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5- DA AÇÃO PENAL O direito de ação está previsto constitucionalmente. De acordo com a Carta Política de 1988, “a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito” (artigo 5º, inciso XXXV, da CF). Assim, todo aquele que estiver diante de uma lesão ou ameaça de lesão a direito, poderá propor ao Poder Judiciário a respectiva ação com o objetivo de proteger tal direito. No Direito Penal, o Estado detém o direito de punir. Com a realização da conduta criminosa, surge para o Estado, de forma potencial, o Direito de punir. Para concretizar o Direito de punir, o Estado deve promover o respectivo processo judicial, isto é, deve ele exercer o Direito de ação. O Direito de ação não se confunde com o direito buscado, isto é, com o direito pretendido. Assim, o direito de a ação não se confunde com o direito de punir que é pretendido pelo Estado. Observe, por exemplo, o proprietário de um imóvel dado em locação. Quando o inquilino deixa de pagar os alugueres, surge para o proprietário o direito aos alugueres não pagos, bem como, diante da rescisão contratual, o de reaver a propriedade. Este o seu direito subjetivo material (direito pretendido). Para tanto, necessitará se valer do direito de ação, isto é, do direito de propor ao Judiciário a respectiva ação com o intuito de, por meio de sentença, obter o pagamento dos alugueres e reaver seu imóvel. Portanto, não se pode confundir o direito buscado com o direito de ação. No caso do Estado, quando alguém comete um crime, surge para ele o direito de punir, o qual só será alcançado por meio da respectiva ação penal. De acordo com Luiz Regis Prado1, a ação penal consiste na faculdade de exigir a intervenção do poder jurisdicional do Estão para a investigação de sua pretensão punitiva no caso concreto. Brilhante, todavia, em que pese simples, a conceituação dispensada por Guilherme de Souza Nucci2. Para ele, ação penal é o direito de pleitear ao Poder Judiciário a aplicação da lei penal ao caso concreto, fazendo valer o poder punitivo do Estado em face do cometimento de uma infração penal. De tais conceitos retiramos o caráter instrumental da ação penal. Ela é o instrumento para se alcançar a aplicação da lei penal. Não é possível aplicar-se a
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Comentários ao Código Penal – Editora RT. Manual de Direito Penal – Editora RT. www.pontodosconcursos.com.br

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lei penal, sem que se tenha valido da ação penal. Portanto, o Direito de ação penal é um instrumento para alcança a aplicação da lei penal ao caso concreto. Antes, todavia, de nos enveredarmos na ação penal, devemos tratar do direito de punir. Assim, no próximo item falaremos do direito de punir, que, como já visto, não se confunde com o instrumento para sua concreção: Ação Penal. 5.1 – DO DIREITO DE PUNIR. Diante da prática de um crime, surge para o Estado o Direito de punir. Tal direito ainda é uma potencialidade, já que depende do exercício do direito de ação penal, ocasião em que ao acusado dar-se-á oportunidade à ampla defesa e ao contraditório. Quando, por meio do processo penal, o Estado obtém uma sentença penal condenatória transitada em julgado, o direito de punir que era potencial passa a ser concreto, podendo, com isso, o Estado executar o comando da sentença, isto é, a pena. O direito de punir, entretanto, não pode ser entendido somente como o direito de aplicar pena. Quando, aqui, falamos em direito de punir, estamos querendo dizer que o Estado tem o direito de ao infrator dar a resposta jurídico-penal cabível. Eventualmente, da aplicação da lei penal não decorrerá a aplicação de pena. Observe o caso do inimputável por doença mental. A ele não será aplicada pena, mas aplicando-se a lei penal, estabelecer-se-á ao acusado medida de segurança, que, apesar de ser conseqüência jurídico-penal, não é pena. Portanto, absolutamente acerta a conceituação dada por Guilherme de Souza Nucci à ação penal. Segundo o mestre, ação penal é o direito de pleitear ao Poder Judiciário a aplicação da lei penal ao caso concreto, fazendo valer o poder punitivo do Estado em face do cometimento de uma infração pena. Quanto, então, se fala em direito de punir, o que se quer expressar é a pretensão que tem o Estado, por meio da aplicação da lei penal, impor ao transgressor da norma penal sua conseqüência jurídica, isto é, pena ou medida de segurança. Assim, o direito de punir é o Direito que possui o Estado de, ao transgressor da norma penal, aplicar pena ou medida de segurança. Aqui, a pretensão punitiva. 5.2 – ESPÉCIES DE AÇÃO PENAL. De acordo com o que dispõe o nosso legislador, a ação penal pode ser pública, incondicionada ou condicionada, ou privada. Primeiramente, vamos dispensar www.pontodosconcursos.com.br 2

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atenção aos titulares das ações penais para, posteriormente, tratarmos de cada uma delas. No entanto, observe o quadro abaixo para visualizar o tema.

Incondicionada Pública Condicionada Ação penal Privada Típica Personalíssima. Subsidiária da pública. Representação do ofendido Requisição Ministro da Justiça

5.2.1 – TITULARES DO DIREITO DE AÇÃO. Por meio da ação penal busca-se satisfazer o direito de punir. Este sempre será estatal. Portanto, só o Estado tem o direito de punir. De regra, o direito de ação é exercido pelo titular do direito pretendido. Se a pretensão é punitiva, o Estado deterá o direito de ação penal que busca satisfazer tal pretensão. Quando o Estado tem o direito de ação, diz-se que a ação penal é pública. A ação penal pública será promovida (exercida) pelo Estado junto ao Poder Judiciário por meio de uma instituição que muito já ouvimos falar, que é o Ministério Público. De acordo com a Constituição Federal, é função institucional do Ministério Público, promover, privativamente, a ação penal pública3.
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Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público: I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei; www.pontodosconcursos.com.br 3

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Assim, o Ministério Público é o titular da ação penal pública. Em outras oportunidades, o Estado detentor do direito de punir abre mão do direito de ação penal, deixando ao arbítrio do particular o interesse de promovêla ou não. Aqui, a ação penal privada. Assim, em que pese o direito pretendido (a pretensão punitiva) ser estatal, o direito de ação cabe ao ofendido ou seu representante legal. Portanto, titular do direito de ação, quando privada, será o ofendido (sujeito passivo da infração penal) ou seu representante legal. Síntese conceitual: Ação penal pública = titular Ministério Público. Ação penal privada = titular o ofendido ou seu representante legal. Atenção: Para todas as ações penais, pública ou privada, necessário que estejam presentes dois requisitos mínimos, ou seja, 1- indícios de autoria e 2- prova da materialidade delitiva. Necessário, portanto, que haja prova de que houve um crime e indícios de que alguém foi seu autor. Só assim é possível a propositura de qualquer ação penal. Agora, pressupondo a coexistência dos requisitos mínimos, vamos tratar de cada uma das ações penais, pública e privada. Este tema exige muita atenção, já que constantemente é objeto de questionamento. 5.2.2 – DA AÇÃO PENAL PÚBLICA. O Estado, por meio do Ministério Público, exercerá o direito de ação penal em busca da satisfação de sua pretensão punitiva. Assim, aqui age em nome próprio defendendo direito próprio. Sabemos que a ação penal pública pode ser incondicionada ou condicionada. Quando o legislador silencia, a ação penal é pública incondicionada. Quando, portanto, pretende estabelecer uma das condições, expressamente o diz. De regra, as ações penais são públicas incondicionadas. É o que preceitua o artigo 100 do CP, cuja literalidade segue. Ação pública Art. 100 - A ação penal é pública, salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido.

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de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. não está ele proibido de. 3). 4 Artigo 42 do CPP : “O Ministério Público não poderá desistir da ação penal. da incondicionada e. 5. peremptoriamente. se o Ministério Público tiver elementos (no inquérito policial ou peças informativas) para iniciar a ação penal.indisponibilidade. a ação penal é pública incondicionada. No caso da ação penal pública incondicionada.” www. após a produção das provas. 2). Trataremos delas separadamente. não há dificuldade. Primeiro. Deve.oficialidade. de índole constitucional. para que a ação penal seja proposta. 2)-INDISPONIBILIDADE: Iniciada a ação penal com o oferecimento da denúncia. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI § 1º . basta que presentes estejam os requisitos mínimos. como a condicionada.2. A ação penal pública incondicionada será regrada pelos seguintes princípios: 1)obrigatoriedade.A ação pública é promovida pelo Ministério Público. Não lhe cabe fazer juízo de conveniência e oportunidade. Quando o legislador silencia.2. requerer a absolvição do acusado. Todavia. 1)-OBRIGATORIEDADE: Desde que presentes os requisitos mínimos. a ação penal pública só terá início por meio de proposta do Ministério Público.CURSOS ON-LINE – DIR. Portanto. o ofendido ou seu representante legal poderá manejar a ação penal privada subsidiária da pública. 5. No caso. Esta.2. posteriormente. será promovida pelo Ministério Público. com a inércia do órgão oficial de acusação.br 5 . dependendo. ou seja. Assim.pontodosconcursos. o seu atuar é vinculado (não há discricionariedade) no sentido de que não tem outra coisa a fazer que não seja promover a ação penal cabível.2. Tanto a incondicionada. iniciar a ação penal. da condicionada.2 – DA AÇÃO PENAL PÚBLICA CONDICIONADA. não pode dela desistir o Ministério Público4.com. Excepcionalmente. pois a ação não é dele e sim do Estado. deverá fazê-lo. Assim. quando a lei o exige.1 – DA AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. 3)-OFICIALIDADE: a persecução penal (início do inquérito policial e da ação penal pública) cabe a órgãos do Estado. indícios de autoria e prova da materialidade delitiva. o titular da ação penal (Ministério Público) não atuará discricionariamente.

não podemos concluir que a requisição do Ministro da Justiça condiciona.br . dependendo. 6 www. mas sim alternativas. a ele não cabe fazer juízo de valor. não respeita prazo decadencial. além de discricionária. Disso. Este só estará obrigado a propor a ação se presentes os requisitos necessários para tanto. as condições da ação penal pública são: 1. As condições da ação penal pública não são cumulativas. todavia.A ação penal é pública. Tratemos. O legislador em determinadas oportunidades exige.3 – DA REQUISIÇÃO DO MINISTRO DA JUSTIÇA.CURSOS ON-LINE – DIR. político. Poderá ser feita ou não. nas linhas seguintes. o preenchimento de algumas condições.A ação pública é promovida pelo Ministério Público.com. a ela não se aplica o prazo decadencial dirigido aos titulares do direito de representar e de oferecer queixa-crime. pois a ação penal pública é obrigatória.2. estando preenchida a condição. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Agora vamos tratar da ação penal pública condicionada. Portanto.requisição do Ministro da Justiça. o qual será representando por seu órgão institucional: Ministério Público. o Ministro da Justiça poderá requisitar ao Ministério Público a ação penal. 5.pontodosconcursos. A requisição do Ministro da Justiça. vincula o Ministério Público. de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. ao arbítrio do seu titular: o Ministro da Justiça. quando a lei o exige. passará a analisar se presentes estão os requisitos mínimos para a ação penal. Se também presentes. o legislador exige uma ou outra condição para o exercício do direito de ação. de cada uma das condições da ação penal. por sua vez. em raras hipóteses. salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. A requisição é ato discricionário. Assim.representação do ofendido ou de seu representante legal ou 2. O Ministério Público. isto é. 100 . Em determinadas hipóteses o legislador exige a intervenção do Poder Executivo da União para que se possa dar início à ação penal pública. Atenção: O titular do direito de ação continua sendo o Estado. para o exercício do direito de ação. § 1º . Ação pública Art.2. De acordo com a letra da lei.

apesar de ser condição de ação. apesar de não privar o Estado do direito de ação. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. do CP).Não respeita prazo decadencial. 2. Atenção: Apesar de não respeitar ou estar vinculada a prazo decadencial.CURSOS ON-LINE – DIR. a requisição do Ministro da Justiça deve respeitar o prazo prescricional. Assim ocorre nos casos de crime contra a honra do Presidente da República (artigo 145. no exterior. Em que pese a lei aparentemente exigir forma rígida para a exteriorização do ato de representação (artigo 39 do CPP).2. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Portanto. parágrafo 3º.4 – DA REPRESENTAÇÃO DO OFENDIDO. como o é a representação do ofendido ou de seu representante legal. 103 . Representação. Síntese conceitual: Requisição do Ministro da Justiça: 1.br . “b”. Como foi falado. é manifestação de vontade (ato jurídico) da vítima ou de seu representante legal no sentido de permitir o início da ação penal pelo Ministério Público. contra brasileiro (artigo 7º. no caso do § 3º do art. 100 deste Código. a jurisprudência e a doutrina são uniformes 5 Decadência do direito de queixa ou de representação Art. discricionário.Salvo disposição expressa em contrário. do qual falaremos quando formos tratar das causas extintivas da punibilidade (artigo 107. então. Em determinadas situações.pontodosconcursos.Ato político. 7 www. 3. o legislador condiciona o seu exercício pelo Ministério Público à representação do ofendido (vítima) ou de seu representante legal. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. ou.com. inciso IV. do CP). parágrafo único do CP) e nos crimes praticados por estrangeiro. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. 5.Não vincula o condiciona o Ministério Público.2. à requisição do Ministro da Justiça não se aplica o prazo decadencial previsto no artigo 103 do CP5. em raras hipóteses o legislador exige a requisição do Ministro da Justiça como condição da ação penal.

§ 1º . de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. 100 . 100 deste Código. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI em afirmar que basta que haja manifestação inequívoca de vontade por parte do ofendido no sentido de processar o autor do crime. sendo dispensado qualquer requisito rígido de forma. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. O direito de representar não ficará eternamente à disposição do ofendido ou de seu representante legal. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. ou. do CP. ocorrerá a decadência. Sem a manifestação de vontade do ofendido ou de seu representante legal o Ministério Público não pode propor a ação penal. salvo expressa disposição em sentido contrário. salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido.com. de acordo com o disposto nos artigos 103 do CP e 38 do CPP. no caso do § 3º do art. Todavia.br 8 . Art. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. quando a lei o exige. A representação. www.pontodosconcursos.A ação penal é pública.CURSOS ON-LINE – DIR. no prazo de 06 (seis) meses a contar do dia em que o ofendido ou seu representante legal veio a saber quem é o autor do crime. quando a lei o exigir. 24. DA AÇÃO PENAL.Salvo disposição expressa em contrário. Observe abaixo a redação de tais dispositivos. Ação pública e de iniciativa privada Art. 103 . como também no artigo 24 do CPP.A ação pública é promovida pelo Ministério Público. parágrafo 1º. de requisição do Ministro da Justiça. A ação penal pública condicionada à representação do ofendido está prevista no artigo 100. mas dependerá. Nos crimes de ação pública. deverá ser oferecida. a lei estabelece um prazo para que a representação seja ofertada. dependendo. a perda do direito de fazê-lo Decadência do direito de queixa ou de representação Art. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. ou seja. Caso não represente no prazo legal.

29.com. no caso. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Art. contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime. deixando de lado o conceito de perempção. Parágrafo único. d. Gabarito oficial: A Titulares do Direito: São titulares do direito de representar o ofendido ou seu representante legal.CURSOS ON-LINE – DIR. Salvo disposição em contrário. a extinção da punibilidade do agente. o ofendido. c. 24. sem que o ofendido ou seu representante legal se manifeste. A respeito do tema.br 6 . do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. ou. observe a questão abaixo. o Ministério Público não poderá mais promover a ação penal. levará à decadência6 que é a perda do direito de ação. configura respectivamente: a.decadência e prescrição. causada pela inércia processual do querelante. TC SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO – 2005 – ADMINISTRATIVO. Deu-se. Perde-se o direito de ação. inciso IV. a decadência. se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses. uma vez que o Ministério Público só poderia promovê-la quando presente a representação. dentro do mesmo prazo. e o de continuar a movimenta a ação penal privada. Para Guilherme de Souza Nucci. parágrafo único. Decurso do prazo e sua conseqüência jurídica: O decurso do prazo. 38 CPP. ou seu representante legal. (in Código de Processo Penal Comentado – Editora RT – 5ª edição). nos casos dos arts. assim. 9 www.prescrição e perempção. decairá no direito de queixa ou de representação. em razão do decurso do prazo fixado para o seu exercício. provocando. causa extintiva da punibilidade (artigo 107.prescrição e decadência. e 31. decadência é a perda do direito de agir. no caso do art.decadência e perempção. Se não mais é possível a representação. e. 43.A perda do direito de representar ou de oferecer queixa. do CP). estabelecido em lei. já que escoou o prazo legal. pelo decurso de determinado lapso temporal.perempção e decadência. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação.pontodosconcursos. b.

não tiver condições de praticar ato jurídico. poderão sucedê-lo quando o ofendido falecer ou for declarado judicialmente ausente. Em tal dispositivo o legislador prevê a sucessão quando do direito de queixa. o direito de A declaração judicial de ausência ocorre quando determinado individuo abandona o seu lar. do CP. Silencia. Este disporá de 06 meses (salvo expressa disposição legal em sentido contrário) para representar.CURSOS ON-LINE – DIR. a representação não mais existirá. sem que se imponha a obediência à ordem descrita no artigo 24.pontodosconcursos. Tais dispositivos seguem abaixo para confronto. parágrafo único. pois se a incapacidade deixar de existir antes de decorridos os 06 meses. Não podemos nos esquecer que a maioridade civil plena é adquirida pelo indivíduo logo que completados 18 anos de idade. 10 www. pela menoridade ou incapacidade outra. § 4º . no entanto. Completados 18 anos de idade. tendo em conta alteração efetivada pelo novo Código Civil. do CPP. só poderá exercer o direito quando o ofendido. quanto o direito de representar. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI O representante legal. desde o momento em que deixou de ser incapaz. seu convívio social por um lapso de tempo (duradouro). caso ainda incapaz o ofendido. Independência do direito: Se incapaz o ofendido. seu ascendentes. desde que capaz.com.No caso de morte do ofendido ou de ter sido declarado ausente por decisão judicial. seu descendente ou irmão (CADI). parágrafo 4º. Assim. todavia. não há mais motivo para tratamento distinto àquele que é menor de 21 e maior de 18 anos. Assim. o direito de representar será de seu representante legal. Artigo 100 do CP. mais cauteloso. não há que se falar em representante legal. O legislador processual.7 A possibilidade de sucessão decorre de interpretação analógica do disposto no artigo 100. para transmissão de seus bens entre os sucessores. é tido como morto (morte civil). Estes. não incidiu no mesmo erro. oportunidade em que. O ofendido então contará agora com o prazo de 06 meses à sua disposição. Sucessores: São sucessores do ofendido no direito de representar o seu cônjuge.br 7 . o atual Código de Processo Penal prevê a sucessão do direito de representar no parágrafo único do artigo 24.

o juiz nomeará curador especial ao ofendido.com. com isso. esta será promovida por denúncia do Ministério Público. pois a ação penal proposta é pública e. o direito de representar poderá ser exercido por curador especial. caso do incapaz não possuir Retratação: a representação é passível de retratação até antes do oferecimento da denúncia pelo Ministério Público. Após o oferecimento da denúncia. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI oferecer queixa ou de prosseguir na ação passa ao cônjuge. aplicado aos casos de representação. será. A possibilidade de 11 www. que trata da curatela especial na queixacrime. Atenção: Observe quando o representante legal ou alguém que lhe seja muito próximo tenha praticado crime contra o representado.pontodosconcursos. tornou-se impossível a retratação. ou de representação do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo. Curador especial: O artigo 33 do CPP. quando os interesses deste colidirem com os interesses de seu representante legal (ex: crime praticado pelo representante legal contra o seu pupilo). § 1o No caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial.br . Neste caso. Procurador: O direito de representar poderá ser exercido pelo ofendido ou por seu representante legal pessoal e diretamente. o direito de representação passará ao cônjuge. valendo-se da analogia. como também por meio de procurador. nomeado pelo juiz. ascendente. É certo que aquele não terá interesse em autorizar o Ministério Público a processá-lo ou a processar aquele lhe é próximo. de requisição do Ministro da Justiça. “ex officio” ou a pedido do Ministério Público ou do próprio ofendido. indisponível. mas dependerá. Assim. Haverá a curatela especial também no representante legal (vide artigo 33 do CPP). 24 do CPP. ascendente. A retratação nada mais é que a manifestação de desejo de não processar o autor do crime. o instrumento de procuração (outorga de mandato) deverá trazer poderes específicos para o exercício da representação (artigo 39 do CPP). quando a lei o exigir. descendente ou irmão. Nestes casos. Art.CURSOS ON-LINE – DIR. descendente ou irmão. Nos crimes de ação pública.

pontodosconcursos.com. A provocação. isto é. para promover a respectiva ação penal. caso privada a ação penal (movida pelo ofendido ou por seu representante legal). A eles caberá protocolar no fórum o pedido para o processo ser iniciado contra determinada pessoa.br . na ação penal privada.2).7. Este só se manifestará se provocado. 102 . PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI retratação está prevista nos artigos 102 do CP e 25 do CPP. por sua vez. Art. 25. pública ou privada. A representação será irretratável. no caso de ação penal pública (movida pelo Ministério Público). relativa à ação penal pública e a segunda à ação penal privada. Esse pedido tem o nome de DENUNCIA. caberá aos titulares do direito de agir formularem a DENUNCIA. por via reflexa. Para tanto. Aqui. determinam a irretratabilidade da representação após o oferecimento da denúncia e. será manejada por seu titular (titular do direito de agir). Lembre-se você daquelas observações que foram feitas quando analisamos a preclusão temporal para a obtenção da benesse legal prevista no artigo 16 do CP. com o intuito de sabermos até quando poderia haver a restituição da coisa ou a reparação do dano para que o agente viesse a ser beneficiado pelo arrependimento posterior previsto no artigo 16 do CP. Irretratabilidade da representação. Naquela oportunidade. ou a QUEIXA-CRIME. abaixo segue a parte daquele texto que nos interessa. Assim. A este caberá levar a querela ao Poder Judiciário. depois de oferecida a denúncia. 12 www. sabermos até que momento é possível a retratação da representação. na ação penal pública. isto é. portanto. Assim. A ação penal. Observe você que tais dispositivos na realidade trazem uma proibição. com o intuído de. necessário que nos remetamos àquelas anotações (item 3. DA DENÚNCIA E DA QUEIXA-CRIME : O processo penal pode ser iniciado no fórum por iniciativa do Promotor de Justiça (ação penal pública) ou pela vítima (ação penal privada). e de QUEIXA-CRIME.CURSOS ON-LINE – DIR. agora. nos indicam a possibilidade de retratação ainda que não oferecida denúncia pelo Ministério Público. a DENUNCIA e a QUEIXA-CRIME são as peças inaugurais do processo penal. abrimos um parêntese para tratarmos de matéria processual penal. efetivar-se-á por meio do exercício do direito de ação.A representação será irretratável depois de oferecida a denúncia. que seguem transcritos abaixo. A primeira. Art.

cuja literalidade é a seguinte: Artigo 41 do CPP : “A denúncia ou a queixa conterá a exposição do fato criminoso. mas sim o seu oferecimento pelo Ministério Público. com todas as suas circunstâncias. quando necessário. Entretanto. caberá ao juiz analisar se é realmente o caso de processar alguém. não mais é possível a retratação da representação. apreciará os requisitos dos pedidos que lhe foram feitos. Portanto.pontodosconcursos.irretratável após o recebimento da denúncia. não podemos nos esquecer que eventual processo depende da existência de requisitos mínimos para que nasça validamente. Observe que a retratação (retirada da representação) pode ser efetivada até o oferecimento da denúncia.br 13 .CRIME.retratável até o trânsito em julgado da sentença condenatória. e. Muita atenção a este detalhe já que constantemente as organizadoras dos concursos buscam. 26. Admitindo o processo.irretratável após o oferecimento da denúncia. b. no direito processual penal. d. a representação do ofendido é: a.prova da materialidade delitiva. a classificação do crime e. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI O direito de ação (jus postulandi) é. Gabarito oficial: C. www.Nos crimes de ação penal pública condicionada.Irretratável. nas questões objetivas. determinando que se inicie o processo. ou a queixa-crime pelo ofendido ou seu representante legal (a vítima = particular). Nesse momento ele.indícios suficientes de autoria. Caso o Ministério Público já a tenha oferecido (protocolada ou distribuída).CURSOS ON-LINE – DIR. sempre deverão estar presentes: 1). o rol das testemunhas”. e 2). juiz. a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo. na ação penal pública. O momento preclusivo não é o recebimento da denúncia. c. 8 Analista do BACEN – 2005 – FCC. Os requisitos da denúncia e da queixa-crime estão elencados no artigo 41 do CPP. o juiz receberá a denúncia ou a queixa-crime. exercido por meio da DENUNCIA e da QUEIXA. confundir o candidato8. OFERECIDA (protocolada no fórum) a denúncia pelo Ministério Público.com.retratável desde que haja concordância do réu.

Das letras da lei. o ofendido representa. No silêncio. o faz de forma peculiar. Prazo: Os titulares terão. Assim. a ação penal será pública. Síntese conceitual: Representação: ato jurídico por meio do qual se dá ao titular do direito de ação a autorização para propor a ação penal que. privada. no entanto. A retratação pode ocorrer até o oferecimento da denúncia. pública. isto é.CURSOS ON-LINE – DIR. isto é. necessário que a retratação da retratação seja efetivada dentro do prazo decadencial. Neste último caso. pública ou privada. Forma: Não necessita de forma rígida. No silêncio do legislador.3 – DA AÇÃO PENAL PRIVADA. é condicionada. apesar de pública. salvo expressa disposição legal em sentido contrário. ocorre uma anomalia.pontodosconcursos. já que o titular do direito de ação. é que a lei penal que definirá qual será a ação penal. 5. o prazo de 06 meses a contar de quando souberam quem é o autor do crime. promoverá em nome próprio ação para a tutela de direito alheio. Em algumas oportunidades. De regra. “A ação penal é pública. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Poderá a retratação ser objeto de retratação. mais à adiante. extrai-se a regra e a exceção.br 14 . ou seja. O certo. O legislador quando fala em ação penal privada. É o que dispõe o artigo 100 do CP. o ofendido. Pública. basta que represente de forma inequívoca a vontade do ofendido ou de seu representante legal. e. retrata-se posteriormente (antes do oferecimento de denúncia). Retratação da representação: é a retirada representação (desiste de processar o autor do crime).2.com. noutras diz que tais crimes serão apurados mediante ação penal de iniciativa do ofendido. não é o titular do direito buscado. do direito de punir (pretensão punitiva). salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido”. pretendido. excepcionalmente. www. retrata-se da retratação. Quando a ação penal é privada. afirma que tais crimes serão apurados mediante queixacrime (peça acusatória inicial da ação penal privada). Natureza do prazo: O prazo é decadencial e seu decurso sem manifestação gera a perda do direito de ação. resolve novamente processar o réu.

onde.2. Ambos os titulares para a propositura da ação penal. 100 . Ao ofendido ou a quem tenha qualidade para representá-lo caberá intentar a ação privada. www. nos subscritores e na ação penal que darão causa. o direito de propor a ação penal privada é do ofendido ou se seu representante legal. Aqui.pontodosconcursos. cuja literalidade segue abaixo.com. A distinção está no nome. na ação penal privada. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Nosso estudo será dividido em duas partes.CURSOS ON-LINE – DIR. que veremos de forma detida. são titulares da ação penal privada o ofendido ou quem tenha qualidade para representá-lo. A titularidade também vem reconhecida no artigo 30 do CPP. será titular o seu representante legal. os seus titulares utilizar-se-ão da QUEIXA-CRIME. Ação pública e de iniciativa privada Art. Portanto. Primeiro falaremos da ação penal privada típica. Ação Penal Privada = ofendido = queixa-crime (peça inicial). salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Esta é a peça inicial acusatória da ação penal privada. Posteriormente. tudo se aplica à ação penal personalíssima. Enquanto na ação penal pública o Ministério Público se vale da DENÚNCIA. valer-se-ão da queixa-crime.A ação penal é pública. De acordo com a lei. § 1º.br 15 . Assim.1 – DOS TITULARES DA AÇÃO PENAL PRIVADA. Síntese conceitual: Ação Penal Pública = Ministério Público = denúncia (peça inicial). Tais peças estrutural e substancialmente são idênticas.A ação de iniciativa privada é promovida mediante queixa do ofendido ou de quem tenha qualidade para representá-lo. § 2º .3. quando incapaz. parágrafo 2º. salvo a possibilidade de sucessão. Art. do CP. É o que se extrai do artigo 100. 5. 30. vamos dispensar atenção à ação penal privada subsidiária da pública. titular do direito de ação é o ofendido e.

Atenção: Não se admite curatela especial nos crimes de ação penal privada personalíssima. As fundações. “ex officio” ou a pedido do Ministério Público ou do próprio ofendido. associações ou sociedades legalmente constituídas poderão exercer a ação penal. É o que dispõe os artigos 100. Segundo Fernando Capez (curso de Direito Penal – Parte Geral – Editora Saraiva). para promover a respectiva ação penal.pontodosconcursos. o crime de adultério (artigo 240. nomeado pelo juiz. quando os interesses deste colidirem com os interesses de seu representante legal (ex: crime praticado pelo representante legal contra o seu pupilo). pelos seus diretores ou sócios-gerentes. restou somente o crime de Induzimento a erro essencial e ocultação de impedimento (artigo 236 do CP) como crime de ação penal personalíssima. o juiz nomeará curador especial ao ofendido. no silêncio destes. Curador especial: O artigo 33 do CPP prevê que o direito de queixa poderá ser exercido por curador especial. parágrafo 2º do CP). há hoje apenas um crime que é de ação penal personalíssima. deverá ela. não se admite a sucessão. Falecendo o titular do direito de ação. Haverá a curatela especial também no caso do incapaz não possuir representante legal (vide artigo 33 do CPP). ser representada por quem determina os estatutos ou contratos sociais.br 9 . parágrafo 4º do CP e 31 do CPP.com. pelos seus diretores ou sócios-gerentes9. Nestes casos. o direito de oferecer queixa ou de prosseguir na ação já proposta passará ao cônjuge. 16 www. 37 do CPP. não será possível a sucessão. Atenção: Na ação penal privada personalíssima. no silencia. se incapaz o ofendido. Sucessores: No caso morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial. descendente ou irmão (CADI). uma vez que. É ilógico dar a ele representante legal titularidade de uma ação que pode ser movida contra ele ou contra aquele lhe é próximo. Assim.CURSOS ON-LINE – DIR. já que. devendo ser representadas por quem os respectivos contratos ou estatutos designarem ou. ou. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Quando o ofendido for pessoa jurídica. ascendente. o prazo decadencial só começará a Art. Atenção: Observe quando o representante legal ou alguém que lhe seja muito próximo tenha praticado crime contra o ofendido. seu congênere foi revogado.

A respeito do prazo o legislador se ocupa nos artigos 103 do CP e 38 do CPP. com isso.br 17 . Fluirá de quando é conhecida a autoria do ilícito. inclui-se 10 Contagem de prazo www. ou seu representante legal. ou. contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime. e 31 Início da contagem: O prazo será contado a partir do momento em que o ofendido ou. 103 . Caso. Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação.3. 38. do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia.pontodosconcursos. daí. 29. Ocorrerá. do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI fluir do momento em que cessa a incapacidade. o ofendido ou seu representante legal disporá de 06 meses para oferecer a queixa-crime. 5.CURSOS ON-LINE – DIR. Assim. tomou conhecido da autoria do crime. ou. no caso do art.Salvo disposição expressa em contrário. decairá no direito de queixa ou de representação. contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime. cuja literalidade segue. Não se admite em tais crimes a intervenção de representante legal. o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses. na contagem a regra insculpida no artigo 10 do CP10. Como o prazo atinge o direito de punir. no caso do § 3º do art. Parágrafo único. operar-se-á a decadência. Salvo disposição em contrário. parágrafo único. Art. a perda do direito de ação. no caso de incapacidade.com. nos casos dos arts. ou seja. tem ele natureza material (Penal) e. Salvo expressa disposição legal em sentido contrário. do CP). se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses. 100 deste Código. o prazo não flui do momento em que o crime ocorreu. o seu representante legal. Decadência do direito de queixa ou de representação Art. não o faça no prazo. dentro do mesmo prazo. aplica-se.2. o que motiva a extinção da punibilidade (artigo 107. 24. IV. o ofendido.2 – DO PRAZO DECADENCIAL.

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na contagem o dia do começo. (exemplo: tomou conhecimento da autoria no dia de hoje às 23:30 horas, o dia de hoje já é contado). Independência do direito: Se incapaz o ofendido, o direito de oferecer a queixa será de seu representante legal. Este disporá de 06 meses (salvo expressa disposição legal em sentido contrário) para propor a ação penal privada, caso ainda incapaz o ofendido, pois se a incapacidade deixar de existir antes de decorridos os 06 meses, a representação não mais existirá. O ofendido então contará agora com o prazo de 06 meses à sua disposição, desde o momento em que deixou de ser incapaz. 5.2.3.3 – DOS PRINCIPIOS DA AÇÃO PENAL PRIVADA. Aqui, dispensaremos atenção aos princípios (regras que dão norte) que regem a ação penal privada. Trataremos daqueles em que a doutrina é uniforme. Não é nosso objetivo aqui entrar em embate doutrinário sobre o tema. São três os princípios que norteiam a ação penal privada. São eles: oportunidade ou conveniência; disponibilidade e indivisibilidade. Falaremos de cada um deles. A oportunidade ou conveniência se manifesta ao dar o legislador ao ofendido liberdade de escolha. Caberá a ele, só a ele se capaz, ou a seu representante legal, o juízo de valor acerca da oportunidade e conveniência de se propor a ação penal privada. O ofendido poderá abrir mão do direito de ação por meio da decadência (decurso do prazo decadencial) ou da renúncia ao direito de queixa. Diferentemente do que ocorre na ação penal pública, onde ao Ministério Público não se dá qualquer liberdade. Presentes os requisitos, é seu dever propor a ação penal pública. Quando já proposta a ação penal privada, poderá o ofendido ou seu representante legal dela dispor, bastando, para tanto, que não exista sentença penal transitada em julgado. A disponibilidade se manifesta quando se dá ao ofendido a possibilidade de oferecer o perdão ao querelado ou quando por desleixo ocorre a perempção. As hipóteses de perempção estão arroladas no artigo 60 do CPP11. Sobre elas falaremos quando formos tratar da extinção da punibilidade. Art. 10 - O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. Contam-se os dias, os meses e os anos pelo calendário comum. Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerarse-á perempta a ação penal: 18 www.pontodosconcursos.com.br
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O ofendido deve propor a ação penal privada contra todos os autores e partícipes do crime, desde que, é óbvio, conheça-os. Caso não o faça, apesar de conhecêlo, operou-se a renúncia ao direito de queixa em relação aos não processados. Como a renúncia a todos se estende, não há motivo para ação penal. Ou processa todos ou processa nenhum12. Aqui, a indivisibilidade. Sobre a renúncia e o perdão falaremos quando formos tratar das causas de extinção da punibilidade. Por ora nos interessa somente trazer à baila os dispositivos do Código Penal que trata de ambos os institutos. Observem abaixo. Renúncia expressa ou tácita do direito de queixa Art. 104 - O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente. Parágrafo único - Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo; não a implica, todavia, o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. Perdão do ofendido Art. 105 - O perdão do ofendido, nos crimes em que somente se procede mediante queixa, obsta ao prosseguimento da ação. Art. 106 - O perdão, no processo ou fora dele, expresso ou tácito: I - se concedido a qualquer dos querelados, a todos aproveita; II - se concedido por um dos ofendidos, não prejudica o direito dos outros; III - se o querelado o recusa, não produz efeito. § 1º - Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação. § 2º - Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória.

I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 (trinta) dias seguidos; II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60 (sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o disposto no art. 36; III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais; IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar sucessor.
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5.3.4 – DA AÇÃO PENAL PRIVADA SUBSIDIÁRIA DA PÚBLICA. A ação penal pública subsidiária é um direito do cidadão, pois, atualmente, está ela arrolada dentre os “Direitos e deveres individuais e coletivos”, os quais integram os “Direitos e Garantias Fundamentais” do título II de nossa Carta Constitucional. A Constituição Federal em seu artigo 5º, inciso LIX, da CF13, assegura o direito de ação penal privada ao ofendido quando inerte o Ministério Público. A previsão constitucional da ação penal privada subsidiária da pública como um direito individual dentro do texto constitucional, traz a grande conseqüência de esse direito não poder ser suprimido nem mesmo por Emenda Constitucional, pois está arrolado dentre as denominadas cláusulas pétreas. No entanto, em que pese previsão constitucional, o legislador penal, como também o processual penal, não deixou de tratar de tal ação. Assim, tais diplomas também dispensam atenção ao tema que é de grande relevância e que em concursos públicos vem sendo explorado constantemente. De acordo com o artigo 100, parágrafo 3º do CP será possível a ação penal privada nos crimes de ação penal pública, desde que o Ministério Público não ofereça denúncia no prazo legal. Observe a redação do dispositivo abaixo. Artigo 100 do CP § 3º - A ação de iniciativa privada pode intentar-se nos crimes de ação pública, se o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal. Não podemos nos esquecer que o crime é de ação penal pública. No entanto, o Ministério Público, após ter à sua disposição as provas (inquérito policial ou peças informativas) não propôs a ação penal respectiva. Manteve-se inerte, não agindo no prazo estipulado pela lei.

Artigo 5º, inciso LIX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal;
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Ao membro do Ministério Público é imposto o dever de atuar quando presentes os requisitos para a propositura da ação penal. No entanto, não terá ele a vida inteira para fazê-lo. A lei estipula prazo para sua atuação. Quando não age no prazo legal, a lei, para assegurar o direito do ofendido (vitima do crime), outorga a este o direito de propor, em substituição à ação penal pública, ação penal privada subsidiária da pública. Então, com a inércia do Ministério Público, surge a possibilidade de ação penal privada, quando de ação penal pública o crime. Tais dispositivos legais instituem, então, titularidade excepcional concorrente do ofendido ou de seu representante legal. Prazo decadencial: Caso o ofendido ou seu representante legal não promova a ação penal privada subsidiária da pública no prazo de 06 meses, decairá do direito de fazê-lo. Perderá, assim, o direito de promovê-la. Aqui, o prazo começa fluir do dia em que o Ministério Público deixou escoar o prazo que a lei lhe impunha para a propositura da ação. Não se aplica a regra segundo a qual o prazo começa a contar da data do conhecimento da autoria do crime. Observe que com a inércia do ofendido em propor a ação penal privada subsidiária da pública, mesmo que ainda disponha de tempo para fazê-lo, poderá o Ministério Público propor a ação penal pública, sanando, assim, sua incúria. Então, durante o prazo de 06 meses poderão propor a ação penal tanto o ofendido como o Ministério Público. Há, aqui, titulares concorrentes. Caso ofendido não haja no prazo decadencial, perderá o direito de fazê-lo, o que não exclui a possibilidade de o Ministério Público propor ação penal pública. Portanto, no caso da ação penal privada subsidiária da pública, o decurso do prazo decadencial só acarreta a perda do direito de ação por parte do ofendido. Não há que se falar em extinção da punibilidade, já que o Ministério Público ainda poderá manejar a ação penal pública. 5.3.5 – DA AÇÃO PENAL NOS CRIMES COMPLEXOS. Antes de falarmos da ação penal, devemos estabelecer o que se considera crime complexo.

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PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI Para a doutrina crime complexo é aquele que tem como elementares ou circunstâncias do tipo penal fatos que por si só constituam ilícitos. dirá quando privada. isto é. cabe ação pública em relação àquele. em relação a qualquer destes.pontodosconcursos. Aqui. 101 . por si só. No entanto.com. A ação penal no crime complexo Art. crime de ameaça ou de constrangimento ilegal e furto. na realidade uma fusão de crimes em um só crime. a ação será pública. cuja literalidade segue. o legislador veio a afirmar que no crime complexo a ação penal será pública. desde que.Quando a lei considera como elemento ou circunstâncias do tipo legal fatos que. constituem crimes. o legislador foi prolixo. Tais elementos. Há. inócua a regra. www. Se silenciosa a lei. Observe você que o legislador quando silencia. caso pública a ação penal que viesse a tratar isoladamente dos crimes que o integram. Trata-se de crime complexo.br 22 . desde que em relação a qualquer dos crimes integrantes a ação seja pública. pois a lei traz a ameaça à pessoa e a subtração de coisa alheia móvel como seus elementos. determina que a ação seja pública. por si mesmos. Expressamente. redundante. privada. É o que se depreende do artigo 101 do CP. Em síntese: Nos crimes complexos a ação penal será pública. Observe o caso do roubo (artigo 157). Basta a tais crimes complexos se aplicar tal sistemática. se deva proceder por iniciativa do Ministério Público. constituem crimes.CURSOS ON-LINE – DIR. Caso contrário. De acordo com a sistemática adotada.

com.br 23 . PENAL – CURSO BÁSICO PROFESSOR JÚLIO MARQUETI www.pontodosconcursos.CURSOS ON-LINE – DIR.

elas estão arroladas no artigo 107 do CP. o legislador. ocorrendo qualquer evento que a lei considere causa extintiva da punibilidade. prevê causas extintivas da punibilidade na parte especial do CP.com. a punibilidade deixa de existir. Mas.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 6. o agente não mais estará sujeito ao direito de punir do Estado. em alguns momentos. ao infrator da norma penal. voluntária e antes da sentença penal irrecorrível leva à extinção da punibilidade (artigo 312. www. Dá-se. No entanto. ocasião em que o agente não mais estará sujeito a ele. que punibilidade existira. a extinção da punibilidade. Atenção: Aqui é importante ressaltar que o agente praticou um crime. do CP).DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. o Estado abre mão de seu direito de punir. afirmamos que o direito de punir é a pretensão que tem o Estado de. É o que ocorre com o peculato culposo. Agora vamos iniciar o trabalho direcionado às causas extintivas da punibilidade.1 – DAS CAUSAS EXTINTIVA DA PUNIBILIDADE. punibilidade é a conseqüência jurídica que decorre da prática de um ilícito. é sua conseqüência jurídica.br 1 . De regra. Em determinadas situações. Então.pontodosconcursos. É o que ocorre quando estivermos diante de causas extintivas da punibilidade. Linhas atrás. Não é elemento constitutivo do conceito analítico de crime. As causas extintivas da punibilidade pressupõem. parágrafo 3º. Assim. apesar de praticada a infração penal. Portanto. aplicar pena ou medida de segurança. antes de tratarmos das causas extintivas da punibilidade é necessário que conceituemos punibilidade. então. Entretanto. A punibilidade decorre da prática de um ilícito penal. onde a reparação do dano ou a restituição da coisa. oportunidade em que o agente fica sujeito ao direito de punir do Estado. quando falamos do direito de punir. 6. portanto.

1. Com a morte. nos crimes de ação privada. pois. tendo em conta a dificuldade do tema.pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso. nos casos previstos em lei.1 – A MORTE DO AGENTE.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Cuidaremos. extingue-se a punibilidade. decadência ou perempção.pela retratação do agente.pontodosconcursos. nos casos em que a lei a admite. Cuidaremos.pelo perdão judicial.br 2 . IV . de cada uma das hipóteses de extinção da punibilidade. será tratada em item isolado. No entanto. Tal conseqüência decorre do princípio da intranscendência. não exaure todas as possibilidades de extinção da punibilidade.pela morte do agente. há que se falar de sua prova (demonstração) e de sua conseqüência quando a pena aplicada foi somente multa. cuja literalidade segue abaixo. 107 . do princípio segundo o qual a resposta jurídico-penal (pena ou medida de segurança) não ultrapassará a pessoa do acusado. VI . 6. graça ou indulto. sobre a morte. www. A morte do agente é causa da extinção da punibilidade. entretanto. não há como aplicar ao infrator a resposta jurídico-penal. III .com. de agora em diante.pela prescrição. II . O rol não é exaustivo. das causas extintivas da punibilidade arroladas no artigo 107 do CP.pela anistia. Assim. IX .pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito.Extingue-se a punibilidade: I . V . então. isto é. Extinção da punibilidade Art. A prescrição. mas tão só exemplificativo.

12.82). o juiz somente à vista da certidão de óbito. HC 60095/RJ (DJU de 17.HC 84525/MG. Questão interessante.br 3 . para a doutrina majoritária.11.81).DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Prova da morte: De acordo com o Código de Processo Penal1. Pena de multa e morte do acusado: De acordo com o disposto no artigo 51 do CP. Assim.78). caso contrário. rel. No caso de morte do acusado. Caso inexista certidão de óbito não será declarada a extinção da punibilidade. detentor do direito de punir. Há decisões que permitem a retomada da ação penal. 16.pontodosconcursos. a extinção da punibilidade somente será reconhecida se o óbito for demonstrado por meio de certidão. à vista de certidão de óbito falsa. sofrerá a conseqüência que é a perda do direito de punir. (HC-84525) www. que seja retomada a ação penal em prejuízo do réu. O STF2.6.2004. Precedentes citados: HC 55091/SP (DJU de 29.com. pois. HC 58794/RJ (DJU de 5. por inexistência de coisa julgada em sentido estrito. o paciente estaria se beneficiando de conduta ilícita. 2 Decisão do STF – 2ª turma. Caso julgada extinta a punibilidade pela morte atestada por certidão de óbito falsa. o Estado. se extinta a punibilidade por morte atestada por certidão falsa. decidiu reiteradamente que é possível a retomada da ação penal. Já a jurisprudência se mostra recalcitrante. transitada em julgado a sentença condenatória. uma vez que. sendo meramente declaratória a decisão que a reconhece. a multa 1 Artigo 62. a ação penal poderá ser retomada ao se descobrir a falsidade. apesar de já transitada em julgado a decisão? Resposta: A doutrina pátria em sua maioria entende que não é possível a retomada da ação penal. em face do entendimento de ser possível a revogação da decisão extintiva de punibilidade. Nesse ponto. transitada em julgado a decisão.9. declarará extinta a punibilidade. já que morte não houve. ou seja. e depois de ouvido o Ministério Público. asseverou-se que a extinção da punibilidade pela morte do agente ocorre independente da declaração. A primeira (Questão sobre a extinção da punibilidade por morte com certidão falsa). a qual não subsiste se o seu pressuposto é falso. não é admitida a reforma em prejuízo do réu (revisão pro societa). Min. Outras também há que não admitem a reforma in pejus. todavia. Carlos Velloso.

Trata-se de atribuição do Congresso Nacional. com a sanção do Presidente da República. como qualquer outra dívida junto ao poder público. A GRAÇA OU O INDULTO. Assim. www. 4 Art. Mas. Conceituaremos cada uma das causas. 6. Cabe ao Congresso Nacional. a graça e o indulto. não é possível cobrá-la de seus sucessores. concedendo a anistia.com. Assim. o Estado abre mão de punir determinados fatos. o que significa que poderá a multa ser cobrada por meio de processo de execução fiscal. aplicando-se o princípio da intranscendência. abre mão do direito de punir. São causas extintivas da punibilidade a anistia. conforme preceitua o artigo 48. atinge crimes políticos.br 4 . aplicando-se-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. especialmente sobre: VIII . apesar da atual redação do artigo 51 do CP3.concessão de anistia. da CF4. O problema na realidade é cobrá-la dos sucessores (herdeiros) do acusado que já falecera. Como a multa é eminentemente penal.2 – A ANISTIA. O Estado. a multa será considerada dívida de valor. 51 e 52. a morte leva à extinção punibilidade até mesmo quando aplicada pena de multa. inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição. O problema não está no fato de se inscrever ou não na dívida ativa. inclusive no que concerne às causas interruptivas e suspensivas da prescrição.1. não exigida esta para o especificado nos arts. VIII. Não nos esqueçamos que a anistia atinge fatos e não pessoas. 51 . A anistia será concedida por meio de lei. aplicando-se-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. por meio de lei. pode ser aplicada a fatos que constituem crimes comuns.pontodosconcursos. De regra. 48.Transitada em julgado a sentença condenatória. na realidade.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI será considerada dívida de valor. 3 Art. dispor sobre todas as matérias de competência da União. 49. Anistia é a declaração do Estado de que não mais se interessa em punir determinados fatos.

caberá ao juiz analisar se realmente o decreto é aplicável a tais pretendentes.com. como a anistia. que a concederá por meio de lei. dos órgãos instituídos em lei. já que o indulto por decreto presidencial. por sua vez. Já o indulto. Não podemos esquecer que o DECRETO presidencial não produz efeito por si só. por meio de DECRETO (ato administrativo). Leva em conta a pessoa ou grupo de pessoas. a uma pessoa ou um grupo de pessoas. www. Para que ocorra. Ambos. é dirigido a várias pessoas que preencham os requisitos estabelecidos no decreto presidencial. havendo lei concessiva.conceder indulto e comutar penas. leva em conta requisitos pessoais dos condenados. o indulto ou a graça não leva. observe a alternativa D da questão que segue abaixo. são de competência do Presidente da República. e consideração fatos. 84. em havendo o decreto concessivo do indulto ou da graça. normalmente. se necessário. Considerando que o decreto concessivo deve ser aplicado ao caso concreto. O que distingue o indulto da graça é que esta. também conhecida como indulto individual. todavia. caberá ao juiz declarar a extinção da punibilidade diante da anistia. o juiz declarará a extinção da punibilidade. com audiência. Note que a referida alternativa está errada. 5 Art. caberá ao juiz analisar se o decreto deve ser aplicado ao caso concreto. Como. A anistia. Assim. é de competência do Congresso Nacional.br 5 . Indulto e a graça (ou indulto individual) é a clemência que é concedida pelo Presidente da República.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto.pontodosconcursos. Compete privativamente ao Presidente da República: XII . também conhecido como indulto coletivo. que os concederá por meio de DECRETO5. é dirigida a uma pessoa determinada. Atenção: sobre o tema.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Observe a questão que segue. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins.com. uma vez que afirma o indulto ser concedido por Lei.a chamada prescrição retroativa. podendo evitá-los. a graça ou a anistia.pontodosconcursos.a renúncia ao direito de queixa só pode ocorrer antes de iniciada a ação penal privada. Tal alternativa esta incorreta. BACEN – ANALISTA – 2005 (FCC). www. d. ele somente permite que lei ordinária o faça. XLIII . em referidos crimes. inciso XLIII. trazer à colação o disposto no artigo 5º.No que concerne às causas de extinção da punibilidade. da CF. Daí porque houve na edição da Lei 8072/90 (Lei de Crimes Hediondos) a proibição de tais causas extintivas. e. da Constituição Federal. De acordo com o artigo 5º.br 6 . c. o terrorismo e os definidos como crimes hediondos. lei infraconstitucional considerará insuscetíveis de graça ou anistia os crimes nele mencionados. os executores e os que. constitui modalidade de prescrição da pretensão executória. Devemos. em razão do decurso do prazo para seu exercício.o indulto deve ser concedido por lei. se omitirem. inciso XLIII. Note que o dispositivo não proíbe a concessão da anistia e da graça.a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura. é correto afirmar que : a. Gabarito oficial: A.cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada. 27. Tal dispositivo constitucional permite que o legislador ordinário não admita como causas extintivas da punibilidade. b.a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer queixa. agora. principalmente em sua alternativa “D”. por eles respondendo os mandantes.

mas não se pode proibir o indulto. pois limita o exercício do direito de punir do Estado. Quando se fala em graça. a omissão não leva à conclusão de que se pode proibir a anistia e a graça.1.br 7 . houve um equívoco em sua redação. Competência do Congresso Nacional. de forma singela. Anistia Por meio de LEI. No âmbito penal. mandantes e partícipes. Aqui. o princípio da legalidade é de enorme valia. quando da edição da Lei dos Crimes hediondos. do princípio da legalidade. No entanto. graça ou indulto a seus autores. 6. na realidade. proibiu a concessão da anistia. Individual (Graça) Indulto Coletivo (indulto) Pessoas não fatos. DECRETO do Presidente da República.3 – A RETROATIVIDADE DE LEI QUE NÃO MAIS CONSIDERA O FATO CRIMINOSO. Na realidade. que pode ser individual (graça) ou coletivo.com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI No referido dispositivo constitucional há a omissão do indulto. devemos abrir um parêntese para tratarmos.pontodosconcursos. falou-se em indulto. www. Quadro sinótico: Fatos e não pessoas. Tanto assim é que o legislador ordinário.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Notaremos, a seguir que a causa extintiva da punibilidade da qual nos ocupamos agora nada mais é que uma hipótese de aplicação retroativa da lei benigna.

Do princípio da legalidade. Tal princípio está inserto tanto na Constituição Federal, como também no Código Penal. Na Constituição Federal está previsto em seu artigo 5º, inciso XXXIX, e no Código Penal, no artigo 1º6. Segundo o princípio da legalidade, a definição de crime só por meio de LEI ANTERIOR AO FATO. O que deve ser respeitado também ao se estabelecer (cominar) a pena aplicável a tal fato criminoso. Assim, o principio da legalidade se dirige à definição do crime como também à respectiva pena. Observamos, então, que o princípio da legalidade traz em si a necessidade de lei (reserva legal) e anterioridade ao fato (anterioridade). Aqui, diz-se que o principio da legalidade é integrado por dois princípios menores, mas não menos importantes: RESERVA LEGAL e ANTERIORIDADE. A expressão LEI deve, no entanto, ser interpretada da forma mais estrita possível. Aqui, lei é aquela de competência do Congresso Nacional, excepcionalmente, com origem no legislativo Estadual e editada com respeito ao processo legislativo respectivo.

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Código Penal. Art. 1º - Não há crime sem lei anterior que o defina. Não há pena sem prévia cominação legal. Constituição Federal (artigo 5º). XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal; www.pontodosconcursos.com.br 8

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto, lei em sentido estrito ou genuíno. Quando se reserva à lei matéria de Direito Penal, diz-se que estamos diante do princípio da RESERVA LEGAL. A lei penal, contudo, deve anteceder ao fato, pois o fato só pode ser considerado crime se há lei ANTERIOR que o defina como tal. Se não há lei anterior, não há como saber criminosa a conduta. Aqui, o principio da ANTERIORIDADE. Princípio da legalidade = reserva legal + anterioridade Alguns autores consideram reserva legal como legalidade. Assim, para eles há o princípio da legalidade (lei) e o da anterioridade. Ambos previstos tanto na constituição federal como no Código Penal. RETROATIVIDADE BENIGNA. A lei penal não tem efeito retroativo. Tal impossibilidade decorre do princípio da anterioridade. Se, para termos um crime e a respectiva pena é necessário que a lei anteceda ao fato, concluímos, então, que lei posterior ao fato não será a ele aplicado, uma vez que haveria afronta ao princípio da anterioridade. No entanto, a Constituição Federal vem flexibilizar essa regra em benefício do agente. De acordo com a Carta Política, a lei penal terá efeito retroativo - aplicando-se a fatos que lhe são anteriores (pretéritos), quando eventualmente beneficiar o réu. É o que estatui o artigo 5º, inciso XL, da CF: “a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu”. O benefício da lei nova pode ser grandioso, ou seja, poderá ela não considerar mais criminoso fato que sob o império da lei anterior o era. Neste caso, há a conhecida “abolitio criminis”, ou abolição do crime. É o que ocorreu logo que entrou em vigência a lei 11.106/05. Os crimes de Sedução (artigo 217 do CP), www.pontodosconcursos.com.br 9

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Rapto violento ou mediante fraude (artigo 219 do CP), Rapto consensual (artigo 220 do CP) adultério (artigo 240 do CP), dentre outros, passaram a não ser mais considerados como crimes. Portanto, trata-se de uma lei nova benéfica ao agente. Em outras oportunidades, o benefício pode não grandioso, mas, mesmo assim, a lei nova deve ser retroativamente. Ocorre, por exemplo, quando a prevê ao crime pena mais branda que aquela anteriormente. ser tão aplicada lei nova prevista

Aqui, não há a “abolitio criminis”. Mas a lei nova é benéfica e, com isso, deve ser aplicada retroativamente. No nosso estudo, como causa extintiva da punibilidade, trataremos daquele benefício grandioso, isto é, da “abolitio criminis”.

Depois de observados os aspectos interessantes do princípio da legalidade, agora devemos nos ocupar da causa de extinção da punibilidade que nos interessa. De acordo com o artigo 107, inciso III, a retroatividade da lei que não considera o fato mais delituoso é causa extintiva da punibilidade. Portanto, o legislador arrolou como causa extintiva da punibilidade a retroatividade da “abolitio criminis” que está prevista no artigo 2º do CP, cuja literalidade segue.

“Abolitio criminis” Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais da sentença condenatória. A aplicação retroativa de lei nova que deixa de considerar crime fato anteriormente previsto como ilícito é causa extintiva da punibilidade. Assim, a “abolitio criminis” é causa extintiva da punibilidade. www.pontodosconcursos.com.br 10

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI

6.1.4 – A DECADENCIA. A decadência está prevista como causa extintiva da punibilidade no artigo 107, inciso IV, 2ª figura, do CP. Dela, decadência, já nos ocupamos quando tratamos da ação penal pública condicionada e da ação penal privada (itens 5.2.2.4 e 5.2.3.2). Para não sermos prolixos, abaixo somente nos remetermos ao conceito e aos dispositivos que da decadência trata o legislador. Para um estudo eficiente, necessário que dispensemos atenção aos itens mencionados acima, onde, nas ações penais, se trata da decadência. Conceito: É a perda do direito de representar, na ação penal pública condicionada, e de queixa, na ação penal privada, tendo em conta o decurso do prazo previsto em lei. Tal prazo é decadencial. Com a decadência o Estado não tem possibilidade de exercer seu direito de punir. Assim, extinta a punibilidade. Dispositivos legais: Decadência do direito de queixa ou de representação Art. 103 - Salvo disposição expressa em contrário, o ofendido decai do direito de queixa ou de representação se não o exerce dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que veio a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do § 3º do art. 100 deste Código, do dia em que se esgota o prazo para oferecimento da denúncia. Art. 38 CPP. Salvo disposição em contrário, o ofendido, ou seu representante legal, decairá no direito de queixa ou de representação, se não o exercer dentro do prazo de 6 (seis) meses, contado do dia em que vier a saber quem é o autor do crime, ou, no caso do art. 29, do dia em que se esgotar o prazo para o oferecimento da denúncia. www.pontodosconcursos.com.br 11

As hipóteses de perempção estão arroladas no artigo 60 do CPP. as hipóteses que a lei processual considera como fatos que caracterizam a perempção. Caso o particular (ofendido) perca o direito de oferecer a queixa pelo decurso do prazo decadencial. nos casos dos arts. o abandono gera a perempção que é causa extintiva da punibilidade. Ressalva se deve fazer à decadência do direito de queixa na ação penal privada subsidiária da pública. ou sobrevindo sua incapacidade. o direito de punir persiste (vide item 5. 24. ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. 36. dentro do mesmo prazo. em que pese em um primeiro momento inerte. Observe abaixo. Como a ação penal é privada. poderá ainda propor a respectiva ação penal pública. Nos casos em que somente se procede mediante queixa. 6. Em tais hipóteses. Aqui. www.4). Verificar-se-á a decadência do direito de queixa ou representação. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 (trinta) dias seguidos. portanto. uma causa extintiva da punibilidade que só é possível nos crimes de ação penal privada. III . a qualquer ato do processo a que deva estar presente. IV . ressalvado o disposto no art. parágrafo único. qualquer das pessoas a quem couber fazêlo.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Parágrafo único.3. esta se extinguir sem deixar sucessor.5 – A PEREMPÇÃO. iniciada esta.br 12 . sendo o querelante pessoa jurídica. e 31. Art. não comparecer em juízo. disponível. II . falecendo o querelante.quando. dentro do prazo de 60 (sessenta) dias.quando o querelante deixar de comparecer. Portanto.quando. sem motivo justificado.pontodosconcursos. não há que se falar em extinção da punibilidade. pois o Ministério Público.com. considerar-se-á perempta a ação penal: I . 60.1.quando. o querelante (o ofendido do crime que é autor da ação penal privada) abandona a ação penal. para prosseguir no processo.

ou sobrevindo sua incapacidade. É caso de manifesta desídia.3.com. ocorrerá a prempção). (Exemplo: Quando o querelante é intimado a constituir novo advogado.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Comentaremos. 36.1). Na ação penal privada típica. 2. ao cônjuge.pontodosconcursos. dentro do prazo de 60 (sessenta) dias. Ação penal privada personalíssima: Quando falamos da ação penal personalíssima (item 5. ressalvado o disposto no art. Caso não tome as medidas necessárias ao andamento do processo por 30 dias seguidos. Todavia. desleixo. o direito à ação penal (direito de prosseguir na ação) se transmite a seus sucessores. cada perempção previstas na lei processual penal.br 13 . para prosseguir no processo. excluída a personalíssima. caberá ao autor (aquele que a promoveu). quando: 1. obedecendo a ordem enumerada. Caso compareça mais de uma das pessoas. opera-se a perempção. o querelante deixar de promover o andamento do processo durante 30 (trinta) dias seguidos. que na ação penal privada tem o nome de querelante.2. promovendo os atos processuais necessários ao prosseguimento do feito. provocar o andamento do processo. isto é. qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo. aos parentes mais próximos. em seguida. de forma singela. dar-se-á preferência ao cônjuge e. já que seu patrono anterior renunciara ao mandato. a contar do falecimento ou da ocorrência da incapacidade. o direito de promovê-la ou de nela prosseguir não se www. Se não o faz no prazo de 30 dias consecutivos. uma das hipóteses de Aqui. Não se aplica o disposto no artigo 60 do CPP à ação penal pública e nem mesmo à ação penal privada subsidiária da pública. sob pena de não o fazendo operar-se a perempção. não podemos nos esquecer que a ação penal é privada. tais pessoas deverão se habilitar no processo no prazo de 60 dias. isto é. não comparecer em juízo.iniciada esta. Iniciada a ação penal. ocorrendo o falecimento ou sobrevindo incapacidade do querelante (autor da ação penal privada).falecendo o querelante. aos ascendentes. aos descendentes e ao irmão (CADI). abandono do processo por parte de seu autor. Considera-se perempta a ação penal privada. observamos que nela não se admite a sucessão.

no caso. Poderá propor ação penal privada por crime contra a honra (injuria e difamação). sem motivo justificado. ocorrerá a perempção. deixa de. sobrevindo falecimento do autor (ofendido=querelante). testemunhas de acusação e de defesa). de pleitear a condenação do acusado (querelado). realizadas todas as provas necessárias. o processo seguirá desde que tenha ela deixado sucessor. foi extinta.com. Caso não o tenha feito. A última das hipóteses de perempção trata de ação penal privada movida por pessoa jurídica. o autor deixa de comparecer. o qual. no entanto. tem sua honra maculada por alguém. inciso II. sem motivo justificado. O segundo dos eventos. pois a pessoa jurídica pode ser autora (querelante) em processo penal. Ocorre. Ocorrerá a extinção da punibilidade tendo em conta o desaparecimento do titular do direito de ação. www.br 14 . deixa de comparecer sem motivo justificado. quando o juiz necessita ouvir o querelante e ele. Observe quando ela. No primeiro. O certo. Não se assuste. Sobrevindo incapacidade. pessoa jurídica. ocorre quando o querelante (autor). não pode se dar a extinção da punibilidade. ou em sentido oposto. pois não se admite a sucessão. Opera-se. Questão interessante surge quando se fala da incapacidade. quando da propositura da ação. Pensemos que o tenha feito e. ou deixar de formular o pedido de condenação nas alegações finais. aqui. Ocorrerá. por exemplo. intimado. contra o ofensor.sendo o querelante pessoa jurídica. a qualquer ato processual do qual deva necessariamente estar presente. manifestou o desejo ao processo. pleiteia a sua absolvição.pontodosconcursos. a perempção. 3. é que não se aplica o disposto no artigo 60. já que a sucessão não é possível e nem mesmo ocorreu o desaparecimento do autor. 4. esta se extinguir sem deixar sucessor. caso não constitua ilícito mais grave. nos termos dois eventos que nos interessam. depois de ouvidas todas as pessoas (acusado. Aqui. não ocorrerá a perempção.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI transmite.querelante deixar de comparecer. Assim. a qualquer ato do processo a que deva estar presente. Necessário que se dê oportunidade para que o representante legal prossiga no feito. do CPP à ação penal privada personalíssima. Com a sua extinção (término da pessoa jurídica). em ato processual denominado ALEGAÇÕES FINAIS (momento de apresentar sua tese). a perempção. durante o processo.

A renúncia ao direito de queixa é ato unilateral por meio do qual o ofendido ou seu representante legal abre mão do direito de queixa. Parágrafo único .pontodosconcursos. Como é o ato pelo qual se abdica de um direito.O direito de queixa não pode ser exercido quando renunciado expressa ou tacitamente.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 6. Quando falamos da ação penal privada. a renúncia só é possível quando ofendido ou seu representante legal ainda têm à sua disposição o direito de queixa. dissemos que a renúncia ao direito de ação seria objeto de estudo quando viéssemos a tratar da extinção da punibilidade. trazer à colação o dispositivo legal que prevê a renúncia. uma vez que não depende de aceitação por parte do beneficiário. Pois bem. abdica do direito de processar o autor da infração penal. antes de tudo. não a implica. 104 . necessário que não tenha ocorrido decadência. Assim. Para tanto. No artigo 107.Importa renúncia tácita ao direito de queixa a prática de ato incompatível com a vontade de exercê-lo. ou melhor.1. primeira parte. A renúncia oferecida em favor de um dos autores da infração a todos aproveita independentemente de aceitação. www.com. inciso V. Portanto.br 15 . só é possível praticá-lo quando ainda à disposição tal direito. abaixo segue a literalidade do artigo 104 do CP. a renúncia tem efeito extensivo a todos os infratores. há a previsão legal da renúncia ao direito de queixa como uma causa extintiva da punibilidade. todavia.6 – A RENÚNCIA DO DIREITO DE QUEIXA. o fato de receber o ofendido a indenização do dano causado pelo crime. Com isso. isto é. No entanto. do autor da infração penal. Diz-se unilateral. devemos. aqui estamos. Renúncia expressa ou tácita do direito de queixa Art.

o direito já foi exercido com sucesso. Caso. d. Se o ofendido (vítima) é incapaz. admitida. recepcionada pelo Poder Judiciário. em razão do decurso do prazo para seu exercício. No primeiro caso. Após o seu recebimento não se fala mais em renúncia ao direito de queixa. b. inclusive. Não estará disponível do direito de queixa em duas oportunidades: 1quando da decadência e 2-quando já recebida a queixa pelo Poder Judiciário. Será expressa quando o ofendido ou seu representante legal. não há como renunciar àquilo que não se tem. é correto afirmar que: a. a qual. até o recebimento da queixa pelo Poder Judiciário.o indulto deve ser concedido por lei. não é unilateral. por escrito ou oralmente. quando já não se tem o direito de queixa à disposição. a renúncia ao direito de queixa só pode ser concedida por seu representante legal. abdica do direito de queixa. todavia. A renúncia pode ser expressa ou tácita.a renúncia ao direito de queixa só pode ocorrer antes de iniciada a ação penal privada. só se pode renunciar se não houve decadência e. ou seja. de acordo com o que dispõe o parágrafo único do artigo 104 do CP. já foi oferecida a queixa-crime. c. só pode ser praticado por quem tem capacidade civil.a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer queixa. não pode mais ser exercido. Por ser a renúncia um ato jurídico. Tácita. por sua vez. nesse caso. foi recebida. Portanto. mas sim em perdão.No que concerne às causas de extinção da punibilidade. No segundo. 7 BACEN – ANALISTA 2005 – FCC. 27. constitui modalidade de prescrição da pretensão executória. pois depende de ser aceito7. Este.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI O direito de renunciar preclui. e. Assim. isto é.br 16 .a chamada prescrição retroativa. depende de agente capaz. ou seja.pontodosconcursos. será quando há a prática de ato incompatível com a vontade de exercer o direito de queixa. só por ele. capaz. perdeu-se o direito.com. www. de forma expressa. Gabarito oficial: A.cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.

Atenção: O legislador fez questão de ressaltar que o fato de o ofendido receber a indenização em razão do dano causado pelo crime não implica renúncia ao direito de queixa. desde que não seja subsidiária da pública. venha a promover a ação penal privada. expresso ou tácito: I . última parte. desde que aceito. não depende de ser aceito. após ter renunciado ao direito de queixa. O perdão.7 – O PERDÃO ACEITO. caberá ao autor da infração (querelado) provar nos autos que houve a renúncia. Caso o ofendido.pontodosconcursos. Assim. Está ele praticando ato absolutamente incompatível com a vontade de processá-lo. pelo recebimento. O perdão está previsto nos artigos 105 e 106 do Código Penal. no processo ou fora dele. Demonstrada a renúncia. Art. recebida a indenização. os quais seguem abaixo.br 17 . 106 . Só é possível nos crimes de ação penal privada. houve a prática de ato de renúncia ao direito de queixa (vide parágrafo único.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Observe quando o ofendido convida o autor da infração para ser seu padrinho de casamento ou coisa do gênero. A renúncia tácita será demonstrada por todos os meios de prova admitidos em direito. Por ser unilateral. 105 .1. obsta ao prosseguimento da ação. a todos aproveita. do artigo 104 do CP). está previsto no artigo 107.com. Há também previsão no Código de Processo Penal.O perdão do ofendido. não poderá haver o exercício do direito de queixa se houve a renúncia expressa ou tácita. inciso V. 6.O perdão. www. do CP como causa extintiva a punibilidade. Produzirá efeito imediatamente. nos interessam os dispositivos penais. nos crimes em que somente se procede mediante queixa. Perdão do ofendido Art. No entanto. não se pode concluir que. caberá ao juiz declarar extinta a punibilidade. Assim.se concedido a qualquer dos querelados.

parágrafo 2º. Caso capaz. O perdão não poderá ser oferecido quando já transitada em julgado a sentença penal condenatória. Assim. o perdão. só por ele ofendido poderá ser oferecido. III . A oferta do perdão para gerar a extinção da punibilidade depende de ser aceito pelos querelados (autores da infração penal que estão sendo processados). DA ACEITAÇÃO DO PERDÃO. uma vez que não há mais ação penal (artigo 106. Como é o ato jurídico pelo qual se abdica de prosseguir no processo. não produz efeito. Pressupõe que a queixa crime já tenha sido recebida pelo Poder Judiciário e que ainda não tenha sentença penal condenatória transitada em julgado. só é possível praticá-lo (ou oferecido) por quem tem capacidade civil. § 1º . Não havendo. O PERDÃO é ato por meio do qual o ofendido ou seu representante legal abre mão da ação penal privada já proposta.Não é admissível o perdão depois que passa em julgado a sentença condenatória. devemos estabelecer a distinção entre o perdão oferecido e o perdão capaz de levar à extinção da punibilidade. Da necessidade de aceitação para produzir efeito. Agora. Temos então dois extremos que devem ser respeitados. www. o perdão poderá ser oferecido por seu representante legal.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI II .br 18 . não prejudica o direito dos outros.com. se incapaz o ofendido. § 2º . decorre sua bilateralidade.Perdão tácito é o que resulta da prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir na ação.se concedido por um dos ofendidos. não há como abrir mão de seu prosseguimento. é bilateral. Antes. do CP).pontodosconcursos. Portanto. haverá renúncia e não perdão. Só há possibilidade de perdão quando já recebida a queixa-crime pelo Poder Judiciário. diferentemente da renúncia.se o querelado o recusa.

No exemplo anterior. do CP). ao que parece. de forma expressa. a oferta do perdão por um não prejudicará o direito dos demais. Quando a ação penal privada é movida por vários ofendidos (vários querelantes). O perdão pode ser expresso ou tácito. não produz efeito. Caso incapaz o querelado. por escrito ou oralmente. Será expressa quando o querelado (autor da infração que está sendo processado) ou seu representante legal. Ainda. a aceitação do perdão é ato jurídico que só poderá ser efetivado por quem é capaz. parágrafo 1º. Todavia.br 19 . o aceita. do CP). do CP). já que.com. não foi aceito. Basta que fique de forma inequívoca representada a vontade de perdoar e de aceitar o perdão. só produzirá efeito em relação àquele que o tenha aceitado (artigo 106. não produzirá efeito. Será expresso quando o ofendido ou seu representante legal. A oferta do perdão (observe: A OFERTA) se estende a todos os querelados (artigo 106. Portanto. inciso II. Será tácita quando o querelado ou seu representante legal pratica ato incompatível com a não aceitação. a aceitação do convite representa a intenção de recepcionar o perdão que foi oferecido. www. o querelado será intimado para se manifestar em 03 dias. de forma expressa. oralmente ou por escrito. gerará a extinção da punibilidade. Observe quando o ofendido convida o autor da infração (querelado) para ser seu padrinho de casamento ou coisa do gênero. inciso III. apesar de já oferecido. de acordo com o que dispõe o parágrafo único do artigo 106. inciso I. Atenção: quando o perdão é expresso e feito dentro do próprio processo. Aqui. O perdão e a aceitação tácitos poderão ser demonstrados por qualquer meio de prova admitido em direito. será quando há a prática de ato incompatível com a vontade de prosseguir a ação penal. do CP. abdica do direito de prosseguir a ação penal. A aceitação do perdão também pode ser expressa ou tácita. mesmo que aceito o perdão oferecido por aquele (artigo 106.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Caso não aceito. o seu representante legal poderá aceitar o perdão. Tácito.pontodosconcursos. Está ele praticando ato absolutamente incompatível com a vontade de prosseguir processando-o. Estes poderão prosseguir com a ação penal. o perdão foi tácito. Caso venha a ser aceito.

Não necessita ser a retratação aceita pela parte contrária. Ambos se estendem a todos os autores da infração. vamos tratar das hipóteses em que a lei a admite. A lei admite a retratação em poucos crimes. aqui a aceitação da retratação é irrelevante. 143 . por meio de petição. a inércia indica aceitação. se retrata cabalmente da calúnia ou da difamação. Posteriormente.O querelado que. o perdão em nome de seu representado. Necessário que ela seja expressamente admitida em lei.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Caso se mantenha inerte. É o que ocorre quando o advogado do querelante oferece. Retira o dito. Primeiramente.1. reconhecendoo. O retratante. Portanto. 6. todavia. inciso VI.pontodosconcursos. Perdão: depois de recebida a queixa-crime. A retratação está prevista no artigo 107. devemos conceituá-la. há a figura da retratação nos crimes contra a honra. desdiz aquilo que havia dito. Renúncia: antes de recebida a queixa-crime. exceto na injúria. para recusá-lo deve se manifestar. NOS CASOS EM QUE A LEI ADMITE. em verdade. do CP. reparando o seu erro. O legislador. Portanto. A retratação é ato por meio do qual se repara um erro. não basta retratação. A inércia representa aceitação. Perdão: Bilateral.br 20 . entretanto.8 – A RETRATAÇÃO. Observe a literalidade do disposto no artigo 143 do CP.com. antes da sentença. www. condiciona a retratação à sua admissibilidade em lei. Mas o perdão só produz efeito em relação àquele que aceitou-o. como causa extintiva da punibilidade. Ela é unilateral. O que realmente interessa é que a verdade venha à luz. O juiz então determinará que o querelado se manifeste. Renúncia: Unilateral. Hoje. fica isento de pena. Retratação Art. Portanto.

ou administrativo. No que concerne ao crime de falso testemunho ou falsa perícia. não há extinção da punibilidade. cuja literalidade segue. Nos crimes de calúnia. Fazer afirmação falsa.br 21 . perito. tradutor ou intérprete em processo judicial. Assim. de um a três anos. ou em juízo arbitral: Pena . contador. 8 40.com. Gabarito oficial: A www. nos casos admitidos em lei deve ser declarada a extinção da punibilidade. antes da sentença do processo pelo crime de falso. (B) As penas aumentam de um sexto a um terço se o crime é praticado mediante suborno. Caso não se respeite as condições estabelecidas. na injúria. havendo a retratação. e multa. indique a alternativa incorreta. § 2o O fato deixa de ser punível se. difamação e. antes da sentença no processo em que ocorreu o ilícito. (A) O fato deixa de ser punível se. Falso testemunho ou falsa perícia Art. até mesmo. parágrafo 2º. do CP8. Observe que a lei que admite a retratação sempre estabelece limite temporal para que ela seja praticada com eficiência. previstos na Lei de Imprensa é admitida a retratação (Lei 5250/67 – artigo 26).reclusão. o agente se retrata ou declara a verdade. É o que decorre do disposto no artigo 342. ou negar ou calar a verdade como testemunha. (D) Constitui causa especial de aumento o fato de o crime ser cometido com o fim de obter prova destinada a produzir efeito em processo civil em que for parte entidade da administração pública direta ou indireta. 342.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI A retratação também é admitida nos crimes de falso testemunho ou falsa perícia. (C) Caracteriza-se o delito mesmo que a afirmação falsa tenha sido feita em processo administrativo. inquérito policial.pontodosconcursos. o agente se retrata ou declara a verdade.

Questão interessante: Qual é a natureza jurídica da sentença que concessiva do perdão judicial? A doutrina não é uniforme e a jurisprudência.9 – O PERDÃO JUDICIAL. 6. Quando a lei admitir o perdão judicial e o agente se amolda perfeitamente a seus requisitos. para Guilherme de Souza Nucci9: “É a clemência do Estado para determinadas situações expressamente previstas em lei”. por sua vez. O perdão judicial. com os quais comungo do entendimento. será concedido o perdão judicial nos crimes de homicídio culposo (artigo 121. antijurídico e culpável.br 22 . diante de um fato típico.com. Para tanto. trata-se de sentença penal condenatória. Para alguns se trata de sentença meramente declaratória da extinção da punibilidade. o legislador permite que a pena não seja aplicada. de forma casuística. O artigo 120 do CP estabelece que a sentença que concede o perdão judicial não será considerada para efeitos de reincidência. Aqui. Tal sentença.1. pois não se perdoa um inocente. para ilustrar. surge um problema a solucionar. NOS CASOS ADMITIDOS EM LEI. parágrafo 5º. o legislador exige que a retratação seja efetivada até a sentença. deverá o juiz conceder o perdão judicial e declarar a extinção da punibilidade. não produz o efeito maior que é a EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. Para outros. primeiro. parágrafo 8º. Portanto. Mas. pois para perdoar. 9 10 In Manual de direito Penal – 2ª edição – editora RT. se mantém distante. do CP)10 e de lesão corporal culposa (artigo 129. www. Mas não deixa de ser condenatória. por exemplo. Admite-se o perdão judicial em vários crimes. necessário.pontodosconcursos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Nos crimes de calúnia e difamação. Por política criminal. como vimos não gerará a reincidência. Se lhe é posterior. o legislador em determinadas hipóteses permite que o magistrado não aplique a pena. apesar de o fato constituir crime. exige o preenchimento de requisitos objetivos e subjetivos. do CP). que se reconheça a existência de um crime e a culpabilidade do agente.

das causas extintivas da punibilidade arroladas no artigo 107 do CP..pontodosconcursos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Em ambos os dispositivos. quando o pai. § 5º . os crimes são culposos. Mas o juiz poderá deixar de aplicar a pena. Homicídio culposo § 3º Se o homicídio é culposo: Pena . concedendo o perdão judicial e reconhecendo a extinção da punibilidade.detenção. atentado violento ao pudor etc. do qual decorre a morte de seu filho. resta a prescrição da qual nos ocuparemos no próximo item. Assim. estupro. E. se o agente sofreu em demasia com o próprio fato. Observação: Não existem mais como causas extintivas da punibilidade os eventos que se acham arrolados nos incisos VII e VIII do artigo 107 do CP. www.106/05. por exemplo. poderá o juiz conceder o perdão judicial.com. nos crimes contra os costumes (rapto consensual.) o casamento da vítima com o agente (VII) e o casamento da vítima com terceiro (VIII) não são mais causas extintivas da punibilidade. tais hipóteses de extinção da punibilidade foram subtraídas do rol. de um a três anos. Com o advento da Lei 11.Na hipótese de homicídio culposo. Portanto.. sobre a PRESCRIÇÃO trataremos em tópico isolado. É o que ocorre. causa acidente de trânsito. Como havíamos dito anteriormente.br 23 . por imprudência. se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. Responderá por homicídio culposo. rapto violento. o juiz poderá deixar de aplicar a pena.

todavia. Aplicada a pena ou a medida de segurança. Já vimos o que é punibilidade1. perdurando enquanto não for averiguada. 2 www. Ambas as pretensões. A perda do direito de punir e de executar pelo decurso do prazo legal para o exercício das respectivas pretensões. o fato previsto como crime for punível com detenção. que quando ocorre a prática de um crime. a pretensão passa a ser de executar.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 7.Se o agente for inimputável.sujeição a tratamento ambulatorial. 97 . O prazo mínimo deverá ser de 1 (um) a 3 (três) anos. de punir. aquela ao imputável. com o trânsito em julgado da sentença. isto é. II . Se. ao Estado não cabe mais a pretensão punitiva. sob pena de perda do direito de punir e de executar. à falta. As medidas de segurança são: I . Esta. Parágrafo único . 1 Espécies de medidas de segurança Art. de aplicar pena ou medida de segurança. entretanto. então.br 1 . satisfazer seu direito de punir. Sabemos. Para. o Estado deve manifestar sua pretensão dentro de certo lapso temporal.com. mediante perícia médica. que são as sanções penais. poderá o juiz submetê-lo a tratamento ambulatorial. ou tratamento ambulatorial. chama-se PRESCRIÇÃO. em outro estabelecimento adequado.A internação.Internação em hospital de custódia e tratamento psiquiátrico ou. Prazo § 1º . Daí. 96.pontodosconcursos. Imposição da medida de segurança para inimputável Art. sob pena de perdê-la. o autor está sujeito à aplicação de pena ou medida de segurança2. direcionada ao semi-imputável ou inimputável. o juiz determinará sua internação (art. DA PRESCRIÇÃO. a cessação de periculosidade. A pretensão punitiva é o intuito (dever) de buscar (satisfazer) o direito de punir. caberá ao Estado a execução da pena ou da medida de segurança. oportunidade em que o agente fica sujeito ao direito de punir do Estado. não se impõe medida de segurança nem subsiste a que tenha sido imposta. devem ser exercidas dentro de um prazo. pretensão executória. Portanto. 26). será por tempo indeterminado. Agora.Extinta a punibilidade. punitiva ou executória. punibilidade é a conseqüência jurídica que decorre da prática de um ilícito.

então. a graça ou a anistia. Antes. XLIV . civis ou militares. no artigo 5º. Atenção: As hipóteses de imprescritibilidade só podem estar previstas na Constituição Federal. a concessão de fiança. trataremos da prescrição da pretensão punitiva e da prescrição da pretensão executória. contra a ordem constitucional e o Estado Democrático. incisos XLII e XLIV. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas a fins. com o crime de RACISMO e com A AÇÃO DE GRUPOS ARMADOS CONTRA A ORDEM CONSTITUCIONAL E O ESTADO DEMOCRÁTICO. sujeito à pena de reclusão. Mas. O prazo legal.com.br 2 . chama-se prescricional. Na Carta Política há menção de casos de imprescritibilidade. O prazo prescricional está estabelecido em lei. O nosso Código Penal traz em seu artigo 109 os prazos que. Prazo prescricional 2 anos 4 anos 8 anos 12 anos 16 anos 20 anos Pena em abstrato Inferior a 1 ano 1 a 2 anos +2 a 4 anos +4 a 8 anos +8 a 12 anos + 12 anos www. É o que ocorre. o terrorismo não são imprescritíveis. são aplicados para o cálculo da prescrição. Muito se confunde na resolução de provas. a tortura. de regra. Atenção: Os crimes hediondos. A eles não se permitirá.pontodosconcursos. todavia.constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados. Artigo 5º da CF: XLII .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI PRECRIÇÃO é a perda da pretensão punitiva ou executória pelo decurso do prazo estabelecido em lei. não se fala em imprescritibilidade (artigo 5º inciso XLII. da CF). Ao legislador infraconstituicional é defeso tratar de hipótese de imprescritibilidade. Em tópicos isolados. por meio de lei. traremos abaixo o prazo prescricional previsto em lei (artigo 109 do CP).a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível. nos termos da lei. atenção.

a pretensão punitiva deve ser exercida no prazo prescricional estabelecido de acordo com a pena aplicável. maior de 70 anos de idade (artigo 115 do CP).DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Atenção: Os prazos prescricionais serão reduzidos da metade se o acusado era ao tempo do crime (ação) menor de 21 anos de idade. para iniciar o processo e nele prosseguir até a sentença. Então. Portanto.1. Redução dos prazos de prescrição Art. o prazo prescricional deve levar em conta a pena máxima. chegamos à conclusão de que a pretensão punitiva termina com o trânsito em julgado da sentença. O Direito de punir do Estado deve ser exercido dentro de certo lapso temporal. Com isso. como ainda não se sabe qual a pena aplicada. ao tempo do crime. todavia. Como para o furto é prevista a pena de 1 a 4 anos de reclusão + multa. fala-se em pretensão executória e não mais em pretensão punitiva. Para tanto. É o que dispõe o artigo 109 do CP. oportunidade em que passará a ser de 04 anos. isto é. hipóteses que veremos adiante (artigo 110. Salvo. em conta a pena prevista em lei (aplicável ou em abstrato). já que ainda não temos sentença. 7. 04 anos. cuja literalidade segue. Assim.São reduzidos de metade os prazos de prescrição quando o criminoso era. 115 . parágrafos 1º e 2º do CP). se o agente comete um crime de furto (Pena de 1 a 4 anos de reclusão + multa). o prazo será reduzido da metade. Então. Caso. Portanto. o prazo prescricional será de 08 anos. sob pena de se perdê-lo. DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. na data da sentença. para seu cálculo. ou quando da sentença. Será ela regulada pelo máximo da pena privativa liberdade cominada ao crime. www. ou. se o crime é de furto. de acordo com a lei (veja a tabela acima) o prazo prescricional será de 08 anos. menor de 21 anos quando da atividade criminosa ou maior de 70 quando o juiz proferiu a sentença.com.pontodosconcursos. O prazo prescricional deve ser estabelecido de acordo com a pena aplicável.br 3 . menor de 21 (vinte e um) anos. levar-se-á. a prescrição da pretensão punitiva é aquela que ocorre antes do trânsito em julgado da sentença. A partir do momento em que tenho a coisa julgada. maior de 70 (setenta) anos. o Estado deve obedecer ao prazo determinado em lei.

Contrair alguém. V . do dia em que cessou a atividade criminosa. se o máximo da pena é inferior a um ano. ou o outro por motivo que não a bigamia. contrai casamento com pessoa casada. 4 Termo inicial da prescrição antes de transitar em julgado a sentença final Art. de dois a seis anos. o prazo prescricional começa a correr da data em que: 3 Bigamia Art. da data em que o fato se tornou conhecido. 4 www. sendo casado.br . não excede a dois. considera-se inexistente o crime.com. antes de transitar em julgado a sentença final. Precisamos.em vinte anos. Sabemos como é que se estabelece o prazo prescricional.do dia em que o crime se consumou. III . conhecendo essa circunstância. no entanto.em doze anos. § 2º . é punido com reclusão ou detenção. 109 .pontodosconcursos.em dezesseis anos. § 1º . não sendo casado. salvo o disposto nos §§ 1º e 2º do art. II .no caso de tentativa. 110 deste Código.em oito anos. de um a três anos. verificando-se: I .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Prescrição antes de transitar em julgado a sentença Art. agora.em quatro anos.Aquele que. se o máximo da pena é superior a oito anos e não excede a doze. antes de transitar em julgado a sentença final. II .em dois anos. No caso de tentativa. O prazo prescricional da pretensão punitiva começará a fluir do dia em que o crime se consumou. se o máximo da pena é superior a doze. definir o momento em que se inicia a contagem de tal prazo. VI .A prescrição. do dia em que cessou a permanência. de acordo com o que dispõe o artigo 111 do CP4. começa a correr: I .A prescrição. se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede a quatro. 111 .Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento. Já nos crimes de bigamia3 e de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. sendo superior. do dia em que cessou a atividade criminosa. Então. regula-se pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime. se o máximo da pena é igual a um ano ou. novo casamento: Pena . se o máximo da pena é superior a quatro anos e não excede a oito.reclusão. IV . Nos crimes permanentes. 235 .

o prazo prescricional começa a fluir do dia em que cessou a atividade criminosa. não mais se fala em prescrição da III . Assim. Com a sentença condenatória transitada em julgado. o Estado terá 12 anos para satisfazer a pretensão punitiva. se consuma com a morte da vítima. inicia-se a contagem do prazo prescricional. 2. No momento em que ela é colocada em liberdade.nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do registro civil. se consumam quando da atividade (exemplo: concussão. Não podemos nos esquecer que crimes permanentes são aqueles cuja consumação se prolonga no tempo. O crime se consuma com a privação da liberdade. do dia em que cessou a permanência. enquanto não solta a vítima. e de mera conduta. cuja consumação ocorre com o resultado naturalístico previsto na lei (exemplo: furto.br 5 . O homicídio. IV .o crime se consumou. se consuma em todo momento. devo saber quando ele se consumou. O prazo não começa da data da consumação. 4. Vimos que os crimes podem ser materiais. Observe o crime de bigamia. Com isso. se o crime é de bigamia ou de falsificação ou alteração de assentamento de registro civil. 3.com. cessando a permanência começa fluir o prazo prescricional.Em que foi praticado.pontodosconcursos. em que. www. será de 12 anos a contar da data em que o fato é conhecido. Como o crime não se consumou. nos crimes permanentes. corrupção passiva). começa a fluir o prazo prescricional. apesar do resultado previsto em lei. Ocorrendo a morte. apesar de consumado há muito tempo. a permanência. para se saber o inicio da contagem do prazo prescricional. mas sim do dia em que. Com isso.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 1. O crime se consuma quando presentes todos os elementos que o constituem. nos crimes tentados. já que a lei nada diz sobre resultado naturalístico. quando a consumação ocorre com a atividade. homicídio). o fato passou a ser conhecido.Tornou-se conhecido o fato nos crimes de bigamia e de falsificação ou alteração de assentamento de registro civil. Assim. da data em que o fato se tornou conhecido. por exemplo. cessa a permanência. levando-se em conta a pena máxima aplicável (06 anos de reclusão). O prazo prescricional da pretensão punitiva.Cessa. Aqui. praticado o último ato executório. Todavia. Nos crimes permanentes. o marco inicial. o prazo prescricional só começa a fluir do dia em que o fato tornou-se conhecido. o ultimo ato executório. É o caso do seqüestro. formais.nos crimes permanentes.

como vimos. I. de 12 anos. o Estado terá 12 anos para proferir sentença transitada em julgado. O recebimento da peça acusatória. mas sim executória. terá o Estado 12 anos para terminar o processo. inicia-se o processo.1. 6 www. logo depois do recebimento da peça acusatória. parágrafo 2º do CP). iniciada a sua contagem com o conhecimento do fato. passam-se 2 anos até o RECEBIMENTO DA DENUNCIA OU QUEIXA CRIME. volta a ser contado em sua integralidade. então. IV. cessada a causa suspensiva.br 5 . c. ainda não transitada em julgado (recorrível). O prazo prescricional da pretensão punitiva é. Assim. b. por sua vez. As causas interruptivas estão previstas no artigo 117 do CP5.exclui o dia do começo na contagem do prazo. voltará a ser contado em sua integralidade logo que terminada a causa interruptiva (artigo 117. Observe o caso daquele que está sendo processado pelo crime de bigamia. 96 – a prescrição : a. o prazo prescricional se interromperá ou suspenderá quando ocorrer qualquer das hipóteses legais. PGE SERGIPE (PROCURADOR DO ESTADO) 2005 FCC (PROVA TIPO 1). mas não a suspensão do respectivo prazo. do recebimento da peça acusatória em diante. do CP) é causa interruptiva do prazo prescricional. é nova causa de interrupção (artigo 117. Portanto. cuja literalidade segue.é calculada pelo total da pena no caso de concurso de crimes.com. dali em diante o prazo de 12 anos volta a ser contado em sua integralidade.1. Recebida a peça acusatória.admite interrupção.pontodosconcursos. do CP). Imagine que. o prazo.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI pretensão punitiva. Portanto. de acordo com o que dispõe a lei (artigo 117. A sentença penal condenatória. DAS CAUSAS PRESCRICIONAL. Tal prazo fluirá da data em que o fato passou a ser conhecido. o prazo será contado naquilo que lhe remanesce. No caso em pauta. 7. Havendo interrupção. INTERRUPTIVAS E SUSPENSIVAS DO PRAZO Apesar de iniciado. de regra. Na suspensão.

já que resolvida questão prejudicial. parágrafo 2º. Nos crimes conexos. Caso anulado. que sejam objeto do mesmo processo.pela sentença condenatória recorrível. mais uma vez. Logo que cessada a causa suspensiva. o processo penal por bigamia deve voltar a tramitar normalmente. do CP6). III . a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. e. faz com que o prazo prescricional fique parado por algum tempo.é calculada pelo máximo da pena cominada no caso de prescrição da pretensão executória. § 1º .pontodosconcursos. do CP). o crime de bigamia. V . Gabarito oficial: E 6 § 2º .Anulado por qualquer motivo o primeiro casamento. o prazo volta a fluir. não há crime de bigamia (artigo 235.Interrompida a prescrição. considera-se inexistente o crime. salvo a hipótese do inciso V deste artigo.não é interrompida pela sentença absolutória recorrível. estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles.pelo início ou continuação do cumprimento da pena.pela pronúncia.pela reincidência.pelo recebimento da denúncia ou da queixa. Com o recebimento da peça acusatória (denúncia ou queixa) o prazo prescricional se interrompe (artigo 117. Observe. d. novamente.com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Causas interruptivas da prescrição Art. suspende-se o processo até que se resolva tal questão prejudicial. Com a interrupção. ou o outro por motivo que não a bigamia. como vimos. se resolva questão sobre a nulidade ou não do casamento anterior. II . e sim no que lhe remanesce. todo o prazo começa a correr. volta a ser contado em sua integralidade.O curso da prescrição interrompe-se: I . o juiz determina a suspensão do processo e do prazo prescricional até que.br 7 . IV .Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo. inciso I. www.pela decisão confirmatória da pronúncia. mas não em sua integralidade. A suspensão. do dia da interrupção. Durante o processo. Portanto. 117 . Caso o juízo cível conclua que não houve nulidade do casamento anterior. VI . no juízo cível. § 2º .

Parágrafo único .2. Agora. volta-se a contar o prazo prescricional. Portanto. volta ele a fluir pelo que lhe falta e não em sua integralidade. Observar-se-á o que falta. aqui se fala em pena em concreto ou aplicada. mas não em sua integralidade. 7. mas sim em pretensão executória. Causas impeditivas da prescrição Art.enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro. em outro processo. DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO EXECUTÓRIA. As causas suspensivas do prazo prescricional estão previstas no artigo 116 do CP. II . Assim. deverá respeitar o prazo prescricional. questão de que dependa o reconhecimento da existência do crime.br 8 . não se fala em pretensão punitiva. o prazo prescricional não será mais estabelecido pela pena máxima cominada. a prescrição não corre: I . Se na sentença estabelece-se a pena de 02 anos de reclusão (pena privativa de liberdade) ou 02 anos de prestação de serviços à comunidade (pena restritiva de www. Levar-se-á em conta a pena aplicada na sentença. Para tanto. o prazo volta a fluir no que lhe remanesce. 116 . não dispõe da eternidade.com. Agora. devemos constatar quanto tempo decorreu desde a última causa interruptiva (no caso. Pensemos que desde o recebimento da peça acusatória até a decisão que determinou a suspensão tenha medeado 2 anos.pontodosconcursos. com o término da causa suspensiva. Já na suspensão.Antes de passar em julgado a sentença final. o Estado terá 10 anos (12 – 02 = 10 anos) para terminar o processo. Para fazê-lo. recebimento da peça acusatória) até a decisão que determinou a suspensão do processo e do prazo prescricional.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Com isso.Depois de passada em julgado a sentença condenatória. ATENÇÃO: O que aqui nos interessa deixar claro é que na interrupção o prazo volta fluir. Portanto. a prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. já passada em julgado a sentença penal condenatória.enquanto não resolvida. No entanto. ou seja. cuja literalidade segue. logo que cessada a causa. agora o Estado pretende fazer cumprir a pena ou a medida de segurança aplicada ao sentenciado. em sua integralidade.

ou do dia em que passa em julgado para a acusação a decisão que revoga a suspensão condicional da pena (sursis) ou o livramento condicional. ATENÇÃO: Concluímos então que o prazo prescricional da pretensão executória é regulado pela pena aplicada (artigo 110 do CP) e não pela pena em abstrato. Portanto. Observe o caso do furto. o prazo prescricional da pretensão executória será de 04 anos (artigo 109. caso reincidente. o prazo passará de 04 anos para 5 anos e 04 meses. o prazo prescricional será regulado por tal pena e não pela pena máxima prevista na lei. pela pena em abstrato (máximo cominado). “caput” do CP). Assim. ATENÇÃO: Quando a prescrição é da pretensão punitiva não se aplicada o aumento do prazo prescricional em razão da reincidência.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI direitos). o juiz reconheça que o sentenciado é reincidente7. inciso V. no País ou no estrangeiro. o prazo prescricional será de 04 anos e. haverá o aumento de 1/3. 63 . ao aplicar a pena. É o que estabelece o artigo 112. o prazo prescricional da pretensão executória será aumentado de 1/3 (artigo 110. Caso na sentença.com. não se levará em conta a pena máxima (04 anos). Já a prescrição da pretensão punitiva será regulada. A reincidência só faz aumentar o prazo prescricional da pretensão executória. do CP). Para regular a prescrição da pretensão executória.pontodosconcursos. depois de transitar em julgado a sentença que.br 9 . Reincidência Art. o tenha condenado por crime anterior.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. I. 7 www. mas sim a pena aplicada (02 anos de reclusão + multa). se o réu é condenado à pena de 02 anos. Portanto. A lei comina pena de 01 a 04 anos de reclusão + multa. do CP. Pensemos que na sentença o juiz tenha fixado a pena de 02 anos de reclusão + multa. O prazo prescricional da pretensão executória começa a fluir do dia em que transita em julgado a sentença condenatória para a acusação. de regra.

SUSPENSIVAS E INTERRUPTIVAS DO PRAZO O prazo prescricional da pretensão executória também sofre causas suspensivas e interruptivas. cujo prazo prescricional é de 04 anos. a prescrição da pretensão executória não corre durante o tempo em que o condenado está preso por outro motivo. www. Aplicar-se-á. Exemplo: do dia em que o sentenciado se evade do presídio onde cumpria pena.No caso do art. De acordo com o legislador. não se executam a pena imposta e nem mesmo a medida de segurança. parágrafo único do CP. salvo quando o tempo da interrupção deva computar-se na pena.br 10 . no que couber. para a acusação. II . Atenção: Declarada a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória. Termo inicial da prescrição após a sentença condenatória irrecorrível Art. prevê a causa suspensiva do prazo prescricional quando a pretensão é executória. o prazo começa a contar do dia em que se interrompe a execução da pena. adquirindo ela definitividade. 7. 112 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Ainda de acordo com o artigo 112 do CP (agora inciso II). do CP).1.do dia em que se interrompe a execução.2. embora subsistam os efeitos secundários da condenação e os efeitos civis8. O artigo 116. Transitada em julgado para a sentença condenatória. 110 deste Código.pontodosconcursos. 8 Prado – Regis Prado (Comentários ao Código Penal – editora RT). inciso I. É o que ocorre com aquele que foi condenado por furto à pena de 02 anos.).1 – CAUSAS PRESCRICIONAL. o que foi falado sobre o tema quando da prescrição da pretensão punitiva (item 71.do dia em que transita em julgado a sentença condenatória.com. a prescrição começa a correr: I . ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento condicional. o prazo prescricional da pretensão executória será contado de quando a sentença transitou em julgado para a acusação (artigo 112.

ficará suspenso (artigo 116. V. Havendo a interrupção. Caso o réu se evada da prisão. do CP). É o que ocorre também quando revogado o livramento condicional9.pela reincidência. do dia da interrupção.cumprida mais de um terço da pena se o condenado não for reincidente em crime doloso e tiver bons antecedentes. exceto no caso do artigo 117. Causas interruptivas da prescrição Art.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI No entanto. que sejam objeto do mesmo processo. apesar de ser causa interruptiva. a interrupção da prescrição produz efeitos relativamente a todos os autores do crime. o prazo voltará a fluir em sua integralidade. caso o sentenciado esteja preso por ter sido condenado em outro processo.com. o prazo voltará a fluir pelo que lhe remanesce.O juiz poderá conceder livramento condicional ao condenado a pena privativa de liberdade igual ou superior a 2 (dois) anos. O prazo prescricional da pretensão executória também sofre as conseqüências da causas interruptivas. o prazo prescricional não voltará a ser contado em sua integralidade. sido decretado seu encarceramento provisório. o prazo prescricional que começou a fluir quando do trânsito em julgado da sentença condenatória para acusação. 83 . Para. Nos crimes conexos. todo o prazo começa a correr. será interrompido.Excetuados os casos dos incisos V e VI deste artigo. Requisitos do livramento condicional Art. ou por ter sido em outro processo autuado em flagrante delito ou por ter. novamente.pontodosconcursos. Todavia. estende-se aos demais a interrupção relativa a qualquer deles. Entretanto. Aqui. § 1º .O curso da prescrição interrompe-se: V . II . salvo a hipótese do inciso V deste artigo. determinar-se qual o prazo prescricional (artigo 113 do CP).pelo início ou continuação do cumprimento da pena. 11 www.cumprida mais da metade se o condenado for reincidente em crime doloso.br 9 . Cessada a causa suspensiva.Interrompida a prescrição. deve-se descontar a pena cumprida. o prazo volta a fluir. Com o início do cumprimento da pena. observada a pena remanescente. do CP. daí. o prazo prescricional não correrá. § 2º . parágrafo único. também não será contado levando em conta o que lhe remanesce. 117 . ainda em outro processo. desde que: I . VI .

salvo efetiva impossibilidade de fazê-lo. 86 .por crime anterior. 84 deste Código. tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins. em sentença irrecorrível: I .comprovado comportamento satisfatório durante a execução da pena.tenha reparado. O prazo prescricional da pretensão executória será de 04 anos. II. se o liberado deixar de cumprir qualquer das obrigações constantes da sentença. também. onde estabeleceremos o prazo prescricional levando-se em conta a pena III . a concessão do livramento ficará também subordinada à constatação de condições pessoais que façam presumir que o liberado não voltará a delinqüir. II . 87 . V .O juiz poderá. por crime ou contravenção.com. observado o disposto no art.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Prescrição no caso de evasão do condenado ou de revogação do livramento condicional Art. Logo o réu foge da cadeia. Revogação do livramento Art. devemos fazer um novo cálculo. nos casos de condenação por crime hediondo.Para o condenado por crime doloso. pegamos a pena restante (01 ano) e sobre ela elaboramos um novo cálculo.Revoga-se o livramento. Depois de 01 ano o sentenciado vem a ser preso. revogar o livramento. www. No entanto. IV . 113 . ou for irrecorrivelmente condenado. Revogação facultativa Art.br 12 . a prescrição é regulada pelo tempo que resta da pena.No caso de evadir-se o condenado ou de revogar-se o livramento condicional. prática da tortura. se o apenado não for reincidente específico em crimes dessa natureza. bom desempenho no trabalho que lhe foi atribuído e aptidão para prover à própria subsistência mediante trabalho honesto. Iniciado o cumprimento da pena. cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. Iniciada a contagem com o trânsito em julgado da sentença condenatória para a acusação. para se estabelecer o prazo prescricional. e terrorismo. Observe o caso daquele que foi condenado à pena de 02 anos. Então. a pena que não seja privativa de liberdade.pontodosconcursos. o dano causado pela infração. do CP). o que faz com que o prazo volta a fluir (artigo 112.cumprido mais de dois terços da pena.por crime cometido durante a vigência do benefício. Parágrafo único . cumpriu ele 01 ano de reclusão. se o liberado vem a ser condenado a pena privativa de liberdade. Agora. se interrompe o prazo prescricional.

no caso. parágrafo 1º. Quando é a única aplicada.4. o prazo prescricional será de 02 anos. terá o prazo de 04 anos para satisfazer integralmente sua pretensão executória (artigo 109. É o que estatui o artigo 114 do CP. o prazo prescricional será o previsto para a pena privativa de liberdade. V e VI do CP) são causas interruptivas que. O Estado. seja prescrição da pretensão punitiva. Falaremos. da prescrição intercorrente (artigo 110. Também se observará o prazo da pena privativa de liberdade quando for alternativa ou cumulativamente cominada.em 2 (dois) anos. Então. A pena de multa está prevista como pena autônoma. parágrafo 2º. foi a única aplicada). do CP). vamos tratar de casos um pouco mais complexos.3 – PRESCRIÇÃO DA PENA DE MULTA. então.br 13 . quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou cumulativamente aplicada. seja porque foi a única aplicada (dentre as vária penas cominadas. do CP). só produz efeito em relação ao réu reincidente e que iniciou ou continuou a cumprir a pena. a multa é aplicada de forma cumulativa com a privativa de liberdade. do CP) e da prescrição punitiva retroativa (artigo 110. de regra.A prescrição da pena de multa ocorrerá: I . Entretanto. quando a multa for a única cominada ou aplicada.com. DA PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. 7. desde já. Não atinge os demais co-réus (artigo 117. Prescrição da multa Art. do CP).pontodosconcursos. observar-se-á o disposto no artigo 114 do CP. inciso V. quando a pena de multa foi aplicada cumulativamente com aquela.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI remanescente. II . como pena alternativa e como pena cumulada em nosso Código Penal. seja prescrição da pretensão executória. É o caso dos crimes contra o patrimônio. 114 . diferentemente das demais.no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de liberdade. Para o cálculo do prazo prescricional. onde. Nos itens seguintes. ATENÇÃO: A reincidência e o inicio ou continuação do cumprimento da penal (artigo 117. seja porque era a única cominada (única prevista na lei) para o crime. ressalto que a atenção deve ser redobrada. 7. parágrafo 1º. www.

do CP). havendo recurso somente da defesa. o prazo prescricional será aplicado pela pena aplicada. Ocorrendo o trânsito em julgado da decisão final para a defesa. O trânsito em julgado. Observe que a sentença condenatória passou em julgado para a acusação. De acordo com o que dispõe o artigo 109. de regra. até o trânsito em julgado da decisão final não se pode falar em pretensão executória.com. A acusação não recorre. Pensemos na seguinte hipótese: “O juiz condena o individuo à pena de 02 anos de reclusão + multa por crime de furto. Com isso. Se entre a publicação da sentença condenatória recorrível e a constituição do titulo executivo (trânsito em julgado da decisão do www. parágrafo 1º. inciso V. a prescrição será regulada pela pena aplicada. Com isso. não podemos falar em pretensão executória. apesar de não haver pretensão executória. regulado pela pena aplicada (02 anos). É uma exceção. passada em julgado a sentença condenatória para a acusação. Agora. só surgirá com o trânsito em julgado da decisão final (do recurso da defesa). mas sim em pretensão punitiva. é a definitividade da sentença para ambas as partes. Está só surgirá com a decisão definitiva. parágrafo 1º. interpõe recurso. ainda há pretensão punitiva. Assim. não se pode falar em pretensão executória. será regulada pela pena aplicada (artigo 110.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Observe que a pretensão executória surge para o Estado com o trânsito em julgado da sentença condenatória. É o que determina o artigo 110. Esta. Aqui. do CP. a pretensão punitiva será regulada pela pena em abstrato (máximo da pena aplicada).pontodosconcursos. do CP. De acordo com tal dispositivo. No caso em tela. Portanto. oportunidade em que a sentença passa em julgado. aqui. surge a pretensão executória. já que. condenado o acusado à pena de 03 anos. a partir dela devemos observar qual o prazo prescricional. por sua vez. IV. o prazo prescricional é de 04 anos. Então. a última causa interruptiva do prazo prescricional foi a publicação da sentença recorrível (artigo 117. a pretensão executória.br 14 . que não recorreu. se houver recurso de qualquer das partes (acusação ou defesa). por ter a sentença passada em julgado para a acusação. mesmo que não se fale em pretensão executória. Havendo recurso. do CP). única recorrente. já que esta pressupõe sentença definitiva. A defesa. portanto.

portanto. deu-se a prescrição da pretensão punitiva”. pois este marco só é utilizado quando a prescrição pressupõe sentença irrecorrível (pretensão executória). A prescrição da pretensão punitiva. 7. mas sim em executória. na maioria das vezes essa não é a pena justa e. Aqui. o que ali não ocorria.5. só será sabida quando estabelecida a pena justa. www. não se fala mais em pretensão punitiva. estabelecesse inicialmente como prazo prescricional aquele regulado pela pena máxima.pontodosconcursos. sob o argumento de que ainda não há pena justa. No caso mencionado. não se pode. deixar de se preservar o direito à prescrição. observado o seu prazo máximo.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI recurso para a defesa) medear prazo igual ou superior a 04 anos. ele também tem direito a uma prescrição justa. Ela ocorre depois da sentença. Estabelecesse essa regra partindo do pressuposto de que o réu. No entanto. damos a ele o direito à prescrição. Com a constituição do titulo executivo (decisão definitiva). oportunidade em que a prescrição ainda seria regulada pela pena em abstrato (máximo da pena prevista em lei).com. a chamada prescrição punitiva intercorrente ou superveniente à sentença. Portanto. não se aplicou como início da contagem do prazo o trânsito em julgado da sentença para acusação. temo direito à prescrição. fora os casos previstos na Constituição Federal.br 15 . Caso houvesse recurso da acusação. mas antes de uma decisão definitiva. Esta. o prazo prescricional também não é justo. Note que no caso a prescrição da pretensão punitiva foi regulada pela pena aplicada. a pena do réu poderia aumentar. Como a pena justa só será conhecida quando da sentença definitiva. Antes da sentença penal definitiva. já que o recurso do réu não o prejudicará. Assim. desde que passada em julgado para a acusação. DA PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA RETROATIVA. todavia. o Estado inicialmente deverá respeitar o prazo prescricional fixado tendo em conta a pena máxima cominada (pena em abstrato). para não prejudicar em demasia o acusado. a pena máxima passa a ser a fixada na sentença. para assegurar o direito do acusado. então. No entanto. uma exceção. Mas. a prescrição será regulada pela pena máxima cominada. Aqui. após a sentença recorrível. Portanto. regula-se pela pena aplicada.

Caso não tenha respeitado. e retroativa porque regulada pela pena fixada depois da sentença. para garantir ao réu a prescritibilidade. a pena justa. se confirmada.pontodosconcursos.br 16 . com a pena aplicada. Esta agora será regulada pela pena aplicada. Aquela passa a ser a pena máxima. operou-se a prescrição da pretensão punitiva de forma retroativa. já que a situação do acusado não pode piorar. Inicialmente. Se o processo não respeitou o prazo justo. basta que a sentença transite em julgado para a acusação. a pretensão punitiva não foi satisfeita no prazo correto. ela regulará o prazo prescricional. Assim. antes da sentença. o prazo prescricional será de 02 anos. para que o prazo prescricional passe a ser regulado pela pena aplicada. foi respeitado o prazo prescricional justo (02 anos). o prazo prescricional era regulado pela pena máxima cominada. então. era fixado tendo em conta a pena máxima. ocorreu a prescrição da pretensão punitiva retroativa. com isso.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Então. A pena aplicada é a pena máxima e. Se a pena foi aplicada abaixo da pena máxima cominada. regulada pela pena fixada. Devemos. Definida a pena justa e. www. Portanto. o calculo. Observe o caso do furto. o prazo prescricional fixado pela sentença retroage para atingir a pretensão punitiva que lhe era anterior. Portanto.com. o prazo prescricional era de 08 anos. por exemplo. o prazo prescricional justo. o prazo prescricional justo. como não se sabia o prazo prescricional justo. Imaginemos que o indivíduo tenha sido condenado à pena de 1 ano de reclusão + multa. justo também não foi o prazo prescricional estabelecido inicialmente. observar se no curso do processo. não havendo recurso da acusação. Se. já que eventual recurso da defesa não pode prejudicá-la. Com o trânsito em julgado para ambas as partes. tendo a sentença passada em julgado para a acusação. a prescrição da pretensão punitiva deve respeitar o prazo prescricional regulado pela pena máxima (pena em abstrato). No entanto. agora. com a fixação da pena na sentença. Agora. da consumação do fato até o recebimento da denúncia medeou prazo igual ou superior a 02 anos. Devo observar se o processo até ali respeitou o prazo prescricional justo. Então. surge a pretensão executória. Antes de aplicada a pena. Este é o prazo prescricional máximo. quando a pena cominada era de 1 a 4 anos de reclusão + multa. o prazo prescricional poderá ser menor que aquele inicialmente para regular a prescrição da pretensão punitiva. Punitiva porque atinge o processo antes da constituição do título executivo. No entanto. Mas como a pena máxima não é a pena justa.

25. Gabarito oficial: A 10 EXAME DA OAB ESPIRITO SANTO 2005 (FCC) – prova 1. PGE SÃO PAULO (PROCURADOR DO ESTADO) 2002 FCC (PROVA TIPO 1). 7. 41 – A prescrição depois da sentença penal condenatória transitada em julgado para a acusação ou depois de improvido o seu recurso. Prescrição depois de transitar em julgado sentença final condenatória11 Art.pelo máximo da pena privativa de liberdade cominada ao crime c. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação. DA PRESCRIÇÃO NAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITO.a prescrição retroativa baseia-se na pena : a. pode ter por termo inicial data anterior à do recebimento da denúncia ou da queixa.cominada em abstrato e atinge a pretensão executória. regula-se: a. ou depois de improvido seu recurso. d. Gabarito oficial: D 17 www.pelo mínimo da pena privativa de liberdade cominada ao crime.br 11 . § 1º .A prescrição. d. do CP10.fixada em concreto na sentença e atinge simultaneamente a pretensão punitiva e a executória.6.com.fixada em concreto na sentença e atinge a pretensão executória e. b. se o condenado é reincidente.fixada em concreto na sentença e atinge a pretensão punitiva estatal.cominada em abstrato e atinge a pretensão punitiva estatal. regula-se pela pena aplicada. de que trata o parágrafo anterior. § 2º . os quais se aumentam de um terço.pela média entre o máximo e o mínimo da pena cominada ao crime b. mais uma exceção onde a prescrição da pretensão punitiva é regulada pela pena aplicada e não pela pena em abstrato. 110 .pontodosconcursos.A prescrição depois de transitar em julgado a sentença condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no artigo anterior. É o que prevê o disposto no artigo 110. parágrafo 2º.pela pena aplicada ao acusado.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Aqui. c.A prescrição.

V . III .perda de bens e valores. 44. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. posteriormente.br 18 . § 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. Art. Elas. a substitui por restritiva de direitos.prestação pecuniária. III . As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade.a culpabilidade. se o crime for culposo.interdição temporária de direitos.o réu não for reincidente em crime doloso.(VETADO) IV . o juiz poderá aplicar a substituição.aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. § 1o (VETADO) § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. II . observando que o sentenciado preenche os requisitos legais previsto nos artigos 44 e seguintes. VI . são aplicadas em substituição às penas privativas de liberdade. § 3o Se o condenado for reincidente.com. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos. Penas restritivas de direitos Art. respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão.limitação de fim de semana. www. em face de condenação anterior.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI As penas restritivas de direitos estão arroladas no artigo 43 do CP. II . No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. o juiz estabelece a pena privativa de liberdade e. desde que.prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. As penas restritivas de direitos são: I . qualquer que seja a pena aplicada. em que pese sua autonomia. 43. os antecedentes. a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos.pontodosconcursos. quando: I . a conduta social e a personalidade do condenado. se superior a um ano. Então.

a prescrição. aqui. mediante uma só ação ou omissão. www. então. por outro crime. Havendo desígnios autônomos. Temos. entretanto. pratica dois ou mais crimes. DA PRESCRIÇÃO NO CONCURSO DE CRIMES. o disposto no artigo 109 do CP para se saber qual o prazo prescricional quando aplicada a pena restritiva de direitos.7. 119 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI § 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade. consoante o disposto no artigo anterior (artigo 70 do CP). de um sexto até metade. de concurso material de crimes (artigo 69 do CP). a penas aplicam-se. será considerada isoladamente. causa extintiva da punibilidade. podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior. pratica dois ou mais crimes. De forma sintética. ou. o prazo prescricional levará em conta o prazo previsto para a pena privativa de liberdade. quando. idênticos ou não. se iguais. estabelece-se a pena privativa de liberdade. antes de se aplicar a restritiva de direitos. ou seja. a extinção da punibilidade incidirá sobre a pena de cada um. A respeito do concurso de crimes falaremos quando formos tratar das penas. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido (artigo 70 do CP). aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou. No CONCURSO FORMAL. isoladamente. Art. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. 7. somente uma delas. parágrafo único do CP.pontodosconcursos. Assim. por sua vez. Portanto. cumulativamente. excepcionalmente for ela a pena cominada. o agente. idênticos ou não.No caso de concurso de crimes. mas aumentada. de concurso forma de crimes (artigo 70 do CP) e de crime continuado (artigo 71 do CP).com. nos interessa somente deixar fixado que quando se falar de concurso de crimes. de acordo com a lei o concurso MATERIAL quando o agente. É o que determina o artigo 109. falaremos sobre cada um dos concursos de crimes. Mas. em qualquer caso. mediante mais de uma ação ou omissão.br 19 . Aplicar-se-á. o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão.

O item II também está incorreto. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. O III está correto. Portanto.com.br 20 . aceito. V A prescrição da pena de multa ocorre em dois anos. ou a mais grave. A respeito das causas extintivas da punibilidade. pois a renúncia é a abdicação do direito de queixa. em face da inércia do querelante. quando a multa é a única cominada. Pode ser expressa ou tácita e sempre será irretratável. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. o agente. D 4. pois o perdão concedido pelo ofendido só leva à desistência da ação penal quando recepcionado. Todavia. acerca das causas extintivas de punibilidade. de um sexto a dois terços (artigo 71 do CP). II O perdão do ofendido é ato unilateral pelo qual o querelante desiste do prosseguimento da ação penal já iniciada. havendo inércia do querelante. Perempção somente na ação penal privada típica ou personalíssima. pelas condições de tempo. se diversas. apesar de ser ato unilateral. MINISTÉRIO PÚBLICO TO – 2004 (CESPE UNB) Julgue os itens seguintes. pois por meio da anistia. I A perempção é a perda do direito de prosseguir na ação penal privada subsidiária da pública. em qualquer caso. há a exclusão do crime e de suas conseqüências penais. podendo ser expressa ou tácita e irretratável. a prescrição regula-se pela pena imposta na sentença. só produz efeito quando aceito (bilateralidade). Ela não atinge os efeitos civis decorrentes da sentença penal condenatória. mediante mais de uma ação ou omissão. IV A renúncia é a desistência de exercer o direito de queixa. B 2. há a exclusão do crime e dos efeitos penais de eventual sentença penal condenatória. O item V também Súmula do STF: “Quando se trata de crime continuado. com a respectiva resolução. se idênticas. A quantidade de itens certos é igual a A 1. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. III Pela anistia. o Ministério Público reaverá a ação assumindo o domínio da lide que. concedida por Lei. na realidade é pública. pelo querelado. O IV também está correto. não se computando o aumento decorrente da continuação”. segue uma questão abaixo. E 5. que deixa de promover o seu andamento durante trinta dias seguidos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Já no CRIME CONTINUADO. 12 www. lugar. maneira de execução e outras semelhantes.pontodosconcursos. C 3. pois a perempção é instituto que não se aplicada à ação penal privada subsidiária da pública. aumentada12. os efeitos penais primários e secundários são por ela atingidos. Nela. Resolução: O item I está errado.

a alternativa correta é a letra “C”. A alternativa B. equivocadamente. A alternativa C também é equivocada.pontodosconcursos. pois de acordo com o que dispõe o artigo 119 do CP. 96 – a prescrição : a. as causas extintivas da punibilidade serão analisadas isoladamente quando estivermos diante de concurso de crimes. a prescrição. d. A alternativa D não merece melhor sorte. pela pena aplicada. pois a multa sendo a única prevista em lei como sanção aplicável (cominada). b. ANALISTA DO BACEN – 2005 (FCC) PROVA 1 (AREA4). Assim. É o que determina o disposto no artigo 114. já que. I. Sabemos que quando se fala em pretensão executória. E.é calculada pelo total da pena no caso de concurso de crimes. é uma causa extintiva da punibilidade.é calculada pelo máximo da pena cominada no caso de prescrição da pretensão executória. afirma que a prescrição na pretensão executória será calculada pelo máximo da pena cominada. Gabarito oficial: A 21 www.a renúncia ao direito de queixa só pode ocorrer antes de iniciada a ação penal privada.admite interrupção. e. Gabarito: Alternativa E. pois a sentença absolutória recorrível não figura entre as hipóteses de interrupção do prazo prescricional previstas no artigo 117 do CP.cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada. constitui modalidade de prescrição da pretensão executória. em razão do decurso do prazo para seu exercício. PGE SERGIPE (PROCURADOR DO ESTADO) 2005 FCC (PROVA TIPO 1). material. d. prescreverá em 02 anos. ao qual se aplicada a regra contida no artigo 10 do CP: “O dia do começo inclui-se no cômputo do prazo. e.a chamada prescrição retroativa. Contam-se os dias.exclui o dia do começo na contagem do prazo. Portanto. os meses e os anos pelo calendário comum”.não é interrompida pela sentença absolutória recorrível. c.o indulto deve ser concedido por lei.No que concerne às causas de extinção da punibilidade. sempre. b. realmente não é causa interruptiva da prescrição. é correto afirmar que: a. mas não a suspensão do respectivo prazo.br .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI está correto. c. do CP. por sua vez.a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer queixa. No artigo 116 do CP estão arroladas as hipóteses em que há a suspensão do prazo prescricional. A alternativa E está correta. 27. a prescrição é regulada. está equivocada porque o prazo prescricional é prazo penal.com. Gabarito oficial: E Resolução: A alternativa A está equivocada já que o prazo prescricional admite a suspensão.

pontodosconcursos. a perda do prazo é a decadência e não a perempção. Na pública.pois o perdão do ofendido só é admitido como causa extintiva da punibilidade nas ações penais privadas típica ou personalíssima. condicionada ou não. pois o indulto não é concedido por lei. a letra A. Assim.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Resolução: A alternativa realmente está correta. A anistia sim é concedida por Lei. ou seja. mas sim em perdão. já que a renúncia é o instrumento por meio do qual. por decreto presidencial.com. Regulada pela pena cominada (em abstrato) Propriamente dita. jamais. ato administrativo e não legislativo. Da pretensão punitiva Prescrição Da pretensão executória. www. o ofendido abdica do direito de ação. A alternativa C está errada. Superveniente Retroativa Regulada pela pena aplicada na sentença (pena em concreto). Quadro sinótico.br 22 . antes de iniciada a ação penal privada. Tratase de atribuição do Presidente da República. A alternativa E está errada pois a perempção é a perda do direito de prosseguir no processo. não se fala em prescrição retroativa da pretensão executória. parágrafo 2º do CP). Portanto. pois a prescrição retroativa só existe quando a pretensão é punitiva (artigo 110. A alternativa D está errada. Alternativa correta. Caso já iniciada não se fala em renúncia. O indulto. Quando se fala em exercício de queixa ou de representação. portanto. A letra B está incorreta. a perda do direito de continuar processando.

com. www. Causa de diminuição do prazo prescricional (artigo 115 do CP): Menor de 21 anos na data do fato = reduz o prazo pela metade.pontodosconcursos.br 23 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Causa de aumento do prazo prescricional (artigo 110 do CP): Reincidência faz aumentar o prazo prescricional na pretensão executório. Maior de 70 anos na data da sentença = reduz o prazo pela metade.

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8- DAS PENAS. O Código Penal, no Título V de sua Parte Geral, trata das penas em espécie. Sabemos que, em respeito ao princípio da legalidade inserto no texto constitucional “... não há pena sem prévia cominação legal....”. No entanto, aqui, não trataremos das penas cominadas (previstas) para cada crime. Falaremos das espécies de penas prevista no Código Penal. Daremos atenção às peculiaridades de cada uma delas. Conceito: Pena é a resposta jurídico-penal dada àquele que cometeu um ilícito penal. Tem cunho retributivo, ou seja, objetiva retribuir ao infrator o mal que ele fez à sociedade. 8.1. ESPECIES DE PENA. O Código Penal prevê as seguintes penas: 1- Privativa de liberdade; 2- Restritivas de Direitos; e 3- multa. É o que está inserto em seu artigo 32, cuja literalidade segue abaixo. Art. 32 - As penas são: I - privativas de liberdade; II - restritivas de direitos; III - de multa. A Constituição Federal, por sua vez, proíbe a adoção pena de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; de caráter perpétuo; de trabalhos forçados; de banimento; e cruéis. XLVII - não haverá penas: a) de morte, salvo em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX; b) de caráter perpétuo; c) de trabalhos forçados; d) de banimento; e) cruéis; Como a regra proibitiva contida na Constituição Federal tem qualidade de cláusula pétrea, não pode ser modificada nem mesmo por Emenda à Constituição, quiçá por meio de leis infraconstitucionais. Assim, a proibição do inciso XLVII, do artigo 5º da Constituição Federal é inarredável. Observamos, todavia, que, no que tange à pena de morte, a letra
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constitucional permite sua adoção em caso de guerra declarada, nos termos do seu artigo 84, XIX. É certo que o legislador ordinário detém um campo absolutamente vasto para trabalhar, pois, exceto nos casos proibidos pela Constituição Federal, tem ampla liberdade para estabelecer as espécies penas. A nós interessam somente as penas previstas no Código Penal. Assim, nos ocuparemos das espécies arroladas no artigo 32 do Código Penal. Trataremos de cada uma delas de forma detida. 8.1.1. DAS PENAS PRIVATIVAS DE LIBERDADE. As penas privativas de liberdade são aquelas que levam ao encarceramento do indivíduo. Tais penas, no Código Penal, são as de reclusão e de detenção. Assim, no Código Penal estão previstas como penas privativas de liberdade: a reclusão e a detenção. Na Lei das Contravenções penais (DECRETO-LEI Nº 3.688/41), por sua vez, há a pena de prisão simples1. Trata-se de pena privativa de liberdade não prevista no Código Penal. Daí, concluímos, que o Código Penal não encerra as espécies de penas privativas de liberdade. Cuidaremos, no entanto, das penas privativas de liberdade previstas no Código Penal. Não há, nos dizeres de Luiz Regis Prado2, distinção ontológica entre as modalidades de pena privativa de liberdade. Certo o mestre, uma vez que entre, por exemplo, a detenção e a reclusão não há distinção que não seja conseqüência jurídica. Observe, para ilustrar, que a pena de reclusão pode ser cumprida inicialmente em regime fechado, o que não é possível quando de detenção3. As hipóteses de Art. 5º As penas principais são: I – prisão simples. II – multa.
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Comentários ao Código Penal – Editora RT.

Reclusão e detenção Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. 2 www.pontodosconcursos.com.br
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prisão preventiva, por seu turno, nos crimes de detenção são menos comuns que quando apenados com reclusão (artigo 313, I e II do CPP). Portanto, nada, além de suas conseqüências jurídicas, há de distinção entre reclusão e detenção. 8.1.1.1. DOS REGIMES DE CUMPRIMENTO DE PENA. Aquele que é condenado à pena privativa de liberdade, reclusão, detenção ou prisão simples, deverá cumpri-la em regime prisional determinado na sentença condenatória. Então, ao Juiz cabe, após fixar a quantidade e espécie da pena privativa de liberdade, estabelecer o regime de seu cumprimento. Em nosso ordenamento jurídico, há três regimes de cumprimento de pena. São eles: o fechado, o semi-aberto e o aberto. Tratando-se de pena de reclusão, é possível cumpri-la inicialmente em qualquer um dos regimes previstos. Assim, poderá o juiz estabelecer que o condenado deva iniciar o cumprimento da pena em regime fechado, o mais severo. Mas, dependendo das circunstâncias, poderá permitir ao condenado o cumprimento inicial da pena de reclusão em regime aberto, o mais brando. Não nos interessa, agora, saber de qual critério se valerá o magistrado para estabelecer o regime prisional. O que nos interessa é asseverar que a reclusão permite o cumprimento inicial da pena em todos os regimes, desde o mais severo até o mais brando. A detenção, por seu turno, poderá ser cumprida inicial em regime semi-aberto ou aberto. Mas, jamais, desde o seu inicio, em regime fechado. Nada impede, entretanto, que, iniciado o cumprimento da pena em regime semi-aberto, seja levado ao regime fechado. Deve, a regressão (transferência para regime mais severo), diante das circunstâncias, mostrar-se necessária. Note que o início jamais em regime fechado. O legislador, em nosso Código Penal, em que pese de forma deficiente, define cada um dos regimes prisionais. É o que se depreende da dicção das alíneas “a”, “b” e “c” do artigo 33 do Código Penal, cuja literalidade se segue. Reclusão e detenção Art. 33 - A pena de reclusão deve ser cumprida em regime fechado, semi-aberto ou aberto. A de detenção, em regime
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semi-aberto, ou aberto, salvo necessidade de transferência a regime fechado. § 1º - Considera-se: a) regime fechado a execução da pena em estabelecimento de segurança máxima ou média; b) regime semi-aberto a execução da pena em colônia agrícola, industrial ou estabelecimento similar; c) regime aberto a execução da pena em casa de albergado ou estabelecimento adequado.

Para estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena, o juiz deverá dispensar atenção a requisitos objetivos, como a quantidade da pena fixada, bem como a requisitos subjetivos, pessoais do agente, como a reincidência. Primeiramente, deve o magistrado analisar a pena fixada para, com isso, fazer incidir as regras contidas nas alíneas “a”, “b”, “c” do parágrafo 2º, do artigo 33, do CP, cuja literalidade segue. Artigo 33 do Código Penal4.

TER – AMAPA – ANALISTA JUDICIÁRIO (JUDICIÁRIA) 2006 FCC. 46 – Quanto às penas, considere : I- Podem iniciar o cumprimento da pena em regime semi-aberto os nãoreincidentes condenados à pena de reclusão superior a 02 anos e não excedente a seis. II- Estão obrigatoriamente sujeitos ao regime fechado, os condenados não reincidentes, cuja pena seja superior a seis anos. III- O condenado não reincidente, cuja pena seja igual ou inferior a quatro anos, poderá desde o inicio cumpri-la em regime aberto. IV- Os condenados por crime contra a administração pública terão a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada, dentre outras hipóteses, à devolução do produto do ilícito praticado, co os acréscimos legais.
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Está correto o que se afirma apenas em: A – I e II B- I e IV C- II E III D- II E IV E- III E IV. Gabarito oficial: E.
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eventualmente. cuja pena seja superior a 4 (quatro) anos e não exceda a 8 (oito).ter sido instaurado inquérito policial pela pratica no País ou no estrangeiro de crime doloso ou culposo anterior. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso: a) o condenado a pena superior a 8 (oito) anos deverá começar a cumpri-la em regime fechado. o tenha condenado por crime anterior.oferecida a denúncia pela prática no País ou no estrangeiro de crime doloso ou culposo anterior. 42 – Verifica-se a reincidência quando o agente pratica novo crime depois de : a. poderá. há a necessidade de não ser reincidente para cumprir a pena em regime semi-aberto ou aberto. 63 . Pergunto: Quem é considerado reincidente? Respondo: De acordo com o Código Penal. desde seu início. Nos demais casos. o tenha condenado por crime anterior. b.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI § 2º . c) o condenado não reincidente. b) o condenado não reincidente. no País ou no estrangeiro. o tenha condenado por crime anterior. o regime de cumprimento de pena é o fechado. considera-se reincidente aquele que comete novo crime. por sua vez. É o que estatui o artigo 63 do Código Penal5 6. 5 EXAME DA OAB ESPIRITO SANTO 2005 (FCC) – prova 1. Quando a pena é superior a 08 anos. Caso reincidente. independentemente de ser reincidente ou não o agente. cumpri-la em regime semi-aberto. c. depois de transitar em julgado por sentença que.transitar em julgado a sentença que. 5 www. a pena que poderia ser cumprida em regime aberto. o será inicialmente em regime semi-aberto. desde o princípio. poderá. o fato de não ser reincidente o agente. depois de transitar em julgado a sentença que. no País ou no estrangeiro. segundo o mérito do condenado.pontodosconcursos. Reincidência Art. E. Observe que o regime inicial de cumprimento de pena será estabelecido levando em conta a pena fixada e.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime.com. aquela que poderia ser cumprida no regime semi-aberto. desde o início.br 6 . em regime fechado. o será. no País ou no estrangeiro. cumpri-la em regime aberto.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva.

II . aquele que não é reincidente é primário. a ele não será fixado o regime aberto. parágrafo 2º. 64 .pontodosconcursos. se não ocorrer revogação. É o que ocorre quando depois de cumprida ou extinta a pena decorre prazo superior a 5 anos sem que tenha cometido nova infração.br 6 . “ad eternum”.não prevalece a condenação anterior. Questão interessante: Pergunto: O não reincidente. computado o período de prova da suspensão ou do livramento condicional. Gabarito oficial: C. 7 Art.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI No entanto. www. Em tal dispositivo estão as denominadas circunstâncias judiciais. Mas. Não será ele considerado reincidente. mas sim o semi-aberto ou até mesmo o fechado. seria a mesma coisa não ser reincidente ou ser primário? Sim. a condenação anterior não maculará. alínea “c” do CP? Respondo: De acordo com o que dispõe o Código Penal.com. a vida do indivíduo. em que pese tenha sido condenado anteriormente em definitivo (transitada em julgado a condenação) quando: 1entre a data do cumprimento da pena ou da extinção da pena até a nova infração decorrer prazo superior a 05 anos. se entre a data do cumprimento ou extinção da pena e a infração posterior tiver decorrido período de tempo superior a 5 (cinco) anos. condenado à pena de 04 anos de reclusão sempre terá direito a iniciar o cumprimento da pena em regime aberto. se desfavoráveis as circunstâncias judiciais mencionadas no artigo 59 do CP. d.venha a praticar ou tenha praticado crimes militares próprios ou políticos7. se primário o condenado à pena de 04 anos. Observe que não se fala em ser primário. Assim.Para efeito de reincidência: I . Há aqui a conhecida prescrição da reincidência. Temos a possibilidade de o condenado definitivamente por crime voltar a ser primário. mas sim em não sem reincidente. além de aplicar as regras contidas no artigo 33.não se consideram os crimes militares próprios e políticos.recebida a denúncia pela prática no País ou no estrangeiro de crime doloso ou culposo anterior. ou 2. ser primário não significa que nunca foi condenado definitivamente pela prática de crime. aplicando-se a ele de forma inarredável o disposto no artigo 33. observar os critérios previstos no artigo 59 do CP. caberá ao juiz para fixação do regime inicial de cumprimento de pena. Todavia.

do CP). que participam de organização criminosa (Lei 9034/95) e que praticam crimes considerados hediondos (Lei 8072/90). que. no caso do Código Penal. cuja literalidade segue abaixo. o cumprimento de pena se dá em colônias industriais ou agrícolas ou estabelecimento similar. 59 deste Código. com aqueles que cometem crime de tortura (Lei 9455/97). o fato de o condenado ser reincidente ou não e. Estabelecido o regime inicial.As penas privativas de liberdade deverão ser executadas em forma progressiva. Durante o cumprimento da pena o sentenciado terá direito à progressão desde que preencha os requisitos legais previstos em lei. parágrafo 2º. do CP). segundo o mérito do condenado. Então. do Código Penal. § 2º . para o regime aberto.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI A solução da questão interessante tem como subsídio o disposto no artigo 33 parágrafo 3º. para o juiz estabelecer o regime inicial de cumprimento de pena deverá observar a pena aplicada. permanecendo em celas durante a maior parte do tempo. Caso semi-aberto.br 7 . Artigo 33 do CP. em certos casos. § 3º . aquele que inicia o cumprimento da pena de reclusão em regime fechado poderá progredir para o semi-aberto e. No regime fechado cumprirá pena em presídio de segurança máxima ou média. por exemplo. analisar as circunstâncias judiciais arroladas no artigo 59 do CP. o sentenciado iniciará o cumprimento da pena corporal (privativa de liberdade) de forma progressiva (artigo 33.pontodosconcursos. de forma sintética. observados os seguintes critérios e ressalvadas as hipóteses de transferência a regime mais rigoroso. “a”. segundo o mérito do condenado. Ocorre. Assim.A determinação do regime inicial de cumprimento da pena far-se-á com observância dos critérios previstos no art. as penas deverão ser executadas de forma progressiva. onde o sentenciado fica em semiliberdade. parágrafo 2º. o legislador determina de forma peremptória o cumprimento da pena inicialmente em regime fechado. todavia. posteriormente. bem como. quando a pena privativa de liberdade excede a 8 anos (artigo 33. onde não há liberdade.com. www. É o que ocorre. ao final. Assim.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Já no aberto. ou estabelecimento adequado. HC 82959/SP. parágrafo 1º. Quanto a esse ponto. julgando o HC 82959/SP. 5º. o Tribunal. pelo magistrado competente. 5º). do CP). Vencidos os Ministros Carlos Velloso. Min.20068.pontodosconcursos. § 1º . Min. onde se condiciona a progressão de regime à reparação do dano causado ou à devolução do produto do ilícito. 1º do mesmo diploma legal — v. não se permitindo a progressão de regime.072/90: Art. Marco Aurélio. que o dispositivo impugnado apresenta incoerência. parágrafo 1º. O Tribunal. uma vez que a decisão plenária envolve. da Lei 8. Inicialmente.4 Em conclusão de julgamento. mas admite o livramento condicional após o cumprimento de dois terços da pena (Lei 8. o afastamento do óbice representado pela norma ora declarada inconstitucional.br 8 . 2º. rel.072/90.2.072/90. recolhendo-se ao cárcere durante a noite. “b” e “c”. Joaquim Barbosa. 2º da Lei 8. o Tribunal resolveu restringir a análise da matéria à progressão de regime. por unanimidade. entendeu-se que a vedação de progressão de regime prevista na norma impugnada afronta o direito à individualização da pena (CF. ao artigo 33 do Código Penal. Marco Aurélio. 23. incidenter tantum. por maioria.com. foi acrescentado o parágrafo 4º. dos demais requisitos pertinentes ao reconhecimento da possibilidade de progressão. o STF. art. (HC-82959) 8 www. art. em que pese a proibição legal. decidiu pela possibilidade de progressão de regime.2.763 de 2003. aos condenados por crimes hediondos. 23. acaba tornando inócua a garantia constitucional. tendo em conta o pedido formulado. que indeferiam a ordem. caso a caso. alíneas “a”. sem prejuízo da apreciação. Ellen Gracie. já que. que veda a possibilidade de progressão do regime de cumprimento da pena nos crimes hediondos definidos no art. LXVI). Ressaltou-se.072/90. rel. Crimes Hediondos: Na Lei 8072/90. Atenção: Com o advento da lei 10. No entanto. 334 e 372. unicamente. Informativos 315. o legislador determina que a pena deverá ser cumprida integralmente em regime fechado. a inconstitucionalidade do § 1º do art. mantendo a orientação até então fixada pela Corte no sentido da constitucionalidade da norma atacada.2006. deferiu pedido de habeas corpus e declarou. ficará em casa do albergado. porquanto impede a progressividade. com os STF – INFORMATIVO 418 . a sua capacidade de reintegração social e os esforços aplicados com vistas à ressocialização. É o que dispõe o artigo 2º. explicitou que a declaração incidental de inconstitucionalidade do preceito legal em questão não gerará conseqüências jurídicas com relação às penas já extintas nesta data. em julgamento recente e de notoriedade nacional.Lei 8. ao não permitir que se considerem as particularidades de cada pessoa. finais de semana e feriados (artigo 33. também. Celso de Mello e Nelson Jobim.

o preso será estimulado.11. O Trabalho do preso será sempre remunerado. a progressão de regime de cumprimento de pena fica condicionada à reparação do dano causado e à restituição da coisa. com os acréscimos legais. de acordo com a Lei das Execuções Penais (artigo 31 da LEP). caso o preso não trabalhe. Mas. de 12.1. sendo-lhe garantidos os benefícios da Previdência Social (artigo 39 do CP). entregandose ao ócio.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI acréscimos legais. devemos dar atenção especial. já que inclusive neste ano (2006) a fundação Carlos Chagas tratou do assunto em questão para concurso de analista do TER. Assim. o trabalho é obrigatório. cometido quaisquer dos crimes contra a administração pública (artigo 312 e seguintes do CP). por funcionário público ou particular.1. (Incluído pela Lei nº 10. não forçado. impondo-se a todas as autoridades o respeito à sua integridade física e moral (artigo 38 do CP).com. Assim. por meio da remuneração e da remição9. A Constituição Federal. não satisfará as condições necessárias para obter a progressão de regime e concessão do livramento condicional. Em que pese inexistir o trabalho forçado. DOS DIREITOS DO PRESO.pontodosconcursos. não permite a pena de trabalho forçado.2. com os acréscimos legais. O preso conserva todos os direitos não atingidos pela perda da liberdade. § 4o O condenado por crime contra a administração pública terá a progressão de regime do cumprimento da pena condicionada à reparação do dano que causou. ou à devolução do produto do ilícito praticado. Não se admite o trabalho gratuito.763. www.br 9 . como já vimos. 8. a trabalhar. Então. por aquele que foi condenado por crime contra a administração pública.2003) Dica: Como se trata de novidade legislativa. Jamais será forçado a fazê-lo. 9 Remição é o abatimento da pena pelo trabalho.

não está cumprindo a pena.perda de bens e valores.prestação pecuniária.pontodosconcursos.limitação de fim de semana. obrigatório.br 10 10 . É o que ocorre com aquele que foi preso em flagrante delito (prisão provisória). VI . Quando. interdição temporária de direitos e limitação de fim de semana10.2. então. c. Se não trabalha. A detração também é um direito do preso. a ausência de trabalho não leva a crer que a pena não está sendo cumprida. Penas restritivas de direitos Art.prestação de serviço à comunidade ou a entidades públicas. As penas restritivas de direitos são: I . o da progressão de regime. III . 8. d. antes da sentença penal condenatória definitiva.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Forçado então é o trabalho como cumprimento da pena. II .prestação pecuniária. Há cumprimento de pena.prestação de serviços à comunidade. prestação pecuniária. será abatido da pena aplicada. antes da sentença. àquele que esteve preso provisoriamente. Assim. isto é. todavia. A segunda das espécies de penas admitidas no Código Penal são as penas restritivas de direitos. é garantido o direito de abater da pena aplicada o tempo que esteve preso provisoriamente (artigo 42 do CP). V . DAS PENAS RESTRITIVAS DE DIREITOS.com. prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas. por exemplo.perda de bens e valores. Caso tenha ficado preso provisoriamente por 01 ano. www.(VETADO) IV .multa. de sua pena será o prazo abatido. São elas. perda de bens e valores. O que não se permite é a concessão de certos benefícios. esteve preso.1.interdição temporária de direitos. b. 43. Elas estão previstas no artigo 43 do Código Penal. Em tal dispositivo estão elencadas as modalidades de penas restritivas de direitos. TRIBUNAL RETIONAL ELEITORAL – MG 2005 – FCC. como. 52 – O Código Penal vigente não considera pena restritiva de direitos a: a. O tempo em que.

Assim. a seus dependentes ou a e. basta aplicar-se as regras atinentes à aplicação da lei penal no tempo.com. isto é. inciso I. o artigo 54 deve ser interpretado levando-se em conta as novas regras do artigo 44 do CP. observando. Como a nova redação do artigo 44 decorreu de lei posterior. admite-se a substituição da pena privativa de liberdade em restritivas de direito desde que. ou nos crime culposos. Assim. Note que o legislador. já que não estão elas previstas como penas independentes. Serão elas aplicadas em substituição a penas privativas de liberdade. É pressuposto para a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos que aquela não seja superior a 04 anos e que o crime não seja daqueles cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. uma contradição entre os artigos 44.br . DA PRESTAÇÃO PECUNIÁRIA. Gabarito oficial: B 11 No Código Nacional de Transito é possível encontrar penas restritivas de direitos cominadas diretamente aos crimes de trânsito ali definidos. 8. há a revogação tácita do disposto no artigo 54.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI As penas restritivas de direitos são peculiares. Há. primeira modalidade de pena restritiva de direitos.limitação de final de semana. para tanto.pontodosconcursos. não são cominadas a crimes. crime que preveja a pena restritiva de direitos como sanção11. A prestação pecuniária. no artigo 54 do CP. É o que ocorre com a pena de “suspensão ou proibição de obter a permissão ou a habilitação para dirigir veículo automotor”. Assim. à vítima. Para resolvê-la. no Código Penal. não há que se respeitar limite quantitativo da pena. à pena privativa de liberdade. I. Tratandose de crimes culposos. então. qualquer que seja a pena aplicada. e o 54 do CP. se o crime for culposo (artigo 44.1. ou. consiste em pagamento em dinheiro. diz que a pena restritiva de direitos será aplicada quando a pena privativa de liberdade for fixada em quantidade inferior a 01 ano. o juiz fixará na sentença a pena privativa de liberdade (detenção ou reclusão) e a substituirá por pena restritiva de direitos.1. nos crimes dolosos. do CP). os critérios previstos em lei. Operada a substituição. ou seja. serão executadas com autonomia frente à pena substituída. a pena não exceda a 04 anos e o crime não seja daqueles que decorra de violência ou grave ameaça à pessoa. Portanto. 11 www.2. não há.

de importância fixada pelo juiz. de importância fixada pelo juiz. mas possui habilidade para prestar determinado serviço de interesse do beneficiário da prestação. cuja característica é ser em dinheiro. a prestação pecuniária. consistir em prestação de outra natureza. É o que ocorre quando o condenado não tem liquidez (dinheiro). do artigo 45 do CP. Assim. a seus dependentes ou a entidade pública ou privada com destinação social. Artigo 45 do Código Penal. em conseqüência da prática do crime. O valor da importância não será jamais inferior a 1 salário mínimo e nem mesmo superior a 360 vezes o salário mínimo. www.2. A prestação pecuniária.br 12 .2. a perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á. do montante de eventual condenação em ação de reparação civil. De acordo com o que determina o parágrafo 3º. poderá. § 2o No caso do parágrafo anterior. DA PERDA DE BENS E VALORES.com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI entidade pública ou privada com destinação social. ressalvada a legislação especial.pontodosconcursos. a perda é em definitivo. em favor do Fundo Penitenciário Nacional e seu valor terá como teto o montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou terceiro. Há caráter confiscatório. poderá consistir em prestação de outra natureza. a prestação pecuniária pode consistir em prestação de outra natureza. O valor pago será deduzido do montante de eventual condenação em ação de reparação civil. § 1o A prestação pecuniária consiste no pagamento em dinheiro à vítima. 8. se houver aceitação do beneficiário. não inferior a 1 (um) salário mínimo nem superior a 360 (trezentos e sessenta) salários mínimos. Será ela deduzida. caso haja aceitação do beneficiário. se coincidentes os beneficiários.1. então. Havendo concordância do último. quando beneficia a vítima ou seus dependentes. Deve recair sobre o patrimônio de origem ilícita do sentenciado.

o automóvel. levar-se-á em conta o montante do prejuízo causado ou do provento obtido em razão do crime. DA PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE OU À ENTIDADES PÚBLICAS. 8. Assim. por exemplo. já que a perda recairá sobre os benefícios auferidos pela prática delituosa. A prestação de serviço consistirá na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado. será estabelecido o valor tendo em conta o de maior montante. Serão os sucessores atingidos pela perda caso tenham se beneficiado dos proventos do crime. o imóvel. que ao médico. a renda etc. Artigo 45 do Código Penal. sempre.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Não se confunde a pena restritiva de direitos com os efeitos da condenação previstos no artigo 91 do CP. § 3o A perda de bens e valores pertencentes aos condenados dar-se-á..com.. em conseqüência da prática do crime. em favor do Fundo Penitenciário Nacional. como cheque.br 13 . www. nota promissória. Dentre o prejuízo causado e o provento obtido. seja aplicada pena de prestação de serviço em obra comunitária de construção civil. as aptidões do condenado. Também não alcançará o patrimônio lícito de seus sucessores.1. de forma desmotivada. Para se estabelecer o “quantum” a ser perdido. ressalvada a legislação especial. no entanto..o que for maior . dos quais pode decorrer a perda de bens em favor da União. respeitada. a jornada de trabalho normal do sentenciado. Não se admite. títulos etc.2. Bens são as coisas que possuem valor econômico e que podem ser objeto de relação jurídica. Respeitar-se-á. Observe que a pena não ultrapassará a pessoa do condenado. A prestação de serviços será cumprida à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação. Valor é o preço de uma determinada coisa ou o papel representativo de dinheiro.pontodosconcursos.3. e seu valor terá como teto .o montante do prejuízo causado ou do provento obtido pelo agente ou por terceiro..

prestação pecuniária ou perda de bens ou valores. De acordo com tal dispositivo o condenado poderá. então. deverá prestar serviço à comunidade pelo período de 7 meses. Deve.com. antecipar o seu cumprimento. desde que não reduza a pena de prestação de serviço a tempo inferior à metade da pena privativa de liberdade. a prestação de serviço à comunidade ou a entidade pública terá igual duração. é admitida a substituição. do artigo 46 do Código Penal traz uma hipótese interessante. não podendo. quando a pena for superior a um ano. sendo ela substituída por prestação de serviços por igual período (artigo 55 do CP). se fixada uma pena de 2 anos de reclusão. o magistrado se valer das outras penas restritivas de direitos. A prestação de serviço será realizada em favor da comunidade ou de entidades públicas. Portanto. Se. A redução não pode jamais levar a uma pena inferior à metade da pena substituída. devemos observar se. poderá o sentenciado antecipar o seu cumprimento. não se admitirá a substituição por prestação de serviços.pontodosconcursos. para aplicação da pena de prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas.br 14 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Assim. Assim. Assim. sendo a pena inferior ou igual a 6 meses de detenção ou reclusão. se a pena privativa de liberdade é de 02 anos. como por exemplo. O parágrafo 4º. trabalhando 2 horas diárias. é que a pena privativa de liberdade seja superior a 06 meses. A prestação de serviço à comunidade ou à entidade pública será aplicada quando a pena substituída for superior a 06 meses de pena privativa de liberdade. A antecipação é facultativa. em programas estatais ou comunitários. Pressuposto. A prestação de serviço à comunidade consistirá em tarefas prestadas a entidades assistenciais. Não se admite a prestação de serviços a entidades privadas que não desempenhem programas estatais ou comunitários. hospitais. aquele que foi condenado à pena de 7 meses de detenção. para admissão da prestação de serviços. por exemplo. assim. ser imposta pelo juiz. Portanto. orfanatos e outros estabelecimentos congêneres. sendo que cada hora de tarefa prestada corresponderá a um dia da condenação. diante do quantum da pena substituída. escolas. ou será reduzida a tempo www. reduzirá o tempo de cumprimento de pena. pois o sentenciado tem o direito de cumprir a pena de prestação de serviços à comunidade ou a entidade pública por tem igual àquele da pena substituída (artigo 55 do CP). cada hora de tarefa corresponde a 1 dia de pena.

§ 2o A prestação de serviço à comunidade dar-se-á em entidades assistenciais. fixadas de modo a não prejudicar a jornada normal de trabalho. sendo que seu cumprimento terá a mesma duração da pena substituída.As penas de interdição temporária de direitos são: I . escolas.com. bem como de mandato eletivo. é facultado ao condenado cumprir a pena substitutiva em menor tempo (art. não há possibilidade de o sentenciado facultativamente reduzir o tempo de seu cumprimento. hospitais. de licença ou autorização do poder público.proibição de freqüentar determinados lugares. 8. cuja literalidade segue e será aplicada em substituição à pena privativa de liberdade. www.2.suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. 46.pontodosconcursos. orfanatos e outros estabelecimentos congêneres. função ou atividade pública. em programas comunitários ou estatais. devendo ser cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação. Prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas Art. § 1o A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas consiste na atribuição de tarefas gratuitas ao condenado.br 15 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI não inferior à metade da pena substituída desde que o sentenciado tenha interesse em fazê-lo de forma antecipada. § 3o As tarefas a que se refere o § 1o serão atribuídas conforme as aptidões do condenado.4. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. Aqui. nunca inferior à metade da pena privativa de liberdade fixada.1. A prestação de serviços à comunidade ou a entidades públicas é aplicável às condenações superiores a seis meses de privação da liberdade. § 4o Se a pena substituída for superior a um ano. II . III .proibição do exercício de cargo. 55). Interdição temporária de direitos Art. DA INTERDIÇÃO TEMPORÁRIA DE DIREITOS. A interdição temporária de direitos está prevista no artigo 47 do CP.proibição do exercício de profissão. 47 . IV .

suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo. afastando o sentenciado do exercício de sua atividade. já que busca penalizar. A interdição. vigida pelo Público. b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos.. Não se confunde com os efeitos da condenação previstos no artigo 92. caráter retributivo e preventivo. Quando decorre de efeitos da condenação. única Poder entre (OAB.proibição do exercício de cargo. 92 .br 16 . 12 www. não tem a proibição caráter temporário. função ou atividade pública.com. Tem ela. oficio. aplica-se a todo o crime cometido no exercício de profissão. então. Art. 3.a perda de cargo.) pelo Poder Público.. De acordo com o que dispõe o artigo 57 do CP.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consistirá. As mesmas observações anotadas no item anterior aqui se aplicam. do dentista. A distinção é que o agente aqui exerce atividade fiscalizada. cargo ou função. do médico.pontodosconcursos. inciso I. assim. bem como de mandato eletivo. A interdição tem caráter temporário. função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano. 2. não será ela aplicada a qualquer tipo de infração penal.proibição do exercício de profissão. É o caso do advogado. a interdição temporária de direitos em: 1.São também efeitos da condenação: I . de licença ou autorização do poder público. outros. mas também busca acautelar a sociedade. Suas atividades são fiscalizadas por meios dos respectivos órgãos Conselho Regional de Medicina etc. alíneas “a” e “b”. sempre que houver violação dos deveres que lhe são inerentes (artigo 56 do CP). aqui. atividade ou ofício que dependam de habilitação especial. Portanto. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. do arquiteto. afastando temporariamente do exercício profissional aquele que o utiliza para prática delitiva. a pena de interdição consistente na suspensão de autorização ou de habilitação para dirigir veículo deve ser aplicada aos crimes culposos de trânsito. do CP12. atividade.

não admite cumulação com a pena privativa de liberdade. Tem caráter temporário e não se confunde com os efeitos da condenação previsto no artigo 92.com. 92 . ao agente que pratica crime ao volante poderá será aplicada pena privativa de liberdade cumulada com a suspensão ou inabilitação para dirigir veiculo automotor. Será aplicada ao sentenciado independentemente do crime praticado. 13 Art. Só será ela possível quando o crime de trânsito não ocorra ao volante. DA LIMITAÇÃO DE FINAL DE SEMANA. muito se fala dos crimes cometidos por torcedores de times de futebol. por 05 (cinco) horas diárias. Só existirá como pena substitutiva. Muito criticada pela doutrina. 4. a tais crimes não se admite a incidência da restritiva de direitos do Código Penal. por determinado período. tal interdição temporária deve ser aplicada somente nas hipóteses em que o Código Nacional de Trânsito não a preveja como pena cominada. Seria muito interessante. Terá ela a mesma duração da pena privativa de liberdade aplicada (artigo 55 do CP). caso efetivamente fiscalizada. A limitação de final de semana consiste na obrigação de permanecer. do CP13. De regra. todavia. não se permitindo a redução facultativa de sua duração. Na oportunidade em que estiver do estabelecimento destinado ao cumprimento da pena. quando o agente não esteja dirigindo veiculo automotor. a proibição de freqüentar determinados lugares pode ser aplicada ao agente como pena restritiva de direitos. aplicar-se ao agente a proibição de freqüentar.br . quando utilizado como meio para a prática de crime doloso. oportunidade em que poderá estar conduzindo veiculo de tração animal. poderão a ele ser ministrados curso e palestras.1. inciso III.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Como é pena restritiva de direito. 17 www.proibição de freqüentar determinados lugares. é aplicada com o intuito de inibir a freqüência a bares e lupanares (casas de prostituição). aos sábados e domingos. isto é. Hoje.5. pois como efeito da condenação só poderá ser aplicada quando doloso o crime. 8. estádios de futebol. De acordo com o Código de Trânsito.a inabilitação para dirigir veículo. em casa de albergado ou outro estabelecimento adequado (artigo 48). Assim.São também efeitos da condenação: III .2. No entanto.pontodosconcursos.

CP. desde que.com. o juiz poderá aplicar a substituição. quando: I . II. III . a pena privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 8. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade.aplicada pena privativa de liberdade não superior a quatro anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa ou. depois. todavia. analisarmos cada um dos requisitos. Não podemos esquecer que as penas restritivas de direitos previstas no artigo 32. no Código Penal. www. Para tanto. § 3o Se o condenado for reincidente.a culpabilidade. Portanto. para saber se objetivamente comporta a concessão da substituição. mister trazermos à colação a literalidade da lei. II .o réu não for reincidente em crime doloso.pontodosconcursos. todavia. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. DAS REGRAS PARA APLICAÇÃO DAS RESTRITIVAS DE DIREITOS. presentes os requisitos legais.2. serão aplicadas em substituição das penas privativas de liberdade.br 18 . crime que comine pena restritiva de direitos. já que não há. Os requisitos subjetivos e objetivos necessários à substituição estão arrolados no artigo 44 do Código Penal. Art. se o crime for culposo. qualquer que seja a pena aplicada. Antes. para só. se superior a um ano. Para. substituí-la por restritiva de direitos. a conduta social e a personalidade do condenado. o magistrado na sentença deverá primeiramente fixar a pena privativa de liberdade (detenção ou reclusão). deverá verificar se o agente preenche os requisitos subjetivos exigidos pela lei.1. 44. § 1o (VETADO) § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano.6. em face de condenação anterior. deverá analisar o crime praticado e a pena privativa de liberdade aplicada. os antecedentes.

Roubo Art. já que os culposos não respeitam limite quantitativo de pena. Aqui. 157 . para si ou para outrem. o agente vem a cometer um crime culposo. Já que. a proibição contida no artigo 44. não em crime doloso. de acordo com o disposto no artigo 44. em face de condenação anterior. mediante grave ameaça ou violência a pessoa. O mesmo ocorre quando condenado por crime culposo. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. necessário que a reincidência seja em crime doloso. não exceda a 04 anos e. desde que. a impossibilidade de substituição. Observe o crime de roubo (artigo 157 do CP)14. II.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Para que se permita a substituição. que o crime não tenha sido cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. inciso I. do CP. 19 www. II. a princípio. § 3o Se o condenado for reincidente. reduzido à impossibilidade de resistência: Pena . além disso. por qualquer meio. Mas. Para que não se permita a substituição. por si só. No entanto. Observe o caso daquele que foi condenado definitivamente por crime culposo e. o juiz poderá aplicar a substituição. todavia não em crime doloso. é crime praticado mediante violência ou grave ameaça à pessoa.reclusão. já que a pena excede a 04 anos. necessário que a pena. pois a pena máxima é de 10 anos.pontodosconcursos. Observe abaixo. é um crime onde a substituição encontra os dois obstáculos mencionados no artigo 44. Houve. do CP é relativizada pelo disposto no parágrafo 3º do próprio artigo 44. mais uma vez a reincidência. vem a cometer novo crime doloso.com. antes do período depurador. Houve reincidência. antes do término do período depurador. Para que não se permita a substituição. De acordo com o que dispõe o artigo 44. além disso. o agente deve ter sido condenado por crime doloso e. nos crimes dolosos. vem a cometer um crime doloso.br 14 . todavia. II. Nele não é possível aplicar-se a substituição. proibida a substituição. necessário que o agente não seja reincidente em crime doloso. chegamos à conclusão de que a reincidência não acarreta. ou depois de havê-la.Subtrair coisa móvel alheia. de quatro a dez anos. do CP. e multa. Portanto. do CP.

A reincidência em crime doloso. do CP.A reincidência não seja pelo mesmo crime. do CP). se superior a um ano. Caso.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Assim. do artigo 44. o que de forma absoluta gera a proibição da substituição é a reincidência específica. todavia. o juiz. Não poderá substituir por só uma pena restritiva de direitos ou por multa somente. Tais regras estão insertas no parágrafo 2º. caso socialmente recomendável a substituição. do CP. No entanto. entretanto.pontodosconcursos. presentes os requisitos legais. proíbe a substituição (artigo 44. cuja literalidade segue. de acordo com o que dispõe o artigo 44. No entanto. a princípio. 20 www. poderá o juiz efetivá-la. 2. § 2o Na condenação igual ou inferior a um ano. a cometer o mesmo crime (ambos dolosos). Aplicada na sentença pena de até 01 ano de reclusão ou detenção. Com isso. a pena 15 Sobre a multa falaremos mais adiante. ou. o juiz analisará a culpabilidade. o juiz poderá substituir a pena privativa de liberdade por restritiva de direitos quando: 1. presentes os requisitos legais mencionados. não está obrigado a conceder a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos pelo simples fato de estarem presentes os requisitos legais arrolados no artigo 44. bem como os motivos e as circunstâncias do crime. quando não. Aqui. aquela em que o agente condenado definitivamente por um crime vem. ou seja. poderá substituí-la por uma pena restritiva de direito cumulada com multa. poderá aplicar uma ou outra em substituição à pena privativa de liberdade. surge a figura da reincidência específica.com. por duas penas restritivas de direito. desde que não se trate de reincidência específica (mesmo crime). a pena privativa de liberdade exceda a 1 ano. os antecedentes. Necessário que entenda a adoção de tal medida suficiente à reprovação e prevenção da conduta. Portanto. para daí concluir pena suficiência da medida como meio de reprovação e prevenção do crime. II. O juiz.entender social recomendável a substituição. I e II.br . do CP. mesmo que reincidente. de acordo com o disposto no parágrafo 3º. antes do decurso do prazo depurador. III. a conduta social e a personalidade do condenado. sabemos que ela é a terceira espécie de pena admitida no Código Penal (artigo 32). Portanto. substituí-la por uma pena restritiva de direitos ou por multa15. poderá o juiz. a substituição pode ser feita por multa ou por uma pena restritiva de direitos.

a lei estabelece que a conversão em pena privativa de liberdade não levará em conta o que remanesce (os 15 dias). fenômeno inverso àquele que se deu quando da substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direito. Assim. impõe-se a conversão em pena privativa de liberdade.com. do CP.2.br 21 . www. aqui. portanto. DA CONVERSÃO DAS RESTRITIVAS DE DIREITOS EM PRIVATIVA DE LIBERDADE. por exemplo) para o término da restritiva de direitos. 8. Descumprindo-a. No entanto. é óbvio.7. menos de 30 dias (15 dias. Portanto. na realidade.pontodosconcursos. a pena privativa de liberdade respeitará o remanescente da restritiva de direitos. É o que determina a regra inserta no artigo 33. a conversão será em pena privativa de liberdade que não excederá a 01 ano. parágrafo 4º. levará em conta o que foi cumprido da pena restritiva de direitos. Caso o sentenciado descumpra a pena restritiva de direito que lhe fora aplicada. caso cumprido 1 ano de uma pena de 02 anos. de regra o sentenciado cumpriu parte da pena restritiva de direito.1. respeitado o saldo mínimo de trinta dias de detenção ou reclusão. Na hipótese de restar. Há. o sentenciado descumpre a pena restritiva de direitos quando lhe faltam 30 dias para o seu término. No cálculo da pena privativa de liberdade a executar será deduzido o tempo cumprido da pena restritiva de direitos. entretanto. haverá o abatimento. A conversão. cuja literalidade é a seguinte: § 4o A pena restritiva de direitos converte-se em privativa de liberdade quando ocorrer o descumprimento injustificado da restrição imposta. o juiz deverá convertê-la em pena privativa de liberdade. Quando.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI privativa de liberdade pode ser substituída por uma pena restritiva de direitos e multa ou por duas restritivas de direitos. mas sim será respeitado um saldo mínimo de 30 dias de reclusão ou detenção.

com. condenado a pena privativa de liberdade. Não é necessário que a nova condenação caracterize reincidência para que ocorra a conversão. substitutivamente. a conversão em razão do seu descumprimento injustificado levará a pena privativa de liberdade por tempo superior àquele que restava. Ela pode ser aplicada isoladamente.pontodosconcursos. Batas que apenado com pena privativa de liberdade. caberá ao juiz determinar a conversão da restritiva de direito em privativa de liberdade. mediante conversão. DA PENA DE MULTA. alternativamente e. 8. Não o fará quando possível o cumprimento de ambas as penas. Cumulativamente será aplicada quando o legislador a prevê como uma das penas cominadas ao crime. sem impossível o cumprimento simultâneo da restritiva de direitos com a nova pena. A conversão poderá ser efetivada também quando por outro crime o sentenciado é condenado à pena privativa de liberdade. É o caso daquele que estando cumprindo a pena restritiva de direito é. Portanto. Quando o tempo restante da restritiva de direitos é inferior a 30 dias. Atenção: a condenação superveniente a pena pecuniária (multa) não levará à conversão da restritiva de direitos em privativa de liberdade. A pena de multa é ultima das penas admitidas no Código Penal. de forma absoluta. Será aplicada isoladamente quando o legislador a prevê como a única pena ao crime. Os crimes contra o patrimônio (exemplo: furto) têm como 22 www. até mesmo. § 5o Sobrevindo condenação a pena privativa de liberdade. Assim. afirmar que o juiz deverá converter a restritiva de direitos que estava sendo cumprida.br . por outro crime. cumulativamente. imposta a pena privativa de liberdade por tempo igual àquele que restava para o cumprimento daquela.1.3. incorreta a afirmativa absoluta de que sempre havendo descumprimento da restritiva de direitos ao sentenciado será. sobrevindo condenação por outro crime a pena privativa de liberdade. por outro crime. o juiz da execução penal decidirá sobre a conversão. No caso.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto. não posso. como sanção o crime traz em seu preceito secundário a pena de multa. podendo deixar de aplicá-la se for possível ao condenado cumprir a pena substitutiva anterior.

observe. do CP). ou aplicar somente a pena de multa. Após. Se o agente foi condenado a 50 dias-multa. É o que ocorre com o furto privilegiado (artigo 155. coisa alheia móvel: Pena . A respeito do disposto no artigo 44. Esta cumulativa com aquela.com. não em substituição. parágrafo 2º. diminuí-la de um a dois terços. e multa. deverá estabelecer o valor de cada dia-multa. do CP e no artigo 44. do CP)16. para si ou para outrem. parágrafo 2º. Primeiro deve estabelecer a quantidade de dias-multa. isto é. Pensemos que o valor do salário seja R$ 300. por exemplo. do CP.00.00. 16 www.reclusão. quando possível aplicar. mas de forma alternativa. No mínimo 10 e no máximo 360 dias. fixados cada um deles no mínimo. do CP.pontodosconcursos. Pensemos que na data do fato o Furto Art. Será ela calculada em dias-multa. parágrafo 2º. já falamos quando discorremos sobre as penas restritivas de direitos. A multa será aplicada de forma substitutiva. basta pegar o valor do salário mínimo vigente à época do fato e dividi-lo por 30 (30 dias de cada mês). Concluímos então que o diamulta equivale a R$ 10. deverá estabelecer o quantum de multa a ser aplicada. Há aplicação alternativa quando o legislador possibilita que a multa seja aplicada. de um a quatro anos. A substituição é permitida no artigo 60. estabelecido o número de dias-multa. quando a lei permite que ela substitua a pena privativa de liberdade. sua pena de multa será igual a R$ 500. A pena de multa consiste no pagamento de quantia fixada na sentença ao fundo penitenciário. parágrafo 1º. § 2º . então. O valor de cada dia multa será fixado pelo juiz em um valor não inferior a 1/30 do salário mínimo vigente no país na data do fato e não excederá a 5 vezes esse salário (artigo 49. O valor do dia-multa poderá ser fixado no máximo.00.Se o criminoso é primário. do CP).Subtrair.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI sanção a pena privativa de liberdade e a pena de multa.br 23 . para se fixar o valor mínimo do dia-multa. “caput”. parágrafo 2º. sendo de no mínimo 10 e no máximo 360 dias-multa (artigo 49. e é de pequeno valor a coisa furtada. em até 5 vezes o valor do salário mínimo vigente à época dos fatos. Então. também a pena privativa de liberdade. 155 . o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. O Juiz.

do qual já discorremos. Aqui. for ela insuficiente. Oportunidade em que se fala em multa substitutiva. não superior a 6 meses.com.1. O magistrado. Com isso. em razão da aplicação do disposto no artigo 60. poderá o juiz aumentá-la de até o triplo (artigo 60. Tanto é assim.1.00 (5x300=1500). parágrafo 2º. Dispõe o artigo 60.3. Então. A pena privativa de liberdade poderá ser substituída por multa. mesmo aplicada no máximo (360 dias-multa.pontodosconcursos. atualizado de acordo com os fatores (ou índices) de correção monetária (artigo 49. Atenção Dias: mínimo = 10 Dias: máximo = 360. parágrafo 2º. o valor será. parágrafo 2º. do CP). basta multiplicar o valor do dia multa por 50. De tais critério tratamos no item (8. não é demais trazermos à colação o dispositivo penal. que a pena privativa de liberdade aplicada.000. Note. DA APLICAÇÃO DA PENA DE MULTA. cada dia-multa equivaleria a R$ 1. www. a substituição será permitida quando presentes os requisitos do artigo 44.2. uma pena de multa no piso não surtirá o efeito pretendido. II e III do CP.1. deixou claro que o juiz analisará principalmente a situação econômica do agente. 8. no artigo 60 do CP. Valor dias: mínimo = 1/30 do salário mínimo da época dos fatos. se o agente é demasiadamente abastado financeiramente. Caso a pena seja de 50 dias-multa. no momento da aplicação da pena de multa. que tanto a quantidade de dias. o sentenciado deverá desembolsar o valor de R$ 75.br 24 . Neste caso. pode ser substituída pela de multa observados os critérios do artigo 44. É dessa hipótese de substituição que nos ocuparemos agora. do CP. No entanto. parágrafo 2º. seja ela qual for. deve ser suficiente à reprovação e à prevenção do ilícito.00. No entanto. também. desde a data do fato. do CP.00. do CP). Fixado na sentença.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI salário mínimo fosse R$ 300. Valor dias: máximo = 5 vezes o valor do salário mínimo da época dos fatos.6). fixado cada valor do dia multa em 5 vezes o salário mínimo vigente à época dos fatos).500. Já que a pena. o legislador. que se. então. do CP. e. quanto o valor de cada dia deverá respeitar um piso e um teto. deverá atentar à situação econômica do sentenciado. parágrafo 1º.

pontodosconcursos.3. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente.1. A pena de multa prevista no Código Penal não mais admite sua conversão em pena privativa de liberdade. Assim. Não se esqueça. do CP). 8. do CP e 60. Valor máximo = 360 salários mínimos (artigo 45. de forma expressa. e a culpabilidade. DA CONVERSÃO E DA REVOGAÇÃO DA PENA DE MULTA.2. deverá o juiz substituir a privativa de liberdade por pena de multa. no caso do furto (Pena de 1 a 4 anos de reclusão + multa) a pena privativa de liberdade pode ser substituída por multa. até mesmo quando substitutiva não admite a conversão em pena privativa de liberdade. a conduta social e a personalidade do condenado. Portanto. parágrafo 2º. Teremos então ao final a multa substitutiva e a multa cominada. bem como os motivos e as circunstâncias indicarem que essa substituição seja suficiente. admite a substituição com base nos artigos 44. Valor mínimo = 1 salário mínimo.a culpabilidade. sendo aplicada pena privativa de liberdade não superior a 06 meses. com a redação que lhe foi dada pela lei 9268/96. Para não pairar dúvida. parágrafo 1º. O não pagamento poderá dar causa ao exercício do direito de cobrar administrativa ou judicialmente a dívida. também. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. oportunidade em que não se deixará de aplicar a multa cominada a ela cumulativamente.1. III . os antecedentes. Assim. não sendo o réu reincidente em crime doloso. sem prejuízo da aplicada da pena de multa cominada no tipo penal. o legislador. aplicando-se-lhe as normas da legislação relativa à dívida ativa da Fazenda Pública. De acordo com o que dispõe o artigo 51 do CP. 44. Assim.2. que a prestação pecuniária também tem teto e piso. não se admite a revogação ou a conversão em pena privativa de liberdade. a multa será considerada dívida de valor. os antecedentes. parágrafo 2º. transitada em julgado a sentença condenatória.1). Jamais dará cabo à privação da 25 www. quando: II . a conduta social e a personalidade do condenado.o réu não for reincidente em crime doloso. também do CP.com. Dica: Não confundir a pena de multa com a pena restritiva de direitos consistente em prestação pecuniária (item 8.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Art.br .

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI liberdade. ou relativo a processo penal em curso por infração penal a que a pena pecuniária seja a única cominada”. Esta respeitará sempre o princípio da intranscendência. da sentença que aplica somente a pena de multa. Súmula do STF: “693 – Não cabe hábeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa. Eventual constrangimento será sanado por meio de mandado de segurança. Com isso. já que a pena não pode ultrapassar os limites daquele que foi condenado. www.com.pontodosconcursos. jamais haverá constrangimento à liberdade de ir e vir. Mas sim da multa. o que inibe a utilização do hábeas corpus. Sobrevindo ao condenado à pena de multa doença mental.br 26 . não se pode cobrar a multa aplicada. A partir do momento em que ocorre a sucessão. a sua execução (cobrança) será suspensa até que ele se restabeleça (artigo 52 do CP). que é pena. Ocorrendo o falecimento do condenado à pena de multa. há a extinção da punibilidade. Não por hábeas corpus. Observe que aqui não estamos falando do dever indenizatório decorrente do ilícito.

br 27 .com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI www.pontodosconcursos.

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8.2. DA APLICAÇÃO DAS PENAS. Agora vamos tratar das regras gerais para aplicação das penas. Nas linhas anteriores já falamos da aplicação das penas de multa e restritivas de direitos (itens 8.1.3.1 e 8.1.2.6). Agora, portanto, dispensaremos atenção especial às regras direcionadas à aplicação da pena privativa de liberdade. As penas privativas de liberdade são aquelas que levam ao encarceramento do indivíduo e podem ser de reclusão, detenção e, no caso das contravenções penais, de prisão simples. Dispensaremos, aqui, atenção especial à letra da lei. Portanto, a todo o momento estaremos nos remetendo à literalidade da lei. Nosso tema será, então, o procedimento que o juiz deverá adotar quando da aplicação da pena privativa de liberdade. 8.2.1 DO SISTEMA TRIFÁSICO. De forma nítida foi pelo legislador adota o sistema trifásico para aplicação da pena. É o que notamos quando da leitura do disposto no artigo 68 do CP. Observe: Cálculo da pena Art. 68 - A pena-base será fixada atendendo-se ao critério do art. 59 deste Código; em seguida serão consideradas as circunstâncias atenuantes e agravantes; por último, as causas de diminuição e de aumento. Sem, por enquanto, tratarmos dos conceitos, já notamos que deverá o juiz fixar a pena base, posteriormente considerará as circunstâncias atenuantes e agravantes e, ao final, dispensará atenção às causas de diminuição e de aumento de pena. O legislador, então, impõe ao julgador um caminho a ser seguido para a aplicação da pena. Trataremos, então, de forma clara e objetiva desse caminho a ser trilhado pelo magistrado quando da aplicação da penal.

Pena base (artigo 59 do CP)

O cálculo da pena

Circunstâncias atenuantes e agravantes 1 Causas de diminuição e aumento de pena.

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8.2.1.1. DA PENA BASE E DAS CIRCUNSTANCIAS JUDICIAIS. Diz-se pena base, aquela que servirá de base de cálculo inicial na operação que o magistrado deverá realizar para estabelecer a pena a ser, ao final, aplicada ao agente. Para tanto, se valerá das circunstâncias judiciais mencionadas no artigo 59 do CP, cuja literalidade segue abaixo. Fixação da pena Art. 59 - O juiz, atendendo à culpabilidade, aos antecedentes, à conduta social, à personalidade do agente, aos motivos, às circunstâncias e conseqüências do crime, bem como ao comportamento da vítima, estabelecerá, conforme seja necessário e suficiente para reprovação e prevenção do crime: I - as penas aplicáveis dentre as cominadas; II - a quantidade de pena aplicável, dentro dos limites previstos; III - o regime inicial de cumprimento da pena privativa de liberdade; IV - a substituição da pena privativa da liberdade aplicada, por outra espécie de pena, se cabível.

Assim, o magistrado deverá observar qual o crime cometido pelo agente, para daí estabelecer, primeiro, qual das penas, dentre as cominadas, será aplicada e, após, o “quantum” da pena a ser aplicada. Pena cominada é aquela que vem no preceito sancionador do tipo penal. No crime de furto, por exemplo, a pena cominada é de 1 a 4 anos de reclusão + multa. Caberá ao magistrado, dentro desse mínimo e máximo, estabelecer a pena base. Deverá, então, se valer dos critérios estabelecidos no artigo 59 do CP para fixar a pena base.

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CIRCUNSTANCIAS JUDICIAIS ARTIGO 59 DO CP. 12345Culpabilidade do agente. os antecedentes do agente. a conduta social do agente. a personalidade do agente os motivos, as circunstâncias e conseqüências do crime 6- bem como ao comportamento da vítima.

Pensemos que no crime de furto simples (artigo 155 do CP)1, diante das circunstâncias judiciais, o magistrado tenha entendido que a pena de 02 anos de reclusão + multa é suficiente para a prevenção e reprovação do crime. Não podemos nos esquecer que sempre se levará em conta a pena cominada ao crime para, daí, diante das circunstâncias judiciais, estabelecer-se a pena base. Se o crime é qualificado (furto qualificado, por exemplo), deverá o juiz levar em conta a pena cominada ao furto qualificado. É o que ocorre quando o furto é praticado mediante rompimento de obstáculo ou escalada (artigo 155, parágrafo 4º, inciso I, do CP)2 onde a pena cominada, diante da qualificadora, é de 02 a 08 anos de reclusão + multa. Sobre a pena escolhida (02 anos de reclusão + multa) incidirá a próxima fase, isto é, caberá ao magistrado aferir sobre as circunstâncias atenuantes e agravantes. Se, todavia, o crime é privilegiado, deverá o magistrado, para estabelecer a pena base, dispensar atenção à pena cominada ao crime privilegiado. Observe o

Furto Art. 155 - Subtrair, para si ou para outrem, coisa alheia móvel: Pena - reclusão, de um a quatro anos, e multa.
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Furto qualificado § 4º - A pena é de reclusão de dois a oito anos, e multa, se o crime é cometido: I - com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa;
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crime de furto privilegiado (artigo 155, parágrafo 2º, do CP)3. Aqui, caberá ao magistrado, diante das circunstâncias judiciais (artigo 59 do CP) escolher a pena dentre as cominadas e, escolhendo-a, estabelecer o seu quantum. 8.2.1.2. DAS CIRCUNSTANCIAS AGRAVANTE E ATENUANTES. Estabelecida a pena base, caberá ao magistrado, agora, aferir a incidência de circunstâncias agravantes e atenuantes. Não devemos deixar de lembrar que circunstâncias são elementos que circundam o fato típico. Não são necessárias para a existência do ilícito. Eventualmente, tais circunstâncias são consideradas como elementares dos crimes ou como circunstância que os qualificam ou, ainda, como circunstâncias que o torna privilegiado. É o que ocorre nos exemplos de furto qualificado e privilegiado. Serão, todavia, consideradas atenuantes ou agravantes as circunstâncias que não são elementares dos crimes e que também não são circunstâncias que os tornem qualificados ou privilegiados. As circunstâncias agravantes estão previstas nos artigos 61 e 62 do CP. A pena base será agravada (aumentada) quando presentes quaisquer das circunstâncias mencionadas no referido dispositivo, cuja literalidade segue. Circunstâncias agravantes Art. 61 - São circunstâncias que sempre agravam a pena, quando não constituem ou qualificam o crime: I - a reincidência; II - ter o agente cometido o crime: a) por motivo fútil ou torpe; b) para facilitar ou assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime; c) à traição, de emboscada, ou mediante dissimulação, ou outro recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa do ofendido; d) com emprego de veneno, fogo, explosivo, tortura ou outro meio insidioso ou cruel, ou de que podia resultar perigo comum; e) contra ascendente, descendente, irmão ou cônjuge; § 2º - Se o criminoso é primário, e é de pequeno valor a coisa furtada, o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção, diminuí-la de um a dois terços, ou aplicar somente a pena de multa.
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i) quando o ofendido estava sob a imediata proteção da autoridade. por exemplo. De acordo com a definição do CP. É o caso do crime cometido contra mulher grávida. estabelecer pena que exceda a 04 anos. 125 e 126 do CP) e. do CP). está legalmente definida no artigo 63 do CP4. de coabitação ou de hospitalidade. parágrafo 2º. É o que ocorre com os motivos fútil ou torpe no crime de homicídio (artigo 121. naufrágio. no País ou no estrangeiro. h) contra criança. g) com abuso de poder ou violação de dever inerente a cargo. portanto. o tenha condenado por crime anterior. oportunidade em que a pena base é fixa já no máximo. não poderá o magistrado diante das circunstâncias agravantes. Então. não poderá levar à fixação de uma pena superior àquela cominada ao crime. ofício. j) em ocasião de incêndio.Verifica-se a reincidência quando o agente comete novo crime. depois de transitar em julgado a sentença que. A reincidência. pois não poderá a pena ser agravada. O aumento da pena base. não pode nele ser considerada como agravante. ministério ou profissão. Fixada a pena base de 02 anos. ou de desgraça particular do ofendido. I e II. considera-se reincidente aquele que comete novo crime quando já condenado definitivamente (sentença condenatória transitada em julgado) por outro crime. primeira circunstância agravante. já que fixada em seu patamar máximo. 4 5 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI f) com abuso de autoridade ou prevalecendo-se de relações domésticas. a pena cominada é de 1 a 4 anos de reclusão + multa. inundação ou qualquer calamidade pública. Atenção: Observe que algumas circunstâncias mencionadas no artigo 61 do CP são elementares ou circunstâncias que qualificam certos crimes. diante da incidência de circunstância agravante. 63 . l) em estado de embriaguez preordenada. No caso do furto. maior de 60 (sessenta) anos. será irrelevante a existência de qualquer agravante. quando desfavoráveis as circunstâncias judiciais (artigo 59 do CP). Reincidência Art. enfermo ou mulher grávida. A condição de grávida é elementar do crime de aborto (artigos 124.

praticar o crime.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Então. agora. ou organiza a cooperação no crime ou dirige a atividade dos demais agentes.promove. II. ou nele participa. mediante paga ou promessa de recompensa. por inveja etc. IV . Ocorre quando alguém comete o crime por ganância extraordinária. com isso. A condenação anterior não gerará a reincidência quando do cumprimento da pena até o novo crime medear tempo superior a 5 anos. Agravantes no caso de concurso de pessoas Art. ademais. III .instiga ou determina a cometer o crime alguém sujeito à sua autoridade ou não-punível em virtude de condição ou qualidade pessoal. a pena será agravada quando presente qualquer das circunstâncias mencionadas no artigo 62 do CP. embriagado. do CP). repugnante. Torpe é o motivo vil. A embriaguez preordenada é aquela em que o indivíduo se coloca em estado de embriaguez com o objetivo de. Não são. O artigo 62 do CP arrola hipóteses de agravação de pena quando há concurso de agentes. que houve prescrição da reincidência (artigo 64. Não serão aplicadas quando são elementares ou circunstâncias que qualificam o crime. 6 . aqui. Diz-se. É o que ocorre quando mato alguém porque levou o meu time de futebol à derrota. a algumas circunstâncias agravantes que necessitam ser conceituadas para que sejam compreendidas. Dispensaremos.A pena será ainda agravada em relação ao agente que: I . se o agente comete novo crime já tendo sido condenado definitivamente por outro crime. ao aplicar-se a pena do novo crime ela será agravada pela reincidência. inciso I. é reincidente e. cuja literalidade segue abaixo..executa o crime.. 62 . No caso de concurso de agentes (artigo 29 do CP). O motivo fútil é aquele de nenhuma ou ínfima importância. considerados para efeito de reincidência os crimes políticos ou militares (artigo 64.coage ou induz outrem à execução material do crime. II . do CP).

São circunstâncias que sempre atenuam a pena: I . do CP. As circunstâncias atenuantes estão arroladas nos artigos 65 e 66 do CP. São circunstâncias que sempre atenuam a pena 5 o desconhecimento da lei e ter o agente cometido o crime em legítima defesa. E ser o agente menor de 21 (vinte e um) anos na data da sentença e maior de 70 (setenta) anos na data do fato. inciso I. por exemplo. Abaixo segue a literalidade do primeiro. evitar-lhe ou minorar-lhe as conseqüências. III . d) confessado espontaneamente. não se permite a agravante do artigo 62. ou em cumprimento de ordem de autoridade superior. ou ter. a autoria do crime. Gabarito oficial : B 7 A B . na data do fato. o desconhecimento da lei e ser o agente menor de 21 (vinte e um) anos na data do fato. II . na data da sentença.ter o agente: a) cometido o crime por motivo de relevante valor social ou moral. DICA IMPORTANTE: Não podemos nos esquecer que a agravação da pena não pode levar a uma pena que exceda o limite máximo cominado. Circunstâncias atenuantes5 Art. 65 . reparado o dano. antes do julgamento. C o desconhecimento da lei e ser o agente menor de 21 (vinte e um) anos na data da denúncia.ser o agente menor de 21 (vinte e um). D o desconhecimento da lei e ser o agente menor de 21 (vinte e um) anos na data da sentença. Assim. b) procurado. e) cometido o crime sob a influência de multidão em tumulto. c) cometido o crime sob coação a que podia resistir. perante a autoridade. há qualificadora quando o crime é cometido mediante paga ou promessa de recompensa (artigo 121. ou maior de 70 (setenta) anos. ou sob a influência de violenta emoção.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI No crime de homicídio.o desconhecimento da lei. MPDF – 2003. do CP). logo após o crime. provocada por ato injusto da vítima. por sua espontânea vontade e com eficiência. inciso IV. se não o provocou.

do CP). eventuais circunstâncias atenuantes não permitirão a atenuação da pena. leva-se em conta interesse coletivo. fazendo com que a pena base seja aplicada no mínimo. o juiz deve aplicar a pena de modo que ela se aproxime do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes. No entanto. 8. for maior de 70 anos (artigo 65. na data da sentença.2. do CP. 8 . Quando o agente comete o crime mediante relevante valor social. sua pena será atenuada. no arrolada no artigo 65 do CP. Atuando mediante relevante valor moral também há a atenuação da pena. se as circunstâncias judiciais (artigo 59 do CP) são extremamente favoráveis ao agente. o interesse relevante é de cunho pessoal. O desconhecimento da lei não escusará o agente de sua responsabilidade penal. poderá o juiz atenuar a pena. Para tanto. inciso II.1. que entenda relevante. De acordo com o que dispõe o artigo 67 do CP. diante de circunstâncias. É o caso daquele que pratica crime de violação de domicilio contra traidor da pátria. o legislador permite ao julgado que. O mesmo ocorre quando. inciso I. anteriores ou posteriores ao fato. há a atenuação da pena. aqui. possa atenuar a pena quando presente circunstância relevante. pois o quantum final ficaria abaixo do mínimo cominado.2. à personalidade do agente e a reincidência. circunstâncias preponderantes aquelas relativas ao motivo determinante do crime. Assim. alegar o desconhecimento da lei não gera impunidade. DO CONCURSO DE ATENUANTES E AGRAVANTES. de acordo com a lei. É o que ocorre no caso do artigo 65. ATENÇÃO: As atenuantes não podem jamais levar uma pena abaixo do mínimo legal. havendo simultaneidade (concurso) de circunstâncias atenuantes e agravantes. São. Ali. Portanto. Assim.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI A idade do agente poderá caracterizar hipótese de atenuação. diante do caso concreto. No artigo 66 do CP estão as atenuantes inominadas. mas não menos imperioso. se o agente era ao tempo do fato (atividade) menor de 21 anos de idade. Portanto. É o que ocorre com aquele que pratica crime para saciar a fome de um pobre mendigo ou que mata para terminar com o sofrimento alheio. poderá dar causa a atenuação da pena. Todavia.1.

As causas de aumento e de diminuição de pena estão previstas tanto na parte geral. entendendo-se como tais as que resultam dos motivos determinantes do crime. DAS CAUSAS DE AUMENTO E DE DIMINUIÇÃO DE PENA. A reincidência (artigo 63 do CP) prepondera sobre as atenuantes. Como exemplo de causas de diminuição arroladas na parte especial temos o homicídio privilegiado (artigo 121. do CP). Quando. A agravante prepondera. prepondera sobre a agravante. Aqui. o agente praticou o crime por mediante paga ou promessa de pagamento (agravante). Necessária a compensação. já que constitui motivo determinante do crime. todavia. que é o motivo determinante do crime.1. como na parte especial do Código Penal. Estabelecida a pena base e realizada a aplicação das causas agravantes e atenuantes. deve o juiz agora passar à próxima fase. concorrerem circunstâncias tidas preponderantes. a letra da lei. DICA IMPORTANTE: Observe que o legislador quando trata das circunstâncias atenuantes e agravantes não estabelece o quantum da atenuação ou da agravação. II. apesar da confissão espontânea (atenuante). Portanto. Concurso de circunstâncias agravantes e atenuantes Art. Quando. deverá. Portanto. parágrafo 1º.2.No concurso de agravantes e atenuantes. Também o é a tentativa (artigo 14. Caberá ao juiz estabelecê-lo. diante do quantum até agora estabelecido. 8. Em contrapartida. uma não se sobreporá à outra.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto. se o crime foi praticado por meio do emprego de veneno (agravante). impõe-se a compensação. mas o agente o fez mediante relevante valor social ou moral. da personalidade do agente e da reincidência. Ambas são circunstâncias tidas preponderantes. do CP). Observe.3. abaixo. fazer incidir as causas de aumento e de diminuição de pena. a pena deve aproximar-se do limite indicado pelas circunstâncias preponderantes. 67 . Este. como 9 . Observe a hipótese do reincidente praticar crime mediante relevante valor moral ou social. O arrependimento posterior previsto no artigo 16 do CP é causa obrigatória de diminuição de pena.

Permitem as causas de aumento ou de diminuição de pena. de acordo com o que dispõe o artigo 67 do CP. RESPEITADO O SISTEMA TRIFÁSICO PREVISTO NO ARTIGO 68 DO CP. diferentemente das agravantes e atenuantes. PRIMEIRA FASE: fixar a pena base. parágrafo 4º. No quadro abaixo. Portanto. acima do máximo. observado os critérios tratados até aqui. a peculiaridade de estabelecerem um quantum a ser diminuído ou aumentado (diminuição de 1/3 a 2/3. em 3 anos de reclusão + multa. mediante o rompimento de obstáculo e tendo em conta promessa de pagamento de recompensa. aumento de 1/3 a 2/3).DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI exemplo de causa de aumento prevista na parte especial. a critério do magistrado. vamos aplicar a pena. No entanto. também diferentemente das agravantes e atenuantes. à luz do disposto no artigo 59 do CP. diante de um caso concreto. Percebemos que no caso há atenuante da menoridade (artigo 65. no caso das causas de aumento. temos a lesão corporal culposa prevista no artigo 129. parágrafo 7º do CP. do CP). TERCEIRA FASE: causas de aumento e de diminuição de pena. inciso I. APLIQUE A PENA AO CASO CONCRETO NARRADO ABAIXO. cuja pena cominada é de 2 a 08 anos de reclusão + multa. SEGUNDA FASE: agravantes e atenuantes. As causa de aumento e de diminuição de pena têm. inciso IV do CP). I do CP). em 2 anos de reclusão + multa. isto é. observamos o crime de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo (artigo 155. abaixo do mínimo legal e. Para tanto. 10 . a pena base será fixada no mínimo legal. sobre a pena base devemos fazer incidir a agravante (artigo 62. Portanto a pena base é de 02 anos de reclusão + multa. no caso das causas de diminuição. que a pena final seja fixada. Assim. CASO CONCRETO: Crime de furto tentado praticado pelo agente menor de 21 anos de idade. despreza-se a atenuante e aplica-se a agravante. Por ser primário e de bons antecedentes. deve preponderar. há a agravante relativa ao motivo (mediante promessa de pagamento). Com isso a pena será fixa. Esta.

da pena reduziremos 2/3. Portanto. idênticos ou não.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Por último devemos observar se há causa de aumento ou de diminuição de pena. nos itens a seguir trataremos da aplicação das penas nas hipóteses de concurso de crimes. É conhecido também como concurso real de crimes. Notamos que causa de aumento não há. 69 . sobre a pena de 03 anos de reclusão + multa.2.2. qual o regime de cumprimento que deve ser estabelecido? Respondo: Pelo disposto no artigo 33. incidirá a diminuição de 1/3 a 2/3.2. O concurso material de crimes está previsto no artigo 69 do CP. o concurso formal de crimes (artigo 70 do CP) e o crime continuado (artigo 71 do CP). cuja literalidade segue abaixo. Neste caso. com isso a pena deverá ser diminuída. mediante mais de uma ação ou omissão. 8. surge o concurso de crimes6. Mas o crime foi tentado e. DO CONCURSO DE CRIMES. pratica dois ou mais crimes. em cumprimento ao disposto no artigo 14. pratica dois ou mais delitos. devemos aplicar a pena respeitadas as regras estabelecidas no Código Penal ao concurso de crimes. Aplicaremos a maior diminuição diante da menor proximidade da consumação. 8. do CP. Observe que a pena final ficou abaixo do mínimo legal que. aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido.Quando o agente. parágrafo 2º. mediante unidade ou pluralidade de ações ou omissões. Este é gênero do qual decorrem o concurso material de crimes (artigo 69 do CP). parágrafo único do CP.2. para o furto qualificado é de 02 anos de reclusão + multa. Concurso material Art. finalizando ela em 1 ano de reclusão + multa. No caso de aplicação 6 Jesus – Damasio E. Há o concurso de crimes quando um sujeito. (Direito Penal – Volume 1 – parte geral – editora Saraiva) 11 .1. QUESTÃO INTERESSANTE Pergunto: Diante da pena aplicada (01 ano de reclusão + multa) e da primariedade do agente. Com isso. ao não reincidente. o regime inicial de cumprimento de pena será o aberto. cuja pena privativa de liberdade seja igual ou inferior a 04 anos. Assim. DO CONCURSO MATERIAL DE CRIMES.

o condenado cumprirá simultaneamente as que forem compatíveis entre si e sucessivamente as demais. Concurso formal Art. DO CONCURSO FORMAL DE CRIMES. por um dos crimes. para os demais será incabível a substituição de que trata o art. quando ao agente tiver sido aplicada pena privativa de liberdade.2. É doutrinariamente conhecido como concurso ideal de crimes. cuja literalidade segue abaixo.Quando forem aplicadas penas restritivas de direitos. que nada mais é que a reunião de vários crimes em um só processo. oportunidade em que as pena serão aplicadas cumulativamente. 2. É o caso do agente que é preso em flagrante delito e confessa a prática de outros ilícitos praticados no mesmo contexto. executase primeiro aquela. No concurso material de crimes. somente uma delas. 70 . não suspensa.mais de uma ação ou omissão. já que elas serão aplicadas cumulativamente. em qualquer 12 . Não há necessidade de serem idênticos. mas aumentada. necessário os seguintes requisitos: 1. Por economia processual todos serão julgados no mesmo processo. 8. as penas serão aplicadas cumulativamente. Conseqüência: aplicação cumulativa das penas.Na hipótese deste artigo. O concurso material de crimes não traz qualquer dificuldade quando da aplicação da pena. idênticos ou não. § 2º .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI cumulativa de penas de reclusão e de detenção. pratica dois ou mais crimes. 44 deste Código.prática de dois ou mais crimes. § 1º . Responderá o agente por todos eles. Basta somá-las. o que leva à conexão ou continência. mediante uma só ação ou omissão. Para que haja o concurso material de crimes.2. O concurso forma de crimes está previsto no artigo 70 do CP.2. Ao final. se iguais. há várias ações e vários crimes.Quando o agente. aplica-se-lhe a mais grave das penas cabíveis ou.

cumulativamente.2.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI caso. por meio de uma só ação. há desígnios autônomos. no entanto. em que pese a unidade de conduta. No caso. Notamos que. aplica-se uma delas acrescida de 1/6 até a metade. aplicando-se somente uma delas acrescida de 1/6 à metade. de um sexto até metade. criou-se uma ficção jurídica. ou seja.Uma única ação ou omissão. No crime continuado. diferentemente do concurso material. Conseqüência: Será aplicada a pena mais grave se distintas as penas dos crimes. Se iguais. Ocorre que.2. há mais de um crime. consoante o disposto no artigo anterior. estão presentes os seguintes requisitos: 1. DO CRIME CONTINUADO. 69 deste Código. No entanto. Aqui. o agente. busca os ilícitos. 2. 8. Então. Exemplo clássico é o crime culposo. por meio de uma só ação (imprudência). segundo a qual os crimes 13 . O concurso formal imperfeito ocorrerá quando de uma só conduta decorrem vários crimes dolosos praticados pelo agente. seria assegurar a impunidade se fossemos aplicar a pena da mesma maneira.3. como no concurso material. se a ação ou omissão é dolosa e os crimes concorrentes resultam de desígnios autônomos. onde. sendo que sua vontade (desígnio) era dirigida a ambos os crimes.Não poderá a pena exceder a que seria cabível pela regra do art. acrescida de 1/6 até a metade. Neste caso. Neste caso. o legislador determina que as penas sejam aplicadas cumulativamente. não há concurso de crimes. entretanto. Parágrafo único . há uma só ação ou omissão. se o agente se coloca em determinada posição e com um só disparo mata duas pessoas. por opção legislativa. no concurso formal. na realidade. no concurso formal. o denominado concurso formal imperfeito (ou impróprio). Assim.Vários crimes. ou seja. Há. As penas aplicam-se. ou seja. as penas serão cumuladas. de acordo com a regra estabelecida para o concurso material de crimes. há a morte de várias pessoas (acidente de trânsito).

70 e do art. de um a quatro anos. se o crime é cometido: I .Equipara-se à coisa móvel a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico. se idênticas. considerando a culpabilidade. o crime de furto e o crime de furto qualificado7. devem os subseqüentes ser havidos como continuação do primeiro. mediante mais de uma ação ou omissão. se diversas. O crime continuado está previsto no artigo 71 do CP.A pena é de reclusão de dois a oito anos. Furto Art. poderá o juiz. § 1º . para si ou para outrem.com destruição ou rompimento de obstáculo à subtração da coisa. lugar. Todavia. Furto qualificado § 4º . diferentemente do concurso material e do concurso formal de crimes. de um sexto a dois terços. se diversas. em que pese a existência de algumas circunstâncias diferentes. em qualquer caso. 71 . ou aplicar somente a pena de multa. até o triplo.Subtrair.Quando o agente. 155 . 75 deste Código. bem como os motivos e as circunstâncias. Crime continuado Art. a conduta social e a personalidade do agente. diminuí-la de um a dois terços. cuja literalidade segue abaixo. aumentar a pena de um só dos crimes. por exemplo. observadas as regras do parágrafo único do art.reclusão.A pena aumenta-se de um terço. os antecedentes. maneira de execução e outras semelhantes.Se o criminoso é primário. § 3º . aqui. e multa.Nos crimes dolosos. contra vítimas diferentes. Crimes da mesma espécie são aqueles que possuem as mesmas elementares. pratica dois ou mais crimes da mesma espécie e. aumentada. São da mesma espécie.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI cometidos em continuação delitiva são tidos como um crime único praticado de forma continuada. coisa alheia móvel: Pena . se idênticas. o juiz pode substituir a pena de reclusão pela de detenção. e é de pequeno valor a coisa furtada. aplica-se-lhe a pena de um só dos crimes. necessário que os crimes sejam da mesma espécie. ou a mais grave. Parágrafo único . 14 7 . pelas condições de tempo. se o crime é praticado durante o repouso noturno. e multa. § 2º . cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa. ou a mais grave.

mediante várias condutas. escalada ou destreza.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Não são da mesma espécie.tempo.outras semelhantes. As condições de lugar devem ser as mesmas. basta que entre os crimes.Vários crimes da mesma espécie. III . Observe que os requisitos são objetivos. em qualquer caso. Para satisfação dos requisitos.Nas mesmas condições de: a). os crimes são tidos como crime único continuado.reclusão. c). Conseqüência: Presentes os requisitos. se idênticas. de um a cinco anos. mesmo que haja violência ou grave ameaça. em que pese ambos serem contra o patrimônio. IV . ou a mais grave. o crime de estelionato8 e o crime de furto. em prejuízo alheio. 15 8 . não se exige do agente a vontade dirigida à prática do crime continuado. induzindo ou mantendo alguém em erro. se diversas. subtraem bens de todos os apartamentos. 2. isto é.mediante concurso de duas ou mais pessoas. de um sexto a dois terços.Obter. cometidos casualmente em continuação delitiva.várias condutas. vantagem ilícita. para si ou para outrem. ardil. se a subtração for de veículo automotor que venha a ser transportado para outro Estado ou para o exterior. ou qualquer outro meio fraudulento: Pena . exista as condições exigidas pela lei para caracterização do crime continuado. São requisitos para que ocorra o crime continuado: 1. necessários que entre os crimes não medeie lapso temporal exacerbado. Estelionato Art. § 5º .A pena é de reclusão de 3 (três) a 8 (oito) anos. aumentada. b)-lugar. ou mediante fraude. Atualmente admite-se o instituto do crime continuado nos crimes dolosos contra vítimas diferentes.com abuso de confiança. e multa. 3. Com isso. O modus operandi deve ser semelhante. II . aplicar-se-á a pena de um só dos crimes. onde os larápios. mediante artifício. Exemplo de crime continuado é o roubo praticado em condomínio de apartamentos. 171 .maneira de execução e d).com emprego de chave falsa.

a pena final será maior que se houvesse aplicação cumulativa. isto é. a culpabilidade. ainda.O tempo de cumprimento das penas privativas de liberdade não pode ser superior a 30 (trinta) anos. Multas no concurso de crimes Art. Limite das penas Art. serão aferidas para que se aplique a continuação delitiva. bem como os motivos e as circunstâncias. neste caso o beneficiará. 72 . cuja literalidade segue abaixo. 75 . a pena de multa sempre será aplicada de forma cumulativa. a pena que seria aplicada caso fossem somadas as penas de cada delito. devem elas ser unificadas para atender ao limite máximo deste artigo. estamos falando do concurso material benéfico. permitido o aumento dela até o triplo. o concurso material que em tese seria pior para o réu.No concurso de crimes. irá o juiz perquirir condições pessoais do agente para a aplicação da continuação delitiva. seria aplicada caso Observe o caso do agente que cometeu dois crimes dolosos. Portanto. formal e continuidade). as penas de multa são aplicadas distinta e integralmente. 16 . a conduta social e a personalidade do agente. Deverá. contra vítimas diferentes. Sempre será respeitado o quantum da pena que estivéssemos diante do concurso material de delitos. É o que estatui o artigo 72 do CP a seguir transcrito.Quando o agente for condenado a penas privativas de liberdade cuja soma seja superior a 30 (trinta) anos. observar o limite temporal previsto no artigo 75 do CP. mediante grave ameaça ou violência à pessoa. aqui. É o que preceitua o parágrafo único do artigo 71 do CP. § 1º . a aplicação da pena sempre deve levar em conta o teto. todavia. Além das condições elencadas no “caput”. Assim. ATENÇÃO: No caso de concurso de crimes (material. Se o juiz aplicar a pena de um dos crimes aumentando-a do triplo. Aqui. ficando. Neste caso. ao juiz.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Todavia. os antecedentes. será aplicada a pena mais grave se diversas ou qualquer delas se idênticas.

Questões de concursos anteriores: TRF 5 Região – FCC – 2001 (PCI) 37. posteriormente. o juiz se iguais aplicará uma só delas aumentada ou cumulada. Concurso formal: única conduta + vários crimes = uma das penas aumentada (artigo 70 do CP). parágrafo único do CP). Portanto.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI No concurso de crimes. aplicará a mais grave aumentada ou todas cumuladas. (A) A substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos cabe nos crimes culposos se a condenação não for superior a quatro anos. Crime continuado: várias condutas + vários crimes da mesma espécie + mesmas condições de lugar. Assim. executar-se-á sempre em primeiro lugar a pena mais grave. 17 . parágrafo único do CP). tempo. 76 . executar-se-á ATENÇÃO: Nos casos do concurso de crimes. modo e outras semelhantes = uma das penas aumentada (artigo 71 do CP). estabelece-se a pena final em cada um deles e. Concurso de infrações Art. Se diversas. Concurso formal imperfeito: única conduta + vários crimes dolosos + desígnios autônomos = pena cumulada (artigo 70. Se. portanto. aplicada pena de reclusão e de detenção. Síntese conceitual: Concurso material: várias condutas + vários crimes = pena cumulada (artigo 69 do CP). cada crime deve ser apreciado isoladamente. o sistema trifásico (artigo 68 do CP) será aplicado a cada crime. cumprir-se-á em primeiro lugar a de reclusão. Crime continuado: crimes dolosos + contra vítimas diferentes + cometidos com violência ou grave ameaça à pessoa = uma das penas aumentadas de até o triplo (artigo 71. primeiramente a pena mais grave.No concurso de infrações.

(A)) a culpabilidade do agente. (E) cabe em qualquer condenação não superior a quatro anos. se a condenação for de um ano. não se admite a substituição (artigo 44. se a pena privativa de liberdade for superior a 1 ano. de acordo com o disposto no artigo 44. mas o crime foi cometido mediante violência ou grave ameaça à pessoa. Portanto correta a alternativa C. I. não basta a reincidência para proibir a concessão do benefício. o Juiz. quando culposo o crime a substituição por restritiva de direitos independe da quantidade da pena. II.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI (B) não cabe para o condenado reincidente. do CP). Portanto. I. Além do mais. (B) os antecedentes do agente. as conseqüências da infração e a conduta social do agente. (D) a menoridade do acusado. A alternativa D está incorreta já que o próprio artigo 44. parágrafo 2º. ainda que cumulada com restritiva de direitos. sucessivamente. admite-se a concessão da benesse. do CP. o concurso formal e a reincidência. A letra A está errada uma vez que. a princípio ao reincidente em crime doloso não se permite a concessão das restritivas de direitos. deverá considerar. de acordo com o que dispõe o artigo 44. A letra B está errada já que de acordo com o artigo 44. o arrependimento posterior e a confissão espontânea. admite a substituição por multa cumulada com restritiva de direitos ou por duas restritivas de direitos. admite-se a substituição por multa somente. A alternativa C está correta já que. parágrafo 2º do CP. mesmo que em crime doloso. (C)) pode ser feita apenas por multa. até mesmo ao reincidente em crime doloso se admite a concessão desde que presentes os requisitos do parágrafo 3º do artigo 44 do CP. o fato de o crime haver sido praticado contra ascendente e a participação de menor importância. Mas. desde que não reincidente específico. Resolução: Questão simples que exige somente o conhecimento literal da lei. do CP admite que. 35. no cálculo da pena. 18 . Se presentes no caso concreto. (D) não pode ser feita por multa. do CP. se superior a um ano. se a pena for igual ou inferior a um ano. A alternativa E está errada já que se a pena não é superior a 04 anos. Gabarito oficial: C. Assim. não se admitirá a restritiva de direitos quando o agente for reincidente em crime doloso. (C) o crime continuado.

a tentativa e a Gabarito oficial: A. com isso. Posteriormente. O fato de o crime ser cometido contra velho pode configurar agravante que não pode ser apreciada antes das circunstâncias judiciais. Todavia. II – Para a substituição da pena privativa de liberdade por pena restritiva de direitos exige-se que o réu não seja reincidente em crime doloso. do CP) deve ser apreciada na ultima das três fases. Mas. e. a participação de menor importância (artigo 29 parágrafo 1º.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI (E) o fato de o crime haver sido praticado contra velho. causa de diminuição deve ser apreciada na terceira fase e a personalidade do agente na primeira. Art. a menoridade do agente (atenuante) e a reincidência (agravante) serão apreciadas antes de se estabelecer a pena do concurso formal de crimes. para respondê-la basta conhecer o sistema trifásico par aplicação da penal (artigo 68 do CP). Especialmente o inciso II e seu parágrafo 3º. agravantes e atenuantes e. já que a culpabilidade é circunstância judicial inserta no artigo 59 do CP e deve ser apreciada em primeiro lugar. Realmente está correta. Analisa-se primeiro as circunstâncias judiciais (artigo 59). O item está absolutamente correto. desde que não se configure a reincidência específica e a medida seja socialmente recomendável. já que a tentativa. quando: II . o juiz poderá aplicar a substituição. O fato de o crime ter sido praticado contra ascendente é agravante e deve ser tratado na segunda fase e. com isso. as causas de diminuição e de aumento de pena. Restou a alternativa A. Assim. Observe a literalidade do artigo 44 do CP. só então depois. As penas restritivas de direitos são autônomas e substituem as privativas de liberdade. A alternativa E está errada. ao final. A alternativa C também está errada já que as conseqüências da infração e a conduta social do agente são circunstâncias judiciais (artigo 59) e. A alternativa D também está equivocada já que o concurso formal de crimes será aferido depois de superada todas as três fase para a fixada da pena de cada um dos crimes cometidos.o réu não for reincidente em crime doloso. Julgue o item abaixo (Prova do MPE SC 2005 – FCC). personalidade do agente. Assim. pois é causa de diminuição de penal. quando se trata das circunstâncias judiciais. o juiz escolherá a pena e a fixará de forma aumentada nos moldes do que dispõe o concurso formal de crimes (artigo 70). correta a alternativa A. A letra B está errada já que o arrependimento posterior (artigo 16 do CP) é causa de diminuição de pena e. por sua vez. 19 . deve ser analisado posteriormente à confissão espontânea que é circunstância atenuante. 44. se o condenado for reincidente. A questão não é tão simples. devem ser apreciadas antes do crime continuado (artigo 71).

(B) A enumeração das agravantes é taxativa.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI § 3o Se o condenado for reincidente. Assinale a alternativa que está em desacordo com disposição do Código Penal relacionada com circunstâncias agravantes. desde que.FCC 5. Diferentemente da embriaguez completa que decorre do fortuito ou de força maior. a chamada embriaguez preordenada pode. Trata-se. sim. se a circunstância agravante é elementar do crime. Art. 12. Não é qualificadora do crime de homicídio. (E) caracterizar qualificadora do crime de homicídio. também. (C) A incidência de uma agravante não pode conduzir a pena para além do patamar máximo cominado ao crime. ainda que a circunstância funcione. (A) A agravação da pena é obrigatória. Resolução: A alternativa A está em desacordo com o Código Penal. MPE SP – 2005 . pelo decurso do prazo de 5 anos.São circunstâncias que sempre agravam a pena. já que. em face de condenação anterior. a condenação anterior pode ser considerada a título de maus antecedentes. Também não é causa de diminuição de pena. (D) configurar circunstância agravante. não se permite que funcione como agravante. não exclui a imputabilidade. por si só. do CP. a medida seja socialmente recomendável e a reincidência não se tenha operado em virtude da prática do mesmo crime. como elementar do crime. de circunstância agravante prevista no artigo 61. o juiz poderá aplicar a substituição. (D) Descaracterizada a reincidência. Gabarito: A. (A) conduzir à exclusão da imputabilidade penal. (C) render ensejo à incidência de circunstância atenuante. (E) O Código Penal não estabelece limite máximo de idade quando se refere à "criança" como agravante. 61 . As demais estão absolutamente corretas. quando não constituem ou qualificam o crime. Perante o Código Penal. 20 . (B) constituir causa de diminuição de pena. Resolução: A embriaguez preordenada é agravante genérica. “l”.

devemos analisar isoladamente cada acontecimento: fato social e fato abstrato (definição legal do crime). necessário que estabeleçamos um método prático. mediante o emprego de violência. então. posso dizer que a conduta de José (subtrair) é um fato típico. de um a quatro anos. Então. para si ou para outrem. Agora. bem diferente. COLUNA (C) Fato Social: José subtrai para si o relógio de Joaquim. Se tal contradição (elemento especial) der ao fato social uma conotação tal que o torne perfeitamente adequado a outro fato abstrato. COLUNA (B) Fato definido em lei: Furto Art. Há.Subtrair. uma contradição entre o fato social (coluna C) e o fato abstrato (coluna B). é a concreção do fato social tido como criminoso. não haverá o crime da coluna B.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Agora iniciaremos um trabalho peculiar. no quadro acima. observe o quadro abaixo.reclusão. Não podemos nos esquecer que uma coisa é a definição legal da conduta delituosa. No entanto. outro. Portanto. a coluna D abaixo. Mas.br 1 . Outra. COLUNA (A) Fato Social: José subtrai para si o relógio de Joaquim. pois se ajusta ao modelo (tipo) de conduta previsto na lei penal. Observe. e multa. Pergunto: A conduta de José (coluna C) se ajusta ao fato definido como crime na coluna B? A princípio.com. sim. passaremos a cuidar dos crimes em espécie.pontodosconcursos. Observe. observamos que no fato social há algo que no modelo legal não existe. para que não tornemos tormentoso o trato da matéria. então. www. coisa alheia móvel: Pena . que o fato social (coluna A) tem correspondência com o fato definido como crime (Coluna B). Para que sejamos eficientes. 155 .

ao concursando empregar o raciocínio acima para chegar à resposta correta. necessário que. Ressalto que nas provas objetivas o fato social vem descrito no comando das questões e as alternativas. Do exposto. 157 . Esta. Não poucas vezes servirá de subsídio para distinguir um crime do outro. por qualquer meio. para si ou para outrem. reduzido à impossibilidade de resistência. o fato social (coluna C) é crime de roubo (coluna D) e não furto (coluna B). dispensaremos atenção aos crimes de falsidade documental (artigo 296 a 305 do CP). ao fato social e ao fato abstrato. ou depois de havê-la. DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA. no trato dos crimes em espécie. devemos dispensar atenção. Posteriormente. necessário o emprego do raciocínio prático implementado acima (Não se esqueça disso). Dica importante: Como o direito penal é o que denomino direito das condutas.br 2 . noto que a conduta descrita na coluna C guarda perfeita correspondência com o fato definido na coluna D. Analisandoos. um fato típico. No trato dos crimes contra a fé pública vamos. são os modelos descritos na lei penal (fato abstrato). mediante grave ameaça ou violência a pessoa. no confronto.Subtrair coisa móvel alheia. por se ajustar ao fato abstrato.pontodosconcursos. Este indicará a conduta do agente: comissiva (ação) ou omissiva (abstenção). não nos esquecendo da necessidade o confrontá-los para estabelecermos a distinção entre cada um dos crimes. Fato definido na lei: Roubo Art.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Coluna D. de regra. poderemos concluir se o fato social é.com. analisar seus aspectos gerais. em um primeiro momento. eventualmente. www. Portanto. Devemos em nosso trabalho implementar o método empregado nos exemplos acima. Portanto. então. Caberá. 10. concluímos que o fato social será considerado crime quando se ajustar ao modelo descrito na lei. E. Cuidaremos de cada um deles. dispensemos atenção especial ao verbo. em momentos distintos. prevê crimes parecidos. Observando o fato descrito na coluna D.

isto é. O documento. são autênticos.br 3 . representa a mácula. Assinale a alternativa que apresenta o tipo penal descrito no trecho: Não há rasura. (B) Falsidade ideológica. realmente escrito por quem seu teor indica. As condutas que denotam a prática de crime contra a fé pública podem caracterizar falsidade material ou ideológica. (C) Falsidade de documento público ou particular. através de documento que. (Sylvio do Amaral. A falsidade material também existirá quando o agente cria um documento falso. A conduta leva à modificação física do documento. emenda. sob o aspecto material. Falsidade documental) (A) Falsidade material. necessário que a falsidade: VUNESP – ESCREVENTE (TJSP). pois o defeito está na idéia e não a estrutura do documento. Já a ideológica. sem que sua conduta recaía sobre aspectos físicos de um documento preexistente. públicos ou particulares. é de todo verdadeiro.com. Gabarito oficial: B 1 www. que é a convicção que todos têm de que os documentos. A falsidade material é aquela cuja mácula recai sobre aspectos físicos do objeto material (documento). passou a considerar como criminosas as condutas que atentam contra essa convicção.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI O legislador. os crimes contra a fé pública se apresentam ao mundo de duas maneiras: falsidade material ou idelógica. uma mentira reduzida a escrito. Há apenas. acréscimo ou subtração de letra ou algarismo. por si. buscando tutelar a fé pública. 43. Assim. Não há qualquer intervenção espúria sobre o aspecto físico do documento. Haverá falsidade ideológica1 quando a mácula incidir sobre a idéia contida no objeto material (documento). As declarações contidas no documento é que são imperfeitas. jamais será notada por meio de perícia. (E) Certidão ou atestado ideologicamente falso. Para que constitua crime.pontodosconcursos. O defeito está na idéia (falsidade ideal). (D) Uso de documento falso. ATENÇÃO: A falsidade material poderá ser percebida por meio de perícia.

Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica (artigo 303 do CP).com. Certidão ou atestado ideologicamente falso (artigo 301 do CP). Caso irrelevante. Se não é meio adequado para enganar o homem médio. além de outros. Falsidade material de atestado ou certidão (artigo 301 do CP). que o falso incida sobre fato juridicamente relevante. Em cada um dos crimes apreciaremos. sigo conceituo. Falsificação de documento particular (artigo 298 do CP). de modo geral. criar. deve tem condição de modificar. Trate de fato juridicamente relevante. não terá ela o condão de enganar. Portanto. não há que se falar em crime de falsidade. Mas. não tem idoneidade para o fim destinado: enganar. alterar ou extinguir direito ou obrigação. Uso de documento falso (artigo 304 do CP). passemos. se o falso trata de fato indiferente. então. Assim. Falsificação de documento público (artigo 297 do CP). Tenha potencialidade lesiva. Caso grosseira a falsidade. necessário que dela possa decorrer dano ou lesão. Feitas tais considerações iniciais. para despertar interesse jurídico-penal. a tratar dos crimes de falsidade documental. não se fala em falso. Assim. não é considerado falso. 4 www.br .pontodosconcursos. Falso reconhecimento de firma ou letra (artigo 300 do CP). Não é necessário que efetivamente ocorra o dano. Supressão de documento (artigo 305 do CP). quando grosseira. agora.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 123Seja idônea. A falsidade deve ter a capacidade de causar dano ou lesão. não há crime. os tópicos que. Falsidade Ideológica (artigo 299 do CP). incapaz de levar a conseqüência jurídica. É necessário. iludir. ademais. Falsidade de atestado médico (artigo 302 do CP). Discorreremos sobre os seguintes crimes: 1234567891011Falsificação de Selo ou Sinal público (artigo 296 do CP). pois este.

Elemento subjetivo: Dolo ou culpa. por exemplo. devo aferir a adequação típica ou não do fato social. Se o fato social traz uma outra conduta que não aquela mencionada na lei. no furto). DOS CRIMES DE FALSIDADE DOCUMENTAL. Na disposição de nossa matéria não ficaremos preocupados respeitar a ordem seqüencial estabelecida no Código Penal. Consumação: momento em que o crime se aperfeiçoa. da Parte Geral do Código Penal. Os crimes de falsidade documental estão previstos no Capítulo III. 296 . para a existência do crime é indispensável que o agente seja funcionário público ou o documento. do Título IX (DOS CRIMES CONTRA A FÉ PÚBLICA). veremos se eventual fato social é um fato típico ou atípico. Se. fabricando-os ou alterando-os: www. a conduta representada no fato social será atípica..com. a fé pública etc. Conduta: são aquelas expressas nos verbos dos tipos penais. o elemento subjetivo do injusto vem expresso por meio de expressões como “com o fim de.1.. ou quando particular o documento.”..pontodosconcursos.Falsificar.br 5 .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Sujeito ativo: aquele que pratica a conduta descrita no tipo penal. 10. FALSIFICAÇÃO DO SELO OU SINAL PÚBLICO. Sujeito passivo: aquele que é titular do bem jurídico tutelado pela norma.. não haverá o crime quando o fato social for praticado por quem funcionário público não é. Objeto jurídico: é o interesse protegido pela norma penal (ex: a vida. observando os elementos do fato abstrato. público. o patrimônio. Eventualmente. 10.1. após. Normalmente.). Falsificação do selo ou sinal público Art. Portanto. em nosso trabalho analisaremos os elementos de cada crime (de cada fato abstrato) e. Assim. o tipo penal exige o elemento subjetivo do injusto (ou dolo específico) que é a vontade de o agente ir além da prática do verbo.1. Objeto material: é a coisa ou a pessoa sobre a qual recai a conduta delituosa (ex: o relógio.

logotipos. Agora. e multa. aumenta-se a pena de sexta parte.quem faz uso do selo ou sinal falsificado.selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. do CP). ou a autoridade.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública. ou sinal público de tabelião: Pena .quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. de Estado ou de Município. já que o tipo penal não exige do agente uma qualidade especial. falsifica ou faz uso indevido de marcas.pontodosconcursos. a convicção de que os documentos públicos são autênticos. e multa. de dois a seis anos.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. Objeto jurídico: a fé pública.Incorre nas mesmas penas: I . Sujeito ativo: qualquer pessoa pode cometer o crime. a pena será aumentada da sexta parte (artigo 296. ou seja.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI I . II .quem altera. trata-se de crime comum.reclusão.Falsificar. ou sinal público de tabelião: Pena . www.com. Portanto. parágrafo 2º. § 2º . se o crime é cometido por funcionário público que se prevalece do cargo para a prática do ilícito.Se o agente é funcionário público. de dois a seis anos. No entanto. Sujeito passivo: O Estado.selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. 296 . § 1º . fabricando-os ou alterando-os: I .reclusão.br 6 . Art. e comete o crime 0prevalecendo-se do cargo. II . ou a autoridade. vamos dispensar atenção somente ao “caput”. II . de Estado ou de Município. III .

Atenção: Em ambos os casos a conduta não é falsificar a estampa ou a marca. A conduta de falsificar recai sobre o instrumento que lança em papel ou noutro material a estampa a marca oficial da União. I . a conduta recairá sobre o instrumento destinado a lançar em papel ou noutro material a marca da autoridade.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Elemento subjetivo: O dolo. pois se destina a dar autenticidade a atos oficiais da União. Assim. Objeto material: selo público (inciso I) e selo ou sinal (inciso II). No entanto. ou sinal público de tabelião: Conceito de Selo ou sinal: considera-se selo ou sinal o instrumento utilizado para marcar ou estampar em papel ou noutro lugar (metal. de Estados ou Municípios. Mas. ou a autoridade.pontodosconcursos. de Estado ou de Município.selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público. Observe que a conduta é falsificar. para efeito de aplicação do dispositivo em tela. fabricando-os ou alterando-os. o selo ou sinal atribuído por lei a entidade de direito público.com. por exemplo). Conduta: Falsificar. para a existência do crime necessário a vontade dirigida à concreção dos elementos constitutivos do tipo penal. se alguém falsifica a marca ou estampa não pratica o crime previsto no “caput”. II . ou a autoridade. ou sinal público de tabelião. A falsificação se extrema por meio do fabrico (reprodução) do selo ou sinal ou por meio de sua alteração (modificação). por exemplo).selo público destinado a autenticar atos oficiais da União. Não se admite a modalidade culposa. www. da entidade de direito público ou do tabelionato (cartório notarial. A utilização de selo ou sinal falsificado não configura o crime do “caput”. Já no inciso II. o selo é público. dos Estados ou dos Municípios. por exemplo). Portanto. No inciso I.br 7 . selo ou sinal é o instrumento e não a marca ou a estampa. Abaixo segue a definição correta de cada termo. Assim. mas sim falsificar o próprio instrumento por meio do qual se estampa ou marca papel ou outro material (metal. mas sim aquele previsto no inciso I do parágrafo 1º. também é considerado selo ou sinal a própria marca ou estampa lançada no papel ou noutro lugar. por exemplo) determinado sinal (brasão oficial.

aquele que se utiliza de selo ou sinal falsificado. já iniciada. a sua execução.quem faz uso do selo ou sinal falsificado. de 2000) Inciso I (quem faz uso de selo ou sinal falsificado): Conduta: Fazer uso (utilizar-se) do selo ou sinal falsificado. por sua vez. de crime de mera conduta. (Incluído pela Lei nº 9. admite a tentativa. o agente estará praticando crime de uso de documento falso2. do CP. Assim. III . Trata-se. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública.983. então. Não é se valer do papel ou metal selado ou assinalado falsamente.com.Incorre nas mesmas penas: I .quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. Esta. para a consumação do crime. responde pelo crime do “caput” e. inciso I. adiante. falsifica ou faz uso indevido de marcas.quem altera. parágrafo 1º. por circunstâncias alheias à vontade do agente. Quando há a utilização do papel ou de outro material que ostente estampa ou marca obtida por meio de instrumento (sinal ou selo) falsificado. 2 www. responde pelo crime previsto no artigo 296.a cominada à falsificação ou à alteração.pontodosconcursos.br 8 .Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. basta a falsificação. o agente se vale do instrumento falsificado.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consumação: O crime se concretiza com a falsificação. logotipos. se manifesta através do fabrico e da alteração. pode. Assim. como já vimos. A conduta não é utilizar-se do sinal ou selo lançado no papel ou noutro lugar. II . Não é necessário que da conduta decorra efetivo dano. 297 a 302: Pena . com isso. as condutas descritas no parágrafo 1º do artigo 296. Uso de documento falso Art. 304 . Todavia. a conduta é se valer do instrumento falsificado para estampar ou marcar papel ou metal. aquele que falsifica. Aqui. § 1º . Analisemos. em que pese de mera conduta. Portanto. a que se referem os arts. já que a conduta pode ser fracionada e. não levar à consumação.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Elemento subjetivo: Dolo. Objeto material: selo ou sinal verdadeiro. Para que o que o prejuízo ou o proveito seja buscado pelo agente. Consumação: a consumação ocorre com a efetiva utilização do selo ou sinal falsificados. basta.pontodosconcursos. Crime é utilizá-los INDEVIDAMENTE. Inciso III (quem altera. se não necessita ser buscado e nem mesmo concretizado. Assim. Elemento subjetivo: Dolo. Utilizar selo ou sinal verdadeiro não é crime. Consumação: O crime se consuma com a utilização. Necessário. em prejuízo crime exista não é necessário Basta que da conduta advenha Vontade de se utilizar de selo ou sinal verdadeiro de outrem ou em proveito próprio ou alheio. INDEVIDAMENTE. Inciso II (quem utiliza indevidamente o selo ou sinal verdadeiro em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio): Conduta: Utilizar-se INDEVIDAMENTE de selo ou sinal verdadeiro.com. Então. Portanto. em prejuízo de outrem ou em proveito próprio ou alheio. siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da Administração Pública): www. falsifica ou faz uso indevido de marcas. ou seja. o objeto material do crime é o produto do crime previsto no “caput”. o tipo penal é conhecido como aberto ou anormal. portanto. que da conduta (utilizar-se indevidamente) possa decorrer o prejuízo ou proveito.br 9 . Não é necessário que o prejuízo ou o proveito seja efetivo. para que o crime exista. vontade dirigida à concreção dos elementos constitutivos do tipo penal. Objeto material: selo ou sinal falsificado. logotipos. o prejuízo ou o proveito próprio ou alheio. pois para sua compreensão é necessário um juízo de valor acerca do elemento “INDEVIDAMENTE”. Necessário saber quando há a utilização indevida. que o agente saiba ser falsificado o selo ou o sinal.

297 . Todos são símbolos que não se confundem com selos mencionados anteriormente. Na modalidade utilizar-se. 10. em parte. logotipos. alteração ou utilização indevida. diante da fracionabilidade da conduta. Elemento subjetivo: O dolo. São as próprias marcas.1. logotipos ou siglas ou qualquer outro símbolo.2.com.reclusão. os logotipos ou siglas. admite-se a tentativa.Se o agente é funcionário público. o título ao portador ou transmissível por endosso. falsificar (reproduzir) ou fazer uso (utilizar-se) INDEVIDAMENTE de marcas. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO.br 3 10 .Para os efeitos penais. os livros mercantis e o testamento particular3. (E) supressão de documento. as ações de sociedade comercial. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. testamento particular pratica o crime de (A) falsificação de documento público. e multa. Objeto material: Marcas. MPE – SERGIPE 2002 (FCC). no todo ou em parte. não há que se falar em tentativa. (C) falsidade ideológica. logotipos e siglas ou qualquer outro símbolo. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal. Nas modalidades falsificar ou alterar. já que se fala em utilização INDEVIDA. não são os papéis que ostentam as marcas. (D) falsificação de selo ou sinal público. § 2º . (B) falsificação de documento particular. § 1º . Na modalidade utilizar-se é necessário que o agente saiba estar utilizando indevidamente a marca. Falsificação de documento público Art. de dois a seis anos. no entanto. ou alterar documento público verdadeiro: Pena . Gabarito oficial: A www. necessário que não sejas falsificados. ou sinais. ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da administração pública.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Condutas: Alterar (modificar). Já na conduta utilizar-se. Aquele que falsifica. Consumação: O crime se consuma com a efetiva falsificação. Mas.pontodosconcursos.Falsificar. o logotipo ou a siglas. aumenta-se a pena de sexta parte. documento público.

os livros mercantis e o testamento particular. Observe. o título ao portador ou transmissível por endosso. as ações de sociedade comercial. ou alterar documento público verdadeiro: Pena .Falsificar. A mácula incide sobre a estrutura física do documento.Para os efeitos penais.em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social.reclusão. e multa. as condutas podem ser praticadas por qualquer pessoa. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. nos documentos mencionados no § 3o.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: I . aumenta-se a pena de sexta parte. Sujeito ativo: qualquer pessoa pode cometer o crime. nome do segurado e seus dados pessoais. pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. no todo ou em parte. § 2º . documento público. Art.pontodosconcursos. Conduta: Falsificar (reprodução ou contrafação – exemplo: xerox). ou alterar (modificar.na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. § 1º . falaremos do parágrafo 3º.com. o qual foi inserido no texto legal por de modificação legislativa ocorrida no ano de 2000. 297 . de dois a seis anos.na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. Cuidaremos primeiro do “caput” e dos parágrafos 1º e 2º do artigo 297. § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite. _________________________________________________________ www. apesar de público o documento.Se o agente é funcionário público. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.br 11 . aqui. total ou parcial. inserindo ou retirando elementos). A falsidade. III . declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. Posteriormente. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços. que. a remuneração. II . é material e não ideológica. e comete o crime prevalecendo-se do cargo.

será público o documento que tenha origem em entidade paraestatal. representa a titularidade do crédito. Todavia. documentos públicos por equiparação: 1o emanado de entidade paraestatal. cargo. equipara-os a documento público. 84. necessário que o crime seja praticado por funcionário público prevalecendo-se do cargo. necessariamente. Todavia. mesmo que transitoriamente ou sem remuneração. ou seja. do Poder Público. considera-se público o documento que tem. necessariamente. o legislador considera documento público por equiparação (por extensão ou por assimilação) aqueles mencionados no parágrafo 2º. São. crime comum. para os fins desta Lei. É público o documento que é. origem pública. nos valeremos do conceito estabelecido no artigo 84. elaborado por funcionário público. parágrafo 1º. pode ser colocado normalmente em circulação por meio do 12 www. da Lei 8666/93. portanto. considerada esta aquela definida na lei de Licitações e Contratos na Administração Pública. O título ao portador dá a seu detentor o direito de resgatar o crédito por ele representado. que podem circular sem obstáculo legal. aquele que exerce. são aqueles que. Os títulos transmissíveis por endosso. função ou emprego público. Sujeito passivo: O Estado imediatamente e. para os fins desta Lei. de forma mediata. Portanto.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto. são documentos particulares.com. direto ou indireto.br . Aqui. para efeito de caracterização do crime de falsidade de documento público. Considera-se servidor público. as demais entidades sob controle. Todavia. Assim. A lei da conotação de documento público a títulos transmissíveis. emprego ou função em entidade paraestatal. Objeto material: documento público. cuja literalidade segue em negrito abaixo. do CP. assim. apesar de indicarem o titular do crédito representado. para que ocorra a causa de aumento de pena prevista no parágrafo 1º. para definir entidade parestatal. Lei 8666/93 – LICITAÇÕES E CONTRATOS. Art. aquele que foi prejudicado. o legislador. 2o título ao portador ou transmissível por endosso. A rigor. quem exerce cargo. assim consideradas. além das fundações.pontodosconcursos. § 1o Equipara-se a servidor público. O porte. empresas públicas e sociedades de economia mista.

o rol dos documentos públicos por extensão ou equiparação só se aplica ao crime do artigo 297..Tendo em conta o adjetivo (particular) do testamento.Não podemos esquecer também que a falsificação é material (verbos: falsificar ou alterar). 2). § 2o Se elaborado por processo mecânico. ditos mercantis ou comerciais. 1. duplicatas. Apesar de lavrado por particular. Exemplos: Cheques. Elemento subjetivo: Dolo. 5testamento particular4. o que é um equívoco. 3as ações de sociedade comercial. são considerados documentos particulares. que o devem subscrever. Este é o ato por meio do qual se torna transmissível um titulo nominal e não ao portador. DICAS IMPORTANTES: 1). quando alguém insere em documento particular declaração falsa está praticando falsidade ideológica em documento particular e não em documento público. Testamento particular é aquele previsto no artigo 1876 do atual Código Civil. 4 www. pode o candidato confundir e acreditar que sua falsificação é de documento particular. são requisitos essenciais à sua validade seja lido e assinado por quem o escreveu. Ações são valores mobiliários representativos do capital social de uma sociedade mercantil por ações. A lei trata das ações relativas a sociedade comercial.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI endosso. O testamento particular pode ser escrito de próprio punho ou mediante processo mecânico. depois de o ter lido na presença de pelo menos três testemunhas. o testamento particular e os demais documentos do artigo 297 parágrafo 2º. Todo comerciante tem obrigação de escrituração em livros. notas promissórias.876.com. devendo ser assinado pelo testador. fazer inserir). § 1o Se escrito de próprio punho. Art. Portanto. inserir. Objeto jurídico: A fé pública. A lei fala em livros obrigatórios e facultativos. letras de câmbio etc. Livros mercantis são os livros comerciais obrigatórios ou facultativos. Ambos são considerados documentos públicos. Quando a falsidade é ideológica – artigo 299 do CP (verbos: omitir. 4os livros mercantis.. é considerado documento público. não pode conter rasuras ou espaços em branco. na presença de pelo menos três testemunhas.pontodosconcursos. Assim.br 13 . que o subscreverão.

983.com. declaração falsa ou diversa da que deveria ter sido escrita. § 4o Nas mesmas penas incorre quem omite. Com isso. substancialmente diversas daquelas tratadas no “caput”. de plano notamos que no parágrafo 3º. a remuneração. § 3o Nas mesmas penas incorre quem insere ou faz inserir: (Incluído pela Lei nº 9. as condutas nele descritas (inserir ou fazer inserir) são de falsidade ideológica. Note que a conduta pode ser praticada por qualquer pessoa. declaração falsa ou diversa da que deveria ter constado. por exemplo). mas sim em sua idéia. dispensaremos atenção ao parágrafo 3º do artigo 297 do CP.na Carteira de Trabalho e Previdência Social do empregado ou em documento que deva produzir efeito perante a previdência social. Não é necessário que o documento seja utilizado. no caso da carteira de trabalho. público. A mácula não está no aspecto físico do documento.na folha de pagamento ou em documento de informações que seja destinado a fazer prova perante a previdência social. mesmo que público o documento. a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consumação: Consuma-se o crime com a realização das condutas FALSIFICAR e ALTERAR o documento público. Exemplo: O agente de posse do documento público rasura-o (altera). e. Portanto. ou falsifica-o (reproduz = xerox. III . pessoa que não possua a qualidade de segurado obrigatório. nome do segurado e seus dados pessoais. Objeto material: Os documentos são particulares.pontodosconcursos. Em que pese o parágrafo 3º estar agregado ao “caput”. Agora. o crime é de falsidade ideológica. nos documentos mencionados no § 3o. Admite-se a tentativa. www.em documento contábil ou em qualquer outro documento relacionado com as obrigações da empresa perante a previdência social. desde que fracionável a conduta.br 14 . II . de 2000) I . Bastam as condutas para a perfeição ou consumação do crime. do artigo 297. onde as condutas (falsificar ou alterar) indicam falsidade material.

Portanto.omitir.pontodosconcursos. as condutas são SUPRIMIR ou REDUZIR contribuição social previdenciária através 5 Sonegação de contribuição previdenciária Art.deixar de lançar mensalmente nos títulos próprios da contabilidade da empresa as quantias descontadas dos segurados ou as devidas pelo empregador ou pelo tomador de serviços.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Condutas: INSERIR ou FAZER INSERIR nos documentos ali arrolados declaração falsa ou diversa da que deveria constar com o fim de produzir prova perante a Previdência Social. não basta a vontade de inserir. No crime de sonegação previdenciária (artigo 337-A)5. Se tem finalidade que não precisar ser alcançada. exceto no caso do parágrafo 4º onde a conduta é omissiva. www. onde há a omissão (parágrafo 4º) e a inserção (direta ou indireta). também a vontade dirigida à finalidade de produzir prova perante a Previdência Social. total ou parcialmente. No parágrafo 4º a conduta é OMITIR declaração que deveria constar (nome do segurado e seus dados pessoais. fazer inserir ou de omitir. vontade de inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que deveria constar nos documentos ali mencionados.reclusão. ou seja. mediante as seguintes condutas: I . III . Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Suprimir ou reduzir contribuição social previdenciária e qualquer acessório.br 15 . a vigência do contrato de trabalho ou de prestação de serviços). o crime é formal. Admite-se a tentativa.omitir de folha de pagamento da empresa ou de documento de informações previsto pela legislação previdenciária segurados empregado. As condutas do parágrafo 3º são comissivas e têm somente o objetivo de fazer prova frente a Previdência Social. II . a remuneração. empresário. o crime é comum. Elemento subjetivo: Dolo. CONFRONTO. Necessário que. No parágrafo 4º. trabalhador avulso ou trabalhador autônomo ou a este equiparado que lhe prestem serviços. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. o dolo é dirigido à conduta de omitir. receitas ou lucros auferidos. remunerações pagas ou creditadas e demais fatos geradores de contribuições sociais previdenciárias: Pena . por ser ideológica a falsidade.com. Consumação: Os crimes dos parágrafos 3º e 4º consumam-se com a efetiva elaboração do documento. 337-A. e multa. No entanto.

o fato social se amoldaria ao parágrafo 3º do artigo 297 e não ao crime de sonegação do artigo 337-A.1. II e III. 298 . já que os meio (condutas comissivas: INSERIR OU FAZER INSERIR) não estão lá previstos como meios para a sonegação. Objeto material: documento particular verdadeiro. www. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PARTICULAR. ainda assim não há o crime do artigo 337-A. Portanto.pontodosconcursos.Falsificar. documento particular ou alterar documento particular verdadeiro: Pena . Assim.3. No entanto. Sujeito passivo: O Estado imediatamente e.br 16 . inserindo ou retirando elementos). não é necessária a supressão ou redução do tributo. Não serão considerados particulares os documentos arrolados no parágrafo 2º do artigo 297 do CP. ou alterar (modificar.reclusão. 10. Já no crime em comento. elaborado por funcionário público. Portanto. o que fazer distinguir os crimes do artigo 297. necessariamente. ~Redução ou supressão de contribuição social previdenciária. do crime de sonegação previdenciária é que. Será particular o documento que não é. total ou parcial. caso decorra. crime comum. das práticas das condutas mencionadas no parágrafo 3º do artigo 297. a conduta é SUPRIMIR ou REDUZIR contribuição social previdenciária. necessariamente. em que pese serem elaborados por funcionário público. de forma mediata. considera-se particular o documento que não tem. neste. necessariamente. Falsificação de documento particular Art. aquele que foi prejudicado.com. Conduta: Falsificar (reprodução ou contrafação – exemplo: xerox). e multa. Sujeito ativo: qualquer pessoa pode cometer o crime. Portanto.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI das condutas descritas nos incisos I. Portanto. origem pública. parágrafo 3º. teríamos um INSERIR OU FAZER INSERIR que produziu efeito frente à Previdência social (sonegação de tributo). no todo ou em parte. de um a cinco anos. Objeto jurídico: A fé pública.

em documento público ou particular.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Elemento subjetivo: Dolo.com.pontodosconcursos. 299 . Consumação: Consuma-se o crime com a realização das condutas FALSIFICAR e ALTERAR o documento particular. 10. de acordo com o parágrafo 2º.Se o agente é funcionário público. Assim. vontade de falsificar ou alterar documento particular verdadeiro. declaração que dele devia constar. Falsidade ideológica Art. e multa. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. uma vez que iremos confrontá-lo os crimes de sonegação fiscal da lei 8137/90. Não é necessário que o documento seja utilizado. e reclusão de um a três anos. Parágrafo único . ou seja. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. ATENÇÃO: do crime de falsidade ideológica trataremos na próxima aula.1. o fato social não se ajusta ao crime do artigo 298 (ausente a elementar = documento particular). Bastam as condutas para a perfeição ou consumação do crime. considerando que testamento particular é.br 17 . Portanto. se o documento é público. de um a cinco anos. QUESTÃO INTERESSANTE: Pergunto: Se o individuo falsifica testamento particular pratica o crime do artigo 298 ou o crime do artigo 297. Respondo: O fato social: falsificar testamento particular é perfeito frente ao crime do artigo 297 do CP. 10. e multa. FALSO RECONHECIMENTO DE FIRMA OU LETRA. com o fim de prejudicar direito. www. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil.Omitir. admite-se a tentativa. FALSIDADE IDEOLÓGICA. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena .1. aumenta-se a pena de sexta parte. se o documento é particular. considerado documento público.reclusão. do artigo 297. por ser fracionável no tempo (possibilidade de iter criminis).4.5.

Sujeito ativo: o crime só pode ser praticado por funcionário público no exercício de sua função.pontodosconcursos. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. como verdadeira. pois exige do agente a condição de funcionário público.reclusão. e multa. Trata-se. e de um a três anos. Portanto. Como o crime é de falsidade ideológica. Pena: de 01 a 05 anos de reclusão + multa.Reconhecer. de um a cinco anos. www.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Falso reconhecimento de firma ou letra Art. prejudicar direito. Portanto. o reconhecimento de firma deve ser atribuição funcional daquele que a reconhece erroneamente. CERTIDÃO OU ATESTADO IDEOLOGICAMENTE FALSO.1. dar atestado de verdadeira. de forma indireta. Elemento subjetivo: Dolo. 300 . no exercício de função pública. com ela. Objeto material: documento público ou particular submetido ao reconhecimento de firma ou letra. o crime é de mera conduta. Consumação: O crime se consuma no mento do reconhecimento. se o documento é público.com. a pena é de 01 a 03 anos de reclusão + multa. se o documento é particular. firma ou letra que o não seja: Pena . de crime próprio. 10. se público o documento. reconhecer a veracidade) como verdadeira firma ou letra que não o seja. há ínsita na conduta a finalidade de. Conduta: Reconhecer (dar como verdadeira. há necessariamente o elemento subjetivo do injusto (dolo específico). independentemente de qualquer resultado. Portanto.br 18 . e multa. aquele que foi prejudicado. Sujeito passivo: O Estado imediatamente e. Objeto jurídico: A fé pública.6. então. Caso particular.

fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. o crime é próprio. asseverar algo) “falsamente” fato ou circunstância que habilite alguém a: 1)obter cargo público.Atestar ou certificar falsamente. www. Só pode ser cometido por quem é funcionário público. 2). de dois meses a um ano.br 19 . ou 3)qualquer outra vantagem. ou qualquer outra vantagem: Pena . Sujeito passivo: o Estado.isenção de ônus ou de serviço de caráter público. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.qualquer outra vantagem. Portanto. há necessariamente o elemento subjetivo do injusto (dolo específico) comum a todo crime de falsidade ideológica.Certidão que é um documento que representa uma certeza sobre um fato ou uma circunstância contida em documento que tramita ou está arquivado na repartição pública. há ínsita na conduta a finalidade de. em razão de função pública. ou 3). com ela.obter cargo público. 301 .com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Certidão ou atestado ideologicamente falso Art. Sujeito ativo: O crime só pode ser cometido por que atesta ou certifica em razão de função pública. Objeto material: A conduta recai sobre documento público. 2). Portanto.pontodosconcursos. Conduta: Atestar (afirmar. provar algo em caráter oficial) ou certificar (convencer de certeza. 2).isenção de ônus ou de serviço de caráter público.detenção. Objeto jurídico: a fé pública dos atestados e certidões públicos. Elemento subjetivo: dolo. um testemunho sobre um fato ou circunstância que é de conhecimento do funcionário em razão de sua função. Atenção: o fato ou circunstância deve ser daqueles que habilite alguém a: 1). isenção de ônus ou de serviço de caráter público. especificamente sobre: 1)Atestado que é um documento que representa uma declaração. prejudicar direito. Como o crime é de falsidade ideológica.

Consumação: O crime se consuma no momento em que se ATESTA ou CERTIFICA falsamente o fato ou a circunstância.solicitação. Atenção: O crime é de falsidade ideológica.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Não é necessário. CONFRONTO: 1). 6 Concussão www. no entanto. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante). 2). Não é necessário que o beneficiário obtenha as vantagens mencionadas no tipo.Se o fato ou circunstância atestado ou certificado não têm o condão de levar à obtenção da habilitação mencionada no tipo penal.Necessário que o fim almejado (obtenção do lucro) não decorra: a). quando teremos crime de concussão (artigo 316)6.de exigência. Assim. oportunidade em que estaremos diante de corrupção passiva (artigo 317)7. pois o atestado e a certidão são materialmente perfeitos.pontodosconcursos. Exemplos: Atestado para inscrição em concurso público. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. além da pena privativa de liberdade. o agente está sujeito a pena de multa (parágrafo 2º). há o crime quando o agente atesta ou certifica falsamente fato ou circunstância sendo por ele não pretendida a concessão ao beneficiário da possibilidade concreta de habilitação a tais vantagens.com. o crime é de falsidade ideológica de documento público (artigo 299: inserir em documento público declaração falsa com o fim de prejudicar direito. mas sim a uma outra vantagem absolutamente diversa. está na declaração (idéia) lançada no documento. o vício. b).br 20 . Se o crime é praticado com fim de obter lucro. certificado de prestação de serviço militar. Basta que da certidão ou atestado falso decorra tal habilitação. A mácula. que o agente pratique as condutas com o fim de habilitar alguém a obter cargo público. ou promessa aceita. ou qualquer outra vantagem.

Conduta: Falsificar (reprodução ou contrafação – exemplo: xerox). de três meses a dois anos. e multa. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. por meio do falso. Corrupção passiva Art.Se o crime é praticado com o fim de lucro. ou qualquer outra vantagem: Pena . para prova de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. direta ou indiretamente. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. ou alterar (modificar. Art. 316 . a lei exige o dolo específico (ou elemento subjetivo do injusto) que é a finalidade. § 2º . Sujeito passivo: O Estado Objeto material: Atestado ou certidão verdadeiro. no todo ou em parte. mas em razão dela. Elemento subjetivo: dolo. trata-se de crime comum.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 10. inserindo ou retirando elementos).reclusão. atestado ou certidão.7. FALSIDADE MATERIAL DE ATESTADO OU CERTIDÃO.reclusão. a de multa.Falsificar. Falsidade material de atestado ou certidão § 1º . onde a falsidade é material. Portanto. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena . 317 .pontodosconcursos. ou qualquer outra vantagem. para si ou para outrem.1. já que o tipo penal não exige do agente uma qualidade especial. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. além da pena privativa de liberdade. aplica-se. vantagem indevida. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. de provar fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público.Exigir. Portanto. no parágrafo 1º.detenção. vantagem indevida: Pena . de dois a oito anos.br 7 . ou alterar o teor de certidão ou de atestado verdadeiro. direta ou indiretamente. mas em razão dela. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. total ou parcial.com.Solicitar ou receber. Objeto jurídico: a fé pública contida nos atestados e certidões. para si ou para outrem. 21 www. e multa. Sujeito ativo: qualquer pessoa pode cometer o crime.

o agente o faça com um fim especial que é habilitar alguém a obter vantagem. está ele sujeito a pena de multa (parágrafo 2º). pois o fato abstrato descrito no tipo exige para sua efetivação que o agente aja com tal finalidade. além da pena privativa de liberdade. Não é necessário que seja funcionário Público. não houve o crime. por meio do falso. 302 .com. o tipo penal exige que além da vontade de falsificar ou alterar o atestado ou a certidão verdadeira. pois exige uma condição especial do agente que é ser médico. Não é necessário que o documento seja usado para a finalidade almejada e nem mesmo que a vantagem seja alcançada. alguém a obter tais vantagens. Falsidade de atestado médico Art. Portanto.detenção. Conduta: Dar atestado falso (significa atestar falsamente). o crime é próprio. Consumação: a consumação ocorre no momento em que se aperfeiçoa a falsidade ou a alteração. no exercício de seu ofício. aplica-se também multa.Se o crime é cometido com o fim de lucro. FALSIDADE DE ATESTADO MEDICO.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Assim. Sujeito passivo: O Estado. atestado falso: Pena . Portanto.1. não há a vontade de habilitar. 10. de um mês a um ano. www. no exercício da sua profissão. se.8.Dar o médico. Exemplo: ocorre o crime quando alguém falsifica (contrafação = xerox) certidão de antecedentes criminais com o fim de habilitar alguém a obter cargo público.pontodosconcursos. O dolo específico também existirá na hipótese de o agente praticar ou falso com o objetivo de obter lucro.br 22 . Parágrafo único . Sujeito ativo: Médico. oportunidade em que. no fato social.

há ínsita na conduta a finalidade de. pois não se exige que o médico seja funcionário público. www. Objeto jurídico: a fé pública representada pelos atestados emitidos por médicos. a conduta é atestar (declarar falsamente).. não há o crime do artigo 302.br 23 . o crime é de falsidade ideológica de documento público (artigo 299 do CP: inserir declaração falsa em documento público).. salvo quando a reprodução ou a alteração está visivelmente anotada na face ou no verso do selo ou peça: Pena . Consumação: a consumação ocorre com o ato de atestar.pontodosconcursos. mas sim o do artigo 301 “caput”. e multa. há crime de falsidade ideológica (artigo 299 do CP: inserir declaração falsa em documento público com o fim de . criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.detenção. 2). 303 . com ela. CONFRONTO: 1). O documento aqui é particular.com. de um a três anos. há necessariamente o elemento subjetivo do injusto (dolo específico). Reprodução ou adulteração de selo ou peça filatélica Art.9. isenção de ônus ou de serviço de caráter público. desde que a tal habilitação não seja buscada pelo agente. ou qualquer outra vantagem.1.Reproduzir ou alterar selo ou peça filatélica que tenha valor para coleção.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Objeto material: atestado falso. Se buscada. Elemento subjetivo: dolo dirigido a atestar falsamente. Quando agente age com o fim de lucro à pena privativa de liberdade soma-se a multa. Em que pese a letra da lei falar em dar atestado.) 10.Se o médico é funcionário público. REPRODUÇÃO OU ADULTERAÇÃO DE SELO OU PEÇA FILATÉLICA. prejudicar direito.Se o médico é funcionário público e o atestado é de fato ou circunstância que habilite alguém a obter cargo público. Como o crime é de falsidade ideológica. Portanto.

para fins de comércio. Sujeito ativo: qualquer pessoa. Se fracionável a conduta. 55. por exemplo) que tenha valor para coleção. encaminha o caso para análise da autoridade policial competente. OAB SP 120. Objeto material: selo (não confundir com o selo do artigo 296.Na mesma pena incorre quem. Elemento subjetivo: vontade de criar ou dar ao selo ou peça filatélica aparência de valorosa no mercado dos colecionadores. O professor descobre a farsa e. O delegado de polícia. com vistas a aboná-las. Conduta: Reproduzir (fazer. apresenta atestado médico falso ao professor. (C) Falsa identidade. 45. decorra dano efetivo. que é o instrumento para marcar ou estampar marca oficial em papeis) ou peça filatélica (cartão postal. (B) Falsidade de atestado médico. Ana apresenta atestado médico falso. A atitude de João está inserida em que modalidade criminosa? (A) Uso de documento falso. falsificar) ou alterar (modificar).1. Consumação: ocorre com a conduta (reproduzir. para fins comerciais. Gabarito oficial: A 8 OAB AL – VUNESP. por sua vez. faz uso do selo ou peça filatélica. No parágrafo único.pontodosconcursos.br 9 . Não é necessário que. Objeto jurídico: a fé pública.com.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Parágrafo único . do selo ou peça filatélica. (C) configura crime de falsidade de atestado médico. de tais condutas. pois não agiu com dolo. oportunidade em que ausente a vontade de macular a fé pública. 10. Ao constatar isso. entende que a conduta de Ana (A) não é criminosa. Não há conduta relevante para o direito penal quando a reprodução ou a alteração esta visivelmente notada. Sujeito passivo: o Estado. (B) somente seria criminosa se o professor lhe abonasse as faltas. alterar ou usar). 24 www. Com o objetivo de convencer o professor a abonar-lhe as faltas que iriam reprová-la na faculdade. USO DE DOCUMENTO FALSO8 9.10. além de não abonar as faltas. (D) Atestado ideologicamente falso. estudante de Direito. a conduta é utilizar. está sendo reprovado por ter faltado a mais de 25% das aulas de Direito Penal. admite a tentativa. João.

no entanto. . dirigidas a um mesmo resultado. Não haverá a absorção quando a utilização não exaura a potencialidade lesiva do documento falso. 304 .Configura crime continuado duas ações consistentes no preenchimento de laudas assinadas por outrem e utilizadas para os expedientes ideologicamente falsos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Uso de documento falso Art. o uso do falso documento é mero exaurimento do crime de falsum. (D) configura o crime de uso de documento falso. absorvida pelo crime de falso10. na hipótese. USO PELO FALSÁRIO. utilizar-se). FALSIDADE IDEOLÓGICA. Gabarito oficial: D. Guilherme de Souza Nucci (Manual de Direito Penal – editora RT – 2ª edição revisada e atualizada) assevera que o agente responderá pelo crime de uso. Neste caso o falsificador responderá pelo falso e pena utilização do documento falso. No entanto. via de regra. mas somente pelo crime de falso. assim não entendendo.Fazer uso de qualquer dos papéis falsificados ou alterados. 297 a 302: Pena . 10 www. apesar utilizado. 297. do Código Penal. . DELITO ÚNICO. pois. Conduta: Fazer uso (empregar. CRIME CONTINUADO. divergência em se saber por que crime responderá. a que se referem os arts. ocasião em que a utilização. não pratica o crime de uso aquele que falsificou o documento. Há. o do art. Sujeito ativo: Qualquer pessoa que se valha dos documentos falsificados (artigo 297 302). Assim. FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO. seja. Assim.com. se só pelo falso ou só pelo uso. (HC 10447-MG – STJ 6ª TURMA) PENAL. . Quando a utilização é feita pelo próprio autor do falso é certo que não responderá pelos dois crimes.A doutrina e a jurisprudência são unânimes no entendimento de que o uso do documento falso pelo próprio autor da falsificação configura um único delito.br 25 .pontodosconcursos.a cominada à falsificação ou à alteração. poderá sê-lo novamente.Habeas-corpus concedido. A conclusão de que responderá o falsificador que se utilizou do documento falso por um único crime é pacífica. já que o falso é crime-meio e o uso é o crime-fim. A conduta é comissiva (positiva). acredito mais acertada a solução por meio da qual se imputará ao agente o crime de falso sendo o uso o pos factum impunível.

10. Elemento subjetivo: O dolo.br 26 .1. bastando que da utilização decorra a REDUÇÃO ou a SUPRESSÃO de Tributo ou contribuição social. Penas: O agente ficará sujeito à penas cominadas ao crime de falso respectivo.pontodosconcursos. suprimir ou ocultar. se o documento é particular. Exemplo: É o caso do motorista que apresenta à autoridade policial de trânsito carteira de habilitação falsa. www. em benefício próprio ou de outrem. ou que tenha ao menos tal finalidade. Objeto material: documento público ou particular falso (falsidades previstas nos artigos 297 a 302 do CP). SUPRESSÃO DE DOCUMENTO. contra a ordem tributária (sonegação fiscal – Lei 8137/90). documento público ou particular verdadeiro. de que não podia dispor: Pena . Classificação: Diz-se que é crime remetido ou acessório. pois depende de do crime de falso previsto nos artigos 297 a 302 do CP. como por exemplo. Objeto jurídico: a fé pública. Consumação: Ocorre com a efetiva utilização do documento falso.Destruir. Supressão de documento Art. e reclusão. de dois a seis anos. e multa. 305 .11. Necessário que o agente conheça o falso. de um a cinco anos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Sujeito passivo: O Estado de forma imediata e o prejudicado pelo uso do documento falso mediatamente. se o documento é público.com.reclusão. Não é necessário que o agente aufira vantagem ou cause prejuízo com a utilização do documento falso. Atenção: a utilização de documento falso poderá caracterizar outro crime. ou em prejuízo alheio. e multa.

suprimir ou ocultar em proveito próprio ou alheio. Objeto jurídico: a fé pública. extinguir – ex: atear fogo no papel.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Conduta: destruir (eliminar. Sujeito ativo: qualquer pessoa.com. Se tiver o agente possibilidade de dispor do documento não há o crime. que é a vontade de destruir. suprimir (fazer com que desapareça como documento. apesar de o papel ainda existir – ex: cobrir com tinta todo o papel) ou ocultar (escondê-lo). Objeto material: documento. verdadeiro do qual o agente não tem disponibilidade. Consumação: o crime se consuma com a prática das condutas. independentemente de o agente ou terceiro auferir qualquer benefício ou prejudicar outrem. www.pontodosconcursos. Sujeito passivo: o Estado além da pessoa eventualmente prejudicada pela conduta. público ou privado. queimando-o). O agente tem que conhecer a veracidade (ou autenticidade) e indisponibilidade do documento. Elemento subjetivo: Dolo.br 27 .

com o fim de prejudicar direito.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 10. parágrafo 2º. o título ao portador ou transmissível por endosso. 1 www.com. a OMISSÃO e A INSERÇÃO só podem ser praticadas por funcionário público.Omitir. declaração que dele devia constar. declaração que dele devia constar. de um a cinco anos. e reclusão de um a três anos.4. FALSIDADE IDEOLÓGICA. deixar de inserir) particular. INSERIR (lança. se o documento é público. Falsidade ideológica Art.Se o agente é funcionário público. Parágrafo único .pontodosconcursos.Para os efeitos penais. e multa. ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita. § 2º . e comete o crime prevalecendo-se do cargo. ou se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil. aumenta-se a pena de sexta parte. e multa. Sujeito ativo: Qualquer pessoa. de regra.reclusão. quando o objeto material é documento público (e aqui não se aplicada a equiparação contida no artigo 297. pois só a ele é outorgada a atribuição de elaborar documento público. No entanto. as ações de sociedade comercial.br 1 . em documento público ou particular. em documento público ou Condutas: OMITIR (Não constar. do CP1). 299 . os livros mercantis e o testamento particular. equiparam-se a documento público o emanado de entidade paraestatal.1. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena . fazer a inserção) ou FAZER INSERIR (fazer com que outrem insira) nos referidos documentos declaração falsa ou diversa da que deveria ser escrita. Admite o concurso de pessoas (co-autoria e participação – artigo 29 do CP). se o documento é particular.

www. em documento particular. necessário que no fato concreto (fato social) o agente deve agir alimentado por um fim especial. vontade de inserir. No entanto. Aqui. deve o agente agir com um fim que ultrapassa a vontade de praticar as condutas no verbo. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante. Não se admite o crime na modalidade culposa. subjetivo: Dolo. Necessário que. Nas demais modalidades (Omitir ou inserir. por ser a falsidade. o crime é comum. A finalidade especial deve existir quando da prática das condutas. de existir. Portanto. de por isso. uma vez que a finalidade pode não ser alcançada.br 2 . em documento público ou particular). o elemento subjetivo do injusto ou dolo específico.com. criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente O crime é formal. Então. público ou particular = crime comum Qualquer pessoa Elemento não basta ideológica prejudicar relevante. o dolo deve transcender os limites do verbo.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Portanto. isto é. ou fazer inserir. fazer inserir ou de omitir. que é a finalidade de prejudicar direito.pontodosconcursos. só podendo ser praticado por funcionário público. Só funcionário público Condutas Inserir ou omitir + documento particular = crime comum Fazer inserir + doc. oportunidade em que o crime não deixa. também esteja presente a vontade dirigida à finalidade de direito. para que o crime exista. já que pode ser praticado por qualquer pessoa. em tais casos (omissão e inserção em documento público) o crime é próprio. Inserir ou omitir + documento público = crime próprio.

assinale a alternativa correta: a-no crime de furto. Questão interessante: Pergunto: Pode haver crime de falsidade ideológica quando o agente insere em documento público ou particular declaração verdadeira.No crime de prevaricação. mas a irrealidade. cometerá o crime caso no documento devesse constar não a verdade. Mas. vai à Delegacia de Polícia e declara à autoridade policial a sua versão dos fatos. quando o agente insere declaração diversa da que devia constar. c. esta direta ou indireta (fazer inserir). por exemplo. o objeto jurídico é a fé pública e o objeto material é o documento falsificado. Necessário. lança. com a realidade dos fatos?.No crime de falsidade documental. em que pese de difícil caracterização. a utilização do documento falso é irrelevante para que o crime ocorra. Consumação: O crime se aperfeiçoa com a conduta. d. Houve falsidade ideológica. 2-51. intimada. o objeto jurídico é a coisa subtraída e o objeto material é a propriedade. Também. que as condutas se realizem.No crime de homicídio. o crime não necessita alcançar o objetivo almejado (finalidade especial). a sua versão e não a da testemunha. b. ou seja. Da realização ou concreção das condutas decorre a consumação do ilícito.pontodosconcursos. Quando o documento é público OAB 127 SP – FCC (2005). Parece estranho. Gabarito oficial : C 2 www. com a omissão e inserção. já que. Observe o seguinte exemplo: A testemunha. apesar de verdadeira. A tentativa é admissível. no termo de declaração. no documento. O Delegado. Objeto material: documento público ou particular. já que em algumas oportunidades foi objeto de questionamento. dispensaremos atenção à pena cominada. o objeto jurídico é a regularidade da administração pública e o objeto material é o bem lesado. conhecedor da verdade.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Objeto jurídico2: a fé pública. Atenção: Trata-se de crime formal. que corresponde. isto é. Penas: excepcionalmente. para sua consumação. Respondo: Sim. de conteúdo variado. Portanto. Em relação ao objeto jurídico e objeto material.com. devia constar a versão da testemunha e não a da autoridade policial. somente. o objeto jurídico é a vida humana e o objeto material é o instrumento utilizado para o crime. omissivo na modalidade omitir e comissivo nas demais. aqui. todavia.br 3 .

a representação sintética do que consta do registro civil. do www. inserir ou fazer inserir). Não posso pressupor a condição de funcionário público para a existência do crime e determinar que tal condição leve ao aumento da pena. nas hipóteses de omissão ou de inserção em documento público (crime próprio). Assim. ocasião em que a pena será aumentada de um sexto (sexta parte). Todavia. na realidade. Aqui. reclusão de um a três anos. Observe. de um a cinco anos. a condição de funcionário não é elementar do crime e. Observe que os verbos da qualificadora (falsificar ou alterar) denotam a prática de crime de falsidade material.com. a causa de aumento de pena só incidirá quando a condição de funcionário público não for necessária (elementar) para a existência do crime. não teríamos. Caso particular o documento. Esta é.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI a pena é de reclusão. 2. para tanto. insere em documento particular declaração falsa. outra pena que não a aumentada. de sua condição especial. pode ser a causa do aumento de pena.Se o agente é funcionário público. pois aumentam a pena quando praticadas as condutas do “caput” (omitir. Caso assim fosse. Quando o crime é praticado pelo funcionário público se valendo. portanto. devem ser entendidas como modo de falsidade ideológica. É o que ocorre quando o funcionário público. se valendo de sua condição especial. todavia. Assentamento de registro civil não se confunde com a certidão de registro civil.pontodosconcursos. A falsidade (falsificação ou alteração) de assentamento de registro civil também levará ao aumento da pena. e multa. Assim. Portanto. a certidão de nascimento representa o que consta do registro de nascimento. São elas: 1. e comete o crime prevalecendo-se do cargo. e multa.Se a falsificação ou alteração é de assentamento de registro civil.br 4 . Figura qualificada: O parágrafo único do artigo 299 nos traz duas hipóteses de crime falsidade ideológica qualificado. a pena será aumentada. que a qualificadora só pode ocorrer quando a condição de funcionário público não é pressuposto (elementar) para a existência do crime. por exemplo.

br 5 . É o que ocorre com o estelionato. www. oportunidade em que o agente responderá por um só dos crimes. concluímos que se o assentamento é falso. duplicata.4. a prática de falso (falsidade material ou ideológica).fraudar a fiscalização tributária. 1° Constitui crime contra a ordem tributária suprimir ou reduzir tributo. III . Art. então.pontodosconcursos. durante a aula vou. No entanto. Não são poucas as vezes em que o crime de falsidade é meio para a prática de outros crimes. como tenho feito em todo o curso. 10. ou seja pelo crime fim. DOS CRIMES CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA – LEI 8137/90 (SONEGAÇÃO FISCAL). Vejamos. Veremos que os modos de se cometer os crimes é. ou prestar declaração falsa às autoridades fazendárias. dos crimes do artigo 1º e 2º da referida Lei.1 DO CRIME DE FALSIDADE COMO CRIME-MEIO. 11. em frente os crimes de sonegação fiscal previstos na lei 8137/90. mediante as seguintes condutas: I .falsificar ou alterar nota fiscal. Para tratarmos do assunto.com. todas as certidões dali extraídas serão maculadas. necessário que tenhamos a lei em mão. ou omitindo operação de qualquer natureza. Trataremos. com os crimes de sonegação e outros. Não vamos tratar de cada uma das condutas. ou contribuição social e qualquer acessório. ou qualquer outro documento relativo à operação tributável. inserindo elementos inexatos. Não trataremos dos crimes funcionais (artigo 3º).DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI assentamento é que se origina a certidão de registro civil. para não sermos prolixos. fatura. de regra. nota de venda.omitir informação. Com isso. em documento ou livro exigido pela lei fiscal. II . trazer à colação dos dispositivos legais que nos interessam. Nos artigos 1º e 2º estão os crimes de sonegação praticados por particular.1.

Portanto. isto é. caracteriza a infração prevista no inciso V. mas sim exaustivos. CONDUTAS: SUPRIMIR (deixar de satisfazer completamente o crédito tributário.negar ou deixar de fornecer. deixar de pagar parcialmente) tributo ou contribuição social. V . as condutas são SUPRIMIR e REDUZIR e não aquelas arroladas nos incisos. emitir ou utilizar documento que saiba ou deva saber falso ou inexato. havendo o falso + supressão ou redução = crime contra a ordem tributária. os crimes se consumam com o resultado.pontodosconcursos. Pena . Caso consiga suprimir ou reduzir por outro meio. nota fiscal ou documento equivalente.reclusão de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. quando obrigatório. todavia. que poderá ser convertido em horas em razão da maior ou menor complexidade da matéria ou da dificuldade quanto ao atendimento da exigência. Parágrafo único. Diante disso concluímos que os atos arrolados nos incisos I a V não são exemplificativos. No artigo 1º.com. o crime só existirá se o agente se valer dos atos mencionados nos incisos I a V. SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa que deva satisfazer a obrigação tributária. Note que nos incisos I a IV os atos são de falsidade. o agente responderá por crime de falso consumado.elaborar. ideológica ou material. O falso é crime meio. relativa a venda de mercadoria ou prestação de serviço. a conduta não caracteriza o crime. Portanto. ou fornecê-la em desacordo com a legislação. efetivamente realizada. no prazo de 10 (dez) dias. distribuir. em que pese a falsidade cometida. não haja a supressão ou a redução. A falta de atendimento da exigência da autoridade. os crimes são materiais. deixar de pagar) ou REDUZIR (satisfação parcial do crédito tributário. No entanto. www.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI IV . fornecer. Caso pratique a conduta de suprimir ou reduzir por outro meio não cometera o agente o crime em tela. Caso. e multa.br 6 .

Trata-se de norma penal em branco. de conteúdo variado e comum. o legislador considera crime de sonegação ( crime contra a ordem tributária) o fato de o agente deixar de atender. A lei não exige dolo específico.pontodosconcursos. elemento subjetivo especial. de conceitos estabelecidos em leis tributárias. descontado ou cobrado.deixar de aplicar. pagar ou receber. IV . para eximir-se. Neste caso. III .exigir. bens ou fatos.fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas. ou aplicar em desacordo com o estatuído. já que ele não pode ser considerado como inadimplente. qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal. Elas é que definirão o que se considera tributo ou contribuição social. de pagamento de tributo. para sua compreensão. por ser material. Não se admite a modalidade culposa. já que o contribuinte antes de exigível o pagamento (antes do prazo) sanar a mácula. II . em que pese a falsidade. ELEMENTO SUBJETIVO: DOLO. não posso considerar que já tenha havido a redução ou supressão. para si ou para o contribuinte beneficiário.br 7 . ou empregar outra fraude. não ocorreu o crime. CONSUMAÇÃO: O crime. já que necessita. a exigência da autoridade (Fazendária).com. ou seja. isto é. na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos. Trata-se de crime material. no prazo legal.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI SUJEITO PASSIVO: O Estado. Art. OBJETO MATERIAL: Tributo ou contribuição social. Em dadas oportunidades. No parágrafo único. incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento. Basta vontade de SUPRIMIR ou REDUZIR tributo ou contribuição social através dos atos mencionados nos incisos I a V. www.deixar de recolher. valor de tributo ou de contribuição social. no momento em que há a REDUÇÃO ou a SUPRESSÃO. dentro de 10 dias. total ou parcialmente. se consuma no momento em que o resultado naturalístico ocorre. 2° Constitui crime da mesma natureza: I .

Aqui. descontado ou cobrado. Neste caso. o crime será de falsidade ideológica ou outra falsidade. É o caso típico daquele que desconta do assalariados o imposto de rendas (retenção na fonte) e deixa de repassar o valor aos corres públicos.exigir.pontodosconcursos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI V . Caso a finalidade seja outra. a recolher o “quantum” que fora descontado ou cobrado e não o faz. A conduta aqui é praticar falsidade ideológica ou qualquer outra fraude.detenção. como responsável. www.br 8 . I . bens ou fatos. III . o crime se aperfeiçoa com a omissão. ou empregar outra fraude. Os crimes são. Pena . formais. fornecida à Fazenda Pública. a questão inicial é saber se o crime é formal ou material. Observe que o legislador não prevê como conduta a REDUÇÃO ou SUPRESSÃO de tributo ou contribuição social. pagar ou receber. de regra. mas sim a prática das condutas mencionadas nos incisos com o fim de suprimir ou reduzir. praticar a falsidade com o fim de não pagar tributo. diferentemente do artigo 1º. Disso decorre a conclusão de que o crime é. Aqui a conduta é omissiva. Portanto. onde o agente está obrigado. a conduta não é reduzir ou suprimir.utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é. na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos. total ou parcialmente. no artigo 2º. de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos. já que. de regra.com. de pagamento de tributo.fazer declaração falsa ou omitir declaração sobre rendas. mas sim. constitui crime não a supressão ou a redução.deixar de recolher. para si ou para o contribuinte beneficiário. no prazo legal. formal. apesar de opiniões em sentido oposto. II . valor de tributo ou de contribuição social. com o fim de eximir-se de pagamento de tributo. cada uma das condutas mencionadas nos incisos. CONDUTAS: Analisaremos. para eximir-se. por lei. aqui. e multa. qualquer percentagem sobre a parcela dedutível ou deduzida de imposto ou de contribuição como incentivo fiscal.

busca fomentar determinada atividade (normalmente de produção) e. a conduta poderá levar inevitavelmente à SUPRESSÃO ou REDUÇÃO do tributo ou contribuição social. tendo recebido o incentivo.deixar de aplicar. deixa de aplicar ou aplica-o em desacordo com o estatuído. Trata-se de conduta comissiva que busca implementar a fraude fiscal por meio de programa de processamento de dados. incentivo fiscal ou parcelas de imposto liberadas por órgão ou entidade de desenvolvimento. Percebemos que aos crimes contra a ordem tributária serão aplicáveis as hipóteses dos incisos I e II. Não é necessário que a supressão ou redução do tributo efetivamente ocorra. utiliza ou divulga o programa de processamento de dados. V . Na realidade o Estado. O agente deixa de aplicar ou aplica em desacordo com o estatuído o numerário referente a incentivo fiscal ou parcela de imposto liberada por órgãos ou entidades de desenvolvimento. através incentivos. II . sendo certo que.br . especialmente no caso do inciso II.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI IV .ser o crime praticado em relação à prestação de serviços ou ao comércio de bens essenciais à vida ou à saúde. No caso do inciso V. não sendo sujeito passivo da obrigação tributária. por lei. Basta a conduta de utilizar ou divulgar o programa. De acordo com o que dispõe o artigo 12 da lei 8137/90.1. Em determinas hipóteses.utilizar ou divulgar programa de processamento de dados que permita ao sujeito passivo da obrigação tributária possuir informação contábil diversa daquela que é.ser o crime cometido por servidor público no exercício de suas funções. O sujeito ativo é aquele que figura como sujeito passivo da obrigação tributária. Aqui.pontodosconcursos. o beneficiário.ocasionar grave dano à coletividade. a pena será agravada quando: I . a do inciso II. formal. III . É o crime.com. é a que mais se afeiçoa aos crimes de sonegação. Consumação: O crime se consuma com a prática dos atos arrolados nos incisos I a V. ou aplicar em desacordo com o estatuído. a conduta é omissiva (deixar de aplicar) ou comissiva (aplicar em desacordo). poderá praticar o crime aquele que. Todavia. SONEGAÇÃO QUALIFICADA. 9 www. fornecida à Fazenda Pública. o legislador trata de maneira indistinta. 11. de regra. de conteúdo variado e comum.

pontodosconcursos. aquele que de qualquer modo. há a representação fiel do disposto no artigo 29 do CP. No caso de co-autoria ou participação. 3.com. quando deveria ter falado em participação).br 10 . Requisitos: 1. Parágrafo único. pois afirma que é incabível a delação premiada em caso de confissão espontânea. não é facultada a aplicação da diminuição de pena. 11. O Juiz tem o dever de aplicá-la se presentes os requisitos legais.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 11.DA DELAÇÃO PREMIADA. o legislador trata da co-autoria e da participação. que trata dos crimes contra a ordem tributária.Revelação de toda trama delituosa. aquele que. De acordo com o que dispõe o artigo 11.crimes cometidos em co-autoria ou quadrilha (diz quadrilha. Trata-se de causa de diminuição de pena.2. (Parágrafo incluído pela Lei nº 9.7.Confissão espontânea.1995) Observe na questão abaixo que a alternativa D.080.1. www. até mesmo por meio de pessoa jurídica. Portanto. está incorreta. incidirá nas penas a estes cominadas. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços. Nos crimes previstos nesta Lei.DO CONCURSO DE AGENTES.2. 2. Aqui. cuja aplicação é obrigatória desde que presentes os requisitos legais. cometidos em quadrilha ou co-autoria. pratica qualquer dos crimes definidos na lei. na medida de sua culpabilidade. de 19. Portanto. através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá sua pena reduzida de 1/3 a 2/3.

antes do recebimento da denúncia. 50.383.Nos crimes contra a ordem tributária em especial. de 30.sujeito ativo do crime é o titular do bem jurídico lesado ou ameaçado pela conduta criminosa. mesmo que por confissão em que revele a trama criminosa. 11 da Lei n° 4.br 11 .com. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos nos arts. de 3 de setembro de 1962. de 14 de julho de 1965. previa a extinção da punibilidade quando. o art.O objeto material do crime de furto é a coisa alheia móvel. 1° a 3° quando o agente promover o pagamento de tributo ou contribuição social. 5° do Decreto-Lei n° 1.culpabilidade é a correspondência exata. inclusive acessórios. a colaboração espontânea de coautor ou partícipe.DA EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. a.pontodosconcursos. Com isso. concreto. Sobre o tema do pagamento do tributo ou contribuição social como causa de extinção da punibilidade. devemos determinar qual (ou quais) das leis imperam. de 1988. antes do recebimento da denúncia. Art.729. e. 13 e 14 da Lei n° 7. a adequação perfeita entre a conduta.131.Assinale a alternativa correta. 14.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI TRE AMAPA (ADM) FCC 2006.3. o art.023. não acarreta a redução de sua pena. www.Os menores de 18 anos são penalmente imputáveis por suas condutas. a ela equiparando-se a energia elétrica ou qualquer outra que tenha valor econômico.1991) O artigo 14. Gabarito oficial: E 11. 44 da Lei n° 4.060. (Artigo revogado pela Lei nº 8.713. Lei 8383/91 . 7° e o art. os arts. de 21 de outubro de 1969. há uma sucessividade de leis no tempo. o agente promovesse o pagamento do tributo ou contribuição social. inclusive acessórios. tal dispositivo foi revogado pela lei 8383/91 (artigo 98). e a descrição contida na lei. 98. acima transcrito. de 16 de julho de 1964. Revogam-se o art. No entanto.357. 10 da Lei n° 8.Art. os incisos III e IV e os §§ 1° e 2° do art. cuja literalidade segue abaixo.12. os §§ 1° e 2° do art. do agente. b. d. nos crimes contra a ordem tributária. o fato natura. c. 2° da Lei n° 4.

É o que decorre do disposto no artigo 9º.com.pontodosconcursos. Art. Observe no quadro abaixo quais são os dispositivos em vigência atualmente.br 12 .684/2003 . § 2o Extingue-se a punibilidade dos crimes referidos neste artigo quando a pessoa jurídica relacionada com o agente efetuar o pagamento integral dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais.Art. foi restaurada a possibilidade de o pagamento possibilitar a extinção da punibilidade. Serão eles que regerão as hipóteses de extinção de punibilidade pelo pagamento. desde que efetivado antes do recebimento da denúncia. www.848. antes do recebimento da denúncia.137.684/2003. Hoje. de 14 de julho de 1965.137. 34.137. 11 da Lei n° 8. de 27 de dezembro de 1990. durante o período em que a pessoa jurídica relacionada com o agente dos aludidos crimes estiver incluída no regime de parcelamento. praticou os delitos contra a ordem tributária. quando o agente promover o pagamento do tributo ou contribuição social. e na Lei nº 4. e nos arts. o inciso III e parágrafo único do art. de 27 de dezembro de 1990. inclusive acessórios. 1o e 2o da Lei no 8. de 7 de dezembro de 1940 – Código Penal. 9o É suspensa a pretensão punitiva do Estado. referente aos crimes previstos nos arts. cuja literalidade segue abaixo: Lei 10. de 27 de dezembro de 1990 e o art. 14 da Lei n° 8. da Lei 10.134.729. representando-a. tudo de acordo com o que dispõe o seu artigo 34. Posteriormente. além da incidência do disposto no artigo 34 da Lei 9249/95. § 1o A prescrição criminal não corre durante o período de suspensão da pretensão punitiva. com o advento da Lei 9249/95. o pagamento que decorre da inserção da pessoa jurídica no REFIS (refinanciamento) faz extinguir a punibilidade do agente que.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI de 1990. de 27 de dezembro de 1990. cuja letra segue abaixo. 168A e 337A do Decreto-Lei no 2. Extingue-se a punibilidade dos crimes definidos na Lei nº 8. inclusive acessórios.

o disposto no artigo 9º.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI SONEGAÇÃO FISCAL TRIBUTÁRIA).EXTINÇÃO 10684/03). inclusive acessórios. No entanto. Assim. da Lei 10684/2003. (CRIMES CONTRA A ORDEM 1. 34. de forma incondicionada. já que se o agente repara o dano antes do recebimento da denuncia. inclusive acessórios.ARREPENDIMENTO POSTERIOR (artigo 16 do CP).EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE (Lei 9249/95 .pontodosconcursos. DA PUNIBILIDADE (Artigo 9º da Lei Beneficiário : Aquele que. tenha cometido o crime de sonegação. Condutas : o pagamento integral. Momento : Até antes da sentença penal condenatória transitada em julgado.com. Caso o pagamento seja posterior. promover a ação penal contra os autores dos ilícitos. aplica-se.4. o benefício é a extinção da punibilidade (artigo 34 da lei 9249/95). parágrafo 2º. ao agente relacionado com pessoa jurídica. Condutas: pagamento do tributo ou contribuição. Conseqüência : EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. relacionado com pessoa jurídica. 11. qualquer do povo poderá promover a representação necessária para que o Ministério Público inicie a ação penal pública. Momento: Antes do recebimento da denúncia. observe a redação do artigo 15 e 16 abaixo. A respeito do tema.br 13 .DA AÇÃO PENAL Os crimes contra a ordem tributária são de ação penal pública incondicionada. 3. Conseqüência: EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.Art. Não se aplica aos crimes de sonegação fiscal (lei 8137/90). www. dos débitos oriundos de tributos e contribuições sociais. caberá ao Ministério Público.) Beneficiário : Qualquer um que tenha cometido o crime de sonegação. 2. parceladamente ou não.

Antes. necessário que tratemos de seu elemento subjetivo. prepotência (etc): abuso de poder. 15. Dispensaremos atenção agora aos crimes de abuso de autoridade que estão insertos na lei 4898/65. DO ABUSO DE AUTORIDADE. maldade. as condutas de abuso de autoridade estão arroladas nos artigos 3º e 4º que veremos mais adiante. 12. só é possível a título de dolo. Assim. por exemplo. Com isso. em qualquer de suas modalidades (artigo 3º ou 4º). concluímos que o abuso de autoridade exige um agir extraordinário.848.1. para que exista o crime em tela. a autoridade policial deixe de soltar aquele que está preso provisoriamente. Necessário que o agente haja sabendo que está exorbitando do poder. 16.br 14 . Não basta.ELEMENTO SUBJETIVO. Necessário que aja sabendo que está exorbitando. www.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Art. além do conceito de autoridade para efeito de estabelecer o sujeito ativo do crime. todavia. Art. bem como indicando o tempo. O crime de abuso de autoridade.pontodosconcursos. Assim. Os crimes previstos nesta lei são de ação penal pública. não se admite abuso de autoridade culposo. fornecendo-lhe por escrito informações sobre o fato e a autoria. 12.com. de 7 de dezembro de 1940 . não basta o dolo dirigido a concretizar os elementos objetivos do tipo penal. De acordo com o que dispõe a referida lei. de tratarmos casuisticamente das condutas que caracterizam o abusado de autoridade. bem como de sua consumação. Qualquer pessoa poderá provocar a iniciativa do Ministério Público nos crimes descritos nesta lei. no crime de abuso de autoridade o agir decorre de capricho. No entanto. aplicando-se-lhes o disposto no art. o lugar e os elementos de convicção. 100 do Decreto-Lei n° 2. que.Código Penal.

12. por exemplo.DO SUJEITO ATIVO. devemos analisar as condutas descritas nos tipos penais para precisarmos quando o ilícito se aperfeiçoa. De pronto. DA CONSUMAÇÃO. Sobre o momento consumativo. a vontade de concretizar a conduta objetivamente. Para ser autoridade. Além disso.pontodosconcursos. o seu artigo 5º. Para efeito de aplicação da lei. 5º Considera-se autoridade.br 15 . sobre as condutas descritas no artigo 4º. De acordo com a literalidade do texto basta ser funcionário público para ser autoridade. pois de acordo com a lei configura crime qualquer atentado contra os bens tutelados pela norma.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Em síntese: O crime exige o dolo. ou seja. ou militar. não é a melhor solução.2.com. o sujeito tem que ser funcionário público + poder que indique autoridade. do modo como ela está prevista na lei. para os efeitos desta lei. mesmo que tentado. Já. já notamos que o crime é de dano.3. elemento conceitual que denote o exercício de autoridade. O crime de abuso de autoridade só pode ser praticado por quem é autoridade. pois na tentativa há atentado contra tais bens. quem exerce cargo. observe a literalidade abaixo. Assim. define o que entende por autoridade. necessitamos analisar casuisticamente para sabermos ser possível ou não a tentativa. notamos que os crimes mencionados no artigo 3º não admitem a forma tentada. Art. emprego ou função pública. ainda que transitoriamente e sem remuneração. o conceito legal é absolutamente carente. No entanto. Não traz. Todavia. É óbvio que o caso concreto indicará estar o agente em situação de autoridade ou não. www. de natureza civil. No entanto. tem-se como consumado o crime. isto é. 12. necessário que o agente aja sabendo que está exorbitando.

327 . então. DO CONCEITO DE FUNCIONÁRIO PÚBLICO. d.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Para conceituar funcionário público. emprego ou função em entidade paraestatal. PARA EFEITOS PENAIS. EXAME DA OAB ESPIRITO SANTO 2005 (FCC) – prova 1. cuja letra segue abaixo. necessitamos de conhecer o conceito de funcionário público.Equipara-se a funcionário público para efeitos penais: a.1. (39). exerce cargo. do CP.com. Todos os crimes que analisaremos neste item trazem em si uma norma penal dependente de complementação. quem. dependentes do complemento que conceitua funcionário público. § 1º . Funcionário público4 Art. emprego ou função pública. Para compreendê-los. Estamos. Primeira coisa que aqui nos chama a atenção é a amplitude do conceito. b. Observe as anotações do quadro abaixo. Gabarito oficial: A 16 www. considera-se funcionário público. remuneradamente ou não.br 3 4 .Considera-se funcionário público.quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada para execução de atividade típica de administração pública.2. transitoriamente ou não.1. 11. “caput”. vide o item 2. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública.pontodosconcursos. emprego ou função pública. O complemento conceitual está inserto no artigo 327 “caput” e parágrafo 1º. c. em razão do alcance social da função técnica que desenvolvem no exercício de sua função. o qual não está inserto em cada tipo penal. Segundo dispõe o artigo 327.os advogados em geral. diante de normais penais em branco3.3. quem exerce. vamos nos valer do conceito inserto no artigo 327 do CP. como nos casos de tutores e curadores dativos.os que exercem múnus público.o preso que executa trabalho interno em estabelecimento prisional destinado a sua reinserção social. em que prevalece o interesse privado.Equipara-se a funcionário público quem exerce cargo. para os efeitos penais. embora transitoriamente ou sem remuneração. Sobre normas penais em branco. cargo.

o legislador trata do funcionário público por extensão ou equiparação. para efeitos penais. Todavia. EMPREGO PÚBLICO: De acordo com a doutrina dominante. funcionário público. Assim. CARGO PÚBLICO: Segundo a doutrina.br 17 . Assim. emprego público tem. Portanto. considerados funcionários públicos. ENTIDADE PARESTATAL: Aqui.pontodosconcursos. substancialmente a mesma conceituação de cargo público. cargo público é a mais simples unidade de poderes e deveres estatais a serem expressos por um agente. O artigo 3º da lei 8112/90 (Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União) define cargo público como sendo o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura organizacional que devem ser cometidas a um servidor. Portanto. e quem trabalha para empresa prestadora de serviço contratada ou conveniada para a execução de atividade típica da Administração Pública. Assim. considera-se funcionário público. ou seja. nos valeremos do conceito legal estabelecido no artigo 84 da lei 8666/93. emprego e função pública. conceituar cargo. desempenha função pública extraordinária (contratado extraordinariamente). para efeito penal.com. emprego ou função em entidade paraestatal. considera-se funcionário aquele que. o que os diferencia é que no emprego a relação jurídica estabelecida entre seu titular e a administração não é regida pela lei 8112/90. há conceito legal de cargo público. então. também. de função pública. Segundo a lei. pelo Estatuto. o jurado e aqueles que desempenham a função de mesário ou escrutinador no pleito eleitoral. considera-se. Os seus funcionários são. considera-se www. FUNÇÃO PÚBLICA: de forma residual. mesmo o exercício transitório. sem ter cargo ou emprego público.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Precisamos. conceituamos função pública como a atribuição desempenhada por um agente que não se caracteriza como cargo ou emprego público. devemos estabelecer o conceito de entidade paraestatal e de empresa prestadora de serviço contratada para execução de atividade típica da Administração Pública. entretanto. No parágrafo 1º do artigo 327. dá ao sujeito a condição de. funcionário publico aquele que exerce cargo. desde outros. não remunerado. pois também é funcionário público aquele que atua sem remuneração e de forma transitória. Já sabemos. mas sim pela CLT. não é necessário um atuar remunerado e permanente.

coercitivo etc.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI entidade paraestatal. das autarquias (Banco Central. todavia. necessário que aja se valendo da condição de autoridade. Só. ou seja. as demais entidades sob controle. EMPRESA PRESTADORA DE SERVIÇO: É aquela que é contratada ou conveniada para execução de atividade típica da Administração pública. b) à inviolabilidade do domicílio. em síntese. 12. então. correcional. www. terei a autoridade passível de praticar o crime de abuso de autoridade. No entanto. a Empresa de Correio e Telégrafos). Constitui abuso de autoridade qualquer atentado: a) à liberdade de locomoção. por exemplo). Assim. c) ao sigilo da correspondência. SEST. empresas públicas e sociedades de economia mista. (ex: hospital conveniado).. SENAI.com. DAS CONDUTAS CRIMINOSAS. além disso. consideram-se entidades paraestatais as empresa públicas (Ex:Caixa Econômica Federal.br 18 . tenha o sujeito poder (fiscalizador. Pergunto: Para cometer o crime é necessário que o agente (autoridade) esteja no exercício de seu ofício? Respondo: Não. 3º. As condutas que caracterizam. e) ao livre exercício do culto religioso. segundo o legislador. Não podemos nos esquecer.4. necessário que aja como se estivesse. SENAC. Questão interessante.pontodosconcursos.) que denote autoridade. do Poder Público. como já vimos. Art. f) à liberdade de associação. Observe a letra da lei. Mas. direto ou indireto. as sociedades de economia mista (ex:Banco do Brasil) e os serviços sociais autônomos (Ex: SESC. não basta ser funcionário público. d) à liberdade de consciência e de crença. além das fundações. o crime de abuso de autoridade estão arroladas no artigo 3º e 4º da Lei 4898/65. SENAR E SEBRAE). SESI. Necessário que.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI g) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício do voto.com. b) submeter pessoa sob sua guarda ou custódia a vexame ou a constrangimento não autorizado em lei. h) ao direito de reunião. Em tais ocasiões o agente não será responsabilizado.de 05/06/79) No artigo 3º. 4º Constitui também abuso de autoridade: a) ordenar ou executar medida privativa da liberdade individual. www. o legislador trata de forma mais detida e precisa de cada uma das condutas. Mas. sem as formalidades legais ou com abuso de poder. assegurados no texto constitucional. não podemos deixar de enfatizar que em determinadas oportunidades tais direitos sucumbem (são relativos) frente o interesse da coletividade (interesse público). No caso do artigo 4º. Exemplo: Prisão em flagrante fora das hipóteses admitidas em lei. entretanto. ao juiz competente a prisão ou detenção de qualquer pessoa. c) deixar de comunicar. (Incluído pela Lei nº 6. imediatamente. Portanto.br 19 . caracterizam “estrito cumprimento do dever legal”. Notaremos que algumas das hipóteses do artigo 4º se ajustam perfeitamente a situações arroladas no artigo 3º.pontodosconcursos.657. em sua maioria. São inclusive direitos que estão. i) à incolumidade física do indivíduo. notamos que as condutas serão consideradas crime de abuso de autoridade quando atentar contra direitos nobres dos indivíduos. a autoridade responderá por um dos crimes. Exemplo: Acorrentar presos e submetê-los a exposição pública desmotivadamente. há oportunidades em que atentados contra tais direitos são acobertados pelo ordenamento jurídico e. j) aos direitos e garantias legais assegurados ao exercício profissional. Quando ocorrer tal coincidência. Art. não poucas vezes.

DAS PENALIDADES. permitida em lei. observado que não é caso da prisão cautelar.pontodosconcursos. h) o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica. civil e administrativa. d) deixar o Juiz de ordenar o relaxamento de prisão ou detenção ilegal que lhe seja comunicada. emolumentos ou de qualquer outra despesa. custas. f) cobrar o carcereiro ou agente de autoridade policial carceragem.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Exemplo: Deixar de comunicar ao Juízo o cumprimento de ordem de prisão preventiva e também a prisão em flagrante delito. (Incluído pela Lei nº 7. quando praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. a autoridade que cometer o crime de abuso estará sujeita às sanções penal. deixar de relaxá-la.br 20 . custas. Exemplo: O juiz recebe comunicação de prisão em flagrante e. De acordo com o que dispõe o artigo 6º da lei 4898/65. emolumentos ou qualquer outra despesa. de 21/12/89) 12. www.com. desde que a cobrança não tenha apoio em lei. g) recusar o carcereiro ou agente de autoridade policial recibo de importância recebida a título de carceragem. quer quanto à espécie quer quanto ao seu valor. e) levar à prisão e nela deter quem quer que se proponha a prestar fiança. i) prolongar a execução de prisão temporária. deixando de expedir em tempo oportuno ou de cumprir imediatamente ordem de liberdade.960. de pena ou de medida de segurança.5.

Não há previsão de pena de reclusão. c) suspensão do cargo. b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4 (quatro) anos nos demais casos. Poderão ser aplicadas de forma cumulativa as sanções penal. b) detenção por dez dias a seis meses. nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para com a Administração Pública. Responsabilidade penal: § 3º A sanção penal será aplicada de acordo com as regras dos artigos 42 a 56 do Código Penal e consistirá em: a) multa de cem a cinco mil cruzeiros. a mesma coisa dos efeitos arrolados no artigo 92 do CP5. Não se trata de efeito penal reflexo da sentença penal condenatória. d) destituição de função. e) demissão. a bem do serviço público.br 5 . Atenção: Observe que aqui a perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública pelo prazo de até 03 anos é pena cominada para o crime. Responsabilidade administrativa: § 1º A sanção administrativa será aplicada de acordo com a gravidade do abuso cometido e consistirá em: a) advertência. c) perda do cargo e a inabilitação para o exercício de qualquer outra função pública por prazo até três anos.a perda de cargo. f) demissão. com perda de vencimentos e vantagens. função pública ou mandato eletivo: a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a um ano.São também efeitos da condenação: I . Não são. função ou posto por prazo de cinco a cento e oitenta dias.com. Outro detalhe é que a pena privativa de liberdade é de detenção. de forma explícita indica quais as penalidades a serem aplicadas ao agente que comete crime de abuso de autoridade. então.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI O legislador. Art. b) repreensão. 92 .pontodosconcursos. administrativa e civil. 21 www. portanto.

deve o Ministério Público ao tomar conhecimento do fato. 22 www. A representação.com. 12. dependendo. § 5º Quando o abuso for cometido por agente de autoridade policial.DA AÇÃO PENAL.A ação penal é pública. do CP7. independentemente de inquérito policial. parágrafo 1º.7. civil ou militar.A ação pública é promovida pelo Ministério Público. ela não se confunde com aquela representação prevista no artigo 100. 12. Para preservar o direito da vítima.br 7 . Assim. 100 . Assim. de qualquer categoria. § 1º .pontodosconcursos. O direito de representar está inserto no artigo 1º da Lei. caso não seja possível fixar o valor do dano. é um meio outorgado à vítima para que ele possa provocar o Ministério Público. poderá ser cominada a pena autônoma ou acessória. não é condição para que se responsabilize ou para que se inicie a ação penal. a vítima poderá peticionar ao Poder Público no sentido de ser o seu algoz responsabilizado. de representação do ofendido ou de requisição do Ministro da Justiça. quando a lei o exige. então. poderá o juiz aplicar pena (autônoma ou acessória) de não poder o acusado exercer função da mesma natureza (policial ou militar) no município da culpa pelo prazo de 05 anos. 6 Art. promover as providências para sua apuração.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Tendo em conta o maior poder de coerção da autoridade policial (civil ou militar). salvo quando a lei expressamente a declara privativa do ofendido. Responsabilidade civil: § 2º A sanção civil. DA REPRESENTAÇÃO. É o que estatui o parágrafo 5º do artigo 6º6. A representação. no entanto. para provocar a atuação do Ministério Público. consistirá no pagamento de uma indenização de quinhentos a dez mil cruzeiros. por prazo de um a cinco anos. de não poder o acusado exercer funções de natureza policial ou militar no município da culpa.6. Mesmo que não haja a representação. o legislador possibilita que ela se valha do direito de representar.

Abuso de autoridade 1-Sujeito ativo: autoridade pública. 4.pontodosconcursos. 2-condutas: artigos 3º e 4º da Lei. www. o Ministério Público deverá. Assim.br 23 .Ação Penal Pública incondicionada. propor a respectiva ação junto ao Poder Judiciário logo que tiver elementos que indiquem que a autoridade praticou crime de abuso previsto na Lei. Penal 3. É o que determina o artigo 12 da Lei 4898/65. independentemente de implementação de qualquer condição.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI A ação penal será pública incondicionada.com.Sanções Civil Administrativa.

www.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI É o que determina o artigo 12 da Lei 4898/65.com.br 24 .pontodosconcursos.

de enriquecimento ilícito (art.pontodosconcursos. 2. independentemente de importarem enriquecimento ilícito ou de causarem prejuízo material ao erário público”1. CONCEITO “são aqueles que possuindo natureza civil e devidamente tipificados em lei federal. 9º) Atos de improbidade 2.10). Os atos de improbidade administrativa estão arrolados na lei 8429/92.que causam prejuízo ao erário (artigo 10) e 3. Além de tipificar os atos tidos de improbidade administrativa. especialmente. 1 Moraes – Alexandre de (Direito Constitucional Administrativo) – 2ª edição – editora Atlas. Ali.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 15. o sujeito ativo e as penalidades. 3.com. os atos podem ser de três espécies. segundo a lei.br 1 . independentemente de importarem enriquecimento ilícito ou de causarem prejuízo material ao erário público”1. Em nosso estudo nos interessarão os atos que implique em enriquecimento ilícito.de enriquecimento ilícito (artigo 9º). o legislador define o seu sujeito ativo. Assim. ferem direta ou indiretamente.11). os princípios constitucionais e legais da administração pública. os princípios constitucionais e legais da administração pública.que atentam contra os princípios da administração pública (artigo 11). ou seja. a lei 8429/92 tipifica os atos tidos como de improbidade administrativa. 1. Segundo a doutrina os atos de improbidade são “aqueles que possuindo natureza civil e devidamente tipificados em lei federal. São elas: 1. a de natureza penal.que atentam contra os princípios da Administração (art.de prejuízo ou lesão ao erário público (art. www. DA IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA. ferem direta ou indiretamente. quem poderá figurar como autor de tais atos e prevê a respectiva sanção.

fiscal ou creditício. Parágrafo único. Art.br 2 . contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. nomeação.1.com. benefício ou incentivo. cargo. por eleição. contra a administração direta. como infrações penais. Art. 15. serão punidos na forma desta lei. àquele que.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI ATENÇÃO: Observe com atenção que os atos de improbidade administrativa têm natureza CIVIL em que pese eventualmente guardarem correspondência com fatos que são tipificados. pela lei penal. O legislador. 2° Reputa-se agente público. conceituar o sujeito ativo (direto) como aquele que exerce. podemos. designação. dos Municípios. limitando-se. 1° Os atos de improbidade praticados por qualquer agente público. Estão também sujeitos às penalidades desta lei os atos de improbidade praticados contra o patrimônio de entidade que receba subvenção. ainda que transitoriamente ou sem www. no que couber. de forma sintética. dos Estados. nestes casos. do Distrito Federal. todo aquele que exerce. servidor ou não. nos artigos 1º. induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. mandato. Art.DO SUJEITO ATIVO. define o que considera como sujeito ativo dos atos de improbidade. 2º e 3º da Lei 8429/92. ainda que transitoriamente ou sem remuneração. emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo anterior.pontodosconcursos. para os efeitos desta lei. 3° As disposições desta lei são aplicáveis. de empresa incorporada ao patrimônio público ou de entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. de acordo com os dispositivos acima. Assim. de órgão público bem como daquelas para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. mesmo não sendo agente público. de Território. indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União. a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos.

indireta ou fundacional de qualquer dos Poderes da União.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI remuneração. mesmo não sendo agente público. O legislador. 15. aquele que. então. Tais entidades são: 1). condutas consideradas infrações penais.Entidade para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com mais de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual. Eventualmente. fundacional. emprego ou função nas entidades mencionadas no artigo 1º.br 3 . a sanção patrimonial à repercussão do ilícito sobre a contribuição dos cofres públicos. contratação ou qualquer outra forma de investidura ou vínculo. fiscal ou creditício de: a. nomeação. designação. bem como em empresa incorporada ao patrimônio público ou subvencionada. indireta. que não sejam agentes públicos.Órgão público. em decorrência dos atos de improbidade administrativa. Atenção: Note que aqui estamos estabelecendo o conceito de sujeito ativo para a prática de ato de improbidade administrativa. por eleição. serão punidos na forma desta lei.2. como já sabemos. www. pelo Poder Público. que para ser sujeito ativo basta atuar na Administração pública direita. dos Estados. natureza civil. cargo.A administração direta. induza ou concorra para a prática do ato de improbidade ou dele se beneficie sob qualquer forma direta ou indireta. de acordo com o artigo 3º. Distrito Federal. Município ou Território. dos Municípios e de Território. Não estamos tratando do sujeito de crime. inclusive parágrafo único. mandato. b. seja da União. DO ENRIQUECIMENTO ILÍCITO.Entidade que receba subvenção. benefício ou incentivo. direta ou indiretamente. entretanto. Notamos. sejam responsabilizados por atos de improbidade administrativa. Estado. pois tais atos têm. nestes casos. por extensão ou equiparação. possibilita que outros. considera-se sujeito ativo. limitando-se. 2).com. 4).pontodosconcursos.Entidades para cuja criação ou custeio o erário haja concorrido ou concorra com menos de cinqüenta por cento do patrimônio ou da receita anual.Empresa incorporada ao patrimônio público 3). Assim. tais pessoas praticarão. do Distrito Federal.

mesmo que a conduta não seja daquelas arroladas no artigo 9º.1 DOS ATOS DE ENRIQUECIMENTO ILÍCITO E INFRAÇÕES PENAIS CONTRA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. Observe a expressão notadamente2 trazida no texto legal. semelhança. de forma consensual. correspondência ou congruência com aquelas ali tipificadas. a título de comissão. dinheiro. bem móvel ou imóvel. para efetiva ocorrência de ato de improbidade que implique em enriquecimento ilícito. função. Ela denota o caráter exemplificativo do rol das condutas. mandato. No artigo 9º o legislador não exaure todas as possibilidades de se praticar ato de improbidade administrativa que implique enriquecimento ilícito.pontodosconcursos. para isso. vamos nos ocupar dos atos de improbidade administrativa que impliquem em enriquecimento ilícito. arroladas no artigo 9º da Lei 8429/92. estabelece em síntese que. mas se valendo de expressões diversas. Assim. 9° Constitui ato de improbidade administrativa importando enriquecimento ilícito auferir qualquer tipo de vantagem patrimonial indevida em razão do exercício de cargo. percentagem.enriquecimento ilícito (vantagem patrimonial) e 3. 2. necessário três requisitos: 1.vínculo entre a condição de agente público e o enriquecimento. direta ou indireta. e notadamente: 4 www. ou seja. que tenha similaridade. poderá caracterizar ato de improbidade por enriquecimento ilícito. Como já falamos. emprego ou atividade nas entidades mencionadas no art. na última parte do artigo 9º. Portanto. de acordo com o legislador.2.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Agora.com. as condutas de enriquecimento ilícito estão. ou qualquer outra vantagem econômica. gratificação Art. não haverá o ato de improbidade se não concorrerem as condições ou requisitos acima mencionados. sempre trazendo à colação eventuais crimes contra a administração que de tais condutas podem decorrer. Portanto. 1° desta lei. exemplificativamente.receber. A doutrina.br 2 . Trataremos do assunto. considera-se ato de improbidade administrativa que implica em enriquecimento ilícito as seguintes condutas: I . além de outras. para si ou para outrem. 15. bastando. O rol do artigo 9º é meramente exemplificativo e não exaustivo.dolo do agente.

no exercício de mandato. direta ou indiretamente.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI ou presente de quem tenha interesse. durante a atividade.utilizar. emprego ou função pública. direta ou indireta.pontodosconcursos. qualidade ou característica de mercadorias ou bens fornecidos a qualquer das entidades mencionadas no art. veículos.com. VII . bens de qualquer natureza cujo valor seja desproporcional à evolução do patrimônio ou à renda do agente público. X . para facilitar a alienação. VI . V . comissão ou exercer atividade de consultoria ou assessoramento para pessoa física ou jurídica que tenha interesse suscetível de ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. 1° por preço superior ao valor de mercado. III . ou a contratação de serviços pelas entidades referidas no art.perceber vantagem econômica. direto ou indireto. medida.receber vantagem econômica de qualquer natureza. máquinas.perceber vantagem econômica. para fazer declaração falsa sobre medição ou avaliação em obras públicas ou qualquer outro serviço. II . que possa ser atingido ou amparado por ação ou omissão decorrente das atribuições do agente público. VIII . de narcotráfico. peso.br 5 . para omitir ato de ofício. equipamentos ou material de qualquer natureza. ou aceitar promessa de tal vantagem.perceber vantagem econômica para intermediar a liberação ou aplicação de verba pública de qualquer natureza. ou sobre quantidade. direta ou indireta. 1º desta lei. 1° desta lei. direta ou indireta.receber vantagem econômica de qualquer natureza. de propriedade ou à disposição de qualquer das entidades mencionadas no art. para facilitar a aquisição.adquirir. cargo. para si ou para outrem. IV . de contrabando.receber vantagem econômica de qualquer natureza. direta ou indireta.aceitar emprego. de lenocínio. de usura ou de qualquer outra atividade ilícita. providência ou declaração a que esteja obrigado. permuta ou locação de bem público ou o fornecimento de serviço por ente estatal por preço inferior ao valor de mercado. em obra ou serviço particular. empregados ou terceiros contratados por essas entidades. para tolerar a exploração ou a prática de jogos de azar. IX . permuta ou locação de bem móvel ou imóvel. www. bem como o trabalho de servidores públicos.

DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI XI . por qualquer motivo. XII . deixamos aqui registrada a necessidade de efetivo enriquecimento ilícito para a caracterização dos atos de improbidade administrativa por enriquecimento ilícito. confrontaremos as condutas acima com os crimes praticados por funcionário público contra a administração pública. Das condutas acima concluímos que algumas podem caracterizar infração penal. de acordo com o CP. ato de improbidade que implique em enriquecimento ilícito. rendas.2. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 15.com. 1° desta lei.incorporar. Nas linhas seguintes. para nosso estudo. www.br 6 . Todavia. verbas ou valores integrantes do acervo patrimonial das entidades mencionadas no art. 1° desta lei. não se pode falar em ato de improbidade administrativa que implique em enriquecimento ilícito.usar. DOS CRIMES FUNCIONAIS IMPROBIDADE DO ARTIGO 9º. RELACIONADOS COM OS ATOS DE O agente público que pratica concussão (artigo 316 do CP) ou corrupção passiva (artigo 317 do CP) poderá ter praticado. em que pese ter havido os crimes de concussão (artigo 316 do CP) ou corrupção passiva (artigo 317 do CP). notamos que nas condutas de improbidade administrativa arroladas no artigo 9º da Lei 8429/92 não há menção ao simples fato de se exigir (verbo da concussão) ou solicitar (um dos verbos da corrupção passiva). quando se exige ou solicita a vantagem indevida. rendas.pontodosconcursos. Todavia. Assim. Com isso. bens. por qualquer forma. anotando as características básicas de cada um deles. com elas. os crimes de concussão e corrupção passiva podem existir sem que haja a efetiva vantagem indevida auferida pelo agente. Assim. ao seu patrimônio bens. nos interessa saber quais caracterizam os crimes objeto de nosso concurso. o agente não a aufere. em proveito próprio. discorrerei sobre ambos os crimes.2. Observe que. mas.

Basta que exija em razão de ser funcionário público.com. vantagem indevida: Pena . ainda não iniciou o exercício). modo e motivo da conduta. cobrar de forma impositiva) vantagem indevida.fora dela (em férias. Não há o crime na modalidade culposa. Sujeito ativo: Funcionário Público. a extorsão o constrangimento ilegal. Sempre em razão da função. em licença) e 3. ou tendo tomado posse. e) extorsão indireta. PROCURADOR DO BACEN – 2002 – ESAF. e multa.pontodosconcursos. Poderá haver. b) apropriação indébita. Caso contrário. direta ou indiretamente. então. no crime de concussão não há finalidade como elemento do tipo. Necessário que seja indevida. d) concussão. Momento da conduta: 1. poderá haver constrangimento ilegal ou extorsão ou exercício arbitrário das próprias razões. Mas. 2. para si ou para outrem. a lei não exige outro elemento subjetivo.Exigir.no exercício da função. funcionário público. Nesta hipótese. para que o crime exista não é necessário que o agente exija a vantagem indevida para trabalhar bem ou mal. como.br 7 . c) corrupção passiva.até mesmo antes de assumi-la (nomeado. uma finalidade especial. Elemento subjetivo: Dolo. Portanto. Assim. 316 . jamais concussão. mas em razão dela. não há o crime. 89. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. 3 www. Observe as anotações sobre o momento. Motivo da conduta: em razão da função pública. exige dos segurados pagamento adicional pelos serviços prestados. Objeto material: vantagem indevida. mas não a concussão.“A”. Caso devida. No entanto. Modo da conduta: Diretamente ou indiretamente (por meio de interposta pessoa). “A” responderá por: a) corrupção ativa. que é o responsável por estabelecimento hospitalar estadual. Conduta: Exigir3 (impor. por exemplo. afastado. de dois a oito anos. mas ainda não tomada posse.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Concussão Art. Gabarito oficial: D.reclusão.

como formal. www. Como é crime que pode ser praticado por meio de várias condutas.pontodosconcursos. mas não a concussão. 317 . MPE SERGIPE 2002 FCC 9. Momento da conduta: 1.no exercício da função. são crimes (A) formal e material. Poderá haver. deixa de praticar ou retarda ato de ofício.br 4 8 . O crime é classificado. para si ou para outrem. Motivo da conduta: em razão da função pública. a extorsão o constrangimento ilegal. Caso contrário. então. o crime é de consumação antecipada. diz-se na doutrina ser de conteúdo variado. A obtenção da vantagem é o pos-factum impunível ou exaurimento do crime. de três meses a um ano. cedendo a pedido ou influência de outrem: Pena . Não é necessária a obtenção da vantagem exigida. (C) material e formal. o funcionário retarda ou deixa de praticar qualquer ato de ofício ou o pratica infringindo dever funcional. ou multa. Assim. respectivamente. Condutas: Solicitar4 (pedir) ou receber (obter) ou aceitar promessa (pode ser tácita a aceitação: prática de ato que indique a aceitação). mas ainda não tomada posse. se. consumando-se com a conduta EXIGIR. vantagem indevida. e multa.reclusão. ou aceitar promessa de tal vantagem: Pena .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consumação: consuma-se com a exigência. A concussão e a corrupção passiva. não há o crime. ainda que fora da função ou antes de assumi-la. Corrupção passiva Art. com infração de dever funcional.fora dela (em férias.até mesmo antes de assumi-la (nomeado. Gabarito oficial: E. (E))formais. 2. (B) materiais. em conseqüência da vantagem ou promessa. mas em razão dela.Solicitar ou receber.detenção. em licença) e 3. Sempre em razão da função.A pena é aumentada de um terço. § 2º . ou tendo tomado posse.com. (D) permanentes. respectivamente. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. direta ou indiretamente. Modo da conduta: Diretamente ou indiretamente (por meio de interposta pessoa). então. esta na forma de solicitar.Se o funcionário pratica. ainda não iniciou o exercício). afastado. § 1º .

e. a Administração pública. vantagem indevida. consuma-se com a ação (solicitação). em proveito próprio. valendo-se de sua função pública. Na modalidade receber6. e. particularmente. (b) Para incidência do tipo. a elementar se comunica caso ele conheça tal condição pessoal.38 . informal e de conteúdo não variado. o crime se aperfeiçoa com a efetiva obtenção da MPE AMAPÁ 2005 FCC. Caso devida.br 6 . mediatamente. para outrem. para si. c. (56) – Também ocorre o crime de corrupção passiva quando o funcionário público a.se apodera. não funcionário. antes de assumir sua função. ainda que fora da função. no caso de participação de terceiro. mas em razão dela.desvia. dinheiro ou qualquer valor público de que tem a posse em razão do cargo. não se exige uma finalidade especial. mas em razão dela. (d) Trata-se de crime impróprio. O crime é próprio. d.Na corrupção passiva é certo afirmar: (a) O sujeito ativo do crime é o Estado. mister tenha o agente consciência de que recebe ou aceita a retribuição por um ato funcional que já praticou ou deve praticar. (c) O elemento subjetivo do tipo é a culpa. embora não tenha a posse deles. Consumação: Na modalidade solicitar.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Sujeito ativo: funcionário público. independentemente do resultado (obtenção da vantagem indevida). como por exemplo: trabalhar mal ou bel. Sujeito passivo: O Estado de forma imediata e o prejudicado. posto que é ele o titular do bem jurídico penalmente tutelado. Objeto material: vantagem indevida. unissubjetivo. diretamente. Basta que solicite em razão de ser funcionário público. de dinheiro ou valor. Necessário que seja indevida. haja vista que o agente só poderá praticar o crime por negligência. Elemento subjetivo5: Dolo. com isso. Gabarito oficial: b. Gabarito oficial: A 9 www. 12. Não admite a modalidade culposa.com. indiretamente.recebe. Mas. em proveito de terceiro.exige. 5 TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL – RN (ANALISTA JUDICIÁRIO = ÁREA JUDICIÁRIA) 2005 – FCC. b. o crime é formal. No entanto. vantagem indevida.pontodosconcursos. não instantâneo.oferece vantagem indevida a outro servidor público para determiná-lo a praticar ou omitir ato de ofício. não há corrupção passiva.

há a possibilidade de termos um ato de improbidade administrativa que implique em enriquecimento ilícito. seguem a descrição do tipo penal respectivo e algumas anotações sobre suas características. Na modalidade aceitar promessa de tal vantagem. Portanto. www. alterar ou excluir indevidamente dados corretos nos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano: Pena . por sua vez. o crime é material. colocar) ou facilitar a inserção (permitir de qualquer modo a inserção) de dados falsos. 313-A. pois não necessita ser recebida a vantagem. onde a tentativa é possível.br 10 . Basta que o agente exteriorize a aceitação. Inserção de dados falsos em sistema de informações Art. comungo do entendimento da maioria. Tal possibilidade decorrerá se o agente obtiver efetivamente a vantagem indevida que pretende. Assim. a inserção de dados falsos. Inserir ou facilitar. para tanto. dados corretos. e multa.pontodosconcursos.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI vantagem. Assim. o crime se consuma com a simples aceitação da promessa de tal vantagem. que a conduta seja fracionável (crime plurissubsistente). indevidamente. ou alterar (modificar) ou excluir (retirar). o crime é formal. de 2 (dois) a 12 (doze) anos. Conduta: Inserir (lançar. Abaixo. Tentativa: Em que pese alguns autores não admitirem a tentativa. ao crime de Inserção de dados falsos em sistema de informações (artigo 313-A). No que tange. não vejo como absolutamente impossível. o funcionário autorizado.reclusão. bastando.com. independentemente de sua obtenção.

com. cometerá o crime aquele que exclui dados corretos7 indevidamente com o fim de . Mas não qualquer funcionário público. Só existirá. a tentativa é possível. (C) inserção de dados falsos em sistema de informações. independentemente de se alcança o fim objetivado (obter vantagem indevida ou causar dano). o dolo específico ou elemento subjetivo do injusto. para que o crime exista o funcionário deve estar autorizado a fazer as modificações necessárias no banco de dados. todavia. que a conduta seja fracionável no tempo. que é o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano. que a finalidade especial deve existir. um ato de improbidade que implique em enriquecimento ilícito se o agente efetivamente auferiu a vantagem pretendida. Sujeito ativo: funcionário público. Em tese. Não haverá tipicidade.. Objeto material: dados falsos ou verdadeiros sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública. Observe. Portanto. facilitar a inserção. No entanto. exclui ou alterar). O funcionário autorizado que exclui indevidamente dados corretos dos sistemas informatizados ou bancos de dados da Administração Pública com o fim de obter vantagem indevida para si ou para outrem ou para causar dano comete o crime de (A) modificação ou alteração não autorizada de sistema de informações. TJ – REGISTROS PÚBLICOS 2002 (VUNESP) 36. de acordo com as condutas descritas no tipo. (D) falsificação de documento público. O crime. pois não se amoldará a ele (fato abstrato). a conduta não caracterizará o crime em tela. no crime do artigo 313-A. Aqui.. Aqui. Gabarito oficial: C 11 www. Atenção: se o fato social (pratica da conduta) não traz em si o fim especial. mediato: o prejudicado. Consumação: O crime se consuma com as condutas (inserir. Elemento subjetivo: Dolo.pontodosconcursos. (B) falsidade ideológica. uma vontade especial.. bastando.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI DICA IMPORTANTE: Observe que o nome do crime é “Inserção de dados falsos em sistema de informações”. Sujeito passivo: imediato: O Estado. todavia. o crime é formal. em que pese não ser necessário que o agente consiga realizá-la. exige. para sua existência.br 7 . para tanto. um fim especial. além da vontade de praticar as condutas descritas no tipo.

www.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Caso não a tenha auferido. então. VI. “caput” e parágrafo 1º). público ou particular. ou concorre para que seja subtraído. IX e XI do artigo 9º.Aplica-se a mesma pena. valendo-se de facilidade que lhe proporciona a qualidade de funcionário. ocorre o crime mas não há ato de improbidade do artigo 9º da Lei 8429/92. nas linhas seguintes. em proveito próprio ou alheio. quando presentes os ilícitos de CONCUSSÃO (316 do CP). o subtrai. CORRUPÇÃO PASSIVA (317 do CP) e INSERÇÃO DE DADOS DE DADOS FALSOS EM SISTEMA DE INFORMAÇÃO. peculato-apropriação e peculato-desvio.reclusão. Do exposto acima. Note. se houve os crimes. No caso do peculato doloso (artigo 312. o legislador prevê como criminosas as condutas de Apropriar-se e desviar. III. de dois a doze anos. é obvio). Daí.com. valor ou bem. uma vez que em todos sujeitos ativo auferirá vantagem patrimonial ilícita (desde que consumados. e multa. respectivamente. embora não tendo a posse do dinheiro. No “caput”. VII.pontodosconcursos. haverá os atos de improbidade mencionados nos incisos I. se o funcionário público. V. em proveito próprio ou alheio: Pena . II. a doutrina chamar tais crimes de. ou desviá-lo. apesar da finalidade.br 12 . necessariamente haverá o ato de improbidade que implica em enriquecimento ilícito. concluímos que poderá haver ato de improbidade que implique em enriquecimento ilícito. que quando ocorrer qualquer dos referidos crimes. 312 . § 1º . Observe. do peculato mediante erro de outrem (artigo 313 do CP) e excesso de exação qualificada (artigo 316. valor ou qualquer outro bem móvel. parágrafo 2º).Apropriar-se o funcionário público de dinheiro. Peculato Art. VIII. as características de cada um dos ilícitos. de que tem a posse em razão do cargo.

62. indevidamente. Objeto material9: a conduta do agente deve necessariamente recair sobre: 1. desde que a conheça. b. trata-se de crime próprio. o objeto material do crime pode ser dinheiro. utiliza-se do carro a fim de viajar com a família. o particular responderá também por peculato. c) peculato de uso. num final de semana. Delúbio cometeu crime de a) peculato. Gabarito oficial: D 8 TC MG 2005 FCC. quando particular a coisa. recolhe o carro na garagem da Repartição. com isso. motorista do veículo oficial . particular. não for funcionário público. e. O autor (aquele que executa a conduta descrita no tipo). Gabarito oficial: E 9 www. c. e) furto. sempre público. Portanto.Delúbio. Sujeito ativo: O crime é praticado por quem é funcionário público.móvel. o prejudicado. deve ser funcionário público.móvel ou imóvel. Objeto jurídico: a norma tutela o bom andamento da máquina administrativa. sempre público.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Condutas: Apropriar-se (ter a coisa como própria ou assenhorar-se) e desviar8 (dar destino equivocado). público ou particular.móvel. b) apropriação indébita. se o colaborador. Sujeito passivo: A administração pública diretamente e. funcionário público. oportunidade em que.pontodosconcursos.br 13 . todavia.No peculato. d) peculato-desvio.dinheiro. No domingo. 2.ESAF 86.qualquer bem PFN 2006 . a ele a condição especial se comunicará. pode obter colaboração (participação) em sua empreitada criminosa.Placa OF2/DF. à noite. valor ou qualquer bem: a. d.valor (é qualquer título que pode ser convertido em dinheiro). 3. público ou particular.móvel ou imóvel.com. E. burlando a vigilância.móvel ou imóvel. Este.

mas não o crime de peculato. em razão do cargo. poderá haver o crime de apropriação indébita10. terceiro pode concorrer para que o crime se realize. Ao passo que. Elemento subjetivo: Dolo. com o resultado danoso. necessário que o partícipe. isto. tenha conhecimento da condição de funcionário público do autor. temos a participação. entretanto. a posse de bem móvel particular e dele se apropria. Atenção: Para caracterizar o peculato-apropriação ou peculato-desvio. Assim. de que tem a posse ou a detenção: Pena . responderá por outro crime. o agente tem que ter a posse do objeto material em razão do cargo. de um a quatro anos. Exemplo: É o caso do policial que apreende determinado veículo particular e. O objeto material pode ser público ou particular. Caso contrário. Se não houver posse.Apropriar-se de coisa alheia móvel. 168 . para que responda pelo mesmo crime. esta deve ser motivada pelo cargo. Não há peculato de o bem for imóvel. com a retirada da coisa da esfera de disponibilidade da Administração Pública.com. Vontade de apropriar-se ou de desviar. como. Esta é uma das modalidades de concurso de agentes (artigo 29 do CP). e multa. Quando a colaboração é efetivada sem a realização do núcleo do tipo. É. Assim. Participação: Como vimos quando falamos do sujeito ativo. Não há qualquer outro elemento subjetivo. não há possibilidade de haver apropriação ou desvio. então. havendo a posse. resolve se apropriar do aparelho de som que o equipa. por exemplo. Portanto. o crime admite a participação. Apropriação indébita Art. isto é. Consuma-se.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI móvel. Consumação: O crime é material. Caso contrário. responderá pelo crime de peculato-apropriação.br 14 .reclusão. por furto.pontodosconcursos. necessário o vínculo (posse em razão do cargo) entre a coisa e o agente. se o agente tem. 10 www. de posse do bem. caso não conheça a condição de funcionário público.

Todavia. B. 15 www. subtrai tal valor. No entanto. agora. que a colaboração seja exatamente passar àquele a facilidade que detinha em razão do cargo. passou a “C”. É a facilidade da qual se vale o agente (funcionário) que distingue o peculato do crime de furto. tinha conhecimento. pressupõe-se que o agente não tem a posse do bem subtraído. Todavia. guarda o numerário (dinheiro) recebido diariamente na repartição pública. 11 12 Prado – Luiz Régis Prado (Comentários ao Código Penal – Editora RT – página 637 – 2ª edição). Em ambos há a subtração de coisa alheia móvel. apesar de não ter a posse. Quando se fala em subtração.br . QUESTÃO INTERESSANTE: Pergunto: Quando “A” concorreu para que outrem subtraísse praticou ele crime de peculato como seu autor ou partícipe? Respondo: Autor é aquele que pratica a conduta Circunstâncias incomunicáveis Art. Imaginemos. dos quais não tem a posse. pois concorreu para que outrem viesse a subtrair o bem. Para que ocorra a subtração. Subtração não coaduna com posse. aqui. sabedor de onde o seu colega. e este. tirar às escondidas)12 ou concorrer para subtração (colabora de algum modo para que outrem subtraia) de dinheiro. tem facilidade outra decorrente do cargo público. Exemplo: O funcionário A.pontodosconcursos. subtraiu a coisa (numerário). 30 . na ausência daquele. Neste caso. “A” responderá por peculato. diferentemente do que ocorre no furto. no exemplo. Observe que. a facilidade que possuía. de onde seu colega de trabalho guardava tal numerário. todavia.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI O certo é que não conhecendo a condição de funcionário público do autor do crime. É o que está preceituado no artigo 30 do CP11. se vale de tal conhecimento e. particular (não funcionário). Mas. Observe que o nome doutrinário (peculato-furto) decorre de o verbo (subtrair) ser o mesmo do crime de furto (artigo 155 do CP). a ele não se estenderá tal conceito. São coisas que se repelem. no peculato. Condutas: Subtrair (retirar.com. necessário que o agente não tenha a posse da coisa. decorrente do seu cargo. o agente subtrai ou concorre para a subtração de bem que. valor ou bem. pois se for a posse não há subtração) que possui em razão do cargo. salvo quando elementares do crime. o agente se vale de uma facilidade (qualquer facilidade que não seja a posse. Necessário.Não se comunicam as circunstâncias e as condições de caráter pessoal. “A” não tinha a posse do bem. agora se valendo da facilidade. que “A” não tivesse subtraído o bem.

mas no momento em que. “A” é autor.Apropriar-se de dinheiro ou qualquer utilidade que. Caso provoque. recebendo-o. colabora. No caso em tela.reclusão. é aquele que concorre. Lá chegando.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI descrita no verbo do tipo penal (ex: matar. para a efetivação do crime. recebe o bem e. A sua conduta foi manter em erro a vítima e.).br 16 . no exemplo acima. Aqui. no exercício do cargo. sendo que o correto seria entregá-lo ao Delegado de Polícia. No entanto. Sujeito ativo: funcionário público. sem realizar a conduta descrita no tipo penal. não há a figura do peculato culposo. e subtrair. resolve se apropriar. Conduta: Apropriar-se. tendo sua posse. Doutrinariamente este crime é conhecido como peculato-estelionato. responderá por estelionato (artigo 171 do CP). 313 . Uma vez que o estelionato contempla conduta de manter a vitima em erro para obter vantagem. Peculato mediante erro de outrem Art. João. Objeto material: dinheiro ou qualquer utilidade (bem móvel ou valor). Atenção: Não pode o funcionário provocar o erro. entrega seu bem a João. Note. que João não provocou o erro. mediato: o prejudicado. Exemplo: José é intimado a levar. por sua vez. no furto. e multa. Elemento subjetivo: Dolo. o porteiro.com. recebeu por erro de outrem: Pena . dela se apropria. O funcionário deve também saber que recebeu o objeto mediante erro. de um a quatro anos. Partícipe. vide conduta do peculato doloso acima. se apropriar do bem. com isso.pontodosconcursos. A tentativa é possível. Sujeito passivo: imediato: O Estado. Consumação: O crime se consuma não no momento em que o funcionário recebe a coisa. seu relógio até a delegacia de polícia. www. no homicídio. para perícia. já que o verbo descrito no tipo penal é concorrer para a subtração.

Sujeito passivo: O Estado imediatamente e o prejudicado de forma mediata. (D) permanentes. são crimes (A) formal e material. (C) material e formal. de dois a doze anos. (Redação dada pela Lei nº 8. Para a existência do crime não é necessário um fim especial. Gabarito oficial: E. demanda.137.1990) § 2º . Sujeito ativo: Funcionário Público. em proveito próprio ou de outrem. 13 www. respectivamente. Não há o crime na modalidade culposa.1990) Pena . pois independe da obtenção do indevido. o agente deve saber que está agindo (empregando meio vexatório ou gravoso) de forma não admitida em lei. esta na forma de solicitar. de 27. respectivamente. que a lei não autoriza: (Redação dada pela Lei nº 8. emprega na cobrança meio vexatório ou gravoso.12.com. No caso da exigência do indevido.pontodosconcursos. (E))formais.Se o funcionário desvia.Se o funcionário exige tributo ou contribuição social que sabe ou deveria saber indevido. a lei presume que deveria sabê-lo. Condutas: Exigir (cobrar. Na segunda modalidade.reclusão. (B) materiais. reclama com contribuição social que sabe ou devia saber indevido.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Excesso de exação § 1º . imperatividade) tributo ou MPE SERGIPE 2002 FCC 9.reclusão. Basta a exigência.12. de 27.137. de três a oito anos. ou. e multa. o que recebeu indevidamente para recolher aos cofres públicos: Pena . A concussão e a corrupção passiva. e multa. o agente deve saber que é indevido ou não sabendo. Elemento subjetivo: Dolo. Consumação: O crime se consuma com a exigência. O crime é formal13. Objeto material: Tributo ou contribuição social.br 17 . quando devido.

Figura qualificada: O parágrafo 2º prevê a hipótese de excesso de exação qualificado. PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM ou EXCESSO DE EXAÇÃO QUALIFICADO – 316. Assim.br 18 . parágrafo 2º).DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Para a existência do crime é indiferente que o agente tenha recebido o indevido e o tenha recolhido aos cofres públicos. VII. II. não é crime contra a ordem tributária. III. então. VI. Questão interessante: Pergunto: Quando o funcionário público recebe o que cobrara devidamente e desvia-o em proveito próprio ou alheio. Mas sim. crime contra a administração geral. Note. a circunstância de o funcionário desviar em proveito próprio ou de outrem que recebeu indevidamente. Atenção: observe que a atual redação do parágrafo 1º foi determinada pela Lei 8137/90. 317) Concussão (art. Reprovável é exigir o indevido. Corrupção passiva (art. houve crime de excesso de exação? Respondo: Não houve excesso de exação. VII. www. Aqui.com. houve crime de peculato. leva à aplicação de pena maior.316) Inserção de dados falsos em sistema de informação (art. V. A conduta reprovável não é receber o indevido. XII e IV. que quando ocorrer qualquer dos fatos mencionados nos itens XI.313-A) P o d e r á haver Atos de improbidade = enriquecimento ilícito (artigo 9º) Incisos: I.pontodosconcursos. IX X. já que cobrara o devido. HAVERÁ NECESSARIAMENTE um dos crimes acima (PECULATO DOLOSO. No caso do desvio do bem.

Independentemente das sanções penais.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI PECULATO DOLOSO (art. 9°. ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário. perda da função pública. o autor do ilícito ficará sujeito à pena de cada crime além de sofrer as sanções especificas do artigo 12. quando houver.br . pelo prazo de dez anos.3. ressarcimento integral do dano. assim como o proveito patrimonial obtido pelo agente. Parágrafo único. Na fixação das penas previstas nesta lei o juiz levará em conta a extensão do dano causado. direta ou indiretamente. civil e administrativa. previstas na legislação específica. Das Penas Art. está o responsável pelo ato de improbidade sujeito às seguintes cominações: I . independentemente das sanções insertas no artigo 12 da lei 8429/92. Assim. civis e administrativas. 19 www. Aquele que comete um ato de improbidade administrativa está sujeito à reponsabilização penal.pontodosconcursos. e parágrafo 1º) PECULATO MEDIANTE ERRO DE OUTREM (art. cometido um crime que caracteriza ato de improbidade administrativa do qual decorra enriquecimento ilícito. pagamento de multa civil de até três vezes o valor do acréscimo patrimonial e proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios. 12. parágrafo 2º) NECESSARIAMEN TE HAVERÁ Atos de improbidade = enriquecimento ilícito (artigo 9º) Incisos: XI. 316. suspensão dos direitos políticos de oito a dez anos. XII e IV. 313) EXECESSO DE EXAÇÃO QUALIFICADO (art. 15. DA RESPONSABILIDADE.com.na hipótese do art. 312. perda dos bens ou valores acrescidos ilicitamente ao patrimônio.

8.distribuição. procurarei estabelecer os traços distintivos. a instituição financeira. 1º Considera-se instituição financeira. Nas linhas seguintes. II . para efeito de aplicação da lei. Equipara-se à instituição financeira: I . www. consórcio. Assim. câmbio. trataremos de forma sintética de cada uma das condutas delituosas. 6. Poderão. cumulativamente ou não. então.emissão. vamos conceituar o que é. o conceito de instituição financeira é bastante amplo. temos aquelas que são equiparadas. que tenha como atividade principal ou acessória.administração de valores mobiliários. pois sobre os crimes que tratam de falsidade material ou ideológica já foi objeto de explanação. Antes. Observe a literalidade do dispositivo que segue: Art. 5.a pessoa jurídica que capte ou administre seguros. ou a 4. em moeda nacional ou estrangeira. pressupondo o estudo já feito. instituição financeira. Segundo dispõe o artigo 1º e parágrafo único.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Disso concluímos que a ação por improbidade administrativa é civil e suas conseqüências independem das sanções penais. ainda que de forma eventual.intermediação ou 3 -aplicação de recursos financeiros (Vetado) de terceiros. a pessoa jurídica de direito público ou privado. Ressalto que dispensaremos atenção aos crimes que exigem conhecimento ainda não obtido. Os crimes contra o sistema financeiro estão arrolados na lei 7492/86.intermediação ou 9. Parágrafo único. 16.br 20 . dando ênfase àquelas mais interessantes para o nosso trabalho. capitalização ou qualquer tipo de poupança. DOS CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO. 2. Aqui. todavia de tratarmos das condutas propriamente ditas.custódia. ou recursos de terceiros.a pessoa natural que exerça quaisquer das atividades referidas neste artigo. quando diante de um crime desses. para efeito desta lei. ser aplicadas cumulativamente. 7negociação. inclusive. para efeito legal.pontodosconcursos.com. a 1 -captação.

FABRICAR: produzir mediante atos de fabricação. Não há a exigência de uma condição especial do agente. são também títulos de investimento : a). por em curso.DOS CRIMES CONTRA O SISTEMA FINANCEIRO NACIONAL. já que não se ajusta ao tipo penal. Segundo Fabio Ulhoa Coelho ( Manual de Direito Comercial – editora Saraiva). Incorre na mesma pena quem imprime. IMPRESSÃO OU PUBLICIDADE NÃO AUTORIZADAS. havendo autorização ocorre a realidade atipicidade da conduta. c).br 21 . 2º Imprimir. Assim. distribui ou faz distribuir prospecto ou material de propaganda relativo aos papéis referidos neste artigo. uma vez que. reproduzir ou. que conferem aos seus titulares um complexo de direitos e deveres. tanto como co-autores. de acordo com a lei www. sem autorização escrita da sociedade emissora.Reclusão. A meu ver. 2.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI VALORES MOBILIÁRIOS : São títulos de investimento que a sociedade anônima emite para obtenção de recursos de que necessita. estampar.bônus de subscrição (76 a 79 da Lei 6404/76).1. como também na modalidade de participação. contrafazer um documento já concluído. Aqui. e multa.partes beneficiárias (46 a 51 da Lei 6404/76). caso exista tal autorização. 4. certificado. Mister que as condutas sejam realizadas sem que preexista uma autorização ESCRITA da sociedade emissora.com.POR EM CIRCULAÇÃO (comissiva): transmitir.debêntures (52 a 74 da Lei 6404/76). Além das ações. condutas podem ser praticadas por qualquer pessoa. CONDUTAS: 1.CAUTELA: Trata-se de título representativo de ações de uma empresa. Admite-se o concurso de agentes. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. reside o injusto. Normalmente é o método utilizado pelas gráficas. fabrica. b). Para alguns autores. fabricar ou pôr em circulação. divulga.pontodosconcursos. ELEMENTO SUBJETIVO: o crime só existe na modalidade dolosa.IMPRIMIR (comissiva|): significa fixar. SUJEITO ATIVO: Qualquer pessoa. 3. 16. Art. cautela ou outro documento representativo de título ou valor mobiliário: Pena . OBJETOS MATERIAS: 1. publicar. todavia.REPRODUZIR (comissiva): significa copiar. gravar por meio de pressão. de qualquer modo. ações são valores mobiliários representativos do capital social de usa sociedade anônima. A provisoriedade é sua característica. Parágrafo único. há exclusão da antijuridicidade.

a conduta seja fracionável. será ao depois documentado. Trata-se de crime de mera conduta. ainda. é possível. no parágrafo único. 22 www. fabrica e. divulga. reside o injusto da ação. A tentativa. O parágrafo único traz uma outra modalidade criminosa. 2). § 2º Os certificados das ações. Exemplo: Proprietário de gráfica que reproduz. por meio de certificado. quando o legislador. referiu-se a “papéis referidos neste artigo” o fez no intuito de criminalizar as condutas (imprime. aquilo que. CONSUMAÇÃO: O crime se aperfeiçoa independentemente de qualquer resultado lesivo. 23. As condutas ali descritas. fabrica. bastando que ocorra efetivamente as condutas descritas no tipo penal. As formalidades de sua emissão estão previstas nos artigos 2314 e 24 da Lei 6404/76. 14 § 1º A infração do disposto neste artigo importa nulidade do certificado e responsabilidade dos infratores.com. ou de realizados os créditos. quando pedida pelo acionista. Assim.CERTIFICADO: é o documento representativo do número de ações de que alguém é proprietário.br . Aqui. só poderão ser emitidos depois de cumpridas as formalidades necessárias à transmissão de bens. põe em circulação tais documentos (cautela ou certificado) sem que autorização escrita da sociedade emissora.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI 6404/76 (artigo 25). 3º Divulgar informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira: Art. a cautela representará. § 3º A companhia poderá cobrar o custo da substituição dos certificados. provisoriamente. cujas entradas não consistirem em dinheiro. Art. todavia.pontodosconcursos. referem-se a dar publicidade através de prospectos ou qualquer outro material de propaganda aos papéis de origem criminosa. para isso. apesar de expressamente não prever o referido dispositivo. DIVULGAÇÃO FALSA OU INCOMPLETA DE INFORMAÇÃO. bastando que. A emissão de certificado de ação somente será permitida depois de cumpridas as formalidades necessárias ao funcionamento legal da companhia. distribui ou faz distribuir prospecto ou material de propaganda) que tenham como objeto os instrumentos de origem criminosa.

só será penalizada se for prejudicial. uma vez que exige do agente uma qualidade especial. de 3 (três) a 12 (doze) anos. Consumação: O crime se consuma quando o fato é divulgado. Não é necessário que da conduta decorra um resultado lesivo efetivo ou concreto.pontodosconcursos. quando incompleta. Caso não seja prejudicial. o agente não será responsabilizado. Art. Art. já que há pontencialidade lesiva. e multa.com. e multa.Reclusão. e multa. Já a informação incompleta. o controlador e os administradores de instituição financeira. A informação falsa leva.br 23 . de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Assim.Reclusão. Assim. por si só. www. GESTÃO FRAUDULENTA OU TEMERÁRIA. 4º Gerir fraudulentamente instituição financeira: Pena . bem como aqueles a eles equiparados. A conduta pressupõe que o agente exerça atividade de gerenciamento da coisa. Elemento subjetivo: não se admite a forma culposa.Reclusão. Parágrafo único. ao crime. Caso desconheça a falsidade da informação ou sua prejudicialidade. pois ausente o dolo. o crime é de mera conduta. em que pese incompleta a informação.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Pena . gerentes. ou seja. São penalmente responsáveis. este crime só pode ser cometido pelas pessoas arroladas no artigo 25 desta lei. ADMINISTRATOR ou CONTROLADOR da instituição financeira. nos termos desta lei. Condutas: Divulgar (propalar de forma ampla) informação falsa ou prejudicialmente incompleta sobre instituição financeira. Sujeito ativo: Qualquer pessoa pode cometer o crime. SUJEITO ATIVO: Trata-se de crime próprio. 25. não há o crime. assim considerados os diretores. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. o agente só responderá a titulo de dolo. Se a gestão é temerária: Pena .

bastando que ocorra efetivamente as condutas descritas no tipo penal. a critica reside nas expressões FRAUDULENTA e TEMERÁRIA. colocando em risco o patrimônio alheio. Pressupõe. Todavia. temerária é a gestão arriscada em demasia. Havendo elementos imprecisos. Por sua vez. Portanto. a gerência deve ser FRAUDULENTA ou TEMERÁRIA. dar cabo das decisões de comando da entidade financeira. governa a instituição financeira. administra.pontodosconcursos. empregar o ardil o engodo.br 24 . o liqüidante ou o síndico. controla. www. CONSUMAÇÃO: O crime se aperfeiçoa independentemente de qualquer resultado lesivo. Trata ele de algo anormal frente a natureza da conduta de gerir entidade financeira.GERIR : Administrar. É óbvio que aqui o legislador não quis tratar dos riscos inerentes ao mercado financeiro.com. cujo risco é inerente ao ato de gerenciamento. de forma efetiva e ativa. para a consumação do ilícito basta a conduta de gerir fraudulenta ou temerariamente. cujo juízo de valoração seja em demasia subjetivo. com potencialidade lesiva. não é necessário que a lesão efetivamente ocorre. sendo sua constitucionalidade colocada em xeque em todo momento. isto é. para que o crime se aperfeiçoe a conduta deve se amoldar aos elementos normativo do tipo penal. INCONSTITUCIONALIDADE: O referido dispositivo é muito criticado. Todavia. máxime tendo em conta a natureza da instituição. é óbvio. No caso em tela. Tipos penais abertos existem. a fraude é absolutamente aferível. enganar. perigosa.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI § 1º Equiparam-se aos administradores de instituição financeira o interventor. a efetiva exposição do patrimônio a um risco. CONDUTAS: 1. o sujeito ativo do crime é aquele que. uma vez que dependem de um juízo de valor acerca de seus elementos. não poderão existir quando eventualmente o juízo de valor para sua compreensão implique em subjetividade extremada. A nosso ver. Esta sofre as mais desveladas criticas. O que não ocorre com a natureza temerária da gestão. precipitada. Todavia. Diz-se fraudulenta a gerência que tem o objetivo de ludibriar. Assim. Vimos que estamos tratando de crimes denominados abertos ou anormais. há afronta manifesta ao principio da reserva legal.

Sujeito ativo: O crime é próprio. sócio. quaisquer das pessoas mencionadas no art. São as mesmas. Necessário que a posse guarde relação com a condição do sujeito frente à instituição financeira.Reclusão. título (documento representativo de valor) ou valor (tudo que pode ser convertido em moeda). e multa. e multa. Também há o crime com o desvio do bem do qual tem a posse o agente.Reclusão. Parágrafo único. de dinheiro. sem autorização de quem de direito. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. Objeto material: bem móvel. admite o concurso de pessoas. onde se pressupõe a posse do bem. Incorre na mesma pena qualquer das pessoas mencionadas no art. 5º Apropriar-se. 25 desta lei.com. 25 desta lei. Portanto. Aqui.pontodosconcursos. título ou qualquer outro bem móvel ou imóvel de que tem a posse. que negociar direito. Consumação: O crime é material. Art. dinheiro. relativamente a operação ou situação financeira. www. sonegando-lhe informação ou prestando-a falsamente: Pena .DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI APROPRIAÇÃO INDEBITA E DESVIO DE RECURSOS. Portanto se consuma com a efetiva apropriação e com o efetivo desvio. título. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio: Pena . o crime se assemelha com o crime de estelionato e até mesmo. meios pelos quais há a privação do direito do titular de tais bens. as condutas do peculato (artigo 312 do CP). mutatis mudantis.br 25 . Condutas: Observe. investidor ou repartição pública competente. valor ou qualquer outro bem móvel de que tem a posse. No entanto. já que só pode ser praticado pelas pessoas arroladas no artigo 25 da Lei. 6º Induzir ou manter em erro. Art. o crime é praticado por meio da apropriação. na sua ultima parte com o crime de falsidade.

sem lastro ou garantia suficientes.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Sujeito ativo: Qualquer pessoa que tenha condição material de praticar as condutas descritas no verbo. 7º Emitir. Não há crime com a simples sonegação de informação ou prestação de informação falsa. e multa. 3). no entanto. em condições divergentes das constantes do registro ou irregularmente registrados. OFERECIMENTO OU NEGOCIAÇÃO IRREGULAR DE TITULOS OU VALORE IMOBILIARIOS.Reclusão. Observe que se da prestação de informação falsa ou da sonegação de informação não decorre a fraude (indução em erro ou manutenção em erro).sem registro prévio de emissão junto à autoridade competente. títulos ou valores mobiliários: I . EMISSÃO. Na modalidade emitir. nos termos da legislação. em condições divergentes das constantes do registro ou irregularmente registrados.sem autorização prévia da autoridade competente. IV . quando legalmente exigida: Pena .sem registro prévio de emissão junto à autoridade competente.br 26 . somente o gestor da empresa poderá realizar a conduta. de qualquer modo. nos termos da www. Condutas: emitir (criar o documento de forma válida). Sujeito ativo: A rigor o crime pode ser praticado por qualquer pessoa.com. Consumação: então o crime se aperfeiçoa quando a indução ou da manutenção em erro. Não são necessariamente administradores ou controladores da instituição financeira. O engano deve recair sobre operação ou situação financeira.sem lastro ou garantia suficientes. oferecer ou negociar.pontodosconcursos. investidor ou repartição pública competente. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. III . 2.falsos ou falsificados. Art. Condutas: Induzir (enganar) ou manter em erro (não alertar sobre o equívoco cometido) sócio. não há o crime em tela. oferecer e negociar títulos ou valores mobiliários: 1) . Nas condutas devem ser realizadas através de atos de sonegação de informação ou a declaração falsa. II .falsos ou falsificados.

Art. juro.pontodosconcursos. caso contrário. determina que “Nenhuma emissão de títulos ou valores mobiliários poderá ser lançada. ou ter iniciada a sua distribuição no mercado. DO REGISTRO: Compete ao Banco Central do Brasil registrar títulos e valores mobiliários para efetivo de sua negociação na Bolsa de Valores e registrar as emissões de títulos ou valores mobiliários a serem distribuídos no mercado de capitais. e multa. quando legalmente exigida. ofereça ou negocie títulos ou valores mobiliários. A lei 4728/76. por exemplo.com. T. comissão ou qualquer tipo de remuneração em desacordo com a legislação (elemento subjetivo do injusto = deve o agente saber que está cobrando em desacordo).Reclusão. a conduta sem a prévia autorização implicará em crime. em seu artigo 21. comissão ou qualquer tipo de remuneração sobre operação de crédito ou de seguro. administração de fundo mútuo ou fiscal ou de consórcio. Elemento subjetivo: dolo e a vontade de cobrar em desacordo com a legislação. ou em garantias reais ou flutuantes.br 27 . No entanto. Sujeito ativo: O crime a rigor pode ser praticado por qualquer pessoa. www.sem autorização prévia da autoridade competente. administração de fundo mútuo ou fiscal ou de consórcio. em desacordo com a legislação. DO LASTRO OU GARANTIA: Segundo Rodolfo Tigre Maia (ex vi: Sebastião de Oliveira Limae Carlos A. determinados autores entendem que só poder cometer o crime quem atue no sistema financeiro. PRÉVIA AUTORIZAÇÃO DA AUTORIDADE COMPETENTE: Caso haja como exigência legal a necessidade de autorização de alguma autoridade para que se emita. sem estar registrada no Banco Central”. serviço de corretagem ou distribuição de títulos ou valores mobiliários: Pena . que assegurem seu resgate. qualquer tipo de remuneração sobre operação de crédito ou de seguro. 8º Exigir. oferecida publicamente. Condutas: Exigir de forma imperativa o pagamento de juro.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI legislação e 4). serviço de corretagem ou distribuição de títulos ou valores mobiliários. carente de lastro. os títulos e os valores mobiliários emitidos devem estar respaldados no patrimônio do emissor. comissões. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Objeto material: Juros. de Lima – Crimes contra o Sistema Financeiro – Editora Atlas).

Assim. Aqui. de 1 (um) a 5 (cinco) anos. remeto o leitor àquilo que foi dito sobre o crime de falsidade ideológica. de 1 (um) a 5 (cinco) anos. Sujeito ativo: Qualquer pessoa. Não necessita ser atingido o objetivo. Art. em demonstrativos contábeis de instituição financeira. mais uma vez remeto o leitor àquilo que foi dito na aula 7 sobre o crime de falsidade ideológica. o crime é formal. seguradora ou instituição integrante do sistema de distribuição de títulos de valores mobiliários: Pena . declaração falsa ou diversa da que dele deveria constar: Pena . não sendo necessária a realização do resultado.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consumação: O crime é de mera conduta. e multa. não exigindo do agente uma qualidade especial.Reclusão. Assim. e multa. Portanto. nos crimes contra a fé pública (aula 7). Consumação: o crime se consuma com a conduta. em documento comprobatório de investimento em títulos ou valores mobiliários.pontodosconcursos. 10.com. inserindo ou fazendo inserir. A falsidade é ideológica. ou seja. www. o crime é de fraude praticado por meio de falsificação. 9º Fraudar a fiscalização ou o investidor. O crime também é de falsidade ideológica. FRAUDE À FISCALIZAÇÃO OU AO INVESTIDOR. onde o agente INSERE OU FAZER INSERIR declaração falsa ou diversa da que dele devia constar. Sujeito ativo: qualquer pessoa que faça inserir declaração falsa elemento exigido pela legislação. como na falsidade ideológica do artigo 299. Elemento subjetivo: dolo. Fazer inserir elemento falso ou omitir elemento exigido pela legislação. vontade de declarar falsamente agregada com o intuído de enganar.br ou que omita ou 28 .Reclusão. Portanto o crime é comum.

Sujeito ativo: é um crime que pode ser praticado por qualquer pessoa. Não há necessidade de qualquer resultado naturalístico. Art. vez que só pode ser cometido pelo ex-administrador. as informações. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. 12.pontodosconcursos. Mais uma mais remeto o leitor ao crime de falsidade ideológica (artigo 299 – elemento subjetivo). necessária a vontade de enganar somente. Portanto.Reclusão.Reclusão.137/90). Manter ou movimentar recurso ou valor paralelamente à contabilidade exigida pela legislação: Pena . Aqui. e multa.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Elemento subjetivo: dolo. bastando que esteja no desempenho de atividade de contábil de fato. devendo desde já ficar anotado que lá há a vontade dirigida à fraude fiscal. com isso devem prestar contas e informações. Exterioriza-se através do movimento de recurso ou valor paralelamente à contabilidade oficial (contabilidade exigida pela legislação). o tipo não traz de forma expressa finalidade especial. declarações ou documentos de sua responsabilidade: Pena . nos prazos e condições estabelecidas em lei. e. Consumação: o crime se consuma com a manutenção da contabilidade paralela. liquidante ou síndico. 11. ou seja por aqueles que administram coisa alheia. liqüidante. ou síndico. CONTABILIDADE PARARELA Art. www. Condutas: manter contabilidade paralela (famoso caixa 2). e multa.com. não há necessidade de resultado outro. Consumação: o crime em tela se consuma com a simples falsidade. Sujeito ativo: o crime é próprio. ao interventor. Atenção: observe que o crime muito se assemelha com os crimes de sonegação fiscal (artigos a 1º e 2º da Lei 8. de 1 (um) a 5 (cinco) anos. interventor. o que aqui não ocorre. o ex-administrador de instituição financeira. Deixar.br 29 . de apresentar.

o liquidante ou síndico se apropria ou desviam em proveito próprio ou alheio a coisa.com. quando em processo de intervenção. Aqui. Conduta: Desviar o bem alcançado por indisponibilidade legal (que decorre de lei) ou resultante de processo de intervenção. Pena . ou seja. liqüidação extrajudicial ou falência de instituição financeira. exige-se que a omissão seja dolosa. Objeto material: bem alcançado por indisponibilidade. liquidação ou falencial (inclusive concordada) – atualmente recuperação judicial ou extrajudicial. ou seja. o liqüidante ou o síndico que se apropriar de bem abrangido pelo caput deste artigo.Reclusão. desde que ele esteja gravado pela indisponibilidade.br 30 . o crime é próprio. Na mesma pena incorra o interventor. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. ou desviá-lo em proveito próprio ou alheio. liquidação extrajudicial ou falência. Consumação: o crime se consuma com o desvio do bem. 13. Aqui. Parágrafo único: No parágrafo único o interventor. DESVIO DE BEM INDISPONIVEL Art. Consumação: o crime se consuma com a omissão. Portanto o crime é omissivo próprio.pontodosconcursos. Desviar (Vetado) bem alcançado pela indisponibilidade legal resultante de intervenção. É o caso clássico daquele que aliena quadro de pintor famoso e que pertencia a instituição financeira sob intervenção. o bem é indisponível. Sujeito ativo: qualquer pessoa que tenha a posse do bem. e multa.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Condutas: Deixar de prestar as informações e declarações de sua responsabilidade. Parágrafo único. Assim. Elemento subjetivo: Dolo. www. com o deixar de prestar as informações. Elemento subjetivo: Dolo. vontade de desviar. Não se admite na forma culposa.

Sujeito ativo: o crime é próprio. apresentando-se como credor. não sendo necessário a obtenção da vantagem. 14.com. e multa. Não é necessário.pontodosconcursos.Reclusão. 15. Art. crédito que não o seja. Condutas: Fazer juntar em processo de liquidação ou falencial declaração falsa de crédito frente a instituição financeira ou juntar titulo falso ou simulado. pois só pode ser praticado pelo interventor. Manifestar-se falsamente o interventor. o agente apresente impugnação falsa a crédito da instituição financeira. Consumação: O crime se consuma com a apresentação. o liqüidante ou o síndico. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Elemento subjetivo: Dolo. Apresentar. Na mesma pena incorre o ex-administrador ou falido que reconhecer. ou juntar titulo falso ou simulado. ou em falência de instituição financeira. buscando eximir-se da obrigação creditícia. de 2 (dois) a 8 (oito) anos. Parágrafo único: De acordo com a lei nas mesmas penas incorre o ex-administrador que no exercício de seu mister reconhece como verdadeiro crédito que não o seja em detrimento da instituição financeira. e multa. declaração de crédito ou reclamação falsa. todavia. Condutas: Manifestar-se falsamente sobre assunto relativo a seu atuar como tal. o liquidade ou o sindico. www. liquidação extrajudicial ou falência de instituição financeira: Pena . ou juntar a elas título falso ou simulado: Pena .Reclusão. Parágrafo único. como verdadeiro. Assim. (Vetado) à respeito de assunto relativo a intervenção. um elemento especial.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI APRESENTAÇÃO DE DECLARAÇÃO OU RECLAMAÇÃO FALSA Art. Sujeito ativo: qualquer pessoa.br 31 . ou reclamação falsa. O termo correto é impugnação e não reclamação. em liquidação extrajudicial.

ou quando a autorização que o legitima é maculada por declaração por ele prestada falsamente para obtê-la. www. Sujeito ativo: qualquer pessoa que detenha legalmente informação sobre operação ou serviço prestado por instituição financeira ou integrante do sistema de distribuição de títulos mobiliários. O crime é de mera conduta. Elemento subjetivo: Dolo. Sujeito ativo: qualquer pessoa que pratica atos privativos de instituição financeira sem que tenha a autorização exigida para tal.Reclusão. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. Consumação: consuma-se com a violação (devassa) do sigilo.br 32 .pontodosconcursos. sindico ou liquidante. Condutas: praticar atos privativos de instituição financeira com as máculas já anotadas acima. instituição financeira. e multa. de 1 (um) a 4 (quatro) anos.Reclusão. 16. pois o tipo penal não exige a ocorrência de resultado naturalístico. sem a devida autorização. e multa. ou com autorização obtida mediante declaração (Vetado) falsa. Art. Fazer operar. Consumação: o crime se aperfeiçoa com a pratica de atos privativos de instituição financeira.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Consumação: O crime se aperfeiçoa com a manifestação formal sobre os atos de administração como interventor. em razão de ofício: Pena . Art. inclusive de distribuição de valores mobiliários ou de câmbio: Pena . 18.com. Desde que não seja funcionário público. Violar sigilo de operação ou de serviço prestado por instituição financeira ou integrante do sistema de distribuição de títulos mobiliários de que tenha conhecimento.

19. 20.pontodosconcursos. Art. Sujeito ativo: qualquer pessoa. Consumação: Obtenção efetiva do financiamento. mediante fraude. dar destinação) em finalidade diversa (deferente) da estabelecida em lei ou contrato. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.com. Aqui o financiamento é obtido de forma válida. No entanto. mas com seu emprego em finalidade diversa. Condutas: Obter financiamento mediante engano fraude. Aplicar. em finalidade diversa da prevista em lei ou contrato.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Art.Reclusão. e multa. Consumação: o crime se consuma não com a obtenção do recurso. A pena é aumentada de 1/3 (um terço) se o crime é cometido em detrimento de instituição financeira oficial ou por ela credenciada para o repasse de financiamento.Reclusão. Condutas: aplicar (investir. e multa. Não há qualquer mácula em sua obtenção. Causa de aumento de pena: a pena será aumenta se foi praticado o fato em detrimento de instituição oficial ou credenciada. Parágrafo único. recursos provenientes de financiamento concedido por instituição financeira oficial ou por instituição credenciada para repassá-lo: Pena . recursos provenientes de financiamento concedidos por instituição financeira oficial ou credenciada. www. Sujeito ativo: qualquer pessoa. É um tipo especial de estelionato. Obter.br 33 . os recursos são empregados em finalidade diversa da determinada em lei ou entabulada em contrato. de 2 (dois) a 6 (seis) anos. financiamento em instituição financeira: Pena .

ou atribuir a terceiro. Consumação: o crime se consumação com o simples fato de investir-se ou investir alguém. sem autorização legal. falsa identidade. sonega informação ou presta informação falsa sobre sua identidade. Sujeito ativo: qualquer pessoa. O crime é formal. troca de moedas de países estrangeiros. 21. www. de 2 (dois) a 6 (seis) anos.br 34 . ou nele mantiver depósitos não declarados à repartição federal competente.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Art.Detenção. Atribuir-se. isto é. para o mesmo fim. sem autorização. Incorre na mesma pena quem. Conduta: investir-se (atribuir-se) ou investir alguém (atribuir a alguém) falsa identidade para o desempenho de operação cambial. Parágrafo único.pontodosconcursos.. para realização de atividade cambial. Não é necessário que pratique atos inerentes à atividade cambial. e multa. Sujeito ativo: qualquer pessoa. empréstimo de moeda estrangeira. ou manter em depósito divisa ou moeda sem comunicar a autoridade competente. e multa.. com o fim de promover evasão de divisas do País: Pena . para compra. cessão. Conduta: Efetuar operação de cambio. 22. Incorre na mesma pena quem. Elemento subjetivo: dolo acrescido da finalidade especial que é . Art. Parágrafo único. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. ou seja. a qualquer título. Incorre na mesma pena quem. Efetuar operação de câmbio não autorizada. promove. venda. sonega informação que devia prestar ou presta informação falsa.Reclusão. Parágrafo único: promover a saída. com a mesma finalidade.com. a saída de moeda ou divisa para o exterior. para realização de operação de câmbio: Pena .

o crime é formal. Observe abaixo.br 35 . para ilustração. Sujeito ativo: só o funcionário público. www. Atenção: Aqui. bem como a preservação dos interesses e valores da ordem econômico-financeira. e multa. e c) Praticá-lo contra disposição expressa em lei. contra disposição expressa de lei. com a finalidade de efetivar a saída irregular do país de dinheiro ou numerário ou valor. Elemento subjetivo: Dolo. ato de ofício necessário ao regular funcionamento do sistema financeiro nacional. O ato de ofício também não é o mesmo da prevaricação já que este tem adjetivos especiais.com. omitindo-se o agente à prática do ato. Portanto. Art. onde o agente não age com sentimento ou interesse especial. não realizado o ato que lhe competente em tempo útil ou fora do prazo legal. Não é necessário que realmente a evasão de divisas ocorra.pontodosconcursos. No parágrafo único o crime é material. É imprescindível que o agente esteja no exercício da função ou que tenha condições de cumprir materialmente determinada ordem. bem como a preservação dos interesses e valores da ordem econômicofinanceira: Pena . o crime de prevaricação. Não se exige fim específico. ato de ofício. quando o funcionário atrasa.Reclusão. Condutas: são três as condutas previstas no tipo: a) Retardar ato de ofício. temos uma prevaricação especial. Consumação: o crime se aperfeiçoa com o ato de efetuar a operação.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Elemento subjetivo: dolo acrescido da finalidade especial de promover a evasão de divisas. com o dever de ofício em realizar determinado ato ou aquele obrigado por lei a deixar de fazê-lo. havendo a prática do ato. Omitir. Objeto material : ato de ofício necessário ao regular funcionamento do sistema financeiro nacional. isto é. omissão ou prática. de 1 (um) a 4 (quatro) anos. o funcionário público. o que corresponde à vontade livre e consciente do agente em praticar o crime. b) Deixar de praticar (omitir). já que exige para sua ocorrência a efetiva saída de moeda ou divisa para o exterior. 23. a despeito de expressa determinação legal em sentido contrário. Consumação: Com o efetivo retardo. retardar ou praticar.

(Incluído pela Lei nº 9. para ilustração. abaixo. (Vide Lei 8. 16.Retardar ou deixar de praticar. DA DELAÇÃO PREMIADA. Quadrilha ou bando Art.7. DA PENA DE MULTA. Observe que aqui a delação premiada não permite a isenção de pena ou a aplicação tão só de pena de multa.7. assim considerados os diretores. cometidos em quadrilha ou co-autoria. de um a três anos. de 25.3. o co-autor ou partícipe que através de confissão espontânea revelar à autoridade policial ou judicial toda a trama delituosa terá a sua pena reduzida de um a dois terços.2.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Prevaricação 319 . São penalmente responsáveis. ato de ofício. o controlador e os administradores de instituição financeira. ou praticá-lo contra disposição expressa de lei. 16. 288 . gerentes (Vetado). Art.br 36 . indevidamente. o liqüidante ou o síndico.Associarem-se mais de três pessoas. 25.1990) 15 www. co-autoria. em quadrilha ou bando.1995) Nos crimes praticados mediante quadrilha (artigo 288 do CP)15. § 2º Nos crimes previstos nesta Lei. § 1º Equiparam-se aos administradores de instituição financeira (Vetado) o interventor. aquele que através de confissão espontânea revelar toda a trama delituosa à autoridade policial ou judicial terá sua pena reduzida de 1/3 a 2/3.reclusão.com. para satisfazer interesse ou sentimento pessoal: A respeito dos sujeitos do delito.pontodosconcursos. para o fim de cometer crimes: Pena . de 19. segue a literalidade do artigo 25 da lei.080.072. nos termos desta lei.

se verificada a situação nele cogitada. diante de sua ineficácia como meio de prevenção e repressão ao ilícito diante da situação econômica do réu. com o intuito de ajudar. 49 do Código Penal. Espero ter colaborado. Desejo a vocês toda a sorte do mundo. qualquer orientação estou à disposição. confundi-los. Obrigado. por oportuno que a aula 8 esta carente de questões anterior em razão do fato de a Carlos Chagas não ter questões dessa matéria. o limite a que se refere o § 1º do art. Um abraço. Não me vali de outras organizadoras tendo em conta a peculiaridade de cada uma delas. Ressalto. estendem o seu valor até o décuplo. Coloco-me à disposição para qualquer dúvida através do fórum do curso. Poderia.DIREITO PENAL – CURSO COMPLEMENTAR P/ ICMS-SP CURSOS ON-LINE – PROFESSOR JULIO MARQUETI Na fixação da pena de multa. poderá o juiz.1940.com. 33. Nota do professor: Encerro hoje o meu trabalho com muita satisfação e com o sentimento de dever cumprido. aprovado pelo Decreto-lei nº 2. www. No sábado estarei o dia todo conectado. pode ser estendido até o décuplo. de 7 de dezembro de. Na fixação da pena de multa relativa aos crimes previstos nesta lei. Art. Professor: JULIO MARQUETI.br 37 .pontodosconcursos.848.

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