You are on page 1of 10

Reta Final Policia Rodoviária Federal

Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

PRF – Conhecimentos Gerais e Atualidades das Regiões Norte e Centro-Oeste

Prof Rodrigo Ocampo Barbati

B R A S I L – Região Norte

Estados: Acre -
Amapá - Amazo-
nas - Pará - Ron-
dônia - Roraima -
Tocantins
Área total:
3.869.637 km²
População (2000):
12.833.383 habi-
tantes
Densidade demo-
gráfica (2000):
3,31 hab/km²
Maiores cidades
(Habitantes / 2000): Manaus (1.403.796); Belém (1.279.861); Ananindeua-PA (392.947); Porto Velho
(314.525); Macapá (282.745); Santarém-PA (262.721); Rio Branco (252.885); Boa Vista (200.383);
Palmas (137.045).
Relevo, clima e vegetação:
Localizada entre o maciço das Guianas ao norte; o Planalto Central, ao sul; a cordilheira dos Andes, a
oeste; e o Oceano Atlântico, a nordeste, a Região Norte é banhada pelos grandes rios da bacia Amazô-
nica e do Tocantins. A maior parte da região apresenta clima equatorial. No norte do Pará e em Ron-
dônia, o clima é tropical. A floresta Amazônica é a vegetação predominante.
Reservas Indígenas e poluição:
As 26 unidades de conservação da região compreendem apenas 3,2% da Amazônia, de acordo com o
Fundo Mundial para a Natureza (WWF). Devido à inexistência de fiscalização, essas áreas são alvo de
queimadas. Nos últimos anos aumentou em 27% a parcela da Amazônia Legal devastada por essa prá-
tica, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). Dos 4 milhões de km² de floresta
original, 17% já não existem mais. Pará, Rondônia e Acre são os estados que mais contribuem para o
aumento desse índice.
Além de afetar a fauna e a flora, as queimadas prejudicam a vida dos milhares de índios que ainda
habitam a região. De acordo com a FUNAI, são cerca de 164 mil índios de diferentes etnias. A maior é
a dos ianomâmis, com 9 mil representantes. A Região Norte detém 81,5% das áreas indígenas prote-
gidas por lei - o Amazonas possui a maior extensão dessas terras (35,7%).
A biodiversidade e os habitantes do Norte, sofrem ainda outro grave problema: a poluição dos rios pelo
mercúrio, que contamina populações ribeirinhas. Alguns cientistas crêem que o mercúrio detectado não
seja conseqüência apenas da ação do homem no garimpo de ouro, mas que ele também esteja sedi-
mentado em solos da região.
Economia e Energia:
A economia se baseia no extrativismo de produtos como o látex, açaí, madeiras e castanha. A região
também é rica em minérios. Lá estão a Serra dos Carajás (PA), a mais importante área de mineração
do país, produtora de grande parte do minério de ferro exportado, e a Serra do Navio (AP), rica em
manganês. A extração mineral, porém, praticada sem os cuidados adequados, contribui para a destrui-
ção ambiental.
No rio Tocantins, no Pará, encontra-se a usina hidrelétrica de Tucuruí, a maior da região e 2ª do país.
Existem ainda outras usinas menores como Balbina, no rio Uatumã (AM) e Samuel, no rio Jamaris
(RO). O governo federal oferece incentivos fiscais para a instalação de indústrias no Amazonas, espe-
cialmente montadoras de eletrodomésticos. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de
Infra-Estrutura e Indústrias de Base, a região ocupa o segundo lugar - atrás do Sudeste -, nos inves-
timentos públicos e privados.

1
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

A Região Norte tem priorizado a oferta e a redistribuição de energia para seus estados. O Pará, por
exemplo, concluiu em 1999 a linha Tramoeste, que leva a energia de Tucuruí, no rio Tocantins, até o
oeste paraense. No Amazonas, como a planície da bacia amazônica inviabiliza a construção de hidrelé-
tricas, o estado investe no gás natural. Está em andamento o projeto do uso do gás de Urucú, na bacia
do rio Solimões. A Petrobrás é sócia minoritária, com 24% e o restante é do governo estadual, que
repassará cotas para empresas privadas. Os maiores consumidores são as geradoras de energia elétri-
ca, que passarão a usar o novo combustível em substituição ao óleo diesel para movimentar as turbi-
nas de suas termoelétricas.
População e Transportes:
As principais cidades do norte são Manaus, Belém, Altamira, Palmas, Porto Velho, Rio Branco e Maca-
pá. Os transportes rodoviários são problemáticos, em razão das grandes distâncias e rodovias insufici-
entes e mal conservadas, com poucas exceções. Além disso, no período das chuvas, as estradas ficam
intransitáveis. Um exemplo de mal gasto do dinheiro público e prejuízos ao meio ambiente foi a cons-
trução da Transamazônica, até hoje não concluída, embora iniciada sua construção há mais de 30 a-
nos.
O transporte aéreo é razoável, com bons aeroportos em Manaus e Belém. Manaus é hoje o 3° maior
centro movimentador de cargas aéreas do país, após São Paulo e Rio de Janeiro, em razão justamente
da distância e dos problemas do transporte rodoviário. Existe também o aproveitamento no transporte
fluvial de carga e de passageiros.

ESTADO DO PARÁ

O Pará é o segundo maior estado do país com uma extensão de 1.247.689,515 km² e está situado no
centro da região norte e tem como limites o Suriname e o Amapá a norte, o oceano Atlântico a nordes-
te, o Maranhão a leste, Tocantins a sudeste, Mato Grosso a sul, o Amazonas a oeste e Roraima e a
Guiana a noroeste.
A capital é Belém e outras cidades importantes são Santarém, Ananindeua, Marabá, Altamira, Casta-
nhal e Abaetetuba.
O relevo é baixo e plano; 58% do território se encontra abaixo dos 200 metros. As altitudes superiores
a 500 metros estão nas serras de Carajás, Caximbo e Acari.
Os rios principais são os rios Amazonas, Tapajós, Tocantins, Jari e Pará.
A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e
vegetal (madeira), na agricultura, na pecuária e nas criações, e na indústria.

2
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

A mineração é atividade mais preponderante na região sudeste do estado, tendo como Marabá, a prin-
cipal cidade que gira em torno dessa atividade.
A atividade agrícola é mais intensa na região nordeste do estado, onde destaca-se o município de Cas-
tanhal, mas também essa atividade se faz presente, desde a década de 1960, ao longo da Rodovia
Transamazônica (BR-230). O estado é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os
primeiros na produção de coco da Bahia e banana. O município de São Felix do Xingu é o município
com maior produção de banana do país.
O extrativismo mineral vem desenvolvendo uma indústria metalúrgica cada vez mais representativa.
Como exemplo disso, no município de Barcarena é beneficiado boa parte da bauxita extraída na região
do Tapajós. No momento Barcarena é um grande produtor de alumínio, sediando uma das maiores
fábricas desse produto no mundo.
Nos últimos anos, com a expansão da demanda pela cultura da soja por todo o território nacional, e
também pela falta de áreas livres a se expandir na região sul, sudeste e até mesmo no centro-oeste do
país (onde a soja se faz mais presente), a região sudoeste do Pará tornou-se uma nova área para a
proliferação desta atividade agrícola, ao longo da rodovia Santarém-Cuiabá (BR-163), impulsionando a
própria economia de Santarém.
A pecuária é mais presente no sudeste do estado. Seu rebanho é calculado em mais de 14 milhões de
cabeças de bovinos. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém, com
os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Pela própria característica natural da região, destaca-
se também um forte ramo da economia do estado, a indústria madeireira e moveleira, a exemplo do
pólo moveleiro instalado no município de Paragominas
A economia se baseia no extrativismo mineral (ferro, bauxita, manganês, calcário, ouro, estanho) e
vegetal (madeira), na agricultura, na pecuária e nas criações, e na indústria.
A mineração é atividade mais preponderante na região sudeste do estado, tendo como Marabá, a prin-
cipal cidade que gira em torno dessa atividade.
A atividade agrícola é mais intensa na região nordeste do estado, onde se destaca o município de Cas-
tanhal, mas também essa atividade se faz presente, desde a década de 1960, ao longo da Rodovia
Transamazônica (BR-230). O estado é o maior produtor de pimenta do reino do Brasil e está entre os
primeiros na produção de coco da Bahia e banana. O município de São Felix do Xingu é o município
com maior produção de banana do país.
A pecuária é mais presente no sudeste do estado. Seu rebanho é calculado em mais de 14 milhões de
cabeças de bovinos. A indústria do estado concentra-se mais na região metropolitana de Belém, com
os distritos industriais de Icoaraci e Ananindeua. Pela própria característica natural da região, destaca-
se também um forte ramo da economia do estado, a indústria madeireira e moveleira, a exemplo do
pólo moveleiro instalado no município de Paragominas.

Dados geográficos: Pará


Estados limítrofes: AM, MT, TO, MA, AP e RR.
Mesorregiões: 6 - Baixo Amazonas; Marajó; Metropolitana de Belém; Nordeste Paraense; Sudeste
Paraense; Sudoeste Paraense.
Microrregiões: 22 - Ex: Belém (Ananindeua, Barcarena, Belém, Benevides, Marituba, Santa Bárbara do
Pará).
Municípios: 143
Capital - Belém
Área Total - 1.247.689,515 km² (2º do Brasil)
População - 2006 - 7.110.465 hab. (9º) -
Densidade - 5,7 hab./km² (21º)
PIB - 2004 - Total R$ 34.195.676.000 (13º) -
Per capita - R$ 4.992 (20º)
IDH (2000) - 0,723 (15º) – médio -
Esperança de vida - 71,1 anos (14º) -
Mortalidade Infantil - 27,3/mil nasc. (16º) -
Analfabetismo - 10,6% (15º)

3
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

B R A S I L - Região Centro-Oeste

Estados: Goiás -
Mato Grosso -
Mato Grosso do
Sul e o Distrito
Federal
Área total:
1.612.077,2 km²
População
(2000):
11.616.742 habi-
tantes

Densidade de-
mográfica
(2000): 7,20
hab/km²

Maiores cidades
(Habitantes /
2000): Brasília
(2.043.169);
Goiânia
(1.090.737);
Campo Grande (662.534); Cuiabá (483.044); Aparecida de Goiânia-GO (335.849); Anápolis-GO
(287.666).

Relevo:
O relevo da região, localizada no planalto central, caracteriza-se por terrenos antigos e aplainados pela
erosão, que originaram chapadões. A oeste do estado de Mato Grosso do Sul e a sudoeste de Mato
Grosso, encontra-se a depressão do Pantanal Mato-Grossense, cortada pelo Rio Paraguai e sujeita a
cheias durante parte do ano.
Clima, vegetação e recursos minerais:
O clima da região é tropical semi-úmido, com freqüentes chuvas de verão. A vegetação, de cerrado nos
planaltos, é variada no Pantanal. No sudoeste de Goiás e no oeste de Mato Grosso do Sul, o solo é fér-
til, em contraste com a aridez do nordeste goiano. Os recursos minerais mais importantes são o calcá-
rio (em Goiás e Mato Grosso), a água mineral, o cobre, o amianto (no norte goiano), o níquel e o ferro-
nióbio (em Goiás). O Brasil é o maior produtor mundial de nióbio, muito utilizado na indústria automo-
bilística. Em Mato Grosso, aumenta a exploração da madeira, cuja retirada predatória cria um dos mais
graves problemas ambientais do estado.
Meio ambiente:
No início da década de 90, restavam apenas 20% (vinte por cento) da vegetação original dos cerrados.
Em Goiás, as práticas ambientais agressivas adotadas pela agropecuária, esgotam os mananciais e
destroem o solo. No nordeste de Goiás e Mato Grosso, há constante desertificação, ocasionada pelo
desmatamento sem controle. Entre 1998 e 2000 (três anos), quase 900 mil hectares de floresta foram
derrubados.
Turismo:
O turismo vem se desenvolvendo rapidamente no Centro-Oeste, atraindo visitantes de várias partes do
mundo. A região mais conhecida é o Pantanal Mato-Grossense. Trata-se da maior bacia inundável do
mundo, com vegetação variada e fauna muito rica. Outros pontos de interesse são as chapadas, como
a dos Guimarães, em Mato Grosso, e a dos Veadeiros, em Goiás. No sudeste goiano, a atração é o Par-
que Nacional das Emas. Há ainda Brasília, fundada em 1960 e caracterizada pela moderna arquitetura
e que hoje é uma das maiores cidades brasileiras - "Patrimônio da Humanidade". As cidades históricas
goianas de Pirenópolis e Goiás (ex-capital do estado de Goiás) preservam casarios e igrejas do período
colonial, com mais de 200 anos, possuindo boa rede hoteleira.
Economia:

4
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

A economia da região baseou-se, inicialmente, na exploração de garimpos de ouro e diamantes, sendo


posteriormente substituídas pela pecuária. A transferência da capital federal do Rio de Janeiro para
Brasília e a construção de novas vias de acesso, aceleraram o povoamento, contribuindo para o seu
desenvolvimento.
A economia do Centro-Oeste cresce em um ritmo semelhante ao do país. Isso faz com que a região
tenha, desde 1991, uma participação de 7,2% no PIB brasileiro, segundo o IPEA (acima de US$ 40
bilhões em 1999).
A agroindústria é o setor mais importante da economia da região. Ela é a maior produtora de soja,
sorgo, algodão em pluma e girassol. Responde pela segunda maior produção de arroz e pela terceira
maior produção de milho do país.
O Centro-Oeste possui também o maior rebanho bovino do país, com cerca de 56 milhões de cabeças,
principalmente em Mato Grosso do Sul. As indústrias são principalmente do setor de alimentos e de
produtos como adubos, fertilizantes e rações, além de frigoríficos e abatedouros.
As maiores reservas de manganês do país estão localizadas no maciço do Urucum, no Pantanal. Devido
ao difícil acesso ao local, tais reservas ainda são pouco exploradas.
Urbanização:
A região Centro-Oeste vive um intenso processo de urbanização. Na década de 70, a população rural
representava cerca de 60% do total de habitantes. Em apenas dez anos, o percentual caiu para 32%,
até atingir 15,6% em 1996 (cerca de 84,4% de população urbana). Essa progressão se dá não só pelo
êxodo rural, mas pelo aumento do fluxo migratório de outros estados brasileiros para os centros urba-
nos do Centro-Oeste.
Conseqüência direta dos programas de mecanização da agricultura, a migração do campo, modifica a
distribuição demográfica da região. A nova configuração exige dos estados, investimentos em infra-
estrutura urbana e serviços. A mobilização, contudo é insuficiente.
Atualmente a região registra indicadores sociais e de qualidade de vida abaixo da média brasileira.
Uma exceção é o Distrito Federal, detentor das melhores taxas de escolaridade e da mais elevada ren-
da per capita, da quantidade de veículos e telefones por habitante, de todo o país.
População e transportes:
Os principais centros urbanos da região são Brasília, Goiânia, Campo Grande, Cuiabá, Dourados e Aná-
polis. O estado de Goiás possui a segunda melhor e mais conservada malha rodoviária do país, apenas
atrás de São Paulo. O aeroporto internacional de Brasília possui tráfego intenso e fica apenas atrás dos
de São Paulo e Rio de Janeiro.
O Aeroporto de Santa Genoveva (Goiânia) e os de Campo Grande e Cuiabá possui razoável infra-
estrutura e movimento pequeno. Existe um razoável movimento de cargas fluviais nos estados de Mato
Grosso e Mato Grosso do Sul.

ESTADO DO MATO GROSSO

5
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

O Mato Grosso está localizado a oeste da região Centro-Oeste e a maior parte de seu território é ocu-
pado pela Amazônia Legal, sendo o extremo sul do estado pertencente ao Centro-Sul do Brasil. Tem
como limites: Amazonas, Pará (N); Tocantins, Goiás (L); Mato Grosso do Sul (S); Rondônia e Bolívia
(O). Ocupa uma área de 903.357 km², pouco menor que a Venezuela. Sua capital é a cidade de Cuia-
bá.

As cidades mais importantes são Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Sinop, Cáceres e Barra do Gar-
ças. Extensas planícies e amplos planaltos dominam a área, a maior parte (74%) se encontra abaixo
dos 600 metros de altitude. Juruena, Teles Pires, Xingu, Araguaia, Paraguai, Piqueri, São Lourenço, das
Mortes e Cuiabá são os rios principais.

Relevo

O relevo mato-grossense, de altitudes modestas, apresenta grandes superfícies aplainadas, talhadas


em rochas sedimentares. Esse relevo é composto de três unidades distintas:

O Planalto Mato-Grossense, que serve de divisor de águas entre os rios que correm para o Paraguai e
os rios da bacia do rio Amazonas. É formado por uma série de planaltos cristalinos e chapadões sedi-
mentares, com altitudes que variam, em média, de 400 a 800m.

O planalto arenítico-basáltico, localizado no sul do estado, simples parcela do Planalto Meridional.

Uma pequena parte do Pantanal Mato-Grossense, baixada da porção centro-ocidental. Ao sul do Planal-
to Brasileiro, situa-se o divisor de águas entre as bacias dos rios Paraguai e Amazonas. A maior parte é
drenada pelos rios da bacia do rio Amazonas.

Clima

O tipo de clima predominante em Mato Grosso é o tropical; o clima tropical do norte de Mato Grosso é
típico da Amazônia. As temperaturas são elevadas, com a média anual ultrapassando os 26ºC. O índice
de chuvas também é alto, atingindo dois mil milímetros anuais.

Também prevalece o clima tropical, propriamente dito, com chuvas de verão e inverno seco, caracteri-
zado por médias de 23°C no Planalto Central. A quantidade de chuvas também é alta nesse clima: ul-
trapassa a média anual de 1.500mm, já que a estação seca, bastante marcada no sul do estado, vai
gradativamente se reduzindo em direção ao norte.

Vegetação

Grande parte da superfície estadual é coberta pela floresta equatorial, com árvores muito altas e copa-
das, como a andiroba, o angelim, o pau-roxo e a seringueira. É um verdadeiro prolongamento da Flo-
resta Amazônica em Mato Grosso. Ao sul de Cuiabá, domina o cerrado, vegetação formada por árvores
de até 10m de altura, espalhadas entre numerosos e variados arbustos.

No Pantanal, há diversos tipos de vegetação, que variam de acordo com o terreno. Predomina, porém,
a cobertura de gramínea, excelente pastagem para o gado. Entre as vertentes dos rios Xingu e Tapa-
jós, no norte do Estado, a vegetação também não é uniforme, passando da mata seca e da floresta,
mais densa às margens dos rios, ao campo, verdadeiro tapete herbáceo, praticamente desprovido de
arbustos. A zona de florestas compreende 47% da área do estado, os cerrados 39% e os campos 14%.

Hidrografia

A rede fluvial de Mato Grosso pertence a dois sistemas hidrográficos: a bacia do rio Amazonas e a do
rio Paraguai. Os principais rios da bacia do Amazonas são o Araguaia - e seu afluente: o rio das Mortes
-, o Xingu, o Juruena, o Teles Pires e o Roosevelt.

O rio Paraguai nasce ao norte de Cuiabá, na chamada Amazônia mato-grossense. Seu principal rio a-
fluente em território mato-grossense é o Cuiabá, no sul do Estado.

6
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

População

A população de Mato Grosso é de 2.803.274 habitantes, segundo a estimativa populacional de 2005.


Mato Grosso é o décimo-nono Estado mais populoso do Brasil e concentra 1,47% da população brasi-
leira. Do total da população do Estado em 2000, 1.217.166 habitante são mulheres e 1.287.187 habi-
tantes são homens.

O Mato Grosso tem uma densidade demográfica de 2,6 hab/km². Pelas características encontradas no
Estado o predomínio é de pessoas adultas e com um índice de declínio para jovens e aumento de ido-
sos. Pela média do Estado há um predomínio de homens devido à emigração dos outros Estados para
Mato Grosso, contudo, na grande Cuiabá há predomínio de mulheres, semelhante a média brasileira.
Mato Grosso ocupa o IDH 9º entre os Estados do Brasil.

Economia

A pecuária e a agricultura são as principais atividades econômicas do estado. Devido ao crescimento


econômico com as exportações, Mato Grosso é um dos principais produtores e exportadores de soja do
Brasil. Alem disso, é destaque em reservas minerais.

Dados geográficos: Mato Grosso

Capital: Cuiabá

Mesorregiões: 5 - Centro-Sul Mato-Grossense; Nordeste Mato-Grossense; Norte Mato-Grossense ;


Sudeste Mato-Grossense ; Sudoeste Mato-Grossense.
Microrregiões: 22 – Ex: Cuiabá ( Chapada dos Guimarães , Cuiabá , Nossa Senhora do Livramento ,
Santo Antônio do Leverger e Várzea Grande).
Municípios: 141
Área: 903.386,1 km²
População - 2007 - 2.854.456 hab. (19º) -
Densidade - 2,6 hab./km² (25º)
PIB - 2004 - Total R$ 37.466.000.000 (15º) -
Per capita - R$ 13..365 (6º)
IDH (2000) - 0,776 (9º) – médio -
Esperança de vida - 72,6 anos (11º) -
Mortalidade Infantil - 21,6/mil nascidos. (13º) -
Analfabetismo - 10,1% (16º)

TESTES

1) Para os povos indígenas, a terra é muito mais do que simples meio de subsistência. Ela representa o
suporte da vida social e está diretamente ligada ao sistema de crenças e conhecimento. Não é apenas
um recurso natural - e tão importante quanto este - é um recurso sócio-cultural. Sobre as reservas
indígenas no Brasil, é correto afirmar que
a) estão preservadas e livres do desmatamento.
b) reverteram a tendência à desagregação dos povos indígenas.
c) estão a salvo da ação das mineradoras e madeireiras devido à atual legislação.
d) foram criadas segundo modelo das Reservas da Biosfera proposto pela UNESCO.
e) atraem estrangeiros, interessados em usar o conhecimento indígena sobre plantas na indústria far-
macêutica.

2) Unidade de conservação é uma área protegida por um diploma legal, destinada basicamente à pro-
teção e manutenção da biodiversidade, além de oferecer atrativos de lazer para o homem, podendo ser
caracterizada de diversas formas - Parque, APA, Reserva Ecológica entre outras. O ecoturismo é uma
possibilidade de aproveitamento econômico das unidades de conservação no Brasil. Sobre esta ativida-
de, é CORRETO afirmar que
a) atrai turistas de todo o mundo, sendo o principal ramo da atividade turística no país.

7
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

b) pode causar, quando ocorre em terra firme, a compactação do solo pelo uso freqüente das trilhas.
c) deve ser implementada, procurando-se conciliar os interesses dos visitantes com as expectativas da
população que vive nas áreas protegidas.
d) procura explorar a beleza da paisagem, propondo atividades ao turista, de acordo com as caracte-
rísticas naturais do ambiente.
e) pode causar a fuga da fauna que se assusta com a presença dos turistas.
3) A Amazônia tem aproximadamente 5 milhões de km2, extensão que corresponde a quase 60% do
território brasileiro. Abrangendo todos os estados da região norte (com exceção do extremo sul de To-
cantins), o oeste do Maranhão e o norte do Mato Grosso. Apesar de sua dimensão, possui o menor
número de habitantes do país. A maioria da população está localizada nas duas principais capitais do
complexo, Manaus e Belém. Considerando o desenvolvimento econômico da Amazônia, nos últimos
trinta anos, assinale a afirmação correta.
a) A integração da Amazônia à economia nacional baseou-se nas atividades agrícolas e minerais que
promoveram o desenvolvimento sustentável da região.
b) O desenvolvimento das atividades mineradoras esteve relacionado às empresas estrangeiras com
alta capacidade de investimentos.
c) As atividades econômicas desenvolveram-se sem exigência de vultosos investimentos.
d) A abundância de água não foi aproveitada, como recurso energético, devido às baixas altitudes re-
gionais.
e) A inexistência de institutos de pesquisa na região comprometeu a exploração de seus recursos mi-
nerais.

4) Se a exploração descontrolada e predatória verificada atualmente continuar por mais alguns anos,
pode-se antecipar a extinção do mogno. Essa madeira já desapareceu de extensas áreas do Pará, de
Mato Grosso, de Rondônia, e há indícios de que a diversidade e o número de indivíduos existentes po-
dem não ser suficientes para garantir a sobrevivência da espécie a longo prazo. A diversidade é um
elemento fundamental na sobrevivência de qualquer ser vivo. Sem ela, perde-se a capacidade de a-
daptação ao ambiente, que muda tanto por interferência humana como por causas naturais (INEP,
2007). Com relação ao problema descrito no texto, é correto afirmar que:
a) a baixa adaptação do mogno ao ambiente amazônico é causa da extinção dessa madeira.
b) a extração predatória do mogno pode reduzir o número de indivíduos dessa espécie e prejudicar sua
diversidade genética.
c) as causas naturais decorrentes das mudanças climáticas globais contribuem mais para a extinção do
mogno que a interferência humana.
d) a redução do número de árvores de mogno ocorre na mesma medida em que aumenta a diversida-
de biológica dessa madeira na região amazônica.
e) o desinteresse do mercado madeireiro internacional pelo mogno contribuiu para a redução da explo-
ração predatória dessa espécie.

5) A Amazônia é amplamente marcada por enorme diversidade cultural, geográfica e econômica. Atu-
almente, cresce a atenção governamental e da sociedade civil no Brasil para que:
a) seu aproveitamento se faça em favor da preservação intacta do meio ambiente e por meio do privi-
légio da floresta em detrimento do homem.
b) as conexões com os vizinhos sejam as mais profícuas, não interessando os produtos do intercâmbio.
c) o caminho a ser trilhado pela Amazônia seja o mesmo, do ponto de vista agrícola, que predomina no
Centro-Oeste brasileiro.
d) as notícias de infiltração do tráfico global que passam pela região não sejam divulgadas.
e) o aproveitamento de suas potencialidades seja feito respeitando o meio ambiente e seus habitantes,
bem como os interesses estratégicos nacionais.

6) A rede urbana é formada pelo sistema de cidades, no território de cada país, interligadas umas às
outras através dos sistemas de transportes e de comunicações, pelos quais fluem pessoas, mercadori-
as, informações etc. Sobre a rede urbana das regiões Norte e Centro-oeste pode-se afirmar que:
a) é pouco densa no Norte, devido ao desenvolvimento agrícola baseado no minifúndio familiar, volta-
do à produção de trigo para o consumo interno.
b) é densa no Centro-Oeste, devido ao desenvolvimento agrícola baseado na produção de soja e trigo,
constituindo uma hierarquia urbana completa.

8
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

c) é rarefeita no Norte, devido à migração da população para outras regiões do país, que oferecem
oportunidades de trabalho.
d) é pouco densa no Norte, apresentando uma estrutura hierárquica incompleta.
e) é densa no Norte, devido à bem desenvolvida infra-estrutura de transporte e ao número de cidades,
viabilizando um sistema de fluxos de mercadorias e de pessoas.

7) O cerrado abrange a maior parte da porção central do país e é próprio de climas tropicais alterna-
damente úmidos e secos. Identifique, entre as fotos abaixo, aquela que melhor corresponde a aspectos
relativos à vegetação do cerrado.

Resposta: A

8) Tendo por base seus conhecimentos sobre o perfil populacional da região norte, analise as seguintes
afirmativas:

I - Apesar da população rural ter crescido rapidamente, atingindo o seu ápice entre 1970-80, a popula-
ção da região norte, nas últimas décadas, apresentou uma acentuada tendência à concentração em
áreas urbanas.

II - Nos últimos 30 anos, a população da região norte cresceu a taxas médias superiores às nacionais.
Os altos níveis de fecundidade, os baixos níveis de mortalidade e os significativos fluxos imigratórios
são fatores determinantes das elevadas taxas de crescimento populacional observadas no período.

III - A região norte sempre apresentou, juntamente com o nordeste, os mais baixo níveis de fecundi-
dade, principalmente na população rural, cujas taxas sempre foram as menores do País.
Estão corretas as afirmativas:
9
Reta Final Policia Rodoviária Federal
Disciplina: Atualidades
Aula: única
Prof.: Rodrigo Barbati
Data: 08.08.2008

a) I e II, apenas;
b) II e III, apenas;
c) I e III, apenas;
d) II, apenas;
e) I, II, III .

9) Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do proprietá-
rio de uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras:

Depoimento 1
“A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito inva-
são. Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à
bala. Esse povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso,
se esse governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar, em dinheiro, o valor
que eu quero.”- proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul.

Depoimento 2
“Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas che-
garam lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é
tempo de plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que cus-
tar. Hoje eu sei que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social. Ela é feita para produ-
zir alimento. O que o homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita
terra e não dependem dela para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.”– integrante do
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá – MS.
(Fonte: INEP, 2000)

A partir da leitura do depoimento 1, os argumentos utilizados para defender a posição do proprietário


de terras são:
I. A Constituição do país garante o direito à propriedade privada, portanto, invadir terras é crime.
II. O MST é um movimento político controlado por partidos políticos.
III. As terras são o fruto do árduo trabalho das famílias que as possuem.
IV. Este é um problema político e depende unicamente da decisão da justiça.

Estão corretas as proposições:


a) I, apenas.
b) I e IV, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) I, III e IV, apenas.

10) Nos últimos meses, uma polêmica tem originado discussões em vários setores da população brasi-
leira sobre a proposta do Ministério de Minas e Energia de construir hidrelétricas no rio Madeira, o que
geraria uma série de impactos sociais e ambientais negativos. Houve um temor de que se tomassem
medidas específicas para esse caso, se a licença ambiental não fosse concedida pelo IBAMA (INEP,
2007). Indique a alternativa que expressa essas medidas.
a) Transferir os recursos financeiros dessas hidrelétricas para as de outros rios brasileiros.
b) Incentivar a geração de energia eólica na região Norte.
c) Retomar a opção por energia nuclear ou a construção de usinas térmicas, para suprir, em parte, a
demanda do país.
d) Incrementar as turbinas geradoras de energia através das marés.
e) Capacitar o setor de energia solar com incentivos à pesquisa em tecnologia.

Fonte: www.portalbrasil.net ; www.pt.wikipedia.org ; www.ibge.gov.br ; www.cespe.unb.br ;


www.inep.gov.br

10