Motores de Combustão Interna

ã São máquinas térmicas nas quais a energia química dos combustíveis se

transforma em trabalho mecânico.
ã Podem ser classificadas em: ã Quanto a propriedade do gás na admissão: ã ar (Diesel) ã mistura ar+combustível (Otto) ã Quanto à ignição: ã por centelha (ICE) ã por compressão (ICO) ã Quanto ao movimento do pistão: ã alternativo (Otto, Diesel) ã rotativo (Wankel, Quasiturbine) ã Quanto ao ciclo de trabalho: ã 2 tempos ã 4 tempos ã Quanto ao número de cilindros: ã monocilíndricos ã policilíndricos ã Quanto à disposição dos cilindros: ã em linha ã em V ã Quanto à utilização: ã estacionários: geradores, máq. de solda, bombas; ã industriais: tratores, guindastes, compressores de ar; ã veiculares: caminhões e ônibus; ã marítimos: barcos e máquinas de uso naval. ã opostos (boxer) ã em estrela (radial)

Motores de Combustão Interna
Vantagens:
arranque rápido Ÿ trabalho em rotações baixas Ÿ portabilidade Ÿ fácil manutenção
Ÿ Ÿ

Desvantagens:
limitação de potência Ÿ não utilização de combustíveis sólidos Ÿ peso elevado p/ potência Ÿ elevado número de peças Ÿ baixa eficiência

Definições
Ponto morto Superior (PMS) e o Ponto Morto Inferior (PMI): posições em que o êmbolo muda de sentido de movimento, passando pelo seu máximo ou mínimo.

Figura : Curso de um pistão, de acordo com o P.M.S. e o P.M.I. Cilindrada: é o volume total deslocado pelo pistão entre o P.M.I. e o P.M.S., multiplicado pelo número de cilindros, em cm3: C= [(πD2/4)].curso .N cil. (cm3) π (ver exemplo)

ã A detonação também é conhecida como “batida de pino” ã Um combustível de octanagem “n” se comporta como uma mistura de n% de isoctano e (100-n)% de n-heptano ã Por convecção: isoctano puro tem octanagem 100 n-heptano puro tem octanagem zero ã No Brasil. ã Taxa de compressão (Relação): relação matemática que indica quantas vezes a mistura ar/combustível. ã Comparação entre as propriedades do etanol e da gasolina (ver tabela na apostila). explodirá. ou ao seu redor. desenho dos dutos. o volume aspirado para o cilindro foi comprimido 8 vezes antes que a centelha fosse disparada. É nele que a mistura ar+combustível do motor a gasolina será comprimida e. influenciam diretamente em sua eficiência: posição das válvulas. ã Todos os componentes que atuam em sua formação.S.Motores de Combustão Interna Câmara de compressão ou de combustão. ã A câmara pode estar inserida no cabeçote ou na cabeça dos pistões ã Seu volume define a taxa de compressão do motor: quanto < volume.. ã Quanto maior a taxa de compressão. ã Termodinamicamente. > será essa relação e melhor será o rendimento do motor.M. a taxa de compressão é diretamente responsável pelo rendimento térmico do motor. volume morto: é o espaço livre que fica acima do pistão quando este se encontra no P. com a faísca. ã Para um motor a gasolina com taxa de compressão 8:1. melhor o aproveitamento energético do motor. ou a sua capacidade de resistir às exigências do motor sem entrar em auto-ignição antes do movimento programado. as gasolinas comum e comum-aditivada têm octanagem 86 e a gasolina Premium possui maior octanagem. etc. . ou simplesmente o ar aspirado (Diesel) para dentro dos cilindros pelo pistão é comprimido dentro da câmara de combustão antes do início da queima. ã Octanagem: é a capacidade da gasolina resistir à detonação. expandindo os gases que movimentarão o pistão. 91.

geram a mesma potência consumindo menos combustível. ã Causa perda de potência com risco de superaquecimento ainda maior. ã Limitações: dificuldade de minúsculas câmaras de combustão propriedades do combustível TC=(cilindrada do motor + vol. ã Vela com grau térmico muito alto para a situação requerida pelo motor pode também ser o motivo da auto-ignição. da câmara de combustão)/vol. ã Pontos quentes no interior da câmara podem fazer o papel da vela de ignição. . ã Por isso os motores a Diesel consomem menos que os similares a gasolina: com taxas de compressão altíssimas (17:1 nos turbodiesel e 22:1 nos diesel aspirados).Motores de Combustão Interna Figura : Representação esquemática da taxa de compressão. ã Pode levar à destruição da câmara de combustão e furos na cabeça dos pistões ou mesmo sua fusão com o cilindro. da câmara de combustão TC= (V+v)/v (ver exemplo) ã Auto-ignição: Pode ocorrer devido a altas temperaturas na câmara de combustão ou octanagem incorreta do combustível para a taxa de compressão do motor.

consumindo trabalho. ã Efeitos idênticos ao de motor com ponto de ignição muito adiantado.Motores de Combustão Interna Figura : Peças danificadas por pré-ignição. Outras definições e Nomenclatura: na apostila Princípio de funcionamento dos motores alternativos Para qualquer motor alternativo: ã introduz-se o combustível no cilindro. ã comprime-se o combustível. ã expansão dos gases resultantes da combustão. gerando trabalho. ã queima-se o combustível. este ciclo pode completar-se de 2 maneiras: ã ciclo de trabalho a 4 tempos ã ciclo de trabalho a 2 tempos . ã exaustão dos gases Nos motores a pistão. ã Geralmente o maior responsável pela auto-ignição é a carbonização da cabeça dos pistões e das câmaras de combustão.

Figura : Motor alternativo ciclo Otto de 4 tempos. ou seja. ã há um curso motor para cada volta do virabrequim.Motores de Combustão Interna Motor a 4 tempos: ã o ciclo se completa a cada 4 cursos do êmbolo. os outros 3 tempos são passivos absorvem energia.. ã motores normalmente sem válvulas. ã cárter tem dimensões reduzidas e recebe a mistura ar/combustível e o óleo de lubrificação Figura : Motor alternativo de 2 tempos. ã Durante os 4 tempos (2 rotações). . 4 cursos do pistão. Motor a 2 tempos ã combinam em 2 cursos do êmbolo as funções dos motores de 4 tempos. ã um ciclo de trabalho estende-se por 2 rotações da árvore de manivelas. transmitiu-se trabalho ao pistão só uma vez.

volantes. com redução dos problemas de compensação de forças e momentos e vibrações. ao mesmo tempo. um rotor + ou .000 rpm atual Õ em torno de 4. ç Uma mistura injetada numa das câmaras. ç Dentro dela. de 2 partes rotativas.000 rpm ã problemas de vedação entre o pistão e o cilindro.Motores de Combustão Interna Motor Wankel Vantagens: ã eliminação do sistema biela-manivela. árvore com excêntrico. será comprimida na redução subseqüente de volume. ã problemas de lubrificação.triangular (pistão) gira excentricamente com relação ao virabrequim ou eixo principal do motor ç As formas destes elementos são tais que enquanto os cantos do pistão estão sempre eqüidistantes das paredes da câmara (formando inclusive uma vedação). sanados . ç O ciclo clássico de 4 tempos é reproduzido e as 3 fases do rotor estão em 3 fases diferentes do ciclo. ã maior concentração de potência Õ menor volume e peso. eles sucessivamente aumentam e diminuem o espaço entre os lados convexos do triângulo (rotor) e as paredes da câmara. enquanto o rotor gira. ç O motor consta de apenas 1 cilindro. ã menor número de peças móveis Õ construção + simples e menor custo. ç Consiste essencialmente em uma câmara cujo formato interno se aproxima da forma de um 8. Problemas: ã alta rotação: 1ª versão Õ 17. quando está aumentando de tamanho. massas de compensação e o pistão rotativo.

ã motor rotativo ainda em desenvolvimento no Canadá. por isso oferece maior uniformidade de torque. ã um motor normal. e mesmo assim. . ã sem virabrequim : eliminação dos problemas de vibrações. Motor Quasiturbine ã Características: muita potência e menores vibração. dispensando o volante Õ peso. ã sem válvulas de admissão ou escapamento: número de peças móveis. ã torque quase constante Õ rapidez na aceleração. ã não necessita de um cárter de óleo Õ montagem em qualquer posição. de 4 tempos.Motores de Combustão Interna Figura : Esquema de funcionamento de motor Wankel. consumo e peso. ã O QT gera energia durante 328º. no máximo por 90 graus. ã no Wankel há 1 explosão a cada volta do eixo e no QT há 4. ã turbinas geram energia de forma contínua. gera energia apenas 1 vez a cada 2 rotações. sem interrupção (360º).

gasolina. ã emprego de combustíveis alternativos. ã centro vazio Õ pode-se acoplar um gerador elétrico Õ aplicações híbridas.000 rpm). Veículos híbridos ã Utiliza 2 fontes de energia para se movimentar: uma baseada em um motor elétrico e outra baseada em um motor térmico (turbina. devido a grande variedade de motores térmicos que se pode usar. ã diminuição das emissões.Motores de Combustão Interna Funcionamento: ã baixa rotação (5. Figura : Esquema de funcionamento do motor Quasiturbine. com motor térmico de eficiência. motor diesel. ar comprimido e pode ser usado como compressor. . ã quando alimentado por um compressor. duplicando sua potência. ã diminuição do consumo de até 50%. ã funciona a vapor. etc). ã pode usar vários tipos de combustível: do óleo Õ hidrogênio. ã motor elétrico menor. ã para uma mesma potência Õ 30% menos espaço que um motor a pistão. pode ser convertido de 4 para 2 tempos. ã Vantagens devido a origem elétrica do movimento ã frenagem regenerativa.

ã elétrons são canalizados e.Motores de Combustão Interna Célula de combustível Patente + viável foi depositada em 1998 pela Ballard Power Systems (canadense). Desafios: ã custo da membrana que permite a troca de elétrons (PEM). Figura: Seqüência de filtragem dos elétrons em uma célula combustível. ã a reformação do combustível deve ocorrer a temperaturas para otimizar o processo de obtenção de energia elétrica (atualmente Z 20ºC). Princípio: extrair as moléculas de hidrogênio dos combustíveis e canalizar somente os elétrons. metano ou diesel. Saindo do papel: ã A DAIMLER-CHRYSLER projetaram um veículo (Necar 5) capaz de rodar « 500 ou 600Km com 50 l de metanol armazenados num tanque comum da classe A. ã combustível é admitido na célula. acumulando elétrons. . ã esta descarga alimenta o(s) motor(es) do automóvel. álcool. que pretende por à venda em 2004. peso dos conjuntos propulsores. acumulados. ã A Ford apresentou uma versão para o Focus FCV. ã A empresa promete uma versão fuel cell para uso urbano em coletivos para 2004. provocam uma descarga elétrica. A PEM permite a passagem dos prótons. Na prática: ã carro é abastecido c/ gasolina. ã ã peso do veículo.

3ª fase: EXPANSÃO ISOTÉRMICA Durante a expansão isotérmica o cilindro exige aquecimento p/ tornar a temperatura constante. ã Pode ser descrito teoricamente da seguinte forma: 1ª fase: COMPRESSÃO ISOTÉRMICA Uma massa gasosa é introduzida no cilindro.Motores de Combustão Interna ã Ciclos de Potência Potê Ciclo de Carnot ã Não pode ser objeto de nenhuma realização prática. de modo que não haja troca de calor entre o gás e o cilindro. cessa-se o reaquecimento do cilindro para que essa fase se efetue sem troca de calor com o cilindro e que a massa gasosa retome o volume e a pressão originais. comprimida à temperatura constante. 4ª fase: EXPANSÃO ADIABÁTICA Continuando o repouso. 2ª fase: COMPRESSÃO ADIABÁTICA Interrompido o resfriamento do cilindro. esfriando o cilindro durante esta fase. continua-se a compressão rapidamente. . Figura : Diagrama p-v para um ciclo de potência de Carnot executado por um gás.

4ª fase: EXPANSÃO ISOCÓRICA A abertura do escapamento provoca uma baixa brutal de pressão.rVS(1-K) Ciclo Otto (volume constante) ã Considerando que o enchimento e o esvaziamento ocorrem com a pressão atmosférica. sendo TH = Temp. sem que o pistão tenha tempo de deslocar-se durante essa transformação de volume constante. da fonte fria em Kelvin Também pode ser expressa em função da pressão. 2ª fase: TRANSFORMAÇÃO ISOVOLUMÉTRICA Introduz-se uma fonte quente para elevar instantaneamente a pressão dos gases (faísca). da fonte quente em Kelvin TL = Temp. contudo insuficiente para provocar a inflamação. teremos: 1ª fase: COMPRESSÃO ADIABÁTICA A compressão adiabática leva os gases a uma certa temperatura. durante os processos isoentrópicos ηt = 1 . ou taxa de compressão. a massa gasosa distende-se de maneira adiabática. O fim dessa distensão corresponde a uma baixa sensível de pressão.(TL/TH).rPS(1-K)/K = 1 . . 3ª fase: EXPANSÃO ADIABÁTICA Terminada a inflamação.Motores de Combustão Interna O rendimento do ciclo de Carnot depende somente das temperaturas nas quais o calor é fornecido ou rejeitado: ηt = 1 . que leva o inferior do cilindro à pressão atmosférica para o pistão na posição de ponto morto (v = cte).

de ar/álcool (taxa de compressão ≈ 12:1) Ciclo 2 tempos. com 70-90% de potência a mais que um motor 4 tempos de mesma cilindrada. Ciclo Otto ã Segue os mesmos passos descritos anteriormente. feita no carburador ou pela injeção eletrônica.Motores de Combustão Interna Ciclo 4 tempos. Terminologia de Motores ã Para descrever o desempenho de motores alternativos a pistão usa-se como parâmetro a pressão média efetiva (pme). ã São mais poluentes por causa da queima de óleo lubrificante que é misturado ao combustível no cárter durante a pré-compressão. para os motores funcionando na mesma velocidade. mas no 1º tempo admite-se uma mistura ar/combustível ã A combustão é iniciada por uma centelha ã A mistura ar-combustível. ã Um estudo detalhado do desempenho de um motor de combustão interna alternativo levaria em conta muitos aspectos.de ar/gasolina (taxa de compressão ≈ 9:1) ã 9. a modelagem precisa desses motores normalmente envolve uma simulação computacional. ã Motores mais simples.0 : 1 . o de maior PME produziria maior trabalho líquido e.8 : 1 . é preparada nas seguintes proporções: ã 14. se atuasse no pistão durante o curso de potência. de deslocamento) ã Para 2 motores que apresentam o mesmo volume de deslocamento. PME = (trabalho líquido p/ um ciclo)/(vol. . maior potência. produziria o mesmo trabalho líquido que o realmente produzido em um ciclo. Ciclo Otto ã Utilizados principalmente em motocicletas. ã PME é a pressão constante teórica que. ã Devido a esta complexidade.

ã Além disso.Motores de Combustão Interna ã Uma simplificação considerável é necessária para conduzir análises termodinâmicas elementares de M. ã (2) o processo de combustão é substituído por uma transferência de calor de uma fonte externa. para uma análise de ar-padrão frio.C. ã Uma vez que o ciclo ar-padrão Otto é composto de processos internamente reversíveis. a análise de ar-padrão permite que os M. noções sobre o desempenho real podem ser obtidos. as áreas nos diagramas T-s e p-v podem ser interpretados como calor e trabalho.C . sejam examinados apenas qualitativamente. ã (3) não existem os processos de admissão e descarga como no motor real.I. Análise do ciclo ã O ciclo consiste de 2 processos nos quais há trabalho. respectivamente. mas não há trabalho (processos 2-3 e 4-1). ã (4) todos os processos são internamente reversíveis. Ciclo de Ar-Padrão Otto ã Trata-se de um ciclo ideal que considera a adição de calor ocorrendo instantaneamente enquanto o pistão encontra-se no ponto morto superior. . ã Um procedimento consiste em empregar uma análise de ar-padrão c/ os seguintes elementos: ã (1) uma quantidade fixa de ar modelado como gás ideal é o fluido de trabalho. ã Com a análise de ar-padrão evitamos lidar com a complexidade do processo de combustão e com a mudança de composição durante a combustão. mas não há transferência de calor (processos 1-2 e 3-4) e em 2 processos nos quais há transferência de calor. ã Devido a todas essas simplificações. os calores específicos são considerados constantes nos seus valores para temperatura ambiente. ã Ainda assim.I..

temos: W12/m=u2-u1. r = taxa de compressão . temos: vr2=vr1(V2/V1) = vr1/r vr4=vr3(V4/V3) = r vr3 como V 3 = V2 e V4 = V 1 => r = (V1 / V2) = (V4 / V3) ã O parâmetro vr é tabelado versus a temperatura p/ o ar nas tabelas A-22 onde. ã Para os processos isentrópicos 1-2 e 3-4. W34/m=u3-u4 Q41/m=u4-u1 ou O trabalho líquido do ciclo é expresso por: Wciclo/m = W34/m-W12/m = (u3-u4)-(u2-u1) Wciclo/m = Q23/m-Q41/m = (u3-u2)-(u4-u1) ã A eficiência térmica é a razão entre o trabalho líquido do ciclo e o calor adicionado: η= [(u3-u2)-(u4-u1)]/(u3-u2) = 1 .[(u4-u1) / (u3-u2)] ã Usando dados da tabela de ar. os valores das energias internas específicas podem ser obtidos da tabela A-22 ou A-22E. Q23/m=u3-u1. ã Simplificando o balanço de energia do sistema fechado através da consideração de que as variações de energia cinética e potencial podem ser ignoradas.Motores de Combustão Interna Figura : Diagramas p-v e T-s do ciclo de ar-padrão Otto.

4. : η = 1 . o ciclo muda de 1-2-3-4-1 para 1-2’-3’-4-1. T4 / T1 = T3 / T2 K=constante Figura : Eficiência térmica de um ciclo ar-padrão frio Otto. ã A eficiência térmica do ciclo ar-padrão frio Otto é apenas uma função da taxa de compressão. η = 1-( 1/rK-1 ). K=cte. Para a taxa de compressão em uma base de ar-padrão frio.T1 / T2 já que : ou ainda. ã Aumentando a taxa de compressão.(T1/T2)[(T4 / T1)-1/(T3 / T2)-1] η = 1 . . considerando Cy=cte. logo.T1)/ Cy (T3 .Motores de Combustão Interna ã para a análise do ciclo ar-padrão frio.T2)] η = 1 . pode-se concluir que a eficiência térmica do ciclo Otto aumenta de acordo com o aumento da taxa de compressão.[Cy (T4 . com aumento da temperatura média de calor fornecido no último ciclo. com maior eficiência térmica. com k =1. podem ser utilizadas as expressões seguintes para os processos isentrópicos: T2 / T1=(V1 / V2)K-1 = rK-1 T4 / T3 =(V3 / V4)K-1 = 1 / rK-1 Efeito da taxa de compressão no Desempenho ã No diagrama.

sistema de lubrificação semelhante aos motores de 4 tempos.Motores de Combustão Interna Ciclo Diesel ã 1ª fase: compressão adiabática ã 2ª fase: compressão isobárica (P=cte) ã 3ª fase: expansão adiabática ã 4ª fase: baixa de pressão ã Este ciclo aplica-se a motores lentos. .[TA(TD/TA-1)]/[kTB(TC/TB-1)] ã A razão de compressão isentrópica é > razão de expansão isentrópica. ciclo Diesel ã não trabalha com pré-compressão no cárter ã carregamento forçado: compressor volumétrico ou ventoinha. ηT = 1 . Ciclo 2 tempos. ã Características principais: ã motor aspira e comprime apenas ar ã um sistema de injeção dosa.TB)] = 1 . distribui e pulveriza o combustível em direção dos cilindros. ã Engenheiros o substituíram por um motor de ciclo misto: Diesel + Otto. ã Dificilmente realizável em motores de regime elevado: carros leves e veículos industriais. que inflama-se ao entrar em contato com o ar fortemente aquecido pela compressão.(QL/ QH) = 1 .[Cy (TD-TA)]/[CP (TC .

. Ciclo Misto: ã Aplica-se aos motores Diesel modernos ã No ciclo misto teórico o enchimento e o escapamento efetuam-se à pressão atmosférica AB Õ compressão adiabática BC Õ combustão isovolumétrica (isocórica) CD Õ expansão isobárica DE Õ expansão adiabática EA Õ queda rápida na pressão Ar-Padrão Diesel Figura : Diagramas p-v e T-s do ciclo de ar-padrão Diesel.Motores de Combustão Interna Figura : Esquema de funcionamento de motor Diesel de 2 tempos.

pV2) Q23/m = h3 .V2) = (u3 + pV3) .dV = p (V 2 2 3 3 -V2) Q23 -W23 = m(u3 -u2) ã Substituindo uma equação na outra: Q23/m = (u3 .I.h2 ã O calor rejeitado é dado por: Q41/m = u4 .M. para o P. Análise do Ciclo: ã O processo 2-3 envolve tanto trabalho quanto calor: W23/m = € p.Motores de Combustão Interna ã Observando os diagramas anteriores ã 1-2: compressão isentrópica: o calor não é transferido ao fluido de trabalho a volume constante. ã 4-1: rejeição do calor do ar quando o pistão no P.u2) + p(V3 .s 2-3-a-b-2: calor fornecido por unidade de massa 1-4-a-b-1: calor rejeitado por unidade de massa ãNo diagrama p-v: 1-2-a-b-1: trabalho fornecido por unidade de massa durante o processo 2-3-4-b-a-2: trabalho executado por unidade de massa conforme o pistão se move do P. que é igual ao calor líquido absorvido.M. ã No diagrama T. ã 2-3: constitui a 1ª parte do ciclo de potência.h2)] .u1)/(h3 .(u2 . ã A área de cada figura é o trabalho líquido obtido.[(Q41/m)/(Q23/m)] = 1 .M.u1 ã A eficiência térmica é a razão entre o trabalho líquido do ciclo e o calor adicionado: η = (Wciclo/m)/(Q23/m) = 1 .S. ã 3-4: expansão isentrópica.[(u4 .I.

T2 = rC T2 onde: rC = V3 / V2 = razão de corte ã Como V4 = V1. a razão volumétrica para o processo isentrópico 3-4 pode ser expressa como: V4 / V3 = (V4 / V2). comparada ao ciclo Otto. usa-se a equação de estado de gás ideal.(V2 / V3) = r/ rC onde r = taxa de compressão ã Usando vr3 e T3. vr1 ã Para encontrar T3. k = 1. vr3 ã Para a análise de ar-padrão frio: T2 / T1=(V1 / V2)K-1 = rK-1 T4 / T3=(V3 / V4)K-1 = (rc/r) K-1 Efeito da taxa de compressão: ã A eficiência térmica do ciclo Diesel aumenta com o aumento da taxa de compressão: ã O gráfico a seguir exibe uma comparação entre as eficiências térmicas para os ciclos Diesel e Otto. Figura : Eficiência térmica do ciclo de ar-padrão frio Diesel.Motores de Combustão Interna ã Para uma temperatura T1 e taxa de compressão r. uma vez que vr4 seja determinado da relação isentrópica: vr4 = (V4/ V3). K = constante. vr3 = (r/rc). a temperatura T4 pode ser achada por interpolação. considerando p2=p3: T3 = (V3 / V2). . vr1 = (1/ r). a temperatura no estado 2 é dada por: vr2 = (V2/ V1).(V2 / V3) = (V1 / V2).4.

Motores de Combustão Interna Ciclo Ar-Padrão Dual ã Diagramas p-v de MCI reais não são bem descritos pelos ciclos Otto e Diesel. onde não há trabalho. mas somente adição de calor a volume constante: Q23/m = h3 . Análise do ciclo ã Como é composto pelo menos de processos que nos ciclos Otto e Diesel.u1 ã Para o processo 2 Õ 3. equivalente ao ciclo Otto. como nos ciclos Otto e Diesel ã Processo 2 Õ 3: adição de calor a volume constante. ã Processo 3 Õ 4: adição de calor a pressão constante adição de calor primeira parte do ciclo de potência ã Processo 4 Õ 5: expansão isentrópica ã Processo 5 Õ 1: rejeição de calor a volume constante. ã Processo 1 Õ 2: compressão isentrópica.h2 . ã Um ciclo que pode representar melhor as variações de pressão é o ciclo ar-padrão dual. como nos ciclos Otto e Diesel Figura : Diagramas p-v e T-s do ciclo de ar-padrão dual. pode-se escrever as expressões apropriadas para trabalho e transferência de calor com base nos desenvolvimentos anteriores ã Logo no processo 1 Õ 2 não há transferência de calor e o trabalho é: W12/m = u2 .

(u5 . no processo 5-1 de rejeição de calor a volume constante. não há transferência alguma de calor e o trabalho é: W45/m = u4 .[(Q51/m)/(Q23/m + Q34/m)] η = 1 . com trabalho e adição de calor.u5 ã Finalmente.Motores de Combustão Interna ã No trecho com adição de calor à pressão constante. mas nenhum trabalho: Q51 = u5 . ou seja. que envolve transferência de calor.u3 ã Durante o processo 4-5.u1)/[(u3-u2) + (h4-h3)] .v3) e Q34/m = u4 . como acontece no ciclo Diesel: W34/m = p(v4 .u1 ã A eficiência térmica é a razão entre o trabalho líquido do ciclo e o calor total adicionado: η = (Wciclo/m)/[(Q23/m)+(Q34/m)] = 1 . de expansão isentrópica.

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