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DIREITO

CONSTITUCIONAL I

na Constituição, localizavam-se no terceiro degrau da


Introdução Conceitos Iniciais pirâmide.
Relevantes Juridicamente, portanto, a Constituição localiza-se no
O estudo do Direito Constitucional é de fundamental
A palavra “estado” é uma palavra polissêmica, ou seja, mais elevado degrau da pirâmide e é exatamente em
importância na vida do acadêmico e do proissional decorrência disso que é fundamentada sua normati-
possui mais de um sentido. Para nosso estudo a utiliza-
do Direito, pois, além de ser o alicerce, a estrutura de remos, geralmente, quando quisermos nos referir à nação vidade.
todo o ordenamento jurídico, cada vez mais o sistema politicamente organizada e nesse sentido a palavra deve As normas infraconstitucionais (são todas aquelas que
atua em prol da constitucionalização dos demais ra- ser escrita com a inicial maiúscula (Estado). se encontram nos degraus abaixo da Constituição)
mos do Direito. Isso signiica que, se não estudarmos O Estado possui três elementos fundamentais, a saber: são submissas às regras determinadas pela Consti-
a Constituição de forma minuciosa e prazerosa, fatal- povo, território e soberania. O Prof. José Afonso da Silva, tuição e devem ser com ela compatíveis. A isso se deu
mente encontraremos diiculdades de compreensão em sua obra Curso de Direito Constitucional Positivo, adota o nome de relação de compatibilidade vertical.
do Direito como um todo. o conceito de Estado dado por Balladore Palierre, que nos
parece bem completo: Estado é uma ordenação que tem 2. Supremacia Constitucional
Sabemos que o Direito é uno e indivisível, mas que
por im especíico e essencial a regulamentação global das A noção de supremacia da Constituição talvez seja a
há, ainda que didaticamente, subdivisões em ramos,
relações sociais entre os membros e uma dada população mais importante de todo estudo do Direito Constitu-
para facilitar o estudo e a compreensão dos institutos cional. Pautado nesse entendimento, é possível veri-
sobre um dado território, na qual a palavra ordenação ex-
jurídicos. Todos os ramos do Direito, como Direito ci-
pressa a idéia de poder soberano institucionalizado. Esse icar os motivos pelos quais os demais ramos, os atos
vil, Direito penal, Direito processual, Direito tributário, normativos em geral e a atuação dos poderes estão
doutrinador acrescenta um elemento ao Estado que
entre outros, se submetem à Constituição Federal,
A palavra “estado” é uma palavra polissêmica, ou seja, limitados ao texto constitucional.
fato que fortalece a importância desse estudo. A Constituição Federal é a lei máxima do ordenamen-
possui mais de um sentido. Para nosso estudo a utiliza-
Dentro dessas subdivisões acadêmicas fala-se que remos, geralmente, quando quisermos nos referir à nação to jurídico brasileiro. É fundamento de validade de
o Direito constitucional pertence ao ramo do Direito politicamente organizada e nesse sentido a palavra deve todos os demais atos normativos. Está no ápice da
público (é o núcleo do Direito público interno). Cientes ser escrita com a inicial maiúscula (Estado). pirâmide normativa e determina as regras que devem
de que a Constituição é o fundamento de validade de O Estado possui três elementos fundamentais, a saber: ser observadas.
todas as normas jurídicas, porque tem o dever de pre- povo, território e soberania. O Prof. José Afonso da Silva, A supremacia aqui tratada somente existe nos países
servar a soberania do Estado que a promulgou, não em sua obra Curso de Direito Constitucional Positivo, ado- que adotam Constituição rígida, aquelas em que seu
ta o conceito de Estado dado por Balladore Palierre, que processo de alteração é mais complexo, mas solene,
seria adequado pensar de forma diversa. Incidiríamos
nos parece bem completo: Estado é uma ordenação que mais diicultoso do que dos demais atos normativos.
em erro imaginar que o Direito Constitucional pudesse
estar alocado no ramo do Direito privado, geralmente tem por im especíico e essencial a regulamentação global Histórico das
das relações sociais entre os membros e uma dada popu-
destinado a cuidar dos interesses particulares, subje-
lação sobre um dado território, na qual a palavra ordena- Constituições
tivos.
Vale lembrar que a Constituição não é um mero reper-
ção expressa a idéia de poder soberano institucionalizado. Brasileiras
Esse doutrinador acrescenta um elemento ao Estado que
tório de recomendações a serem ou não atendidas, 1ª Constituição do Brasil – IMPERIAL 1824
é a inalidade (satisfazer o bem comum).
mas um conjunto de normas supremas que devem ser A Constituição do Império foi a que mais vigorou no
Passamos a analisar cada um dos elementos fundamen-
incondicionalmente observadas, inclusive pelo legisla- tais do Estado. Povo: signiica o conjunto de indivíduos Brasil até o momento. Perdurou até a proclamação da
dor infraconstitucional. (Carraza, Roque Antonio, Cur- ligados jurídica e politicamente ao Estado. Daí falar-se que república, que ocorreu em 1889, ou seja, vigorou por
so de Direito Constitucional Tributário, 20ª Edição) o povo é o elemento humano do Estado. Território: traz 65 anos. Lembramos que, para que a atual (CF/88)
Ressalta-se que o estudo do Direito constitucional um conceito jurídico: é a área na qual o Estado exerce efe- complete esse tempo, é necessário que vigore por
está intimamente ligado a matérias como história, tivamente a supremacia e o poder que detém sobre bens mais 45 anos. Em outubro de 2008 completou 20
estudada antes do ingresso no ensino superior e e pessoas. Já a soberania, segundo o Prof. Dalmo Dallari, anos.
possui um sentido político e outro jurídico. Este seria o po- A grande diferença entre a primeira Constituição do
teoria geral do Estado (ou ciência política) matéria
der de decidir em última instância e aquele o poder incon- Brasil e as demais é que aquela foi a única Constitui-
estudada, geralmente, no primeiro ano do curso de
trastável de querer coercivamente e ixar competências. ção monarca, todas as demais foram republicanas.
Direito. Vale a pena, quando necessário, socorrer-se
Outra diferença apontada é que a Constituição do
de conceitos e ensinamentos trazidos pelos estudos Império foi a única que tivemos classiicada em semi-
1. Conceito de Constituição
dessas matérias.
De forma sucinta, podemos airmar que a Consituição é a rígida. O artigo 178 dessa Constituição dispunha “É
Desse modo, abordaremos nesse primeiro guia de
lei fundamental do Estado. É o conjunto de regras jurídicas só Constitucional o que diz respeito aos limites, e
Direito constitucional a grande teoria geral do cons-
que estabelece a organização do Estado. Fala-se que, nos attribuições respectivas dos Poderes Políticos, e aos
titucional, a qual engloba o estudo do histórico das Direitos Políticos, e individuaes dos Cidadãos. Tudo,
países que adotam Constituição escrita, a única fonte for-
Constituições; a classiicação das Constituições; o mal do Direito Constitucional, é a própria Constituição. o que não é Constitucional, póde ser alterado sem as
poder constituinte; os elementos da Constituição; a formalidades referidas (nos artigos 173 a 177), pelas
eicácia e aplicabilidade das normas constitucionais; 1.1. Concepção jurídica ou formal (Hans Kelsen e Kon- Legislaturas ordinarias”. O dispositivo citado deixava
os fenômenos da recepção, revogação, desconstitu- rad Hesse): claro que a Constituição continha uma parte rígida
cionalização e repristinação; as noções de Estado, Esse autor representava o ordenamento jurídico por meio (difícil de alterar) e outra lexível (processo de modii-
povo e soberania; os direitos fundamentais (direitos de uma pirâmide na qual a Constituição se encontrava no cação mais simpliicado).
ápice e, abaixo, estavam todos os demais atos normativos. Em relação à organização dos poderes havia um
sociais, individuais e políticos) e a estrutura da nossa
As leis ordinárias, complementares, delegadas e também quarto poder chamado de moderador (sistema qua-
Constituição federal.
dripartite). Portanto, além do executivo, legislativo e
Finalizando essa introdução, lembro a vocês que dar as medidas provisórias, por terem por fundamento de vali-
dade imediato a Constituição, icavam de segundo degrau judiciário existia o moderador, que era um fator de
a esse tema a importância que merece, você, aluno, equilíbrio entre os demais poderes (Beijamim Cons-
será um proissional diferenciado. da pirâmide. Já os regulamentos, portarias e decretos, en-
tre outros, por se fundamentarem primeiro na lei e depois tant). Tinha por inalidade assegurar a independência
e harmonia dos outros três poderes. Ocorre que esse

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poder icava totalmente nas mãos do chefe supremo militar que rompeu toda ordem jurídica. diminuição dos direitos individuais, sendo possível até
da nação que, naquele momento, era o Imperador. a suspensão desses direitos na hipótese de abuso;
Já em relação à organização do Estado (país) o que 4ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE 1937 existência de um conselho de segurança nacional
existia eram apenas províncias desprovidas de auto- As principais regras trazidas pela nova Constituição tinham etc.
nomia. Os presidentes das províncias eram nomeados o caráter ditatorial, impositivo. Como exemplo, podemos Essa Constituição perdurou até 1969, quando então
pelo Imperador, que podia exonerá-los no momento mencionar a concentração das funções legislativas e exe- foi elaborada outra.
em que quisesse. Ele próprio fazia o juízo de conveni- cutivas, a supressão a autonomia dos Estados-Membros,
ência e oportunidade. O Estado era unitário e o poder a destituição dos governadores com a conseqüente nome- 7ª Constituição do Brasil – Emenda Constitucional
icava centralizado nas mãos do Imperador. ação de interventores e a criação de serviços de informa- nº 1 de 1969 ou “CONSTITUIÇÃO DE 1969.
Nessa época, havia no Brasil uma religião oicial que ções, para que o Presidente controlasse o povo, o Poder Parte da doutrina sustenta que a Emenda Consti-
era a Católica Apostólica Romana. O Brasil era um Judiciário e principalmente a imprensa. tucional nº de 1969, embora tenha tido esse nome,
país que professava uma religião oicial (Estado Con- O argumento utilizado para a manutenção dessas normas possuía natureza de uma verdadeira Constituição,
fessional). O artigo 5º da Constituição do Império é era de que a expansão do fascismo e comunismo pelo pois os governantes que a subscreveram não tinham
que dava guarida a esse entendimento. mundo enfraquecia as instituições nacionais, impondo legitimidade para tanto, caracterizando, assim, verda-
Outra peculiaridade da Constituição Imperial é que medidas duras para a manutenção do poder central, ainda deiro Poder Constituinte Originário.
ela não instituiu um controle judicial de constitucio- que o pacto federativo não pudesse ser totalmente respei- De outro lado, há aqueles que sustentam que se tra-
nalidade. tado. ta apenas de uma emenda à Constituição vigente. É
Era característica dessa época o sufrágio censitário. Em decorrência da enorme concentração dos poderes bom que saibamos que essa posição foi a adotada
Nele exigia-se para votar a obtenção de renda mínima nas mãos do Presidente, da mesma forma que ocorria na pela Constituição de 1988. O artigo 34 do Ato das
anual e, além disso, essa oportunidade só era dada Constituição da Polônia na época, parte da doutrina sus- Disposições Constitucionais Transitórias conirma o
aos homens. Mulheres eram proibidas de votar ou ser tenta que a Constituição de 1937 passou a ser chamada, exposto.
eleitas. pejorativamente, de “Constituição polaca”. Essa emenda constitucionalizou os atos institucionais
Como se não bastasse, as eleições eram indiretas. impostos pelos militares. Um dos mais marcantes foi
5ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE 1946 o AI nº 5 que previa a possibilidade de o Presiden-
2ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE No dia 8 de setembro de 1946 promulgou-se a quinta te baixar atos complementares que visassem a sua
1891 Constituição Brasileira. execução, decretar o recesso do Congresso Nacional,
Com essa nova Constituição, o Estado, antes unitá- Em relação à forma de Estado manteve-se a federação. cassar mandatos e suspender direitos políticos por 10
rio, passou a ser um Estado Federal, caracterizado Havia competências para a União, para os Estados fe- anos.
pela autonomia e pela verdadeira descentralização derados e para os próprios Municípios. À União coube Nessa época foi estabelecida uma fase de instabilida-
do poder. apressar o desenvolvimento de regiões pobres do país, de constitucional.
Havia rígida separação de competências. Os esta- como a Amazônia e o Nordeste. Os Estados-membros e O mandato do Presidente da República passou a ser
dos-membros icavam com parcela da competência o Distrito Federal recolhiam seus impostos, mas também de 5 anos, a eleição continuava sendo de forma in-
e a União com outra parcela. Os governadores dos participavam da arrecadação federal e os Municípios na direta.
estados-membros passaram a ter poder. arrecadação estadual. Um dos movimentos que mais marcou a época da vi-
As antigas províncias foram suprimidas, em virtude da No tocante ao regime de governo, embora tenha sido gência dessa Constituição foi o denominado “Direitas
existência de estados-membros que passaram a dis- debatida a possibilidade da adoção do parlamentarismo, Já” que lutava pela possibilidade de as eleições se
por de leis próprias e até de Constituições estaduais também foi conservado o presidencialismo. darem de forma direta.
próprias. A separação dos poderes e a existência de harmonia e
O Estado não mais professava uma religião oicial. independência entre o Legislativo, Executivo e Judiciário 8ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE
Ele, antes Estado Confessional, no qual a religião constavam expressamente do texto de 1946. 1988
obrigatória e oicial era a católica apostólica romana, Em relação aos direitos e garantias, a inovação trazida por A nossa atual Constituição foi inluenciada pela Cons-
passou a ser um Estado leigo ou laico. A palavra que essa Constituição foi o atualmente conhecido como princí- tituição portuguesa de 1976, que possui, como grande
melhor se adéqua ao Estado leigo é à neutralidade. pio da inafastabilidade da jurisdição (Art. 141, § 4º da CF característica, a democracia. Exatamente por conta
Havia considerável liberdade de culto. As pessoas de 1946 “A lei não poderá excluir da apreciação do Poder disso foi apelidada de “Constituição Cidadã”.
podiam livremente escolher suas religiões e cultuá-las Judiciário qualquer lesão de direito individual”). Também foi A forma de governo adotada foi novamente a repúbli-
da maneira que desejassem. reintroduzido no texto constitucional o mandado de segu- ca, após ter sido conirmada pelo plebiscito realizado
Também deixou de existir, com a Constituição de rança e a ação popular. no dia 21 de abril de 1993. A previsão para sua re-
1891, o quarto poder denominado moderador. Con- Importante assunto que deve ser lembrado no estudo da alização constava do art. 2º do Ato das Disposições
seqüência lógica e automática advinda do banimento Constituição de 1946 é a introdução do duplo sistema de Constitucionais Transitórias.
da família imperial. Se não mais existia imperador e controle de constitucionalidade (controle difuso e concen- Em relação ao sistema de governo também foi man-
ele era quem detinha, quem dominava esse quarto trado). tido o presidencialismo, conirmado pelo mesmo ple-
poder, não havia mais razão para sua existência. Foi Essa Constituição conseguiu se manter até 1967, mesmo biscito.
nesse momento que se instaurou a clássica tripartição com o golpe militar (decorrente das imposições de atos A forma de Estado adotada foi a federação, com am-
de poderes políticos (poderes executivo, legislativo e institucionais), ocorrido em 1964. pliação da autonomia dos entes federados.
judiciário), ou melhor, tripartições de funções, pois sa- No tocante aos direitos fundamentais também houve
bemos que o poder é uno e indivisível. 6ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE 1967 ampliação. Novos remédios constitucionais foram
A Constituição de 1891 foi quem instituiu o Supre- Em decorrência das inúmeras e substanciais modiica- postos no texto constitucional, como o “habeas data”
mo Tribunal Federal e o primeiro sistema judicial de ções trazidas pelos atos institucionais, realmente passou e o mandado de segurança coletivo. Os direitos traba-
controle de constitucionalidade (controle difuso). Foi a ser insustentável a manutenção de uma Constituição lhistas foram aumentados etc.
ainda a que ampliou os direitos individuais, trazendo, que apresentava uma estrutura incompatível com essas
inclusive, pela primeira vez no ordenamento jurídico modiicações. Link Acadêmico 1
brasileiro, a previsão do remédio constitucional, hoje Ocorre que existia um problema: o Congresso Nacional se
muito conhecido, denominado “habeas corpus”. encontrava fechado, tornando diicultosa a elaboração de Princípios Fundamen-
nova Constituição. tais (Arts 1º a 4º da CF)
3ª Constituição do Brasil – CONSTITUIÇÃO DE Para que esse problema fosse sanado, os militares edita-
1934 ram o ato institucional nº 4, convocando os membros do O artigo 1º da CF, após deinir o pacto federativo, traz
Nossa terceira Constituição, elaborada por um pro- congresso (que eram apenas aliados do governo, porque os fundamentos da República Federativa do Brasil
cesso de convenção (votação), teve grande inluência os que assim não fossem eram cassados) e em 24 de ja- que são os seguintes: I – Soberania; II – Cidadania;
da Constituição Alemã de Weimar de 1919. Foi a pri- neiro de 1967 foi promulgada a nova Constituição. III – Dignidade da pessoa humana; IV- Valores sociais
meira Constituição social do Brasil. Há quem diga que, embora tenha sido votada, esse pro- do trabalho e da livre iniciativa e V – Pluralismo po-
Entre suas características destacamos as principais cesso tinha sido ilegítimo, não democrático, porque os lítico.
como sendo: forma federativa de governo; não exis- integrantes do Congresso não possuíam autonomia para Os fundamentos equivalem aos principais valores e
tência de religião oicial; tripartição dos poderes, ten- alterar substancialmente o texto já preparado pelos mili- diretrizes adotados pelo Estado brasileiro. Com base
do sido as mais marcantes a admissão do voto pela tares. Dessa forma, não poderíamos tratá-la como uma neles é que a Constituição Federal de 1988 foi produ-
mulher e a introdução no texto constitucional de direi- Constituição promulgada e sim como outorgada, ou seja, zida. Sem sombra de dúvidas, podemos dizer que um
tos trabalhistas. imposta. fundamento de grande relevo e é o que diz respeito à
A Constituição que teve menor vigência no nosso país Suas principais características foram as seguintes: centra- dignidade da pessoa humana.
foi esta, de 1934, porque, em 1937, ocorreu o golpe lização dos poderes nas mãos do Presidente da República; A soberania é uma qualidade do Estado independen-

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te. Fala-se em soberania externa e interna. A primeira permanente. As regras compostas do ADCT servem para democráticas e à defesa da Constituição. Citamos,
refere-se à representação dos Estados em âmbito regular a passagem da antiga ordem constitucional para a como exemplo, as normas que tratam da intervenção
internacional. A segunda é determinada pela demar- nova ordem. Como o próprio nome menciona, são regras federal, estadual (artigos 34 a 36 da CF), as normas
cação da supremacia do Estado em relação aos seus de transição. que tratam dos estados de sítio e de defesa e as de-
cidadãos. Por fazer parte da CF, o ADCT encontra-se no ápice da mais integrantes do título V da CF, com exceção dos
A cidadania é fruto do Estado Democrático de Direito. pirâmide de Kelsen, ou seja, possui o máximo grau de ei- capítulos II e II, porque eles integram os elementos
cácia. Pode ser alterado por meio de emenda (art. 60, CF), orgânicos, as normas que tratam do controle de cons-
Link Acadêmico 2 pois se trata de norma constitucional. titucionalidade e ainda as que cuidam do processo de
Segundo o Prof. Uadi Lammêgo Bulos, o ADCT possui emendas à Constituição.
Estrutura da eicácia provisória, pois as normas lá contidas, após pro- e) Elementos formais de aplicabilidade – formais
Constituição Federal duzirem os efeitos que delas se esperam, não terão mais porque não contém conteúdo material e de aplicabili-
de 1988 aplicabilidade alguma. Essas regras são também chama- dade, porque servem para auxiliar a efetiva aplicação
das de normas de eicácia exaurida, esvaída ou de apli- das normas constitucionais. São normas orienta-
É composta pelo preâmbulo, pelas disposições per- cação esgotada. Um exemplo de norma que já se exauriu doras, como o preâmbulo da Constituição. Embora
manentes, pelo Ato das Disposições Constitucionais é o art. 4º do ADCT, que regulamentou a transição entre não vincule o legislador infraconstitucional e nem o
Transitórias, pelas Emendas Constitucionais de Re- mandatos presidenciais existentes à época da edição da intérprete da Constituição, informam-nos, direcionam-
visão e pelas Emendas Constitucionais propriamente Constituição. nos na correta aplicação e interpretação das normas
ditas. Emendas Constitucionais de Revisão e Emendas constitucionais.
O Preâmbulo é a parte introdutória da Constituição. Constitucionais propriamente ditas Também se encontram nessa categoria as normas
Contém a enunciação de princípios que indicam a As emendas de revisão decorreram da determinação tra- contidas no ADCT (Ato das Disposições Constitucio-
posição ideológica do constituinte; antecede o artigo zida pelo art. 3º do ADCT, que impunha a feitura de uma nais Transitórias) e o parágrafo primeiro do artigo 5º
1º da CF. Pela leitura do preâmbulo visualizamos um revisão constitucional após cinco anos da promulgação da da Constituição Federal.
resumo do sistema constitucional brasileiro. Vale a Constituição Federal de 1988. No total tivemos seis emen-
informação de que ele, assim como qualquer outra das de revisão. Atualmente não é mais possível editá-las. Link Acadêmico 3
norma integrante da Constituição, foi votado e reletiu Para modiicar a Constituição é necessária a feitura de
a vontade da maioria dos integrantes da Assembléia emenda constitucional propriamente dita, respeitando as Classificações das
Nacional Constituinte. formalidades previstas no art. 60. Constituições
O preâmbulo deve ser utilizado pelos aplicadores do A regra trazida pelo artigo 3º do ADCT teve por inalidade
Direito e por aqueles que fazem as leis como instru- atualizar, adaptar a nova Constituição no que fosse pre- As classiicações visam à melhor compreensão da
mento de interpretação das normas constitucionais. ciso. Vale a observação de que as formalidades exigidas Constituição como um todo. Vejamos as mais rele-
Segundo o Prof. José Afonso da Silva, o preâmbulo é para a edição das emendas de revisão eram mais brandas vantes:
um elemento formal de aplicabilidade. do que as que se exigem para a aprovação das emendas
Veriica-se, no preâmbulo, o nome de Deus. Podería- constitucionais propriamente ditas. 1. Quanto à forma as Constituições podem ser
mos pensar: como um Estado leigo ou laico, conforme classiicadas em:
determina o art. 19, I da CF, pode avocar o nome de Elementos da a) escritas – aquelas sistematizadas num único tex-
Deus no texto constitucional? Não há problema, pois Constituição to, criada por um órgão constituinte. Esse texto único
a invocação ao nome de Deus no preâmbulo, ape- é a única fonte formal do sistema constitucionalista.
nas reconhece sua existência, mas não indica que há A nossa Constituição Federal trata de diversos assuntos. Exemplo: Constituição Federal de 1988.
uma religião oicial adotada pelo país. Essa invocação Com a inalidade de sistematizar e de organizar esses as- b) não escritas – aquelas cujas normas não estão
decorre das tradições brasileiras e de países que ado- suntos, a Constituição uniu matérias ains e, a partir dessa sistematizadas e codiicadas num único texto. São
tam Constituições escritas. união, foram contemplados doutrinariamente os elementos baseadas em textos esparsos, jurisprudências, costu-
É importante saber que já tivemos várias Constitui- da Constituição. O Prof. José Afonso da Silva é quem me- mes, convenções, atos do parlamento etc. Há várias
ções e apenas a de 1891 e a de 1937 que não trouxe- lhor faz a divisão clássica. Tendo por base a divisão feita fontes formais do direito constitucional no país de
ram o nome de Deus no preâmbulo. por esse autor, podemos falar que os grupos de elementos Constituição não escrita. A Constituição Inglesa é um
A grande questão é: o preâmbulo tem força norma- são: exemplo de Constituição não escrita.
tiva? a) Elementos orgânicos – contemplam as normas estru-
A doutrina majoritária sempre sustentou que, por fazer turais da Constituição. Englobam as normas de organiza- 2. Quanto ao modo de elaboração as Constitui-
parte da Constituição e por ter sido votada como to- ção do Estado, organização do poder, o orçamento público ções podem ser classiicadas em:
das as outras normas constitucionais, teria sim força e a tributação, as forças armadas e a segurança pública. a) dogmáticas – a Constituição dogmática neces-
normativa. Os temas mencionados se encontram nos capítulos II e III sariamente é uma Constituição escrita. As Constitui-
Outra parte da doutrina sustenta que o preâmbulo é do título V e nos títulos III, IV e V da nossa Constituição ções escritas pressupõem a aceitação de dogmas ou
juridicamente irrelevante; é considerado apenas uma Federal. de opiniões sobre a política do momento. Exemplo:
manifestação política. b) Elementos limitativos – como o próprio nome men- Constituição Federal de 1988.
Uma terceira corrente diz que o preâmbulo tem rele- ciona, são normas que existem para limitar o poder de b) históricas ou costumeiras – diferentemente das
vância de forma indireta, pois, embora traga princípios atuação do Estado. As normas que deinem os direitos e Constituições dogmáticas, que sempre são escritas,
relevantes, não possui aplicabilidade autônoma. garantias fundamentais são as que melhor limitam o poder, as Constituições históricas devem ser não escritas.
O Supremo Tribunal Federal já analisou essa questão pois, ao enunciar determinada direito a alguém, implícita Resultam da formação histórica, dos fatos sociais, da
e não reconheceu a força normativa do preâmbulo. e automaticamente há o comando, impondo ao Estado o evolução das tradições. O exemplo de Constituição
Mencionou que ele apenas relete a posição ideoló- dever de não invadir aquele direito constitucionalmente não escrita que também é um exemplo de constitui-
gica do constituinte. Vejam o julgado “Preâmbulo da previsto. A exceção se dá em relação aos direitos sociais, ção histórica, é a Constituição Inglesa.
Constituição: não constitui norma central. Invocação porque eles exigem prestações do Estado e não possuem
da proteção de Deus: não se trata de norma de re- somente o mero caráter limitador do eventual exercício ar- 3. Quanto à origem as Constituições podem ser
produção obrigatória na Constituição estadual, não bitrário do poder. Os elementos limitativos contemplam as classiicadas em:
tendo, potanto, força normativa”. (ADI 2.074, Rel. Min. normas que tratam dos direitos individuais e coletivos, di- a) outorgadas – aquelas elaboradas e impostas por
Carlos Velloso, DJ 08/08/03)” reitos políticos e direito à nacionalidade, todas encontradas uma pessoa ou por um grupo, sem a participação
O corpo das disposições permanentes é formado no título II da Constituição Federal. do povo. As Constituições outorgadas, na verdade,
por 250 artigos. Nele encontramos nove títulos, são c) Elementos sócio-ideológicos – são aqueles que devem ser denominadas de Carta Constitucional e
eles: I – Princípios Fundamentais; II – Direitos e Ga- deinem ou demonstram a ideologia adotada pelo texto não de Constituição, pois a primeira denominação é
rantias Fundamentais; III – Organização do Estado; constitucional. As normas que compõem os elementos a que corretamente designa a origem outorgada. A
IV – Organização dos Poderes; V – Defesa do Estado sócio-ideológicos são as que tratam dos direitos sociais, segunda nomenclatura diz respeito àquelas Constitui-
e das Instituições Democráticas; VI – Tributação e as integrantes da ordem econômica e inanceira e a ordem ções que tiveram como origem a democracia e foram
Orçamento; VII – Ordem Econômica e Financeira e social. Encontramos essas normas no capítulo II do título promulgadas. Vale lembrar que muitos doutrinadores
IX – Disposições Constitucionais Gerais. III e nos títulos VII e VIII da Constituição Federal. tratam essas expressões, carta e Constituição, como
O Ato das Disposições Constitucionais Transitó- d) Elementos de estabilização constitucional – as nor- sinônimas, embora não o sejam. As Constituições ou-
rias (ADCT) é parte integrante da CF e é formado por mas que se encontram nessa divisão são as que visam à torgadas que tivemos no Brasil foram as seguintes:
normas de direito intertemporal, isto é, que regulam superação dos conlitos constitucionais, ao resguardo da Constituição do Império de 1824 (o correto é Carta de
a relação das normas no tempo. Possui numeração estabilidade constitucional, à preservação da supremacia 1824); Carta de 1937 (Vargas) e Carta de 1967 (dita-
própria (do art. 1º ao 94), diversa da prevista no corpo da Constituição, à proteção do Estado e das instituições dura militar). Há ainda aqueles que sustentam que a

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Emenda Constitucional n. 1/1969 deve ser considera- supremacia constitucional.
Os jusnaturalistas pensam de maneira diversa, por
da uma verdadeira Constituição outorgada, imposta
defender que existem direitos que são inerentes ao
pelo Comando Militar. 7. Quanto à estrutura as Constituições podem ser clas-
ser humano, portanto não poderiam ser suprimidos
b) promulgadas, populares ou democráticas – siicadas em:
nem mesmo por meio de uma nova Constituição. Eles
aquelas advindas de uma assembléia constituinte a) Constituição-garantia – a inalidade principal dessa
decorrem do direito natural e não do direito positivo.
composta por representantes do povo. A elaboração Constituição é resguardar direitos. Geralmente é composta
2. Poder Constituinte Derivado
se dá de maneira consciente e livre, diferentemente das matérias que giram em torno da organização do poder
O poder derivado, também denominado de instituído
das Constituições outorgadas, que são criadas de e do Estado e de direitos que têm a função de limitar o
ou de 2º grau, como seu nome indica, decorre de algo.
forma imposta. poder.
Fundamenta-se no poder que o criou e dele decorre: é
c) cesaristas, plebiscitárias, referendárias ou bo- b) Constituição programática – são as Constituições que
o constituinte originário.
napartistas – são aquelas Constituições que, embora contêm, em seu bojo, programas de governo a serem efe-
Diferente do poder constituinte originário, o derivado
elaboradas de maneira unilateral, impostas, após a tivamente concretizados.
é limitado, condicionado às normas preestabelecidas
sua criação, são submetidas a um referendo popular.
por aquele que o criou e não tem autonomia. É divido
Essa participação do povo não pode ser considerada A Constituição Federal de 1988 é classiicada em:
em: poder constituinte derivado reformador e poder
democrática, pois apenas tem a inalidade de conir- - escrita, dogmática, promulgada ou democrática, rígida,
constituinte derivado decorrente. Vejamos cada um
mar a vontade daquele que a impôs. prolixa, formal, garantia e programática.
deles.
a) Poder constituinte derivado reformador
4. Quanto à estabilidade as Constituições podem Poder Constituinte Depende, necessariamente, da existência do consti-
ser classiicadas em:
tuinte originário, porque dele deriva e é a ele subor-
a) Rígidas – aquelas alteráveis somente por um Um conceito simples e de muito conteúdo de poder cons-
dinado. Tem por inalidade a reforma, a alteração do
processo mais solene, mais diicultoso do que o pro- tituinte é o adotado pelo Prof. Celso de Mello - “Poder
texto constitucional. Faz isso por meio de um procedi-
cesso de elaboração das demais normas jurídicas. O constituinte é a expressão da suprema vontade política do
mento especíico, determinado previamente pelo seu
exemplo que podemos dar é a Constituição Federal povo, social e juridicamente organizado.”
criador.
de 1988. Em seu artigo 60 encontramos o fundamento Toda e qualquer Constituição é fruto de um poder maior
O procedimento mencionado vem previsto no artigo
da rigidez constitucional. do que os poderes que ela própria institui. Por exemplo,
60 da Constituição Federal. Por meio de emendas à
b) Flexíveis – aquelas modiicáveis livremente pelo citamos os poderes executivo, legislativo e judiciário, todos
Constituição o poder constituinte derivado reformador
legislador, observando-se o mesmo processo de ela- constituídos pela Constituição. Esses, embora denomina-
será exercido.
boração e modiicação das leis. dos dessa forma, têm menos força que o poder que os
Ressalta-se que o parágrafo quarto do artigo 60 da
c) Semi-rígidas – aquela Constituição que possui instituiu, que é o constituinte. Esse último necessariamen-
Constituição Federal traz as chamadas cláusulas pé-
uma parte rígida e outra lexível. A parte rígida será te terá um titular e será composto por aqueles que irão
treas ou núcleo material intangível, que são matérias
alterável por um processo mais diicultoso do que o exercitar o poder, sempre em nome do seu titular.
que não podem ser suprimidas nem mesmo por meio
das demais normas jurídicas e a parte lexível alte- Prevalece na doutrina o entendimento de que o povo é o
do procedimento das emendas constitucionais.
rável pelo mesmo processo de elaboração e modii- seu verdadeiro titular. Esse posicionamento é respaldado
Além disso, há previsão expressa na Constituição,
cação das leis. No Brasil, a única Constituição que pelo parágrafo único do artigo 1º da CF, que dispõe que
trazida pelo poder constituinte originário, proibindo a
tivemos classiicada como semi-rígida foi a 1824. O “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de
edição de emendas constitucionais na vigência de in-
art. 178 desta Constituição fundamentava seu caráter representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta
tervenção federal ou dos estados de exceção (estado
semi-rígido. Constituição”.
de sítio e estado de defesa).
Não podemos confundir titularidade e exercício do poder.
O poder constituinte derivado reformador também
5. Quanto à extensão as Constituições podem ser O titular, como já mencionado, será sempre o povo. Já o
pôde ser exercido por meio de emendas de revisão,
classiicadas em: exercente poderá ser uma Assembléia Constituinte (que
conforme disposição trazida pelo art. 3º do Ato das
a) concisas – são as Constituições sucintas, peque- é um órgão colegiado) ou um grupo de pessoas que se
Disposições Constitucionais Transitórias.
nas. Cuidam apenas de regras gerais, estruturais do invistam desse poder. Essa distinção estará diretamente
Esse poder sofre limitações ou condicionamentos im-
ordenamento jurídico estatal. O melhor exemplo é a relacionada ao processo de positivação da Constituição.
postos pelo originário, que podem ser das seguintes
norte-americana, que contém apenas 7 artigos e 26 No primeiro caso, a Constituição advirá de uma convenção
ordens: procedimentais ou formais; circunstanciais;
emendas. Essas Constituições geralmente são mais (votação); no segundo, de uma outorga (imposição).
temporais e materiais.
estáveis que uma Constituição prolixa. A norte-ameri- 1. Poder Constituinte Originário
a.1) Limitações Procedimentais ou Formais: Estão
cana é de 1787, já conta com mais de 200 anos e foi O poder constituinte originário, genuíno ou de primeiro grau
relacionadas com a iniciativa e a tramitação do projeto
emendada apenas 26 vezes. Só para aclarar o assun- é aquele que cria a primeira Constituição de um Estado
de emenda constitucional. Aqueles que podem iniciar
to, a nossa Constituição atual, de 1988, com apenas ou a nova Constituição de um Estado. No primeiro caso é
o projeto de emenda constitucional se encontram no
20 anos, já foi emendada 62 vezes (6 emendas de conhecido como poder constituinte histórico. Tem a função
art. 60 da CF, conforme já mencionado acima.
revisão e 56 emendas constitucionais). de instaurar e estruturar, pela primeira vez, o Estado. No
a.2) Limitações Circunstanciais: São as limitações
b) prolixas – são as Constituições longas, numero- segundo, é conhecido como poder constituinte revolucio-
decorrentes dos estados de exceção (estado de sítio
sas. Essas Constituições não se restringem a tratar nário, porque rompe a antiga e existente ordem jurídica, de
ou de defesa) por conta da instabilidade institucional
somente de normas materialmente constitucionais, forma integral, instaurando a nova ordem.
e, ainda, as existentes durante a intervenção fede-
normas estruturais, de organização do poder, de Em ambos os casos o poder constituinte impõe uma nova
ral. Nesses períodos a tramitação das propostas de
funcionamento do Estado, cuidam de assuntos di- ordem jurídica para o Estado.
emenda ica suspensa e pode haver nova proposta. O
versos, que poderiam certamente estar dispostos em Estudaremos as principais características desse poder.
§1º do art. 60 trata desse assunto.
legislações infraconstitucionais. Exemplo: Cons- É inicial porque não se fundamenta em outro poder que
a.3) Limitações Temporais: Durante certo tempo,
tituição Federal de 1988. o antecede. Nem mesmo a existência de um ato convoca-
após a vigência da Constituição, são vedadas altera-
tório (Assembléia Constituinte para deliberar a respeito de
ções em seu texto. O art. 174 da Constituição do Im-
6. Quanto ao conteúdo as Constituições podem uma nova Constituição) retira essa característica do poder
pério trazia uma determinação dessa ordem; vedava
ser classiicadas em: constituinte originário. Ele rompe integralmente a ordem
qualquer modiicação de seu conteúdo, pelo período
a) materiais – relacionam-se ao conteúdo criado para jurídica precedente.
de quatro anos contados da data de sua vigência.
ser tratado especiicamente numa Constituição. São A autonomia do poder constituinte de primeiro grau é mar-
O art. 60, §5º, da nossa atual Constituição estabelece
normas que cuidam de matéria constitucional. A maté- cada pela opção do seu titular em escolher o conteúdo da
que a matéria constante de proposta de emenda re-
ria constitucional geralmente gira em torno do poder. nova Constituição. Aquele a quem incumbir o exercício do
jeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto
Exempliicando, as normas que organizam o poder, poder determinará as regras autonomamente.
de nova proposta na mesma sessão legislativa. Há
que organizam o Estado e as que tratam dos direi- É também incondicionado porque esse poder, durante
quem sustente que essa previsão pode ser conside-
tos e garantias individuais são normas materialmente seu efetivo exercício, não encontra condições, limitações,
rada como uma limitação temporal. Ocorre que outra
constitucionais. Um exemplo de norma que, embora regras preestabelecidas pelo ordenamento jurídico ante-
parte da doutrina menciona que, na verdade, trata-se
prevista na CF de 1988, não tem conteúdo material- rior.
de limitação procedimental.
mente constitucional é o artigo 242, §2º da CF, que Sua ilimitabilidade, defendida pelos positivistas e não
a.4) Limitações Materiais: a) são veriicadas em
dispõe que o Colégio Pedro II, localizado no Rio de pelos jusnaturalistas, se caracteriza pelo fato de o poder
razão da matéria. O art. 60, §4º da CF indica quais
Janeiro, será mantido na órbita federal. ter a possibilidade de desconsiderar de maneira completa
matérias não podem ser objeto de emenda constitu-
b) formais – indicam o conjunto de regras dispostas o ordenamento constitucional anterior. Por exemplo, se o
cional, ou seja, não poderão sequer ser deliberadas,
formalmente na Constituição escrita. O fato de esta- ordenamento preexistente trazia, entre suas regras, cláu-
pois fazem parte do núcleo intangível da Constituição.
rem alocadas na Constituição escrita dá a elas a força sulas pétreas, a nova ordem constitucional não precisará
As cláusulas pétreas lá previstas são as seguintes:
de norma constitucional. São regidas pelo princípio da respeitá-las.
forma federativa de Estado; voto direto, secreto, uni-
4
versal e periódico; separação de poderes e direitos e A lei a que referimos no exemplo acima é o nosso atu- Mutação Constitucional: O fenômeno da mutação
garantias individuais. al Código de Processo Civil. O CPC é de 1973 a nossa constitucional informal ocorre quando, embora não
O que parece claro com a leitura do §4º do art. 60 é Constituição é de 1988. Na época em que foi promulgada a haja alteração ou modiicação substancial física do
que a ampliação dos direitos protegidos pela cláusula Constituição de 1988, ocorreu o fenômeno da recepção em texto constitucional, há mudança na interpretação de
pétrea é possível, pois o que é vedado expressamen- relação a todos os dispositivos do CPC que se mostraram determinado instituto previsto na Constituição. Trata-
te é a supressão. Como exemplo, lembramos que a materialmente compatíveis com ela. se de alteração de signiicado e não da norma escrita.
Emenda Constitucional nº 45 de 2004 incluiu, no rol Outra lembrança relevante no tocante ao fenômeno da re- O texto constitucional continua intacto. O que é modi-
de incisos do artigo 5º da Constituição Federal, um cepção é o fato de, após a promulgação da Constituição, icado é a forma de interpretá-lo.
novo direito fundamental, a razoável duração do pro- serem editadas emendas constitucionais. As leis também
cesso no âmbito judicial e administrativo. devem guardar relação de compatibilidade material com o Eficácia Jurídica da
A dúvida que surge é: pode uma emenda constitucio- disposto nas emendas constitucionais? Sim, necessaria-
Normas
nal que incluiu um direito fundamental ser revogada mente, as leis promulgadas antes ou mesmo depois da
por outra que suprima tal direito? Existe discussão na edição da Constituição devem ser materialmente compa- Cosntitucionais
doutrina quanto a essa possibilidade. tíveis tanto com as normas advindas do poder constituinte Eicácia jurídica é a aptidão que as normas têm para
Segundo parte da doutrina, a supressão é possível, ordinário quanto das decorrentes de emendas constitucio- produzirem efeitos no mundo jurídico. Essa eicácia,
porque a inclusão de cláusulas pétreas somente po- nais. O fundamento para isto é que as emendas consti- por vezes, será graduada, conforme a classiicação
dem ser feitas por meio do poder constituinte origi- tucionais, como o próprio nome indica, têm natureza de das normas constitucionais.
nário. normas constitucionais. Estão, juntamente com as demais 1. Classiicação das Normas Constitucionais:
Ocorre que outra parte sustenta que a nova emenda normas da Constituição, no ápice da pirâmide de Kelsen. Segundo esta teoria clássica, as normas constitucio-
não poderia suprimir um direito fundamental trazido O princípio que fundamenta a utilização do fenômeno da nais podem possuir eicácia plena, contida e limitada.
por outra. O argumento para tanto é que, ao incluir recepção é o princípio da continuidade das normas. As de eicácia plena são aquelas que produzem todos
um direito no rol dos direitos fundamentais, não mais os seus efeitos jurídicos imediatamente. Não depen-
seria possível extraí-lo, porque já estaria acobertado 2. Desconstitucionalização: Segundo o Professor Cássio dem da interposição do legislador para que possam
pelo manto da cláusula pétrea. Juvenal Farias, “A teoria da desconstitucionalização air- efetivamente produzir efeitos.
b) Poder constituinte derivado decorrente ma a possibilidade de que normas apenas formalmente Já as normas de eicácia contida são aquelas que,
Segundo Prof. Marcelo Novelino o poder derivado de- constitucionais da constituição anterior, não repetidas e a princípio, produzem a integralidade de seus efeitos
corrente é conferido a cada Estado-membro de uma nem contrariadas pela nova, sejam por esta recepcionada, até que outra norma infraconstitucional sobrevenha e
federação para elaborar sua Constituição própria. O como leis ordinárias, em um processo de “quebra” ou “que- limite a produção de seus efeitos.
surgimento de uma nova Constituição no âmbito fede- da” de hierarquia. A antiga Constituição seria, valendo-nos As últimas, normas de eicácia limitada, são aquelas
ral suscita a necessidade de os Estados-membros re- do fenômeno da desconstitucionalização, recebida pelo que, para produzirem seus efeitos, dependem da atu-
criarem suas Constituições estaduais, com o im de se novo ordenamento, ou seja, pela nova Constituição, mas ação do legislador infraconstitucional, dependem de
adaptar à nova realidade e obedecer ao princípio da com “status” de legislação infraconstitucional (seria recebi- regulamentação.
simetria. A Constituição da República estabelece que da como se fosse lei). Para completar trazemos a informação de que estas
os Estados-membros regem-se pelas constituições O fenômeno da desconstitucionalização tem origem fran- últimas normas que analisamos se subdividem em
que adotarem (art. 25), elaboradas pelas respectivas cesa. É um instituto pouco usado na prática. No Brasil, programáticas e de princípio institutivo. Estas são as
Assembléias Legislativas com poderes constituintes atualmente, não utilizamos esse instituto porque, em re- que fazem a previsão da existência de um órgão ou
(ADCT, art. 11). gra, a edição de uma nova Constituição produz o efeito de instituição, mas só passariam a existir no plano da
revogar, por inteiro, a antiga Constituição. realidade, após a atuação do legislador infraconstitu-
Link Acadêmico 4 A doutrina majoritária, porém, entende que, excepcional- cional, quando da feitura da lei pertinente; aquelas,
mente, se a nova Constituição contiver expressa alusão programáticas, são as que trazem em seu corpo
Direito Intertemporal à ocorrência desse fenômeno, ele poderá acontecer, já programas a serem, necessariamente, concretizados
Constitucional que o Poder Constituinte Originário é, em regra, ilimitado. pelos governantes. Os exemplos que se seguem são:
Já ocorreram casos de desconstitucionalização em nosso artigos 211; 215; 226, §2º da CF – normas programá-
1. Recepção ordenamento (vide art. 147 da CESP de 1967) ticas; artigos 25, §3º; 43, §1º; 224 entre outros da CF
2. Desconstitucionalização - normas de princípio institutivo.
3. Repristinação 3. Repristinação: É o fenômeno jurídico pelo qual se res-
4. “Vacatio Constitucionis” tabelece a vigência de uma lei revogada pela revogação da Constitucionalismo
5. Mutação Constitucional lei dela revogadora.
O instituto da repristinação interessa não apenas ao direito Tradicionalmente a doutrina faz uso da expressão
O direito intertemporal é composto pelo conjunto de constitucional, mas ao direito como um todo. Terá ligação constitucionalismo ou movimentos constitucionais em
regras que disciplinam os conlitos de leis no tempo. com o direito constitucional se estiver associado ao insti- mais de um sentido. Vejamos os dois mais comuns:
No Direito Constitucional é utilizado para disciplinar a tuto da recepção. 1º - Utilizado para deinir a ideologia que airma que
passagem de uma antiga Constituição para a nova. Vamos ao exemplo: imaginemos 3 constituições. A Cons- o poder político deve necessariamente ser limitado,
tituição “A”, a Constituição “B” e a Constituição “C”. A pri- para que efetivamente sejam garantidos e prestigia-
1. Recepção: é o fenômeno jurídico pelo qual se meira é a mais antiga. A Constituição “A” determinou que dos os direitos fundamentais. Nesse primeiro sentido,
resguarda a continuidade do ordenamento jurídico o assunto X, garantido por ela, fosse disciplinado por lei o constitucionalismo é considerado uma teoria norma-
anterior e inferior à nova Constituição, desde que se infraconstitucional. Na época, sobreveio a lei disciplinan- tiva da política. A doutrina divide-o em constituciona-
mostre compatível materialmente com seu novo fun- do o assunto X. Após, foi editada a Constituição “B”. Ela lismo social e liberal, com base na maior ou menor in-
damento de validade, a nova Constituição. não mais tratou do assunto X, portanto a lei editada na tervenção do Estado nos interesses privados. Quando
Acompanhem o exemplo: é sabido que o fundamento vigência da Constituição “A”, que serviria para regulamen- há grande intervenção do Estado no mundo privado,
de validade de uma lei é a Constituição vigente. Dessa tar o assunto X, não foi recepcionada (foi revogada) pela é conhecido como liberal e, quando a intervenção é
forma, imaginemos que tenha sido editada uma lei na Constituição “B”. Passado algum tempo, a Constituição “C” pequena, fala-se em constitucionalismo social.
época em que vigia a Constituição de 1969. A essa lei foi editada. Essa Constituição voltou a prever o assunto X. 2º - A segunda concepção da expressão constitucio-
foi atribuído o número 5.869/73. Para que a lei men- Nesse caso, a lei que regulamentava o assunto X, editada nalismo teve origem numa reação contra o Estado
cionada fosse considerada válida, necessariamente, na vigência da Constituição “A”, seria restabelecida pela absolutista da Idade Moderna, por volta do inal do
teria de estar em conformidade com a Constituição nova Constituição “C” simplesmente pelo fato de ela prever século XVIII. A Revolução Francesa também é consi-
de 1969, pois este era seu fundamento de validade. novamente o assunto X? A resposta é: COMO REGRA, derada um marco aqui. A idéia era frisar que a Consti-
Em 1988, foi promulgada uma nova Constituição, a não. No ordenamento jurídico brasileiro, não há repristina- tuição, além de estabelecer regras sobre organização
Constituição da República Federativa do Brasil de 5 ção automática. Se o legislador, por ventura, quiser resta- do Estado, do poder, deveria fazer uma necessária
de outubro de 1988. Pergunta-se: a Lei nº 5.869/73 belecer a vigência de uma lei anteriormente revogada por modiicação política e social, orientando as ações
continuou vigente, mesmo após a promulgação de outra terá de fazer expressamente. políticas e tendo atuação direta. A partir desse mo-
uma nova Constituição? A resposta é: depende. Se 4. Vacatio Constitucionis: Consiste no período de transi- mento veio à tona o termo supremacia constitucional.
essa lei for materialmente compatível com a nova ção entre uma Constituição e outra. É o tempo que poderá A partir dessa concepção, passou a ser necessária a
Constituição, sim, ela será preservada e passará a ter transcorrer entre a publicação da norma constitucional e criação de Constituições escritas, de origem popular,
um novo fundamento de validade, que é a Nova Cons- sua vigência. A “vacatio constitucionais” pode ou não ocor- para efetivamente limitar o poder, organizar o Estado
tituição. Se a lei editada à época da vigência da antiga rer. Normalmente, a vigência da Constituição começa a e garantir a proteção dos direitos individuais.
Constituição se mostrar materialmente incompatível partir da sua publicação e, se assim o for, não haverá essa
com a nova Constituição ela não será recepcionada. “vacatio”. Link Acadêmico 5
5
trabalhistas, visando a melhores condições também. Isso Embora a literalidade do art. 5º, “caput”, possa indu-
Direitos e Garantias tudo fez com que necessariamente fossem assegurados zir-nos a pensar que os brasileiros ou estrangeiros
Fundamentais os chamados direitos sociais. não residentes no Brasil não teriam garantidos seus
- 3ª Geração: a partir da concepção de que o indivíduo faz direitos fundamentais, é possível concluir de forma
Aspectos Gerais
parte de uma coletividade e que necessita, para a própria diversa, tomando por base essa decisão do Supremo.
O primeiro destaque a ser dado nesse capítulo é de subsistência, de um ambiente saudável e equilibrado. A Constituição garante tanto aos brasileiros quanto
que o guardião da Constituição, Supremo Tribunal aos estrangeiros a validade e o exercício dos direitos
Federal, já airmou que os direitos e garantias fun- 2. Diferenças entre direitos, remédios e garantias fundamentais, dentro do território nacional. Assim, o
damentais não se esgotam no artigo 5º da lei maior. Direitos, garantias e remédios são espécies do gênero que determina se uma pessoa tem ou não direito ao
Podem ser encontrados em diversos dispositivos in- direito fundamental, conforme já mencionado anteriormen- exercício de certo direito fundamental é o fato de este
seridos na Constituição. te. Segundo Rui Barbosa, “os direitos declaram direitos”; direito poder ou não ser exercido no nosso País.
Segundo o § 2º do art. 5º da CF “Os direitos e garan- têm, portanto, natureza declaratória. As garantias, dife-
tias expressos nesta Constituição não excluem outros rentemente dos direitos, têm natureza assecuratória (são 5. Características dos direitos fundamentais:
decorrentes do regime e dos princípios por ela adota- instrumentos para tutelar o direito). Já, os remédios, são 5.1. Universalidade – signiica que os direitos funda-
dos ou dos tratados internacionais em que a Republi- instrumentos de caráter processual, consubstanciados em mentais são destinados a todas as pessoas indistin-
ca Federativa do Brasil seja parte”. Essa disposição espécies do gênero garantia. tamente. Não podem ser estabelecidos ou dirigidos
apenas conirmou um entendimento que já vinha sen- Segundo o Prof. José Afonso da Silva, “os remédios atu- a determinada pessoa, grupo ou categoria. A forma
do adotado pelo Supremo Tribunal Federal, ou seja, o am precisamente quando as limitações e vedações não universal é a única admitida quando da aplicação
rol dos direitos fundamentais é não exaustivo. forem bastantes para impedir a prática de atos ilegais e desses direitos;
Um exemplo de direito fundamental não encontrado com excesso de poder ou abuso de autoridade. São, pois, 5.2. Historicidade – signiica que a formação dos
no art. 5º da CF é o princípio da anterioridade tributá- espécies de garantias, que, pelo seu caráter especíico e direitos fundamentais se dá no decorrer da história.
ria. Essa determinação foi dada pelo Supremo Tribu- por sua função saneadora, recebem o nome de remédios, A origem desses direitos tem por base movimentos
nal Federal na ação direta de inconstitucionalidade nº e remédios constitucionais, porque consignados na Cons- como o constitucionalismo. Sua evolução concreta
939, ajuizada pela Confederação Nacional dos Traba- tituição.” é demonstrada ao longo do tempo. As conhecidas
lhadores no Comércio. O Prof. Pedro Lenza, ao tratar do tema, menciona que gerações ou dimensões dos direitos fundamentais se
Outra observação logo no início é a de que os direitos uma vez consagrado um direito, a sua garantia nem sem- fundamentam especiicamente na historicidade des-
fundamentais são gênero do qual são espécies direi- pre estará nas regras deinidas constitucionalmente como ses direitos;
tos individuais, direitos sociais e direitos políticos. remédios constitucionais (ex. habeas corpus, habeas data 5.3. Limitabilidade – signiica que, embora sejam
O gênero, direitos fundamentais, é tratado pela dou- etc). Em determinadas situações a garantia poderá estar considerados fundamentais, não são direitos abso-
trina, ora com uma nomenclatura, ora com outra no- na própria norma que assegura o direito. lutos. Não há direito absoluto. Na crise advinda no
menclatura. É relevante, portanto, que se saiba quais O mesmo autor exempliica demonstrando as seguintes confronto entre dois ou mais direitos fundamentais,
são essas nomenclaturas. As expressões: direitos pú- hipóteses: “é inviolável a liberdade de consciência e de ambos terão de ceder. Às vezes, será necessário fa-
blicos subjetivos, liberdades públicas, direitos huma- crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos reli- zer prevalecer um em detrimento do outro, naquela
nos, direitos do homem, entre outras, são alguns dos giosos – art. 5º, VI (direito) – garantindo-se na forma da lei situação especíica. O exemplo comum dado pela
exemplos de nomenclaturas utilizadas pela doutrina a proteção aos locais de culto e suas garantias (garantia); doutrina é o choque entre a liberdade de informação
ao tratar dos direitos fundamentais. direito ao juízo natural (direito) – o art. 5º, XXXVII, veda a e o direito à vida privada. Até que momento a impren-
Dentro do estudo dos direitos fundamentais, daremos instituição de juízo ou tribunal de exceção (garantia)”. sa, a informação jornalística, deve ser prestigiada em
especial atenção ao estudo dos direitos individuais e 3. Eicácia dos direitos fundamentais detrimento da vida privada? Esse é um dos grandes
dos direitos políticos e introduziremos aspectos rele- Antigamente, esses direitos eram considerados apenas questionamentos doutrinários e jurisprudenciais. So-
vantes dos direitos sociais. O aprofundamento deste como limitações ao exercício do poder estatal, ou seja, a mente após análise do caso concreto é possível fazer
último normalmente é realizado quando do estudo do aplicação se dava somente nas relações entre o indivíduo apontamentos mencionando o que deve prevalecer.
Direito do Trabalho. e o Estado. A denominação dada pela doutrina a isso era 5.4. Cumulatividade ou concorrência dos direitos
Na Constituição Federal, os direitos fundamentais es- eicácia vertical dos direitos fundamentais. fundamentais – signiica que os direitos fundamen-
tão dispostos no título II da seguinte maneira: 1º Capí- O que hoje é denominado de eicácia horizontal dos di- tais não se excluem, na verdade se somam. Para o
tulo trata dos direitos individuais e coletivos (artigo 5º); reitos fundamentais ou eicácia externa dos direitos fun- exercício de um não é necessário que o outro seja
2º Capítulo trata dos direitos sociais (artigos 6º a 11); damentais, também tem relação com o âmbito de aplica- eliminado. Como o próprio nome da característica in-
3º Capítulo trata da nacionalidade (artigos 12 e 13); 4º ção dos direitos fundamentais. Só que, nessa hipótese, a dica, esses direitos são cumuláveis, podem ser exer-
Capítulo trata dos direitos políticos (artigos 13 a 16) e abrangência desses direitos não se restringe apenas às cidos de forma simultânea.
o 5º Capítulo trata dos partidos políticos (artigo 17). relações jurídicas entre o indivíduo e o Estado, engloba 5.5. Irrenunciabilidade – signiica que ninguém
1.1. Direitos Fundamentais e suas Gerações também as ocorridas nas relações privadas. pode recusar, abrir mão de um direito fundamental. O
Fala-se na doutrina em gerações ou dimensões dos Na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal temos ca- exercício desses direitos pode não ser efetivado por
direitos fundamentais. Isso se deve ao fato de o nasci- sos em que houve a aplicação dessa eicácia horizontal. aquele que não o deseja, mas, ainda que não colo-
mento desses direitos ter se dado ao longo do tempo, Um exemplo é o recurso extraordinário nº 201.819 do Rio cados em prática, pertence ao seu titular. O Estado
de forma gradativa. de Janeiro, no qual o Ministro Gilmar Mendes, atual pre- é o garantidor.
Cada dimensão comporta certos direitos, mas uma sidente do Supremo Tribunal Federal, ressaltou que “as 5.6. Irrevogabilidade – signiica que nem mesmo
não exclui a outra. Esses direitos se somam e convi- violações a direitos fundamentais não ocorrem somente pelo processo de alteração da Constituição (emendas
vem de forma harmônica. no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas constitucionais) é possível revogar um direito fun-
Os direitos previstos nas primeiras gerações já estão igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e damental. Essa airmação é pacíica no tocante aos
sedimentados, consolidados no ordenamento. Já os jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamen- direitos inseridos no texto constitucional pelo poder
advindos das últimas gerações ainda são objeto de tais assegurados pela Constituição vinculam diretamente constituinte originário. Em relação aos trazidos pelo
discussões e dúvidas por parte da doutrina, justamen- não apenas os poderes públicos, estando direcionados poder constituinte derivado reformador, ou seja, ad-
te pelo fato de inovarem certos aspectos ainda não também à proteção dos particulares em face dos poderes vindos de emendas à Constituição, há quem sustente
cristalizados na sociedade. privados”. que podem, sim, ser revogados, desde que por meio
Segundo grande parte da doutrina, a classiicação 4. Destinatários dos direitos fundamentais de uma nova emenda. É o caso do princípio da celeri-
das gerações dos direitos fundamentais ou humanos O art. 5º, caput, da CF dispõe que “Todos são iguais peran- dade processual, que foi introduzido no ordenamento
pode ser resumida da seguinte forma: te a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se jurídico pela emenda constitucional nº 45/04.
- 1ª Geração: consubstancia-se fundamentalmente aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a in-
nas liberdades públicas. A inalidade dessa dimensão violabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à Direitos Fundamentais
foi limitar o poder de atuação do Estado, impondo a segurança e à propriedade...” em Espécie
ele o dever de não intervenção, de abstenção. As A expressão sublinhada já foi objeto de análise pelo Su-
revoluções francesas e norte-americanas inluencia- premo Tribunal Federal, o qual determinou sua abrangên- O “caput” do artigo 5º da CF prestigia os seguintes
ram e muito no surgimento dos direitos individuais. cia da seguinte forma: “o qualiicativo ‘residentes no País’ direitos fundamentais:
Os direitos políticos também se encontram nessa não é qualiicativo do substantivo ‘estrangeiro’, e sim do - Direito à vida
dimensão. sujeito composto ‘brasileiros e estrangeiros’. Desse modo, - Direito à igualdade
- 2ª Geração: a revolução industrial européia, ocorrida signiica que a Constituição Federal assegura o exercício - Direito à segurança
no século XIX, pode ser tida aqui como um marco. Va- daqueles direitos, indistintamente, a brasileiros e estran- - Direito à propriedade
lores ligados à igualdade eram prestigiados. As lutas geiros nos limites da nossa soberania”. Nos incisos do artigo 5º encontramos desmembra-

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mentos desses direitos protegidos pelo “caput”. 1.2. Legitimidade Passiva: impetrado ou autoridade co- mental da pessoa.
Direito à vida: É o mais importante direito funda- atora. Os nacionais podem ser natos ou naturalizados. A
mental do ser humano, porque, se não há vida, não Há duas espécies de “habeas corpus”, segundo a doutrina Constituição proíbe, em seu artigo 12, parágrafo se-
há possibilidade de exercício dos demais direitos majoritária: 1º “habeas corpus” preventivo ou salvo condu- gundo, que sejam feitas distinções pela lei entre bra-
fundamentais. Esse direito é inerente a qualquer ser to e 2° “habeas corpus” repressivo ou liberatório. sileiros natos e naturalizados, mas ressalva os casos
humano. O primeiro visa resguardar o indivíduo contra a ameaça à em que ela própria faz distinção. Assim, as eventuais
A abrangência desse direito não se restringe ao di- sua liberdade de locomoção. O segundo serve para repri- diferenças existentes entre eles só serão válidas se
reito de não ser privado da vida. A garantia de uma mir algo que já fora indevidamente concretizado. advindas do texto constitucional.
vida com dignidade faz parte da proteção destinada Em regra, a competência para o julgamento de “habeas O parágrafo terceiro do artigo 12 traz o rol taxativo dos
ao direito à vida. corpus” é determinada em razão da pessoa que igura no cargos privativos de brasileiro nato. São eles: Presi-
A proibição da pena de morte, salvo na hipótese ex- pólo passivo (a autoridade co-atora) e daquele que igura dente e Vice-Presidente da República; Presidente da
cepcional de guerra declarada, é decorrência da pro- como paciente. Câmara de Deputados; Presidente do Senado Fede-
teção dada à vida. O artigo 102, inciso I, alínea ‘d’ da CF diz que o “habeas ral; Ministro do Supremo Tribunal Federal; carreira
corpus” será da competência originária do Supremo Tribu- diplomática; oicial das Forças Armadas e Ministro de
1. Hipóteses excepcionais em que haverá a sus- nal Federal quando o paciente for, por exemplo, Presidente Estado de Defesa.
pensão dos Direitos e Garantias fundamentais da República, Ministro de Estado, comandantes do exérci- Os quatro primeiros cargos mencionados se justiicam
A Constituição Federal de 1988 prestigiou e muito os to, marinha e aeronáutica, entre outros. pelo fato de a Constituição não admitir que brasileiro
direitos e garantias fundamentais, protegendo-os em 2. Mandado de segurança (individual e coletivo):É uma naturalizado se torne Presidente da República. Como
vários aspectos. No entanto, há hipóteses em que ela ação de natureza constitucional que tem por inalidade res- o Vice-Presidente, o Presidente da Câmara, o Presi-
mesma menciona que esses diretos icarão tempora- guardar direito líquido e certo contra abuso de poder ou dente do Senado e os Ministros do Supremo Tribunal
riamente suspensos, em decorrência de uma situação ilegalidade praticado por autoridade pública ou por quem Federal eventualmente poderão suceder ao cargo de
de anormalidade que esteja ocorrendo no país. Veja- lhe faça às vezes. Chefe de Estado e ocupar a cadeira de Presidente da
mos os casos: 1ª – Art. 34 - Intervenção federal; 2ª A Constituição de 1934 foi a primeira a prever expressa- República, não seria coerente admitir que brasileiros
– Art. 136 - Estado de defesa e 3ª – Art. 137 - Estado mente a possibilidade da impetração de mandado de se- naturalizados pudessem ocupar esses cargos.
de sítio gurança. Após, as Constituições que se seguiram trataram Passemos, então, para as outras hipóteses de distin-
No tocante às imunidades parlamentares, nos termos do tema, com exceção da de 1937 (da época de Getúlio ção entre brasileiros natos e naturalizados, admitidas
do art. 53, § 8º da CF, elas “subsistirão durante o es- Vargas). pela Constituição.
tado de sítio, só podendo ser suspensas mediante o O artigo 5º, LI, da CF dispõe que “nenhum brasilei-
voto de dois terços dos membros da Casa respecti- 3. Ação Popular: prevista no art. 5º, LXXIII da CF. É ro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso
va, nos casos de atos praticados fora do recinto do um instrumento jurídico pelo qual o cidadão busca a in- de crime comum, praticado antes da naturalização
Congresso Nacional, que sejam incompatíveis com a validação de atos ou contratos administrativos lesivos ao ou de comprovado envolvimento em tráico ilícito de
execução da medida”. patrimônio público, à moralidade administrativa, ao meio entorpecentes e drogas ains, na forma da lei”. Po-
A relação dos direitos, garantias e remédios trazida ambiente e ao patrimônio histórico ou popular. demos extrair desse inciso as seguintes conclusões:
pela Constituição Federal é meramente exemplii- Vem disciplinada na Lei nº 4.717/65. É essa lei quem traz somente o brasileiro naturalizado poderá ser extradi-
cativa, porque outros podem ser encontrados como os requisitos da ação popular, quais sejam: 1º Tem de ser tado. Além disso, tem de ter cometido crime comum
decorrência do sistema constitucional. Não se trata, ajuizada somente pelo cidadão (que é aquele que possui antes da naturalização ou estar envolvido em tráico
pois, de um rol taxativo, numerus clausus. O nome título de eleitor, ou seja, está no gozo de seus direitos po- ilícito de entorpecentes ou drogas ains. Nesse último
que se dá a este fenômeno é princípio da não tipiica- líticos). Vale a menção à súmula 365 do Supremo Tribunal caso, o envolvimento pode se dar antes ou depois da
ção dos direitos fundamentais. Federal que diz que “pessoa jurídica não tem legitimidade naturalização.
para propor ação popular”; 2º Ilegalidade ou ilegitimidade Outra situação, em que há distinção entre nato e na-
Link Acadêmico 6 do ato a ser impugnado; e 3º Lesividade ao patrimônio turalizado, vem prevista no inciso I do parágrafo 4º do
público, ou à moralidade administrativa, ou ao patrimônio artigo 12 da CF. Esse dispositivo menciona que aque-
Remédios histórico e cultural. le que tiver sua naturalização cancelada por sentença
Constitucionais judicial, porque praticou atividade nociva ao interes-
Link Acadêmico 7 se nacional, terá contra si a declaração de perda da
- “Habeas corpus” (preventivo ou salvo conduto, re- nacionalidade. É uma hipótese aplicada única e tão
pressivo ou liberatório e HC de ofício); Mandado de Nacionalidade somente ao brasileiro naturalizado.
segurança (individual e coletivo); “habeas-data” e O direito de sufrágio, consubstanciado no direito de
Ação popular Nacionalidade é o vínculo de natureza jurídica e política votar garantido aos nacionais, indica que a nacionali-
que une o indivíduo a um determinado Estado. Unido por dade é uma vinculação jurídica e política entre a pes-
1. Habeas corpus esse liame, o sujeito passa a fazer parte do elemento pes- soa e o Estado. Podemos falar que há dois tipos de
É uma ação de natureza constitucional que tem por i- soal do Estado e é chamado de nacional. nacionalidade: a originária ou primária e a secundária
nalidade a proteção da liberdade de locomoção contra É oportuno nesse momento conceituar povo, população, ou adquirida.
abuso de poder ou ilegalidade. nação e cidadania. A nacionalidade originária é aquela que o indivíduo
Esse remédio ganhou “status” constitucional a partir a) Povo – pode ser deinido como o conjunto de pessoas adquire pelo nascimento. A secundária, diferentemen-
da Constituição de 1891. Hoje, vem previsto no ca- que tem o vínculo da nacionalidade com o Estado. É o gru- te da originária, é aquela que o indivíduo adquire por
pítulo que trata dos direitos fundamentais, artigo 5º, po de nacionais. ato voluntário e posterior ao nascimento. É a decor-
inciso LXVIII, do atual texto constitucional. b) População – está relacionada ao conceito demográi- rente do processo de naturalização.
Antigamente era utilizado não só para proteção da li- co. Pode ser deinida como o conjunto de habitantes de A competência para tratar do tema nacionalidade será
berdade física, mas também contra qualquer ato que, determinado território. Tanto nacionais quanto estrangeiros somente da Constituição Federal, quando ser tratar de
de alguma forma, impedia ou restringia a locomoção se enquadram nesse conceito. É neste ponto que a popu- nacionalidade originária ou da Constituição Federal e
em sentido amplo. Atualmente, só a liberdade de ir e lação se diferencia do povo. Nesse último, só há espaço da lei infraconstitucional, nesse caso o estatuto do es-
vir é que é resguardada pelo “habeas corpus”. para os nacionais. trangeiro, quando estivermos diante da nacionalidade
Embora o remédio heróico possa ser impetrado por c) Nação – pode ser conceituada como o conjunto de pes- derivada ou adquirida. Como a Constituição dispõe
qualquer pessoa, justamente pela relevância do bem soas que tem semelhanças, ainidades de etnia, falam a que é competência privativa da União legislar sobre
jurídico protegido, a nomenclatura recomendada mesma língua, tem os mesmos costumes. Os nacionais se nacionalidade (art. 22, XIII da CF), essa lei infracons-
quando do seu ajuizamento. adéquam à deinição de nação. Os estrangeiros não, pois titucional necessariamente terá de ser lei federal.
1.1 Legitimidade Passiva:Tem legitimidade ativa são de diversos países, cada qual com seus costumes, No artigo 62, § 1º, a Constituição expressamente
para tanto qualquer pessoa. Nem sempre ele será o cultura, tradição etc. menciona que medida provisória não poderá dispor
beneiciário do pedido. Poderá ser ou não. Se inter- d) Cidadania – a deinição aqui é mais restrita. Somente sobre nacionalidade.
puser o pedido em seu nome, será, a um só tempo, pelo alistamento eleitoral é possível obter a cidadania e Após essa breve explanação, podemos adentrar nas
impetrante e paciente. mais, só o nacional pode ser titular de direitos políticos. hipóteses de nacionalidade originária ou primária. Até
O beneiciário do pedido é chamado de paciente, ou Conclui-se, portanto, que a nacionalidade é requisito ne- a promulgação da Emenda Constitucional nº 54 de 20
seja, é aquele que está sendo privado ou ameaça- cessário, mas não suiciente, para a cidadania (porque de setembro de 2007, tínhamos apenas três casos de
do em sua liberdade de locomoção. Liberdade esta ainda é preciso obter o título de eleitor). nacionalidade originária. Com a emenda, passamos a
considerada direito fundamental, constitucionalmente O direito à nacionalidade é reconhecido no pacto de São ter quatro casos. Vejamos cada um deles.
resguardado por cláusula pétrea. José da Costa Rica, em seu artigo 20, como direito funda- O artigo 12, I, “a” trata do primeiro caso. Dispõe que

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são considerados brasileiros natos os nascidos no 2007, ou seja, durou 13 anos). A emenda passou a ad- o sujeito passa a ser considerado cidadão.
território da República Federativa do Brasil, ainda que mitir o registro dessa criança no consulado ou reparti- A doutrina classifica os direitos políticos em positi-
de pais estrangeiros, desde que estes não estejam a ção diplomática competente. Portanto, após o registro, vos e negativos. Os primeiros consubstanciam-se
serviço de seu país. O critério adotado aqui é o territo- a criança já é considerada brasileira nata. Resolveu a no direito de sufrágio (capacidade eleitoral ativa)
rial ou “ius solis”. Portanto a regra é: nasceu no Brasil questão do apátrida. exercido nas eleições e nas consultas – plebiscito
é considerado brasileiro nato. A exceção a essa regra e referendo. É apenas o núcleo dos direitos políti-
é o caso de o indivíduo, nascido no território nacional, Perda da nacionalidade brasileira cos. Os segundos englobam as inelegibilidades e
ser ilho de pais estrangeiros que estejam no Brasil a O artigo 12, parágrafo 4º, da Constituição Federal pre- a privação dos direitos políticos (perda ou suspen-
serviço do país de origem. Nessa hipótese, desde que vê as hipóteses taxativas de perda da nacionalidade. são). Analisaremos, em primeiro lugar, os direitos
um dos pais (qualquer deles) esteja a serviço do país Vejamos cada uma delas: políticos positivos.
de origem, o ilho nascido no Brasil não será conside- 1ª – Decorrente de cancelamento judicial de natura- O exercício da soberania popular pode se dar de
rado brasileiro nato. lização, em virtude de atividade nociva ao interesse forma direta ou indireta. A forma indireta é aquela
A segunda hipótese de nacionalidade originária está nacional. Essa hipótese vem prevista numa lei de exercida por meio da democracia representativa,
prevista na alínea “b” do inciso I do artigo 12 da CF. 1949 e é muito pouco utilizada na prática. Seu proce- ou seja, por meio de representantes eleitos perio-
Dispõe que serão considerados brasileiros natos dimento pode ser encontrado nos artigos 24 a 34 da dicamente, enquanto que a forma direta é a exer-
aqueles nascidos no estrangeiro, de pai ou de mãe Lei nº 818/49. cida mediante plebiscito, referendo ou iniciativa
brasileira, desde que qualquer deles esteja a serviço 2ª – Decorrente da aquisição voluntária de outra na- popular.
da República Federativa do Brasil. Essa última parte cionalidade. Essa hipótese de perda pode ser aplicada O plebiscito e o referendo são formas de consul-
da alínea (a serviço de seu país) deve ser entendida tanto ao brasileiro nato quanto ao naturalizado. Dife- ta ao povo. As consultas visam à deliberação de
em sentido amplo; a interpretação, nesse caso, sem- rente do primeiro caso em que a perda da nacionalida- matérias de grande relevância. A diferença entre
pre deve ser benéica. O critério aqui adotado não é de depende de provimento judicial, aqui é necessário os dois institutos diz respeito ao momento em que
mais o territorial, mas sim o critério sangüíneo ou “ius um decreto do Presidente da República declarando a essa consulta é realizada. No plebiscito, a convo-
sanguinis”. A doutrina (Alexandre de Moraes) acres- perda, após procedimento administrativo, no qual seja cação do povo para se manifestar, a consulta a
centa, nessa hipótese, outro critério que deve ser resguardada a ampla defesa e o contraditório, confor- eles sobre a matéria de grande relevância, dá-se
somado ao sanguíneo que é o funcional. Os pais têm me determina o artigo 23 da Lei nº 818/49. de forma prévia, ou seja, anteriormente ao ato le-
de estar em território estrangeiro, a serviço do Bra- Vale a menção a duas hipóteses, trazidas pela emen- gislativo que tratará do assunto. Diferente ocorre
sil, ou seja, em função do Brasil. Daí o nome critério da constitucional de revisão nº 3 de 1994, que alterou no referendo. Aqui a consulta ao povo é posterior
funcional. a redação do artigo 12 da Constituição Federal, nas ao ato legislativo. O referendo é uma forma de
A próxima alínea do inciso I do art. 12 é a “c”, que quais, embora seja adquirida outra nacionalidade, não o povo ratificar, ou não, o ato legislativo produzi-
teve sua redação alterada pela emenda constitucio- haverá perda da nacionalidade brasileira. Vamos a do. O exemplo que temos ocorreu recentemente
nal nº 54 de 2007. Antes da alteração, essa alínea elas: quando o estatuto do desarmamento estava em
previa apenas uma hipótese de nacionalidade origi- a) reconhecimento da nacionalidade originária pela lei pauta, tivemos a oportunidade de escolher se era
nária. Atualmente, há duas hipóteses que, somadas estrangeira. O que diz a hipótese é nacionalidade ori- ou não possível o comércio de armas.
as da alínea “a” e “b”, completam os quatro casos de ginária e não secundária. Clareando o assunto vamos
nacionalidade primária admitidas em nosso sistema ao exemplo: filho de casal italiano, nascido no Brasil. Link Acadêmico 9
jurídico. Os pais estavam no Brasil, visitando amigos. O sujeito,
Passemos então ao estudo da alínea “c” do inciso I do apenas por ter nascido no Brasil, já é considerado bra-
artigo 12 da CF. Dividiremos a alínea em duas partes, sileiro nato, pois o critério aqui adotado, em regra, é o
porque isso certamente facilitará o entendimento. territorial, ou seja, nasceu no Brasil é brasileiro nato.
A primeira parte da alínea “c” - novidade trazida pela E, ainda, por ter pais italianos, poderá adquirir a na-
EC 54/3007 – diz que serão considerados brasilei- cionalidade originária italiana, pois na Itália o critério
ros natos os indivíduos nascidos no estrangeiro, adotado como regra é o sanguíneo.
de pai ou mãe brasileira, desde que registrados b) determinação ou imposição de naturalização pela A coleção Guia Acadêmico é o ponto de partida
lei estrangeira como condição de permanência ou para dos estudos das disciplinas dos cursos de gra-
na repartição brasileira competente (consular ou
diplomática). A hipótese aqui trazida constava do o exercício dos direitos civis. duação, devendo ser complementada com o
material disponível nos Links e com a leitura de
texto original da Constituição Federal de 1988. livros didáticos.
Ocorre que, em 1994, foi revogada, suprimida do
Link Acadêmico 8
texto constitucional, quando da realização da revi- Direito Constitucional I – 2ª edição - 2009
são constitucional. A revogação se deu por conta
Direitos Políticos
da ocorrência de inúmeros problemas, como por Autor:
Os direitos políticos podem ser conceituados como o Bruna Leyraud Vieira Moniz Ribeiro, advogada
exemplo, a existência de muitos brasileiros natos
grupo ou conjunto de normas que disciplinam a atuação em São Paulo, especialista em Direito Público
espalhados pelo mundo que sequer falavam a
da soberania popular. Estão previstos nos artigos 14, pela Faculdade de Direito Damásio de Jesus,
língua portuguesa, ou seja, não tinham espécie Pós Graduanda em Direito Processual Civil pela
15 e 16 da Constituição Federal. O fundamento dessas
alguma de ligação com o Brasil. Infelizmente, o
normas advém do artigo 1º da citada Constituição. Seu Faculdade Autônoma de Direito, Professora de
problema não foi solucionado. Na verdade, ficou
“caput” define o pacto federativo, seus incisos trazem cursos preparatórios para o exame de ordem na
ainda maior. Passaram a existir os denominados Memes Tecnologia Educacional
os fundamentos da República Federativa do Brasil e
“apátridas”.
seu parágrafo único indica quem é o titular do poder, o A coleção Guia Acadêmico é uma publicação da
Antes de definir o apátrida trazemos um exem-
povo. Consagra, portanto, a soberania popular. Memes Tecnologia Educacional Ltda. São Paulo-
plo que nos fará compreender o assunto. Ex.:
As expressões direito de sufrágio, escrutínio e voto, SP.
um casal brasileiro resolve fazer uma viagem a
muitas vezes, são utilizadas como sinônimas, mas de- Endereço eletrônico:
passeio para Itália. A mulher, grávida de 7 meses, www.memesjuridico.com.br
vemos sempre procurar não confundi-las. Tratam de
acaba passando mal durante a viagem e tem de Todos os direitos reservados. É terminantemente
assuntos semelhantes, mas não idênticos.
ir imediatamente ao hospital italiano. Lá, tem-se a proibida a reprodução total ou parcial desta pu-
O Prof. José Afonso da Silva explica da seguinte
notícia de que o filho nascerá naquele momento. blicação, por qualquer meio ou processo, sem
forma:“os três inserem no processo de participação do
Essa criança será considerada brasileira ou italia- a expressa autorização do autor e da editora. A
povo no governo, expressando: um, o direito (sufrá-
na? Italiana não será, pois o critério adotado pela gio); outro, o seu exercício (voto), e outro, o modo de
violação dos direitos autorais caracteriza crime,
Itália para definir quem é considerado italiano é sem prejuízo das sanções civis cabíveis.
seu exercício (escrutínio)”.
o ius sanguinis, ou seja, somente filhos de pais A nacionalidade, assunto já estudado por nós, é pres-
italianos possuem a nacionalidade italiana. Bra- suposto lógico para a obtenção da cidadania. Exata-
sileira a criança também não poderia ser, até a mente por conta desse fundamento é que estudamos
Emenda nº 54/07, pois os pais não estavam na primeiro o tema nacionalidade e, após, o tema direitos
Itália a serviço do Brasil e sim a passeio. Essa era políticos.
uma hipótese em que a criança seria considerada Não basta a nacionalidade para que o indivíduo adqui-
um apátrida. A situação perdurou até a promulga- ra direitos políticos. Além dela, é necessário o alista-
ção da emenda constitucional nº 54 (de 1994 até mento eleitoral. Somente após esse alistamento é que

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COMPLEMENTO

ATUALIZAÇÃO
LEGISLATIVA

Nova Lei de Mandado de Segurança


(Lei12.016/2009)

No dia 07 de agosto de 2009, o Presidente Lula sancionou a Lei nº. 12.016/09, a nova Lei de Mandado de Segurança,
a qual foi publicada no D.O.U de 10 de agosto do mesmo mês e entrou imediatamente em vigor.
Apesar de ter revogado diversos diplomas legais, dentre eles a antiga lei de Mandado de Segurança, de nº. 1.533/51,
a nova lei não inovou muito, uma vez que consolidou, em um só texto legal, diversas normas esparsas concernentes
ao Mandado de Segurança, bem como reuniu parte do pensamento jurisprudencial sumulado pelo STF e pelo STJ.
Ademais, o novo diploma alterou alguns prazos, o que mostra claramente a preocupação do legislador reformista em
dar uma maior celeridade ao julgamento do Mandado de Segurança. Outra novidade foi a “oicialização” do Mandado
de Segurança Coletivo, o que não constitui propriamente uma inovação, posto que tal instrumento já era reconhecido
pelo Poder Judiciário. Elencamos abaixo as principais alterações e um quadro comparativo da lei Lei nº 12.016/09 x
Lei nº 1.533/51.

1. A proposta legislativa equipara à autoridade os representantes ou órgãos de partidos políticos e os


administradores de entidades autárquicas, bem como os dirigentes de pessoas jurídicas e as pessoas naturais
no exercício de atribuições do poder público.( art.1, §1º, da lei 12.016/09);
2. Para os efeitos da nova lei, a autoridade coatora será considerada federal se as consequências de ordem
patrimonial do ato impugnado tiverem de ser suportadas pela União ou por entidade por ela controlada (art.
2º da lei 12.016/09 );
3. Permite-se, em caso de urgência, a impetração da ação por telegrama, radiograma, fax ou outro meio
eletrônico de autenticidade comprovada, podendo o juiz, igualmente, notiicar a autoridade por telegrama,
radiograma ou outro meio que assegure a autenticidade do documento e a imediata ciência pela autoridade
reputada coatora, observando-se, quando for o caso de documento eletrônico, as regras da Infra-Estrutura de
Chaves Públicas Brasileira.(art.4º, §1º, da lei nº 12.016/09);
4. Será denegada a ordem quando, para remediar o ato impugnado, couber recurso administrativo com efeito
suspensivo, for possível o manejo de recurso com efeito suspensivo, tratando-se de decisão judicial, ou,
ainda, tiver ocorrido o trânsito em julgado. (art.5º da lei nº 12.016/09);
5. A medida liminar não será concedida se objetivar a compensação de créditos tributários, a entrega de
mercadorias e bens provenientes do exterior, a reclassiicação ou equiparação de servidores públicos e a
concessão de aumento ou extensão de vantagens ou pagamento de qualquer natureza.(art.7º,§2º,da lei nº
12.016/09);
6. Para concessão de liminar é facultado ao Juiz exigir caução, iança ou depósito com o objetivo de assegurar
o ressarcimento à pessoa jurídica (art.7°, III, da lei nº 12.016/09);
7. Nas hipóteses de concessão de medida liminar, o processo terá prioridade de julgamento. (art. 7º,§4º, da lei
nº 12.016/09);
8. Não caberá, a interposição de embargos infringentes e a condenação ao pagamento de honorários advocatícios,
mas aplicar-se-ão as sanções por litigância de má-fé (art. 25 da lei nº 12.016/09);
9. Da sentença, qualquer que seja o resultado, caberá recurso de apelação, e, concedida a segurança, o ato
terminativo do processo se sujeitará, obrigatoriamente, ao duplo grau de jurisdição (art.14, §1º, da lei nº
12.016/09);
10. Das decisões proferidas em única instância, pelos tribunais, caberão recursos especial e extraordinário, além

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do recurso ordinário, quando a ordem for denegada (art.18 da lei nº 12.016/09);
11. Os processos de mandado de segurança e os respectivos recursos terão prioridade sobre todos os atos,
excetuada a ação de habeas corpus ( art.20, caput, da lei nº 12.016/09);
12. Os direitos protegidos pelo mandado coletivo abrangem: os coletivos - que possuam natureza indivisível e
cujo titular seja grupo ou categoria de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação
jurídica; e os individuais homogêneos - os decorrentes de origem comum e da atividade ou situação especíica
da totalidade ou de parte dos associados ou membros do impetrante (art.21, I e II, da lei nº 12.016/09).

13. O mandado de segurança pode ser impetrado por partido político com representação no Congresso Nacional,
por organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente constituída há, pelo menos, um ano.
(art.21, caput, da lei nº 12.016/09);

MANDADO DE SEGURANÇA INDIVIDUAL E COLETIVO


LEI Nº 12.016/09 LEGISLAÇÃO ANTERIOR COMENTÁRIOS

ART. 1° CONCEDER-SE-Á MANDADO DE ART. 1º, LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI ACRESCENTOU O HABEAS DATA,
SEGURANÇA PARA PROTEGER DIREITO LÍQUIDO ART. 1º - CONCEDER-SE-Á MANDADO DE ADAPTANDO-SE AO QUE DISPÕE O ART 5º, LXIX DA
E CERTO, NÃO AMPARADO POR HABEAS CORPUS SEGURANÇA PARA PROTEGER DIREITO LÍQUIDO E CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988.
OU HABEAS DATA, SEMPRE QUE, ILEGALMENTE CERTO, NÃO AMPARADO POR HABEAS-CORPUS, ADEMAIS, ALTERA A EXPRESSÃO “ALGUÉM”
OU COM ABUSO DE PODER, QUALQUER PESSOA SEMPRE QUE, ILEGALMENTE OU COM ABUSO DO UTILIZADA PELA LEI ANTERIOR POR “QUALQUER
FÍSICA OU JURÍDICA SOFRER VIOLAÇÃO OU PODER, ALGUÉM SOFRER VIOLAÇÃO OU HOUVER PESSOA FÍSICA OU JURÍDICA”, EXTIRPANDO
HOUVER JUSTO RECEIO DE SOFRÊ-LA POR PARTE JUSTO RECEIO DE SOFRE-LA POR PARTE DE EVENTUAL ENTENDIMENTO ACERCA DA
DE AUTORIDADE, SEJA DE QUE CATEGORIA FOR E AUTORIDADE, SEJA DE QUE CATEGORIA FOR E IMPOSSIBILIDADE DO USO DA AÇÃO POR PESSOA
SEJAM QUAIS FOREM AS FUNÇÕES QUE EXERÇA. SEJAM QUAIS FOREM AS FUNÇÕES QUE EXERÇA. JURÍDICA

§ 1O EQUIPARAM-SE ÀS AUTORIDADES, PARA ART. 1º, § 1º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI ALTERA A EXPRESSÃO “CONSIDERAM-
OS EFEITOS DESTA LEI, OS REPRESENTANTES 1º - CONSIDERAM-SE AUTORIDADES, PARA OS SE” POR “EQUIPARAM-SE”.
OU ÓRGÃOS DE PARTIDOS POLÍTICOS E EFEITOS DESTA LEI, OS REPRESENTANTES ADEMAIS, CORRIGE, DO PONTO DE VISTA
OS ADMINISTRADORES DE ENTIDADES OU ADMINISTRADORES DAS ENTIDADES TÉCNICO A REDAÇÃO DA LEI ANTERIOR AO SE
AUTÁRQUICAS, BEM COMO OS DIRIGENTES DE AUTÁRQUICAS E DAS PESSOAS NATURAIS OU REFERIR, AGORA, AO “DIRIGENTE DE PESSOAS
PESSOAS JURÍDICAS OU AS PESSOAS NATURAIS JURÍDICAS COM FUNÇÕES DELEGADAS DO JURÍDICAS”, UMA VEZ QUE ESTE É A AUTORIDADE
NO EXERCÍCIO DE ATRIBUIÇÕES DO PODER PODER PÚBLICO, SOMENTE NO QUE ENTENDER COATORA, E CLAREIA QUE A EQUIPARAÇÃO
PÚBLICO, SOMENTE NO QUE DISSER RESPEITO A COM ESSAS FUNÇÕES. OCORRE “SOMENTE NO QUE DISSER RESPEITO A
ESSAS ATRIBUIÇÕES. ESSAS ATRIBUIÇÕES” (DE PODER PÚBLICO).
NESTE ÚLTIMO PONTO JÁ HAVIA ENTENDIMENTO
PACIFICADO DO STF
STF - SÚMULA 510 - PRATICADO O ATO POR
AUTORIDADE, NO EXERCÍCIO DE COMPETÊNCIA
DELEGADA, CONTRA ELA CABE O MANDADO DE
SEGURANÇA OU A MEDIDA JUDICIAL.

§ 2O NÃO CABE MANDADO DE SEGURANÇA SEM REFERÊNCIA ANTERIOR DISPOSITIVO QUE VISA EXCLUIR O CABIMENTO
CONTRA OS ATOS DE GESTÃO COMERCIAL DO MANDADO CONTRA ATOS DE CARÁTER
PRATICADOS PELOS ADMINISTRADORES DE PRIVADO DAS SOCIEDADES DE ECONOMIA MISTA
EMPRESAS PÚBLICAS, DE SOCIEDADE DE E EMPRESAS PÚBLICAS. TODAVIA, JÁ DECIDIU
ECONOMIA MISTA E DE CONCESSIONÁRIAS DE O STJ QUE A REALIZAÇÃO DE PROCEDIMENTO
SERVIÇO PÚBLICO. LICITATÓRIO, PELAS SOCIEDADES DE ECONOMIA
MISTA E EMPRESAS PÚBLICAS, É ATO
ADMINISTRATIVO, SENDO, PORTANTO, CABÍVEL A
UTILIZAÇÃO DO MANDADO DE SEGURANÇA.
STJ - SÚMULA 333 - CABE MANDADO DE
SEGURANÇA CONTRA ATO PRATICADO EM
LICITAÇÃO PROMOVIDA POR SOCIEDADE DE
ECONOMIA MISTA OU EMPRESA PÚBLICA.

§ 3O QUANDO O DIREITO AMEAÇADO OU VIOLADO ART. 1º, § 2º LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
COUBER A VÁRIAS PESSOAS, QUALQUER DELAS 2º - QUANDO O DIREITO AMEAÇADO OU VIOLADO
PODERÁ REQUERER O MANDADO DE SEGURANÇA. COUBER A VARIAS PESSOAS, QUALQUER DELAS
PODERÁ REQUERER O MANDADO DE SEGURANÇA

ART. 2° CONSIDERAR-SE-Á FEDERAL A ART. 2º LEI Nº. 1.533/51 A LEI NOVA CORRIGE A REDAÇÃO DA LEI
AUTORIDADE COATORA SE AS CONSEQUÊNCIAS ART. 2º - CONSIDERAR-SE-Á FEDERAL A ANTERIOR (USO DE LETRA MINÚSCULA EM UNIÃO)
DE ORDEM PATRIMONIAL DO ATO CONTRA O AUTORIDADE COATORA SE AS CONSEQUÊNCIAS E RETIRA O COMPLEMENTO “FEDERAL”.
QUAL SE REQUER O MANDADO HOUVEREM DE DE ORDEM PATRIMONIAL DO ATO CONTRA O QUAL ADEMAIS, ALTERA-SE A EXPRESSÃO “ENTIDADES
SER SUPORTADAS PELA UNIÃO OU ENTIDADE
SE REQUER O MANDADO HOUVEREM DE SER AUTÁRQUICAS FEDERAIS” POR “ENTE POR ELA
POR ELA CONTROLADA. (UNIÃO) CONTROLADA” DANDO MAIOR AMPLITUDE
SUPORTADAS PELA UNIÃO FEDERAL OU PELAS
ENTIDADES AUTÁRQUICAS FEDERAIS. AO DISPOSITIVO ENGLOBANDO OUTRAS
ENTIDADES QUE NÃO SEJAM AS AUTARQUIAS.

2
ART. 3° O TITULAR DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO ART. 3º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI DETERMINA O PRAZO PARA
DECORRENTE DE DIREITO, EM CONDIÇÕES ART. 3º - O TITULAR DE DIREITO LIQUIDO E CERTO NOTIFICAÇÃO, ENQUANTO A LEI ANTERIOR
IDÊNTICAS, DE TERCEIRO PODERÁ IMPETRAR DECORRENTE DE DIREITO, EM CONDIÇÕES DETERMINAVA QUE ESTA DEVERIA OCORRER EM
MANDADO DE SEGURANÇA A FAVOR DO DIREITO IDÊNTICAS, DE TERCEIRO, PODERÁ IMPETRAR “PRAZO RAZOÁVEL”.
ORIGINÁRIO, SE O SEU TITULAR NÃO O FIZER, NO MANDADO DE SEGURANÇA A FAVOR DO DIREITO
PRAZO DE 30 (TRINTA) DIAS, QUANDO NOTIFICADO ORIGINÁRIO, SE O SEU TITULAR NÃO O FIZER,
JUDICIALMENTE. EM PRAZO RAZOÁVEL, APESAR DE PARA ISSO
NOTIFICADO JUDICIALMENTE.

PARÁGRAFO ÚNICO. O EXERCÍCIO DO DIREITO SEM REFERÊNCIA ANTERIOR O DISPOSITIVO IMPÕE, PARA A HIPÓTESE DO
PREVISTO NO CAPUT DESTE ARTIGO SUBMETE- CAPUT, A OBSERVAÇÃO DO PRAZO DECADENCIAL
SE AO PRAZO FIXADO NO ART. 23 DESTA LEI, DE 120 DIAS PARA EXERCÍCIO DO DIREITO AO
CONTADO DA NOTIFICAÇÃO. MANDADO.

ART. 4° EM CASO DE URGÊNCIA, É PERMITIDO, ART. 4º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA REDAÇÃO ALTERA”REQUISITOS DESTA
OBSERVADOS OS REQUISITOS LEGAIS, IMPETRAR ART. 4º - EM CASO DE URGÊNCIA, É PERMITIDO, LEI” PARA “REQUISITOS LEGAIS” , RECONHECENDO
MANDADO DE SEGURANÇA POR TELEGRAMA, OBSERVADOS OS REQUISITOS DESTA LEI, A EXISTÊNCIA DE REQUISITOS PARA IMPETRAÇÃO
RADIOGRAMA, FAX OU OUTRO MEIO ELETRÔNICO IMPETRAR O MANDADO DE SEGURANÇA DO MANDADO EM OUTRAS NORMAS LEGAIS,
DE AUTENTICIDADE COMPROVADA. POR TELEGRAMA OU RADIOGRAMA AO JUIZ E NÃO APENAS AQUELES DISPOSTOS NA
COMPETENTE, QUE PODERÁ DETERMINAR SEJA REFERIDA LEI. TAMBÉM ACRESCENTA NOVOS
FEITA PELA MESMA FORMA A NOTIFICAÇÃO A MEIOS DE COMUNICAÇÃO (FAX E MEIO
AUTORIDADE COATORA. ELETRÔNICO DE AUTENTICIDADE COMPROVADA)
PARA REALIZAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS,
CONFORME JÁ CONSOLIDADO PELA LEGISLAÇÃO
PÁTRIA.

§ 1° PODERÁ O JUIZ, EM CASO DE URGÊNCIA, ART. 4º, ULTIMA PARTE, LEI Nº. 1.533/51. TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
NOTIFICAR A AUTORIDADE POR TELEGRAMA, ART. 4º - EM CASO DE URGÊNCIA, É PERMITIDO,
RADIOGRAMA OU OUTRO MEIO QUE ASSEGURE OBSERVADOS OS REQUISITOS DESTA LEI,
A AUTENTICIDADE DO DOCUMENTO E A IMEDIATA IMPETRAR O MANDADO DE SEGURANÇA
CIÊNCIA PELA AUTORIDADE. POR TELEGRAMA OU RADIOGRAMA AO JUIZ
COMPETENTE, QUE PODERÁ DETERMINAR SEJA
FEITA PELA MESMA FORMA A NOTIFICAÇÃO A
AUTORIDADE COATORA.

§ 2° O TEXTO ORIGINAL DA PETIÇÃO DEVERÁ SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA NORMA ADOTA A SISTEMÁTICA TRAZIDA
SER APRESENTADO NOS 5 (CINCO) DIAS ÚTEIS PELA LEI Nº 9.800/99( PERMITE ÀS PARTES A
SEGUINTES. UTILIZAÇÃO DE SISTEMA DE TRANSMISSÃO DE
DADOS PARA A PRÁTICA DE ATOS PROCESSUAIS).

§ 3° PARA OS FINS DESTE ARTIGO, EM SE SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI ADMITE A UTILIZAÇÃO DE
TRATANDO DE DOCUMENTO ELETRÔNICO, SERÃO DOCUMENTOS ELETRÔNICOS, DESDE QUE
OBSERVADAS AS REGRAS DA INFRA-ESTRUTURA OBSERVADAS AS REGRAS DA ICP - BRASIL
DE CHAVES PÚBLICAS BRASILEIRA - ICP-BRASIL.

ART. 5° NÃO SE CONCEDERÁ MANDADO DE ART. 5º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA REDAÇÃO ALTERA “DARÁ” PARA
SEGURANÇA QUANDO SE TRATAR: ART. 5º - NÃO SE DARÁ MANDADO DE SEGURANÇA “CONCEDERÁ” VISANDO À MELHORIA DA REDAÇÃO
QUANDO SE TRATAR: DO DISPOSITIVO

I - DE ATO DO QUAL CAIBA RECURSO ART. 5º, I, DA LEI Nº. 1.533/51 A NOVA REDAÇÃO ALTERA “DE QUE CAIBA” PARA
ADMINISTRATIVO COM EFEITO SUSPENSIVO, I - DE ATO DE QUE CAIBA RECURSO “DO QUAL CAIBA” VISANDO À MELHORIA DA
INDEPENDENTEMENTE DE CAUÇÃO; ADMINISTRATIVO COM EFEITO SUSPENSIVO, REDAÇÃO DO DISPOSITIVO
INDEPENDENTE DE CAUÇÃO. OBS: VIDE POSICIONAMENTO DO STF SOBRE O
TEMA.
STF - SÚMULA 429 - A EXISTÊNCIA DE RECURSO
ADMINISTRATIVO COM EFEITO SUSPENSIVO NÃO
IMPEDE O USO DO MANDADO DE SEGURANÇA
CONTRA OMISSÃO DA AUTORIDADE.

II - DE DECISÃO JUDICIAL DA QUAL CAIBA ART. 5º, II, DA LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI TROUXE O ENTENDIMENTO DA
RECURSO COM EFEITO SUSPENSIVO; II - DE DESPACHO OU DECISÃO JUDICIAL, SÚMULA 267 DO STF, PORÉM EXCEPCIONOU
QUANDO HAJA RECURSO PREVISTO NAS LEIS A REGRA, ADMITINDO A POSSIBILIDADE DE
PROCESSUAIS OU POSSA SER MODIFICADO POR MANDADO DE SEGURANÇA DE DECISÃO JUDICIAL
VIA DE CORREÇÃO. QUE NÃO TENHA EFEITO SUSPENSIVO

III - DE DECISÃO JUDICIAL TRANSITADA EM SÚMULA 268 – STF A NOVA LEI TROUXE O ENTENDIMENTO DA
JULGADO. SÚMULA 268 DO STF
STF - SÚMULA 268 - NÃO CABE MANDADO DE
SEGURANÇA CONTRA DECISÃO JUDICIAL COM
TRÂNSITO EM JULGADO.

3
ART. 6° A PETIÇÃO INICIAL, QUE DEVERÁ ART. 6º LEI Nº. 1.533/51 A LEI NOVA AMPLIA A NECESSIDADE DE
PREENCHER OS REQUISITOS ESTABELECIDOS ART. 6º - A PETIÇÃO INICIAL, QUE DEVERÁ OBSERVÂNCIA DE TODAS AS NORMAS DA LEI
PELA LEI PROCESSUAL, SERÁ APRESENTADA PREENCHER OS REQUISITOS DOS ARTIGOS 158 PROCESSUAL CIVIL PARA A ELABORAÇÃO
EM 2 (DUAS) VIAS COM OS DOCUMENTOS QUE E 159 DO CÓDIGO DO PROCESSO CIVIL, SERÁ DA PETIÇÃO INICIAL, AO CONTRÁRIO DA LEI
INSTRUÍREM A PRIMEIRA REPRODUZIDOS NA APRESENTADA EM DUAS VIAS E OS DOCUMENTOS, ANTERIOR QUE PREVIA A NECESSIDADE DE
SEGUNDA E INDICARÁ, ALÉM DA AUTORIDADE QUE INSTRUÍREM A PRIMEIRA, DEVERÃO SER PREENCHIMENTO APENAS DO DISPOSTO NOS
COATORA, A PESSOA JURÍDICA QUE ESTA REPRODUZIDOS, POR CÓPIA, NA SEGUNDA. ARTS. 158 E 159 DO CPC.
INTEGRA, À QUAL SE ACHA VINCULADA OU DA ADEMAIS, CRIA-SE UM NOVO REQUISITO PARA
QUAL EXERCE ATRIBUIÇÕES. A PETIÇÃO INICIAL, QUAL SEJA, A NECESSIDADE
DE INDICAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA QUE A
AUTORIDADE COATORA INTEGRA, SE ACHA
VINCULADA OU EXERCE ATRIBUIÇÕES.

§ 1° NO CASO EM QUE O DOCUMENTO ART. 6º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº. 1.533/51. PRIMEIRAMENTE, FOI REALIZADA MODIFICAÇÃO
NECESSÁRIO À PROVA DO ALEGADO SE ACHE PARÁGRAFO ÚNICO. NO CASO EM QUE O VISANDO À MELHORIA DA REDAÇÃO DO
EM REPARTIÇÃO OU ESTABELECIMENTO PÚBLICO DOCUMENTO NECESSÁRIO A PROVA DO ALEGADO DISPOSITIVO (“SE ACHA” POR “SE ACHE”).
OU EM PODER DE AUTORIDADE QUE SE RECUSE SE ACHA EM REPARTIÇÃO OU ESTABELECIMENTO ADEMAIS, A NOVA LEI ADMITE A EXIBIÇÃO DE
A FORNECÊ-LO POR CERTIDÃO OU DE TERCEIRO, PUBLICO, OU EM PODER DE AUTORIDADE QUE DOCUMENTO NECESSÁRIO À PROVA DO ALEGADO
O JUIZ ORDENARÁ, PRELIMINARMENTE, POR RECUSE FORNECE-LO POR CERTIDÃO, O JUIZ QUE ESTEJA EM POSSE DE TERCEIRO.
OFÍCIO, A EXIBIÇÃO DESSE DOCUMENTO EM ORDENARÁ, PRELIMINARMENTE, POR OFICIO,
ORIGINAL OU EM CÓPIA AUTÊNTICA E MARCARÁ, A EXIBIÇÃO DESSE DOCUMENTO EM ORIGINAL
PARA O CUMPRIMENTO DA ORDEM, O PRAZO DE OU EM CÓPIA AUTÊNTICA E MARCARÁ PARA
10 (DEZ) DIAS. O ESCRIVÃO EXTRAIRÁ CÓPIAS DO CUMPRIMENTO DA ORDEM O PRAZO DE DEZ
DOCUMENTO PARA JUNTÁ-LAS À SEGUNDA VIA DA DIAS. SE A AUTORIDADE QUE TIVER PROCEDIDO
PETIÇÃO. DESSA MANEIRA FOR A PRÓPRIA COATORA, A
ORDEM FAR-SE-Á NO PRÓPRIO INSTRUMENTO DA
NOTIFICAÇÃO. O ESCRIVÃO EXTRAIRÁ CÓPIAS DO
DOCUMENTO PARA JUNTÁ-LAS À SEGUNDA VIA DA
PETIÇÃO.

§ 2° SE A AUTORIDADE QUE TIVER PROCEDIDO ART. 6º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº. 1.533/51. TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
DESSA MANEIRA FOR A PRÓPRIA COATORA, A PARÁGRAFO ÚNICO. SE A AUTORIDADE QUE TIVER
ORDEM FAR-SE-Á NO PRÓPRIO INSTRUMENTO DA PROCEDIDO DESSA MANEIRA FOR A PRÓPRIA
NOTIFICAÇÃO. COATORA, A ORDEM FAR-SE-Á NO PRÓPRIO
INSTRUMENTO DA NOTIFICAÇÃO.

A NOVA LEI TRAZ IMPORTANTE CONCEITO


§ 3° CONSIDERA-SE AUTORIDADE COATORA SEM REFERÊNCIA ANTERIOR
DE AUTORIDADE COATORA, ADOTANDO
AQUELA QUE TENHA PRATICADO O ATO
O ENTENDIMENTO DOUTRINÁRIO E
IMPUGNADO OU DA QUAL EMANE A ORDEM PARA
JURISPRUDENCIAL QUE CONSIDERA AUTORIDADE
A SUA PRÁTICA.
COATORA A QUE PRATICOU O ATO OU AQUELA DE
QUEM EMANOU A ORDEM.

A LEI NOVA DETERMINA A DENEGAÇÃO DE


§ 5° DENEGA-SE O MANDADO DE SEGURANÇA SEM REFERÊNCIA ANTERIOR
SEGURANÇA TAMBÉM NOS CASOS DE EXTINÇÃO
NOS CASOS PREVISTOS PELO ART. 267 DA LEI
DO PROCESSO SEM RESOLUÇÃO DE MÉRITO
NO 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE 1973 - CÓDIGO DE
(ART. 267 DO CPC).
PROCESSO CIVIL.
A LEI NOVA DETERMINA QUE A RENOVAÇÃO DO
§ 6° O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA ART. 16 LEI Nº. 1.533/51
MANDADO DE SEGURANÇA DENEGADO SEM
PODERÁ SER RENOVADO DENTRO DO PRAZO ART. 16 - O PEDIDO DE MANDADO DE SEGURANÇA
ANÁLISE DE MÉRITO, PODERÁ OCORRER, APENAS,
DECADENCIAL, SE A DECISÃO DENEGATÓRIA NÃO PODERÁ SER RENOVADO SE A DECISÃO
DENTRO DO PRAZO DECADENCIAL DE 120 DIAS.
LHE HOUVER APRECIADO O MÉRITO. DENEGATÓRIA NÃO LHE HOUVER APRECIADO O
MÉRITO.
TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
ART. 7° AO DESPACHAR A INICIAL, O JUIZ ART. 7º LEI Nº. 1.533/51
ORDENARÁ: ART. 7º - AO DESPACHAR A INICIAL, O JUIZ
ORDENARÁ:
TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
I - QUE SE NOTIFIQUE O COATOR DO CONTEÚDO ART. 1º, “A” LEI Nº. 4.348/64
DA PETIÇÃO INICIAL, ENVIANDO-LHE A SEGUNDA ART. 1º NOS PROCESSOS DE MANDADO DE
VIA APRESENTADA COM AS CÓPIAS DOS SEGURANÇA SERÃO OBSERVADAS AS SEGUINTES
DOCUMENTOS, A FIM DE QUE, NO PRAZO DE 10 NORMAS:
(DEZ) DIAS, PRESTE AS INFORMAÇÕES; A) É DE DEZ DIAS O PRAZO PARA A PRESTAÇÃO
DE INFORMAÇÕES DE AUTORIDADE APONTADA
COMO COATORA.

A LEI NOVA PREVÊ A OBRIGAÇÃO SE DAR CIÊNCIA


II - QUE SE DÊ CIÊNCIA DO FEITO AO ÓRGÃO ART.3º DA LEI 4.348/64
DO FEITO AO “ÓRGÃO DE REPRESENTAÇÃO
DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DA PESSOA ART. 3. OS REPRESENTANTES JUDICIAIS DA
JUDICIAL” DA PESSOA JURÍDICA INTERESSADA E
JURÍDICA INTERESSADA, ENVIANDO-LHE CÓPIA UNIÃO, DOS ESTADOS, DO DISTRITO FEDERAL,
DE ENVIAR CÓPIA DA INICIAL.
DA INICIAL SEM DOCUMENTOS, PARA QUE, DOS MUNICÍPIOS OU DE SUAS RESPECTIVAS
QUERENDO, INGRESSE NO FEITO; AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES SERÃO INTIMADOS
PESSOALMENTE PELO JUIZ, NO PRAZO DE 48
(QUARENTA E OITO) HORAS, DAS DECISÕES
JUDICIAIS EM QUE SUAS AUTORIDADES
ADMINISTRATIVAS FIGUREM COMO COATORAS,
COM A ENTREGA DE CÓPIAS DOS DOCUMENTOS
NELAS MENCIONADOS, PARA EVENTUAL
SUSPENSÃO DA DECISÃO E DEFESA DO ATO
APONTADO COMO ILEGAL OU ABUSIVO DE PODER

4
III - QUE SE SUSPENDA O ATO QUE DEU MOTIVO ART. 7º, II, LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI PREVÊ A POSSIBILIDADE DO JUIZ
AO PEDIDO, QUANDO HOUVER FUNDAMENTO II - QUE SE SUSPENDA O ATO QUE DEU MOTIVO EM DETERMINAR, PARA A CONCESSÃO DE
RELEVANTE E DO ATO IMPUGNADO PUDER AO PEDIDO QUANDO FOR RELEVANTE O LIMINAR, SEJA PRESTADA CAUÇÃO, FIANÇA OU
RESULTAR A INEFICÁCIA DA MEDIDA, CASO SEJA FUNDAMENTO E DO ATO IMPUGNADO PUDER DEPÓSITO, DESTINADO A ASSEGURAR EVENTUAL
FINALMENTE DEFERIDA, SENDO FACULTADO RESULTAR A INEFICÁCIA DA MEDIDA, CASO SEJA RESSARCIMENTO À PESSOA JURÍDICA.
EXIGIR DO IMPETRANTE CAUÇÃO, FIANÇA OU DEFERIDA.
DEPÓSITO, COM O OBJETIVO DE ASSEGURAR O
RESSARCIMENTO À PESSOA JURÍDICA.

§ 1° DA DECISÃO DO JUIZ DE PRIMEIRO GRAU QUE SEM REFERÊNCIA ANTERIOR REGULAMENTAÇÃO DO RECURSO CABÍVEL
CONCEDER OU DENEGAR A LIMINAR CABERÁ CONTRA DECISÃO DE DEFERE OU INDEFERE
AGRAVO DE INSTRUMENTO, OBSERVADO O A LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA,
DISPOSTO NA LEI NO 5.869, DE 11 DE JANEIRO DE OBSERVADO A NOVA REGULAMENTAÇÃO DO
1973 - CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. AGRAVO PREVISTA NO CPC.

§ 2° NÃO SERÁ CONCEDIDA MEDIDA LIMINAR ART. 5º LEI Nº. 4.348/64 A LEI NOVA AMPLIA O ROL SITUAÇÕES (PREVISTAS
QUE TENHA POR OBJETO A COMPENSAÇÃO ART. 5º NÃO SERÁ CONCEDIDA A MEDIDA LIMINAR EM NORMAS ESPARSAS OU NA JURISPRUDÊNCIA)
DE CRÉDITOS TRIBUTÁRIOS, A ENTREGA DE MANDADOS DE SEGURANÇA IMPETRADOS NO QUAL É PROIBIDA A CONCESSÃO DE
DE MERCADORIAS E BENS PROVENIENTES VISANDO À RECLASSIFICAÇÃO OU EQUIPARAÇÃO LIMINARES.
DO EXTERIOR, A RECLASSIFICAÇÃO OU DE SERVIDORES PÚBLICOS, OU À CONCESSÃO DE
EQUIPARAÇÃO DE SERVIDORES PÚBLICOS E A AUMENTO OU EXTENSÃO DE VANTAGENS.
CONCESSÃO DE AUMENTO OU A EXTENSÃO DE
VANTAGENS OU PAGAMENTO DE QUALQUER
NATUREZA.

§ 3° OS EFEITOS DA MEDIDA LIMINAR, SALVO SE ART. 1º, “B”, LEI Nº. 4.348/64 A NOVA LEI ESTABELECE QUE A LIMINAR
REVOGADA OU CASSADA, PERSISTIRÃO ATÉ A ART. 1º NOS PROCESSOS DE MANDADO DE CONCEDIDA SOMENTE PERDERÁ A VALIDADE SE
PROLAÇÃO DA SENTENÇA. SEGURANÇA SERÃO OBSERVADAS AS SEGUINTES REVOGADA (PELO PRÓPRIO JUIZ) OU CASSADA
NORMAS: (POR INSTÂNCIA SUPERIOR).
B) A MEDIDA LIMINAR SOMENTE TERÁ EFICÁCIA
PELO PRAZO DE (90) NOVENTA DIAS A CONTAR
DA DATA DA RESPECTIVA CONCESSÃO,
PRORROGÁVEL POR (30) TRINTA DIAS QUANDO
PROVADAMENTE O ACÚMULO DE PROCESSOS
PENDENTES DE JULGAMENTO JUSTIFICAR A
PRORROGAÇÃO.

§ 4° DEFERIDA A MEDIDA LIMINAR, O PROCESSO SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI PREVÊ PREFERÊNCIA NO JULGAMENTO
TERÁ PRIORIDADE PARA JULGAMENTO. DO MANDADO DE SEGURANÇA.

§ 5° AS VEDAÇÕES RELACIONADAS COM A SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI IGUALA AS PROIBIÇÕES DE
CONCESSÃO DE LIMINARES PREVISTAS NESTE CONCESSÃO DE LIMINARES AOS CASOS DE
ARTIGO SE ESTENDEM À TUTELA ANTECIPADA CONCESSÃO DE TUTELA ANTECIPADA.
A QUE SE REFEREM OS ARTS. 273 E 461 DA LEI
NO 5.869, DE 11 JANEIRO DE 1973 - CÓDIGO DE
PROCESSO CIVIL.

ART. 8° SERÁ DECRETADA A PEREMPÇÃO OU ART. 2º LEI Nº. 4.348/64 A NOVA LEI CONSOLIDOU UMA REGRA PREVISTA
CADUCIDADE DA MEDIDA LIMINAR EX OFFICIO ART. 2º SERÁ DECRETADA A PEREMPÇÃO OU A NO ART. 2º DA LEI 4.348/64, A QUAL PREVÊ A
OU A REQUERIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO CADUCIDADE DA MEDIDA LIMINAR EX OFFICIO CADUCIDADE OU PEREMPÇÃO DA MEDIDA
QUANDO, CONCEDIDA A MEDIDA, O IMPETRANTE OU A REQUERIMENTO DO MINISTÉRIO PÚBLICO, LIMINAR NOS CASOS EM QUE O PRÓPRIO
CRIAR OBSTÁCULO AO NORMAL ANDAMENTO QUANDO, CONCEDIDA A MEDIDA, O IMPETRANTE IMPETRANTE OBSTACULIZE O ANDAMENTO DO
DO PROCESSO OU DEIXAR DE PROMOVER, POR CRIAR OBSTÁCULO AO NORMAL ANDAMENTO DO PROCESSO APÓS A CONCESSÃO DA MEDIDA.
MAIS DE 3 (TRÊS) DIAS ÚTEIS, OS ATOS E AS PROCESSO, DEIXAR DE PROMOVER, POR MAIS TAMBÉM SUPRIMIU O PRAZO DE VINTE DIAS.
DILIGÊNCIAS QUE LHE CUMPRIREM. DE (3) TRÊS DIAS, OS ATOS E DILIGÊNCIAS QUE
LHE CUMPRIREM, OU ABANDONAR A CAUSA POR
MAIS DE (20) VINTE DIAS.

ART. 9° AS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS, ART. 3º LEI Nº. 4.348/64 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
NO PRAZO DE 48 (QUARENTA E OITO) HORAS DA ART. 3º AS AUTORIDADES ADMINISTRATIVAS,
NOTIFICAÇÃO DA MEDIDA LIMINAR, REMETERÃO NO PRAZO DE 48 (QUARENTA E OITO) HORAS DA
AO MINISTÉRIO OU ÓRGÃO A QUE SE ACHAM NOTIFICAÇÃO DA MEDIDA LIMINAR, REMETERÃO
SUBORDINADAS E AO ADVOGADO-GERAL DA AO MINISTÉRIO OU AO ÓRGÃO A QUE SE ACHAM
UNIÃO OU A QUEM TIVER A REPRESENTAÇÃO SUBORDINADAS E AO PROCURADOR-GERAL DA
JUDICIAL DA UNIÃO, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO OU REPÚBLICA OU A QUEM TIVER A REPRESENTAÇÃO
DA ENTIDADE APONTADA COMO COATORA CÓPIA JUDICIAL DA UNIÃO, DO ESTADO, DO MUNICÍPIO
AUTENTICADA DO MANDADO NOTIFICATÓRIO, OU ENTIDADE APONTADA COMO COATORA, CÓPIA
ASSIM COMO INDICAÇÕES E ELEMENTOS OUTROS AUTENTICADA DO MANDADO NOTIFICATÓRIO,
NECESSÁRIOS ÀS PROVIDÊNCIAS A SEREM ASSIM COMO INDICAÇÕES E ELEMENTOS OUTROS
TOMADAS PARA A EVENTUAL SUSPENSÃO DA ASSIM COMO INDICAÇÕES E ELEMENTOS OUTROS
MEDIDA E DEFESA DO ATO APONTADO COMO NECESSÁRIOS ÀS PROVIDÊNCIAS A SEREM
ILEGAL OU ABUSIVO DE PODER. TOMADAS PARA A EVENTUAL SUSPENSÃO DA
MEDIDA E DEFESA DO ATO APONTADO COMO
ILEGAL OU ABUSIVO DE PODER.

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ART. 10. A INICIAL SERÁ DESDE LOGO INDEFERIDA, ART. 8º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI EXIGE DECISÃO MOTIVADA (EM
POR DECISÃO MOTIVADA, QUANDO NÃO FOR ART. 8º - A INICIAL SERÁ DESDE LOGO INDEFERIDA DECORRÊNCIA DO PRINCÍPIO DA MOTIVAÇÃO)
O CASO DE MANDADO DE SEGURANÇA OU LHE QUANDO NÃO FOR CASO DE MANDADO DE ACERCA DO INDEFERIMENTO DA INICIAL.
FALTAR ALGUM DOS REQUISITOS LEGAIS OU SEGURANÇA OU LHE FALTAR ALGUM DOS ADEMAIS, AMPLIA O ALCANCE DA NORMA AO
QUANDO DECORRIDO O PRAZO LEGAL PARA A REQUISITOS DESTA LEI. MODIFICAR A EXPRESSÃO “REQUISITOS DESTA
IMPETRAÇÃO LEI” PARA “REQUISITOS LEGAIS”.
ACRESCENTA-SE AO ROL DE SITUAÇÕES
QUE ENSEJAM O INDEFERIMENTO DA INICIAL
A OCORRÊNCIA DO DECURSO DO PRAZO
DECADENCIAL PARA IMPETRAÇÃO DO MANDADO.
ART. 8º, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº. 1.533/51
§ 1° DO INDEFERIMENTO DA INICIAL PELO JUIZ TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
PARÁGRAFO ÚNICO. DE DESPACHO DE
DE PRIMEIRO GRAU CABERÁ APELAÇÃO E,
INDEFERIMENTO CABERÁ O RECURSO PREVISTO
QUANDO A COMPETÊNCIA PARA O JULGAMENTO
NO ART. 12.
DO MANDADO DE SEGURANÇA COUBER
ORIGINARIAMENTE A UM DOS TRIBUNAIS, DO ATO
DO RELATOR CABERÁ AGRAVO PARA O ÓRGÃO
COMPETENTE DO TRIBUNAL QUE INTEGRE.

§ 2° O INGRESSO DE LITISCONSORTE ATIVO NÃO SEM REFERÊNCIA ANTERIOR O DISPOSITIVO INSERIDO NA NOVA LEI VISA, DAR
SERÁ ADMITIDO APÓS O DESPACHO DA PETIÇÃO CELERIDADE AO PROCEDIMENTO.
INICIAL.

ART. 11. FEITAS AS NOTIFICAÇÕES, O ART. 9º LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI ADAPTOU FEZ ADAPTAÇÕES À NOVA
SERVENTUÁRIO EM CUJO CARTÓRIO CORRA O ART. 9º - FEITA A NOTIFICAÇÃO, O SERVENTUÁRIO SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART. 4º, 6º E 7º, II.
FEITO JUNTARÁ AOS AUTOS CÓPIA AUTÊNTICA EM CUJO CARTÓRIO CORRA O FEITO JUNTARÁ
DOS OFÍCIOS ENDEREÇADOS AO COATOR E AOS AUTOS CÓPIA AUTÊNTICA DO OFÍCIO
AO ÓRGÃO DE REPRESENTAÇÃO JUDICIAL DA ENDEREÇADO AO COATOR, BEM COMO A PROVA
PESSOA JURÍDICA INTERESSADA, BEM COMO A DA ENTREGA A ESTE OU DA SUA RECUSA EM
PROVA DA ENTREGA A ESTES OU DA SUA RECUSA ACEITÁ-LO OU DAR RECIBO.
EM ACEITÁ-LOS OU DAR RECIBO E, NO CASO
DO ART. 4O DESTA LEI, A COMPROVAÇÃO DA
REMESSA.

ART. 12. FINDO O PRAZO A QUE SE REFERE O ART. 10 LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI DILATOU O PRAZO PARA
INCISO I DO CAPUT DO ART. 7O DESTA LEI, O ART. 10 - FINDO O PRAZO A QUE SE REFERE O MANIFESTAÇÃO DO MP DE 05 (CINCO) PARA 10
JUIZ OUVIRÁ O REPRESENTANTE DO MINISTÉRIO ITEM I DO ART. 7º E OUVIDO O REPRESENTANTE (DEZ) DIAS.
PÚBLICO, QUE OPINARÁ, DENTRO DO PRAZO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DENTRO EM CINCO
IMPRORROGÁVEL DE 10 (DEZ) DIAS. DIAS, OS AUTOS SERÃO CONCLUSOS AO JUIZ,
INDEPENDENTE DE SOLICITAÇÃO DA PARTE, PARA
A DECISÃO, A QUAL DEVERÁ SER PROFERIDA EM
CINCO DIAS, TENHAM SIDO OU NÃO PRESTADAS
AS INFORMAÇÕES PELA AUTORIDADE COATORA.

PARÁGRAFO ÚNICO. COM OU SEM O PARECER ART. 10 LEI Nº. 1.533/51 A NOVA NORMA PREVÊ QUE O MAGISTRADO
DO MINISTÉRIO PÚBLICO, OS AUTOS SERÃO ART. 10 - FINDO O PRAZO A QUE SE REFERE O PODERÁ PROLATAR DECISÃO INDEPENDENTE DA
CONCLUSOS AO JUIZ, PARA A DECISÃO, A QUAL ITEM I DO ART. 7º E OUVIDO O REPRESENTANTE MANIFESTAÇÃO DO MP NOS AUTOS, E DILATOU O
DEVERÁ SER NECESSARIAMENTE PROFERIDA EM DO MINISTÉRIO PÚBLICO DENTRO EM CINCO PRAZO PARA O JUIZ SENTENCIAR, DE 5 (CINCO)
30 (TRINTA) DIAS. DIAS, OS AUTOS SERÃO CONCLUSOS AO JUIZ, PARA 30 (TRINTA) DIAS.
INDEPENDENTE DE SOLICITAÇÃO DA PARTE,
PARA A DECISÃO, A QUAL DEVERÁ SER
PROFERIDA EM CINCO DIAS, TENHAM SIDO
OU NÃO PRESTADAS AS INFORMAÇÕES PELA
AUTORIDADE COATORA.

ART. 13. CONCEDIDO O MANDADO, O JUIZ ART. 11 LEI Nº. 1.533/51. A NOVA LEI INSERIU TAMBÉM A NOTIFICAÇÃO DA
TRANSMITIRÁ EM OFÍCIO, POR INTERMÉDIO ART. 11 - JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO, DECISÃO À PESSOA JURÍDICA INTERESSADA.
DO OFICIAL DO JUÍZO, OU PELO CORREIO, O JUIZ TRANSMITIRÁ EM OFÍCIO, POR MÃO DO
MEDIANTE CORRESPONDÊNCIA COM AVISO DE OFICIAL DO JUÍZO OU PELO CORREIO, MEDIANTE
RECEBIMENTO, O INTEIRO TEOR DA SENTENÇA REGISTRO COM RECIBO DE VOLTA, OU POR
À AUTORIDADE COATORA E À PESSOA JURÍDICA TELEGRAMA, RADIOGRAMA OU TELEFONEMA,
INTERESSADA. CONFORME O REQUERER O PETICIONÁRIO, O
INTEIRO TEOR DA SENTENÇA A AUTORIDADE
COATORA.
PARÁGRAFO ÚNICO. EM CASO DE URGÊNCIA, TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
PODERÁ O JUIZ OBSERVAR O DISPOSTO NO ART. ART. 11 LEI Nº. 1.533/51.
4O DESTA LEI. ART. 11 - JULGADO PROCEDENTE O PEDIDO, O JUIZ
TRANSMITIRÁ EM OFÍCIO, POR MÃO DO OFICIAL DO
JUÍZO OU PELO CORREIO, MEDIANTE REGISTRO
COM RECIBO DE VOLTA, OU POR TELEGRAMA,
RADIOGRAMA OU TELEFONEMA, CONFORME O
REQUERER O PETICIONÁRIO, O INTEIRO TEOR DA
SENTENÇA A AUTORIDADE COATORA.

6
ART. 14. DA SENTENÇA, DENEGANDO OU ART. 12 LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
CONCEDENDO O MANDADO, CABE APELAÇÃO. ART. 12 - DA SENTENÇA, NEGANDO OU
CONCEDENDO O MANDADO CABE APELAÇÃO.

§ 1° CONCEDIDA A SEGURANÇA, A SENTENÇA ART. 12, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
ESTARÁ SUJEITA OBRIGATORIAMENTE AO DUPLO PARÁGRAFO ÚNICO. A SENTENÇA, QUE
GRAU DE JURISDIÇÃO. CONCEDER O MANDADO, FICA SUJEITA AO DUPLO
GRAU DE JURISDIÇÃO, PODENDO, ENTRETANTO,
SER EXECUTADA PROVISORIAMENTE.

§ 2° ESTENDE-SE À AUTORIDADE COATORA O SEM REFERÊNCIA ANTERIOR. A NOVA LEI PREVÊ O DIREITO DE RECORRER DA
DIREITO DE RECORRER. AUTORIDADE COATORA.

§ 3° A SENTENÇA QUE CONCEDER O MANDADO ART. 12, PARÁGRAFO ÚNICO, LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI RESTRINGE A EXECUÇÃO PROVISÓRIA
DE SEGURANÇA PODE SER EXECUTADA PARÁGRAFO ÚNICO. A SENTENÇA, QUE DA DECISÃO QUE CONCEDE A MEDIDA LIMINAR.
PROVISORIAMENTE, SALVO NOS CASOS EM QUE CONCEDER O MANDADO, FICA SUJEITA AO DUPLO
FOR VEDADA A CONCESSÃO DA MEDIDA LIMINAR. GRAU DE JURISDIÇÃO, PODENDO, ENTRETANTO,
SER EXECUTADA PROVISORIAMENTE.

§ 4° O PAGAMENTO DE VENCIMENTOS E ART. 1º LEI Nº. 5.021/66 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.


VANTAGENS PECUNIÁRIAS ASSEGURADOS ART. 1º O PAGAMENTO DE VENCIMENTOS E
EM SENTENÇA CONCESSIVA DE MANDADO VANTAGENS PECUNIÁRIAS ASSEGURADAS,
DE SEGURANÇA A SERVIDOR PÚBLICO DA EM SENTENÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE
ADMINISTRAÇÃO DIRETA OU AUTÁRQUICA SEGURANÇA, A SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL,
FEDERAL, ESTADUAL E MUNICIPAL SOMENTE DA ADMINISTRAÇÃO DIRETA OU AUTÁRQUICA, E
SERÁ EFETUADO RELATIVAMENTE ÀS A SERVIDOR PÚBLICO ESTADUAL E MUNICIPAL,
PRESTAÇÕES QUE SE VENCEREM A CONTAR DA SOMENTE SERÁ EFETUADO RELATIVAMENTE ÀS
DATA DO AJUIZAMENTO DA INICIAL. PRESTAÇÕES QUE SE VENCEREM A CONTAR DA
DATA DO AJUIZAMENTO DA INICIAL.

ART. 15. QUANDO, A REQUERIMENTO DE PESSOA ART. 4º LEI Nº. 4.348/64 A NOVA LEI FAZ A REGULAMENTAÇÃO UNIFORME
JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERESSADA OU ART. 4º QUANDO, A REQUERIMENTO DE PESSOA PARA A LEGITIMIDADE E HIPÓTESES DE
DO MINISTÉRIO PÚBLICO E PARA EVITAR GRAVE JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO INTERESSADA E CONCESSÃO DA MEDIDA DE SUSPENSÃO DE
LESÃO À ORDEM, À SAÚDE, À SEGURANÇA E PARA EVITAR GRAVE LESÃO À ORDEM, À SAÚDE, LIMINAR, COM POSSIBILIDADE DE REVISÃO VIA
À ECONOMIA PÚBLICAS, O PRESIDENTE DO À SEGURANÇA E À ECONOMIA PÚBLICAS, O AGRAVO, QUE DEVERÁ TER SEU JULGAMENTO
TRIBUNAL AO QUAL COUBER O CONHECIMENTO PRESIDENTE DO TRIBUNAL, AO QUAL COUBER NA SESSÃO SEGUINTE A SUA INTERPOSIÇÃO.
DO RESPECTIVO RECURSO SUSPENDER, EM O CONHECIMENTO DO RESPECTIVO RECURSO MUDOU TAMBÉM O PRAZO DE INTERPOSIÇÃO DO
DECISÃO FUNDAMENTADA, A EXECUÇÃO DA (VETADO) SUSPENDER, EM DESPACHO AGRAVO, QUE ANTES ERA DE DEZ DIAS E AGORA
LIMINAR E DA SENTENÇA, DESSA DECISÃO FUNDAMENTADO, A EXECUÇÃO DA LIMINAR, E DA É DE APENAS CINCO DIAS.
CABERÁ AGRAVO, SEM EFEITO SUSPENSIVO, NO SENTENÇA, DESSA DECISÃO CABERÁ AGRAVO,
PRAZO DE 5 (CINCO) DIAS, QUE SERÁ LEVADO SEM EFEITO SUSPENSIVO NO PRAZO DE (10) DEZ
A JULGAMENTO NA SESSÃO SEGUINTE À SUA DIAS, CONTADOS DA PUBLICAÇÃO DO ATO
INTERPOSIÇÃO.

§ 1° INDEFERIDO O PEDIDO DE SUSPENSÃO ART. 4º, § 1º LEI Nº. 4.348/64 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
OU PROVIDO O AGRAVO A QUE SE REFERE O § 1O INDEFERIDO O PEDIDO DE SUSPENSÃO OU
CAPUT DESTE ARTIGO, CABERÁ NOVO PEDIDO PROVIDO O AGRAVO A QUE SE REFERE O CAPUT,
DE SUSPENSÃO AO PRESIDENTE DO TRIBUNAL CABERÁ NOVO PEDIDO DE SUSPENSÃO AO
COMPETENTE PARA CONHECER DE EVENTUAL PRESIDENTE DO TRIBUNAL COMPETENTE PARA
RECURSO ESPECIAL OU EXTRAORDINÁRIO. CONHECER DE EVENTUAL RECURSO ESPECIAL
OU EXTRAORDINÁRIO.

§ 2° É CABÍVEL TAMBÉM O PEDIDO DE SUSPENSÃO ART. 4º, § 5º, DA LEI Nº. 8.437/92 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
A QUE SE REFERE O § 1O DESTE ARTIGO, §5O.É CABÍVEL TAMBÉM O PEDIDO DE SUSPENSÃO
QUANDO NEGADO PROVIMENTO A AGRAVO DE A QUE SE REFERE O § 4O, QUANDO NEGADO
INSTRUMENTO INTERPOSTO CONTRA A LIMINAR A PROVIMENTO A AGRAVO DE INSTRUMENTO
QUE SE REFERE ESTE ARTIGO. INTERPOSTO CONTRA A LIMINAR A QUE SE
REFERE ESTE ARTIGO.

§ 3° A INTERPOSIÇÃO DE AGRAVO DE ART. 4º, § 6º LEI Nº. 8.437/92 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
INSTRUMENTO CONTRA LIMINAR CONCEDIDA §6O A INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE
NAS AÇÕES MOVIDAS CONTRA O PODER INSTRUMENTO CONTRA LIMINAR CONCEDIDA
PÚBLICO E SEUS AGENTES NÃO PREJUDICA NEM NAS AÇÕES MOVIDAS CONTRA O PODER
CONDICIONA O JULGAMENTO DO PEDIDO DE PÚBLICO E SEUS AGENTES NÃO PREJUDICA NEM
SUSPENSÃO A QUE SE REFERE ESTE ARTIGO. CONDICIONA O JULGAMENTO DO PEDIDO DE
SUSPENSÃO A QUE SE REFERE ESTE ARTIGO

§ 4° O PRESIDENTE DO TRIBUNAL PODERÁ ART. 4º, § 7º, DA LEI Nº. 8.437/92 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
CONFERIR AO PEDIDO EFEITO SUSPENSIVO §7O O PRESIDENTE DO TRIBUNAL PODERÁ
LIMINAR SE CONSTATAR, EM JUÍZO PRÉVIO, A CONFERIR AO PEDIDO EFEITO SUSPENSIVO
PLAUSIBILIDADE DO DIREITO INVOCADO E A LIMINAR, SE CONSTATAR, EM JUÍZO PRÉVIO,
URGÊNCIA NA CONCESSÃO DA MEDIDA. A PLAUSIBILIDADE DO DIREITO INVOCADO E A
URGÊNCIA NA CONCESSÃO DA MEDIDA.

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§ 5° AS LIMINARES CUJO OBJETO SEJA IDÊNTICO ART. 4º, § 8º LEI Nº. 8.437/92 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
PODERÃO SER SUSPENSAS EM UMA ÚNICA §8O AS LIMINARES CUJO OBJETO SEJA IDÊNTICO
DECISÃO, PODENDO O PRESIDENTE DO TRIBUNAL PODERÃO SER SUSPENSAS EM UMA ÚNICA
ESTENDER OS EFEITOS DA SUSPENSÃO A DECISÃO, PODENDO O PRESIDENTE DO TRIBUNAL
LIMINARES SUPERVENIENTES, MEDIANTE ESTENDER OS EFEITOS DA SUSPENSÃO A
SIMPLES ADITAMENTO DO PEDIDO ORIGINAL. LIMINARES SUPERVENIENTES, MEDIANTE
SIMPLES ADITAMENTO DO PEDIDO ORIGINAL

ART. 16. NOS CASOS DE COMPETÊNCIA ART. 14 LEI Nº. 1.533/51 A NOVA LEI INSERE A GARANTIA DE REALIZAÇÃO
ORIGINÁRIA DOS TRIBUNAIS, CABERÁ AO ART. 14 - NOS CASOS DE COMPETÊNCIA DO DEFESA ORAL, EM QUALQUER TRIBUNAL,
RELATOR A INSTRUÇÃO DO PROCESSO, SENDO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL E DOS DEMAIS DURANTE A SESSÃO DE JULGAMENTO.
ASSEGURADA A DEFESA ORAL NA SESSÃO DO TRIBUNAIS CABERÁ AO RELATOR A INSTRUÇÃO
JULGAMENTO. DO PROCESSO.

PARÁGRAFO ÚNICO. DA DECISÃO DO RELATOR SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI INOVA NESTE PARÁGRAFO ÚNICO,
QUE CONCEDER OU DENEGAR A MEDIDA LIMINAR POIS ADOTA POSICIONAMENTO CONTRÁRIO AO
CABERÁ AGRAVO AO ÓRGÃO COMPETENTE DO ADOTADO NA SÚMULA 622 DO STF.
TRIBUNAL QUE INTEGRE. STF - SÚMULA 622
NÃO CABE AGRAVO REGIMENTAL CONTRA
DECISÃO DO RELATOR QUE CONCEDE OU
INDEFERE LIMINAR EM MANDADO DE SEGURANÇA.

ART. 17. NAS DECISÕES PROFERIDAS EM SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI NO INTUITO DE DAR MAIOR
MANDADO DE SEGURANÇA E NOS RESPECTIVOS CELERIDADE AO JULGAMENTO DO MANDADO DE
RECURSOS, QUANDO NÃO PUBLICADO, NO PRAZO SEGURANÇA, PREVÊ QUE A DECISÃO QUE NÃO
DE 30 (TRINTA) DIAS, CONTADO DA DATA DO FOR PUBLICADA NO PRAZO DE TRINTA DIAS APÓS
JULGAMENTO, O ACÓRDÃO SERÁ SUBSTITUÍDO O JULGAMENTO SERÁ SUBSTITUÍDA PELAS NOTAS
PELAS RESPECTIVAS NOTAS TAQUIGRÁFICAS, TAQUIGRÁFICAS INDEPENDENTE DE REVISÃO.
INDEPENDENTEMENTE DE REVISÃO.

ART. 18. DAS DECISÕES EM MANDADO DE SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI DEFINE O CABIMENTO DOS RECURSOS
SEGURANÇA PROFERIDAS EM ÚNICA INSTÂNCIA ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO, NOS CASOS DE
PELOS TRIBUNAIS CABE RECURSO ESPECIAL E MANDADO DE SEGURANÇA DE COMPETÊNCIA
EXTRAORDINÁRIO, NOS CASOS LEGALMENTE ORIGINÁRIA DOS TRIBUNAIS.
PREVISTOS, E RECURSO ORDINÁRIO, QUANDO A
ORDEM FOR DENEGADA.

ART. 19. A SENTENÇA OU O ACÓRDÃO QUE ARTS. 15 DA LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
DENEGAR MANDADO DE SEGURANÇA, SEM ART. 15 - A DECISÃO DO MANDADO DE
DECIDIR O MÉRITO, NÃO IMPEDIRÁ QUE O SEGURANÇA NÃO IMPEDIRÁ QUE O REQUERENTE,
REQUERENTE, POR AÇÃO PRÓPRIA, PLEITEIE POR AÇÃO PRÓPRIA, PLEITEIE OS SEUS DIREITOS
OS SEUS DIREITOS E OS RESPECTIVOS EFEITOS E OS RESPECTIVOS EFEITOS PATRIMONIAIS.
PATRIMONIAIS.

ART. 20. OS PROCESSOS DE MANDADO DE ART. 17 LEI Nº. 1.533/51 O TEXTO DA NOVA LEI TAMBÉM CONCEDE
SEGURANÇA E OS RESPECTIVOS RECURSOS ART. 17 - OS PROCESSOS DE MANDADO DE PRIORIDADE AOS RECURSOS DO MANDADO DE
TERÃO PRIORIDADE SOBRE TODOS OS ATOS SEGURANÇA TERÃO PRIORIDADE SOBRE TODOS SEGURANÇA.
JUDICIAIS, SALVO HABEAS CORPUS. OS ATOS JUDICIAIS, SALVO HABEAS-CORPUS. NA
INSTÂNCIA SUPERIOR DEVERÃO SER LEVADOS
A JULGAMENTO NA PRIMEIRA SESSÃO QUE SE
SEGUIR A DATA EM QUE, FEITA A DISTRIBUIÇÃO,
FOREM CONCLUSOS AO RELATOR

§ 1° NA INSTÂNCIA SUPERIOR, DEVERÃO SER ART. 17 LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES.
LEVADOS A JULGAMENTO NA PRIMEIRA SESSÃO ART. 17 - OS PROCESSOS DE MANDADO DE
QUE SE SEGUIR À DATA EM QUE FOREM SEGURANÇA TERÃO PRIORIDADE SOBRE TODOS
CONCLUSOS AO RELATOR. OS ATOS JUDICIAIS, SALVO HABEAS CORPUS. NA
INSTÂNCIA SUPERIOR DEVERÃO SER LEVADOS
A JULGAMENTO NA PRIMEIRA SESSÃO QUE SE
SEGUIR A DATA EM QUE, FEITA A DISTRIBUIÇÃO,
FOREM CONCLUSOS AO RELATOR

§ 2° O PRAZO PARA A CONCLUSÃO DOS AUTOS ART. 17, PARÁGRAFO ÚNICO, DA LEI Nº. 1.533/51. A NOVA LEI AUMENTA O PRAZO PARA CONCLUSÃO
NÃO PODERÁ EXCEDER DE 5 (CINCO) DIAS. PARÁGRAFO ÚNICO. O PRAZO PARA CONCLUSÃO DOS AUTOS AO MAGISTRADO, QUE ANTES ERA DE
NÃO PODERÁ EXCEDER DE VINTE E QUATRO 24 (VINTE E QUATRO) HORAS E PASSOU A SER DE
HORAS, A CONTAR DA DISTRIBUIÇÃO. 5 (CINCO) DIAS.

ART. 21. O MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO SÚMULA 629 – STF A NOVA LEI, ADOTANDO POSICIONAMENTOS
PODE SER IMPETRADO POR PARTIDO POLÍTICO A IMPETRAÇÃO DE MANDADO DE SEGURANÇA DA DOUTRINA E JURISPRUDÊNCIA, DEFINIU A
COM REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO COLETIVO POR ENTIDADE DE CLASSE EM FAVOR LEGITIMIDADE PARA AJUIZAMENTO DO MANDADO
NACIONAL, NA DEFESA DE SEUS INTERESSES DOS ASSOCIADOS INDEPENDE DA AUTORIZAÇÃO DE SEGURANÇA COLETIVO, DETERMINANDO,
LEGÍTIMOS RELATIVOS A SEUS INTEGRANTES DESTES. AINDA, SER DISPENSADA A AUTORIZAÇÃO
OU À FINALIDADE PARTIDÁRIA, OU POR ESPECIAL DOS ASSOCIADOS PARA SUA
ORGANIZAÇÃO SINDICAL, ENTIDADE DE CLASSE IMPETRAÇÃO.
OU ASSOCIAÇÃO LEGALMENTE CONSTITUÍDA
E EM FUNCIONAMENTO HÁ, PELO MENOS, 1
(UM) ANO, EM DEFESA DE DIREITOS LÍQUIDOS
E CERTOS DA TOTALIDADE, OU DE PARTE, DOS
SEUS MEMBROS OU ASSOCIADOS, NA FORMA DOS
SEUS ESTATUTOS E DESDE QUE PERTINENTES ÀS
SUAS FINALIDADES, DISPENSADA, PARA TANTO,
AUTORIZAÇÃO ESPECIAL.

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PARÁGRAFO ÚNICO. OS DIREITOS PROTEGIDOS SEM REFERÊNCIA ANTERIOR ADOTANDO CONCEITUAÇÃO SEMELHANTE
PELO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO ÀQUELA PREVISTA NA LEI DA AÇÃO CIVIL
PODEM SER: PÚBLICA E CDC, A NOVA LEI REGULAMENTA
A POSSIBILIDADE DE DEFESA DE DIREITOS
COLETIVOS E INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS PELA
VIA DO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO.

I - COLETIVOS, ASSIM ENTENDIDOS, PARA EFEITO ART. 81, II, DA LEI 8.078/90 (CDC) A NOVA LEI ADOTOU O MESMO CONCEITO DE
DESTA LEI, OS TRANSINDIVIDUAIS, DE NATUREZA II - INTERESSES OU DIREITOS COLETIVOS, ASSIM INTERESSES OU DIREITOS COLETIVOS TRAZIDO
INDIVISÍVEL, DE QUE SEJA TITULAR GRUPO OU ENTENDIDOS, PARA EFEITOS DESTE CÓDIGO, OS PELO CDC. OUTROSSIM, CONSOLIDOU A POSIÇÃO
CATEGORIA DE PESSOAS LIGADAS ENTRE SI OU TRANSINDIVIDUAIS, DE NATUREZA INDIVISÍVEL JURISPRUDENCIAL ACERCA DA POSSIBILIDADE
COM A PARTE CONTRÁRIA POR UMA RELAÇÃO DE QUE SEJA TITULAR GRUPO, CATEGORIA OU DE SE IMPETRAR MANDADO DE SEGURANÇA
JURÍDICA BÁSICA; CLASSE DE PESSOAS LIGADAS ENTRE SI OU COLETIVO EM FAVOR DE, APENAS UMA PARTE DA
COM A PARTE CONTRÁRIA POR UMA RELAÇÃO CATEGORIA.
JURÍDICA BASE;

II - INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS, ASSIM ART. 81, III, DA LEI 8.078/90 (CDC) A NOVA LEI ADOTOU O MESMO CONCEITO DE
ENTENDIDOS, PARA EFEITO DESTA LEI, OS III - INTERESSES OU DIREITOS INDIVIDUAIS DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS TRAZIDO
DECORRENTES DE ORIGEM COMUM E DA HOMOGÊNEOS, ASSIM ENTENDIDOS OS PELO CDC.
ATIVIDADE OU SITUAÇÃO ESPECÍFICA DA DECORRENTES DE ORIGEM COMUM. ACRESCENTOU NO CONCEITO A “ATIVIDADE
TOTALIDADE OU DE PARTE DOS ASSOCIADOS OU OU SITUAÇÃO ESPECÍFICA DA TOTALIDADE OU
MEMBROS DO IMPETRANTE. SÚMULA 630 - A ENTIDADE DE CLASSE TEM DE PARTE DOS ASSOCIADOS OU MEMBROS
LEGITIMAÇÃO PARA O MANDADO DE SEGURANÇA DO IMPETRANTE”, CONSOLIDANDO POSIÇÃO
AINDA QUANDO A PRETENSÃO VEICULADA JURISPRUDENCIAL
INTERESSE APENAS A UMA PARTE DA RESPECTIVA
CATEGORIA.

ART. 22. NO MANDADO DE SEGURANÇA SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI, REGULAMENTA CRITÉRIOS JÁ
COLETIVO, A SENTENÇA FARÁ COISA JULGADA ADOTADOS PELA LEGISLAÇÃO PÁTRIA, DOUTRINA
LIMITADAMENTE AOS MEMBROS DO GRUPO OU E JURISPRUDÊNCIA, ACERCA DA COISA JULGADA
CATEGORIA SUBSTITUÍDOS PELO IMPETRANTE. EM PROCESSOS COLETIVOS.

§ 1° O MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO SEM REFERÊNCIA ANTERIOR ADOTANDO SISTEMÁTICA SEMELHANTE À


NÃO INDUZ LITISPENDÊNCIA PARA AS AÇÕES APLICADA NAS AÇÕES COLETIVAS, A NOVA LEI
INDIVIDUAIS, MAS OS EFEITOS DA COISA REGULA AS RELAÇÕES ENTRE O MANDADO
JULGADA NÃO BENEFICIARÃO O IMPETRANTE DE SEGURANÇA COLETIVO E INDIVIDUAL, NO
A TÍTULO INDIVIDUAL SE NÃO REQUERER A TOCANTE À COISA JULGADA E LITISPENDÊNCIA.
DESISTÊNCIA DE SEU MANDADO DE SEGURANÇA
NO PRAZO DE 30 (TRINTA) DIAS A CONTAR DA
CIÊNCIA COMPROVADA DA IMPETRAÇÃO DA
SEGURANÇA COLETIVA.

§ 2° NO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO, ART. 2º DA LEI 8.437/92 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES


A LIMINAR SÓ PODERÁ SER CONCEDIDA APÓS ART. 2º NO MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO
A AUDIÊNCIA DO REPRESENTANTE JUDICIAL E NA AÇÃO CIVIL PÚBLICA, A LIMINAR SERÁ
DA PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, CONCEDIDA, QUANDO CABÍVEL, APÓS A
QUE DEVERÁ SE PRONUNCIAR NO PRAZO DE 72 AUDIÊNCIA DO REPRESENTANTE JUDICIAL DA
(SETENTA E DUAS) HORAS. PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO, QUE
DEVERÁ SE PRONUNCIAR NO PRAZO DE SETENTA
E DUAS HORAS.

ART. 23. O DIREITO DE REQUERER MANDADO DE ART. 18 LEI Nº. 1.533/51 TEXTO SEM MODIFICAÇÕES
SEGURANÇA EXTINGUIR-SE-Á DECORRIDOS 120 ART. 18 - O DIREITO DE REQUERER MANDADO
(CENTO E VINTE) DIAS, CONTADOS DA CIÊNCIA, DE SEGURANÇA EXTINGUIR-SE-Á DECORRIDOS
PELO INTERESSADO, DO ATO IMPUGNADO. CENTO E VINTE DIAS CONTADOS DA CIÊNCIA,
PELA INTERESSADO, DO ATO IMPUGNADO.

ART. 24. APLICAM-SE AO MANDADO DE ART. 19 LEI Nº. 1.533/51 APESAR DA MODIFICAÇÃO DO TEXTO, OS
SEGURANÇA OS ARTS. 46 A 49 DA LEI NO 5.869, DE ART. 19 - APLICAM-SE AO PROCESSO DO ARTIGOS CITADOS NA NOVA LEI SÃO JUSTAMENTE
11 DE JANEIRO DE 1973 - CÓDIGO DE PROCESSO MANDADO DE SEGURANÇA OS ARTIGOS DO AQUELES QUE REGULAM O LITISCONSÓRCIO NO
CIVIL. CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL QUE REGULAM O CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL.
LITISCONSÓRCIO.

ART. 25. NÃO CABEM, NO PROCESSO DE SÚMULA 294 – STF. A NOVA LEI REGULAMENTOU ASSUNTOS
MANDADO DE SEGURANÇA, A INTERPOSIÇÃO DE SÚMULA 512 – STF. SEDIMENTADOS PELA JURISPRUDÊNCIA DOS
EMBARGOS INFRINGENTES E A CONDENAÇÃO AO SÚMULA 597 – STF TRIBUNAIS SUPERIORES.
PAGAMENTO DOS HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS, SÚMULA 105 – STJ. STF - SÚMULA 294 - SÃO INADMISSÍVEIS
SEM PREJUÍZO DA APLICAÇÃO DE SANÇÕES NO SÚMULA 169 – STJ. EMBARGOS INFRINGENTES CONTRA DECISÃO DO
CASO DE LITIGÂNCIA DE MÁ-FÉ. SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL EM MANDADO DE
SEGURANÇA.
STF - SÚMULA 512 - NÃO CABE CONDENAÇÃO
EM HONORÁRIOS DE ADVOGADO NA AÇÃO DE
MANDADO DE SEGURANÇA.
STF - SÚMULA 597 - NÃO CABEM EMBARGOS
INFRINGENTES DE ACÓRDÃO QUE, EM MANDADO
DE SEGURANÇA DECIDIU, POR MAIORIA DE
VOTOS, A APELAÇÃO.
STJ - SÚMULA 105 - NA AÇÃO DE MANDADO DE
SEGURANÇA NÃO SE ADMITE CONDENAÇÃO EM
HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS.
STJ - SÚMULA 169 - SÃO INADMISSÍVEIS
EMBARGOS INFRINGENTES NO PROCESSO DE
MANDADO DE SEGURANÇA.

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ART. 26. CONSTITUI CRIME DE DESOBEDIÊNCIA, SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI VISANDO DAR MAIOR EFETIVIDADE À
NOS TERMOS DO ART. 330 DO DECRETO-LEI DECISÃO JUDICIAL CONCESSIVA DA SEGURANÇA,
NO 2.848, DE 7 DE DEZEMBRO DE 1940, O NÃO FOI CRIADO DISPOSITIVO PREVENDO A
CUMPRIMENTO DAS DECISÕES PROFERIDAS EM CARACTERIZAÇÃO DE CRIME DE DESOBEDIÊNCIA,
MANDADO DE SEGURANÇA, SEM PREJUÍZO DAS SEM PREJUÍZO DAS DEMAIS SANÇÕES CABÍVEIS.
SANÇÕES ADMINISTRATIVAS E DA APLICAÇÃO
DA LEI NO 1.079, DE 10 DE ABRIL DE 1950, QUANDO
CABÍVEIS.

ART. 27. OS REGIMENTOS DOS TRIBUNAIS E, SEM REFERÊNCIA ANTERIOR A NOVA LEI PREVÊ A NECESSIDADE DE
NO QUE COUBER, AS LEIS DE ORGANIZAÇÃO MODIFICAÇÕES NOS DIVERSOS REGIMENTOS
JUDICIÁRIA DEVERÃO SER ADAPTADOS ÀS INTERNOS DOS TRIBUNAIS DOS ESTADOS,
DISPOSIÇÕES DESTA LEI NO PRAZO DE 180 TRIBUNAIS FEDERAIS, TRIBUNAIS SUPERIORES E
(CENTO E OITENTA) DIAS, CONTADO DA SUA DO STF.
PUBLICAÇÃO.

ART. 28. ESTA LEI ENTRA EM VIGOR NA DATA DE A LEI FOI PUBLICADA EM 07/08/2009.
SUA PUBLICAÇÃO.

ART. 29. REVOGAM-SE AS LEIS NOS 1.533, DE 31


DE DEZEMBRO DE 1951, 4.166, DE 4 DE DEZEMBRO
DE 1962, 4.348, DE 26 DE JUNHO DE 1964, 5.021, DE
9 DE JUNHO DE 1966; O ART. 3O DA LEI NO 6.014,
DE 27 DE DEZEMBRO DE 1973, O ART. 1O DA LEI NO
6.071, DE 3 DE JULHO DE 1974, O ART. 12 DA LEI NO
6.978, DE 19 DE JANEIRO DE 1982, E O ART. 2O DA
LEI NO 9.259, DE 9 DE JANEIRO DE 1996.

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