ATENDIMENTO ESPIRITUAL NA CASA ESPÍRITA

2009

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ÍNDICE
1 – APRESENTAÇÃO............................................................................................................... 3 2 – RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA .................................................................................... 8 2.1 – Introdução .................................................................................................................... 8 2.2 – A Casa Espírita ............................................................................................................ 9 2.3 – Perfil do Trabalhador ............................................................................................... 14 2.4 – Palavras Finais ........................................................................................................... 16 2.5 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 18 3 – ATENDIMENTO FRATERNO ......................................................................................... 20 3.1 – Introdução .................................................................................................................. 20 3.2 – Atendimento Fraterno: Definição ............................................................................ 21 3.3 – Condições necessárias para o Atendimento Fraterno ............................................ 24 3.4 – Preparação para o Atendimento Fraterno .............................................................. 26 3.5 – Estágios do Atendimento Fraterno .......................................................................... 33 3.6 – Atendimento iniciado pelo Atendido ....................................................................... 35 3.7 – Atendimento iniciado pelo Atendente ...................................................................... 36 3.8 – Dinâmica do Atendimento ........................................................................................ 36 3.9 – Palavras Finais ........................................................................................................... 38 3.10 – Referências Bibliográficas ...................................................................................... 40 4 – EVANGELHO NO LAR .................................................................................................... 43 4.1 – Introdução .................................................................................................................. 43 4.2 – Implantação do Evangelho no Lar ........................................................................... 45 4.3 – Dinâmica do Estudo .................................................................................................. 47 4.4 – Palavras Finais ........................................................................................................... 49 4.5 – Referências bibliográficas ......................................................................................... 51 5 – VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS ............................................................................ 53 5.1 – Introdução .................................................................................................................. 53 5.2 – A Visita ....................................................................................................................... 53 5.3 – Preparando a Visita Fraterna .................................................................................. 57 5.4 – A Tarefa ...................................................................................................................... 59 5.5 – Observações Gerais ................................................................................................... 64 5.6 – Palavras Finais ........................................................................................................... 65 5.7 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 66 6 – REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO .......................................................................................... 68 6.1 – Introdução .................................................................................................................. 68 6.2 – Reunião de Irradiação ............................................................................................... 69 6.3 – A Equipe ..................................................................................................................... 73 6.4 – Reunião: Condições de Realização ........................................................................... 79 6.5 – Palavras Finais ........................................................................................................... 84 6.6 – Referências Bibliográficas ........................................................................................ 86 7 – PASSE ESPÍRITA.............................................................................................................. 89 7.1 – Introdução .................................................................................................................. 89 7.2 – O Passe ........................................................................................................................ 90 7.3 – O Passista ................................................................................................................... 97 7.4 – Como Aplicar o Passe .............................................................................................. 100 7.5 – Por que Aplicar o Passe........................................................................................... 102 7.6 – Porque Receber o Passe .......................................................................................... 105 7.7 – Conclusão ................................................................................................................. 107 7.8 – Referências Bibliográficas ...................................................................................... 111

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1 – APRESENTAÇÃO

“E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido”. Paulo (Gálatas, 6:9).

A União Espírita Mineira – UEM, por meio de seu Setor de Atendimento Espiritual – SATES, promove ações junto aos Conselhos Regionais Espíritas – CRE, com o propósito de oferecer subsídios para o atendimento espiritual exercitado nos Centros Espiritistas. Desde a Codificação da Doutrina dos Espíritos pelo nobre Allan Kardec a expansão de seus ensinamentos e a dinamização de seus conteúdos força-nos a efetuar, periódica e conjuntamente com nossos confrades, o exercício de avaliação dos trabalhos, sopesar as prioridades, investir na qualificação das ações, dinamizar conhecimentos e informações trazidos do Plano Espiritual, para que possamos melhor compreender as tarefas para as quais nos candidatamos nos Centros Espíritas. O SATES, nesse processo, tem a humílima função de dar suporte e compilar as informações vindas das experiências das diversas Casas Espíritas do estado e do país, com o propósito de promover o intercâmbio entre os trabalhadores da Seara de Jesus. Estamos falando de uma tarefa intermediária, interativa e, principalmente, comprometida com a causa da Doutrina e do Evangelho de Jesus. No propósito sincero de intermediar e promover o atendimento eficaz aos que necessitam e procuram o auxílio na fraternidade, o SATES, de modo singelo, procurou desenvolver uma metodologia de ação para os trabalhadores dos Centros Espíritas: uma metodologia fundada nos ensinamentos de Jesus, que denominamos Metodologia Crística. A Metodologia, por si só, é conhecida como um conjunto de métodos racionais, viáveis e executáveis para se alcançar um fim específico. Palavra de origem grega “methodos”, é o caminho utilizado para chegar a um fim. Em nossa tarefa fazemos uso da Metodologia Crística como um conjunto de procedimentos, reiterados, integrados e sucessivos que busca educar aos que adentram as Casas Espíritas, por meio do consolo, da assistência espiritual e da inserção em um processo educativo esclarecedor. A Metodologia Cristica, proposta pelo SATES, utiliza-se da “terapêutica” educativa desenvolvida pelo acolhimento do irmão, por saber ouvi-lo em seus infortúnios, pela oportunidade de consolá-lo em sua dor, pela orientação segura no Evangelho de Jesus e na Doutrina dos Espíritos, pelo encaminhamento correto nas Casas Espíritas e pelo acompanhamento fraterno e libertador. 3

ainda. a grandiosa e imprescindível contribuição. mantendo. ocorrem-nos dúvidas sobre como procedermos diante de uma determinada circunstância inusitada. Entendemos que a Evolução é uma Lei Divina irrevogável. A proposta de implantação da Metodologia Cristica. qualificando ações. da Metodologia Cristica de educação terapêutica desenvolvida pelo SATES é tentar suprir as carências no trato diário das Casas Espíritas e prover-nos. no sentido de incentivá-los a ler os módulos e auxiliar-nos a implementar melhorias 4 . ao educar as nossas obras. quando estamos obrando nas Casas Espíritas. suas bases cada vez mais ajustadas ao Evangelho de Jesus e à Doutrina dos Espíritos. A finalidade deste conjunto de apostilas. que o Espiritismo é uma doutrina educativa. com subsídios calcados em bases evangélicas e doutrinárias para as tarefas. contudo. tendo em mente novos campos de atuação e a qualificação das frentes já existentes. pois com ele temos acesso ao conhecimento que desvela nosso próprio ser. ou como preferimos chamar. da harmonia íntima e da agilidade. por fim. por nos revelar nossa necessidade de interagir com irmãos de luta doutrinária. Um tipo de conhecimento diferente daquele que é veiculado pelos Institutos educacionais terrenos. ao educar a mente. na necessidade. e. Esses momentos de dificuldades são extremamente produtivos. acolhendo conselhos. o SATES lança uma proposta de unificação e integração com os trabalhadores espíritas. promovendo a evolução de todos os filhos de Deus. Em muitos momentos. com sua proposta educativa e libertadora opera no desenvolvimento da inteligência.Em consonância com os ideais pedagógicos de Pestalozzi. Ao contrário. em momento algum. no desenvolvimento do amor a Deus e ao próximo. respeitando diferenças e. compreendendo orientações e aceitando críticas. Educativa. A União Espírita Mineira. da qual ninguém poderá fugir. Acreditamos. que. determinar e limitar a atuação dos trabalhadores das Casas Espíritas. através do SATES. como setor de apoio educativo. Trata-se de um material didático elaborado pela contribuição direta e/ou indireta de muitos amigos encarnados e desencarnados. Assim. pela impossibilidade de aqui nomeá-los. como tem sido repetido reiteradas vezes. pretende esgotar os temas aqui apresentados e. já que seu objeto não é tangível e se processa principalmente nos escaninhos de nossas almas. pretende promover grupos de qualificação de frentes de trabalhos. a Metodologia Cristica. muitos menos. acima de tudo. queremos agradecer. a proposta é de educar interagindo saberes. cada um. ao educar os corações. no desenvolvimento da saúde. que há anos desenvolvem suas tarefas sob as bênçãos do Alto.

O Culto do Evangelho no Lar. Atendimento Fraterno pelo diálogo: oferecido aos que procuram e/ou freqüentam a  Casa Espírita em busca de esclarecimento e consolo para seus sofrimentos. emocional e espiritual. Evangelho no Lar: procura incentivar e esclarecer sobre os benefícios hauridos na  intimidade dos lares. quando este hábito é efetivado. que nos proporcionou este material de reflexão e estudo que destaca temas como: Recepção: momento de acolhida aos irmãos que solicitam ajuda e orientação. que em momento algum pretendem determinar regras a ser cumpridas ou. No mundo moderno. ao longo de muitos anos. Nesses diversos espaços. que propicia a reunião da família em torno da palavra do Mestre. na sincera disposição de servir e orientar. que leva aos ouvintes a palavra do Mestre. em todos os setores. ainda. muitas  vezes. Passe e Magnetização da Água: recursos espirituais diretamente aplicados às  necessidades individuais daqueles que buscam ajuda no Espiritismo. devemos tentar viver o Cristianismo Redivivo pautado no amor dedicado ao próximo e na construção de um ambiente fraterno. Entendemos que o Atendimento Espiritual deve se revestir de ações fraternas e contínuas para os que freqüentam a Casa Espírita e os que nela obram diariamente. Nessa tarefa é preciso carinho e paciência. Em que pese o esforço despendido para reunir os 05 (cinco) módulos. afirmamos que o trabalho maior é o que é feito pelo Mestre Jesus. Visita aos Lares e hospitais: momento em que equipes de visitação aos lares e/ou  hospitais procuram levar conforto por meio da palavra evangélica e do passe magnético. em estado de desequilíbrio físico. aproximando uns aos outros. pois são inegáveis os grandes progressos alcançados pela Humanidade. Irradiação Mental: reuniões em que são efetuados estudos e preces por todos os que  procuram a Casa Espírita em busca de socorro. traz a oportunidade de reunião da família. modificar procedimentos eficientes hauridos pela luta de muitos anos. pois só ele é capaz de escrever nas páginas de nossa alma as regras divinas fundamentais à elevação de nosso espírito.nos textos. que consideramos de grande importância. Essas experiências com o Outro são exercitadas nas diversas frentes de trabalhos voluntários oferecidos pelas Casas Espíritas. que tratam de algumas tarefas. Foram essas vivências. 5 . à sublimação de nossos sentimentos e à nossa transformação em seres de Bem. é notável a necessidade de nos capacitarmos constantemente. Explanação do Evangelho à luz da Doutrina Espírita: orientação de caráter moral e  consolador.

portanto. neste momento em que apresenta. tão necessários no momento em que vislumbramos o Mundo de Regeneração. tem como meta oferecer orientação às Casas Espíritas na implantação. Educar é para nós Espíritas um dos pontos relevantes para a iluminação e a conquista do discernimento. O Espiritismo é uma doutrina que tem por ponto fulcral a fé raciocinada e incentiva a busca do estudo edificante. o SATES. uma Metodologia Cristica de bases educativas. receber auxílio de todos para aprimorar ainda mais esta proposta de ação. por meio deste material didático. concomitantemente. estimulando os que buscam o Espiritismo e os que já trabalham nas Casas Espíritas ao progresso individual e coletivo.É importante destacar que. esperamos poder continuar servindo a Jesus e contar com o apoio de toda comunidade espírita para divulgar. transformar. opinar e criticar este trabalho. implantar. 6 . oferecer apoio aos órgãos unificadores. Para isso. manutenção e qualificação de suas atividades e. Nosso objetivo é.

reservado ao círculo mais íntimo dos que nasciam sob o mesmo teto?’ ‘. irmão?’ ‘O rapaz admirou-se de tanta afabilidade e delicadeza.58) 7 .Somos todos uma grande família em Cristo Jesus.RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA “.De onde vens.” Emmanuel (10 – p. acrescentava: ’ ‘. Por que lhe dava o título familiar. renovando o sorriso generoso. num homem a quem via pela primeira vez.’ ‘Mas o interpelado. se não me conheceis? – interrogou comovido.Por que me chamais irmão.

Por isso. um bom percentual de pessoas chegam aos ambientes espiritistas com idéias equivocadas sobre o que irão encontrar. desinformados. um equívoco grave que gera complicações no ambiente e obstáculos no atendimento ao irmão necessitado. curiosos que vão buscar. e sairá. precisam compreender a importância do convite e observarem a forma adequada para promovê-lo. e entrará. Inúmeros são os irmãos infelizes. amplie a boa vontade e persevere em seguir as orientações do Evangelho de Jesus. a partir daí. o RECEPCIONADO fique ciente de que um Centro Espírita comprometido com a Doutrina Espírita e com o Evangelho de Jesus. é valioso o esclarecimento para o iniciante. as mais variadas respostas para suas dúvidas. 8 . pela constância com que são exercidas. fenômenos de curas. salvar-se-á.2 – RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA 2. familiares ou mentores. é um lugar em que ele poderá obter consolo e orientação para as suas necessidades. se alguém entrar por mim. como os únicos capazes de “resolver o caso”. que não demandam cuidados especiais por serem considerados preliminares. Enfim. etc. É preciso que. tornam-se repetições de movimentos automáticos. logo nos primeiros contatos. A RECEPÇÃO Espírita deve seguir algumas diretrizes procedimentais. os trabalhadores e divulgadores da Doutrina Espírita. “No turbilhão dos conflitos que asfixiam as melhores aspirações do povo. na intenção de ajudar os que sofrem. de modo adequado e fraterno. Assim. a fim de atender a demanda que surge no dia-a-dia. É um erro apresentar o Centro Espírita como o remédio para todas as doenças. Jesus (Jo. Emmanuel (11). rever a prática da RECEPÇÃO no Centro Espírita. ao incentivarem o neófito ou o necessitado a procurar o Centro Espírita. desde que desenvolva a fé. contato com espíritos. Em breves linhas a proposta desta apostila é refletir e. é necessário sejamos o apoio fraterno e providencial de quantos se colocam em busca de um roteiro para as esferas mais altas”. criando no irmão fragilizado falsas esperanças e promessas infundadas de soluções instantâneas. soluções para seus problemas. desiludidos.1 – Introdução “Eu sou a porta. nos Centros Espíritas. tendo em vista a necessidade dos grupos dinamizarem seus setores de tarefas. 10:9). que para muitos. e achará pastagens”. Há aqueles que chegam a indicar nomes de pessoas. tarefeiros da casa. dinamize o merecimento.

recepcionar os que buscam estas Casas de Luz é tarefa de suma importância. que a alma que sangra hoje. dedicação e fidelidade com a Doutrina dos Espíritos e o Evangelho de Jesus. os desregramentos viciosos que desviam valores e levam a excessos materiais. entre outras. Quando Jesus esteve entre nós.. documentadas na Boa Nova. entrando num barco. foi visitado por uma multidão de necessitados que o procuravam em busca de conforto e conhecimento espiritual. busca o Senhor desejosa de encontrar o alívio para o sofrimento moral.2 – A Casa Espírita “Tendo Jesus saído de casa naquele dia. a exposição doutrinário-evangélica. vezes sem conta.” (Mt. a multidão de sofredores. se assentou. nas tarefas que exigem contato direto com o público. em muitos casos. quais sejam.” (Jo. Como exemplo.. E ajuntou-se muita gente ao pé dele. para orientar com sabedoria e auxiliar com amor os primeiros passos dos sedentos de consolo. luz e amor. Adentrar o ambiente de uma Casa Espírita é atitude séria e requer cuidados especiais do trabalhador consigo e com o semelhante. os primeiros a terem consciência disso deverão ser aqueles que se postam a frente da Casa. o corpo carcomido pelas deformações e doenças físicas. aqueles que me deste quero que. 13:1-2). serviu de vaso para os exageros desnecessários. o sofrimento da alma que assola tantas pessoas e as mazelas convertidas em doenças somatizadas no corpo físico só poderão ser curados se as causas forem trabalhadas e. humildade para aceitar os óbices da vida e perseverança para modificar situações e hábitos que envenenam as almas. o estudo sistematizado da doutrina. a mediunidade. estava assentado junto ao mar. dentre os quais nos incluímos. exteriorizado no sofrimento físico. ontem derramou sofrimento. 9 .. representa o Cristo e sua mensagem através dos princípios que fundamentam a Doutrina dos Espíritos. A Casa Espírita. podem ser reflexos de carências em tempos pretéritos.A Doutrina Espírita ensina que a dor de hoje. A recepção aos que aportam nas Casas Espíritas deve. 2. de sorte que. Assim. também eles estejam comigo. 2000 anos depois. 17:24) Portanto. A todos recepcionava o Mestre com carinho e respeito para com as suas dificuldades. portanto. onde eu estiver. a evangelização infantil. Hoje. basear-se nas ações do Cristo. com suas várias portas de entrada. que exige do trabalhador disposição íntima para servir como digno instrumento da providência divina em favor de todos.. observemos a rogativa de Jesus em favor de seus discípulos: “Pai.

atuando no interesse geral e onde se apaga toda autoridade pessoal. razão pela qual o RECEPCIONISTA RECEPCIONADO. A seguir. 362) O próprio codificador da Doutrina dos Espíritos já nos aponta a seriedade e o compromisso que deveremos assumir frente à Casa Espírita e sua estruturação. através do estudo. preparando-o para as diversas possibilidades oferecidas pelo trabalho: necessita estar preparado para acolher fraternalmente o 10 . da oração e da fraternidade.p. discorreremos. intitulado PREPARAÇÃO DE TRABALHADORES PARA ATIVIDADES ESPÍRITAS (01). O Evangelho dá-nos a senha divina através da qual o discípulo é reconhecido: pelo amor dedicado ao próximo. Quem procura a Casa Espírita: “Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros.O centro que essa organização criará não será uma individualidade. Com algumas exceções. com base no material didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. Não obstante. a maioria das pessoas que procura uma Casa Espírita traz em sua intimidade muitas indagações acerca do que poderá encontrar. com o intuito de facilitar a tarefa do RECEPCIONISTA.”Jesus (Jo. do trabalho. para operar junto aos que baterem à porta. daí advirem alguns cuidados que devem ser observados. é o ingresso em um educandário moral e espiritual que propicia condições. Em outras palavras. com definição exata dos termos utilizados pela nomenclatura espírita. Esse tarefeiro deverá utilizar uma linguagem clara. Ao RECEPCIONISTA da Casa Espírita cabe a nobre tarefa de acolher pessoas. sobre alguns desses estados emocionais dos visitantes. lar em que a solidariedade. mas um foco de atividade coletiva. Kardec chamou-nos ao trabalho em uma organização que tem como atividade o atendimento à coletividade. a missão abençoada e evangelizadora da Doutrina Espírita e as tarefa-amor desenvolvidas em seu templo. é comum que o visitante se apresente com diversos estados emocionais. 13:35). Destarte. elucidando de maneira simples. a caridade e o amor devem constituir-se em metas a serem atingidas por todos. mas convicta. não podemos olvidar que o templo espírita é refúgio de almas acometidas pelas necessidades. O RECEPCIONISTA é o primeiro com quem o recém-chegado à Casa Espírita tem contato. (12 .

de modo breve e com gentileza. deve o RECEPCIONISTA. própria do homem de boa vontade que se consagra ao serviço do Senhor e não à especulação curiosa e destrutiva. a vida” (02). Se o visitante mostra-se EQUILIBRADO. Ao DESCONFIADO.Caso apresente estados de ANGÚSTIA. é um verme destruidor nas melhores realizações de nossas vidas. deve procurar dar-lhe atenção. explicar-lhe que a leitura e o estudo das obras de Allan Kardec. O FALANTE é um enfermo que. surdamente. sem conseguir. sabedor desse possível sofrimento do irmão. em muitas circunstâncias. capaz de transmitir segurança. confiante da tutela de Jesus. A atmosfera de desconfiança poderá ser convertida em serenidade por meio de uma atitude sincera. deve o RECEPCIONISTA. saber elevar o ânimo e a auto-estima do irmão enfermo. em silêncio.. 11 .. o RECEPCIONISTA deverá dialogar com naturalidade e cortesia. “A gentileza é filha dileta da renúncia e guarda consigo o dom de tudo transformar em favor do infinito bem”. solicitando do RECEPCIONISTA habilidade no trato para que abra seu coração. acolhendo-o de coração aberto. pois o aparente estado de equilíbrio do visitante pode ocultar uma condição adversa. cabe ao RECEPCIONISTA a utilização da habilidade fraternal. concomitantes à freqüência às Reuniões de Explanação da Doutrina e do Evangelho. fraternidade e luz” (03). a mais segura fórmula de ajuste nos processos da evolução. esclarecerão suas dúvidas. Lembremo-nos: a educação “é a melhor maneira de curar o desequilíbrio do mundo e orientar com Jesus é curar todas as chagas do espírito eterno. Por falar excessivamente pode ter-se perdido nas teias da irreflexão. encaminhando-o para o ATENDIMENTO FRATERNO. encontrando. característica comum de espíritos vigorosos. “Quem ajuda é ajudado. porém. respaldada pela Doutrina dos Espíritos e pelo Evangelho de Jesus. Este irmão. Quando foi movido pela CURIOSIDADE.. expressar-se. “.” (05). O RECEPCIONISTA. “O desânimo é veneno que corrói lenta. sede inesgotável da alma que não se sacia com facilidade. (03). “Servir é criar simpatia.” (03). não se deu conta de sua situação e quase sempre não ouve ninguém.” (04). muita vez. munido de genuína fraternidade.” (03).. sem excessos. recém-chegado. traz seu sofrimento sufocado na garganta. deve o RECEPCIONISTA mostrar-se seguro e sincero em suas intenções de auxiliar o irmão. atento. Ao que se apresenta DESANIMADO. “O equilíbrio nasce da união fraternal e a união fraternal não aparece fora do respeito que devemos uns aos outros.

O RECEPCIONISTA. seguras e. em respeito sincero ao irmão recém-chegado. por fim..O INIBIDO pode estar. tornando as despedidas simples e gentis. a sabedoria. sem olhar para o questionador. e. naturais. informá-los sobre cursos e tratamentos que a Casa dispõe. independente da situação. deverá ser discreto ao estimulá-lo à conversação. Estando o irmão recém-chegado AGITADO. devem ser acolhidos fraternalmente na Casa Espírita. por estar em estágio evolutivo diferente. Deve o RECEPCIONIOSTA acatar com mansidão seu desabafo e ajudá-lo. objetivas. que deverão adotar na intimidade do sagrado lar espírita e. sobre a conduta. O RECEPCIONISTA deve falar olhando para seu interlocutor. As dúvidas apresentadas pelos visitantes (por mais banais que possam parecer) são merecedoras de respostas claras.” (06). Nunca de modo ríspido. 12 .) adquiriram fortaleza moral que ninguém pode atingir. Ao RECEPCIONISTA abnegado cabe a tarefa de orientar os visitantes sobre os horários de funcionamento das tarefas promovidas pela Casa.” (Provérbios. diretas. Portanto. Há pessoas que não pretendem ser reconhecidas ou abordadas. quando o recepcionado se apresenta ZANGADO. afetuosas. A serenidade fornece suprimento de paz para os óbices e a “brandura é apanágio das almas que (. é necessário que o RECEPCIONISTA mantenha-se sereno e brando. na verdade. nem perturbar. sobretudo. agradecidos.. A mansidão é adquirida apenas por aqueles que conseguiram superar seus instintos agressivos. deve conduzir os momentos finais de permanência no recinto espírita em oração. “Os olhos são a luz do corpo. não só em seus passos como no juízo que faz das coisas” (03). habito com a prudência. pode estar sofrendo constantes incômodos com seus próprios pensamentos e atos. a fim de lhe transmitir confiança. TODOS. por desconhecer as causas de tal aflição. deve-se compreender essa postura como um esforço reeducativo. 8:12). É compreensível que algumas pessoas tenham pelo RECEPCIONISTA. Muitos outros perfis poderiam ser aqui. e. quando perguntados. uma simpatia especial e. eu possuo conhecimento e discrição. sem excessos ou alterações de tons vocais. Contudo. para com estas a prudência apresenta-se necessária. tem o dever de demonstrar compreensão e amor ao próximo. queiram estender as conversações de despedidas. aquele que o orientou no ambiente espírita. “Eu. É por meio deles que o homem se orienta e se guia. descritos. Por outro lado. em razão disso. sinalizando comportamentos que foram motivos de quedas no passado.. sem distinção. contudo o mais importante é que. o RECEPCIONISTA esclarecido e sabedor de que apenas serviu de instrumento para as realizações do mais Alto..

eliminando distâncias e falsas posições hierárquicas. como e quando determina a Sua Vontade sábia e soberana. mister Espiritualidade. fixando na mente do acolhido vibrações impregnadas de sinceridade. que o eleva ao cimo da divindade. pacífica. deve compreender com humildade. entre outras situações. em razão disso. cheia de misericórdia e de bons frutos. Apenas para fins didáticos. que servem onde. moderada. por ela. em dias determinados. “Nosso Livro”). depois. vamos dividir a tarefa de amor ao próximo do RECEPCIONISTA em dois momentos. alguns. o tarefeiro da Casa Espírita é quem mais necessita do auxílio da indispensabilidade do trabalho para a transformação do ambiente e o aprimoramento do ser no progresso individual. hospedaram anjos. Podem ocorrer.. deve confiar no poder da oração. São os Obreiros da Boa Vontade. obreiro da Seara do Mestre Jesus. Na Casa Espírita. 13:2). interferências que prejudicam. através do desânimo. O RECEPCIONISTA é um trabalhador tão importante para o funcionamento da Casa como qualquer outro. não o sabendo. muitas vezes. nos círculos terrenos. porque. de amizade e de consolação. Quem recepciona na Casa Espírita: “Mas a sabedoria que vem do alto é. primar pela disciplina e perseverar em seus propósitos. Faz-se entender a “Ato ou efeito de receber. Urge. a recepção consiste na valorização integral de quem chega. que ele. primeiramente pura.” (Tiago. “O Mestre fortifica-se nos cooperadores que não cogitam de prerrogativas e remuneração.”(Hebreus. Para tanto. visitas” (07). 3:17). quais sejam: a) recepção: “Não vos esqueçais da hospitalidade. encontra-se num estágio de evolução anterior aos dos espíritos elevados que trabalham sem imposição.. o trabalhador. é necessário que o RECEPCIONISTA acolha fraternalmente.A conclusão do trabalho de recepção poderá representar um importante momento de troca de vibrações fraternais a serem dinamizadas no tempo. A criatura consciente da verdade compreende que a ação no bem é ajustamento às Leis de Deus e a ela se rende por livre vontade” (05). que o RECEPCIONISTA busque auxílio na associação fraterna do templo espírita. nesses momentos de fragilidade.” (03 – André Luiz. dever ser vigilante. tratável. Conforme preceitua o Espírito do venerável Emmanuel: “Nos círculos mais elevados do espírito o trabalho não é imposto. Ao contrário do que muitos acreditam. 13 . e.

19:5-6). Dinâmica da Tarefa: “Zaqueu. “(. Não é.. e.. O RECEPCIONISTA deve acompanhar o visitante. b) Conduta moral segura. “A manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo. carinhosamente. c) Envolvimento e comprometimento com as tarefas da Casa Espírita. 5:19-20). o trabalhador espírita é um necessitado das bênçãos de Deus. Como foi mencionado anteriormente.) o aspecto principal de sua tarefa [trabalhador] é o de ouvir e orientar. a confiança e a ternura devem ser tão espontâneos quanto as águas cristalinas de um manancial. Sabedor dessa verdade é que o RECEPCIONISTA deve esforçar-se. f) Conhecimento das normas do Centro Espírita e das atividades do Movimento Espírita. apressando-se.”.procurando conhecer o motivo da vinda e oferecer os recursos de que a Casa Espírita dispõe para atender o recepcionado na sua necessidade. até o local de sua destinação.”(Mt. e recapitulação periódica. disse: Ide e apresentai-vos no templo. e recebeu-o gostoso. desceu..)” (08). e) Participação ativa nos grupos de estudo da Casa Espírita.. em hipótese alguma.”Jesus (Lc. porque hoje me convém pousar em tua casa..3 – Perfil do Trabalhador “Portanto. E. as pessoas que procuram o Centro Espírita em busca de lenitivos para as suas dores e necessidades (. aquele que se tornar humilde como este menino. direcionando-o sempre que necessário. esse é o maior no reino dos céus. alguém que desfruta de condição melhor do que aquele que adentra o ambiente espírita pela primeira vez. 18:4). tirando-os para fora. “para aproveitar o mínimo para produzir o máximo” (09). “O afeto. assim como Jesus. d) Treinamento adequado para a tarefa que vai executar.(Atos. caso haja necessidade de fazê-lo.” (13) b) encaminhamento: “Mas de noite um anjo do Senhor abriu as portas da prisão.. desce depressa. 14 . diligenciando-se para obter (01): a) Conhecimento doutrinário-evangélico sólido. como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.” (14) 2.

sem o intuito de criar sistemas fechados. outorga. É imprescindível lembrar-se que nos ambientes espíritas todos somos seres necessitados e não existe ninguém que deva receber tratamento diferenciado. Falar pausadamente. ser ríspido ou indiferente. são totalmente dispensáveis para a prática do Amor e da Caridade. Decotes. perguntar se há dúvidas quanto ao que foi explicado. lembrando-se que o visitante. sem exageros. o obreiro de Jesus deve procurar vestir-se bem. de modo que ninguém seja privilegiado em detrimento de outro. b) Nunca prometer soluções imediatistas. ter paciência para repetir as informações dadas de maneira serena e amável. são efeitos de ações infelizes no passado. h) Comunicar-se de forma clara e objetiva. e) Procurar administrar o tempo de atendimento. Além disso. manterem-se em prece ou procurarem local adequado para conversações. c) Tratar com honestidade as questões propostas pelo visitante e não ter receio em solicitar ajuda de outro irmão de doutrina nos casos mais complexos. Buscar na fraternidade de Jesus para com os necessitados. se necessário pedir com carinho para os amigos. j) Observar.O RECEPCIONISTA deverá estar atento para diversas situações. apontaremos alguns procedimentos que a experiência. A higiene corporal é notada por todos. i) Não permitir que o local da Recepção torne-se um ambiente barulhento. roupas transparentes. conhecidos ou desconhecidos. sem. o modelo a ser seguido. perfumes fortes. como qualquer outro trabalhador de Casas Espíritas. não conhece termos utilizados no cotidiano da prática do espiritismo cristão. fraternalmente. d) Evitar comentários sobre quaisquer grupos ou crenças religiosas. contudo. etc. em muitos casos. As pessoas que sorriem com sinceridade e amor pela Obra Divina e pela vida tendem a transmitir confiança e credibilidade. Aprender a sorrir para o próximo. f) Ser amável e cortês. Assim na realização de sua tarefa deve o RECEPCIONISTA: a) Procurar ser fiel à tarefa por ele exercida com a simplicidade de um coração sincero e estar disposto a doar-se. por conseguinte de nossos irmãos. e. lembrando-se que a maioria dos problemas atuais. maquiagem excessiva. o modo correto de vestir-se para as tarefas. recordando-se que a base do Espiritismo é o Amor ensinado pelo Mestre Jesus e que quem ama o próximo não lhe atira impropérios. g) Evitar o excesso de intimidade. 15 . A título de reflexão.

será com Jesus um marco celeste. a “laborterapia”. d) recebe o Atendimento Espiritual e. nas mesmas faixas de desarmonias. Governador Espiritual de nosso planeta. contempla atividades planejadas e organizadas no sentido de atender necessidades específicas dos que buscam amparo no Espiritismo. teu coração.. amanhã. convertido em estrela de amor. que vícios e imperfeições morais indicam desarmonias enraizadas em si e que estes podem acarretar vínculos com espíritos oportunistas. 16 . procurar chegar pelo menos 15 (quinze) minutos antes do início da tarefa. Ter em mente que somos todos enfermos e quando somos criticados devemos tentar responder com cortesia.k) Aprender a lidar com as críticas.” (Mateus. “Vinde a mim todos vós que estai oprimidos.. concomitantemente. o trabalho-amor a serviço do próximo. Verificar com lucidez e humildade as possíveis falhas. (01) “Tomai a vossa cruz e segui-me”. a fim de poder preparar-se com tranqüilidade. ensinou-nos amorosamente que as críticas devem ser combatidas pela força do Amor. e) transforma esse serviço fraterno em um grande esforço de auto-iluminação. 11:28). isto é.(Mateus. no vale das sombras para que atinjam contigo a glória do Eterno Bem. em te despedindo do corpo escuro da carne. a fim de que elas possam ser superadas.4 – Palavras Finais “Avança hoje na estrada pedregosa das obrigações retamente cumpridas e. chegar silenciosamente e assumir seu posto de trabalho. c) percebe. esclarecido pelo estudo. contínuas. O Trabalhador Espírita: O trabalhador espírita. em sua grande maioria: a) chega à Casa Espírita como Espírito necessitado de orientação e socorro. 16:24). dirigidas aos freqüentadores da Casa Espírita. O Mestre Jesus.” (15) O Atendimento Espiritual. orientando as almas perdidas. mantendo a mente em prece constante. Não sendo possível. m) Avaliar diariamente o modo como a tarefa foi executada. b) passa por período de tratamento para aliviar os problemas que o afligem. 2. em sendo o conjunto de ações fraternas. l) Ter disciplina no cumprimento dos horários. também.

17 . a implantação do EVANGELHO NO LAR. acolher e orientar os que buscam consolo para suas dores e necessidades. acolhendo-os e orientando-os de acordo com os princípios doutrinários e evangélicos. e que só a Ele devem ser reportados os êxitos e só Ele pode nos sustentar nos momentos de provação. o Atendimento Espiritual visa a dar atenção aos que chegam à Casa Espírita. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontram-se. possamos sempre ter em mente que o trabalho é do Cristo. por meio do exercício perseverante da caridade.Assim. Que em nossa tarefa-amor. como vimos no decorrer desta apostila. o ATENDIMENTO FRATERNO. pois. Esse conjunto de atividades tem como função aprimorar os envolvidos nos trabalhos. a RECEPÇÃO NA CASA ESPÍRITA que. as VISITAS AO LARES E HOSPITAIS e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. propõe-se a receber.

2002. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Ed. Ed. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Paulo e Estevão: episódios históricos do Cristianismo primitivo. Ed. intitulado Preparação de Trabalhadores para as Atividades Espíritas..) 3ª. Araras. Revisão Elias Barbosa. Tradução de M. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Ed. (15) XAVIER. (06) CALLIGARIS. 2003. Obras Póstumas. (14) XAVIER. Francisco Cândido. Tradução Salvador Gentile. (04) ______________________. (05) ______________________. 20ª ed. 14ª. Romance ditado pelo Espírito de Emmanuel. – Evangelho.5 – Referências Bibliográficas (01) Material Didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. Ed. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. 4ª. Rio de Janeiro: FEB. 13ª ed. Org. 22ª. Francisco Cândido. Ed. (11) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 1993.. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Quintão. Dicionário da Alma. Rio de Janeiro: FEB. Ditado pelo Espírito de Emmanuel. Geraldo Campetti Sobrinho (coordenador. 1994. Espiritismo e Educação. Francisco Cândido. 13ª ed. 5ª. 18 . Ave. (03) XAVIER. Mensagens Esparsas. Rio de Janeiro: FEB. Aurélio Buarque de Hollanda. 1994.et al.2. 1992. Cristo! Episódios da História do Cristianismo no século III. Rio de Janeiro: FEB. (10) XAVIER. (07) Dicionário Aurélio. Pensamento e Vida. Antoinette. 26ª. (02) BOURDIN. Caminho. 1980. SP: IDE. Allan. A caminho da luz. 4ª. Contos desta e doutra Vida. 1982. Rodolfo. Rio de Janeiro: FEB. Francisco Cândido. Roteiro. Rio de Janeiro: FEB. Ed. 1993. Pelo Espírito de Emmanuel. 9ª. 216p. (12) KARDEC. 1994. Páginas do Espiritismo Cristão. Entre Dois Mundos. Pelo Espírito Irmão X [Humberto de Campos]. (09) XAVIER. 6ª Ed. Ed. 1999. Romance ditado pelo Espírito de Emmanuel. Verdade e Vida. 2005. (08) O espiritismo de A a Z: glossário. 2004. 15ª Edição. (13) XAVIER.

e toda a multidão estava em pé na praia”. se assentou. estava assentado junto ao mar. entrando. (Mateus. 13:1-2) 19 . e ajuntou-se muita gente ao pé dele. num barco.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL ATENDIMENTO FRATERNO “Tendo Jesus saído de casa naquele dia. de sorte que.

Para Allan Kardec: A fraternidade. cépticos. resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros.) A fraternidade diz: “Cada um por todos e todos por um” (02) Com base nas palavras do Codificador. Muitas vezes.”. pois o seu objetivo principal é incentivar os que procuram viver os postulados cristãos. indulgência. iniciamos o estudo deste tema tão essencial para as Casas Espíritas: o ATENDIMENTO FRATERNO. ao contrário.) A missão da doutrina é consolar e instruir. O ATENDIMENTO FRATERNO é um trabalho estruturado para receber irmãos em sofrimento. e dizeis bem. para que todos mobilizem as suas possibilidades divinas no caminho da vida. porque Eu o sou. ela significa: devotamento. Eles. refletiremos. extraído do livro O Consolador. acolhendo e orientando os necessitados que procuram alívio para seus problemas. em Jesus. tolerância. benevolência. na rigorosa acepção da palavra.” ( João. em Jesus.3 – ATENDIMENTO FRATERNO 3. que envolve os irmãos enfermos em confiança e ternura. sobre um tema que não pode tratado na Casa Espírita desvinculado de bases evangélicas: o ATENDIMENTO FRATERNO. 13:13) “(.. esses indivíduos necessitam de boa dose de estímulo para permanecerem firmes na decisão de encontrar respostas para suas perguntas. que procuram na Doutrina Espírita a solução ou o alívio para problemas de toda ordem. Em face disso. como "último recurso" para seus males.. é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: ‘Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco’ (. descortina para aqueles que desejam servir na Seara de Jesus preceitos relevantes no concerto atual do Planeta em vias de Regeneração..”Emmanuel (08) “A missão da doutrina é consolar e instruir.. O ATENDIMENTO FRATERNO não deve ser comparado às diversas terapias existentes. a partir do labor na Seara do Mestre que as diversas frentes de trabalho podem oferecer... esse trecho. abnegação. na maioria das vezes. promovendo reflexões que possam ser somadas às diversas experiências diariamente auferidas na Obra de Jesus.1 – Introdução “Vós me chamais Mestre e Senhor. ao mesmo tempo em que os ampara e procura esclarecê-los sobre os 20 . Vale lembrar que não há neste trabalho a pretensão de prescrever fórmulas ou metodologias a serem aplicadas nessa tarefa. A terapêutica espírita é a do AMOR de Jesus. Seguir o Evangelho é exercitar a fraternidade e o amor ao próximo. a proposta é simplesmente apontar diretrizes que possam ser adequadas e aplicadas à terapêutica de AMOR sintetizada no ATENDIMENTO fraternal. já vêm de outras experiências no campo do auxílio e procuram o Centro Espírita. nesta oportunidade.

. autoconhecimento e auto-iluminação.sofrimentos e vicissitudes necessários ao burilamento moral e. sim. 16:13). receber em audiência. 9:12 ). Posto desse modo cabe aos trabalhadores espíritas uma definição que reúna os significados conhecidos pela ciência da linguagem humana com a ciência do mundo espiritual.2 – Atendimento Fraterno: Definição “E Jesus. das doenças e/ou dos sofrimentos. na maioria das vezes. Não propõe a extirpação das dores. pois. posteriormente. O ATENDENTE FRATERNO da Casa Espírita deve saber que sua tarefa é.. disciplina. buscar os recursos convenientes à renovação de energias. Torna-se. no mundo dos homens.. (03) “Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a sua vida pelos seus amigos. etc. a implantação do EVANGELHO NO LAR e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO através do recurso da prece. tenham ciência da importância e gravidade da tarefa que estão a empreender. o primeiro contato que o assistido tem com o Espiritismo e ter consciência da relevância desse momento primevo. portanto.. harmonização. podemos inferir que o verbo. amparar. este trabalho deve ser feito com seriedade. de uma prática que complementa o conjunto das atividades fraternas da Casa Espírita: a RECEPÇÃO.) disse-lhes: Não necessitam de médico os sãos. está ligado à idéia de doação. a fim de aprimorar permanentemente as atividades. A acepção da palavra atender.” (João. a VISITA AOS LARES E HOSPITAIS. amor e preparo. o ATENDIMENTO FRATERNO desempenha o papel de receber. mas. Trata-se. abre novas possibilidades de entendimento para que o ATENDIDO encontre equilíbrio. estar disponível para ouvir. é “dar atenção a. que os Centros Espíritas. 3. porém. ao progresso espiritual dos seres. Sem maiores especulações. Apoiado nos postulados espíritas e evangélicos. ouvir. os doentes”. por conseguinte. Sabemos que ATENDIMENTO FRATERNO é um auxílio individual e estruturado. que se propõem a esse atendimento.Jesus (Mt. reajustar e redirecionar idéias. oferecido àquele que procura ou ao que freqüenta a Casa Espírita em busca de 21 . para. (.”. atenção. Dessa maneira. através de esforços próprios. necessário. esclarecer. extraída do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (04). no entanto.

Estabelecimentos para a instrução primária. Neste mar de sofrimento.” Jesus. Em face disso. aos Centros Espíritas foi outorgada a missão de receber e esclarecer aqueles que chegam sobrecarregados pelas preocupações e doenças terrenas. ou de consolo para o seu sofrimento físico. as Casas Espíritas. Nas subdivisões. que Eu vos aliviarei. fenômenos naturais de grandes proporções. quando negligenciamos as instruções deixadas pelos Espíritos Amigos. aflições. apenas para tornar-se mais didático. sempre atuante em nosso favor. encontramos no templo espírita a escola da alma. não podemos olvidar a finalidade de socorrer os que sofrem. Apenas para ratificar. sociais. em vivências anteriores. universidades para o ensino superior. ou Casas Espíritas. subdividimos este item. Finalidade da Casa Espírita: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados. Um caos que certamente foi produzido por nós mesmos. assistimos ao crescimento espantoso de tragédias. a humanidade parece estar mergulhada no caos. escândalos. que mergulham os seres e marcam profundamente os tempos atuais. enfim.esclarecimentos referentes a dúvidas específicas. 11: 28) Não é novidade para ninguém as intensas e variadas crises morais. O ATENDENTE FRATERNO tem por missão procurar a todo custo atuar com “mãos do amor” prontas a ajudar o irmão que o procura a mudar a paisagem do sofrimento. Em razão disso. porém. A fim de explorar um pouco mais essa reflexão. na atualidade. identitárias. etc. aqui já mencionada. Assim esclarece o Espírito de Emmanuel: “Levantam-se educandários em toda a Terra. dores. psíquico e moral. a Misericórdia de Deus. doenças graves. das instituições que visam à especialização profissional e científica. da aflição e da dor. religiosas. ensinando a viver” (07) Como podemos depreender dessas palavras. apresentaremos sucintamente os objetivos almejados pelos que fazem parte do processo de ATENDIMENTO FRATERNO na Casa Espírita. econômicas. espalhadas pelo Orbe Terreno são 22 . social. vilipêndio de valores morais. “Os auxílios fraternais são as mãos do amor modificando a paisagem da aflição” (05). como lenitivos para nossos sofrimentos e educandário para nossa ascensão moral e espiritual. (Mateus. oferece-nos os espaços espirituais. provas e expiações. Ao lado..

que modifica hábitos e burila espíritos devedores. a fim de que nos lembremos que quem conduz o barco. é aquele que se posiciona como ATENDENTE. assim fazei-o vós também a eles. por ser ele quem necessita ajustar-se a partir do trabalho humilde. (.) Grande é a missão do templo do bem.” (Mt 10:8). O enfermo é o obreiro da Casa Espírita. procura-se nesses templos de tratamento explicar que “Esta enfermidade não é para a morte... limpai os leprosos. ressuscitai os mortos. e os profetas”. Pois bem. Estes são acolhidos e tratados com as terapêuticas do amor e do Evangelho de Jesus. Finalidade dos Envolvidos na tarefa: a) A Equipe Aprender como fazer o ATENDIMENTO FRATERNO é desenvolver uma atividade de doação. André Luiz nos traz valorosa instrução sobre o tema: “O cascalho do personalismo excessivo ainda é o grande impedimento da jornada. auxiliando irmãos sofredores. o chefe da missão.verdadeiros pronto-socorros para os enfermos que nelas adentram. A tarefa do ATENDIMENTO FRATERNO solicita alguém com condições morais para ouvir o sofrimento alheio.) E o nosso grupo não se constituiu ao acaso” (01) Em outras palavras. de graça recebestes.. 7:12) O versículo de Mateus sintetiza a finalidade do papel exercido pelo ATENDENTE FRATERNO: fazer pelo outro aquilo que deseja que o outro faça consigo. ou seja. a tarefa deve ser pautada pela confiança coletiva entre os trabalhadores e o labor individual. que rejeita o império do “eu” e promove a união pelas vias da unificação. quereis que os homens vos façam. Jesus (Mt. 11:4). nesse encontro de conversação fraterna. porque esta é a lei. além de exortar os colaboradores a cumprirem os desígnios do Governador Espiritual de nosso planeta. Consoante as palavras do Mestre. a partir dessas palavras pode-se concluir que o MAIOR NECESSITADO. expulsai os demônios. (. que é “Curai os enfermos. base doutrinário-evangélica para lidar com as situações 23 . Portanto. mas para a glória de Deus. b) O atendente “Tudo quanto. de graça daí. é Jesus. e os irmãos que oficiam em seus altares não lhe podem esquecer as finalidades sublimes. para que o Filho de Deus seja glorificado por ele” (Jô.. pois. o dedicado Espírito de André Luiz exorta os espíritas para a importância do trabalho em equipe.

para facilitar o diálogo sério e intencional. sem personalismos. desça sobre ela a vossa paz. (Jo. devem ser observados e. manter uma conduta criteriosa na verificação do espaço principal que é a intimidade do Atendido. o modo como esta será 24 . para jamais invadi-lo.. entrando num dos barcos. a fim de que possa orientar o ATENDIDO quanto à melhor maneira de conhecer a Doutrina Espírita..inusitadas e maturidade para não ser induzido e encantado por influências menos dignas. “E eu rogarei ao Pai. na maioria das situações. ou seja.. falaremos um pouco mais sobre as características desse trabalhador. se a casa for digna. o local em que acontecerá a entrevista. Jesus. sentir.” Jesus (Lc. um modo seguro para compreender suas provações e certificar-se da promessa do Consolador de que nenhuma de suas ovelhas se perderia. ensinava do barco a multidão. as condições favoráveis indicam o ponto de partida conveniente. O ATENDENTE FRATERNO deve estar atento e. no qual o ATENDIDO será envolvido logo que adentre o recinto nas vibrações fraternas. E. entendemos ser prudente tratar de alguns deles. Iniciaremos falando da atmosfera física que envolve o ATENDIMENTO FRATERNO. deve ser merecedor de todo respeito. e assentando-se. a fim de que esteja para sempre convosco”. Deve o ATENDENTE FRATERNO amparar. além da intimidade do ATENDIDO. 3. c) O Atendido O ATENDIDO que procura este auxílio oferecido pelas Casas Espíritas. traduz-se em árdua tarefa para o ATENDENTE FRATERNO. 14:16). pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra. que o faz singular aos olhos de Deus e.” (Mt. Todavia. e ele vos dará outro Consolador. conforme alerta Jesus no Evangelho de Mateus: “E. assim. conhecer-se.3 – Condições necessárias para o Atendimento Fraterno “E. Cada um possui sua subjetividade. tem como meta buscar orientações e esclarecimentos que possam consolar e minorar seus conflitos internos e externos. em certas situações. escolher e transformar-se. 5:3) Para iniciar a tarefa é preciso começar por algum lugar. por isso. outros espaços. saudai-a. principalmente. Posteriormente. mas com amor fraternal. quando entrardes nalguma casa. 10:12). visto que seu papel de ajudar não pode ser confundido com um suposto direito de julgar e impor condutas ao ATENDIDO. que era o de Simão. Auxiliar o ATENDIDO a conscientizar-se. reconhecer. decidir.

muitas vezes. Alguns Atendentes optam por uma mesa que defina a distância: duas cadeiras em posição de 90 graus.” (Mt. a Casa Espírita é o local mais indicado. fé. os ensinava. a indicativa é que o ATENDENTE FRATERNO utilize aquela que propicie maior conforto e equilíbrio. pautado pela serenidade. aproximaram-se dele os seus discípulos. Quanto às roupas usadas pelo Atendente. e abrindo a sua boca. que deve ser considerado de grande relevância para o momento do atendimento. sem ter obstáculos em seu caminho. Por isso.. Os Benfeitores Espirituais. O motivo é simples. vendo a multidão. Essa posição oferece conforto. confiança e respeito mútuos. convidando a multidão e os discípulos para segui-Lo. Todo ATENDIMENTO FRATERNO deverá ser analisado pelo Atendente como o primeiro e. e em outros momentos pode olhar para frente. de caráter doutrinário. Vejamos. observamos que o Mestre transpunha os obstáculos materiais. É de bom alvitre que o ATENDIMENTO FRATERNO. a postura de ambos e o preparo anterior. favorecimento para que o Atendimento tenha um caráter velado. 5:1-2). é natural certa dose de ansiedade que a prece sincera e a preparação minimizarão. mas sendo uma atividade espírita. “E Jesus. monte acima da consciência espiritual para a abertura dos pórticos do próprio coração. os fatores que condicionam ou influenciam na tarefa do ATENDIMENTO FRATERNO: a) O Ambiente Físico O ATENDIMENTO FRATERNO pode ser realizado em quase todos os lugares. O objetivo maior é proporcionar uma atmosfera espiritualmente favorável para um bom diálogo. em várias obras. mesmo assim. ou seja. A Casa Espírita deve oferecer condições possíveis. ele não terá acesso à história do ATENDIDO. mesa e livros doutrinários. 25 . Quanto à disposição dos móveis. assentando-se. subiu a um monte.conduzida. seja realizado livre de barulhos e/ou quaisquer objetos que ofereçam oportunidade para distrações ou conversações fúteis. pois. com cadeiras. e. evitando constrangimentos.. ressaltam a proteção magnético-espiritual das Casas Espíritas como viga imprescindível para sustentar as diversas terapêuticas espirituais. talvez o único. a sugestão é que sejam confortáveis e adequadas ao trabalho. o ATENDIDO fica mais à vontade para olhar para o Atendente quando quiser. A atividade pode ser realizada em um ambiente com músicas suaves e previamente selecionadas. de cores sóbrias e discretas. Nesta passagem.

As condições para que não haja interrupções ou interferências devem ser previamente ajustadas entre a equipe de trabalho e.b) Interrupções Externas As circunstâncias externas que podem e devem ser evitadas incluem interferências e interrupções.(12) 3. O Atendente não deve ser escolhido pelo seu verniz exterior. demanda tempo. tratar-se de tema extremamente complexo e importante para a manutenção dos trabalhos da Casa Espírita. À equipe deve ser solicitado o mínimo de intervenções durante o ATENDIMENTO FRATERNO e ao ATENDIDO que ele se esqueça. Entendemos. Caso haja necessidade. Sob esse ponto de vista. por essa razão. do mundo externo (uma boa dica é desligar os celulares antes do início da conversa). “Não há serviço da fé viva. 26 . à proporção que nos desdobramos no impulso de auxiliar”. em tópicos específicos. que é manso e humilde de coração. o ATENDIDO e as circunstâncias do encontro. ainda. Por alguns instantes convidamos o ATENDIDO a desligar-se do mundo exterior e mergulhar em seu mundo interior. sem aquiescência e concurso do coração”. de alguma sorte. em muitos casos. entre o ATENDIDO e o ATENDENTE. pode a equipe indicar com placas nas portas os locais em que estão acontecendo os atendimentos. já que: “Auxiliar espontaneamente é refletir a Vida Divina por intermédio da vida de nosso ‘eu’ que se dilata e engrandece.4 – Preparação para o Atendimento Fraterno A preparação para todas as tarefas na Casa Espírita é de muita importância e o ATENDIMENTO FRATERNO requer cuidados especiais para que possa ser executado conforme o planejamento dos Espíritos Mentores da Casa. O preparo. (11) Os chamados fatores internos envolvem o ATENDENTE. devemos instituir um ambiente de tranqüilidade e confiança. devemos trazer para uma reflexão criteriosa alguns itens que.(10) c) Fatores Internos Os auxílios fraternais são as mãos do amor modificando a paisagem da aflição. A concentração do ATENDENTE FRATERNO no trabalho e do ATENDIDO na exposição merece respeito. A preparação do ATENDENTE antecede ao momento da entrevista. O ATENDENTE chama para si o jugo. como os que se seguem. Em virtude disso. Posto assim acredita-se ser mais didático pensar o perfil dos irmãos que ajudam e são ajudados. fazem parte dos sujeitos envolvidos no ATENDIMENTO FRATERNO. pelo menos por alguns segundos. mas deve aprender com Jesus.

particularidade do sujeito.. Conforme os ensinamentos do Mestre Jesus: “. além de conhecer autores e obras edificantes escritas por espíritas de notório reconhecimento. e valor. Em caso de ser questionado. consciência..mas por sua vontade. o ATENDENTE FRATERNO não necessita identificar sua posição na Casa Espírita.. antecipar circunstâncias (mesmo que ele seja um médium ostensivo). em busca de consolo e orientação. o que caracteriza sua atividade é estar sempre pronto para receber aqueles que procurarem a Casa Espírita. Algumas das características que serão apontadas a seguir podem ser desenvolvidas. deve ser um estudioso do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. A maturidade é outra característica importante. Daí a importância de estar preparado para as situações mais diversas. o céu era tomado com violência.) a aceitação e a vivência dos princípios morais do Evangelho de Jesus são condições fundamentais a serem cumpridas. não pode o ATENDENTE esquecer-se de que a Obra é de Jesus e que nela ele é apenas um partícipe menor. para um bom desempenho da tarefa. sem perda de identidade.” (09) Assim. ele pode aventurar-se por caminhos complicados e prejudiciais à tarefa. sem ela.. deve explicar sem pretender estender-se o que lhe compete fazer na tarefa ou até onde pode facilitar o ingresso do ATENDIDO nas terapêuticas espirituais. não anatematizeis os que não pensam como vós. o significado para a palavra característica é: função. não violenteis nenhuma consciência. a ninguém forceis para que deixe a sua crença (ou hábitos) a fim de adotar a vossa. Na condição de pequenino e insignificante colaborador. 27 . Características do Atendente: No Dicionário Aurélio Buarque de Holanda. Lembrai-vos das palavras do Cristo. distintivo. No caso do ATENDENTE FRATERNO. hoje o é pela brandura. a fim de que as Inteligências Superiores outorguem ao Homem Terrestre o diploma de maioridade espiritual que lhe permitirá o ingresso efetivo no mundo de relações com a Comunidade Cósmica a que pertence”. pois. aquilo que caracteriza. O ATENDENTE FRATERNO deve ser uma pessoa com condições morais acima da média. (15) Não cabe ao ATENDENTE propor diagnósticos precoces. “(. o que faz na vida profissional ou social. necessidade de auxiliar na Seara do Mestre e pelo amor que irradia. Outrora. acolhei os que venham ter convosco e deixai tranqüilos os que vos repelem. não é tarefa sua fazer julgamentos de valores sobre as atitudes do ATENDIDO e infundir no irmão necessitado a pseudo-idéia de importância ou superioridade de sua função naquele momento e na Casa Espírita.

Segue-se. porque os que a houverem praticado acharão graças diante do Senhor. evitando a qualquer custo linguajar vulgar. O Apóstolo Paulo. do que se fazer de entendido. O desejo transformar-se-á em NECESSIDADE DE AJUDAR. após estudar e conhecer os meandros da doutrina e da tarefa-amor. deve pedir. pode ocorrer que o ATENDENTE FRATERNO ingresse na tarefa pelo DESEJO DE AJUDAR os irmãos sofredores. entretanto. outra condição interna: HONESTIDADE consigo mesmo. oportunizadas e acrescidas a cada entrevista. é uma espécie de tendência que faz com que um indivíduo se coloque na situação do outro e se solidarize com ele. para melhor compreender o relato do Atendido. Além da empatia destacamos outros traços essenciais aos Atendentes: a princípio. no Evangelho Segundo o Espiritismo é decisivo ao afirmar que: “Meus filhos. este a desempenhará com a RESPONSABILIDADE própria daqueles que trazem consigo o desejo sincero de ajudar. algumas diferentes características do ATENDENTE destacadas pela Apostila de Atendimento Fraterno. Quando o ATENDENTE FRATERNO não consegue assimilar o que o ATENDIDO expôs. para ser honesto com o ATENDIDO. dizer ao ATENDIDO que ele não tem uma solução pronta. pode o ATENDENTE FRATERNO solicitar detalhes. no céu. Quando os motivos que o levaram a procurar pelo auxílio da Casa Espírita não ficarem muito claros. Com o tempo. 28 . porque à sombra desse estandarte eles viverão em paz. estão encerrados os destinos dos homens. A maioria dos Atendidos sente-se mais à vontade com Atendentes que lhes pareçam seres humanos falíveis. se necessário. Os problemas que surgem no ATENDIMENTO FRATERNO são os mais diversos e o ATENDENTE não deve propor diagnósticos precoces. logicamente. Em vista disso. não compreendi. é um estado de identificação que promove a compreensão entre as pessoas envolvidas num processo relacional. O ATENDENTE deve responsabilizar-se por seus atos perante os Atendidos. com tranqüilidade esclarecimentos. críticas ou maledicências. A honestidade recíproca desta natureza pode incluir. do Grupo Espírita Bezerra de Menezes (03): a EMPATIA é requisito básico para o ATENDENTE FRATERNO. por si mesmo irá perceber que ele é o maior beneficiado no processo. pode explicar novamente?”. na Terra.Vejamos. na máxima: Fora da caridade não há salvação. às vezes. evitando tudo o que possa bloquear o ATENDIMENTO FRATERNO.” (09) Compreendendo o ATENDENTE que no exercício de sua tarefa ele é o maior recebedor das bênçãos divinas. a seguir. é muito mais lúcido dizer: “Desculpe-me. na Terra e no céu.

a reciprocidade tende a criar condições internas que poderão incentivá-lo a seguir as orientações dadas pelo Atendente. O CARINHO empreendido na entrevista de atendimento aproxima as almas envolvidas na tarefa. do respeito e do carinho no Atendimento.. Frases tipo: “Confiemos em Jesus”. livram o ATENDENTE da ansiedade e do entusiasmo e. durante e depois da tarefa. da fraternidade. com isso. em geral. Lembremo-nos: “. OUVIR com amor e DISCERNIR com sabedoria são pressupostos para um Atendimento favorável. a conduta do ATENDENTE volta-se para a apresentação da Doutrina Espírita e do Evangelho de Jesus. 29 .o silêncio é o melhor remédio onde não podemos auxiliar” (11). Muitas vezes os Atendentes principiantes ficam tão preocupados com o que irão dizer em seguida que criam dificuldades em ouvir e absorver o que está sendo narrado pelo ATENDIDO. a fim de que não lhe falte amparo antes. negando. por ter descortinado suas próprias limitações. rejeitando ou embaraçando. Quanto mais o ATENDENTE FRATERNO investe no autoconhecimento. confirmando.. é imprescindível ter em mente que a expressão facial revela muito. A CONFIANÇA é resultante de um relacionamento honesto. Sabedor do amparo dos Benfeitores Espirituais. despersonalizando o atendimento. apoiando. Talvez leve algum tempo descobrir que. É imprescindível que o ATENDIDO seja envolvido pelo clima do amor. “Estamos amparados pelos Espíritos Amigos”. Para o melhor ou para o pior. podem auxiliar. a confiança é um dos fatores mais importantes para o bom andamento das atividades. ou se essas não passam de máscaras. como qualquer ser humano. e quase tudo que faz ou deixa de fazer é anotado e pesado pela mente do observador. o ATENDENTE FRATERNO está exposto ao ATENDIDO. A prudência e o silêncio interior. Daí ser necessário ao ATENDENTE FRATERNO a sintonia constante com o Mais Alto. O tom de voz é ouvido pelo ATENDIDO e o faz decidir se existe confirmação das palavras. ampliam-lhe a capacidade de auscultar a problemática do irmão. o que dizemos é muito menos importante do que nos parece. mais qualificadas serão suas ações. pelas quais o ATENDIDO pode perceber seu ânimo. O ATENDENTE FRATERNO. no momento do Atendimento. No ATENDIMENTO FRATERNO. comunica-se de muitas formas sutis.fazer promessas de curas ou confundir problemas de ordem orgânico-psíquico com influências espirituais. mas não bastam. Assim. que suprem as limitações humanas. Quando o ATENDIDO percebe que o ATENDENTE está fazendo o melhor. Movimentos e gestos completam o quadro.

Deus vos recusa consolações. em toda a Comunidade Espírita comprometida com os desígnios do Mestre. Para esse perfil de enfermidade deverá o ATENDENTE ser cauteloso com as palavras. convicto de sua tarefa-amor. desde que vos falte coragem. ele pode apresentar-se de diversas maneiras. até que haja completa submissão” (13). pois não admite suas falhas. 30 . por potencializar seu problema além do necessário e por estar desequilibrado. algumas diferentes personalidades destacadas na Apostila de Atendimento Fraterno. mas ao mesmo tempo espera que outros o convençam de que está errado. com respeito ao DESANIMADO. deixar claro que o papel da Casa Espírita se restringe a ajudar apenas aqueles que desejam receber esse auxílio. Apenas através da docilidade e do entendimento poderá o ATENDENTE FRATERNO conduzir o enfermo para o esclarecimento. contudo. Daí a importância de estar preparado para as situações mais diversas. Nesses casos o tratamento deve ser objetivo. 5:42).” (09). Não podemos avançar os limites impostos pelo outro. em alguns casos o desânimo pode indicar problemas de ordem psicológica que requerem tratamentos com os médicos terrenos. que “O desânimo é uma falta. O DESCRENTE traz consigo o discurso da arrogância. Deve o ATENDENTE. Marcado por circunstâncias desafiadoras. encaminhamento para a terapêutica do Passe e Reuniões Públicas. Ao ATENDENTE cabe a tarefa de recebê-lo com carinho e vigilância. O Educador lionês ensina-nos. por exemplo. “O desespero é uma rebeldia à vontade do Onipotente.É inegável a necessidade do ATENDIDO de falar sobre seus padecimentos. todavia é necessário que lhe seja solicitado o auxílio. o desejo de promover pregações proselitistas. sempre punido com o prolongamento da causa que o produziu. contudo. a pessoa se desespera por não confiar na Providência Divina. Vejamos. o servidor espírita aguarda pronto para servir. a seguir. Com carinho e os recursos da espiritualidade deverá elucidá-lo de que não há. o ATENDENTE deve lembrar-se do ensinamento de Jesus: “Dá a quem te pedir. Características do Atendido: O ATENDIDO tem como característica o fato de necessitar de algum tipo de ajuda. Para Allan Kardec.” (Mt. do Grupo Espírita Bezerra de Menezes (03): O DESESPERADO que procura a Casa Espírita deve contar com a tolerância do ATENDENTE FRATERNO. não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade. A prece é um apoio para a alma. Geralmente.

dizendo-se médiuns.” (14). não aceitando outro tratamento além do espiritual. QUEM DESEJA RESOLVER PROBLEMA ALHEIO. Alguns afirmam ser a mediunidade ostensiva a razão de suas perturbações e doenças. para os planos terrenos. objetivando recados ou cartas desses entes que partiram.UEM 31 . deve o ATENDENTE FRATERNO tentar orientá-lo acerca da verdadeira proposta divina. QUEM PERDEU ENTES QUERIDOS. visando a despertar no ATENDIDO o hábito da prece e do estudo doutrinário-evangélico. O ATENDENTE FRATERNO deve esclarecer como se 1 APOSTILA DE PREPARAÇÃO DE TRABALHADORES PARA ATIVIDADES ESPÍRITAS . Destarte. mas preces pela família que ficou e pelo irmão que partiu para a Pátria Espiritual. o MÉDIUM já chega com o diagnóstico pronto de sua mediunidade. se for oportuno pode o atendente oferecer livros espíritas que possam esclarecer sobre as vicissitudes terrenas. Deve-se tentar confortar essa pessoa. não prometendo mensagens. Trata-se de pessoas que sofrem pelo outro e estão desejosos para retirálos do contexto em que se encontram. pretendendo uma liberdade dirigida na esfera do pensamento. Nestas circunstâncias. médium e lídimo instrumento da Espiritualidade Maior. Com honestidade e fraternidade pode o ATENDENTE indicar obras doutrinárias básicas para que o ATENDIDO receba informações e convidá-lo a participar das Reuniões Públicas da Casa. pela própria confusão feita com o termo ESPÍRITA. O ESPIRITUALISTA. Francisco Candido Xavier. que coloca as terapêuticas terrenas para nos auxiliarem. Muitos desses irmãos. chegam afirmando desejar trabalhar na Casa Espírita. freqüentemente parente e/ou amigo de pessoas desequilibradas.O “Fanatismo religioso é sectarismo que encarcera a liberdade de consciência. O ATENDENTE deve avaliar o caso com serenidade e vigilância e procurar esclarecer os caminhos percorridos (TRAJETÓRIA EDUCATIVA1) até chegar ao exercício de uma tarefa. comumente. O FANÁTICO existente em qualquer grupo religioso tende a assumir posturas radicais. pedindo mensagens. então. mesmo admitindo o descontrole de suas vidas. que torna o homem escravo de postulados que lhe proíbem a expansão da alma pela idéia e pela razão. etc. O ATENDENTE FRATERNO pode encaminhá-lo para outro tarefeiro mais experiente no assunto ou. procurar tecer esclarecimentos elucidativos. Muito parecido com o caso anterior. é aquele que em algum momento de sua jornada terrena experienciou atividades em outros núcleos religiosos. procura a Casa Espírita suplicante por lenitivos e curas para aqueles irmãos. chega aos templos espíritas desejoso de contatos com o mundo espiritual. afirmava que o telefone (na legítima comunicação espiritual) toca do Mundo Espiritual.

incentivar a fé raciocinada. Conforme orientações espirituais que seguem: “A doença é um dos recursos naturais para processar renovação da vida através da morte do corpo físico e não um castigo que põe em dúvida a natureza amorosa de Deus. O “sábio” sente-se no dever de evidenciar ao atendente sua superioridade intelectual. Podemos orar por nós e por nosso semelhante.” (20) Apesar de tudo. 32 .(18) O PORTADOR DE DOENÇA ORGÂNICA procura a Casa Espírita convicto de ali encontrar a cura milagrosa e instantânea para seu mal. vem sozinho ou acompanhado de amigos e familiares “cegos” de esperança. o ATENDENTE deve lembrar-se sempre que a Doutrina Espírita é Consoladora e jamais sufocar no ATENDIDO o desejo de obter algum benefício. Em muitos casos já tentou tratamentos da medicina humana e não obteve resultado. Com humildade. sabe que ignora um infinito em comparação ao pouco que aprendeu”. A indicação de O Livro dos Espíritos.dá o auxílio espírita nesses casos. Assim. diante dela. Deve o ATENDENTE. para esse perfil de pessoa pode ser adequada. Reflitamos: “(. por ter cursado várias escolas e porque ocupa posições de “status” no plano terreno. esclarecer a função educadora da Casa Espírita e convidá-lo a conhecer as obras Doutrinárias. Doença é o processo de retificá-lo.. É tarefa de o ATENDENTE FRATERNO acolhê-lo com carinho e atenção. porém sente necessidade de mostrar que é muito inteligente e conhecedor de tudo. buscar inspiração através da prece e procurar agir com cautela. este ATENDIDO monopolizará a conversa.. “A prece intercessória é aquela que se faz em favor de alguém. mas ajudar que o ATENDIDO compreenda o processo evolutivo em que está inserido.) O verdadeiro sábio é muito humilde.” (17) O SÁBIO é aquele que procura a Casa Espírita em busca de ajuda. desviando-se de disputas cognitivas. informando-o que a etiologia da doença pode ser de ordem interna ou externa. corrigindo erros e abusos perpetrados por nós mesmos. mas firmeza. ignorando que esses atributos terrenos nada significam na Pátria Espiritual. em todas as circunstâncias. Também serão levados em conta os méritos do intercessor.” (19) “Saúde é o pensamento em harmonia com a lei de Deus. Não é correto prometer curas. O atendimento aos pedidos feitos na prece está condicionado às necessidades e ao mérito daquele por quem se ora. pode indicar que o nome do intercedido seja inserido no livro de irradiações espirituais e solicitar do intercessor que estude obras doutrinárias para melhor compreender o contexto e não deixar de fazer preces por ele. Se o ATENDENTE FRATERNO não for experiente. ontem ou hoje. nessas circunstâncias. Ao ATENDENTE FRATERNO cabe. transformando o ATENDIMENTO FRATERNO em palestra ou monólogo pessoal.

alterando desse modo. Outros pontos podem ser levantados e o que parecia tão central no início pode ter sua importância diminuída e ser substituído por outro tópico. na medida em que o ATENDIDO se sinta à vontade durante a entrevista. O objetivo principal do atendimento foi alcançado e a maior parte do tempo será dinamizado no exame mútuo do assunto. (Caso haja alguma dissidência é prudente que o Atendimento seja encerrado ou agendado para outro momento). passa então a ser examinado.“Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus” Paulo. o foco do Atendimento.5 – Estágios do Atendimento Fraterno As divisões ou estágios do ATENDIMENTO FRATERNO fundem-se de forma tal que é difícil isolá-los. (Romanos. Esse é o momento que a experiência na tarefa e o conteúdo doutrinárioevangélico têm um papel importantíssimo na anamnese das causas do problema. André Luiz. No entanto. Essa fase em geral termina quando ambos. b) Desenvolvimento: Uma vez que o assunto foi exteriorizado. 33 . Bezerra de Menezes e tantos outros legitimados pela autoridade divina a proferirem ensinamentos edificantes) poderá fortalecer o ATENDIDO. compreendem o que deve ser discutido e concordam que o será. Atendido e Atendente. ele se permita discutir qual é o assunto principal. poderá não se ocupar exclusiva. Pode ocorrer que. o ATENDIMENTO FRATERNO. Na realidade. tentando-se verificar todos os aspectos e tirando-se algumas conclusões. desenvolvido. 14:22) 3. ou de alguma obra complementar (como as ditadas pelos Espíritos de Emmanuel. para uma organização didática. de um único assunto. faz-se importante indicá-los ao ATENDENTE: a) Abertura ou exposição do problema b) Desenvolvimento c) Encerramento a) Abertura: No estágio da abertura é situado o assunto ou problema que motivou o ATENDIMENTO FRATERNO. Eles apresentam-se como movimentos rápidos. de forma mais didática. ajudando-o. a compreender as orientações recebidas. em parte ou integralmente. A leitura de trechos de uma das obras da Codificação. ou mesmo principalmente.

Às vezes. No ambiente da Casa Espírita o estímulo fraterno e a doçura na fala já bastam ao ATENDIDO. O ATENDENTE FRATERNO iniciante. Durante a fase de encerramento. O próprio Atendente talvez não esteja preparado para encerrar a entrevista. Muitas coisas podem ser ditas sobre a fase de encerramento do ATENDIMENTO FRATERNO. caso exista material novo. nenhum assunto novo deverá ser introduzido ou  discutido. Uma abordagem um pouco diferente é pedir ao ATENDIDO que coloque como compreendeu o que houve durante o Atendimento. menos significativo será. A menos que o ATENDIDO seja particularmente experiente ou sensível. e aceitar esse fato. Essa dica é para auxiliá-lo na fixação das possíveis orientações ou garantia de possíveis soluções que ele encontrou. do Atendente e do Atendido.c) Encerramento O estágio três – encerramento – sob muitos aspectos se assemelha ao estágio um – o contato inicial – embora se efetue de maneira inversa. e mais longo e difícil o encerramento. Nem sempre o encerramento é fácil. as cortesias habituais serão suficientes para levar a entrevista ao seu final. em particular. talvez não compreenda como deixar o ATENDIDO perceber que o tempo está se esgotando. e a escolha de um deles dependerá do próprio ATENDIMENTO FRATERNO. deve-se marcar outro ATENDIMENTO FRATERNO para discuti-lo. um resumo final mais explícito é necessário para verificar se o ATENDENTE FRATERNO e o ATENDIDO se entenderam. É responsabilidade de o ATENDENTE lidar com esses dois fatores do modo mais eficaz. O encerramento é especialmente importante porque o que ocorre durante esse último estágio tende a determinar a impressão do Atendido sobre o ATENDIMENTO FRATERNO como um todo. O importante é o fato de que as afirmações de encerramento devem ser curtas e diretas. A tarefa se torna mais fácil à medida que o atendente avalia progressivamente sua importância e se sente à vontade diante dela. nem sempre saberá quanto tempo resta à sua disposição e o ATENDENTE pode ajudá-lo indicando que o encerramento está próximo. O ATENDENTE precisa estar certo de que deu a ele total oportunidade de se 34 . em particular o ATENDENTE. Ocasionalmente. quanto mais falar. Há muitos estilos de encerramento. Talvez receie fazê-lo sentir-se "mandado embora”. mas há dois fatores básicos: Os dois participantes do ATENDIMENTO FRATERNO devem ter consciência de que  o encerramento está ocorrendo. Quando não há o que acrescentar. Ambos podem encontrar dificuldade em se separarem.

aclarando suas idéias e direcionando o diálogo fraterno. pode ser gerado um obstáculo: em razão da ansiedade do ATENDIDO para expor seu drama. o ATENDENTE FRATERNO poderá fazer uma introdução do Atendimento. O Servidor da Casa Espírita. serão apontadas fases distintas no Atendimento que facilitam o encaminhamento das idéias. 3. o que há de especial para contar. e nessa fase final não deve haver atropelos. prática. É comum o Atendido preparar o início da exposição e o assunto seguir por outra direção. criando barreiras no início do Atendimento. Assim. ele inicia a narrativa de uma maneira descontrolada. O que quer que fique para o fim – passos de revisão. para evitar a impressão de que o ATENDIDO está sendo rejeitado. pois. que interfere em alguns momentos no campo mental do ATENDIDO e o beneficia. gerando. Algumas frases precisam ser evitadas. já é capaz de entender as dificuldades vividas pelo recém-chegado. a prudência indica a interferência do ATENDENTE FRATERNO sem deixar claro que ele está intercedendo. apenas para reflexão. O melhor a fazer é ajudá-lo a iniciar a narrativa.6 – Atendimento iniciado pelo Atendido Após uma breve e fraterna saudação é indicado ao ATENDENTE FRATERNO deixar o ATENDIDO expor exatamente o que o trouxe. O ATENDENTE FRATERNO deve confiar no Amparo Espiritual. como.expressar. 35 . assim. deve fazê-lo de forma rápida e neutra. ou resumo das questões – deverá ser analisado sem pressa. Neste estágio. por melhor que seja a intenção. vibrações tranqüilizantes e balsâmicas. Cada Atendente descobrirá com a experiência. pois há pessoas que não gostam do simples fato de se sentirem auxiliadas. Se o Atendente acreditar que algo deve ser dito. Em alguns casos. Nesses casos. por exemplo. O ATENDIMENTO FRATERNO é mais uma arte e uma habilidade do que uma ciência. “Qual o seu problema?” ou “O que veio fazer aqui?”. Cada ATENDENTE FRATERNO pode desenvolver um estilo que o satisfaça e facilite sua tarefa. falando dos objetivos da Doutrina. a fé e a reflexão seu próprio estilo e os meios para trabalhar melhor. elas podem soar mal. antes de enchê-lo de perguntas procure criar um clima de acolhimento para deixá-lo confortável. com paciência. para não interferir no encaminhamento do relato. reflexão e fraternidade. se necessitar de ajuda (o que acontece normalmente) e ouvir o mais atentamente possível o que ele tem a dizer. através de sua experiência. Em seguida. atenção.

é comum nesta modalidade de Atendimento que o ATENDENTE inicie o diálogo. O tempo deve ser dimensionado para que a conversa seja produtiva e objetiva. o ATENDENTE FRATERNO deve se colocar na condição de ouvinte prestimoso e amigo. os tópicos que se seguem: a) Objetividade: O tempo é um fator importantíssimo para o ATENDIMENTO FRATERNO. pois. Caso isso aconteça. a vigilância e a oração. os fatores tempo e disciplina devem anteceder ações precipitadas e personalistas. é imperioso manter a calma.7 – Atendimento iniciado pelo Atendente Partindo do pressuposto que o ATENDIMENTO FRATERNO acontece na Casa Espírita. sem nenhuma idéia preconcebida. 3. Mas. ainda. Além disso.8 – Dinâmica do Atendimento No dicionário Aurélio a palavra dinâmica significa “parte da mecânica que estuda o movimento dos corpos. Nestes casos o ATENDENTE FRATERNO deve ser cuidadoso ao solicitar o diálogo. “Levantai os vossos olhos. entre dirigentes e trabalhadores. a fim de que a tarefa não se torne uma sessão de análise ou um ambiente de confissão. para o ATENDENTE FRATERNO. que já estão brancas para a ceifa. 36 . Em seguida. a dinâmica é importantíssima para não estancar os procedimentos. e vede as terras. Assim. (Jo. entre amigos ou companheiros de tarefas. relacionando-os às forças que o produzem”. 3:30) 3. Adequando a significação ao contexto do ATENDIMENTO FRATERNO. O ATENDENTE deve mostrar interessado pelos motivos que provocou o ATENDIMENTO FRATERNO. para as interferências negativas.” (Jô. “É necessário que Ele (o Cristo) cresça e que eu diminua. 4:35).” Jesus. trazendo idéias difíceis. que visam tumultuar a mente do Atendido. sem sentido ou. por isso ela é apenas um dos meios e não o fim.Observação: O Atendente deve estar atento. a tarefa deve ser assumida como extensão do Atendimento Espiritual. a tarefa necessita de uma dinâmica que ofereça oportunidades para que outras pessoas sejam atendidas. preambulando com assuntos corriqueiros. para evitar ansiedade e promover a confiança por parte do ATENDIDO. que levam o Atendido a sentir mal-estar durante o encontro. Vejamos.

É preferível. concentrando-se para o novo Atendimento. apenas para direcionar a conversa. estratégias e técnicas próprias para auxiliar com amor os que buscam as Casas Espíritas. ao longo do tempo e experiência. para evitar críticas ou embaraços no transcorrer do Atendimento. esse tipo de estruturação de tempo não é muito importante. mas temos só mais 10 minutos”. As orientações e comentários desta Apostila em momento algum pretendem por termo às 37 . é melhor não fazê-lo por muito tempo. para apaziguar-se. b) Tempo do Atendimento: Partindo do princípio que o ATENDIMENTO é FRATERNO o Atendente deve estipular o tempo de duração. Todo atraso gera desconforto. angústia e desconfiança. havendo necessidade de estender. Quando o ATENDIMENTO FRATERNO for único. Em caso de impedimentos plausíveis. Humildade e simplicidade respaldam nossas ações. mas a parte integrante da atmosfera geral do trabalho não deve ser olvidada e os limites devem ser colocados com clareza. em alguns casos. Na situação em que o tempo foi insuficiente. levantar e sair. o ATENDENTE pode afirmar: “desculpe. Havendo vários atendimentos. pode fazer uma pequena pausa entre um e outro. um bom diálogo pode ser realizado entre 30 a 45 minutos. em segundos. o ATENDENTE. educadamente o ATENDENTE solicita desculpas e interrompe. deixar o assunto em aberto do que discursar. Talvez não saibam como finalizar. Se o assunto for encerrado antes do prazo estipulado. as pessoas continuam falando. ele deve ser o próprio exemplo de disciplina. pretensiosamente. se possível. Em conformidade com o ATENDIDO poderá o ATENDENTE agendar um novo momento ou um encaminhamento que possa auxiliá-lo. Às vezes.Percebendo que o tempo está esvaindo-se. o ATENDENTE deve se justificar. Em geral. c) Disciplina: Para que o ATENDENTE tenha autoridade no tempo. Jamais atrasar o início do ATENDIMENTO FRATERNO. Recomendações Importantes: O ATENDENTE FRATERNO desenvolverá. sem perceberem que estão se repetindo. o Atendimento pode ser encerrado sem constrangimentos.

mantendo-se em prece e atitudes positivas. c) Avaliar diariamente os atendimentos. nunca. a mais segura fórmula de ajuste aos processos da evolução”. queira inventar respostas vazias e mentirosas. que é companheira dileta do amor. perturbado por influências espirituais. precisamos ter serenidade e humildade para aceitá-los e endireitar as veredas através do perdão e do autoperdão. b) Aprender a ouvir. deve relatar ao Coordenador da tarefa o ocorrido e. seja sincero e admita sua deficiência. a fim de atrair a proteção de Benfeitores Espirituais. bem como no anterior e no posterior. dirigidas aos freqüentadores da Casa Espírita.9 – Palavras Finais “Quem ajuda é ajudado. Podem ocorrer situações em que o enfermo. encaminhar o irmão para terapêuticas apropriadas. redundando em maturidade espiritual” (12). d) Não permitir que o ATENDIMENTO torne-se uma mini-sessão mediúnica. Manter a mente em prece para ouvir e selecionar com discernimento o conteúdo informado pelo visitante. f) Quando indagado sobre temas doutrinários que não domina. Cabe a este interromper com a autoridade sincera daqueles que obram com Jesus. Apenas para finalizar. enumeraremos alguns pontos. etc. o que prioriza em sua exposição. como se comporta.questões relativas ao tema. imprescindível ao êxito. homem algum dispensará a calma e a serenidade. contempla atividades planejadas e organizadas no sentido de atender necessidades específicas aos que buscam 38 .” (21) 3. E para bem fazer. dê passividade diante do ATENDENTE. e) No dia da tarefa. que podem dinamizar o trabalho: a) Evitar apontar erros. “Os erros são obras de nossa inexperiência. deseja-se que estes apontamentos possam ser aprimorados e dinamizados pelos tarefeiros.(22) O Atendimento Espiritual. encontrando. Prestar atenção no que ele diz. em silêncio. porém. Nunca se esqueça que você deve pedir auxílio aos irmãos mais experientes. É necessário fazer. como o conjunto de ações fraternas. nem desdenhará a cooperação. Expressar interesse e dar atenção ao que ele relata. no entanto. Posteriormente. já comentados. Verificar com lucidez as possíveis falhas e delinear estratégias inteligentes de superá-las. o ATENDENTE FRATERNO deve evitar excessos de toda ordem. Ao contrário. contínuas. se necessário. como nos ensina o Espírito de Emmanuel: “Saber não é tudo.

Assim. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se. encaminhamento para compreensão dos problemas e consolo nos momentos de dores. 39 . o Atendimento Espiritual visa a dar atenção às pessoas que chegam à Casa Espírita. o ATENDIMENTO FRATERNO que. como vimos no decorrer desta apostila.amparo no Espiritismo. explicações para as dúvidas. acolhendo-as e orientando-as de acordo com os princípios Doutrinários e Evangélicos. propõe levar lenitivo e luz evangélica aos que buscam conforto nas dificuldades. pois.

ed. 2001. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 1984. 15ª Edição. Roque. ver. (Espírito). (12) JACINTHO. 4ª Edição. Elos Doutrinários. 3ª. 40 . Rio de Janeiro:FEB. 2005. Tradução Manuel Justiniano Quintão. Allan. 1982. 5ª Edição. Francisco Cândido. 1994. 2001.10 – Referências Bibliográficas (01) XAVIER. Correio Fraterno. (04) HOUAISS. (08) EMMANUEL. Rio de Janeiro: FEB. Intimidade. Orientação ao Centro Espírita. 23ª. 1991. 3ª Edição. (15) SANT´ANNA. O Céu e o Inferno. Araras. 8ª Edição de Bolso. Tradução Guillon Ribeiro. (13) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Autores Diversos. SP: IDE. Conselho Federativo Nacional. Rio de Janeiro: FEB. Ismael Gomes. (09) KARDEC. 3ª Edição. 1991. Divaldo Pereira. Tradução Guillon Ribeiro. 16ª Edição de bolso. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito de Joanna de Ângelis. 1978. Departamento de Infância e Juventude. 4ª Edição. Francisco Cândido. 3ª Edição. Fernando do. (17) FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Mauro de Salles. 4ª Edição. 2004. (10) XAVIER. 2003. VILLAR. 1994. (05) FRANCO.3. 2004. Ismael Gomes. (03) Material Didático fornecido pelo Grupo Espírita Bezerra de Menezes . Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Pelo Espírito Áureo. 1962. Antonio (1915-1999). Allan. (18) BRAGA. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: Objetiva. Allan. Tradução Salvador Gentile. Rio de Janeiro: FEB. O Consolador.(18) BRAGA. Uma Luz no meu Caminho. Relicário de Luz. (06) FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. Por Diversos Espíritos. Lampadário Espírita. Currículo para as Escolas de Evangelização Espírita Infanto-juvenil. 3ª ed. Hernani T. Mensagens Esparsas. O Livro dos Espíritos. 55ª Edição. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Universo e Vida. Rio de Janeiro: FEB. Revisada. Revisão Elias Barbosa. 1988. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Allan. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Ed. (11) ______________________. 2003. (14) Ó. Estude e Viva. (02) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB.Atendimento Fraterno na Casa Espírita. 1978. (16) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Elos Doutrinários. (07) XAVIER. Obras Póstumas.

Arnaldo Rocha. Divaldo Pereira. Org. Cap. Francisco Cândido. 2005. Francisco Cândido. Urias Corrêa Arantes. Material Didático fornecido pela UEM – União Espírita Mineira. Rio de Janeiro: FEB. Cap. Instruções Psicofônicas. Pensamento e Vida. Atendimento Fraterno (Apostila). 6ª Edição. 2002. Pelo Espírito de Emmanuel. Caminho. 41 . Rio de Janeiro: FEB.(19) MIRANDA. Hermínio C. Cap. Ed. Espiritismo e Educação. Francisco Cândido. Francisco Cândido. no “Grupo Meimei”. 1985. XAVIER. Reencarnação e Imortalidade. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito de Manoel Philomeno de Miranda. XAVIER. Pelo Espírito de Emmanuel. Trad. 1997. Verdade e Vida. 3. Rio de Janeiro: FEB. FRANCO. Rio de Janeiro: FEB. 1991. Vinha de Luz. 23ª. 20. Pelo Espírito de Emmanuel. Ed. 4ª Edição. Projeto 1868 – Evangelho. Salvador. 22ª. Recebidas de vários Espíritos. (21) XAVIER. 3ª Edição. 1991. 2005. São Paulo: Martins Fontes. 9ª. A Entrevista de Ajuda. Rio de Janeiro: FEB. 1991. (22) XAVIER. Ed. Alfred. 14ª. Pensamento e Vida. BENJAMIN. Ed. Bahia. 23. (20) XAVIER. intitulado Recepção e Atendimento Fraterno na Casa Espírita.

entrarei em sua casa e com ele cearei. e ele. (Apocalipse.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL EVANGELHO NO LAR “Eis que estou à porta. e bato. comigo”. 3:20) 42 . se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta.

Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem. trazendo a paz e a serenidade de espírito a todos. esta prática é luz a irradiar aquele que. no agrupamento doméstico. 3:25) “De todos os institutos sociais existentes na Terra. sempre. Nós. na Casa Espírita. para lhe servir de guia e modelo?” . não só como mais uma atividade de estudo. mas pode oferecer harmonização necessária para o reequilíbrio familiar. primordialmente. precisamos encontrar forças para enfrentar com fé e perseverança óbices do caminho evolutivo. (Mc. como integrante do conjunto de atividades das Casas Espíritas que visam ao apoio. de que o EVANGELHO NO LAR conscientiza a família da necessidade de renovação dos valores morais e espirituais tendo os ensinamentos de Jesus como diretriz: “625. capítulo 17). tal casa não pode subsistir.“Jesus. o conjunto de atividades que compõem o ATENDIMENTO ESPIRITUAL juntamente com a RECEPÇÃO e o ATENDIMENTO FRATERNOS.”. deve ser o veículo de conexão desta com os lares. Desse modo. A prática do EVANGELHO NO LAR não pretende ser a cura de todos os males. ao incentivar o estudo em conjunto do Evangelho de Jesus. Lembremo-nos.” (02) Portanto. decidiu seguir os passos dos cristãos comprometidos com o Mestre de nossas vidas.. O EVANGELHO NO LAR.4 – EVANGELHO NO LAR 4. de reflexão sobre a vida e de oportunidade para a vivência da fraternidade em família. Espíritos encarnados em luta na escola bendita do Planeta Terra. Desse modo.. é uma necessidade de todos. como fonte de sustentação. através do estudo em família do seu Evangelho de Amor. encontramos na prática do EVANGELHO NO LAR os recursos a nos facilitarem a iniciativa. as VISITAS AOS LARES E HOSPITAIS e a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. A prática do EVANGELHO NO LAR integra. 43 . mas. (01.1 – Introdução “. a família é o mais importante. ao conforto e à orientação daqueles que as freqüentam. com Jesus. do ponto de vista dos alicerces morais que regem a vida”. O convívio no lar... e se uma casa se dividir contra si mesma. o objetivo desta apostila é facultar ao trabalhador espírita subsídios para a implantação do EVANGELHO NO LAR.

nele se transformam em médiuns da própria vida. paciência e humildade. bem como é o sustentáculo seguro para as dificuldades espirituais. 7:6) “A mesa de tua casa é o lar de teu pão.) .” (04) “Disse-lhes pois Jesus: Ainda não é chegado o meu tempo. dos amigos e dos adversários de ontem. quando somos defrontados com nossos reflexos. pode ser apreciada como o centro essencial de nossos reflexos. c) Criar o hábito do estudo e da oração em família. cabe a nós. aperfeiçoamento ou santificação. convertidos no santuário doméstico em filhos e irmãos.” (03 – Cap. Entretanto. 01). a longo prazo. 30) Assim. responsabilizando-se pela materialização. cinzelando corações para a imortalidade. fortalecendo a amizade e o sentimento de fraternidade. O homem e a mulher. b) Estudar O Evangelho Segundo o Espiritismo de maneira seqüencial para compreender as lições de Jesus em espírito e verdade. em especial as ditadas por Emmanuel. Portanto. reajuste. recebes do Senhor o alimento para cada dia. Além disso. a família consangüínea representa a realização imediata de confraternização e harmonização. 44 .Objetivos: Tendo em vista a importância do núcleo familiar nesse momento de transição. nos reencontros da oportunidade reencarnatória. através de trabalho. abraçando o matrimônio por escola de amor e trabalho. ao redor dela. outras finalidades podem ser apontadas. o estudo do EVANGELHO NO LAR convida a família a buscar os elementos necessários para uma vivência nos moldes da conceituação evangélico-moral trazida por Jesus. O EVANGELHO NO LAR traz à família sustentação moral nas adversidades.” (João. mas o vosso tempo sempre está pronto. Nela. que no dizer de Emmanuel são devolvidos pelo pretérito: “A família consangüínea. (. honrando o vínculo dos compromissos que assumem perante a Harmonia Universal. entre os homens. a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento?” (05 – Cap.A família física pode ser comparada a uma reunião de serviço espiritual no espaço e no tempo. através da Codificação Kardequiana e das obras subsidiárias. apoio no trato com membros do grupo doméstico. tais como: a) Estudar o Evangelho de Jesus. renúncia e boavontade.. conforme elucida André Luiz: “A família consangüínea é uma reunião de almas em processo de evolução. buscar sintonia de sentimentos na vida doméstica. Por que não instalar..

para que fiquem no mesmo ambiente realizando atividades tranqüilas. Se houver a participação de crianças.. “Quando o Evangelho penetra o lar. É recomendado o estudo 45 . dispersando fluidos deletérios formados por pensamentos e palavras em desajustes e aplicando passes nos mais necessitados (passes espirituais). como colorir ou ler. na certeza de que o Lar e os outros familiares serão beneficiados. podem utilizar livros apropriados ao seu entendimento. os pais devem incentivá-las a participar do estudo. os homens aprendessem a amar-se como irmãos. necessário se faz o comprometimento com este estudo. Em seguida. uma vez iniciada a prática. pela Misericórdia Divina. e) Fortalecer nos integrantes do Lar a coragem. os adultos poderão realizar. por essa forma. sustentando o estudo. saneando os pensamentos. ao final. Em virtude disto. mas não deve exceder 1 (uma) hora. A pontualidade no início da reunião. estimulados e motivados a participar. Entretanto.2 – Implantação do Evangelho no Lar Quando se trata do estudo do EVANGELHO NO LAR. deve-se optar pelo tempo mínimo. Disciplina e pontualidade. a perseverança e a constância no estudo são imprescindíveis.) Os laços sociais são necessários ao progresso e os de família mais apertados tornam os primeiros. a alegria e a boa-vontade para com todos. especialmente no que se refere ao dia e à hora previamente escolhidos.Questão 774) 4. para as vibrações e a prece de encerramento. Se os membros da família não puderem ou não quiserem participar do estudo. Eis por que os segundos constituem uma lei da Natureza. A reunião será semanal e deverá ter a duração aproximada de 30 (trinta) minutos. boa-vontade e participação são exigências que se fazem com relação ao EVANGELHO NO LAR. uma equipe Espiritual será designada. para acompanhar aquele esforço de iluminação da família. Quis Deus que. o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo (ou outra obra apropriada). em aproximadamente 10 (dez) minutos. Nestes casos. ainda que sozinha. Não há obrigatoriedade em relação à implantação do estudo do EVANGELHO NO LAR. inclusive as crianças. elevando os sentimentos. normalmente. 12) “(. convidando as crianças. uma só pessoa poderá realizá-lo. sempre utilizando material de valor pedagógico e evangélico. Além disso. o que facilita o amparo dos Mensageiros do Bem. a esperança.d) Criar no ambiente doméstico momentos de paz.” Allan Kardec (02.. o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino” (05 – p. a disciplina. fluidificando a água. liberando as crianças. todos os familiares deverão ser convidados.

Verdade e Vida. torna-se. ainda. forma uma opção de alto teor evangélico e doutrinário. deixar de se reunir no horário habitual. a fim de ser fluidificada. sob o pretexto de que a visita pertence a outra religião. Pão Nosso e Caminho. Caso a família opte por uma jarra d’água e haja algum dos presentes com necessidades especiais. poderão ser convidados a participar dos estudos visitantes que estiverem no lar na hora habitual da reunião. Vinha de Luz. onde aguardará o término da reunião para a confraternização amigável. Também não deverão servir de empecilho à realização do estudo. a família deverá encaminhá-la a um local separado. o responsável pela reunião de estudo. poderão ser aplicados passes magnéticos (humanos). deve-se evitar a passividade mediúnica. vizinhos e amigos. que possam vir a desvincular a família de seus propósitos. foco irradiador para os lares vizinhos nos quais. por vezes. festas. A série formada pelos livros Fonte Viva. Pode-se colocar uma garrafa d’água ou um copo para cada pessoa presente. chamando-a pelo seu nome insistentemente e solicitando que os demais permaneçam em prece. O local apropriado para as comunicações de Espíritos desencarnados é. as reuniões mediúnicas das Casas Espíritas. histórias. mas sugere-se que o convite para comentar a passagem lida seja feito a todos os participantes. Em caso de inexperiência dos participantes e sendo a manifestação francamente hostil. a fim de receber as devidas orientações. deve-se trazer a pessoa à consciência. pode-se separar apenas a água destinada a esta pessoa. sem sombra de dúvida. Sempre que necessário. conforme a escolha da família. Além dos familiares. ou alguém mais experiente. com a participação ativa de todos. Durante o EVANGELHO NO LAR desaconselha-se qualquer tipo de manifestação mediúnica. A família não deverá. Se a visita não se sentir confortável para participar. Poesias.seqüencial de O Evangelho Segundo o Espiritismo. os passeios ou viagens adiáveis. desde que haja pessoas com experiência nesse trabalho entre os membros do grupo ali reunido. Em se manifestando algum Espírito. o Mestre ainda não foi convidado a entrar. além de outras páginas evangélicas. 46 . Ninguém deverá ser obrigado a falar. Assim. todos ditados por Emmanuel a Chico Xavier. O Lar onde o Evangelho é estudado. reuniões ou outros acontecimentos. cantos ou narrativas espíritas poderão enriquecer a reunião. deve solicitar ao irmão desencarnado que se apresente para comunicação na Casa Espírita. com perseverança e boa-vontade.

para evitar interferências inconvenientes. Vejamos: a) Prece Inicial: Proferida pelo dirigente ou por quem ele escolher. a fim de esclarecer sobre aquele momento de preces e recolhimento em que a família se encontra. incentivando-os nas responsabilidades espirituais. etc. segunda semana. deverá ser concisa. o Novo 47 . bem como de conversações dignas e edificantes. b) Leituras e Comentários: Conforme dito anteriormente. para que sejam preservados os fluidos espirituais dispersados no ar. 4. a leitura principal poderá ser de um trecho de O Evangelho Segundo o Espiritismo. bênçãos de paz e alegria. Há famílias que fazem rodízio entre os filhos. Conversações menos dignas e atitudes inconvenientes antes. simples e objetiva. serão distribuídas as tarefas do estudo.3 – Dinâmica do Estudo Antes de se iniciar a reunião. ficando a coordenação delegada a cada membro em um determinado dia do mês (ex. A música de boa qualidade poderá fazer parte desta preparação durante o estudo do EVANGELHO NO LAR. escolhendo-se os participantes que farão as preces e as leituras. Poderão ser usados os livros da Codificação. e. A coordenação do estudo deverá ficar a cargo do membro da família que maiores condições apresentar para a tarefa. Caso todos tenham o mesmo nível de conhecimento evangélico-doutrinário. o ambiente doméstico deverá ser preservado. Sugere-se que os celulares sejam desligados e que seja abaixada a campainha do telefone fixo da residência. de página evangélico-doutrinária. no dia da Reunião de Estudo do Evangelho no Lar. A cada reunião o responsável poderá designar algum membro para responder ao interfone ou à campainha. pedindo-se a Deus e a Jesus. por meio de atitudes e pensamentos de paz e cordialidade.: primeira semana. durante ou depois do estudo devem ser evitadas.É aconselhável escolher um lugar da casa que ofereça privacidade. leituras e comentários. pela Equipe responsável pelo culto. A dinâmica de estudo do EVANGELHO NO LAR é composta de prece inicial. feita de forma seqüencial ou aleatória. pode-se fazer um rodízio à escolha da família. vibrações e prece de encerramento. na coordenação das atividades.). (aproximadamente 2 minutos). Em especial. em seguida.

(aproximadamente 20 a 50 minutos. Pode-se pedir pelos governantes e. boletim escolar das crianças. É possível aproveitar o EVANGELHO NO LAR para o estudo de livros doutrinários. contudo. uma vez que a disposição de todos estará renovada pelos bálsamos espiritualizantes deixados no ambiente doméstico pela equipe responsável pelo estudo. certamente haverá. (2 min. principalmente. pelos enfermos e necessitados. e pela alegria da convivência fraternal. (aproximadamente 10 a 15 minutos).) d) Prece de encerramento: Simples. em agradecimento a Deus. relacionamento familiar. De todos os assuntos discutidos. etc. finalmente. Os comentários não deverão ser feitos de forma pessoal. (3 min. Se a família optar por uma leitura complementar. Pode-se. c) Vibrações: Durante a oração pode-se vibrar pelo lar. dependendo do tempo total escolhido pela família). assuntos do dia-a-dia podem ser apresentados à discussão. pelos familiares e amigos. Fonte Viva. encarnados e desencarnados e. Vinha de Luz. o Que é o Espiritismo (duas ou três perguntas por vez) e outros. vibrar em benefício dos participantes e da fluidificação das águas. nem utilizados para sanar quaisquer contendas ou indisposições entre os membros da família. ela poderá ser feita a partir das obras anteriormente citadas. Verdade e Vida e Pão Nosso. Caminho. reservar alguns instantes após o EVANGELHO NO LAR para discutir questões familiares. Devem-se evitar comparações ou críticas que possam desmerecer pessoas ou religiões. deve o dirigente retirar o aspecto moral e a lição educativa que possa contribuir para a reflexão e a mudança de comportamento dos participantes. psicografados por Chico Xavier. Nessa oportunidade.Testamento. clara e concisa. com o objetivo de serem analisados sob a ótica de seu conteúdo moral. tais como O Livro dos Espíritos. por exemplo. trazendo as orientações para o dia-a-dia da família e procurando a ligação que. com o estudo de O Evangelho Segundo o Espiritismo. apenas a pessoa que fizer a leitura deverá comentar. pelas bênçãos do estudo e aprendizado. contribuindo para esclarecer o assunto e enriquecer o aprendizado. É importante que todos participem ativamente dos comentários. a Jesus e aos Amigos Espirituais.) 48 . pelos desafetos. Neste caso. de Emmanuel.

convidando-se os visitantes a dele participarem.Revista Reformador . como vimos no decorrer desta apostila. É uma necessidade em toda parte. se isso lhes aprouver.4 – Palavras Finais “O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. puxem e mexam em tudo. como se se quisessem por à prova a intenção e a persistência dos interessados. antes de tudo. onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. a implantação do EVANGELHO NO LAR que.Observações Importantes: É comum. a fim de evitar sugestões hipnóticas. Sonolência: tanto as crianças quanto os adultos sonolentos devem ser orientados para que respirem fundo. primeiramente.julho de 1952 . fazer uma prece. tomem água. talvez. fiquem inquietas. as crianças chorem. o surgimento de diversos empecilhos na hora de sua realização. A Boa Nova surgiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. espirituais e físicas. A palavra do Senhor soou. através dele. necessidades. ensinar e esclarecer aqueles que buscam a Casa Espírita e têm interesse sério no estudo do Evangelho de Jesus. 49 . Inquietação das crianças: é normal que. de início. seja ignorar tais procedimentos. na implantação do EVANGELHO NO LAR. 4. 165 Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se. etc. com franqueza e humildade. motivando-as com livros e revistas apropriadas. com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo. ou dando-lhes algum tipo de responsabilidade na preparação ou na realização do estudo (trazer água.). lavem o rosto. Os mais recorrentes são: Visitas inesperadas: a presença de visitas não deverá impedir a realização do estudo. por nosso intermédio.p. Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico. de novo. façam uma prece. explicando-lhes antes o assunto.Emmanuel . no círculo dos nossos familiares e afeiçoados. façam birra. Campainhas da porta ou telefones: um dos participantes deverá ser escalado para atender ambos os casos. mas os celulares podem ser desligados. para auferir. pois. Recomenda-se não deixar o telefone fora do gancho. se fará ouvir. consolo para suas dores. propõe-se a orientar. os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum”. certo. a melhor solução. sob o teto simples de Nazaré e. apanhar livros.

e delas desaparecem os pruridos da irritação inútil que lhe situa o pensamento nos escuros resvaladouros do tempo perdido. mas também o orientador que corrige e educa para a felicidade real e para o bem verdadeiro. à luz da Doutrina Espírita. dentro da qual cumpre-nos colaborar com as nossas melhores forças”. Em verdade. mas também nos júbilos caseiros da festa de Caná. quando estiver ao alcance de nossas possibilidades. se desejamos efetivamente a sociedade aperfeiçoada no amanhã. que começou o seu apostolado na Terra. Enquanto isso ocorre. se o arado jaz inerte e se o cultivador teme o serviço. na obra de regeneração dos espíritos na época atormentada que atravessamos. no Senhor. transformou a água em vinho na consagração da paz familiar. as atitudes espetaculares dos heróis. as criaturas despertam para a edificação espiritual com o serviço por norma constante de fé e caridade. nosso Mestre e Senhor. Não bastará entronizar as relíquias materiais que se reportem ao Divino Mestre. acentuando o desânimo e a inquietação. de imediato. por fim. 60:21) 50 . para que eu seja glorificado”. O trabalho da evangelização é gradativo. estendendo-se no círculo das nossas amizades. não nos reclama a sublimação de um dia para outro nem exige de nós. A seara depende da sementeira. Quem recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã. não somente entre os doutores de Jerusalém. É necessário plasmar o ensinamento de Jesus na própria vida. Do livro "Temas da Vida". Evangelho no Lar é Cristo falando ao coração. só a Ele devem ser reportados os êxitos e só Ele pode nos sustentar nos momentos de provação. Que a Providência Divina nos fortaleça para prosseguirmos na tarefa de reconstrução do lar sobre os alicerces do Cristo. quando. É importante nos unamos todos no lançamento dos princípios cristãos no santuário doméstico.Que em nossa tarefa-amor de implantação do EVANGELHO NO LAR. nas devoluções a que se afeiçoam. a colheita será sempre desengano e necessidade. oferecendo-lhes o nosso concurso ativo. de vez que compreendem. teremos a existência transformada na direção do Infinito Bem. Trazer as claridades da Boa Nova ao templo da família é aprimorar todos os valores que a experiência terrestre nos pode oferecer. Sustentando semelhante luz nas igrejas vivas do lar. para sempre herdarão a terra: serão renovos por mim plantados. obra das minhas mãos. mas é no lar que começam os fios dos destinos e nós sabemos que o homem na essência é o legislador da própria existência e o dispensador da paz ou da desesperação. onde as almas se reúnem sob os laços da consangüinidade ou da atração afetiva. Edição CEU – Evangelho no Lar “E Todos os do teu povo serão justos. O Evangelho no Lar Bezerra de Menezes “Trabalhemos pela implantação do Evangelho no lar. cada dia ou cada semana transforma-se no entendimento e na ação. da alegria ou da dor a si mesmo. não apenas o Amigo Sublime que ampara e eleva. Apoiar semelhante realização. Auxiliemos a plantação do cristianismo no santuário familiar. Apaga-se nas almas felicitadas por essa bênção o fogo das paixões. paciente e perseverante. de maneira imperceptível. O Céu. (Isaías. no campo vasto do mundo as estradas se bifurcam. simbolicamente. naturalmente. possamos sempre ter em mente que o trabalho é do Cristo. Se a gleba sofre o descuido de quem lavra e prepara. adaptando-se lhe o sentimento à beleza excelsa. é obrigação que nos reaproximará do Mentor Divino. entre os adornos da edificação de pedra e cal.

KARDEC. KARDEC. Os Mensageiros. 2005.FEB. Allan. 2003 (03) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 2000. 3ª Edição. (05) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 1973. Allan. Religião dos Espíritos. Allan. A Gênese. Rio de Janeiro: FEB. 14ª ed. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Tradução Guillon Ribeiro. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB. 24. Francisco Cândido. 4ª ed. (Capítulo: Os efeitos da oração). Tradução Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. Pelo Espírito de Emmanuel. Pensamento e Vida. ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Nos Domínios da Mediunidade. 8ª Edição de Bolso. 2005. Missionários da Luz.5 – Referências bibliográficas (01) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. O Evangelho Segundo o Espiritismo. EMMANUEL. O Livro dos Espíritos. (02) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. 34ª ed. O Consolador. 52ª Edição. 2005. 20ª ed. Relicário de Luz. Rio de Janeiro: FEB. 2005. 2003. 2001. 27. 2000. APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. 2002 EMMANUEL. ed. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. 23ª. KARDEC. (Espírito). KARDEC. Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Pelo Espírito Neio Lúcio. ANDRÉ LUIZ (Espírito). ed. Francisco Cândido. 2001. Pelo Espírito de Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Vida e Sexo. O Livro dos Médiuns. Tradução Guillon Ribeiro. Rio de Janeiro: FEB. Mecanismos da Mediunidade. Allan. ed. 2005. ANDRÉ LUIZ (Espírito). Rio de Janeiro: FEB. Francisco Cândido. Rio de Janeiro: FEB. (Espírito). 46ª Edição. 32ª ed. 33ª ed. 2005. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . Pelo Espírito de André Luiz. Francisco Cândido. 51 . 6ª Edição de Bolso. (04) XAVIER. Allan. 1994. Rio de Janeiro: FEB. Jesus no Lar. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 17ª.4. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. O que é o Espiritismo.

(Mateus. e fostes ver-me. adoeci.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS “(. quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos. e vestiste-me. respondendo o Rei... a mim o fizestes”. E.) estava nu. 39-40) 52 . e visitastes-me. 25:6. estive na prisão. lhes dirá: Em verdade vos digo que. quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E.

leva aos enfermos da alma a consolação e o amparo para que tenham forças e esperanças. boa vontade e disponibilidade íntima para estar realmente a serviço do Cristo. Jesus. Dei esta manhã o meu giro habitual e. . “Chamo-me Caridade. equilíbrio.1 – Introdução “Um samaritano que viajava. deitou-lhe óleo e vinho nas feridas e as pensou. eu te pagarei quando regressar”. entrando Jesus em Cafarnaum. pois conheço a meta a que deveis todos visar. pois. 10:33. visto que estará diante de situações.Aproximou-se dele.f. foi tocado de compaixão. meus amigos a fim de 53 .2 – A Visita “E. sigo o caminho principal que conduz a Deus. adentrando lares e hospitais. quanto tendes de fazer para secá-las todas! (. de Francisco da Silveira Bueno.. rogando-lhe.35).. bem como elucida os motivos pelos quais nos encontramos envolvidos. interesse ou caridade”. refere-se ao “ato ou efeito de visitar. segurança. O trabalhador da EQUIPE DE VISITA é aquele que. s. 8:5-7). e lhe darei saúde”. aspectos importantes para uma EQUIPE DE VISITAÇÃO. E Jesus lhe disse: Eu irei. agora. em nome do Evangelho de Jesus e da Doutrina Espírita. Vejamos. chegando ao lugar onde jazia aquele homem e tendo-o visto.5 – VISITAÇÃO A LARES E HOSPITAIS 5. como o Consolador Prometido. pondo-o no seu cavalo. o meu criado jaz em casa paralítico. que de misérias. Imperioso lembrar que. dizendo: Trata muito bem deste homem e tudo o que despenderes a mais. Conforme está registrado no Dicionário da Língua Portuguesa. inusitadas e de pessoas com necessidades diversas. levou-o a uma hospedaria e cuidou dele. oferece aos seres humanos todas as possibilidades de entendimento dos conceitos acima citados. destacar a responsabilidade exigida para a execução desta tarefa. e violentamente atormentado. afeição. Acompanhai-me. depois.). ainda. venho dizer-vos: Oh! meus amigos. Jesus (Mt.. A Doutrina Espírita. O objetivo deste trabalho é esclarecer sobre a atuação da EQUIPE DE VISITAÇÃO em lares e hospitais e. chegou junto dele um centurião. e dizendo: Senhor. que de lágrimas. . às vezes. a fim de que possam lidar com a doença com a necessária harmonia interior. (Lc. Acompanhai-me. com o coração amargurado. ato de ir ver alguém por dever. que atua nos lares e hospitais. cada tarefeiro em visita aos lares e hospitais necessita exercitar atenção redobrada.No dia seguinte tirou dois denários e os deu ao hospedeiro. 5. a palavra Visita. Estas circunstâncias exigem da equipe boa orientação.

e ela se concretiza no ato de levar lenitivo a enfermos que se encontram com dificuldade de locomoção. não se deve negar a visita em situações em que não haja.a Caridade. Quando o pedido parte do paciente. a criatura pede o amparo do Criador e o Criador responde à criatura pelo princípio inelutável da reflexão espiritual. exemplificando. etc. é convidada aos lares e hospitais quando ocorrem situações de enfermidades físicas e espirituais. É importante ressaltar que. aos acamados e aos necessitados da terapia do Evangelho. pois. a princípio. d) por orientação da própria EQUIPE DE VISITA. deverá haver discernimento e cautela. c) por encaminhamento do ATENDIMENTO FRATERNO. Por isso. podem ocorrer situações em que seja oportuno às equipes comunicarem-se. Entretanto. como solução temporária. na confiança. Embora não haja rituais a serem considerados quando se reúne a família para a leitura e comentários do Evangelho. O pedido para receber uma EQUIPE DE VISITA no lar pode originar-se: a) de solicitação do paciente. uma orientação do ATENDIMENTO ESPIRITUAL. Entretanto. que propicia equilíbrio e harmonia. a solicitação deve ser atendida. “Pelo divino circuito da prece.que eu vos conte entre os que se arrolam sob a minha bandeira. a EQUIPE DE VISITA. na prática. as decisões deverão ser sempre pautadas no bom senso.” (01 – XIII . este deverá ser analisado com atenção e amor. pois o visitado pode não desejar receber a equipe. um dos objetivos da VISITA FRATERNA. Nada temais. na vontade de servir e no amparo imprescindível da prece. até que seja possível receber a orientação dos trabalhadores da EQUIPE do ATENDIMENTO ESPIRITUAL. porque sou . o apoio e o incentivo da EQUIPE DE VISITA levam aos lares o estímulo necessário para perseverarem neste encontro semanal.13) A caridade é. amigo. Outro objetivo é colaborar com a família que deseja implantar o Evangelho no Lar. via de regra. eu vos conduzirei pelo caminho da salvação. exceto em casos de pessoas que se encontrem impossibilitadas de tomar decisões próprias. Já nas solicitações por terceiros. Dependendo da gravidade. através dos passes e da prece. são imprescindíveis a ciência e a autorização do paciente para que o atendimento seja realizado. como se deve proceder. a fim de trocarem impressões e definirem o melhor atendimento ao solicitante.). Nas demandas oriundas de pedidos da equipe do ATENDIMENTO FRATERNO. b) de solicitação de alguém que o represente (familiar. estendendo- 54 .

socorre. ao longo do tempo. diferentemente de ações meramente materiais. e os coxos andam. os sofrimentos poderão ser minimizados. não peques mais. a fim de que ela se erga dos vales da vida fragmentária para os cimos da Vida Vitoriosa. libertando. considerando a necessidade e o merecimento de cada um. de leituras e de palavras que edificam. “E Jesus. Sua misericórdia e seu amor sustentam. credo ou condição social. além dos recursos da prece e do passe. abrindo espaço para reflexões. 55 . 11: 4. e aos pobres é anunciando o evangelho. Como servidores do Cristo. para que te não suceda alguma coisa pior”. A meta do trabalho cristão será sempre levar ao VISITADO palavras de bom ânimo. envolvidos naquele campo de ação.) Essa divisa é o facho celeste. (Mt. na Terra e no céu. E bem aventurado é aquele que se não escandalizar em mim. a reverem conceitos e (pré) conceitos e.. Assim. atende. a saúde da humanidade.” (02 – cap. supre. encaminhando-o para a Terra da Promissão (.6). os leprosos são limpos. e os surdos ouvem. orientando. iniciada na Casa Espírita. Através das terapias da prece e do passe. a luminosa coluna que guia o homem no deserto da vida. e ilumina. XV. Em superioridade moral.)”. ainda hoje. que conduzem os indivíduos. disse-lhes: Ide. os tarefeiros devem estar cientes de que só JESUS – O TERAPEUTA POR EXCELÊNCIA – é quem PROMOVE a libertação definitiva do necessitado. “Depois Jesus encontrou-o no Templo e disse-lhe: eis que já estás são.. Estes fatos são registros de legítimo ATENDIMENTO ESPIRITUAL. 26) Na Prática Cristã: “Meus filhos. 5:14). o MESTRE. (01 – cap. a despersonalização das ações é um dos pilares de sustentação da tarefa. ensinando. para a Vida Eterna. que devem nortear a vida de todos nós. item 10) As narrativas evangélicas asseguram-nos as inúmeras intervenções de Jesus junto aos necessitados. o Mestre conhecia (e conhece) as necessidades de cada um. a retomarem princípios morais. os mortos são ressuscitados. o atendimento em lares e hospitais feito pelas EQUIPES DE VISITA objetivam a uma terapêutica complementar.. sobretudo. (. Suas ações sempre foram por amor. A Equipe Espírita deve ter consciência da seriedade do trabalho. estão encerrados os destinos dos homens. extraídas do Evangelho do Senhor. na sentença: Fora da caridade não há salvação. independente da raça. Devemos compreender que. respondendo. Ele. beneficia os homens individualmente. e anunciai a João as coisas que ouvis e vedes: Os cegos vêem.” Jesus. Por isso..Jesus (Jo.lhe os Braços Eternos. de confiança e de fé.

(Lc.Jesus. a continuidade das visitas. também.” Jesus. devem abster-se da prática mediúnica ostensiva. “E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta. A tarefa de visita é um trabalho feito essencialmente em equipe. quanto à seqüência e ao número de visitas. sobretudo. apesar de serem intermediários da Espiritualidade no sublime exercício do bem. de maneira tal que quase iam a pique”. Trabalhar em conjunto garante boas condições para a visita ao paciente. em caso de manifestação espiritual por parte do VISITADO. fator importantíssimo para assimilação dos recursos magnético-espirituais. que deve estar investida de simplicidade e discrição. merece atenção redobrada da EQUIPE DE VISITA. A terapêutica através do passe e da prece revitaliza e revigora o VISITADO para que ele. e encheram ambos os barcos. E foram. como um médico terreno que prescreve a dosagem do medicamento. a ação em conjunto adquire feições producentes e previdentes. Vale ressaltar que. seja encaminhado à Casa Espírita para receber orientações doutrinário-evangélicas pertinentes. e mandou-os adiante de sua face. 10:1) 56 . ele deverá estudar a Doutrina e educar suas faculdades psíquicas em ambiente propício. Para isso. estarão envolvidos os irmãos desencarnados ligados àquele ambiente. de dois em dois. mesmo quando nos achamos treinados o suficiente para a tarefa. 5:7). Trabalho em Equipe: “E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco.A tarefa de VISITA contribui para a conquista do equilíbrio e da harmonia no lar. visto que. para transmitir ao VISITADO tranqüilidade. a aplicação de passes no lar. A impossibilidade de comparecimento de algum membro da equipe deverá ser suprida pelos demais. A EQUIPE DE VISITA deve mostrar ao VISITADO que o local ideal para realização de atividades mediúnicas é a Casa Espírita. e. para que os fossem ajudar. exercitam a caridade habilitando-se ao serviço com Jesus. os tarefeiros. imbuídos da fé e da vontade de servir. Amparados pelo Evangelho. no momento oportuno e se for de seu desejo. garantindo a eficácia do tratamento. visto que as orientações da EQUIPE definem os tratamentos que devem ser respeitados. No caso dos médiuns integrantes da EQUIPE DE VISITA. Deve-se evitar fazer a visita sozinho. O trabalho em equipe possibilita. (Lc. a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir.

seja por influência espiritual ou por descuido da própria Equipe. disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos”. Paulo. desça sobre ela a vossa paz. 6:14-15) A visita fraterna é uma atividade que requer.5. (Mt. saudai-a. quando entrardes nalguma casa.3 – Preparando a Visita Fraterna “Estai. Pelo fato de ser uma engrenagem do ATENDIMENTO ESPIRITUAL.Jesus. ambiente propício para harmonização. até a conclusão das visitas – nos casos de mais de uma visita –. e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz”.Jesus. torne para vós a vossa paz”. se não for digna. Por outro lado. todo o cuidado no conjunto da obra será pouco. tendo cingidos os vossos lombos com a verdade. Por isso. firmes. o tarefeiro fala ao visitado (ou responsável) sobre a preparação do “ambiente espiritual” no dia da visita. A tranqüilidade é essencial. Primeiro Contato: “E. 12:49) O local de encontro dos visitantes é escolhido pelo grupo. o equilíbrio e a vigilância no trabalho são alguns aspectos imprescindíveis para o bom andamento da atividade. excessos na alimentação e uso de bebida alcoólica. a equipe deverá estar vigilante quanto as posturas e expressões antes. Cumprimentos sem exageros. telefones celulares desligados. as mais variadas dificuldades podem surgir. (Mt. a responsabilidade. o transcorrer da visita. o trabalhador deve estar em prece e respaldado pelos bons pensamentos. prece. o trabalhador visitante deve orientá-lo a evitar contendas. (Efésios. Desde o recebimento da solicitação. e vestida a couraça da justiça. a saída do ambiente. Por exemplo. como todas as demais. durante e depois da tarefa. estendendo a sua mão para os seus discípulos. Por se tratar de um trabalho essencialmente espiritual. mas. mas isso não é obrigatório. tendo sempre em mente que a EQUIPE DE VISITA apenas oferece orientações doutrinárias e carinho aos visitados. leitura e comentário de uma mensagem doutrinário-evangélica são 57 . a chegada no local. Encontro da Equipe: “E. a confirmação. 10:12-13) Por telefone ou pessoalmente. o contato para agendamento. A maior parte das EQUIPES DE VISITA se encontra na Casa Espírita. o encerramento. e se a casa for digna. pois. o trajeto. uma preparação adequada e constante. quando ciente da orientação espiritual.

principalmente do tipo: “Os Espíritos prescreveram vários passes porque a situação aqui é muito ruim. lamentações. prece ou silêncio facilitam a concentração na tarefa. assuntos polêmicos e desnecessários. a partir deste momento. (Mt. e toda a multidão estava em pé na praia. Causa constrangimento e pode dar a entender que a equipe tem algum mérito na terapêutica. a pergunta: – “você está melhor?” deve ser evitada. A primeira reunião comumente consome um tempo maior para que sejam feitos os esclarecimentos. de sorte que. a equipe deve lembrar que a Doutrina Espírita não é proselitista. A orientação do ATENDIMENTO ESPIRITUAL dará encaminhamento à visita. (Mt. para um lugar deserto.. Ao chegar para visitas subseqüentes. 13:1-2).. ou muito difícil.preliminares da tarefa. A equipe deve abster-se de tecer comentários.” Carinho e atenção são de real importância.. Humildade e respeito – todos os lares são um templo sagrado de Deus. piadas. entrando num barco.. “E Jesus..” Jesus.” (03 – cap. 14:13) A Chegada: “Tendo Jesus saído de casa naquele dia. seguiu-o a pé desde as cidades... desarmonizam a vibração mental. Sabemos que o mérito vem de Deus. e. estava assentado junto ao mar.” Jesus. Trajeto: De ônibus. Nela estarão descritas as necessidades dos visitados. “. Reclamações (mesmo do trânsito). cada visitante coloca sua mente a serviço do Cristo. hinos. retirou-se dali num barco. sabendo-o o povo. Se o ambiente do lar ou do hospital se apresentar triste e doloroso para 58 . bem como sobre os benefícios obtidos através dos passes e da água fluidificada. a pé ou de carro – o importante é manter a sintonia elevada. uma breve explicação sobre os fundamentos da Doutrina. apartado. Música suave. leitura de mensagens edificantes. e ajuntouse muita gente ao pé dele.. O bem ajuda sem perguntar.” Jesus. ouvindo isto. ou complicada. (João. etc.vou preparar-vos lugar. Se necessário. 14:2). “Quando aplicar passes e demais métodos da terapêutica espiritual. 28). IMPORTANTE: No caso de famílias não espíritas. fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas. se assentou.

buscando a reflexão sobre a conduta íntima individual diante dos Desígnios Superiores. Por isso. sinceridade e amor. e. Quando for necessário. pois. XXVIII. seguida de comentários.(01 . (II Carta a Timóteo. Um bom pensamento vale mais do que grande número de palavras com as quais nada tenha o coração”. A prece inicial deve ser proferida em bom tom de voz. familiares. todos nós somos capazes de proferir uma prece. registrada pela História de Humanidade. trazendo equilíbrio. Leituras e Comentários: Logo depois da prece dá-se a leitura de uma mensagem cristã. conforme ensina Paulo: Toda escritura inspirada por Deus.Cap. foi ensinada pelo Mestre Jesus e é o legítimo roteiro para orarmos a Deus. A melhora se dará de acordo com o empenho e merecimento dos Espíritos envolvidos. Lembremos que a mais bela oração. É proveitosa ( . Através da prece conversamos com Deus pela linguagem do Amor. suficiente para que todos possam ouvir e compreender e acompanhada mentalmente pelos presentes. Preâmbulo). confiemos nos poderes do Alto. 5. Ela deve representar nosso sentimento mais puro. com simplicidade. a fim de colaborar com os trabalhos do Plano Superior através da sintonia. para tal deve se comentar os ensinamentos sempre utilizando “nós”. encarnados ou desencarnados. deverá a equipe expor um fato sem identificação dos personagens. objetividade.4 – A Tarefa Prece Inicial: “Os Espíritos hão dito sempre: A forma nada vale.) para instrução na justiça. que abre o campo mental para receber a intervenção da Espiritualidade. 3:16). Tal procedimento harmoniza a todos. evitar relatos pessoais. conduzindo os pensamentos em uma só sintonia. tarefeiros e desencarnados. cada um segundo suas convicções e da maneira que mais o toque. é prudente. 59 .. a EQUIPE DE VISITA deve sempre se colocar na posição daqueles que estão em busca do aprendizado.. encarnados e desencarnados. Os visitantes devem ter atenção ao uso das palavras. também. A leitura atende as necessidades dos enfermos.VISITADO e familiares. ao invés de“você(s)” ou “eu”. para o entendimento e o crescimento do grupo. É como uma medicação eficaz. independente da capacidade intelectual de cada um. Ore. o pensamento é tudo.

Nessas e noutras possíveis situações o bom senso deve prevalecer. 60 .. devemos ouvi-lo com atenção e interesse. Comentários sobre tais situações podem ser feitos com a equipe. Assim.. afinal. A visita tem que ser breve.” bocejar durante a leitura (pode sugerir cansaço ou indiferença).Além de ser um comportamento pautado pela boa educação.. após o encerramento. “você não pode. pois somente o Pai conhece verdadeiramente nossas necessidades.. Muitos enfermos aguardam uma oportunidade como esta para “desabafar” e um dos melhores lenitivos que podemos levar a alguém é justamente SABER OUVIR. d) Apoiados na assertiva que diz: “a cada um segundo suas obras”.”. por solicitação do visitado/enfermo ou familiares. ser moralista. iv.”. proibindo ou acusando. etc. tal atitude leva o orador a posicionar-se com humildade perante os temas abordados. revigorando energias através da autoconfiança. desde que sejam para o aprendizado do Grupo e nunca por simples curiosidade ou para exibição de potenciais mediúnicos. O paciente não apresenta equilíbrio para uma VISITA mais demorada. mas podemos superá-lo através da perseverança e confiança no Poder do Alto. fugir do tema central da leitura. b) Os visitantes que são médiuns videntes e sensitivos devem manter discrição e silêncio sobre entidades desencarnadas e percepções durante a visita. temos nossos próprios vícios.. ainda: i. havendo tempo definido para cada visitante. desestimular – “é muito difícil. iii. Deve-se evitar. Relevante é auxiliá-lo. ii. Observações: a) Há situações em que a EQUIPE DE VISITA pode suprimir as leituras por motivos como: i. iii.. Quando a visita ocorrer em hospitais.. c) Devemos lembrar que o sofrimento tem sempre uma causa justa pela Lei de Deus. é desnecessário destacar os problemas do VISITADO. Após a leitura e comentários. de forma equilibrada. A palavra deverá ser utilizada para fortalecer o paciente. sem desenvolver a fragilidade ou a autopiedade. é bom evitar frases ou sugestões do tipo: “você tem que fazer. se alguém (familiar ou paciente) quiser falar. já que todos somos aprendizes. ii.

sê limpo. discutir. dizer que o sofrimento é necessidade cármica (quando a circunstância favorecer. ix. debater.). falar “não concordo”: a expressão poderá ser recebida de forma agressiva. desde que não se torne condição imprescindível para a aplicação do passe. o passe é uma transfusão de energias psíquicas. “castigo”. colocar o Espiritismo acima de outras religiões. (Mt.” Jesus. xii. tocou-o dizendo: Quero. O ambiente ideal é calmo e silencioso.v. criando clima de tensão. xiv. ou que dê a impressão de que ele não poderá ser ministrado sem tais preparações: a) paciente sentado. xiii. chorar ou descontrolar-se. como devemos compreender o passe? Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas. tomar partido de um ou de outro quando houver desacordo. c) luz forte ou fraca. a necessidade do aprendizado. vii. b) na vontade de auxiliar. O Passe: – Nos processos de cura. xi. perguntar sobre doenças ou particularidades por mera curiosidade. sei que está!” – dito a um surdo ou a uma pessoa com dificuldades mentais. interferir em orientações médicas. Todo excesso prejudica. 8:3) 61 . podese explicar. “E Jesus. x. com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado. (04 – Questão 98) O ambiente e o local devem ser acordados entre EQUIPE DE VISITA e os VISITADOS. O mais relevante nessa terapêutica é sintonizar as mentes: a) na doação de amor. fazer afirmações inverossímeis: “Você está me ouvindo. Essa postura é diferente de afirmações como: “pagamento de dívida”. E logo ficou purificado da lepra. etc. estendendo a mão. viii. c) na confiança e na serenidade. etc. b) paciente deitado. vi. indicar ou desaprovar terapias alternativas. e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais. à luz da Doutrina Espírita.

O Atendimento a crianças: Para lidar com crianças e adolescentes são necessários cuidados e compreensão redobrados. a ciência e a virtude são as três grandes concepções do Espírito: a primeira o arrebata. entre outros da Doutrina Espírita. processos obsessivos. Caso eles perguntem sobre gestos e falas durante o passe ou comentários feitos sobre as leituras. A equipe deve utilizar livros apropriados à compreensão de crianças a partir de 5 (cinco) anos. Essas são algumas das ações que poderão ser tomadas a fim de minimizar as dificuldades que poderão surgir. pedir para colocar alguma música de fundo ou solicitar ao grupo que cante.Até os sete anos. Propor música adequada à percepção da criança ou do adolescente. Nessa idade. elas se confundem e constituem a pureza. com temas enfocados na Evangelização Infantil ou na Juventude Espírita. estas devem ser respondidas com atenção e incentivo a novos conhecimentos de acordo com a capacidade de percepção (faixa etária) de quem questiona. trazendo equilíbrio e harmonia às pessoas e ao ambiente.” (05 – cap. tais como.. ainda não existe uma integração perfeita entre ele e a matéria orgânica. o Espírito ainda se encontra em fase de adaptação para a nova existência que lhe compete no mundo. a segunda o esclarece. Necessário se faz que a equipe esteja preparada para enfrentar essas situações com calma e serenidade. sem criar dependências nas pessoas. Se o VISITADO. fazer leitura de livros apropriados à faixa etária do VISITADO. 62 . hiperatividade. a Francisco Cândido Xavier.. a EQUIPE DE VISITA deve estar preparada para encontrar atitudes adversas.” (04 – Questão 109) Brincadeiras e curiosidades podem alterar o comportamento das crianças e jovens.. por vontade própria. Música Espírita). agressividade. Ela age como tranqüilizante. podem ser úteis. não há contra-indicações. revolta. Música: “A harmonia. designar que o membro da equipe cujo perfil mais se adapte à atuação junto à criança ou ao jovem conduza a tarefa. etc. Possuídas em toda a plenitude. A música pode ser utilizada para elevação vibracional em favor do VISITADO e do lar. desde que seja realizado de maneira discreta. editora da FEB. É necessário cativar-lhes a confiança para o bom desempenho da tarefa. traumas.. medo. “ . Além de visões ou percepções mediúnicas comuns em crianças até os 7 (sete) anos de idade. a terceira o eleva. por exemplo: o livro Pai Nosso – Ditado pelo Espírito Meimei.

3) Prece Final: “Pai santo. para que sejam um. Humildade e caridade para consigo e para com o próximo devem ser constantes nesses momentos. apresentando qualquer repugnância por sua condição física. amor. revolta. tristeza. e seus familiares. para realizar a VISITA FRATERNA. 8:40). a EQUIPE DE VISITA deve se apresentar serena e emocionalmente controlada. esperança e.Nos Hospitais: “E aconteceu que. irritação. uso de crachá de identificação. A EQUIPE DE VISITA deverá seguir em primeiro lugar as determinações do hospital quanto a horário. bem preparada para lidar com esses quadros caracterizadores da enfermidade do corpo e da alma. dia de visita. apresentam. que é levar alegria. Devemos estar atentos para: a) não atrapalhar a atuação dos médicos e enfermeiros. assim como nós. Enfermos do corpo e da alma. mesmo quando se tem conhecimento técnico específico. Caso contrário. surgem ocasiões em que a visita é apenas de apoio ao enfermo e aos familiares sem haver a necessidade do passe ou de leituras. A EQUIPE DE VISITA deve entrar no ambiente com cautela e amor. b) não interferir no tratamento. Na maioria dos casos. a multidão o recebeu. os VISITADOS. (03 – cap. porque todos o estavam esperando”. nervosismo. guardava-os em teu nome. d) manter precaução quanto à higiene. para não levar a falsa impressão de “curadores” ou portadores de esperanças de curas vãs. Colocar-se diante do paciente. além de falta de caridade anula o objetivo da visita. Devemos ressaltar que. a família do VISITADO também é necessitada do carinho e da atenção da EQUIPE DE VISITA. c) lembrar que a visita dos familiares é mais importante para o enfermo que a presença da EQUIPE DE VISITA. Diante desta condição. melhor não colocar em risco o ATENDIMENTO ESPIRITUAL. já tão debilitado e angustiado. (Lc. Quando solicitada a ir ao Hospital. guarda em teu nome aqueles que me deste. pessimismo. quando voltou Jesus. Jesus. Deve a EQUIPE DE VISITA entender esses casos como características próprias de quem se sente castigado ou esquecido. “A caridade não dispensa a prudência”. número de visitantes. com freqüência. Tenho guardado 63 . quando hospitalizados. sobretudo. Estando eu com eles no mundo. evitando contaminações para si e para o VISITADO. como nos ensina o Mestre.

orientando a família sobre os procedimentos e esclarecendo quanto à não utilização de quaisquer ritos. como outra visita na seqüência. Quando o objetivo da EQUIPE DE VISITA for a Implantação do Evangelho no Lar. a) O tempo de uma visita no lar varia de 20 a 40 minutos. pelo amor de Jesus por todos e pelo auxílio dos Amigos Espirituais. A prece final marca o encerramento da visita e pode ser proferida por qualquer um dos presentes. agora é o momento da oração na intimidade dos tarefeiros. senão o filho da perdição. etc.Jesus. 17:11-12). e eu neles esteja”. e os Benfeitores Espirituais que viabilizam os recursos necessários em nosso favor: todo o bem vem de Deus. familiares ou visitantes. o roteiro a ser seguido será o do próprio culto que se realiza em casa. para que o amor com que me tens amado esteja neles. e estes conheceram que tu me enviaste a mim. 17: 25. cada um segue em paz. b) O tempo destinado a leitura seguida de comentários varia de acordo com a participação. tendo como companheira inseparável a vigilância. a terapia do Evangelho e a oportunidade de trabalho oferecida aos visitantes. que deve ser feito com simplicidade. Fim da Tarefa: Devemos estar cientes de que somos meros intermediários. Tarefa cumprida. amor e união. Considerando tais circunstâncias. interesse e a disponibilidade da equipe em função de outros compromissos. pelo amparo e misericórdia de Deus. tratando o momento como um encontro da família. Desfeito o grupo. símbolos. O verdadeiro interventor é Jesus.aqueles que tu me deste. mas eu te conheci.. (Jô.5 – Observações Gerais “Pai justo. para que a Escritura se cumprisse”. e nenhum deles se perdeu. por exemplo. (Jo. Pensamentos ou comentários infelizes atraem entidades na mesma sintonia. o mundo não te conheceu. 64 .26). Eles podem pedir ao Pai que os VISITADOS consigam obter a saúde espiritual necessária e que a harmonia seja estabelecida nos lares. E eu lhes fiz conhecer o teu nome e lho farei conhecer mais. a quem devemos agradecer sinceramente. É o agradecimento por tudo que foi oferecido ao VISITADO: fluidos regeneradores (passes). 5.Jesus. esta etapa pode ser cumprida entre 10 a 15 minutos.

” Jesus.cap. propõe-se a levar lenitivo aos que necessitam e. visitando e distribuindo auxílios a enfermos e lares menos aquinhoados. Quem ajuda hoje. 3:23) 5. cumprir o dever de dedicar-se à assistência. d) Importante lembrar que a tarefa tem acompanhamento de uma Equipe Espiritual. fazei-o de todo o coração. item 4). com compromissos e afazeres e que não é uma visita social. a VISITA A LARES E HOSPITAIS que. E tocou-lhe na mão. e serviou-os.c) O bom senso e a atenção definem o tempo dos comentários a fim de evitar correria ou causar cansaço pela excessiva demora. como ao Senhor e não aos homens”. e) Os tarefeiros espíritas devem cultivar o hábito da leitura. não só das obras básicas. como vimos no decorrer desta apostila.Paulo. (Mt. mas também de obras complementares de conteúdo evangélico-doutrinário que os sustentarão. deve ser lembrado que essa atividade é uma visita e não uma conferência pública. tudo quanto fizerdes. pois. em favor dos irmãos menos felizes. VI. 65 . viu a sogra deste jazendo com febre. entrando em casa de Pedro. (Colossenses. e levantou-se. amanhã será ajudado”. 8:14-15). (01 . o amor. e a febre a deixou. mantendo a vibração. “E Jesus. a sintonia elevada e servindo de base fundamental para a visita.6 – Palavras Finais “Pelo menos uma vez por semana. a disciplina e outros atributos edificantes que nos levam ao caminho do Bem. em contrapartida. Dentre as atividades do Atendimento Espiritual encontra-se. “E. oportunizar os trabalhadores da Casa Espírita a exercerem a caridade.

15ª Edição. 2005. (05) KARDEC. Belo Horizonte: FEIG. Allan. APOSTILAS DA UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA: Atendimento Espiritual. Pelo Espírito de Emmanuel. Conduta Espírita. 1ª. Ed. 2005. 248 p. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . 27ª ed. Francisco Cândido. 3ª Edição. SP: IDE. Revisão Elias Barbosa.5. (02) EMMANUEL. Visita aos Lares e Hospitais.7 – Referências Bibliográficas (01) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. 2003. 14ª. Pensamento e Vida. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. ed.2007. Marcelo de Oliveira. (04) XAVIER.FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. Obras Póstumas. Rio de Janeiro: FEB. 2001. Tradução Salvador Gentile. 2004. O Evangelho Segundo o Espiritismo. (Espírito). Araras. 1994. Rio de Janeiro: FEB. Allan. (03) ANDRÉ LUIZ (Espírito). ORSINI. Tradução Guillon Ribeiro. O Consolador. 27ª ed. (no prelo) 66 . Rio de Janeiro: FEB.

tremeu o lugar em que estavam reunidos. e todos foram cheios do Espírito Santo. 4: 31) 67 . tendo eles orado. (Atos. e anunciavam com intrepidez a palavra de Deus”.SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO “E.

constituindo. filha do amor não é apenas súplica.6 – REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO 6. Sabemos que a Doutrina Espírita. Terceira Revelação de Deus à humanidade.. a implantação do EVANGELHO NO LAR. o ambiente físico e espiritual. A conexão entre estas frentes de trabalho é imprescindível para que possamos obter os recursos disponibilizados pela Misericórdia Divina. no firme 68 . conforme a epígrafe nos elucida. os requisitos preparatórios necessários. como base para a tarefa de tratamento e irradiação. são recursos que sustentam o conjunto de atividades fraternas levadas a efeito pelos seareiros do Cristo. dentre outros assuntos afins. as tarefas-amor desenvolvidas desde a RECEPÇÃO da Casa Espírita. ainda. a finalidade da comunhão com o mundo espiritual propiciada pela prece. os auxílios auferidos nos momentos de sintonia mental edificante. codificados por Allan Kardec. nós. Desse modo. Desse modo. a importância da prece em grupo e da comunhão com Deus. passando pelo ATENDIMENTO FRATERNO. a função e a responsabilidade dos integrantes. podem necessitar de apoio adicional auferido nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. as reuniões de TRATAMENTO E IRRADIAÇÃO.1 – Introdução “(. destacamos. espíritas encarnados devemos aproveitar os momentos de interação com o mundo espiritual. “Os efeitos da prece”) Esta Apostila tem como meta traçar singelas orientações e sugestões acerca das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. ressaltando a importância de sua interligação com estas atividades. Não há prece sem resposta. o mais poderoso influxo magnético que conhecemos”. serão analisados tópicos que acreditamos serem relevantes para a obtenção do concurso divino e do lenitivo para os sofrimentos terrenos. e a importância do Evangelho de Jesus e dos preceitos doutrinários dos Espíritos. a VISITA NO LAR. É comunhão entre o Criador e a criatura. tem suas raízes no plano espiritual e cumpre manter-se ligada a ele para que haja um proveitoso intercâmbio entre os mundos. Assim.. assim. através do Consolador Prometido. em que abordaremos a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO em seu desenvolvimento. entre outras. por exemplo.) o trabalho da prece é mais importante do que se pode imaginar no círculo dos encarnados. Objetiva. destacando. contextualizar a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO no conjunto de tarefas desenvolvidas no Centro Espírita. E a oração.André Luiz (06 – Cap. Neste módulo de estudo. Muitos casos recepcionados na Casa Espírita e encaminhados à equipe de ATENDIMENTO FRATERNO e/ou de VISITA NO LAR.

a oração . Definição: O que é uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO e a que fim ela se destina? Comecemos por partes. o amor. Vale ressaltar. a perseverança. junção de uma coisa a outra..(06). a vontade dos pacientes e o merecimento dos envolvidos. A seguir. o objetivo deste trabalho é dizer aos irmãos de ideal . onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. da compreensão e da experimentação daqueles que abraçam a tarefa. a propagação do Amor fraternal entre os irmãos de jornada.propósito de angariar ensinamentos e experiências de amigos abalizados que. forma ambiente fecundo para o cultivo do amor. Jesus (Mt. em seus lares ou hospitais. O que é uma reunião? Conforme o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. a palavra significa “. para refletir-lhe a grandeza”.recurso poderoso na dinamização dos vínculos entre a diversidade de mundos habitados e na promoção do socorro aos irmãos em sofrimento – associada ao conjunto de atividades desenvolvidas na Casa Espírita. Nesse contexto. encaminhamentos e informações conforme a dedicação do grupo. Destarte. conhecem o mundo terreno e apresentam-se prontos a auxiliar-nos em nosso crescimento evolucional rumo ao Bem. Por esta razão. ainda.ato.com simplicidade e fidelidade à Doutrina Espírita . o objetivo principal é o exercício da prece irradiada em conjunto. No que se refere às REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO.2 – Reunião de Irradiação “Porque. a fim de que não nos desviemos dos objetivos previamente traçados pelo Altíssimo e que possamos auxiliar. aí estou eu no meio deles”. voltada às necessidades espirituais e físicas dos irmãos enfermos que estão em processos terapêuticos na Casa Espírita. orientações. 18:20). que. contamos com o apoio do Mestre Jesus e dos Benfeitores Espirituais. nessas atividades podem ocorrer. aos estudos evangélico-doutrinários devem entremear-se a prece. processo ou efeito de reunir. de algum modo. coordenada pelo Mestre Jesus e seus assistentes espirituais encarnados e desencarnados.que a terapêutica da prece sincera é “divino movimento do espelho de nossa alma rumo à Esfera Superior. Enfim.. iniciamos um roteiro aos voluntários da Divina Obra. 69 . a disciplina e o trabalho nas ações promovidas pelos grupos em prol do Mundo Regenerado. mesmo sem a roupagem da carne. Que a serenidade e o discernimento possam acompanhar-nos neste percurso! 6.

e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras. orarão quais verdadeiros irmãos em Deus. tanto mais força terá.cap. mas. uma atividade simples e perfeitamente acessível aos trabalhadores das Casas Espíritas. que a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO pode ser compreendida como um momento em que pessoas afins se agrupam para um trabalho intercessório que pode alternar a orientação. se nos reuníssemos em Seu nome. Ele viria estar entre nós. (07) Posto assim pode-se inferir que. cujas qualidades e propriedades são a resultante das de seus membros e formam como que um feixe. Ora.Allan Kardec afirma que “uma reunião é um ser coletivo. se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas. quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo.agrupamento de coisas geralmente similares ou de mesma natureza. o agradecimento e o louvor.” Entendendo que o primeiro termo está claro a todos. O Espírito de André Luiz nos dá uma importante informação sobre a tarefa de equipe. E o nosso grupo não se constituiu ao acaso. nas Casas Espíritas. na obra Relicário de Luz: Grande é a missão do templo do bem. que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar. tentaremos traçar uma linha de raciocínio para melhor entendermos a prática do concurso fraternal da prece.. item 331 . Jesus.” (04 . analisemos o significado de irradiação: para melhor exposição de nossos objetivos. não muda sua acepção. porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. através da evidente oportunidade de instrução e esclarecimento. quanto mais homogêneo for”. o pedido. item 15) Com base nessas informações. enquanto duas ou três. a fim de que os seus “participantes possam haurir o verdadeiro ensinamento ofertado pelos Espíritos de Luz”. do despertamento íntimo. e os irmãos que oficiam em seus altares não lhe podem esquecer as finalidades sublimes.no capítulo XXIX. para participar de uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. prometeu-nos que. “A prece em comum tem ação mais poderosa. é obtido pela irradiação da oração e da fé dinamizada nas diversas frentes. Em O Livro dos Médiuns . experiências e situações que ali são trazidas. ligadas por uma mesma aspiração. da obtenção de vibrações de paz. equilíbrio e saúde. no Evangelho de Mateus.(05). mas 70 . devemos informar aos irmãos de fé que o tratamento de enfermidades da alma e do corpo. O Codificador.. o grupo deverá estar imbuído não só de espírito de serviço e seriedade. Mas. do soerguimento no Bem e da libertação consciente por meio de questões. ao definir a REUNIÃO. este feixe. assim. Verifica-se. XXVII. acrescenta-lhe uma importante análise sobre as vantagens que dela podem auferir seus participantes. “Muito se pedirá àquele que muito recebeu”.

(.(08).. a prece não é prática exclusiva de religiosos ou de homens dotados de aptidões especiais. Finalidade da Reunião de Irradiação: A finalidade da reunião é cooperar com os irmãos enfermos. mas não te esqueças de que. no cumprimento de nossas obrigações cotidianas.. como..) conforme os ditames do coração. pôr as vibrações do seu pensamento em harmonia com a sinfonia eterna. para perscrutar as leis.é a expressão mais alta [de] comunhão das Almas. pelos vivos ou pelos mortos. da comunhão fraternal de idéias. do sentimento genuíno de desprendimento. do recolhimento.. deve-se realizar o melhor “(. através de tratamento espiritual solicitado pelo eflúvio da oração e dispensado pela espiritualidade. As preces feitas a Deus escutam-nas os Espíritos incumbidos da execução de 71 . pelo menos por um instante. no recolhimento e no silêncio. é a única maneira – a mais justa e a mais alta – de servirmos ao Nosso Pai”. um ato de vontade. afirma que a prece: . nossa proposta para esse estudo é aquilatar a prece nos momentos mais simples de nossas vidas. das vulgaridades terrestres. codificados pelo Apóstolo lionês.. os mistérios do poder infinito e a ele submeter-se em todas as coisas: “Pedi e recebereis!” Tomada neste sentido.) é um transporte do coração.de sincero desejo de modificar os hábitos. ao contrário.. ajudar com desinteresse e instruir sem afetação. onde se impregna das irradiações da luz e do amor divinos. a prece é o ato mais importante da vida. como registra o Espírito de Emmanuel.. Oração: Recurso Primordial Para implementar a auto-educação. A equipe de trabalho deverá ser formada por tarefeiros comprometidos com suas funções fraternais e com a auto-educação evangélico-doutrinária. é a aspiração ardente do ser humano que sente sua pequenez e sua miséria e procura. Sabedores que a autêntica beneficência provém dos Espíritos Superiores. por exemplo. (20) Vale esclarecer que. da afabilidade verdadeira e do desejo de instruir-se. em O Grande Enigma. Léon Denis. pelo qual o Espírito se desliga das servidões da Matéria. em Religião dos Espíritos. eleva a Alma até essas alturas celestes onde aumenta as suas forças. contamos com o poder da prece em grupo: vibração e comunhão universal que nos aproxima do Criador. no fundo da consciência.. tendo como base os ensinos dos Espíritos.) Podemos orar por nós mesmos ou por outrem. (. através do exercício disciplinar do silêncio. É a obra da meditação que.

conforme a persistência da onda em que se expressam. porquanto nada sucede sem a vontade de Deus. A prece sincera é o mais eficiente sistema de intercâmbio entre a Terra e o Céu de que dispomos. na maioria das vezes. Ideoplastia [do grego idéa = idéia. sem receio de errar. que irão impregnar de amor e. A materialização do pensamento. ondas e raios de pensamentos. Além dos presentes. a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO poderá contar com a presença dos irmãos que serão assistidos nos trabalhos do dia. pois dizer. como o ar nos traz o som. (10). Ideoplastia: Recurso de Harmonização dos Fluidos Antes de prosseguir. este atua sobre os fluidos como o som sobre o ar. ao recolhimento e à oração sem. (09) Apesar de ser. eles nos trazem o pensamento. estimular a dispersão ou o sono nos participantes. absorvendo-lhe as reservas e retratando as leis da renovação permanente que governam os fundamentos da vida. que há. poderão ser anotados nomes de enfermos no Livro (ou Caderno) de Preces para Irradiação a distância. criando formas que muitas vezes se revestem de longa duração.suas vontades. Por isso. Há mais: criando imagens fluídicas. balsamizar os sofrimentos daqueles que padecem. como há no ar ondas e raios sonoros. Observemos o que nos assevera o insigne Codificador Allan Kardec: Sendo os fluidos o veículo do pensamento. fá-lo-á recorrendo a intermediários. 2. o 72 . O Espírito de Emmanuel certifica-nos que: Orar é identificar-se com a maior fonte de poder de todo o Universo. é necessário que todos compreendamos o que vem a ser e o significado de ideoplastia. Modelagem da matéria pelo pensamento. que possa cumprir os objetivos traçados pelos servidores do Mestre Jesus. Quando alguém ora a outros seres que não a Deus. que cruzam sem se confundirem. a intercessores. sob a forma de socorro íntimo. acima de tudo. emanações de fluidos sutis. nesses fluídos. ela deverá expressar sentimentos profundos e NUNCA REPETIÇÕES automatizadas de palavras e/ou mantras. A comunhão das Almas em prece é lenitivo divino para milhares de espíritos. para si e para os demais. Recomenda-se manter o ambiente propício à concentração. desde que o local ofereça acomodações adequadas a eles. daí. contudo. ao mesmo tempo. as que se dirigem aos bons Espíritos são reportadas a Deus. aparência + plásso ou plátto = modelar + -ia] – 1. uma reunião privada. a importância de que o trabalho seja realizado com sinceridade e dedicação e. Ela é uma faculdade que tem o pensamento de plasmar uma idéia e exercer ação direta sobre a matéria. Pode-se. (01) Pela força da prece em grupo os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO recolhem em silêncio.

como num espelho. de amor-próprio e de supremacia. b) Cordialidade recíproca entre os membros. o pensamento é como uma usina geradora de energia que será manipulada criando condições para contribuir nas diversas terapêuticas.pensamento se reflete no envoltório perispirítico. Quando a equipe se forma sob os auspícios do Trabalho. observamos uma agregação dos seres. A integração fraterna da equipe de trabalho da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO propicia. nas comunicações pedidas aos espíritos.) médiuns isentos de orgulho. conforme nos elucida Allan Kardec. com o tempo. apenas exprima o desejo de satisfação da curiosidade. dentre outras coisas. para garantir a sintonia e sincronia dos trabalhos. (05 . h) (. (11) O dirigente estimula os médiuns e demais integrantes a plasmarem imagens que podem variar desde uma paisagem completa a apenas uma flor. 18:19). g) União de todos (. que está nos céus.. O pensamento é força criadora capaz de produzir energias boas ou más.)... f) Recolhimento e silêncio respeitosos. a simpatia dos Bons Espíritos e o afastamento dos maus.. 6.) pelo pensamento (. Para tanto. a equipe deve objetivar os seguintes pontos: a) Perfeita comunhão de vistas e de sentimentos. os integrantes dessa reunião. que em muitos casos.. por meio dos ensinos dos Espíritos e do aproveitamento de seus conselhos. do Amor e da Esperança.3 – A Equipe Também vos digo que.. c) Ausência de todo sentimento contrário à verdadeira caridade cristã. inicia-se em outros planos de existência e se efetiva como verdadeiro compromisso na 73 . Salvo exceções. d) Um único desejo: o de se instruírem e melhorarem.. orientações espirituais e materiais. e com um só desejo de serem úteis..item 341) A equipe de tarefeiros da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é normalmente formada por um grupo que pouco se altera. isso lhe será feito por meu Pai... toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem. durante as confabulações com os Espíritos. (. Jesus (Mt. Na verdade.) e) Exclusão de tudo o que. fortalecem seus laços de fraternidade e união. Recomenda-se que as sugestões ideoplásticas sejam acessíveis a todos. Essa materialização do pensamento através de fluidos servirá como substância energética e de sustentação para que os bons espíritos possam atuar manipulando as energias necessárias aos trabalhos.

se estabeleça nos corações. a abordagem de temas nos quais seja conveniente o aprofundamento. (. pois a ação dos Espíritos Elevados se enfraquece e se aniquila. Nesse conjunto. Segundo o Codificador. podemos recorrer ao Evangelho de Jesus no seguinte registro: “..” (Atos. Segundo Léon Denis. Kardec pretende assinalar que as reuniões particulares possibilitam a abordagem de assuntos de estudo que requeiram mais tranqüilidade e concentração. O venerável Espírito de Emmanuel destaca a importância do conjunto quando analisa o trabalho em equipe. “Cada companheiro é indicado à tarefa precisa. “. Para analisarmos a importância da integração do grupo.. persevera na Obra de Jesus. ligado pela oração e pela fé. intitulado Regulamento da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. ou. e no partir do pão. associada ao estar junto. em que há alusão à perseverança.. e ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade.integração pelo pensamento e sentimento de amor fraternal – é condição necessária na REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO.. 2:42-44).. mãe da harmonia fluídica. ressaltando que é razoável notar que todo trabalho é ação de conjunto.é preciso que a harmonia moral. não sendo possível.. ligados por um sentimento de sincera e benévola cordialidade"(12). quando reina a antipatia entre os membros de um grupo. podemos concluir que a reunião mediúnica de irradiação é uma prática.(13) Essa orientação de Emmanuel vai ao encontro das citadas anteriormente.) E todos os que criam estavam juntos. em uma Casa Espírita. em comunhão. cada companheiro é indicado à tarefa precisa e todos se sentem vinculados ao compromisso da conjunção de esforços. por isso. “as sessões serão particulares ou gerais. sem cuja cooperação os mecanismos do bem não funcionam em harmonia”. e tinham tudo em comum. encontramos uma prescrição de Allan Kardec acerca dos critérios relacionados aos participantes das reuniões da Sociedade Parisiense. e que todos os adeptos se sintam na conjunção de esforços por alcançar um objetivo comum. cuja realização demanda delimitação de participantes e de suas respectivas 74 . Podemos depreender do versículo citado que a idéia de comunhão . nunca serão públicas”. visando a um objetivo comum. Diante de tais orientações. Nesse trecho temos a exemplificação genuína da idéia de conjunto que. para se obter a intervenção assídua da Esfera Superior. e nas orações. antes de tratá-lo em reuniões gerais. No capítulo XXX. artigo 17. de O Livro dos Médiuns. ainda. a presença de qualquer pessoa que possa promover o desconforto ou desequilíbrio do ambiente.e perseveravam na doutrina dos apóstolos. cada qual assume a feição de peça particular na engrenagem do serviço.atualidade. e na comunhão.

o terceiro é o braço que ajuda”. cada integrante atenderá uma função específica... pela reunião. d) Enfermos e acompanhantes. assumindo importante papel para seu desenrolar. concentração no bem.. meditação. esclarece-nos que “essas visitas (.. (01) A seguir. na REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO bem orientada. principalmente quando objetivem a fundação de atividades congêneres” (15). E quanto aos companheiros cujo desejo é o de visitar uma reunião com o intuito de fazer observação construtiva. atenção. não haverá participantes além dos integrantes acima apresentados. (. pois uma reunião 75 . Para tanto.. encaminhando todo o seu desenrolar.. Dirigente: No dicionário O Espiritismo de A a Z. espera-se dos integrantes “(.) devem ser recebidas apenas de raro em raro. c) Passistas. no livro Desobsessão. Assim. é importante ressaltar a necessidade de seleção criteriosa dos participantes.) uma atitude de confiança.. então. o segundo é o coração que sente. que viva os seus postulados. mais tarde. Tendo em vista os elementos essenciais que integram uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO..) O primeiro é o cérebro que dirige.(14). Esta autoridade é fator primacial. André Luiz. publicado pela FEB.). no livro Instruções Psicofônicas. mais que isto. o êxito da reunião mediúnica de irradiação. obtendo assim a autoridade moral imprescindível aos labores dessa ordem. como corpo de serviço no plano terrestre.) Deve ser uma pessoa que conheça profundamente a Doutrina Espírita e. exige três elementos essenciais: o orientador. Conforme nos esclarece o Espírito de Emmanuel. no plano terrestre. apresentamos brevemente cada participante distintamente. um pouco sobre os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO: a) Dirigentes. antes que o trabalho seja iniciado. o assistente “(.funções. É o responsável. nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. paciência e compreensão. encontramos como definição para a palavra dirigente a seguinte consideração: O dirigente da reunião é aquele que preside os trabalhos... É importante frisar que. inadequação no desempenho dos papéis específicos. objetivando oferecer mais esclarecimentos sobre o tema. e em circunstâncias realmente aceitáveis no plano dos trabalhos (. Falemos. o médium. durante o desenrolar dos trabalhos”. b) Vibracionais. a fim de não termos.

NUNCA suas vaidades pessoais. Posto dessa forma verifica-se que esse componente da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. entre seus encargos. evidentemente. apresenta-se para a tarefa e dedica-se com carinho à Doutrina. André Luiz.. tanto quanto respeito e disciplina na consecução das próprias tarefas. solicitar dos participantes algumas mudanças de posturas. capítulo 3. ser líder e amigo de todos e ter muito amor no coração. a retidão moral e a certeza de estar cumprindo fielmente as determinações do Alto são caracteres desse componente. Não é a posição que exalta o trabalhador. O dirigente precisa ser.. o pólo catalisador da confiança e da boa-vontade de todos. O dirigente é o mediador entre os Coordenadores Espirituais da tarefa e seus participantes encarnados e desencarnados. uma pessoa que represente para os encarnados a diretriz espiritual.) Impedir. (. Em razão disso. porque ele (ou ela) deve contar com o respeito de todos os presentes no ambiente e com a proteção dos Mentores da Casa Espírita.dirigida por quem não a possui será. Ou seja... além da experiência em lidar com pessoas diferentes. (16) Em suma.. O que novamente ratifica a fundamental importância de seu preparo.. o dirigente ou coordenador da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é alguém que. promover alterações de procedimentos e. no livro Conduta Espírita. alguém em quem o grupo confie.) Desaprovar o emprego de rituais. exercitar a democracia com autoridade. sendo imprescindível que ele procure estudar.) agitadas. Ele é o representante da direção existente na Espiritualidade. sereno e compreensivo no trato com os enfermos encarnados e desencarnados. a presença de pessoas (. recomenda ao dirigente: Ser atencioso. sem alarde.. símbolos.) Fugir de julgar-se superior somente por estar na cabine de comando. ambiente propício aos Espíritos perturbadores. a firmeza e a doçura nas decisões. imagens. (. assegurando a pureza e simplicidade (. Entre outros requisitos e deveres. até mesmo. o dirigente deve possuir profundo conhecimento evangélico-doutrinário. sem autoritarismo. pois. Em algumas ocasiões corre o risco de ser mal compreendido. deve gerir os acontecimentos. mas sim o comportamento moral com que se conduz dentro dela. que o habilite a dirimir possíveis conflitos nos diferentes planos: físico e espiritual. aquela que na realidade sustenta e orienta tudo o que ocorre. dirigir o grupo e ser o diretor espiritual. Médium Vibracional: Sustentação 76 . aliando humildade e energia. por ser “obrigado” em várias circunstâncias a remanejar funções.. como qualquer ser de boa vontade. Suas decisões traduzem os interesses da coletividade..

não para rendermos culto às facilidades sem substância. caminhando ao encontro de seu amor e de sua sabedoria. com os nossos próprios pés. pode ser exercida pelo dirigente ou coordenador (como já havíamos dito anteriormente). Pensemos sobre o texto a seguir. em virtude de serem conhecedores da oportunidade oferecida para o trabalho. extraído do livro Vozes do Grande Além: Clareemos o cérebro no estudo renovador e limpemos o coração com o esmeril do trabalho. Através do recurso da oração eles se tornam pilares das reuniões e têm grande valor. caridade e amor. compreenderemos que o Senhor nos emprestou os preciosos dons que nos valorizam a existência. inclusive. sob a ótica espírita é: 77 . conforme o equilíbrio e a concentração desprendidos durante a tarefa. aprender a servir para merecer. engrossando a larga fileira dos pedinchões e preguiçosos inveterados. procuram fazer o melhor para os outros: servindo com humildade. a seara. desenvolvendo a capacidade de servir. bondade. Quem são os médiuns vibracionais ou os chamados médiuns de sustentação? São pessoas de boa vontade e compromisso. de acordo com o número de participantes da reunião. influenciar positiva ou negativamente nos resultados auferidos. assim. os participantes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO são seres que receberam o convite e souberam aproveitar a oportunidade. (17) Todos aqueles que se colocam à disposição da Espiritualidade para a tarefa-amor e intercedem por outrem pelo recurso primoroso da oração. ao Senhor da seara que envie obreiros para a sua seara. pois. A tarefa do orientador.E dizia-lhes: Grande é. as presenças de passistas e orientadores são de grande relevância nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. compreenderam a proposta da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. mas sim para que sejamos dignos companheiros da luz. mas os obreiros são poucos. então. pois. Diferentemente do que alguns acreditam. Por isso. que atuam sustentando através da oração e da mente os trabalhos de intercâmbio entre os planos espiritual e material. Esclarecer. do Espírito de Batuíra. que se apresentam para a tarefa da Casa Espírita. Jesus. podendo. otimismo. e. 5:6) Passistas e Orientadores: Como os médiuns vibracionais. 10:2). benevolência. rogai. para compor a reunião basta estar imbuído da vontade de “servir para merecer”. “Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (I Coríntios. (Lc. em verdade. iluminando a mente com o estudo edificante e o trabalho sincero. desinteresse. Saibamos.

de variada expressão.) [a entidade atendida]. com carinho. em luta consigo mesmos.) Esse material . portanto. o material plástico recolhido das emanações dos colaboradores encarnados satisfez eficientemente. (. paciência e persistência. humildemente.. Com os raios e energias.representa vigorosos recursos plásticos para que os benfeitores de nossa esfera se façam visíveis aos irmãos perturbados e aflitos ou para que materializem provisoriamente certas imagens ou quadros.. (.... com base na Doutrina Espírita e. com agravantes para ela mesma. vibracionais. que agiam beneficamente sobre o ânimo dos infelizes. Não cabe ao tarefeiro julgar comportamentos ou ajuizar valores. mas. paciência e Evangelho Vivo auxiliar aos necessitados. (.. O esclarecedor. Não era mobilizado apenas pelos amigos de mais nobre condição.. O passe é uma doação. inclusive as que fluíam abundantemente do organismo mediúnico. ou fazê-la compreender que as suas atitudes representam um problema para terceiros. podemos formar certos serviços de importância para todos aqueles que se encontrem presos ao padrão vibratório do homem comum. mesmo que eles pareçam vergonhosos aos olhos humanos. o esclarecimento será baseado apenas nos estudos realizados e nas orientações dadas aos pacientes. que acomoda o conteúdo no coração do aprendiz. por meio de uma lógica clara. pertinentes às respectivas terapêuticas. (. e só se pode dar quando se possui. relatadas na obra Missionários da Luz: Vários ajudantes de serviço recolhiam as forças mentais emitidas pelos irmãos presentes. tanto do corpo físico quanto da mente O passe harmoniza o espírito e equilibra as energias do ambiente redistribuindo-as conforme a necessidade e o merecimento de cada participante.sejam eles dirigentes..) Alexandre chamava a si um dos diversos cooperadores que manipulavam os fluidos e forças recolhidas na sala. pode ser exemplificado pelas observações do Espírito de André Luiz. O passista é um médium que doa seus melhores fluidos aos sofredores. prestado pelo conjunto dos companheiros encarnados nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO . O concurso geral. que necessitavam fazerem-se visíveis aos comunicantes. é fundamental que o passista goze de boa saúde.. sobretudo. É levá-la a modificar conceitos errôneos.... iluminando-os através do conhecimento e do estudo doutrinário-evangélicos. esclarecedores ou passistas-. O esclarecimento justo e sincero somado ao amadurecimento e desejo de mudança promove grandes transformações e libertações de almas em profundo sofrimento. emitidos pelo homem encarnado. é um exercício de boa vontade. (18) . Educar não é impor de modo rude formas de procedimentos adequados. distorcidos e cristalizados. é levar (.) através de uma série de reflexões. indispensáveis ao reavivamento da emotividade e da confiança nas almas infelizes. permeada de amor. bondosamente ..explicou-me ele. não obstante permanecerem distantes do corpo físico. ao contrário. concisa.. (. nas REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO deve.clarear o raciocínio. Não havendo IRRADIAÇÃO.) (19) manifestações mediúnicas ostensivas nas REUNIÕES DE 78 .) Em todos os serviços. era empregado também na fabricação momentânea de quadros transitórios e de idéias-formas.. a entender determinado problema que ela traz consigo e que não consegue resolver.

) (04 – Cap. Jesus. nem sempre é necessária a divulgação desses resultados. quando estes estão sintonizados nas vibrações do Bem. para o bem. o dirigente está apto a deliberar em nome do grupo o melhor procedimento a ser seguido. e.. XXVIII. espíritos esclarecidos.. os participantes devem aceitar com resignação e amor sua decisão. pois nos informam que todo participante de REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO desempenha função relevante.) O que atrai (a proteção de Jesus) não é o maior ou menor número de pessoas que se reúnam. optar em manter os pacientes encarnados presentes ou. em vez de duas ou três. De conformidade com o exposto.4 – Reunião: Condições de Realização Estarem reunidas. para que o TODO do serviço funcione tão harmoniosamente quanto seja possível. duas. sofrimentos são amenizados. em comunhão de intentos e de idéias. devemos tentar preservar o ambiente da reunião. ou os Espíritos puros. (. pois. muitos irmãos são atendidos.. então. 6. três ou mais pessoas. Imbuído de autoridade moral e proteção espiritual. tutelado pelos Mentores da tarefa. houvera ele podido dizer dez ou vinte (. com o passar do tempo e as experiências hauridas.. É preciso que o estejam espiritualmente. para que os trabalhos sejam conduzidos harmoniosamente. É importante lembrar o valor dessa comunhão. cabe ao coordenador da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. vai formando um perfil específico e próprio de trabalho. em nome de Jesus. entendemos não existir uma “fórmula” unificada e universal para a realização desses encontros nos templos espíritas. item 5). com o propósito de que ele não seja “contaminado” por energias que possam enfraquecer ou desviar os nossos ideais evangélico-doutrinários. Diante dessa certeza. No entanto. que o representam se encontrarão na assembléia.. Por outro lado. não quer dizer que basta se achem materialmente juntas. ainda. permitir que visitantes assistam aos trabalhos. salvo a fidelidade que cada componente deve ter com a prática do Bem com Jesus. 79 . Através das irradiações da prece coletiva. Pacientes e Visitantes: Cada grupo. etc.As considerações do Espírito de André Luiz são extremamente esclarecedoras. cada participante possui uma individualidade própria que deve ser respeitada e que pode interferir nos padrões vibratórios da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. Desse modo.

assim como aplicação da terapêutica do passe aos irmãos em tratamento. muito antes de ter início o trabalho no plano físico. o ambiente deve ser preservado para manter-se calmo e equilibrado. Quando nos empenhamos na tarefa. os Mentores e Trabalhadores espirituais já iniciam o preparo do ambiente e o equilíbrio das energias 80 . por receber muitos irmãos sofredores. em sua ala mais sensível (blocos cirúrgicos e UTIs). evitando-se assim celebrações. reuniões de caráter administrativo-financeiro devem ocorrer em outros espaços da Casa Espírita. Por essa razão. por exemplo. No segundo momento. com toda certeza contamos com os bons espíritos para a proteção de todos. falatórios desnecessários. Concomitantemente ao preparo físico ocorre o saneamento espiritual. os agradecimentos e os louvores devem ser discretos e sinceros. de O Livro dos Espíritos) permaneça entre os componentes das REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. sobre o ambiente físico e espiritual. etc. como em um hospital. aí estou eu no meio deles”. descrevendo. As rogativas. A sala de REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO. O ambiente físico (a sala ou local em que ocorrerão as reuniões) deve ser limpo e simples. deve ser mantida e resguardada como um santuário sagrado. muito menos. as recomendações sugeridas pela Espiritualidade. maledicências. Dessa forma. sugerimos que a simplicidade que marcou o verdadeiro exemplo que temos para seguir: Jesus (questão 625. o que podemos orientar é que ele seja saneado e respeitosamente preparado para promover auxílios em nível espiritual e físico. conforme o próprio Mestre Jesus nos ensinou: “onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome. em que apenas conversas edificantes possam ocorrer. a secretaria ou a biblioteca. ou seja. intrigas. Entendemos não existirem fórmulas herméticas para a realização de um encontro de TRATAMENTO E IRRADIAÇÃO com fulcro na oração. os tarefeiros incumbidos do trabalho deverão colocar-se em colóquio com Deus e em sintonia com o grupo. se possível reservado apenas para as tarefas de tratamentos espirituais e atividades evangélicodoutrinárias. pois. caso a reunião comporte. recriar templos em que haja ostentações hierárquicas de postos e riquezas. Ambiente Físico e Espiritual: Não pretendendo o Espiritismo criar rituais e roteiros a serem praticados durante os encontros de seus seguidores e.Em termos práticos a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO é dividida em duas partes: a primeira destina-se a breves leituras doutrinárias e exposição sucinta dos casos a serem atendidos. Enfim.

h) nunca fixar o pensamento em questões particulares ou evocar. vestimentas especiais. Procurar fixar a mente em imagens naturais. tais como sede e desejo de ir ao banheiro. que suscitem a beleza e a grandeza da criação Divina. Por desconhecermos as condições de parentes e amigos desencarnados no plano espiritual devemos nos recolher em preces por eles. para que a concentração. d) desligar aparelhos celulares e/ou quaisquer outros eletrônicos. quando não podemos trazer mensagens edificantes. os problemas de ordem pessoal deverão ficar em segundo plano. c) manter um comportamento respeitoso. ídolos. a fim de privilegiar os enfermos que buscam atendimento. Ter em mente que. não seja comprometida. b) abolir o uso de velas. os encontros efusivos e escandalosos. As gargalhadas. mentalmente. hinos e orientações. g) NEUTRALIZAR PERTURBAÇÕES INTERNAS. os componentes devem procurar atender suas necessidades de ordem física. defumadores. ou quaisquer outros objetos que sugiram a implantação de rituais. Não basta deixá-los no modo “silencioso” ou “vibratório”. justifica-se o ISOLAMENTO COM O MUNDO EXTERIOR através de atitudes como: a) evitar ornamentos e objetos estranhos à reunião. Dessa maneira. altamente espiritualizado. símbolos. Como já nos dizia o médium Chico Xavier “o telefone deve tocar do plano espiritual para a dimensão dos encarnados”. 81 . o falatório desnecessário e os gritos não são condizentes com este ambiente. pela concentração em Estas e outras sugestões (que certamente surgirão ao longo da jornada) devem ser observadas por todos e. incensos. durante os trabalhos. sem exigir manifestações que não sejam possíveis ou que causariam dificuldades e sofrimentos. amuletos. f) concentrar-se nas preces. buscando sinceramente o desligamento com os barulhos advindos de outros ambientes externos. Lembremo-nos: as atitudes e as interferências são físicas e espirituais.vibratórias salutares que ali serão manipuladas. O silêncio é uma prece. por espíritos já desencarnados. o dirigente deverá solicitar a mudança de postura daqueles que não cooperarem. pensamentos positivos e edificantes. quando necessário. e) Antes de iniciar a reunião. que possam sugerir pensamentos descontextualizados com a tarefa. durante a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO.

nesses momentos. pedindo o amparo dos bons espíritos para os componentes da tarefa e discernimento a todos para a compreensão das orientações e dos objetivos programados para o encontro. André Luiz. O Livro dos Médiuns. pois. O objetivo não é encharcar os participantes de intelectualismo. não pode tornar-se muito extenso e cansativo. Novamente o dirigente convida os participantes a manterem-se confiantes no trabalho e propõe uma ideoplastia (ver item 6. confiar na ação e proteção divina e entregar-se aos trabalhos. o Pentateuco codificado por Allan Kardec: O Livro dos Espíritos. aquelas em que sinceramente se deseja o concurso dos bons Espíritos. O estudo. Encerrada a primeira fase. em concordância com o espírito de caridade que ele personifica. no entanto. entre outros recomendados pelas Federativas Espíritas. Não há fórmulas ou preces prontas. O Céu e o Inferno e A Gênese. a simultaneidade das palavras. O estudo tem por objetivo o norteamento da reunião. dos cânticos ou dos atos exteriores que constitui a reunião em nome de Jesus. não se dispensa a vigilância e a prece 82 .2). em que é feito um estudo evangélico-doutrinário coordenado pelo dirigente e auxiliado por um dos integrantes. como os Espíritos de Bezerra de Menezes. Mesmo assim. que possa sustentar a concentração dos participantes. Inicia-se a primeira parte da reunião. Tal o caráter de que se devem revestir-se as reuniões espíritas sérias. Nesse momento pode surgir uma dúvida: O que estudar antes das REUNIÔES MEDIÚNICAS? Normalmente. O Evangelho Segundo o Espiritismo. (04 – XXVIII. mas a comunhão de pensamentos. a melhor oração é aquela que brota na simplicidade de um coração sincero. Emmanuel. equilibrando as vibrações ambientes.Partes da Reunião: Não é. item 5) A REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO deve ter INÍCIO sempre com uma Prece Inicial invocando a Deus ou a Jesus a proteção do ambiente. O Evangelho de Jesus. Em muitas ocasiões. escrito pelos evangelistas e apóstolos do cristianismo. bem como as obras de outros autores espíritas. também é recomendado. ele antecipa os atendimentos e os rumos subseqüentes da tarefa. sugere-se que o grupo estude trechos das obras básicas da Codificação do Espiritismo. inicia-se a segunda parte da reunião. Joanna de Angelis. mas simplesmente preparar o curso dos trabalhos. No curso normal de uma REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO a condução flui conforme o planejado pelos Protetores Espirituais. Cabe. com os estudos e comentários.

O encerramento deve ser feito com uma prece a Deus. item 4. através de intuições ou “quadros mentais”. (Mt.” É preciso esforço individual. Esta instrução está associada à responsabilidade daquele que recebe o conhecimento. sua própria postura na coordenação e a condução da equipe. em gravações. é importante ouvir os participantes e as impressões vividas por cada um. deve o dirigente lembrar aos participantes que apesar de encerrada no plano físico. Allan Kardec nos esclarece. Pensando a educação como precioso instrumento de modificação moral. 22:14) “Muitos os chamados. a Jesus e aos Bons Espíritos pelo amparo e proteção. Pode o dirigente. que “Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. quando o ambiente favorecer. no capítulo XVII. a tarefa e o tratamento poderão estender-se durante o sono. Os participantes. Sem estabelecer julgamentos. Meditemos com o coração sobre a mensagem de Jesus. solicitar que alguém faça uma prece pelo grupo. a fim de garantir o ambiente vibracional. O coordenador deve ser gentil ao ouvir. em O Evangelho Segundo o Espiritismo. aos Benfeitores espirituais. Para tanto. a ser empregado na 83 . poucos os escolhidos”. deve-se manter o ambiente de oração no mais alto grau de respeito.constantes. O objetivo desses registros. que devem ser mantidos reservados. aproveitando para relembrar a importância da prece e vigilância no retorno aos lares. Muitos são convidados ao banquete. Por fim. até que os Mentores indiquem ao dirigente o momento de encerrar os trabalhos. mas poucos são os escolhidos. Requisitos para Integrar uma Reunião de Irradiação: Muitos são os chamados. no meio dos trabalhos. Agradecer sempre. poderão receber orientações individuais. mas nem todos dele poderão servir-se. auxílios às entidades enfermiças e sofredoras. é avaliar o andamento das reuniões. a receptividade dos pacientes ao tratamento. generalizadas e/ou coletivas. os atendimentos ocorridos e a oportunidade do trabalho. quando permitido. as bênçãos hauridas. Cabe ao dirigente observar e comparar os acontecimentos durante a tarefa. mensagens de consolo. mas disciplinado e firme para interromper e evitar que o que deveria ser apenas um breve comentário torne-se uma palestra individualista. Após o término da REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO. Os assuntos trabalhados durante a REUNIÃO DE IRRADIAÇÃO devem ser registrados em pequenas atas ou.

seguindo apenas os impositivos de seu coração e mente. n) simplicidade. é caminhar com Jesus. q) pontualidade. para que o trabalho do grupo seja eficaz. não nos cabe promovê-las. p) assiduidade. j) amor... Portanto. (I João. k) estudo constante. pela conscientização de suas responsabilidades. temos comunhão uns com os outros. o) responsabilidade. coopere espontaneamente. l) humildade. descerrar novos valores enfeixados na codificação kardequiana e cumprir com fidelidade o compromisso assumido na arregimentação de aquisições positivas para o Mundo de Regeneração.reforma íntima. c) fé. vale relembrar a importância de cultivarmos virtudes e hábitos como: a) confiança. todavia os citados até aqui. m) vontade de ajudar. f) harmonia. Os requisitos são diversos e variáveis. Essas e muitas outras características enumeradas aqui poderiam ser desenvolvidas em reflexões filosóficas de profunda sabedoria. dinamizando suas palavras. d) caridade. no século XXI.5 – Palavras Finais Se andarmos na luz como Ele está. É preciso que aquele que tem o interesse despertado e estimulado ao trabalho. b) perseverança. i) vontade de servir. 84 . h) retidão moral. e) concentração. 6. Porém. g) disciplina. 1:7) As orientações propostas neste estudo não podem resumir-se num corpo fechado e estanque de regras a serem cegamente cumpridas. associados ao poder da oração garantem a realização dos desígnios da Providência Divina. Pelo contrário. o desafio do Movimento Espírita.

tenhamos a certeza que. podemos ministrar o benefício espiritual com relativa eficiência. (. É o que nos esclarece o instrutor Alexandre. para o trabalhador devotado do Cristo. pelas frentes de trabalho. dentre outros. perseverar e sermos coerentes em nossas realizações. Se a prática do bem estivesse circunscrita aos Espíritos completamente bons.) Quando nos referimos às qualidades necessárias aos servidores desse campo de auxílio. 3:6). Desse modo. mas o que tenho. em Missionários da luz: “Em todo lugar onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam. retornam ao equilíbrio. isso te dou”. Qualquer cota de boa vontade e espírito de serviço recebe de nossa parte a melhor atenção. a RECEPÇÃO. que envolvem. Devemos assim. nunca faltarão auxílios de sustentação.. seria impossível a redenção humana.(Atos. o incentivo e a implantação do EVANGELHO NO LAR. mas orientar as aspirações do trabalhador para que sua tarefa cresça em valores positivos e eternos”. a ninguém desejamos desencorajar. as VISITAS AOS LARES e as REUNIÕES DE IRRADIAÇÃO pertencem ao Senhor da Vida.. é o nosso desafio para o AGORA. lembrando-nos de que não é a posição que exalta o homem de bem. quando encontram disposição íntima de melhoramento e serviço. todos os desviados. o ATENDIMENTO FRATERNO. quando desejam. procuram investir recursos que beneficiam o trabalho que realizamos e nos auxiliam na superação das dificuldades. Os méritos ou sucessos obtidos nas tarefas executadas através dos Centros Espíritas. (19) 85 . Todos os enfermos podem procurar a saúde. Os Amigos Espirituais. mas seu o comportamento moral e a retidão com que este se conduz dentro dela.Doar-se como o Apóstolo Pedro: “Não tenho prata nem ouro.

No Invisível. 2005. 9ª ed. Rio de Janeiro: FEB. Obsessão/Desobsessão. 1995. 2002 (06) ANDRÉ LUIZ (Espírito). 1994. Suely Caldas. Francisco Cândido. Brasília: FEB. 2004. (11) KARDEC. 2000. 8ª Edição de Bolso. 2001. (05) KARDEC. 20ª ed. Mecanismos da Mediunidade. ed. Rio de Janeiro: FEB. ed. Vozes do Grande Além. (13) EMMANUEL. 86 . (15) ANDRÉ LUIZ (Espírito). Allan.2003. Rio de Janeiro: FEB. Pensamento e Vida. 4ª ed. Rio de Janeiro: FEB. 14ª. 5ª ed. Rio de Janeiro: FEB. 3ª Edição. (04) KARDEC. 1983. Brasília-DF: Federação Espírita Brasileira . O Evangelho Segundo o Espiritismo. 19ª edição. Psicografado por Francisco Cândido Xavier.6. 17ª. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. (Capítulo: Os efeitos da oração). Allan. 1987. Tradução Leopoldo Cirne. (17) XAVIER. ed. Instruções Psicofônicas. ed. 7ª. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Rio de Janeiro: FEB. 46ª Edição. (12) DENIS. (Espírito). (07) ANDRÉ LUIZ (Espírito). (08) EMMANUEL. 6ª Edição de Bolso. 2005. (02) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. Conduta Espírita. A Gênese. 2005. Brasília: FEB. (14) EMMANUEL. O Livro dos Médiuns. Desobsessão.6 – Referências Bibliográficas (01) APOSTILAS DA FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA: Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. O que é o Espiritismo. Religião dos Espíritos. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB.FEB. Leon. (10) ANDRÉ LUIZ (Espírito). (18) SCHUBERT. Os Mensageiros. 4ª. Relicário de Luz. Allan. Rio de Janeiro: FEB. 2003 (03) KARDEC. Brasília: FEB. 34ª ed. Brasília: FEB. Allan. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Livro da Esperança. Tradução Guillon Ribeiro. (16) ANDRÉ LUIZ (Espírito). Psicografado por Francisco Cândido Xavier. Tradução Guillon Ribeiro. O Livro dos Espíritos. Diversos Espíritos. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 2005. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. 2005. 1987. 27ª ed. 52ª Edição. 1973. (Espírito). (Espírito). (09) EMMANUEL. Psicografado por Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira. 1994. Allan. (Espírito). 9ª ed. Tradução Guillon Ribeiro.

O grande enigma. 2000. Missionários da Luz. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. Psicografado por Francisco Cândido Xavier. 10ª edição. (20) DENIS.(19) ANDRÉ LUIZ (Espírito). 87 . Leon. 1992. 32ª ed.

SATES SETOR DE ATENDIMENTO ESPIRITUAL

PASSE ESPÍRITA

“E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho, isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te”.

(Atos, 3:6)

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7 – PASSE ESPÍRITA

7.1 – Introdução

A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santa e religiosamente. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. (01 – Cap. 26, item 10) O PASSE compõe as terapêuticas utilizadas na Casa Espírita e visa a auxiliar o irmão necessitado na busca do equilíbrio de suas energias vitais e na harmonização mental. Conforme postulado pela Doutrina dos Espíritos, “o passe é um dos veículos de que se utilizam os Bons Espíritos para atender aos necessitados, de acordo com a vontade de Deus, e não para atender aos homens...” (02, p. 32). Em rápidas reflexões, a proposta desta apostila é, além de complementar as outras apostilas como, por exemplo, a RECEPÇÃO, o ATENDIMENTO FRATERNO, as VISITAS aos LARES e HOSPITAIS, a implantação do EVANGELHO NO LAR e as reuniões de PRECES E IRRADIAÇÕES, refletir e, a partir daí, rever a prática do PASSE no Centro Espírita, que para muitos, pela constância com que ocorre, acaba por torna-se uma seqüência de repetições automáticas carentes de sentimento fraterno. O PASSE utilizado como manipulação de fluídos magnéticos é uma prática muito antiga, tendo sido registrada em textos do Velho Testamento “Josué, filho de Num, ficou cheio do Espírito de Sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto suas mãos. Os israelitas obedeceram-lhe, assim, como o Senhor tinha ordenado a Moisés” (Deu, 34:9-12). Na Antiguidade não cristã os magos da Caldéia e os brâmanes da Índia curavam pela aplicação do olhar, e, no Egito, “as multidões acorriam ao templo da deusa Isis, procurando o alívio dos sofrimentos junto aos sacerdotes, que lhes aplicavam a imposição das mãos.” (06). No Novo Testamento, temos registros de curas obtidas pelo intermédio dos evangelistas e cristãos, nele muitos são os relatos sobre os feitos de Jesus que pela imposição da mão, pelo toque ou pelo sopro limpava os enfermos e aliviava os sofredores. Na atualidade, inúmeros são os irmãos infelizes, desiludidos, doentes do corpo e da alma que buscam, nos Centros Espíritas, lenitivos para suas aflições. Por isso, é valioso o esclarecimento para o recém-chegado. É preciso que, logo nos primeiros contatos, de modo adequado e fraterno, ele fique ciente de que um Centro Espírita, comprometido com a Doutrina Espírita e com o Evangelho de Jesus, é um lugar em que ele poderá obter a 89

terapêutica do PASSE, conjugado com orientações para as suas necessidades, desde que desenvolva a fé, dinamize o merecimento, amplie a boa vontade e persevere em seu desejo de curar-se. A Doutrina Espírita permitiu-nos entender que vivemos imersos num gigantesco mundo fluídico, que nossos pensamentos utilizam esses fluídos como veículo e, ainda, que através de técnicas e estudos podemos empregar essas energias magnéticas em benefício próprio e de outrem. Pela dedicação à vivência evangélica e à prática do Bem aprimoramos nossos hábitos e transformamos nossos impulsos inferiores em energias positivas a serem canalizadas no exercício do amor fraternal. O labor na Casa Espírita, principalmente na tarefa do PASSE, é atitude séria e requer cuidados especiais do trabalhador, além de dedicação e fidelidade à Doutrina dos Espíritos e ao Evangelho de Jesus. A Casa Espírita, com suas várias frentes de auxílio ao próximo, necessita capacitar e qualificar seus trabalhadores para as tarefas do dia-a-dia, pois são eles os que primeiro devem ter consciência da importância da missão que têm a cumprir. Posto isso, passaremos a desenvolver algumas reflexões necessárias ao uso da terapêutica do PASSE, considerando que por promover contato direto com o público, exige esta tarefa muita dedicação e amor por parte de quem se dispõe a exercê-la.

“A cada um é dada a manifestação do Espírito para proveito comum. A um é dada pelo Espírito uma palavra da sabedoria; a outro, uma palavra de ciência por esse mesmo Espírito; a outro, a fé, pelo mesmo Espírito; a outro, a graça de curar as doenças, no mesmo Espírito”. (I Cor, 12:7-9)

7.2 – O Passe Numa consulta ao Dicionário da Língua Portuguesa, organizado pelo Professor Aurélio Buarque de Hollanda, verificamos que a palavra “Passe”, S. m. é o “Ato de passar as mãos repetidamente ante os olhos de uma pessoa para magnetizá-la, ou sobre uma parte doente de uma pessoa para curá-la.” Para a Doutrina dos Espíritos o PASSE é:

“ (...) uma transfusão de energias, alterando o campo celular. (...) Na assistência magnética, os recursos espirituais se entrosam entre a emissão e a recepção, ajudando a criatura necessitada para que ela ajude a si mesma. (...) O passe, como reconhecemos, é importante contribuição para quem saiba recebê-lo, com o respeito e a confiança que o valorizam”. (07)

Para o passista, o PASSE é sublime oportunidade de trabalho de doação fluídica em que o cooperador dedicado a auxiliar o irmão, por extensão, é ajudado e amparado pelos assistentes do Bem. 90

Mecanismo do Passe: Ao contrário do que podem pensar algumas pessoas. escapa à nossa percepção. Tudo é atração produzida por esse agente universal. ainda aí. tais como: a) DEUS – “inteligência suprema. como que para formamos um único ser e para nos facilitar a ascensão ao seu seio. cada sensação corresponde à emissão e/ou à absorção de um tipo de energia. O ponto intermédio é o de transformação do fluído em matéria tangível. o processo de assimilação e de retenção das energias pelo paciente durante o PASSE magnético: Estabelecido o clima de confiança. em Mecanismos da Mediunidade. numa transmissão tão natural e automática que. como todos os Espíritos. cada pensamento. de certa maneira. Mas. nós. estamos movimentando fluidos ou energias. que se pode considerar o primitivo estado normal. consecutivo àquele. Cada estado de alma. ele assume dois estados distintos: o de eterização ou imponderabilidade. que entra pelos centros de força espiritual. encarnados ou não. 23) c) FLUÍDO CÓSMICO – “é a matéria elementar primitiva. incorporando-se à tessitura do perispírito (corpo espiritual) e trazendo-nos estados de mal-estar ou de bem-estar. cria-se a ligação sutil entre o 91 . dos encarnados ou não. Sempre que pensamos e sentimos. qual acontece entre o doente e o médico preferido. cada emoção vivida. cujas modificações constituem a inumerável variedade dos corpos da Natureza. Os fluídos se reúnem pela ação magnética. e o de materialização ou de ponderabilidade. Tudo em a natureza é magnetismo. mediante a sua natureza. porquanto podem considerar-se os nossos fluidos imponderáveis como termo médio entre os dois estados.” (05) A seguir tentaremos compreender o mecanismo do passe aplicado nas Casas Espíritas. causa primeira de todas as coisas” (03 – q.A compreensão da importância do PASSE passa pelo entendimento de alguns conceitos. na maioria das vezes. conjugando-nos as forças. Como princípio elementar do Universo. André Luiz narra. não há transição brusca. que é. É um laço universal pelo qual Deus nos ligou a todos. IV e X) d) FLUÍDOS MAGNÉTICOS – “ligam todos os mundos entre si no Universo. espíritos vinculados ao orbe terrestre.1) b) ESPÍRITO – “O princípio inteligente do Universo” (03 – q. (04 – Cap. estamos constantemente irradiando e recebendo fluidos do meio em que habitamos.

notadamente naquele que se baseie no divino manancial da prece. primeiramente pelos poros. 2ª Parte) Tipos de Passe: A tipologia apresentada a seguir deve ser entendida apenas como sugestão quanto à aplicação do PASSE NA CASA ESPÍRITA. atingem. promovendo curas e dispersões de fluidos. a vontade fortalecida no bem pode soerguer a vontade enfraquecida de outrem para que essa vontade novamente ajustada à confiança magnetize naturalmente os milhões de agentes microscópicos a seu serviço. condensando-lhe o pensamento e a vontade. com a supervisão dos benfeitores desencarnados o próprio enfermo. processo aqui narrado por André Luiz: Pelo passe magnético. No entanto. emite ondas mentais características.. cabe-nos um parêntese para detalharmos. Consideramos que o tarefeiro comprometido com a Doutrina e com o Evangelho nunca estará desamparado em sua lide diária. através das várias funções do sangue. (. XV. 160-161) Neste ponto. através do pensamento ou da palavra”. o processo de assimilação de correntes mentais. tanto quem recebe como quem doa (atendido e passista). Em momento algum deverá o passista ficar preso à rigidez das regras. no cérebro.) A emissão mental de Clementino. assimilando os recursos vitais que recebe. a desempenharem o papel de preciosas bobinas de indução. (09 – Cap. por semelhante elo de forças. 5) Não menos importante. automaticamente. de imediato. Aqui. acumulando-se aí num átimo e reconstituindo-se.. se recomponha para o equilíbrio indispensável. Ao toque da energia emanante do passe. (08 – p. na medida dos créditos de um e outro. no entanto. sob a orientação de André Luiz. os cabos do sistema nervoso. ambos. a fim de que o Estado Orgânico. promovido pela prece sincera que facilita o recebimento de recursos vitais: “Vimos aqui o fenômeno da perfeita assimilação das correntes mentais que preside habitualmente a quase todos os fatos mediúnicos. envolve Raul Silva em profusão de raios que lhe alcançam o interior. (07 – Cap. onde possuímos centenas de centros motores. semelhantes a milagroso teclado de eletroímãs ligados uns aos outros e em cujos fulcros dinâmicos se processam as ações e reações mentais. verte o auxílio da Esfera Superior. retendo-os na própria constituição fisiopsicossomática. devido aos excessos de gesticulações. movimentos improvisados e falatórios desnecessários ocorridos durante a 92 . que funcionam à guisa de condensadores. de acordo com o merecimento assimilarão os recursos vitais emanados pela movimentação de energia. que são miríades de antenas sobre as quais essa emissão adquire o aspecto de impressões fracas e indecisas. na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho.necessitado e o socorrista e. nessa ou naquela contingência. que em forma de energias circulantes percorre a estrutura física e espiritual do paciente e do(s) passista(s). ainda imponderáveis no mundo. Essas impressões apoiam-se nos centros do corpo espiritual. que determinam vibrações criativas. é o papel do passe magnético. vale destacar que.

para facilitar o trabalho do PASSE. por vezes até a sua saúde. a fim de que um número maior de pessoas possam se valer dele. para tanto. O passe espiritual é o que se verifica pela doação fluídica direta dos Espíritos ao paciente. sem interferência de médiuns. c) Passe Humano-Espiritual. a presença do médium. g) Passe à Distância. quais sejam: a) Passe Magnético. O magnetizador mantém sua força mediante alimentação. b) Passe Espiritual. que “. rogando o auxílio dos benfeitores. trataremos de métodos e técnicas que podem ser utilizados. d) Passe Mediúnico. que coloca o paciente em estado receptivo. fixando seus recursos curativos. f) Autopasse. que a transfere ao doente. 26. O magnetizador pode exercer algum tipo de atividade profissional científica.aplicação do passe. O PASSE espiritual deve ser divulgado como sendo um recurso acessível a todos. a) PASSE MAGNÉTICO: é aquele ministrado somente com os recursos fluídicos do próprio passista. Na prática dos encarnados. o PASSE foi dividido em sete tipos distintos. sem que ele próprio perceba. Normalmente. controle sexual e mente positiva. Informa-nos Allan Kardec. e negar a existência de Deus e a colaboração dos espíritos. serve apenas como “canal” dos fluidos espirituais. Amplamente utilizados pelas entidades superiores que. em O Evangelho Segundo o Espiritismo. ginástica. a vantagem de evitar que o interessado fique na dependência da presença do passista. Observada a sintonia e considerado o mérito ou a necessidade do paciente. nos próximos tópicos. muitas vezes. nesse caso. é ajudado por sua 93 . basta a oração sincera.. 10) b) PASSE ESPIRITUAL: é aquele ministrado pelos próprios espíritos sem o concurso de intermediários. e) Passe Coletivo. trata-se de pessoa portadora de abundante força magnética.. contudo. (02) c) PASSE HUMANO-ESPIRITUAL: é aquele no qual os Espíritos combinam seus fluidos com os do passista. repouso. Assim. encaminham recursos curadores para o necessitado.O magnetizador dá o seu próprio fluido. os Espíritos agem com a maior eficiência. desse modo.” (01 – Cap. O passe espiritual oferece ainda. O encarnado.

e) PASSE COLETIVO: “O passe coletivo é o passe aplicado por um ou mais passistas a um grupo de pessoas. e. fato que poderá impressioná-lo negativamente. Em virtude das sutilezas do processo mediúnico e da necessidade dos Centros Espíritas de atenderem um número elevado de pacientes. pela sua natureza. Deve-se recorrer ao passe coletivo sempre que o número de passistas for insuficiente para atender individualmente a todos os necessitados”. sempre impregnado de impurezas físicas e morais. A prece é recurso valoroso. por conseqüência. Ele também pode ser executado dividindo-se os pacientes em pequenos grupos. Entre esses inconvenientes. pois o fluido humano está. atrapalhando o objetivo da tarefa. mais leves e eficazes e os dirigem aos centros de energias do paciente. possibilidade de diferenciação entre os passistas. da tarefa do passe. a prece funciona como um elo fluídico entre encarnados e desencarnados. desde que aplicado com método e após conveniente preparação dos pacientes. iii.vontade sincera.) Deve-se ter muito cuidado para não passar uma imagem de uma apresentação teatral. Não podemos nos esquecer de que o concurso dos espíritos poderá ser espontâneo ou provocado por uma prece sincera do passista e do paciente. por fim. (10) 94 . associando-os aos seus próprios.(. por seu sentimento puro e por seu pensamento conectado ao dos bons Espíritos. que lhe aumenta. possibilidade de perguntas que fogem. desaconselhamos essa modalidade de passe. em razão disso. aos objetivos da Doutrina Espírita e.. d) PASSE MEDIÚNICO: é aquele no qual os Espíritos atuam através de um encarnado mediunizado. ii. sendo o passe aplicado a cada um desses grupos sucessivamente. durante sua aplicação. suas propriedades são mais ativas. podemos citar: i. valoriza e sutiliza os fluídos. já os fluidos dos bons espíritos são mais puros e. iv. utilizando-se das faculdades medianímicas deste.. procurando-se levar o benefício a todos os freqüentadores. algumas situações impróprias poderiam surgir. desestabilizando o trabalho do passista e/ou do grupo. na maioria das vezes. É comum nas casas espíritas o uso do passe coletivo no início ou ao final das reuniões públicas. o que é indesejável no ambiente da Casa Espírita. posto que. despreparo do assistido para presenciar manifestações mediúnicas. tendência a atribuir aos espíritos comunicantes superioridade que eles podem ou não possuir. que convergem os benefícios para os órgãos necessitados. Neste contexto. Os resultados do passe coletivo podem ser tão bons quanto os do passe individual.

também em comunhão com benfeitores espirituais. pois ele purifica os pensamentos. (10 – cap. O passista deve manter assim por alguns momentos. no momento do passe. pelo que são dispensáveis a anotação. captado dos pacientes. através do que se costuma chamar autopasse. é importantíssimo que o passista proceda à limpeza do seu próprio envoltório fluídico.f) AUTOPASSE – trata-se da oração. Ao iniciar e ao concluir a aplicação de passes. é que o interessado. PASSE DE DISPERSÃO: Este passe tem a propriedade de espargir e suprimir fluidos negativos. depois o tronco e os braços. contudo. deve o passista estabelecer uma ligação mental com as regiões vibratórias superiores e imaginar que está sendo banhado por uma luminosidade suave que vai envolvendo-o lentamente. em virtude de suas atividades anteriores. esteja em prece ou numa tarefa edificante e. Sua eficiência está na dependência exclusivamente de fatores mentais. otimizando as energias.. o autopasse visa a libertar o passista de fluidos que tenha. primeiro a cabeça. b) Concentração: canalização de fluídos curadores em áreas que necessitem de tratamento e harmonia energética. o autopasse é um cuidado necessário de que o passista deve se utilizar antes e após a tarefa. a leitura de cada nome ou as preces individuais. No final. mentalize o enfermo para o qual deseja ajuda espiritual. Para sua concretização operam Espíritos especializados. Assim. O autopasse inicial tem o objetivo de retirar componentes fluídicos inadequados que se tenham agregado ao organismo do passista. que o médium. chamada limpeza fluídica e a redistribuição das cargas fluídicas recebidas ou doadas. Importante. Modalidades de Aplicação de Passes: No exercício do PASSE.. 2) g) PASSE A DISTÂNCIA: Muito difundido no meio espírita através da irradiação. e assim progressivamente. de outro lado. inadvertidamente. até atingir os pés. da prece sincera proferida com o fito de obter bons fluidos e auto-harmonia.) Para concluir o autopasse. ele também “exerce o papel 95 . deixando que as vibrações superiores restabeleçam seu equilíbrio e harmonia. tendo na prece o veículo indispensável dos recursos curadores. em que o médium sintoniza-se com o paciente a distância e por ele canaliza fluidos salutares e benéficos. verificam-se geralmente dois aspectos principais: a) Dispersão: retirada de fluidos doentios. (. porém ele não se limita apenas a este único objetivo.

PASSE TRANSVERSAL: Este passe tem grande poder dispersivo. esta modalidade de passe é extremamente dispersiva. colocado de pé e defronte do magnetizado. de preferência à altura da região frontal. Ele é aplicado a uma distância de 5cm do corpo do paciente. suas disposições e seu comando mental nesse sentido são indispensáveis. Enquanto uma das mãos permanece espalmada. Se aplicado sobre o cérebro o passe circular pode favorecer o transe mediúnico. (02) PASSE PERPENDICULAR: Como os passes transversais. Destina-se à dispersão dos fluídos ou a sua distribuição eqüitativa por todo o corpo. fechar e abrir as mãos para trás. com a palma e os polegares para baixo. Inicia-se na altura da cabeça. o passe longitudinal atenderá a todas as necessidades.) O operador. mas pode apresentar alguns inconvenientes quanto ao seu uso na Casa Espírita. Atentemos. Geralmente executado com as mãos espalmadas e estendidas na linha mediana do corpo. da cabeça aos pés e de cima para baixo. Vejamos o motivo: são executados com os braços distendidos à frente e as mãos. todavia. PASSE CIRCULAR: Este passe é executado com a palma das mãos ou com os dedos em movimentos rotatórios. com as mãos estendidas sobre a cabeça e descendo-se rapidamente. com as mãos abertas e os braços estendidos. (. quando demorado. posicionadas a uma distância do paciente entre 30 e 50cm. comporta-se como um redistribuidor de cargas energéticas. para a posição mental do médium. estende os dois braços diante. dando a elas a estabilidade devida”. (02) PASSE LONGITUDINAL: Amplamente adotado.de reordenar as camadas fluídicas do paciente. nessa posição. sendo uma pela frente e a outra 96 . se abrem os braços em sentido inclinado e com movimento rápido. Não ocorrendo ao passista intuição sobre a conveniência de aplicação de outra modalidade de passe. mentalizando a dispersão dos fluídos agregados nas mãos.. inicialmente. Ao fim de cada movimento. pois não é o simples arcar de dedos que fará com que os fluidos dispersem. descendo lentamente e com flexibilidade até os membros inferiores. evitando a concentração destas em locais isolados. Ele é muito benéfico em áreas com maior concentração e movimentação de fluídos.. de onde próximo aos membros inferiores. são aqueles ministrados ao longo do corpo. ele abre rapidamente e com muita energia os braços no sentido horizontal e depois volta com vivacidade à posição primitiva para recomeçar logo a seguir da mesma maneira. as mãos abertas. a outra se movimenta em círculos sobre a região afetada. pode torna-se desconfortável tanto para o passista quanto para o paciente.

Contudo poderá ser utilizada com êxito por passistas que observem determinados fatores de ordem educativa. Assim. Esta técnica. o milagre exige muita colaboração de nossa parte. porque tanto o passista quanto o paciente devem se movimentar durante sua aplicação e ambos deverão permanecer de pé.por trás do corpo do paciente. apresenta inconvenientes ao ser aplicada na Casa Espírita. no que se refere aos órgãos ligados aos aparelhos respiratório e digestivo. 7. Espírito) Quem pode aplicar o passe? Em princípio. moral e alimentar. Somados a esses. pôr a termo. por uma questão de praticidade e economia espacial. este passe é impróprio para a Casa Espírita. é necessário que ele goze de boa saúde física. de boa vontade e disposição sincera para auxiliar o próximo pode aplicar passe. o tarefeiro melhora a si mesmo e aproxima-se de benfeitores dispostos a auxiliá-lo nas tarefas do Centro Espírita. O efeito favorece a concentração de fluídos.3 – O Passista O acaso não opera prodígios. tanto quanto ao método como ao objetivo. São requisitos indispensáveis ao desempenho da tarefa do PASSE: a) REQUISITOS FÍSICOS b) REQUISITOS INTELECTUAIS c) REQUISITOS MORAIS 97 . que lhe assegurarão tutela de qualidade. esta é executada na forma de contato físico: coloca-se um lenço sobre a parte que se deseja magnetizar. Para que o homem físico se converta em homem espiritual. principalmente. atacar. O efeito desse método é refrigerante e calmante e funciona como precioso processo de dispersão. após uma longa inspiração o passista deverá colocar sua boca sobre o lenço e começar a soprar uma expiração muito forte e mais prolongada possível. b) Insuflação ou sofro quente: ao contrário da modalidade anterior. além do bom funcionamento do aparelho coronário. Qualquer realização há que planejar. Conforme podemos deduzir. Pela fidelidade e disciplina no desempenho de suas obrigações. vejamos: a) Insuflação ou sopro frio: executado a uma distância de 30cm do paciente. para que o trabalhador possa servir com adequação é necessário que cultive alguns hábitos. O procedimento poderá ser repetido se necessário por aproximadamente 06 (seis) vezes. toda pessoa saudável. SOPRO CURATIVO (ou INSUFLAÇÃO): Esta modalidade terapêutica apresenta-se de dois modos distintos. (11 – Calderaro. mesmo sendo eficiente. é uma seqüência de sopros rápidos e vigorosos sobre a área que se deseja atuar.

sempre disciplinado pelo bom senso. f) Primar pelo equilíbrio mental. certos alimentos oferecem maior concentração energética. seus efeitos. estabelecendo um processo de simbiose prejudicial a todos. i) Evitar atividades que exijam excessos e esgotamentos desnecessários. e) Esforçar-se para controlar e/ou suprimir o uso da carne. d) Abster-se do álcool. b) Buscar conhecimento sobre os mecanismos que envolvem a tarefa com irmãos mais experientes. orgânica e espiritual. o excesso compromete o equilíbrio celular. A ausência de estudo significa estagnação e pode emperrar a dinamização da tarefa. c) Participar de grupos de estudos relacionados ao passe. comprometendo os fluídos transmitidos na tarefa. como condição mínima de higiene. pelo menos no dia da tarefa deve ser feita a abstinência. que assegure a própria saúde e a do assistido. psíquico e orgânico. o que pode prejudicar a saúde do paciente. deve o passista abster-se da tarefa. c) Observar a qualidade dos alimentos ingeridos. 98 .Requisitos Físicos: Deve o passista observar os seguintes itens: a) Buscar a limpeza de seu corpo. aplicações. a fim de manter as reservas de energia vital em condições de servir. às irradiações. Quando enfermo ou em desequilíbrio. fumo e outras substâncias tóxicas que prejudicam as funções psíquicas e orgânicas. g) Observar e controlar a conduta sexual. para melhor se preparar quando imprevistos surgirem e poder orientar outros irmãos espíritas se solicitado. aos tratamentos e aos centros de força humanos. cujas condições físicas ou psíquicas devem merecer o máximo de atenção e cuidado. b) Procurar alimentar-se em quantidades proporcionais à sua condição orgânica. a fim de que comentários e/ou práticas não doutrinários sejam evitados. Requisitos Intelectuais: a) Ter conhecimentos específicos sobre o passe. os quais nos ligam psiquicamente a entidades em desequilíbrio. às curas. A deficiência acarreta desgaste. h) Superar a atração pelo jogo de azar e outros vícios. Sexo desregrado é responsável por sérios danos à estrutura psíquica. pois a digestão desse alimento é mais demorada e exige maior desgaste de energias do tarefeiro.

a fim de que sua boa vontade seja utilizada e suas possibilidades ampliadas.Requisitos Morais: a) Cultivar as virtudes e manter a conduta cristã. empenhar-se constantemente no esforço auto-educativo para estar à disposição de entidades especializadas. nas circunstâncias de emergência. h) Fazer uso de palavras. gestos e ações positivas e edificantes. deve o passista procurar conhecer pelo menos algumas noções de anatomia e fisiologia. Sempre que possível é de bom alvitre estudar os assuntos relacionados aos princípios fundamentais da Doutrina Espírita: a) Deus b) Jesus c) Espírito/ Perispírito d) Evolução/Livre Arbítrio/Causa e efeito e) Reencarnação/Pluralidade dos mundos habitados f) Imortalidade da alma/Vida futura/Plano Espiritual g) Mediunidade/Influência dos Espíritos em nossa vida/Influência dos Espíritos na natureza. f) Tentar sublimar os impulsos negativos que geram desequilíbrios. g) Controlar os sentimentos e emoções. a Espiritualidade passa a prestar-lhe a mais efetiva assistência. buscando domínio sobre si mesmo. encarando-o como irmão e filho de Deus. Desde que possua disposição o trabalhador poderá ser utilizado. 99 . A anatomia trata das partes do corpo humano. mantendo uma atitude cristã e decidida em todas as circunstâncias. cabendo-lhe. c) Conhecer e aceitar a posição de simples intermediário de recursos do mais Alto. através da perseverança e da assiduidade no trabalho com os amigos espirituais. e) Buscar a reforma íntima com base no Evangelho de Jesus e na procura constante do aperfeiçoamento moral. d) Interessar-se constantemente pelo esclarecimento doutrinário. b) Ter disposição sincera de ajudar o próximo. pelo aprimoramento da fé raciocinada de quem trabalha alicerçado nos ensinamentos de Jesus. Havendo possibilidade e oportunidade. a fisiologia das funções de seus órgãos. no entanto. Quando um candidato ao trabalho de PASSE revela sincera disposição de servir. não alimentando orgulho ou vaidade.

Alguns passistas acentuam a respiração durante o passe. condicionado à vontade de Deus. d) Serenidade para registrar intuitivamente orientações durante a aplicação do passe. que possam machucar alguém. falas. 100 . deve-se procurar evitar a emissão de ruídos. bocejos. Lembre-se de que para receber. se para tanto for intuído.7. sob qualquer pretexto. que beiram à teatralização. e) Tocar o atendido ou passar a mão pelo seu corpo. transmitir e fixar energias basta utilizar exclusivamente a mente O passista deve manter-se sereno e gentil com os pacientes.4 – Como Aplicar o Passe Para obter melhor resposta da emissão e recepção dos fluidos manipulados durante o Passe. poderá atuar mais livremente sobre as zonas afetadas do organismo do paciente. b) Gesticulações excessivas. murmúrios. aplicá-las em favor do irmão assistido. cantigas e respiração ofegante. c) Confiança e desejo de ajudar. DEVE EVITAR: a) Gestos bruscos. os plexos correspondentes e suas localizações. Observações Importantes: a) Se o passista tiver conhecimento sobre a matéria que relaciona os centros de força. a seguir alguns pontos a serem observados: Atitude íntima do Passista: a) Prece. suplicando o amparo do Alto e colocando-se a serviço do bem. c) Suspiros. gritos. Pela oração o passista pode sorver do plano espiritual as energias renovadoras e. d) Esfregar as mãos e estalar de dedos. o passista deve preparar-se convenientemente. sem propiciar conversações. b) Concentração apenas na tarefa a ser desempenhada. Postura do Passista: O passe deve ser sempre silencioso e ministrado com simplicidade e naturalidade. com Jesus. e) Mentalização positiva para a recuperação do enfermo. posteriormente.

buscar não só poupar suas reservas energéticas. experimentar sensações relacionadas com o problema do paciente. Reflexos: “Na execução da tarefa. Toda tarefa de assistência pede abnegação. g) Desde que haja imperiosa necessidade. o passista poderá dar tantos passes quantos forem solicitados. algumas vezes. tendo a mente voltada para a prece e a perseverança no bem. Nos passes aplicados em pessoas sob a atuação de espíritos em desequilíbrio. Fé. d) Não há tempo estipulado para a duração do passe. cabe ao passista. conhecendo-lhe a predisposição de colaborar pretendam arrefecer-lhe o ânimo. perseverança no trabalho são a melhor medida para superação desses obstáculos”. como encontrar meios naturais que o auxilie na recuperação. Mas o passista dispõe de recursos para eliminar reflexos e poderá abreviar tal providência. e) O passe prolongado acumula mais fluídos o que pode torna-se irritante.(06) 101 . h) Quanto ao esgotamento gerado pela tarefa. f) O número de pessoas a serem atendidas não deve influenciar na duração do passe. idosos e enfermos. mesmo reconhecendo sua qualidade de simples intermediário. Como está imbuído do desejo de ajudar o semelhante. o passista poderá registrar reflexos negativos desde a hora em que se propõe a ajudar. O passista deve manter-se sereno e empenhado no atendimento com o máximo de interesse e espírito de caridade. c) O passe em equipe pode ser ministrado por dois ou até quatro passistas. quando evidenciada a sua necessidade ou por orientação espiritual. NUNCA TOQUE O PACIENTE durante a aplicação do passe. É compreensível que os espíritos envolvidos na trama obsessiva. para que o trabalho não resulte em mero automatismo. é compreensível que sintonize com ele a ponto de experimentar reflexos de seu padecimento.b) As mãos espalmadas com naturalidade devem guardar uma distância de mais ou menos 20 centímetros do paciente. Cabe ao passista usar o bom senso e obedecer à inspiração do momento. podendo perdurar ainda depois do passe. normalmente ele dura o tempo equivalente a uma prece sincera. afastando-o do caminho do enfermo. evitando excessos. confiante no inesgotável manancial da misericórdia de Deus. especialmente no organismo de crianças. o passista pode.

disse: Deixai os meninos. os curava. apenas para relembrarmos. movido de grande compaixão. logo a lepra desapareceu. aplicava passes: Jesus. que em nome do amor de Jesus procuram atender o semelhante no anonimato.) as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam. e levantou-se. E. 15) Parece-nos justo procurarmos saber o motivo pelo qual o PASSE é tão utilizado nos meios espíritas e. os profetas e os magos. ser ministrado em todas as pessoas. procuremos imitá-lo. todos nós podemos impor as mãos e curar. e tocou-o. obtendo resultados magníficos e da mesma forma. e com febre. (Mt.. agiram e agem muitos outros. utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o próprio valor. em sua jornada pela Terra. podendo. a fé e a resignação de quem o recebe. portanto. (Mt. e serviu-os. 4:40) Com base nos versículos apresentados. 8:14-15) E Jesus. num sentido amplo e respeitadas as peculiaridades. (. Porque dos tais é o reino dos céus. O passe é recurso da Providência Divina e deve ser valorizado tanto pelo passista como pelo paciente. viu a sogra deste acamada. inclusive. entrando em casa de Pedro. na condição de candidatos a aprendizes do Mestre. (13) 102 . (Lc. porém. 1:41-42) E.. A reposta mais adequada a esta pergunta pode estar ligada aos efeitos benéficos que ele gera. revelada a disposição fiel de cooperador a serviço do próximo. em qualquer idade. que. Porque assim fizeram os apóstolos. indiretamente. cominados com a vantagem de não ter qualquer contra-indicação. sê limpo. no plano espiritual. pondo as mãos sobre cada um deles.. se temos amor aos nossos semelhantes e o desejo ardente de os aliviar”. os efeitos do passe independem de quem o aplica. (12 – cap. todos os que tinham enfermos de várias doenças lhos traziam. com maior ou menor intensidade. o neófito. e. André Luiz. Pois. estendeu a mão. (Mc. com qualquer tipo de enfermidade. principalmente se levarmos em conta que o médium é um aparelho utilizado pelos espíritos que tutelam a tarefa. tendo-lhes imposto as mãos partiu dali. assim. tendo ele dito isto. a confiança. e disse-lhe: Quero. Jesus com freqüência. na obra Missionários da Luz. podendo variar conforme a disposição mental.. e não os estorveis de vir a mim. é natural. E tocou-lhe na mão e a febre a deixou.) porquanto. ao pôr do sol. Os resultados do passe sempre serão positivos. também. esclarece: Todos. E. como os santos.7. (. e ficou limpo. 13:14-15) E Jesus.5 – Por que Aplicar o Passe “Como o Cristo e os apóstolos. poderão prestar concurso fraterno.

provocando o desgaste fluídico do médium. d) O paciente se recusa a seguir o tratamento recomendado. e) O médium for solicitado em casos sérios ou urgentes. c) O paciente se encontrar sob influência obsessiva. 103 . que afetem suas percepções. durante atendimento aos espíritos em sofrimento.Quando Aplicar o Passe: Fazei aos homens tudo o que quereis que eles vos façam. c) O paciente procura o passe apenas por curiosidade. por exemplo. tóxicos. deduzimos que se pode aplicar o passe quando: a) O paciente demonstrar sincero desejo em obter tal benefício. álcool. h) Estiver fazendo uso de remédios controlados. com visível esgotamento fluídico ou na infância ou na adolescência. e/ou praticar atividades excessivamente desgastantes. desrespeito. com zombaria. e) O médium não se sentir confiante ou estiver imerso na dúvida. em crise. g) Solicitado para atender pessoas impedidas de sair de casa ou hospitalizadas. f) Existirem condições ambientais e fluídicas propícias. reparatório ou preparatório. porque esta é a Lei e os profetas. f) O médium estiver nutrido de sentimentos negativos e não puder superá-los. como. h) Após reuniões doutrinárias. de tratamentos e irradiações. d) O paciente atender indicações do receituário da Casa Espírita. e/ou alimentar-se desregradamente. complementar. como auxílio aos médiuns. salvo nos casos em que o paciente. i) Nas reuniões mediúnicas. hipnotizado ou em estado sonambúlico. (MT. o passe é altamente significativo como “EVANGELHOTERAPIA”. não tiver condições de manifestar sua vontade. i) Encontrar-se em idade muito avançada. nas reuniões com esta finalidade. Deve-se evitar aplicar o passe quando: a) O paciente é refratário por decisão própria. no sentido de assistir às reuniões doutrinárias. para pessoas que precisem ou queiram recebê-lo. g) O passista possuir vícios como fumo. 7:12) Numa menção fiel ao livro de Jacob Melo (02). b) Servir de recurso terapêutico total. b) O paciente simplesmente não quer tomar o passe. evitar os vícios e buscar a reforma íntima. cinismo e descrença.

em nossas tarefas. e o irmão orientado.) Todo trabalho para expressar-se em eficiência e segurança reclama disciplina. c) evitar a preferência por este ou aquele passista. o Centro deverá ter uma sala previamente destinada à aplicação de passes. repetindo-se os esclarecimentos e as preces quantas vezes forem necessárias. b) basta receber um passe de um passista. por isto mesmo. antes de se iniciar o serviço de PASSE. Peçamos a Jesus nos inspire e abençoe para isso. conveniente que. (02) Onde Aplicar o Passe: No Centro Espírita: O local mais conveniente para aplicar passe é o Centro Espírita. Esclarecer aos atendidos que: a) não se deve conversar com o passista durante a aplicação do passe. que. Aprendamos a controlar os horários de ação espiritual. seja feita uma rápida explicação sobre ele. embora sem querer. 104 .. Quando for possível. não podemos perder a ordem de vista. pois como afirmou Chico Xavier ao ser perguntado sobre “Como deveríamos agir com pessoas que nos procuram em horários impróprios?”..j) Estiver doente ou estafado física ou mentalmente. este esclarece: (. ainda. facilita ou proporciona a cura. sob o nome de caridade. ainda que superficialmente sobre o assunto. k) Antes não tiver sido feita uma prece ou pequena reflexão evangélico-doutrinária. No entanto. a fim de que a perturbação não venha aparecer. sob pena de desequilibrar. e) o passe. o nosso próprio trabalho. É. É indispensável iniciar e interromper (quando necessário) a tarefa do passe com uma prece. devemos observar as condições e a necessidade da tarefa. é recomendável realizar o trabalho por turmas (veja o item IV – Passe Coletivo). constitui-se como núcleo mais importante de assistência a encarnados e desencarnados. l) Não existir passista preparado para a tarefa. pode oferecer condições para melhor receber e fixar os benefícios da terapêutica. A ordem preside o progresso e. com funcionamento em dias e horários pré-estabelecidos. d) durante o recebimento da terapêutica deve o paciente permanecer em prece. pois sempre há pessoas que ali comparecem pela primeira vez. Nos dias em que for grande o número de candidatos ao passe. pela natureza de suas atividades. alivia o sofrimento ou fortalece o enfermo. conforme o merecimento de cada um.

porque promove a serenidade íntima dos encarnados e facilita a meditação no bem. Nos lares: sempre que houver impossibilidade de o doente se locomover. mas nunca libertá-los. como apoio. Para tanto. Outros lugares: as circunstâncias podem nos levar a dar passes em outros lugares. evitando-se o contato de portadores de moléstias contagiosas com os demais presentes. Em todo trabalho coletivo deve haver prudência por parte dos responsáveis. 7. sem motivos que o justifiquem. por dez vezes consecutivas. é natural que desejemos nos restabelecer. Isso. A equipe VISITA OS LARES E HOSPITAL deve lembrar-se da prece inicial e da prece de encerramento da atividade de assistência espiritual. de certos fluídos. a fim de que aprendam consigo mesmos. pelos Espíritos.6 – Porque Receber o Passe Quando doentes da alma ou do corpo. a nos informar que: Na espiritualidade. temos instruções superiores para entregá-los à sua própria obra. porém. só enquanto durar o impedimento. como hospitais. entre outros.. e.A redução da luz durante o passe favorece a manipulação. salvamo-los dos fluidos deletérios em que se envolvem por deliberação própria. devemos evitar o hábito de tomar passes. o passista procurará não ficar só com o necessitado. nos casos em que não haja possibilidade de reduzir a luminosidade. existem limites. e é razoável que sejam punidas pelas conseqüências de seus próprios atos. a título de benemerência espiritual. locais de trabalho. Nesses casos. como já foi dito anteriormente deverá o médium passista utilizar seu bom senso. sopesando a necessidade e a circunstância que envolve a tarefa. Quando encontramos enfermos dessa condição. também.. Todavia. é justo que se dê passe na residência. O passe é fluidoterapia de grande eficácia e devemos utilizar seus benefícios durante o tempo em que nos encontramos necessitados. complemento e refrigerante de nossas dores. Poderemos aliviá-los. O grupo deve limitar-se ao trabalho fraterno. ao passe. evitando que a sua visita assuma caráter social. a perturbação. que são extremamente úteis. Todavia. recorremos às medicações terrenas. porém. o desequilíbrio. (13) 105 . principalmente quando se tratar de pessoas de sexo diferente. deve-se optar pela claridade. muitas vezes.) Há pessoas que procuram o sofrimento. lembremos da exortação contida no livro Missionários da Luz. Para sua tranqüilidade e para evitar mal-entendidos. se as dez oportunidades voam sem proveito para os interessados. (.

Tal qual se dá com o remédio. a ação mais ou menos intensa dos recursos magnéticos. o uso de ambos é a medida mais aconselhável. Em certos casos. A incredulidade é uma barreira a atuação dos Espíritos em nosso favor. níqueis ou outros objetos de metal para receber o passe. relógios. A necessidade do passe deve ser positivada pelo próprio doente. c) No caso de obsessão. que se toma pelo tempo em que persistir a enfermidade.Como Receber o Passe: a) Observando o merecimento diante da Justiça Divina. no entanto. sentado. depende do grau de aceitação por parte do paciente. aliança. na posição que mais lhe convier. Quando exercido sob a vibração da prece com vistas ao bem legítimo o passe pode ser utilizado por qualquer pessoa espírita ou não que abrigue a fé em seu coração. O passista deve orientar o paciente a não desprezar a medicação terrena. c) Recomenda-se não cruzar braços e pernas por causa da polaridade do nosso corpo e para não acumular energias. d) Sensações de calor. formigamento. devem percorrer livremente por todo o corpo. e) Não há necessidade de tirar os sapatos. Trata-se de estados passageiros. que terminam com o passe. Não são os objetos que portamos que causam inconvenientes. Quando Receber o Passe: a) Quando temos evidente necessidade e enquanto essa perdurar. o passe pode promover o afastamento temporário do obsessor para que o encarnado receba auxílio mais eficiente. transpiração excessiva e tonteira podem verificar-se durante o passe. frio. pois os fluídos como o sangue. que a 106 . reservando o passe para o momento mais indicado. Lembremos. mas nossa atitude com relação à vida. b) Durante o passe o paciente deve conserva-se sereno. f) Tanto o paciente quanto o passista devem buscar a conexão com o Plano Divino. de pé ou deitado. b) O passe deve ser utilizado com critério e responsabilidade. pelo passista ou pela Espiritualidade quando se manifesta a respeito.

Como recurso da Casa Espírita o PASSE pode ser utilizado sem restrições e como complemento para as outras frentes ligadas ao ATENDIMENTO ESPIRITUAL.  Sustenta os sentidos. Digestão e absorção dos alimentos densos ou menos densos. idéias e ações. Estímulos criadores com vistas ao trabalho. A seguir oferecemos um quadro ilustrativo sobre os Centros Vitais e.7 – Conclusão Para concluir este trabalho.solução definitiva do processo reside no esclarecimento evangélico-doutrinário dos envolvidos. Dele parte a corrente de energia vital com ação sobre a matéria mental e transmite aos demais centros os reflexos de nossos sentimentos. à associação e à realização entre as almas. ao final.  Circulação Atividade do sistema hemático dentro das variações do meio e volume sanguíneo. gostaríamos de frisar que o passista deve.  Fonação.  Marca a atividade das glândulas endócrinas  Administra o sistema nervoso  Respiração.  Emotividade. 7. Assimila os estímulos do Plano Superior. Influência decisiva sobre os demais. transcrevemos as mensagens “O PASSE” e “CURA PRÓPRIA” de Emmanuel. CENTROS VITAIS: 1º CORONÁRIO Ponto de integração entre as forças do espírito e as forças fisiopssicossomáticas. com Jesus. Modelagem de novas formas entre os homens. como um ósculo divino a orientar nossos propósitos. sempre que houver oportunidade. oferecer ao paciente meios para que ele encontre o caminho de sua recuperação. 2º CEREBRAL 3º LARÍNGEO 4º CARDÍACO 5º ESPLÊNICO 6º GÁSTRICO 7º GENÉSICO 107 .

108 .

tão-só porque os teus caprichos e melindres pessoais estejam feridos. 109 . importa considerar que. porque. gastos de forças e não deves provocar o dispêndio de energias do Alto com infantilidade e ninharias. em favor da nossa própria tranqüilidade. humilha-te conservando a receptividade edificante. o passe é transfusão de energias físio-psíquicas. dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu benefício. “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos reconfortantes. de conformidade com as letras sagradas. desculpa as ofensas de criaturas que te não compreendem. o coração e o cérebro. Não abuses. Se necessitas de semelhante intervenção recolhe-te à boa vontade. O mal é sempre a ignorância. Na esfera da prece e do amor um amigo se converte no instrumento da Infinita Bondade para que recebas remédio e assistência. retifica o teu caminho. enganos e excessos. recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições. purifica o sentimento e o raciocínio. centraliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino. também. Esquece os males que te apoquentam. considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós todos. guardar as vantagens do passe que. sobretudo daqueles que te auxiliam. em substância. a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imperfeições. é ato sublime de fraternidade cristã. Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo com esforço da limpeza interna. pois. Se a moléstia. as tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes. (Mateus. no serviço do passe. Não tomes o lugar do verdadeiro necessitado. No clima da prova e da angústia és portador da necessidade e do sofrimento. operação de boa vontade. Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro. e a ignorância reclama perdão e auxílio para que se desfaça. 8:17) Meu amigo.O Passe “Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e entendimento para com todos os que te cercam. inflama o teu coração na confiança positiva e. O passe exprime. Se pretendes.

no entanto. livra o fígado dos excessos em que te comprazes. Remove os perigos da uremia. mas educa teus apetites a mesa. não o sobrecarregues com os resíduos de prazeres inferiores. retifica o teu modo de registrar as vozes e solicitações variadas que te procuram. entretanto. cuida de reajustar as emoções e tendências. reparando. aprende a guardar a mente no idealismo superior e nos atos nobres. Guerreia a hepatite.A CURA PRÓPRIA “Pregando o Evangelho do Reino e curando todas as enfermidades”. não sufoques os rins com venenos de taças brilhantes. Defende-te contra a surdez. Desloca o reumatismo dos membros. contudo. 9:35) Cura a catarata e a conjuntivite. Combate a neurastenia e o esgotamento. Persegue a gastralgia. contudo. todavia. mas não esqueças a pregação do Reino Divino aos teus órgãos. Melhora as condições do sangue. não entregues o coração à impulsividade arrasadora. entretanto. o que fazes com teus pés. mas corrige a visão espiritual de teus olhos. eles são vivos e educáveis. a intervenção dos remédios humanos não passará de medida em trânsito para a inutilidade. Sana os desacertos cerebrais que te ameaçam. Consagra-te à própria cura. Medica a arritmia e a dispnéia. Sem que teu pensamento purifique e sem que a tua vontade comande o barco do organismo para o bem. (14) Emmanuel 110 . todavia. (Mateus. braços e mãos. porém.

Ed. Tradução Guillon Ribeiro da 5ª edição francesa. Rio de Janeiro: FEB. (05) CAMPETTI SOBRINHO. Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito de André Luiz. Edição Especial. Rio de Janeiro: FEB. Allan. 1994. sua prática. Rio de Janeiro: FEB. 2004. 51 e 131.7. Allan.. VIEIRA. Francisco Cândido. Ditado pelo Espírito de André Luiz. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: Federação Espírita Brasileira . (03) KARDEC. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 6ª Edição de Bolso. Ditado pelo Espírito de André Luiz. O que é o Espiritismo. Rio de Janeiro: FEB. O Passe Espírita. Ed. 20ª ed. 3ª ed. et al. suas técnicas. O Livro dos Espíritos.mariadolores.htm .. Rio de Janeiro: FEB. Matão São Paulo: O Clarim. 1994. Segue-me. 1993. 3ª Edição.org.br/passes. Tradução Evandro Noleto Bezerra. Rio de Janeiro: FEB. Rio de Janeiro: FEB. 52ª Edição. 111 . (12) DENIS. 1992. 21ª ed. Rio de Janeiro: FEB. 2002 XAVIER. Tradução Guillon Ribeiro. Allan. 2005. Pelo Espírito de Emmanuel. (14) XAVIER. 2005. Jacob. 2003. Waldo. Mecanismos da Mediunidade. VIEIRA. Allan. Pensamento e Vida.. (06) Material Didático do Grupo Espírita Maria Dolores. Rio de Janeiro: FEB.dia 16/06/2008. Francisco Cândido.8 – Referências Bibliográficas (01) KARDEC. No Invisível. 22ª ed. 18ª ed. 8ª. Francisco Cândido. Geraldo (Coordenador). Waldo. 2006 (04) KARDEC. Rio de Janeiro: FEB. 1994. (08) XAVIER. A Gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. 20ª ed. Francisco Cândido. Allan. Rio de Janeiro: FEB. 14ª. 2001. KARDEC. Evolução em dois mundos. (09) XAVIER. Rio de Janeiro: FEB. Leon. (02) MELO. Luiz Carlos de M. 1996. 1999. Ditado pelo Espírito de André Luiz. O Espiritismo de A a Z: glossário. Rio de Janeiro: FEB. O Livro dos Médiuns. 1981 (13) XAVIER. (07) XAVIER. O Passe: seu estudo. (11) XAVIER. Francisco Cândido. 9ª ed. Missionários da Luz. KARDEC. Ditado pelo Espírito de André Luiz. São Paulo. No Mundo Maior. 35ª ed. Pelo Espírito de Emmanuel. Nos Domínios da Mediunidade. 1987. 15ª ed. pág. Francisco Cândido. (10) GURGEL.FEB. consulta efetuada no site www.

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