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Sugestão de resolução

GRUPO I
Questão 1 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 pontos Descritores específicos
Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa

Níveis* 3 2 1

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

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• Enunciado claro, a partir da interpretação do documento, das transfor¬mações económicas promovidas pelo Estado soviético, no sentido da implantação do socialismo. Transformações: – nacionalização da grande indústria; – abolição da grande propriedade fundiária e redistribuição da terra; – fim da dependência dos camponeses em relação aos proprietários da terra. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

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Níveis**

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Nível intercalar • Enunciado de duas das transformações referidas no nível superior, a partir da interpretação do documento. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. Nível intercalar • Enunciado de uma das transformações referidas no nível superior, ou indicação genérica de alguns aspectos, a partir de incipiente exploração do documento. • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina.

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* Descritores apresentados nos critérios gerais (Nós explicitamos estes critérios no capítulo “Preparação para o exame – Conselhos úteis”) ** No caso de, ponderados todos os dados contidos nos descritores, permanecerem dúvidas quanto ao nível a atribuir, deve optar-se pelo mais elevado dos dois em causa. No caso em que a resposta não atinja o nível 1 de desempenho no domínio específico da disciplina, a classificação a atribuir é de zero pontos.

Desta vez, as questões sobre o texto longo aparecem no primeiro grupo. Nada que não esteja previsto nas instruções sobre a nova estrutura da prova. Estamos perante mais um conjunto de questões, e desta vez, são mesmo as três, cujos conteúdos das respostas têm de estar no texto, pela forma como as questões são formuladas. Repetimos, por isso, uma ideia já antes apresentada, a propósito deste tipo de questões, que um aluno que disponha de boas capacidades de leitura e interpretação e de elaboração escrita tem obrigação de responder sem ter recorrer ao intenso estudo que, certamente, fez. Queremos então dizer que as transformações económicas pedidas pela questão 1 não têm que vir previamente sabidas. Elas estão referidas no documento. Claro que se os alunos souberem de que é que se está a falar tanto melhor será a resolução do exercício de interpretação proposto. Esta questão não pode oferecer qualquer dificuldade aos alunos que, repetimos, saibam ler e escrever.

As grandes transformações económicas promovidas pelo Estado soviético, no sentido de implantar o socialismo, a que Lenine faz referência no documento apresentado, inserem-se na política de nacionalização progressiva e sem qualquer indemnização de todas as formas de propriedade privada e de todos os sectores básicos da economia. Concretamente, Lenine refere-se à nacionalização da grande indústria, quando diz que o novo regime destruiu “a indústria capitalista”, e refere-se também à abolição das grandes propriedades fundiárias e redistribuição das terras pelos pequenos camponeses libertos da tutela dos grandes proprietários, quando faz referência ao esforço feito para destruir também a “propriedade senhorial” e consequente criação de um “pequeno e muito pequeno campesinato” à imagem do proletariado industrial.

Questão 2 . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 20 pontos Descritores específicos
Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa

Níveis* 3 2 1

Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina

Níveis**
CPEN-HA12©Porto Editora

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• Identificação clara dos problemas internos e externos, a partir da interpre¬tação do documento. Problemas internos: – baixa produtividade rural; – diminuição da produtividade global do trabalho, relativamente aos níveis atingidos antes da Primeira Guerra Mundial; – guerra civil; – permanência da burocracia czarista. Problemas externos: – apoio das potências capitalistas da Europa Ocidental às forças contra revolucionárias durante a guerra civil; – isolamento internacional da Rússia soviética. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina.

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Continua na página seguinte.

. . Lenine começa por considerar que o sucesso da revolução depende da eficácia da actividade governativa. Nível intercalar • Apresentação de alguns aspectos referidos no nível superior. . . . . . . . Objectivos: – defesa da Rússia perante os ataques contra-revolucionários dos países capitalistas da Europa Ocidental. . estamos perante outra questão que não pode oferecer qualquer dificuldade que não seja a interpretação do texto e a elaboração escrita. . . . . . . . clara. . uma boa resposta terá de ter em conta esta discriminação de problemas. referidos no nível superior. de forma genérica. . um de carácter interno e outro de carácter externo. . em articulação com os objectivos. . . . ou seja. . receoso da internacionalização do processo revolucionário. Foram muitos e muito complicados os problemas internos e externos com que a Rússia soviética se debateu. Lenine refere claramente estas dificuldades internas quando diz que “o pequeno e o muito pequeno campesinato permanecem num nível extremamente baixo de produtividade e de trabalho” e concretiza as referências cronológicas ao dizer que “a produtividade do trabalho nacional” é “hoje (em 1923) sensivelmente mais baixa … do que antes da guerra”. Sugerimos que preste uma particular atenção à forma como recorremos a informações do documento e como introduzimos as citações no corpo da nossa resposta. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. – liderança operária. a partir da interpretação do documento. . . . . nos anos que se seguiram à revolução. . ou apresentação genérica de alguns aspectos. . Questão 3 . . a partir de exploração incipiente do documento. Por conseguinte. . – maior economia na gestão do Estado. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. Com efeito. . . em 1923. os conteúdos pretendidos com a questão também estão no documento. . que tem de ser “fecunda” e que a fecundidade da actividade governativa será mais bem conseguida se o “organismo de controlo do Partido” se fundir com o organismo de direcção política do Estado. . a direcção política da URSS deve ser constituída . objectiva e rigorosa. sem identificação da relação soluções/objectivos. . Só requerem uma cuidada interpretação. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. . Internamente. – eliminação da burocracia czarista. . . a partir da interpretação do documento. . . – garantia do avanço do processo revolucionário. 20 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis* 3 2 1 5 Níveis** 4 • Justificação. • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. . Portanto é dever do examinando pesquisar e inventariar os problemas com que se defrontou a Rússia soviética no tempo em que Lenine discursa e completar a informação com um necessário esclarecimento sucinto. Lenine culpa o capitalismo internacional de agravar ainda mais as dificuldades internas quando acusa as “potências capitalistas da Europa Ocidental” de lançar a Rússia para “um plano secundário” e fazerem “o possível” para “afundar” e para “arruinar ao máximo” o seu país. constituídas pelos grandes proprietários e antigas elites aristocráticas. . Nesta conjuntura. . . . . . 17 14 11 8 16 13 10 7 15 12 9 6 Níveis** 2 1 Aplicam-se as duas notas da questão 1. . identificando a relação entre as soluções preconizadas e os objectivos. . . . Tinham que estar. 20 19 18 17 16 15 3 14 13 12 2 11 10 9 1 8 7 6 Aplicam-se as duas notas da questão 1. às forças contra-revolucionárias durante a guerra civil e ao isolamento de que a Rússia soviética foi alvo nos anos que se seguiram à revolução. . . . Nível intercalar • Identificação de um dos problemas referidos no nível superior. . assistiu-se a uma acentuada quebra dos índices de produtividade do trabalho. . . No seguimento do comentário anterior. . . . . . data do discurso de Lenine. . o sistema produtivo apresentava níveis inferiores aos de 1913. com incipiente exploração do documento. . de modo que. a Rússia viu-se a braços com uma violenta guerra civil em que as forças revolucionárias se confrontaram com as forças conservadoras e reaccionárias às transformações económicas e políticas. . Depois. . . • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. .Sugestão de resolução CPEN-HA12©Porto Editora 4 3 Nível intercalar • Identificação de dois dos problemas. . . . . – desenvolvimento industrial. . . Nível intercalar • Apresentação de duas das soluções referidas no nível superior. Deve prestar uma particular atenção que são pedidos “problemas internos e externos”. . . Soluções: – controlo do Partido Comunista Soviético sobre o aparelho de Estado. . – obtenção de eficácia no aparelho de Estado. . . . . Está a fazer referência ao apoio do capitalismo ocidental. Outra questão que requer atenta interpretação do documento e uma cuidadosa elaboração escrita. a partir da interpretação do documento.

. Nível intercalar • Apresentação genérica de alguns aspectos referidos no nível superior. . . . . CPEN-HA12©Porto Editora Segundo o autor do documento 2. articulada com a interpretação dos dados dos documentos. podemos verificar que também é objectivo da CEE proporcionar a Portugal e aos novos países democráticos da Europa do Sul “uma nova dimensão política e económica. . . leia a legenda do mapa apresentado no documento 4. . . cultura e tradições”. 3). . . descobrirá mais facilmente a pertinência deste documento se souber que era interesse da comunidade europeia integrar os países da Europa Mediterrânica bem como as razões particulares desse interesse. deve ser objectivo da revolução. . . A grande diferença é que podem requerer a interpretação de documentos múltiplos e variados. . . por uma questão de solidariedade com os países mais pobres. com incipiente exploração dos documentos. “só o investimento estrangeiro e o crédito” podem reverter as dificuldades em que o pais se encontra. . . . mas também na Espanha e na Grécia. . Não sabe quais são os países a que a questão faz referência? É só ler o nome das três cidades com que o jornalista inicia o seu texto. . com alguma perspicácia. como é o caso da presente questão. . . porquanto. Portugal e Espanha. documento 2. . Finalmente. . GRUPO II Questão 1 . na década de 80 do século passado. no caso de Portugal. . . os conturbados tempos do PREC e confirmada a democracia com a promulgação da Constituição de 1976. a Africa e mesmo a Ásia” e. . . . As questões deste grupo pedem para os examinandos sustentarem as suas respostas em determinados documentos. Não acreditamos que tenha dúvidas em identificar os países em causa. a CEE aceitou a integração dos três países da Europa do Sul. ocorre também que um aluno que tenha boas capacidades de interpretação e informação objectiva sobre os conteúdos que estão em questão. promover o desenvolvimento da “grande indústria mecanizada”. Ainda neste documento. . . Portugal e Espanha (doc. Deste modo. . 4). Para isso o poder soviético deve adoptar políticas de economia na gestão do Estado e “empregar até a mais pequena poupança” nesse desenvolvimento. . . . . a CEE tem em vista integrar um país que mantém relações privilegiadas com a “América Latina. depois de resolvidas as dificuldades económicas. proferido na cerimónia de adesão de Portugal à CEE. as razões que conduziram à aceitação pela CEE dos novos países membros. . . Outros dos grandes objectivos da revolução é impedir que os estados contra-revolucionários da Europa ocidental esmaguem a Rússia socialista. . intervir mais facilmente em novas áreas internacionais onde tem interesses geostratégicos. Com efeito. . . . 3). . eventualmente. através dele. pode muito bem conseguir boas respostas sem ter de trazer conteúdos memorizados. . . É também este o argumento apresentado por Sousa Franco ao reivindicar a ajuda da CEE aos países mais pobres para a sua plena integração na Europa comunitária. deve este ser expurgado “dos excessos deixados pela Rússia czarista no seu aparelho capitalista e burocrático”. . Razões: – reforço geoestratégico da Comunidade pelo alargamento aos novos países da Europa do Sul – Grécia.a Fase pela elite dirigente do Partido Comunista constituído como vanguarda do proletariado. podemos concluir que é também objectivo da Comunidade Europeia reconhecer os recentes triunfos da democracia pluralista não só em Portugal. . ainda tem. relativamente a Portugal. . – solidariedade da Europa comunitária com os países mais pobres (doc. Grécia. . bem como uma aproximação às economias do Magrebe. . . • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. Do discurso de Giulio Andreotti. . . . a única dificuldade que pode oferecer esta questão é inferir do documento 4 alguma ou algumas razões pedidas. . . segundo refere. 20 19 18 Níveis** 4 Nível intercalar • Apresentação de duas das razões referidas no nível superior. . inferem-se do documento 4. . . . acabam por não ser muito diferentes das questões suportadas por um documento longo. estão claramente expressas nos documentos 2 e 3 e. numa total confusão entre o Partido e o Estado soviético. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. . . . O mapa do documento 4 mostra-nos quão perto estão os novos países do continente africano. articulada com a interpretação incompleta dos documentos. 20 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis* 3 2 1 Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina 5 • Apresentação clara das razões. Portanto. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. – consolidação da democracia pluralista nos três países (doc. – relevância das relações externas portuguesas para a acção da Comunidade no Mundo (doc. ou seja devem ser destruídos o Estado czarista e a burguesia que o sustentava. . Para isso é necessário solidificar a liderança operária do processo revolucionário sobre os camponeses por estes serem considerados mais próximos das forças reaccionárias. . Com efeito. . . o que vem confirmar que à Comunidade Europeia interessava estender-se para a Europa do Sul. . mas. . . tendo em vista um desenvolvimento integrado de todo o continente numa resposta ao mercado americano e ao bloco socialista. . 2). Para garantir a eficácia do novo aparelho de Estado. .Exame Nacional 2006 – 2. . . 17 16 15 3 14 13 12 2 1 11 8 10 7 9 6 Aplicam-se as duas notas da questão 1 do Grupo I. . . . . . . No que a Portugal diz mais respeito. . Portanto. . se. passados. mais condizente com os respectivos passados históricos. . .

• Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. . . . . . . . o enorme endividamento público. . articulada com a interpretação dos dados do documento. . . . De certo modo. . . . . . . . . . . . . . . . . • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. . O trabalho está feito. . . passa-se nesta questão o mesmo que se passa na questão anterior. . . . . . . . . . Até dispensa o trabalho de interpretar o documento 2 porque essa interpretação já deve ter sido feita para responder à questão 1. . . Os problemas económicos que Portugal esperava resolver com a sua adesão à CEE. 20 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa CPEN-HA12©Porto Editora Níveis* 3 2 1 Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina 5 • Identificação clara dos problemas económicos. . – normal funcionamento das instituições democráticas. . ou referência genérica à situação económica. . . . é só encontrar uma boa forma de responder com mais objectividade . . . . . – dívida pública elevada. . . . mas opção final pela democracia pluralista. • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. a redução crescente das reservas financeiras. Nível intercalar • Apresentação genérica de alguns aspectos referidos no nível superior. . . . – desfasamento da economia portuguesa relativamente aos padrões de desenvolvimento dos países da Comunidade. . . Contava-se com as avultadas verbas e com os apoios técnicos que a Comunidade Europeia iria transferir para os novos países. . . . . . . Agora é o documento 3 que está em causa e ele também já serviu para responder à questão 1. • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. . . . . . . Razões justificativas: – consagração do regime democrático em Portugal com a promulgação da Constituição de 1976 e a revisão constitucional de 1982. . . . . . . . . . . . . . articulada com a interpretação incompleta do documento. . . o atraso económico endémico gerado na falta de investimentos e no carácter obsoleto das infra-estruturas produtivas quando comparadas com o desenvolvimento conseguido pelos restantes países da Comunidade Europeia. 20 19 18 Níveis** 4 Nível intercalar • Identificação de três dos problemas económicos referidos no nível superior. . . . . eram o elevado índice de desemprego (10%). enfim. com incipiente exploração do documento. . – redução progressiva das reservas financeiras. . . . . . . . . E dispensamo-nos de mais comentários. 20 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis* 3 2 1 Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina 5 • Apresentação clara das razões que justificam a confiança na democracia portuguesa. . Problemas: – elevada taxa de desemprego. tendo em vista a aproximação de Portugal aos níveis de desenvolvimento dos parceiros comunitários. . 17 16 15 3 14 13 12 2 11 10 9 1 8 7 6 Aplicam-se as duas notas da questão 1 do Grupo I. Questão 3 . . . . . . articulada com a interpretação do documento. . . . . . . . . . Nível intercalar • Identificação de um dos problemas económicos referidos no nível superior. . . . . . . . . saudada pela Comunidade Europeia. . Não é possível encontrar alguma dificuldade nesta questão. • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. no âmbito dos múltiplos programas de apoio económico e financeiro. Dados do documento: – dificuldades de instauração da democracia em Portugal. . . . . . . . articulada com a interpretação incompleta do documento. no período revolucionário. . . já tem também respondida a questão 2. . . . . . . .Sugestão de resolução Questão 2 . . . . . . 20 19 18 Níveis** 4 Nível intercalar • Apresentação de duas das razões referidas no nível superior. . . – falta de investimento. . . . . . . . . . . . . . . se respondeu à questão 1. . 17 16 15 3 14 13 12 2 1 11 8 10 7 9 6 Aplicam-se as duas notas da questão 1 do Grupo I. – apaziguamento dos conflitos políticos e sociais do período revolucionário. segundo o autor do documento 2. Aliás. . • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. . . com incipiente exploração do documento. . .

. articulado com a interpretação incompleta do documento. . . . . As alterações referidas explicam-se pelo impacto dos fundos comunitários e da melhoria da conjuntura económica internacional no aumento de pequenas e médias empresas de serviços. . . geradora de novos empregos. . em 25 de Novembro de 1975. em 1991. . . enquanto que o sector do comércio e serviços quase duplicou ao passar de 29% da população activa para 53%. afinal. CPEN-HA12©Porto Editora Da análise do documento 5. 20 19 18 Níveis** 4 Nível intercalar • Enunciado de duas das transformações referidas no nível superior. . . . . . . . conforme o texto constitucional promulgado em Abril de 1976. . . . concretamente. .Exame Nacional 2006 – 2. . Giulio Andreoti confia na democracia portuguesa porque considera que os Portugueses “aceleraram. na altura da adesão de Portugal à CEE. . . É só analisar os dados apresentados e dele tirar conclusões sobre as transformações que se operaram na sociedade portuguesa. – estabilização da população industrial. em 1982. . . a primeira revisão da Constituição vem confirmar as certezas do autor do documento sobre o carácter moderno da democracia portuguesa. que o sector primário continuou a perder importância em detrimento do sector terciário que cresceu extraordinariamente. . . . . pela força da população feminina. . • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. onde preponderam as telecomunicações e a informática. o desafogo financeiro do Estado proporcionou também o ingresso de maior número de empregados no sector público. . . ao suavizar algumas referências de cariz socializante. . . na medida em que foi pelos princípios nela definidos que se pautaram os novos tempos e os novos rumos da actividade política em Portugal. . mas. . . tem de saber algo mais do que o que vem no documento. ainda ocupava 33% da população activa. . . . Outra importante conclusão tem a ver com a substituição da força de trabalho masculina. ameaçaram o triunfo da democracia pluralista. as salvaguardas democráticas”. Assim. Por outro lado. . muitos deles mais vocacionados para o sector feminino. . – crescimento acelerado da população do sector terciário. . • Utilização adequada e sistemática da terminologia específica da disciplina. . . . . . à fase extremista do processo revolucionário e confirmando o Estado Português como uma república democrática e pluralista. . . . . . bem com as grandes superfícies comerciais. . com incipiente exploração do documento. . Com efeito. . ao conseguir conciliar as diferentes concepções ideológicas subjacentes ao processo revolucionário. É só saber integrá-los na respectiva conjuntura: o passado marcado pelas dúvidas decorrentes do PREC e o presente triunfante em 25 de Novembro de 1975 em que as dúvidas se dissiparam e em que se abriu o caminho para a afirmação da democracia pluralista consolidada com a promulgação da Constituição de 1976. . Aqui não tem mesmo de recorrer a grandes conhecimentos adquiridos em consequência do seu estudo. sobretudo. 20 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa Níveis* 3 2 1 Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina 5 • Apresentação clara da evolução da sociedade. Nível intercalar • Enunciado genérico de alguns aspectos referidos no nível superior. a população industrial praticamente estagnou. . . presidente do Conselho de Ministros Europeus. . . Transformações: – retracção da população agrícola. . . em que a política nacional foi marcada por graves confrontações sociais e políticas inspiradas por profundas divergências ideológicas que chegaram a provocar situações de iminente conflito militar. – aumento significativo da população feminina no mercado de trabalho. Verificamos. a agricultura que. . O documento 5 deixa transparecer informação suficiente para responder bem a esta questão. congratula-se pelo facto de Portugal ter conseguido superar todas as dificuldades que. que cresceu significativamente de 26% para 41%. . . Está claramente a referir-se aos conturbados tempos do PREC. ao confirmar o primado do poder civil na actividade governativa em prejuízo da influência do poder militar que persistia. . podemos tirar conclusões sobre as repercussões do processo de adesão de Portugal à CEE na população activa. pondo fim. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. a Constituição de 1976 pode ser considerada o documento fundador da democracia portuguesa.a Fase ao que é pedido e os conteúdos estão claramente referidos no discurso de Giulio Andreoti. em 1970. evidenciada na identificação das transformações patentes no documento. . . . . . para que o possa entender plenamente. . . 17 16 15 3 14 13 12 2 1 11 8 10 7 9 6 Aplicam-se as duas notas da questão 1 do Grupo I. Foram tempos de afirmação de uma clara tendência revolucionária de esquerda favorável à emergência de formas de poder popular que ameaçavam “de regressão” a formas de democracia popular triunfante em 25 de Abril de 1974. Entretanto. que decresceu de 74% para 59%. Questão 4 . entre 1974 e 1976. . . Giulio Andreotti. . . passa a ocupar. . pelas suas próprias mãos. . . . nomeadamente a legitimação constitucional das instituições político-administrativas. . Para esta questão. apenas 10%.

. 2. . • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. o contributo dos documentos. . também só ligeiramente teve de ser referida na resposta à questão 1. . . após o 25 de Abril: – reconhecimento do direito à independência das colónias. . Quer dizer que termos de repetir informações que já foram prestadas nas respostas de composição curta. – valorização das relações com as ex-colónias. contextualizados no tempo. . . . . Ora. . . 6 Nível intercalar • Apresentação das linhas de desenvolvimento requeridas pelos tópicos de orientação da resposta. . . . . . . simultaneamente europeu e atlântico. sobretudo da ONU e da Organização da Unidade Africana. . . . Nível intercalar • Apresentação das linhas de desenvolvimento requeridas pelos tópicos. . Nível intercalar • Resposta descritiva. A dificuldade resultante do tempo que pode sobrar para resolver esta questão também é de considerar. – transferência de poderes para os movimentos de libertação. de forma incompleta. . A opção descolonizadora proposta pelo primeiro tópico apenas é abordada no documento 1. No primeiro tópico. . . 5). no mesmo sentido. . foi imediatamente assumida pelos novos dirigentes políticos saídos da Revolução de 25 de Abril de 1974. . . . que há muito vinha reconhecendo o fracasso da solução militar. . Não há que duvidar. 3. Já a concretização da opção europeia é tratada nos documentos 2 a 5 sobre os quais já teve que responder. . sem estabelecer os nexos requeridos e apoiados em leitura incipiente dos documentos. Entretanto. . . Uma das principais causas da contestação política do regime. . de forma incompleta. • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. individualizando o período revolucionário e o período constitucional e integrando parcialmente o contributo dos documentos. – pedido de adesão à CEE e posterior integração. . . . . . . o direito à autodeterminação e a adopção acelerada de medidas tendentes à autonomia administrativa e política dos territórios ultramarinos era uma clara opção do MFA e. . era a questão colonial. – abertura de relações diplomáticas com todos os países. . A opção descolonizadora e as suas implicações Redefinição da política externa portuguesa. presidente da República nomeado em 15 de Maio. com o apoio da maioria dos partidos e da população (doc. 50 pontos Descritores específicos Descritores do nível de desempenho no domínio da comunicação escrita em língua portuguesa CPEN-HA12©Porto Editora Níveis* 3 2 1 Descritores do nível de desempenho no domínio específico da disciplina • Análise da evolução das relações externas portuguesas. 43 41 38 50 49 48 Níveis** 5 36 34 31 4 29 27 24 3 22 20 17 2 15 13 10 1 8 6 3 Aplicam-se as duas notas da questão 1. . apontavam as opções de António de Spínola. que não motivou ainda a formulação de qualquer questão. . é repetir o que for necessário repetir. Aliás. 3). A guerra em Angola e Moçambique apresentava-se num impasse de imprevisível resolução e a Guiné já tinha visto reconhecida pela ONU a sua autoproclamada independência. nos inícios de 70. é necessário considerar a conjugação da opção europeia com a opção atlântica. por referência ao nível superior. muitos os conhecimentos com que os examinandos devem comparecer apetrechados para responder a esta questão para atingir um nível superior. . No segundo tópico. é necessário considerar a opção descolonizadora e as suas implicações. e a opção atlântica pedida no segundo tópico e abordada muito ligeiramente no discurso de Giulio Andreoti. Por conseguinte. . . portanto. Opção estratégica fundamentada na necessidade de consolidar a democracia pluralista e de garantir a modernização e o desenvolvimento económico com a ajuda comunitária (docs. como intermediário privilegiado entre a Europa e os países de expressão portuguesa (doc. enquanto se agravavam as dificuldades financeiras do Estado em manter o conflito e se intensificava a pressão internacional contra a política colonial do governo português. . . . . . . . Complementaridade das vertentes europeia e atlântica – valorização da posição de Portugal na CEE e no Atlântico Sul. . reforço das relações bilaterais com os EUA – renovação do Acordo das Lajes – e da participação de Portugal na NATO (doc. . . . . até porque esta questão também é bastante ambiciosa na quantidade de conteúdos e complexa na sua organização. . por referência ao nível superior. . com desenvol¬vimento dos tópicos de orientação da resposta. . . • Utilização adequada da terminologia específica da disciplina. no período constitucional: – assunção de Portugal como país ocidental. . . a opção descolonizadora. . . . . abordando de forma genérica alguns dos aspectos referidos no nível superior. . São.Sugestão de resolução Questão 5 . embora propusesse apenas o lançamento de uma política ultramarina que conduzisse à paz. . . . os corpos de soldados mortos e mutilados continuavam a chegar. 7 A concretização da opção europeia e atlântica Clarificação da política externa. . num quadro de redefinição da política externa portuguesa. . . . perante as pressões dos movimentos independentistas na exigência de uma solução rápida do problema colonial e da comunidade internacional. 4). sem individualização do período revolucionário e do período constitucional e integrando parcialmente o contributo dos documentos. Note-se que também são quatro as partes que devem constituir a resposta. . . • Utilização pouco rigorosa da terminologia específica da disciplina. que excluíam um processo de descolonização . integrando. . . 4. 1) e respondendo às pressões externas da ONU e da OUA. . Mas temos de reconhecer que esta questão vai bastante mais longe nas suas pretensões. reconhecidos como legítimos representantes dos povos das colónias. . de forma oportuna. Cá estamos perante outra questão que nos pede para elaborar a nossa resposta tendo em atenção “os dados disponíveis nos documentos 1 a 5”.

no mês seguinte. conforme o documento 3. complementando as suas duas vocações históricas de país europeu virado para África. segundo uma forte corrente de opinião. não reconhecidas pela ONU. O alinhamento ideológico dos novos estados com o bloco socialista. Até porque. a construção civil. neste contexto. sim. permitiam pensar que tinham chegado ao fim as relações históricas com as comunidades africanas. com a promulgação da Constituição. num plano multilateral. Jonas Savimbi. Porém. posteriormente. Portugal deixaria de ser o país “orgulhosamente só” de Salazar e passaria. uma das maiores economias do mundo. que se iniciam os processos políticos de reconhecimento da independência e da entrega do poder ao PAIGC. ao integrar. as portas da Europa ficavam incondicionalmente abertas para Portugal. acabando as respectivas forças militares por se envolverem numa violenta guerra civil em que intervieram forças internacionais em apoio dos contendores. temos um Portugal onde se confirma uma terceira alternativa no que concerne à evolução das suas relações externas. tendo em vista consolidar a identidade cultural lusófona dos novos países. o radicalismo e os ressentimentos contra o ex-colonizador por parte dos seus dirigentes e a instabilidade político-militar que caracterizou os primeiros anos de independência. Os PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa) constituiriam a primeira plataforma de entendimento no que concerne ao estabelecimento de protocolos de cooperação económica e financeira em sectores como o turismo. até 1992. Se as relações diplomáticas com os países onde os processos de independência foram pacíficos decorreram imediatamente com toda a normalidade. outra forte corrente de opinião defendia que Portugal também não podia deixar de assumir a sua tradicional vocação atlântica e privilegiar o seu relacionamento com a comunidade lusófona recém-independente. tanto mais que esta força político-militar se identificava com a ideologia comunista. já com os países onde decorriam conflitos militares o relacionamento só veio a normalizar-se após a pacificação dos territórios. os cimentos. Tratava-se de movimentos com diferentes opções ideológicas e representativos de etnias rivais dominantes na população angolana. integrar-se na Comunidade Europeia. Num primeiro momento. A vertente económica interessava aos países africanos. No final. em que os três movimentos aceitaram um processo pacífico e democrático. Até porque também interessava às novas estruturas do poder democrático mostrar à comunidade internacional que não restavam quaisquer dúvidas sobre o carácter anticolonial do novo regime e responder imediatamente à vontade nacional de ver resolvido o problema da guerra. político e diplomático. iniciam um processo de integração forçada que passou pela violação dos mais elementares direitos humanos. Só em 2002. Portugal privilegiou a sua integração europeia e. que devia. não restava outra alternativa aos governantes portugueses que não fosse o arranque imediato das negociações com os movimentos de libertação mais representativos das populações coloniais. no âmbito da renovação do Acordo das Lages de 1979 e 1983. no momento da celebração da cerimónia de adesão. a energia.a Fase CPEN-HA12©Porto Editora faseada pela sua morosidade. No âmbito da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa). Noutro momento do relacionamento privilegiado com os países de língua portuguesa. a ombrear orgulhosamente com as mais sólidas e poderosas democracias europeias e mundiais. Imediatamente. altura em que a paz foi aceite por ambas as forças. pacífica ou problemática. cultural e política. é que o conflito chegou a uma solução definitiva. No primeiro caso. Os dados do documento 5 vêm confirmar os efeitos positivos dos programas de apoio à modernização económica do país. um novo protocolo passa a integrar também o Brasil. onde nem havia guerra. um ano depois. da ciência e da técnica. particularmente em Angola e Moçambique. em inícios de 1975. a FNLA. e. tomou conta do poder pela força. Tomé e Príncipe também foi fácil. ainda em 1974. Perante a resistência dos nacionalistas as forças ocupantes. a banca e o desenvolvimento de infra-estruturas. o desenvolvimento das suas relações históricas com o Atlântico e com as comunidades lusófonas. e interessava à antiga potência administratante empenhada em internacionalizar a sua economia e afirmar-se como parceiro privilegiado na intermediação das relações da União Europeia com os países lusófonos. um movimento identificado com o comunismo internacional. O relacionamento com a América Latina mereceu também uma atenção privilegiada no âmbito das relações históricas com a Espanha. o MPLA e a UNITA. pelo Acordo de Lusaca. num quadro de estabelecimento de relações institucionais assentes na lusofonia. dos poderes em todas as antigas colónias. Todavia. expressas no documento 2. para beneficiar plenamente dos programas de modernização do sector produtivo e das comunicações proporcionados às regiões periféricas em que se incluía. O processo de S. portanto. Interessava também consolidar a democracia triunfante em 1975 e confirmada em 1976. paralelamente à cooperação económica. Perante as hesitações do Governo português em entregar o poder às forças representativas do povo maubere. com a morte do dirigente da UNITA. num plano bilateral. nada se confirmou no terreno. as telecomunicações. linguístico. As relações com as ex-colónias acabaram por se normalizar. tendo em vista o potencial da comunidade em matéria de relações internacionais. a Indonésia invadiu o território que integrou na sua soberania. como preconiza Giulio Andreoti. reforça a sua presença na NATO e renova o seu empenhamento nos compromissos que a guerra colonial tinha obrigado a abandonar desde os anos 60. porque surgiu um movimento a contestar o reconhecimento da FRELIMO. Os processos de Moçambique e de Angola foram mais complicados. um movimento não-militar organizado no exílio. a Organização dos Estados-Americanos. de pleno direito. numa demonstração de que o processo de independência era extensível a todas as parcelas do império e não apenas àquelas onde havia guerra. com a entrega do poder. a FRETILIN. superados todos os traumas da descolonização. enquanto potência administrante. carentes de investimentos externos. ao MLSTP. em Maio de 2002. em Junho de 1985. O processo da independência de Timor revestiu-se também de aspectos trágicos. Portugal.° 7/74 que podemos ver na gravura do documento 1. Portugal confirma e estreita as suas relações diplomáticas com os EUA. Assim. da saúde e do combate à pobreza. logo em 1974. . e o reconhecimento da independência de Cabo Verde. na Guiné-Bissau. O processo de Angola foi ainda mais complicado porque o Governo português teve de negociar com três movimentos com legitimidade reconhecida. Depois de assinado o Acordo de Alvor. os tempos subsequentes às declarações de independência não favorecerem o estabelecimento de relações francas e abertas entre Portugal e as suas ex-colónias. Com efeito. um mercado próximo e em grande desenvolvimento. Foi a RENAMO que se organizou como movimento de resistência armada e se envolveu em guerra aberta com a FRELIMO. em consequência da assinatura do Acordo de Argel. como único representante legítimo do povo moçambicano. no sentido de aproveitar as potencialidades oferecidas por aquele imenso mercado consumidor. iniciou um processo diplomático de contestação da ocupação que obteve êxito em finais de 1999 e terminou com a independência de Timor-Leste. é confirmada a cooperação a nível económico. estabelecendo-se sólidos e profícuos laços de cooperação económica. como o evidencia a manifestação de apoio à Lei n. Interessava também intensificar as relações com o Brasil. como se pode depreender da opinião de Mário Soares e de Sousa Franco. É. Portugal concede também amplos apoios no âmbito da educação e da cultura. a que acima fizemos referência.Exame Nacional 2006 – 2. passados os tempos conturbados do processo revolucionário e concluídos os processos de transferência. uma alternativa que conjuga as duas anteriormente referidas.