ATENDIMENTO ESPIRITUAL NA CASA ESPÍRITA

2009

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ÍNDICE
1 – APRESENTAÇÃO............................................................................................................... 3 2 – RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA .................................................................................... 8 2.1 – Introdução .................................................................................................................... 8 2.2 – A Casa Espírita ............................................................................................................ 9 2.3 – Perfil do Trabalhador ............................................................................................... 14 2.4 – Palavras Finais ........................................................................................................... 16 2.5 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 18 3 – ATENDIMENTO FRATERNO ......................................................................................... 20 3.1 – Introdução .................................................................................................................. 20 3.2 – Atendimento Fraterno: Definição ............................................................................ 21 3.3 – Condições necessárias para o Atendimento Fraterno ............................................ 24 3.4 – Preparação para o Atendimento Fraterno .............................................................. 26 3.5 – Estágios do Atendimento Fraterno .......................................................................... 33 3.6 – Atendimento iniciado pelo Atendido ....................................................................... 35 3.7 – Atendimento iniciado pelo Atendente ...................................................................... 36 3.8 – Dinâmica do Atendimento ........................................................................................ 36 3.9 – Palavras Finais ........................................................................................................... 38 3.10 – Referências Bibliográficas ...................................................................................... 40 4 – EVANGELHO NO LAR .................................................................................................... 43 4.1 – Introdução .................................................................................................................. 43 4.2 – Implantação do Evangelho no Lar ........................................................................... 45 4.3 – Dinâmica do Estudo .................................................................................................. 47 4.4 – Palavras Finais ........................................................................................................... 49 4.5 – Referências bibliográficas ......................................................................................... 51 5 – VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS ............................................................................ 53 5.1 – Introdução .................................................................................................................. 53 5.2 – A Visita ....................................................................................................................... 53 5.3 – Preparando a Visita Fraterna .................................................................................. 57 5.4 – A Tarefa ...................................................................................................................... 59 5.5 – Observações Gerais ................................................................................................... 64 5.6 – Palavras Finais ........................................................................................................... 65 5.7 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 66 6 – REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO .......................................................................................... 68 6.1 – Introdução .................................................................................................................. 68 6.2 – Reunião de Irradiação ............................................................................................... 69 6.3 – A Equipe ..................................................................................................................... 73 6.4 – Reunião: Condições de Realização ........................................................................... 79 6.5 – Palavras Finais ........................................................................................................... 84 6.6 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 86 7 – PASSE ESPÍRITA.............................................................................................................. 89 7.1 – Introdução .................................................................................................................. 89 7.2 – O Passe ........................................................................................................................ 90 7.3 – O Passista ................................................................................................................... 97 7.4 – Como Aplicar o Passe .............................................................................................. 100 7.5 – Por que Aplicar o Passe........................................................................................... 102 7.6 – Porque Receber o Passe .......................................................................................... 105 7.7 – Conclusão ................................................................................................................. 107 7.8 – Referências Bibliográficas ...................................................................................... 111

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1 – APRESENTAÇÃO

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”. Paulo (Gálatas, 6:9).

A União Espírita Mineira – UEM, por meio de seu Setor de Atendimento Espiritual – SATES, promove ações junto aos Conselhos Regionais Espíritas – CRE, com o propósito de oferecer subsídios para o atendimento espiritual exercitado nos Centros Espiritistas. Desde a Codificação da Doutrina dos Espíritos pelo nobre Allan Kardec a expansão de seus ensinamentos e a dinamização de seus conteúdos força-nos a efetuar, periódica e conjuntamente com nossos confrades, o exercício de avaliação dos trabalhos, sopesar as prioridades, investir na qualificação das ações, dinamizar conhecimentos e informações trazidos do Plano Espiritual, para que possamos melhor compreender as tarefas para as quais nos candidatamos nos Centros Espíritas. O SATES, nesse processo, tem a humílima função de dar suporte e compilar as informações vindas das experiências das diversas Casas Espíritas do estado e do país, com o propósito de promover o intercâmbio entre os trabalhadores da Seara de Jesus. Estamos falando de uma tarefa intermediária, interativa e, principalmente, comprometida com a causa da Doutrina e do Evangelho de Jesus. No propósito sincero de intermediar e promover o atendimento eficaz aos que necessitam e procuram o auxílio na fraternidade, o SATES, de modo singelo, procurou desenvolver uma metodologia de ação para os trabalhadores dos Centros Espíritas: uma metodologia fundada nos ensinamentos de Jesus, que denominamos Metodologia Crística. A Metodologia, por si só, é conhecida como um conjunto de métodos racionais, viáveis e executáveis para se alcançar um fim específico. Palavra de origem grega “methodos”, é o caminho utilizado para chegar a um fim. Em nossa tarefa fazemos uso da Metodologia Crística como um conjunto de procedimentos, reiterados, integrados e sucessivos que busca educar aos que adentram as Casas Espíritas, por meio do consolo, da assistência espiritual e da inserção em um processo educativo esclarecedor. A Metodologia Cristica, proposta pelo SATES, utiliza-se da “terapêutica” educativa desenvolvida pelo acolhimento do irmão, por saber ouvi-lo em seus infortúnios, pela oportunidade de consolá-lo em sua dor, pela orientação segura no Evangelho de Jesus e na Doutrina dos Espíritos, pelo encaminhamento correto nas Casas Espíritas e pelo acompanhamento fraterno e libertador. 3

A proposta de implantação da Metodologia Cristica. promovendo a evolução de todos os filhos de Deus. determinar e limitar a atuação dos trabalhadores das Casas Espíritas. em momento algum. a Metodologia Cristica. ainda. acolhendo conselhos. contudo. Ao contrário. ocorrem-nos dúvidas sobre como procedermos diante de uma determinada circunstância inusitada. Esses momentos de dificuldades são extremamente produtivos. no desenvolvimento do amor a Deus e ao próximo. que. ou como preferimos chamar. no sentido de incentivá-los a ler os módulos e auxiliar-nos a implementar melhorias 4 . Em muitos momentos. a grandiosa e imprescindível contribuição. já que seu objeto não é tangível e se processa principalmente nos escaninhos de nossas almas. no desenvolvimento da saúde. respeitando diferenças e. acima de tudo. como setor de apoio educativo. Assim. mantendo. compreendendo orientações e aceitando críticas. por fim. quando estamos obrando nas Casas Espíritas. o SATES lança uma proposta de unificação e integração com os trabalhadores espíritas. da qual ninguém poderá fugir. Acreditamos. que o Espiritismo é uma doutrina educativa. com subsídios calcados em bases evangélicas e doutrinárias para as tarefas. da harmonia íntima e da agilidade. pretende esgotar os temas aqui apresentados e. ao educar as nossas obras. com sua proposta educativa e libertadora opera no desenvolvimento da inteligência. queremos agradecer. Educativa. ao educar os corações. e. na necessidade. qualificando ações. por nos revelar nossa necessidade de interagir com irmãos de luta doutrinária. que há anos desenvolvem suas tarefas sob as bênçãos do Alto. suas bases cada vez mais ajustadas ao Evangelho de Jesus e à Doutrina dos Espíritos. ao educar a mente. pois com ele temos acesso ao conhecimento que desvela nosso próprio ser. pela impossibilidade de aqui nomeá-los. muitos menos. A União Espírita Mineira. cada um. Trata-se de um material didático elaborado pela contribuição direta e/ou indireta de muitos amigos encarnados e desencarnados. Entendemos que a Evolução é uma Lei Divina irrevogável. Um tipo de conhecimento diferente daquele que é veiculado pelos Institutos educacionais terrenos. da Metodologia Cristica de educação terapêutica desenvolvida pelo SATES é tentar suprir as carências no trato diário das Casas Espíritas e prover-nos. tendo em mente novos campos de atuação e a qualificação das frentes já existentes.Em consonância com os ideais pedagógicos de Pestalozzi. pretende promover grupos de qualificação de frentes de trabalhos. através do SATES. A finalidade deste conjunto de apostilas. a proposta é de educar interagindo saberes. como tem sido repetido reiteradas vezes.

quando este hábito é efetivado. Explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita: orientação de caráter moral e  consolador. é notável a necessidade de nos capacitarmos constantemente.nos textos. em todos os setores. 5 . que em momento algum pretendem determinar regras a ser cumpridas ou. emocional e espiritual. Atendimento Fraterno pelo diálogo: oferecido aos que procuram e/ou freqüentam a  Casa Espírita em busca de esclarecimento e consolo para seus sofrimentos. muitas  vezes. que tratam de algumas tarefas. que leva aos ouvintes a palavra do Mestre. O Culto do Evangelho no Lar. Essas experiências com o Outro são exercitadas nas diversas frentes de trabalhos voluntários oferecidos pelas Casas Espíritas. No mundo moderno. Em que pese o esforço despendido para reunir os 05 (cinco) módulos. em estado de desequilíbrio físico. ao longo de muitos anos. Entendemos que o Atendimento Espiritual deve se revestir de ações fraternas e contínuas para os que freqüentam a Casa Espírita e os que nela obram diariamente. pois são inegáveis os grandes progressos alcançados pela Humanidade. Irradiação Mental: reuniões em que são efetuados estudos e preces por todos os que  procuram a Casa Espírita em busca de socorro. Nesses diversos espaços. pois só ele é capaz de escrever nas páginas de nossa alma as regras divinas fundamentais à elevação de nosso espírito. na sincera disposição de servir e orientar. afirmamos que o trabalho maior é o que é feito pelo Mestre Jesus. que consideramos de grande importância. Passe e Magnetização da Água: recursos espirituais diretamente aplicados às  necessidades individuais daqueles que buscam ajuda no Espiritismo. Evangelho no Lar: procura incentivar e esclarecer sobre os benefícios hauridos na  intimidade dos lares. modificar procedimentos eficientes hauridos pela luta de muitos anos. Foram essas vivências. Nessa tarefa é preciso carinho e paciência. ainda. devemos tentar viver o Cristianismo Redivivo pautado no amor dedicado ao próximo e na construção de um ambiente fraterno. traz a oportunidade de reunião da família. que propicia a reunião da família em torno da palavra do Mestre. Visita aos Lares e hospitais: momento em que equipes de visitação aos lares e/ou  hospitais procuram levar conforto por meio da palavra evangélica e do passe magnético. aproximando uns aos outros. à sublimação de nossos sentimentos e à nossa transformação em seres de Bem. que nos proporcionou este material de reflexão e estudo que destaca temas como: Recepção: momento de acolhida aos irmãos que solicitam ajuda e orientação.

tão necessários no momento em que vislumbramos o Mundo de Regeneração. manutenção e qualificação de suas atividades e. estimulando os que buscam o Espiritismo e os que já trabalham nas Casas Espíritas ao progresso individual e coletivo. 6 . neste momento em que apresenta. implantar. o SATES. Para isso. transformar. receber auxílio de todos para aprimorar ainda mais esta proposta de ação. O Espiritismo é uma doutrina que tem por ponto fulcral a fé raciocinada e incentiva a busca do estudo edificante. oferecer apoio aos órgãos unificadores. uma Metodologia Cristica de bases educativas. opinar e criticar este trabalho. Educar é para nós Espíritas um dos pontos relevantes para a iluminação e a conquista do discernimento. tem como meta oferecer orientação às Casas Espíritas na implantação. concomitantemente.É importante destacar que. esperamos poder continuar servindo a Jesus e contar com o apoio de toda comunidade espírita para divulgar. portanto. por meio deste material didático. Nosso objetivo é.

Por que lhe dava o título familiar. irmão?’ ‘O rapaz admirou-se de tanta afabilidade e delicadeza.Por que me chamais irmão. renovando o sorriso generoso.De onde vens.Somos todos uma grande família em Cristo Jesus. reservado ao círculo mais íntimo dos que nasciam sob o mesmo teto?’ ‘. num homem a quem via pela primeira vez.” Emmanuel (10 – p.RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA “.58) 7 . acrescentava: ’ ‘.’ ‘Mas o interpelado. se não me conheceis? – interrogou comovido.

as mais variadas respostas para suas dúvidas. Por isso. tarefeiros da casa. a fim de atender a demanda que surge no dia-a-dia. “No turbilhão dos conflitos que asfixiam as melhores aspirações do povo. ao incentivarem o neófito ou o necessitado a procurar o Centro Espírita. que não demandam cuidados especiais por serem considerados preliminares. nos Centros Espíritas. precisam compreender a importância do convite e observarem a forma adequada para promovê-lo. etc. um bom percentual de pessoas chegam aos ambientes espiritistas com idéias equivocadas sobre o que irão encontrar. se alguém entrar por mim. Enfim. 10:9). e sairá. Emmanuel (11). pela constância com que são exercidas. Em breves linhas a proposta desta apostila é refletir e. é necessário sejamos o apoio fraterno e providencial de quantos se colocam em busca de um roteiro para as esferas mais altas”. um equívoco grave que gera complicações no ambiente e obstáculos no atendimento ao irmão necessitado. tornam-se repetições de movimentos automáticos. É um erro apresentar o Centro Espírita como o remédio para todas as doenças. curiosos que vão buscar. de modo adequado e fraterno. Inúmeros são os irmãos infelizes. desde que desenvolva a fé. logo nos primeiros contatos. e entrará. criando no irmão fragilizado falsas esperanças e promessas infundadas de soluções instantâneas. e achará pastagens”. desiludidos. amplie a boa vontade e persevere em seguir as orientações do Evangelho de Jesus. rever a prática da RECEPÇÃO no Centro Espírita. soluções para seus problemas. tendo em vista a necessidade dos grupos dinamizarem seus setores de tarefas. salvar-se-á. É preciso que. 8 . os trabalhadores e divulgadores da Doutrina Espírita. desinformados. na intenção de ajudar os que sofrem. como os únicos capazes de “resolver o caso”.2 – RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA 2. é valioso o esclarecimento para o iniciante. Assim. dinamize o merecimento.1 – Introdução “Eu sou a porta. que para muitos. o RECEPCIONADO fique ciente de que um Centro Espírita comprometido com a Doutrina Espírita e com o Evangelho de Jesus. familiares ou mentores. fenômenos de curas. a partir daí. A RECEPÇÃO Espírita deve seguir algumas diretrizes procedimentais. Jesus (Jo. contato com espíritos. é um lugar em que ele poderá obter consolo e orientação para as suas necessidades. Há aqueles que chegam a indicar nomes de pessoas.

os primeiros a terem consciência disso deverão ser aqueles que se postam a frente da Casa.” (Mt. para orientar com sabedoria e auxiliar com amor os primeiros passos dos sedentos de consolo. portanto. recepcionar os que buscam estas Casas de Luz é tarefa de suma importância. podem ser reflexos de carências em tempos pretéritos. aqueles que me deste quero que. a mediunidade. exteriorizado no sofrimento físico. ontem derramou sofrimento. A todos recepcionava o Mestre com carinho e respeito para com as suas dificuldades. 9 . a exposição doutrinário-evangélica. dentre os quais nos incluímos. a multidão de sofredores. Quando Jesus esteve entre nós. Hoje. 2000 anos depois. se assentou. dedicação e fidelidade com a Doutrina dos Espíritos e o Evangelho de Jesus. representa o Cristo e sua mensagem através dos princípios que fundamentam a Doutrina dos Espíritos. entrando num barco. A Casa Espírita. entre outras. foi visitado por uma multidão de necessitados que o procuravam em busca de conforto e conhecimento espiritual.2 – A Casa Espírita “Tendo Jesus saído de casa naquele dia..A Doutrina Espírita ensina que a dor de hoje. o estudo sistematizado da doutrina. Adentrar o ambiente de uma Casa Espírita é atitude séria e requer cuidados especiais do trabalhador consigo e com o semelhante.. serviu de vaso para os exageros desnecessários. onde eu estiver. que exige do trabalhador disposição íntima para servir como digno instrumento da providência divina em favor de todos. em muitos casos.. observemos a rogativa de Jesus em favor de seus discípulos: “Pai. o corpo carcomido pelas deformações e doenças físicas. o sofrimento da alma que assola tantas pessoas e as mazelas convertidas em doenças somatizadas no corpo físico só poderão ser curados se as causas forem trabalhadas e. que a alma que sangra hoje. luz e amor. 13:1-2). a evangelização infantil. basear-se nas ações do Cristo. E ajuntou-se muita gente ao pé dele. nas tarefas que exigem contato direto com o público. A recepção aos que aportam nas Casas Espíritas deve. 17:24) Portanto. os desregramentos viciosos que desviam valores e levam a excessos materiais. humildade para aceitar os óbices da vida e perseverança para modificar situações e hábitos que envenenam as almas. também eles estejam comigo. Como exemplo. de sorte que. estava assentado junto ao mar. vezes sem conta.. busca o Senhor desejosa de encontrar o alívio para o sofrimento moral.” (Jo. quais sejam. documentadas na Boa Nova. com suas várias portas de entrada. Assim. 2.

A seguir. Destarte. lar em que a solidariedade. com definição exata dos termos utilizados pela nomenclatura espírita. com o intuito de facilitar a tarefa do RECEPCIONISTA. elucidando de maneira simples. Ao RECEPCIONISTA da Casa Espírita cabe a nobre tarefa de acolher pessoas. atuando no interesse geral e onde se apaga toda autoridade pessoal. Com algumas exceções. a caridade e o amor devem constituir-se em metas a serem atingidas por todos. para operar junto aos que baterem à porta. a missão abençoada e evangelizadora da Doutrina Espírita e as tarefa-amor desenvolvidas em seu templo.p. não podemos olvidar que o templo espírita é refúgio de almas acometidas pelas necessidades. Em outras palavras. 13:35). sobre alguns desses estados emocionais dos visitantes. a maioria das pessoas que procura uma Casa Espírita traz em sua intimidade muitas indagações acerca do que poderá encontrar. daí advirem alguns cuidados que devem ser observados. é comum que o visitante se apresente com diversos estados emocionais. da oração e da fraternidade. através do estudo. discorreremos. mas convicta. razão pela qual o RECEPCIONISTA RECEPCIONADO. Não obstante. Quem procura a Casa Espírita: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros. 362) O próprio codificador da Doutrina dos Espíritos já nos aponta a seriedade e o compromisso que deveremos assumir frente à Casa Espírita e sua estruturação. preparando-o para as diversas possibilidades oferecidas pelo trabalho: necessita estar preparado para acolher fraternalmente o 10 . é o ingresso em um educandário moral e espiritual que propicia condições. O RECEPCIONISTA é o primeiro com quem o recém-chegado à Casa Espírita tem contato. intitulado PREPARAÇÃO DE TRABALHADORES PARA ATIVIDADES ESPÍRITAS (01). Esse tarefeiro deverá utilizar uma linguagem clara. do trabalho. com base no material didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. O Evangelho dá-nos a senha divina através da qual o discípulo é reconhecido: pelo amor dedicado ao próximo. Kardec chamou-nos ao trabalho em uma organização que tem como atividade o atendimento à coletividade.O centro que essa organização criará não será uma individualidade. mas um foco de atividade coletiva.”Jesus (Jo. (12 .

.. deve o RECEPCIONISTA. expressar-se. deve procurar dar-lhe atenção. fraternidade e luz” (03). encontrando. deve o RECEPCIONISTA. deve o RECEPCIONISTA mostrar-se seguro e sincero em suas intenções de auxiliar o irmão. “. pois o aparente estado de equilíbrio do visitante pode ocultar uma condição adversa. confiante da tutela de Jesus. traz seu sofrimento sufocado na garganta.” (03).. “Quem ajuda é ajudado. encaminhando-o para o ATENDIMENTO FRATERNO. concomitantes à freqüência às Reuniões de Explanação da Doutrina e do Evangelho. atento.” (04). munido de genuína fraternidade. esclarecerão suas dúvidas. “O equilíbrio nasce da união fraternal e a união fraternal não aparece fora do respeito que devemos uns aos outros. Se o visitante mostra-se EQUILIBRADO. característica comum de espíritos vigorosos. Este irmão. muita vez. sabedor desse possível sofrimento do irmão. o RECEPCIONISTA deverá dialogar com naturalidade e cortesia. Ao que se apresenta DESANIMADO. “Servir é criar simpatia. (03). “O desânimo é veneno que corrói lenta. não se deu conta de sua situação e quase sempre não ouve ninguém. é um verme destruidor nas melhores realizações de nossas vidas. sede inesgotável da alma que não se sacia com facilidade. surdamente. de modo breve e com gentileza. cabe ao RECEPCIONISTA a utilização da habilidade fraternal. sem conseguir.Caso apresente estados de ANGÚSTIA. “A gentileza é filha dileta da renúncia e guarda consigo o dom de tudo transformar em favor do infinito bem”. Quando foi movido pela CURIOSIDADE. capaz de transmitir segurança. sem excessos. A atmosfera de desconfiança poderá ser convertida em serenidade por meio de uma atitude sincera. a vida” (02). Ao DESCONFIADO. explicar-lhe que a leitura e o estudo das obras de Allan Kardec. acolhendo-o de coração aberto. Lembremo-nos: a educação “é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo e orientar com Jesus é curar todas as chagas do espírito eterno. O RECEPCIONISTA. própria do homem de boa vontade que se consagra ao serviço do Senhor e não à especulação curiosa e destrutiva. 11 . Por falar excessivamente pode ter-se perdido nas teias da irreflexão.” (05). solicitando do RECEPCIONISTA habilidade no trato para que abra seu coração. respaldada pela Doutrina dos Espíritos e pelo Evangelho de Jesus. em silêncio.. saber elevar o ânimo e a auto-estima do irmão enfermo. a mais segura fórmula de ajuste nos processos da evolução. O FALANTE é um enfermo que. em muitas circunstâncias.” (03). recém-chegado. porém.

não só em seus passos como no juízo que faz das coisas” (03). em respeito sincero ao irmão recém-chegado. Por outro lado. objetivas.” (06). o RECEPCIONISTA esclarecido e sabedor de que apenas serviu de instrumento para as realizações do mais Alto. “Os olhos são a luz do corpo. sem olhar para o questionador. Há pessoas que não pretendem ser reconhecidas ou abordadas. para com estas a prudência apresenta-se necessária. na verdade. sobretudo. 8:12). Contudo. quando o recepcionado se apresenta ZANGADO. deve-se compreender essa postura como um esforço reeducativo. sobre a conduta. Nunca de modo ríspido.O INIBIDO pode estar. naturais. Muitos outros perfis poderiam ser aqui. agradecidos. É por meio deles que o homem se orienta e se guia. diretas. sem excessos ou alterações de tons vocais. devem ser acolhidos fraternalmente na Casa Espírita. habito com a prudência. quando perguntados. independente da situação. por desconhecer as causas de tal aflição. Portanto. As dúvidas apresentadas pelos visitantes (por mais banais que possam parecer) são merecedoras de respostas claras. sem distinção. a sabedoria. A serenidade fornece suprimento de paz para os óbices e a “brandura é apanágio das almas que (. nem perturbar. deve conduzir os momentos finais de permanência no recinto espírita em oração. O RECEPCIONISTA deve falar olhando para seu interlocutor. em razão disso. tornando as despedidas simples e gentis. que deverão adotar na intimidade do sagrado lar espírita e. uma simpatia especial e. contudo o mais importante é que. sinalizando comportamentos que foram motivos de quedas no passado. por estar em estágio evolutivo diferente. eu possuo conhecimento e discrição. tem o dever de demonstrar compreensão e amor ao próximo. queiram estender as conversações de despedidas. descritos. Estando o irmão recém-chegado AGITADO. pode estar sofrendo constantes incômodos com seus próprios pensamentos e atos. é necessário que o RECEPCIONISTA mantenha-se sereno e brando. “Eu. informá-los sobre cursos e tratamentos que a Casa dispõe. TODOS. É compreensível que algumas pessoas tenham pelo RECEPCIONISTA. 12 . deverá ser discreto ao estimulá-lo à conversação. seguras e. afetuosas. Deve o RECEPCIONIOSTA acatar com mansidão seu desabafo e ajudá-lo. a fim de lhe transmitir confiança. O RECEPCIONISTA. e. Ao RECEPCIONISTA abnegado cabe a tarefa de orientar os visitantes sobre os horários de funcionamento das tarefas promovidas pela Casa..) adquiriram fortaleza moral que ninguém pode atingir.. aquele que o orientou no ambiente espírita. e. por fim.. A mansidão é adquirida apenas por aqueles que conseguiram superar seus instintos agressivos.” (Provérbios..

como e quando determina a Sua Vontade sábia e soberana. o tarefeiro da Casa Espírita é quem mais necessita do auxílio da indispensabilidade do trabalho para a transformação do ambiente e o aprimoramento do ser no progresso individual. porque. Quem recepciona na Casa Espírita: “Mas a sabedoria que vem do alto é. depois. de amizade e de consolação. não o sabendo. interferências que prejudicam. primar pela disciplina e perseverar em seus propósitos.A conclusão do trabalho de recepção poderá representar um importante momento de troca de vibrações fraternais a serem dinamizadas no tempo. vamos dividir a tarefa de amor ao próximo do RECEPCIONISTA em dois momentos. Urge. muitas vezes. mister Espiritualidade. Na Casa Espírita. que o RECEPCIONISTA busque auxílio na associação fraterna do templo espírita. O RECEPCIONISTA é um trabalhador tão importante para o funcionamento da Casa como qualquer outro. através do desânimo. fixando na mente do acolhido vibrações impregnadas de sinceridade.” (03 – André Luiz. deve compreender com humildade. São os Obreiros da Boa Vontade. 3:17). 13 . pacífica.. deve confiar no poder da oração. que ele. é necessário que o RECEPCIONISTA acolha fraternalmente. 13:2). em razão disso. Conforme preceitua o Espírito do venerável Emmanuel: “Nos círculos mais elevados do espírito o trabalho não é imposto. Podem ocorrer.”(Hebreus. eliminando distâncias e falsas posições hierárquicas. tratável. visitas” (07). primeiramente pura. encontra-se num estágio de evolução anterior aos dos espíritos elevados que trabalham sem imposição. entre outras situações. que servem onde. e. alguns. dever ser vigilante.. obreiro da Seara do Mestre Jesus. nos círculos terrenos. Apenas para fins didáticos. quais sejam: a) recepção: “Não vos esqueçais da hospitalidade. A criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade” (05). Ao contrário do que muitos acreditam. cheia de misericórdia e de bons frutos. hospedaram anjos.” (Tiago. o trabalhador. a recepção consiste na valorização integral de quem chega. “Nosso Livro”). “O Mestre fortifica-se nos cooperadores que não cogitam de prerrogativas e remuneração. Para tanto. em dias determinados. por ela. que o eleva ao cimo da divindade. moderada. nesses momentos de fragilidade. Faz-se entender a “Ato ou efeito de receber.

“para aproveitar o mínimo para produzir o máximo” (09).(Atos. até o local de sua destinação. Dinâmica da Tarefa: “Zaqueu. apressando-se. Como foi mencionado anteriormente.. 14 . esse é o maior no reino dos céus. Sabedor dessa verdade é que o RECEPCIONISTA deve esforçar-se. “O afeto. e) Participação ativa nos grupos de estudo da Casa Espírita. disse: Ide e apresentai-vos no templo. “(. b) Conduta moral segura. Não é. f) Conhecimento das normas do Centro Espírita e das atividades do Movimento Espírita. porque hoje me convém pousar em tua casa. desce depressa. diligenciando-se para obter (01): a) Conhecimento doutrinário-evangélico sólido. tirando-os para fora. como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes. 18:4). 5:19-20). alguém que desfruta de condição melhor do que aquele que adentra o ambiente espírita pela primeira vez.”.”(Mt.”Jesus (Lc. d) Treinamento adequado para a tarefa que vai executar.3 – Perfil do Trabalhador “Portanto. e recebeu-o gostoso. E.procurando conhecer o motivo da vinda e oferecer os recursos de que a Casa Espírita dispõe para atender o recepcionado na sua necessidade. caso haja necessidade de fazê-lo. em hipótese alguma. e. o trabalhador espírita é um necessitado das bênçãos de Deus. O RECEPCIONISTA deve acompanhar o visitante. carinhosamente.” (14) 2.. assim como Jesus.)” (08).) o aspecto principal de sua tarefa [trabalhador] é o de ouvir e orientar. desceu... direcionando-o sempre que necessário. as pessoas que procuram o Centro Espírita em busca de lenitivos para as suas dores e necessidades (.. e recapitulação periódica. aquele que se tornar humilde como este menino. c) Envolvimento e comprometimento com as tarefas da Casa Espírita.” (13) b) encaminhamento: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão. “A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo.. a confiança e a ternura devem ser tão espontâneos quanto as águas cristalinas de um manancial. 19:5-6).

sem. se necessário pedir com carinho para os amigos. recordando-se que a base do Espiritismo é o Amor ensinado pelo Mestre Jesus e que quem ama o próximo não lhe atira impropérios. apontaremos alguns procedimentos que a experiência. Buscar na fraternidade de Jesus para com os necessitados. j) Observar. Além disso. de modo que ninguém seja privilegiado em detrimento de outro. Decotes. lembrando-se que o visitante. f) Ser amável e cortês. É imprescindível lembrar-se que nos ambientes espíritas todos somos seres necessitados e não existe ninguém que deva receber tratamento diferenciado. perguntar se há dúvidas quanto ao que foi explicado. Falar pausadamente. A título de reflexão. Assim na realização de sua tarefa deve o RECEPCIONISTA: a) Procurar ser fiel à tarefa por ele exercida com a simplicidade de um coração sincero e estar disposto a doar-se. e. i) Não permitir que o local da Recepção torne-se um ambiente barulhento. A higiene corporal é notada por todos. maquiagem excessiva. por conseguinte de nossos irmãos.O RECEPCIONISTA deverá estar atento para diversas situações. c) Tratar com honestidade as questões propostas pelo visitante e não ter receio em solicitar ajuda de outro irmão de doutrina nos casos mais complexos. contudo. conhecidos ou desconhecidos. são totalmente dispensáveis para a prática do Amor e da Caridade. fraternalmente. ter paciência para repetir as informações dadas de maneira serena e amável. lembrando-se que a maioria dos problemas atuais. perfumes fortes. As pessoas que sorriem com sinceridade e amor pela Obra Divina e pela vida tendem a transmitir confiança e credibilidade. em muitos casos. g) Evitar o excesso de intimidade. são efeitos de ações infelizes no passado. h) Comunicar-se de forma clara e objetiva. como qualquer outro trabalhador de Casas Espíritas. e) Procurar administrar o tempo de atendimento. o obreiro de Jesus deve procurar vestir-se bem. ser ríspido ou indiferente. etc. b) Nunca prometer soluções imediatistas. Aprender a sorrir para o próximo. o modelo a ser seguido. sem exageros. 15 . roupas transparentes. d) Evitar comentários sobre quaisquer grupos ou crenças religiosas. manterem-se em prece ou procurarem local adequado para conversações. o modo correto de vestir-se para as tarefas. não conhece termos utilizados no cotidiano da prática do espiritismo cristão. outorga. sem o intuito de criar sistemas fechados.

procurar chegar pelo menos 15 (quinze) minutos antes do início da tarefa. concomitantemente.” (Mateus.(Mateus. será com Jesus um marco celeste. em sua grande maioria: a) chega à Casa Espírita como Espírito necessitado de orientação e socorro. c) percebe. Governador Espiritual de nosso planeta. Ter em mente que somos todos enfermos e quando somos criticados devemos tentar responder com cortesia. contínuas. esclarecido pelo estudo.” (15) O Atendimento Espiritual. b) passa por período de tratamento para aliviar os problemas que o afligem. m) Avaliar diariamente o modo como a tarefa foi executada. 11:28). e) transforma esse serviço fraterno em um grande esforço de auto-iluminação. a “laborterapia”. “Vinde a mim todos vós que estai oprimidos. 16:24). a fim de que elas possam ser superadas. 16 .k) Aprender a lidar com as críticas. o trabalho-amor a serviço do próximo. O Mestre Jesus. que vícios e imperfeições morais indicam desarmonias enraizadas em si e que estes podem acarretar vínculos com espíritos oportunistas. teu coração. O Trabalhador Espírita: O trabalhador espírita. nas mesmas faixas de desarmonias. ensinou-nos amorosamente que as críticas devem ser combatidas pela força do Amor. contempla atividades planejadas e organizadas no sentido de atender necessidades específicas dos que buscam amparo no Espiritismo. dirigidas aos freqüentadores da Casa Espírita.. a fim de poder preparar-se com tranqüilidade. chegar silenciosamente e assumir seu posto de trabalho. (01) “Tomai a vossa cruz e segui-me”. no vale das sombras para que atinjam contigo a glória do Eterno Bem.. convertido em estrela de amor. amanhã. mantendo a mente em prece constante. em te despedindo do corpo escuro da carne. 2. também. orientando as almas perdidas. d) recebe o Atendimento Espiritual e. l) Ter disciplina no cumprimento dos horários. em sendo o conjunto de ações fraternas.4 – Palavras Finais “Avança hoje na estrada pedregosa das obrigações retamente cumpridas e. Não sendo possível. Verificar com lucidez e humildade as possíveis falhas. isto é.

possamos sempre ter em mente que o trabalho é do Cristo. Esse conjunto de atividades tem como função aprimorar os envolvidos nos trabalhos. como vimos no decorrer desta apostila. acolher e orientar os que buscam consolo para suas dores e necessidades. as VISITAS AO LARES E HOSPITAIS e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. Que em nossa tarefa-amor. por meio do exercício perseverante da caridade. a RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA que.Assim. o ATENDIMENTO FRATERNO. o Atendimento Espiritual visa a dar atenção aos que chegam à Casa Espírita. propõe-se a receber. acolhendo-os e orientando-os de acordo com os princípios doutrinários e evangélicos. a implantação do EVANGELHO NO LAR. e que só a Ele devem ser reportados os êxitos e só Ele pode nos sustentar nos momentos de provação. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontram-se. 17 . pois.

Mensagens Esparsas. 1999. Roteiro. Cristo! Episódios da História do Cristianismo no século III. Geraldo Campetti Sobrinho (coordenador. Ed.. A caminho da luz. 13ª ed. Páginas do Espiritismo Cristão. 4ª. 2002. Rio de Janeiro: FEB. Ed. Org. 22ª. (03) XAVIER. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 216p. (05) ______________________. (02) BOURDIN. (15) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 4ª. 15ª Edição.. Ed. Romance ditado pelo Espírito de Emmanuel. 2005. 20ª ed. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Obras Póstumas. Espiritismo e Educação. Quintão. Francisco Cândido. 1994. 1994. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Francisco Cândido. (12) KARDEC. 6ª Ed. 26ª. Rio de Janeiro: FEB. Tradução Salvador Gentile. Francisco Cândido. 1992.) 3ª. 1982. Rio de Janeiro: FEB. (11) XAVIER. Aurélio Buarque de Hollanda. Francisco Cândido.2. 14ª. Francisco Cândido. Contos desta e doutra Vida. Ed. (10) XAVIER.et al. 2003. Ed. Rio de Janeiro: FEB. 1993. 9ª. Pensamento e Vida. Antoinette. 1994. Caminho. 18 . Ave. 2004. Tradução de M.5 – Referências Bibliográficas (01) Material Didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. Romance ditado pelo Espírito de Emmanuel. Allan. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. (14) XAVIER. 5ª. Francisco Cândido. Revisão Elias Barbosa. Pelo Espírito Irmão X [Humberto de Campos]. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Entre Dois Mundos. intitulado Preparação de Trabalhadores para as Atividades Espíritas. Dicionário da Alma. SP: IDE. Araras. (04) ______________________. 1980. (06) CALLIGARIS. Ed. (13) XAVIER. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Verdade e Vida. (08) O espiritismo de A a Z: glossário. Rodolfo. (09) XAVIER. Ed. 13ª ed. – Evangelho. 1993. (07) Dicionário Aurélio. Ed. Paulo e Estevão: episódios históricos do Cristianismo primitivo.

num barco. e ajuntou-se muita gente ao pé dele. se assentou.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL ATENDIMENTO FRATERNO “Tendo Jesus saído de casa naquele dia. 13:1-2) 19 . de sorte que. estava assentado junto ao mar. (Mateus. entrando. e toda a multidão estava em pé na praia”.

. e dizeis bem. pois o seu objetivo principal é incentivar os que procuram viver os postulados cristãos. é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: ‘Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco’ (. nesta oportunidade. sobre um tema que não pode tratado na Casa Espírita desvinculado de bases evangélicas: o ATENDIMENTO FRATERNO. descortina para aqueles que desejam servir na Seara de Jesus preceitos relevantes no concerto atual do Planeta em vias de Regeneração. A terapêutica espírita é a do AMOR de Jesus. em Jesus.. Muitas vezes.) A missão da doutrina é consolar e instruir. ela significa: devotamento. que procuram na Doutrina Espírita a solução ou o alívio para problemas de toda ordem.3 – ATENDIMENTO FRATERNO 3.”Emmanuel (08) “A missão da doutrina é consolar e instruir. esses indivíduos necessitam de boa dose de estímulo para permanecerem firmes na decisão de encontrar respostas para suas perguntas. a proposta é simplesmente apontar diretrizes que possam ser adequadas e aplicadas à terapêutica de AMOR sintetizada no ATENDIMENTO fraternal.1 – Introdução “Vós me chamais Mestre e Senhor. na maioria das vezes. esse trecho. 13:13) “(. refletiremos.”.) A fraternidade diz: “Cada um por todos e todos por um” (02) Com base nas palavras do Codificador.. O ATENDIMENTO FRATERNO é um trabalho estruturado para receber irmãos em sofrimento.. que envolve os irmãos enfermos em confiança e ternura.” ( João. iniciamos o estudo deste tema tão essencial para as Casas Espíritas: o ATENDIMENTO FRATERNO. na rigorosa acepção da palavra.. abnegação. em Jesus.. como "último recurso" para seus males. ao mesmo tempo em que os ampara e procura esclarecê-los sobre os 20 . Eles. extraído do livro O Consolador. Para Allan Kardec: A fraternidade. a partir do labor na Seara do Mestre que as diversas frentes de trabalho podem oferecer. ao contrário. para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. já vêm de outras experiências no campo do auxílio e procuram o Centro Espírita. Em face disso. acolhendo e orientando os necessitados que procuram alívio para seus problemas. tolerância. porque Eu o sou. indulgência. resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros. Seguir o Evangelho é exercitar a fraternidade e o amor ao próximo. O ATENDIMENTO FRATERNO não deve ser comparado às diversas terapias existentes. cépticos. promovendo reflexões que possam ser somadas às diversas experiências diariamente auferidas na Obra de Jesus. Vale lembrar que não há neste trabalho a pretensão de prescrever fórmulas ou metodologias a serem aplicadas nessa tarefa. benevolência.

sofrimentos e vicissitudes necessários ao burilamento moral e. a implantação do EVANGELHO NO LAR e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO através do recurso da prece. através de esforços próprios. etc. que se propõem a esse atendimento.. 9:12 ). extraída do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (04). estar disponível para ouvir.) disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos. 16:13). Dessa maneira. 3. podemos inferir que o verbo.”. ao progresso espiritual dos seres. Posto desse modo cabe aos trabalhadores espíritas uma definição que reúna os significados conhecidos pela ciência da linguagem humana com a ciência do mundo espiritual. necessário. buscar os recursos convenientes à renovação de energias. harmonização.” (João. receber em audiência. Apoiado nos postulados espíritas e evangélicos.2 – Atendimento Fraterno: Definição “E Jesus. das doenças e/ou dos sofrimentos. os doentes”.. é “dar atenção a. (. Sabemos que ATENDIMENTO FRATERNO é um auxílio individual e estruturado. (03) “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. amparar. ouvir. pois. Não propõe a extirpação das dores. A acepção da palavra atender. amor e preparo. o primeiro contato que o assistido tem com o Espiritismo e ter consciência da relevância desse momento primevo. Trata-se. Torna-se.Jesus (Mt. de uma prática que complementa o conjunto das atividades fraternas da Casa Espírita: a RECEPÇÃO. O ATENDENTE FRATERNO da Casa Espírita deve saber que sua tarefa é.. a VISITA AOS LARES E HOSPITAIS. portanto. tenham ciência da importância e gravidade da tarefa que estão a empreender. por conseguinte. reajustar e redirecionar idéias. atenção. está ligado à idéia de doação. oferecido àquele que procura ou ao que freqüenta a Casa Espírita em busca de 21 . Sem maiores especulações. mas. abre novas possibilidades de entendimento para que o ATENDIDO encontre equilíbrio. o ATENDIMENTO FRATERNO desempenha o papel de receber. na maioria das vezes. que os Centros Espíritas. no mundo dos homens. porém. no entanto.. sim. autoconhecimento e auto-iluminação. a fim de aprimorar permanentemente as atividades. para. disciplina. posteriormente. este trabalho deve ser feito com seriedade. esclarecer.

oferece-nos os espaços espirituais. quando negligenciamos as instruções deixadas pelos Espíritos Amigos. as Casas Espíritas. etc. encontramos no templo espírita a escola da alma. ou Casas Espíritas.esclarecimentos referentes a dúvidas específicas. doenças graves.” Jesus. 11: 28) Não é novidade para ninguém as intensas e variadas crises morais. em vivências anteriores. aos Centros Espíritas foi outorgada a missão de receber e esclarecer aqueles que chegam sobrecarregados pelas preocupações e doenças terrenas. O ATENDENTE FRATERNO tem por missão procurar a todo custo atuar com “mãos do amor” prontas a ajudar o irmão que o procura a mudar a paisagem do sofrimento. psíquico e moral. que mergulham os seres e marcam profundamente os tempos atuais. apenas para tornar-se mais didático. “Os auxílios fraternais são as mãos do amor modificando a paisagem da aflição” (05). Finalidade da Casa Espírita: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados. ensinando a viver” (07) Como podemos depreender dessas palavras. universidades para o ensino superior. que Eu vos aliviarei. identitárias. subdividimos este item. Neste mar de sofrimento. Estabelecimentos para a instrução primária.. da aflição e da dor. assistimos ao crescimento espantoso de tragédias. (Mateus. escândalos. Ao lado. fenômenos naturais de grandes proporções. a Misericórdia de Deus. Assim esclarece o Espírito de Emmanuel: “Levantam-se educandários em toda a Terra. porém. Nas subdivisões. ou de consolo para o seu sofrimento físico. Em face disso. enfim. vilipêndio de valores morais. econômicas. Em razão disso. religiosas. A fim de explorar um pouco mais essa reflexão. não podemos olvidar a finalidade de socorrer os que sofrem. sociais. das instituições que visam à especialização profissional e científica. dores. provas e expiações. apresentaremos sucintamente os objetivos almejados pelos que fazem parte do processo de ATENDIMENTO FRATERNO na Casa Espírita. sempre atuante em nosso favor. espalhadas pelo Orbe Terreno são 22 . Um caos que certamente foi produzido por nós mesmos. aflições. Apenas para ratificar. a humanidade parece estar mergulhada no caos. como lenitivos para nossos sofrimentos e educandário para nossa ascensão moral e espiritual. social. na atualidade. aqui já mencionada.

é Jesus. que rejeita o império do “eu” e promove a união pelas vias da unificação. O enfermo é o obreiro da Casa Espírita. e os profetas”.. que é “Curai os enfermos. ou seja. mas para a glória de Deus. por ser ele quem necessita ajustar-se a partir do trabalho humilde. nesse encontro de conversação fraterna. porque esta é a lei. a partir dessas palavras pode-se concluir que o MAIOR NECESSITADO. é aquele que se posiciona como ATENDENTE. Portanto. quereis que os homens vos façam. pois. que modifica hábitos e burila espíritos devedores. expulsai os demônios. 11:4). a tarefa deve ser pautada pela confiança coletiva entre os trabalhadores e o labor individual. Estes são acolhidos e tratados com as terapêuticas do amor e do Evangelho de Jesus. assim fazei-o vós também a eles. de graça recebestes. Consoante as palavras do Mestre. de graça daí.) E o nosso grupo não se constituiu ao acaso” (01) Em outras palavras. b) O atendente “Tudo quanto. a fim de que nos lembremos que quem conduz o barco. (. base doutrinário-evangélica para lidar com as situações 23 . e os irmãos que oficiam em seus altares não lhe podem esquecer as finalidades sublimes. Finalidade dos Envolvidos na tarefa: a) A Equipe Aprender como fazer o ATENDIMENTO FRATERNO é desenvolver uma atividade de doação. o dedicado Espírito de André Luiz exorta os espíritas para a importância do trabalho em equipe.verdadeiros pronto-socorros para os enfermos que nelas adentram. procura-se nesses templos de tratamento explicar que “Esta enfermidade não é para a morte.” (Mt 10:8). além de exortar os colaboradores a cumprirem os desígnios do Governador Espiritual de nosso planeta. A tarefa do ATENDIMENTO FRATERNO solicita alguém com condições morais para ouvir o sofrimento alheio. para que o Filho de Deus seja glorificado por ele” (Jô. André Luiz nos traz valorosa instrução sobre o tema: “O cascalho do personalismo excessivo ainda é o grande impedimento da jornada. (. auxiliando irmãos sofredores. o chefe da missão...) Grande é a missão do templo do bem.. Pois bem. ressuscitai os mortos. limpai os leprosos. 7:12) O versículo de Mateus sintetiza a finalidade do papel exercido pelo ATENDENTE FRATERNO: fazer pelo outro aquilo que deseja que o outro faça consigo. Jesus (Mt.

um modo seguro para compreender suas provações e certificar-se da promessa do Consolador de que nenhuma de suas ovelhas se perderia. E. 5:3) Para iniciar a tarefa é preciso começar por algum lugar. traduz-se em árdua tarefa para o ATENDENTE FRATERNO. ou seja. entrando num dos barcos. decidir. outros espaços. falaremos um pouco mais sobre as características desse trabalhador. assim. conhecer-se. a fim de que possa orientar o ATENDIDO quanto à melhor maneira de conhecer a Doutrina Espírita. saudai-a. e assentando-se. entendemos ser prudente tratar de alguns deles. conforme alerta Jesus no Evangelho de Mateus: “E. 14:16). se a casa for digna. Iniciaremos falando da atmosfera física que envolve o ATENDIMENTO FRATERNO. na maioria das situações. 3. pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra. que o faz singular aos olhos de Deus e. manter uma conduta criteriosa na verificação do espaço principal que é a intimidade do Atendido. devem ser observados e. além da intimidade do ATENDIDO. Auxiliar o ATENDIDO a conscientizar-se. para jamais invadi-lo. em certas situações. ensinava do barco a multidão. quando entrardes nalguma casa.. as condições favoráveis indicam o ponto de partida conveniente.. deve ser merecedor de todo respeito. sem personalismos. sentir. a fim de que esteja para sempre convosco”. que era o de Simão. principalmente. reconhecer. visto que seu papel de ajudar não pode ser confundido com um suposto direito de julgar e impor condutas ao ATENDIDO. “E eu rogarei ao Pai.” (Mt. O ATENDENTE FRATERNO deve estar atento e. no qual o ATENDIDO será envolvido logo que adentre o recinto nas vibrações fraternas. Cada um possui sua subjetividade.” Jesus (Lc. (Jo. desça sobre ela a vossa paz. mas com amor fraternal. Todavia. e ele vos dará outro Consolador.3 – Condições necessárias para o Atendimento Fraterno “E. escolher e transformar-se.inusitadas e maturidade para não ser induzido e encantado por influências menos dignas. c) O Atendido O ATENDIDO que procura este auxílio oferecido pelas Casas Espíritas. Jesus. por isso. 10:12). o modo como esta será 24 . Deve o ATENDENTE FRATERNO amparar. para facilitar o diálogo sério e intencional.. o local em que acontecerá a entrevista. tem como meta buscar orientações e esclarecimentos que possam consolar e minorar seus conflitos internos e externos. Posteriormente.

Os Benfeitores Espirituais.” (Mt. de cores sóbrias e discretas.conduzida. O motivo é simples. mas sendo uma atividade espírita. convidando a multidão e os discípulos para segui-Lo. seja realizado livre de barulhos e/ou quaisquer objetos que ofereçam oportunidade para distrações ou conversações fúteis. 25 . talvez o único. ele não terá acesso à história do ATENDIDO. mesa e livros doutrinários. muitas vezes. pautado pela serenidade. monte acima da consciência espiritual para a abertura dos pórticos do próprio coração. evitando constrangimentos. Por isso. favorecimento para que o Atendimento tenha um caráter velado. ressaltam a proteção magnético-espiritual das Casas Espíritas como viga imprescindível para sustentar as diversas terapêuticas espirituais. assentando-se. o ATENDIDO fica mais à vontade para olhar para o Atendente quando quiser.. a sugestão é que sejam confortáveis e adequadas ao trabalho. confiança e respeito mútuos. Quanto à disposição dos móveis. 5:1-2). a indicativa é que o ATENDENTE FRATERNO utilize aquela que propicie maior conforto e equilíbrio. sem ter obstáculos em seu caminho. Essa posição oferece conforto. Alguns Atendentes optam por uma mesa que defina a distância: duas cadeiras em posição de 90 graus. e abrindo a sua boca. “E Jesus. A atividade pode ser realizada em um ambiente com músicas suaves e previamente selecionadas. em várias obras. e em outros momentos pode olhar para frente. subiu a um monte. Quanto às roupas usadas pelo Atendente. aproximaram-se dele os seus discípulos. Todo ATENDIMENTO FRATERNO deverá ser analisado pelo Atendente como o primeiro e. e. com cadeiras. O objetivo maior é proporcionar uma atmosfera espiritualmente favorável para um bom diálogo. é natural certa dose de ansiedade que a prece sincera e a preparação minimizarão. os ensinava. a Casa Espírita é o local mais indicado. fé.. vendo a multidão. ou seja. de caráter doutrinário. Nesta passagem. Vejamos. A Casa Espírita deve oferecer condições possíveis. É de bom alvitre que o ATENDIMENTO FRATERNO. pois. a postura de ambos e o preparo anterior. mesmo assim. os fatores que condicionam ou influenciam na tarefa do ATENDIMENTO FRATERNO: a) O Ambiente Físico O ATENDIMENTO FRATERNO pode ser realizado em quase todos os lugares. que deve ser considerado de grande relevância para o momento do atendimento. observamos que o Mestre transpunha os obstáculos materiais.

sem aquiescência e concurso do coração”. por essa razão. mas deve aprender com Jesus. pode a equipe indicar com placas nas portas os locais em que estão acontecendo os atendimentos. O Atendente não deve ser escolhido pelo seu verniz exterior. o ATENDIDO e as circunstâncias do encontro. Em virtude disso. Por alguns instantes convidamos o ATENDIDO a desligar-se do mundo exterior e mergulhar em seu mundo interior.4 – Preparação para o Atendimento Fraterno A preparação para todas as tarefas na Casa Espírita é de muita importância e o ATENDIMENTO FRATERNO requer cuidados especiais para que possa ser executado conforme o planejamento dos Espíritos Mentores da Casa. em tópicos específicos. pelo menos por alguns segundos. demanda tempo. Posto assim acredita-se ser mais didático pensar o perfil dos irmãos que ajudam e são ajudados. do mundo externo (uma boa dica é desligar os celulares antes do início da conversa). O ATENDENTE chama para si o jugo.(10) c) Fatores Internos Os auxílios fraternais são as mãos do amor modificando a paisagem da aflição. que é manso e humilde de coração. “Não há serviço da fé viva. À equipe deve ser solicitado o mínimo de intervenções durante o ATENDIMENTO FRATERNO e ao ATENDIDO que ele se esqueça. entre o ATENDIDO e o ATENDENTE. Caso haja necessidade. Entendemos. devemos trazer para uma reflexão criteriosa alguns itens que. à proporção que nos desdobramos no impulso de auxiliar”.(12) 3. Sob esse ponto de vista. ainda. A concentração do ATENDENTE FRATERNO no trabalho e do ATENDIDO na exposição merece respeito. já que: “Auxiliar espontaneamente é refletir a Vida Divina por intermédio da vida de nosso ‘eu’ que se dilata e engrandece. em muitos casos. A preparação do ATENDENTE antecede ao momento da entrevista. de alguma sorte. tratar-se de tema extremamente complexo e importante para a manutenção dos trabalhos da Casa Espírita. (11) Os chamados fatores internos envolvem o ATENDENTE.b) Interrupções Externas As circunstâncias externas que podem e devem ser evitadas incluem interferências e interrupções. O preparo. fazem parte dos sujeitos envolvidos no ATENDIMENTO FRATERNO. como os que se seguem. 26 . devemos instituir um ambiente de tranqüilidade e confiança. As condições para que não haja interrupções ou interferências devem ser previamente ajustadas entre a equipe de trabalho e.

. em busca de consolo e orientação. deve explicar sem pretender estender-se o que lhe compete fazer na tarefa ou até onde pode facilitar o ingresso do ATENDIDO nas terapêuticas espirituais. No caso do ATENDENTE FRATERNO. O ATENDENTE FRATERNO deve ser uma pessoa com condições morais acima da média. além de conhecer autores e obras edificantes escritas por espíritas de notório reconhecimento. antecipar circunstâncias (mesmo que ele seja um médium ostensivo). 27 . Lembrai-vos das palavras do Cristo. para um bom desempenho da tarefa. necessidade de auxiliar na Seara do Mestre e pelo amor que irradia. o céu era tomado com violência. e valor. a ninguém forceis para que deixe a sua crença (ou hábitos) a fim de adotar a vossa. Características do Atendente: No Dicionário Aurélio Buarque de Holanda... Conforme os ensinamentos do Mestre Jesus: “. sem perda de identidade. Em caso de ser questionado. A maturidade é outra característica importante.mas por sua vontade. “(. pois. (15) Não cabe ao ATENDENTE propor diagnósticos precoces. o significado para a palavra característica é: função. não é tarefa sua fazer julgamentos de valores sobre as atitudes do ATENDIDO e infundir no irmão necessitado a pseudo-idéia de importância ou superioridade de sua função naquele momento e na Casa Espírita. não pode o ATENDENTE esquecer-se de que a Obra é de Jesus e que nela ele é apenas um partícipe menor.) a aceitação e a vivência dos princípios morais do Evangelho de Jesus são condições fundamentais a serem cumpridas. acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. Outrora. Daí a importância de estar preparado para as situações mais diversas. hoje o é pela brandura. a fim de que as Inteligências Superiores outorguem ao Homem Terrestre o diploma de maioridade espiritual que lhe permitirá o ingresso efetivo no mundo de relações com a Comunidade Cósmica a que pertence”. distintivo. consciência. ele pode aventurar-se por caminhos complicados e prejudiciais à tarefa. deve ser um estudioso do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. o que faz na vida profissional ou social. sem ela. não violenteis nenhuma consciência. particularidade do sujeito. o ATENDENTE FRATERNO não necessita identificar sua posição na Casa Espírita. o que caracteriza sua atividade é estar sempre pronto para receber aqueles que procurarem a Casa Espírita.. aquilo que caracteriza. não anatematizeis os que não pensam como vós.” (09) Assim. Algumas das características que serão apontadas a seguir podem ser desenvolvidas. Na condição de pequenino e insignificante colaborador.

Segue-se. logicamente. O ATENDENTE deve responsabilizar-se por seus atos perante os Atendidos. Quando os motivos que o levaram a procurar pelo auxílio da Casa Espírita não ficarem muito claros. às vezes. a seguir. críticas ou maledicências. Em vista disso.” (09) Compreendendo o ATENDENTE que no exercício de sua tarefa ele é o maior recebedor das bênçãos divinas. 28 . estão encerrados os destinos dos homens. é muito mais lúcido dizer: “Desculpe-me. pode ocorrer que o ATENDENTE FRATERNO ingresse na tarefa pelo DESEJO DE AJUDAR os irmãos sofredores. deve pedir. O desejo transformar-se-á em NECESSIDADE DE AJUDAR. com tranqüilidade esclarecimentos. na Terra. pode explicar novamente?”. para melhor compreender o relato do Atendido. Os problemas que surgem no ATENDIMENTO FRATERNO são os mais diversos e o ATENDENTE não deve propor diagnósticos precoces. algumas diferentes características do ATENDENTE destacadas pela Apostila de Atendimento Fraterno. evitando tudo o que possa bloquear o ATENDIMENTO FRATERNO. pode o ATENDENTE FRATERNO solicitar detalhes. O Apóstolo Paulo. após estudar e conhecer os meandros da doutrina e da tarefa-amor. Além da empatia destacamos outros traços essenciais aos Atendentes: a princípio. A maioria dos Atendidos sente-se mais à vontade com Atendentes que lhes pareçam seres humanos falíveis. Com o tempo. outra condição interna: HONESTIDADE consigo mesmo. evitando a qualquer custo linguajar vulgar.Vejamos. não compreendi. na Terra e no céu. do que se fazer de entendido. no céu. do Grupo Espírita Bezerra de Menezes (03): a EMPATIA é requisito básico para o ATENDENTE FRATERNO. Quando o ATENDENTE FRATERNO não consegue assimilar o que o ATENDIDO expôs. é um estado de identificação que promove a compreensão entre as pessoas envolvidas num processo relacional. porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz. é uma espécie de tendência que faz com que um indivíduo se coloque na situação do outro e se solidarize com ele. para ser honesto com o ATENDIDO. na máxima: Fora da caridade não há salvação. entretanto. no Evangelho Segundo o Espiritismo é decisivo ao afirmar que: “Meus filhos. porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. por si mesmo irá perceber que ele é o maior beneficiado no processo. dizer ao ATENDIDO que ele não tem uma solução pronta. este a desempenhará com a RESPONSABILIDADE própria daqueles que trazem consigo o desejo sincero de ajudar. A honestidade recíproca desta natureza pode incluir. oportunizadas e acrescidas a cada entrevista. se necessário.

“Estamos amparados pelos Espíritos Amigos”. 29 . apoiando. o que dizemos é muito menos importante do que nos parece. livram o ATENDENTE da ansiedade e do entusiasmo e. É imprescindível que o ATENDIDO seja envolvido pelo clima do amor. O tom de voz é ouvido pelo ATENDIDO e o faz decidir se existe confirmação das palavras. por ter descortinado suas próprias limitações. Quanto mais o ATENDENTE FRATERNO investe no autoconhecimento. Lembremo-nos: “. OUVIR com amor e DISCERNIR com sabedoria são pressupostos para um Atendimento favorável. em geral. do respeito e do carinho no Atendimento. O CARINHO empreendido na entrevista de atendimento aproxima as almas envolvidas na tarefa. A CONFIANÇA é resultante de um relacionamento honesto. Assim. que suprem as limitações humanas. rejeitando ou embaraçando. é imprescindível ter em mente que a expressão facial revela muito. comunica-se de muitas formas sutis. ampliam-lhe a capacidade de auscultar a problemática do irmão. pelas quais o ATENDIDO pode perceber seu ânimo.. e quase tudo que faz ou deixa de fazer é anotado e pesado pela mente do observador.fazer promessas de curas ou confundir problemas de ordem orgânico-psíquico com influências espirituais. Movimentos e gestos completam o quadro. no momento do Atendimento. mais qualificadas serão suas ações.o silêncio é o melhor remédio onde não podemos auxiliar” (11). Muitas vezes os Atendentes principiantes ficam tão preocupados com o que irão dizer em seguida que criam dificuldades em ouvir e absorver o que está sendo narrado pelo ATENDIDO. Frases tipo: “Confiemos em Jesus”.. mas não bastam. o ATENDENTE FRATERNO está exposto ao ATENDIDO. ou se essas não passam de máscaras. com isso. confirmando. A prudência e o silêncio interior. a fim de que não lhe falte amparo antes. a confiança é um dos fatores mais importantes para o bom andamento das atividades. Para o melhor ou para o pior. despersonalizando o atendimento. No ATENDIMENTO FRATERNO. Daí ser necessário ao ATENDENTE FRATERNO a sintonia constante com o Mais Alto. a conduta do ATENDENTE volta-se para a apresentação da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus. Quando o ATENDIDO percebe que o ATENDENTE está fazendo o melhor. O ATENDENTE FRATERNO. podem auxiliar. negando. Talvez leve algum tempo descobrir que. Sabedor do amparo dos Benfeitores Espirituais. durante e depois da tarefa. da fraternidade. a reciprocidade tende a criar condições internas que poderão incentivá-lo a seguir as orientações dadas pelo Atendente. como qualquer ser humano.

por exemplo. o servidor espírita aguarda pronto para servir. o ATENDENTE deve lembrar-se do ensinamento de Jesus: “Dá a quem te pedir. Geralmente. A prece é um apoio para a alma. a seguir. Deve o ATENDENTE. Para esse perfil de enfermidade deverá o ATENDENTE ser cauteloso com as palavras. Vejamos. a pessoa se desespera por não confiar na Providência Divina. 30 . por potencializar seu problema além do necessário e por estar desequilibrado. desde que vos falte coragem. o desejo de promover pregações proselitistas. 5:42). com respeito ao DESANIMADO. “O desespero é uma rebeldia à vontade do Onipotente. Nesses casos o tratamento deve ser objetivo. Com carinho e os recursos da espiritualidade deverá elucidá-lo de que não há. O DESCRENTE traz consigo o discurso da arrogância. convicto de sua tarefa-amor. contudo. O Educador lionês ensina-nos. sempre punido com o prolongamento da causa que o produziu. Não podemos avançar os limites impostos pelo outro. Deus vos recusa consolações. Marcado por circunstâncias desafiadoras.É inegável a necessidade do ATENDIDO de falar sobre seus padecimentos. até que haja completa submissão” (13). em toda a Comunidade Espírita comprometida com os desígnios do Mestre. algumas diferentes personalidades destacadas na Apostila de Atendimento Fraterno. contudo. em alguns casos o desânimo pode indicar problemas de ordem psicológica que requerem tratamentos com os médicos terrenos. deixar claro que o papel da Casa Espírita se restringe a ajudar apenas aqueles que desejam receber esse auxílio. Para Allan Kardec. pois não admite suas falhas. ele pode apresentar-se de diversas maneiras. que “O desânimo é uma falta. do Grupo Espírita Bezerra de Menezes (03): O DESESPERADO que procura a Casa Espírita deve contar com a tolerância do ATENDENTE FRATERNO.” (09). encaminhamento para a terapêutica do Passe e Reuniões Públicas. todavia é necessário que lhe seja solicitado o auxílio.” (Mt. Características do Atendido: O ATENDIDO tem como característica o fato de necessitar de algum tipo de ajuda. mas ao mesmo tempo espera que outros o convençam de que está errado. Apenas através da docilidade e do entendimento poderá o ATENDENTE FRATERNO conduzir o enfermo para o esclarecimento. Daí a importância de estar preparado para as situações mais diversas. não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade. Ao ATENDENTE cabe a tarefa de recebê-lo com carinho e vigilância.

não prometendo mensagens. Alguns afirmam ser a mediunidade ostensiva a razão de suas perturbações e doenças. médium e lídimo instrumento da Espiritualidade Maior. QUEM PERDEU ENTES QUERIDOS. pela própria confusão feita com o termo ESPÍRITA. chega aos templos espíritas desejoso de contatos com o mundo espiritual. O ATENDENTE FRATERNO deve esclarecer como se 1 APOSTILA DE PREPARAÇÃO DE TRABALHADORES PARA ATIVIDADES ESPÍRITAS . freqüentemente parente e/ou amigo de pessoas desequilibradas. Com honestidade e fraternidade pode o ATENDENTE indicar obras doutrinárias básicas para que o ATENDIDO receba informações e convidá-lo a participar das Reuniões Públicas da Casa. então. Muito parecido com o caso anterior. procura a Casa Espírita suplicante por lenitivos e curas para aqueles irmãos. pedindo mensagens. Nestas circunstâncias. comumente. procurar tecer esclarecimentos elucidativos. Deve-se tentar confortar essa pessoa. deve o ATENDENTE FRATERNO tentar orientá-lo acerca da verdadeira proposta divina. O FANÁTICO existente em qualquer grupo religioso tende a assumir posturas radicais. QUEM DESEJA RESOLVER PROBLEMA ALHEIO. o MÉDIUM já chega com o diagnóstico pronto de sua mediunidade. afirmava que o telefone (na legítima comunicação espiritual) toca do Mundo Espiritual. para os planos terrenos.UEM 31 .” (14). Francisco Candido Xavier. se for oportuno pode o atendente oferecer livros espíritas que possam esclarecer sobre as vicissitudes terrenas. Muitos desses irmãos. não aceitando outro tratamento além do espiritual. que coloca as terapêuticas terrenas para nos auxiliarem. mas preces pela família que ficou e pelo irmão que partiu para a Pátria Espiritual. Trata-se de pessoas que sofrem pelo outro e estão desejosos para retirálos do contexto em que se encontram. etc. mesmo admitindo o descontrole de suas vidas. objetivando recados ou cartas desses entes que partiram. dizendo-se médiuns. O ATENDENTE FRATERNO pode encaminhá-lo para outro tarefeiro mais experiente no assunto ou. O ESPIRITUALISTA. chegam afirmando desejar trabalhar na Casa Espírita. pretendendo uma liberdade dirigida na esfera do pensamento.O “Fanatismo religioso é sectarismo que encarcera a liberdade de consciência. Destarte. é aquele que em algum momento de sua jornada terrena experienciou atividades em outros núcleos religiosos. visando a despertar no ATENDIDO o hábito da prece e do estudo doutrinário-evangélico. O ATENDENTE deve avaliar o caso com serenidade e vigilância e procurar esclarecer os caminhos percorridos (TRAJETÓRIA EDUCATIVA1) até chegar ao exercício de uma tarefa. que torna o homem escravo de postulados que lhe proíbem a expansão da alma pela idéia e pela razão.

Se o ATENDENTE FRATERNO não for experiente. para esse perfil de pessoa pode ser adequada. este ATENDIDO monopolizará a conversa. Deve o ATENDENTE. Em muitos casos já tentou tratamentos da medicina humana e não obteve resultado.) O verdadeiro sábio é muito humilde. Com humildade. mas ajudar que o ATENDIDO compreenda o processo evolutivo em que está inserido. Podemos orar por nós e por nosso semelhante. Também serão levados em conta os méritos do intercessor. Doença é o processo de retificá-lo.” (19) “Saúde é o pensamento em harmonia com a lei de Deus. sabe que ignora um infinito em comparação ao pouco que aprendeu”. Ao ATENDENTE FRATERNO cabe. corrigindo erros e abusos perpetrados por nós mesmos. ontem ou hoje. o ATENDENTE deve lembrar-se sempre que a Doutrina Espírita é Consoladora e jamais sufocar no ATENDIDO o desejo de obter algum benefício. ignorando que esses atributos terrenos nada significam na Pátria Espiritual. vem sozinho ou acompanhado de amigos e familiares “cegos” de esperança. Não é correto prometer curas. Conforme orientações espirituais que seguem: “A doença é um dos recursos naturais para processar renovação da vida através da morte do corpo físico e não um castigo que põe em dúvida a natureza amorosa de Deus. O “sábio” sente-se no dever de evidenciar ao atendente sua superioridade intelectual. informando-o que a etiologia da doença pode ser de ordem interna ou externa. esclarecer a função educadora da Casa Espírita e convidá-lo a conhecer as obras Doutrinárias. buscar inspiração através da prece e procurar agir com cautela.dá o auxílio espírita nesses casos. Assim. por ter cursado várias escolas e porque ocupa posições de “status” no plano terreno. mas firmeza. desviando-se de disputas cognitivas. incentivar a fé raciocinada. pode indicar que o nome do intercedido seja inserido no livro de irradiações espirituais e solicitar do intercessor que estude obras doutrinárias para melhor compreender o contexto e não deixar de fazer preces por ele.” (20) Apesar de tudo. Reflitamos: “(. 32 . A indicação de O Livro dos Espíritos. O atendimento aos pedidos feitos na prece está condicionado às necessidades e ao mérito daquele por quem se ora.. nessas circunstâncias. em todas as circunstâncias. diante dela.(18) O PORTADOR DE DOENÇA ORGÂNICA procura a Casa Espírita convicto de ali encontrar a cura milagrosa e instantânea para seu mal.. É tarefa de o ATENDENTE FRATERNO acolhê-lo com carinho e atenção. transformando o ATENDIMENTO FRATERNO em palestra ou monólogo pessoal. “A prece intercessória é aquela que se faz em favor de alguém.” (17) O SÁBIO é aquele que procura a Casa Espírita em busca de ajuda. porém sente necessidade de mostrar que é muito inteligente e conhecedor de tudo.

compreendem o que deve ser discutido e concordam que o será. o foco do Atendimento. Pode ocorrer que. na medida em que o ATENDIDO se sinta à vontade durante a entrevista. ele se permita discutir qual é o assunto principal. André Luiz. o ATENDIMENTO FRATERNO. para uma organização didática. (Romanos. No entanto. 33 . Outros pontos podem ser levantados e o que parecia tão central no início pode ter sua importância diminuída e ser substituído por outro tópico. Atendido e Atendente. Bezerra de Menezes e tantos outros legitimados pela autoridade divina a proferirem ensinamentos edificantes) poderá fortalecer o ATENDIDO. tentando-se verificar todos os aspectos e tirando-se algumas conclusões. desenvolvido.“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus” Paulo. passa então a ser examinado. em parte ou integralmente. A leitura de trechos de uma das obras da Codificação. 14:22) 3.5 – Estágios do Atendimento Fraterno As divisões ou estágios do ATENDIMENTO FRATERNO fundem-se de forma tal que é difícil isolá-los. alterando desse modo. (Caso haja alguma dissidência é prudente que o Atendimento seja encerrado ou agendado para outro momento). faz-se importante indicá-los ao ATENDENTE: a) Abertura ou exposição do problema b) Desenvolvimento c) Encerramento a) Abertura: No estágio da abertura é situado o assunto ou problema que motivou o ATENDIMENTO FRATERNO. Essa fase em geral termina quando ambos. Na realidade. ou de alguma obra complementar (como as ditadas pelos Espíritos de Emmanuel. Eles apresentam-se como movimentos rápidos. b) Desenvolvimento: Uma vez que o assunto foi exteriorizado. a compreender as orientações recebidas. de um único assunto. de forma mais didática. poderá não se ocupar exclusiva. ajudando-o. Esse é o momento que a experiência na tarefa e o conteúdo doutrinárioevangélico têm um papel importantíssimo na anamnese das causas do problema. O objetivo principal do atendimento foi alcançado e a maior parte do tempo será dinamizado no exame mútuo do assunto. ou mesmo principalmente.

Ambos podem encontrar dificuldade em se separarem. Essa dica é para auxiliá-lo na fixação das possíveis orientações ou garantia de possíveis soluções que ele encontrou. e a escolha de um deles dependerá do próprio ATENDIMENTO FRATERNO. O próprio Atendente talvez não esteja preparado para encerrar a entrevista. quanto mais falar. as cortesias habituais serão suficientes para levar a entrevista ao seu final. menos significativo será. A menos que o ATENDIDO seja particularmente experiente ou sensível. nem sempre saberá quanto tempo resta à sua disposição e o ATENDENTE pode ajudá-lo indicando que o encerramento está próximo. Nem sempre o encerramento é fácil. Durante a fase de encerramento. e aceitar esse fato. Há muitos estilos de encerramento. O ATENDENTE FRATERNO iniciante.c) Encerramento O estágio três – encerramento – sob muitos aspectos se assemelha ao estágio um – o contato inicial – embora se efetue de maneira inversa. A tarefa se torna mais fácil à medida que o atendente avalia progressivamente sua importância e se sente à vontade diante dela. Ocasionalmente. O encerramento é especialmente importante porque o que ocorre durante esse último estágio tende a determinar a impressão do Atendido sobre o ATENDIMENTO FRATERNO como um todo. Talvez receie fazê-lo sentir-se "mandado embora”. No ambiente da Casa Espírita o estímulo fraterno e a doçura na fala já bastam ao ATENDIDO. um resumo final mais explícito é necessário para verificar se o ATENDENTE FRATERNO e o ATENDIDO se entenderam. O importante é o fato de que as afirmações de encerramento devem ser curtas e diretas. Às vezes. Uma abordagem um pouco diferente é pedir ao ATENDIDO que coloque como compreendeu o que houve durante o Atendimento. e mais longo e difícil o encerramento. em particular o ATENDENTE. caso exista material novo. talvez não compreenda como deixar o ATENDIDO perceber que o tempo está se esgotando. É responsabilidade de o ATENDENTE lidar com esses dois fatores do modo mais eficaz. deve-se marcar outro ATENDIMENTO FRATERNO para discuti-lo. Muitas coisas podem ser ditas sobre a fase de encerramento do ATENDIMENTO FRATERNO. O ATENDENTE precisa estar certo de que deu a ele total oportunidade de se 34 . do Atendente e do Atendido. Quando não há o que acrescentar. nenhum assunto novo deverá ser introduzido ou  discutido. em particular. mas há dois fatores básicos: Os dois participantes do ATENDIMENTO FRATERNO devem ter consciência de que  o encerramento está ocorrendo.

ele inicia a narrativa de uma maneira descontrolada. Em alguns casos. para não interferir no encaminhamento do relato. Se o Atendente acreditar que algo deve ser dito. antes de enchê-lo de perguntas procure criar um clima de acolhimento para deixá-lo confortável. Em seguida. pois. como. vibrações tranqüilizantes e balsâmicas.expressar. Neste estágio.6 – Atendimento iniciado pelo Atendido Após uma breve e fraterna saudação é indicado ao ATENDENTE FRATERNO deixar o ATENDIDO expor exatamente o que o trouxe. para evitar a impressão de que o ATENDIDO está sendo rejeitado. reflexão e fraternidade. O ATENDIMENTO FRATERNO é mais uma arte e uma habilidade do que uma ciência. através de sua experiência. o que há de especial para contar. Nesses casos. Cada ATENDENTE FRATERNO pode desenvolver um estilo que o satisfaça e facilite sua tarefa. o ATENDENTE FRATERNO poderá fazer uma introdução do Atendimento. “Qual o seu problema?” ou “O que veio fazer aqui?”. ou resumo das questões – deverá ser analisado sem pressa. com paciência. 35 . apenas para reflexão. se necessitar de ajuda (o que acontece normalmente) e ouvir o mais atentamente possível o que ele tem a dizer. por melhor que seja a intenção. O Servidor da Casa Espírita. Algumas frases precisam ser evitadas. O ATENDENTE FRATERNO deve confiar no Amparo Espiritual. a prudência indica a interferência do ATENDENTE FRATERNO sem deixar claro que ele está intercedendo. falando dos objetivos da Doutrina. atenção. que interfere em alguns momentos no campo mental do ATENDIDO e o beneficia. criando barreiras no início do Atendimento. e nessa fase final não deve haver atropelos. prática. serão apontadas fases distintas no Atendimento que facilitam o encaminhamento das idéias. elas podem soar mal. Assim. 3. aclarando suas idéias e direcionando o diálogo fraterno. pois há pessoas que não gostam do simples fato de se sentirem auxiliadas. Cada Atendente descobrirá com a experiência. O melhor a fazer é ajudá-lo a iniciar a narrativa. a fé e a reflexão seu próprio estilo e os meios para trabalhar melhor. O que quer que fique para o fim – passos de revisão. por exemplo. assim. deve fazê-lo de forma rápida e neutra. já é capaz de entender as dificuldades vividas pelo recém-chegado. gerando. pode ser gerado um obstáculo: em razão da ansiedade do ATENDIDO para expor seu drama. É comum o Atendido preparar o início da exposição e o assunto seguir por outra direção.

Vejamos. 3:30) 3. que levam o Atendido a sentir mal-estar durante o encontro. Assim. 36 .8 – Dinâmica do Atendimento No dicionário Aurélio a palavra dinâmica significa “parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos. (Jo. sem sentido ou. preambulando com assuntos corriqueiros. Além disso. 3.Observação: O Atendente deve estar atento. 4:35). trazendo idéias difíceis. por isso ela é apenas um dos meios e não o fim. a dinâmica é importantíssima para não estancar os procedimentos. o ATENDENTE FRATERNO deve se colocar na condição de ouvinte prestimoso e amigo. a tarefa necessita de uma dinâmica que ofereça oportunidades para que outras pessoas sejam atendidas. a fim de que a tarefa não se torne uma sessão de análise ou um ambiente de confissão. entre amigos ou companheiros de tarefas. O ATENDENTE deve mostrar interessado pelos motivos que provocou o ATENDIMENTO FRATERNO. e vede as terras. sem nenhuma idéia preconcebida. pois. para as interferências negativas. ainda. a vigilância e a oração. Em seguida. “Levantai os vossos olhos. que já estão brancas para a ceifa. relacionando-os às forças que o produzem”. “É necessário que Ele (o Cristo) cresça e que eu diminua.” (Jô. para evitar ansiedade e promover a confiança por parte do ATENDIDO. os fatores tempo e disciplina devem anteceder ações precipitadas e personalistas. entre dirigentes e trabalhadores. Nestes casos o ATENDENTE FRATERNO deve ser cuidadoso ao solicitar o diálogo.” Jesus. os tópicos que se seguem: a) Objetividade: O tempo é um fator importantíssimo para o ATENDIMENTO FRATERNO. O tempo deve ser dimensionado para que a conversa seja produtiva e objetiva. Mas. Adequando a significação ao contexto do ATENDIMENTO FRATERNO. é comum nesta modalidade de Atendimento que o ATENDENTE inicie o diálogo. para o ATENDENTE FRATERNO.7 – Atendimento iniciado pelo Atendente Partindo do pressuposto que o ATENDIMENTO FRATERNO acontece na Casa Espírita. Caso isso aconteça. que visam tumultuar a mente do Atendido. é imperioso manter a calma. a tarefa deve ser assumida como extensão do Atendimento Espiritual.

o ATENDENTE pode afirmar: “desculpe. Às vezes. Em conformidade com o ATENDIDO poderá o ATENDENTE agendar um novo momento ou um encaminhamento que possa auxiliá-lo. em segundos. é melhor não fazê-lo por muito tempo. Na situação em que o tempo foi insuficiente. Havendo vários atendimentos. Em caso de impedimentos plausíveis. Talvez não saibam como finalizar. ele deve ser o próprio exemplo de disciplina. c) Disciplina: Para que o ATENDENTE tenha autoridade no tempo. Em geral. em alguns casos. mas a parte integrante da atmosfera geral do trabalho não deve ser olvidada e os limites devem ser colocados com clareza. sem perceberem que estão se repetindo.Percebendo que o tempo está esvaindo-se. deixar o assunto em aberto do que discursar. para evitar críticas ou embaraços no transcorrer do Atendimento. Humildade e simplicidade respaldam nossas ações. o ATENDENTE deve se justificar. para apaziguar-se. b) Tempo do Atendimento: Partindo do princípio que o ATENDIMENTO é FRATERNO o Atendente deve estipular o tempo de duração. o Atendimento pode ser encerrado sem constrangimentos. esse tipo de estruturação de tempo não é muito importante. pretensiosamente. ao longo do tempo e experiência. levantar e sair. angústia e desconfiança. Recomendações Importantes: O ATENDENTE FRATERNO desenvolverá. Quando o ATENDIMENTO FRATERNO for único. estratégias e técnicas próprias para auxiliar com amor os que buscam as Casas Espíritas. mas temos só mais 10 minutos”. as pessoas continuam falando. Jamais atrasar o início do ATENDIMENTO FRATERNO. educadamente o ATENDENTE solicita desculpas e interrompe. pode fazer uma pequena pausa entre um e outro. havendo necessidade de estender. Se o assunto for encerrado antes do prazo estipulado. o ATENDENTE. Todo atraso gera desconforto. concentrando-se para o novo Atendimento. se possível. As orientações e comentários desta Apostila em momento algum pretendem por termo às 37 . apenas para direcionar a conversa. É preferível. um bom diálogo pode ser realizado entre 30 a 45 minutos.

(22) O Atendimento Espiritual. contempla atividades planejadas e organizadas no sentido de atender necessidades específicas aos que buscam 38 . que podem dinamizar o trabalho: a) Evitar apontar erros. f) Quando indagado sobre temas doutrinários que não domina. porém. Expressar interesse e dar atenção ao que ele relata. Ao contrário. precisamos ter serenidade e humildade para aceitá-los e endireitar as veredas através do perdão e do autoperdão. E para bem fazer.9 – Palavras Finais “Quem ajuda é ajudado. como o conjunto de ações fraternas. contínuas.” (21) 3. Manter a mente em prece para ouvir e selecionar com discernimento o conteúdo informado pelo visitante. se necessário. enumeraremos alguns pontos. b) Aprender a ouvir. já comentados. em silêncio. nunca. Prestar atenção no que ele diz. o que prioriza em sua exposição. c) Avaliar diariamente os atendimentos. encontrando. Podem ocorrer situações em que o enfermo. que é companheira dileta do amor. nem desdenhará a cooperação. bem como no anterior e no posterior. etc. redundando em maturidade espiritual” (12). seja sincero e admita sua deficiência. como se comporta. d) Não permitir que o ATENDIMENTO torne-se uma mini-sessão mediúnica. “Os erros são obras de nossa inexperiência. no entanto. encaminhar o irmão para terapêuticas apropriadas. como nos ensina o Espírito de Emmanuel: “Saber não é tudo. e) No dia da tarefa. homem algum dispensará a calma e a serenidade. perturbado por influências espirituais. a fim de atrair a proteção de Benfeitores Espirituais. o ATENDENTE FRATERNO deve evitar excessos de toda ordem. queira inventar respostas vazias e mentirosas. Posteriormente. Nunca se esqueça que você deve pedir auxílio aos irmãos mais experientes. Cabe a este interromper com a autoridade sincera daqueles que obram com Jesus. mantendo-se em prece e atitudes positivas. a mais segura fórmula de ajuste aos processos da evolução”. É necessário fazer. deseja-se que estes apontamentos possam ser aprimorados e dinamizados pelos tarefeiros.questões relativas ao tema. imprescindível ao êxito. deve relatar ao Coordenador da tarefa o ocorrido e. dê passividade diante do ATENDENTE. Apenas para finalizar. dirigidas aos freqüentadores da Casa Espírita. Verificar com lucidez as possíveis falhas e delinear estratégias inteligentes de superá-las.

explicações para as dúvidas. o ATENDIMENTO FRATERNO que. o Atendimento Espiritual visa a dar atenção às pessoas que chegam à Casa Espírita. propõe levar lenitivo e luz evangélica aos que buscam conforto nas dificuldades. 39 . pois. encaminhamento para compreensão dos problemas e consolo nos momentos de dores. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se. como vimos no decorrer desta apostila. acolhendo-as e orientando-as de acordo com os princípios Doutrinários e Evangélicos.amparo no Espiritismo. Assim.

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Pelo Espírito de Emmanuel. FRANCO. Ed. 2005. Ed. 23ª. Ed.(19) MIRANDA. Cap. Pelo Espírito de Emmanuel. (22) XAVIER. (21) XAVIER. São Paulo: Martins Fontes. 1997. Ed. Bahia. 1991. 4ª Edição. Verdade e Vida. Divaldo Pereira. Rio de Janeiro: FEB. 1985. Espiritismo e Educação. Francisco Cândido. Arnaldo Rocha. 2005. Vinha de Luz. 1991. 20. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Francisco Cândido. intitulado Recepção e Atendimento Fraterno na Casa Espírita. Francisco Cândido. Reencarnação e Imortalidade. A Entrevista de Ajuda. BENJAMIN. Instruções Psicofônicas. Atendimento Fraterno (Apostila). Recebidas de vários Espíritos. 3ª Edição. 3. 6ª Edição. XAVIER. Pelo Espírito de Manoel Philomeno de Miranda. (20) XAVIER. Salvador. 23. Hermínio C. no “Grupo Meimei”. Rio de Janeiro: FEB. 9ª. Urias Corrêa Arantes. Alfred. Cap. Projeto 1868 – Evangelho. Pensamento e Vida. Org. Francisco Cândido. Cap. 14ª. Material Didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. 41 . Trad. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. Pensamento e Vida. XAVIER. 1991. 22ª. Rio de Janeiro: FEB. 2002. Caminho.

entrarei em sua casa e com ele cearei. 3:20) 42 . comigo”. e bato. e ele. se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta. (Apocalipse.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL EVANGELHO NO LAR “Eis que estou à porta.

tal casa não pode subsistir. (01. é uma necessidade de todos.. as VISITAS AOS LARES E HOSPITAIS e a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. na Casa Espírita. O convívio no lar. a família é o mais importante. encontramos na prática do EVANGELHO NO LAR os recursos a nos facilitarem a iniciativa. de que o EVANGELHO NO LAR conscientiza a família da necessidade de renovação dos valores morais e espirituais tendo os ensinamentos de Jesus como diretriz: “625.” (02) Portanto. mas pode oferecer harmonização necessária para o reequilíbrio familiar. ao incentivar o estudo em conjunto do Evangelho de Jesus. ao conforto e à orientação daqueles que as freqüentam. o conjunto de atividades que compõem o ATENDIMENTO ESPIRITUAL juntamente com a RECEPÇÃO e o ATENDIMENTO FRATERNOS.”. A prática do EVANGELHO NO LAR integra. A prática do EVANGELHO NO LAR não pretende ser a cura de todos os males. o objetivo desta apostila é facultar ao trabalhador espírita subsídios para a implantação do EVANGELHO NO LAR. precisamos encontrar forças para enfrentar com fé e perseverança óbices do caminho evolutivo. mas. e se uma casa se dividir contra si mesma. de reflexão sobre a vida e de oportunidade para a vivência da fraternidade em família. capítulo 17). através do estudo em família do seu Evangelho de Amor. Nós. para lhe servir de guia e modelo?” . Desse modo. Lembremo-nos. não só como mais uma atividade de estudo. com Jesus. deve ser o veículo de conexão desta com os lares. O EVANGELHO NO LAR. 43 .. como integrante do conjunto de atividades das Casas Espíritas que visam ao apoio. esta prática é luz a irradiar aquele que.1 – Introdução “. como fonte de sustentação. Desse modo. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem. 3:25) “De todos os institutos sociais existentes na Terra. sempre. (Mc.“Jesus. primordialmente.. decidiu seguir os passos dos cristãos comprometidos com o Mestre de nossas vidas.4 – EVANGELHO NO LAR 4. do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida”.. Espíritos encarnados em luta na escola bendita do Planeta Terra. no agrupamento doméstico. trazendo a paz e a serenidade de espírito a todos.

c) Criar o hábito do estudo e da oração em família. através da Codificação Kardequiana e das obras subsidiárias. ao redor dela. tais como: a) Estudar o Evangelho de Jesus. entre os homens. recebes do Senhor o alimento para cada dia. reajuste. O homem e a mulher. a longo prazo. O EVANGELHO NO LAR traz à família sustentação moral nas adversidades. honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a Harmonia Universal. b) Estudar O Evangelho Segundo o Espiritismo de maneira seqüencial para compreender as lições de Jesus em espírito e verdade. abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho. cinzelando corações para a imortalidade. bem como é o sustentáculo seguro para as dificuldades espirituais.” (João. 44 . o estudo do EVANGELHO NO LAR convida a família a buscar os elementos necessários para uma vivência nos moldes da conceituação evangélico-moral trazida por Jesus.Objetivos: Tendo em vista a importância do núcleo familiar nesse momento de transição. a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento?” (05 – Cap. em especial as ditadas por Emmanuel. Entretanto. apoio no trato com membros do grupo doméstico. através de trabalho. mas o vosso tempo sempre está pronto. conforme elucida André Luiz: “A família consangüínea é uma reunião de almas em processo de evolução. 7:6) “A mesa de tua casa é o lar de teu pão. convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos. renúncia e boavontade. outras finalidades podem ser apontadas. 01). a família consangüínea representa a realização imediata de confraternização e harmonização. Além disso. quando somos defrontados com nossos reflexos. dos amigos e dos adversários de ontem. buscar sintonia de sentimentos na vida doméstica.. nele se transformam em médiuns da própria vida.) . Nela. paciência e humildade. que no dizer de Emmanuel são devolvidos pelo pretérito: “A família consangüínea.” (04) “Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo. Portanto. aperfeiçoamento ou santificação.” (03 – Cap. pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. Por que não instalar.A família física pode ser comparada a uma reunião de serviço espiritual no espaço e no tempo. nos reencontros da oportunidade reencarnatória. fortalecendo a amizade e o sentimento de fraternidade. (. cabe a nós.. responsabilizando-se pela materialização. 30) Assim.

Em seguida. como colorir ou ler. “Quando o Evangelho penetra o lar. sustentando o estudo. mas não deve exceder 1 (uma) hora. normalmente. uma só pessoa poderá realizá-lo. e) Fortalecer nos integrantes do Lar a coragem. saneando os pensamentos. É recomendado o estudo 45 . por essa forma. A pontualidade no início da reunião.” Allan Kardec (02.. convidando as crianças. a perseverança e a constância no estudo são imprescindíveis. na certeza de que o Lar e os outros familiares serão beneficiados. A reunião será semanal e deverá ter a duração aproximada de 30 (trinta) minutos. o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino” (05 – p. a esperança. Nestes casos. especialmente no que se refere ao dia e à hora previamente escolhidos. os adultos poderão realizar. elevando os sentimentos. ainda que sozinha. uma equipe Espiritual será designada. uma vez iniciada a prática. para as vibrações e a prece de encerramento.2 – Implantação do Evangelho no Lar Quando se trata do estudo do EVANGELHO NO LAR. o que facilita o amparo dos Mensageiros do Bem. podem utilizar livros apropriados ao seu entendimento..) Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. sempre utilizando material de valor pedagógico e evangélico. deve-se optar pelo tempo mínimo. para acompanhar aquele esforço de iluminação da família. dispersando fluidos deletérios formados por pensamentos e palavras em desajustes e aplicando passes nos mais necessitados (passes espirituais). Entretanto. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. para que fiquem no mesmo ambiente realizando atividades tranqüilas. inclusive as crianças. pela Misericórdia Divina. Disciplina e pontualidade.Questão 774) 4.d) Criar no ambiente doméstico momentos de paz. Em virtude disto. 12) “(. Se os membros da família não puderem ou não quiserem participar do estudo. estimulados e motivados a participar. Se houver a participação de crianças. todos os familiares deverão ser convidados. os homens aprendessem a amar-se como irmãos. Além disso. boa-vontade e participação são exigências que se fazem com relação ao EVANGELHO NO LAR. em aproximadamente 10 (dez) minutos. liberando as crianças. Não há obrigatoriedade em relação à implantação do estudo do EVANGELHO NO LAR. o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo (ou outra obra apropriada). a disciplina. necessário se faz o comprometimento com este estudo. Quis Deus que. ao final. os pais devem incentivá-las a participar do estudo. fluidificando a água. a alegria e a boa-vontade para com todos.

Em caso de inexperiência dos participantes e sendo a manifestação francamente hostil. deixar de se reunir no horário habitual. os passeios ou viagens adiáveis. chamando-a pelo seu nome insistentemente e solicitando que os demais permaneçam em prece. torna-se. por vezes. Pão Nosso e Caminho. ou alguém mais experiente. vizinhos e amigos. as reuniões mediúnicas das Casas Espíritas. Poesias. histórias. Ninguém deverá ser obrigado a falar. mas sugere-se que o convite para comentar a passagem lida seja feito a todos os participantes. forma uma opção de alto teor evangélico e doutrinário. todos ditados por Emmanuel a Chico Xavier. com a participação ativa de todos. deve-se trazer a pessoa à consciência. Pode-se colocar uma garrafa d’água ou um copo para cada pessoa presente. o Mestre ainda não foi convidado a entrar. A série formada pelos livros Fonte Viva. Assim. desde que haja pessoas com experiência nesse trabalho entre os membros do grupo ali reunido. cantos ou narrativas espíritas poderão enriquecer a reunião. Sempre que necessário. além de outras páginas evangélicas. O local apropriado para as comunicações de Espíritos desencarnados é. Também não deverão servir de empecilho à realização do estudo. deve-se evitar a passividade mediúnica. Além dos familiares. sem sombra de dúvida. a fim de ser fluidificada. pode-se separar apenas a água destinada a esta pessoa. que possam vir a desvincular a família de seus propósitos. Em se manifestando algum Espírito. Se a visita não se sentir confortável para participar. poderão ser convidados a participar dos estudos visitantes que estiverem no lar na hora habitual da reunião. festas. Durante o EVANGELHO NO LAR desaconselha-se qualquer tipo de manifestação mediúnica. sob o pretexto de que a visita pertence a outra religião. reuniões ou outros acontecimentos. o responsável pela reunião de estudo. a fim de receber as devidas orientações. A família não deverá.seqüencial de O Evangelho Segundo o Espiritismo. poderão ser aplicados passes magnéticos (humanos). Verdade e Vida. a família deverá encaminhá-la a um local separado. com perseverança e boa-vontade. conforme a escolha da família. Caso a família opte por uma jarra d’água e haja algum dos presentes com necessidades especiais. foco irradiador para os lares vizinhos nos quais. 46 . Vinha de Luz. deve solicitar ao irmão desencarnado que se apresente para comunicação na Casa Espírita. onde aguardará o término da reunião para a confraternização amigável. O Lar onde o Evangelho é estudado. ainda.

escolhendo-se os participantes que farão as preces e as leituras. durante ou depois do estudo devem ser evitadas. no dia da Reunião de Estudo do Evangelho no Lar. Em especial. Há famílias que fazem rodízio entre os filhos. bem como de conversações dignas e edificantes. em seguida. pedindo-se a Deus e a Jesus. simples e objetiva. o ambiente doméstico deverá ser preservado. Poderão ser usados os livros da Codificação. a fim de esclarecer sobre aquele momento de preces e recolhimento em que a família se encontra. etc. o Novo 47 . pela Equipe responsável pelo culto. para que sejam preservados os fluidos espirituais dispersados no ar. ficando a coordenação delegada a cada membro em um determinado dia do mês (ex. 4. A música de boa qualidade poderá fazer parte desta preparação durante o estudo do EVANGELHO NO LAR. serão distribuídas as tarefas do estudo. por meio de atitudes e pensamentos de paz e cordialidade. A coordenação do estudo deverá ficar a cargo do membro da família que maiores condições apresentar para a tarefa. deverá ser concisa. (aproximadamente 2 minutos). e. pode-se fazer um rodízio à escolha da família.3 – Dinâmica do Estudo Antes de se iniciar a reunião. segunda semana. de página evangélico-doutrinária. Conversações menos dignas e atitudes inconvenientes antes. b) Leituras e Comentários: Conforme dito anteriormente. Vejamos: a) Prece Inicial: Proferida pelo dirigente ou por quem ele escolher. bênçãos de paz e alegria. feita de forma seqüencial ou aleatória. na coordenação das atividades.É aconselhável escolher um lugar da casa que ofereça privacidade. Caso todos tenham o mesmo nível de conhecimento evangélico-doutrinário. Sugere-se que os celulares sejam desligados e que seja abaixada a campainha do telefone fixo da residência. A dinâmica de estudo do EVANGELHO NO LAR é composta de prece inicial.). vibrações e prece de encerramento. incentivando-os nas responsabilidades espirituais. A cada reunião o responsável poderá designar algum membro para responder ao interfone ou à campainha.: primeira semana. para evitar interferências inconvenientes. a leitura principal poderá ser de um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo. leituras e comentários.

principalmente. Nessa oportunidade. o Que é o Espiritismo (duas ou três perguntas por vez) e outros. boletim escolar das crianças. apenas a pessoa que fizer a leitura deverá comentar. contribuindo para esclarecer o assunto e enriquecer o aprendizado. Fonte Viva. Verdade e Vida e Pão Nosso. uma vez que a disposição de todos estará renovada pelos bálsamos espiritualizantes deixados no ambiente doméstico pela equipe responsável pelo estudo. pelos enfermos e necessitados. finalmente. É importante que todos participem ativamente dos comentários. ela poderá ser feita a partir das obras anteriormente citadas. reservar alguns instantes após o EVANGELHO NO LAR para discutir questões familiares. certamente haverá. com o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo.) d) Prece de encerramento: Simples. contudo. etc. pelas bênçãos do estudo e aprendizado. tais como O Livro dos Espíritos. Neste caso. Se a família optar por uma leitura complementar. pelos familiares e amigos. É possível aproveitar o EVANGELHO NO LAR para o estudo de livros doutrinários. em agradecimento a Deus. nem utilizados para sanar quaisquer contendas ou indisposições entre os membros da família. relacionamento familiar. e pela alegria da convivência fraternal. Pode-se. dependendo do tempo total escolhido pela família). assuntos do dia-a-dia podem ser apresentados à discussão. clara e concisa. (3 min. encarnados e desencarnados e. Os comentários não deverão ser feitos de forma pessoal. Vinha de Luz. (aproximadamente 20 a 50 minutos. por exemplo. de Emmanuel. c) Vibrações: Durante a oração pode-se vibrar pelo lar.Testamento. Devem-se evitar comparações ou críticas que possam desmerecer pessoas ou religiões. Pode-se pedir pelos governantes e. pelos desafetos. deve o dirigente retirar o aspecto moral e a lição educativa que possa contribuir para a reflexão e a mudança de comportamento dos participantes.) 48 . Caminho. vibrar em benefício dos participantes e da fluidificação das águas. psicografados por Chico Xavier. com o objetivo de serem analisados sob a ótica de seu conteúdo moral. (aproximadamente 10 a 15 minutos). trazendo as orientações para o dia-a-dia da família e procurando a ligação que. (2 min. De todos os assuntos discutidos. a Jesus e aos Amigos Espirituais.

apanhar livros. na implantação do EVANGELHO NO LAR. convidando-se os visitantes a dele participarem. façam uma prece. lavem o rosto. por nosso intermédio. talvez. A Boa Nova surgiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. no círculo dos nossos familiares e afeiçoados. primeiramente. antes de tudo. para auferir. espirituais e físicas. com franqueza e humildade. ou dando-lhes algum tipo de responsabilidade na preparação ou na realização do estudo (trazer água.p. seja ignorar tais procedimentos.Revista Reformador . necessidades. de novo.4 – Palavras Finais “O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. o surgimento de diversos empecilhos na hora de sua realização. Sonolência: tanto as crianças quanto os adultos sonolentos devem ser orientados para que respirem fundo. É uma necessidade em toda parte. 4. a melhor solução. com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. façam birra.). Campainhas da porta ou telefones: um dos participantes deverá ser escalado para atender ambos os casos. Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico. onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. a fim de evitar sugestões hipnóticas. como vimos no decorrer desta apostila. como se se quisessem por à prova a intenção e a persistência dos interessados. pois. puxem e mexam em tudo. se isso lhes aprouver. mas os celulares podem ser desligados. fazer uma prece. as crianças chorem. explicando-lhes antes o assunto. os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum”. 49 . ensinar e esclarecer aqueles que buscam a Casa Espírita e têm interesse sério no estudo do Evangelho de Jesus. etc. Recomenda-se não deixar o telefone fora do gancho. a implantação do EVANGELHO NO LAR que. propõe-se a orientar. A palavra do Senhor soou. motivando-as com livros e revistas apropriadas.Emmanuel .Observações Importantes: É comum. consolo para suas dores. fiquem inquietas. tomem água. Inquietação das crianças: é normal que. sob o teto simples de Nazaré e. através dele. de início. se fará ouvir. certo. 165 Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se. Os mais recorrentes são: Visitas inesperadas: a presença de visitas não deverá impedir a realização do estudo.julho de 1952 .

cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação. as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade. mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro. obra das minhas mãos. Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre. Apoiar semelhante realização. no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam. É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico. naturalmente. Edição CEU – Evangelho no Lar “E Todos os do teu povo serão justos. simbolicamente. Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer. se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço. teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem. é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã. possamos sempre ter em mente que o trabalho é do Cristo. para que eu seja glorificado”. quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. da alegria ou da dor a si mesmo. quando. as atitudes espetaculares dos heróis. no Senhor. nosso Mestre e Senhor. oferecendo-lhes o nosso concurso ativo. O Evangelho no Lar Bezerra de Menezes “Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar. estendendo-se no círculo das nossas amizades. por fim. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida. transformou a água em vinho na consagração da paz familiar. Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões. de vez que compreendem. não somente entre os doutores de Jerusalém. Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. só a Ele devem ser reportados os êxitos e só Ele pode nos sustentar nos momentos de provação. que começou o seu apostolado na Terra. de imediato. Em verdade.Que em nossa tarefa-amor de implantação do EVANGELHO NO LAR. Enquanto isso ocorre. O Céu. nas devoluções a que se afeiçoam. Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar. 60:21) 50 . mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação. (Isaías. A seara depende da sementeira. a colheita será sempre desengano e necessidade. acentuando o desânimo e a inquietação. adaptando-se lhe o sentimento à beleza excelsa. Do livro "Temas da Vida". à luz da Doutrina Espírita. não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós. mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná. de maneira imperceptível. Que a Providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo. para sempre herdarão a terra: serão renovos por mim plantados. se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar. onde as almas se reúnem sob os laços da consangüinidade ou da atração afetiva. O trabalho da evangelização é gradativo. na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos. paciente e perseverante. entre os adornos da edificação de pedra e cal. dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças”. Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara. não apenas o Amigo Sublime que ampara e eleva. e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido.

2005. (Espírito). Os Mensageiros. Rio de Janeiro: FEB. 4ª ed. Religião dos Espíritos. 32ª ed. (04) XAVIER. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Allan. 1973. Pelo Espírito Neio Lúcio. Jesus no Lar. ed. Rio de Janeiro: FEB. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . Allan. Allan. (05) XAVIER. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB.5 – Referências bibliográficas (01) XAVIER. KARDEC. 34ª ed. Rio de Janeiro: FEB. 2005. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. 2002 EMMANUEL. Tradução Guillon Ribeiro. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. Allan. 2003 (03) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 20ª ed. KARDEC. 33ª ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 2001. O Consolador. 2003. ed. Mecanismos da Mediunidade. Rio de Janeiro: FEB. 2005. (02) KARDEC. Francisco Cândido. 24. 2005. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Francisco Cândido. 23ª. (Espírito). 8ª Edição de Bolso. 2000. Rio de Janeiro: FEB. 17ª. Rio de Janeiro: FEB. 1994. Relicário de Luz. O que é o Espiritismo. Pensamento e Vida. O Livro dos Médiuns. APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Rio de Janeiro: FEB. 52ª Edição. 51 . Rio de Janeiro: FEB. KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 2001. 2005. Allan. 6ª Edição de Bolso. 2005. Nos Domínios da Mediunidade. Francisco Cândido. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Tradução Guillon Ribeiro. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 3ª Edição. Pelo Espírito de André Luiz. 27. Rio de Janeiro: FEB. A Gênese. ANDRÉ LUIZ (Espírito). ed. Vida e Sexo. Rio de Janeiro: FEB. Missionários da Luz. Francisco Cândido.FEB. 2005. KARDEC.4. ed. EMMANUEL. 2000. 14ª ed. 46ª Edição. Tradução Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. (Capítulo: Os efeitos da oração). Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. O Livro dos Espíritos.

a mim o fizestes”. quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos. e vestiste-me. 25:6. lhes dirá: Em verdade vos digo que. quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E. (Mateus.. e fostes ver-me.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS “(.) estava nu. e visitastes-me. estive na prisão. E.. 39-40) 52 . respondendo o Rei. adoeci.

Acompanhai-me. que de misérias.. chegou junto dele um centurião. dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais. bem como elucida os motivos pelos quais nos encontramos envolvidos. deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou.No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. aspectos importantes para uma EQUIPE DE VISITAÇÃO. boa vontade e disponibilidade íntima para estar realmente a serviço do Cristo. entrando Jesus em Cafarnaum. interesse ou caridade”. quanto tendes de fazer para secá-las todas! (. destacar a responsabilidade exigida para a execução desta tarefa. 5.). pois. O objetivo deste trabalho é esclarecer sobre a atuação da EQUIPE DE VISITAÇÃO em lares e hospitais e. Imperioso lembrar que. o meu criado jaz em casa paralítico. chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto. Estas circunstâncias exigem da equipe boa orientação. refere-se ao “ato ou efeito de visitar. A Doutrina Espírita. que de lágrimas. Dei esta manhã o meu giro habitual e. inusitadas e de pessoas com necessidades diversas. Jesus. 10:33. com o coração amargurado. 8:5-7). segurança. s. de Francisco da Silveira Bueno. eu te pagarei quando regressar”. como o Consolador Prometido. e lhe darei saúde”. Jesus (Mt. que atua nos lares e hospitais. O trabalhador da EQUIPE DE VISITA é aquele que. às vezes. pois conheço a meta a que deveis todos visar.5 – VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS 5. depois. (Lc. . pondo-o no seu cavalo. e dizendo: Senhor.. oferece aos seres humanos todas as possibilidades de entendimento dos conceitos acima citados. ato de ir ver alguém por dever. afeição. equilíbrio. em nome do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. rogando-lhe.f.1 – Introdução “Um samaritano que viajava.2 – A Visita “E. cada tarefeiro em visita aos lares e hospitais necessita exercitar atenção redobrada. e violentamente atormentado. E Jesus lhe disse: Eu irei. Conforme está registrado no Dicionário da Língua Portuguesa. Vejamos. a palavra Visita. meus amigos a fim de 53 .35).Aproximou-se dele. sigo o caminho principal que conduz a Deus. ainda. foi tocado de compaixão. adentrando lares e hospitais. a fim de que possam lidar com a doença com a necessária harmonia interior. visto que estará diante de situações. . Acompanhai-me.. “Chamo-me Caridade. agora. leva aos enfermos da alma a consolação e o amparo para que tenham forças e esperanças. venho dizer-vos: Oh! meus amigos. levou-o a uma hospedaria e cuidou dele.

o apoio e o incentivo da EQUIPE DE VISITA levam aos lares o estímulo necessário para perseverarem neste encontro semanal. a solicitação deve ser atendida. na confiança. Quando o pedido parte do paciente. “Pelo divino circuito da prece. a fim de trocarem impressões e definirem o melhor atendimento ao solicitante. via de regra. Por isso. etc. É importante ressaltar que. até que seja possível receber a orientação dos trabalhadores da EQUIPE do ATENDIMENTO ESPIRITUAL. este deverá ser analisado com atenção e amor. Nas demandas oriundas de pedidos da equipe do ATENDIMENTO FRATERNO. exceto em casos de pessoas que se encontrem impossibilitadas de tomar decisões próprias. Já nas solicitações por terceiros. Entretanto. as decisões deverão ser sempre pautadas no bom senso. não se deve negar a visita em situações em que não haja.” (01 – XIII . uma orientação do ATENDIMENTO ESPIRITUAL. Outro objetivo é colaborar com a família que deseja implantar o Evangelho no Lar.a Caridade. pois o visitado pode não desejar receber a equipe. Entretanto. através dos passes e da prece. um dos objetivos da VISITA FRATERNA. Dependendo da gravidade. a princípio.que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. deverá haver discernimento e cautela.13) A caridade é. eu vos conduzirei pelo caminho da salvação. amigo. d) por orientação da própria EQUIPE DE VISITA. que propicia equilíbrio e harmonia. pois. b) de solicitação de alguém que o represente (familiar. a criatura pede o amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da reflexão espiritual. O pedido para receber uma EQUIPE DE VISITA no lar pode originar-se: a) de solicitação do paciente. Embora não haja rituais a serem considerados quando se reúne a família para a leitura e comentários do Evangelho. a EQUIPE DE VISITA. são imprescindíveis a ciência e a autorização do paciente para que o atendimento seja realizado. porque sou . na prática. como solução temporária. aos acamados e aos necessitados da terapia do Evangelho. c) por encaminhamento do ATENDIMENTO FRATERNO. na vontade de servir e no amparo imprescindível da prece. podem ocorrer situações em que seja oportuno às equipes comunicarem-se. é convidada aos lares e hospitais quando ocorrem situações de enfermidades físicas e espirituais.). estendendo- 54 . exemplificando. como se deve proceder. e ela se concretiza no ato de levar lenitivo a enfermos que se encontram com dificuldade de locomoção. Nada temais.

(01 – cap. disse-lhes: Ide. os tarefeiros devem estar cientes de que só JESUS – O TERAPEUTA POR EXCELÊNCIA – é quem PROMOVE a libertação definitiva do necessitado. Através das terapias da prece e do passe. para que te não suceda alguma coisa pior”. Estes fatos são registros de legítimo ATENDIMENTO ESPIRITUAL. a retomarem princípios morais. independente da raça. diferentemente de ações meramente materiais. abrindo espaço para reflexões. credo ou condição social. (. iniciada na Casa Espírita. E bem aventurado é aquele que se não escandalizar em mim.. e os coxos andam. libertando. 55 . item 10) As narrativas evangélicas asseguram-nos as inúmeras intervenções de Jesus junto aos necessitados. ainda hoje. 11: 4. encaminhando-o para a Terra da Promissão (. o Mestre conhecia (e conhece) as necessidades de cada um. de confiança e de fé. a reverem conceitos e (pré) conceitos e. na Terra e no céu. 5:14). e os surdos ouvem.. os leprosos são limpos. a despersonalização das ações é um dos pilares de sustentação da tarefa. orientando. supre.lhe os Braços Eternos. que conduzem os indivíduos. a fim de que ela se erga dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa.) Essa divisa é o facho celeste. Assim.. e aos pobres é anunciando o evangelho. extraídas do Evangelho do Senhor. Em superioridade moral. e ilumina. além dos recursos da prece e do passe. Suas ações sempre foram por amor. Como servidores do Cristo. beneficia os homens individualmente.Jesus (Jo. para a Vida Eterna. o MESTRE. XV. “Depois Jesus encontrou-o no Templo e disse-lhe: eis que já estás são. atende. o atendimento em lares e hospitais feito pelas EQUIPES DE VISITA objetivam a uma terapêutica complementar. socorre. envolvidos naquele campo de ação. a saúde da humanidade. “E Jesus. ao longo do tempo. sobretudo. a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida..)”. 26) Na Prática Cristã: “Meus filhos. e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem. Ele. Devemos compreender que. A Equipe Espírita deve ter consciência da seriedade do trabalho. não peques mais. A meta do trabalho cristão será sempre levar ao VISITADO palavras de bom ânimo. respondendo. (Mt. considerando a necessidade e o merecimento de cada um. os mortos são ressuscitados. de leituras e de palavras que edificam.” Jesus. Por isso. estão encerrados os destinos dos homens. que devem nortear a vida de todos nós.6). os sofrimentos poderão ser minimizados. na sentença: Fora da caridade não há salvação.” (02 – cap. ensinando. Sua misericórdia e seu amor sustentam.

(Lc. imbuídos da fé e da vontade de servir. sobretudo. a aplicação de passes no lar. O trabalho em equipe possibilita. quanto à seqüência e ao número de visitas. A terapêutica através do passe e da prece revitaliza e revigora o VISITADO para que ele. devem abster-se da prática mediúnica ostensiva. merece atenção redobrada da EQUIPE DE VISITA. garantindo a eficácia do tratamento.” Jesus. a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir. ele deverá estudar a Doutrina e educar suas faculdades psíquicas em ambiente propício. E foram. Vale ressaltar que. e mandou-os adiante de sua face. de maneira tal que quase iam a pique”. visto que. A tarefa de visita é um trabalho feito essencialmente em equipe. Deve-se evitar fazer a visita sozinho. Para isso. os tarefeiros. fator importantíssimo para assimilação dos recursos magnético-espirituais. exercitam a caridade habilitando-se ao serviço com Jesus.A tarefa de VISITA contribui para a conquista do equilíbrio e da harmonia no lar. em caso de manifestação espiritual por parte do VISITADO. também. que deve estar investida de simplicidade e discrição. a continuidade das visitas. (Lc.Jesus. no momento oportuno e se for de seu desejo. A impossibilidade de comparecimento de algum membro da equipe deverá ser suprida pelos demais. estarão envolvidos os irmãos desencarnados ligados àquele ambiente. 5:7). como um médico terreno que prescreve a dosagem do medicamento. No caso dos médiuns integrantes da EQUIPE DE VISITA. e. de dois em dois. seja encaminhado à Casa Espírita para receber orientações doutrinário-evangélicas pertinentes. A EQUIPE DE VISITA deve mostrar ao VISITADO que o local ideal para realização de atividades mediúnicas é a Casa Espírita. para transmitir ao VISITADO tranqüilidade. mesmo quando nos achamos treinados o suficiente para a tarefa. Amparados pelo Evangelho. 10:1) 56 . visto que as orientações da EQUIPE definem os tratamentos que devem ser respeitados. Trabalhar em conjunto garante boas condições para a visita ao paciente. “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta. a ação em conjunto adquire feições producentes e previdentes. para que os fossem ajudar. Trabalho em Equipe: “E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco. apesar de serem intermediários da Espiritualidade no sublime exercício do bem. e encheram ambos os barcos.

torne para vós a vossa paz”. e se a casa for digna. Desde o recebimento da solicitação. pois. o equilíbrio e a vigilância no trabalho são alguns aspectos imprescindíveis para o bom andamento da atividade. quando ciente da orientação espiritual. Primeiro Contato: “E. excessos na alimentação e uso de bebida alcoólica. todo o cuidado no conjunto da obra será pouco. Por isso. telefones celulares desligados. Pelo fato de ser uma engrenagem do ATENDIMENTO ESPIRITUAL. 10:12-13) Por telefone ou pessoalmente. quando entrardes nalguma casa. Por exemplo. o transcorrer da visita. firmes. leitura e comentário de uma mensagem doutrinário-evangélica são 57 . se não for digna. até a conclusão das visitas – nos casos de mais de uma visita –. o encerramento. mas. e vestida a couraça da justiça. Por se tratar de um trabalho essencialmente espiritual. A maior parte das EQUIPES DE VISITA se encontra na Casa Espírita.5. 12:49) O local de encontro dos visitantes é escolhido pelo grupo. tendo sempre em mente que a EQUIPE DE VISITA apenas oferece orientações doutrinárias e carinho aos visitados. mas isso não é obrigatório. Cumprimentos sem exageros. desça sobre ela a vossa paz. o trabalhador visitante deve orientá-lo a evitar contendas. seja por influência espiritual ou por descuido da própria Equipe. como todas as demais. (Mt. o tarefeiro fala ao visitado (ou responsável) sobre a preparação do “ambiente espiritual” no dia da visita. durante e depois da tarefa. tendo cingidos os vossos lombos com a verdade. A tranqüilidade é essencial. Paulo. e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz”. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos”. ambiente propício para harmonização. a saída do ambiente. a chegada no local. as mais variadas dificuldades podem surgir.Jesus. a equipe deverá estar vigilante quanto as posturas e expressões antes. 6:14-15) A visita fraterna é uma atividade que requer. o trabalhador deve estar em prece e respaldado pelos bons pensamentos. uma preparação adequada e constante. estendendo a sua mão para os seus discípulos. o trajeto.3 – Preparando a Visita Fraterna “Estai. a responsabilidade.Jesus. Encontro da Equipe: “E. a confirmação. Por outro lado. (Efésios. (Mt. o contato para agendamento. prece. saudai-a.

piadas. ouvindo isto.. retirou-se dali num barco.. lamentações. O bem ajuda sem perguntar. fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.” (03 – cap. se assentou. ou muito difícil. Se o ambiente do lar ou do hospital se apresentar triste e doloroso para 58 . ou complicada. Humildade e respeito – todos os lares são um templo sagrado de Deus. (João. 14:13) A Chegada: “Tendo Jesus saído de casa naquele dia.preliminares da tarefa. (Mt. Trajeto: De ônibus. “Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual. 13:1-2).” Jesus. cada visitante coloca sua mente a serviço do Cristo. e. e toda a multidão estava em pé na praia.. estava assentado junto ao mar.vou preparar-vos lugar. A primeira reunião comumente consome um tempo maior para que sejam feitos os esclarecimentos. seguiu-o a pé desde as cidades. a pé ou de carro – o importante é manter a sintonia elevada. uma breve explicação sobre os fundamentos da Doutrina. prece ou silêncio facilitam a concentração na tarefa.. Causa constrangimento e pode dar a entender que a equipe tem algum mérito na terapêutica.” Jesus. e ajuntouse muita gente ao pé dele.” Carinho e atenção são de real importância. para um lugar deserto. A orientação do ATENDIMENTO ESPIRITUAL dará encaminhamento à visita. 28). 14:2). bem como sobre os benefícios obtidos através dos passes e da água fluidificada. de sorte que. principalmente do tipo: “Os Espíritos prescreveram vários passes porque a situação aqui é muito ruim.. leitura de mensagens edificantes. “. etc. Se necessário.. Reclamações (mesmo do trânsito). Sabemos que o mérito vem de Deus. entrando num barco.. “E Jesus. a pergunta: – “você está melhor?” deve ser evitada. Música suave. sabendo-o o povo. Nela estarão descritas as necessidades dos visitados. a equipe deve lembrar que a Doutrina Espírita não é proselitista. desarmonizam a vibração mental. IMPORTANTE: No caso de famílias não espíritas. hinos.” Jesus. a partir deste momento. Ao chegar para visitas subseqüentes.. apartado. assuntos polêmicos e desnecessários. A equipe deve abster-se de tecer comentários. (Mt.

Preâmbulo). o pensamento é tudo. 5.Cap.VISITADO e familiares. Lembremos que a mais bela oração. (II Carta a Timóteo. seguida de comentários. encarnados e desencarnados. sinceridade e amor. objetividade. com simplicidade. independente da capacidade intelectual de cada um. A melhora se dará de acordo com o empenho e merecimento dos Espíritos envolvidos. 59 . XXVIII. A prece inicial deve ser proferida em bom tom de voz. cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque.4 – A Tarefa Prece Inicial: “Os Espíritos hão dito sempre: A forma nada vale. todos nós somos capazes de proferir uma prece. É proveitosa ( . Leituras e Comentários: Logo depois da prece dá-se a leitura de uma mensagem cristã. para o entendimento e o crescimento do grupo. encarnados ou desencarnados. É como uma medicação eficaz. e. para tal deve se comentar os ensinamentos sempre utilizando “nós”. Ela deve representar nosso sentimento mais puro. também. que abre o campo mental para receber a intervenção da Espiritualidade. Por isso. evitar relatos pessoais. Através da prece conversamos com Deus pela linguagem do Amor. deverá a equipe expor um fato sem identificação dos personagens. a EQUIPE DE VISITA deve sempre se colocar na posição daqueles que estão em busca do aprendizado. suficiente para que todos possam ouvir e compreender e acompanhada mentalmente pelos presentes. conforme ensina Paulo: Toda escritura inspirada por Deus..) para instrução na justiça. a fim de colaborar com os trabalhos do Plano Superior através da sintonia. confiemos nos poderes do Alto.. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração”. pois. buscando a reflexão sobre a conduta íntima individual diante dos Desígnios Superiores. 3:16). Ore. conduzindo os pensamentos em uma só sintonia. tarefeiros e desencarnados. trazendo equilíbrio. registrada pela História de Humanidade.(01 . é prudente. A leitura atende as necessidades dos enfermos. Os visitantes devem ter atenção ao uso das palavras. foi ensinada pelo Mestre Jesus e é o legítimo roteiro para orarmos a Deus. ao invés de“você(s)” ou “eu”. Quando for necessário. familiares. Tal procedimento harmoniza a todos.

proibindo ou acusando. “você não pode. devemos ouvi-lo com atenção e interesse. de forma equilibrada. temos nossos próprios vícios.”. Relevante é auxiliá-lo. fugir do tema central da leitura. d) Apoiados na assertiva que diz: “a cada um segundo suas obras”. iv.” bocejar durante a leitura (pode sugerir cansaço ou indiferença)..Além de ser um comportamento pautado pela boa educação. afinal. ser moralista. iii. pois somente o Pai conhece verdadeiramente nossas necessidades. Nessas e noutras possíveis situações o bom senso deve prevalecer. mas podemos superá-lo através da perseverança e confiança no Poder do Alto. Após a leitura e comentários. após o encerramento. já que todos somos aprendizes. iii. Muitos enfermos aguardam uma oportunidade como esta para “desabafar” e um dos melhores lenitivos que podemos levar a alguém é justamente SABER OUVIR. A visita tem que ser breve.. etc. desde que sejam para o aprendizado do Grupo e nunca por simples curiosidade ou para exibição de potenciais mediúnicos. O paciente não apresenta equilíbrio para uma VISITA mais demorada. é desnecessário destacar os problemas do VISITADO.. 60 . sem desenvolver a fragilidade ou a autopiedade. se alguém (familiar ou paciente) quiser falar. ii. ainda: i. revigorando energias através da autoconfiança. Quando a visita ocorrer em hospitais. b) Os visitantes que são médiuns videntes e sensitivos devem manter discrição e silêncio sobre entidades desencarnadas e percepções durante a visita. A palavra deverá ser utilizada para fortalecer o paciente.. Comentários sobre tais situações podem ser feitos com a equipe. Deve-se evitar.. por solicitação do visitado/enfermo ou familiares. Observações: a) Há situações em que a EQUIPE DE VISITA pode suprimir as leituras por motivos como: i.. Assim. ii.”. é bom evitar frases ou sugestões do tipo: “você tem que fazer. tal atitude leva o orador a posicionar-se com humildade perante os temas abordados. havendo tempo definido para cada visitante. desestimular – “é muito difícil. c) Devemos lembrar que o sofrimento tem sempre uma causa justa pela Lei de Deus..

Todo excesso prejudica. viii. b) na vontade de auxiliar. com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado. criando clima de tensão.” Jesus. O ambiente ideal é calmo e silencioso. falar “não concordo”: a expressão poderá ser recebida de forma agressiva. a necessidade do aprendizado. à luz da Doutrina Espírita.). 8:3) 61 . xi. “castigo”. e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais. colocar o Espiritismo acima de outras religiões. indicar ou desaprovar terapias alternativas. tomar partido de um ou de outro quando houver desacordo. vi. desde que não se torne condição imprescindível para a aplicação do passe. b) paciente deitado. xii. fazer afirmações inverossímeis: “Você está me ouvindo. xiii.v. podese explicar. c) na confiança e na serenidade. etc. O Passe: – Nos processos de cura. tocou-o dizendo: Quero. O mais relevante nessa terapêutica é sintonizar as mentes: a) na doação de amor. x. E logo ficou purificado da lepra. etc. chorar ou descontrolar-se. (Mt. vii. c) luz forte ou fraca. dizer que o sofrimento é necessidade cármica (quando a circunstância favorecer. perguntar sobre doenças ou particularidades por mera curiosidade. o passe é uma transfusão de energias psíquicas. interferir em orientações médicas. sê limpo. estendendo a mão. ou que dê a impressão de que ele não poderá ser ministrado sem tais preparações: a) paciente sentado. ix. Essa postura é diferente de afirmações como: “pagamento de dívida”. xiv. (04 – Questão 98) O ambiente e o local devem ser acordados entre EQUIPE DE VISITA e os VISITADOS. sei que está!” – dito a um surdo ou a uma pessoa com dificuldades mentais. discutir. debater. “E Jesus. como devemos compreender o passe? Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas.

” (05 – cap. por exemplo: o livro Pai Nosso – Ditado pelo Espírito Meimei. a segunda o esclarece. etc. entre outros da Doutrina Espírita.” (04 – Questão 109) Brincadeiras e curiosidades podem alterar o comportamento das crianças e jovens. A música pode ser utilizada para elevação vibracional em favor do VISITADO e do lar. “ .. trazendo equilíbrio e harmonia às pessoas e ao ambiente. Essas são algumas das ações que poderão ser tomadas a fim de minimizar as dificuldades que poderão surgir. a terceira o eleva. com temas enfocados na Evangelização Infantil ou na Juventude Espírita. Além de visões ou percepções mediúnicas comuns em crianças até os 7 (sete) anos de idade. a Francisco Cândido Xavier. processos obsessivos. agressividade. a EQUIPE DE VISITA deve estar preparada para encontrar atitudes adversas. pedir para colocar alguma música de fundo ou solicitar ao grupo que cante. a ciência e a virtude são as três grandes concepções do Espírito: a primeira o arrebata. Nessa idade. Possuídas em toda a plenitude. tais como. fazer leitura de livros apropriados à faixa etária do VISITADO. hiperatividade. É necessário cativar-lhes a confiança para o bom desempenho da tarefa. traumas. A equipe deve utilizar livros apropriados à compreensão de crianças a partir de 5 (cinco) anos. revolta.O Atendimento a crianças: Para lidar com crianças e adolescentes são necessários cuidados e compreensão redobrados. Música: “A harmonia. Caso eles perguntem sobre gestos e falas durante o passe ou comentários feitos sobre as leituras.. Propor música adequada à percepção da criança ou do adolescente. editora da FEB. Necessário se faz que a equipe esteja preparada para enfrentar essas situações com calma e serenidade. estas devem ser respondidas com atenção e incentivo a novos conhecimentos de acordo com a capacidade de percepção (faixa etária) de quem questiona. Se o VISITADO. ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. podem ser úteis. não há contra-indicações. 62 . desde que seja realizado de maneira discreta. elas se confundem e constituem a pureza... o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. designar que o membro da equipe cujo perfil mais se adapte à atuação junto à criança ou ao jovem conduza a tarefa. medo. Música Espírita). Ela age como tranqüilizante. por vontade própria. sem criar dependências nas pessoas.Até os sete anos.

(Lc. a multidão o recebeu. “A caridade não dispensa a prudência”. guardava-os em teu nome. Devemos ressaltar que. Devemos estar atentos para: a) não atrapalhar a atuação dos médicos e enfermeiros. quando voltou Jesus. Quando solicitada a ir ao Hospital. Tenho guardado 63 . número de visitantes. sobretudo. c) lembrar que a visita dos familiares é mais importante para o enfermo que a presença da EQUIPE DE VISITA. como nos ensina o Mestre. quando hospitalizados. guarda em teu nome aqueles que me deste. a EQUIPE DE VISITA deve se apresentar serena e emocionalmente controlada. Diante desta condição. para realizar a VISITA FRATERNA. mesmo quando se tem conhecimento técnico específico. surgem ocasiões em que a visita é apenas de apoio ao enfermo e aos familiares sem haver a necessidade do passe ou de leituras. tristeza. b) não interferir no tratamento. os VISITADOS. uso de crachá de identificação. além de falta de caridade anula o objetivo da visita.Nos Hospitais: “E aconteceu que. Colocar-se diante do paciente. que é levar alegria. para não levar a falsa impressão de “curadores” ou portadores de esperanças de curas vãs. para que sejam um. 3) Prece Final: “Pai santo. 8:40). Caso contrário. dia de visita. bem preparada para lidar com esses quadros caracterizadores da enfermidade do corpo e da alma. já tão debilitado e angustiado. revolta. A EQUIPE DE VISITA deverá seguir em primeiro lugar as determinações do hospital quanto a horário. amor. a família do VISITADO também é necessitada do carinho e da atenção da EQUIPE DE VISITA. Humildade e caridade para consigo e para com o próximo devem ser constantes nesses momentos. Jesus. com freqüência. Enfermos do corpo e da alma. e seus familiares. melhor não colocar em risco o ATENDIMENTO ESPIRITUAL. nervosismo. evitando contaminações para si e para o VISITADO. Deve a EQUIPE DE VISITA entender esses casos como características próprias de quem se sente castigado ou esquecido. assim como nós. esperança e. Na maioria dos casos. (03 – cap. Estando eu com eles no mundo. irritação. d) manter precaução quanto à higiene. A EQUIPE DE VISITA deve entrar no ambiente com cautela e amor. porque todos o estavam esperando”. pessimismo. apresentam. apresentando qualquer repugnância por sua condição física.

5 – Observações Gerais “Pai justo.Jesus. A prece final marca o encerramento da visita e pode ser proferida por qualquer um dos presentes. a quem devemos agradecer sinceramente. Fim da Tarefa: Devemos estar cientes de que somos meros intermediários. (Jô. esta etapa pode ser cumprida entre 10 a 15 minutos. e estes conheceram que tu me enviaste a mim. Quando o objetivo da EQUIPE DE VISITA for a Implantação do Evangelho no Lar. amor e união. que deve ser feito com simplicidade. para que o amor com que me tens amado esteja neles. É o agradecimento por tudo que foi oferecido ao VISITADO: fluidos regeneradores (passes). a terapia do Evangelho e a oportunidade de trabalho oferecida aos visitantes. a) O tempo de uma visita no lar varia de 20 a 40 minutos. e eu neles esteja”. 17:11-12). 64 . Eles podem pedir ao Pai que os VISITADOS consigam obter a saúde espiritual necessária e que a harmonia seja estabelecida nos lares. Considerando tais circunstâncias. e os Benfeitores Espirituais que viabilizam os recursos necessários em nosso favor: todo o bem vem de Deus. 17: 25. O verdadeiro interventor é Jesus. 5. tratando o momento como um encontro da família. para que a Escritura se cumprisse”. orientando a família sobre os procedimentos e esclarecendo quanto à não utilização de quaisquer ritos. Pensamentos ou comentários infelizes atraem entidades na mesma sintonia. mas eu te conheci. e nenhum deles se perdeu.Jesus. Tarefa cumprida.. cada um segue em paz. pelo amparo e misericórdia de Deus. o roteiro a ser seguido será o do próprio culto que se realiza em casa. b) O tempo destinado a leitura seguida de comentários varia de acordo com a participação. E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais. o mundo não te conheceu. pelo amor de Jesus por todos e pelo auxílio dos Amigos Espirituais. interesse e a disponibilidade da equipe em função de outros compromissos. agora é o momento da oração na intimidade dos tarefeiros. senão o filho da perdição. por exemplo.aqueles que tu me deste. como outra visita na seqüência. etc. (Jo.26). tendo como companheira inseparável a vigilância. símbolos. familiares ou visitantes. Desfeito o grupo.

e) Os tarefeiros espíritas devem cultivar o hábito da leitura. fazei-o de todo o coração. a disciplina e outros atributos edificantes que nos levam ao caminho do Bem. E tocou-lhe na mão.c) O bom senso e a atenção definem o tempo dos comentários a fim de evitar correria ou causar cansaço pela excessiva demora.cap. viu a sogra deste jazendo com febre. em contrapartida. a VISITA A LARES E HOSPITAIS que. mas também de obras complementares de conteúdo evangélico-doutrinário que os sustentarão. d) Importante lembrar que a tarefa tem acompanhamento de uma Equipe Espiritual. pois. tudo quanto fizerdes. deve ser lembrado que essa atividade é uma visita e não uma conferência pública. propõe-se a levar lenitivo aos que necessitam e. e serviou-os. (Mt.” Jesus. como ao Senhor e não aos homens”. 3:23) 5. visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados. não só das obras básicas. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se.Paulo. (01 . e a febre a deixou. mantendo a vibração. item 4). a sintonia elevada e servindo de base fundamental para a visita. entrando em casa de Pedro. 65 . com compromissos e afazeres e que não é uma visita social. VI. como vimos no decorrer desta apostila. o amor. e levantou-se. “E. cumprir o dever de dedicar-se à assistência. oportunizar os trabalhadores da Casa Espírita a exercerem a caridade.6 – Palavras Finais “Pelo menos uma vez por semana. (Colossenses. 8:14-15). amanhã será ajudado”. Quem ajuda hoje. “E Jesus. em favor dos irmãos menos felizes.

Araras. (no prelo) 66 .7 – Referências Bibliográficas (01) KARDEC. (04) XAVIER. 2005. 1ª. Pensamento e Vida. (02) EMMANUEL. 2004. (03) ANDRÉ LUIZ (Espírito).5. (Espírito). 15ª Edição. Conduta Espírita. Belo Horizonte: FEIG. 248 p.FEB. 2003. (05) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. ORSINI. SP: IDE.2007. Visita aos Lares e Hospitais. 14ª. Allan. APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. 3ª Edição. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. Obras Póstumas. 27ª ed. Pelo Espírito de Emmanuel. Tradução Guillon Ribeiro. APOSTILAS DA UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA: Atendimento Espiritual. Rio de Janeiro: FEB. Revisão Elias Barbosa. Allan. ed. Rio de Janeiro: FEB. 2001. Marcelo de Oliveira. O Consolador. Ed. 1994. 2005. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . Francisco Cândido. Tradução Salvador Gentile. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 27ª ed.

tremeu o lugar em que estavam reunidos. 4: 31) 67 . tendo eles orado. (Atos.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO “E. e todos foram cheios do Espírito Santo. e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus”.

Objetiva. a finalidade da comunhão com o mundo espiritual propiciada pela prece. a implantação do EVANGELHO NO LAR. Desse modo. o ambiente físico e espiritual. “Os efeitos da prece”) Esta Apostila tem como meta traçar singelas orientações e sugestões acerca das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. Sabemos que a Doutrina Espírita.. espíritas encarnados devemos aproveitar os momentos de interação com o mundo espiritual. a função e a responsabilidade dos integrantes. a importância da prece em grupo e da comunhão com Deus. em que abordaremos a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO em seu desenvolvimento.. por exemplo. através do Consolador Prometido. constituindo. E a oração. Assim. os requisitos preparatórios necessários. codificados por Allan Kardec. Terceira Revelação de Deus à humanidade. as reuniões de TRATAMENTO E IRRADIAÇÃO. assim. podem necessitar de apoio adicional auferido nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. contextualizar a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO no conjunto de tarefas desenvolvidas no Centro Espírita. tem suas raízes no plano espiritual e cumpre manter-se ligada a ele para que haja um proveitoso intercâmbio entre os mundos. nós. destacamos. dentre outros assuntos afins. filha do amor não é apenas súplica. ressaltando a importância de sua interligação com estas atividades. destacando. como base para a tarefa de tratamento e irradiação. as tarefas-amor desenvolvidas desde a RECEPÇÃO da Casa Espírita. Neste módulo de estudo.André Luiz (06 – Cap. passando pelo ATENDIMENTO FRATERNO.6 – REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO 6. no firme 68 . o mais poderoso influxo magnético que conhecemos”. são recursos que sustentam o conjunto de atividades fraternas levadas a efeito pelos seareiros do Cristo. A conexão entre estas frentes de trabalho é imprescindível para que possamos obter os recursos disponibilizados pela Misericórdia Divina. conforme a epígrafe nos elucida. serão analisados tópicos que acreditamos serem relevantes para a obtenção do concurso divino e do lenitivo para os sofrimentos terrenos. e a importância do Evangelho de Jesus e dos preceitos doutrinários dos Espíritos. Muitos casos recepcionados na Casa Espírita e encaminhados à equipe de ATENDIMENTO FRATERNO e/ou de VISITA NO LAR. entre outras. Desse modo. os auxílios auferidos nos momentos de sintonia mental edificante.1 – Introdução “(. Não há prece sem resposta. É comunhão entre o Criador e a criatura. a VISITA NO LAR.) o trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. ainda.

que. a fim de que não nos desviemos dos objetivos previamente traçados pelo Altíssimo e que possamos auxiliar.que a terapêutica da prece sincera é “divino movimento do espelho de nossa alma rumo à Esfera Superior. 69 . da compreensão e da experimentação daqueles que abraçam a tarefa. junção de uma coisa a outra. mesmo sem a roupagem da carne.propósito de angariar ensinamentos e experiências de amigos abalizados que. forma ambiente fecundo para o cultivo do amor. Enfim. No que se refere às REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. o objetivo principal é o exercício da prece irradiada em conjunto. voltada às necessidades espirituais e físicas dos irmãos enfermos que estão em processos terapêuticos na Casa Espírita. o objetivo deste trabalho é dizer aos irmãos de ideal . O que é uma reunião? Conforme o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. encaminhamentos e informações conforme a dedicação do grupo. em seus lares ou hospitais. ainda.. Por esta razão. processo ou efeito de reunir.ato. Nesse contexto. onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome.(06).. o amor. Destarte. a palavra significa “. aí estou eu no meio deles”. a vontade dos pacientes e o merecimento dos envolvidos.com simplicidade e fidelidade à Doutrina Espírita . iniciamos um roteiro aos voluntários da Divina Obra. Jesus (Mt.2 – Reunião de Irradiação “Porque. a oração . 18:20). Que a serenidade e o discernimento possam acompanhar-nos neste percurso! 6. Definição: O que é uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO e a que fim ela se destina? Comecemos por partes. orientações. para refletir-lhe a grandeza”. a disciplina e o trabalho nas ações promovidas pelos grupos em prol do Mundo Regenerado. A seguir.recurso poderoso na dinamização dos vínculos entre a diversidade de mundos habitados e na promoção do socorro aos irmãos em sofrimento – associada ao conjunto de atividades desenvolvidas na Casa Espírita. contamos com o apoio do Mestre Jesus e dos Benfeitores Espirituais. conhecem o mundo terreno e apresentam-se prontos a auxiliar-nos em nosso crescimento evolucional rumo ao Bem. a perseverança. nessas atividades podem ocorrer. aos estudos evangélico-doutrinários devem entremear-se a prece. Vale ressaltar. de algum modo. a propagação do Amor fraternal entre os irmãos de jornada. coordenada pelo Mestre Jesus e seus assistentes espirituais encarnados e desencarnados.

do despertamento íntimo. não muda sua acepção. ligadas por uma mesma aspiração. E o nosso grupo não se constituiu ao acaso. XXVII. analisemos o significado de irradiação: para melhor exposição de nossos objetivos.no capítulo XXIX. é obtido pela irradiação da oração e da fé dinamizada nas diversas frentes. Jesus. porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. e os irmãos que oficiam em seus altares não lhe podem esquecer as finalidades sublimes. se nos reuníssemos em Seu nome. devemos informar aos irmãos de fé que o tratamento de enfermidades da alma e do corpo. o agradecimento e o louvor. Verifica-se. ao definir a REUNIÃO.. prometeu-nos que. do soerguimento no Bem e da libertação consciente por meio de questões. Ora. no Evangelho de Mateus. (07) Posto assim pode-se inferir que. uma atividade simples e perfeitamente acessível aos trabalhadores das Casas Espíritas. O Codificador. Em O Livro dos Médiuns . o pedido. equilíbrio e saúde. o grupo deverá estar imbuído não só de espírito de serviço e seriedade. Ele viria estar entre nós. cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo. para participar de uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. item 15) Com base nessas informações.” (04 . mas. este feixe. na obra Relicário de Luz: Grande é a missão do templo do bem.. que a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO pode ser compreendida como um momento em que pessoas afins se agrupam para um trabalho intercessório que pode alternar a orientação. Mas. da obtenção de vibrações de paz. item 331 . orarão quais verdadeiros irmãos em Deus.cap. nas Casas Espíritas. através da evidente oportunidade de instrução e esclarecimento.(05). que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar. mas 70 . e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras. “Muito se pedirá àquele que muito recebeu”. quanto mais homogêneo for”. acrescenta-lhe uma importante análise sobre as vantagens que dela podem auferir seus participantes. tanto mais força terá. “A prece em comum tem ação mais poderosa. a fim de que os seus “participantes possam haurir o verdadeiro ensinamento ofertado pelos Espíritos de Luz”. se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas. experiências e situações que ali são trazidas.Allan Kardec afirma que “uma reunião é um ser coletivo. O Espírito de André Luiz nos dá uma importante informação sobre a tarefa de equipe. assim. enquanto duas ou três.” Entendendo que o primeiro termo está claro a todos. tentaremos traçar uma linha de raciocínio para melhor entendermos a prática do concurso fraternal da prece.agrupamento de coisas geralmente similares ou de mesma natureza.

(08).) é um transporte do coração.. eleva a Alma até essas alturas celestes onde aumenta as suas forças. (. É a obra da meditação que. através de tratamento espiritual solicitado pelo eflúvio da oração e dispensado pela espiritualidade. para perscrutar as leis. por exemplo. em Religião dos Espíritos. Oração: Recurso Primordial Para implementar a auto-educação.. no fundo da consciência. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de 71 . no recolhimento e no silêncio. nossa proposta para esse estudo é aquilatar a prece nos momentos mais simples de nossas vidas. deve-se realizar o melhor “(..) conforme os ditames do coração. ao contrário.. codificados pelo Apóstolo lionês.. tendo como base os ensinos dos Espíritos. do sentimento genuíno de desprendimento. no cumprimento de nossas obrigações cotidianas. (20) Vale esclarecer que. pôr as vibrações do seu pensamento em harmonia com a sinfonia eterna. ajudar com desinteresse e instruir sem afetação. é a aspiração ardente do ser humano que sente sua pequenez e sua miséria e procura. através do exercício disciplinar do silêncio. pelo qual o Espírito se desliga das servidões da Matéria. pelos vivos ou pelos mortos. a prece é o ato mais importante da vida. do recolhimento. pelo menos por um instante. (. da afabilidade verdadeira e do desejo de instruir-se. como registra o Espírito de Emmanuel. como.. é a única maneira – a mais justa e a mais alta – de servirmos ao Nosso Pai”. afirma que a prece: . da comunhão fraternal de idéias. Sabedores que a autêntica beneficência provém dos Espíritos Superiores. Léon Denis.é a expressão mais alta [de] comunhão das Almas. Finalidade da Reunião de Irradiação: A finalidade da reunião é cooperar com os irmãos enfermos. em O Grande Enigma. os mistérios do poder infinito e a ele submeter-se em todas as coisas: “Pedi e recebereis!” Tomada neste sentido. a prece não é prática exclusiva de religiosos ou de homens dotados de aptidões especiais. mas não te esqueças de que. um ato de vontade..de sincero desejo de modificar os hábitos. contamos com o poder da prece em grupo: vibração e comunhão universal que nos aproxima do Criador. A equipe de trabalho deverá ser formada por tarefeiros comprometidos com suas funções fraternais e com a auto-educação evangélico-doutrinária..) Podemos orar por nós mesmos ou por outrem. onde se impregna das irradiações da luz e do amor divinos. das vulgaridades terrestres.

(01) Pela força da prece em grupo os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO recolhem em silêncio. Ela é uma faculdade que tem o pensamento de plasmar uma idéia e exercer ação direta sobre a matéria. Recomenda-se manter o ambiente propício à concentração. o 72 . aparência + plásso ou plátto = modelar + -ia] – 1. na maioria das vezes. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus. ao recolhimento e à oração sem. Pode-se. contudo. Observemos o que nos assevera o insigne Codificador Allan Kardec: Sendo os fluidos o veículo do pensamento. acima de tudo. como há no ar ondas e raios sonoros. é necessário que todos compreendamos o que vem a ser e o significado de ideoplastia. eles nos trazem o pensamento. pois dizer. ela deverá expressar sentimentos profundos e NUNCA REPETIÇÕES automatizadas de palavras e/ou mantras. 2. desde que o local ofereça acomodações adequadas a eles. para si e para os demais. A prece sincera é o mais eficiente sistema de intercâmbio entre a Terra e o Céu de que dispomos. que possa cumprir os objetivos traçados pelos servidores do Mestre Jesus. Modelagem da matéria pelo pensamento. criando formas que muitas vezes se revestem de longa duração. este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar. uma reunião privada. (09) Apesar de ser. emanações de fluidos sutis. Além dos presentes. que há. Há mais: criando imagens fluídicas. absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os fundamentos da vida. ao mesmo tempo. A materialização do pensamento. A comunhão das Almas em prece é lenitivo divino para milhares de espíritos. fá-lo-á recorrendo a intermediários. como o ar nos traz o som. as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. estimular a dispersão ou o sono nos participantes. (10). conforme a persistência da onda em que se expressam. que cruzam sem se confundirem. Ideoplastia [do grego idéa = idéia. que irão impregnar de amor e. sem receio de errar. sob a forma de socorro íntimo. daí. a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO poderá contar com a presença dos irmãos que serão assistidos nos trabalhos do dia.suas vontades. nesses fluídos. O Espírito de Emmanuel certifica-nos que: Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo. Por isso. poderão ser anotados nomes de enfermos no Livro (ou Caderno) de Preces para Irradiação a distância. porquanto nada sucede sem a vontade de Deus. ondas e raios de pensamentos. Ideoplastia: Recurso de Harmonização dos Fluidos Antes de prosseguir. balsamizar os sofrimentos daqueles que padecem. a intercessores. a importância de que o trabalho seja realizado com sinceridade e dedicação e.

Jesus (Mt. b) Cordialidade recíproca entre os membros. a equipe deve objetivar os seguintes pontos: a) Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos.. O pensamento é força criadora capaz de produzir energias boas ou más.3 – A Equipe Também vos digo que. conforme nos elucida Allan Kardec..pensamento se reflete no envoltório perispirítico. A integração fraterna da equipe de trabalho da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO propicia.. do Amor e da Esperança. fortalecem seus laços de fraternidade e união. toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa.. com o tempo.) pelo pensamento (. isso lhe será feito por meu Pai. c) Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã.. como num espelho.) médiuns isentos de orgulho. f) Recolhimento e silêncio respeitosos. dentre outras coisas. g) União de todos (. d) Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem. 6. (.. por meio dos ensinos dos Espíritos e do aproveitamento de seus conselhos. o pensamento é como uma usina geradora de energia que será manipulada criando condições para contribuir nas diversas terapêuticas. de amor-próprio e de supremacia. e com um só desejo de serem úteis.item 341) A equipe de tarefeiros da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é normalmente formada por um grupo que pouco se altera. nas comunicações pedidas aos espíritos.. (11) O dirigente estimula os médiuns e demais integrantes a plasmarem imagens que podem variar desde uma paisagem completa a apenas uma flor. 18:19). para garantir a sintonia e sincronia dos trabalhos. durante as confabulações com os Espíritos. Quando a equipe se forma sob os auspícios do Trabalho. a simpatia dos Bons Espíritos e o afastamento dos maus.. inicia-se em outros planos de existência e se efetiva como verdadeiro compromisso na 73 .. se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem. os integrantes dessa reunião. Recomenda-se que as sugestões ideoplásticas sejam acessíveis a todos.).) e) Exclusão de tudo o que. orientações espirituais e materiais. Para tanto. Na verdade. que em muitos casos. Essa materialização do pensamento através de fluidos servirá como substância energética e de sustentação para que os bons espíritos possam atuar manipulando as energias necessárias aos trabalhos. (05 . que está nos céus. observamos uma agregação dos seres.. h) (. apenas exprima o desejo de satisfação da curiosidade. Salvo exceções.

se estabeleça nos corações. de O Livro dos Médiuns. (.) E todos os que criam estavam juntos. associada ao estar junto. e nas orações. Segundo Léon Denis. a abordagem de temas nos quais seja conveniente o aprofundamento. pois a ação dos Espíritos Elevados se enfraquece e se aniquila. e tinham tudo em comum. ressaltando que é razoável notar que todo trabalho é ação de conjunto. ou.atualidade. em que há alusão à perseverança.integração pelo pensamento e sentimento de amor fraternal – é condição necessária na REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. O venerável Espírito de Emmanuel destaca a importância do conjunto quando analisa o trabalho em equipe. cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço. para se obter a intervenção assídua da Esfera Superior.. quando reina a antipatia entre os membros de um grupo. e que todos os adeptos se sintam na conjunção de esforços por alcançar um objetivo comum. No capítulo XXX. Nesse trecho temos a exemplificação genuína da idéia de conjunto que. visando a um objetivo comum.. cuja realização demanda delimitação de participantes e de suas respectivas 74 . ligado pela oração e pela fé.é preciso que a harmonia moral. cada companheiro é indicado à tarefa precisa e todos se sentem vinculados ao compromisso da conjunção de esforços. Nesse conjunto. a presença de qualquer pessoa que possa promover o desconforto ou desequilíbrio do ambiente. nunca serão públicas”. Podemos depreender do versículo citado que a idéia de comunhão . sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia”.. e ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade. não sendo possível.. em comunhão. Kardec pretende assinalar que as reuniões particulares possibilitam a abordagem de assuntos de estudo que requeiram mais tranqüilidade e concentração. encontramos uma prescrição de Allan Kardec acerca dos critérios relacionados aos participantes das reuniões da Sociedade Parisiense. Para analisarmos a importância da integração do grupo.. por isso. mãe da harmonia fluídica. antes de tratá-lo em reuniões gerais.(13) Essa orientação de Emmanuel vai ao encontro das citadas anteriormente. “. artigo 17. ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade"(12). podemos concluir que a reunião mediúnica de irradiação é uma prática. em uma Casa Espírita. intitulado Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. “as sessões serão particulares ou gerais. persevera na Obra de Jesus. Segundo o Codificador. e no partir do pão. podemos recorrer ao Evangelho de Jesus no seguinte registro: “.” (Atos.. 2:42-44). Diante de tais orientações. ainda. “Cada companheiro é indicado à tarefa precisa.e perseveravam na doutrina dos apóstolos. e na comunhão.

mais tarde. antes que o trabalho seja iniciado. a fim de não termos.) O primeiro é o cérebro que dirige. durante o desenrolar dos trabalhos”.. o êxito da reunião mediúnica de irradiação. objetivando oferecer mais esclarecimentos sobre o tema. no livro Desobsessão. é importante ressaltar a necessidade de seleção criteriosa dos participantes.(14). Falemos.. apresentamos brevemente cada participante distintamente. um pouco sobre os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO: a) Dirigentes. então. nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. espera-se dos integrantes “(. encontramos como definição para a palavra dirigente a seguinte consideração: O dirigente da reunião é aquele que preside os trabalhos. Assim.funções. exige três elementos essenciais: o orientador. não haverá participantes além dos integrantes acima apresentados. pela reunião.. o médium. inadequação no desempenho dos papéis específicos. pois uma reunião 75 . Esta autoridade é fator primacial.) devem ser recebidas apenas de raro em raro. cada integrante atenderá uma função específica. É importante frisar que. Tendo em vista os elementos essenciais que integram uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. assumindo importante papel para seu desenrolar.) uma atitude de confiança. o assistente “(.. c) Passistas. o terceiro é o braço que ajuda”. É o responsável. como corpo de serviço no plano terrestre. o segundo é o coração que sente. publicado pela FEB... paciência e compreensão. Conforme nos esclarece o Espírito de Emmanuel. obtendo assim a autoridade moral imprescindível aos labores dessa ordem. no plano terrestre. e em circunstâncias realmente aceitáveis no plano dos trabalhos (.) Deve ser uma pessoa que conheça profundamente a Doutrina Espírita e. André Luiz.. mais que isto. (. meditação. concentração no bem. esclarece-nos que “essas visitas (. que viva os seus postulados.. (01) A seguir. atenção. Para tanto. E quanto aos companheiros cujo desejo é o de visitar uma reunião com o intuito de fazer observação construtiva. d) Enfermos e acompanhantes. principalmente quando objetivem a fundação de atividades congêneres” (15).. Dirigente: No dicionário O Espiritismo de A a Z. no livro Instruções Psicofônicas.. encaminhando todo o seu desenrolar. na REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO bem orientada.). b) Vibracionais.

até mesmo. O dirigente é o mediador entre os Coordenadores Espirituais da tarefa e seus participantes encarnados e desencarnados. Médium Vibracional: Sustentação 76 .) Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabine de comando. André Luiz. entre seus encargos. sem autoritarismo. Em razão disso.) agitadas. que o habilite a dirimir possíveis conflitos nos diferentes planos: físico e espiritual.) Desaprovar o emprego de rituais. O dirigente precisa ser. pois. como qualquer ser de boa vontade.. por ser “obrigado” em várias circunstâncias a remanejar funções. o pólo catalisador da confiança e da boa-vontade de todos. o dirigente deve possuir profundo conhecimento evangélico-doutrinário. sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados.. (. sendo imprescindível que ele procure estudar. (16) Em suma. dirigir o grupo e ser o diretor espiritual.. NUNCA suas vaidades pessoais.) Impedir. a firmeza e a doçura nas decisões. capítulo 3. tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas. Não é a posição que exalta o trabalhador. deve gerir os acontecimentos. símbolos. evidentemente. Ou seja.. O que novamente ratifica a fundamental importância de seu preparo. sem alarde. Entre outros requisitos e deveres.dirigida por quem não a possui será. exercitar a democracia com autoridade. aliando humildade e energia. ambiente propício aos Espíritos perturbadores. Em algumas ocasiões corre o risco de ser mal compreendido. assegurando a pureza e simplicidade (.. Ele é o representante da direção existente na Espiritualidade. a presença de pessoas (. mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela. apresenta-se para a tarefa e dedica-se com carinho à Doutrina. recomenda ao dirigente: Ser atencioso. Posto dessa forma verifica-se que esse componente da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO.. Suas decisões traduzem os interesses da coletividade. porque ele (ou ela) deve contar com o respeito de todos os presentes no ambiente e com a proteção dos Mentores da Casa Espírita. promover alterações de procedimentos e.. além da experiência em lidar com pessoas diferentes. alguém em quem o grupo confie. aquela que na realidade sustenta e orienta tudo o que ocorre.. uma pessoa que represente para os encarnados a diretriz espiritual. solicitar dos participantes algumas mudanças de posturas. o dirigente ou coordenador da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é alguém que. imagens.. a retidão moral e a certeza de estar cumprindo fielmente as determinações do Alto são caracteres desse componente. ser líder e amigo de todos e ter muito amor no coração. no livro Conduta Espírita. (.

Através do recurso da oração eles se tornam pilares das reuniões e têm grande valor. benevolência. pode ser exercida pelo dirigente ou coordenador (como já havíamos dito anteriormente). para compor a reunião basta estar imbuído da vontade de “servir para merecer”. Quem são os médiuns vibracionais ou os chamados médiuns de sustentação? São pessoas de boa vontade e compromisso. A tarefa do orientador. que se apresentam para a tarefa da Casa Espírita. engrossando a larga fileira dos pedinchões e preguiçosos inveterados. conforme o equilíbrio e a concentração desprendidos durante a tarefa. os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO são seres que receberam o convite e souberam aproveitar a oportunidade. e. que atuam sustentando através da oração e da mente os trabalhos de intercâmbio entre os planos espiritual e material. não para rendermos culto às facilidades sem substância. 5:6) Passistas e Orientadores: Como os médiuns vibracionais. otimismo. Esclarecer. de acordo com o número de participantes da reunião. então. procuram fazer o melhor para os outros: servindo com humildade. ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. influenciar positiva ou negativamente nos resultados auferidos. Diferentemente do que alguns acreditam. caridade e amor. “Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (I Coríntios. Jesus. com os nossos próprios pés. pois. mas sim para que sejamos dignos companheiros da luz. desenvolvendo a capacidade de servir. (Lc. pois. em virtude de serem conhecedores da oportunidade oferecida para o trabalho. assim. Por isso. a seara. (17) Todos aqueles que se colocam à disposição da Espiritualidade para a tarefa-amor e intercedem por outrem pelo recurso primoroso da oração. compreenderemos que o Senhor nos emprestou os preciosos dons que nos valorizam a existência. do Espírito de Batuíra. sob a ótica espírita é: 77 . caminhando ao encontro de seu amor e de sua sabedoria. as presenças de passistas e orientadores são de grande relevância nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. compreenderam a proposta da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. mas os obreiros são poucos. rogai. iluminando a mente com o estudo edificante e o trabalho sincero. em verdade. inclusive. podendo. desinteresse. Saibamos. 10:2). Pensemos sobre o texto a seguir.E dizia-lhes: Grande é. extraído do livro Vozes do Grande Além: Clareemos o cérebro no estudo renovador e limpemos o coração com o esmeril do trabalho. aprender a servir para merecer. bondade.

(. de variada expressão. Não era mobilizado apenas pelos amigos de mais nobre condição.. Com os raios e energias. (. (. podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum. a entender determinado problema que ela traz consigo e que não consegue resolver.) (19) manifestações mediúnicas ostensivas nas REUNIÕES DE 78 .) Esse material . portanto.. paciência e Evangelho Vivo auxiliar aos necessitados..clarear o raciocínio..) [a entidade atendida]. pode ser exemplificado pelas observações do Espírito de André Luiz. que necessitavam fazerem-se visíveis aos comunicantes. iluminando-os através do conhecimento e do estudo doutrinário-evangélicos. O esclarecimento justo e sincero somado ao amadurecimento e desejo de mudança promove grandes transformações e libertações de almas em profundo sofrimento.. o material plástico recolhido das emanações dos colaboradores encarnados satisfez eficientemente. pertinentes às respectivas terapêuticas.) Alexandre chamava a si um dos diversos cooperadores que manipulavam os fluidos e forças recolhidas na sala. inclusive as que fluíam abundantemente do organismo mediúnico. com carinho. vibracionais. com base na Doutrina Espírita e. Educar não é impor de modo rude formas de procedimentos adequados. mesmo que eles pareçam vergonhosos aos olhos humanos. o esclarecimento será baseado apenas nos estudos realizados e nas orientações dadas aos pacientes. O esclarecedor. concisa.explicou-me ele.. humildemente. em luta consigo mesmos. esclarecedores ou passistas-. O concurso geral... (18) .. O passe é uma doação.. é levar (.sejam eles dirigentes. (.. emitidos pelo homem encarnado. permeada de amor. que agiam beneficamente sobre o ânimo dos infelizes.. ao contrário. tanto do corpo físico quanto da mente O passe harmoniza o espírito e equilibra as energias do ambiente redistribuindo-as conforme a necessidade e o merecimento de cada participante. não obstante permanecerem distantes do corpo físico.) através de uma série de reflexões. era empregado também na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas. por meio de uma lógica clara. que acomoda o conteúdo no coração do aprendiz. relatadas na obra Missionários da Luz: Vários ajudantes de serviço recolhiam as forças mentais emitidas pelos irmãos presentes. e só se pode dar quando se possui.. é fundamental que o passista goze de boa saúde. (. sobretudo. mas. nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO deve. bondosamente . ou fazê-la compreender que as suas atitudes representam um problema para terceiros. paciência e persistência. Não havendo IRRADIAÇÃO.. distorcidos e cristalizados. prestado pelo conjunto dos companheiros encarnados nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO .) Em todos os serviços. É levá-la a modificar conceitos errôneos. é um exercício de boa vontade. Não cabe ao tarefeiro julgar comportamentos ou ajuizar valores. indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. com agravantes para ela mesma. O passista é um médium que doa seus melhores fluidos aos sofredores..representa vigorosos recursos plásticos para que os benfeitores de nossa esfera se façam visíveis aos irmãos perturbados e aflitos ou para que materializem provisoriamente certas imagens ou quadros.

devemos tentar preservar o ambiente da reunião. Por outro lado. para que o TODO do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível.) (04 – Cap. É preciso que o estejam espiritualmente. duas. houvera ele podido dizer dez ou vinte (. três ou mais pessoas... 79 . Através das irradiações da prece coletiva. os participantes devem aceitar com resignação e amor sua decisão.4 – Reunião: Condições de Realização Estarem reunidas.. É importante lembrar o valor dessa comunhão. que o representam se encontrarão na assembléia. cada participante possui uma individualidade própria que deve ser respeitada e que pode interferir nos padrões vibratórios da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. muitos irmãos são atendidos. 6. pois nos informam que todo participante de REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO desempenha função relevante. ou os Espíritos puros. Diante dessa certeza. Jesus. pois. quando estes estão sintonizados nas vibrações do Bem. em nome de Jesus. para o bem. permitir que visitantes assistam aos trabalhos.) O que atrai (a proteção de Jesus) não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam. tutelado pelos Mentores da tarefa. optar em manter os pacientes encarnados presentes ou. De conformidade com o exposto. ainda. vai formando um perfil específico e próprio de trabalho. em comunhão de intentos e de idéias. entendemos não existir uma “fórmula” unificada e universal para a realização desses encontros nos templos espíritas. sofrimentos são amenizados.As considerações do Espírito de André Luiz são extremamente esclarecedoras. (. cabe ao coordenador da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. XXVIII.. No entanto. com o propósito de que ele não seja “contaminado” por energias que possam enfraquecer ou desviar os nossos ideais evangélico-doutrinários. item 5). e. em vez de duas ou três. então. etc.. para que os trabalhos sejam conduzidos harmoniosamente. o dirigente está apto a deliberar em nome do grupo o melhor procedimento a ser seguido. Imbuído de autoridade moral e proteção espiritual. não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. Desse modo. nem sempre é necessária a divulgação desses resultados. Pacientes e Visitantes: Cada grupo. com o passar do tempo e as experiências hauridas. espíritos esclarecidos. salvo a fidelidade que cada componente deve ter com a prática do Bem com Jesus.

como em um hospital. falatórios desnecessários. com toda certeza contamos com os bons espíritos para a proteção de todos. caso a reunião comporte. as recomendações sugeridas pela Espiritualidade. aí estou eu no meio deles”. assim como aplicação da terapêutica do passe aos irmãos em tratamento. conforme o próprio Mestre Jesus nos ensinou: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. Dessa forma. de O Livro dos Espíritos) permaneça entre os componentes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. por receber muitos irmãos sofredores. Quando nos empenhamos na tarefa. As rogativas. etc. os Mentores e Trabalhadores espirituais já iniciam o preparo do ambiente e o equilíbrio das energias 80 . Por essa razão. Entendemos não existirem fórmulas herméticas para a realização de um encontro de TRATAMENTO E IRRADIAÇÃO com fulcro na oração. se possível reservado apenas para as tarefas de tratamentos espirituais e atividades evangélicodoutrinárias. No segundo momento. por exemplo. deve ser mantida e resguardada como um santuário sagrado. Concomitantemente ao preparo físico ocorre o saneamento espiritual. Enfim. ou seja. Ambiente Físico e Espiritual: Não pretendendo o Espiritismo criar rituais e roteiros a serem praticados durante os encontros de seus seguidores e. evitando-se assim celebrações. os agradecimentos e os louvores devem ser discretos e sinceros. reuniões de caráter administrativo-financeiro devem ocorrer em outros espaços da Casa Espírita. o que podemos orientar é que ele seja saneado e respeitosamente preparado para promover auxílios em nível espiritual e físico. a secretaria ou a biblioteca. A sala de REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. muito menos. O ambiente físico (a sala ou local em que ocorrerão as reuniões) deve ser limpo e simples. os tarefeiros incumbidos do trabalho deverão colocar-se em colóquio com Deus e em sintonia com o grupo. descrevendo. o ambiente deve ser preservado para manter-se calmo e equilibrado. maledicências. sobre o ambiente físico e espiritual. pois. recriar templos em que haja ostentações hierárquicas de postos e riquezas. sugerimos que a simplicidade que marcou o verdadeiro exemplo que temos para seguir: Jesus (questão 625. em sua ala mais sensível (blocos cirúrgicos e UTIs).Em termos práticos a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é dividida em duas partes: a primeira destina-se a breves leituras doutrinárias e exposição sucinta dos casos a serem atendidos. muito antes de ter início o trabalho no plano físico. intrigas. em que apenas conversas edificantes possam ocorrer.

o dirigente deverá solicitar a mudança de postura daqueles que não cooperarem. Não basta deixá-los no modo “silencioso” ou “vibratório”. que possam sugerir pensamentos descontextualizados com a tarefa. sem exigir manifestações que não sejam possíveis ou que causariam dificuldades e sofrimentos. altamente espiritualizado. ídolos. pela concentração em Estas e outras sugestões (que certamente surgirão ao longo da jornada) devem ser observadas por todos e. pensamentos positivos e edificantes. 81 . d) desligar aparelhos celulares e/ou quaisquer outros eletrônicos. durante a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. As gargalhadas. Procurar fixar a mente em imagens naturais. durante os trabalhos. defumadores. os problemas de ordem pessoal deverão ficar em segundo plano. f) concentrar-se nas preces. amuletos. e) Antes de iniciar a reunião. tais como sede e desejo de ir ao banheiro. h) nunca fixar o pensamento em questões particulares ou evocar. Como já nos dizia o médium Chico Xavier “o telefone deve tocar do plano espiritual para a dimensão dos encarnados”. b) abolir o uso de velas.vibratórias salutares que ali serão manipuladas. Lembremo-nos: as atitudes e as interferências são físicas e espirituais. Por desconhecermos as condições de parentes e amigos desencarnados no plano espiritual devemos nos recolher em preces por eles. c) manter um comportamento respeitoso. para que a concentração. hinos e orientações. incensos. O silêncio é uma prece. não seja comprometida. símbolos. a fim de privilegiar os enfermos que buscam atendimento. ou quaisquer outros objetos que sugiram a implantação de rituais. quando necessário. que suscitem a beleza e a grandeza da criação Divina. justifica-se o ISOLAMENTO COM O MUNDO EXTERIOR através de atitudes como: a) evitar ornamentos e objetos estranhos à reunião. g) NEUTRALIZAR PERTURBAÇÕES INTERNAS. os componentes devem procurar atender suas necessidades de ordem física. o falatório desnecessário e os gritos não são condizentes com este ambiente. buscando sinceramente o desligamento com os barulhos advindos de outros ambientes externos. Dessa maneira. quando não podemos trazer mensagens edificantes. os encontros efusivos e escandalosos. por espíritos já desencarnados. Ter em mente que. vestimentas especiais. mentalmente.

em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. No curso normal de uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO a condução flui conforme o planejado pelos Protetores Espirituais. sugere-se que o grupo estude trechos das obras básicas da Codificação do Espiritismo. ele antecipa os atendimentos e os rumos subseqüentes da tarefa. Novamente o dirigente convida os participantes a manterem-se confiantes no trabalho e propõe uma ideoplastia (ver item 6. a melhor oração é aquela que brota na simplicidade de um coração sincero. O Evangelho Segundo o Espiritismo. O objetivo não é encharcar os participantes de intelectualismo. confiar na ação e proteção divina e entregar-se aos trabalhos. O Livro dos Médiuns. bem como as obras de outros autores espíritas. no entanto. não se dispensa a vigilância e a prece 82 . O Céu e o Inferno e A Gênese. Encerrada a primeira fase. Tal o caráter de que se devem revestir-se as reuniões espíritas sérias. inicia-se a segunda parte da reunião. dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus. entre outros recomendados pelas Federativas Espíritas.2). (04 – XXVIII. mas a comunhão de pensamentos. também é recomendado. O Evangelho de Jesus. escrito pelos evangelistas e apóstolos do cristianismo. equilibrando as vibrações ambientes. em que é feito um estudo evangélico-doutrinário coordenado pelo dirigente e auxiliado por um dos integrantes. pois. O estudo. Emmanuel. Em muitas ocasiões. aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos. com os estudos e comentários. pedindo o amparo dos bons espíritos para os componentes da tarefa e discernimento a todos para a compreensão das orientações e dos objetivos programados para o encontro. a simultaneidade das palavras. item 5) A REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO deve ter INÍCIO sempre com uma Prece Inicial invocando a Deus ou a Jesus a proteção do ambiente. nesses momentos. Mesmo assim. Inicia-se a primeira parte da reunião. que possa sustentar a concentração dos participantes. não pode tornar-se muito extenso e cansativo. mas simplesmente preparar o curso dos trabalhos. o Pentateuco codificado por Allan Kardec: O Livro dos Espíritos. Nesse momento pode surgir uma dúvida: O que estudar antes das REUNIÔES MEDIÚNICAS? Normalmente. Joanna de Angelis. como os Espíritos de Bezerra de Menezes. Não há fórmulas ou preces prontas.Partes da Reunião: Não é. O estudo tem por objetivo o norteamento da reunião. André Luiz. Cabe.

até que os Mentores indiquem ao dirigente o momento de encerrar os trabalhos. a receptividade dos pacientes ao tratamento. Esta instrução está associada à responsabilidade daquele que recebe o conhecimento. solicitar que alguém faça uma prece pelo grupo. poderão receber orientações individuais. mas poucos são os escolhidos. a fim de garantir o ambiente vibracional. Os assuntos trabalhados durante a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO devem ser registrados em pequenas atas ou. mas nem todos dele poderão servir-se. Pode o dirigente. quando o ambiente favorecer. Sem estabelecer julgamentos. sua própria postura na coordenação e a condução da equipe. Allan Kardec nos esclarece. O encerramento deve ser feito com uma prece a Deus. item 4. aproveitando para relembrar a importância da prece e vigilância no retorno aos lares. em O Evangelho Segundo o Espiritismo. a ser empregado na 83 . no meio dos trabalhos. deve o dirigente lembrar aos participantes que apesar de encerrada no plano físico. Agradecer sempre. Após o término da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. deve-se manter o ambiente de oração no mais alto grau de respeito. as bênçãos hauridas. que devem ser mantidos reservados. os atendimentos ocorridos e a oportunidade do trabalho. aos Benfeitores espirituais. é avaliar o andamento das reuniões. é importante ouvir os participantes e as impressões vividas por cada um. através de intuições ou “quadros mentais”.constantes. quando permitido. Cabe ao dirigente observar e comparar os acontecimentos durante a tarefa. Os participantes. a tarefa e o tratamento poderão estender-se durante o sono. no capítulo XVII. Por fim. poucos os escolhidos”. Requisitos para Integrar uma Reunião de Irradiação: Muitos são os chamados. auxílios às entidades enfermiças e sofredoras. Muitos são convidados ao banquete. em gravações. Pensando a educação como precioso instrumento de modificação moral. Para tanto. que “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Meditemos com o coração sobre a mensagem de Jesus. O coordenador deve ser gentil ao ouvir. generalizadas e/ou coletivas. a Jesus e aos Bons Espíritos pelo amparo e proteção. (Mt. mas disciplinado e firme para interromper e evitar que o que deveria ser apenas um breve comentário torne-se uma palestra individualista. 22:14) “Muitos os chamados. mensagens de consolo.” É preciso esforço individual. O objetivo desses registros.

i) vontade de servir. Essas e muitas outras características enumeradas aqui poderiam ser desenvolvidas em reflexões filosóficas de profunda sabedoria.reforma íntima. f) harmonia. não nos cabe promovê-las. o desafio do Movimento Espírita. k) estudo constante. d) caridade. m) vontade de ajudar. para que o trabalho do grupo seja eficaz. temos comunhão uns com os outros. 84 . associados ao poder da oração garantem a realização dos desígnios da Providência Divina. 1:7) As orientações propostas neste estudo não podem resumir-se num corpo fechado e estanque de regras a serem cegamente cumpridas. coopere espontaneamente. seguindo apenas os impositivos de seu coração e mente.. 6. no século XXI. g) disciplina. o) responsabilidade. e) concentração. j) amor. c) fé. pela conscientização de suas responsabilidades. Portanto.5 – Palavras Finais Se andarmos na luz como Ele está. (I João. vale relembrar a importância de cultivarmos virtudes e hábitos como: a) confiança. l) humildade. b) perseverança. todavia os citados até aqui. Pelo contrário. É preciso que aquele que tem o interesse despertado e estimulado ao trabalho. h) retidão moral. n) simplicidade. Os requisitos são diversos e variáveis. é caminhar com Jesus. p) assiduidade.. q) pontualidade. Porém. dinamizando suas palavras. descerrar novos valores enfeixados na codificação kardequiana e cumprir com fidelidade o compromisso assumido na arregimentação de aquisições positivas para o Mundo de Regeneração.

) Quando nos referimos às qualidades necessárias aos servidores desse campo de auxílio. todos os desviados. a ninguém desejamos desencorajar. isso te dou”. Os Amigos Espirituais. Os méritos ou sucessos obtidos nas tarefas executadas através dos Centros Espíritas.(Atos. Se a prática do bem estivesse circunscrita aos Espíritos completamente bons.Doar-se como o Apóstolo Pedro: “Não tenho prata nem ouro. podemos ministrar o benefício espiritual com relativa eficiência. tenhamos a certeza que. que envolvem. o ATENDIMENTO FRATERNO. perseverar e sermos coerentes em nossas realizações. seria impossível a redenção humana. mas orientar as aspirações do trabalhador para que sua tarefa cresça em valores positivos e eternos”. mas o que tenho. o incentivo e a implantação do EVANGELHO NO LAR.. Todos os enfermos podem procurar a saúde. (. Desse modo. mas seu o comportamento moral e a retidão com que este se conduz dentro dela. retornam ao equilíbrio. quando desejam. nunca faltarão auxílios de sustentação.. em Missionários da luz: “Em todo lugar onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam. a RECEPÇÃO. 3:6). procuram investir recursos que beneficiam o trabalho que realizamos e nos auxiliam na superação das dificuldades. pelas frentes de trabalho. Qualquer cota de boa vontade e espírito de serviço recebe de nossa parte a melhor atenção. (19) 85 . É o que nos esclarece o instrutor Alexandre. é o nosso desafio para o AGORA. dentre outros. Devemos assim. para o trabalhador devotado do Cristo. as VISITAS AOS LARES e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO pertencem ao Senhor da Vida. quando encontram disposição íntima de melhoramento e serviço. lembrando-nos de que não é a posição que exalta o homem de bem.

14ª. (15) ANDRÉ LUIZ (Espírito). (11) KARDEC. O que é o Espiritismo. Tradução Guillon Ribeiro. Tradução Leopoldo Cirne. 5ª ed. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Allan.6 – Referências Bibliográficas (01) APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB. (07) ANDRÉ LUIZ (Espírito). 8ª Edição de Bolso. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 2001. Religião dos Espíritos. Tradução Guillon Ribeiro. 2004. 2000. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . (13) EMMANUEL. Allan. 1973. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB. ed. 2005. Rio de Janeiro: FEB. Mecanismos da Mediunidade. Conduta Espírita. 2005. 7ª. Obsessão/Desobsessão. Rio de Janeiro: FEB.6. (05) KARDEC. 4ª ed. (Espírito). Rio de Janeiro: FEB. 9ª ed. 52ª Edição. Desobsessão. (12) DENIS. Livro da Esperança. (17) XAVIER. Francisco Cândido. 1995. No Invisível. 2003 (03) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Tradução Guillon Ribeiro. ed. ed. 1994. Rio de Janeiro: FEB. (Espírito). 27ª ed. 46ª Edição. Rio de Janeiro: FEB. Brasília: FEB.FEB. Leon. Brasília: FEB. 1994. Rio de Janeiro: FEB. 6ª Edição de Bolso. O Livro dos Médiuns. 3ª Edição. 34ª ed. A Gênese. (09) EMMANUEL. Brasília: FEB. Allan. (Espírito). Rio de Janeiro: FEB. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 20ª ed. 9ª ed. 1983. (02) KARDEC. Suely Caldas. 1987. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 2002 (06) ANDRÉ LUIZ (Espírito). 1987. Vozes do Grande Além. Diversos Espíritos. (08) EMMANUEL. 2005. Relicário de Luz. Brasília: FEB. (Espírito). Rio de Janeiro: FEB. Instruções Psicofônicas. (04) KARDEC. (Capítulo: Os efeitos da oração). Psicografado por Francisco Cândido Xavier.2003. 2005. 19ª edição. (10) ANDRÉ LUIZ (Espírito). Pensamento e Vida. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Allan. (16) ANDRÉ LUIZ (Espírito). Os Mensageiros. 17ª. O Livro dos Espíritos. (18) SCHUBERT. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. (14) EMMANUEL. 4ª. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. Allan. ed. 86 . Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.

Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 2000. 32ª ed. (20) DENIS. Rio de Janeiro: FEB. 87 .(19) ANDRÉ LUIZ (Espírito). Leon. Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB. 1992. O grande enigma. 10ª edição.

SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL

PASSE ESPÍRITA

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te”.

(Atos, 3:6)

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7 – PASSE ESPÍRITA

7.1 – Introdução

A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santa e religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. (01 – Cap. 26, item 10) O PASSE compõe as terapêuticas utilizadas na Casa Espírita e visa a auxiliar o irmão necessitado na busca do equilíbrio de suas energias vitais e na harmonização mental. Conforme postulado pela Doutrina dos Espíritos, “o passe é um dos veículos de que se utilizam os Bons Espíritos para atender aos necessitados, de acordo com a vontade de Deus, e não para atender aos homens...” (02, p. 32). Em rápidas reflexões, a proposta desta apostila é, além de complementar as outras apostilas como, por exemplo, a RECEPÇÃO, o ATENDIMENTO FRATERNO, as VISITAS aos LARES e HOSPITAIS, a implantação do EVANGELHO NO LAR e as reuniões de PRECES E IRRADIAÇÕES, refletir e, a partir daí, rever a prática do PASSE no Centro Espírita, que para muitos, pela constância com que ocorre, acaba por torna-se uma seqüência de repetições automáticas carentes de sentimento fraterno. O PASSE utilizado como manipulação de fluídos magnéticos é uma prática muito antiga, tendo sido registrada em textos do Velho Testamento “Josué, filho de Num, ficou cheio do Espírito de Sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto suas mãos. Os israelitas obedeceram-lhe, assim, como o Senhor tinha ordenado a Moisés” (Deu, 34:9-12). Na Antiguidade não cristã os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia curavam pela aplicação do olhar, e, no Egito, “as multidões acorriam ao templo da deusa Isis, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos.” (06). No Novo Testamento, temos registros de curas obtidas pelo intermédio dos evangelistas e cristãos, nele muitos são os relatos sobre os feitos de Jesus que pela imposição da mão, pelo toque ou pelo sopro limpava os enfermos e aliviava os sofredores. Na atualidade, inúmeros são os irmãos infelizes, desiludidos, doentes do corpo e da alma que buscam, nos Centros Espíritas, lenitivos para suas aflições. Por isso, é valioso o esclarecimento para o recém-chegado. É preciso que, logo nos primeiros contatos, de modo adequado e fraterno, ele fique ciente de que um Centro Espírita, comprometido com a Doutrina Espírita e com o Evangelho de Jesus, é um lugar em que ele poderá obter a 89

terapêutica do PASSE, conjugado com orientações para as suas necessidades, desde que desenvolva a fé, dinamize o merecimento, amplie a boa vontade e persevere em seu desejo de curar-se. A Doutrina Espírita permitiu-nos entender que vivemos imersos num gigantesco mundo fluídico, que nossos pensamentos utilizam esses fluídos como veículo e, ainda, que através de técnicas e estudos podemos empregar essas energias magnéticas em benefício próprio e de outrem. Pela dedicação à vivência evangélica e à prática do Bem aprimoramos nossos hábitos e transformamos nossos impulsos inferiores em energias positivas a serem canalizadas no exercício do amor fraternal. O labor na Casa Espírita, principalmente na tarefa do PASSE, é atitude séria e requer cuidados especiais do trabalhador, além de dedicação e fidelidade à Doutrina dos Espíritos e ao Evangelho de Jesus. A Casa Espírita, com suas várias frentes de auxílio ao próximo, necessita capacitar e qualificar seus trabalhadores para as tarefas do dia-a-dia, pois são eles os que primeiro devem ter consciência da importância da missão que têm a cumprir. Posto isso, passaremos a desenvolver algumas reflexões necessárias ao uso da terapêutica do PASSE, considerando que por promover contato direto com o público, exige esta tarefa muita dedicação e amor por parte de quem se dispõe a exercê-la.

“A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra da sabedoria; a outro, uma palavra de ciência por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito”. (I Cor, 12:7-9)

7.2 – O Passe Numa consulta ao Dicionário da Língua Portuguesa, organizado pelo Professor Aurélio Buarque de Hollanda, verificamos que a palavra “Passe”, S. m. é o “Ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre uma parte doente de uma pessoa para curá-la.” Para a Doutrina dos Espíritos o PASSE é:

“ (...) uma transfusão de energias, alterando o campo celular. (...) Na assistência magnética, os recursos espirituais se entrosam entre a emissão e a recepção, ajudando a criatura necessitada para que ela ajude a si mesma. (...) O passe, como reconhecemos, é importante contribuição para quem saiba recebê-lo, com o respeito e a confiança que o valorizam”. (07)

Para o passista, o PASSE é sublime oportunidade de trabalho de doação fluídica em que o cooperador dedicado a auxiliar o irmão, por extensão, é ajudado e amparado pelos assistentes do Bem. 90

de certa maneira. como que para formamos um único ser e para nos facilitar a ascensão ao seu seio. espíritos vinculados ao orbe terrestre.A compreensão da importância do PASSE passa pelo entendimento de alguns conceitos. numa transmissão tão natural e automática que. Cada estado de alma. Tudo é atração produzida por esse agente universal. cada pensamento. que é. que entra pelos centros de força espiritual. É um laço universal pelo qual Deus nos ligou a todos. dos encarnados ou não. e o de materialização ou de ponderabilidade.1) b) ESPÍRITO – “O princípio inteligente do Universo” (03 – q. em Mecanismos da Mediunidade. porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados. estamos constantemente irradiando e recebendo fluidos do meio em que habitamos. que se pode considerar o primitivo estado normal. estamos movimentando fluidos ou energias. na maioria das vezes. 23) c) FLUÍDO CÓSMICO – “é a matéria elementar primitiva. incorporando-se à tessitura do perispírito (corpo espiritual) e trazendo-nos estados de mal-estar ou de bem-estar. como todos os Espíritos. não há transição brusca. cada emoção vivida. escapa à nossa percepção. Sempre que pensamos e sentimos. Mecanismo do Passe: Ao contrário do que podem pensar algumas pessoas. ainda aí. encarnados ou não. O ponto intermédio é o de transformação do fluído em matéria tangível. consecutivo àquele. tais como: a) DEUS – “inteligência suprema. cada sensação corresponde à emissão e/ou à absorção de um tipo de energia. causa primeira de todas as coisas” (03 – q. IV e X) d) FLUÍDOS MAGNÉTICOS – “ligam todos os mundos entre si no Universo. conjugando-nos as forças. o processo de assimilação e de retenção das energias pelo paciente durante o PASSE magnético: Estabelecido o clima de confiança. Os fluídos se reúnem pela ação magnética. Mas. cria-se a ligação sutil entre o 91 .” (05) A seguir tentaremos compreender o mecanismo do passe aplicado nas Casas Espíritas. ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. cujas modificações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Como princípio elementar do Universo. André Luiz narra. Tudo em a natureza é magnetismo. (04 – Cap. qual acontece entre o doente e o médico preferido. nós. mediante a sua natureza.

no entanto. (09 – Cap. a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço. 2ª Parte) Tipos de Passe: A tipologia apresentada a seguir deve ser entendida apenas como sugestão quanto à aplicação do PASSE NA CASA ESPÍRITA. cabe-nos um parêntese para detalharmos. ainda imponderáveis no mundo. XV. acumulando-se aí num átimo e reconstituindo-se. Ao toque da energia emanante do passe. envolve Raul Silva em profusão de raios que lhe alcançam o interior. onde possuímos centenas de centros motores. é o papel do passe magnético. que funcionam à guisa de condensadores. assimilando os recursos vitais que recebe. promovendo curas e dispersões de fluidos. nessa ou naquela contingência. de imediato. através das várias funções do sangue. que são miríades de antenas sobre as quais essa emissão adquire o aspecto de impressões fracas e indecisas. promovido pela prece sincera que facilita o recebimento de recursos vitais: “Vimos aqui o fenômeno da perfeita assimilação das correntes mentais que preside habitualmente a quase todos os fatos mediúnicos. que em forma de energias circulantes percorre a estrutura física e espiritual do paciente e do(s) passista(s). automaticamente. se recomponha para o equilíbrio indispensável. Em momento algum deverá o passista ficar preso à rigidez das regras. vale destacar que. ambos. a fim de que o Estado Orgânico.) A emissão mental de Clementino. emite ondas mentais características. Essas impressões apoiam-se nos centros do corpo espiritual. movimentos improvisados e falatórios desnecessários ocorridos durante a 92 . que determinam vibrações criativas.necessitado e o socorrista e. sob a orientação de André Luiz.. atingem. (08 – p. notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece. a desempenharem o papel de preciosas bobinas de indução. (. através do pensamento ou da palavra”. Aqui.. processo aqui narrado por André Luiz: Pelo passe magnético. primeiramente pelos poros. Consideramos que o tarefeiro comprometido com a Doutrina e com o Evangelho nunca estará desamparado em sua lide diária. 160-161) Neste ponto. na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho. o processo de assimilação de correntes mentais. de acordo com o merecimento assimilarão os recursos vitais emanados pela movimentação de energia. por semelhante elo de forças. tanto quem recebe como quem doa (atendido e passista). condensando-lhe o pensamento e a vontade. (07 – Cap. semelhantes a milagroso teclado de eletroímãs ligados uns aos outros e em cujos fulcros dinâmicos se processam as ações e reações mentais. no cérebro. com a supervisão dos benfeitores desencarnados o próprio enfermo. devido aos excessos de gesticulações. retendo-os na própria constituição fisiopsicossomática. verte o auxílio da Esfera Superior. na medida dos créditos de um e outro. 5) Não menos importante. os cabos do sistema nervoso. No entanto.

que “. sem interferência de médiuns. Na prática dos encarnados. O encarnado. é ajudado por sua 93 . muitas vezes.. a) PASSE MAGNÉTICO: é aquele ministrado somente com os recursos fluídicos do próprio passista. ginástica. desse modo. a fim de que um número maior de pessoas possam se valer dele. o PASSE foi dividido em sete tipos distintos. contudo. em O Evangelho Segundo o Espiritismo. serve apenas como “canal” dos fluidos espirituais. trata-se de pessoa portadora de abundante força magnética. (02) c) PASSE HUMANO-ESPIRITUAL: é aquele no qual os Espíritos combinam seus fluidos com os do passista. e negar a existência de Deus e a colaboração dos espíritos. O passe espiritual oferece ainda. os Espíritos agem com a maior eficiência. d) Passe Mediúnico. que coloca o paciente em estado receptivo. para tanto. basta a oração sincera. encaminham recursos curadores para o necessitado. trataremos de métodos e técnicas que podem ser utilizados. O PASSE espiritual deve ser divulgado como sendo um recurso acessível a todos. Informa-nos Allan Kardec.” (01 – Cap. que a transfere ao doente. sem que ele próprio perceba. Assim. a vantagem de evitar que o interessado fique na dependência da presença do passista. O magnetizador mantém sua força mediante alimentação. Amplamente utilizados pelas entidades superiores que. repouso. fixando seus recursos curativos. O magnetizador pode exercer algum tipo de atividade profissional científica. nesse caso. O passe espiritual é o que se verifica pela doação fluídica direta dos Espíritos ao paciente. quais sejam: a) Passe Magnético. b) Passe Espiritual. para facilitar o trabalho do PASSE. rogando o auxílio dos benfeitores. Normalmente. 26.aplicação do passe. 10) b) PASSE ESPIRITUAL: é aquele ministrado pelos próprios espíritos sem o concurso de intermediários. f) Autopasse. nos próximos tópicos. g) Passe à Distância.. por vezes até a sua saúde.O magnetizador dá o seu próprio fluido. controle sexual e mente positiva. c) Passe Humano-Espiritual. Observada a sintonia e considerado o mérito ou a necessidade do paciente. a presença do médium. e) Passe Coletivo.

A prece é recurso valoroso. na maioria das vezes. fato que poderá impressioná-lo negativamente. por conseqüência. suas propriedades são mais ativas. Ele também pode ser executado dividindo-se os pacientes em pequenos grupos. desaconselhamos essa modalidade de passe. despreparo do assistido para presenciar manifestações mediúnicas. já os fluidos dos bons espíritos são mais puros e. d) PASSE MEDIÚNICO: é aquele no qual os Espíritos atuam através de um encarnado mediunizado. Entre esses inconvenientes. possibilidade de perguntas que fogem. valoriza e sutiliza os fluídos. em razão disso. procurando-se levar o benefício a todos os freqüentadores. desde que aplicado com método e após conveniente preparação dos pacientes. (10) 94 . mais leves e eficazes e os dirigem aos centros de energias do paciente. Os resultados do passe coletivo podem ser tão bons quanto os do passe individual. iii. que lhe aumenta. desestabilizando o trabalho do passista e/ou do grupo. Em virtude das sutilezas do processo mediúnico e da necessidade dos Centros Espíritas de atenderem um número elevado de pacientes. por fim. podemos citar: i. posto que. possibilidade de diferenciação entre os passistas. o que é indesejável no ambiente da Casa Espírita..vontade sincera. tendência a atribuir aos espíritos comunicantes superioridade que eles podem ou não possuir. que convergem os benefícios para os órgãos necessitados. pois o fluido humano está. e) PASSE COLETIVO: “O passe coletivo é o passe aplicado por um ou mais passistas a um grupo de pessoas. sendo o passe aplicado a cada um desses grupos sucessivamente. associando-os aos seus próprios. atrapalhando o objetivo da tarefa. durante sua aplicação. pela sua natureza. a prece funciona como um elo fluídico entre encarnados e desencarnados. e. por seu sentimento puro e por seu pensamento conectado ao dos bons Espíritos. da tarefa do passe. Não podemos nos esquecer de que o concurso dos espíritos poderá ser espontâneo ou provocado por uma prece sincera do passista e do paciente.. algumas situações impróprias poderiam surgir. aos objetivos da Doutrina Espírita e.(. Deve-se recorrer ao passe coletivo sempre que o número de passistas for insuficiente para atender individualmente a todos os necessitados”. ii. É comum nas casas espíritas o uso do passe coletivo no início ou ao final das reuniões públicas.) Deve-se ter muito cuidado para não passar uma imagem de uma apresentação teatral. iv. utilizando-se das faculdades medianímicas deste. Neste contexto. sempre impregnado de impurezas físicas e morais.

captado dos pacientes. esteja em prece ou numa tarefa edificante e. 2) g) PASSE A DISTÂNCIA: Muito difundido no meio espírita através da irradiação. é que o interessado. também em comunhão com benfeitores espirituais. e assim progressivamente. deixando que as vibrações superiores restabeleçam seu equilíbrio e harmonia. chamada limpeza fluídica e a redistribuição das cargas fluídicas recebidas ou doadas. otimizando as energias. até atingir os pés. b) Concentração: canalização de fluídos curadores em áreas que necessitem de tratamento e harmonia energética. No final. pelo que são dispensáveis a anotação. o autopasse é um cuidado necessário de que o passista deve se utilizar antes e após a tarefa. Importante.) Para concluir o autopasse. PASSE DE DISPERSÃO: Este passe tem a propriedade de espargir e suprimir fluidos negativos.. em que o médium sintoniza-se com o paciente a distância e por ele canaliza fluidos salutares e benéficos. verificam-se geralmente dois aspectos principais: a) Dispersão: retirada de fluidos doentios. Ao iniciar e ao concluir a aplicação de passes. Modalidades de Aplicação de Passes: No exercício do PASSE. Assim. o autopasse visa a libertar o passista de fluidos que tenha. em virtude de suas atividades anteriores.f) AUTOPASSE – trata-se da oração. é importantíssimo que o passista proceda à limpeza do seu próprio envoltório fluídico. de outro lado. Para sua concretização operam Espíritos especializados. da prece sincera proferida com o fito de obter bons fluidos e auto-harmonia. primeiro a cabeça. inadvertidamente. ele também “exerce o papel 95 . (. (10 – cap. que o médium. pois ele purifica os pensamentos. a leitura de cada nome ou as preces individuais. O autopasse inicial tem o objetivo de retirar componentes fluídicos inadequados que se tenham agregado ao organismo do passista. no momento do passe. tendo na prece o veículo indispensável dos recursos curadores. Sua eficiência está na dependência exclusivamente de fatores mentais. deve o passista estabelecer uma ligação mental com as regiões vibratórias superiores e imaginar que está sendo banhado por uma luminosidade suave que vai envolvendo-o lentamente. depois o tronco e os braços. através do que se costuma chamar autopasse. mentalize o enfermo para o qual deseja ajuda espiritual. contudo. porém ele não se limita apenas a este único objetivo. O passista deve manter assim por alguns momentos..

. da cabeça aos pés e de cima para baixo. comporta-se como um redistribuidor de cargas energéticas. Geralmente executado com as mãos espalmadas e estendidas na linha mediana do corpo.. com as mãos estendidas sobre a cabeça e descendo-se rapidamente. fechar e abrir as mãos para trás. Ao fim de cada movimento. Se aplicado sobre o cérebro o passe circular pode favorecer o transe mediúnico. (02) PASSE PERPENDICULAR: Como os passes transversais. (02) PASSE LONGITUDINAL: Amplamente adotado. evitando a concentração destas em locais isolados. quando demorado. com as mãos abertas e os braços estendidos. ele abre rapidamente e com muita energia os braços no sentido horizontal e depois volta com vivacidade à posição primitiva para recomeçar logo a seguir da mesma maneira. Ele é aplicado a uma distância de 5cm do corpo do paciente. mentalizando a dispersão dos fluídos agregados nas mãos. todavia. (. estende os dois braços diante. Vejamos o motivo: são executados com os braços distendidos à frente e as mãos. nessa posição. descendo lentamente e com flexibilidade até os membros inferiores. de onde próximo aos membros inferiores. mas pode apresentar alguns inconvenientes quanto ao seu uso na Casa Espírita. Inicia-se na altura da cabeça. de preferência à altura da região frontal. PASSE CIRCULAR: Este passe é executado com a palma das mãos ou com os dedos em movimentos rotatórios.de reordenar as camadas fluídicas do paciente. as mãos abertas. esta modalidade de passe é extremamente dispersiva. Destina-se à dispersão dos fluídos ou a sua distribuição eqüitativa por todo o corpo. com a palma e os polegares para baixo. para a posição mental do médium. Não ocorrendo ao passista intuição sobre a conveniência de aplicação de outra modalidade de passe. pois não é o simples arcar de dedos que fará com que os fluidos dispersem. PASSE TRANSVERSAL: Este passe tem grande poder dispersivo. o passe longitudinal atenderá a todas as necessidades. posicionadas a uma distância do paciente entre 30 e 50cm. são aqueles ministrados ao longo do corpo. colocado de pé e defronte do magnetizado. pode torna-se desconfortável tanto para o passista quanto para o paciente. Atentemos. Enquanto uma das mãos permanece espalmada. dando a elas a estabilidade devida”. Ele é muito benéfico em áreas com maior concentração e movimentação de fluídos. suas disposições e seu comando mental nesse sentido são indispensáveis. inicialmente. se abrem os braços em sentido inclinado e com movimento rápido.) O operador. a outra se movimenta em círculos sobre a região afetada. sendo uma pela frente e a outra 96 .

Esta técnica.3 – O Passista O acaso não opera prodígios. 7. esta é executada na forma de contato físico: coloca-se um lenço sobre a parte que se deseja magnetizar. O efeito desse método é refrigerante e calmante e funciona como precioso processo de dispersão. Pela fidelidade e disciplina no desempenho de suas obrigações. Para que o homem físico se converta em homem espiritual. além do bom funcionamento do aparelho coronário. porque tanto o passista quanto o paciente devem se movimentar durante sua aplicação e ambos deverão permanecer de pé. (11 – Calderaro. vejamos: a) Insuflação ou sopro frio: executado a uma distância de 30cm do paciente. de boa vontade e disposição sincera para auxiliar o próximo pode aplicar passe. principalmente. moral e alimentar. pôr a termo. Somados a esses. SOPRO CURATIVO (ou INSUFLAÇÃO): Esta modalidade terapêutica apresenta-se de dois modos distintos. apresenta inconvenientes ao ser aplicada na Casa Espírita. é uma seqüência de sopros rápidos e vigorosos sobre a área que se deseja atuar. Assim. toda pessoa saudável. este passe é impróprio para a Casa Espírita. mesmo sendo eficiente. Contudo poderá ser utilizada com êxito por passistas que observem determinados fatores de ordem educativa. Espírito) Quem pode aplicar o passe? Em princípio. para que o trabalhador possa servir com adequação é necessário que cultive alguns hábitos. o milagre exige muita colaboração de nossa parte. b) Insuflação ou sofro quente: ao contrário da modalidade anterior. atacar. é necessário que ele goze de boa saúde física. após uma longa inspiração o passista deverá colocar sua boca sobre o lenço e começar a soprar uma expiração muito forte e mais prolongada possível. por uma questão de praticidade e economia espacial. no que se refere aos órgãos ligados aos aparelhos respiratório e digestivo. O efeito favorece a concentração de fluídos. O procedimento poderá ser repetido se necessário por aproximadamente 06 (seis) vezes. Conforme podemos deduzir. Qualquer realização há que planejar. o tarefeiro melhora a si mesmo e aproxima-se de benfeitores dispostos a auxiliá-lo nas tarefas do Centro Espírita.por trás do corpo do paciente. que lhe assegurarão tutela de qualidade. São requisitos indispensáveis ao desempenho da tarefa do PASSE: a) REQUISITOS FÍSICOS b) REQUISITOS INTELECTUAIS c) REQUISITOS MORAIS 97 . tanto quanto ao método como ao objetivo.

Requisitos Intelectuais: a) Ter conhecimentos específicos sobre o passe. c) Observar a qualidade dos alimentos ingeridos.Requisitos Físicos: Deve o passista observar os seguintes itens: a) Buscar a limpeza de seu corpo. deve o passista abster-se da tarefa. i) Evitar atividades que exijam excessos e esgotamentos desnecessários. como condição mínima de higiene. a fim de manter as reservas de energia vital em condições de servir. o que pode prejudicar a saúde do paciente. fumo e outras substâncias tóxicas que prejudicam as funções psíquicas e orgânicas. às curas. os quais nos ligam psiquicamente a entidades em desequilíbrio. que assegure a própria saúde e a do assistido. sempre disciplinado pelo bom senso. aos tratamentos e aos centros de força humanos. pois a digestão desse alimento é mais demorada e exige maior desgaste de energias do tarefeiro. às irradiações. seus efeitos. 98 . g) Observar e controlar a conduta sexual. c) Participar de grupos de estudos relacionados ao passe. certos alimentos oferecem maior concentração energética. f) Primar pelo equilíbrio mental. psíquico e orgânico. orgânica e espiritual. Quando enfermo ou em desequilíbrio. b) Buscar conhecimento sobre os mecanismos que envolvem a tarefa com irmãos mais experientes. d) Abster-se do álcool. a fim de que comentários e/ou práticas não doutrinários sejam evitados. e) Esforçar-se para controlar e/ou suprimir o uso da carne. comprometendo os fluídos transmitidos na tarefa. b) Procurar alimentar-se em quantidades proporcionais à sua condição orgânica. A deficiência acarreta desgaste. pelo menos no dia da tarefa deve ser feita a abstinência. h) Superar a atração pelo jogo de azar e outros vícios. aplicações. Sexo desregrado é responsável por sérios danos à estrutura psíquica. para melhor se preparar quando imprevistos surgirem e poder orientar outros irmãos espíritas se solicitado. o excesso compromete o equilíbrio celular. cujas condições físicas ou psíquicas devem merecer o máximo de atenção e cuidado. A ausência de estudo significa estagnação e pode emperrar a dinamização da tarefa. estabelecendo um processo de simbiose prejudicial a todos.

Sempre que possível é de bom alvitre estudar os assuntos relacionados aos princípios fundamentais da Doutrina Espírita: a) Deus b) Jesus c) Espírito/ Perispírito d) Evolução/Livre Arbítrio/Causa e efeito e) Reencarnação/Pluralidade dos mundos habitados f) Imortalidade da alma/Vida futura/Plano Espiritual g) Mediunidade/Influência dos Espíritos em nossa vida/Influência dos Espíritos na natureza. f) Tentar sublimar os impulsos negativos que geram desequilíbrios. a Espiritualidade passa a prestar-lhe a mais efetiva assistência. Havendo possibilidade e oportunidade. não alimentando orgulho ou vaidade. buscando domínio sobre si mesmo. Desde que possua disposição o trabalhador poderá ser utilizado. gestos e ações positivas e edificantes. 99 . no entanto. d) Interessar-se constantemente pelo esclarecimento doutrinário. c) Conhecer e aceitar a posição de simples intermediário de recursos do mais Alto. a fisiologia das funções de seus órgãos. empenhar-se constantemente no esforço auto-educativo para estar à disposição de entidades especializadas. deve o passista procurar conhecer pelo menos algumas noções de anatomia e fisiologia. nas circunstâncias de emergência.Requisitos Morais: a) Cultivar as virtudes e manter a conduta cristã. cabendo-lhe. a fim de que sua boa vontade seja utilizada e suas possibilidades ampliadas. b) Ter disposição sincera de ajudar o próximo. pelo aprimoramento da fé raciocinada de quem trabalha alicerçado nos ensinamentos de Jesus. e) Buscar a reforma íntima com base no Evangelho de Jesus e na procura constante do aperfeiçoamento moral. mantendo uma atitude cristã e decidida em todas as circunstâncias. h) Fazer uso de palavras. g) Controlar os sentimentos e emoções. encarando-o como irmão e filho de Deus. através da perseverança e da assiduidade no trabalho com os amigos espirituais. A anatomia trata das partes do corpo humano. Quando um candidato ao trabalho de PASSE revela sincera disposição de servir.

condicionado à vontade de Deus. falas. b) Concentração apenas na tarefa a ser desempenhada.7. sob qualquer pretexto. suplicando o amparo do Alto e colocando-se a serviço do bem. murmúrios. transmitir e fixar energias basta utilizar exclusivamente a mente O passista deve manter-se sereno e gentil com os pacientes. b) Gesticulações excessivas. o passista deve preparar-se convenientemente. e) Mentalização positiva para a recuperação do enfermo. e) Tocar o atendido ou passar a mão pelo seu corpo. posteriormente. que possam machucar alguém.4 – Como Aplicar o Passe Para obter melhor resposta da emissão e recepção dos fluidos manipulados durante o Passe. DEVE EVITAR: a) Gestos bruscos. a seguir alguns pontos a serem observados: Atitude íntima do Passista: a) Prece. poderá atuar mais livremente sobre as zonas afetadas do organismo do paciente. Alguns passistas acentuam a respiração durante o passe. sem propiciar conversações. Pela oração o passista pode sorver do plano espiritual as energias renovadoras e. d) Esfregar as mãos e estalar de dedos. que beiram à teatralização. 100 . aplicá-las em favor do irmão assistido. com Jesus. c) Confiança e desejo de ajudar. Postura do Passista: O passe deve ser sempre silencioso e ministrado com simplicidade e naturalidade. cantigas e respiração ofegante. se para tanto for intuído. Lembre-se de que para receber. d) Serenidade para registrar intuitivamente orientações durante a aplicação do passe. c) Suspiros. os plexos correspondentes e suas localizações. deve-se procurar evitar a emissão de ruídos. gritos. Observações Importantes: a) Se o passista tiver conhecimento sobre a matéria que relaciona os centros de força. bocejos.

f) O número de pessoas a serem atendidas não deve influenciar na duração do passe. tendo a mente voltada para a prece e a perseverança no bem. experimentar sensações relacionadas com o problema do paciente. especialmente no organismo de crianças. c) O passe em equipe pode ser ministrado por dois ou até quatro passistas. NUNCA TOQUE O PACIENTE durante a aplicação do passe. quando evidenciada a sua necessidade ou por orientação espiritual. e) O passe prolongado acumula mais fluídos o que pode torna-se irritante. buscar não só poupar suas reservas energéticas. para que o trabalho não resulte em mero automatismo. algumas vezes. mesmo reconhecendo sua qualidade de simples intermediário. d) Não há tempo estipulado para a duração do passe. Toda tarefa de assistência pede abnegação. O passista deve manter-se sereno e empenhado no atendimento com o máximo de interesse e espírito de caridade.b) As mãos espalmadas com naturalidade devem guardar uma distância de mais ou menos 20 centímetros do paciente. perseverança no trabalho são a melhor medida para superação desses obstáculos”. conhecendo-lhe a predisposição de colaborar pretendam arrefecer-lhe o ânimo. como encontrar meios naturais que o auxilie na recuperação. cabe ao passista. g) Desde que haja imperiosa necessidade. podendo perdurar ainda depois do passe. o passista poderá registrar reflexos negativos desde a hora em que se propõe a ajudar. evitando excessos. afastando-o do caminho do enfermo. Mas o passista dispõe de recursos para eliminar reflexos e poderá abreviar tal providência. o passista poderá dar tantos passes quantos forem solicitados. É compreensível que os espíritos envolvidos na trama obsessiva. normalmente ele dura o tempo equivalente a uma prece sincera. Fé. confiante no inesgotável manancial da misericórdia de Deus. o passista pode. Como está imbuído do desejo de ajudar o semelhante.(06) 101 . Reflexos: “Na execução da tarefa. Cabe ao passista usar o bom senso e obedecer à inspiração do momento. h) Quanto ao esgotamento gerado pela tarefa. Nos passes aplicados em pessoas sob a atuação de espíritos em desequilíbrio. é compreensível que sintonize com ele a ponto de experimentar reflexos de seu padecimento. idosos e enfermos.

sê limpo. a fé e a resignação de quem o recebe. Pois. todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam. viu a sogra deste acamada. E tocou-lhe na mão e a febre a deixou. revelada a disposição fiel de cooperador a serviço do próximo. principalmente se levarmos em conta que o médium é um aparelho utilizado pelos espíritos que tutelam a tarefa. todos nós podemos impor as mãos e curar. A reposta mais adequada a esta pergunta pode estar ligada aos efeitos benéficos que ele gera. num sentido amplo e respeitadas as peculiaridades. tendo ele dito isto. e tocou-o. com maior ou menor intensidade. no plano espiritual. e disse-lhe: Quero. logo a lepra desapareceu. os profetas e os magos. (13) 102 . assim. 8:14-15) E Jesus. (Mt. 4:40) Com base nos versículos apresentados. os efeitos do passe independem de quem o aplica. que em nome do amor de Jesus procuram atender o semelhante no anonimato. cominados com a vantagem de não ter qualquer contra-indicação. agiram e agem muitos outros.. é natural. E. portanto.. (12 – cap. indiretamente. (. esclarece: Todos. e não os estorveis de vir a mim. porém. e. com qualquer tipo de enfermidade. O passe é recurso da Providência Divina e deve ser valorizado tanto pelo passista como pelo paciente. os curava.) as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam. (Lc. (Mt. e levantou-se. estendeu a mão. ao pôr do sol. entrando em casa de Pedro. e com febre. Os resultados do passe sempre serão positivos.5 – Por que Aplicar o Passe “Como o Cristo e os apóstolos. em qualquer idade. 13:14-15) E Jesus. (Mc. disse: Deixai os meninos. pondo as mãos sobre cada um deles. como os santos. apenas para relembrarmos. em sua jornada pela Terra. movido de grande compaixão. o neófito. 1:41-42) E. 15) Parece-nos justo procurarmos saber o motivo pelo qual o PASSE é tão utilizado nos meios espíritas e. tendo-lhes imposto as mãos partiu dali.) porquanto. que. poderão prestar concurso fraterno. aplicava passes: Jesus.. e ficou limpo. Jesus com freqüência.. obtendo resultados magníficos e da mesma forma. podendo.7. Porque dos tais é o reino dos céus. utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o próprio valor. procuremos imitá-lo. ser ministrado em todas as pessoas. e serviu-os. Porque assim fizeram os apóstolos. E. podendo variar conforme a disposição mental. na obra Missionários da Luz. se temos amor aos nossos semelhantes e o desejo ardente de os aliviar”. a confiança. também. inclusive. (. na condição de candidatos a aprendizes do Mestre. André Luiz.

c) O paciente procura o passe apenas por curiosidade. d) O paciente se recusa a seguir o tratamento recomendado. desrespeito. f) Existirem condições ambientais e fluídicas propícias. com visível esgotamento fluídico ou na infância ou na adolescência. b) Servir de recurso terapêutico total. e/ou alimentar-se desregradamente. em crise. complementar. reparatório ou preparatório. h) Após reuniões doutrinárias. e/ou praticar atividades excessivamente desgastantes. nas reuniões com esta finalidade. i) Nas reuniões mediúnicas. e) O médium for solicitado em casos sérios ou urgentes. porque esta é a Lei e os profetas. hipnotizado ou em estado sonambúlico.Quando Aplicar o Passe: Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam. no sentido de assistir às reuniões doutrinárias. f) O médium estiver nutrido de sentimentos negativos e não puder superá-los. g) O passista possuir vícios como fumo. provocando o desgaste fluídico do médium. tóxicos. álcool. como. durante atendimento aos espíritos em sofrimento. d) O paciente atender indicações do receituário da Casa Espírita. evitar os vícios e buscar a reforma íntima. c) O paciente se encontrar sob influência obsessiva. (MT. o passe é altamente significativo como “EVANGELHOTERAPIA”. com zombaria. como auxílio aos médiuns. g) Solicitado para atender pessoas impedidas de sair de casa ou hospitalizadas. i) Encontrar-se em idade muito avançada. de tratamentos e irradiações. não tiver condições de manifestar sua vontade. e) O médium não se sentir confiante ou estiver imerso na dúvida. Deve-se evitar aplicar o passe quando: a) O paciente é refratário por decisão própria. b) O paciente simplesmente não quer tomar o passe. que afetem suas percepções. salvo nos casos em que o paciente. h) Estiver fazendo uso de remédios controlados. por exemplo. 7:12) Numa menção fiel ao livro de Jacob Melo (02). deduzimos que se pode aplicar o passe quando: a) O paciente demonstrar sincero desejo em obter tal benefício. para pessoas que precisem ou queiram recebê-lo. cinismo e descrença. 103 .

e o irmão orientado. Peçamos a Jesus nos inspire e abençoe para isso. 104 . Aprendamos a controlar os horários de ação espiritual. É. A ordem preside o progresso e. com funcionamento em dias e horários pré-estabelecidos.j) Estiver doente ou estafado física ou mentalmente. Esclarecer aos atendidos que: a) não se deve conversar com o passista durante a aplicação do passe. este esclarece: (. alivia o sofrimento ou fortalece o enfermo. sob o nome de caridade. embora sem querer. seja feita uma rápida explicação sobre ele. constitui-se como núcleo mais importante de assistência a encarnados e desencarnados. repetindo-se os esclarecimentos e as preces quantas vezes forem necessárias. No entanto. devemos observar as condições e a necessidade da tarefa. c) evitar a preferência por este ou aquele passista. por isto mesmo. é recomendável realizar o trabalho por turmas (veja o item IV – Passe Coletivo). pois sempre há pessoas que ali comparecem pela primeira vez. facilita ou proporciona a cura. d) durante o recebimento da terapêutica deve o paciente permanecer em prece. Nos dias em que for grande o número de candidatos ao passe. Quando for possível. b) basta receber um passe de um passista. l) Não existir passista preparado para a tarefa. a fim de que a perturbação não venha aparecer. que. o Centro deverá ter uma sala previamente destinada à aplicação de passes. pois como afirmou Chico Xavier ao ser perguntado sobre “Como deveríamos agir com pessoas que nos procuram em horários impróprios?”.. ainda. não podemos perder a ordem de vista. e) o passe. conforme o merecimento de cada um.) Todo trabalho para expressar-se em eficiência e segurança reclama disciplina. em nossas tarefas. pode oferecer condições para melhor receber e fixar os benefícios da terapêutica. pela natureza de suas atividades. sob pena de desequilibrar. conveniente que. o nosso próprio trabalho. ainda que superficialmente sobre o assunto. k) Antes não tiver sido feita uma prece ou pequena reflexão evangélico-doutrinária. antes de se iniciar o serviço de PASSE. (02) Onde Aplicar o Passe: No Centro Espírita: O local mais conveniente para aplicar passe é o Centro Espírita.. É indispensável iniciar e interromper (quando necessário) a tarefa do passe com uma prece.

sopesando a necessidade e a circunstância que envolve a tarefa. (. Todavia. evitando que a sua visita assuma caráter social. que são extremamente úteis. porém. existem limites. é justo que se dê passe na residência. sem motivos que o justifiquem.6 – Porque Receber o Passe Quando doentes da alma ou do corpo. principalmente quando se tratar de pessoas de sexo diferente. só enquanto durar o impedimento. Para tanto. ao passe. e é razoável que sejam punidas pelas conseqüências de seus próprios atos. Nesses casos. a perturbação. também. 7. temos instruções superiores para entregá-los à sua própria obra. se as dez oportunidades voam sem proveito para os interessados. nos casos em que não haja possibilidade de reduzir a luminosidade. por dez vezes consecutivas. a título de benemerência espiritual.) Há pessoas que procuram o sofrimento. O grupo deve limitar-se ao trabalho fraterno. como já foi dito anteriormente deverá o médium passista utilizar seu bom senso. A equipe VISITA OS LARES E HOSPITAL deve lembrar-se da prece inicial e da prece de encerramento da atividade de assistência espiritual. como apoio. O passe é fluidoterapia de grande eficácia e devemos utilizar seus benefícios durante o tempo em que nos encontramos necessitados. (13) 105 . Nos lares: sempre que houver impossibilidade de o doente se locomover. é natural que desejemos nos restabelecer. e. o passista procurará não ficar só com o necessitado. Isso. o desequilíbrio. de certos fluídos. Para sua tranqüilidade e para evitar mal-entendidos. Outros lugares: as circunstâncias podem nos levar a dar passes em outros lugares. mas nunca libertá-los. recorremos às medicações terrenas. porém. complemento e refrigerante de nossas dores.. Em todo trabalho coletivo deve haver prudência por parte dos responsáveis. entre outros. a nos informar que: Na espiritualidade. porque promove a serenidade íntima dos encarnados e facilita a meditação no bem. pelos Espíritos. Poderemos aliviá-los.A redução da luz durante o passe favorece a manipulação.. como hospitais. Quando encontramos enfermos dessa condição. muitas vezes. evitando-se o contato de portadores de moléstias contagiosas com os demais presentes. deve-se optar pela claridade. devemos evitar o hábito de tomar passes. locais de trabalho. Todavia. lembremos da exortação contida no livro Missionários da Luz. salvamo-los dos fluidos deletérios em que se envolvem por deliberação própria. a fim de que aprendam consigo mesmos.

o uso de ambos é a medida mais aconselhável. aliança. pelo passista ou pela Espiritualidade quando se manifesta a respeito. de pé ou deitado. pois os fluídos como o sangue. mas nossa atitude com relação à vida. e) Não há necessidade de tirar os sapatos. a ação mais ou menos intensa dos recursos magnéticos. Não são os objetos que portamos que causam inconvenientes. devem percorrer livremente por todo o corpo. relógios. A incredulidade é uma barreira a atuação dos Espíritos em nosso favor. transpiração excessiva e tonteira podem verificar-se durante o passe.Como Receber o Passe: a) Observando o merecimento diante da Justiça Divina. Quando exercido sob a vibração da prece com vistas ao bem legítimo o passe pode ser utilizado por qualquer pessoa espírita ou não que abrigue a fé em seu coração. A necessidade do passe deve ser positivada pelo próprio doente. c) No caso de obsessão. que se toma pelo tempo em que persistir a enfermidade. f) Tanto o paciente quanto o passista devem buscar a conexão com o Plano Divino. Tal qual se dá com o remédio. no entanto. formigamento. Em certos casos. O passista deve orientar o paciente a não desprezar a medicação terrena. Lembremos. frio. b) O passe deve ser utilizado com critério e responsabilidade. b) Durante o passe o paciente deve conserva-se sereno. que a 106 . o passe pode promover o afastamento temporário do obsessor para que o encarnado receba auxílio mais eficiente. que terminam com o passe. Trata-se de estados passageiros. níqueis ou outros objetos de metal para receber o passe. depende do grau de aceitação por parte do paciente. c) Recomenda-se não cruzar braços e pernas por causa da polaridade do nosso corpo e para não acumular energias. Quando Receber o Passe: a) Quando temos evidente necessidade e enquanto essa perdurar. na posição que mais lhe convier. sentado. d) Sensações de calor. reservando o passe para o momento mais indicado.

 Circulação Atividade do sistema hemático dentro das variações do meio e volume sanguíneo. sempre que houver oportunidade.  Marca a atividade das glândulas endócrinas  Administra o sistema nervoso  Respiração.  Fonação. idéias e ações. gostaríamos de frisar que o passista deve. à associação e à realização entre as almas.solução definitiva do processo reside no esclarecimento evangélico-doutrinário dos envolvidos. Digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos. Influência decisiva sobre os demais. Como recurso da Casa Espírita o PASSE pode ser utilizado sem restrições e como complemento para as outras frentes ligadas ao ATENDIMENTO ESPIRITUAL. Assimila os estímulos do Plano Superior. CENTROS VITAIS: 1º CORONÁRIO Ponto de integração entre as forças do espírito e as forças fisiopssicossomáticas. oferecer ao paciente meios para que ele encontre o caminho de sua recuperação. com Jesus.  Sustenta os sentidos. Estímulos criadores com vistas ao trabalho. 2º CEREBRAL 3º LARÍNGEO 4º CARDÍACO 5º ESPLÊNICO 6º GÁSTRICO 7º GENÉSICO 107 . Modelagem de novas formas entre os homens.  Emotividade. como um ósculo divino a orientar nossos propósitos. 7. Dele parte a corrente de energia vital com ação sobre a matéria mental e transmite aos demais centros os reflexos de nossos sentimentos.7 – Conclusão Para concluir este trabalho. A seguir oferecemos um quadro ilustrativo sobre os Centros Vitais e. transcrevemos as mensagens “O PASSE” e “CURA PRÓPRIA” de Emmanuel. ao final.

108 .

o passe é transfusão de energias físio-psíquicas. as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes. pois. “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro. 8:17) Meu amigo. considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos. 109 . Não abuses. tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos.O Passe “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento. de conformidade com as letras sagradas. em substância. e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça. operação de boa vontade. recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições. O passe exprime. retifica o teu caminho. (Mateus. Esquece os males que te apoquentam. purifica o sentimento e o raciocínio. Se a moléstia. também. Se pretendes. a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições. Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência. sobretudo daqueles que te auxiliam. inflama o teu coração na confiança positiva e. Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade. dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício. O mal é sempre a ignorância. guardar as vantagens do passe que. desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem. no serviço do passe. gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias. Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna. Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes. em favor da nossa própria tranqüilidade. o coração e o cérebro. centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino. porque. humilha-te conservando a receptividade edificante. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado. enganos e excessos. importa considerar que. é ato sublime de fraternidade cristã. foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam.

(14) Emmanuel 110 . contudo. eles são vivos e educáveis. entretanto. o que fazes com teus pés. 9:35) Cura a catarata e a conjuntivite. Consagra-te à própria cura. porém. braços e mãos. no entanto. livra o fígado dos excessos em que te comprazes. Persegue a gastralgia. aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres. (Mateus. não sufoques os rins com venenos de taças brilhantes. a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade. cuida de reajustar as emoções e tendências. não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores. Melhora as condições do sangue. mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos. Combate a neurastenia e o esgotamento. não entregues o coração à impulsividade arrasadora. Defende-te contra a surdez. mas educa teus apetites a mesa. Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam. Medica a arritmia e a dispnéia. entretanto.A CURA PRÓPRIA “Pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades”. mas corrige a visão espiritual de teus olhos. retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram. Guerreia a hepatite. Desloca o reumatismo dos membros. Sem que teu pensamento purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem. reparando. contudo. todavia. todavia. Remove os perigos da uremia.

21ª ed. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. O que é o Espiritismo. Francisco Cândido. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 1999. 2001.. (09) XAVIER. 8ª. KARDEC. 2002 XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 1987. Ed.mariadolores. Edição Especial. 1996. Allan. Rio de Janeiro: FEB. 1993. O Livro dos Espíritos. Ditado pelo Espírito de André Luiz. (10) GURGEL. Luiz Carlos de M. No Mundo Maior. 111 . (05) CAMPETTI SOBRINHO. Pelo Espírito de Emmanuel.htm . Segue-me. 22ª ed. 51 e 131. (08) XAVIER. Allan. (12) DENIS. O Espiritismo de A a Z: glossário. A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. 1994. Rio de Janeiro: FEB. Waldo. Allan. Francisco Cândido. (03) KARDEC. Ditado pelo Espírito de André Luiz. (02) MELO. 14ª. Ditado pelo Espírito de André Luiz. Tradução Guillon Ribeiro da 5ª edição francesa. Allan. 2006 (04) KARDEC. 20ª ed. Evolução em dois mundos. 2005. Francisco Cândido. O Passe: seu estudo. 35ª ed. 3ª Edição. Missionários da Luz. Leon. Ditado pelo Espírito de André Luiz. Rio de Janeiro: FEB. pág. São Paulo. No Invisível..FEB. 2005. Mecanismos da Mediunidade. 1994. consulta efetuada no site www. KARDEC. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. 9ª ed. suas técnicas. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira . VIEIRA. Ditado pelo Espírito de André Luiz. 20ª ed. Matão São Paulo: O Clarim. 1992. Rio de Janeiro: FEB.br/passes. Rio de Janeiro: FEB. Ed.dia 16/06/2008. 3ª ed. 15ª ed. et al. 2004. Nos Domínios da Mediunidade. Allan. (11) XAVIER. 1994.7. 2003. O Passe Espírita. (14) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. (07) XAVIER. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 1981 (13) XAVIER. Tradução Guillon Ribeiro.. 18ª ed. Rio de Janeiro: FEB.org. Geraldo (Coordenador). 6ª Edição de Bolso.8 – Referências Bibliográficas (01) KARDEC. (06) Material Didático do Grupo Espírita Maria Dolores. Tradução Evandro Noleto Bezerra. Francisco Cândido. Waldo. 52ª Edição. Rio de Janeiro: FEB. Pensamento e Vida. VIEIRA. O Livro dos Médiuns. Jacob. sua prática.

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