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REVOLUÇÃO NAS TELECOMUNICAÇÕES E SEU IMPACTE NAS

RELAÇÕES INTERTERRITDRIAIS

PROGRESSO DAS TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO

Com o desenvolvimento das telecomunicações - meios de comunicação à distância -, a difusão de


informação ganhou uma dinâmica completamente nova: a distância-tempo praticamente desapareceu e a
distância-custo é cada vez menor. Surgiu um novo conceito de espaço - o ciberespaço - onde se desenvolve
uma interacção cada vez maior entre pessoas, empresas e organizações de todo o mundo.

Os constantes progressos das tecnologias da informação e comunicação (TIC) e a sua rápida difusão
provocaram um grande crescimento da sua utilização, sobretudo nas regiões de países mais desenvolvidos,
como é o caso da União Europeia, constituindo actualmente um importante sector da economia (Doc. 1).

Em Portugal, têm sido desenvolvidas acções que pretendem diminuir as


desigualdades de acesso às tecnologias da informação e comunicação:

 a criação de espaços de utilização gratuita da Internet;


 o esforço de ligação de todas as escolas públicas à Internet Fig 1;
 a inclusão da aprendizagem de utilização das TIC nos novos
currículos.
Pretende-se, também, com estas medidas, proporcionar a todos os cidadãos em idade escolar o
desenvolvimento das competências necessárias à utilização das TIC.

Também com o objectivo de reduzir as desigualdades, foi criado em 1986, a nível comunitário, o Programa
STAR, já concluído, que englobou um conjunto de acções especiais no domínio das telecomunicações, para
promover a introdução e o desenvolvimento de serviços e redes avançados nas regiões periféricas
menos favorecidas da União Europeia. Em Portugal, as regiões autónomas beneficiaram deste programa,
que contribuiu para a criação de infra-estruturas de apoio e para o incentivo às empresas privadas na
aquisição de meios e na prestação de serviços na área das telecomunicações.

A rede de telecomunicações que liga o Continente às regiões autónomas é constituída, essencialmente, por
cabos submarinos de fibra óptica. O Anel Óptico dos Açores une as diferentes ilhas do arquipélago. Mais
recentemente, a Madeira e o Porto Santo foram também ligados entre si por um cabo submarino de fibra
óptica.

Portugal encontra-se ligado ao mundo através dos serviços internacionais de comunicação por satélite,
incluindo o satélite português POSAT 1.

Actualmente, o Governo Português definiu, relativamente à Sociedade da Informação e do Conhecimento,


um conjunto de objectivos ambiciosos, articulados com o í2010 e a agenda da Estratégia de Lisboa. Estes
objectivos fazem parte do Programa Ligar Portugal, integrado no Plano Tecnológico e visam mobilizar a
Sociedade Civil portuguesa para os desafios estratégicos da Sociedade da Informação e do Conhecimento.

INSERÇÃO NAS REDES EUROPEIAS

O desenvolvimento tecnológico exige uma sociedade da informação inclusiva onde o conhecimento é um


valor ético, social, cultural e económico fundamental que deve promover a criação de riqueza e emprego, a
qualidade de vida e o desenvolvimento social. Neste sentido, a política comunitária, no domínio das
tecnologias de informação e comunicação, estabelece metas ambiciosas (doc.2)

Em Portugal, a Iniciativa Internet, adoptada em Agosto de 2000, foi o primeiro plano de acção para a
sociedade da informação. Surgiu como um instrumento complementar do Programa eEuropa 2002 e visava o
crescimento acelerado do uso da Internet nas escolas, nas empresas, nas famílias e na Administração Pública.
O Programa Operacional Sociedade do Conhecimento (POSC), surgiu no seguimento do programa
anterior Programa Operacional Sociedade da Informação (POSI) e constitui, em Portugal, o principal
instrumento financeiro de desenvolvimento da sociedade do conhecimento (doc. 3)

Actualmente, em matéria de política relativa à Sociedade de Informação e Conhecimento, o governo definiu


um conjunto de objectivos ambiciosos articulados com o i2010 e a agenda da Estratégia de Lisboa, os quais
constam do programa Ligar Portugal (doc. 4)

Outros planos e programas têm sido adaptados com o mesmo objectivo de dotar o nosso País e o espaço
comunitário dos meios e saberes necessários para responder aos desafios da nova sociedade da informação.
O Programa Galileo é um bom exemplo (doc.5).
AS TIC E O DINAMISMO DOS ESPAÇOS GEOGRÁFICOS

As telecomunicações têm, hoje, um papel fundamental na dinamização das actividades económicas e das
relações interterritoriais. Aumentam a produtividade de outras actividades e, simultaneamente, geram novos
sectores produtivos, desde a investigação à indústria de equipamentos e consumíveis e aos serviços que se
lhes associam, que são cada vez mais diversificados e abrangentes.
O crescimento do volume e da rapidez e intensidade dos fluxos
de informação torna possível a intensificação dos
contactos e do intercâmbio 'entre áreas geograficamente
distantes, tornando-se cada vez mais comuns práticas
como o e-comércio, o e-negócio e o teletrabalho que
permite a realização do trabalho a partir de casa (Quadro I).
São cada vez mais as empresas que utilizam Tecnologias de
Informação e Comunicação, registando-se diferenças
consoante a dimensão e os diferentes ramos de actividade
(Quadros II e III).

Assiste-se, também, ao crescimento do número de serviços


disponíveis através da Internet, o que, além de aumentar a
sua acessibilidade por parte dos cidadãos, dinamiza a
utilização dos próprios serviços, reduzindo custos e
aumentando a sua rendibilidade.

Em Portugal, os serviços públicos on-line dirigem-se a um


conjunto alargado de cidadãos e empresas e têm registado,
nos últimos anos, grandes avanços, que contribuíram para
melhorar a qualidade dos próprios serviços.
DESIGUALDADES NO ACESSO ÀS TIC

O desenvolvimento das TIC permite reduzir as distâncias e aproximar agentes económicos e pessoas de todo
o mundo. Todavia, porque contribuem para o desenvolvimento
económico e social, as diferenças no acesso e na capacidade de uso
dessas tecnologias aumentam as desigualdades entre as regiões do
mundo e de cada país e entre os cidadãos (fig. 1).

As possibilidades de acesso e a capacidade de utilização das TIC


também dependem das características dos indivíduos, como a idade, a
profissão, o nível de escolaridade, etc. Por exemplo, em Portugal,
segundo o INE, em 2006:

• Dos indivíduos com idade entre os 16 e os 24 anos, 90% utilizava


regularmente a Internet, diminuindo a sua utilização nos escalões etários
superiores - só 6 % das pessoas com mais de 65 anos acediam à Internet
(fig. 2);
• A percentagem de homens a usar a Internet (50%) era superior à das mulheres (42%);

• A utilização da Internet aumentava com o nível de escolaridade, sendo a população com formação superior
a que mais acedia à Internet (92% contra 90% do nível secundário e 30% do 3° Ciclo).

Há ainda a considerar a necessidade de formação e os custos inerentes aos equipamentos e à ligação das
redes de acesso que, para uma boa parte da população, constituem factores inibidores da adesão às
TIC. No entanto, em muitos casos, o factor desinteresse ou não saber utilizar são os mais importantes.

No desenvolvimento da Sociedade da Informação, a promoção da igualdade de acesso às TIC e de


competências para a sua utilização são factores cruciais, assumindo a educação um papel determinante no
processo de mudança. Neste sentido, a adaptação do
sistema educativo às exigências suscitadas pelas
TIC é fundamental. Medidas como a inclusão nos
currículos nacionais de competências e conteúdos
relativos às TIC, a criação de programas de apoio à
aquisição de computador e acesso à Internet, por
parte dos alunos, e dotação das escolas com
equipamentos informáticos são medidas que estão a
ser implementadas e que se revestem de enorme
importância para a info-inclusão e para a preparação
de cidadãos que possam participar na sociedade da
informação (Quadro I).
OS TRANSPORTES E AS COMUNICAÇÕES E A QUALIDADE DE VIDA DA POPULAÇÃO

O desenvolvimento dos transportes e das telecomunicações melhora a Qualidade de vida da população e


aumenta a operacionalidade e produtividade das actividades económicas, mas tem também conseequências
que podem constituir problemas.

Para diminuir os efeitos negativos do desenvolvimento dos transportes e das comunicações é necessário:

• Privilegiar a utilização dos transportes menos poluentes e dos que apostam nas energias renováveis;

• Melhorar a segurança na utilização da Internet, nomeadamente no que se refere à protecção dos


mais novos;

• Promover a igualdade de oportunidades no acesso às tecnologias da informação e comunicação.

Rodrigues Arinda et tal, Geografia A 11ºAno, Texto Editores (adaptado)


Rodrigues Arinda, Preparar o Exame Nacional – Geografia A, Texto Editores (adaptado)