PROJETO: CAJU – COMÉRCIO ALTERNATIVO JUSTO E SOLIDÁRIO S.

A OU FAIRTRADE MINAS Comércio Justo (FAIRTRADE) é "uma parceria entre produtores e consumidores que trabalham para ultrapassar as dificuldades enfrentadas pelos primeiros, para aumentar o seu acesso ao mercado e para promover o processo de desenvolvimento sustentado. O Comércio Justo procura criar os meios e oportunidades para melhorar as condições de vida e de trabalho dos produtores, especialmente os pequenos produtores desfavorecidos. A sua missão é a de promover a equidade social, a proteção do ambiente e a segurança económica através do comércio e da promoção de campanhas de conscientização" (definição da NEWS! - Network of European World Shops, a rede européia de lojas de CJ). Dado as afinidades e sinergia das ATO’s (Alternative Trading Organizations – Organizações de Comércio Alternativo) e a RURAL MINAS, conquanto ambas busquem a valorização do trabalho no campo, o respeito ao meio ambiente e a busca do desenvolvimento sustentável, propõe a criação em Minas Gerais (pioneira no Brasil) de uma Fundação dedicada ao Comércio Justo e Solidário nas regiões rurais mais empobrecidas onde a RURAL MINAS concentra seus esforços, capacitando as cooperativas para adequação à exigências das entidades internacionais de “fairtrade” e comercializando sua produção no mercado internacional. Os recursos para financiamento da produção e comercialização no mercado internacional e investimentos requeridos serão captados por meio de fundos multi-laterais de organismos internacionais, Órgãos de fomento à produção agrícola e exportação do Governo Federal e Estadual e outros. A “CAJU – COMÉRCIO JUSTO E SOLIDARIO S.A” será formada pelas seguintes entidades: RURAL MINAS, Visão Mundial (ONG), APEX (Ministério do Desenvolvimento e Comércio), ARCO-MG (Agência Regional de Comercialização), BDMG, FAEMG (?), SEBRAE, SEPLAN-MG, Minas FairTrade S.A, INDI, Secretária de Desenvolvimento de MG, Secretaria de Agricultura A adequação da entidade deverá observar as disposições da Organização Internacional de Certificação de Comércio Justo (Fairtrade Labelling Organizations – FLO) quanto à contratação da força de trabalho, preservação do meio ambiente, educação, saúde. COMÉRCIO JUSTO : CONCEITUAÇÃO O Comércio Justo tem por objetivo reduzir a pobreza do Hemisfério Sul graças a um sistema comercial que dê aos produtores marginalizados acesso aos mercados do Hemisfério Norte. Este comércio alternativo baseia-se nas capacidades dos produtores e permite ás comunidades participarem no seu próprio desenvolvimento, satisfazendo ao mesmo tempo a procura dos consumidores do Norte. A característica do Comércio justo é a igualdade e o

respeito que professam os produtores do Sul e as importadoras, lojas de Comércio Justo, organismos de marcas e consumidores do Norte. O Comércio Justo "humaniza" o comércio ao encurtar o máximo possível a cadeia produtor-consumidor para que os consumidores tomem consciência da cultura, identidade e condições de vida dos produtores. Todos os participantes da cadeia aderem aos princípios de Comércio Justo, à necessidade de transparência nas suas relações de trabalho e à importância das atividades de sensibilização e de pressão política. Assim, os princípios do Comércio Justo são : 1. O respeito e a preocupação pelas pessoas e pelo ambiente, colocando as pessoas acima do lucro. 2. O estabelecimento de boas condições de trabalho e o pagamento de um preço justo aos produtores (um preço que cubra os custos de um rendimento digno, da proteção ambiental e da segurança econômica). 3. A abertura e transparência quanto à estrutura das organizações e todos os aspectos da sua atividade, e a informação mútua entre todos os intervenientes na cadeia comercial sobre os seus produtos e métodos de comercialização. 4. O envolvimento dos produtores, voluntários e empregados nas tomadas de decisão que os afetam. 5. A proteção e a promoção dos direitos humanos, nomeadamente os das mulheres, crianças e povos indígenas. 6. A conscientização para a situação das mulheres e dos homens enquanto produtores e comerciantes, e a promoção da igualdade de oportunidades entre os sexos. 7. A proteção do ambiente e de um desenvolvimento sustentável está subjacente a todas as atividades. 8. A promoção de um desenvolvimento sustentável, através do estabelecimento de relações comerciais estáveis e de longo prazo. 9. A promoção de atividades de informação, educação e campanhas. 10.A produção tão completa quanto possível dos produtos comercializados no país de origem. Produtos comercializados Os produtos comercializados variam do café e do chá ao papel reciclado, do cajú ao artesanato, do cacau ao vestuário, da música étnica aos jogos didáticos. Intervenientes O movimento, nascido no Norte da Europa há cerca de quarenta anos, envolve hoje mais de cinco centenas de produtores no hemisfério Sul, múltiplas organizações de exportadores e importadores e cerca de 2.500 "World Shops"

(lojas de comercialização de produtos "solidários") na Europa, onde o voluntariado coabita com a profissionalização. Apesar da falta de enquadramento institucional desta forma de cooperação, o movimento do comércio justo goza já, na generalidade dos países europeus, de um considerável grau de reconhecimento público.

Principais entidades: NEWS! - Network of European World Shops: estrutura coordenadora de 15 associações nacionais e regionais de "World Shops", oriundas de 13 países europeus; IFAT - International Federation for Alternative Trade: agrupa 120 organizações (2/3 das quais de produtores do Sul) de 47 países da Europa, América do Norte, África, Ásia e América Latina; EFTA - European Fair Trade Association: associação de importadores europeus. As "World Shops" As "World Shops", ou lojas de comércio justo, orientam a sua atividade por um conjunto de critérios. As três componentes do comércio justo são indissociáveis: as vertentes de informação/conscientização e participação em campanhas devem necessariamente acompanhar a vertente de comercialização dos produtos "solidários". Em resumo: O comércio justo proporciona aos produtores um rendimento justo pelo seu trabalho e oferece-lhes pré-financiamento ou acesso a outras formas de crédito. É transparente quanto à estrutura, margens praticadas e a todos os aspectos da sua atividade. Procura organizar o comércio da forma mais direta possível, por forma a reduzir os custos e aproximar os intervenientes. Trabalha no sentido de estabelecer um mercado seguro para os produtores e fornecelhes apoio sob a forma de formação, aconselhamento técnico, pesquisa de mercados e desenvolvimento de novos produtos. Fornece informação ao consumidor sobre os seus objetivos, a origem dos produtos, os produtores, as margens praticadas e as regras do comércio mundial. Promove os direitos humanos, das mulheres, crianças e minorias, bem como a igualdade de oportunidades entre os sexos. Procura minimizar o impacto dos métodos de produção, produtos e embalagens, por forma a garantir a sustentabilidade ambiental.

Em troca do cumprimento dos critérios de equidade e justiça estabelecidos pelas entidades certificadores, as organizações de Comércio Justo do Norte comprometem-se a:

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Dar aos produtos do Hemisfério Sul acesso ao mercado europeu, evitando o mais possível os intermediários e especuladores. Pagar um preço justo aos produtos que cubra suas necessidades vitais e os custos de produção, deixando margem para investir; Pagar adiantado parte do preço (40-50%) para que os produtores não se endividem; Manter relações de trabalho justas e assinar contratos a longo prazo com os produtores

A estes elementos fundamentais de colaboração, devem-se juntar outros aspectos. A atividade dos produtores deve ser sustentável (a nível econômico, meio-ambiental e social), as suas condições de trabalho devem ser aceitáveis, devem contribuir para o desenvolvimento da comunidade e se possível criar postos de trabalho. No caso das plantações ou fábricas, devem-se respeitar os direitos fundamentais promovidos pela Organização Internacional do Trabalho . Insiste-se muito em que o desenvolvimento de um produto de exportação não deve por em perigo a segurança alimentar da região. Além disso, os produtores devem procurar um equilíbrio nos seus esforços de penetrar no mercado local e no mercado internacional (de Comércio Justo ou outro). Promove-se a transformação na origem do produto antes da exportação, de modo a obter um rendimento mais alto e adquirir capacidades técnicas suplementares. No Norte, as organizações de Comércio Justo também adotaram outros princípios. Comprometeram-se a dar regularmente informação aos produtores sobre tendências, modas, normas de segurança e higiene para que os produtores possam adaptar os seus produtos. Financiam projetos e dão formação para reforçar a capacidade de direção dos produtores, para melhorar as técnicas de produção . Comprometeram-se a respeitar o código deontológico das ONG's européias sobre a imagem que se dá dos produtores. Outra peça chave do trabalho das organizações de Comércio Justo é a participação em campanhas de sensibilização e de pressão política para promover o Comércio Justo e a criação de uma estrutura internacional que seja de proveito para os produtores.

A UNIÃO EUROPEIA E O COMÉRCIO JUSTO O consumo de produtos orgânicos na Europa deixou de ser orientado apenas pela ideologia e se tornou um mercado organizado, regulamentado e,sobretudo, exigente quanto à origem dos produtos: não basta que sejam orgânicos; têm que ser justos. Esta é a constatação feita por Beatriz Viveiros, gerente comercial do escritório das Agências Regionais de Comercialização (Arcos) em Paris. Viveiros, que há mais de um ano faz um trabalho de prospecção e adequação de produtos naturais e sustentáveis brasileiros para o

mercado europeu, fez também outra constatação alentadora: as oportunidades são muitas; só é preciso estar atento às exigências e criar mecanismos que viabilizem o processo de exportação. "O que antes era uma ideologia, agora se tornou um mercado. Cada vez mais os importadores exigem não apenas o selo de produto orgânico, mas também o de produto socialmente justo", disse Viveiros, Campanha "Comida para Pensar" Pela soberania alimentar “O projeto fome Zero combina, de um modo novo, o emergencial com o estrutural. É preciso dar o peixe e ensinar a pescar. Ensinar a pescar é criar empregos nas regiões onde hoje existe fome e pobreza.” (discurso do Presidente Lula no lançamento do Programa Fome Zero) A fundação CAJU S.A está em consonância com o programa do Governo Federal de erradicação da fome, no sentido em que melhora a condição de vida do pequeno produtor, dando-lhe salário digno e perspectivas no sentido em que participa da cadeia produtiva. Seu principal objetivo é atuar, de um modo novo, nas questões estruturais da economia. Modo novo no sentido em que participa das regras inovadoras de uma economia justa e solidária, ditada pela dignidade humana, em contra-posição às regras da economia convencional de mercado, ditada tão somente pelo lucro.

O acesso a uma alimentação adequada é um direito humano básico. O princípio orientador dos acordos agrícolas e comerciais não pode continuar a ser a liberdade de comércio nem o interesse das multinacionais ou dos grandes blocos comerciais, mas antes a soberania alimentar - entendida como o direito de cada nação a desenvolver a capacidade de produzir alimentos para sustentar a sua população e a escolher o que produzir de acordo com a sua especificidade cultural. A soberania alimentar de uma nação implica o direito de apoiar e subsidiar a produção interna e de regular as importações.
A campanha "Comida para Pensar" - campanha sobre segurança alimentar nos países em desenvolvimento coordenada pela NEWS! - Network of European World Shops . Trata-se de uma iniciativa que visa a sensibilização da opinião pública, dos media e das instituições de decisão nacionais e européias para questões como:
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o acesso à alimentação como um direito humano básico; a ameaça à segurança alimentar e ao posicionamento dos agricultores do Sul constituída pela liberalização comercial; a necessidade de assegurar a participação dos países do Sul no processo de tomada de decisão e nas negociações da OMC;

o cancelamento dos subsídios agrícolas europeus que provocam um excesso de produção, dumping e a desestabilização da capacidade de produção de alimentos nos países em desenvolvimento.

A campanha centra-se em cinco produtos - café, açúcar, cacau, arroz e bananas -, e envolve a produção de materiais como vídeos e posters, para além, claro, de ações de lobby concertadas nos 13 países membros da rede. Considerando a importância do café, açúcar e banana na economia mineira, propõe-se que a Fundação CAJU S.A concentre-se nestes três produtos. Café O mercado em Minas Gerais O mercado internacional do café, nos últimos anos tem apresentado desequilíbrio entre os níveis ofertado e demandado, em razão do aumento de produção em diversos países e simultânea retração na demanda. A queda dos preços como conseqüência natural deste processo foi inevitável, chegando a 32,8%. O estado de Minas Gerais representa 44,4% da produção nacional, gerando cerca de 300 mil empregos.Dos cerca de r$ 30 bilhões que compõem o PIB do agronegócio mineiro, r$ 8 bilhões são oriundos do café. É um dos três produtos de maior importância para a pauta de exportações da economia mineira. As principais regiões produtoras são Sul de Minas, Triângulo Mineiro e Alto Parnaíba. Conclusão do Relatório do BDMG acerca deste setor recomenda algumas mudanças para nue essa cadeira garanta maior parcela de mercado e maior competitividade, buscando mercados alternativos como estratégia de crescimento. O mercado internacional Nos últimos anos, o preço do café tem sofrido constantes flutuações. O café, mais do que qualquer outra das culturas de que dependem os países em desenvolvimento, atrai o interesse dos investidores e especuladores, bem patente no movimento das cotações do produto na Bolsa de Nova Iorque. Desde a dissolução do Acordo do Café em 1989, o preço desta matéria-prima é um joguete nas mãos dos especuladores. Ademais, o comércio do café é restringido através de tarifas aduaneiras como as que a União Européia impõe ao café processado. Resultado: os produtores acabam por vender o café em grão verde, enquanto as mais valias originadas pela torrefação e moagem dos grãos são apropriadas por multinacionais dos países consumidores. Há cerca de 25 anos que o café é o produto mais importante nos circuitos do Comércio Justo. Centenas de milhares de produtores de café africanos e latino-americanos beneficiam hoje da intervenção do movimento. A maior parte dos produtores de pequena escala não tem uma percepção adequada dos desenvolvimentos no mercado deste produto: quer a nível local - onde dependem de intermediários - quer a nível internacional, onde o preço do mercado mundial determina o seu rendimento. O Comércio Justo oferecelhes uma alternativa, comprando-lhes diretamente o café a um preço superior

ao do mercado convencional. Os produtores vêem assim assegurado um rendimento mínimo, independente das flutuações do mercado. As organizações de Comércio Justo oferecem assistência técnica na melhoria da qualidade do produto, apoiando ainda a capacitação das organizações de produtores. O primeiro rótulo de Comércio Justo para o café foi criado em 1988, podendo atualmente ser encontrado em supermercados de catorze países europeus. Açúcar O Mercado em Minas Gerais Embora o custo de produção do Brasil seja extremamente competitivo (cerca de Us$ 180 por tonelada, enquanto na União Européia cerca de us$ 710 p/t), os subsídios praticados na Europa dificulta sua entrada. (a quota brasileira é de minguadas 23.000 ts; o excesso é tarifado em us$ 419/tonelada). Minas Gerais ocupa a 5a. posição no Brasil na cadeia de produção de açúcar, produzindo anualmente cerca de 750.000 toneladas, embora isto represente apenas 5,45% da produção nacional. O Relatório do BDMG “Minas Gerais do Século XXI”conclui que “a cadeia de cana-de-acúcar em Minas Gerais tem significativo potencial de expansão. Entretanto para que isto aconteça, o segmento rural carece de maiores incentivos no intuito de alcançar melhor nível de tecnificação e garantir maior eficiência a toda a cadeia. O fortalecimento das instituições setoriais privadas como um fator relevante para o alcance desse objetivo, uma vez que permite melhores condições de representatividade e maior poder de barganha aos seus integrantes. “ O Mercado internacional. O Comércio Justo do açúcar difere do Comércio Justo do café ou do cacau porque tem de competir com a União Européia. A UE protege a produção do açúcar de cana através da concessão de subsídios elevados aos produtores europeus e de uma forte tarifação alfandegária das importações provenientes dos países em desenvolvimento (frequentemente, a tarifa aduaneira paga por este produto ao entrar na União é superior ao valor pago aos produtores). Outro problema enfrentado pelos produtores do Sul é o fato de o açúcar ter que ser processado imediatamente após a colheita, para chegar à Europa com a qualidade requerida pela UE. Apesar destas dificuldades, há já alguns anos que as "Lojas do Mundo" vendem açúcar de cana. Desde 1991, o chocolate "justo" Mascao é produzido a partir de açúcar não refinado das Filipinas e de cacau importados pelos circuitos do Comércio Justo, sendo vendido nas "Lojas do Mundo" européias. A organização filipina de Comércio Justo Alter Trade compra a cana-de-açúcar por um preço fixado com os pequenos produtores e cooperativas da Ilha dos Negros. Aqueles deixaram de ter que procurar transporte para a cana, pois a Alter Trade recolhe-a imediatamente depois da colheita. Com os preços mais elevados pagos pelo Comércio Justo foi possível transitar gradualmente para um cultivo orgânico da cana, melhorando consideravelmente a qualidade do produto final. O rendimento mais elevado proporcionado aos cultivadores permitiu ainda investir na melhoria das técnicas utilizadas bem como em benefícios sociais para a comunidade.

Bananas O Mercado de Minas Gerais A aptidão edafoclimática encontra-se nas regiões do Triiângulo e Alto Parnaíba. Contudo, a concentração está na Região Norte (cerca de 30% do total), sendo os principais municípios: Jaíba, Gorutuba, Nova Porteirinha. O projeto Jaíba é o carro chefe da fruticultura no Norte do Estado, tendo já consumido recursos oficiais da ordem us$ 500 milhões. Entretanto, o Relatório do BDMG “Minas Gerais do Século XXI” diagnostica que o projeto: “Apresenta sérios problemas para sua consolidação, relacionados à infra-estrutura social, meio ambiente, comercialização, indefinições de modelo de gestão. Trata-se de grave problema para o setor Público, cujo equacionamento deve ser priorizado, sem o que o empreendimento permanecerá como exemplo de ineficiência no uso dos recursos Públicos. A realidade do Projeto Jaíba impõe uma reflexão sobre a incapacidade do Estado em implantar e gerir atividades produtivas no setor agropecuário”. Portanto, parceria com a iniciativa privada e outras entidades nacionais e internacionais é imprescindível. O mercado internacional As bananas são o fruto mais exportado a nível mundial. Mais de 14 milhões de toneladas são comercializadas anualmente. A maior parte provém da América Latina, onde são produzidas em grandes plantações sem respeito pelos trabalhadores e pelo ambiente. A ausência de Segurança Social, o envenenamento por e a repressão dos movimentos sindicais são alguns dos problemas enfrentados diariamente pelos trabalhadores das plantações. O abate das florestas tropicais agrava o impacto ecológico da cultura deste fruto. Quatro multinacionais dominam o comércio mundial da banana: Chiquita, Dole, Del Monte e Fyffes. Elas controlam os preços e pressionam os governos e as instituições multilaterais que regulam o comércio internacional, como a Organização Mundial do Comércio. O movimento europeu de Comércio Justo oferece não só bananas frescas como sob a forma de aperitivos e barras energéticas. Um dos grupos de produtores envolvidos é a Panay Fair Trade Centre (PFTC), das Filipinas. Os membros da cooperativa cultivam bananas de forma orgânica. A PFTC encarrega-se da colheita, fritura em óleo de coco, adição de açúcar de cana e embalagem. A organização paga mais 50% aos produtores do que os circuitos convencionais de comercialização. Oferece-lhes ainda cuidados médicos gratuitos, apoio social e um serviço educativo. A PFTC encontra-se ainda envolvida no movimento filipino dos sem-terra.

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