UNIVERSIDADE DE SANTA MARIA CENTRO DE CIÊ NCIAS RURAIS DEPARTAMENTO DE CIÊ NCIAS FLORESTAIS ECONOMIA FLORESTAL

ECONOMIA FLORESTAL Gestã o empresarial

Dra. Irene Seling Professora Visitante

© Fevereiro de 2001

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Í ndice analí tico
Í ndice analí tico................................................................................................................ 2 Í ndice de figuras ............................................................................................................. 3 1 Introduço ............................................................................................................... 5 ã
1.1 Classificaç ão das Ciê ncias Econô micas........................................................................ 5 1.2 Fundamentos da economia: necessidades, bens, divisão do trabalho, transaç ões, fluxo de bens, fluxo de valores ..................................................................................... 6

2 3

Caracterí sticas de empresas .................................................................................. 9 O sistema dos objetivos ........................................................................................ 12
3.1 Relaç ões entre objetivos ............................................................................................ 12 3.2 Operacionalidade dos objetivos.................................................................................. 12 3.3 Aná lise dos objetivos................................................................................................. 13 3.4 Objetivos formais ................................ ...................................................................... 14 3.5 Objetivos reais................................ ........................................................................... 15

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Contabilizaço....................................................................................................... 16 ã
4.1 Conceitos .................................................................................................................. 16 4.2 Receita e despesa....................................................................................................... 17 4.3 Gasto e rendimento................................ .................................................................... 18 4.4 Produç ão e custo................................ ........................................................................ 18 4.5 Contabilidade por partidas dobradas .......................................................................... 21

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Contabilidade de custos ....................................................................................... 29
5.1 Funç ões de contabilidade de custos................................ ............................................ 29 5.2 Conceitos de custos – Custos fixos – Custos variá veis................................................ 30 5.3 Curvas de custos – Pontos importantes dos custos...................................................... 33 5.4 Causas de determinaç ão de custos.............................................................................. 34 5.5 Tipos de custos .......................................................................................................... 35

6

Análise de empresa ............................................................................................... 39
6.1 Produtividade ............................................................................................................ 40 6.2 Rentabilidade............................................................................................................. 41 6.3 Economicidade .......................................................................................................... 42

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Cálculo de investimento ....................................................................................... 43
7.1 Mé todos está ticos ................................ ...................................................................... 45 7.2 Mé todos dinâmicos.................................................................................................... 46

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Formaço do processo de produço na empresa florestal ................................ 48 ã ã
8.1 Decisões silviculturais da produç ão............................................................................ 48
8.1.1 8.1.2 Escolha de espé cies florestais ................................................................ ............................. 48 Tratamentos na idade jovem ................................ ............................................................... 49

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8.2 Decisões do aproveitamento ...................................................................................... 49
8.2.1 8.2.2 Desbastes ................................................................ ................................ ............................ 49 Aproveitamentos finais ................................ ................................................................ .......50

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Avaliaço florestal ................................................................................................ 53 ã
9.1 Fundamentos ............................................................................................................. 53 9.2 História da avaliaç ão florestal .................................................................................... 54 9.3 Avaliaç ão do solo florestal – Valor de produç ão do solo ............................................ 55 9.4 Avaliaç ão do povoamento.......................................................................................... 55
9.4.1 9.4.2 9.4.3 9.4.4 9.5.1 9.5.2 Valor de exploraç ão................................ ................................ ............................................56 Valor do custo do povoamento ................................ ........................................................... 56 Valor da espectativa de produç ão ................................ ....................................................... 57 As relaç ões entre os valores do povoamento ................................................................ ......57 O valor da rentabilidade da floresta com uma relaç ão das classes de idade moderadamente anormal ................................................................ ................................ .....60 O valor da rentabilidade da floresta com uma relaç ão das classes de idade fortemente anormal ................................................................ ................................ .............60

9.5 Valor da rentabilidade da floresta................................ ............................................... 58

9.6 Taxa de juros ............................................................................................................. 61 9.7 Valor social da floresta – Benefí cios indiretos................................ ............................ 62

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Bibliografia............................................................................................................ 66

Í ndice de figuras
FIGURA 1: Classificaç ão das ciê ncias econô micas. ................................ ................................ ...................5 FIGURA 2: Classificaç ão das necessidades. ................................................................ ............................... 6 FIGURA 3: Classificaç ão dos bens................................. ................................ .............................................6 FIGURA 4: Vantagens e desvantagens da divisão de trabalho................................. ................................ ...6 FIGURA 5: Transaç ões econô micas. ................................................................ ................................ ...........7 FIGURA 6: Corrente monetá ria e corrente de bens. ................................ ................................ ...................7 FIGURA 7: Unidades econô micas. ................................ ................................ ..............................................8 FIGURA 8: Características de empresas. ................................ ................................................................ ....9 FIGURA 9: Particularidades de empresas florestais. ................................ ................................ ................10 FIGURA 10: Subsistemas empresariais. ................................ ................................ ....................................11 FIGURA 11: Tarefas dos subsistemas empresariais. ................................ ................................ .................11 FIGURA 12: Relaç ões entre os objetivos. ................................ ................................................................ ..12 FIGURA 13: Operacionalidade de objetivos. ................................ ................................ ............................ 12 FIGURA 14: Técnica da aná lise de objetivos. ................................ ........................................................... 13 FIGURA 15: Formaç ão de objetivos................................................................. ................................ .........13 FIGURA 16: Economicidade................................................................. ................................ .....................14 FIGURA 17: Objetivos formais típicos para empresas florestais. ................................ ............................. 14 FIGURA 18: Objetivos reais. ................................................................ ................................ .....................15 FIGURA 19: Contabilizaç ão. ................................................................ ................................ .....................16 FIGURA 20: Esfera de dinheiro, de valores e de mercadorias. ................................ ................................ .17 FIGURA 21: Receita/despesa................................................................. ................................ ....................17 FIGURA 22: Rendimento/gasto................................................................. ................................ .................18 FIGURA 23: Produç ão/custo. ................................................................ ................................ ....................18 FIGURA 24: Receita, rendimento e produç ão. ................................................................ .......................... 19 FIGURA 25: Despesa, gasto e custo. ................................................................ ................................ .........20 FIGURA 26: Alteraç ões do valor do estoque da empresa florestal. ................................ .......................... 21 FIGURA 27: Contabilidade................................. ................................ ....................................................... 22 FIGURA 28: Balanç o. ................................................................ ................................ ................................ 23 FIGURA 29: Do balanç o inicial ao balanç o final................................. ................................ .....................26

...... .. ..........29 FIGURA 33: Custos................. .. 33 FIGURA 38: Causas de determinaç ão de custos................... .....35 FIGURA 40: Custos de depreciaç ão....... .................................................. ......... 47 FIGURA 55: Decisões na produç ão florestal.................... ..........38 FIGURA 45: Custos de juros.................................................................................................39 FIGURA 47: Índices sinais/índices de performance............54 FIGURA 65: Escolas do rendimento líquido.................... 53 FIGURA 64: Teorias de avaliaç ão.................................... ............................. ................................................................................... ........... .................. ................................................................................................ ......................... ....... ....... ............................................................. ................................ ..51 FIGURA 62: Período de regeneraç ão. ...............38 FIGURA 46: Aná lise de empresa.........36 FIGURA 41: Custos de impostos....................... ............................. . ........37 FIGURA 44: Custos de risco.................................... .................. 41 FIGURA 50: Investimento..................................................................................... ..... ......................... ................. 54 FIGURA 66: Avaliaç ão do povoamento............37 FIGURA 43: Custos de terceiros.......... ...................................37 FIGURA 42: Custos de material................................................................ .............................................. ............... .......................28 FIGURA 32: Funç ões da contabilidade de custos............................................................ .................... ...................... ..................................................... .............................. 57 FIGURA 68: Métodos de avaliaç ão dos benefícios indiretos.............................................. ........................................ .....4 FIGURA 30: Tipos de alteraç ão de balanç o................................................. ......... ......................... 40 FIGURA 49: Rentabilidade................ 48 FIGURA 56: Escolha da espécies florestais.......................................... ..... . ............................................. .......................................................................... ........................ ...................... 48 FIGURA 57: Planejamento dos tratamentos na idade jovem..................................................... ... ............. ................... .......... ....... ............................................50 FIGURA 60: Urgê ncia de corte................................... .50 FIGURA 61: Aná lise marginal........................... ...................................... .........32 FIGURA 37: Curvas de custos em razão da quantidade produzida....... .................................................................................................. ..........63 Agradecimentos A autora externa seus agradecimentos ao Professor Celso Edmundo Bochetti Foelkel pelas valiosas sugestões e comentá rios apresentados e deseja agradecer à Professora Catarina Bento da Costa pela revisão de portuguê s.......................55 FIGURA 67: As relaç ões entre os diferentes valores do povoamento.44 FIGURA 52: Métodos está ticos de cá lculo de investimento............................................................................. 27 FIGURA 31: Princípios fundamentais de contabilidade........................................................................30 FIGURA 34: Dependê ncia de custos............. ........ .......................................................................................46 FIGURA 54: Fundamentos matemá ticos do cá lculo de investimento.. ......................................................................... 43 FIGURA 51: Graus de planejamento de investimento.................................................................... .........49 FIGURA 58: Aspectos de desbaste............................................................................................................. ... 34 FIGURA 39: Custos de mão-de-obra...............................................52 FIGURA 63: Motivos para a avaliaç ão florestal........... ..................................... .......................................... ................................................................... ....................................... ............................................................................ ...... ........................................................................ .45 FIGURA 53: Métodos dinâmicos de cá lculo de investimento.........39 FIGURA 48: Produtividade................................................49 FIGURA 59: Planejamento de aproveitamento final....................................................... .................................................... ............................................ ......................................................................... ..................................... ......................... ......................................... ........ ....................................30 FIGURA 35: Conceitos de custos......................................................................31 FIGURA 36: Subdivisão da contabilidade de custos.............................. ............... .......... .................................................. .............. ........... .....................................

dos investimentos. mas sua posiç ão a respeito de oferta e demanda/procura no mercado setorial. Cada disciplina parcial precisa de conteúdos de outras á reas e. p. venda. investimentos e financiamento. Ao contrá rio das ciê ncias econô micas empresariais. ou seja as realidades econô micas e as aç ões orientadas à satisfaç ão das necessidades numa comunidade social. aná lise do produto interno bruto (PIB). Por isso. contabilidade. nos paí de lí ses ngua inglesa não há uma distinç ão lingüí stica: "economics" significa a totalidade das ciê ncias econô micas. O interesse na economia florestal é gerenciar unidades econô micas florestais. . Alé m das disciplinas como Sociologia e Ciê ncias Polí ticas. proteç ão contra erosão) da floresta. etc. a apresentaç ão e a explicaç ão desses processos e relaç ões. organizaç ão. fica no centro das consideraç ões. das Ciê ncias Sociais.5 1 Introduç ã o Em geral. as Ciê ncias Econô micas são agregadas às Ciê ncias Sociais. nas disciplinas de economia nacional e de ciê ncias econô micas empresariais. ex. FIGURA 1: Classificaç ão das ciê ncias econô micas. O centro das consideraç ões fica na aná lise do comportamento econô mico das instituiç ões econô micas em separado. do emprego. sobretudo. A classificaç ão das ciê ncias econô micas. aná lise econô mica completa. Os assuntos a considerar são as razões. í Macroeconomia î Microeconomia í Ciê ncias econô micas empresariais gerais î Ciê ncias econô micas empresariais especiais Emprego das ciê ncias econô micas gerais às á reas especiais da economia. em sua totalidade como um elemento da economia total. ex. a empresa.1 Classificaç ão das Ciências Econô micas ECONOMIA í Economia nacional O assunto da economia nacional é a vida econô mica. 1. caç a. produç ão. a economia é a totalidade de todos os processos e relaç ões econô micas. é corrente. etc. as alternativas e os resultados das aç ões empresariais. P. sistema de informaç ão. como seguros. bancos ou a produç ão florestal => Economia florestal Ocupando-se com as grandezas globais de uma economia nacional. î Ciê ncias econô micas empresariais Nas ciê ncias econô micas empresariais. Economia Florestal como uma parte especial da economia geral se ocupa com todos os processos e relaç ões no aproveitamento direto (aproveitamento de madeira. a empresa não é observada na sua totalidade.) e indireto (recreaç ão. A tarefa das ciê ncias econô micas é o conhecimento. etc.

î Desvantagens Exigê ncias de coordenaç ão aumentam: • Produç ão para um mercado anô nimo (risco de venda). fluxo de valores Gerenciar é dirigido à satisfaç ão das necessidades humanas: NECESSIDADES Sentimento de escassez. FIGURA 4: Vantagens e desvantagens da divisão de trabalho. í ê ê î Bens reais Serviç os Bens produtivos Bens de consumo FIGURA 3: Classificaç ão dos bens. transaç ões. divisão do trabalho. • emprego de má quinas e tecnologias especiais. • problemas de coordenaç ão entre demanda e oferta. Normalmente. Nesse sentido. o emprego de bens é necessá rio. • produç ão em massa. Para satisfazer as necessidades. bens.2 Fundamentos da economia: necessidades. Divisão de trabalho e troca de bens (transaç ões econô micas) aumentam a eficiê ncia dos bens escassos (recursos) na produç ão: DIVISÃ O DE TRABALHO í Vantagens Possibilidade para especializar: • Produç ão de custos favorá veis. . esses bens são escassos: BENS Tudo que pode servir para satisfazer as necessidades.6 "Gerenciar" pode ser definido como dispor metodicamente de meios escassos para uma satisfaç ão ótima das necessidades materiais e imateriais. • exploraç ão de diferentes habilidades do fator "trabalho". desejo de eliminar essa escassez. resultam os seguintes fundamentos da economia: 1. fluxo de bens. í ê ê î Necessidades Necessidades de Necessidades Necessidades existenciais bem-estar e de luxo individuais coletivas FIGURA 2: Classificaç ão das necessidades.

Corrente monetária: despesas de consumo Corrente de bens: bens de consumo Empreendimentos Economias domésticas Corrente de bens: trabalho Corrente monetária: renda/salário FIGURA 6: Corrente monetá ria e corrente de bens. vice-versa tem uma corrente monetá ria. Ambas as correntes podem ser representadas como uma circulaç ão.7 Pressuposto para a divisão de trabalho é um sistema de transaç ões econô micas funcionando: í Troca real TRANSAÇ Õ ES ECONÔ MICAS ê ê ê Compra/Venda Transferê ncia Compra ou real venda de dinheiro Bem contra dinheiro Bem sem Dinheiro contra compensaç ão direta dinheiro î Transferê ncia de pagamento Dinheiro sem compensaç ão direta Bem contra bem FIGURA 5: Transaç ões econô micas. O caminho dos bens da produç ão até o consumo pode ser considerado como uma corrente de bens. .

as ciê ncias do trabalho (ergonomia) examinam o lado té cnico e organizacional da empresa florestal. é a unidade econô mica organizacional "empresa florestal". venda contra dinheiro. origem de receitas: principalmente não de produç ão. origem das receitas: de lucro de vendas. objetivo predominante: bem-estar individual. A Economia Florestal compartilha esse objeto de estudo com diversas outras disciplinas parciais nas Ciê ncias Florestais. • participaç ão no processo econô mico da economia polí tica como parceiros. ex. obrigaç ão de produç ão: principalmente sim. . origem das receitas: não da produç ão. • î Administraçes õ públicas Preponderantemente satisfaç ão coletiva de terceiros. estes servem somente para o consumo próprio dos membros da economia domé stica. p. na economia florestal. O objeto de estudo. obrigaç ão de produç ão: não. entrega de produç ão: bens mercantis. obrigaç ão de produç ão: não. origem das receitas: principalmente de lucro de vendas. î Empresas Bens reais e serviç os são produzidos ou postos à disposiç ão preponderante para a necessidade das outras unidades econô micas. objetivos predominante: maximizaç ão coletiva de bem-estar. ê • • • Satisfaç ão própria das necessidades. segmentos ou competidores (no quadro da divisão de trabalho). á gua. principalmente venda de graç a (gratuita). entrega de produç ão: normalmente "bens bá sicos" como energia. • • • • • • • • • • • • • • FIGURA 7: Unidades econô micas. • produç ão. entrega de produç ão: bens coletivos. P. objetivo predominante: objetivos econô micos comuns. somente produç ões próprias. ê Empresas públicas • Principalmente satisfaç ão individual das necessidades de terceiros. objetivo predominante: geraç ão de lucro. entrega de produç ão: normalmente não. obrigaç ão de produç ão: em geral sim. mas també m objetivos econô mico-polí ticos.8 Unidades econô micas podem ser classificadas idealmente da seguinte maneira: UNIDADES ECONÔ MICAS Regularmente caracterizadas por: • Gerê ncia única. í Economias domésticas Se bens reais ou serviç os são produzidos. í Empreendimentos • Satisfaç ão individual das necessidades de terceiros. de impostos. No centro da Economia Florestal fica a empresa florestal. ex.

os bens são produzidos para as necessidades de terceiros. empresas mostram uma componente social por meio de seus membros e participantes (organizaç ões) e por outro lado são caracterizadas por importantes aspectos tecnológicos.9 2 Caracterí sticas de empresas Empresas podem ser descritas por uma sé rie das caracterí sticas: CARACTERÍ STICAS DE EMPRESAS Produço de bens ã Empresas produzem bens. otimizando o uso dos recursos. Sistema de objetivos Empresas perseguem objetivos determinados. FIGURA 8: Caracterí sticas de empresas. Satisfaço das necessidades de terceiros ã Preponderantemente. Sistemas sociotécnicos Por um lado. "Constituiço" ã As organizaç ões mostram uma "constituiç ão". atua sobre a natureza. depósito/"lixeira" e bem de tio. as produç ões da empresa. . um conjunto de polí ticos formais e/ou informais. Resultados ecológicos da produço ã A natureza como sí recurso/bem produtivo. consumo: cada empresa. respeitando-a ou agredindo-a. em razão do seu grau de sensibilizaç ão. Emprego racional de recursos Empresas fazem esforç os a alcanç ar seus objetivos economicamente. os quais tê uma relaç ão uns m com os outros.

se teve muito estoque.10 Ao contrá rio das demais empresas. interligaç ão forte entre fatores. Rotaço do capital ã Rotaç ão muito pequena do capital. princí de "em obras". FIGURA 9: Particularidades de empresas florestais. Problemas de avaliaço ã Grandes dificuldades para obter informaç ões. a maturidade do produto não é inequivocamente determiná vel. empresas florestais mostram particularidades: PARTICULARIDADES DE EMPRESAS FLORESTAIS (Extremamente) longa duraço de produço ã ã Rotaç ões muito longas (rotaç ões na Europa central até 250 anos). grande variedade de tipos empresariais florestais. Dependê ncia das condiçes naturais õ Dependê ncia forte das fatores naturais por intermé dio da integraç ão da produç ão na complexidade da natureza. . problemas de organizaç ão e comunicaç ão. freqüentemente grande parte de capital próprio (pequena parte de capital alheio). por isso dificuldades de adaptar aos desenvolvimentos novos. dificuldade de diferenciar entre efeitos da floresta e produç ões da atividade florestal. Liquidez e patrimô nio A empresa pode ter liquidez por muito tempo. Extensã o de área Por isso. possibilidade de produzir para o "armazé m"/estoque vivo de produç ão. No mesmo tempo. Problema da determinaço do rendimento ã As á rvores são tanto produto como meio/fator de produç ão. sempre a separaç ão entre apuraç ão de orç amento e apuraç ão de patrimô nio é necessá ria. Benefí cios indiretos Freqüentemente em co-produç ão. Por isso. pio Variedade de tipos empresariais Em comparaç ão com outros setores econô micos. pode acontecer uma diminuiç ão do patrimô nio. problemas de taxa de juros e custos financeiros.

marketing. FIGURA 11: Tarefas dos subsistemas empresariais. Sistema de objetivo Sistema de direço ã Sistema de informaço ã Sistema de produço ã Empresa Ambiente FIGURA 10: Subsistemas empresariais. Os diferentes ambientes sociais são o quadro para as atividades empresariais. ê Sistema de informaço ã Contabilizaç ão (contabilidade. mas també m por exemplo relatórios sobre benefí cios indiretos de uma empresa florestal. contabilidade de custos). Especialmente os subsistemas empresariais ocupam-se com: SUBSISTEMAS EMPRESARIAIS í Sistema de objetivo Aqui cabem todos os aspectos de busca de objetivos.11 Independentemente do tipo empresarial. venda. financiamento e investimento. uma empresa pode ser compreendida como um sistema classificado em diferentes subsistemas. questões de cultura de organizaç ão. ou seja. todo o gerenciamento da empresa. a organizaç ão e lideranç a de pessoal. . as á reas de aquisiç ão. ê Sistema de direço ã Nesse sistema cabem o planejamento. via o ordenamento até a ponderaç ão dos objetivos. estatí stica empresarial. Alé m disso. de idé ia fundamental da empresa e de é tica empresarial. Alé m disso. o controle. avaliaç ão florestal para determinar o valor de floresta. î Sistema de produço ã Todas as á reas de produç ão (insumo/ consumo de recursos).

indiferente. res. Demais exigê ncias à operacionalidade: • Aplicabilidade de cada elemento de objetivo. a determinaç ão dos objetivos pode ser limitada para um perí odo. complefrontam-se. FIGURA 13: Operacionalidade de objetivos.12 3 O sistema dos objetivos 3. colaboradores e a comunidade no presente e no futuro. direç ão e controle. amente. dos objetivos a longo prazo devem ser deduzidos os objetivos a mé dio prazo. . • devem ficar claras a viabilidade. OPERACIONALIDADE DE OBJETIVOS í ê î Referê ncia ao tempo Realizável Mensurabilidade Para controlar o alcance dos objetivos. mé dios e inferiores. => Para determinar a hierarquia dos objetivos são necessá rias decisões/determinaç ões normativas! FIGURA 12: Relaç ões entre os objetivos. Dentro do sistema dos objetivos. • escala intervala. 3. • escala ordinal. como?? Pressupostos empresariais? Uma decisão determinada é possí vel? Conflitos entre os objetivos? Hierarquia importante Para controlar o grau de cumprimento 4 escalas podem ser usadas: • Escala nominal.2 Operacionalidade dos objetivos Um objetivo tem que ser formulado operacionalmente para ser uma diretriz concreta para planejamento. principais. • escala cardinal. as metas e a aceitaç ão dos objetivos. O conteúdo é inequí voco? onde. as quais a empresa florestal tem que cumprir para proprietá rios. í Relaçes õ verticais RELAÇ Õ ES ENTRE OS OBJETIVOS î Relaçes horizontais õ í neutro ê harmô nico î concorrendo Distinç ão entre Os objetivos não se Os objetivos apoiam-se Os objetivos deobjetivos superioinfluenciam mutumutuamente. • clarificaç ão inequí voca das relaç ões entre os objetivos. quando. os objetivos particulares tê diferentes relaç ões uns m aos outros. mentam-se.1 Relaç ões entre objetivos O sistema dos objetivos abrange a totalidade e a hierarquia de todas as exigê ncias/reivindicaç ões.

3 Aná lise dos objetivos TÉ CNICA DA ANÁ LISE DE OBJETIVOS As aná lises dos objetivos são o pressuposto para controles ou planejamento na empresa florestal. Na aná lise dos objetivos. Esses objetivos principais podem ser també m denominados como objetivos formais. . • examinando se os objetivos são compatí veis uns com os outros.13 3. Passo 1: Busca de objetivos • Coleta dos objetivos (por î meio de aná lise de docuPasso 2: mentos. • • Indicaç ão de hierarquias. inqué ritos. ponderaç ão dos objetivos da mesma categoria. Para essas aná lises. Nessa idé ia fundamental. FIGURA 14: Té cnica da aná lise de objetivos. • Classificaç ão em hierarquias î • catalogaç ão dos objetivos. A base de cada sistema de objetivos é uma idé ia fundamental (expressa implí cita ou explicitamente). reúnem-se determinadas finalidades e concepç ões principais (por exemplo a é tica empresarial). mé dios e Ponderaço dos objetivos ã inferiores). Na consideraç ão dos sistemas de objetivos devem ser diferenciados: í ê ê î Objetivos Objetivos Objetivos oficiais Objetivos individuais dos individuais para a realmente membros de organizaço ã perseguidos organizaço ã FIGURA 15: Formaç ão de objetivos. objetivos • formulaç ão dos objetivos. discusOrdenamento dos sões). um procedimento metódico é necessá rio por causa da complexidade dos sistemas de objetivos. deve ser considerado que estes podem ser expressos ou manifestados diferentemente: FORMAÇ Ã O DE OBJETIVOS Processo de negociaç ão/discussão entre indiví duos e grupos. principais. de objetivos (objetivos supePasso 3: riores.

fator de produç ão. 3. é a economicidade: ECONOMICIDADE Utilidade das decisões e aç ões econô micas. os conceitos de sustentabilidade mudam no decorrer de tempo. bem abrangente é a definiç ão de SPEIDEL: "Sustentabilidade é a habilidade da empresa florestal de produzir permanentemente e otimamente rendimentos madeireiros. • desenvolvem espaç os de aç ão e habilidades e podem manter e desenvolver a personalidade individual e do grupo a que pertencem. Gerenciamento sensí aos vel problemas do meio ambiente significa. produto. Não existe uma economicidade em si. somente com a referê ncia a um objetivo. de tarefa e de ambiente de trabalho bem como a remuneraç ão e a cooperaç ão. • vê cumpridos os padrões em de conveniê ncia social de conteúdo. benefí cios indiretos e demais bens para o benefí das geraç ões cio contemporâneas e futuras. Os processos de trabalho devem ser formados tais. A revisão da economicidade realiza-se com base em dois pontos: í î Finalidade Princí econô mico pio Examinando a questão: A finalidade foi atingida? Princí mí pio nimo Princí máximo pio (Examinando a eficá cia) Um objetivo má ximo foi atinUm objetivo dado/determinado foi atingido com os poucos possí gido com os recursos dados? veis recursos? (Examinando a eficiê ncia) FIGURA 16: Economicidade. realizá veis e suportá veis. no Rio de Janeiro." Como conseqüê ncia da conferê ncia da ONU sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (UNCTAD) em 1992. que no mesmo tempo representa uma caracterí stica de uma empresa. que as pessoas ao trabalhar: • Encontram condiç ões de trabalho dignas. Esse sistema determina como a relaç ão entre floresta e homem deve ser formada mediante as aç ões florestais. O meio ambiente (ou a natureza) pode ser ao mesmo tempo: sí tio.4 Objetivos formais OBJETIVOS FORMAIS TÍ PICOS PARA EMPRESAS FLORESTAIS í ê î Sustentabilidade Compatibilidade social Compatibilidade ambiental A definiç ão de sustentabilidade é sempre a expressão de um sistema determinado de normas e crenç as em uma é poca. • podem preservar importantes aspectos culturais regionais. que em todas as decisões empresariais os efeitos ao meio ambiente devem ser considerados.14 Um objetivo formal geral e universal. . as definiç ões incluem també m aspectos ecológicos. bem de consumo e depósito para lixos da produç ão. Por isso. FIGURA 17: Objetivos formais tí picos para empresas florestais. Atualmente.

proteç ão contra erosão. • • FIGURA 18: Objetivos reais. qualidade. outros (capacidades de trabalho. aproveitamentos secundá rios). • • • • • î Objetivos de seguranç a Formaç ão de reservas monetá rias. • cobertura de custos. de má quinas e de transporte. aperfeiç oamento).15 3. • lucro. liquidez. escolha de espé cies florestais. • vendas. formaç ão. á gua. transferê ncia de risco. OBJETIVOS REAIS ê Objetivos monetários São medidos em unidades monetá rias: • Rendimento lí quido. • geraç ão de valores. • rentabilidade. • produtividade. seguros (distribuiç ão de risco. .5 Objetivos reais Alem dos objetivos formais. infra-estrutura (recreaç ão. reserva de terreno). o sistema dos objetivos é determinado pelos objetivos reais: í Objetivos de produço ã • Bens reais (espé cies ou sortimentos madeireiros. ordem espacial. instruç ão. limitaç ão de risco).

renaç ão de contabili. utilizaç ão empresa (conteúdo mercadorias (cá lcustos para rede prognósticos e e valor). base para decisões e planejamento (funç ão de conduç ão).sociais. contabiliç ão de todas as de produç ão. As mais importantes funç ões da contabilizaç ão: • Funç ão interna: controle real e pessoal de todos os acontecimentos empresariais. • funç ão externa: prestar contas ao proprietá rio. .16 4 Contabilizaç ã o 4. transaç ões na fere-se à esfera de dade e cá lculo de empresa. FIGURA 19: Contabilizaç ão.). empregados público. cá lculo cantil. balanç o anual) A contabilidade é a "linguagem da empresa". inventá rio. refere-se culo de tipos de ver/examinar a cá lculos de otimià esfera de dicustos. compa. decisões tomadas culo de custos (escrituraç ão mer(comparaç ões em.planejados. cá lnheiro e de valores custos etc.P.nô mico futuro da dade verde. balanç os ao passado. í í ê î î Contabilidade Cálculo de Estatí stica Cálculo de Levantamencustos e de empresarial planejamento tos especiais produço ã Sempre se refere Serve para o conDocumentaç ão Conduç ão do des.1 Conceitos São importantes para as decisões empresariais as informaç ões numé ricas. nota. ex. presariais. base para a tributaç ão.de produç ões placá lculo de caixa. ê xito. de valores e de rias). raç ões temporá nejadas). ex. • decorrer empresarial (dinâmico). CONTABILIZAÇ Ã O Recolha numé rica. clarificaç ão e formaç ão de todos os acontecimentos internos e externos a respeito de • estrutura empresarial (está tico).trole do processo corrente e combienvolvimento eco. de centro de economicidade das zaç ão (p.

G xito O resultado e o rendimento lí quido.17 Conceitos importantes da contabilizaç ão empresarial são: EMPRESA FLORESTAL divide-se em ê Esfera de valores í î Gasto Rendimento As perdas e os aumentos de valores ou de materiais => Apuraç ão do ê = R . ex. Neutro a respeito do conteúdo Não imediatamente ligados aos objetivos empresariais (p. Neutro a respeito do perí odo Pagamentos em um outro ano econô mico. ex. î Esfera de mercadorias í î Custo Produç ão Valor interno de toda a atividade produtiva da empresa (bens e produç ões) para um fim empresarial. = produç ão/ output. FIGURA 21: Receita/despesa. . donativos à Cruz Vermelha). í Esfera de dinheiro í î Despesa Receita As reais saí e entradas de das meios de pagamento Confrontaç ão de despesas e receitas: => Apuraç ão do orç amento = (R . 4. FIGURA 20: Esfera de dinheiro. Somente para fins internos da empresa => Apuraç ão da produç ão = P-C Valor interno dos bens e serviç os consumidos para um fim empresarial = insumo/ input. salá rio aos trabalhadores florestais).D) O resultado é a existê ncia de caixa. de valores e de mercadorias.2 Receita e despesa RECEITA/DESPESA í î Receita/despesa causando ê xito Receita/despesa nã o causando ê xito Com referê ncia direta aos objetivos empresariais í î (p.

ex. • rendimento extraordiná rio (p. ex. ex. Ligados com a finalidade ou com o objetivo da empresa. î Custos acessórios Podem ser diferenciados: • salá rio calculado de proprietá rio. ex. î Gasto neutro Não são feitos para os objetivos empresariais ou são feitos durante de um outro perí odo. • custos em conseqüê ncia da avaliaç ão. valor de venda mais alto de uma má quina depreciada). aproveitamento de madeira depois de uma calamidade). incê ndio da floresta). FIGURA 23: Produç ão/custo. Podem ser distinguidos: • Gasto fora da empresa. produç ões feitas pelo proprietá rio. 4. madeira cortada e ainda não-vendida. ex.18 4. depreciaç ões mais altas). ex. • custos de juros para capital próprio. . arrendamento). • rendimento em conseqüê ncia da avaliaç ão (p. • aumento calculado para custos de risco.3 Gasto e rendimento RENDIMENTO/GASTO í î Rendimento Gasto de objetivo neutro Imediatamente ligado Não para objetivos empresariais ou durante com os objetivos da empresa um outro perí odo. í Produço ã verdadeira Corresponde à finalidade/ao objetivo da empresa. ex.4 Produç ão e custo PRODUÇ Ã O/CUSTO î í Produço acessória Custos verdadeiros ã P. Podem ser distinguidos: • Rendimento neutro a respeito do perí odo (p. pré -pagamentos). • rendimento neutro a respeito do conteúdo (p. FIGURA 22: Rendimento/gasto. í Rendimento de objetivo Imediatamente ligado com os objetivos empresariais. • gasto por causa da avaliaç ão (p. produç ões próprias. bem como renda de venda. • gasto extraordiná rio (p.

venda à vista de madeira no perí odo) Rendimento. nenhuma receita (p. ex. . ex.(p. ex. nenhum rendimento (p. tomando um cré dito. reembolso de impostos) Produç ão verdadeira Produç ão aces(p. madeira cortada e vendida no tamento de calamesmo perí odo) midade. ex. madeira cortada. pagamentos para madeira fornecida em um perí odo anterior) Rendimento = Receita (p. rendimento e produç ão. mas não-vendida) RENDIMENTO Rendimento neuRendimento da empresa tro = Rendimento de objetivo (p. produç ões do proprietá rio da floresta) PRODUÇ Ã O FIGURA 24: Receita. ex. ex. aprovei. ex. ex. venda de madeira à vista no perí odo) Receita.19 RECEITA Receita = Rendimento (p. madeira cortada e vendida no sória mesmo perí odo) (p.

gasto e custo. donativo para um partido. ex. compra de material. aluguel próprio calculado) CUSTOS FIGURA 25: Despesa. ex. consumo de material no perí odo) Custos acessórios (p. pagamento de material com uma reserva de dinheiro formada anteriormente DESPESA Despesa = Gasto (p. . remuneraç ão de trabalhadores florestais. salá rio calculado de proprietá rio.. compra de material. ex. ex. remuneraç ão de trabalhadores florestais. ex. que será pago somente no perí odo seguinte) Gasto neutro (p. nenhum gasto (p. que será pago e consumido no mesmo perí odo) Gasto. ex. nenhuma despesa (p. ex. pagamento do suplemento de impostos) GASTO Gasto da empresa = Gasto de objetivo (p. consumo de material. ex. reembolso de um cré dito. consumo de material no perí odo) Custos verdadeiros (p. que será pago e consumido no mesmo perí odo) Gasto = Despesa (p.20 Despesa.

• creditar a conta que fornece o valor. • apuraç ão de lucro em maneira dobra: resultado de lucros e perdas tem que ser sempre igual com o resultado de balanç o. é a averiguaç ão das alteraç ões do valor do estoque. també m permite reconhecer a alteraç ão de valor bem como os rendimentos e gastos. cada lanç amento precisa um contralanç amento. 4. alé m da recolha de receitas e despesas.5 Contabilidade por partidas dobradas A contabilidade por partidas dobradas é um sistema de contabilidade que. mas praticamente impossí determinar vel exatamente o incremento corrente anual Problema: alem disso. na apuraç ão de ê xito na produç ão florestal. Quatro abordagens de soluç ão: í Comparaço ã patrimonial ê Resultado de corte realizado ê Resultado de incremento Incremento = Rendimento Teoricamente correto.Corte realizado = Rendimento ente para empresas Teoricamente errado. Especialmente conveni.21 O maior problema. Importante: A soma total dos dé bitos. florestais com estoque mas pragmaticamente total crescendo. precisa sempre ser igual ao total dos cré ditos. ALTERAÇ Õ ES DO VALOR DO ESTOQUE DA EMPRESA FLORESTAL Problemá tica de avaliaç ão de incremento. . Cada conta possui um lado esquerdo e um lado direito: débito e crédito. fá cil para realizar. Regra: • Debitar a conta que recebe o valor. taxa de corte e corte realizado por quantidade e valor. sortimentos conforme o plano de manejo => soluç ão pragmá tica. o incremento não tem uma relaç ão imediata às possibilidades contemporâneas reais de aproveitamento. Problema: flutuaç ões fortes do mercado (conjunturais). Rendimento = valor do corte realizado. Contabilidade por partidas dobradas porque: • Qualquer mudanç a em uma conta precisa ser acompanhada de uma mudanç a de sinal oposto em qualquer conta => a cada dé bito corresponde um cré dito. podem influenciar a quantidade do corte realizado => impreciso demais. FIGURA 26: Alteraç ões do valor do estoque da empresa florestal. î Resultado de taxa de corte planejada Taxa de corte planejada = Rendimento Preç o de mercado da quantidade de madeira por espé cies madeireiras. • cada transaç ão é escrita em dois livros: cronologicamente no livro bá sico (diá rio) e no razão. calamidades etc. em um sistema de escrituraç ão por partidas dobradas.

ex. Neste contexto també m confrontaç ão de: • Receitas e despesas (apuraç ão do orç amento). FIGURA 27: Contabilidade. . o balanç o é feito como um balanç o anual. B: Dí vidas (capital externo) • Dí vidas a longo prazo. C: Averiguaç ão do patrimô nio lí quido. uma lista detalhada de todos os bens e dí vidas de uma empresa em uma ordem sistemá tica. cronológica e segundo o plano (sistemá tico) de todas as transaç ões na empresa por conteúdo e valor. • Escrituraç ão natural e monetá ria. = Registro fí sico de todos os bens por qualidade. como diferenç a entre A e B. atual. O resultado do inventariaç ão é o inventá rio. • livros té cnicos. • dí vidas a curto prazo. inventariaç ão no sentido mais amplo inclui as dí vidas. Elementos caracterí sticos são: í ê î Escrituraço mercantil ã Inventariaço ã Balanç o = Notaç ão de transaç ões contá beis por uma ordem sistemá tica. ou seja os chamados livros: p. = Confrontaç ão resumida dos bens por um lado e das dí vidas e do patrimô nio lí quido por outro lado Na maior parte das vezes.22 CONTABILIDADE Notaç ão completa. O inventá rio é classificado por: A: Bens • Bens fixos. • bens correntes. • rendimento e gasto (apuraç ão do ê xito/lucro). quantidade e valor. • livros periódicos. • contas a receber oriundas de serviç os e fornecimentos aos terceiros (cré ditos dados). que existem na empresa a uma data determinada (dia marcado).

ex. p. confronto dessas contas no balanç o. são definidas por valor e vencimento. edifí cios. Normalmente. ex. Para as diferentes á reas da economia existem recomendaç ões para a subdivisão do balanç o em contas (não há padrão fixo!). obrigaç ões a longo e curto prazo (contas a pagar). para a seguranç a de liquidez. î Contas passivas = Passivo í Contas de gasto î Contas de rendimento Contê o capital da m empresa. • capital externo (de terceiros) reservas de objetivo (com finalidade definida. • ativos circulantes caixa. etc. tê efeito a respeito de ê da m xito empresa e. a conta de fundo "patrimô nio lí quido" é subdividida em outras contas. estoques de material. reservas "ocultas" não aparecem no balanç o. elas surgem pela subavaliaç ão dos bens). confronto dessas contas no cá lculo. por isso. quais afetam a conta de "patrimô nio lí quido". O balanç o constitui o relatório fundamental da contabilidade. porque todas as transaç ões. Todas as contas de ê xito sã o contas inferiores da conta de patrimô nio lí quido. Enfim. aposentadorias ). conta corrente. Cada conta possui uma seç ão de dé bito e de cré dito. p. A equaç ão do balanç o é sempre: Soma de ativo = Soma de passivo =>enfim. equipamento. sem alteraç ões diretas em uma conta de fundo (conta ativa). . direitos para aproveitar. que elucida a realizaç ão dos lucros e das perdas (apuraço direta do ê xito) ã FIGURA 28: Balanç o. subdivisão em: • Patrimô nio lí quido patrimô nio lí quido e reservas neutras (sem finalidade definida.23 A finalidade do balanç o é a descriç ão de uma situaç ão econô mica em forma padronizada e sistemá tica. o proprietá rio tem interesse para essas transaç ões. Para a corrente escrituraç ão das transaç ões contá beis o balanç o é subdividido em contas: BALANÇ O = Confrontaç ão resumida dos bens (= ativo) por um lado e das dí vidas e do patrimô nio lí quido (= passivo) por outro lado í î Contas de balanç o Contas demonstrativas (Contas de resultado/ê xito) Contê os bens e o capital da empresa m O contabilista tem a possibilidade de criar para cada posiç ão de balanç o uma conta: a variedade das transaç ões exige uma variedade das contas => plano de contas para clareza. sem causar imediatamente ê xito. madeira ainda não-vendida. Subdivisão em: • Ativos imobilizados terrenos. que mostra o ê (lucro) como uma soma xito (apuraço indireta do ê xito) ã Somente calculam com gastos e rendimentos. contas a receber (de clientes). í Contas ativas =Ativo Ativos são bens e direitos que uma empresa possui e que foram adquiridos a um custo monetá rio mensurá vel.

24 Passos do balanç inicial até o balanç final: o o 1 Soluç ão do balanç o em contas

CONTAS DE ATIVO A D Conta equipamento C BALANÇ O Patr. lí quido D Mercadorias C Caixa D Conta Caixa C Fundo inicial Obrigaç ões D P

CONTAS DE PASSIVO

Equipamento

Fundo inicial D Conta Mercadorias

Conta Patr. lí quido

C

Fundo inicial

Fundo inicial

Conta Obrigaç ões C Fundo inicial

*Fundo inicial do balanç o anterior

2 Lanç amento das transaç ões contá beis nas contas balanç o D C Ativo Fundo inicial Saí das (= diminuiç ões) Entradas (= aumentos) Fundo final (saldo) D C Passivo Fundo inicial Saí das (= diminuiç ões) Entradas (= aumentos) Fundo final (saldo)

25 3 Escrituraç ão de transaç ões causando ê nas contas de ê e na conta de lucros e xito xito perdas CASO DE LUCRO
D Várias contas de C gasto Gastos Saldo D Várias contas de C rendimento Saldo Rendim.

CASO DE PERDA/PREJUÍ ZO
D Várias contas de C gasto Gastos Saldo D Várias contas de C rendimento Saldo Rendim.

D Conta de lucros e C perdas Soma gastos Soma rendimentos Lucro

D Conta de lucros e C perdas

Soma gastos

Soma rendimentos

Perda

D

Conta de patr. lí quido

C

D

Conta de patr. lí quido

C

Perda Fundo inicial Fundo final Saldo final Lucro Saldo inicial

4. Inter-relaç ão entre as contas e fechamento das contas

Contas do Contas do ativo passivo Contas de balanç o

Contas de Contas de gastos rendimentos Contas de resultado

Conta particular do proprietá rio

Conta de lucros e perdas

Balanç o

Conta de patrimô nio lí quido

26 5 De balanç o até balanç o
Balanç o de encerramento do ano passado idê ntico Balanç o de abertura no caso de diferenç as Contas de balanç o Contas do ativo Contas do passivo Conta particular Inventariaç ão Conta de lucros e perdas Contas de resultado Gastos/rendimentos

Conta de patrimô nio lí quido

Inventá rio no caso de diferenç as

Balanç o de encerramento

6 Inter-relaç ão entre os cá lculos finais
Caso de lucro D C Balanç final o Existê ncias Patrimô nio lí quido patrimoniais inicial Obrigaç ões Lucro D C Conta de lucros e perdas Gastos Rendimentos

Lucro

=
Caso de perda D C Balanç final o Existê ncias Patrimô nio lí quido patrimoniais inicial Obrigaç ões Perda D C Conta de lucros e perdas Rendimentos Gastos

Perda

=
FIGURA 29: Do balanç o inicial ao balanç o final.

a uma alteraç ão do balanç o: TIPOS DE ALTERAÇ Ã O DE BALANÇ O Cada transaç ão contá bil leva a uma alteraç ão de balanç o. grado na empresa como tando. depois a conta que será alterada no cré dito. Princí pio: Primeiramente é nomeada a conta que será alterada no dé bito. Em cada lanç amento sempre. pelo menos uma conta é alterada no débito e uma conta é alterada no crédito. somente um dos quatro possí veis tipos de alteraç ão de balanç o tem que ser o resultado. Indiferentemente quão complicada uma transaç ão seja. í Troca de ativo Uma (ou mais) posiç ão de ativo aumenta. ex.depósitos da empresa + retiradas da empresa. importâ ncia. As duas serão ligadas por meio da palavrinha "a". Apuraç ão indireta do lucro por meio da comparaç ão entre balanç o inicial e final ou seja: lucro = patrimô nio lí quido do balanç o final . no passivo-ativo) passiva-ativa) mesmo tempo uma outra Tanto uma (ou mais) Tanto na seç ão de ati(ou mais) posiç ão de posiç ão de ativo como vos como de passivos passivo diminui. 2.: compra de mervista de uma dí vida. uma (ou mais) posiç ão uma (ou mais) posiç ão P.de passivo está aumenestá diminuindo. P. para que o capital P. finalmente a importância em dinheiro do lanç amento será nomeada: Conta de débito a conta de crédito. . ex.: reembolso à sócio. pela respectivo lanç amento. ex. ê Troca de passivo ê Prolongamento do balanç o î Reduço do ã balanç o Uma (ou mais) posiç ão (chamado aumento (chamada diminuiç ão de passivo aumenta. mô nio lí quido. externo se torne patricadorias a cré dito. P. FIGURA 30: Tipos de alteraç ão de balanç o. Apuraç ão direta do lucro por meio do saldo da conta de lucros e perdas Cada transaç ão contá bil leva.27 A apuraço do lucros ou das perdas no balanç o anual é possí em duas maneiras: ã vel 1. no mesmo tempo uma outra (ou mais) posiç ão de ativo diminui.: um credor é inte. Cada transaç ão é documentada por um termo de lanç amento.patrimô nio lí quido do balanç o inicial .: saque de dinheiro à vista da conta bancá ria e depósito na caixa da empresa. ex.

Todas as informaç ões tê m que ser consideradas. FIGURA 31: Princí pios fundamentais de contabilidade. PRINCÍ PIOS FUNDAMENTAIS DE CONTABILIDADE í ê î Princí da pio Princí da pio Princí da pio integridade verdade de continuidade balanç o de balanç o Todos as posiç ões de bens e do capital devem ser consideradas em sua integridade.realizados.28 í Princí da pio clareza do balanç o Classificaç ão e definiç ão clara das posiç ões singulares no balanç o. ex. Princí de dispapio tê ncia). não depois que elas já foram realizadas. . Princí de realipio zaç ão = lucros e Continuidade foraumentos de bens mal = classificaç ão devem ser regisidê ntica dos ativos trados somente se e passivos (consis. As notaç ões tê m que ser completas e corretas e devem responder às determinaç ões legais. contas a receber e obrigaç ões a pagar com a mesmo empresa não devem ser compensadas uma com a outra). î Princí da pio prudê ncia Consideraç ão dos riscos na contabilidade e no balanceamento.mento de perdas rial = os princí pios ou diminuiç ões de de avaliaç ão devem bens quando elas ser os mesmos no são possí veis e decorrer do tempo. Alé m disso vale o princí bruto: pio Ativos e passivos não devem ser compensados um com o outro ( p. Identidade = o balanç o final deve corresponder ao balanç o inicial no ano seguinte. ridade = lanç aContinuidade mate. Princí do valor pio mais baixo = para os bens do ativo deve ser empregado sempre o valor mais baixo Princí do valor pio mais alto = para as dí vidas deve ser empregado sempre o valor mais alto.

decisão entre produç ão própria ou por meio de terceiros. î Controle (Cálculo para controle) Os objetivos do planejamento foram atingidos? • Aná lise de custos. etc. • formaç ão de custos padrões para o controle de custos. • polí de investimentos tica (projetos. centro de custos. controle. comparaç ões internas e externas entre empresas ("benchmarking"). ex. procedimentos e capacidades.1 Funç ões de contabilidade de custos FUNÇ Õ ES DA CONTABILIDADE DE CUSTOS Tarefa: Coleta completa e cá lculo de todos os custos oriundos do processo de produç ão bem como averiguaç ão do resultado empresarial por meio da confrontaç ão de custos e vendas respectivas com a finalidade de tirar conclusões para a formaç ão da empresa. • comparaç ão entre custos realizados e custos padrões. dos processos. controle de economicidade. • achar pontos de fraqueza/pontos de partida para a racionalizaç ão. • revisão de projetos de investimento. programas).). controle de custos. • colocar os fundamentos à disposiç ão para: formaç ão de decisão. • controle de preç o. escolha de processo de produç ão. ê Prognose (Cálculo para planejamento) Disposiç ão e polí da empresa: tica • Planejamento otimizado dos programas de produç ão. • formaç ão de preç o. p. FIGURA 32: Funç ões da contabilidade de custos. custos por unidade. efeito da aceitaç ão de mais uma ordem de compra. .29 5 Contabilidade de custos 5. Se pode diferenciar trê s funçes básicas: õ í Averiguaço ã (Cálculo para representaço) ã • Averiguaç ão de resultado (custos totais. • formaç ão de decisão.

• material. que estão à disposiç ão para a produç ão na empresa florestal (mais ou menos fatores de produç ão): • Mão-de-obra. î Objetos de custos = Bens ou serviç os. FIGURA 33: Custos. ex. ê Centro de custos = lugar/local onde os custos se realizam: • Centro principal de custos (as mais importantes á reas de trabalho). • custos de risco. • capital. o que eleva os custos també m em degraus. p. • centro auxiliar de custos (subá reas dos centros de custos principais. • custos de impostos. • custos dos materiais • Custos para os serviç os de terceiros. que serão utilizadas na parte seguinte do processo de produç ão. terreno etc. má quinas etc. madeira cortada. • centro adicional de custos (fora da produç ão florestal. 5. ex. uma pedreira na empresa florestal). que serão vendidos no mercado (p. ex. • objetos compostos de custos Grau intermediá rio da produç ão no caminho para a maturidade do produto (p. • objetos finais de custos Produç ões e bens. • custos de juro (custos de cré dito). ex. p. má quinas). ê Tipos de custos = o consumo de um bem de custos avaliado em dinheiro: • Custos de mão-de-obra. viveiro.2 Conceitos de custos – Custos fixos – Custos variá veis DEPENDÊNCIA DE CUSTOS î Custos variáveis = Estão reagindo às alteraç ões de volume do trabalho na empresa í í ê î î Custos Custos Custos Custos com Custos proporsuper-prosubprovariaç ão em remacionais porcionais porcionais degraus nescentes O aumento do volume da produç ão causa um crescimento sempre igual dos custos variá veis Aumentam progressivamente com o volume de trabalho O aumento de custos diminui com o volume de trabalho crescendo Para aumentar a produç ão.).30 CUSTOS Custos são a soma dos valores monetá rios consumidos para a produç ão tendo e vista a finalidade da empresa í Bens de custos = potencial de forç as e materiais. povoamentos em crescimento). . Os custos diminuem mais lentamente do que o volume de trabalho í Custos fixos Com uma mudanç a de volume de trabalho eles ficam constantes para um perí odo determinado (estrutura bá sica da empresa como pré dios. que uma empresa florestal produz em conseqüê ncia de sua finalidade: • Pré -objetos de custos Produç ões inteiras na empresa. • depreciaç ões. são necessá rios incrementos em degraus nos fatores de produç ão. • serviç os de terceiros. • bens imobilizados (terreno.) FIGURA 34: Dependê ncia de custos.

í Custos médios Os custos reais dos perí odos passados ou das vá rias empresas. reais. . Lucro perdido da segunda melhor alternativa.31 Demais importantes conceitos de custos na contabilidade de custos são: í Custos efetivos Custos efetivos. Custos calculados antecipadamente analiticamente. CONCEITOS DE CUSTOS ê ê î Custos Custos de Custos plamarginais oportuninificados dade Custos adicionais para a produç ão de mais uma unidade de produç ão. Se não existe escassez. Diminuiç ão do lucro mediante a escassez de um fator de produç ão. como grandezas teóricas prescritas. FIGURA 35: Conceitos de custos. os custos de oportunidade são igual zero. î Margem de contribuiço ã Diferenç a entre receita e custos (Receita – custos variá veis = Margem de contribuiç ão – custos fixos = resultado bruto empresarial).

alé m disso també m base para o cá lculo por objetos de custos. Com vá rios graus. cio distribuiç ão de custos indiretos somente com uma taxa de distribuiç ão possí vel. III. Para graus de produç ão ficando temporariamente um atrá s do outro. II. IV etc. dos è Cá lculo por imputaç ão Adiç ão percentual dos custos indiretos para os custos diretos è Custeio direto (Cá lculo de margem de contribuiç ão) Somente os custos variá veis são debitados dos produtos. • Custos indiretos: não-associados diretamente com os produtos feitos (Quanto da depreciaç ão de um edifí pertence a cada unidade de produto feita?). Custos totais divididos por quantidade total produzida. . Separaç ão entre custos fixos e custos vará veis (os custos fixos são debitados como um bloco ou gradualmente).32 A contabilidade de custos pode ser subdividida da seguinte maneira: CONTABILIDADE DE CUSTOS Cá lculo completo conforme a causa de todos os custos com a finalidade de se tirar conclusões para o processo de produç ão na empresa è è Cálculo por tipos de custos Quais custos resultaram? Cálculo por centro de custos Onde os custos resultaram? • Sobretudo para tarefa de controle. ficos) è Cá lculo por divisão (custos unitá rios ou especí • • • Com um grau. • Custos diretos: diretamente associados com os produtos feitos. (Cá lculo por equivalentes). custos indiretos são distribuí com base em equivalentes proporcionais. averiguaç ão gradual de vá rias margens de cobertura I. è Cálculo por objetos de custos Para o que os custos resultaram? è Custeio total (Sistema de custos completos) Os produtos assumem uma parte determinada de todos os custos envolvidos em sua fabricaç ão. se são produzidos diferentes objetos de custos. Ponderado. FIGURA 36: Subdivisão da contabilidade de custos. Bom para a melhoria da formaç ão do procedimento.

33 5. diminuir o rendimento negativo pela cobertura parcial dos custos fixos. •= O mí nimo dos custos totais mé dios = começ ando e estendendo a produç ão. a empresa sai de uma produç ão de rendimento lí quido positivo (segundo cruzamento da curva dos custos totais mé dios com a linha reta do preç o) O mí nimo da empresa = Daqui para o ponto ƒ. a empresa entra em uma produç ão de resultado positivo (primeiro cruzamento da curva dos custos totais mé dios com a linha reta do preç o) Limite da utilidade = Aqui. Cessando a produç ão. mas pela produç ão crescente ela pode. ‚= ƒ= „= …= †= . os custos totais mé dios decrescem. O melhor ní da produç ão = Sendo uma das finalidades econô micas um renvel dimento lí quido má ximo. ao menos. por causa da diminuiç ão dos custos fixos. a empresa tem novamente um resultado negativo. até a um mí nimo e depois começ am a crescer porque os custos variá veis crescem super-proporcionalmente. O má ximo da empresa = Entre os pontos „ e †. Limiar da utilidade = Daqui para frente. a produç ão deve chegar a um ní que dê esse má vel ximo. a empresa tem um resultado negativo.3 Curvas de custos – Pontos importantes dos custos Custo e preç o Custos totais médios Custos marginais … ƒ ‚ „ Preç o † • Custos variáveis médios Quantidade FIGURA 37: Curvas de custos em razão da quantidade produzida. a empresa tem que pagar a importância completa dos custos fixos que surgem pela mera existê ncia dela.

=> exigê ncia de um bom planejamento de produç ão e de investimento partindo da á rea de produç ão com a menor capacidade (planejamento partindo de aperto). í Grau de ocupaç ão Termo para o desenvolvimento dos custos com aproveitamento da capacidade: Produç ão efetiva * 100 Capacidade nominal de trabalho î Número de tiragem (Escala de produç ão) Produzindo mais.34 5. Um grau menor ou maior do que 100% causa custos mais altos.: • Procedimentos e organizaç ão de trabalho. • qualidade de material (p. os custos fixos por unidade diminuem com o número das unidades produzidas (termo vem da tipografia). • condiç ões internas de trabalho (relaç ões sociais. FIGURA 38: Causas de determinaç ão de custos. ex. ex. agroquí mico vencido). • condiç ões externas de trabalho (p. ex. motoserra com corrente cega). os custos fixos distribuem-se por um maior número de produtos. satisfaç ão dos colaboradores). p. • qualidade da manutenç ão (p.4 Causas de determinaç ão de custos CAUSAS DE DETERMINAÇ Ã O DE CUSTOS í Causas primárias São vá lidas em qualquer empresa. ex. . a curto e mé dio prazo Grande número dos fatores de influê ncia. a longo prazo î Causas secundárias Causadas pelas caracterí sticas de uma empresa especifica. tempo).

35 5. FIGURA 39: Custos de mão-de-obra. Entra no cá lculo de custos.5 Tipos de custos CUSTOS DE MÃ O-DE-OBRA Custos que surgem pelas produç ões empresariais dos empregados ou mesmo do proprietá rio í ê î Custos salariais Encargos sociais Salário calculado do proprietário Salá rio mí nimo é fixado por lei. Diferencia entre salá rio nominal e salá rio real (comparaç ão com os preç os) Pagamento ou desembolso do valor para o melhoramento da situaç ão social dos trabalhadores e dos empregados (seguro contra acidente. mas não no cá lculo de gasto. etc. dentista. . morte.) Calculado: como substituiç ão para um outro emprego não-aproveitado. melhoramento das moradias. doenç as. depende do tempo de trabalho e das qualidades do proprietá rio. melhoramento das condiç ões de trabalho) Podem ser encargos sociais obrigatórios ou encargos sociais voluntá rios (planos de saúde.

especialmente conveniente. p. è  R q = 100 * 1 − n  à d = V x * q  A   Depreciaç ão aritmé tico-degressiva (com quotas diminuí das) As quantias de depreciaç ão diminuem anualmente por uma importância constante. • desatualizaç ão.. sempre 20%. Sendo: d = depreciaç ão A = valor de aquisiç ão R = valor residual do bem após o uso q = quota de depreciaç ão Vx = valor no ano x n = duraç ão de vida em anos x = ano 1 a ano n . • decorrer de tempo e influê ncias do tempo. s FIGURA 40: Custos de depreciaç ão. ex. è Depreciaço segundo o tempo ã è Depreciaç ão linear Depreciaç ão de uma quantia anualmente igual durante a duraç ão calculada da vida do bem Especialmente conveniente. ao valor de aquisiç ão e nos anos seguintes ao valor atual. + n Depreciaço segundo o uso ã q= As depreciaç ões por unidade de produç ão resultam do valor de aquisiç ão divido pela soma das unidades estimativas de produç ão. O objetivo é uma depreciaç ão perto da realidade de cada tipo de material (caminhão e software devem ser depreciados diferentemente). se a capacidade de uso diminui muito com a duraç ão de vida e os custos de manutenç ão aumentam muito. A desvantagem é que a diminuiç ão de valor por meio do nenhum uso (p. se a capacidade de uso permanece a mesma durante a duraç ão e os custos de manutenç ão não crescem com a duraç ão de vida. reduç ão do valor mediante: • Uso/desgaste té cnico. no primeiro ano. Especialmente para a agregaç ão dos custos por causa da produç ão (os outros mé todos são fixados ao tempo). refere-se. è A− R n Depreciaç ão degressiva d= è Depreciaç ão com quantias anualmente diminuí das Depreciaç ão geomé trico-degressiva (com quotas constantes) Anualmente uma percentagem constante é depreciada. mê de parada de manutenç ão) não é considerada.36 CUSTOS DE DEPRECIAÇ Ã O Depreciaç ão = quantia estimativa da diminuiç ão do valor de um ativo fixo (não é uma despesa atual da caixa). ex. è A− R à d =q*x 1 + 2 + ..

CUSTOS DE TERCEIROS = produç ões que são feitas por mão-de-obra de outras empresas para a empresa florestal í Serviç de terceiros os P. ex. para o financiamento das tarefas sociais comunitá rias. ex. ê Custos de seguros Prê mios para seguros de pré dios. FIGURA 43: Custos de terceiros. papel para o escritório. ex. taxa para o levantamento topográ fico.: culos (automóveis. empresas de terceiros realizam a baldeaç ão. ê Custos de combustí veis Gasolina. FIGURA 41: Custos de impostos. etc. î Custos de energia Energia elé trica ou gá s FIGURA 42: Custos de material. de acidentes. • Impostos sobre veí • imposto do consumo (pesa sobre o valor das mercadorias vendidas). etc. etc. í Custos de material no sentido estrito Plantas. caminhões). î Serviç especiais os P. P. adubo. . de veí culos. construç ões de estradas etc. etc. CUSTOS DO MATERIAL Custos para bens e insumo que são consumidos no momento da sua utilizaç ão. óleo. fio para cercas.37 CUSTOS DE IMPOSTOS Impostos são pagamentos ao Estado sem uma compensaç ão especifica deste.

ncia do risco: transferir o risco a terceiros. etc. a taxa de juros calculada pode ser escolhida livremente. ex.38 CUSTOS DE RISCO Custos de risco são custos causados sem querer. ex. ex. pelo seguro (=> custos de • transferê terceiros). compra de uma má quina) Juros reais são despesas. Especialmente a empresa florestal é submetida às influê ncias da natureza. ex. ex. controles. • distribuiç ão ou compensaç ão do risco: p. mas em regra o proprietá rio escolha a taxa interna de juros. os anos são carregados de um valor mé dio. p.. uma produç ão menor. • quebras de á rvores. • desabamento de terra. FIGURA 44: Custos de risco. exames. destruindo estradas. custos e gastos. embora aumente a seguranç a de produç ão. isso significa. FIGURA 45: Custos de juros. ncia de um devedor e a empresa perde o pagamento. • investimentos com duraç ão ilimitada (terrenos) juros anuais = Valor * (p/100). causadas por tempestades. ou seja. Distinç ão entre: • Investimentos com duraç ão limitada (simplificaç ão) juros anuais = (Valor/2) * (p/100). a rentabilidade que surge da confrontaç ão de gastos reais com os rendimentos reais. î Juros calculados = Juros do capital próprio que é usado na própria empresa. mudanç a de mistura de espé cies florestais. ex. Riscos na empresa florestal são p. . mas nenhuma despesa (por isso "calculado") Basicamente. Custos de risco são calculados. por meio da ordem espacial (tarefa de planejamento a longo prazo). • acidentes de má quinas. Essas influê ncias interrompem os processos planejados e exigem um planejamento flexí vel. Juros calculados são somente custos e gastos. • falê ncia.: • Geadas e inundaç ões. tomando um cré dito bancá rio e pagamento de 12% de juros anualmente (p. na verdade. mas realizam-se automaticamente. • fogos florestais. • inadimplê Existem trê diferentes normas de reaç ão para segurar o processo de produç ão: s • Limitaç ão do risco: p. CUSTOS DE JUROS í Juros reais = O preç o que a empresa paga pela cessão do capital emprestado de terceiros (banco) P. • pragas e doenç as.

anual por operá rio. . Alé m disso. rendimento por ha. inclusive encargos quilô metro ou por ha.39 6 Análise de empresa ANÁ LISE DE EMPRESA = Todos os procedimentos que podem explicar as causas de ê e de insucesso xito (perda) da empresa. • custo das construç ões e ma• nutenç ões de estradas por • salá rio. se as empresas forem compará veis (Benchmarking). Comparaç ão dos números/grandezas da empresa com números/grandezas planificados ou de padrões para custos e produç ões. • número dos dias de trabalho anual por ha. satisfaç ão de trabalho) • • FIGURA 47: Í ndices sinais/í ndices de performance.). • produtividade por ha e por => coeficiente da empresa hora de trabalho. E mais. custo mé dio por plantaç ão por ha. • • gastos por ha. preç o mé dio da madeira vendida. • números de relaç ão: relaç ões entre valores diferentes ou referindo-se às unidades determinadas (p. precisão). Comparaç ão dos resultados e coeficientes econô micos de uma empresa no decorrer do tempo. preç o mé dio para sortimentos importantes. sociais. grande problemá tica das caracterí sticas não-quantificá veis ou somente com grandes dificuldades quantificá veis (p. • problema de mediç ão (objetividade. Í NDICES SINAIS/Í NDICES DE PERFORMANCE (NÚMEROS PARA A CARACTERIZAÇ Ã O DA EMPRESA) í ê î Setor de venda Setor da produço ã Setor do trabalho dos funcionários • Número dos dias de trabalho Custo de corte por m³ . Evidentemente só se aplica. ex. etc. são indicados como porcentagens. • números de í ndice: representam o desenvolvimento temporal de um valor em relaç ão a um ano de base. números dos operá rios. Problemas dos í ndices sinais: • Definiç ão exata é necessá ria. • • Corte em m³por ha. Procedimentos de comparaç ão são: í ê ê î Comparaço de ã Comparaço de ã Comparaço ã Comparaço de ã empresas números reais e temporal procedimentos padrõ es Comparaç ão entre diferentes empresas. é possí distinguir entre: vel • Números de classificaç ão (hectares totais da empresa. • verdade. ex. pressuposto: precisa preç os/custos constantes durante um perí odo Comparaç ão de diferentes procedimentos de produç ão ou mesmo administrativos FIGURA 46: Aná lise de empresa. confianç a. gastos por ha). = (gastos por ha * 100)/ rendimento por ha. hectares para cada espé cie florestal.

• impostos para o Estado/Governo. è Produtividade de á rea/terra Está sujeito à lei do rendimento decrescente. * Geraço de valor: ã Resultado da produç ão menos . um dos mais importantes números econô micos para decisões empresariais è è Produtividade completa de capital Fator de produç ão = capital Produtividade parcial també m chamada produtividade té cnica. temos excesso de mão-de-obra. unidades . è Produtividade de trabalho Se não tem modificaç ão entre trabalho manual e trabalho mecanizado. FIGURA 48: Produtividade Objetivo do gerenciamento: Aumentar a produtividade. Metros cúbicos de madeira produzidos por hectare. • lucro para o proprietá rio. – custo de mão-de-obra – custo de material – custo de terceiros – depreciaç ões – impostos ⇒ Contribuiç ão da empresa para a produto social da economia nacional Distribuiç ão dessa geraç ão de valor: • Salá rio para os funcioná rios/trabalhadores. ou seja. output/input (Produtividade = Resultado da produç ão/fatores de produç ão) è Produtividade completa = O resultado da produç ão é a geraç ão de valor* ou o valor lí quido da produç ão em R$ è è Produtividade completa de á rea Fator de produç ão = á rea de produç ão (ha) Produtividade completa de trabalho Fator de produç ão = trabalho Informaç ão boa sobre o desenvolvimento da empresa inteira.40 6. m³ quilô metros. mas partindo do mesmo volume de produç ão com produtividade de trabalho mais alta.. mas não proporcionalmente com os custos investidos. mas tem informaç ão sobre a qualidade de madeira. essa cifra é um bom crité rio para o desenvolvimento té cnico e/ou organizacional. (Produtividade de trabalho = Resultado de produç ão/Σ t (soma do tempo de trabalho efetivo) è Produtividade de capital Somente tem importância em relaç ão com alguns planos de investimento. o rendimento cresce. ou seja. resultados de produç ão são quantidades produzidas em est.1 Produtividade PRODUTIVIDADE = Relaç ão entre o resultado da produç ão e os fatores de produç ão empregados.

que é rodado por ano. No total. a rentabilidade é a taxa interna de juros. Na Europa Central a rotaç ão do capital fica entre 1 e 3%. . importância pequena como uma cifra caracterí stica para o julgamento da empresa florestal. pequena reagibilidade (porque valor do capital investido é muito grande) è Rotaç ão de capital = (vendas/capital) * 100 Mostra a percentagem do capital. quanto gasto em R$ é necessá rio para atingir R$ 1 de rendimento) è Coeficiente da empresa/cifra da empresa = (gasto/rendimento) * 100 (desvantagem ótica: quanto mais favorá vel a situaç ão da empresa. por isso emprego dos valores estimados. è Rentabilidade absoluta Lucro lí quido = faturamento total . as vezes mais de 100% por ano.5% por ano significa. A rotaç ão de capital é maior em empresas comerciais. A idade da rotaç ão tem influê ncia decisiva na rentabilidade de capital. tanto menor é o coeficiente da empresa) è Rentabilidade de venda/Lucratividade das vendas = (faturamento . porque está reagindo lentamente. quanto rendimento surge por meio do emprego de R$ 1 de gasto) ndio è Grau de dispê = gasto/rendimento lí quido (ou seja. Uma rotaç ão de capital de 2. que o capital será rodado uma vez em 40 anos. FIGURA 49: Rentabilidade.2 Rentabilidade RENTABILIDADE = Renda.gasto)/valor presente lí quido * 100 No entanto. Uma empresa é rentá vel se gera sempre um excesso monetá rio.gastos totais è Rentabilidade relativa Relaç ão entre lucro lí quido ou rendimento lí quido e outras grandezas empresariais è Grau de rendimento = rendimento lí quido/gasto (ou seja. p = (rendimento . a renda significa o rendimento do capital investido. Quanto mais cedo se obtiver receitas.gasto)/venda * 100 venda = quantidades de produtos vendidos multiplicados pelos respectivos preç os è Rentabilidade de capital Neste caso. a determinaç ão do valor presente lí quido é complicado.41 6. melhor.

veja pá gina 14. mas a relaç ão entre resultado (produç ão) e emprego dos fatores de produç ão que é utilizada para o julgamento sobre a economicidade. sobre utilidade econô mica das aç ões ⇒ Não é o resultado absoluto. . um lucro lí quido muito alto poderia ser atingido mediante preç os favorá veis. ⇒ Crité rio para avaliar a utilidade das aç ões do gerenciamento: Economicidade Economicidade: julgamento sobre a racionalidade do gerenciamento/conduç ão da empresa. ou por alteraç ões no câmbio.42 6.3 Economicidade Um lucro lí quido muito alto ou uma rentabilidade alta não permitem ver se as aç ões gerenciais da empresa florestal foram bem tomadas. Por exemplo. Mais informaç ões.

INVESTIMENTO Imobilizaç ão de meios de pagamento em fatores de produç ão utilizá veis na empresa a longo prazo í Investimentos reais Aquisiç ão de equipamentos e bens (construç ão de pré dios. No sentido mais amplo també m desenvolvimento. cré ditos ou aplicaç ões de capital de (novos) acionistas. • investimentos de racionalizaç ão: a finalidade é a diminuiç ão de custos ou/e aumento de qualidade ou produtividade. desempenha um papel subordinado na empresa florestal. î Investimento substituto Substituiç ão de fatores/meios de produç ão consumidos ou não mais econô micos. . plantio de povoamentos). compra de má quinas. í Investimento novo Financiamento mediante lucros. î Investimentos financeiros Aquisiç ão de aç ões ou aplicaç ões do capital. • investimentos de ampliaç ão: aumento de capacidade da produç ão ou orientaç ão a novos produtos (compra de mais má quinas). propaganda. educaç ão/formaç ão. ex. Existem diferentes formas de investimento novo: • Investimentos iniciais: fundaç ão de empresas. • investimentos de seguranç a: investimentos devem diminuir o risco na empresa. FIGURA 50: Investimento.43 7 Cálculo de investimento Um dos mais importantes planejamentos na empresa florestal é o do investimento. p. substituiç ão de uma má quina velha ou replantio depois um corte raso. etc.

tanto menor será a incerteza conectada com o investimento. com qual taxa interna de juros o "valor presente lí quido" de um investimento será negativo? è 3. p. Julgamento de risco de investimento è Cá lculo de amortizaç ão Comparaç ão entre os perí odos de recuperaç ão do capital investido: PoP (pay-off-period) = despesa de aquisiç ão/saldos mé dios de receitas. pode ser realizado també m considerando juros compostos. . quanto menor forem as variaç ões do resultado.44 GRAUS DE PLANEJAMENTO DE INVESTIMENTO è 1. Evidentemente. Cálculos de investimento Existem diferentes procedimentos/mé todos è 2. passivos. problemas legais. Consideraço de outras circunstâ ã ncias do investimento Consideraç ão da flexibilidade da empresa. satisfaç ão de trabalho). organizaç ão. riscos. dinamicamente. da liquidez. efeito considerando impostos. ou seja. FIGURA 51: Graus de planejamento de investimento. qualidade do trabalho (seguranç a. è Aná lise de sensibilidade Apreciaç ão da estabilidade de um cá lculo de investimento variando o input dos dados. També m pode ser formulado considerando valores crí ticos. ex.

FIGURA 52: Mé todos está ticos de cá lculo de investimento. relaç ão entre o lucro lí quido e o capital colocado). Comparaço da rentabilidade ã Comparaç ão das taxas medias de juros do capital colocado (rentabilidade de capital. c = custos correntes por unidade de produto. V = Valor de aquisiç ão. p = taxa de juros. Cá lculo da limiar da utilidade em comparaç ão com a alternativa. Comparaço dos custos ã Comparaç ão dos custos antes e depois do investimento. ou seja. Determinaç ão simplificada dos custos totais anuais com a seguinte fórmula de "engenheiro": C= V V p + ∗ +c∗x n 2 100 Sendo C = custos totais anuais depois do investimento. é o incremento do lucro. x = quantidade anual de produto. quando um investimento não altera somente os custos.1 Mé todos está ticos MÉ TODOS ESTÁ TICOS DE CÁ LCULO DE INVESTIMENTO Caracterí sticas: • Calculam com custos e produç ão. nesse caso. . • simples procedimentos auxiliares para a prá tica. n = duraç ão do investimento.45 7. O crité rio para a decisão. mas principalmente o lucro. supõem um ano "mé dio". Mais simplificado: C= V +c∗x n Problema: não é considerado que o investimento també m pode ter efeito com respeito às relaç ões de rendimento lí quidos. • cá lculos está ticos "simples" sem consideraç ão de fator de tempo. Comparaço dos rendimentos lí ã quidos ("lucros") Essa comparaç ão deve ser aplicada.

o investimento será razoá vel sob o ponto de vista da produtividade. Método de taxa interna de juros Taxa interna de juros: taxa de juros que um investimento (efetivamente) rende.0 p r − 1) Sendo: Ar = receita lí quida do corte final. + n 1.0 p * 1. p = taxa interna Método de anuidade Comparaç ão de valor do capital (VC) no perí odo (n) com juros.0 p ∗1. + x + .0 p 3 1. A rentabilidade deve ser melhorada pelo investimento. no mí nimo. r − Cx r +R r r VC = 1 + 2 + . com financiamento próprio a taxa de juros deve ser. rn = receita lí quida no ano n. o valor que leva à igualdade de ambos os lados da equaç ão. R = valor lí quido residual do investimento.0 p n a= c n 1.. c = despesas de plantaç ão.).0 p 2 1. Da = despesas anuais (imposto etc.0 p 1.0 p n 1..0 p 1. .0 p x 0. Cx = custos de manutenç ão no ano x. • procedimentos financeiro-matemá ticos e orientados à prá tica. Esse valor é a procurada taxa interna de juros. + =V + + a n 1. p = taxa de juros. • diferenç as temporais da entrada e saí dos meios de pagamento são consideradas da pelo cá lculo de juros. V = valor de aquisiç ão. A equaç ão bá sica florestal é valida: Receitas descontadas = despesas descontadas Ar + Da ∗1.46 7. r = rotaç ão..0 p 1. Cx = custos de manutenç ão no ano x.0 p n Sendo: E = dinheiro economizado. Da/Db = receitas lí quidas dos desbastes.0 p n − 1) E1 E2 E3 En + + + . finalmente. V = valor do capital administrativo. = c ∗1. B = valor da terra. Se o valor presente lí quido calculado for maior que o investimento.0 p − 1 FIGURA 53: Mé todos dinâmicos de cá lculo de investimento.0 p n sendo: VC = valor presente lí quido de um investimento. até encontre-se. a taxa interna de juros deve ser. então a periodicamente possí retirada de dinheiro considerando os juros = anuidade (a) vel V ∗ 0.0 p r + ( B + V ) * (1.. Método de valor presente lí quido Valor presente lí quido: soma das receitas lí quidas (receitas menos despesas) descontadas durante os anos da utilizaç ão. tão alta como a taxa interna da empresa florestal. igual à taxa real... Determinaç ão de "p" mediante iteraç ão com soluç ão grá fica ou numé rica..0 p r − b + .2 Mé todos dinâmicos MÉ TODOS DINÂMICOS DE CÁ LCULO DE INVESTIMENTO Caracterí sticas: • Calculam com receitas e despesas.0 p + Db ∗1.. com financiamento por meio de terceiros. Desvantagem: dificuldade de estimar as receitas e as despesas com grande antecipaç ão temporal. pelo menos. Para projetos de investimento a equaç ão tem a seguinte forma: r −a Cx D * (1.0 p 2 x 1.

.0 p n − 1 1.0p significa p/100 1.0 p n ( ) ) V0 = r 1.0 p ∗ 0.0 p 1.0 p n − 1 0.47 Os fundamentos matemá ticos para o cá lculo de investimento são os seguintes: CÁ LCULO DE TAXA DE JURO SIMPLES ê r p = ∗100 V CÁ LCULO DE JURO COMPOSTO í Prolongaço ã Determinaç ão de valor posterior do capital V0 depois n anos: Vn = V0 ∗1.0 p n ê Descontaço ã Determinaç ão do valor anterior do capital antes n anos: î Taxa de juros Taxa de juros com o que o capital se rende depois n anos: V0 = Vn 1.0 p n − 1 Sendo: p = taxa de juros r = renda (renda do capital ou juro) V = valor do capital V0 = valor do capital no iní (valor inicial) cio Vn = valor do capital depois n anos (valor final) Nota: 0.0 p n − 1 Valor final: Vn = r ∗ 1.0p significa 1+p/100 FIGURA 54: Fundamentos matemá ticos do cá lculo de investimento.0 p ( Adiantado: (hoje e então de novo todos os n anos) n Vn = r ∗1.0 p n  V  p = 100 ∗  n n − 1  V   0  CÁ LCULO DA RENDA Renda = importância de dinheiro "paga" regularmente e na constante quantidade pelo capital í Série perpétua de termos anuais Capitalizaç ão para determinaç ão do presente valor do capital de uma renda: ê Série limitada de termos anuais Cá lculo do valor inicial e final do capital Valor inicial: î Série perpetua de termos periódicos Capitalizaç ão de uma renda entrada nos todos n anos: Seguindo: (depois n anos pela primeira vez) V0 = r 0.0 p V0 = r ∗ 1.

A espé cie florestal escolhida determina a produç ão e os custos na empresa.1 Decisões silviculturais da produç ão 8. adubaç ão.Funço de Funço de Paisagem Proteço ã ã ã zaço do recreaço proteço ã ã da risco natureza î Produçes õ econô micas FIGURA 56: Escolha da espé cies florestais Com rotaç ões mais longas (como na Europa Central até 250 anos) consideraç ões econô micas não tê uma grande importância. Apesar disso.1 Escolha de espé cies florestais A escolha da espé cies florestais é a mais importante decisão a longo prazo na empresa florestal. í Vegetaço ã potencial natural ESCOLHA DAS ESPÉ CIES FLORESTAIS í í ê î î ã Minimi. é recomendá vel a considerar també m: • Crité rios ecológicos. os riscos da produç ão e a paisagem. FIGURA 55: Decisões na produç ão florestal. Mas. aproveitamentos na floresta jardinada.1. • distribuiç ão do risco mediante a escolha mais variada de espé cies florestais considerando o sí tio. m DECISÕ ES NA PRODUÇ Ã O FLORESTAL Decisõ es silviculturais da produço ã • • • • • Escolha das espé cies florestais. desrama.48 8 Formaç ã o do processo de produç ã o na empresa florestal No processo de produç ão florestal vá rias decisões tê que ser tomadas. etc. 8. aproveitamentos secundá rios. Determinaço da ã intensidade da produço ã Mudanç a do emprego de • um ou mais fatores de produç ão (intensificaç ão • ou extensificaç ão) • Determinaço da ã rotaço ã Rotaç ões té cnico-biológicas. rotaç ões socioeconô micas. . tratamentos na idade jovem. por causa das dificuldades de prever os efeim tos econô micos da escolha das espé cies florestais. • • • • Decisõ es do aproveitamento Aproveitamento final aproveitamento pré vio (desbastes). com rotaç ões mais curtas essas consideraç ões econô micas ganham mais importância. rotaç ões econô micas.

ASPECTOS DE DESBASTE í ê î Objetivo do povoamento/ Caráter de investimento Tipo. etc. Por isso. Determinaço dos procedimentos dos tratamentos ã Té cnica.1 Desbastes Desbastes seguem depois dos tratamentos na idade jovem. As medidas de desbaste são convenientes para atingir os objetivos empresariais sob perspectiva silvicultural (efetividade)? 2.2 Decisões do aproveitamento 8. Inventário do estado contemporâ do povoamento jovem neo 2.49 8. O desbaste é um investimento. . nos desbastes. intensidade e a idade para o desbaste devem ser orientados ao objetivo da empresa. etc. PLANEJAMENTO DOS TRATAMENTOS NA IDADE JOVEM 1. Ao contrá rio desses tratamentos. dos Tipo. Julgamento sobre a economiciade Economicidade existe com o procedimento de custos mais favorá veis e tecnicamente realizá vel. ex. Esses aspectos tê que ser inm cluí na decisão.2 Tratamentos na idade jovem Os tratamentos na idade jovem são todas as medidas do cultivo aplicados até o iní da cio competiç ão do povoamento. 4. Os tratamentos na idade jovem tê cará ter de m investimento. 3. mas també m às vantagens futuras do desenvolvimento do povoamento. qualidade dos fustes.1. Determinaço do objetivo do povoamento ã Deduç ão dos objetivos de tratamentos silviculturais considerando número de pé s. Julgamento dos diferentes procedimentos baseado no princí econô mico (eficipio ê ncia) FIGURA 58: Aspectos de desbaste. realizam-se sortimentos os quais podem ser oferecidos no mercado. FIGURA 57: Planejamento dos tratamentos na idade jovem. Dos objetivos da empresa devem ser silviculturamente deduzidos objetivos de desbaste. que deve ser orientada ao objetivo do povoamento e ao objetivo da empresa. intervalos temporais. 8.2. que justamente ainda satisfaz os objetivos. com custos e produç ões no tempo de desbaste e també m vantagens e possivelmente desvantagens futuras (p. O desenvolvimento do povoamento deve ser orientado inequivocamente ao objetivo da empresa. o julgamento sobre os tratamentos não deve ser orientado somente aos custos. intensidade e idade Objetivo da empresa O desbaste é uma medida de "educaç ão" do povoamento. danos de baldeaç ão). Julgamento baseado em duas questões: 1.

). os quais tê como finalidade uma regeneraç ão ou quais fazem uma regeneraç ão necessá ria. í Povoamentos necessários 1. sem consideraç ão do tipo e intensidade da medida. que não mais aproveitam o poder produtivo do solo (grau de densidade demasiadamente pequeno. 2. PLANEJAMENTO DE APROVEITAMENTO FINAL 1. Decisã o sobre urgê ncia de corte 2. • aproveitamentos em florestas jardinadas. Especialmente convenientes para a formaç ão de reservas.50 8. Determinaço do volume de aproveitamento final ã FIGURA 59: Planejamento de aproveitamento final.2. FIGURA 60: Urgê ncia de corte. mas podem ser usados sem desvantagens econô micas ou efeitos negativos para a ordem espacial. • aproveitamento da classe dominante em povoamentos com duas camadas.2 Aproveitamentos finais Definiço do aproveitamento final: ã m • Todos os aproveitamentos. URGÊNCIA DE CORTE ê ê Povoamentos Povoamentos maduros possí veis Maturidade té cnica para cortar (se a composiç ão dos sortimentos corresponde aos objetivos da empresa ou se a composiç ão dos sortimentos não pode ser melhorada com outras medidas futuras) Maturidade econô mica para cortar (=> análise marginal) = Povoamentos para dispor Ainda não-maduros para o corte. . Decisã o sobre perí odo de regeneraço ã Continuaç ão de corte e mé todo de aproveitamento final 3. etc. podridão) 2. ex. Aproveitamento 1. progresso de regeneraç ão) Povoamentos. necessá rio por causas silviculturais (p. quais são permanentemente ou temporariamente retiradas da produç ão florestal (construç ão de estradas. î Povoamentos nã o possí veis Aproveitamento significaria desvantagens econô micas ou efeitos negativos para a ordem espacial. • aproveitamentos em á reas. viveiros. • aproveitamento das á rvores de reserva. • todos os aproveitamentos na classe dominante em povoamentos com vá rios estratos para favorecer o estrato inferior.

mas com tendê ncia decrescida „ = ainda não-maduro. • enquanto a valor do povoamento está aumentando (fica embaixo do padrão).51 Análise marginal para a determinaço da maturidade econô mica para cortar: ã lio • Julgamento sobre o desenvolvimento real do valor do povoamento com o auxí de um padrão. o povoamento ainda não está maduro para cortar. mas perto do padrão e com tendê … = maduro para cortar Determinaço do rendimento lí ã quido marginal (incremento anual de rendimento lí quido) para um perí odo de 10 anos ∆RL = RLm +10 − RLm − 5 * (Cm + C m +10 ) 10 Sendo: ∆RL = rendimento lí quido marginal RLm = rendimento lí quido na idade m RLm+10 = rendimento lí quido 10 anos depois Cm = custos anuais na idade m Cm+10 = custos anuais 10 anos depois . • o padrão pode ser: – Desenvolvimento mé dio do valor para este tipo de povoamento. futuramente planejado tipo de povoamento no sí tio. outros depois) • = ainda não-maduro ‚ = maduro para cortar ncia aumentada do rendimento lí quido marginal ƒ = maduro para cortar. – desenvolvimento do valor de um outro. Exemplo: Finalidade "Rendimento lí quido má ximo" objetivo monetá rio (rendimento lí quido) rendimento lí quido marginal (sobre condiç ões normais) • ƒ „ rendimento lí quido mé dio = padrã o ‚ … idade da rotaç ão idade FIGURA 61: Aná lise marginal. Pontos • até …: desenvolvimento do valor marginal em povoamentos sobre condiç ões não-normais (alguns povoamentos são maduros para cortar antes de chegar a rotaç ão normal.

PERÍ ODO DE REGENERAÇ Ã O = tempo do iní até o final da regeneraç ão cio í ê ê î î Ordem Aspectos de Aspectos Aspectos de Aspectos espacial técnica de ecológicos venda econô micos exploraço ã í Aspectos silviculturais FIGURA 62: Perí odo de regeneraç ão. mas també m com estimativas de incremento não muito inexatas (com erros iguais).52 Nota: O problema das aná lises marginais é a determinaç ão do incremento real do povoamento. ou seja. as aná lises marginas podem dar uma boa hierarquia para o aproveitamento dos povoamentos velhos. . a aná lise marginal é um bom instrumento para classificar povoamentos.

ex. 3. ncia de condiç ões naturais (solo. etc. Definiç ão Grau de utilidade. quase nenhum povoamento se iguala a um outro. Valor e preç o comportam-se como causa e efeito. expressão de uma relaç ão entre sujeito e objeto 2. danos por insetos. venda. Particularidades da produço florestal com conclusõ es para a avaliaço florestal: ã ã • Produç ão a longo prazo. • dependê • dificuldades de determinaç ão de renda. . terreno. FIGURA 63: Motivos para a avaliaç ão florestal. clima. carvão. que um bem possui para satisfaz as necessidades do ser humano. manteiga. ex. Valor não e igual ao preç o O preç o é o valor de troca no mercado e quantificado pelo mercado.1 Fundamentos MOTIVOS PARA A AVALIAÇ Ã O FLORESTAL í ê ê î Avaliaço ã Tributaço Direitos de Cálculo de ã de danos usufruto renda e balanç os P. etc. inventá rio de valor. Direito de uso da lenha. formaç ão de graus de intensidade. disposiç ão de benefí • variedade e individualidade: a floresta não é uma mercadoria uniforme (como trigo. í Mudanç a de propriedade Compra. • raridade ou escassez do bem: quanto mais raro. separaç ão.53 9 Avaliaç ã o florestal 9. etc. incê ndio da floresta. cios indiretos. O valor é o pressuposto (utilidade e raridade) para a formaç ão de um preç o. construç ão de estradas.).). î Contabilidade de custos P. desapropriaç ão. • alé m das tarefas econô mico-mercantis. a floresta não faz parte dos bens livremente multiplicá veis. • o terreno não é multiplicá vel. tanto mais valoroso. Valor de um bem: 1. Qualidades de um bem determinando o valor: • Utilidade para servir às finalidades humanas (valor de usar). troca.

Finalidade: maximizaç ão do rendimento lí quido do Finalidade: maximizaç ão do rendimento lí quido do terreno. o mesmo bem pode ter diferentes valores conforme à estima do indiví duo. MICHAELIS. => o valor e uma expressão da preferê ncia do indiví duo. Representantes na historia: • ADAM SMITH: o valor de um bem resulta do emprego dos fatores produtivos (mão-de-obra. ð desenvolvimento da teoria sobre uma taxa de juros objetiva. capital. capital florestal = capital das á rvores mais o capital do terreno. • DAVID RICARDO. Duas escolas do rendimento lí quido se formaram: ESCOLAS DO RENDIMENTO LÍ QUIDO í î Escola do rendimento lí quido do Escola do rendimento lí quido da terreno floresta Representantes: PRESSLER. por isso. FAUSTMANN. florestas com volume grande. O valor de troca resulta de oferta (considerando os custos de fabricaç ão) e de demanda (considerando os fatores subjetivos) => o valor não é uma grandeza absoluta. 1850.2 História da avaliaç ão florestal Primeiras avaliaç ões já foram feitas na idade mé dia. o valor varia segundo a finalidade da avaliaç ão.54 TEORIAS DE AVALIAÇ Ã O í Teoria Objetiva Explica o valor de um bem pelos custos empregados para seu fabricaç ão. 9. KARL MARX: o valor resulta dos custos para a quantidade de mão-de-obra contida no bem. • Rotaç ões longas. Representantes: BORGGREVE. da floresta". HARTIG). Efeitos: Efeitos: • Produç ão florestal em grandes á reas. ð circulaç ão rá pida do capital. Com a construç ão de uma produç ão florestal manejada na Europa Central (depois exploraç ões. HEYER. î Teoria Gerundiva í Tenta a vencer o antagonismo entre as ambas teorias por uma teoria de equilí brio. florestas devastadas e falta de madeira) desenvolveram-se a Economia Florestal e a Avaliaç ão Florestal cientifica (KÖ NIG. 1873. 1873. desbastes pesados). Segundo essa teoria. FIGURA 65: Escolas do rendimento lí quido. formaç ão do primeiro sistema de explicaç ão sobre o aproveitamento florestal do solo no quadro da economia. 1900. o valor é uma propriedade absoluta e imutá vel. ENDRES. 1910. Desenvolvimento do cá lculo com uma taxa de juros. COTTA. . • o menor possí capital das á rvores (rotaç ões vel ð recusa da taxa de juros como uma coisa "fora curtas. î Teoria Subjetiva Explica o valor de um bem exclusivamente pela sua utilidade para um indiví duo. No classicismo. FIGURA 64: Teorias de avaliaç ão. terreno) necessá rios para sua fabricaç ão (teoria dos custos de produç ão).

. os valores para a exploraç ão e os custos administrativos..4 Avaliaç ão do povoamento AVALIAÇ Ã O DO POVOAMENTO A observaç ão refere-se à/ao ê Atualidade Valor de exploraço ã í Passado Valor do custo do povoamento î Futuro Valor da espectativa de produço ã Povoamentos novos Povoamentos com idade média Povoamentos da idade de rotaço ã FIGURA 66: Avaliaç ão do povoamento.. As despesas são os valores para a cultura. 9. ao valor do corte final e aos rendimentos secundá rios.0 p r − q − c *1.0 p r − 1) 1. + N q *1.. As receitas são compostas pelo valor de corte final e os valores dos desbastes.0 p r − a + Db *1. Rendimento lí quido = receitas . Db. As despesas devem ser deduzidas. • valor de produç ão do solo decresce com a taxa de juros crescendo. .0 p r − b + . . = rendimento do desbaste na idade a.. Nq = rendimentos secundá rios livres de custos de exploraç ão na idade q c = custo de cultura V = valor do capital administrativo (V = v/0..0p) r = rotaç ão Nota: • Valor de produç ão do solo é diretamente proporcional aos rendimentos do desbaste. que pode ser capitalizada e o valor do capital representa o valor da produç ão do solo: Fórmula de Faustmann B= Ar + Da *1.0 p r − 1 Sendo: Ar = valor do corte final na idade r Da.despesas O rendimento lí quido corresponde a uma renda periódica e eterna.3 Avaliaç ão do solo florestal – Valor de produç ão do solo O valor de produç ão do solo parte do levantamento de todas as receitas durante uma rotaç ão. b.55 9..0 p r − V (1.

) Sendo: Vc = valor do custo do povoamento c = custo de cultura B = capital do custo do solo (B = b/0. O valor do custo do povoamento é proporcional ao capital do custo do solo..0 p m − a + Db *1. Ar = v1 * p1 + v 2 * p 2 + . Para um povoamento ficando em pé .. ao capital do custo de administraç ão e aos custos de cultura e inversamente proporcional às rendas de desbaste.. por cil.0 p m + ( B + V ) * (1.2 Valor do custo do povoamento A averiguaç ão do valor dos custos do povoamento parte da consideraç ão.. m = idade no momento da avaliaç ão do povoamento A fórmula foi desenvolvida no ano 1846 por KÖ NIG. v2. . També m.56 9. O valor de exploraç ão é calculado por os volumes dos diferentes sortimentos multiplicados com os preç os respectivos livres de custos de exploraç ão.. p2. Vc = c *1. o valor do custo do povoamento abrange todos os custos para a cultura. isso.0p) Da. vn = volumes dos diferentes sortimentos p1.. Uma vez que os custos realizaram-se em diferentes perí odos. os volumes e sortimentos são conhecidos. + vn * pn Sendo: Ar = valor de exploraç ão v1.1 Valor de exploraç ão O valor da exploraç ão é o valor comercial do estoque de madeira.4. porque por um lado..4. a classificaç ão do volume em diferentes sortimentos é feita com o auxí de tabelas de lio sortimentos. b...0 p m − b + . é denominado valor de liquidaç ão e da finalizaç ão. . eles tê que ser referidos a um momento uniforme. 9. existe incerteza sobre o desenvolvimento do povoamento. m Tanto o valor de exploraç ão como o valor da espectativa de produç ão não servem.0p) V = capital do custo de administraç ão (V = v/0. = rendas dos desbastes na idade a. é necessá rio fazer um levantamento volumé trico e uma classificaç ão dos sortimentos..0 p m − 1) − ( Da *1. os tratamentos silviculturais e a proteç ão contra pragas e doenç as até o momento da avaliaç ão do povoamento. Db. . Na falta de tabelas de sortimentos... pn = preç o para os diferentes sortimentos livre de custos de exploraç ão A averiguaç ão do valor de exploraç ão não é difí se o povoamento é explorado e. os custos são mais elevados do que a renda e por outro. que o valor para um bem é pelo menos tão alto como os custos que foram realizados para sua aquisiç ão ou fabricaç ão. .. Da fórmula pode ser deduzido que o valor do custo do povoamento na idade 0 é igual aos custos de plantaç ão. Por isso.

V = valor do capital administrativo (V = v/0.0p) r = rotaç ão m = idade no momento da avaliaç ão do povoamento O valor da espectativa de produç ão é proporcional às rendas de corte final e de desbastes e inversamente proporcional ao valor do capital do solo e da administraç ão e à taxa de juros (normalmente taxa interna de juros). O valor da espectativa de produç ão na idade da rotaç ão é igual ao valor de exploraç ão do povoamento na mesma idade.0 p r − a + Db *1. 9. .0 p r − m Sendo: VEm = valor da espectativa de produç ão Ar = renda do corte final Da. que se pode esperar desde o momento de avaliaç ão (m) até o final da rotaç ão.0p) B = valor do capital do solo (B = b/0.3 Valor da espectativa de produç ão O valor da espectativa da produç ão é composto por todas as receitas menos as despesas... 9.4..4 As relaç ões entre os valores do povoamento Valor do povoamento/ha Maturidade para cortar VEm = VCm Am Ar c Madeira fina: custos de exploraç ão mais altos do que a renda r Idade Sendo: c = custo da cultura Ar = valor da exploraç ão na idade r Am = valor da exploraç ão no momento m r = rotaç ão VCm = valor do custo do povoamento no momento m VEm = valor da espectativa de produç ão no momento m FIGURA 67: As relaç ões entre os diferentes valores do povoamento.0 p r − b + .. . = rendas de desbastes na idade a. b. − ( B + V ) * (1.0 p r − m − 1) 1.57 Com uma taxa de juros maior o valor do custos do povoamento cresce també m e vice-versa. Db.. capitalizado até o final da rotaç ão e depois descapitalizado para o momento da avaliaç ão (primeiramente prolongado e depois descontado). VEm = Ar + Da * 1..4. .

2. por isso. tanto mais novos são os povoamentos. Cada classe de idade de um ano ate o final da rotaç ão possui a mesma á rea. A diferenç a entre os valores da exploraç ão respectivamente da espectativa de produç ão por um lado e por outro lado o valor de exploraç ão mostra a falta de maturidade de corte. Especialmente a taxa de juros tem que ser a taxa interna de juros. 5. (Ar. V. Como unidade de manejo são denominados diferentes povoamentos. A diferenç a é quanto maior. O grau de estoqueamento (Ge) é idê ntico em todas as classes de idade. O cumprimento de todas essas condiç ões significa rendimentos e gastos constantes. 9. cada povoamento pode ser explorado na idade de rotaç ão. . um regime sustentado. os povoamentos são graduados contra a direç ão principal do vento. A á rea total tem a mesma classe de sí por isso cada povoamento tem o mesmo tio. í ndice de sí tio. ou seja é normal (Ge = 1). Quanto mais velhos são os povoamentos.. B). A ordem espacial é completa. 4. em sua totalidade. A unidade de manejo tem somente uma única espé cie ou mistura homogê de nea espé cies na á rea.5 Valor da rentabilidade da floresta O valor da rentabilidade da floresta é a renda de uma unidade de manejo. O conceito do valor da rentabilidade da floresta parte da idé ia do modelo normal de uma unidade de manejo. ou seja todos os anos a mesma renda lí quida. Db. que permitem.. O modelo normal na produç ão florestal tem cinco pressupostos ou condiç ões: 1. O valor da exploraç ão é menor até a idade r do que o valor da espectativa de produç ão. mais o valor de exploraç ão se aproxima ao valor de espectativa de produç ão. . Da. respectivamente o valor de custo do povoamento. ou seja. Esse desenvolvimento corresponde ao alcance da idade madura para cortar.58 A concordância entre VEm e VCm é somente vá lida sobre a pressuposto de fundamentos iguais para o cá lculo. 3. A qualidade de madeira de todos os povoamentos é unicamente normal.

é p%... que nunca existe na realidade. .= rendas de desbastes na idade a. .. sem que seja o objetivo das medidas silviculturais.. das classes de idade. os í ndices de sí a tio.= rendas de desbastes na idade a.. Se a taxa de juros.. . Realmente a distribuiç ão dos sortimentos.59 quida anual de uma classe normal de aproveitamento é : A renda lí Ra = Ar + Da + Db + . qualidade de madeira e os graus de estoqueamento são tão irregulares que aparecem mudanç anuais e periódicas de rendimentos e de gastos. c = custo culturais de implantaç ão e manutenç ão/ha r = rotaç ão v = custos de administraç ão/ha/ano Nota: A classe "normal" de aproveitamento é um modelo. c = custo culturais de implantaç ão e manutenç ão/ha r = rotaç ão v = custos de administraç ão/ha/ano A renda lí quida anual corresponde à renda do valor total da floresta ou do valor da rentabilidade da floresta.. Especialmente a distribuias ç ão das classes de idade provoca essas mudanç as. Ela é um modelo de pensar que pode ser usado como um crité rio e uma ajuda para decisões prá ticas.... b. Db.. o valor de rentabilidade da floresta é : A + Da + Db + . b. com que a floresta rende. Db. − (c + r * v ) Vr = r 0..0 p Sendo: Vr = valor da rentabiliade da floresta Ar = renda do corte final na idade r Da. . − (c + r * v ) Sendo: Ra = renda lí quida anual Ar = renda do corte final na idade r Da. .

000 * (12.000 9.000 * (18/20) = R$ 54. o valor da rentabilidade da floresta é obtida pela relaç ão: E estoque real Vr ′ = Vr * r ( = ) En estoque normal Exemplo: Vr = R$ 60.1 O valor da rentabilidade da floresta com uma relaç ão das classes de idade moderadamente anormal Se a relaç ão das classes de idades não é muito diferente.000 m³ Vr' = R$ 60. Deste plano todos os rendimentos para as exploraç ões finais e os desbastes. a = á rea de plantio do perí odo de 20 anos.2 O valor da rentabilidade da floresta com uma relaç ão das classes de idade fortemente anormal Supondo rendimentos e gastos irregulares.428 I idade média real da á rea ou Vr ′ = Vr * a ( = ) r / 2 idade média normal da á rea ou Vr = R$ 60. atribuindo um planejamento a longo prazo. c = custo de cultura/ha. A = á rea da unidade de manejo. os demais trabalhos e as medidas administrativas podem ser averiguados. A base é um plano de exploraç ão a longo prazo.0 p10 R 1.000 Er = 12.000 m³ En = 14. v = custos de administraç ão anual/ha. A renda lí quida pode ser relacionada para a metade do perí odo. determinando o valor do capital quando descontado para o momento de avaliaç ão: O primeiro perí odo (0-20 anos).5.0 p 30 .5. mé dia 30 anos è R 1. mé dia 10 anos è O segundo perí odo (20-40 anos).000 Ia = 18 anos r = 40 anos Vr' = R$ 60. A renda lí quida de um perí odo de um plano de exploraç ão é : R = ∑ Ax + ∑ D x − ( a * c + 20 * A * v ) Sendo: ΣAx = soma de todos os valores lí quidos da exploraç ão final feitos no perí odo de 20 anos.60 9. bem como os gastos para exploraç ão. subdividindo em perí odos de igual duraç ão. plantio.000) = R$ 51. quando se pretende a construç ão de uma estrutura das classes de idade normal. pode-se determinar o valor da rentabilidade da floresta.000/14. ΣDx = soma de todos os valores lí quidos do desbaste para o perí odo de 20 anos. e para tal.

0 p r 1 * = valor da capital de renda anual descontado para o momento de avalia ç ão. é o preç o para a utilizaç ão do capital. pode-se cil partir somente dos conhecimentos e condiç ões atuais (preç os e custos) e de uma avaliaç ão realí stica do desenvolvimento da produç ão. mas na realidade ela somente pode movimentar-se entre os limites da empresa que são postos pela classe de sí pelo crescimento das espé cies florestais biologicamente determitio. uma taxa de juros de pelo menos 4%. Por isso. nado e pelas possibilidades de influenciá -lo bem como pelas determinaç ões legais. Taxa de juros arbitrária A taxa de juros arbitrá ria expressa qual rentabilidade o proprietá rio da floresta exige do seu capital empregado.. expressado em percentagens. Em princí pio. pio . a escolha de espé cies florestais. que entra a partir do ano n. O ní da taxa de juros é determinado vel pela relaç ão entre oferta e demanda no mercado de capitais. 0. a rotaç ão. A taxa de juros arbitrá ria tem uma funç ão de direç ão na empresa.0 p n r = renda anual. que essa taxa exigida possa ser m atingida. etc.0 p 50 + .0 p 10 + R30 1. 9. Se o proprietá rio exige p. pode-se calcular a rentabilidade da floresta com uma relaç ão das classes de idade fortemente anormal: Vr ″ = R10 1.6 Taxa de juros A taxa de juros (p) é a relaç ão entre juro (r) e capital (K). tê que ser organizados em uma maneira. + r 0. em conseqüê ncia do longo prazo do planejamento dos perí odos. Basicamente. P= r *100 K Do ponto de vista do doador de capital..61 Com a soma das rendas lí quidas periódicas.0 p * 1. o juro é a renda e do ponto de vista de tomador de capital. tipos de exploraç ão. isto é . a taxa de juros arbitrá ria pode ser escolhida livremente. subjetiva) e uma taxa efetiva (interna). a intensidade de desbaste. a taxa de juros arbitrá ria não pode afastar-se de forma permanente das margens da taxa de juros efetiva. Por isso. relaç ão do preç o e custo no futuro são de difí precisão.0 p 1.0 p 30 + R50 1. contanto que o princí de sustentabilidade seja reconhecido. ex. 1. é a imprevisí ocorrê vel ncia das rendas verdadeiras. 0. após a floresta ter alcanç ada o estado normal r = valor do capital da renda anual. pois a utilizaç ão da madeira. que entra depois n anos. é diferenciado entre uma taxa de juros arbitrá ria (exigida.0 p n A desvantagem. o volume de estoque de madeira.

por exemplo: manutenç ão da fertilidade do solo. p = taxa de juros.. . etc. Os rendimentos são compostos pelo rendimento do corte final sem custos de exploraç ão na idade r. Taxa de juros efetiva A taxa de juros efetiva indica a taxa sobre as condiç ões reais da empresa (volume de madeira em pé . é um crité rio ou uma norma para a rentabilidade da empresa. tarefas secundá rias.0 p r + ( B + V ) * (1. V = valor do capital administrativo (V = v/0. ou seja. manejo). a floresta e a produç ão florestal produzem bens imateriais que são conceituados como benefí cios indiretos ("social benefits"). c = custos de cultura.0p).0 p r − 1) Sendo: Ar = rendimento lí quido do corte final. A taxa efetiva é o resultado. .. da recreaç ão para os habitantes dos centros urbanos.0 p r − b + .0 p r − a + Db ∗1. B = valor do capital do terreno (B = b/0..0 p r − 1) Quando os rendimentos e gastos forem igualados. obté m-se o equilí brio econô mico que ã é obtido na Equaço Básica Florestal: Ar + Da ∗1.0p). A taxa de juros efetiva é sinô nimo à taxa interna na á rea de aná lise (cá lculo) de investimento.. todas as disposiç ões e normas necessá rias para a existê ncia e o desenvolvimento da economia e da sociedade. rotaç ão. Normalmente. .. Da. os rendimentos dos desbastes nas idades a. Ao longo do perí odo da rotaç ão os rendimentos com juros compostos são: Ar + Da * 1.0 p r − b + . Db.. essa taxa de juros efetiva é usada para a determinaç ão do valor do custo do povoamento (VC) e do valor da espectativa de produç ão (VE). Ela surge da confrontaç ão de gastos reais e rendimentos reais. os custos administrativos e a renda do solo. 9. da limpeza do ar.0 p r − a + Db * 1. não o objetivo da gestão empresarial. Esses benefí cios indiretos são. = rendimento lí quido dos desbastes na idade a.. Os gastos são os custos culturais. b. b. Os gastos são: c * 1. = c ∗1. Ao mesmo tempo..0 p r + ( B + V ) * (1.. do regime de á gua.62 2. ou produç ões de infra-estrutura. gestão. r = rotaç ão.7 Valor social da floresta – Benefí cios indiretos Ao lado da produç ão de madeira (produç ão de bens materiais). Pelo processo de iteraç ão (numé rica ou grá fica) consegue-se determinar a taxa de juros p.

existem. 3. isto é . Ao contrá rio deste. proteç ão de solo etc. mas não a demanda das pessoas. á gua. Métodos com escalas cardinais Nos mé todos com escalas cardinais a diferenç a entre os valores é determinada. Um exemplo é o mapeamento dos biótopos florestais em Baden-Württemberg na Alemanha. não se pode determinar a diferenç a entre as duas. mas nenhuma consideraç ão pode ser feita sobre suas diferenç as de valor. é possí uma formaç ão hierá rquica de benefí vel cios. crité rios té cnicos. somente a oferta dos benefí cios é medida. Métodos com escalas ordinais Neste mé todo. sociais ou psicológicos. Nesse contexto. ou seja. 3. trê mé todos diferentes. a atribuiç ão de cifras aos biótopos florestais. mas não a demanda. é usado para avaliar projetos públicos de investimento. Métodos nã o-monetários 1.). Aqui. ou seja. Custos para substituiç ão Custos para recuperaç ão Mé todo direto: – Contingent valuation method ("CVM") Mé todos indiretos: – Travel cost method – Hedonic price method FIGURA 68: Mé todos de avaliaç ão dos benefí cios indiretos. embora se possa dizer que a cifra "um" é melhor que a cifra "dois". mé todos com escalas cardinais. mas tem també m crité rios que não são medidos com unidades monetá rias. mé todos com escalas ordinais. 2. Um exemplo é o mapeamento das funç ões da floresta na Alemanha (recreaç ão. os custos de produç ão dos benefí cios indiretos podem ser expressos em relaç ão aos custos totais na empresa. neste mé todo. sobretudo.63 MÉ TODOS DE AVALIAÇ Ã O DOS BENEFÍ COS INDIRETOS í î Métodos nã o-monetários Métodos monetários í î Mé todos de custos Mé todos orientados ao benefí ou à demanda cio ê ê ê 1. Trata-se de um mé todo de avaliaç ão comparada de projetos ou de alternativas de aç ões. . Mé todos com escalas nominais. Nesta. s Um mé todo é o da aná lise de valor de benefí cios ("scoring model"). Os í ndices são uma terceira possibilidade no contexto dos mé todos de escalas cardinais. sobretudo. 2. É importante afirmar que. Esse mé todo. A. Nesse contexto també m somente a oferta natural é considerada. "nominal" significa apenas uma cio classificaç ão dos benefí cios indiretos. É um mé todo para a avaliaç ão de alternativas econô micas. existe a aná lise de custos e benefí cios ("cost-benefit-analysis"). Métodos com escalas nominais Mé todos com escalas nominais trabalham somente à distinç ão entre o caso em que o benefí indireto existente ou não-existente.

. ex.1 Mé todo direto: "Contingent valuation method" (CVM) O mé todo trabalha com pesquisa de pessoas sobre suas disposiç ões de pagar por um determinado bem. ainda.2 Mé todos indiretos A idé ia fundamental nos mé todos indiretos é que. Métodos monetários 1. 2. não ser utilizado. pode existir um problema de informaç ão. o concio ceito de "disposiç ão de pagar" é utilizado. ncia – o bem tem utilidade pela sua simples existê ncia. os danos causados pela erosão do solo. O mé todo. poré m. tanto quanto os custos para a sua oferta ou para a substituiç ão. embora • o valor de existê possa. . que vão de bicicleta na floresta ou fazem uma corrida na floresta. porque garante a possibilidade para usar o bem mais tarde. A disposiç ão de pagar é influenciada pela capacidade de pagar. entre outros. ou seja. em um determinado momento. Os assuntos sobre os quais as pessoas são perguntadas são muito complicados. não é diretamente mensurá vel. que consomem. Os custos de recuperaç ão referem-se aos custos para a reparaç ão de danos que surgem em á reas sem floresta. 2. quanto maior o salá rio tanto maior a disposiç ão de pagar.64 B. • o valor de patrimô nio – o bem é útil. tem uma sé rie de desvantagens. Métodos orientados ao benefício ou à demanda Como o benefí das pessoas. O mé todo é muito fá cil. um bem dá tanto benefí quanto cio uma pessoa ou a sociedade precisa ou pode pagar. porque os descendentes poderão usá -lo. Por causa da disposiç ão em pagar ser desigual entre as pessoas. que també m atingem as próximas geraç ões? Estamos frente a uma questão é tica e moral. 2. tais como: • O valor de possibilidade – a disposiç ão de pagar existe. ou seja. pelo menos. é preciso considerar que somente as pessoas com um salá rio próprio podem decidir independentemente. E que. Métodos de custos A idé ia fundamental é que os benefí cios indiretos valem. porque basta entrevistar as pessoas que caminham na floresta. com base no comportamento do usuá rio. A disposiç ão de pagar por benefí cios indiretos existe. Um exemplo de custo de substituiç ão refere-se aos custos para a preparaç ão da á gua oriunda de uma á rea sem floresta em relaç ão a produzida em uma á rea florestal. podem representar conflitos entre geraç ões. p. Uma outra desvantagem é o fato de que há respostas estraté gicas (respostas não verdadeiras) ou de que as respostas verdadeiras não são idê nticas ao comportamento das pessoas. porque possibilitam o consumo ("user benefits") e trazem outros valores agregados ("non-user-benefits"). é necessá rio considerar os diferentes ní veis salariais. Alé m disso. Uma questão que precisa ser refletida é se temos hoje condiç ões para avaliar bens. será deduzido o valor para os benefí cios indiretos.

mesmo que existam outros. pois somente é aplicá vel à funç ão de recreaç ão. O "Travel cost method" trabalha com uma sé rie de suposiç ões.1 "Travel cost method" (Mé todo de custo de viagem) Nesse mé todo. deduzindo-se.2.65 2. do trem ou do combustí gasto. enquanto o "Contingent valuation method" é també m aplicá vel para outras funç ões. Por isso. aqui não se apresenta nenhuma resposta estraté gica. Os terrenos devem ser idê nticos. Para isso. para averiguar a disposiç ão de pagar pela á gua limpa originada da floresta. o valor dos benefí cios. como p. como cada pessoa é observada sozinha. Uma outra suposiç ão é que a visita à floresta tenha sido o único motivo para a viagem. considera-se que realizou a viagem sozinha. pois o mé todo somente quanticio fica o valor da recreaç ão. mesmo que esta tenha sido realizado em grupo – cada membro do grupo é avaliado isoladamente. da diferenç a dos preç os. O mé todo.2 "Hedonic price method" (Mé todo de valor de terreno) Esse mé todo é baseado no preç o do terreno. uma visita a amigos. é decisivo conhecer o preç o pago pela passagem de ô nibus. ou seja. a relaç ão entre a distância de viagem e o benefí de recreaç ão é baixo. poré m. ou seja. 2. ex. ex. o valor do benefí indireto é atribuí em razão do custo mé dio dos cio do visitantes para chegar à floresta.2. . vel Em contraposiç ão ao "Contingent valuation method". como p. apresenta desvantagens. faz-se a comparaç ão dos preç os de mercado dos terrenos junto à floresta com outros mais distantes.

(Ed. 167 p. Forstliche Betriebswirtschaftslehre. 56 p. München und Wien: Vahlen. Santa Maria: CEPEF/FATEC/UFSM.R. 817 p. M. 1966. G. Curitiba: Universidade Federal de Paraná . SPEIDEL. G. U. (1987): Avaliaço florestal. 1984. ã SCHNEIDER. Planung im Forstbetrieb. Hamburg und Berlin: Parey. G. P. 1997.) Kompendium der Betriebswirtschaftslehre. Economia florestal.A. SPEIDEL. Sé rie Té cnica No 2. 226 p. SPEIDEL. . Hamburg und Berlin: Parey. & DURLO. 1972.66 10 Bibliografia BESTMANN. 267 p.

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