You are on page 1of 4

ESCOLHA DE ITINERÁRIOS

Dentre as diversas situações vulneráveis em que se pode encontrar uma Autoridade,


uma das mais críticas é durante um deslocamento a pé ou transportado, quaisquer
que sejam as precauções tomadas.

Por esta razão, o planejamento e a escolha de itinerários a serem percorridos por uma
Autoridade, merecem especial atenção por parte da Segurança com o objetivo de
evitar, dificultar ou minimizar os efeitos de uma agressão.

a) Conceito

ESCOLHA DE ITINERÁRIOS: é a decisão decorrente de um reconhecimento e


planejamento sobre o deslocamento a pé ou transportado, a ser percorrido por uma
Autoridade.

b) Aspecto a serem observados na escolha de itinerários

• Classificação dos tipos de deslocamentos;


• Exame na carta;
• Reconhecimento;
• Planejamento;
• Decisão;
• Execução.

1) Classificação dos tipos de deslocamentos:

a) Quanto a Missão

ROTINEIROS: deslocamentos efetuados da residência para o trabalho e vice-versa;

ESPECIAIS: são aqueles realizados para atender às solenidades oficiais e as de


cunho social (inaugurações, concertos, datas cívicas, jantares);

INOPINADOS: são os deslocamentos não programados.

b) Quanto ao Meio de Transporte

AÉREOS: quando é utilizado avião ou helicóptero;

AQUÁTICOS: no caso de utilização de navios, lanches, barcos pequenos, etc. Pode


ser marítimo, fluvial ou lacustre;

TERRESTRES: realizado utilizando-se automóveis, ônibus e trens.


c) Quanto ao sigilo

OSTENSIVOS: quando realizado com o conhecimento do público em geral, seja


através da divulgação do deslocamento, seja pela fácil identificação pelos transeuntes
da passagem da Autoridade;SIGILOSOS: quando se procura furtar do conhecimento
público este deslocamento, agindo com discrição e se possível, utilizando transportes
que não denunciem o citado deslocamento.

d) Quanto ao horário

DIURNOS: realizado à luz do dia, com todas as implicações que um deslocamento


nessas condições enfrenta (trânsito, pedestres, etc.). Para se diminuir o tempo de
deslocamento, haverá necessidade de emprego de força policial
(trânsito);NOTURNOS: as condições são opostas às acima descrita. Não há
necessidade de envolvimento de grandes efetivos policiais na Segurança.

e) Quanto à Extensão

CURTOS: deslocamentos realizados dentro do perímetro urbano;LONGOS: grandes


deslocamentos fora do perímetro urbano ou mesmo fora da cidade (zona rural ou
outras cidades).

f) Quanto à Flexibilidade

FLEXÍVEIS: quando há possibilidade de mudança no deslocamento (itinerários


alternativos) para outras opções de acesso e de retiradas dos locais a serem
percorridos;

NÃO FLEXÍVEIS: quando não há esta possibilidade (ex.: todavia sem retorno).

g) Quanto aos Meios Empregados

SIMPLES: deslocamentos que não exigem grande emprego de meios (ex.


deslocamentos inopinados e sigilosos);

COMPLEXOS: há necessidade de grande emprego de meios. A utilização de pessoal


e meios em apoio fica condicionado aos seguintes fatores:

• Importância da Autoridade;
• A disponibilidade de pessoal e material;
• A conjuntura atual.

h) Quanto às Comunicações
Qualquer que seja o deslocamento há necessidade de uma rede de comunicações. O
comando da operação será feito pelo Chefe da Segurança, se necessário, o comando
poderá ser feito através da Central.

2) Exame na Carta

O exame na carta é importante para as fases posteriores de reconhecimento no local e


planejamento, por parte da Segurança.

Deverá seguir os seguintes itens:

• Seleção das estradas que poderão ser utilizados nos diversos itinerários;
• Escolha das estradas que permitam os deslocamentos sem problemas;
• Identificar os pontos críticos. É preferível evitá-los, porém se não for possível,
reforçar a segurança nestes locais.

3) Reconhecimento

O reconhecimento é feito por etapas de acordo com a programação da Autoridade,


levando-se em consideração o tipo de deslocamento e os dados fornecidos pelo
exame na carta;

Não devemos desprezar nunca a possibilidade de um atentado, por menor que seja;

Os itinerários deverão ser reconhecidos no mesmo sentido em que a Autoridade se


deslocar;

Caso haja necessidade de mudar o itinerário, por vontade da Autoridade ou decisão


do Chefe da Segurança, é necessário que o esquema de Segurança (Segurança
Velada, Policiamento Ostensivo e de Trânsito) tenha condições de se deslocar para o
outro itinerário;

Verificar nos lugares de embarque e desembarque da Autoridade, o tipo de entrada e


saída do veículo (ortodoxo e não-ortodoxo; mão e contramão).

4) Planejamento

Após o reconhecimento, é feita uma reunião para planejar o esquema de Segurança a


ser empregado;

O planejamento deve ser o mais detalhado possível, distribuindo missões a todos os


componentes do esquema de Segurança, de uma forma simples e com clareza;
Deverá haver bastante entrosamento em todos os setores envolvidos no esquema de
Segurança, de modo a haver continuidade no desenvolvimento dos trabalhos.

5) Decisão

Baseado nos quatro itens anteriores (tipo de deslocamento, exame na carta,


reconhecimento e planejamento), a decisão será então limitada à escolha do itinerário
Principal e dos itinerários Alternativos.

6) Execução

a) Montagem do Dispositivo

De acordo com o planejamento feito, cada chefe de setor deverá assumir a sua
missão e distribuir o seu pessoal, que deverá ter pleno conhecimento de sua atuação;

Especial atenção para o pessoal empenhado nos pontos críticos e pontos dominantes.
Infiltração na multidão, da Segurança Velada para sentir a reação do público em face
de presença da Autoridade;

Manter sempre uma reserva em condições de reforçar os pontos necessários;

Verificar durante a montagem do dispositivo, o pleno conhecimento da missão do


pessoal em apoio: hospital, bombeiros, tropas de choque, helicóptero, etc.

b) Reconhecimento final

No dia do evento, após a montagem do dispositivo, com tempo suficiente antes da


passagem da Autoridade, as equipes Precursora e Vistoria realizam uma última
inspeção no dispositivo. Etapas equipes deverão manter contato permanente com o
Chefe da Segurança para a eventualidade de uma mudança de itinerário (se
necessário).

7. Conclusão

A boa execução do esquema de Segurança dependerá do estudo minucioso e


aplicação correta dos aspectos a serem observa na Escolha de Itinerários, porém
devemos estar sempre preparados para qualquer eventualidade, até mesmo para
improvisações, porque ao elemento adverso cabe a iniciativa com quase 100% (cem
por cento) de probabilidade de êxito.