ANTAQ. SERPRO. Bancos Estaduais. 5 – art 173 §2o CF/88: As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado (excetuam-se aqui. Ag. FNS. BACEN. 6 . EMBRAPA.627/STF: à partir deste mandado. 2 – será cartório ou junta comercial dependendo da FORMA escolhida para a Empresa Pública. CEF. Eletronorte. RADIOBRÁS. 3 – Direito Público  Autarquia Fundacional (espécies de autarquia  efeitos jurisdicionais) / Direito Privado  depende de regulamentação.2 Autorizada por lei.ENTIDADES PÚBLICAS Características Criação Entidade Finalidade Natureza Jurídica Regime Jurídico dos Trabalhadores 1) Lei 8112/90 2) Dec 5452/43 (CLT) Bens Públicos Penhoráveis Pagam Tributos? Licitam? Exemplos EMBRATUR. CVM. CNEM. PETROBRÁS. CNPQ. necessita-se do registro de pessoa jurídica para que a criação seja aperfeiçoada. Caixa Econômica SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA Direito Privado Dec 5452/43 (CLT) NÃO 4 SIM SIM 5 SIM 6 CAESB. criada por lei (pública) ou SOCIAL registro em cartório (privada) Autorizada por SOCIAL lei. ANATEL) UnB. INSS. USP. INFRAERO. IPEA AUTARQUIAS Criada por Lei específica Administrativa Direito público SIM NÃO NÃO SIM FUNDAÇÕES PÚBLICAS EMPRESAS PÚBLICAS Autorizada por lei. 4 – Mandado de Segurança no 23. os bens dessas entidades passaram a ser Particulares Penhoráveis. BRB. IBGE. aquelas que apenas prestam serviços de utilidade pública com fins sociais). FUNAI. ANVISA. METRÔ.ANA. Reguladoras (ANP. ENAP. 1 – além da lei autorizativa. criada por estatuto registrado em cartório ou junta FINANCEIRA comercial 1. CEB. Ordens e Conselhos. 6 – possibilidade de criação de regime jurídico próprio (diferente da Lei 8666/93). FIOCRUZ. criada por estatuto registrado em junta comercial 1 SOCIAL FINANCEIRA Direito público 2 Direito privado 2 1) Lei 8112/90 2) Dec 5452/43 (CLT) SIM NÃO NÃO SIM Direito Privado Dec 5452/43 (CLT) NÃO 4 SIM SIM 5 SIM 6 ECT. ANTT.

Obs2.: No confronto entre a CF antiga e a nova. eleitoral e de falências e concordatas respectivamente. I). minudencia a lei (não é autônomo). Medidas Provisórias f. e o da sociedade de economia mista é majoritariamente (as ações nominativas com direito a voto pertencem ao Estado. pode ser editado pelo presidente da república nos seguintes casos. 2 – reordenar a administração pública. desde que a obrigação seja acessória à obrigação principal. B – DECRETO EXECUTIVO: ato executivo específico para determinadas situações jurídicas (ex. . 2) Há decretos-lei vigentes. É ato administrativo. 3) 2 cargos de saúde (profissão regulamentada). eleitorais e nos casos de falência e concordata. 4) 1 magistrado + 1 magistério (nível superior). lei no 6404/76. em que são julgadas na justiça do trabalho. a antiga é banida. pois foram recepcionados pelo ordenamento constitucional atual. não cria direitos e obrigações novos. como regra. Exceção: O decreto regulamentar pode criar obrigação não prevista na lei. NOTAS: Diferenças elementares entre EMPRESAS PÚBLICAS e as SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA: 1) QUANTO À FORMAÇÃO DE CAPITAL: o capital social das empresas públicas é de 100% público.se matéria regida por lei ordinária → força de lei ordinária . 2) 1 cargo de professor + 1 técnico e ou científico. criava direitos e obrigações na ordem jurídica por si mesmo CFantiga X CFnova (banida) . VI CF88). Decreto Legislativo d. Emenda à CF b. Nota: os seus empregados devem se submeter à concurso público de provas ou provas e títulos e sobre eles incide as hipóteses de não acumulação de cargos públicos.: Os Decretos-Lei na nova CF não são mais autônomos. Resolução das Casas Legislativas e. 3) Existem 3 tipos de decreto: A – DECRETO REGULAMENTAR: regulamenta.NOTAS: 1) CF/1969 a. LEI COMPLEMENTAR A CF exige Coro de aprovação: maioria absoluta LEI ORDINÁRIA A CF não exige Coro de aprovação: maioria simples Hoje. pela JUSTIÇA FEDERAL (art 109. Leis e Decretos-Lei da antiga constituição* * Qual a força do Decreto-Lei na nova CF: . HIPÓTESES DE ACUMULAÇÃO DE CARGOS PÚBLICOS: 1) 2 cargos de professor. desapropriação). C – DECRETO AUTÔNOMO: de natureza autônoma. 1 – extinguir cargos públicos vagos. Leis (Legislativo) b. Decreto-Lei (Presidente) – natureza autônoma. As EMPRESAS PÚBLICAS. Em outros países pode ocorrer a desconstitucionalização.se matéria regida por lei complementar → força de lei complementar Obs1. quando não importar aumento de despesa (art. É fruto da EC no. com exceção das causas trabalhistas. 5) 1 membro do MP + 1 magistério. 84. no mínimo 50% +1).: 1) não se edita decretos-lei. 32. 2) FORO PROCESSUAL: as SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA municipais. Leis: i – complementar ii – ordinárias iii – delegadas c. explica.desconstitucionalização (não existe no Brasil) x 2) CF/1988 a. estaduais e federais são processadas e julgadas na JUSTIÇA COMUM.

Ex. mesário eleitoral. ART 127 CF: MEMBROS DO MP → Promotores de Justiça → Procuradores da República └ Procurador Geral da República MEMBROS DO JUDICIÁRIO: . pois são tidos como representantes do poder.: AGENTES PÚBLICOS A – CONCEITO: são todas as pessoas que participam de maneira permanente. na realização das atividades administrativas do Estado. analistas legislativos.: delegados das polícias civil e federal.: AGENTES HONORÍFICOS: são as pessoas dotadas de condição cívica homogênea ou de honorabilidade ou possuidoras de capacitação técnico-profissional e convocadas à realizar atividades administrativas do Estado de maneira temporária. ministros dos tribunais.: o professor Hely Lopes Meirelles considera também os juízes de direito e promotores de justiça como agentes políticos. Subdividem-se em: . 2) Autarquias. Não possuem vínculo empregatício ou estatutário. etc. O esquema apenas serve como referência processual e de emissão de declarações. a regime jurídico próprio.DESEMBARGADORES B.: AGENTES ADMINISTRATIVOS: são todas as pessoas que se vinculam ao Estado com ânimo de definitividade. LOMAN). membros da comissão de julgamento. federais.: AGENTES POLÍTICOS: são os ocupantes dos mais altos escalões das esferas de governo e que exercem funções constitucionais. . B – CLASSIFICAÇÃO: B.: . prefeitos de estado e município. Obs. . vereadores.: presidente da república e ministros de estados e municípios. deputados.MINISTROS . consultores legislativo. precária ou provisória ou acidental. sujeitos à hierarquia funcional.: são considerados funcionários públicos para efeitos penais (art 327 §1o). Obs. não estão submetidos à regime estatutário ou celetista (exceções: LOMP. . juiz de paz (recebe pró-labore). .respondem por crimes funcionais e de responsabilidade. Ex. ART 92 CF/88 – Estrutura do Poder Judiciário EC no 45 STJ Tribunal de Alçada STF TST TRF TRT Juízes do Trabalho TSF TRE STM Tribunais Militares TJs Juízes de Direito Juízes Federais Juízes Eleitorais Juízes Militares Nota.pode ocupar cargo eletivo ou não (ex.2. . Não é posição majoritária da doutrina. precária. 3) Fundações públicas. comissário de menores.2. Via de regra não remunerados. juízes de direito. Ex. salvo em casos de dolo e má-fé.1. membros da carreira diplomática.JUIZ .: jurado do tribunal do júri.: Os órgãos acima não estão hierarquizados.MILITARES COMPOSIÇÃO DO ESTADO: 1) Órgãos da administração direta dos 3 poderes e nas 4 esferas de governo.SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS. B. etc podem ser promovidos).C.não são responsabilizados civilmente por seus atos. Obs.3. quer por ato jurídico ou de ordem técnica ou material.via de regra. com remuneração e respondem por crimes funcionais como funcionários públicos (possuem vínculo laboral). governadores de estado e município. secretários de estados e município.

B – CLASSIFICAÇÃO a) QUANTO À POSIÇÃO FUNCIONAL: 1) INDEPENDENTES: são todos aqueles localizados na cúpula dos respectivos poderes. mas de acordo com as normas determinadas pelo poder público e sob fiscalização constante do poder delegante. B. Nota. * sempre que prestarem serviços de utilidade pública.4.: Adido político. Ex.: não são dotadas de personalidade jurídica e. financeira e patrimonial também dos órgãos independentes do executivo e do judiciário. telefone. etc)*. C. . São os órgãos independentes e os autônomos (para a defesa de suas prerrogativas funcionais). não possuem capacidade postulatória (litigar em juízo).: 1) as pessoas físicas que exercem funções delegadas respondem como funcionários públicos para fins penais (art 327 CP). Permissionárias (vans)*.: TCU → atrelado ao LEGISLATIVO administrativamente (integra a estrutura do Legislativo).seus agentes representativos são agentes políticos. são remunerados. sob risco próprio. Senado. Em geral. indireta) são considerados por Celso Antônio Bandeira de Mello. Presidência da república.3. feixes de atribuição para a realização de atividade administrativa do Estado de forma CENTRALIZADA. Mas há exceções: alguns são dotados de capacidade postulatória. 2) os concessionários e permissionários realizam contratos de colaboração. Câmara Legislativa do DF. como regra. Ex.: AGENTES CREDENCIADOS: são os que recebem uma incumbência da administração pública para representá-la em determinado ato ou prática (missões internas ou externas de natureza política. o Estado pode entrar com ajuda subsidiária se a empresa não conseguir prestar contas. Obs. MPU → atrelado ao EXECUTIVO administrativamente (não integra a estrutura do Executivo). . as responsabilidades decorrentes das suas atividades são atribuídas à entidade que os criou. Se forem da adm.: ÓRGÃOS PÚBLICOS A – CONCEITO: são centros de competência. Autorizatárias*. Câmara dos Deputados. São colaboradores do Estado. prefeituras. . com auxílio dos tribunais de contas (art 71 CF). intérpretes e tradutores (quando juramentados). Caso requerido.: Concessionárias (empresas de aviação e transportes. atividade de serviço de utilidade pública e o realizam em nome próprio. mas podem desprezar a remuneração.: AGENTES DELEGADOS: são todos aqueles particulares que recebem a incumbência de executar determinada obra. por conta própria. Exemplo: Prazo para a prestação de contas do Presidente da República Início da seção Congresso Câmara dos deputados (auxiliado pelo Crime de legislativa ordinária Nacional TCU) – tomada de contas responsabilidade 15 de fevereiro de 60 dias Prazo discricionário estabelecido pela cada ano mesa da câmara. Ex. compete ao legislativo realizar a fiscalização contábil. serventuários de cartórios não estatizados.B. direta (órgãos públicos) são os AGENTES ADMINISTRATIVOS. econômica ou técnico-científica). AGENTES ECONÔMICOS. administrativa. Ex. tv. representado-os (em todas as esferas). Pela imputação.: os empregados públicos das Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista (adm. Obs.não se submetem à hierarquia ou subordinação funcional a nenhum outro órgão do mesmo poder. . Leiloeiros. governadoria dos estados e do DF.5. por preceito legal ou constitucional.submetem-se apenas ao controle constitucional de um poder pelo outro. 3) o pressuposto destes contratos é a licitação.

delegacias. c) QUANTO À ESTRUTURA: 1) SIMPLES: são aqueles constituídos por um único centro de competência. São. DPRF.: Criação de órgão público: pode ser pela constituição. DPR. corporações legislativas.2) AUTÔNOMOS: são aqueles localizados imediatamente abaixo dos órgãos de cúpula ou independentes. Visão Panorâmica: INDEPENDENTE S AUTÔNOMOS SUPERIORES SUBALTERNOS Ministério da Fazenda Secretaria da Receita Federal (INSS) Inspetoria da receita Ministério da Justiça DPF. administrações regionais. 2) COLEGIADOS (PLURIPESSOAIS): são os órgãos titularizados por mais de um agente público e atuam e decidem pela manifestação da maioria de seus membros. em regra. municipal ou distrital de saúde. . Ex. secretarias distritais. portarias (seção). Delegacias Secretaria estadual. inspetorias da receita. Nota. 4) SUBALTERNOS: são os encarregados pela execução das ATIVIDADES FIM. DPRF. via de regra. Ex. Senado Federal. Possuem autonomia financeira. Subsecretaria de vigilância sanitária.: inspetorias de saúde. com funções principais idênticas ou similares. administrativos. comando com áreas de competências específicas. Ex. Não possuem autonomia financeira. escola pública. de natureza operacional e técnica. Câmara dos Deputados. almoxarifados.: Senado. Câmara dos Deputados. governador de estado. Ex. postos de saúde. Hely Lopez Meirelles os chama de UNIPESSOAIS. técnica e administrativa.: Polícia Federal. Presidência da República. 3) SUPERIORES: são aqueles dotados de poder de direção.: portarias.: subsecretaria de vigilância sanitária.: pela teoria da imputação. secretarias municipais e estaduais. nem administrativa. por lei ou ato normativo (portaria que cria portaria). a atividade administrativa praticada pelos agentes e órgãos públicos é atribuída à pessoa político-jurídica a que estão ligados. subordinados aos independentes e autônomos. que é seu chefe e representante. DPE. tribunais judiciários. Não possuem autonomia financeira nem administrativa.: todas as chefias do executivo (presidente. secretaria da receita federal. Seus agentes são. Seus agentes são administrativos. não comportando órgãos menores incrustados na sua estrutura interna.: Ministérios. subdivisões dos órgãos autônomos. Obs. Ex. Ex. 2) COMPOSTOS: são aqueles que possuem unidades menores em sua estrutura. conselho de contribuintes. Postos de saúde Ministério da Educação Secretaria da Educação Escola pública b) QUANTO À ATUAÇÃO FUNCIONAL: 1) SINGULARES (MONOCRÁTICOS): são os titularizados por um único agente. e são subordinados diretamente a eles. Ex. DF e prefeitos de municípios).

desde que.: TEORIA DOS MOTIVOS DETERMINANTES: como regra. escrita ou verbal. Nota.Análise de mérito: 1 – oportunidade. INDELEGÁVEL.: edição de decreto regulamentar é ato administrativo exclusivo do chefe do executivo e. B) FINALIDADE: é o FIM.: no direito privado. OBJETIVO. . D) MOTIVO ou CAUSA: consiste na situação de direito ou na circunstância de fato que determina ou autoriza a realização do ato. Obs. agindo nessa condição. Obs. os atos administrativos não necessitam de MOTIVAÇÃO. no entanto. mas pode ser DELEGADA ou AVOCADA segundo a LEI. .Será DISCRICIONÁRIO quando a norma jurídica conceder ao agente que o pratica. Mas. . auto-de-infração. consistindo na observância regular de formalidades necessárias à existência ou à validade do ato. O fato pode PROCEDER do ato como pode DAR ORIGEM a esse. processo (Ato) → demolição (Fato). nulo. Obs1.: intimação. . a competência seja DELEGÁVEL. uma vez motivados. 2) Desvio de finalidade – ligar a sirene p/ chegar ao Brasas English Course. ser CONVALIDADO. No direito administrativo. liberdade mínima de quem o pratica (análise de mérito. a liberdade é exceção. vigora o princípio da liberdade das formas.é INSTRANSFERÍVEL e INDELEGÁVEL pela vontade do próprio AGENTE. ou política).é elemento VINCULADO. Ex. Pode. a administração pública fica VINCULADA aos motivos expressos. Obs2.: ATO ADMINISTRATIVO praticado por agente INCOMPETENTE será. portanto. Morte de servidor (FATO) → Autorização de Pagamento de Auxílio Funeral (ATO) 2) ELEMENTOS ou PRESSUPOSTOS ou REQUISITOS: A) Competência B) Finalidade C) Forma D) Motivo E) Objeto A) COMPETÊNCIA: consiste no poder atribuído ao agente público para realizar as atividades e funções.Será VINCULADO em situações previstas em Lei.é determinada pela LEI ou pelo REGULAMENTO DA CARREIRA. C) FORMA: é aquela prescrita. .é elemento VINCULADO. ABUSO DE PODER: 1) Excesso de Poder ou Abuso de Autoridade – chute do “Animal”. Ex.é determinada pela lei de forma explícita ou pelo ordenamento jurídico de forma implícita. Pode ser: sinalagmática. É sempre voltada para a realização do BEM COMUM e para o atingimento do INTERESSE PÚBLICO. visado pelo ato. determinada em LEI. . . via de regra.ATOS ADMINISTRATIVOS: 1) CONCEITO: toda manifestação unilateral de vontades da administração que. .: FATO ADMINISTRATIVO: consiste em toda e qualquer realização material da administração pública. 3 – justiça.: PRINCÍPIO DO PARALELISMO DAS FORMAS: a revogação ou a modificação do ato administrativo deve seguir a mesma forma do ato originário. . 2 – conveniência. .é elemento VINCULADO. tenha por fim imediato criar ou extinguir direitos e obrigações ou declarar novas situações no mundo do direito.

Exceções: a) realização da atividade administrativa no interior das residências.  Administração ou Judiciário (se provocado). pois admite prova contrária. Casos que DISPENSAM autorização judicial: 1) autorização do morador – qualquer hora do dia ou da noite. no exercício das suas funções. C – IMPERATIVIDADE: atributo que MATERIALIZA A SUPREMACIA da Administração Pública.E) OBJETO ou CONTEÚDO: consiste na criação. É pressuposto da COERCIBILIDADE (jus imperii). mesmo quando argüidos de vícios ou defeitos que os levem à nulidade. serviços e atividades sujeitos à ação do poder público. 2) INDISPONIBILIDADE do Interesse Público.Quem anula: 1) a própria Administração Pública. . modificação. coisas. 2) crime em flagrante delito – qualquer hora do dia ou da noite. pelo princípio da Inércia. Nota. LEGÍTIMO = LEGAL + MORAL + IMPESSOAL B – AUTO-EXECUTORIEDADE: atributo que autoriza a imediata e direta execução pela própria administração pública. tem de ser legal).é CONSEQUITÁRIO (conseqüência) do PRINCÍPIO DA LEGALIDADE (a Administração Pública é escrava da LEI. necessita-se ordem judicial e só pode ser realizada durante o dia (considera-se dia enquanto houver luz natural). presume-se que os atos sejam legais. pois.é RELATIVA. moral e impessoal. Sem autorização do morador.: a aplicação de penalidade. uma vez que os agentes só praticam o que a lei determina. Nota. Indenização . LEGITIMIDADE → CONSTITUIÇÃO (que diz que. além de legal.prévia. c) cobrança das multas – necessita autorização judicial. 3) ATRIBUTOS DO ATO ADMINISTRATIVO: A – PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE: é atributo que autoriza a IMEDIATA EXECUÇÃO ou OPERATIVIDADE dos atos. Não podem praticar o que a lei não proíbe). a. O excesso será punido (Abuso de poder na modalidade Excesso de Poder ou Abuso de Autoridade). . . extinção ou comprovação de situações jurídicas concernentes a pessoas. 4) desastre – qualquer hora do dia ou da noite.: LEGALIDADE → LEI.: PRINCÍPIOS GERAIS DO DIREITO PÚBLICO: 1) PREVALÊNCIA ou SUPREMACIA do Interesse Público sobre o Interesse Privado. para ser legítimo. B – MODALIDADES DE INVALIDAÇÃO: i) ANULAÇÃO: consiste na declaração de invalidade de um ato administrativo ILEGÍTIVO ou ILEGAL. . condicionado a provocação. Ex. Autoriza o emprego da força na MEDIDA DA RESISTÊNCIA do administrado. b) desapropriação – necessita processo judicial. independentemente de autorização judicial da atividade administrativa do Estado. Para ser legítimo. arrancando-o do mundo do direito. 4) INVALIDAÇÃO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS A – CONCEITO: fenômeno administrativo que consiste na extração dos efeitos do ato ou do próprio ato do mundo jurídico. manda. . 2) o Ministério Público (Poder Judiciário). ANULA-SE ATO ILEGAL ou ILEGÍTIMO. Seus agentes. tem de ser. O ônus da ilegalidade cabe a quem a alega.é elemento DISCRICIONÁRIO (salvo quando coincidir com o MOTIVO). 3) prestação de socorro – qualquer hora do dia ou da noite. justa e em dinheiro (títulos da dívida pública ou títulos da dívida ativa). só podem praticar o que a lei determina.

ii) REVOGAÇÃO: fenômeno que consiste na supressão dos efeitos de ato LEGÍTIMO. RETROAÇÃO ATO A 15/02/2005 ATO B 15/07/2005 REGRA: LEI NOVA revoga LEI VELHA que disponha sobre mesma matéria e em sentido diverso. anteriores à edição do ato anulador (ex-tunc).Efeitos: Os efeitos são RETROATIVOS. LEGAL e EFICAZ. pois não faz análise de mérito (ou análise política) destes. iii) CESSAÇÃO DOS SEUS EFEITOS (OU CUMPRIMENTOS DOS EFEITOS): ocorre nos casos de atos administrativos PRECÁRIOS ou TEMPORÁRIOS. desde que a LEI que REVOGA LEI REVOGADORA faça menção expressa em seu texto da retomada de efeitos da lei inicial revogada.Efeitos: Os efeitos são NÃO-RETROATIVOS. pois alcançam fatos pretéritos.aplicam-se aos ATOS administrativos a mesma regra de repristinação aplicada às leis. com força de lei) não é aceita no Brasil.Quem revoga: a própria Administração Pública. . REVOGA-SE ATO LEGAL E LEGÍTIMO. Ex.: a Administração Pública pode anular atos administrativos a qualquer tempo.  só a Administração. A LEI velha pode ser recepcionada pela nova constituição.: os direitos dos interessados de boa-fé serão apreciados caso a caso pelo Judiciário ou pela própria Administração Pública.. Obs3. pela própria Administração Pública.é possível REPRISTINAÇÃO de leis no ordenamento jurídico brasileiro. Pode revogar seus próprios atos administrativos. iv) DESAPARECIMENTO DO SUJEITO OU DO OBJETO: quando a pessoa jurídica ou o objeto do qual ela trata desaparece do ambiente definido. ATO NOVO revoga/anula ATO VELHO.: o poder Judiciário NÃO revoga ato administrativo oriundo do EXECUTIVO e do LEGISLATIVO. Obs1. RETROAÇÃO ATO A 15/02/2005 ATO B 15/07/2005 Obs1. Obs2. .: alvará e licenças de funcionamento concedidos a título precário. Obs2: REPRISTINAÇÃO – “ressurreição” dos efeitos da lei originária RETROAÇÃO ATO A 15/02/2004 ATO B 15/07/2004 REPRISTINAÇÃO RETROAÇÃO ATO B 15/02/2005 . pois alcançam apenas os efeitos posteriores a sua edição (ex-nunc). por não lhe ser mais CONVENIENTE.: DESCONTITUCIONALIZAÇÃO (recepção de normas de constituição anterior na nova constituição. . Não existe REPRISTINAÇÃO de CONSTITUIÇÃO. .

Os efeitos do ato originário são mantidos até a conversão. pois a NULIDADE ABSOLUTA impede a convalidação do ato. 2) se não convertida em lei. OBSERVAÇÕES ACERCA DE MEDIDA PROVISÓRIA (Art 62 CF/88): .: não editado o decreto legislativo.v) CASSAÇÃO: invalidação que ocorre quando o destinatário do ato DESCUMPRE CONDIÇÃO INICIAL necessária para o gozo da situação jurídica inicialmente a ele imputada. vi) CADUCIDADE: ocorre a retirada do ato devido à SUPERVENIÊNCIA DE NOVA NORMA JURÍDICA que torna inadmissível a situação anteriormente permitida pelo direito e outorgada ou destinatário. Obs.Quem edita: o Presidente da República. QUANDO HOUVER PREVISÃO EXPRESSA na Constituição Estadual ou na Lei Orgânica Municipal. . Obs. ABRE MÃO da fruição de direito viii) CONTRAPOSIÇÃO: ocorre quando da lavratura de ato administrativo com EFEITOS DIAMETRALMENTE OPOSTOS (contrapostos) ao do ato originário.: caducidade de alvarás e licenças devido a edição de nova lei vii) RENÚNCIA: ocorre quando o próprio destinatário subjetivo. 6) CLASSIFICAÇÃO: A) QUANTO AOS DESTINATÁRIOS .: renúncia a concessão de uso de bem público. É preceito de ordem pública.: alvará de funcionamento conferido a hotel e cassado posteriormente por passar a funcionar como casa de jogos.: confirmação das licitações e contratos do TRT de São Paulo. 3 – CONVERSÃO: consiste na SUBSTITUIÇÃO de um ato com vício na forma ou no objeto por um outro ATO MAIS ADEQUADO. Ex. 2 – CONFIRMAÇÃO: consiste no poder dado à Administração de renunciar a anulação de atos ilegais. de forma retroativa (ex-tunc) à data da edição do ato originário. Os demais chefes do executivo. os efeitos serão regidos por decreto legislativo. B – MODALIDADES: 1 – RATIFICAÇÃO: modalidade que incide sobre vício de INCOMPETÊNCIA.Efeitos: 1) 60 (sessenta) dias prorrogáveis. Ex. 5) CONVALIDAÇÃO (OU SANATÓRIA) DOS ATOS ADMINISTRATIVOS A – CONCEITO: consiste no suprimento da nulidade de atos com defeitos. Ex. ficam convalidados os efeitos da Medida Provisória já gerados no mundo jurídico. Obs. Obs.: exoneração de servidor anteriormente nomeado para cargo em comissão.: ocorre como pressuposto da SUPREMACIA DO INTERESSE PÚBLICO sobre o interesse privado. desde que a anulação provoque PREJUÍZO MAIOR ao interesse público que a MANUTENÇÃO do ATO VICIADO.: SÓ É POSSÍVEL EM CASOS DE NULIDADE RELATIVA. A ratificação é procedida pela autoridade COMPETENTE. Ex.: IMPOSSÍVEL quando a competência for INDELEGÁVEL. Ex.

prerrogativas de supremacia e império  sobrevivência do Estado e da comunidade  De utilidade pública: não essenciais. lei omissa.  Modificativo: altera situações.  De Expediente: impulsiona processos administrativos. Administrador sem liberdade. Não podem ser invalidados. outro acessório) F) QUANTO AO CONTEÚDO  Constitutivo: cria situação jurídica individual. contratantes e servidores públicos (às vezes). é crime.  Abdicativo: abre mão. (lei estabelece expressamente.  Complexos: dois ou mais órgãos  um único ato. possibilitando seu exercício. não delegáveis. Publicidade restrita a repartição. risco do prestador  regulamentação e controle do Poder Público.  Composto: dois ou mais órgãos  dois ou mais atos (um principal. Irretratável e incondicional. C) QUANTO AO OBJETO  De Império: unilateral. inexiste superioridade entre administração e administrado. B) QUANTO AO ALCANCE  Internos: restritos ao recesso das repartições administrativas. reconhecer situações preexistentes. cumprimento obrigatório. Critérios de conveniência. Estado é titular e prestador.  Alienativo: transferência de bens ou direitos de um titular a outro. sem suprimir direitos ou obrigações. Margem de liberdade. justiça e eqüidade. oportunidade.  Declaratório: visa a preservar. delegáveis (mediante remuneração). lei não estabelece conduta a ser adotada) E) QUANTO A FORMAÇÃO  Simples: um único órgão  um único ato. Podem ser invalidados.  Extintivo: extingue situação jurídica individual.  Discricionário: um dos elementos objeto ou motivo é discricionário. gratuito ou baixa remuneração. D) QUANTO AO REGRAMENTO  Vinculado (Regrado): estrito limite da lei.  De Gestão: bilateral. G) QUANTO À EFICÁCIA  Válido: autoridade competente + requisitos necessários à eficácia  Nulo: vício insanável  ex tunc  Inexistente: parece ato administrativo. . Gerais: impessoais  alcançam todos sob aquela situação de fato. SERVIÇOS PÚBLICOS: 1) CLASSIFICAÇÃO:  Públicos: essenciais. convenientes à comunidade.  Externos: atingem administrados.  Próprios do Estado: centralizados. supremacia do Poder Público.  Individuais: destinatários certos e determinados  situação particular. Efeitos após publicação oficial. mas não é  em geral.

iluminação pública. Impróprios do Estado: são os de utilidade pública. etc)  impostos  Individuais: usuário determinado. esgoto.  Industriais: produzem renda (tarifa). indiretamente ou por delegação. controle do Poder Público.  Administrativos: atender às necessidades internas da Administração. etc)  tarifa 2) REGULAMENTAÇÃO E CONTROLE: Serviço adequado = Regular + Contínuo + Eficiente + Seguro + Atual + Genérico + Cortez Princípios: permanência + generalidade + eficiência + modicidade + cortesia . água. permissão ou autorização). direta. mensurável (telefone. Estado presta direta. indiretamente ou por delegação a terceiros (concessão. conservação de vias.  Gerais: coletividade em geral (polícia.

30.normas contratuais (econômicas)  alteradas por acordo das partes. inadimplência  indenização  Rescisão  inadimplência da administração pública. lei autorizadora  indenização  Caducidade  ato unilateral. “Tarifas” Tipos: Contratual  particulares Legal  entidades autárquicas e empresas estatais. Mista Serviços Sociais Autônomos Organizações Sociais OSCIP’s Outorga Entes de Cooperação Descentralizada Delegação (particulares) “Tarifas” Concessão Permissão Autorização     Outorga Estado cria entidade Serviço transferido por LEI Transfere-se TITULARIDADE Caráter DEFINITIVO     Delegação O particular cria entidade Serviço transferido por ATO / CONTRATO Transfere-se a EXECUÇÃO Caráter TRANSITÓRIO DELEGAÇÃO: CONCESSÃO: tarifas (diretamente do usuário) . CF) Estados (art. CF) Forma concentrada ou Forma desconcentrada Prestação de Serviços Públicos Administração Indireta Fundações Públicas Autarquias Empresas Públicas Soc. Direta União (art.3) FORMAS DE PRESTAÇÃO: Centralizada Adm. 21.  Concorrência pública  Equilíbrio econômico-financeiro (garantia do concessionário) Extinção:  Reversão (Advento do termo contratual)  término do prazo  Encampação  retomada coativa (conveniência e oportunidade). Requisitos: “Intuitu Personae”:  Autorização legislativa não transferível a  Regulamentação por decreto terceiros. CF) Municípios (art.normas regulamentares  alteradas unilateralmente pelo Poder Público . De Econ. antes do fim do contrato. 25.  Anulação  ilegalidade .É intuitu personae . §§ 1º e 2º.

a menos que se altere remuneração  manutenção do equilíbrio econômico-financeiro . não se pode exigir do concessionário atividade diversa da que motivou a concessão.

. discricionário e precário  intuitu personae.serviço de táxi. segurança particular.unilateral. sem pagamento de indenização.pode ser revogada unilateralmente. despachante. sem pagamento de indenização.ent.PERMISSÃO: “Tarifas” . . precário e discricionário  intuitu personae . l) exige autorização legislativa e recursos financeiros reservados. f) não tem representante legal i) é instrumento de descentralização. CONVÊNIO CONSÓRCIO “Tarifas” Entidade Pública Entidade Pública Organizações Particulares Entidade .Controle da Administração  Risco do Permissionário (responsabilidade por danos a terceiros) └ a Administração pode responder subsidiariamente AUTORIZAÇÃO: . . c) cada um colabora conforme suas possibilidades. d) não existe vínculo contratual. . .pode ser revogada unilateralmente. f) é uma cooperação associativa.permissão condicionada (em geral transportes coletivos)  lei fixa prazo.ent. 4) CONVÊNIOS E CONSÓRCIOS: a) não é contrato. Há partícipes b) interesses coincidentes e não opostos como no contrato. não há partes. estatal . e) cada um pode denunciá-lo quando quiser.paraestatais Entidade .autarquias .interesse particular. m) não tem órgão diretivo.autarquias . estatal .ato unilateral. EXCETO quando condicionada. j) não tem forma própria.paraestatais Partícipes da mesma espécie Partícipes de espécies diferentes . g) não adquire personalidade jurídica.

: no DIREITO PRIVADO. D – PERSONALÍSSIMO: o contrato.profissional de notória capacidade técnica (Oscar Niemyer) 4 – ELEMENTOS DE DIFERENCIAÇÃO EM RELAÇÃO AOS CONTRATOS PRIVADOS . Obs.: Existe modalidade de contratação direta (sem licitação).: nos contratos do DIREITO PRIVADO. o contrato pode ser GRATUITO. .material. porém as CLÁUSULAS LEONINAS ou ABUSIVAS (exorbitantes) NÃO SÃO VÁLIDAS e podem até gerar a nulidade do contrato. celebra com particulares ou com qualquer entidade pública da própria administração.: . prevalece o PRINCÍPIO DA LIBERDADE DAS FORMAS (pode ser até mesmo verbal). Nos contratos administrativos. ADMITINDO CONTRATO GRATUITO. Obs. . NÃO SE C – COMUTATIVIDADE: consiste na prestação de COMPENSAÇÕES RECÍPROCAS e EQUIVALENTES entre as partes. Obs.CONTRATOS ADMINISTRATIVOS (Lei 8666/93) 1 – CONCEITO: Ajuste que a Administração Pública.obrigatória II – licitação dispensável (art 24) – facultativo III – inexigibilidade de licitação (art 25) Ex. que deve ser realizado na forma escrita. ACORDO DE VONTADES PELO PRÓPRIO CONTRATADO.artista consagrado (Elba Ramalho) . agindo nessa qualidade. As cláusulas exorbitantes não ferem este princípio.só a União .EC nº 08/95 – possibilidade de delegação para particular por concessão ou permissão. E – CONSENSUALIDADE: consiste no contratado. 3 – PRESSUPOSTO: realização prévia de licitação. entre a administração e o Competência exclusiva . Obs. prescrita em lei. via de regra. mas pode delegar por Lei Complementar Federal.privativamente da União. para consecução de objetivos de interesse público.fornecedor exclusivo (fornecedora de radiação ionizante) . essa característica existe igualmente. conforme disposição contratual.: no DIREITO PRIVADO. HIPÓTESES DE CONTRATAÇÃO DIRETA: I – dispensa de licitação (art 17) . nas condições PREESTABELECIDAS PELA própria ADMINISTRAÇÃO. Observações Competência privativa . é EXECUTADO Admite-se a SUBCONTRATAÇÃO. B – ONEROSIDADE: o contratado será remunerado na forma convencionada. 2 – CARACTERÍSTICAS: A – FORMALIDADE: Consiste na observância de formalidades intrínsecas (dentro dele mesmo) e extrínsecas (relativo à publicação no prazo de até 20 dias) do contrato. a forma é VINCULADA.legislar.

Cabe ao contratado apenas aceitar ou recusar. a contratante (Administração Pública) pode elaborar tais cláusulas. B – IMPOSIÇÃO DE CLÁUSULAS EXORBITANTES Nota: No Direito Administrativo. cláusulas dessa natureza não são válidas e podem gerar a nulidade do contrato. A administração já traz o contrato pronto. No Direito Privado. .A – SUPREMACIA da Administração Pública para elaborar previamente as condições iniciais do ajuste (contrato).

para consignar uma vantagem ou uma restrição à Administração Pública ou ao Contratado. lucros cessantes. AUTO-EXECUTÓRIOS e podem gerar a rescisão do contrato. mas MEDIDAS DE CAUTELA para eliminar fator de risco.. NÃO SÃO PENALIDADES. ii) Possibilidade de imposição de penalidades ao contratado pela Administração Pública. INTERVENÇÃO: fenômeno que ocorre mediante ordem escrita e fundamentada. Admite a aplicação pela Administração Pública de duas medidas externas: INTERDIÇÃO E INTERVENÇÃO.5 – CLÁUSULAS EXORBITANTES: A – CONCEITO: são as que excedem aquilo que é normal no Direito Privado. até a DECLARAÇÃO de INIDONEIDADE para licitar e contratar. É conferido ao contratado o poder de reaver perdas e danos devidos à inadimplência do Estado. Obs1. para dar continuidade à obra ou serviço. possa acompanhar a execução do contrato. supervisionando. ou seja.: Rescisão é para o Contrato Administrativo o que a Revogação é para o Ato Administrativo. que no Art 78. nem absorver responsabilidades técnicas e econômicas.: Na INTERDIÇÃO a Administração NÃO assume o controle.. exigir o implemento da obrigação devida pela Administração Pública. B – PRINCIPAIS CLÁUSULAS EXORBITANTES: i) Possibilidade de ALTERAÇÃO e de RESCISÃO de cláusulas ou do próprio contrato pela Administração. conferindo à Administração Pública a direção e o controle do contrato até a sua normalização ou rescisão. Na INTERVENÇÃO. a Administração SIM assume o controle. o contratado não poderá opor. a Administração Pública. danos emergentes (todas regidas por normas de Direito Privado). INTERDIÇÃO: fenômeno que consiste na paralisação da obra ou do serviço ou no fornecimento em desacordo com o contrato. XV trouxe limitações (até 90 dias) devido à falta de pagamento pela Administração Pública.. UNILATERALMENTE. sem retirar a autonomia do contratado. iii) Controle do Contrato: prerrogativa conferida à Administração Pública para que. v) manutenção do equilíbrio econômico-financeiro: EEEF = encargo = constante ou K remuneração . Obs2. mitigado com a edição da Lei 8666/93. se dão por análise de mérito (conveniência e oportunidade) e não por ilegitimidade ou ilegalidade. Os dois ocorrem DURANTE a execução do contrato. Nota: o referido instituto foi atenuado. Nota: não seriam validas no contrato privado. Obs3.. tendo em vista o PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE na prestação do serviço público.: os dois são SUMÁRIOS. cabendo a impetração das seguintes ações: indenização. realizará a OCUPAÇÃO PROVISÓRIA. Neste caso. da multa. podendo gerar até a nulidade desse. controlando e fiscalizando e até mesmo impondo modificações em conseqüência do interesse público. Desde a mera advertência. iv) INoponibilidade da exceção de contrato não cumprido: Ao celebrar o contrato administrativo.

fiador 2 Pode-se acionar qualquer um ou combinação .: O edital da licitação é publicado em JORNAL (DIÁRIOS OFICIAIS) DE GRANDE CIRCULAÇÃO ou IMPRENSA OFICIAL 7 – OBRIGATORIEDADE DA CONTRATAÇÃO POR TERMO DE CONTRATO: Nos casos de concorrência e tomadas de preços. além do seu registro sistemático. .ordem de cobrança Nota: Os valores da caução e da fiança não podem exceder a 5% do valor do contrato. Ex.nota de empenho de despensa. a Administração Pública pode optar por outros instrumentos. (Art 56.fiador 1 .devedor principal . Art.ordem de execução de serviço.devedor principal . 8 – GARANTIAS DE EXECUÇÃO DO CONTRATO A – CAUÇÃO EM DINHEIRO: o contratado depositará previamente em conta vinculada (só existe para essa finalidade) valor em dinheiro (admite-se título da dívida pública). Isso parte do princípio de que a Administração não pode enriquecer ilicitamente.: o contrato deve ser publicado de forma resumida no prazo de até 20 dias. 62.A equação acima pactuada inicialmente deve ser mantida durante a execução do contrato. Só não pode mexer em cláusulas econômicas ou financeiras.  mecanismo de proteção do contratado. Excepcionalmente chegam a 10% do valor do contrato nas obras de GRANDE VULTO ou de ELEVADA COMPLEXIDADE TÉCNICA.autorização de compra. obrigatoriedade de contratação por termo de contrato. que manterá cópia dos seus autógrafos. podendo a Administração acionar diretamente o contratado ou quaisquer dos fiadores ou todos ao mesmo tempo. Art 61. Obs. . parágrafo único. Pode-se rever a qualquer tempo. só altera cláusulas administrativas. §§2º e 3º) FIANÇA . 6 – INSTRUMENTOS DE FORMALIZAÇÃO DO CONTRATO a) termo de contrato: deverá ser assinado na sede da repartição interessada.: contrato de concessão de direito real de uso. Obs.avalista Aciona-se o avalista só quando esgota o devedor principal . Obs. bem como nas despensas e inexigibilidades. de forma cronológica.solidariedade de cobrança AVAL . mesmo tendo a Administração Pública o poder de rescindir ou alterar unilateralmente cláusulas administrativas do contrato. . B – FIANÇA BANCÁRIA: Não há benefício de ordem. não há obrigação de publicar.: nos demais casos. . cujos valores estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades. c) outros instrumentos: .carta contrato. Art 60.  se caso de segurança nacional. A Administração Pública não pode alterar cláusulas que mexam no equilíbrio. b) escritura pública: instrumento utilizado nos casos de direitos reais.

Art 165. Ex.000. consultoria jurídica. ii) FORÇA MAIOR: OCORRÊNCIA HUMANA. de modo surpreendente ou extraordinário. b) REGIME DE EXECUÇÃO: i) direta: pelos ÓRGÃOS da Administração Direta ou ENTIDADES da Administração Indireta. i) CASO FORTUITO: EVENTOS DA NATUREZA.: lei que proíbe importação de componentes necessários à realização material do contrato. exigindo licitação prévia. 10 – TIPOS DE CONTRATOS ADMINISTRATIVOS A – DE OBRAS PÚBLICAS: a) OBJETO: consiste na construção. Ex. Ex. mas imprevistas e imprevisíveis à época. VII. iv) FATO DA ADMINISTRAÇÃO: são ocorrências materiais não cogitadas pelas partes quando da celebração do contrato. mas preexistentes à celebração.00) C – SEGURO-GRARANTIA DE PESSOAS E BENS: destinada a cobrir indenizações decorrentes da responsabilidade objetiva do Estado (Art 71.: aviaturas. imprevista e imprevisível que incide sobre o contrato de forma REFLEXA (INDIRETA). Incidem sobre o contrato DIRETAMENTE. furto.Nos contratos de prestação de serviços. opta-se por A ou B. A parte prejudicada fica liberada dos encargos originários e o contrato deve ser revisto ou rescindido pela aplicação da Teoria da Imprevisão (Rebus Sic Stantibus). D – SEGURO-GARANTIA DA OBRIGAÇÃO CONTRATUAL: consiste numa garantia prestada por uma seguradora que se compromete em executar o contrato de seguro. autorizando a revisão do mesmo. . São supervenientes na sua manifestação. Ex. Art 6.: falta de pagamento. material de expediente. Ex. 9 – CAUSAS JUSTIFICADORAS DE INEXECUÇÃO DO CONTRATO: A – CONCEITO: são circunstâncias imprevistas e imprevisíveis. reforma e na ampliação de imóvel destinado ao público ou ao serviço público. sabotagem. C – DE FORNECIMENTO: todo aquele que consiste na compra de coisas móveis. a garantia segue a regra: ( A ou B ) + C + D . extraordinárias ou onerosas que impedem ou retardam a execução do contrato. a licitação prévia é regida tanto pela Lei 10. Ex.I.666. motivada por uma AÇÃO ou OMISSÃO DA PRÓPRIA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. inundação. elaboração de pareceres e projetos. Nos demais casos. com seus próprios meios. B – TEORIA DA IMPREVISÃO: autorizam a revisão ou a rescisão do contrato. com predominância do material sobre a atividade operativa. alagamento. mas C e D são obrigatórios. não liberação do canteiro de obras pela própria administração. Nota: para todos os contratos. tufão.00  CONCORRÊNCIA  Grande Vulto = 25 vezes esse valor (25 x R$ 1. Obedece aos princípios da padronização e economicidade. a inadimplência é responsabilidade do contratado. terrorismo. restauração de obra-de-arte. Ex. ou seja.500. iii) FATO DO PRÍNCIPE: toda DETERMINAÇÃO ESTATAL positiva ou negativa.: terremoto.520 quanto pela Lei 8. Art 6º. . Art 15. ii) indireta: por intermédio da CONTRATAÇÃO DE TERCEIROS. VIII. sob os regimes previstos no Art 6º. B – DE SERVIÇOS: consiste no ajuste administrativo que tem por objeto a prestação de uma atividade à Administração Pública. Manifestam-se durante a execução do contrato.VI. v) INTERFERÊNCIA IMPREVISTA: são ocorrências preexistentes à assinatura do contrato.: greve.: descoberta de sítio arqueológico. roubo.500. mas que surgem durante a execução dele.: treinamento e aperfeiçoamento de pessoal. §2º. §2º) Nota: O contratante de quaisquer serviços executados mediante CESSÃO DE MÃO-DE-OBRA responde SOLIDARIAMENTE com o executor pelas OBRIGAÇÕES PREVIDENCIÁRIAS.000. Acima de R$ 1.

alcançando o contratado e a Administração Pública e realizada por meio de 3 ações: indenização. c) compra de bens ou produtos. (Hely Lopes Meirelles). 2 – FINALIDADES: i) garantir a PREVALÊNCIA do INTERESSE PÚBLICO. Decorre do dano PATRIMONIAL e é regida por normas de DIREITO PRIVADO. contratação de serviços.  Será publicado na IMPRENSA OFICIAL e em JORNAL DE GRANDE CIRCULAÇÃO. previstos do Art 89 ao Art 99. alienação de bens. PENAL: incide sobre o contratado e o Agente Público responsável pela prática do delito. 4 – FASES DA LICITAÇÃO A – FASE INTERNA (COGITAÇÃO): i – DEFINIÇÃO DO OBJETO: a) construção de obra. b) contratar serviço. proibição de licitar. iii – COMPOSIÇÃO DA COMISSÃO DE LICITAÇÃO: Ocorre quando não houver comissão permanente já composta para este fim. Formada. perdas e danos e lucros cessantes. vinculado. ISONOMIA ABSOLUTA: calcada em processos objetivo de julgamento. até a declaração de inidoneidade para contratar. LICITAÇÕES (Lei 8666/93) 1 – CONCEITO: procedimento administrativo. iv – AUTORIZAÇÃO DO INÍCIO DO PROCEDIMENTO B – FASE EXTERNA I – PUBLICAÇÃO DOS INSTRUMENTOS CONVOCATÓRIOS  Edital. 3 – OBJETO: construção de obras. não necessita de decisão judicial. com antecedência mínima. iii) fazer valer o princípio constitucional da ISONOMIA (absoluta). aquisição de bens ou produtos.11 – RESPONSABILIDADE PELA INEXECUÇÃO DO CONTRATO A – RESP. d) alienar bens móveis ou imóveis. de preferência. pelo menos uma vez.  LEMBRAR: O contrato é publicado na Imprensa Oficial ou em Jornal de Grande Circulação II – RECEBIMENTO 45 dias DA DOCUMENTAÇÃO E DA PROPOSTA OU DOS TRABALHOS PRAZOS MÍNIMOS: 1 – Concurso 2 – Concorrência de Melhor Preço e Técnica e Preço . impondo um ônus ao contratado (sanção) que vai desde a mera advertência.  Serão publicados. resguardando inclusive os direitos dos possíveis contratantes. ii – VERIFICAÇÃO DE RECURSOS PARA DESPESA. mediante o qual a Administração Pública seleciona a melhor proposta para a celebração de contrato de seu interesse. A Administração Pública pode delegar a terceiros.: a imposição de penalidades administrativas é AUTO-EXECUTÓRIA. por servidores ou empregados públicos. C – RESP. ADMINISTRATIVA: decorre do DESCUMPRIMENTO DE NORMAS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA previstas em lei ou no contrato. CIVIL: consiste na reparação de possíveis DANOS perpetrados que À ADMINISTRAÇÃO ou AO CONTRATADO. multa. Obs. ii) obter o contrato mais VANTAJOSO PARA O ESTADO (Administração Pública). nem consentimento do contratado. Carta Convite ou Aviso. B – RESP.

00 Até 1.000.00 Concorrência Acima de 650.000. 2) Propostas manifestamente inexeqüíveis. VIII – ADJUDICAÇÃO Ato formal que consiste na entrega do OBJETO ao ADJUDICATÁRIO vencedor.000.00 Pregão Qualquer valor Tipos de Licitação a) melhor preço b) melhor técnica c) técnica e preço d) maior lance ou melhor oferta (somente para concessão e alienação = leilão) Lei 8666/93 Lei 10. o direito líquido e certo de preferência (ordem de mérito).500. Possui. INSS.00 Qualquer valor 1) Concorrência a.00 Tomada de Preço Até 650. demonstrem possuir os requisitos mínimos exigidos no edital.00 Acima de 1.000. Objeto: . Habilitação prévia (ou fase preliminar de habilitação) – SICAF (Sistema de Cadastro de Fornecedores) c.00 Até 150. Definição: é modalidade entre quaisquer interessados que.000. A adjudicação não gera direito líquido e certo ao adjudicatário vencedor de contratar com o Estado.30 dias 15 dias 5 dias úteis 8 dias úteis III – 1) 2) 3) 4) 1 – Concorrências outras 2 – Tomada de Preços de Melhor Técnica e Técnica e Preço 1 – Tomadas de Preço outras 2 – Leilão Convite Pregão HABILITAÇÃO DOS LICITANTES (Condições necessárias para habilitação): HABILITAÇÃO JURÍDICA – questão documental CAPACIDADE TÉCNICA CAPACIDADE ECONÔMICO-FINANCEIRA REGULARIDADE FISCAL – perante o FISCO. na fase preliminar de habilitação.000. b. 5 – MODALIDADES DE LICITAÇÃO 1) Convite 2) Tomada de Preços Em função do valor 3) Concorrência 4) Leilão Em função do objeto 5) Concurso (específico) 6) Pregão Em função do valor Tabela de Definição das Modalidades MODALIDADE COMPRA/SERVIÇO Dispensa Até 8.520/02 OBRA/SERVIÇO DE ENGENHARIA Até 15.00 Convite Até 80. no entanto. caso a Administração Pública contrate.500.000. Peculiaridades: i.000. VI – CLASSIFICAÇÃO Consiste na ordenação das propostas de acordo com a conveniência da Administração e dos critérios previstos no Edital VII – HOMOLOGAÇÃO Ato que consiste na publicação oficial da classificação dos proponentes. Ministério do Trabalho (Federal) e/ou Secretarias do Trabalho (Estadual) IV – ABERTURA DAS PROPOSTAS V – DESCLASSIFICAÇÃO Serão desclassificadas as propostas em desconformidade com o Edital: 1) Aquelas com preços exorbitantes.

. Concessão de Serviços Públicos. Alienação de imóveis e móveis acima de 650 mil v. Condução: Comissão Julgadora (3 membros) Nota: Se a contratação for feita por uma empresa pública. iii. Instrumento Convocatório: Edital e. Tipos a usar: Todos f. ii.i. PPP (Parcerias Público-Privadas) iv. Licitação Internacional d. sociedade de economia mista ou entidade qualificada como agência executiva. os valores de dispensa DOBRAM (20% do convite). Contratação de grande vulto.

Peculiaridades: i. servidor (não remunerado) ou leiloeiro (ganha até 5% do arremate). a aceitação de não cadastrados é discricionária).: Administração Pública escolhe e convida no mínimo 3. quando couber convite iii. Objeto: i. iv. cadastrados ou não. Definição: é modalidade realizada entre previamente cadastrados ou que atendam as condições para cadastramento até 3 dias antes do recebimento das propostas. venda de bens móveis inservíveis (valor total depreciado) ou semoventes (animais) até 650 mil. e. No mínimo 3 propostas válidas. Condução: Comissão Julgadora (3 membros). e. O/SE – até 150 mil) ii. penhorados ou apreendidos pela Administração. . Observação. Para previamente cadastrados (SICAF) ii. Tipos a usar: exceto maior lance ou melhor oferta.500 mil) ii. Afixará cópia do aviso em local próprio. d. Tipos a usar: maior lance (desde que igual ou maior que o da avaliação). ii. f. licitação internacional. ii. Instrumento Convocatório: Edital. licitação internacional (tem que ter cadastro de fornecedores internacionais) d. Produto apreendido após término do devido processo legal. 3) Convite a. Para contratação de pequeno vulto. Para contratação de Médio Vulto. Instrumento Convocatório: Edital. Peculiaridades: i. Peculiaridades: i. f. c. salvo limitação de fornecedores na praça. b. Objeto: i. Condução: Comissão ou Servidor. Para quem oferecer o maior lance não interior ao valor da avaliação. (na prática.2) Tomada de Preços (TP) a. b. independe do valor. Condução: Comissão Julgadora (3 membros)  nomeados por Portaria sendo que todos tem que ser servidores com 2 do quadro permanente. f. 4) Leilão a. c. que manifestem interesse até 24 horas antes da apresentação das propostas. em função do valor (C/S – até 80 mil. iii. venda de bens imóveis fruto de dação (dar p/ pagar dívida) em pagamento ou de decisão judicial (penhora de bens). Definição: é modalidade entre quaisquer interessados para venda de bens móveis inservíveis. em função do valor (C/S – até 650 mil. O/SE – até 1. Definição: é modalidade entre no mínimo 3 do ramo. d. Tipos a usar: exceto maior lance ou melhor oferta. Objeto: i. c. que inclui a afetação do bem (transferir p/ Poder Público) e posterior desafetação (quando se torna bem dominical) e avaliação por peritos. Extensivo somente a cadastrados que demonstrem interesse com até 24 horas antes do certame. afim de estender a participação a demais interessados cadastrados. b. Instrumento Convocatório: Carta Convite e.

f. Recebimento das propostas em até 8 dias. homologação. Prazo de validade das propostas será de 60 dias. . oferecimento de lances verbais (eletrônicos) e sucessivos. adjudicação e homologação iii. Objeto: i. Fase Externa: 1. 3. habilitação (INSS.000. Publicação do Aviso (Edital). Peculiaridades: i. Condução: Pregoeiro + Comissão de apoio (3 servidores). 3. Inversão das fases de habilitação e julgamento. d. composição da comissão de licitação. Fases do Pregão: i. Classifica e escolhe as melhores propostas . c. b. se não houver outro estipulado no Edital. Definição: é modalidade entre quaisquer interessados para contratação de trabalhos artísticos.000. 7. ii. definição do objeto. ii. monografias.00). Instrumento Convocatório: Edital + Regulamento. etc. em plenário. 2. 6) Pregão a. e. Aquisição ou compra do edital como condição para participar do pregão. autorização do início do procedimento). Objeto: i. 5. ii. verificação de recursos para despesa. e. 2.00  participam dos lances propostas até R$ 220. Condução: Comissão Julgadora (Servidores ou não). g. Celeridade. técnicos ou científicos. Garantia de proposta. c. Há distribuição de prêmios para os vencedores. e iv. Instrumento Convocatório: Edital + Aviso.ESCOLHA: menor proposta e as demais superiores a ela em até 10% do seu valor (ex. d. iii. Fase Interna ou Cogitação (i. Fica vedada a exigência de: 1. FGTS e Fazenda) – dispensado se cadastrado no SICAF. Tipos a usar: nenhum.o Adjudicatário vencedor não é obrigado a assinar o contrato h. Tipos a usar: menor preço. adjudicação 8. logomarca. 6. classificação das propostas em plenário O critério é único: “o de Menor Valor”. estampa de selos. Observações: i. Peculiaridades: i. Pode ser preferencial ou eletrônico. f.5) Concurso a. Definição: é modalidade realizada entre quaisquer interessados para a aquisição de bens e serviços de uso comum (encontrados facilmente no mercado ou definidos por critérios objetivos). menor proposta: R$ 200. exceto obra. . projetos arquitônicos. 4. serviços de engenharia e alienação em geral. b.

Venda a outro ente (órgão ou entidade) da própria Adm. concessão. Procedimentos de legitimação de posse 2) Bens móveis: a. Pública. 7) Os Estados Membros podem criar Normas Específicas sobre licitação e contrato. O instrumento de delegação é Lei Complementar Federal. e. b. e. d. lei 8666/93) . Venda de títulos. Alienação. Pública. Dação b. . 4) CADASTRAMENTO é conseqüência de dois princípios: PRECAUÇÃO e ECONOMICIDADE. Uso Comum do Povo – qualquer um pode fazer uso. Venda de ações. Pública. somente entre entes (órgão ou entidade ) da Adm. Bem Dominical ou Dominial – bem público desafetado e pronto para ser alienado. 3) Os valores de licitação podem ser alterados por nova lei ou até ato normativo do executivo. Doação. d. Permuta – casos de finalidade precípua da Adm. c. c. Pública. CF88) 6) A lei 8666/93 é híbrida – nacional (se estende por todo o território nacional) e federal (atinge a União). pode menos). 5) A União Legisla: para ela mesma. g. d. XXVII. Bens Penhorados. 8) BENS PÚBLICOS a. editando Leis Nacionais (Art 22. f. editando Leis Federais e para toda a república Federativa. 17.Ato vinculado – dispensa obrigatória: 1) Bens imóveis: a. somente para outro ente (órgão ou entidade ) da Adm. Permuta.OBSERVAÇÕES IMPORTANTES SOBRE LICITAÇÕES: 1) Vedada a criação de novas modalidades bem como a combinação delas (somente a União pode – Art 21 CF/88). De Uso Especial – exclusivo do Poder Público. 6 – VEDAÇÃO DE LICITAÇÃO (Art. b. f. 2) Pode ser adotada Tomada de Preços quando couber Convite e a Concorrência em qualquer caso (Quem pode mais. Pública. Investidura. Dação. Venda de bens. c. Venda a outro ente (órgão ou entidade) da Adm. locação ou permissão – programas habitacionais de interesse social.

10) Acordo internacional manifestamente vantajoso ao Poder Público. em essencial: 1) Contratação de fornecedor ou representante comercial exclusivo. 7) Contratação de Entidades da Própria Administração Pública. 3) Contratação de trabalhos técnicos especializados de natureza singular com profissional de notória especialização. 8) Imóvel de finalidade precípua da Administração. Agências Executivas (até 20% do convite): a. b. pão. 2) Comemoração de artista consagrado. 16) Contratação de Organização Social.Quando houver inviabilidade de competição. lei 8666/93) . Comprometimento da Segurança Nacional (prazo improrrogável de 180 dias). FINEP. 13) Material Padronizado pelas Forças Armadas. . 25. 6) Licitação Deserta – comparecimento.  RIC e ISN 5) Licitação Fracassada – desqualificados (documentos) ou desclassificados (proposta). bem como a publicação do Diário Oficial. O/SE – até 30 mil. 11) Obras de arte e objetos históricos. 17) Prestação de serviços de forma associada – consórcio público ou convênio de cooperação. b. etc. Obs.pode ser dispensada: 1) Em função do Valor (até 10% do convite): a. Emergência. O CONTRATO administrativo é OBRIGATÓRIO se o valor da contratação estiver compreendido entre os limites de tomada de preços e concorrências. Sociedade de Economia Mista. O CONTRATO administrativo é OBRIGATÓRIO se o valor da contratação estiver compreendido entre os limites de tomada de preços e concorrências. 2) Empresa Pública. 12) Serviços de Informática internos criados para esse fim. desde que preço compatível com o mercado. 24.Ato discricionário . Grave Perturbação Interna. C/S – até 8 mil. 9) Aquisição de Produtos Perecíveis – Hortifrutigranjeiros.7 – LICITAÇÃO DISPENSÁVEL (Art. 8 – LICITAÇÃO INEXIGÍVEL (Art. lei 8666/93) .: motivação e justificação obrigatórias. C/S – até 16 mil. Calamidade Pública. O/SE – até 15 mil. 18) Bens e serviços (no País) → complexidade tecnológica + segurança nacional Obs. 4) Intervenção econômica da União. CNPq). 14) Bens destinados a pesquisa científica e tecnológica (CAPES. 3) Guerra.: motivação obrigatória. bem como a publicação no Diário Oficial. 15) Contratação de serviços de Engenharia Elétrica e Gás Natural.