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Ano 3 | N° 11 |Abril 2010

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Diagramado no BrOffice.org Draw

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Base | Calc | Draw | Impress | Math | Writer
O Grupo de Usuários BrOffice.org - São Paulo, com apoio da comunidade, sociedade e prefeitura da cidade de Guarulhos, realizará o III Encontro Estadual BrOffice.org.

Data: Dias 18 e 19 de maio. Local: Centro Educacional Adamastor Av. Monteiro Lobato 734 Guarulhos - SP Contato: veracape@openoffice.org

http://www.broffice.org/gubro-sp

Realização:

Patrocínio:

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índice |
| carta do leitor Carta do leitor | artigo Trazendo a sociedade para dentro dos projetos de software livre: uma necessidade? | como nós ... … fazemos uma videoconferência | reportagem IV Encontro Nacional BrOffice.org Petrobras implanta BrOffice.org em 90 mil máquinas | entrevista Instituições de educação devem dar suporte ao desenvolvimento tecnológico do País FLISOL – Dia de festa para o Sofware Livre | novas tecnologias Project Renaissance | cultura Redblade – Episódio 02 – O Arqueiro Revista BrOffice.org recomenda | dicas Listas numeradas Criando uma apresentação rápida com o BrOffice.org Impress a partir de um diretório de imagens | tutorial Estendendo barra de ferramentas | resumo do mês Resumo do mês 42 36 30 35 27 29 23 14 10 17
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| editorial
Além dos planos.
Colaboradores desta edição Redação: Carlisson Galdino Clóvis Tristão - Tradução Jack Wallen Luiz Oliveira Ronaldo Prass Rochele Prass Dicas e tutorial: Eduardo A. Gula - Tradução Paulo Souza Lima - Tradução Rubens Queiroz Diagramação: Clóvis Tristão Duilio Neto Eliane Domingos Leon Prado Luciano Madrum Lucio Mendes Maria Aparecida Coltro Patrícia Nobre Revisão: Carlos A. Silva Maria Aparecida Coltro Pedro Ciríaco Regina Moraes Ricardo Pontes Rochele Prass Capa: Duilio Neto Edição: Luiz Oliveira Rochele Prass comunicacao@broffice.org Jornalista responsável: Luiz Oliveira – Mtb.31064 luizheli@openoffice.org Coordenador Geral BrOffice.org: Claudio Ferreira Filho filhocf@openoffice.org Agradecimento especial: SENAI - Departamento Regional de Mato Grosso Escreva para a Revista BrOffice.org: revista@broffice.org Edições anteriores: www.broffice.org/revista O conteúdo assinado e as imagens que o integram são de inteira responsabilidade de seus respectivos autores, não representando necessariamente a opinião da revista BrOffice.org e de seus responsáveis. Todos os direitos sobre as imagens são reservados a seus respectivos proprietários O que é o BrOffice.org É o produto, ferramenta de escritório multiplataforma, livre, em bom português, desenvolvido sob os termos da licença LGPL, composto por editor de texto, planilha de cálculo, apresentação, matemático e banco de dados, mantido pela comunidade e ONG, que trabalha para a difusão do SL/CA no País. Desenvolvimento Esta revista foi elaborada no BrOffice.org, editor de texto, planilha eletrônica, apresentação e, agora, diagramação. A reprodução do material contido nesta revista é permitida desde que se incluam os créditos aos autores e a frase: “Reproduzido da Revista BrOffice.org – www.broffice.org/revista em local visível. O BrOffice.org declara não ter interesse de propriedade nas imagens. Os direitos sobre as mesmas pertencem a seus respectivos autores/proprietários. O conteúdo da Revista Broffice.org está protegido sob a licença Creative Commons BY-NC-SA, disponível no www.creativecommons.org.br. Esta licença não se aplica a nenhuma imagem exibida na revista, e para utilização delas obtenha autorização junto ao respectivo autor.

O planejamento desta edição da Revista BrOffice.org, que tem como
premissa ser uma publicação temática, iniciou com um foco: dar ao leitor uma visão abrangente sobre o IV Encontro Nacional BrOffice.org. Afinal, estamos falando de evento que vem ganhando espaço, tornando-se um dos mais importantes do País na área de Tecnologia da Informação. Mas, uma grande novidade impactou a comunidade: a Petrobras iniciou a implantação do BrOffice.org em 90 mil máquinas da entidade, contemplando cerca de 100 mil usuários. O assunto é tema de reportagem que a Revista BrOffice.org traz com exclusividade aos leitores. A informação chegou num momento singular para o BrOffice.org, momento em que toda a comunidade, em seus mais variados projetos e tendências voltam os seus olhos para um ponto em comum. Toda a energia é concentrada num movimento orquestrado trazendo harmonia e foco tendo em vista apenas um objetivo: o Encontro Nacional. Dividimos o foco da edição e quebramos a harmonia tradicional a que o leitor já está acostumado. Essa quebra é reveladora e confirma uma nova fase para o Software Livre: a investida de grandes empresas em programas de código aberto e a aproximação com as comunidades que trabalham para oferecer à sociedade e ao mercado um produto de qualidade, eficaz e com valores sociais agregados. Essa novidade não desfoca a cobertura do IV Encontro Nacional. Pelo contrário: é fonte inspiradora para que a Revista BrOffice.org cumpra o seu papel de ser a voz da comunidade, de ser o ponto de convergência de todos os projetos, de ousar ser a unidade em meio à pluralidade de ideias, planos, metas, objetivos e idiossincrasias. Além da matéria de capa e da reportagem completa sobre a implantação do BrOffice.org na Petrobras, o leitor está convidado a ler o artigo do cientista social Maiko Rafael Spiess que traz o seguinte questionamento: É necessário trazer a sociedade para dentro dos projetos de software livre? Ainda nesse contexto a entrevista com o Diretor Regional do SENAI-MT, professor Gilberto Gomes de Figueiredo, acena para a importância de Instituições de Ensino darem suporte ao desenvolvimento tecnológico do País. Nesta entrevista, ele explica por que, há três anos, o Encontro Nacional BrOffice.org é realizado em conjunto com o SENAI-MT. A edição 11 também apresenta um pouco sobre o Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre, através da entrevista com um dos coordenadores nacionais do Flisol, Maxx Fonseca. Finalmente, em Novas Tecnologias, nossa equipe traduziu uma série de perguntas e respostas acerca do Projeto Renaissance que pretende melhorar a interface do usuário, o visual do OpenOffice.org. Boa leitura e não se esqueça dos comentários e sugestões. Para isso é só enviar um e-mail para revista@broffice.org. Luiz Oliveira luizheli@openoffice.org

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carta do leitor |

Esta é a sua seção! Na “Carta do Leitor”, você pode tirar dúvidas sobre o BrOffice.org, seja produto, comunidade ou desenvolvimento, enviar críticas ou sugestões que possam enriquecer ainda mais a nossa revista. Envie um email para revista@broffice.org, participe.

Parabéns à revista pelo excelente processo de conscientização que vem realizando. Com esta revista as pessoas não só ficam sabendo sobre software livre, como também sobre os aspectos que afetam a sociedade. Isso é ótimo para todo e qualquer usuário de software, que acaba tendo a oportunidade de ver os diferentes lados da história. Com isso, a revista proporciona uma mudança distinta na cultura da sociedade. Deixo aqui meus sinceros agradecimentos: obrigada! Sabrina Schnorr Henriques - POA sa.henriquess@gmail.com Olá, Sou jornalista de Porto Alegre e estou escrevendo para elogiar a última edição da revista. Os assuntos estão muito interessantes. A matéria sobre sustentabilidade está ótima. Olá amigos! Paz e Graça! Parabéns por produzirem essa fabulosa Revista que fala de um produto mais fabuloso ainda, o BrOffice.org, e foi exatamente com ele que passei a produzir o meu Jornal. Eu sempre usei outros programas para editar jornais, revistas, livros etc., nunca tinha experimentado o BrOffice.org para esse fim, embora seja usuário da suíte a mais de 10 anos. Mas, após ler todas as revistas que vocês produziram com o BrOffice.org, eu resolvi experimentar, e qual foi a minha surpresa, em pouco mais de 12hs. de trabalho, eu produzi um Jornal. Agora eu tenho a certeza que nunca mais vou depender de softwares pagos para produzir qualquer trabalho que seja. Eu também desenvolvi um Blog falando de Programas livres, com o seguinte lema: "Não use drogas! Use Linux!!!" e onde tomei a liberdade de colocar o BrOffice.org e o Blog é este: http://kuruminubuntu.blogspot.com Gostaria muito de ter a permissão de vocês para colocar em minhas produções digitais a "Logo marca BrOffice.org", assim como coloquei nos rodapés das páginas o nome do Programa onde foi desenvolvido o Jornal, acho que assim eu estou colaborando com esse magnífico Projeto. No aguardo de suas considerações, desde já fico-lhe agradecido. Jornalista WBAlves correiomissionario2008@hotmail.com Revista BrOffice.org: Olá, o uso da logomarca BrOffice.org faz parte da identidade visual da comunidade e OSCIP. Vamos encaminhar a sua solicitação para a coordenação.
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Continuem fazendo um trabalho de qualidade como este, pois tenho certeza que estão no caminho certo. Os leitores agradecem. Abraço, Valeria Pereira valeriaperei@gmail.com

Bom dia, gostaria de registrar a minha satisfação com a Revista BrOffice.org. Como não sou expert no assunto, encontrei na revista, informações claras e objetivas que me ajudaram a entender e elucidar várias dúvidas. Excelente ferramenta para o escritório. Continuarei acompanhando vocês e aprimorando o meu conhecimento. Parabéns !!! Ricardo de Moura Maia maiajagger@gmail.com

Na edição 10, em Novas Funcionalidades do BrOffice.org 3.2 Beta, pág. 24, onde se lê “Match” leiase Math. Abril | 2010

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artigo |

Trazendo a sociedade para dentro dos projetos de software livre: uma necessidade?
Por Maiko Rafael Spiess Tradicionalmente, a comunidade hacker e o movimento de software livre/aberto são descritos como grupos sociais que possuem características muito específicas. Desde o lançamento do clássico livro Hackers: Heroes of the Computer Revolution, de Stephen Levy, passando pelo GNU Manifesto de Richard Stallman e até mesmo no artigo The Cathedral and the Bazaar, de Eric Raymond, esses grupos tiveram sua imagem e suas atividades práticas e cotidianas relacionadas com conceitos como liberdade, meritocracia e colaboração. Essas concepções foram (e são) muito úteis para compreender a dinâmica interna destes coletivos e, no caso específico do software livre/aberto, dão boas indicações sobre a qualidade técnica dos projetos, sua capacidade de inovação e sobre as diferenças entre o modelo livre/aberto e as concepções mais "comerciais" de produção de software. No entanto, esse tipo de análise revela muito pouco em relação à distribuição e ao uso de software livre/aberto. Jornalistas, sociólogos e até mesmo os membros do próprio movimento dedicaram-se à realização de descrições muito precisas sobre a dinâmica interna dos coletivos, projetos e demais iniciativas de produção de software livre/aberto, mas até hoje pouco disseram sobre a relação destes pequenos coletivos com o restante da
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sociedade. Em outras palavras, usuários finais, governos, empresas e ONGs são obviamente partes importantes do processo de uso e disseminação do software livre/aberto, e qualquer descrição sobre atividades que excluam esses atores sociais é, definitivamente, incompleta. O movimento de software livre/aberto já tem mais de duas décadas de existência, e talvez tenha chegado a hora de romper a barreira das comunidades autônomas, construindo descrições e narrativas que possibilitem uma maior aproximação e sinergia entre os projetos de software livre/aberto, a sociedade civil, os mercados e as políticas públicas. Uma maneira possível para atingir esse objetivo é suspender (temporariamente) todas as concepções prévias sobre o movimento de software livre/aberto, e analisar cada projeto de software como sendo uma pequena rede técnica e econômica, que se constitui através do esforço de desenvolvedores, ativistas e usuários, que buscam coletivamente produzir, aprimorar e disseminar um determinado produto - um software livre ou aberto. Nesse sentido, parece não existir um exemplo mais apropriado do que o BrOffice.org: trata-se de um projeto reconhecido internacionalmente, com crescente adoção no mercado nacional, atualizações constantes e

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Tkovian

artigo |
Trazendo a sociedade para dentro dos projetos de software livre: uma necessidade? | Por Maiko Rafael Spiess milhões de downloads registrados até o momento. Mais do que isso, trata-se de uma iniciativa que tem alta penetração em órgãos e empresas públicas e, sobretudo, possui uma comunidade de usuários ativa e participante, representada pelos grupos de usuários (GuBrOs) de diversos estados e que realiza encontros regionais e nacionais, com grande frequência. No "centro" da rede do BrOffice.org está, é claro, o pacote de aplicativos. É através desse artefato técnico que os usuários finais, ativistas, empresas estatais, iniciativas de inclusão digital e todos os demais envolvidos se conectam, se comunicam, se relacionam e constituem, de fato, numa rede. Não existe uma comunidade do BrOffice.org sem a suíte de aplicativos: o pacote BrOffice.org é o ponto que conecta todos os demais elementos da rede. Isso não significa, porém, que as pessoas e entidades reunidas em torno do objeto não tenham nenhuma capacidade de alterá-lo, ou que não possam modificar suas condições de distribuição e de uso. É preciso também ressaltar que o sucesso desta rede técnica reside especificamente em sua capacidade de constante redefinição, e em sua flexibilidade. Se a dinâmica interna de meritocracia e democracia garantem a excelência técnica do projeto, é somente através de sua abertura e flexibilidade (ou seja, a possibilidade de participação de usuários, através de sugestões, contribuições ao código, livre distribuição e divulgação) que esta rede se expande e ultrapassa os limites de sua comunidade de desenvolvedores. Assim, é possível afirmar que, em termos práticos, não existe o pacote de aplicativos sem o público que o utiliza e que, nesse sentido, "reproduz o produto através da sociedade". Em outras palavras, o produto e a comunidade se definem mutuamente: por exemplo, a adaptação do pacote de aplicativos ao Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (através do Vero) possibilita uma potencial aglomeração de usuários em torno do produto. O contingente de usuários, por sua vez, produz demandas por novas funcionalidades, ou reporta erros e falhas, que poderão ser incluídos e corrigidos em novas versões no produto, em uma espécie de círculo virtuoso de utilização e implementação de melhorias. De maneira semelhante, o oportuno emprego do BrOffice.org por iniciativas de inclusão digital ou sua adoção por entidades estatais possibilita que diversos novos usuários sejam incluídos nesta rede e possibilitem uma espécie de retroalimentação positiva. Os usuários (sejam eles usuários
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finais, ou corporações) são a razão da existência do software e, portanto, devem ser tratados como uma parte fundamental das redes que compõem os projetos. Utilizando termos da Sociologia da Ciência e da Tecnologia, é possível afirmar que os referidos processos de interação entre os desenvolvedores e os usuários de software livre/aberto proporcionam maiores graus de convergência e irreversibilidade de tais redes, isto é, menores chances de dissolução e desaparecimento do produto e dos grupos sociais que se organizam em torno dele. Ou ainda, utilizando um termo empregado por Claudio Ferreira Filho, em sua palestra durante o fisl 10, o constante envolvimento de outras entidades e pessoas que estão "além da comunidade" pode ser a chave para a sustentabilidade dos projetos de software livre/aberto, como o BrOffice.org. De qualquer maneira, a crescente disseminação da Internet e a popularização de plataformas de produção colaborativa de conteúdos (wiki) – ou seja, a crescente centralidade do usuário como co-produtor - pode indicar a necessidade de superação desta tendência ao internalismo, comum ao movimento de software livre/aberto. Não se trata de abrir mão das características que o tornam um método de produção de software muito específico, do ponto de vista técnico e político, mas de uma aproximação entre projetos de software livre/aberto e da sociedade, em um sentido amplo. Se é verdadeira a premissa de que são os usuários que dão a sustentação para os projetos, é preciso “trazê-los” para dentro do projeto. De certo modo, isso já ocorre na prática – a comunidade do BrOffice.org, por exemplo, parece especialmente preocupada em envolver os usuários em grupos de discussão, nos processos de Controle de Qualidade e na divulgação do produto. Talvez tenha chegado o momento desta postura entrar também no discurso sobre o software livre/aberto, especialmente quando ele é produzido pela própria comunidade. É hora de trazer a sociedade para dentro da comunidade! Maiko Rafael Spiess é formado em Ciências Sociais pela Universidade Regional de Blumenau e Mestre em Política Científica e Tecnológica, pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

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como nós ... |

Por Rochele Prass

Realizar o Encontro Nacional BrOffice.org demanda detalhes que o público, muitas vezes, nem imagina. Um dos exemplos é o próprio meio pelo qual o evento se realiza: videoconferência. Para transmitir palestras para o Brasil inteiro mantendo uma qualidade irretocável, é preciso ter uma grande infraestrutura. O sistema de integração dos pontos de transmissão do EnBrO é viabilizado pela rede INFOVIA/CNI, através do SENAI. Tecnicamente, as necessidades básicas para a realização da videoconferência num evento do porte do EnBrO é possuir uma rede de dados confiável e com boa capilaridade. Em cada ponto de transmissão é necessário um enlace transparente, responsável por interligar computadores, com pelo menos 512kbps (modem e router) em cada unidade. São necessários também equipamentos de videoconferência e recursos de multimídia (projetores, microfones, mesas de som etc), adequados à cada localidade. As temidas falhas ou quedas são evitadas com testes de verificação, realizados com determinada antecedência. É o momento de verificar, avaliar links, bem como de ajustes dos equipamentos de áudio e vídeo que serão utilizados. Para garantir a segurança, a rede de comunicação é de uso exclusivo do evento.
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Paulo Henrique Maroclo, Gerente de Sistemas de Comunicação /TI do Sistema Indústria.

Segundo explica o Gerente de Sistemas de Comunicação /TI do Sistema Indústria, Paulo Henrique Maroclo, a interatividade entre os pontos de transmissão é feita por um equipamento denominado MCU (Multipoint Control Unit). “Trata-se de uma central de comutação de áudio e vídeo, que permite a interatividade entre todas as localidades”. Assim, é perfeitamente possível uma pessoa que está no Acre, por exemplo, fazer uma pergunta, ao vivo, ao palestrante que está no Rio Grande do Sul. | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 8 Abril | 2010

José Paulo Lacerda

lowfly

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fazemos uma videoconferência

como nós ... |
Fazemos uma vídeoconferência | Por Rochele Prass Veja outros detalhes técnicos:
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AAINFOVIA/CNI tem capacidade de transmissão para INFOVIA/CNI tem capacidade de transmissão para quantos pontos? quantos pontos? Hoje a rede interna da INFOVIA/CNI possui 44 pontos que podem interagir entre si, podendo chegar a uma capacidade de até 60 pontos interativos (internos e externos). Uma pessoa que está fora da rede INFOVIA, poderia Uma pessoa que está fora da rede INFOVIA, poderia ter um ponto, mesmo que apenas como receptor? ter um ponto, mesmo que apenas como receptor? Como ocorre esta conexão? Como ocorre esta conexão? Sim. Esta conexão poderá ser realizada através de uma rede IP (com endereço IP válido para internet), ou através de conexão ISDN (Integrated Services Digital Network), desde que os testes prévios de compatibilidade tenham sido realizados com sucesso. Que tipos de aparelhos eeequipamentos são usados Que tipos de aparelhos equipamentos são usados nessa infraestrutura? nessa infraestrutura? Basicamente podemos dizer que são roteadores, modems, rádios e equipamentos de videoconferência (endpoint e MCU), bem como recursos multimídia (projetores, microfones, mesas de som etc). Havendo alguma falha na rede, há alguma medida de Havendo alguma falha na rede, há alguma medida de contingência para manter aaprogramação uniforme contingência para manter programação uniforme para todos os pontos de transmissão? para todos os pontos de transmissão? Sim. Como já foi mencionado anteriormente, é possível conectar algumas localidades via internet ou ISDN. Qual aataxa de transmissão de dados que aarede suQual taxa de transmissão de dados que rede suporta? porta? A nossa rede tem atualmente velocidade mínima de 1Mbps para serviços de videoconferência e integração de dados entre os pontos da Infovia. Todos os pontos de rede devem apresentar estrutura Todos os pontos de rede devem apresentar estrutura semelhante? Não havendo, quais são as consequênsemelhante? Não havendo, quais são as consequências? cias? Sim. Todos os pontos hoje possuem infraestrutura semelhante, visando manter processos que permitem o reparo no menor tempo possível. Não havendo, o risco de ocorrerem falhas se torna bastante elevado. | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 9

Quais são as diferenças estruturais básicas entre aa Quais são as diferenças estruturais básicas entre rede INFOVIA ee uma internet residencial? rede INFOVIA uma internet residencial? Para rede residencial, normalmente os links oferecidos são compartilhados por vários usuários de uma determinada região, com níveis de segurança aplicados em sua maioria pelos próprios usuários, e sem controle de SLA (Acordo de Nível de Serviços). A rede da INFOVIA/CNI possui links dedicados, com serviços de segurança oferecidos pelas prestadoras de serviços, e com rigoroso controle de SLA (disponibilidade dos serviços), todos descritos em contrato, que nos garantem um serviço estável e com qualidade. Há algum outro aspecto técnico interessante para os Há algum outro aspecto técnico interessante para os leitores conhecerem? leitores conhecerem? O projeto da INFOVIA/CNI foi criado no ano de 2000, com a premissa de uma maior interatividade entre os departamentos regionais. E o carro chefe deste projeto, foi a videoconferência, que até hoje é amplamente utilizada, com extraordinária versatilidade, e com um custo bem interessante. Existe algum estudo do custo médio da hora de uma Existe algum estudo do custo médio da hora de uma videoconferência deste porte? videoconferência deste porte? O custo é muito relativo. Envolve uma série de variáveis como tipo de conexão(internet, IP/MPLS, ISDN Nacional, ISDN Internacional), velocidade de conexão, local onde será realizada a videoconferência, recursos utilizados, suporte técnico, quantidade de pontos participantes etc. O que podemos afirmar, é que essa tecnologia permite a otimização do tempo e acelera o processo de tomada de decisão. Como as viagens são reduzidas, sobra mais tempo para os nossos executivos atuarem nos problemas mais relevantes, aumentando a eficácia dos nossos resultados. Quais foram as últimas inovações implementadas na Quais foram as últimas inovações implementadas na rede? Qual oo planejamento da CNI no que se refere a rede? Qual planejamento da CNI no que se refere a inovações para os próximos meses/anos? inovações para os próximos meses/anos? A CNI renovou todo o seu parque de aparelhos de videoconferência no final do ano passado, melhorando assim a qualidade dos serviços prestados. É necessário uma maior integração técnica com todos os pontos para melhorar cada vez mais a prestação desse serviço. Abril | 2010
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reportagem |

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Por Rochele Prass

IV Encontro Nacional BrOffice.org vai entrar para a história. Esta é a sensação das pessoas envolvidas na

organização, que neste ano acontece nos dias 15 e 16 de abril em 25 estados brasileiros com integração nacional por videoconferência. Realizado em parceria com o SENAI MT, o Encontro Nacional é considerado um dos mais importantes eventos de Software Livre do País. O principal objetivo é a integração dos usuários, executivos, equipe de desenvolvimento, instituições de ensino e comunidade em geral, através de palestras técnicas que apresentam casos de sucesso, linhas de desenvolvimento, vantagens, além das novidades da suíte de escritório que vem conquistando a confiança de usuários e empresas de todas as partes do mundo. Pela abrangência do projeto, que tem núcleos em todo o Brasil, o Encontro Nacional é realizado de uma forma nada tradicional: por videoconferência. Cada estado tem um ponto de encontro, em que são transmitidas as palestras da grade de programação nacional. O modelo foi adotado desde a primeira edição e tem se mostrado uma forma eficiente para agregar pessoas de várias regiões de um país com proporções continentais, sem representar custos elevados a quem deseja participar. Apesar do aparente distanciamento, a interatividade entre plateia e palestrantes é garantida pela conectividade. A cada acontecem atividades exclusivamente locais. Entre as novidades que têm como objetivo promover ainda mais a participação do público, estão o Lightning Talks, momento aberto a quem deseja apresentar mini palestras sobre BrOffice.org. Dividido em quatro momentos, além de espaço para atividade prática, o Encontro Nacional BrOffice.org é abrangente. Ou seja: é do interesse de vários públicos: gestores de TI, administradores de empresas, usuários da suíte, desenvolvedores e, claro, da comunidade BrOffice.org.
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apresentação, o público tem espaço para realizar perguntas e fazer observações. Além disso, em cada ponto de encontro

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Luciano Madrum

reportagem |
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O olhar do mercado sobre o BrOffice.org

Comunidade: quem faz o BrOffice.org acontecer Os colaboradores do BrOffice.org mostram como e com o que trabalham para oferecer aos usuários um produto de excelência. Em âmbito internacional, atividades de comunidades do programa mundo a fora vão ser apresentadas pelo consultor Cor Nouws, ativo integrante de vários subprojetos do OpenOffice.org. A discussão sobre os grupos de usuários BrOffice.org e as organizações estaduais da comunidade nacional é liderada pela técnica em Programação Renata Marques, que é uma das coordenadoras do Grupo de Usuários da Paraíba. Ela explana as atividades desenvolvidas pelos Grupos de Trabalho, Gts, na palestra “Aprenda como criar o grupo de usuários no seu estado e fazer a diferença”. Desenvolvimento: momento para conhecer o código do BrOffice.org No IV EnBrO, o participante tem oportunidade de saber mais sobre desenvolvimento do código, extensões e recursos de programação para o aplicativo. Entre os palestrantes, está o programador da Sun Mycrosystems, Juergen Schmidt, que é líder dos projetos de API e extensões do OpenOffice.org, e membro do Conselho da Comunidade OpenOffice.org. Já o programador Carlos Guimarães vai apresentar ferramentas em Java e .Net para desenvolvimento de sistemas com arquivos ODF. O coordenador geral do BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho, faz palestra sobre os pontos de atenção para manutenção da qualidade do software. Hack Lab: laboratório de desenvolvimento Uma das grandes novidades deste ano do evento, o Hack Lab é o momento para a criatividade, quando os desenvolvedores podem aproveitar o evento para exercitar a construção de extensões para o aplicativo. Os participantes dos estados de Mato Grosso, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraíba e Distrito Federal, vão colocar a “mão na massa” com o conversor de documentos PDF e com as etiquetas inteligentes detector de incidentes do OpenOffice.org. A atividade será realizada em sala separada, coordenada nacionalmente por Juergen Schmidt e pelo programador que desenvolveu o Corretor Gramatical CoGrO, Willian Colen. Nos estados que têm Hack Lab previsto, haverá monitores para auxiliar os participantes durante os exercícios. 11 Abril | 2010
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A proposta do momento mercado é trazer uma visão geral a gestores de TI sobre o BrOffice.org. Entre os palestrantes da manhã do primeiro dia do IV EnBrO, está o Gerente Geral da Comunidade internacional OpenOffice.org, Louis Suares-Potts, que compartilha com o público informações sobre implantação do software em empresas de várias partes do mundo. Ele também faz um panorama da expansão global do OpenOffice.org, que registra 300 milhões de downloads, e o surgimento de novas tecnologias relacionadas a este produto, como o ODF. Outra atração importante para o público corporativo é a palestra do Diretor Financeiro da OSCIP BrOffice.org – Projeto Brasil, Olivier Hallot. Com vasta experiência no mercado de Tecnologia da Informação, Olivier aborda o mercado e tendências nacionais, apresentando casos de sucesso de migração em instituições governamentais, iniciativa privada e terceiro setor. Estratégia: como e por que migrar
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O momento estratégico apresenta as vantagens e pontos de atenção para a adoção do BrOffice.org. O tema é abordado sob diversos aspectos, entre eles o papel e importância do aplicativo aos municípios. Quem fala sobre o assunto é o coordenador do Programa de Apoio Tecnológico aos Municípios Brasileiros do Ministério do Planejamento - o 4CMBr, Luis Felipe Costa. O gerente da Unidade de Desenvolvimento de Software Livre da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social – Dataprev, Érico Ferreira, fala ao público sobre a migração e integração das ferramentas BrOffice.org ao Cadastro Nacional de Informações Sociais - CNIS. O palestrante explica como está sendo realizada a modernização do CNIS e as vantagens de sua adaptação ao formato ODF. O IV EnBrO também terá palestra com a Coordenadora de Projetos de Tecnologia da Informação da Petrobras, Márcia Novaes, que apresenta o processo de implantação do BrOffice.org em 90 mil computadores da companhia. Na palestra, o público pode conferir os detalhes do projeto que a Petrobras desenvolveu para instalar e adaptar os usuários ao BrOffice.org.

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Lightning Talks: maior interação com o público

qualidade”, lembra Claudio. A partir daí, começaram as articulações, com o apoio do SENAI Ceará. A proposta agradou a comunidade e por isso o Encontro Nacional BrOffice.org já nasceu grande. Na primeira edição, 20 estados aderiram ao encontro e surgiram pessoas dispostas a organizar localmente as atividades. Graças à conectividade, o evento teve abrangência internacional, com a participação de palestrantes de Toronto, no Canadá. “Todos os colaboradores do BrOffice.org abraçaram o projeto com grande dedicação. Percebemos o entusiasmo do pessoal que contribui, cada um de alguma forma, para levar o BrOffice.org a um público muito maior. E, com isso, entendemos que o Encontro Nacional havia chegado para ficar”, comenta Claudio. Na segunda edição, o EnBrO conquistou um importante aliado: o SENAI Mato Grosso, que se tornou co-realizador do evento. O ponto central das transmissões, que na primeira edição havia sido o Ceará, mudou de estado. Conforme explica um dos integrantes da comissão organizadora do evento, Carlos Braguini, a parceria surgiu da necessidade de agregar, já que o SENAI, dentro da sua linha de ação, da difusão da educação em tecnologia, prevê uma meta anual de apoio a eventos voltados a essa área do conhecimento. Hoje, o Encontro Nacional BrOffice.org faz parte do calendário da entidade. O Diretor do SENAI-MT, Gilberto de Figueiredo, afirma que o EnBrO é estratégico para o desenvolvimento do País. “Especialmente no Brasil a nossa parceria com o Projeto BrOffice.org se consolidou por acreditarmos que instituições de educação como o SENAI sustentam os mais importantes pilares do desenvolvimento tecnológico do País, sendo nosso dever apoiar projetos e ações que além de serem estrategicamente importantes para o setores transversais da economia, estão diretamente ligados à evolução social e cultural do Brasil”, diz. As interações nacionais e internacionais são os pontos mais fortes do EnBrO, que tem incrementado a grade de programação em quantidade e qualidade de palestrantes. “A cada ano, temos um número maior de participantes e colaboradores. Estamos sempre pensando em novidades para oferecer ao público e agregar à comunidade”, afirma Braguini. Outro diferencial da primeira para a segunda edição, segundo ele, foi a possibilidade de incluir mais pontos de transmissão do EnBrO. Desde a sua criação, o evento vem crescendo e dando mostras de sua importância para o cenário tecnológico do País. Conforme Claudio Ferreira Filho, o número de 12 Abril | 2010

Com formato ágil e descontraído, os Lightning Talks são palestras relâmpago com duração máxima de cinco minutos. A proposta é ofertar espaço para que os participantes possam compartilhar nacionalmente informações, dicas e ideias que vão surgindo durante o evento. “O Lightning Talk é uma das novidades desta edição do EnBrO, que colocamos na grade de programação como forma de aproximar as pessoas que estão em diferentes pontos de transmissão do Encontro. Ao se inscrever para uma mini palestra, o participante passa da condição de expectador e tem a oportunidade de contribuir, apresentando assuntos práticos e objetivos, interessantes à comunidade”, explica o Coordenador Geral do BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho. Durante a programação geral, a comissão organizadora vai anunciar abertura das inscrições para o Ligth Talks. O espaço destinado a essa atividade é das 17h30 às 18h15, ou seja, 10 apresentações, em cada um dos dias do Encontro. Para participar, os interessados devem enviar a sua apresentação para o e-mail de inscrição que será divulgado no decorrer do IV EnBrO. A apresentação pode ter, no máximo, dois slides: o primeiro contendo o título da mini palestra, o nome do palestrante e local (Estado / Cidade); no segundo, deve estar o conteúdo a ser apresentado. A origem do Encontro Nacional BrOffice.org
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Tudo começou em 2006. Havia uma necessidade para o projeto que se expandia, conquistava uma comunidade cada vez mais sedenta por compartilhar e precisava, de alguma forma, apresentar o BrOffice.org a toda a sociedade. Era o ano em que nasciam as estruturas que o BrOffice.org tem hoje, tornou-se uma ONG, criaram-se os Grupos de Usuários, sistema de controle de qualidade, comunicação, entre outros. Era o momento de consolidar, de firmar uma identidade nacional. E era também um grande desafio: contemplar todos os estados de um país continental. Conforme conta o coordenador geral do BrOffice.org, Claudio Ferreira Filho, um dos colaboradores da comunidade sugeriu que se realizasse um encontro, com o objetivo de reunir todo o grupo. Mas, como fazer isso? A ideia que Marcus Diogo levantou causou medo no início: videoconferência. “Ficamos assustados diante de tudo que seria necessário para realizar um evento de | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista

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IV Encontro Nacional BrOffice.org | Por Rochele Prass
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participantes está dobrando a cada edição. No primeiro encontro, em 2006, foram 612 participantes. No ano seguinte, o número saltou para 1146. No III EnBrO, outro grande resultado: 2271 pessoas. Para este ano, a meta não poderia ser outra: dobrar novamente o número de participantes, enfatiza o coordenador geral da comunidade BrOffice.org.

organização dos eventos que muitos novos colaboradores surgem e acabam se tornando membros importantes”, diz. Conforme o líder nacional, é o momento também em que cada voluntário agrega ao evento conhecimentos e experiências individuais importantíssimas. Serviço O quê: IV Encontro Nacional BrOffice.org Quando: 15 e 16 de abril Onde: Pontos de videoconferência nos Estados Brasileiros Locais de transmissão: http://encontro.broffice.org/enbro4/localizacao Inscrições: http://encontro.broffice.org/enbro4/inscricao Programação: http://encontro.broffice.org/enbro4/programacao Palestrantes: http://encontro.broffice.org/enbro4/palestrantes Quanto: 1kg de alimento não perecível

2271

1146 612

I EnBrO

II EnBrO

III EnBrO

Audacioso

Como se pode imaginar, um dos pontos mais delicados no que se refere à organização de um evento de tamanha abrangência, é o gerenciamento de todos os envolvidos nos preparativos. O Líder Nacional do Grupo de Usuários BrOffice.org, Luiz Oliveira, que também é um dos organizadores do evento, revela que cerca de 60 pessoas são envolvidas diretamente no processo. “Além do comitê nacional, cada estado tem colaboradores destacados para promover o evento. Isso inclui ver local, divulgar o encontro, buscar apoiadores e preparar toda uma logística para receber os participantes”, explica. Ele conta que conversa diariamente com as lideranças locais e também com outros integrantes do comitê organizador, para que todas essas pontas estejam em sintonia. Segundo Luiz, um ponto que sempre preocupa é a motivação dos colaboradores, que fazem as tarefas de forma voluntária, entretanto, afirma: “A comunidade BrOffice.org sente-se contagiada e cada integrante quer também ser protagonista de um evento de tamanha importância para a sociedade. E é também durante a | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 13 Abril | 2010

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entrevista |

Por Rochele Prass

U

m olhar mais amadurecido dos gestores sobre o mercado do Software Livre gera uma
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crescente demanda: a necessidade de as instituições de educação formarem mão de obra qualificada. De olho nessa nova realidade, o SENAI-MT abraça, há três anos, o Encontro Nacional BrOffice.org, compartilhando a realização do evento, que já faz parte do seu calendário anual. Na visão do Diretor Regional de SENAI-MT, Gilberto Gomes de Figueiredo, promover o Encontro Nacional é “instigar e provocar toda a cadeia produtiva desta área a se mobilizar na busca pelo conhecimento”. Confira entrevista exclusiva, concedida à Revista BrOffice.org:
O Diretor do SENAI-MT, Gilberto Gomes de Figueiredo, é graduado em Administração de Empresas e Educação Física, com MBA em Gestão Estratégica Avançada e especialização
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em Administração dos Serviços de Saúde. Entre as experiências que acumula, estão os cargos de Superintendente Administrativo e Financeiro da Federação das Indústrias no Estado de Mato Grosso, o de Membro Efetivo do Conselho Estadual do Trabalho do Mato Grosso

| Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista

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Olancho Aid

Instituições de educação devem dar suporte ao desenvolvimento tecnológico do País

entrevista |
Instituições de educação devem dar suporte ao desenvolvimento tecnológico do País | Por Rochele Prass
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Qual a importância do BrOffice.org desenvolvimento tecnológico do País?

para

o

O modelo de desenvolvimento do Software Livre já significa por si só, a criação de oportunidades a todas as nações para intensificarem suas ações de desenvolvimento e difusão tecnológica na criação de Programas de Computador. Quando associamos a isto uma nova cultura de geração de mão de obra qualificada, estamos nos credenciando como provedores de tecnologia, podendo, além de obter libertação tecnológica, chegarmos a um patamar de País exportador de conhecimento. Que papel o Software Livre cumpre no aperfeiçoamento e desenvolvimento de mão de obra qualificada? A crescente e perceptível utilização do Software Livre nos diversos setores da economia gera, além de uma demanda por profissionais capacitados, uma grande responsabilidade para instituições de ensino profissionalizante como a nossa, que é a de se atualizar constantemente para preparar profissionais capacitados para responder às demandas destas empresas.

objetivo é prover as pessoas do conhecimento necessário para desenvolver as atividades básicas de escritório em planilhas, textos e apresentação. Ademais, estamos habilitados para formar planos pedagógicos de capacitação avançada em BrOffice.org, seja para atender demandas específicas das empresas, seja para ofertar à comunidade. Quando e como se deu a chegada do BrOffice.org ao SENAI? No ano de 2007 tivemos uma grande iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso em promover um programa que levasse às indústrias matogrossenses, além de capacitação empresarial e serviços técnicos especializados com baixo custo, o acesso a eventos técnicos de vanguarda em várias áreas conhecimento. Tínhamos a oportunidade de realizar um Evento de Tecnologia da Informação e, para tanto, buscamos a parceria com o BrOffice.org - Projeto Brasil e então sediamos em Cuiabá/MT um dos mais abrangentes e importantes eventos de difusão do Software Livre, o Encontro Nacional do BrOffice.org

A instituições que optam por software livre estão optando não somente por questões financeiras ou tecnológicas, mas também por questões associadas de responsabilidade social.

O que eventos como o Encontro Nacional BrOffice.org agregam à comunidade de usuários e ao desenvolvimento do projeto ?

A opção por Software Livre / BrOffice.org é uma questão apenas econômica? Felizmente não. A instituições que optam por software livre estão optando não somente por questões financeiras ou tecnológicas, mas também por questões associadas de responsabilidade social. Utilizar um produto que gera royalties a outros países sem considerar a possibilidade de utilização de produtos desenvolvidos e mantidos por competentes organizações brasileiras indica a não preocupação com a evasão de divisas e fomento do mercado interno. Considerando os números, economizar com software livre significa a possibilidade de reordenar investimentos, criando espaço para o desenvolvimento de ações que foquem no quadro funcional das empresas, por exemplo. Em quais programas desenvolvidos pelo SENAI o BrOffice.org é usado e como isso ocorre? Hoje o BrOffice.org é parte do nosso Portfólio de Cursos, onde ofertamos para a comunidade, em especial a indústria mato-grossense, cursos de formação inicial, cujo | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 15

Eventos desta natureza e principalmente com esta abrangência são muito importantes para prover alinhamento técnico entre a comunidade acadêmica, científica, profissionais de Tecnologia e a comunidade em geral. Além de promover a socialização de projetos e ações, instiga e provoca toda a cadeia produtiva desta área a se mobilizar na busca pelo conhecimento, a inovação e aplicação destes recursos em suas instituições. Qual a importância de entidades consagradas como o SENAI referendarem eventos de Software Livre? O SENAI é uma instituição com mais de 50 anos de serviços prestados ao Brasil, presente em todos os estados brasileiros, cuja missão é de promover o desenvolvimento tecnológico e educacional através de projetos que permitam a elevação da competitividade da indústria brasileira. Quando falamos em Software Livre, estamos falando de todo um seguimento industrial que representa um dos pilares do desenvolvimento

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entrevista |
Instituições de educação devem dar suporte ao desenvolvimento tecnológico do País | Por Rochele Prass tecnológico e do fomento à produtividade nas empresas. Estudos estimam que o Brasil
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chegará a 100 milhões de computadores neste ano, chegando participar da lista dos 10 países do mundo com o maior parque computacional. Quando refletimos sobre estes números,

chegamos à conclusão que ainda temos muito por fazer pelo Software, pois, hoje, é certo que ele (Software Livre) faz muito mais por nós. As iniciativas de apoio de empresas e entidades ao BrOffice.org estão na medida de necessidade e de acordo como o papel socio-econômico que o mesmo desempenha perante a sociedade? Esta questão está diretamente ligada ao nível de maturidade organizacional que as empresas se encontram. Temos instituições que já

"devolveram", ou melhor, já reinvestiram seus recursos financeiros em projetos de apoio e fomento ao Software Livre, outras instituições, porém, ainda estão buscando forma de se encontrar e usufruir dos benefícios técnicos, econômicos e sociais do Software Livre.

| Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista

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reportagem |

Implanta BrOffice.org

A

Petrobras iniciou neste mês o

processo de instalação do BrOffice.org em seu parque de máquinas, estimado em 90 mil computadores. As instalações devem estar praticamente concluídas até junho. Ao todo, o novo software contemplará um público interno de cerca de 100 mil pessoas, que serão capacitadas para o uso do BrOffice.org por intermédio de um curso disponibilizado pela Universidade Petrobras, acessível pelas

máquinas dos usuários. A estimativa é que o
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processo gere uma redução de pelo menos 40% na demanda de aquisição de licenças pagas de software proprietário equivalente.

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reportagem |
Petrobras implanta BrOffice.org em 90 mil máquinas | Por Rochele Prass e Luiz Oliveira
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De acordo com a coordenadora de projetos de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Petrobras, Marcia Novaes, a adoção do BrOffice.org se deu a partir das análises de viabilidade técnica da ferramenta, que concluiu que o software tem maturidade tecnológica e é adequado às necessidades da companhia. Entretanto, o fator determinante foi o econômico, afirma Marcia. “Também definimos a mudança de padrão interno de documentos e adotamos o ODF, que é um padrão aberto com especificações de domínio público, plenamente suportado pelo BrOffice.org”, completa Marcia. A adoção de software livre nas estações de trabalho da Petrobras começou com o Mozilla Firefox, conforme conta a coordenadora. O principal ponto de atenção da equipe de TI foi tornar o Firefox o navegador padrão para os aplicativos Web usados na companhia. Segundo Marcia, ainda existe um número muito grande de programas incompatíveis com o Firefox. Ela explica que esses problemas estão sendo resolvidos gradativamente. Mas foi a partir dessa experiência que se iniciaram os preparativos para implantação do BrOffice.org.

Quebra de paradigmas
O BrOffice.org foi uma quebra de paradigmas para a Petrobras, conforme salienta Marcia Novaes. “No ambiente corporativo, o costume é ter um contrato com fornecedor e pagar. A ele cabe resolver os problemas, sob pena de ser multado”, lembra. Já com os produtos livres, as coisas são um pouco diferentes: “Quando você começa a entender o que é software livre, começa a ter que entender essa figura da comunidade. Uma entidade virtual, de quem você depende. Você não pode cobrar prazos e não sabe nem se ela poderá resolver”, aponta. E uma das formas de ter segurança foi buscar a colaboração das próprias comunidades, tanto do BrOffice.org quanto do Firefox. “A Petrobras buscou na comunidade os conhecimentos que lhe faltavam tanto sobre o próprio BrOffice.org, quanto sobre o processo de migração de software de escritório. A OSCIP BrOffice,org – Projeto Brasil foi o ponto de integração com a comunidade e facilitou a alocação de consultores, desenvolvedores e instrutores de BrOffice.org que eram necessários para a execução do projeto”, explica Olivier. “Foi uma parceria ganha-ganha, porque obtivemos muitos subsídios da Petrobras para o aprimoramento do software, o que repassamos para o projeto internacional. Algumas dessas demandas foram implementadas na recente versão 3.2 do software”, completa Olivier. Se com isso a Petrobras pode ser considerada um membro da comunidade, Marcia responde: “Acredito que sim. Não sei se existe alguma formalização para isso”, brinca. Para a entidade, a relação com as comunidades deve ser de mão dupla: “Não podemos só usar o produto, mas temos que ter meios de contribuir”. A coordenadora não adianta detalhes, mas afirma que a empresa conta com um grupo de trabalho interno para definir sua atuação no fortalecimento das comunidades open source. “Nunca foi nossa intenção só usar, só sugar”, enfatiza. Ao optar pela migração para software livre, a Petrobras estabeleceu uma regra de conduta: não mexer na estrutura dos programas que estão usando, para adaptálos às especificidades da companhia. “Não estamos interessados em criar um Petro-Office”, complementa Marcia. Entretanto, se forem desenvolvidas implementações, constatações de problemas e questões resolvidas por profissionais da Petrobras, elas serão devolvidas para as comunidades. 18 Abril | 2010
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Confiança, a alma do negócio
Uma das questões que surgem quando migrações para software livre são cogitadas é sobre a confiabilidade do produto e o suporte. Conforme Marcia, esta segurança foi conquistada pela própria comunidade. Foram necessárias algumas reuniões com a equipe do BrOffice.org, que colaborou na construção da proposta. O diretor Administrativo Financeiro do BrOffice.org, Olivier Hallot, atuou como consultor nesse processo. “Buscamos mostrar as vantagens à equipe da Petrobras e não escondemos em nenhum momento as dificuldades que seriam encontradas no processo de mudança de software, no que se refere às necessidades específicas da companhia daquele porte. Conseguimos dar clareza sobre o que o BrOffice.org oferece e como poderíamos colaborar”, afirma Olivier. A coordenadora esclarece que o apoio das instâncias mais altas da Petrobras foi a condição básica para que o projeto se desenvolvesse. “É uma decisão que vem de cima. Não poderíamos fazer uma mudança dessa magnitude sem estarmos muito bem alinhados com a direção”, afirma. Uma das etapas preparatórias para a migração foi obter a aprovação da diretoria da Petrobras para o projeto de mudança de software, depois que os motivos foram expostos em novembro do ano passado, quando a diretoria decidiu pela implementação do BrOffice.org. | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista

reportagem |
Petrobras implanta BrOffice.org em 90 mil máquinas | Por Rochele Prass e Luiz Oliveira Na fase atual, a de instalação do BrOffice.org, os aplicativos estão sendo instalados nas máquinas e os usuários comunicados de que existe uma nova ferramenta, além da divulgação de treinamento online. Na segunda fase, o foco será a comunicação corporativa da implantação em várias mídias, estimulando o uso do produto. Por fim, a última etapa será de adequação de licenças, em que cada setor poderá avaliar as suas reais necessidades e optar por manter o aplicativo proprietário com custos de licenciamento associados ao departamento. Para montar um treinamento a distância que alcance toda a força de trabalho da empresa, a Petrobras contou com o apoio da OSCIP BrOffice.org. “Pedimos para que fossem mapeadas as maiores dúvidas dos usuários de BrOffice.org”, conta Gil Brasileiro. Olivier Hallot explica como essas questões foram respondidas: “Queríamos um treinamento que fosse muito próximo do dia a dia do funcionário. Assim, desenvolvemos a linha de ensino por casos de uso, no qual os exemplos foram obtidos da própria indústria petroleira. Mostramos como utilizar funções avançadas do BrOffice.org em problemas e situações do dia a dia”. A campanha interna de migração BrOffice.org pretende ser franca, mostrando também os problemas. “Não vamos esconder isso dos usuários. Pelo contrário, queremos que eles comecem a usar já sabendo que um mínimo de adaptação é necessário, e que a equipe disponibilizou todo o apoio que o usuário necessitar”, diz Marcia. Entretanto, ela acredita que, a partir do momento em que os usuários começarem a gerar documentos no formato ODF, tais problemas tendem a desaparecer. “O processo de mudança acaba sendo um pouco doloroso, mas depois, as pessoas se acostumam”, comenta a coordenadora. O grande estímulo para os departamentos da companhia aderirem ao programa é econômico, já que cada área tem um orçamento para licenciamento de software, que poderá ser mais baixo com a adoção do BrOffice.org. “Uma das estratégias de adequação de licença é que, a partir de um determinado momento, os novos usuários não recebam mais o software proprietário, apenas o BrOffice.org”, explica Gil, que considera ser esta a etapa mais sensível de toda a migração.
(da esquerda para direita) Eduardo Menezes de Almeida, João Ricardo de Oliveira Ayres, Olivier Hallot (líder do projeto pelo BrOffice.org), Ronaldo de Souza Motta, Alexandre Padilha, Lucio de Mello, Edivaldo Barbosa, Mônica Simões. (sentados, da esquerda para direita) Lilian Rosseto de Carvalho, Silvio Augusto, Marcia Novaes Soares (coordenadora do projeto), Gil Brasileiro Fernandes (líder do projeto)

Adaptação
O processo de adaptação dos usuários às novas ferramentas foi muito mais fácil no caso do Firefox e não houve necessidade de treinamento, tanto por ser mais simples, quanto que muitos deles já usavam a ferramenta como navegador padrão em suas residências. Já no que se refere ao BrOffice.org, a implantação foi planejada em conjunto com um processo de adaptação, visando diminuir as dificuldades. Para tanto, um projeto piloto com gerentes foi criado, em que foram removidos o software a que já estavam acostumados, deixando apenas o BrOffice.org. Foi neste período que a equipe pôde constatar as maiores dificuldades, tais como problemas de formatação de arquivos, macros do Excel no Calc e algumas funcionalidades que são feitas de forma diferente no BrOffice.org. “Os casos em que o BrOffice.org não podia atender sem que nós já não soubéssemos de antemão foram raríssimos”, afirma Olivier. Com o objetivo de a novidade ser rapidamente absorvida pelos usuários, a implantação foi dividida em três fases. Quem explica é o analista de Projetos de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Petrobras, Gil Brasileiro, líder do projeto.

Marcelo Burger

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Ainda assim, se houver necessidade de outra ferramenta, o gerente daquela área poderá fazer uma solicitação, justificando o pedido e arcando com os custos associados. Os gestores do projeto também pretendem buscar apoio nos próprios usuários, identificando pessoas que tiveram adaptação e aceitação mais rápidas para auxiliar colegas. E o grande desafio, dizem, estará na convivência entre dois padrões diferentes. 19 Abril | 2010

reportagem |
Petrobras implanta BrOffice.org em 90 mil máquinas | Por Rochele Prass e Luiz Oliveira

Recado aos desenvolvedores
Um obstáculo para que grandes empresas adotem software livre é a forma como são disponibilizadas atualizações dos programas. Segundo Marcia, as comunidades ainda não se preocupam com as instalações em grande escala e a cada nova versão é preciso instalar todo o programa novamente. “Se o objetivo é alcançar o mundo corporativo, acho que vale a pena para as comunidades pensarem numa solução que facilite tanto a distribuição quanto a atualização”, opina. Gil completa que a mentalidade do software livre ainda é muito voltada para o usuário doméstico ou autônomo. Ele também cita que as atualizações são disponibilizadas com bastante frequência, o que é ótimo em termos de qualidade. “Em relação à atualização de correção de erros e novidades, realmente é bem melhor com os softwares livres”, diz. Gil cita como exemplo o verificador ortográfico do BrOffice.org, o Vero, que já estava atualizado para as novas regras de grafia do Português assim que o Acordo Ortográfico entrou em vigor. Porém, essa agilidade torna a implementação nos parques computacionais mais dispendiosas para os administradores de rede. A sugestão é que sejam disponibilizados pequenos pacotes de atualizações – os chamados patches.

“"Uma recomendação é começar observando a experiência dos outros, achando casos semelhantes”. Não existe uma receita única, diz Marcia, que salienta que há muitas histórias de migração semelhantes e que é possível tirar delas dicas valiosas para o sucesso do projeto. Na fase preparatória do planejamento da implantação do BrOffice.org, a equipe da Petrobras teve reuniões com gestores que lideraram processos de migração para o programa em outras empresas, como Metrô de São Paulo, Banco do Brasil, Itaipu e Serpro. A adoção do BrOffice.org e do Firefox foram as primeiras experiências da Petrobras com software de código aberto em estações de trabalho. Em muitos servidores e em algumas estações de trabalho, a empresa já utiliza o sistema operacional Linux.

No comando
Gil Brasileiro Fernandes é Líder de Projetos de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Petrobras. Formado em Engenharia de Computação e Pós-graduado em Redes de Computadores pela Universidade Federal do Espírito Santo, tem MBA em Gerência de Projetos pelo Centro Universitário Vila Velha. Atuou por 3 anos em diversos projetos de TI e Telecomunicações de grandes empresas. Em 2008, iniciou sua carreira na Petrobras como analista de sistemas e, em 2009, assumiu a gerência do projeto de implantação dos softwares Mozilla Firefox e BrOffice.org na Petrobras. Marcia Novaes Soares é Coordenadora de Projetos de Infraestrutura de Tecnologia da Informação e Telecomunicações da Petrobras. Graduada em engenharia elétrica com ênfase em telecomunicações pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro com MBA em Gestão de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas. Ingressou na Petrobras em 2004 como analista de sistemas e comandou diversos projetos de melhoria operacional de infraestrutura de TIC na companhia. Foi designada, em maio de 2007, Coordenadora de Projetos de Infraestrutura de TIC e atualmente coordena projetos de otimização de custos e de implantação dos softwares Mozilla Firefox e BrOffice.org.

A Petrobras recomenda
Gil e Marcia explicam que a complexidade de processo de mudança pelo qual a empresa está passando é porque se trata de uma das maiores corporações do País e que o setor de TI da Petrobras prima pela excelência no atendimento a seus usuários. Na opinião deles, uma empresa menor, ou com menos estações de trabalho, poderia fazer uma migração para o BrOffice.org com muito mais tranquilidade. “Se a gente não disponibilizasse treinamento, certamente o projeto iria falhar”, pondera Gil. Marcia enfatiza:” A TI não pode prejudicar o negócio da companhia. Tem que ajudar”. Conforme observação dos gestores do projeto, na maioria dos casos de migração, a mudança é empurrada e as pessoas não passam por um momento de transição. A equipe da Petrobras já recebeu lideranças de TI de outras empresas, interessadas em aproveitar essas experiências para adotar o BrOffice.org.

| Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista

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entrevista |

Dia de festa para o Software Livre

Festival Latino americano de Instalação do Software Livre
Por Luiz Oliveira

Quais as atividades desenvolvidas durante o evento? Durante o evento, os visitantes podem participar de oficinas (workshops), honeypots e palestras. Além disso, todos podem trocar experiências e discutir temas relevantes ao software livre e novas tecnologias em discussões de mesas redondas e conversas individuais ou em grupos nas dependências do local do evento. Além de toda essa interação social, os visitantes também podem trazer seu computador para o evento, afim de instalar software livre. É importante lembrar que cada cidade possui sua própria estrutura. Portanto, as atividades que mencionei acima podem não estar disponíveis na sua região. Para mais informações acesse:
www.flisol.net/FLISOL2010/Brasil/

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O FLISOL é o maior evento de divulgação de Software Livre da América Latina. Desde 2005, reúne participantes em mais de 200 cidades, promovendo o uso do software livre. O objetivo é apresentar a filosofia do software livre, seu alcance, avanços e desenvolvimento aos mais variados públicos. A Revista BrOffice.org conversou com o Coordenador Nacional do evento, que também está à frente do FLISOL Campinas. Maxx Fonseca é consultor em tecnologias há 13 anos, vem desenvolvendo soluções em consolidação e contenção de servidores através da virtualização. Ele também desenvolve softwares e soluções de automação industrial sob medida baseadas em tecnologias livres para o setor público e privado.

to. Desta forma, é possível realizar um evento descentralizado e, ao mesmo tempo organizado, respeitando as particularidades de cada região. De norte a sul do País, todas as cidades estão em sintonia e conseguem transmitir com eficiência a mensagem do FLISOL. Existe alguma taxa de inscrição para participar do FLISOL? Não. O FLISOL é um evento aberto, 100% gratuito, direcionado a todos aqueles interessados em conhecer e compartilhar conhecimentos a respeito do software livre. O que espera para o evento deste ano? Nosso objetivo é fazer um evento cada vez mais abrangente e rico em resultados. Estamos trabalhando em prol do Software Livre, de sua difusão e uso consciente. Os resultados esperados são de que todo visitante que participar do FLISOL, ao retornar para sua casa, esteja mais consciente a respeito de como esse mundo livre pode ajudá-lo em seu dia-a-dia

As cidades têm alguma orientação ou um padrão a seguir? Sim. Todas as cidades precisam seguir as recomendações e diretrizes da Organização Nacional, para que possam ser elegíveis como sede oficial do even| Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 21

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entrevista |
Maxx Fonseca e o FLISOL | Por Luiz Oliveira Como e por quem o evento é patrocinado?
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O FLISOL é um evento orgânico, ou seja, ele é mantido pela própria comunidade e não há nenhum fim lucrativo. Portanto, com ou sem patrocínio o evento continuará existindo. Isso é um diferencial frente a outros eventos que dependem integralmente de patrocínios. Mas, é claro que abrimos espaços para empresas patrocinarem também, pois há custos envolvidos na realização e toda ajuda é vista com bons olhos. Em sua maioria, as empresas de tecnologia e centros de inclusão social/digital com ligações com o software livre são as que mais se interessam em patrocinar o FLISOL. É um espaço propício para que essas empresas e organizações mostrem seus trabalhos, produtos e serviços resultantes ou baseados em tecnologias livres. A comunidade local, através dos governos, se envolve na organização e execução do evento? Sim e não. O FLISOL é um evento aberto a todos que desejarem colaborar com a sua realização. Os governos, geralmente municipais, têm participado do FLISOL na forma de apoio em poucas cidades. Mas ainda é um apoio que considero bastante tímido e descomprometido. Acredito que governos, principalmente os municipais, poderiam se envolver muito mais com o FLISOL, inclusive através de criação de políticas públicas de apoio e envolvimento direto, resultando em um comprometimento real com o software livre e as suas comunidades através do FLISOL. E o que falta para que os governos se envolvam mais ativamente? Falta qualificação. De um modo geral, a aplicação das leis de uso de software livre pelo setor público são radicais. Os softwares são instalados nas máquinas dos funcionários e simplesmente os obrigam a usá-los sem nenhum tipo de treinamento ou acompanhamento – isso quando não ocorre de realizarem um treinamento ineficiente, o que acontece em muitos casos.

Tal procedimento implica em uma série de problemas, incluindo desempenho e mal uso, passando a impressão de que o software livre não atende às necessidades com a mesma eficiência que os softwares proprietários antecessores. Com efeito, vereadores e assessores com essa má impressão não trabalham em prol de políticas públicas sobre o assunto, muito menos, envolvimento com comunidades e eventos de softwares livres como o FLISOL. Há parcerias com outras comunidades de software livre ou Open Source? Sim. O FLISOL é realizado através de comunidades. Posso citar aqui o envolvimento direto das comunidades do Debian e Ubuntu em sua maioria, entre tantas outras menores em número, mas, de mesmo nível em qualidade e resultados para o FLISOL. Como exemplo a cidade de Curitiba-PR que realiza o FLISOL através do Grupo de Usuários Debian do Paraná (GUD-BR-PR). Você acha que a comunidade de software livre é desunida? Não considero desunida, mas diria que, às vezes, sem iniciativa. É comum ver comunidades discutindo sobre diversos temas, encontrando pontos fortes e fracos, prós e contras, deliberando várias tarefas, interagindo entre eles, mas, sempre acaba faltando alguém que tome a frente. Consequentemente, os temas discutidos acabam sendo descartados pelo tempo por falta de iniciativa. Como já dizia um velho ditado hacker: "Falar é fácil, mostre-me o código". Locais de Realização do FLISOL Até o fechamento desta Edição, 44 cidades já estavam confirmadas para o FLISOL. Mas o número continua crescendo e as inscrições, também. Confira o local mais próximo de você: http://www.installfest.info/FLISOL2010/Brasil

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novas tecnologias |

O

Tradução e adaptação de Clóvis Tristão

s usuários do BrOffice.org sempre ficam na expectativa de que a suíte tenha um visual mais

agradável. Os desenvolvedores têm dado uma atenção especial para isso a cada nova versão sem com isso esquecer-se da eficiência dos programas. Dessa preocupação com a interface do usuário é que nasce o Projeto Renaissance. Seus idealizadores perceberam que estava na hora de preocupar-se com a ergonomia para as ferramentas do BrOffice.org, capaz de inovar e de atender as necessidades de conforto e produtividade dos usuários. Mas o que é isso? Ergonomia? A explicação vem do líder do projeto de tradução e diretor financeiro da OSCIP BrOffice.org, Olivier Hallot: Trata-se de um “estudo científico de

adaptação dos instrumentos, condições e ambiente de trabalho, às capacidades psicológicas, fisiológicas, antropométricas e biomecânicas do homem.” Hallot explica ainda que a partir dos dados levantados pelo Programa de Melhorias e de propostas de novas interfaces coletadas através de um concurso aberto a comunidade, o Projeto Renaissance chega a seu estágio de protótipo. Essa grande novidade será oferecida na versão 3.3 da suite BrOffice.org. Abaixo temos uma relação de perguntas e respostas resultado de discussões entre a comunidade OpenOffice.org, a Sun e a equipe da Renaissance. Para quem quiser saber mais detalhes há disponível no Youtube[4] uma entrevista (inglês) feita por Florian Effenberger (Comunicação-OpenOffice.org) com Andreas Bartel (Projeto Renaissance).
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OpenOffice.org

novas tecnologias |
Projeto Ranaissance | Tradução e adaptação Clóvis Tristão
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Introdução e Visão Geral

O que é o Projeto Renaissance? Qual o escopo do projeto? O Projeto Renaissance foi iniciado em Novembro de 2008. A missão de longo prazo do projeto é melhorar a experiência geral do usuário do OpenOffice.org. Dois objetivos foram definidos como de missão crítica para o projeto. Em primeiro lugar, conhecer e compreender os nossos usuários e, segundo, oferecer-lhes um acesso eficiente às funcionalidades, através de uma interface de usuário visualmente atraentes (UI - User Interface). Adicionar ou remover qualquer funcionalidade existente não está no escopo do Projeto Renaissance. Em vez disso, a arquitetura da informação, o design de interação e design visual estão no escopo, porém, sujeitos a alteração. Concluindo, o Projeto Renaissance é a interação entre o usuário e o produto.

A quantidade de recursos atualmente disponíveis no OpenOffice.org, e a forma como esses recursos interagem com o usuário, demandam um grande número de elementos de UI (User Inferace). Essas interfaces são disponibilizadas em algum lugar para o usuário. Por conseguinte, existe um grande número de entradas no menu, painéis, barras e botões que excedem as capacidades do conceito clássico. Podemos e vamos resolver esse problema no curto prazo, melhorando a forma como as coisas se comportam na interface. A interface Ribbon do Microsoft Office 2007 Por que não copiar a interface Ribbon do Microsoft Office 2007? OpenOffice.org tem milhões de usuários em todo o mundo, e para o Projeto Renaissance, temos definida a meta para atendê-los da melhor maneira possível. No entanto, a conveniência da interface Ribbon ainda está sujeita a discussões acaloradas entre os usuários do Microsoft Office e sua aceitação entre os usuários do OpenOffice.org é muito baixa. Portanto, além de todas as questões de licenciamento, é muito improvável que a Microsoft Ribbon UI seja a solução adequada para os usuários do OpenOffice.org. Desenvolvimento Open Source Como você lida com o feedback? De quem receber feedback positivo? A comunidade acelera ou retarda o projeto? Em geral, o feedback que recebemos não é restrito aos comentários em nosso blog sobre os protótipos. Criamos vários canais de que nos retornam informações. O mais valioso para o nosso trabalho são as pesquisas de usuários e o retorno que recebemos, através do projeto OpenOffice.org e nas listas correspondentes. Além disso, estamos criando canais de feedback dedicado para usuários em um contexto empresarial ou governamental. Em suma, o feedback que temos acesso é uma verdadeira mina de ouro de informações, e nós podemos tê-lo sem nenhum custo. Não importa se é positivo ou negativo. Nós aprendemos a apreciar a sua diversidade. Na verdade, a crítica construtiva é valiosa, ela nos ajuda a aprender, compreender e melhorar.
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Protótipo Qual a finalidade do protótipo? Em geral, é muito importante entender que os protótipos ajudam a explorar promissoras ideias de design controverso. Eles podem ser criados em vários níveis de detalhe, discutido e, em seguida, jogados fora para abrir espaço para novas ideias. Na verdade, muitas vezes é dito que "os protótipos vão para o lixo". Portanto, a prototipagem é muito útil para encontrar uma solução ideal, mas um protótipo em si, nunca é uma solução final. Um dos objetivos de nossos protótipos, em geral temos mais de um, que foram criados para a mesma finalidade foi explorar possíveis projetos que permitem que o menu clássico possa coexistir com uma barra de ferramentas mais estruturada, multidimensional. Tentamos várias coisas, que algumas vezes não dão certo. Então, mesclando com outras ideias interessantes, cria-se um novo protótipo e o publica para avaliação e feedback dos usuários.

UI (Interface com o Usuário) Por que não melhorar a Interface com o Usuário, o clássico Menu/Barra de ferramentas ?

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novas tecnologias |
Projeto Ranaissance | Tradução e adaptação Clóvis Tristão
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Vantagens

Quais são as vantagens do seu protótipo? O que você aprendeu a partir do protótipo? Projeto de Design, especificamente, prototipagem, não é tão simples. Raramente as ideias saem de imediato, algumas vezes o prototipo tem que ser refeito e melhorado com ideias que se tinha antes. Muitas vezes, ideias que parecem à primeira vista, não serem tão boas, acabam por ser brilhantes, mais tarde, durante o refinamento, em outro protótipo ou mesmo em um contexto totalmente diferente. No entanto, quando começamos a trabalhar com protótipos, tivemos diretivas de projeto específico em mente que devem nortear o nosso trabalho. Uma das diretivas foi oferecer ajuda visual, a fim de promover o reconhecimento de comandos importantes e seus efeitos. Dessa forma, alguns controles que estão diretamente ligadas aos objetos, como slides, por exemplo, encontrou seu caminho para a UI. Outro exemplo seria a forma como o layout de slides ou projeto pode ser mudado, ou como as formas são formatadas e transformadas. Em geral, existem algumas ideias em protótipos que têm grande potencial e é vantajosa quando comparada com a atual interface do usuário. Eles só precisam de algum requinte e uma boa execução.Há uma lição muito importante que nós tivemos que aprender. Kathy Sierra, uma vez disse: "O melhor que te parece, será o mais próximo do feedback". Isso é tão verdadeiro. Durante a prototipagem, estávamos mais preocupados com a arquitetura de informação e design de interação, e menos com o design visual. Assim, o design ou a dimensão de muitos elementos da interface do usuário foi mais ou menos definido. Mas o tipo de feedback que recebemos foi predominantemente sobre os nossos protótipos, que pareciam estar em um nível amadurecido. No entanto, eles não estavam, e nós não antecipamos como eles seriam percebidos. Para muitos, os protótipos pareciam estar prontos.

Há duas importantes razões por trás dessa decisão. Parcialmente, isso já é algo que você pode experimentar na interface do usuário atual do OpenOffice.org, o Lotus Symphony, a Apple iWork ou mesmo o Microsoft Office 2008 para MAC. Portanto, não faz sentido gastar nossos recursos limitados para prototipagem de um padrão de projeto que pode ser avaliado em outro lugar. Além disso, em comparação com as questões de design de interação, a orientação da interface do usuário não é apenas tão crítica como você poderia pensar. Sim, existem algumas oportunidades para otimizar o uso da tela em contextos particulares. Donald Knuth disse uma vez "otimização prematura é a raiz de todo mal". Nós certamente não podemos cair nessa armadilha durante prototipagem.

Afirmações não oficiais Há questões levantadas ao longo dos tempos. Por favor, considere as afirmações "não oficiais", porque pode conter "tendências" e não são discutidas com todas as pessoas envolvidas no projeto Renaissance. Há algum modelo ou design preliminar disponível? Onde posso encontrá-los? Não e Sim, ao mesmo tempo. Não, não há nenhum projeto final que deverá ser disponibilizado e implementado. Estamos atualmente, concentrados nas ideias e feedbacks, conceitos básicos de prototipagem e avaliação. Então, sim, você pode encontrar várias fotos e pedidos de protótipo, que representam conceitos iniciais que podem (fortemente) sofrerem mudanças. Você pode encontrar mais informações em Renaissance_Roteiro[5]. Uma boa ideia, é começar com a página principal do projeto Renaissance[2], pesquisando alguns projetos iniciais. Será que a interface(UI) capacidades theming? do futuro fornecerá
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Interface Horizontal versus uma Interface Vertical Com mais e mais variedade de monitores widescreen, porque os protótipos não usam uma interface de usuário vertical?

Talvez. O OpenOffice.org atual prevê a capacidade theming, para armazenar um alto nível de coerência entre todas as plataformas (por exemplo, os controles de interface de usuário temas, ícone). Além disso, a equipe do Renaissance tem a impressão de que o conceito de theming é algo incompreendido.

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Projeto Ranaissance | Tradução e adaptação Clóvis Tristão Theming, principalmente, tem influência sobre como o software vai se comportar, ele não pode alterar a forma como o software se comporta. O escopo do Projeto Renaissance, no entanto, é tornar a interface do usuário mais comportada, por exemplo, através de uma melhor compreensão do fluxo de trabalho dos usuários. Será que a interface(UI) do futuro, será configurável? Sim, até certo ponto. Este é um critério básico do governo e das empresas de se adaptarem a funcionalidade necessidades algumas do dos OpenOffice.org usuários, para as
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acrescentando ou

características

específicas

bloqueando algumas funcionalidades "críticas". Leituras adicionais recomendadas Mitos sobre a Experiência do Usuário[6]. Fonte: http://wiki.services.openoffice.org/wiki/Renaissance/FAQ Referências:
[1] http://marketing.openoffice.org/ [2] http://wiki.services.openoffice.org/wiki/Renaissance [3] http://www.youtube.com/openofficeorg [4] http://www.youtube.com/view_play_list?p=1A11197FA963AF4D [5] http://wiki.services.openoffice.org/wiki/Renaissance:The_Roadmap [6] http://wiki.services.openoffice.org/wiki/User_Experience/Myths_about_UX

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Década de 1990, quando a Magia volta à Terra, trazendo caos. Redblade narra a jornada de um grupo de aventureiros por países devastados. A história acontece no mesmo mundo que Marfim Cobra e Jasmim, romances do mesmo autor, mas tem uma abordagem diferente...

Episódio 02: O Arqueiro

Por Cárlisson Galdino

Não importa o quanto corra ou onde se esconda. Se ele não alcança, suas flechas, sim. Se isso fará diferença ou não, não lhe cabe julgar, só disparar. O papel das ondas é se jogarem contra os rochedos. O quebrar das pedras já não lhes cabe...

Dizem que ele chegou a participar das olimpíadas defendendo seu país. Jörg Koppar é seu nome. Um alemão brincalhão que aprendeu a controlar seu nervosismo no esporte. Tem todo jeito de quem pratica arco e flecha desde criança. Confiante e eficiente no que faz. Vem da Turíngia, um dos estados da Alemanha e, diferente do Richard, este sim gosta de conversar. Se deixar, passa o dia todo falando de sua terra, da sua noiva Bárbara e de tudo o que deixou para trás... Estranhas são as voltas que o mundo dá. Enquanto o portador da Redblade destruía todos aqueles mortos-vivos na praça central, era de uma das janelas do terceiro andar do Hotel de Lisa que algumas flechas voavam e acertavam corpos mortos andantes. Não parecia machucá-los, mas o que espantava era a precisão dos golpes. A precisão com que as flechas voavam da janela em direção aos alvos.
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cultura |
Episódio 02: O Arqueiro | Por Carlisson Galdino
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Ainda não sei que força nos uniu nessa estranha e distante cidade. Menos ainda o que se espera de nós. Quando os últimos corpos iam ao chão pelos movimentos da Redblade, Jörg aparece na praça. “Gute arbeit!”, gritava Jörg, ou qualquer coisa parecida com isso. Não sou exatamente o que se pode chamar de “perito em alemão”. Richard, ao final do silêncio, re-embainhou a espada olhando aquele estranho se aproximar. “Vou kommst du her?” ou qualquer coisa parecida... Não fazia muita diferença, Richard parecia não entender, de qualquer forma. “Do you speak English?”, solta então a pergunta clássica dos donos do mundo. Sempre o “English”... Não importa se o outro é alemão, se estão na França... Todo mundo tem que falar o tal do “English”. De qualquer forma, hei de admitir que o inglês me é bem menos difícil de compreender do que o alemão. Os dois conversaram um bocado com um “English” moderado, mas Richard não parecia lhe dar tanto valor. Falaram sobre o que vinham fazer nessa terra estranha, sobre o que já souberam de mortes, acidentes e situações parecidas com a que havíamos presenciado há poucos minutos... Como se não bastasse surgirem mortos-vivos ali, eles vêm surgindo também em outros cantos mundo afora. O mundo é mesmo louco. Antes de virmos aqui, as notícias eram constantes. Fantasmas, mortes e as coisas mais estranhas. Tão estranhas que sempre pareceram distantes de nós. Mas estávamos mais perto disso tudo do que pensávamos. Hoje estamos aqui. Aquela limpeza que Richard fez na praça foi mesmo incrível, mas há poucos vivos depois de tudo. E quando falo poucos, pretendo evocar toda a completude do significado da palavra, quanto à sua pequenez. Jörg é gente boa, no fim das contas. Vem passando por uma situação difícil, como todos nós. Por um lado, longe de casa como tantas vezes já estivemos. Desta vez é diferente: não há um jeito fácil de voltar nem ao menos de sabermos se ainda temos uma casa para onde voltar. Já faz dias que aqui não se encontra luz... Em nenhum sentido.

Cárlisson Galdino

Bacharel em Ciência da Computação pela UFAL, pós-graduado em Produção de Software com Ênfase em Software Livre pela UFLA, já manteve projetos como IaraJS, Enciclopédia Omega e Losango. Hoje, Analista de Tecnologia da UFAL, mantém pequenos projetos em seu blog Cyaneus. Membro da Academia Arapiraquense de Letras e Artes, é autor do Cordel do Software Livre, do Cordel do BrOffice e do Cordel da Pirataria. http://bardo.castelodotempo.com

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Revista BrOffice.org recomenda

Por Ronaldo Prass |

Divulgação |

O Clássico dos Nerds Um dos clássicos no que diz respeito à dramaturgia Geek, sem dúvida, é o Piratas da Informática (Pirates of Silicon Valley, no original, de 1999). Mesmo que não seja considerado uma obra fidedigna sobre a fundação da Apple e da Microsoft, o telespectador pode conferir os primeiros computadores pessoais nas suas versões mais primitivas, quando comparadas com as atuais, a disputa acirrada entre os fabricantes de hardware, a rivalidade entre Bill Gates e Steve Jobs, o surgimento da interface gráfica para PC e Macintosh. Também encontrado com o nome de Piratas da Informática, é um genuíno clássico do que se pode chamar de “cultura livre”, o que não o fez entrar no rol das grandes produções. Uma das cenas emblemáticas e das mais hilárias é quando o "mouse" é apresentado pelos engenheiros da Xerox aos executivos da mesma empresa, que assistem horrorizados e indiferentes à “patética” apresentação da criação. Um dos executivos indaga como a Xerox iria investir em algo chamado "Mouse". Existem muitas outras cenas parecidas com essa, que retratam episódios históricos dos tempos em que se programava em cartões perfurados, mas aí é só assistindo o filme.

Com a crescente demanda do BrOffice.org nos ambientes empresariais, uma leitura que vale a pena é sobre os recursos do Calc. O BrOffice.org Calc Avançado com Introdução às Macros", escrito por Cristiane Gonçalves, lançado pela Editora Ciência Moderna, traz uma visão geral sobre o aplicativo, apresentando os recursos do BrOffice.org Calc, através de um passo-a-passo que torna fácil o entendimento. Os recursos abordados são: Funções e Macros, Tabela dinâmica, Gráficos, Banco de Dados, Auto Filtro, Nota, Subtotais, Formatação Condicional, Modelo, Cenário, Restrição de dados e Alerta de erros. Esta dica de leitura é para quem está naquele momento inesquecível da vida acadêmica: a formatação do Trabalho de Conclusão, Tese ou Dissertação. " Formatando Teses e Monografias com BrOffice.org" foi concebido para demonstrar ao leitor como aplicar a qualquer documento longo as formatações impostas pelas instituições de ensino. O objetivo do autor, Flavio Morgado, é fornecer um conhecimento básico de formatação de páginas e parágrafos, e criar analogias reais que mostrem como o BrOffice.org as implementa no documento.

Endrigo

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dica |

Listas Numeradas

Por Rubens Queiroz

A suíte de escritórios BrOffice.org possui um recurso muito útil: a numeração automática de listas. O processo é bastante simples. Após a configuração inicial, praticamente todos os passos são feitos sem necessidade de acesso a qualquer menu. Tudo é feito através do teclado. Por padrão, a numeração automática já está ativada, mesmo assim iremos demonstrar os passos necessários para ativar a configuração correta. No menu ferramentas, reproduzido ao lado, selecione Opções da autocorreção.

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David Masters

dica |
Listas Numeradas | Por Rubens Queiroz
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A seguir, aparecerá o menu abaixo:

Certifique-se de que a opção Aplicar numeração – símbolo: * esteja ativa. Importante: a numeração automática não funciona com todos os estilos de parágrafo. Apenas os parágrafos formatados com o estilo "Padrão", "Corpo do texto" ou "Recuo do corpo do texto" podem ser numerados dessa forma. Vamos então ver como isso funciona. O trecho de texto abaixo será usado em nosso exemplo:

A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado estimula a padronização do impacto a agilidade decisória. Por outro lado, o entendimento das metas propostas causa impacto indireto na reavaliação das condições inegavelmente apropriadas. Em nível organizacional, a contínua expansão de nossa atividade apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do investimento em reciclagem técnica.
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O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global do sistema participação geral.

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Listas Numeradas | Por Rubens Queiroz Para iniciar a numeração, basta selecionar um dos parágrafos e digitar o número que desejamos:
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1. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado estimula a padronização do impacto a agilidade decisória. Por outro lado, o entendimento das metas propostas causa impacto indireto na reavaliação das condições inegavelmente apropriadas. Em nível organizacional, a contínua expansão de nossa atividade apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do investimento em reciclagem técnica. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global do sistema participação geral.

Se posicionarmos o cursor no final deste parágrafo e criarmos um novo parágrafo, teclando <ENTER>, a numeração será automaticamente adicionada:

1. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado estimula a padronização do impacto a agilidade decisória. 2. Por outro lado, o entendimento das metas propostas causa impacto indireto na reavaliação das condições inegavelmente apropriadas. Em nível organizacional, a contínua expansão de nossa atividade apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do investimento em reciclagem técnica. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global do sistema participação geral.

Podemos, a partir disso, escrever o texto ou então unir o parágrafo seguinte com o atual, pressionando a tecla <DEL> e em seguida separá-lo novamente, teclando <ENTER>. A numeração será acrescentada automaticamente, na sequência correta:

1. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado estimula a padronização do impacto a agilidade decisória. 2. Por outro lado, o entendimento das metas propostas causa impacto indireto na reavaliação das condições inegavelmente apropriadas.
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Em nível organizacional, a contínua expansão de nossa atividade apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do investimento em reciclagem técnica. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global do sistema participação geral.

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Listas Numeradas | Por Rubens Queiroz
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Para criarmos subníveis, como 1.1, 1.1.1 etc, basta posicionarmos o cursor no início do parágrafo e pressionarmos a tecla de tabulação. Da mesma forma, se quisermos subir o nível de uma numeração, como passar de 1.1.1 para 1.1, basta pressionarmos a tecla <SHIFT> em conjunto com a tecla de tabulação.

1. 1. A certificação de metodologias que nos auxiliam a lidar com o desafiador cenário globalizado estimula a padronização do impacto a agilidade decisória. 1.1. . Por outro lado, o entendimento das metas propostas causa impacto indireto na reavaliação das condições inegavelmente apropriadas. 1.1.1. Em nível organizacional, a contínua expansão de nossa atividade apresenta tendências no sentido de aprovar a manutenção do investimento em reciclagem técnica. 1.1.1.1. O incentivo ao avanço tecnológico, assim como o novo modelo estrutural aqui preconizado possibilita uma melhor visão global do sistema participação geral.

No item 1.1, pressionamos a tecla <TAB> uma vez, no item 1.1.1, pressionamos duas vezes, e assim por diante. Como você pode ver, a tecla de tabulação tem duas setas, uma apontando para a esquerda e a outra apontando para a direita.

A alternância entre uma e outra direção (direita ou esquerda) é feita através do pressionamento simultâneo da tecla <SHIFT>. Mas, para tudo isso funcionar, ainda existe um passo adicional. Precisamos especificar quantos níveis de numeração desejamos em nosso documento. Por padrão, apenas um subnível é numerado. A figura abaixo ilustra este fato. Podemos ver, no lado direito da figura, que embora os subníveis estejam endentados, apenas um nível de numeração aparece.

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dica |
Listas Numeradas | Por Rubens Queiroz É claro que isso não é o que desejamos. Precisamos alterar esta configuração. Fazemos isso alterando o valor exibido no campo Mostrar subníveis. No subnível 2, exibido na figura abaixo, colocamos o valor 2, no subnível 3, colocamos 3, e assim por diante. No documento de exemplo serão usados no máximo 4 subníveis. Então não precisamos acertar os demais subníveis. Além do mais, um documento com mais de quatro níveis de numeração é praticamente incompreensível.
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Vale a pena observar também o valor do campo Depois. É nesse campo que especificamos o caractere que desejamos incluir após a numeração. Eu geralmente uso um ponto seguido de um espaço em branco. Mas eu poderia usar um parêntese, um colchete, enfim, o que eu julgar conveniente. Mas lembre-se: use o bom senso e não especifique o valor deste campo com caracteres que ninguém usa com tal finalidade. Uma outra possibilidade de configuração é o tipo de numeração que usaremos. No mesmo menu acima, ao clicarmos sobre o campo Numeração, será exibida uma grande quantidade de opções:

Podemos usar algarismos romanos, letras maiúsculas ou minúsculas e uma grande quantidade de outras opções, como podemos ver pelo tamanho da barra de rolagem do menu. É claro que as opções mais comuns são as primeiras listadas. Essas são algumas das possibilidades. Existem diversas outras formas de se numerar um documento e, para cada situação, existe uma alternativa mais adequada. Esta é apenas uma delas. | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 34 Abril | 2010

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Tradução e adaptação de Eduardo A. Gula

Há uma extensão que pode ser adicionada ao BrOffice.org Impress chamada PhotoAlbum. Trata-se de uma extensão que permite criar uma apresentação contendo um slideshow de fotos que estejam armazenadas em uma pasta do computador. Além de permitir efeitos aleatórios de transição das fotos e um loop contínuo, tudo é feito de maneira descomplicada e com poucos cliques do mouse. Para instalar a extensão, primeiro faça download a partir do endereço http://extensions.services.openoffice.org/node/419 e, depois, dentro do BrOffice.org, clique no menu Ferramentas-> Gerenciador de extensão. Não é necessário descompactar o arquivo.

Na janela que se abre, clique no botão Adicionar e selecione o arquivo da extensão que fez download. Confirme a instalação somente para você ou para todos os usuários (caso tenha mais pessoas que utilizem o mesmo computador). Feche e abra novamente o BrOffice.org Impress e estará disponível o menu Ferramentas > Suplementos > Create Photo Album. A partir disso, será indicada uma janela para selecionar a pasta onde estão as imagens. Basta selecionar e será criada uma apresentação com uma foto por slide. Nesse momento, sua apresentação já está pronta com transição aleatória para os slides e intervalo de 3 segundos por slide. Caso prefira aprimorar sua apresentação, mudando as transições de slides e o tempo de exibição de cada foto, vá em Apresentação de slides > Transição de slides e ajuste os parâmetros a seu gosto.
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Fonte: Blog de Solveig Haugland - openoffice.blogs.com/openoffice | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 35 Abril | 2010

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Estendendo barras de ferramentas
Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima O OpenOffice.org (BrOffice.org) subiu completamente para um lugar de destaque entre os funcionários de escritórios, usuários domésticos, estudantes, e quase todas as outras categorias. a razão mais óbvia, e mais cotada, é que ele é livre. Mas o BrOffice.org não é apenas livre - é robusto, confiável, flexível e adaptável às extensões disponíveis. Uma forma de estender as características de qualquer aplicativo do BrOffice.org é com a ajuda de ferramentas. Com as várias barras de ferramentas incluídas no BrOffice.org, você pode adicionar diversas funções e recursos, que vão fazer a sua vida muito mais simples e rápida em tarefas diárias. E se você não encontrar uma barra de ferramentas que se adapte às suas necessidades, você poderá personalizar uma. Com a ajuda do BrOffice.org Draw, vamos mostrar o quão fácil é para estender as características de qualquer ferramenta do BrOffice.org. Você não irá apenas ver como uma barra de ferramentas bem personalizada pode ser valiosa, mas também verá o quanto elas são fáceis de ser adicionadas. E, finalmente, você irá ver o quanto é simples criar a sua própria barra de ferramentas personalizada. Embora esta dica esteja usando o BrOffice.org Draw para ilustrar a forma como são utilizadas as barras de ferramentas, você pode aplicar o que aprender aqui para todas as ferramentas da suíte BrOffice.org. Então, se você está trabalhando dentro do editor de textos, o aplicativo de planilha ou da ferramenta de apresentação, você poderá facilmente adicionar e personalizar barras de ferramentas para tornar as suas experiências mais ricas no BrOffice.org.
Andy McMillan

O que é uma barra de ferramentas ?

Figura 1: Exemplo de barra de ferramentas padrão ancorada do BrOffice.org

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Estendendo barras de ferramentas | Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima Para o BrOffice.org, existem basicamente dois tipos diferentes de barras de ferramentas: a barra encaixada e a desencaixada. A barra de ferramentas encaixada é um conceito muito simples, porque, por padrão, o BrOffice.org usa ferramentas ancoradas. Vamos dar uma olhada nas barras de ferramentas padrão do Draw: A Figura 1 mostra a barra de ferramentas padrão no BrOffice.org Draw. Estas, na verdade, são duas barras de ferramentas: Linha e ferramentas de filtragem (metade inferior) e barra de ferramentas (metade superior). Ambas são barras de ferramentas ancoradas.

Figura 2: Exemplo de barra de ferramentas não ancorada do BrOffice.org

A barra de ferramentas não ancorada é frequentemente chamada de barra flutuante, porque não está fixa em uma só posição da janela do OpenOffice.org (BrOffice.org). Um bom exemplo de barras não ancoradas é a barra de ferramentas tabela (ver Figura 2). Na Figura 2, você pode notar que esta barra está flutuando (não está fixa) sobre a janela de trabalho do OpenOffice.org (BrOffice.org) Draw. O mais agradável sobre a barra de ferramentas não ancorada é que você pode colocála em qualquer lugar que desejar na tela. Isso permite ter várias barras de ferramentas abertas sem distração de seu trabalho.

Figura 3: Exemplo de barra flutuante OpenOffice.org Quando é que uma barra de ferramentas ancorada se torna não ancorada? Quando você a arrasta para longe da posição onde se encontrava ancorada. Isso é, com o OpenOffice.org (BrOffice.org), você pode arrastar uma barra de ferramentas ancorada para fora da sua posição, instantaneamente, e trazê-la para a janela de trabalho transformando-a em uma barra de ferramentas flutuante (ver Figura 3). A barra de ferramentas flutuante que você vê na Figura 3 é a mesma barra mostrada na barra de ferramentas ancorada na Figura 1.

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Estendendo barras de ferramentas | Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima

Figura 4: Exemplo de alças das barras de ferramentas do OpenOffice.org Para conseguir, isso você tem que agarrar a barra de ferramentas ancorada pelas alças. As alças de uma barra de ferramentas são representadas por uma fileira dupla de linhas pontilhadas verticais do lado esquerdo da barra de ferramentas (ver Figura 4). A Figura 4 mostra as alças de barras de ferramentas Padrão e da Linha e filtragem. Para desencaixar uma destas barras, deve-se seguir estes passos: 1. Coloque o cursor sobre as alças de uma das barras de ferramentas; 2. Clique e segure o botão esquerdo do mouse; 3. Arraste a barra de ferramentas para fora da sua posição; 4. Solte o botão do mouse Para encaixar novamente a barra de ferramentas, siga estas etapas: 1. Botão esquerdo do mouse na barra de título da barra de ferramentas flutuante mantenha pressionado o botão do mouse; 2. Arraste a barra flutuante de volta à sua posição original; 3. Solte o botão do mouse.

Figura 5: Ilustração de como encaixar uma barra de ferramentas

A barra de ferramentas flutuante, então, imediatamente reencaixa. Existe outro método mais fácil para voltar a ancorar uma barra de ferramentas: 1. Clique na seta para baixo no canto superior direito da barra de ferramentas flutuante; 2. Selecione a opção "Encaixar barras de ferramentas" (ver Figura 5). Se você tiver várias barras de ferramentas flutuantes e desejar que todas estejam encaixadas, você pode apenas selecionar a opção "Encaixar todas as barras de ferramentas" e todas as barras irão retornar às suas posições encaixadas. Que tipos de barras de ferramentas estão disponíveis? Existem inúmeras barras de ferramentas disponíveis a fim de aumentar a experiência no OpenOffice.org (BrOffice.org). Para adicionar uma nova barra de ferramentas (a maioria está na forma “não encaixada”), siga estes passos simples: | Revista BrOffice.org | www.broffice.org/revista 38 Abril | 2010

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Estendendo barras de ferramentas | Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima 1. Clique no menu Exibir; 2. Clique no sub-menu Barras de ferramentas; 3. Selecione a barra de ferramentas que pretende adicionar. Já que a maioria destas novas barras de ferramentas aparecem não-acopladas, você poderá ancorá-las seguindo um dos procedimentos acima mencionados. Vamos dar uma olhada em algumas das barras de ferramentas úteis que estão presentes nas ferramentas do OpenOffice.org (BrOffice.org):

Objetos 3D Se você precisa inserir objetos de terceira dimensão em seu desenho, você pode simplesmente selecioná-los a partir desta janela. Conector A barra de conectores permite que você faça conexões entre dois ou mais objetos. Ferramenta muito útil quando se trabalha com fluxogramas ou diagramas elétricos. Pontos de colagem
É muito útil, ao trabalhar com conectores, para determinar num objeto, onde as linhas de conexão começam e terminam, ou para adicionar novos pontos de conexão no objeto.

Alinhamento

Barra de cores

Esta é uma barra de ferramentas flutuante que lhe dá acesso rápido ao objeto de alinhamento.

Exibe a paleta de trabalho. Esta é uma das poucas barras de ferramentas que serão abertas como uma barra ancorada.

Editar Pontos

Quadros

Esta permite manipular os pontos de edição em um objeto. Você pode adicionar, mover, remover e Funções de manipulação de arrastar as curvas de separação, frames HTML. adicionar pontos de canto e muito mais. Inserir Esta barra de ferramentas dá acesso fácil para inserir os itens mais populares a partir do menu Inserir. Com um simples clique você poderá inserir um slide, tabela, imagem, vídeo, som, fórmulas, ou gráficos. Visualizar página Objeto OLE Opções de controle de seus objetos embutidos, tais como: planilhas, gráficos, imagens. Utiliza-se um objeto OLE quando você quer inserir uma planilha num texto, por exemplo. Ferramentas

Opções Esta barra possui inúmeros itens, tais como: modo de rotação, grade, guias, quebras, área de texto, editar texto, e muito mais.

Veja como ficará o seu documento na sua aplicação Acesso rápido a dicionários, padrão (como um navegador editores de texto, gráficos, da Web para um documento layout web. HTML).

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Estendendo barras de ferramentas | Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima Agora vamos dar uma olhada em como criar a sua própria barra de ferramentas personalizada. Os passos são: 1. Clique no menu Exibir; 2. Clique no sub-menu Barras de ferramentas; 3. Selecione a opção "Personalizar"; 4. Criar barra de ferramentas; 5. Clique em OK quando terminar.

Figura 6: Janela de personalização da barra de tarefas. Claro que não é tão simples. Depois de entrar na janela de personalização (ver Figura 6) você vai ver inúmeros itens que permitem a você fazer a sua personalização. A primeira coisa a fazer é clicar na guia barras de ferramentas nesta janela. Quando você estiver na guia correta siga estes passos: 1. Clique no botão "Novo"; 2. Dê um nome à nova barra de ferramentas; 3. Decida qual o aplicativo que deseja associar a sua barra de ferramentas; 4. Clique em OK; 5. Adicionar conteúdo a sua barra de ferramentas clicando no botão Adicionar; 6. A partir da janela Adicionar Comandos, navegue nas categorias para selecionar os comandos que você deseja adicionar; 7. Quando tiver adicionado todos os comandos que deseja, clique no botão Fechar para retornar para a janela principal; 8. Clique em OK para fechar a janela Personalizar; 9. Sua nova barra estará disponível no sub-menu Barras de ferramentas no menu Exibir.

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Estendendo barras de ferramentas | Tradução e adaptação de Paulo Souza Lima

Figura 7: Exemplo de uma barra de ferramentas personalizada Para mostrar um exemplo de como isso pode beneficiar o seu trabalho, criamos uma barra de ferramentas especial (ver Figura 7) que chamamos de "teste". A partir desta barra de ferramentas podemos ver rapidamente a contagem de palavras, caracteres não imprimíveis, visualizações de página e layout de impressão. Reflexões finais Estender a usabilidade do OpenOffice.org (BrOffice.org) é uma tarefa muito simples, depois de entender como as barras de ferramentas são utilizadas e criadas. Uma das belezas do software de código aberto é que você raramente se limita a uma forma de trabalhar. Com o software livre e o OpenOffice.org (BrOffice.org), você pode fazer a sua suíte olhar e se comportar exatamente como você precisa e deseja. Fonte: Jack Wallen - http://www.linux.com/news/software/applications/188740-extend-openoffice-with-toolbars

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resumo do mês |
Aberto cadastro de reserva para Cursos de Manutenção e Desenvolvimento para BrOffice.org O Instituto Federal de Brasília anunciou que irá oferecer ao público cursos de manutenção e desenvolvimento para BrOffice.org nas linguagens Java, Python e Basic. O objetivo é atender a uma demanda, tanto do governo como do mercado, por profissionais capazes de desenvolver/customizar soluções para a suíte de escritório BrOffice.org. Os cursos estão em planejamento e cadastros de reserva podem ser feitos no site: http://www.ifb.edu.br Trabalhadores premiados com notebook após oficina com Draw Trabalhadores do Ceará participaram de treinamento em construção civil, usando a ferramenta de desenhos Draw do BrOffice.org. A Oficina Construção Virtual oferece conhecimentos básicos de leitura, projeção e construção de planta baixa de um imóvel, divisão dos cômodos, passando pelo design interno da casa até a colocação de mobílias. Dois trabalhadores receberam notebook como premiação pelo desenvolvimento do projeto de uma casa. Em média, cada oficina possui 50 operários e tem duração de cinco horas, tendo as atividades desenvolvidas ao longo da semana. Ao todo, 20 mil operários já foram beneficiados. A iniciativa é do Sindicato da Construção Civil do Ceará (Sinduscon-CE) e Serviço Social da Indústria (Sesi) e faz parte do Programa Qualidade de Vida na Construção.

BrOffice.org atinge 5milhões de downloads Ao completar 10 anos de projeto nacional, comemorados em 2010, o primeiro levantamento estatístico registra 5 milhões de downloads do BrOffice.org. A estimativa é que o número de usuários seja pelo menos três vezes maior, já que muitas pessoas utilizam o mesmo arquivo para instalar o aplicativo em mais de um computador. Além disso, a contagem de pacotes baixados diretamente do servidor e espelhos oficiais do BrOffice.org iniciou em 2006, quando foi lançada a versão 2.0. Não entram na estatística downloads feitos a partir de sites que não apontam para o servidor do BrOffice.org e a partir de CDs de instalação. Com o BrOffice.org 3.2 lançado em fevereiro, outro número surpreende: mais de 50% desses registros foram contabilizados a partir da disponibilização da versão 3.0, em outubro de 2008. De lá para cá, foram 2,6 milhões de downloads do aplicativo.

Banco do Brasil já economizou R$ 100 milhões com BrOffice.org e software livre A entidade também está substituindo programas proprietários dos computadores da Nossa Caixa, comprada no fim de 2008. Desde o final do ano passado, 16 mil computadores já receberam BrOffice.org, mas a substituição também atingirá os sistemas operacionais de caixas de agências e terminais de autoatendimento.

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