V

– MATRIZES E DETERMINANTES
P PP PPor que apr or que apr or que apr or que apr or que aprender Matrize ender Matrize ender Matrize ender Matrize ender Matrizes e s e s e s e s e
Det Det Det Det Deter er er er erminant minant minant minant minante ee ees? s? s? s? s?
Onde usar os conheciment Onde usar os conheciment Onde usar os conheciment Onde usar os conheciment Onde usar os conhecimentos os os os os
sobr sobr sobr sobr sobre Matrize e Matrize e Matrize e Matrize e Matrizes e Det s e Det s e Det s e Det s e Deter er er er erminant minant minant minant minante ee ees? s? s? s? s?
Algumas vezes, para indicar com clareza
determinadas situações, é necessário formar um
grupo ordenado de números dispostos em linhas e
colunas, ou seja, tabelas de números reais, que são
chamadas de Matrizes.
Essa prática é muito usada em nossa vida, daí a
importância desse aprendizado.
. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
As tabelas que encontramos nos jornais e revistas são
exemplos de Matrizes. Observe:
População População
Urbana (%) Rural (%)
1960 45% 55%
1970 56% 44%
1980 64% 36%
1990 72% 28%
Procurando dados na tabela dada, na 3
a
linha e
3
a
coluna, teremos a porcentagem da população
rural no ano de 1980, que é de 36%.
Como você pode perceber, as matrizes estão mais
próximas de nós do que imaginamos.
. . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .
Manual de Matemática
268
Capítulo 1
MATRIZES
Introdução
As matrizes foram criadas no século XIX pelo matemático e astrônomo
inglês Arthur Cayley.
Elas são utilizadas para resolver sistemas lineares, também tendo grande
aplicação na Física.
Quando presenciamos numa festividade um painel humano, conjunto
de pessoas em que cada uma tem uma placa contendo a parte da
figura correspondente à sua posição, colocando o painel em
movimento formando imagens, podemos observar que esse painel é
uma tabela de linhas e colunas, formando assim uma matriz.
Manual de Matemática
269
Noção de Matriz
Uma tabela é definida por matriz quando seus números estão dispostos
em linhas e colunas.
Representação:
Uma matriz é representada entre parênteses ou colchetes.
Exemplos:
1 0 1
2 0
2 4 6
1 1
0 1 3

| `
]

]


]

. ,
Nas matrizes, as linhas são colocadas de cima para baixo e as colunas da
esquerda para a direita.
Genericamente, as tabelas com m linhas e n colunas são denominadas
matrizes m x n.
Tipo de uma Matriz
As matrizes são representadas por letras maiúsculas e seus elementos
por letras minúsculas.
A matriz M do tipo m x n é representada por:
11 12 13 1n
21 22 23 2n
m1 m2 m3 mn
mx n
a a a a
a a a a
M
a a a a
| `


·



. ,
"
"
# # # # #
"
ij mx n
Em que M (a )
i e j representam a linha e a coluna que cada elemento ocupa.
·
¹
¹
'
¹
¹
Manual de Matemática
270
Exemplos:
• a
31
é o elemento da 3ª linha e da 1ª coluna.
• a
24
é o elemento da 2ª linha e da 4ª coluna.
• A matriz
2x2
2 4
A
6 8
| `
·

. ,
é do tipo 2 x 2.
• A matriz
3x2
0 1
B 3 2
1 4

]
]
·
]
]
]
é do tipo 3 x 2.
• A matriz
( )
1x3
D 1 3 4 · do tipo 1 x 3.
Essa matriz é denominada matriz linha, pois apresenta uma única linha.
• A matriz
3x1
0
E 4
6
| `

·


. ,
é do tipo 3 x 1.
Essa matriz é denominada matriz coluna, pois apresenta uma única coluna.
• A matriz
3x3
0 0 0
N 0 0 0
0 0 0
| `

·


. ,
é do tipo 3 x 3.
Consideramos uma matriz nula quando todos os seus elementos forem
iguais a zero.
Construção de uma Matriz
Partindo da representação genérica de uma matriz, podemos construir qual-
quer matriz.
Exemplos:
1) Construa a matriz A = (a
ij
)
2x3
, definida por a
ij
= i – 2j.
Solução:
A matriz do tipo 2x3 é representada por
11 12 13
21 22 23
2x3
a a a
a a a
| `

. ,
Manual de Matemática
271
Como a
ij
= i – 2j, temos:
a
11
= 1 – 2 · 1 = –1 (pois i = 1 e j = 1)
a
12
= 1 – 2 · 2 = –3
a
13
= 1 – 2 · 3 = –5
a
21
= 2 – 2 · 1 = 0
a
22
= 2 – 2 · 2 = –2
a
23
= 2 – 2 · 3 = –4
Assim, temos:
2x3
1 3 5
0 2 4
− − −
| `

− −
. ,
2) Construa a matriz C = (c
ij
)
4x2
, tal que c
ij
=
2i j
( 1) , se i j
0, se i j

¹ − ·
¹
'

¹
¹
Solução:
Assim teremos:
4x2
1 0
0 1
0 0
0 0

| `






. ,
Manual de Matemática
272
Tipos de Matrizes
Algumas matrizes recebem nomes especiais como matriz linha, matriz
coluna e matriz nula, como já vimos.
Veja agora outras matrizes importantes.
Matriz Quadrada
Uma matriz é quadrada quando o número de linhas é igual ao número de
colunas. Assim, denominamos a matriz quadrada de ordem n.
Exemplos:
a)
2x2
4 3
0 2

| `

. ,
Leitura: matriz quadrada de ordem 2.
UTILIZANDO A MATEMÁTICA NOS ESPORTES
É comum as matrizes estarem presentes nos jornais e na televisão.
Um exemplo comum são as tabelas de classificação de um
campeonato de futebol.
Observe:
J V E D PG PP
Time X 5 3 1 0 6 3
Time Y 5 2 2 1 5 4
Time Z 5 1 0 4 3 6
Em que,
J: jogos E: empates PG: pontos ganhos
V: vitórias D: derrotas PP: pontos perdidos
Manual de Matemática
273
b) (1)
1x1
Leitura: matriz quadrada de ordem 1.
c)
3x3
4 3 1
5 2 0
3 1 2
| `



. ,
Leitura: matriz quadrada de ordem 3.
Diagonal Principal de uma Matriz
São os elementos onde i = j, ou seja:
{a
11
, a
22
, a
33
, ..., a
n, n
}
Exemplos:
Diagonal Secundária de uma Matriz
São elementos onde i + j = n + 1.
Exemplos:
Matriz Diagonal
Uma matriz é diagonal quando os elementos da diagonal principal são quais-
quer e os elementos que não são da diagonal principal são iguais a 0.
Exemplos:
Manual de Matemática
274
Matriz Identidade
Chama-se matriz identidade a matriz em que os elementos da diagonal
principal são todos iguais a 1 e os demais são iguais a 0.
Representamos a matriz identidade por I
n
onde n indica a ordem da matriz;
Exemplos:
a) I
2
=
1 0
0 1
| `

. ,
b) I
3
=
1 0 0
0 1 0
0 0 1
| `



. ,
Matriz Oposta ou Simétrica
A matriz oposta é obtida a partir de uma matriz conhecida, trocando o sinal
de todos os seus elementos.
Sendo A uma matriz, a oposta será – A.
Exemplo:
A =
3 1
0 4
2 5

| `




. ,
– A =
3 1
0 4
2 5

| `





. ,
Matriz Transposta
Sendo uma matriz B de ordem m x n, denomina-se matriz transposta de B,
indicada por B
t
, a matriz n x m, em que as linhas e as colunas são trocadas
ordenadamente.
Exemplos:
a) B =
3x2
2 1
0 4
6 8

| `



. ,
B
t
=
2x3
2 0 6
1 4 8
| `


. ,
b) C =
3x1
3
2
1
| `



. ,
C
t
=
( )
1x3
3 2 1
Manual de Matemática
275
Igualdade de Matrizes
Duas matrizes do mesmo tipo são iguais se cada elemento da primeira
matriz for correspondente à segunda matriz.
Exemplos:
1) Dadas as matrizes A =
3 1
b 4
]
]

]
e B =
a c
5 4
]
]

]
, se A=B,
calcule a, b e c.
Solução:
Se A = B, temos:
3 1
b 4
]
]

]
=

a c
5 4
]
]

]
a = 3 b = 5 e c = 1 (todos os elementos correspondentes são iguais).
2) Determine os valores de x e y sabendo que:
x y 3 9 3
5 x y 5 1
+
] ]
·
] ]

] ]
Solução:
Igualando os elementos correspondentes, temos:
x y 9
x y 1
+ ·
¹
'
− ·
¹
Resolvendo o sistema:
x y + 9
x y
·
− 1
¹
¹
'
·
¹
¹
2x =10
x =
10
2
x =5
Substituindo x = 5 na 1ª equação:
x +y = 9
5 +y = 9
y = 9 – 5
y = 4
Manual de Matemática
276
Operações com Matrizes
Soma e Subtração
Uma matriz é obtida pela soma ou pela diferença de matrizes do mesmo tipo,
somando ou subtraindo elementos correspondentes.
Exemplos:
a)
1 0 2
4 5 3
| `

− −
. ,
+
0 4 3
8 3 2

| `

. ,
=
1 0 0 4 2 3
4 8 5 3 3 2
+ + −
| `

+ − + − +
. ,
=
1 4 1
12 2 1

| `

− −
. ,
b)
2 3 7 2
4 6 5 1
| ` | `



. , . ,
2 3 7 2 5 1
4 6 5 1 1 7
− − −
| ` | ` | `
+ ·

− − − − −
. , . , . ,
Obs.:
Neste exemplo, definimos A – B como a soma de A com a oposta de B; isto é: A – B = A + (– B).
c) Determine a matriz X tal que
1 0 3 4
X 4 1 5 10
3 2 2 1

| ` | `

+ − ·



. , . ,
Solução:
A matriz X é do tipo 3x2.
Descobrimos o valor da matriz X isolando-a como uma equação:
3 4 1 0
X 5 10 4 1
2 1 3 2

| ` | `

· − −



. , . ,
3 4 1 0
X 5 10 4 1
2 1 3 2
− −
| ` | `

· + −


− − −
. , . ,
’
2 4
X 1 11
5 1

| `

·


− −
. ,
Manual de Matemática
277
Obs.:
Na soma de matrizes são válidas as propriedades:
A + B = B + A (Propriedade Comutativa)
A + (B + C) = (A + B) + C (Propriedade Associativa)
A+ (–A) = 0 (Elemento Simétrico)
A + 0 = A (Elemento Neutro)
Multiplicação de um Número Real por uma Matriz
Sendo um número real K e uma matriz A, o produto de K por A será obtido
pela multiplicação de K por cada elemento da matriz A.
Exemplos:
1) Dadas as matrizes A =
2 1
0 3

| `

. ,
, B =
3 4
2 1
| `


. ,
e C =
6 1
2 3
| `

. ,
,
calcule:
a) 2A – 3B +C
b) 3A
t
– 2C
t
Solução:
a) 2A – 3B +C =
2 1 3 4 6 1
2 3
0 3 2 1 2 3

| ` | ` | `
− +


. , . , . ,
4 2 9 12 6 1
0 6 6 3 2 3
− − −
| ` | ` | `
+ +


. , . , . ,
1 13
4 12

| `


. ,
b) 3A
t
– 2C
t
=
2 0 6 2
3 2
1 3 1 3
| ` | `



. , . ,
6 0 12 4
3 9 2 6
− −
| ` | `
+

− − −
. , . ,



6 4
5 3
− −
| `


. ,
Manual de Matemática
278
2) Determine o valor de x e y na igualdade:
x 2 2 6 2 20
3
5 y 1 3y 8 10

] ] ]
+ ·
] ] ]
] ] ]
Solução:
x 6 2 18 2 20
5 3 y 9y 8 10
− +
] ]
·
] ]
+ +
] ]
Igualando os termos correspondentes:
x – 6 = 2 ⇒ x = 8
10y = 10 ⇒ y = 1
3) Resolva o sistema matricial:
1 0 4 3
X Y
3 1 1 6
5 2 4 6
X Y
3 1 2 0
¹ −
| ` | `
+ · +
¹

¹ . , . ,
'

| ` | `
¹
− · −

¹

. , . ,
¹
Solução:
5 3
X Y
4 5
9 4
X Y
1 1
¹ −
| `
+ ·
¹
¹ . ,
'
− −
| `
¹
− ·

¹

. ,
¹
Adicionando membro a membro as equações, temos:
5 3 9 4
2X
4 5 1 1
− − −
| ` | `
· +


. , . ,

4 7
2X
5 4
− −
| `
·

. ,

4 7
1
X
5 4 2
− −
| `
·

. ,
7
2
2
X
5
2
2
| `
− −

·


. ,
Manual de Matemática
279
Substituindo
7
2
2
X
5
2
2
| `
− −

·


. ,
na 1ª equação:
5 3
X Y
4 5

| `
+ ·

. ,
5 3
Y X
4 5

| `
· −

. ,
7
2
5 3
2
Y
4 5 5
2
2
| `
− −


| `
· −

. ,

. ,

1
7
2
Y
3
3
2
| `

·


. ,
Multiplicação de Matrizes
Se multiplicarmos duas matrizes A e B, o produto só será possível se o
número de colunas da matriz A for igual ao número de linhas da matriz B.
A
mxp
· B
pxn
= C
mxn
Exemplos:
1) É possível efetuar a multiplicação de uma matriz M = (m
ij
)
3x2
e
N = (n
ij
)
2x4
?
É possível multiplicar M · N, pois o número de colunas da matriz M é igual
ao número de linhas da matriz N.
M
3x2
· N
2x4
= A
3x4
2) Calcule o produto da matriz A =
2 1
0 3
1 1

| `




. ,
e B =
0 3 4
2 1 3
| `


. ,
Manual de Matemática
280
Solução:
2 5 5
6 3 9
2 2 1
| `




− − −
. ,
3) Resolva a equação matricial:
1 1 x y 1 0
2 1 z t 1 3

] ] ]
⋅ ·
] ] ]
− −
] ] ]
Solução:
Inicialmente calcula-se o produto das matrizes do 1º membro:
x z y t 1 0
2x z 2y t 1 3
− −
] ]
·
] ]
− − −
] ]
Logo:
x z 1
2x z 1
− ·
¹
'
− · −
¹
y t 0
2y t 3
− ·
¹
'
− ·
¹
Resolvendo os sistemas, obtemos:
x = –2, z = –3, y = 3 e t = 3.
Propriedades da Multiplicação
No produto de matrizes, são válidas as seguintes propriedades, para quais-
quer matrizes:
A · (B · C) = (A · B) · C (Associativa)
A · (B + C) = A · B + A · C (Distributiva à direita)
(B + C) · A = B · A + C · A (Distributiva à esquerda)
A · I
n
= I
n
· A = A (onde I
n
é a matriz identidade)
Manual de Matemática
281
Obs.:
No produto de matrizes não é válida a propriedade comutativa, existem matrizes A e B tais
que A· B ¹ B · A. Se ocorrer AB = BA, dizemos que as matrizes A e B comutam.
Potenciação
Dada uma matriz quadrada A, então:
A
n
= A · A · A · ..... · A
n vezes
Exemplo:
Calcule A
2
e A
3
, sabendo que A =
1 1
2 0

| `

. ,
Solução:
2
1 1 1 1 1 1 ( 1) 2 1 ( 1) ( 1) 0
A A A
2 0 2 0 2 1 0 2 2 ( 1) 0
− − ⋅ + − ⋅ ⋅ − + − ⋅
| ` | ` | `
· ⋅ · ⋅ · ·

⋅ + ⋅ ⋅ − +
. , . , . ,
1 1
2 2
− −
| `


. ,
3 2
1 1 1 1
A A A
2 2 2 0
− − −
| ` | `
· ⋅ · ⋅ ·


. , . ,
( 1) 2 ( 1) 2 ( 1) ( 1) ( 1) 0 3 1
2 1 ( 2) 2 2 ( 1) ( 2) 0 2 2
− ⋅ + − ⋅ − ⋅ − + − ⋅ −
| ` | `
·

⋅ + − ⋅ ⋅ − + − ⋅ − −
. , . ,
Matriz Inversa
Considerando uma matriz quadrada A, de ordem n, define-se matriz inver-
sa da matriz quadrada A, a matriz A
–1
, tal que:
A · A
–1
= I
n
= A
–1
· A
Exemplos:
1) Calcule A · B e B · A, sabendo que A =
4 3
1 1
| `

. ,
e B =
1 3
1 4

| `


. ,
.
Solução:
4 3 1 3 4 1 3 ( 1) 4 ( 3) 3 4
A B
1 1 1 4 1 1 1 ( 1) 1 ( 3) 1 4
− ⋅ + ⋅ − ⋅ − + ⋅
| ` | ` | `
⋅ · ⋅ · ·

− ⋅ + ⋅ − ⋅ − + ⋅
. , . , . ,
1 0
0 1
| `

. ,
Manual de Matemática
282
1 3 4 3 1 4 ( 3) 1 1 3 ( 3) 1
B A
1 4 1 1 ( 1) 4 4 1 ( 1) 3 4 1
− ⋅ + − ⋅ ⋅ + − ⋅
| ` | ` | `
⋅ · ⋅ · ·

− − ⋅ + ⋅ − ⋅ + ⋅
. , . , . ,
1 0
0 1
| `

. ,
Como A · B = I
2
e B · A = I
2
, logo A · B = B · A = I
2
. Assim, dizemos que
A e B são matrizes inversas.
2) Determine a matriz inversa de A =
2 5
1 3
| `

. ,
.
Solução:
Fazendo A
–1
=
x y
z t
| `

. ,
e aplicando a relação A · A
–1
= I
2
, obtemos:
2 5 x y 1 0
1 3 z t 0 1
| ` | ` | `
⋅ ·

. , . , . ,
2x 5z 2y 5t 1 0
x 3z y 3t 0 1
+ +
| ` | `
·

+ +
. , . ,
Pela igualdade de matrizes, obtemos os sistemas:
2x 5z 1
x 3z 0
+ ·
¹
'
+ ·
¹
e
2y 5t 0
y 3t 1
+ ·
¹
'
+ ·
¹
Resolvendo os sistemas, obtemos:
x = 3, y = – 5, z = –1 e t = 2
Logo:
1
3 5
A
1 2


| `
·


. ,
Para verificar se o resultado está certo, efetuamos A . A
–1
e devemos obter
a identidade I
2
.
2 5 3 5 1 0
1 3 1 2 0 1

| ` | ` | `
⋅ ·


. , . , . ,
6 5 ( 1) 2 ( 5) 5 2 1 0
1 3 3 ( 1) 1 ( 5) 3 (2) 0 1
+ ⋅ − ⋅ − + ⋅
| ` | `
·

⋅ + ⋅ − ⋅ − + ⋅
. , . ,
Neste caso, A e A
–1
são matrizes inversas.
Manual de Matemática
283
Propriedades da Matriz Inversa
São válidas as seguintes propriedades:
a) (A
–1
)
–1
= A
b) (A · B)
–1
= B
–1
· A
–1
c) (A
t
)
–1
= (A
–1
)
t
Exemplo:
Sendo A =
1 0
1 1
| `

. ,
, B =
2 1
0 1
| `

. ,
e X, matrizes inversíveis de ordem n.
Determine X, sabendo que (X · A)
–1
= B.
Solução:
Aplicando a propriedade da matriz inversa, obtemos:
(X · A)
–1
= B ⇒ A
–1
· X
–1
= B
em que X = (A . B)
–1
1 0 2 1
X
1 1 0 1
| ` | `
· ⋅

. , . ,
1
2 1
X
2 2

]
| `
·
]
. ,
]
Calculando a matriz inversa de
2 1
2 2
| `

. ,
Obtemos:
2 1 a b 1 0
2 2 c d 0 1
| ` | ` | `
⋅ ·

. , . , . ,
Igualando as matrizes, obtemos os sistemas.
2a c 1
2a 2c 0
+ ·
¹
'
+ ·
¹
e
2b d 0
2b 2d 1
+ ·
¹
'
+ ·
¹
Resolvendo os sistemas, obtemos:
a = 1, b = –
1
2
, c = –1 e d = 1
Portanto X =
1
1
2
1 1
| `





. ,
Manual de Matemática
284
Capítulo 2
DETERMINANTES
A teoria dos determinantes surgiu quase simultaneamente na Alemanha e
no Japão.
Ela foi desenvolvida por dois matemáticos, Leibniz (1646-1716) e Seki
Shinsuke Kowa (1642-1708), ao solucionarem um problema de elimina-
ções necessárias à resolução de um sistema de n equações lineares com n
incógnitas.
Depois vieram, em ordem cronológica, os trabalhos de Cramer, Bezout,
Laplace, Vandermonde, Lagrange, Cauchy e Jacobi.
Dada uma matriz quadrada de ordem n, podemos associar um único nú-
mero real a essa matriz, que chamaremos determinante dessa matriz.
Indicação:
Determinante da matriz A: det A det A det A det A det A. .. ..
Determinante de uma Matriz Quadrada de 1ª Ordem
det A = |a
11
| = a
11
Em que o determinante de A é o próprio elemento da matriz.
Exemplos:
det A = |–3| = – 3
det B =
1 1
2 2
·
Determinante de uma Matriz Quadrada de 2ª Ordem
Se
11 12
21 22
a a
A
a a
| `
·

. ,
, então:
det A = a
11
· a
22
– a
21
· a
12
O determinante da matriz A é obtido multiplicando os elementos da
diagonal principal subtraído da multiplicação dos elementos da diagonal
secundária.
Manual de Matemática
285
Exemplos:
a) det A =
1 2
3 1 −
= 1 · (– 1) – 3 · 2 = – 7
b) det M =
0 3
2 4

= 0 · 4 – 2 (– 3) = 6
Determinante de uma Matriz Quadrada de 3ª Ordem
Para calcular o determinante de uma matriz de 3ª ordem, podemos aplicar
várias regras.
Regra de Sarrus
Considerando a matriz quadrada de 3ª ordem:
11 12 13
21 22 23
31 32 33
a a a
A a a a
a a a
| `

·


. ,
Repete-se, à direita, a 1ª e a 2ª coluna:
Det A = a
11
· a
22
· a
33
+ a
12
· a
23
· a
31
+ a
13
· a
21
· a
32
– a
13
· a
22
· a
31

a
11
· a
23
· a
32
– a
12
· a
21
· a
33
Exemplo:
Calcule o determinante da matriz M, sendo;
0 1 2
M 3 4 2
1 3 4

| `

· −


. ,
Manual de Matemática
286
Solução:
Repetindo a 1ª e a 2ª coluna, temos:
det M = 0 · 4 · 4 + (– 1) · (– 2) · 1 + 2 · 3 · 3 – 2 · 4 · 1 –
0 · (– 2) · 3 – (– 1) · 3 · 4 =
det M = 0 + 2 + 18 – 8 – 0 + 12
det M = 24
Teorema de Laplace
Para calcular um determinante de 3ª ordem podemos escolher uma linha
ou uma coluna. Para isso definimos menor complementar e cofator.
Menor Complementar
Dada uma matriz A, de ordem n ≥ 2, e a
ij
um elemento de A, definimos
menor complementar de a
ij
o determinante D
ij
obtido ao eliminarmos a linha e
a coluna em que esse elemento se encontra.
Exemplo:
Sendo
2 1 3
A 5 4 1
0 3 2

]
]
·
]
]

]
• o menor complementar de a
11
é dado por:
D
11
=
4 1
3 2 −
D
11
= – 8 – 3
D
11
= – 11
• o menor complementar de a
23
é dado por:
D
23
=
2 1
0 3

D
23
= 6 – 0
D
23
= 6
Manual de Matemática
287
Cofator
Chamamos de cofator de um elemento a
ij
(representado por A
ij
) o produto
de (–1)
i+j
pelo menor complementar.
A
ij
= (–1)
i+j
· D
ij
Exemplo:
Calcule os cofatores de a
21
e a
33
da matriz A =
6 0 1
3 4 2
5 1 3

| `



− −
. ,
.
Solução:
Eliminando a linha e a coluna em que a
21
se encontra:
A
21
= (–1)
2+1
·
0 1
1 3


A
21
= (–1)
3
· (0 + 1)
A
21
= –1
Eliminando a linha e a coluna em que a
33
se encontra:
A
33
= (–1)
3+3
·
6 0
3 4
A
33
= (–1)
6
· (24 – 0)
A
33
= 24
Aplicação do Teorema de Laplace
O determinante de uma matriz é obtido pela soma dos elementos de uma
de suas linhas ou colunas pelos seus respectivos cofatores.
Exemplo:
1) Calcule o determinante da seguinte matriz, utilizando o teorema de
Laplace.
A =
3 1 0
2 4 1
3 5 3

| `



− −
. ,
Manual de Matemática
288
Solução:
Escolhemos, por exemplo, a primeira linha e calculamos os cofatores de
seus elementos.
A
11
= (–1)
1+1
·
4 1
5 3 − −
A
11
= (–1)
2
· (– 12 + 5)
A
11
= –7
A
12
= (–1)
1+2
·
2 1
3 3 −
A
12
= (–1)
3
· (– 6 – 3)
A
12
= 9
A
13
= (–1)
1+3
·
2 4
3 5 −
A
13
= (–1)
4
· (– 10 – 12)
A
13
= –22
Pelo teorema temos:
det A = a
11
· A
11
+ a
12
· A
12
+ a
13
· A
13
det A = 3 · (– 7) + (– 1) · 9 + 0 (– 22)
det A = – 21 – 9
det A = – 30
Obs.:
É conveniente na aplicação do teorema de Laplace escolhermos uma linha ou uma coluna
que tenha maior número de zeros, pois, como no exemplo anterior, não era necessário
calcular o cofator A
13
.
Na aplicação da fórmula, o resultado a
13
· A
13
= 0. Podemos aplicar o teorema de Laplace
nos determinantes de uma matriz quadrada de ordem maior ou igual a 3.
Exemplo:
Calcule o determinante da matriz
B =
1 1 2 0
0 4 3 1
0 1 2 3
0 4 5 1

| `







. ,
Manual de Matemática
289
Solução:
É conveniente escolher a 1ª coluna, pois apresenta maior número de ze-
ros. Calculando o cofator A
11
:
A
11
= (–1)
1+1
·
4 3 1
1 2 3
4 5 1


Calculando o determinante pela regra de Sarrus, obtemos:
det = – 8 + 36 – 5 + 8 – 60 + 3
det = – 26
Portanto,
det A = a
11
· A
11
A
11
= (– 1)
2
· (– 26)
det A = 1 · (– 26) A
11
= – 26
det A = – 26
Propriedades dos Determinantes
1) Um determinante é nulo quando:
• Tem uma linha ou coluna igual a zero.
Exemplos:
a)
2
1 3
L
0 0


= 0, pois L
2
é uma linha de zeros.
b)
2
1 0 1
2 0 3
3 0 2
C


=0, pois C
2
é uma coluna de zeros.
• Tem duas linhas ou colunas iguais.
Manual de Matemática
290
Exemplos:
a)
1
3
4 3 1 L
1 3 2
4 3 1 L


= 0, pois L
1
= L
3
b)
4 2
C C
1 0 2 0
0 3 4 3
1 2 5 2
2 4 3 4
⇓ ⇓

= 0, pois C
2
= C
4
• Tem duas linhas ou colunas proporcionais.
Exemplos:
a)
1 0 3
3 0 9
1 8 2

− = 0, pois L
2
= 3 · L
1
b)
5 0 10
1 2 2
2 3 4
− − = 0, pois C
3
= 2 · C
1
• Tem uma linha (ou coluna) que é igual a uma combinação linear das
demais linhas (ou colunas).
Exemplos:
a)
2 1 3
3 4 1
5 3 4

= 0, pois L
1
+ L
2
= L
3
b)
1 3 2
1 1 1
0 4 2
− − − = 0, pois C
3
=
1 2
C C
2
+
Manual de Matemática
291
2) Um determinante muda de sinal quando trocamos de lugar, entre si,
duas linhas ou duas colunas da matriz.
Exemplo:
0 3 1
2 4 3 41
1 2 4

· −

Trocando a primeira coluna com a terceira, vem:
1 3 0
3 4 2 41
4 2 1

·

3) Quando se multiplica (ou se divide) uma linha ou uma coluna de um
determinante por um número, o novo determinante fica multiplicado (ou divi-
dido) por esse número.
Exemplo:
1 0 1
3 1 0 6
4 0 2

·
Multiplicando a 2ª linha por 2, obtemos:
1 0 1
6 2 0 6 2 12
4 0 2

· ⋅ ·
4) Teorema de Binet
Sendo A e B duas matrizes quadradas, de mesma ordem, então det (A · B) =
(det A) · (det B).
Dadas as matrizes A =
1 2
3 1
| `


. ,
e B =
4 3
5 2
| `

. ,
Manual de Matemática
292
det (A · B) = (det A) · (det B)
det A =
1 2
3 1 −
= 1 + 6 = 7
det B =
4 3
5 2
= 8 – 15 = – 7
det (A · B) = 7 · (– 7)
det (A · B) = – 49
5) O determinante de uma matriz que tem os elementos abaixo ou acima
da diagonal principal é o produto dos elementos dessa diagonal.
Exemplos:
a)
2 3
0 5
= 2 · 5 = 10
b)
2 4 3
0 1 2
0 0 3

= 2 · (– 1) · 3 = – 6
c)
1 0 0 0
3 4 0 0
2 1 4 0
3 0 3 2

= 1 · 4 · 4 · 2 = 32
6) O determinante de uma matriz e o de sua transposta são iguais.
det (A) =
2 1 3
0 4 1
1 0 3 −
= 35
det (A
t
) =
2 0 1
1 4 0
3 1 3

=35
Manual de Matemática
293
7) O determinante de uma matriz quadrada de ordem n, em que todos os
elementos abaixo ou acima da diagonal secundária são iguais a zero, é o
produto dos elementos dessa diagonal pelo fator ( )
( ) n n 1
2
1
⋅ −
− .
Exemplos:
a)
b)
8) Se A é uma matriz quadrada com determinante diferente de zero (A é
inversível), então det A
–1
=
1
det A
.
Exemplo:
A =
3 1 0
2 1 3
0 5 3


= – 60
Como det A ≠ 0, então det A
–1
1 1
60 60
· · −

9) Sendo A uma matriz quadrada de ordem n e k um número real, então:
det (K · A) = K
n
· det A
Exemplo:
Se A é uma matriz quadrada de ordem 4 e det (A) = 3, calcule
det (2A).
det (K · A) = K
n
· det A
det (2 · A) = 2
4
· 3 = 48
Manual de Matemática
294
Teorema de Jacobi
Aplicamos o teorema de Jacobi quando a uma linha (ou uma coluna) de
uma matriz adicionarmos uma combinação linear das demais linhas (ou colu-
nas) e o determinante dessa matriz não se altera.
Exemplo:
Sendo M =
1 1 2
3 1 0
4 0 2
]
]

]
]

]
det M =
1 1 2
3 1 0
4 0 2


= 16
Se multiplicarmos a primeira linha por 2, e a segunda linha por 3 e adicio-
narmos à terceira linha, obteremos a matriz:
N =
1 1 2
3 1 0
15 1 2
]
]

]
]

]
A terceira linha de N é a combinação linear das linhas 1 e 2. Pelo teorema
de Jacobi, temos:
det N = 16
Regra de Chió
Aplicamos a regra de Chió em matrizes de ordem n ≥ 2 em que pelo menos
um elemento seja igual a 1.
Exemplo:
Solução:
Inicialmente, isolamos a primeira linha e a primeira coluna.
Manual de Matemática
295
De cada um dos elementos restantes subtraímos o produto dos elemen-
tos isolados correspondente à linha e à coluna em que o elemento está re-
presentado:
1 2 3 2 3 3 7 7
0 2 1 3 3 1 2 6
− − ⋅ − ⋅ − −
·
− ⋅ − − ⋅ − −
Multiplicamos o determinante obtido por (– 1)
i+j
.
Como isolamos a 1ª linha e a 1ª coluna, obtemos:
(– 1)
1+1
·
7 7
2 6
− −
− −
(– 1)
2
· (42 – 14) = 28
Resolução de Equações envolvendo Determinantes
Exemplos:
Determine o conjunto verdade das equações:
a)
x 2
3 2 −
= 0
Solução:
Resolvendo o determinante, obtemos:
– 2x – 6 = 0
– 2x = 6
2x = – 6
x =
6
2

x = – 3 S = {–3}
b)
3 4 x
6 0 0
2 1 2

=6
0 + 6x + 0 – 0 – 0 – 48 = 6
6x = 54
x = 9 S = {9}
Manual de Matemática
296
c)
2 0 0 0
1 0 0
3 2 3 0
4 3 2 4
− x
=48
Aplicando uma das propriedades de determinantes, obtemos:
Devemos multiplicar os elementos da diagonal principal e igualar a 48.
2 · x · 3 · 4 = 48
24x = 48
x =
48
24
x = 2 S = {2}
Obs.:
Podemos obter a matriz inversa com o auxílio dos determinantes.
A matriz inversa A
–1
de uma matriz A existe se, e somente se, det A ≠ 0 e é dado por:
A
–1
=
1
det A
· adj A
Matriz Adjunta
Matriz adjunta da matriz A é a transposta da matriz dos cofatores da matriz A.
adj A = (A)’
Exemplo:
Calcule, se existir, a inversa da matriz A =
2 3
0 4
| `

. ,
, aplicando a fórmula
A
–1
=
1
det A ⋅
.adj A
Solução:
Calculando o det A, obtemos:
Det A =
2 3
0 4
Det A = 8 – 0
Det A = 8 ≠ 0
Portanto ∃ A
–1
.
Manual de Matemática
297
Calculando os cofatores dos elementos de A:
A
11
= (– 1)
1+1
· 4 = 4
A
12
= (– 1)
1+2
· 0 = 0
A
21
= (– 1)
2+1
· 3 = – 3
A
22
= (– 1)
2+2
· 2 = 2
Assim:
4 0
A
3 2
| `
·


. ,
adj A =( A )
adj A =
4 3
0 2

| `

. ,
Substituindo os dados na fórmula,
A
–1
=
4 3
1
0 2 8

| `


. ,
A
–1
=
1 3
2 8
1
0
4
| `





. ,
Capítulo 3
SISTEMAS LINEARES
O primeiro matemático a resolver problemas que recaem em equações da
forma ax + by = c, em que a e b são números inteiros simultaneamente
não-nulos, foi Diofanto de Alexandria.
Equação Linear
Equação linear é toda equação na forma a
1
x
1
+ a
2
x
2
+ a
3
x
3
+ ... + a
n
x
n
= b
1
,
em que:
a
1
, a
2
, a
3
, ..., são coeficientes;
x
1
, x
2
, ..., x
n
são as incógnitas;
b
n
é o termo independente.
Manual de Matemática
298
Exemplo:
3x – 2y – z = 2 é uma equação linear, em que
x, y e z são as incógnitas;
3, – 2, – 1 são os coeficientes;
2 é o termo independente;
(2, –1, 6) é uma solução da equação, pois 3 · 2 – 2 (– 1) – 6 = 2.
Sistemas Lineares
Um sistema de equações linear é formado apenas por equações do
tipo:
a
1
x
1
+ a
2
x
2
+ a
3
x
3
+ ... + a
n
x
n
= b
+v2–
R2
R2 v2 G I2
I1
I3
Na Física, dado um circuito elétrico para determinarmos as
intensidades das correntes elétricas i
1
, i
2
e i
3
, são obtidas três
equações com três incógnitas, aplicando assim um sistema linear.
Manual de Matemática
299
Exemplos:
a)
x 2y 3
2x y 1
− ·
¹
'
− ·
¹
é um sistema linear
b)
a b c 1
a b 2c 3
a 2b c 2
+ + ·
¹
¹
− − + ·
'
¹
+ − ·
¹
é um sistema linear
c)
x y 2
xy 1
+ ·
¹
'
·
¹
não é um sistema linear
d)
2 2
x y 3
x y 1
¹ + ·
¹
'
+ ·
¹
¹
não é um sistema linear
Solução de um Sistema Linear
Considere o sistema linear:
x y 1
2x y 5
+ ·
¹
'
− ·
¹
Podemos utilizar um sistema de equações matemáticas no
balanceamento de uma equação química.
Exemplo:
2C
3
H
6
+ 9O
2
⇒ 6CO
2
+ 6H
2
O
Manual de Matemática
300
Representamos na reta r a equação x + y = 1 e a reta s a equação 2x – y = 5
no plano cartesiano:
y
r
s
x 1
– 1
– 5
1
3
2
P
As retas r e s se interceptam no ponto P (2, – 1). Logo (2, – 1) é solução do
sistema.
Exemplo:
Dado o sistema S
a b c 3
2a b c 0
3a b 2c 6
− + ·
¹
¹
+ − ·
'
¹
− + ·
¹
Verifique se (1, – 1, 1) é solução de S.
Solução:
Substituindo no sistema a = 1, b = – 1 e c = 1, obtemos:
1 – (– 1) + 1 = 3 (V)
2.1 – 1 – 1 = 0 (V)
3.1 – (– 1) + 2 · 1 = 6 (V)
Portanto (1, – 1, 1) é solução do sistema.
Uma seqüência de números reais (a, b, c, ... n) é solução de um sistema
linear se é solução de todas as equações do sistema.
Manual de Matemática
301
Matrizes Associadas a um Sistema Linear
Dados os sistemas:
1 2 3
1 3
2 3
x 3x x 2
x y 2
e x x 3
x y 1
2x 4x 1
+ − ·
¹
+ ·
¹
¹
+ ·
' '
− + ·
¹
¹
+ ·
¹
Podemos representá-los na forma matricial. Assim:
Sistema Homogêneo
Sistema linear homogêneo é aquele que possui todos os termos indepen-
dentes nulos:
A seqüência (0, 0, 0, ... 0) recebe o nome de solução trivial ou imprópria.
Manual de Matemática
302
Um sistema homogêneo é classificado em:
• Possível e determinado se a solução trivial é única.
• Possível e indeterminado se a solução trivial não é a única.
Sistemas Lineares Equivalentes
Dizemos que dois sistemas lineares são equivalentes se admitem a mes-
ma solução.
Exemplos:
1) Verifique se são equivalentes os sistemas
a b 1 3a b 11
e
2a b 8 2a b 8
+ · − ·
¹ ¹
' '
− · − ·
¹ ¹
Solução:
Resolvendo os sistemas
a b 1 3a b 11
e
2a b 8 2a b 8
+ · − ·
¹ ¹
' '
− · − ·
¹ ¹
, verificamos que
o par ordenado (3,– 2) é solução dos dois.
Portanto, eles são equivalentes.
2) Calcule a e b, de modo que sejam equivalentes os sistemas:
x y 3 ax by 3
e
x y 1 2ax by 1
+ · + · −
¹ ¹
' '
− · − − ·
¹ ¹
Solução:
Resolvendo o sistema, obtemos:
x y + 3
x y
·
− 1
¹
¹
'
·
¹
¹
2x = 4
x =
4
2
x = 2
Substituindo x = 2, na 1ª equação:
x + y = 3
2 + y = 3
y = 3 – 2
y = 1
Manual de Matemática
303
Como os sistemas são equivalentes, podemos substituir x = 2 e
y = 1 em:
ax by 3
2ax by 1
+ · −
¹
'
− − ·
¹
’
2a b + 3
4a b
· −
− − 1
¹
¹
'
·
¹
¹
–2a = –2
2a = 2
a = 1
Substituindo a = 1 em 2a + b = – 3, temos:
2 · 1 + b = – 3
b = – 3 – 2
b = – 5
Sistema Normal
Dizemos que um sistema é normal se o número de incógnitas é igual ao
número de equações e o determinante é ≠ 0.
Exemplo:
a)
x y 6
2x y 2
+ ·
¹
'
− ·
¹
Solução:
O número de equações do sistema é igual ao número de incógnitas (x e y).
Calculando o determinante:
det =
1 1
2 1 −
det = – 1 – 2
det = – 3 ≠ 0
Portanto, o sistema é normal.
Manual de Matemática
304
Classificação de um Sistema
Observe os exemplos representados graficamente:
II –
r: x + y = 4
s: x + y = 2
y
x
2 4
As retas r e s são
paralelas, não
possuem ponto
comum
(não há solução).
4
2
r
s
III –
r: 3x + 3y = 6
s: x + y = 2
y
x
2
As retas r e s são
coincidentes, possuem
infinitos pontos em
comum
(há infinitas soluções).
2
r = s
Manual de Matemática
305
Resumindo
Um sistema é:
Possível e determinado quando a solução do sistema é única (I).
Possível e indeterminado quando admite infinitas soluções (III).
Impossível quando não admite solução (II).
Regra de Cramer
Regra de Cramer é um método prático para resolver um sistema, em que a
solução será:
Dx Dy Dz
x , y , z , ...
D D D
· · ·
Exemplos:
a)
x 2y 1
x 3y 4
+ ·
¹
'
− · −
¹
Solução:
• Inicialmente, colocamos o sistema na forma matricial:
1 2 x 1
1 3 y 4
| ` | ` | `
⋅ ·

− −
. , . , . ,
• Resolvemos o determinante formado pelos coeficientes das incógnitas.
D =
1 2
1 3 −
D = – 3 – 2
D = – 5
Para calcularmos o D
x
, trocamos a coluna da incógnita x pelos termos inde-
pendentes:
D
x
=
1 2
4 3 − −
D
x
= – 3 + 8
D
x
= + 5
Manual de Matemática
306
Para calcularmos o D
y
, trocamos a coluna da incógnita y pelos termos
independentes:
D
y
=
1 1
1 4 −
D
y
= – 4 – 1
D
y
= – 5
Por Cramer, temos:
Dx Dy
x y
D D
5 5
x y
5 5
x 1 y 1
· ·
+ −
· ·
− −
· − ·
Logo:
S = {(–1, 1)}
b)
x y 3
x z 1 0
y z 2
+ ·
¹
¹
+ − ·
'
¹
+ ·
¹
⇒ x + z = 1
Solução:
1 1 0 x 3
1 0 1 y 1
0 1 1 z 2
| ` | ` | `

⋅ ·


. , . , . ,
D=
1 1 0
1 0 1
0 1 1
D= 0 + 0 + 0 – 0 – 1 – 1
D= – 2
Manual de Matemática
307
D
x
=
3 1 0
1 0 1
2 1 1
D
x
= 0 + 0 + 2 – 0 – 3 – 1
D
x
= – 2
D
y
=
1 3 0
1 1 1
0 2 1
D
y
= 1 + 0 + 0 – 0 – 2 – 3
D
y
= – 4
D
z
=
1 1 3
1 0 1
0 1 2
D
z
= 0 + 3 + 0 – 0 – 1 – 2
D
z
= 0
Por Cramer, temos:
Dx Dy Dz
x y z
D D D
2 4 0
x y z
2 2 2
x 1 y 2 z 0
· · ·
− −
· · ·
− − −
· · ·
Logo:
S = {(1, 2, 0)}
Podemos classificar esses dois sistemas como Sistemas Possíveis Deter-
minados.
c)
x y 3
x y 4
− − ·
¹
'
+ ·
¹
Manual de Matemática
308
Solução:
D =
1 1
1 1
− −
D
x
=
3 1
4 1

D = – 1 + 1 D
x
= 3 + 4
D = 0 D
x
= 7
D
y
=
1 3
1 4

D
y
= – 4 – 3
D
y
= – 7
Por Cramer, temos:
Logo: S = Ø
Classificamos esse sistema como Sistema Impossível.
d)
x y 3
2x 2y 6
+ ·
¹
'
+ ·
¹
Solução:
D =
1 1
2 2
D
x
=
3 1
6 2
D = 2 – 2 D
x
= 6 – 6
D = 0 D
x
= 0
D
y
=
1 3
2 6
D
y
= 6 – 6
D
y
= 0
Manual de Matemática
309
Por Cramer, temos:
x =
0
0
e y=
0
0
(admite infinitas soluções)
Sistema Possível e Indeterminado.
Discussão de um Sistema Linear
Discutir um sistema é verificar se o sistema é possível determinado, inde-
terminado ou impossível.
• Sistema Possível Determinado ⇒ D ≠ 0
(admite uma única solução).
• Sistema Possível Indeterminado ⇒ D · 0, D
x
= 0, D
y
= 0 ...
(admite infinitas soluções).
• Sistema Impossível ⇒ D = 0 e pelo menos um dos demais det ≠ 0
(não admite solução).
Exemplos:
Discuta os seguintes sistemas:
a)
x my 3
mx y 1
− + ·
¹
'
− ·
¹
Solução:
1 m x 3
m 1 y 1

| ` | ` | `
⋅ ·


. , . , . ,
D =
1 m
m 1


D
x
=
3 m
1 1 −
D = 1 – m
2
D
x
= – 3 – m
D
y
=
1 3
m 1

D
y
= – 1 – 3m
Manual de Matemática
310
Discussão:
SPD ⇒ 1 – m
2
≠ 0 ⇒ m
2
≠ 1 ⇒ m ≠ ± 1
(Sistema Possível Determinado)
SPI ⇒ 1 – m
2
= 0 ⇒ m ± 1
Substituindo m= ± 1 em D
x
e D
y
, verificamos que D
x
≠ 0 e D
y
≠ 0. Logo, ´
m para que o sistema seja indeterminado.
SI ⇒ m = ± 1
Substituindo m = ± 1 em D
x
e D
y
, verificamos que D
x
≠ 0 e D
y
≠ 0. Logo,
para o sistema ser impossível, m=±1.
b)
x 2y 2z m
3x 6y 4z 4
2x ny 6z 1
+ + ·
¹
¹
+ − ·
'
¹
+ − ·
¹
Determine m e n para que o sistema
seja indeterminado.
Solução:
1 2 2 x m
3 6 4 y 4
2 n 6 z 1
| ` | ` | `

− ⋅ ·



. , . , . ,
D =
1 2 2
3 6 4
2 n 6


D = – 36 + 6n – 16 – 24 + 4n + 36
D = 10n – 40
D
x
=
m 2 2
4 6 4
1 n 6


D
x
= – 36m + 8n – 8 – 12 + 4mn + 48
D
x
= – 36m + 8n + 4mn + 28
Manual de Matemática
311
D
y
=
1 m 2
3 4 4
2 1 6


D
y
= – 24 + 6 – 8m – 16 + 4 + 18m
D
y
= 10m – 30
D
z
=
1 2 m
3 6 4
2 n 1
D
z
= 6 + 3mn + 16 – 12m – 4n – 6
D
z
= – 12m – 4n + 3mn + 16
S.P.I.
10n – 40 = 0 10m – 30 = 0
10n = 40 10m = 30
n = 4 m = 3
Substituindo m = 3 e n = 4 em D
x
, D
y
e D
z
, concluímos que D = 0, D
x
=
0, D
y
= 0 e D
z
= 0.
Portanto, m = 3 e n = 4.
Sistema Retangular
É aquele cujo número de equações é diferente do número de incógnitas.
Discussão de um Sistema Retangular
Quando o número de equações for maior que o número de incógnitas,
devemos escolher duas e resolver o sistema.
Classificação de um Sistema Retangular
Sistema possível e determinado
Exemplo:
Seja o sistema
2x y 1
x y 5
3x y 9
− ·
¹
¹
+ ·
'
¹
+ ·
¹
Manual de Matemática
312
Se escolhermos a 1ª e 2ª equações e resolvermos o sistema, teremos
x = 2 e y = 3.
Substituindo x = 2 e y = 3 na 3ª equação: 3 · 2 + 3 = 9 (V)
A solução (2, 3) é também solução da equação 3x + y = 9; neste caso, o
sistema será possível e determinado.
Sistema possível e indeterminado
Exemplo:
O sistema
x y 3
x y 3
2x 2y 6
− ·
¹
¹
− + · −
'
¹
− ·
¹
é indeterminado.
Tanto
x y 3
x y 3
− ·
¹
'
− + · −
¹
, como
x y 3
2x 2y 6
− ·
¹
'
− ·
¹
,
como
x y 3
2x 2y 6
− + · −
¹
'
− ·
¹
são indeterminados.
Sistema Impossível
Exemplo:
O sistema S ⇒
2x 4y 1
x 2y 2
x 3y 3
− ·
¹
¹
− + ·
'
¹
+ ·
¹
é impossível.
Resolvendo o sistema S ⇒
2x 4y 1
x 2y 2
− ·
¹
'
− + ·
¹
, concluímos que não admite
solução, portanto ele é impossível.
Logo S também será.
Sistema Não-Linear
Definimos como sistema não-linear aquele em que pelo menos uma equa-
ção não é linear.
Manual de Matemática
313
Equação não-linear é toda equação que apresenta pelo menos uma variá-
vel com grau maior que 1 ou apresenta produto de variáveis.
Exemplo:
Resolva o sistema:
2
x 2y 0
x 4y 1
− ·
¹
¹
'
− · −
¹
¹
Solução:
Podemos resolver o sistema por algum método já conhecido. Isolando x na
1ª equação e substituindo na 2ª, obtemos:
x = 2y
(2y)
2
– 4y = – 1
4y
2
– 4y + 1 = 0
∆ = (– 4)
2
– 4 · 4 · 1
∆ = 0
y =
4 0
8
t
y
1
= y
2
=
1
2
Substituindo y =
1
2
em x = 2 ·
1
2
, obtemos:
x = 1
Logo, a solução será
1
1,
2
¹ ¹
| `
' '

. ,
¹ ¹
.
EXERCÍCIOS PROPOSTOS
1) Construa as seguintes matrizes:
a) A = (a
ij
)
2x3
com a
ij
= 1, se i j
i j, se i j
·
¹
'
− ≠
¹
Manual de Matemática
314
b) A = (a
ij
)
3x2
com a
ij
=
j
i se i j
3 se i j
¹ ≥
¹
'
− ·
¹
¹
c) B = (b
ij
)
3x3
com b
ij
= – i
2
– j
d) C = (c
ij
)
1x4
com c
ij
= i – 2ij + 3j
2) Dadas as matrizes A = (a
ij
)
2x2
, sendo a
ij
= i
2
e B = (b
ij
)
2x2
, sendo
b
ij
= i + j, determine:
a) b
12
– a
11
b) 2a
12
+
2
22
b
3) Dadas as matrizes
1 3 2
A 4 2 b
3 1 2

| `

· −


. ,
e
1 a 3
B 3 2 1
c 3 2
| `

·


. ,
, calcule a, b, e c, sabendo
que B = A
t
.
4) Determine os números reais x e y, tais que:
a)
x 1 3 1 3
4 2y 4 6

| ` | `
·

. , . ,
b)
y
8
x
9 4 3 4
1 3 1 log
| ` | `
·

− −
. ,
. ,
c)
x y 5 1 5
3 2x y 3 5
− − −
| ` | `
·

+
. , . ,
5) Sendo
1 0
2 3 1
A e B 1 2
1 4 3
3 4
| `

| `

· · −


. ,

. ,
, determine X = A + 3B
t
.
6)(CISESP-PE) Dadas as matrizes reais A = (a
ij
) e B = (b
ij
), em que
i = 1, 2, 3 e j = 1, 2, 3, tais que a
ij
= i + j e b
ij
= 2i – j + 1, indique a alter-
nativa correspondente ao elemento c
22
da matriz C = A · B.
a) 40 b) 36 c) 4 d) 120 e) 22
Manual de Matemática
315
7) (FATEC-SP) Uma indústria automobilística produz carros X e Y nas ver-
sões standard, luxo e superluxo. Na montagem desses carros são utilizadas
as peças A, B e C.
Para um certo plano de montagem, são dadas as seguintes informações:
Em termos matriciais, temos:
matriz peça/carro =
4 3
3 5
6 2
| `



. ,
matriz carro/versão =
2 4 3
3 2 5
| `

. ,
Então, a matriz peça/versão é:
17 22 27
a) 21 28 34
18 28 22
17 22 27
b) 21 22 34
18 28 28
| `



. ,
| `



. ,
17 22 27
e) 21 22 28
18 34 28
| `



. ,
17 22 27
c) 21 34 22
18 28 28
| `



. ,
17 22 27
d) 21 28 28
18 34 22
| `



. ,
Manual de Matemática
316
8) Resolva a equação matricial X
.

( )
4 6 2
2 3 1
2 3 1

| `
− ·


. ,
9) Efetue as multiplicações:
a)
0 1 2 7
3 4 6 5
| ` | `


− −
. , . ,
b) ( )
3
2 0 3 2
1
| `

⋅ −


. ,
c)
1 2
1 2 1
2 1
3 1 2
3 1
| `
| `




. ,

. ,
10) Calcule a de modo que as matrizes
2 3 4 a
A e B
1 4 0 4

| ` | `
· ·

. , . ,
sejam comutativas.
11) Considere as matrizes:
x y 1 1 1 0
A e B
1 1 x 0 1 0

| ` | `
· ·


. , . ,
Determine x e y, sabendo que: A · B
t
=
3 4
2 1
| `


. ,
12) (UCS-BA) A equação matri ci al
2 1 0 x 3
1 1 2 y 2
0 0 1 z 1

| ` | ` | `

− ⋅ · −


. , . , . ,
é verdadeira se x, y e z são tais que x + y + z é igual a:
a)–3 b) –1 c) 0 d) 1 e) 3
13) Determine a matriz inversa das matrizes:
a)
1 3
A
2 5
| `
·

. ,
b)
1 0 1
B 2 1 1
0 0 0
| `

·


. ,
c)
1 0 0
C 1 1 0
1 1 1
| `

·


. ,
14) Dadas as matrizes
1 3 3 1
M e N
0 4 0 2
| ` | `
· ·


. , . ,
, determine (M · N
–1
)
t
:
Manual de Matemática
317
15) Calcule o valor dos determinantes:
a)
2 3
4 1 −
c)
4
2
log 1
3 4
b)
3 2
2 2 3 −
d)
sen a cos a
cos a sen a −
16) Sendo A = (a
ij
)
2x2
, em que a
ij
= 3i + j e B = (b
ij
)
2x2
, e ij
0 se i j
b
1se i j
·
¹
·
'
− ≠
¹
,
calcule o valor dos determinantes:
a) A b) B c) A
t
+ B
t
d) (A . B)
t
17) Aplicando a regra de Sarrus, calcule os seguintes determinantes:
a)
1 2 3
2 2 4
3 2 1
b)
1 2 1
3 4 1
0 1 2
− c)
0 1 3
2 1 1
3 1 2


18) Aplicando o teorema de Laplace, calcule o valor dos determinantes:
a)
0 3 0
2 3 1
4 2 5


b)
3 2 3 2
2 2 4 3
5 4 3 2
4 3 2 2
c)
0 0 0 3
1 2 1 4
3 4 6 1
2 0 4 1


19) Calcule o valor dos determinantes a seguir, sem desenvolvê-los. Jus-
tifique a resposta:
a)
0 0
1 3 −
b)
3 0 3
2 1 2
1 1 1
− c)
2 1 3
4 0 1
8 2 7


d)
1 2 5
2 4 1
3 6 7

e)
4 0 0
1 3 0
2 1 2

f)
1 2 0 3
1 1 1 2
1 0 1 1
1 5 1 8


Manual de Matemática
318
20) Determine o conjunto-verdade das equações:
a)
1 2 1
0 1 x 1
1 x 1

·

b)
2
x 1 2
0
3 3

· c)
x 4 1
1 1 0 0
15 3 x

− ·

(Mauá)
21) Dada a matriz A =
1 0 3
4 1 2
5 2 1
| `





. ,
, calcule os cofatores de A
11
, A
21
e A
33
.
22) Seja a matriz B = (b
ij
) de ordem 3, em que b
ij
=
i j, se i j
1, se i j
i j, se i j
− >
¹
¹
− <
'
¹
+ ·
¹
,
calcule o valor do determinante de B.
23) (Unifor – CE) A inequação
x 1 0
1 x 1
1 1 1
< 0 tem por conjunto solução:
a) {x ‚¸ | 0 < x < 1} c) ¸
b) {x ‚¸ | x > 1 ou x < 0} d) z
24) (PUC–SP) O determinante
x 0 0 3
1 x 0 0
0 1 x 1
0 0 1 2


− −
representa o polinômio:
a) –2x
3
+ x
2
+ 3 d) 2x
3
– x
2
– 3
b) – 2x
3
– x
2
+ 3 e) 2x
3
– x
2
+ 3
c) 3x
3
+ x

– 2
25) Sejam A =
1 0 0 0
1 2 0 0
3 4 3 0
0 3 1 4
| `







. ,
e B =
1 0 3 1
0 2 1 3
0 0 6 2
0 0 0 1
| `






. ,
, calcule
det (A.B).
Manual de Matemática
319
26) Sendo A e B matrizes quadradas de ordem 3, com det A = 2 e
det B = 3, calcule:
a) det (3A) b) det (A · B)
27) Dado o sistema
4x y 0
x y 6
+ ·
¹
'
+ ·
¹
, verifique se é solução cada um dos pares:
a) (– 2, 8) b) (– 1, 2)
28) Verifique quais dos sistemas são normais:
a)
2x y 1
x 3y 0
+ ·
¹
'
− ·
¹
c)
x y 2
2x 2y 4
− ·
¹
'
− ·
¹
b)
x y z 0
4x y z 1
x 3y 2z 2
+ − ·
¹
¹
− + ·
'
¹
+ − ·
¹
d)
x y z 1
2x 3y 2z 5
x y 2z 4
+ + ·
¹
¹
+ + ·
'
¹
− + · −
¹
29) Resolva, com o auxílio da regra de Cramer, os seguintes sistemas:
a)
3x 2y 5
2x y 1
− ·
¹
'
+ ·
¹
c)
3x y 2z 5
2x 3y 4z 2
x y z 0
− + ·
¹
¹
+ − ·
'
¹
− + − ·
¹
b)
x y z 5
2x y z 1
4x 2y z 11
+ − · −
¹
¹
+ + · −
'
¹
+ − · −
¹
30) Classifique os sistemas:
a)
3x y 2
x 4y 1
− ·
¹
'
+ ·
¹
c)
3x 4y 4
3x 4y 1
− + ·
¹
'
− ·
¹
b)
2x y 1
4x 2y 2
− ·
¹
'
− ·
¹
d)
2x y 4z 0
5x 2y z 1
x 3y z 2
+ + ·
¹
¹
+ − ·
'
¹
− + + ·
¹
Manual de Matemática
320
31) (UF-PA) O valor de K para que os sistemas
x 2
y 3
·
¹
'
·
¹
e
Kx 3y 5K
x Ky 11
+ ·
¹
'
− − · −
¹
sejam equivalentes é um valor pertencente ao intervalo:
a) ] – 3 , 3 [ d) ]3, 3 3 ]
b) [0, 3 ] e) ]– 3 , 0]
c) [3, 3 3 ]
32) (FUVEST-SP) Para quais valores de a o sistema linear
2
x y z 1
2x 3y 4z a
y 2z a
¹ + + ·
¹
+ + ·
'
¹
− − ·
¹
admite solução?
33) (UC-MG) O valor de m para que o sistema
mx y 0
4x y 0
+ ·
¹
'
+ ·
¹
seja indeterminado é:
a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4
34) Determine K, de modo que o sistema
3x 2y 3
Kx y 4
+ ·
¹
'
+ ·
¹
seja impossível.
35) (MACK-SP)
x y z
2x z 3y
9y z 4x
+ · −
¹
¹
+ ·
'
¹
+ · −
¹
de variáveis x, y e z:
a) não é homogêneo; b) apresenta três soluções distintas;
c) é impossível; d) é possível e indeterminado;
e) é possível e determinado.
36) (UNESP-SP) Para quais valores reais de p e q o sistema
3x py 4z 0
x y 3z 5
2x 3y z q
+ + ·
¹
¹
+ + · −
'
¹
− + ·
¹
não admite solução?
a) p = – 2 e q = 5 b) p > – 2 e q ≠ 4 c) p = q = 1
d) p = – 2 e q ≠ 5 e) p = 2 e q = 5
Manual de Matemática
321
37) Determine o valor de a para que o sistema
(a 3)x 2y 8
2x ay 4
+ + ·
¹
'
+ ·
¹
seja possível e indeterminado.
Respostas
1) a)
1 1 2
1 1 1

| `


. ,
c)
0 3 4
5 6 7
10 11 12
− −
| `

− − −


− − −
. ,
b)
3 1
2 3
3 9

| `




. ,
d)
( )
2 3 4 5
2) a) 2 3)
a 4
b 3
c 2
· −
¹
¹
·
'
¹
· −
¹
b) 18
4) a)
x 2
y 3
·
¹
'
·
¹
b)
x 2
y 2
·
¹
'
·
¹
c)
x 2
y 1
·
¹
'
·
¹
5)
5 0 8
1 10 15
| `

. ,
6) a 7) b
8)
a 2 2
ou X
1 b 1
·
¹ | `
·
'
·
. , ¹
9) a)
6 5
18 41

| `


. ,
b)
0 9 6
0 6 4
0 3 2

| `





. ,
c)
8 5
11 9
| `

. ,
10) a = 0 11)
x 7
y 4
·
¹
'
·
¹
12) d
Manual de Matemática
322
13) a)
1
5 3
A
2 1


| `
·


. ,
b) ∃ B
–1
c)
1
1 0 0
C 1 1 0
0 1 1

| `

· − −


. ,
14)
1
0
3
4
2
3
| `





. ,
15) a) – 14 b) – 7 c) 5 d) 1
16) a) –3 b) –1 c) –4 d) 3
17) a) 122 b) 0 c) 4
18) a) 42 b) –6 c) 72
19) a) 0 (L
1
= 0) d) 0, pois C
2
= 2C
1
b) 0, pois C
1
= C
3
e) –24
c) 0, pois L
3
= 2L
1
+ L
2
f) 0, pois 2L
1
+ L
2
= L
4
20) a) {1} b)
{ ¦
3 t
c) {–6, 2}
21) A
11
= –3
A
21
= +6
A
33
= –1
22) 65 23) a 24) a 25) 288
26) a) 54 b) 6 27) a 28) a, b e d
29) a) S = {(1, –1)} b) {–2, 0, 3} c) {(1, 4, 3)}
30) a) S.P.D. b) S.P.I. c) S.I. d) S.P.D.
31) c 32) a = 1 ou a = –2
33) e 34) K =
3
2
35) e
36) e 37) a = 1

Manual de Matemática
Capítulo 1 MATRIZES Introdução
As matrizes foram criadas no século XIX pelo matemático e astrônomo inglês Arthur Cayley. Elas são utilizadas para resolver sistemas lineares, também tendo grande aplicação na Física.

Quando presenciamos numa festividade um painel humano, conjunto de pessoas em que cada uma tem uma placa contendo a parte da figura correspondente à sua posição, colocando o painel em movimento formando imagens, podemos observar que esse painel é uma tabela de linhas e colunas, formando assim uma matriz.

268

Manual de Matemática
Noção de Matriz Uma tabela é definida por matriz quando seus números estão dispostos em linhas e colunas. Representação: Uma matriz é representada entre parênteses ou colchetes. Exemplos:  −1 0 1   2 0    −1 1  2 4 6    0 1 3  
Nas matrizes, as linhas são colocadas de cima para baixo e as colunas da esquerda para a direita.

Genericamente, as tabelas com m linhas e n colunas são denominadas matrizes m x n.

Tipo de uma Matriz As matrizes são representadas por letras maiúsculas e seus elementos por letras minúsculas. A matriz M do tipo m x n é representada por:
 a11  a M =  21   a  m1 a12 a22 am2 a13 a23 am3 a1n   a2n    amn m x n 

Em que M = (aij )m x n   i e j representam a linha e a coluna que cada elemento ocupa. 
269

Manual de Matemática
Exemplos: • a31 é o elemento da 3ª linha e da 1ª coluna. • a24 é o elemento da 2ª linha e da 4ª coluna.
2 4 • A matriz A =  é do tipo 2 x 2.   6 8  2x2

0 −1 é do tipo 3 x 2. • A matriz B = 3 2     1 4  3x2  
• A matriz D = (1 3 4 )1x 3 do tipo 1 x 3. Essa matriz é denominada matriz linha, pois apresenta uma única linha.

0   • A matriz E =  4  é do tipo 3 x 1. 6   3x1 Essa matriz é denominada matriz coluna, pois apresenta uma única coluna. 0 0 0 • A matriz N =  0 0 0  é do tipo 3 x 3.   0 0 0   3x3
Consideramos uma matriz nula quando todos os seus elementos forem iguais a zero.

Construção de uma Matriz Partindo da representação genérica de uma matriz, podemos construir qualquer matriz. Exemplos: 1) Construa a matriz A = (aij)2x3 , definida por aij = i – 2j. Solução:
a a A matriz do tipo 2x3 é representada por  11 12  a21 a22
270

a13   a23 2x 3

Manual de Matemática
Como aij = i – 2j, temos: a11 = 1 – 2 · 1 = –1 (pois i = 1 e j = 1) a12 = 1 – 2 · 2 = –3 a13 = 1 – 2 · 3 = –5 a21 = 2 – 2 · 1 = 0 a22 = 2 – 2 · 2 = –2 a23 = 2 – 2 · 3 = –4 Assim, temos:
 −1 −3 −5     0 −2 −4  2x 3 (−1)2i − j , se i = j 2) Construa a matriz C = (cij)4x2, tal que cij =   0, se i ≠ j 

Solução:

Assim teremos:
 −1 0     0 −1 0 0  0 0    4x2
271

Matriz Quadrada Uma matriz é quadrada quando o número de linhas é igual ao número de colunas. matriz coluna e matriz nula. Observe: J Time X Time Y Time Z Em que. Exemplos:  4 −3  a)    0 2  2x2 Leitura: matriz quadrada de ordem 2. denominamos a matriz quadrada de ordem n. UTILIZANDO A MATEMÁTICA NOS ESPORTES É comum as matrizes estarem presentes nos jornais e na televisão. como já vimos. Veja agora outras matrizes importantes.Manual de Matemática Tipos de Matrizes Algumas matrizes recebem nomes especiais como matriz linha. Um exemplo comum são as tabelas de classificação de um campeonato de futebol. J: jogos V: vitórias 272 V 3 2 1 E 1 2 0 D 0 1 4 PG 6 5 3 PP 3 4 6 5 5 5 E: empates D: derrotas PG: pontos ganhos PP: pontos perdidos . Assim.

Diagonal Principal de uma Matriz São os elementos onde i = j. n} Exemplos: Diagonal Secundária de uma Matriz São elementos onde i + j = n + 1.. .  4 3 1   c)  5 2 0   3 1 2   3x3 Leitura: matriz quadrada de ordem 3. a22. ou seja: {a11.. a33. an.Manual de Matemática b) (1)1x1 Leitura: matriz quadrada de ordem 1.. Exemplos: 273 . Exemplos: Matriz Diagonal Uma matriz é diagonal quando os elementos da diagonal principal são quaisquer e os elementos que não são da diagonal principal são iguais a 0.

Sendo A uma matriz. Exemplos: a) I2 =  1 0     0 1  1 0 0   b) I3 =  0 1 0   0 0 1   Matriz Oposta ou Simétrica A matriz oposta é obtida a partir de uma matriz conhecida. a oposta será – A. trocando o sinal de todos os seus elementos. indicada por Bt. Representamos a matriz identidade por In onde n indica a ordem da matriz. a matriz n x m. em que as linhas e as colunas são trocadas ordenadamente. Exemplo:  3 −1  A = 0 4    2 −5    −3 1  – A =  0 −4    −2 5    Matriz Transposta Sendo uma matriz B de ordem m x n. denomina-se matriz transposta de B.Manual de Matemática Matriz Identidade Chama-se matriz identidade a matriz em que os elementos da diagonal principal são todos iguais a 1 e os demais são iguais a 0. Exemplos:  2 −1   a) B =  0 4  6 8    3x2  3   b) C =  2   1   3x1 274  2 0 6 Bt =    −1 4 8  2x3 Ct = ( 3 2 1)1x 3 .

b e c. 2) Determine os valores de x e y sabendo que: 3  9 3  x + y =  5 x − y  5 1     Solução: Igualando os elementos correspondentes. temos: 3 1  =  a c  b − 4  5 − 4      a = 3 b = 5 e c = 1 (todos os elementos correspondentes são iguais). temos: x + y = 9  x − y = 1 Resolvendo o sistema: x + y = 9   x −y = 1  2x = 10 10 x = 2 x =5 Substituindo x = 5 na 1ª equação: x+y=9 5 +y = 9 y=9–5 y=4 275 . se A=B. Exemplos: a c  3 1  1) Dadas as matrizes A =   e B = 5 − 4  .   b − 4  calcule a. Solução: Se A = B.Manual de Matemática Igualdade de Matrizes Duas matrizes do mesmo tipo são iguais se cada elemento da primeira matriz for correspondente à segunda matriz.

c) Determine a matriz X tal que  1 0   3 −4     X +  4 −1 =  5 10   3 2   −2 1      Solução: A matriz X é do tipo 3x2.Manual de Matemática Operações com Matrizes Soma e Subtração Uma matriz é obtida pela soma ou pela diferença de matrizes do mesmo tipo. somando ou subtraindo elementos correspondentes. isto é: A – B = A + (– B).: Neste exemplo. definimos A – B como a soma de A com a oposta de B. Descobrimos o valor da matriz X isolando-a como uma equação:  3 −4  1 0      X =  5 10  −  4 −1  −2 1   3 2       3 − 4   −1 0   2 −4       X =  5 10  +  − 4 1  X =  1 11   −2 1   −3 −2   − 5 −1        276 . Exemplos:  1 0 2   0 4 −3   1 + 0 0 + 4 2 − 3  a)  +  =    4 −5 −3   8 3 2   4 + 8 −5 + 3 −3 + 2   1 4 −1 =    12 −2 −1 2 3  7 2 b)  −   4 −6   5 1   2 3   −7 −2   −5 1   + =   4 −6   −5 −1   −1 −7  Obs.

Exemplos: 1) Dadas as matrizes A =  2 −1 .       0 3   2 −1 2 3 calcule: a) 2A – 3B +C b) 3At – 2Ct Solução:  2 −1  3 4   6 1  a) 2A – 3B +C = 2   − 3 +   0 3   2 −1  2 3   4 −2   −9 −12   6 1   + +   0 6   −6 3  2 3  1 −13     − 4 12   2 0 6 2 b) 3At – 2Ct = 3   − 2   −1 3   1 3   6 0   −12 − 4   −6 − 4    +  ⇒   −3 9   −2 −6   −5 3  277 . B =  3 4  e C =  6 1  . o produto de K por A será obtido pela multiplicação de K por cada elemento da matriz A.: Na soma de matrizes são válidas as propriedades: A+B=B+A A + (B + C) = (A + B) + C A+ (–A) = 0 A+0=A (Propriedade Comutativa) (Propriedade Associativa) (Elemento Simétrico) (Elemento Neutro) Multiplicação de um Número Real por uma Matriz Sendo um número real K e uma matriz A.Manual de Matemática Obs.

Manual de Matemática 2) Determine o valor de x e y na igualdade:  x 2   −2 6  2 20 5 y  + 3  1 3y  = 8 10        Solução:  x − 6 2 + 18  2 20 5 + 3 y + 9y  = 8 10      Igualando os termos correspondentes: x–6=2 ⇒ x=8 10y = 10 ⇒ y=1 3) Resolva o sistema matricial:  1 0  4 X + Y =  +  3 −1  1    −5 2   4   X − Y =  3 −1 −  2     −3   6 6  0 Solução:   5 −3  X + Y =    4 5    X − Y =  − 9 −4      1 −1   Adicionando membro a membro as equações. temos:  5 −3   −9 − 4   − 4 −7  1  − 4 −7  2X =  +  ⇒ 2X =   ⇒ X=   4 4 2 5  4 5   1 −1   5 7   −2 − 2   X = 5 2    2  278 .

Amxp · Bpxn = Cmxn Exemplos: 1) É possível efetuar a multiplicação de uma matriz M = (m ij)3x2 e N = (nij)2x4? É possível multiplicar M · N. o produto só será possível se o número de colunas da matriz A for igual ao número de linhas da matriz B.Manual de Matemática 7   −2 − 2   na 1ª equação: Substituindo X =  5 2    2   5 −3  X+Y =  4 5   5 −3  Y = −X 4 5  7  −2 −   5 −3   2 Y = − 4 5   5 2    2  ⇒  7 Y = 3  2 1 2  3   Multiplicação de Matrizes Se multiplicarmos duas matrizes A e B. M3x2 · N2x4 = A3x4  2 −1  0 3 4   2) Calcule o produto da matriz A =  0 3  e B =    −2 1 3   −1 1    279 . pois o número de colunas da matriz M é igual ao número de linhas da matriz N.

Propriedades da Multiplicação No produto de matrizes. y = 3 e t = 3. para quaisquer matrizes: A · (B · C) = (A · B) · C (Associativa) A · (B + C) = A · B + A · C (Distributiva à direita) (B + C) · A = B · A + C · A (Distributiva à esquerda) (onde In é a matriz identidade) A · I n = In · A = A 280 . obtemos: x = –2. z = –3. são válidas as seguintes propriedades.Manual de Matemática Solução: 5 5  2    −6 3 9   −2 −2 −1   3) Resolva a equação matricial:  1 −1  x y   1 0  2 −1 ⋅  z t  =  −1 3       Solução: Inicialmente calcula-se o produto das matrizes do 1º membro:  x − z y − t   1 0 2x − z 2y − t  =  −1 3     Logo: x − z = 1  2x − z = −1 y − t = 0  2y − t = 3 Resolvendo os sistemas.

sabendo que A =   2 0  Solução:  1 −1  1 −1  1⋅ 1 + (−1) ⋅ 2 1⋅ (−1) + (−1) ⋅ 0  A2 = A ⋅ A =  ⋅ = = 2 ⋅ (−1) + 0   2 0   2 0   2 ⋅1+ 0 ⋅ 2  −1 −1     2 −2   −1 −1   1 −1 A 3 = A2 ⋅ A =  ⋅ =  2 −2   2 0   (−1) ⋅ 2 + (−1) ⋅ 2 (−1) ⋅ (−1) + (−1) ⋅ 0   −3 1   =  2 ⋅ (−1) + (−2) ⋅ 0   −2 −2   2 ⋅ 1 + (−2) ⋅ 2 Matriz Inversa Considerando uma matriz quadrada A..... sabendo que A =  . dizemos que as matrizes A e B comutam. de ordem n.  eB=   −1 4   1 1 Solução:  4 3   1 −3   4 ⋅ 1 + 3 ⋅ (−1) 4 ⋅ (−3) + 3 ⋅ 4   1 0  A ⋅B =   ⋅ = =   1 1   −1 4   1⋅ 1 + 1⋅ (−1) 1⋅ (−3) + 1⋅ 4   0 1  281 . define-se matriz inversa da matriz quadrada A. Potenciação Dada uma matriz quadrada A. existem matrizes A e B tais que A· B ¹ B · A. a matriz A–1. tal que: A · A–1 = In = A–1 · A Exemplos:  1 −3   4 3 1) Calcule A · B e B · A. · A n vezes Exemplo:  1 −1 Calcule A2 e A3. então: An = A · A · A · .Manual de Matemática Obs. Se ocorrer AB = BA.: No produto de matrizes não é válida a propriedade comutativa.

2x + 5z = 1  x + 3z = 0 2 5  3 −5  1 0  ⋅ =   1 3   −1 2   0 1   6 + 5 ⋅ (−1) 2 ⋅ (−5) + 5 ⋅ 2   1 0   =   1⋅ 3 + 3 ⋅ (−1) 1⋅ (−5) + 3 ⋅ (2)   0 1  Neste caso. obtemos os sistemas: 2y + 5t = 0  y + 3t = 1 Resolvendo os sistemas.Manual de Matemática  1 −3   4 3   1⋅ 4 + (−3) ⋅ 1 1⋅ 3 + (−3) ⋅ 1  1 0  B⋅A =   ⋅ = =   −1 4   1 1   (−1) ⋅ 4 + 4 ⋅ 1 (−1) ⋅ 3 + 4 ⋅ 1  0 1  Como A · B = I2 e B · A = I2. obtemos: x = 3. A–1 e devemos obter a identidade I2. obtemos: z t  2 5  x y   1 0  ⋅ =   1 3   z t   0 1  2x + 5z 2y + 5t   1 0   =   x + 3z y + 3t   0 1  Pela igualdade de matrizes. Assim. 2 5 2) Determine a matriz inversa de A =  . y = – 5. logo A · B = B · A = I2. dizemos que A e B são matrizes inversas. efetuamos A . z = –1 e t = 2 Logo:  3 −5 A −1 =    −1 2  e Para verificar se o resultado está certo.  1 3 Solução: x y –1 Fazendo A–1 =   e aplicando a relação A · A = I2. 282 . A e A–1 são matrizes inversas.

obtemos os sistemas. sabendo que (X · A)–1 = B. obtemos: (X · A)–1 = B ⇒ A–1 · X–1 = B em que X = (A . matrizes inversíveis de ordem n. obtemos: 1 a = 1. Solução: Aplicando a propriedade da matriz inversa. 1 1   0 1 Determine X. B =   e X. c = –1 e d = 1 2 1  1 −  Portanto X =  2     −1 1  283 .Manual de Matemática Propriedades da Matriz Inversa São válidas as seguintes propriedades: a) (A–1)–1 = A b) (A · B)–1 = B–1 · A–1 c) (At)–1 = (A–1)t Exemplo: 1 0   2 1 Sendo A =  . 2a + c = 1 e 2b + d = 0   2a + 2c = 0 2b + 2d = 1 Resolvendo os sistemas. b = – . B)–1  1 0   2 1 X = ⋅   1 1   0 1  2 1   X =    2 2   −1  2 1 Calculando a matriz inversa de   2 2 Obtemos:  2 1  a b   1 0   ⋅ =   2 2   c d   0 1 Igualando as matrizes.

que chamaremos determinante dessa matriz. Ela foi desenvolvida por dois matemáticos. Dada uma matriz quadrada de ordem n. em ordem cronológica. Laplace. podemos associar um único número real a essa matriz. Indicação: Determinante da matriz A: det A . então:  a21 a22  det A = a11 · a22 – a21 · a12 O determinante da matriz A é obtido multiplicando os elementos da diagonal principal subtraído da multiplicação dos elementos da diagonal secundária. Lagrange. Exemplos: det A = |–3| = – 3 det B = 1 = 1 2 2 Determinante de uma Matriz Quadrada de 2ª Ordem a a  Se A =  11 12  . Determinante de uma Matriz Quadrada de 1ª Ordem det A = |a11| = a11 Em que o determinante de A é o próprio elemento da matriz. Cauchy e Jacobi. ao solucionarem um problema de eliminações necessárias à resolução de um sistema de n equações lineares com n incógnitas. A. Bezout. Vandermonde. Leibniz (1646-1716) e Seki Shinsuke Kowa (1642-1708). Depois vieram.Manual de Matemática Capítulo 2 DETERMINANTES A teoria dos determinantes surgiu quase simultaneamente na Alemanha e no Japão. 284 . os trabalhos de Cramer.

à direita. sendo. podemos aplicar várias regras.  0 −1 2    M =  3 4 −2  1 3 4    285 . Regra de Sarrus Considerando a matriz quadrada de 3ª ordem:  a11 a12  A =  a21 a22 a a  31 32 a13   a23  a33   Repete-se. a 1ª e a 2ª coluna: Det A = a11 · a22 · a33 + a12 · a23 · a31 + a13 · a21 · a32 – a13 · a22 · a31 – a11 · a23 · a32 – a12 · a21 · a33 Exemplo: Calcule o determinante da matriz M.Manual de Matemática Exemplos: a) det A = 1 2 = 1 · (– 1) – 3 · 2 = – 7 3 −1 0 −3 = 0 · 4 – 2 (– 3) = 6 2 4 b) det M = Determinante de uma Matriz Quadrada de 3ª Ordem Para calcular o determinante de uma matriz de 3ª ordem.

e aij um elemento de A. temos: det M = 0 · 4 · 4 + (– 1) · (– 2) · 1 + 2 · 3 · 3 – 2 · 4 · 1 – 0 · (– 2) · 3 – (– 1) · 3 · 4 = det M = 0 + 2 + 18 – 8 – 0 + 12 det M = 24 Teorema de Laplace Para calcular um determinante de 3ª ordem podemos escolher uma linha ou uma coluna. Para isso definimos menor complementar e cofator. Dada uma matriz A. de ordem n ≥ 2.Manual de Matemática Solução: Repetindo a 1ª e a 2ª coluna. Exemplo: 2 −1 3  Sendo A = 5 4 1      0 3 −2  • o menor complementar de a11 é dado por: D11 = Menor Complementar 4 1 3 −2 D11 = – 8 – 3 D11 = – 11 • o menor complementar de a23 é dado por: 2 −1 D23 = 0 3 D23 = 6 – 0 D23 = 6 286 . definimos menor complementar de aij o determinante Dij obtido ao eliminarmos a linha e a coluna em que esse elemento se encontra.

utilizando o teorema de Laplace.Manual de Matemática Cofator Chamamos de cofator de um elemento aij (representado por Aij) o produto de (–1)i+j pelo menor complementar. Aij = (–1)i+j · Dij  6 0 −1 Calcule os cofatores de a21 e a33 da matriz A =  3 4 2  . Exemplo: 1) Calcule o determinante da seguinte matriz.  3 −1 0    2 4 1 A=   3 −5 −3   287 .    − 5 1 −3    Solução: Eliminando a linha e a coluna em que a21 se encontra: A21 = (–1)2+1 · Exemplo: 0 −1 1 −3 A21 = (–1)3 · (0 + 1) A21 = –1 Eliminando a linha e a coluna em que a33 se encontra: A33 = (–1)3+3 · 6 0 3 4 A33 = (–1)6 · (24 – 0) A33 = 24 Aplicação do Teorema de Laplace O determinante de uma matriz é obtido pela soma dos elementos de uma de suas linhas ou colunas pelos seus respectivos cofatores.

A11 = (–1)1+1 · 4 1 −5 −3 A11 = (–1)2 · (– 12 + 5) A11 = –7 2 1 A12 = (–1)1+2 · 3 −3 A12 = (–1)3 · (– 6 – 3) A12 = 9 A13 = (–1)1+3 · 2 4 3 −5 A13 = (–1)4 · (– 10 – 12) A13 = –22 Pelo teorema temos: det A = a11 · A11 + a12 · A12 + a13 · A13 det A = 3 · (– 7) + (– 1) · 9 + 0 (– 22) det A = – 21 – 9 det A = – 30 Obs.: É conveniente na aplicação do teorema de Laplace escolhermos uma linha ou uma coluna que tenha maior número de zeros. Na aplicação da fórmula. pois. não era necessário calcular o cofator A13. por exemplo. Podemos aplicar o teorema de Laplace nos determinantes de uma matriz quadrada de ordem maior ou igual a 3. como no exemplo anterior. a primeira linha e calculamos os cofatores de seus elementos.Manual de Matemática Solução: Escolhemos. Exemplo: Calcule o determinante da matriz  1 −1 2 0    0 4 3 −1 B=  0 1 2 3    0 4 5 −1    288 . o resultado a13 · A13 = 0.

0 0 ⇒ L2 1 0 −1 b) 2 0 3 =0. 289 . Exemplos: a) 1 −3 = 0. pois C2 é uma coluna de zeros. det A = a11 · A11 det A = 1 · (– 26) det A = – 26 Propriedades dos Determinantes A11 = (– 1)2 · (– 26) A11 = – 26 1) Um determinante é nulo quando: • Tem uma linha ou coluna igual a zero. pois apresenta maior número de zeros. obtemos: det = – 8 + 36 – 5 + 8 – 60 + 3 det = – 26 Portanto. Calculando o cofator A11: A11 = (–1) 1+1 4 3 −1 · 1 2 3 4 5 −1 Calculando o determinante pela regra de Sarrus.Manual de Matemática Solução: É conveniente escolher a 1ª coluna. pois L2 é uma linha de zeros. 3 0 2 ⇑ C2 • Tem duas linhas ou colunas iguais.

pois C2 = C4 2 4 • Tem duas linhas ou colunas proporcionais. pois L2 = 3 · L1 1 8 2 5 0 10 b) −1 2 −2 = 0. pois L1 = L3 a) 1 3 2 4 3 1 ⇒ L3 C2 ⇓ 1 0 0 3 b) −1 2 2 4 2 4 5 3 C4 ⇓ 0 3 = 0. pois C3 = C1 + C2 2 0 4 2 290 .Manual de Matemática Exemplos: 4 3 1 ⇒ L1 = 0. pois C3 = 2 · C1 2 3 4 • Tem uma linha (ou coluna) que é igual a uma combinação linear das demais linhas (ou colunas). Exemplos: −1 0 3 a) −3 0 9 = 0. Exemplos: 2 −1 3 a) 3 4 1 = 0. pois L1 + L2 = L3 5 3 4 1 3 2 b) −1 −1 −1 = 0.

então det (A · B) = (det A) · (det B). de mesma ordem.Manual de Matemática 2) Um determinante muda de sinal quando trocamos de lugar. Exemplo: 1 0 −1 3 1 0 =6 4 0 2 Multiplicando a 2ª linha por 2. o novo determinante fica multiplicado (ou dividido) por esse número. obtemos: 1 0 −1 6 2 0 = 6 ⋅ 2 = 12 4 0 2 4) Teorema de Binet Sendo A e B duas matrizes quadradas. duas linhas ou duas colunas da matriz.  1 2  4 3 Dadas as matrizes A =   e B =  −3 1   5 2 291 . vem: −1 3 0 3 4 2 = 41 4 2 −1 3) Quando se multiplica (ou se divide) uma linha ou uma coluna de um determinante por um número. Exemplo: 0 3 −1 2 4 3 = − 41 −1 2 4 Trocando a primeira coluna com a terceira. entre si.

Exemplos: 2 3 = 2 · 5 = 10 a) 0 5 2 4 3 b) 0 −1 2 0 0 3 = 2 · (– 1) · 3 = – 6 1 0 3 4 c) 2 −1 3 0 0 0 4 3 0 0 0 = 1 · 4 · 4 · 2 = 32 2 6) O determinante de uma matriz e o de sua transposta são iguais. 2 1 3 det (A) = 0 4 1 = 35 −1 0 3 2 0 −1 det (At) = 1 4 0 =35 3 1 3 292 .Manual de Matemática det (A · B) = (det A) · (det B) det A = det B = 1 2 =1+6=7 −3 1 4 3 = 8 – 15 = – 7 5 2 det (A · B) = 7 · (– 7) det (A · B) = – 49 5) O determinante de uma matriz que tem os elementos abaixo ou acima da diagonal principal é o produto dos elementos dessa diagonal.

det A Exemplo: 3 −1 0 A = 2 1 3 = – 60 0 5 −3 Como det A ≠ 0. é o produto dos elementos dessa diagonal pelo fator ( −1) Exemplos: a) n⋅(n −1) 2 . det (K · A) = Kn · det A det (2 · A) = 24 · 3 = 48 293 . então det A–1 = 1 1 =− −60 60 9) Sendo A uma matriz quadrada de ordem n e k um número real.Manual de Matemática 7) O determinante de uma matriz quadrada de ordem n. então: det (K · A) = Kn · det A Exemplo: Se A é uma matriz quadrada de ordem 4 e det (A) = 3. então det A–1 = 1 . b) 8) Se A é uma matriz quadrada com determinante diferente de zero (A é inversível). calcule det (2A). em que todos os elementos abaixo ou acima da diagonal secundária são iguais a zero.

Manual de Matemática Teorema de Jacobi Aplicamos o teorema de Jacobi quando a uma linha (ou uma coluna) de uma matriz adicionarmos uma combinação linear das demais linhas (ou colunas) e o determinante dessa matriz não se altera. 294 . temos: det N = 16 Aplicamos a regra de Chió em matrizes de ordem n ≥ 2 em que pelo menos um elemento seja igual a 1. obteremos a matriz:  1 1 2 N =  3 −1 0    15 −1 2    A terceira linha de N é a combinação linear das linhas 1 e 2. Pelo teorema de Jacobi. isolamos a primeira linha e a primeira coluna. e a segunda linha por 3 e adicionarmos à terceira linha. Exemplo: 1 1 2   3 −1 0   Sendo M =  4 0 −2    1 1 2 det M = 3 −1 0 = 16 4 0 −2 Se multiplicarmos a primeira linha por 2. Exemplo: Regra de Chió Solução: Inicialmente.

obtemos: (– 1)1+1 · −7 −7 −2 −6 (– 1)2 · (42 – 14) = 28 Resolução de Equações envolvendo Determinantes Exemplos: Determine o conjunto verdade das equações: a) x 2 =0 3 −2 Solução: Resolvendo o determinante.Manual de Matemática De cada um dos elementos restantes subtraímos o produto dos elementos isolados correspondente à linha e à coluna em que o elemento está representado: −1 − 2 ⋅ 3 2 − 3 ⋅ 3 −7 −7 = 0 − 2 ⋅ 1 −3 − 3 ⋅ 1 −2 −6 Multiplicamos o determinante obtido por (– 1)i+j. Como isolamos a 1ª linha e a 1ª coluna. obtemos: – 2x – 6 = 0 – 2x = 6 2x = – 6 x= −6 2 x=–3 S = {–3} −3 4 x b) 6 0 0 =6 2 1 2 0 + 6x + 0 – 0 – 0 – 48 = 6 6x = 54 x=9 S = {9} 295 .

2 · x · 3 · 4 = 48 24x = 48 x = 48 24 x=2 S = {2} Obs. det A ≠ 0 e é dado por: A–1 = Matriz Adjunta 1 · adj A det A Matriz adjunta da matriz A é a transposta da matriz dos cofatores da matriz A. adj A = (A)’ Exemplo: 2 3 Calcule. 296 . obtemos: Devemos multiplicar os elementos da diagonal principal e igualar a 48. obtemos: Det A = 2 3 0 4 Det A = 8 – 0 Det A = 8 ≠ 0 Portanto ∃ A–1. se existir. a inversa da matriz A =  0 4  . A matriz inversa A–1 de uma matriz A existe se. e somente se.adj A –1 A = det⋅ A Solução: Calculando o det A. aplicando a fórmula   1 .Manual de Matemática 2 −1 c) 3 4 0 x 2 3 0 0 3 2 0 0 0 4 =48 Aplicando uma das propriedades de determinantes.: Podemos obter a matriz inversa com o auxílio dos determinantes.

são coeficientes.. ... 297 ... a3. 1  4 −3  A–1 = 8 ⋅  0 2    3 1 2 −8 A–1 =   0 1     4  Capítulo 3 SISTEMAS LINEARES O primeiro matemático a resolver problemas que recaem em equações da forma ax + by = c. foi Diofanto de Alexandria. a2. em que a e b são números inteiros simultaneamente não-nulos... xn são as incógnitas. x1. bn é o termo independente. Equação Linear Equação linear é toda equação na forma a1x1 + a2x2 + a3x3 + . .. + anxn = b1. x2. em que: a1.Manual de Matemática Calculando os cofatores dos elementos de A: A11 = (– 1)1+1 · 4 = 4 A12 = (– 1)1+2 · 0 = 0 A21 = (– 1)2+1 · 3 = – 3 A22 = (– 1)2+2 · 2 = 2 Assim:  4 0 A=   −3 2  adj A = ( A )  4 −3  adj A =   0 2  Substituindo os dados na fórmula.

Sistemas Lineares Um sistema de equações linear é formado apenas por equações do tipo: a1x1 + a2x2 + a3x3 + . y e z são as incógnitas.. 6) é uma solução da equação. – 2. – 1 são os coeficientes. +v2– R2 I1 R2 I2 G v2 I3 298 . 3. 2 é o termo independente. + anxn = b Na Física. –1.. aplicando assim um sistema linear. (2. em que x. dado um circuito elétrico para determinarmos as intensidades das correntes elétricas i1.Manual de Matemática Exemplo: 3x – 2y – z = 2 é uma equação linear. pois 3 · 2 – 2 (– 1) – 6 = 2. são obtidas três equações com três incógnitas. i2 e i3.

Exemplo: 2C3H6 + 9O2 ⇒ 6CO2 + 6H2O 299 .Manual de Matemática Exemplos: x − 2y = 3 a)  é um sistema linear 2x − y = 1 a + b + c = 1  b) −a − b + 2c = 3 é um sistema linear a + 2b − c = 2  x + y = 2 c)  não é um sistema linear xy = 1 x2 + y2 = 3  não é um sistema linear d)  x + y = 1  Solução de um Sistema Linear Considere o sistema linear: x + y = 1  2x − y = 5 Podemos utilizar um sistema de equações matemáticas no balanceamento de uma equação química.

n) é solução de um sistema linear se é solução de todas as equações do sistema.1 – (– 1) + 2 · 1 = 6 (V) Portanto (1. – 1.1 – 1 – 1 = 0 (V) 3. 1) é solução de S.. b = – 1 e c = 1. Exemplo: a − b + c = 3  Dado o sistema S 2a + b − c = 0 3a − b + 2c = 6  Verifique se (1. – 1) é solução do sistema. – 1. c.. 1) é solução do sistema. Solução: Substituindo no sistema a = 1. – 1). Uma seqüência de números reais (a. b. obtemos: 1 – (– 1) + 1 = 3 (V) 2. 300 .Manual de Matemática Representamos na reta r a equação x + y = 1 e a reta s a equação 2x – y = 5 no plano cartesiano: r 1 y s 2 1 –1 P 3 x –5 As retas r e s se interceptam no ponto P (2. . Logo (2.

. Assim: Sistema Homogêneo Sistema linear homogêneo é aquele que possui todos os termos independentes nulos: A seqüência (0. 0..Manual de Matemática Matrizes Associadas a um Sistema Linear Dados os sistemas:  x1 + 3x 2 − x 3 = 2  x+y =2  e  x1 + x 3 = 3  −x + y = 1   2x + 4x = 1 2 3  Podemos representá-los na forma matricial. 301 .. 0) recebe o nome de solução trivial ou imprópria. 0.

verificamos que  2a − b = 8 x + y = 3  ax + by = −3 e   x −y =1   −2ax − by = 1 Solução: Resolvendo o sistema. de modo que sejam equivalentes os sistemas: 3a − b = 11 . na 1ª equação: x+y=3 2+y=3 y=3–2 y=1 302 . 2) Calcule a e b.– 2) é solução dos dois. Sistemas Lineares Equivalentes Dizemos que dois sistemas lineares são equivalentes se admitem a mesma solução. Exemplos:  a + b = 1 3a − b = 11 1) Verifique se são equivalentes os sistemas  e   2a − b = 8 2a − b = 8 Solução:  a+b =1 e Resolvendo os sistemas   2a − b = 8 o par ordenado (3. • Possível e indeterminado se a solução trivial não é a única.Manual de Matemática Um sistema homogêneo é classificado em: • Possível e determinado se a solução trivial é única. Portanto. obtemos: x + y = 3   x − y = 1  2x = 4 x=4 2 x=2 Substituindo x = 2. eles são equivalentes.

Manual de Matemática Como os sistemas são equivalentes. Exemplo:  x+y=6 a)  2x − y = 2  Solução: O número de equações do sistema é igual ao número de incógnitas (x e y). Calculando o determinante: 1 1 2 −1 det = – 1 – 2 det = det = – 3 ≠ 0 Portanto. temos: 2·1+b=–3 b=–3–2 b=–5 Sistema Normal Dizemos que um sistema é normal se o número de incógnitas é igual ao número de equações e o determinante é ≠ 0. podemos substituir x = 2 e y = 1 em:  ax + by = −3   −2ax − by = 1  2a +b = −3    −4a −b = 1  –2a = –2 2a = 2 a=1 Substituindo a = 1 em 2a + b = – 3. o sistema é normal. 303 .

não possuem ponto comum (não há solução). 304 . r=s y 2 III – r: 3x + 3y = 6 s: x + y = 2 2 x As retas r e s são coincidentes. possuem infinitos pontos em comum (há infinitas soluções).Manual de Matemática Classificação de um Sistema Observe os exemplos representados graficamente: r s y 4 II – r: x + y = 4 s: x + y = 2 2 2 4 x As retas r e s são paralelas.

Impossível quando não admite solução (II). Possível e indeterminado quando admite infinitas soluções (III). D D D Exemplos: x + 2y = 1 a)  x − 3y = − 4 Solução: • Inicialmente. colocamos o sistema na forma matricial: 1 2   x   1   ⋅  =    1 −3   y   − 4  • Resolvemos o determinante formado pelos coeficientes das incógnitas. Regra de Cramer Regra de Cramer é um método prático para resolver um sistema.. . y = .Manual de Matemática Resumindo Um sistema é: Possível e determinado quando a solução do sistema é única (I). em que a solução será: x= Dx Dy Dz .. z = . D= 1 2 1 −3 D=–3–2 D=–5 Para calcularmos o Dx. trocamos a coluna da incógnita x pelos termos independentes: Dx = 1 2 −4 −3 Dx = – 3 + 8 Dx = + 5 305 .

1)} Dy D −5 y= −5 y =1 y=  x+y=3  b)  x + z − 1 = 0  y+z=2  Solução: ⇒ x+z=1  1 1 0  x   3        1 0 1 ⋅  y  =  1  0 1 1  z   2        1 1 0 D= 1 0 1 0 1 1 D= 0 + 0 + 0 – 0 – 1 – 1 D= – 2 306 . trocamos a coluna da incógnita y pelos termos independentes: Dy = 1 1 1 −4 Dy = – 4 – 1 Dy = – 5 Por Cramer. temos: Dx D +5 x= −5 x = −1 x= Logo: S = {(–1.Manual de Matemática Para calcularmos o Dy.

2.Manual de Matemática 3 1 0 Dx = 1 0 1 2 1 1 Dx = 0 + 0 + 2 – 0 – 3 – 1 Dx = – 2 1 3 0 Dy = 1 1 1 0 2 1 Dy = 1 + 0 + 0 – 0 – 2 – 3 Dy = – 4 1 1 3 Dz = 1 0 1 0 1 2 Dz = 0 + 3 + 0 – 0 – 1 – 2 Dz = 0 Por Cramer.  −x − y = 3 c)   x+y=4 307 . 0)} Podemos classificar esses dois sistemas como Sistemas Possíveis Determinados. temos: Dx D −2 x= −2 x =1 x= Dy D −4 y= −2 y =2 y= Dz D 0 z= −2 z=0 z= Logo: S = {(1.

temos: Logo: S = Ø Classificamos esse sistema como Sistema Impossível.  x + y= 3 d)   2x + 2y = 6 Solução: D= 1 1 2 2 Dx = 3 1 6 2 D=2–2 D=0 Dx = 6 – 6 Dx = 0 1 3 2 6 Dy = 6 – 6 Dy = 0 Dy = 308 .Manual de Matemática Solução: D= −1 −1 1 1 Dx = D=–1+1 D=0 3 −1 4 1 Dx = 3 + 4 Dx = 7 −1 3 1 4 Dy = – 4 – 3 Dy = – 7 Dy = Por Cramer.

.. Exemplos: Discuta os seguintes sistemas:  −x + my = 3 a)   mx − y = 1 Solução:  −1 m   x   3   ⋅  =    m −1  y   1  D= −1 m m −1 Dx = 3 m 1 −1 D = 1 – m2 Dy = Dx = – 3 – m −1 3 m 1 Dy = – 1 – 3m 309 . (admite infinitas soluções). • Sistema Possível Determinado ⇒ D ≠ 0 (admite uma única solução).Manual de Matemática Por Cramer. Discussão de um Sistema Linear Discutir um sistema é verificar se o sistema é possível determinado. • Sistema Impossível ⇒ D = 0 e pelo menos um dos demais det ≠ 0 (não admite solução). Dy = 0 . temos: x = 0 e y= 0 (admite infinitas soluções) 0 0 Sistema Possível e Indeterminado. Dx = 0. • Sistema Possível Indeterminado ⇒ D = 0. indeterminado ou impossível.

m=±1. m para que o sistema seja indeterminado.  1 2 2   x  m        3 6 −4  ⋅  y  =  4   2 n −6   z   1        1 2 2 D = 3 6 −4 2 n −6 D = – 36 + 6n – 16 – 24 + 4n + 36 D = 10n – 40 m 2 2 Dx = 4 6 −4 1 n −6 Dx = – 36m + 8n – 8 – 12 + 4mn + 48 Dx = – 36m + 8n + 4mn + 28 310 . Logo. para o sistema ser impossível. SI ⇒ m = ± 1 Substituindo m = ± 1 em Dx e Dy. verificamos que Dx ≠ 0 e Dy ≠ 0. Logo.Manual de Matemática Discussão: SPD ⇒ 1 – m2 ≠ 0 ⇒ m2 ≠ 1 ⇒ m ≠ ± 1 (Sistema Possível Determinado) SPI ⇒ 1 – m2 = 0 ⇒ m ± 1 Substituindo m= ± 1 em Dx e Dy. verificamos que Dx ≠ 0 e Dy ≠ 0.  x + 2y + 2z = m  b)  3x + 6y − 4z = 4  2x + ny − 6z = 1  Solução: Determine m e n para que o sistema seja indeterminado.

Dx = 0. Sistema Retangular É aquele cujo número de equações é diferente do número de incógnitas. Dy = 0 e Dz = 0.P.Manual de Matemática 1 m 2 3 4 −4 Dy = 2 1 −6 Dy = – 24 + 6 – 8m – 16 + 4 + 18m Dy = 10m – 30 1 2 m Dz = 3 6 4 2 n 1 Dz = 6 + 3mn + 16 – 12m – 4n – 6 Dz = – 12m – 4n + 3mn + 16 S. devemos escolher duas e resolver o sistema.I. Portanto. concluímos que D = 0. Dy e Dz. 10n – 40 = 0 10n = 40 n=4 10m – 30 = 0 10m = 30 m=3 Substituindo m = 3 e n = 4 em Dx. m = 3 e n = 4. Discussão de um Sistema Retangular Quando o número de equações for maior que o número de incógnitas. Classificação de um Sistema Retangular Sistema possível e determinado Exemplo:  2x − y = 1  Seja o sistema  x + y = 5  3x + y = 9  311 .

3) é também solução da equação 3x + y = 9. Logo S também será. neste caso. portanto ele é impossível.  Sistema Impossível Exemplo:  2x − 4y = 1  O sistema S ⇒  − x + 2y = 2 é impossível. 312 . o sistema será possível e determinado. Substituindo x = 2 e y = 3 na 3ª equação: 3 · 2 + 3 = 9 (V) A solução (2. concluímos que não admite Resolvendo o sistema S ⇒   − x + 2y = 2 solução. Sistema possível e indeterminado Exemplo:  x−y =3  O sistema  − x + y = −3 é indeterminado. Sistema Não-Linear Definimos como sistema não-linear aquele em que pelo menos uma equação não é linear.   2x − 2y = 6 −x + y = −3 como 2x − 2y = 6 são indeterminados. como Tanto   −x + y = −3  x − y =3 .  2x − 2y = 6   x−y =3 .  x + 3y = 3   2x − 4y = 1 .Manual de Matemática Se escolhermos a 1ª e 2ª equações e resolvermos o sistema. teremos x = 2 e y = 3.

Manual de Matemática Equação não-linear é toda equação que apresenta pelo menos uma variável com grau maior que 1 ou apresenta produto de variáveis. obtemos: 2 2 x=1  1   Logo.   EXERCÍCIOS PROPOSTOS 1) Construa as seguintes matrizes: a) A = (aij)2x3 com aij = 1. a solução será  1. se i = j  i − j. obtemos: x = 2y (2y)2 – 4y = – 1 4y2 – 4y + 1 = 0 ∆ = (– 4)2 – 4 · 4 · 1 ∆=0 y = 4±0 8 y1 = y 2 = 1 2 Substituindo y = 1 em x = 2 · 1 . Exemplo: Resolva o sistema:  x − 2y = 0   2   x − 4y = −1 Solução: Podemos resolver o sistema por algum método já conhecido. se i ≠ j 313 . 2   . Isolando x na 1ª equação e substituindo na 2ª.

Manual de Matemática i j se i ≥ j  b) A = (aij)3x2 com aij =   −3 se i = j  c) B = (bij)3x3 com bij = – i2 – j d) C = (cij)1x4 com cij = i – 2ij + 3j 2) Dadas as matrizes A = (aij)2x2. b. 4) Determine os números reais x e y. 2. calcule a. determine X = A + 3Bt. 3 e j = 1. em que i = 1. tais que:  x − 1 3   1 3 a)  =   4 2y   4 6   3y 4   9 4 b)  =  −1 log8   −1 3  x  −5   1 −5  x − y c)  =  2x + y   3 5   3  1 0  2 3 −1   5) Sendo A =  e B =  −1 2  . 3.  1 4 3   3 4   6)(CISESP-PE) Dadas as matrizes reais A = (aij) e B = (bij). determine: a) b12 – a11 3) Dadas as matrizes b) 2a12 + b2 22  1 3 −2   1 a 3     A =  −4 2 b  e B =  3 2 1  . e c. sendo aij = i2 e B = (bij)2x2. a) 40 b) 36 c) 4 d) 120 e) 22 314 . 2. tais que aij = i + j e bij = 2i – j + 1. indique a alternativa correspondente ao elemento c22 da matriz C = A · B. sabendo  3 1 2  c 3 2     que B = At. sendo bij = i + j.

luxo e superluxo. temos:  4 3   matriz peça/carro =  3 5  6 2   2 4 3 matriz carro/versão =    3 2 5 Então. Na montagem desses carros são utilizadas as peças A. B e C. são dadas as seguintes informações: Em termos matriciais. Para um certo plano de montagem.Manual de Matemática 7) (FATEC-SP) Uma indústria automobilística produz carros X e Y nas versões standard. a matriz peça/versão é:  17 22 27   17 22 27      c)  21 34 22  a)  21 28 34   18 28 28   18 28 22       17 22 27    e)  21 22 28   18 34 28     17 22 27    b)  21 22 34   18 28 28     17 22 27    d)  21 28 28   18 34 22    315 .

Manual de Matemática  −4 6 2  8) Resolva a equação matricial X . sabendo que:  3 4 A · Bt =    −2 1   −2 1 0   x   3  12) (UCS-BA) A equação matricial  1 1 −2  ⋅  y  =  −2         0 0 1  z  1        é verdadeira se x. y e z são tais que x + y + z é igual a: a)–3 b) –1 c) 0 d) 1 e) 3 13) Determine a matriz inversa das matrizes:  1 3 a) A =   2 5  1 0 1 b) B =  2 1 1    0 0 0   1 0 0  c) C =  1 1 0    1 1 1   1 3   3 1 –1 t 14) Dadas as matrizes M =   e N=  . determine (M · N ) : 0 −4   0 2 316 . ( −2 3 1) =    −2 3 1  9) Efetue as multiplicações:  3   0 1  2 7  a)  ⋅  b)  2  ⋅ (0 −3 2 )  3 −4   6 −5   1   10) Calcule a de modo que as matrizes  1 2  1 2 1   c)   ⋅ 2 1 3 1 2      3 1  2 −3  4 a A = eB=  sejam comutativas. 1 4  0 4 11) Considere as matrizes:  x y 1  1 −1 0  A= eB=   −1 1 x  0 1 0 Determine x e y.

Manual de Matemática 15) Calcule o valor dos determinantes: 4 2 3 log2 1 a) c) 4 −1 3 4 b) 3 2 2 2 − 3 d) sen a cos a − cos a sen a  0 se i = j 16) Sendo A = (aij)2x2.  calcule o valor dos determinantes: d) (A . Justifique a resposta: 0 0 a) −1 3 d) 1 2 −5 2 4 1 3 6 7 3 0 3 b) 2 −1 2 1 1 1 e) 4 0 0 1 −3 0 2 1 2 f) 2 −1 3 c) 4 0 1 8 −2 7 1 −1 1 1 2 0 1 1 0 −1 5 1 3 2 1 8 317 . sem desenvolvê-los. calcule o valor dos determinantes: 0 0 0 3 3 2 3 2 0 3 0 −1 2 1 4 2 2 4 3 a) −2 3 1 b) c) 3 4 6 −1 5 4 3 2 4 −2 5 2 0 4 1 4 3 2 2 19) Calcule o valor dos determinantes a seguir. B)t a) A b) B c) At + Bt 17) Aplicando a regra de Sarrus. e bij = −1se i ≠ j . calcule os seguintes determinantes: 1 2 3 a) 2 2 4 3 2 1 1 2 1 b) 3 4 −1 0 1 2 0 1 3 c) −2 1 1 3 −1 2 18) Aplicando o teorema de Laplace. em que aij = 3i + j e B = (bij)2x2.

em que bij = −1. i + j. se i = j  calcule o valor do determinante de B.Manual de Matemática 20) Determine o conjunto-verdade das equações: 1 2 −1 a) 0 1 x = 1 1 x −1 b) x2 − 1 2 =0 3 3 x 4 −1 c) −1 1 0 = 0 (Mauá) −15 3 x 1 0 3    21) Dada a matriz A =  4 −1 2  .B). calcule os cofatores de A11. x 1 0 23) (Unifor – CE) A inequação 1 x 1 < 0 tem por conjunto solução: 1 1 1 a) {x b) {x | 0 < x < 1} | x > 1 ou x < 0} c) d) x 0 0 3 −1 x 0 0 24) (PUC–SP) O determinante representa o polinômio: 0 −1 x 1 0 0 −1 −2 a) –2x3 + x2 + 3 b) – 2x3 – x2 + 3 c) 3x3 + x – 2 d) 2x3 – x2 – 3 e) 2x3 – x2 + 3 1  −1 25) Sejam A =  3  0  det (A. i − j. calcule 2  1  . 318 0 0 2 0 4 −3 3 1 0  0 eB= 0  4  1 0   0 −2 0 0  0 0  3 1 6 0 1  3 . se i < j . A21  5 2 −1   e A33. se i > j  22) Seja a matriz B = (bij) de ordem 3.

com det A = 2 e det B = 3. os seguintes sistemas: 3x − 2y = 5 a)  2x + y = 1  x + y − z = −5  b)  2x + y + z = −1  4x + 2y − z = −11  30) Classifique os sistemas: 3x − y + 2z = 5  c) 2x + 3y − 4z = 2 −x + y − z = 0  3x − y = 2 a)  x + 4y = 1 2x − y = 1 b)  4x − 2y = 2 −3x + 4y = 4 c)  3x − 4y = 1 2x + y + 4z = 0  d) 5x + 2y − z = 1 −x + 3y + z = 2  319 . calcule: a) det (3A) b) det (A · B)  4x + y = 0 27) Dado o sistema  . 8) b) (– 1. com o auxílio da regra de Cramer. 2) 28) Verifique quais dos sistemas são normais: 2x + y = 1 a)  x − 3y = 0  x+y−z=0  b)  4x − y + z = 1  x + 3y − 2z = 2   x − y =2 c)   2x − 2y = 4  x + y + z =1  d)  2x + 3y + 2z = 5  x − y + 2z = −4  29) Resolva.Manual de Matemática 26) Sendo A e B matrizes quadradas de ordem 3. verifique se é solução cada um dos pares:  x+y=6 a) (– 2.

3 [ d) ]3. d) é possível e indeterminado. b) apresenta três soluções distintas. 34) Determine K. 3 3 ] b) [0. 3 3 ] 32) (FUVEST-SP) Para quais valores de a o sistema linear  x + y + z =1   2x + 3y + 4z = a admite solução?  − y − 2z = a2   mx + y = 0 33) (UC-MG) O valor de m para que o sistema   4x + y = 0 seja indeterminado é: a) 0 b) 1 c) 2 d) 3 e) 4 3x + 2y = 3 seja impossível. c) é impossível. 3 ] e) ]– 3 . de modo que o sistema  Kx + y = 4  x + y = −z  35) (MACK-SP) 2x + z = 3y de variáveis x. y e z: 9y + z = −4x  a) não é homogêneo. 36) (UNESP-SP) Para quais valores reais de p e q o sistema 3x + py + 4z = 0  x + y + 3z = −5 não admite solução? 2x − 3y + z = q  a) p = – 2 e q = 5 d) p = – 2 e q ≠ 5 320 b) p > – 2 e q ≠ 4 e) p = 2 e q = 5 c) p = q = 1 .Manual de Matemática  x = 2 Kx + 3y = 5K 31) (UF-PA) O valor de K para que os sistemas  e  y = 3 −x − Ky = −11 sejam equivalentes é um valor pertencente ao intervalo: a) ] – 3 . e) é possível e determinado. 0] c) [3.

Manual de Matemática 37) Determine o valor de a para que o sistema (a + 3)x + 2y = 8 seja possível e indeterminado.  2x + ay = 4  Respostas  1 −1 2  1) a)    1 1 −1  −3 1    b)  2 −3   3 9   2) a) 2 b) 18 −3 −4   0   c)  −5 −6 −7   −10 −11 −12    d) (2 3 4 5 )  a = −4 3) b = 3  c = −2  x = 2 b)  y = 2 6) a x = 2 4) a)  y = 3  5 0 8  5)    1 10 15  a = 2 2 8) b = 1 ou X =  1      6 −5  a)    −18 41  x = 2 c)  y = 1 7) b 9)  0 −9 6    b)  0 −6 4   0 −3 2    x = 7 11)  y = 4  8 5 c)    11 9  12) d 321 10) a = 0 .

–1)} 30) a) S.Manual de Matemática  5 −3  13) a) A −1 =    −2 1   1 0 0 c) C −1 =  −1 −1 0     0 1 1   b) ∃ B–1 1  3 0  14)    4 −2    3  15) a) – 14 16) a) –3 17) a) 122 18) a) 42 19) a) 0 (L1 = 0) b) 0.D.I.P.P. pois C1 = C3 c) 0. 4.I. 3 2 35) e . b e d c) {(1. pois C2 = 2C1 e) –24 f) 0. 32) a = 1 ou a = –2 34) K = 37) a = 1 b) ± 3 b) –1 b) 0 b) –6 b) – 7 c) –4 c) 4 c) 72 c) 5 d) 1 d) 3 d) 0. 29) a) S = {(1. pois 2L1 + L2 = L4 c) {–6. pois L3 = 2L1 + L2 20) a) {1} 21) A11 = –3 A21 = +6 A33 = –1 22) 65 26) a) 54 23) a b) 6 24) a 27) a b) {–2. 31) c 33) e 36) e 322 c) S. 2} { } 25) 288 28) a. 3)} d) S. 3} b) S. 0.P.D.