BIBLIOGRAFIA TÉCNICA PARA O

DESENVOLVIMENTO DA
CONSTRUÇÃO METÁLICA




VOLUME – II


LIGAÇÕES EM
ESTRUTURAS
METÁLICAS
Apresentação





O setor siderúrgico, através do Centro Brasileiro da Construção em Aço - CBCA , tem a
satisfação de reeditar, para atender ao universo de profissionais envolvidos com o emprego do
aço na construção civil, o presente manual, projeto elaborado originalmente pela Cobrapi –
Companhia Brasileira de Projetos Industriais (1987), a pedido da Siderbrás.

Segundo de uma série relacionada à Construção em Aço, este manual insere-se nos
objetivos do CBCA, centro dinâmico de serviços com foco exclusivamente técnico, de contribuir
para a promoção do uso do aço na construção, atendendo às necessidades de projetistas,
fabricantes de estruturas em aço, construtoras, profissionais liberais, arquitetos, engenheiros,
professores universitários, estudantes e entidades de classe que se relacionam com a
construção em aço.










Reedição impressa em outubro de 2003
ÍNDICE


3

1. Introdução .........................................................................................................5
2. Ligações ............................................................................................................7
3. Classificação das Ligações ...........................................................................11
3.1 - SEGUNDO À RIGIDEZ.................................................................................................................12
3.2 - SEGUNDO OS MEIOS DE LIGAÇÃO..........................................................................................13
3.3 - SEGUNDO OS ESFORÇOS SOLICITANTES .............................................................................14
3.4 - LIGAÇÕES DE FÁBRICA E DE CAMPO ....................................................................................16
4. Considerações Sobre Soldas ........................................................................17
4.1 – TIPOS DE SOLDA.......................................................................................................................18
4.2 – SOLDAS DE FILETE...................................................................................................................18
4.3 – SOLDAS DE ENTALHE ..............................................................................................................19
4.4 – TABELAS PARA ESPECIFICAÇÃO DE SOLDA.......................................................................20
5. Considerações Sobre Parafusos...................................................................21
5.1 – PARAFUSOS COMUM E DE ALTA RESISTÊNCIA...................................................................22
5.2 – TRANSMISSÃO DOS ESFORÇOS ATRAVÉS DOS PARAFUSOS ..........................................22
5.3 – MÉTODO DE APERTO: ..............................................................................................................24
5.4 – FUROS PARA PARAFUSOS......................................................................................................24
5.5 – RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO..................................................................................................24
6. Exemplos de Cálculo......................................................................................25
6.1 – LIGAÇÃO DE PEÇA TRACIONADA...........................................................................................26
6.1.1 - CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................26
6.1.2 - VERIFICAÇÃO DAS CANTONEIRAS À TRAÇÃO........................................................................28
6.1.3 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE GUSSET À TRAÇÃO..................................................................28
6.1.4 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS ..............................................................................................28
6.1.5 - SOLDA DA CHAPA DE GUSSET NA VIGA..................................................................................30
6.1.6 - COLAPSO POR RASGAMENTO (NBR 8800, 7.5.3.2) .................................................................30
6.1.7 - SOLDA DA ALMA NA VIGA NA REGIÃO PRÓXIMA À CHAPA DE GUSSET. ............................31
6.2 – LIGAÇÃO APARAFUSADA COM CISALHAMENTO EXCÊNTRICO.....................................31
6.2.1 - CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................31
6.2.2 - SOLICITAÇÃO DE PARAFUSOS .................................................................................................33
6.2.3 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS ..............................................................................................34
6.2.4 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE CONEXÃO..................................................................................34
6.2.5 - VERIFICAÇÃO À FORÇA CORTANTE (NBR 8800, 7.5.3)...........................................................36
6.3 – LIGAÇÃO COM PARAFUSOS TRACIONADOS.....................................................................36
6.3.1 - CONSIDERAÇÃO DO EFEITO DE ALAVANCA...........................................................................37
6.3.2 - EXEMPLO NUMÉRICO DE LIGAÇÃO COM EFEITO DE ALAVANCA ........................................39


4
6.3.3 - ESFORÇOS NAS MESAS DA VIGA ............................................................................................ 39
6.3.4 - SOLDA DA VIGA COM A CHAPA DE EXTREMIDADE............................................................... 40
6.3.5 - ESFORÇOS NOS PARAFUSOS.................................................................................................. 42
6.3.6 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE EXTREMIDADE ......................................................................... 43
6.3.7 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS.............................................................................................. 44
6.3.8 - VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES JUNTO À MESA COMPRIMIDA DA
VIGA .............................................................................................................................................. 44
6.3.9 - VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES NA COLUNA, JUNTO À MESA
TRACIONADA DA VIGA.......................................................................................................................... 45
6.3.10 - VERIFICAÇÃO DA ALMA DA COLUNA AO CISALHAMENTO ................................................. 46
6.3.11 - SOLDA DE COMPOSIÇÃO DA COLUNA.................................................................................. 46
6.4 – LIGAÇÕES FLEXÍVEIS .............................................................................................................. 47
6.4.1 - CONSIDERAÇÕES ...................................................................................................................... 47
6.4.2 - EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE: ...... 50
6.4.3 - EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CHAPA DE EXTREMIDADE:.................... 51
6.5 – LIGAÇÕES RÍGIDAS COM GRUPO DE PARAFUSOS TRACIONADOS................................. 52
6.5.1 - LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-345 E A-490........................................................................... 55
6.5.2 – LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-307........................................................................................ 55
6.5.3 – CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS................................................................................................ 55
6.5.4 – EXEMPLO NUMÉRICO............................................................................................................... 56
6.5.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS................................................................................................. 56
6.5.6 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS............................................................................................. 57
6.5.7 – DEMAIS VERIFICAÇÕES............................................................................................................ 57
6.6 – LIGAÇÃO DE NÓS DE TRELIÇA COM COLUNAS................................................................... 58
6.7 – LIGAÇÃO DE EMENDA DE VIGAS ........................................................................................... 62
6.7.1 - CONSIDERAÇÕES ...................................................................................................................... 62
6.7.2 - CÁLCULO DAS ÁREAS DAS TALAS........................................................................................... 64
6.7.3 - PARAFUSOS DAS TALAS DAS MESAS..................................................................................... 65
6.7.4 - PARAFUSOS DAS TALAS DA ALMA .......................................................................................... 65
6.7.5 - OUTRAS VERIFICAÇÕES ........................................................................................................... 66
6.8 – SOLDA DE COMPOSIÇÃO DE PERFIL SOLDADO ................................................................. 66
6.8.1 – CONSIDERAÇÕES...................................................................................................................... 67
6.8.2 – VERIFICAÇÃO............................................................................................................................. 67
6.8.3 - VERIFICAÇÕES ADICIONAIS NA VIGA...................................................................................... 67







5







Capítulo 1

Introdução

Introdução


6


Assim como no fascículo anterior, Galpões para Usos Gerais, também neste trabalho,
torna-se necessária a consulta da NBR 8800 durante a leitura, para perfeito entendimento do
mesmo.
No corpo do trabalho, além de uma breve introdução sobre ligações, são apresentados
nove exemplos de cálculo de ligações comumente encontradas no projeto de estruturas
metálicas.
Para facilitar a marcha de cálculo, é reproduzida no final do fascículo, uma série de tabelas
sobre parafusos e soldas.
Também aqui valem as observações feitas anteriormente no fascículo Galpões Para Usos
Gerais, com relação às unidades utilizadas:
• Características geométricas das seções expressas em centímetros (cm)
• Forças em quilonewtons (kN)
• Momentos fletores em quilonewtons x cm (kNcm)
• Tensões em quilonewtons / centímetros quadrados (kN/cm
2
)
Qualquer colaboração que pudermos receber dos leitores será de muita valia para que
possamos, através das sugestões recebidas, aprimorar nossas publicações.



7







Capítulo 2

Ligações

Ligações


8
O termo ligação é aplicado a todos os
detalhes construtivos que promovam a união de
partes da estrutura entre si ou a sua união com
elementos externos a ela, como, por exemplo,
as fundações.
O conceito é amplo, admitindo diversidade
de situações em que é aplicado:
• ligação da alma com mesa em perfil I
soldado (fig. 1a)
• ligação de coluna com viga de pórtico (fig.
1b)
• placa de base (fig. 1c)
• emenda de viga I (fig. 1d)
• ligação flexível de viga I com coluna (fig.
1e)
• ligação de peça tracionada (fig. 1f)
• emenda de coluna (fig. 1g)

Fig. 1: Alguns Tipos de Ligações


9
As ligações se compõem dos elementos de
ligação e dos meios de ligação.
Os elementos de ligação são todos os
componentes incluídos no conjunto para
permitir ou facilitar a transmissão dos esforços
(fig. 1):
• enrijecedores;
• placa de base;
• cantoneiras;
• chapas de gusset;
• talas de alma e de mesa;
• parte das peças ligadas envolvidas
localmente na ligação.
Os meios de ligação são os elementos que
promovem a união entre as partes da estrutura
para formar a ligação.
Como meios de ligação são utilizados,
principalmente, soldas, parafusos e barras
roscadas, como os chumbadores.
O cálculo de uma ligação significa a
verificação de todas as partes que a compõem:
os elementos de ligação e os meios de ligação.
De acordo com a NBR 8800, os elementos
de ligação e os meios de ligação deverão ser
dimensionados de forma que as suas
resistências de cálculo, correspondentes aos
estados limites em consideração, sejam
maiores que as solicitações de cálculo.
As resistências de cálculo, de modo geral,
são calculadas como uma porcentagem
especificada da resistência dos elementos ou
meios de ligação a um determinado efeito (o
estado limite).
As solicitações de cálculo, em consideração
a esse mesmo estado limite, são calculadas
através da análise da ligação sujeita às ações
multiplicadas pelos coeficientes de ponderação.
Como exemplo, a resistência de cálculo do
parafuso A-307, trabalhando à tração,
considerando o estado limite aplicável, ruptura
da parte rosqueada, é 0,75 da resistência do
parafuso à tração, ou seja, 39,2 kN.
Vale dizer que a solicitação de cálculo à
tração no parafuso (considerando os
coeficientes de ponderação) não deverá nunca
exceder a esse valor.

Ligações


10


11










Capítulo 3

Classificação das
Ligações
Classificação das ligações


12
3.1 – SEGUNDO A RIGIDEZ
A rigidez das ligações, ou seja, sua
capacidade de impedir a rotação relativa local
das peças ligadas, é responsável pelo
comportamento final da estrutura em termos de
rotações e deslocamentos.
Isto quer dizer que, além das barras que
compõem a estrutura, também as ligações
deverão estar convenientemente concebidas e
dimensionadas, sob pena da estrutura não se
comportar, em termos de deslocamentos e
rotações, conforme desejado.
Dessa forma as ligações deverão ser
projetadas conforme as hipóteses feitas para os
nós das barras na análise estrutural:
• nos locais onde foram previstas ligações
rígidas, deverão ser previstos detalhes
que efetivamente impeçam a rotação
relativa das partes (figs. 1b e 2a).
• nos locais onde a ligação deve permitir a
rotação relativa das partes, os detalhes
deverão ser tais que propiciem essa
rotação com o mínimo de restrição (figs.
1e e 2 b).
De acordo com o grau de impedimento da
rotação relativa de suas partes, as ligações são
classificadas nos três seguintes tipos:

LIGAÇÃO RÍGIDA
A ligação é tal que o ângulo entre os
elementos estruturais que se interceptam
permanece essencialmente o mesmo após o
carregamento da estrutura, com uma restrição à
rotação da ordem de 90 por cento ou mais
daquela teórica necessária à ocorrência de
nenhuma rotação (fig 2a).

LIGAÇÃO FLEXÍVEL
Neste caso a restrição à rotação relativa
entre os elementos estruturais deve ser tão
pequena quanto se consiga obter na prática.
No caso de vigas, sujeitas à flexão simples,
por exemplo, a ligação flexível transmite apenas
a força cortante.
A ligação é considerada flexível se a rotação
relativa entre as partes, após o carregamento,
atingir 80 por cento ou mais daquela
teoricamente esperada caso a conexão fosse
totalmente livre de girar (fig. 2b).

Fig. 2: Ligações Rígida e Flexível
LIGAÇÃO SEMI-RÍGIDA
Nesse caso a restrição à rotação está entre
20 e 90 por cento daquela teoricamente
necessária para evitar qualquer rotação.
Então o momento transmitido através da
conexão não é nem zero (ou próximo de zero)
como no caso de ligações flexíveis e nem o
momento máximo (ou próximo dele) como no
caso de conexões rígidas.
Para que se possa utilizar a ligação semi-
rígida, deverá ser conhecida primeiro a relação
de dependência entre o momento resistente e a
rotação.
As ligações semi-rígidas são raramente
utilizadas, devido à dificuldade de se
estabelecer esta relação, e não serão
abordadas nesse trabalho.


13
Para apresentar graficamente o comportamento dos três tipos de ligação, pode ser traçado o
diagrama Momento/Rotação para diversas ligações, conforme figura 3.

Fig. 3: Comportamento das Ligações
Nela estão indicadas as curvas relativas às
ligações rígidas, semi-rígidas e flexíveis e
também a reta que relaciona momentos e
rotações nos apoios para uma viga submetida a
carga uniforme.
Para a viga com carga uniforme temos:
• considerando as conexões nas
extremidades teoricamente rígidas, o
momento nos apoios e será (fig. 3b):
12
WL
M
2
1
=
• considerando que a ligação não é
teoricamente rígida e permite alguma
rotação das seções dos apoios (θ), o alívio
de momento nos apoios será (fig. 3b):
θ = θ − θ =
L
EI 2
L
EI 2
L
EI 4
M
2

• o momento real nos apoios será a soma
dos dois valores:
θ − = − =
L
EI 2
12
WL
M M M
2
2 1


• para θ = 0 (ligação teoricamente rígida)
12
WL
M
2
=
• para M = 0 (ligação teoricamente flexível)
M =
EI 24
WL
3

que é a rotação nos apoios da viga
biapoiada.

3.2 – SEGUNDO OS MEIOS DE LIGAÇÃO

As ligações podem ser soldadas e/ou
aparafusadas, sendo que, na maioria das
vezes, o cálculo da ligação implica na
verificação de grupos de parafusos e de linhas
de solda.
Os parafusos devem resistir a esforços de
tração e/ou cisalhamento, ao passo que as
soldas devem resistir a tensões de tração,
compressão e/ou cisalhamento.
Classificação das ligações


14


Fig. 4: Esforços em Parafusos e em Soldas


3.3 - SEGUNDO OS ESFORÇOS
SOLICITANTES
Dependendo dos esforços solicitantes e das
posições relativas desses esforços e dos grupos
de parafusos ou linhas de solda resistentes, as
ligações podem ser dos seguintes tipos básicos:
• cisalhamento centrado (fig. 5a);
• cisalhamento excêntrico (fig. 5b);
• tração ou compressão (fig. 5c);
• tração ou compressão com cisalhamento
(fig. 5d).



15


Fig. 5: Esforços Solicitantes na Ligação

Classificação das ligações


16
Os esforços solicitantes podem ainda ser
constantes ao longo da vida útil da ligação
(estaticamente aplicados) ou variáveis ao longo
dela (dinamicamente aplicados). Neste trabalho
serão analisadas apenas as ligações
submetidas ao primeiro tipo de esforço.
Para ligações submetidas a esforços
variáveis ao longo da vida útil, a NBR 8800,
anexo M, deverá ser consultada para as
verificações adicionais.

3.4 - LIGAÇÕES DE FÁBRICA E DE CAMPO
Nas ligações de fábrica, o meio de ligação
utilizado normalmente é a solda.
Nas ligações a serem montadas no campo,
utiliza-se preferencialmente os parafusos à
solda.
A NBR 8800, item 7.1.10 indica as ligações
onde devem ser usados solda ou parafuso de
alta resistência e aquelas em que podem ser
feitas com parafusos comuns ASTM A-307 ou
ISO 4.6.


17







Capítulo 4

Considerações Sobre
Soldas

Considerações Sobre Soldas


18
4.1 – TIPOS DE SOLDA
Os principais tipos de cordões de solda
utilizados na ligação são os de filete e os de
entalhe de penetração total ou parcial, que
estão indicados na Fig. 6.

Fig. 6 Tipos Principais de Cordões de Solda

De acordo com a NBR 8800 os processos
de soldagem e as técnicas de execução de
estruturas soldadas devem ser conforme o
“Structural Welding Code” AWS D1.1-82, da
American Welding Society, exceção feita aos
itens 2.3.4 (garganta efetiva na combinação de
solda de filete com solda de penetração parcial),
2.5 (solda de penetração parcial sujeita a
tensão normal ao longo de seu eixo longitudinal)
e seção 9 (projeto de pontes novas).

4.2 – SOLDAS DE FILETE
Para as soldas de filete são feitas as
seguintes definições (fig. 7):
• face de fusão: região da superfície original
do metal base onde ocorreu a fusão do
metal base e do metal da solda (fig. 7a)
• raiz da solda: linha comum às duas faces
de fusão (fig 7a)
• perna do filete: menor dos lados, medidos
nas faces de fusão, do maior triângulo
inscrito dentro da seção transversal da
solda.
Normalmente os dois lados do triângulo
são iguais, conforme as figuras 7b e 7c.
O filete de solda é especificado através da
dimensão de sua perna. Assim na figura
7b é especificado um filete com a perna
de 4mm.
• garganta efetiva: é a distância entre a raiz
da solda e o lado externo do triângulo
inscrito.
• comprimento efetivo da solda: é o
comprimento da linha que liga os pontos
médios das gargantas efetivas ao longo
do filete (fig. 7e).
• área efetiva, A
w
: é a área considerada
como resistência da solda, igual à
garganta efetiva multiplicada pelo
comprimento efetivo (fig. 7e).
• área teórica da face de fusão, A
MB
: é a
área considerada como de resistência no
metal base junto à solda, igual à perna do
filete multiplicada pelo comprimento
efetivo.
• disposições de projeto: para maiores
detalhes quanto às considerações de
projeto de soldas de filete, tais como
compatibilidade entre o metal da solda e o
metal base, resistências de cálculo de
soldas, limitações das soldas de filete e
outras, a NBR 8800 deverá ser
consultada.

As aplicações das disposições da NBR 8800
serão mostradas nos exemplos de projeto de
ligações a serem analisados.


19

Fig. 7: Soldas de Filete
4.3 – SOLDAS DE ENTALHE
As soldas de entalhe de penetração total (ou
parcial) são utilizadas quando se deseja manter
a continuidade total (ou parcial) da espessura
do elemento conectado para a transmissão do
esforço através da ligação ou quando, por
questões construtivas, a solda de filete não
puder ser empregada (figs. 8a e 8b).

A solda de filete é geralmente mais
econômica que a de entalhe por não necessitar
do trabalho de chanfro nas chapas.


Considerações Sobre Soldas


20

As seguintes definições e notações feitas
para as soldas de entalhe (fig 8c):
α = ângulo do chanfro
S = profundidade do chanfro
f = nariz do chanfro
r = raio do chanfro
R = abertura da raiz

• garganta efetiva: a garganta efetiva de
uma solda de entalhe de penetração total
é a menor espessura das chapas
conectadas;
para soldas de penetração parcial, a NBR
8800 deverá ser consultada.
• comprimento efetivo: é o comprimento real
da solda que, no caso da solda de
entalhe, deve coincidir com a largura da
peça ligada;
• área efetiva: é o produto da garganta
efetiva pelo comprimento efetivo;
• disposições de projeto: para demais
considerações de projeto, tais como
limitações aplicáveis, resistências de
cálculo etc, a NBR 8800 deverá ser
consultada.

Fig. 8: Soldas de Entalhe

4.4 – TABELAS PARA ESPECIFICAÇÃO DE
SOLDA
Visando facilitar o projeto das ligações
soldadas, o MANUAL BRASILEIRO DA
CONSTRUÇÃO METÁLICA, VOL III, apresenta
uma série de tabelas contendo a simbologia de
soldagem, exemplos de soldas e as juntas
soldadas pré-qualificadas, que são isentas de
testes e certificados de garantia de qualidade,
quando os materiais e os procedimentos
utilizados forem conforme a AWS D.1.1.








21







Capítulo 5

Considerações Sobre
Parafusos


Considerações Sobre Parafusos


22
5.1– PARAFUSOS COMUM E DE ALTA
RESISTÊNCIA
Os parafusos utilizados nas construções
metálicas são normalmente o comum (sendo o
mais utilizado o ASTM A-307) e os de alta
resistência (especialmente o ASTM A-325 e o
ASTM A-490).
Os parafusos de alta resistência são
montados com protensão (torque especificado
de montagem) e requerem cuidados especiais
com relação às arruelas e ao acabamento das
superfícies em contato das partes ligadas.
Os parafusos comuns são montados sem
especificação de torque de montagem e não
requerem aqueles cuidados especiais.
Os parafusos de alta resistência são usados
em ligações de mais responsabilidade enquanto
os comuns são utilizados em ligações não
estruturais ou secundárias.
A NBR 8800, na seção 7.1.10, especifica a
aplicabilidade dos parafusos de acordo com a
ligação.

5.2 – TRANSMISSÃO DOS ESFORÇOS
ATRAVÉS DOS PARAFUSOS
Nos parafusos comuns os esforços de
tração são transmitidos diretamente através de
tração no corpo do parafuso e os esforços de
cisalhamento são transmitidos por cisalhamento
do corpo do parafuso e o contato de sua
superfície lateral com a face do furo, devido ao
deslizamento entre as chapas ligadas (fig. 9).


Fig 9 Transmissão dos Esforços em
Parafusos Comuns
Nos parafusos de alta resistência, montados
com protensão, as superfícies de contato das
chapas ficam firmemente pressionadas umas
contra as outras através dos “cones de pressão”
(fig 10-a)
Simplificadamente ele pode ser considerado
como um cilindro de pressão, constituído por
regiões circulares das chapas, altamente
comprimidas, com o parafuso no centro,
altamente tracionado (figs. 10a e 10b).
Dessa forma, o mecanismo de transmissão
de esforços é tal que, por questões de
elasticidade e pela grande área do cilindro de
pressão e pequena área do parafuso, o esforço
de tração é absorvido no sistema através da
diminuição de pressão do cilindro e pequeno
aumento de tração no parafuso (fig. 10c).
Sendo α’ a relação entre a área do parafuso
e a área do cilindro de pressão e P o esforço
externo de tração aplicado na ligação, é
demonstrado que o esforço de protensão no
parafuso é acrescido de |
.
|

\
|
α +
α
1
(P) enquanto o
cilindro de pressão tem sua pressão reduzida
por uma força igual a ) P (
1
1
|
.
|

\
|
α +
.
Como α é um valor pequeno, o acréscimo
de tração no parafuso é bem inferior à força que
reduz a pressão no cilindro.
Para valores das protensões de montagem
dos parafusos ver a tabela 19 da NBR 8800
reproduzida no anexo (tabela 1.1).
Os esforços de cisalhamento nas ligações
com parafusos de alta resistência são
transmitidos ou por atrito, devido à pressão
entre as partes ligadas, nas chamadas ligações
por atrito, ou por contato do corpo do parafuso
com as paredes do furo, com cisalhamento do


23
corpo do parafuso, nas chamadas ligações por
contato.
De acordo com a NBR 8800, as duas
formas de transmissão de esforço não podem
ser superpostas, sendo a resistência última do
parafuso independente do atrito entre as partes.
A protensão dada quando da montagem dos
parafusos é a mesma para ligações por atrito e
por contato.
A diferença entre elas está no acabamento
exigido para as superfícies de deslizamento das
chapas e no desempenho, em função do
carregamento, ao longo da vida útil:
• a ligação por contato é indicada para
carregamentos predominantemente
estáticos, onde o eventual deslizamento
entre as partes ligadas não afeta a vida
útil dos parafusos e da própria ligação e
nem o comportamento global da estrutura;
• a ligação por atrito é indicada para
carregamentos dinâmicos e para os casos
em que qualquer deslizamento entre as
partes ligadas possa afetar o
comportamento previsto para a estrutura.

A tabela 15 da NBR 8800 apresenta as
condições das superfícies parafusadas para que
a ligação possa ser considerada por atrito bem
como apresenta os correspondentes
coeficientes de atrito para essa consideração.

Considerações Sobre Parafusos


24
Fig. 10 – Transmissão dos Esforços Através do Parafuso de Alta Resistência
Em ambas as ligações, além dos parafusos,
deverão ser verificados o esmagamento do furo,
o rasgamento entre os furos e entre o furo e a
borda da chapa (fig. 11); tratando-se de estados
limites últimos, todas as verificações deverão
ser feitas para as solicitações de cálculo, que
são aquelas afetadas do coeficiente γ de
ponderação das ações.
No caso da ligação por atrito deverá ser
verificada adicionalmente a resistência ao
deslizamento para ações nominais nos
parafusos (sem o coeficiente γ) por ser este um
estado limite de utilização, exceto que, se o
efeito da carga permanente for favorável, esta
deve ser multiplicada por 0,75.
Para efeito de cálculo, as tensões atuantes
de tração e cisalhamento nos parafusos são
determinadas com base na área nominal do
parafuso,
4
d
2
π
. Nas resistências de cálculo é
levada em conta a redução devida à rosca.

5.3 – MÉTODOS DE APERTO:
Para métodos de aperto dos parafusos de
alta resistência, inspeção das juntas
aparafusadas e considerações de ordem geral,
ver item 7.7 da NBR 8800.

5.4 – FUROS PARA OS PARAFUSOS
A NBR 8800 prevê quatro tipos de furos
para parafusos: padrão, alargado, pouco
alongado e muito alongado.
O tipo mais usual, e que será abordado
aqui, é o padrão, com diâmetro igual ao
diâmetro do parafuso mais 1,5mm, no caso de
parafuso milimétrico, ou diâmetro do parafuso
mais 1/16”, no caso de parafuso em polegada.
Para dimensões e usos dos demais furos a
NBR 8800, item 7.3.4, deverá ser consultada.

Fig. 11: Verificação na Chapa Devido à
Presença de Furos

5.5 – RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO
As resistências cálculo dos parafusos são
indicadas na NBR 8800, conforme se segue:
Ligação por contato e por atrito:
• resistência à tração: item 7.4.2.2.
• resistência à força cortante: item 7.3.2.3
• resistência à pressão de contato: item
7.3.2.4.
• resistência à tração e força cortante
combinadas: item 7.3.2.5.
Ligação por atrito:
• força cortante combinada ou não com
tração: item 7.3.3.2.
Para outros estados limites aplicáveis e as
resistências de cálculo correspondentes, ver
a NBR 8800.
A verificação das ligações será
mostrada, para alguns casos usuais, nos
exemplos de cálculo.
Informações complementares sobre o
projeto de ligações utilizando a NBR 8800,
serão obtidas no capítulo VIII do livro
“Elementos das Estruturas de Aço” de
Gilson Queiroz.




25







Capítulo 6

Exemplos de Cálculo
Exemplos de Cálculo


26
Os exemplos de cálculo de ligações,
mostrados a seguir, são comumente
encontrados no projeto de estruturas metálicas.
Serão analisados detidamente, tanto na
verificação dos elementos quanto dos meios de
ligação.
Outras ligações, não cobertas pelos
exemplos, deverão ser analisadas de maneira
semelhante, através da utilização apropriada da
NBR 8800.
Na prática o dimensionamento das ligações
é simplificado, através da redução do número
de verificações, com base no conhecimento e
na experiência anterior e pela utilização de
tabelas de ligações padronizadas, ou mesmo de
programas de computador.
Dessa forma, o trabalho das extensas
verificações mostradas nos exemplos a seguir,
é sensivelmente reduzido.

6.1 – LIGAÇÃO DE PEÇA TRACIONADA
Calcular a ligação mostrada na figura 12. O
esforço indicado é a solicitação de cálculo
(incluindo o coeficiente de segurança).
aço ASTM A36, f
y
= 25 kN/cm
2
, f
u
= 40
kN/cm
2

eletrodos de solda E70-XX
parafusos ASTM A 325, d = 19mm (3/4”)
conexão por contato
carga de 200 kN estaticamente aplicada.

6.1.1 – CONSIDERAÇÕES
O esforço de tração atua centrado em
relação ao grupo de parafusos; a pequena
excentricidade existente entre o eixo principal
das cantoneiras e a linha de furação das abas é
normalmente desconsiderada no cálculo. (fig.
12b) (NBR 8800 – 7.1.7.2).


27


Fig. 12: Ligação de Peça Tracionada
Exemplos de Cálculo


28
6.1.2 – VERIFICAÇÃO DAS CANTONEIRAS À
TRAÇÃO
a) verificação da esbeltez:
será considerado que a esbeltez do
conjunto de cantoneiras já foi verificada e é
menor que 300, número máximo para peças
tracionadas (NBR 8800, 5.2.6).

b) cálculo da área líquida efetiva (NBR
8800, 5.1.1.3):
- diâmetro do furo:
diâmetro do parafuso + 1,6mm=
= 19 + 1,6 = 20,6mm (NBR 8800, tabela
16)
- largura bruta da cantoneira (NBR 8800,
5.1.1.1): deverá ser descontada 1 vez a
espessura da cantoneira, 7,9 mm.; a aba
da cantoneira é 76mm.
2 x 7,6 – 0,79 = 14,4 cm
- área líquida da cantoneira, A
n
:
no cálculo de A
n
deve ser descontada a
área do furo; o seu diâmetro é
considerado 2mm maior, conforme NBR
8800, 5.1.1.2:

A
n
= [14,4-(2,06 + 0,2)]0,79 = 9,6cm
2

- área líquida efetiva A
e
: (NBR 8800
5.1.1.3)
A
e
= C
t
x A
n

C
t
= 0,75, para todas as barras com
ligações aparafusadas com dois
parafusos na direção da solicitação:
A
e
= 0,75 x 9,6 = 7,2 cm
2


c) estados limites (NBR 8800, 5.2.3)
- escoamento da seção bruta:
φ
t
A
g
f
y
, com A
g
= 2 x 11,5 = 23,0cm
2
(área
bruta das duas cantoneiras, então:
φ
t
A
g
f
y
= 0,9 x 23,0 x 25 = 517,5 kN
- ruptura da seção líquida efetiva:
φ
t
A
g
f
u
= 0,75 x 2 x 7,2 x 40 = 432kN, que
governa a verificação por ser menor.


d) verificação:
a solicitação de cálculo é 200 kN, valor
menor que a resistência de cálculo
afetada do coeficiente de segurança,
432kN: as cantoneiras passam com
folga à tração.

6.1.3 – VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE
GUSSET À TRAÇÃO
a) cálculo das áreas
- área bruta da chapa de gusset;
A
g
= 20 x 0,8 = 16 cm
2
, considerando-se
que toda a área do gusset seja efetiva à
tração na seção bruta.
- área líquida:
A
n
= [20 – (2,06 + 0,2)]0,8 = 14,2 cm
2


b) estados limites:
- escoamento da seção bruta
φ
t
x A
g
x f
y
= 0,9 x 16 x 25 = 360 kN
- ruptura da seção líquida efetiva:
φ
t
x A
e
x F
u
= 0,75 x 14,2 x 40 = 426kN
O primeiro valor governa a verificação,
por ser menor.

c) verificação:
200kN < 360kN, ok.

6.1.4 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS
Deverá ser analisada a resistência do
parafuso ao corte e à pressão de contato:
a) corte do parafuso (NBR 8800, 7.3.2.3)
- verificação da pega:
a soma das espessuras das duas abas
da cantoneira com a do gusset deve ser
menor que 5 d (NBR 8800, 7.3.5).
0,79 + 0,79 + 0,8 = 2,4 cm < 5 x 1,9 cm,
ok




29
- resistência do parafuso ao corte:
φ
v
R
nv
= φ
v
x 0,42 x A
p
x f
u
, com:
φ
v
= 0,65, para parafusos ASTM A 325,
planos de corte da ligação passando
pela rosca e
2
2 2
p
cm 84 , 2
4
9 , 1
4
d
A =
× π
=
π
=
,
área bruta do parafuso que pode ser
retirada diretamente da tabela 1.2 deste
trabalho.
f
u
= 82,5kN/cm
2
, tabela 23 NBR 8800,
para o ASTM A 325 com d ≤ 25,4 mm.
φ
v
R
nv
= 0,65 x 0,42 x 2,84 x 82,5 =
64,0kN; como são dois planos de corte
para os parafusos, um para cada
cantoneira, a resistência ao corte será:
64 x 2 = 128kN, por parafuso

b) resistência à pressão de contato nos
furos (NBR 8800, 7.3.2.4)
a verificação será feita para os furos na
chapa de gusset que é crítica com
relação às cantoneiras, que trabalham
em conjunto.
- disposições construtivas (válida para as
cantoneiras e chapas de gusset):
distância entre centros de furos padrão
maior que 2,7 d (NBR 8800, 7.3.6):
2,7 x 1,9 = 5,1 cm < 7cm, conforme
fig. 12; ok
distância do centro de furos padrão à
borda: tabela 18 NBR 8800.
d = 19 mm, borda cortada com serra;
a distância mínima é de 32 mm, menor
que 45 mm, ok.
distância máxima à borda (NBR 8800,
7.3.8):
deve ser menor que 12 vezes a
espessura da cantoneira (12 x 7,9 =
94,8mm) e que 150mm, o que realmente
acontece:
45 < 94,8 e 45 < 150;
- pressão de contato com rasgamento
entre dois furos consecutivos (NBR
8800, 7.3.2.4)
φR
n
= 0,75 R
n

com R
n
= αA
b
f
u

: com , 4 , 2 2
d
s
≤ − = α
s = 7,0cm, distância entre centros de
furos
d = 1,9cm, diâmetro do parafuso
η
1
= 0,5, para furo padrão, conforme
tabela 13 da NBR 8800;
= − = α 5 , 0
9 , 1
7
3,2 que deve ser ≤ 2,4.
∴ α = 2,4
- pressão de contato para rasgamento
entre furo e borda:
idem fórmula anterior, com
4 , 2
d
e
2
≤ η − |
.
|

\
|
= α
e = 4,5cm, distância entre a linha de
centro do furo e a borda da capa
η
2
= 0, para furo padrão, conforme tabela
13
cm 4 , 2 0
9 , 1
5 , 4
= − = α
∴ será usado α = 2,4.
A
b
= área efetiva para pressão de contato
(NBR 8800, 7.3.1.1)
A
b
= 1,9 x 0,8 = 1,52cm
2

f
u
= 40kN/cm
2
para o ASTM A-36;
então,
φR
n
= φ α A
b
f
u
=
= 0,75 x 2,4 x1,52 x 40 = 109 kN,
para um parafuso;
como esse valor é menor que o
anteriormente achado para a resistência
ao corte, 126 kN, ele deve ser usado.
As resistências de cálculo do parafuso
ao corte e esmagamento podem ser
obtidas diretamente das tabelas
reproduzidas nesta publicação:
- resistência ao corte (tabela 1.4.b): com
d = ¾”, parafuso ASTM A 325 e rosca
situada no plano de corte:
φ
v
R
nv
= 64,19 kN,
valor próximo do calculado
anteriormente, 64kN.
Exemplos de Cálculo


30
- resistência à pressão de contato (tabelas
1.5.a e b) considerando o aço ASTM A-
36, parafusos d= ¾” e a espessura da
chapa de gusset de 8 mm: para
rasgamento entre dois furos, com s = 70
mm:
φR
n
= 13,72 x 8 = 109,76kN
para rasgamento entre furo e borda, com
e = 45mm,
φR
n
= 13,50 x 8 = 108,0kN que é o
menor valor e coincide com o valor
calculado anteriormente, 109 kN.
- verificação:
como são dois parafusos resistindo ao
esforço de 200 kN, o esforço por
parafuso é 100 kN, menor que 109 kN.

6.1.5 – SOLDA DA CHAPA DE GUSSET NA
VIGA
a) solda mínima:
a solda da chapa de gusset na mesa da
viga, será de filete.
A espessura mínima para a solda de
filete será função da chapa mais
espessa a ser soldada, no caso a
espessura da mesa, 25 mm.
De acordo com a tabela II da NBR 8800,
reproduzida nesta publicação (tabela
(2,3), a espessura mínima para a solda
de filete, no caso de chapa de 25 mm é
8mm ∴serão usados filetes de 8 mm
conforme indicado na fig. 12.

b) solicitação da solda:
de acordo com a NBR 8800, a
“solicitação de cálculo é igual à
resultante vetorial de todas as forças
que produzam tensões normais ou de
cisalhamento na superfície de contato
das partes ligadas”.
No caso a solda será solicitada apenas
pela força de tração de 200 kN;
considerando os dois filetes de 200 mm,
a força na solda por cm de filete é
cm / kN 5
20 2
200
=
×
de filete.


c) estados limites (tabela 18, NBR 8800)
a verificação é feita comparando a
resultante vetorial de forças, com a
resistência do filete ao cisalhamento,
conforme os dois estados limites:
- escoamento do metal base:
φR
n
= 0,9 x 0,6 x A
MB
x f
y

A
MB
= área teórica da face de fusão, igual
a 0,8 x 1 cm
2
para um filete de 8 mm de
perna e comprimento 1 cm;
f
y
= 25 kN/cm
2
para o ASTM A-36
φR
n
= 0,9 x 0,6 x 0,8 x 25 = 10,8 kN/cm
- ruptura do metal da solda:
φR
n
= 0,75 x 0,6 x A
w
x F
W

A
w
= área efetiva da solda (fig. 7e)
igual a 0,8 x 1 x 0,707 cm
2
para 1 cm de
cordão de 8 mm de perna,
F
W
= 48,5 kN/cm
2
, resistência do metal
da solda para o E70, tabela 9 NBR
8800;
φR
n
= 0,75 x 0,6 x 0,8 x 1,0 x 0,707 x
48,5 =
= 12,3 kN/cm
a verificação será feita para o menor dos
dois valores de φR
n
, 10,8 kN/cm.
Este valor pode ser obtido diretamente
da tabela 2.4, Resistências de Cálculo
φR
n
por Milímetro de Filete de Solda
(kN/mm) reproduzida nesta publicação.
Para aço com f
y
= 250 MPa, eletrodo
E70XX e filete de 8 mm, a resistência do
cordão é 1,08 kN/mm ou 10,8 kN/cm,
conforme calculado anteriormente.
d) verificação:
5 kN/cm < 10,8 kN/cm ∴
o dimensionamento da solda está
folgado, mas terá que ser usado o filete
de 8 mm como solda mínima para a
chapa de 25 mm, conforme visto
anteriormente.

6.1.6 – COLAPSO POR RASGAMENTO (NBR
8800, 7.5.3.2)


31
As possibilidades de colapso por
rasgamento nas cantoneiras e na chapa de
gusset estão indicadas na fig. 12c.
• estados limites:
deverão ser considerados a ruptura por
cisalhamento para a área líquida de
rasgamento e escoamento por cisalhamento
para área bruta de rasgamento:
ruptura:
φR
n
= 0,75 x 0,6 x f
u
= 0,75 x 0,6 x 40
= 18 kN/cm
2

escoamento:
φR
n
= 0,9 x 0,6 x f
y
= 0,9 x 0,6 x 25 =
= 13,5 kN/cm
2

• solicitações de rasgamento na cantoneira
(considerando as áreas de tração como
de cisalhamento):
- área bruta de rasgamento:
(3,2 + 11,5)0,79 = 11,6 cm
2

então, considerando a força para cada
cantoneira, 100 kN,
, cm / kN 5 , 13 cm / kN 62 , 8
6 , 11
100
2 2
< = ok
- área líquida de rasgamento,
descontando os dois furos para parafuso
d = ¾”: ¾ + 1/16” = 2,06 cm
(3,2 + 11,5 – 2 x 2,06)0,79 = 8,36cm
2

então
, cm / kN 18 cm / kN 0 , 12
36 , 8
100
2 2
< = ok
• solicitações de rasgamento na chapa de
gusset.
- área bruta de rasgamento
(10 + 11,5) x 0,8 = 17,2cm
2

então, considerando a força de cálculo
de 200 kN para o gusset:

2 2
cm / kN 5 , 13 cm / kN 6 , 11
2 , 17
200
< = , ok

- área líquida de rasgamento,
descontando também os dois furos:
(10 + 11,5 – 2 x 2,06)0,8 = 13,9 cm
2

então

2 2
cm / kN 18 cm / kN 4 , 14
9 , 13
200
< = , ok
6.1.7 – SOLDA DA ALMA NA VIGA NA
REGIÃO PRÓXIMA À CHAPA DE
GUSSET.
A solda da alma na mesa deverá resistir,
além dos esforços de cisalhamento
provenientes do carregamento da viga, o
esforço localizado de 200 kN aplicado pelo
gusset.
No exemplo foi admitido que essa solda
resiste a essas solicitações.

6.2 – LIGAÇÃO APARAFUSADA COM
CISALHAMENTO EXCÊNTRICO
Calcular a ligação mostrada na figura 13. O
esforço indicado é a solicitação de cálculo
(incluindo o coeficiente de segurança).
aço ASTM A-36
eletrodo de solda E70-XX
parafusos ASTM A-325, d = 7/8”
conexão por atrito
6.2.1 – CONSIDERAÇÕES
O método usual de dimensionamento de
ligações com cisalhamento excêntrico é o
elástico, a seguir aplicado:
Os esforços nos parafusos são obtidos pela
superposição dos dois efeitos:

a) esforço vertical de 110 kN atuando no
centro de gravidade do conjunto,
originando esforço de cisalhamento igual
nos seis parafusos (figura 13b).






Exemplos de Cálculo


32




33

Fig. 13 Ligação Aparafusada com Cisalhamento Excêntrico
b) momento torçor cisalhando o conjunto de
parafusos, admitindo-se as seguintes hipóteses:
- as placas da ligação são perfeitamente
rígidas e os parafusos perfeitamente
elásticos.
- a rotação da ligação produz deformação
por cisalhamento nos parafusos que são
proporcionais e normais ao raio que vai
do C.G. do conjunto de parafusos ao
parafuso considerado.
Surgem as forças F
M
indicadas na fig. 13
(b).

6.2.2 – SOLICITAÇÃO DE PARAFUSOS
a) devido ao esforço vertical:
kN 3 , 18
6
110
F
v
= =
b) devido ao momento:
- M = 110 x e = 110 x 21,0 = 2310 kNcm
- momento polar de inércia do conjunto de
parafusos, considerando que eles
tenham área unitária:
( )
∑ ∑
= + =
2 2 2
y x r
( )
2
2 2 2
cm 5 , 478
) 5 , 6 ( 2 5 , 7 5 , 6 4
=
= + + =


- esforço no parafuso mais solicitado pelo
momento:
os quatros parafusos mais distantes do
CG são os mais solicitados (fig. 13a):


×
=
2
M
r
r M
F
r = 9,9 cm, distância do parafuso ao CG
do conjunto;
kN 8 , 47
5 , 478
9 , 9 2310
F
M
=
×
= , perpendicular
ao raio r conforme figura 13.

- esforço resultante no parafuso:
considerando os esforços F
M
e F
v
, os
parafusos mais solicitados são os dois
extremos do lado da carga de 110 kN,
conforme fig 13.

As componentes de F
M
são:
Horizontal:
kN 2 , 36
99
75 8 , 47
99
75
F
M
=
×
= ×

Vertical:
kN F
M
4 , 31
99
65 8 , 47
99
65
=
×
= ×
resultante no parafuso:
( ) kN 5 , 61 3 , 18 4 , 31 2 , 36 R
2 2
= + + =



Exemplos de Cálculo


34
6.2.3 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS

a) c orte do parafuso (NBR 8800, 7.3.2.3)
- verificação da pega (NBR 8800, 7.3.5)
espessura da chapa da ligação mais
espessura da mesa da coluna = 12,5 +
25 = 37,5 mm, é menor que 5 x d = 5 x
22,2 = 112,5 mm, ok.
- resistência do parafuso ao corte:
pela tabela 1.4.b, considerando parafuso
ASTM A-325 com d = 7/8” e a rosca
situada no plano de corte, a resistência
ao corte é:
φ
v
R
nv
= 87,38 kN.

b) resistência à pressão de contato nos
furos (NBR 8800, 7.3.2.4)
o cálculo será feito para a chapa da
ligação que é menos espessa que a
mesa da coluna e tem as mesmas
distâncias entre centros de furos e
bordas.
considerando as tabelas 1.5.a e b para
AÇO ASTM A-36, parafusos d = 7/8” e
espessura de chapa de 12,5 mm, a
resistência à pressão de contato é,
- para rasgamento de contato entre dois
furos, com s = 75 mm, φR
n
= 12,5 x 16 =
200kN
- para rasgamento entre furo e borda com
e = 50 mm , φR
n
= 12,5 x 15 = 187,5kN,
que é o menor dos dois valores, sendo o
dimensionamento governado pelo valor
anteriormente achado, φ
v
R
nv
= 87,38 kN,
que ainda é menor.
- verificação:
a solicitação de cálculo no parafuso,
61,5 kN é menor que a resistência de
cálculo, 87,38kN, ok.

c) resistência ao deslizamento (NBR 8800,
7.3.3.2):
como a ligação é por atrito, ela deverá
ser verificada também ao efeito de
deslizamento. Conforme visto
anteriormente, como este é um estado
limite de utilização, o esforço no
parafuso a ser considerado é o nominal;
admitindo que o coeficiente γ de
ponderação das ações seja 1.4, a
solicitação nominal do parafuso será:
kN 9 , 43
4 , 1
5 , 61
=
A resistência ao deslizamento deverá
ser: (NBR 8800, 7.3.3.2)
φ
v
R
nv
= φ
v
uξ (T
b
– T), com φ
v
= 1
T
b
= 173 kN para parafuso com d = 7/8”,
igual ao esforço de protensão na
montagem do parafuso, conforme tabela
19 – NBR 8800, também reproduzida
neste trabalho (tabela 1.1).
T = 0, força de tração no parafuso,
inexistente no caso, pois o parafuso é
submetido apenas ao cisalhamento;
u = 0,28, coeficiente de atrito para
superfícies laminadas e limpas de óleo e
graxa, conforme tabela 15 – NBR 8800.
ξ = 1, fator de redução para furo padrão.
Então,
φ
v
R
nv
= 1,0 x 0,28 x 1(173) = 48,4 kN
Este valor pode ser achado diretamente
na tabela 1.6, onde estão indicados os
valores de φ
v
R
nv
para parafusos ASTM
A-325 e A-490 submetidos apenas ao
cisalhamento e com u = 0,28 e ξ = 1.
Para ASTM A-325 e d = 7/8” o valor é
48,44kN, conforme anteriormente
calculado.
- verificação:
a solicitação nominal de cálculo, 43,9
kN, é menor que a resistência ao
deslizamento e a conexão fica verificada
a este efeito.

6.2.4 – VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE
CONEXÃO
• flambagem local da chapa:
em geral o detalhe construtivo da ligação é
projetado de modo a impedir a flambagem
local da chapa, mostrada na fig. 13c.
No caso será considerado que esse
impedimento não existe.
Como aproximação para verificação da
flambagem local da chapa, a tabela 1 da
NBR 8800 pode ser usada.


35
Deverá ser 16
f
E
55 , 0
t
h
y
= ≤ para o aço
A-36.
h = 145mm, distância da borda livre da
chapa à 1ª coluna de parafusos;
t = 12,5mm, espessura da chapa;
16 6 , 11
25 , 1
5 , 14
t
h
< = = , ok

• verificação da chapa à flexão
A fig. 13c mostra o efeito da flexão na
chapa; ela será analisada como uma viga de
seção retangular fletida com relação ao eixo
de maior inércia, conforme NBR 8800, 5.4.5.
A seção da chapa considerada é a que
contém a 1ª coluna de parafusos (fig. 13a).
Se no lugar da chapa de ligação for
utilizado, por exemplo um perfil [,
dependendo da solicitação de cálculo, pode
ser dispensada a verificação à flexão.

Características da seção da chapa:
- diâmetro efetivo do furo (NBR 8800,
5.1.1.2)
2,2 + 0,16 + 0,2 = 2,56 cm
- momento de inércia da seção segundo
y:

4
3
y
cm 39 , 4
12
25 , 1 27
I =
×
=
- momento de inércia da seção segundo
X, descontando integralmente os furos,
do lado da segurança:
( ) = × × −
×
=
2
3
x
5 , 7 56 , 2 25 , 1 2
12
27 25 , 1
I
= 1690 cm
4

- módulo resistente elástico:
W
x
=
3
cm 125
5 , 13
1690
=
- área da seção:
A = 1,25 x 27 = 33,8cm
2

- raio de giração segundo y:
cm 36 , 0
A
I
r
y
y
= =
- momento de inércia à torção
I
T
=
4
3
cm 6 , 17
3
25 , 1 27
=
×


- módulo resistente plástico, descontados
os furos:

4
25 , 1 27
z
2
×
= - 2 x 7,5 x 1,25 x 2,56 =
= 180,0cm
3


- valor de L
p
, comprimento destravado
limite para que ocorra a plastificação da
seção:

cm 2 , 5
8 , 33 6 , 17
25 0 , 180
36 , 0 20500 13 , 0
A I
Zf
r E 13 , 0
A I
M
Er 13 , 0
L
T
y
y
T
p
y
p
=
×
×
× ×
=
= ×
× ×
=
= × =
l


- valor de L
r
, comprimento do trecho sem
contenção lateral, correspondente ao
momento M
r
:

A I
f W
r E C 95 , 1
A I
M
r E C 95 , 1
L
T
y x
y b
T
r
y b
r
=
= =

C
b
= 1, no caso de balanço:
8 , 33 6 , 17
25 125
36 , 0 20500 1 95 , 1
L
r
×
×
× × ×
=
= 112,3 cm

- comparação de L
b
com L
p
e L
r
:
como a chapa não é contida
lateralmente na extremidade em que
atua a carga, L
b
será tomado igual a
duas vezes a largura h,
L
b
= 14,5 x 2 = 29 cm
L
p
= 5,2 < L
b
= 29,0cm < L
r
= 112,3


Exemplos de Cálculo


36
- momento resistente
( )
p r
p b
r pl pl n
L L
L L
M M M M


− − =
( )
p r
p b
y x y y n
L L
L L
f W Zf Zf M


− − =
M
n
= 180 x 25 – (180 x 25 – 125 x
x25)
2 , 5 3 , 112
2 , 5 29


= 4194,4 kNcm
- verificação:
solicitação de cálculo:
M
d
= V
d
x 14,5 = 110 x 14,5 = 1595
kNcm;
φ
b
M
n
= 0,9 x 4194,4 = 3775 kNcm;
M
d
< φ
b
M
n
, ok

6.2.5 – VERIFICAÇÃO À FORÇA CORTANTE
(NBR 8800, 7.5.3)
Não há problema de flambagem da chapa
devido à força cortante porque o valor de
h/t < 16.
• área líquida efetiva de cisalhamento na
seção da chapa que não contém os furos
(NBR 8800, 5.1.1.4):
0,67 x A
g
= 0,67 x 27 x 1,25 = 22,6 cm
2

• área líquida efetiva de cisalhamento na
seção que contém os furos:
serão descontados os furos, considerando
o diâmetro nominal dos mesmos (NBR
8800, 5.1.1.4) 22 + 1,6 = 23,6:
0,67A
g
= 0,67 (27 x 1,25 – 3 x 1,25 x 2,36) =
= 16,7 cm
2

• solicitação de cálculo na seção da chapa
que não contém os furos:
2
cm / kN 9 , 4
6 , 22
110
=
• solicitação de cálculo na seção da chapa
que contém os furos:
2
cm / kN 6 , 6
7 , 16
110
=
• resistências de cálculo ao cisalhamento:
na seção que não contém os furos:
φR
n
= 0,9 x 0,6 x f
y
= 0,9 x 0,6 x 25 =
= 13,5 kN/cm
2

na seção que contém os furos:
φR
n
= 0,75 x 0,6 x f
u
= 0,75 x 0,6 x 40 =
= 18 kN/cm
2

• verificação:
as solicitações de cálculo são menores
que as respectivas resistências de cálculo
∴ a chapa está verificada à força cortante.

6.3 – LIGAÇÃO COM PARAFUSOS
TRACIONADOS
Nas ligações com parafusos de alta
resistência submetidos à tração, deverá ser feita
a verificação de flexão da chapa aparafusada e
dos parafusos levando em conta o “efeito
alavanca”.
Este efeito consiste no acréscimo de tração
no parafuso e um efeito adicional de flexão na
chapa de ligação devido à restrição da
deformação desta chapa, conforme fig. 14.



37


Fig. 14 Efeito de Alavanca
Se a chapa é espessa, ela praticamente não
apresenta deformação por flexão sob ação da
carga (fig. 14a), diferentemente do que
acontece com chapas menos espessas, que
tendem a se deformar sob a ação daquela
carga, conforme a fig. 14b.

A outra parte da ligação impede a
deformação das extremidades da chapa,
originando o aparecimento da força adicional Q
de tração nos parafusos, que induz flexão na
chapa de ligação, conforme fig. 14c.

6.3.1 – CONSIDERAÇÃO DO EFEITO DE
ALAVANCA
São definidas as seguintes grandezas para
análise do efeito de alavanca, conforme figura
15:
• largura tributária para cada parafuso:
soma das duas larguras efetivas de
resistência da chapa, de cada lado do
parafuso, conforme definido a seguir
(grandeza p na fig. 15):


- largura efetiva entre dois parafusos:
o menor dos dois valores:
e
1
/2 ou (b+
2
d
)

- largura efetiva entre o parafuso externo
e a extremidade da chapa: o menor dos
dois valores:
e
2
ou (b+
2
d
)

• resistência de cálculo à flexão da chapa
na seção αα:
de acordo com a NBR 8800, 5.4.1.3.1 a
resistência nominal à flexão da chapa será
dada por 1,25 Wf
y
(que é menor que Zf
y
=
fy
4
pt
2
):
então a resistência de cálculo é:
M
α
= φ
b
M
n
= 0,9 x 1,25 p
y
f
t
6
2
=
33 , 5
f pt
y
2


Exemplos de Cálculo


38
• distância da linha de centro do parafuso à
extremidade da chapa, dimensão “a” e
distância à alma do T da ligação,
dimensão b. Caso se tenha a > 1,25b,
deve ser usado a = 1,25 b nos cálculos.

• momento na seção ββ da chapa:
a seção ββ é considerada deslocada de
d/2 a partir do centro do furo na direção da
seção αα, onde “α” é o diâmetro do
parafuso.
M
2
= Q (a + 0,5d) = Qa’
• o momento fletor M
α
age na largura p de
chapa;
o momento M
2
age na largura p-d’ ∴ é
definida a grandeza
p
' d p −
= δ , com:
d’ = dimensão do furo paralela a “p”.
• condição de resistência:
M
2
≤ δM
α
, de onde se define a grandeza α
como relação entre o momento fletor de
cálculo e a resistência ao momento fletor na
seção ββ:
1
M
M
2

δ
= α
α

por outro lado, pelo diagrama de momentos
da fig. 15a:
M
α
= (T + Q)b’ – Q(a’ + b’) = T b’ - Qa’
M
2
= Qa’ = Tb’ - M
α



de onde se tira o valor de α:
0 , 1
M
M ' Tb

δ

= α
α
α
com
33 , 5
f pt
M
y
2
= α
O predimensionamento da espessura da
chapa e as escolhas do diâmetro do parafuso e
da geometria da ligação ficam facilitados pela
utilização da tabela 1.7.
Ela representa para diversos valores de “p”
e ‘b” e para vários diâmetros de parafuso, em
ligação com aço ASTM A-36, os valores da
espessura mínima de chapa (correspondente a
α = 1) e o da espessura máxima
(correspondente a α = 0).
Para α < 0 não haverá o efeito de alavanca;
nesse caso o dimensionamento será governado
pelos parafusos, havendo folga na espessura
da mesa.
A NBR 8800, anexo M, exige esta situação
para parafusos tracionados dimensionados à
fadiga.
Para α > 1, existe o efeito de alavanca, mas
a espessura da chapa é insuficiente, sendo pois
inaceitável;
Para 0 < α < 1, que é a faixa usual de
dimensionamento, com as espessuras de t
min
e
t
máx
indicadas na tabela 1.7, há o efeito de
alavanca no parafuso, dado por
' a
M ' Tb
Q
α

= .
Ao mesmo tempo a espessura da mesa é
mais adequada, com o desenvolvimento parcial
de sua resistência de cálculo.


39

Fig. 15 Consideração do Efeito de Alavanca
6.3.2 – EXEMPLO NUMÉRICO DE LIGAÇÃO
COM EFEITO DE ALAVANCA
Verificar os elementos da ligação rígida
aparafusada com chapa de extremidade
mostrada na fig. 16.
Os esforços indicados são as solicitações
de cálculo (foi desprezada a variação dos
esforços entre os eixos e as faces)

aço ASTM A-36
eletrodo de solda: E70 XX
parafuso ASTM A-325, d =3/4”
conexão por contato


6.3.3 – ESFORÇOS NAS MESAS DA VIGA
O momento na viga será resistido através
de esforços de tração e compressão nas mesas
sem considerar a resistência da alma.
Também a força de tração na viga será
considerada resistida apenas pelas mesas, ao
passo que a força cortante é resistida pela alma
da viga, (fig. 16-b):
a) mesa superior (tracionada)
P
dt
= kN 210
2
10
4875 , 0
100
= +

b) mesa inferior (comprimida)
P
dc
= kN 200
2
10
4875 , 0
100
= −

c) verificação da efetividade da mesa à
compressão:
y
f
E
55 , 0
t 2
b
≤ = 16, para o aço A-36
(NBR 8800, tabela 1)

5 , 12 2
200
t 2
b
×
= = 8,0 < 16, ok
Exemplos de Cálculo


40
d) verificação da mesa à tração:
A mesa comprimida não apresenta
problema de flambagem local, ou seja, é
tão efetiva quando a mesa tracionada.
Como o esforço de tração é maior, será
verificada a mesa tracionada.
Deverá ser:
P
dt
< φ
t
A
g
f
y
= 0,9 x A
g
x f
y

considerando o estado limite de
escoamento da seção bruta:
A
g
= 20 x 1,25 = 25cm
2
, área bruta da
mesa.
f
y
= 25 kN/cm
2
, tensão de escoamento
do A-36
φ
t
A
g
f
y
= 0,9 x 25 x 25 = 563 kN
P
dt
= 210 kN <φ
t
A
g
f
y
, ok.

e) verificação da alma ao cisalhamento
local (NBR 8800, 5.6.2.2)
deverá ser
f
vd
≤ φ 0,6 f
y
= 0,9 x 0,6 f
y

f
vd
≤ 0,9 x 0,6 x 25 = 13,5 kN/cm
2

a altura efetiva da alma resistindo ao
cisalhamento é 435 mm (fig 16a),
levando-se em conta os recortes para
execução das soldas; o esforço cortante
de cálculo é V
d
= 220 kN.
f
vd
95 , 0 5 , 43
220
95 , 0 5 , 43
V
d
×
=
×
=
=5,3 kN/cm
2

f
vd
< φ 0,6 f
y
, ok
A verificação da flambagem da alma da
viga à força cortante é feita no
dimensionamento da viga.

6.3.4 - SOLDA DA VIGA COM A CHAPA DE
EXTREMIDADE

a) mesas superior e inferior:
a solda das mesas com a chapa de
extremidade será de entalhe de
penetração total.
De acordo com a tabela 8 da NBR 8800,
a resistência de cálculo para tração à
seção normal da solda nesse caso é
R
n
= 0,9 x A
w
x f
y
, verificação idêntica à
anteriormente feita com o metal base
das mesas.
Pela tabela 2.5 deste trabalho, para
chapa de 12,5 mm de espessura com
solda de penetração total, aço ASTM A-
36, eletrodo E70-XX, a resistência por
mm de cordão é 2,81 kN.
Considerando o comprimento total do
cordão, 200mm, a resistência de cálculo
é 200 x 2,81 = 562 kN, valor igual ao
obtido anteriormente para a mesa.

b) alma
a solda da alma será de filete;
de acordo com a tabela II da NBR 8800
(ou tabela 2.3 desse trabalho), a solda
mínima para a chapa de 16 mm, que é a
espessura da chapa de extremidade é
6mm; serão considerados 2 filetes de
solda de 6mm.
- força na solda devida ao esforço
cortante, considerando dois filetes de
comprimento 435 mm (fig. 16a)
cm / kN 5 , 2
5 , 43 2
220
=
×


41

Fig. 16: Ligação do Exemplo 3
Exemplos de Cálculo


42

Fig. 16: Exemplo Nº 3
- força na solda da alma devida à força na
solda das mesas; próximo à mesa, a
solda da alma deverá também absorver
uma parcela da tensão normal na mesa
dada por (fig. 16b):
=
×
×
20 25 , 1
210
475
435
7,7 kN/cm
2

como são dois filetes e a espessura da
alma de 9,5mm, a força por cm em cada
um deles é:
=
×
2
7 , 7 95 , 0
3,7 kN/cm

- força resultante na solda da alma:

2 2
7 , 3 5 , 2 + =4,5 kN/cm


- verificação:
de acordo com a tabela 2.4, a
resistência de cálculo do filete de 6 mm
para aço ASTM A-36 e eletrodo E70-XX
é 0,81 x 10 = 8,1 kN/cm, valor maior que
4,5 kN/cm, ok.
6.3.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS
a) esforço de cisalhamento
o cisalhamento é considerado
absorvido igualmente pelos 8 parafusos
da conexão:
= =
8
220
V
d
27,5 kN

a) esforço de tração
junto à mesa tracionada o esforço
externo é:

4
210
4
P
T
dt
= = =52,2 kN

c) verificação ao efeito adicional de
tração (efeito de alavanca) conforme
item 6.3.1
a espessura da chapa de
extremidade será predimensionada
através da tabela 1.7 com as
grandezas definidas na fig. 16 e no
enunciado:


43
d = ¾”≅ 19 mm
e
1
= 80 mm
e
2
= 60 mm
b

= 30 mm
a= 40 mm

a = 1,25 x b =
= 37,5 mm
¦
)
¦
`
¹

o menor dos
dois valores, no
caso a =
37,5mm
a’ = a +
2
d
=3,75 +
2
9 , 1
= 4,7 cm
b’ = b -
2
d
=3 -
2
9 , 1
= 2,05 cm
- largura tributária para cada parafuso, p:
mm 40
2
e
1
=
e
2
= 60 mm
cm 95 , 3
2
9 , 1
3
2
d
b = |
.
|

\
|
+ = |
.
|

\
|
+ ∴
∴ + > + >
2
d
b e ;
2
d
b
2
e
2
1

de cada lado do parafuso vale a largura
tributária 3,95 cm;
p = 3,95 + 3,95 = 7,9 cm

- espessura da chapa de extremidade:
pela tabela 1.7, com as aproximações de
T para 60 kN, de b para 35 mm, de p
para 80 mm e com d = ¾”, a faixa de t é
de 15,4 a 20,2 mm.
Será adotado t = 16 mm, conforme
arbitrado inicialmente.

- resistência de cálculo da chapa de
extremidade na seção αα:

cm / kN 9 , 94
33 , 5
25 6 , 1 9 , 7
M
33 , 5
f t p
M
2
y
2
=
× ×
=
×
=
α
α

- valor de δ:

d’ = 1,9 + 0,15 = 2,1 cm, dimensão do furo
(NBR 8800, tabela 16)
73 , 0
9 , 7
1 , 2 9 , 7
p
' d p
=

=

= δ

- valor de α:

α
α
δ

= α
M
M ' Tb

com T = 52,5 kN, a tração por parafuso;
184 , 0
9 , 94 73 , 0
9 , 94 05 , 2 5 , 52
=
×
− ×
= α
∴0 < α < 1, existe o efeito alavanca, sendo
o efeito adicional de tração no parafuso

kN 7 , 2
7 , 4
9 , 94 05 , 2 5 , 52
' a
M ' Tb
Q
=
− ×
=

=
α

e o esforço final no parafuso:
T + Q = 52,5 + 2,7 = 55,2 kN

6.3.6 – VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE
EXTREMIDADE

• efeito do momento fletor:
está automaticamente verificado, porque
para α < 1 é porque o momento de cálculo
M
2
é menor que o momento resistente δM
α

(item 6.3.1)

• efeito da força cortante:
considerando a largura p e a área líquida
efetiva para seção retangular (NBR 8800,
5.1.1.4), a tensão de cisalhamento de
cálculo é:
2
cm / kN 5 , 6
6 , 1 9 , 7 67 , 0
2 , 55
t 67
Q T
=
× ×
=
× ρ ×
+
;
a resistência de cálculo é (NBR, 7.5.3.1)
φ 0,6f
y
= 0,9 x 0,6 x 25 = 13,5 kN/cm
2

6,5 kN/cm
2
< φ x 0,6 x f
y
, ok




Exemplos de Cálculo


44
6.3.7 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS

a) verificação da pega (NBR 8800, 7.3.5)
a soma das espessuras da chapa de
extremidade (16mm) e da mesa de
coluna (31,5 mm) é 47,5 mm, valor
menor que 5 x d = 95 mm.
Conforme a NBR 8800, 7.3.2.5, os
parafusos deverão ser verificados
isoladamente aos efeitos de tração e
cisalhamento, além da verificação
conjunta aos dois efeitos, conforme a
tabela 14.

b) verificação à tração:
as resistências de cálculo são, para
parafusos d = ¾”, A - 325;
- tração pura (NBR 8800, 7.3.2.2)
φ
t
R
nt
= 0,75 x 0,75 x A
p
x f
u


kN 6 , 131
5 , 82
4
9 , 1
75 , 0 75 , 0
2
=
= ×
π
× × =

com A
p
= área do parafuso
f
u
= 82,5 kN/cm
2
, tabela 12 NBR
8800.
Este valor pode ser obtido diretamente
na tabela 1.4, para parafuso ASTM A -
325 e d = ¾” que dá φ
t
R
nt
= 132,3 kN,
valor próximo do calculado.

- tração com cisalhamento:
considerando pela tabela 14, o plano
de corte passando pela rosca:
φ
t
R
nt
= 0,69 f
u
A
p
– 1,93V
d
, sendo V
d

a força cortante de cálculo:


kN 3 , 108
5 , 27 93 , 1
4
9 , 1
5 , 82 69 , 0 R
2
nt t
=
× −
× π
× × = φ

∴vale o menor valor 108,3 kN;
comparando,
T = 55,2 kN < φ
t
R
nt
= 108,3 kN, ok

c) verificação ao cisalhamento:

- resistência ao corte (tabela 1.4)
com d = ¾”, parafuso ASTM A - 325 e
rosca situada no plano de corte,
φ
t
R
nv
= 64,19 kN;
- resistência à pressão de contato
(tabelas 1.5a e b):
para aço ASTM A – 36, parafusos d = ¾”
e a espessura da chapa de extremidade
16 mm:
para rasgamento entre dois furos, com s
= 85 mm,
φ R
n
= 13,72 x 16 = 219,5 kN
para rasgamento entre furo e borda,
com e = 40 mm,
φ R
n
= 12 x 16 = 192 kN
∴prevalece o menor valor 64,19 kN,
maior que a solicitação de cálculo
V
d
= 27,5 kN e o parafuso está
verificado.

6.3.8 – VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE
ENRIJECEDORES JUNTO À MESA
COMPRIMIDA DA VIGA

Conforme NBR 8800, 7.1.3.1, não são
necessários reforçadores junto ao flange
comprimido porque:
• na figura 16, a distância da mesa inferior
ao topo da coluna é maior que duas vezes
a altura da seção da coluna:
500 + 120 > 2 x 300, e
• β
r
> P
dc
= 200kN, conforme mostrado:
β
r
= φt
w
(t
b
+ 5k) f
yc
( ) h / Ef t 22
yc
3
w r
φ = β
¦
)
¦
`
¹

o que for
menor
com
φ = 0,9
t
w
= 1,25 cm, espessura da alma da coluna;
t
b
= 1,25 cm, espessura da mesa da viga;
k = 3,15 cm, espessura da mesa da coluna,
no caso de perfil soldado;


45
f
yc
= 25 kN/cm
2
, tensão de escoamento do
aço da coluna, A – 36.
h = 23,7 cm, altura da alma da coluna;
β
r
= φ t
w
(t
b
+ 5k) f
yc

= 0,9 x 1,25 (1,25 + 5 x 3,15) 25 = 478 kN

( )
( )
∴ =
× × × =
× φ × = β
kN 1168
7 , 23 / 25 20500 25 , 1 9 , 0 22
h / Ef t 22
3
yc
3
w r

prevalece o menor valor, β
r
= 478 kN,
que é maior que 200 kN, que significa
que a coluna não precisa de
enrijecedores junto ao flange
comprimido da viga.

6.3.9 – VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE
ENRIJECEDORES NA COLUNA,
JUNTO À MESA TRACIONADA DA
VIGA

Conforme a NBR 8800, 7.1.3.1, não são
necessários enrijecedores junto à mesa
tracionada ligada à coluna por parafusos,
quando as resistências locais de cálculo da
mesa e da alma da coluna à flexão e tração
forem superiores às respectivas solicitações de
cálculo introduzidas pelos parafusos, levando
em consideração o efeito de alavanca.
a) verificação da mesa da coluna à flexão:

Devido à elevada espessura da mesa da
coluna (31,5 mm) será admitido que ela
tem rigidez suficiente para que o efeito
de alavanca se desenvolva totalmente
na chapa da extremidade, que é menos
espessa (16 mm).
Por outro lado, a mesa da coluna deverá
resistir, através da sua flexão, ao
esforço final no parafuso, T + Q = 55,2
kN.
Como anteriormente (fig. 15), são
definidas as seguintes grandezas:
b = (8 – 1,25) / 2 = 3,38 cm
33 , 4
2
9 , 1
38 , 3
2
d
b = + = +
e
1
= 3,0 + 3,0 + 1,25 = 7,25 cm
e
1
/ 2 = 3,63 cm
e
2
= 12,0 – 3,0 = 9,0 cm.
Considerando que as larguras efetivas
de cada lado do parafuso são 4,33cm e
3,63 cm, p = 4,33 + 3,63 = 7,96cm;
- momento resistente no flange, em
função da largura tributária p:

kNcm 370
33 , 5
25 15 , 3 96 , 7
33 , 5
fy pt
M
2
2
=
× ×
=
= =
α


- momento de cálculo solicitando a largura
“P”:
M = T x b com T = 55,2kN, conforme
anteriormente; então:
M = 55,2 x 3,38 = 186,6 kNcm

- verificação:
M < M
α
, ok.

b) verificação da alma da coluna à tração:
- o esforço solicitante de tração é,
considerando dois parafusos solicitando
a faixa de alma de largura “p” à tração:
2T = 2 x 55,2 = 110,4 kN;
- resistência à tração da faixa de alma de
largura “p” (NBR 8800, 5.2.3)
φ
t
A
g
f
y
= 0,9 x p x t
w
x f
y

= 0,9 x 7,96 x 1,25 x 25 =
= 224 kN

- verificação:
2T < φ
t
A
g
f
u

a alma da coluna resiste à tração.

∴ A coluna também não precisa de
enrijecedores junto à mesa tracionada
da viga.
Por questões construtivas, é comum a
utilização de enrijecedores junto aos
flanges tracionado e comprimido da viga
em ligação desse tipo, mesmo quando
não necessários, conforme mostrado.


Exemplos de Cálculo


46
Na eventualidade da utilização de
enrijecedores, o dimensionamento deles
deve ser feito conforme NBR 8800,
7.1.3.2.
Devido à presença do enrijecedor, as
geometrias da chapa de extremidade e a
da mesa da coluna são praticamente as
mesmas para análise do efeito
alavanca, o que vale dizer que ele será
governado pela menos espessa das
duas chapas.

6.3.10 - VERIFICAÇÃO DA ALMA DA
COLUNA AO CISALHAMENTO
a) força cortante de cálculo na alma:
- força cortante máxima = 210kN,
conforme item 6.3.3.

b) resistência de cálculo (NBR 8800, 5.5.1)
de acordo com aquele item, temos:
h = 23,7cm, altura livre da alma entre
mesas;
a = distância entre enrijecedores
transversais; como o valor de “a” é
grande, uma vez que não há
enrijecedores, será admitido a/h > 3
h = 5,34, para a/h > 3;
λ
p
= 1,08
y
f
kE

λ
p
= 1,08 5 , 71
25
20500 34 , 5
=
×

t
w
= 1,25cm, espessura da alma da
coluna;
λ = ; 19
25 , 1
7 , 23
t
h
w
= =
como λ < λ
p
= 71,5, a resistência da
alma corresponde à plastificação por
cisalhamento:
φ
v
V
n
= φ
v
l ρ
V = 0,9 x 0,6 x A
w
x f
y

= 0,9 x 0,6 x 23,7 x 1,25 x 25 =
= 400kN
c) verificação:
210kN < φ
v
V
n
= 400kN ∴
a alma resiste ao cisalhamento, ok.
6.3.11- SOLDA DE COMPOSIÇÃO DA
COLUNA
A solda de composição da coluna deverá
ser calculada em função da força cortante na
coluna, entre os níveis da mesa da viga e, em
acréscimo, dos efeitos locais de ρ
dt
e ρ
dc
sobre
os cordões (fig. 16b).

a) características da seção da coluna:
A = 155,6 cm
2
, área
I
x
= 24200 cm
4
, momento de inércia.

b) verificação da solda junto à mesa
comprimida:
- solda mínima
de acordo com a NBR 8800, tabela 11, a
solda mínima para chapa de 31,5 mm é
8 mm; será indicada solda de filete de 8
mm; em ambos os lados da alma para a
solda de composição da coluna.
- força de cisalhamento da solda:
a força de cisalhamento por cm em cada
um dos filetes de composição é:

x
d
I 2
Q V
×
×
, onde:
V
d
= força cortante na seção
considerada;
No caso V
d
= p
dt
= 210 kN
Q= momento estático da mesa da
coluna com relação ao eixo principal
perpendicular à alma ∴
Q = 20 x 3,15 x 13,4 = 844 cm
3

I = momento de inércia da seção da
coluna, I = 24200 cm
4

Então, a força no filete é:
cm / kN 66 , 3
24200 2
844 210
=
×
×

- força de compressão no filete, no
comprimento considerado efetivo, t
b
+ 5k (fig.
16-b):
( ) ( )
cm / kN 88 , 5
2 15 , 3 5 25 , 1
200
2 k 5 t
200
b
=
=
× +
=
+



47
- força resultante no filete:
cm / kN 93 , 6 88 , 5 66 , 3
2 2
= +

- verificação:
de acordo com a tabela 2.4, a
resistência de cálculo do filete de 8mm,
para aço ASTM A-36 e eletrodo E70 –
XX é 1,08 x 10 = 10,8kN/cm, valor maior
que 6,93 kN/cm, ok.

b) verificação da solda junto à mesa
tracionada:

- força de cisalhamento na solda:
conforme anteriormente, a força por cm
de filete é 3,66 kN/cm.

- força de tração no filete no comprimento
“p”:

2
cm / kN 60 , 6
96 , 7 2
105
p 2
2 / 210
=
×
=
×


- força resultante no filete:
cm / kN 54 , 7 60 , 6 66 , 3
2 2
= +

- verificação:
este valor é menor que a resistência de
cálculo do filete de 8 mm, 10,8 kN/cm,
conforme visto anteriormente; ok.

6.4 – LIGAÇÕES FLEXÍVEIS

6.4.1 - CONSIDERAÇÕES
As ligações flexíveis, conceituadas no item
3.1, transmitem apenas a força cortante.
Essas ligações são bastante usuais em
estrutura e os tipos mais comuns delas estão
indicados na fig. 17:
a) ligação flexível com duas cantoneiras de
extremidade soldadas na alma da viga
suportada e parafusadas na estrutura
suporte (que pode ser uma coluna ou
mesmo outra viga).
b) ligação flexível com chapa soldada na
extremidade da viga suportada.
As abas da cantoneira de extremidade ou a
chapa de extremidade são especificadas
suficientemente finas, conforme permitido pelas
resistências à pressão de contato em furos,
escoamento ou ruptura por cisalhamento, para
que, através da deformação plástica, se
acomodem à rotação da seção extrema da viga,
sem o desenvolvimento de momento fletor
apreciável.
Para análise completa do funcionamento da
LIGAÇÃO FLEXÍVEL, o livro Steel Structures,
Design and Behavior, de Charles G. Salmon,
capítulo 13, poderá ser consultado.




Exemplos de Cálculo


48

Fig. 17: Ligações Flexíveis


49
O projeto da das ligações flexíveis se torna
imediato através das tabelas 1.8, 1.9 e 1.10
deste trabalho, reproduzidas do MANUAL
BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA,
vol. 3. As seguintes observações são válidas
para elas:

• TABELA 1.8: LIGAÇÕES DE VIGAS
COM UTILIZAÇÃO DE DUAS
CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE
PARAFUSADAS:
- válida pra a cantoneira de extremidade
parafusada na alma da viga suportada e
na estrutura suporte.
- comprimento da cantoneira de
extremidade baseada no gabarito
vertical de furação de 70mm e distância
de furo à borda de 35 mm.
- para cada comprimento de cantoneira de
extremidade, a viga mínima é aquela
cuja altura de alma é a mínima suficiente
para permitir o encaixe da altura da
cantoneira e a viga máxima aquela cuja
altura não excede o dobro da altura da
cantoneira.
- resistências de cálculo para ligações por
contato e por atrito tiradas diretamente
da tabela, com configuração de 2 até 13
parafusos por linha vertical (para roscas
incluídas no plano de corte, a resistência
da ligação por contato será multiplicada
por 0,7).
- espessura mínima da cantoneira de
extremidade e espessura mínima da
alma da viga suportada, para
desenvolvimento da resistência de
cálculo da ligação, dadas diretamente na
tabela (para espessuras menores, a
resistência da ligação deve ser reduzida
proporcionalmente).
- espessura da alma da viga suporte igual
à metade da espessura da alma da viga
suportada em ligação em apenas um
lado (Fig. 18a) e igual à espessura da
alma em ligação nos dois lados de viga
suporte (fig. 18b):
- a espessura da cantoneira de
extremidade não deve ser menor que
6mm e nem maior que o valor tirado da
tabela 1.8.
- para espessuras de cantoneira de
extremidade menor que 10mm, as
resistências de cálculo devem ser
multiplicadas por 0,7, como possibilidade
da rosca interceptar o plano de corte.
- a espessura da alma de viga com
recorte de encaixe (fig 17a) deverá ser
verificada ao colapso por rasgamento
(NBR 8800, 7.5.3.2)

• TABELA 1.9: LIGAÇÕES DE VIGAS
COM UTILIZAÇÃO DE DUAS
CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE
SOLDADAS
- válida para cantoneiras de extremidade
soldadas na alma da viga suportada
(supõe-se que a ligação das cantoneiras
com a estrutura suporte seja parafusada,
valendo a tabela 1.8 anterior)
- fornece as resistências nominais das
ligações para 12 comprimentos de
cantoneira de extremidade (de 140 a 910
mm) com 4 larguras de aba (63,5, 65,0,
76,2 e 75,0 mm)

Fig. 18 – Ligações De Um Lado e Dois Lados Na Viga Suporte
Exemplos de Cálculo


50
com 4 alternativas de cordão de solda
(5, 6, 8 e 10 mm), considerando aços
com f
y
de 250 e 345 MPa e eletrodos
E60 e E70.

- resistência da ligação soldada calculada
utilizando-se o “centro instantâneo de
rotação”, que é aplicado ao método dos
estados limites (o conceito de centro
instantâneo de rotação não foi
introduzido neste trabalho e pode ser
visto no AISC 8ª Edição, pág. 4.72).

- espessuras mínimas da alma da viga
suportada, para eletrodos E70 e E60,
tirados diretamente da tabela.

- almas com recorte de encaixe (fig. 17a)
deverão ser verificadas adicionalmente
ao colapso por rasgamento (NBR 8800,
7.5.3.2)

• TABELA 1.10: LIGAÇÕES DE VIGAS
COM UTILIZAÇÃO DE CHAPA DE
EXTREMIDADE

- válida para ligações conforme fig. 17b. (as
ligações com chapa de extremidade
possuem comportamento similar, ao das
ligações com cantoneiras de extremidade,
em condições semelhantes de geometria).

- chapa de extremidade com gabarito
vertical de furação de 70 mm e distância
de furo à borda de 35 mm; gabarito entre
linhas de furos verticais (g) variando de 90
a 140 mm.

- chapa de extremidade com espessura
mínima de 6,3 mm e de máxima de 9,5
mm, para garantir a flexibilidade da
ligação.

- resistência da cálculo da ligação,
espessura da chapa de extremidade e a
espessura mínima da alma lidas
diretamente da tabela para parafusos A-
307 e A-325, diâmetros de ½” e 7/8”, aços
com f
y
de 250 e 345 MP
a
e eletrodo E70-
XX (para espessuras menores, a
resistência da ligação deve ser reduzida
proporcionalmente)
- resistência da solda da chapa de
extremidade na alma da viga suportada,
para eletrodo E70, lida diretamente na
tabela (o comprimento efetivo dos dois
filetes é considerado igual ao
comprimento da chapa de extremidade L,
menos duas vezes a perna do filete)

6.4.2 – EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO
FLEXÍVEL COM CANTONEIRAS DE
EXTREMIDADE:
Calcular a ligação com as seguintes
características:
• cantoneiras soldadas na alma da viga
suportada (perfil IP400)
• cantoneiras parafusadas no flange da
coluna (perfil HPL 300): fig 17a
• esforço de cálculo (incluindo o coeficiente
de segurança): 400 kN
• aço: ASTM A-36, f
y
= 25 kN/cm
2

• parafusos: ASTM A-325, d = ¾”
• ligação por contato, rosca excluída do
plano de corte
• espessura da alma do IP 400: 8,6 mm
• espessura da mesa do HPL 300: 14 mm

a) geometria da ligação
Pela tabela 1.8 para o perfil IP400 (400mm
de altura) situado na faixa de alturas de
vigas de 280 a 430 mm, a cantoneira de
extremidade sugerida, utilizando duas linhas
verticais com 3 parafusos cada com α = ¾”
(6 parafusos no total) é o 76,2 x 76,2 mm
com comprimento de 210 mm.

b) resistência da ligação ao corte:
Pela tabela 1.8, considerando o
comprimento da cantoneira 210 mm, ligação
por contato, diâmetro do parafuso ¾”, a
resistência da cálculo da ligação é 550,2 kN,
valor maior que a solicitação de cálculo 400
kN ∴está ok.



51

c) espessura necessária da cantoneira:
na parte inferior da tabela 1.8, considerando
aço com f
y
= 250MPa e parafuso d = ¾”, a
espessura mínima requerida da cantoneira é
10,5 mm.
Se for indicada a cantoneira menos espessa
com 9,5mm, a resistência da ligação ao
corte cai para:
kN 498 2 , 550
5 , 10
5 , 9
= ×
valor ainda maior que 400 kN ∴ está ok.

d) espessura necessária da mesa da
coluna suporte:
conforme visto na fig. 18a, a espessura da
mesa da coluna é igual ou maior à metade
da espessura que teria a alma da viga
suportada, se as cantoneiras de
extremidade nela fossem aparafusadas:
na parte inferior da tabela 1.8, com f
y
= 250
MPa e d = ¾”, a espessura requerida da
alma da viga (se as cantoneiras de
extremidade nela fossem aparafusadas) é
13,4mm ∴ a espessura requerida da mesa
suporte é 7 , 6
2
4 , 13
= mm, valor muito menor
que 14 mm ∴ a espessura da mesa está ok.

e) perna do filete da solda da cantoneira de
extremidade.
pela tabela 1.9, considerando o
comprimento da cantoneira da ligação de
210 mm e cantoneira de 76,2 x 76,2 mm de
aba, eletrodo E70-XX e filete de 5 mm, a
resistência da solda é 478 kN, valor maior
que a solicitação de cálculo 400 kN ∴ a
perna do filete de 5 mm está ok, inclusive
compatível com a espessura da cantoneira,
9,5 mm. (NBR 8800, tabela 11).

f) espessura necessária da alma da viga.
na parte inferior da tabela 1.9, considerando
aço com f
y
= 250 MPa e perna do filete de 5
mm, a espessura mínima da alma é 10mm.
Como a espessura da alma é 8,6 mm, a
resistência da ligação cai para
10
6 , 8
x 478 =
411 kN, valor maior que 400 kN ∴ a
espessura da alma está ok.
O esquema final da ligação flexível está
mostrado na fig. 19 (a)

6.4.3 - EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO
FLEXÍVEL COM CHAPA DE
EXTREMIDADE:
Calcular ligação semelhante à do exemplo
anterior utilizando chapa de extremidade:

• esforço de cálculo (incluindo o coeficiente
de segurança): 200 kN
• aço ASTM A-36, f
y
= 25 kN/cm
2

• parafusos ASTM A-325, d = 5/8”
• ligação por contato
• alma do IP400: 8,6 mm
• mesa do HPL 300: 14 mm.

a) geometria da ligação
Pela tabela 1.9 para o perfil IP 400, situado
na faixa de altura de vigas de 300 a 450
mm, a chapa de extremidade tem altura de
210 mm com duas colunas de 3 parafusos
de cada lado da alma da viga.

b) resistência da ligação ao corte:
pela tabela 1.10, considerando o
comprimento da cantoneira 210 mm,
ligação por contato, diâmetro do parafuso
5/8”, a resistência de cálculo da ligação é
267,5 kN, considerando a rosca incluída no
plano de corte, valor maior que a solicitação
de cálculo, 200 kN ∴está ok.

c) espessura necessária da chapa de
extremidade:
ainda pela tabela 1.10, a espessura mínima
da chapa de extremidade, para
desenvolvimento da resistência total de
cálculo, 267,5 kN, é 4,7 mm.
Será então indicada chapa de extremidade
com espessura 5 mm.

d) resistência de cálculo da solda da chapa
de extremidade:
Exemplos de Cálculo


52
na parte inferior da tabela, considerando a
perna do filete de 5 mm e a chapa de
extremidade de comprimento 210 mm, a
resistência do cordão é 270 kN, valor maior
que 200 kN ∴ está ok.
e) espessura mínima da alma:
ainda na parte inferior da tabela,
considerando o filete de 5 mm e aço com
f
y
= 250 MPa, a espessura mínima da alma é
10 mm para desenvolvimento da resistência
de cálculo de 270 kN.
Como a espessura da alma da viga é 8,6
mm, a resistência cai para
kN 232 270
10
6 , 8
= × , valor maior que 200 kN
∴está ok.
O esquema final da ligação flexível está
mostrado na fig. 19b.

6.5 – LIGAÇÕES RÍGIDAS COM GRUPO DE
PARAFUSOS TRACIONADOS

Nas ligações rígidas mostradas na figura 20,
os esforços de tração nos parafusos, devidos à
ação do momento fletor, são calculados por dois
processos diferentes dependendo dos
parafusos serem montados com protensão
(parafusos A-325 e A-490) e sem protensão (A-
307).


53

Fig. 19: Exemplos de Aplicação
Exemplos de Cálculo


54





Fig. 20: Ligação Rígida com Parafusos ao Longo da Altura


55
6.5.1 - LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-345 E
A-490
No caso de ligações com parafuso de alta
resistência, a protensão de montagem faz com
que seja permitido que os esforços nos
parafusos sejam determinados através da
equação usual de flexão:

I
y M
f
×
= ,
desde que as chapas aparafusadas na ligação
sejam bastante rígidas e ainda permaneçam
firmemente em contato entre si após a
aplicação do momento.
A análise dessa hipótese leva à solução
final do problema sugerida no livro Steel
Structures Design and Behavior de Charles G.
Salmon, capítulo 4, em que a tensão de tração
no parafuso mais solicitado é dada por:

2
t
y A
y M
f
×
×
=

, com:
A = área dos parafusos
M = momento fletor solicitando a ligação
y = distância vertical do centro de gravidade
do conjunto de parafusos ao centro do
parafuso extremo, mais solicitado.
ou, no caso de força de tração no parafuso, ao
invés de tensão de tração:


×
=
2
t
y
y M
F

6.5.2 – LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-307
No caso de ligações com parafusos sem
protensão de montagem, a referência citada
anteriormente sugere a seguinte solução final
para o problema (Fig. 20b).
M = momento fletor solicitando a conexão
m = número de colunas de parafusos na
ligação, no caso da figura 20b, m = 2
p = distância entre parafusos
b = largura da chapa de conexão
b
e
= largura efetiva da parte tracionada em
função das áreas dos parafusos:
m
p
A
b
e
× =

A = área do parafuso
c
b
e c
t
: distâncias que posicionam a linha
neutra da seção:

b
b
c
c
e
t
b
=
I = momento de inércia da seção
equivalente

3
c b
3
c b
3
b
3
t e
×
+ =
f
t
= tensão de tração no parafuso mais
solicitado

( )
I
2 / p c M
t

=
F
t
= esforço de tração no parafuso mais
solicitado
= M x A
( )
I
2 / p c
t



6.5.3 – CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS
Para os dois casos analisados
anteriormente, após o cálculo do esforço no
parafuso mais tracionado, as seguintes
verificações deverão ser feitas:
• tração, cisalhamento e combinação dos
dois esforços no parafuso.

• verificação das espessuras das chapas de
ligação, nas ligações com parafusos
ASTM A-325 e A 490, para que não
apareça o efeito de alavanca, que
impediria o contato das chapas entre si,
inviabilizando o modelo de cálculo.

• dimensionamento das soldas

• dimensionamento dos elementos de
ligação, levando em conta, inclusive, a
flexão da chapa de ligação causada pela
pressão desenvolvida, na zona
comprimida, pelo momento, no caso de
parafusos ASTM A-307.




Exemplos de Cálculo


56
6.5.4 – EXEMPLO NUMÉRICO

Verificar os elementos da ligação mostrada
na figura 21.
O esforço indicado é a solicitação de
cálculo.


aço ASTM A-36
eletrodo de solda: E70-XX
parafusos ASTM A-325, d = 7/8”
conexão por contato
Será admitido que os elementos da coluna
são suficientes para absorver os esforços
aplicados pela ligação.

Fig. 21: Ligação do Exemplo 6.5.4
6.5.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS
a) esforço de cisalhamento:
como são 10 parafusos,
kN 50
10
500
V = =
b) esforço de tração
- momento de inércia do conjunto de
parafusos:
( )

= + =
2 2 2 2
cm 2 , 1155 2 , 15 6 , 7 4 y
- momento solicitando o grupo de
parafusos:
M = 500 x 13 = 6500 kNcm
- esforço de tração no parafuso mais
solicitado (distando y = 15,2 cm da linha
neutra do grupo de parafusos)
5 , 85
2 , 1155
2 , 15 6500
y
y M
T
2
=
×
=
×
=

kN
c) verificação do efeito adicional de tração
(conforme item 6.3.1)
- As seguintes grandezas são definidas
na figura 19; 7/8”
d = 22,2 mm
e
1
= 76 mm
e
2
= 40 mm
b = 40 mm
a = 52 mm; será usado a = 50 mm
porque deve ser a ≤ 1,25 b.
mm 61 11 50
2
d
a ' a = + = + =
mm 29 11 40
2
d
b ' b = − = − =


57
- a largura tributária para o parafuso
extremo é:
entre dois parafusos: mm 38
2
76
2
c
1
= =
mm 51 11 40
2
d
b = + = |
.
|

\
|
+
∴ vale o menor valor, 38 mm;
entre o parafuso e a extremidade da
chapa:
c
2
= 40 mm e mm 51
2
d
b = |
.
|

\
|
+ ∴
vale o menor valor 40 mm.

∴ a largura tributária é p = 38 + 40 = 78
mm.
- predimensionamento da espessura da
chapa de ligação:
pela tabela 1.7, com as aproximações
de T para 100 kN, de “p” para 90 mm e
com b = 40 mm e d = 7/8”, a faixa de t é
de 19,9 a 26,2 mm.
Como não se deseja o efeito de
alavanca na ligação, será adotado valor
t acima de 26,2 mm; a espessura mais
próxima é 31,5 mm ∴ t = 31,5 mm.
- resistência de cálculo da chapa de
ligação na seção αα (fig. 15)

kNcm 363
33 , 5
25 15 , 3 8 , 7
33 , 5
f pt
M
2
y
2
=
× ×
= =
α

- valor de δ;
p
' d p −
= δ , com d’ = 7/8” + 1/16” = 23,8
mm
695 , 0
8 , 7
38 , 2 8 , 7
=

= δ

- valor de α:
∴ <
×
− ×
=
δ

= α
α
α
0
363 695 , 0
363 9 , 2 5 , 85
M
M ' Tb

não há efeito alavanca, conforme desejado.
(obs: a espessura menor mais próxima de
chapa, 25mm, não seria suficiente para
impedir esse efeito)
Não há também esforço adicional de tração
no parafuso, uma vez que Q = 0.

6.5.6 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS

a) resistência do parafuso ao corte:
pela tabela 1.4 com d = 7/8”, parafuso
ASTM A-325 e rosca situada no plano de
corte, φ
v
R
nv
= 87,38 kN.
V = 50 kN < φ
v
R
nv
, ok.
A verificação da resistência à pressão de
contato na parede do furo deve ser feita
segundo NBR 8800, 7.3.2.5 ou tabela 1.5,
conforme exemplos 1 e 2.
A chapa de ligação, devido à sua grande
espessura, atende com folga a essas
verificações.

b) resistência do parafuso à tração
- tração pura:
conforme NBR 8800, 7.3.2.2 ou tabela 1.4:
φ
t
R
nt
= 180 kN
T = 85,5 kN < 180 kN, ok.
- tração com cisalhamento (NBR 8800,
7.3.2.5)
considerando pela tabela 14 da NBR 8800 o
plano de corte passando pela rosca,
φ
t
R
nt
= 0,69f
u
A
ρ
- 1,93 V
d

= 0,69 x 82,5 x 50 93 , 1
4
22 , 2
2
× −
× π

= 123,8 kN
T = 85,5 < φ
t
R
nt
, ok.

6.5.7 – DEMAIS VERIFICAÇÕES
As verificações citadas abaixo deverão ser
feitas, conforme exemplo 2.
a) resistência à flambagem local para a
chapa de espessura 16 mm, conforme NBR
8800, tabela I.
b) verificação da mesma chapa à flexão
c) verificada essa chapa à flexão, a sua
solda com a chapa de ligação, de espessura
31,5 mm, estará automaticamente
Exemplos de Cálculo


58
verificada, por ser de chanfro com
penetração total (NBR 8800, tabela 8)

6.6 – LIGAÇÃO DE NÓS DE TRELIÇA COM
COLUNAS
De modo geral os cálculos das ligações de
nós de treliça com coluna, mostradas na fig. 22,
são similares aos do exemplo 6.5.
A consideração adicional que se deve fazer
é em relação aos efeitos de excentricidade, que
surgem em função da locação do chamado PT,
ponto de trabalho, que é o ponto de interseção
das linhas de trabalho ou linhas dos centros de
gravidades das barras das treliças (fig. 22)
Podem ser definidos três casos:
a) O PT coincide com o centro de gravidade
do conjunto de parafusos (no plano de
corte) ou da linha de solda (fig. 22 a e b):
nesse caso não há nenhum efeito excêntrico
na ligação e todos os parafusos ou pontos
da solda são igualmente solicitados.
na ligação aparafusada as forças de tração
e cortante nos parafusos são dadas por F
H
/n
e F
V
/n respectivamente, onde n é o número
de parafusos na ligação e F
H
e F
v
são as
componentes horizontal e vertical da
resultante dos esforços na ligação.
Na ligação soldada as forças horizontal e
vertical na solda são dados por F
H
/2l e
F
V
/2l respectivamente, considerando 2
filetes de comprimento “ l ” de cada lado da
chapa.
O esforço F
V
solicita a coluna
excentricamente com o momento F
V
x h/2,
que deverá ser acrescido às solicitações
utilizadas no seu dimensionamento.

b) O PT está no plano de corte dos
parafusos ou sobre a linha de solda, porém
fora do centro de gravidade do conjunto (fig.
22c e d):
nesse caso os parafusos ou pontos da solda
não são igualmente solicitados, devido à
excentricidade da componente horizontal,
que gera um momento de F
H
x e solicitando
em acréscimo a ligação.
No caso de parafusos ASTM A-325 e A-490,
essa força de tração adicional é dada por F
H

x l x y / ∑y
2
, onde y e ∑y
2
são conforme
visto anteriormente no exemplo 6.5.
Na ligação soldada, a força horizontal
adicional no ponto mais solicitado do filete
(o que dista y do CG na fig. 22d) é dada por
F
H
x e/w onde w é o módulo de resistência
com relação àquele ponto da figura formada
pelos filetes, considerados como linhas
(supondo que a dimensão da perna é
desprezível em relação ao comprimento do
filete), encontrado em tabelas para diversas
configurações usuais de filete(s), conforme
tabela 2.6.

As forças ficam então:
- ligação aparafusada:
forças nos parafusos mais solicitados
tração:

× ×
+
2
H H
y
y e F
n
F

cortante:
n
F
V

- ligação soldada;
forças no filete, no ponto mais solicitado:
horizontal:
w
e F
2
F
H H
×
+
l

vertical:
l 2
F
V

É válida a mesma observação anterior
sobre o efeito excêntrico de F
V
com
relação à linha de centro da coluna;

c) o PT está fora do plano de corte dos
parafusos ou do plano que contém os filetes
de solda (fig. 22e e f).
Nesse caso, o mais comum é ele estar na
linha de centro da coluna, de forma que não
exista mais a excentricidade anterior de F
V

com relação a ela.
Por outro lado surge o momento devido à
excentricidade de F
V
com relação ao grupo
de parafusos ou linhas de solda.
Na ligação aparafusada o esforço adicional
de tração no parafuso mais solicitado é
dado pelo valor absoluto da soma algébrica.
∑ ∑
× ×
+
× ×
2
v
2
H
y
y 2 / h F
y
y e F



59
Na ligação soldada, a força horizontal
adicional no ponto mais solicitado do filete é
dado pelo valor absoluto da soma algébrica:
w
2 / h F
w
e F
v H
×
+
×

As forças ficam então:
- ligação aparafusada:
forças nos parafusos mais solicitados
tração:
|
|
.
|

\
|
× ×
+
|
|
.
|

\
|
× ×
+
∑ ∑
2
V
2
H H
y
y 2 / h F
y
y e F
n
F

cortante:
n
F
V

- ligação soldada
forças no filete, no ponto mais solicitado:
horizontal: |
.
|

\
| ×
+ |
.
|

\
| ×
+
w
2 / h F
w
e F
2
F
V H H
l

vertical:
l 2
F
V





Exemplos de Cálculo


60









61




Fig. 22: Ligações de Nós de Treliça
Exemplos de Cálculo


62
6.6.1 – EXEMPLO NUMÉRICO
Verificar a conexão da fig. 22e onde as
componentes dos esforços de cálculo que
atuam na ligação são F
H
= 300kN e F
V
= 400
kN.
a) esforço de cisalhamento nos parafusos:
kN 40
10
400
n
F
V
= =
considerando que o número total de
parafusos é n = 10

b) esforço de tração no parafuso mais
solicitado:
=
× ×

× ×
+
∑ ∑
2
V
2
H H
y
y 2 / h F
y
y e F
n
F

( )
kN 55
16 8 4
16 10 400 16 20 300
10
300
2 2
=
+
× × − × ×
+ =

deve ser notado que, devido o seu sentido,
a força F
H
introduz tração em todos os
parafusos e que o momento F
H
x e introduz
tração nos parafusos acima do centro de
gravidade da ligação e o momento F
V
x h/2
tração nos parafusos abaixo do mesmo.

c) o diâmetro dos parafusos e a espessura
das chapas de ligação:
deverão ser escolhidos com auxílio da
tabela 1.7, a partir dos esforços calculados e
da geometria dada, de forma que não haja o
efeito de alavanca.
Outras verificações (soldas, alma da coluna,
chapa que recebe as barras da treliça,
esmagamento de furo com rasgamento, etc)
deverão ser feitas também como nos
exemplos anteriores.
Os elementos que não atenderem às
verificações deverão ser alterados e
verificados novamente.

6.7 – LIGAÇÃO DE EMENDA DE VIGAS
Calcular a ligação de emenda da viga com
talas na alma e nas mesas, conforme mostrado
na figura 24.
Os esforços de cálculo na seção média da
emenda são M
d
= 373 kNm e V
d
= 371 kN. (já
com os coeficientes de segurança incluídos)
Aço ASTM A-36
parafusos ASTM A-325, d = ¾”
ligação por contato
perfil da viga: IS 600 x 103, conforme o
Manual Brasileiro da Construção
Metálica.

6.7.1- CONSIDERAÇÕES
As ligações de emendas de vigas são
utilizadas em três situações principais, nas
quais elas se mostram vantajosas:
• na redução do comprimento da viga
visando facilitar o transporte,
• na necessidade de aproveitamento
dos materiais existentes e
• na alternativa de se introduzir, através
delas, contraflechas em vigas de
grandes vãos
As ligações com talas são dimensionadas
para as solicitações de cálculo atuantes na linha
de centro das talas (fig. 23).
Normalmente essas ligações são
posicionadas em seções da viga onde os
esforços de cálculo são reduzidos (pelo menos
onde o momento de cálculo é reduzido) para
que se tornem mais econômicas.
As talas e os parafusos das mesas e da
alma são dimensionados para absorver os
esforços atuantes nas mesas e na alma da viga
respectivamente.
Assim no dimensionamento elástico
sugerido nos livros, fig 23a, a parcela do
momento M
d
absorvida pelas mesas, M
F
, é
resistida pelas talas das mesas e seus
parafusos, e a parcela M
W
, absorvida pela alma,
é resistida pelas talas da alma e seus
parafusos.
O esforço cortante V
d
é resistido pela tala da
alma e seus parafusos, gerando um momento
igual a V
d
x a, devido à excentricidade entre V
d

e o centro de gravidade do conjunto de
parafusos de cada lado das talas.
Bibliografia recente (Calcul Aux États
Limites des Charpentes d’Acier, Picard e
Beaulieu, pág. 100) sugere a seguinte marcha
de cálculo (fig. 23 b);


63
• todo o momento fletor é transmitido
através das mesas, pela força M
d
/(d-t),
que será resistida pelas talas da mesa e
seus parafusos (testes demonstram que a
presença das talas de alma não alteram a
resistência ao momento fletor da viga, que
pode ser considerado totalmente
absorvido pelas mesas).
• as talas de alma e seus parafusos
resistem ao esforço cortante V
d
e ao
momento V
d
x a, devido à excentricidade
de V
d
.
Essa será a alternativa de cálculo adotada
na solução do problema, por estar de acordo
com a filosofia do estado limite.

Fig. 23: Ligação de Emenda de Viga: Distribuição dos Esforços
Exemplos de Cálculo


64

Fig. 24: Ligação do Exemplo 6.7
6.7.2 – CÁLCULO DAS ÁREAS DAS TALAS
a) talas da alma:
considerando a resistência ao cisalhamento
da tala (NBR 8800, 7.5.3.1), 0,6f
y
x A
w
x φ =
0,6f
y
x A
w
x 0,9,
a área das talas deve ser:

2
y
d
w
cm 5 , 27
9 , 0 25 6 , 0
371
9 , 0 f 6 , 0
V
A
=
× ×
=
×



Levando-se em conta a altura esperada da
tala, 36cm, e a espessura mínima de
0,63cm, a área total das duas talas é 2 x 36
x 0,63 = 45,4 cm
2
, maior que 27,5 cm
2
(fig.
24a)

b) talas das mesas:
em geral é suficiente que as talas das
mesas sejam colocadas apenas do lado de
fora delas, conforme figura 24a.
Dependendo do esforço nas mesas, podem
também ser necessárias talas do lado de
dentro delas.

O esforço na tala será
kN 635
25 , 1 60
37300
t d
M
d
=

=


Considerando que não há flambagem na
tala comprimida, a resistência à tração ou
compressão da tala, para escoamento da
seção bruta, é f
y
x A
M
x φ = f
y
x A
M
x 0,9 ∴
a área necessária da tala é
2
y
M
cm 2 , 28
25 9 , 0
635
f 9 , 0
635
A =
×
=
×
=
∴ será usada em cada mesa uma tala de
12,5 x 300 mm, com área de 37,5 cm
2

(largura igual à da mesa da viga).

c) verificação das talas da alma à flexão:
por outro lado, a resistência de cálculo à
flexão das talas da alma deverá ser
suficiente para resistir o momento de
cálculo, V
d
x a = 371 x 8,5 = 31,5 kNm,
atuante nas talas (fig. 24a).
Considerando que as talas de alma atinjam
a plastificação na flexão, a resistência de
cálculo das talas é φM
n
= 0,9 x 2 x Z x f
y
.


65
com
2
2
cm 1 , 204
4
36 63 , 0
Z =
×
= , o módulo
de resistência plástico de uma tala; então,
φM
n
= 0,9 x 2 x 204,1 x 25 = 9185,4 kNcm
∴ o momento de cálculo 31,5 kNm é menor
que φM
n
e a tala está verificada à flexão.

6.7.3 – PARAFUSOS DAS TALAS DAS MESAS
De acordo com a NBR 8800, 7.3.2.3 ou
tabela 1.4 b dessa publicação, a resistência ao
corte do parafuso ASTM A-325, d = ¾” com o
plano de corte passando pela rosca é φ
v
R
nv
=
64,19 kN.
Como o esforço na tala da mesa é 635 kN, o
número de parafusos será:
9 , 9
19 , 64
635
=
ou seja, serão usados 10 parafusos
conforme indicado na fig. 24.

Em função do espaçamento entre furos, da
distância dos centros dos furos às bordas das
chapas, da espessura e da geometria das
chapas da tala e a mesa, as seguintes
verificações deverão ser feitas conforme, os
exemplos anteriores.

• resistência à pressão de contato em furos,
conforme NBR 8800 7.3.2.4, considerando
o esmagamento sem rasgamento,
rasgamento entre dois furos consecutivos
e entre furo e borda.

6.7.4 - PARAFUSOS DAS TALAS DA ALMA

A quantidade e a disposição desses
parafusos na tala são obtidas por tentativas,
conforme o par de esforços de cálculo V
d
e
V
d
x a.

O usual é utilizar, no mínimo, duas colunas
de parafusos nas talas, de cada lado da ligação,
de preferência ao longo de toda a altura da
alma.

Na figura 24 foram indicadas duas colunas
de 4 parafusos cada, espaçados a 90 mm entre
si.

Os esforços nos parafusos são obtidos de
acordo com o procedimento utilizado no item
6.2 (LIGAÇÃO APARAFUSADA COM
CISALHAMENTO EXCÊNTRICO).

a) esforços devidos a V
d
= 371 kN
como são 8 parafusos de cada lado,
kN 4 , 46
8
371
F
V
= =

b) esforços devidos a V
d
x a = 31,5 kNm
- o “momento de inércia’ do conjunto de
parafusos, de cada lado da tala é:
( ) ( )
∑ ∑
+ + = + = ... 5 , 13 5 , 4 4 y x r
2 2 2 2 2

...+8 (3,5
2
)
= 908 cm
2

- os parafusos mais solicitados são os
dois superiores ou inferiores,
correspondentes ao raio r = 139 mm (fig.
24). O esforço, perpendicular ao raio r,
vale:

( )
kN 2 , 48
908
9 , 13 3150
r
r a V
F
2
d
M
=
×
=
×
=


e tem como componente vertical:
kN 1 , 12
9 , 13
5 , 3
2 , 48 = ×
e como componente horizontal:
kN 8 , 46
9 , 13
5 , 13
2 , 48 = × ∴
A resultante dos esforços no parafuso é,
considerando o valor de F
V
= 46,4 kN,
( ) kN 9 , 74 8 , 46 1 , 12 4 , 46 R
2 2
= + + =
Este valor é menor que a resistência ao
corte do parafuso d = ¾”, ASTM A-325,
considerando dois planos de corte (são
duas talas de alma) e rosca no plano de
corte:
64,19 x 2 = 128,4 kN, ok.
Exemplos de Cálculo


66
As demais verificações para os parafusos
da alma deverão ser feitas, conforme
indicado anteriormente, para os parafusos
da mesa.

6.7.5 – OUTRAS VERIFICAÇÕES
A tala da mesa, que foi verificada
inicialmente ao escoamento por tensões
normais (NBR 8800, 7.5.3.1), deverá também
ser verificada, pelo mesmo item, à ruptura por
tensões normais, sendo a seção líquida da tala
calculada pelo item 5.1.1.2 da NBR 8800.
Em acréscimo, a tala da mesa, que é menos
espessa que a mesa, deverá ser verificada ao
colapso por rasgamento, conforme NBR 8800,
7.5.3.2.
A alma da viga, que é menos espessa a
soma das duas talas de alma, também deverá
ser verificada ao colapso por rasgamento.

6.8 – SOLDA DE COMPOSIÇÃO DE PERFIL
SOLDADO
Verificar a solda de composição do perfil IS
500 x 67,7 do Manual Brasileiro da Construção
Metálica, conforme figura 25.
A força cortante de cálculo na viga é 150 kN
e a carga de 300 kN é aplicada junto ao flange
tracionado da viga.
O aço é ASTM A-36 e o eletrodo E70-XX.





Fig. 25: Solda de Composição de Perfil Soldado


67
6.8.1 – CONSIDERAÇÕES
Normalmente os catálogos de fabricantes de
perfis soldados indicam para solda da alma com
a mesa (solda de composição), a espessura
mínima de filete, compatível com a maior
espessura das chapas, geralmente a da mesa
(NBR 8800, tabela II ou tabela 2.3 desta
publicação).
A espessura mínima para chapa de 12,5
mm é 5 mm, conforme indicado na figura 25b.
De acordo com a NBR 8800, 7.2.5, nota c,
as soldas de composição de perfis soldados são
calculadas em função da tensão de
cisalhamento longitudinal na alma e de tensões
locais naquele ponto.
Podem ser desconsideradas as tensões de
tração ou compressão na solda paralelas ao
eixo da solda.
Pela teoria de flexão de vigas, a força por
cm em cada um dos filetes de composição,
devida ao cisalhamento é dada por:

I 2
Q V
d
×
×
, onde
V
d
= 100 kN,
força cortante de cálculo na seção
considerada da viga
Q = A
f
x y = 25 x 1,25 x 24,4 = 762,5cm
3
,
momento estático da mesa da viga com
relação ao eixo principal da seção
perpendicular à alma.
I = 41607 cm
4
, momento de inércia da seção
da viga.

A força na solda é
cm / kN 92 , 0
41607 2
5 , 762 100
=
×
×

Adicionalmente a este efeito, a carga de 200
kN aplicada junto ao flange tracionado da viga,
induz na solda um efeito local de tração,
conforme det. A da fig. 23a, dado
simplificadamente por (NBR 8800 5.7.3):
0 , 5
20 2
200
=
×
kN/cm ∴
a força resultante desses dois esforços é

2 2
0 , 5 92 , 0 + =5,09 kN/cm

6.8.2 – VERIFICAÇÃO
Pela tabela 2.4, a resistência de cálculo do
filete de 5 mm, para aço ASTM A-36 e eletrodo
E70-XX é
φR
n
= 0,68 x 10 = 6,8 kN/cm
valor maior do que a força de cálculo 5,09
kN/cm ∴está ok.

6.8.3 - VERIFICAÇÕES ADICIONAIS NA VIGA
Devido ao efeito da carga concentrada de
200 kN no flange tracionado, a alma deverá ser
verificada à tração, para aquela carga, na faixa
de 200mm (NBR 8800, 5.7.3).
Se a carga fosse aplicada junto ao flange
comprimido, a alma deveria ser verificada aos
efeitos de enrugamento sob a carga
concentrada e flambagem local, conforme NBR
8800, 5.7.2.
Exemplos de Cálculo


68





TABELA 1.1
FORÇA DE PROTENSÃO MÍNIMA
EM PARAFUSOS DE ALTA RESISTÊNCIA

FORÇA DE PROTENSÃO MÍNIMA (kN)
DIÂMETRO DO PARAFUSO
ASTM A-325 ASTM A-490
1/2” 53 66
5/8” 85 106
3/4” 125 156
7/8” 173 216
1” 227 283
1 1/8” 250 357
1 1/4” 317 453
1 1/2” 460 659
Notas:
1 - Os parafusos de alta resistência devem ser apertados de forma a se obter uma força de protensão adequada a cada
diâmetro e tipo de parafuso usado, independente da ligação ser por atrito ou por contato.
2 - O aperto deve ser aplicado por um dos seguintes métodos:
• rotação de porca
• chave calibrada
• indicador direto de tração.


69



TABELA 1.2
ÁREAS BRUTA E EFETIVA À TRAÇÃO DE PARAFUSOS
E BARRAS ROSQUEADAS


a) ASTM

DIÂMETRO
PASSO DA ROSCA
“P”
(mm)
ÁREA BRUTA
“A
p

(mm
2
)
ÁREA EFETIVA À
TRAÇÃO “A
r

(mm
2
)
1/2” 1,95 126 91,6
5/8” 2,31 198 146
3/4” 2,54 285 215
7/8” 2,82 388 298
1” 3,18 506 391
1 1/8” 3,63 641 492
1 1/4” 3,63 792 625
1 3/8” 4,23 958 745
1 1/2” 4,23 1140 907
1 3/4” 5,08 1552 1126
2” 5,64 2027 1613



B) ISO

DIÂMETRO
PASSO DA ROSCA
“P”
(mm)
ÁREA BRUTA
“A
p

(mm
2
)
ÁREA EFETIVA À
TRAÇÃO “A
r

(mm
2
)
M12 1,75 113 84,3
M16 2,00 201 157
M20 2,50 314 245
M22 2,50 380 303
M24 3,00 452 353
M27 3,00 573 459
M30 3,50 707 561
M33 3,50 855 694
M36 4,00 1018 817
M42 4,50 1385 1120
M48 5,00 1810 1470


Exemplos de Cálculo


70





TABELA 1.3
DIMENSÕES MÁXIMAS DE FUROS PARA PARAFUSOS
E BARRAS ROSQUEADAS

a) ISO

DIÂMETRO
NOMINAL
(mm)
DIÂMETRO DO
FURO PADRÃO
(mm)
DIÂMETRO
DO FURO
ALARGADO
(mm)
DIMENSÕES DE
UM FURO POUCO
ALONGADO
(mm)
DIMENSÕES DE UM
FURO MUITO
ALONGADO
(mm)
M12 13,5 17 13,5 x 18 13,5 x 30
M16 17,5 21 17,5 x 22 17,5 x 40
M20 21,5 25 21,5 x 26 21,5 x 50
M22 23,5 27 23,5 x 28 23,5 x 55
M24 25,5 29 25,5 x 30 25,5 x 60
M27 28,5 33 28,5 x 35 28,5 x 67,5
M30 31,5 38 31,5 x 39,5 31,5 x 75
M33 34,5 41 34,5 x 42,5 34,5 x 82,5
M36 37,5 44 37,5 x 45,5 37,5 x 90
M42 43,5 50 43,5 x 51,5 43,5 x 105
M48 49,5 56 49,5 x 57,5 49,5 x 120

b) ASTM

DIÂMETRO
NOMINAL
DIÂMETRO DO
FURO PADRÃO
DIÂMETRO
DO FURO
ALARGADO
DIMENSÕES DE
UM FURO POUCO
ALONGADO
DIMENSÕES DE UM
FURO MUITO
ALONGADO
1/2” 9/16” 11/16” 9/16” x 3/4” 9/16” x 1 1/4”
5/8” 11/16” 13/16” 11/16” x 7/8” 11/16” x 1 9/16”
3/4” 13/16” 15/16” 13/16” x 1” 13/16” x 1 7/8”
7/8” 15/16” 1 1/16” 15/16” x 1 1/8” 15/16” x 2 3/16”
1” 1 1/16” 1 1/4” 1 1/16” x 1 5/16” 1 1/16” x 2 1/2”
1 1/8” 1 3/16” 1 7/16” 1 3/16” x 1 1/2” 1 3/16” x 2 13/16”
1 1/4” 1 5/16” 1 5/16” 1 5/16” x 1 5/8” 1 5/16” x 3 1/8”
1 3/8” 1 7/16” 1 11/16” 1 6/16” x 1 3/4” 1 7/16” x 3 7/16”
1 1/2” 1 9/16” 1 13/16” 1 9/16” x 1 7/8” 1 9/16” x 3 3/4”
1 3/4” 1 13/16” 2 1/16” 1 13/16” x 2 1/8” 1 13/16” x 4 3/8”
2” 2 1/16” 2 5/16” 2 1/16” x 2 3/8” 2 1/16” x 5”

NOTAS:
1 - Nas ligações parafusadas entre barras devem ser usados furos padrão, a não ser que seja aprovado pelo responsável
pelo projeto o uso de furos alargados ou alongados
2 - Para ligações com furos alargados ou alongados veja item – 7.3.4.3 da NBR 8.800.


71








TABELA 1.4.a
RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO DE PARAFUSOS EM LIGAÇÕES POR CONTATO
(EM kN)


DIÂMETRO NOMINAL
M12 M16 M20 M22 M24 M27 M30 M33 M36 M42 M48
ÁREA BRUTA (BASEADO NO DIÂMETRO NOMINAL) mm
2

ESPECIFICAÇÃO
ISO 898
CLASSE 4.6
113 201 314 380 452 573 707 855 1018 1385 1810
TRAÇÃO 21,50 38,23 59,73 72,27 86,01 108,9 134,4 162,6 193,5 263,4 344,0
FORÇA
CORTANTE
11,11 19,76 30,88 37,36 44,46 56,27 69,47 84,06 100,0 136,2 177,8

NOTAS:
1 - Nas ligações por contato, além da Resistência à Tração e/ou ao corte, estas ligações devem ainda atender aos itens
7.3.2.4 e/ou 7.3.2.5 da NBR 8.800.
2 - Esta tabela só é aplicável ao método dos Estados Limites, não se aplicando no método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.



Exemplos de Cálculo


72


TABELA 1.4b
RESISTÊNCIA DE CÁLCULO DOS PARAFUSOS EM LIGAÇÕES POR CONTATO
(EM kN)


DIÂMETRO NOMINAL
1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 3/8” 1 1/2” 1 3/4” 2”
ÁREA BRUTA mm
2
ESPECIFICAÇÃO
ASTM
126 198 285 388 506 641 792 958 1140 1552 2027
TRAÇÃO 25,63 40,04 57,66 78,49 102,5 129,7 160,2 193,8 230,6 313,9 410,0
A
-
3
0
7

FORÇA
CORTANTE
13,25 20,70 29,81 40,57 52,99 67,07 82,80 100,2 119,2 162,3 212,0
TRAÇÃO 58,79 91,85 132,3 180,0 235,1 261,5 322,9 390,7 464,9 632,8 826,6
FORÇA CORT.
(ROSCA FORA
PL. DE CORTE)
40,76 63,68 91,71 124,8 163,0 181,3 223,9 270,9 322,4 438,8 573,1
A
-
3
2
5

FORÇA CORT.
(ROSCA NO
PL.DE CORTE)
28,53 44,58 64,19 87,38 114,1 126,9 156,7 189,6 225,7 307,1 401,2
TRAÇÃO 73,75 115,2 165,9 225,9 295,0 373,4 460,9 557,7 663,7 903,4 118,0
FORÇA CORT.
(ROSCA FORA
PL.DE CORTE)
51,13 79,89 115,0 156,6 204,5 258,9 319,6 386,7 460,2 626,4 818,1
A
-
4
9
0

FORÇA CORT.
(ROSCA NO
PL.DE CORTE)
35,79 55,93 80,53 109,6 143,2 181,2 223,7 270,7 322,1 438,5 572,7

NOTAS:
1 - Na determinação da solicitação de cálculo para parafusos sujeitos à tração, além das solicitações externas, deve ser
levado em conta o efeito de alavanca (“Prying Action”), que pode aumentar consideravelmente a força de tração nos
parafusos.
2 - Nas ligações por contato, além da Resistência à Tração e/ou ao corte, estas ligações devem ainda atender aos itens
7.3.2.4 e/ou 7.3.2.5 da NBR 8.800.
3 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.


73
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.








TABELA 1.5a

RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À PRESSÃO DE CONTATO
NA PAREDE DO FURO EM kN POR mm DE ESPESSURA DE CHAPA
RASGAMENTO ENTRE 2 FUROS
d em polegadas
s em mm
f
y
= 250 MPa
f
u
≥ 400 MPa

f
y
= 345 MPa
f
u
≥ 485 MPa
s 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4”
30 - - - - - - - - - - - - - -
35 8,60 - - - - - - 10,42 - - - - - -
40 9,14 - - - - - - 11,09 - - - - - -
45 9,14 11,11 - - - - - 11,09 13,48 - - - - -
50 9,14 11,43 12,14 - - - - 11,09 13,86 14,72 - - - -
55 9,14 11,43 13,64 13,17 - - - 11,09 13,86 16,54 15,96 - - -
60 9,14 11,43 13,72 14,67 - - - 11,09 13,86 16,63 17,78 - - -
65 9,14 11,43 13,72 16,00 15,69 - - 11,09 13,86 16,63 19,40 19,02 - -
70 9,14 11,43 13,72 16,00 17,19 - - 11,09 13,86 16,63 19,40 20,84 - -
75 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 18,21 - 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 22,03 -
80 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 19,71 - 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 23,90 -
85 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 20,57 20,74 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 24,95 25,14
90 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 20,57 22,24 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 24,95 26,96


NOTA:
1 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.




d
Exemplos de Cálculo


74




TABELA 1.5b

RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À PRESSÃO DE CONTATO
NA PAREDE DO FURO EM kN POR mm DE ESPESSURA DE CHAPA
RASGAMENTO ENTRE FURO E BORDA
d em polegadas
e em mm
f
y
= 250 MPa
f
u
≥ 400 MPa

f
y
= 345 MPa
f
u
≥ 485 MPa
e 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4”
20 6,00 - - - - - - 7,28 - - - - - -
25 7,50 7,50 - - - - - 9,10 9,10 - - - - -
30 9,00 9,00 9,00 9,00 - - - 10,91 10,91 10,91 10,91 - - -
35 9,14 10,50 10,50 10,50 10,50 - - 11,09 12,73 12,73 12,73 12,73 - -
40 9,14 11,43 12,00 12,00 12,00 12,00 - 11,09 13,86 14,55 14,55 14,55 14,55 -
45 9,14 11,43 13,50 13,50 13,50 13,50 13,50 11,09 13,86 16,37 16,37 16,37 16,37 16,37
50 9,14 11,43 13,72 15,00 15,00 15,00 15,00 11,09 13,86 16,63 18,19 18,19 18,19 18,19
55 9,14 11,43 13,72 16,00 16,50 16,50 16,50 11,09 13,86 16,63 19,40 20,00 20,00 20,00
60 9,14 11,43 13,72 16,00 18,00 18,00 18,00 11,09 13,86 16,63 19,40 21,83 21,83 21,83
65 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 19,19 19,19 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 23,64 23,64
70 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 19,19 21,00 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 24,95 25,46
75 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 19,19 22,50 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 24,95 27,28
80 9,14 11,43 13,72 16,00 18,29 19,19 22,86 11,09 13,86 16,63 19,40 22,17 24,95 27,72

NOTA:
1 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.


d


75






TABELA 1.6

RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À FORÇA CORTANTE EM LIGAÇÕES POR ATRITO

RESISTÊNCIA AO DESLIZAMENTO φ
v
R
nv
(kN)
DIÂMETRO DO
PARAFUSO
PARAFUSO
ASTM A-325
PARAFUSO
ASTM A-490
1/2” 14,84 18,48
5/8” 23,80 29,68
3/4” 35,00 43,68
7/8” 48,44 60,48
1” 63,56 79,24
1 1/8” 70,00 99,96
1 1/4” 88,76 126,84
1 1/2” 128,80 184,52

NOTAS:
1 - A resistência ao deslizamento não pode ser superposta à resistência do parafuso ao corte.
2 - A tabela é aplicada ligações parafusadas em que os parafusos não estejam sujeitos à força de tração (T = 0).
3 - Os furos da ligação são padrão (ξ = 1) e o coeficiente de atrito das superfícies de contato u é 0,28.
4 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.



Exemplos de Cálculo


76

TABELA 1.7a
FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA
PARA DIMENSIONAMENTO AO EFEITO ALAVANCA (mm)
t
min.
corresponde a α = 1; t
máx.
corresponde a α = 0; aço f
y
= 250 MPa

T = 60 kN T = 80 kN T = 100 kN T = 120 kN
p (mm) p (mm) p (mm) p (mm)
b
(mm)
DIÂMETRO
DO
PARAF. 80 90 100 80 90 100 80 90 100 80 90 100
15,4 14,3 13,4 17,6 16,6 15,6 19,8 18,5 17,4 21,6 20,2 19,1 3/4”
20,2 19,1 18,0 23,3 22,0 20,9 26,0 24,6 23,3 28,6 26,9 25,5
15,2 14,3 13,4 17,6 16,4 15,5 19,7 18,4 17,3 21,5 20,2 19,0
35
M20
20,0 18,8 17,9 23,0 21,7 20,6 25,8 24,4 23,0 28,3 26,6 25,3
16,8 15,7 14,8 19,3 18,1 17,0 21,6 20,3 19,1 23,7 22,1 20,9 3/4”
22,1 20,8 19,8 25,3 24,0 22,8 28,6 26,9 25,4 31,2 29,5 27,9
16,7 15,6 14,6 19,3 18,0 16,9 21,5 20,2 19,0 23,6 22,1 20,8
40
M20
22,0 20,6 19,6 25,3 23,9 22,7 28,3 26,6 25,3 31,0 29,2 27,7
18,1 16,9 16,0 20,9 19,6 18,4 23,3 21,8 20,5 25,5 23,9 22,5 3/4”
23,9 22,4 21,4 27,5 25,9 24,6 30,7 29,0 27,5 33,7 31,8 30,1
18,0 16,8 15,8 20,8 19,4 18,4 23,3 21,7 20,5 25,4 23,8 22,4
45
M20
23,6 22,3 21,1 27,4 25,8 24,5 30,6 28,8 27,4 33,5 31,6 29,9
19,3 18,0 17,0 22,3 20,9 19,7 25,0 23,3 22,0 27,3 25,5 24,0 3/4”
25,4 24,0 22,8 29,4 27,7 26,3 32,9 31,0 29,4 36,0 33,9 32,2
19,3 18,0 16,9 22,2 20,8 19,6 24,8 23,3 21,8 27,2 25,4 24,0
50
M20
25,3 23,9 22,7 29,2 27,6 26,1 32,6 30,8 29,2 35,8 33,7 32,0
20,5 19,1 18,0 23,6 22,1 20,9 26,4 24,7 23,3 28,9 27,0 25,5 3/4”
27,0 25,4 24,1 31,2 29,4 27,8 34,8 32,9 31,2 38,2 36,0 34,1
20,4 19,1 18,0 23,6 22,1 20,8 26,4 24,6 23,3 28,9 27,0 25,4
55
M20
26,9 25,3 24,0 31,0 29,2 27,7 34,7 32,6 31,0 37,9 35,8 34,0

NOTAS:
1 -
( ) αδ + × × φ ×
× × ×
=
1 f p 25 , 1
100 T ' b 6
t
y

- Ver item 6.3.1.
2 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.
com: φ = 0,9; f
y
em kN/cm
2
; T em kN;

b’, p e t em mm


77




TABELA 1.7b
FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA PARA DIMENSIONAMENTO
AO EFEITO ALAVANCA (mm)
t
min.
corresponde a α = 1; t
máx.
corresponde a α = 0; AÇO ASTM A-36

T = 100 kN T = 120 kN T = 140 kN T = 160 kN
P (mm) P (mm) P (mm) P (mm)
b
(mm)
DIÂMETRO
DO
PARAF.
90 100 110 90 100 110 90 100 110 90 100 110
19,9 18,7 17,8 21,8 20,5 19,4 23,5 22,2 21,0 25,2 23,7 22,4
M22
26,2 24,8 23,8 28,7 27,2 25,9 31,1 29,4 28,1 33,2 31,5 30,0
19,9 18,7 17,8 21,8 20,5 19,4 23,5 22,2 21,0 25,2 23,6 22,4
40
7/8”
26,2 24,8 23,6 28,7 27,2 25,9 31,0 29,4 28,0 33,1 31,4 30,0
21,6 20,3 19,2 23,6 22,2 21,1 25,6 24,0 22,8 27,2 25,6 24,3
M22
28,4 26,9 25,7 31,1 29,5 28,1 33,6 31,9 30,4 35,9 34,0 32,5
21,6 20,3 19,2 23,6 22,2 21,0 25,4 24,0 22,7 27,2 25,7 24,4
45
7/8”
28,3 26,9 25,7 31,1 29,4 28,1 33,5 31,8 30,4 35,9 34,0 32,4
23,0 21,7 20,6 25,3 23,8 22,6 27,4 25,7 24,4 29,2 27,5 26,0
M22
30,4 28,8 27,5 33,4 31,6 30,1 36,0 34,1 32,5 38,5 36,5 34,8
23,0 21,7 20,6 25,3 23,8 22,6 27,4 25,7 24,4 29,2 27,5 26,0
50
7/8”
30,4 28,8 27,5 33,2 31,6 30,1 35,9 34,1 32,5 38,4 36,5 34,7
24,5 23,0 21,8 26,9 25,3 24,0 29,0 27,4 25,9 31,0 29,2 27,7
M22
32,3 30,6 29,2 35,4 33,6 32,0 38,2 36,2 34,6 40,8 38,8 37,0
24,5 23,0 21,8 26,9 25,3 24,0 29,0 27,4 25,9 31,0 29,2 27,7
55
7/8”
32,3 30,6 29,2 35,3 33,5 31,9 38,2 36,2 34,6 40,8 38,8 37,0

NOTA:
1 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.
Exemplos de Cálculo


78



TABELA 1.7c
FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA PARA DIMENSIONAMENTO
AO EFEITO ALAVANCA
t
min.
corresponde a α = 1; t
máx.
corresponde a α = 0; AÇO ASTM A-36

T = 140 kN T = 160 kN T = 180 kN T = 200 kN
P (mm) P (mm) P (mm) P (mm)
b
(mm)
DIÂMETRO
DO
PARAF.
100 110 120 100 110 120 100 110 120 100 110 120
22,0 20,8 19,8 23,4 22,2 21,1 24,8 23,5 22,4 26,2 24,8 23,6
M24
28,9 27,6 26,4 31,0 29,5 28,2 27,3 31,3 29,9 34,6 33,0 31,6
21,7 20,5 19,6 23,3 22,0 20,9 24,6 23,3 22,2 25,9 24,6 23,4
40
1
28,6 27,2 26,0 30,5 29,2 27,8 32,4 30,8 29,5 34,1 32,5 31,2
23,8 22,6 21,5 25,4 24,1 22,9 27,0 25,6 24,4 28,4 26,9 25,6
M24
31,4 29,9 28,7 33,6 32,0 30,6 35,6 34,0 32,5 37,5 35,8 34,3
23,6 22,4 21,4 25,3 23,9 22,8 26,8 25,3 24,1 28,2 26,8 25,4
45
1
31,1 29,6 28,3 33,2 31,7 30,4 35,2 33,6 32,2 37,1 35,4 33,8
25,6 24,2 23,0 27,4 25,8 24,6 28,9 27,5 26,2 30,5 28,9 27,5
M24
33,7 32,2 30,7 36,0 34,3 32,9 38,2 36,5 34,9 40,3 38,4 36,8
25,4 24,0 22,9 27,1 25,7 24,5 28,8 27,2 25,9 30,4 28,8 27,4
50
1
33,4 31,8 30,5 35,6 34,1 32,5 37,8 36,1 34,6 39,8 38,0 36,4
27,1 25,7 24,5 29,0 27,5 26,2 30,8 29,2 27,7 32,4 30,7 29,3
M24
35,9 34,2 32,8 38,3 36,5 34,9 40,7 38,8 37,1 42,8 40,8 39,1
27,0 25,6 24,4 28,9 27,4 26,0 30,7 29,0 27,6 32,3 30,6 29,2
55
1
35,5 33,8 32,4 38,0 36,2 34,7 40,3 38,4 36,8 42,5 40,6 38,8

NOTA:
1 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.
As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.


79


TABELA 1.8
LIGAÇÃO DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS
DE EXTREMIDADE PARAFUSADAS
PARAFUSOS ASTM A-325


RESISTÊNCIA DE
CÁLCULO DA LIGAÇÃO
POR CONTATO (kN) (Ver
Nota 1)
RESISTÊNCIA DE CÁLCULO
DA LIGAÇÃO POR ATRITO
(kN)
(Ver Notas 1 e 2)
DIÂMETRO DO PARAFUSO DIÂMETRO DO PARAFUSO
DIMENSÕES
DA VIGA
SUPORTADA
(mm)
1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1/2” 5/8” 3/4” 7/8”
MÍN. MÁX.
COMPRI-
MENTO
DA
CANTO-
NEIRA DE
LIGAÇÃO
“L”
(mm)
NÚME-
RO DE
PARA-
FUSOS
POR
LINHA
VER-
TICAL
b = 63,5 mm b = 76,2 mm b = 63,5 mm b = 76,2 mm
200 300 140 2 163,0 254,7 366,8 499,3 59,2 93,4 139,6 192,7
280 430 210 3 244,5 382,1 550,2 748,9 88,8 141,5 209,3 289,0
370 570 280 4 326,0 509,5 733,6 998,6 118,4 188,6 279,1 385,4
450 700 350 5 407,6 636,8 917,1 1248 148,0 235,8 348,9 481,7
530 850 420 6 489,1 764,2 1100 1498 177,6 282,9 418,7 578,0
600 990 490 7 570,6 891,6 1284 1747 207,2 330,1 488,5 674,4
670 1130 560 8 652,1 1019 1467 1997 236,8 377,2 558,3 770,7
750 - 630 9 733,6 1146 1651 2247 266,5 424,4 628,0 867,0
820 - 700 10 815,2 1274 1834 2496 296,1 471,5 697,8 963,4
890 - 770 11 896,7 1401 2017 2746 325,7 518,7 767,6 1060
960 - 840 12 978,2 1528 2201 2596 355,3 565,8 837,4 1156
1030 - 910 13 1060 1656 2384 3245 384,9 613,0 907,2 1252

MATERIAL
ESPESSURA MÍNIMA REQUERIDA
DA CANTONEIRA
f
y
= 250 MPa f
u
= 400 MPa 4,5 6,8 10,5 15,2
f
y
= 345 MPa f
u
= 480 MPa 3,8 5,7 8,7 12,7






ESPESSURA MÍNIMA REQUERIDA
DA ALMA DA VIGA
f
y
= 250 MPa f
u
= 400 MPa 8,9 11,1 13,4 15,6
f
y
= 345 MPa f
u
= 480 MPa 7,4 9,3 11,1 13,0

NOTAS:
(1) Para roscas incluídas no plano de corte, multiplicar os valores das resistências de cálculo pelo fator 0,7.
(2) As resistências de cálculo tabelas são nominais, não sendo ponderadas. Veja NBR 8.800/86, item 7.3.3.1.

Exemplos de Cálculo


80


TABELA 1.9
LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS
DE EXTREMIDADES SOLDADAS


DIMENSÕES
DA VIGA
SUPORTADA
(mm)
RESISTÊNCIA DA SOLDA (KN) CARGA MÁXIMA FATORADA –
ELETRODO E 70 XX (PARA ELETRODO E 60 XX MULTIPLICAR OS
VALORES TABELADOS POR 0,85
PERNA DO FILETE DE SOLDA
5 6 8 10 5 6 8 10 MÍN. MÁX.
COMPRI-
MENTO
DA
CANTO-
NEIRA DE
LIGAÇÃO
“L”
(mm) CANTONEIRA com b = 63,5 mm CANTONEIRA com b = 65,0 mm
200 300 140 372 447 598 750 378 455 609 607
280 430 210 484 581 775 969 489 586 782 978
370 570 280 590 707 943 1177 595 713 951 1188
450 700 350 698 837 1116 1395 702 843 1124 1404
530 850 420 804 965 1286 1608 809 970 1294 1617
600 990 490 910 1093 1457 1821 915 1098 1464 1830
670 1130 560 1017 1221 1628 2035 1022 1226 1635 2044
750 630 1125 1349 1799 2249 1129 1355 1807 2258
820 700 1232 1478 1971 2464 1236 1483 1978 2473
890 770 1339 1607 2142 2678 1343 1612 2149 2687
960 840 1446 1735 2314 2892 1450 1740 2321 2901
1030 910 1553 1864 2485 3106 1557 1869 2492 3115


CANTONEIRA com b = 76,2 mm CANTONEIRA com b = 75,0 mm
200 300 140 358 430 576 722 352 423 566 709
280 430 210 478 574 767 961 472 567 758 949
370 570 280 630 756 1008 1260 626 752 1002 1253
450 700 350 737 884 1175 1468 733 880 1173 1459
530 850 420 843 1012 1349 1687 840 1008 1343 1679
600 990 490 950 1140 1520 1899 946 1135 1514 1892
670 1130 560 1056 1267 1690 2112 1053 1263 1684 2105
750 630 1163 1395 1860 2326 1159 1391 1855 2318
820 700 1270 1524 2032 2540 1266 1519 2026 2533
890 770 1377 1652 2203 2754 1373 1648 2197 2747
960 840 1484 1781 2374 2968 1480 1776 2369 2961
1030 910 1591 1909 2546 3182 1587 1905 2540 3175
AÇO DA VIGA
SUPORTADA
ESPESSURA MÍNIMA DA ALMA
DA VIGA SUPORTADA (mm)
ELETRODO E 70 XX
ESPESSURA MÍNIMA ALMA DA
VIGA SUPORTADA (mm)
ELETRODO E 60 XX
f
y
= 250 MPa 10 12 16 20 9,8 11,7 15,7 19,6
f
y
= 345 MPa 8,3 9,9 13,3 16,6 7,1 8,5 11,3 14,2



81
TABELA 1.10
LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE CHAPAS DE EXTREMIDADE

∅ 1/2” ∅ 5/8” ∅ 3/4” ∅ 7/8”
NÚMERO
DE PARA-
FUSOS
POR
LINHA
VERTI-CAL
PARA-
FUSO
RESIST.
DE CÁLC.
MÁXIMO
EM (kN)
ESPES-
SURA
MÍNIMA
DA
CHAPA
(mm)**
RESIST.
DE CÁLC.
MÁXIMO
EM (kN)
ESPES-
SURA
MÍNIMA
DA
CHAPA
(mm)**
RESIST.
DE CÁLC.
MÁXIMO
EM (kN)
ESPES-
SURA
MÍNIMA
DA
CHAPA
(mm)**
RESIST.
DE CÁLC.
MÁXIMO
EM (kN)
ESPES-
SURA
MÍNIMA
DA
CHAPA
(mm)**
L
COMPRI
MENTO
DA
CHAPA
(mm)
LIMITES P/
ALTU-RA
DA VIGA
(mm)
A-307 26,50 3,0 41,40 3,0 59,62 3,2 81,14 4,3
A-325 57,06 3,2 99,16 4,7 128,38 6,8 174,76 9,3 1
A-325* 81,52 4,5 127,36 6,8 183,42 10,5 - -
70 120-200
A-307 53,00 3,0 82,80 3,0 19,24 3,2 162,28 4,3
A-325 114,12 3,2 178,32 4,7 256,76 6,8 349,52 9,3 2
A-325* 163,04 4,5 254,72 6,8 366,84 10,5 - -
140 200-300
A-307 79,50 3,0 124,20 3,0 178,86 3,2 243,42 4,3
A-325 171,18 3,2 267,48 4,7 385,14 6,8 524,28 9,3 3
A-325* 244,26 4,5 382,08 6,8 550,26 10,5 - -
210 300-450
A-307 106,00 3,0 165,60 3,0 238,48 3,2 324,56 4,3
A-325 228,24 3,2 356,64 4,7 513,52 6,8 699,04 9,3 4
A-325* 326,08 4,5 509,44 6,8 733,68 10,5 - -
280 400-600
A-307 132,50 3,0 207,00 3,0 298,10 3,2 405,70 4,3
A-325 285,30 3,2 445,80 4,7 641,90 6,8 873,80 9,3 5
A-325* 407,60 4,5 636,80 6,8 917,10 10, - -
350 450-750
A-307 159,00 3,0 248,40 3,0 357,72 3,2 486,84 4,3
A-325 342,36 3,2 534,96 4,7 770,28 6,8 1048,56 9,3 6
A-325* 489,12 4,5 764,16 6,8 1100,52 10,5 - -
420 550-900
RESISTÊNCIA DE CÁLCULO DA SOLDA DE FILETE – ELETRODO E 70 XX (kN)
ESPESSURA MÍNIMA DA
ALMA (mm)
COMPRIMENTO DA CHAPA (mm)
(A)
f
y
= 250 MPa f
y
= 345 MPa 70 140 210 280 350 420
5 10,00 7,50 81,00 175,50 270,00 364,50 459,00 553,50
6 12,00 9,00 93,96 207,36 320,76 434,16 547,56 660,96
8 16,00 12,00 116,64 267,84 419,04 570,24 721,44 872,64
NOTAS:
* Resistência ASTM A-325 em ligações com rosca excluída do plano de corte
** As espessuras mínimas tabeladas para a chapa de extremidade foram obtidas a partir da resistência de cálculo dos
parafusos. Para que as chapas de ligação tenham uma liberdade de rotação adequada, sugere-se, que essas
espessuras estejam no intervalo entre 6 e 10 mm, inclusive.
Exemplos de Cálculo


82

A
R
C
O

E
L
É
T
R
I
C
O

C
O
M

F
L
U
X
O

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C
L
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X

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X

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-
3
,

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X

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2
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-
3
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-
1
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X
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X
X

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X
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X

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X
X
-
X
X


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1
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1
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,

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7
0
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5
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5

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0
1
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X

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0

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R
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0

A

5
7
0

G
R
A
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5

A

4
4
1

A

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7
2

G
R
A
U

4
2

A

5
7
2

G
R
A
U

5
0

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4
2

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)

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8
8

(
E
)

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0
0

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m
)

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4
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N
B
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5
0

N
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0
7

(
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0
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B
R

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2
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1

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)

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B
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0
0
0

N
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5
0
0
4

N
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R

5
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0
8

(
E
)

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5
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0

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E
)

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B
R

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9
2
1

(
E
)

N
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R

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0
0
7

(
A
R

3
4
5
)

N
B
R

7
0
0
7

(
A
R

2
9
0
)

N
B
R

7
0
0
7

(
A
R

C
O
R

















3
4
5

A

O
U

B
)

(
E
)

N
B
R

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6
1

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)

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A
B
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1

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M
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(
A
)
,

(
B
)
,

(
C
)

E

(
D
)

M
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B
A
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B
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(
A
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83




TABELA 2.2

DIMENSÕES NOMINAIS MÁXIMAS DE SOLDAS DE FILETE AO LONGO DA BORDA DE UM
ELEMENTO SOLDADO E RESISTÊNCIA MÍNIMA À TRAÇÃO DO METAL DA SOLDA

ELEMENTOS MENOS
ESPESSO A SER
SOLDADO (mm)
DIMENSÃO MÁXIMA
DA PERNA (mm)
DIMENSÃO MÁXIMA DA
GARGANTA (mm)
t
2
< 6,35 t
2

6,35 5,0 3,5
8,0 6,5 4,5
9,5 8,0 6,0
12,5 11,0 8,0
16,0 14,5 10,5
19,0 17,5 12,5
22,4 21,0 15,0
25,0 23,5 16,5
31,5 30,0 21,0
37,5 36,0 25,5
50,0 48,5 34,0
t
2
= espessura do elemento menos espesso



RESISTÊNCIA MÍNIMA À TRAÇÃO DO METAL DA SOLDA
METAL DA SOLDA f
w
(MPa)
E60XX; F6X-EXXX; E6XT-X 415
E70XX; F7X-EXXX;
ER70S-X; E7XT-X
485

Exemplos de Cálculo


84



TABELA 2.3

DIMENSÕES MÍNIMAS DE SOLDAS DE FILETE
EXECUTADAS COM UM PASSE

ELEMENTOS MAIS ESPESSO
A SER
SOLDADO (mm)
DIMENSÃO MÍNIMA
DA PERNA (mm)
DIMENSÃO DA GARGANTA
(mm)
t
1
≤ 6,35 3 2,1
6,35 < t
1
≤ 12,5 5 3,5
12,5 < t
1
≤ 19,0 6 4,2
t
1
> 19,0 8 5,7
t
1
= espessura do elemento mais espesso



NOTAS:
1 - A dimensão mínima da solda é determinada em função do elemento menos espesso a ser soldado. Esta dimensão
não precisa ser maior do que a espessura do elemento menos espesso, desde que a resistência de cálculo
necessária seja atendido, e que se use pré aquecimento.
2 - A dimensão mínima da perna não pode ser considerada maior que 25% do comprimento efetivo da solda.



85



TABELA 2.4

SOLDA DE FILETE
RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO

RESISTÊNCIA DE CÁLCULO φR
n
POR MILÍMETRO
DE FILETE DE SOLDA (kN/mm)
CISALHAMENTO NA SEÇÃO EFETIVA
PERNA
(mm)
Aço f
y
= 250 MPa
Eletrodo E60XX
Aço f
y
= 250 MPa
Eletrodo E70XX
Aço f
y
= 345 MPa
Eletrodo E70XX
3 0,40 0,41 0,46
4 0,53 0,54 0,62
5 0,66 0,68 0,77
6 0,79 0,81 0,93
7 0,92 0,95 1,08
8 1,06 1,08 1,23
9 1,19 1,22 1,39
10 1,32 1,35 1,54

NOTAS:
1 - A solicitação de cálculo é igual à resultante vetorial de todas as forças de cálculo na solda que produzam tensões
normais ou de cisalhamento na superfície de contato das partes ligadas.
2 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis. As
solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.


Exemplos de Cálculo


86



TABELA 2.5

SOLDAS DE ENTALHE – PENETRAÇÃO TOTAL
RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO φR
n

RESISTÊNCIA DE CÁLCULO φR
n
POR MILÍMETRO DE CORDÃO DE SOLDA
(kN/mm)
TRAÇÃO OU COMPRESSÃO
PARALELA AO EIXO DA SOLDA
TRAÇÃO OU COMPRESSÃO
NORMAL À SEÇÃO EFETIVA DA
SOLDA
CISALHAMENTO DA SEÇÃO
EFETIVA
MENOR
ESPES-
SURA DAS
PARTES
SOLDA-
DAS
Aço f
y
= 250 MPa
Eletrodo
E70XX/ E60XX
Aço f
y
= 345 MPa
Eletrodo E70XX
Aço f
y
= 250 MPa
Eletrodo
E70XX/ E60XX
Aço f
y
= 345 MPa
Eletrodo E70XX
Aço f
y
= 250 MPa
Eletrodo
E70XX/ E60XX
Aço f
y
= 345 MPa
Eletrodo E70XX
5,0 1,13 1,55 1,13 1,55 0,68 0,93
6,3 1,42 1,96 1,42 1,96 0,85 1,17
8,0 1,80 2,48 1,80 2,48 1,08 1,49
9,5 2,14 2,95 2,14 2,95 1,28 1,77
12,5 2,81 3,88 2,81 3,88 1,69 2,33
16,0 3,60 4,97 3,60 4,97 2,16 2,98
19,0 4,28 5,90 4,28 5,90 2,57 3,54
22,4 5,04 6,96 5,04 6,96 3,02 4,17
25,0 5,63 7,76 5,63 7,76 3,38 4,66
31,5 7,09 9,78 7,09 9,78 4,25 5,87
37,5 8,44 11,64 8,44 11,64 5,06 6,99
50,0 11,25 15,53 11,25 15,53 6,75 9,32

NOTAS:
1 - As resistências de cálculo apresentadas nesta tabela são válidas para juntas pré qualificadas, ver item 4.4.
2 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis. As
solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.




87
TABELA 2.6
FILETE DE SOLDA TRATADO COMO LINHA
FORÇA NA SOLDA

Apresentação

O setor siderúrgico, através do Centro Brasileiro da Construção em Aço - CBCA , tem a satisfação de reeditar, para atender ao universo de profissionais envolvidos com o emprego do aço na construção civil, o presente manual, projeto elaborado originalmente pela Cobrapi – Companhia Brasileira de Projetos Industriais (1987), a pedido da Siderbrás.

Segundo de uma série relacionada à Construção em Aço, este manual insere-se nos objetivos do CBCA, centro dinâmico de serviços com foco exclusivamente técnico, de contribuir para a promoção do uso do aço na construção, atendendo às necessidades de projetistas, fabricantes de estruturas em aço, construtoras, profissionais liberais, arquitetos, engenheiros, professores universitários, estudantes e entidades de classe que se relacionam com a construção em aço.

Reedição impressa em outubro de 2003

ÍNDICE

1. Introdução .........................................................................................................5 2. Ligações ............................................................................................................7 3. Classificação das Ligações ...........................................................................11
3.1 - SEGUNDO À RIGIDEZ .................................................................................................................12 3.2 - SEGUNDO OS MEIOS DE LIGAÇÃO..........................................................................................13 3.3 - SEGUNDO OS ESFORÇOS SOLICITANTES .............................................................................14 3.4 - LIGAÇÕES DE FÁBRICA E DE CAMPO ....................................................................................16

4. Considerações Sobre Soldas ........................................................................17
4.1 – TIPOS DE SOLDA .......................................................................................................................18 4.2 – SOLDAS DE FILETE ...................................................................................................................18 4.3 – SOLDAS DE ENTALHE ..............................................................................................................19 4.4 – TABELAS PARA ESPECIFICAÇÃO DE SOLDA .......................................................................20

5. Considerações Sobre Parafusos...................................................................21
5.1 – PARAFUSOS COMUM E DE ALTA RESISTÊNCIA...................................................................22 5.2 – TRANSMISSÃO DOS ESFORÇOS ATRAVÉS DOS PARAFUSOS ..........................................22 5.3 – MÉTODO DE APERTO: ..............................................................................................................24 5.4 – FUROS PARA PARAFUSOS ......................................................................................................24 5.5 – RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO ..................................................................................................24

6. Exemplos de Cálculo ......................................................................................25
6.1 – LIGAÇÃO DE PEÇA TRACIONADA...........................................................................................26 6.1.1 - CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................26 6.1.2 - VERIFICAÇÃO DAS CANTONEIRAS À TRAÇÃO........................................................................28 6.1.3 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE GUSSET À TRAÇÃO ..................................................................28 6.1.4 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS ..............................................................................................28 6.1.5 - SOLDA DA CHAPA DE GUSSET NA VIGA ..................................................................................30 6.1.6 - COLAPSO POR RASGAMENTO (NBR 8800, 7.5.3.2) .................................................................30 6.1.7 - SOLDA DA ALMA NA VIGA NA REGIÃO PRÓXIMA À CHAPA DE GUSSET. ............................31 6.2 – LIGAÇÃO APARAFUSADA COM CISALHAMENTO EXCÊNTRICO .....................................31 6.2.1 - CONSIDERAÇÕES .......................................................................................................................31 6.2.2 - SOLICITAÇÃO DE PARAFUSOS .................................................................................................33 6.2.3 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS ..............................................................................................34 6.2.4 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE CONEXÃO ..................................................................................34 6.2.5 - VERIFICAÇÃO À FORÇA CORTANTE (NBR 8800, 7.5.3)...........................................................36 6.3 – LIGAÇÃO COM PARAFUSOS TRACIONADOS .....................................................................36 6.3.1 - CONSIDERAÇÃO DO EFEITO DE ALAVANCA ...........................................................................37 6.3.2 - EXEMPLO NUMÉRICO DE LIGAÇÃO COM EFEITO DE ALAVANCA ........................................39
3

6.3.3 - ESFORÇOS NAS MESAS DA VIGA ............................................................................................ 39 6.3.4 - SOLDA DA VIGA COM A CHAPA DE EXTREMIDADE ............................................................... 40 6.3.5 - ESFORÇOS NOS PARAFUSOS .................................................................................................. 42 6.3.6 - VERIFICAÇÃO DA CHAPA DE EXTREMIDADE ......................................................................... 43 6.3.7 - VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS.............................................................................................. 44 6.3.8 - VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES JUNTO À MESA COMPRIMIDA DA VIGA .............................................................................................................................................. 44 6.3.9 - VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES NA COLUNA, JUNTO À MESA TRACIONADA DA VIGA .......................................................................................................................... 45 6.3.10 - VERIFICAÇÃO DA ALMA DA COLUNA AO CISALHAMENTO ................................................. 46 6.3.11 - SOLDA DE COMPOSIÇÃO DA COLUNA .................................................................................. 46 6.4 – LIGAÇÕES FLEXÍVEIS .............................................................................................................. 47 6.4.1 - CONSIDERAÇÕES ...................................................................................................................... 47 6.4.2 - EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE: ...... 50 6.4.3 - EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CHAPA DE EXTREMIDADE:.................... 51 6.5 – LIGAÇÕES RÍGIDAS COM GRUPO DE PARAFUSOS TRACIONADOS ................................. 52 6.5.1 - LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-345 E A-490........................................................................... 55 6.5.2 – LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-307........................................................................................ 55 6.5.3 – CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS ................................................................................................ 55 6.5.4 – EXEMPLO NUMÉRICO ............................................................................................................... 56 6.5.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS ................................................................................................. 56 6.5.6 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS ............................................................................................. 57 6.5.7 – DEMAIS VERIFICAÇÕES............................................................................................................ 57 6.6 – LIGAÇÃO DE NÓS DE TRELIÇA COM COLUNAS................................................................... 58 6.7 – LIGAÇÃO DE EMENDA DE VIGAS ........................................................................................... 62 6.7.1 - CONSIDERAÇÕES ...................................................................................................................... 62 6.7.2 - CÁLCULO DAS ÁREAS DAS TALAS........................................................................................... 64 6.7.3 - PARAFUSOS DAS TALAS DAS MESAS ..................................................................................... 65 6.7.4 - PARAFUSOS DAS TALAS DA ALMA .......................................................................................... 65 6.7.5 - OUTRAS VERIFICAÇÕES ........................................................................................................... 66 6.8 – SOLDA DE COMPOSIÇÃO DE PERFIL SOLDADO ................................................................. 66 6.8.1 – CONSIDERAÇÕES...................................................................................................................... 67 6.8.2 – VERIFICAÇÃO ............................................................................................................................. 67 6.8.3 - VERIFICAÇÕES ADICIONAIS NA VIGA ...................................................................................... 67

4

Capítulo 1 Introdução 5 .

são apresentados nove exemplos de cálculo de ligações comumente encontradas no projeto de estruturas metálicas. além de uma breve introdução sobre ligações. é reproduzida no final do fascículo. uma série de tabelas sobre parafusos e soldas. para perfeito entendimento do mesmo. Também aqui valem as observações feitas anteriormente no fascículo Galpões Para Usos Gerais. 6 . através das sugestões recebidas. também neste trabalho. aprimorar nossas publicações. torna-se necessária a consulta da NBR 8800 durante a leitura. Para facilitar a marcha de cálculo.Introdução Assim como no fascículo anterior. No corpo do trabalho. com relação às unidades utilizadas: • Características geométricas das seções expressas em centímetros (cm) • Forças em quilonewtons (kN) • Momentos fletores em quilonewtons x cm (kNcm) • Tensões em quilonewtons / centímetros quadrados (kN/cm2) Qualquer colaboração que pudermos receber dos leitores será de muita valia para que possamos. Galpões para Usos Gerais.

Capítulo 2 Ligações 7 .

O conceito é amplo. por exemplo. como. 1c) • emenda de viga I (fig. 1d) • ligação flexível de viga I com coluna (fig. 1f) • emenda de coluna (fig. as fundações. 1b) • placa de base (fig. 1g) Fig. admitindo diversidade de situações em que é aplicado: • ligação da alma com mesa em perfil I soldado (fig. 1a) • ligação de coluna com viga de pórtico (fig.Ligações O termo ligação é aplicado a todos os detalhes construtivos que promovam a união de partes da estrutura entre si ou a sua união com elementos externos a ela. 1e) • ligação de peça tracionada (fig. 1: Alguns Tipos de Ligações 8 .

são calculadas através da análise da ligação sujeita às ações multiplicadas pelos coeficientes de ponderação. sejam maiores que as solicitações de cálculo. como os chumbadores. Como meios de ligação são utilizados. 39. de modo geral. Como exemplo. ruptura da parte rosqueada. • parte das peças ligadas envolvidas localmente na ligação. a resistência de cálculo do parafuso A-307. correspondentes aos estados limites em consideração. • chapas de gusset. De acordo com a NBR 8800. os elementos de ligação e os meios de ligação deverão ser dimensionados de forma que as suas resistências de cálculo. As resistências de cálculo. • cantoneiras. são calculadas como uma porcentagem especificada da resistência dos elementos ou meios de ligação a um determinado efeito (o estado limite). parafusos e barras roscadas. principalmente. trabalhando à tração. 9 . As solicitações de cálculo. considerando o estado limite aplicável.2 kN. Vale dizer que a solicitação de cálculo à tração no parafuso (considerando os coeficientes de ponderação) não deverá nunca exceder a esse valor.75 da resistência do parafuso à tração. • placa de base. 1): • enrijecedores. O cálculo de uma ligação significa a verificação de todas as partes que a compõem: os elementos de ligação e os meios de ligação. soldas. • talas de alma e de mesa. Os meios de ligação são os elementos que promovem a união entre as partes da estrutura para formar a ligação. em consideração a esse mesmo estado limite. é 0.As ligações se compõem dos elementos de ligação e dos meios de ligação. Os elementos de ligação são todos os componentes incluídos no conjunto para permitir ou facilitar a transmissão dos esforços (fig. ou seja.

Ligações 10 .

Capítulo 3 Classificação das Ligações 11 .

é responsável pelo comportamento final da estrutura em termos de rotações e deslocamentos. atingir 80 por cento ou mais daquela teoricamente esperada caso a conexão fosse totalmente livre de girar (fig. A ligação é considerada flexível se a rotação relativa entre as partes. . deverá ser conhecida primeiro a relação de dependência entre o momento resistente e a rotação. também as ligações deverão estar convenientemente concebidas e dimensionadas. sob pena da estrutura não se comportar. 1b e 2a). Fig. De acordo com o grau de impedimento da rotação relativa de suas partes. 2b). as ligações são classificadas nos três seguintes tipos: LIGAÇÃO RÍGIDA A ligação é tal que o ângulo entre os elementos estruturais que se interceptam permanece essencialmente o mesmo após o carregamento da estrutura. Isto quer dizer que.1 – SEGUNDO A RIGIDEZ A rigidez das ligações. • nos locais onde a ligação deve permitir a rotação relativa das partes. As ligações semi-rígidas são raramente utilizadas. deverão ser previstos detalhes que efetivamente impeçam a rotação relativa das partes (figs. 2: Ligações Rígida e Flexível LIGAÇÃO SEMI-RÍGIDA Nesse caso a restrição à rotação está entre 20 e 90 por cento daquela teoricamente necessária para evitar qualquer rotação. em termos de deslocamentos e rotações. sujeitas à flexão simples.Classificação das ligações 3. Dessa forma as ligações deverão ser projetadas conforme as hipóteses feitas para os nós das barras na análise estrutural: • nos locais onde foram previstas ligações rígidas. conforme desejado. 1e e 2 b). ou seja. No caso de vigas. por exemplo. LIGAÇÃO FLEXÍVEL Neste caso a restrição à rotação relativa entre os elementos estruturais deve ser tão pequena quanto se consiga obter na prática. com uma restrição à rotação da ordem de 90 por cento ou mais daquela teórica necessária à ocorrência de nenhuma rotação (fig 2a). 12 Para que se possa utilizar a ligação semirígida. devido à dificuldade de se estabelecer esta relação. após o carregamento. sua capacidade de impedir a rotação relativa local das peças ligadas. e não serão abordadas nesse trabalho. além das barras que compõem a estrutura. a ligação flexível transmite apenas a força cortante. os detalhes deverão ser tais que propiciem essa rotação com o mínimo de restrição (figs. Então o momento transmitido através da conexão não é nem zero (ou próximo de zero) como no caso de ligações flexíveis e nem o momento máximo (ou próximo dele) como no caso de conexões rígidas.

Para a viga com carga uniforme temos: • considerando as conexões nas extremidades teoricamente rígidas. compressão e/ou cisalhamento. conforme figura 3. na maioria das vezes. sendo que.Para apresentar graficamente o comportamento dos três tipos de ligação. 3b): • para θ = 0 (ligação teoricamente rígida) M= WL2 12 WL3 24EI • para M = 0 (ligação teoricamente flexível) M= M1 = WL2 12 que é a rotação nos apoios da viga biapoiada. o momento nos apoios e será (fig. 3. o alívio de momento nos apoios será (fig.2 – SEGUNDO OS MEIOS DE LIGAÇÃO • considerando que a ligação não é teoricamente rígida e permite alguma rotação das seções dos apoios (θ). semi-rígidas e flexíveis e também a reta que relaciona momentos e rotações nos apoios para uma viga submetida a carga uniforme. pode ser traçado o diagrama Momento/Rotação para diversas ligações. 3: Comportamento das Ligações Nela estão indicadas as curvas relativas às ligações rígidas. Fig. o cálculo da ligação implica na verificação de grupos de parafusos e de linhas de solda. 3b): M2 = 4EI 2EI 2EI θ− θ= θ L L L • o momento real nos apoios será a soma dos dois valores: M = M1 − M 2 = WL2 2EI − θ 12 L As ligações podem ser soldadas e/ou aparafusadas. Os parafusos devem resistir a esforços de tração e/ou cisalhamento. 13 . ao passo que as soldas devem resistir a tensões de tração.

5b). as ligações podem ser dos seguintes tipos básicos: 14 .Classificação das ligações Fig. • tração ou compressão (fig. 4: Esforços em Parafusos e em Soldas 3.3 . • tração ou compressão com cisalhamento (fig.SEGUNDO OS ESFORÇOS SOLICITANTES • cisalhamento centrado (fig. 5a). • cisalhamento excêntrico (fig. Dependendo dos esforços solicitantes e das posições relativas desses esforços e dos grupos de parafusos ou linhas de solda resistentes. 5d). 5c).

Fig. 5: Esforços Solicitantes na Ligação 15 .

Nas ligações a serem montadas no campo. 16 . anexo M.6. utiliza-se preferencialmente os parafusos à solda.Classificação das ligações Os esforços solicitantes podem ainda ser constantes ao longo da vida útil da ligação (estaticamente aplicados) ou variáveis ao longo dela (dinamicamente aplicados).10 indica as ligações onde devem ser usados solda ou parafuso de alta resistência e aquelas em que podem ser feitas com parafusos comuns ASTM A-307 ou ISO 4. A NBR 8800. item 7.LIGAÇÕES DE FÁBRICA E DE CAMPO Nas ligações de fábrica. o meio de ligação utilizado normalmente é a solda. 3. Para ligações submetidas a esforços variáveis ao longo da vida útil. deverá ser consultada para as verificações adicionais. Neste trabalho serão analisadas apenas as ligações submetidas ao primeiro tipo de esforço. a NBR 8800.1.4 .

Capítulo 4 Considerações Sobre Soldas 17 .

7e). • comprimento efetivo da solda: é o comprimento da linha que liga os pontos médios das gargantas efetivas ao longo do filete (fig. 6.Considerações Sobre Soldas 4.2 – SOLDAS DE FILETE • garganta efetiva: é a distância entre a raiz da solda e o lado externo do triângulo inscrito. Fig.4 (garganta efetiva na combinação de solda de filete com solda de penetração parcial). limitações das soldas de filete e outras. As aplicações das disposições da NBR 8800 serão mostradas nos exemplos de projeto de ligações a serem analisados. 4. tais como compatibilidade entre o metal da solda e o metal base. medidos nas faces de fusão. do maior triângulo inscrito dentro da seção transversal da solda. exceção feita aos itens 2. conforme as figuras 7b e 7c.1-82. Normalmente os dois lados do triângulo são iguais. 18 .3. 6 Tipos Principais de Cordões de Solda De acordo com a NBR 8800 os processos de soldagem e as técnicas de execução de estruturas soldadas devem ser conforme o “Structural Welding Code” AWS D1. que estão indicados na Fig. igual à garganta efetiva multiplicada pelo comprimento efetivo (fig. 7): • face de fusão: região da superfície original do metal base onde ocorreu a fusão do metal base e do metal da solda (fig. igual à perna do filete multiplicada pelo comprimento efetivo. Assim na figura 7b é especificado um filete com a perna de 4mm. Aw: é a área considerada como resistência da solda. • disposições de projeto: para maiores detalhes quanto às considerações de projeto de soldas de filete. 2. • área teórica da face de fusão. O filete de solda é especificado através da dimensão de sua perna. AMB: é a área considerada como de resistência no metal base junto à solda. a NBR 8800 deverá ser consultada. 7e). • área efetiva. 7a) • raiz da solda: linha comum às duas faces de fusão (fig 7a) • perna do filete: menor dos lados. resistências de cálculo de soldas. Para as soldas de filete são feitas as seguintes definições (fig. da American Welding Society.5 (solda de penetração parcial sujeita a tensão normal ao longo de seu eixo longitudinal) e seção 9 (projeto de pontes novas).1 – TIPOS DE SOLDA Os principais tipos de cordões de solda utilizados na ligação são os de filete e os de entalhe de penetração total ou parcial.

8a e 8b). 19 . As soldas de entalhe de penetração total (ou parcial) são utilizadas quando se deseja manter a continuidade total (ou parcial) da espessura A solda de filete é geralmente mais do elemento conectado para a transmissão do econômica que a de entalhe por não necessitar esforço através da ligação ou quando. 7: Soldas de Filete questões construtivas.3 – SOLDAS DE ENTALHE puder ser empregada (figs.Fig. a solda de filete não 4. por do trabalho de chanfro nas chapas.

tais como limitações aplicáveis. VOL III.Considerações Sobre Soldas As seguintes definições e notações feitas para as soldas de entalhe (fig 8c): α S f r = ângulo do chanfro = profundidade do chanfro = nariz do chanfro = raio do chanfro R = abertura da raiz • garganta efetiva: a garganta efetiva de uma solda de entalhe de penetração total é a menor espessura das chapas conectadas. deve coincidir com a largura da peça ligada. apresenta uma série de tabelas contendo a simbologia de soldagem. • área efetiva: é o produto da garganta efetiva pelo comprimento efetivo. quando os materiais e os procedimentos utilizados forem conforme a AWS D.1. no caso da solda de entalhe. 8: Soldas de Entalhe 4. que são isentas de testes e certificados de garantia de qualidade. o MANUAL BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA.1. exemplos de soldas e as juntas soldadas pré-qualificadas. 20 . • disposições de projeto: para demais considerações de projeto. a NBR 8800 deverá ser consultada. Fig. a NBR 8800 deverá ser consultada. para soldas de penetração parcial. resistências de cálculo etc. • comprimento efetivo: é o comprimento real da solda que.4 – TABELAS PARA ESPECIFICAÇÃO DE SOLDA Visando facilitar o projeto das ligações soldadas.

Capítulo 5 Considerações Sobre Parafusos 21 .

10a e 10b). devido à pressão entre as partes ligadas. o esforço de tração é absorvido no sistema através da diminuição de pressão do cilindro e pequeno aumento de tração no parafuso (fig. nas chamadas ligações por atrito. 22 . as superfícies de contato das chapas ficam firmemente pressionadas umas contra as outras através dos “cones de pressão” (fig 10-a) Simplificadamente ele pode ser considerado como um cilindro de pressão. na seção 7. é demonstrado que o esforço de protensão no  α  parafuso é acrescido de   (P) enquanto o 1+ α  cilindro de pressão tem sua pressão reduzida  1  por uma força igual a   (P) . Os parafusos de alta resistência são usados em ligações de mais responsabilidade enquanto os comuns são utilizados em ligações não estruturais ou secundárias. o mecanismo de transmissão de esforços é tal que. o acréscimo de tração no parafuso é bem inferior à força que reduz a pressão no cilindro. Os esforços de cisalhamento nas ligações com parafusos de alta resistência são transmitidos ou por atrito. altamente comprimidas. com o parafuso no centro. Os parafusos comuns são montados sem especificação de torque de montagem e não requerem aqueles cuidados especiais. Para valores das protensões de montagem dos parafusos ver a tabela 19 da NBR 8800 reproduzida no anexo (tabela 1. por questões de elasticidade e pela grande área do cilindro de pressão e pequena área do parafuso. 10c). ou por contato do corpo do parafuso com as paredes do furo.1). constituído por regiões circulares das chapas. especifica a aplicabilidade dos parafusos de acordo com a ligação. devido ao deslizamento entre as chapas ligadas (fig. Dessa forma. 9).2 – TRANSMISSÃO DOS ATRAVÉS DOS PARAFUSOS ESFORÇOS Fig 9 Transmissão dos Esforços em Parafusos Comuns Nos parafusos de alta resistência.Considerações Sobre Parafusos 5. A NBR 8800. altamente tracionado (figs. Sendo α’ a relação entre a área do parafuso e a área do cilindro de pressão e P o esforço externo de tração aplicado na ligação.  1+ α  Como α é um valor pequeno. 5. montados com protensão.1– PARAFUSOS COMUM E DE ALTA RESISTÊNCIA Os parafusos utilizados nas construções metálicas são normalmente o comum (sendo o mais utilizado o ASTM A-307) e os de alta resistência (especialmente o ASTM A-325 e o ASTM A-490). com cisalhamento do Nos parafusos comuns os esforços de tração são transmitidos diretamente através de tração no corpo do parafuso e os esforços de cisalhamento são transmitidos por cisalhamento do corpo do parafuso e o contato de sua superfície lateral com a face do furo. Os parafusos de alta resistência são montados com protensão (torque especificado de montagem) e requerem cuidados especiais com relação às arruelas e ao acabamento das superfícies em contato das partes ligadas.10.1.

as duas formas de transmissão de esforço não podem ser superpostas. em função do carregamento. ao longo da vida útil: • a ligação por contato é indicada para carregamentos predominantemente estáticos. A tabela 15 da NBR 8800 apresenta as condições das superfícies parafusadas para que a ligação possa ser considerada por atrito bem como apresenta os correspondentes coeficientes de atrito para essa consideração. De acordo com a NBR 8800. • a ligação por atrito é indicada para carregamentos dinâmicos e para os casos em que qualquer deslizamento entre as partes ligadas possa afetar o comportamento previsto para a estrutura. onde o eventual deslizamento entre as partes ligadas não afeta a vida útil dos parafusos e da própria ligação e nem o comportamento global da estrutura. nas chamadas ligações por contato. A diferença entre elas está no acabamento exigido para as superfícies de deslizamento das chapas e no desempenho.corpo do parafuso. A protensão dada quando da montagem dos parafusos é a mesma para ligações por atrito e por contato. sendo a resistência última do parafuso independente do atrito entre as partes. 23 .

tratando-se de estados limites últimos. Informações complementares sobre o projeto de ligações utilizando a NBR 8800. ou diâmetro do parafuso mais 1/16”. Para dimensões e usos dos demais furos a NBR 8800. O tipo mais usual. esta deve ser multiplicada por 0. alargado.2.3. exceto que. se o efeito da carga permanente for favorável. ver item 7. o rasgamento entre os furos e entre o furo e a borda da chapa (fig. deverá ser consultada. Para outros estados limites aplicáveis e as resistências de cálculo correspondentes. que são aquelas afetadas do coeficiente γ de ponderação das ações.3 • resistência à pressão de contato: item 7. conforme se segue: Ligação por contato e por atrito: • resistência à tração: item 7.2. 5.4. todas as verificações deverão ser feitas para as solicitações de cálculo.5 – RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO As resistências cálculo dos parafusos são indicadas na NBR 8800.4.7 da NBR 8800.5.2. serão obtidas no capítulo VIII do livro “Elementos das Estruturas de Aço” de Gilson Queiroz. pouco alongado e muito alongado. além dos parafusos. deverão ser verificados o esmagamento do furo. 11).3. e que será abordado aqui. nos exemplos de cálculo. 11: Verificação na Chapa Devido à Presença de Furos 5.2.3.4. A verificação das ligações será mostrada. Para efeito de cálculo.75. para alguns casos usuais. no caso de parafuso milimétrico. Para métodos de aperto dos parafusos de alta resistência. com diâmetro igual ao diâmetro do parafuso mais 1. No caso da ligação por atrito deverá ser verificada adicionalmente a resistência ao deslizamento para ações nominais nos parafusos (sem o coeficiente γ) por ser este um estado limite de utilização. Nas resistências de cálculo é parafuso. ver a NBR 8800.5mm.2. 10 – Transmissão dos Esforços Através do Parafuso de Alta Resistência Em ambas as ligações.3. no caso de parafuso em polegada. 5.Considerações Sobre Parafusos Fig. Ligação por atrito: • força cortante combinada ou não com tração: item 7. 4 levada em conta a redução devida à rosca. inspeção das juntas aparafusadas e considerações de ordem geral.2. 24 . é o padrão.3. as tensões atuantes de tração e cisalhamento nos parafusos são determinadas com base na área nominal do πd2 . item 7.3.4 – FUROS PARA OS PARAFUSOS A NBR 8800 prevê quatro tipos de furos para parafusos: padrão. • resistência à força cortante: item 7. • resistência à tração e força cortante combinadas: item 7.3 – MÉTODOS DE APERTO: Fig.

Capítulo 6 Exemplos de Cálculo 25 .

fy = 25 kN/cm2. Outras ligações. O esforço indicado é a solicitação de cálculo (incluindo o coeficiente de segurança).7. 26 .1 – CONSIDERAÇÕES O esforço de tração atua centrado em relação ao grupo de parafusos. através da utilização apropriada da NBR 8800. 6. 6. são comumente encontrados no projeto de estruturas metálicas. Dessa forma. Serão analisados detidamente. ou mesmo de programas de computador. fu = 40 kN/cm2 eletrodos de solda E70-XX parafusos ASTM A 325. é sensivelmente reduzido. com base no conhecimento e na experiência anterior e pela utilização de tabelas de ligações padronizadas. mostrados a seguir. a pequena excentricidade existente entre o eixo principal das cantoneiras e a linha de furação das abas é normalmente desconsiderada no cálculo. Na prática o dimensionamento das ligações é simplificado. (fig.1. não cobertas pelos exemplos.1 – LIGAÇÃO DE PEÇA TRACIONADA Calcular a ligação mostrada na figura 12.Exemplos de Cálculo Os exemplos de cálculo de ligações. deverão ser analisadas de maneira semelhante. aço ASTM A36. tanto na verificação dos elementos quanto dos meios de ligação.1. d = 19mm (3/4”) conexão por contato carga de 200 kN estaticamente aplicada. 12b) (NBR 8800 – 7.2). o trabalho das extensas verificações mostradas nos exemplos a seguir. através da redução do número de verificações.

Fig. 12: Ligação de Peça Tracionada 27 .

9 cm. 5.0cm2 (área bruta das duas cantoneiras.79 + 0.79 = 9.9 mm. o seu diâmetro é considerado 2mm maior. 432kN: as cantoneiras passam com folga à tração. para todas as barras com ligações aparafusadas com dois parafusos na direção da solicitação: Ae = 0. por ser menor.1.1.4 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS c) estados limites (NBR 8800.3) φtAgfy.3 – VERIFICAÇÃO DA GUSSET À TRAÇÃO a) cálculo das áreas CHAPA DE - diâmetro do furo: diâmetro do parafuso + 1. conforme NBR 8800.75..2 x 40 = 432kN. que governa a verificação por ser menor.6 = 20.6 = 7. considerando-se que toda a área do gusset seja efetiva à tração na seção bruta.06 + 0. 7.3) Ae = Ct x An Ct = 0.escoamento da seção bruta: Deverá ser analisada a resistência do parafuso ao corte e à pressão de contato: a) corte do parafuso (NBR 8800.4 cm < 5 x 1.9 x 16 x 25 = 360 kN ruptura da seção líquida efetiva: φt x Ae x Fu = 0.3) . 7. ok 28 .9 x 23. 5.3): d) verificação: a solicitação de cálculo é 200 kN.8 = 16 cm2.1.5 kN .8 = 14.3. 5. valor menor que a resistência de cálculo afetada do coeficiente de segurança.2 cm2 - largura bruta da cantoneira (NBR 8800.Exemplos de Cálculo 6.2.6mm= = 19 + 1.06 + 0.5).1.1): deverá ser descontada 1 vez a espessura da cantoneira. 5.1.6mm (NBR 8800.75 x 2 x 7.79 + 0.4 cm área líquida da cantoneira. 2 x 7. 5.4-(2.6). - verificação da pega: a soma das espessuras das duas abas da cantoneira com a do gusset deve ser menor que 5 d (NBR 8800.ruptura da seção líquida efetiva: φtAgfu = 0.75 x 9.2)]0.0 x 25 = 517.2.79 = 14. 7. então: φtAgfy = 0.2: An = [14. 6.1.5 = 23.2)]0.6cm2 - b) estados limites: - - escoamento da seção bruta φt x Ag x fy = 0. An: no cálculo de An deve ser descontada a área do furo.3.1.8 = 2.75 x 14.6 – 0. Ag = 20 x 0. b) cálculo da área líquida efetiva (NBR 8800. com Ag = 2 x 11. a aba da cantoneira é 76mm.1.1.1.2 – VERIFICAÇÃO DAS CANTONEIRAS À TRAÇÃO a) verificação da esbeltez: será considerado que a esbeltez do conjunto de cantoneiras já foi verificada e é menor que 300. 6.1. tabela 16) - área bruta da chapa de gusset.2 cm2 c) verificação: 200kN < 360kN. ok.2. - área líquida efetiva Ae: (NBR 8800 5. número máximo para peças tracionadas (NBR 8800. 0. área líquida: An = [20 – (2.2 x 40 = 426kN O primeiro valor governa a verificação.

para parafusos ASTM A 325.52 x 40 = 109 kN.7 x 1.8): deve ser menor que 12 vezes a espessura da cantoneira (12 x 7. 7.42 x Ap x fu.5 = 3.19 kN.75 Rn com Rn = αAbfu - ∴ será usado α = 2. Ab= área efetiva para pressão de contato (NBR 8800. conforme fig.9 = 5.7 d (NBR 8800. conforme tabela 13 α= 4.6): 2. com e α =   − η 2 ≤ 2.0kN. 1.3.5. distância entre centros de furos d = 1.8 = 1. tabela 23 NBR 8800.9 4 4 área bruta do parafuso que pode ser retirada diretamente da tabela 1.5 = 64.84 cm 2 . pressão de contato com rasgamento entre dois furos consecutivos (NBR 8800. para furo padrão. 7. um para cada cantoneira.42 x 2.4.5kN/cm .3.4 pressão de contato para rasgamento entre furo e borda: idem fórmula anterior.4 cm 1.65. distância máxima à borda (NBR 8800. 12. para furo padrão.84 x 82.52cm2 fu = 40kN/cm2 para o ASTM A-36. com: φv = 0. o que realmente acontece: 45 < 94.2.4 x1.0cm.65 x 0. do calculado 29 .1. ok.1) Ab = 1.8 e 45 < 150. fu = 82. então.4) φRn = 0. com : d s = 7.9 a verificação será feita para os furos na chapa de gusset que é crítica com relação às cantoneiras. borda cortada com serra.4 mm.3. por parafuso b) resistência à pressão de contato nos furos (NBR 8800.9 = 2.8mm) e que 150mm. φRn = φ α Ab fu = = 0. conforme tabela 13 da NBR 8800. ele deve ser usado. d = 19 mm.1 cm < 7cm.b): com d = ¾”.4. para um parafuso.2 deste trabalho. parafuso ASTM A 325 e rosca situada no plano de corte: φv Rnv = 64.4) 2 ∴ α = 2.- resistência do parafuso ao corte: φvRnv = φv x 0. diâmetro do parafuso η1= 0.5cm. As resistências de cálculo do parafuso ao corte e esmagamento podem ser obtidas diretamente das tabelas reproduzidas nesta publicação: resistência ao corte (tabela 1. ok distância do centro de furos padrão à borda: tabela 18 NBR 8800.3.9 x 0. como esse valor é menor que o anteriormente achado para a resistência ao corte.9 = 94.4. α= 7 − 0. 7. α= s − 2 ≤ 2.9cm. planos de corte da ligação passando 2 2 pela rosca e A p = π d = π × 1.5 − 0 = 2. 7. para o ASTM A 325 com d ≤ 25. valor próximo anteriormente. a distância mínima é de 32 mm. disposições construtivas (válida para as cantoneiras e chapas de gusset): distância entre centros de furos padrão maior que 2. 64kN. φvRnv = 0.4.3. a resistência ao corte será: 64 x 2 = 128kN. distância entre a linha de centro do furo e a borda da capa η2= 0. que trabalham em conjunto.4  d e = 4. como são dois planos de corte para os parafusos.2. menor que 45 mm. 7.75 x 2.2 que deve ser ≤ 2. 126 kN.

será de filete. 10.8 kN/cm. igual a 0.Exemplos de Cálculo resistência à pressão de contato (tabelas 1. No caso a solda será solicitada apenas pela força de tração de 200 kN. 6. a resistência do cordão é 1.5 kN/cm2.6 – COLAPSO POR RASGAMENTO (NBR 8800. FW = 48. verificação: como são dois parafusos resistindo ao esforço de 200 kN.707 cm2 para 1 cm de cordão de 8 mm de perna. NBR 8800) a verificação é feita comparando a resultante vetorial de forças. De acordo com a tabela II da NBR 8800. 2 × 20 5 kN/cm < 10.8 kN/cm ∴ o dimensionamento da solda está folgado. 6.5 = = 12. 7e) igual a 0.3. b) solicitação da solda: de acordo com a NBR 8800. conforme os dois estados limites: escoamento do metal base: φRn = 0.8 x 1.5 – SOLDA DA CHAPA DE GUSSET NA VIGA a) solda mínima: c) estados limites (tabela 18. menor que 109 kN. φRn = 13.3).6 x Aw x FW Aw = área efetiva da solda (fig. Resistências de Cálculo φRn por Milímetro de Filete de Solda (kN/mm) reproduzida nesta publicação.08 kN/mm ou 10. o esforço por parafuso é 100 kN. a espessura mínima para a solda de filete.8 kN/cm. 7. 109 kN.9 x 0. reproduzida nesta publicação (tabela (2.50 x 8 = 108.1. Este valor pode ser obtido diretamente da tabela 2. d) verificação: a solda da chapa de gusset na mesa da viga.707 x 48. φRn = 0. A espessura mínima para a solda de filete será função da chapa mais espessa a ser soldada. considerando os dois filetes de 200 mm.8 x 1 x 0. com a resistência do filete ao cisalhamento. mas terá que ser usado o filete de 8 mm como solda mínima para a chapa de 25 mm.8 x 25 = 10.75 x 0. no caso a espessura da mesa.6 x AMB x fy AMB = área teórica da face de fusão.6 x 0. eletrodo E70XX e filete de 8 mm.0 x 0.72 x 8 = 109.5. fy = 25 kN/cm2 para o ASTM A-36 φRn = 0.4.75 x 0.6 x 0. com e = 45mm.1.5.76kN para rasgamento entre furo e borda.9 x 0. a força na solda por cm de filete é 200 = 5kN / cm de filete.0kN que é o menor valor e coincide com o valor calculado anteriormente. no caso de chapa de 25 mm é 8mm ∴serão usados filetes de 8 mm conforme indicado na fig. com s = 70 mm: φRn = 13. conforme visto anteriormente.3 kN/cm a verificação será feita para o menor dos dois valores de φRn. conforme calculado anteriormente. 25 mm. parafusos d= ¾” e a espessura da chapa de gusset de 8 mm: para rasgamento entre dois furos.8 kN/cm ruptura do metal da solda: φRn = 0. Para aço com fy = 250 MPa. tabela 9 NBR 8800. resistência do metal da solda para o E70.2) 30 .8 x 1 cm2 para um filete de 8 mm de perna e comprimento 1 cm. 12. a “solicitação de cálculo é igual à resultante vetorial de todas as forças que produzam tensões normais ou de cisalhamento na superfície de contato das partes ligadas”.a e b) considerando o aço ASTM A36.

o esforço localizado de 200 kN aplicado pelo gusset.06 cm (3. aço ASTM A-36 eletrodo de solda E70-XX parafusos ASTM A-325. d = 7/8” conexão por atrito 6.5 kN / cm 2 . ok 8. ok 17.8 = 17. a seguir aplicado: Os esforços nos parafusos são obtidos pela superposição dos dois efeitos: a) esforço vertical de 110 kN atuando no centro de gravidade do conjunto.5 – 2 x 2.79 = 8. descontando também os dois furos: (10 + 11.2 A solda da alma na mesa deverá resistir.36cm2 então 100 = 12.6 x 40 = 18 kN/cm2 escoamento: 6. 100 = 8. NA DE φRn = 0. 12c. área bruta de rasgamento (10 + 11.75 x 0.4 kN / cm 2 < 18 kN / cm 2 .6 x fu = 0.36 • solicitações de rasgamento na chapa de gusset. originando esforço de cisalhamento igual nos seis parafusos (figura 13b).6 área líquida de rasgamento.5 – 2 x 2.9 φRn = 0.6kN / cm 2 < 13.62kN / cm 2 < 13.5) x 0.9 x 0. considerando a força para cada cantoneira.2cm2 então.9 cm2 então 200 = 14.1 – CONSIDERAÇÕES O método usual de dimensionamento de ligações com cisalhamento excêntrico é o elástico.As possibilidades de colapso por rasgamento nas cantoneiras e na chapa de gusset estão indicadas na fig.6 x fy = 0. ok 11. além dos esforços de cisalhamento provenientes do carregamento da viga.6 cm2 então. 31 . considerando a força de cálculo de 200 kN para o gusset: 200 = 11. ok 13.75 x 0.2 – LIGAÇÃO APARAFUSADA CISALHAMENTO EXCÊNTRICO COM Calcular a ligação mostrada na figura 13.2 + 11.79 = 11.9 x 0.5kN / cm 2 .7 – SOLDA DA ALMA NA VIGA REGIÃO PRÓXIMA À CHAPA GUSSET. 100 kN. 6.0kN / cm 2 < 18kN / cm 2 .1. • estados limites: deverão ser considerados a ruptura por cisalhamento para a área líquida de rasgamento e escoamento por cisalhamento para área bruta de rasgamento: ruptura: - área líquida de rasgamento.2.2 + 11.06)0.06)0. No exemplo foi admitido que essa solda resiste a essas solicitações.8 = 13.5 kN/cm2 • solicitações de rasgamento na cantoneira (considerando as áreas de tração como de cisalhamento): área bruta de rasgamento: (3.6 x 25 = = 13. descontando os dois furos para parafuso d = ¾”: ¾ + 1/16” = 2.5)0. O esforço indicado é a solicitação de cálculo (incluindo o coeficiente de segurança).

Exemplos de Cálculo 32 .

5 cm - 2 R = 36.8 × 65 = = 31.Fig. As componentes de FM são: Horizontal: FM × 75 47. 2310 × 9.0 = 2310 kNcm momento polar de inércia do conjunto de parafusos. conforme fig 13. 13 Ligação Aparafusada com Cisalhamento Excêntrico b) momento torçor cisalhando o conjunto de parafusos.5 + 7. 6. perpendicular 478.5 2 2 2 2 2 2 )= resultante no parafuso: = 478.3 ) = 61. distância do parafuso ao CG do conjunto.4kN 99 99 ∑ r = ∑ (x + y ) = = 4(6. os parafusos mais solicitados são os dois extremos do lado da carga de 110 kN. do conjunto de parafusos ao parafuso considerado. admitindo-se as seguintes hipóteses: as placas da ligação são perfeitamente rígidas e os parafusos perfeitamente elásticos.4 + 18. esforço resultante no parafuso: considerando os esforços FM e Fv.9 cm.2kN 99 99 a) devido ao esforço vertical: Fv = 110 = 18.5 ao raio r conforme figura 13. Surgem as forças FM indicadas na fig. a rotação da ligação produz deformação por cisalhamento nos parafusos que são proporcionais e normais ao raio que vai do C.G. 13a): 33 . 13 (b). considerando que eles tenham área unitária: Vertical: FM × 65 47.2 – SOLICITAÇÃO DE PARAFUSOS FM = ∑r M× r 2 - r = 9.9 FM = = 47.2.8 kN .3kN 6 b) devido ao momento: M = 110 x e = 110 x 21.2 2 + (31.5 ) + 2(6.8 × 75 = = 36.5 kN 2 esforço no parafuso mais solicitado pelo momento: os quatros parafusos mais distantes do CG são os mais solicitados (fig.

conforme tabela 15 – NBR 8800. verificação: a solicitação nominal de cálculo. que ainda é menor.3. Conforme visto anteriormente. considerando as tabelas 1.4. 7.3. φvRnv = 1.3. inexistente no caso. o esforço no parafuso a ser considerado é o nominal.3) verificação da pega (NBR 8800. ok. T = 0. 7.3.38kN. resistência do parafuso ao corte: pela tabela 1. c) resistência ao deslizamento (NBR 8800. pois o parafuso é submetido apenas ao cisalhamento. φRn = 12.28 e ξ = 1. parafusos d = 7/8” e espessura de chapa de 12.4 A resistência ao deslizamento deverá ser: (NBR 8800.5 mm. a tabela 1 da NBR 8800 pode ser usada. Para ASTM A-325 e d = 7/8” o valor é 48. conforme anteriormente calculado. ξ = 1. φRn = 12. 7.5 mm. com φv = 1 Tb = 173 kN para parafuso com d = 7/8”.5 mm. ok.5 x 15 = 187. 13c. .2. força de tração no parafuso. igual ao esforço de protensão na montagem do parafuso. ela deverá ser verificada também ao efeito de deslizamento.3 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS a) corte do parafuso (NBR 8800.38 kN.9 kN 1.5kN.5. que esse Como aproximação para verificação da flambagem local da chapa. 61.9 kN.a e b para AÇO ASTM A-36. b) resistência à pressão de contato nos furos (NBR 8800. para rasgamento de contato entre dois furos. com s = 75 mm. 43.4 – VERIFICAÇÃO CONEXÃO DA CHAPA DE - - - • flambagem local da chapa: em geral o detalhe construtivo da ligação é projetado de modo a impedir a flambagem local da chapa. a solicitação nominal do parafuso será: 61. considerando parafuso ASTM A-325 com d = 7/8” e a rosca situada no plano de corte. a resistência à pressão de contato é.5 + 25 = 37.2.2 = 112.5 = 43. onde estão indicados os valores de φvRnv para parafusos ASTM A-325 e A-490 submetidos apenas ao cisalhamento e com µ = 0. que é o menor dos dois valores. como este é um estado limite de utilização. 34 admitindo que o coeficiente γ de ponderação das ações seja 1.6. 7.1).3. também reproduzida neste trabalho (tabela 1. é menor que 5 x d = 5 x 22.5) espessura da chapa da ligação mais espessura da mesa da coluna = 12. Então. sendo o dimensionamento governado pelo valor anteriormente achado. conforme tabela 19 – NBR 8800.2.28 x 1(173) = 48. verificação: a solicitação de cálculo no parafuso. coeficiente de atrito para superfícies laminadas e limpas de óleo e graxa. mostrada na fig.4.2): como a ligação é por atrito.2) φvRnv = φvµξ (Tb – T). fator de redução para furo padrão. é menor que a resistência ao deslizamento e a conexão fica verificada a este efeito. 7.b. µ = 0. φvRnv = 87.3. a resistência ao corte é: φvRnv = 87.2.44kN. 87.3.4) o cálculo será feito para a chapa da ligação que é menos espessa que a mesa da coluna e tem as mesmas distâncias entre centros de furos e bordas.Exemplos de Cálculo 6.38 kN.0 x 0.5 kN é menor que a resistência de cálculo. No caso será considerado impedimento não existe.28. 6.4 kN Este valor pode ser achado diretamente na tabela 1.5 x 16 = 200kN para rasgamento entre furo e borda com e = 50 mm .

2 + 0.25 x 27 = 33. ela será analisada como uma viga de seção retangular fletida com relação ao eixo de maior inércia. no caso de balanço: Lr = 1.5 = = 11.6 cm 4 3 h = 145mm.5 2 = 12 Cb = 1.13 Ery M pl Zf y IT × A = IT × A = 0.5.0cm < Lr = 112.95 C b E ry Wx fy IT A = IT A momento de inércia da seção segundo X.5mm. ok t 1.25 3 = 4.5 área da seção: A = 1.56 cm momento de inércia da seção segundo y: Iy = 27 × 1.2 < Lb = 29.13 × E × ry 0. 5.6 × 33.56 × 7.3 cm comparação de Lb com Lp e Lr: como a chapa não é contida lateralmente na extremidade em que atua a carga. Lb será tomado igual a duas vezes a largura h. descontados os furos: z= 27 2 × 1.2 x 7.25 3 = 17.2cm - valor de Lr .36 17.95 × 1× 20500 × 0.1.2) 2. Características da seção da chapa: diâmetro efetivo do furo (NBR 8800.16 + 0. do lado da segurança: Ix = 1. h 14.25 • verificação da chapa à flexão A fig.95 C b E ry Mr 1. comprimento do trecho sem contenção lateral. 13a).39 cm 4 12 - módulo resistente plástico. t = 12.Deverá ser A-36. por exemplo um perfil [. 5. A seção da chapa considerada é a que contém a 1ª coluna de parafusos (fig. conforme NBR 8800.36 cm 35 . espessura da chapa.1.13 × 20500 × 0.56 = 4 = 180.25 x 2.36 17. Se no lugar da chapa de ligação for utilizado. comprimento destravado limite para que ocorra a plastificação da seção: Lp = = = 0.6 × 33. dependendo da solicitação de cálculo. pode ser dispensada a verificação à flexão.0 × 25 = 5.8 125 × 25 ( ) = 112. correspondente ao momento Mr: Lr = = 1. h E ≤ 0.8 180.4.0cm3 valor de Lp. Lb = 14.8cm2 raio de giração segundo y: ry = Iy A = 0.25 × 2.6 < 16 .55 = 16 para o aço t fy - momento de inércia à torção IT = 27 × 1. descontando integralmente os furos. 13c mostra o efeito da flexão na chapa.5 x 1.25 × 27 3 − 2 1.25 . distância da borda livre da chapa à 1ª coluna de parafusos.5 x 2 = 29 cm Lp = 5.3 = 1690 cm4 módulo resistente elástico: Wx = 1690 = 125 cm 3 13.2 = 2.

67 (27 x 1.6 cm2 • área líquida efetiva de cisalhamento na seção que contém os furos: serão descontados os furos.6 = 23.6 x fu = 0.7 cm2 Nas ligações com parafusos de alta resistência submetidos à tração. Este efeito consiste no acréscimo de tração no parafuso e um efeito adicional de flexão na chapa de ligação devido à restrição da deformação desta chapa.67 x 27 x 1.7 • resistências de cálculo ao cisalhamento: na seção que não contém os furos: φRn = 0.6 x 25 = = 13.3) Não há problema de flambagem da chapa devido à força cortante porque o valor de h/t < 16.6: 0. considerando o diâmetro nominal dos mesmos (NBR 8800.75 x 0.2 verificação: solicitação de cálculo: Md = Vd x 14.75 x 0.67 x Ag = 0.2.9 kN / cm 2 22.5.5 – VERIFICAÇÃO À FORÇA CORTANTE (NBR 8800. deverá ser feita a verificação de flexão da chapa aparafusada e dos parafusos levando em conta o “efeito alavanca”.9 x 0. 5.67Ag = 0.25 x 2. • área líquida efetiva de cisalhamento na seção da chapa que não contém os furos (NBR 8800. conforme fig.1.36) = = 16. 6. φbMn = 0.4): 0.9 x 0. 14.6 kN / cm 2 16.25 – 3 x 1. 7.4 kNcm 112.6 • solicitação de cálculo na seção da chapa que contém os furos: 110 = 6.2 x25) = 4194.4) 22 + 1.Exemplos de Cálculo momento resistente Mn = Mpl − (Mpl − Mr ) Lb − Lp Lr − Lp • solicitação de cálculo na seção da chapa que não contém os furos: 110 = 4.25 = 22.3 – LIGAÇÃO COM TRACIONADOS PARAFUSOS Mn = Zf y − Zf y − W x f y ( )L L b r − Lp − Lp Mn = 180 x 25 – (180 x 25 – 125 x 29 − 5. Md < φbMn. 5. 36 .1.5 = 1595 kNcm.1.5 = 110 x 14.9 x 4194.6 x fy = 0. ok 6.1.6 x 40 = = 18 kN/cm2 • verificação: as solicitações de cálculo são menores que as respectivas resistências de cálculo ∴ a chapa está verificada à força cortante.4 = 3775 kNcm.5 kN/cm2 na seção que contém os furos: φRn = 0.3 − 5.

conforme definido a seguir (grandeza p na fig.25 p fy = 5. conforme fig. 6. conforme figura 15: • largura tributária para cada parafuso: soma das duas larguras efetivas de resistência da chapa.9 x 1.25 Wfy (que é menor que Zfy = pt 2 fy ): 4 então a resistência de cálculo é: pt 2 f y t2 Mα = φbMn = 0.4. 14 Efeito de Alavanca Se a chapa é espessa. A outra parte da ligação impede a deformação das extremidades da chapa. diferentemente do que acontece com chapas menos espessas. ela praticamente não apresenta deformação por flexão sob ação da carga (fig. que tendem a se deformar sob a ação daquela carga. de cada lado do parafuso. que induz flexão na chapa de ligação. 15): 37 .1 a resistência nominal à flexão da chapa será dada por 1. originando o aparecimento da força adicional Q de tração nos parafusos. 14c.Fig. 14b.1 – CONSIDERAÇÃO ALAVANCA DO EFEITO DE - largura efetiva entre dois parafusos: o menor dos dois valores: e1/2 ou (b+ d ) 2 - largura efetiva entre o parafuso externo e a extremidade da chapa: o menor dos dois valores: e2 ou (b+ d ) 2 • resistência de cálculo à flexão da chapa na seção αα: de acordo com a NBR 8800.3.1. conforme a fig. 5. 14a).33 6 São definidas as seguintes grandezas para análise do efeito de alavanca.3.

há o efeito de Tb'−M α alavanca no parafuso.Mα 38 . nesse caso o dimensionamento será governado pelos parafusos. havendo folga na espessura da mesa.7. M2 = Q (a + 0. os valores da espessura mínima de chapa (correspondente a α = 1) e o da espessura máxima (correspondente a α = 0). Para α < 0 não haverá o efeito de alavanca.25 b nos cálculos.Exemplos de Cálculo • distância da linha de centro do parafuso à extremidade da chapa. Para 0 < α < 1. • condição de resistência: M2 ≤ δMα. a' Ao mesmo tempo a espessura da mesa é mais adequada. 15a: Mα = (T + Q)b’ – Q(a’ + b’) = T b’ . pelo diagrama de momentos da fig. dimensão “a” e distância à alma do T da ligação. por outro lado. que é a faixa usual de dimensionamento. dimensão b. de onde se define a grandeza α como relação entre o momento fletor de cálculo e a resistência ao momento fletor na seção ββ: α= M2 ≤1 δMα de onde se tira o valor de α: α= pt 2 f y Tb'−M α ≤ 1. A NBR 8800. com as espessuras de tmin e tmáx indicadas na tabela 1. sendo pois inaceitável. existe o efeito de alavanca. Caso se tenha a > 1. deve ser usado a = 1.25b.0 com Mα = δM α 5. mas a espessura da chapa é insuficiente. com o desenvolvimento parcial de sua resistência de cálculo. dado por Q = .33 O predimensionamento da espessura da chapa e as escolhas do diâmetro do parafuso e da geometria da ligação ficam facilitados pela utilização da tabela 1. em ligação com aço ASTM A-36. • momento na seção ββ da chapa: a seção ββ é considerada deslocada de d/2 a partir do centro do furo na direção da seção αα. onde “α” é o diâmetro do parafuso.5d) = Qa’ • o momento fletor Mα age na largura p de chapa. Ela representa para diversos valores de “p” e ‘b” e para vários diâmetros de parafuso. exige esta situação para parafusos tracionados dimensionados à fadiga.Qa’ M2 = Qa’ = Tb’ . anexo M. o momento M2 age na largura p-d’ ∴ é p − d' .7. Para α > 1. com: definida a grandeza δ = p d’ = dimensão do furo paralela a “p”.

15 Consideração do Efeito de Alavanca 6.Fig. ao passo que a força cortante é resistida pela alma da viga.3. 16. tabela 1) b 200 = = 8.5 39 .3 – ESFORÇOS NAS MESAS DA VIGA O momento na viga será resistido através de esforços de tração e compressão nas mesas sem considerar a resistência da alma.0 < 16. ok 2t 2 × 12. b E = 16. 16-b): a) mesa superior (tracionada) Pdt = 100 10 + = 210 kN 0. Os esforços indicados são as solicitações de cálculo (foi desprezada a variação dos esforços entre os eixos e as faces) aço ASTM A-36 eletrodo de solda: E70 XX parafuso ASTM A-325.3.4875 2 c) verificação da efetividade da mesa à compressão: 6. (fig.55 2t fy (NBR 8800. para o aço A-36 ≤ 0. d =3/4” conexão por contato Também a força de tração na viga será considerada resistida apenas pelas mesas.2 – EXEMPLO NUMÉRICO DE LIGAÇÃO COM EFEITO DE ALAVANCA Verificar os elementos da ligação rígida aparafusada com chapa de extremidade mostrada na fig.4875 2 b) mesa inferior (comprimida) Pdc = 100 10 − = 200 kN 0.

5 mm de espessura com solda de penetração total.6. será verificada a mesa tracionada. b) alma Ag = 20 x 1. verificação idêntica à anteriormente feita com o metal base das mesas.81 = 562 kN. 5.9 x 0. área bruta da mesa. levando-se em conta os recortes para execução das soldas. a resistência por mm de cordão é 2. 40 .4 . ou seja. De acordo com a tabela 8 da NBR 8800. eletrodo E70-XX.5 deste trabalho. 16a) 220 = 2.25 = 25cm2. de acordo com a tabela II da NBR 8800 (ou tabela 2. considerando dois filetes de comprimento 435 mm (fig. Pela tabela 2. tensão de escoamento do A-36 φt Ag fy = 0. é tão efetiva quando a mesa tracionada.6 x 25 = 13.SOLDA DA VIGA COM A CHAPA DE EXTREMIDADE a) mesas superior e inferior: a solda das mesas com a chapa de extremidade será de entalhe de penetração total. Deverá ser: Pdt < φt Ag fy = 0. 200mm.Exemplos de Cálculo d) verificação da mesa à tração: A mesa comprimida não apresenta problema de flambagem local.5 kN / cm 2 × 43.6 fy.5 kN/cm 2 a solda da alma será de filete.9 x 25 x 25 = 563 kN Pdt = 210 kN <φt Ag fy.5 a altura efetiva da alma resistindo ao cisalhamento é 435 mm (fig 16a). a resistência de cálculo é 200 x 2.3. que é a espessura da chapa de extremidade é 6mm. fvd = Vd 220 =5. aço ASTM A36. serão considerados 2 filetes de solda de 6mm. fy = 25 kN/cm2.9 x Ag x fy considerando o estado limite escoamento da seção bruta: de 6.95 fvd < φ 0.3 kN/cm2 = 43. ok A verificação da flambagem da alma da viga à força cortante é feita no dimensionamento da viga. a resistência de cálculo para tração à seção normal da solda nesse caso é Rn = 0. o esforço cortante de cálculo é Vd = 220 kN. valor igual ao obtido anteriormente para a mesa.9 x Aw x fy.5 × 0. e) verificação da alma ao cisalhamento local (NBR 8800. para chapa de 12. força na solda devida ao esforço cortante. ok.9 x 0. a solda mínima para a chapa de 16 mm.6 fy = 0. Como o esforço de tração é maior.2) deverá ser fvd ≤ φ 0.2.3 desse trabalho).95 43.81 kN.5 × 0.6 fy fvd ≤ 0. Considerando o comprimento total do cordão.

16: Ligação do Exemplo 3 41 .Fig.

Exemplos de Cálculo Fig.3.7 = 3.5 kN/cm.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS a) esforço de cisalhamento o cisalhamento é considerado absorvido igualmente pelos 8 parafusos da conexão: Vd = 220 = 27.5 kN/cm - verificação: de acordo com a tabela 2. 16: Exemplo Nº 3 - força na solda da alma devida à força na solda das mesas.7 kN/cm2 475 1. ok.81 x 10 = 8.4.7 com as grandezas definidas na fig. a solda da alma deverá também absorver uma parcela da tensão normal na mesa dada por (fig. próximo à mesa.7 kN/cm 2 6. 16b): 435 210 × = 7.7 2 =4. 16 e no enunciado: 42 . c) verificação ao efeito adicional de tração (efeito de alavanca) conforme item 6. a resistência de cálculo do filete de 6 mm para aço ASTM A-36 e eletrodo E70-XX é 0.1 a espessura da chapa de extremidade será predimensionada através da tabela 1.5 kN 8 a) esforço de tração junto à mesa tracionada o esforço externo é: T= Pdt 210 = =52.52 + 3.95 × 7.5mm.3. valor maior que 4.25 × 20 como são dois filetes e a espessura da alma de 9.1 kN/cm.2 kN 4 4 - força resultante na solda da alma: 2. a força por cm em cada um deles é: 0.

75 + = 4. e2 > b + ∴ 2 2 2 e o esforço final no parafuso: T + Q = 52.5 kN/cm2 < φ x 0.95 cm. de b para 35 mm. conforme arbitrado inicialmente.6 a resistência de cálculo é (NBR.2 kN de cada lado do parafuso vale a largura tributária 3.1.5 kN.6 x 25 = 13.9 a= 40 mm a = 1. existe o efeito alavanca.5 + 2.3.2 mm. p: e1 = 40 mm 2 ∴0 < α < 1.73 × 94. a tensão de cisalhamento de cálculo é: T+Q 55.1) φ 0.3.184 0.9 × 1.2 = = 6.7 kN 4. α= d 1.5mm α= d 1. dimensão do furo (NBR 8800. 67 × ρ × t 0.4 a 20. a tração por parafuso. 5. com as aproximações de T para 60 kN.5.9 x 0. tabela 16) 43 .5 × 2.05 − 94. resistência de cálculo da chapa de extremidade na seção αα: está automaticamente verificado.5 mm a’ = a +      o menor dos dois valores.1) • efeito da força cortante: considerando a largura p e a área líquida efetiva para seção retangular (NBR 8800.9 + 0.73 p 7. de p para 80 mm e com d = ¾”.9 − 2.5 kN/cm2 ∴ 6.9   b +  =  3 +  = 3.9 kN / cm 5.9 × 1.5 kN / cm 2 .7.95 = 7.05 cm b’ = b .25 x b = = 37.95 + 3.7 = 55.95 cm ∴ 2  2   e1 d d > b + .1.33 7.05 − 94.9 cm 6.3.6 2 × 25 Mα = = 94.6fy = 0.7 e2 = 60 mm d  1. ok Mα = p × t 2 fy 5.9 = 2.6 – VERIFICAÇÃO EXTREMIDADE DA CHAPA DE • efeito do momento fletor: espessura da chapa de extremidade: pela tabela 1.9 = 0.=3 2 2 largura tributária para cada parafuso. a faixa de t é de 15.33 valor de δ: d’ = 1.4). porque para α < 1 é porque o momento de cálculo M2 é menor que o momento resistente δMα (item 6.1 = = 0. sendo o efeito adicional de tração no parafuso Q= Tb'−M α a' 52.6 x fy. p = 3. Será adotado t = 16 mm.67 × 7. no caso a = 37.1 cm.5 × 2.9 =3.7 cm 2 2 com T = 52.15 = 2. 7.9 - valor de α: Tb'−M α δMα 52.9 = = 2.d = ¾”≅ 19 mm e1 = 80 mm e2 = 60 mm b = 30 mm δ= p − d' 7.

75 × = 131. 7. no caso de perfil soldado.6 kN com Ap = área do parafuso fu = 82. maior que a solicitação de cálculo Vd = 27. tração com cisalhamento: considerando pela tabela 14.5 4 2 π 1.3.5a e b): para aço ASTM A – 36. c) verificação ao cisalhamento: .5) a soma das espessuras da chapa de extremidade (16mm) e da mesa de coluna (31. k = 3. não são necessários reforçadores junto ao flange comprimido porque: • na figura 16. 7.9 tw = 1. b) verificação à tração: as resistências de cálculo são. valor próximo do calculado.75 x Ap x fu = 0.7 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS a) verificação da pega (NBR 8800. espessura da mesa da viga. conforme mostrado:  βr = φtw (tb + 5k) fyc  o que for  3 menor β r = 22φt w Ef yc / h   ( ) φ t R nt = 0.resistência à pressão de contato (tabelas 1.Exemplos de Cálculo 6. a distância da mesa inferior ao topo da coluna é maior que duas vezes a altura da seção da coluna: 500 + 120 > 2 x 300.325 e rosca situada no plano de corte.8 – VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES JUNTO À MESA COMPRIMIDA DA VIGA Conforme NBR 8800. comparando. com s = 85 mm.2.1.4) com d = ¾”. tb = 1. tabela 12 NBR 8800.3. Este valor pode ser obtido diretamente na tabela 1.2. φt Rnv = 64.9 − 1.3 kN.3 kN com φ = 0.5 × = 108.69 × 82. 7.19 kN. espessura da mesa da coluna.5 kN para rasgamento entre furo e borda. ∴vale o menor valor 108. .3 kN.15 cm.75 × 0.93 × 27.5 mm) é 47. conforme a tabela 14. além da verificação conjunta aos dois efeitos. para parafusos d = ¾”.5 mm.93Vd.2 kN < φt Rnt = 108.3. e • βr > Pdc = 200kN.25 cm.69 fu Ap – 1. sendo Vd a força cortante de cálculo: π × 1.72 x 16 = 219. parafusos d = ¾” e a espessura da chapa de extremidade 16 mm: para rasgamento entre dois furos. com e = 40 mm.325.1.9 2 × 82. Conforme a NBR 8800.75 x 0.3. ok 44 .5.resistência ao corte (tabela 1. T = 55. os parafusos deverão ser verificados isoladamente aos efeitos de tração e cisalhamento.19 kN. A . φ Rn = 12 x 16 = 192 kN ∴prevalece o menor valor 64. parafuso ASTM A . para parafuso ASTM A 325 e d = ¾” que dá φt Rnt = 132. espessura da alma da coluna.5 kN e o parafuso está verificado.2) φt Rnt = 0.4.5 kN/cm . o plano de corte passando pela rosca: φt Rnt = 0. valor menor que 5 x d = 95 mm. tração pura (NBR 8800. φ Rn = 13.3 kN.3.25 cm. 7.5 = 4 2 6.3.

ok.25 cm e1 / 2 = 3.38 + = 4.9 x 1.3.6 kNcm 6. - momento de cálculo solicitando a largura “P”: M = T x b com T = 55. b) verificação da alma da coluna à tração: o esforço solicitante de tração é.2kN.2 kN.33cm e 3. é comum a utilização de enrijecedores junto aos flanges tracionado e comprimido da viga em ligação desse tipo.7 cm.15) 25 = 478 kN β r = 22 × φ × ( Ef )/ h = (22 × 0. conforme mostrado.2 = 110.63 = 7.7 t3 w yc 3 = 1168 kN ∴ prevalece o menor valor.38 = 186.33 7. JUNTO À MESA TRACIONADA DA VIGA Conforme a NBR 8800.3) φt Ag fy = 0. a) verificação da mesa da coluna à flexão: Devido à elevada espessura da mesa da coluna (31. Por outro lado.9 – VERIFICAÇÃO DA NECESSIDADE DE ENRIJECEDORES NA COLUNA. altura da alma da coluna. 45 .63 cm e2 = 12.1.4 kN.2. momento resistente no flange.33 em βr = φ tw (tb + 5k) fyc = 0. não são necessários enrijecedores junto à mesa tracionada ligada à coluna por parafusos. 15).9 x p x tw x fy = 0.96cm. Considerando que as larguras efetivas de cada lado do parafuso são 4. definidas as seguintes grandezas: b = (8 – 1. tensão de escoamento do aço da coluna. ∴ A coluna também não precisa de enrijecedores junto à mesa tracionada da viga. 7.0 – 3.2 x 3.96 × 3. T + Q = 55.0 cm. que é menos espessa (16 mm). quando as resistências locais de cálculo da mesa e da alma da coluna à flexão e tração forem superiores às respectivas solicitações de cálculo introduzidas pelos parafusos. conforme anteriormente. - verificação: M < Mα. função da largura tributária p: Mα = = pt 2 fy = 5.0 = 9.38 cm b+ 1.33 2 2 são e1 = 3. βr = 478 kN.63 cm. A – 36. que significa que a coluna não precisa de enrijecedores junto ao flange comprimido da viga. Como anteriormente (fig. Por questões construtivas.fyc = 25 kN/cm2.25 = 7. então: M = 55. ao esforço final no parafuso. levando em consideração o efeito de alavanca.0 + 1.96 x 1.9 × 1.25 x 25 = = 224 kN verificação: 2T < φt Ag fu ∴ a alma da coluna resiste à tração. considerando dois parafusos solicitando a faixa de alma de largura “p” à tração: 2T = 2 x 55.3. a mesa da coluna deverá resistir.25 20500 × 25 )/ 23. através da sua flexão.0 + 3.25 (1. h = 23. 5.1.9 d = 3.15 2 × 25 = 370 kNcm 5.5 mm) será admitido que ela tem rigidez suficiente para que o efeito de alavanca se desenvolva totalmente na chapa da extremidade.25 + 5 x 3. p = 4. que é maior que 200 kN.33 + 3. resistência à tração da faixa de alma de largura “p” (NBR 8800.25) / 2 = 3.9 x 7. mesmo quando não necessários.

tabela 11. tb + 5k (fig.15 )2 = 5. 46 200 200 = = (t b + 5k )2 (1.força de compressão no filete. a resistência da alma corresponde à plastificação por cisalhamento: φvVn = φv Vρl = 0.25 x 25 = = 400kN c) verificação: 210kN < φvVn = 400kN ∴ a alma resiste ao cisalhamento. ok.9 x 0. o dimensionamento deles deve ser feito conforme NBR 8800.6 x Aw x fy = 0. Devido à presença do enrijecedor. como o valor de “a” é grande. dos efeitos locais de ρdt e ρdc sobre os cordões (fig.6 x 23. a força no filete é: 210 × 844 = 3.15 x 13. espessura da alma da coluna. 6.6 cm2.SOLDA DE COLUNA COMPOSIÇÃO DA A solda de composição da coluna deverá ser calculada em função da força cortante na coluna.3.7 x 1.11.5. I = 24200 cm4 Então. a solda mínima para chapa de 31.10 - VERIFICAÇÃO DA ALMA COLUNA AO CISALHAMENTO = DA a) força cortante de cálculo na alma: força cortante máxima conforme item 6. λp = 1.3. será admitido a/h > 3 h = 5.3.Exemplos de Cálculo Na eventualidade da utilização de enrijecedores.88 kN / cm . as geometrias da chapa de extremidade e a da mesa da coluna são praticamente as mesmas para análise do efeito alavanca.34 × 20500 = 71. área Ix = 24200 cm4. b) verificação da solda junto à mesa comprimida: solda mínima de acordo com a NBR 8800.08 kE fy 5. 16-b): λp = 1. a) características da seção da coluna: A = 155. será indicada solda de filete de 8 mm. 6. em acréscimo. no comprimento considerado efetivo. 16b). λ= h 23. 210kN. entre os níveis da mesa da viga e. tw 1.25cm.1.1) de acordo com aquele item.34.5.3.5 mm é 8 mm. altura livre da alma entre mesas. uma vez que não há enrijecedores.9 x 0.7cm. onde: 2 × Ix Vd = força considerada. momento de inércia.5 25 No caso Vd = pdt = 210 kN Q= momento estático da mesa da coluna com relação ao eixo principal perpendicular à alma ∴ Q = 20 x 3.25 como λ < λp = 71. o que vale dizer que ele será governado pela menos espessa das duas chapas.2. 7. 5. a = distância entre enrijecedores transversais. cortante na seção b) resistência de cálculo (NBR 8800.4 = 844 cm3 I = momento de inércia da seção da coluna. em ambos os lados da alma para a solda de composição da coluna. força de cisalhamento da solda: a força de cisalhamento por cm em cada um dos filetes de composição é: Vd × Q .25 + 5 × 3.66 kN / cm 2 × 24200 .08 tw = 1.3.7 = = 19. para a/h > 3. temos: h = 23.

o livro Steel Structures. Salmon.54 kN / cm - verificação: este valor é menor que a resistência de cálculo do filete de 8 mm.8 kN/cm.66 2 + 6. poderá ser consultado. valor maior que 6. 17: a) ligação flexível com duas cantoneiras de extremidade soldadas na alma da viga suportada e parafusadas na estrutura suporte (que pode ser uma coluna ou mesmo outra viga).60 kN / cm 2 2×p 2 × 7.1 . 10. conforme visto anteriormente. transmitem apenas a força cortante.93 kN/cm.CONSIDERAÇÕES As ligações flexíveis.88 2 = 6. conforme permitido pelas resistências à pressão de contato em furos.66 kN/cm. a força por cm de filete é 3. Para análise completa do funcionamento da LIGAÇÃO FLEXÍVEL.4 – LIGAÇÕES FLEXÍVEIS - verificação: de acordo com a tabela 2. sem o desenvolvimento de momento fletor apreciável.60 2 = 7. ok. se acomodem à rotação da seção extrema da viga.1. conceituadas no item 3.66 2 + 5.08 x 10 = 10. para aço ASTM A-36 e eletrodo E70 – XX é 1. Essas ligações são bastante usuais em estrutura e os tipos mais comuns delas estão indicados na fig. b) verificação tracionada: da solda junto à mesa - força de cisalhamento na solda: conforme anteriormente. ok.- força resultante no filete: 3. para que.4.8kN/cm. de Charles G. Design and Behavior. As abas da cantoneira de extremidade ou a chapa de extremidade são especificadas suficientemente finas. através da deformação plástica. 6. escoamento ou ruptura por cisalhamento.93 kN / cm 6. a resistência de cálculo do filete de 8mm.96 - força resultante no filete: 3. - força de tração no filete no comprimento “p”: 210 / 2 105 = = 6. capítulo 13. b) ligação flexível com chapa soldada na extremidade da viga suportada.4. 47 .

17: Ligações Flexíveis 48 .Exemplos de Cálculo Fig.

5. 65.2 e 75.8. resistências de cálculo para ligações por contato e por atrito tiradas diretamente da tabela.0. reproduzidas do MANUAL BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO METÁLICA.8 anterior) .8: LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE PARAFUSADAS: válida pra a cantoneira de extremidade parafusada na alma da viga suportada e na estrutura suporte. a espessura da alma de viga com recorte de encaixe (fig 17a) deverá ser verificada ao colapso por rasgamento (NBR 8800. dadas diretamente na tabela (para espessuras menores. como possibilidade da rosca interceptar o plano de corte.7. 18b): a espessura da cantoneira de extremidade não deve ser menor que 6mm e nem maior que o valor tirado da tabela 1.2) - - - - - - • TABELA 1. 18a) e igual à espessura da alma em ligação nos dois lados de viga suporte (fig. valendo a tabela 1. espessura mínima da cantoneira de extremidade e espessura mínima da alma da viga suportada. com configuração de 2 até 13 parafusos por linha vertical (para roscas incluídas no plano de corte. a viga mínima é aquela cuja altura de alma é a mínima suficiente para permitir o encaixe da altura da cantoneira e a viga máxima aquela cuja altura não excede o dobro da altura da cantoneira.7). para desenvolvimento da resistência de cálculo da ligação. as resistências de cálculo devem ser multiplicadas por 0.10 deste trabalho. 76. para cada comprimento de cantoneira de extremidade.0 mm) - Fig.5. comprimento da cantoneira de extremidade baseada no gabarito vertical de furação de 70mm e distância de furo à borda de 35 mm. espessura da alma da viga suporte igual à metade da espessura da alma da viga suportada em ligação em apenas um lado (Fig.8.9: LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE SOLDADAS .3.fornece as resistências nominais das ligações para 12 comprimentos de cantoneira de extremidade (de 140 a 910 mm) com 4 larguras de aba (63. vol.O projeto da das ligações flexíveis se torna imediato através das tabelas 1. 7. a resistência da ligação por contato será multiplicada por 0.9 e 1. a resistência da ligação deve ser reduzida proporcionalmente). para espessuras de cantoneira de extremidade menor que 10mm. 3. 1. As seguintes observações são válidas para elas: • TABELA 1. 18 – Ligações De Um Lado e Dois Lados Na Viga Suporte 49 .válida para cantoneiras de extremidade soldadas na alma da viga suportada (supõe-se que a ligação das cantoneiras com a estrutura suporte seja parafusada.

17a) deverão ser verificadas adicionalmente ao colapso por rasgamento (NBR 8800. espessuras mínimas da alma da viga suportada.chapa de extremidade com espessura mínima de 6. 4. .resistência da solda da chapa de extremidade na alma da viga suportada. menos duas vezes a perna do filete) 6.3 mm e de máxima de 9.2 mm com comprimento de 210 mm. rosca excluída do plano de corte • espessura da alma do IP 400: 8. ao das ligações com cantoneiras de extremidade. considerando aços com fy de 250 e 345 MPa e eletrodos E60 e E70.5 mm.Exemplos de Cálculo com 4 alternativas de cordão de solda (5. lida diretamente na tabela (o comprimento efetivo dos dois filetes é considerado igual ao comprimento da chapa de extremidade L. 7. em condições semelhantes de geometria). 50 . a resistência da cálculo da ligação é 550. a resistência da ligação deve ser reduzida proporcionalmente) . aços Pela tabela 1.válida para ligações conforme fig. para eletrodos E70 e E60. d = ¾” • ligação por contato.6 mm • espessura da mesa do HPL 300: 14 mm a) geometria da ligação • TABELA 1. fy = 25 kN/cm2 • parafusos: ASTM A-325. 8 e 10 mm). espessura da chapa de extremidade e a espessura mínima da alma lidas diretamente da tabela para parafusos A307 e A-325.chapa de extremidade com gabarito vertical de furação de 70 mm e distância de furo à borda de 35 mm.2 kN. valor maior que a solicitação de cálculo 400 kN ∴está ok.10: LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE CHAPA DE EXTREMIDADE . resistência da cálculo da ligação. b) resistência da ligação ao corte: Pela tabela 1.2 – EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE: - Calcular a características: ligação com as seguintes - • cantoneiras soldadas na alma da viga suportada (perfil IP400) • cantoneiras parafusadas no flange da coluna (perfil HPL 300): fig 17a • esforço de cálculo (incluindo o coeficiente de segurança): 400 kN • aço: ASTM A-36.4. utilizando duas linhas verticais com 3 parafusos cada com α = ¾” (6 parafusos no total) é o  76. para garantir a flexibilidade da ligação. para eletrodo E70. almas com recorte de encaixe (fig. tirados diretamente da tabela.3. .8.2 x 76. gabarito entre linhas de furos verticais (g) variando de 90 a 140 mm. a cantoneira de extremidade sugerida.2) com fy de 250 e 345 MPa e eletrodo E70XX (para espessuras menores. resistência da ligação soldada calculada utilizando-se o “centro instantâneo de rotação”. (as ligações com chapa de extremidade possuem comportamento similar.72). que é aplicado ao método dos estados limites (o conceito de centro instantâneo de rotação não foi introduzido neste trabalho e pode ser visto no AISC 8ª Edição. 17b. diâmetro do parafuso ¾”. considerando o comprimento da cantoneira 210 mm.8 para o perfil IP400 (400mm de altura) situado na faixa de alturas de vigas de 280 a 430 mm. pág. 6. diâmetros de ½” e 7/8”. ligação por contato.5.

200 kN ∴está ok. d) resistência de cálculo da solda da chapa de extremidade: 51 . diâmetro do parafuso 5/8”. e) perna do filete da solda da cantoneira de extremidade. Como a espessura da alma é 8.3 . a espessura mínima da chapa de extremidade.9. Se for indicada a cantoneira menos espessa com 9. para desenvolvimento da resistência total de cálculo. 18a. pela tabela 1.8.9.2 mm de aba.5 kN.5 × 550. a espessura mínima da alma é 10mm. tabela 11).4. ligação por contato.7 mm. 267. O esquema final da ligação flexível está mostrado na fig.10.2 = 498 kN 10. é 4. d) espessura necessária coluna suporte: da mesa da Calcular ligação semelhante à do exemplo anterior utilizando chapa de extremidade: • esforço de cálculo (incluindo o coeficiente de segurança): 200 kN • aço ASTM A-36. a chapa de extremidade tem altura de 210 mm com duas colunas de 3 parafusos de cada lado da alma da viga. a espessura requerida da alma da viga (se as cantoneiras de extremidade nela fossem aparafusadas) é 13. com fy = 250 MPa e d = ¾”. d = 5/8” • ligação por contato • alma do IP400: 8. situado na faixa de altura de vigas de 300 a 450 mm. a 8. considerando o comprimento da cantoneira 210 mm. Pela tabela 1.5 mm. considerando aço com fy = 250MPa e parafuso d = ¾”.6 resistência da ligação cai para x 478 = 10 ainda pela tabela 1.2 x 76.4 = 6. valor muito menor suporte é 2 que 14 mm ∴ a espessura da mesa está ok. considerando a rosca incluída no plano de corte. fy = 25 kN/cm2 • parafusos ASTM A-325. valor maior que a solicitação de cálculo.4mm ∴ a espessura requerida da mesa 13. f) espessura necessária da alma da viga. a espessura mínima requerida da cantoneira é 10.5 mm. considerando o comprimento da cantoneira da ligação de 210 mm e cantoneira de 76.EXEMPLO NUMÉRICO: LIGAÇÃO FLEXÍVEL COM CHAPA DE EXTREMIDADE: na parte inferior da tabela 1. a resistência da solda é 478 kN.6 mm. a resistência de cálculo da ligação é 267.8. inclusive compatível com a espessura da cantoneira. se as cantoneiras de extremidade nela fossem aparafusadas: na parte inferior da tabela 1. valor maior que a solicitação de cálculo 400 kN ∴ a perna do filete de 5 mm está ok.5 valor ainda maior que 400 kN ∴ está ok.10. a espessura da mesa da coluna é igual ou maior à metade da espessura que teria a alma da viga suportada.9 para o perfil IP 400. 19 (a) 6. Será então indicada chapa de extremidade com espessura 5 mm.7 mm.5 kN. a) geometria da ligação conforme visto na fig. (NBR 8800.c) espessura necessária da cantoneira: 411 kN. c) espessura necessária da chapa de extremidade: na parte inferior da tabela 1. b) resistência da ligação ao corte: pela tabela 1. eletrodo E70-XX e filete de 5 mm. valor maior que 400 kN ∴ a espessura da alma está ok.6 mm • mesa do HPL 300: 14 mm. a resistência da ligação ao corte cai para: 9.5mm. 9. considerando aço com fy = 250 MPa e perna do filete de 5 mm.

os esforços de tração nos parafusos. 19b. a resistência cai para 8. são calculados por dois processos diferentes dependendo dos parafusos serem montados com protensão (parafusos A-325 e A-490) e sem protensão (A307). devidos à ação do momento fletor. valor maior que 200 kN ∴ está ok.6 mm. 6. a resistência do cordão é 270 kN.5 – LIGAÇÕES RÍGIDAS COM GRUPO DE PARAFUSOS TRACIONADOS ainda na parte inferior da tabela. considerando o filete de 5 mm e aço com fy = 250 MPa. Nas ligações rígidas mostradas na figura 20.Exemplos de Cálculo na parte inferior da tabela. e) espessura mínima da alma: O esquema final da ligação flexível está mostrado na fig. Como a espessura da alma da viga é 8. valor maior que 200 kN 10 ∴está ok.6 × 270 = 232 kN . considerando a perna do filete de 5 mm e a chapa de extremidade de comprimento 210 mm. a espessura mínima da alma é 10 mm para desenvolvimento da resistência de cálculo de 270 kN. 52 .

Fig. 19: Exemplos de Aplicação 53 .

20: Ligação Rígida com Parafusos ao Longo da Altura 54 .Exemplos de Cálculo Fig.

m = 2 p = distância entre parafusos b = largura da chapa de conexão be = largura efetiva da parte tracionada em função das áreas dos parafusos: be = A ×m p 55 . as seguintes verificações deverão ser feitas: • tração. na zona comprimida. mais solicitado.1 . Salmon. para que não apareça o efeito de alavanca. após o cálculo do esforço no parafuso mais tracionado.2 – LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-307 No caso de ligações com parafusos sem protensão de montagem. a flexão da chapa de ligação causada pela pressão desenvolvida. no caso da figura 20b. ao invés de tensão de tração: Ft = 6. no caso de força de tração no parafuso. cisalhamento e combinação dos dois esforços no parafuso. 20b). capítulo 4. nas ligações com parafusos ASTM A-325 e A 490. I I = momento equivalente = 3 bec 3 b × c b t + 3 3 de inércia da seção desde que as chapas aparafusadas na ligação sejam bastante rígidas e ainda permaneçam firmemente em contato entre si após a aplicação do momento. A análise dessa hipótese leva à solução final do problema sugerida no livro Steel Structures Design and Behavior de Charles G. M = momento fletor solicitando a conexão m = número de colunas de parafusos na ligação. • verificação das espessuras das chapas de ligação. em que a tensão de tração no parafuso mais solicitado é dada por: ft = ft = tensão de tração no parafuso mais solicitado = M(c t − p / 2) I Ft = esforço de tração no parafuso mais solicitado =MxA ∑A×y M× y (c t − p / 2) I 2 .5.5. ou.5. • dimensionamento das soldas • dimensionamento dos elementos de ligação.LIGAÇÕES COM PARAFUSOS A-345 E A-490 A = área do parafuso cb e ct: distâncias que posicionam a linha neutra da seção: cb = ct be b No caso de ligações com parafuso de alta resistência. pelo momento. levando em conta. com: A = área dos parafusos M = momento fletor solicitando a ligação y = distância vertical do centro de gravidade do conjunto de parafusos ao centro do parafuso extremo. inclusive. no caso de parafusos ASTM A-307. inviabilizando o modelo de cálculo. a referência citada anteriormente sugere a seguinte solução final para o problema (Fig. a protensão de montagem faz com que seja permitido que os esforços nos parafusos sejam determinados através da equação usual de flexão: f= M× y .6. ∑y M× y 2 6. que impediria o contato das chapas entre si.3 – CONSIDERAÇÕES ADICIONAIS Para os dois casos analisados anteriormente.

4 – EXEMPLO NUMÉRICO aço ASTM A-36 eletrodo de solda: E70-XX parafusos ASTM A-325.2 como são 10 parafusos. será usado a = 50 mm porque deve ser a ≤ 1.5 kN 1155.2 cm da linha neutra do grupo de parafusos) a = 52 mm. a' = a + d = 50 + 11 = 61 mm 2 b' = b − d = 40 − 11 = 29 mm 2 56 . d = 7/8” conexão por contato Será admitido que os elementos da coluna são suficientes para absorver os esforços aplicados pela ligação. Verificar os elementos da ligação mostrada na figura 21. V= 500 = 50kN 10 c) verificação do efeito adicional de tração (conforme item 6. O esforço indicado é a solicitação de cálculo.3.4 6.5. 21: Ligação do Exemplo 6.Exemplos de Cálculo 6. 7/8” d = 22.2 mm e1 = 76 mm e2 = 40 mm b = 40 mm - momento de inércia do conjunto de parafusos: ∑y - 2 = 4 7.2cm 2 o grupo de ( ) momento solicitando parafusos: M = 500 x 13 = 6500 kNcm esforço de tração no parafuso mais solicitado (distando y = 15.2 2 = 1155.25 b.6 2 + 15. Fig.5 – ESFORÇOS NOS PARAFUSOS a) esforço de cisalhamento: T= ∑y M× y 2 = 6500 × 15.5.2 = 85.5.1) - b) esforço de tração As seguintes grandezas são definidas na figura 19.

695 7.5 mm ∴ t = 31.7 – DEMAIS VERIFICAÇÕES As verificações citadas abaixo deverão ser feitas. Como não se deseja o efeito de alavanca na ligação.5 × 2. δ= mm δ= 7.2.4 com d = 7/8”. a faixa de t é de 19.2 mm.5 mm. estará automaticamente - valor de α: α= Tb'−M α 85. π × 2.5 mm. A verificação da resistência à pressão de contato na parede do furo deve ser feita segundo NBR 8800.tração com cisalhamento (NBR 8800.3. parafuso ASTM A-325 e rosca situada no plano de corte.9 a 26.6 – VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS a) resistência do parafuso ao corte: d   b +  = 40 + 11 = 51 mm 2  ∴ vale o menor valor.5 kN < 180 kN. .69 x 82. ok. ∴ a largura tributária é p = 38 + 40 = 78 mm. conforme desejado. de espessura 31. predimensionamento da espessura da chapa de ligação: pela tabela 1.- a largura tributária para o parafuso extremo é: entre dois parafusos: c 1 76 = = 38 mm 2 2 Não há também esforço adicional de tração no parafuso. uma vez que Q = 0.3. a sua solda com a chapa de ligação. a espessura mais próxima é 31. com as aproximações de T para 100 kN.2.8 p − d' .33 2 pela tabela 1. atende com folga a essas verificações. b) verificação da mesma chapa à flexão c) verificada essa chapa à flexão. 25mm. conforme exemplos 1 e 2.695 × 363 não há efeito alavanca. não seria suficiente para impedir esse efeito) 57 . 6.22 2 − 1.5 x 123. tabela I.38 kN.69fuAρ .7.5.5. conforme exemplo 2. φvRnv = 87.5 ou tabela 1.38 = 0.8 − 2.93 Vd 0.93 × 50 4 Mα = - = valor de δ. φtRnt = = = T = 0.5) considerando pela tabela 14 da NBR 8800 o plano de corte passando pela rosca.2 ou tabela 1. (obs: a espessura menor mais próxima de chapa. com d’ = 7/8” + 1/16” = 23. a) resistência à flambagem local para a chapa de espessura 16 mm.8 kN 85.2 mm. devido à sua grande espessura. V = 50 kN < φvRnv. será adotado valor t acima de 26. 7.33 7.8 p 6. resistência de cálculo da chapa de ligação na seção αα (fig.1.8 × 3.5 < φtRnt.2. 15) pt 2 f y 5. ok. ok. entre o parafuso e a extremidade da chapa: d  c2 = 40 mm e  b +  = 51 mm ∴ 2  vale o menor valor 40 mm.3.5.9 − 363 = < 0∴ δM α 0.4: φtRnt = 180 kN T = 85. 7. de “p” para 90 mm e com b = 40 mm e d = 7/8”. conforme NBR 8800. 38 mm.15 × 25 = 363kNcm 5. A chapa de ligação. b) resistência do parafuso à tração - tração pura: conforme NBR 8800. 7.

essa força de tração adicional é dada por FH x l x y / ∑y2. encontrado em tabelas para diversas configurações usuais de filete(s). FH × e × y ∑y 2 + Fv × h / 2 × y ∑y 2 . onde y e ∑y2 são conforme visto anteriormente no exemplo 6. que gera um momento de FH x e solicitando em acréscimo a ligação. b) O PT está no plano de corte dos parafusos ou sobre a linha de solda. a força horizontal adicional no ponto mais solicitado do filete (o que dista y do CG na fig. porém fora do centro de gravidade do conjunto (fig. conforme tabela 2. 22. 22c e d): nesse caso os parafusos ou pontos da solda não são igualmente solicitados.5. por ser de chanfro penetração total (NBR 8800. tabela 8) 6. onde n é o número de parafusos na ligação e FH e Fv são as componentes horizontal e vertical da resultante dos esforços na ligação. considerados como linhas (supondo que a dimensão da perna é desprezível em relação ao comprimento do filete). A consideração adicional que se deve fazer é em relação aos efeitos de excentricidade. c) o PT está fora do plano de corte dos parafusos ou do plano que contém os filetes de solda (fig. que é o ponto de interseção das linhas de trabalho ou linhas dos centros de gravidades das barras das treliças (fig. 22 a e b): nesse caso não há nenhum efeito excêntrico na ligação e todos os parafusos ou pontos da solda são igualmente solicitados. 22) Podem ser definidos três casos: a) O PT coincide com o centro de gravidade do conjunto de parafusos (no plano de corte) ou da linha de solda (fig. que surgem em função da locação do chamado PT. na ligação aparafusada as forças de tração e cortante nos parafusos são dadas por FH/n e FV/n respectivamente.5. Na ligação soldada as forças horizontal e vertical na solda são dados por FH/2 l e considerando 2 FV/2 l respectivamente. devido à excentricidade da componente horizontal. Por outro lado surge o momento devido à excentricidade de FV com relação ao grupo de parafusos ou linhas de solda. 22e e f). 22d) é dada por FH x e/w onde w é o módulo de resistência com relação àquele ponto da figura formada pelos filetes.6. que deverá ser acrescido às solicitações utilizadas no seu dimensionamento. no ponto mais solicitado: horizontal: vertical: FV 2l FH FH × e + 2l w É válida a mesma observação anterior sobre o efeito excêntrico de FV com relação à linha de centro da coluna. são similares aos do exemplo 6. 58 Na ligação soldada. As forças ficam então: ligação aparafusada: forças nos parafusos mais solicitados tração: FH FH × e × y + n y2 ∑ cortante: - FV n ligação soldada.6 – com LIGAÇÃO DE NÓS DE TRELIÇA COM COLUNAS De modo geral os cálculos das ligações de nós de treliça com coluna. de forma que não exista mais a excentricidade anterior de FV com relação a ela. ponto de trabalho. Nesse caso. filetes de comprimento “ l ” de cada lado da chapa. o mais comum é ele estar na linha de centro da coluna. forças no filete. mostradas na fig. Na ligação aparafusada o esforço adicional de tração no parafuso mais solicitado é dado pelo valor absoluto da soma algébrica.Exemplos de Cálculo verificada. O esforço FV solicita a coluna excentricamente com o momento FV x h/2. No caso de parafusos ASTM A-325 e A-490.

Na ligação soldada. no ponto mais solicitado: horizontal: vertical: FV 2l As forças ficam então: ligação aparafusada: forças nos parafusos mais solicitados tração: FH  FH × e × y   FV × h / 2 × y  +  + 2 2    n  y y     ∑ ∑ 59 . a força horizontal adicional no ponto mais solicitado do filete é dado pelo valor absoluto da soma algébrica: FH × e Fv × h / 2 + w w cortante: - FV n ligação soldada FH  FH × e   FV × h / 2  +  + 2l  w   w  forças no filete.

Exemplos de Cálculo 60 .

Fig. 22: Ligações de Nós de Treliça 61 .

é resistida pelas talas da alma e seus parafusos. é resistida pelas talas das mesas e seus parafusos.7 – LIGAÇÃO DE EMENDA DE VIGAS Calcular a ligação de emenda da viga com talas na alma e nas mesas. 22e onde as componentes dos esforços de cálculo que atuam na ligação são FH = 300kN e FV = 400 kN.6. MF. pág. esmagamento de furo com rasgamento.1 – EXEMPLO NUMÉRICO Verificar a conexão da fig. Picard e Beaulieu. devido à excentricidade entre Vd e o centro de gravidade do conjunto de parafusos de cada lado das talas. c) o diâmetro dos parafusos e a espessura das chapas de ligação: deverão ser escolhidos com auxílio da tabela 1. alma da coluna. conforme mostrado na figura 24. Normalmente essas ligações são posicionadas em seções da viga onde os esforços de cálculo são reduzidos (pelo menos onde o momento de cálculo é reduzido) para que se tornem mais econômicas. através delas.7. a parcela do momento Md absorvida pelas mesas. contraflechas em vigas de grandes vãos As ligações com talas são dimensionadas para as solicitações de cálculo atuantes na linha de centro das talas (fig. Os esforços de cálculo na seção média da emenda são Md = 373 kNm e Vd = 371 kN. Os elementos que não atenderem às verificações deverão ser alterados e verificados novamente. etc) deverão ser feitas também como nos exemplos anteriores. gerando um momento igual a Vd x a. e a parcela MW. devido o seu sentido. ∑ ∑ 300 300 × 20 × 16 − 400 × 10 × 16 = + = 55 kN 10 4 8 2 + 16 2 ( ) deve ser notado que. 23 b).1. Assim no dimensionamento elástico sugerido nos livros. 62 . 6. absorvida pela alma. de forma que não haja o efeito de alavanca. d = ¾” ligação por contato perfil da viga: IS 600 x 103. O esforço cortante Vd é resistido pela tala da alma e seus parafusos. a força FH introduz tração em todos os parafusos e que o momento FH x e introduz tração nos parafusos acima do centro de gravidade da ligação e o momento FV x h/2 tração nos parafusos abaixo do mesmo. 23). nas quais elas se mostram vantajosas: • na redução do comprimento da viga visando facilitar o transporte. a) esforço de cisalhamento nos parafusos: FV 400 = = 40 kN n 10 considerando que parafusos é n = 10 o número total de 6. Bibliografia recente (Calcul Aux États Limites des Charpentes d’Acier.Exemplos de Cálculo 6. • na necessidade de aproveitamento dos materiais existentes e • na alternativa de se introduzir.7. (já com os coeficientes de segurança incluídos) Aço ASTM A-36 parafusos ASTM A-325. 100) sugere a seguinte marcha de cálculo (fig. As talas e os parafusos das mesas e da alma são dimensionados para absorver os esforços atuantes nas mesas e na alma da viga respectivamente. chapa que recebe as barras da treliça. a partir dos esforços calculados e da geometria dada. Outras verificações (soldas. fig 23a.CONSIDERAÇÕES b) esforço de tração no parafuso mais solicitado: FH FH × e × y FV × h / 2 × y + − = n y2 y2 As ligações de emendas de vigas são utilizadas em três situações principais. conforme o Manual Brasileiro da Construção Metálica.

Fig.• todo o momento fletor é transmitido através das mesas. Essa será a alternativa de cálculo adotada na solução do problema. que pode ser considerado totalmente absorvido pelas mesas). 23: Ligação de Emenda de Viga: Distribuição dos Esforços 63 . • as talas de alma e seus parafusos resistem ao esforço cortante Vd e ao momento Vd x a. pela força Md/(d-t). por estar de acordo com a filosofia do estado limite. devido à excentricidade de Vd. que será resistida pelas talas da mesa e seus parafusos (testes demonstram que a presença das talas de alma não alteram a resistência ao momento fletor da viga.

9 × f y 0. a resistência à tração ou compressão da tala. maior que 27.5 cm 2 0. e a espessura mínima de 0. para escoamento da seção bruta. conforme figura 24a. a área das talas deve ser: O esforço na tala será Md 37300 = = 635kN d − t 60 − 1. Considerando que as talas de alma atinjam a plastificação na flexão.25 Considerando que não há flambagem na tala comprimida.6f y × 0.6 × 25 × 0.9 ∴ a área necessária da tala é 635 635 AM = = = 28.9 x 2 x Z x fy.5 cm2 (largura igual à da mesa da viga). podem também ser necessárias talas do lado de dentro delas.63cm.63 = 45. 24a). b) talas das mesas: em geral é suficiente que as talas das mesas sejam colocadas apenas do lado de fora delas.9 371 = 27. 36cm.6fy x Aw x φ = 0.1). 0.5 kNm.2 – CÁLCULO DAS ÁREAS DAS TALAS a) talas da alma: considerando a resistência ao cisalhamento da tala (NBR 8800. 24a) c) verificação das talas da alma à flexão: por outro lado. atuante nas talas (fig. com área de 37.9 Levando-se em conta a altura esperada da tala.Exemplos de Cálculo Fig. Dependendo do esforço nas mesas. a resistência de cálculo à flexão das talas da alma deverá ser suficiente para resistir o momento de cálculo.9. é fy x AM x φ = fy x AM x 0.7.9 × 25 ∴ será usada em cada mesa uma tala de 12.5 cm2 (fig. 64 . 24: Ligação do Exemplo 6. Aw ≥ = Vd 0.5.2 cm 2 0. a resistência de cálculo das talas é φMn = 0. Vd x a = 371 x 8.5 x 300 mm. a área total das duas talas é 2 x 36 x 0.6fy x Aw x 0. 7.7 6.4 cm2.3.5 = 31.

com Z = 0. o número de parafusos será: 635 = 9.9 64.19 ou seja. 65 . perpendicular ao raio r. considerando dois planos de corte (são duas talas de alma) e rosca no plano de corte: 64.2 (LIGAÇÃO APARAFUSADA COM CISALHAMENTO EXCÊNTRICO). correspondentes ao raio r = 139 mm (fig.8 kN ∴ 13. O usual é utilizar.52) ) ( ) Em função do espaçamento entre furos. R= (46.. ASTM A-325. da distância dos centros dos furos às bordas das chapas. FV = 371 = 46.4 . conforme o par de esforços de cálculo Vd e Vd x a.2 kN 908 e tem como componente vertical: 48. rasgamento entre dois furos consecutivos e entre furo e borda.4 b dessa publicação. ∴ o momento de cálculo 31. duas colunas de parafusos nas talas.19 kN.. considerando o valor de FV = 46.7.9 6.2 × 13. a resistência ao corte do parafuso ASTM A-325.5 = 12. então.. considerando o esmagamento sem rasgamento. no mínimo..5 2 + 13.4 kNcm Na figura 24 foram indicadas duas colunas de 4 parafusos cada. serão usados 10 conforme indicado na fig.4 kN. espaçados a 90 mm entre si. o módulo 4 de resistência plástico de uma tala.9 = 48. vale: FM = (Vd × a)r ∑r 2 = 3150 × 13. • resistência à pressão de contato em furos.2.3.9 A resultante dos esforços no parafuso é. .2.1 kN 13.5 kNm é menor que φMn e a tala está verificada à flexão. 7.5 kNm o “momento de inércia’ do conjunto de parafusos. 24.1 x 25 = 9185. e como componente horizontal: 48.3 ou tabela 1. O esforço. Os esforços nos parafusos são obtidos de acordo com o procedimento utilizado no item 6.1)2 + 46.PARAFUSOS DAS TALAS DA ALMA A quantidade e a disposição desses parafusos na tala são obtidas por tentativas.63 × 36 2 = 204.2 × 3.5 = 46. de cada lado da ligação. = 908 cm2 os parafusos mais solicitados são os dois superiores ou inferiores. da espessura e da geometria das chapas da tala e a mesa. Como o esforço na tala da mesa é 635 kN.4 kN 8 b) esforços devidos a Vd x a = 31.9 x 2 x 204.8 2 = 74. de cada lado da tala é: 2 2 ∑ r = ∑ (x - + y 2 = 4 4. d = ¾” com o plano de corte passando pela rosca é φvRnv = 64. ok.1 cm 2 .7.5 2 + . as seguintes verificações deverão ser feitas conforme.4 + 12.19 x 2 = 128. os exemplos anteriores. 24). φMn = 0.9 kN Este valor é menor que a resistência ao corte do parafuso d = ¾”.4 kN.+8 (3.3. de preferência ao longo de toda a altura da alma. conforme NBR 8800 7. 6. parafusos a) esforços devidos a Vd = 371 kN como são 8 parafusos de cada lado.3 – PARAFUSOS DAS TALAS DAS MESAS De acordo com a NBR 8800.4.

para os parafusos da mesa. sendo a seção líquida da tala calculada pelo item 5. deverá ser verificada ao colapso por rasgamento. Fig. 6. Verificar a solda de composição do perfil IS 500 x 67.7 do Manual Brasileiro da Construção Metálica. conforme figura 25. 7.2 da NBR 8800. a tala da mesa. que foi verificada inicialmente ao escoamento por tensões normais (NBR 8800. O aço é ASTM A-36 e o eletrodo E70-XX.1. conforme indicado anteriormente. A alma da viga. conforme NBR 8800.7. 25: Solda de Composição de Perfil Soldado 66 .3.1. também deverá ser verificada ao colapso por rasgamento.2.5 – OUTRAS VERIFICAÇÕES A tala da mesa.3. 7. que é menos espessa a soma das duas talas de alma.Exemplos de Cálculo As demais verificações para os parafusos da alma deverão ser feitas.5. que é menos espessa que a mesa. pelo mesmo item.5.1). deverá também ser verificada. à ruptura por tensões normais. A força cortante de cálculo na viga é 150 kN e a carga de 300 kN é aplicada junto ao flange tracionado da viga.8 – SOLDA DE COMPOSIÇÃO DE PERFIL SOLDADO 6. Em acréscimo.

A da fig.5cm3.09 kN/cm 6.92 2 + 5.1 – CONSIDERAÇÕES Normalmente os catálogos de fabricantes de perfis soldados indicam para solda da alma com a mesa (solda de composição).3 desta publicação).7. a espessura mínima de filete. induz na solda um efeito local de tração.0 kN/cm ∴ 2 × 20 a força resultante desses dois esforços é 0. conforme NBR 8800. 23a.8.3). na faixa de 200mm (NBR 8800. onde 2×I Vd = 100 kN. I = 41607 cm4.6. De acordo com a NBR 8800. momento de inércia da seção da viga.09 kN/cm ∴está ok.8 kN/cm valor maior do que a força de cálculo 5.5. 7. devida ao cisalhamento é dada por: Vd × Q . momento estático da mesa da viga com relação ao eixo principal da seção perpendicular à alma. a resistência de cálculo do filete de 5 mm. Pela teoria de flexão de vigas. 5. a alma deverá ser verificada à tração. compatível com a maior espessura das chapas. 6.2. a carga de 200 kN aplicada junto ao flange tracionado da viga. dado simplificadamente por (NBR 8800 5. conforme indicado na figura 25b.8. a força por cm em cada um dos filetes de composição.8.5 mm é 5 mm. para aço ASTM A-36 e eletrodo E70-XX é φRn = 0.92kN / cm 2 × 41607 Adicionalmente a este efeito. para aquela carga.2. a alma deveria ser verificada aos efeitos de enrugamento sob a carga concentrada e flambagem local.4 = 762.VERIFICAÇÕES ADICIONAIS NA VIGA Devido ao efeito da carga concentrada de 200 kN no flange tracionado. nota c.3): 200 = 5.7.68 x 10 = 6.7. tabela II ou tabela 2.25 x 24. A espessura mínima para chapa de 12. Podem ser desconsideradas as tensões de tração ou compressão na solda paralelas ao eixo da solda. Se a carga fosse aplicada junto ao flange comprimido.4. força cortante de considerada da viga cálculo na seção A força na solda é 100 × 762. Q = Af x y = 25 x 1. 67 . conforme det.0 2 =5. as soldas de composição de perfis soldados são calculadas em função da tensão de cisalhamento longitudinal na alma e de tensões locais naquele ponto. geralmente a da mesa (NBR 8800.3 .5 = 0.2 – VERIFICAÇÃO Pela tabela 2. 5.

2 . 68 .Os parafusos de alta resistência devem ser apertados de forma a se obter uma força de protensão adequada a cada diâmetro e tipo de parafuso usado.O aperto deve ser aplicado por um dos seguintes métodos: • rotação de porca • chave calibrada • indicador direto de tração. independente da ligação ser por atrito ou por contato.Exemplos de Cálculo TABELA 1.1 FORÇA DE PROTENSÃO MÍNIMA EM PARAFUSOS DE ALTA RESISTÊNCIA FORÇA DE PROTENSÃO MÍNIMA (kN) ASTM A-325 ASTM A-490 DIÂMETRO DO PARAFUSO 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 1/2” Notas: 53 85 125 173 227 250 317 460 66 106 156 216 283 357 453 659 1 .

2 ÁREAS BRUTA E EFETIVA À TRAÇÃO DE PARAFUSOS E BARRAS ROSQUEADAS a) ASTM PASSO DA ROSCA “P” (mm) 1.63 3.75 2.00 3.31 2.50 3.50 2.63 4.23 5.00 4.08 5.00 3.95 2.64 ÁREA BRUTA “Ap” (mm2) 126 198 285 388 506 641 792 958 1140 1552 2027 ÁREA EFETIVA À TRAÇÃO “Ar” (mm2) 91.TABELA 1.50 4.18 3.54 2.00 2.23 4.00 ÁREA BRUTA “Ap” (mm2) 113 201 314 380 452 573 707 855 1018 1385 1810 ÁREA EFETIVA À TRAÇÃO “Ar” (mm2) 84.3 157 245 303 353 459 561 694 817 1120 1470 DIÂMETRO M12 M16 M20 M22 M24 M27 M30 M33 M36 M42 M48 69 .82 3.50 5.6 146 215 298 391 492 625 745 907 1126 1613 DIÂMETRO 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 3/8” 1 1/2” 1 3/4” 2” B) ISO PASSO DA ROSCA “P” (mm) 1.50 3.

5 x 55 25.5 37.3. a não ser que seja aprovado pelo responsável pelo projeto o uso de furos alargados ou alongados 2 .5 37.5 37.3 DIMENSÕES MÁXIMAS DE FUROS PARA PARAFUSOS E BARRAS ROSQUEADAS a) ISO DIÂMETRO NOMINAL (mm) DIÂMETRO DO FURO PADRÃO (mm) DIÂMETRO DO FURO ALARGADO (mm) 17 21 25 27 29 33 38 41 44 50 56 DIMENSÕES DE DIMENSÕES DE UM UM FURO POUCO FURO MUITO ALONGADO ALONGADO (mm) (mm) 13.5 x 22 17.800.5 x 105 49.5 x 120 M12 M16 M20 M22 M24 M27 M30 M33 M36 M42 M48 13.5 25.5 21.5 x 28 23.5 23.5 x 30 17.5 x 26 21.5 x 50 23.5 28.5 34.5 x 82.5 31.5 x 35 28.5 x 30 25.5 b) ASTM DIÂMETRO NOMINAL DIÂMETRO DO FURO PADRÃO DIÂMETRO DO FURO ALARGADO 11/16” 13/16” 15/16” 1 1/16” 1 1/4” 1 7/16” 1 5/16” 1 11/16” 1 13/16” 2 1/16” 2 5/16” DIMENSÕES DE DIMENSÕES DE UM UM FURO POUCO FURO MUITO ALONGADO ALONGADO 9/16” x 3/4” 9/16” x 1 1/4” 11/16” x 7/8” 11/16” x 1 9/16” 13/16” x 1” 13/16” x 1 7/8” 15/16” x 1 1/8” 15/16” x 2 3/16” 1 1/16” x 1 5/16” 1 1/16” x 2 1/2” 1 3/16” x 1 1/2” 1 3/16” x 2 13/16” 1 5/16” x 1 5/8” 1 5/16” x 3 1/8” 1 6/16” x 1 3/4” 1 7/16” x 3 7/16” 1 9/16” x 1 7/8” 1 9/16” x 3 3/4” 1 13/16” x 2 1/8” 1 13/16” x 4 3/8” 2 1/16” x 2 3/8” 2 1/16” x 5” 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 3/8” 1 1/2” 1 3/4” 2” NOTAS: 9/16” 11/16” 13/16” 15/16” 1 1/16” 1 3/16” 1 5/16” 1 7/16” 1 9/16” 1 13/16” 2 1/16” 1 .Para ligações com furos alargados ou alongados veja item – 7.5 x 40 21.5 x 42.5 43.5 x 67.5 49.4. 70 .5 x 75 34.5 x 39.5 49.5 17.5 34.5 x 90 43.5 43.5 x 18 13.5 x 57.Nas ligações parafusadas entre barras devem ser usados furos padrão.Exemplos de Cálculo TABELA 1.5 31.3 da NBR 8.5 x 60 28.5 31.5 x 45.5 x 51.

01 44.06 1018 193.2 1810 344.73 30.TABELA 1.4.46 573 108.5 100.76 ÁREA BRUTA (BASEADO NO DIÂMETRO NOMINAL) mm2 314 59.50 11. 2 . não se aplicando no método das Tensões Admissíveis.3. 71 .2. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.3.23 19.47 855 162.4 69.4 136.9 56.88 380 72.5 da NBR 8.6 113 TRAÇÃO FORÇA CORTANTE 21.4 e/ou 7.0 177.0 1385 263.800.36 452 86.6 84.27 37. além da Resistência à Tração e/ou ao corte.8 M16 M20 M22 M24 M27 M30 M33 M36 M42 M48 NOTAS: 1 .2.a RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO DE PARAFUSOS EM LIGAÇÕES POR CONTATO (EM kN) DIÂMETRO NOMINAL ESPECIFICAÇÃO M12 ISO 898 CLASSE 4. estas ligações devem ainda atender aos itens 7.Nas ligações por contato.11 201 38.Esta tabela só é aplicável ao método dos Estados Limites.27 707 134.

71 124.85 285 57. além da Resistência à Tração e/ou ao corte.5 258.9 270.5 52.2 82. estas ligações devem ainda atender aos itens 7.8 573.38 114.7 307.0 826.4b RESISTÊNCIA DE CÁLCULO DOS PARAFUSOS EM LIGAÇÕES POR CONTATO (EM kN) DIÂMETRO NOMINAL ESPECIFICAÇÃO ASTM 126 A-307 TRAÇÃO FORÇA CORTANTE TRAÇÃO FORÇA CORT.04 20. 72 .6 386.0 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 3/8” 1 1/2” 1 3/4” 2” ÁREA BRUTA mm2 506 102.3.9 1552 313.7 1140 230.2 165.4 e/ou 7.9 319.800.6 73.6 204.4 438.3 388 78.DE CORTE) 35.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites. DE CORTE) FORÇA CORT.5 572.75 115.4 818.7 51.5 da NBR 8.57 180.2 626.07 261.58 64.79 198 40.2 40.2 464.4 118. (ROSCA NO PL.1 25.9 225.9 295.9 322. além das solicitações externas.9 557.76 63. A-325 (ROSCA FORA PL.2 223.9 162.8 163.70 91.1 641 129.7 663.1 126.1 401.4 460.80 322. (ROSCA NO PL.1 28.19 87.25 58.89 115.7 189.3 632.6 143.0 156.Nas ligações por contato.93 80.79 55. deve ser levado em conta o efeito de alavanca (“Prying Action”).1 438. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.8 100.68 91.7 322. 2 .9 156.DE CORTE) FORÇA CORT.49 40. 3 . que pode aumentar consideravelmente a força de tração nos parafusos.7 903.DE CORTE) TRAÇÃO FORÇA CORT.6 225.2.9 958 193.53 44. A-490 (ROSCA FORA PL.7 270.6 119.8 2027 410.99 235.0 212.7 67.63 13.0 181.13 79.2 390.0 NOTAS: 1 .81 132.5 792 160.0 373.2 181.Exemplos de Cálculo TABELA 1.Na determinação da solicitação de cálculo para parafusos sujeitos à tração.3 223.3.2.53 109.7 460.66 29.

17 22.43 11.40 1” 19.02 20.86 13.86 13.63 16.40 19.72 16.72 7/8” 13.14 NOTA: 1 .43 11.14 26.95 1 1/4” 25.14 9.96 17.86 fy = 345 MPa fu ≥ 485 MPa 3/4” 14.00 1” 15.19 18.11 11.72 13.40 19.69 17.86 13.17 22.00 16.17 22.09 11. 73 .17 1 1/8” 22.00 16.14 9.03 23.09 11.14 9.14 9.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.09 11.71 20.64 13.40 19.29 18. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.14 9. TABELA 1.14 9.72 13.63 16.72 13.78 19.86 13.96 s 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 85 90 8.29 1 1/8” 18.74 22.14 9.29 18.86 13.43 11.14 9.63 16.72 13.29 18.09 11.5a RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À PRESSÃO DE CONTATO NA PAREDE DO FURO EM kN POR mm DE ESPESSURA DE CHAPA RASGAMENTO ENTRE 2 FUROS d em polegadas s em mm d fy = 250 MPa fu ≥ 400 MPa 1/2” 5/8” 11.57 20.14 13.72 13.90 24.14 9. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.86 13.24 1/2” 10.84 22.40 19.72 13.48 13.40 19.63 16.63 7/8” 15.09 11.21 19.00 16.95 24.43 3/4” 12.43 11.09 11.42 11.09 11.43 11.09 11.67 16.As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.43 11.00 16.43 11.63 16.54 16.57 1 1/4” 20.09 11.17 14.63 16.60 9.09 11.86 13.43 11.09 5/8” 13.00 16.14 9.86 13.

19 20.19 19.14 9.19 19.14 9.91 12.10 10.29 18.86 13.55 16.50 18.72 13.00 16.00 21.00 21.37 18.14 9.72 e 20 25 30 35 40 45 50 55 60 65 70 75 80 6.50 9.14 9.00 16.09 11.43 11.63 16.09 11.50 12.14 9.00 10.00 16.10 10.09 11.00 10.55 16.00 10.43 11.43 11.00 16.46 27.63 16.63 16.09 11.00 13.40 19.43 11.72 13.91 12.28 27.64 24.55 16.5b RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À PRESSÃO DE CONTATO NA PAREDE DO FURO EM kN POR mm DE ESPESSURA DE CHAPA RASGAMENTO ENTRE FURO E BORDA d em polegadas e em mm d fy = 250 MPa fu ≥ 400 MPa 1/2” 5/8” 7. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.72 13.00 16.55 16.00 19.37 18.19 1 1/4” 13.86 fy = 345 MPa fu ≥ 485 MPa 3/4” 10.29 18.91 11.50 9.86 13.43 11.40 19.29 1 1/8” 12.17 1 1/8” 14.09 11.17 22.50 22.86 13.95 24.50 15.95 24.43 3/4” 9.28 9.86 13.00 7.29 18.14 9.72 7/8” 9.19 20.17 22.00 1” 10.95 1 1/4” 16.43 11.50 15.50 13.50 18.14 9.40 1” 12.43 11.63 7/8” 10.14 9.50 15.40 19.37 16.00 18.14 9.37 18.72 13.72 13.86 13.73 14.09 11.50 12. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.50 11.50 15.09 11.86 13.83 23.00 16.19 19. 74 .63 16.50 12.86 1/2” 7.63 16.19 19.40 19.83 23.63 16.00 13.00 13.Exemplos de Cálculo TABELA 1.00 19.00 16.73 14.14 NOTA: 1 .73 13.09 11.72 13.19 21.86 13.50 18.73 14.00 13.17 22.43 11.00 22.40 19.00 16.09 11.83 22.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.37 18.00 16.09 5/8” 9.86 13.91 12.64 25.19 20.00 21.00 9.

80 35. 75 .A tabela é aplicada ligações parafusadas em que os parafusos não estejam sujeitos à força de tração (T = 0).68 43.28.48 29.00 48.80 18.Os furos da ligação são padrão (ξ = 1) e o coeficiente de atrito das superfícies de contato µ é 0.44 63.56 70.24 99. 2 .84 23.96 126.A resistência ao deslizamento não pode ser superposta à resistência do parafuso ao corte.6 RESISTÊNCIA DE CÁLCULO À FORÇA CORTANTE EM LIGAÇÕES POR ATRITO RESISTÊNCIA AO DESLIZAMENTO φvRnv (kN) PARAFUSO ASTM A-325 PARAFUSO ASTM A-490 DIÂMETRO DO PARAFUSO 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1” 1 1/8” 1 1/4” 1 1/2” NOTAS: 14. 4 .48 79. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.68 60.76 128. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.TABELA 1.00 88.84 184. 3 .52 1 .

6 19.6 21.7 25.0 21.9 22.0 32.7 20.9 24.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.6 21.3 36.5 22.0 NOTAS: 1- 6 × b'×T × 100 t= 1.9 22.8 27.0 32.4 21.2 26.4 22.0 24.4 19.4 17. fy em kN/cm2.6 19.3 30.1 25.5 33.1 14.8 20.7 28.9 38.9 15.25 × φ × p × f y (1 + αδ ) com: φ = 0.2 23.3 19.3 31.9 19.8 15.8 15.9 27.1. aço fy = 250 MPa b (mm) DIÂMETRO DO PARAF.7 25. b’.0 25.7a FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA PARA DIMENSIONAMENTO AO EFEITO ALAVANCA (mm) tmin.8 26.6 25.9 37.8 22.7 18.6 20.3 19.8 21.6 22.1 18.3.9 31.9.9 19.7 22.6 20.2 24.0 22.3 25.0 18.8 16.6 26.1 29.8 24.3 25.0 24.6 23.4 34.5 24.2 23.1 17.0 27.8 27.5 30. tmáx.0 16.6 22.6 21.3 23.2 20.2 28.0 36.7 23.9 25.5 27.6 16.4 18.1 29.0 23.1 25.8 26.3 31.1 16.Ver item 6.6 28.8 16.4 33.2 23.8 19.7 18.8 31.4 25.0 32.8 14.4 22.1 25.0 25.8 27.3 20.1 23.4 34.2 26.7 32.5 20.0 23.0 19.Exemplos de Cálculo TABELA 1.9 24.4 20.2 15.3 19.8 28.9 14.8 22.1 29.2 23.9 14. 80 T = 60 kN p (mm) 90 100 80 T = 80 kN p (mm) 90 100 80 T = 100 kN p (mm) 90 100 80 T = 120 kN p (mm) 90 100 3/4” 35 M20 3/4” 40 M20 3/4” 45 M20 3/4” 50 M20 3/4” 55 M20 15.3 20.9 27. 76 .0 22.1 25.5 28.9 27.0 17.8 29.3 17.4 22.8 29.6 18.2 29.8 27.3 25.2 23.2 35.9 19.4 19.0 18.5 20.6 31.4 20.0 23.6 28.6 31.0 25.6 25.9 22.0 16.2 23.7 26.0 27.3 18.6 25.5 34.4 16.0 21.6 16.5 20.0 13.6 22. 2 .3 25.3 23.9 20.0 35. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.4 15.0 18.0 19.4 34.0 21.9 20.7 20.9 20.9 20. corresponde a α = 0.6 17.1 24.3 18.6 23.9 18.3 13.0 19.3 30.3 26.2 26.4 26.5 19.5 27.8 23.7 19.8 23. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.7 31.3 30.8 32.1 22.7 18.7 22.8 19.6 17.3 23.4 22.4 23.3 31.4 24.4 24.2 15.7 27.9 27.0 24.5 27.4 19.3 20.0 25.1 29.0 23.6 18.1 25.0 29.5 19.3 20.5 28.0 16.4 21. p e t em mm .6 26.5 27.5 33.8 20.7 18.4 33.3 29.4 29.3 17.4 24.8 21. T em kN.9 24. corresponde a α = 1.6 31.6 32.0 20.1 20.

2 25.4 24.5 31.9 29.6 30.8 31.7 23.1 25.0 22.3 26.0 38.4 30.5 27.7 30.3 33.1 27.9 23.0 24.0 38.4 25.5 19.2 22.2 38.4 22.5 23.2 19.9 34.5 29.0 24.0 25.9 34.2 29.0 32.5 21.4 30.3 32.7 28.9 20.6 19.9 29.6 31.5 29.3 18.0 30.5 32.6 25.5 24.8 25.8 23.7 20.1 24.4 36.8 22.5 27.9 21.0 NOTA: 1 . AÇO ASTM A-36 b (mm) DIÂMETRO DO PARAF.8 23.6 33.2 26.9 35.4 32.8 29.8 23.6 31.9 26.4 36.2 35.1 23.5 32.5 36.4 23.7 31.8 23.4 22.1 22.4 26.2 27.8 28. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação. T = 100 kN P (mm) 90 100 110 90 T = 120 kN P (mm) 100 110 90 T = 140 kN P (mm) 100 110 90 T = 160 kN P (mm) 100 110 M22 40 7/8” M22 45 7/8” M22 50 7/8” M22 55 7/8” 19.7 21.2 25.0 34.9 21.9 26.4 32.2 25.3 33.8 18.5 25.2 38.4 31.7 27.7b FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA PARA DIMENSIONAMENTO AO EFEITO ALAVANCA (mm) tmin.8 31.6 34.1 28.1 23.0 28.6 27.2 21.4 32.0 22.4 21.5 24.0 40.4 35.6 28.7 37.0 27.5 27.6 27.6 31.2 33.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.2 21.0 27.9 35.5 31.4 26.6 25.5 22.2 29. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.0 31.7 34.6 23.7 34.2 29.4 25.7 24.1 21. corresponde a α = 0.3 33.4 23.1 22.3 26.7 28.4 33.4 25.6 28.7 34.6 17.4 24.0 31.6 25.2 33.9 27.8 31.7 19.0 28.5 36.1 25.2 35.5 20.3 24.8 20.9 19.2 29.8 21.8 17.4 25.7 24.2 29.2 21.4 36.8 28.2 21.8 29. corresponde a α = 1. 77 .4 24.2 20.2 38.3 33.0 34. tmáx.0 30.0 25.7 37.0 28.9 24.6 23.8 29.0 27.0 30.2 22.6 25.TABELA 1.0 30.0 40.1 21.0 31.3 20.1 27.8 26.6 30.2 38.3 23.8 30.5 27.6 25.

8 37.9 21.4 39.7 30.5 24.2 32.2 36.5 24.7 40.4 29.8 32.4 27.8 38.0 23.1 29.1 35.9 30.5 26.3 28.4 29.9 27.4 31.6 29.5 36. AÇO ASTM A-36 b (mm) DIÂMETRO DO PARAF.4 33.0 30.9 38.5 26. tmáx.6 29.6 26.7 28. corresponde a α = 0.2 21.1 32.7 22.6 31.8 26.9 31.5 20.4 28.0 34.2 34.3 23.6 36.0 31.6 33.8 27.0 23.6 32.3 23.5 36.8 24.2 34.0 22.9 22.9 26.6 31.0 21.2 26.6 24.4 42.2 28.5 24.9 25.6 25.0 25.9 30.3 30.4 36.8 35.5 22.2 24.9 34.4 36.4 27.7c FAIXA DE ESPESSURAS DE CHAPA PARA DIMENSIONAMENTO AO EFEITO ALAVANCA tmin.4 33.0 27.6 20.8 35.6 40.2 29.1 32.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.2 25.3 33.5 31. 78 .9 24.8 27.5 27.8 27.3 25.8 26.2 25.9 22.8 26.9 38.4 28.2 22.6 32.7 40.8 30.4 23. T = 140 kN P (mm) 100 110 120 T = 160 kN P (mm) 100 110 120 T = 180 kN P (mm) 100 110 120 T = 200 kN P (mm) 100 110 120 M24 40 1 M24 45 1 M24 50 1 M24 55 1 22.2 38.8 30.2 28.0 38.1 25.2 34.7 21.8 NOTA: 1 .2 27.3 33.6 27.6 25.4 32.6 34.1 27.8 29.8 32.5 32.0 28.8 19.8 25.Exemplos de Cálculo TABELA 1.7 25.0 30.4 29.8 25.4 37.9 35.8 34.6 22.0 35.2 24.2 37.9 27.0 29.3 30.1 29.0 24. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.8 40.1 28.1 27.6 27.6 32.8 30.4 32.7 24.4 28.4 23.5 25.7 34.3 25.6 23.5 36.8 27.3 39.7 25.4 31.5 28.6 23.4 33. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.5 24.6 23.0 35.6 34.9 38.3 30.8 33.5 40.9 34.4 22.5 27.2 29.0 38.1 35.2 38.4 19.7 34.2 20.7 37.1 30.3 23.6 26.4 24.4 36.6 33.8 22.3 42.5 27.1 28. corresponde a α = 1.3 24.5 28.8 31.5 32.

3. não sendo ponderadas.8 266.5 6.7 978.2 733.6 235.2 236.9 93.3 770.6 1060 837.4 558.7 418.4 11.6 1019 1146 1274 1401 1528 1656 366.6 815.7 578.7 12.3 289.9 7.8 764. (2) As resistências de cálculo tabelas são nominais.0 244.1.7 209.0 139. multiplicar os valores das resistências de cálculo pelo fator 0.0 279.4 141.8 5.6 192.9 998.6 489.5 674.1 1100 1284 1467 1651 1834 2017 2201 2384 499.6 652. MÁX.8 LIGAÇÃO DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS DE EXTREMIDADE PARAFUSADAS PARAFUSOS ASTM A-325 DIMENSÕES DA VIGA SUPORTADA (mm) MÍN.3.5 296.8 550.4 11.5 518.2 1060 254.800/86.5 mm b = 76.5 15.0 177.0 488.2 891.1 733.1 385.6 13.4 148.6 207.3 384.6 1248 1498 1747 1997 2247 2496 2746 2596 3245 59.2 424.1 570.7.8 963. 200 280 370 450 530 600 670 750 820 890 960 1030 300 430 570 700 850 990 1130 - COMPRIMENTO DA CANTONEIRA DE LIGAÇÃO “L” (mm) 140 210 280 350 420 490 560 630 700 770 840 910 NÚMERO DE PARAFUSOS POR LINHA VERTICAL 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 RESISTÊNCIA DE CÁLCULO RESISTÊNCIA DE DA LIGAÇÃO POR ATRITO CÁLCULO DA LIGAÇÃO (kN) POR CONTATO (kN) (Ver (Ver Notas 1 e 2) Nota 1) DIÂMETRO DO PARAFUSO DIÂMETRO DO PARAFUSO 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” 1/2” 5/8” 3/4” 7/8” b = 63.2 mm b = 63.7 355.2 896.1 509.7 628.2 3.7 8.7 382. 79 .8 613.TABELA 1.4 1156 907.7 565.0 407.4 471.5 326.2 88.1 377.7 ESPESSURA MÍNIMA REQUERIDA DA ALMA DA VIGA fy = 250 MPa fy = 345 MPa NOTAS: fu = 400 MPa fu = 480 MPa 8.0 867.8 10.0 (1) Para roscas incluídas no plano de corte.4 767.0 697.3 13. Veja NBR 8.8 282.5 188.4 348.2 mm 163.8 118.2 1252 MATERIAL fy = 250 MPa fy = 345 MPa fu = 400 MPa fu = 480 MPa ESPESSURA MÍNIMA REQUERIDA DA CANTONEIRA 4.6 917. item 7.5 636.9 481.1 325.5 mm b = 76.1 15.3 748.9 330.1 9.

7 11.9 16 13.9 LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE DUAS CANTONEIRAS DE EXTREMIDADES SOLDADAS DIMENSÕES DA VIGA SUPORTADA (mm) MÍN.Exemplos de Cálculo TABELA 1.2 80 . 200 280 370 450 530 600 670 750 820 890 960 1030 300 430 570 700 850 990 1130 COMPRIMENTO DA CANTONEIRA DE LIGAÇÃO “L” (mm) 140 210 280 350 420 490 560 630 700 770 840 910 RESISTÊNCIA DA SOLDA (KN) CARGA MÁXIMA FATORADA – ELETRODO E 70 XX (PARA ELETRODO E 60 XX MULTIPLICAR OS VALORES TABELADOS POR 0.3 19.8 7.5 15.1 11.0 mm 200 280 370 450 530 600 670 750 820 890 960 1030 300 430 570 700 850 990 1130 140 210 280 350 420 490 560 630 700 770 840 910 358 478 630 737 843 950 1056 1163 1270 1377 1484 1591 430 574 756 884 1012 1140 1267 1395 1524 1652 1781 1909 576 767 1008 1175 1349 1520 1690 1860 2032 2203 2374 2546 722 961 1260 1468 1687 1899 2112 2326 2540 2754 2968 3182 352 472 626 733 840 946 1053 1159 1266 1373 1480 1587 423 567 752 880 1008 1135 1263 1391 1519 1648 1776 1905 566 758 1002 1173 1343 1514 1684 1855 2026 2197 2369 2540 709 949 1253 1459 1679 1892 2105 2318 2533 2747 2961 3175 AÇO DA VIGA SUPORTADA ESPESSURA MÍNIMA DA ALMA DA VIGA SUPORTADA (mm) ELETRODO E 70 XX ESPESSURA MÍNIMA ALMA DA VIGA SUPORTADA (mm) ELETRODO E 60 XX fy = 250 MPa fy = 345 MPa 10 8.2 mm CANTONEIRA com b = 65.7 8.85 PERNA DO FILETE DE SOLDA 5 6 8 10 5 6 8 10 CANTONEIRA com b = 63. MÁX.3 20 16.5 mm 372 447 598 750 484 581 775 969 590 707 943 1177 698 837 1116 1395 804 965 1286 1608 910 1093 1457 1821 1017 1221 1628 2035 1125 1349 1799 2249 1232 1478 1971 2464 1339 1607 2142 2678 1446 1735 2314 2892 1553 1864 2485 3106 CANTONEIRA com b = 76.0 mm 378 455 609 607 489 586 782 978 595 713 951 1188 702 843 1124 1404 809 970 1294 1617 915 1098 1464 1830 1022 1226 1635 2044 1129 1355 1807 2258 1236 1483 1978 2473 1343 1612 2149 2687 1450 1740 2321 2901 1557 1869 2492 3115 CANTONEIRA com b = 75.6 9.6 14.3 12 9.

8 10.8 10.96 116.28 349.48 513.80 636.64 140 175.00 70 81.24 326.8 3.2 6.10 357.5 3. DE CÁLC.56 721.8 3.76 366.04 79.64 (A) NOTAS: * ** Resistência ASTM A-325 em ligações com rosca excluída do plano de corte As espessuras mínimas tabeladas para a chapa de extremidade foram obtidas a partir da resistência de cálculo dos parafusos.0 3.24 350 459.50 9.3 9.7 6.2 6.2 6.48 382. que essas espessuras estejam no intervalo entre 6 e 10 mm. MÁXIMO EM (kN) RESIST.0 3.3 4.2 4.5 41.84 COMPRIMENTO DA CHAPA (mm) 210 270.8 10.8 3.50 171.40 99.56 699. sugere-se.5 3.14 550.68 298.96 872.80 486.84 1048.16 140 200-300 210 300-450 280 400-600 350 450-750 420 550-900 RESISTÊNCIA DE CÁLCULO DA SOLDA DE FILETE – ELETRODO E 70 XX (kN) ESPESSURA MÍNIMA DA ALMA (mm) fy = 250 MPa 5 6 8 10.00 12.2 4.28 1100.60 356.0 4.56 - 70 120-200 127.04 280 364.2 6.16 570.84 178.40 534.14 ∅ 7/8” ESPESSURA MÍNIMA DA CHAPA (mm)** 4.00 228.5 3.36 267.0 3.5 3. Para que as chapas de ligação tenham uma liberdade de rotação adequada.44 207.7 6.20 267.2 4.18 244.0 4.24 256.08 132.8 10.50 57. DE CÁLC.72 770.0 4.08 165.2 4.86 385.5 3.60 159.5 81.3 9.8 3. MÁXIMO EM (kN) 128.16 ∅ 5/8” ESPESSURA MÍNIMA DA CHAPA (mm)** 3.06 81.26 106.8 10.0 3.76 162.3 4.3 4. DE CÁLC.7 6.30 407.00 114.80 178.2 4.28 324.04 405.42 19.72 124.3 9.00 12.5 3.2 6.0 3.26 238.70 873.3 9.7 6.0 4. MÁXIMO EM (kN) RESIST.12 3. inclusive.0 4.10 LIGAÇÕES DE VIGAS COM UTILIZAÇÃO DE CHAPAS DE EXTREMIDADE ∅ 1/2” NÚMERO DE PARAFUSOS POR LINHA VERTI-CAL PARAFUSO ESPESSURA MÍNIMA DA CHAPA (mm)** A-307 1 A-325 A-325* A-307 2 A-325 A-325* A-307 3 A-325 A-325* A-307 4 A-325 A-325* A-307 5 A-325 A-325* A-307 6 A-325 A-325* 26.00 93.64 509.00 16.8 59.42 524.90 917.TABELA 1.52 733.36 82.0 3.5 3. DE CÁLC.50 434.8 3.00 fy = 345 MPa 7.3 9.50 207.8 10.7 6.0 4.3 4.5 3.3 4. 81 . MÁXIMO EM (kN) RESIST.38 183.10 641.32 254.2 6.3 - L COMPRI MENTO DA CHAPA (mm) LIMITES P/ ALTU-RA DA VIGA (mm) RESIST.50 660. 3.52 243.3 9.00 342.36 489.52 53.50 285.00 445.00 547.62 ∅ 3/4” ESPESSURA MÍNIMA DA CHAPA (mm)** 3.52 174.5 3.96 764.7 6.2 4.76 419.44 420 553.00 320.80 248.12 163.

TABELA 2.1

82

COMPATIBILIDADE DO METAL BASE COM O METAL DA SOLDA (A), (B), (C) E (D)

METAL BASE

METAL DA SOLDA COMPATÍVEL

ABNT AWS A5.1 OU A5.5 E 60 XX ER 705-X E70XX EXX-EXXX AWS A5.17 F6XX-EXXX

Exemplos de Cálculo

ASTM

ARCO COM ELETRODO REVESTIDO ARCO SUBMERSO

NBR 6648 NBR 6649 NBR 6650 NBR 7007 (MR 250) NBR 8261 (GRAU A) AWS A5.1 F7XX-EXXX AWS A5.23 F7X-ECXXX-XX E 7018-XX E 7015, E7016 E7018, E7028 ou A5.5 AWS A5.17 AWS A5.18 ER 705-X

A 36 A 570 GRAU 40 A 570 GRAU 45

ARCO ELÉTRICO COM PROTEÇÃO GASOSA AWS A5.18

ARCO ELÉTRICO COM FLUXO DO NÚCLEO AWS A5.20 E6XT-X E 7XT-X (exceto-2, -3, -10 e –cs)

GRUPO I

A 441

AWS A5.20 E 7XT-X (exceto-2, -3, -10 e –cs)

A 572 GRAU 42 A 572 GRAU 50

GRUPO II

NBR 5000 NBR 5004 NBR 5008 (E) NBR 5920 (E) NBR 5921 (E) NBR 7007 (AR 345) NBR 7007 (AR 290) NBR 7007 (AR COR 345 A OU B) (E) NBR 8261 (GRAUS B e C)

A 242 (E) A 588 (E) (t ≤ 100 mm)

(A) Em juntas constituídas de metais base com duas tensões de escoamento ou limites de resistência diferentes entre si, pode ser usado metal da solda compatível com o metal base de menor resistência; no entanto, devem ser usados eletrodos de baixo hidrogênio se um dos metais base o exigir.

(B) quando for feito alívio de tensões nas soldas, o metal da solda não pode conter mais de 0,05% de vanádio.

(C) Ver item 4.16 da AWS D1.1-82 para requisitos diferentes ao metal da solda usado com processos eletrogás e eletroescória.

(D) Devem ser usados somente eletrodos de baixo hidrogênio ao soldar os aços do grupo I, com espessuras maiores que 25 mm, em estruturas sujeitas à fadiga.

(E) Podem ser necessários processos e materiais de soldagem especiais (p. ex. eletrodos apropriados tais como E 7018G – com adição de cobre, para dar característica de resistência à corrosão atmosférica)

TABELA 2.2
DIMENSÕES NOMINAIS MÁXIMAS DE SOLDAS DE FILETE AO LONGO DA BORDA DE UM ELEMENTO SOLDADO E RESISTÊNCIA MÍNIMA À TRAÇÃO DO METAL DA SOLDA ELEMENTOS MENOS ESPESSO A SER SOLDADO (mm) DIMENSÃO MÁXIMA DA PERNA (mm) DIMENSÃO MÁXIMA DA GARGANTA (mm)

t2 < 6,35 6,35 8,0 9,5 12,5 16,0 19,0 22,4 25,0 31,5 37,5 50,0 t2 = espessura do elemento menos espesso

t2 5,0 6,5 8,0 11,0 14,5 17,5 21,0 23,5 30,0 36,0 48,5 3,5 4,5 6,0 8,0 10,5 12,5 15,0 16,5 21,0 25,5 34,0

RESISTÊNCIA MÍNIMA À TRAÇÃO DO METAL DA SOLDA

METAL DA SOLDA E60XX; F6X-EXXX; E6XT-X E70XX; F7X-EXXX; ER70S-X; E7XT-X

fw (MPa) 415 485

83

Exemplos de Cálculo

TABELA 2.3
DIMENSÕES MÍNIMAS DE SOLDAS DE FILETE EXECUTADAS COM UM PASSE ELEMENTOS MAIS ESPESSO A SER SOLDADO (mm) DIMENSÃO MÍNIMA DA PERNA (mm) DIMENSÃO DA GARGANTA (mm)

t1 ≤ 6,35 6,35 < t1 ≤ 12,5 12,5 < t1 ≤ 19,0 t1 > 19,0 t1 = espessura do elemento mais espesso

3 5 6 8

2,1 3,5 4,2 5,7

NOTAS:
1 - A dimensão mínima da solda é determinada em função do elemento menos espesso a ser soldado. Esta dimensão não precisa ser maior do que a espessura do elemento menos espesso, desde que a resistência de cálculo necessária seja atendido, e que se use pré aquecimento. 2 - A dimensão mínima da perna não pode ser considerada maior que 25% do comprimento efetivo da solda.

84

TABELA 2.4
SOLDA DE FILETE RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO RESISTÊNCIA DE CÁLCULO φRn POR MILÍMETRO DE FILETE DE SOLDA (kN/mm) PERNA (mm) CISALHAMENTO NA SEÇÃO EFETIVA Aço fy = 250 MPa Aço fy = 345 MPa Aço fy = 250 MPa Eletrodo E60XX Eletrodo E70XX Eletrodo E70XX

3 4 5 6 7 8 9 10
NOTAS:

0,40 0,53 0,66 0,79 0,92 1,06 1,19 1,32

0,41 0,54 0,68 0,81 0,95 1,08 1,22 1,35

0,46 0,62 0,77 0,93 1,08 1,23 1,39 1,54

1 - A solicitação de cálculo é igual à resultante vetorial de todas as forças de cálculo na solda que produzam tensões normais ou de cisalhamento na superfície de contato das partes ligadas. 2 - Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites, não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.

85

28 5.5 12.14 2.14 2.48 2.95 3.02 3.06 6.13 1.33 2.66 5.53 1.42 1.77 2.17 1.0 9.88 4.5 37.78 11.32 1 . 86 .76 9.25 1.0 19.78 11.04 5.63 7.63 7.17 4.16 2.98 3.09 8.96 2.Exemplos de Cálculo TABELA 2.99 9.44 11.97 5.4.3 8.08 1.75 0. As solicitações nominais deverão ser majoradas pelos respectivos coeficientes de ponderação.53 0.54 4.38 4.60 4.28 5.44 11.88 4.68 0.95 3.90 6.25 1.85 1.81 3.55 1.55 1.80 2.5 16.0 31.As resistências de cálculo apresentadas nesta tabela são válidas para juntas pré qualificadas.80 2.0 6.28 1.64 15.5 SOLDAS DE ENTALHE – PENETRAÇÃO TOTAL RESISTÊNCIAS DE CÁLCULO φRn RESISTÊNCIA DE CÁLCULO φRn POR MILÍMETRO DE CORDÃO DE SOLDA (kN/mm) TRAÇÃO OU COMPRESSÃO PARALELA AO EIXO DA SOLDA Aço fy = 250 MPa Eletrodo E70XX/ E60XX Aço fy = 345 MPa Eletrodo E70XX MENOR ESPESSURA DAS PARTES SOLDADAS TRAÇÃO OU COMPRESSÃO NORMAL À SEÇÃO EFETIVA DA SOLDA Aço fy = 250 MPa Eletrodo E70XX/ E60XX Aço fy = 345 MPa Eletrodo E70XX CISALHAMENTO DA SEÇÃO EFETIVA Aço fy = 250 MPa Eletrodo E70XX/ E60XX Aço fy = 345 MPa Eletrodo E70XX 5.49 1.57 3.0 NOTAS: 1.09 8.76 9.93 1.04 5.48 2.42 1.5 50.64 15.25 5.69 2.87 6.4 25.13 1. ver item 4.Esta tabela só é aplicável ao Método dos Estados Limites.96 2.0 22.96 7. não se aplicando ao Método das Tensões Admissíveis.60 4.97 5.81 3.90 6.96 7. 2 .

6 FILETE DE SOLDA TRATADO COMO LINHA FORÇA NA SOLDA 87 .TABELA 2.

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