Universidade Federal de Goiás Escola de Agronomia e Eng.

de Alimentos Paisagismo e Floricultura

PAISAGISMO E PLANTAS ORNAMENTAIS
Profª. Larissa Leandro Pires

Goiânia – GO 2008

Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura

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I - PAISAGISMO ................................................................................... 1 1. CONCEITOS E DEFINIÇÕES ...................................................................................................... 1 1.1. Paisagem:..................................................................................................................................... 1 1.2. Paisagismo:.................................................................................................................................. 1 2. COMPONENTES ............................................................................................................................ 2 3. IMPORTÂNCIA .............................................................................................................................. 3 4. DIVISÃO DO PAISAGISMO ........................................................................................................ 4 4.1. MICROPAISAGISMO................................................................................................................ 4 4.2. MACROPAISAGISMO .............................................................................................................. 4 5. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM PAISAGISMO........................................................... 5 II. PLANEJAMENTO PAISAGÍSTICO ............................................................. 5 1. ESTUDO PRELIMINAR................................................................................................................ 6 . 1.1. PESQUISA POPULAR ............................................................................................................... 6 1.2. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO E CADASTRAL ................................................ 7 1.3. ANÁLISE DO SOLO .................................................................................................................. 7 1.4. LEVANTAMENTO CLIMÁTICO ............................................................................................. 7 2. ANTE-PROJETO ............................................................................................................................ 8 . 2.1. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL ..................................................................................................... 9 2.2. ELEMENTOS NATURAIS ...................................................................................................... 10 2.3. PARTE HIDRÁULICA E ELÉTRICA ..................................................................................... 10 2.4. ANÁLISE DO ANTE-PROJETO ............................................................................................. 11 3. PROJETO DEFINITIVO OU EXECUTIVO ............................................................................. 11 . 3.1. PLANTA EXECUTIVA DE ARQUITETURA E DE ENGENHARIA CIVIL........................ 11 3.2. PROJETO BOTÂNICO ............................................................................................................ 11 3.3. MEMORIAL DESCRITIVO ..................................................................................................... 12 3.4. MANUAL TÉCNICO DE IMPLANTAÇÃO E MANUTENÇÃO DO JARDIM.................... 17 3.5. PROPOSTA OU CONTRATO DE SERVIÇO......................................................................... 17 4. Elementos de trabalho ................................................................................................................... 18 4.1. ELEMENTOS NATURAIS ...................................................................................................... 18 4.1.1. VEGETAÇÃO ............................................................................................................... 18 4.1.2. ANIMAIS ....................................................................................................................... 19 4.1.3. ÁGUA ............................................................................................................................ 19 4.1.4. OUTROS ELEMENTOS ............................................................................................... 19 4.2. ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS........................................................................................ 20 4.2.1. CAMINHOS – CIRCULAÇÃO E PISO ....................................................................... 20 4.2.2. CONSTRUÇÕES PARA LAZER ................................................................................. 20 4.2.3. ILUMINAÇÃO .............................................................................................................. 22 4.2.4. DIVISÓRIAS ................................................................................................................. 24 4.2.5. MOBILIÁRIO ................................................................................................................ 24 4.2.6. OBRAS DE ARTE......................................................................................................... 25 5. IMPLANTAÇÃO DE JARDINS .................................................................................................. 25 5.1. Serviços preliminares ................................................................................................................ 25 5.1.1. PREPARO DO TERRENO ........................................................................................... 26 5.2. PLANTIO DAS MUDAS.......................................................................................................... 27 A) COVEAMENTO: ............................................................................................................ 27 B) PLANTIO: ....................................................................................................................... 28 5.3. ADUBAÇÃO DE PLANTIO .................................................................................................... 32 5.4. SERVIÇOS COMPLEMENTARES ......................................................................................... 33 6. MANUTENÇÃO DE JARDINS ................................................................................................... 33 6.1. ADUBAÇÃO DE COBERTURA ............................................................................................. 34

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6.2. PODAS ...................................................................................................................................... 34 6.2.1. De Formação .................................................................................................................. 34 6.2.2. De Floração .................................................................................................................... 35 6.2.3. De Limpeza .................................................................................................................... 35 6.2.4. De Correção ................................................................................................................... 35 6.2.5. De Rejuvenescimento .................................................................................................... 36 III – ESTILOS DE JARDIM ...................................................................... 36 3.1. ESTILO INFORMAL................................................................................................................ 38 A) JARDIM CHINÊS .............................................................................................................. 38 B) JARDIM INGLÊS ............................................................................................................... 39 C) JARDIM JAPONES............................................................................................................ 40 3.2. ESTILO FORMAL .................................................................................................................... 42 A) JARDIM FRANCÊS........................................................................................................... 42 B) HOLANDÊS ....................................................................................................................... 43 C) JARDIM ITALIANO .......................................................................................................... 44 3.3. ESTILO CONTEMPORÂNEO................................................................................................. 45 A) JARDIM TROPICAL .................................................................................................... 45 B) JARDIM ROCHOSO .......................................................................................................... 46 IV – PLANTAS ORNAMENTAIS ................................................................ 47 1. PLANTAS ARBUSTIVAS ............................................................................................................ 47 1.1. DISPOSIÇÃO NO JARDIM ..................................................................................................... 47 1.2. CLASSIFICAÇÕES .................................................................................................................. 48 A) Cerca viva ........................................................................................................................... 49 2. PLANTAS HERBÁCEAS ............................................................................................................. 50 2.1. DIVISÃO E CLASSIFICAÇÃO ............................................................................................... 51 2.2. PRINCIPAIS ESPÉCIES E SUAS CARACTERÍSTICAS ...................................................... 53 2.1. HERBÁCEAS FOLHOSAS ............................................................................................. 53 2.3. FLORÍFERAS ........................................................................................................................... 56 2.2.1. Ciclo de vida .................................................................................................................. 57 3. PALMEIRAS ................................................................................................................................. 60 3.1. Caracterização botânica ............................................................................................................. 60 3.2. Distribuição geográfica ............................................................................................................. 62 3.3. Hábito de crescimento ............................................................................................................... 62 3.4. Características ornamentais ....................................................................................................... 62 3.5. Uso paisagístico ......................................................................................................................... 63 3.6. Propagação ................................................................................................................................ 64 3.7.Manejo ........................................................................................................................................ 67 3.8. Espécies ..................................................................................................................................... 67 5. PLANTAS ORNAMENTAIS TREPADEIRAS.......................................................................... 68 5.1. Classificações ............................................................................................................................ 69 5.1.1. Grupos botânicos............................................................................................................ 69 5.1.2. Ciclo de vida .................................................................................................................. 70 5.1.3. Exigência em luminosidade ........................................................................................... 70 5.2. Tutores ....................................................................................................................................... 70 5.3. Utilização .................................................................................................................................. 71 5.4. PROPAGAÇÃO ........................................................................................................................ 73 5.4.1. Plantio e tratos culturais ................................................................................................. 73 5.5. ESPÉCIES ................................................................................................................................. 73 5.5.1. Características ................................................................................................................ 74 6. SUCULENTAS .............................................................................................................................. 76 6.1. FAMÍLIAS ................................................................................................................................ 76

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6.1.1. AGAVES, YUCAS E BABOSAS ................................................................................. 77 6.1.2. FAMÍLIA CACTACEAE .............................................................................................. 78 6.1.3. OUTRAS ESPÉCIES ..................................................................................................... 80 6.2. PROPAGAÇÃO DE SUCULENTAS....................................................................................... 81 6.3. CULTIVO.................................................................................................................................. 82

). .2. É um local que pode ser percebido pelos cinco sentidos. a idéia primitiva de jardim é de paraíso. perfeito e privativo. ♦ Ciência: é a reunião de leis abstratas. encanto. 1. pois: ♦ Arte: forma de expressão cuja ocorrência se verifica quando um conjunto de emoções atua sobre a sensibilidade humana. Biologia. delícia). ou seja. ♦ Técnica: é a aplicação. Na tradição judaico-cristã. deriva a palavra Paisagismo. ainda hoje. Artificial: planejada. um jardim. A concepção inicial e. O paisagismo é uma atividade que organiza os espaços externos com o objetivo de proporcionar bem-estar aos seres humanos e de atender às suas necessidades. das leis abstratas que vêm da ciência. PAISAGISMO: Da palavra paisagem. queda das folhas. deduzidas dos fenômenos da realidade exterior ou interior. O jardim modificase com o passar do tempo (devido ao crescimento) e durante as estações do ano (floração. a mais comum de jardim está ligada às palavras hebraicas originais: um mundo ideal. frutificação. satisfação. Geologia e Geografia. pequeno. está sujeito a um ciclo biológico. etc. Jardim é uma palavra de origem hebraica e vem de gan (proteger. Botânica. Conhecimentos científicos: Manejo dos recursos naturais: Ecologia. conservando os recursos desses espaços.. porque o elemento vegetal. CONCEITOS E DEFINIÇÕES 1. mudança de cor. beleza e satisfação espiritual. Existem alguns conhecimentos básicos que são requeridos no paisagismo: 1º. etc. nos trabalhos de rotina. Um jardim é a representação idealizada da paisagem como cada civilização (ou até cada pessoa) desejaria que ela fosse. defender) + eden (prazer.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 1 I . ou extensão territorial a partir de um ponto determinado.PAISAGISMO 1. como um ser vivo.1. PAISAGEM: A paisagem refere-se ao espaço de terreno abrangido em um lance de vista. É dinâmico. Combina conhecimentos de ciência e arte. Pode ser classificada em: Natural: sem a intervenção do homem. um lugar com plantas ornamentais e frutíferas formando um ambiente de harmonia.

ruas e avenidas arborizadas e/ou ajardinadas. São os jardins de prédios públicos. Climatologia.000m2 caso tenham equipamentos esportivos. São consideradas áreas verdes urbanas tanto áreas públicas. serem acessíveis.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 2 Técnicas de cultivo: Agronomia (Fitopatologia. serem relacionados com saúde e recreação. c) Parques de bairro: áreas com a mesma finalidade que os parques de vizinhança. predominantemente. COMPONENTES Para que se tenha um paisagismo bem elaborado. Horticultura. deve-se partir para o planejamento paisagístico. aquele coberto. ainda. Fitotecnia. A área verde é um tipo específico de espaço livre. Sua área mínima é de 1. Devem distar. praças de esporte. Nutrição de plantas. faixas de domínio de vias de transporte. 2. as áreas de tratamento de esgoto e outros espaços semelhantes. esportivos ou mesmo de lazer passivo (bancos). Organização dos espaços: Arquitetura e Urbanismo.. playlots. Este planejamento deve considerar. parques. também se incluem os depósitos abandonados de lixo. corredores de linhas de transmissão. Adubação. mas com . no máximo. 500m das residências dos usuários. aeroportos. balneários. Artes industriais: cerâmicas. o espaço livre e de área verde existente no local em estudo. marcenarias. ou seja. etc. alamedas. áreas de lazer. O espaço livre é toda a área geográfica (solo ou água) que não é coberta por edificações ou outras estruturas permanentes. praças. Desde que devidamente tratados. etc. que podem ter alguns equipamentos recreacionais (playgrounds). ou de 5. playgrounds. campings. Irrigação e Drenagem.500m2. Topografia. O termo “área verde” aplica-se a diversos tipos de espaços urbanos que têm em comum: serem abertos (ao ar livre). bosques. cemitérios. por extrato vegetal. serralherias. Existem diversas classificações de áreas verdes: a) Jardins de representação: áreas ligadas à ornamentação sem finalidade recreacional e de menor importância do ponto de vista ecológico. Entomologia. como particulares. Proteção de plantas. b) Jardins de vizinhança: áreas para recreação. Fisiologia Vegetal. de igrejas. etc. margens de rios e lagos. Podem ser jardins. 2º.). Solos. Conhecimentos artísticos: Artes plásticas: elementos vivos e inertes (esculturas).

enquanto que a redução da temperatura ocorre pela absorção de calor no processo de transpiração.0ha. Alguns dos efeitos causados pela vegetação no meio urbano estão relacionados com a melhoria da qualidade do ar e do conforto térmico. mas as praças nem sempre são parques de vizinhança. O índice de área verde é o total de áreas verdes de um determinado local (m2) dividido pelo seu número de habitantes (m2/habitante). mas sua área mínima é de 100ha.000m das residências dos usuários. d) Parques distritais ou setoriais: têm a mesma finalidade que as duas categorias anteriores. Encaixam-se nesta categoria as áreas de recursos naturais. e devem distar.. com espaços de uso recreacional e de conservação. áreas de proteção de mananciais e áreas de proteção paisagística. vegetado ou não. ter algum equipamento recreacional para uso pouco intensivo. São os canteiros de avenidas. promovem inúmeros benefícios estéticos e funcionais ao homem e estão muito além dos seus custos de implantação e manejo. redução da radiação e reflexão dos raios solares. ou seja. 1. é a relação entre a quantidade de área verde de uma cidade e sua respectiva população.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 3 equipamentos que requerem maior espaço. As plantas utilizadas no paisagismo urbano. local de encontro na cidade. lagos e ruas arborizadas) proporciona uma sensação de bem-estar aos usuários destes espaços. IMPORTÂNCIA A existência de áreas verdes junto aos centros urbanos (parques. g) Áreas verdes de acompanhamento viário: áreas sem carater conservacionista ou recreacional. etc. A qualidade do ar é melhorada pela interceptação de partículas e absorção de gases poluentes pelas plantas. talvez o mais importante. mas podendo interagir no ambiente urbano. Os parques de vizinhança são praças. tão importantes na caracterização ambiental destas áreas. sua área mínima é de 10ha. . e) Parques metropolitanos: áreas de responsabilidade extra-urbana. não inserido nesta classificação. 3. podendo. é a distribuição dessas áreas verdes e as suas características e as da região onde elas se inserem. no máximo. praças. f) Unidades de conservação: áreas exclusivamente destinadas à conservação. áreas de proteção ambiental. Mais importante que o índice. Considera-se adequado um índice de 10 m2 a 13 m2 de área verde/habitante. a Praça. entretanto. tendo apenas função ornamental. comumente com área aproximada de 1. eventualmente. Existe ainda um espaço urbano. rotatórias.

1. os maiores efeitos proporcionados pela utilização de plantas nos espaços urbanos são os estéticos e psicológicos. envolvendo soluções técnicas simples. têm o poder de modificar os ambientes visualmente. etc. campos esportivos. . criação artística. é um trabalho de equipe. arranjadas a fim de indicar direção a pedestres e veículos. MICROPAISAGISMO Consiste no trabalho de paisagismo realizado em pequenos espaços. deflexão. reduzir o tempo de internação e uso de remédios em pacientes e melhorar a relação de empresas com a comunidade. por ser. Os efeitos estéticos. Áreas menores do que 1. evidenciados pelas propriedades ornamentais de cada espécie. apresenta. Preocupação principal é a preservação da natureza. jardineiras ou floreiras. como características: Escala visual maior (áreas extensas). praças públicas. Visualizado em jardins internos. Contudo. Assim. vasos. arborização em vias públicas. dependendo de sua velocidade. Outro fato importante é a redução da criminalidade e da violência nos centros urbanos onde o uso de plantas é adequado. melhorando a aparência de estradas e rodovias. As plantas modificam os ventos pela obstrução. O vento pode ser agradável. condução ou filtragem do seu fluxo.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 4 Outros benefícios proporcionados pela presença planejada das plantas na paisagem urbana são a proteção contra ventos e redução da poluição sonora. jardins de vizinhança. Na representação gráfica desse tipo de projeto. desconfortável ou ate mesmo destruidor. porque envolve problemas técnicos complexos e multidisciplinares. jardins particulares.000m2 ??? 4. Quase sempre. apresenta. normalmente. predominantemente. tornando-os mais agradáveis aos seus usuários.. Preocupação principal é a estética. MACROPAISAGISMO Consiste no trabalho realizado em grandes espaços. a escala está entre 1:50 e 1:1000. As plantas também podem ser úteis quando dispostas com o objetivo de sinalização. Na maioria dos casos. o micropaisagismo pode ser desenvolvido por um só profissional. Assim. como características: Escala visual pequena (pequenas áreas). 4. DIVISÃO DO PAISAGISMO 4. normalmente. Já os benefícios psicológicos são capazes de melhorar o desempenho e o humor de trabalhadores.2.

. conservando sua produtividade e beleza. PLANEJAMENTO PAISAGÍSTICO .000. de 1:5. proteção de mananciais. em espaços externos às construções e abrange duas realizações: a arte de criar (atividade individual). O Planejamento Paisagístico refere-se ao processo contínuo que se empenha em fazer o melhor uso. Arborização urbana. e a ciência. Conhecimento técnico. reservas naturais e afins. em geral. Nas representações gráficas. proteção contra ventos. recuperação de paisagens danificadas.000. técnica e arte de organizar (atividade individual ou em equipe).000 a 1:50. sendo.000m2 ??? 5. de uma área limitada da superfície terrestre. produto da participação do homem. revestimento vegetal em obras de terraplanagem. áreas de mineração). destreza. normalmente. controle à erosão urbana. Preservação da natureza. FORMAÇÃO DE PROFISSIONAIS EM PAISAGISMO Dentre as diversas finalidades de um paisagista. São atribuições do paisagista: Jardim. e considerando os aspectos ambientais. O paisagista precisa possuir algumas características específicas: Ter habilidade. desmatamento. . para a população. Reabilitação de áreas degradadas (estradas. Áreas maiores do que 1. Compreensão estética da aparência. Avaliar as conseqüências de formas de evolução na paisagem. etc. matas ciliares. II. estão: Reconhecer os aspectos essenciais do complexo de elementos e fatores que conferem a aparência e a ecologia da paisagem. a escala adequada é menor do 1:1.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 5 Visualizado em parques metropolitanos e distritais. perícia e arte na tomada de decisões. Este planejamento desenvolve-se.

combinado. Elementos abominados: pessoas sensíveis a certas plantas ou produtos de plantas. comunidade. festas. tropical. gostos e necessidades dos usuários. tais como: Função do jardim: relaxamento. etc. reforma ou expansão da residência. Tipo de família: presença de crianças. Estilo do jardim: adequado aos gostos e necessidades de quem usa. Prioridades: formalidade x limpeza. usuários de cadeiras de rodas. etc. pedras. atividades esportivas.). bancos. árido. plantas x construção e reforma. inglês. Nível de manutenção: baixa. aberto. podendo ser formal ou informal.. são necessários vários levantamentos que fazem parte do Estudo Preliminar: 1. churrasqueira. conforto ambiental. clube. fossa. brinquedos. etc..). portanto. plantas frágeis x cachorros novos x esportes. o Anteprojeto e o Projeto Definitivo ou Executivo. atração de pássaros. etc.) a quem será destinada a obra. oriental. . área calçada. peixes. etc. Para que se tenha êxito. Antes do desenvolvimento do projeto propriamente dito. tartarugas. Elementos desejados: plantas ou elementos que se tenham um alto interesse (status. PESQUISA POPULAR Antes da elaboração de um projeto. e para descobrir a vocação natural da área a ser ajardinada. piscina. Tipo de privacidade: murado.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 6 O planejamento do jardim deve estar integrado ao planejamento da residência. etc. que são: o Estudo Preliminar. Este tipo de levantamento é feito por meio de uma boa conversa com os usuários do jardim. A Pesquisa Popular trata-se de um levantamento indispensável para avaliar a aspiração popular por meio de questionamentos dos costumes. poço.1. etc. heranças. Presença de animais: cachorros. deve-se atentar. abordando alguns aspectos. Nível de dedicação: se gosta de apreciar o jardim x gosta de cuidar do jardim. mesas. de idosos. ripados. com deficientes (visuais. para as condições sociais do público (família. condomínio... estátuas. média ou alta. gatos. Elementos de construção: lago. chafariz. é essencial planejar o jardim antes da construção. mista. 1. caramanchões. "sala ao ar livre". a noite ou ambos. cercado. ESTUDO PRELIMINAR . escola. mediterrâneo. o projeto deve ser desenvolvido em etapas. fonte de terapia x fonte de aborrecimento. etc. utilizando ou não questionários pré-elaborados (Anexo 1). pérgola. Período de uso principal: durante o dia. primeiramente. abrigar coleções.

podendo. caixas de inspeção. como construções. torneiras. fiações e encanamentos subterrâneos ou aéreos. verificando: observação do dia e da noite. 1. estilo e idade da casa. galerias. fornecendo informações a respeito do pH. plantas e construções da área vizinha. como se fosse um retrato. 1. privacidade. ainda. demais características urbanísticas e sociais. barulho (necessidade de barreiras de som). O levantamento altimétrico registra o grau de declividade do terreno. de nutrientes e da granulometria desse solo. LEVANTAMENTO CLIMÁTICO A distribuição da vegetação no globo terrestre ocorre de acordo com a zona climática: temperada. ser influenciada pela altitude do local.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 7 1. de acordo com as espécies que serão cultivadas na área. tudo o que já existe no terreno a ser ajardinado. presença e tipos de plantas daninhas. pavimentação. Essa análise possibilitará a recomendação mais adequada de corretivo e de fertilizante. LEVANTAMENTO PLANIALTIMÉTRICO E CADASTRAL O levantamento planialtimétrico e cadastral refere-se à avaliação minuciosa da área a ser ajardinada. fontes. tipo de muro. de forma a alocar no desenho todos os objetos e elementos que nele possam existir.4. tipo. ANÁLISE DO SOLO A Análise do Solo é importante para verificar a real necessidade de calcário e fertilizantes. a análise do local. etc. o ciclo vegetativo e as exigências nutricionais de cada espécie ou variedade. reproduzindo. bancos. faz-se. tropical e subtropical. vistas a serem realçadas e escondidas. O clima . Nesta etapa. considerando-se a idade da planta. como por exemplo: luminárias.3. O levantamento cadastral deve reforçar o mapeamento. o espaçamento. cerca. etc. orientação N-S para a obtenção do mapa de sombras.2. ilustrando o desenho com curvas de nível. ainda. canteiros e caminhos. que resulta em um desenho feito em escala. O levantamento planimétrico registra o perímetro do terreno e todos os elementos naturais nele já existentes.

sua freqüência. aumento da taxa de evapotranspiração.1. devem ser consideradas a presença dos ventos. luz e insolação. a floração e a frutificação. sobrevivendo em locais de ocorrência de geadas durante o inverno. 2. desde aquelas originárias de regiões desérticas (cactos) até as que se desenvolvem bem em terrenos mais úmidos (copo-de-leiteZantedeschia aethiopica. Ventos: para escolha e distribuição das espécies no jardim. o paisagista terá embasamento suficiente para a elaboração do ante-projeto.3. sendo resultante da ação conjunta dos elementos: temperatura. especialmente sobre o crescimento vegetativo.4. sendo intolerante ao frio. etc. Necessita de temperaturas médias anuais entre 22ºC e 30°C. Desenvolve-se melhor sob temperaturas médias anuais entre 5ºC e 15°C.). secamento do solo e dessecamento nas plantas (vento quente e seco). classificada como: Tropical: espécie originada de clima quente. assim. sob a forma de . Existe uma grande variedade de espécies em termos de exigência de umidade do solo. papiro-Cyperus giganteus. que consiste na apresentação das distribuições dos elementos vegetais e arquitetônicos na área a ser ajardinada. direção e intensidade. Temperada: planta originada de regiões frias. em escala adequada. prejudicar a formação de brotações e ocasionar a desidratação e a queima de folhas (ventos frios).4.4. sendo. Temperatura: é o elemento climático de maior influência sobre as plantas. Desenvolve-se melhor sob temperaturas médias anuais entre 15ºC e 22°C e em locais onde não ocorrem geadas. Subtropical: planta originada de clima ameno. enquanto que a umidade do solo determina a absorção de água e de nutrientes pelos vegetais. Isto pode ser minimizado com o plantio de quebra-ventos e tutoramento das plantas. Umidade: a umidade do ar influencia na transpiração da planta. 1. pluviosidade. Com todos esses levantamentos preliminares em mãos. umidade e ventos.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 8 possui grande importância na escolha das espécies a serem usadas na composição do jardim. 1. Cada espécie ou variedade apresenta desenvolvimento ótimo dentro de determinadas faixas de temperatura.2. pois podem ocasionar fendilhamento e quebra de ramos. queda e rasgadura de folhas e flores (alta velocidade). 1. ANTE-PROJETO .

Assim. LAZER CONTEMPLATIVO: são área que provocam admiração à visão. dominó. isolando alguns ambientes para se obter o máximo de silêncio. LAZER RECREATIVO: é um tipo de lazer que faz uso da terapia ocupacional de crianças. como por exemplo campos de futebol.1. Estabelecimento e caracterização das ligações do jardim. de adultos e de idosos. enquanto que para os idosos podem existir mesas e bancos fixos para jogos de xadrez. As áreas reservadas a esse tipo de lazer devem estar estrategicamente localizadas. Estabelecimento do sistema de circulação no jardim e elementos que o compõem. Este é o tipo de lazer que irá impor aos usuários o respeito pelo uso. áreas para ginástica. etc.1. piscinas.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 9 desenhos e cortes esquemáticos. não é difícil incluir áreas destinadas ao lazer esportivo em um projeto. parquinhos de diversão. DISTRIBUIÇÃO ESPACIAL A distribuição espacial consiste em dividir a área total em espaços menores conforme cada tipo de uso.1. as angústias e a violência. de bem-estar e de paz interior..1. no ante-projeto estarão definidos os seguintes itens: 2. são incluídos playgrounds. 2. Como existe uma infinidade de esportes e cada qual necessita de um espaço específico. Além desse sentido. 5.2. 2. Determinação das entradas. LAZER ESPORTIVO: produz vários benefícios aos frequentadores no que diz respeito à saúde física e mental. formando vários ambientes estrategicamente localizados. deve-se propiciar também os sentidos do olfato e do tato.3. 4.1. Marcação das áreas destinadas às massas de vegetação no jardim.. . diminuindo as tensões. Para as crianças. etc. quadras poliesportivas. 3. Os passos básicos a serem seguidos no desenvolvimento do anteprojeto são os seguintes: 1. além de promover uma agradável sensação de repouso mental. 2. diminuindo as depredações. as ansiedades. etc. Previsão dos locais das construções e das obras de arte. de acordo com os seguintes tipos de lazer: 2. baralho. pistas de cooper. de modo a não intervir nas demais área de lazer. Estes ambientes também promovem a integração social dos usuários.

Flora nativa: não deve ser removida. à recompensa psicológica positiva que se tem quando da aquisição de determinados elementos. planejar o jardim de forma a conservar e proteger estas áreas. 2. deve-se preservar os elementos naturais já existentes na área a ser ajardinada. lagos.4. cantores.3. que devem ser esboçadas. devem ser preservadas. paleontólogos ou arqueólogos. Formações rochosas: nunca devem ser dinamitadas sem prévia avaliação de geólogos. nascentes. envolvendo tanto profissionais como amadores. como a água potável. riachos. LAZER AQUISITIVO: é um tipo recente de lazer. locais para carrinhos de sorvetes. tais como mini-shoppings. lanchonetes. inclusive. devendo-se. Esses elementos podem ser: Recursos hídricos: rios. LAZER AQUISITIVO PESSOAL: representado pelas áreas.1.2. Este lazer aquisitivo encontra-se divido em dois. relacionado ao prazer. de interruptores e demais itens relacionados. de pipoca.5.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 10 2. teatros de arena. compositores. córregos. 2. tais como artistas. de destinação do esgoto. equipamentos ou edificações. represas e cachoeiras. PARTE HIDRÁULICA E ELÉTRICA A parte hidráulica envolvem tanto a água necessária à irrigação das plantas.1. especialmente quando se trata de árvores centenárias ou mesmo aquelas com significado sentimental aos usuários do jardim. poetas. áreas de feiras de artesanato. etc. . aproveitando-os e incorporando-os ao projeto. traillers de sanduíches. nos quais os usuários podem comprar objetos de uso pessoal ou doméstico. LAZER CULTURAL: refere-se às áreas planejadas para a realização das diversas manifestações culturais. coretos. etc. aos pontos de tomada.. quanto ao poder de compra. o orgulho e o conforto que se tem quando se pode comprar algo com o dinheiro fruto do próprio trabalho e esforço. que também deve estar esboçada no ante-projeto. Estas áreas podem ser anfiteatros. das fontes e espelhos d’água. músicos. de lanches e de comidas típicas. ELEMENTOS NATURAIS Sempre que possível. Edificações já incorporadas ao patrimônio histórico: mesmo que não tenham sido oficialmente tombadas. etc. refere-se à iluminação baixa e alta. 2. ou seja. Já a parte elétrica. que são: LAZER AQUISITIVO GASTRONÔMICO: representado pelas áreas planejadas no projeto para restaurantes.

pelo menos. PROJETO BOTÂNICO O Projeto Paisagístico irá dar o toque final à obra. dos cortes. A Planta de Engenharia Civil consta da apresentação de uma ou várias pranchas contendo os cálculos matemáticos para a execução planejada pela arquitetura. Refere-se à prancha demonstrando e locando cada um desses elementos. O Projeto Definitivo ou Executivo refere-se à apresentação dos desenhos. elaboradas de acordo com as necessidades da área trabalhada. esse deve ser analisado detalhadamente. Deve apresentar também uma legenda contendo os nomes científicos e comuns das plantas e o carimbo (Tabela 1). com toda a fidelidade. É composto de diversas pranchas. complementando-a com a vegetação e os demais elementos arquitetônicos paisagísticos.1. das edificações e do sistema de circulação. PROJETO DEFINITIVO OU EXECUTIVO . O Projeto botânico (pranchas) consta de desenhos. As edificações estarão representadas e detalhadas em pranchas a parte. às estruturas e às coberturas das edificações e demais construções. hidráulico. 3. 3. para que seja finalmente aprovado. por qualquer profissional da área. dos equipamentos. o que foi projetado no papel. representadas em escala adequada e simbolizadas em seu tamanho adulto (Anexo 3). São detalhados todos os itens referentes às fundações.4. engenheiros). 3. representados em folhas de papel apropriado. os quais serão descritos a seguir. Esse projeto consta. da planta executiva de arquitetura e de engenharia civil.2. PLANTA EXECUTIVA DE ARQUITETURA E DE ENGENHARIA CIVIL A Planta Executiva de Arquitetura (Anexo 2) consta da apresentação de uma ou várias pranchas com ilustrações claras dos elementos arquitetônicos e construtivos. ANÁLISE DO ANTE-PROJETO Estando pronto o ante-projeto. Por meio destas pranchas.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 11 2. para somente depois ser apresentado ao proprietário do jardim. contendo cotas e medidas que orientarão a locação dos canteiros. do projeto botânico. com a locação das espécies vegetais devidamente identificadas. em conjunto com os demais profissionais envolvidos na construção (eletricista. de maneira a formar um ambiente harmônico e belo. em que estarão o nome . botânico. Deve ser claro e objetivo para reproduzir no campo. o engenheiro da obra orientará a execução e o dimensionamento das ferragens e da concretagem. do memorial descritivo e da proposta de serviço. do detalhamento e dos memoriais desenvolvidos com base no ante-projeto aprovado.

Consiste em um texto explicativo com o objetivo de dar uma idéia geral sobre a concepção do jardim. quando elaborado sob a forma descritiva. o tipo do projeto. Quando elaborado sob a forma de tabela. essa somente poderá ser apresentada no Memorial Descritivo. essa poderá estar apresentada no Projeto Botânico. sendo útil durante a execução e a manutenção do jardim. o endereço do local de execução. Modelo de carimbo para o Projeto Botânico de um Projeto Paisagístico. a escala utilizada. o nome e CREA do projetista. NOME DA EMPRESA (COM LOGOMARCA) PROJETO DE ESPECIFICAÇÃO E LOCAÇÃO DE PLANTAS Proprietário: Endereço da obra: Data: Paisagista responsável: Assinatura do RT: Escala: Área (m2): CREA: 1/n O Memorial botânico refere-se à relação da quantidade e da qualidade das espécies vegetais a serem usadas no projeto. Espaçamento de plantio da espécie. Tabela 1. ou no Memorial Descritivo. com o objetivo de facilitar a compra e a identificação das plantas.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 12 do cliente. porte (m). O que não for possível colocar sob a forma de desenhos. embalagem de comercialização e coloração das mudas. Área total ocupada pelo conjunto de cada espécie (no caso de canteiros. Poderá ser feito sob a forma de tabela (Anexo 4) ou sob a forma descritiva. a área (m2) a ser ajardinada e a data de realização do projeto. 3. MEMORIAL DESCRITIVO O Memorial Descritivo é um documento muito importante e que deve ser apresentado ao cliente. O Memorial Botânico deve conter: Nomes científicos e comuns das plantas planejadas. Área (m2) ocupada por cada espécie.3. . o paisagista deverá colocar sob a forma descritiva nesse memorial. orientando no processo de aquisição e de distribuição das mudas no ato do plantio. conforme a maneira de trabalhar do paisagista. Contudo. Quantidade. grupos). Outras informações a respeito das mudas usadas no projeto.

textos ou ainda informações verbais. Tipo de solo: definido a partir de análises químicas e físicas. Deve ser claro. Informações sobre a construção de estruturas físicas: elaboradas por um profissional especializado. Orçamentos e Cronograma de atividades: da mesma maneira que o memorial botânico. sem perdas de detalhes. contendo: Capa. coordenadas geográficas. Características do terreno: referem-se. Nome e CREA do projetista. Endereço do local de execução.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 13 O Memorial Descritivo refere-se a um relatório contendo a descrição das informações de ordem natural e social. Memorial botânico ou Lista de espécies: esse item constitui o Memorial Botânico. Dimensões: área do terreno a ser ajardinado. Tipo do projeto. correlacionando o estilo. por observação do local ou com base em documentos. principalmente. as tabelas dos orçamentos e o cronograma de atividades também poderão estar anexadas nesse documento. Os critérios usados para a elaboração do projeto também são mencionados. constando da lista e da caracterização das espécies utilizadas. definida de acordo com o levantamento topográfico da área. bem como as instruções para a implantação. Escala utilizada e Data de realização do projeto. os objetivos e justificativas do projetista. o ambiente (paisagem e clima). discriminando detalhes da construção da estrutura planejada. também devem ser apresentados neste memorial. Cabeçalho: com as informações do carimbo das pranchas: Nome do cliente. estado. Clima: definição das características climáticas do local de implantação do projeto. A relação de materiais. à topografia. descrevendo com justificativas quando for necessário. cidade. os problemas a serem solucionados. as necessidades e os desejos dos proprietários. bem como as especificações técnicas dos materiais e dos vegetais usados. Características vegetais: discriminação da paisagem da região e das espécies vegetais existentes na área (quando for o caso). . esse memorial poderá ser apresentado na forma de tabela no Projeto Botânico. Apresentação: relato do tipo de projeto e suas características. Caracterização da área: Localização: endereço. e não aqui no Memorial Descritivo. Outras características que o paisagista achar relevante. Contudo. Outros elementos existentes também deverão ser levantados e descritos.

Orçamento das espécies vegetais do Projeto Paisagístico. O Cronograma de Atividades fornece a época e a seqüência adequada de execução de cada etapa do projeto.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 14 Referências bibliográficas: material técnico usado para a elaboração do projeto poderá estar listado nesse Relatório. unitário (R$) Valor total (R$) . Cronograma de execução das atividades no Projeto Paisagístico. É fundamental para o acompanhamento dos serviços e de desembolso dos recursos financeiros em tempo hábil. Cada quadro de orçamento será constituído pelas operações e itens de despesa. Entrega do projeto X Outubro / 2008 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 1 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 XXX XXX XXX X X XX O Orçamento deve-se sempre atentar para a viabilidade econômica do projeto. Operação Terraplanagem Sistema de irrigação Sistema elétrico Aquisição de mudas Abertura de covas Plantio ... Tabela 3. a fim de que não atropele o bom andamento da obra (Tabela 2). prevendo os replantios por perdas no transporte ou nos tratos de implantação (Tabela 3). assim como da fase de manutenção do jardim. Código Nome comum Nome científico Porte (m) Valor Unidade Qtde.. tais como: A) Orçamento da vegetação: os cálculos podem ser acrescidos de uma porcentagem de 5% a 10%. Tabela 2. adaptandoo às condições econômicas de cada cliente. Poderá ser feito de forma resumida ou detalhada.

00 160. Elemento Banco Vaso em pedra sabão Torneira cromada Verniz Kit aspersor + 9 gotejadores Subtotal (ST2) Especificação Madeira de lei e aço.00 52. (Tabela 5).20 40.00 96.61 17.40 3.00 Und. Especificação Unidade Quantidade Valor unitário (R$) Valor total (R$) .00 190. tais como adubos orgânicos e minerais. m 2 1 2 3 Pingo de ouro Esmeralda Dracena tricolor Duranta repens Zoyza janopica Dracena marginata tricolor 100 30 10 0.50m ∅ ½ polegada Lata 1. etc.00 OBS.00 95.00 32.20 --0.00 28.30 Und.0L ---Quantidade 3 5 3 2 2 Valor unitário (R$) 220.00 9.072. Subtotal ST1 B) Orçamento dos elementos arquitetônicos: poderá conter uma coluna de observações para possíveis anotações indispensáveis para a aquisição do material correto (Tabela 4).20 5. corretivos do solo. C) Orçamento dos insumos: referente aos custos com os materiais e os produtos necessários à composição do jardim. Orçamento dos elementos arquitetônicos do Projeto Paisagístico. Tabela 5..00 188. terra preparada.83 Valor total (R$) 660.83 34. 3m 0.00 1. defensivos. Tabela 4.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 15 0. Orçamento de insumos para implantação do Projeto Paisagístico.

eletricistas.00 39. em média. Em função do tempo dedicado ou hora técnica: estabelecem-se preços que tenham como base no número de horas gastas para a elaboração do projeto. caso ele será responsável pela implantação do projeto (Tabela 6). ao final.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 16 1 2 1 7.00 6.00 3.2. Pela área do projeto: estabelece-se um preço por área a ser trabalhada (R$/m2). Tabela 6. Assim. a partir disso.00 --Valor total (R$) 35. juntamente com os custos do trabalho do paisagista. É mais fácil de se aplicar nos casos em que o projetista é também o próprio executor da obra. pode-se chegar a esse valor de algumas maneiras: E. a qualidade desejada.300.1.00 52.00 39.00 140.160.00 35.00 7.00 35.00 35. E. Percentagem do valor orçado: estabelece-se uma percentagem que varia. pedreiros e outros profissionais. Especificação Gramar Plantar Adubar Subtotal Administração da implantação do projeto Subtotal (ST 4) ------2. estabelece-se a forma de cobrança. O trabalho do paisagista exige um grau de conhecimento para que atinja.00 70. Orçamento da mão-de-obra para implantação do Projeto Paisagístico.00 Horas 24 90. entre 10% e 20% sobre o valor de custo do projeto.00 Unidade Homem/hora/m2 Homem/hora/cova m2 ---Quantidade 1 2 1 ---Valor unitário (R$) 35. ajudantes.00 Calcário dolomítico Esterco de curral Adubo 4-14-8 Subtotal (ST3) Saca 50Kg Lata Saca 50Kg D) Orçamento da mão-de-obra: referente aos custos com as atividades realizadas por jardineiros. calculando-se quantos dias serão gastos na sua elaboração e multiplicando-se pelo valor de um dia de um profissional da área.3.00 2.00 E) Honorários do paisagista: o valor pago ao paisagista pela elaboração do projeto será estabelecido considerando-se o grau de complexidade do trabalho. E. .

612. sobre os tratos culturais que as plantas deverão receber após o plantio. devidamente descritos). memorial botânico. etc. Tabela 7.300. bancos. limpeza geral após implantação. manual técnico de implantação e de manutenção. o valor de investimento. tais como: preparo da área.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 17 F) Orçamento total do projeto: contendo o Resumo dos Custos. com a totalização por operações e dos demais itens (Tabela 7). plantio propriamente dito.83 541. principalmente.00 2.4.5.154. espelhos d’água..76 3.072. 3. etc. etc.93 4. instalações hidráulicas e elétricas.83 52. PROPOSTA OU CONTRATO DE SERVIÇO A Proposta ou Contrato de Serviço (Anexo 5) deverá ser efetuado especialmente em se tratando de um projeto tendo como cliente uma empresa jurídica. Orçamento total do projeto.. MANUAL TÉCNICO DE IMPLANTAÇÃO E MANUTENÇÃO DO JARDIM Esse Manual orientará a execução e a manutenção do jardim. limpeza do terreno e movimentação de terra. construção de canteiros. Itens de custo Elementos vegetais Elementos arquitetônicos Insumos Mão-de-obra SUBTOTAL ST = (ST1+ST2+ST3+ST4) Honorários do paisagista (15% ST) TOTAL (Total = ST + %ST) Custo (R$) 188. a quem necessário for (profissional ou proprietário). a validade da . preparo para o plantio: calagem. pérgulas.00 3. jardineiras. adubação. Devem estar relacionados e descritos todos os serviços necessários à implantação e manutenção do projeto.00 1. Esta proposta poderá apresentar a descrição de todos os componentes que serão entregues ao cliente (projeto botânico. ensinando. o prazo de entrega do anteprojeto e do projeto executivo. locação de obras: vias de circulação.. as condições de pagamento e. abertura de covas. manutenção. Poderá vir acompanhado ou não do projeto.

cores e texturas as mais variadas. apresentando alto valor estético e funcional e. deve-se observar os atributos estéticos do vegetal. etc. gradis. 4. vasos. Assim. 4.1. lagos naturais.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 18 proposta. maciços de arbustos. influenciando a paisagem com seu tamanho. muretas. compostos por uma combinação de componentes físicos (água. lixeiras. apresenta um ciclo de vida. Algumas de suas características devem ser observadas quando do planejamento paisagístico: por ser um ser vivo. alguns podem ser modificados ou melhorados para que se obtenha um jardim esteticamente adequado e agradável aos usuários. Consideram-se elementos artificiais aqueles que são construídos ou colocados pelo homem no ambiente natural. se necessário. cor. forma. portões. frutos. pomares. os elementos artificiais e os naturais fazem parte do ambiente existente ou projetado. coretos. mesas. as plantas e os animais deixam de ser apenas parte da decoração. caixas d’água. tais como caminhos. árvores. ELEMENTOS NATURAIS Os componentes naturais estão todos intimamente relacionados entre si. VEGETAÇÃO A vegetação é constituída por espécies de formas. troncos. escadas. etc. 4. piscinas. entre outros caracteres. Outro aspecto a ser notado é em relação às associações de plantas (uso paisagístico). hortas. ELEMENTOS DE TRABALHO Na estética e composição de jardins. solo e clima) e biológicos (plantas e animais). bancos. é também dinâmico. tais como gramados. orquidários.1. Esta proposta deverá ser assinada pelo paisagista e pelo cliente responsável. movimento. as crenças devem ser respeitadas. plantas aromáticas e medicinais. aroma. quadras esportivas. de preferência com as assinaturas de duas testemunhas. . raízes ou porte. assim como outros aspectos. bosques. Os elementos naturais são aqueles existentes ou plantados no local. cascatas. tanques. as quais são divididas em: ISOLADO: seu efeito ornamental pode ser representado por flores. postes. folhagens. som. galhos. Quando combinadas com arte são a verdadeira essência do jardim. portes.1.

). lagoas) ou artificiais (piscinas).1. riachos. ou de espécies diferentes. nos cursos d’água (rios. pássaros. às vezes mais na horizontal. ANIMAIS Sempre que possível. existem ainda outros que podem frequentar o jardim e. etc. que tendem a compor as bordas de um canteiro. sendo desejável qualquer que seja a maneira de uso. CERCA-VIVA: formada por plantas de médio a grande porte. ou em fontes que jorram água em determinadas épocas do ano (intermitentes) ou continuamente. OUTROS ELEMENTOS Além da água.2. O formato e o tipo das pedras devem ser escolhidos em relação direta com o ambiente onde serão colocadas. os animais devem fazer parte do paisagismo. Exemplo: aves (araras. Pode ser encontrada sob a forma de reservatórios naturais (lagos. em diferentes tamanhos e formas. enriquecendo a paisagem. peixes. ÁGUA A água no jardim é também um elemento de decoração. etc. um outro elemento natural presente com frequência nos jardins são as pedras que.1. etc.3. Podem mostrar fins ornamentais e/ou utilitários. BORDADURA: constitui-se por plantas de pequeno porte. nem se dá conta de sua presença. cachoeiras.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 19 MACIÇOS: são formas e volumes conseguidos com o agrupamento de plantas da mesma espécie. papagaios. formando desenhos coloridos no jardim. CORBELHA: tipo de associação com várias espécies em que acrescenta-se ao volume e à forma.). lebres. 4. Além desses. garças. pavões. caminho ou até mesmo de uma árvore em destaque. sendo muito usadas para efeitos de contraste.4. ou simplesmente para uso na irrigação do jardim. como alguns pássaros e insetos que são atraídos pelas plantas ornamentais e pela água. quer seja de forma corrente ou parada. dispostas de forma linear. o jogo das cores e texturas. 4. faisões. 4. que tendem a fechar ou dividir ambientes. podendo ou não serem podadas. dispostas linearmente. TUFO: apresenta um volume de plantas mais vazio do que o maciço. onde a característica básica é um volume cheio em que o espaço tende a ser ocupado proporcionalmente tanto no sentido horizontal como no vertical. onde a verticalidade se sobrepõe à horizontabilidade. tendo em vista apresentarem uma forma e colorido.1. emprestam à paisagem belas composições. tartarugas. . as vezes.

podendo-se aproveitar a parte superior como mirantes. Podem apresentar várias formas e larguras. secções de toras de madeira. lajotas de cimento ou granito. traçados segundo o nível do terreno. arenito. seixos rolados ou branco. pedras. dormentes. ou seja. serem permeáveis ou impermeáveis. Os caminhos devem ser. placas de concreto. 4. dividindo o terreno e as áreas ajardinadas.2. os declives fortes são valorizados por meio de escadas (tijolos. de acordo com os desejos dos usuários. Já. devendo ocupar a menor área possível. que permitem ao usuário dirigir-se e apreciar um determinado local da paisagem. A pavimentação pode ser feita com diferentes materiais: pedras toscas. o lazer ativo corresponde às atividades em que o exercício e a . mosaico português. paralelepípedo.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 20 Os troncos e as raízes mortas de árvores também podem ser usados nos jardins. linhas e formas predominantes e os materiais de sua composição. CAMINHOS – CIRCULAÇÃO E PISO Os caminhos são locais destinados ao trânsito de pedestres ou de veículos. como por exemplo uma reunião informal à beira da piscina.2. brita. são incluídos na categoria de elementos arquitetônicos. preferencialmente. dormentes. Além de direcionar os usuários do jardim. etc. pedrisco. São desenvolvidos de acordo com o tipo de jardim. de forma que harmonizados com esses. cimento. asfalto. Podem ser pavimentados ou não. ladrilhos.). e suas dimensões dependem do fim a que se destinam. constituindo-se no elemento de integração entre os componentes da paisagem. Os elementos arquitetônicos podem definir o estilo da composição a ser seguido e transmitir sensações tanto ilusórias como reais. são necessários outros elementos além dos naturais. tijolos prensados ou de barro. pois setorizam o jardim. devido à artificialização. cruzetas. tábuas de madeira. lajotas de concreto. quando tratados. saibro. tendo o pavimento função ornamental valiosa quando bem explorada. 4. levando-se em consideração a sua frequência. fazem um zoneamento dos espaços. tornando o local mais criativo e aconchegante.1.2. constituam um jardim que atenda às necessidades estéticas e funcionais. ardósia. cerâmica. etc. ELEMENTOS ARQUITETÔNICOS Para complementar o paisagismo. porém. devem ser planejados de maneira que não choquem com os naturais. lajes. 4.2. O lazer passivo é desenvolvido sem atividade física programada. a circulação faz as ligações internas e externas do jardim. CONSTRUÇÕES PARA LAZER Alguns elementos constituem-se em infra-estrutura para se obter o lazer passivo ou ativo. valorizando a paisagem. Assim.

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movimentação são uma constante, ou seja, são atividades dinâmicas, como por exemplo a prática de futebol. Para tal, algumas construções são necessárias no jardim, tais como: PISCINA: esporte, sensação de paz e serenidade, microclima, influência estética. Observar a localização, forma, tamanho e tipo de piscina, pavimentação ao redor, proteção para animais e crianças, mobiliário e iluminação; DECK: plataforma de madeira inserida adequadamente no jardim, constituindo-se de superfícies planas, contínuas ou seccionadas, determinando pisos próximos às piscinas por exemplo, isolando as plantas ou conservando o gramado. É projetado adaptando-o ao relevo do terreno. Pode ser construído em madeira apropriada (massaranduba, aroeira, peroba) e exige manutenção permanente com óleo queimado ou outro produto protetor de madeira; PÉRGULA: seu uso no jardim decorre da necessidade de se assegurar locais apropriados para a expansão das plantas trepadeiras, bem como oferecer um local de convivência agradável. Pode estar localizada isoladamente ou junto às edificações. Pode ser feita de madeira, ferro, concreto, alvenaria ou outro material; CARAMANCHÃO: também está associado às plantas trepadeiras, pois serve de suporte a elas; porém, sua estrutura é mais simples do que a da pérgula, sendo feita de material fino, ou seja, madeira roliça, bambu ou até mesmo alvenaria; QUIOSQUE: elemento com função social de lazer. Dependendo do formato, também pode ser chamado de GAZEBO. É usado para fazer refeições e como guarda-sol em piscinas, praias e bares, podendo conter churrasqueira, pia, fogão, etc. É um componente completamente desligado do corpo da casa, permitindo intimidade e vista privilegiada. Pode apresentar características e dimensões variadas, podendo ser dimensionado com área de cerca de 4m2/pessoa. Dependendo do grau de sofisticação, pode ser feito de alvenaria, madeira, vidro, concreto, ferro, policarbonato ou acrílico, além de coberturas em telha colonial, lona, palha de sapé ou folhas de palmeiras, vidro, etc., sendo o piso de vários materiais (seixos, tijolos usados, ladrilhos, pedras, entre outros); TRELIÇA: refere-se a uma estrutura de madeira ou outro material, em forma de grade que, servindo de suporte para as plantas trepadeiras, tem a finalidade de quebrar o visual pesado e sem beleza. Usada junto a muros altos ou paredes com aspecto desagradável e sem nenhum atrativo; TELADO E GREENHOUSE; ESTUFA: serve para colocação de coleções de plantas (hobby) nativas raras ou exóticas, com certo controle das condições climáticas. É o local ideal para colecionar cactos, orquídeas, begônias, antúrios, bromélias ou outras espécies de valor ornamental, ou ainda servir de local de recuperação de plantas doentes ou mal cuidadas;

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MIRANTE: feito em jardins extensos e que apresentam elevações com pontos privilegiados para usufruir a paisagem; RESERVATÓRIOS E ESPELHOS D’ ÁGUA: tanques para peixes, plantas aquáticas e formação de espelhos de água, lagos, etc.; CASCATA: pode ser natural ou artificial (pedras, concreto, calhas de cerâmica, etc.), sendo um elemento de destaque na paisagem; PONTE: elo de ligação no jardim, podendo ser construída até mesmo em locais onde não existe água, fazendo a ligação entre acidentes topográficos (depressões). Pode ser feita de vários tipos e dimensões, usando madeira, ferro, aço, concreto ou outro material. É presença obrigatória em jardins no estilo japonês; ÁREAS ESPECÍFICAS DE LAZER ATIVO: LAZER INFANTIL: casas de bonecas, play-ground, gangorras, escorregadores, balanços, gira-gira, tanques de areia, etc.; QUADRAS POLIESPORTIVAS: vôlei, futebol, basquete, futebol de salão, tênis verificar medidas oficiais. 4.2.3. ILUMINAÇÃO O jardim não é feito apenas para ser frequentado durante o dia, podendo se converter em ambientes extremamente agradáveis, com ótimos efeitos visuais produzidos pela iluminação artificial durante à noite, além do aspecto de segurança. Deve ser planejada com a intensidade aproximada da iluminação interna, lembrando-se de que os focos de luz não devem incidir diretamente sobre as pessoas. A iluminação, além de ser funcional, é também decorativa, servindo para focalizar a luz sobre a planta, deixando o fundo no escuro; iluminar apenas um setor focando a parede com objeto na frente enfatizando sua silhueta, com foco por trás e de baixo para cima (objetos com transparência) ou com foco sobre a planta de modo a conseguir sua sombra sobre a parede. As luminárias podem servir para uso do jardim à noite, para realce e para valorização de elementos que merecem destaque, ornamentar o jardim quando possui características peculiares interessantes e criar efeitos especiais. Dependendo do objetivo da iluminação, são escolhidas as luminárias adequadas para cada situação, as quais são classificadas em: PROJETORES OU SPOTS: usados para criar efeitos de iluminação direcionada, chamando a atenção para algum ponto específico; para ressaltar um componente em destaque no jardim, tais como uma árvore, arbusto, estátua, escultura ou fonte. Podem ser usados também para iluminar

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as margens de lagos, piscinas, proximidade de bancos ou mobília de play-ground. Existem peças que ficam enterradas no solo, deixando aparente apenas a parte superior, que possui proteção especial; ESPETOS: assim como os spots, os espetos são usados para dar destaque em arbustos, massas arbóreas e forrações. A grande vantagem é que oferecem maior maleabilidade, pois podem ser facilmente transferidos; BALIZAS: usadas para orientar e clarear as vias de acesso, de circulação (caminhos, escadas e rampas), ou colocadas em meio a canteiros e arbustos, camuflando-se entre a vegetação, de maneira a iluminá-los sem aparecer. Apresentam-se de forma tubular, podendo ser de diversos materiais. Por oferecer potência de iluminação menor do que os postes, são perfeitos para quem gosta de admirar o céu à noite; POSTES: encontram-se com vários formatos, que vão desde o esférico tradicional até as versões mais modernas. Sua iluminação é maior, mais uniforme e não dirigida, sendo usados em áreas extensas, áreas de permanência (recantos com bancos), locais de circulação de veículos e de pessoas, áreas planas como os gramados, e para destacar mosaicos florais ou corbelhas. Como a iluminação é feita de cima para baixo, o ideal é que sejam mais altos para não ofuscar a vista; DE PAREDE: podem ser usadas em portões, porta de acesso ao jardim, pontos estratégicos da fachada da residência ou muro; OUTROS EQUIPAMENTOS: tocheiros, luminárias pendentes e bolas de cerâmica, que servem também como objetos de decoração. A coloração da luz também é importante, tendo grande influência no efeito visual que se quer produzir. A luz verde pode ser usada para iluminar arbustos e folhagens das copas de árvores, enquanto a luz rosa é ideal para folhagens de coloração cobre; já a luz vermelho-escura serve para realçar as flores, e a amarela é recomendada para iluminar troncos de árvores; para estátuas ou estruturas que se destacam, não é necessário o uso de luz colorida. Em relação ao tipo de luz, podem ser encontradas no mercado: LUZ FLUORESCENTE: consome pouca energia. Podem ser lâmpadas tubulares (40w), colocadas de 45-60cm acima das plantas, se possível com um refletor para direcionar e difundir a luz e, de preferência as de luz amarela por serem mais agradáveis no jardim; INCANDESCENTE: tradicional, continua sendo a melhor fonte de luminosidade artificial para as plantas. Porém, esquenta bastante e necessita ser protegida da chuva e do relento. Existe também a lâmpada anti-insetos, indicada para ambientes abertos próximos a bancos, por exemplo;

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HALÓGENA: se parece com a incandescente em termos de luminosidade e consumo, mas suporta intempéries e tem um faixo de luz direcionado. É ideal para áreas externas, por serem mais quentes, pequenas, duráveis e reproduzirem fielmente as cores; DE MERCÚRIO: é desfavorável para a vida noturna das plantas, prejudicando seu metabolismo, além de atrair muitos insetos. Apresenta luz prateada; DE VAPOR DE SÓDIO: ideal para dar profundidade em áreas grandes, apresentando luz amarela; LIGHT EMISSION DIOD - LED: é o futuro da iluminação de jardins. São pequenas placas de pontos de luz que já vêm fixadas em uma luminária. Para emitir a mesma luz de uma lâmpada halógena PAR de 50w, consomem apenas 10w e têm uma vida útil de 100 mil horas. Pequenas, estas luminárias interferem muito pouco no paisagismo; porém o custo ainda é alto (cerca de R$ 580,00 por peça). Como a iluminação artificial pode trazer algum prejuízo às plantas, podem ser usadas lâmpadas especiais, que emitem quantidade suficiente de radiação luminosa nas faixas do vermelho e do laranja, o que permite melhor desenvolvimento dos vegetais. 4.2.4. DIVISÓRIAS As vias de acesso funcionam também como divisores de ambientes no jardim no plano horizontal. Porém, no plano vertical, há algumas divisórias a serem usadas, formando barreiras naturais (cerca-viva) ou arquitetônicas (muros e muretas, cercas, alambrados) para delimitar os ambientes no jardim. Divisórias são elementos destinados a dividir os espaços na paisagem e propiciar maior privacidade ao usuário. Os variados tipos de divisórias arquitetônicas são executados com diversos materiais, tais como madeira, bambu, estacas de concreto, pedras, tijolos, blocos, pranchas, elementos vazados, etc., podendo ser construídas em diferentes alturas. 4.2.5. MOBILIÁRIO Os jardins dispõem de vários ambientes, cuja decoração pode ser complementada com mobiliários específicos, os quais podem ter uso prático e/ou estético, harmonizados com o estilo da casa e do jardim. Os locais apropriados para a mobília são os pátios, terraços, áreas da piscina, entre outros espaços destinados ao descanso, às reuniões sociais ou ao lazer ativo. O mobiliário pode ser fixo ou móvel. São eles: mesas, cadeiras, bancos, espreguiçadeiras, guarda-sóis, redes, churrasqueiras, além de equipamentos encontrados nas quadras e campos para prática de esportes e play-grounds.

SERVIÇOS PRELIMINARES Contudo. 5. político. preparando-a para receber o jardim. arame.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 25 4. correção do solo e adubação). contudo são mais abundantes no estilo clássico. 5.2.1. Painéis. aquisição das mudas. de valor decorativo ou venerativo. eliminação de plantas daninhas. ruínas. IMPLANTAÇÃO DE JARDINS Uma das fases mais importantes e delicadas na jardinagem é a da implantação. contendo treliças ou arcos. madeira. aração. cultural. 3 — Demarcação e abertura de covas para o plantio das mudas. concreto leve ou celular. São elas: Estátuas e esculturas. etc. baixo-relevos. Podem ser utilizadas em qualquer estilo. alguns serviços já devem ter sido efetuados: serviços de infra-estrutura. A implantação correta de um jardim deve obedecer aos seguintes passos: 1 — Limpeza da área . troncos e raízes tratados. . Podem ainda ter a função apenas como peça ornamental. ferro perfilado. podendo ter caráter religioso. bambu. alumínio. Jardineiras e vasos: podem ser de cerâmica. OBRAS DE ARTE As obras de arte constituem detalhes sofisticados no paisagismo. Rochas. plástico. não servindo para o cultivo de plantas.remoção de entulho e lixo. análise do solo. monumentos. fibra de coco. Portões: ferro batido. 4 — Plantio e escoramento de árvores e arbustos. quando se corrigem todas as condições existentes na área de plantio. 2 — Preparo do solo (drenagem. gradagem. barro. antes de se iniciar o preparo do solo.6. 5 — Formação e plantio dos canteiros com os arranjos ornamentais. madeira. 6 — Plantio e nivelamento final dos gramados. modificação do relevo do terreno: necessidades de cortes e/ou aterros. fibra de vidro. nivelamento.

podem demorar muito tempo para se decomporem. Grande parte destes patógenos pode ser eliminada pelo próprio revolvimento do solo e exposição direta aos raios solares. parte-se para o revolvimento do solo por meio de enxadão. Filtro de cigarro e Chicletes – 5 anos. com a drenagem de solos encharcados ou eliminação de plantas atacadas que porventura possam estar na área. No solo. por meio de capina manual.. Com isso. Tecidos – 6-12 meses. Vidro – 1 milhão de anos.1. recolhendo todo o lixo. Plástico e Metal – mais de 100 anos. Este também é o momento de se fazer o controle prévio dos agentes causadores de insetospraga e doenças. Processa-se à quebra dos torrões ao mesmo tempo que se retiram as raízes e restos de entulhos. irriga-se diariamente. pois alguns materiais inorgânicos. Esta etapa é de suma importância. podem ser encontrados formigas. Nylon – mais de 30 anos. efetuando-se concomitantemente um nivelamento do terreno. tais como cacos de telha. restos de construção e demais materiais encontrados na área. . esquece-se que o solo é o alicerce e o fator determinante no desenvolvimento do jardim. ou por meio da aplicação de corretivos como o calcário. Nesse período. o que possibilita o controle das plantas daninhas. Fazendo-o inadvertida e apressadamente. pode-se deixar a terra descansar por 10 dias em média. A seguir. caracóis e fungos.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 26 5. Borracha – tempo indeterminado. mecânica através de arações e/ou gradagens. Madeira pintada – 13 anos. PREPARO DO TERRENO . até uma profundidade de 30cm. O primeiro passo no preparo do solo para plantio consiste em efetuar uma limpeza geral de toda a área. evitando o pisoteio da superfície. Um dos erros mais graves encontra-se no preparo inadequado do solo. etc. ou mesmo a aplicação de herbicidas específicos.1. além de lagartas. Em seguida. entulho. cupins. pulgões e cochonilhas nas plantas. ocorre a germinação de sementes e/ou plantas remanescentes. lesmas. ou enxada rotativa quando em áreas maiores. além de prejudicarem o pleno desenvolvimento das plantas. tais como apresentado a seguir: Papel – 3-6 meses. tijolo. nematóides.

5. sempre que possível.2. pode-se usar fontes naturais de fósforo como o fosfato de Araxá e farinha de ossos. aconselha-se reduzir a dose para cerca de 3 a 5L. Neste caso. para esterco de aves. em proporções adequadas para se obter as concentrações de nutrientes desejadas).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 27 Parte-se. então. uma boa adubação orgânica consiste da aplicação de cerca de 10 a 20L. podendo conter um ou mais nutrientes). Quando se dispõe de fontes mal curtidas ou que não se tem certeza de que a estejam. Contudo. incorporando-a bem ao solo. 60x60x60cm ou 40x40x40cm. PLANTIO DAS MUDAS Antes de se iniciar o plantio das mudas. podendo ser com as seguintes dimensões: Árvores: 60x60x60cm. Palmeiras: dimensões do torrão = . recomenda-se o uso de uma ou mais fontes de matéria orgânica.m-2. torna-se conveniente fazer a adubação orgânica com cerca de 20 a 30 dias antes do plantio. para a correção do solo. especialmente a fosfatada no momento do plantio. Forrações e floríferas: dimensões da embalagem. De modo geral.m-2 de adubo orgânico bem curtido. ou formulado (NPK – formados pela mistura de mais de uma fonte de fertilizante simples. Arbustos: 30x30x30cm ou 40x40x40cm. que liberam o nutriente de forma mais lenta para as plantas. por ser mais concentrado em termos de nutrientes. A recomendação de adubação será feita de acordo com a análise do solo e necessidades nutricionais das plantas. Plantio e nivelamento final do gramado. com os arranjos ornamentais planejados. é necessário fazer a demarcação das covas e dos canteiros e bordaduras. especificando exatamente onde cada planta irá ficar na área: Plantio e escoramento de arbóreas e arbustos. por meio da aplicação de calcário quando necessário e da incorporação de adubos orgânicos (de origem animal ou vegetal) e minerais (adubos químicos) na camada superficial ou na cova. além da complementação com a adubação mineral. . que supre as necessidades da muda no estádio inicial de crescimento. ou posteriormente em cobertura. e fontes mais solúveis como o superfosfato simples. Pode ser aplicado junto com o orgânico. A) COVEAMENTO: A dimensão da cova a ser aberta dependerá do porte da espécie que será plantada no local. Formação e plantio nos canteiros. O adubo mineral pode ser simples (formado a partir de uma única substância usada como fonte de fertilizante.

além das plantas dos vértices do retângulo. Plantio em quincôncio: disposição retangular em que. MÉTODOS DE PLANTIO: B. A região do coleto (de transição entre raízes e caule) não deve ficar abaixo e nem acima do nível do terreno.666) Em que: N = número de mudas para a área.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 28 B) PLANTIO: Para facilitar o processo de plantio das mudas. E = distância entre plantas. gramados. esse normalmente é realizado na seguinte sequência: árvores e palmeiras ⇒ arbustos e trepadeiras ⇒ canteiros para folhosas.1.1.2. A = superfície do terreno ou área do canteiro.1.3.1. bordaduras ⇒ gramado. . E = distância entre plantas. B. bosques. Usado em canteiros. A = superfície do terreno ou área do canteiro. floreiras. Plantio em quadrado: atualmente. A = superfície do terreno ou área do canteiro. agrupamentos em geral (usa-se menor número de plantas do que no plantio em quadrado): N = S/(C2 x 0. E = distância entre plantas. A = superfície do terreno ou área do canteiro. E = distância entre plantas. Plantio em linha reta: para formação de alamedas: N = (A/E) + 1 muda Em que: N = número de mudas para a área. B.1. Para área retangular: N = N1 + N2 Nn = ((L/E) + 1 muda) Em que: N = número de mudas para a área. B. está sendo pouco recomendado: Para área quadrada: N = ((L/E) + 1 muda)2 Em que: N = número de mudas para a área. aparece uma quinta planta ocupando o centro da disposição.

ramos e folhas. PLANTIO DE ÁRVORES: A época de plantio das árvores está ligada à fisiologia da espécie: Espécies de folhas caducas: a melhor época para o plantio ocorre ainda na fase de dormência. podem ser usadas. Para a cova. O plantio no período chuvoso e quente somente poderá ser indicado para mudas com torrão. Neste caso. B.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 29 B. bem drenado. espaçadas de 2030cm. com boa aeração. em média. O plantio no inverno poderá ser feito com restrições e somente com mudas com torrão. Espécies de folhas persistentes: o plantio deverá ser feito no início do período chuvoso). podendo se prolongar até o final das águas.5) PLANTIO DE CERCAS VIVAS: Uma cerca viva vive. Este sulco será preenchido com uma mistura de 90% de terra + 10% de esterco de curral curtido. O plantio é feito com espaçamento médio de 15-20cm entre mudas. deve-se atentar para o bom preparo do solo e adubação mineral ou orgânica.3) PLANTIO DE PALMEIRAS: É necessário um solo profundo. aplicando-se corretivos e adubos bem misturados à terra de enchimento. teor adequado de matéria orgânica e nutrientes minerais. em plena atividade vegetativa. a partir de agosto.4) PLANTIO DE ARBUSTOS: Quando do plantio de arbustos. Por isto. sugere-se 60x60x60cm ou 40x40x40cm. previamente enriquecido. o plantio é feito em sulco duplo. de textura franca. conforme o porte da espécie. para cada m3 da mistura. com as mudas dispostas em forma de triângulo.2. B. grande extração de nutrientes. com 5kg de fosfato natural ou farinha de ossos + 200g de cloreto de potássio + 2kg de calcário magnesiano ou dolomítico. sofrerá. no mínimo. quatro podas por ano. dependendo da largura desejada: Fileiras simples: abrir um sulco com 30cm de largura e 20-30cm de profundidade em toda a extensão pretendida e situada a cerca de 50cm de distância da linha divisória do terreno. podendo-se usar mudas raiz nua. Fileiras duplas: usadas quando se deseja uma cerca viva com largura maior. assim. havendo. ou seja. B. recomenda-se uma cova de 40x40x40cm. 15 anos. . quando a temperatura começa a aumentar e as gemas ainda estão dormentes. Para a formação de cercas vivas. Dependendo da variedade e do estilo adotado.

8) PLANTIO DE AQUÁTICAS: Haverá necessidade de se proceder à correção da acidez e fertilizar adequadamente o tanque para possibilitar o crescimento das plantas e dos microrganismos (plâncton). que pode ser um caixote de madeira coberto com vidro.7) PLANTIO DE TREPADEIRAS: Para o sucesso do plantio. sendo melhor aqueles frescos. Plantio em canteiros: Adubação orgânica: composto orgânico ou esterco de curral (200g. por estacas de caule: Por sementes: precisa-se de uma sementeira. como por exemplo 70x70x50cm.m-2) ou esterco de galinha (60g. . rico em matéria orgânica e permeável.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 30 Após o plantio.m-2).m-2). B.m-2) ou fosfato natural (150g. as covas poderão ter suas dimensões diminuídas e as quantidades de adubos orgânicos e minerais serão proporcionalmente reduzidas. Adubação mineral: 4-14-8 + Zn (50g. relativamente úmidos e ricos em matéria orgânica. o local da cova não deve ser excessivamente ensolarado. Esterco de gado curtido ou similar = 300g.m-2. a propagação pode ocorrer por meio de bulbos. especialmente as anuais. espalha-se os seguintes corretivos e adubos na terra do fundo: Calcário ou cal virgem = 100g. Inicialmente. B.m-2. plástico transparente ou outro material. mais raramente. prefere temperaturas amenas e sua propagação é realizada por meio das sementes. Adubação fosfatada corretiva (0-10cm): superfosfato simples ou termofosfato magnesiano (50g. com o tanque já pronto e vazio. Período chuvoso: uréia (10g. tubérculos ou raízes tuberosas e.m-2) ou torta de mamona (30g. Em algumas plantas.6) PLANTIO DE HERBÁCEAS: A maioria das herbáceas.m-2) incorporado ao solo no momento do plantio. Plantio em covas: dependendo do porte da espécie e extensão do sistema radicular. B. Usa-se um substrato bem poroso. que exercerão grande ação depuradora da água e se constituirão no mais importante alimento para os peixes.m-2) dissolvida em água (20L). seguido de irrigação abundante. É preferível covas mais largas do que profundas devido ao sistema radicular abundante e superficial da maioria das espécies. faz-se o tutoramento e amarrio das mudas.

para não revolver o solo. até a profundidade de cerca de 10cm. Em seguida. Procede-se à retirada de pedras e restos de raízes grossas. faz-se o revolvimento do solo até cerca de 15-20cm de profundidade. espalha-se o calcário magnesiano ou dolomítico. Rega-se abundantemente e repete-se a operação algumas vezes por semana. Se ficar algum espaço entre elas. Juntamente com esta adubação.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 31 Superfosfato simples = 15g.m-2. o plantio da grama: Plantio de placas: as placas são justapostas.m-2) ou termofosfato magnesiano (50g. Após o pegamento das placas. fincadas no sentido perpendicular à declividade do terreno. esse deve ser preenchido com uma mistura.m-2 .m-2 . incorporando-o ligeiramente ao solo. ou Esterco de galinha = 60 g. de acordo com a quantidade recomendada pela análise de solo. liberando-as na superfície da água (flutuantes) ou em vasos que serão colocados no fundo do tanque (submersas e emergentes).m-2 .9) PLANTIO DE GRAMAS: Inicialmente. e faz-se uma gradagem cruzada com discos de pouca curvatura. Após o nivelamento do terreno. as placas podem ser mantidas no lugar através de estacas de madeira ou bambu. nas seguintes quantidades: Composto orgânico = 200g.m-2). durante um ou dois meses até que o gramado se encontre bem consolidado. deve ser feita a distribuição de adubo fosfatado a lanço. Ainda é aplicado 4-14-8 + Zn (50g. de areia e matéria orgânica isenta de sementes de plantas daninhas. por meio de enxadão ou arados à tração animal ou mecânica. ou afofa-se o solo manualmente sem revirá-lo. ou Esterco de curral = 200 g. Se houver necessidade. em posição paralela ou abertos. submersas e emergentes). ou Torta de mamona = 30g. em caso de terreno inclinado. B. em partes iguais. Este material será incorporado ao fundo do tanque com a ajuda de um ancinho. micropulverizado ou calcinado. também aplica-se adubo orgânico. Por meio de soquete. O plantio das espécies aquáticas poderá ser feito diretamente em covas previamente adubadas (de bordadura.m-2). incorporando-o na camada de 0-10cm por meio de ancinho ou grade de disco: superfosfato simples (50g. pressiona-se vigorosamente as placas contra o solo. sendo.m-2) ou fosfato natural ou farinha de ossos (150g. então. Faz-se. em seguida.m-2 . . compactado.

com 10g.m-2 de uréia dissolvida em 20L de água.5kg de calcário dolomítico + 1. adubação e enchimento da cova com algumas semanas de antecedência do plantio da muda. juntamente com 10 a 20 L de esterco/cova. ADUBAÇÃO DE PLANTIO Em termos gerais. passando-se uma vassoura flexível ou outro equipamento em seguida. Árvores: recomenda-se fazer o preparo. Em alguns meses o gramado estará fechado. físicas e biológicas que se fizerem necessárias. porém. retirando-a assim que as sementes começarem a germinar. 5. Recomenda-se uma adubação nitrogenada em cobertura. introduzindo-as no solo. Para uma cova de 60x60x60cm. Plantio por sementes: a quantidade de sementes a ser usada por metro quadrado varia de acordo com a espécie e fornecedor. passa-se um cilindro compressor para agregar bem as sementes ao solo.0kg de fosfato de Araxá ou farinha de ossos + 500g de calcário dolomítico. A semeadura deve ser feita na primavera ou outono. Irrigações leves e frequentes deverão ser realizadas desde e imediatamente após a semeadura até o perfeito enraizamento. de modo a enterrá-las no máximo até 3mm de profundidade.5kg de fosfato natural ou farinha de ossos + 20L de esterco de gado ou composto orgânico. aplica-se 10g. repetindo a operação um mês depois. tomando-se o cuidado para que a base das folhas fique em nível com a superfície do solo. Recomenda-se a cobertura e proteção do solo com uma leve camada de cobertura morta. sendo de 300-500g/cova para espécies maiores e 100-300g/cova para arbustos e 100-200g/m2 para canteiros e gramados. Logo após. a adubação pode ser feita com NPK 6-18-10. Plantio por rolos: idem ao de placas. evitando-se períodos de forte pancadas de chuvas que poderiam arrancar as sementes ou danificar as mudas recém-nascidas. As mudas são plantadas com espaçamento de 10-15cm. Posteriormente. 40 a 60 dias após a semeadura. para que se processem todas as reações químicas. recomenda-se 0.3. 4-30-10 ou 4-16-8. as touceiras são plantadas com espaçamento de 20x20cm até 30x30cm. Palmeiras: a adubação de plantio recomendada para covas de 60x60x60cm é de 30L de esterco de gado curtido ou similar + 1. As sementes devem ser uniformemente distribuídas por toda a superfície. essas devem ser retiradas periodicamente.m-2 de uréia dissolvida em 20L de água.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 32 durante o período chuvoso. . Os passos seguintes são os mesmos para placas. são mais abundantes e menos frequentes. para que não haja concorrência com as plantas daninhas. Plantio por mudas ou touceirinhas: o preparo do solo é o mesmo para placas.

6. assim como de plantas parasitas. fitilho. SERVIÇOS COMPLEMENTARES . 5. são necessários alguns outros serviços para completar o trabalho de implantação do jardim. bem como reposição de terra nos canteiros para compensar o solo eventualmente perdido por erosão.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 33 Arbustos: por cova. de acordo com a necessidade. tais como: Tutoramento das mudas de árvores e arbustos: o tutor deve ser colocado em posição vertical enterrado cerca de 1. da época do ano e do tamanho da planta. aspersores. de borracha. A necessidade de irrigação irá depender do tipo de solo. Corte da grama mantendo-se o delineamento das margens nos canteiros e passeios. vasos. Dentre as trepadeiras. Varredura geral dos gramados e canteiros para retirada de folhas e detritos. Replantio de mudas para substituir as eventualmente mortas e/ou espécies de floração sazonal. da espécie vegetal. Adubação geral em todas as áreas do jardim. Os cipós podem exigir algumas podas iniciais para forçar a ramificação lateral e impedir o crescimento excessivo em altura. A planta é presa ao tutor por amarrios em forma de oito deitado. de acordo com as necessidades de cada espécie. estátuas.4. sisal ou outro material qualquer que não fira o tronco. Cobertura anual dos gramados com terra peneirada e adubada. Limpeza da área antes da entrega do jardim ao proprietário. MANUTENÇÃO DE JARDINS Regras básicas para a manutenção de um jardim: Irrigações mais frequentes até o completo pegamento das mudas.0m dentro da cova e ter sua altura proporcional ao tamanho da muda. Combate sistemático aos insetos-praga e agentes causadores de doenças. os arbustos escandentes e cipós precisam ser amarrados a tutores durante as primeiras fases do desenvolvimento. Trepadeiras: 500g de calcário dolomítico + 1kg de fosfato natural e 20L de esterco de gado bem curtido. dirigir os caules para posições mais adequadas. Podas de diversos tipos. Após o plantio. ainda. móveis e demais elementos arquitetônicos. recomenda-se 600g de calcário dolomítico ou magnesiano + 900g de fosfato natural ou farinha do ossos + 12L de esterco de gado curtido ou composto orgânico. Colocação de luminárias. Controle de plantas daninhas. misturados à terra de enchimento. sendo necessário. .

ainda. três aplicações de 90g/vez de sulfato de amônio ou nitrocálcio no período chuvoso. . nas quais logo após o pegamento. após as mudas atingirem 65cm de altura.2. ao redor da planta na zona de projeção da copa. C) Para arbusto: 120g de 4-14-8+Zn após o perfeito pegamento das mudas: v Fazer. sendo diferente da topiária (prática que consiste em dar forma geométrica e escultural a uma planta de folhagem densa).1. sendo a primeira logo no início das chuvas e três posteriores durante o período chuvoso. Sugere-se uma formulação equilibrada como 10-10-10 (30g. 6. aplica-se 200g/cova do adubo 10-10-10. D) Para cercas vivas: há exigência de mais adubações anuais de cobertura. com exceção daqueles para cercas vivas formais. Mudas com menos de 1. especialmente quando trata-se de uma cerca viva podada. sucessivamente.80m de altura. B) Para palmeiras: após o pegamento da muda. ADUBAÇÃO DE COBERTURA A) Para árvores: 200g de 4-14-8 + Zn após o perfeito pegamento das mudas: o Fazer. assim. poda-se a haste principal a 20cm do solo para quebrar a dominância apical e estimular o desenvolvimento dos ramos laterais. Estes serão podados a 15cm do caule quando da segunda poda da parte apical e. ao redor da planta na zona de projeção da copa.m-1 linear/vez). ainda. PODAS As podas mutilantes devem ser evitadas.1. divididas em duas ou três parcelas durante o período chuvoso. Esta poda quase não é usada em arbustos. 6. estas quantidades devem ser reduzidas proporcionalmente. Assim. Assim.2. Controlar o crescimento da copa tem sentido apenas para direcionar a ocupação do espaço que lhe foi destinado.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 34 6. nunca delimitar o volume da copa. as plantas serão forçadas a formar a saia com numerosos galhos quase paralelos ao solo e estendidos a poucos centímetros deste. De Formação A poda de formação é usada quando se pretende alterar o hábito natural de crescimento da planta. E) Para trepadeiras: usa-se 300g de 10-10-10 após o pegamento da muda. faz-se o desponte à baixa altura para estimular a ramificação lateral. até que atinja a altura e largura desejadas. três aplicações de 150g/vez de sulfato de amônio ou nitrocálcio no período chuvoso.

não apresentam nenhum efeito estético e exaurem as substâncias nutritivas da planta e perturbam o seu desenvolvimento.5m). De Correção A poda de correção é realizada quando o plantio foi efetuado em local inadequado e a planta estiver impedindo a entrada de luz ou atrapalhando o livre trânsito das pessoas. para a retirada de ramos secos. apenas nos ramos que tenham apresentado floração. para não retirar os ramos que irão florir no próximo ano. De Limpeza A poda de limpeza consiste em uma poda leve. a poda deve ser feita antes que os novos brotos comecem a aparecer. simples. Após o arbusto atingir altura conveniente (1. para que nasçam brotos fortes que logo produzirão flores.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 35 Ao contrário da anterior.2. assim como quando do surgimento de dois ou mais troncos. Nas roseiras e hibiscos. praguejados ou com alguma inconveniência. 6. Já o bico de papagaio deve ser podado drasticamente a 15cm do solo. exceto pequena coroa no topo. devem ter seus ramos laterais curvados para baixo e amarrados.2.0m. pois além de serem excessivamente compridos. tutorando-o até que o caule se torne suficientemente lignificado para suportar seu próprio peso. a fim de produzir brotação vigorosa e grandes brácteas vermelhas. a supressão da florada. deve-se eliminar todas as brotações laterais à medida que forem aparecendo até a altura de 1. Feita preferencialmente no final do inverno. pois depende do tempo gasto para a formação das gemas floríferas. por florescerem apenas nos ramos nascidos no ano corrente. Algumas plantas. Os ramos ladrões também devem ser eliminados. A maior parte dos arbustos é podada com a intenção de se conseguir mais flores.8 a 2. podam-se todos os ramos laterais que surgirem. para que haja acúmulo de hormônios que induzirão a emissão de novas brotações. Para o caso de árvores. para permitir o livre trânsito de pessoas e veículos. especialmente se for necessário a remoção de muitos galhos. com tendência a crescerem excessivamente para cima e pouco para os lados. 6. doentes.4. para a formação de arvoretas. De Floração A poda de floração é característica de cada espécie.2. Nas hortênsias. . 6.3. deve ser feita após floração já murcha.2. ou seja. esses devem ser eliminados enquanto novos. o que deve ser feito no momento certo para não ocorrer efeito inverso. como as rosas trepadeiras. deixa-se a copa desenvolver.

usa e abusa das múltiplas composições de pedras. que utiliza. Analisando as características individuais dos diversos estilos de jardins através dos tempos. 2. de acordo com outros autores. quase sempre. 5. nota-se a forte influência exercida pelas crenças e costumes do homem. comportado e com maior equilíbrio. . De qualquer maneira. mostrando como o homem vê e classifica o seu ambiente. no Egito. Japonês: ganha um significado muito especial. Pode-se considerar até que os diferentes estilos de jardim são um retrato de cada época. está descrita a seguir: 1. Informal: um estilo desarrumado propositadamente. De Rejuvenescimento A poda de rejuvenescimento é efetuada com o objetivo de reformar a copa. III – ESTILOS DE JARDIM A forma com que os estilos de jardins foram se desenvolvendo. Estas crenças e costumes estão representados nas diversas formas de composição com os elementos da natureza que formam os jardins.2. Tropical: toda exuberância da flora das regiões tropicais está presente neste estilo. o naturalista e o arquitetônico. Feita drasticamente no final do inverno antes do início da brotação. como se coloca no ambiente que cria e que referências usa para escolher esse ambiente. Cada cultura é expressa de uma forma particular. espécies nativas e traduz-se em um jardim de desenho. privilegiando a natureza e a descontração. outras mais complexas e abrangentes. Formal: um estilo mais organizado. estas duas origens possibilitaram o surgimento de duas formas diferentes de jardins. que agrupa os diferentes tipos de jardins de acordo com características mais simples. removendo os caules mais velhos e cortando-se bem próximo ao solo. as pessoas à meditação. 4. iniciaram primeiramente na China e. porém. reconstituir a ramagem já estéril e fazer voltar à planta sua aparência perdida. somente em seguida. o sinuoso e o retilíneo. Cada espécie é muito valorizada e seus recantos levam. com influência dos jardins ingleses. ditado pela filosofia do povo japonês. predominantemente. umas mais simples. em suas diferentes fases de evolução. se modificando e se adequando à vida do homem está intimamente ligada à história e caracterização da evolução da nossa própria civilização. 3. Uma primeira classificação. existem algumas classificações. o informal e o formal. Em relação aos estilos de jardins. Rochoso: específico de climas quentes e agrestes.5. os jardins surgiram simultaneamente na China e Egito. Segundo alguns autores.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 36 6.

Ex: jardins particulares que se estende até a rua. surgiu no Egito e Pérsia uma outra tendência que. Grande trabalho de manutenção. iria dominar o mundo: a dos jardins regulares e geométricos. da cidade. chamado de estilo clássico. agrupando plantas. por muito tempo. Plantas naturais nos lugares certos. Superfícies onduladas. procurando imitar a natureza. plantas podadas segundo as formas. Este estilo apresenta as seguintes características: Jardim com predominância de linhas curvas e graciosas. inglês e japonês: este estilo chegou ao Japão no século VI e na Inglaterra no século XVIII. Uso de muitas folhagens. Tem-se na China a menção mais antiga de jardins. Canteiros com cercaduras e bordaduras. 7. desfrute e contribui para o embelezamento das áreas vizinhas. 8. informal. Acompanha uma tendência atual de construções com linhas retas. de formas artificiais. cercaduras.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 37 6. Elevado custo de implantação. Busca a interação da planta ao mundo do homem. considerada o berço da jardinocultura. com predominância de linhas retas e geométricas. cujas características são as seguintes: Jardim regular. Sem uso de filas indianas. Traçado acompanhando os acidentes do terreno. onde se crê que o homem. Ambiental: é uma paisagem na qual a prioridade consiste em recuperar a vegetação nativa. Vegetação rigidamente podada. esse tipo de jardim segue uma tendência que surgiu na Alemanha. Trilhas de largura variável. Clean: visualmente mais limpo. utiliza poucas espécies. Uso de plantas perenes de crescimento livre. geométrico ou formal. Uso de cercas vivas podadas. Pouco depois da China. Social: consiste em uma paisagem que convida à convivência. Figuras indefinidas. 9. estabeleceu as bases de um jardim que foi o embrião do estilo paisagístico naturalista. bordaduras e terra aparente. Exemplos: chinês. Muitas estátuas e obras de arte. Jardins simétricos. Ecológico: bastante atual. mas de boa qualidade. livres. .

onde a imaginação e o espírito deveriam correr livre em espaços amplos e abrangentes. sendo: Jardins irregulares com disposição informal. Este estilo chegou à Roma no século XVII. praças. escadas. Cultivo de violetas a roseiras. Além disto. . O estilo contemporâneo refere-se a um estilo de jardim criado com liberdade de ação no sentido funcional e estético. Plantas de crescimento livre. mourisco. individualismo e harmonia instintiva. Composição de paisagens urbanas. à França no século XVII. os jardins chineses eram verdadeiros templos de meditação e purificação. muita folhagem e colorido abundante. parques. e não a comunidade e aparência exterior regrada. Preservação de ocorrências naturais. Florada subsequente em diversas épocas do ano. tentava-se organizar o já existente. lembrando pinturas paisagísticas. romano. Basicamente. que situava o homem no centro da investigação.1. contemplar e usufruir o repouso que a natureza oferecia. Local onde se podia caminhar. arborização de ruas e avenidas. do renascimento (italiano. Elementos decorativos: pedras. espaços verdes semi-públicos e privados. Exemplos: jardins egípcios. Integração à cidade. água e pérgolas. ESTILO INFORMAL A) JARDIM CHINÊS O povo chinês era fortemente marcado pela religiosidade (Confucionismo). bancos. Espaços destinados ao esporte e lazer. com elementos demonstrando grandeza e causando fortes impactos à vista do observador. Maciços de plantas que se integram à paisagem. medieval. Atendimento às necessidades de recreação nas diferentes faixas etárias. Planos diretores urbanos. 3. francês e holandês). apresentavam as seguintes características: Retratavam com perfeição a natureza. Desta forma. persa. esculturas. as fronteiras entre os espaços foram eliminadas ou quase subdimensionadas. Traçado com linhas curvas e suaves.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 38 Solo aparente. e ingressou na Arábia e Espanha no século XIII. grego. cultuando a solidão.

além de montanhas e águas silenciosas. circunspecto e considerado frio. Ordenação casual dos elementos. numa tentativa de imitar a natureza. O povo inglês típico é fechado. Nestes jardins estava sempre presente uma grande pedra. além de outras reproduções da natureza. Este simbolismo demonstra a preocupação deste povo com o renascimento após a morte física. implantadas para decoração. alegres e leves. devido à topografia do terreno acidentado. Cansados de tanta riqueza de detalhes. proporcionando a visão de belas perspectivas. preocupação filosófica dos que ficam entre os vivos. com função decorativa. com riachos sinuosos e flores delicadas. que representava a Cegonha gigante e. De linhas grandiosas. o Jardim “Lago-ilha”. tanto na China como no Japão. outras pedras menores que representavam outros animais. escritores ingleses e franceses começaram o movimento do romantismo. em oposição ao estilo barroco. regatos sinuosos. sendo denominados de jardins paisagísticos. transportados por um pássaro (Cegonha gigante). os chineses acreditavam que só chegariam nestas ilhas voando. etc. Vastas dimensões. mas seus jardins são graciosos. Aproveitamento dos desníveis do terreno sem alterar sua conformação natural. apresentando água na forma livre (cascatas. Esta dualidade talvez seja uma tentativa de compensação de sua forma característica de expressão. com um traçado livre e sinuoso. plantas isoladas e grupos de árvores não muito numerosas. ordem e simetria. Estes jardins se repetiram em vários lugares. Em suas fantasias. os chineses acreditavam que ao norte da China existia um lugar para os imortais e criaram com muita imaginação.) ou compondo-se com grutas e ruínas. os ingleses expressaram o gosto pelo natural. Durante a dinastia Han. . Como características básicas estavam a irregularidade e falta de simetria nos caminhos. B) JARDIM INGLÊS A partir de 1. Através dos jardins. Usavam-se até mesmo árvores mortas. cômodas e em pequeno número.700. no início do século XVIII. Tal concepção de retorno à paisagem natural chegou a extremos de usar ruínas. Presença de um lago centralizado com plantas aquáticas. que se casavam mais com as idéias do Romantismo presente na época. planejados com maior liberdade de expressão. Suas cidades são cinza durante muitos dias por ano. propuseram um jardim inspirado nas concepções orientais do velho império chinês.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 39 Plantas em um plano secundário. rochedos. ainda. no tempo do imperador Wu. contidas em tanques de formato irregular. as ruas eram amplas. A vegetação era formada por extensos gramados que serviam para fazer a ligação entre pequenos bosques. cursos d’água.

o jardim é mais do que uma simples representação da paisagem. azaléia. há uma ligação estreita entre o paisagismo e a pintura. contemplação e meditação. glicínia. arbustos topiados para não competirem com as pedras. sendo conhecido por jardim paisagem. Estes jardins eram construídos para que as pessoas contemplassem um ponto fixo.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 40 C) JARDIM JAPONES Os jardins japoneses datam de 710 da Era Cristã. não apresentando flores e cores. apenas algumas rochas sobre o cascalho branco e. sendo possível cultivar apenas 1/5 de seu território. religiosos e ambientais do país. para o japonês. lembrando o movimento da água) e as ilhas. com tendência para a abstração. explicando as dimensões reduzidas e o uso de vegetais miniaturizados. Frequentemente. As pedras devem ser colhidas em leitos de rios. fazia-se a cerimônia do chá embaixo da árvore. uma verdadeira mensagem espiritual. e nunca dantes utilizadas. Os elementos básicos são a água (riachos. onde cada um tinha um sentido simbólico. cerejeira. o mar (água ou cascalhos brancos ajeitados com ancinho. de onde podiam observar todo o conjunto. cascatas. o jardim naturalista da China passou ao Japão no século V. colorida e exótica. muitas vezes. seu centro é vazio. Praticamente sem plantas. com limitações territoriais: relevo montanhoso. o macho e a fêmea. sem vegetação ou com apenas alguma porção de musgo. pedras com musgos e cascalhos em volta. inspirado no Zen-budismo. Muitas vezes apresentavam elementos contrários (Yin e Yang dos chineses): a tartaruga (pedras) e o grou (arbustos podados). etc. Assim. sendo considerado. O Japão é formado por quatro ilhas e inúmeras outras de menor importância. O verdadeiro jardim japonês nasceu na época Kamakura (1185-1392). sua disposição deve ser . Quando a cerejeira florescia. A composição se baseava em agrupamentos simbólicos com elementos inertes (pedras e areia fina). porém. grama japonesa. Houve dois períodos bem definidos no estilo japonês: Período Muromachi – jardins monocromáticos. tuia e outras. estando os elementos dispostos nos contornos. a montanha e a cascata. Somente a partir de meados do século XVI (1573-1615). Os jardins japoneses são profundamente místicos. os jardins também acompanharam esta tendência.). jardins coloridos. Período Momoyama – paredes pintadas. enfatiza a visão. devido aos fatores sociais. dentro do simbolismo que cada peça encerra. dando impressão de assimetria. lagos. pedras e plantas como o bambu. que simbolizavam a matéria e o espírito. Como a pintura se tornou monocromática nos primeiros anos do século XV. camélia. houve o ressurgimento da arte figurativa. um pouco antes da Idade Média. em sua evolução histórica. adquiriram maior expressividade nos séculos XV e XVI. No primeiro período. A natureza não era simplesmente imitada. A disposição dos elementos se dava com muita sabedoria. por lembrar as composições da pintura oriental. sofrendo modificações e adaptando-se à cultura e filosofia japonesa.

Uma das crenças das religiões japonesas. estimulando o olfato. O trabalho de manutenção era grande. O barulho intermitente dos monjolos empresta uma aura de misticismo ao lugar sagrado. cascalhos e vegetação não florífera. para cima. criando. Os bonsais representam as miniaturas do mundo externo. números da felicidade e que representam a harmonia do karma. e a sua história indica que estiveram sempre expostos a movimentos agressivos da natureza. Usavam materiais resistentes. As pontes sugerem uma viagem mental através da contemplação. e estes homens começaram a fazer mudas de . São feitos caminhos sinuosos de pedra ou cascalho. Seu crescimento ereto e sem curvas simboliza a retidão de princípios e integridade desejável nos membros da sociedade. assim. como deveria ser o homem. os monges eram constantemente transferidos dos mosteiros onde viviam para outros em outras cidades. Começaram a ser criados por um verdadeiro movimento de rebeldia (consciente ou não) dos monges japoneses. usavam matizes sutis de cores e formas perfeitas. de coisas e sentimentos. Os japoneses se caracterizam como um povo extremamente espiritualizado.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 41 natural. atravessá-la equivale a atingir outras esferas. são muito elaborados e todas as plantas são valorizadas. sugerindo que a natureza as colocou ali. O número ímpar trazia sorte. Assim. Apaixonado por detalhes e formas sintéticas. as flores anuais e bianuais eram banidas. deve-se usar número ímpar (3. O bambu dobra-se ao vento sem quebrar. possibilitando mais tempo para meditar. as mudanças sazonais e a ação do tempo sobre o desenvolvimento das plantas. Para exercitar este desapego. budistas e maoístas. Também são utilizados o monjolo e pontes. ainda. Os sons das águas e dos ventos criavam mistérios auditivos. com constantes podas. os perfumes compunham o clima exótico. Além disso. E. O som do vento em suas folhas e os raios do sol filtrados são espetáculos tranquilizantes que elevam o espírito para esferas mais altas. apesar da dura realidade da inconstância da natureza. até hoje. Enriqueceram mais estes jardins. correta. as lanternas de pedras que são iluminadas ao entardecer. A água espelha a imagem e induz o homem a enxergar a si mesmo. As lamparinas dão uma conotação de luz que guia as pessoas nas trevas. um quadro estável e seguro em qualquer estação do ano. sugerindo adaptação às situações adversas sem se deixar vencer. como terremotos e maremotos. as mais duradouras pedras. que permitem percorrer o jardim desfrutando sua beleza e descobrindo novos ângulos a cada passo. os jardins japoneses. fala da importância do desapego. em uma sugestão de perenidade. Mas a necessidade humana da "referência" falou mais alto. alongam a caminhada. os caminhos formados por uma sucessão de pedras irregulares ou passeios recobertos de areia. quase sem sair do lugar. tentando manter o jardim sempre com a mesma aparência. acrescentando estímulos para os sentidos humanos. Em seus jardins só utilizavam plantas perenes. 5 ou 7). É uma planta reta. devido à preocupação com a influência da luz solar. é símbolo de purificação e seu gorgolejar suave correndo entre as pedras convida à reflexão. para estimular o sentido da visão.

Estes símbolos mantinham vivos a necessidade humana da referência do ambiente conhecido. De forma geral. Atualmente. com transposição da água por meio de pontes. ou nivelando a área por meio de aterros. Outras características eram a perspectiva e o uso de topiárias. As formas geométricas eram percebidas nos caminhos. separados dos bosquetes por cercas vivas cuidadosamente podadas e acompanhadas por estátuas de mármore branco. Foram construídos por uma equipe de arquitetos. símbolo da paisagem de seu local de origem. constando de área de 732ha. os jardins japoneses conservam as características essenciais da arte japonesa: a assimetria e a importância dos espaços vazios.2. com pequenos pavilhões e grutas dotadas de repuxos e outros artifícios hidráulicos. a vegetação continua sendo usada com parcimônia – apenas musgos e pinheiros e praticamente sem flor. o passeio central comandou toda a composição. ESTILO FORMAL A) JARDIM FRANCÊS No início. Destacam-se os jardins do Palácio de Luxemburgo e o jardim das Tulherias. Os jardins de Versailles (1624-1688) foram efetuados para a esposa que queria a maior casa e o maior jardim do mundo. Os franceses renovaram o estilo italiano. as inúmeras fontes e os canteiros floridos. com eixo monumental que o divide em duas partes iguais. Reproduziram muito bem o barroco: rigorosamente simétrico e distribuição axial (em forma de eixo). De cada lado desse eixo. filho. depois budista. implantado o estilo francês. Sobressaía a tudo isso os tapetes de relva. no formato Lago-ilha. os quais no inverno eram levados para dentro da casa. além de manter o traçado simétrico. valorizou a perspectiva e a sensação de grandiosidade. estava.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 42 árvores. Le Nótre. . desenvolveram a técnica da miniaturização das espécies arbóreas plantadas em vasos. 3. a ponte que conduz a uma ilha = instrumento para chegar ao todo poderoso. Introduziram estátuas de mármore junto às fontes. escultores e jardineiros. passeios e na vegetação (podas artísticas). o jardim francês sofreu grande influência da simplicidade dos jardins medievais. Le Nótre dispôs simetricamente os canteiros. os jardins adquiriram novas perspectivas. transportando-os para seus novos lares. com plantas de todos os continentes do mundo: as tropicais eram colocadas em grandes vasos. as lanternas de argamassa = a luz do caminho. engenheiros. os jardins japoneses eram os jardins chineses em miniatura. neto). Para possibilitar o transporte. o paisagismo tornouse uma atividade quase que febril na França. Favorável ao predomínio da lógica. Inicialmente era xintoísta. assim. comandados pelo paisagista André Le Nótre (1613-1700). Na segunda metade do século XVII. sendo de tamanho extenso claramente construído para exibição e sem árvores para não estragar a visão na parte nobre. da clareza e do equilíbrio. construindo os jardins em locais pouco acidentados. Em Versailles. Os elementos sempre representam algo: 3 pedras de 3 tamanhos diferentes = 3 gerações (pai.

Na primavera e verão. Isso ocorreu do século XVII ao XVIII. Porém. vasos de bronze e estátuas. Os elementos verticais são esculpidos no formato de cones para não atrapalhar a visão. criaram jardins mais compactos e graciosos. baixas. as plantas são trocadas 3 a 4 vezes/ano – em novembro entram com os bulbos que hibernam no inverno e despertam em abril. Esse duto funcionou até 1960 nesse imenso jardim. com especial ênfase nas tulipas. movidas pela ação do vento. no início. De lá. Impuseram sua vontade até mesmo às formas da natureza: nivelando todo o terreno. Os ciprestes recebiam podas formando círculos sobrepostos. O jardim francês parece-se com um tapete persa com plantas no chão. fontes douradas. utilizaram-se de recursos óticos e efeitos de perspectiva. As partes centrais eram formadas por intricados grupos florais. B) HOLANDÊS Por ser a Holanda é um país pequeno (300x200km). colocadas lateralmente. Com formas ordenadas e simétricas. criando verdadeiros cenários barrocos. apresentando túneis sombreados por trepadeiras. . um grande aqueduto de 8km a conduzia por gravidade até Versailles. e em seguida. comandados pelo engenheiro Arnold de Ville. usam-se plantas anuais: desta forma. orgulhoso de sua cultura e origem. a vista era conduzida por planos em diferentes níveis onde abundavam fontes monumentais. Eram divididos em múltiplos recintos.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 43 O jardim do palácio de Versailles teve início com Luís XIV. com uma profusão de jarrões. seus jardins eram os jardins franceses em miniatura. distribuídos com capricho encantador. embora antes tenha sido um imenso brejo onde seus antecessores praticavam a caça. Em 1681. Le Nótre aproveitou o desnível para aumentar a visão dos terraços. hábito de cultivo de plantas bulbosas (em especial a tulipa) e ao seu gosto pelas cores. Assim como o povo. entram com as anuais (maio e julho). para criar espaços perfeitamente planos. escadarias e delicados bordados. para bordar o máximo possível o plano horizontal do jardim. Criado para uma corte que amava o espetáculo e o luxo. devido à topografia plana. Os jardins modernos holandeses têm uma agradável forma doméstica. com artísticas esculturas e alamedas. eram majestosos e tinham a proporção dos palácios da época. O parque de Versailles é considerado o melhor local para se julgar a escultura francesa da época de Luís XIV. À beira do Sena. jorrando água em pequenos tanques. Com a ajuda de maciços de árvores. narcisos e jacintos. 225 bombas d’água. foram instaladas para enviar água para um reservatório encravado numa montanha rochosa a 154m de altura. portões de ferro fundido fechavam os jardins. a fim de adaptá-las ao plano previamente traçado. os jardins franceses. Versailles ganha água para suas fontes. Os holandeses também não fugiram. rodeados de cercas vivas de bordadura baixa. das influências francesas e italianas. Os franceses não deixam as plantas anuais morrerem no jardim. os franceses não economizaram em seus jardins.

eram colocadas pinhas da magnólia branca . pelo fato da maioria dos jardins não ser demasiadamente grande. muitas esculturas típicas do período. uma forma de jogar a perspectiva para trás. em abril (época das tulipas). 1606). completavam-se com bancos artísticos. abuso de palavriado na literatura. técnica usada para integrar a fachada da casa com a rua. com móveis trabalhados. Outra característica era o paralelismo. Manteve. cuja característica era o retorno à Antiguidade. Ao contrário do estilo persa (como se fosse um negativo): onde havia canaleta de água (persa) foi trocado por local de circulação. A notável predominância da alvenaria foi uma característica que perdurou até o barroco.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 44 = Parque de Keukenhof – é aberto uma vez ao ano. jogo de cores. A vegetação era considerada secundária e usada de forma artificializada (topiárias). porém. a mando do Papa Júlio II. Tudo começou com a reconstrução da basílica de São Pedro em 1503. buxinhos. Narcizo: flor que está sempre olhando para ela mesma. Na cultura. pinheiros. As paredes das construções eram trabalhadas. ainda. Villa D’este (Tivoli. Os paisagistas do Renascimento Italiano aperfeiçoaram os jardins formais do estilo romano. o Renascimento criou na Itália jardins barrocos (época do exagero. escadarias monumentais e magníficas fontes e terraços. Criados com formas simétricas. tuias. Surgiu a idéia de restaurar os mais belos parques e jardins da antiguidade. sempre em torno de um elemento principal. Esta necessidade de descobertas de novas terras estava simbolizada pela busca de locais com vistas panorâmicas. a unidade. estátuas representando as estações do ano. 1549) e Villa Borghese (Roma. a fim de desfrutar ao máximo da paisagem local. resultando no aumento da quantidade de informações nos jardins). onde pode ser visto: suavidade do talude para evitar que as crianças corram e caiam na água. As espécies mais usadas eram os ciprestes. de onde era possível apreciar a vista de suas cidades. Sem alterar o relevo natural do terreno. Houve uma contemplação maior aos ambientes que proporcionavam vistas panorâmicas. desta forma. linha perfeita. Adotaram-se os padrões destes para a construção de novos jardins. obstruindo de uma só vez a vegetação lacustre e. onde havia jardim (persa) foi trocado por água. poder. louros e azinheiros. neste caso. interferindo no criatório de insetos. imponentes e suntuosos mais pelos elementos arquitetônicos do que propriamente pela vegetação. Para mostrar força. com corredeiras de águas em repuxos e chafarizes e. 1417). Os jardins das "Villas Italianas" eram construídos em locais altos. C) JARDIM ITALIANO A Itália foi o berço do Renascimento. o chafariz. das “vilas romanas”: Villa Médici (Roma.

3. o que seria mesmo impossível. ainda. com disposição informal. paineiras. jabuticabeiras. Não se têm elementos para ensinar como se faz um jardim moderno. no sentido funcional e estético. efeitos culminantes. colorido contrastante. bancos. muito embora possam apresentar curvas e sinuosidades. Outros elementos decorativos complementares são representados por pedras. A) JARDIM TROPICAL O jardim tropical se caracteriza pela exuberância e densidade da vegetação. plantas herbáceas. Apresentam. além de samambaias e bromélias. cássias. Os caminhos destinados a veículos devem ser traçados de maneira a permitir sua circulação livre e desembaraçada. maciços de plantas que se integram perfeitamente à paisagem. de acordo com o crescimento das plantas: gramas e plantas rasteiras. Para dar . escadas. Hoje. árvores. pérgulas. florada subsequente em diversas épocas do ano. Esquematicamente. etc. com suas árvores altas entrelaçadas por trepadeiras e servindo como suportes para orquídeas dos mais diversos tipos. um jardim moderno limita-se a caminhos e à vegetação. 3. flores em locais específicos dos jardins. ou em combinação com gramados. trepadeiras. que tem como característica uma ampla liberdade de ação. flamboyants. imbaúbas. cobertura vegetal. esculturas.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 45 em cima de pilares. muita folhagem. A vegetação deve ser colocada dentro de uma certa ordem progressiva. de alturas variadas e porte livre. Os caminhos destinados a pedestres são de traçado mais livre e podem obedecer aos mais variados desenhos. espaços destinados ao esporte e lazer. representam as tendências atuais do paisagismo. as seguintes características: diversas plantas perenes. se adaptando aos novos costumes e gostos impostos pela moderna tecnologia. arbustos. etc. é que surgiu o estilo contemporâneo. ipês ou árvores frutíferas (mangueiras. a pesquisa de novas espécies a serem usadas.). Os jardins irregulares. cercas vivas. um misto de estilos de épocas anteriores: o gosto pelas plantas raras. ESTILO CONTEMPORÂNEO As tendências dos jardins contemporâneos já foram detectadas a partir do século XIX. pois depende da criatividade de cada um. água. os jardins estão evoluindo rapidamente. Somente a partir do século XX. As árvores podem ser jacarandás.

folhas pontiagudas e rijas. árvores e bananeiras.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 46 um toque mais alegre. pedriscos e seixos rolados. gramas e formação de recantos íntimos e agradáveis. agapantos. etc. com espelhos d’água e folhagens coloridas (tinhorão e prímulas). plantam-se por trás. As plantas menores são usadas como bordaduras para os canteiros (de maria-sem-vergonha. caminhos com pedras. Uso de rochas. cinerária. coqueiros e samambaias. Vegetação de textura mais agressiva: presença de espinhos.). B) JARDIM ROCHOSO No jardim rochoso. jasmins. lantanas. como hibiscos. complementam o paisagismo. . camarão e outras. E. prevalecem as seguintes características: Plantas suculentas e cactos. as espécies mais altas como palmeiras. azaléias. No chão. lírios. pode-se introduzir outros exemplares com floração mais viva. Tomando-se como referência o local de maior visão. para dar o clima tropical. muitas bananeiras de jardim.

São elementos vegetais que possuem um importância fundamental no paisagismo. permitindo ou obter um formato ajustado ao jardim onde estão inseridos. orientar a circulação de pessoas. De modo geral. realçando as passagens e os caminhos. são plantas que aceitam podas. divisórias. um tronco indiviso (como nas árvores). os arbustos podem ser utilizados com diferentes finalidades no jardim: transição do estrato herbáceo para o arbóreo. valorizando as árvores e demais plantas que os cercam. portanto. tapumes. quase sempre.1. papel muito variado nos arranjos de um jardim. Os arbustos floríferos enriquecem as composições e aqueles de folhagens dão cor constante durante o ano. DISPOSIÇÃO NO JARDIM Em função do porte. neutralizar uma visão que se pretende dissimular. São exemplos de plantas ornamentais arbustivas : Mil cores = Breynia nivosa Camarão-amarelo = Pachystachys lutea Árvore-da-felicidade = Polyscias guilfoylei Roseiras = Rosa sp. organizar espaços em benefício do ser humano. ou a formação de figuras (denominadas topiárias).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 47 IV – PLANTAS ORNAMENTAIS 1. Camélia = Camellia japonica Caliandra = Calliandra sp. . não havendo. ocupando. cujo caule é ramificado desde a base. Hortênsia = Hydrangea macrophylla Pingo-de-ouro = Duranta repens Azaléia = Rhododendron x simsii Abélia = Abelia x grandiflora Acalifas = Acalypha sp. formando anteparos. elemento dominante. o que harmoniza a sua condução. complemento decorativo. PLANTAS ARBUSTIVAS Os arbustos são plantas lenhosas ou semi-lenhosas. cercas vivas. 1.

devido ao colorido de suas folhas. por exemplo. servindo. podem ser usados de várias formas em um jardim: isolados. CLASSIFICAÇÕES Apesar da maioria não ultrapassar 3. Paisagisticamente. isolados. luz. Conforme seu porte. em conjunto como pequenas cercas vivas.2. na beira de caminhos e canteiros. preencher espaços vazios. formando maciços ou tufos. ramagem densa e folhagem abundante. e das condições químicas. São usados em bordadura. precipitação pluviométrica. para cobrir caules esteticamente indesejáveis de arbustos mais altos. maciços florais.. junto de muros. o tamanho determina pouco. preferencialmente. devem ser plantados. onde uma árvore não possa produzir o mesmo efeito. por serem bem compactas. em pequenos grupos. no meio de gramados. São plantas muito versáteis.5m de altura. junto de muros ou . evitando que o som e a poeira passem para dentro de casa. conseguindo-se efeitos maravilhosos à distância. para a contenção de animais. textura das folhagens. atuar como barreira. delimitando uma linha de visão. de modo a serem apreciados pelo conjunto de sua forma. por se apresentarem aos olhos mais como manchas do que como pontos ou focos. associados a forrações ou outros tipos de vegetação. em fileiras guarnecendo cercas e gradis. e não pelo detalhe de uma única flor. obstruindo a visão da parte baixa e desnuda de plantas mais altas. em grupos de vários indivíduos da mesma espécie. físicas e biológicas do solo.50m de altura. etc. algumas espécies. Arbustos médios: com porte entre 0. já que depende muito das condições climáticas do local.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 48 favorecer o isolamento visual de áreas íntimas.0m de altura. ou como contorno em passagens e caminhos. os arbustos podem ser classificados em três categorias: Arbustos baixos: com menos de 0. tais como temperatura. flores e frutos. 1. na formação de cercas vivas.5m a 1. separação de ambientes. completar as linhas arquitetônicas das construções. na formação de vasos. Usados para formar maciços destinados a disfarçar as linhas retas e monótonas das bases das construções. de preferência. São usados. chegam a ser até intransponíveis. colorido de suas folhas e folhagem.

Arbustos altos: com porte acima de 1. compacta desde a base. bico-de-papagaio. Existe.. bambu.0m de altura. dracena. em caminhos laterais para a condução de pedestres. que refere-se a todo arbusto conduzido de forma a apresentar um fuste (tronco) único. Quanto à exigência em luminosidade. à beira de muros ou ao pé de edifícios. hortênsia. ou colorida. divisão ou proteção de determinados ambientes dentro do próprio conjunto. que geralmente não ultrapassa 2.50m até 3. dracena. irregular. animais ou veículos. mussaenda. à frente e ao redor de árvores mais altas formando maciços. sheflera. Já. cordiline. escovinha. camélia. dracena. poliscia. semi-elíptica. hortênsia. sanquésia. geralmente. capitata. ainda a arvoreta. jasmim-do-cabo. pândano. A) Cerca viva A cerca viva é a designação geral dada à formação de uma massa verde. os arbustos podem ser de: Pleno sol: acalifa. ixora. como centro de interesse. ixora. Apresenta inúmeras funções: formar um muro vegetal desde o solo até a altura conveniente nos limites do terreno. aberta e prostada. como renques (proteção contra ventos). poliscia. cordiline. de folhagem perene ou caduca. brinco-de-princesa. etc. cultivado em vasos ou recipientes diversos. servir como pano de fundo.. bananeira de jardim. espalhada. Os arbustos podem ter a copa de diferentes formatos: obovada. cana-da-Índia. etc. agave.. strelitzia. azaléia. secam após cada florada. etc. azaléia. podendo. entretanto. hibisco.0m ou mais. brinco-de-princesa. na composição de cercas vivas. ardísia. etc. o transporte de poeira e demais partículas em suspensão e da poluição sonora. atingir até 3. como centro de interesse. arredondada. camarão. servir como barreira efetiva à proteção visual. etc.o subarbusto apresenta um caule lignificado apenas na base. justicia. limitando o livre trânsito de pessoas. do qual nascem anualmente suculentos que.. Usados para formar cortinas de proteção de olhares (excelentes barreiras visuais). Sombra: ardísia. cróton. sheflera.0m de altura. Exemplos: ligustro (Ligustrum sinense) e buxinho (Buxus sempervirens). Obscuridade: aucuba (Aucuba japonica). ficus. como pode ser visto na hortênsia (Hydrangea macrophylla). cróton. reduzir a velocidade dos ventos. Meia-sombra: afelandra. achatada. vaso.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 49 de paredes. .

de porte variado: algumas não ultrapassam 10cm de altura (como o musgo Selaginella uncinata). proporcionando um microclima favorável ao desenvolvimento de insetos-praga e doenças. ou pela competição das plantas. Informal: silhueta irregular. devese atentar para o fato de que. estas podem decair devido ao fechamento da vegetação.). após algum tempo. possuir folhagem permanente. enquanto as mudas estiverem em fase de desenvolvimento. ao máximo. Apresentam caule e ramos de consistência suculenta. ser tolerante à seca. tenra. variável em altura e espessura. Na escolha da espécie para cerca viva. fazendo com que alguns indivíduos amareleçam. não sendo quase nunca podada. Existem dois tipos de cercas vivas: Formal: forma retilínea. vegetar bem em solos pobres. suportar eventuais geadas e ventos fortes. possivelmente não acusarão nenhum problema. flores ou frutos decorativos. deve-se usar somente espécies já experimentadas há anos e plenamente adaptadas às condições edafoclimáticas da região. anuais e perenes) são vegetais de tamanho limitado e ciclo de vida geralmente menor do que dois anos (anuais e bienais). cresçam menos ou até mesmo morram. outras têm porte avantajado (Agave spp. Porém. resistir ao ataque de pragas e incidências de doenças. devendo possuir as seguintes características: ser decorativa e com belo efeito ornamental. entre si. por água. luz e nutrientes minerais. não crescer muito rápido. não lenhosa. a forma original da espécie. todos os arbustos podem ser usados. permitir podas drásticas (cerva viva formal). mantida por meio de podas. PLANTAS HERBÁCEAS As plantas herbáceas (gramados. procurando-se conservar. como folhagens.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 50 uso fundamentalmente ornamental. folhosas e floríferas. 2. podendo algumas ser perenes. . Contudo. Por estes motivos. não ter dimensões muito grandes. A indicação da variedade apropriada é de extrema importância.

protegendo-o contra erosões. em composição com espécies de porte maior. Recomendam-se espécies mais altas para áreas maiores e espécies menores para área pequenas. dependendo da espécie ou variedade. sob árvores. devido à imensa variedade de plantas. A bordadura refere-se à fileira de plantas herbáceas ou arbustivas. manter a umidade do solo.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 51 2. usando-as intercaladas a estes. em jardins de “inverno”. . suportam certo pisoteio. algumas toleram solos encharcados e outras desenvolvem-se bem em lugares inclinados ou no meio de rochas. As forrações possuem múltiplas soluções paisagísticas. as gramas são plantas que. com luminosidade indireta. Apesar de exigirem como área de implantação um local onde não haja circulação de pessoas. dependendo da espécie.1. As espécies classificadas como forração não resistem ao pisoteio. podendo ser usadas com diferentes fins: revestimento do solo. DIVISÃO E CLASSIFICAÇÃO As plantas herbáceas ornamentais normalmente são usadas como bordadura ou forração. pode-se obter diferentes graus de coloridos e texturas no espaço considerado. Podem ser usadas de diferentes maneiras (uso paisagístico): em vasos colocados em ambientes de luminosidade indireta. Diferentemente. criam-se possibilidades paisagísticas infinitas. onde as gramas não cresceriam. geralmente de porte baixo. recobrimento do solo em locais onde há impossibilidade de uso de gramas. apesar de possuírem hábito de crescimento horizontal ou vertical. A forração é um termo normalmente usado para definir plantas com crescimento horizontal maior do que o vertical. que marca o limite de um canteiro ou que se presta para formar desenhos decorativos. em sua maioria. junto a muros e paredes. O uso das diferentes forrações depende do gosto e da área disponível. para quebrar a monotonia da cor verde dos gramados. fazer o acabamento em jardins. integram o gramado às outras plantas. muitas delas apresentam a vantagem de prosperarem em locais sombreados. como pendentes ou junto do tronco. São mantidas com seu porte natural ou por meio de podas cuidadosas. evitar a incidência de plantas invasoras. evitando a formação de poeira e lama.

purpurea Tradescantia zebrina Sasa fortunei Ajuga reptans Stachys byzantina Arachis repens Chlrorophytum comosum Sanseveria trifasciata Acalypha reptans Altura (cm) 15 20 50 90 40 50 25 150 50 10 25 25 60 20 40 20 20 20 20 Luminosidade Meia sombra Sol/meia sombra Sol Sol/meia sombra Meia sombra Sol Sol Sol Meia somb/sombra Meia sombra Sol Propagação Estaquia Estaquia Estaquia Estaquia Estaquia Estaquia Estaquia Estaquia Div. touceiras Mergulhia Estaquia Meia somb/sombra Estaquia/mergulhia Meia sombra Meia sombra Sol Sol Meia sombra Sol Sol Divisão touceiras Estolão Brotação lateral Dv.3 Coração magoado3. para forrar o solo.Touc/Infloresc. em canteiros sob diferentes condições de luminosidade. em floreiras ou jardineiras.6 Quaresmeira roxa3 Confete6 Pingo-de-ouro4 Periquito gigante6 Periquito2.Touc/mergulhi a Dv.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 52 junto de arbustos de porte médio a grande. Nome comum Planta mosaico2.8 Hera roxa3.7 Rabo-de-gato2 Científico Fittonia verschaffetii Hemigraphis colorata Schizocentron elegans Hypoestes sanguinolenta Peristriphe angustifolia Alternanthera dentata Alternanthera ficoidea Iresine herbstii Curculigo capitulata Callisia repens Tradescantia pallida cv.Planta/estaquia . Brotação lateral Dv.6 Trapoeraba roxa6 Zebrina3. para redução do trabalho de manutenção em áreas sombreadas.6 Bambu miniatura3.9 Orelha-de-lebre1.7 Ajuga3.6 Capim palmeira3 Tradescantia3.7 Espadinha3.6.3 Amendoim rasteiro3 Clorofito3. Plantas herbáceas usadas como forração.

(Dedinho de moça) e Echeveria sp. dimensão. 5Verde escuro. para pleno sol: trapoeraba-roxa (Tradescantia pallida. 4Verde claro. 2.6 Dinheiro em penca4 Dichondra micrantha Eragrotis curvala Ophiopogon japonicum Pilea cadierei Pilea microphylla Coleus sp. 7Variegado. para meia-sombra: marantas (Calathea sp. para valorizar o intenso colorido: Ajuga (Ajuga reptans). Pilea mummu larifolia Referente à cor: 1Branca. textura. trapoerabarana (Tradescantia zanonia). HERBÁCEAS FOLHOSAS As herbáceas folhosas são assim denominadas por serem cultivadas devido à beleza de suas folhas.). 6Roxo. Quanto à luminosidade. As folhas podem ter papel fundamental em termos de beleza de um ambiente.1. 3Verde. devido à grande variedade de forma. purpurea). PRINCIPAIS ESPÉCIES E SUAS CARACTERÍSTICAS 2. podem ser classificadas em: A) Plantas de pleno sol: cinerária (Senecio douglasii) capim chorão (Eragrostis curvula) periquito gigante (Alternanthera dentata) periquito (Alternanthera ficoidea) abacaxi-ornamental (Ananas bracteatus) cinerária (Senecio douglasii) trapoeraba roxa (Tradescantia pallida cv. para pleno sol e meia-sombra: abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea). para solos íngremes e necessitando de proteção contra a erosão: Wedelia paludosa (vedélia). 2Avermelhado.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 53 10 70 30 30 30 20 15 Sol/Sombra Sol Sol/Sombra Meia sombra Sol/meia sombra Sol/meia sombra Meia sombra Divisão touceiras Divisão touceiras Divisão touceiras Estaquia Estaquia Estaquia Mergulhia/estaquia Grama dólar3 Capim chorão3 Grama preta5 Pilea alumínio3.8 Brilhantina3 Mini coleus4. lambari (Tradescantia zebrina). Pode-se encontrar forrações para vários tipos de ambientes: para solos áridos ou secos: Sedum sp.2. tom de verde e tonalidade de outras cores. 8Prata. celósia-plumosa (Celosia argentea). purpurea) . 9Bronze..

hahnii) abacaxi-roxo (Tradescantia spathacea) fórmio (Phormium tenax) ofiopógo (Ophiopogon jaburan) C) Plantas de meia-sombra: piléa-alumínio (Pilea cadierei) coléus (Solenostemon scutellarioides) clorofito (Chlorophytum comosum) ajuga (Ajuga reptans) Singônio (Syngonium podophyllum) Aspargo-pendente (Asparagus densiflorus) Clorofito (Chlorophytum comosum) Peperômia (Peperomia sandersii) Calatéia-zebra (Calathea zebrina) Maranta-bicolor (Maranta bicolor) D) Plantas de sombra: Asplênio (Asplenium nidus) Costela-de-adão (Monstera deliciosa) = sombra ou meia-sombra Lambari (Tradescantia zebrina) – plena ou meia-sombra .Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 54 amendoim-rasteiro (Arachis repens) capim-chorão (Eragrotis curvula) lança-de-são-jorge (Sanseveria cylindrica) B) Plantas para pleno sol e meia-sombra: brilhantina (Pilea microphylla) grama preta (Ophiopogon japonicus) agapanto (Agapanthus africanus) confete (Hypoestes sanguinolenta) alocásia (Alocasia macrorhiza) espadinha (Sanseveria trifasciata. var.

Ctenanthe sp.Touc. Divisão touceiras Mergulhia Divisão touceiras Semente/estaquia Estaquia de caule Divisão touceiras Rizoma Divisão touceiras Bulbos Estaquia de caule Divisão touceiras Divisão touceiras Estaquia de caule Divisão touceiras Divisão touceiras Divisão touceiras Divisão touceiras Divisão touceiras Estaquia de caule Divisão touceiras Divisão touceiras .Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 55 Espécies herbáceas folhosas usadas em ambientes sombreados. Nome comum Asplênio Renda portuguesa Rabo-de-peixe Samambaia-de-metro Samambaia americana Samambaia paulista Xaxim Chifre-de-veado Avenca Samambaia prateada Musgo-tapete Capim-palmeira Café-de-salão Café-de-salão prateado Alocásia Alocásia coração Inhame pintado Tinhorão Comigo-ninguém-pode Bandeira branca Copo-de-leite Begônia Mapuá Cóleus Aspidistra Calatéia Maranta Peperômia Helicônia Alpínia Nome científico Asplenium nidus Davallia fejeensis Nephrolepis biserrata Polypodium persicifolium Nephrolepis exaltata Nephrolepis pectinata Dicksonia sellowiana Platycerium bifurcatum Adiantum raddianum Pteris cretica Selaginella kraussiana Curculigo capitulata Aglaonema commutatum Aglaonema pseudobracteatum Alocasia macrorhiza Alocasia cucullata Alocasia marchalli Caladium x hortulanum Dieffenbachia amoena Spathiphyllum wallisii Zantesdechia aethiopica Begonia sp.. Maranta sp. Peperomia sp. Heliconia sp. Cyclanthus bipartitus Solenostemon scutellarioides Aspidistra elatior Calathea sp. Alpinia purpurata Altura (cm) 50 70-80 70-80 200 70 30-50 200-400 100-200 30-40 25 15-20 40-50 20-40 20-40 100-120 50-70 60-80 50-60 50-70 50-60 60-100 20-60 100-180 40-90 40-60 20-90 15-30/30-90 20-30 100-200 100-200 Propagação Esporos Rizoma Divisão touceiras Divisão touceiras Divisão touceiras Esporos/Dv. Esporos Mudas Esporos/Dv.Touc.

Cada espécie requer cuidados especiais. FLORÍFERAS As herbáceas floríferas são assim chamadas por ser a beleza de suas flores a responsável pelo seu cultivo.3. São exemplos de floríferas: A) Plantas de sol: Aptenia cordifolia . desde a branca até a violeta. cheiro e variedades que faz com que as flores sejam tão queridas e procuradas. A cor varia muito. desde o microscópico até a gigante vitória-régia.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 56 2. O tamanho é também bastante variável. Além da beleza.rosinha-de-sol Bidens tinctoria . a flor serve de guia muito útil na identificação das plantas. como as orquídeas e begônias. perfumada ou não. indo de homogênea a heterogênea.margaridinha-escura Gazania rigens – gazânia Evolvulus pusillus – gota-de-orvalho Lobularia maritima – alisso Acalypha reptans – rabo-de-gato Belamcanda chinensis – flor-leopardo Dietes iridioides – moréia Iris germanica – íris Freesia x hybrida – frésia Hemerocallis flava – hemerocális Strelitzia reginae – estrelítzia Petunia x hybrida – petúnia Viola tricolor – amor perfeito B) Plantas de sol e meia-sombra: Crossandra infundibuliformis . assim como outras características. É justamente a associação de tom. mas a maioria exige basicamente mais luz do que as plantas de folhagem para se desenvolver.crossandra Clivia miniata – clívia Agapanthus africanus – agapanto Cuphea gracilis – érica Anthurium andraeanum – antúrio Spathiphyllum wallisii – bandeira-branca . de simples a composta. forma. dentre outras.

calêndula (Calendula officinalis). gipsofila (Gypsophila paniculata). . agapantos (Agapanthus africanus).2. gerbera (Gerbera jamesonii).1. prímula (Primula obconica). gazânia (Gazania rigens). Perenes: lírio-de-são-josé (Hemerocallis flava). cravina (Dianthus chinensis). alpínia (Alpinia purpurata). amor-perfeito (Viola tricolor).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 57 C) Plantas de meia-sombra: Cuphea ignea – flor-de-santo-antônio Primula obconia – prímula Zingiber spectabile – gengibre-magnífico 2. Ciclo de vida Anuais: calêndula (Calendula officinalis). gengibre magnífico (Zingiber spectabile). cravo (Dianthus caryophyllus). antúrio (Anthurium andraeanum). begônia sempre-florida (Begonia semperflorens). petúnia (Petunia hybrida).

3Alaranjado.2.50 0.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 58 Plantas floríferas herbáceas anuais para o cultivo a pleno sol.7 Mª-sem-vergonha8 Agerato1.4.7 Boca-de-leão8 Capuchinho2.4.90 0.7 Cravo-de-defunto2.6 Beijo-de-moça8 Dália8 Sempre-viva1.15 Época de floração Ano todo Verão Ano todo Ano todo Ano todo Inverno/primavera Inverno/verão Ano todo Primavera Primavera/verão Primavera/verão Primavera/verão Primavera Ano todo Primavera/verão Verão Verão Inverno/primavera Primavera/verão Ano todo Propagação Semente Semente Semente Semente Semente/estaquia Semente Semente Estaquia Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Semente Referente à cor da flor: 1Branca.3 Alisso1 Goivo8 Sangue-de-adão1. 4Vermelha.4.50 0. 5Rosa.20 0.40 0.30 1.5. 2Amarela.40 0.90 0.7 Flocos1.20 0.40 1.80 0.80 0.6.5 Margarida amarela1.2.4 Amor perfeito1.2.7 Científico Celosia argentea Celosia cristata Gomphrena globosa Impatiens balsamina Impatiens walleriana Agerantum houstonianum Bidens bipinnata Dahlia x pinnata Helichrysum bracteatum Rudbeckia hirta Tagetes erecta Lobularia maritima Matthiola incana Salvia splendens Phlox drummondii Polygonum orientale Portulaca grandiflora Antirrhinum majus Tropaeolum majus Viola tricolor Altura (m) 0.4.50 1.20 0.6. .50 0.20 1.70 0. 7Roxo.4 Crista-de-galo2.5.4. Nome comum Crista-de-galo2. 6Azul.3.4.50 0.7 Pena-de-príncipe4 Onze-horas1.60 0.8Diversas.5 Perpétua7 Beijo de frade1.

20 0.5. touceiras Bulbo Divisão planta Dv.30 0.4 Bastão do imperador4 Verbena1.00 4.5 Cana-índica1.20 1.4.touc.3. touceiras Dv. 6Azul.6./dv.P lt Dv. Estaq/semente Divisão rizoma Est.5 Trapoeraba-azul2. Dv. smt.7 Alpínia1. touceiras Bulbo smt./dv. Zingiber spectabilis Altura 0.4./Dv.4.5.7 Alho ornamental7 Gengibre magnífico2.50 0.4 Científico Lampranthus productus Alstromeria sp.40 2. touceiras Referente à cor da flor: 1Branca.20 0./folha/riz.7 Violeta africana8 Gloxínia8 Cebolinha ornamental2 Setembrina3 Agapanto1.60 2. touceiras Dv. 4Vermelha./estaquia Estaquia Dv. 3Alaranjado. 5Rosa. touceiras Folhas smt.40 0. Nome comum Cacto margarida5 Alstroméria8 Lírio-belodona5 Açucena8 Boa-noite1. Amaryllis belladonna Hippeostrum hybridum Catharanthus roseus Anthurium andraeanum Spathiphyllum wallisii Begonia smperflorens Canna x generalis Dichorisandra thyrsiflora Chrysanthemum leucanthenum Iris germanica hibrida Saintpaulia ionantha Sinningia speciosa Bulbine sp. touceiras smt.00 0.40 0.touc.20 1.00 0. .7 Petúnia perene5. 9Salmão.2 Íris1.60 0. 7Roxo.5 Antúrio1.4.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 59 Plantas floríferas herbáceas perenes.00 Luminosidade Sol Sol Sol Sol Sol Sol Meia sombra Meia sombra Sol/meia sombra Sol Sol Sol Sombra Meia sombra Sol Sol Sol/meia sombra Sol Sol Sol Sol Sol Meia sombra Meia sombra Sol Sol Meia sombra Propagação Estaquia Divisão Bulbo Bulbo Estaquia Sem/mudas lat Estaq/dv.6 Lírio-de-são-josé2.20 1.50 0.2.25 0.15 0.60 0./Smt.5 Margarida1.4. Estaquia Dv. Tritonia crocata Agapanthus africanus Hemerocalis flava Lilium longiflorum Strelitzia reginae Fuchsia x hybrida Petunia integrifolia Alpinia purpurata Etlingera elatior Verbena hybrida Allium sp.8Diversas.60 0.touc.50 1. 2Amarela.9 Bandeira branca1 Begônia1.00 0.50 0.60 1.50 1.50 2.5 Lírio-branco1 Ave-do-paraíso3 Brinco de princesa1.

de maneira geral. as quais podem atingir o solo (Chamaedorea) ou não (Socratea exorrhiza . O caule das palmeiras ainda pode ser liso (sem qualquer revestimento). cilíndrico ou cônico. A) Raízes: fasciculadas. C) Folhas: são formadas por: . e das palmeiras washingtonia. Típicas dos trópicos. para extração de cera vegetal (carnaúba e ceroxylon). uma das mais características da flora tropical e mais antigas do globo terrestre. espessadas. sucos. 3. As palmeiras podem ser usadas na fabricação de artesanatos e telhados (folhas). PALMEIRAS As palmeiras são plantas monocotiledôneas. cilíndricas. abundantes e subterrâneas. pastéis. contudo. bolos. Existem também representantes acaules (com caules subterrâneos e folhas que nascem ao nível do chão). formando uma touceira) (jacitaras – Dypsis lutescens e Cariota mitis). revestidos de espinhos (macaúba-Acrocomia aculeata). sendo raros os casos de trepadeiras. de grande uso nos jardins. com exceção da Hyphaene thebaica do norte da África.).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 60 3. Desta forma. de óleo vegetal (babaçu. sabal e livistona. É duro.) provenientes de áreas desérticas.1. que apresenta-se ramificada à semelhança de uma árvore. que são de clima temperado. e seus vestígios remontam a mais de 120 milhões de anos. ou ainda revestidas por tecido fibroso na região do ápice (Coccothrinax barbadensis). encontram-se representantes arbustivos e arbóreos.500 espécies em 240 gêneros. ou múltiplos (vários caules. como o indaiá-do-campo (Attalea geraensis) e pindorba-da-serra (Attalea humilis). Não apresenta ramificações. seus frutos e palmitos podem ser usados na alimentação humana (doces. com folhas terminais. apresentam melhor desenvolvimento quando cultivadas em regiões de clima quente.paxiúba). Arecaceae (Palmae).50m até 50m (Ceroxylon quindiuense). não possui casca no sentido comumente usado para a palavra. As palmeiras estão entre as plantas mais antigas do globo. e completar a função do sistema radicular. etc. revestidos por bases remanescentes do pecíolo de folhas já caídas há muito tempo (licuri-Syagrus coronata e carnaúba-Copernicia prunifera). revestidos por uma massa de pêlos (Coccothrinax crinita). A altura pode variar de 0. CARACTERIZAÇÃO BOTÂNICA Nesta família. São cerca de 3. em algumas espécies. as raízes podem ser também aéreas. com exceção das tamareiras (Phoenix sp. além do uso no paisagismo de diferentes formas. Existem espécies de caule único (simples e solitário). dendê e coco-da-bahia) e de fibras. B) Caule tipo estipe: alongado. ocorrendo principalmente em matas úmidas.

e têm o aspecto de repuxadas como em espécies de Sabal sp. ao longo do qual se dispõem inúmeros folíolos.. As folhas adultas. curta ou longa. protegida por uma ou mais brácteas. D) Inflorescência: paniculada. São unissexuais. cresce por sete anos. Lâmina ou limbo: é a parte folhosa verde. de 1. são de dois tipos: Palmadas: não há propriamente a raque ou esta é muito curta. ou em plantas . sendo denominadas de costapalmadas. com algumas grandes. A maioria das palmeiras é policarpa. e os segmentos (lâmina dividida) ou a lâmina (se inteira) partem de um único ponto na extremidade do pecíolo.0m de altura. as palmeiras com folhas palmadas ou costapalmadas são chamadas popularmente de flabeliformes. A lâmina é dividida e os segmentos dispõem-se regular ou irregularmente ao longo da raque. Possui na parte central a raque (uma porção mais rígida que é a continuação do pecíolo). floresce e frutifica durante quase toda a sua existência. com algumas exceções como a Caryota urens. Em outras espécies. Possuem um eixo próprio. em todas as direções. No geral. As palmeiras apresentam grande diversidade de folhas quanto ao tamanho. Pinadas: folhas semelhantes a uma pena. a maioria das palmeiras cresce por dezenas de anos. em função da forma. as inflorescências formam-se sucessivamente ano após ano durante todo o período de maturidade. formando estipe grosso. As margens são lisas.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 61 Bainha: é a base ou região mais inferior que envolve o caule parcial ou totalmente. originária da região amazônica. Pecíolo: é a continuação da bainha e consiste da parte livre da folha. como na Caryota mitis. em um processo que demanda muitos anos. E) Flores: são pequenas. A jupati (Raphia taedigera). é uma planta entouceirante. forma e divisão. denteadas ou com espinhos. axilar.0m a 4. Algumas palmeiras possuem folhas bipinadas (raque principal ramifica-se e as pinas fixam-se nestas ramificações). a raque é encurtada parcialmente e uma extensão dela penetra na folha até uma certa distância. Os segmentos são chamados de pinas e não de folíolos. As divisões são chamadas de segmentos. que pode ser inteira ou variavelmente dividida. cujas inflorescências se desenvolvem progressivamente do ápice para a base do caule. comprido. As folhas divididas não são consideradas compostas. podendo estar na mesma inflorescência e planta (plantas monóicas). cujo estipe que produz cachos volumosos de frutos morre em seguida. atinge grande porte. ou seja. como na Raphia farinifera (12m de comprimento). Contudo. resultando na morte da planta logo após o amadurecimento da última inflorescência formada ao nível do solo. pouco atraentes e geralmente desprovidas de colorido vistoso. em cacho com numerosas flores.

Ilhas do Pacífico e Américas).) e jerivá (Syagrus sp. Phoenix acaulis. como as tamareiras (Phoenix sp. palmeiras-de-leque (Livistona sp.). ovalada. sendo resistentes ao frio (Brasil/Uruguai/Argentina = Butia spp. ornamentais. coqueiro-da-bahia (Cocus nucifera. ovalada. algumas são de regiões subtropicais. na maioria das vezes de coloração amarela. DISTRIBUIÇÃO GEOGRÁFICA A maioria das espécies ocorre nas regiões tropicais (Ásia. A forma é variada.). No Brasil. 3.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 62 distintas (plantas dióicas). arredondada. A cavidade dos frutos é preenchida geralmente por uma única semente.) e as cariotas (Caryota sp. às vezes alongada. indeiscente.).). com espessura maior na região mediana: palmeira real (Roystonea regia) . 3. Arbustivo: areca-bambu (Dypsis lutescens). e Chamaerops sp. estão: tamareira (Phoenix sp. cônica ou alongada. carnaubais. areca-bambu (Dypsis sp.). palmeira real (Roystonea sp.4. no geral. Trepador: Daemonorops. Os frutos. carnaúba (Copernicia sp. vermelha ou preta. 3. Dentre as mais cultivadas.). F) Frutos: do tipo drupa (uma semente envolvida por um endocarpo rígido) ou bagas (uma a três sementes envolvidas por um endocarpo mole). de tamanho variável desde cerca de um grão de arroz ou ervilha até excepcionalmente grande com peso em torno de 20kg como os do coqueiro-do-mar (Lodoicea maldivica).).).). na Zona dos Cocais (Norte e Nordeste) ocorrem os babaçuais. porém.3.2. As palmeiras de maior importância são: babaçu (Orbignia sp. buritizais e carandazais. G) Sementes: com abundante endosperma. Calamus.). são de forma globosa. Acaule: Geonoma acaulis. HÁBITO DE CRESCIMENTO Arbóreo: palmeira imperial (Roystonea oleraceae). Indonésia. CARACTERÍSTICAS ORNAMENTAIS A) Caule: Longos de espessura constante: buriti (Mauritia flexuosa) coco-da-bahia (Cocus nucifera) afinados na base e no ápice. cônica. açaí e jussaras (Euterpe sp. em geral oleaginoso. dura e densa.

com ou sem espinhos. às vezes com fendilhamento. 60 milhões de flores. As palmeiras. pouco chamativas. cor amena. Quando plantadas formando aléias laterais (fileiras formando alamedas) em grandes jardins. de fibras para confecção de chapéus. dependendo da espécie. E. oferecem um visual bastante atrativo. este tipo de formação não deve ser usado. ou em grupos para o sombreamento e melhoria do microclima. podem ser mantidas em vasos. etc. pequenas. Raphia ruffia: folhas de 6m de comprimento. como a extração de palmito (Euterpe edulis) e côco (Cocus nucifera). Recomenda-se não cultivá-las associadas a árvores. coloridos. sempre em posições dominantes no jardim. mesmo as plantas adultas podem ser transplantadas para o solo com sucesso. etc. como material para construções rústicas. B) Folhas: limbo pregueado. cestas. 3. costa. Podem ser cultivadas isoladamente. em ambos os lados de arruamentos largos e compridos. USO PAISAGÍSTICO As palmeiras são plantas de grande importância econômica. desde que cuidados necessários sejam observados. ou pelo próprio valor ornamental atribuído às mudas em função do porte e espécie. proporcionando um visual pesado e desagradável. inflorescência com 6m de comprimento. As palmeiras possuem grande importância em projetos paisagísticos. e de outros produtos alimentares (óleos). Roystonea oleraceae: caule com 50m de altura. 10m2 de base.. C) Inflorescência: flores em cacho. além de modificar o microclima em associações extensas. a utilização de uma única planta também não realça. pois perdem o efeito visual.5. floreiras. D) Frutos: algumas vezes. seja pela exploração comercial. promovendo apenas um . pecíolo curto ou longo. Em pequenos jardins. por neutralizar o ponto de fuga. bastante ornamentais. principalmente em função da forma e rusticidade.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 63 estipe com ramificações aéreas: Hyphaene thebaica brotações na base: Phoenix dactylifera. Em gramado extenso. Loidocea maldivica: fruto de 20 kg. E) Curiosidades: Coripha umbra culifera: maturidade em 40-80 anos. costela ou ráquis curta ou longa.

etc. diâmetro e textura dos troncos. com vasos em amplos jardins. ainda. etc. As palmeiras não têm função de proteção contra ventos e nem de sombreamento. Cariota mitis. além das já citadas acima: na arborização urbana. por este último motivo.6. 3. permitindo o cultivo de grama até próximo a seus caules. sem proporcionar harmonia ou caracterizar um ponto de destaque. Podem ser usadas de diferentes maneiras. Pode-se. em posições predominantes. mas bastante adaptadas ao nosso ambiente. sendo preferível a colocação daquelas que formam touceiras. é um elemento importante em canteiros centrais de avenidas.. Parte dianteira da casa: permissível o uso de palmeiras baixas. Agrupadas em cumes de morros ou colinas: conjunto de lindo efeito ornamental. em jardins tropicais juntamente com outras plantas tropicais. forma.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 64 corte na paisagem. Cada espécie prima por seus próprios ornamentos: porte. O plantio de conjuntos constituídos de espécies diferentes raramente produz bom efeito. sendo muito usadas para formar molduras de cenários panorâmicos afastados. . não causam problemas no desenvolvimento de gramados. Pelo seu aspecto exótico e perfeição da silhueta. À frente de prédios altos: especialmente com fachadas lisas e monótonas. por meio de divisão de touceiras quando cespitosas (entouceiradas). como a Rhapis sp. Existe um grande número de palmeiras nativas e diversas outras exóticas. a escolha deve depender das características do projeto em harmonia com as características de cada espécie. branco das areias de uma praia. Disfarçar o tronco desnudo de algumas palmeiras: plantio de trepadeiras na base dos estipes. algumas espécies são capazes de entouceirar tornando a propagação vegetativa mais prática. alamedas. Espécies de porte alto: agem no conjunto mais pela silhueta do que pela cor ou aparência tridimensional. Espécies altaneiras: apenas atrás ou ao lado das casas. PROPAGAÇÃO A maioria das palmeiras se propaga por sementes. onde se destacarão contra o azul do céu. recomenda-se palmeiras de porte alto para melhorar o seu aspecto.. devem ser plantadas preferencialmente em grupos não muito densos. tamanho e coloração dos cachos e frutos. parques e jardins tropicais. Assim. graciosidade das folhas. salvo palacetes ou conjuntos residenciais de alto luxo. sendo mais recomendável a utilização de grupos de uma única espécie. Chamaedorea sp.

A despolpa pode ser feita de maneira manual ou mecanicamente. podendo. devese usar luvas. Usa-se a mesma profundidade e espaçamento do próprio tamanho. este deve ser realizado com uso de esfagno umedecido. bandejas e sacos plásticos. não necessitando deixar nenhum espaçamento entre as sementes. em sulcos. Quando houver necessidade de transporte das sementes. terra vegetal. com o cuidado de trocar a água diariamente para evitar a fermentação. cinzas. Quando houver necessidade de acondicionamento das sementes. As sementes devem ser tratadas com fungicidas (Captan ou Thiran). ser feita em vasos. como feito em Veitchia montgomeriana. apresentando menos de 20% de germinação. vermiculita ou substrato comercial pronto. Elaeis guianensis (dendezeiro) e Phoenix dactilifera. Usa-se um substrato muito bem preparado. especialmente a cultura de embriões. A semeadura pode ser feita em qualquer época do ano. perlita. Devem ser preparadas da seguinte maneira: Usar sementes de frutos recém-colhidos. A taxa de germinação das palmeiras é baixa e desigual. A) Por sementes: se os frutos forem colhidos imaturos. Canteiros: 1. Semeá-las a pouca profundidade. e após devem ser lavadas para a remoção da água sanitária. Acrocomia aculeata. pois o endosperma ainda se encontra aquoso.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 65 partir para a alporquia (Chamaedorea elegans) ou multiplicação por meio da cultura de tecidos. onde mais de 25% das espécies demoram mais de um ano para germinarem. podendo-se usar areia grossa de rio lavada. O substrato deve ser estéril. não solidificado. nestes caso. podendo demorar mais de ano. ainda. Fazer a higienização das sementes: água sanitária diluída em água em uma proporção de cerca de 10% por cerca de 15 a 20 minutos. Algumas plantas apresentam polpa contendo substâncias alergênicas e irritantes. com boa capacidade de drenagem e aeração. deve-se regar e manter o substrato sempre úmido. A semeadura normalmente é feita em canteiros. a germinação é muito falha ou não ocorre. desde que se tenha temperatura e umidade adequadas. Pode-se fazer a imersão das sementes em água para facilitar a germinação das sementes. Retirar a casca e polpa (epicarpo e mesocarpo) do fruto. As sementes grandes podem ser semeadas diretamente em recipientes .20m de largura no máximo para facilitar o trabalho. localizado em estufas ou telados. A germinação é lenta. Após a semeadura. A cobertura dos sulcos é feita com o próprio material. este deve ser feito por cerca de 2 a 3 meses em sacos plásticos bem fechados em temperatura de 18-24ºC.

Este processo visa reduzir o trauma que a palmeira sofreria caso o arrancamento fosse repentino. B) Divisão de touceiras: é o único processo em que todas as características da planta mãe são mantidas. tecido de juta ou aniagem. Repicagem: processo efetuado quando a planta apresentar de uma a duas folhas. envolvendo-se o torrão remanescente com plástico.0m de profundidade) para fazer a irrigação da raiz (por pelo menos 5 minutos. formando touceiras. Retira-se. evitando-se a desidratação. Recomenda-se fazer um bom escoramento da planta. Após a semeadura. bem como se houver interesse na obtenção mais rápida de mudas. A temperatura ótima para germinação está em torno de 24ºC a 28°C (UR de 70%). acostumando-a paulatinamente e obrigando-a a emitir novas raízes. Estas mudas são obtidas por divisão . dependendo do porte de cada planta. O arrancamento final.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 66 individuais (vaso ou lata. sob telado. levando água para o início das folhas. como na gema apical. inicialmente. Uma mangueira é colocada por dentro da aniagem ao longo da planta para que seja molhada por toda a sua extensão. a abertura de uma valeta (anelamento) com cerca de 30 cm de raio. Efetuada quando as plantas são cespitosas e estéreis. A planta pode ser mantida em viveiro a campo. Só é possível para espécies que apresentam estipes múltiplas. para evitar que essa se balance com o vento. metade das folhas para equilibrar a transpiração com a redução da absorção de água pelas raízes. Esta irrigação deve ser feita tanto na cova. Transplantio: efetuado para local definitivo. O principal cuidado para se garantir a sobrevivência da palmeira é a irrigação. em temperaturas baixas as sementes não germinam. sem destacá-la e colocando adubo dentro da vala. que pode ser feito por meio de um gindaste. por cerca de 90 dias. assim como envolver o caule com aniagem de juta para manter a planta úmida por mais tempo. mantendo-as à meia-sombra. tempo suficiente para umedecer o tecido e para a absorção da água pela planta. recomenda-se irrigar a planta duas vezes ao dia. por meio de uma mangueira furada colocada na cova de plantio (1. O tempo gasto para a germinação varia de algumas semanas até anos. O topo da palmeira deve receber água por cerca de 3 minutos. ripado ou estufas e irrigadas copiosamente. regar e manter o substrato sempre úmido. garantindo que a água chegue a todo o torrão). ao mesmo tempo. em condição de sol ou meia-sombra e espaçamento adequados para cada espécie. tomando-se o cuidado de fazer. é feito no dia de ser transportada. ou quando são plantas masculinas. e outra mangueira no topo da palmeira.0-1. Pode-se haver a necessidade de se fazer mais de uma repicagem. em no mínimo três pontos. um mês antes do transplantio. com 4 a 5 litros de capacidade). passando-as para recipientes individuais. por cerca de 90 dias. devidamente amarrado para que não esboroe. Após ter sido transplantada.8m de largura x 1.

quando houver necessidade. para não causar danos ao meio ambiente. C) Outros métodos: cultivo in vitro (de embriões) e alporquia. inflorescências e cachos velhos. Desbaste nas espécies cespitosas. bem drenado. devendo vir acompanhadas de porções dos rizomas. ou. De plantio: cova de 60x60x60cm = esterco de gado curtido ou similar (30L) + fosfato de araxá ou farinha de ossos (1. ESPÉCIES A) Plantas de sol: Cyrtostachis laka cv. com boa aeração. pode-se pulverizar com Dipel (Bacillus thurigiensis).0kg) + calcário dolomítico (0. 3.MANEJO A) Plantio: as mudas podem ser plantadas em local definitivo. conforme a espécie.7. teor adequado de matéria orgânica e nutrientes minerais. para que haja melhor desenvolvimento. Retirada de lagartas no início da infestação. em covas de tamanho adequado a cada espécie. 3.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 67 dos caules subterrâneos. por meio de paration e malation. C) Cuidados gerais: Retirada de folhas secas. Orange formulação Wallichia disticha .Rabo-de-peixe Ravenea rivularis . Para tanto. B) Adubação: De plantio (na cova): ½ terra e ½ esterco curtido ou composto orgânico.Palmeira de pescoço marrom . em qualquer época do ano.8. com raízes e caules aéreos. preferencialmente nos meses mais quente. Recomenda-se solo profundo.Palmeira majestosa Socratea exorrhiza – Paxiúba Butia purpurascens Dypsis lastelliana . de textura franca. Controle de cochonilhas. pulgões e ácaros.5kg). Após pegamento: 10-10-10 (200g/cova). além de covas de 60 x 60 x 60 cm ou 40 x 40 x 40 cm. Deve-se evitar o uso de produtos químicos.

semi-lenhosos ou herbáceos. que necessitam de um suporte ou tutor para se fixarem.Palmeira triângulo Latania commersonii .Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 68 Livistona decipiens Corypha umbraculifera Satakentia liukiuensis . por serem incapazes de se manter em pé.Tamareira de jardim Normambya normanbyi x Wodyetia bifurcata Verschaffeltia splendida .Palmeira satake Euterpe edulis – Juçara Mauritiella armata – Buritirana Euterpe oleracea – Açaí Hyophorbe verschaffeltii .Palmeira bambu 5. começam a se arquear. PLANTAS ORNAMENTAIS TREPADEIRAS As trepadeiras são plantas de caules longos.Palmeira fuso Dypsis cabadae . após subirem até certa altura.Palmeira esplêndida C) Plantas de meia-sombra: Areca vestiaria cv.Latânia-vermelha Copernicia prunifera – Carnaúba Bismarckia nobilis .Palmeira azul B) Plantas de sol e meia-sombra: Calyptrocalix spicatus . o peso das folhas e flores. como as .Palmeira de cadaba Butia capitata Dypsis decaryi .Palmeira-de-rabo Phoenix roebelenii . Rubra Areca trianda Areca vestiaria . sem algum tipo de apoio.Areca-dourada Licuala elegans Reinhardtia gracilis – Palmeirinha Chamaedorea costaricana . Os caules. lenhosos. Podem ser encontradas em mais de 40 famílias. devido ao seu próprio peso.

Os ramos grudam em um suporte sem necessidade de amarrio. olho-preto (Thunbergia alata). para revestir cercas. B) Trepadeira sarmentosa: se fixa em suportes ou tutores por meio de gavinhas. Fixa-se em latadas. Ex: hera (Hedera helix). maioria dos filodendros (Philodendron spp. Planta com raízes adventícias auto-fixadoras ou espinhos curvos: dispensa amarilhos. arqueiam-se devido ao próprio peso. Ex: alamanda (Allamanda . porém. unha-de-gato (Ficus pumila). C) Cipó verdadeiro: refere-se a uma planta trepadeira que não possui órgão fixador e nem se enrosca em tutores. São exemplos: jitirana-vermelha (Ipomoea hederifolia). repetindo o processo. etc. mas com hábitos de crescimento similares: A) Trepadeira volúvel: com hábito de se desenvolver girando o ápice de seus ramos novos em espiral. No ponto mais alto da curva. 5. maracujá (Passiflora spp. paredes. CLASSIFICAÇÕES 5. e sim para latadas de arame. necessitando de amarrios quando jovens. após subirem consideravelmente. troncos de árvores de casca lisa e gradis.1. os quais sobem mais um degrau. postes.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 69 gramíneas. rosáceas. grades de ferro ou estacas finas e roliças (principalmente quando estas estruturas são colocadas em diagonal). postes de cimento. Agarra-se ao reboco de muros e paredes. semi-lenhosos. jasmim-estrela (Trachelospermum jasminoides). etc. cactáceas. leguminosas. Grupos botânicos As trepadeiras são divididas em quatro grupos botanicamente heterogêneos. postes ou árvores. cercas de arame e até mesmo treliças de madeira. cano. estipes de palmeiras e troncos de árvores. Não é adequada para subir em muros. que atingem vários metros de altura sem nenhum apoio e. porém. treliças de madeira com ripas ou arames formando XX ou WW. A estrutura de fixação irá influenciar na escolha do suporte mais adequado à espécie: Planta com gavinha: amor agarradinho (Antigonon leptopus).) e cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta). deitando-se sobre qualquer suporte que estiver abaixo. não consegue subir em muros. etc. O cipó é também usado como pendente em vasos e jardineiras.1. emitem novos brotos. e também como pendentes em vasos e jardineiras. não consegue subir em objetos de metal (arames)..1. Emite longos caules relativamente grossos. Desenvolve-se bem em caramanchões ou pérgulas.) e jibóia (Epipremnum pinnatum). no qual se curva e passa a subir no tutor de forma espiralada. jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda). raízes adventícias auto-fixadoras ou espinhos curvos. até se enroscar em um suporte de apoio.

falsa-hera. caramanchões. campainha (Ipomoea purpurea). Treliça: trabalho de ripas de madeira cruzadas. perenes: primaveras. colunas. brinco-de-princesa (Fuchsia x hybrida).1.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 70 thomsonae). Grupo intermediário entre os arbustos e os cipós. biombos. Molduras de janelas. Ex: viuvinha (Petrea subserrata). D) Arbusto escandente: planta que.. alonga seus caules. o auxílio de amarrios para ficar presa em determinado lugar. canos ou estacas. flor-de-são-joão (Pyrostegia venusta). 5. atinge porte arbustivo. etc. Cercas e gradis metálicos. neutras: filodendro (Philodendron melinonnii)..2. Exigência em luminosidade pleno Sol: jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda). etc. a pleno sol e em campo aberto. jibóia (Scindapsus aureus). flor-de-cera (Hoya carnosa) sombra: lágrima-de-cristo (Clerodendron thonsonae). alamanda (Allamanda cathartica).). etc. Presta-se também para ser usada como pendente em vaso e jardineira. varandas e bancos de jardins. postes. Ciclo de vida anuais: ipomeas. etc. arcos. clerodendro (Clerodendron cathartica). pavilhão. Sapatinho-de-Judia (Thunbergia alata). Não atinge grandes alturas como o cipó e requer. quase sempre. feito de duas séries de colunas paralelas e que serve de suporte a trepadeiras. primaveras (Bougainvillea spp. tumbérgia. alamandas.. . TUTORES Pérgula: passeio ou abrigo. lágrima-de-cristo (Clerodendron splendens). utilizada com fins ornamentais ou funcionais. maracujá ornamental (Passiflora racemosa).1. Caramanchão: construção ligeira de ripas. em portas. etc. Muros e paredes. sete-léguas (Pandorea ricasoliana). Pilares. revestida de trepadeiras. Plantada junto a uma árvore ou pérgula. apoiando-se e amarrada a um tutor. 5. olho-preto (Thunbergia alata). jasmim (Jasminum grandiflorum). meia-sombra: costela-de-adão (Monstera deliciosa). roseira trepadeira (Rosa x wichuraiana).2. 5. em jardins.3.

Enfeitar e proteger contra o sol forte. Troncos de xaxim. ipoméia-rubra (Ipomoea horsfalliae). disfarçando e suavizando as linhas rígidas de construções. lágrima-decristo (Clerodendron thomsonae). A trepadeira apresenta. a vantagem de poder ser cultivada em espaços mais reduzidos quando comparada às árvores. Auxiliar no aproveitamento do espaço vertical em jardins pequenos. de bancos ou de varandas. arcos e treliças. ainda.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 71 Troncos altos de palmeiras ou de outras árvores de fuste alto. sem sombra excessiva. e devido à grande diversidade de forma. molduras de janelas. harmonizando o ambiente. conduzidas como arbustos (primaveras. Revestimento de muros ou paredes. as espécies recomendadas são: primavera. tronco de xaxim). Criar agradáveis recantos sombreados. separando os espaços internos. em jardineiras ou floreiras mais altas como pendentes. São adequadas para serem usadas: em vasos como pendentes. No caso de pérgulas. UTILIZAÇÃO Como seu crescimento pode ser conduzido. alamandas. Dissimular objetos que se deseja excluir a visão. quebrando a cor monótona. barulho e ventos. textura. Conferir sombra aos caramanchões. filodendros). por serem estruturas ligadas à casa. 5. Mascarar troncos de árvores e palmeiras esteticamente indesejáveis. floração e hábito de crescimento. Separação de ambientes.3. a trepadeira pode ser usada no jardim em: Formação de cercas-vivas. jasmim-da-noite (Cestrum nocturnum). pérgulas. Formar uma cortina verde em latadas ou gradis. formando conjuntos ou não. São exemplos de trepadeiras que podem ser usadas em: Pérgulas e caramanchões (cipó ou arbusto escandente): evita-se o uso de trepadeiras muito vigorosas. Formação de pérgolas. jasmim-da-china . ou com uso de suportes (estacas de bambu ou madeira. Proporcionar uma sensação de aproximação com a natureza. estrutura. em arcos. Oferecer matizes diferentes em árvores de folhas caducas.

em formato XX ou WW. A unha-de-gato e alguns cipós conseguem subir em árvores e palmeiras. cipo-de-são-joão (Pyrostegia venusta). Ex: plantas da família Araceae. Quando do uso de cipós verdadeiros.). hera verdadeira (Hedera helix).). clerodendro (Clerodendron splendens). roseira-trepadeira (Rosa x wichuraiana). porém devido ao crescimento vigoroso. O amor-agarradinho (Antigonom leptopus) pode revestir estipes ásperas de certas palmeiras. Gradil ou cerca de madeira: apropriado para trepadeira volúvel. ainda: alamanda (Allamanda cathartica). roseira trepadeira (Rosa x wichuraiana). Para caramanchão. amor-agarradinho (Antigonom leptopus). Estas treliças ou latadas. madressilva (Lonicera japonica). Troncos de árvores e estipes de palmeiras: árvores com troncos alongados são bons tutores para trepadeiras sarmentosas com raízes auto-fixadoras e espinhos curvos.. maracujá (Passiflora spp. jasmim-de-madagascar (Stephanotis floribunda). acrescenta-se. singônio-Syngonium podophyllum. Treliças de madeira ou latadas de arame: usadas quando se quer revestir o muro com trepadeiras volúveis ou providas de gavinhas. São plantas de meia-sombra. etc. cipós desde que tenham um suporte de ripas para seu amarrio e direcionamento. com exceção das heras e do Philodendron imbe. cissos (Cissus spp. Podem ser ..). sapatinho-de-judia (Thunbergia mysorensis). Outros cipós podem ser usados no revestimento de muros. etc.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 72 (Jasminum pubescens). pois suas flores avermelhadas aparecem no inverno. e maioria dos filodendros-Philodendron spp. há necessidade de poda inicial para forçar a ramificação lateral. jibóia-Scindapsus aureus. O cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta) é ideal para plantas com folhas caducas. as quais não conseguem subir nestes elementos. unha-de-gato (Ficus pumila). Muros e paredes de reboco áspero. clerodendros. dependendo do tamanho. podendo matá-las por asfixia. são fixados a 10-15cm do muro. Thunbergia alata e viuvinha (Petrea subserrata). desde que tutorados e amarrados: alamanda (Allamanda cathartica). jasmim-estrela (Trachelospermun jasminoides) e aráceas (costela-de-adão-Monstera deliciosa. glicínia (Wisteria floribunda). cipó-de-são-joão (Pyrostegia venusta). jasmimestrela (Trachelospermun jasminoides). jasmim. sete-léguas (Podranea ricasoliana). principalmente de pedras (trepadeiras sarmentosas): tumbérgia (Thunbergia alata). aspargo-samambaia (Asparagus plumosus). flor-de-cera (Hoya carnosa). prejudicam-nas. viuvinha (Petrea subserrata). Ex: jitirana (Ipomoea hederifolia).

mais fresco. Entretanto. como os cipós.0kg de fosfato natural e 20L de esterco de gado bem curtido.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 73 usados também arbustos escandentes. lágrima-de-cristo. 1. Plantio e tratos culturais As trepadeiras crescem. aspargo plumoso.. geralmente. ao se desenvolver. mysorensis. a maioria. adubada com 500g de calcário dolomítico. As covas devem ser mais largas do que profundas. jasmim-de-madagascar. Para o plantio. assim. M. roseira-trepadeira. Os arbustos escandentes e cipós precisam ser amarrados a tutores durante as primeiras fases do desenvolvimento.violaceae. emerge da vegetação. aplicar 300g de 10-10-10 dividido em duas ou três parcelas durante o período chuvoso. Latadas: apropriadas para trepadeiras sarmentosas providas de gavinhas e espécies volúveis. recomenda-se o uso de hastes lenhosas de cerca de 20cm de comprimento. primavera. quando chegar a primavera. as reservas serão gastar nas formação do sistema radicular. roseira-trepadeira. relativamente úmido e rico em matéria orgânica. A. Após o pegamento. após tornar-se adulta. cipó-de-são-joão. devido ao sistema radicular abundante e superficial da maioria destas plantas (70x70x50cm). recomenda-se fazer a multiplicação das espécies trepadeiras no inverno.4. Para isso. jasmim-da-noite. recomenda-se um local que não seja excessivamente ensolarado. Os cipós podem precisar de alguma poda inicial para forçar a ramificação lateral e impedir o crescimento excessivo em altura.nerrifolia. em locais úmidos e sombreados. desde que amarrados. viuvinha.. Outros exemplos são as alamandas. Hedera sp.5. cipó-cortina (Cissus sicyoides). época em que as plantas entram em repouso. madressilva. singônios. 5. dirigindo os caules para posições mais adequadas. Fuchsia hybrida. Outros exemplos são o amor-agarradinho. T. etc. Se usadas para arbustos escandentes e cipós. Bouganvillea sp. jitirana. Antigonon leptopus. e sim. . maracujá. como as aráceas. exige intensa luminosidade. Pyrostegia venusta (cipó-de-são-joão). procurando um lugar ao sol e. flor-de-cera. clerodendro. estes devem se plantados junto às colunas. 5. alata. 5. A.4. Thunbergia grandiflora. cisso. Monstera deliciosa. Clerodendron thomsonae (lágrima de cristo).1. costela-de-adão. ESPÉCIES Allamanda cathartica. T. Thunbergia alata. jibóias e certos filodendros. PROPAGAÇÃO De forma geral. glicínia. Ficus pumila.

sobe em treliças. Planta neutra em termos de luz. vermelhas. Plantas de pleno sol. P. Resistente ao sol intenso e . Características Allamanda cathartica (alamanda) – Apocynaceae – Brasil (Nordeste): apresenta porte de 46m. officinale (branco). P. Phylodendron andraeanum. róseas ou amarelas. P. exigindo amarrilhos.1. cobrindo. a clematis desenvolve belas flores brancas. a mesma extensão na horizontal. Floresce abundantemente durante vários meses. williamsi. sempre a pleno sol. bipinatifidum. A propagação ocorre por meio de estacas na primavera-verão. paredes e superficies de pedra. Ficus pumila (unha de gato) – Moraceae – China. (primavera) – Nyctaginaceae – Brasil: muito vigorosa. caramanchões e arcadas. Usada com amarrilhos. quando plantada no Brasil. Uso ideal para cobrir muros. Pode também ser educada como árvore. em alguns anos. Suas flores possuem um delicadíssimo colorido violáceo e chegam a medir 5cm de diâmetro. Clematis x hybrida (Clematis): originária do Hemisfério Norte. Floresce o ano todo. speciosum. P. Petrea subserrata). porém com floração mais duradoura do que a rubra. Bouganvillea sp. Adequada para clima sub-tropical a tropical. sendo um vigoroso cipó de folhas brilhantes e flores amarelas em formato de sino. Scindapsus aurens. Propagação por estacas.5. agarrando-se a tudo por meio de raízes adventíceas que brotam dos caules. J. Allamanda violaceae: apresenta caules trepadores delgados. Uso em pérgulas. além de ficar bem debruçadas sobre muros. 5. Singonium sp.. P. durante a primavera até o outono. Ipomoea horsfalliae ‘Rosea’ (Ipoméia rosa): é uma mutação da ipoméia-rubra (I. Saritaea magnifica (saritéia). Propagação por estacas e alporques. melinoni. Pandorea ricasoliana. mas ainda assim é uma ótima opção para as casas de campo brasileiras. J. cujo tronco chega a atingir 50cm de diâmetro. Uma vez plantada. Jasminum mesnyi. cercas. horsfalliae). J. Japão e Austrália: apresenta crescimento rápido e sem limites. a clematis não oferece uma florada tão exuberante. Congea tomentosa. P. primulinum (amarelo). pérgulas e caramanchões. Devido à especificidade de seu clima de origem. scandens. no auge de seu crescimento. polyanthum (rosa).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 74 obliqua. Propagação por alporques e estacas. Apresenta flores delicadas. com flores de diversas cores. cujas regiões são submetidas a climas amenos e frios. sendo de uso ideal para treliças e colunas. Clerodendron thomsonae (lágrima-de-cristo) – Verbeneaceae – África Ocidental: cresce no máximo até 4m de altura. azuis. sellown. com folhas ovaladas de 12cm de comprimento.

Russelia equisetiformis (russélia) – Scrophulariaceae – México: arbusto herbáceo. pedras e também como forração. Propaga-se por estaquia. Propaga-se por estacas. ventos fortes. Planta de meia-sombra a sombra. e sim para que subam em uma coluna ou emoldurem uma janela. com ramagem numerosa. constantes. de acordo com a quantidade de ozônio no ar. pois as partes da planta não devem ser ingeridas e o contato com a seiva pode causar irritação na pele. Pode ser colocada no chão ou em vasos. vasos e chão. treliças ou cercas. com o cuidado apenas de oferecer uma estrutura para que seus ramos possam subir. como fios. O gênero contém seis espécies. adapta-se a qualquer lugar do Brasil. Suas folhas apresentam machas que se multiplicam progressivamente. creme. por ser volúvel. esta trepadeira é uma boa indicadora de excesso de ozônio. Assim. todas trepadeiras. para ser usada em pérgulas. florescendo durante quase seis meses por ano. apresentando incisões profundas. pendente. Pode ser usada ainda para fazer uma cortina verde. mas enche de graça e flores o espaço ocupado. parede. algumas com até 10cm de diâmetro. Planta pouco volumosa. As plantas adultas produzem inflorescência que consiste em uma bráctea cremosa e uma espádice em que brotam bagas com aroma de pinha. (Hera verdadeira) – Araliaceae – Europa: várias espécies sarmentosas. com flores muito semelhantes entre si. ou seja. Hedera sp. dipladênia): espécie brasileira. sem problemas com pragas ou doenças.0m de comprimento e . de 0. somente sensível a geadas. (mandevila. paredes. variando apenas a cor. Usada fixada em muros. por não atingir muito volume. porém de cor rosa e com perfume tutti-frutti.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 75 meia-sombra. árvore ou palmeira. muito usada em jardins europeus. A espécie é tóxica. cujas folhas podem ser verdes. cultivada em vasos como planta pendente ou apoiada no suporte de xaxim. Flor semelhante à da alamanda. por ser de comportamento volúvel. É uma planta de sol pleno.8-1. de até 6m. ou em combinações de verde e branco. Mandevilla sp. Usada cultivada. De crescimento lento após os primeiros meses de plantio. geralmente tendo como apoio muro. Deve ser plantada próxima a alguma estrutura. de fácil cultivo. Propagação por estaquia da ponta do caule ou secções de caule. Suas flores são grandes. entouceirado. Ipomoea tricolor (ipoméia): assim como o tabaco. Monstera deliciosa (costela-de-adão) – Araceae – México: as folhas são grossas e coriáceas. não fazendo sombra. quando se planta uma espécie bordando o telhado de uma varanda ou de um terraço. amarelo e rosa. maresia. da família Apocinaceae. florescendo com menor intensidade no inverno. não é indicada para vedar ou cobrir. ou para fazer véus em varandas. Propaga-se por meio de sementes ou estacas com pelos menos um par de folhas.

ora-pro-nobis) – Cactaceae . com frutos amarelados comestíveis. muros. Suas folhas são usadas na alimentação (petiscos. multiplicação por estacas de ramos no inverno. em forma de escudo. marreco. conforme listado a seguir. Furcraea sp.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 76 florescimento decorativo. paredes ou cercas e pode ser plantada mesmo em solos de baixa fertilidade. e para proteção devido aos espinhos. ou mesmo refogadas). Propagação por divisão de touceiras. As plantas suculentas podem estar presentes em inúmeras famílias. pode ser conduzida em suportes. Propagação por divisão de touceiras. Por ser pendente. acompanhamento de frango. linguiça. quase acaule. 6. Pereskia aculeata (trepadeira limão. com 20-25cm de altura. folhas grandes. de pleno sol. das quais 85% são facilmente aproveitadas pelo organismo). Uso em vasos mantidos em locais abrigados ou a meia-sombra. Exigente em clima essencialmente quente e úmido. devido ao alto valor nutritivo da espécie. carnosas. (mandacaru-brasil) Cephalocereus sp. Peperomia sp. de folhagem decorativa. costelinha. bem como em conjunto ou em jardineiras. Begonia sp. Piper nigrum (pimenta-do-reino) – Piperaceae –folhas cordiformes. arroz e torresmo. Cereus sp.1. com flores em espigas alongadas. Opuntia sp. SUCULENTAS As plantas suculentas são capazes de armazenar água nos tecidos (parênquima aquífero) de uma ou mais de suas partes (caule. (figo-da-índia) . também conhecida como carne-de-pobre (folhas com 20% de proteínas. brilhantes. bacalhau ou camarão. com flores que exalam cheiro de limão na primavera e verão. estreitas nas pontas. Esta espécie é bastante tolerante a estiagens prolongadas. Uso em jardineiras ou locais elevados que permitam o desenvolvimento da ramagem pendente. angu. usada para revestir cercas. frutos esféricos em cachos de 20cm de comprimento. 6. FAMÍLIAS FAMÍLIA Amaryllidaceae Begoniaceae Cactaceae GÊNERO Agave sp.planta rústica. folhas e/ou raízes). (peperômia) – Piperaceae – Brasil: herbácea perene.

Caracteriza-se por uma decorativa roseta de folhas coriáceas. Sedum sp. (espada-de-são-jorge) Beaucarnea sp. Kalanchoe sp. (babosa) Sansevieria sp. (pata-de-elefante) Yucca sp. sisal).1. em cujas bordas está disposta uma fileira . e margeadas de espinhos marrons. (iúca) Peperomia sp. de coloração cinza esverdeadas. ♦ Agave americana (nomes comuns: agave. a única inflorescência que será exibida durante toda a vida. que apresentam bonitos desenhos. mas é possível identificá-los: ♦ Agaves (Amaryllidaceae): são plantas maiores. de bordas onduladas. (dedo-de-moça) Euphorbia lactea (candelabro) Euphorbiaceae Euphorbia tirucalli (avelós) Jatropha sp. (peperômia) Gesneriaceae Liliaceae Piperaceae 6.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 77 Zigocactus sp. (onze-horas) Crassulaceae Crassula sp. pontiagudos e resistentes. Possui folhas grandes e suculentas. retas. Echeveria sp. É uma planta nativa das Américas e Antilhas. roseta mais aberta). (flor-de-maio) Schlumbergera truncata (flor-de-maio) Rhipsalis sp. Estes grupos são muito parecidos. Portulaca sp. YUCAS E BABOSAS Estas plantas formam rosetas com configurações que se combinam harmoniosamente com os mandacarus. AGAVES. ♦ Agave fourcroides (folhas verde acinzentadas. com folhas compridas e pontiagudas e demoram até 10 anos para mostrar. ♦ Agave attenuata (planta menor que a anterior. crescimento mais ereto). ♦ Agave angustifolia “marginata” (folhas verde claras com as margens amarelas).1. Ex: ♦ Agave macroacantha (folhas verde escuras). Episcia cupreata (planta-tapete) Saintpaulia ionantha (violeta) Aloe sp. lisas e ainda manchadas. em alguns casos. As formas são as mais diferentes: folhas torcidas. com formato lanceolado.

incluindo a haste floral. ♦ Agave americana marginata: possui um colorido mais vivo e uma listra marginal amarelada. Na natureza. ajudam a reter água em seu interior.5m de diâmetro e 12m de altura. FAMÍLIA CACTACEAE Os cactos são plantas formadas. . inflorescência terminal branca).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 78 de espinhos pontiagudos e resistentes.Liliaceae): apesar das folhas de formatos bem variados. de caule grosso. não produz rebentos. foram se modificando para. o que faz a extremidade virar-se. que se afilam. Estes espinhos são. ♦ Babosas (Aloe sp. estreitas e duras. além de protegerem-nas contra predadores e. na verdade. Apresentam como estrutura caulinar: Cladódio: função fotossintetizante e capacidade de reservar água e nutrientes. ♦ Agave americana striata: apresenta listras brancas. com 7cm à 10cm de altura. Difere do filocádio por mostrar crescimento indeterminado. verdes. com folhas acinzentadas e listra brancas. Morre após a floração (recebem o nome de “Century Plant “ ou planta secular por demorarem a florescer). são normalmente encontrados em ambientes com grande escassez de água. ♦ Agave americana medio-picta var. ♦ Agave stricta: folhas pequenas (36cm).1. É uma planta de pleno sol. Alcança até 2. ♦ Yucas (Liliaceae): algumas se parecem muito com os agaves.2. na maioria das vezes. geralmente desprovidos de folhas e cobertos de espinhos. esverdeado e com função fotossintesizante. ♦ Agave victoriae-reginae: numerosas folhas verde-acinzentadas e com linhas irregulares esbranquiçadas. e diminuírem a superfície de evaporação. embora tenham as folhas menos carnosas. floresce com facilidade no inverno. em alguns casos. sendo responsável pela maior parte estrutural da planta e de onde se desenvolvem as demais estruturas. plantados em uma mistura de terra argilosa + areia + composto orgânico. já que em algumas espécies têm a função de absorver a água. Pode levar até 15 anos para emitir a inflorescência. Permanece ereta ou pode encurvar-se. Ex: Yucca gloriosa (porte grande. 6. que se propaga por rebentos. . perto do centro das folhas. sob luz moderada até enraizarem. alba: roseta densa. que se dá na ponta da longa haste. Ex: Aloe arborescens (porte menor. folhas que ao longo de sua evolução. inflorescência terminal vermelha). contra o sol forte.

Ex: Hylocereus sp. Epífitos: desenvolvem-se sobre outros vegetais. Ex: Mandacarus (Cereus sp. sendo nesse caso. numerosas. As flores diurnas são geralmente menores do que as noturnas. porém. além de sua alta capacidade de ramificação. como as do gênero Pereskia. podem ser lisos (Melocactus sp. tanto pela forma. Exigem substrato com maior proporção de matéria orgânica. quanto pelas cores. Quase a totalidade dos cactos não possui folhas. Muitas espécies têm floração noturna. cessa o crescimento. As sementes são lisas. cresce até certo tamanho. adaptada aos polinizadores noturnos (morcegos e mariposas). em que as folhas são ligeiramente suculentas. meia-sombra ou pleno sol. As flores dos cactos são muito atrativas. com crescimento determinado. com grande quantidade de néctar. Ex: Rhipsalis sp. com características mais evoluídas.. sem parasitá-los. estão descritas algumas espécies: .). como se fossem trepadeiras. porém. polinizadas por aves e insetos. algumas espécies ainda preservamnas.. ou ainda como no gênero Quiabentia. Rupícolos/saxícolos: desenvolvem-se diretamente nas rochas e fendas destas rochas. Os cactos apresentam uma diversidade de hábitos de desenvolvimento: Terrestres: desenvolvem-se no solo. de cores bem claras e com odor característico. Exigem grande proporção de areia. pouca irrigação. no qual são notadamente suculentas. Hemiepífitos: desenvolvem-se sobre as árvores a partir do solo.). mas com aparência muito semelhante à das plantas herbáceas de outras famílias.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 79 Filocládio: possui as mesmas funções que o cladódio. A seguir.quando então. as flores grandes. sendo alguns comestíveis (figo-da-índia). Ambos os grupos suportam temperaturas superiores à 20°C. nem excesso de sombreamento. B) Cactos para climas áridos: a maioria das espécies. suculentos..) ou mesmo conter aréolas com espinhos (Brasiliopuntia sp. não toleram geadas. de variadas cores. Quanto aos ambientes de cultivo. em geral envoltas pela polpa sucosa do fruto. Os frutos são do tipo baga. maior frequência de irrigação e meia-sombra. Hylocereus sp. escuras. tem-se: A) Cactos para ambientes semi-sombreados: Rhipsalis sp. ou seja. Ex: Melocactus sp.

é escolher um local com luminosidade intensa e na maior parte do dia. até arbustos que podem chegar a 3.0m de altura.1. usados em ambientes internos. pois os figos-da-índia podem causar problemas com os espinhos. há variedades bem menores que deixam escapar periodicamente grande quantidade de flores pequenas. é o seu lugar preferido. Felizmente. neste caso. suas flores levam certa vantagem e surgem primeiro: 20 anos depois do plantio. a propósito. estão sempre procurando a claridade. Alguns tipos chegam a 10m de altura. ♦ Opuntia tunica (espinhos longos e brancos). e há inclusive exemplares com hastes variegadas. 6. ♦ Opuntia microdasys (espinhos dourados). deve-se ter cuidado com as crianças. o que dá um charme extra à paisagem. Dentre outras famílias de plantas suculentas. Apesar de muito ornamentais. e os que apresentam as hastes avermelhadas ou verde-amareladas como o mandacaru-brasil (Cereus hildmannianus “Brasil”). O único cuidado.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 80 A) Mandacarus: os mais conhecidos são aqueles de dois “braços” que aparecem nos filmes do Velho Oeste. que. neste caso. As rosas-de-pedra (Echeveria e Aeonium). elas preenchem o nicho nas pedras. têm flores em tons fortes.3. Mas o tamanho e a rigidez destes cactos são elementos quede se encaixam perfeitamente em vasos. Sempre as menores do jardim. B) Figos-da-índia: de rápido crescimento. com lindas hastes azuis. Há ainda os mandacarus de menor tamanho. que variam do amarelo ao branco. flores amarelas). elas também não gostam de locais muito sombreados. O colorido das espécies. As suculentas rasteiras. Podem ser usadas em vasos. como a onze-horas (Portulaca grandiflora). OUTRAS ESPÉCIES De formas mais suaves que os cactos e de texturas geralmente lisas. C) Cactos-bola: podem ser encontrados em todos os tamanhos e cores.0m. fica por conta dos espinhos. mostram minúsculas inflorescências também em diferentes cores. em floreiras ou como forração. em menos tempo. ♦ Opuntia leucotricha (espinhos azulados. elas dão o contraste necessários aos mais duros cactos. em poucos anos. pode-se citar: . que são venenosos. Exemplos: ♦ Opuntia vulgaris “variegata”. Algumas espécies demoram até 60 anos para atingir apenas 1. como o mandacaru-africano. Assim como os cactos. Alguns. eles formam desde touceiras baixas que não ultrapassam 40cm de altura. com variação inclusive das folhas (do verde para o azul até quase chegar ao preto). por exemplo. apesar de “gordinhas”. apresentam muitas cores.

brancas. Kalanchoe. A) SEXUAL: cactos e agaves Substrato: carvão triturado. Sansevieria. em seguida. As suculentas também preferem ser propagadas por estaquia de folha. Sedum. 6. podendo a folha. Enxertia: Cactos. B) Família Portulaceceae: Portulaca grandiflora (flores vermelho-escarlate. Sedum pachyphyllum (dedode-moça). também em substrato arenoso com boa drenagem. Estacas: De caule ou ramos: Kalanchoe. inclusive ser plantada no local definitivo. Crassula argentea (planta levemente pendente. areia de rio e vermiculita. De folhas: Echeveria. Cactáceas. os quais podem ser destacados e colocados para enraizar. armazenar por um dia à sombra e. PROPAGAÇÃO DE SUCULENTAS Os cactos do tipo figo-da-índia. D) Família Apocynaneae: a palmeira-de-madagascar (Pachypodium lamerei) é um arbusto suculento.. folhas verde-azuladas). Filocládios ou cladódios: em cactos. Os cactos-bola produzem filhotes ligados à planta-mãe. Mudas produzidas na haste floral: Agaves.2. Kalanchöe sp. mescladas e outras). folhas verdes).Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 81 A) Família Crassulaceae: Echeveria gigantea (forma de roseta. B) VEGETATIVA: Divisão de touceiras: Crassuláceas. flor-de-maio e cactos epífitos se propagam por estaquia: basta destacar um pedaço do caule (“folha”). Lampranthus productus (cactomargarida). De hastes de inflorescências: Crassuláceas. C) Família Aizoaceae: Aptenia cordifolia (rosinha-de-sol). plantála em substrato arenoso. que parece-se mais com uma palmeira. .

sendo 100g/planta em cada aplicação. E) Pragas: pulgões. No entanto.3. cochonilhas. Evitar molhar a parte aérea da planta. misturado com a terra ao seu redor. lagartas e ácaros. por serem bastante susceptíveis a estas pragas. CULTIVO A) Substrato recomendado para cultivo de cactos: 60 % de areia grossa + 30 % de terra comum + 10 % de composto orgânico. ser removidas manualmente com cotonetes embebidos em álcool. na medida do possível. irrigando a cada 15 dias. cochonilhas com e sem carapaça e ácaros) devem. . F) Doenças: apodrecimento causado pelo encharcamento. B) Adubação no solo: aplicar 5-10-5 duas vezes/ano. muitas vezes o uso de inseticidas químicos se faz necessário.Larissa Leandro Pires – Paisagismo e Floricultura 82 6. As pragas que mais atacam as suculentas (lagartas. D) Irrigação: evitar o encharcamento. C) Adubação em vasos: 2g de 20-20-20 em 1 L de água. de setembro a março.