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³Apenas a educação (!) dos cidadãos enquanto tais pode dotar o µespaço público¶ de um
autêntico e verdadeiro conteúdo. Mas essa paideía não é, basicamente, questão de livros ou
verbas para as escolas. Ela consiste, antes de mais nada e acima de tudo, na tomada de
consciência, pelas pessoas, do fato de que a "# é também cada uma delas, e de que o destino
da "# depende também do que elas pensam, fazem e decidem; em outras palavras: a educação
é participação política´c  c

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³... Cidadãos, as mais belas escolas, as mais úteis, onde a juventude pode receber uma educa ção
verdadeiramente republicana, são, não duvideis, as sessões públicas dos departamentos, dos
distritos, das municipalidades, dos tribunais e, sobretudo, das associações populares («).
Conservemos preciosamente o que fizeram o povo e a Revolução; contentemo -nos de acrescentar
o pouco que falta para completar a instrução pública´c $%& c

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'deve ser uma comunidade em miniatura, e se em toda a comunidade as atividades manuais,
motoras ou construtoras µconstituem as funções predominantes da vida¶, é natural que ela inicie
os alunos nessas atividades, pondo-os em contato com o ambiente e com a vida ativa que os
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c%!cc$ c s enigmas da educação..., op. cit. 
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de cooperação social entre os pais, os professores, a imprensa e todas as demais instituições diretamente
interessadas na obra da educação´ %*c $4&$ ³em seu proveito... todos os recursos formidáveis,
como a imprensa, o disco, o cinema e o rádio´-c c 0$c * c 
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(c*0c, c0as únicas revoluções fecundas são as que se fazem ou se consolidam
pela educação, e é só pela educação que a doutrina democrática... poderá transformar-se numa fonte de
esforço moral, de energia criadora, de solidariedade social...´c >GH c
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problemas sociais atuais e o conhecimento já construído´c >DOc 2BBÕ? & -c $c $c '    
 
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c%c'fazer, agir, operar, construir a partir da realidade vivida

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tradicionais (econômica, social, política, e de prestação de serviço), uma função educadora,
quando assumir a intenção e responsabilidade cujo objetivo seja a formação, promoção e

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trata-se fundamentalmente de uma decisão´c>D cc.c= Õ?c2= -c
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influenciar a cultura da cidade, semeando um sentimento de cidadania que se imiscuiu nas mais diferentes
instâncias participativas´, c 
$c ³a opinião de que a implementação do P constituiu-se numa
passagem, num salto qualitativo de uma prática de cidade educativa para uma dinâmica de cidade
educadora´c>.GccHc= Õ?c2Õ -c
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Cidade Educadora, princípios..., op. cit.  cM c
ÑM
cFc:ccc6c; c&#c cccIc! ,"cc3#cc## c Inc
Fc:c et allc # c Cidade Educadora, princípios..., op. cit.  cÑ
* c
Ñ*
c5c'ccc6c1c$ cc cc cEc#/cccccc cInc
Fc:c et allc # c Cidade Educadora, princípios..., op. cit.  c*2 c
Ñ-
c6c1c$ ccccc3 cccc& c Inc%#ccet allc # c Cidade Educadora: a
experiência de Porto Alegre cccc#cc9Gc'#c#c#c&#cAc% c
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reconhecer que ele tem na multiplicação de conflitos uma de suas características constitutivas´c0*+
c9c³dimensão solidária das práticas desenvolvidas pelas comunidades escolares ao formularem projetos
coletivos para atender a demandas comuns´c > Qc = Õ?c 2C -c (*$*c , c c *  c c
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experiência..., op. cit.  c
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cFc9; cc cc cEc/c5cccFcc&# c In Fc:cet allc
# c Cidade Educadora, princípios..., op. cit.  c-Ñ c
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c#cAc##!5 cc# c5A#cc#c8#c5#c ³Aprendiz de mim: um bairro que virou escola´ cc6c5# cc
c#c# c
*Gc c³Bairro-Escola passo a passo´cc##/cc&#c cccF& cJH&9 c
4cc'c( c4ccH5c/cK34c#c:34cc& c#< c#c8#c#c#c8cc
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³ encontro entre prática e conhecimento gerava uma interessante combustão de aprendizado,
levando os adolescentes a ultrapassar os muros escolares. (...) criamos uma redação -escola com
alunos de escolas públicas e privadas... Era um pequeno laboratório de educação pela
comunicação, baseado na concepção de protagonismo juvenil ± o jovem deveria ser ator e não
apenas espectador. Além disso, eles faziam as mais diversas conexões com o cotidiano, cruzando
as áreas de conhecimento, sobretudo língua portuguesa, his tória e estudos sociais...´
> 3.c= Õ? Ñ+.
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aprende, logo em seguida a Cidade Escola Aprendiz começou a envolver as crianças e adolescentes da
comunidade no plano de recuperação dos espaços...´ c  <c
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$cc
 cc$- ³ diálogo
com a comunidade surtiu os efeitos esperados e os mosaicos e bolas de gude, colocados a partir de então,
continuam estampados nos muros e equipamentos públicos´.c." *cc cc57*
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Letras e o beco escola com seus imensos painéis de grafite´-c c  <c 0$c c 5**c %c
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desenvolvendo o conceito de bairro-escola, um novo modelo de     
     , que
busca transformar toda a comunidade em extensão da escola, trançando o processo de ensino-aprendizado à
vida cotidiana´c>cI?
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de Bairro-Escola baseia-se em dois pressupostos:   ato de aprender é o ato de se
conhecer e de intervir em seu meio;  A educação deve acontecer por meio da gestão de parcerias,
envolvendo escolas, famílias, poder público, empresas, organizações sociais, associações de bairro e
indivíduos capazes de administrar as potencialidades educativas da comunidade.

cccccccccccccccccccccccccccccccccccccccc cccccccc
Ñ+
c6c5# ³Aprendiz de.. cop. cit.c c@+, cH#ccc5c6c5#c#5c#c>#c5 cc:6c#c
c5# c


c##/cc&#c cBairro-Escola passo a passo cF& cJH&9 c4cc'c( c4ccH5c
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  adotados para implementar o Bairro-Escola são:  apostar nas riquezas
comunitárias e fortalecer o que já existe, através de um permanente trabalho de mapeamento investigativo;
 Identificar um foco geográfico delimitado e revitalizar constantemente o seu espaço público,
demonstrando que uma nova cidade se torna possível através da educação;  avaliar e sistematizar
periodicamente o modelo de gestão, tornando-o mais eficiente;  Construir alianças nos mais variados
níveis e com diferentes atores, incluindo as três esferas de governo, o empresariado, as organizações sociais,
as universidades e, principalmente, as crianças e jovens, agentes beneficiários dessas mudanças;  Entrar
nas escolas para aprender e desenvolver inovações pedagógicas junto com os professores, formando com
eles um grande ³consórcio de vontades´;  Enfatizar o papel da educação na formação de indivíduos
autônomos e solidários e a importância da escola como parte de um processo de aprendizagem que acontece
ao longo de toda a vida;  Sensibilizar lideranças comunitárias e desenvolver entre elas um olhar
educativo, capaz de atender às demandas do aprendizado permanente >cI?
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rilhas educativas são percursos pelos quais o processo pedagógico se estende,
extrapolando a sala de aula e incluindo praças, parques, ateliês, becos, estúdios,
oficinas, empresas, museus, teatros, cinemas, parques, centros esportivos, bibliotecas,
livrarias, entre outros.  conceito, criado pela Cidade Escola Aprendiz, pressupõe que
o aprendizado pode acontecer em qualquer lugar.

 educador comunitário é peça-chave na implantação de uma proposta de educação


comunitária como o bairro-escola. rata-se de um articulador educacional capaz de
fazer a ponte entre a escola e seu entorno >cI?c

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-c³ poder público municipal é o grande articulador da Escola Integrada. µSe o governo local e sua
equipe não comprarem a idéia... não tem como implantar esse programa ¶, afirma Fernando Pimentel
*... µporque
isso é um desafio para todo mundo¶´ 25 cc57*
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% -c³Eles viam a educação como
investimento ± um meio de gerir (e expandir) seu capital social... permitia -lhes adquirir novas habilidades... novas
disposições... que davam a sua progenitura uma vantagem nos mundos interligados do negócio e do casamento M .c
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 cÑ++
c cMM,-
c

c&>#c##c#cc#AcL c#cc#cc#/ccc5c(c#cMc/cc
³aprendizagem... moldada por modos de ensino formalizados e institucionalizados... sempre que haja evidênc ia de pessoal educacional
distintivo (ex. professores), instrumentos educacionais distintivos (ex. livros -textos) e instalações educacionais distintivas (ex. escolas)´ c
F/c#c cop. cit c cÑ- cJc##c#c/cAc6#c 5c³Escolas catedralícias anteriores (p. ex.
Chartres) compreendiam um círculo de discípulos que, reunidos em torno de um influente líder (p. ex. Bernardo de Chartres), s e
dedicavam ao exame e à interpretação de textos religiosos. De fato, o movimento filosófico principal da Idade Média ± o escolasticismo
± deve seu nome a essas escolas.  c cÑ@ c

2
c. pano de fundo geral para essas inovações na educação e na estrutura do governo parece ter sido uma jogada, por parte da igr eja,
pelo controle político (e econômico) sobre a autoridade fragmentada dos soberanos feudais da Europa cidental´ c c cÑ- c

+
c.As escolas catedralícias mais recentes, entretanto, tinham uma missão educacional menos elevada . Seus produtos eram não tanto
filosófos quanto oficiais de campo (p. ex. bispos) e tropas (p. ex. padres de paróquia) treinados para supervisionar as µlinhas de frente¶
das campanhas políticas da igreja. A partir dessas mudanças no propósito educacional adveio um novo significado para µschola¶:
enquanto as escolas anteriores eram freqüentadas por µdiscípulos¶, as novas escolas catedralícias eram freqüentadas por uma traduçã o
alternativa de µdiscipuli¶ ± µpupils¶ (aluno)´ c  c cÑ@ c
M
c c cÑ c
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c4##c#cA#cc#cc1c5c Ñ- + ,Ñ-@* c"cc4c# cc#c#c#cc4c
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c³Se a igreja medieval tinha adotado a escolarização meramente para disciplinar seu quadro de professores e pregadores, os
calvinistas (e em alguma medida, os luteranos) começaram a usar a escolarização para um propósito político mais amplo ± a
disciplinação da população em geral´ c c Ñ2 c
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c³um foco muito mais nítido aos vínculos entre
escolarização e controle burocrático, e à relação entre a escolarização e o estado´c >Q3c 2BB=?c MM-c
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c5c( c6c#c# op. cit.c c*Ñ c
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c&c##c#c#c colégioscc##c8c4c/?#cc##c6#c c6c#5#ccI c
5c#cc#c35# cccc##cc4c#ccc###cc#c##c8 c
5c># cc#c;c cc4)c#c colégios c c45c#5#c!#c8cMc# c#c
#cccc#c5#c# c&#c#/cccccccc chanceler c#c4###cc#c
A#ccccc #cc5cccI cc#c/ c ,#c#c##c3#c#c
c48N)cc##c#c## c cc;5c.#/c0c#cc.##c30 cc; 5c
.cc##cc#0c#c.)#c#c#c#c4###0c 5c( c6c#c# op. cit.c cM2 c
M-
cc#"cc#cc4###cc3c#c5 c#c# c#c#4 cc#/?#cc#5/cc c
#!c 5ccI ccc##cMc##cccM#c6###c#ccc#3# c ³Após 1219 Oc>P
os mestres obtiveram um privilégio papal: o direito de conferir licenças de ensino que tinham validade eclesiástica e civil e m todo o
domínio papal´ c#cc4cc ³aumento da produção de administradores civis e eclesiásticos´ c  c cM@,M cc
M@
cc5#c5 cc#c##c##cc#55cc>#c#c#cc##c#3## c cc
>#c#cA#cc#c##c#ccc6A cccc c#c)c ³A autonomia localcOc
5#Pc± permitida dentro de regras fornecidas por uma autoridade distante ± foi substituída por formas hierárquicas de controle
concebidas para servir às necessidades do µestado¶ nacional cOc#cc9/cc# cL cIc5#cc#c;c##c
 P´c  c cM ,M+ c
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cccc5ccc935c' cF cccc!cc!cc/ cIn: Cultura, currículo e
sociedade ccc c
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