Sociedade de Ensino Profissional, Lda.

Comunidade e Intervenção

Escola Profissional e Artística da Marinha Grande Ano Lectivo 2010-2011 Curso de Técnico de Apoio Psicossocial

Comunidade e Intervenção

Minorias Étnicas
A etnia não se quantifica, valoriza-se

Carla Matos, nº2 Joana Carreira, nº6 Kelly Mendes, nº8 Mariana Duarte, nº13 Mariana Ribeiro, nº14 3º AP

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Índice

Introdução ................................ ................................ ................................ ............................. 3 Minoria Étnica ................................ ................................ ................................ ....................... 4 Exemplos de Etnias................................ ................................ ................................ ................ 8 Etnia Cigana ................................ ................................ ................................ .......................... 8 Etnia Marroquina ................................ ................................ ................................ ..................15 Etnia Indiana: ................................ ................................ ................................ ................................ .. 20 Etnia Judaica ................................ ................................ ................................ ................................ ... 22 Seus direitos ................................ ................................ ................................ ......................... 23 Conclusão ................................ ................................ ................................ ............................. 27 Folha de Avaliação ................................ ................................ ................................ ...............28

Introdução
As minorias éticas, estão presentes nos dias de hoje cada vez mais, ou seja são Etnias vistas como minorias na Sociedade Portuguesa.

pois.Sociedade de Ensino Profissional. religiosa. uma comunidade humana definida por afinidades linguísticas e culturais e semelhanças genéticas. Minoria. cultural. ou um grupo étnico é. tal como é referido neste trabalho acontece sobretudo na etnia Cigana a etnia Marroquina. Uma minoria pode ser étnica. Uma minoria pode ser étnica. religiosa. linguística. linguística. . ou como um sinónimo para grupo minoritário. Estas comunidades geralmente reivindicam para si uma estrutura social. existe uma falta de integração cultural. A palavra etnia é usada muitas vezes erroneamente como umeufemismo para raça. o termo minoria diz respeito a um determinado grupo humano ou social que esteja em inferioridade numérica em relação a um grupo maioritário e/ou dominante. diz respeito a um determinado grupo humano ou social que esteja em inferioridade numérica em relação a um grupo maioritário e/ou dominante. Étnica (=) Etnia. Judaica e a etnia indiana (desde a origem aos direitos a nível Nacional e Internacional. no sentido mais amplo. política e um território. cultural. ou como um sinónimo para grupo minoritário. A coesão social é ameaçada pela não -aceitação do direito à diferença. A palavra etnia é usada muitas vezes erroneamente como um eufemismo para raça. Comunidade e Intervenção No fundo pode-se dizer que uma minoria. Lda.

Comunidade e Intervenção Exclusão Social. Estes grupos excluídos ou. Estes três parâmetros englobam-se entre si. por vezes origina graves conflitos. precisam assim de uma estratégia ou política de inserção de modo a que se possam integrar e ser aceite pela sociedade que os rodeia. foi a partir dos primeiros anos da década de 80. e principalmente apôs a descolonização e da Revolução de Abril de 1974 que este fenómeno até então moderado se tornou uma realidade constante. criando diversas iniciativas neste âmbito. mas. Lda. facto que. A imigração constante que se regista nos países Europeus. dificuldades ou problemas sociais que levam ao isolamento e até à discriminação de um determinado grupo. pois. Portugal foi sempre um destino de migração. Em 1997 a União Europeia declarou o Ano Europeu contra o Racismo. A coesão social é ameaçada pela não-aceitação do direito à diferença. é de uma forma geral. A Europa têm sido sempre. Grande parte da emigração feita para a Europa. trouxe consigo fenómenos como a xenofobia e o racismo. existe uma falta de integração cultural. Em Portugal. surgem nestas circunstâncias problemas de direitos humanos e civis relacionados com os imigrantes. parte de anti as colónias para os g respectivos países colonizadores.Sociedade de Ensino Profissional. um destino constantemente escolhido pelos imigrantes. leva à existência e convivência de numerosas culturas o que. à semelhança de outros países na Europa. que sofrem de exclusão social. quer estejam estes legais ou ilegais no país de acolhimento. pois de certa forma um é consequente do outro. muitas vezes esta imigração era efectuada por razões .

No entanto. principalmente para os imigrados. não têm direitos e não têm nenhuma garantia social. mas como algo indesejável. O fenómeno da imigração. e por remuneração inferior. tornou-se posteriormente. realizar estudos superior no país es colonizador. económicas e. em que os habitantes dos países colonizados procuravam por falta de escolas ou recursos no seu pais de origem. as sociedades tendem a categorizar e a excluir certos g rupos sociais. os imigrantes passam então a ser vistos não como uma mais-valia. uma movimentação de grandes quantidades populacionais. Lda. esta imigração era aceite e bem recebida. Comunidade e Intervenção académicas. devido à necessidade de mão-de-obra não especializada que estava disposta a realizar trabalhos que os naturais dos pais não desejavam. não descontam. A imigração efectua-se também por outras razões nomeadamente. os imigrantes.Sociedade de Ensino Profissional. no período pós revolução. existem muitas dificuldades. xenofobia e até racismo. e associando a estes: . proíbe a imigração e que re stringe a entrada de africanos no espaço português. criando preconceitos e estereótipos relativamente aos mesmos. pois. devido à hipocrisia social que existe no que diz respeito ao Tratado de Schengen que. nomeadamente. os imigrantes como um alvo de exclusão social. Existe uma grande injustiça para com imigrantes que se encontram a trabalhar de forma clandestina. tornando assim. são estes que trabalham nas obras públicas e. que se constituiu durante muito tempo como pequenos casos isolados. e que a mão-de-obra é excessiva para o trabalho disponível. Numa sociedade em que o desemprego atinge núm eros consideráveis. este factor veio tornar muito mais difícil a integração destes novos imigrantes. por trabalharem clandestinamente. Diferenças culturais e religiosas incentivaram a discriminação destes grupos. em termos de acesso ao mercado de trabalho. Portanto.

criando assim. a multiculturalidade é um aspecto positivo. tráfico de droga.Sociedade de Ensino Profissional. nível económico e cutural baixos. Os Imigrantes originários de países colonizados tiveram grande influência na história da exclusão social. delinquência. a esta torna-se um dos maiores factores de exclusão para as minorias étnicas. Lda. a exclusão e dirigida aos imigrantes. Esta afirmação como cultura individual de um povo. Alfredo Bruno da Costa (1998). as minorias étnicas sofrem diversos tipos de discriminação ou exclusão. deve ser aceite ain da que este se constitua como uma minoria na medida em que. Comunidade e Intervenção grupos marginais organizados. afirma que ³O desenvolvimento dos países pobres é a única verdadeira solução para o problema das migrações massivas. Estes guetos acabam por agravar os problemas sociais já existent s.´ A Europa. A maioria cultural e étnica de um país tende a excluir as minorias dos locais onde habita. tornou-se um continente multicultural. Exemplos de Etnias vistas como minorias na Sociedade Portuguesa: . muitas vezes gerar conflitos. Em Portugal. motivadas mais pelo «efeito de repulsão» (push effect) dos países de origem do que pelo «efeito de atracção» (pull effect) dos países de destino. do país de acolhimento e a cultura do imigrante é um factor que pode. a exclusão quer ao nível cultural quer. Em Portugal. tais como a pobreza. muitos dos países que foram colonizados viram as suas culturas de origem reprimidas pela cultura do país colonizador. A convivência entre as culturas. nomeadamente contra os imigrantes PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). à medid que enriquece ambas as culturas. do local de fixação dos imigrantes. devido às constantes imigrações que foi sofrendo oriundas dos mais variados locais. não são necessariamente inferiores ou superiores. guetos onde se concentram as minorias excluídas. uma vez que. bem como. culturas diferentes. Se por um lado. também a motivos de ordem racial. são apenas distintas. não se cinge apenas a questões culturais mas. tendem a sentir necessidade de afirmar a cultura do seu país de origem.

de onde partiram por volta do ano 900. Pelos países por onde iam passando. havia sempre um pequeno grupo que se fixava. iniciando o seu percurso nómada.Sociedade de Ensino Profissional. a prática de comércio de animais e ³outras imposturas´. no reinado de D. estima-se que existam actualmente cerca de 7. mulheres e filhos ciganos. Até final da monarquia (1910) a relação do poder com os ciganos foi marcada por constantes tentativas de ³erradicação´ total ou parcial dos ciganos nómadas. II ± ESPECIFICIDADES DA CULTURA CIGANA . A maioria vive na Roménia e na Espanha. Roménia.000 ciganos. saiu um decreto a proibir o traje. Comunidade e Intervenção Etnia Cigana: I ± ORIGENS Julga-se que os ciganos são originários do Noroeste da Índia (actual região de Punjab). Os ³ROM´ (que significa Homem) ter-se-ão dispersado pelo Egipto. a língua. sob pena de açoites e degredos. João V.000 a 8. Na Europa. Rússia e vários outros países. João IV (1647).500. a monarquia aceitou e até protegeu legalmente os ciganos sedentarizados (aos quais eram dadas ³cartas de vizinhança´) e que geralmente se tratavam de indivíduos que participavam em animações. Em 1708. Turquia. Lda. No percurso nómada iniciado na Índia. No reinado de D.000. este mandou fixar residência a alguns presos idosos. os ciganos chegam a Portugal. Apesar das proibições e perseguições. dando origem a comunidades ciganas espalhadas por um vasto território europeu.

o avô paterno domina a ³lei cigana´. Lda. receio de envolvimento com rapazes não ciganos e atribuição de funções sociais e familiares pré -definidas.Sociedade de Ensino Profissional. da mulher e da virgindade. por diversas razões: ³despertar´ do corpo. ao sistema de valores. retirada da escola. a) O Papel da Mulher na Etnia Cigana A beleza física da mulher é valorizada desde a infância. é. é o avô paterno a figura mais respeitada entre a população cigana. uma vez que é um aspecto importante para conseguir melhores ³pretendentes´ para casar. factor que se torna responsável pela resistência e/ou rejeição da população cigana em relação às creches. em regra. jardins-de-infância. do luto e dos mortos. que afastam as crianças dos pais e avós e os substitui por elementos de outra cultura. A convivência intergeracional é muito importante para a reprodução social do grupo. do dialecto. aos padrõe de cultura. Por ser ele quem tem mais experiência de vida e maior conhecimento da cultura cigana. rompendo ou pelo menos dificultando a transmissão da cultura e modos de ser e estar ciganos. Comunidade e Intervenção Para podermos abordar a especificidade cultural da população cigana é fundamental falar do papel central assumido pela família. A pré-adolescente . fazendo dele a pessoa que deve ser consultada sempre que surgem conflitos entre indivíduos ou famílias. Uma vez que os mais velhos detêm um papel muito importante na comunidade e os homens a responsabilidade de orientar e controlar a mulher e a descendência. Quando atinge a pré-adolescência. acompanhando no seu -a crescimento. do respeito pelos mais velhos. A família extensa constitui a unidade estrutural básica da organização social e cultural da etnia cigana. escolas e lar de idosos. É através dela que os elementos mais novos acedem à cultura e identidade ciganas. ao que é interdito e ao s que é permitido. ou seja. as normas e padrões de conduta que o cigano deve seguir. do casamento.

. o homem r tem o direito de rejeitar o casamento e a noiva regressa a casa dos pais. apesar da vergonha que tal facto representa para a família. tidos como correctos e essenciais para uma futura esposa: saber dançar e cantar. Quando a família entende que a adolescente está preparada para o casamento. Este ³investimento´ traduz-se na valorização da imagem (através das roupas e jóias) e da aprendizagem de determinados comportamentos. Toda a família alargada se envolve no processo educativo das crianças. independentemente da idade da mulher. que guarda para si. ser boa dona de casa e boa mãe. Só o segundo filho será planeado. b) O Casamento O ³pedido´ geralmente é feito através das famílias. No caso da mulhe não ser virgem. Comunidade e Intervenção passa a ser vista na comunidade como uma ³solteirinha´ e os pais investem nas filhas com o objectivo de conseguir um ³bom casamento´ (família do pretendente estar bem inserida na comunidade cigana-poder monetário e social).Sociedade de Ensino Profissional. Depois da consumação do casamento. esta prática na maioria das vezes não é precedida de aconselhamento médico. No entanto. A adesão às práticas contraceptivas é maior por parte das mulheres mais jovens. embora a mãe assuma um papel preponderante. é apresentada à restante comunidade. c) A família A precocidade do primeiro filho é um elemento integrante do estatuto de mãe que a cultura reconhece à mulher e reforça o elo de ligação entre as duas famílias. a sogra terá que ter acesso à ³prova da virgindade´ da noiva. ser ³sossegada´. A primeira gravidez é um complemento natural e esperado do jovem casal. mas também pode ser feito pelo próprio pretendente. Lda.

mas constata-se que todos falam um idioma que tem a mesma origem histórica. Lda. a importância social da mulher é diminuída. passa vestirse de preto o resto de sua vida. Dei a de poder usar qualquer coisa x que a embeleze ou chame a atenção para a sua feminilidade.Sociedade de Ensino Profissional. às tesouradas. Comunidade e Intervenção Uma mulher cigana só ganha estatuto de maior respeito dentro da comunidade quando atinge a faixa etária dos 50/60 anos. e o cabelo cortado é colocado no caixão do marido que vai a enterrar). não pode usar qualquer acessório de beleza. só foram passando de geração em geração algumas ³palavras-código´. A mulher deixa de ser da chamada pelo seu nome próprio e passa a ser a ³viúva´ do marido. a sua participação em eventos sociais é limitada. a mulher é ³anulada´. pelo menos. perdendo direitos dentro da comunidade. deixa de existir enquanto pessoa e passa a ser a ³sombra´ do marido falecido. que usam algumas palavras do romanó e aplicam a gramática castelhana ou portuguesa.roupas pretas e largas. não pode usar produtos de cosmética. O ³caló´ pode definir-se como o idioma dos ciganos peninsulares. III ± OS CIGANOS EM PORTUGAL A etnia cigana encontra-se em Portugal há. d) A Mulher e o Luto No caso de viuvez. que é o ³romanó´. Algumas tradições do luto na mulher: corte de cabelo. cinco séculos. comparativamente a outros grupos étnicos minoritários e com menos tempo de . sapatos sem salto. Entre os ciganos portugueses. Ou seja. lenço na cabeça. sendo. e) Língua Existem importantes variações entre os grupos maioritários de ciganos. O luto é para to a vida.

as alterações da sociedade foram exercendo alguma pressão e levando a novos esforços de adaptação. a novas ocupações e condições de vida. nos serviços. Lda. estas não têm acesso à escolaridade básica (já de si muito reduzida a nível da comunidade em geral) e não lhes cabe trabalhar para além da ocupação nas actividades domésticas e dos cuidados dos filhos. . Numa sociedade maioritária voltada para o trabalho e para o consumo. existe muita resistência da parte da comunidade cigana relativamente ao trabalho feminino. quase sempre à margem da sociedade. Comunidade e Intervenção permanência no território nacional. Etnia Marroquina: Economia A economia deste país baseia-se na agricultura. encontram divididos -se entre a necessidade de integração na sociedade dominante e o desejo de preservação da sua identidade e autonomia étnica. o que se reflecte em todas as dimensões da sua organização familiar e social. destacando-se. O elemento que marca esta tão forte distinção é a forma como esta etnia conseguiu preservar durante séculos a sua cultura e modos de vida. principalmente. a etnia cigana vai sofrendo mudanças nos seus valores e estilos de vida e muitos dos seus membros. A cultura cigana aparece como uma identidade étnica que não se rege pelos mesmos valores da cultura dominante. a resistência sistemática pela integração escolar e profissional.Sociedade de Ensino Profissional. na indústria transformadora e na exploração mineira. a que mais se distingue da sociedadedominante. ou da ajuda ao marido em actividades tradições de venda e comércio ambulante. Contudo. Um dos condicionalismos a nível de inserção profissional é facilmente verificado no caso das mulheres: na tradição cigana. principalmente os jovens adultos. Por isso.

Os participantes percorrem 206 quilómetros em seis etapas. Após terminarem as refeições novamente agradecem dizen ³All Hamdu do Lillah´ que quer dizer ³Graças a Deus´ e repetem o ritual de lavar as mãos. Comunidade e Intervenção A terra cultivável abrange oito milhões e meio de hectares e faculta produções de trigo. cana-de-açúcar e algodão. Relativamente ao jantar marroquino. para além deste costume. Lda. Os maiores obstáculos que enfrentam são tempestades de areia e bolhas nos pés. esta traz uma bacia de metal com sabão no meio. Sendo sempre uma mulher ou mesmo um membro jovem da família. mas só podem beber 9 litros de água por dia. comem de um prato comunitário. As mãos são lavadas e secas numa toalha que é oferecida. os têxteis. citrinos. eles carregam uma mochila com todo o material necessário. com a mão direita. os principais parceiros comerciais de Marrocos são Portugal. Os marroquinos têm como hábito de beber chá verde c hortelã e açúcar antes om e depois das refeições. o polegar e os dois primeiros dedos. agradecem a Deus dizendo ³ Bismillah´. as mesas não ficam prontas. O turismo constitui uma importante fonte de receitas. visto que os pratos são trazidos pouco a pouco. EUA e Alemanha. milho. por vezes é feito de esculturas artesanais e água em volta. A exploração mineira centra-se na extracção de fosfatos no Saara Ocidental.Sociedade de Ensino Profissional. As principais produções das indústrias são os produtos alimentares. que é disputada no sul do país. Rituais Casamento . Cultura Um dos maiores eventos de Marrocos é a ultra-maratona na areia. entre outras. os artigos de couro e os adubos. França. cevada.

Fez . Na véspera desta grande cerimónia. música. enquanto os pais desfrutam dos seus passos. a mãe é visitada por um desfile de meninas folheadas em bordados kaftans (traje tradicional) que trazem as suas folhas sofisicadas. A Ashura. tradicionais. Festival Ashura O festival Ashura. Lda. Neste dia. trajes. e muito mais. é um dia de luto e os rituais envolvem uma onda de tristeza. da sua família e também do seu marido. e a maioria das práticas po dem evoluir em volta da beleza da noiva. os homens membros da comunidade xiita usam chicotes ou facas para se fazer sangrar. De facto. Comunidade e Intervenção Este tipo de cerimónia está directamente relacionado com as tradições e costumes. t biscoitos e uma ovelha. tem lugar no décimo dia do mês sagrado muçulmano e é observado em memória do martírio do Hussein em Karbala.Sociedade de Ensino Profissional. é o mais importante dos muçulmanos xiitas. A cerimónia é um dos rituais de orgulho porque envolve a melhor culinária. a Ashura celebra como flagelações (que é amarração com chicotes ou mesmo pequenas facas com arestas vivas) são muito bem conhecidas e bem reconhecidas no mundo todo. Esta prática faz reflectir a tristeza do mundo islâmico quando Hussein morreu. Nascimento Desde o primeiro dia o bebe tem o centro d palco para festas que tem como o duração sete dias. cerca de treze séculos atrás. pode ser celebrada mais de um dia.

As ruelas estreitas são congestionadas pelo vai-vém de homens e mulheres usando a gelabha. aharira . judeus e bahaístas são minorias). no período diário entre o nascer e o pôr do sol. ( 2 ) os fiéis podem enriquecer.Sociedade de Ensino Profissional. É interessante escutar a chamada. não há como recusar o cuscuz. com a condição de ajudarem os pobres. é a capital do artesanato. e Maomé é o seu profeta. a lojas de roupas. a cidade azul. nas casas mais simples. ao lado dos outros quatro: ( 1 ) não há deus. no Marrocos. com capuz. fumo e sexo. Dentro de tanques. ( 3 ) cumprimento ao sagrado Ramadão. e. cujo fedor insuportáve pode-se sentir de l longe. ( 4 ) peregrinação. Nem todas as mulheres. As várias portas de sua medina são decoradas por azulejos e mosaicos azuis em vários tons. por altifalantes instalados nas mesquitas. verdes. durante o qual se prescreve abstenção de comida. para lembrar as orações em direcção a Meca. o mechoui . . além de Alá. Trata-se de um dos cinco preceitos do islamismo. Comunidade e Intervenção Fez. ostagines . não aproveitados. mesmo sendo muçulmanas. cinco vezes ao dia. pelo menos uma vez na vida. nada a ver com o radicalismo fundamentalista dos que matam em nome de um deus. à Meca. Lda. se isto é possível. proíbe bebidas alcoólicas (circulam em hotéis internacionais e nos aeroportos). . Num canto são lançados os restos do couro dos animais. Há regiões determinadas para cada tipo de artesanato de artefactos de latão. religião predominante (cristãos. bebida. vestimenta típica do país. nos terraços ou nos cafés intimistas. É uma medina muito organizada. O chá de menta encontra-se nos hotéis sofisticados. Gastronomia Quanto à gastronomia. Ainda sobre o islamismo. os couros ficam a demolhar num líquido castanho -escuro. cobrem o cabelo. uma espécie de túnica até os pés. Isto porque o islamismo. nono mês do ano muçulmano. eventualmente.

entre familiares. Lda. . Matrimónio A maioria dos indianos têm seus casamentos arranjados pelos seus pais e por outros membros da família respeitados. já que metades das mulheres indianas casam-se antes dos dezoito anos. ou seja. O sistema de castas descreve a estratificação e as restrições sociais do subcontinente indiano. Casamento na infância é ainda uma prática comum. com o consentimento da noiva e do noivo. também definem as classes sociais por grupos endogâmicos. Os valores tradicionais das famílias indianas são muito respeitados e teêm sido iguais durante séculos. o que faz com que a taxa de divórcio seja extremamente baixa. Comunidade e Intervenção Etnia Indiana: Sociedade A sociedade tradicional da Índia está definida como uma hierarquia social relativamente restrita. O matrimónio é planeado para toda a vida.Sociedade de Ensino Profissional.

As celebrações indianas são principalmente de origem religiosa. incluindo o clima. Lda. ainda que algumas sejam celebradas independentemente da casta. Comunidade e Intervenção Gastronomia A gastronomia da Índia é caracterizada por uma grande variedade de estilos regionais e o uso frequente de ervas aromáticas e espéciarias. . Os alimentos básicos são feitos com arroz e o trigo. A roupa tradicional varia de acordo com as cores e estilos segundo a região e depende de certos factores.Sociedade de Ensino Profissional.

Certas comunidades judaicas foram fundadas por colonos judeus em diversos lugares.Sociedade de Ensino Profissional. muitas vezes distantes de outras assim resultando num quase permanente ou às vezes permanente isolamento de outras comunidades judaicas. o Grego. sendo estas diferentes de um grupo para outro. o Ameríndio e os Sabras. o Francês. local e interpretação religiosa e filosófica. o Mizrahi. o Bukharan. o Chinês. o Indiano. Comunidade e Intervenção Etnia Judaica Etnias Judaicas são um conjunto de ramificações da comunidade judaica. A legislação internacional de direitos humanos exige dos Estados que não perpetrem acções de discriminação racial e que implementem medidas para preveni las em - . Lda. As principais etnias judaicas são o Judeu da Europa Central e Oriental. o Africano. as comunidades desenvolveram sobre as -se influências políticas. o Italiano. Seus direitos Os direitos das minorias étnicas e raciais são protegidos por leis internacionais de direitos humanos como se segue: O direito de estar protegido contra a discriminação racial. Durante o milénio da diáspora judaica. nadiversidade linguística judaica e nas misturas entre as populações judaicas. normalmente cada comunidade tem as suas tradições. o Provençal. o Ibérico. naturais e populacionais dos seus ambientes locais. Devido aos factores de tempo. manifestações dessas diferenças entre as divisões étnicas judaicas podem ser observadas nas expressões culturais judaicas de cada comunidade. o ódio e a violência. culturais. Actualmente.

Alguns Estados têm reagido insistindo em um determinado grau de reconhecimento da cultura e linguagem dominantes. sociais e culturais. origem social. Algumas vezes. . Direito á igual protecção diante das leis relativas à questão de origem étnica e racial. linguísticas e de valores de um Estado e as práticas de grupos minoritários. podem ocorrer confl tos entre as práticas i culturais. a erradicação da segregação racial e apartheid. Desigualdade na oferta de cuidados médicos. nos processos ou nos sentenciamentos de acusados. políticos. etc. penalizando propagandas que pregam a superioridade racial e o banimento de organizações que promovam o ódio e a discriminação racial. religião. mas devem incluir a obrigação de rever leis e políticas para assegurar sua posição não -discriminatória. organizações e relações pessoais. As minorias étnicas e raciais têm direitos iguais e a lei deve ser igualmente aplicada aos vários grupos civis. Tratamento desigual no sistema da justiça criminal tem sido uma área particular de interesse de inúmeros países com práticas tais como o perfil racial (parar ou procurar por suspeitos com base na origem racial) ou mesmo o tratamento desigual nas prisões. Comunidade e Intervenção instituições públicas. Lda.Sociedade de Ensino Profissional. O direito de grupos étnicos e raciais de desfrutar de sua própria cultura. de praticar sua própria religião e de usar sua própria língua. Esse direito aparece em muitos tratados internacionais de direitos humanos e é de consenso que todos os grupos étnicos e raciais são livres para agir de acordo com suas heranças culturais. habitação e emprego para minorias étnicas e raciais também são áreas comuns de atenção. religiosas. A maioria dos tratados de direitos humanos (mesmo aqueles que não tratam especificamente da questão racial ou ét ica) n contém provisões específicas contra a discriminação e exigem dos Estados que apliquem os princípios da lei dos direitos humanos equanimente todas as pessoais independentemente de sua raça. A natureza das medidas pode variar de tratado para tratado.

Esta disposição pode ser clara com relação a acções individuais. pertencente a um grupo social particular ou opinião política. Os governos devem assegurar serviços de protecção e assistência efectiva por meio de tribunais nacionais competentes e outras instituições estatais. os Estados devem aplicar as provisões das leis de protecção internacional aos refugiados de modo a não discriminar ninguém com base racial. Direito de pedir asilo por razões bem fundamentadas pelo receio de perseguição com base na raça. religião. Lda. Esse é um dos poucos casos nos quais a incapacidade do Estado em assegurar leis de protecção aos direitos humanos concede aos indivíduos a possibilidade de procurarem protecção em outro país. Comunidade e Intervenção Direito de se beneficiar de medidas afirmativas adoptadas pelo Estado para promover a harmonia racial e os direitos das minorias raciais. Os governos são obrigados a tomar medidas especiais que assegurem o desenvolvimento e a protecção adequados às minorias raciais. mas é altamente controversa quando aplicada na reparação de danos causados a grupos inteiros de . Os indivíduos também devem ter o direito de procurar a justa e adequada reparação de danos por intermédio desses tribunais. Os Estados devem promover o entendimento racial por meio do sistema educacional. Isso inclui programas de acções afirmativos. nacionalidade. Essa provisão dentro das leis de protecção internacional aos refugiados permite que os indivíduos procurem por asilo em outro Estado se o país de origem é incapaz para protegê-lo de perseguição por motivos raciais entre outros.Sociedade de Ensino Profissional. Além disso. Direito à assistência.

Comunidade e Intervenção pessoas. A questão da assistência foi um dos pontos polémicos na Conferência Mundial Contra o Racismo em 2001. pois de certa forma um é consequente do outro. e alguns governos ocidentais. com alguns países insistindo no direito à reparação. o conceito de Étnica (etnia) e o de Exclusão Social são três parâmetros que se englobam entre si.Sociedade de Ensino Profissional. . Lda. O conceito de Minoria. financeira entre outros. Conclusão Neste trabalho adquirimos novos conhecimentos em relaçãoas Minorias Étnicas.

Direitos esses das minorias étnicas e raciais são protegidos por leis internacionais de direitos humanos. Senso assim é importante como técnicas de Apoio Psicossocial. estando dentro desta realidade há que respeitar os direitos existentes. Folha de Avaliação Classificação Observações .Sociedade de Ensino Profissional. a judaica e a indiana na nossa sociedade actual. Em suma. a etnia marroquina. abordar este tema de forma a conhecer e a ³trabalhar esta problemática´. Comunidade e Intervenção Presenciando cada vez mais a existências da etnia cigana. há que ter em co as origens dos nta mesmos. Lda.

Comunidade e Intervenção Assinatura da docente . Lda.Sociedade de Ensino Profissional.

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