You are on page 1of 32

Termos Anatômicos Descritivos

www.LivrosGratis.net
TERMOS REFERENTES À POSIÇÃO

Anatomia é o estudo da estrutura do corpe a inter-relação de suas partes


constituintes. Todas as descrições do corpo humano baseiam-se na suposição
de que o indivíduo se encontra em posição ereta (em pé), membros superiores
estendidos, aplicados ao tronco e com as palmas voltadas para a frente . Esta
é a chamada posição anatômica. As diversas partes do corpo são, portanto,
descritas em relação a certos planos imaginários.

O plano mediano é um plano vertical que divide o corpo humano em metades


iguais, direita e esquerda.Os planos situados de um ou de outro lado do plano
mediano e paralelos a este são denominados paramedianos (planos sagitais).
Uma estrutura situada mais próxima do plano mediano do corpo do que outra é
denominada medial em relação àquela. Da mesma forma, uma estrutura mais
afastada do plano mediano do que outra é lateral em relação a esta.

Os planos frontais (coronais) são planos verticais imaginários, em ângulo reto


em relação ao plano mediano. Planos horizontais ou transversais situam-se em
ângulo reto em relação aos planos mediano e coronal.

Os termos anterior (ventral) e posterior. (dorsal) são utilizados para indicar,


respectivamente, a frente ou o dorso do corpo; de modo que, para se descrever
a relação de duas estruturas, diz-se estar anterior ou posterior à outra na
medida em que estiver mais próxima da superfície corporal anterior ou
posterior.

Descrevendo-se a mão, utilizam-se os termos faces palmar e dorsal em lugar


de anterior e posterior, e na descrição do pé, os termos faces plantar e dorsal
são utilizados em vez de face superior e inferior. Os termos proximal e distal
descrevem as distâncias relativas das raízes dos membros; por exemplo, o
braço é proximal ao antebraço, e a mão é distal ao antebraço.

Os termos superficial e profundo indicam as distâncias relativas das estruturas


da superfície do cor o, e os termos superior e inferior estruturas relativamente
altas ou baixas, com referência às extremidades superior e inferior do corpo.

Os termos interno e externo são utilizados para descrever a distância relativa


de uma estrutura do centro de um órgão ou cavidade; por exemplo, a artéria
carótida interna nutre as estruturas contidas na cavidade craniana e a artéria
carótida externa nutre as estruturas situadas fora desta cavidade.

O termo ipsilateral refere-se ao mesmo lado do corpo; por exemplo, a mão


esquerda e o pé esquerdo são ipsilaterais; contralateral refere-se a lados
opostos do corpo; por exemplo, o músculo bíceps braquial esquerdo e o
músculo reto femoral direito são contralaterais.

A posição supina do corpo é a posição de decúbito dorsal; a posição em


pronação é a de decúbito ventral.

TERMOS RELACIONADOS AO MOVIMENTO

O ponto em que dois ou mais ossos se conectam é conhecido como


articulação. Algumas articulações não apresentam movimento (suturas do
crânio); outras possuem apenas movimentos limitados (articulação tibiofibular
superior), e algumas movimentam-se livremente (articulação do ombro).

Flexão é o movimento que tem lugar no plano mediano. Por exemplo, a flexão
da articulação do cotovelo aproxima a superfície anterior do antebraço da
superfície anterior do braço. É usualmente um movimento anterior, porém é por
vezes posterior, como no caso da articulação do joelho.

Extensão significa uma retificação da articulação, e usualmente ocorre numa


direção posterior.

Flexão lateral é um movimento do tronco no plano coronal frontal.


Abdução de um membro é um movimento em que este se afasta da linha
mediana do corpo, no plano coronal.

Adução do membro é um movimento em direção ao corpo, no plano coronal.


Nos dedos das mãos e dos pés, a abdução aplica-se no afastamento destas
estruturas, e a adução aplica-se à aproximação.

Rotação é o termo aplicado ao movimento de uma parte do corpo em torno de


seu eixo longitudinal. Rotação medial é o movimento que resulta na superfície
anterior da parte voltada para a linha mediana; rotação lateral é o movimento
que resulta na superfície anterior da parte voltada lateralmente.

Pronação do antebraço é uma rotação medial do antebraço.

Supinação do antebraço é uma rotação lateral deste, a partir da posição


pronada, de modo que a palma da mão esteja voltada anteriormente.

Circundução é a combinação, em seqüência, dos movimentos de flexão,


extensão, abdução e adução.

Protração é mover-se para a frente; retração é mover-se para trás (usado para
descrever o movimento da mandíbula para adiante e para trás nas articulações
temporomandibulares).

Inversão é o movimento do pé de modo que a face plantar esteja voltada em


direção medial. Eversão é o movimento oposto do pé de modo que a face
plantar esteja voltada lateralmente.

Algumas Estruturas Anatômicas Básicas

PELE

A pele é dividida em duas partes distintas, a parte superficial - epiderme -, e a


parte profunda - derme. A epiderme é um epitélio estratificado cujas células se
tornam achatadas à medida que envelhecem e afloram à superfície. Nas
palmas das mãos e plantas dos pés, a epiderme é extremamente espessa para
suportar o uso e o desgaste destas regiões. Em outras áreas do corpo, por
exemplo na superfície anterior do braço e antebraço, ela é fina.
A derme é composta de tecido conectivo denso contendo muitos vasos
sangüíneos, linfáticos e nervos. Apresenta uma variação considerável de
espessura, em diferentes partes do corpo, tendendo a ser mais fina na
superfície anterior do que na posterior. É também mais fina nas mulheres do
que nos homens. A derme da pele está conectada com a fáscia muscular
subjacente ou com os ossos, através da tela subcutânea, também conhecida
como tecido subcutâneo.

Na derme (cório), os feixes de fibras colágenas estão dispostos, em sua


maioria, em filas paralelas. Uma incisão cirúrgica através da pele, feita ao longo
ou entre essas fileiras, provoca um desarranjo mínimo do colágeno, e a ferida
cicatriza com um mínimo de tecido cicatricial. Por outro lado, uma incisão feita
através das filas de colágeno rompe e altera a pele, resultando na produção
maciça de colágeno fresco e na formação de uma cicatriz ampla e de mau
aspecto. A direção das fileiras de colágeno é conhecida como linhas de
clivagem (linhas de Langer); elas tendem a correr longitudinalmente nos
membros e circunferencialmente (transversais) no pescoço e no tronco.

A pele situada sobre as articulações é sempre dobrada num mesmo lugar, a


pele enrugada. Nestes pontos a pele é mais fina do que em qualquer outro
local, estando firmemente fixada às estruturas subjacentes por faixas mais
fortes de tecido fibroso.

Os apêndices da pele são as unhas, folículos capilares, glândulas sebáceas e


glândulas sudoríparas.

As unhas são placas queratinizadas, situadas nas superfícies dorsais das


extremidades dos dedos das mãos e dos pés. A extremidade proximal da placa
é a raiz da unha. Com exceção da extremidade distal da placa, a unha é
delimitada e recoberta por camadas de pele conhecidas como perioníquio. A
superfície da pele coberta da unha é o leito ungueal.

Os cabelos crescem dos folículos, que são invaginações da epiderme em


direção à derme. O folículo situa-se obliquamente em relação à superfície
cutânea, e suas extremidades expandidas, chamadas bulbos capilares,
penetram até a parte mais profunda da derme. Cada bulbo capilar é côncavo
na sua extremidade, e a concavidade é ocupada por tecido conectivo vascular,
a papila capilar. Uma faixa de músculo liso, o músculo eretor do pêlo, conecta a
parte de folículo situada abaixo da superfície com a parte superficial da derme.
O músculo é inervado por fibras simpáticas, e sua contração faz com que o
pêlo se movimente para uma posição mais vertical; ele também comprime a
glândula sebácea e provoca a eliminação de parte de sua secreção.

O estiramento do músculo também provoca a ondulação da superfície cutânea,


assim chamada pele arrepiada. Os pêlos estão distribuídos em quantidade
variada, sobre toda a superfície corporal, exceto nos lábios, palmas das mãos,
parte lateral dos dedos, glande do pênis e clitóris, lábios menores, superfície
interna dos lábios maiores, superfície plantar e parte lateral dos pés, e na parte
lateral dos dedos.

As glândulas sebáceas eliminam sua secreção, o sebo, dentro das hastes dos
pêlos, quando eles passam através do istmo dos folículos. Estão situadas na
parte inclinada abaixo da superfície dos os folículos e permanecem no interior
da derme. O sebo é um material oleoso, que ajuda a conservar a flexibilidade
do pêlo emergente. Também lubrifica a epiderme superficial em torno da
abertura do folículo.

As glândulas sudoríparas são longas, espiraladas e tubulares, distribuídas na


superfície do corpo, exceto nas margens avermelhadas dos lábios, leitos
ungueais, glande do pênis e clitóris. Estendem-se através de toda a espessura
da derme e suas extremidades, e podem estar situadas na fáscia superficial.
Por conseguinte, de todos os apêndices epidérmicos, as glândulas sudoríparas
são as estruturas que penetram mais profundamente.

FÁSCIAS

As fáscias do corpo podem ser divididas em dois tipos: superficiais e


profundas. Estão situadas entre a pele e os músculos e ossos subjacentes.

A tela subcutânea, ou fáscia superficial, é uma mistura de tecido adiposo e


areolar frouxo que une a derme da pele à fáscia profunda subjacente. No couro
cabeludo, parte posterior do pescoço, palmas das mãos e plantas dos pés, ela
contém numerosos feixes de fibras colágenas que mantêm a pele firmemente
ligada às estruturas mais profundas. Nas sobrancelhas, orelha, pênis e escroto,
e clitóris, ela é desprovida de tecido adiposo.

A fáscia muscular é uma camada membranosa de tecido conectivo que reveste


os músculos e outras estruturas profundas. No pescoço, forma camadas bem
definidas que podem desempenhar um papel importante, determinando a via
de propagação de organismos patogênicos durante a disseminação da
infecção. No tórax e abdome, é simplesmente uma película fina de tecido
areolar que cobre os músculos e aponeuroses. Nos membros, forma uma
bainha definida ao redor dos músculos e outras estruturas, mantendo-os em
Posição. Septos fibrosos que se estendem a partir da superfície profunda da
membrana, entre grupos musculares, e em muitos lugares, dividem-se até o
interior dos membros em compartimentos. Na região das articulações, a fáscia
profunda pode estar consideravelmente espessada, formando faixas de
retenção, denominadas retináculos. Sua função é manter os tendões
subjacentes em posição, ou servir como roldanas ou polias ao redor das quais
os tendões podem se movimentar.

MÚSCULOS

Existem três tipos de músculos: esqueléticos, lisos, e cardíaco.

MÚSCULO ESQUELÉTICO

Os músculos esqueléticos são os que realizam os movimentos do esqueleto;


algumas vezes são chamados músculos voluntários, e constituem-se de fibras
musculares estriadas. O músculo esquelético tem duas ou mais conexões com
os ossos. A conexão que se movimenta menos é referida como a origem, e a
que se move mais, como a inserção. Sob circunstâncias variadas, o grau de
mobilidade das conexões pode ser invertido e portanto os termos origem e
inserção são intercambiáveis.

A parte carnosa do músculo é denominada ventre). As extremidades de um


músculo estão ligadas aos ossos, cartilagens ou ligamentos por cordões de
tecido fibroso denominados tendões. Ocasionalmente, músculos planos estão
ligados por uma lâmina fina mas forte de tecido fibroso denominada
aponeurose. Uma rafe é uma interdigitação das extremidades tendinosas das
fibras dos músculos planos.
ESTRUTURA INTERNA DO MÚSCULO ESQUELÉTICO

As fibras musculares são mantidas juntas por um delicado tecido areolar que
se condensa na superfície para formar um revestimento fibroso, o epimísio. As
fibras individuais de um músculo são dispostas em sentido paralelo ou oblíquo
ao longo eixo do músculo. Considerando-se que quando se contrai um músculo
encurta-se de um terço da metade de seu comprimento em repouso, segue-se
então que músculos cujas fibras correm paralelas à linha de estiramento
provocam maior grau de movimento, em comparação com aqueles cujas fibras
correm obliquamente. Exemplos de músculos com fibras dispostas em paralelo
são o esternocleidomastóideo, o reto do abdome e o sartório.

Os músculos cujas fibras correm obliquamente à linha de estiramento são


denominados músculos peniformes (assemelham-se a uma pena). Um
músculo unipenado é aquele em que o tendão situa-se ao longo de um dos
lados do músculo, e as fibras musculares passam em sentido oblíquo a ele (por
exemplo, extensor digitorum longus). Um músculo bipenado é aquele em que o
tendão situa-se no centro do músculo e as fibras musculares passam dos dois
lados em relação a ele (p. ex., o reto femoral). Um músculo multipenado (1)
pode se dispor como uma série de músculos bipenados um ao lado do outro
(por exemplo, fibras acromiais do deltóide); ou (2) pode apresentar um tendão
no interior do seu centro, as fibras musculares passando de todos os lados em
relação a ele, convergindo à medida que passam (por exemplo, tibial anterior).

Para um determinado volume de substâncias musculares, os músculos


peniformes apresentam muito mais fibras quando comparados com os
músculos de fibras dispostas em paralelo, sendo por conseguinte mais
potentes; em outras palavras, a amplitude do movimento foi sacrificada pela
força.

TÔNUS E AÇÃO MUSCULAR

Uma unidade motora consiste em um neurônio motor da coluna cinzenta


anterior, ou de uma coluna anterior da medula espinhal e todas as fibras
musculares supridas por ele. Num grande músculo das nádegas, como o
glúteo maior, onde o controle delicado é desnecessário, um determinado
neurônio motor pode suprir até 200 fibras musculares. Em contraste, nos
pequenos músculos das mãos ou nos músculos intrínsecos da órbita, onde é
necessário um controle delicado, uma fibra nervosa supre apenas algumas
fibras musculares.

Quando em estado de repouso, todo músculo esquelético está em parcial


estado de contração. Esta condição é denominada tônus muscular.
Considerando-se que as fibras musculares estão totalmente contraídas ou
relaxadas, não existindo estágio intermediário, poucas fibras musculares num
determinado músculo estão completamente contraídas durante todo o tempo.
Para dar origem a este estado e evitar fadiga, diferentes grupos de unidades
motoras e, deste modo, diferentes grupos de fibras musculares são postos em
ação em diferentes tempos. Isto é realizado pela descarga assíncrona dos
impulsos nervosos nos neurônios motores do como cinzento anterior da
medula espinhal.

Basicamente, o tônus muscular depende da integridade de um simples arco


reflexo monossináptico composto de dois neurônios no sistema nervoso. O
grau de tensão do músculo é detectado por terminações sensoriais sensitivas
denominadas fusos musculares e fusos tendinosos. Os impulsos nervosos
atravessam neurônios aferentes que entram na medula espinhal. Aí, fazem
sinapse com os neurônios motores situados na coluna cinzenta anterior, que,
por sua vez, envia impulsos para baixo, através de seus axônios, para as fibras
musculares. Se as vias aferentes ou eferentes deste arco reflexo simples
fossem cortadas, o músculo perderia imediatamente o seu tônus e tornar-se-ia
flácido. O músculo flácido é sentido à palpação como uma massa pastosa,
tendo perdido completamente a sua elasticidade. Atrofia-se rapidamente e
passa a ter volume reduzido. É importante compreender que o grau de
atividade das células da coluna cinzenta anterior, e por conseguinte o grau de
tônus muscular, depende da soma dos impulsos nervosos recebidos por estas
células de outros neurônios do sistema nervoso.

O movimento muscular é realizado acionando-se um número cada vez maior


de unidades motoras e, ao mesmo tempo, reduzindo-se a atividade das
unidades motoras dos músculos que se opõem ou antagonizam o movimento.
Quando é necessário um esforço máximo, todas as unidades motoras de um
músculo são postas em ação.

É importante compreender que todos os movimentos são a conseqüência da


ação coordenada de muitos músculos. Entretanto, para compreender a ação de
um músculo é necessário estudá-lo individualmente.

Um músculo pode trabalhar do seguinte modo: como (1) agonista, (2)


antagonista, (3) fixador, e (4) sinergista.

AGONISTA. Um músculo é agonista quando é o principal músculo ou membro


de um grupo principal de músculos responsável por um movimento particular.
Por exemplo, o quadríceps femoral é agonista no movimento de extensão da
articulação do joelho.

ANTAGONISTA. Qualquer músculo que se opõe à ação do agonista é um


antagonista. Por exemplo, o bíceps femoral opõe-se à ação do quadríceps
femoral quando a articulação do joelho é estendida. Antes que o agonista
possa se contrair, deve haver igual relaxamento do músculo antagonista; isto é
causado pela inibição do reflexo nervoso.

FIXADOR. É um músculo que se contrai isometricamente para estabilizar a


origem do agonista de modo que este possa atuar eficientemente. Por
exemplo, os músculos que unem a cintura escapular ao tronco contraem-se
como fixadores para permitir ao deltóide atuar sobre a articulação do ombro..

SINERGISTA. Existem muitos exemplos no corpo, onde um músculo agonista


cruza um grande número de articulações antes de alcançar aquela em que sua
ação principal tem lugar. Para impedir um movimento indesejado numa
articulação intermediária, grupos de músculos denominados sinergistas,
contraem-se e estabilizam as articulações intermediárias. Por exemplo, os
músculos flexor e extensor do carpo contraem-se para fixar a articulação do
punho, o que permite aos músculos extensor e flexor longos dos dedos
trabalhar eficientemente.

Deve-se compreender que estes são os termos aplicados na ação de um


músculo particular durante um movimento particular; muitos músculos podem
atuar como agonista, antagonista, fixador ou sinergista, dependendo do
movimento a ser realizado.

INERVAÇÃO DOS MÚSCULOS ESQUELÉTICOS

O tronco nervoso para um músculo é um nervo misto, cerca de 60% motor e


40% sensorial, e também contém algumas fibras simpáticas autônomas. O
nervo entra no músculo próximo da parte média, sob a sua superfície profunda,
muitas vezes próximo da margem; o local de entrada é conhecido como ponto
motor. Esta disposição permite ao músculo movimentar-se com o mínimo de
interferência do tronco nervoso

As fibras motoras são de dois tipos: as fibras alfa, maiores, derivadas de


grandes células da coluna cinzenta anterior, e as fibras gama, menores,
derivadas de células menores da medula espinhal. Todas as fibras são
mielinizadas e terminam dividindo-se em muitos ramos, cada um dos quais
termina em uma fibra muscular na placa motora terminal. Cada fibra muscular
possui pelo menos uma placa motora terminal; as fibras mais longas possuem
mais.

As fibras sensoriais ou sensitivas são mielinizadas e originam-se de


terminações sensoriais especializadas, situando-se no interior dos músculos ou
tendões denominados fusos musculares ou fusos tendinosos, respectivamente.
Estas terminações são estimuladas por tensão no músculo, que pode ocorrer
durante contração ativa ou estiramento passivo. A função destas fibras
sensoriais é dirigir, para o sistema nervoso central, as informações relativas ao
grau de tensão dos músculos. Isto é essencial para a manutenção do tônus
muscular e da postura corporal, para realizar movimentos voluntários
coordenados.

As fibras simpáticas são não-mielinizadas e passam para os músculos lisos


nas paredes dos vasos sangüíneos que suprem o músculo. Sua função é
regular o fluxo sangüíneo para os músculos.

MÚSCULO LISO

O músculo liso consiste em células longas, fusiformes, intimamente dispostas


em feixes ou camadas. Nos órgãos tubulares (ocos), fornecem a força motora
para impelir os conteúdos através do lúmen. No sistema digestivo, também
fazem com que os alimentos ingeridos sejam completamente misturados com
os sucos digestivos. Uma onda de contração das fibras dispostas circularmente
passa ao longo do canal, ordenhando seu conteúdo para a frente. Por sua
contração, as fibras longitudinais empurram a parede do tubo no sentido
proximal em relação ao conteúdo. Este método de propulsão é denominado
peristalse.

Nos órgãos de armazenamento, como a bexiga urinária ou o útero, as fibras


estão irregularmente dispostas e entrelaçadas umas com as outras. Sua
contração é lenta e mantida, e provoca a expulsão do conteúdo dos órgãos.
Nas paredes dos vasos sangüíneos, as fibras musculares lisas são dispostas
de modo circular e servem para modificar o calibre do lúmen.

Dependendo do órgão, as fibras musculares lisas podem determinar a


contração pelo estiramento local das fibras, por impulsos nervosos dos nervos
autônomos, ou por estímulo hormonal.

MÚSCULO CARDÍACO

O músculo cardíaco consiste em fibras musculares estriadas que se ramificam


e se unem umas com as outras. É encontrado no miocárdio do coração. Suas
fibras tendem a se dispor obliquamente e em espirais e apresentam a
propriedade da contração rítmica e espontânea. As fibras musculares
cardíacas especializadas formam o sistema de condução do coração.

O músculo cardíaco é suprido por fibras nervosas autônomas que terminam


nos nodos do sistema de condução e no miocárdio.

ARTICULAÇÃO

O local onde dois ou mais ossos entram em contato, exista ou não movimento
entre eles, é denominado articulação. As articulações são classificadas de
acordo com o tecido que existe entre os ossos: articulações fibrosas,
cartilaginosas e sinoviais.

ARTICULAÇÕES FIBROSAS

As superfícies articulares dos ossos são unidas por tecido fibroso, e assim os
movimentos são muito restritos. O grau de movimento depende do
comprimento das fibras colágenas que unem os ossos. As suturas da abóbada
craniana e as articulações tibiofibulares inferiores são exemplos de articulações
fibrosas.

ARTICULAÇÕES CARTILAGÍNEAS

As articulações cartilagíneas podem ser divididas em dois tipos: primárias e


secundárias. Uma articulação cartilagínea primária é aquela em que os ossos
são unidos por uma placa ou barra de cartilagem hialina. Desta maneira, a
união entre a epífise e a diáfise de um osso em crescimento e a situada entre a
primeira costela e o manúbrio esternal constituem exemplos deste tipo de
articulação. Nenhum movimento é possível.

Numa articulação cartilagínea secundária, os ossos são unidos por uma placa
de fibrocartilagem; as superfícies articulares dos ossos são cobertas por fina
camada de cartilagem hialina. Exemplos são as articulações intervertebrais e a
sínfise púbica. A quantidade de movimento possível depende das qualidades
físicas da fibrocartilagem. (Ver Sínfise Púbica na Gravidez.)

ARTICULAÇÕES SINOVIAIS

As superfícies articulares dos ossos são cobertas por fina camada de


cartilagem hialina, separada por uma cavidade articular sinovial. Esta
disposição permite maior liberdade de movimentos. A cavidade da articulação é
limitada por uma membrana sinovial que se estende das margens de uma
superfície articular às margens da outra. A membrana sinovial é protegida do
lado externo por uma dura membrana fibrosa, denominada cápsula da
articulação (cápsula articular). As superfícies articulares são lubrificadas por um
líquido viscoso denominado líquido sinovial. Em certas articulações sinoviais,
por exemplo, a articulação do joelho, discos ou cunhas de fibrocartilagem estão
interpostos entre as superfícies articulares dos ossos. Estes são denominados
discos articulares.

Coxins gordurosos são encontrados em algumas articulações sinoviais


situadas entre a membrana sinovial e a cápsula fibrosa ou osso. Exemplos são
encontrados na bacia e articulações do joelho.

O grau de movimento em uma articulação sinovial está limitado pela forma dos
ossos que participam da articulação pela aproximação das estruturas
anatômicas adjacentes (por exemplo, a coxa contra a parede abdominal
anterior, fletindo-se a articulação da bacia), e a presença de ligamentos
fibrosos que unem os ossos. A maior parte dos ligamentos situa-se fora da
cápsula articular, porém no joelho, alguns ligamentos importantes, os
ligamentos cruzados, situam-se dentro da cápsula.

ESTABILIDADE ARTICULAR
A estabilidade de uma articulação depende de três fatores principais: (1) a
forma, o tamanho e a disposição das superfícies articulares; (2) os ligamentos;
e (3) o tônus dos músculos em torno da articulação.

SUPERFÍCIES ARTICULARES

A disposição em bola-e-luva da articulação do quadril e a disposição em


encaixe da articulação do tornozelo são bons exemplos de como a forma do
osso desempenha um papel importante na estabilidade articular. Existem
todavia outros exemplos de articulações em que a forma do osso contribui
pouco, ou nada, para a estabilidade; por exemplo, a articulação
acromioclavicular, a calcaneocubóide, e a articulação do joelho.

LIGAMENTOS
Os ligamentos fibrosos impedem o movimento excessivo em uma articulação,
porém se o estresse continua por tempo excessivamente longo, os ligamentos
fibrosos se distendem. Por exemplo, os ligamentos articulares entre os ossos
que formam os arcos dos pés não mantêm por si mesmos o peso do corpo. No
caso de o tônus muscular, que normalmente mantém os arcos, ficar
prejudicado pela fadiga, os ligamentos se distendem e os arcos entram em
colapso, causando pés chatos.

Os ligamentos elásticos por outro lado, voltam ao seu comprimento original


após estiramento. Os ligamentos elásticos dos ossículos auditivos
desempenham papel ativo na manutenção das articulações e ajudam no
retorno dos ossos à sua posição original após os movimentos.

TÔNUS MUSCULAR

Na maior parte das articulações, o tônus muscular é o principal fator para


controlar a estabilidade. Por exemplo, o tônus muscular dos músculos curtos
em torno da articulação do ombro mantém a cabeça hemisférica do úmero no
oco da cavidade glenóide. Sem a ação destes músculos, seria necessária uma
força muito pequena para deslocar essa articulação. A articulação dos joelhos
é muito instável sem a atividade tônica do músculo quadríceps femoral. As
articulações entre os pequenos ossos que formam os arcos dos pés são, em
grande parte, mantidas pelo tônus muscular da perna, cujos tendões estão
inseridos nos ossos dos pés.

INERVAÇÃO DAS ARTICULAÇÕES

A cápsula e os ligamentos recebem abundante inervação sensorial. Os vasos


sangüíneos recebem fibras simpáticas autônomas. A cartilagem que cobre as
superfícies articulares possui apenas algumas poucas terminações nervosas
próximo à sua extremidade. A superdistensão da cápsula e dos ligamentos
produz contração reflexa dos músculos situados ao redor da articulação; uma
distensão excessiva causa dor. Os receptores de distensão situados no interior
da cápsula e dos ligamentos estão continuamente enviando informações
proprioceptivas para o sistema nervoso central, mantendo-o informado partir
dos fusos musculares coordenando os movimentos voluntários.

As fibras simpáticas controlam o suprimento sangüíneo para a articulação.

Lei de Hilton: Um nervo que supre uma articulação também supre os músculos
que movimentam a articulação e a pele sobre as inserções destes músculos.

LIGAMENTOS

O ligamento é um tendão ou uma faixa de tecido conectivo que une duas


estruturas. Comumente encontrados em associação com as articulações, os
ligamentos são de dois tipos: a maioria é composta de densos feixes de fibras
colágenas e não podem ser distendidos sob condições normais (por exemplo,
ligamento iliofemoral da articulação do quadril, ligamentos colaterais da
articulação do tornozelo). O segundo tipo é composto, em grande parte, de
tecido elástico, e por conseguinte pode refazer o seu comprimento original
após a distensão (por exemplo, ligamento flavo da coluna vertebral e ligamento
calcaneonavicular do pé).

BOLSAS

Uma bolsa é um aparelho de lubrificação que consiste de um saco fibroso-


fechado, delimitado por fina membrana lisa. Suas paredes são separadas por
uma camada de líquido viscoso. As bolsas são encontradas sempre que os
tendões são atritados contra ossos, ligamentos, ou outros tendões. São
comumente encontradas próximo das articulações, onde a pele se atrita contra
estruturas ósseas subjacentes, por exemplo, a bolsa pré-patelar.
Ocasionalmente, a cavidade de uma bolsa comunica-se com a cavidade da
articulação sinovial. Por exemplo, a bolsa suprapatelar comunica-se com a
articulação do joelho, e a bolsa subescapular comunica-se com a articulação
do ombro.

BAINHA SINOVIAL

Uma bainha sinovial é uma bolsa tubular que cerca um tendão. O tendão
invagina a bolsa de um lado, ficando suspenso no interior da bolsa por um
mesotendão. Este permite a entrada dos vasos sangüíneos no tendão ao longo
de seu curso. Em certas situações, onde a variação do movimento é extensa, o
mesotendão desaparece ou permanece na forma de fios estreitos, os vínculos
ou freios (por exemplo, os tendões flexores longos dos dedos das mãos e dos
pés).

VASOS SANGÜÍNEOS

Os vasos sangüíneos são de três tipos: artérias, velas e capilares.

As artérias levam o sangue do coração e o distribuem para os vários tecidos do


corpo por meio de seus ramos. As artérias menores, inferiores a 0,1 mm, de
diâmetro, são denominadas arteríolas. A união de ramos das artérias é
denominada anastomose. Não existem valvas nas artérias.

As artérias terminais anatômicas são vasos cujos ramos terminais não se


anastomosam com os ramos das artérias que suprem áreas adjacentes.
Artérias terminais funcionais são vasos cujos ramos terminais se anastomosam
com os das artérias adjacentes, mas o calibre da anastomose é insuficiente
para manter vivo o tecido caso uma das artérias se torne ocluída.

As veias são vasos que levam o sangue de volta para o coração; multas delas
possuem valvas. As veias menores são denominadas vênulas. As veias
menores, ou tributárias ou afluentes, unem-se para formar veias maiores, que
comumente se ligam umas com as outras para formar plexos venosos. As
artérias profundas de médio calibre são muitas vezes acompanhadas de duas
veias, uma de cada lado, denominadas venae comitantes.

As veias que saem do trato gastrointestinal não vão diretamente para o


coração, mas convergem para a veia porta; esta entra no fígado e divide-se
novamente em veias de tamanho cada vez menor, que por fim se unem aos
capilares dos lóbulos hepáticos. Assim, o sistema porta é um sistema de vasos
interpostos entre dois leitos capilares.

Os capilares são vasos microscópicos com a forma de uma rede conectando


as arteríolas às vênulas.

Em algumas áreas do corpo, sobretudo nas pontas dos dedos das mãos e do
pé, existem conexões diretas entre as artérias e as veias, sem a intervenção de
capilares. Os locais destas conexões são denominados anastomoses
arteriovenosas.

SISTEMA LINFÁTICO

Linfa é o nome dado ao líquido tissular depois de entrar em um vaso linfático.


Os capilares linfáticos são uma rede de finos vasos que drenam a linfa dos
tecidos. Estes capilares, por sua vez, são drenados por pequenos vasos
linfáticos, que se unem para formar grandes vasos linfáticos. Os vasos
linfáticos apresentam um aspecto em contas devido à presença de numerosas
valvas ao longo de seu curso.

A linfa é por fim drenada na corrente sangüínea, mas antes que isso aconteça,
ela passa através de pelo menos um nódulo linfático ou linfonodo,
freqüentemente através de vários linfonodos. Os vasos linfáticos que levam a
linfa para o linfonodo são denominados vasos aferentes; os que a transportam
para fora do linfonodo são os vasos eferentes. A linfa alcança a corrente
sangüínea, na raiz do pescoço, por grandes vasos linfáticos denominados
ducto linfático direito e ducto torácico.

SISTEMA NERVOSO

O sistema nervoso é dividido em duas partes principais: sistema nervoso


central, composto de cérebro e medula espinhal, e sistema nervoso periférico,
composto de nervos cranianos e espinhais e seus gânglios associados.

O sistema nervoso central é composto de grande número de células nervosas


e suas ramificações, mantidas por tecido especializado denominado neuróglia.
Neurônio é o nome dado à célula nervosa e todas as suas ramificações. As
ramificações longas de uma célula nervosa são denominadas axônios, ou
fibras nervosas.

O interior do sistema nervoso central é organizado em substância branca e


cinzenta. A substância cinzenta consiste em células nervosas e das porções
proximais; de suas ramificações, encerradas em neuróglia. A substância
branca consiste em fibras nervosas encerradas em neuróglia.
Na dissecção do sistema nervoso periférico, observa-se que os nervos
cranianos e espinhais são cordões de coloração branco-acinzentada. São
constituídos de feixes de fibras nervosas mantidos por fino tecido areolar.

Existem 12 pares de nervos cranianos que partem do cérebro e passam


através de forâmens do crânio. Existem 31 pares de nervos espinhais que
partem da medula espinhal e passam através de forâmens intervertebrais na
coluna vertebral. Os nervos espinhais são denominados de acordo com as
regiões da coluna vertebral com as quais estão associados: 8 cervicais, 12
torácicos, 5 lombares, 5 sacrais, e 1 coccígico. Observar que existem 8 nervos
cervicais e apenas 7 vértebras cervicais, e que existem um nervo coccígico e 4
vértebras coccígicas.

Cada nervo espinhal é conectado à medula espinhal por duas raízes, a raiz
anterior e a raiz posterior. A raiz anterior consiste em feixes de fibras nervosas
que levam impulsos nervosos para fora do sistema nervoso central. Estas
fibras nervosas são denominadas fibras eferentes. As fibras eferentes que vão
para o músculo esquelético e provocam a sua contração são denominadas
fibras motoras. Suas células de origem situam-se na coluna cinzenta anterior
da medula espinhal.

A raiz posterior consiste em feixes de fibras nervosas que levam impulsos para
o sistema nervoso central, sendo denominadas fibras aferentes Considerando-
se que estas fibras estão relacionadas com a transmissão de informações
sobre as sensações de tato, dor, temperatura, e vibrações, elas são
denominadas fibras sensoriais. Os corpos celulares destas fibras nervosas
estão situados em uma tumefação da raiz posterior denominada gânglio da raiz
posterior.

Em cada forâmen intervertebral, as raízes anterior e posterior unem-se para


formar um nervo espinhal. Aqui, as fibras motoras e sensoriais misturam-se
entre si, de modo que um nervo espinhal é constituído de uma mistura de fibras
motoras e sensoriais. Saindo do forâmen, o nervo espinhal divide-se em um
grande ramo anterior e um ramo posterior de menor calibre. O ramo posterior
passa posteriormente, em torno da coluna vertebral, para suprir os músculos e
a pele do dorso. O ramo anterior continua anteriormente suprindo os músculos
da pele situada sobre a parede ântero-lateral do corpo e todos os músculos e a
pele dos membros.

Na raiz dos membros, os ramos anteriores unem-se entre si para formarem


complicados plexos nervosos . Na raiz dos braços, situam-se os plexos cervical
e braquial, e na raiz das pernas, os plexos lombar e sacral.

É importante saber que a divisão clássica do sistema nervoso em parte central


e periférica é puramente artificial e de conveniência descritiva, pois as
ramificações dos neurônios passam livremente entre ambas. Por exemplo, o
neurônio motor localizado na coluna cinzenta anterior do primeiro segmento
torácico da medula espinhal dá origem a um axônio que passa através da raiz
anterior do primeiro nervo torácico através do plexo braquial, segue em direção
inferior pelo braço e antebraço no nervo ulnar e finalmente alcança as placas
motoras terminais em várias fibras musculares de um pequeno músculo da
mão - uma distância total de cerca de 90 cm.

Para tomar outro exemplo: considerar a sensação de tato sentida na parte


lateral do quinto dedo do pé. Esta área da pele é suprida pelo primeiro
segmento sacral da medula espinhal (S1). Os finos ramos terminais do axônio
sensorial, denominados dendritos, partem dos órgãos sensoriais da pele e
unem-se para formar o axônio do nervo sensorial. Este sobe pela perna no
nervo sural e depois, nos nervos isquiático e tibial, até o plexo lombossacral.
Passa então através da raiz posterior do primeiro nervo sacro para alcançar o
corpo celular no gânglio da raiz posterior do primeiro nervo sacral.

O axônio central entra, agora, no funículo posterior da medula espinhal e sobe


até o nucleus gracilis na medula oblongata - numa distância total de cerca de
1,5 metro. Deste modo, um único neurônio estende-se do quinto dedo do pé
até o interior do cérebro.
Ambos os exemplos ilustram o comprimento extremo de um único neurônio.

SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

O sistema nervoso autônomo é a parte do sistema nervoso relacionada com a


inervação das estruturas involuntárias, como coração, músculos lisos e
glândulas, em todo o corpo. É distribuído através do sistema nervoso central e
periférico. O sistema autônomo pode ser dividido em duas partes, o simpático e
o parassimpático. Em ambas as partes existem fibras nervosas aferentes e
eferentes.

As atividades da parte simpática do sistema autônomo preparam o corpo para


uma emergência. Aceleram a freqüência cardíaca, provocam a constrição dos
vasos sangüíneos periféricos, e elevam a pressão sangüínea. A parte
simpática do sistema autônomo leva a uma redistribuição do sangue, de modo
que, partindo de áreas da pele e do intestino, ele fica disponível para o cérebro,
coração e músculos esqueléticos. Ao mesmo tempo, inibe a peristalse do trato
intestinal e fecha os esfíncteres.

As atividades da parte parassimpática do sistema autônomo têm por objetivo


conservar e restaurar energia. Diminuem a freqüência cardíaca, aumentam a
peristalse do intestino e a atividade glandular e abrem os esfíncteres.

PARTE SIMPÁTICA DO SISTEMA AUTÔNOMO

FIBRAS NERVOSAS EFERENTES. A substância cinzenta da medula espinhal,


do primeiro segmento torácico ate o segundo segmento lombar, possui uma
coluna lateral onde estão localizados os corpos celulares dos neurônios
simpáticos. Os axônios mielinizados destas células deixam a medula espinhal
das raízes nervosas anteriores e depois passam, através dos ramos
comunicantes brancos, para os gânglios paravertebrais do tronco simpático..
Estas fibras celulares são denominadas pré-ganglionares quando passam para
um gânglio periférico. Depois que as fibras pré-ganglionares alcançam os
gânglios do tronco simpático, elas podem ter os seguintes destinos:

1. Podem terminar no gânglio onde entraram, fazendo sinapse com uma célula
excitadora dentro do gânglio. Uma sinapse pode ser definida como o local em
que dois neurônios entram em estreita proximidade, porém não em
continuidade anatômica. O intervalo entre dois neurônios é preenchido por uma
substância neurotransmissora, a acetilcolina. Os axônios dos neurônios
excitadores deixam o gânglio e são desmielinizados. Estas fibras nervosas pós-
ganglionares passam agora para os nervos espinhais torácicos como ramos
comunicantes cinzentos, e são distribuídas nos ramos dos nervos espinhais
para suprirem os músculos lisos das paredes dos vasos sangüíneos, glândulas
sudoríparas, e músculos eretores do pêlo da pele.

2. As fibras que entram nos gânglios do tronco simpático, na parte alta do


tórax, podem ascender no tronco simpático até os gânglios da região cervical,
onde fazem sinapse com as células excitadoras. Aqui, novamente, as fibras
nervosas pós-ganglionares deixam o tronco simpático como ramos
comunicantes cinzentos, e a maior parte delas une-se aos nervos espinhais
cervicais.

Muitas das fibras pré-ganglionares que entram na parte inferior do tronco


simpático a partir dos segmentos torácicos inferiores e dos dois segmentos
lombares superiores da medula espinhal seguem inferiormente até gânglios
das regiões lombar inferior e sacra, onde fazem sinapse com as células
excitadoras. As fibras pós-ganglionares deixam o tronco simpático como ramos
comunicantes cinzentos, que unem os nervos espinhais lombar, sacral e
coccígico.

3. As fibras pré-ganglionares podem passar através dos gânglios para a parte


torácica do tronco simpático sem fazerem sinapse. Estas fibras mielinizadas
formam os nervos esplâncnicos dos quais existem três.

O nervo esplâncnico maior origina-se do quinto ao nono gânglio torácico,


atravessa o diafragma, e faz sinapse com as células excitadoras dentro dos
gânglios do plexo celíaco. Os nervos esplâncnicos menores originam-se do
10.º e 11.º gânglios, atravessam o diafragma, e fazem sinapse com as células
excitadoras; dos gânglios da parte inferior do plexo celíaco. O nervo
esplâncnico imo (inferior) (quando presente) origina-se no 12.ºgânglio torácico,
atravessa o diafragma, e faz sinapse com as células excitadoras; dos gânglios
do plexo renal. Os nervos esplâncnicos são, portanto, compostos de fibras pré-
ganglionares. As fibras pós-ganglionares originam-se das células excitadoras
dos plexos periféricos anteriormente citados, sendo distribuídas para os
músculos lisos e glândulas das vísceras. Algumas fibras pré-ganglionares
passam pelo nervo esplâncnico maior e terminam diretamente nas células da
medula supra-renal. Estas células medulares podem ser consideradas células
excitadoras simpáticas modificadas.

FIBRAS NERVOSAS AFERENTES. As fibras nervosas aferentes mielinizadas


partem das vísceras através dos gânglios simpáticos, sem fazerem sinapse.
Entram no nervo espinhal através dos ramos comunicantes brancos e
alcançam seus corpos celulares no gânglio da raiz posterior do nervo espinhal
correspondente. Os axônios centrais entram na medula espinhal e podem
formar o componente aferente de um arco reflexo local. Outros podem
ascender até os centros autônomos mais elevados, situados no cérebro.

PARTE PARASSIMPÁTICA DO SISTEMA NERVOSO AUTÔNOMO

FIBRAS NERVOSAS EFERENTES. As células conectoras desta parte do


sistema estão localizadas no cérebro e nos segmentos sacrais da medula
espinhal. As do cérebro formam parte do núcleo de origem dos nervos
cranianos 3, 7, 9 e 10 e os axônios emergem do cérebro contido nos nervos
cranianos correspondentes.

As células parassimpáticas sacrais são encontradas na substância cinzenta do


segundo, terceiro e quarto segmentos sacrais da medula. Estas células não
são suficientemente numerosas para formarem uma coluna cinzenta lateral,
como fazem as células pré-ganglionares simpáticas da região toracolombar. Os
axônios mielinizados deixam a medula espinhal nas raízes nervosas anteriores
e espinhais correspondentes. Em seguida, saem dos nervos sacrais e formam
os nervos esplâncnicos pélvicos.

Todas as fibras eferentes até agora descritas são pré-ganglionares e fazem


sinapse com células excitadoras dos gânglios periféricos, usualmente situadas
próximo das vísceras às quais inervam. As fibras pré-ganglionares cranianas
comunicam-se com os gânglios ciliares, pterigopalatinos submandibulares e
óticos. As fibras pré-ganglionares dos nervos esplâncnicos pélvicos fazem
comunicação nos gânglios dos plexos pélvicos. Caracteristicamente, as fibras
pós-ganglionares são desmielinizadas e de comprimento relativamente curto
quando comparadas com as fibras simpáticas pós-ganglionares.

FIBRAS NERVOSAS AFERENTES. As fibras aferentes mielinizadas passam


das vísceras para os seus corpos celulares, localizados ou nos gânglios
sensoriais dos nervos cranianos ou nos gânglios da raiz posterior dos nervos
sacrais. Em seguida, os axônios centrais entram no sistema nervoso central e
tomam parte na formação de arcos reflexos locais, ou passam para centros
mais elevados do sistema nervoso autônomo.

É importante saber que o componente aferente do sistema autônomo é, na


realidade, idêntico ao componente aferente dos nervos somáticos e forma parte
do segmento aferente geral de todo o sistema nervoso. As terminações
nervosas do componente aferente autônomo podem não ser ativadas por
sensações como calor ou tato e sim por distensão ou privação de oxigênio.
Depois que as fibras aferentes entraram no cérebro ou na medula espinhal,
acredita-se que elas passem ao longo das fibras aferentes somáticas, ou sejam
misturadas com elas.

MEMBRANAS MUCOSAS
Membrana mucosa é o nome dado ao revestimento dos órgãos tubulares ou de
passagens que se comunicam com a superfície do corpo. Uma membrana
mucosa consiste, essencialmente, em uma camada de epitélio ligada por uma
camada de tecido conectivo, a lâmina própria. Algumas vezes, no tecido
conectivo está presente músculo liso, denominado muscularis mucosae. Uma
membrana mucosa pode ou não secretar muco em sua superfície.

MEMBRANAS SEROSAS

As membranas serosas delimitam as cavidades do tronco refletidas no interior


das vísceras móveis que se situam dentro destas cavidades. Consistem em
uma camada lisa de mesotélio, mantida por uma fina camada de tecido
conectivo. A membrana serosa que delimita a parede da cavidade é
denominada camada parietal, e a que cobre as vísceras é denominada
camada visceral. O estreito intervalo em forma de fenda que separa estas
camadas forma as cavidades pleural, pericárdica e peritoneal e contém
pequena quantidade de líquido seroso, o líquido pleural. Este lubrifica a
superfície das membranas e permite que as duas camadas deslizem facilmente
uma sobre a outra.

Os mesentérios, omenta e ligamentos serosos são descritos em outros


capítulos deste livro.

Inervação

A camada parietal da membrana serosa desenvolve-se a partir da


somatopleura, sendo ricamente suprida por nervos espinhais. Por conseguinte,
é sensível a todas as sensações comuns, como tato e dor. A camada visceral
desenvolve-se a partir da esplancnopleura, sendo suprida por nervos
autônomos. É insensível ao tato e à temperatura, porém muito sensível à
distensão.

OSSO

O osso é um tecido vivo capaz de modificar sua estrutura em conseqüência do


estresse a que está sujeito. Como outros tecidos conectivos, consiste em
células, fibras e matriz. É duro devido à calcificação de sua matriz extracelular
e possui um grau de elasticidade devido à presença de fibras orgânicas. O
osso possui uma função protetora; por exemplo, o crânio e a coluna vertebral
protegem o cérebro e a medula espinhal das lesões; o esterno e as costelas
protegem as vísceras torácicas e abdominais superiores. Serve como
alavanca, conforme se observa nos ossos longos dos membros. É uma
importante área de armazenamento de sais de cálcio. Abriga e protege, em
suas cavidades, a delicada medula óssea formadora do sangue.

O osso existe sob duas formas: compacto e esponjoso. O osso compacto


aparece como uma massa sólida; o osso esponjoso (trabecular) consiste em
uma rede de ramificações de trabéculas. As trabéculas são dispostas de tal
maneira que resistem ao estresse e se distendem quando o osso é exposto.
Os ossos podem ser classificados, de acordo com. sua forma geral, como se
segue: (1) ossos longos e curtos, (2) ossos irregulares, (3) ossos chatos e (4)
ossos sesamóides. Os ossos longos e curtos são encontrados nos membros;
os ossos chatos e irregulares, no crânio, coluna vertebral e cinturas dos
membros; e os ossos sesamóides, em certos tendões (por exemplo, os do
quadríceps femorais e do flexor longo do hálux).

A medula óssea ocupa a cavidade da medula nos ossos longos e curtos e os


interstícios dos ossos esponjosos nos ossos chatos e irregulares. Por ocasião
do nascimento, a medula de todos os ossos do organismo é vermelha e
hematopoiética. Esta atividade formadora de sangue diminui gradualmente com
a idade, e a medula vermelha é substituída por medula amarela. Aos 7 anos de
idade, a medula amarela começa a aparecer nos ossos distais dos membros.
Esta substituição da medula gradualmente se desloca no sentido proximal, de
modo que, quando o indivíduo se torna adulto, a medula vermelha está restrita
aos ossos do crânio, da coluna vertebral, da caixa torácica, das cinturas
escapular e pélvica, e à cabeça do úmero e do fêmur.

Todas as superfícies ósseas, exceto as de articulação, estão cobertas por uma


espessa camada de tecido fibroso denominado periósteo. O periósteo
apresenta abundante suprimento vascular, e as células de sua superfície mais
profunda são osteogênicas. O periósteo é particularmente bem unido ao osso
em locais onde músculos, tendões e ligamentos estão ligados ao osso. Feixes
de fibras colágenas conhecidas como fibras de Sharpey estendem-se do
periósteo até o osso subjacente. O periósteo recebe um rico suprimento
nervoso e é muito sensível.

Desenvolvimento do Osso

O osso se desenvolve por dois métodos: (1) membranoso e (2) endocondral.


No primeiro método, o osso se desenvolve diretamente de uma membrana de
tecido conectivo; no segundo, um modelo cartilaginoso é inicialmente
estabelecido, sendo mais tarde substituído por osso. Para detalhes das
alterações celulares envolvidas, deve-se consultar obras de histologia ou
embriologia.

Os ossos da abóbada craniana desenvolvem-se rapidamente, pelo método


membranoso, no embrião; isto serve para proteger o cérebro subjacente em
desenvolvimento. Por ocasião do nascimento, persistem pequenas áreas de
membrana entre os ossos, o que é clinicamente importante pois permite aos
ossos certos graus de mobilidade, de modo que o cérebro pode sofrer uma
moldagem durante a sua descida através do canal do parto.

Os ossos longos dos membros são desenvolvidos por ossificação endocondral.


É um processo lento e que só se completa no 18.º ao 20.º ano, ou até mais
tarde. O centro de formação óssea encontrado na haste do osso é denominado
diáfise, e os centros nas extremidades do osso são chamados epífises. A placa
de cartilagem de cada extremidade situada entre a epífise e a diáfise do osso
em crescimento é denominada cartilagem epifisária. A metáfise é a parte da
diáfise que está em contato com a placa epifisária.
CARTILAGEM

A cartilagem é uma forma de tecido conectivo em que as células e fibras estão


embebidas em uma matriz semelhante a um gel, responsável por sua firmeza e
elasticidade. Exceto nas superfícies expostas das articulações, é recoberta por
uma membrana fibrosa denominada pericôndrio. Existem três tipos de
cartilagens: hialina, fibrosa e elástica. A cartilagem hialina apresenta uma alta
proporção de matriz amorfa e possui o mesmo índice de refração das fibras
nela mergulhadas. Durante toda a infância e adolescência, desempenha papel
importante no crescimento em comprimento dos ossos longos (as cartilagens
epifisárias; são compostas de cartilagem hialina). Apresenta maior resistência
ao desgaste e recobre as superfícies articulares e de todas as articulações
sinoviais. É incapaz de ser reparada quando fraturada; o defeito é preenchido
com tecido fibroso.

A cartilagem fibrosa (ou fibrocartilagem) apresenta grande número de fibras


colágenas imersas numa pequena quantidade de matriz. É encontrada nos
discos situados no interior das articulações (por exemplo, as articulações
temporomandibular, esternoclavicular, e nos joelhos) e sobre as superfícies
articulares da mandíbula e da clavícula. Quando lesada, sofre reparação lenta
de modo semelhante ao do tecido fibroso de qualquer outro local. Os discos
articulares são mal supridos de sangue e, portanto, não sofrem reparação
quando lesados.

A cartilagem elástica possui grande número de fibras elásticas imersas na


matriz. Como seria de se esperar, é muito flexível, e encontrada na orelha,
meato auditivo externo, tuba auditiva, e epiglote. Se lesada, sofre reparação
com tecido fibroso.

A cartilagem hialina e a fibrocartilagem tendem a se calcificar, ou mesmo a se


ossificar na vida mais tardia.

Efeitos do Sexo, Raça e Idade Sobre a Estrutura

A anatomia descritiva tende a se concentrar em uma forma descritiva fixa. O


médico deve sempre lembrar que existem diferenças sexuais e raciais, e que a
estrutura do organismo e suas funções modificam-se à medida que a pessoa
cresce e se torna mais idosa.

O homem adulto tende a ser mais alto do que a mulher adulta e possui pernas
mais longas; seus ossos são maiores e mais pesados, e seus músculos
também são maiores. Tem menos gordura subcutânea, o que torna seu
aspecto mais angular. Sua laringe é maior, e as cordas vocais mais longas, de
modo que a voz é mais profunda. Apresenta barba e pêlos corporais vulgares.
Possui pêlos nas regiões axilar e pubiana que se estendem até a região do
umbigo.

A mulher adulta tende a ter menor estatura do que o homem adulto e possui
ossos menores e músculos menos volumosos. Apresenta mais gordura
subcutânea, acúmulo de gordura nas mamas, nádegas e coxas o que lhe
confere um aspecto mais arredondado. O cabelo da cabeça é mais fino, e sua
pele de aspecto mais liso. Apresenta pêlos nas regiões axilar e pubiana, mas
estes não se estendem até o umbigo. A mulher adulta possui mamas maiores,
e uma pelves mais larga do que o homem. Apresenta um ângulo maior de
movimentação no cotovelo, o que resulta em um maior desvio lateral do
antebraço sobre o braço.

Até a idade de aproximadamente 10 anos, meninos e meninas crescem mais


ou menos na mesma proporção. Por volta dos 12 anos, os meninos muitas
vezes começam a crescer mais depressa do que as meninas, de modo que os
homens alcançam a idade adulta mais altos do que as mulheres. A puberdade
começa entre os 10 e os 14 anos nas meninas, e entre os 12 e os 15 nos
meninos. Na menina, durante a puberdade, as mamas aumentam de tamanho
e a pelve se alarga. Por este mesmo tempo, crescem no menino o pênis,
testículo e escroto e em ambos os sexos aparecem pêlos axilares e pubianos.

Diferenças raciais podem ser observadas na cor da pele, dos cabelos e olhos,
e na forma e tamanho dos olhos, nariz e lábios. Africanos e escandinavos
tendem a ser mais altos devido às pernas mais longas, enquanto os orientais
tendem a ser baixos, com pernas curtas. As cabeças dos centro-europeus e
orientais também tendem a ser arredondadas e alargadas.

Após o nascimento e durante a infância, as funções orgânicas tornam-se


progressivamente mais eficazes, alcançando o seu grau máximo de eficácia no
adulto jovem. Durante a idade adulta mais tardia e na velhice, muitas funções
orgânicas se tornam menos eficientes.

Observações Clínicas

Temos Anatômicos Descritivos

É importante que o estudante de medicina possua uma sólida compreensão


destes termos. Sem eles, é impossível discutir ou registrar exatamente as
funções anormais das articulações, ações dos músculos, alteração da posição
dos órgãos, a exata localização de tumefações ou tumores, e assim por diante.

PELE

O conhecimento geral da orientação das linhas de clivagem ajuda bastante o


cirurgião na realização de incisões que resultam em cicatrizes esteticamente
aceitáveis. Isto é particularmente importante no caso de mulheres e nas áreas
do corpo normalmente não cobertas pelas roupas. Por exemplo, um vendedor
pode perder o emprego se uma operação deixar-lhe uma medonha cicatriz no
rosto.

As dobras ungueais, folículos pilosos e glândulas sebáceas são pontos comuns


de entrada nos tecidos subjacentes de organismos patogênicos, como o
Staphylococcus aureus. A infecção que ocorre entre a unha e a dobra ungueal
é denominada paroníquia. A infecção do folículo piloso e da glândula sebácea
é responsável pelo furúnculo comum. Um carbúnculo é uma infecção
estafilocócica da fáscia superficial que ocorre com frequência na nuca e
geralmente começa como uma infecção de um folículo piloso ou um grupo de
folículos pilosos.

Um cisto sebáceo é devido à obstrução da abertura de um ducto sebáceo,


podendo ser causado por lesão causada por pente ou por infecção. Ocorre
com maior freqüência no couro cabeludo.
Um paciente em estado de choque está pálido e apresenta uma pele arrepiada
devido a hiperatividade do sistema simpático que determina vasoconstricção
das arteríolas dérmicas e contração dos músculos eretores do pêlo.

A profundidade de uma queimadura determina o método e o grau de


cicatrização. Uma queimadura da pele de espessura parcial cicatriza a partir
das células dos folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas, bem como
das células situadas nas extremidades da queimadura Outra que se estende
mais profundamente do que as glândulas sudoríparas cicatriza-se muito
lentamente, apenas a partir das extremidades, havendo uma considerável
contratura causada pelo tecido fibroso. Para acelerar a cicatrização e reduzir a
incidência de contratura, deve-se realizar um enxerto em uma queimadura
profunda.

Os enxertos de pele são de dois tipos principais: enxerto de meia espessura e


de espessura completa. No enxerto de meia espessura, a maior parte da
epiderme, inclusive as pontas das papilas dérmicas, é removida da parte
doadora e colocada sobre a receptora. Isto deixa na parte doadora, com
objetivo de reconstrução, as células epidérmicas situadas ao lado das papilas
dérmicas, e as células dos folículos e glândulas sudoríparas.

Um enxerto cutâneo de espessura completa inclui a epiderme e a derme, e


para sobreviver exige um rápido estabelecimento de uma nova circulação no
seu interior, na parte receptora. A parte doadora é usualmente coberta por
enxerto de meia espessura, realizado sob a forma de um enxerto pediculado,
no qual um retalho cutâneo de espessura completa é retirado e suturado em
posição, na parte receptora, deixando a base do retalho com seu suprimento
sangüíneo intacto na parte doadora.

FÁSCIAS

Um conhecimento da disposição das fáscias profundas muitas vezes explica o


caminho tomado por uma infecção quando esta se dissemina a partir de seu
ponto primário. Por exemplo, no pescoço, os diversos planos fasciais explicam
como a infecção pode se estender a partir da região do assoalho da boca para
a laringe.

MÚSCULO
A determinação do tônus do músculo é um exame clínico importante. Quando
um músculo está flácido os neurônios aferentes ou eferentes, ou ambos,
envolvidos no arco reflexo necessário para a produção do tônus muscular são
interrompidos.

Por exemplo, se um tronco nervoso de um músculo é seccionado, ambos os


neurônios serão interrompidos. Se a poliomielite comprometer as células
cinzentas da coluna cinzenta anterior ao nível da medula espinhal que inerva o
músculo, os neurônios motores eferentes não funcionarão. Por outro lado,
quando um músculo se encontra hipertônico, existe a possibilidade de uma
lesão comprometendo neurônios motores superiores na medula espinhal ou no
cérebro.

É desnecessário destacar a importância de se conhecer as ligações de todos


os principais músculos do corpo. Apenas com este conhecimento é possível
compreender-se as ações normais ou anormais de músculos individuais ou
grupos musculares. Como se pode até tentar analisar, por exemplo, a marcha
anormal de um paciente sem essa informação?

O aspecto geral e a forma dos músculos também devem ser observados, pois
um músculo paralisado ou um que não é utilizado (como ocorre quando se
imobiliza um membro num molde de gesso) atrofia-se rapidamente e muda de
forma. No caso dos membros, vale sempre lembrar que para fim de
comparação existe outro músculo do lado oposto do corpo.

ARTICULAÇÕES

Devemos nos certificar da variação normal do movimento de todas as


articulações. Quando os ossos de uma articulação não estiverem mais em sua
relação anatômica normal entre si, diz-se então que a articulação está
deslocada (luxada). Algumas das articulações são particularmente suscetíveis
ao deslocamento devido à falta de suporte pelos ligamentos, à má forma das
superfícies articulares, ou à ausência de suporte muscular adequado.
Constituem exemplos as articulações do ombro, temporomandibular e
acromioclavicular. O deslocamento do quadril é geralmente congênito, causado
pelo desenvolvimento inadequado da cavidade que normalmente mantém a
cabeça do fêmur firmemente em posição.

A presença de discos cartilaginosos; no interior das articulações, sobretudo


aquelas que suportam peso, como no caso do joelho, as torna particularmente
suscetíveis a lesões nos esportes. Durante um movimento rápido, o disco
perde a sua relação normal com os ossos e fica esmagado entre superfícies
que suportam o peso.

Em certas doenças do sistema nervoso (por exemplo, na siringomielia), a


sensação de dor articular é perdida. Isto significa que sensações da dor sentida
quando uma articulação se movimenta além de sua faixa normal de movimento
não são experimentadas. Este fenômeno resulta na destruição da articulação.
É de grande valor o conhecimento da classificação das articulações, pois sabe-
se que certas doenças acometem somente certos tipos de articulações. Por
exemplo, a artrite gonocócica compromete as grandes articulações sinoviais,
como tornozelo, cotovelo ou punho. A artrite tuberculosa também afeta as
articulações sinoviais, podendo começar na membrana sinovial ou no osso.

Também é importante lembrar que mais de uma articulação pode receber a


mesma inervação. Por exemplo, as articulações da bacia e do joelho são
supridas pelo nervo obturador. Assim, o paciente com uma doença limitada a
uma destas articulações pode sentir dor em ambas.

BOLSAS E BAINHAS SINOVIAIS

Bolsas e bainhas sinoviais são, geralmente, local de doenças traumáticas ou


infecciosas. Por exemplo, as bainhas tendinosas do extensor da mão podem
ficar inflamadas após uso excessivo ou inabitual; pode ocorrer uma inflamação
da bolsa pré-patelar em conseqüência de trauma pelo ato repetido de se
ajoelhar sobre uma superfície dura.

VASOS SANGÜÍNEOS

As doenças dos vasos sangüíneos são muito comuns. A anatomia superficial


das artérias principais, sobretudo a dos membros, deve ser aprendida nas
seções apropriadas deste livro. A circulação colateral da maior parte das
grandes artérias deve ser compreendida, devendo-se fazer a distinção entre
artérias terminais anatômicas e artérias terminais funcionais.

Todas as grandes artérias que cruzam uma articulação apresentam tendência


a serem torcidas durante movimentos da articulação. Entretanto, o fluxo distal
de sangue não é interrompido, pois geralmente existe uma anastomose
adequada entre ramos da artéria que se originam dos lados proximal e distal
em relação à articulação. Os canais sangüíneos alternativos, que se dilatam
sob estas circunstâncias, formam a circulação colateral. O conhecimento da
existência e posição desta circulação pode ser de importância vital caso seja
necessário ligar uma grande artéria lesada por trauma ou doença.

As artérias coronárias são artérias terminais funcionais, e caso sejam


bloqueadas por doença (a oclusão arterial coronária é comum), o músculo
cardíaco, normalmente suprido por esta artéria, receberá sangue insuficiente e
sofrerá necrose. O bloqueio de uma grande artéria coronária resulta na morte
do paciente.

SISTEMA LINFÁTICO

O sistema linfático não é, muitas vezes, destacado pelos anatomistas por ser
de difícil observação num cadáver. Entretanto, é de vital importância para um
médico praticante, e a drenagem linfática de todos os órgãos principais do
corpo, inclusive a pele, deve ser conhecida
O paciente pode se queixar de uma tumefação produzida pelo aumento de um
linfonodo. O médico deve conhecer as áreas do corpo que drenam a linfa para
um linfonodo particular, se for capaz de encontrar o local primário da doença.
Com muita freqüência, o paciente ignora a doença primária, que pode ser um
pequeno e indolor câncer da pele.

Inversamente, o paciente pode se queixar de uma úlcera dolorosa da língua,


por exemplo, e o médico deve conhecer a drenagem linfática da língua para ser
capaz de determinar se a doença disseminou-se além dos limites da língua.

SISTEMA NERVOSO

A área da pele suprida por um único nervo espinhal, e portanto um único


segmento da medula espinhal, é denominada dermátomo. No tronco,
dermátomos adjacentes interpõem-se em extensão considerável, de modo que
para se produzir uma região de anestesia completa pelo menos três nervos
espinhais contíguos devem ser seccionados. As tabelas dos dermátomos das
superfícies anterior e posterior- do corpo estão apresentadas nas Figs. 1-30 e 1-31.

Nos membros, a disposição dos dermátomos é mais complicada, o que se


deve às alterações embriológicas que têm lugar quando os membros crescem
para fora da parede torácica. Para detalhes, consultar as Figs. 1-30 e 1-31.

Um médico deve ter um conhecimento funcionante da inervação segmentar


(por dermátomos) da pele, pois, com a ajuda de um alfinete ou de um pedaço
de algodão, ele pode determinar se a função sensorial de um nervo espinhal
particular, ou de um segmento da medula espinhal, está ou não funcionando
normalmente.

Os músculos esqueléticos também recebem uma inervação segmentar. A


maior parte destes músculos é inervada por dois, três ou quatro nervos
espinhais, e por conseguinte pelo mesmo número de segmentos da medula
espinhal. Para paralisar um músculo completamente seria então necessário
seccionar vários nervos espinhais, ou destruir vários segmentos da medula
espinhal.

Aprender a inervação segmentar de todos os músculos do organismo é tarefa


impossível. Não obstante, a inervação segmentar dos seguintes músculos deve
ser conhecida, pois é possível testá-los provocando reflexos musculares no
paciente (Fig. 1-32).

Reflexo do tendão do bíceps braquial C5-6 (flexão da articulação do cotovelo,


batendo-se de leve no tendão do bíceps).

Reflexo do tendão do tríceps C6-8 (extensão da articulação do cotovelo,


batendo-se de leve no tendão do tríceps).
Reflexo do tendão braquiorradial C7-8 (supinação das articulações
radioulnares, batendo-se de leve na inserção do tendão braquiorradial).

Reflexos abdominais superficiais (contração dos músculos abdominais


subjacentes, riscando-se a pele). Pele do abdome superior T6-7; pele do
abdome médio T8-9; pele do abdome inferior T10-12.

Reflexo do tendão patelar (impulsão dos joelhos) L2-4 (extensão da articulação


do joelho, batendo-se de leve no tendão patelar).

Reflexo do tendão de Aquiles (impulsão do tornozelo) L5-S2 (flexão plantar da


articulação do tornozelo, batendo-se de leve no tendão de Aquiles).
Reflexo Plantar superficial L5-S2 (flexão dos artelhos, riscando-se firmemente a
sola do pé).

Sistema Nervoso Autônomo

Existem muitas drogas e procedimentos cirúrgicos que podem modificar a


atividade do sistema nervoso autônomo. Por exemplo, podem ser
administradas drogas para diminuir a pressão sangüínea, afetando a função
normal dos gânglios simpáticos e provocando vasodilatação dos vasos
sangüíneos periféricos. Em paciente com doença arterial grave,
comprometendo as artérias principais do membro inferior, este pode, algumas
vezes, ser salvo, seccionando-se a inervação simpática para os vasos
sangüíneos. Isto produz vasodilatação e permite a passagem de uma
quantidade adequada de sangue através da circulação colateral, fazendo assim
um bypass através da obstrução.

EFEITOS DA IDADE SOBRE A ESTRUTURA

O fato de a estrutura e a função das modificações orgânicas no homem


poderem parecer evidentes com a idade é quase sempre negligenciado. A
seguir, serão dados alguns exemplos destas alterações:

1. No lactente, os ossos do crânio são mais elásticos do que no adulto, e por


esta razão, fraturas do crânio são muito mais comuns no adulto do que nas
crianças pequenas.

2. O fígado é relativamente muito maior nas crianças do que no adulto. No


lactente, a margem inferior do fígado estende-se, inferiormente, até um nível
mais baixo do que no adulto. Esta é uma consideração importante quando se
faz um diagnóstico de aumento do fígado.

3. A bexiga urinária na criança não pode ser inteiramente acomodada na pelve


devido ao pequeno tamanho da cavidade pélvica, sendo encontrada na parte
inferior da cavidade abdominal. À medida que a criança cresce, a pelve se
alarga e a bexiga se aprofunda, tornando-se um verdadeiro órgão pélvico.

4. Ao nascimento, toda a medula óssea é da variedade vermelha. Com o


avançar da idade, a medula vermelha diminui nas extremidades dos ossos, de
modo que no adulto está em grande parte confinada aos ossos da cabeça,
tórax e abdome.

5. Os tecidos linfáticos alcançam o seu grau máximo de desenvolvimento na


puberdade, e daí em diante atrofiam-se, de modo que no velho está
consideravelmente reduzido.

Problemas Clínicos

1. Na anamnese de uma paciente constata-se que ela apresenta uma incisão


infraumbilical paramediana direita, através da pele da parede abdominal
anterior. Onde exatamente foi feita esta incisão? ( Resposta)

2. A declaração de um médico afirma que um paciente apresenta um tumor


pequeno e móvel sobre o dorso do pé, exatamente proximal à base dos dedos
do pé e situado superficialmente em relação aos ossos e tendões extensores,
porém em situação profunda em relação à fáscia superficial. Examine seu
próprio pé e tente visualizar onde este tumor está localizado.( Resposta)

3. Após um ataque de pericapsulite da articulação do ombro, um paciente acha


que os movimentos da articulação estão restritos. Ao exame, a abdução está
limitada a 30º, não existe rotação lateral, e a extensão está limitada a 10º. A
flexão é livre. Demonstre esta incapacidade em sua própria articulação do
ombro.( Resposta)

4. Em conseqüência de uma osteoartrite, um paciente de 60 anos apresenta


movimentos muito restritos na articulação do quadril direito. Ao exame, o
paciente mantém sua articulação em flexão parcial, abdução e rotação lateral.
A faixa de amplitude dos movimentos está limitada em todas as direções,
sobretudo na abulação e rotação interna. Demonstre esta incapacidade em sua
própria articulação do quadril. ( Resposta)

5. Um paciente com história de poliomielite comprometendo as células da


coluna anterior dos segmentos torácico inferior e lombar da medula espinhal
apresenta grave deformidade da flexão lateral esquerda da coluna vertebral.
Explicar esta condição em termos anatômicos e fisiológicos.( Resposta)

6. Após uma lesão da articulação do Cotovelo direito, descobre-se que um


paciente é incapaz de executar a pronação do antebraço. Demonstre isso em
seu próprio antebraço. ( Resposta)

7. Após sofrer severo estiramento da articulação do tornozelo esquerdo


enquanto jogava tênis, uma paciente apresenta dor considerável quando tenta
mover o pé, de modo que a planta fique voltada para a região medial. Qual é o
termo anatômico correto para o movimento do pé que produz a dor?
( Resposta)

8. Após uma lesão grave do nervo da parte anterior do antebraço, exatamente


proximal ao punho, um paciente é incapaz de realizar a abdução dos dedos.
Demonstre, em sua própria mão, o que o paciente é incapaz de fazer com seus
dedos. ( Resposta)

9. Uma atriz de cinema está preocupada com uma nova cicatriz de sua parede
abdominal anterior. Ela diz que desde a idade de 16 anos, após uma
apendicectomia, apresentava uma pequena cicatriz oblíqua do lado direito
inferior de seu abdome. Esta cicatriz é pequena e dificilmente perceptível.
Recentemente, sua vesícula biliar foi removida através de uma incisão supra-
umbilical paramediana vertical direita, e a cicatriz é ampla e saliente. Você
pode explicar por que as cicatrizes são tão diferentes? ( Resposta)

10. Um paciente apresenta um grande abscesso no pescoço que exige


drenagem através de uma incisão cirúrgica. Nesta situação, você usaria uma
incisão horizontal ou vertical para obter os melhores resultados estéticos?
( Resposta)

11. (a) Um trabalhador apresentou severa queimadura do antebraço, com


cerca de 10 cm de diâmetro. Em profundidade, estendia-se ate a parte
superficial da derme. A partir de que ponto as células epidérmicas deveriam se
regenerar? (b) Outro paciente apresenta uma queimadura que penetra até a
faixa superficial. A partir de onde as células epidérmicas se regenerariam neste
paciente?( Resposta)

12. Em que locais da superfície da pele intacta situam-se organismos


patogênicos com probabilidade de penetrar na derme ou no tecido
subcutâneo?( Resposta)

13. Foi feito um diagnóstico de que um tumor da coluna vertebral está


comprimindo os segmentos lombares da medula espinhal de um paciente. Este
apresenta perda de sensação da pele sobre a superfície anterior da coxa e é
incapaz de estender a articulação do joelho. Ao exame, descobre-se que os
músculos da parte ventral da coxa se atrofiaram e não apresentam tônus, e
que a oscilação do joelho está ausente. Explicar estes achados em termos
anatômicos e fisiológicos.( Resposta)

14. Um paciente de 65 anos apresentou uma hemorragia cerebral que destruiu


os neurônios motores superiores de um lado do cérebro. Ao exame de sua
perna direita, descobriu-se que os músculos estavam hipertônicos. Explicar isto
em termos anatômicos e fisiológicos.( Resposta)

15. Uma dona-de-casa foi recentemente empregada numa fábrica. Durante


seis horas por dia ela opera uma máquina e tem de movimentar repetidamente
uma alavanca, que exige que ela estenda e flexione a sua articulação do
punho. Ao fim da segunda semana de trabalho ela começou a apresentar dor
na superfície posterior do punho e observou uma tumefação nesta área. Qual a
explicação anatômica para o seu desconforto? ( Resposta)

16. Um homem de 40 anos decidiu ladrilhar o chão de uma grande cozinha e


do quarto de sua casa. Isto envolveu muitas horas de trabalho de joelhos sobre
uma superfície dura. Após cinco dias, ele observou uma tumefação mole na
superfície anterior de sua articulação do joelho. Qual a explicação anatômica
para o seu desconforto?( Resposta>)

17. Um jovem jogador de beisebol, retornando ao seu time após ser


hospitalizado por uma grave lesão em seu joelho esquerdo, declarou que o
menisco articular mediano fora dilacerado. Acrescentou que a cartilagem se
regenerara, a laceração havia cicatrizado, e seus joelhos estavam tão bons
como antes do acidente. Comente esta afirmação.( Resposta)

18. Uma jovem mulher apresentou grave infecção sob a extremidade lateral da
unha de seu dedo indicador direito. Ao exame observava-se uma série de
linhas vermelhas que se estendiam até o dorso da mão e ao redor da parte
dianteira do antebraço e braço, até o oco axilar: A palpação da axila revelou
grande número de linfonodos aumentados e moles. O que eram as linhas
vermelhas, e por que os linfonodos estavam aumentados?( Resposta)

19. Num exame postmortem, encontrou-se um ramo da artéria coronária


esquerda de um paciente bloqueado. Uma grande área de músculo cardíaco
estava necrosada. Qual a explicação anatômica para a necrose do músculo?
( Resposta)

20. Um rapaz de 19 anos está sob suspeita de leucemia. Decidiu-se confirmar


o diagnóstico realizando-se uma biópsia de medula óssea. O residente obteve
uma amostra de medula da extremidade inferior da tíbia, mas ficou surpreso ao
saber que a amostra era inútil para finalidades diagnósticas. Quais os
comentários que você faria sobre isto?( Resposta)

Respostas: Termos Anatômicos Descritivos


1. Ver Fig.

2. Autodemonstração.

3. Autodemonstração.

4. Autodemonstração.

5. O vírus da poliomielite ataca e destrói as células da coluna anterior da


medula espinhal. Isto resultou, neste caso, em paralisia dos músculos,
que normalmente provoca a flexão lateral da coluna vertebral sobre o
lado direito. Os músculos do lado esquerdo, não apresentando agora
qualquer oposição, causaram lentamente a deformidade da: flexão
lateral esquerda.

6. Autodemonstração.

7. Inversão.

8. Autodemonstração. A paciente é incapaz de separar os dedos.


9. A incisão da apendectomia foi realizada ao longo de uma das linhas de
clivagem com distúrbio mínimo do colágeno dérmico. A incisão da vesícula
biliar foi realizada em ângulo reto em relação às linhas de clivagem com
distúrbio máximo do colágeno dérmico. O cirurgião sabia deste efeito, mas
decidiu pela incisão vertical para permitir maior exposição. A segurança da
paciente deve ter maior prioridade do que os efeitos estéticos da futura
cicatriz.

10. Deve-se realizar uma incisão horizontal, se possível, seguindo-se uma


das dobras da pele do pescoço.

11. (a) A regeneração teria lugar a partir das células epidérmicas dos
folículos pilosos, glândulas sebáceas, e glândulas sudoríparas, e das
células epidérmicas nas extremidades da queimadura. (b) A regeneração
teria lugar a partir das células epidérmicas das extremidades das glândulas
sudoríparas que se situam na fáscia superficial, situada na extremidade da
queimadura. Um enxerto de pele de espessura média é o tratamento de
escolha.

12. Folículos pilosos e glândulas sudoríparas.

13. O tumor destruiu ou está interrompendo a função normal das fibras


eferentes e fibras aferentes dos segmentos lombares da medula espinhal.
Isto explicaria a perda de função motora dos músculos da parte anterior da
coxa (o quadríceps femoral) na debilidade destes músculos, e a perda do
reflexo patelar (segmento L2-4). A perda da sensação cutânea está restrita
aos dermátomos LI, 2, 3 e 4. A ausência de tônus muscular se deve à
interrupção do arco reflexo nervoso sobre o qual este tônus muscular se
baseia. (Ver texto.)

14. A destruição das conexões nervosas entre os centros nervosos


superiores e a medula espinhal priva os neurônios motores inferiores de
impulsos inibitórios. Isto resulta no aumento da agilidade do arco reflexo
simples, do qual depende o tônus do músculo esquelético. Desta maneira, o
tônus do músculo está aumentado acima do nível normal.

15. A extensão desusada e repetida do punho produziu uma tenossinovite


traumática das bainhas sinoviais dos tendões extensores longos do dedos.

16. O paciente apresentava uma bursite traumática da bursa pré-patelar em


conseqüência de pequenos traumatismos repetidos aplicados ao joelho ao
se ajoelhar sobre uma superfície dura.

17. Uma laceração severa de um disco cartilagíneo nunca cicatriza. E usual


operar e remover o disco afetado caso esteja interferindo com o
funcionamento normal da articulação.

18. A infecção sob a unha espalhou-se para os vasos linfáticos e nodos


linfáticos de drenagem. Os vasos linfáticos estavam avermelhados e
inflamados (Iinfangite) e podiam ser vistos através da pele. Os nodos
linfáticos estavam inflamados (linfadenite) e amolecidos.

19. As artérias coronárias; são artérias terminais funcionais. Quando uma


artéria coronária é bloqueada, o calibre de seus ramos de anastomose é
insuficiente para manter vivo o músculo cardíaco, ocorrendo necrose.
20. Um indivíduo de 19 anos em condições normais possui apenas medula
amarela não hematopoiética nos órgãos distais dos membros. Nesta idade,
pode-se obter uma amostra satisfatória de biópsia da medula vermelha a
partir do esterno ou das cristas ilíacas.