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TABERNÁCULO DE MOISÉS:

AS ORIGENS DO TEMPLO DE JERUSALÉM


Este artigo procura tratar das origens do Templo de Jerusalém, considerado o símbolo da união entre os he
ção da Aliança a representação do seu contato com Deus. A edificação deste Templo teve como base as me
a Moisés no Monte Sinai, quando da entrega dos Mandamentos. Moisés edificou o Tabernáculo, um Temp
de abrigo a Lei e ao culto enquanto os hebreus vagavam pelo deserto, até que conquistassem Canaã e erigis
finitivo, no Monte Moriá em Jerusalém, tarefa que coube ao Rei Salomão.

ebido para apresentação em Sessão de Grau de Aprendiz Maçom na Aug\ e Resp\ Loj\ Simb\ "Cavaleiros d
Cornélio Procópio, filiada à GRANDE LOJA DO PARANÁ. Apresentação, ocorrida no dia 21 de Maio de

o:

go recente, tratamos das “Escolas do Pensamento Maçônico”[1], sendo que colocamos sobre as origens da
então um estudo breve sobre as citações que foram feitas pelo Ir\ Joaquim Gervásio de Figueiredo, historia
r Maç\, em sua obra "Dicionário de Maçonaria". Nesta obra, colocou-se a sobre a importância do Antigo T
para a simbologia maçônica:

igens da Ordem Maçônica se perdem nas brumas da Antigüidade. Sendo que os escritores maçônicos do sé
m sua história sem o devido espirito critico ou cientifico, baseando seus conceitos em uma crença (quase) li
a cronologia do Antigo Testamento (...)” (FIGUEIREDO: 1998, p239)

o do Antigo Testamento, destacamos a figura do Rei Salomão e do Templo de Jerusalém, primeiramente p


como essenciais ao pensamento, a compreensão e a compreensão do ideal maçônico.

de Jerusalém, foi a grande obra arquitetônica dos hebreus, símbolo do orgulho e da unidade nacionais e no
am-se as atividades pertinentes a vida religiosa e, como não poderia deixar de ser, e também a vida política
aracterísticos das sociedades do Antigo Oriente (GIORDANI: 1987, p247).

de uma forma geral atribuem uma importância extrema ao Templo de Jerusalém, em especial ao construído
ilho de Davi, Rei de Israel, confirmada esta importância por José Castellani:

emplos Maçônicos, da mesma maneira que as Igrejas, têm a sua origem no Tabenáculo Hebreu e no templo
a semelhança entre eles e as igrejas é devida ao fato de ambos serem construídos, na Idade Média e no Iníc
derna, pelo Maçons de ofício, que eram, principalmente construtores de templos, membros de associações
ciações leigas dirigidas pela Igreja. Sendo a Igreja herdeira direta do judaísmo, não é de se estranhar que seu
eados no santuário de Jerusalém

-se as duas construções religiosas hebraicas, pode-se Ter uma idéia de sua influência sobre a orientação e a
os Maçônicos (...)” (CASTELLANI: 1996, p163)

ribuições simbólicas do Templo em Jerusalém, talvez não poderiam ser todas exemplificadas neste trabalho
ja realizado em nível de Aprend\Maç\, e que apresenta como o objetivo principal e central, realizar um estu
deste Templo, sua importância para a consolidação do monoteísmo judaico e para a Simbologia Maç\. Inic
do Tabernáculo Hebraico, posteriormente utilizado como modelo por Salomão, na edificação do Templo, q
o pelo menos outras duas vezes.

ulo - O Templo Precursor:

culo Hebraico, cujo nome em grego significa Tenda (em hebraico, suká), era o santuário (mishcán) usado p
m nômades e vagavam pelo deserto após a saída do Egito. Chamado também de Tenda da Reunião, era no
ealizados os serviços religiosos, até a chegada em Canaã. O Tabernáculo era, portanto, um Templo móvel,
o e desmontado conforme as necessidades de transferência dos povos nômades. Segundo a Bíblia, Moisés r
ai as instruções para construir este Templo portátil, para a guarda da lei e que deveria acompanhar o povo d
ão (CASTEL-LANI: 1996, p163).

s do Tabernáculo, como já dito, teriam sido repassadas por Deus (Javé) diretamente a Moisés e serviram de
trução do Templo em Jerusalém, e para as demais reconstruções que se fizeram necessárias e possíveis:

Santuário consistia num templo em tenda e num único átrio circundante

tinha 30 CV de comprimento por 10 CV de largura e de altura. Na fachada, tinha 5 colunas; uma parte supe
ina caindo sobre as colunas, como se fosse um entablamento; e uma cortina de abrir e fechar, do cimo das c
ue tapava os restantes 6 CV de baixo. No interior, era dividido em 2 compartimentos: o Santo, de 20 CV de
to por 10 de largura e de altura; e o Santo do Santos, com 10 CV de comprimento, de largura e de altura. E
os Santos, havia 4 colunas e uma outra cortina dependurada do cimo ao fundo, que servia de porta.

xto: O átrio tinha 100 CV de comprimento por 50 CV de largura, e era cercado por cortinas de 5 CV de alt
espetadas no chão. A cortina da porta era a oriente e media 20 CV de largura por 5 CV de altura. Era uma
nas no meio e outras 2 a delimitá-la dos lados. As cortinas que circundavam o átrio mediam, portanto, meta
.

holocaustos era de bronze e media 5 CV de comprimento e de largura por 3 CV de altura. Não teria, portan
ampa
do as dimensões e o formato do Tabernáculo Hebraico, Castellani coloca que o mesmo era formado por um
as sobrepostas, sendo a mais interior delas o “Santo dos Santos”, onde ficava guardada a Arca da Aliança.

ção da Existência do Tabernáculo:

uito tempo a maioria dos estudiosos achavam que o Tabernáculo seria apenas uma lenda, um mito criado pe
mente incorporado a Bíblia. A confirmação de que povos do Oriente Médio utilizavam-se de Templos em f
onseguida pelo arqueólogo israelense Beno Rothenberg, que descobriu um pequeno ídolo em forma de serp
era cultuado em um santuário em forma de tenda, na região bíblica das minas de cobre, em Timna:

o a serpente de bronze, trata-se de um sinal, de forças mágicas para curar os feridos (...) até no Templo em
do a efígie de tal ídolo (...) um sábio alemão, H. Gressmann, opinou que a “serpente de bronze” bíblica deve
e dos mitannitas, como os quais os israelitas entraram em contato, em sua passagem pelo deserto.

Bíblia, os mitannitas descendiam de Quatura, mulher de Abraão (...) e Jetro, um sacerdote mitannita, era o
jas palavras e conselhos o genro ouviu e aceitou (...)Teria sido Jetro que os israelitas deviam o estranho cul

e delicada serpente, de brilho dourado, estava no tabernáculo de um santuário de tenda. Esse detalhe consti
o da descoberta, feita por Rothemberg, pois com esse achado marcou um tento arqueológico-bíblico de extr
sto que desde o século XIX críticos da Bíblia das mais diversas tendências e ‘escolas’ sempre puseram em d
daquele santuário, do tabernáculo, do qual a Bíblia fala tão explicitamente e fornece tantos detalhes (...)” (K
-169)

ontrados os buracos dos postes, e até mesmo pedaços dos tecidos dos toldos. Estes achados vieram a confirm
existência e por fim a utilização destes santuários móveis pelos povos dos desertos, para a realização de seu

s:

cabe por fim destacar em relação ao Tabernáculo de Moisés, é que suas medidas foram depois transpostas p
que o Rei Salomão conduziu no Monte Moriá, e que se transformou no símbolo da unidade judaica: o Tem

lusão é resta muitos pontos a pesquisar sobre o Tabernáculo, principalmente sobre os instrumentos e objeto
om certeza muito se encontraria em relação a Ordem Maçônica.

o a destacar, é o fato de que devido a complexidade do tema “Templo de Jerusalém”, outros artigos deveram
idade a este sobre o Tabernáculo, artigos que já estão sendo trabalhados por sinal e que em breve deverão s
os e agrupados a este em uma publicação maior.

RAFIA:

Rizzardo da; CAMINO, Odéci Schilling da. Vade Mécum do simbolismo Maçônico. São Paulo: Madras, 1

ANI, José. O Rito Escocês Antigo e Aceito: História, Doutrina e Prática. 2ª ed, Londrina: A Trolha, 1996;

Marcello Francisco. O Surgimento da Maçonaria. Brasília: Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasi

DO, Joaquim Gervásio de. Dicionário de Maçonaria. São Paulo: Editora Pensamento, 1998,

NI, Mário Curtis. História da Antiguidade Oriental. 8ª ed. Petrópolis: Vozes, 1987;

LOJA DO PARANÁ. Maçonaria: um informativo para quem não é maçom. Curitiba: Grande Loja do Para

Werner. E A Bíblia Tinha Razão. 25ª ed. São Paulo: Melhoramentos, 2000.

, Luiz. História: origens, estruturas e processos. São Paulo: Atual, 2000

S, Marcelo. História da Maçonaria: Primitiva, Operativa e Especulativa. 2ª ed. Londrina: A Trolha, 1997.