Paulo Angelo Alves Resende - pa@mat.unb.

br
O Meu Curso de An´ alise 1
UNB - Universidade de Bras´ılia
Instituto de Exatas (IE)
4 de janeiro de 2006
Apostila dispon´ıvel em http://pa.mat.unb.br/
Sum´ ario
Pref´acio p. 5
I Conte´ udo da 1
a
Prova 6
1 N´ umeros Naturais p. 7
1.1 A Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 7
1.1.1 Inteirada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 7
1.1.2 Defini¸ c˜ao de Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 8
1.1.3 Propriedades da Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 8
1.2 Ordem dos N´ umeros Naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 14
1.2.1 Propriedades da Ordem . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 14
1.3 A Multiplica¸ c˜ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 15
1.3.1 Propriedades da Multiplica¸ c˜ao . . . . . . . . . . . . . p. 16
1.4 Boa Ordena¸ c˜ao e o Segundo Princ´ıpio da Indu¸ c˜ao . . . . . . . p. 22
1.4.1 Elemento M´ınimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 22
1.4.2 Elemento M´aximo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 22
1.4.3 Boa Ordena¸ c˜ao . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 22
1.5 Exerc´ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 25
2 N´ umeros Reais p. 34
2.1 Exerc´ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 34
Sum´ario Sum´ario
3 Seq¨ uencias e S´eries de N´ umeros Reais p. 41
4 Revis˜ao da 1
a
Parte p. 42
4.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos . . . . . . . . . . . p. 42
4.2 1
a
Prova Resolvida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 58
4.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸ c˜oes . . . . . . . . . p. 61
II Conte´ udo da 2
a
Prova 67
5 Topologia da Reta p. 68
5.1 Exerc´ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 68
6 Limites de Fun¸ c˜ oes p. 74
6.1 Exerc´ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 74
7 Fun¸ c˜ oes Cont´ınuas p. 76
8 Revis˜ao da 2
a
Parte p. 77
8.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos . . . . . . . . . . . p. 77
8.2 2
a
Prova Resolvida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 81
8.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸ c˜oes . . . . . . . . . p. 83
IIIConte´ udo da 3
a
Prova 90
9 Derivadas p. 91
10 Integral de Riemann p. 92
11 Revis˜ao da 1
a
Parte p. 93
11.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos . . . . . . . . . . . p. 93
Sum´ario Sum´ario
11.2 3
a
Prova Resolvida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . p. 94
11.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸ c˜oes . . . . . . . . . p. 95
5
Pref´ acio
O que me motivou a escrever isso ´e aprender an´alise, de maneira alguma
pretendo (hoje) competir com os autores de livros. Fiz livre uso do livro de
An´alise de Elon para criar esse trabalho. Portanto, vocˆe deve ter um exemplar
do livro “Curso de An´alise 1” para compreender o conte´ udo desse material.
Esse material ´e escrito utilizando a estrutura de cap´ıtulos do livro do prof.
Elon, mas no lugar de conte´ udo ´e colocado coment´arios, outras demonstra¸ c˜oes
e outras experiˆencias que obtive. Al´em disso h´a uma rela¸ c˜ao dos enunciados
dos teoremas e defini¸ c˜oes do livro citado. Refor¸ cando: Isso ´e um material
complementar!
Durante a greve dos servidores da UNB, estava ansioso para come¸ car o curso
de an´alise, como estava demorando muito, iniciei o meu estudo documentando-
o nesse livro. No decorrer do semestre, o tempo come¸ cou a ficar escasso, o
que levou a redu¸ c˜ao do conte´ udo escrito. No entanto deve ser de grande valia
para os alunos de gradua¸ c˜ao do Dep. de Matem´atica da UnB ao cursarem a
disciplina “An´alise 1”.
O professor Celius Magalh˜aes contribuiu em peso nas demonstra¸ c˜oes e nos
exerc´ıcios durante o semestre, ele me orientou no decorrer dos meus estudos. O
curso foi ministrado pelo professor Jos´e Alfredo, que sempre esteve dispon´ıvel
para sanar minhas d´ uvidas e que muito contribuiu para o meu ensino de ma-
tem´atica.
Paulo Angelo
6
Parte I
Conte´ udo da 1
a
Prova
7
1 N´ umeros Naturais
Os n´ umeros naturais s˜ao constru´ıdos de uma fun¸ c˜ao S:→ NN que leva
um elemento de N ao chamado “seu sucessor” e de trˆes axiomas dessa fun¸ c˜ao,
chamados axiomas de Peano:
1. S ´e injetiva
2. Existe apenas um elemento que n˜ao possue sucessor, o nomeado elemento
“um” representado por “1”.
3. Se X ⊂ N ´e tal que, se x ∈ X implica que S(x) ∈ X ent˜ao X = N
(princ´ıpio da indu¸ c˜ao)
A partir desse base podemos constru´ır todo o conjunto dos n´ umeros natu-
rais.
1.1 A Soma
1.1.1 Inteirada
Defini¸ c˜ao 1.1.1. A n-´esima inteirada de f, representada por f
n
. (como n˜ ao
faz nenhum sentido falar n-´esimo; dado que estamos constrindo os n´ umeros
naturais) definimos:
f
1
= f (1.1)
e
f
S(n)
= f ◦ f
n
(1.2)
8
1.1.2 Defini¸c˜ao de Soma
Defini¸ c˜ao 1.1.2. Representa-se por “+” (mais), m + n, como:
m+n = S
n
(m) (1.3)
Podemos ver da defini¸ c˜ao que:
1. Assumindo n = 1 em (1.3) temos:
m+ 1 = S(m) (1.4)
2. Assumindo n = S(n) e por (1.3), temos:
m+S(n) = S
S(n)
(m) (1.5)
Pela defini¸ c˜ao de Inteiradas em (1.2):
S
S(n)
(m) = S ◦ S
n
(m) (1.6)
Por defini¸ c˜ao da soma em (1.3), m+n = S
n
(m), ent˜ao:
S ◦ S
n
(m) = S(m +n) (1.7)
Conclu´ımos ent˜ao:
m+S(n) = S(m +n) (1.8)
1.1.3 Propriedades da Soma
1. m+ (n +p) = (m+n) +p
2. m+n = n +m
3. m+p = n +p ⇒m = n
4. Tricotomia; dados m, n ∈ N uma das sequintes ocorre:
• m = n
• ∃ p ∈ N| m+p = n
• ∃ q ∈ N| m = n +q
9
1.1.3.1 Demonstra¸ c˜ oes
As demonstra¸ c˜oes s˜ao dadas como teoremas, para facilitar a utiliza¸ c˜ao do
L
A
T
E
Xe ficar mais claro a apresenta¸ c˜ao.
Teorema 1.1.3. Para todos m, n, p ∈ N tem-se m + (n +p) = (m+n) +p
Demonstra¸ c˜ ao. Fixados m, n ∈ N e seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| m+ (n +p) = (m +n) +p} (1.9)
Vamos provar por indu¸ c˜ao que X = N
(i) Inicialmente temos que provar que 1 ∈ X:
Pela defini¸ c˜ao em (1.3), n + 1 = S(n) ent˜ao:
m+ (n + 1) = m+S(n) (1.10)
Usando a defini¸ c˜ao em (1.3), temos:
m+S(n) = S
S(n)
(m) (1.11)
Usando defini¸ c˜ao de inteiradas em (1.2):
S
S(n)
(m) = S ◦ S
n
(m) (1.12)
Usando defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
S ◦ S
n
(m) = S(m +n) (1.13)
e finalmente, utilizando defini¸ c˜ao de soma novamente,
S(m+n) = (m +n) + 1 (1.14)
obtemos m+ (n + 1) = (m +n) + 1 o que implica que 1 ∈ X
(ii) Precisamos ent˜ao provar que p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X, com isso podemos
utilizar o terceiro axioma de Peano para concluir a demonstra¸ c˜ao. Se
m+ (n +p) = (m +n) +p (1.15)
10
ent˜ao, utilizando (1.8):
m+ (n +S(p)) = m+S(n +p) (1.16)
Utilizando novamente (1.8) assumindo n = (n +p),
m+S(n +p) = S(m+ (n +p)) (1.17)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao (1.15):
S(m + (n +p)) = S((m +n) +p) (1.18)
Utilizando (1.8) novamente, temos:
S((m +n) +p) = (m +n) +S(p) (1.19)
Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X. Fica ent˜ao demonstrado utilizando o terceiro
axioma de Peano.
Lema 1.1.4. S
p
(1) = S(p), ∀ p ∈ N
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| S
p
(1) = S(p)} (1.20)
Vamos provar que X = N utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao.
(i) Por defini¸ c˜ao de inteirada em (1.1): S
1
(1) = S(1) onde conclu´ımos que
1 ∈ X
(ii) Suponhamos que para algum p ∈ N:
S
p
(1) = S(p) (1.21)
Utilizando a defin¸ c˜ao de inteirada (1.2):
S
S(p)
(1) = S ◦ S
p
(1) (1.22)
Utilizando a hip´otese em (1.21):
S ◦ S
p
(1) = S ◦ S(p) = S(S(p)) (1.23)
11
Pela defini¸ c˜ao de Inteirada em (1.2):
S ◦ S(p) = S(S(p)) (1.24)
Donde conclu´ımos que p ∈ X ⇒S(p) ∈ X.
Como 1 ∈ X e p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X pelo terceiro axioma de Peano, conclu´ımos
que X = N, demonstrando assim o lema.
Teorema 1.1.5. Fixado m ∈ N temos m+n = n +m∀ n ∈ N
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {n ∈ N| m+n = n +m} (1.25)
Vamos provar que X = N utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao.
(i) Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
m+ 1 = S(m) (1.26)
Com o resultado objetido no lema 1.1.4:
S(m) = S
m
(1) (1.27)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
S
m
(1) = 1 +m (1.28)
obtemos ent˜ao
m+ 1 = 1 +m (1.29)
donde conclu´ımos que 1 ∈ X
(ii) Suponhamos que para algum n ∈ N temos:
m+n = n +m (1.30)
Ent˜ao, utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
m+S(n) = S
S(n)
(m) (1.31)
12
Utilizando a defini¸ c˜ao de inteiradas em (1.2):
S
S(n)
(m) = S ◦ S
n
(m) (1.32)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
S ◦ S
n
(m) = S(m +n) (1.33)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.30):
S(m+n) = S(n +m) (1.34)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
S(n +m) = S(S
m
(n)) (1.35)
Utilizando a defini¸ c˜ao de inteirada em (1.2):
S(S
m
(n)) = S ◦ S
m
(n) = S
S(m)
(n) (1.36)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
S
S(m)
(n) = n +S(m) (1.37)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3) novamente:
n +S(m) = n + (m + 1) (1.38)
Utilizando o resultado no ´ıtem anterior em (1.29):
n + (m+ 1) = n + (1 +m) (1.39)
Utilizando o resultado do teorema 1.1.3.
n + (1 +m) = (n + 1) +m = S(n) +m (1.40)
Utilizando defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
(n + 1) +m = S(n) +m (1.41)
Donde conclu´ımos que se m+n = n +m ent˜ao:
m+S(n) = S(n) +m (1.42)
13
Como 1 ∈ X e n ∈ X ⇒ S(n) ∈ X, utilizando o terceiro axioma de Peano,
concl´ımos que X = N, demonstrando assim o teorema.
Teorema 1.1.6. Fixados m, n ∈ N tem-se m + p = n + p ⇒ m = n ∀ n ∈ N
(Lei do Corte)
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| m +p = n +p ⇒m = n} (1.43)
Vamos provar pelo princ´ıpio de indu¸ c˜ao que X = N
(i) Para p = 1 e utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3) e a hip´otese acima,
temos:
S(m) = m+ 1 = n + 1 = S(n) ⇒S(m) = S(n) (1.44)
Como a fun¸ c˜ao S ´e injetiva (axioma 1) m = n, logo 1 ∈ X.
(ii) Suponhamos que:
m+p = n +p (1.45)
para algum p ∈ N, ent˜ao, utilizando defini¸ c˜ao de soma em (1.3) e a
hip´otese do teorema, temos:
S(m+p) = m+S(p) = n+S(p) = S(m+p) ⇒S(m+p) = S(m+p) (1.46)
Como S ´e injetiva, m + p = n + p, pela hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.45),
m = n
Como 1 ∈ X e p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X pelo terceiro axioma de Peano, conclu´ımos
que X = N, o que demonstra o teorema.
Teorema 1.1.7. Dados m, n ∈ N uma das sequintes ocorre:
• m = n
• ∃ p ∈ N| m+p = n
• ∃ q ∈ N| m = n +q
Demonstra¸ c˜ ao. Num sei. . .
14
1.2 Ordem dos N´ umeros Naturais
Defini¸ c˜ao 1.2.1. Dizemos que
m > n
Se e Somente Se, ∃ p ∈ N| m = n +p
e que
m < n
Se e Somente Se, ∃ q ∈ N| m+q = n
1.2.1 Propriedades da Ordem
1. m > n ∧ n > p ⇒m > p (transitividade)
2. m > n ⇒m+p > n +p ; ∀p ∈ N
´
E trivial que as mesmas propriedades se aplicam para <.
1.2.1.1 Demonstran¸ c˜ oes
Teorema 1.2.2. Fixados m, n ∈ N temos que:
m > n ∧ n > p ⇒m > p; ∀ p ∈ N (1.47)
Demonstra¸ c˜ ao. Utilizando a defini¸ c˜ao de ordem 1.2.1, temos:
n > p ⇒ ∃ w ∈ N| n = p +w (1.48)
m > n ⇒∃ q ∈ N| m = n +q (1.49)
Usando (1.48) e (1.49) obtemos que:
m = n +q = (p +w) +q = p + (w +q) (1.50)
O que, pela defini¸ c˜ao de ordem em (1.2.1), implica que m > p, como quer´ıamos
demonstrar.
15
Teorema 1.2.3. Fixados m, n ∈ N temos que:
m > n ⇒m+p > n +p; ∀ p ∈ N (1.51)
Demonstra¸ c˜ ao. Temos que:
m > n ⇒∃ q ∈ N| m = n +q (1.52)
Utilizando a lei do corte provada no Teorema 1.1.6, temos:
(m) +p = (n +q) +p (1.53)
Utilizando as propriedades de comutatividade e associatividade provadas res-
pectivamente nos teoremas 1.1.5 e 1.1.3, temos
(m) +p = (n +q) +p ⇒m+p = (n +p) +q (1.54)
Finalmente, utilizando a defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1, temos:
m+p = (n +p) +q ⇒ m+p > n +p (1.55)
1.3 A Multiplica¸c˜ao
Denota-se por f
m
(n) a fun¸ c˜ao que soma “m” a n, ent˜ao:
f
m
(n) = n +m = S
m
(n) (1.56)
Definimos tamb´em a fun¸ c˜ao antecessor como sendo:
A :→(N −1)N (1.57)
A(S(p)) = p ; ∀ p ∈ N (1.58)
Defini¸ c˜ao 1.3.1. A opera¸ c˜ ao multiplica¸ c˜ ao, representada por “.” ´e definida
por:
• m· 1 = m
• m· S(n) = f
n
m
(m)
16
1.3.1 Propriedades da Multiplica¸c˜ao
1. (m +n) · p = m· p +n · p
2. m· n = n · m
3. m· p = n · p ⇒m = n
4. m > n ⇒m· p > n · p
5. m· (n · p) = (m· n) · p
1.3.1.1 Demonstran¸ c˜ oes
Para demonstrar as propriedades, vamos precisar de alguns resultados ini-
ciais, que geraram os lemas seguintes:
Lema 1.3.2. Fixados m, n ∈ N tem-se que:
m· (p + 1) = m· p +m (1.59)
Demonstra¸ c˜ ao. A demonstra¸ c˜ao em feita em duas etapas, para p = 1 e para
p = 1:
(i) Para p = 1 e utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3), temos:
m· (1 + 1) = m· S(1) (1.60)
Pela defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao em 1.3.1:
m· S(1) = f
1
m
(m) = m+m (1.61)
(ii) Se p = 1 temos que ∃w ∈ N tal que S(w) = p, logo: Pela defini¸ c˜ao de
soma em (1.3):
m· (S(w) + 1) = m· (S(S(w))) (1.62)
Pela defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao em 1.3.1:
m· (S(S(w))) = f
S(w)
m
(m) (1.63)
Pela defini¸ c˜ao de inteirada em (1.2):
f
S(w)
m
(m) = f
m
◦ f
w
m
(m) (1.64)
17
Pela defini¸ c˜ao da fun¸ c˜ao f em (1.56)
f
m
◦ f
w
m
(m) = f
w
m
(m) +m (1.65)
Pela defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao em 1.3.1:
f
w
m
(m) +m = m· S(w) +m (1.66)
Como p = S(w), conclu´ımos que:
m· (p + 1) = m· (S(w) + 1) = m· S(w) +m = m· p +m (1.67)
Teorema 1.3.3. Fixados m, n ∈ N tem-se que:
(m+n) · p = m· p +n · p; ∀p ∈ N (1.68)
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| (m +n) · p = m· p +n · p} (1.69)
Vamos provar utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao que X = N
(i) Utilizando a defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao em 1.3.1, temos:
(m+n) · 1 = (m +n) = m+n (1.70)
(ii) Suponha que para algum p ∈ N vale:
(m+n) · p = m· p +n · p (1.71)
Da defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
(m+n) · S(p) = (m +n) · (p + 1) (1.72)
Utilizando o lema 1.3.2:
(m +n) · (p + 1) = (m +n) · p + (m+n) (1.73)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.71):
(m+n) · p + (m +n) = m· p +n · p + (m +n) (1.74)
18
Utilizando as propriedades de associatividade e comutatividade da soma:
m· p +n · p + (m +n) = m· p +m+n · p +n (1.75)
Utilizando novamente o lema 1.3.2:
m· p +m +n · p +n = m· (p + 1) +n · (p + 1) (1.76)
Utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
m· (p + 1) +n · (p + 1) = m· S(p) +n · S(p) (1.77)
Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X. Fica ent˜ao demonstrado utilizando o terceiro
axioma de Peano.
Lema 1.3.4.
1 · p = p · 1 ; ∀ p ∈ N (1.78)
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| 1 · p = p · 1} (1.79)
Vamos provar utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao que X = N
(i) Para p = 1:
1 · 1 = 1 · 1 (1.80)
(ii) Suponha que para algum p ∈ N vale:
1 · p = p · 1 (1.81)
Ent˜ao, utilizando a defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
1 · S(p) = 1 · (p + 1) (1.82)
Utilizando o lema 1.3.2:
1 · (p + 1) = 1 · p + 1 · 1 (1.83)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.81):
1 · p + 1 · 1 = p · 1 + 1 · 1 (1.84)
19
Utilizando o teorema 1.3.3:
p · 1 + 1 · 1 = (p + 1) · 1 (1.85)
Pela defini¸ c˜ao de soma em (1.3):
(p + 1) · 1 = S(p) · 1 (1.86)
Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X. Fica ent˜ao demonstrado utilizando o terceiro
axioma de Peano.
Teorema 1.3.5. Fixado m ∈ N tem-se:
m· n = n · m ; ∀ n ∈ N (1.87)
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {n ∈ N| m· n = n · m} (1.88)
Vamos provar utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao que X = N
(i) Para n = 1 e utilizando o resultado do lema 1.3.4, temos:
m· 1 = 1 · m (1.89)
(ii) Suponha que para algum n ∈ N vale:
m· n = n · m (1.90)
Ent˜ao, utilizando o lema 1.3.2:
m· (n + 1) = m· n +m (1.91)
Utilizando a hip´otese em (1.90):
m· n +m = n · m+m (1.92)
Utilizando a propriedade de comutatividade da soma e a defini¸ c˜ao de
multiplica¸ c˜ao em (1.3.1):
n · m+m = n · m+ 1.m (1.93)
20
Utilizando o resultado do teorema 1.3.3:
n · m+ 1.m = (n + 1) · m (1.94)
Obtendo n ∈ X ⇒ S(n) ∈ X. Fica ent˜ao demonstrado utilizando o terceiro
axioma de Peano.
Teorema 1.3.6. Dados m, n ∈ N vale:
Se:
∃p ∈ N| m· p = n · p (1.95)
Ent˜ ao m = n.
Demonstra¸ c˜ ao. Suponha que m = n, ent˜ao, pela tricotomia provada no teorema
1.1.7:
∃q ∈ N| m = n +q ∧ ∃w ∈ N| n = m+w (1.96)
Se m = n + q, e utilizando a distributividade demonstrada em 1.3.3 temos:
m · p = (n + q) · p = n · p + q · p o que conclu´ımos pela defini¸ c˜ao de ordem
em 1.2.1 que m· p > n · p o que contradiz a hip´otese inicial. Da mesma forma
assumindo m+w = n, conclu´ımos que n · p > m· p o que tamb´em contradiz a
hip´otese. Logo m = n.
Teorema 1.3.7. Fixados m, n ∈ N vale:
m > n ⇒m· p > n · p ; ∀ p ∈ N (1.97)
Demonstra¸ c˜ ao. Pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1, temos:
m > n ⇒∃ q ∈ N| m = n +q (1.98)
Ent˜ao:
m· p = (n +q) · p (1.99)
Utilizando a propriedade de distributividade demonstrada no teorema 1.3.3:
(n +q) · p = n · p +q · p (1.100)
Obtendo:
m· p = n · p +q · p (1.101)
21
Pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1, temos:
m· p = n · p +q · p ⇒m· p > n · p (1.102)
O que completa a demonstra¸ c˜ao.
Teorema 1.3.8. Fixados m, n ∈ N vale:
m· (n · p) = (m· n) · p ; ∀ p ∈ N (1.103)
Demonstra¸ c˜ ao. Seja X ⊂ N o conjunto:
X = {p ∈ N| m· (n · p) = (m· n) · p} (1.104)
Vamos provar utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao que X = N
(i) Para p = 1 e utilizando duas vezes a defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao em 1.3.1
temos:
m· (n · 1) = m· n = (m· n) · 1 (1.105)
(ii) Suponha que para algum p ∈ N vale:
m· (n · p) = (m· n) · p (1.106)
Ent˜ao, utilizando duas vezes a propriedade de distributividade provada
em 1.3.3:
m· (n · (p + 1)) = m· (n · p +n) = m· (n · p) +m· n (1.107)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.106) e a defini¸ c˜ao da multiplica¸ c˜ao
em 1.3.1, temos:
m· (n · p) +m· n = (m· n) · p + (m· n) · 1 (1.108)
Utilizando a propriedade de distributividade demonstrada no teorema
1.3.3:
(m· n) · p + (m· n) · 1 = (m· n) · (p + 1) (1.109)
Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X. Fica ent˜ao demonstrado utilizando o terceiro
axioma de Peano.
22
1.4 Boa Ordena¸c˜ao e o Segundo Princ´ıpio da Indu¸c˜ao
1.4.1 Elemento M´ınimo
Dizemos que p ∈ X ´e um elemento m´ınimo de X se e somente se:
p q ; ∀ q ∈ X (1.110)
Podemos perceber que o elemento m´ınimo de um conjunto ´e ´ unico, de fato,
suponha que existe outro w ∈ X tal que:
w m ; ∀ m ∈ X (1.111)
Mas
p q ∧ w m ; ∀ q, m ∈ X ⇒p w ∧ w p ⇒ p = w (1.112)
1.4.2 Elemento M´aximo
Dizemos que p ∈ X ´e um elemento m´aximo de X se e somente se:
p q ; ∀ q ∈ X (1.113)
Podemos perceber que o elemento m´aximo de um conjunto ´e ´ unico, de fato,
suponha que existe outro w ∈ X tal que:
w m ; ∀ m ∈ X (1.114)
Mas
p q ∧ w m ; ∀ q, m ∈ X ⇒p w ∧ w p ⇒ p = w (1.115)
1.4.3 Boa Ordena¸c˜ao
Todo o conjunto X ⊂ N possue um elemento m´ınimo.
Lema 1.4.1. O elemento 1 ´e o elemento m´ınimo do conjunto dos naturais.
23
Demonstra¸ c˜ ao. Suponha que:
∃ p ∈ N| p < 1 (1.116)
´
E, pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1, equivalente que:
∃ w ∈ N| 1 = p +w (1.117)
1 = p +w ⇒1 = S
w
(p) (1.118)
Da igualdade, segue que 1 seria sucessor de algum n´ umero o que contradiz o
segundo axioma de Peano.
Teorema 1.4.2. Todo o conjunto X ⊂ N, n˜ ao vazio, possue um elemento
m´ınimo ou seja:
Para todo o conjunto X ⊂ N vale:
∃p ∈ X | p w ; ∀w ∈ X (1.119)
Demonstra¸ c˜ ao. Se 1 ∈ X ent˜ao 1 ´e o elemento m´ınimo de X, pois X ⊂ N.
Definimos o conjunto I
n
⊂ N como:
I
n
= {p ∈ N| p n} (1.120)
e o conjunto A ⊂ N como:
A = {n ∈ N| I
n
⊂ N−X} (1.121)
Logo, (n˜ao ´e dif´ıcil provar):
w ∈ A ⇒ w ∈ X (1.122)
Afirmamos que o elemento p ∈ X tal que:
A(p) ∈ A∧ p ∈ X (1.123)
´e o elemento m´ınimo de X, de fato, se n˜ao for, ent˜ao:
∃w ∈ X | p w (1.124)
24
Pela tricotomia em 1.1.7:
∃w ∈ X | p w ⇒w < p (1.125)
Pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1:
w < p ⇒∃q ∈ N| p = w +q (1.126)
Analizemos em dois casos:
(caso 1) Se q = 1. E utilizando a defini¸ c˜ao de antecessor em (1.58) e defini¸ c˜ao de
soma em (1.3), temos que A(p) + 1 = S(A(p)) = p, ent˜ao:
p = w + 1 ⇒ A(p) + 1 = w + 1 (1.127)
Utilizando a lei do corte da soma demonstrada no teorema 1.1.6:
A(p) + 1 = w + 1 ⇒A(p) = w (1.128)
O que ´e um absurdo, pois A(p) ´e definida como pertencer ao conjunto A
e:
A(p) = w ∨ (A(p) ∈ A ⇒A(p) ∈ X) ⇒w ∈ X (1.129)
Onde temos um absurdo.
(caso 2) Se q = 1, ent˜ao como 1 ´e o elemento m´ınimo dos naturais:
1 < q (1.130)
Pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1:
1 < q ⇒∃ y ∈ N| q = 1 +y (1.131)
Substitu´ındo q = 1 +y em (1.126), temos:
p = w + 1 +y (1.132)
Como p = 1, e utilizando a defini¸ c˜ao de antecessor em 1.58:
A(p) + 1 = w + 1 +y (1.133)
Utilizando a comutatividade da soma demonstrada em 1.1.5 e a lei do
25
corte demonstrada em 1.1.6:
A(p) + 1 = w +y + 1 ⇒A(p) = w +y (1.134)
Pela defini¸ c˜ao de ordem em 1.2.1:
A(p) = w +y ⇒w < A(p) (1.135)
Utilizando a defini¸ c˜ao de A(p) (1.123) e a defini¸ c˜ao do conjunto A em
(1.121), conclu´ımos que:
w < A(p) ⇒w ∈ A ⇒ w ∈ X (1.136)
O que ´e um absurdo.
Com isso, conclu´ımos que p ´e o elemento m´ınimo do conjunto X.
1.5 Exerc´ıcios
Ex. 1 — Prove que tendo o primeiro e segundo axioma, o terceiro axioma (P3) ´e
equivalente ao axioma “A”:
P3- Se X ⊂ N ´e tal que 1 ∈ X ∧n∈ X ⇒S(n) ∈ X, ent˜ao X = N.
A- Para todo conjunto A ⊂ N, n˜ao vazio, tem-se A −S(A) = ∅
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — Vamos primeiramente provar (P3 ⇒ A):
Demonstra¸ c˜ ao.
´
E claro que, se 1 ∈ A, ent˜ao A−S(A) = ∅
Vamos supor ent˜ao que 1 ∈ A, e portanto, 1 ∈ A
c
, supomos ainda, por absurdo,
que A −S(A) = ∅. Nesse caso, afirmamos que:
a ∈ A
c
⇒S(a) ∈ A
c
(1.137)
Demonstra¸ c˜ ao da Afirma¸ c˜ ao.
Suponha que a ∈ A
c
e, por contradi¸ c˜ao, que S(a) ∈ A
c
. Ent˜ao, como A ⊂ S(A),
segue-se que S(a) ∈ A ⊂ S(A), isto ´e, S(a) = S(n) para algum n ∈ A. Por
injetividade de S (P2), temos a = n ∈ A, uma contradi¸ c˜ao, ent˜ao conclu´ımos a
demonstra¸ c˜ao da afirma¸ c˜ao (1.137).
26
Como provamos:
Se A −S(A) = ∅, ent˜ao vale:
a ∈ A
c
⇒S(a) ∈ A
c
(1.138)
Nesse caso, utilizando P3 e o fato de 1 ∈ A
c
, temos que A
c
= N, e portanto
A = ∅, conclu´ındo a demonstra¸ c˜ao.
(A ⇒P3)
Demonstra¸ c˜ ao. Suponha que X ⊂ N tal que:
1.- 1 ∈ X
2.- n ∈ X ⇒S(n) ∈ X
Seja A = X
c
, ent˜ao, afirmamos que:
A−S(A) = ∅
Se, por contradi¸ c˜ao, A − S(A) = ∅, ent˜ao ∃ x ∈ A| x ∈ S(A). Como x = 1,
segue-se que x = S(a). Assim, ∃ S(a) ∈ A| S(a) ∈ S(A) ⇒ a ∈ A ⇒ a ∈ X ⇒
S(a) ∈ X ⇒S(a) ∈ A o que ´e uma contradi¸ c˜ao.
Por “A”, segue-se que A = ∅ = X
c
, logo X=N.
Ex. 2 — Dados a, b ∈ N temos que existe m ∈ N tal que m· a > b .
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — Demonstra¸ c˜ ao.Tome m = (b + 1), logo:
m· a = (b + 1) · a = b · a +a (1.139)
Analisemos agora os dois casos:
(caso 1) - Se a = 1, utilizando a defini¸ c˜ao de multiplica¸ c˜ao, temos:
b · a = b + 1 (1.140)
Donde, pela defini¸ c˜ao de ordem, temos que:
m· a > b (1.141)
(caso 2) - Se a = 1, temos que existe A(a), ent˜ao, utilizando a defini¸ c˜ao de
multiplica¸ c˜ao:
b · (A(a) + 1) = b · A(a) +b · 1 = b + (b · A(a)) > b (1.142)
27
Onde conclu´ımos pela defini¸ c˜ao de ordem que:
m· a > b (1.143)
Ex. 3 — Para a ∈ N; Se o conjunto X ´e tal que:
(1) a ∈ X
(2) n ∈ X ⇒n + 1 ∈ X
Ent˜ao X cont´em todos os elementos n ∈ N tais que n a
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — Demonstra¸ c˜ ao.Definimos os conjuntos:
A = {n ∈ N| n a} (1.144)
B = A −X (1.145)
Devemos provar ent˜ao que B = ∅.
Pelo teorema 1.4.2, temos que todo conjunto n˜ao vazio possue um elemento
m´ınimo. Logo, supondo que B = ∅, temos que existe b ∈ B tal que b seja
elemento m´ınimo, como:
b ∈ B ⊂ A∧ a ∈ X (1.146)
Temos que b > a 1; logo, existe A(b) ∈ A, donde conclu´ımos que:
A(b) ∈ X ∧ b ∈ X (1.147)
o que ´e uma contradi¸ c˜ao, logo B = ∅, o que conclu´ımos pela defini¸ c˜ao de B
que X = A.
Ex. 4 — Demonstre as seguintes propriedades utilizando o princ´ıpio de indu¸ c˜ao:
(a) 2 · (1 + 2 +· · · +n) = n · (n + 1)
(b) 1 + 3 + 5 +· · · + (2 · n + 1) = (n + 1)
2
(c) (a −1) · (1 +a +· · · +a
n
) = a
n+1
−1
(d) n 4 ⇒n! > 2
n
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — (a) Demonstra¸ c˜ ao.Tome X ⊂ N o conjunto dos n´ umeros
n tais que 2 · (1 + 2 +· · · +n) = n · (n + 1)
28
(i) n = 1, temos:
2 = 2 · 1 = 1 · (1 + 1) = 2 (1.148)
logo, 1 ∈ X
(ii) Suponha que vale para algum n ∈ X:
2 · (1 + 2 +· · · +n) = n · (n + 1) (1.149)
Ent˜ao, utilizando a propriedade de distributividade, temos:
2(1+2+· · · +n+(n+1)) = 2(1+2+· · · +n)+2(n+1) (1.150)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.149):
2(1 + 2 +· · · +n) + 2(n + 1) = n(n + 1) + 2(n + 1) (1.151)
Utilizando distributividade:
n(n+1)+2(n+1) = (n+1)(n+2) = (n+1)((n+1)+1) (1.152)
Conclu´ındo que n ∈ X ⇒n+1 ∈ X, demonstrando assim o exerc´ıcio.
(b) Demonstra¸ c˜ ao.Tome X ⊂ N o conjunto dos n´ umeros n tais que 1 +
3 + 5 +· · · + (2 · n + 1) = (n + 1)
2
(i) n = 1, temos:
1 + 3 = 4 = 2 · 2 = (1 + 1)(1 + 1) (1.153)
logo, 1 ∈ X
(ii) Suponha que vale para algum n ∈ X:
1 + 3 + 5 +· · · + (2 · n + 1) = (n + 1)
2
(1.154)
Ent˜ao,
1+3+· · ·+(2n+1)+(2(n+1)+1) = (1+3+· · ·+(2n+1))+(2(n+1)+1)
(1.155)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.154):
(1+3+· · ·+(2n+1))+(2(n+1)+1) = (n+1).(n+1)+2(n+1)+1
(n + 1).(n + 1) + 2(n + 1) + 1 =
29
n(n + 1) + (n + 1) + 2n + 1 + 1 = n(n + 2) + 2(n + 2) =
(n + 2)(n + 2) = ((n + 1) + 1)((n + 1) + 1)
Conclu´ındo que n ∈ X ⇒n+1 ∈ X, demonstrando assim o exerc´ıcio.
(c) Demonstra¸ c˜ ao.Fixados a, tome X ⊂ N o conjunto dos n´ umeros n
tais que (a −1) · (1 +a +· · · +a
n
) = a
n+1
−1
(i) n = 1, temos:
(a −1)(1 +a) = a
2
−1 (1.156)
logo, 1 ∈ X
(ii) Suponha que vale para algum n ∈ X:
(a −1) · (1 +a +· · · +a
n
) = a
n+1
−1 (1.157)
Ent˜ao, utilizando a propriedade de distributividade, temos:
(a −1)(1 +· · · +a
n
+a
n+1
) = (a −1)(1 +· · · +a
n
) +(a −1)a
n+1
(1.158)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.157):
(a−1)(1+· · ·+a
n
)+(a−1)a
n+1
= a
n+1
−1+(a−1)·a
n+1
(1.159)
Utilizando distributividade:
a
n+1
−1 + (a −1) · a
(n+1)
= a
(n+1)+1
−1 (1.160)
Conclu´ındo que n ∈ X ⇒n+1 ∈ X, demonstrando assim o exerc´ıcio.
(d) Demonstra¸ c˜ ao.Tome X ⊂ N o conjunto dos n´ umeros n 4 tais que
n! > 2
n
Temos:
(i) n = 4, temos:
4 · 3 · 2 · 1 = 2 · 2 · 2 · 3 · 1 > 2
4
(1.161)
logo, 4 ∈ X
(ii) Suponha que vale para algum n ∈ X:
n! > 2
n
(1.162)
30
Ent˜ao, utilizando a propriedade de distributividade, temos:
(n + 1)! = n! · (n + 1) (1.163)
Como n 4, temos que existe b ∈ N tal que n = b + 1, ent˜ao:
n! · (n + 1) = n! · ((b + 1) + 1) (1.164)
Utilizando a propriedade de distributividade,
n! · ((b + 1) + 1) = n! · b + 2 · n! (1.165)
Utilizando a defini¸ c˜ao de ordem:
n! · b + 2 · n! > n! · 2 (1.166)
Utilizando a hip´otese de indu¸ c˜ao em (1.162):
n! · 2 > 2
n
· 2 = 2
n+1
(1.167)
Conclu´ındo que n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X, utilizando o resultado do
exerc´ıcio 3 (demonstrado por indu¸ c˜ao),temos a demonstra¸ c˜ao do
exerc´ıcio.
Ex. 5 — Utilize o segundo princ´ıpio de indu¸ c˜ao para demonstrar a unicidade da
decomposi¸ c˜ao dos n´ umeros em fatores primos.
Solu¸ c˜ao (ex. 5) — Seja X ⊂ N o conjunto dos n´ umeros satisfazem a unicidade.
Logo, temos pelo teorema fundamental que prova a existˆencia da decomposi¸ c˜ao
em n´ umeros primos que:
m = p
1
· p
2
. . . p
j
(1.168)
Para p
1
..p
j
= 1.
Suponha que para todo n < m vale que n possue ´ unicos fatores primos, vamos
provar que isso implica que m ´e fatorada de uma ´ unica forma. Tomemos n =
p
2
. . . p
n
, n ´e menor que m, pois como p
1
= 1, temos p
1
= (A(p
1
) +1), obtendo:
m = (A(p
1
) + 1) · (p
2
· p
3
. . . p
n
)
= n +A(p
1
) · n
E pela defini¸ c˜ao de ordem m > n, logo pela hip´otese de indu¸ c˜ao n s´o pode ser
fatorado de ´ unica forma, e como p tamb´em satisfaz essa condi¸ c˜ao, ent˜ao m s´o
tem uma ´ unica forma de fatora¸ c˜ao, conclu´ındo a demonstra¸ c˜ao.
31
Ex. 6 — Seja X, Y ⊂ N, conjuntos finitos.
(a)Prove que card(X ∪ Y ) +card(X ∩ Y ) = card(X) +card(Y ).
(b)Qual seria a f´ormula correspondente pare trˆes conjuntos?
Solu¸ c˜ao (ex. 6) — (a)Utilizando o teorema que prova que a uni˜ao de dois
conjuntos finitos DISJUNTOS, com m e n elementos ´e um conjunto
com m + n elementos. Criamos conjuntos disjuntos e aplicamos o
teorema.
X\Y Y\X
X Y
X Y
Temos que X ∪ Y = X ∪ (Y \ X) e Y = (Y \ X) ∪ (X ∩ Y ) ⇒
Y \ (X ∩ Y ) = (Y \ X), manipulando obtemos: card(X ∪ Y ) =
card(X ∪ (Y \ X)) = card(X) +card(Y \ X)
card(X) +card(Y \X) = card(X) +card(Y \(X∩Y )) = card(X) +
card(Y ) −card(X ∩ Y )
Donde temos card(X ∪ Y ) +card(X ∩ Y ) = card(X) +card(Y ).
(b)A f´ormula para trˆes conjuntos seria card(X ∪ Y ∪ Z) + card(X ∩
Y ) +card(X ∩Z) +card(Z ∩Y ) −2 · card(X ∩Y ∩Z) = card(X) +
card(Y ) +card(Z)
Ex. 7 — Dado um conjunto finito X, prove que uma fun¸ c˜ao f : X →X ´e injetiva
S.S.S ´e sobrejetiva.
Solu¸ c˜ao (ex. 7) — Suponha que a fun¸ c˜ao f seja injetiva, nesse caso, podemos
considerar a menos de uma bije¸ c˜ao X = I
n
, logo, obtemos a bije¸ c˜ao f : I
n
→A
para A ⊂ I
n
, como A ´e finito (pois X ´e e A ⊂ X), podemos considerar a menos
de uma bije¸ c˜ao como sendo A = I
m
, obtendo ent˜ao a bije¸ c˜ao de g : I
n
→I
m
, e
utilizando o teorema, temos que m = n, o que mostra que A = X.
Suponha agora que f seja sobrejetiva, e suponha ainda que f n˜ao seja injetiva,
nesse caso: card(f(X)) < card(X). Por outro lado, como f ´e sobrejetiva,
card(f(X)) = X, o que ´e uma contradi¸ c˜ao, logo f ´e injetiva.
Ex. 8 — Prove que, se X ´e infinito enumer´avel, ent˜ao o conjunto das partes finitas
de X tamb´em ´e (infinito) enumer´avel.
32
Solu¸ c˜ao (ex. 8) — Demonstra¸ c˜ ao.X enumer´avel ent˜ao podemos considerar, a
menos de uma bije¸ c˜ao, X = N, logo, tomemos a fun¸ c˜ao f : X → P(X) que
leva o conjunto X no conjunto das suas partes, definida da seguinte forma:
f(x) = f
n
(x) se x ∈ I
n
e
f
n
: I
n
→ P (I
n
)
Sabemos que card(P(I
n
)) = 2
n
. Logo, para qualquer x ∈ X existe n suficiente
grande tal que P(I
n
) exista, logo f ´e sobrejetiva, o que mostra que P(X) ´e
enumer´avel.
Ex. 9 — Dada a fun¸ c˜ao f : X → X, um subconjunto Y ⊂ X chama-se est´avel
relativamente a f quando f(Y ) ⊂ Y . Prove que o conjunto X ´e finito S.S.S.
existe f : X →X que admite apenas X e ∅ como conjuntos est´aveis.
Solu¸ c˜ao (ex. 9) — Demonstra¸ c˜ ao.Suponha inicialmente que X ´e finito, neste
caso temos que existe uma bije¸ c˜ao b : I
n
→X, tomando a fun¸ c˜ao:
f : X →X, definida como:
f(x) =

f(b(1)) →b(2)
f(b(2)) →b(3)
.
.
.
f(b(n)) → b(1)
Essa fun¸ c˜ao s´o admite ∅ e o pr´oprio X como conjuntos est´aveis. Suponha que
existe algum conjunto n˜ao vazio A ⊂ X est´avel logo, como X ´e finito e A ⊂ X
temos que A ´e finito, logo possue um elemento m´aximo j no dom´ınio da bije¸ c˜ao
b, obtendo ent˜ao b(j) ∈ A∧f(b(j)) ∈ A o que ´e uma contradi¸ c˜ao pois A´e est´avel.
T´a erradooooooooooooooooooooooooooooo. . . . . . . . . . . . . . . . . . (concluir)
Agora supondo que existe uma fun¸ c˜ao f : X → X que admita apenas ∅ e X
como conjuntos est´aveis, afirmamos que existe n ∈ N tal que f
n
(x
1
) = x
1
para qualquer x
1
∈ X. De fato, supomos por absurdo que isso n˜ao ´e v´alido,
logo obtemos que A = {x| x = f
n
(x
1
), n ∈ N} forma um conjunto est´avel o
qual n˜ao possue o elemento x
1
∈ X, o que ´e um absurdo.
Com essa afirma¸ c˜ao, temos diretamente que existe uma bije¸c˜ao entre I
n+1
e X
mostrando que o mesmo ´e finito.
33
Ex. 10 — Seja f : X → X uma fun¸ c˜ao injetiva tal que f(X) = X. Tomando
x ∈ X − f(X), prove que os elementos x, f(x), f(f(x)) . . . s˜ao dois a dois
distintos.
Solu¸ c˜ao (ex. 10) — Demonstra¸ c˜ ao.Temos que x ´e diferente de f
n
(x) para todo
n ∈ N, isso porque f
n
(x) ∈ f(X) para todo n e x ∈ f(X). Agora seja A o
conjunto dos n tal que f
n
(x) = f
m
(x) ∀ m ∈ N ∧ m = n. Logo, temos:
(a)f
1
(x) = f
m
(x) caso contr´ario, como f ´e injetiva, temos que x = f
m−1
o que mostramos n˜ao ser poss´ıvel.
(b)Suponhamos que para algum n = m vale f
n
(x) = f
m
(x) . Assumi-
mos tamb´em f
0
(x) = x; logo supomos, por absurdo que: f
n+1
(x) =
f(f
n
(x)) = f
m
(x) = f(f
m−1
(x)) O que por injetividade de f temos
que: f
n
(x) = f
m−1
(x) E como n + 1 = m, temos que n = m − 1,
logo conclu´ımos pela hip´otese de indu¸ c˜ao que ´e um absurdo.
Ex. 11 — Obtenha uma decomposi¸ c˜ao N = X
1
∪ X
2
∪ · · · ∪ X
n
∪ . . . tal que os
conjuntos X
1
, X
2
, . . . , X
n
, . . . s˜ao infinitos e dois a dois disjuntos.
Solu¸ c˜ao (ex. 11) — Como o conjunto os n´ umeros primos s˜ao infinitos, e todo o
n´ umero natural pode ser representado pela sua decomposi¸ c˜ao, temos a sequencia
de conjuntos definida da seguinte forma:
1 ∈ X
1
X
1
= p
m
1
1
∀m
1
∈ N
X
n
= p
m
1
1
· · · · · p
mn
n
∀m
1
, m
2
, . . . , m
n
∈ N
34
2 N´ umeros Reais
Nesse cap´ıtulo ´e apresentado os exerc´ıcios resolvidos do livro do Elon, re-
ferentes ao cap´ıtulo correspondente.
2.1 Exerc´ıcios
Ex. 1 — Dados a, b, c, d num corpo K, sendo b e d diferentes de zero, prove:
(a)
a
b
+
c
d
=
ad +bc
bd
(b)
a
b
·
c
d
=
a · c
b · d
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — (a)Demonstra¸ c˜ ao.Vamos precisar de (b·d)·(b
−1
·d
−1
) =
1 · 1 = 1 ⇒(b
−1
· d
−1
) = (b · d)
−1
a
b
+
c
d
= 1 · a · b
−1
+ 1 · c · d
−1
(2.1)
1 · a · b
−1
+ 1 · c · d
−1
= (d · d
−1
) · a · b
−1
+ (b · b
−1
) · c · d
−1
(2.2)
(d · d
−1
) · a · b
−1
+ (b · b
−1
) · c · d
−1
= d
−1
· b
−1
· (a · b +b · c) (2.3)
d
−1
· b
−1
· (a · b +b · c) = (d · b)
−1
·
(a · d +b · c)
1
(2.4)
(d · b)
−1
·
(a · d +b · c)
1
=
a · d +b · c
d · b
(2.5)
(b)Demonstra¸ c˜ ao.
a
b
·
c
d
= a · b
−1
· c · d
−1
(2.6)
a · b
−1
· c · d
−1
= (b
−1
· d
−1
) · (a · c) (2.7)
35
Ex. 2 — Dado a = 0 num corpo K, p˜oe-se, por defini¸ c˜ao, a
0
= 1 e, se n ∈ N,
a
−n
=
1
a
n
ou seja, a
−n
= (a
n
)
−1
. Prove:
(a)a
m
· a
n
= a
m+n
para todo m, n ∈ Z
(b)(a
m
)
n
= a
m·n
para todo m, n ∈ Z
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — (a)Demonstra¸ c˜ ao..
(caso 1)m, n > 0
a
n
· a
m
= (
nvezes
. .. .
a · a · . . . · a) · (
mvezes
. .. .
a · a · . . . · a) = a
n+m
(caso 2)m = 0∨n = 0, sem perdas de generalidade, consideremos m = 0
a
m
· a
n
= a
0
· a
n
= 1 · a
n
(caso 3)S.P.G. m < 0 ∧ n > 0
m < 0 ⇒∃ −m > 0
(subcaso 1)n > −m
a
n
·a
m
= a
n
·(a
−m
)

1 =
n−(−m) vezes
. .. .
(a · a · · · · · a) ·
−mvezes
. .. .
(a · a · · · · · a) ·(
−mvezes
. .. .
(a · a · · · · · a))
−1
=
a
n−(−m)
= a
n+m
(subcaso 2)−m > n
a
n
·a
m
= (
(−m)−n vezes
. .. .
a · · · · · a )
−1
·(
mvezes
. .. .
a · · · · · a)·(
mvezes
. .. .
a · · · · · a)
−1
= (
(−m)−n vezes
. .. .
a · · · · · a )
−1
=
(a
−m−n
)
−1
= a
n+m
(b)Demonstra¸ c˜ ao..
(caso 1)m, n > 0
(a
m
)
n
=
nvezes
. .. .
(
mvezes
. .. .
a · a · · · · · a) · (
mvezes
. .. .
a · a · · · · · a) · · · · · (
mvezes
. .. .
a · a · · · · · a) = a
m·n
(caso 2)m = 0 ou n = 0
(subcaso 1)n = 0
(a
m
)
0
= 1 = a
0
= a
m·n
(subcaso 2)m = 0
(a
n
)
n
= (1)
n
= 1 = a
0
= a
m·n
(caso 3)m < 0 e n > 0
36
((a
−m
)
−1
)
n
=
nvezes
. .. .
(a
−m
)
−1
· · · · · (a
−m
)
−1
=
nvezes
. .. .
1
a
−m
· · · · ·
1
a
−m
=
1
(a
−m
)
n
=
1
a
−m·n
= (a
−m·n
)
−1
= a
m·n
(caso 4)m > 0 e n < 0
(a
m
)
n
= ((a
m
)
−n
)
−1
= (a
m·(−n)
)
−1
= a
m·n
(caso 5)m < 0 e n < 0
(a
m
)
n
= (((a
−m
)
−1
)
−n
)
−1
= ((a
−m
)
n
)
−1
= (((a
−m
)
−n
)
−1
)
−1
=
(a
(−m)·(−n)
)
1
= a
m·n
Ex. 3 — Se
x
1
y
1
=
x
2
y
2
= · · · =
x
n
y
n
num corpo K, prove que, dados a
1
, a
2
, . . . , a
n
∈ K tais que a
1
·y
1
+· · ·+a
n
·y
n
=
0, tem-se
a
1
· x
1
+· · · +a
n
· x
n
a
1
· y
1
+· · · +a
n
· y
n
=
x
1
y
1
.
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — Demonstra¸ c˜ ao..
a
1
· x
1
+· · · +a
n
· x
n
a
1
· y
1
+· · · +a
n
· y
n
=
y
1
· a
1
·
x
1
y
1
+· · · +y
n
· a
n
·
xn
yn
a
1
· y
1
+· · · +a
n
· y
n
=
x
1
y
1
·
a
1
· y
1
+· · · +a
n
· y
n
a
1
· y
1
+· · · +a
n
· y
n
=
x
1
y
1
Ex. 4 — Dados dois corpos K, L corpos. E um homomorfismo f : K → L, prove
que:
(a)f(0) = 0
(b)ou f(a) = 1 ∀ a ∈ K ou { f(1) = 1 e f ´e injetivo }
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — Demonstra¸ c˜ ao..
f(a) = f(a + 0) = f(a) +f(0) ⇒f(0) = 0
Afirma¸ c˜ao: Se a = b ⇒f(a) = f(b)
Demonstra¸ c˜ ao..
Se, por contradi¸ c˜ao, a = b e f(a) = f(b)
Ent˜ao: 0 = f(a) −f(b) = f(a −b) Logo,
0 = 0 · f((a −b)
−1
) = f((a −b)
−1
) · f(a −b) = f((a −b)
−1
· (a −b)) = f(1)
37
Utilizando argumenta¸ c˜ao an´aloga, podemos ver que isso leva que f(x) = 0 ∀ x ∈
K.
Ex. 5 — Dado o homomorfismo f : Q →Q. Prove que f(x) = 0 ou f(x) = x∀ x ∈
Q.
Solu¸ c˜ao (ex. 5) — Demonstra¸ c˜ ao..
Inicialmente, vamos provar os resultados:
(a)f(a) = f(a · 1) = f(a) · f(1) ⇒f(1) = 1
(b)f(n) = f(1+1+· · · +1) = f(1)+f(1)+· · ·+f(1) = 1+1+· · · +1 = n
(c)1 = f(1) = f(n · n
−1
) = f(n) · f(n
−1
) ⇒f(n
−1
) = f(n)
−1
Agora, dado um n´ umero racional
n
m
; m = 0 temos: f(
n
m
) = f(n · m
−1
) =
f(n) · f(m

1) = f(n) · f(m)
−1
= n · (m)

1 =
n
m
Ex. 6 — Tome Z
p
com as opera¸ c˜oes ⊕ e ⊗, prove que Z
p
´e um corpo.
Solu¸ c˜ao (ex. 6) — Demonstra¸ c˜ ao..
(a)f(m+n) = m+n = m⊕n = f(m) ⊕f(n)
(b)f(m· n) = m· n = m⊗n = f(m) ⊗f(n)
(c)m⊕n = m+n = n +m = n ⊕m
(d)m⊗n = m· n = n · m = n ⊗m
(e)(m⊕ n) ⊕ w = (m+n) + w = (m+n) +w = m+ (n +w) = m⊕
(n ⊕w)
(f)(m⊗n) ⊗w = (m· n) · w = (m· n) · w = m· n · w) = m⊗(n ⊗w)
(g)n ⊗(m⊕w) = n · m+n · w = n ⊗m⊕n ⊗w
(h)(m⊗n = 0 ⇒m = 0 ∧ n = 0) ⇒(Dadok = 0, ∃j ∈ Z
p
|j ⊗k = 1)
(i)1 = 1 ⇒ 1 ∈ Z
p
Podemos provar isso provando a bijetividade da
fun¸ c˜ao:
f
k
: Z
p
→Z
p
definida como: f
k
(x) →k ⊗x:
Podemos ver que:
f
k
(x ⊕y) = k ⊗(x ⊕y) = k ⊗x ⊕k ⊗y = f
k
(x) ⊕f
k
(y)
38
Logo, se: f(x) = f(y), ent˜ao:
f(x) −f(y) = 0 ⇒f(x −y) = 0
Como f(x) = 0 ⇒ x = 0, ent˜ao a fun¸ c˜ao ´e injetiva. Como a cardi-
nalidade dos conjuntos (finitos) ´e a mesma, ent˜ao a fun¸ c˜ao tem que
ser sobrejetiva, e portanto bijetiva. Isso prova que existe inverso de
todos os elementos do conjunto.
Logo, como Z
p
satisfaz os axiomas de corpo, ele ´e um corpo (n˜ao ordenado).
Ex. 7 — Num corpo ordenado K, prove que a
2
+b
2
= 0 ⇔a = b = 0.
(⇐)a = b = 0 ⇒ 0
2
+ 0
2
= (0 + 0) · 0 = 0 · 0 = 0
(⇒)a · a +b · b = 0
.a ∈ P ⇒a · a ∈ P
.b ∈ P ⇒b · b ∈ P
.a ∈ −P ⇒ (−a) · (−a) = a · a ∈ P
.b ∈ −P ⇒ (−b) · (−b) = b · b ∈ P
.a
2
∈ P ∨ b
2
∈ P ⇒a
2
+b
2
∈ P
Logo, a
2
+ b
2
= 0 temos que a
2
∈ P ou b
2
∈ P, onde temos que
a ∈ P ∨ a ∈ −P ∨ b ∈ P ∨ b ∈ −P e concl´ımos que a = b = 0.
Ex. 8 — Sejam x, y elementos positivos de um corpo ordenado K. Prove:
(a)x > 0 ⇔x
−1
> 0
(b)x < y ⇔x
−1
> y
−1
Solu¸ c˜ao (ex. 8) — Demonstra¸ c˜ ao..
(a)(⇒)Supondo x > 0 Temos (x
−1
)
2
· x > 0 ⇒x
−1
· 1 > 0 ⇒x
−1
> 0
(⇐)An´alogo.
(b)(⇒)Supondo x < y Temos x · y
−1
< y · y
−1
= 1 = x · x
−1
e pela lei
do cancelamento, obtemos: y
−1
< x
−1
(⇐)y
−1
< x
−1
⇒y · x
−1
> y
−1
· y = 1 = x · x
−1
⇒y > x
39
Ex. 9 — Dados a, b, ε num corpo ordenada K, prove que
|a −b| < ε ⇒|b| −ε < |a| < |b| +ε
conclua que |a −b| < ε ⇒a < |b| +ε.
Solu¸ c˜ao (ex. 9) — Temos ||a| − |b|| ≤ |a − b| < ε ⇒ ||a| − |b|| < ε ⇒ −ε <
|a| −|b| < ε. Somando |b| temos |b| − ε < |a| < ε +|b|. E como a < |a|, temos
a < |b| +ε.
Ex. 10 — Sejam a racional diferente de zero, e x irracional. Prove que a· x e a+x
s˜ao irracionais. Dˆe exemplo de dois n´ umeros irracionais x, y tais que x + y e
x · y s˜ao racionais.
Solu¸ c˜ao (ex. 10) — Tome a =
a
1
a
2
e Suponha que
a
1
a
2
+x =
x
1
x
2
, ent˜ao organizando
temos x =
x
1
·a
2
−a
1
a
2
que ´e um abusurdo pois x n˜ao pode ser representado por
um n´ umero racional. Suponha agora que
a
1
a
2
· x =
x
1
x
2
, conclu´ımos o absurdo
x =
a
2
·x
1
a
1
·x
2
pois x n˜ao pode ser racional. Podemos ter o exemplo x =

2 e
y = −

2, onde x +y = 0 e x · y = −2, ambos resultados racionais.
Ex. 11 — Seja X =
¸
1
x
; n ∈ N
¸
. Prove que inf X = 0.
Solu¸ c˜ao (ex. 11) — A demonstra¸ c˜ao consiste em mostrar que 0 satisfaz as pro-
priedades de ´ınfimo.
(a)0 <
1
n
∀ n ∈ N - 0 ´e cota inferior de X.
(b)Dado ε > 0, existe n ∈ N tal que 0 <
1
n
< ε (basta tomar n >
1
ε
).
Onde conclu´ımos que 0 = inf X.
Ex. 12 — Sejam X, Y conjuntos n˜ao vazios e f : X×Y →R uma fun¸ c˜ao limitada.
Para cada x
0
∈ X e cada y
0
∈ Y , ponhamos s
1
(x
0
) = sup{f(x
0
, y); y ∈ Y } e
s
2
(y
0
) = sup{f(x, y
0
); x ∈ X}. Isto define fun¸ c˜oes s
1
: X → R e s
2
: X → R.
Prove que se tem sup
x∈X
s
1
(x) = sup
y∈Y
s
2
(y).
Solu¸ c˜ao (ex. 12) — De s
1
(x
0
) = sup
y∈Y
f(x
0
, y) temos que:
•f(x
0
, y) ≤ s
1
(x
0
) ∀ y ∈ Y
•Dado ε ∃ x ∈ X | s
1

ε
2
< s
1
(x)
Afirma¸ c˜ao: s
1
: X →R ´e limitada.
Demonstra¸ c˜ ao.Caso contr´ario, ∃ x
n
∈ X tal que s
1
(x
n
) > w. Assim, s
1
(x
n
) =
sup
y∈Y
f(x
n
, y) > w ⇒∃ y
1
∈ Y | f(x
n
, y
1
) > w o que ´e um absurdo.
40
Logo existe sup
x∈X
s
1
(x) = s
1
, ent˜ao temos:
•s
1
(x) ≤ s
1
∀ x ∈ X
•Dado ε, existe x ∈ X tal que s
1

ε
2
< s
1
(x)
Ent˜ao temos:
•f(x
0
, y) ≤ s
1
x
0
≤ s
1
•s
1
−ε < f(x, y)
Conclu´ımos que s
1
´e o supremo de f, de maneira inteiramente an´aloga, mostra-
mos isso para s
2
= sup
y∈Y
s
2
(y), conclu´ındo que s
1
= s
2
, demonstrando o exerc´ıcio.
41
3 Seq¨ uencias e S´eries de
N´ umeros Reais
Esse cap´ıtulo ´e muito interessante, mas eu n˜ao tive tempo de resolver
exerc´ıcios espec´ıficos para esse assunto.
42
4 Revis˜ ao da 1
a
Parte
4.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos
Ex. 1 — Dado n ∈ N mostre que:
n
¸
j=0
j
3
= 1
3
+ 2
3
+· · · +n
3
=
n
2
(n + 1)
2
4
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — Demonstra¸ c˜ ao.Seja X o conjunto:
X =

n ∈ N |
n
¸
j=0
j
3
=
n
2
(n + 1)
2
4

(a)1 ∈ X, de fato:
1
3
= 1 =
1
2
(1 + 1)
2
4
(a)Suponha que para algum n, n ∈ X, ent˜ao:
1
3
+· · · +n
3
+ (n + 1)
3
=
n
2
(n + 1)
2
4
+ (n + 1)
3
=
(n + 1)(n
3
+ 5n
2
+ 8n + 4)
4
=
(n + 1)
2
((n + 1) + 1)
2
4
Logo, n ∈ X ⇒ (n + 1) ∈ X. Onde conclu´ımos pelo 3
o
axioma de
Peano que X = N e portanto a igualdade ´e v´alida para todo n ∈ N.
Ex. 2 — Mostre que o n´ umero de diagonais de um pol´ıgono de n(n ∈ N, n ≥ 4)
lados ´e
n(n−3)
2
.
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — Seja
X =

n ∈ N |
n(n + 3)
2
´ e o n´ umero de diagonais de umpol´ıgono de (n + 3) lados

43
(a)1 ∈ X, claramente, pois um quadrado possue 2 diagonais.
(b)Suponha que para algum n ∈ N, n ∈ X, ent˜ao: Seja o pol´ıgono de
((n+1)+3) lados constru´ıdo atrav´es do pol´ıgono de (n+3 lados. Esse
pol´ıgono preserva todas as diagonais do pol´ıgono anterior, e insere
mais [(n + 3) −2 + 1] diagonais, ent˜ao o pol´ıgono constru´ıdo possue:
(n+3)n
2
+n + 2 =
((n+1)+3)(n+1)
2
. Logo fica provado por indu¸ c˜ao.
Ex. 3 — Sejam A, B ⊂ R, conjuntos n˜ao-vazios e limitados. Ent˜ao:
(1)A +B ≡ {a +b; a ∈ A, b ∈ B} ´e limitado e:
(1.i)sup(A+B) = sup(A) +sup(B);
(1.ii)inf(A+B) = inf(A) +inf(B);
(2)kA ≡ {k · a; a ∈ A} , k > 0 ´e limitado e:
(2.i)sup(kA) = k · sup(A);
(2.ii)inf(kA) = k · inf(A);
(2.iii)Enuncie e demonstre o que ocorre quando k < 0.
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — (1)A+B ≡ {a +b; a ∈ A, b ∈ B} ´e limitado e:
(1.i)sup(A+B) = sup(A) +sup(B);
Demonstra¸ c˜ ao.Se A+ B ´e limitado, ent˜ao A e B s˜ao limitados,
de fato:
A+Blimitado ⇒∃c cota superior ⇒
⇒ dado (a +b) ∈ A+Btemos c > (a +b) ⇒
⇒c > a ∧ c > b ⇒A +B ´ e limitado
Logo A e B possuem sup.
Seja sup(A) = a
0
e sup(B) = b
0
, logo:
(a)dado a ∈ A temos que a
0
≥ a
(b)dado
ǫ
2
> 0 temos que ∃a ∈ A tal que a
0

ǫ
2
< a < a
0
e tamb´em:
(a)dado b ∈ B temos que b
0
≥ b
(b)dado
ǫ
2
> 0 temos que ∃b ∈ B tal que b
0

ǫ
2
< b < b
0
Somando algumas igualdades, obtemos:
44
(a)a
0
+b
0
≥ a +b ∀ a ∈ A ∧ ∀b ∈ B
(b)−(
ǫ
2
+
ǫ
2
) +b
0
+a
0
< a+b < b
0
+a
0
. E como a ∈ A e b ∈ B,
temos que ∃a +b tal que (a
0
+b
0
) −ǫ < (a +b) < (a
0
+b
0
)
∀ǫ.
Como o sup ´e ´ unico, conclu´ımos que sup(A + B) = a
0
+ b
0
=
sup(A) +sup(B).
(1.ii)inf(A+B) = inf(A) +inf(B);
Demonstra¸ c˜ ao.An´alogo ao anterior.
(2)kA ≡ {k · a; a ∈ A} , k > 0 ´e limitado e:
(2.i)sup(kA) = k · sup(A);
Demonstra¸ c˜ ao.Essa demonstra¸ c˜ao segue facilmente do´ıtem (2.iii).
(2.ii)inf(kA) = k · inf(A);
Demonstra¸ c˜ ao.Essa demonstra¸ c˜ao segue facilmente do´ıtem (2.i).
(2.iii)Enuncie e demonstre o que ocorre quando k < 0. Seja k · A ≡
{k · a; a ∈ A}, k < 0, kA ´e limitado e:
sup(kA) = k · inf(A)
e
inf(kA) = k · sup(A)
Demonstra¸ c˜ ao.Seja a
0
= inf(A), logo:
(1)a
0
≤ a ∀a ∈ A
(2)Dado ǫ > 0 existe a ∈ A tal que a
0
< a < a
0

Logo, como k < 0, multiplicando, temos:
(1)k · a
0
≥ k · a ∀a ∈ A
(2)Dado ǫ > 0 existe a ∈ A tal que k · a
0
> k · a > k · a
0
−k · ǫ
O que mostra que k · a
0
= k · inf(A) = sup(k · A).
A segunda demonstra¸ c˜ao ´e an´aloga.
45
Ex. 4 — Sejam A, B ⊂ R, conjuntos n˜ao-vazios, tais que:
x ∈ A ∧ y ∈ B ⇒x ≤ y
Prove que:
(a)A ´e limitado superiormente
(b)B ´e limitado inferiormente
(c)
sup(A) ≤ inf(B)
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — (a)B = {∅} ⇒ ∃y ∈ B ⇒ ∀x ∈ A, x ≤ y, logo,
A ´e limitado superiormente. Nessa ´ ultima implica¸ c˜ao, utilizamos a
hip´otese inicial.
(b)A = {∅} ⇒ ∃a ∈ A ⇒ ∀y ∈ B, y ≥ x, logo, B ´e limitado
inferiormente. Nessa ´ ultima implica¸ c˜ao, utilizamos a hip´otese inicial.
(c)De (a), temos que existe a = sup(A) e por (b), existe b = inf(B).
Suponha, por contradi¸ c˜ao, que a > b, logo, pela defini¸ c˜ao de limite,
temos que existe y ∈ B tal que b < y < a, mas, como a = sub(A), te-
mos que existe x ∈ A tal que b < y < x < a o que ´e uma contradi¸ c˜ao,
pois deveria x ≤ y.
Ex. 5 — Sejam A ⊂ B ⊂ R e B limitado. Prove que:
(a)A ´e limitado
(b)
inf(B) ≤ inf(A) ≤ sup(A) ≤ sup(B)
Solu¸ c˜ao (ex. 5) — (a)∀b ∈ B temos que α ≤ b ≤ β e utilizando que
A ⊂ B, temos que α ≤ a ≤ β ∀a ∈ A, o mostra que A ´e limitado.
(b)Suponha, por contradi¸ c˜ao, que b
0
= inf(B) > inf(A) = a
0
, logo,
existe x ∈ A tal que a
0
< x < b
0
o que implica x < b
0
onde chegamos
`a contradi¸ c˜ao que x ∈ B, ent˜ao conclu´ımos que inf(B) ≤ inf(A).
Analogamente, podemos provar que sup(A) ≤ sup(B). Facilmente
vemos que inf(A) ≤ sup(A), ent˜ao conclu´ımos a demonstra¸ c˜ao.
Ex. 6 — Ache o ´ınfimo e o supremo, caso existam, dos conjuntos:
(a)A =

(−1)
n
+
1
n
; n ∈ N

;
46
(b)B =

1,
1
2
,
3
2
, 2,
1
3
,
4
3
, 3,
1
4
,
5
4
, . . . , n,
1
(n + 1)
,
n + 2
n + 1

;
Solu¸ c˜ao (ex. 6) — (a)Afirmamos que sup(A) =
3
2
e inf(A) = −1
Demonstra¸ c˜ ao.
3
2
≥ a ∀a ∈ A, de fato, pois analizando as seq¨ uˆencias
´ımpares e as pares, temos que ambas s˜ao decrescentes e o valor
m´ınimo delas s˜ao respectivamente 0 e
3
2
, logo, o valor m´aximo de
A ´e
3
2
. E se c ´e cota superior de A, logo c ≥
3
2
, pois
3
2
∈ A, logo
sup(A) =
3
2
.
E
−1 ≤ a ∀a ∈ A, isso porque
1
n
´e positivo e decrescente para todo
n ∈ N e o m´ınimo de (−1)
n
= −1, logo (−1)
n
+
1
n
≥ −1∀n ∈ N.
E, dado ǫ > 0, existe a ∈ A tal que −1 < a < −1 + ǫ. Basta
tomar n ´ımpar grande o suficiente tal que n >
1
ǫ
logo, temos −1 <
(−1)
n
+
1
n
< −1 +ǫ.
(b)Analizemos as subsequencias em B:
S
1
= n
S
2
=
1
n+1
S
3
=
n+2
n+1
Como S
1
, S
2
, S
3
∈ B, conclu´ımos:
(1)B n˜ao cont´em cota superior, e portanto n˜ao possue supremo.
Demonstra¸ c˜ ao.S
1
⊂ B, ∀n
0
, ∃n ∈ N tal que n > n
0
=⇒ ∃n
0
tal que n ≤ n
0
∀n ∈ N.
(2)S
2
≤ S
3
∀n ∈ N e S
2
≤ S
1
∀n
Demonstra¸ c˜ ao.
1
n + 1

n + 2
n + 1
⇔1 ≤ n + 2 ⇔1 ≤ n
2
+n
1
n + 1
≤ n ⇔ 1 ≤ n
2
+n
(3)inf(B) = 0
47
(a)0 ≤ b ∀b ∈ B
Demonstra¸ c˜ ao.
0 ≤
1
n + 1
≤ S
2
∧ 0 ≤
1
n + 1
≤ S
1
Logo, 0 ≤ b ∀b ∈ B (a rigor a < b, mas n˜ao vem ao caso).
(b)Dado ǫ, existe b ∈ B tal que b < b < 0 +ǫ
Demonstra¸ c˜ ao.Tome n+1 >
1
ǫ
, logo temos: 0 <
1
n+1
< ǫ.
Ex. 7 — Calcule os limites abaixo:
(a) lim
n→∞
(1 −
1
2
) · (1 −
1
3
) · (1 −
1
4
) · · · · · (1 −
1
n + 1
);
(b) lim
n→∞
(
1
n
2
+
2
n
2
+
3
n
2
+· · · +
n
n
2
);
(c) lim
n→∞
(
1
n
2
+
1
(n + 1)
2
+· · · +
1
(2 · n)
2
);
(d) lim
n→∞
(
1

n
+
1

n + 1
+· · · +
1

2 · n
);
(e) lim
n→∞
¸

n +
1
2
(

n + 1 −

n)
¸
;
(f) lim
n→∞
¸
1
1 · 2
+
1
2 · 3
+· · · +
1
n · (n + 1)

;
Solu¸ c˜ao (ex. 7) — (a)Tomando a
n+1
= (1−
1
2
) · (1−
1
3
) · (1−
1
4
) · · · · · (1−
1
n+1
), temos que:
a
n+1
= (
1
2
·
2
3
· · · · ·
n
n + 1
=
1
n + 1
Como 0 <
1
n+1
<
1
n
, e
1
n
→ 0, temos que
1
n+1
→ 0. Utilizando
a defini¸ c˜ao, dado ǫ > 0 ∃n
0
tal que n > n
0
⇒ 0 <
1
n+1
< ǫ,
basta tomar n >
1
ǫ
. Podemos ver que
1
n+1
´e claramente um n´ umero
positivo, isso porque ´e a divis˜ao de dois n´ umeros positivos.
(b)
lim
n→∞
(
1
n
2
+
2
n
2
+
3
n
2
+· · · +
n
n
2
) = lim
n→∞
1
n
2
(1 + 2 +· · · +n) =
lim
n→∞
1
n
2
(
(n + 1) · n
2
) = lim
n→∞
n
2
+n
2· n
2
=
lim
n→∞
1
2
+
1
2 · n
= lim
n→∞
1
2
+
1
2
· lim
n→∞
1
n
=
1
2
.
48
OBS.
1
2
´e uma seq¨ uˆencia constante, portanto seu limite ´e
1
2
.
1
n
tende
a zero, pois dado ǫ > 0 existe n
0
tal que n > n
0
implica que

1
n

< ǫ
(c)lim
n→∞
n+1 parcelas
. .. .
(
1
n
2
+
1
(n + 1)
2
+· · · +
1
(2 · n)
2
); Temos que
1
n
2
´e a maior
parcela da soma, logo,
0 ≤ lim
n→∞
(
1
n
2
+
1
(n + 1)
2
+· · · +
1
(2 · n)
2
) ≤ lim
n→∞
(
(n + 1)
n
2
) = 0
Conclu´ımos que o limite original ´e 0.
(d)lim
n→∞
n+1 parcelas
. .. .
(
1

n
+
1

n + 1
+· · · +
1

2 · n
);
1

2·n
´e o menor termo, logo:
0 ≤ lim
n→∞
(
(n + 1)

2 ·

n
) ≤ lim
n→∞
(
1

n
+
1

n + 1
+· · · +
1

2 · n
)
Mas,
lim
n→∞
(
(n + 1)

2 ·

n
) = lim
n→∞
(
n

2 ·

n
+
1

2 ·

n
) =
lim
n→∞
n ·

n

2· n
+
1

2n
Como 0 <
1

2n
, temos que
1

2n
´e limitado inferiormente. E, como

n

2
→ ∞ temos que a soma tente `a infinito. O que mostra que a
seq¨ uˆencia original tende a infinito.
(e)lim
n→∞

n +
1
2
(

n + 1 −

n)

×
(

n+

n+1)
(

n+

n+1)
. Obtemos:
lim
n→∞

n +
1
2
(
n + 1− n

n +

n + 1
)
Dividindo o numerador e denominador por

n, obtemos:
lim
n→∞
q
n+
1
2

n

n

n
+

n+1

n
=
lim
n→∞

1 +
1
2
n
1 +

1 +
1

n
Como podemos ver, esse limite ´e igual a
1
2
.
(f)
lim
n→∞
¸
1
1 · 2
+
1
2 · 3
+· · · +
1
n · (n + 1)

=
49
lim
n→∞
¸
(
1
1

1
2
) +· · · + (
1
n

1
(n + 1)
)

Cancelando alguns termos, obtemos:
lim
n→∞
¸
(1 −
1
(n + 1)
)

= 1
Ex. 8 — Prove que:
(i) lim
n→∞
(
1

n
2
+ 1
+
1

n
2
+ 2
+· · · +
1

n
2
+n
) = 1;
(ii) lim
n→∞
(
n

a
n
+b
n
) = max{a, b}, a, b ≥ 0;
(iii) lim
n→∞
(
n

n
2
+n) = 1;
Solu¸ c˜ao (ex. 8) — (i) lim
n→∞
n parcelas
. .. .
(
1

n
2
+ 1
+
1

n
2
+ 2
+· · · +
1

n
2
+n
);
(
1

n
2
+1
) ´e a maior parcela e (
1

n
2
+n
) ´e a menor parcela da soma,
logo:
lim
n→∞
n

n
2
+n
≤ lim
n→∞
(
1

n
2
+ 1
+
1

n
2
+ 2
+· · ·+
1

n
2
+n
) ≤ lim
n→∞
n

n
2
+ 1
Mas, dividindo o numerador e denominador por

n
2
, temos:
lim
n→∞
n

n
2
+n
= lim
n→∞
1

1 +
n
n
2
= 1
e
lim
n→∞
n

n
2
+ 1
= lim
n→∞
n

1 +
1
n
2
= 1
Logo,
1 ≤ lim
n→∞
(
1

n
2
+ 1
+
1

n
2
+ 2
+· · · +
1

n
2
+n
) ≤ 1
Onde temos:
lim
n→∞
(
1

n
2
+ 1
+
1

n
2
+ 2
+· · · +
1

n
2
+n
) = 1
(ii)Se a = b = 0 podemos ver que se verifica. Se a = 0 ∨ b = 0,
facilmente se verifica. Logo, suponha que a = 0 ∧ b = 0, sem perdas
50
de generalidades, suponha que a > b, logo:
lim
n→∞
n

a
n
a
n
+
b
n
b
n
a
n
b
n
·
n

a
n
= lim
n→∞

1 +
1
(
a
b
)
n
· a
Como
a
b
> 1, temos que
1
(
a
b
)
n
→0, logo:
lim
n→∞
(
n

a
n
+b
n
) =

1 · a = a
(iii)
lim
n→∞
(
n

n
2
n
2
+
n
n
2
·
n

n
2
) = lim
n→∞
(
n

1 +
1
n
· (
n

n)
2
) =
1 · lim
n→∞
(
n

n)
2
) = 1
Ex. 9 — Mostre que se (a
n
) converge, ent˜ao (a
2
n
) tamb´em converge. A rec´ıproca
´e verdadeira?
Solu¸ c˜ao (ex. 9) — Seja lim
n→∞
a
n
= c, logo, dado ǫ > 0, existe n
0
tal que ,
n > n
0
⇒|a
n
−c| < ǫ. Afirmamos que lim
n→∞
a
2
n
= c
2
, de fato:
lim
n→∞
a
2
n
−c
2
= lim
n→∞
(a
n
−c)(a
n
+c) = 0 · (2 · c) = 0
Logo,
lim
n→∞
a
2
n
= c
2
Se a
2
n
converge, n˜ao necessariamente a
2
n
converge, temos a seq¨ uˆencia a
2
n
=
(−1
n
)
2
que converge para 1 e a
n
= (−1)
n
n˜ao converge.
Ex. 10 — Seja t
n
∈ [0, 1] , ∀n ∈ N. Sabendo-se que x
n
→ a e y
n
→ a, prove que
t
n
x
n
+ (1 −t
n
)y
n
→a
Solu¸ c˜ao (ex. 10) — Temos que:
lim
n→∞
t
n
· x
n
+y
n
−t · y
n
= lim
n→∞
=
lim
n→∞
t
n
(x
n
−y
n
) + lim
n→∞
y
n
= a
Pois lim
n→∞
t
n
(x
n
− y
n
) = 0 isso porque t
n
´e limitada e x
n
e y
n
tendem para
a.
51
Ex. 11 — Seja (a
n
) a seq¨ uˆencia definida por a
1
= 1, a
n+1
= 1 +

a
n
, n ∈ N.
Prove que (a
n
) converge e determine o seu limite.
Solu¸ c˜ao (ex. 11) — Vamos provar que a
n
´e mon´otona crescente e limitada supe-
riormente:
a
n
≤ a
n+1
para todo n ∈ N, de fato:
(a)a
1
≤ a
2
≤ a
n+2
(b)Suponha que para algum n vale a
n
≤ a
n+1
, ent˜ao:
a
n+1
= 1 +

a
n
Como a
n
≤ a
n+1
, temos

a
n


an + 1, mas:
1 +

a
n
≤ 1 +

a
n
+ 1
Tome um a ∈ R tal que a > 1 +

a ∧ a > 0 (podemos ver que existe tal a ex.
9)
(a)Podemos ver que a
1
< a.
(b)Suponha que para algum n vale a
n
< a, logo:
a
n+1
= 1 +

a
n
< 1 +

a < a
Logo, a
n
´e limitada.
Conclu´ımos que a
n
converge. Seja
lim
n→∞
a
n
= L
, logo
lim
n→∞
a
n+1
= L
, ent˜ao:
lim
n→∞
1 +

a
n
= 1 +

L = L
Ent˜ao:
L = L
2
−3 · L + 1 ⇒L =
3 ±

5
2
{x ≃ 0, 381 ⇒a
n
> 1x
2
≃ 2, 618OK
52
Logo,
lim
n→∞
1 +

a
n
=
3 +

5
2
.
Ex. 12 — Idem, se a
1
= 1 e a
n+1
= (2 +a
n
)
1
2
, n ∈ N
Solu¸ c˜ao (ex. 12) — a
n
< 2∀n ∈ N, de fato:
(a)a
1
< 2
(b)Suponha que para algum n vale a
n
< 2, logo:
a
n+1
=

2 +a
n
<

2 + 2 = 2
O que mostra que a
n+1
tamb´em ´e menor que 2, logo conclu´ımos que
a
n
< 2 para todo n.
Vamos provar que a
n
´e mon´otona crescente:
(a)a
1
< a
2
OK
(b)Suponha que para algum n vale a
n
< a
n+1
, ent˜ao:
a
n+1
=

2 +a
n
<

2 +a
n+1
= a
n+2
O que conclu´ımos que a
n
´e mon´otona crescente.
Como a
n
´e mon´otona crescente e limitada superiormente, ent˜ao ela converge.
Suponha que a
n
→L, ent˜ao, qualquer sub-sequˆencia converge a L, em particu-
lar a
n+1
→L, ent˜ao:
lim
n→∞
a
n
= L = lim
n→∞
a
n+1
= lim
n→∞

2 +a
n
=

2 +L
Resolvendo a equa¸ c˜ao L =

2 +L obtemos que L = −1 ou L = 2, como a
n
´e
maior que 0 para todo n, temos que L = 2. Ent˜ao a
n
→2.
Ex. 13 — Idem, se a
1
= −1 e a
n+1
=
2a
n
−3
4
, n ∈ N
Solu¸ c˜ao (ex. 13) — Tome a <
2·a−e
4
, por exemplo a = −2, logo, vamos provar
que a
n
> a.
(a)a
1
> −2 OK
(b)Suponha que para algum n vale a
n
> a, ent˜ao:
a
n+1
=
2 · a
n
−3
4
>
2 · a −3
4
> a
53
Logo, a
n
´e limitada inferiormente.
Vamos provar que a
n
´e decrescente.
(a)a
1
> a
2
OK
(b)Suponha que para algum n vale a
n
> a
n+1
, ent˜ao:
a
n+1
=
2 · a
n
−3
4
>
2 · a
n+1
−3
4
= a
n+2
Logo, a
n
´e mon´otona decrescente, e portanto convergente.
Suponha que a
n
→L, ent˜ao, qualquer sub-sequˆencia converge a L, em particu-
lar a
n+1
→L, ent˜ao:
lim
n→∞
a
n
= L = lim
n→∞
a
n+1
= lim
n→∞
2a
n
−3
4
=
2 · L −3
4
Resolvendo a equa¸ c˜ao L =
2·L−3
4
, temos que L = −
3
2
.
Ex. 14 — Sejam

¸
n=1
a
n
e

¸
n=1
b
n
duas s´eries de termos positivos e suponhamos que
a < lim
a
n
b
n
< +∞. Ent˜ao as s´eries convergem ou divergem simultaneamente.
Solu¸ c˜ao (ex. 14) — Suponhamos ent˜ao que:
lim
a
n
b
n
= c > 0
Logo, dado ǫ > 0 existe n
0
tal que n > n
0
implica que:
ǫ > |
a
n
b
n
−c| ⇒ǫ >
a
n
b
n
−c > −ǫ ⇒
ǫ +c >
a
n
b
n
> c −ǫ
Tomando ǫ =
1
2
· c, temos:
1
2
· c <
a
n
b
n
<
3
2
· c
Conclu´ımos que:
1
2
· c · b
n
< a
n
<
3
2
· c · b
n
resumindo:
(1)b
n
< a
n
·
2
c
(2)a
n
<
3
2
· b
n
54
e portanto:
Se
¸
a
n
converge, ent˜ao, por (1), temos que
¸
b
n
converge.
Se
¸
a
n
diverge, ent˜ ao, por (2), temos que
¸
b
n
diverge.
Se
¸
b
n
converge, ent˜ao, por (2), temos que
¸
a
n
converge.
Se
¸
b
n
diverge, ent˜ ao, por (1), temos que
¸
a
n
diverge.
Ex. 15 — Se a e b s˜ao n´ umeros reais positivos, ent˜ao

¸
n=1
1
(an +b)
p
converge se
p > 1 e diverge se p ≤ 1.
Solu¸ c˜ao (ex. 15) — Seja a
n
=
1
(an+b)
p
, temos que:
1
k · n
p

1
(a
n
+b)
p

1
l · n
p
Basta ver:
p

k · n ≥ a · n +p ⇔
p

k ≥ a +
p
n

k ≥ (a +p)
p
e que:
a
n
+b ≥⇔
p

l · n ⇔l ≤ a
p
+
b
n
Logo:
(a)
1
n
p
≤ k ·
1
(a+b)
p
(b)
1
(a+b)
p

1
l
·
1
n
p
Ent˜ao:
Se p ≤ 1, temos que
¸
a
n
diverge pelo crit´erio da compara¸ c˜ao em
(a).
Se p > 1, temos que
¸
a
n
converge pelo crit´erio da compara¸ c˜ao em
(b).
Ex. 16 — A s´erie

¸
n=1
n
n
(n + 1)
n+1
diverge.
Solu¸ c˜ao (ex. 16) — Exerc´ıcio n˜ao resolvido.
Ex. 17 — Seja

¸
n=1
a
n
uma s´erie convergente.
55
(a)

¸
n=1
a
2
n
´e convergente?
(b)Se a
n
≥ 0;

¸
n=1

a
n
· a
n+1
´e convergente?
Solu¸ c˜ao (ex. 17) — (a)

¸
n=1
a
2
n
n˜ao necessariamente converge.
Por Dirichlet,
¸
(−1)
n 1

n
converge, mas
¸
((−1)
n 1

n
)
2
=
¸
1
n
que
n˜ao diverge.
(b)Se a
n
≥ 0;

¸
n=1

a
n
· a
n+1
converge.
0 ≤

a
n
+a
n+1

a
n
2
+
a
n+1
2
Como:
¸
a
n
+a
n+1
2
=
1
2
· (
¸
a
n
+
¸
a
n+1
)
Converge, ent˜ao
¸

n=1

a
n
· a
n+1
converge absolutamente.
Ex. 18 — Mostre que

¸
n=0
1
(n +α)(n +α + 1)
=
1
α
, α > 0
Solu¸ c˜ao (ex. 18) —
S
n
=
1
α

1
α + 1
+
1
α + 1

1
α + 2
. . .
1
n +α

1
n + 1 +α
S
n
=
1
α

1
n + 1 +α
lim
n→∞
S
n
=
1
α
Portanto, a s´erie converge para
1
α
.
Ex. 19 — Prove que

¸
n=1
1

n(n + 1)(

n + 1 +

n)
= 1.
. . . - 1

n+1
dondeconclu´ımosque :S
n
= 1−
1

n+1
ecomolim
n→∞
S
n
= 1Temosqueas´ erieconvergepara
Solu¸ c˜ao (ex. 19) —

¸
n=1
1

n(n + 1)(

n + 1 +

n)
=

¸
n=1
1

n(n + 1)(

n + 1 +

n)
·
(

n + 1 −

n)
(

n + 1 −

n)
=
56

¸
n=1
1

n

1

n + 1
O termo n − ´ esimo da sequˆencia das inteiradas ´e:
S
n
=
1

1

1

2
+
1

2

1

3
+
1
3
Ex. 20 — Estabele¸ ca a convergˆencia ou divergˆencia da s´erie, cujo termo geral ´e:
(a)2
n
e
−n
(b)3
n
e
−n
(c)e
−log(n)
(d)2
1
n
(e)
n
2
n
(f)(−1)
n
n
n + 1
(g)
n!
n
n
(h)n!e
−n
(i)n!e
−n
2
(j)(log(n))e


n
(k)(−1)
n
(n + 1)
n
n
n+1
(l)
n!
3 · 5 · · · · · (2n + 1)
(m)
(n!)
2
(2n)!
Solu¸ c˜ao (ex. 20) — (a)lim
n

2
n
e
n

=
2
e
< 1 logo, a s´erie converge.
(b)lim
n

3
n
e
n

=
3
e
> 1 logo, a s´erie diverge.
(c)e
−log(n)
=
1
n
logo, a s´erie diverge, pois a s´erie harmˆonica diverge.
(d)2
1
n
=
n

2 e
n

2 →1, logo a s´erie diverge.
(e)lim
n

|
n
2
n
| =
1
2
< 1 logo, a s´erie converge.
(f)
n
n+1
→ 1 logo, a s´erie diverge, pois o termo geral n˜ao vai a zero.
(g)lim

(n+1)!
(n+1)
(
n+1)
n!
n
n

= lim
1
(1+
1
n
)
n
=
1
e
< 1 logo, a s´erie converge.
57
(h)lim

(n+1)!e
−(n+1)
n!e
−n

= lim
1
(1+
1
n
)
n
=
1
e
< 1, logo, a s´erie converge.
(i)lim

(n+1)!e
−(n+1)
2
n!e
−n
2

= lim
n+1
e
2·n
= 0 < 1, logo, a s´erie converge.
(j)Temos que log(n) = log(

n
2
) = 2 · log(

n) ≤ 2

(n).
Temos ainda a s´erie de Taylor:
e

n
=

¸
n=0
(e
0
)
n
· (

n)
n
n!
Utilizando um termo dessa soma, e que 0 < 2 · log(

n) < 2 ·

n,
temos:
0 ≤

log(n)
e

n


2 ·

n

n
4
4!
=
48
n
3
2
Conclu´ımos que o termo da s´erie ´e sempre menor que o termo de uma
s´erie convergente, o que mostra que a s´erie converge absolutamente.
(k)Pelo crit´erio de Leibniz, se
(n+1)
n
n
n+1
→0 e
(n+1)
n
n
n+1

((n+1)+1)
(n+1)
(n+1)
(n+1)+1
∀ n,
ent˜ao a s´erie converge. Ent˜ao:
lim
(n + 1)
n
n · n
n
= lim(1 +
1
n
)
n
·
1
n
Como (1 +
1
n
)
n
´e limitado (pois converge para e), ent˜ao:
lim(1 +
1
n
)
n
·
1
n
= lim
1
n
= 0
Vamos provar que a
n
´e n˜ao-crescente, para isso vamos dividir a
n+1
por a
n
e provar que isso sempre ´e menor que 1.
((n + 1) + 1)
(n+1)
(n + 1)
(n+1)+1
·
n
n+1
(n + 1)
n
=

n
2
+ 2 · n
n
2
+ 2 · n + 2

n+1
isso ´e menor que (1)
n+1
= 1. Conclu´ımos que a s´erie converge.
(l)
lim

(n + 1)!
3 · 5 · · · · · (2n + 1) · (2(n + 1) + 1)
·
3 · 5 · · · · · (2n + 1)
n!

=
lim

(n + 1)
2n + 3

< 1
Conclu´ımos que a s´erie converge absolutamente.
58
(m)
lim

((n + 1)!)
2
(2(n + 1))!
·
(2n)!
(n!)
2

= lim

n + 1
(2n + 1) · 2

< 1
Conclu´ımos que a s´erie converge.
4.2 1
a
Prova Resolvida
Ex. 1 — Seja x um n´ umero real positivo. Use indu¸ c˜ao para mostrar que:
(1 +x)
n

n(n −1)
2
· x
n−2
+nx
n−1
+x
n
para todo n ∈ N. (Valor 2,0 pontos).
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — Seja o X o conjunto X ≡ {n ∈ N|vale a propriedade acima },
ent˜ao:
(a)1 ∈ X, de fato:
(1 +x) ≥ 1 +x
(b)Suponha que para algum n, n ∈ X, logo:
(1+x)
n
· (1 + x) ≥
n(n−1)
2
· x
n−1
+ nx
n
+ x
n+1
+
n(n−1)
2
· x
n−2
+ nx
n−1
+
x
n
Organizandoaexpress˜ ao, obtemosaexpress˜ ao :x
n+1
+(n+1)x
(n+1)−1
+
(n+1)((n+1)−1)
2
·
x
(n+1)−2
+
n(n−1)
2
· x
n−2
como,n(n-1)
2·x
n−2
>0
, temos que isso ´e maior que:
x
n+1
+ (n + 1)x
(n+1)−1
+
(n + 1)((n + 1) −1)
2
· x
(n+1)−2
Ent˜ao, conclu´ımos por indu¸ c˜ao que a express˜ao ´e v´alida para todo n ∈ N.
Ex. 2 — Considere A =
¸
1 +
1
n
; n ∈ N
¸
.
(a)Mostre que 1 ´e cota inferior de A e que n˜ao existe cota inferior de A
maior que 1. (Valor 1,0 ponto);
(b)Mostre que A ´e limitado superiormente. (Valor 0,5 pontos);
(c)Quem s˜ao inf(A) e sup(A)? (Valor 0,5 pontos).
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — (a)
n, 1 > 0 ⇒
1
n
> 0 ⇒1 +
1
n
> 1 ∀n ∈ N
59
Logo, 1 ´e cota inferior. Suponha c > 1, logo c = 1+h, h ∈ R∧h > 0,
mas:
∃ n
0
∈ N ; n
0
>
1
h
isso porque N ´e ilimitado superiormente, ent˜ao:
1 +
1
n
0
< 1 +h
Como 1 +
1
n
0
∈ A onde temos que c n˜ao pode ser cota inferior de A.
(b)a ∈ A ⇒a = 1 +
1
n
0
para algum n
0
∈ N, mas:
1 +
1
n
0
≤ 2 ⇔
1
n
0
≤ 1 ⇔1 ≤ 1 · n
0
Como n
0
∈ N, temos que n
0
≥ 1, logo, a ∈ A ⇒ a ≤ 2. Onde
temos que a ≤ 2 ∀a ∈ A. Com isso conclu´ımos que A ´e limitado
superiormente.
(c)inf(A) = 1 Prova no ´ıtem (a) dessa quest˜ao.
sup(A) = 2 J´a provamos no ´ıtem (b) que a ≤ 2 ∀a ∈ A, basta provar
que “se c < 2, ent˜ao existe a ∈ A tal que a > c, de fato, tome n = 1,
e temos a = 2, logo c < 2 implica que c < a = 2.
Ex. 3 — Seja (x
n
) data indutivamente por x
n+1
= 3 −
2
xn
, onde 1 < x
n
< 2.
(a)Mostre que 1 < x
n
< 2, ∀ n ∈ N. (Valor 1,5 pontos);
(b)Mostre que x
n+1
−x
n
= −
(xn−1)(xn−2)
xn
, ∀ n ∈ N, e conclua que (x
n
)
´e crescente. (Valor 1,0 ponto);
(c)Por que (x
n
) converge? (Valor 0,5 pontos);
(d)Encontre limx
n
converge? (Valor 1,0 ponto);
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — (a)Seja X o conjunto X ≡ {n ∈ N | 1 < x
n
< 2}, logo:
(1)1 ∈ X OK
(2)Suponha que para algum n ∈ N ten-se que n ∈ X, logo:
1 < x
n
< 2 ⇔1 >
1
x
n
>
1
2
⇔−2 <
−2
x
n
< −1 ⇔
1 < 3 −
2
x
n
< 2 ⇔1 < x
n+1
< 2
Logo, se n ∈ A temos que n+1 ∈ A, conclu´ımos pelo 3
o
axioma
de Peano que X = N.
60
(b)
x
n+1
−x
n
= 3 −
2
x
n
−x
n
=
3x
n
−2 −x
2
n
x
n
=
(x
n
−1)(x
n
−2)
x
n
Como 1 <
2
xn
−x
n
, temos (x
n
−1) > 0, logo:
¸

(x
n
−1)(x
n
−2)
x
n

> 0
O que conclu´ımos que x
n+1
> x
n
, e portanto, x
n
´e crescente.
(c)x
n
converge porque ´e limitada e mon´otona.
(d)Sabemos que x
n
→ L, para algum L ∈ R, logo:
limx
n
= L = limx
n+1
Como 1 < x
n
< 2, temos que L ≥ 1, ent˜ao:
L = 3 −
2
L
Donde conclu´ımos que:
L =
3 ±

1
2
{L = 1L = 2
Como a
n
´e crescente, ent˜ao
limx
n
= 2
.
Ex. 4 — Dado x real n˜ao nulo considere a s´erie
¸

n=1
a
n
, onde a
n
=
n
x
n
, n ∈ N.
(a)Calcule lim
n

|a
n
|. (Valor 0,5 pontos);
(b)Que valores de x tornam a s´erie
¸

n=1
a
n
convergente?. (Valor 0,5
pontos);
(c)Que valores de x tornam a s´erie
¸

n=1
a
n
divergente?. (Valor 0,5
pontos);
(d)A s´erie converge se x = 1? E se x = −1?. (Valor 0,5 pontos);
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — (a)
lim
n

n
x
n

= lim
n

|n|
|x|
=
1
|x|
61
(b)Pelo teste da raiz, se
1
|x|
< 1 a s´erie converge.
Se
1
|x|
a s´erie diverge.
Para
1
|x|
= 1, temos que lim
n
x
n
= 0 , ent˜ao a s´erie n˜ao converge.
(c)|x| < 1
(d)Resposta no ´ıtem (b), a s´erie diverge porque o termo geral n˜ao vai a
zero.
4.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸c˜oes
Axioma 4.3.1 (Axioma de Peano). S ´e injetiva
Axioma 4.3.2 (Axioma de Peano). S : N → {N{1}} ´e injetiva
Axioma 4.3.3 (Axioma de Peano). Se 1 ∈ X e inX ⇒ n + 1 ∈ X, ent˜ ao
X = N
Teorema 4.3.1. Todo conjunto n˜ ao vazio A ⊂ N possue um elemento m´ınimo.
Teorema 4.3.2. Se X ⊂ N tal que se n < n
0
⇒ n ∈ X ent˜ ao n
0
∈ X, ent˜ ao
esse conjunto X = N.
Teorema 4.3.3. Seja A ⊂ I
n
, se existe uma bije¸c˜ ao b : I
n
→A, ent˜ ao A = I
n
.
Teorema 4.3.4. X ´e finito, ent˜ ao para todo Y ⊂ X, temos que Y ´e finito, e
card(X) ≤ card(Y ).
Teorema 4.3.5. X ∈ N ´e equivalente dizer:
(a) X ´e finito
(b) X ´e limitado
(c) X possue um maior elemento
Teorema 4.3.6. Seja X, Y conjuntos disjuntos com m, n elementos respecti-
vamente, ent˜ ao card(X ∪ Y ) = m+n
Teorema 4.3.7. X ´e infinito, ent˜ ao existe Y ⊂ X finito.
Teorema 4.3.8. X ⊂ N, ent˜ ao X ´e enumer´ avel.
62
Teorema 4.3.9. f : X → Y ´e injetiva e Y ´e enumer´ avel, ent˜ ao X ´e enu-
mer´ avel.
Teorema 4.3.10. X ´e enumer´ avel se f : X → Y ´e sobrejetiva e Y ´e enu-
mer´ avel.
Teorema 4.3.11. X, Y enumer´ avel, ent˜ ao X ×Y ´e enumer´ avel.
Teorema 4.3.12. X um conjunto qualquer, e Y contendo pelo menos 2 ele-
mentos, nunhuma fun¸ c˜ ao φ : X →F(x; y) ´e sobrejetiva.
Axioma 4.3.4 (Axiomas de adi¸ c˜ao). (a) Associatividade
(b) Comutatividade
(c) Elemento neutro
(d) Sim´etrico
Axioma 4.3.5 (Axiomas de multiplica¸ c˜ao). (a) Associatividade
(b) Comutatividade
(c) Elemento neutro
(d) Inverso multiplicativo
Axioma 4.3.6 (Axioma de distributividade). x · (y +z) = x · y +x · z
Axioma 4.3.7 (Corpo Ordenado). Se x, y ∈ P, ent˜ ao:
(a) x +y ∈ P
(b) x · y ∈ P
(c) x ∈ K, ou x ∈ P ou x = 0 ou −x ∈ P
Teorema 4.3.13 (Bernoulli). Se verifica: x ≥ −1 ⇒(1 +x)
n
≥ n · x + 1.
Teorema 4.3.14. x ∈ K, ´e equivalente:
(a) −a ≤ x ≤ a
(b) a ≤ a e −x ≤ a
63
(c) |x| ≤ a
Teorema 4.3.15. x, y, z ∈ K, as propriedades se verificam:
(a) |x +y| ≤ |x| +|y|
(b) |x · y| = |x| · |y|
(c) |x| −|y| ≤ ||x| −|y|| ≤ |x −y|
(d) |x −z| ≤ |x −y| +|y −z|
Teorema 4.3.16. As propriedades s˜ ao equivalentes:
(a) N ⊂ K ´e ilimitado superiormente
(b) dado a, b ∈ K existe n ∈ N tal que n · a > b
(c) para todo a > 0, existe n ∈ N tal que 0 <
1
n
< a
Teorema 4.3.17. c = sup(A) se e somente se:
S1 c ≥ a para todo a ∈ A
S2 se c

≥ a para todo a ∈ A, ent˜ ao a ≥ c

S2’ c

< c implica que existe a ∈ A tal que a > c

(contraposi¸ c˜ ao de S2)
Axioma 4.3.8. Existe um corpo ordenado completo chamado “o conjunto dos
n´ umeros Reais”, representado por R.
Teorema 4.3.18. Os racionais e irracionais s˜ ao densos em R.
Teorema 4.3.19. Seja I
1
⊃ I
2
⊃ · · · ⊃ I
n
⊃ . . . uma sequˆencia decrescente de
intervalos limitados fechados, ent˜ ao

¸
I
n
n˜ ao ´e vazio.
Teorema 4.3.20. O conjunto R n˜ ao ´e enumer´ avel.
Defini¸ c˜ao 4.3.21. lim x
n
= 0 ≡ ∀ǫ ∈ R ∃n
0
tal que n > n
0
implica ǫ > |x
n
−a|.
Teorema 4.3.22. lim x
n
= 0 e lim x
n
= b implica que b = a.
Teorema 4.3.23. Se lim x
n
= a ent˜ ao toda sub-sequˆencia de x
n
tem limite a.
Teorema 4.3.24. Toda sequˆencia convergente ´e limitada.
64
Teorema 4.3.25. Toda sequˆencia mon´ otona e limitada ´e convergente.
Teorema 4.3.26. lim x
n
= 0, y
n
limitada, ent˜ ao lim x
n
· y
n
= 0.
Teorema 4.3.27. lim x
n
= a e limy
n
= b, ent˜ ao:
(a) lim(x
n
+y
n
) = a +b
(b) lim(x
n
−y
n
) = a −b
(c) lim(x
n
· y
n
) = a · b
(d) lim(
xn
yn
) =
a
b
se b = 0
Teorema 4.3.28. lim x
n
= a > 0 ent˜ ao existe n
0
tal que n > n
0
implica que
x
n
> 0.
Teorema 4.3.29. x
n
≤ z
n
≤ y
n
para todo n e lim x
n
= lim y
n
= a, ent˜ ao
lim z
n
= a.
Teorema 4.3.30. a ∈ R ´e limite de uma sub-sequˆencia de a
n
se e somente se
para uma infinidade de n ten-se x
n
∈ (a −ǫ, a +ǫ) ∀ǫ > 0.
Teorema 4.3.31. x
n
limitada ent˜ ao, lim inf(x
n
) ´e o menor valor de aderˆencia,
e lim sup(x
n
) ´e o maior.
Teorema 4.3.32. a = lim inf(x
n
) e b = lim sup(x
n
) e x
n
´e limitada, ent˜ ao
dado ǫ > 0 existe n
0
tal que n > n
0
implica a −ǫ < x
n
< b +ǫ. Al´em disso a e
b s˜ ao respectivamente o menor e maior n´ umeros com essa propriedade.
Teorema 4.3.33. Toda sequˆencia convergente ´e de Cauchy.
Teorema 4.3.34. Toda sequˆencia de Cauchy de n´ umeros reais ´e convergente.
Teorema 4.3.35. As propriedades se verificam:
(a) Se lim x
n
= ∞ e y
n
´e limitada inferiormente, ent˜ ao lim(x
n
+y
n
) = ∞
(b) Se lim x
n
= ∞ e y
n
> c > 0, ent˜ ao lim(x
n
· y
n
) = ∞
(c) Se x
n
> 0 ent˜ ao lim x
n
= 0 ⇔lim
1
xn
= ∞
(c) Se x
n
, y
n
> 0 e lim x
n
> c > 0 e lim y
n
= 0 ent˜ ao lim
xn
yn
= ∞
65
(c) x
n
limitada e lim y
n
= ∞, ent˜ ao lim
xn
yn
= 0
Teorema 4.3.36. Se
¸
a
n
converge, ent˜ ao lim a
n
= 0.
Teorema 4.3.37. a
n
> 0 e a soma
¸
a
n
converge se e somente se as reduzidas
formam uma sequˆencia limitada.
Teorema 4.3.38.
¸
a
n
´e convergente se e somente se dado ǫ > 0, temos que
existe n
0
tal que para todo p, n > n
0
vale:
|a
n+1
+· · · +a
n+p
| < ǫ
Teorema 4.3.39. Toda s´erie absolutamente convergente ´e convergente.
Teorema 4.3.40. a
n
= 0 e b
n
> 0, e, se existe n
0
tal que:
|a
n+1
|
|a
n
|

b
n+1
b
n
Ent˜ ao,
¸
a
n
converge absolutamente.
Teorema 4.3.41. a
n
= 0 e b
n
> 0, e, se existe n
0
tal que:
|a
n+1
|
|a
n
|
≤ 1
Ent˜ ao,
¸
a
n
converge absolutamente.
Teorema 4.3.42. a
n
sequˆencia limitada, a
n
> 0, ten-se:
lim inf(
a
n+1
a
n
) ≤ lim inf(
n

a
n
) ≤ lim sup(
n

a
n
) ≤ lim sup(
a
n+1
a
n
)
Teorema 4.3.43. Se, lim(
a
n+1
an
) = L, ent˜ ao lim(
n

a
n
) = L.
Teorema 4.3.44 (Dirichlet). Seja a s´erie
¸
a
n
, com reduzidas formando
uma sequˆencia limitada (n˜ ao necessariamente convergente). E seja a sequˆencia
b
n
n˜ ao crescente, tal que b
n
> 0 e limb
n
= 0, nessas condi¸ c˜ oes,
¸
a
n
· b
n
converge.
Teorema 4.3.45. Seja a s´erie convergente
¸
a
n
. E seja a sequˆencia b
n
n˜ ao
crescente, tal que b
n
> 0, nessas condi¸ c˜ oes,
¸
a
n
· b
n
converge.
Teorema 4.3.46. Seja a sequˆencia, tal que limb
n
= 0, nessas condi¸ c˜ oes,
¸
(−1)
n
· b
n
converge.
66
Teorema 4.3.47. Toda s´erie absolutamente convergente ´e comutativamente
convergente.
Teorema 4.3.48. Seja a s´erie
¸
a
n
condicionalmente convergente, dado qual-
quer c ∈ R, existe uma bije¸c˜ ao φ : N →N, tal que
¸
a
φ(n)
= c.
Teorema 4.3.49. Se
¸
a
n
e
¸
b
n
s˜ ao absolutamente convergentes, ent˜ ao
(
¸
a
n
)(
¸
b
n
) =
¸
c
n
(convergente).
67
Parte II
Conte´ udo da 2
a
Prova
68
5 Topologia da Reta
Nesse cap´ıtulo ´e apresentado conceitos importantes que ser˜ao necess´arios
para os cap´ıtulos seguintes, esse conte´ udo deve ser bem explorado.
Teorema 5.0.1. Se todos os pontos de um conjunto X s˜ ao isolados, ent˜ ao X
´e enumer´ avel.
Demonstra¸ c˜ ao 1. Dado x ∈ X, temos que ∃ I
x
= (a
x
, b
x
) tal que X∩(a
x
, b
x
) =
{x}. Para cada intervalo I
x
, tome um n´ umero racional q
x
, de tal forma que
q
x
∈ I
x
e q ∈ I
y
; ∀x, y ∈ X e x = y. Temos uma fun¸ c˜ao f : X → Q ; f(x) =
q
x
injetiva, e portanto X ´e enumer´avel (dom´ınio X e imagem no conjunto
enumer´avel Q).
Demonstra¸ c˜ ao 2. Tome E ⊂ X, E enumer´avel e denso em X. Pela hip´otese,
temos que x ∈ X ⇒ ∃I
x
= (a
x
, b
x
) tal que I
x
∩ (a
x
, b
x
) = {x}, mas como E ´e
denso em X, temos que todo I
x
cont´em pelo menos um elemento de E, donde
conclu´ımos que X = E, e portanto ´e enumer´avel.
5.1 Exerc´ıcios
Ex. 1 — A ⊂ R, A ´e aberto ⇔ Se x
n
converge para um ponto de a ∈ A, ent˜ao
x
n
∈ A para todo n suficiente grande.
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — (⇒)∀ a ∈ X, temos que existe ε > 0 tal que (a−ε, a+
ε) ⊂ A logo, se x
n
→ a ent˜ao, dado ε > 0, temos que existe n
0
tal
que n > n
0
implica x
n
∈ (a −ε, a +ε) ⊂ A.
(⇐)Suponha que x
n
= a ∀ n, logo, como a ∈ A, x
n
∈ A, o que n˜ao diz
que A ´e aberto ou n˜ao. A hip´otese deveria ser x
n
convergir para a,
mas ser diferente de a.
69
Ex. 2 — limx
n
= a ⇔ para todo aberto A tal que a ∈ A, existe n
0
tal que
n > n
0
⇒x
n
∈ A.
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — (⇒)limx
n
= a ⇒ ∀ε > 0 ∃n
n
0 ; n > n
0
⇒ x
n

(a −ε, a +ε) ⊂ A.
(⇐)Tome os abertos A
ε
= (a −ε, a +ε)) ε > 0, para todo ε temos que
existe n
0
tal que n > n
0
⇒x
n
∈ A
ε
, pela defini¸ c˜ao de limite isso ´e o
mesmo que limx
n
= a.
Ex. 3 — B ⊂ R, B aberto, ent˜ao para todo x ∈ R, o conjunto x+b = {x +y; y ∈ B}
´e aberto.
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — Dado z ∈ x+B temos que existe z = x+y para algum y ∈ B,
segue que y ∈ B ⇒ ∃ε > 0 tal que (y − ε, y + ε) ⊂ B ⇒ b ∈ (y − ε, y + ε) ⇒
b ∈ B ⇒ y − ε < b < y + ε ⇒ (y + x) − ε < b + x < (y + x) + ε ⇒
((y +x) −ε, (y +x) +ε) ⊂ (x +B) para todo y ∈ B
Ex. 4 — Demonstre que A, B abertos, A+B = x +y; x ∈ A, y ∈ B ´e aberto.
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — A aberto implica que para todo a ∈ A, existe ε
0
tal que
(a − ε
0
, a + ε
0
) ⊂ A B aberto implica que para todo b ∈ B, existe ε
1
tal que
(b −ε
1
, b +ε
1
) ⊂ B Seja ε = min(ε
0
, ε
1
), ent˜ao temos:
a + b ⇒ ((a + b) − ε, (a + b) + ε) ⊂ A + B isso porque (a − ε, a + ε) ⊂ A e
(b −ε, b +ε) ⊂ B.
Ex. 5 — Dados X, Y ⊂ R, prove que:
(i)int(X ∩ Y ) = int(X) ∩ int(Y )
(ii)int(X ∪ Y ) ⊃ int(X) ∪ int(Y )
(iii)Dˆe um exemplo que int(X ∪ Y ) int(X) ∪ int(Y )
Solu¸ c˜ao (ex. 5) — .
(i)x ∈ int(X ∩ Y ) ⇒ ∃ε tal que (x −ε, x +ε) ⊂ X ∩ Y ⇒

(x-ε, x +ε) ⊂ X ⇒x ∈ int(X)
(x −ε, x +ε) ⊂ Y ⇒ x ∈ int(Y )

⇒x ∈ int(X) ∩ int(Y )
(ii)x ∈ int(X) ∪ int(Y ) ⇒

x∈ int(X)
x ∈ int(Y )

⇒ε > 0 tal que

(x-ε, x +ε) ⊂ X
(x −ε, x +ε) ⊂ Y

⇒(x−ε, x+ε) ⊂ X∪Y ⇒x ∈ int(X∪Y )
70
(iii)Tome A = (0, 1) e B = [1, 2)
Ex. 6 — Mostre que, se A ⊂ R ´e aberto e a ∈ A implica que A−a ´e aberto.
Solu¸ c˜ao (ex. 6) — .
Demonstra¸ c˜ ao 1.Seja C(A) o complementar de A, ent˜ao temos que se A ´e
aberto, ent˜ao C(A) ´e fechado e C(A) ∪ a ´e fechado e portando C(C(A) ∪ a) =
A−a ´e aberto.
Demonstra¸ c˜ ao 2.A aberto ⇒∀ b ∈ A−a existe ε tal que (b −ε, b +ε) ⊂ A.
Se (b −ε) ⊂ A−{a} ⇒ b ´e ponto interior de A−{a}.
Se (b −ε, b +ε) ⊂ A−{a} somado a (b −ε, b +ε) ⊂ A, ent˜ao a ∈ (b −ε, b +ε),
onde temos que:
Se b < a < b +ε ⇒ ∃ ε
1
tal que b < b +ε
1
< a ⇒ (b −ε
1
, b +ε
1
) ⊂ A−{a}
Se b −ε < a < b ⇒ ∃ ε
2
tal que a < b −ε
2
< b ⇒(b −ε
2
, b +ε
2
) ⊂ A−{a}
Conclu´ımos que para todo b em A−{a}, existe um ε > 0 tal que (b −ε, b +ε) ⊂
A−{a} onde temos que A−{a} ´e aberto.
Ex. 7 — Mostre que toda cole¸ c˜ao de abertos n˜ao-vazios, dois a dois disjuntos ´e
enumer´avel.
Solu¸ c˜ao (ex. 7) — .
Demonstra¸ c˜ ao.Seja a cole¸ c˜ao de abertos disjuntos (A
λ
)
λ∈X
, logo, tomando x
λ

A
λ
, temos que existe um intervalo Iλ tal que x
λ
∈ I
λ
⊂ A
λ
.
Mas, como Q ´e denso em R, temos que existe q
λ
∈ Q tal que q
λ
∈ I
λ
, como os
conjuntos A
λ
s˜ao disjuntos, temos que q
λ
∈ I
λ
⊂ A
λ
implica que q
λ
∈ A
µ
, para
todo µ = λ.
Logo temos a fun¸ c˜ao f : X → Q, onde associa a cada A
λ
um n´ umero racional
q
λ
. Como f ´e injetiva, ent˜ao X ´e enumer´avel, o que mostra q a fam´ılia ´e
enumer´avel.
Ex. 8 — Mostre que o conjunto dos valores de aderˆencia de uma sequˆencia ´e um
conjunto fechado.
Solu¸ c˜ao (ex. 8) — .
71
Demonstra¸ c˜ ao.Seja a sequˆencia a
n
e o conjunto A de pontos de aderˆencia da
sequˆencia a
n
.
Suponha, por absurdo, que A seja aberto, logo A = A, como A ⊂ A, temos que
∃a ∈ A tal que a ∈ A. Em outras palavras a ´e ponto de aderˆencia de A mas
∈ A. Conclu´ımos ent˜ao que para todo ε > 0 temos que
(a −ε, a +ε) ∩ A = ∅
e como a ∈ A temos que existe b = a tal que b ∈ (a −ε, a +ε) ∩A, como b ∈ A
temos que ´e ponto de aderˆencia de a
n
, e portanto temos que b ´e limite de alguma
subsequˆencia de a
n
, onde temos que a ´e um ponto de adrˆencia de a
n
, pois para
todo ε > 0, o conjunto (a − ε, a + ε) possue infinitos termos da sequˆencia a
n
,
chegamos a um absurdo, pois a deveria pertencer a A, onde conclu´ımos que A
´e fechado.
Ex. 9 — Mostre que se X ⊂ F e F ´e fechado ent˜ao X ⊂ F.
Solu¸ c˜ao (ex. 9) — .
Demonstra¸ c˜ ao.X ⊂ F ⇒
1
X ⊂ F = F ⇒X ⊂ F
Prova de “1”:
X ⊂ F temos que se a ∈ X ent˜ao para todo ε > 0 temos que (a−ε, a+ε)∩A = ∅,
mas como A ⊂ F , temos que (a − ε, a + zvar) ∩ F = ∅ o que temos que a ´e
ponto aderente de F.
Ex. 10 — Mostre que se limx
n
= a e X = {x
1
, x
2
, . . . , x
n
, . . . } ent˜ao X = X∪{a}.
Solu¸ c˜ao (ex. 10) — .
Demonstra¸ c˜ ao.X − X = {a}, de fato, suponha que existe b = a tal que b ∈ X
e b ∈ X, logo tome 0 < ε < |b − a|, temos o absurdo b ∈ (a − ε, a + ε), pois
como x
n
→a, existe n
0
tal que n > n
0
implica que x
n
∈ (a −ε, a +ε), ficando
um n´ umero finito de termos da sequˆencia fora do intervalo, o que prova que ´e
imposs´ıvel uma subsequˆencia de x
n
convergir para b.
Ex. 11 — Sejam F e G conjuntos fechados disjuntos tais que F ∪ G seja um
intervalo fechado (limitado ou n˜ao). Prove que F = ∅ ou G = ∅.
72
Solu¸ c˜ao (ex. 11) — .
Demonstra¸ c˜ ao.Suponha, por absurdo, que F = ∅ e G = ∅, ent˜ao existe a e
b ∈ G, S.P.G., assuma a < b, definimos:
F
0
= {x ∈ F|a ≤ x < b}
G
0
= {y ∈ G|a < y ≤ b}
Como sup(F
0
) = X
0
´e ponto de acumula¸ c˜ao de F, ent˜ao X
0
∈ F, pois F
´e fechado. Analogamente conclu´ımos que inf(G
0
) = Y
0
∈ G
0
e ainda que
Y
0
> X
0
e portanto existe c ∈ R tal que Y
0
> c > X
0
, c ∈ F e c ∈ G devido a
defini¸ c˜ao de F
0
e G
0
, mas c ∈ I pois I ´e um intervalo, logo uma contradi¸ c˜ao.
Ex. 12 — Mostre que a interse¸ c˜ao de uma sequˆencia descendete de intervalos I
1

I
2
⊃ · · · ⊃ I
n
⊃ . . . ´e um intervalo ou o conjunto vazio.
Solu¸ c˜ao (ex. 12) — .
Demonstra¸ c˜ ao.Suponha que X = ∩I
N
, suponha que X = ∅, logo temos a, b ∈
X com a ≤ b, mas , como a, b temos que a, b ∈ I
n
∀ n, como I
n
´e um intervalo,
ent˜ao [a, b] ⊂ I
n
∀ n logo [a, b] ⊂ X = ∩I
n
. Isso porque estamos considerando
qualquer a, b.
Ex. 13 — Se X ´e limitado superiormente, seu fecho X tamb´em ´e. Al´em disso,
supX = supX.
Solu¸ c˜ao (ex. 13) — .
Demonstra¸ c˜ ao.X limitado temos que existe c tal que a ∈ X implica que a ≤ c
X temos que para todo a ∈ X e para todo ε > 0, (a −ε, a +ε) ∩ X = ∅
Afirmamos que c ≥ b, ∀b ∈ X, de fato, suponha por absurdo que seja b > c
para algum b ∈ X, logo, existe ε < |b − c| tal que (b − ε, b + ε) ∩ X = ∅, pois
todos os elementos de X s˜ao menores que C e b −ε > c, onde temos o absurdo
pois deveria (b −ε, b +ε) ∩ X = ∅ ∀b ∈ X, logo, conclu´ımos que X ´e limitado
superiormente por c.
73
Como X ⊂ X, temos que sup(X) ≤ sup(X), por outro lado, temos que qualquer
cota superior de X ´e tamb´em cota de X, em particular sup(X) ´e cota superior
de X, logo sup(X) ≤ sup(X).
Ex. 14 — (Teorema de Baire) Se F
1
, F
2
, . . . , F
n
, . . . s˜ao fechados com interior va-
zio ent˜ao S = F
1
∪ · · · ∪ F
n
∪ . . . tem interior vazio.
Solu¸ c˜ao (ex. 14) — .
Demonstra¸ c˜ ao.Tome arbitrariamente um intervalo I
1
= (a, b) n˜ao desgenerado,
temos que I
1
⊂ F
1
pois F
1
tem interior vazio, ´e poss´ıvel obeter I
2
⊂ I
1
tal que
I
2
⊂ F
2
tomando a sequˆencia descendente de intervalos I
n
tais que I
n
⊂ I
n−1
e
I
n
⊂ F
n
, temos o resultado que ∩I
n
= ∅ e portanto ∩I
n
⊂ S, conclu´ımos que
para todo intervalo aberto I
1
temos que I
1
∩(R−S) = ∅ logo S ´e fechado.
74
6 Limites de Fun¸ c˜ oes
6.1 Exerc´ıcios
Ex. 1 — Na defini¸ c˜ao do limite lim
x→a
f(x) retire a exigˆencia de ser x = a. Mostre
que esta nova defini¸ c˜ao coincide com a anterior no caso a ∈ X mas para a ∈ X
o novo limite existe se, e somente se, o antigo existe e ´e igual a f(a).
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — .
Demonstra¸ c˜ ao. lim
x→a
f(x) = L S.S.S. para todo ε > 0 existe δ > 0 tal que
0 ≤ |x −a| < δ ⇒|f(x) −L| < ε
Se a ∈ X ent˜ao x = a, pois f n˜ao est˜a definida em a, logo a defini¸ c˜ao coincide
com a original.
Para a ∈ X temos ∀ ε > 0, ∃ δ > 0 tal que
0 ≤ |x −a| < δ ⇒|f(x) −L| < ε

?
∀ ε > 0, ∃ δ > 0 tal que 0 < |x −a| < δ ⇒|f(x) −L| < ε e L = f(a).
(⇒) Se x = a ent˜ao |f(a) −L| < ε para todo ε onde temos f(a) = L, o restante
´e facil de se observar.
(⇐) Se L = f(a), ent˜ao |L − f(a)| = 0 < ε ∀ε > 0, ent˜ao 0 ≤ |x − a| < δ ⇒
|f(x) −L| < ε.
Ex. 2 — Considere o seguinte erro tipogr´afico na defini¸ c˜ao de limite:
∀ε > 0 ∃δ > 0; x ∈ X, 0 < |x −a| < ε ⇒|f(x) −L| < δ
75
Mostre que f cumpre essa condi¸ c˜ao se , e somente se, ´e limitada em qualquer
intervalo limitado de centro a. No caso afirmativo, L pode ser qualquer n´ umero
real.
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — .
Demonstra¸ c˜ ao.
∀ε > 0 ∃δ > 0; x ∈ X, 0 < |x −a| < ε ⇒|f(x) −L| < δ

∀I ∋ a ; f(I) ⊂ (a, b) Para algum a, b ∈ R
Temos as seguintes proposi¸ c˜oes H
1
= (0 < |x − a| < ε) ⇔ −ε < x − a < ε ⇔
x ∈ (a −ε, a +ε) = H
2
e T
1
= |f(x) −L| < δ ⇔−δ < f(x) −L < δ ⇔L−δ <
f(x) < L +δ ⇔f(x) ∈ (L −δ, L +δ) = T
2
donde conclu´ımos que H
1
⇔ H
2
e T
1
⇔ T
2
, portanto se H
1
⇒ T
1
, temos que
H
1
⇔H
2
⇒T
1
⇔T
2
76
7 Fun¸ c˜ oes Cont´ınuas
Esse cap´ıtulo ´e importante, mas n˜ao tive tempo para resolver exerc´ıcios
espec´ıficos para esse assunto.
77
8 Revis˜ ao da 2
a
Parte
8.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos
Ex. 1 — Seja A ⊂ R. Mostre que intA ´e o maior conjunto aberto contido em A.
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — Demonstra¸ c˜ ao.Suponha que existe B aberto tal que B ⊂ A e
B − int(A) = ∅, ent˜ao seja b ∈ B e b ∈ int(A), como B ´e aberto, ent˜ao existe
um intervalo I
b
centrado em b eI
b
⊂ B ⊂ A, mas isso mostra que b ´e ponto
interior de A e ponrtanto b ∈ int(A), o que ´e uma contradi¸ c˜ao, logo B ⊂ int(A)
para todo B aberto contido em A.
Ex. 2 — Seja B ⊂ R. Mostre que B ´e o menor conjunto fechado que cont´em B.
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — Demonstra¸ c˜ ao.B ⊂ R Seja F um fechado qualquer tal que
B ⊂ F, logo B ⊂ F ⇒ B ⊂ F = F ⇒B ⊂ F
Demonstra¸ c˜ ao.A demonstra¸ c˜ao anterior pode estar usando a tese na primeira
implica¸ c˜ao, depende do que j´a foi visto. Por isso vai mais essa:
Seja F um fechado qualquer tal que B ⊂ F. Suponha por absrudo que B−F =
∅, logo exste b ∈ B−F, mas b ∈ B implica que para todo intervalo I
b
centrado
em b temos I
b
∩ B = ∅. Como F ´e fechado, logo comp(F) ´e aberto o que
existe um intervalo em b tal que I ⊂ comp(F), temos uma contradi¸ c˜ao pois
B ⊂ F ⇒ B ∩ comp(F) = ∅ e temos um ponto b ∈ B e um intervalo I tal que
I ∩ B = ∅. Logo B ⊂ F para todo F fechado tal que B ⊂ F.
Ex. 3 — Determine o conjunto dos pontos de acumula¸ c˜ao dos conjuntos seguintes:
(a)A = N ∩ (a, 5);
(b)A = {x ∈ Q; 0 < x < 1};
(c)A =
¸
2,
3
2
,
4
3
, . . .
¸
.
78
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — Demonstra¸ c˜ ao. (a)Tomando intervalos abertos de raios
1
2
centrados nos pontos de A temos que s´o existe um ponto de A em
cata intervalo, logo A n˜ao possui pontos de acumula¸ c˜ao.
(b)Todos os pontos de A s˜ao de acumula¸ c˜ao, pois para todo a ∈ A e
para todo intervalo I centrado em a ten-se que I ∩ A − a = ∅ pois
Q ´e denso na reta.
(c)Temos que 1 ´e ponto de acumula¸ c˜ao de A, pois 2,
3
2
, . . . ´e uma
sequˆencia convergente para 1.
Ex. 4 — Mostre que:
(a) lim
x→0

1+x−

1−x
x
= 1
(b)lim
x→0
3

1+x−1
x
=
1
3
(c) lim
x→+∞
x+1
x
= 1
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — Demonstra¸ c˜ ao.
(a) lim
x→0

1+x−

1−x
x
·

1+x+

1−x

1+x+

1−x
= lim
1+x−1+x
x(

1+x+

1−x
= lim
2x
x(

1+x+

1−x)
= lim
2

1−x+

1−x
=
2
2
= 1
(b)lim
x→0
3

1+x−1
x
·
3

(1+x)
2
+
3

(1+x)+1
3

(1+x)
2
+
3

(1+x)+1
= lim
(1+x)−1
3

1+x
2
+
3

1+x+1
=
1
3
(c) lim
x→+∞
x+1
x
= lim
x
x
+
1
x
= 1 + 0 = 1
Ex. 5 — Seja ⌊x⌋ o maior inteiro menor ou igual a x ≥ 1. Mostre que lim
x→+∞
⌊x⌋

x =
1.
Solu¸ c˜ao (ex. 5) — Demonstra¸ c˜ ao.Temos que lim
⌊x⌋

⌊x⌋ ≤ lim
⌊x⌋

x ≤ lim
⌊x⌋

⌊x⌋ + 1
Como lim
⌊x⌋

⌊x⌋ = lim
⌊x⌋

⌊x⌋ + 1 = 1 temos que lim
x→+∞
⌊x⌋

x = 1.
Ex. 6 — Seja f : [a, +∞) →(0, +∞). Prove que lim
x→+∞
f(x) = +∞⇔ lim
x→+∞
1
f(x)
=
0.
Solu¸ c˜ao (ex. 6) — Demonstra¸ c˜ ao.Seja a
n
∈ [a, +∞) uma sequˆencia arbitr´aria
convergindo para +∞ e f(a
n
) → +∞, temos que a sequˆencia f(a
n
) converge
para ∞onde temos que lim
1
f(x)
= 0 analogamente, se
1
f(an)
→ 0 ent˜ao f(a
n
) →
∞. Como a
n
´e uma sequˆencia arbitr´aria temos que ´e v´alido para os limites
reais.
79
Ex. 7 — Seja f : R → R definida por: f(x) = x se x ∈ R\Q e f(x) = 1 − x se
x ∈ Q. Mostre que f ´e cont´ınua em x =
1
2
e descont´ınua em qualquer outro
ponto.
Solu¸ c˜ao (ex. 7) — Demonstra¸ c˜ ao.Temos que lim
x→a, a∈Q
f(x) = lim1 −x = 1 −a e
lim
x→a, a∈Q
f(x) = x = a. f ´e cont´ınua no ponto a se lim
x→a
f(x) = f(a), portanto
deve existir o limite e o limite de f existe em a para a = 1 − a ⇒ a =
q
2
Conclu´ımos que f ´e cont´ınua no ponto x =
1
2
pois o limite existe nesse ponto e
´e igual a f(
1
2
). Para outro ponto b diferente de
1
2
temos que o limite n˜ao existe
e b ´e ponto de acumula¸ c˜ao de R portanto f n˜ao ´e cont´ınua em outro ponto al´em
de
1
2
.
Ex. 8 — Seja g : R → R uma fun¸ c˜ao tal que g(x + y) = g(x)g(y), x, y ∈ R.
Mostre que se g ´e cont´ınua em x = 0, etn˜ao g ´e cont´ınua em todo potno.
Mostre tamb´em que se g se anula em algum ponto de R , ent˜ao g se anula em
todo ponto de R.
Solu¸ c˜ao (ex. 8) — Demonstra¸ c˜ ao.Se g ´e cont´ınua em 0 ent˜ao g(0) = g(0 + 0) =
g(0) · g(0) onde conclu´ımos que ou g(0) = 1 ou g(0) = 0.
Se para algum a, g(a) = 0, temos que para todo c, g(c) = g(a+d) = g(a)·g(d) =
0 · g(d) = 0.
Se g(0) = 1 e tomando um ponto c = 0 e uma sequˆencia arbitr´aria x
n
→c temos
que limg(x
n
−c) = g(0) = 1 e g(c) = limg((x
n
−c) +c) = limg(x
n
−c) · g(c) =
g(c).
Ex. 9 — Se |f| ´e cont´ınua em algum ponto, ´e verdade que f ´e continua nesse
ponto?
Solu¸ c˜ao (ex. 9) — Demonstra¸ c˜ ao.N˜ao, tome f : R →R; f(x) =

1 se x = a
−1 se x = a
.
Ex. 10 —
´
E poss´ıvel, f e g descont´ınuas com f · g cont´ınua? E f ◦ g?
Solu¸ c˜ao (ex. 10) — Demonstra¸ c˜ ao.Tomando f : R →R, f(x) =

1 se x = a
−1 se x = a
etomandog=f, temosque
·g ´e cont´ınua em a e f, g s˜ao descont´ınuas em a.
Tomando f(x) =

1 se x = 0
x se x = 0
eg(x)=

0 se x=1
x se x = 1
f:[0, 1) → (0, 1]e g:(0, 1] →
[0, 1).Temosambasdescont´ınuas, masg◦f ´e cont´ınua.
Ex. 11 — Seja f : (a, b) →R e tome x
0
∈ (a, b). Considere as igualdades:
80
(I)lim
h→0
|f(x
0
+h) −f(x
0
)| = 0.
(II)lim
h→0
|f(x
0
−h) −f(x
0
+h)| = 0|
(i)Mostre que (I) ⇒(II);
(ii)Dˆe um exemplo onde vale (II), mas n˜ao vale (I).
Solu¸ c˜ao (ex. 11) — Demonstra¸ c˜ ao. (i)0 ≤ lim|f(x
0
−h) − f(x
0
+h)| =
lim|(f(x
0
− h) − f(x
0
)) + (f(x
0
) − f(x
0
+ h))| ≤ lim|f(x
0
− h) −
f(x
0|
+ lim|f(x
0
) − f(x
0
+ h)|. Como em I, existe o limite ent˜ao:
0 ≤ lim|f(x
0
−h)−f(x
0
+h)| ≤ lim|f(x
)
−h)−f(x
0
)| +lim|f(x
0
)−
f(x
0
+h)| = 0. Conclu´ımos ent˜ao que lim|f(x
0
−h)−f(x
0
+h)| = 0.
(ii)Tome f : R →R, f(x) =

1 se x = x
0
0 se x = x
0
Ex. 12 — Dˆe um exemplo de uma fun¸ ca˜o f : [0, 1] →R n˜ao limitada.
Solu¸ c˜ao (ex. 12) — Demonstra¸ c˜ ao.f : [0, 1] →R, f(x) = {
0 se x = 0
1
x
se x = 0
Ex. 13 — Mostre que todo polinˆomio de grau ´ımpar, com coeficientes reais, tem
pelo menos uma raiz real. Mostre que p(x) = x
4
+ 7x
3
− 9, tem pelo menos
duas ra´ızes reais.
Solu¸ c˜ao (ex. 13) — Demonstra¸ c˜ ao.p(x) ´e uma fun¸ c˜ao cont´ınua, por ser somas e
multiplica¸ c˜oes de fun¸ c˜oes cont´ınuas. Podemos ver, tomando um polinˆomio de
grau ´ımpar, com a
n
= 0:
p(x) = a
n
· x
n
+a
n−1
x
n−1
+· · · +a
0
S.P.G., supondo que a
n
> 0, tomemos
lim
x→∞
p(x) = lima
n
· x +a
n−1
+
a
n
−2
x
+. . .
a
0
x
n−1
= +∞
Analogamente, vemos que lim
x→−∞
p(x) = −∞. Fixando um L < 0 e > 0, temos
que existe x
0
, y
0
tais que X ≥ x
0
e Y ≤ y
)
implica que f(X) > R e f(Y ) < L,
aplicando o teorema do valor m´edio conclu´ımos que existe um c tal que f(c) = 0.
Quanto ao outro polinˆomio, basta ver que em p(0) = −9, p(2) = 63, p(−1) =
−15 e p(−8) = 503, aplicando o teorema do valor m´edio conclu´ımos a existˆencia
das ra´ızes.
Ex. 14 — Seja f : [0, 2π] → R cont´ınua com f(0) = f(2π). Prove que existe
c ∈ [0, π) tal que f(c) = f(c +π).
81
Solu¸ c˜ao (ex. 14) — Demonstra¸ c˜ ao.Seja g(x) = f(x) −f(x +π), g : [0, 2π] →R,
como f ´e cont´ınua, ent˜ao g ´e, al´em disso:
g(0) = f(0) −f(π)
g(π) = f(π) −f(2π)
somando, temos g(0) + g(π) = 0, e portanto ou g(0) = g(π) = 0, onde temos
que f(0) = f(π), ou temos g(0) e g(π) com sinais trocados, usando o teorema
do valor m´edio, temos que existe c ∈ (0, π) tal que g(c) = 0, logo f(c) =
f(c +π).
Ex. 15 — Sejam f : [a, b] → R cont´ınua e x
1
, x
2
, . . . , x
n
pontos arbitr´arios de
[a, b]. Mostre que existe x
0
∈ [a, b] tal que
f(x
0
) =
1
n
[f(x
1
) +f(x
2
) +· · · +f(x
n
)]
Solu¸ c˜ao (ex. 15) — Demonstra¸ c˜ ao.S.P.G. suponha f(x
1
) ≤ f(x
2
) ≤ · · · ≤ f(x
n
),
logo temos:
f(x
1
) ≤
f(x
1
) +f(x
2
) +· · · +f(x
n
)
n
≤ f(x
n
) (8.1)
Isso pode ser provado assim, f(x
1
) =
n vezes
. .. .
f(x
1
) +f(x
1
) +· · · +f(x
1
)
n

f(x
1
)+···+f(xn)
n

n vezes
. .. .
f(x
n
) +f(x
n
) +· · · +f(x
n
)
n
= f(x
n
)
Em 8.1, se tivermos a igualdade, ent˜ao basta tomar x
0
= x
1
, caso contr´ario te-
mos f(x
1
) <
f(x
1
)+f(x
2
)+···+f(xn)
n
< f(x
n
), pelo teorema do valor intervedi´ario,
existe x
0
∈ (x
1
, x
n
) tal que f(x
0
) =
f(x
1
)+···+f(xn)
n
ie. f(x
1
) < f(x
0
) <
f(x
n
).
8.2 2
a
Prova Resolvida
Ex. 1 — Seja X ⊂ R e Ω = {C ⊂ X; C aberto}.
(a)Mostre que intX ∈ Ω
(b)Seja A =
¸
C∈Ω
C. Mostre que A = intX.
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — (a)Temos que intX ⊂ X, como intX ´e aberto, temos
pela defini¸ c˜ao de Ω que intX ∈ Ω.
82
(b) (i)Tome a ∈ A ⇒ a ∈
¸
c∈Ω
C ⇒ a ∈ C, para algum C ∈ Ω ⇒ a ∈
C ⊂ X, como C ´e aberto, temos que a ∈ intX. Conclu´ımos que
A ⊂ intX.
(ii)Tome a ∈ intX, ent˜ao existe um intervalo aberto I tal que a ∈ I
e portanto, como I ´e aberto e contido em X, ent˜ao a ∈
¸

C.
Logo intX ⊂ A e portanto intX = A.
Ex. 2 — Os n´ umeros
1
4
e
7
8
pertencem ao conjunto de Cantor?
Solu¸ c˜ao (ex. 2) — .
1
4
= 0, 020202 . . . e
7
8
=
2·3+1
2·3+2
=
21
22
(base 3) = 0, 210101010 . . .
Logo,
1
4
∈ K pois pode ser representado sem utilizar o n´ umero 1 na base 3 e
7
8
∈ K pois n˜ao pode ser representado sem utilizar o n´ umero 1 na base 3.
(i)Calcule lim
x→a, x∈Q
f(x) e lim
x→a, x∈Q
f(x)
(ii)Encontre a ∈ R tal que existe lim
x→a
f(x).
(iii)A fun¸ c˜ao f ´e cont´ınua nos pontos a encontrados no item (ii)?
Ex. 3 — Seja f : R →R dada por:
f(x) =

x
2
−1 se x ∈ Q
−x
2
−x se x ∈ Q
Solu¸ c˜ao (ex. 3) — .
(i) lim
x→a, x∈Q
f(x) = lim
x→a
x
2
− 1 = a
2
− 1 lim
x→a, x∈Q
f(x) = lim
x→a
−x
2
− x =
−a
2
−a
(ii)a
2
−1 = −a
2
−a ⇔2a
2
+a−1 = 0 ⇒a =
−1±

1+8
4
⇒a =
1
2
ou a = 1
lim
x→a
f(x) existe em a = 1 ou a =
1
2
.
(iii)Sim , pois lim
x→a
f(x) = f(a) nos pontos a = 1 ou a =
1
2
.
Ex. 4 — Seja f : [0, 1] → R cont´ınua tal que f(0) < 0 e f(1) > 1. Considere
g : [0, 1] →R dada por g(x) = f(x) −x.
(a)Mostre que c ∈ [0, 1] ´e ponto fixo de f, f(c) = c, se e somente se c ´e
zero de g.
(b)Mostre que g(0) < 0 e g(1) > 0, ent˜ao enuncie um teorema sobre g
que garanta a existˆencia de um zero, c ∈ (0, 1), para g, e portanto
um ponto fixo para f.
83
Solu¸ c˜ao (ex. 4) — .
(a)(⇒) Temos f(x) = c, ent˜ao g(c) = f(c) − c = 0 (⇐) Suponha
g(c) = 0, ent˜ao g(c) = f(c) −c = 0 ⇒f(c) −c = 0 ⇒f(c) = c
(b)Temos f(0) < 0 ent˜ao g(0) = f(0)−0 = f(0) < 0 temos que f(1) > 1
ent˜ao g(1) = f(1) −1 > 1 −1 > 0
Teorema do Valor Intermedi´ario - Seja g : I →R, definida em
um intervalo I ⊂ R, g cont´ınua , se para a, b ∈ X temos g(a) > g(b)
ent˜ao, para todo d, tal que g(a) > d > g(b), existe c ∈ X, a > c > b
tal que g(c) = d.
8.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸c˜oes
Defini¸ c˜ao 8.3.1. X ⊂ R, X ´e aberto S.S.S. para todo x ∈ X existe ε > 0 tal
que (a −ε, a +ε) ⊂ X.
Teorema 8.3.2. (a) Se A
1
⊂ R e A
2
⊂ R s˜ ao abertos, ent˜ ao A
1
∩ A
2
´e
aberto.
(b) Seja (A
Λ
)
Λ∈L
uma fam´ılia arbitr´ aria de conjuntos abertos todos contidos
nos reais. A reuni˜ ao A =
¸
Λ∈L
A
Λ
´e um conjunto aberto.
Corol´ario 8.3.3. Se A
1
, A
2
, . . . , A
n
s˜ ao subconjuntos abertos de R ent˜ ao A ∩
A
2
∩ · · · ∩ A
n
´e aberto.
Teorema 8.3.4. Para todo aberto A ⊂ R se exprime, de modo ´ unico como
reuni´ ao enumer´ avel de intervalos abertos dois a dois disjuntos.
Corol´ario 8.3.5. Seja I um intervalo aberto. Se I = A ∪ B, onde A, B s˜ ao
abertos, ent˜ ao um ´e ∅ e o outro ´e igual a I.
Defini¸ c˜ao 8.3.6. a ´e aderente a X ⊂ R se a for limite de alguma sequˆencia
de pontos de X.
Teorema 8.3.7. Um ponto a ∈ R ´e aderente a um conjunto X ⊂ R S.S.S. para
todo ε > 0 tem-se X ∩ (a −ε, a +ε) = ∅.
Corol´ario 8.3.8. a ´e aderente a X S.S.S. para todo I tal que a ∈ I tem-se
I ∩ X = ∅
84
Corol´ario 8.3.9. Seja X ⊂ R limitado inferiormente e Y ⊂ R limitado supe-
riormente. Ent˜ ao a = inf X ´e aderente a x e b = supY ´e aderente a Y .
Defini¸ c˜ao 8.3.10. O feixo de X, X, ´e o conjunto dos pontos aderentes a X.
Defini¸ c˜ao 8.3.11. X ´e fechado S.S.S. X = X
Teorema 8.3.12. F ⊂ R ´e fechado S.S.S. seu complementar ´e aberto.
Corol´ario 8.3.13. (a) R e o conjunto vazio s˜ ao fechados.
(b) Se F
1
, . . . , F
n
s˜ ao fechados ent˜ ao F
1
, . . . , F
n
´e fechado.
(c) Se (F
Λ
)
Λ∈L
pe uma fam´ılia qualquer de conjuntos fechados, ent˜ ao F =
¸
Λ∈L
F
Λ
´e um conjuntos fechado.
Teorema 8.3.14. X ⊂ R, X = X
Teorema 8.3.15. Todo conjunto X ⊂ R cont´em um conjunto enumer´ avel E
tal que E ⊂ X e E ´e denso em X.
Defini¸ c˜ao 8.3.16. a ´e ponto de acumula¸c˜ ao de X S.S.S. para todo intervalo I
centrado em a, tem-se (I ∩ X) −{a} = ∅.
Defini¸ c˜ao 8.3.17. X

´e o conjunto dos pontos de acumula¸c˜ ao de X.
Teorema 8.3.18. Dado X ⊂ R e a ∈ R, s˜ ao equivalentes:
(a) a ∈ X

(b) a = limx
n
, onde x
n
´e uma sequˆencia de pontos de X dois a dois distintos.
(c) Todo intervalo aberto contendo a possui uma infinidade de elementos de
X.
Corol´ario 8.3.19. Se X

= ∅ ent˜ ao X ´e infinito.
Teorema 8.3.20. Para todo X ⊂ R, tem-se X = X ∪ X

.
Corol´ario 8.3.21. X ´e fechado S.S.S. X

⊂ X.
Corol´ario 8.3.22. Se X = X

ent˜ ao X ´e enumer´ avel.
Teorema 8.3.23. Seja F ⊂ R n˜ ao vazio tal que F = F

ent˜ ao F ´e n˜ ao enu-
mer´ avel.
85
Corol´ario 8.3.24. Todo conjunto enumer´ avel n˜ ao vazio possui algum ponto
isolado.
Defini¸ c˜ao 8.3.25. Uma cobertura de X ⊂ R ´e uma fam´ılia C = (C
Λ
)
Λ∈L
de
conjuntos C
Λ
⊂ zreals tais que X ⊂
¸
Λ∈L
C
Λ
.
Teorema 8.3.26. Toda cobertura, F ⊂
¸
Λ∈L
A
Λ
por meio de abertos, F fe-
chado e limitado, admite uma sub-cobertura finita.
Teorema 8.3.27. K ⊂ R s˜ ao equivalentes:
(a) K ´e limitado e fechado. (no caso, compacto)
(b) Toda cobertura de K possui sub-cobertura finita
(c) Todo subconjunto infinito de K possui ponto de acumula¸c˜ ao pertencente
a K
(d) Toda sequˆenia de pontos de K possui subsequˆencia convergente para um
ponto de K.
Corol´ario 8.3.28. Todo conjunto infinito limitado X ⊂ R possui ponto de
acumula¸c˜ ao.
Corol´ario 8.3.29. Todo conjunto infinito X ⊂ R possui algum ponto de acu-
mula¸ c˜ ao.
Teorema 8.3.30. Seja K
1
⊃ K
2
⊃ · · · ⊃ K
n
⊃ . . . uma sequˆencia descendente
de compactos n˜ ao vazios. Ent˜ ao K =

¸
n=1
K
n
´e n˜ ao vazio (e compacto).
Teorema 8.3.31. Se [a, b] ⊂
n
¸
i=1
(a
i
, b
i
) ent˜ ao b −a <
n
¸
n=1
Teorema 8.3.32. Se [a, b] ⊂

¸
i=1
(a
i
, b
i
) ent˜ ao b −a <

¸
n=1
Teorema 8.3.33. Se

¸
n=1
(b
n
− a
n
) < b − a, ent˜ ao o conjunto X = [a, b] −

¸
n=1
´e n˜ ao enumer´ avel.
Defini¸ c˜ao 8.3.34. Seja a ponto de acumula¸c˜ ao de X, lim
x→a
f(x) = L S.S.S.
para todo ε > 0, existe γ > 0 tal que
0 < |x −a| < γ ⇒|f(x) −f(a)| < ε
86
Teorema 8.3.35. Se lim
x→a
f(x) = c
1
e lim
x→a
f(x) = c
2
, ent˜ ao c
1
= c
2
.
Teorema 8.3.36. Seja X ⊂ R, f : X → R, a ∈ X

. Dado Y ⊂ X tal que
a ∈ Y

ponhamos g = f|
Y
. Se lim
x→a
f(x) = L, ent˜ ao lim
x→a
g(x) = L. Se Y = I∩X,
I intervalo aberto contento a, ent˜ ao lim
x→a
g(x) = L ⇒ lim
x→a
f(x) = L.
Teorema 8.3.37. Seja X ⊂ R, f : X → R a ∈ X

. Se existe lim
x→a
f(x) ent˜ ao
f ´e limitada numa vizinhan¸ca de a, isto ´e, existem A > 0, γ > 0 tal que
0 < |x −a| < γ, x ∈ X ⇒|f(x)| < A.
Teorema 8.3.38. Sejam X ⊂ R, f, g, h : X →R, a ∈ X

. Se para todo x ∈ X,
x = a, for f(x) ≤ g(x) ≤ h(x) e , al´em disso, tivermos lim
x→a
f(x) = lim
x→a
h(x) =
L, ent˜ ao lim
x→a
g(x) = L.
Teorema 8.3.39. Sejam X ⊂ R, a ∈ X

. f, g : X → R, se lim
x→a
f(x) = L e
lim
x→a
g(x) = M, ent˜ ao L ≤ M.
Corol´ario 8.3.40. Se f(x) ≤ g(x) para todo x ∈ X, x = a e lim
x→a
f(x) = L,
lim
x→a
g(x) = M, ent˜ ao L ≤ M.
Teorema 8.3.41. Seja X ⊂ R, f : X → R, a ∈ X

. lim
x→a
f(x) = L ⇔
lim
n→∞
f(x
n
) = L, para todo sequˆencia de pontos x
n
∈ X−{a} tal que limx
n
= a.
Teorema 8.3.42. Se lim
x→a
f(x) = M e lim
x→a
g(x) = L ent˜ ao:
(a) lim
x→a
[f ±g] = M ±L
(b) lim
x→a
[f · g] = M · L
(c) Se L = 0, lim
x→a
[
f
g
] =
M
L
(d) Se lim
x→a
f = 0 e existe A tal que |g(x)| ≤ A, ent˜ ao lim
x→a
[f · g] = 0.
Teorema 8.3.43. lim
x→a
f(x) = L S.S.S. para todo ε > 0, existe γ tal que
x, y ∈ X, 0 < |x −a| < γ, 0 < |y −a| < γ ⇒|f(x) −f(y)| < ε
Teorema 8.3.44. Seja X, Y ⊂ R, f : X →R, g : Y →R com f(X) ⊂ Y . Seja
a ∈ X

e b ∈ Y

∪ Y Se lim
x→a
f(x) = b e lim
y→b
g(y) = c, tem-se lim
x→a
g(f(x)) = c,
desde que c = g(b).
87
Teorema 8.3.45. a ∈ X

+
. Y = X ∩ (a, +∞), g = f|
Y
, ent˜ ao
lim
x→a
+
f(x) = L ⇔ lim
x→a
g(x) = L
Teorema 8.3.46. a ∈ X

+
∩X


, limf(x) = L ⇔ existemos limites lateraism
Teorema 8.3.47. Se f ´e mon´ otona e limitada, ent˜ ao existem os limites laterais
nos pontos a ∈ X

+
e b ∈ X


.
Defini¸ c˜ao 8.3.48. lim
x→∞
= L S.S.S. para todo ε > 0 existe A > 0 tal que x ∈ X,
x > A ⇒|f(x) −L| < ε.
Teorema 8.3.49. c ´e valor de ader`encia de f no ponto a S.S.S. para todo
γ > 0 tem-se c ∈ (v
γ
).
Teorema 8.3.50. Se f ´e limitada na vizinhan¸ca de a ent˜ ao lim
x→a
supf(x) =
lim(L
γ
) e liminf(f(X)) = lim(l
γ
).
Teorema 8.3.51. f limitada numa vizinhan¸ca de a. Para todo ε > 0, existe
γ > 0 tal que x ∈ X, 0 < |x−a| < γ ⇒ l −ε < f(x) < L+ε, onde l = liminff
e L = limsupf.
Defini¸ c˜ao 8.3.52. f ´e cont´ınua em a ∈ X S.S.S. para todo ε > 0, existe γ > 0
tal que x ∈ X |x −a| < γ ⇒|f(x) −f(a)| < ε.
Teorema 8.3.53. Toda restri¸ c˜ ao de uma fun¸ c˜ ao cont´ınua ´e cont´ınua.
Teorema 8.3.54. f ´e cont´ınua 3m a, ent˜ ao f ´e limitada em uma vizinhan¸ca
de a.
Teorema 8.3.55. f, g cont´ınuas no ponto a e f(a) < g(a), ent˜ ao existe γ > 0
tal que x ∈ X, |x −a| < γ ⇒f(x) < g(x).
Teorema 8.3.56. f ´e cont´ınua no ponto a S.S.S. limf(x
n
) = f(a) para toda
sequˆencia x
n
∈ X, com limx
n
= a.
Teorema 8.3.57. Se f, g s˜ ao cont´ınuas em a, ent˜ ao f ±g, f · g s˜ ao cont´ınuas
nesse ponto. Se g(a) = 0, ent˜ ao
f
g
´e cont´ınua no ponto a.
Teorema 8.3.58. A composta de duas fun¸ c˜ oes cont´ınuas ´e cont´ınua.
Teorema 8.3.59. X ⊂
¸
Λ∈L
A
Λ
, uma cobertura por meio de abertos. Se
f : xR → tal que para todo Λ ∈ L, f|
(A
Λ
∩X)
s˜ ao cont´ınuas, ent˜ ao f ´e cont´ınua.
88
Defini¸ c˜ao 8.3.60. Dizemos que uma fun¸ c˜ ao f tem uma descontinuidade de 1
a
esp´ecie no ponto a quando f ´e descont´ınua no ponto a mas existem os limites
laterais nesse ponto.
Defini¸ c˜ao 8.3.61. Dizemos que uma fun¸ c˜ ao f tem uma descontinuidade de 2
a
esp´ecie no ponto a quando f ´e descont´ınua nesse ponto e n˜ ao existe um dos
limites laterais nesse ponto.
Teorema 8.3.62. Uma fun¸ c˜ ao mon´ otona n˜ ao admite descontinuidade de 2
a
esp´ecie.
Teorema 8.3.63. Seja f : x → R mon´ otona. Se f(X) ´e denso em algum
intervalo, ent˜ ao f ´e cont´ınua.
Teorema 8.3.64. Seja f : X → R uma fun¸ c˜ ao cujas desconinuidades s˜ ao
todas de 1
a
esp´ecie. Ent˜ ao o conjunto dos pontos de desconinuidade de f ´e
enumer´ avel.
Teorema 8.3.65. Seja f : [a, b] → R cont´ınua. Se f(a) < d < f(b), ent˜ ao
existe c ∈ (a, b) tal que f(c) = d.
Teorema 8.3.66. Seja f : I →R cont´ınua e injetiva, definida no intervalo I.
Ent˜ ao f ´e cont´ınua, sua imagem ´e um intervalo e sua inversa ´e cont´ınua.
Teorema 8.3.67. Seja f : X → R cont´ınua. Se X ´e compacto, ent˜ ao f(x) ´e
compacto.
Corol´ario 8.3.68. Toda fun¸ c˜ ao definida em um compacto ´e limitada e atinge
seus extremos.
Teorema 8.3.69. X ⊂ R, compacto. Se f : x →R ´e cont´ınua e injetiva, ent˜ ao
Y = f(X) ´e compacto e a fun¸ c˜ ao inversa f
−1
´e cont´ınua.
Defini¸ c˜ao 8.3.70. f : X → R ´e uniformemente cont´ınua S.S.S. para todo
ε > 0 existe γ tal que:
x, y ∈ X, |x −y| < γ ⇒|f(x) −f(y)| < ε
Teorema 8.3.71. Seja f : X → R uniformemente cont´ınua. Se (x
n
) ´e uma
sequˆencia de Cauchy em X, ent˜ ao (f(x
n
)) ´e uma sequˆencia de Cauchy.
89
Defini¸ c˜ao 8.3.72. f : X →R ´e lipschitziana S.S.S. existe c > 0 tal que
x, y ∈ X ⇒|f(x) −f(y)| ≤ c|x −y|
Teorema 8.3.73. X compacto. Toda fun¸ c˜ ao f : X → R ´e uniformemente
cont´ınua.
Teorema 8.3.74. Toda fun¸ c˜ ao uniformemente cont´ınua f : X → R admite
uma exten¸ c˜ ao Ψ : X → R, onde Ψ ´e a ´ unica extens˜ ao cont´ınua de f a X e ´e
uniformemente cont´ınua.
90
Parte III
Conte´ udo da 3
a
Prova
91
9 Derivadas
Nada resolvido para esse cap´ıtulo.
92
10 Integral de Riemann
Nada resolvido para esse cap´ıtulo.
93
11 Revis˜ ao da 1
a
Parte
11.1 Exerc´ıcios da Lista de An´alise Resolvidos
Ex. 1 — Se f
′′
(a) existe, ent˜ao f
′′
(a) = lim
h→0
f(a+h)−2f(a)+f(a−h)
h
2
. Dˆe um exemplo
em que o limite acima exista mas f
′′
(a) n˜ao existe.
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — Demonstra¸ c˜ ao.
Ex. 2 — Suponha f duas vezes deriv´avel em (0, ∞), limitada com f
′′
limitada
(mostre ent˜ao que f

´e limitada). Sejam M
0
, M
1
, M
2
, os supremos de |f(x)|,
|f

(x)|, |f
′′
(x)|, espectivamente, ,em (0, ∞). Prove que M
2
1
≤ 4M
0
M
2
.
Ex. 3 — Seja f : [0, +∞] → R duas vezes deriv´avel. Se f
′′
´e limitada e existe
lim
x→+∞
f(x) ent˜ao lim
x→+∞
f

(x) = 0
Ex. 4 — Seja f : [0, 1] →R limitada. Prove que

1

0
f


1

0
|f|
Vale para integrais inferiores? (Dˆe exemplo!)
Ex. 5 — Justifique suas respostas:
(a)Se f
2
´e integr´avel, ent˜ao f ´e integr´avel?
(b)Se |f| ´e integr´avel, ent˜ao f ´e integr´avel?
Ex. 6 — Seja f : [a, b] → R cont´ınua. Suponha que dado I ⊂ [a, b], intervalo
fechado, tenhamos

I
f = 0. Prove que f ≡ 0. (f ≥ 0 para todo x ∈ [a, b])
Ex. 7 — Sejam f : [a, b] → [c, d], limitada, g : [c, d] → R, cont´ınua. Suponha que
o conjunto dos pontos de descontinuidade de f tem medida nula, mostre que
g ◦ f ´e integr´avel em [a, b].
94
11.2 3
a
Prova Resolvida
Ex. 1 — Seja f : [a, b] →R.
(a)Enuncie o teorema do valor m´edio para f.
(b)Suponha que f : R → R ´e deriv´avel e que em (a, b) temos f

(x) >
0 (< 0), ent˜ao f ´e crescente (decrescente) em [a, b].
(c)Seja f : R →R dada por f(x) = x
3
−3x
2
+αx +β, α, β ∈ R.
(c.1)Mostre que se α > 3 ent˜ao f ´e crescente.
(c.2)Se α =
5
3
, encontre os intervalos onde f ´e crescente ou decres-
cente.
Solu¸ c˜ao (ex. 1) — (a)Seja f : [a, b] → R, deriv´avel e cont´ınua no inter-
valo [a, b], ent˜ao existe c ∈ (a, b) tal que
f(b) −f(a)
b −a
= f

(c)
(b)Suponha que f

(x) > 0 para todo x ∈ [a, b] e f n˜ao seja crescente,
ent˜ao existe x, y ∈ [a, b], x > y tal que
f(x) −f(y)
x −y
≤ 0
e pelo teorema do valor m´edio existe c ∈ (x, y) ⊂ [a, b] tal que
f

(c) =
f(x) −f(y)
x −y
≤ 0
o que ´e um absurdo, pois f

(x) > 0 para todo x ∈ [a, b].
Ex. 2 — Seja f : R →R uma fun¸ c˜ao infinitamente deriv´avel, tal que dado n ∈ N
temos:
f(t) = 1 +t +
t
2
2!
+· · · +
t
n
n!
+r
n
(t)
onde lim
t→0
rn(t)
t
n
= 0. Considere a fun¸ c˜ao g : R →R dada por g(x) = f(x
2
).
(a)Mostre que:
(i)g ´e infinitamente deriv´avel
(ii)O polinˆomio de Taylor de g, de ordem 2005, em torno de 0 ´e:
p(x) = 1 +x
2
+
x
4
2!
+· · · +
x
2
004
1002!
95
(b)Quanto valem as derivadas g
(1500)
(0)
e g
(2003)
(0)
?
Ex. 3 — Seja f : [0, 1] →R definida por: f(x) = {
1sex∈ Q
−2 se x ∈ Q
(a)Dada P parti¸ c˜ao de [0, 1] calcule s(f; P), S(f; P), s(|f|; P) e S(|f|; P).
(b)Mostre que
|
1

0
f| ≥
1

0
|f|
e
|
1

0
f| ≤
1

0
|f|
11.3 Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸c˜oes
Defini¸ c˜ao 11.3.1. X ⊂ R, f : X →R ´e deriv´ avel em a ∈ X∩X

S.S.S. existe
o limite f(a) = lim
x→a
f(x)−f(a)
x−a
e f ´e deriv´ avel ` a direita S.S.S. existe o limite
f

+
(a) = lim
x→a
+
f(x)−f(a)
x−a
. Analogamente define-se deriv´ avel ` a esquerda.
Teorema 11.3.2. Se existe f

(a), ent˜ ao f ´e cont´ınua em a.
Teorema 11.3.3. f, g : X → R deriv´ aveis em a ∈ X ∩ X

, ent˜ ao f ± g, f · g,
f
g
(g(a) = 0) s˜ ao deriaveis em a e:
(i) (f ±g)

= f

±g

(ii) (f · g)

= f

· g +g

· f
(iii) (
f
g
)

=
f

·g−g

·f
g
2
Teorema 11.3.4. Tome f : X → R e g : Y → R, f(X) ⊂ Y , a ∈ X ∩ X

,
b = f(a) ∈ Y ∩ Y

. Se existe f

(a) e g

(b) ent˜ ao g ◦ f : X → R ´e deriv´ avel no
ponto a, valendo (g ◦ f)

(a) = g(

(b).f(a)

.
Corol´ario 11.3.5. Seja f : X → Y ⊂ R com inversa g = f
−1
: Y → X ⊂ R.
Se f ´e deriv´ avel no ponto a ∈ X ∩ X

e g ´e cont´ınua no ponto b = f(a) ent˜ ao
g ´e deriv´ avel no ponto b S.S.S. f

(a) = 0 e g

(b) =
1
f

(a)
.
96
Teorema 11.3.6. Se f : X → R ´e deriv´ avel ` a direita em a e se f

+
(a) > 0
ent˜ ao existe γ > 0 tal que x ∈ X, a < x < a +γ ⇒f(a) < f(x).
Corol´ario 11.3.7. Se existe f

(a) > 0 ent˜ ao existem γ > 0 tal que x, y ∈ X e
a −γ < x < a < y < a +γ implica f(x) < f(a) < f(y).
Corol´ario 11.3.8. Se a ´e ponto de m´ınimo ou m´ aximo local e f ´e deriv´ avel
em a, ent˜ ao f

(a0) = 0.
Teorema 11.3.9 (Valor M´edio). Seja f : [a, b] →R cont´ınua e deriv´ avel em
9a, b), ent˜ ao existe c ∈ (a, b) tal que f

(c) =
f(b)−f(a)
b−a
.
Corol´ario 11.3.10. Se f, g : [a, b] → R s˜ ao cont´ınuas, deriv´ aveis em (a, b) e
f

(x) = g

(x) para todo x ∈ (a, b), ent˜ ao existe c ∈ R tal que g(x) = f(x) + c
para todo x ∈ [a, b].
Corol´ario 11.3.11. Se f : (a, b →R ´e deriv´ avel e existe k ∈ R tal que |f

(x)| ≤
k ent˜ ao, para todo y, x ∈ (a, b), temos |f(x) −f(y)| ≤ k|x −y|.
Corol´ario 11.3.12. Seja f cont´ınua em [a, b] e deriv´ avel em (a, b). Se existe
lim
x→a
+
f

(x) = L, ent˜ ao existe f

+
(a) = L.
Corol´ario 11.3.13. Seja f : (a, b) → R deriv´ avel, exceto possivelmente, em
um ponto c ∈ (a, b), onde f ´e cont´ınua. Se existir lim
x→c
f

(x) = L ent˜ ao existe
f

(c) = L.
Corol´ario 11.3.14. Se f : [a, b] →R deriv´ avel. Tem-se f

(x) ≥ 0 S.S.S. f for
n˜ ao decrescente. Se f

(x) > 0 p0ara todo x ⊂ [a, b], ent˜ ao f ´e crescente em
[a, b] e f possui inversa f
−1
em J = f([a, b]), na qual ´e deriv´ avel em [a, b] com
(f
+1
)

(y) =
1
f

(x)
para todo y = f(x) ∈ J.
Teorema 11.3.15. f : [a, b] → R ´e uniformemente deriv´ avel S.S.S. f ´e de
classe C
1
.
Teorema 11.3.16. Seja f : I → R n vezes deriv´ avel no ponto a ∈ I. Ent˜ ao
para todo h tal que h +a ∈ I tem-se f(a +h) = f(a) +f

(a)h +
f
′′
(a)h
2
2!
+· · · +
f
n
(a)h
n
n!
+r(h).
Teorema 11.3.17. Seja f : [a, b] → R de classe C
n−1
n vezes deriv´ avel no
intervalo aberto (a, b), ent˜ ao existe c ∈ (a, b) tal que f(b) = f(a) + f

(a)(b −
a) +· · · +
f
(n−1)
(a)
(n−1)!
(b −1)
n−1
+
f
n
(c)
n!
(b −a)
n
.
97
Teorema 11.3.18. Seja f : I → R deriv´ avel duas vezes em I. f ´e convexa
S.S.S. f
′′
(x) ≥ 0 para todo x ∈ I.
Teorema 11.3.19. Seja f : [a, b] →R limitada. Quando se refina uma parti¸ c˜ ao
P, a soma inferior n˜ ao diminui e a soma superior n˜ ao aumenta.
Teorema 11.3.20. Seja a < c < b e f : [a, b] →R limitada, ent˜ ao
b

a
f(x) dx =
c

a
f(x) dx +
b

c
f(x) dx e analogamente para as superiores.
Teorema 11.3.21. Seja f, g : [a, b] →R limitadas, ent˜ ao:
(a)
b

a
f(x) dx+
b

a
g(x) dx ≤
b

a
[f(x)+g(x)] dx ≤
b

a
[f(x)+g(x)] dx ≤
b

a
f(x) dx+
b

a
g(x) dx
(b) c > 0,
b

a
cf(x) dx = c
b

a
f(x) dx; c < 0,
b

a
cf(x) dx = c
b

a
f(x) dx analoga-
mente para a integral inferior.
Teorema 11.3.22. Seja f : [a, b] → R limitada. As seguintes afirma¸c˜ oes s˜ ao
equivalentes:
(1) f ´e integr´ avel
(2) para todo ε > 0 existe P, Q de [a, b] tal que S(f; Q) = s(f; P) < ε.
(3) Para todo ε > 0 existe P de [a, b] tal que S(f; P) = s(f; P) < ε.
(4) Para todo ε > 0 existe P de [a, b] tal que
n
¸
i=1
w
i
(t
i
−t
i−1
) < ε.
Teorema 11.3.23. Seja f, g : [a, b] →R integr´ aveis, ent˜ ao:
(1) Para a < c < b, f|
[a,c]
3 f|
[c,b]
s˜ ao integr´ aveis e se tem
b

a
f(x) dx =
c

a
f(x) dx +
b

c
f(x) dx valendo a rec´ıproca.
(2) Para todo c ∈ R cf(x) ´e integr´ avel e
b

a
cf(x) dx = c
b

a
f(x) dx.
(3) f +g ´e integr´ avel e
b

a
f(x) +g(x) dx =
b

a
f(x) dx +
b

a
g(x) dx.
98
(4) Se f ≤ g para todo x ∈ [a, b], ent˜ ao
b

a
f(x) dx ≤
b

a
g(x) dx.
(5) |f| ´e integr´ avel e se tem |
b

a
f(x) dx| ≤
b

a
|f(x)| dx .
(6) f · g ´e integr´ avel.
Teorema 11.3.24. Toda fun¸ c˜ ao cont´ınua ´e integr´ avel.
Teorema 11.3.25. Seja f : [a, b] → R limitada. Se para cada c ∈ [a, b), f|
[a,c]
´e integr´ avel, ent˜ ao f ´e integr´ avel.
Corol´ario 11.3.26. Se f : [a, b] → R ´e limitado e possue um n´ umero finio de
descontinuidades, ent˜ ao f ´e integr´ avel.
Teorema 11.3.27. Se f : [a, b] → R ´e integr´ avel e f ´e cont´ınua em c ∈ [a, b]
ent˜ ao F : [a, b] → R definida como F(x) =
x
a
f(x) dx ´e deriv´ avel em c e tem-se
F

(c) = f(c).
Teorema 11.3.28. Se f : [a, b] → R cont´ınua, g : c, d] → R deriv´ avel, com g

integr´ avel e g([c, d]) ⊂ [a, b], ent˜ ao
g(d)

g(c)
f(x) dx =
d

c
f(g(t)) · g

(t) dt.
Teorema 11.3.29. Se f, g : [a, b] → R possuem derivadas integr´ aveis ent˜ ao
b

a
f(t)g

(t) dt = f(x).g(x)]
b
a

b

a
f

(t) · g(t) dt.
Teorema 11.3.30. Dadas f, ρ : [a, b] →R, com f cont´ınua, ent˜ ao:
(A) Existe c ∈ (a, b) tal que
b

a
f(x) dx = f(c) · (b −a).
(B) Se ρ ´e integr´ avel e n˜ ao muda de sinal, ent˜ ao existe c ∈ [a, b] tal que
b

a
f(x)ρ(x) dx = ρ(a) ·
c

a
f(x) dx.
(C) Se ρ ´e positiva, decrescente, com derivada integr´ avel, ent˜ ao existe c ∈ [a, b]
tal que
b

a
f(x) · ρ(x) dx = ρ(a) ·
c

a
f(x) dx.
Teorema 11.3.31. Se f : [a, a + h] → R possui derivada de ordem n + 1 in-
tegr´ avel, ent˜ ao f(a+h) = f(a)+f

(a)·h+· · ·+
f
n
(a)
n!
·h
n
+
¸
1

0
(1−t)
n
n!
· f
n+1
(a +th) dt

·
h
n+1
.
Teorema 11.3.32. Seja f : [a, b] →R limitada. Existe o limite I = lim
|P|→0
¸
(f; P

)
S.S.S. f for integr´ avel, neste caso I =

b
a
f(x) dx.
99
Teorema 11.3.33. Seja f : [a, b] → R limitada. f ´e cont´ınua em um ponto
x
0
∈ [a, b] S.S.S. @(f; x
0
) = 0.
Teorema 11.3.34. f : [a, b] → R, limitada e dado x
0
∈ [a, b], para todo ε > 0
existe γ > 0 tal que x ∈ [a, b], |x −x
0
| < γ implica W(f; x) < W(f; x
0
) +ε.
Teorema 11.3.35. f : [a, b] → R ´e integr´ avel S.S.S. para todo γ, o conjunto
E
γ
= {x ∈ [a, b]; W(f; x) ≥ γ} tem conte´ udo nulo.
Teorema 11.3.36. f : [a, b] → R ´e integr´ avel S.S.S. o conjunto D dos seus
pontos de descontinuidade tenha medida nula.

Sum´rio a

Pref´cio a

p. 5

I Conte´do da 1a Prova u
1 N´ meros Naturais u 1.1 A Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1.1.1 1.1.2 1.1.3 1.2 Inteirada . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Defini¸˜o de Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca Propriedades da Soma . . . . . . . . . . . . . . . . . .

6
p. 7 p. 7 p. 7 p. 8 p. 8 p. 14 p. 14 p. 15 p. 16 p. 22 p. 22 p. 22 p. 22 p. 25 p. 34 p. 34

Ordem dos N´meros Naturais . . . . . . . . . . . . . . . . . . u 1.2.1 Propriedades da Ordem . . . . . . . . . . . . . . . . .

1.3

A Multiplica¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca 1.3.1 Propriedades da Multiplica¸˜o . . . . . . . . . . . . . ca

1.4

Boa Ordena¸˜o e o Segundo Princ´ ca ıpio da Indu¸˜o . . . . . . . ca 1.4.1 1.4.2 1.4.3 Elemento M´ ınimo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Elemento M´ximo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . a Boa Ordena¸˜o . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . ca

1.5

Exerc´ ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

2 N´ meros Reais u 2.1 Exerc´ ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

Sum´rio a 3 Seq¨ encias e S´ries de N´ meros Reais u e u 4 Revis˜o da 1a Parte a 4.1 4.2 4.3

Sum´rio a p. 41 p. 42 p. 42 p. 58 p. 61

Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos . . . . . . . . . . . a 1a Prova Resolvida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸˜es . . . . . . . . . co

II Conte´do da 2a Prova u
5 Topologia da Reta 5.1 Exerc´ ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

67
p. 68 p. 68 p. 74 p. 74 p. 76 p. 77 p. 77 p. 81 p. 83

6 Limites de Fun¸oes c˜ 6.1 Exerc´ ıcios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .

7 Fun¸oes Cont´ c˜ ınuas 8 Revis˜o da 2a Parte a 8.1 8.2 8.3 Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos . . . . . . . . . . . a 2a Prova Resolvida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . Resumo dos Axiomas, Teoremas e Defini¸˜es . . . . . . . . . co

IIIConte´do da 3a Prova u
9 Derivadas 10 Integral de Riemann 11 Revis˜o da 1a Parte a 11.1 Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos . . . . . . . . . . . a

90
p. 91 p. 92 p. 93 p. 93

. . . . . . .Sum´rio a Sum´rio a p. . . Teoremas e Defini¸˜es . . . 94 p. . . .3 Resumo dos Axiomas. . . . 11. . . 95 11. . . . . . . . . . . . .2 3a Prova Resolvida . co .

5

Pref´cio a

O que me motivou a escrever isso ´ aprender an´lise, de maneira alguma e a pretendo (hoje) competir com os autores de livros. Fiz livre uso do livro de An´lise de Elon para criar esse trabalho. Portanto, vocˆ deve ter um exemplar a e do livro “Curso de An´lise 1” para compreender o conte´do desse material. a u Esse material ´ escrito utilizando a estrutura de cap´ e ıtulos do livro do prof. Elon, mas no lugar de conte´do ´ colocado coment´rios, outras demonstra¸˜es u e a co e outras experiˆncias que obtive. Al´m disso h´ uma rela¸˜o dos enunciados e e a ca dos teoremas e defini¸˜es do livro citado. Refor¸ando: Isso ´ um material co c e complementar! Durante a greve dos servidores da UNB, estava ansioso para come¸ar o curso c de an´lise, como estava demorando muito, iniciei o meu estudo documentandoa o nesse livro. No decorrer do semestre, o tempo come¸ou a ficar escasso, o c que levou a redu¸˜o do conte´do escrito. No entanto deve ser de grande valia ca u para os alunos de gradua¸˜o do Dep. de Matem´tica da UnB ao cursarem a ca a disciplina “An´lise 1”. a O professor Celius Magalh˜es contribuiu em peso nas demonstra¸˜es e nos a co exerc´ ıcios durante o semestre, ele me orientou no decorrer dos meus estudos. O curso foi ministrado pelo professor Jos´ Alfredo, que sempre esteve dispon´ e ıvel para sanar minhas d´vidas e que muito contribuiu para o meu ensino de mau tem´tica. a Paulo Angelo

6

Parte I

Conte´do da 1a Prova u

7

1

N´meros Naturais u

Os n´meros naturais s˜o constru´ u a ıdos de uma fun¸˜o S:→ NN que leva ca um elemento de N ao chamado “seu sucessor” e de trˆs axiomas dessa fun¸˜o, e ca chamados axiomas de Peano: 1. S ´ injetiva e 2. Existe apenas um elemento que n˜o possue sucessor, o nomeado elemento a “um” representado por “1”. 3. Se X ⊂ N ´ tal que, se x ∈ X implica que S(x) ∈ X ent˜o X = N e a (princ´ ıpio da indu¸˜o) ca

A partir desse base podemos constru´ todo o conjunto dos n´meros natuır u rais.

1.1
1.1.1

A Soma
Inteirada

Defini¸˜o 1.1.1. A n-´sima inteirada de f , representada por f n . (como n˜o ca e a u faz nenhum sentido falar n-´simo; dado que estamos constrindo os n´meros e naturais) definimos:

f1 = f e f S(n) = f ◦ f n

(1.1)

(1.2)

2): ca S S(n) (m) = S ◦ S n (m) Por defini¸˜o da soma em (1. Representa-se por “+” (mais). m + n = S n (m).2. Tricotomia.3 Propriedades da Soma 1.1.1. ent˜o: ca a S ◦ S n (m) = S(m + n) Conclu´ ımos ent˜o: a m + S(n) = S(m + n) (1. m + p = n + p ⇒ m = n 4.3). m + n = n + m 3. Assumindo n = S(n) e por (1. como: ca m + n = S n (m) Podemos ver da defini¸˜o que: ca 1.7) (1.6) (1. temos: m + S(n) = S S(n) (m) Pela defini¸˜o de Inteiradas em (1. m + (n + p) = (m + n) + p 2. n ∈ N uma das sequintes ocorre: • m=n • ∃p ∈ N|m + p = n • ∃q ∈ N|m = n + q .8) 1.5) (1.3).2 Defini¸˜o de Soma ca Defini¸˜o 1. m + n. dados m.4) (1.3) temos: m + 1 = S(m) 2. Assumindo n = 1 em (1.3) (1.1.8 1.

2): ca S S(n) (m) = S ◦ S n (m) Usando defini¸˜o de soma em (1. utilizando defini¸˜o de soma novamente.13) (1.1. ca Teorema 1. n ∈ N e seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | m + (n + p) = (m + n) + p} Vamos provar por indu¸˜o que X = N ca (i) Inicialmente temos que provar que 1 ∈ X: (1.3).3.3. Para todos m.10) (ii) Precisamos ent˜o provar que p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X.15) .11) (1. temos: ca m + S(n) = S S(n) (m) Usando defini¸˜o de inteiradas em (1. Fixados m. n. Se ca m + (n + p) = (m + n) + p (1. n + 1 = S(n) ent˜o: ca a m + (n + 1) = m + S(n) Usando a defini¸˜o em (1.12) (1.3): ca S ◦ S n (m) = S(m + n) e finalmente.3). para facilitar a utiliza¸˜o do co a ca A L TEXe ficar mais claro a apresenta¸˜o. p ∈ N tem-se m + (n + p) = (m + n) + p Demonstra¸ao. ca S(m + n) = (m + n) + 1 obtemos m + (n + 1) = (m + n) + 1 o que implica que 1 ∈ X (1.14) (1.9) Pela defini¸˜o em (1.1.9 1. com isso podemos a utilizar o terceiro axioma de Peano para concluir a demonstra¸˜o.1 Demonstra¸oes c˜ As demonstra¸˜es s˜o dadas como teoremas.

Fica ent˜o demonstrado utilizando o terceiro a Lema 1. Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X.22) (1.16) axioma de Peano. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | S p (1) = S(p)} Vamos provar que X = N utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o.8) novamente.4.8) assumindo n = (n + p). utilizando (1.2): ca S S(p) (1) = S ◦ S p (1) Utilizando a hip´tese em (1. ca (i) Por defini¸˜o de inteirada em (1. temos: S((m + n) + p) = (m + n) + S(p) (1.10 ent˜o. m + S(n + p) = S(m + (n + p)) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o (1.20) .1.19) (1.18) (1.15): o ca S(m + (n + p)) = S((m + n) + p) Utilizando (1.17) (1. S p (1) = S(p). ∀ p ∈ N Demonstra¸ao.8): a m + (n + S(p)) = m + S(n + p) Utilizando novamente (1.1): S 1 (1) = S(1) onde conclu´ ca ımos que 1∈X (ii) Suponhamos que para algum p ∈ N: S p (1) = S(p) Utilizando a defin¸˜o de inteirada (1.21): o S ◦ S p (1) = S ◦ S(p) = S(S(p)) (1.23) (1.21) (1.

11 Pela defini¸˜o de Inteirada em (1. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {n ∈ N | m + n = n + m} Vamos provar que X = N utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o.4: S(m) = S m (1) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.30) (1.27) (1. . ca (i) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.31) (1.3): ca S m (1) = 1 + m obtemos ent˜o a m+1=1+m donde conclu´ ımos que 1 ∈ X (ii) Suponhamos que para algum n ∈ N temos: m+n = n+m Ent˜o. Como 1 ∈ X e p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X pelo terceiro axioma de Peano.1. demonstrando assim o lema.28) (1.2): ca S ◦ S(p) = S(S(p)) Donde conclu´ ımos que p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X.5.1.25) (1.3): a ca m + S(n) = S S(n) (m) (1.3): ca m + 1 = S(m) Com o resultado objetido no lema 1.24) que X = N. conclu´ ımos Teorema 1. utilizando a defini¸˜o de soma em (1.29) (1.26) (1. Fixado m ∈ N temos m + n = n + m ∀ n ∈ N Demonstra¸ao.

3): ca S(n + m) = S(S m (n)) Utilizando a defini¸˜o de inteirada em (1.38) (1.36) (1.3.2): ca S S(n) (m) = S ◦ S n (m) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.33) (1.3): ca S ◦ S n (m) = S(m + n) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1.39) (1.1.42) (1.2): ca S(S m (n)) = S ◦ S m (n) = S S(m) (n) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.3) novamente: ca n + S(m) = n + (m + 1) Utilizando o resultado no ´ ıtem anterior em (1.29): n + (m + 1) = n + (1 + m) Utilizando o resultado do teorema 1.30): o ca S(m + n) = S(n + m) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.35) (1.37) (1.41) (1. n + (1 + m) = (n + 1) + m = S(n) + m Utilizando defini¸˜o de soma em (1.12 Utilizando a defini¸˜o de inteiradas em (1.32) .3): ca S S(m) (n) = n + S(m) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.40) (1.3): ca (n + 1) + m = S(n) + m Donde conclu´ ımos que se m + n = n + m ent˜o: a m + S(n) = S(n) + m (1.34) (1.

Teorema 1. c˜ . Dados m. ca e (ii) Suponhamos que: m+p=n+p (1.44) (1. n ∈ N uma das sequintes ocorre: • m=n • ∃p ∈ N|m + p = n • ∃q ∈ N|m = n + q Demonstra¸ao. Como 1 ∈ X e n ∈ X ⇒ S(n) ∈ X. Num sei.45) (1. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | m + p = n + p ⇒ m = n} Vamos provar pelo princ´ ıpio de indu¸˜o que X = N ca (i) Para p = 1 e utilizando a defini¸˜o de soma em (1.45). m + p = n + p. pela hip´tese de indu¸˜o em (1. Fixados m.3) e a hip´tese acima. ent˜o.6.1. utilizando o terceiro axioma de Peano. conclu´ ımos que X = N.3) e a a ca S(m+p) = m+S(p) = n+S(p) = S(m+p) ⇒ S(m+p) = S(m+p) (1. . demonstrando assim o teorema.46) Como S ´ injetiva. temos: o para algum p ∈ N.7.43) hip´tese do teorema. utilizando defini¸˜o de soma em (1. . n ∈ N tem-se m + p = n + p ⇒ m = n ∀ n ∈ N (Lei do Corte) Demonstra¸ao.13 concl´ ımos que X = N. ca o temos: S(m) = m + 1 = n + 1 = S(n) ⇒ S(m) = S(n) Como a fun¸˜o S ´ injetiva (axioma 1) m = n. o que demonstra o teorema. Teorema 1. e o ca m=n Como 1 ∈ X e p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X pelo terceiro axioma de Peano. logo 1 ∈ X.1.

2.1.48) (1. 1. Dizemos que ca m>n Se e Somente Se. ∃ p ∈ N | m = n + p e que m<n Se e Somente Se. .2. ∀ p ∈ N Demonstra¸ao. temos: c˜ ca n > p ⇒ ∃w ∈ N|n = p + w m > n ⇒ ∃q ∈ N|m = n + q Usando (1.48) e (1. implica que m > p.2. como quer´ ca ıamos demonstrar.1. ∀p ∈ N ´ E trivial que as mesmas propriedades se aplicam para <.47) O que. Utilizando a defini¸˜o de ordem 1.1 Propriedades da Ordem 1.1.49) (1. Fixados m. n ∈ N temos que: m > n ∧ n > p ⇒ m > p.1 Demonstran¸oes c˜ Teorema 1.2. pela defini¸˜o de ordem em (1. m > n ⇒ m + p > n + p .2.2 Ordem dos N´ meros Naturais u Defini¸˜o 1. m > n ∧ n > p ⇒ m > p (transitividade) 2.49) obtemos que: m = n + q = (p + w) + q = p + (w + q) (1.1).2. ∃ q ∈ N | m + q = n 1.50) (1.2.14 1.

3. Temos que: c˜ m > n ⇒ ∃q ∈ N|m = n + q Utilizando a lei do corte provada no Teorema 1.1.1. ent˜o: ca a fm (n) = n + m = S m (n) Definimos tamb´m a fun¸˜o antecessor como sendo: e ca A :→ (N − 1)N A(S(p)) = p .1. A opera¸ao multiplica¸ao. temos: (m) + p = (n + q) + p (1.53) (1. representada por “. n ∈ N temos que: m > n ⇒ m + p > n + p.56) (1.51) Utilizando as propriedades de comutatividade e associatividade provadas respectivamente nos teoremas 1.2.2.6. Fixados m.1.15 Teorema 1.52) (1. ∀ p ∈ N por: • m·1=m n • m · S(n) = fm (m) (1.57) (1. utilizando a defini¸ao de ordem em 1.55) (1.” ´ definida ca c˜ c˜ e .3.54) 1.58) Defini¸˜o 1.3.3 A Multiplica¸˜o ca Denota-se por fm (n) a fun¸˜o que soma “m” a n. temos (m) + p = (n + q) + p ⇒ m + p = (n + p) + q Finalmente.5 e 1.1. temos: c˜ m + p = (n + p) + q ⇒ m + p > n + p (1. ∀ p ∈ N Demonstra¸ao.

temos: ca m · (1 + 1) = m · S(1) Pela defini¸˜o de multiplica¸˜o em 1. m · (n · p) = (m · n) · p 1.1: ca ca 1 m · S(1) = fm (m) = m + m (1.1: ca ca S(w) m · (S(S(w))) = fm (m) (1. para p = 1 e para c˜ ca p = 1: (i) Para p = 1 e utilizando a defini¸˜o de soma em (1. A demonstra¸˜o em feita em duas etapas. que geraram os lemas seguintes: Lema 1.1. vamos precisar de alguns resultados iniciais.2): ca S(w) w fm (m) = fm ◦ fm (m) (1.3.3.3.1 Propriedades da Multiplica¸˜o ca 1. m · p = n · p ⇒ m = n 4.3): m · (S(w) + 1) = m · (S(S(w))) Pela defini¸˜o de multiplica¸˜o em 1.3.3.63) Pela defini¸˜o de inteirada em (1. logo: Pela defini¸˜o de ca soma em (1. Fixados m.16 1.62) (1.60) (1.1 Demonstran¸oes c˜ Para demonstrar as propriedades.59) Demonstra¸ao.64) .3). (m + n) · p = m · p + n · p 2.2.61) (ii) Se p = 1 temos que ∃w ∈ N tal que S(w) = p. m · n = n · m 3. n ∈ N tem-se que: m · (p + 1) = m · p + m (1. m > n ⇒ m · p > n · p 5.

73) (1.3.74) (1.2: (m + n) · (p + 1) = (m + n) · p + (m + n) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1. conclu´ ımos que: m · (p + 1) = m · (S(w) + 1) = m · S(w) + m = m · p + m (1.1. temos: ca ca (m + n) · 1 = (m + n) = m + n (ii) Suponha que para algum p ∈ N vale: (m + n) · p = m · p + n · p Da defini¸˜o de soma em (1.68) .67) Teorema 1.72) (1.70) (1.3): ca (m + n) · S(p) = (m + n) · (p + 1) Utilizando o lema 1. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | (m + n) · p = m · p + n · p} Vamos provar utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o que X = N ca (i) Utilizando a defini¸˜o de multiplica¸˜o em 1.3.66) Como p = S(w).3.65) Pela defini¸˜o de multiplica¸˜o em 1. Fixados m.56) ca ca w w fm ◦ fm (m) = fm (m) + m (1.1: ca ca w fm (m) + m = m · S(w) + m (1.69) (1.71): o ca (m + n) · p + (m + n) = m · p + n · p + (m + n) (1. ∀p ∈ N Demonstra¸ao.71) (1.17 Pela defini¸˜o da fun¸˜o f em (1.3.3. n ∈ N tem-se que: (m + n) · p = m · p + n · p.

Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X.81) (1.4.82) (1.78) (1.18 Utilizando as propriedades de associatividade e comutatividade da soma: m · p + n · p + (m + n) = m · p + m + n · p + n Utilizando novamente o lema 1.3): a ca 1 · S(p) = 1 · (p + 1) Utilizando o lema 1.84) . Lema 1.2: m · p + m + n · p + n = m · (p + 1) + n · (p + 1) Utilizando a defini¸˜o de soma em (1.81): o ca 1·p+1·1= p·1+1·1 (1. utilizando a defini¸˜o de soma em (1.2: 1 · (p + 1) = 1 · p + 1 · 1 Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1.3. Fica ent˜o demonstrado utilizando o terceiro a 1 ·p = p ·1 .77) (1.3.83) (1.3): ca m · (p + 1) + n · (p + 1) = m · S(p) + n · S(p) (1. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | 1 · p = p · 1} Vamos provar utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o que X = N ca (i) Para p = 1: 1·1=1·1 (ii) Suponha que para algum p ∈ N vale: 1·p=p·1 Ent˜o.76) (1.80) (1.3. ∀p ∈ N Demonstra¸ao.75) axioma de Peano.79) (1.

4. Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {n ∈ N | m · n = n · m} Vamos provar utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o que X = N ca (i) Para n = 1 e utilizando o resultado do lema 1. ∀n ∈ N Demonstra¸ao.m (1.89) (1.87) Utilizando a propriedade de comutatividade da soma e a defini¸˜o de ca multiplica¸˜o em (1.3.91) (1.3): ca (p + 1) · 1 = S(p) · 1 (1.3.5. Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X. utilizando o lema 1.90): o m·n+m=n·m+m (1.85) axioma de Peano.3: p · 1 + 1 · 1 = (p + 1) · 1 Pela defini¸˜o de soma em (1.90) (1. Fica ent˜o demonstrado utilizando o terceiro a Teorema 1.19 Utilizando o teorema 1.2: a m · (n + 1) = m · n + m Utilizando a hip´tese em (1.3.3.93) .88) (1. temos: m·1=1·m (ii) Suponha que para algum n ∈ N vale: m·n=n·m Ent˜o.1): ca n · m + m = n · m + 1.86) (1.3.92) (1. Fixado m ∈ N tem-se: m · n = n· m .

99) (1. ∀p ∈ N Demonstra¸ao. n ∈ N vale: Se: ∃p ∈ N | m · p = n · p Ent˜o m = n.95) Se m = n + q.97) Utilizando a propriedade de distributividade demonstrada no teorema 1.3. temos: c˜ ca m > n ⇒ ∃q ∈ N|m = n + q Ent˜o: a m · p = (n + q) · p (1. Pela defini¸˜o de ordem em 1.6.2. o Teorema 1.3.7: ∃q ∈ N | m = n + q ∧ ∃w ∈ N | n = m + w (1.100) .3: (n + q) · p = n · p + q · p Obtendo: m·p=n·p+q·p (1.7. Suponha que m = n.20 Utilizando o resultado do teorema 1. ent˜o. Fica ent˜o demonstrado utilizando o terceiro a Teorema 1. Dados m.2. a Demonstra¸ao.3: n · m + 1.98) (1.3 temos: m · p = (n + q) · p = n · p + q · p o que conclu´ ımos pela defini¸˜o de ordem ca o em 1.3. Obtendo n ∈ X ⇒ S(n) ∈ X.m = (n + 1) · m (1. Logo m = n.3. pela tricotomia provada no teorema c˜ a 1.1. e utilizando a distributividade demonstrada em 1.3.96) (1. n ∈ N vale: m > n ⇒ m ·p > n ·p .1 que m · p > n · p o que contradiz a hip´tese inicial. conclu´ ımos que n · p > m · p o que tamb´m contradiz a e hip´tese. Da mesma forma assumindo m + w = n. Fixados m.1.101) (1.94) axioma de Peano.

Obtendo p ∈ X ⇒ S(p) ∈ X.107) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1.3.8.108) Utilizando a propriedade de distributividade demonstrada no teorema 1.21 Pela defini¸˜o de ordem em 1. ∀ p ∈ N Demonstra¸ao.106) (1. Fica ent˜o demonstrado utilizando o terceiro a .3: (m · n) · p + (m · n) · 1 = (m · n) · (p + 1) (1.3.102) Ent˜o. utilizando duas vezes a propriedade de distributividade provada a em 1. n ∈ N vale: m · (n · p) = (m · n) · p . Seja X ⊂ N o conjunto: c˜ X = {p ∈ N | m · (n · p) = (m · n) · p} Vamos provar utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o que X = N ca (i) Para p = 1 e utilizando duas vezes a defini¸˜o de multiplica¸˜o em 1. ca Teorema 1.104) (1.103) (1. temos: ca m·p=n·p+q·p⇒m·p>n·p O que completa a demonstra¸˜o.109) axioma de Peano.1.1.2. Fixados m.3. temos: m · (n · p) + m · n = (m · n) · p + (m · n) · 1 (1.105) (1.1 ca ca temos: m · (n · 1) = m · n = (m · n) · 1 (ii) Suponha que para algum p ∈ N vale: m · (n · p) = (m · n) · p (1.3.3: m · (n · (p + 1)) = m · (n · p + n) = m · (n · p) + m · n (1.106) e a defini¸˜o da multiplica¸˜o o ca ca ca em 1.3.

2 Elemento M´ximo a Dizemos que p ∈ X ´ um elemento m´ximo de X se e somente se: e a p q .4. a e´ suponha que existe outro w ∈ X tal que: w Mas p q∧w m . m ∈ X ⇒ p w∧w p⇒p=w (1.114) 1. O elemento 1 ´ o elemento m´nimo do conjunto dos naturais. Lema 1.1 Boa Ordena¸˜o e o Segundo Princ´ ca ıpio da Indu¸˜o ca Elemento M´ ınimo e ınimo de X se e somente se: Dizemos que p ∈ X ´ um elemento m´ p q .4 1.4.22 1. ∀m ∈ X (1. e ı . ∀q ∈ X (1. de fato.4.3 Boa Ordena¸˜o ca Todo o conjunto X ⊂ N possue um elemento m´ ınimo.111) 1.4. ∀ q. ∀m ∈ X (1. de fato.113) Podemos perceber que o elemento m´ximo de um conjunto ´ unico. m ∈ X ⇒ p w∧w p⇒p=w (1.112) m .110) Podemos perceber que o elemento m´ ınimo de um conjunto ´ unico.1.115) m . ∀q ∈ X (1. e´ suponha que existe outro w ∈ X tal que: w Mas p q∧w m . ∀ q.

Suponha que: c˜ ∃p ∈ N|p < 1 ´ E.123) (1.23 Demonstra¸ao. possue um elemento a m´nimo ou seja: ı Para todo o conjunto X ⊂ N vale: ∃p ∈ X | p w .1. equivalente que: ca ∃w ∈ N|1 = p + w 1 = p + w ⇒ 1 = S w (p) segundo axioma de Peano. Teorema 1. ∀w ∈ X (1.118) (1. de fato.124) (1. Se 1 ∈ X ent˜o 1 ´ o elemento m´ c˜ a e ınimo de X.117) (1. (n˜o ´ dif´ provar): a e ıcil w∈A⇒w∈X Afirmamos que o elemento p ∈ X tal que: A(p) ∈ A ∧ p ∈ X ´ o elemento m´ e ınimo de X. se n˜o for. pela defini¸˜o de ordem em 1.120) .121) n} (1. ent˜o: a a ∃w ∈ X | p w (1. Definimos o conjunto In ⊂ N como: In = {p ∈ N | p e o conjunto A ⊂ N como: A = {n ∈ N | In ⊂ N − X} Logo.116) Da igualdade.2.119) (1. segue que 1 seria sucessor de algum n´mero o que contradiz o u Demonstra¸ao.122) (1. pois X ⊂ N. n˜o vazio.2.4. Todo o conjunto X ⊂ N.

131) (1.128) (1.133) (1.58: ca A(p) + 1 = w + 1 + y (1.1.1: ca 1 < q ⇒ ∃y ∈ N|q = 1 + y Substitu´ ındo q = 1 + y em (1.1. pois A(p) ´ definida como pertencer ao conjunto A e e e: A(p) = w ∨ (A(p) ∈ A ⇒ A(p) ∈ X) ⇒ w ∈ X Onde temos um absurdo.2. (caso 2) Se q = 1. ent˜o como 1 ´ o elemento m´ a e ınimo dos naturais: 1<q Pela defini¸˜o de ordem em 1.1: ca w < p ⇒ ∃q ∈ N | p = w + q Analizemos em dois casos: (caso 1) Se q = 1.129) Utilizando a comutatividade da soma demonstrada em 1. temos: p=w+1+y Como p = 1.7: ∃w ∈ X | p Pela defini¸˜o de ordem em 1.132) (1.130) (1.1.3).6: A(p) + 1 = w + 1 ⇒ A(p) = w (1.2. E utilizando a defini¸˜o de antecessor em (1.58) e defini¸˜o de ca ca soma em (1.126).126) w⇒w<p (1. temos que A(p) + 1 = S(A(p)) = p.127) (1.125) O que ´ um absurdo. e utilizando a defini¸˜o de antecessor em 1.5 e a lei do . ent˜o: a p = w + 1 ⇒ A(p) + 1 = w + 1 Utilizando a lei do corte da soma demonstrada no teorema 1.24 Pela tricotomia em 1.

ent˜o X = N. supomos ainda.137).136) 1. que S(a) ∈ Ac . tem-se A − S(A) = ∅ a Solu¸˜o (ex. afirmamos que: Vamos supor ent˜o que 1 ∈ A. 1 ∈ Ac . e Com isso.2.135) (1. temos a = n ∈ A. E claro que. a a ∈ Ac ⇒ S(a) ∈ Ac Demonstra¸ao da Afirma¸ao. como A ⊂ S(A). se 1 ∈ A.Se X ⊂ N ´ tal que 1 ∈ X ∧ n∈ X ⇒ S(n) ∈ X. ca ca injetividade de S (P2).123) e a defini¸˜o do conjunto A em ca ca (1.1: ca A(p) = w + y ⇒ w < A(p) (1. 1) — Vamos primeiramente provar (P 3 ⇒ A): ca Demonstra¸ao. e portanto. por absurdo.134) Utilizando a defini¸˜o de A(p) (1. S(a) = S(n) para algum n ∈ A.1. c˜ c˜ segue-se que S(a) ∈ A ⊂ S(A). Nesse caso. n˜o vazio. uma contradi¸˜o. Por e Suponha que a ∈ Ac e.Para todo conjunto A ⊂ N. conclu´ ımos que: w < A(p) ⇒ w ∈ A ⇒ w ∈ X O que ´ um absurdo. por contradi¸˜o. ent˜o conclu´ ca a ımos a .6: A(p) + 1 = w + y + 1 ⇒ A(p) = w + y Pela defini¸˜o de ordem em 1. isto ´.5 Exerc´ ıcios Ex.137) demonstra¸˜o da afirma¸˜o (1.121). conclu´ ımos que p ´ o elemento m´ e ınimo do conjunto X. ca a (1. 1 — Prove que tendo o primeiro e segundo axioma. e a A. (1.25 corte demonstrada em 1. o terceiro axioma (P3) ´ e equivalente ao axioma “A”: P3. ent˜o A − S(A) = ∅ c˜ ´ a que A − S(A) = ∅. Ent˜o.

Suponha que X ⊂ N tal que: c˜ 1.Se a = 1. ent˜o vale: a a ∈ Ac ⇒ S(a) ∈ Ac (1. temos que: ca m·a >b (1.141) (1. Como x = 1. segue-se que A = ∅ = X c . 2 — Dados a. ca a S(a) ∈ X ⇒ S(a) ∈ A o que ´ uma contradi¸˜o... temos que Ac = N. conclu´ ındo a demonstra¸˜o. pela defini¸˜o de ordem.139) (caso 2) . ent˜o. afirmamos que: a A − S(A) = ∅ Se. b ∈ N temos que existe m ∈ N tal que m · a > b . ent˜o.n ∈ X ⇒ S(n) ∈ X Seja A = X c .Se a = 1. logo: ca c˜ m · a = (b + 1) · a = b · a + a Analisemos agora os dois casos: (caso 1) .26 Como provamos: Se A − S(A) = ∅. 2) — Demonstra¸ao. Solu¸˜o (ex. ∃ S(a) ∈ A | S(a) ∈ S(A) ⇒ a ∈ A ⇒ a ∈ X ⇒ (1. utilizando a defini¸˜o de multiplica¸˜o. temos que existe A(a). temos: ca ca b·a=b+1 Donde.1 ∈ X 2. Ex. utilizando a defini¸˜o de a ca multiplica¸˜o: ca b · (A(a) + 1) = b · A(a) + b · 1 = b + (b · A(a)) > b (1. ent˜o ∃ x ∈ A | x ∈ S(A). logo X=N. Assim.140) segue-se que x = S(a). e portanto A = ∅. utilizando P3 e o fato de 1 ∈ Ac . e ca Por “A”. A − S(A) = ∅. ca (A ⇒ P 3) Demonstra¸ao.Tome m = (b + 1).138) Nesse caso. por contradi¸˜o.142) .

Se o conjunto X ´ tal que: e (1) a ∈ X (2) n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X Ent˜o X cont´m todos os elementos n ∈ N tais que n a e Solu¸˜o (ex.4.Definimos os conjuntos: ca c˜ A = {n ∈ N | n B =A−X Devemos provar ent˜o que B = ∅. temos que existe b ∈ B tal que b seja b∈B ⊂A∧a ∈X Temos que b > a 1. 4 — Demonstre as seguintes propriedades utilizando o princ´ ıpio de indu¸˜o: ca (a) 2 · (1 + 2 + · · · + n) = n · (n + 1) (b) 1 + 3 + 5 + · · · + (2 · n + 1) = (n + 1)2 (c) (a − 1) · (1 + a + · · · + an ) = an+1 − 1 (d) n 4 ⇒ n! > 2n Solu¸˜o (ex. temos que todo conjunto n˜o vazio possue um elemento a elemento m´ ınimo.146) a} (1. o que conclu´ e ca ımos pela defini¸˜o de B ca que X = A.27 Onde conclu´ ımos pela defini¸˜o de ordem que: ca m·a >b (1. 3 — Para a ∈ N. a Pelo teorema 1. logo B = ∅. existe A(b) ∈ A. como: m´ ınimo. donde conclu´ ımos que: A(b) ∈ X ∧ b ∈ X (1.Tome X ⊂ N o conjunto dos n´meros ca c˜ u n tais que 2 · (1 + 2 + · · · + n) = n · (n + 1) .147) (1.2. 3) — Demonstra¸ao.144) (1. Logo.143) Ex. 4) — (a) Demonstra¸ao. logo. supondo que B = ∅.145) a o que ´ uma contradi¸˜o. Ex.

154): o ca (1+3+· · ·+(2n+1))+(2(n+1)+1) = (n+1). a 1+3+· · ·+(2n+1)+(2(n+1)+1) = (1+3+· · ·+(2n+1))+(2(n+1)+1) (1. 1 ∈ X (ii) Suponha que vale para algum n ∈ X: 1 + 3 + 5 + · · · + (2 · n + 1) = (n + 1)2 Ent˜o.149) (1.150) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1. 1 ∈ X (ii) Suponha que vale para algum n ∈ X: 2 · (1 + 2 + · · · + n) = n · (n + 1) (1.154) (1.155) Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1. temos: 1 + 3 = 4 = 2 · 2 = (1 + 1)(1 + 1) logo.(n + 1) + 2(n + 1) + 1 = (1.(n+1)+2(n+1)+1 (n + 1).Tome X ⊂ N o conjunto dos n´meros n tais que 1 + c˜ u 3 + 5 + · · · + (2 · n + 1) = (n + 1)2 (i) n = 1.148) Ent˜o.151) .152) Conclu´ ındo que n ∈ X ⇒ n+1 ∈ X.149): o ca 2(1 + 2 + · · · + n) + 2(n + 1) = n(n + 1) + 2(n + 1) Utilizando distributividade: n(n+1)+2(n+1) = (n+1)(n+2) = (n+1)((n+1)+1) (1.153) (1. (b) Demonstra¸ao. temos: 2 = 2 · 1 = 1 · (1 + 1) = 2 logo.28 (i) n = 1. utilizando a propriedade de distributividade. demonstrando assim o exerc´ ıcio. temos: a 2(1 + 2 + · · · + n + (n + 1)) = 2(1 + 2 + · · · + n) + 2(n + 1) (1.

temos: a (a − 1)(1 + · · · + an + an+1 ) = (a − 1)(1 + · · · + an ) + (a − 1)an+1 Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1. demonstrando assim o exerc´ ıcio.158) Conclu´ ındo que n ∈ X ⇒ n+1 ∈ X.157) (1. 1 ∈ X (ii) Suponha que vale para algum n ∈ X: (a − 1) · (1 + a + · · · + an ) = an+1 − 1 (1. tome X ⊂ N o conjunto dos n´meros n c˜ u tais que (a − 1) · (1 + a + · · · + an ) = an+1 − 1 (i) n = 1.159) Utilizando distributividade: an+1 − 1 + (a − 1) · a(n+1) = a(n+1)+1 − 1 (1.157): o ca (a−1)(1+· · ·+an )+(a−1)an+1 = an+1 −1+(a−1)·an+1 (1.Fixados a.162) (1. demonstrando assim o exerc´ (c) Demonstra¸ao.156) Ent˜o. temos: (a − 1)(1 + a) = a2 − 1 logo.29 n(n + 1) + (n + 1) + 2n + 1 + 1 = n(n + 2) + 2(n + 2) = (n + 2)(n + 2) = ((n + 1) + 1)((n + 1) + 1) ıcio.161) 4 tais que . (d) Demonstra¸ao. 4 ∈ X (ii) Suponha que vale para algum n ∈ X: n! > 2n (1.160) (1. Conclu´ ındo que n ∈ X ⇒ n+1 ∈ X. temos: 4 · 3 · 2 · 1 = 2 · 2 · 2 · 3 · 1 > 24 logo.Tome X ⊂ N o conjunto dos n´meros n c˜ u n! > 2n Temos: (i) n = 4. utilizando a propriedade de distributividade.

ent˜o m s´ ´ e ca a o tem uma unica forma de fatora¸˜o.pj = 1. Conclu´ ındo que n ∈ X ⇒ n + 1 ∈ X.temos a demonstra¸˜o do ca ca exerc´ ıcio.164) Utilizando a propriedade de distributividade. . utilizando o resultado do Ex. temos que existe b ∈ N tal que n = b + 1.163) 4. obtendo: e m = (A(p1 ) + 1) · (p2 · p3 . . temos: a (n + 1)! = n! · (n + 1) Como n (1. n! · ((b + 1) + 1) = n! · b + 2 · n! Utilizando a defini¸˜o de ordem: ca n! · b + 2 · n! > n! · 2 Utilizando a hip´tese de indu¸˜o em (1. pn ) = n + A(p1 ) · n E pela defini¸˜o de ordem m > n. 5) — Seja X ⊂ N o conjunto dos n´meros satisfazem a unicidade. . . ca u Logo.168) .162): o ca n! · 2 > 2n · 2 = 2n+1 (1.. . pois como p1 = 1. Tomemos n = e ´ p2 . 5 — Utilize o segundo princ´ ıpio de indu¸˜o para demonstrar a unicidade da ca decomposi¸˜o dos n´meros em fatores primos. ca (1.165) exerc´ ıcio 3 (demonstrado por indu¸˜o). e como p tamb´m satisfaz essa condi¸˜o. temos pelo teorema fundamental que prova a existˆncia da decomposi¸˜o e ca em n´meros primos que: u m = p1 · p2 . vamos ´ provar que isso implica que m ´ fatorada de uma unica forma. utilizando a propriedade de distributividade. conclu´ ´ ca ındo a demonstra¸˜o. logo pela hip´tese de indu¸˜o n s´ pode ser ca o ca o fatorado de unica forma. pj Para p1 . .167) (1.166) (1. ca u Solu¸˜o (ex. ent˜o: a n! · (n + 1) = n! · ((b + 1) + 1) (1.30 Ent˜o. pn . Suponha que para todo n < m vale que n possue unicos fatores primos. n ´ menor que m. temos p1 = (A(p1 ) + 1).

e card(f (X)) = X. o que ´ uma contradi¸˜o. obtemos a bije¸˜o f : In → A ca ca de uma bije¸˜o como sendo A = Im . 7 — Dado um conjunto finito X. e ca e Ex. Criamos conjuntos disjuntos e aplicamos o teorema. e ca a ca Suponha agora que f seja sobrejetiva. obtendo ent˜o a bije¸˜o de g : In → Im . como A ´ finito (pois X ´ e A ⊂ X). prove que uma fun¸˜o f : X → X ´ injetiva ca e S. se X ´ infinito enumer´vel. a nesse caso: card(f (X)) < card(X). 8 — Prove que. e Solu¸˜o (ex. logo f ´ injetiva.S. logo. Por outro lado. conjuntos finitos. 6) — ca (a)Utilizando o teorema que prova que a uni˜o de dois a conjuntos finitos DISJUNTOS. e suponha ainda que f n˜o seja injetiva. podemos considerar a menos e e utilizando o teorema. X\Y Y\X X X Y Y Y \ (X ∩ Y ) = (Y \ X). o que mostra que A = X. com m e n elementos ´ um conjunto e com m + n elementos. considerar a menos de uma bije¸˜o X = In . Y ⊂ N. (b)A f´rmula para trˆs conjuntos seria card(X ∪ Y ∪ Z) + card(X ∩ o e card(Y ) + card(Z) Y ) + card(X ∩ Z) + card(Z ∩ Y ) − 2 · card(X ∩ Y ∩ Z) = card(X) + Ex. temos que m = n. como f ´ sobrejetiva. manipulando obtemos: card(X ∪ Y ) = card(X ∪ (Y \ X)) = card(X) + card(Y \ X) card(Y ) − card(X ∩ Y ) card(X) + card(Y \ X) = card(X) + card(Y \ (X ∩ Y )) = card(X) + Temos que X ∪ Y = X ∪ (Y \ X) e Y = (Y \ X) ∪ (X ∩ Y ) ⇒ Donde temos card(X ∪ Y ) + card(X ∩ Y ) = card(X) + card(Y ). (b)Qual seria a f´rmula correspondente pare trˆs conjuntos? o e Solu¸˜o (ex. 6 — Seja X. 7) — Suponha que a fun¸˜o f seja injetiva.31 Ex. nesse caso. e e a . (a)Prove que card(X ∪ Y ) + card(X ∩ Y ) = card(X) + card(Y ).S ´ sobrejetiva. podemos ca ca para A ⊂ In . ent˜o o conjunto das partes finitas e a a de X tamb´m ´ (infinito) enumer´vel.

S. . . . . (concluir) a Agora supondo que existe uma fun¸˜o f : X → X que admita apenas ∅ e X ca existe algum conjunto n˜o vazio A ⊂ X est´vel logo. logo possue um elemento m´ximo j no dom´ e a ınio da bije¸˜o ca b. . 9 — Dada a fun¸˜o f : X → X. . .    f (b(n)) → b(1) relativamente a f quando f (Y ) ⊂ Y . um subconjunto Y ⊂ X chama-se est´vel ca a existe f : X → X que admite apenas X e ∅ como conjuntos est´veis. tomando a fun¸˜o: ca ca f : X → X. como X ´ finito e A ⊂ X a a e como conjuntos est´veis. Logo. . a e a qual n˜o possue o elemento x1 ∈ X. a leva o conjunto X no conjunto das suas partes. logo f ´ sobrejetiva.Suponha inicialmente que X ´ finito. definida da seguinte forma: grande tal que P(In ) exista.32 Solu¸˜o (ex. . para qualquer x ∈ X existe n suficiente enumer´vel. Suponha que ca o o a temos que A ´ finito. a e ca e a T´ erradooooooooooooooooooooooooooooo. a caso temos que existe uma bije¸˜o b : In → X. tomemos a fun¸˜o f : X → P(X ) que ca ca f (x) = fn (x) se x ∈ In e fn : In → P (In ) Sabemos que card(P(In )) = 2n .X enumer´vel ent˜o podemos considerar. o que mostra que P(X) ´ e e Ex. afirmamos que existe n ∈ N tal que f n (x1 ) = x1 a para qualquer x1 ∈ X. Prove que o conjunto X ´ finito S. .  . n ∈ N} forma um conjunto est´vel o a Com essa afirma¸˜o. . e logo obtemos que A = {x | x = f n (x1 ). neste ca c˜ e Essa fun¸˜o s´ admite ∅ e o pr´prio X como conjuntos est´veis. supomos por absurdo que isso n˜o ´ v´lido. obtendo ent˜o b(j) ∈ A∧f (b(j)) ∈ A o que ´ uma contradi¸˜o pois A ´ est´vel. 8) — Demonstra¸ao. X = N. . . . temos diretamente que existe uma bije¸˜o entre In+1 e X ca ca . e Solu¸˜o (ex. . logo. De fato. o que ´ um absurdo. definida como:   f (b(1)) → b(2)      f (b(2)) → b(3) f (x) =  .S. 9) — Demonstra¸ao.  . . a ca c˜ a a menos de uma bije¸˜o. a e mostrando que o mesmo ´ finito. .

f (f (x)) . 11 — Obtenha uma decomposi¸˜o N = X1 ∪ X2 ∪ · · · ∪ Xn ∪ . mn ∈ N 1 . logo supomos.33 Ex. . Xn . . tal que os ca conjuntos X1 . . m2 . s˜o dois a dois a Solu¸˜o (ex. a Solu¸˜o (ex. . . .Temos que x ´ diferente de f n (x) para todo ca c˜ e n ∈ N. 10 — Seja f : X → X uma fun¸˜o injetiva tal que f (X) = X. temos: o que mostramos n˜o ser poss´ a ıvel. x ∈ X − f (X). Agora seja A o conjunto dos n tal que f n (x) = f m (x) ∀ m ∈ N ∧ m = n. f (x). 10) — Demonstra¸ao. por absurdo que: f n+1 (x) = e f (f n (x)) = f m(x) = f (f m−1 (x)) O que por injetividade de f temos que: f n (x) = f m−1 (x) E como n + 1 = m. o ca e (a)f 1 (x) = f m (x) caso contr´rio. . . temos que x = f m−1 a e Ex. . s˜o infinitos e dois a dois disjuntos. . Assumimos tamb´m f 0 (x) = x. X2 . . temos a sequencia u ca de conjuntos definida da seguinte forma: 1 ∈ X1 X1 = pm1 ∀m1 ∈ N 1 m Xn = pm1 · · · · · pn n ∀m1 . . Logo. . logo conclu´ ımos pela hip´tese de indu¸˜o que ´ um absurdo. (b)Suponhamos que para algum n = m vale f n (x) = f m (x) . . e todo o ca u a n´mero natural pode ser representado pela sua decomposi¸˜o. 11) — Como o conjunto os n´meros primos s˜o infinitos. como f ´ injetiva. Tomando ca distintos. . isso porque f n (x) ∈ f (X) para todo n e x ∈ f (X). prove que os elementos x. temos que n = m − 1.

1) — ca 1 · 1 = 1 ⇒ (b−1 · d−1 ) = (b · d)−1 (2.5) (b)Demonstra¸ao.1 Exerc´ ıcios Ex.4) (2.6) (2.Vamos precisar de (b·d)·(b−1 ·d−1 ) = c˜ a c + = 1 · a · b−1 + 1 · c · d−1 b d 1 · a · b−1 + 1 · c · d−1 = (d · d−1 ) · a · b−1 + (b · b−1 ) · c · d−1 (a · d + b · c) 1 a·d+b·c (a · d + b · c) = (d · b)−1 · 1 d·b Solu¸˜o (ex.7) . 2. referentes ao cap´ ıtulo correspondente.3) d−1 · b−1 · (a · b + b · c) = (d · b)−1 · (2. prove: (a) a c ad + bc + = b d bd (b) a c a·c · = b d b·d (a)Demonstra¸ao. b.34 2 N´meros Reais u Nesse cap´ ıtulo ´ apresentado os exerc´ e ıcios resolvidos do livro do Elon. c. c˜ a c · = a · b−1 · c · d−1 b d a · b−1 · c · d−1 = (b−1 · d−1 ) · (a · c) (2.2) (d · d−1 ) · a · b−1 + (b · b−1 ) · c · d−1 = d−1 · b−1 · (a · b + b · c) (2. sendo b e d diferentes de zero. 1 — Dados a. d num corpo K.1) (2.

.. c˜ n vezes m vezes = (a · a · . m < 0 ∧ n > 0 (subcaso 1)n > −m n−(−m) vezes −m vezes −m vezes an−(−m) = an+m (subcaso 2)−m > n an ·am = an ·(a−m )− 1 = (a · a · · · · · a) · (a · a · · · · · a) ·((a · a · · · · · a))−1 = (−m)−n vezes an ·am (a−m−n )−1 = an+m = ( a · ··· · a m vezes m vezes −1 ·(a · · · · · a)·(a · · · · · a)−1 ) (−m)−n vezes = ( a · · · · · a )−1 = (b)Demonstra¸ao. n ∈ Z (b)(am )n = am·n para todo m.G. o ca a−n = 1 an ou seja. a−n = (an )−1 .P. c˜ (caso 1)m. 2) — ca (caso 1)m. consideremos m = 0 am · an = a0 · an = 1 · an m<0⇒∃ −m>0 (caso 3)S. . sem perdas de generalidade. n > 0 m vezes n vezes m vezes m vezes (am )n = (a · a · · · · · a) · (a · a · · · · · a) · · · · · (a · a · · · · · a) = am·n (caso 2)m = 0 ou n = 0 (subcaso 1)n = 0 (am )0 = 1 = a0 = am·n (subcaso 2)m = 0 (an )n = (1)n = 1 = a0 = am·n (caso 3)m < 0 e n > 0 . · a) = an+m (caso 2)m = 0 ∨ n = 0. . se n ∈ N. p˜e-se..35 Ex. . 2 — Dado a = 0 num corpo K. por defini¸˜o. a0 = 1 e. · a) · (a · a · . n > 0 an · am (a)Demonstra¸ao. Prove: (a)am · an = am+n para todo m. n ∈ Z Solu¸˜o (ex.

3) — Demonstra¸ao. prove que. a = b e f (a) = f (b) ca Ent˜o: 0 = f (a) − f (b) = f (a − b) Logo. E um homomorfismo f : K → L. 4) — Demonstra¸ao. prove que: (a)f (0) = 0 (b)ou f (a) = 1 ∀ a ∈ K ou { f (1) = 1 e f ´ injetivo } e Solu¸˜o (ex. dados a1 .. ca c˜ 1 y1 · a1 · x1 + · · · + yn · an · a1 · x1 + · · · + an · xn y = a1 · y1 + · · · + an · yn a1 · y1 + · · · + an · yn xn yn = x1 a1 · y1 + · · · + an · yn x1 · = y1 a1 · y1 + · · · + an · yn y1 Ex. a2 . por contradi¸˜o. 3 — Se x1 x2 xn = = ··· = y1 y2 yn num corpo K. L corpos.. ca c˜ f (a) = f (a + 0) = f (a) + f (0) ⇒ f (0) = 0 Afirma¸˜o: Se a = b ⇒ f (a) = f (b) ca Demonstra¸ao. . .. a 0 = 0 · f ((a − b)−1 ) = f ((a − b)−1 ) · f (a − b) = f ((a − b)−1 · (a − b)) = f (1) . Solu¸˜o (ex. 4 — Dados dois corpos K. an ∈ K tais que a1 ·y1 +· · ·+an ·yn = 0. . tem-se x1 a1 · x1 + · · · + an · xn = a1 · y1 + · · · + an · yn y1 . c˜ Se. .36 n vezes n vezes ((a−m )−1 )n = (a−m )−1 · · · · · (a−m )−1 = 1 (a−m )n 1 a−m = 1 a−m·n = (a−m·n )−1 = am·n · ··· · 1 a−m = (caso 4)m > 0 e n < 0 (am )n = ((am )−n )−1 = (am·(−n) )−1 = am·n (caso 5)m < 0 e n < 0 (am )n = (((a−m )−1 )−n )−1 = ((a−m )n )−1 = (((a−m )−n )−1 )−1 = (a(−m)·(−n) )1 = am·n Ex.

podemos ver que isso leva que f (x) = 0 ∀ x ∈ ca a K. 6) — Demonstra¸ao. ∃j ∈ Zp |j ⊗ k = 1) (i)1 = 1 ⇒ 1 ∈ Zp Podemos provar isso provando a bijetividade da fun¸˜o: ca fk : Zp → Zp definida como: fk (x) → k ⊗ x: Podemos ver que: fk (x ⊕ y) = k ⊗ (x ⊕ y) = k ⊗ x ⊕ k ⊗ y = fk (x) ⊕ fk (y) . Prove que f (x) = 0 ou f (x) = x ∀ x ∈ Q. m = 0 temos: f ( m ) = f (n · m−1 ) = n m Ex.. vamos provar os resultados: (a)f (a) = f (a · 1) = f (a) · f (1) ⇒ f (1) = 1 (b)f (n) = f (1+1+· · ·+1) = f (1)+f (1)+· · ·+f (1) = 1+1+· · ·+1 = n (c)1 = f (1) = f (n · n−1 ) = f (n) · f (n−1 ) ⇒ f (n−1 ) = f (n)−1 Agora.. co e (a)f (m + n) = m + n = m ⊕ n = f (m) ⊕ f (n) (b)f (m · n) = m · n = m ⊗ n = f (m) ⊗ f (n) (c)m ⊕ n = m + n = n + m = n ⊕ m (d)m ⊗ n = m · n = n · m = n ⊗ m (e)(m ⊕ n) ⊕ w = (m + n) + w = (m + n) + w = m + (n + w) = m ⊕ (n ⊕ w) (f)(m ⊗ n) ⊗ w = (m · n) · w = (m · n) · w = m · n · w) = m ⊗ (n ⊗ w) (g)n ⊗ (m ⊕ w) = n · m + n · w = n ⊗ m ⊕ n ⊗ w (h)(m ⊗ n = 0 ⇒ m = 0 ∧ n = 0) ⇒ (Dadok = 0. ca c˜ n . prove que Zp ´ um corpo. ca c˜ Inicialmente. 6 — Tome Zp com as opera¸˜es ⊕ e ⊗.37 Utilizando argumenta¸˜o an´loga. 5) — Demonstra¸ao. 5 — Dado o homomorfismo f : Q → Q. dado um n´mero racional u n m f (n) · f (m− 1) = f (n) · f (m)−1 = n · (m)− 1 = Solu¸˜o (ex. Ex. Solu¸˜o (ex.

. Ex. e a Ex. 8) — Demonstra¸ao. prove que a2 + b2 = 0 ⇔ a = b = 0. obtemos: y −1 < x−1 (⇐)y −1 < x−1 ⇒ y · x−1 > y −1 · y = 1 = x · x−1 ⇒ y > x .a2 ∈ P ∨ b2 ∈ P ⇒ a2 + b2 ∈ P Logo. onde temos que a ∈ P ∨ a ∈ −P ∨ b ∈ P ∨ b ∈ −P e concl´ ımos que a = b = 0. se: f (x) = f (y). Logo.38 Logo.b ∈ P ⇒ b · b ∈ P .a ∈ −P ⇒ (−a) · (−a) = a · a ∈ P . 8 — Sejam x. y elementos positivos de um corpo ordenado K. ent˜o a fun¸˜o tem que e a ca ser sobrejetiva. como Zp satisfaz os axiomas de corpo. a (b)(⇒)Supondo x < y Temos x · y −1 < y · y −1 = 1 = x · x−1 e pela lei do cancelamento.b ∈ −P ⇒ (−b) · (−b) = b · b ∈ P . ent˜o a fun¸˜o ´ injetiva. 7 — Num corpo ordenado K. Isso prova que existe inverso de todos os elementos do conjunto. (⇐)a = b = 0 ⇒ 02 + 02 = (0 + 0) · 0 = 0 · 0 = 0 (⇒)a · a + b · b = 0 . Como a cardia ca e nalidade dos conjuntos (finitos) ´ a mesma. e portanto bijetiva. a2 + b2 = 0 temos que a2 ∈ P ou b2 ∈ P . Prove: (a)x > 0 ⇔ x−1 > 0 (b)x < y ⇔ x−1 > y −1 Solu¸˜o (ex. ca c˜ (a)(⇒)Supondo x > 0 Temos (x−1 )2 · x > 0 ⇒ x−1 · 1 > 0 ⇒ x−1 > 0 (⇐)An´logo. ent˜o: a f (x) − f (y) = 0 ⇒ f (x − y) = 0 Como f (x) = 0 ⇒ x = 0.a ∈ P ⇒ a · a ∈ P . ele ´ um corpo (n˜o ordenado).

39

Ex. 9 — Dados a, b, ε num corpo ordenada K, prove que |a − b| < ε ⇒ |b| − ε < |a| < |b| + ε conclua que |a − b| < ε ⇒ a < |b| + ε. |a| − |b| < ε. Somando |b| temos |b| − ε < |a| < ε + |b|. E como a < |a|, temos a < |b| + ε.

Solu¸˜o (ex. 9) — Temos ||a| − |b|| ≤ |a − b| < ε ⇒ ||a| − |b|| < ε ⇒ −ε < ca

Ex. 10 — Sejam a racional diferente de zero, e x irracional. Prove que a · x e a + x x · y s˜o racionais. a Solu¸˜o (ex. 10) — Tome a = ca temos x = x =
a2 ·x1 a1 ·x2 x1 ·a2 −a1 a2

s˜o irracionais. Dˆ exemplo de dois n´meros irracionais x, y tais que x + y e a e u
a1 a2

e Suponha que
a1 a2

a1 a2

+x =
x1 x2 ,

x1 x2 ,

ent˜o organizando a

que ´ um abusurdo pois x n˜o pode ser representado por e a ·x =

um n´mero racional. Suponha agora que u

√ y = − 2, onde x + y = 0 e x · y = −2, ambos resultados racionais. Ex. 11 — Seja X =
1 x;

conclu´ ımos o absurdo √ pois x n˜o pode ser racional. Podemos ter o exemplo x = 2 e a

n ∈ N . Prove que inf X = 0.

Solu¸˜o (ex. 11) — A demonstra¸˜o consiste em mostrar que 0 satisfaz as proca ca priedades de ´ ınfimo. (a)0 <
1 n

∀ n ∈ N - 0 ´ cota inferior de X. e
1 n

(b)Dado ε > 0, existe n ∈ N tal que 0 < Onde conclu´ ımos que 0 = inf X.

< ε (basta tomar n > 1 ). ε

Ex. 12 — Sejam X, Y conjuntos n˜o vazios e f : X ×Y → R uma fun¸˜o limitada. a ca

Prove que se tem sup s1 (x) = sup s2 (y).
x∈X y∈Y

s2 (y0 ) = sup{f (x, y0 ); x ∈ X}. Isto define fun¸˜es s1 : X → R e s2 : X → R. co

Para cada x0 ∈ X e cada y0 ∈ Y , ponhamos s1 (x0 ) = sup{f (x0 , y); y ∈ Y } e

Solu¸˜o (ex. 12) — De s1 (x0 ) = sup f (x0 , y) temos que: ca
y∈Y

•f (x0 , y) ≤ s1 (x0 ) ∀ y ∈ Y •Dado ε ∃ x ∈ X | s1 −
ε 2

< s1 (x)

Afirma¸˜o: s1 : X → R ´ limitada. ca e Demonstra¸ao.Caso contr´rio, ∃ xn ∈ X tal que s1 (xn ) > w. Assim, s1 (xn ) = c˜ a
y∈Y

sup f (xn , y) > w ⇒ ∃ y1 ∈ Y | f (xn , y1 ) > w o que ´ um absurdo. e

40

Logo existe sup s1 (x) = s1 , ent˜o temos: a
x∈X

•s1 (x) ≤ s1 ∀ x ∈ X •Dado ε, existe x ∈ X tal que s1 − Ent˜o temos: a •f (x0 , y) ≤ s1 x0 ≤ s1 •s1 − ε < f (x, y) Conclu´ ımos que s1 ´ o supremo de f , de maneira inteiramente an´loga, mostrae a ındo que s1 = s2 , demonstrando o exerc´ ıcio. mos isso para s2 = sup s2 (y), conclu´
y∈Y ε 2

< s1 (x)

41

3

Seq¨encias e S´ries de u e N´meros Reais u

Esse cap´ ıtulo ´ muito interessante, mas eu n˜o tive tempo de resolver e a exerc´ ıcios espec´ ıficos para esse assunto.

n ∈ X ⇒ (n + 1) ∈ X. 1 — Dado n ∈ N mostre que: j 3 = 13 + 23 + · · · + n3 = n2 (n + 1)2 4 Solu¸˜o (ex.42 4 Revis˜o da 1a Parte a 4. n ≥ 4) lados ´ e n(n−3) .1 Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos a n j=0 Ex. e a Logo.Seja X o conjunto: ca c˜    n X= (a)1 ∈ X. 2 Solu¸˜o (ex. Onde conclu´ ımos pelo 3o axioma de Ex. n ∈ X. 1) — Demonstra¸ao. 2) — Seja ca X= n∈N| n(n + 3) e o n´mero de diagonais de um pol´ ´ u ıgono de (n + 3) lados 2 . de fato: n∈N| j3 = j=0 n2 (n + 4 1)2    13 = 1 = 12 (1 + 1)2 4 (a)Suponha que para algum n. ent˜o: a 13 + · · · + n3 + (n + 1)3 = n2 (n + 1)2 + (n + 1)3 = 4 (n + 1)2 ((n + 1) + 1)2 (n + 1)(n3 + 5n2 + 8n + 4) = 4 4 Peano que X = N e portanto a igualdade ´ v´lida para todo n ∈ N. 2 — Mostre que o n´mero de diagonais de um pol´ u ıgono de n(n ∈ N.

Se A + B ´ limitado. Esse pol´ ıgono preserva todas as diagonais do pol´ ıgono anterior. e insere mais [(n + 3) − 2 + 1] diagonais. ent˜o A e B s˜o limitados.43 (a)1 ∈ X. (b)Suponha que para algum n ∈ N. ca Ex.i)sup(kA) = k · sup(A).ii)inf (kA) = k · inf (A). logo: (a)dado a ∈ A temos que a0 ≥ a ǫ ǫ (b)dado > 0 temos que ∃a ∈ A tal que a0 − < a < a0 2 2 e tamb´m: e (a)dado b ∈ B temos que b0 ≥ b ǫ ǫ (b)dado > 0 temos que ∃b ∈ B tal que b0 − < b < b0 2 2 Somando algumas igualdades. (1. Seja sup(A) = a0 e sup(B) = b0 .iii)Enuncie e demonstre o que ocorre quando k < 0. (2)kA ≡ {k · a. b ∈ B} ´ limitado e: e (1. 3 — Sejam A. a ∈ A. a ∈ A.ii)inf (A + B) = inf (A) + inf (B). Solu¸˜o (ex. pois um quadrado possue 2 diagonais. ent˜o o pol´ a ıgono constru´ possue: ıdo (n+3)n 2 +n+2= ((n+1)+3)(n+1) . a ∈ A} . 3) — ca (1)A + B ≡ {a + b. k > 0 ´ limitado e: e (2.i)sup(A + B) = sup(A) + sup(B). claramente. B ⊂ R. conjuntos n˜o-vazios e limitados.i)sup(A + B) = sup(A) + sup(B). (2. obtemos: . ent˜o: Seja o pol´ a ıgono de ((n+1)+3) lados constru´ atrav´s do pol´ ıdo e ıgono de (n+3 lados. c˜ e a a de fato: A + B limitado ⇒ ∃c cota superior ⇒ ⇒ dado (a + b) ∈ A + B temos c > (a + b) ⇒ ⇒ c > a ∧ c > b ⇒ A + B e limitado ´ Logo A e B possuem sup. Ent˜o: a a (1)A + B ≡ {a + b. 2 Logo fica provado por indu¸˜o. Demonstra¸ao. n ∈ X. b ∈ B} ´ limitado e: e (1. (2.

An´logo ao anterior. conclu´ sup(A) + sup(B). c˜ a (2)kA ≡ {k · a. (1. multiplicando. ca e a .Seja a0 = inf (A). a ∈ A}.44 (a)a0 + b0 ≥ a + b ∀ a ∈ A ∧ ∀b ∈ B ǫ ǫ (b)−( + ) + b0 + a0 < a + b < b0 + a0 .iii)Enuncie e demonstre o que ocorre quando k < 0. Demonstra¸ao. Demonstra¸ao. 2 2 temos que ∃a + b tal que (a0 + b0 ) − ǫ < (a + b) < (a0 + b0 ) ∀ǫ.ii)inf (kA) = k · inf (A).iii). k > 0 ´ limitado e: e (2. a ∈ A} .i). e ´ ımos que sup(A + B) = a0 + b0 = Como o sup ´ unico. k < 0. logo: c˜ (1)a0 ≤ a ∀a ∈ A (2)Dado ǫ > 0 existe a ∈ A tal que a0 < a < a0 + ǫ Logo. como k < 0. Seja k · A ≡ {k · a. kA ´ limitado e: e sup(kA) = k · inf (A) e inf (kA) = k · sup(A) Demonstra¸ao. (2.i)sup(kA) = k · sup(A). temos: (1)k · a0 ≥ k · a ∀a ∈ A (2)Dado ǫ > 0 existe a ∈ A tal que k · a0 > k · a > k · a0 − k · ǫ O que mostra que k · a0 = k · inf (A) = sup(k · A). E como a ∈ A e b ∈ B. (2. A segunda demonstra¸˜o ´ an´loga.Essa demonstra¸˜o segue facilmente do ´ c˜ ca ıtem (2. Demonstra¸ao.Essa demonstra¸˜o segue facilmente do ´ c˜ ca ıtem (2.ii)inf (A + B) = inf (A) + inf (B).

por contradi¸˜o. vemos que inf (A) ≤ sup(A). Suponha. x ≤ y. 5 — Sejam A ⊂ B ⊂ R e B limitado. como a = sub(A). ca existe x ∈ A tal que a0 < x < b0 o que implica x < b0 onde chegamos Analogamente. Facilmente a ` contradi¸˜o que x ∈ B. Nessa ultima implica¸˜o. temos que existe a = sup(A) e por (b). n . que a > b. que b0 = inf (B) > inf (A) = a0 . Prove que: (a)A ´ limitado e (b) inf (B) ≤ inf (A) ≤ sup(A) ≤ sup(B) Solu¸˜o (ex. dos conjuntos: (a)A = (−1)n + 1 . pela defini¸˜o de limite. existe b = inf (B). utilizamos a e ´ ca hip´tese inicial. e (a)∀b ∈ B temos que α ≤ b ≤ β e utilizando que (b)Suponha. 5) — ca A ⊂ B. temos que α ≤ a ≤ β ∀a ∈ A. B ´ limitado e (a)B = {∅} ⇒ ∃y ∈ B ⇒ ∀x ∈ A. e ca Ex. ´ ca o (c)De (a). conjuntos n˜o-vazios. logo. ca Ex.45 Ex. podemos provar que sup(A) ≤ sup(B). 6 — Ache o ´ ınfimo e o supremo. ca ca temos que existe y ∈ B tal que b < y < a. Nessa ultima implica¸˜o. ent˜o conclu´ a ımos a demonstra¸˜o. logo. inferiormente. logo. mas. 4 — Sejam A. utilizamos a hip´tese inicial. mos que existe x ∈ A tal que b < y < x < a o que ´ uma contradi¸˜o. ent˜o conclu´ ca a ımos que inf (B) ≤ inf (A). por contradi¸˜o. o mostra que A ´ limitado. y ≥ x. tepois deveria x ≤ y. 4) — ca A ´ limitado superiormente. caso existam. n∈N . o (b)A = {∅} ⇒ ∃a ∈ A ⇒ ∀y ∈ B. logo. tais que: a x∈A ∧ y∈B⇒x≤y Prove que: (a)A ´ limitado superiormente e (b)B ´ limitado inferiormente e (c) sup(A) ≤ inf (B) Solu¸˜o (ex. B ⊂ R.

1. E se c ´ cota superior de A. pois analizando as seq¨ˆncias c˜ 3 logo. dado ǫ > 0. . . . logo (−1)n + ≥ −1∀n ∈ N. S3 ∈ B. 2. . . e portanto n˜o possue supremo. . ue Demonstra¸ao. isso porque n ∈ N e o m´ ınimo de (−1)n ´ positivo e decrescente para todo e 1 n tomar n ´ ımpar grande o suficiente tal que n > (−1)n + 1 n E. logo. conclu´ ımos: (1)B n˜o cont´m cota superior. 2 2 3 3 4 4 (n + 1) n + 1 (a)Afirmamos que sup(A) = 3 2 Solu¸˜o (ex. 3. S2 . . logo c ≥ e 3 e E 1 n pois 3 2 ∈ A. 6) — ca e inf (A) = −1 ´ ımpares e as pares. < −1 + ǫ. . de fato. temos −1 < (b)Analizemos as subsequencias em B: S1 = n S2 = S3 = 1 n+1 n+2 n+1 Como S1 . n. A ´ 2 . (2)S2 ≤ S3 ∀n ∈ N e S2 ≤ S1 ∀n Demonstra¸ao.S1 ⊂ B. .46 (b)B = 1 4 1 5 1 n+2 1 3 . 3 2. . . ∀n0 . temos que ambas s˜o decrescentes e o valor a m´ ınimo delas s˜o respectivamente 0 e a sup(A) = 3 2. o valor m´ximo de a 3 2. a e a Demonstra¸ao. c˜ 1 n+2 ≤ ⇔ 1 ≤ n + 2 ⇔ 1 ≤ n2 + n n+1 n+1 1 ≤ n ⇔ 1 ≤ n2 + n n+1 ∃n0 (3)inf (B) = 0 . existe a ∈ A tal que −1 < a < −1 + ǫ. Basta 1 ǫ = −1. logo −1 ≤ a ∀a ∈ A. ∃n ∈ N tal que n > n0 =⇒ c˜ tal que n ≤ n0 ∀n ∈ N. 2 ≥ a ∀a ∈ A.

Podemos ver que ǫ 1 n+1 → 0. mas n˜o vem ao caso).47 (a)0 ≤ b ∀b ∈ B Demonstra¸ao. dado ǫ > 0 ∃n0 tal que n > n0 ⇒ 0 < ca basta tomar n > 1 . n→∞ n n n n 1 1 1 + ··· + ). existe b ∈ B tal que b < b < 0 + ǫ Demonstra¸ao. 7) — ca 1 n+1 ). Utilizando 1 n+1 < ǫ. (a) lim (1 − ) · (1 − ) · (1 − ) · · · · · (1 − n→∞ 2 3 4 n+1 1 2 3 n (b) lim ( 2 + 2 + 2 + · · · + 2 ). e a defini¸˜o. 7 — Calcule os limites abaixo: 1 1 1 1 ). limn→∞ + 2 2·n 2 2 n 2 . (e) lim n→∞ 2 (f) lim n→∞ 1 n+1 < ǫ. temos que 1 n+1 → 0. 1 1 1 + + ··· + . 0 ≤ b ∀b ∈ B (a rigor a < b. ´ claramente um n´mero e u positivo. (c) lim ( 2 + n→∞ n (n + 1)2 (2 · n)2 1 1 1 (d) lim ( √ + √ ). logo temos: 0 < c˜ ǫ Ex. a (b)Dado ǫ.Tome n+1 > 1 . isso porque ´ a divis˜o de dois n´meros positivos. 1·2 2·3 n · (n + 1) temos que: 1 1 (a)Tomando an+1 = (1 − 2 ) · (1 − 1 ) · (1 − 4 ) · · · · · (1 − 3 Solu¸˜o (ex. e a u (b) limn→∞ ( 2 3 n 1 1 + 2 + 2 + · · · + 2 ) = limn→∞ 2 (1 + 2 + · · · + n) = 2 n n n n n limn→∞ n2 + n 1 (n + 1) · n ( ) = limn→∞ = n2 2 2· n2 1 1 1 1 1 1 = limn→∞ + · limn→∞ = . c˜ 0≤ 1 1 ≤ S2 ∧ 0 ≤ ≤ S1 n+1 n+1 Logo. + ··· + √ n→∞ n n+1 2·n √ 1 √ n + ( n + 1 − n) . an+1 = ( Como 0 < 1 n+1 n 1 1 2 · · ··· · = 2 3 n+1 n+1 1 n < 1 n.

portanto seu limite ´ 1 .48 OBS. O que mostra que a a √ √ ( n+√n+1) √ . 1 2 ´ uma seq¨ˆncia constante. ( n+ n+1) Obtemos: n + 1− n 1 √ ) n + (√ 2 n+ n+1 √ Dividindo o numerador e denominador por n. Temos que 2 2 n (n + 1) (2 · n)2 parcela da soma. + ··· + √ (d)limn→∞ ( √ + √ n n+1 2·n √1 2·n ´ o menor termo. pois dado ǫ > 0 existe n0 tal que n > n0 implica que (c)limn→∞ ( 1 1 1 + + ··· + ). e 1 1 1 ). 2n temos que √1 2n ´ limitado inferiormente. (n + 1) n 1 lim ( √ √ ) = lim ( √ √ + √ √ ) = n→∞ n→∞ 2· n 2· n 2· n √ n· n 1 lim √ +√ n→∞ 2· n 2n Como 0 < √ √n 2 √1 . esse limite ´ igual a 1 . logo. ue √ √ 1 n + 2 ( n + 1 − n) × (e)limn→∞ lim → ∞ temos que a soma tente ` infinito. E. como e seq¨ˆncia original tende a infinito. obtemos: n→∞ q n+ 1 √ 2 n √ lim √ n+1 n→∞ √n + √ n n = n→∞ lim 1+ 1+ n 1 √ n 1 2 1+ Como podemos ver. 0 ≤ lim ( n→∞ 1 n2 <ǫ ´ a maior e 1 1 1 (n + 1) + + ··· + ) ≤ lim ( )=0 2 2 2 n→∞ n (n + 1) (2 · n) n2 n+1 parcelas Conclu´ ımos que o limite original ´ 0. e 2 (f) n→∞ lim 1 1 1 + + ··· + = 1·2 2·3 n · (n + 1) . e ue e 2 n+1 parcelas 1 n tende 1 n a zero. logo: e 1 1 1 (n + 1) ) + ··· + √ 0 ≤ lim ( √ √ ) ≤ lim ( √ + √ n→∞ n→∞ n n+1 2· n 2·n Mas.

n→∞ n2 + 1 n2 + 2 n2 + n e e ( √n1 +1 ) ´ a maior parcela e ( √n1+n ) ´ a menor parcela da soma. suponha que a = 0 ∧ b = 0. 2+1 2+2 2+n n→∞ n n n √ n (ii) lim ( an + bn ) = max{a. sem perdas . temos: lim √ n lim √ = lim n→∞ n2 + n n→∞ e n→∞ 1 1+ n 1+ n n2 =1 lim √ n2 n = lim + 1 n→∞ 1 n2 =1 Logo. n parcelas Solu¸˜o (ex. b}. n→∞ (iii) lim ( n→∞ n n2 + n) = 1. Se a = 0 ∨ b = 0. dividindo o numerador e denominador por n2 . 8) — ca 1 1 +√ + ··· + √ ). 8 — Prove que: 1 1 1 (i) lim ( √ +√ + ··· + √ ) = 1. facilmente se verifica.49 n→∞ lim 1 1 1 1 ) ( − ) + ··· + ( − 1 2 n (n + 1) Cancelando alguns termos. 1 ≤ lim ( √ n→∞ 1 n2 +1 +√ 1 n2 +2 + ··· + √ n2 1 )≤1 +n Onde temos: lim ( √ 1 n2 + 1 +√ 1 + ··· + √ )=1 n2 + 2 n2 + n 1 n→∞ (ii)Se a = b = 0 podemos ver que se verifica. 2 2 (i) lim ( √ 1 logo: 1 1 n 1 n ≤ lim ( √ +√ ) ≤ lim √ +· · ·+ √ n→∞ n→∞ n2 + n n→∞ n2 + 1 n2 + n n2 + 1 n2 + 2 √ Mas. b ≥ 0. obtemos: lim (1 − 1 ) =1 (n + 1) n→∞ Ex. Logo. a.

a Ex. 9 — Mostre que se (an ) converge. − c2 = lim (an − c)(an + c) = 0 · (2 · c) = 0 n→∞ lim a2 n→∞ n = c2 Se a2 converge. 10) — Temos que: ca lim tn · xn + yn − t · yn = lim = n→∞ n→∞ n→∞ lim tn (xn − yn ) + lim yn = a n→∞ Pois limn→∞ tn (xn − yn ) = 0 isso porque tn ´ limitada e xn e yn tendem para e a. ∀n ∈ N. 10 — Seja tn ∈ [0. logo: n→∞ √ √ n lim ( an + bn ) = 1 · a = a (iii) n→∞ lim ( n n √ n2 1 √ n n + 2 · n2 ) = lim ( 1 + · ( n n)2 ) = 2 n→∞ n n n √ 2 n 1 · lim ( n) ) = 1 n→∞ Ex. dado ǫ > 0. A rec´ a e ıproca n ´ verdadeira? e Solu¸˜o (ex. ent˜o (a2 ) tamb´m converge. n˜o necessariamente a2 converge. prove que tn xn + (1 − tn )yn → a Solu¸˜o (ex. suponha que a > b. de fato: n lim a2 n→∞ n Logo. existe n0 tal que . . logo: lim n n→∞ an + an bn bn an bn · √ n an = lim n→∞ 1+ 1 ·a ( a )n b Como a b > 1. 1] . Sabendo-se que xn → a e yn → a.50 de generalidades. temos a seq¨ˆncia a2 = a ue n n n (−1n )2 que converge para 1 e an = (−1)n n˜o converge. Afirmamos que limn→∞ a2 = c2 . logo. 9) — Seja limn→∞ an = c. temos que 1 ( a )n b → 0. ca n > n0 ⇒ |an − c| < ǫ.

ent˜o: a n→∞ lim 1 + an = 1 + L=L Ent˜o: a √ 3± 5 {x ≃ 0. 11) — Vamos provar que an ´ mon´tona crescente e limitada supeca e o an + 1. riormente: an ≤ an+1 para todo n ∈ N. temos √ an ≤ √ √ an √ an . (b)Suponha que para algum n vale an < a. logo: an+1 = 1 + Logo. n ∈ N. mas: √ an + 1 1+ Tome um a ∈ R tal que a > 1 + √ √ an ≤ 1 + 9) a ∧ a > 0 (podemos ver que existe tal a ex. (a)Podemos ver que a1 < a. e Conclu´ ımos que an converge. Seja n→∞ √ an < 1 + √ a<a lim an = L . 11 — Seja (an ) a seq¨ˆncia definida por a1 = 1.51 Ex. an ´ limitada. de fato: (a)a1 ≤ a2 ≤ an+2 (b)Suponha que para algum n vale an ≤ an+1 . Solu¸˜o (ex. logo n→∞ lim an+1 = L √ √ . ent˜o: a an+1 = 1 + Como an ≤ an+1 . 381 ⇒ an > 1x2 ≃ 2. an+1 = 1 + ue Prove que (an ) converge e determine o seu limite. 618OK L=L −3·L+1⇒L= 2 2 .

logo: an+1 = √ 2 + an < √ 2+2 =2 Ex. 12 — Idem. por exemplo a = −2. 13 — Idem. como an ´ e 2·a−e 4 . ent˜o ela converge. 12) — an < 2∀n ∈ N. se a1 = 1 e an+1 = (2 + an ) 2 . se a1 = −1 e an+1 = Solu¸˜o (ex.52 Logo. Vamos provar que an ´ mon´tona crescente: e o (a)a1 < a2 OK (b)Suponha que para algum n vale an < an+1 . e o a lar an+1 → L. ent˜o: a an+1 = 2an − 3 . ent˜o: a an+1 = √ 2 + an < 2 + an+1 = an+2 O que conclu´ ımos que an ´ mon´tona crescente. vamos provar 2·a−3 2 · an − 3 > >a 4 4 . de fato: ca (a)a1 < 2 (b)Suponha que para algum n vale an < 2. 13) — Tome a < ca que an > a. ent˜o: a n→∞ Suponha que an → L. e o Como an ´ mon´tona crescente e limitada superiormente. logo. em particua e √ √ 2+L lim an = L = lim an+1 = lim n→∞ n→∞ 2 + an = Resolvendo a equa¸˜o L = ca √ maior que 0 para todo n. n→∞ lim 1 + √ √ 3+ 5 an = 2 1 . temos que L = 2. (a)a1 > −2 OK (b)Suponha que para algum n vale an > a. n∈N 4 2 + L obtemos que L = −1 ou L = 2. n ∈ N O que mostra que an+1 tamb´m ´ menor que 2. Ent˜o an → 2. logo conclu´ e e ımos que an < 2 para todo n. Solu¸˜o (ex. ent˜o. qualquer sub-sequˆncia converge a L. a Ex.

14 — Sejam a < lim ∞ n=1 3 temos que L = − 2 . 14) — Suponhamos ent˜o que: ca a lim an =c>0 bn Logo. ent˜o. a e bn Solu¸˜o (ex. Ent˜o as s´ries convergem ou divergem simultaneamente. em particua e 2an − 3 2·L−3 = n→∞ 4 4 lar an+1 → L. temos: 1 an 3 ·c < < ·c 2 bn 2 Conclu´ ımos que: 1 3 · c · bn < an < · c · bn 2 2 resumindo: (1)bn < an · (2)an < 3 2 2 c · bn . Resolvendo a equa¸˜o L = ca Ex. qualquer sub-sequˆncia converge a L. ent˜o: a an+1 = 2 · an+1 − 3 2 · an − 3 > = an+2 4 4 Logo. e portanto convergente. dado ǫ > 0 existe n0 tal que n > n0 implica que: ǫ>| an an − c| ⇒ ǫ > − c > −ǫ ⇒ bn bn ǫ+c> Tomando ǫ = 1 2 an >c−ǫ bn · c. e (a)a1 > a2 OK (b)Suponha que para algum n vale an > an+1 . e Vamos provar que an ´ decrescente. e o Suponha que an → L. an ´ mon´tona decrescente.53 Logo. ent˜o: a n→∞ lim an = L = lim an+1 = lim n→∞ 2·L−3 4 . an e ∞ n=1 bn duas s´ries de termos positivos e suponhamos que e an < +∞. an ´ limitada inferiormente.

por (1). ent˜o. Ex. (n + 1)n+1 Solu¸˜o (ex. 15 — Se a e b s˜o n´meros reais positivos. ent˜o a u a p > 1 e diverge se p ≤ 1. Solu¸˜o (ex. ent˜o. Se p > 1. temos que a ∞ bn converge.54 e portanto: Se Se Se Se an converge. bn diverge. ent˜o. ca ıcio a Ex. temos que a bn diverge. temos que (b). ent˜o. Ex. temos que a bn converge. 16 — A s´rie e ∞ n=1 an converge pelo crit´rio da compara¸˜o em e ca nn diverge. 15) — Seja an = ca 1 converge se (an + b)p n=1 1 (an+b)p . por (2). 17 — Seja ∞ n=1 an uma s´rie convergente. temos que a an diverge. por (2). por (1). temos que an diverge pelo crit´rio da compara¸˜o em e ca (a). 16) — Exerc´ n˜o resolvido. temos que: 1 1 1 ≤ ≤ p p k·n (an + b) l · np Basta ver: √ √ p p p k·n ≥a·n+p⇔ k ≥a+ ⇔ n k ≥ (a + p)p e que: an + b ≥⇔ Logo: 1 (a) np ≤ k · 1 (b) (a+b)p ≤ 1 (a+b)p 1 l √ p l · n ⇔ l ≤ ap + b n · 1 np Ent˜o: a Se p ≤ 1. e . an diverge. an converge.

n a 1 ((−1)n √n )2 = 1 n 1 (−1)n √n converge. . ent˜o ∞ a n=1 an · an+1 converge absolutamente. 18) — ca Sn = 1 1 1 1 1 1 − + − . 0≤ √ an + an+1 ≤ an an+1 + 2 2 Como: 1 an + an+1 = ·( an + an+1 ) 2 2 √ Converge. mas que √ an · an+1 converge. 1 √ √ = 1. ∞ n=1 (a) a2 n˜o necessariamente converge. . n(n + 1)( n + 1 + n) 1 .. 19 — Prove que ∞ n=1 1 α. Ex.. a s´rie converge para e Ex. . − α α+1 α+1 α+2 n+α n+1+α 1 1 − α n+1+α 1 α ∞ n=0 1 1 = .55 ∞ n=1 (a) 2 an ´ convergente? e ∞ n=1 (b)Se an ≥ 0.1 √n+1 dondeconclu´ ımosque :Sn = 1− √n+1 ecomolimn→∞ Sn = 1T emosqueas´rieconvergepar e Solu¸˜o (ex. α>0 (n + α)(n + α + 1) α Sn = n→∞ lim Sn = Portanto. 19) — ca ∞ n=1 1 √ √ = n(n + 1)( n + 1 + n) n=1 ∞ √ √ 1 ( n + 1 − n) √ √ = √ · √ n(n + 1)( n + 1 + n) ( n + 1 − n) . 17) — ca Por Dirichlet. √ an · an+1 ´ convergente? e ∞ n=1 Solu¸˜o (ex. n˜o diverge. a (b)Se an ≥ 0. 18 — Mostre que Solu¸˜o (ex.

pois o termo geral n˜o vai a zero. a s´rie diverge. a s´rie converge. 20 — Estabele¸a a convergˆncia ou divergˆncia da s´rie. e 1 (c)e−log(n) = n logo. a s´rie converge.56 1 1 √ −√ n n+1 n=1 O termo n − esimo da sequˆncia das inteiradas ´: ´ e e 1 1 1 1 1 Sn = √ − √ + √ − √ + 3 1 2 2 3 Ex. e e o √ √ 1 e (d)2 n = n 2 e n 2 → 1. a s´rie converge. e . logo a s´rie diverge. (e)lim n n | 2n | = 1 2 < 1 logo. (n+1)! (g)lim (n+1)( n+1) n! nn = lim (1+11 )n = n 1 e < 1 logo. a s´rie diverge. cujo termo geral ´: c e e e e (a)2n e−n (b)3n e−n (c)e−log(n) (d)2 n n (e) n 2 (f)(−1)n n! nn (h)n!e−n (g) (i)n!e−n 2 1 ∞ n n+1 (j)(log(n))e− n (n + 1)n (k)(−1)n nn+1 n! (l) 3 · 5 · · · · · (2n + 1) (m) (n!)2 (2n)! √ Solu¸˜o (ex. a s´rie diverge. e 3n en = > 1 logo. pois a s´rie harmˆnica diverge. e n e a (f) n+1 → 1 logo. 20) — ca (b)lim n (a)lim 3 e n 2n en = 2 e < 1 logo.

57 (h)lim (i)lim (n+1)!e−(n+1) n!e−n (n+1)!e−(n+1) n!e−n2 2 = lim (1+11 )n = n 1 e < 1. e (l) lim (n + 1)! 3 · 5 · · · · · (2n + 1) · = 3 · 5 · · · · · (2n + 1) · (2(n + 1) + 1) n! lim (n + 1) <1 2n + 3 Conclu´ ımos que a s´rie converge absolutamente. a s´rie converge. e . e e (k)Pelo crit´rio de Leibniz. Ent˜o: a e a lim →0e ≥ ∀ n. e e2·n √ √ 2 (j)Temos que log(n) = log( n ) = 2 · log( n) ≤ 2 (n). ent˜o: lim(1 + Vamos provar que an ´ n˜o-crescente. Temos ainda a s´rie de Taylor: e e √ n ∞ n=0 = √ (e0 )n · ( n)n n! √ √ Utilizando um termo dessa soma. logo. se e (n+1)n nn+1 (n+1)n nn+1 ((n+1)+1)(n+1) (n+1)(n+1)+1 ent˜o a s´rie converge. o que mostra que a s´rie converge absolutamente. (n + 1)n 1 1 = lim(1 + )n · n n·n n n 1 1 n 1 ) · = lim = 0 n n n 1 e a Como (1 + n )n ´ limitado (pois converge para e). para isso vamos dividir an+1 e a por an e provar que isso sempre ´ menor que 1. logo. e nn+1 ((n + 1) + 1)(n+1) · = (n + 1)n (n + 1)(n+1)+1 n2 + 2 · n n2 + 2 · n + 2 n+1 isso ´ menor que (1)n+1 = 1. e que 0 < 2 · log( n) < 2 · n. e = lim n+1 = 0 < 1. temos: 0≤ √ 2· n log(n) 48 √ ≤ √ 4 = 3 n n e n2 4! Conclu´ ımos que o termo da s´rie ´ sempre menor que o termo de uma e e s´rie convergente. a s´rie converge. Conclu´ e ımos que a s´rie converge.

1 — Seja x um n´mero real positivo. 1 > 0 ⇒ 1 1 > 0 ⇒ 1 + > 1 ∀n ∈ N n n . (Valor 0. e 4. n ∈ N . ca ent˜o: a (a)1 ∈ X.2 1a Prova Resolvida u ca Ex. logo: xn Organizandoaexpress˜o. 2) — ca (a) n. (Valor 1. ca a e a (a)Mostre que 1 ´ cota inferior de A e que n˜o existe cota inferior de A e a maior que 1. a Solu¸˜o (ex. 2 — Considere A = 1 + n . (Valor 2. 1) — Seja o X o conjunto X ≡ {n ∈ N|vale a propriedade acima }. Ent˜o. Solu¸˜o (ex.58 (m) lim n+1 ((n + 1)!)2 (2n)! = lim <1 · 2 (2(n + 1))! (n!) (2n + 1) · 2 Conclu´ ımos que a s´rie converge. e (c)Quem s˜o inf (A) e sup(A)? (Valor 0. conclu´ a ımos por indu¸˜o que a express˜o ´ v´lida para todo n ∈ N. Use indu¸˜o para mostrar que: n(n − 1) n−2 ·x + nxn−1 + xn 2 (1 + x)n ≥ para todo n ∈ N.0 ponto). de fato: (1 + x) ≥ 1 + x (b)Suponha que para algum n.5 pontos).0 pontos).5 pontos). temos que isso ´ maior que: e (n + 1)((n + 1) − 1) (n+1)−2 ·x 2 n(n−1) · xn−2 + nxn−1 + 2 :xn+1 +(n+1)x(n+1)−1 + (n+1)((n+1)−1) · 2 xn+1 + (n + 1)x(n+1)−1 + 1 Ex. obtemosaexpress˜o a a x(n+1)−2 + n(n−1) 2 (1+x)n · (1 + x) ≥ n(n−1) 2 · xn−1 + nxn + xn+1 + · xn−2 como. (b)Mostre que A ´ limitado superiormente.n(n-1) 2·xn−2 >0 . n ∈ X.

tome n = 1. ent˜o: e a 1+ Como 1 + 1 n0 1 <1+h n0 ∈ A onde temos que c n˜o pode ser cota inferior de A. (a)Mostre que 1 < xn < 2. 1 ´ cota inferior. a 2 xn .5 pontos). sup(A) = 2 J´ provamos no ´ a ıtem (b) que a ≤ 2 ∀a ∈ A. ∀ n ∈ N. se n ∈ A temos que n + 1 ∈ A.5 pontos). (d)Encontre lim xn converge? (Valor 1. logo. e (c)Por que (xn ) converge? (Valor 0. logo c < 2 implica que c < a = 2. logo c = 1+h. a que “se c < 2. basta provar e temos a = 2. conclu´ ımos pelo 3o axioma . temos que n0 ≥ 1. n0 > 1 h isso porque N ´ ilimitado superiormente. 3 — Seja (xn ) data indutivamente por xn+1 = 3 − onde 1 < xn < 2. h ∈ R∧h > 0.0 ponto). a ∈ A ⇒ a ≤ 2. Solu¸˜o (ex. 1 −2 1 > ⇔ −2 < < −1 ⇔ xn 2 xn (a)Seja X o conjunto X ≡ {n ∈ N | 1 < xn < 2}. a 1 n0 (b)a ∈ A ⇒ a = 1 + para algum n0 ∈ N. logo: 1 < xn < 2 ⇔ 1 > 1<3− de Peano que X = N. temos que a ≤ 2 ∀a ∈ A.0 ponto). Onde superiormente.59 Logo. Com isso conclu´ ımos que A ´ limitado e (c)inf (A) = 1 Prova no ´ ıtem (a) dessa quest˜o. (Valor 1. mas: 1 1 ≤2⇔ ≤ 1 ⇔ 1 ≤ 1 · n0 n0 n0 1+ Como n0 ∈ N. ent˜o existe a ∈ A tal que a > c. Suponha c > 1. (b)Mostre que xn+1 − xn = − (xn −1)(xn −2) . (Valor 1. e mas: ∃ n0 ∈ N . 3) — ca (1)1 ∈ X OK (2)Suponha que para algum n ∈ N ten-se que n ∈ X. logo: 2 < 2 ⇔ 1 < xn+1 < 2 xn Logo. ∀ n ∈ N. e conclua que (xn ) xn ´ crescente. de fato. Ex.

e portanto. e o (d)Sabemos que xn → L. (Valor 0. logo: lim xn = L = lim xn+1 Como 1 < xn < 2. 4) — ca (a) lim n n |n| 1 n = = lim n x |x| |x| . xn ´ crescente. para algum L ∈ R. logo: − (xn − 1)(xn − 2) >0 xn O que conclu´ ımos que xn+1 > xn .5 pontos).5 ∞ n=1 an divergente?. ent˜o: a L=3− Donde conclu´ ımos que: √ 3± 1 L= {L = 1L = 2 2 Como an ´ crescente. e (c)xn converge porque ´ limitada e mon´tona. temos que L ≥ 1.60 (b) xn+1 − xn = 3 − Como 1 < 2 xn 3xn − 2 − x2 (xn − 1)(xn − 2) 2 n − xn = = xn xn xn − xn . (Valor 0. e Solu¸˜o (ex. n ∈ N.5 pontos). ent˜o e a lim xn = 2 . (c)Que valores de x tornam a s´rie e pontos). temos (xn − 1) > 0. (Valor 0. onde an = n xn . ∞ n=1 an (b)Que valores de x tornam a s´rie e pontos). Ex. (Valor 0. 4 — Dado x real n˜o nulo considere a s´rie a e (a)Calcule lim n 2 L ∞ n=1 an . convergente?. |an |.5 (d)A s´rie converge se x = 1? E se x = −1?.

ent˜o existe Y ⊂ X finito.2 (Axioma de Peano).3. a ı Teorema 4.3. e 1 |x| 1 |x| < 1 a s´rie converge. Seja X. Se X ⊂ N tal que se n < n0 ⇒ n ∈ X ent˜o n0 ∈ X. se Se 1 |x| a s´rie diverge. X ´ infinito.6. (c)|x| < 1 (d)Resposta no ´ ıtem (b). ent˜o a s´rie n˜o converge. X ´ finito. ent˜o card(X ∪ Y ) = m + n a Teorema 4.3. a e a . temos que lim xn = 0 . Teorema 4. Todo conjunto n˜o vazio A ⊂ N possue um elemento m´nimo.3 Resumo dos Axiomas. ent˜o a a esse conjunto X = N. a s´rie diverge porque o termo geral n˜o vai a e a zero.3.3. Teoremas e Defini¸˜es co Axioma 4.5.2. e e a e card(X) ≤ card(Y ). e a Teorema 4. 4.61 (b)Pelo teste da raiz.3. Teorema 4. Seja A ⊂ In .3. ent˜o X ´ enumer´vel. Y conjuntos disjuntos com m. se existe uma bije¸ao b : In → A.3. S : N → {N{1}} ´ injetiva e Axioma 4.1 (Axioma de Peano). Se 1 ∈ X e inX ⇒ n + 1 ∈ X. temos que Y ´ finito.4. c˜ a Teorema 4. ent˜o A = In .3 (Axioma de Peano).3. ent˜o a X=N Teorema 4. S ´ injetiva e Axioma 4.3.3. ent˜o para todo Y ⊂ X.1. e Para n a e a = 1. X ∈ N ´ equivalente dizer: e (a) X ´ finito e (b) X ´ limitado e (c) X possue um maior elemento Teorema 4.7. n elementos respectivamente.8.3. X ⊂ N.

10.14.3.9.3. y) ´ sobrejetiva.3. e Y contendo pelo menos 2 elementos.13 (Bernoulli). Se x. X.62 mer´vel. X ´ enumer´vel se f : X → Y ´ sobrejetiva e Y ´ enue a e e mer´vel.3.4 (Axiomas de adi¸˜o). nunhuma fun¸ao φ : X → F(x. ou x ∈ P ou x = 0 ou −x ∈ P Teorema 4.5 (Axiomas de multiplica¸˜o). ent˜o X ´ enue e a a e Teorema 4.3. Teorema 4. X um conjunto qualquer.6 (Axioma de distributividade).3.11.3. ca (b) Comutatividade (c) Elemento neutro (d) Sim´trico e Axioma 4. x ∈ K. a a e a Teorema 4. x · (y + z) = x · y + x · z Axioma 4.3.3. ent˜o X × Y ´ enumer´vel. Y enumer´vel.12. ca (b) Comutatividade (c) Elemento neutro (d) Inverso multiplicativo Axioma 4. a Teorema 4. f : X → Y ´ injetiva e Y ´ enumer´vel. ent˜o: a (a) x + y ∈ P (b) x · y ∈ P (c) x ∈ K. c˜ e Axioma 4. a Teorema 4.3.7 (Corpo Ordenado). Se verifica: x ≥ −1 ⇒ (1 + x)n ≥ n · x + 1. ´ equivalente: e (a) −a ≤ x ≤ a (b) a ≤ a e −x ≤ a (a) Associatividade (a) Associatividade . y ∈ P .

. lim xn = 0 e lim xn = b implica que b = a.3. ca Teorema 4. . Existe um corpo ordenado completo chamado “o conjunto dos n´meros Reais”.3. a e Teorema 4.18.21.3. lim xn = 0 ≡ ∀ǫ ∈ R ∃n0 tal que n > n0 implica ǫ > |xn −a|.3. y.3.20. As propriedades s˜o equivalentes: a (a) N ⊂ K ´ ilimitado superiormente e (b) dado a.15.3. Os racionais e irracionais s˜o densos em R. Teorema 4. Seja I1 ⊃ I2 ⊃ · · · ⊃ In ⊃ .19.24. a e Teorema 4. as propriedades se verificam: (a) |x + y| ≤ |x| + |y| (b) |x · y| = |x| · |y| (c) |x| − |y| ≤ ||x| − |y|| ≤ |x − y| (d) |x − z| ≤ |x − y| + |y − z| Teorema 4. c = sup(A) se e somente se: S1 c ≥ a para todo a ∈ A S2 se c′ ≥ a para todo a ∈ A.63 (c) |x| ≤ a Teorema 4.3.3.23. a e a Defini¸˜o 4.8. u Teorema 4. existe n ∈ N tal que 0 < Teorema 4.16. e e . uma sequˆncia decrescente de e intervalos limitados fechados. Se lim xn = a ent˜o toda sub-sequˆncia de xn tem limite a. x.22. z ∈ K. ent˜o a ∞ 1 n <a In n˜o ´ vazio. a Teorema 4. O conjunto R n˜o ´ enumer´vel. ent˜o a ≥ c′ a S2’ c′ < c implica que existe a ∈ A tal que a > c′ (contraposi¸ao de S2) c˜ Axioma 4.17.3. representado por R. Toda sequˆncia convergente ´ limitada.3.3. b ∈ K existe n ∈ N tal que n · a > b (c) para todo a > 0.

3. a + ǫ) ∀ǫ > 0. xn limitada ent˜o. ent˜o e a dado ǫ > 0 existe n0 tal que n > n0 implica a − ǫ < xn < b + ǫ. ent˜o lim xn · yn = 0.3. yn limitada. Al´m disso a e e b s˜o respectivamente o menor e maior n´meros com essa propriedade. e e Teorema 4.33.3. xn ≤ zn ≤ yn para todo n e lim xn = lim yn = a.3. e lim sup(xn ) ´ o maior. a e e Teorema 4. ent˜o lim(xn + yn ) = ∞ e a (b) Se lim xn = ∞ e yn > c > 0.31.32. As propriedades se verificam: (a) Se lim xn = ∞ e yn ´ limitada inferiormente. a Teorema 4. ent˜o lim(xn · yn ) = ∞ a (c) Se xn > 0 ent˜o lim xn = 0 ⇔ lim a 1 xn =∞ xn yn (c) Se xn .29.3. lim xn = 0. ent˜o: a (a) lim(xn + yn ) = a + b (b) lim(xn − yn ) = a − b (c) lim(xn · yn ) = a · b n (d) lim( xn ) = y a b se b = 0 Teorema 4. Toda sequˆncia mon´tona e limitada ´ convergente. Toda sequˆncia convergente ´ de Cauchy.3.25.30. lim xn = a e limyn = b.34. Teorema 4.64 Teorema 4. lim inf (xn ) ´ o menor valor de aderˆncia. yn > 0 e lim xn > c > 0 e lim yn = 0 ent˜o lim a =∞ .26. a ∈ R ´ limite de uma sub-sequˆncia de an se e somente se e e Teorema 4.3. a u Teorema 4. e Teorema 4.3. a = lim inf (xn ) e b = lim sup(xn ) e xn ´ limitada.3. e u e Teorema 4. lim xn = a > 0 ent˜o existe n0 tal que n > n0 implica que a xn > 0.27.3.28. e o e Teorema 4.35. ent˜o a lim zn = a. Toda sequˆncia de Cauchy de n´meros reais ´ convergente.3. para uma infinidade de n ten-se xn ∈ (a − ǫ.

Teorema 4. lim( an+1 ) = L. e c˜ (−1)n · bn converge. . tal que bn > 0 e limbn = 0. tal que limbn = 0. a an converge absolutamente.40. Seja a sequˆncia. com reduzidas formando an · bn uma sequˆncia limitada (n˜o necessariamente convergente). Teorema 4. nessas condi¸oes.42. Teorema 4. tal que bn > 0. Toda s´rie absolutamente convergente ´ convergente. e. Seja a s´rie convergente e crescente.43.3. c˜ an .45.3. nessas condi¸oes.3.3. ten-se: e √ √ an+1 an+1 ) ≤ lim inf ( n an ) ≤ lim sup( n an ) ≤ lim sup( ) an an √ a Teorema 4.3.44 (Dirichlet).37. E seja a sequˆncia bn n˜o e a an · bn converge. a an converge se e somente se as reduzidas Teorema 4. Seja a s´rie e an . ent˜o lim a Teorema 4. nessas condi¸oes.46. e e Teorema 4. an ´ convergente se e somente se dado ǫ > 0. an > 0 e a soma formam uma sequˆncia limitada. n > n0 vale: |an+1 + · · · + an+p | < ǫ Teorema 4. an > 0. ent˜o lim an = 0. ent˜o lim( n an ) = L. se existe n0 tal que: |an+1 | ≤1 |an | Ent˜o.39. e Teorema 4. a c˜ converge.36. an = 0 e bn > 0.3.38. Se xn yn =0 an converge. Teorema 4.3.3. an lim inf ( Teorema 4. e. E seja a sequˆncia e a e bn n˜o crescente. an sequˆncia limitada.3. Se. an = 0 e bn > 0. a an converge absolutamente.65 (c) xn limitada e lim yn = ∞.3.41.3. temos que e existe n0 tal que para todo p. se existe n0 tal que: |an+1 | bn+1 ≤ |an | bn Ent˜o.

dado qualaφ(n) = c. Toda s´rie absolutamente convergente ´ comutativamente e e convergente. Teorema 4.3.66 Teorema 4. Seja a s´rie e an condicionalmente convergente. Se ( an )( bn ) = an e cn (convergente). existe uma bije¸ao φ : N → N. tal que c˜ Teorema 4.48. bn s˜o absolutamente convergentes.49. quer c ∈ R.3. ent˜o a a .47.3.

67 Parte II Conte´do da 2a Prova u .

1) — (⇒)∀ a ∈ X. f (x) = ca {x}. e a Demonstra¸ao 1. como a ∈ A. a + ε) ⊂ A. donde e conclu´ ımos que X = E. bx ) = {x}. bx ) = c˜ qx ∈ Ix e q ∈ Iy . (⇐)Suponha que xn = a ∀ n. e a 5.0. temos que existe n0 tal a que n > n0 implica xn ∈ (a − ε. 1 — A ⊂ R. Dado x ∈ X. bx ) tal que X ∩ (ax . u Teorema 5. tome um n´mero racional qx . temos que todo Ix cont´m pelo menos um elemento de E. Pela hip´tese. ent˜o X a a ´ enumer´vel. esse conte´do deve ser bem explorado. dado ε > 0. ent˜o e a xn ∈ A para todo n suficiente grande.1 Exerc´ ıcios Ex. Temos uma fun¸˜o f : X → Q . E enumer´vel e denso em X. Se todos os pontos de um conjunto X s˜o isolados. e portanto X ´ enumer´vel (dom´ e a ınio X e imagem no conjunto enumer´vel Q). o que n˜o diz a que A ´ aberto ou n˜o. logo. a + ca ε) ⊂ A logo. bx ) tal que Ix ∩ (ax . mas como E ´ e denso em X. xn ∈ A.1. c˜ a o temos que x ∈ X ⇒ ∃Ix = (ax . y ∈ X e x = y. a Demonstra¸ao 2. . ∀x. se xn → a ent˜o. e a o mas ser diferente de a. Solu¸˜o (ex. de tal forma que u qx injetiva. e portanto ´ enumer´vel. A ´ aberto ⇔ Se xn converge para um ponto de a ∈ A. Para cada intervalo Ix . temos que ∃ Ix = (ax . A hip´tese deveria ser xn convergir para a. temos que existe ε > 0 tal que (a − ε. Tome E ⊂ X.68 5 Topologia da Reta Nesse cap´ ıtulo ´ apresentado conceitos importantes que ser˜o necess´rios e a a para os cap´ ıtulos seguintes.

a + ε0 ) ⊂ A B aberto implica que para todo b ∈ B. x + ε) ⊂ X ∪ Y ⇒ x ∈ int(X ∪ Y )  (x − ε. ε1 ). a + ε) ⊂ A e Ex. A + B = x + y. ent˜o para todo x ∈ R. a + ε) ⊂ A. e (a − ε0 . ´ aberto. x ∈ A. (⇐)Tome os abertos Aε = (a − ε. b + ε1 ) ⊂ B Seja ε = min(ε0 . (a + b) + ε) ⊂ A + B isso porque (a − ε. Solu¸˜o (ex. 4 — Demonstre que A. x + ε) ⊂ X  ⇒ (x − ε. x + ε) ⊂ X ⇒ x ∈ int(X)  ⇒ x ∈ int(X) ∩ int(Y )  (x − ε.69 Ex. 2) — (⇒)lim xn = a ⇒ ∀ε > 0 ∃nn 0 . 5) — . 4) — A aberto implica que para todo a ∈ A. prove que: (i)int(X ∩ Y ) = int(X) ∩ int(Y ) (ii)int(X ∪ Y ) ⊃ int(X) ∪ int(Y ) (iii)Dˆ um exemplo que int(X ∪ Y ) e Solu¸˜o (ex. (ii)x ∈ int(X) ∪ int(Y ) ⇒    x∈ int(X)  ⇒ ε > 0 tal que  x ∈ int(Y )     (x-ε. B abertos. ent˜o temos: a Ex. para todo ε temos que mesmo que lim xn = a. (y + x) + ε) ⊂ (x + B) para todo y ∈ B Solu¸˜o (ex. o conjunto x+b = {x + y. pela defini¸˜o de limite isso ´ o ca e Ex. x + ε) ⊂ X ∩ Y ⇒    (x-ε. b + ε) ⊂ B. e existe n0 tal que n > n0 ⇒ xn ∈ Aε . ca int(X) ∪ int(Y ) (b − ε. 3 — B ⊂ R. y ∈ B} a Solu¸˜o (ex. y + ε) ⇒ b ∈ B ⇒ y − ε < b < y + ε ⇒ (y + x) − ε < b + x < (y + x) + ε ⇒ ((y + x) − ε. B aberto. Y ⊂ R. 3) — Dado z ∈ x+ B temos que existe z = x+ y para algum y ∈ B. existe ε1 tal que a + b ⇒ ((a + b) − ε. 5 — Dados X. x + ε) ⊂ Y ⇒ x ∈ int(Y )  . existe n0 tal que n > n0 ⇒ xn ∈ A. x + ε) ⊂ Y  (i)x ∈ int(X ∩ Y ) ⇒ ∃ε tal que (x − ε. 2 — lim xn = a ⇔ para todo aberto A tal que a ∈ A. n > n0 ⇒ xn ∈ ca (a − ε. y ∈ B ´ aberto. ca segue que y ∈ B ⇒ ∃ε > 0 tal que (y − ε. existe ε0 tal que ca (b − ε1 . y + ε) ⊂ B ⇒ b ∈ (y − ε. a + ε)) ε > 0.

conjuntos Aλ s˜o disjuntos. dois a dois disjuntos ´ ca a e Aλ . 1) e B = [1. tomando xλ ∈ c˜ ca Mas. Solu¸˜o (ex. Demonstra¸ao. ca Conclu´ ımos que para todo b em A − {a}. e e Solu¸˜o (ex. 6 — Mostre que. b + ε1 ) ⊂ A − {a} Se b − ε < a < b ⇒ ∃ ε2 tal que a < b − ε2 < b ⇒ (b − ε2 . a Solu¸˜o (ex. e Se (b − ε. a onde temos que: Se b < a < b + ε ⇒ ∃ ε1 tal que b < b + ε1 < a ⇒ (b − ε1 . b + ε) ⊂ Ex. como os e todo µ = λ. como Q ´ denso em R. temos que qλ ∈ Iλ ⊂ Aλ implica que qλ ∈ Aµ . a qλ . 6) — . ent˜o a ∈ (b − ε. 8 — Mostre que o conjunto dos valores de aderˆncia de uma sequˆncia ´ um e e e conjunto fechado. 2) Ex. b + ε) ⊂ A. b + ε) ⊂ A. e aberto. para a Logo temos a fun¸˜o f : X → Q. 7) — . 8) — . onde associa a cada Aλ um n´mero racional ca u enumer´vel. se A ⊂ R ´ aberto e a ∈ A implica que A − a ´ aberto. b + ε2 ) ⊂ A − {a} A − {a} onde temos que A − {a} ´ aberto. ent˜o C(A) ´ fechado e C(A) ∪ a ´ fechado e portando C(C(A) ∪ a) = a e e Demonstra¸ao 2.Seja C(A) o complementar de A. 7 — Mostre que toda cole¸˜o de abertos n˜o-vazios. ca Demonstra¸ao 1.A aberto ⇒ ∀ b ∈ A − a existe ε tal que (b − ε. temos que existe um intervalo Iλ tal que xλ ∈ Iλ ⊂ Aλ . temos que existe qλ ∈ Q tal que qλ ∈ Iλ . existe um ε > 0 tal que (b − ε. Como f ´ injetiva. c˜ Se (b − ε) ⊂ A − {a} ⇒ b ´ ponto interior de A − {a}. e enumer´vel. ent˜o X ´ enumer´vel. ent˜o temos que se A ´ c˜ a e A − a ´ aberto. o que mostra q a fam´ ´ e a e a ılia e Ex.Seja a cole¸˜o de abertos disjuntos (Aλ )λ∈X . b + ε) ⊂ A − {a} somado a (b − ε. b + ε). ca .70 (iii)Tome A = (0. logo.

a Solu¸˜o (ex. mas como A ⊂ F . . o conjunto (a − ε. . onde temos que a ´ um ponto de adrˆncia de an . a + ε) ∩ A. e Suponha. temos o absurdo b ∈ (a − ε.X − X = {a}.71 Demonstra¸ao. . Conclu´ ımos ent˜o que para todo ε > 0 temos que a (a − ε. . Em outras palavras a ´ ponto de aderˆncia de A mas e e ∈ A. a + ε) ∩ A = ∅ temos que ´ ponto de aderˆncia de an . 10) — . a + ε). de fato. x2 . logo A = A. como b ∈ A subsequˆncia de an . ca todo ε > 0. 10 — Mostre que se limxn = a e X = {x1 . pois a deveria pertencer a A. e Ex. temos que ∃a ∈ A tal que a ∈ A. onde conclu´ ımos que A ´ fechado. . como A ⊂ A. e portanto temos que b ´ limite de alguma e e e e como a ∈ A temos que existe b = a tal que b ∈ (a − ε. a + zvar) ∩ F = ∅ o que temos que a ´ e Ex.Seja a sequˆncia an e o conjunto A de pontos de aderˆncia da c˜ e e sequˆncia an . ca e b ∈ X. a + ε) possue infinitos termos da sequˆncia an . 11 — Sejam F e G conjuntos fechados disjuntos tais que F ∪ G seja um intervalo fechado (limitado ou n˜o). o que prova que ´ u e e Ex. logo tome 0 < ε < |b − a|. ıvel e um n´mero finito de termos da sequˆncia fora do intervalo. pois para e e e chegamos a um absurdo. } ent˜o X = X ∪{a}. ficando imposs´ uma subsequˆncia de xn convergir para b. a . temos que (a − ε. por absurdo. que A seja aberto. a+ε)∩A = ∅. a + ε). Prove que F = ∅ ou G = ∅. 9 — Mostre que se X ⊂ F e F ´ fechado ent˜o X ⊂ F . suponha que existe b = a tal que b ∈ X c˜ como xn → a. 9) — . . .X ⊂ F ⇒1 X ⊂ F = F ⇒ X ⊂ F c˜ Prova de “1”: a X ⊂ F temos que se a ∈ X ent˜o para todo ε > 0 temos que (a−ε. e a Solu¸˜o (ex. existe n0 tal que n > n0 implica que xn ∈ (a − ε. xn . ponto aderente de F . pois Demonstra¸ao. e Demonstra¸ao.

ent˜o X0 ∈ F . b ∈ c˜ X com a ≤ b. de fato. b + ε) ∩ X = ∅ ∀b ∈ X. 12) — . logo. b + ε) ∩ X = ∅. logo. e Solu¸˜o (ex. b] ⊂ X = ∩In . ca Demonstra¸ao. existe ε < |b − c| tal que (b − ε. logo temos a. onde temos o absurdo a superiormente por c. que F = ∅ e G = ∅. e qualquer a. Solu¸˜o (ex. pois pois deveria (b − ε. c ∈ F e c ∈ G devido a Ex. 12 — Mostre que a interse¸˜o de uma sequˆncia descendete de intervalos I1 ⊃ ca e I2 ⊃ · · · ⊃ In ⊃ . e e e e supX = supX. Al´m disso. 13) — . mas c ∈ I pois I ´ um intervalo.Suponha.. . ca e ca Y0 > X0 e portanto existe c ∈ R tal que Y0 > c > X0 .X limitado temos que existe c tal que a ∈ X implica que a ≤ c c˜ para algum b ∈ X. b ∈ In ∀ n. conclu´ ımos que X ´ limitado e Afirmamos que c ≥ b. ´ um intervalo ou o conjunto vazio. b temos que a. 11) — . definimos: F0 = {x ∈ F |a ≤ x < b} G0 = {y ∈ G|a < y ≤ b} Como sup(F0 ) = X0 ´ ponto de acumula¸˜o de F . . assuma a < b. S. ca X temos que para todo a ∈ X e para todo ε > 0. ent˜o existe a e c˜ a b ∈ G. ent˜o [a. b] ⊂ In ∀ n logo [a. a + ε) ∩ X = ∅ Demonstra¸ao. seu fecho X tamb´m ´. b. ∀b ∈ X. suponha que X = ∅. (a − ε.G. pois F e ca a ´ fechado.P.Suponha que X = ∩IN . mas . como In ´ um intervalo. 13 — Se X ´ limitado superiormente. suponha por absurdo que seja b > c todos os elementos de X s˜o menores que C e b − ε > c. Isso porque estamos considerando a Ex. ca Demonstra¸ao. Analogamente conclu´ e ımos que inf (G0 ) = Y0 ∈ G0 e ainda que defini¸˜o de F0 e G0 . logo uma contradi¸˜o.72 Solu¸˜o (ex. por absurdo. . como a.

. . . F2 . I2 ⊂ F2 tomando a sequˆncia descendente de intervalos In tais que In ⊂ In−1 e e . por outro lado. 14) — . Fn . . tem interior vazio. temos que qualquer Demonstra¸ao. ca Como X ⊂ X. conclu´ ımos que e para todo intervalo aberto I1 temos que I1 ∩ (R − S) = ∅ logo S ´ fechado. s˜o fechados com interior vaa zio ent˜o S = F1 ∪ · · · ∪ Fn ∪ . em particular sup(X) ´ cota superior e e de X.73 e cota superior de X ´ tamb´m cota de X. temos que sup(X) ≤ sup(X). . c˜ a temos que I1 ⊂ F1 pois F1 tem interior vazio. . ´ poss´ obeter I2 ⊂ I1 tal que e ıvel In ⊂ Fn .Tome arbitrariamente um intervalo I1 = (a. . . 14 — (Teorema de Baire) Se F1 . a Solu¸˜o (ex. temos o resultado que ∩In = ∅ e portanto ∩In ⊂ S. . Ex. logo sup(X) ≤ sup(X). b) n˜o desgenerado.

e (⇒) Se x = a ent˜o |f (a) − L| < ε para todo ε onde temos f (a) = L. Ex. lim f (x) = L S. ent˜o |L − f (a)| = 0 < ε ∀ε > 0. ∃ δ > 0 tal que 0 < |x − a| < δ ⇒ |f (x) − L| < ε e L = f (a). e Solu¸˜o (ex. ∃ δ > 0 tal que 0 ≤ |x − a| < δ ⇒ |f (x) − L| < ε ⇔? ∀ ε > 0. ca que esta nova defini¸˜o coincide com a anterior no caso a ∈ X mas para a ∈ X ca Demonstra¸ao. ´ facil de se observar. x ∈ X. pois f n˜o est˜ definida em a. 1) — . Para a ∈ X temos ∀ ε > 0. o restante a (⇐) Se L = f (a). logo a defini¸˜o coincide a a a ca com a original. para todo ε > 0 existe δ > 0 tal que c˜ x→a 0 ≤ |x − a| < δ ⇒ |f (x) − L| < ε Se a ∈ X ent˜o x = a. Mostre ca e o novo limite existe se. 1 — Na defini¸˜o do limite lim f (x) retire a exigˆncia de ser x = a. o antigo existe e ´ igual a f (a).S. 0 < |x − a| < ε ⇒ |f (x) − L| < δ . 2 — Considere o seguinte erro tipogr´fico na defini¸˜o de limite: a ca ∀ε > 0 ∃δ > 0. e somente se.S. ent˜o 0 ≤ |x − a| < δ ⇒ a a |f (x) − L| < ε.74 6 Limites de Fun¸oes c˜ 6.1 Exerc´ ıcios x→a Ex.

f (I) ⊂ (a. e somente se. Solu¸˜o (ex. c˜ ∀ε > 0 ∃δ > 0. portanto se H1 ⇒ T1 . x ∈ X. b) Para algum a. 2) — . ca Demonstra¸ao. No caso afirmativo. L + δ) = T2 H1 ⇔ H2 ⇒ T1 ⇔ T2 donde conclu´ ımos que H1 ⇔ H2 e T1 ⇔ T2 . ´ limitada em qualquer ca e intervalo limitado de centro a. b ∈ R Temos as seguintes proposi¸˜es H1 = (0 < |x − a| < ε) ⇔ −ε < x − a < ε ⇔ co x ∈ (a − ε. temos que . L pode ser qualquer n´mero u real.75 Mostre que f cumpre essa condi¸˜o se . 0 < |x − a| < ε ⇒ |f (x) − L| < δ ⇔ ∀I ∋ a . a + ε) = H2 e T1 = |f (x) − L| < δ ⇔ −δ < f (x) − L < δ ⇔ L − δ < f (x) < L + δ ⇔ f (x) ∈ (L − δ.

76 7 Fun¸oes Cont´ c˜ ınuas Esse cap´ ıtulo ´ importante. mas n˜o tive tempo para resolver exerc´ e a ıcios espec´ ıficos para esse assunto. .

. logo B ⊂ F ⇒ B ⊂ F = F ⇒ B ⊂ F Demonstra¸ao.Suponha que existe B aberto tal que B ⊂ A e ca c˜ B − int(A) = ∅. Logo B ⊂ F para todo F fechado tal que B ⊂ F . Como F ´ fechado.1 Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos a Ex. 4 (c)A = 2. 3 — Determine o conjunto dos pontos de acumula¸˜o dos conjuntos seguintes: ca (a)A = N ∩ (a. 2 . temos uma contradi¸˜o pois ca em b temos Ib ∩ B = ∅. (b)A = {x ∈ Q. . 3 . ent˜o existe a e a um intervalo Ib centrado em b eIb ⊂ B ⊂ A. Ex. Por isso vai mais essa: ca a Seja F um fechado qualquer tal que B ⊂ F . e e Solu¸˜o (ex.77 8 Revis˜o da 2a Parte a 8. . logo B ⊂ int(A) e ca para todo B aberto contido em A. logo comp(F ) ´ aberto o que e e Ex. B ⊂ F ⇒ B ∩ comp(F ) = ∅ e temos um ponto b ∈ B e um intervalo I tal que existe um intervalo em b tal que I ⊂ comp(F ). o que ´ uma contradi¸˜o. como B ´ aberto. 3 . logo exste b ∈ B − F . 1 — Seja A ⊂ R. 0 < x < 1}. 2) — Demonstra¸ao.A demonstra¸˜o anterior pode estar usando a tese na primeira c˜ ca implica¸˜o. . 5). ent˜o seja b ∈ B e b ∈ int(A). Mostre que B ´ o menor conjunto fechado que cont´m B. mas b ∈ B implica que para todo intervalo Ib centrado I ∩ B = ∅.B ⊂ R Seja F um fechado qualquer tal que ca c˜ B ⊂ F . mas isso mostra que b ´ ponto e interior de A e ponrtanto b ∈ int(A). Mostre que intA ´ o maior conjunto aberto contido em A. e Solu¸˜o (ex. depende do que j´ foi visto. 1) — Demonstra¸ao. Suponha por absrudo que B − F = ∅. 2 — Seja B ⊂ R.

Solu¸˜o (ex. 5 — Seja ⌊x⌋ o maior inteiro menor ou igual a x ≥ 1. e e (c)Temos que 1 ´ ponto de acumula¸˜o de A. pois 2.78 Solu¸˜o (ex. .Temos que lim ca c˜ Como lim ⌊x⌋ ⌊x⌋ x→+∞ √ x= ⌊x⌋ + 1 ⌊x⌋ = lim ⌊x⌋ √ ⌊x⌋ ≤ lim ⌊x⌋ x ≤ lim √ ⌊x⌋ + 1 = 1 temos que lim ⌊x⌋ x = 1. 3) — Demonstra¸ao. temos que a sequˆncia f (an ) converge e 1 para ∞ onde temos que lim f (x) = 0 analogamente. 4) — Demonstra¸ao. ´ uma e ca 2 sequˆncia convergente para 1. a ca (b)Todos os pontos de A s˜o de acumula¸˜o. 5) — Demonstra¸ao. Solu¸˜o (ex. → 0 ent˜o f (an ) → a . 4 — Mostre que: √ 1+x− 1−x = x x→0 √ 3 (b) lim 1+x−1 = 1 x 3 x→0 x+1 (c) lim x = 1 x→+∞ (a) lim √ 1 Solu¸˜o (ex. Como an ´ uma sequˆncia arbitr´ria temos que ´ v´lido para os limites e e a e a reais. e Ex.Seja an ∈ [a. pois para todo a ∈ A e a ca para todo intervalo I centrado em a ten-se que I ∩ A − a = ∅ pois Q ´ denso na reta. Prove que lim f (x) = +∞ ⇔ lim x→+∞ 1 x→+∞ f (x) = 0. 6) — Demonstra¸ao. Mostre que lim 1. logo A n˜o possui pontos de acumula¸˜o. +∞) → (0. . se 1 f (an ) ∞. +∞). 3 . +∞) uma sequˆncia arbitr´ria ca c˜ e a convergindo para +∞ e f (an ) → +∞. . (a)Tomando intervalos abertos de raios ca c˜ 1 2 centrados nos pontos de A temos que s´ existe um ponto de A em o cata intervalo. x→+∞ ⌊x⌋ Ex. 6 — Seja f : [a. ca c˜ (a) lim 2 2 √ x→0 √ √ √ 1+x− 1−x √1+x+√1−x · 1+x+ 1−x x 1+x−1+x 2x 2 = lim x(√1+x+√1−x = lim x(√1+x+√1−x) = lim √1−x+√1−x = =1 x→0 (b) lim √ 3 1+x−1 x x+1 x √ √ 3 (1+x)2 + 3 (1+x)+1 √ = lim · √ 3 3 2 (1+x) + 1 x (1+x)+1 √ 3 (1+x)−1 √ 1+x2 + 3 1+x+1 = 1 3 (c) lim x→+∞ = lim x + x =1+0=1 ⌊x⌋ Ex.

Temos que ca c˜ x→a. b). 9) — Demonstra¸ao. Ex.  −1 se x = a ´ Ex. 2 f ( 1 ). 1) → (0. a∈Q x→a. 1). Considere as igualdades: . 7 — Seja f : R → R definida por: f (x) = x se x ∈ R\Q e f (x) = 1 − x se ponto. 8) — Demonstra¸ao.Tomando f : R → R. Se g(0) = 1 e tomando um ponto c = 0 e uma sequˆncia arbitr´ria xn → c temos e a g(c). 10) — Demonstra¸ao. g(c) = g(a+d) = g(a)·g(d) = 0 · g(d) = 0. lim x ∈ Q. b) → R e tome x0 ∈ (a. Se para algum a. g(a) = 0. x. 1] → eg(x)= Tomando f (x) =  x se x = 1  x se x = 0 [0. ´ verdade que f ´ continua nesse e e ponto?   1 se x = a Solu¸˜o (ex. 2 deve existir o limite e o limite de f existe em a para a = 1 − a ⇒ a = Para outro ponto b diferente de 1 2 pois o limite existe nesse ponto e temos que o limite n˜o existe a e b ´ ponto de acumula¸˜o de R portanto f n˜o ´ cont´ e ca a e ınua em outro ponto al´m e Ex. g s˜o descont´ a ınuas em a. f (x) = ca c˜ a . 10 — E poss´ ıvel.T emosambasdescont´ ınuas. Ex. portanto x→a 1 2 Conclu´ ımos que f ´ cont´ e ınua no ponto x = ´ igual a e de 1 . 1]e g:(0.79 Ex. y ∈ R.Se g ´ cont´ ca c˜ e ınua em 0 ent˜o g(0) = g(0 + 0) = a g(0) · g(0) onde conclu´ ımos que ou g(0) = 1 ou g(0) = 0. temos que para todo c. que lim g(xn − c) = g(0) = 1 e g(c) = lim g((xn − c) + c) = lim g(xn − c) · g(c) = Mostre que se g ´ cont´ e ınua em x = 0.    0 se x=1  1 se x = 0 f:[0. f ´ cont´ e ınua no ponto a se lim f (x) = f (a). f e g descont´ ınuas com f · g cont´ ınua? E f ◦ g?   1 se x = a Solu¸˜o (ex. 9 — Se |f | ´ cont´ e ınua em algum ponto. 7) — Demonstra¸ao. Solu¸˜o (ex. 8 — Seja g : R → R uma fun¸˜o tal que g(x + y) = g(x)g(y). etn˜o g ´ cont´ a e ınua em todo potno. a∈Q f (x) = x = a. tome f : R → R. ent˜o g se anula em e a todo ponto de R.N˜o. ca Mostre tamb´m que se g se anula em algum ponto de R . f (x) = ca c˜ etomandog=f. masg◦f ´ cont´ e ınua. temosque  −1 se x = a ·g ´ cont´ e ınua em a e f . 11 — Seja f : (a. Mostre que f ´ cont´ e ınua em x = 1 2 e descont´ ınua em qualquer outro lim f (x) = lim 1 − x = 1 − a e q 2 Solu¸˜o (ex.

f (x) = { ca c˜ 1 x f (x0 + h)| = 0.f : [0. 12) — Demonstra¸ao. 14 — Seja f : [0. tem duas ra´ ızes reais.. temos Quanto ao outro polinˆmio. Solu¸˜o (ex. Ex. −15 e p(−8) = 503. 1] → R n˜o limitada. π) tal que f (c) = f (c + π). Podemos ver. vemos que lim p(x) = −∞. Analogamente. supondo que an > 0. n−1 = +∞ x x aplicando o teorema do valor m´dio conclu´ e ımos que existe um c tal que f (c) = 0. f (x) =  0 se x = x0 0 se x = 0 se x = 0 Ex. aplicando o teorema do valor m´dio conclu´ e ımos a existˆncia e . . ca c˜ (i)0 ≤ lim |f (x0 − h) − f (x0 + h)| = lim |(f (x0 − h) − f (x0 )) + (f (x0 ) − f (x0 + h))| ≤ lim |f (x0 − h) − a f (x0| + lim |f (x0 ) − f (x0 + h)|. e c o a Solu¸˜o (ex. Como em I. com an = 0: p(x) = an · xn + an−1 xn−1 + · · · + a0 S. 12 — Dˆ um exemplo de uma fun¸a˜ f : [0. com coeficientes reais. basta ver que em p(0) = −9. h→0 (II) lim |f (x0 − h) − f (x0 + h)| = 0| h→0 (i)Mostre que (I) ⇒ (II). por ser somas e multiplica¸˜es de fun¸˜es cont´ co co ınuas. Conclu´ ımos ent˜o que lim |f (x0 − h)− f (x0 + h)| = 0.P. tem pelo menos lim p(x) = lim an · x + an−1 + x→−∞ a0 an − 2 + .p(x) ´ uma fun¸˜o cont´ ca c˜ e ca ınua. Mostre que p(x) = x4 + 7x3 − 9. e a Solu¸˜o (ex. 1] → R.G. a   1 se x = x 0 (ii)Tome f : R → R. que existe x0 . p(−1) = o das ra´ ızes. y0 tais que X ≥ x0 e Y ≤ y) implica que f (X) > R e f (Y ) < L. mas n˜o vale (I). 13) — Demonstra¸ao. existe o limite ent˜o: 0 ≤ lim |f (x0 − h) − f (x0 + h)| ≤ lim |f (x) − h) − f (x0 )| + lim |f (x0 ) − Ex. (ii)Dˆ um exemplo onde vale (II). tomando um polinˆmio de o grau ´ ımpar. p(2) = 63. 13 — Mostre que todo polinˆmio de grau ´ o ımpar. .80 (I) lim |f (x0 + h) − f (x0 )| = 0. tomemos x→∞ pelo menos uma raiz real. 11) — Demonstra¸ao. Fixando um L < 0 e > 0. Prove que existe c ∈ [0. 2π] → R cont´ ınua com f (0) = f (2π).

2π] → R.Seja g(x) = f (x) − f (x + π). 14) — Demonstra¸ao.G. ca c˜ como f ´ cont´ e ınua. pelo teorema do valor intervedi´rio.P.1) Isso pode ser provado assim. x2 . . ca . a f (x1 )+···+f (xn ) n existe x0 ∈ (x1 .2 2a Prova Resolvida Ex. logo f (c) = e Ex. xn ) tal que f (x0 ) = ie. ent˜o g ´. f (x1 ) = n vezes f (x1 ) + f (x1 ) + · · · + f (x1 ) n ≤ f (x1 )+···+f (xn ) n ≤ f (xn ) + f (xn ) + · · · + f (xn ) n = f (xn ) Em 8. . ou temos g(0) e g(π) com sinais trocados. . temos g(0) + g(π) = 0. Mostre que existe x0 ∈ [a. 1) — ca pela defini¸˜o de Ω que intX ∈ Ω. f (x1 ) < f (x0 ) < 8. 15 — Sejam f : [a. suponha f (x1 ) ≤ f (x2 ) ≤ · · · ≤ f (xn ). usando o teorema f (c + π). al´m disso: a e e g(0) = f (0) − f (π) g(π) = f (π) − f (2π) somando. b]. caso contr´rio tea a mos f (x1 ) < f (xn ). ca c˜ logo temos: f (x1 ) ≤ f (x1 ) + f (x2 ) + · · · + f (xn ) ≤ f (xn ) n n vezes (8. C aberto}. 1 — Seja X ⊂ R e Ω = {C ⊂ X. (a)Mostre que intX ∈ Ω (b)Seja A = C∈Ω C. temos e Solu¸˜o (ex. ent˜o basta tomar x0 = x1 . e portanto ou g(0) = g(π) = 0. 15) — Demonstra¸ao. g : [0. onde temos que f (0) = f (π).S. Mostre que A = intX.1. (a)Temos que intX ⊂ X.81 Solu¸˜o (ex. . π) tal que g(c) = 0. se tivermos a igualdade. f (x1 )+f (x2 )+···+f (xn ) n < f (xn ). b] → R cont´ ınua e x1 . como intX ´ aberto. temos que existe c ∈ (0. b] tal que f (x0 ) = 1 [f (x1 ) + f (x2 ) + · · · + f (xn )] n Solu¸˜o (ex. xn pontos arbitr´rios de a [a. do valor m´dio.

1] ´ ponto fixo de f . Considere g : [0. x∈Q lim f (x) (ii)Encontre a ∈ R tal que existe lim f (x). 210101010 . 3 — Seja f : R → R dada por:   x2 − 1 se x ∈ Q f (x) =  −x2 − x se x ∈ Q Solu¸˜o (ex. 1). 4 — Seja f : [0. c ∈ (0. . 3) — . 2 — Os n´meros u Solu¸˜o (ex. . ent˜o existe um intervalo aberto I tal que a ∈ I a e a e portanto. Ω e = 7 8 pertencem ao conjunto de Cantor? = 21 22 = 0. x→a (iii)A fun¸˜o f ´ cont´ ca e ınua nos pontos a encontrados no item (ii)? Ex.82 (b) (i)Tome a ∈ A ⇒ a ∈ A ⊂ intX. 7 8 ∈ K pois n˜o pode ser representado sem utilizar o n´mero 1 na base 3. como C ´ aberto. 1] → R cont´ ınua tal que f (0) < 0 e f (1) > 1. Ex. c∈Ω C ⇒ a ∈ C. . 1] → R dada por g(x) = f (x) − x. ca 1 4 1 4 C. a u (i)Calcule x→a. . x∈Q lim f (x) = lim −x2 − x = x→a (ii)a2 −1 = −a2 −a ⇔ 2a2 +a−1 = 0 ⇒ a = x→a √ −1± 1+8 4 lim f (x) existe em a = 1 ou a = x→a 1 2. ca (i) x→a. e portanto e um ponto fixo para f . (a)Mostre que c ∈ [0. f (c) = c. se e somente se c ´ e e (b)Mostre que g(0) < 0 e g(1) > 0. 020202 . para algum C ∈ Ω ⇒ a ∈ C ⊂ X. . ⇒a= 1 2 ou a = 1 (iii)Sim . Logo. x∈Q −a2 − a lim f (x) = lim x2 − 1 = a2 − 1 x→a x→a. como I ´ aberto e contido em X. para g. x∈Q ∈ K pois pode ser representado sem utilizar o n´mero 1 na base 3 e u lim f (x) e x→a. zero de g. 2) — . 2 Ex. temos que a ∈ intX. pois lim f (x) = f (a) nos pontos a = 1 ou a = 1 . Conclu´ e ımos que (ii)Tome a ∈ intX. ent˜o enuncie um teorema sobre g a que garanta a existˆncia de um zero. e 1 4 7 8 2·3+1 2·3+2 (base 3) = 0. ent˜o a ∈ Logo intX ⊂ A e portanto intX = A.

3. . a + ε) = ∅.S.8.2. a > c > b a 8. I ∩X =∅ Corol´rio 8.3. .3. onde A.3 Resumo dos Axiomas. a e e Defini¸˜o 8. existe c ∈ X. Defini¸˜o 8. a ´ aderente a X ⊂ R se a for limite de alguma sequˆncia ca e e de pontos de X. Se I = A ∪ B. Seja I um intervalo aberto.S. para todo I tal que a ∈ I tem-se a e . 4) — . ent˜o um ´ ∅ e o outro ´ igual a I. A reuni˜o A = a Λ∈L AΛ ´ um conjunto aberto. Se A1 .1. ent˜o g(c) = f (c) − c = 0 ⇒ f (c) − c = 0 ⇒ f (c) = c a ent˜o g(1) = f (1) − 1 > 1 − 1 > 0 a um intervalo I ⊂ R.83 Solu¸˜o (ex. e Teorema 8. Teorema do Valor Intermedi´rio . . X ⊂ R.S.6. b ∈ X temos g(a) > g(b) tal que g(c) = d. de modo unico como ´ reuni´o enumer´vel de intervalos abertos dois a dois disjuntos. definida em a (b)Temos f (0) < 0 ent˜o g(0) = f (0)−0 = f (0) < 0 temos que f (1) > 1 a ent˜o. . Teorema 8. ent˜o A1 ∩ A2 ´ a a e (b) Seja (AΛ )Λ∈L uma fam´lia arbitr´ria de conjuntos abertos todos contidos ı a nos reais.S. para todo x ∈ X existe ε > 0 tal ca e (a) Se A1 ⊂ R e A2 ⊂ R s˜o abertos. A2 .5. tal que g(a) > d > g(b).3.4.3. X ´ aberto S. ent˜o g(c) = f (c) − c = 0 (⇐) Suponha a g(c) = 0. B s˜o a abertos. a a a Corol´rio 8. a ´ aderente a X S.S. ca (a)(⇒) Temos f (x) = c.3. a + ε) ⊂ X. An s˜o subconjuntos abertos de R ent˜o A ∩ a a a A2 ∩ · · · ∩ An ´ aberto. Para todo aberto A ⊂ R se exprime. aberto.3. para todo d. se para a.3. Um ponto a ∈ R ´ aderente a um conjunto X ⊂ R S. para todo ε > 0 tem-se X ∩ (a − ε. Teoremas e Defini¸˜es co que (a − ε. g cont´ ınua .7. e Corol´rio 8.Seja g : I → R.3. e Teorema 8.S.

S. Seja F ⊂ R n˜o vazio tal que F = F ′ ent˜o F ´ n˜o enua a e a mer´vel.S.23. seu complementar ´ aberto. Ent˜o a = inf X ´ aderente a x e b = supY ´ aderente a Y . a (a) R e o conjunto vazio s˜o fechados. X ´ fechado S.S. a ´ ponto de acumula¸ao de X S. X ′ ´ o conjunto dos pontos de acumula¸ao de X. Dado X ⊂ R e a ∈ R.S.S. ca e Defini¸˜o 8.11.3. X ′ ⊂ X.22.15.3.3. a (b) Se F1 . . e Teorema 8.10. onde xn ´ uma sequˆncia de pontos de X dois a dois distintos.18. Corol´rio 8. . ent˜o F = ı a Λ∈L FΛ ´ um conjuntos fechado.12. a e Corol´rio 8. Para todo X ⊂ R.9.3. . O feixo de X.3.S. ca e c˜ Teorema 8.3.21.S. Seja X ⊂ R limitado inferiormente e Y ⊂ R limitado supea riormente.S.3. e e Corol´rio 8.19.17. X ⊂ R.3.20. F ⊂ R ´ fechado S.84 Corol´rio 8. . Fn s˜o fechados ent˜o F1 . X. e Teorema 8. X = X tal que E ⊂ X e E ´ denso em X. Defini¸˜o 8.3.16. . a a e Teorema 8. ´ o conjunto dos pontos aderentes a X. Corol´rio 8. Se X ′ = ∅ ent˜o X ´ infinito.3. a .3. Fn ´ fechado. a a e a Teorema 8. X ´ fechado S.3. e e (c) Todo intervalo aberto contendo a possui uma infinidade de elementos de X.3. . tem-se (I ∩ X) − {a} = ∅.14. tem-se X = X ∪ X ′ . s˜o equivalentes: a (a) a ∈ X ′ (b) a = lim xn .13. Todo conjunto X ⊂ R cont´m um conjunto enumer´vel E e a Defini¸˜o 8. . a e e Defini¸˜o 8.3. X = X ca e Teorema 8. Se X = X ′ ent˜o X ´ enumer´vel.3. . para todo intervalo I ca e c˜ centrado em a. a a e (c) Se (FΛ )Λ∈L pe uma fam´lia qualquer de conjuntos fechados.

3. chado e limitado.33.3.S.3. Seja a ponto de acumula¸ao de X. b] ⊂ Teorema 8. F fe- acumula¸ao. Defini¸˜o 8. (no caso. bi ) ent˜o b − a < a n=1 ∞ n=1 ∞ n=1 n=1 (bn − an ) < b − a.3. Uma cobertura de X ⊂ R ´ uma fam´lia C = (CΛ )Λ∈L de ca e ı conjuntos CΛ ⊂ zreals tais que X ⊂ Λ∈L CΛ .31. Toda cobertura. Ent˜o K = a a n Kn ´ n˜o vazio (e compacto).27. uma sequˆncia descendente e ∞ de compactos n˜o vazios. Se [a. compacto) e (b) Toda cobertura de K possui sub-cobertura finita (c) Todo subconjunto infinito de K possui ponto de acumula¸ao pertencente c˜ aK (d) Toda sequˆnia de pontos de K possui subsequˆncia convergente para um e e ponto de K. Se ´ n˜o enumer´vel.34.3. . c˜ Teorema 8.30.3. bi ) ent˜o b − a < a (ai . existe γ > 0 tal que 0 < |x − a| < γ ⇒ |f (x) − f (a)| < ε .25.29. . Seja K1 ⊃ K2 ⊃ · · · ⊃ Kn ⊃ .3.28.S.32. e a n n=1 Teorema 8. ca c˜ x→a para todo ε > 0. K ⊂ R s˜o equivalentes: a (a) K ´ limitado e fechado. lim f (x) = L S. Todo conjunto infinito X ⊂ R possui algum ponto de acua mula¸ao. b] − a Defini¸˜o 8. F ⊂ Λ∈L AΛ por meio de abertos.3. b] ⊂ Teorema 8. Corol´rio 8.85 Corol´rio 8. admite uma sub-cobertura finita. e a a ∞ i=1 ∞ i=1 (ai . Todo conjunto enumer´vel n˜o vazio possui algum ponto a a a isolado. ent˜o o conjunto X = [a.24. c˜ Corol´rio 8.26.3. Teorema 8. Se [a.3.3. Todo conjunto infinito limitado X ⊂ R possui ponto de a Teorema 8.

3. Seja X ⊂ R.86 Teorema 8. a Corol´rio 8. lim f (x) = L S. n→∞ x→a lim f (xn ) = L. al´m disso. f. h : X → R.3.41. a Teorema 8.35.42. x = a. Se lim f (x) = M e lim g(x) = L ent˜o: a (a) lim [f ± g] = M ± L x→a (b) lim [f · g] = M · L x→a (c) Se L = 0. ent˜o lim [f · g] = 0.39.S.44. γ > 0 tal que e c e 0 < |x − a| < γ. ent˜o lim g(x) = L.38. e x→a x→a lim f (x) = L ⇔ Teorema 8. ent˜o c1 = c2 .40. f : X → R. ent˜o L ≤ M . a x→a Teorema 8. Se Y = I∩X. a ∈ X ′ .3. Se para todo x ∈ X. lim [ f ] = g x→a x→a M L (d) Se lim f = 0 e existe A tal que |g(x)| ≤ A. Seja desde que c = g(b). Dado Y ⊂ X tal que Teorema 8. ent˜o lim g(x) = L. 0 < |x − a| < γ. a x→a x→a I intervalo aberto contento a. Seja X. Se existe lim f (x) ent˜o a x→a f ´ limitada numa vizinhan¸a de a. existem A > 0. para todo ε > 0. . Se lim f (x) = L. para todo sequˆncia de pontos xn ∈ X − {a} tal que lim xn = a. L. a x→a x→a Teorema 8. x ∈ X ⇒ |f (x)| < A.3. Seja X ⊂ R.3.43. a ∈ X ′ .3. Y ⊂ R.3. g : Y → R com f (X) ⊂ Y . a x→a x→a a ∈ Y ′ ponhamos g = f |Y . x = a e lim f (x) = L. f : X → R. Sejam X ⊂ R.37. Seja X ⊂ R. a x→a x→a lim g(x) = M .3. for f (x) ≤ g(x) ≤ h(x) e . Se lim f (x) = c1 e lim f (x) = c2 . y ∈ X.S.3. x→a y→b x→a Teorema 8. ent˜o L ≤ M . a ∈ X ′ . ent˜o lim g(x) = L ⇒ lim f (x) = L. tivermos lim f (x) = lim h(x) = e x→a x→a x→a Teorema 8. f : X → R a ∈ X ′ .36. a Teorema 8. f : X → R. existe γ tal que x→a x. se lim f (x) = L e x→a x→a lim g(x) = M . Se f (x) ≤ g(x) para todo x ∈ X. tem-se lim g(f (x)) = c. isto ´.3. 0 < |y − a| < γ ⇒ |f (x) − f (y)| < ε a ∈ X ′ e b ∈ Y ′ ∪ Y Se lim f (x) = b e lim g(y) = c. a ∈ X ′ . g. Sejam X ⊂ R. g : X → R. f.

x > A ⇒ |f (x) − L| < ε. ent˜o a Teorema 8. g cont´nuas no ponto a e f (a) < g(a).3.3. Se g(a) = 0. f ´ cont´nua 3m a. X ⊂ Λ∈L AΛ . f. f ´ cont´nua em a ∈ X S. f ´ cont´nua no ponto a S. A composta de duas fun¸oes cont´nuas ´ cont´nua.49. γ > 0 tem-se c ∈ (vγ ). Teorema 8. g = f |Y . 0 < |x − a| < γ ⇒ l − ε < f (x) < L + ε. para todo ε > 0 existe A > 0 tal que x ∈ X.3. ent˜o a x→a+ lim f (x) = L ⇔ lim g(x) = L x→a ′ ′ Teorema 8. ent˜o f ´ limitada em uma vizinhan¸a e ı a e c de a.58.3. com lim xn = a.3.3. onde l = lim inf f e L = lim supf .54. ent˜o f ± g. |x − a| < γ ⇒ f (x) < g(x). ent˜o f ´ cont´nua. f limitada numa vizinhan¸a de a. e ı Teorema 8. f |(AΛ ∩X) s˜o cont´nuas. para todo Teorema 8.87 ′ Teorema 8. c˜ ı e ı Teorema 8. Y = X ∩ (a.55. lim = L S.S. a ı a e ı .3. Teorema 8.46.3.3.45.51. ca x→∞ e e Teorema 8.3. Toda restri¸ao de uma fun¸ao cont´nua ´ cont´nua. c ´ valor de ader`ncia de f no ponto a S.S.3. existe γ > 0 ca e ı tal que x ∈ X |x − a| < γ ⇒ |f (x) − f (a)| < ε.S.3.53. Defini¸˜o 8. g s˜o cont´nuas em a. Se f ´ mon´tona e limitada.3.S. uma cobertura por meio de abertos. Defini¸˜o 8.48. a ∈ X+ .3.S. lim f (x) = L ⇔ existem os limites lateraism Teorema 8. +∞). lim f (xn ) = f (a) para toda e ı sequˆncia xn ∈ X. c˜ c˜ ı e ı Teorema 8. a ∈ X+ ∩ X− .S. Se f ´ limitada na vizinhan¸a de a ent˜o lim supf (x) = e c a x→a lim(Lγ ) e lim inf (f (X)) = lim(lγ ).59.56. ent˜o existe γ > 0 ı a tal que x ∈ X. Teorema 8. f · g s˜o cont´nuas a ı a a ı f g ´ cont´nua no ponto a. Teorema 8.3. Para todo ε > 0.S.57. ent˜o existem os limites laterais e o a ′ ′ nos pontos a ∈ X+ e b ∈ X− . Se f.47.S.52. existe c γ > 0 tal que x ∈ X.50. e nesse ponto. Se f : xR → tal que para todo Λ ∈ L. para todo ε > 0.

ent˜o e ı a Y = f (X) ´ compacto e a fun¸ao inversa f −1 ´ cont´nua.3. Se f (X) ´ denso em algum o e intervalo. Se (xn ) ´ uma sequˆncia de Cauchy em X. ı Teorema 8. e c˜ e ı Defini¸˜o 8. Ent˜o f ´ cont´nua. ent˜o ı a todas de 1a esp´cie. Dizemos que uma fun¸ao f tem uma descontinuidade de 1a ca c˜ esp´cie no ponto a quando f ´ descont´nua no ponto a mas existem os limites e e ı laterais nesse ponto. para todo ca e ı ε > 0 existe γ tal que: x. Teorema 8. Dizemos que uma fun¸ao f tem uma descontinuidade de 2a ca c˜ esp´cie no ponto a quando f ´ descont´nua nesse ponto e n˜o existe um dos e e ı a limites laterais nesse ponto. b] → R cont´nua.88 Defini¸˜o 8.61.3. b) tal que f (c) = d. Se f : x → R ´ cont´nua e injetiva. Uma fun¸ao mon´tona n˜o admite descontinuidade de 2a c˜ o a esp´cie.65.68. X ⊂ R. |x − y| < γ ⇒ |f (x) − f (y)| < ε ı e Teorema 8. Seja f : X → R uma fun¸ao cujas desconinuidades s˜o c˜ a enumer´vel.3. Seja f : X → R cont´nua.3.3. e Teorema 8.70. f : X → R ´ uniformemente cont´nua S.3. y ∈ X. Seja f : I → R cont´nua e injetiva.63. ent˜o (f (xn )) ´ uma sequˆncia de Cauchy. Defini¸˜o 8.3. a e ı e e ı Teorema 8. sua imagem ´ um intervalo e sua inversa ´ cont´nua.3. ent˜o f (x) ´ ı e a e compacto.3.3. e a e e . Se f (a) < d < f (b). Toda fun¸ao definida em um compacto ´ limitada e atinge a c˜ e seus extremos. Teorema 8. a Teorema 8.3. compacto. definida no intervalo I. Ent˜o o conjunto dos pontos de desconinuidade de f ´ e a e existe c ∈ (a.3.67. Se X ´ compacto.66.62. a e ı Teorema 8. Seja f : [a. Seja f : x → R mon´tona.71.69. ent˜o f ´ cont´nua. Seja f : X → R uniformemente cont´nua.60.S.64.S. Corol´rio 8.

3.S.89 Defini¸˜o 8.3.3. f : X → R ´ lipschitziana S.72. y ∈ X ⇒ |f (x) − f (y)| ≤ c|x − y| Teorema 8. existe c > 0 tal que ca e x. ı Teorema 8.74. Toda fun¸ao uniformemente cont´nua f : X → R admite c˜ ı uniformemente cont´nua.S. Toda fun¸ao f : X → R ´ uniformemente c˜ e cont´nua.73. ı e ´ a ı e uma exten¸ao Ψ : X → R. X compacto. onde Ψ ´ a unica extens˜o cont´nua de f a X e ´ c˜ .

90 Parte III Conte´do da 3a Prova u .

.91 9 Derivadas Nada resolvido para esse cap´ ıtulo.

92 10 Integral de Riemann Nada resolvido para esse cap´ ıtulo. .

ent˜o f ´ integr´vel? e a a e a (b)Se |f | ´ integr´vel. 5 — Justifique suas respostas: (a)Se f 2 ´ integr´vel. ∞). Prove que M1 ≤ 4M0 M2 . b] → [c. b] → R cont´ ınua. (f ≥ 0 para todo x ∈ [a. ca c˜ Dˆ um exemplo e n˜o existe. . intervalo fechado. Suponha que dado I ⊂ [a. ent˜o f ′′ (a) = lim a em que o limite acima exista mas Solu¸˜o (ex. b]. 1) — Demonstra¸ao. Se f ′′ ´ limitada e existe a e x→+∞ lim f (x) ent˜o lim f ′ (x) = 0 a x→+∞ Ex. 4 — Seja f : [0. Prove que 1 1 0 f ≤ 0 |f | Vale para integrais inferiores? (Dˆ exemplo!) e Ex. cont´ ınua. limitada. 3 — Seja f : [0. d] → R. limitada com f ′′ limitada a (mostre ent˜o que f ′ ´ limitada).1 Exerc´ ıcios da Lista de An´lise Resolvidos a f ′′ (a) f (a+h)−2f (a)+f (a−h) . a Ex. M1 . Sejam M0 .93 11 Revis˜o da 1a Parte a 11. +∞] → R duas vezes deriv´vel. 1 — Se f ′′ (a) existe. Suponha que o conjunto dos pontos de descontinuidade de f tem medida nula. b]) Ex. Prove que f ≡ 0. 2 — Suponha f duas vezes deriv´vel em (0. M2 . b]. d]. espectivamente.em (0. tenhamos I f = 0. mostre que g ◦ f ´ integr´vel em [a. h2 h→0 Ex. |f ′′ (x)|. os supremos de |f (x)|. 6 — Seja f : [a. ent˜o f ´ integr´vel? e a a e a Ex. a e 2 |f ′ (x)|. e a . ∞). 1] → R limitada. 7 — Sejam f : [a. g : [c. Ex.

Solu¸˜o (ex. b]. ent˜o f ´ crescente (decrescente) em [a. b] → R. ent˜o existe c ∈ (a.2 3a Prova Resolvida Ex. tal que dado n ∈ N ca a temos: f (t) = 1 + t + onde lim rn (t) tn tn t2 + ··· + + rn (t) 2! n! t→0 = 0. ca (a)Mostre que: (i)g ´ infinitamente deriv´vel e a (ii)O polinˆmio de Taylor de g. pois f ′ (x) > 0 para todo x ∈ [a.94 11. y ∈ [a. b]. de ordem 2005. b] e f n˜o seja crescente. b] tal que e f ′ (c) = f (x) − f (y) ≤0 x−y valo [a. β ∈ R. em torno de 0 ´: o e p(x) = 1 + x2 + x2 004 x4 + ··· + 2! 1002! . encontre os intervalos onde f ´ crescente ou decrese 3 cente. deriv´vel e cont´ a ınua no interf (b) − f (a) = f ′ (c) b−a (b)Suponha que f ′ (x) > 0 para todo x ∈ [a. Considere a fun¸˜o g : R → R dada por g(x) = f (x2 ). (a)Enuncie o teorema do valor m´dio para f . b]. e Ex. b] → R. a ent˜o existe x. (c. 1 — Seja f : [a. b]. 1) — ca (a)Seja f : [a. a e (c. 2 — Seja f : R → R uma fun¸˜o infinitamente deriv´vel. b) tal que a o que ´ um absurdo.1)Mostre que se α > 3 ent˜o f ´ crescente. α. b) temos f ′ (x) > e a 0 (< 0). a e (c)Seja f : R → R dada por f (x) = x3 − 3x2 + αx + β.2)Se α = 5 . y) ⊂ [a. x > y tal que a f (x) − f (y) ≤0 x−y e pelo teorema do valor m´dio existe c ∈ (x. e (b)Suponha que f : R → R ´ deriv´vel e que em (a.

a ` x−a o limite Teorema 11. Analogamente define-se deriv´vel a esquerda.3 Resumo dos Axiomas. a ∈ X ∩ X ′ . valendo (g ◦ f )′ (a) = g(′ (b).3. Corol´rio 11. P ).S. S(f . ca (b)Mostre que 1 1 | e | 0 1 f| ≥ 0 1 |f | 0 f| ≤ 0 |f | 11.3. f (X) ⊂ Y .S. P ) e S(|f |.4. f · g. 3 — Seja f : [0. g : X → R deriv´veis em a ∈ X ∩ X ′ .2. Se existe f ′ (a).3.3.1. a e ı Teorema 11. f : X → R ´ deriv´vel em a ∈ X ∩ X ′ S. a a f g (g(a) = 0) s˜o deriaveis em a e: a (i) (f ± g)′ = f ′ ± g′ (ii) (f · g)′ = f ′ · g + g′ · f (iii) ( f )′ = g f ′ ·g−g ′ ·f g2 Teorema 11. f ′ (a) = 0 e g′ (b) = e a 1 f ′ (a) . Tome f : X → R e g : Y → R. Seja f : X → Y ⊂ R com inversa g = f −1 : Y → X ⊂ R. ent˜o f ± g. 1] → R definida por: f (x) = { 1sex∈ Q −2 se x ∈ Q (a)Dada P parti¸˜o de [0.S. ent˜o f ´ cont´nua em a.S. existe e a ` x−a x→a f (x)−f (a) . Se existe f ′ (a) e g′ (b) ent˜o g ◦ f : X → R ´ deriv´vel no a e a Se f ´ deriv´vel no ponto a ∈ X ∩ X ′ e g ´ cont´nua no ponto b = f (a) ent˜o e a e ı a g ´ deriv´vel no ponto b S. b = f (a) ∈ Y ∩ Y ′ . P ).S.3. existe ca e a o limite f (a) = lim x→a+ ′ f+ (a) = lim f (x)−f (a) e f ´ deriv´vel a direita S.3.5. ponto a.S. s(|f |.95 (b)Quanto valem as derivadas g(0) (1500) e g(0) (2003) ? Ex. Teoremas e Defini¸˜es co Defini¸˜o 11. X ⊂ R.f (a)′ . 1] calcule s(f . P ). a . f.

b) tal que f (b) = f (a) + f ′ (a)(b − a − 1)n−1 + f n (c) n! (b − a)n .3. f ′ (x) = g′ (x) para todo x ∈ (a. b−a Corol´rio 11. b] com e a (f +1 )′ (y) = 1 f ′ (x) n˜o decrescente. b] → R de classe C n−1 n vezes deriv´vel no a a) + · · · + f (n−1) (a) (n−1)! (b intervalo aberto (a. g : [a. a a − γ < x < a < y < a + γ implica f (x) < f (a) < f (y).3. Seja f : (a.17. Se f : (a. para todo y. b) tal que f ′ (c) = a f (b)−f (a) . b]). temos |f (x) − f (y)| ≤ k|x − y|. Teorema 11.S. b]. ent˜o f ′ (a0) = 0. Seja f : [a.6.16. em a f ′ (c) = L. Seja f : I → R n vezes deriv´vel no ponto a ∈ I.3.3.11. b] e f possui inversa f −1 em J = f ([a.14.9 (Valor M´dio). +···+ Teorema 11. deriv´veis em (a. b). b).3. ent˜o existe c ∈ R tal que g(x) = f (x) + c a Corol´rio 11. b] → R s˜o cont´nuas.3. b → R ´ deriv´vel e existe k ∈ R tal que |f ′ (x)| ≤ a e a k ent˜o. na qual ´ deriv´vel em [a. Seja f : [a. ent˜o f ´ crescente em a a e para todo y = f (x) ∈ J. Seja f cont´nua em [a. f for a a [a. b] → R ´ uniformemente deriv´vel S. f ´ de e a e classe C 1 .12. b).15.7. Ent˜o a a f ′′ (a)h2 2! f n (a)hn n! para todo h tal que h + a ∈ I tem-se f (a + h) = f (a) + f ′ (a)h + + r(h).3. b).8. b) → R deriv´vel.S.96 ′ Teorema 11. b). b]. a Corol´rio 11. exceto possivelmente. a < x < a + γ ⇒ f (a) < f (x).3. Se f ′ (x) > 0 p0ara todo x ⊂ [a.3. y ∈ X e a a Corol´rio 11. Se existe a ı a x→a+ a Corol´rio 11. Se f : [a.10. um ponto c ∈ (a. em a.3. Teorema 11. ent˜o existe c ∈ (a. b] e deriv´vel em (a. b] → R deriv´vel. b] → R cont´nua e deriv´vel em e ı a 9a. Se existir lim f ′ (x) = L ent˜o existe e ı a x→c Corol´rio 11. b). Se existe f ′ (a) > 0 ent˜o existem γ > 0 tal que x. b) e a a ı a para todo x ∈ [a. Se f. ent˜o existe f+ (a) = L. ent˜o existe c ∈ (a.S. a ′ lim f ′ (x) = L.3. Tem-se f ′ (x) ≥ 0 S. onde f ´ cont´nua.3. Se a ´ ponto de m´nimo ou m´ximo local e f ´ deriv´vel a e ı a e a Teorema 11.S. Se f : X → R ´ deriv´vel a direita em a e se f+ (a) > 0 e a ` ent˜o existe γ > 0 tal que x ∈ X. f : [a. a Corol´rio 11.13. . x ∈ (a.

3.21. n (4) Para todo ε > 0 existe P de [a.c] 3 f |[c. f |[a.97 Teorema 11. b] → R limitadas.22. g : [a. . ent˜o: a a b (1) Para a < c < b. b] → R integr´veis. Seja f. P ) < ε. Q) = s(f . Teorema 11.3. Seja f : I → R deriv´vel duas vezes em I.3.b] s˜o integr´veis e se tem a a c b f (x) dx = a f (x) dx + a c f (x) dx valendo a rec´proca. Seja f.19. Seja a < c < b e f : [a. ı b b (2) Para todo c ∈ R cf (x) ´ integr´vel e e a b cf (x) dx = c f (x) dx. P ) < ε.3. P ) = s(f .3. Seja f : [a. a b a b (3) f + g ´ integr´vel e e a a f (x) + g(x) dx = a f (x) dx + a g(x) dx. f ′′ (x) ≥ 0 para todo x ∈ I. ent˜o: a b b a b a b a b (a) a b a f (x) dx+ g(x) dx ≤ [f (x)+g(x)] dx ≤ [f (x)+g(x)] dx ≤ g(x) dx b b b b f (x) dx+ a (b) c > 0. b] tal que S(f . a cf (x) dx = c a f (x) dx. g : [a. a soma inferior n˜o diminui e a soma superior n˜o aumenta. b] → R limitada. b] tal que i=1 wi (ti − ti−1 ) < ε. Teorema 11. (3) Para todo ε > 0 existe P de [a. a cf (x) dx = c a f (x) dx analoga- mente para a integral inferior.23.S. b] → R limitada. As seguintes afirma¸oes s˜o c˜ a (1) f ´ integr´vel e a (2) para todo ε > 0 existe P. Q de [a.S. c < 0. ent˜o a c b f (x) dx = a f (x) dx + a c f (x) dx e analogamente para as superiores. equivalentes: Teorema 11. a a b Teorema 11. b] → R limitada. b] tal que S(f . Seja f : [a. f ´ convexa a e S.18. Teorema 11.3.20. Quando se refina uma parti¸ao c˜ P .

f |[a.3. decrescente. Teorema 11. |P |→0 . Se f : [a. b] → R ´ limitado e possue um n´mero finio de a e u e a e ı Teorema 11.26. b] → R. b] → R ´ integr´vel e f ´ cont´nua em c ∈ [a. b] → R definida como F (x) =x f (x) dx ´ deriv´vel em c e tem-se a e a a Teorema 11.S. b). a (5) |f | ´ integr´vel e se tem | f (x) dx| ≤ e a a |f (x)| dx . b]. b] → R cont´nua. d]) ⊂ [a. b].29. e a a e a descontinuidades.3. b] → R possuem derivadas integr´veis ent˜o a a a f (t)g′ (t) dt = f (x). Se f : [a. Se f. ρ : [a.3. ent˜o F : [a. neste caso I = a b a f (x) dx. b] → R limitada. a 1 Teorema 11. Seja f : [a. a + h] → R possui derivada de ordem n + 1 in(a) tegr´vel. 0 (1−t)n n! · f n+1 (a + th) dt · (f . ent˜o f ´ integr´vel.3.24. (6) f · g ´ integr´vel. a (C) Se ρ ´ positiva. Se f : [a. com g′ ı a g(d) d integr´vel e g([c.g(x)]b − a a f ′ (t) · g(t) dt. (B) Se ρ ´ integr´vel e n˜o muda de sinal. P ∗ ) Teorema 11. b) tal que b c a f (x) dx = f (c) · (b − a).S. com f cont´nua. g : c. com derivada integr´vel. ent˜o: ı a b (A) Existe c ∈ (a.25. ent˜o existe c ∈ [a.30. ent˜o a b a f (x) dx ≤ b a g(x) dx.3.32. f for integr´vel. e a Teorema 11. Se para cada c ∈ [a. ent˜o a a b b f (x) dx = g(c) c f (g(t)) · g′ (t) dt. b] tal que e a a a a f (x)ρ(x) dx = ρ(a) · b f (x) dx.c] ´ integr´vel. Teorema 11.3. Se f : [a. g : [a. ent˜o f ´ integr´vel. a e a Corol´rio 11. b] F ′ (c) = f (c). ent˜o existe c ∈ [a. c˜ ı e a Teorema 11. b] → R limitada. b] e a a c tal que a f (x) · ρ(x) dx = ρ(a) · f (x) dx.3. ent˜o f (a+h) = f (a)+f ′ (a)·h+· · ·+ f n! ·hn + a a n hn+1 .27. d] → R deriv´vel.98 b b (4) Se f ≤ g para todo x ∈ [a.28. Existe o limite I = lim S.3. Seja f : [a.31. Toda fun¸ao cont´nua ´ integr´vel. Dadas f.3.

S. x) ≥ γ} tem conte´do nulo. para todo ε > 0 existe γ > 0 tal que x ∈ [a. Teorema 11. |x − x0 | < γ implica W (f .S. f : [a. f ´ cont´nua em um ponto e ı Teorema 11. f : [a.36. x) < W (f . x0 ) = 0.S.S. b].3.3.35. b] → R limitada. b] → R.S. para todo γ.3. @(f . o conjunto e a Teorema 11. b] S. x0 ) + ε. limitada e dado x0 ∈ [a. b].3. b] → R ´ integr´vel S.33. Seja f : [a. b]. f : [a.34. W (f .99 x0 ∈ [a. Teorema 11. o conjunto D dos seus e a .S. b] → R ´ integr´vel S. u pontos de descontinuidade tenha medida nula. Eγ = {x ∈ [a.

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