You are on page 1of 7

Nome sujo?

Saiba como limpar seu nome do SPC, SERASA e outros


órgãos.

ATENÇÃO : Não existem "fórmulas mágicas" para tirar o nome de cadastros de


restrição ao crédito como SPC ou SERASA.

Portanto, se você viu algum anúncio na internet ou jornal informando que faz esta
exclusão "em alguns dias e sem pagar as dívidas" é golpe e você vai perder o seu
dinheiro!

Leia a matéria Golpe do “Saia do SPC e SERASA sem pagar as dívidas”.

Basicamente, há 3 formas de se retirar o nome do SPC / SERASA:

1. Pelo pagamento da dívida:

A pessoa que pagar a dívida deve ter seu nome excluído de forma imediata destes
cadastros (prazo máximo de 5 dias úteis, segundo o Código de Defesa do Consumidor).

O acordo parcelado também é uma forma de se extinguir uma dívida, normalmente já


em atraso, e se criar uma nova dívida para pagamento em novas parcelas com novas
datas de vencimento, a contar da assinatura do acordo.

Portanto, com o acordo e o pagamento da primeira parcela, a dívida antiga está extinta,
ou seja, não existe mais e também não podem existir mais cadastros negativos de SPC
ou SERASA em relação a mesma, sendo que o credor tem o prazo legal de 5 dias úteis
para retirada do nome do devedor dos cadastros.

O que existe agora é uma nova dívida, com novas datas para pagamento e que não
poderá gerar qualquer restrição em SPC ou SERASA enquanto estiver sendo paga
corretamente.

O credor não pode obrigar o devedor a pagar todas as parcelas para ter seu nome
retirado dos cadastros do SPC e SERASA.

Se o credor não retirar o nome do consumidor dos cadastros restritivos, mesmo após o
pagamento da dívida ou da assinatura do acordo e pagamento da primeira parcela, então
é caso de ação judicial exigindo a imediata retirada via antecipação de tutela, bem como
pedindo danos morais pela manutenção indevida do registro negativo.

2. Pelo decurso do prazo de 5 anos

A lei estabelece, no artigo 206, § 5º do Novo Código Civil o prazo de 5 anos para que o
credor possa cobrar a dívida. Após este prazo a dívida estará prescrita (não poderá mais
ser cobrada na justiça ou constar de cadastros restritivos, como SPC e SERASA).

O artigo 43, § 1º do Código de Defesa do Consumidor, também prevê o prazo máximo


de 5 anos para que o nome de alguém possa ficar cadastrado nestes órgãos (este prazo
conta da data em que a dívida deveria ter sido paga mas não foi e não da data do
cadastro).

Portanto, completados os 5 anos a dívida deve ser excluída dos cadastros


imediatamente.

* Cuidado com a renovação indevida de cadastros

Algumas empresas estão "renovando" o cadastro no SPC / SERASA antes que este
complete 5 anos, com a alegação de que o consumidor teria feito uma "renegociação" da
dívida a qual não teria sido paga, o que na verdade não ocorreu e serve apenas para
manter a restrição por mais 5 anos e forçar o consumidor a pagar o valor da dívida
(acrescido de juros, multas e outros encargos, muitas vezes abusivos) para ter seu nome
limpo.

Isto também tem acontecido em casos de “venda” da dívida para outras empresas. Estas
empresas alegam que compraram a dívida mas não têm contrato de compra, tampouco
fazem a notificação do credor nos termos exigidos pelo artigo 290 do Código Civil,
tornando o cadastro no SPC e SERASA indevido. (* Clique aqui e leia o artigo)

Nestes casos cabe uma ação judicial pedindo uma liminar para exclusão dos cadastros e
indenização por danos morais causados pelo "novo" cadastro, que é indevido.

3. Pela discussão judicial da dívida que originou o cadastramento:

Desta forma, a pessoa discutirá a existência ou o valor da dívida e seus encargos.

Infelizmente, é comum a manutenção ou inclusão do nome do consumidor em cadastros


restritivos de crédito por dívidas já quitadas, assim como a inclusão por dívidas que
jamais foram feitas pelo consumidor (caso de fraudes).

Neste caso o consumidor deve recorrer à Justiça com os comprovantes de pagamento


em mão, ou com boletim de ocorrência policial informando a fraude, com base no fato
de que jamais teve qualquer contrato com a empresa que lhe cadastrou e deve pedir uma
ordem judicial, via antecipação de tutela, para que o seu nome seja excluído com o
máximo de urgência, também deve pedir danos morais pela manutenção ou cadastro
indevido de seu nome nos órgãos de restrição ao crédito.

No caso de discussão judicial sobre cláusulas contratuais abusivas, tais como cobrança
de juros, multas e encargos abusivos, dentre estes a capitalização de juros (juros sobre
juros) e a comissão de permanência, o consumidor, através de advogado e contador,
deve fazer um recálculo dos valores financiados e através de pedido de antecipação de
tutela deve depositar os valores recalculados na Justiça.

Se for deferido o pedido, a Justiça deverá determinar a suspensão do cadastro em órgãos


de restrição ao crédito enquanto o processo estiver sendo discutido e os valores
estiverem sendo depositados. Há várias decisões do STJ sobre este tema, dizendo que é
constrangimento e ameaça ao consumidor o ato de inscrever e manter seu nome nestes
cadastros quando a dívida está em discussão.

* Não caia nos golpes dos anúncios que dizem que "tiram o nome do SPC e SERASA,
sem o pagamento da dívidia, independente do valor ou do tempo de inscrição", você vai
perder o seu dinheiro!

Ainda com Dúvidas? Clique aqui!

Fonte: SOS Consumidor - Serviço de Orientação ao consumidor

Cuidado com os cadastros indevidos!

Muita atenção, pois uma nova onda abuso contra os consumidores está tomando conta
do Brasil.

Você vai fazer uma compra e descobre que seu nome está com restrições.

Junto ao SPC e SERASA, surpreso, descobre uma inscrição feita por (1) uma empresa
da qual nunca ouviu falar ou (2) por uma empresa que você tinha uma dívida
antiga mas que já havia saído dos cadastros porque completou 5 anos.

- O que pode estar acontecendo?

No primeiro caso (1), você pode estar sendo vítima de protestos nos cartórios ou
cadastros restritivos indevidos no SPC e SERASA feitos por empresas que
‘compram’ de outras empresas dívidas ‘podres’ (que não conseguiram ser cobradas
ou que já tem mais de 5 anos).

Lembre-se que, como já explicado no site, o prazo máximo para que uma dívida possa
permanecer no protesto ou nos cadastros de SPC e SERASA é de 5 anos a contar da
data de vencimento da dívida (data em que deveria ter sido paga e não foi), e não da
data do protesto ou da inclusão do cadastro. Portanto, a venda da dívida (cessão do
crédito) ou o protesto de título não renova este prazo de 5 anos!

* Veja no final deste artigo algumas empresas que foram denunciadas pelos leitores,
como praticantes deste tipo de procedimento.

No segundo caso (2), é provável que você seja mais uma vítima das empresas que
utilizam-se da ‘renegociação fantasma por telefone’ de dívida antiga, no qual o
consumidor nunca fez renegociação alguma, mas a empresa alega que ‘fez sim’ um
acordo por telefone, apenas para renovar a dívida, criando uma nova dívida e assim,
fazendo um novo cadastro, com novo número de contrato, com o único objetivo de
enganar o SPC e SERASA e sujar seu nome por mais 5 anos, contados da data de não
pagamento da suposta renegociação’.

Este tipo de agir tem como objetivo principal forçar o consumidor, que desconhece seus
direitos, a pagar a dívida para ter o seu nome limpo novamente.

- Como eles podem cadastrar uma dívida com mais de 5 anos se o SPC e SERASA
não mantêm cadastros de dívidas após este período?
A lei é clara pois, dívidas com mais de 5 anos, contados da data do vencimento (data em
que deveria ter sido paga mas não foi) e não da data do protesto ou cadastro, não podem
mais constar em registros de cartórios de protestos ou do SPC e SERASA.

Os órgãos de restrição ao crédito (SPC e SERASA) cumprem a lei, e não mantêm


cadastros de dívidas por mais de 5 anos (a contar da data do vencimento da dívida).

Todavia, estas empresas enganam o SPC e SERASA, incluíndo em seus cadastros


dívidas antigas com novas datas de vencimento, alegando que se trata de um novo
contrato (renegociação ou acordo) que teria sido feito (normalmente por telefone) e não
pago pelo consumidor, com novos números e até novos credores (no caso de venda da
dívida) e com isto o órgão de restrição não tem como saber que àquela inscrição já não
poderia mais constar nos cadastros, pois gerada de uma dívida com mais de 5 anos.

- Por que o cadastro no SPC e SERASA feito pelas empresas que compram as
dívidas (‘cessão de crédito’) seria ilegal?

Embora a venda da dívida (cessão do crédito) de uma empresa para a outra seja legal
(esteja dentro da lei), as inscrições no SPC e SERASA feitas por estas empresas são
ilegais, conforme iremos explicar a seguir, e cabe ação judicial contra a empresa que
cadastrou e a que vendeu a dívida, exigindo a exclusão do cadastro e indenização pelos
danos morais oriundos do cadastro negativo.

Segundo o artigo 288 do Código Civil, que trata da cessão de crédito:

"Art. 288. É ineficaz, em relação a terceiros, a transmissão de um crédito, se não


celebrar-se mediante instrumento público, ou instrumento particular revestido das
solenidades do § 1o do art. 654."

Art 654:

"§ 1o O instrumento particular deve conter a indicação do lugar onde foi passado,
a qualificação do outorgante e do outorgado, a data e o objetivo da outorga com a
designação e a extensão dos poderes conferidos."

Portanto, é obrigatória a existência de um contrato de cessão (venda) específico da


dívida relativa ao consumidor, constando os dados relativos a dívida que está sendo
cedida (número do contrato, valor, datas de vencimento, etc), qualificação da empresa
que esta cedendo o crédito e da empresa que está comprando, a data, o objetivo do
contrato e os poderes relativos ao mesmo.

Se este contrato não existir ou não tiver as formalidades determinadas pela lei, ele não
terá validade em relação a terceiros e o cadastro por parte da empresa que alega que
"comprou" a dívida do consumidor em órgãos de restrição ao crédito como SPC e
SERASA será ilegal.

Segundo o artigo 290 do Código Civil:

"A cessão do crédito não tem eficácia em relação ao devedor, senão quando a este
notificada; mas por notificado se tem o devedor que, em escrito público ou particular,
se declarou ciente da cessão feita."

Portanto, se o devedor não foi notificado da cessão ou mesmo que tenha recebido
notificação não assinou a declaração da ciência da mesma, ela não tem validade contra
ele e não pode gerar nenhum efeito, inclusive cadastros de restrição ao crédito, como
SPC e SERASA.

Este também é o posicionamento da Justiça que está condenando empresas que


compram dívidas de outras e colocam os consumidores no SPC e SERASA, ao
pagamento de indenizações por danos morais. (veja alguns julgamentos e algumas das
empresas que estão abusando dos consumidores no final desta matéria)

O que fazer nestes casos?

Nestes casos cabe ação judicial exigindo medida liminar para imediata retirada do
cadastro do SPC e SERASA, bem como indenização por danos morais.

No caso da venda da dívida (cessão de crédito) a ação pode ser movida contra a empresa
que comprou o crédito e cadastrou o nome do devedor no SPC ou SERASA e a empresa
que vendeu o crédito.

Sugerimos que você procure um advogado de sua confiança, as pequenas causas ou a


defensoria pública de sua cidade (diretamente no Fórum de Justiça) para entrar com esta
ação contra eles!

* Mesmo aqueles consumidores que pagaram a dívida têm direito de entrar contra a
empresa que efetuou o cadastro negativo no SPC e SERASA.

Leia algumas decisões do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, sobre novos
cadastros no SPC e SERASA por venda de dívidas (cessão de crédito):

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MORAL.


CANCELAMENTO DE CADASTRO NEGATIVO. CESSÃO DE CRÉDITO NÃO
DEMONSTRADO. ÔNUS DA CESSIONÁRIA. 1. Cabível a indenização por danos
morais, em face da inscrição negativa em órgão de inadimplente. 2. A R., embora
intimada, não logrou provar a existência de cessão de crédito do Banco do Brasil S/A,
a qual originaria o débito que resultou no cadastramento do A. no SPC, ônus que lhe
competia. 3 .Quantum indenizatório mantido. NEGADO PROVIMENTO À
APELAÇÃO. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70024130163, Décima Oitava Câmara
Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nara Leonor Castro Garcia, Julgado em
21/08/2008)

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. RESPONSABILIDADE CIVIL. DANOS MORAIS.


INSCRIÇÃO EM ÓRGÃO RESTRITIVO. CESSÃO DE CRÉDITO. AUSÊNCIA DE
NOTIFICAÇÃO. INEFICÁCIA FRENTE AO DEVEDOR. ILICITUDE DA
ANOTAÇÃO. DEVER DE REPARAR CONFIGURADO. PREJUÍZO IN RE IPSA. Em
que pese haja se demonstrado a cessão de crédito operada entre o Banco do Brasil e a
Ativos S/A relativamente ao débito do autor, não foi este notificado do negócio, razão
pela qual não lhe pode ser oponível. Dessa forma, ainda que existente a dívida,
mostram-se ilícitas as medidas de cobrança levadas a efeito antes da inequívoca
ciência do devedor, a exemplo da anotação em órgãos restritivos, que não se confunde
com ato conservatório do próprio direito. Inteligência do art. 290 do Código Civil.
Devem ser ressarcidos, portanto, os danos morais experimentados, que, na espécie,
independem de demonstração específica. APELAÇÃO PROVIDA. (Apelação Cível Nº
70022647853, Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Tasso Caubi
Soares Delabary, Julgado em 09/04/2008)

EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. CONTRATOS DE CARTÃO DE CRÉDITO. AÇÃO DE


INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO NOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO
AO CRÉDITO. CESSÃO DE CRÉDITO. BOA-FÉ OBJETIVA. COMUNICAÇÃO
PRÉVIA. Desvela-se indevido o cadastro do nome do consumidor promovido por
cessionária de créditos, sem antes notificar o devedor da cessão de crédito ocorrida, o
qual (devedor) somente soube do ato quando foi utilizar seu crédito no comércio local.
Ilegalidade do ato reconhecida, uma vez que a cessão de créditos somente produz
efeitos junto ao devedor após a sua cientificação, na forma do art. 290 do Código Civil.
Hipótese, ademais, em que a restrição estava vedada em razão de tutela antecipada
concedida em ação revisional movida em face do banco cessionário, ajuizada em
momento anterior à cessão, cujos efeitos se estendiam ao cessionário, nos termos do
art. 294 do Código Civil. DANO MORAL PURO. PROVA DO PREJUÍZO. A inscrição
(formal e/ou materialmente) indevida nos órgãos de proteção ao crédito gera, por si, o
dever de indenizar, sendo desnecessária prova de efetivo prejuízo. Hipótese de dano
moral puro ou ¿in re ipsa¿. MONTANTE INDENIZATÓRIO. CRITÉRIOS DE
FIXAÇÃO. BINÔMIO REPARAÇÃO/PUNIÇÃO. VALOR MANTIDO. Para a fixação
do quantum debeatur deve-se observar o binômio reparação/punição, a situação
econômica dos litigantes e o elemento subjetivo do ilícito, arbitrando-se um valor que
seja, ao mesmo tempo, reparatório e punitivo, não sendo irrisório e nem se traduzindo
enriquecimento indevido. Mantido o valor da indenização arbitrado pela sentença.
RECURSO DE APELAÇÃO DESPROVIDO. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº
70024754194, Décima Oitava Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator:
Pedro Celso Dal Pra, Julgado em 07/08/2008)

EMENTA: NEGÓCIO JURÍDICO BANCÁRIO. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO.


REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS. CADASTRO INDEVIDO EM ÓRGÃOS
RESTRITIVOS DE CRÉDITO. LEGITIMIDADE PASSIVA ¿ Cessão de Crédito ¿ É
parte passiva legítima o Banco do Brasil S/A para figurar na lide onde pleiteada verba
indenizatória. Indemonstrada a cessão de crédito relativamente ao contrato de conta-
corrente. Fundada a demanda na alegação de que o registro do autor é ilícito, forçoso
reconhecer a legitimidade passiva também da empresa Ativos S/A, que encaminhou a
inscrição. INSCRIÇÃO NOS CADASTROS RESTRITIVOS - Inscrição indevida nos
cadastros de inadimplentes gera o dever de indenizar. Presente o interesse de agir.
DANO MORAL - Sofrimento moral que cumpre indenizar de forma a garantir o caráter
aflitivo da condenação, sem, no entanto, gerar, para a demandante, ganhos
injustificados. De qualquer sorte, na quantificação, há ponderar sobre a extensão dos
incômodos sofridos e atitudes adotadas para minimizá-los. Caso em que o importe
indenizatório merece ser fixado no valor equivalente a 30 salários mínimos.
APELAÇÃO DO AUTOR PROVIDO E IMPROVIDOS OS RECURSOS DOS RÉUS.
(Apelação Cível Nº 70022136618, Décima Nona Câmara Cível, Tribunal de Justiça do
RS, Relator: José Francisco Pellegrini, Julgado em 03/06/2008)
Leia algumas decisões do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, sobre
protestos de cheques prescritos:

EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. CAUTELAR DE SUSTAÇÃO DE


PROTESTO. CHEQUE PRESCRITO. De acordo com a previsão constante no art. 48
c/c art. 33, da Lei nº 7.357/85, o prazo para aponte do cheque é de 30 (trinta) dias
quando emitido no lugar onde deverá ocorrer o pagamento e, de 60 (sessenta) dias,
quando emitido em outro lugar do País ou no exterior. Na espécie, tendo a parte
encaminhado o cheque para aponte, fora do prazo estabelecido pela Lei nº 7.357/85,
resta impossibilitado o seu protesto. DADO PROVIMENTO AO RECURSO, EM
DECISÃO MONOCRÁTICA. (Agravo de Instrumento Nº 70024129140, Décima Oitava
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Nelson José Gonzaga, Julgado em
21/05/2008)

EMENTA: AÇÃO CAUTELAR DE SUSTAÇÃO DE PROTESTO. NOTA


PROMISSÓRIA. PRESCRIÇÃO. PROTESTO INDEVIDO. Protesto efetuado
irregularmente, uma vez que o título encontra-se prescrito. Ausência de finalidade
jurídica. O protesto de título prescrito é ilegal e caracteriza conduta ilícita do credor.
APELO PROVIDO. UNÂNIME. (Apelação Cível Nº 70022696330, Décima Sexta
Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Helena Ruppenthal Cunha, Julgado
em 30/04/2008)

EMENTA: PROTESTO. NULIDADE. CHEQUE PRESCRITO. Os artigos 33 e 48 da


Lei do Cheque estabelecem um prazo dentro do qual acha-se o credor legitimado ao
protesto do título. Expirado o lapso temporal previsto, com a caracterização da
prescrição do cheque, o aponte da cártula reveste-se de ilegalidade e abusividade,
dando azo reconhecimento da nulidade do ato notarial. Ademais, o protesto do título
prescrito é providência totalmente dispensável e prescindível ao exercício do direito de
crédito dele resultante, cuja satisfação deve ser buscada através das vias próprias, in
casu, a ação monitória ou a ação de cobrança. Apelo improvido. (Apelação Cível Nº
70019885177, Décima Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Paulo
Antônio Kretzmann, Julgado em 09/08/2007)