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Escola Básica 2/3 de Carregosa

Educação para a Sexualidade

A sexualidade aparece mais como uma experiência pessoal, fundamental na

construção do sujeito, ela é, segundo a Organização Mundial de Saúde:

“(...) uma energia que nos motiva para encontrar amor, contacto,

ternura e intimidade; ela integra-se no modo como nos sentimos,

movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo

tempo sexual. A sexualidade influencia pensamentos, sentimentos,

acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa saúde

física e mental”

Partindo desta premissa, a sexualidade deve ser entendida de uma forma


mais holística, como atributo de todo o Ser Humano e que, por esta razão, é
parte integrante das relações que este estabelece consigo mesmo e com os
outros.

1-Enquadramento Legal
• Lei nº 60/2009, de 06 de Agosto - Sobre o regime de

aplicação da Educação Sexual em meio escolar.

A Lei 60/2009 fixa o quadro jurídico da aplicação da educação sexual

em meio escolar. Esta pode resumir-se desta forma:

• Carga horária: mínimo de 6 horas, distribuídas pelos 3 períodos do

ano lectivo, para os 1º e 2º CEB. Para o 3º CEB e Ensino Secundário, o

mínimo é de 12 horas lectivas.

• Gabinete de Apoio: o Director tem de criar gabinete de apoio para a

educação sexual, com espaço próprio e condições materiais e


Educação para a Saúde Página 1
humanas que lhes permitam responder a todas as dúvidas dos alunos

enviadas por correio electrónico, a Escola teria uma página de

perguntas e respostas no site do Agrupamento.

• Formação: cabe ao ME assegurar a formação dos professores

responsáveis pela disciplina.

• Projectos curriculares sobre educação sexual e projectos de turma

sobre educação sexual: os professores envolvidos têm de elaborar,

no início do ano, o projecto curricular, que deverá ser acompanhado

pelos profissionais do centro de saúde local.

• Intervenção dos pais: os pais e encarregados de educação deverão

ser informados de todas as actividades curriculares e não

curriculares desenvolvidas no âmbito da educação sexual.

• Portaria nº196-A/2010 de 9 de Abril – regulamentação da Lei

nº 60/2009

2.Finalidades da Educação Sexual


De acordo com a Lei n.º 60/2009 de 06 de Agosto, constituem finalidades

Educação para a Saúde Página 2


da educação sexual:

a. A valorização da sexualidade e afectividade entre as pessoas no

desenvolvimento individual, respeitando o pluralismo das concepções

existentes na sociedade portuguesa;

b. O desenvolvimento de competências nos jovens que permitam

escolhas informadas e seguras no campo da sexualidade;

c. A melhoria dos relacionamentos afectivo-sexuais dos jovens;

d. A redução de consequências negativas dos comportamentos sexuais

de risco, tais como a gravidez não desejada e as infecções

sexualmente transmissíveis;

e. A capacidade de protecção face a todas as formas de exploração e de

abuso sexuais;

f. O respeito pela diferença entre as pessoas e pelas diferentes

orientações sexuais;

g. A valorização de uma sexualidade responsável e informada;

h. A promoção da igualdade entre os sexos;

Educação para a Saúde Página 3


i. O reconhecimento da importância de participação no processo

educativo de encarregados de educação, alunos, professores e

técnicos de saúde;

j. A compreensão científica do funcionamento dos mecanismos

biológicos reprodutivos.

Educação para a Saúde Página 4


Planificação Global - Educação Sexual
Temas aglutinadores/Conteúdos mínimos DGIDC

Tema Aglutinador Conteúdos Mínimos (de acordo com as orientações da


Ciclo Horas
DGIDC) Áreas Curriculares

Noção de corpo;

O corpo em harmonia com a Natureza;

Noção de família;

Diferenças entre rapazes e raparigas;


Estudo do Meio
Protecção do corpo e noções dos limites, dizendo não às
1º Ciclo aproximações abusivas. Expressões
Conhece-te a ti
(1º ao 4º
mesmo Formação Cívica 6h- /ano
ano)
Área de Projecto

Puberdade: aspectos biológicos e emocionais;

O corpo em transformação; EMRC 6h-10h/ ano

Educação para a Saúde Página 5


2º Ciclo Caracteres sexuais secundários;

Nós e os outros Normalidade, importância e frequência das suas variantes bio-


psicológicas; Ciências da Natureza
5º ano
Diversidade, tolerância e respeito; Formação Cívica

Sexualidade e género; Área de Projecto

6º ano A pessoa Reprodução humana e crescimento; contracepção e Outras


planeamento familiar;

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório.

3º Ciclo Compreensão da fisiologia geral da reprodução humana; Ciências Naturais

Compreensão do ciclo menstrual e ovulatório; EMRC 12h/ano

7º ano A Adolescência Compreensão da sexualidade como uma das componentes mais Formação Cívica
sensíveis da pessoa, no contexto de um projecto de vida que
integre valores (ex: afectos, ternura, crescimento e maturidade Área de Projecto
emocional, capacidade de lidar com frustrações, compromissos, Outras
abstinência voluntária) e uma dimensão ética;

Prevenção dos maus tratos e das aproximações abusivas.

Compreensão da prevalência, uso e acessibilidade dos métodos


Amor e Planeamento contraceptivos e conhecer, sumariamente, os mecanismos de
8º ano acção e tolerância (efeitos secundários);

Compreensão da epidemiologia e prevalência das principais


Educação para a Saúde Página 6
IST em Portugal e no mundo (incluindo infecção por
VIH/Vírus da Imunodeficiência Humana - VPH2/Vírus do
Papiloma Humano - e suas consequências) bem como os
métodos de prevenção.

Saber como se protege o seu próprio corpo, prevenindo a


violência e o abuso físico e sexual e comportamentos sexuais de
Valorização da Vida risco, dizendo não a pressões emocionais e sexuais;
e dos Hábitos
9º ano Saudáveis

Conhecimento das taxas e tendências de maternidade na


adolescência e compreensão do respectivo significado;

Conhecimento das taxas e tendências das interrupções


voluntárias de gravidez, suas sequelas e respectivo significado;

Compreensão da noção de parentalidade no quadro de uma


saúde sexual e reprodutiva saudável e responsável.

Educação para a Saúde Página 7


Competências, conteúdos e atitudes
Ano
Ano de
Escol
scola
arid Te m Competênci Cont
onteúdos
údos Atitude
udes
a as • Aceita
eitaç
ção das difer
difere
entes parte
artes do cor
corpo
• Expr
xpressar e da image
magem m cor
corporal
ral;
opiniõ
piniões e
sent
sentiment
entos • Aceita
eitaç
ção posit
sitivad
vada sua
sua ident
entidade
• Noção
oção de cor
corpo;
pesso
essoais; sex
sexual e da dos outro
tros;
• O cor
corpo em harmo
armonia
nia • Reflexão
• Com
Comunic
unicar lexão fac
face aos papé
apéis de gén
género;
com
com a
acerca de temas Natu
aturez
reza; • Reconhe
conheccimento
ento da impo
mportân
rtância das
1º Ciclo Conhece-te rela
elacionados com
com
iclo rela
elaçõe
ções afe
afectivas na famíli
família;
a;
a ti mesmo a sex
sexualid
ualida
ade;
de; • Noção
oção de Famíli
amília;
a;
• Ser
Ser asserti
rtivo • Dife
Diferenç
enças ent
entre • Valorização das relaçõ
elaçõe
es de coope
coopera
raç
ção
nas div
diversas rap
rapazes e rap
raparig
arigas; e de Interajud
rajuda;
a;
intera
interacçõ
cçõe
es
• Protecção
cção do cor
corpo e • Aceita
eitaç
ção do dir
direito
eito de cada pesso
pessoa
soci
ociais;
is;
noçõe
oções dos lim
limites, decidir
idir sobre
obre o seu próprio cor
corpo.
• Adequar
quar as diz
dizendo não às
vári
várias formas de aproximaçõ
imaçõees abusiva
sivas
s.
con
contac
tacto físic
ísico
aos dif
diferentes
con
context
extos
soci
ociais;
is;

• Iden
Identtificar e
saber apli
apliccar
resp
espostas
adequa
quadas em
sit
situaçõe
ações de
inj
injust
ustiça, abuso
ou perigo
igo e

Educação para a Saúde Página 8


2ºCiclo
Ano de
Escolarida Tema Competências Conte Atitudes
• Expr
xpressar opiniõ
piniões
e sent
sentiment
entos
• Aceita
eitaç
ção das dif
diferent
entes parte
artes do
pesso
essoais;
cor
corpo e da image
magem cor
corporal
ral;
• Tomar dec
decisõ
isões e
aceitaras
eitaras dec
decisões dos • Aceita
eitaçção posit
sitiva da sua iden
identida
idade
outro
tros; • Diferen
ferenç
ça entre sexual
xual e da dos outro
tros;
emoçõe
oções e
• Aceitar
eitar os dif
diferent
entes sent
sentiment
entos; • Reflex
eflexão
ão fac
face aos papéi
péis de géner
nero;
Nós e os tipos de sentimentos
5º Ano
Ano que podemdem est
estar • Disti
istin
ngui
guir os
outros • Reconhe
conheccimento
ento da importân
rtância das
prese
esentes nas dif
diferentes vári
vários tipo
ipos de rela
elaçõe
ções afe
afectivas na famíli
família;
a;
rela
elaçõe
ções ent
entre as amo
amor;
pesso
essoas; • Reconhe
conheccimento
ento da importân
rtância dos
• Fomen
omentartar sent
sentiment
entos e da afe
afectivida
idade na
• Adequar
quar as vári várias capacida
idades de auto- vivênc
ência da sex
sexualid
ualida
ade.
de.
formas de con contactacto est
estima e de auto-
físic
ísic o a o s dif
di entes
f e r con
contro
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con
context
extos de
• Sex
Sexualida
lidade e
socia
oc bilida
iabilid ade;
de;
gén
género.
• Iden
Identtificar e saber
aplic
plicar resp
espostas
adequa
quadas em sit situaçõe
ações

Educação para a Saúde Página 9


• Com
Comunic
unicar acerca do • Puber
uberddade:
de: • Aceita
eitaçção das mudan
danças
aspec
pectos bio
biológico
gicos
se
tema da sexualidade;
de; emoci
ocionais;
is; fisiológic
gicas e emocionais próprias da
sua
sua ida
idade;
de;
• Adoptar • O cor
corpo em
com
comportamen
rtamenttos trans
transfformaç
rmação; • Aceita
eitaç
ção da diver
divers
sida
idade dos
inf
informad
rmados em maté
matérias comp
comportamen
rtamenttos sex
sexuais ao longo
ngo da
como
como a con
contrac
tracepç
epção e • Carac
Caractteres sexua
exuais vida;
ida;
6º Ano
Ano A Pesso
essoa
a preven
revençção das DST; secundá
undários; • Reconhe
conheccimento
ento da impo
mportân
rtância dos
sent
sentiment
entos e da afe
afectivida
idade na
• Adequar
quar as vári
várias • Os mecanism
nismos da
formas de de con
contac
tacto físic
ísico vivênc
ência da sex
sexualid
ualida
ade;
de;
reproduç
dução
aos • Divers
versidade dos
difer
difere entes con
context
extos de com
comportamen
rtamenttos • Prevenç
enção fac
face a risco
iscos
s para a saúde
socii abilida
oc bilid dea de.
. sex
sexuais ao longo na esfera sex
sexual e reprodut
dutiva.
da vida
ida e das
dif
diferenç
enças indiv
ndividu
iduais;
is;

• Sex
Sexualida
lidade e
gén
género;

• Repr
eproduç
dução huma
humanna
e cresc
esciment
ento;
con
contrac
tracepç
epção e
pla
planea
neamento famili
familiar
ar.

3ºCicl
o Ano
Ano de
Escol
scola
arida
idade Tema Competências
ncias Cont
onteúdos
údos Atitude
udes

Educação para a Saúde Página 10


• Ser mas
masculinoino e ser • Aceita
eitaç
ção das mudan
danças
• Com
Comunic
unicar acerca do fisiológic
gicas e
tema da sexualidade;
de; feminino
ino: duas
duas formas
formas
emocionais próprias da sua
sua ida
idade;
de;
com
m plem
co ple m e n tare
tares do ser
ser
• Aceitar
eitar os dif
diferent
entes human
mano; • Aceita
eitaç
ção da diver
divers
sida
idade dos
tipos de sentimentos comp
comportamen
rtamenttos sex
sexuais ao longo
ngo da
que podem
dem est
estar • Problemat
blematiização da
vida;
ida;
prese
esentes nas dif
diferentes questão
questão dos papéis
rela
elaçõe
ções ent
entre as trad
tradicionalment
ente • Reconhe
conheccimento
ento da impo
mportân
rtância
7º ano – pesso
essoas; atribu
atribuíídos a cada sexo;
A dos sent
sentiment
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afectivida
idade na
Ado
Adolesc
lescê vivênc
ência da sex
sexualid
ualida
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de;
ncia • Adoptar • Mecanism
nismos da
7º Ano
Ano /8º com
comportamen
rtamenttos repr
eproduç
dução; • Aceita
eitaçção dos difer
difere
entes
Ano inf
informad
rmados em maté
matérias comp
comportamen
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taçõe
es
como
como a contrac
tracepç
epção e a • Planeam
neamenento
to famili
familiar,
ar,
sexua
xuais;
prevenç
enção das DST; métodos con
contrac
tracept
eptivos e
8º ano – doenças sex
sexualmen
almentte • Prevenç
enção fac
face a risco
iscos
s para a
A mo r e • Adequarquar as vári
várias tran
transmiss
issíveis
eis; saúde na esfera sex
Planeam
neame e sexual e reprodut
dutiva;
nto formas de con contac
tacto
físic
ísico aos dif
diferentes • Mecanism
nismos da • Aceita
eitaç
ção do dir
direito
eito de cada
con
context
extos de respo
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sexual pesso
pessoa a dec
decidir
dir
socia
ociabilid
bilida
ade;
de; hum
hum a n a; sobre o seu
seu próprio cor
corpo.

• Reconhe
conhecce r • Recursos exististentes
sit
situaçõe
ções de abuso
buso para a reso
o luç
es lu ç ão de
sexua sit
situaçõe
ções rela
elacionadas
xual, ident
dentificar
soluçõe com
com a saúde
úde sexual
xual e
ções e procu
ocurar
repr
eprodutiva;
aju
ajuda;
• Tipo
ipos de abuso
• Ident
dentificar e saber sex
sexual e estrat
estraté
égias
gias
aplic
plicar resp
espostas dos agressores.
es.
adequa
quadas em sitsituaçõe
ações
de inj
injust
ustiça, abuso e

Educação para a Saúde Página 11


3ºCicl de Tema Competências
ncias Cont
onteúdos
údos Atitude
udes
oEscol
scola
arida
idade
Reconhe
conhec cer a • FisiFisiologiagia • Aceita
eitaç
ção das
sexua
xu a li d ad e geral da mudan
danças
como
como uma das repr
eproduodução
3- Metodologias dim
dimensõ
ensões mai mais huma
human na;
fisiológic
gicas e
emocionais
sen
sensív
síveis da • Ciclo menstr enstruual próprias da sua
sua
pers
persoonalidaidade e ovulat
ulató ório; idad
idadee;
hum
humana; • Papel pel das
hormo
rmonas no • Aceita
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ciclo sex
sexual
• Aceitar
eitar os feminino
diver
divers
sida
idade dos
ino e
dif
diferent
entes tipos mas
comp
comportamen
rtamentto
masculino ino;
de sentimentos • Noção
s sex
sexuais ao
oção de
que podem
dem est
estar paren
arenta tallida
idade longo
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vida;
a;
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esentes nas no qua
quadro de
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diferentes uma saúde
rela
elaçõe
ções ent
entre as sexual e •
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essoas; repr
eprodutiva Reconhe
conhec cimento
ento
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Valorização respo
esponsável ável;;
da importân
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• Adoptar • A sexualidade dos sent
sentiment
entos
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9º Ano comportamen
rtamenttos como
como uma das e da afe
afectivida
idade
Hábit
bitos inf
informad
rmados em na vivênc
ência da
dim
dimensões mai mais
Saudáv
udáve eis maté
matérias como
como a sensívsíveis
eis da sex
sexualid
ualida
ade;
de;
contrac
tracepç
epção e a per
personalida idade
prevenç
enção das hum
humana, no • Aceita
eitaç
ção
DST; con
contexto
exto de um do s
projecto de vida ida dif
diferentes
que
que integre
• Adequar quar as comp
comportame
rtame
val
valores (ex:
vári
vária s f ormas de afe
afectos, ternura, ntos e
con
contac
tacto físic
ísico cresc
escimento ento e orienta
ientaçõ
çõe
es
aos dif
diferentes mat
maturida idade sexua
xuais;
• Coontext
extos de emociocional,
soci
ociabilida
bilidade;
de; capacida idade de lidar
idar • Prevenç enção
com frusfrustr traçõ
ações
es,, fac
fac e a r isco
iscos
s para
• Reconhe
conheccer com
compromisso issos, a saúde na esfera
abst
bstinência sex
sexual e
sit
situaçõe
ções de
volun
luntári
tária) e uma
abuso
buso sexua
xual, reprodut
dutiva;
dim
dimensão ética;
ident
dentificar • Recursos
soluçõe
ções e exist
istentes para a
procu
ocurar aju
ajuda; • Aceita
eitaç
ção do
reso
esoluçlução de
sit
situaçõeções dir
direito
eito de cada
• Ident
dentificar e rela
elacionadas com com a pesso
pessoa a dec
decidir
dir
saber apli
aplic
car saúde
úde sexual xual e sobre o seu próprio
resp
espostas repr
eproduodutiva; cor
corpo.
adequa
quadas em • Conhec nheciment entos
sit
situaçõe
ações de sobre
epid
epidemiologia gia e
inj
injust
ustiça, abuso e
prevalên
valênc cia das
per
perigo e saberber princ
incipais DST em
procu
ocurar o apoio Port
Portugugal al e no
nec
necessár
essáriio. mundo
undo (inc incluindo
indo
infecção
cção por
VIH/Víru írus da
Imun
Imuno odef
deficiência
Humanmana -
VPH2/
VPH2/V Vírus do
Papilo
piloma Human mano
- e suas
suas
cons
conse equênc ências)
bem
bem comocomo os
Educação para a Saúde métodosPágina de 12
prevençenção;
• Saber
ber como
como
proteger
eger o seu
próprio cor
corpo,
A metodologia adoptada deve ter em conta a identificação de necessidades, já que em

cada turma existe uma realidade diferente, que se reflecte numa multiplicidade de padrões

cognitivos, atitudinais e comportamentais por parte dos alunos. Deve partir-se de uma

caracterização dos alunos ou das turmas, em termos socioculturais, de modo a ser possível

detectar problemas ou deficiências, aos quais é preciso atender prioritariamente. Tal

constitui, tarefa do Director de Turma, elemento essencial nesta primeira fase. As

metodologias participativas expressam-se na utilização de um conjunto muito vasto de

técnicas. Não sendo o objectivo descrevê-las exaustivamente, parece importante abordar

algumas das mais frequentemente utilizadas.

As metodologias participativas expressam-se na utilização de um conjunto muito vasto de

técnicas. Não sendo o nosso objectivo descrevê-las exaustivamente, parece-nos, sim,

importante abordar algumas das mais frequentemente utilizadas:

a) Trabalho de pesquisa
O trabalho de pesquisa ajuda o aluno a clarificar ideias, levando-o a interrogar-se

sobre os diferentes aspectos do tema em estudo.

A pesquisa de informação pode ser feita com base em inúmeras e diversificadas fontes:

livros, revistas, jornais, Internet, etc., podendo recorrer-se também a entrevistas,

trabalho de campo, arquivos e visitas de estudo. Devem ter-se em conta dois aspectos

principais:

1- Fazer um plano de trabalho e definir que informações são necessárias;


2- Reorganizar as informações e apresentação finais, sob a forma de um texto escrito
ou uma apresentação oral.

b) Brainstorming ou «Tempestade de ideias»


Consiste em listar, sem a preocupação de discutir num primeiro momento, todas as

Educação para a Saúde Página 13


sugestões que o grupo ou a turma fazem sobre determinada questão ou problema. A lista

deve ser constituída por palavras ou frases simples.

Devem aprofundar-se as sugestões dos alunos deve-se aprofundar a discussão e

esclarecendo as dúvidas e as ideias erradas.

c) Resolução de problemas
Mediante a utilização de histórias, casos reais ou dilemas morais, incentiva-se a

discussão para a resolução de problemas comuns com os quais os alunos podem vir a ser

confrontados.

Os jornais, as revistas ou as histórias populares podem ser utilizados de formas

diferentes:

• Pode ser utilizada uma história sem final e, nesse caso, pedir-se-á aos grupos ou à

turma que criem um ou vários finais possíveis;

• Pode ser utilizada uma história pedindo aos participantes para atribuírem diferentes

valores às várias personagens;

• Pode pedir-se ao(s) grupo(s) que identifique(m) uma ou várias soluções para cada caso.

d) Jogos de clarificação de valores


Consiste em promover o debate entre posições diferentes (podendo ou não chegar-se a

consenso), através da utilização de pequenas frases que sejam opinativas e polémicas.

Pode pedir-se a um dos participantes para assumir a defesa da opinião expressa na

frase, a um segundo para a contrapor (ainda que essas não sejam as suas posições na

realidade) e a um terceiro ainda que observe o debate, para depois o descrever ao grande

grupo.

Podem utilizar-se escalas do tipo «concordo totalmente», «concordo em parte», «é-me

indiferente», «discordo em parte» e «discordo totalmente», fazendo mover as

pessoas na sala para cada uma das posições (que são afixadas nas paredes), ou

Educação para a Saúde Página 14


utilizando as opiniões individuais para o debate em pequenos grupos e, numa fase

posterior, em grande grupo.

e) Utilização de questionários
Em geral, os questionários são utilizados para recolher conhecimentos e opiniões

existentes. No entanto, também podem ser utilizados para transmitir (e não apenas para

avaliar) conhecimentos.

f) Role play ou dramatização


Consiste na simulação de pequenos casos ou histórias em que intervêm o número de

personagens desejadas. Funciona bem quando são os próprios alunos, em grupo, a

elaborarem o texto dramático. As dramatizações não devem ser longas (cerca de 10

minutos) e devem ser complementadas com debate e m pe qu e n o ou e m g r a n d e g r u p o . É

uma forma p a r t i c u l a r m e n t e dinâmica de analisar uma situação ou provocar um debate.

O role play pode ser eficazmente aproveitado no treino de determinadas competências,

tais como saber escutar o outro, desenvolver o relacionamento interpessoal ou saber

expressar sentimentos.

g) Produção de cartazes
É uma forma de organizar a informação recolhida (textos, fotografia, gráficos,

esquemas, etc.). Pode ser apresentada ao grande grupo, ou pode ser uma forma de

fomentar a discussão à volta de um tema.

Nesse caso pede-se com antecedência aos participantes que tragam revistas, jornais,

textos retirados da internet ou de livros, relacionados com um determinado tema que se

vai debater.

h) Caixa de perguntas
Consiste na recolha prévia e anónima de perguntas sobre temas de interesse da
Educação para a Saúde Página 15
turma ou de levantamento de necessidades. Pede-se a cada sujeito que formule duas

ou três perguntas por escrito, numa folha de papel que posteriormente é dobrada em

quatro e colocada numa caixa (tipo urna de voto). É muito importante que o professor

responda a todas as perguntas de forma clara e com correcção científica.

i) Fichas de trabalho
Facilitam o desenvolvimento dos trabalhos, e devem ser construídas de acordo com os

objectivos a alcançar:

• recolha de informação;

• exploração de informação;

• síntese de informação;

• avaliação.
Têm ainda a vantagem de serem um óptimo recurso, quando o tempo para a actividade é

curto.

j) Exploração de vídeos e outros meios audiovisuais


Estes materiais podem ser um auxiliar muito importante para o desenvolvimento

das actividades. Aconselha-se que sejam diferenciados os momentos «antes da

projecção» e «após projecção»:

• Antes da projecção - Deve haver recolha de perguntas e assuntos que a turma ou grupo

deseja ver tratados de forma a ajustar às necessidades do grupo.

• Após a projecção - É importante identificar as partes do vídeo que apresentem

mais interesse, os conhecimentos que ficaram e as dúvidas que surgiram.

A construção de guiões de exploração permite uma síntese dos conhecimentos

adquiridos e a reflexão crítica sobre o material visionado.

4- Calendarização
As horas previstas para a operacionalização do projecto da Educação Sexual devem

Educação para a Saúde Página 16


ser divididas equitativamente, em cada ano de escolaridade, pelos três períodos lectivos

(artigo 5.º da Lei n.º 60/2009 de 6 de Agosto).

Cada Director de Turma, professor responsável pela Educação para a Saúde e Educação

Sexual, deve, em conselho de turma, proceder à elaboração do Projecto da Educação Sexual

da turma, até ao final do mês de Outubro.

5- Avaliação
A avaliação do projecto deverá ser contínua, com observação directa, mas concretizada no

final de cada período lectivo com a elaboração de um relatório, realizado pelo conselho de

turma nas reuniões de avaliação. No final do ano lectivo, a avaliação será feita pelos

intervenientes, incidindo sobre o planificado e o trabalho desenvolvido no âmbito do

projecto. Terá como objectivo fomentar as boas práticas decorrentes da implementação do

projecto, assim como a reformulação das metodologias inerentes às acções desenvolvidas

que tiverem menor impacte junto dos alunos. Daqui resultará uma reflexão, que deverá ser

anexa ao relatório final da Comissão da Educação para a Saúde e Sexualidade.

A Comissão de Educação para a Saúde/Educação Sexual

Educação para a Saúde Página 17


Educação para a Saúde Página 18