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Mecânica 2006/07

Trabalho Prático nº6

Determinação do
Módulo de Young de
um fio metálico.

Trabalho realizado por:


o Cátia Alves 39916
o Ana Viegas 39878
o Cátia Gaudêncio 39929

Objectivos:
Mecânica 2006/07
Determinar o módulo de Young de um fio metálico.

Introdução:
O módulo de Young é um parâmetro mecânico que
proporciona uma medida da rigidez de um corpo sólido.
O corpo quando sujeito a uma determinada força de tracção
ou tensão sofre deformação. Quando essa força deixa de actuar e
este volta à sua posição e forma inicial, diz-se que sofreu uma
deformação elástica. Caso contrário, ou seja, quando a força
deixa de ser aplicada e o corpo permanece na mesma posição,
este sofre defomação plástica.
A elongação não depende do tipo de material nem das
dimensões do corpo, bem como da intensidade da força aplicada
a este. Representa-se do seguinte modo:

1 F
∆L = L0
E A

Considerações teóricas:
O Módulo de Young pode ser importante para o
conhecimento da elongação de um material como por exemplo na
construção civil no caso de pilares, vigas e estruturas metálicas,
como o exemplo de objectos suspensos por fios metálicos e
sólidos a tensões.

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Mecânica 2006/07
Procedimento Experimental:
a) Medir o diâmetro do fio utilizando o micrómetro (fazer
várias leituras em posições diferentes ao longo do fio).
b) Determinar o comprimento inicial do fio (fazer várias
leituras).
c) Variar a massa, aumentando-a de 0,5 kg até 4,5 kg, tendo
o cuidado de variar a posição da ranhura das várias
massas suspensas, de modo a não desequilibrar o
suporte.
Para cada um dos corpos, medir a elongação produzida,
utilizando o nónio. Os corpos de que dispõe são de
0,50±0,05 kg e 1,0±0,1 kg de massa.
d) Variar a massa, diminuindo-a de 0,5 kg até ficar apenas
com o corpo inicial. Para cada um dos corpos medir a
elongação.

Foram lidos os seguintes valores para o diâmetro do fio e para o


seu comprimento inicial:

d=0,40×10-3 m
L0= 1,185 m

Em seguida, foram realizadas as alineas c) e d) do procedimento


experimental. Na tabela 1 estão registados os valores da
elongação quando são colocadas massas de 0,50kg em 0,50kg
até atingir uma massa de 4,50kg.

m (kg) ΔL (m)
±0,05 ±0,01 x 10-3
0,50 0,45
1,00 0,90
1,50 1,15
2,00 1,45
2,50 1,75
3,00 2,00
3,50 2,30
4,00 2,55
4,50 2,80
Tabela 1.

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Na tabela 2 estão registados os valores da elongação e
respectiva massa quando se fez variar a massa a partir dos
4,50kg diminuindo-a de 0,50kg até ficar apenas com o peso
inicial(0,50kg).

m (kg) ΔL (m)
±0,01 ±0,0 x 10-3
4,50 2,80
4,00 2,60
3,50 2,35
3,00 2,00
2,50 1,75
2,00 1,40
1,50 1,15
1,00 0,95
0,50 0,45
Tabela 2.

Com análise das tabelas 1 e 2 podemos concluir que para


massas iguais existem valores de elongação semelhantes, sendo
assim podemos considerar que o fio metálico sofreu uma
deformação elástica, pois alguns valores apresentam apenas uma
pequena discrepância, talvez devido a erros de paralaxe.
Ao longo da actividade experimental verificou-se que a área da
secção transversal do fio metálico se mantém constante enquanto
que o seu comprimento, L, varia.

Com base nos dados da tabela 1 obtém-se o gráfico seguinte e


respectiva recta de linearização:
Dados experimentais linearizados
(m)

y = (76 ± 2) ×10 −7 x + ( 27 ± 4) ×10 −5


x 10- 3

2.5

1.5

0.5
Pontos xy
Recta de linearização

0
0 50 100 150 200 250 300 350 4
Kg
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Conhecendo os parametros da recta de linearização, podemos


calcular o valor do módulo de Young e seu erro associado através
das seguintes fórmulas:
L0
m= m = 7,6054422 ×10 −6
 E
∆m =1,900650385 ×10 −7
b = 2,7222222 ×10 −4
∆b = 4,031402316 ×10 −5
L
E= 0 r 2 = 0,9956472964
m
y = (76 ±2) ×10 −7 x +( 27 ±4) ×10 −5

1,185
E= ×10 6
76 ×10 −7

E = 1,559 ×10 11 N / m 2

∆m × E
∆E =
 m

∆E = 4 ×10 9

Conclusão:
Nesta experiência podem ter ocorrido erros de leitura,
nomeadamente, erros de paralaxe.
Obtivemos um resultado para o módulo de Young preciso,
mas não exacto, pois (mesmo com a margem de erro obtida) o valor
real não se encontra dentro dos valores experimentais.
Podemos ainda concluir que o fio de aço sofreu uma
deformação elástica pois, tendo em conta as tabelas 1 e 2, o valor do
módulo de Young obtido nas duas situações é igual.
Esta experiência poderia ser melhorada caso as massas
adicionadas tivessem exactamente o mesmo peso e se houvesse
oportunidade de a repetir.

Bibliografia:
• Módulo de Young, Cabeças das Cátias e Ana, Meninas Editora, Aveiro 2007