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Corrosão por Pites

Esta é uma forma extrema de ataque localizado que resulta em furos no


metal. É uma das formas de corrosão mais destrutivas e perigosas. Ela causa a
falha de um equipamento pela perfuração com a perda de apenas uma pequena
quantidade de material. É sempre muito difícil de se detectar um pite devido a seu
pequeno tamanho e porque ele está sempre coberto por produtos de corrosão.
Também é difícil de se estimar, quantitativamente, e comparar a extensão dos pites
devido à grande variação em sua profundidade e número que pode ocorrer numa
mesma condição.
A corrosão por pite é o único tipo de reação anódica. Ela é um processo
autocatalítico.Isto é, o processo de corrosão dentro de um pite produz as condições
que são tanto estimulantes quanto necessárias para a contínua atividade do pite.
Isto está ilustrado esquematicamente na Fig.10. Aqui o metal M está piteado por
uma solução de cloreto de sódio aerada. Rápida dissolução ocorre dentro do pite,
enquanto a reação de redução do oxigênio ocorre nas áreas adjacentes da
superfície. Este processo é auto-estimulado e auto-propagável. A rápida dissolução
do metal dentro do pite tende a produzir um excesso de cargas positivas nesta área,
resultando na migração de íons cloretos para reestabelecer a eletroneutralidade.
Desta forma, se atinge uma alta concentração de cloreto metálico no interior do pite
e, como resultado da reação de hidrólise, uma alta concentração de íons hidrogênio.
Tanto o íon hidrogênio quanto o cloreto estimulam a dissolução da maioria dos
metais e ligas, e todo o processo se acelera com o tempo.

CORROSÃO POR PITE EM AÇO INOXIDÁVEL

Prof. Ponte , Dr. Haroldo de Araújo - Curitiba 2011

Corrosão por pite: quando o desgaste se dá de forma muito localizada e de


alta intensidade, geralmente com profundidade maior que o diâmetro e bordos
angulosos. A corrosão por pite é freqüente em metais formadores de películas
protetoras, em geral passivas, que, sob a ação de certos agentes agressivos, são
destruídas em pontos localizados, os quais tornam-se ativos, possibilitando corrosão
muito intensa. Exemplo comum é representado pelos aços inoxidáveis austeníticos
em meios que contêm cloretos;

CORROSÃO POR PITES

A corrosão por pites é uma forma de corrosão localizada que consiste na formação
de cavidades de pequena extensão e razoável profundidade. Ocorre em
determinados pontos da superfície enquanto que o restante pode permanecer
praticamente sem ataque.

É um tipo de corrosão muito característica dos materiais metálicos formadores de


películas protetoras (passiváveis) e resulta, de modo geral, da atuação da ilha ativa-
passiva nos pontos nos quais a camada passiva é rompida.

É um tipo de corrosão de mais difícil acompanhamento quando ocorre no interior de


equipamentos e instalações já que o controle da perda de espessura não caracteriza
o desgaste verificado.

Nos materiais passiváveis a quebra da passividade ocorre em geral pela ação dos
chamados íons halogenetos (Cl-, Br-, I-, F-) e esta dissolução localizada da película
gera um área ativa que diante do restante passivado provoca uma corrosão muito
intensa e localizada. Uma grandeza importante neste caso é o potencial em que haja
a quebra de passividade. Na verdade o que ocorre é a alteração na curva de
polarização anódica.

A presença dos íons halogenetos provoca alteração nas curvas de polarização


anódica, tornando a quebra da passividade mais provável.

Outro aspecto importante é o mecanismo de formação dos pites já que a falha se


inicia em pontos de fragilidade da película passivante (defeitos de formação) e o pH
no interior do pite se altera substancialmente no sentido ácido o que dificulta a
restituição da passivação inicial. Resulta daí que a pequena área ativa formada
diante de uma grande área catódica provoca a corrosão intensa e localizada.

IOPE 2011
A corrosão por pite é um dos maiores problemas na área de medicina, isto
porque o material metálico no corpo humano sofre dissolução química ou reação
eletroquímica com uma velocidade significativa. O emprego dos aços inoxidáveis em
implantes ortopédicos continua sendo realizado por duas razões: sua maior
resistência mecânica e seu custo mais baixo, quando comparados aos outros
materiais não ferrosos[1 -13].
Estudos da literatura [14] têm mostrado que novos aços inoxidáveis aus
teníticos contendo teor de nitrogênio da ordem de 0,4 % em peso, apresentam uma
melhor aplicabilidade em implantes ortopédicos quando comparados ao aço
inoxidável F 138 com 0,029 % de nitrogênio. Villamil et ali[15-16] têm estudado um
novo aço inoxidável, o ISO 5832-9, que contém, além de nitrogênio em porcentagem
superior à do F 138, teores de nióbio da ordem de 0,3 %. Este aço tem se mostrado
muito mais resistente do que os aços convencionais, tanto pelo valor do potencial de
pite (Ep) quanto pela ordem de grandeza da sua corrente passiva em meios de NaCl
0,11 mol L-1 a T = 36,5 °C [15] e em meio de Na Cl 0,9% a pH igual a 4,0 e
temperatura de 40°C[16].
COTE184 PDF 19/03/2011