LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.

ELISÁ RAFAEL GOMES

Código de Defesa do Consumidor Legislação: Lei n.º 8.078/90
Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei: TÍTULO I Dos Direitos do Consumidor CAPÍTULO I Disposições Gerais Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias. Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo. Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. § 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. CAPÍTULO II Da Política Nacional de Relações de Consumo Art. 4° A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transferência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: Art. 4º A Política Nacional das Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito à sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transparência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios: (Redação dada pela Lei nº 9.008, de 21.3.1995) I - reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo; II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor: a) por iniciativa direta; b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas; c) pela presença do Estado no mercado de consumo; d) pela garantia dos produtos e serviços com padrões adequados de qualidade, segurança, durabilidade e desempenho. III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores;

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IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo; V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo; VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores; VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos; VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo. Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público com os seguintes instrumentos, entre outros: I - manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor carente; II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público; III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo; IV - criação de Juizados Especiais de Pequenas Causas e Varas Especializadas para a solução de litígios de consumo; V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de Defesa do Consumidor. § 1° (Vetado). § 2º (Vetado). CAPÍTULO III Dos Direitos Básicos do Consumidor Art. 6º São direitos básicos do consumidor: I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços; V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos; VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados; VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências; IX - (Vetado); X - a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

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Art. 7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e eqüidade. Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo. CAPÍTULO IV Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos SEÇÃO I Da Proteção à Saúde e Segurança Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito. Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto. Art. 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto. Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança. § 1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários. § 2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço. § 3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito. Art. 11. (Vetado). SEÇÃO II Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos. § 1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - sua apresentação; II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi colocado em circulação. § 2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. § 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar: I - que não colocou o produto no mercado;

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II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste; III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando: I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados; II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador; III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis. Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento danoso. Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos. § 1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais: I - o modo de seu fornecimento; II - o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam; III - a época em que foi fornecido. § 2º O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. § 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar: I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste; II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. § 4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante a verificação de culpa. Art. 15. (Vetado). Art. 16. (Vetado). Art. 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento. SEÇÃO III Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas. § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha: I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; III - o abatimento proporcional do preço. § 2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor. § 3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe o valor ou se tratar de produto essencial.

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§ 2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam. assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária. por qualquer motivo. quanto aos essenciais. alternativamente e à sua escolha: I . total ou parcial. § 1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior. sem custo adicional e quando cabível. podendo o consumidor exigir. alternativamente e à sua escolha: I . sem prejuízo de eventuais perdas e danos. marca ou modelo. seguros e. serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados. será responsável perante o consumidor o fornecedor imediato. falsificados.o abatimento proporcional do preço. nocivos à vida ou à saúde. sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo. distribuição ou apresentação. II . Art. II . 20. fraudados. 22. adulterados. III . respeitadas as variações decorrentes de sua natureza. § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . avariados. rotulagem ou de mensagem publicitária. autorização em contrário do consumidor. mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço. 5 . eficientes. exceto quando identificado claramente seu produtor. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que.a restituição imediata da quantia paga. Nos casos de descumprimento.complementação do peso ou medida. sem prejuízo de eventuais perdas e danos. 23. contínuos. bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade. e não sendo possível a substituição do bem. ainda. quanto a estes últimos. corrompidos. 19. II . O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor. § 5° No caso de fornecimento de produtos in natura. por conta e risco do fornecedor. poderá haver substituição por outro de espécie. por si ou suas empresas. podendo o consumidor exigir.os produtos deteriorados. seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente.a restituição imediata da quantia paga. da embalagem. Art. III . concessionárias. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação. § 2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.o abatimento proporcional do preço. das obrigações referidas neste artigo. monetariamente atualizada. 21. se revelem inadequados ao fim a que se destinam.os produtos que. Art. ELISÁ RAFAEL GOMES § 4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo. na forma prevista neste código. ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante. § 1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados.a substituição do produto por outro da mesma espécie.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. alterados. marca ou modelo diversos. monetariamente atualizada. Parágrafo único. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos. Art. IV . III . permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento. perigosos ou. sem os aludidos vícios.a reexecução dos serviços. são obrigados a fornecer serviços adequados. Os órgãos públicos. Art. A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade. salvo.

O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: I . § 3° Tratando-se de vício oculto.noventa dias. exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores. construtor ou importador e o que realizou a incorporação. § 2° Obstam a decadência: I . de alguma forma. § 4° As sociedades coligadas só responderão por culpa. infração da lei. (Vetado). iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria. equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não. ELISÁ RAFAEL GOMES Art. em detrimento do consumidor.trinta dias.(Vetado). § 1° Havendo mais de um responsável pela causação do dano. expostas às práticas nele previstas. CAPÍTULO V Das Práticas Comerciais SEÇÃO I Das Disposições Gerais Art. § 2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando. até seu encerramento. § 1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços. encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração. são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código. todos responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores. § 3° As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes deste código.a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente. são responsáveis solidários seu fabricante.a instauração de inquérito civil. A desconsideração também será efetivada quando houver falência. 25. Art. § 1° (Vetado). que deve ser transmitida de forma inequívoca. 6 . 28. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite. II . Para os fins deste Capítulo e do seguinte. vedada a exoneração contratual do fornecedor. 24. SEÇÃO IV Da Decadência e da Prescrição Art. § 2° As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas. Art. 27. III . fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. II . obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. estado de insolvência. o prazo decadencial inicia-se no momento em que ficar evidenciado o defeito.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. excesso de poder. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. § 5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for. 29. Parágrafo único. tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo. 26. houver abuso de direito. SEÇÃO V Da Desconsideração da Personalidade Jurídica Art.

nos produtos refrigerados oferecidos ao consumidor. quantidade. a que incite à violência. características. apresentação ou publicidade. obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.989. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta. 33. ELISÁ RAFAEL GOMES SEÇÃO II Da Oferta Art. Art. É proibida a publicidade de bens e serviços por telefone. bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores. 34. Toda informação ou publicidade. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. 7 . quando a chamada for onerosa ao consumidor que a origina. Cessadas a produção ou importação. com direito à restituição de quantia eventualmente antecipada. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor. a identifique como tal. claras. fácil e imediatamente. a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo. quantidade. deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem. explore o medo ou a superstição. § 2° É abusiva.rescindir o contrato. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas. ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza.exigir o cumprimento forçado da obrigação. desrespeita valores ambientais. (Incluído pela Lei nº 11. inteira ou parcialmente falsa. Parágrafo único. nos termos da oferta. Parágrafo único.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. Art. técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem. Art. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos. em seu poder. de 2008). III . precisas.800. entre outros dados. veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados. o consumidor poderá. composição. 36. Parágrafo único. e a perdas e danos. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal. suficientemente precisa. As informações de que trata este artigo. os dados fáticos. Parágrafo único. 37. 31. na publicidade de seus produtos ou serviços. garantia. por qualquer outro modo. qualidade. SEÇÃO III Da Publicidade Art. preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços. II . monetariamente atualizada. se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. 30. 32. a publicidade é enganosa por omissão quando deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente. de 2009) Art. § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário. serão gravadas de forma indelével. ou. para informação dos legítimos interessados. publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial. apresentação ou publicidade. § 3° Para os efeitos deste código. qualidades. Art. 35. na forma da lei. Os fabricantes e importadores deverão assegurar a oferta de componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto. prazos de validade e origem. mesmo por omissão. ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características. alternativamente e à sua livre escolha: I . Art. (Incluído pela Lei nº 11. dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza. O fornecedor. origem. propriedades. manterá. preço.

transformado em inciso XIII.(Vetado).repassar informação depreciativa. ressalvados os casos de intermediação regulados em leis especiais.Dispositivo incluído pela MPV nº 1. inexistindo obrigação de pagamento. IV . VII . VI . VIII .condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço.6. (Redação dada pela Lei nº 8.008. para impingir-lhe seus produtos ou serviços. quando da converão na Lei nº 9. de 21.10. tendo em vista sua idade.1995) XIII . X . na hipótese prevista no inciso III. equiparam-se às amostras grátis.1999 XII . II . de conformidade com os usos e costumes. III . as condições de pagamento.870. ainda. Art. e. de 11.(Incluído pela Lei nº 9. a limites quantitativos.aplicar fórmula ou índice de reajuste diverso do legal ou contratualmente estabelecido. ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes.11. o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.recusar atendimento às demandas dos consumidores.prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços: Art. de 23. conhecimento ou condição social. Art. ou fornecer qualquer serviço. bem como.6. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra. no mercado de consumo. sem justa causa.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério.884. sem solicitação prévia. o valor orçado terá validade pelo prazo de dez dias. 39.1999) Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. qualquer produto.enviar ou entregar ao consumidor. (Incluído pela Lei nº 9. bem como as datas de início e término dos serviços.6. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços. contado de seu recebimento pelo consumidor. IX .colocar. § 2° Uma vez aprovado pelo consumidor. O ônus da prova da veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária cabe a quem as patrocina. diretamente a quem se disponha a adquiri-los mediante pronto pagamento. referente a ato praticado pelo consumidor no exercício de seus direitos.884. de 23. pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia. IX . (Incluído pela Lei nº 8. saúde. dos materiais e equipamentos a serem empregados.1999. SEÇÃO IV Das Práticas Abusivas Art 39.11.1994) XI . dentre outras práticas abusivas: (Redação dada pela Lei nº 8.elevar sem justa causa o preço de produtos ou serviços. Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro). 40. 38. na exata medida de suas disponibilidades de estoque.deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério.recusar a venda de bens ou a prestação de serviços. V .1994) X .exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva. 8 .3. de 22. de 11.1994) I .884. qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou.870. § 1º Salvo estipulação em contrário.890-67. de 11. ELISÁ RAFAEL GOMES § 4° (Vetado). se normas específicas não existirem.executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização expressa do consumidor.

Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços. § 1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos. Art. 22 deste código. o endereço e o número de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas – CPF ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica – CNPJ do fornecedor do produto ou serviço correspondente. 43. ficha. SEÇÃO V Da Cobrança de Dívidas Art. Art. por valor igual ao dobro do que pagou em excesso. verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão. não serão fornecidas. registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele. quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores. ELISÁ RAFAEL GOMES § 3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio. de 2009) SEÇÃO VI Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores Art. § 5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor. sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros. Art. acrescido de correção monetária e juros legais. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços. os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público. Em todos os documentos de cobrança de débitos apresentados ao consumidor. 41. Parágrafo único. 45. CAPÍTULO VI Da Proteção Contratual SEÇÃO I Disposições Gerais 9 . (Vetado). podendo o consumidor exigir à sua escolha. 44. responderem pela restituição da quantia recebida em excesso. deverão constar o nome. 42-A. terá acesso às informações existentes em cadastros.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. § 4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores. (Incluído pela Lei nº 12. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito.039. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor. o desfazimento do negócio. § 2° Aplicam-se a este artigo. 42. sem prejuízo do disposto no art. devendo o arquivista. 86. devendo divulgá-lo pública e anualmente. nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. no prazo de cinco dias úteis. claros. fichas. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. Na cobrança de débitos. Art. não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas. registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor. bem como sobre as suas respectivas fontes. as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. salvo hipótese de engano justificável. quando não solicitada por ele. no que couber. § 3° O consumidor. o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo. O consumidor. § 1° É facultado o acesso às informações lá constantes para orientação e consulta por qualquer interessado. § 2° A abertura de cadastro. monetariamente atualizada. pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito. poderá exigir sua imediata correção. os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo.

especialmente por telefone ou a domicílio.estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. ELISÁ RAFAEL GOMES Art.estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo. sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor. 10 . As declarações de vontade constantes de escritos particulares. XIV . ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. a indenização poderá ser limitada. II . As cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira mais favorável ao consumidor.autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato.estabeleçam obrigações consideradas iníquas. 50. a qualquer título.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. sem que igual direito seja conferido ao consumidor. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica. III .imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor.(Vetado). entre outras. acompanhado de manual de instrução. de imediato. 49. bem como a forma. sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial. VII . Art. XII .obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua obrigação. embora obrigando o consumidor. ensejando inclusive execução específica. as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: I . VIII . no ato do fornecimento. de instalação e uso do produto em linguagem didática. Art. o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor. São nulas de pleno direito.impossibilitem. IX . recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor.permitam ao fornecedor. 84 e parágrafos. serão devolvidos. Art. em situações justificáveis. monetariamente atualizados. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores. Parágrafo único.subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga. abusivas.infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais. XIII . após sua celebração. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.determinem a utilização compulsória de arbitragem. devendo ser-lhe entregue. XV . exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. VI . ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade. 51.transfiram responsabilidades a terceiros. devidamente preenchido pelo fornecedor. Art. X . 46.deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato. SEÇÃO II Das Cláusulas Abusivas Art. nos casos previstos neste código. no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço. Parágrafo único. que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada. de maneira adequada em que consiste a mesma garantia. com ilustrações. O consumidor pode desistir do contrato. nos termos do art. durante o prazo de reflexão. direta ou indiretamente. V . O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer. IV . se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo. XI . variação do preço de maneira unilateral.autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente. os valores eventualmente pagos. 48. 47.

a vontade que: I . em razão do inadimplemento.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo não poderão ser superiores a dez por cento do valor da prestação. entre outros casos. § 1º Presume-se exagerada. considerando-se a natureza e conteúdo do contrato. § 1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigações no seu termo não poderão ser superiores a dois por cento do valor da prestação. o fornecedor deverá.8. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações. exceto quando de sua ausência.restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato. além da vantagem econômica auferida com a fruição. Art. apesar dos esforços de integração.número e periodicidade das prestações. § 3º (Vetado).soma total a pagar. com e sem financiamento. terá descontada. informá-lo prévia e adequadamente sobre: I . bem como nas alienações fiduciárias em garantia. § 3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional. § 4° É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes. 52. II . pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado. II .possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor. ELISÁ RAFAEL GOMES XVI .se mostra excessivamente onerosa para o consumidor. § 3° (Vetado). 54. a compensação ou a restituição das parcelas quitadas. III . de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual. Art. V . 53. § 2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato.montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros.acréscimos legalmente previstos.preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional. na forma deste artigo. sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo. § 1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do contrato. III . entre outros requisitos. total ou parcialmente. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços. os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo. mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.298. § 1° (Vetado). IV . de 1º. SEÇÃO III Dos Contratos de Adesão Art.1996) § 2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito.ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence. § 2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis. decorrer ônus excessivo a qualquer das partes. o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.(Redação dada pela Lei nº 9. 11 .

de 2008) § 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque.revogação de concessão ou permissão de uso. penal e das definidas em normas específicas: I .interdição. de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. II . A pena de multa. 55. XI . de estabelecimento. § 1° A União. revisão e atualização das normas referidas no § 1°. estaduais. sem prejuízo das de natureza civil. 57. antecedente ou incidente de procedimento administrativo. § 4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que. A União. a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo. § 2° (Vetado). no interesse da preservação da vida. de obra ou de atividade. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor será aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei. total ou parcial.cassação de licença do estabelecimento ou de atividade. IX . da segurança.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. Parágrafo único. da informação e do bem-estar do consumidor. desde que a alternativa. revertendo para o fundo de que trata a Lei n° 7. IV .inutilização do produto.suspensão temporária de atividade. permitindo sua imediata e fácil compreensão. resguardado o segredo industrial. de 1993) Art. V . § 3° Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. sob pena de desobediência. ELISÁ RAFAEL GOMES § 2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória. (Redação dada pela nº 11. § 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis. X . baixarão normas relativas à produção. da saúde.suspensão de fornecimento de produtos ou serviço. § 3° Os órgãos federais.multa. às seguintes sanções administrativas. prestem informações sobre questões de interesse do consumidor.proibição de fabricação do produto. industrialização. sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores. VIII . do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração.347. XII . graduada de acordo com a gravidade da infração. no âmbito de sua atribuição. Art. podendo ser aplicadas cumulativamente. 56.656.imposição de contrapropaganda. baixando as normas que se fizerem necessárias. cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze. III . ou para os fundos estaduais de 12 . industrialização.cassação do registro do produto junto ao órgão competente. VI .intervenção administrativa. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa.785. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas. de 24 de julho de 1985. VII .apreensão do produto. Art. distribuição. ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior. distribuição e consumo de produtos e serviços. cabendo a escolha ao consumidor. § 5° (Vetado) CAPÍTULO VII Das Sanções Administrativas (Vide Lei nº 8. de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. sendo a infração ou dano de âmbito nacional. o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção. em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa. os Estados. inclusive por medida cautelar. conforme o caso. os Estados e o Distrito Federal.

preferencialmente no mesmo veículo. § 2° Se o crime é culposo: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. Art.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código. 58.656. ou índice equivalente que venha substituí-lo.Detenção de seis meses a dois anos e multa. Art. ou índice equivalente que venha a substituí-lo. § 2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença. As penas de cassação de alvará de licença.Detenção de seis meses a dois anos e multa. A multa será em montante não inferior a duzentas e não superior a três milhões de vezes o valor da Unidade Fiscal de Referência (Ufir). Art. 63. § 1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma. assegurada ampla defesa. de 24 de julho de 1985. quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço. (Vetado). quando violar obrigação legal ou contratual. Art. não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença. ou para os Fundos estaduais ou municipais de proteção ao consumidor nos demais casos. os valores cabíveis à União.5. de 21. ELISÁ RAFAEL GOMES proteção ao consumidor nos demais casos. A multa será em montante nunca inferior a trezentas e não superior a três milhões de vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN).703. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado: Pena . graduada de acordo com a gravidade da infração. 36 e seus parágrafos. de 6. serão aplicadas mediante procedimento administrativo. (Redação dada pela Lei nº 8.347.1993) Art. Art. Parágrafo único. recipientes ou publicidade: Pena . quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo. 62. 57. 60. espaço e horário. § 3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa. 64. sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais. sobre a periculosidade do serviço a ser prestado. a interdição ou suspensão da atividade. § 2° (Vetado) § 3° (Vetado). As penas de apreensão. nos termos do art. de inutilização de produtos. freqüência e dimensão e. 13 . sempre às expensas do infrator. de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração. de suspensão do fornecimento de produto ou serviço. 61. § 1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar. nas embalagens. bem como a de intervenção administrativa. será aplicada mediante procedimento administrativo. TÍTULO II Das Infrações Penais Art. 59. revertendo para o Fundo de que trata a Lei nº 7. a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor. de proibição de fabricação de produtos. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos. nos invólucros. de interdição e de suspensão temporária da atividade.1993) Parágrafo único.9. mediante procedimento administrativo. as condutas tipificadas nos artigos seguintes. mediante recomendações escritas ostensivas. A pena de multa. Art. § 1° A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de serviço público. assegurada ampla defesa. local. de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva. (Parágrafo acrescentado pela Lei nº 8. A imposição de contrapropaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva.

§ 1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. os produtos nocivos ou perigosos. fichas e registros: Pena Detenção de seis meses a um ano ou multa. incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade. 67.Detenção de três meses a um ano e multa. administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover.ocasionarem grave dano individual ou coletivo. 76. Utilizar. de ameaça. Art. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. na forma deste artigo. Pena Detenção de um a seis meses ou multa. qualidade. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros.quando cometidos: 14 . III . 66. 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro. banco de dados. a ridículo ou interfira com seu trabalho. Art. 65. ou omitir informação relevante sobre a natureza. imediatamente quando determinado pela autoridade competente. constrangimento físico ou moral. Art. Art. preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena . Art. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte. 68. § 2º Se o crime é culposo. Art. 70. 72. (Vetado). Deixar de organizar dados fáticos. na cobrança de dívidas. Fazer afirmação falsa ou enganosa. ELISÁ RAFAEL GOMES Parágrafo único. permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento. banco de dados. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança: Pena . 75. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado. afirmações falsas incorretas ou enganosas ou de qualquer outro procedimento que exponha o consumidor. injustificadamente. coação. de qualquer forma. durabilidade. Quem. oferta. Parágrafo único. sem autorização do consumidor: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. Art.dissimular-se a natureza ilícita do procedimento. peça ou componentes de reposição usados.serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade. bem como o diretor. 71.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. Empregar na reparação de produtos. Executar serviço de alto grau de periculosidade. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código: I . Art. IV . característica. 74. Parágrafo único. concorrer para os crimes referidos neste código.Detenção de seis meses a dois anos e multa: Parágrafo único. Art. descanso ou lazer: Pena Detenção de três meses a um ano e multa. II . fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata: Pena Detenção de um a seis meses ou multa. (Vetado). segurança. desempenho. 69. quantidade. exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas. Art. contrariando determinação de autoridade competente: Pena Detenção de seis meses a dois anos e multa. Art. Art. técnicos e científicos que dão base à publicidade: Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. os Municípios e o Distrito Federal. TÍTULO III Da Defesa do Consumidor em Juízo CAPÍTULO I Disposições Gerais Art.3. 80. de menor de dezoito ou maior de sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa. assim entendidos. inciso III e IV. parágrafo único. nas infrações de que trata este código. de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato. ELISÁ RAFAEL GOMES a) por servidor público. 44 a 47. de 21. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu. de notícia sobre os fatos e a condenação. Na individualização desta multa. II . parágrafo único. II . para efeitos deste código.interesses ou direitos coletivos. assim entendidos os decorrentes de origem comum. b) em detrimento de operário ou rurícola. III . III . 82.008.a interdição temporária de direitos.interesses ou direitos individuais homogêneos.interesses ou direitos difusos. são legitimados concorrentemente: Art. ainda que sem personalidade jurídica. ou pela autoridade que presidir o inquérito. entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN). às expensas do condenado. Art 82. os Estados. especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. 78. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de: I . 79. como assistentes do Ministério Público. Além das penas privativas de liberdade e de multa. cumulativa ou alternadamente. correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da liberdade cominada ao crime. para efeitos deste código. 100. se a denúncia não for oferecida no prazo legal. podem ser impostas.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. ou por pessoa cuja condição econômico-social seja manifestamente superior à da vítima. Para os fins do art. a fiança poderá ser: a) reduzida até a metade do seu valor mínimo.a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência. 81. categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. Para os fins do art. Art. III . No processo penal atinente aos crimes previstos neste código. observado odisposto nos arts. direta ou indireta. de natureza indivisível de que seja titular grupo. bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo. são legitimados concorrentemente: (Redação dada pela Lei nº 9. Parágrafo único. Parágrafo único. o juiz observará o disposto no art. 15 . será fixado pelo juiz. ou índice equivalente que venha a substituí-lo.serem praticados em operações que envolvam alimentos. 82.a União. poderão intervir.1995) I .as entidades e órgãos da Administração Pública. de natureza indivisível. os legitimados indicados no art. II . V . os transindividuais.o Ministério Público. 60. 81. medicamentos ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais . ou a título coletivo. b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.a prestação de serviços à comunidade. O valor da fiança. 77. assim entendidos. do Código Penal: I . os transindividuais. §1° do Código Penal. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente. aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária. Art. Art.

Nas ações coletivas de que trata este código não haverá adiantamento de custas. independentemente de pedido do autor. 83. 81 poderão propor. Art. desfazimento de obra. o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. § 5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente. honorários periciais e quaisquer outras despesas. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela. facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos. tais como busca e apreensão. em honorários de advogados. Art. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer. Na hipótese do art. custas e despesas processuais. 89. além de requisição de força policial. (Vetado). a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. impor multa diária ao réu. nem condenação da associação autora. Os legitimados de que trata o art. 88. 287. vedada a denunciação da lide. ELISÁ RAFAEL GOMES IV . sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos. naquilo que não contrariar suas disposições. 84. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. impedimento de atividade nociva. § 4° O juiz poderá. se for suficiente ou compatível com a obrigação. na hipótese do § 3° ou na sentença. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. Parágrafo único. dispensada a autorização assemblear. § 3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final. inclusive no que respeita ao inquérito civil. 13. Parágrafo único. nas ações previstas nos arts. 86. Art.as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código. CAPÍTULO II Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos Art 91. § 2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. (Vetado) Art. 91 e seguintes. parágrafo único deste código. 85. 16 . (Vetado). Em caso de litigância de má-fé. Art. § 1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz. poderá o juiz determinar as medidas necessárias. Art.347. emolumentos.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. (Vetado). salvo comprovada má-fé. Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7. § 1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático correspondente. citado o réu. é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia. 87. Art. § 2° (Vetado). a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo. 90. ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. § 3° (Vetado). de 24 de julho de 1985. fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. de acordo com o disposto nos artigos seguintes. Art. do Código de Processo Civil). remoção de coisas e pessoas.

Os legitimados de que trata o art. Parágrafo único.3.1995) Art.1995) § 1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação. Art. é competente para a causa a justiça local: I . atuará sempre como fiscal da lei. Ressalvada a competência da Justiça Federal. aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente. Art.347. Art 98. II . 92. 82 poderão propor.no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano. sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. ação civil coletiva de responsabilidade pelos danos individualmente sofridos. 96. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiveram sido fixadas em sentença de liquidação. II . A execução poderá ser coletiva. 97. a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes. Proposta a ação. de acordo com o disposto nos artigos seguintes. (Vetado). serão observadas as seguintes normas: 17 . sendo promovida pelos legitimados de que trata o art.347 de 24 de julho de 1985. em nome próprio e no interesse das vítimas ou seus sucessores. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano. Parágrafo único. 101. Em caso de procedência do pedido. assim como pelos legitimados de que trata o art.3. será publicado edital no órgão oficial. de 21. Art. (Vetado). Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços. 95. quando coletiva a execução. Art. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n. se não ajuizar a ação.no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal. no caso de execução individual. Art. poderão os legitimados do art. da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado. sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor. Para efeito do disposto neste artigo. 98. ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais.° 7. Art.da ação condenatória. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores. 82. a condenação será genérica.347. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida.008. Art.da liquidação da sentença ou da ação condenatória. (Vetado).LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. O Ministério Público. de 21. 93. CAPÍTULO III Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços Art. (Redação dada pela Lei nº 9. 82. ELISÁ RAFAEL GOMES Art.008. salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas. fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados. (Redação dada pela Lei nº 9. 99. estas terão preferência no pagamento. quando de âmbito local. abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiverem sido fixadas em sentença de liquidação. para os danos de âmbito nacional ou regional. de 24 de julho de 1985. sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. 100. sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções. 81. sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título. 94. § 2° É competente para a execução o juízo: I . Parágrafo único. A execução poderá ser coletiva. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n. Art. de 24 de julho de 1985 e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso. a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7. Parágrafo único. 91.° 7.

105. o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade. 80 do Código de Processo Civil. Integram o Sistema Nacional de Defesa do Consumidor (SNDC). Se o réu houver sido declarado falido. do grupo. propostas individualmente ou na forma prevista neste código. 13 da Lei n° 7. Art. vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. estrutura. nos termos dos arts. Art. exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas.o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador. 96 a 99. de 24 de julho de 1985. ou a determinar a alteração na composição. apenas no caso de procedência do pedido. quando se tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. II . III . combinado com o art. Nesta hipótese. a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva. em todo o território nacional. cabendo-lhe: 18 . § 1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade. em caso afirmativo. não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos.a ação pode ser proposta no domicílio do autor.erga omnes.ultra partes. II . previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. 81. fórmula ou acondicionamento de produto. com idêntico fundamento valendo-se de nova prova. § 4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória. os interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão propor ação de indenização a título individual. As ações coletivas. vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este. TÍTULO IV Do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor Art. se procedente o pedido. para beneficiar todas as vítimas e seus sucessores. é organismo de coordenação da política do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor. nos termos do inciso anterior. § 3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. categoria ou classe. Nas ações coletivas de que trata este código. 103.erga omnes. mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultra partes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais. Art. categoria ou classe. 81. divulgação distribuição ou venda. beneficiarão as vítimas e seus sucessores. do Distrito Federal e municipais e as entidades privadas de defesa do consumidor. a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. mas limitadamente ao grupo. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir. os órgãos federais. § 2° Na hipótese prevista no inciso III. na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. na hipótese do inciso III do parágrafo único do art. 104. se não for requerida sua suspensão no prazo de trinta dias. ou órgão federal que venha substituí-lo. o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador. ELISÁ RAFAEL GOMES I . não induzem litispendência para as ações individuais. a produção.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. § 2° (Vetado) CAPÍTULO IV Da Coisa Julgada Art. da Secretaria Nacional de Direito Econômico (MJ). cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal. 81. em caso de improcedência do pedido. estaduais. facultando-se. a sentença fará coisa julgada: I . 16. O Departamento Nacional de Defesa do Consumidor. hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação. 81. 102. § 1° (Vetado). mas. que poderão proceder à liquidação e à execução.347. salvo improcedência por insuficiência de provas. 106.

Para a consecução de seus objetivos. X . 1° da Lei n° 7. ao consumidor. XII . 110. histórico.prestar aos consumidores orientação permanente sobre seus direitos e garantias. ELISÁ RAFAEL GOMES I . Estados. V .347. coletivos.347. a formação de entidades de defesa do consumidor pela população e pelos órgãos públicos estaduais e municipais. 108. 111.(Vetado). de 24 de julho de 1985: "IV . inclusive com recursos financeiros e outros programas especiais. (Vetado). § 3° Não se exime de cumprir a convenção o fornecedor que se desligar da entidade em data posterior ao registro do instrumento. (Vetado). Art.desenvolver outras atividades compatíveis com suas finalidades. § 2° A convenção somente obrigará os filiados às entidades signatárias. passa a ter a seguinte redação: "II .(Vetado) XIII . turístico e paisagístico. do Distrito Federal e Municípios. III . à qualidade. O inciso II do art.informar. Art. II . TÍTULO VI Disposições Finais Art. de 24 de julho de 1985.receber. analisar.solicitar o concurso de órgãos e entidades da União. ou a qualquer outro interesse difuso ou coletivo".representar ao Ministério Público competente para fins de adoção de medidas processuais no âmbito de suas atribuições.(Vetado). TÍTULO V Da Convenção Coletiva de Consumo Art. § 1° A convenção tornar-se-á obrigatória a partir do registro do instrumento no cartório de títulos e documentos. 19 . 107. relações de consumo que tenham por objeto estabelecer condições relativas ao preço. IV . ao patrimônio artístico. por convenção escrita. abastecimento.solicitar à polícia judiciária a instauração de inquérito policial para a apreciação de delito contra os consumidores. elaborar. à quantidade. entre suas finalidades institucionais. Acrescente-se o seguinte inciso IV ao art.a qualquer outro interesse difuso ou coletivo". quantidade e segurança de bens e serviços. nos termos da legislação vigente. coordenar e executar a política nacional de proteção ao consumidor.levar ao conhecimento dos órgãos competentes as infrações de ordem administrativa que violarem os interesses difusos. Art. VI . bem como à reclamação e composição do conflito de consumo. VII . IX . 5° da Lei n° 7. bem como auxiliar a fiscalização de preços. conscientizar e motivar o consumidor através dos diferentes meios de comunicação. As entidades civis de consumidores e as associações de fornecedores ou sindicatos de categoria econômica podem regular.incentivar. o Departamento Nacional de Defesa do Consumidor poderá solicitar o concurso de órgãos e entidades de notória especialização técnico-científica. estético. avaliar e encaminhar consultas.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.planejar. à garantia e características de produtos e serviços. VIII .inclua. XI . 109. propor. Parágrafo único. a proteção ao meio ambiente. ou individuais dos consumidores. denúncias ou sugestões apresentadas por entidades representativas ou pessoas jurídicas de direito público ou privado.

Art. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG . 17 da Lei n° 7. deverá fazê-lo o Ministério Público. mediante combinações. de 24 de julho de 1985. facultada igual iniciativa aos demais legitimados". coletivos e individuais. passando o parágrafo único a constituir o caput. 117. 18 da Lei n° 7.° O requisito da pré-constituição poderá ser dispensado pelo juiz. em honorários de advogado. Brasília. O art. que terá eficácia de título executivo extrajudicial". Decorridos sessenta dias do trânsito em julgado da sentença condenatória. a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas. 169° da Independência e 102° da República. 5° da Lei n° 7. Art. os dispositivos do Título III da lei que instituiu o Código de Defesa do Consumidor". 112.048/00 Dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica. “Art. Art. 116. o seguinte dispositivo. Art.STJ) § 6° Os órgãos públicos legitimados poderão tomar dos interessados compromisso de ajustamento de sua conduta às exigências legais. 21. custas e despesas processuais". de 24 de julho de 1985.STJ) Art.347. Acrescente-se os seguintes §§ 4°. Art. Aplicam-se à defesa dos direitos e interesses difusos. 113. honorários periciais e quaisquer outras despesas. 18. salvo comprovada má-fé. da Lei n. O § 3° do art. Revogam-se as disposições em contrário. Acrescente-se à Lei n° 7. quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano. de 24 de julho de 1985. § 5. de 24 de julho de 1985. sem que a associação autora lhe promova a execução. do Distrito Federal e dos Estados na defesa dos interesses e direitos de que cuida esta lei. 5º. não haverá adiantamento de custas. Dê-se a seguinte redação ao art. emolumentos. renumerando-se os seguintes: "Art. Nas ações de que trata esta lei. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 20 . ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido. e dá outras providências. 114.° 7. 119. 11 de setembro de 1990. 118. Cardoso de Mello Ozires Silva Código de Defesa do Consumidor Bancário Lei n. o Ministério Público ou outro legitimado assumirá a titularidade ativa".º 10.347. sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos”. 15 da Lei n° 7. passa a ter a seguinte redação: "Art. no que for cabível.347.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. passa a ter a seguinte redação: "§ 3° Em caso de desistência infundada ou abandono da ação por associação legitimada. 5° e 6° ao art. nem condenação da associação autora. Suprima-se o caput do art.347. 15. de 24 de julho de 1985: "Art. Art. ELISÁ RAFAEL GOMES Art. com a seguinte redação: “Art. Este código entrará em vigor dentro de cento e oitenta dias a contar de sua publicação. 115.° Admitir-se-á o litisconsórcio facultativo entre os Ministérios Públicos da União. 17. de 24 de julho de 1985: "§ 4. 17. FERNANDO COLLOR Bernardo Cabral Zélia M. (Vide Mensagem de veto) (Vide REsp 222582 /MG .347. Em caso de litigância de má-fé.347.

Art.500. III – no caso das instituições financeiras. 8 de novembro de 2000. os idosos com idade igual ou superior a sessenta e cinco anos. os idosos com idade igual ou superior a 60 (sessenta) anos. para efeito de licenciamento da respectiva edificação. 7o O Poder Executivo regulamentará esta Lei no prazo de sessenta dias. 1o. Parágrafo único.º 10. Art.00 (quinhentos reais) a R$ 2. Art. as gestantes. Parágrafo único. 1o. ELISÁ RAFAEL GOMES Art. 1o As pessoas portadoras de deficiência. por veículos sem as condições previstas nos arts. Art. 6o A infração ao disposto nesta Lei sujeitará os responsáveis: I – no caso de servidor ou de chefia responsável pela repartição pública. em todas as instituições financeiras.741. para proceder às adaptações necessárias ao acesso facilitado das pessoas portadoras de deficiência. nos termos desta Lei. As penalidades de que trata este artigo serão elevadas ao dobro. 44. É assegurada. 2o As repartições públicas e empresas concessionárias de serviços públicos estão obrigadas a dispensar atendimento prioritário.098/00 Estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 179o da Independência e 112o da República. a prioridade de atendimento às pessoas mencionadas no art. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário. II – no caso de empresas concessionárias de serviço público. lactantes. as gestantes. contado de sua publicação.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. a multa de R$ 500. de 2003) Art. incisos I. 3o As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos. 4o Os logradouros e sanitários públicos. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO Alcides Lopes Tápias Martus Tavares Lei n. baixadas pela autoridade competente. 5o Os veículos de transporte coletivo a serem produzidos após doze meses da publicação desta Lei serão planejados de forma a facilitar o acesso a seu interior das pessoas portadoras de deficiência. em caso de reincidência. bem como os edifícios de uso público. aos idosos. Art. (Redação dada pela Lei nº 10. e dá outras providências. 3o e 5o. as lactantes e as pessoas acompanhadas por crianças de colo terão atendimento prioritário. 1o As pessoas portadoras de deficiência física. nos termos desta Lei. Art. às penalidades previstas no art. destinadas a facilitar o acesso e uso desses locais pelas pessoas portadoras de deficiência. II e III. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: 21 . § 1o (VETADO) § 2o Os proprietários de veículos de transporte coletivo em utilização terão o prazo de cento e oitenta dias.00 (dois mil e quinhentos reais).595. de 31 de dezembro de 1964. a contar da regulamentação desta Lei. Brasília. gestantes. Art. terão normas de construção. às penalidades previstas na legislação específica. da Lei no 4. devidamente identificados. pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo. por meio de serviços individualizados que assegurem tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas a que se refere o art. 8o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Art. saneamento. 3o O planejamento e a urbanização das vias públicas. IV – elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização. c) barreiras arquitetônicas nos transportes: as existentes nos meios de transportes. tais como os referentes a pavimentação. cabines telefônicas. tanto quanto tecnicamente possível. devem adaptar. públicos e privados. 5% (cinco por cento) de cada brinquedo e equipamento e identificá-lo para possibilitar sua utilização por pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida. de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos. no sentido de promover mais ampla acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. tais como semáforos. Os parques de diversões.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.982. quiosques e quaisquer outros de natureza análoga. lixeiras. das edificações. 2o Para os fins desta Lei são estabelecidas as seguintes definições: I – acessibilidade: possibilidade e condição de alcance para utilização. CAPÍTULO II DOS ELEMENTOS DA URBANIZAÇÃO Art. por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. a liberdade de movimento e a circulação com segurança das pessoas. postes de sinalização e similares. encanamentos para esgotos. III – pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida: a que temporária ou permanentemente tem limitada sua capacidade de relacionar-se com o meio e de utilizá-lo. os percursos 22 . nestes compreendidos os itinerários e as passagens de pedestres. mobiliários e equipamentos urbanos. mediante a supressão de barreiras e de obstáculos nas vias e espaços públicos. 1o Esta Lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. dos transportes e dos sistemas e meios de comunicação. superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação. sejam ou não de massa. Parágrafo único. iluminação pública. dos parques e dos demais espaços de uso público deverão ser concebidos e executados de forma a torná-los acessíveis para as pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. VI – ajuda técnica: qualquer elemento que facilite a autonomia pessoal ou possibilite o acesso e o uso de meio físico. distribuição de energia elétrica. abastecimento e distribuição de água. Art. ELISÁ RAFAEL GOMES capítulo I disposições gerais Art. II – barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso. V – mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos. toldos. paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico. na construção e reforma de edifícios e nos meios de transporte e de comunicação. d) barreiras nas comunicações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos meios ou sistemas de comunicação. fontes públicas. no mobiliário urbano. dos espaços. classificadas em: a) barreiras arquitetônicas urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público. no mínimo. os parques e os demais espaços de uso público existentes. 4o As vias públicas. marquises. de 2009) Art. 5o O projeto e o traçado dos elementos de urbanização públicos e privados de uso comunitário. obedecendo-se ordem de prioridade que vise à maior eficiência das modificações. assim como as respectivas instalações de serviços e mobiliários urbanos deverão ser adaptados. (Incluído pela Lei nº 11. com segurança e autonomia. b) barreiras arquitetônicas na edificação: as existentes no interior dos edifícios públicos e privados.

deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres. Art. entre si e com o exterior. as escadas e rampas. de um sanitário e um lavatório que atendam às especificações das normas técnicas da ABNT. devidamente sinalizada e com as especificações técnicas de desenho e traçado de acordo com as normas técnicas vigentes. deverão ser reservadas vagas próximas dos acessos de circulação de pedestres. 6o Os banheiros de uso público existentes ou a construir em parques. A construção. uma vaga. Parágrafo único. Os elementos do mobiliário urbano deverão ser projetados e instalados em locais que permitam sejam eles utilizados pelas pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Para os fins do disposto neste artigo. Art. destinadas a garagem e a estacionamento de uso público. ELISÁ RAFAEL GOMES de entrada e de saída de veículos. postes de iluminação ou quaisquer outros elementos verticais de sinalização que devam ser instalados em itinerário ou espaço de acesso para pedestres deverão ser dispostos de forma a não dificultar ou impedir a circulação. Art. deverão observar os parâmetros estabelecidos pelas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. devidamente sinalizadas. distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de maneira que possam ser utilizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. 9o Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que emita sinal sonoro suave. CAPÍTULO III DO DESENHO E DA LOCALIZAÇÃO DO MOBILIÁRIO URBANO Art. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser observados. ou com mecanismo alternativo. que sirva de guia ou orientação para a travessia de pessoas portadoras de deficiência visual. III – pelo menos um dos itinerários que comuniquem horizontal e verticalmente todas as dependências e serviços do edifício. 10. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção permanente. Parágrafo único.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. As vagas a que se refere o caput deste artigo deverão ser em número equivalente a dois por cento do total. se a intensidade do fluxo de veículos e a periculosidade da via assim determinarem. e IV – os edifícios deverão dispor. ampliação ou reforma de edifícios públicos ou privados destinados ao uso coletivo deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. intermitente e sem estridência. pelo menos. 7o Em todas as áreas de estacionamento de veículos. Art. e de modo que possam ser utilizados com a máxima comodidade. CAPÍTULO IV DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS PÚBLICOS OU DE USO COLETIVO Art. pelo menos. 23 . deverá cumprir os requisitos de acessibilidade de que trata esta Lei. para veículos que transportem pessoas portadoras de deficiência com dificuldade de locomoção. semáforos. II – pelo menos um dos acessos ao interior da edificação deverá estar livre de barreiras arquitetônicas e de obstáculos que impeçam ou dificultem a acessibilidade de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. garantida. 8o Os sinais de tráfego. 11. pelo menos. na construção. os seguintes requisitos de acessibilidade: I – nas áreas externas ou internas da edificação. localizadas em vias ou em espaços públicos. jardins e espaços livres públicos deverão ser acessíveis e dispor. devidamente sinalizadas. no mínimo. praças. de um banheiro acessível.

16. conforme a característica da população local. Art. III – cabine do elevador e respectiva porta de entrada acessíveis para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. ao transporte. Regulamento Art. fomentará programas destinados: I – à promoção de pesquisas científicas voltadas ao tratamento e prevenção de deficiências. de acordo com a ABNT. para garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva. O Poder Público implementará a formação de profissionais intérpretes de escrita em braile. Os edifícios a serem construídos com mais de um pavimento além do pavimento de acesso. para o atendimento da demanda de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. II – percurso acessível que una a edificação à via pública. CAPÍTULO VIII DISPOSIÇÕES SOBRE AJUDAS TÉCNICAS Art. e de lugares específicos para pessoas com deficiência auditiva e visual. devendo os demais elementos de uso comum destes edifícios atender aos requisitos de acessibilidade.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. CAPÍTULO V DA ACESSIBILIDADE NOS EDIFÍCIOS DE USO PRIVADO Art. 17. CAPÍTULO VI DA ACESSIBILIDADE NOS VEÍCULOS DE TRANSPORTE COLETIVO Art. deverão dispor de especificações técnicas e de projeto que facilitem a instalação de um elevador adaptado. por meio dos organismos de apoio à pesquisa e das agências de financiamento. inclusive acompanhante. CAPÍTULO VII DA ACESSIBILIDADE NOS SISTEMAS DE COMUNICAÇÃO E SINALIZAÇÃO Art. Os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens adotarão plano de medidas técnicas com o objetivo de permitir o uso da linguagem de sinais ou outra subtitulação. ao esporte e ao lazer. 13. Os locais de espetáculos. de transporte e de comunicação. conferências. às edificações e aos serviços anexos de uso comum e aos edifícios vizinhos. à educação. Art. e que não estejam obrigados à instalação de elevador. 20. ELISÁ RAFAEL GOMES Art. 19. para facilitar qualquer tipo de comunicação direta à pessoa portadora de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. 15. mediante ajudas técnicas. de modo a facilitar-lhes as condições de acesso. aulas e outros de natureza similar deverão dispor de espaços reservados para pessoas que utilizam cadeira de rodas. Os edifícios de uso privado em que seja obrigatória a instalação de elevadores deverão ser construídos atendendo aos seguintes requisitos mínimos de acessibilidade: I – percurso acessível que una as unidades habitacionais com o exterior e com as dependências de uso comum. circulação e comunicação. Os veículos de transporte coletivo deverão cumprir os requisitos de acessibilidade estabelecidos nas normas técnicas específicas. na forma e no prazo previstos em regulamento. O Poder Público promoverá a supressão de barreiras urbanísticas. 18. à cultura. Caberá ao órgão federal responsável pela coordenação da política habitacional regulamentar a reserva de um percentual mínimo do total das habitações. à exceção das habitações unifamiliares. 21. 14. 24 . 12. linguagem de sinais e de guias-intérpretes. O Poder Público. arquitetônicas. O Poder Público promoverá a eliminação de barreiras na comunicação e estabelecerá mecanismos e alternativas técnicas que tornem acessíveis os sistemas de comunicação e sinalização às pessoas portadoras de deficiência sensorial e com dificuldade de comunicação. Art. à comunicação. ao trabalho. Art. para garantir-lhes o direito de acesso à informação.

Parágrafo único. 27.048. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. desde que as modificações necessárias observem as normas específicas reguladoras destes bens. da Constituição. 2o Ficam sujeitos ao cumprimento das disposições deste Decreto. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Gregori Decreto n. O Poder Público promoverá campanhas informativas e educativas dirigidas à população em geral. Art. CAPÍTULO X DISPOSIÇÕES FINAIS Art. 22. e 10. anualmente. no uso da atribuição que lhe confere o art. III – à especialização de recursos humanos em acessibilidade. e dá outras providências. de 19 de dezembro de 2000. 84. Art. que dá prioridade de atendimento às pessoas que especifica. 1o Este Decreto regulamenta as Leis nos 10.098. É instituído.º 5. A implementação das adaptações. 26. e 10. 179o da Independência e 112o da República. dotação orçamentária para as adaptações. com dotação orçamentária específica. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas referidas no caput deste artigo deverá ser iniciada a partir do primeiro ano de vigência desta Lei.296/04 Regulamenta as Leis nos 10. de 19 de dezembro de 2000. sempre que houver interação com a matéria nele regulamentada: 25 . cuja execução será disciplinada em regulamento. As disposições desta Lei aplicam-se aos edifícios ou imóveis declarados bens de interesse cultural ou de valor histórico-artístico. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. no âmbito da Secretaria de Estado de Direitos Humanos do Ministério da Justiça. CAPÍTULO IX DAS MEDIDAS DE FOMENTO À ELIMINAÇÃO DE BARREIRAS Art. o Programa Nacional de Acessibilidade.098. de 8 de novembro de 2000. 23. de 8 de novembro de 2000. 25. DECRETA: CAPÍTULO I DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. 19 de dezembro de 2000. com a finalidade de conscientizá-la e sensibilizá-la quanto à acessibilidade e à integração social da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. Brasília. As organizações representativas de pessoas portadoras de deficiência terão legitimidade para acompanhar o cumprimento dos requisitos de acessibilidade estabelecidos nesta Lei.048. 24.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.048. e 10.098. que estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. de 19 de dezembro de 2000. inciso IV. A Administração Pública federal direta e indireta destinará. e tendo em vista o disposto nas Leis nos 10. Art. eliminações e supressões de barreiras arquitetônicas existentes nos edifícios de uso público de sua propriedade e naqueles que estejam sob sua administração ou uso. de 8 de novembro de 2000. ELISÁ RAFAEL GOMES II – ao desenvolvimento tecnológico orientado à produção de ajudas técnicas para as pessoas portadoras de deficiência. Art.

utilização dos recursos da comunidade. paraparesia. b) deficiência auditiva: perda bilateral. os Conselhos Estaduais. 7.690.05 no melhor olho. e IV . ajuste. quando tenham destinação pública ou coletiva. ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. 4. a baixa visão. lazer. previstas em lei. habilidades acadêmicas. Art. triplegia. permissão. monoparesia. de comunicação e informação.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. quando não forem observadas as normas deste Decreto. trabalho.000Hz e 3. e 8. a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividade e se enquadra nas seguintes categorias: a) deficiência física: alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano. aferida por audiograma nas freqüências de 500Hz. acordo. III . e) deficiência múltipla .a aprovação de financiamento de projetos com a utilização de recursos públicos. triparesia. comunicação. apresentando-se sob a forma de paraplegia.a outorga de concessão. II . acarretando o comprometimento da função física. c) deficiência visual: cegueira. nanismo. CAPÍTULO II DO ATENDIMENTO PRIORITÁRIO Art. 1. e 26 . tais como convênio. § 1o Considera-se. hemiparesia.pessoa portadora de deficiência. autorização ou habilitação de qualquer natureza.3 e 0.000Hz. tetraparesia. Art. tais como: 1.000Hz. e as organizações representativas de pessoas portadoras de deficiência terão legitimidade para acompanhar e sugerir medidas para o cumprimento dos requisitos estabelecidos neste Decreto. tetraplegia. com a melhor correção óptica. 2. monoplegia. 3o Serão aplicadas sanções administrativas. 5o Os órgãos da administração pública direta. habilidades sociais.a aprovação de projeto de natureza arquitetônica e urbanística. 3. as empresas prestadoras de serviços públicos e as instituições financeiras deverão dispensar atendimento prioritário às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 4o O Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência. indireta e fundacional. de quarenta e um decibéis (dB) ou mais. contrato ou similar. cuidado pessoal. cíveis e penais cabíveis. além daquelas previstas na Lei no 10. membros com deformidade congênita ou adquirida. parcial ou total. na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0. ELISÁ RAFAEL GOMES I . hemiplegia. os tocantes à comunicação e informação e os referentes ao transporte coletivo. 2. paralisia cerebral. dentre eles os projetos de natureza arquitetônica e urbanística. Municipais e do Distrito Federal.05 no melhor olho. os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o. d) deficiência mental: funcionamento intelectual significativamente inferior à média.a concessão de aval da União na obtenção de empréstimos e financiamentos internacionais por entes públicos ou privados. saúde e segurança. 6.associação de duas ou mais deficiências. que significa acuidade visual entre 0. 5. com manifestação antes dos dezoito anos e limitações associadas a duas ou mais áreas de habilidades adaptativas. de transporte coletivo. amputação ou ausência de membro. com a melhor correção óptica. para os efeitos deste Decreto: I . exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções. ostomia. por meio de qualquer instrumento. bem como a execução de qualquer tipo de obra. de 16 de junho de 2003.

5o. observado o disposto no inciso I do parágrafo único do art.a existência de local de atendimento específico para as pessoas referidas no art. Municípios e ao Distrito Federal. e para pessoas surdocegas. bem como das empresas prestadoras de serviços públicos. ELISÁ RAFAEL GOMES II . dificuldade de movimentar-se. criar instrumentos para a efetiva implantação e o controle do atendimento prioritário referido neste Decreto. flexibilidade. dentre outros: I . ainda. Cabe aos Estados. 5 o devem possuir. VI . de 1o de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso). gestantes.pessoa com mobilidade reduzida.sinalização ambiental para orientação das pessoas referidas no art. IV . mental e múltipla. às pessoas com idade igual ou superior a sessenta anos. depois de concluído o atendimento que estiver em andamento. 5 o. § 1o O tratamento diferenciado inclui. pelo menos. de 13 de junho de 2000. a prioridade conferida por este Decreto fica condicionada à avaliação médica em face da gravidade dos casos a atender. II .serviços de atendimento para pessoas com deficiência auditiva.admissão de entrada e permanência de cão-guia ou cão-guia de acompanhamento junto de pessoa portadora de deficiência ou de treinador nos locais dispostos no caput do art. bem como nas demais edificações de uso público e naquelas de uso coletivo. 5o. espaços e instalações acessíveis. V .ABNT. no que não conflitarem com a Lei no 7. observando.507. III . § 2o Entende-se por imediato o atendimento prestado às pessoas referidas no art.102. coordenação motora e percepção. um telefone de atendimento adaptado para comunicação com e por pessoas portadoras de deficiência auditiva. prestado por intérpretes ou pessoas capacitadas em Língua Brasileira de Sinais . 5o. 7o O atendimento prioritário no âmbito da administração pública federal direta e indireta. não se enquadrando no conceito de pessoa portadora de deficiência. mediante apresentação da carteira de vacina atualizada do animal.disponibilidade de área especial para embarque e desembarque de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. 6o O atendimento prioritário compreende tratamento diferenciado e atendimento imediato às pessoas de que trata o art.pessoal capacitado para prestar atendimento às pessoas com deficiência visual. § 3o O acesso prioritário às edificações e serviços das instituições financeiras deve seguir os preceitos estabelecidos neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da Associação Brasileira de Normas Técnicas . VII . permanente ou temporariamente. a Resolução do Conselho Monetário Nacional no 2. Parágrafo único. Art. ainda. bem como às pessoas idosas. por qualquer motivo. Art. obedecerá às disposições deste Decreto. § 2o O disposto no caput aplica-se. além do que estabelece o Decreto no 3. 5o. do direito de atendimento prioritário das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.divulgação. gerando redução efetiva da mobilidade. § 4o Os órgãos.LIBRAS e no trato com aquelas que não se comuniquem em LIBRAS.assentos de uso preferencial sinalizados. VIII . 27 . de 26 de julho de 2001.mobiliário de recepção e atendimento obrigatoriamente adaptado à altura e à condição física de pessoas em cadeira de rodas. e IX .LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. tenha. prestado por guias-intérpretes ou pessoas capacitadas neste tipo de atendimento. conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.741. de 20 de junho de 1983.878. § 3o Nos serviços de emergência dos estabelecimentos públicos e privados de atendimento à saúde. em lugar visível. 3o da Lei no 10. aquela que. antes de qualquer outra. lactantes e pessoas com criança de colo. empresas e instituições referidos no caput do art. no âmbito de suas competências.

elemento da urbanização: qualquer componente das obras de urbanização. postes de sinalização e similares. II . 8o Para os fins de acessibilidade. Art. V . financeira. cultural. turística. esportiva. tais como os referentes à pavimentação. b) barreiras nas edificações: as existentes no entorno e interior das edificações de uso público e coletivo e no entorno e nas áreas internas de uso comum nas edificações de uso privado multifamiliar. educacional. com diferentes características antropométricas e sensoriais. artefatos e produtos que visam atender simultaneamente todas as pessoas. segura e confortável.edificações de uso público: aquelas administradas por entidades da administração pública. que podem ser classificadas como unifamiliar ou multifamiliar.desenho universal: concepção de espaços.o planejamento. superpostos ou adicionados aos elementos da urbanização ou da edificação. com segurança e autonomia. quiosques e quaisquer outros de natureza análoga. entre os setores envolvidos. considera-se: I . CAPÍTULO IV 28 . ELISÁ RAFAEL GOMES CAPÍTULO III DAS CONDIÇÕES GERAIS DA ACESSIBILIDADE Art. inclusive as edificações de prestação de serviços de atividades da mesma natureza. instrumentos. VI . toldos. fontes públicas. marquises. dos serviços de transporte e dos dispositivos. de forma que sua modificação ou traslado não provoque alterações substanciais nestes elementos. tais como semáforos. a programação em cronograma e a reserva de recursos para a implantação das ações.mobiliário urbano: o conjunto de objetos existentes nas vias e espaços públicos. direta e indireta. sistemas e meios de comunicação e informação. de forma continuada e articulada. sejam ou não de massa. VII . equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. IV . lixeiras. recreativa. e d) barreiras nas comunicações e informações: qualquer entrave ou obstáculo que dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens por intermédio dos dispositivos.ajuda técnica: os produtos. favorecendo a autonomia pessoal. 9o A formulação. distribuição de energia elétrica. social. total ou assistida. por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. total ou assistida. meios ou sistemas de comunicação. das edificações. saneamento. VIII . mobiliários e equipamentos urbanos. de forma autônoma. ou por empresas prestadoras de serviços públicos e destinadas ao público em geral.a priorização das necessidades. a liberdade de movimento. constituindo-se nos elementos ou soluções que compõem a acessibilidade.acessibilidade: condição para utilização. telefones e cabines telefônicas.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. classificadas em: a) barreiras urbanísticas: as existentes nas vias públicas e nos espaços de uso público. hoteleira. religiosa.edificações de uso privado: aquelas destinadas à habitação. bem como aqueles que dificultem ou impossibilitem o acesso à informação. industrial e de saúde. a circulação com segurança e a possibilidade de as pessoas se comunicarem ou terem acesso à informação.barreiras: qualquer entrave ou obstáculo que limite ou impeça o acesso. paisagismo e os que materializam as indicações do planejamento urbanístico. III . abastecimento e distribuição de água. implementação e manutenção das ações de acessibilidade atenderão às seguintes premissas básicas: I . iluminação pública. dos espaços.edificações de uso coletivo: aquelas destinadas às atividades de natureza comercial. e II . c) barreiras nos transportes: as existentes nos serviços de transportes. e IX .

A concepção e a implantação dos projetos arquitetônicos e urbanísticos devem atender aos princípios do desenho universal. na legislação específica e neste Decreto. Arquitetura e correlatos. devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. III . de acordo com o previsto em normas técnicas de acessibilidade da ABNT. pelas regras previstas nas normas técnicas brasileiras de acessibilidade. especialmente das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. quando esta tiver sido emitida anteriormente às exigências de acessibilidade contidas na 29 .405.257.os Planos Diretores Municipais e Planos Diretores de Transporte e Trânsito elaborados ou atualizados a partir da publicação deste Decreto. observado o disposto na Lei no 10. em espaços ou locais de ampla visibilidade. § 1o Caberá ao Poder Público promover a inclusão de conteúdos temáticos referentes ao desenho universal nas diretrizes curriculares da educação profissional e tecnológica e do ensino superior dos cursos de Engenharia.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. § 1o As entidades de fiscalização profissional das atividades de Engenharia. 12. ou a mudança de destinação para estes tipos de edificação.as atividades de fiscalização e a imposição de sanções. § 2o Para a aprovação ou licenciamento ou emissão de certificado de conclusão de projeto arquitetônico ou urbanístico deverá ser atestado o atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. exigirão a responsabilidade profissional declarada do atendimento às regras de acessibilidade previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.o Código de Obras. na legislação específica e neste Decreto. Art. e neste Decreto: I . na legislação específica e neste Decreto. § 1o Para concessão de alvará de funcionamento ou sua renovação para qualquer atividade. do "Símbolo Internacional de Acesso". ao anotarem a responsabilidade técnica dos projetos. Arquitetura e correlatas. tendo como referências básicas as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. § 2o Para emissão de carta de "habite-se" ou habilitação equivalente e para sua renovação. no que couber. Art. incluindo a vigilância sanitária e ambiental. A construção. Orientam-se. Código de Postura. Em qualquer intervenção nas vias e logradouros públicos. durante e após a sua execução. a Lei de Uso e Ocupação do Solo e a Lei do Sistema Viário. Art. II . 10. a legislação específica e as regras contidas neste Decreto.a previsão orçamentária e os mecanismos tributários e financeiros utilizados em caráter compensatório ou de incentivo. 13. e V . determinará a colocação. de 10 de julho de 2001. reforma ou ampliação de edificações de uso público ou coletivo. deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis à pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. IV . o Poder Público e as empresas concessionárias responsáveis pela execução das obras e dos serviços garantirão o livre trânsito e a circulação de forma segura das pessoas em geral. na legislação específica. 11. após certificar a acessibilidade de edificação ou serviço. na forma prevista nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT e na Lei no 7. § 3o O Poder Público. § 2o Os programas e as linhas de pesquisa a serem desenvolvidos com o apoio de organismos públicos de auxílio à pesquisa e de agências de fomento deverão incluir temas voltados para o desenho universal.os estudos prévios de impacto de vizinhança. de 12 de novembro de 1985. ELISÁ RAFAEL GOMES DA IMPLEMENTAÇÃO DA ACESSIBILIDADE ARQUITETÔNICA E URBANÍSTICA Seção I Das Condições Gerais Art.

e III . Na promoção da acessibilidade. luminosos e outros elementos que tenham sua projeção sobre a faixa de circulação de pedestres. § 2o A concessionária do Serviço Telefônico Fixo Comutado .os telefones públicos sem cabine.as espécies vegetais que tenham sua projeção sobre a faixa de circulação de pedestres. atendendo às condições estabelecidas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. ou conforme estabelecer os Planos Gerais de Metas de Universalização. 17.as cabines telefônicas e os terminais de auto-atendimento de produtos e serviços. 15. III . desde que haja justificativa baseada em estudo técnico e que o acesso seja viabilizado de outra forma. parques e demais espaços de uso público.o rebaixamento de calçadas com rampa acessível ou elevação da via para travessia de pedestre em nível. deverão ser cumpridas as exigências dispostas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. e VII . no mínimo. As características do desenho e a instalação do mobiliário urbano devem garantir a aproximação segura e o uso por pessoa portadora de deficiência visual. elementos de sinalização. V . deverá assegurar que. nacional e internacional. os toldos. Art.STFC. em caráter excepcional. conforme padrões estabelecidos nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. II . No planejamento e na urbanização das vias.o uso do solo urbano para posteamento. estejam adaptados para o uso de pessoas portadoras de deficiência auditiva e para usuários de cadeiras de rodas. § 2o Nos casos de adaptação de bens culturais imóveis e de intervenção para regularização urbanística em áreas de assentamentos subnormais. Municípios e do Distrito Federal. ELISÁ RAFAEL GOMES legislação específica. em especial aquelas em cadeira de rodas. § 1o Incluem-se na condição estabelecida no caput: I . dois por cento do total de Telefones de Uso Público . será admitida. dois por cento do total de TUPs. complementadas pelas normas técnicas de acessibilidade da ABNT e pelas disposições contidas na legislação dos Estados. dos logradouros. § 3o As botoeiras e demais sistemas de acionamento dos terminais de auto-atendimento de produtos e serviços e outros equipamentos em que haja interação com o público devem estar localizados em altura que possibilite o manuseio por pessoas em cadeira de rodas e possuir mecanismos para utilização autônoma por pessoas portadoras de deficiência visual e auditiva. e a circulação livre de barreiras. serão observadas as regras gerais previstas neste Decreto. sem cabine. II . com capacidade para originar e receber chamadas locais e de longa distância nacional. 14. bem como. 16.as marquises. devem ser observadas e certificadas as regras de acessibilidade previstas neste Decreto e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. § 1o Incluem-se nas condições estabelecida no caput: I . dos comandos e outros sistemas de acionamento do mobiliário urbano.a instalação de piso tátil direcional e de alerta. Seção II Das Condições Específicas Art.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. faixa de largura menor que o estabelecido nas normas técnicas citadas no caput. Art. das botoeiras. mental ou auditiva. pelo menos. com capacidade para originar e receber chamadas de longa distância. VI . Art. IV . Os semáforos para pedestres instalados nas vias públicas deverão estar equipados com mecanismo que sirva de guia ou orientação para a travessia de pessoa portadora de 30 .TUPs.a instalação das aberturas. a aproximação e o alcance visual e manual para as pessoas portadoras de deficiência física.os demais elementos do mobiliário urbano. praças. garantida a melhor técnica possível.a construção de calçadas para circulação de pedestres ou a adaptação de situações consolidadas. na modalidade Local.

§ 1o No caso das edificações de uso público já existentes. Art. § 3o Nas edificações de uso coletivo a serem construídas. Parágrafo único. conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT. conforme os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT. com entrada independente dos sanitários coletivos. ampliação ou reforma de edificações de uso coletivo devem atender aos preceitos da acessibilidade na interligação de todas as partes de uso comum ou abertas ao público. terão elas prazo de trinta meses a contar da data de publicação deste Decreto para garantir pelo menos um banheiro acessível por pavimento. A construção. terão elas prazo de trinta meses a contar da data de publicação deste Decreto para garantir acessibilidade às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. uma parte da superfície acessível para atendimento às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. entre outras partes das áreas internas ou externas de uso comum das edificações de uso privado multifamiliar e das de uso coletivo. 31 . ampliação ou reforma de edificações de uso público ou de uso coletivo devem dispor de sanitários acessíveis destinados ao uso por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. no mínimo. Também estão sujeitos ao disposto no caput os acessos. § 2o Sempre que houver viabilidade arquitetônica. Os balcões de atendimento e as bilheterias em edificação de uso público ou de uso coletivo devem dispor de. as urnas das seções eleitorais devem ser adequadas ao uso com autonomia pelas pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida e estarem instaladas em local de votação plenamente acessível e com estacionamento próximo. 19. § 1o Nas edificações de uso público a serem construídas. saunas e banheiros. livre de barreiras e de obstáculos que impeçam ou dificultem a sua acessibilidade. ELISÁ RAFAEL GOMES deficiência visual ou com mobilidade reduzida em todos os locais onde a intensidade do fluxo de veículos. salão de festas e reuniões. os sanitários destinados ao uso por pessoa portadora de deficiência deverão ter entrada independente dos demais e obedecer às normas técnicas de acessibilidade da ABNT. o Poder Público buscará garantir dotação orçamentária para ampliar o número de acessos nas edificações de uso público a serem construídas. 22. obedecendo às normas técnicas de acessibilidade da ABNT. os sanitários destinados ao uso por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida serão distribuídos na razão de. pelo menos. com comunicação com todas as suas dependências e serviços. ampliação ou reforma de edificações de uso público deve garantir. Parágrafo único. A construção de edificações de uso privado multifamiliar e a construção. quadras esportivas. A construção. piscinas. Art. 18. um dos acessos ao seu interior. uma cabine para cada sexo em cada pavimento da edificação. conforme estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. distribuindo-se seus equipamentos e acessórios de modo que possam ser utilizados por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. portarias. § 2o Nas edificações de uso público já existentes.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. onde devem existir banheiros de uso público. Na ampliação ou reforma das edificações de uso púbico ou de uso coletivo. ampliadas ou reformadas. bem como mediante solicitação dos interessados. Art. pelo menos. quando não for possível outro acesso mais cômodo para pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. No caso do exercício do direito de voto. 21. os desníveis das áreas de circulação internas ou externas serão transpostos por meio de rampa ou equipamento eletromecânico de deslocamento vertical. Art. andares de recreação. estacionamentos e garagens. 20. Art. com entrada independente. ampliadas ou reformadas. de pessoas ou a periculosidade na via assim determinarem.

próximos aos corredores. conforme padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT. tais como coxias e camarins. o estabelecimento de ensino deverá comprovar que: I . bibliotecas. ELISÁ RAFAEL GOMES § 4o Nas edificações de uso coletivo já existentes. Art. áreas de lazer e sanitários. de 8 de janeiro de 1991. § 6o Para obtenção do financiamento de que trata o inciso III do art. de abertura ou renovação de curso pelo Poder Público. a destinação de dois por cento dos assentos para acomodação de pessoas portadoras de deficiência visual e de pessoas com mobilidade reduzida. para garantir a acessibilidade de que trata o caput e os §§ 1 o a 5o. prazo de trinta e quarenta e oito meses. 23. Os teatros. salas de conferências e similares reservarão. devendo todos ser devidamente sinalizados e estar de acordo com os padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT. § 2o No caso de não haver comprovada procura pelos assentos reservados. um acompanhante da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida. têm. em caso de emergência. casas de espetáculos. ginásios e instalações desportivas. § 8o As edificações de uso público e de uso coletivo referidas no caput. haverá. e obedecer as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. ter entrada independente dos demais sanitários. 2o. proporcionarão condições de acesso e utilização de todos os seus ambientes ou compartimentos para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. etapa ou modalidade. respectivamente. urbanística e na comunicação e informação previstas nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. de meios eletrônicos que permitam o acompanhamento por meio de legendas em tempo real ou de disposições especiais para a presença física de intérprete de LIBRAS e de guias-intérpretes. no mínimo.está cumprindo as regras de acessibilidade arquitetônica. de boa visibilidade. com a projeção em tela da imagem do intérprete de LIBRAS sempre que a distância não permitir sua visualização direta. auditórios. na legislação específica ou neste Decreto. estes poderão excepcionalmente ser ocupados por pessoas que não sejam portadoras de deficiência ou que não tenham mobilidade reduzida. é obrigatória. ginásios de esporte. evitando-se áreas segregadas de público e a obstrução das saídas. onde haja banheiros destinados ao uso público. Os estabelecimentos de ensino de qualquer nível. laboratórios. se houver. também devem ser acessíveis a pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Art. a fim de permitir a saída segura de pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. § 4o Nos locais referidos no caput.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. § 1o Para a concessão de autorização de funcionamento. devidamente sinalizados. pelo menos. as salas de espetáculo deverão dispor de sistema de sonorização assistida para pessoas portadoras de deficiência auditiva. dois por cento da lotação do estabelecimento para pessoas em cadeira de rodas. distribuídos pelo recinto em locais diversos. inclusive salas de aula. § 5o As áreas de acesso aos artistas. cinemas. em locais de boa recepção de mensagens sonoras. os sanitários preparados para o uso por pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida deverão estar localizados nos pavimentos acessíveis. § 7o O sistema de sonorização assistida a que se refere o § 6o será sinalizado por meio do pictograma aprovado pela Lei no 8. § 3o Os espaços e assentos a que se refere este artigo deverão situar-se em locais que garantam a acomodação de. a contar da data de publicação deste Decreto. públicos ou privados. ainda. rotas de fuga e saídas de emergência acessíveis.160. já existentes. obrigatoriamente. 32 . estádios. incluindo obesos. auditórios. 24. em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. § 1o Nas edificações previstas no caput.

Art. uma vaga. § 2o As edificações de uso público e de uso coletivo referidas no caput. deverá estar sinalizado em braile em qual andar da edificação a pessoa se encontra. já existentes. com especificações técnicas de desenho e traçado conforme o estabelecido nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. e III . qualquer que seja o número de elevadores da edificação de uso público ou de uso coletivo. a contar da data de publicação deste Decreto. 181. pelo menos um deles terá cabine que permita acesso e movimentação cômoda de pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. 27. § 3o Os edifícios a serem construídos com mais de um pavimento além do pavimento de acesso.405. alunos. bem assim a instalação em edificação de uso privado multifamiliar a ser construída. de fácil acesso à circulação de pedestres. servidores e empregados portadores de deficiência ou com mobilidade reduzida ajudas técnicas que permitam o acesso às atividades escolares e administrativas em igualdade de condições com as demais pessoas.a indicação em planta aprovada pelo poder municipal do local reservado para a instalação do equipamento eletromecânico. têm. de 23 de setembro de 1997. ELISÁ RAFAEL GOMES II . na qual haja obrigatoriedade da presença de elevadores. em conformidade com as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. à exceção das habitações unifamiliares e daquelas que estejam obrigadas à instalação de elevadores por legislação municipal. com o objetivo de coibir e reprimir qualquer tipo de discriminação.coloca à disposição de professores. devidamente assinada pelo autor do projeto. sendo assegurada. 26. respectivamente. no mínimo. 25. confeccionado e fornecido pelos órgãos de trânsito. Art. prazo de trinta e quarenta e oito meses. para garantir a acessibilidade de que trata este artigo. da Lei no 9. inciso XVII. serão reservados. deve atender aos padrões das normas técnicas de acessibilidade da ABNT. dois por cento do total de vagas para veículos que transportem pessoa portadora de deficiência física ou visual definidas neste Decreto. § 4o A utilização das vagas reservadas por veículos que não estejam transportando as pessoas citadas no caput constitui infração ao art. § 4o As especificações técnicas a que se refere o § 3o devem atender: I . servidores e empregados portadores de deficiência. deverão dispor de especificações técnicas e de projeto que facilitem a instalação de equipamento eletromecânico de deslocamento vertical para uso das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Nas edificações de uso público ou de uso coletivo. de 1985. § 1o No caso da instalação de elevadores novos ou da troca dos já existentes. alunos.seu ordenamento interno contém normas sobre o tratamento a ser dispensado a professores. de acordo com o que especifica as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. em locais próximos à entrada principal ou ao elevador. § 3o Aplica-se o disposto no caput aos estacionamentos localizados em áreas públicas e de uso coletivo. 33 . ou naqueles localizados nas vias públicas. pelo menos. § 1o Os veículos estacionados nas vagas reservadas deverão portar identificação a ser colocada em local de ampla visibilidade. é obrigatória a existência de sinalização visual e tátil para orientação de pessoas portadoras de deficiência auditiva e visual. § 2o Os casos de inobservância do disposto no § 1 o estarão sujeitos às sanções estabelecidas pelos órgãos competentes. Art. Nos estacionamentos externos ou internos das edificações de uso público ou de uso coletivo.503. que disciplinarão sobre suas características e condições de uso. § 2o Junto às botoeiras externas do elevador. observando o disposto na Lei no 7. A instalação de novos elevadores ou sua adaptação em edificações de uso público ou de uso coletivo. bem como as respectivas sanções pelo descumprimento dessas normas.

34 . metropolitano. II .governo estadual. redução ou superação de barreiras na promoção da acessibilidade a todos os bens culturais imóveis devem estar de acordo com o que estabelece a Instrução Normativa no 1 do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional .a indicação da opção pelo tipo de equipamento (elevador. deverão ser promovidas as seguintes ações para assegurar as condições de acessibilidade dos empreendimentos: I .definição de projetos e adoção de tipologias construtivas livres de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. pontos de parada. e II . esteira. intermunicipal e interestadual. Ao Ministério das Cidades. de 25 de novembro de 2003. Para os fins de acessibilidade aos serviços de transporte coletivo terrestre.adotar as providências necessárias para o cumprimento do disposto no art. aquaviário e aéreo. 32. estações. 33. tais como a existência e as medidas de botoeira. financiados com recursos próprios da União ou por ela geridos. Seção III Da Acessibilidade na Habitação de Interesse Social Art.execução das partes de uso comum. responsável pelo transporte coletivo metropolitano e intermunicipal. 28. Art.transporte rodoviário. 28. III . Seção IV Da Acessibilidade aos Bens Culturais Imóveis Art.transporte ferroviário. 31. 29. CAPÍTULO V DA ACESSIBILIDADE AOS SERVIÇOS DE TRANSPORTES COLETIVOS Seção I Das Condições Gerais Art. conforme as normas técnicas de acessibilidade da ABNT. responsável pelo transporte coletivo municipal. acessos e operação. Art. considera-se como integrantes desses serviços os veículos. classificado em urbano e metropolitano. Parágrafo único. II .LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. classificado em urbano. execução das unidades habitacionais acessíveis no piso térreo e acessíveis ou adaptáveis quando nos demais pisos. classificado em intermunicipal e interestadual. devem observar os requisitos estabelecidos neste artigo.governo municipal.elaboração de especificações técnicas de projeto que facilite a instalação de elevador adaptado para uso das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. terminais. informação de voz. Art. e IV . e IV . quando se tratar de edificação multifamiliar. vias principais. Na habitação de interesse social. compete: I .divulgar junto aos agentes interessados e orientar a clientela alvo da política habitacional sobre as iniciativas que promover em razão das legislações federal. estaduais. As instâncias públicas responsáveis pela concessão e permissão dos serviços de transporte coletivo são: I .no caso de edificação multifamiliar. As soluções destinadas à eliminação.IPHAN. ELISÁ RAFAEL GOMES II . II .a indicação das dimensões internas e demais aspectos da cabine do equipamento a ser instalado.transporte metroferroviário. espelho. plataforma ou similar). Os serviços de transporte coletivo terrestre são: I .demais especificações em nota na própria planta. e III . bem como a garantia de responsabilidade técnica de que a estrutura da edificação suporta a implantação do equipamento escolhido. no âmbito da coordenação da política habitacional. Os agentes executores dos programas e projetos destinados à habitação de interesse social. distrital e municipais relativas à acessibilidade. 30. III .

Cabe às empresas concessionárias e permissionárias e as instâncias públicas responsáveis pela gestão dos serviços de transportes coletivos assegurar a qualificação dos profissionais que trabalham nesses serviços. garantindo o uso pleno com segurança e autonomia por todas as pessoas. 35 . § 1o As normas técnicas para fabricação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo rodoviário. implantados e adaptados segundo o conceito de desenho universal. as empresas concessionárias e permissionárias dos serviços de transporte coletivo rodoviário deverão garantir a acessibilidade da frota de veículos em circulação. assentos preferenciais e meios de acesso devidamente sinalizados para o uso das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. de forma a torná-los acessíveis. responsável pelo transporte coletivo do Distrito Federal. 34 deste Decreto. e IV . inclusive de seus equipamentos. pontos de parada e os veículos.governo do Distrito Federal. estações. Seção II Da Acessibilidade no Transporte Coletivo Rodoviário Art. 36. a ser feita pelas empresas concessionárias e permissionárias de transporte coletivo rodoviário. dar-se-á de forma gradativa. assegurarão espaços para atendimento. ELISÁ RAFAEL GOMES III . 37. organizados. Os responsáveis pelos terminais. § 4o Os serviços de transporte coletivo rodoviário urbano devem priorizar o embarque e desembarque dos usuários em nível em. no âmbito de suas competências. responsável pelo transporte coletivo interestadual e internacional. no âmbito de suas competências. nos pontos de parada e nas vias de acesso. e estarão disponíveis no prazo de até doze meses a contar da data da publicação deste Decreto. § 3o A frota de veículos de transporte coletivo rodoviário e a infra-estrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de cento e vinte meses a contar da data de publicação deste Decreto. No prazo de até vinte e quatro meses a contar da data de implementação dos programas de avaliação de conformidade descritos no § 3o. As empresas concessionárias e permissionárias e as instâncias públicas responsáveis pela gestão dos serviços de transportes coletivos. Art. pelo menos. um dos acessos do veículo. Art. Art. de forma a assegurar as condições previstas no art. 35. de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. 38. § 2o A substituição da frota operante atual por veículos acessíveis. nos terminais. Parágrafo único. Art. 34. no âmbito de suas competências. para que prestem atendimento prioritário às pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. Parágrafo único.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. nas estações. deverão garantir a implantação das providências necessárias na operação. Os sistemas de transporte coletivo são considerados acessíveis quando todos os seus elementos são concebidos. todos os modelos e marcas de veículos de transporte coletivo rodoviário para utilização no País serão fabricados acessíveis e estarão disponíveis para integrar a frota operante. As empresas concessionárias e permissionárias e as instâncias públicas responsáveis pela gestão dos serviços de transportes coletivos. Normalização e Qualidade Industrial. conforme o prazo previsto nos contratos de concessão e permissão deste serviço. deverão autorizar a colocação do "Símbolo Internacional de Acesso" após certificar a acessibilidade do sistema de transporte. No prazo de até vinte e quatro meses a contar da data de edição das normas técnicas referidas no § 1o. 39. Art. A infra-estrutura de transporte coletivo a ser implantada a partir da publicação deste Decreto deverá ser acessível e estar disponível para ser operada de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.governo federal. serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia.

41. inclusive de seus equipamentos. Normalização e Qualidade Industrial. especificar dentre esses veículos que estão em operação quais serão adaptados. a serem elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia. No prazo de até cinqüenta e quatro meses a contar da data de implementação dos programas de avaliação de conformidade descritos no § 2o. bem como os procedimentos e equipamentos a serem utilizados nestas adaptações. estarão disponíveis no prazo de até vinte e quatro meses a contar da data da publicação deste Decreto. A frota de veículos de transporte coletivo metroferroviário e ferroviário. 42. assim como a infra-estrutura dos serviços deste transporte deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de cento e vinte meses a contar da data de publicação deste Decreto. as empresas concessionárias e permissionárias dos serviços de transporte coletivo aquaviário. deverão garantir a acessibilidade da frota de veículos em circulação. 98 da Lei no 9. No prazo de até trinta e seis meses a contar da data de edição das normas técnicas referidas no § 1o. Normalização e Qualidade Industrial. § 2o As adequações na infra-estrutura dos serviços desta modalidade de transporte deverão atender a critérios necessários para proporcionar as condições de acessibilidade do sistema de transporte aquaviário. todos os modelos e marcas de veículos de transporte coletivo aquaviário serão fabricados acessíveis e estarão disponíveis para integrar a frota operante. § 1o As normas técnicas para adaptação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo aquaviário em circulação. Seção III Da Acessibilidade no Transporte Coletivo Aquaviário Art. estarão sujeitas a programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo Instituto Nacional de Metrologia. § 2o Caberá ao Instituto Nacional de Metrologia. Normalização e Qualidade Industrial INMETRO. a partir de orientações normativas elaboradas no âmbito da ABNT. ELISÁ RAFAEL GOMES § 1o As normas técnicas para adaptação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo rodoviário em circulação. serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia. § 2o No prazo de até trinta e seis meses a contar da data da publicação deste Decreto. § 3o As adaptações dos veículos em operação nos serviços de transporte coletivo rodoviário. de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. bem como os procedimentos e equipamentos a serem utilizados nestas adaptações. Normalização e Qualidade Industrial . serão elaboradas pelas instituições e entidades que compõem o Sistema Nacional de Metrologia. 40.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. § 1o As normas técnicas para fabricação dos veículos e dos equipamentos de transporte coletivo aquaviário acessíveis. e estarão disponíveis no prazo de até doze meses a contar da data da publicação deste Decreto. a partir de orientações normativas elaboradas no âmbito da ABNT. § 2o As adaptações dos veículos em operação nos serviços de transporte coletivo aquaviário. estarão sujeitas a programas de avaliação de conformidade desenvolvidos e implementados pelo INMETRO. Normalização e Qualidade Industrial. de forma a torná-los acessíveis. Seção IV Da Acessibilidade no Transporte Coletivo Metroferroviário e Ferroviário Art.INMETRO. e estarão disponíveis no prazo de até trinta e seis meses a contar da data da publicação deste Decreto. todos os modelos e marcas de veículos de transporte coletivo metroferroviário e ferroviário serão 36 . § 1o A acessibilidade nos serviços de transporte coletivo metroferroviário e ferroviário obedecerá ao disposto nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT. quando da elaboração das normas técnicas para a adaptação dos veículos. de forma a torná-los acessíveis.503. Art. em função das restrições previstas no art. de 1997.

Seção V Da Acessibilidade no Transporte Coletivo Aéreo Art. 46. § 1o As empresas concessionárias e permissionárias dos serviços de transporte coletivo metroferroviário e ferroviário deverão apresentar plano de adaptação dos sistemas existentes. § 2o Os sítios eletrônicos acessíveis às pessoas portadoras de deficiência conterão símbolo que represente a acessibilidade na rede mundial de computadores (internet). A acessibilidade nos serviços de transporte coletivo aéreo obedecerá ao disposto na Norma de Serviço da Instrução da Aviação Civil NOSER/IAC . Municípios e ao Distrito Federal. Parágrafo único. 6o. prevendo ações saneadoras de.048. da Lei no 10. Os serviços de transporte coletivo metroferroviário e ferroviário existentes deverão estar totalmente acessíveis no prazo máximo de cento e vinte meses a contar da data de publicação deste Decreto. de 1o de novembro de 1995. de 2000. Art. cabe à União.para fabricação ou aquisição de veículos ou equipamentos destinados aos sistemas de transporte coletivo. 45.para importação de equipamentos que não sejam produzidos no País. § 2o O plano de que trata o § 1o deve ser apresentado em até seis meses a contar da data de publicação deste Decreto. deve-se observar o disposto no art. será obrigatória a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos da administração pública na rede mundial de computadores (internet). aos Estados. 44. e II . sobre os elementos não acessíveis que compõem o sistema. inciso II. Estadual. sinalizando impacto orçamentário e financeiro da medida estudada. necessários no processo de adequação do sistema de transporte coletivo. a ser adotado nas respectivas páginas de entrada. para o uso das pessoas portadoras de deficiência visual. expedida pelo Departamento de Aviação Civil do Comando da Aeronáutica. verificar a viabilidade de redução ou isenção de tributo: I . ELISÁ RAFAEL GOMES fabricados acessíveis e estarão disponíveis para integrar a frota operante. com base em estudos e pesquisas. 47. 14 da Lei Complementar no 101. A fiscalização e a aplicação de multas aos sistemas de transportes coletivos. a contar da data da publicação deste Decreto. desde que seja demonstrada a inviabilidade técnica de se concluir os procedimentos para alcançar integralmente a acessibilidade. § 1o Nos portais e sítios de grande porte. Caberá ao Poder Executivo. de acordo com suas competências. pelo 37 . CAPÍTULO VI DO ACESSO À INFORMAÇÃO E À COMUNICAÇÃO Art. os serviços de transporte coletivo aéreo e os equipamentos de acesso às aeronaves estarão acessíveis e disponíveis para serem operados de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. o prazo definido no caput será estendido por igual período. Art. § 3o Os telecentros comunitários instalados ou custeados pelos Governos Federal. Na elaboração dos estudos e pesquisas a que se referem o caput. de forma a garantir o seu uso por pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida. No prazo de até trinta e seis meses. garantindo-lhes o pleno acesso às informações disponíveis. Seção VI Das Disposições Finais Art. No prazo de até doze meses a contar da data de publicação deste Decreto. desde que não existam similares nacionais.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.2508-0796. segundo disposto no art. Municipal ou do Distrito Federal devem possuir instalações plenamente acessíveis e. no mínimo. oito por cento ao ano. 43. Parágrafo único. de 4 de maio de 2000. e nas normas técnicas de acessibilidade da ABNT.

II . ELISÁ RAFAEL GOMES menos. c) garantir a existência de centrais de intermediação de comunicação telefônica a serem utilizadas por pessoas portadoras de deficiência auditiva. Parágrafo único.472. por meio das seguintes ações: I . Art. 51. II . Caberá ao Poder Público incentivar a oferta de aparelhos de telefonia celular que indiquem. Art. de 16 de julho de 1997. que funcionem em tempo integral e atendam a todo o território nacional. os procedimentos a serem observados para implementação do plano de medidas técnicas previsto no art. Art. de 27 de junho de 2003. Após doze meses da edição deste Decreto. em norma 38 . inclusive com integração com o mesmo serviço oferecido pelas prestadoras de Serviço Telefônico Fixo Comutado.no Serviço Telefônico Fixo Comutado . b) garantir a disponibilidade de instalação de telefones para uso por pessoas portadoras de deficiência auditiva para acessos individuais.circuito de decodificação de legenda oculta. mediante solicitação. 49. e d) garantir que os telefones de uso público contenham dispositivos sonoros para a identificação das unidades existentes e consumidas dos cartões telefônicos. telefones de uso público adaptados para uso por pessoas portadoras de deficiência. Incluem-se entre os recursos referidos no caput: I . Art. e 4. de forma sonora.ANATEL regulamentará. para uso preferencial por pessoas portadoras de deficiência visual. no prazo de doze meses a contar da data de publicação deste Decreto. Art. e III .no Serviço Móvel Celular ou Serviço Móvel Pessoal: a) garantir a interoperabilidade nos serviços de telefonia móvel. A Agência Nacional de Telecomunicações .592. a acessibilidade nos portais e sítios eletrônicos de interesse público na rede mundial de computadores (internet). § 2o O termo pessoa portadora de deficiência auditiva e da fala utilizado nos Planos Gerais de Metas de Universalização é entendido neste Decreto como pessoa portadora de deficiência auditiva. que funcionem em tempo integral e atendam a todo o território nacional. Art. os procedimentos a serem observados para implementação do disposto no art. deve-se considerar o estabelecido nos Planos Gerais de Metas de Universalização aprovados pelos Decretos nos 2.098. inclusive com integração com o mesmo serviço oferecido pelas prestadoras de Serviço Móvel Pessoal. A ANATEL regulamentará. 2o. Os procedimentos a serem observados para implementação do plano de medidas técnicas previstos no art. 53. bem como demais informações exibidas no painel destes equipamentos. de 2000. e b) garantir a existência de centrais de intermediação de comunicação telefônica a serem utilizadas por pessoas portadoras de deficiência auditiva. 19 da Lei no 10. 49. em âmbito nacional e em locais públicos. 48. todas as operações e funções neles disponíveis no visor.. um computador com sistema de som instalado. 53.769.entradas para fones de ouvido com ou sem fio. As empresas prestadoras de serviços de telecomunicações deverão garantir o pleno acesso às pessoas portadoras de deficiência auditiva. 50. para possibilitar o envio de mensagens de texto entre celulares de diferentes empresas.recurso para Programa Secundário de Áudio (SAP). bem como o estabelecido pela Lei no 9. no que se refere aos recursos tecnológicos de telefonia. de 15 de maio de 1998. serão regulamentados. § 1o Além das ações citadas no caput. Caberá ao Poder Público incentivar a oferta de aparelhos de televisão equipados com recursos tecnológicos que permitam sua utilização de modo a garantir o direito de acesso à informação às pessoas portadoras de deficiência auditiva ou visual. no prazo de seis meses a contar da data de publicação deste Decreto. deverá ser observada para obtenção do financiamento de que trata o inciso III do art.STFC. disponível para uso do público em geral: a) instalar. de 2000. 19 da Lei no 10.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. Art. 52.098.

em formato de texto. Art. 57.CORDE da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República assistirá a ANATEL no procedimento de que trata o § 1o. 56. 52. apoios humanos às pessoas com deficiência auditiva e visual. 54. ELISÁ RAFAEL GOMES complementar. de 29 de janeiro de 1999. ledores. os pronunciamentos oficiais do Presidente da República serão acompanhados.784. Art.645. O projeto de desenvolvimento e implementação da televisão digital no País deverá contemplar obrigatoriamente os três tipos de sistema de acesso à informação de que trata o art. os fabricantes de equipamentos eletroeletrônicos e mecânicos de uso doméstico devem disponibilizar. braile ou em fonte ampliada. na publicidade governamental e nos pronunciamentos oficiais transmitidos por meio dos serviços de radiodifusão de sons e imagens. 53. e III . O Poder Público apoiará preferencialmente os congressos.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. normas complementares disciplinando a utilização dos sistemas de acesso à informação referidos no § 2o do art. como metas antecipadas e mais amplas do que aquelas as serem definidas no âmbito do procedimento estabelecido no art. obrigatoriamente. Parágrafo único. Caberá aos órgãos e entidades da administração pública. Autorizatárias e consignatárias do serviço de radiodifusão de sons e imagens operadas pelo Poder Público poderão adotar plano de medidas técnicas próprio. promover a capacitação de profissionais em LIBRAS. Art. entre outros. 31 da Lei no 9. § 3o A Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência . dos seguintes sistemas de reprodução das mensagens veiculadas para as pessoas portadoras de deficiência auditiva e visual: I .645. de sistema de acessibilidade mediante janela com intérprete de LIBRAS. 53. guias-intérpretes.a janela com intérprete de LIBRAS. Art. Sem prejuízo do disposto no caput e observadas as condições técnicas.a subtitulação por meio de legenda oculta. § 2o A regulamentação de que trata o caput deverá prever a utilização. seminários. ou tecnologias de informação e comunicação. braile ou em fonte ampliada. O Poder Público adotará mecanismos de incentivo para tornar disponíveis em meio magnético. II . exemplares dos manuais de instrução em meio magnético. oficinas e demais eventos científico-culturais que ofereçam. de 2005) Art. A Secretaria de Comunicação de Governo e Gestão Estratégica da Presidência da República editará. de 2005) § 1o O processo de regulamentação de que trata o caput deverá atender ao disposto no art. tais como a transcrição eletrônica simultânea. no prazo de doze meses a contar da data da publicação deste Decreto. 59. § 2o A partir de seis meses da edição deste Decreto. exemplares das bulas dos medicamentos em meio magnético. mediante solicitação. Art. a indústria de medicamentos deve disponibilizar. mediante solicitação. 55. (Redação dada pelo Decreto nº 5. sob a orientação do Ministério da Educação e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos. § 3o A Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência . mediante solicitação. 58. § 1o A partir de seis meses da edição deste Decreto. diretamente ou em parceria com organizações sociais civis de interesse público. pelo Ministério das Comunicações. as obras publicadas no País. por meio da CORDE. tais como tradutores e intérpretes de LIBRAS. (Redação dada pelo Decreto nº 5.CORDE da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República assistirá o Ministério das Comunicações no procedimento de que trata o § 1o. no prazo de seis meses a partir da publicação deste Decreto.a descrição e narração em voz de cenas e imagens. 39 .

III . II . Caberá ao Poder Executivo. os cães-guia e os cães-guia de acompanhamento são considerados ajudas técnicas. 60. Será estimulada a criação de linhas de crédito para a indústria que produza componentes e equipamentos de ajudas técnicas. O desenvolvimento científico e tecnológico voltado para a produção de ajudas técnicas dar-se-á a partir da instituição de parcerias com universidades e centros de pesquisa para a produção nacional de componentes e equipamentos. na graduação e na pós-graduação.redução ou isenção de tributos para a importação de equipamentos de ajudas técnicas que não sejam produzidos no País ou que não possuam similares nacionais. Será estimulada a criação de linhas de crédito para a indústria que produza componentes e equipamentos relacionados à tecnologia da informação acessível para pessoas portadoras de deficiência. § 2o Para os fins deste Decreto. 63. de 2000. Art. Art. 65. 14 da Lei Complementar no 101. ouvidas as entidades representativas das pessoas portadoras de deficiência. 61. cura.apoio e divulgação de trabalhos técnicos e científicos referentes a ajudas técnicas. 62. 64. Art. IV . II .redução ou isenção do imposto sobre produtos industrializados incidente sobre as ajudas técnicas. sinalizando impacto orçamentário e financeiro da medida estudada. equipamentos ou tecnologia adaptados ou especialmente projetados para melhorar a funcionalidade da pessoa portadora de deficiência ou com mobilidade reduzida.promoção da inclusão de conteúdos temáticos referentes a ajudas técnicas na educação profissional. Parágrafo único.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF. com base em estudos e pesquisas elaborados pelo Poder Público. tratamento e prevenção de deficiências ou que contribuam para impedir ou minimizar o seu agravamento. CAPÍTULO VII DAS AJUDAS TÉCNICAS Art. serão estimulados a conceder financiamento às pessoas portadoras de deficiência para aquisição de ajudas técnicas.reconhecimento da área de ajudas técnicas como área de conhecimento. instrumentos. Os bancos oficiais. Para os fins deste Decreto. com base em estudos e pesquisas. centros de ensino universitários e de pesquisa. verificar a viabilidade de: I . Parágrafo único. Os programas e as linhas de pesquisa a serem desenvolvidos com o apoio de organismos públicos de auxílio à pesquisa e de agências de financiamento deverão contemplar temas voltados para tecnologia da informação acessível para pessoas portadoras de deficiência. e 40 . Parágrafo único. ELISÁ RAFAEL GOMES Art. e III . Na elaboração dos estudos e pesquisas a que se referem o caput. Caberá ao Poder Público viabilizar as seguintes diretrizes: I . consideram-se ajudas técnicas os produtos. § 1o Os elementos ou equipamentos definidos como ajudas técnicas serão certificados pelos órgãos competentes. no sentido de incrementar a formação de profissionais na área de ajudas técnicas. favorecendo a autonomia pessoal. Parágrafo único. Art. Os programas e as linhas de pesquisa a serem desenvolvidos com o apoio de organismos públicos de auxílio à pesquisa e de agências de financiamento deverão contemplar temas voltados para ajudas técnicas. total ou assistida.estabelecimento de parcerias com escolas e centros de educação profissional. deve-se observar o disposto no art.inclusão de todos os equipamentos de ajudas técnicas para pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida na categoria de equipamentos sujeitos a dedução de imposto de renda. no ensino médio.

promoção de concursos nacionais sobre a temática da acessibilidade. Art.. na condição de coordenadora do Programa Nacional de Acessibilidade.cooperação com Estados.. hemiparesia.estudos e proposição da criação e normatização do Selo Nacional de Acessibilidade.detecção dos centros regionais de referência em ajudas técnicas. amputação ou ausência de membro. dentre outras.. paraparesia. IV ..3 e 41 .deficiência auditiva .. 70.. com a melhor correção óptica.. I . 68.cegueira...... monoplegia. 66.edição.. e V . hemiplegia...... por intermédio da CORDE. ELISÁ RAFAEL GOMES V . II .. que significa acuidade visual entre 0... O Programa Nacional de Acessibilidade.. de quarenta e um decibéis (dB) ou mais.apoio e promoção de capacitação e especialização de recursos humanos em acessibilidade e ajudas técnicas. 67. 1. sob a coordenação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos... e que será responsável por: I . Os programas nacionais de desenvolvimento urbano.apoio e realização de campanhas informativas e educativas sobre acessibilidade...levantamento dos recursos humanos que atualmente trabalham com o tema........ triparesia. exceto as deformidades estéticas e as que não produzam dificuldades para o desempenho de funções... 69.. nanismo. 62. III ... publicação e distribuição de títulos referentes à temática da acessibilidade.LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.. tetraparesia. nos transportes e na comunicação e informação devidamente adequadas às exigências deste Decreto. monoparesia....deficiência visual . membros com deformidade congênita ou adquirida. VI . Art. Distrito Federal e Municípios para a elaboração de estudos e diagnósticos sobre a situação da acessibilidade arquitetônica.. ostomia. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos instituirá Comitê de Ajudas Técnicas. IV . constituído por profissionais que atuam nesta área. § 1o O Comitê de Ajudas Técnicas será supervisionado pela CORDE e participará do Programa Nacional de Acessibilidade. os projetos de revitalização. II . Art.. comunicação e informação. acarretando o comprometimento da função física. CAPÍTULO VIII DO PROGRAMA NACIONAL DE ACESSIBILIDADE Art. V . integrará os planos plurianuais. parcial ou total.. paralisia cerebral. recuperação ou reabilitação urbana incluirão ações destinadas à eliminação de barreiras arquitetônicas e urbanísticas. tetraplegia..298. e VII ... de 20 de dezembro de 1999.000Hz e 3.perda bilateral.05 no melhor olho. II .. urbanística.000Hz.... CAPÍTULO IX DAS DISPOSIÇÕES FINAIS Art.estruturação das diretrizes da área de conhecimento. a baixa visão. 2.estabelecimento das competências desta área.acompanhamento e aperfeiçoamento da legislação sobre acessibilidade. A Secretaria Especial dos Direitos Humanos...realização de estudos no intuito de subsidiar a elaboração de normas a respeito de ajudas técnicas. na qual a acuidade visual é igual ou menor que 0.. 4o do Decreto no 3. III ... desenvolverá. as diretrizes orçamentárias e os orçamentos anuais.incentivo à formação e treinamento de ortesistas e protesistas..deficiência física .000HZ. objetivando a formação de rede nacional integrada.. com vistas a garantir o disposto no art.. as seguintes ações: I .... passa a vigorar com as seguintes alterações: "Art.... apresentando-se sob a forma de paraplegia..alteração completa ou parcial de um ou mais segmentos do corpo humano.. triplegia. aferida por audiograma nas freqüências de 500HZ. 4o . III . O art... de transporte. § 2o Os serviços a serem prestados pelos membros do Comitê de Ajudas Técnicas são considerados relevantes e não serão remunerados.

......... LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA José Dirceu de Oliveira e Silva 42 .. IV ...........LEGISLAÇÃO DO CURSO PREPARATÓRIO PARA O BANCO DO BRASIL – PROF.......................298............. 183o da Independência e 116o da República........... 50 a 54 do Decreto no 3..............."(NR) Art............. os casos nos quais a somatória da medida do campo visual em ambos os olhos for igual ou menor que 60o.05 no melhor olho. d) utilização dos recursos da comunidade.. 72............................ 71............ Brasília......... ou a ocorrência simultânea de quaisquer das condições anteriores. 2 de dezembro de 2004............. ......... .................................... Este Decreto entra em vigor na data da sua publicação. Ficam revogados os arts.......... com a melhor correção óptica.... Art.... de 20 de dezembro de 1999... ELISÁ RAFAEL GOMES 0...

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