UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

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Cadernos
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de Ensino
... 1

Pró-Reitoria de Ensino

FICHA CATALOGRÁFICA

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Ficha catalográfica elaborada pela Biblioteca Central Comunitária - UNIVALI

Cássia Ferri Regina Célia Linhares Hostins Coordenação

Projeto
Josiane da Silva Delvan Luciano Dalla Giacomassa Colaboração

Elisabeth Juchem Machado Leal Simone Ghisi Feuerschütte Elaboração

José Roberto Azevedo Júnior Capa Camila Morgana Lourenço Projeto Gráfico

Hildo Rocha Neto Nilton Córdova Fotografia

Fábio Zella de Souza José Roberto Azevedo Júnior Editoração Eletrônica Exemplares: 1500

Pedagogico

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ELABORAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS

ITAJAÍ (SC Outubro/2004 Ano 2 - nº 4

de Ensino
... 3

Pró-Reitoria de Ensino

. ..4.

.................................. 37 .......................... 21 3...............2 Os propósitos do fichamento .....3..................................................................................................................................4 Procedimentos .......................... 21 3.......................................................................... 5 .......................... 33 6........................................4 Avaliação ................................................................................................................................................................................. 31 6 RELATÓRIO ........................... 33 6..........................................2 Propósitos .....................................1Conceito ....5 Avaliação ..........................................3 Procedimentos ..... 31 5...................................................................... 13 2 FICHAMENTO ........................................................... 25 4.............................................................................1 Conceito ....................................................................................................................4....... 23 3............................4 A apresentação da resenha ............ 25 4.................................................................3 Elementos pós-textuais ....... 26 5 ARTIGO CIENTÍFICO .......... 17 2........... 24 4 PAPER.................................................................................................. 20 3 RESENHA CRÍTICA .........................4 Avaliação .................................................................................................................2 Elementos textuais ......4 Procedimentos quanto à forma de apresentação ................................................................... 27 5..1 Ficha bibliográfica .................................................................... 17 2.............. 30 5...........................................................................................1Elementos pré-textuais ........................................................................................................................................... 25 4........................ 35 6............................5 Avaliação .........4.............................................................. 30 5....Elaboração de trabalhos acadêmico-científicos ..................................... 16 2.........................................................................................................................................................5 Avaliação ...........3 Procedimentos quanto à elaboração .......................................................................................................................................................... 09 PARTE I ................................. 30 5........................................................3 Procedimentos ....2 Propósitos ................................................................................................ 26 4........................ 27 5............................................................................ 27 5...............................................................................................2 Propósitos ...3 Tipos de relatórios .................................................... POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL................ 22 3........ 21 3....................................................................................... 29 5...1Conceito ...........................1Conceito .........................................................4 Indicativos dos tópicos (seções) do artigo científico ..1 Conceito ................................ 34 6......................................................4........................................2 Ficha de leitura ....................... 10 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................... 34 6.............................. 15 2.................................................................................... 28 5.......4....................... 18 2.................................................3 Procedimentos .3..... 15 2...............................................................................................................................................................................2 Propósitos ...............UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ SUMÁRIO APRESENTAÇÃO ......

.................................................. 47 1.........2 Tipos de citação .................................................2................................... 65 3...4 Normas complementares para citação ..............................................................................................................................5 Considerações finais sobre as normas de citação .......................5 regras quanto à data ............................................................................................................1 Localização das referências ........ 65 3..........4 Modelos de elaboração de referências ........4 Avaliação ............................3 Regras gerais para elaboração de referências .1.....3 Citação da citação ...................................1 Monografias consideradas no todo .....3 Procedimentos .......... 56 3 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS ............................. 63 3....................................................................................................... 67 3...3 Partes de monografia ..3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas .......... 39 7...........2 Partes de publicações périódicas..........................4 Regras quanto ao local ..........................................4.. 68 3..........................4 Parte de monografia em meio eletrônico ........................ 45 1...........................2............................ 41 PARTE II ........................................................... 59 3................................................................................................................. 68 3........... 45 1............................................................................4................ dentre outros...........................4.........3.......... 64 3..........3.......1 Regras gerais para citação ......4..................................... 71 3..........................4..................................................Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos ..................1....................................... 70 3......................4........ 52 1........ boletim. 64 3..................................... 70 3........................................ 57 3.. textual ou literal ..................2.....1Exemplos de resumos .........3...................... 43 1 CITAÇÕES .......................................................... 65 3....... 72 .6 Regras quanto à paginação .........................2........................................................ 7 MEMORIAL .............................................. 62 3.................................................................................................................................................................................3 Regras quanto à edição e editora ..................1Conceito ............ 55 2..... 50 1....4................................2 Citação indireta: paráfrase e condensação ..........................6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico .................2 Aspectos gráficos das referências ......................5 Artigo e/ou matéria de jornal ............. 57 3....................................................... 39 7..............2 Propósitos ...2 Publicações periódicas ..............3..................4..........................................................................................................................1 Regras quanto à autoria ........... 67 3.................2 Monografias no todo em meio eletrônico .1..............................................................................................................................1...................................3.......3 Alterações na citação ......................................4................................................................ 58 3....... 46 1.....1 Monografias .............4.............................................. em meio eletrônico .........1 Citação direta.3......................................................4...................................................................... 39 7.............................2.4 Artigo e/ou matéria de revista.................................................... 71 3..............................................4....................... 53 2 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS .. 40 7...... 48 1....................6...............................2...... 69 3......................................1 Publicação periódica como um todo ..............2 Regras quanto ao título e subtítulo ..............3 Publicações em eventos...2................................................................................................................................................... 69 3.............. 59 3.......2........ 46 1..................2...........................4............................... 61 3.......

........................................................................................................................................................................................3 Trabalho apresentado em evento ..........................................................2 Margens e espacejamento ......................5 Patente ....2 Jurisprudência .................. 72 3...............6 Documento cartográfico .................................................................................................... 85 5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS .................................................4 Títulos e indicavos numéricos ............. 75 3... 96 Apêndice B ......11 Documento de acesso exclusivo em meio eletrônico ................1 Documento iconográficoem meio eletrônico ...............4............Capa de trabalhos acadêmico-científicos .....................4...............3....... 81 4....... 74 3........... 87 5....4...............................4...........8 Equações e fórmulas .. 77 3...... 80 4 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS ....... 100 Apêndice E .................... 84 4.........Modelo de página de abertura (artigo científico) .... 89 5.................................................... 75 3............................. 78 3..............................4..................4.............................................................................................................................................................................4..................................................................................... 81 4........9 Documento sonoro .............4................................................................................. 79 3...........4.......Exemplo de sumário ................... 78 3............................................... 76 3..........................................................................................4.4..................................4 Documento jurídico em meio eletrônico ................................4................................ 74 3.............................................................................Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos ....................1 Documento cartográfico em meio eletrônico ....4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico .................................... 77 3....................................................4................................................. 73 3....1 Legislação ..........13 Séries e coleções ...........4.......................................................................................................... 102 ...............7...........................................1 Formato ......... 74 3..............4.................7 Tabelas ........................................3....................... 88 5..4.................................................. 76 3................................................................................................................................................................1 Elementos pré-textuais ... 90 5...3 Elementos pós-textuais .............4................................................4...........................................................8 Imagem em movimento .. 87 5................................ 87 5................... 7 .............Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos ..................................14 Notas ............................. 89 5......UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.. 91 REFERÊNCIAS ......4.......4.................................................................4 Documentos jurídicos ............... 80 3..........................................4............5 Parágrafo ............................1 Eventos como um todo ..............4............6 Ilustrações .3.........................................................12 Bula de remédio ................ 79 3........................10 Documento tridimensional ................... 72 3.......4..................... 73 3. 95 Apêndice A ..............................................3 Doutrina ........................................ 92 APÊNDICES ............................... 75 3................... 80 3.......2 Eventos como um todo em meio eletrônico ............... 98 Apêndice C ............................... 88 5...................3...............4...................2 Elementos textuais ......................................................3 Paginação ..........................................................6....................................................................................................................................................7 Documento iconográfico ...................................4... 103 Apêndice D ...................................

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visando criar novos hábitos e um novo olhar para a produção universitária. o domínio de conceitos reelaborados. Certamente. a aprendizagem e o desenvolvimento do trabalho intelectual exigem conhecimentos de ordem técnica. não sem antes termos clareza do sentido político da formação no ensino superior: por quê. Profª Amândia Maria de Borba Pró-Reitora de Ensino . pois um pensamento ou argumento apresentado pelo aluno ou pesquisador sem apoio em processos lógicos pode não passar de uma idéia superficial.permite ao estudante universitário se exercitar em práticas essenciais à atividade científica: a busca. o domínio da ciência e dos seus métodos para atingir novos patamares de qualidade. 9 . ao focalizar os tipos de trabalhos acadêmicos mais presentes no cotidiano do ensino superior e os procedimentos básicos para sua elaboração. característica da formação superior. Estas três dimensões estão intimamente relacionadas. sob critérios lógicos e com o auxílio da técnica.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APRESENTAÇÃO Este conjunto de diretrizes metodológicas é apresentado aos professores e estudantes universitários para o desenvolvimento de trabalhos didático-científicos. o domínio da teoria é condição imprescindível para o propósito de produção do conhecimento. em todas as disciplinas. conseqüentemente. conceitual e lógica.. o domínio do saber e da cultura. desde os primeiros períodos. Assim. É neste contexto que se insere a metodologia de trabalhos científicos como instrumento útil e pertinente para a produção do conhecimento. o mais elementar deles. para quê. dos métodos e das técnicas de áreas específicas do conhecimento é uma exigência do ensino superior para vencer o superficialismo e a falta de rigor científico na produção e socialização do conhecimento. pois todo o conjunto de recursos que está na base do ensino superior não pode ir além de sua função de fornecer instrumentos para uma atividade criadora. Parece-nos ser esta uma condição indispensável ao desenvolvimento da vida intelectual disciplinada e produtiva. a produzir conhecimentos. Se a ciência é o resultado do confronto. A UNIVALI destaca. ao artigo científico . (SEVERINO. da teoria com a empiria. norteada por posturas e práticas de pesquisa. para quem estudamos e produzimos conhecimentos? Para buscar possíveis respostas às questões acima. 2000). A elaboração de trabalhos acadêmicos . têm como objetivo favorecer e estimular a produção escrita de nossos alunos. Estas orientações. entre suas finalidades. o registro e o uso do saber já acumulado e disponível para propósitos próprios de construção do conhecimento. é fator determinante para o alcance dos objetivos da formação universitária: aprender a pensar e. esta publicação traz subsídios à elaboração de textos didático-científicos de forma lógica..do fichamento. ou da articulação. Evidentemente.

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.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 1 Elaboração de trabalhos acadêmicocientíficos . 11 ..

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um dos desafios que hoje se colocam para a universidade consiste na formação de um profissional capaz de pensar e agir num contexto de alta complexidade – decorrente da natureza dos problemas com os quais nos defrontamos – valendo-se para tanto da capacidade de analisar criticamente a realidade à luz de conhecimentos teóricos e de atuar com competência de modo autônomo e conseqüente. desde os primeiros dias de sua trajetória acadêmica. porque significam propriamente a competência. Para tanto parece ser indispensável que os acadêmicos se exercitem. no uso de um instrumental teórico-metodológico que lhes possibilite o progressivo domínio das práticas do trabalho intelectual. se faz. contorno. p. registrar a informação e as . atividade central na vida acadêmica. requer que as atividades referentes à investigação. 13 .competências referentes ao trato da informação: . mediante a progressiva iniciação do aluno às práticas do trabalho intelectual. Ao lado desse fato. buscar e adquirir a informação necessária para a realização de trabalhos. coloquem no papel o que querem dizer e fazer.. assim identificadas: .ler e compreender textos teóricos. redijam. Deixa-se para trás a condição de objeto. elaborar são termos essenciais da formação do sujeito. A formação universitária. surge o desafio da elaboração própria. sistematização e socialização do conhecimento deixem de ter no professor seu principal protagonista e passem a ser compartilhadas por professores e alunos.. Por outro lado. de complexidade e sofisticação crescentes.28-29) diz ser fundamental que os acadêmicos: Esse processo contribui decisivamente para a formação de profissionais cujo perfil compreende as competências necessárias à busca do conhecimento. Demo (1996. expressão. a querer saber sempre mais e melhor.. passando a participar como sujeito capaz de propor e contrapor[. deve-se considerar que a busca. com vistas à elevação do nivel de qualidade dos cursos superiores.. a competência de maior importância e suas competências subsidiárias: identificar as fontes bibliográficas mais relevantes da área. a perguntar. dada a necessidade de atualização em face aos rápidos avanços da ciência.] escrevam.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 INTRODUÇÃO A ênfase que vem sendo colocada nas atividades de pesquisa articuladas ao ensino e à extensão. a apropriação e o uso do conhecimento técnicocientífico são atividades permanentes na carreira do profissional de nível superior.. à medida que se supera a recepção passiva do conhecimento. perfil. [.. A partir daí. em todas as áreas do conhecimento.] Aprende a duvidar. Formular. sobretudo alcancem a capacidade de formular. Essa iniciação compreende a aquisição gradativa de um conjunto de competências. de modo a se tornarem não apenas consumidores como também produtores de conhecimento. à sua adequada utilização para a solução dos problemas e à elaboração de novos conhecimentos. portanto. pela qual o sujeito que desperta começa a ganhar forma.

auto-corrigir-se (ou reformular o anteriormente formulado). fichamentos. estabelecer relações. E compete ao professor – a todos os professores e não apenas aos professores responsáveis pelas disciplinas de Língua Portuguesa. dissertação de mestrado e tese de doutorado. paper.apresentar e discutir temas. referências). resenha crítica. criação dessas oportunidades em todas as disciplinas. subsidiariamente.. respectivas fontes bibliográficas. . ou de Metodologia Científica – a . parafrasear. os procedimentos para sua elaboração e organização e sugestões para sua avaliação. documentais ou outras (fazer resumos. observar. artigo científico. Dessa forma.ligadas à formação de conceitos: fazer distinções e conexões. explicar. .14. . demonstrar (ou provar) por argumentação. extrair significados. . projetos de pesquisa). inferir. projeto e relatório de pesquisa. bem como normas relativas à estrutura e apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos. Esse conjunto de competências. . no entanto.redigir: progredir do exercício inicial sob a forma de resumo. por se considerar que são os tipos de uso mais freqüente nas várias disciplinas dos cursos de graduação.analisar e apreciar criticamente textos teóricos. A primeira parte do documento trata dos tipos acima mencionados de trabalhos acadêmicocientíficos: seu conceito e propósitos. artigos. não são aqui tratados. embora também sejam trabalhos acadêmicocientíficos. até chegar à elaboração de texto próprio (resenhas.competências cognitivas: -referentes ao raciocínio: identificar proposições. tanto a professores como a acadêmicos. interpretar criticamente.competências necessárias à capacidade de elaboração própria: . optou-se pelo fichamento. bem como de apresentação de trabalhos acadêmicocientíficos. No entanto. papers. somente será desenvolvido pelos acadêmicos se estes tiverem oportunidades efetivas de exercitá-las de modo gradativo. dominar as praxes de citação e de referência. definir. Na segunda parte são apresentadas orientações para elaboração e uso de citações. . sistemático e intensivo. São muitos os tipos de trabalhos acadêmico-científicos que poderiam ser incluídos em um documento como este. relatório e memorial. ou mesmo o ensaio. O texto ora apresentado pretende oferecer.referentes à capacidade de interpretação: perceber implicações. . orientações básicas para a elaboração de trabalhos acadêmico-científicos. de resumos de artigos e de referências.referentes às práticas de investigação: formular questões e hipóteses..

preferem substituir esse nome pela expressão “relatório de leitura”. Como o fichamento consiste no resultado do trabalho de leitura.. então. iniciação à redação científica (tais como os primeiros trabalhos escritos que o estudante é solicitado a produzir). seja na aprendizagem dos conteúdos das diversas disciplinas que integram o currículo acadêmico. cuja informação teórica ou factual mais significativa deve ser não apenas assimilada. os fichamentos ou relatórios de leitura. palestras ou conferências. c) registrar as reflexões proporcionadas pelo material de leitura. b) registrar o conteúdo das obras. como o docente e o pesquisador têm de manipular uma considerável quantidade de material bibliográfico. funcionam como método de aprendizagem e memorização dos conteúdos. da dissertação de mestrado ou do relatório de pesquisa do pesquisador. Pode-se dizer que esse registro escrito – o fichamento – é um novo texto.1 Conceito O fichamento é uma técnica de trabalho intelectual que consiste no registro sintético e documentado das idéias e/ou informações mais relevantes (para o leitor) de uma obra científica. como também registrada e documentada. . 15 . essencial para a elaboração de resenhas. assim. a identificação das idéias principais e seu registro escrito de modo conciso.. sejam elas de Assim sendo. A prática do fichamento representa. seja ele aluno ou professor. constituindo-se em instrumento básico para a redação de trabalhos científicos. na Universidade. artigos. alguns autores. monografias de conclusão de curso. de textos para aulas. literária ou mesmo de uma matéria jornalística. para utilização posterior em suas produções escritas. A principal utilidade da técnica de fichamento. é otimizar a leitura. De acordo com Henriques e Medeiros (1999. o fichamento objetiva: “a) identificar as obras consultadas. p. d) organizar as informações colhidas”. seja na pesquisa científica – como enfatiza Pasold (1999) –.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 FICHAMENTO 2. cujo autor é o “fichador”. no caso do professor. o que requer a leitura atenta do texto. filosófica. um importante meio para exercitar a escrita. ou. etc. a exemplo de Nunes (1997). papers. coerente e objetivo.100). Fichar um texto significa sintetizá-lo. de elaboração da monografia de conclusão de curso do graduando. portanto. além de possibilitar a organização dos textos pesquisados e a seleção dos dados mais importantes desses textos. sua compreensão. A importância do fichamento para a assimilação e produção do conhecimento é dada pela necessidade que tanto o estudante.

São esses propósitos temáticos que orientam o “fichador” quando seleciona idéias. um artigo. nesse caso o fichamento consiste. em qualquer caso. ou assimilar o conteúdo ou parte do conteúdo de uma disciplina. Dessa forma. 2. um seminário ou um relatório de pesquisa. o fichamento será tanto mais eficiente quanto mais claros forem para o estudante ou para o pesquisador os propósitos desse trabalho. o fichamento praticamente se identifica com o No segundo caso – fichamento no contexto da pesquisa ou da revisão bibliográfica –. elementos teóricos ou factuais que integrarão o resumo. em geral. são os propósitos temáticos de quem estuda as obras consultadas que “comandam” a seleção das idéias. no primeiro tipo de fichamento (a) é o raciocínio.16. a) o fichamento que é solicitado ao estudante universitário como exercício acadêmico. Assim. nesse caso. No primeiro caso – fichamento como exercício acadêmico –. No segundo tipo (b). conceitos ou fatos que interessam resumir ou registrar nos fichamentos que fará das obras selecionadas. a decisão sobre o que retirar de um texto ou de uma obra e registrar sob a forma de resumo ou de citação. .. terá como critério selecionador os “propósitos temáticos” dados pelo próprio tema da pesquisa e suas ramificações. conceitos. com o propósito de registrar sistematicamente e documentar as informações teóricas e factuais necessárias à elaboração do seu trabalho. no registro documentado do resumo do texto indicado pelo professor. b) o fichamento que é feito pelo estudante. que tanto pode ser uma resenha. Os propósitos do fichamento Dependendo dos seus propósitos. o fichamento está “a serviço” da pesquisa que o estudante. a argumentação do autor da obra ou do texto que “comanda” o trabalho de resumo do fichador. deve apresentar os indispensáveis elementos de identificação. uma monografia. o docente ou o pesquisador se propôs. podem ser considerados dois tipos de fichamento: resumo. como toda e qualquer pesquisa está centrada num tema. com o propósito de desenvolver as habilidades exigidas para o estudo e assimilação de textos teóricos. artigos e textos teóricos. o simples propósito de resumir o texto é o propósito dominante. que pode ser numa ficha manuscrita ou numa folha digitada. o critério organizador do fichamento será dado pela própria lógica do texto. dos quais se falará mais adiante. no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. seja como técnica auxiliar de estudo de obras. pelo docente ou pelo pesquisador. diferencia-se apenas na sua apresentação. Ora. mas que.2 Seja como técnica auxiliar da pesquisa bibliográfica..

42-55) e Pasold (1999. Luiz Antonio Rizzatto. Bibl. por exemplo. Manual da monografia jurídica.referência: o segundo elemento da ficha será a referência completa da obra ou do texto ao qual a ficha se refere. ou seja.cabeçalho: no alto da ficha ou da folha. p.. Leite (1985. o conteúdo propriamente dito. arquivo público. São Paulo: Saraiva. sejam elas de cartolina ou de papel A-4 (que substituíram as de cartolina pelas facilidades oferecidas pelos micros). um título que indica o assunto ao qual a ficha se refere. p. Eco (1988. ..1 Ficha bibliográfica A 1a parte da obra contém orientações metodológicas para a elaboração e a apresentação da monografia no curso de graduação de Direito. aspecto do trabalho que o estudante ou o pesquisador tem em andamento. p. / Pesquisa bibliográfica 2. p. breve indicação do conteúdo da obra ou de sua importância para algum Metodologia da pesquisa Embora muitos tipos de fichas possam ser elaborados no contexto de uma pesquisa ou de uma revisão bibliográfica. . 35-45). apenas dois tipos de fichas serão a seguir apresentados. 87-112). por serem considerados os mais essenciais. à direita. a 2a parte trata da elaboração de dissertação de Mestrado e tese de Doutorado. como. devem conter três elementos: . 17 . é importante ainda que conste a localização da obra (biblioteca. . 1997.3. 207 p. para que a ela se possa retornar caso haja necessidade. após o título geral.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2. 105121) oferecem importantes orientações práticas sobre diferentes tipos de fichas e sua organização.3 Procedimentos São variados os tipos de fichas que podem ser criados. O seu corpo pode ser constituído de poucas informações. de um subtítulo. dependendo das necessidades de quem estuda ou pesquisa.). da UNIVALI Exemplo de ficha bibliográfica NUNES. As fichas. como já foi dito. elaborada de acordo com a (NBR 6023:2002) da ABNT. etc.corpo da ficha. pode ser adotado o uso. Severino (2000. que variará conforme o tipo de fichamento que o estudante ou pesquisador pretenda fazer. Destina-se a documentar a bibliografia relativa a um determinado assunto.

6465). deverão ser seguidos os passos recomendados por Severino (2000.. deve o professor ter claro que. um comentário sobre o texto fichado. p. e as citações. que sintetiza o conteúdo. pode ser útil a inclusão no texto das novas idéias que foram surgindo durante a leitura. 2. – utilizar linguagem clara. a decisão de incluir. ou então pode apresentar o resumo. 47-61) para a leitura e resumo de textos teóricos que o leitor encontrará sintetizados à página 21 deste documento. Atenção: o exemplo ilustra uma “ficha” de leitura em folha A-4). para fazer a crítica de um texto – ainda mais quando se trata de um texto teórico – é necessário que o aluno já disponha de um certo repertório. no entanto. por exemplo. ou não. transcrições mais significativas de trechos do conteúdo. – apresentar uma seqüência corrente de frases concisas. p. diretas e interligadas. seletivo e objetivo. Para sua elaboração. que expresse a interpretação crítica do aluno sobre o conteúdo do texto. Nesse caso. ao solicitar dos alunos um fichamento. ao seu final. que deverão estar sempre entre aspas – das expressões ou palavras próprias do fichador. o que tornaria a ficha mais completa. O corpo da ficha consistirá no resumo da obra ou da parte da obra que interessa ao fichador. É importante salientar que a inclusão de citações no fichamento não significa que este se confunda com um mero exercício de “recorte e colagem” de trechos da obra.. A organização da ficha deve ser feita de tal modo que permita identificar posteriormente Para o estudante ou docente que faz um fichamento no contexto da pesquisa bibliográfica. sem o que essa crítica não passará de mera opinião. idéia ou argumento. deverá apresentar as características de um resumo de qualidade.3. Pode ficar a critério do professor. . ou seja. outras formas podem ser adotadas.18. Assim sendo. Pode conter. contendo apenas resumo e citação (no exemplo. objetiva e econômica. – respeitar a ordem das idéias e fatos apresentados. a página da obra onde se localiza esse ou aquele conceito. juízo de valor destituído de fundamento. sempre entre aspas e com indicação da respectiva página. optou-se por colocar na margem esquerda da folha o número da página correspondente ao trecho resumido para identificar sua localização na obra. O corpo da ficha de leitura pode ser organizado de diferentes maneiras. apenas o resumo das idéias do autor e nenhuma citação ou comentário pessoal do fichador. as citações. ou seja: – ser sucinto. A seguir se encontra um exemplo de ficha de leitura.2 Ficha de leitura Esse tipo de ficha destina-se ao registro sintético do conteúdo (ou de parte do conteúdo) das obras lidas. como sugere Hühne (1992. bem como distinguir as expressões ou palavras do autor da obra – isto é.

sujeito e objeto do conhecim ento estão radicalm ente separados. pois cada qual tem um sentido próprio. baseado em processos quantificáveis que se transformam em leis e explicações gerais.. um de seus representantes. não são adequados à especificidade das Ciências Sociais.. O s adeptos da abordagem qualitativa entendem que o modelo de estudos das Ciências Naturais. em que o pesquisador não pode fazer julgam entos nem permitir que seus preconceitos e crenças contam inem a pesquisa".. que busca descobrir regularidades ou leis. A sociologia com preensiva. que pressupõe uma m etodologia própria.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ  Metodologia científica Pesquisa qualitativa GO LDEN BERG .) Exem plo de ficha de leitura Exemplo de ficha de leitura . Dilthey. Segundo ele. a pesquisa nas Ciências Sociais "é um a atividade neutra e objetiva.  16 17 18 19 Esclarecer o debate entre a sociologia positivista e a sociologia compreensiva é útil para situar a questão da utilização de métodos e técnicas qualitativos nas Ciências Sociais. necessitando ser com preendido em sua singularidade. entende que os fatos sociais não são quantificáveis. o fato social.A arte de pesquisar: com o fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. cujas raízes estão no historicismo alemão. Rio de Janeiro: Record. externo ao indivíduo. Com te defendia a unidade de todas as ciências. Assim . independe da consciência humana e deve ser tomado com o coisa. segundo ele. Para Durkheim .. Via a ciência social com o neutra e objetiva. para ele. distingue natureza e cultura e defende procedim entos metodológicos distintos para seus estudos. pois. (. o m étodo das Ciências Naturais– erklären – "busca generalizações e a descoberta de regularidades" e o das Ciências Sociais – verstehen – "visa à com preensão interpretativa das experiências dos indivíduos dentro do contexto em que foram vivenciadas". 1997. M . 19 .

20.A obra fichada ou resumida está corretamente referenciada? .O resumo respeita a ordem das idéias apresentadas pelo autor do texto? .O conteúdo do resumo mantém fidelidade ao texto? (ou há deturpação das idéias?) .As idéias principais do texto estão contidas no resumo? .O resumo é sucinto e objetivo? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . 2. ou seja. As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação do resumo: ..A interpretação crítica (no caso de ter sido solicitada) é pertinente e fundamentada ou justificada? .A linguagem utilizada obedece a norma culta? . aquele que é solicitado como exercício acadêmico.O resumo evidencia uma redação própria do aluno? (ou consiste apenas na justaposição de uma série de frases recortadas do texto?) ..4 Avaliação As orientações para avaliação do fichamento referem-se ao primeiro tipo de fichamento mencionado no item 2.2.

– uma justificativa da apreciação realizada. novos conhecimentos. destacando a contribuição do autor: abordagem inovadora do tema ou problema. além do conhecimento especializado do tema. a resenha deve conter: A resenha de obras científicas é.. ou seja. – o resumo das idéias principais da obra. para as pessoas cuja atividade profissional ou de estudo requer informações sobre a produção científica. em geral. têm condições de emitir um juízo crítico. 21 . .2 Propósitos Mediante a leitura do resumo da obra e de sua avaliação.. novas teorias. – uma apreciação crítica das informações apresentadas e da forma como foram expostas e de sua avaliação. A resenha deve levar ao leitor informações objetivas sobre o assunto de que trata a obra. Portanto. principalmente. de um modo geral. Quando realizada como um trabalho acadêmico. feita por cientistas que. A resenha crítica tornou-se importante recurso para os pesquisadores e. o profissional ou o estudante pode decidir sobre a conveniência ou não de ler (ou adquirir) a obra. que a resenha possibilita. tem o propósito de exercitar a capacidade de compreensão e de crítica do estudante. compreende o resumo e o comentário de uma obra científica ou literária. artística ou cultural em seu campo de interesse. da explosão de conhecimentos característica da sociedade contemporânea.1 Conceito A resenha crítica consiste na apresentação sucinta e apreciação crítica do conteúdo de uma obra. 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 RESENHA CRÍTICA 3. em decorrência.

etc. descrição breve do conteúdo dos capítulos ou partes da obra. quais são elas? Onde se encontram (no final da obra ou no final dos capítulos)? – Quadro de referências do autor: a que corrente de pensamento o autor se filia? Que teoria ou modelo teórico apóia seu estudo? – Crítica do resenhista (apreciação): – Resumo da obra: resumo das idéias principais. – Conclusão do autor: o autor apresenta (ou não) conclusões? Caso apresente. econômico.a crítica do resenhista.. é inovadora? c) quanto ao estilo: é conciso. baseadas em Severino (2000. estudantes? Nem sempre é possível ou necessário dar resposta a todas as perguntas ou itens relacionados acima.as conclusões do autor. editora e data de publicação. . sistematizar a abordagem de . gráficos. p. especialistas. o que muitas vezes depende da obra resenhada. o título deverá guardar estreita relação com algum atributo ou idéia mais destacada da obra. títulos.a referência (aqui pode ser dispensado o item sobre preço da obra). título. etc. exemplos. O roteiro a seguir baseia-se no modelo apresentado por Lakatos e Marconi (1991. – Credenciais do autor: informações gerais sobre o autor e sua qualificação acadêmica. edição. segundo a percepção do resenhista. claro.22.seu quadro de referências. político. obras publicadas. As diretrizes metodológicas que seguem. têm o propósito de organizar. número de páginas. objetivo. bem como da finalidade ou destino da resenha. se optar por intitular. p. .. cargos exercidos. figuras. de modo a cumprir sua finalidade. análise e interpretação de textos científicos. às escolas ou correntes científicas ou filosóficas. no entanto. preço. pelo estudante. Obs. Para fins de trabalhos acadêmicos. criativas? A abordagem dos conhecimentos a) como se situa o autor da obra em relação A elaboração de uma resenha crítica requer a aquisição gradativa. são indispensáveis os seguintes tópicos: . em relação ao contexto social.: O resenhista poderá (ou não) dar um título a sua resenha. local. desenhos.)? e) a quem se destina a obra: grande público. preciso? A linguagem é correta? d) quanto à forma: é lógica. profissional ou especializada. 245-246): – Referência: autor(es). .? b) quanto ao mérito da obra: qual a contribuição dada? As idéias são originais. . de competências de leitura. coerente. 51-57). histórico.3 Procedimentos A resenha crítica deve abranger um conjunto determinado de informações.o resumo da obra. (As perguntas seguintes são orientadoras: de que trata a obra? O que diz? Qual sua característica principal? Requer conhecimentos prévios para entendê-la?). sistematizada? Utiliza recursos explicativos (ilustrações. 3.

explora sua fecundidade e mantém um diálogo com o autor. A análise interpretativa: o estudante procura tomar uma posição a respeito das idéias enunciadas. como de outros trabalhos acadêmicos. quer dizer. As análises textual e temática servem de base para a elaboração do resumo. A análise crítica: o estudante formula um identificar do que fala o texto e qual o tema de que se trata: como o autor problematiza o tema? Que posição assume? Como expõe passo a passo seu pensamento. os aspectos teóricos. associação e/ ou comparação com as idéias temáticas afins e com os autores que tenham desenvolvido a mesma ou outra abordagem do tema. Deve ser elaborada segundo o modelo constante do Apêndice B. aparecem. . tanto como preparo para a elaboração de resenhas.Texto: a referência bibliográfica da obra resenhada deverá ser apresentada no início do texto. obrigatoriamente. os autores citados. do texto para identificar seu plano geral.3 acima. seu autor. marcar e esquematizar as idéias relevantes. buscar dados sobre o autor. A análise temática: procura interrogar e textos teóricos. sucinto e de fácil leitura. a seqüência dos elementos relacionados no item 3. o qual. Procura estabelecer uma aproximação. de um modo geral. A redação da resenha obedecerá. no entanto. a resenha deve apresentar a seguinte estrutura: . bem como a avaliação crítica do resenhista. o resumo do conteúdo. Avalia também sua originalidade. validade e contribuição à discussão do problema. pela maneira como o autor desenvolve e aprofunda o tema. numa seqüência adequada. 3. compondo um texto harmonioso. sobre o vocabulário (conceitos. porém corrida. em geral.. termos fundamentais à compreensão do texto). avaliando o texto pela sua coerência interna. nas resenhas de boa qualidade.Folha de rosto: é a folha que apresenta os elementos essenciais à identificação do trabalho.. subdividir-se mediante o uso de subtítulos de acordo com aqueles elementos. os dados sobre a obra. trabalho acadêmico distinto da resenha. como se processa seu raciocínio e argumentação? Qual é a idéia central? Quais as idéias secundárias? juízo crítico.4 A apresentação da resenha Como trabalho acadêmico. ou seja. constitui uma etapa do trabalho de elaboração da resenha. 23 . alcance.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ A análise textual: etapa em que o estudante faz uma leitura atenta. . com vistas a obter o melhor proveito de seu estudo. Isso não significa que o texto deva.

Aponta as características mais relevantes da obra? . Sendo a resenha um trabalho acadêmico geralmente pouco extenso e pouco ou nada subdividido. político. devendo ser organizado segundo a NBR 6023:2002.A linguagem utilizada na resenha respeita a norma culta? .A crítica do resenhista é pertinente e fundamentada ou justificada? .As conclusões do autor são comentadas/ discutidas? .A obra está corretamente referenciada? .O posicionamento (teórico. econômico.24.5 Avaliação As seguintes perguntas poderão orientar o professor na avaliação da resenha: . ..As informações sobre o autor são suficientes para sua identificação? . esse item é obrigatório.. social) do autor é discutido? . devem ser seguidas as orientações comuns aos demais trabalhos acadêmicos.Referências: caso o resenhista tenha se valido de outras obras para fundamentar a análise da obra resenhada. o sumário é elemento dispensável.a resenha apresenta as idéias principais da obra? . 3.A apresentação das idéias principais é sucinta e objetiva? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? . Quanto à apresentação gráfica.

também. exercitando a linguagem científica na elaboração de um texto. POSITION PAPER OU POSICIONAMENTO PESSOAL 4. de resultados de estudos ou pesquisas científicas. O paper pode ser usado para consolidar conteúdos trabalhados nas unidades de uma disciplina (atividade curricular). o autor desenvolve análises e argumentações.. pois requer que este expresse sua interpretação e compreensão do assunto apresentado. 25 .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 PAPER . 4. promover o debate em torno de um assunto. o objetivo do paper é estimular o aprofundamento de um determinado assunto. dentre outros tipos de publicações. . podendo considerar. position paper ou posicionamento pessoal é um pequeno texto sobre tema prédeterminado. Em alguns casos. júri simulado. com base na análise de pontos e contrapontos de diferentes autores ou obras estudadas pelos alunos.2 Propósitos No contexto da formação acadêmica. a elaboração do posicionamento pessoal gera outras produções acadêmicas. com objetividade e clareza. Esse tipo de trabalho também auxilia o desenvolvimento da capacidade crítico-analítica e da criatividade do aluno. Na elaboração de um paper. opiniões de especialistas.1 Conceito O paper.. artigos especializados ou de informação geral. pelo autor. Sua elaboração consiste na discussão. estudos de caso ou participação em palestras. pode ser articulado a outras estratégias de ensino utilizadas na disciplina: após a realização de seminários. fatos ou situações relacionados a assuntos pertinentes a uma área de estudo. Além disso. o professor pode solicitar ao aluno a elaboração de um posicionamento pessoal como forma de avaliar a aprendizagem individual. como os artigos científicos.

As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos são respeitadas? . remetendo aos propósitos expressos na apresentação..O assunto/tema em discussão é analisado com profundidade? . Isso significa que o texto é redigido sem divisões em subtítulos. Para avaliar um trabalho do tipo paper podese buscar respostas para questões como: . deixando-se claro.Planejamento do paper: compreende a elaboração de um roteiro ou esquema com as principais idéias referentes a: a) apresentação do assunto e propósitos do paper. pode (ou mesmo deve) conter citações diretas e/ou indiretas que sustentem os argumentos do autor em relação ao tema em discussão. exemplos ilustrativos e mencionando idéias comuns ou contrárias de outros autores. b) destaque dos pontos mais relevantes. como todo trabalho acadêmico. registros ou anotações de palestras.4 Avaliação . a análise do assunto e as conclusões do seu autor. tais como: textos. desenvolvimento e conclusão. . artigos.Há lógica na organização geral do texto? .A análise das idéias é coerente/consistente? .as principais idéias dos autores que serviram de base para o paper (quando for o caso) são apresentadas no texto? 4. de forma articulada.A linguagem utilizada obedece a norma culta? . c) discussão dos pontos relevantes. ao final do texto. filmes. As referências utilizadas no trabalho devem ser apresentadas separadamente. Os aspectos a serem considerados quanto ao conteúdo abrangem: . Como todo trabalho acadêmico. 4.3 Procedimentos Para a elaboração do paper é preciso considerar critérios relacionados ao conteúdo e à forma.As conclusões são apresentadas de forma clara e objetiva? . Além disso. o encadeamento entre as idéias iniciais. A apresentação gráfica do paper. segue os padrões descritos no tópico 5 da Parte II deste documento referente às normas de apresentação de trabalhos científicos e acadêmicos. sistematizando-se determinadas etapas.26. a partir dos quais será desenvolvido o paper. levantando argumentos. o paper deve apresentar em sua estrutura.. entretanto. etc. d) síntese conclusiva.. as etapas de introdução.As críticas e os argumentos apresentados são fundamentados ou justificados de modo consistente? .Leitura: exploração e leitura de materiais relacionados ao tema.

ampliando as discussões e o conhecimento sobre o assunto e inspirando novas pesquisas. difere de trabalhos científicos. Além desses objetivos. 88): .1 Conceito O artigo científico consiste em um texto que apresenta. . ou repitam a experiência – confirmando ou não seus resultados –.2 Propósitos . idéias.aprofundar discussões sobre assuntos já estudados e que pressupõem o alcance de novos resultados. experimental ou de campo). os procedimentos de uma pesquisa. possibilita ao leitor avaliar a pesquisa realizada. esse tipo de trabalho também pode ser elaborado com os seguintes propósitos. Isso permite que outros pesquisadores. discute e divulga idéias. a partir de novos enfoques ou perspectivas.resgatar ou refutar resultados controversos ou que caracterizaram erros em processos de pesquisa. de acordo com Marconi e Lakatos (2001. o artigo científico pode abordar conceitos. métodos e técnicas.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 ARTIGO CIENTÍFICO 5. ou nela se baseiem. o artigo científico tende a ser usado como estratégia de ensino para o desenvolvimento da capacidade de síntese das experiências de pesquisa realizadas pelo aluno. p. O artigo científico. o aluno inicia uma aproximação aos conceitos e à linguagem científica que necessitará desenvolver no momento da elaboração do trabalho de conclusão de curso. No contexto da formação acadêmica. processos e resultados de pesquisa científica (bibliográfica. De um modo geral.aprofundar ou dar continuidade à análise dos resultados de pesquisas. 5. . dissertações ou teses. Entretanto.. . a metodologia empregada por seu autor e os resultados obtidos. embora sucinta. 27 . Por sua reduzida dimensão e conteúdo. buscando a resolução satisfatória ou a explicação à controvérsia gerada.discutir aspectos de assuntos ainda pouco estudados ou não estudados (inovadores). .. teorias ou mesmo hipóteses de forma a discuti-los ou pormenorizar aspectos. os propósitos. ao apresentar de forma completa.estudar temáticas clássicas sob enfoques contemporâneos. Ao produzir o artigo. documental. como monografias. Sua publicação em periódicos especializados é uma forma de divulgação do conhecimento produzido no meio científico e acadêmico. o artigo é produzido para divulgar resultados de pesquisas científicas.

e descrição dos métodos. A elaboração de artigos estimula. explicando e avaliando os resultados. fatos ou outros estudos. discussão e análise (confronto entre os resultados obtidos na pesquisa e o conteúdo abordado nos referenciais teóricos). 5. No tópico das considerações finais.. por fim. Por outro lado. contribuindo para que o aluno aprenda a sintetizar conceitos. é preciso que o autor: No desenvolvimento (corpo do artigo). em primeiro lugar. a justificativa do trabalho e suas limitações.reúna as informações e conhecimentos necessários por meio de leituras (textos e documentos). Quando o artigo se refere à comunicação de resultados de pesquisa. é necessário observar os propósitos do trabalho a ser elaborado (vide item 5. formular críticas sobre um determinado tema à luz de pressupostos teóricos ou de evidências empíricas já sistematizadas.102). são apresentados os dados do estudo. aspectos metodológicos (caracterização da pesquisa e da população. porém de forma breve e sintética. de fichamentos. se for o caso. p. que se constitui como dedução lógica do estudo. desenvolvimento e conclusão. para sistematizar a comunicação a ser feita. a análise e a crítica de conteúdos teóricos e de idéias de diferentes autores. iniciando com a apresentação geral do assunto e dos propósitos do artigo.2). Podem ser incluídas sugestões ou recomendações para outras pesquisas. ainda. registros de observações ou evidências factuais. comparando-se com outros estudos já realizados. uma síntese da metodologia utilizada na pesquisa.3 Procedimentos quanto à elaboração Em termos de procedimentos para a escrita de um artigo científico. A introdução apresenta o assunto do artigo – tema da pesquisa – e seus objetivos. teorias. conceitos. podendose utilizar tabelas e ilustrações). deve ser estruturado da forma a seguir descrita. Todavia. a elaboração deste plano é útil. destacando os aspectos a serem enfatizados no trabalho. técnicas e equipamentos utilizados). De acordo com Leal (2001. materiais. relacionando-os aos objetivos propostos na introdução.. Já no caso do artigo constituir-se como uma produção ou comunicação escrita sobre idéias. . evitando que o autor se perca durante a elaboração. seguidos da indicação das partes principais do tema e suas subdivisões e. resultados (apresentação e . independente de ter propósitos distintos. O texto contém a exposição e a explicação das idéias e do material pesquisado e pode ser subdividido da seguinte forma: referenciais teóricos da pesquisa (apresentação de conceitos sistematizados com base na literatura).28.sistematize um roteiro básico das idéias. . avaliação dos dados encontrados. o artigo científico deve apresentar a estrutura básica que caracteriza todos os tipos de trabalhos científicos ou acadêmicos: introdução. fazer comparações. destacam-se os seus resultados.

para uma maior clareza e compreensão por parte do leitor. coerência e estrita observância das regras da norma culta. A estrutura de artigos científicos compreende elementos pré-textuais. 5. Vale ressaltar que as divisões.106). também auxilia como recurso pedagógico para reflexão e organização lógica das idéias a serem abordadas. etc.no desenvolvimento do artigo. bem como os limites do artigo quanto à extensão e à profundidade (LEAL. cujos títulos devem ser curtos e adequados aos aspectos mais relevantes do conteúdo. A definição do título do artigo deve corresponder. de forma adequada. ao mesmo tempo em que se deve cuidar para que o texto não seja compacto em demasia.103). também. . correse o risco de comprometer a aprovação do artigo. conferindo “ao conjunto a indispensável unidade e homogeneidade. mencionar eventuais implicações ou efeitos a partir do conteúdo apresentado. 2001. 2001. relacionando-as com os objetivos previamente estabelecidos. subdivisões e títulos do artigo não garantem a sua consistência ou importância. convém observar também os critérios e modelos estabelecidos por seus organizadores e/ou editores. o que pode prejudicar a sua compreensão. além de descrever os objetivos e os fundamentos que orientam o trabalho. as expectativas em relação a ele. Devem ser evitadas as gírias..” (LEAL. .na conclusão. 29 . porém. textuais e pós-textuais. é conveniente que o autor contextualize o tema.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . deve o autor dividir o tema em discussão. o autor apresenta uma síntese das principais idéias trabalhadas no corpo do artigo.. destacando sua importância teórica ou prática. ainda. É necessário que as referidas partes e respectivas idéias estejam articuladas de forma lógica. Ao final da introdução deve apresentar. motivando para a leitura. p. Caso se trate de artigo a ser apresentado em eventos (congressos. expressões coloquiais e que contenham juízos de valor ou adjetivos desnecessários. precisão.ao apresentar o artigo – na introdução –. ao conteúdo desenvolvido.4 Procedimentos quanto à forma de apresentação A apresentação do artigo científico para publicação científica impressa deve seguir as orientações da NBR 6022:2003. sugerindo a continuidade das discussões a respeito. pois. . seminários. a forma como o artigo está organizado. O artigo científico deve ser redigido com objetividade. caso isso não aconteça.). Pode. p. o excesso de subdivisões. Também é preciso evitar explicações repetitivas ou supérfluas. É preciso evitar.

cuja apresentação também deve observar a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento). podem ser dispostos em rodapé indicado por asterisco na página de abertura (vide modelo do Apêndice E).Título e subtítulo (se houver) em língua estrangeira.2 Elementos textuais Os elementos textuais compreendem a introdução. . . elaborado de acordo com a NBR 6028:2003 (seção 2 da Parte II deste documento).Nome do(s) autor(es) acompanhado(s) por breve currículo qualificando-o(s) na área de conhecimento do artigo..4. Segundo a NBR 6022:2003.1 Elementos pré-textuais .. então. . . o currículo. precedendo o resumo em língua estrangeira.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão do resumo na língua do texto para idioma de divulgação internacional (vide seção 2 da Parte II deste documento). pós-textuais. . 5. após os elementos . 5.Título e subtítulo (se houver) figuram na página de abertura do artigo.3 Elementos pós-textuais . assim como os endereços postal e eletrônico. são apresentadas em relação única e consecutiva e numeradas com algarismos arábicos.Referências (obrigatório): elaboradas de acordo com a NBR 6023:2002 (vide seção 3 da Parte II deste documento). diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos e na língua do texto. o desenvolvimento e a conclusão.4.Glossário (opcional): deve ser organizado em ordem alfabética.Palavras-chave na língua do texto.Palavras-chave em língua estrangeira (obrigatório): consiste na versão das palavras-chave na língua do texto para a mesma língua do resumo em língua . já detalhados na seção 5.30. . diferenciados tipograficamente ou separados por dois pontos.Nota(s) explicativa(s) (elemento opcional): caso existam. . ou. onde também são colocados os agradecimentos do(s) autor(es) (caso sejam necessários) e a data de entrega dos originais.4. estrangeira (vide seção 2 da Parte II deste documento).3. 5.Resumo na língua do texto.

as suposições devem ser claras e justificadas. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. equações e fórmulas. coerente e adequado aos propósitos do artigo. Para a avaliação de artigos científicos. então. justificativa e importância do artigo. os artigos científicos são elaborados por alunos que se encontram em fase final do curso de graduação.clareza na apresentação dos objetivos.4. conforme a NBR 6024:2003 (vide seção 5.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . precedidos por numeração progressiva.. 2000).4 da Parte II deste documento).: APÊNDICE A .Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. 5. organização. são identificados por letras maiúsculas consecutivas. decorrentes dos objetivos propostos pelo professor. tais como: a) Quanto ao conteúdo: .referencial teórico claramente identificado. .5 Avaliação . 2001. . Observação: na Parte II deste documento.4 Indicativo dos tópicos (seções) do artigo científico Os títulos das partes ou seções que dividem o texto de um artigo científico devem ser alinhados à esquerda.identificação dos limites do artigo (definição do foco do artigo e dos aspectos que não serão abordados). comprova ou ilustra seu conteúdo. complementar ao seu trabalho. 5. ilustrações e tabelas (seção 5). .coerência entre as informações e no encadeamento do raciocínio lógico. 1999. adequando-o às possibilidades e recursos já desenvolvidos por seus alunos. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. o leitor encontrará orientações sobre elaboração/emprego de citações (seção 1). muito embora nada impeça que o professor os solicite em etapas anteriores. 31 . sociedade). que complementa. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas..Questionário).ausência de dispersão ou de redundância das informações/conteúdos.apresentação de suposições (hipóteses) sustentadas em teorias e crenças consideradas verdadeiras a partir do paradigma do qual se originam.ausência de saltos de raciocínio na . 1 American Management Review (periódico americano que apresenta diretrizes básicas para revisão de artigos científicos). . SEVERINO. . podem ser descritos vários critérios (AMR1 . . Normalmente. O artigo científico pode ser avaliado segundo inúmeros critérios.clareza na especificação das unidades de análise (como por exemplo: indivíduo. .Estrutura organizacional da Empresa Alfa).demonstração de conhecimento suficiente sobre o assunto. FEITOSA.: ANEXO B . siglas.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. .

uso adequado de exemplos complementares para clarificar o significado do texto. .uso fiel das fontes mencionadas no artigo.adequação do título ao conteúdo. . sem duplo sentido. . passagem de um parágrafo para outro. . . .. . . do texto .linguagem acessível. precisão e coerência na escrita do texto.resumo claro e informativo.demonstração de argumentos ou provas suficientes para apoiar as conclusões.postura ética no trato do tema e desenvolvimento da análise (imparcialidade e equilíbrio). .objetividade. b) Quanto à forma: . -\articulação entre sugestões ou recomendações e as discussões apresentadas no texto. unidade e articulação (encadeamento lógico). .elementos de transição entre parágrafos adequados ao sentido e à lógica dos conteúdos.. .32.coerência e padronização dos termos técnicos.atendimento aos objetivos propostos.elaboração de análise e síntese diante de conceitos teóricos semelhantes e/ou divergentes. . .afirmativas unívocas. . .observância das normas de apresentação de um artigo.observância das regras da norma culta. ou de um conceito para outro.uso/seleção de literatura pertinente à análise.originalidade e inovação do assunto abordado. . . com a correta relação com os fatos analisados.uso correto de citações devidamente referenciadas.

[. em pelo menos uma das definições. após terem sido desenvolvidas.. Vale salientar o detalhamento como uma característica do relatório. até mesmo de um objeto. ordinariamente por escrito. uma narração. O relatório de que se trata aqui é uma modalidade de trabalho escrito que não se confunde com o relatório de pesquisa – esse destinado exclusivamente à comunicação dos resultados de uma pesquisa científica –. 3 Exposição por escrito sobre as circunstâncias em que está redigido um documento ou projeto. descrição ou exposição de um evento qualquer (algo que ocorreu e foi observado. Em Michaelis (1998. talvez por ser considerado um trabalho “pequeno” ou “rápido”. então. na sua organização ou apresentação. de uma prática ou de um conjunto de práticas. fatos ou objetos [. experimentos ou testes de laboratório. 6. 2 Descrição minuciosa e circunstanciada dos fatos ocorridos na gerência de administração pública ou de sociedade..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6 RELATÓRIO Incluiu-se o relatório entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos por ser uma modalidade de trabalho escrito solicitada com alguma regularidade ao aluno de graduação. em diversas disciplinas.. – as quais. esse tipo de trabalho acadêmico por vezes tem sua elaboração negligenciada. 33 . 1 Exposição. geralmente relacionados a atividades práticas – visitas. seja no seu conteúdo. sobre a seqüência de um acontecimento qualquer. com vistas a um conjunto bastante variado de propósitos pedagógicos. embora seja um dos principais trabalhos acadêmico-científicos comumente realizados na universidade. ou mesmo por não serem muito difundidas orientações para sua elaboração. aplicação de uma determinada técnica.1808) encontram-se as seguintes: Relatório é. o qual.. observação de eventos.] . viagens de estudo...] 6 Qualquer exposição pormenorizada de circunstâncias. acompanhado dos argumentos que militam a favor ou contra a sua adoção. etc. 4 Parecer ou exposição de um voto ou apreciação.1 Conceito A compreensão do que é um relatório pode começar pelo exame das definições que os léxicos oferecem. relação. p. de menor importância. algo que foi realizado). realização de uma intervenção ou procedimento especializado. são complementadas ou concluídas pelo relato de sua realização. pois os termos minuciosa e circunstanciada são usados para qualificar a descrição. não é abordado neste documento. Embora seja utilizado com freqüência.

vistorias. O objetivo é comunicar ao leitor a experiência acumulada pelo autor (ou pelo grupo) na realização do trabalho e os resultados obtidos. elaborada segundo os propósitos deste documento. avaliações. verificações. oferecer informações e análises sobre empresas. têm poucas páginas (às vezes uma única) e uma apresentação breve.. mercados. podem apresentar diferentes níveis de formalidade. é preciso também sermos capazes de fazer com que outras pessoas entendam o que estamos fazendo. 6. O relatório é. . é importante que o acadêmico aprenda. de alguma extensão (5 a 15 páginas ou pouco mais). qualquer que seja seu tipo. viagens. tais como. tratam de assunto de certa complexidade e apresentam conclusões ou recomendações fundamentadas em dados. o relatório de uma Secretaria de Estado – até o relatório informal. a preocupação maior deve estar voltada para a eficiência da comunicação. em campo.2 Propósitos Relatórios podem ter os mais diversos propósitos: descrever ampla variedade de atividades realizadas. Dessa forma. desde o relatório formal – aquele que segue todas as normas de um trabalho técnico. de uma obra ou sobre as atividades de uma administração. etc. porque o fazemos e com que resultados”. tem forma de apresentação rigorosa. informar sobre o andamento de um projeto.168193) apresentam uma útil tipologia de relatório. auditorias. ou ainda descrever atividades realizadas em laboratório.20) aconselha: “Não basta termos uma boa idéia ou executarmos um bom trabalho.. as autoras classificam os relatórios quanto à estrutura e à função.3 Tipos de relatórios destina a grandes audiências. observações de campo. durante a sua formação. Flôres. como. entre esses dois extremos estariam os relatórios semi-informais. sobre áreas promissoras do mercado e tecnologias emergentes. trata de assunto complexo e se Considerando o largo uso de relatórios nos diversos campos de atividades profissionais. etc. visitas. Olímpio e Cancelier (1992. p. a elaborá-los. que já requerem uma apresentação técnica. Barrass (1986. 6. LAKATOS. expor conhecimentos aprofundados sobre uma determinada instituição. SEVERINO. p. por exemplo. cuja síntese. inspeções. apresenta-se a seguir.. um documento através do qual um profissional ou acadêmico faz o relato de sua própria atividade ou do grupo ao qual pertence. produtos ou tecnologias. procedimentos técnicos. por conseguinte. na elaboração de um relatório. em diferentes situações. 1999. Quanto à estrutura (partes componentes).34. medições. 2000). que trata de um único assunto. pois como profissional certamente será solicitado a fazê-lo. Inicialmente. (MARCONI. A esse respeito.

Os relatórios analíticos são aqueles cujo propósito consiste em analisar fatos ou informações e apresentar conclusões e recomendações como dedução da análise realizada.. ou em data . seja qual for o tipo de relatório. informal ou semi-informal). de visita e os relatórios administrativos. . demarcado. anual) ou abranger um período de tempo maior. semestral. A elaboração de um relatório se inicia por uma reflexão sobre sua finalidade. se for o caso. previamente estabelecida (ex. etc. os relatórios podem ser informativos e analíticos. para isso são úteis três perguntas: tratamento das informações e/ou conclusões e recomendações a serem apresentadas. nessa modalidade encontram-se os relatórios de viagem.por que deve ser relatado? Esta pergunta auxilia a decidir se o relatório será informativo ou analítico e a esclarecer aspectos relativos à abordagem e . 6. por exemplo. . informais ou semi-informais. . A seguir apresentam-se dois roteiros possíveis para o corpo do relatório.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Os relatórios informativos transmitem informações sem analisá-las ou fazer recomendações.. da Parte II deste documento.Apresentação gráfica de trabalhos acadêmico-científicos.o que deve ser relatado? Da resposta a esta pergunta resulta um roteiro ou esquema do conteúdo do relatório. portanto..4 Procedimentos A estrutura e a organização de um relatório serão variáveis assim como são variáveis os tipos de relatórios.relatório informativo de posição ou de IJ=JKI: descreve ocorrências ou fatos relativos a um determinado momento.relatório informativo de progresso: trata do andamento de uma atividade ou ação. em decorrência de seus objetivos e destinação. nível de complexidade e aprofundamento do conteúdo. 35 .: relatório sobre a situação dos estoques de uma empresa). estilo da redação. com a ressalva de que a estrutura dos relatórios formais (e. são pouco extensos e. pode ser periódico (mensal. Subdividem-se em: Quanto à função.para quem deve ser relatado? Esta pergunta pode ajudar a decidir quanto ao tipo de relatório (formal. dos semi-informais) obedecerá às orientações constantes do tópico 4 Estrutura de trabalhos acadêmico-científicos e sua apresentação gráfica obedecerá. pelo início e término de uma determinada ação ou projeto. 1º Roteiro A – Elementos pré-textuais (conforme tópico 4 da Parte II) . as normas contidas no tópico 5 . .relatório informativo narrativo: faz o registro de ocorrências ou eventos.

. pela correção da linguagem. . marcado pelo uso de termos técnicos adequados. 2° Roteiro 1 Dados de identificação 2 Descrição do problema 3 Aparelhagem ou equipamento 4 Procedimento(s) 5 Resultado dos testes 6 Análise dos resultados 7 Conclusões Referências Apêndices / Anexos A melhor maneira de relatar a seqüência de desenvolvimento de uma atividade é cuidar para que a exposição seja clara. sugere-se a estrutura a seguir. criar o modelo de relatório que melhor contemple as necessidades de formação do seu aluno.. sendo o sumário dispensável. detalhes desnecessários. pela ausência de períodos longos. adjetivação excessiva. B – Elementos textuais: 1 Dados de identificação . a partir dessas idéias.quando e onde: identificam o local e a data em que a atividade relatada foi realizada. além da folha de rosto. Nota-se que. . construção/teste ou verificação de máquinas.36. É importante lembrar que o roteiro do relatório deve ser adaptado às necessidades da disciplina ou aos propósitos da atividade realizada. Os roteiros aqui apresentados acima são sugestões para que o professor possa.o quê: identifica a atividade realizada. com maior número de páginas. basta a folha de rosto. aparelhos ou sistemas. os elementos prétextuais poderão ser limitados ao mínimo indispensável: se o relatório tiver 2 ou 3 páginas. preciso e objetivo. 2 Finalidade da atividade 3 Descrição da atividade 4 Conclusões/recomendações 5 Assinatura do(s) autor(es) C – Elementos pós-textuais Referências (caso existam) Apêndices / Anexos Quando se tratar de um relatório de experiências realizadas em laboratórios. o estilo simples. deve conter um sumário. conforme a extensão do relatório. que pode ser caracterizado como um relatório do tipo informal ou semi-informal.

. . 37 .O título do relatório diz explicitamente do que ele trata? . que tanto pode ser usada pelo acadêmico para verificar se seu trabalho está bem feito. afastando o supérfluo ou não-pertinente? .O leitor encontra nele todas as informações e referências de que precisa para assegurarse da boa condução da testagem ou da atividade realizada? . antes de entregá-lo ao professor. com seus títulos e legendas? .As regras de apresentação (citações. são apresentadas de maneira uniforme. e seu sumário reflete isso? . como pode ser um roteiro adequado para que este avalie os relatórios elaborados por seus alunos.. notas e referências.) são aplicadas de forma metódica e homogênea? . etc.O relatório se limita ao essencial.As tabelas e figuras.É escrito em um estilo simples e preciso? .5 Avaliação Para assegurar que nada tenha sido esquecido na versão final do relatório. se houver.O plano do relatório permite conduzir o leitor por meio de uma demonstração eficaz.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 6. Laville e Dionne (1999) sugerem a seguinte verificação.

..38..

o memorial é uma autobiografia em que se articulam os dados do curriculum vitae. as motivações e as escolhas que o levaram a construir uma determinada história profissional. em um relato circunstanciado. Nesse sentido.. ou se habilitar a promoções na empresa ou instituição a cujos quadros pertençam. portanto. o memorial tem o propósito de fornecer informações para o julgamento qualitativo do candidato. conforme as circunstâncias. bem como realizações pessoais dignas de permanecerem na memória da sociedade ou da instituição a que pertence. de caráter avaliativo – autoavaliativo – um pouco confessional. É elaborado com base numa percepção qualitativa e significativa do caminho percorrido que caracteriza a história do autor. podendo esboçar. portanto. Quando elaborado para fins de concurso de ingresso ou de promoção na carreira. para concorrer a postos no mercado de trabalho. pelo desejo de oferecer orientações sobre sua elaboração aos acadêmicos. ou ainda para fins de concorrer a uma premiação. . elaborar e apresentar o registro analítico de sua formação e trajetória profissional. Apresenta. as perspectivas futuras que o autor tem planejado quanto ao seu percurso profissional – um plano de trabalho –. Parte de uma reflexão introspectiva. principalmente. Consiste. o que não significa dizer que de sua elaboração esteja ausente a necessária dose de objetividade. ainda. 39 . uma vez formados. os quais. configurando uma narrativa histórica e reflexiva sobre a trajetória acadêmico-profissional do autor. ensino e extensão realizados – bem como de sua vida profissional como um todo e das perspectivas que percebe ou planeja para a continuidade de seu trabalho no futuro.1 Conceito Para Severino (2000). como também para o ingresso ou para o O memorial compreende a explicitação da intencionalidade do autor. 7. marca de todo trabalho acadêmico. A decisão das Autoras deste documento de apresentar o memorial entre os tipos de trabalhos acadêmico-científicos foi motivada. complementarmente. pode ser definido como um texto que relata eventos notáveis da trajetória do autor. O memorial tem sido uma exigência em determinados concursos para o magistério superior de diversas instituições universitárias. os resultados que espera alcançar. o relato destaca os trabalhos de pesquisa. e constitui um relato crítico. precisarão.2 Propósitos exame de qualificação de cursos de pósgraduação – notadamente os de doutorado – de muitas universidades. minucioso e analítico das atividades profissionais desenvolvidas pelo autor – no caso daqueles que se dedicam à vida acadêmica..UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 7 MEMORIAL 7. retratando a subjetividade.

em quais condições foram obtidos os títulos da formação acadêmica. . A característica crítica do memorial conduz seu autor à avaliação dos resultados obtidos .deve-se sintetizar a narrativa dos eventos menos marcantes e dar ênfase aos mais significativos a critério do autor e à luz das finalidades do próprio memorial. Embora o memorial seja caracterizado como um relato reflexivo e avaliativo de um caminho percorrido pelo autor. participação em congressos. caracterizando a história particular do autor.3 Procedimentos Para a elaboração do memorial é preciso considerar as seguintes sugestões: . participação em bancas examinadoras. seminários e outros eventos. de forma a evidenciar sua articulação com a história pré-relatada. técnica ou artística. analítico e autocrítico. cursos e atividades de extensão. ou para destacar os aspectos ou fatos mais significativos. analítico e crítico.atividades técnico-científicas. além de servir a tais finalidades. . aperfeiçoamento e atualização: cursos. No entanto. orientação de monografias. especialização e atualização.40. particularmente quando este se destina a finalidades acadêmicas.recomenda-se que o memorial seja elaborado na primeira pessoa do singular. situando os fatos e acontecimentos no contexto sóciocultural mais amplo. pelo seu caráter reflexivo. . tanto em sua formação como em sua profissão. prestação de consultoria especializada. estruturando dessa forma o memorial. coordenação e/ou assessoramento. dissertações. simpósios. estadual.. científicos ou tecnológicos no âmbito federal.utilizam-se subdivisões com tópicos/títulos para marcar as etapas da trajetória percorrida. municipal ou privado.finaliza-se o memorial com a indicação dos rumos que o autor pretende assumir. . o memorial pode constituir uma valiosa produção acadêmica como trabalho conclusivo de curso.deve-se adotar a forma de um relato cronológico. É com vistas a atender a esse duplo propósito que as orientações a seguir foram elaboradas.. estágios de aperfeiçoamento. é indispensável que esse relato contenha informações referentes a: É relevante na elaboração do memorial deixar claro. -ensino: desempenho didático. teses e pesquisas de iniciação científica. resultados de pesquisas. . . o que permite ao autor enfatizar o mérito de suas realizações. exercício de funções de direção. .atividades de administração: participação em órgãos colegiados.formação. artísticoculturais e de prestação de serviços especializados: produção científica. 7. as circunstâncias teóricas e sociais que predominaram no momento da execução do projeto de dissertação ou tese. comitês executivos.

. que reflita as condições e situações em que se desenrolou sua história profissional.O texto evidencia o equilíbrio entre o adequado destaque aos êxitos obtidos e a menção aos eventuais insucessos? . pelo esmero na redação do texto.O autor descreve sua trajetória de modo aprofundado. lembrando que tanto a falsa modéstia como o excessivo elogio comprometem a qualidade do memorial. nossa história de vida é nossa melhor referência. quanto aos seus aspectos físicos. 2000.O relato destaca os aspectos mais relevantes da trajetória do autor? A relevância atribuída a esses aspectos é justificada/ fundamentada? .176). p.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ em sua trajetória profissional e acadêmica. com fidelidade e tranqüilidade. Enquanto este consiste em um conjunto de informações sobre as habilitações do autor. Relatada com autenticidade e criticamente assumida. como também auxiliar o próprio autor do memorial na avaliação do seu relato. Além dos aspectos referentes ao conteúdo que já foram apontados. o que requer. abrangendo sua formação e atuação profissional. apresentado de forma seqüencial e sem comentários. A avaliação deve ser feita em cada etapa do relato. 41 . . O autor precisa estar atento para retratar. pois ele é a justificativa documental do seu desempenho profissional e acadêmico.. p.O conjunto das informações sobre o autor e sua apreciação crítica oferecem elementos suficientes para a apreciação de sua trajetória? . que deve se destacar por uma auto-avaliação equilibrada.34): Alguns memoriais vão muito além da simples apresentação das habilitações pessoais e profissionais do candidato. etc. expressando as contribuições e perdas de cada momento.. Por outro lado. (SEVERINO. apesar de sua crescente utilização. deve-se cuidar que o memorial tenha uma apresentação esmerada. o memorial é um relato da trajetória de uma pessoa. econômicos e/ou sociais? . a trajetória real que foi seguida (. encadernação sóbria. com maior segurança possível. atribuindo diferentes pesos aos distintos eventos do passado. convém salientar que. A boa organização de um memorial é essencial para o julgamento das atividades do autor. 7.. atraente. o memorial pode se destacar. como observa França (1999. uma impressão cuidadosa.). apresentado de forma crítica. Por fim. a partir da qual elabora um relato contextualizado. um projeto gráfico de bom gosto. No entanto. o autor precisa se manter atento para o tom do relato.4 Avaliação A seguir relaciona-se uma série de perguntas que poderão orientar o professor na avaliação do memorial (caso este tenha sido solicitado aos alunos como trabalho acadêmico). principalmente. nota-se ainda uma certa confusão entre memorial e curriculum vitae. com textos tão ricamente elaborados que os transformam em verdadeiras obras literárias. contextualizando-a em relação a aspectos teóricos. políticos.

A organização do texto obedece tanto a seqüência cronológica dos eventos como o encadeamento lógico de fatos e argumentos? .42.. .A redação do texto é precisa e coerente? . relacionando-as com a trajetória pregressa? .O conteúdo evidencia uma reflexão criteriosa realizada pelo autor sobre sua trajetória? .As normas técnicas de apresentação de trabalhos acadêmico-científicos foram observadas? .Os elementos de transição entre parágrafos são adequados ao sentido e à lógica do conteúdo? .A linguagem utilizada respeita a norma culta? ..Apresenta adequadamente as perspectivas futuras para sua atuação.A narrativa é feita na primeira pessoa do singular? .

43 ...UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Parte 2 Orientações e normas para apresentação de trabalhos acadêmico-científicos .

44. ...

Em trabalhos técnico-científicos exige-se rigor na aplicação das praxes de citação. da ABNT. estão sendo expostas. significado de expressões típicas.121) considera difícil determinar “[.1 Regras gerais para citação As informações sobre a obra mencionada podem aparecer no corpo do texto ou em nota de rodapé (sistema numérico). 45 . . As citações podem ser diretas. Usam-se citações quando se transcrevem trechos de alguma obra ou se utilizam informações já publicadas. Pode-se afirmar que todo trabalho acadêmico ou técnico de caráter científico sempre apresenta citações. Recomendase o uso no corpo do texto (sistema autordata). p. indiretas ou citação de citação. p. tais como: esclarecimentos pontuais do texto. 1. fazendo-se a correlação com a lista de referências (sistema autor-data) ou notas de rodapé (sistema numérico).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1 CITAÇÕES São as descrições ou menções (conteúdos ou informações) contidas em um texto extraídas de uma outra fonte.” (LAVILLE. nos quais é permitida uma apresentação mais livre.. nelas buscando apoio para seus pontos de vista. Em todo o caso. sua elaboração deve seguir as orientações da norma NBR 10520:2002 – Informação e Documentação. DIONNE.. o trabalho apresentado.. 1999. tradução de palavras estrangeiras. deve ser seguido em todo o trabalho. exemplos e modelos. Assim. observa que a citação não pode ser uma “manifestação de preguiça” de quem está elaborando uma dissertação ou uma tese. etc. teórica e empiricamente. mesmo Umberto Eco (1988. Apresentação. São utilizadas para sustentar. inspirando-se nelas. que deixa para os outros a apresentação de idéias ou de informações. adotado. as citações tanto podem ser usadas com o objetivo de reforçar argumentos como para expor posições contrárias àquelas que estão sendo defendidas..] se se deve citar com profusão ou com parcimônia. é da própria natureza da pesquisa situar-se em relação a outras. com o propósito de esclarecer ou complementar as idéias que Quanto à quantidade de citações a serem usadas em um trabalho. deixando para o rodapé outras informações. Depende do tipo de tese”. seguido pela data de publicação da obra e número da página. Citações em Documentos. diferentemente de textos literários. “De fato. 259). Importante! Qualquer que seja o sistema Para identificação de fonte da citação apresenta-se o nome do autor. nelas encontrando ilustrações.

melhor e com mais segurança se trabalha. como nos exemplos que seguem: Obs. Obs. Vale ressaltar. são inseridas no texto.2 Tipos de citação 1..10). 1988. o nome do autor faz parte da frase. também.46. 1. sem emprego de aspas. textual ou literal É aquela em que se reproduz no texto a idéia original da obra que está sendo consultada. com recuo de 4cm da margem esquerda. fonte e espaçamento interlinear menores. p.. que o uso do ponto final após as citações deve atender às regras gramaticais. melhor e com mais segurança se trabalha. no segundo exemplo. como nos exemplos seguintes: Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve ter presente que “quanto mais se restringe o campo. a indicação da página é obrigatória para citação direta. a entrada – no caso. o nome do autor – deve ser grafado com letras maiúsculas. . p.” (ECO.2. sendo grafado com maiúscula e minúsculas (NBR 10520:2002). Quando se trata de citações curtas (até três linhas).” As citações diretas longas (aquelas com mais de três linhas) devem constituir um parágrafo independente. 1: de acordo com a NBR 10520:2002.1 Citação direta. ou Ao escolher e delimitar o tema de pesquisa o mestrando deve atentar para o que diz Eco (1988. 2: no primeiro exemplo.10): “quanto mais se restringe o campo.

em tamanho e conteúdo. Pode surgir de uma dificuldade prática enfrentada pelo coordenador. 319).]”. a indicação da(s) página(s) consultada(s) é opcional.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Marconi e Lakatos (2001. a escrita do texto original. Nas citações indiretas. Ao parafrasear. conforme a NBR 10520:2002. ou seja. Todavia. É geralmente empregada quando se pretende apresentar. p. Como se trata de idéias alheias. p. Nesse sentido.. o “trabalho da citação [..34). Pode ter sido sugerido pela entidade responsável pela parte financeira. o domínio dos conceitos se revela no seu uso ao longo da análise e não na infindável seqüência de definições de diferentes autores. Dentre elas. 1978. (CASTRO.. 47 . segundo Compagnon (1996. se ‘encaixar em temas muito amplos. Uma tese deve revelar o domínio dos conceitos utilizados e um certo conhecimento da literatura técnica. tem-se um caso de plágio. destaca-se a identificação do tema a ser estudado. 1.. p.. mas colocado no seu contexto. portanto) utilizando-se de palavras próprias.. as idéias de um autor sem recorrer à citação direta. O assunto não deve estar solto no espaço. caso ela não seja feita. o que não lhe tira o caráter científico. . ‘encomendado’. normalmente.] o assunto que se deseja provar ou desenvolver. de modo reduzido ou abreviado.. desde que não interfira no desenrolar da pesquisa.2. caracterizando-se pela substituição de algumas de suas palavras ou expressões.] é uma produção de texto [. da sua curiosidade científica. processo que exige sua interpretação para reconstrução de um novo texto.102) apresentam algumas orientações relativas à elaboração do projeto de pesquisa. de desafios encontrados na leitura de outros trabalhos ou da própria teoria. não altera.. determinados por uma entidade que se dispõe a financiar pesquisas e que promove uma concorrência entre pesquisadores. portanto. A paráfrase é a forma de citação indireta que. distribuindo a verba de que dispõe entre os que apresentam os melhores projetos. que é reconhecido como [.2 Citação indireta: paráfrase e condensação Consiste em se reproduzir o pensamento do autor (idéias alheias. portanto. restaura-se total ou parcialmente o texto fonte. a referência à fonte é obrigatória pois.

Um outro modo de escrever a citação indireta é a condensação. deverá desenvolver uma leitura significativa (compreensiva/ interpretativa). DIONNE.48. Esta forma de uso de citação é interessante. Citação indireta (condensação): A definição do problema de pesquisa é crucial no processo de pesquisa. (LAVILLE. É ela que serve para definir e guiar as operações posteriores. DIONNE. sem alterar o seu significado. DIONNE. (LAVILLE. pois é ela que servirá de guia para as etapas posteriores (LAVILLE. para que consiga sintetizar as idéias do texto original. p. maior articulação de leitura por parte do autor do trabalho. Citação indireta (paráfrase): Considera-se que a determinação e a explicitação do problema constituem operações decisivas no processo de pesquisa. já que. .85). em que se faz uma síntese do texto que se quer citar. 1999).. uma vez que tenha sido bem planejada.. porém apresentando apenas as principais idéias do autor. 1999). como uma espécie de piloto automático. pois pressupõe Texto original: A fase de estabelecimento e de clarificação da problemática e do próprio problema é freqüentemente considerada como a fase crucial da pesquisa. 1999. Isso porque é a partir da conscientização do problema e de suas implicações que o pesquisador será capaz de planejar e desenvolver adequadamente as etapas subseqüentes da pesquisa.

Quando se discutem métodos para o ensino da pesquisa. usa-se o itálico.3 Citação da citação Consiste na reprodução de informação já citada por outro autor. Obs. Werner e Bower são os autores da idéia original a que não se teve acesso e Gil é o autor da obra consultada. Obs.31). e AlvesMazzotti e Gewandsznajder são os autores da obra consultada. BOWER.” 2 Por se tratar de palavra de outra língua (latim).: no exemplo acima. 49 . A indicação da fonte de uma citação de citação pode ser apresentada na forma textual ou após a descrição da idéia. pode ser expressa como citação direta ou indireta. . p. mas de fazer brotar idéias. deve-se lembrar as palavras de Abramo (1979 apud TOMANIK. Para Patton (1986 apud ALVES-MAZZOTTI. p. 1997.123): “a melhor maneira de se aprender a fazer pesquisa é fazê-la: nada substitui a prática da realização. usa-se a expressão latina apud2 . Patton é o autor da idéia original a que não se teve acesso. Esta idéia. p.. 1987 apud GIL.” (WERNER. autor da idéia original é citado por um outro autor/obra que se está consultando.: no exemplo acima. 1994..2.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 1... “Educar não é uma arte de introduzir idéias na cabeça das pessoas. GEWANDSZNAJDER.173) “a triangulação de métodos geralmente se refere à comparação de dados coletados por métodos qualitativos e quantitativos [. Para explicar que o Nota: nas referências apenas o autor da obra consultada deve ser mencionado.]”. por sua vez. 2001.

3 Alterações na citação Muitas vezes é necessário fazer alterações na citação.]” (BEAUD.. em que materiais irá se aprofundar.. . p. como qualquer outro material.” “Evite. decidir sobre os eixos em que irá concentrar sua pesquisa.] evite fazê-lo em excesso ou desorganizadamente: uma citação.. A citação de citação. a) Em citação com supressão de uma parte inicial ou final. No entanto. também chamada de segunda mão. igualmente. ou ainda para adaptá-la às exigências da sintaxe do período ou da oração em que será inserida. 1. tomando notas. em que terrenos irá concentrar seus esforços. 125). Nesses casos. crucial para o bom desenvolvimento da pesquisa: E é preciso ler os livros mais importantes. então. no entanto. usam-se também as reticências entre colchetes: Beaud (1997. seja para torná-la mais curta pela supressão de alguma parte que não interessa ao que se está expondo.45) faz um alerta para o mestrando levar a bom termo a formulação da questão principal da pesquisa. 1997. deve ser usada de modo bastante restrito.. usam-se reticências entre colchetes: Sobre o emprego de citações. é obrigatório indicar a alteração feita. [. pela dinâmica que imprime à totalidade de seu raciocínio central. só vale pelo lugar que ocupa. Em qualquer desses casos. p..50. p. somente disponível em língua que se desconhece.. muitas vezes determinados textos não estão acessíveis (o que não é o caso dos exemplos acima).] é preciso fazer escolhas. citações longas demais. 125) aconselha: “[. b) Em citação com supressão de parte intermediária. triagens. seja para destacar algum de seus termos ou expressões. por se tratar de obra rara ou. Beaud (1997.. que correm o risco de quebrar o ritmo de sua demonstração [.. é admissível o uso da citação da citação. pois preferencialmente se deve consultar a obra ou documento original.

70).. quando algo é acrescentado para esclarecer o leitor. grifo dos autores). “A escolha de um tema que esteja ligado à área de atuação profissional. .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Na citação com destaque (grifo. torna o trabalho de desenvolvimento monográfico muito mais interessante e eficiente.” (MARTINS.. ou que faça parte da experiência profissional do estudante. mesmo que o objeto não pareça ser tão interessante. O que o verdadeiro pesquisador busca é o jogo criativo de aprender como pensar e olhar cientificamente.68. LINTZ. os acréscimos devem ser colocados entre colchetes: “Dois passos são necessários para o início da tarefa [de realizar um pesquisa]: a formulação do problema e a elaboração do projeto de pesquisa. ou quando o destaque já faz parte da obra consultada. 1997.21. ou então. 2000. negrito ou itálico) de termos ou expressões.” (GOLDENBERG. p. p. p. 1997. deve-se indicar a autoria do mesmo: “O trabalho de pesquisa deve ser instigante. 51 . d) Quando são feitas adaptações na citação para adequá-la à sintaxe do período.” (GOLDENBERG. grifo nosso).

instrumental . .quando o caso é usado para entender mais do que aquilo que é óbvio para o observador. Instrumental – when the case is used to understand more than what is obvious to the observer. Yin (1993) identificou alguns tipos específicos de estudos de caso: exploratório. 1997.4 Normas complementares para citação a) Quando os dados a serem citados são obtidos por informação verbal.1.. Explanatory. coletivo – quando um grupo de casos é estudado. No rodapé da página: Informação fornecida pelo Gerente de Desenvolvimento Organizacional da Empresa Época. deve-se indicar a expressão ‘informação verbal’ entre parênteses. Collective – when a group of cases is studied.. (TELLIS. explanatório e descritivo. p. entre parênteses: Yin (1993) has identified some specific types of cases studies: Exploratory.52. 1.1). 1997. após a chamada da citação deve-se incluir a expressão ‘tradução livre’. 1 b) Quando a citação for um trecho traduzido pelo autor do trabalho. Stake (1995) included three others: Intrinsic – when the researcher has an interest in the case. and Descriptive. Stake (1995) incluiu três outros: intrínseco – quando o pesquisador tem um interesse no caso. apresentando as explicações disponíveis em nota de rodapé: No texto: A nova estrutura organizacional será implantada no próximo ano (informação verbal)1. p. em palestras e debates. tradução nossa). em 25 de julho de 2002. (TELLIS.

2001) 1. como nos exemplos: De acordo com Chiavenato (1999a) (CHIAVENATO. . assinalando-o ao leitor e usando a expressão sic entre colchetes.5 Considerações finais sobre as normas de citação A citação pressupõe que a idéia do autor citado seja compartilhada. 2001) (BUNGE. 2000. 53 . após apresentar a citação. esses são separados por ponto-e-vírgula. deve-se confrontá-la com o original para evitar erros ou omissões.. assim como as citações devem ser fiéis ao texto. a referência deve ser exata e precisa. Umberto Eco (1988. 1974. Deve-se respeitar eventual erro do autor citado. apresentam-se as datas separadas por vírgula: Chiavenato (1997. 1980) e) Quando houver citações indiretas de documentos diferentes de vários autores. RICHARDSON. conforme a lista de referências. em ordem alfabética. 1976.. faz-se o acréscimo de letras minúsculas. 1999b) d) Em caso de citações indiretas de vários documentos de um mesmo autor. SEVERINO. publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente. isto é. LAKATOS.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ c) Quando houver citações de diversos documentos de um mesmo autor. O autor e a fonte de todas as citações devem ser claramente reconhecíveis. p.126) diz claramente: “Citar é como testemunhar num processo”. Quando não for este o caso. 1999. (MARCONI. o trecho citado deverá ser precedido ou seguido de alguma crítica ou contestação (ECO.1988). 1999. bem como averiguável por todos. em ordem alfabética. YIN. 1972. Nesse sentido. 2001. após a data e sem espacejamento. publicados em um mesmo ano. mencionados simultaneamente. Por isso. que se concorde com ela.

...54.

que o “resumo deve ressaltar o objetivo. As palavras-chave são separadas entre si por ponto e finalizadas por ponto. . seus resultados e conclusões mais importantes.. 2000. críticas e julgamento pessoal do autor.. como uma das condições exigíveis. essa norma define: . dissertações e outros) e relatórios técnicocientíficos: de 150 a 500 palavras. (FRANÇA. 69-70). p.. o método. ressaltando de forma clara e sintética a natureza do trabalho. ‘O autor do trabalho descreve... 69).para trabalhos acadêmicos (teses. p. . 2000. concisa e objetiva.para notas e comunicações breves: de 50 a 100 palavras. a NBR 6028:2003 estabelece. fórmulas.” Estabelece ainda que seja “composto de uma seqüência corrente de frases concisas.para artigos de periódicos: de 100 a 250 palavras. diz: Quanto à redação e estilo de resumos. seu valor e originalidade. 55 . 69).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 2 RESUMOS DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS Trabalhos acadêmico-científicos tais como teses. de acordo com França (2000. expressões como: ‘O presente trabalho trata de. devendo incluir palavras representativas do assunto. Leitura. os resultados e as conclusões do documento.] é a apresentação concisa e seletiva de um texto. respeitando a estrutura do original e reproduzindo apenas as informações mais significativas. Ex. [.. p. afirmativas e não de uma enumeração de tópicos”. comentários. Como a redação deve se caracterizar pela máxima concisão. Sobre a extensão do resumo. a menos que sejam absolutamente necessários à compreensão do conteúdo. descobertas. dando-se preferência ao uso da terceira pessoa do singular e do verbo na voz ativa e evitando-se o uso de parágrafos. técnicas de abordagem. projetos de pesquisa e artigos destinados à publicação em revistas acadêmicas exigem a inclusão de um resumo de seu conteúdo. antecedidas da expressão Palavras-chave. Limita-se a um parágrafo. símbolos. As palavras-chave devem figurar logo abaixo do resumo.. Também não cabem num resumo citações. valores numéricos e conclusões..’ são supérfluas (FRANÇA. Resumo.: Palavras-chave: Narrativa. como: objetivos. Produção textual.’. dissertações. O uso de abreviaturas. O resumo deve constituir-se num texto redigido de forma cursiva. equações e diagramas devem ser evitados. . Quanto ao estilo da redação e conteúdo.

3 4 RATTNER. dissertações. Educação e Sociedade. deve ser apreendido. Palabras clave (espanhol). Expõe a teoria da reação estética e o conceito de catarsis vigotskyanos.. Em artigos científicos. histórico-culturais e espaciaisecológicas. 3 JAPIASSU.O. 1995. de acordo com a NBR 6022:2003. de acordo com a NBR 14724:2002. Riassunto (italiano). Zusammenfassung (alemão). R. Parole chiavi (italiano).56. Résumé (francês). As artes e o desenvolvimento cultural do ser humano.. Dentre este cenário de tendências contraditórias. aperfeiçoamento e/ou especialização). A maioria dos periódicos acadêmicocientíficos exige. Usam-se./dez. o trabalho procura analisar o papel dos principais atores – a ascensão de poderosas organizações que operam em escala transnacional e o Estado-nação cujo poder e influência estão definhando. além do resumo na língua do público a que este se destina. 2. set. Schlüsselwörter (alemão).69. conforme o caso. os resumos (acompanhados das palavras-chave) na língua original e em língua estrangeira fazem parte dos elementos pré-textuais. v. em suas dimensões políticas. o resumo (acompanhado das palavras-chave) na língua original faz parte dos elementos pré-textuais. Em trabalhos acadêmicos (teses. Globalização: em direção a um mundo só? Estudos Avançados. os seguintes cabeçalhos: Abstract ou Summary (inglês). 65-76 . Identifica nele as origens do pensamento psicológico de L. resumo em pelo menos uma outra língua. n.20. H. também.V.4 . Resumen (espanhol). p. enquanto que o resumo (e correspondentes palavras-chaves) em língua estrangeira deve ser colocado após o texto. n.1 Exemplos de resumos O artigo situa historicamente a produção e a publicação do estudo vigotskiano sobre a psicologia das artes. Motsclés (francês). As palavras-chave em língua estrangeira acompanham obrigatoriamente o resumo em língua estrangeira: Keywords (inglês). O processo de globalização. Contrariamente à visão idealizada de uma progressão linear de mercados regionais integrados para uma sociedade una e global. dez. Vigotsky sobre o qual se estrutura a elaboração da teoria histórico-cultural do funcionamento mental superior. p.25. a realidade apresenta uma fragmentação do espaço político com novas barreiras e mercados protegidos. v. embora conduzido pela economia. 1999.9. TCCs e TGIs de cursos de graduação. 34-59.S.

conforme a natureza do trabalho. que também podem estar localizadas ao final do texto. as referências são apresentadas antecedendo tais textos. homepage. ao fim de cada capítulo. ao fim do artigo. jornais.1 Localização das referências Os sistemas mais utilizados para apresentação das referências são o alfabético (ordem alfabética de entrada. Além disso. . Nestas situações. desta forma. destinadas às informações adicionais e não essenciais para a compreensão do texto. As fontes das informações contidas em um texto são diversificadas. segue-se a ordem numérica crescente para apresentação das listas.. manuais. e-mail. é obrigatória a sua identificação na lista das referências. etc. documentos oficiais. dicionário. seminários. cd-rom. ibid.) e op. são obrigatórias nesse tipo de trabalho e sua elaboração deve seguir as orientações da NBR 6023:2002. também chamado de ‘autor-data’ quando relacionado à citação) e o numérico (ordem de citação no texto). os trabalhos também podem apresentar informações cuja fonte são documentos eletrônicos (disquetes. 57 . da ABNT. antecedendo apêndices e anexos. As notas de rodapé ficam. as listas são apresentadas em ordem alfabética única. capítulo ou artigo. relatórios técnicos e legislação.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3 ELABORAÇÃO DE REFERÊNCIAS As referências de um trabalho acadêmicocientífico consistem na listagem com as informações sobre todas as fontes/autores mencionados no texto. dissertações ou monografias. enciclopédias. as referências podem aparecer: em listas após o texto. consistem em obras como livros. No primeiro caso.. eliminando as inúmeras referências completas e as expressões idem. ibidem (ou id.cit. dentre outros. No sistema numérico. publicações periódicas on line) ou eventos técnico-científicos como congressos. A ABNT estabelece que este sistema não pode ser usado concomitantemente para notas de rodapé ou explicativas. jornadas. teses. Já em resumos e resenhas. Independentemente do tipo de fonte ou autoria mencionada no trabalho. Vale destacar que a adoção do primeiro sistema (alfabético) tem a vantagem de despoluir visualmente o rodapé da página. artigos de publicações científicas ou especializadas (periódicos). 3..

quando este for apresentado na referência (Pesquisa social: métodos e técnicas). antes da editora (São Paulo: Atlas).a vírgula é usada após o sobrenome do autor (ECO. As referências de uma lista devem seguir sempre os mesmos princípios. após a cidade onde o periódico é publicado. Rio de Janeiro. M. . Quanto à pontuação. 3. -o ponto-e-vírgula. set. pois neste caso o elemento de entrada é o próprio título. Org.5 cm. . R.o colchete é usado para indicar os elementos de referência que não aparecem na obra referenciada.as reticências são usadas para indicar supressão de parte de títulos (Anais. . As referências são alinhadas à margem esquerda do texto. usa-se vírgula: após o título da revista/periódico. .os parênteses são usados para indicar série. M. O título da obra ou do periódico é sempre grifado com destaque (itálico ou negrito). grau nas monografias de conclusão de curso e especialização. v. . este deve ser mantido em todas as referências de um mesmo documento. respeitando-se os seguintes padrões: . Humberto). após a editora. entre o número do ano/volume e o número do periódico.). e depois do termo In:. edição (7. João.).os dois pontos são usados antes do subtítulo.2 Aspectos gráficos das referências A elaboração das referências deve seguir a seqüência dos elementos do documento a ser referenciado. Comp..usa-se ponto após o nome do autor/autores (AGUIAR.)).2. Em caso de referência de periódicos. e no final da referência. n.3. FISCHER. 1997)... T.). ed. Alfredo (Org..10-15) e entre datas de fascículos seqüenciais (19981999). teses e dissertações (Mestrado em Educação). Por exemplo: ao optar pela utilização abreviada do prenome do autor.15-21. . Esta regra não se aplica às obras sem indicação de autoria ou de responsabilidade. digitadas em espaço simples e separadas entre si por espaço duplo.).58. também deve ser uniforme em todas as referências. já destacado em letras maiúsculas na primeira palavra (com exclusão de artigos ou monossílabos). de forma abreviada (Coord..o hífen é utilizado entre páginas (p.. p. Nota: Embora a NBR 14724:2002 estabeleça que sejam separadas por espaço duplo.. L. isto deve ser adotado em todas as referências daquela lista.). Ao ser definido um tipo de destaque. conforme os modelos prescritos na norma (NBR 6023:2002). que caracteriza função na elaboração e/ou responsabilidade sobre a obra (BOSI. seguido de espaço. após o título. recomenda-se que as referências apresentadas ao final do trabalho sejam separadas entre si por espaço de 1. após o número do periódico e após as páginas da revista/periódico (Política e Administração. . porém são conhecidos [1991]. é usado para separar os autores (FLEURY. para o título.

entre parênteses. Rio de Janeiro: Graal.quando há dois ou três autores. 59 . PAIVA. FLEURY. 2. a entrada da referência é feita pelo nome do responsável (ou dos responsáveis.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. T. (e outros). 1986. ed. ROLNIK. etc. 1989. Editor.). mencionam-se todos eles na ordem em que aparecem na obra. no singular. FISCHER. é facultado indicar todos os autores. Paulo et al. M.quando houver indicação explícita de responsabilidade pelo conjunto da obra (Organizador.) em coletâneas de vários autores.quando há mais de três autores mencionase apenas o primeiro autor. seguido de espaço. FREIRE. separados por ponto-e-vírgula. São Paulo: Atlas. São Paulo: Brasiliense. GUATTARI. 10.).3 Regras gerais para elaboração de referências 3. .1 Regras quanto à autoria . acrescentandose a expressão latina et al. . R. Vanilda (Org. ed. .3. se for o caso). Sueli. (Coord. Cultura e poder nas organizações. L. do tipo de participação. Micropolíticas: cartografias do desejo. Félix. Perspectivas e dilemas da educação popular. Em caso de projetos de pesquisa. M. 1986. Vivendo e aprendendo. 1986... de indicação de produção científica em curriculum vitae ou em relatórios para órgãos de financiamento.. Coordenador. seguido da abreviação. Petrópolis: Vozes.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO E DO DESPORTO. Secretaria da Saúde. O termo anônimo não deve ser usado para substituir o nome do autor desconhecido. em letras maiúsculas. Carlos. 1979.. 1990. DIAGNÓSTICO do setor editorial brasileiro. Gabriel. b) quando o segundo nome indica parentesco: PRADO JR. esta deve ser indicada como autor. editoriais. CONGRESSO BRASILEIRO DE BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO. 2001.. instituições). 212-213. Florianópolis... empresas. Brasília: SEF. Guia dos livros didáticos: 1ª à 4ª séries. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro.60.quando a autoria for desconhecida (por exemplo: artigos de jornal sem autoria explícita. 1993. associações. etc. Caio. Rio de Janeiro: Schmidt. 3. PROCURA-SE um amigo. 1979. 1997. desde que seja a forma adotada pelo autor. 3 v. . .em caso de publicação assinada por entidade (órgãos governamentais. SANTA CATARINA. 10. Gerência da vida: reflexões filosóficas. . Quando a entidade tem uma denominação genérica. este deve constar na referência. ATHAYDE. como segue: a) quando ligados por hífen: SCHERER-WARREN.quando o autor for conhecido pelo pseudônimo. d) o nome do autor é conhecido de forma composta: MACHADO DE ASSIS. congressos.quando os autores têm sobrenomes compostos. .). Debates pedagógicos. ed.. Lenilson Naveira. c) quando um dos nomes é adjetivo: CASTELO BRANCO. 1931.. p. . Ilse. Rio de Janeiro: Record. Curitiba: Associação Bibliotecária do Estado do Paraná. a entrada é feita pelo título. Anais. seu nome é precedido pelo órgão superior ou pelo nome da jurisdição geográfica à qual pertence. e) o nome é espanhol: GARCÍA MARQUES. estes devem ser escritos na ordem em que aparecem. In: SILVA. Tristão de. Curitiba. Relatório de atividades.

em casos de obras do mesmo autor publicadas no mesmo ano. Brasília: Ministério da Educação. modernidade e globalização. 2002. RODRIGUES. Turismo.o título e subtítulo (se for usado) devem ser apresentados tal como figuram no documento. Em caso do uso do subtítulo. seguido de ponto. substitui-se o nome do autor das referências subseqüentes por um traço sublinear equivalente a seis espaços..2 Regras quanto ao título e subtítulo . São Paulo: Hucitec. São Paulo: Hucitec. entre colchetes. 1997a. ______. SIMPÓSIO BRASILEIRO DE EDUCAÇÃO. 61 . I. 1989. sem chegar aos dois pontos.. 1997b. 1997b 3.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . Salvador. . Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar. . Carreira e competência: gerenciando o seu maior capital. deve-se atribuir uma palavra ou frase que identifique o conteúdo do documento. . RODRIGUES. Adyr Balastreri. 1997a. separados por dois pontos. acrescentam-se letras minúsculas ao ano. São Paulo: Saraiva.quando se referenciam várias obras do mesmo autor em uma mesma página. RODRIGUES. [Trabalhos apresentados]. CHIAVENATO.quando não existir título.3. apenas o título principal é grifado (negrito ou itálico). 1989. na seqüência alfabética ascendente.. 2.

).]. indica-se a expressão sine nomine abreviada e entre colchetes [s. Em caso de informações complementares à edição. ambos na língua do documento.n.o nome da editora é indicado da forma como se apresenta no documento. 2001.a partir da segunda edição. 1974. .A. desde que sejam dispensáveis para a identificação. Das mulheres e das flores. ed. abreviando-se os prenomes e suprimindo-se as designações da natureza jurídica ou comercial.3 Regras quanto à edição e editora . Belo Horizonte: [s. Obs. MAIA. rev. ZARIFIAN. . indicam-se ambas com os respectivos locais (cidades). os acréscimos devem ser indicados de forma abreviada. Antonio Joaquim. Já se forem três ou mais.: (No livro: Editora Atlas S. . abreviando-se os números ordinais e a palavra edição.62. P Objetivo competência: por uma nova lógica. 2001. Robert K.História da ciência: o mapa do conhecimento. YIN. indica-se a primeira ou a que estiver em destaque..quando não se tem o nome da editora. ALFONSO-GOLDFARB. 2000. 21. São Paulo: Atlas. São Paulo: Cortez. . . esta deve ser identificada na referência. VALENCIA.]. 3. Rio de Janeiro: Expressão e Cultura. 2.n. Porto Alegre: Bookman. Estudo de caso: planejamento e métodos. SEVERINO. I. e ampl.3. São Paulo: EDUSP 1995. Metodologia do trabalho científico.. Carlos A.) . ed. Ana Maria.em caso de haver duas editoras. (Coord.

Cria e recria. BELTRÃO III. indica-se o primeiro ou o mais destacado. 1977.l.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. deve ser indicada entre colchetes.3.]. 1994. [São Paulo]: SDF Editores. dentre outros.l. . [S.o local (cidade) deve ser mencionado na referência tal como indicado no documento. LAZZARINI NETO. Discursos do pregador.l. 1930..quando o local é desconhecido. A prática da pesquisa.n. Obs. deve-se utilizar a expressão sine loco.4 Regras quanto ao local .quando a cidade não aparece no documento.quando o local e a editora não puderem ser identificados no documento.: s. 1981. . acrescenta-se a abreviatura do Estado ou do país. CASTRO. entre colchetes. Em caso de haver cidades com o mesmo nome. RJ .quando houver mais de um local para uma só editora. Sylvio. Viçosa. abreviada e entre colchetes [S. abreviadas. C. OS GRANDES clássicos das poesias líricas. [S.. . Viçosa. . de M. J. são indicados como locais: São Paulo – Rio de Janeiro – Lisboa – Bogotá – Porto – Buenos Aires – Guatemala – Madrid.]. mas pode ser identificada. 63 . São Paulo: McGraw-Hill do Brasil. utilizam-se as expressões sine loco e sine nomine. MG.]: Ex Libris.: No documento de que trata a referência acima. AL. Viçosa.

impressão ou apresentação (depósito) de um trabalho acadêmico. as expressões: Não paginado. trimestres. 2001. ao final da referência devem ser indicadas. distribuição.3. entre colchetes. 1996. semestres ou estações do ano. sem. 3. Aug. as estações do ano tal como figuram na publicação./Sept. . sempre deve ser indicada. no idioma original da publicação. divisões por bimestres. bim. 3.64.6 Regra quanto à paginação . maio/dez. após o ponto final.quando a publicação indicar. por isso. primavera 2000. no lugar dos meses. 1950] Década certa – [196-] Década provável – [196-?] Século certo – [18-] Século provável – [18-?] . (publicação sem número de páginas) Paginação irregular.5 Regras quanto à data A data é um elemento essencial à referência e. mas não indicada no documento – [1976] Uso de intervalos menores de 20 anos – [entre 1970 e 1985] Data aproximada – [ca.3. estas informações devem ser transcritas da seguinte forma: os bimestres. mar. Autumm 1970.quando em indicações de meses.. estes devem aparecer de forma abreviada. registra-se uma data aproximada. (publicação com paginação irregular) . 2. 2002. 1995. trimestre e semestres abreviados.1995. 3. conforme as seguintes indicações: Um ano ou outro – [1996 ou 1997] Data provável – [2001?] Data correta.. Quando nenhuma dessas datas puder ser determinada. seja ela de publicação.quando a publicação não apresentar número de páginas ou se a numeração for irregular.

manuais. São Paulo: Hucitec. 1988. Observações: a) os elementos essenciais são os de descrição obrigatória na elaboração da referência. Caso seja indicado. . etc. B. b) indicação de apoio de entidade governamental à publicação referenciada. dicionário. Assim. 1997. abreviado(s) ou não). GRAMSCI. se houver). MARCONI. monografias). LAKATOS. como livros. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira. ano de publicação. ISBN.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. dissertações.. Eva Maria. ao final da referência). Turismo e espaço: rumo a um conhecimento interdisciplinar.4 Modelos de elaboração de referências 3. o subtítulo não é grafado em negrito ou itálico. tradutores. A.. quando necessário e de acordo com o documento a ser referenciado. menção à edição exclusiva para assinante. indicação de co- c) o elemento ‘tradução’ e a indicação de subtítulo da obra são opcionais. enciclopédias.4. define monografia como o documento constituído de uma só parte ou de um número pré-estabelecido de partes que se complementam.1 Monografias consideradas no todo5 Elementos essenciais – regra geral SOBRENOME do autor. Tradutor: Luiz Mário Gazzaneo. Antônio. a política e o Estado moderno. 3.1 Monografias 3. informações descritivas sobre o documento (por exemplo: a) em caso de jornal. RODRIGUES. 5 Para fins de elaboração de referências.1.4. Livros editores. catálogo. são acrescentados elementos complementares para melhor identificá-lo. ed. 65 . ao final da referência. podendo variar conforme o tipo de documento. Local (nome da cidade): Editora. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. a NBR 6023:2002 da ABNT. Marina de A. b) alguns dos elementos complementares considerados na NBR 6023:2002 da ABNT são: número de páginas do documento. a não ser em casos de nomes próprios). Título da obra em negrito ou itálico (apenas a primeira letra em maiúscula. Número da edição (a partir da segunda edição. Metodologia científica. 2000.. São Paulo: Atlas. Maquiavel. trabalhos acadêmicos (teses.

Faculdade de Ciências Econômicas. Instituição. ano da defesa. 2002. Belo Horizonte. Dicionário contemporâneo da Língua Portuguesa. V. Universidade Federal de Minas Gerais. Qualidade de vida no trabalho.] (o grau) – vinculação acadêmica.66. Título: subtítulo. 1980. Prenome e outros Sobrenomes (se houver. dissertação. Dissertação (Mestrado em Administração) . ed. Ano de apresentação. Bíblia Sagrada. 1989. local. Rio de Janeiro. Dicionário AULETE. Enciclopédia THE NEW Encyclopaedia Britannica: micropaedia. Português. 5 v.. M. abreviados ou não). 30 v. Tipo de documento [tese. etc. RODRIGUES. Normas Técnicas ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. trabalho de conclusão de curso. 1986.. Edição Ecumênica. 1989. 1980. 180 f. Caldas. Bíblia BÍBLIA. Dissertações e Teses SOBRENOME do autor. 3. Número de folhas ou volumes. Chicago: Encyclopaedia Britannica. . Rio de Janeiro: Delta. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: Encyclopaedia Britannica. Tradução de Padre Antônio Pereira de Figueiredo.

67 . São as monografias apresentadas em meio eletrônico como disquetes. volumes. Enciclopédia e dicionário digital 98.1.br/redac/manual. MORGADO.C. precedida da expressão Acesso em:.1. acrescidas de descrições físicas do meio eletrônico. São Paulo. precedido da expressão Disponível em: e a data do acesso ao documento. O padrão da referência é: SOBRENOME..com. NBR 6023:2002).Escola Politécnica. Tese (Livre Docência) . online. ano. São Paulo. excetuando-se nome próprio. M. São Paulo. 5 CD-ROM. A.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ CAMPOS. Documentos online6 6 Não se recomenda referenciar material eletrônico de curta duração nas redes. 1990. Título da obra: subtítulo (se for o caso). etc.L. A. 1990.estado. Inclui as referências de capítulos. cd-rom. Documentos em CD-ROM 3. Edição (a partir da segunda.4. Título da parte (apenas a primeira letra maiúscula. HOUASSIS.2 Monografias no todo em meio eletrônico KOOGAN. 51 f. G. Universidade Camilo Castelo Branco.3 Partes de monografia Obs. Trabalho de Conclusão de Curso (Especialização) – Faculdade de Odontologia. São Paulo: Delta: Estadão. 1998. Prenome do autor da obra como um todo. segue-se as normas dos documentos monográficos no todo. o nome após a expressão In: é substituído por 6 traços sublineares. se houver).. sem negrito ou itálico). (ABNT. (Ed). Universidade de São Paulo. Prenome(s) e outro(s) Sobrenome(s) do(s) autor(es) da parte. 1990.4. 1990. In: SOBRENOME. Manual de redação e estilo. Para referenciá-las. O ESTADO DE SÃO PAULO. Local: Editora. 3.html>. Processamento de linguagens naturais através de funções recursivas de expressões regulares condicionais. capítulo ou outra forma de individualizar a parte referenciada. Disponível em: <http://www1. 1997. artigos de coletâneas com autor e/ou título próprios. 105 f. seguidos de ponto. Deve-se apresentar o endereço eletrônico entre os sinais < >. .L.. Reimplante dentário.: Nos casos em que o autor do capítulo ou do artigo é o mesmo da obra. Acesso em: 19 maio 1998.

(Org. Capítulo de livro Artigo de coletânea7 AMADO.. etc. Editor.14-16. BOUTHOUL. Rio de Janeiro: FGV.). A. Sociologia da administração. . 3. 1988. MACEDO.refletindo. 7. matérias jornalísticas.). editoriais. SOUZA. p. FREITAS. bem como matérias apresentadas em um número. as publicações periódicas também são referenciadas segundo as características específicas de cada tipo. In: ______. Viagem astral aos domingos. Rio de Janeiro: Guanabara.. Gilles. 7 Coletâneas são publicações compostas por artigos ou textos de vários autores em uma única obra.1.. p. p.4. reportagens. In: ______. São Paulo: Atlas.68. cap. 1997. ed. Curitiba. Disponível em: <http://www.4 Parte de monografia em meio eletrônico Seguem-se as normas anteriores para referenciar partes de monografias. Nas coletâneas. B. S. Vida psíquica e organização. Coesão organizacional e ilusão coletiva. 103-115. 122-143.). Os primeiros agregados humanos. fascículo ou número de revistas. Eva Maria. 5. G. Maria Ester de (Org. Acesso em: 25 jul. seções. 1987. G. Organizador. etc. Prestes. Fernando C.1990.4.). História das doutrinas políticas.br/ livrosonline/leitura_32>. Reflexões para o silêncio. In: TOLEDO.com. volume ou fascículo de periódicos (artigos científicos de revistas. LAKATOS. Parte de uma obra MOSCA. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. In: MOTTA.. Cultura e poder organizacional e novas formas de gestão empresarial. número de jornal ou caderno de jornal completo. 3. Da mesma forma que nas referências de monografias (completas ou partes). geralmente há a indicação de um ou mais autores como responsáveis pela obra (Coordenador. 2000.2 Publicações periódicas Publicações periódicas abrangem os seguintes documentos: coleções completas.

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3.4.2.1 Publicação periódica como um todo Usa-se referenciar toda a coleção de um título de periódico em listas de referências e catálogos de obras preparados por bibliotecas, editoras ou livreiros. O padrão de referência é:
TITULO DO PERIÓDICO. Local de publicação (cidade): Editora, datas de início e encerramento da publicação, quando houver.

TRANSINFORMAÇÃO. Campinas: PUCCAMP 1989-1997. ,

CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia, 1972-

Obs.: quando a publicação está em vigor, apresenta-se o ano de início, acrescido de hífen e sem ponto final.

3.4.2.2 Partes de publicações periódicas Abrange volume, fascículo, números especiais e suplementos, sem título próprio. A referência padrão é:
TÍTULO DA PUBLICAÇÃO. Local: Editora, numeração do ano e/ou volume, numeração do fascículo, informações de períodos, datas de publicação.

VEJA. São Paulo: Abril, v.31, n.1, 15 jan. 1998.

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3.4.2.3 Artigo e/ou matéria de publicações periódicas Inclui fascículos, volumes, números especiais e suplementos (com título próprio); além dos artigos, editoriais, comunicações, entrevistas, resenhas, reportagens e outros.

SOBRENOME, Prenome do Autor. Título da parte, artigo ou matéria. Título da Publicação, Local, numeração correspondente ao volume e/ou ano, fascículo ou número (conforme o caso), página inicial-final (quando se tratar de artigo ou matéria), data ou intervalo de publicação.

Obs.: se necessário, podem ser acrescentadas informações complementares que melhor identifiquem o documento.
GUIA Exame 2002: as 100 melhores empresas para você trabalhar. Exame, São Paulo, set. 2002. Edição especial.
& Educação, Porto Alegre, n.6, p.151-182, 1992.

NUNES, Clarice. História da educação brasileira: novas abordagens de velhos objetos. Teoria

GURGEL, C. Reforma do Estado e segurança pública. Política e Administração, Rio de Janeiro, v.3, n.2, p.15-21, set. 1997.

LEAL, Elisabeth J. M. Pesquisa e produção escrita. Turismo: visão e ação, Itajaí, v. 4, n.8, p.99109, abr./set. 2001.

3.4.2.4 Artigo e/ou matéria de revista, boletim, dentre outros, em meio eletrônico As referências seguem as normas indicadas para artigos e/ou matérias de publicações periódicas, conforme os tópicos anteriores, acrescentando-se a descrição física do meio eletrônico.

MALOFF, Joel. A internet e o valor da “internetização”. Ciência da Informação, Brasília, v. 26, n. 3, 1997. Disponível em: <http://www.ibict.br/cionline/>. Acesso em: 18 maio 1998.

VIEIRA, Cássio Leite; LOPES, Marcelo. A queda do cometa. Neo Interativa, Rio de Janeiro, n.2, inverno 1994. 1 CD-ROM.

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3.4.2.5 Artigo e/ou matéria de jornal Inclui editoriais, entrevistas, comunicações, reportagens, resenhas e outros. A referência padrão é:
SOBRENOME, Prenome do Autor (se houver). Título da matéria. Título do Jornal, Local de publicação, data de publicação. Seção, caderno ou parte do jornal, página da matéria.

Obs.: quando não houver caderno, seção ou parte, a página da matéria ou do artigo precede a data.
BEVILACQUA, Viviane. A fome dói, diz José, um brasileiro. Diário Catarinense, Florianópolis, 3 nov. 2002. Página Quatro, p.4. LEAL, L. N. MP fiscaliza com autonomia total. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, p. 3, 25 abr. 1999.

3.4.2.6 Artigo e/ou matéria de jornal em meio eletrônico A referência segue a norma indicada no item anterior, acrescentando-se as informações sobre a descrição física do meio eletrônico.
HISTÓRIA, razão e fé. Folha de S. Paulo Online, São Paulo, 3 nov. 2002. Folha Opinião. Disponível em: <http://www.uol.com.br/fsp/opiniao/inde03112002.htm>. Acesso em: 3 nov. 2002.

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. do documento (anais. WORKING CONFERENCE ON INFRASTRUCTURES FOR VIRTUAL ORGANIZATIONS: managing cooperation in virtual organizations and electronic business towards smart organizations. Recife.. Anais. Disponível em: <http://www. proceedings.. 2000.3. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe. 4. ano.4. Recife.. 4. 1997.4.3. proceedings. resultados. Proceedings… Boston: Kluwer Academic Publishers. O padrão de referência para esses tipos de documentos é: NOME DO EVENTO.4.1 Eventos como um todo Constitui um tipo de publicação com o conjunto de documentos/trabalhos apresentados ou reunidos em um evento.propesq.72.htm>.. Florianópolis. Anais eletrônicos. Recife: UFPe. 2000. 2.. 3.br/anais/anais...) Local de publicação: editora. Recife: UFPe. 1996. Título.. etc. acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado. dentre outros. anais. . atas. numeração (se houver). 3.ufpe. data da publicação.2 Eventos como um todo em meio eletrônico A referência segue a norma anterior para publicação de documento de evento como um todo. como atas. 1996. 1996. CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe... Acesso em: 21 jan. local (cidade) de realização.3 Publicações em eventos 3. 1996.

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ

3.4.3.3 Trabalho apresentado em evento São os artigos, comunicações, projetos, dentre outros trabalhos apresentados em eventos técnico-científicos. A referência deve apresentar os seguintes elementos e forma:

SOBRENOME DO AUTOR, Prenome e outros Sobrenomes do Autor (se houver, abreviados ou não). Título do trabalho apresentado. In: NOME DO EVENTO, numeração do evento (se houver)., ano, local de realização do evento. Título... (Anais, Proceedings, Resumos, etc.) Local de publicação: Editora, data de publicação. página inicial-página final do trabalho referenciado.

RODRIGUES, M. V. Uma investigação na qualidade de vida no trabalho. In: ENCONTRO ANUAL DA ANPAD, 13., 1989, Belo Horizonte. Anais… Belo Horizonte: ANPAD, 1989. p. 455-468.

3.4.3.4 Trabalho apresentado em evento em meio eletrônico Segue a norma de referência indicada no item anterior, acrescida das informações do meio eletrônico utilizado.
SILVA, R. N.; OLIVEIRA, R. Os limites pedagógicos do paradigma da qualidade total em educação. In: CONGRESSO DE INICIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFPe, 4., 1996, Recife. Anais eletrônicos... Recife: UFPe, 1996. Disponível em: <http://www.propesq.ufpe.br/anais/anais/ educ/ce04..htm>. Acesso em: 21 jan. 1997.

GUNCHO, M. R. A educação à distância e a biblioteca universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10., 1998, Fortaleza. Anais... Fortaleza: Tec Treina, 1998. 1 CD-ROM.

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3.4.4 Documentos jurídicos Estão incluídos nesse tipo de documento: a Constituição, emendas constitucionais, textos legais (leis ordinárias, medidas provisórias, decretos, resoluções do Senado Federal); normas de instituições públicas e privadas (resoluções, portarias, ordem de serviço, comunicado, instrução normativa, circular, dentre outros). A referência é elaborada com base na norma padrão, podendo ser acrescentados elementos complementares, caso sejam necessários. 3.4.4.1 Legislação

JURISDIÇÃO (ou cabeçalho da entidade, caso tratar-se de normas). Título do documento. Especificação do documento (ex.: Diário Oficial, Código civil, Lex), Local (cidade), numeração (volume, número e páginas, conforme o caso), data.

Obs.: quando a referência for de Constituições e suas emendas, entre o nome da jurisdição e o título acrescenta-se a palavra Constituição, seguida do ano de promulgação, entre parênteses.
BRASIL. Constituição (1988). Emenda constitucional nº 9, de 9 de novembro de 1995. Lex: legislação federal e marginália, São Paulo, v.59, p.1966, out./dez. 1995.

SÃO PAULO (Estado). Decreto nº 42.822, de 20 de janeiro de 1998. Lex: coletânea de legislação e jurisprudência, São Paulo, v. 62, n. 3, p.217-220, 1998.

BRASIL. Decreto-lei nº5.452, de 1 de maio de 1943. Aprova a consolidação das leis do trabalho. Lex: coletânea de legislação: edição federal, São Paulo, v. 7, 1943. Suplemento.

BRASIL. Código civil. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995.

3.4.4.2 Jurisprudência
BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. In: ______. Súmulas. São Paulo: Associação dos Advogados do Brasil, 1994. p.16.

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BRASIL. Superior Tribunal de Justiça. Hábeas-corpus nº 181.636-1, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Brasília, DF, 6 de dezembro de 1994. Lex: jurisprudência do STJ e Tribunais Regionais Federais, São Paulo, v. 10, n. 103, p. 236-240, mar.1998.

Refere-se a qualquer discussão técnica sobre questões legais publicadas na forma de monografias, artigos de periódicos, papers, etc. A doutrina é referenciada conforme o tipo de publicação.
BARROS, Raimundo Gomes de. Ministério Público: sua legitimação frente ao Código do Consumidor. Revista Trimestral de Jurisprudência dos Estados, São Paulo, v. 19, n. 139, p. 53-72, ago. 1995.

3.4.4.3 Doutrina

3.4.4.4 Documento jurídico em meio Para este tipo de documento, o padrão de referência segue a norma indicada para documentos jurídicos (itens anteriores), acrescentando-se as informações sobre o meio eletrônico utilizado.
BRASIL. Regulamento dos benefícios da previdência social. In: Sislex: Sistema de Legislação, Jurisprudência e Pareceres da Previdência e Assistência Social. [S.l.]: DATAPREV, 1999. 1 CD-ROM.

eletrônico

BRASIL. Supremo Tribunal Federal. Súmula nº 14. Não é admissível, por ato administrativo, restringir, em razão de idade, inscrição em concurso para cargo público. Disponível em: <http:// www.truenetm.com.br/jurisnet/sumusSTF .html>. Acesso em: 29 nov.1998.

3.4.5 Patente
ENTIDADE RESPONSÁVEL e/ou autor. Título. Número da patente, datas do período de registro. EMBRAPA. Unidade de Apoio, Pesquisa e Desenvolvimento de Instrumentação Agropecuária (São Carlos, SP). Paulo Estevão Cruvinel. Medidor digital multissensor de temperatura para solos. BR n. PI 8903105-9, 26 jun. 1989, 30 maio 1995.

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Acesso em: 15 jan. Escalas variam. Itajaí: UNIVALI. 13 jul.ufl. Escala 1:40.000. 3 ½ pol. Gainesville. Rio de Janeiro: Enciclopédia Britânica do Brasil. Escala 1:2. SP). 3. 1 imagem de satélite..1 Documento cartográfico em meio eletrônico 8 ABNT. 3. 17:45Z (horário zulu).4.11. Escala. 1999. INSTITUTO GEOGRÁFICO E CARTOGRÁFICO (São Paulo.flmnh. UNIVALI (instituição geradora)..6.4. O padrão de referência é: AUTOR. FLORIDA MUSEUM OF NATURAL HISTORY. ATLAS Mirador Internacional.6 Documento cartográfico Abrange: atlas. Regiões de governo do Estado de São Paulo. 557 Kb. [2000?]. 557 Kb (tamanho do arquivo). O documento cartográfico segue os padrões indicados anteriormente. GIF. GOES-08: SE. 1 atlas. IR04. 1931-2000 Brazil’s confirmed unprovoked shark attacks. SE (localização geográfica). Título. . Especificação do documento.000. 1999 (data da captação). IR04 (banda).: Nota sobre a referência/arquivo digital8 : 1999071318. 1994. Obs.edu/fish/Sharks/statistics/Gattack/map/Brazil. 1 atlas. 1981. 13 jul. 17:45Z. GOES (denominação do satélite). porém com as devidas informações referentes ao meio eletrônico em que é apresentado. São Paulo. color. ESTADOS UNIDOS. 1 mapa. 1 disquete. 2002. data de publicação. mapa.76. Disponível em: <http://www.jpg>. NBR 6023:2002. Itajaí (local). globo e fotografia aérea. 08 (número do satélite na série). 1999.000.GIF (título do arquivo). 1999071318. National Oceanic and Atmospheric Administration. p. Local: Editora.

[Sem título]. transparências. Data. Formato JPEG. 51 Kb. 3. pinturas. cartazes. KOBAYASHI. 1 gravura. Especificação do documento. color. O padrão para referenciar esses tipos de documentos é: AUTOR. caso seja necessário.. São Paulo: UMIBO. desenho técnico. Geddes 135. 2000. Altura: 432 pixels. Largura: 376 pixels. Também podem ser acrescentados elementos complementares do documento à referência... fotografias. 25 cm x 20 cm. Doença dos xavantes.4. Anne. 1980. 1999. BRITTO.1 Documento iconográfico em meio eletrônico GEDDES. NOVAS descobertas para o terceiro milênio. Quando não existir título para o documento. K.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3.4.jpg. Romero. diafilme. 1 fotografia. 77 . . 5 ¼ pol. 1 disquete.. Título.7. dentre outros. diapositivo.7 Documento iconográfico Refere-se a gravuras. 25 cm x 25 cm. 19 transparências. 1982. color. deve-se atribuir uma denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes.

1992. Diretor. Produção do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. Título.8 Imagem em movimento Envolvem as referências de filmes.. Caetano. Luiz Inácio Lula da. Circuladô vivo. também deve ser seguido o seguinte padrão: COMPOSITOR (ou intérprete.9 Documento sonoro Compreende discos. 35 mm. 1 video sonoro. data e especificação do suporte em unidades físicas. Local: Produtora. son. videocassetes. Produtor (conforme as informações disponíveis). dentre outros. DVD. Departamento Nacional. etc. VELOSO. CENTRAL do Brasil. Produção: Martire de Clermont-Tonnerre e Arthur Cohn. . Brasília: SENAI/DN.. São Paulo: SENAI-SP 1991.78. 1998. Garcia. entrevistado.. Entrevistadores: V. CDs (compact disc). Luiz Inácio Lula da Silva: depoimento [abr. color.4. Local: Gravadora (ou equivalente). 3. fitas cassete. data. PORTADOR de necessidades especiais no trabalho: depoimentos. SILVA. 1991]. No caso de entrevistas gravadas que necessitam ser referenciadas. conforme o caso). 2 cassetes sonoros. Tremel e M. .. Deve-se seguir o seguinte padrão: TÍTULO. Especificação do documento. Direção: Walter Salles Júnior. 2001. 1 CD.4. 1 bobina cinematográfica (106 min). Rio de Janeiro: Riofilme. 3. São Paulo: Polygram.

objetos e suas representações (fósseis. [S. etc. 79 .l. A referência desses documentos deve apresentar o seguinte padrão: AUTOR (criador artístico do objeto.. listas de discussão. Normas. As mensagens de correio eletrônico “devem ser 9 referenciadas meio eletrônico somente quando não se dispuser de nenhuma outra fonte para abordar o Abrange os documentos do tipo base de dados. 1 escultura variável. 1998. dentre outros). 1 bule. desaparecem rapidamente. Título (caso não exista. NBR 6023:2002. quando identificado). p. Escultura para viajar. . [China: Companhia das Índias.” (ABNT.1. esqueletos. 1918.10 Documento tridimensional Abrange as esculturas. maquetes. programas de computador. animais empalhados. AUTOR(es)se for o caso. 5 ou técnica de disquetes. Especificação do objeto. 9 3. Biblioteca Central. atribuir denominação ou indicar [Sem título] entre colchetes). mensagens eletrônicas. 1 CD-ROM. Versão (se houver). BULE de porcelana. Descrição física do interpessoal e efêmero. O padrão para referência é: Mensagens trocadas por email têm caráter informal..doc.4. Curitiba. arquivos em disco rígido.4. . 13). e meio eletrônico. monumentos.11 Documento de acesso exclusivo em MICROSOFT Project for Windows 95. Data. não sendo recomendável seu uso como fonte científica UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARANÁ. assunto em discussão. Título (do serviço ou produto).UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 3. Version 4. DUCHAMP Marcel. pesquisa.]: Microsoft Corporation. 1995. 18-]. objetos de museu.

podem ser acrescentados. C. Tim. HINDLE. SC. LEAL. 2. Modelos matemáticos: exercícios didáticos. Base de Dados Tropical. 1999. ÁCAROS no Estado de São Paulo. 1985. 1997. São Paulo: Brasiliense. 1978. 3.80. Memorial [mensagem pessoal]. São José dos Campos: Johnson & Johnson. 3.br/ acaro/sp/>. No prelo. Bula de remédio. Apostila.13 Séries e coleções Nesses tipos de publicações.. n. E. M. RUBIROSA. (Primeiros Passos. os títulos das séries e/ou coleções e a respectiva numeração. (Série Sucesso Profissional: seu guia de estratégia pessoal).br> em 11 nov. 1984.4. se houver. São Paulo: Publifolha. J.14 Notas Como notas podem ser incluídos os seguintes documentos: publicações no prelo. M.12 Bula de remédio RESPRIN: comprimidos. 1991. Responsável técnico Delosmar R. Acesso em: 30 maio 2002.univali. Bastos.bdt. Disponível em: <http://www. entre parênteses.org. Os princípios da gestão moderna.fat. Italvino. O que é sociologia? 7. Estas informações devem ser apresentadas ao final da referência. Radiologia Brasileira. .ed. 3. 2002. 57)..23. Digitado. textos não publicados. Como fazer apresentações. ao final da referência. MARQUES.4.ed. sem destaque. L. In: FUNDAÇÃO TROPICAL DE PESQUISAS E TECNOLOGIA “ANDRÉ TOSELLO”. documentos mimeografados e digitados. Mensagem recebida por <simonegf@sj. MARTINS. MARINS. Carlos B. 1990. Tubarão. J. Massa calcificada da naso-faringe.4. apostilas. Niterói. São Paulo.

onde devem ser impressos: a)nome do autor. d) subtítulo. se houver. trabalhos de conclusão de curso de aperfeiçoamento e/ou especialização e outros.TCC. b) título do trabalho. A estrutura de trabalhos acadêmicos compreende elementos prétextuais. papers e relatórios.que abrange as folhas que constituem o trabalho (Apêndice A). para elaboração de teses. seqüencialmente. Por outro lado.2) .UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 4 ESTRUTURA DE TRABALHOS ACADÊMICO-CIENTÍFICOS A estrutura de trabalhos acadêmico-científicos é orientada pela NBR 14724:2002 da ABNT. que define os princípios gerais para elaboração de teses. no que couber. Deve conter. tais como fichamentos. esses elementos podem ser adaptados ou até mesmo desconsiderados. impresso longitudinalmente. e) número de volumes (se houver mais de um. se for o caso: v.1 Elementos pré-textuais . dissertações e trabalhos de conclusão de curso é obrigatório seguir a orientação da norma. Em caso de trabalhos relacionados às disciplinas de graduação. 81 .. textuais e pós-textuais. c) identificação de números (volume. dissertações.Lombada (opcional): é a parte lateral da capa que reúne as folhas do trabalho. c) título. resenhas. deve ser especificado o respectivo volume em cada capa). impresso da mesma forma que o do autor. a trabalhos de graduação intra e extra-classe. .. trabalhos de conclusão de cursos de graduação . trabalhos de graduação interdisciplinares TGI. do alto ao pé da lombada. g) ano da entrega (4 dígitos).Capa (obrigatório): é a cobertura externa capa dura . uma vez que tais trabalhos têm estrutura própria. 4. b) nome do autor. Suas orientações também se aplicam. as seguintes informações: a) nome da instituição (opcional). f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado.

d) número de volumes. área de concentração. c) texto contendo a natureza. g) local (cidade) da instituição.Errata (opcional): consiste em lista das folhas e linhas onde há erros. titulação e assinatura dos componentes da banca examinadora e instituições a que pertencem. etc. b) título principal do trabalho (claro. . se houver mais de um. e) data de aprovação. trabalho de conclusão de curso. . .82. No verso da folha de rosto. conforme o Código de Catalogação Anglo-Americano vigente. após a dedicatória e devem se limitar ao estritamente necessário.Folha de aprovação (obrigatório): é apresentada logo após a folha de rosto e deve conter as seguintes informações.Dedicatória (opcional): o autor dedica sua obra ou presta homenagens a pessoa(s).A data de aprovação e as assinaturas são colocadas após a aprovação do trabalho. nome da instituição a que é submetido. preciso..Agradecimentos (opcional): menção a pessoas e/ou instituições que contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento do trabalho. com as respectivas correções. As informações são apresentadas em colunas como no exemplo abaixo: Folha Linha Onde se lê Leia-se . sua subordinação ao título principal é demonstrada pelos dois pontos que o precedem). em seqüência. objetivo e nome da instituição a que é submetido.Folha de rosto (obrigatório): no anverso (página da frente da folha). em caso de trabalhos que devam ser depositados em biblioteca. os seguintes elementos (Apêndice B): a) nome do autor do trabalho. apresenta-se a ficha catalográfica. Aparecem em folha separada. . Essa ficha deverá ser confeccionada por profissional bibliotecário. com a identificação do conteúdo que permita a indexação). como as teses. c) subtítulo (se houver.). obtenção de determinado grau. f) nome do orientador e do co-orientador (se houver). b) título do trabalho e subtítulo (se houver). dissertações ou trabalhos de conclusão de curso de graduação ou especialização.. devem ser apresentados. parte inferior da página.) e o seu objetivo (por exemplo: para aprovação em disciplina. e) nota contendo a natureza do trabalho (tese. centralizadas na página (Apêndice C): a) nome do autor trabalho. dissertação. etc. . a dedicatória deve ser localizada na parte inferior direita da folha. d) área de concentração. f) nome. h) ano de entrega (4 dígitos).

Lista de abreviaturas e siglas (opcional): é a relação alfabética de abreviaturas e siglas contidas no texto. A autoria da mensagem deve ser apresentada do lado direito. fora de parênteses." (NBR 6027:2003. ditado ou parte de um texto que o autor deseja destacar. Se necessário. Apesar de ser escrita por outra pessoa. grafado com o mesmo tipo de fonte utilizado para os capítulos (ou divisões principais do texto. c) os elementos pré-textuais não devem aparecer no sumário. que localiza e remete para as informações contidas no texto. com respectivos nomes e números de página.Resumo em língua estrangeira (obrigatório): deve ser apresentado em folha separada do resumo anterior (ver o tópico 2 . esquemas. Na elaboração do sumário deve-se observar os seguintes aspectos: a) o sumário tem o título centralizado. também denominadas seções primárias). 83 .Lista de tabelas (opcional): identifica as tabelas. seções (ou tópicos) e outras partes de uma publicação (ou trabalho). recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração. . Também é recomendada a elaboração de lista própria para cada um dos tipos (abreviatura ou sigla)..Lista de ilustrações (opcional): identifica as ilustrações (quadros. d) os indicativos das seções que compõem o sumário.ordenadas segundo determinado critério.) na ordem em que aparecem no texto. da Parte II deste documento).3 da Parte II deste documento). na ordem em que aparecem.Resumo na língua vernácula (obrigatório): consiste na apresentação concisa do texto por meio de uma seqüência de frases objetivas e seguidas de palavras-chave. com respectivos nomes e números de página. que é uma lista "de palavras ou frases. b) a subordinação dos itens do sumário é destacada usando-se os mesmos tipos de fonte utilizados no texto. . . .Sumário (obrigatório): é a relação enumerada das divisões. gráficos. etc. . Consiste na transcrição de uma frase. Epígrafes também podem ser colocadas na abertura das divisões do texto (capítulos). com o respectivo significado.Epígrafe (opcional): aparece após os agradecimentos. devem ser alinhados à esquerda.Lista de símbolos (opcional): apresenta o conjunto de símbolos utilizados no texto. escrito por extenso. (Atenção! Em artigos científicos o resumo em língua estrangeira faz parte dos elementos pós-textuais . se houver.Resumos de trabalhos acadêmico-científicos. . na mesma ordem e grafia em que se sucedem no texto. da Parte I deste documento. não deve vir entre aspas. desenhos. Indica a página inicial em que se localiza a parte correspondente (Apêndice D). organogramas. p. abaixo do texto. na ordem em que se apresentam no texto. fluxogramas. pensamento.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ ..4. . seguidas do seu significado (expressões ou palavras correspondentes). Atenção! O sumário não deve ser confundido com o índice. por considerar significativo e inspirador em relação ao seu trabalho. Sua elaboração é detalhada no tópico 2 (Resumos de trabalhos acadêmicocientíficos). mapas. 2). .ver seção 5.

ou seja. apresentação. em função da sua natureza e da área de conhecimento a que pertencem. . os elementos que integram o desenvolvimento do trabalho poderão variar nas suas divisões e subdivisões. concisa e objetiva do tema e a delimitação precisa das fronteiras do estudo em relação ao campo selecionado e ao problema a ser estudado. Da mesma forma que na introdução.2 Elementos textuais Os elementos textuais. metodologia. O sumário é o último dos elementos prétextuais. portanto.Desenvolvimento É a parte mais extensa e consistente do trabalho. que seguem os indicativos das seções. o sumário de toda a obra deve ser incluído em todos os volumes. finalizando com uma conclusão. teorias e principais idéias sobre o tema focalizado. de modo que a consulta a qualquer dos volumes permita o conhecimento do conteúdo todo. apresenta o problema ou tema central do estudo ou da pesquisa. à qual se segue o desenvolvimento.Introdução Consiste na apresentação geral do trabalho. excetuados os elementos obrigatórios. na(s) página(s) que antecede(m) imediatamente o texto. o texto acadêmico-científico se inicia com uma introdução.. destaca sua importância e seus limites quanto à extensão e à profundidade.84. separados por hífen (ex. Se o trabalho compreender mais de um volume.: 32). fornece uma visão global do assunto tratado (contextualização). os elementos essenciais que integram esta parte do trabalho são: fundamentação teórica (revisão bibliográfica). ou os números das páginas inicial e final. assim como os prétextuais. Conforme o tipo de trabalho. Isso não significa dizer que essas partes sejam necessariamente assim intituladas ou subdivididas. apenas que esta é a seqüência usual de qualquer texto acadêmico. além de aspectos metodológicos. Em caso de relatórios de pesquisa científica. . contextualiza-o. . No entanto.. e)os títulos e subtítulos (se houver). Trata-se da parte inicial do texto em que o autor aponta os seus propósitos e as linhas gerais que orientaram seu pensamento. análise e interpretação dos resultados. f) para a paginação pode-se utilizar o número da primeira página (ex. há distintos modos de organizar o texto. com uma definição clara.: 32-49). resultados e interpretação do estudo quando se tratar de um relatório de pesquisa. são alinhados pela margem do título correspondente ao indicativo mais extenso. de um modo geral. constituem-se com base no tipo e nos objetivos do trabalho acadêmico-científico. 4. área de conhecimento ou metodologia adotada. Nela são descritos os conceitos. está localizado.

4. A conclusão deve apresentar deduções lógicas correspondentes aos propósitos previamente estabelecidos do trabalho. segundo a NBR 6023:2002 da ABNT. complementar ao seu trabalho.3 Elementos pós-textuais . seguidos de suas respectivas definições. da Parte II deste documento. que complementa. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. . apontando-se o alcance e o significado de suas contribuições. encontram-se no tópico 3 – Elaboração de Referências de Trabalhos AcadêmicoCientíficos.Referências (obrigatório): constitui o conjunto padronizado de elementos descritivos. As orientações para sua elaboração.. Tem como objetivo destacar as principais questões tratadas no trabalho acerca do estudo desenvolvido.Anexo(s) (opcional): texto ou documento não elaborado pelo autor do trabalho. . Os anexos são identificados por letras maiúsculas consecutivas. comprova ou ilustra o seu conteúdo.: APÊNDICE A – Roteiro de entrevista).. .Conclusão Como parte final do texto. 85 .: ANEXO B – Estrutura organizacional da Empresa Alfa). nomes geográficos.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ . assuntos. com a indicação de sua localização no texto. . Pode também indicar questões dignas de novos estudos. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas consecutivas. Nos trabalhos acadêmico-científicos a listagem de referências deve identificar as fontes/ documentos mencionados (referidos) no texto.Glossário (opcional): lista em ordem alfabética de expressões ou termos técnicos específicos de uma determinada área.Apêndice(s) (opcional): texto ou documento elaborado pelo autor. dentre outros). consiste na revisão sintética dos resultados e da discussão do estudo realizado. possibilitando sua identificação individual. seguidas de travessão e respectivo título (Ex. extraídos de um documento. utilizados no trabalho. .Índice (opcional): listagem detalhada de palavras ou expressões ordenadas a partir de critérios específicos (nomes de pessoas. além de sugestões para outros trabalhos.

. .86..

embora a NBR 14724:2002 recomende o espaço duplo para digitação do texto. embora a NBR 14724: 2002 recomende que sejam separadas por espaço duplo. Nota: as referências apresentadas ao final do trabalho. como prescreve a NBR 14724:2002 da ABNT. no caso de dissertações e teses. data de aprovação e identificação da banca examinadora devem ser centralizadas (Apêndice C). notas de rodapé. Já na folha de aprovação. . Na folha de rosto.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ 5 APRESENTAÇÃO GRÁFICA DE TRABALHOS ACADÊMICOCIENTÍFICOS O projeto gráfico de um trabalho acadêmico é de responsabilidade do seu autor.7 cm).2 Margens e espacejamento As páginas devem ser configuradas nas seguintes dimensões: margens esquerda e superior: 3 cm. Entretanto. com exceção da folha de rosto. As citações longas (com mais de três linhas).5 cm entre linhas. O texto é digitado no anverso da folha (frente). Quanto ao tipo da fonte. devem ser separadas entre si por espaço de 1. 5. referências. margens direita e inferior: 2 cm. ficha catalográfica.5 cm. especificamente. Recomenda-se o uso do espaçamento 1. sem brilho. resumos e nota de identificação do trabalho apresentada na folha de rosto devem ser digitados em espaço simples. algumas normas gerais devem ser seguidas. 5. as informações sobre o trabalho. digitados na cor preta (excetuando-se as ilustrações). notas. recomenda-se Times New Roman ou Arial. 87 . legendas de ilustrações e de tabelas. a nota de identificação do trabalho deve ser alinhada do meio da página para a margem direita (Apêndice B). paginação e legendas das ilustrações e tabelas. Para digitação recomenda-se a utilização de fonte tamanho 12 para o texto e tamanho 11 ou 10 para citações longas (mais de três linhas).. os títulos das seções devem ser separados do texto que os precede ou que os sucede por dois espaços de 1..1 Formato Os trabalhos acadêmico-científicos devem ser apresentados em papel branco. com formato A-4 (21 cm x 29. Por fim.5 cm. em cujo verso é impressa a ficha catalográfica.

. suas folhas são numeradas de maneira contínua e sua paginação deve dar seguimento à do texto principal. A numeração é colocada a partir da primeira folha da parte textual.1." (NBR 6024:2003).1 2.1.2 3 3.2. no canto superior direito da folha. em algarismos arábicos. seguido do número que lhe for atribuído na seqüência do assunto e separado por ponto. pode se dividir em seção secundária.1 2.1 3. embora as páginas preliminares (pré-texto) não sejam numeradas.1.1. Havendo apêndice(s) e anexo(s).1.1.2 2. precede o título da seção. etc. Exemplo: 1 2 "O indicativo de uma seção secundária é constituído pelo indicativo da seção primária a que pertence.1. Esse indicativo numérico.1 2. Empregam-se algarismos arábicos para numerar as seções de um texto.1. 5..2. quaternária. a partir da folha de rosto. alinhado à margem esquerda.3 Seção quaternária 1.1. Seção primária Seção secundária 1.88.1 2. A principal divisão do texto de um documento é denominada seção primária. a qual.1 Seção terciária 2.4 Títulos e indicativos numéricos São denominadas seções as partes em que é dividido o texto de um documento.1. terciária. Repete-se o mesmo processo em relação às demais seções. contendo a exposição ordenada do assunto. sendo dele separado por um espaço. por sua vez. 5. a 2 cm da borda superior.2 .3 Paginação Todas as folhas do trabalho são contadas seqüencialmente.1 1.1 2.

. sumário. fluxogramas. esquemas.. em 2.. organogramas. precedida da palavra designativa seguida de seu número de ordem . A identificação de ilustrações deve aparecer na parte inferior. adotando-se.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Ponto. estas devem começar com um hífen.. usando-se de forma racional os seguintes recursos: negrito. qualquer que seja a forma adotada. . ressalta-se que este recurso deve ser usado para grafar palavras estrangeiras.. Os títulos de errata. ver 1. hífen ou travessão não são usados após o indicativo da seção ou de seu título. e redondo. .1 As alíneas. No entanto. resumos. nesse caso. porém devem estar diretamente relacionadas com o conteúdo da informação. no interior de uma seção. Muitos autores.. que obrigatoriamente corresponde ao título da seção. colocado sob a primeira letra do texto da alínea e dele separadas por um espaço.. d) a segunda e demais linhas do texto da alínea começam abaixo da primeira letra da primeira linha. fotos. o espaçamento duplo entre os parágrafos. referências... 5. O título das seções é colocado após seu indicativo numérico. usam-se alíneas. c) o texto de cada alínea inicia com letra minúscula e termina com ponto e vírgula. agradecimentos. deve ser mantida em todo o trabalho. quadros. Os títulos das seções são destacados gradativamente. Atenção! Em relação ao itálico. 89 . sem que haja necessidade de intitulá-los. se inicia em outra linha. exceto a última que termina em ponto. gráficos... listas. Quando for necessário dividir a alínea em subalíneas. 5. Havendo necessidade de enumerar diversos assuntos ou itens. O texto. A citação de indicativos de seções no texto é feita conforme os exemplos seguintes: . caixa alta ou versal. Têm por objetivo possibilitar a transmissão de dados e informações de modo mais atraente. dentre outros.1. Dispõem-se as alíneas na seqüência de um texto (que termina em dois pontos) do seguinte modo: a) ordenam-se as alíneas alfabeticamente. glossário. porém.6 Ilustrações As ilustrações abrangem: desenhos. pois do contrário não contribuirão para a análise. b) as letras indicativas das alíneas são reentradas em relação à margem esquerda. dele separado por um espaço.27 cm). as demais linhas da subalínea iniciam igualmente abaixo da primeira letra. mapas..2. itálico ou grifo. na seção 3 relatou-se. apêndice(s). com exceção da última.5 Parágrafo Modernamente a forma de parágrafo recuado está sendo abolida. preferem adotar o parágrafo tradicional e formal nos textos técnicos (com recuo de 1. terminam em ponto-e-vírgula. anexo(s) e índices não recebem indicativos numéricos e devem ser centralizados (NBR 14724:2002)...

e da fonte. preferencialmente. Como a NBR 5. precedida da palavra TABELA e de seu número ordem em algarismos arábicos. a obra: IBGE. Rio de Janeiro. para tanto existem símbolos estabelecidos por convenção internacional: Símbolo Z .. 3. de ocorrência no texto em algarismos arábicos (Exemplo: Gráfico 1. não é delimitada por traço horizontal na parte inferior. porém em tamanho menor.7 Tabelas As tabelas servem para ilustrar o conteúdo em desenvolvimento ou descrever dados e informações relevantes para o estudo. uma única página. quando necessário. do respectivo título e/ou legenda explicativa. d)ter um título claro e conciso e no cabeçalho de cada coluna indicar o seu respectivo conteúdo. p. 92-93) esclarece que os dados devem ser dispostos de modo a possibilitar comparações e ressaltar as relações existentes. Outro cuidado é não deixar “casas” vazias em uma tabela. 1999).ed. NBR 14724:2001. entre suas fontes. e)ser digitada na mesma fonte do texto. o dado não existir -quando o dado for rigorosamente zero -quando não se dispuser do dado -quando os dados anteriores ao símbolo não forem comparáveis aos posteriores -quando o dado for omitido para evitar a individualização da informação Significado correspondente .. sendo o título e o cabeçalho repetidos na folha seguinte” (NBR 14724:2001. preferencialmente.90. às margens laterais do texto. / ou – X . p. em relação à sua localização e apresentação gráfica. 10 As ilustrações devem ser inseridas o mais próximo possível do trecho do texto a que se referem. Quadro 5).. pela natureza do fenômeno.quando. destacando o que se pretende demonstrar.6). a tabela deve continuar na folha seguinte. também é preciso seguir alguns critérios: a) em relação ao corpo da tabela. Figura 3. sua característica principal é a apresentação de informações tratadas estatisticamente. Conforme o IBGE (1993). A tabela. c)estar alinhada.6)10 . b)ocupar. quando pequena. Quando não couber em uma folha. evitando-se fios verticais para separar colunas e fios horizontais para separar as linhas”. As tabelas têm numeração independente e consecutiva e a sua identificação (título) é colocada na parte superior. França (1999. (ABNT. “nesse caso. Quanto à disposição das informações. p. 1993 – a mesma indicada pela NBR 14724:2001 – as Autoras decidiram incluir aqui as orientações constantes da norma de 2001. Os títulos das colunas podem ser digitados verticalmente. após o fio de fechamento. deve: a)estar inserida o mais próximo possível do trecho do texto a que se refere. g)a tabela não deve ser fechada lateralmente.. f)utilizar “fios horizontais e verticais para separar os títulos das colunas no cabeçalho e fechá-las na parte inferior. A indicação das fontes das informações contidas em uma tabela e notas eventuais aparecem no rodapé da mesma. Normas de apresentação tabular. mas indicou. breve e clara que dispense consulta ao texto. 14724:2002 não detalhou orientações sobre a elaboração de tabelas. para economizar espaço (FRANÇA. a tabela deve ser centralizada.

por exemplo). 91 . subtração.6). alinhando-se à margem esquerda da primeira coluna. “Na seqüência normal do texto é permitido o uso de uma entrelinha maior que comporte seus elementos (expoentes. Exemplo: (x2 + y2)/5 = n (2) x2 + y2 = z2 (1) . quando destacadas do parágrafo é recomendável que apareçam centralizadas e. c) em caso da fonte tratar-se de pessoa física. 5. conforme o caso. índices e outros)” (NBR 14724:2002. deve-se numerá-las. os nomes ou siglas são separados por vírgula. ‘questionários aplicados’. ‘formulários preenchidos’.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ b) a fonte da tabela indica a origem ou a instituição responsável pelo fornecimento ou elaboração dos dados e informações nela contidos. quando os dados se originarem de diversas fontes. Porém. devem ser interrompidas antes do sinal de igualdade ou depois dos sinais de adição. Quando as equações ou fórmulas ultrapassarem uma linha por falta de espaço.. podem ser utilizadas como fonte as seguintes expressões: ‘pesquisa de campo’. caso seja necessário. quando as tabelas são elaboradas com base em fontes que constituem documentos do próprio autor do trabalho (apresentação dos dados. ‘observação direta’. a partir de pesquisa de campo (com o uso de questionários. ‘entrevistas realizadas’. a palavra ‘fonte’ deve ser colocada após o traço inferior da tabela.. responsável pelos dados levantados e apresentados. utiliza-se como fonte o autor. multiplicação e divisão.8 Equações e fórmulas Devem aparecer destacadas no texto para facilitar a leitura. p. entrevistas ou observação).

narração. In: NUNES. NBR 6023: informação e documentação: referências: elaboração.ed. ______. 1986. R. Rio de Janeiro.N. relatório. 2002. dissertação. CASTRO. São Paulo: T. REFERÊNCIAS ALVES-MAZZOTTI. FLÔRES. 2. de O. A. (Org. 2002. 1992. F O método nas Ciências Naturais e Sociais: . BEAUD. A.ed. ______. CANCELIER. ECO. 1997. M. O trabalho da citação. GOLDENBERG. M. Os cientistas precisam escrever: guia de redação para cientistas. . NBR 6027: informação e documentação: sumário: apresentação. N. Rio de Janeiro. p. FEITOSA. NBR 6028: informação e documentação: resumo: apresentação. 2. Ed...L. OLÍMPIO. Campinas: Papirus. Metodologia do ensino superior. 1996..A. Rio de Janeiro. 1996. Belo Horizonte: Ed. U. Rio de Janeiro. 2003. L. Rio de Janeiro: Zahar.92. A aventura sociológica: objetividade. GEWANDSZNAJDER. Memórias de um orientador de tese. Redação: o texto técnico/ científico e o texto literário.M. da UFMG. 2003. resumo. ______. descrição. E. Campinas: . 1989. ______. 2003. ______. São Paulo: Perspectiva. pesquisa quantitativa e qualitativa. Rio de Janeiro: Record. 1988.C. NBR 6024: informação e documentação: numeração progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. e aum.. Arte da tese: como preparar e redigir uma tese de mestrado. 2000. uma monografia ou qualquer outro trabalho universitário. V.C. Autores Associados. improviso e método na pesquisa social. Rio de Janeiro. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em Ciências Sociais. 1997. C. da UFSC. rev. Belo Horizonte: Editora UFMG.M. 2002. A.ed.J. 1998. engenheiros e estudantes. NBR 6022: informação e documentação: artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação. NBR 14724: informação e documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Redação de textos científicos. 5. 2003.L.ed. L. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil. Rio de Janeiro. ______. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. 3. COMPAGNON. NBR 10520: informação e documentação: citações em documentos: apresentação. FRANÇA. paixão. Como se faz uma tese. 4.).307-326. Queiroz.. 1978.L. BARRASS. São Paulo: Atlas. Rio de Janeiro. Manual para normalização de publicações técnico-científicas. Florianópolis.ed. DEMO. Rio de Janeiro. P Educar pela pesquisa. NBR 10719: apresentação de relatórios técnico-científicos. 2001. J. 1997. São Paulo: Pioneira. GIL. ______.

Fundamentos de metodologia científica. LINTZ. Manual da monografia jurídica. 93 . ano 4. M. . 5. Prática da pesquisa jurídica: idéias e ferramentas úteis para o pesquisador do Direito. 1993./set. M. A . de A.ed.K. Belo Horizonte: Editora UFMG. de A. MARCONI. 2. J. p. 1975. 2000. L.S. 1999. S. Disponível em: http:// www. G. Rio de Janeiro: Agir. 2. A.ed.nova. C. 2001. C. SOUZA. J. Florianópolis: OAB/ SC. 1999. E. v. A monografia jurídica. de O. 1994.ed.. LAKATOS. O olhar no espelho: «conversas» sobre a pesquisa em Ciências Sociais. LEAL.. HÜHNE. 1992. Metodologia do trabalho científico. Florianópolis: Ed. Pesquisa e produção escrita. São Paulo: Atlas. E. São Paulo: Cortez. L. Turismo: visão e ação. abr. São Paulo: Companhia Melhoramentos. 1991. E. R. 2000. LAKATOS. 1997. Application of a Case Study Methodology. Escrevendo e .A. NUNES. Métodos de pesquisa nas relações sociais... KIDDER. São Paulo: Atlas. C. E. LAVILLE.99109. 3.). MICHAELIS: moderno dicionário da Língua Portuguesa.ed. normalizando trabalhos acadêmicos: um guia metodológico..ed. 1997. São Paulo: Atlas. Guia para elaboração de monografias e trabalhos de conclusão de curso. da UFSC.L (Org. da escolha do assunto à apresentação gráfica. WRIGHTSMAN. ROESCH. Porto Alegre: Bookman.. 3. SELLTIZ. n. Metodologia do trabalho científico. 3. n. de A. trabalhos de conclusão.R. TELLIS.W. São Paulo: Atlas.M. S. DIONNE. e ampl. Maringá: EDUEM.M.M. J. 1999. Metodologia do trabalho científico. dissertações e estudos de caso. COOK.. Monografia no curso de Direito: trabalho de conclusão de curso: metodologia e técnicas de pesquisa. 1985.8.edu/ssss/QR/QR3-3/tellis2. Metodologia científica: caderno de textos e técnicas. sept. L. 2001. PASOLD.L. MARCONI. Porto Alegre: Sergio Antonio Fabris Editor. MARTINS. SEVERINO.A.B. LEITE. 1997. rev. p. MEDEIROS.ed. Estudo de caso: planejamento e métodos. E. São Paulo: Atlas. São Paulo: EPU. TOMANIK. H. F das C. Projetos de estágio e de pesquisa em Administração: guia para estágios. 2. 1998. M.A.. . 21. YIN.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ HENRIQUES. São Paulo: Saraiva.ed. J. 104. 5.. São Paulo: Cortez.. 19. 2001.ed. A. M. A construção do saber: manual de metodologia da pesquisa em Ciências Humanas. W. In: The Qualitative Report. Porto Alegre: Artmed. 1999.html Acesso em 26/02/02.

.. .94.

.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ APÊNDICES .. 95 .

..96. título em maiúsculas e sub-título em minúsculas] Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. Apêndice A Capa de trabalhos acadêmicocientíficos Modelo NOME DA INSTITUIÇÃO NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) 3 cm [Extremidade do papel A4] [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha. excetuando-se a 1ª letra] .

97 ...UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Balneário Camboriú 2003 .

98. Centro de Educação Zzzzz. Wwww Yyyyyy Local Ano 2 cm [Letras minúsculas. Apêndice B Folha de rosto de trabalhos acadêmico-científicos Modelo NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) 3 cm [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm TÍTULO: subtítulo (se houver) 2 cm [No centro da folha.. excetuando-se a 1ª letra] . Orientador: Prof(a). título em maiúsculas e subtítulo em minúsculas] Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Xxxx.. na Universidade do Vale de Itajaí.

Dr.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Monografia apresentada como requisito parcial para a obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria pela Universidade do Vale de Itajaí. Centro de Educação Balneário Camboriú.. 99 .. Pedro Alves Balneário Camboriú 2003 . Orientador: Prof.

.... ... ........ ..... ....... da Universidade do Vale do Itajaí. . UNIVALI – CE de Balneário Camboriú Orientador Profa...... ..... Apêndice C Folha de aprovação de trabalhos acadêmico-científicos Modelo 3 cm NOME COMPLETO DO(A) AUTOR(A) TÍTULO: subtítulo (se houver) [Título em maiúsculas... Área de Concentração: .... e aprovada pelo Curso de ....... MSc. Dr............... Prof...... UNIVALI – CE de São José 2 cm 2 cm .... .......... ........ . .......... [Local]........... Dra....... [dia] de [mês] de [ano].. sub-título em minúsculas] [Identificação centrada em letras maiúsculas] 3 cm Esta Monografia foi julgada adequada para a obtenção do título de .. Centro de Educação de .......... UNIVALI – CE de São José Prof..100....

Marília Mendonça Farias UNIVALI – CE de São José Membro Prof... Pedro Alves UNIVALI – CE de Balneário Camboriú Orientador Profa.UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Exemplo JOÃO AUGUSTO DA SILVA TURISMO ECOLÓGICO: opções para o desenvolvimento sustentável em Santa Catarina Esta Monografia foi julgada adequada para obtenção do título de Bacharel em Turismo e Hotelaria e aprovada pelo Curso de Turismo e Hotelaria da Universidade do Vale de Itajaí. Dr. Área de Concentração: Turismo e Ambiente Balneário Camboriú. Prof. Dra. Centro de Educação de Balneário Camboriú. 101 . Emílio Vieira UNIVALI – CE de São José Membro . 14 de fevereiro de 2003. Msc.

.................................... 80 ..........................................................................................................................................................1 Justificativa ....................................................................................................................... 40 3........................ 64 5 REFERÊNCIAS ....................................2 Objetivos da pesquisa .......................1 Breve história das principais concepções do passado ............................................................................................................................................................................................ 10 1.............................. 50 4..................2 Fontes documentais ...........................................................1...... 13 2 O PROBLEMA DA PESQUISA .......................................................................3 Resistência........ 27 3.........................................102...1 Percepção do problema pelos sujeitos da pesquisa ....................................................................................... 49 3........................................................ 39 Contexto e sujeitos da pesquisa ...................................1.........................................................2 As principais correntes teóricas da atualidade ........................1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS ............. 43 4 RESULTADOS ............................................................................................................1 Concepções teóricas ................................................................................................................................................................................................................ 71 APÊNDICES ............... 46 4.......................................... aceitação e cooperação ........................ 11 1.......................................................... 77 CONSIDERAÇÕES FINAIS ... Apêndice D Exemplo de Sumário SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO .................................................... 16 2.......................................2 Expectativas e aspirações .. 57 4. 18 3 2...................................................................... 14 2.................3 Estratégias e instrumentos .............

UNIVERSIDADE DO VALE DO ITAJAÍ Apêndice E Modelo de página de abertura (artigo científico) TÍTULO subtítulo (se houver) Nome completo do autor 1* Nome completo do autor 2** Resumo (na língua do texto) (O resumo.. contendo de 100 a 250 palavras. 103 .. elaborado segundo as orientações da NBR 6028:2003. é digitado com espaçamento simples e alinhamento justificado.) Palavras-chave: (na língua do texto) * Currículo (e endereços postal e eletrônico) ** Currículo (e endereços postal e eletrônico) .

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