Direito penitenciário é muito recente Prisões nunca tiveram grande atenção por parte dos estudiosos até ao séc

. XVIII. Direitos e deveres dos reclusos não recebiam atenção dos teóricos nem do poder. A situação altera -se por força da formação da sociedade, que por acções caritativas preocupavam-se com os presos. Isto surge na América. América Séc. XVIII ± procurou-se a melhor forma de ajudar estas pessoas. Preocupação pela regeneração do individuo. A sociedade ainda deve investir nesta pessoa para a recuperar e integrar. É desta ideia que surge o direito penitenciário. A preocupação pela penitência do individuo. Com as condições para que o penitenciado pense nas suas faltas e pecados.

Até 1820 não há reflexões sobre a recuperação dos reclusos. Mas com as cortes constituintes começa a haver em 1820. Art. 208º - CRP 1822: y Cadeias limpas e arejadas y Separação dos presos (jovens v.s. adultos; pequenos delitos v.s. grandes delitos) CEJ ± antigamente era uma prisão. Havia uma especial contemplação pelos não condenados ± os que estão em prisão preventiva. Legislador de 1820 não escolhe um sistema prisional mas já se falava na Europa e na América de dois sistemas (foram primeiro experimentados na América)

1º Sistema ± Filadelfiano ± ³Cidade de Filadélfia´

isolamento celular permanente do recluso com trabalho na cela. O recluso não vê ninguém. Só contacta com Deus. Este sistema teve altas taxas de suicídio, loucura e tuberculose. Não servia os bons propósitos dos presos.

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2º Sistema - Então em Auburm (Estado de Nova Iorque) tentou-se uma nova experiência:

isolamento celular nocturno, com trabalho comum diurno ± no entanto não podiam falar. A conversa era severamente punida em termos disciplinares. Usavam um capuz. Consequência ± taxas menos altas de loucura, suicídio e tuberculose. Sistema que se espalha por toda a América e também pela Europa. Começa a haver o voto dos congressos internacionais. As pessoas que saíam antes do termo da pena ± liberdade condicional, porque era provisória tinha consequências muito benéficas. Saíam porque davam garantias que tudo ia correr bem e que se iam integrar na sociedade. Século XIX ± legislador devia legislar sobre a liberdade condicional.

Sistema Irlandês ou Progressivo (3º sistema) :

divisão da execução da pena em 3 ou 4 fases. Só passa da 1ª fase para outra se merecer: 1. Isolamento celular continuo 2.Isolamento celular nocturno com trabalho comum diurno 3. Enviado par uma das colónias O preso ainda ia trabalhar coercivamente em muitos trabalhos públicos. O nosso direito prisional passou por todas estas fases Portugal foi o primeiro país do mundo a abolir a pena de morte para crimes civis. Para os crimes políticos foram os franceses. Somos um exemplo para o resto do mundo ± grande grau de civilização.

O mesmo legislador também em 1867 aprova a introdução do sistema penitenciário de Filadélfia. Enquanto nos outros países já se falava no 3º sistema em Portugal ainda se ia aplicar o 1º. Em 1885 é construído o estabelecimento prisional de Lisboa que demorou 18 anos a construir. É só neste ano que se introduz o sistema Filadelfiano.

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A pena de morte segundo um estudo realizado pelo Prof. Braga da Cruz acabou em Abril 1846 (data da ultima execução ± em Lagos). Última execução por crime civil. Ao crime político ± foi abolida em 1833, foi este o ultimo caso de execução.

Estatuto do recluso é implicado nas restrições ao direito das pessoas. O que mexe com o direito da livre comunicação e expressão.
Silvestre Pinheiro Ferreira ± escreve sobre as prisões.

Este homem é o marco fundamental da construção jurídica portuguesa do séc. XIX. Influencia o direito penitenciário. Três tipos de delinquentes: y Incorrigíveis y Perversos mas corrigível y Perverso mas não corrigível ou mau Incorrigível ± vai a tribunal e depois de se achar a sua culpa, é criado um juiz de visita que vai determinar a pena. Faz um crime. Separação entre o juiz de decisão da culpa e o juiz de determinação da pena. Perverso mas corrigível ± comete um delito e era julgado nos mesmos termos. Tinha um juiz de decisão da culpa e um juiz de determinação da pena. Perverso não corrigível ± Contravenção. Aqui só havia juiz da culpa Presos preventivos ± isolamento celular continuo na cela.
Condenados por crime e delito p regime trifásico : 1. Isolamento celular com trabalho obrigatório 2. Trabalho passa a ser em comum, deixa de ser na cela. Degredo para outra província ± espécie de liberdade condicional mas com cautela mandam-no para longe.

Se se provar e verificar que está emendado depois pode voltar para a sua terra de origem.
Vadios/mendigos ± comportamentos sociais que eram punidos. Deviam ser internados, mas excluídos de todos os outros, com isolamento celular e trabalho obrigatório.

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Estas eram as ideias de Silvestre Pinheiro Ferreira ± ideias estas da década de 30 do século XIX. Está na vanguarda dos siste mas progressivos que se iriam aplicar mais tarde, consoante as possibilidades do Estado Português.

1 de Julho de 1867 ± Portugal abole a pena de morte para crimes civis.

1 de Julho de 1867 ± Motivo de glória para cada português. ³Somos um exemplo para o resto do mundo´. Vítor Hugo ± Elogia Portugal num dos seus textos. Portugal foi o primeiro a mostrar outros caminhos do mundo e agora ainda mais importante mostra o valor sagrado da vida humana. 1839 ± Xabregas ± estabelecimento prisional para adultos com mais de 2 anos de prisão. Mas os internados estavam interditos de falarem, comunicarem. Isto para não haver instruções de como efectuar os crimes uns pelos outros. A regra é a do silêncio.
1843 ± 16 Janeiro ± 1º regulamento das cadeias civis. Até então cada cadeia vivia de acordo com a direcção responsável ± era o arbítrio. Não havia regras a única limitação que havia era os presidentes dos tribunais da relação irem visitar os presos e ouvirem as suas reclamações. Mas as visitas eram muito irregulares e breves.

Primeiro decreto que estabelece regras para as prisões já existentes ± regras profissionais para os carcereiros, varredores, juiz (que era um preso intermediário entre os presos«era o mais violento pa ra haver um certo respeito entre eles, mas é complicado pois ganhava com os outros presos extorquindo lhes dinheiro). Não havia isolamento nem silêncio. As pessoas contaminavam -se umas às outras. Presos por crimes contra o património estavam ao lado de presos por crimes contra as pessoas.
1843 ± Primeiro modelo em que se regula a vida nas cadeias portuguesas. Não há neste regulamento a intenção de introduzir um sistemas, há só uma primeira tentativa de limitar o arbítrio entre as pessoas mais poderosas da cadeia.

1867 ± Sistema Filadelfiano Isolamento continuo e quando saíam era com capuz e sem poderem falar, isto para não comunicarem os seus feitos e também para não se identificarem uns aos outros quando saíssem cá para fora.

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Muitos jovens não conseguiram ir para os estabelecimentos de jovens delinquentes e então o legislador tomou a iniciativa de abrir uma colónia agrícola em Vila Fernando no Alentejo . Menores de 128 anos com pena correccional até 3 anos. Iam para as colónias ultramarinas. mas sim misto. Também jovens incapazes. Legislador introduz novo sistema de penas. Regulamento de 1901 ± Proíbe o internamento de jovens até aos 18 anos. e jovens vadios e abandonados e postos à disposição do governo. Permite também todos os jovens com penas correccionais. 20 de Novembro de 1884 ± Regulamento da prisão de Lisboa. 1871 ± 1º diploma que introduz a liberdade condicional . Sobretudo vadios. O seu âmbito não era só agrícola mas também com outros tipos de trabalhos manuais. Prof. mas fracassou-se e não resultou porque as pessoas não estavam motivadas. Foi votada esta colónia em 1880 mas só foi aberta em 1895 e iam para lá os jovens entre os 10 a 16 anos. Código Penal de 1852 ± nesta época aplicava-se o sistema filadelfiano mas no fim era a pena de degredo para África. isto é não era um sistema filadelfiano puro. Pensou-se criar nesta época três estabelecimentos prisionais ± dois em Lisboa e um no Porto mas como não havia dinheiro só se fez um em Lisboa. A ideia é a de vida em comum mas com trabalho obrigatório. isto na tentativa por parte do legislador de criar colónias penais (1869). 5 . Dr. Os criminosos se tivessem lugar na prisão cumpriam aí a 1ª parte da pena e depois iam para o degredo na parte final. que era um crime na época. aboliu pena de morte e os trabalhos públicos forçados. primeiro do que em muitos países da Europa.Este sistema implica uma grande alteração de penas. Qualquer condenado menor até 14 anos. o actual estabelecimento prisional de Lisboa que recebeu os primeiros presos a 15 de Janeiro de 1885. Augusto Barjona de Freitas. Menores de 18 anos com prisão preventiva. Foi introduzida em Portugal. Primeiro estabelecimento prisional para jovens delinquentes surge em Portugal em 1871 .

1903 Mónicas /Caxias (1903) menores delinquentes 1871 R. 1901 1901 Porto 1902 Mónicas 1903 Vila Fernando (vadios e mendigos) 1880 Concretizado 1895 R. Era uma espécie de liberdade condicional. y Não viviam no depósito porque havia quem pagasse a fiança para eles viverem noutro lugar. Cond.Em 1879 criam-se nas colónias os estabelecimentos militares. Várias opções: y O preso era sustentado pelo depósito militar e trabalhava para ele. Foi aqui que foi introduzido o sistema de Auburn. 1893 R. Situação definida por uma comissão constituída por diversas personalidades. Este sistema foi regulamentado a 27 Dezembro de 1881. 1907 Ultramar CP/DM Militares ± 1895 A intenção era cobrir o país com 3 cadeias mas por falta de dinheiro só se criou a de Lisboa ± situação dupla: Presos que entram em Lisboa e presos que não entram. É este o sistema penitenciário que temos até 1910. Cadeias comarcãs Lisboa/Porto 1843 1872 Penitenciária Lisboa 1867 Reg. 1884 Concretizado 1885 Lib. Entre os militares foi criado em 1895 o primeiro estabelecimento penitenciário sobre o regime de internamento celular nocturno mas com trabalho comum diurno. 6 . Mas tinha que haver quem se responsabilizasse pelo seu comportamento. Sistema de Auburn mas só para militares . y Vivia no depósito mas não era sustentado por ele e portanto não era obrigado a trabalhar para ele. Este estabelecimento foi em Santarém.

Visitas internas 3 vezes por semana (objectivo ± fortalecimento do seu carácter) Visitas externas (família) ao Domingo de 15 em 15 dias. Trabalho diário de 10 horas e descanso de 8 no máximo ± havia excepções.. 159º . escrever ou receber cartas sem ter sido vistas pelo director. Quando não cabia 2 penas alternativas: celular ou se não houvesse espaço. Art. aplica se a pena de prisão maior celular por 6 anos seguida de ena de degredo por 10 anos ± DL 1867. Aos antigos crimes em que o degredo era perpétuo ± pena celular por 4 anos e degredo por 8. 7 . Por isso não trabalhavam ou iam à escola. Presos devem guardar entre si a distância de 5 a 6 passos. Quem tem pena disciplinar não pode. Presos não podia. Se o indivíduo cometer algum crime durante a liberdade condicional . Visitas eram um prémio de bom comportamento e não um direito do recluso. O preso podia vir de qualquer parte do país. y y y y y y y y y Separação dos presos na cela. Quando o individuo se mostrar corrigido. isto para quem mercê porque era um prémio. Depois de 1885 temos um sistema duplo ± prisão celular + degredo. Quem estiver sob pena disciplinar não pode. esta era revogada pelo Ministro.Presos não se podem ver ou falar. Ao início o preso ficava fechado para reflectir e era vigiado/visitado pelo director que analisava a influência que poderia exercer sobre os outros presos. prisão com degredo. Muito poucas foram concedidas até à república. Em 1903 é revisto o regulamento penitenciário de Lisboa este regulamento é de 1884. Este regime verificou-se a partir de 1885 (concretizado) embora estivesse pensado desde 1867. isto enquanto tivermos colónias (vai iniciar-se em Portugal a prisão de Alcoentre que vai substituir o degredo).decidiam propor ao Governo que os presos masculinos com pena transitada em julgado. 1893 ± Surge primeira lei que consagra a liberdade condicional Aos 2/3 da pena com autorização do Ministro da Justiça. Em 1867 para todos os casos em que estava prevista a pena de morte.

Criou-se um estabelecimento para as meninas em 1903 e estas ficaram nas Mónicas e os rapazes passaram para Caxias. trabalho que faz e tipo de crime que cometeu. Para os vadios e mendigos é em Vila Fernando ± concretizado em 1885 e revisto em 1901. surdas. y O«. As listas podiam ser feitas a qualquer dia mas tinha de haver autorização do Director. Outro exemplo são os idosos. y fumar durante o passeio: y aumento da taxa de salário. Pessoas cegas. y Divisão dos colonos tendo em conta a sua idade. com a proibição de visitas e passeios. sua procedência. 1901 ± Abriu-se a colónia Vila Fernando a qualquer menor considerado criminoso. y proposta de perdão ou redução da pena ± não se refere à liberdade condicional. Era como um castigo para os menores. Sanções / penas disciplinares: y Privação de leitura e visitas y Posto em celas isoladas ou escuras y Alimentação a pão e água durante 8 dias Em 1903 restringe-se o âmbito de aplicação do sistema filadelfiano. Porque era um sistema com graves consequências físicas. Depósitos militares ± 3 regimes: y Sustentados pelo depósito trabalhavam nele y Dormiam no depósito mas não trabalhavam lá 8 . Vila Fernando: y Primeiros 8 dias separados dos outros. Jovens internados nas Mónicas em 1871 e revisto em 1901. Ficavam inscritos na lista dos castigados.Recompensas: y permissão de maior nº de visitas. visitado só pelo director e professores. mudas e com restritas capacidades físicas.

A nossa relegação não era obrigatória (em França era) e os nossos vadios dispunham de uma audiência contraditória na colónia para provar que já estava curado e que já não causava perigo para a sociedade se isso fosse provado podia sair da terra do degredo. Por ex. Sistema prisional militar ± por deficiência de construção aplica-se o sistema de Auburm ± Santarém 1895. mas de qualquer maneira tinham de passar por lá.y Não dormiam nem trabalhavam lá. Medidas de Segurança Nasceram em Portugal a 21 Abril 1892 (lei) ± medidas de segurança para reincidentes e vadios. A pessoa depois de condenada era posta à disposição do Governo . Quando chegavam às colónias iam para os depósitos (ficavam com os condenados a pena de degredo que já vimos anteriormente) 3 Abril de 1896 ± alarga-se esta medida a vadios. Ex: 2 anos pena correccional (Limoeiro) depois era posta à disposição do Governo para ser relegado (por tempo indeterminado) para as colónias ± esta parte era a medida de segurança. etc. Hoje em dia já não é militar. mas sim de forças de segurança ± ex sargentos. 1 vez semana. Quem tinha esta última fase porque já tinha passado pelas outras duas e tinham que ser afiançados por alguém da comunidade que se responsabilizava por ele. A medida de segurança é a relegação. policias. mendigos e rufiões (viviam da prostituição) Pena correccional + relegação por tempo indeterminado. 9 . trabalho em comum mas em silêncio. Tínhamos um sistema dualista: para um imputável temos uma pena e uma medida de segurança.

1910 ± Republicanos toma o poder e têm várias ideias: y y 10 Outubro 1910 ± acabam-se todas as penas e medidas de segurança perpétuas. mas que foi logo revogada após o regicídio. 10 . rufiões (20 Julho 1912) e reincidentes. y y Instabilidade politica ± o legislador de 1912 para mendigos. mandavam-nos para Timor ou Moçambique porque era o que estava mais longe. mendigos e rufiões são condenados a partir de 1910 na mesma pena de prisão correccional mas depois com relegação de 3 a 5 anos. Foi a fase mais extrema da luta politica. que abriu em 1915 . Sintra funcionou muito bem. Não era relegado para o Ultramar e eram internados cá ± na colónia agrícola ou casa correccional de trabalho. mas há uma diferença ± é que os primeiros podiam voltar para a metrópole com a audiência contraditória em que se provava a inexistência de perigo para a sociedade. Aboliram-se as medidas de segurança para anarquistas. estes últimos só com a autorização do Governo. Estas medidas de segurança deram azo a vários abusos.3ª Medida de segurança. o que se verificava quanto muito que em regra nunca mais voltavam 3 Abril 1986 ± verdadeiras medidas de segurança para inimputáveis ± internamento hospital indeterminado. vadios. vadios. além da pena correccional estabelece -se uma medida de segurança ± internamento até 6 anos. Para variar não havia dinheiro e só se criou a colónia agrícola . também em 1896 para anarquistas (motivos políticos) ± prisão correccional +relegação por tempo indeterminado. não em Viseu mas em Sintra. tal como Vila Fernando para os vadios menores. Medidas de segurança passam a ser determinadas. mandavam-nos para hospitais comuns ± depósitos desses hospitais. Os reincidentes. É onde é o actual estabelecimento prisional de Sintra. Nas vésperas do regicídio ± João Franco tentou criar uma medida de segurança que tinha de ser instaurada pelo Governo. Mas como não havia dinheiro para construir hospitais. Não se aplicou. Era para indivíduos politicamente inconvenientes (até deputados) ± relegação administrativa ou governamental.

Crimes menores 16 anos penas detenção em reformatórios ou casas de correcção. Delinquentes por crimes políticos. mas não foi isso que aconteceu. Até 1926 com a revo lução para o regime ditatorial. Há conhecimento de um só caso (soldado na Flandres) soldado fugiu à batalha e foi logo condenado. Reintroduz-se nesta data o sistema dualista para sujeitos com crimes de bombas. Excepção a esta regra criada em 1916 e perdura até 1976. ficou estabelecimento prisional para condenados a prisão maior .Era para funcionar como casa correccional. y 24 Abril 1912 ± para o Porto y 1925 ± Para toda a metrópole Competência dos tribunais: Crimes cometidos por maiores de 9 anos aplicando -lhes penas de detenção com intervalo em reformatórios. 11 . Eram condenados com pena correspondente ao crime e depois a medida de segurança que era estarem à disposição do governo e que era a deportação até 10 anos ± medida de segurança com tempo indeterminado. Previa-se também a liberdade condicional para os menores que estavam em reformatórios ou casas correccionais ± Lei criada pelo Padre António de Oliveira O legislador criou uma medida de segurança acompanhada de pena para bombistas em 1920. 4ª Grande reforma ± abolição da pena de morte para todos os crimes militares ± Decreto 16 Março de 1911. Menores de 9 anos eram considerados inimputáveis ± não eram julgados. Permitida a pen a de morte a militar que trai no campo de batalha (crime de desobediência e traição) era julgado no próprio campo. Terceira grande ideia dos republicanos : Alteração do sistema penitenciário filadelfiano para o sistema Auburn ± 29 Janeiro 1913 Ordem dada pessoalmente por Afonso Costa (Conselho de Ministros) manda retirar os capuzes. 5ª Grande Reforma ± 27 Maio 19111 ± criação de tribunais para menores ± já existia nos EUA ± primeiro só em Lisboa.

Sistema prisional ± 1867 -1910 y Adultos y Jovens y Militares Sistema de medidas de segurança ± 1892 ± 1910 Isto eram sanções punitivas.Pedro) 12 . Com a nova reforma judiciária 1836 ± art. 1867 ± Primeira lei sobre a organização da policia civil ± DL 14/12/1867 Detenções para averiguações que até 1945 é o terror para todos os arguidos portugueses. Detenção para averiguações ± policia detém sem ordem judicial para fazer meras investigações. 69/136/138 ± previa-se 8 dias para formar a culpa. Preso preventivo ± o juiz tinha 15 dias para formar culpa. Esta prática foi reconhecida com este DL porque também já tinha sido praticada anteriormente. 1832 ± 15 Dias ± 15 dias sem culpa formada por um juiz (D. podia resultar até de prisão preventiva ou detenção policial. Sistema de prisão preventiva (judicial) ou detenção (policial) A prisão não resultava só de uma pena de prisão ou medida de segurança. Mas o diploma legal reconheci-a. Juízo de valor feito por um juiz. Mas havia excepções: y Alta traição y Furto violento y Furto mestre y Homicídio y Levantamento de fazenda alheia 1855 ± Criação da primeira pronúncia provisória ± o juiz só para cumprir o prazo fazia a primeira pronúncia provisória e depois já sem prazo fazia uma pronúncia definitiva. Isto contornava a lei.

Pessoas que foram condenadas a 3 anos mas que estiveram. Neste prazo a policia tinha que levar o arguido ao juiz e este tinha que dar a pronuncia. Regime de 1910 é igual ao de 1836. Passa a ser 8 dias contados desde a primitiva detenção. O prazo pode ser prorrogado por mais 8 dias se tiver exigido diligências (contraditórias).1836 ± 8 Dias ³´´´´ 1855 ± Pronúncia provisória ± artificio para furar os prazos 1867 ± Detenção policial (averiguação ilimitada) 28 Agosto 1893 ± João Franco (legislador) admite a detenção judicial para averiguações por período ilimitado. 10 a 15 anos porque a policia queria. 13 . Pessoas absolvidas pelo tribunal mas que a policia levou para o Tarrafal durante 5/10/15 anos. De 15 Fevereiro 1911 até 1936 ± legislador introduz detenção ministerial por período ilimitado para averiguações ± só por ordem do Ministro da Ju stiça De 1912 a 1945 ± detenção ilimitada para averiguações mas só para alguns crimes: y Armas proibidas y Associações malfeitores Ou seja: 1867 ± Todos os crimes 1912 ± Só alguns crimes 1918 ± Regime alargado de detenção policial ilimitada para averiguações ± tudo crimes políticos: y Perseguição y Rebelião y Alta traição Houve pessoas detidas durante 5/8/9 anos mas sem nunca terem sido julgadas. É Afonso Costa que o faz. Em 1910 acaba a detenção policial e a detenção judicial ilimitada. Nestes 8 dias o julgador só pode estar ocupado pelas diligências contraditórias do preso.

Quem acabou com esta detenção em 1945 foi o Prof. O tempo de detenção policial na monarquia era por um período pequeno ± 1 a 2 meses. 10 Novembro de 1927 (14/1549) ± logo após a tomada de poder pelos militares vai-se dar a primeira grande reforma do sistema prisional. na 3ª se portasse mal. mas se por ex. Para evitar custos com os transportes. podia voltar à 2ª. Este regime não vigorou para os agentes de crimes políticos. Também podiam falar nos recreios. Manuel Cavaleiro Ferreira.Decreto de 1922 era igual ao de 1918. 3º Período ± não tinha limite ± prisão celular com separação absoluta de dia e noite mas com trabalho em comum. podia ser inferior. Este regime foi ligeiramente alterado em 1932: y A 1ª fase já não está limitada a um ano. Se o agente se portasse bem podia ficar só um mês na 2ª fase. onde podiam falar. Prevê-se a construção de mais um estabelecimento prisional em Alcoentre para evitar o degredo ± devido a queixas de quem lá vivia ± uma colónia agrícola semelhante à de Sintra. A 1ª e a 2ª fase eram cumpridas em Lisboa a 3ª fase em Coimbra. y Os de Coimbra e Norte podiam fazer todas as fases em Coimbra. 1º Período ± tinha um limite mínimo de um ano ± prisão cumprida com absoluta separação celular de dia e noite. 2º Período ± não tinha limite ± prisão cumprida com absoluta separação celular de dia e noite com excepção do trabalho em comum mas em silêncio. Isto com a introdução do sistema progressivo . e os de Lisboa e Sul as 3 em Lisboa. 14 . Tarrafal passou a ser a primeira colónia do Ministério da Justiça.

1936 1979 ± Grande reforma que vigora durante todo o período do antigo regime Lei Prof. (1911 ± havia detenção por ordem do ministro da justiça também por período indeterminado sem qualquer aval judicial) Lei 15 Março 1912 ± só para determinados crimes   crimes graves de natureza politica Continuam e em 1918 ± Sidónio Pais militar presidencialista emite um decreto de ditadura feito à revelia das cortes e do parlamento. Beleza dos Santos (universidade de Coimbra) ³Detenções para averiguações´ ± detenção policial sem autorização judicial por período indeterminado para meras averiguações. recomeçando em 1912. Vigora até 1945. 1867   1ª Lei que organiza a policia civil em Portugal Dura até 1945 (termina a II GM) Em 1945 Manuel Cavaleiro Ferreira com o aval de Salaz ar termina com isto (foi ministro justiça de 1945 a 1954) Interesse estratégico e politico Durante este período (1867-1945) vigoram 3 regimes políticos em Portugal: y Monarquia y Republica y Ditadura Estas detenções foram interrompidas em 1910. 1922   Restaurar/reconfirmar todo o teor do preceito que permitia a detenção em crimes de natureza politica. Serve para crimes políticos: 1º Caso Detenção extrajudicial policial ilimitada 15 .

Sistema de governação ± mandavam os carcereiros. Penitenciário   influência religiosa (de penitencia ). Sistema penitenciário filadelfiano: Isolamento celular contínuo (noite/dia) com trabalho na cela. Isto não aconteceu só em Portugal. abaixo dele o juiz ± que era o pior dos presos e que resolvia as querelas entre os presos. XVIII Filadélfia criou uma cadeia muito diferente do que até então se verificava. Tese de doutoramento ± ³A reforma da justiça criminal em Portugal e na Europa´.Punição pela policia de pessoas que nem sequer tinham ido a julgamento 2º Caso Prolongamento da pena aplicada pelo tribunal por período ilimitado Pessoas já condenadas que a policia entendia que deviam continuar presas 3º Caso Pessoas que tinham sido absolvidas pelo tribunal. Isto estava na lei a partir de 1843. Havia outra grande cadeia ± cadeia da relação do Porto que hoje é um museu. Este sistema existia antes de ser implantado o sistema penitenciário: 16 . não comunicam uns com os outros. Forma de fazer passar o indivíduo por um período de reflexão. são particularidades de um tempo histórico   é uma situação extrajudiciária. Para que a prisão não seja uma escola do crime. Finais do Sec. como penitência pelos seus pecados. A sua característica era o isolamento contínuo com trabalho na cela. Polícia substituía-se às autoridades judiciárias. Isto contrapunha-se à regra nas prisões europeias ± presos todos juntos na cela (no Limoeiro que era a maior prisão de Lisboa até 1974) Estavam todos juntos ± novos e velhos. crimes + e ± graves. Nasceu na cidade de Filadélfia.

Qual a ideia fundamental por detrás da pena penitenciária? Inspirada por Silvestre Pinheiro Ferreira Distinguia os delinquentes: y Incorrigíveis ± julgados por um juiz de culpa. Duas penas: uma na penitenciária e outra na civil. A 1ª foi o EPL que abre em 1885 ± isolamento contínuo O plano era construir mais 3. Em 1867 arranja-se um esquema para fazer conviver simultaneamente cadeia s civis e penitenciárias. mas não havia dinheiro. Juiz de visita definia a pena (Isolamento/trabalho em comum/degredo) Perversos mas corrigíveis Não perversos y y O regime filadelfiano (capuz) é substituído em 1813 por sistema Auburniano (Da cidade Auburn no Estado de Nova York) Criou cadeia com certas particularidades: y Isolamento nocturno y Durante o dia trabalha vem em conjunto ± em silencia para não se influenciarem. Manutenção do sistema da pena dupla ± dois assentos na década de 50: 1º Corrente minoritária que defende só penas penitenciárias Só em 1979 cessa de vez.Cadeias civis ± todos juntos (perversão completa) sem preocupação com a recuperação. Na prática a partir dos assentos. Introduz as cadeias penitenciárias. Sem trabalho. 17 . senão cumpria a outra. Se houvesse lugar na penitenciária cumpria. Carcereiro p juiz p preso 1867   Abolição da pena de morte para crimes civis. Sistema da pena dupla   só se concretizou em 1885. Lisboa e Porto + cadeias comarcãs.

A seguir   sistema progressivo: 1ª Fase p isolamento celular contínuo 2ª Fase p trabalho comum com isolamento celular nocturno 3ª Fase p conversar no recreio.P. Cavaleiro Ferreira em 1954 Escala de cinco penas: (Ideia de Silvestre Pinheiro Ferreira) 18 . 1867   Cria sistema de dupla pena 1884   Acaba-se com as penas perpétuas 1885   Entra em vigência C. Em 1913 foi alargado ao âmbito civil. mas houve um erro de engenharia na concepção. Do outro penas maiores comuns (alternativas) (Isto vigora até reforma Prof. Acabou por ser: 1885 ± Lisboa 1895 ± Santarém 1901 ± Coimbra A cadeia de Santarém era para ser civil. Introduz-se o sistema Auburniano Legislador resolveu experimentar só no âmbito militar. EPL ± 6 alas ± sistema de estrela Cadeia de Coimbra ± abriu em 1901 ± 4 alas Santarém ± cadeia militar ± depois de 1998 apenas para agentes policiais Plano inicial: 1 em Lisboa.Em 1895 é implementado no 1º estabelecimento prisional militar Santa rém. 2 Porto. Restantes em 1913. 1886 vigora até 1982 (é uma reposição da lei 14 Junho 1884 De um lado penas maiores penitenciárias. As celas eram grandes.

Prisão maior celular 2 a 8 anos P. 19 .Prisão maior celular 65 anos + degredo 10 anos P. Decreto 20877 de 13 Março 1932 Em 1913 acaba o sistema filadelfiano e inicia -se o de Auburn. Alternativa ± pena fixa degredo 15 anos P. O decreto revê o sistema progressivo e prevê colónia penitenciária em Alcoentre. As penas correccionais (abaixo dos 2/3 anos de prisão) não obrigavam ao trabalho. O legislador português sentiu que havia por parte dos governantes das províncias alternativas uma aversão e m relação à pena de degredo. Alternativa ± prisão maior temporária (3 a 12 anos) ± o legislador dizia que esta obrigava ao trabalho. Separação absoluta com trabalho em silêncio 3.Pena prisão maior celular 8 anos + degredo 20 anos (não como pena autónoma mas como parte final da pena) Pena alternativa (aplicada quando não havia lugar na penitenciária) ± pena fixa degredo de 28 anos com prisão no lu gar de degredo de 8 a 10 anos fixados pelo juiz (aqui o degredo é autónomo) P. Era uma comissão nomeada pelo Governo que determinava quem ia para o EPL. Alternativa ± pena fixa degredo 20 anos P. Alternativa ± pena fixa degredo 25 anos P. Possibilidade de comunicação dos presos durante o trabalho e horas de lazer 1 e 2 ± EPL. 3 ± Coimbra Se o preso se portasse mal retrocedia à fase anterior.Prisão maior celular 8 anos + degredo 12 anos P. Em 1927 cessa o de Auburn e inicia -se o progressivo: 1. A certa altura o legislador entendeu não dever forçar sobretudo a colónia de Angola a receber as pessoas que vinham de cá. Isolamento celular total com trabalho na cela (pelo menos 1 ano) 2.Prisão maior celular 6 anos + degredo 8 anos P. Este movimento de oposição foi crescendo com episódios recambolescos.

Duas experiências anteriores com sucesso: y Sintra ± para vadios ± abriu em 1915. Degredo ± expulsão território continental para províncias ultramarinas . Decreto 26643 de 28 Maio 1936 (autoria Prof. podiam cumprir tudo no EPL ou em Coimbra.Em 1932 decide-se: y 1º Período pode ser mais curto y Já não tinham de mudar de cadeia. Prevê para uma série de crimes o desterro. Tudo isto não foi integralmente levado à prática por falta de dinheiro . y Vila Fernando para menores (antes de Sintra) A partir desta altura deixam de fazer sentido as penas alter nativas. Decreto 26539 de 23 Abril de 1936 cria a colónia penitenciária de Cabo Verde para criminosos políticos. Desterro é a expulsão de uma parte do país para outra. mas manteve-se porque a colónia de Alcoentre não tinha espaço para toda a gente. Beleza dos Santos fez parte da comissão que elaborou vários projectos para a criação de estabelecimentos prisionais. Sistema que é o reverso da liberdade condicional. e volta em força com as penas de degredo p ilha do Tarrafal. Cede também à pressão dos governantes das colónias para acabar com o degredo. Prof. (Também não o disse expressamente no decreto de 32) Em 1933 Decreto 23203 de 6 Novembro vai regulamentar/uniformizar todo o sistema de crimes políticos. Exemplo: 8 anos + 20 em Alcoentre 20 . Regime trabalho agrícola na colónia penitenciária agrícola de Alcoentre. Beleza dos Santos) ± grande reforma que vigora a até 1979 ± vivem sob este regime todos os presos militares. que a previu em Viseu mas acabou por ser Sintra. Prorrogação da pena enquanto se mantivesse a perigosidade do agente (imputáveis) ± isto após o cumprimento da pena. Criada por lei de 1912.

novo crime. Isolamento contínuo noite e dia com 30 minutos de exercício ao ar livre 2. Delinquentes habituais ± duas ou + vezes. Reforma 1936 ± Beleza dos Santos 1. Ideia fundamental ± consagrava-se o Sistema Elmira ± sempre imputável à conduta do agente. Na versão inicial quem decretava era o órgão administrativo. 2. 111º Não há prisão perpétua desde 1884. Cadeias comarcãs Indivíduos que cumpriam prisão até 3 meses. Estava na disposição do agente continuar na cadeia ou não. 110º Delinquentes indisciplinados ± Mostrem inadaptados ao regime prisional e de difícil correcção ± art. Cadeias Centrais Penas de mais de 3 meses até 2 anos de prisão Regime progressivo com período de isolamento inicial contínuo por período de 3 meses 3. 3. Depois são criados os tribunais de execução de penas em 1944 (Beleza dos Santos ± iniciativa ± Cavaleiro Ferreira concretiza Doutrina continuava a insistir (sistema Elmira ± luz verde/vermelha).Se damos liberdade condicional aos que deixam de ser perigosos. 2 critérios (no fundo reincidentes em penas prisão maior ou degredo) Delinquentes por tendência ± Maus porque têm prazer em ser maus ± art. então para os que continuam a ser perigosos deve -se continuar. Penitenciárias ± Colónias penitenciárias Penas maiores de 2 anos Regime progressivo com as mesmas 4 fases do anterior 21 . 109º reforma prisional: 1. mas havia detenções averiguações por período ilimitado e que servem instrumento combate politico e a partir de 1936 pena prisão ilimitada prorrogável de dois em dois anos. Em 1936 é cá consagrado ± grande reforma de 1936. 3 Tipos de delinquentes de difícil correcção ± art.

Proposto pelo director e decidida pelo Conselho Superior de Serviços criminais que avalia a perigosidade do arguido. Prazo mínimo é de 3 meses e se tiver cumprido 1/3 pena passa para o 3º período. 22 . 2ª fase (após os 3 meses) com assistência ou culto à escola e ao trabalho em comum com outros presos. Não podem falar entre eles. Se se portar muito mal. 3. 3º período ± vida em comum incluindo refeições e descanso em comum e que dura pelo menos 1 ano e o delinquente tem que cumprir ½ da pena para passar à 4ª fase. mas sempre em silêncio. o preso passa para a 4ª fase ± que tem como característica a concessão de cargos de confiança. senão vai para a DDC. A única diferença é a duração das fases.1. horas de alimentação e descanso não são em comum ± exactamente o mesmo regime que o anterior mas com prazo mínimo de 6 meses e cumprimento de 1/3 da pena. em que além das regras anteriores também tem vida em comum nas refeições e horas de descanso. Sé se passa de fase em fase se se portar bem. pode ser ordenada a transferência do preso para uma prisão de delinquentes de difícil correcção ± grave indisciplina e inadaptibilidade ao regime do estabelecimento. Regime isolamento continuo na 1ª fase é de 3 a 6 meses. Só se avança de uma fase para a outra se se portar bem. Tudo isto era para as cadeias comuns Cadeias especiais Prisão ± escola ± maiores de 16 anos que cumprissem pena de prisão superior a 3 meses. DDC ± Regime geral é a prorrogação ilimitada da pena (avaliada de 2 em 2 anos). Depois de um período mínimo de 6 meses nesta fase e de ter cumprido ½ da pena. 2º período ± vida prisional em comum. Pode dar -se trabalho ao preso e excepcionalmente esse trabalho pode ser em comum 2.

23 . mesmo na execução da pena podia ser decidido que o recluso iria para a prisão de delinquentes de difícil correcção. mediguice. Prisão-asilo ± para delinquentes inimputáveis mas com anomalia mental. Prisões especializadas pela condição física do recluso: y Prisões-maternidade y Prisões-sanatórios y Prisão-hospital O mesmo regime que o das prisões comuns a nível da pena. Nem era preciso esperar até aos 25 anos. O maior de idade só podia ficar na prisão -escola e. regra até aos 25 anos de idade. com pena de 3 meses a 2 anos ± prisão central. mas todos aplicados na prisão-asilo. contudo se fosse considerado indisciplinado até aos 25 anos ficava lá. ociosidade) Regime muito flexível com um fim predominantemente educativo e que era constituído por 4 secções que estavam situadas em 4 edifícios diferentes: y Secção observação y Secção confiança limitada ± isolamento com aprendizagem em comum y Secção inteira confiança y Secção meia liberdade ± ir para fora do estabelecimento para trabalhar.E para quaisquer maiores de 16 anos com ideias subvertidas (vadiagem. com possíveis alterações pelo médico. i. Regime equiparado ao das prisões comuns. 1936 ± ano em que é aprovado e entra em vigor o novo sistema penitenciário. pena superior a 3 anos ± prisão penitenciária. Mas não precisa de ser ao fim da pena. mas se continuasse indisciplinado o director propunha ao conselho que o jovem fosse para a prisão de delinquentes de difícil correcção. Tinham uma particular atenção médica. Se se portar mal e se no fim da pena ainda se mostrar perigoso dá-se uma prorrogação da pena até que um órgão da Administração o considere inofensivo.e. jogo proibido.

Penitenciárias ou colónias penitenciárias ± para crises com pena de prisão maior Na 2 e 3 ± regime progressivo: constituído por 4 fases (depende do decurso do tempo e do comportamento do indivíduo) Apenas diferem na duração das fases. Centrais ± para penas de 3 meses a 2 anos 3. Da autoria do Prof. A partir de 1936 Prisões para delinquentes de difícil correcção (na Metrópole e no Ultramar ± sendo que quem decidia onde cumpria era o Conselho Superior dos Serviços Criminais) y y y 3 Grupos: Habituais (reincidentes) Por tendência (malvadez) Indisciplinados Podem ser considerados os que estão em 2 e 3 ± o que implica a sua transferência para uma prisão deste tipo Consequência Possibilidade de prorrogação ilimitada da pena 24 . Comuns (também chamadas comarcãs) ± isolamento contínuo (isolamento permanente total . Nas peniten ciárias são mais exigentes.Este sistema influencia o direito vigente e dura até 1979. Imputáveis Especiais Prisão ± asilo Prisão ± sanatório Prisão ± escola Inimputáveis Especiais Prisão ± manicómio Colónias agrícolas Estab. Alcoólicos e drogados Prisão ± hospital Prisão ± maternidade 3 Tipos de cadeias: 1. ou Colónias Penit.diurno e nocturno) ± sistema filadelfiano 2. Beleza dos Santos Imputáveis Comuns Comuns ou comarcãs Centrais Penit.

c. Prisão-hospital p doentes Prisão-maternidade p grávidas Em todas elas se aplica o regime comum correspondente. ou seja crimes até dois anos ± regime da cadeia central. q q Medida da culpa Perigosidade Prorrogação ± era no fundo uma medida de segurança que era aplicada para além da pena de prisão. 25 . Aqui não se distingue pena e medida de segurança. mais de dois ± cadeia penitenciária. Servia para castigar a perigosidade Prisão-asilo p imputáveis com anomalia psíquica Prisão-sanatório p tuberculose e doentes graves Prisão-escola p + 16 anos Aqui pode aplicar-se directamente a prorrogação até ao limite máximo de 25 anos de idade. Há 4 fases: y Observação ± Isolamento completo para observação da personalidade y Confiança limitada ± Isolamento + aprendizagem em comum y Total confiança y Semi-liberdade ± Individuo pode vir para fora dos estabelecimento ± para trabalhar ou outros motivos Sanções: y Disciplinares y Andar para trás nas fases y Prorrogação da pena sucessivamente por períodos de 2 anos y Depois dos 25 prisão para d.d.Esta prorrogação é decidida pelo Conselho Superior dos Serviços Criminais ± que é um órgão da administração. altura em que têm de ser transferidos para uma cadeia de delinquentes de difícil correcção. É apreciada de 2 em 2 anos.

Após este período absoluta liberdade por parte do directo r na conformação do sistema (fazia avaliação da condição do individuo e modelava o sistema aplicado) Isto são ideias que estavam no papel algumas delas não chegaram à prática. os presos entravam directamente na 3ª fase do sistema progressivo vida em comum durante o dia e descanso 26 . Se for perigoso vais para o estabelecimento presos difícil correc ção.Os presos preventivos deveriam estar em prisões à parte Para os inimputáveis: Prisão-manicómiop é o médico que determina o regime a que cada um deve ser submetido Colónias agrícolas p para vadios e equiparados (mendigos. Ao fim dos 6 anos se não estiver corrigido pode ser prorrogado ainda que não seja conveniente a sua transferência. Beleza dos Santos) Estas prisões são muito mais liberais. Aos 60 anos tem de ser posto em liberdade condicional. Colónia agrícola para inimputáveis em Sintra juntamente com os imputáveis e não havia mais nada. exploradores de prostituição) ± no fundo pessoas com modo de vida incerto Internamento de 1 a 6 anos com isolamento contínuo até ao máximo de 3 meses. Estabelecimentos para alcoólicos e drogados p o regime é igual ao anterior Presos políticos (subversivos) Prisões para delinquentes políticos Colónias ultramarinas para delinquentes políticos (Todo o esquema acima é pensado pelo Prof. rufiões.

O que veio a acontecer efectivamente? 1933   DL 23203 previa colónia ultramarina (este decreto regulamenta a criminalidade politica) 1936   É criado o Tarrafal Em 24 Abril 1974 Portugal tinha 183 presos políticos. Se fossem refractários à disciplina ou elementos perniciosos para outros reclusos. (Angola é outra coisa ± colónia de degradados que fecha quando acaba a pena de degredo ± os presos são remetidos para Alcoentre) 1954   Fecha o Tarrafal para presos políticos a 1 Jan. Cavaleiro Ferreira saiu a 31 Dez 1953. o que é um nº limitado quando comparado com outros países. eram internados numa prisão para delinquentes de difícil correcção nas colónias   aplicava-se a prorrogação e passavam o resto da vida a cumprir pena. Tinham liberdade de trabalho.É mais favorável ± o preso político tem características especiais. Previa-se também que pudessem ser internados em colónias ultramarinas específicas para delinquentes políticos   ³Tarrafal´ Regime previsto na lei era melhor do que o das colónias para presos de difícil correcção no Ultramar. 27 . A portaria da autoria do Prof. Preventivos e políticos { restantes Podiam ser eles a escolher o tipo de trabalho. entravam na 3ª fase do sistema progressivo (144º reforma prisional). Tudo acima resulta da letra da lei. Todos os presos eram obrigados a trabalhar. Este podia ser de ordem intelectual. Era idêntico ao das prisões. mesmo improdutivo. 1954. A estratégia era meter medo (detenções policia para averiguações) Inicialmente era só o Tarrafal.

João Deus (cascais ± 1956) Cadeia Bié (1956) ± fica com os presos que saíam do tarrafal Este sistema só foi paulatinamente funcionando. Antes disso concentrava-se o caos total nas cadeias. Até 1936: y y y y y y y y y y y y y y y y Limoeiro /cadeia da relação do Porto / cadeias comarcãs Penitenciaria Lisboa Penitenciara Coimbra Penitenciária Santarém Penitenciária Sintra Colónia Monsanto Prisão-escola (1934-1946) Colónia Alcoentre (1932 -1944) Colónia Stª Cruz do Bispo (1936 -1946) Colónia Pinheiro Cruz (1951) Prisão mulheres (1953) Prisão politica ± Forte Peniche (1954) Cadeia central de Lisboa (1954) Prisão sanatório (Guarda ± 1955) Autonomiza-se a prisão Hospital S. 1932 ± 1933 - acaba o degredo Proíbe o uso de barcos para o Tarrafal Degredo politico (DL 23003) 28 . novos e velhos. Manuel Cavaleiro Ferreira foi ministro da justiça. 1954 a 1974   Peniche para delinquentes políticos 1956 a 1974   Bié para os delinquentes de difícil correcção que estavam no Tarrafal. só 10 anos depois é que foram construídas as cadeias que permitiam o próprio funcionamento do sistema progressivo.Os delinquentes de difícil correcção continuaram até ser aberta a prisão do Bié em 1956 ± Angola. Após a reforma ser aprovada (1936). Todas as prisões abrem quando o Prof. pequenos com grandes criminosos.

Instituição de um sistema de privilégios. em 1984. a DGSP emitiu 1 decreto desobrigando os directores das penitenciárias de criarem planos individualizados para a execução da pena de cada recluso (motivo ± sobrelotação das cadeias) Isto é claramente ilegal ± art. com vista ao bom comportamento ± autopromotor do próprio restabelecimento do equilíbrio interno do individuo. 6 anos + 3 anos com degredo ± o degredo é proibido ± 3 anos -1/3 = 2 anos ± 6+2 = 8 anos na penitenciária (os que não cabiam cumpriam no Limoeiro ou nas comarcãs) Só em 1944 abre em Alcoentre. y Princípio da progressividade 29 . de participar no seu próprio trabalho.1936 - Degredo politico ± 1933 Degredo penitenciário = DDC Excepção à proibição de degredo. Sistema mais individualizador ± 1955 ± Nações Unidas. 8º/9º DL 79. Mas como não existe um trabalho efectivamente nada disto existe na vida prática. y Princípio da autopromoção O trabalho do condenado deve suscitar do próprio condenado a vontade de se reintegrar. y y y y Princípio da igualdade Princípio da não separação Princípio da inclusão Princípio da ressociaização (execução personalizada da pena) Em Portugal. em 1987 Conselho da Europa (a versão europeia é mais rigorosa do que a das NU). Cavaleiro Ferreira (1944-1954) O que acontecia? Ex. Ideia de comparticipação do recluso no seu próp rio trabalho. Legislador ³o degredo é cumprido como parte de pena maior ´ Hoje a pena de prisão aplicada resulta em muito da reforma do Prof.

o individuo deve ser recolocado na sociedade de forma suave e não abruptamente ± com saídas precárias. Quando seja permitido as mães ficarem com os filhos devem ser criados berçários com pessoal especializado. As instalações sanitárias devem ser individu ais de forma acessível a qualquer recluso. faseada. Em Portugal as crianças podem ficar com as mães até aos 3 anos. Monsanto tem 12 pessoas para uma sala. 3. Na formulação europeia da recomendação de 87. ventilação. Admite-se que haja dormitórios que devem ter menos exigências mínimas fixadas por critérios médicos ± higiene. devendo prever-se estabelecimentos fechados e abertos (princípio da ressocialização ± estabelecimento aberto com condições de segurança menos apertadas) 3. Condições para assistência a mulheres grávidas O parto deve ser efectuado fora do estabelecimento prisional (para descontrair a grávida) num hospital civil. Em Portugal o sistema prisional para mulher grávida até é atencioso. deve haver condições para o individuo trabalhar e para ler ± deve haver janelas que forneçam luz natural. a qualquer hora do dia e permitir a satisfação das necessidades fisiológicas sozinho. Os estabelecimentos prisionais não têm todos a mesma segurança. etc. 2. aquecimento. Exigências relativamente aos estabelecimentos prisionais: Estabelecimentos prisionais comuns: 1. O banho deve ser acessível pelo menos uma vez por semana em clima temperado e a temperaturas aceitáveis. 4. O recluso tem direito a uma cama individual e um quarto (ideia de isolamento celular nocturno) Ex. 30 . 5. 2. liberdade condicional.A cessação da execução da pena deve ser +progressiva. Estabelecimentos para mulheres: 1.

469 ± Irene Barreta. Será que se previam prisões privadas? Só relativamente a determinados serviços. Hudoc ± Acórdão Magadan Convenção Europeia dos Direitos do Homem ± anotada ± pag. ou em secções isoladas de estabelecimentos prisionais comuns. vestuário. ou os próprios guardas podem ser funcionários particulares ± Ex. França ± Vichy. deve a ordem e a segurança ser mantida pelo Estado. com remuneração adequada à natureza arriscada do seu trabalho. Neste sistema. Devem estar em estabelecimentos isolados. 31 .Estabelecimentos prisionais para doentes mentais: 1. É diferente entender-se uma entidade particular à frente de um estabelecimento prisional a que o Estado está a pagar um valor à hora ou ao dia por recluso. Mas a segurança e os guardas são funcionários públicos ± o poder disciplinar está nas mãos do Estado. com formação geral e especial para a carreira de forma adequada. Devem cumprir pena em estabelecimentos prisionais próprios Estabelecimentos para presos preventivos: 1. EPL Coimbra. Também só se permite a concessão de serviços ex: lavandaria. alimentação. com segurança no emprego. como por exemplo na alimentação ± Ex. Novo paradigma penitenciário y Princípios y Estabelecimento prisional y Funcionários Funcionários Deve ser um funcionário público a tempo inteiro.

A liberdade condicional era revogada obrigatoriamente quando: y Condenado por novo crime doloso (qualquer um ± inclusive pena de multa) Em 1956 Beleza dos Santos critica isto e atenua por decreto. Podia durar 2 a 5 anos. 32 . Beleza dos Santos Os presos há mais de 6 meses podem dela beneficiar se estiverem na 4ª fase da pena (último período) ou quando tiverem cumprido metade da pena (para asas que não estão divididas em fases). Se cometesse infracção de especial censura podia voltar para a cadeia. Concedida só pelo Ministro da Justiça sob proposta do director do estabelecimento prisional. Art. A liberdade condicional é em regra acompanhada de deveres. As próprias pessoas fugiam dela. Liberdade condicional sofreu grande alteração na reforma de 1936 ± Prof. Aplicava-se muito pouco.Liberdade Condicional 1936 ± Quais os estabelecimentos prisionais criados? Nunca se chegou a criar estabelecimentos prisionais para inimputáveis. O Prof. Todas as prisões que foram criadas nesta altura ainda hoje estão abertas. 395 ± se findo o prazo não merecerem confiança ± prorrogação por períodos de dois anos ± desde que não exceda o total de 10. Cavaleiro Ferreira admite isto. Art. A prorrogação tem a mesma natureza de uma mediada de segurança p ia para além da culpa dele. Na tese: Delinquentes políticos podiam pedir liberdade condicional Mas a proposta do director era submetida a visto prévio do Ministro da Justiça. 398º .

hoje em dia vinculam) O nosso sistema prisional passa a ser alvo de criticas internacionalmente. Em 1979 altera-se este regime 1961 ± Ano inicio guerra colonial ± vai haver alterações Só volta a haver em 1972 Regime internacional Ainda hoje estão em vigor e se aplicam Instituído no Regulamento de 31 de Agosto 1965 ± Nações Unidas (na altura não vinculavam Portugal mas ficava bem respeitar. Dependem das condições de cada país: y Financeiras. Se não for observada não devem ficar dois reclusos (deve ser 3 ou +)). 1ª Regra ± Princípio da Igualdade ± não há discriminação 2ª Regra ± Reclusos devem ser separados em função do sexo. y Sociais. condenados para o outro) 3ª Regra ± Regime isolamento nocturno Só excepcionalmente por motivos lotação pode nã o ser observada. o tempo que tinha estado em liberdade condicional não era computado para efeitos do cumprimento de pena. Durante a noite devem ser sujeitos a vigilância regular. Estas regras são um conjunto de princípios de boa prática penitenciária ± não é um código de sistema penitenciário. etc. 33 . idade. A selecção deve ser cuidada e reconhecidos como capazes. antecedentes penais. presidido pelo Ministro da Justiça Se concedida antes do fim da pena e fosse revogada.Causa facultativa: y Se não tiver boa conduta ou não cumprir alguma das obrigações Que revogava era o Conselho Superior de Serviços Criminais. razões detenção e tratamento a aplicar (preventivos para um lado. sobretudo no que diz respeito aos presos políticos.

bolsainvest.. pt Médico y Qualificado e habitar no estabelecimento ou nas imediações.0-0.%3fhttp://www.Texto NU Director Estabelecimento Prisional y Recomendação 87/3 CE y y Deve exercer funções a tempo inteiro Habitar perto ou dentro do estabeleci mento Nos estabeleci mentos mistos e femininos deve ser uma mulher (nem sequer pode entrar nenhum funcionári o masculino desacomp anhado de uma mulher.1468|60.5782732. mentais.5291 503.h=v2|308e|0|0|%2a|t. contagiosas) ou deficiências Preso doente ou punido com y Idem y Frequência que impõem as normas 34 . y y Dev e exer cer funç ões a tem po intei ro Dev e esta r disp onív el e cont actá vel em qual quer mo men to http://ad.net/click. nos pequenos estabelecimentos basta que visite diariamente (legislador nacional tem de distinguir quais são os grandes e os pequenos) y Deve estar contactável permanentemente y Devem observar o preso o mais y depressa possível após a admissão ara detectar doenças (físicas.doubleclick.2442028|2440262|1.0.

tal como morte e doença grave ou perigosa y Direito a não ser exposto ao público Preso Preventivo 35 .sanção disciplinar de isolamento ou redução de alimentação deve ser visitado todos dias 633 y Médico é uma verdadeira instância de controlo da execução da pena ± em caso de desacordo o director deve transmitir o relatório médico ao superior hierárquico com anotações pessoais para que decida. y Proibição de sujeição a experiências médicas ± a menos que dê consentimento expresso e esclarecido y Acesso a água e objectos de limpeza y Vestuário limpo. Adequado ao clima. asseado. quer por visitas (que pode ser restringido pela necessária vigilância) y Informado pela comunicação social y Direito ao culto religioso e contactar com representante y Participar nos serviços religiosos y Direito de informar a família da detenção ou transferência. não degradante y Alimentação boa qualidade y Uma hora de exercício físico ao ar livre no minímo Estatuto Processual y Deve ser informado do regulamento interno e designadamente das normas disciplinares y Reclamar para o director ou funcionário superior y Reclamar para o inspector y Reclamar para a Administração penitenciária central y Reclamar para a autoridade judiciária y Direito comunicar com a família e amigos quer por correspondência. hospitalares ou diariamente se puder alterar a sua saúde física e mental Assistentes Sociais y y y De modo permanente Livre acesso ao preso Emitir parecer durante a execução da pena y y A tempo parcial Idem Direitos e deveres do preso: y Absoluto respeito pela integridade física e moral do preso ± não se toca.

segurança trabalho.y y y y y y Presumido inocente Pode ter alimentação pessoal paga pelo seu bolso Usar o seu vestuário Direito a trabalhar. sanções e processos disciplinares devem estar incluídos na lei ou no regulamento ± princípio da tipicidade y Princípio do Non bis in idem ± não podem ser punidos duas vezes y Princípio audição do preso antes de ser punido y Princípio contraditório ± prova contra-acusação y A CE acrescenta proibição sanções co lectivas y Meios coerção (ex. algemas) podem ser usados de a acordo com o princípio da subsidiariedade e necessidades (tempo estritamente necessário) Precaução contra evasão Indicação médico Quando preso ameaça fazer mal a si próprio ou a outros ou às próprias instalações 36 . mas não tem o dever de trabalhar Pode obter todos os meios de informação Visitas ao médico e dentista a seu custo Trabalho y Obrigatório para os condenados mas não deve ser humilhante y Produtivo e suficiente para o ocupar durante a jornada normal de trabalho y De preferência escolhido pelo próprio y Deve aumentar a capacidade do individuo para ganhar a vida ± próximo do trabalho análogo em regime livre (condições e organização) y Os interesses dos trabalhadores penitenciários não devem estar subordinados ao lucro y Protecção saúde. indemnização acidentes e doenças de trabalho (= aos livres) y Nº máximo de horas dia/semana y Remuneração equitativa e semelhante ao trabalho prestado em regime livre Instrução y Direito à instrução ± encaminhamento para o sistema público y Educação no horário normal de trabalho y Educação física Segurança e ordem y Implica restrições ao direito do individuo sobretudo quando haja perturbação y Nenhum preso pode ter poder disciplinar sobre os outros y Infracções.

Descobrir e curar qualquer doença física ou mental que impeça o preso da sua reintegração. Incluir recluso na vida da sociedade. com todos os meios cirúrgicos e outros necessários (terapêuticos) Estas regras de 55 foram. e com motivos de detenção e exigência de tratamento (ex: toxicodepen dentes) Princípio da inclusão ± os presos condenados não devem ser submetidos a um sistema que agrave a sua situação/condição ± as condições devem ser o mais aproximadas do possível na vida do exterior. são recomendações. os funcionários só a podem usar quando: Legitima defesa Tentativa evasão Resistência activa ou passiva à ordem NU ± Estabelecimento deve ser inspeccionado regularmente CE ± Inspecção por autoridade judiciária ou outra. os 3. 1987 (Comité de Minist ros) 37 . Manter. idade. Laços do preso com a família e organismos sociais a que o preso estava relacionado 2. Princípios fundamentais: 1. objecto de recomendação pelo conselho da Europa e. Direito penitenciário 1º   Sistema Filadelfiano 2º   Sistema Auburn 3º   Sistema progressivo/irlandês 4º   Sistema individualizador (NU) 1955 -1979 ± concretizado em Portugal NU em 1955 estabeleceram um conjunto de regras mínimas para os reclusos e individualizador porque a execução da pena depende em concreto de cada recluso.y y y Uso da força sujeito ao princípio da necessidade. 1. mas independente da administração judiciária. A natureza jurídica destas regras estabelecimentos não estão vinculados. melhorar e salvaguardar os direitos sociais dos presos 3. 2. Daí este sistema individualizado/ personalizado. reincidentes. Aplicação da lei penitenciária de acordo com o princípio da igualdade princípio da selecção/separação que diz que os presos devem ser separados de acordo com o sexo.

nós temos que respeitar ambas. Se ofereça ao recluso a possibilidade de aperfeiçoar os seus conhecimentos e para que saia da cadeia mais instruído do que quando entrou   dever de instrução ± realiza o princípio da inclusão. Princípio da ressocializaçao (objectivo de todos os princípios) O fim da pena e medida é a protecção social contra o crime e isso só se alcança quando o delinquente depois de liberto. 38 . Descriminalização ± por ex. Em 1979 previa-se isso em Portugal quando havia penas acima de determinado nível de gravidade. profissionais e familiares. O recluso mantêm todos os direitos fundamentais de qualquer cidadão. no direito civil ou contra-ordenações Descarcerização ± punir apenas com pena de multa ou trabalho Menos reclusos   leva ao cumprimento das regras de 1955 ± trabalho individual do recluso. As regras das NU não afastam as europeias. o princípio do tratamento personalizado através do plano de trabalho individual. Deve ser organizado um sistema de saídas penitenciárias.Alguns deveres para o estabelecimento segundo o princípio da inclusão da recomendação de 87 ± os cuidados médicos fornecidos aos doentes devem ser todos os possíveis fora e dentro do estabelecimento prisional. Programa formado de acordo com as necessidades individuais de cada preso. educativas. trabalho fora do direito criminal. as restrições têm de ser limitadas em excepções (só elas podem limitar os seus direitos fundamentais): y y y y Sentença condenatória DL 265/79 1 Agosto Regulamento interno do estabelecimento prisional Ordens do director do estabelecimento prisional que podem ir além do regulamento interno. personalizado dos presos. for capaz de viver de acordo com as regras da sociedade. Exigência deste princípio é o tratamento individual. 4. por razões médicas. Actualmente não há uma única cadeia que faça isso.

Higiene ± lavabos e sanitários e a todos os objectos para a sua higiene pessoal. Alojamento ± cama individual e roupa adequada e limpa. consiste num exercício razoável. 39 . saúde) Há direitos fundamentais que nunca são restringidos. Direito a água potável 24h/dia. Excepções extrínsecas ou externas ± decorrentes das possibilidades logísticas e financeiras da Administração (ex. Direitos próprios do recluso: y Ser informado das regras do estabelecimento y Direito a informar a família da sua situação y Direito a com a maior brevidade possível ser ouvido pelo director do estabelecimento y Quanto ao médico o prazo é de 72 horas após o seu ingresso.Há excepções imanentes ao próprio exercício do direito . y Direito a prestações do estabelecimento e correspondentes Direito à vida e à integridade física Exigir prestações mínimas que o garantam . O exercício de qualquer direito deve ser feito de forma favorável ao trabalho e/ou reinserção social (excepção também imanente). Alimentação ± convenientemente preparada quer quanto à quantidade. A última excepção imanente é que o exercício de direito deve ser adequado para manter a ordem e a segurança do estabelecimento. Comida saudável e correctamente efectuada. Tem direito a usar um uniforme mas tem que ser limpo.Alimentação . Comida especial quando estão doentes por ordem médica. quer quanto à qualidade.Higiene .Assistência Médica Obrigatórias ± se o estabelecimento não o fizer pode ser responsável civilmente. adequado e nada degradante e/ou humilhante.Alojamento . plausível.

medicamentos. 40 . Estes são os direitos mínimos para a garantia do direito à vida e à integridade física. Direito a que não haja menções quanto ao seu estatuto de recluso nos cursos profissionais. Expressão através do advogado. Mais direitos para as mulheres que para os homens. reserva da vida intima.Saúde ± Direitos de ordem negativa mais que os de ordem positiva. O recluso não pode exercer um direito amplo quanto à família/paternidade. etc. não depende economicamente delas. proibição da visita quando é para o manter na crimi nalização ± uso contrário e anormal do direito) O director só pode barrar o acesso ao seu estabelecimento. até porque isso prejudica terceiros ± mãe. Direito negativo   não ser submetido a experiências médicas ou cientificas. Direito a ser revistado na privacidade e por pessoas do mesmo sexo. Pode receber advogados ± os funcionários podem ver. mas sim da sua condição física. cirurgias. Direito a ser submetido a seu custo a exames de rastreio. A proibição da visita não se aplica quando se verifica a medida disciplinar. etc. ± também pode ser visto por um médico da sua confiança desde que pago por ele. dentista. do quarto (espaço habitacional).: através dos meios de comunicação social. Não se pode exprimir livremente está condicionado a um espaço físico e espiritual ± por ex. Direito exercido de modo a favorecer o trabalho e a reinserção social (ex. mas não podem ouvir. O recluso enquanto está preso não pode dispor do seu direito de propriedade. Recluso tem direito à reserva da vida intima. deslocações. à organização do seu tempo livre. expressão. O juiz pode barrar o acesso das visitas a todos os estabelecimentos. Mulheres (gravidez/aborto) assistidas por especialistas . filhos. Mas há um conteúdo mínimo que nunca pode ser posto em causa ± há o direito a visitas e a manter a correspondência ± núcleo garantistico do direito à família/paternidade e à defesa jurídica.

mas não podem ter valor económico muito elevado para não ser susceptível de ser moeda de troca no estabelecimento.Direitos políticos não depe ndem tanto do regulamento. com excepção de determinadas situações. Podem votar. y Não deve ter poder de autoridade e/ou direcção sobre os outros. excepto irmãos e filhos. quando é por escrita codificada. Recluso tem o direito à sua fé religiosa. Censurada. que implicam uma avaliação diferente. ou então em línguas estrangeiras muito difíceis de tradução. objectos de valor pessoal. ex. quer por dizer mal do estabelecimento. Bens com valor económico são inventariados e entregues quando saiam. saúde de outros reclusos. posse de objectos religiosos e expostos. 41 . jornais. aparelhos médicos e sendo carecido de meios económicos a administração penitenciária deverá suportar esses custos. ou religiões diferentes. Direito ao culto religioso e a ser assistido por um ministro desse culto. rádios. Pode fazer chamadas telefónicas e enviar telegramas a expensas suas ± depende dos regulamentos internos dos estabelecimentos. Qualquer visitante pode ser revistado por razões de segurança e em casos excepcionais até os advogados de defesa. Se a carta vier de fora é reenviada ao remetente. Estabelecimento prisional pode impor proibições: y Não pode ter qualquer poder disciplinar sobre os outros reclusos y Não pode ter qualquer poder quanto à integridade. A correspondência pode ser censurada e mesmo restringida quando põe em causa a ordem e segurança do estabelecimento. TVs. mas não podem fazer manifestações politicas ± isto quanto à restrição dos direitos de expressão e deslocaç ão. Direito que pode ser restringido pelo médico do estabelecimento ± próteses. A ordem é comunicada ao recluso. com excepção dos direitos restringidos na sentença. Podem ter revistas. Não deve receber visitas com menos de 16 anos. livros. não haver condições para a fazer. Isto depende de parecer médico e não da vontade do recluso. mas da sentença ± o princípio geral é de que se mantêm. Não podem ser eleitos (devido à restrição da liberdade) e os preventivos antes da pronúncia não podem porque é um limite ao exercício do direito politico. Proibição de receber alimentos de fora do estabelecimento prisional.

não necessariamente em Direito Período probatório p experiência Período inicial 3 anos Situação muito precária ± a qualquer estabelecimento prisional. y Autoriza visitas y Autoriza visitas dos advogados fora de horas normais y Concede saídas 42 . mas assim que a perde efectua-se imediatamente o tratamento. y A questão é antes ou depois da perda da lucidez!!! Avaliação forçada antes ou depois de perder a consciência? Tentar obter o consentimento até ao último momento de consciência. Sujeitos Penitenciários Director estabelecimento prisional (actualmente chama -se administrador prisional) DL 351/99 ± alteração carreira Têm de ser obrigatoriamente licenciados ± licenciatura adequada. São situações muito complicadas em que é necessário sensatez. É o Administrador que: y Controla a correspondência. isto depois de se ter tentado o seu consentimento. excepto quando o médico diz que o recluso está numa situação muito critica e que não se pode esperar pela perda de lucidez ± aí age-se logo.Deveres do recluso: y Proibição de desobediência y Horário y Uniforme y Trabalho y Higiene y Suportar exames médicos e avaliação coerciva em caso de perigo de vida ou de saúde. momento podem ser afastados do Nomeados pelo Ministro sob proposta do Director Geral. Em Portugal não ocorrem frequentemente.

111º {Sanções disciplinares São aplicadas com o fim de afastar ou evitar fuga ou perturbação da ordem e segurança do estabelecimento (são no fundo. Sanção disciplinar ± também pode ser internamento até 1 mês. A lei descreve diferentes tipos de medidas disciplinares. Tal como no Direito Penal não devem ser aplicadas cumulativamente penas e medidas de segurança. Evasão consumada: y Crime ± Ministério Público y Disciplinar ± Administrador Prisional ± internamento 30 dias Tentativa Evasão: y Disciplinar ± AP ± internamento 30 dias Art. 132º . a questão pode ser colocada ao TEP.Medidas disciplinares Pode ser submetido cumulativamente às 2? Não deve. 133º . Art. Em caso de urgência. Principio subsidiariedade ± só quando as outras medidas se revelem inadequadas.y y Controla modalidades de internamento ± se houver desentendimento com o médico a questão é colocada a nível superior. porque se é passível de sanção disciplinar é esta que deve ser aplicada porque mais grave. Se há convergência. 113º Cela especial ± tem de ser o recluso a fonte de perturbação. Proíbe visitas Medidas especiais de segurança   sancionam fontes de perigo ± DL 265 art. Art. medidas cautelares. preventivas de uma situação) DL 49/80 (revisão) ± art. 132º c) ± Dano: Pode dar 30 dias internamento Tanto como medida de segurança como sanção disciplinar Medida segurança ± situação de quase inimputabilidade 43 .Evasão é uma infracção disciplinar e um crime. O isolamento por mais de 15 dias tem de ser homologado pela Dir ecção Geral. pode tomar medidas mesmo sem parecer médico.

Conselho Administrativo Administra receitas e despesas do estabelecimento prisional 3 Tipos de técnicos: y Reinserção social (IRS) ± não fazem parte da Direcção Geral dos Serviços Prisionais y Educação Fazem parte do quadro y Serviço social Funções: Diploma de 1981 DL 268/81 arts. 53º e 54º Educação: y Elaboração plano individual reabilitação y Acompanhamento execução de pena y Organizam eventos y Colaboram distribuição actividades y Parecer sobre saída prolongada em liberdade condicional y Parecer sobre medidas disciplinares Serviço social: 44 . tem voto paritário. Conselho técnico Presidido pelo Administrador É um órgão muito importante Constituído pelo director + 5 funcionários (ou 3) y Pareceres sobre programas de tratamento y Pareceres alteração situação prisional y Pareceres medidas disciplinares Delibera por maioria simples tendo o presidente voto de qualidade. Quando convocadas pelo juiz do TEP é este que preside. Reclamação do preso sobre director para o juiz Se estiverem de acordo ± ok Se não é o conselho técnico que decide Nestes casos o juiz não tem voto de qualidade.Sanção disciplinar ± comportamentos censuráveis Internamento enquanto medida disciplinar após 15 dias deve ser confirmado pelo juiz de execução de penas.

Visitar 1 vez por mês os estabelecimentos prisionais 2. 22º . Dar audiência a reclusos que se inscrevam em livro próprio (que existe para esse efeito). Lisboa. Beleza dos Santos elaborou lei regulame ntar anterior ± Decreto de 1946 é de Manuel Cavaleiro Ferreira. Coimbra e Porto Art. Tribunal ± TEP 1940 DL 783/76 29 Outubro Prof. Quanto ao exercício em si não pode intervir Tem direito a conversar em provado com os reclusos mesmo quando sob sanção disciplinar e medidas especiais de segurança. É nelas que podem reclamar.y y Preparar reclusos para saída Prestam apoio material e psicológico às famílias dos reclusos IRS y Têm no fundo as mesmas competências. Mas apoiam sobretudo no exterior. condicional. Decisão sobre recursos interpostos por reclusos ± internamento em cela disciplinar superior a 8 dias 45 . definitiva) Há sobreposição de funções. o que não se justifica Assistente religioso Estatuto no DL 79/83 9 Fevereiro ± sacerdotes igreja católica (as outras religiões ainda não têm) Nomeados pelo director geral sob proposta do Bispo Depende do Director Geral. Essencialmente nas saídas (precária. As reclamações são levadas ao conhecimento do Conselho Técnico quando o juiz não está de acordo com o director 3. Existem 4 TEP ± Évora.Competência material: y Conceder liberdade condicional y Conceder reabilitação Novas competências ± implicam interferência directa na vida interna do estabelecimento 1.

Competências do tribunal Tipo de forma de processo do TEP ± DL 783/76 Tipos de processo: y Segurança medidas de segurança. 5. 7. Cumprimento minímo imposto por lei 2. 8. ou penas acessórias ± instruído nos TEP Cautelares y Revogação de saída precária prolongada y Revogação de liberdade condicional y Verificação da manutenção ou cessação da perigosidade antes declarada Processos de recurso disciplinar y y y 46 .4. RAVE ± Regime aberto virado para o exterior 5. Para a última o juiz não tem meios. Convocação e presidência de conselhos técnicos Revisão periódica da liberdade condicional Concessão e negação saídas prolongadas Reapreciação uma vez por ano internamento inimputáveis perigosos Coordenação das actividades assistência social pós-penitenciária. Grandes fases de execução das penas: 1. aplicação precária que não sejam aplicadas em processo penal Graciosas y concessão de saída prolongada y Concessão de liberdade condicional y Concessão da reabilitação ± procedimento que visa a anulação de um registo da decisão y Concessão do indulto ± acto do residente da República ± perdoa parte da pena. Liberdade condicional judicialmente concedida (Nem sempre acontece assim). RAVI ± Regime aberto virado para o interior 4. Saída prolongada judicialmente autorizada 3. 6.

O processo é levado ao Ministro da Justiça que o leva até ao PR que o declara dia 22 Dez. é uma reclusão ilegal e pode até mesmo ser indemnizada pelo Estado. abreviado. Saída precária prolongada e liberdade condicionada ± é ouvido o conselho técnico e o recluso. curto. mas nunca agravar. ou com filhos até 1 ou 3 anos. Estabelecimentos Prisionais: Regionais ± até 6 meses de prisão ± preventivos e condenados ± para facilitar o transporte Centrais ± condenados por penas superiores a 6 meses Especiais: Jovens até 21 anos Mulheres ± especial atenção para as grávida. Arguido tem defensor que pode apresentar prova. Juiz anula a sanção disciplinar e o recluso teve lá 8 dias. Na reabilitação ouve-se o MP e decide-se. Segurança 47 . Rege o princípio do contraditório. Por isso quando a pena é prolongada o juiz diminui à pena aquela que cumpriu porque já passou muito tempo e não faz sentido. Hospitais prisionais Hospitais psiquiátricos prisionais ± reclusos declarados inimputáveis perigosos. Processo recurso de sanção disciplinar ± ouve-se o conselho técnico. nem objecto especifico.Apreciação judicial das penas em prisão celular (disciplinar) por tempos superiores a 8 dias (internamento) y Processos supletivos Não têm uma tramitação regulamentada. Em princípio seguem as regras do objecto complementar Processo de segurança ± simples. Também participa o MP. Processo de reabilitação e indulto ± propostos até 31 de Maio. o requerente e o juiz pode anular ou diminuir. A condução do processo demora 3 ou 4 meses até ao TEP. MP pronuncia-se. O juiz declara ou não a ininmputabilidade do agente. o juiz se quiser ouve o arguido.

Formação profissional pode ser realizada em entidades privadas ± ex. Celas disciplinares ± aplicação de medidas disciplinares ± têm só as indispensáveis condições de habitabilidade. 48 . Celas especiais de segurança ± aplicação de medidas especiais de segurança. Prisão ± criminalidade violenta contra as pessoas Soluções extra-prisionais (justiça restaurativa) ± sem processo penal por meios extra-processuais ± criminalidade ligeira contra pessoas e criminalidade económica.Máxima Abertos ± não têm condições especiais de segurança Fechados ± têm condições especiais para prevenir o perigo de evasão Mistos Estabelecimentos prisionais devem proporcionar condições para o trabalho em pequenos grupos ± há disposição legal nacional e internacional para que isto ocorra. Têm as mesmas condições que as celas normais. instalação de uma máquina no estabelecimento para meios de produção de entidades privadas. mas são especialmente fechadas e seguras ± há um reforço da segurança. Celas especiais de segurança são diferentes de celas disciplinares. Palavras chave: Perigo para a ordem e segurança do estabelecimento ± medida especial de segurança ± por mais de 8 dias DGSP Infracção disciplinar ± medida disciplinar ± mais de 8 dias TEP Na prática não há celas para as medidas especiais de segurança e então coloca-se o recluso na cela disciplinar ± tudo isto devido à falta de condições existentes nos nossos estabelecimentos prisionais.

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