A Razão e o Razoável - Horkheimer e a Crítica ao Pragmatismo Rodrigo Duarte Depto.

de Filosofia da UFMG Desde meados dos anos trinta, a crítica ao Pragmatismo e a correntes filososóficas aparentadas desempenhou importante papel na obra de Max Horkheimer: no seu texto de 1937, Der neueste Angriff auf die Metaphysik1, ele se demora na análise das conseqüências filosóficas das posições centrais assumidas pelo Empirismo Lógico e no já clássico ensaio Traditionelle und kritische Theorie2, escrito no mesmo ano, a apresentação dos pressupostos fundamentais de sua Teoria Crítica é feita mediante seu confronto com uma concepção de positivismo cientificista, à qual não faltam semelhanças com a filosofia pragmatista. Também em sua obra escrita juntamente com Theodor Adorno, Dialektik der Aufklärung3, aparecem inúmeras referências críticas ao Pragmatismo, sem que, no entanto, sejam especificados nomes de autores clássicos pertencentes a essa corrente. O estágio mais amadurecido - e também mais específico - da crítica de Horkheimer ao pragmatismo encontra-se no ciclo de palestras, proferidas na Universidade de Columbia em 1944 e publicadas em 1947 sob o título de Eclipse of Reason4. Especialmente no texto intitulado “Means and Ends”, Horkheimer procura enfatizar a característica de nossa época como ápice no processo de esvaziamento da razão. A ponto de essa última não merecer do homem comum nem mesmo uma definição medianamente satisfatória, sob a alegação de ser um conceito auto-explicativo: “Se pressionado para uma resposta [à pergunta “o que é razão?”/rd], o homem médio dirá que coisas razoáveis são coisas que são obviamente úteis, e espera-se que todo homem razoável seja capaz de decidir o que é útil para ele” (ER3).

Max Horkheimer, Gesammelte Schriften Vol.4: Schriften 1936-1941. Frankfurt (M), Fischer Verlag, 1988. Pp. 108-61. 2 Idem, pp. 162-225. 3 Theodor W. Adorno, Gesammelte Schriften 3: Dialektik der Aufklärung. Frankfurt (M), Suhrkamp Verlag, 1981. 4 Continuum, New York, 1996. A partir daqui, essa obra será designada pela sigla “ER”, seguida pelo número da página.

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i. aponta. dependente da relação entre fins contingentes e meios ad hoc para o seu alcançamento por parte um indivíduo. Segundo Horkheimer. Um dado inarredável na compreensão desse universo de questões é o fato de que nunca terá havido uma razão objetiva que não tenha sido também mesmo que parcialmente .) Essa concepção de razão nunca eliminou a razão subjetiva. que ela finalmente renunciou até mesmo à tarefa de juízos amplos acerca das ações e modo de vida humanos” (ER 9). mais especificamente.está completamente desacreditada. na melhor das hipóteses.ideológica. mas também no mundo objetivo . por um lado. (... um modo de se referir a uma grave crise. do que aparentemente está em jogo. coincide com o momento histórico em que a concepção de uma “razão objetiva” . Esse é. Com a decadência da razão objetiva decai. em termos da história mundial. ou começa a negá-la como uma ilusão” (ER 7). limitada. “a razão foi tão completamente purgada de qualquer tendência ou preferência específicas. segundo Horkheimer. de uma racionalidade universal. diz Horkheimer.em relações entre seres humanos e classes sociais. falha e incompleta. da qual os critérios para todas as coisas e seres eram derivados (ER 4-5).razão existindo fora do intelecto individual como índice do grau de racionalidade da sociedade em questão . nas instituições sociais e na natureza e suas manifestações.e. Feliz ou infelizmente nunca tivemos um eldorado por cuja perda deveríamos até hoje chorar. restalhe a necessidade de apontar para o perigo de uma existência social para a qual não existam distinções muito claras entre o que é meio e o que é fim: um e outro podendo ser mutuamente intercambiáveis. Por muito tempo prevaleceu uma visão de razão diametralmente oposta. Nosso filósofo demonstra compreender o quanto essa noção de razão objetiva é mais facilmente compatível com formas sociais consideradas arcaicas do ponto de vista de nossa vivência histórica. falsa ou. o pensamento ou se torna incapaz de conceber de todo tal objetividade. na verdade. Por outro lado. Seu ponto é que a redução da racionalidade ao que ele denomina “razão subjetiva”. para algo muito mais grave.. em certo ponto. a uma crise da racionalidade: “a presente crise da razão consiste fundamentalmente no fato de que. a possibilidade de intuir no mundo exterior a existência de estruturas independentes do .Essa situação facilmente experienciável. “Mas agora”. mas a considerou somente como uma expressão parcial. Essa visão afirmava a existência da razão como uma força não apenas na mente individual.

que. foi tornado o único critério. Os conceitos foram reduzidos a sumários das características que vários espécimes têm em comum (ER 21). ER 18). por outro. pois essa se encontrou protegida.da maioria por uma minoria semiesclarecida. que. por um lado. um mal negócio para a religião como um todo. dele conservando a objetividade e a abrangência. Se é verdade. o ramo da ciência-filosofia prossegue na sua tarefa calculante. Para Horkheimer esse recurso da razão objetiva é insubstituível: Seu [da razão objetiva/rd] ataque à mitologia é talvez mas sério do que aquele da razão subjetiva.intelecto cognoscente.pela “mitologia institucionalizada” da qual a religião é só um aspecto. possa denunciá-lo como embuste sob cuja máscara ocorre a exploração . Esse processo não ficou sem conseqüências no âmbito social. recalcando progressivamente a pergunta pelos fins e deixando. a tendência predominante foi uma espécie de esvaziamento do conteúdo de verdade da crença e uma redução do culto a um ritual empobrecido: “A neutralização da religião. a ambos (ER 12). reconhecendo. por outro.mais ambicioso e intransigente . dos ataques do outro modelo . Esse enfraquecimento do culto religioso sob os auspícios de uma razão em processo de se tornar totalmente subjetiva não terá sido.ainda que inconsciente . que uma facção importante do esclarecimento continuou a combater a religião em nome da liberdade de expressão e de pensamento (ER 17-8). Dessa forma.de racionalidade (cf. é inclinada a abandonar a luta com a religião e estabelecer dois diferentes ramos: um para ciência e filosofia. concebida por si mesma como abstrata e formalística. seu papel na dominação do homem e da natureza. . dessa forma. contradisse sua reivindicação total de que ela incorpora a verdade objetiva e também a enfraqueceu” (ER 17). Seu valor operacional. em que a idéia de uma racionalidade imanente ao arranjo sob o qual se dá a sociabilidade é substituída por uma concepção da razão como um instrumento para o equacionamento de problemas “práticos”: A razão fica completamente atrelada ao processo social. pelo entendimento racionante. desaparece também a oportunidade de instituição de um sucedâneo do mito. e outro para a mitologia institucionalizada. agora reduzida ao status de um bem cultural entre outros. que sua necessidade antropológica seja preenchida de modo não-racional aprioristica e apressadamente . segundo a visão de Horkheimer. com isso.

Eles não oferecem qualquer garantia contra a tirania. entretanto. por outro lado. se grupos econômicos poderosos consideram útil estabelecer uma ditadura e abolir o domínio da maioria. excluído de sua congênere objetiva: seu vislumbre de uma possível racionalidade intrínseca à praxis humana previne contra o flerte com qualquer forma de inumanidade que substitua a promessa de felicidade pelo aceno com maior produtividade ou eficiência. Essa posição fica resumida no trecho que se segue: Desprovido de sua fundação racional. sua idéia de que esse potencial relativismo da razão subjetiva está. i.. instituições baseadas na idéia de direitos humanos eram aceitas por muita gente como um bom instrumento para controlar o governo e manter a paz. a face lingüística do esvaziamento moral que vem no bojo da racionalidade instrumental. Isso não quer dizer. o princípio democrático torna-se exclusivamente dependente dos chamados interesses do povo.e. Segundo ele. é de No mencionado texto Der neueste Angriff auf die Metaphysik. esse último se valer da irracionalidade mítica para o alcançamento dos seus fins de dominação. e de. que a formalização da razão adere necessariamente as atitudes moralmente condenáveis.Um âmbito frontalmente atingido por esse processo de subjetivização da razão é a linguagem. dizer que “a declaração de que justiça e liberdade são melhores em si mesmas do que injustiça e opressão” (ER 24) é sem sentido porque não cientificamente verificável. nenhuma objeção fundada na razão pode se opor a sua ação (ER 28-9). a sentença puramente sem sentido. ter o pragmatismo certa afinidade eletiva com o liberalismo político5. A partir daí fica possível. por definição. Horkheimer procura deixar o mais clara possível. por um lado. entretanto. segundo Horkheimer. O ponto de Horkheimer. e esses são funções de forças econômicas ou cegas ou excessivamente conscientes. Esse é o motivo pelo qual a racionalidade subjetiva é a que melhor se coaduna com as investidas do totalitarismo. Ela também é instrumentalizada ao extremo de modo que “toda sentença que não é equivalente a uma operação nesse aparato [de produção da sociedade moderna/rd] aparece ao leigo tão desprovida de sentido quanto o é para o semântico contemporâneo. Mas se a situação muda. por exemplo. dirigentes fascistas perceberam isso melhor do que os ideólogos do pragamtismo: 5 . apesar de. por exemplo. o qual sustenta que a sentença puramente simbólica e operacional. Horkheimer chama a atenção para o fato de que a propalada afinidade do relativismo gnosiológico com as correntes liberais não corresponde à realidade. No período do sistema de livre mercado. Essa é. mas que “ela se presta tanto aos usos dos adversários quanto dos defensores dos valores tradicionalmente humanitários” (ER 25). faz sentido”(ER 22).

140 nota 37).ou no objeto belo em geral . não importando quão cruel e despótico. Nada muda nesse processo. é menos razoável do que outro” (ER 31). segundo o qual. pois essa já pressupõe ser útil àquele que trabalha a existência de uma válvula de escape às tensões e à estultice do cotidiano. a ponto de ir se tornando inconcebível fazer algo per se. E aqui. sem qualquer objetivo próximo a ser atingido. é também impossível dizer que um sistema econômico ou político. qualquer compreensão direta. estéticos lhe são subtraídos. mas se a formalização da razão progrediu suficientemente. e assim o próprio conceito de paisagem.ocorre uma exata dialética entre a inutilidade de algo e sua potencial utilidade. . há que se registrar o ataque da razão subjetiva à possibilidade de criação e contemplação da beleza no mundo contemporâneo.que o abandono do referencial de racionalidade tout court que só a perspectiva da razão objetiva pode oferecer. mais uma vez. faz com que a exterioridade dos meios em relação aos fins . Desde sempre ele se gabou de ter usado de relativismo no confronto com os socialistas e com outras vertentes políticas” (p.típica da razão subjetiva . o que pode ser obtido de modo mais eficaz pelo adestramento corporal das academias de ginásticas: Os filhos podem imitar o pai que é acostumado com longas caminhadas. eles considerarão ter cumprido seu dever para com seus corpos se eles passam por uma série de ginásticas sob o comando de uma voz de rádio. enquanto experienciada por um pedestre. resta apenas a necessidade de manter a aptidão para o trabalho. espontânea de sua função como “Mussolini conheceu melhor a situação. torna-se sem sentido e arbitrário (ER 37-8).seja transposta para o campo da moral e da política: “Desde que os fins não são mais determinados à luz da razão. na obra de arte . A respeito de uma obra de arte exemplar do passado como a sinfonia Eroica de Beethoven. Essa crítica ao extremo utilitarismo predominante no capitalismo tardio tem como base a adesão a um princípio “estético”. Nenhuma caminhada através da paisagem é mais necessária. O exemplo dado por Horkheimer diz respeito ao antigo prazer proporcionado por uma caminhada: se seus elementos. se certas atividades consideradas gratuitas possam ser incluídas sob a rubrica de “hobby”. por assim dizer. Horkheimer declara: “Não é deixada qualquer relação viva à obra em questão. No bojo desse processo há uma tendência ao predomínio absoluto da utilidade imediata de algo sobre todas as outras instâncias.

que por si só não apresentam qualquer novidade em relação a outros textos de Horkheimer e de seus companheiros do Instituto de Pesquisa Social. ser considerados verdadeiros sob o aspecto pragmático. compoem apenas o pano de fundo para a crítica ao pragmatismo propriamente dita. a despeito de sua insignificância gnosiológica. está-se facilitando tremendamente as coisas para as forças da opressão: . John Dewey e William James. é difícil entender que significado poderia ainda ser atribuído ao conceito de “objeto”. se se abre mão da possibilidade de a razão ir além do que é empiricamente dado. O problema. no seu afã de valorizar a predição de eventos. ele teria tentado reduzir todos os juízos àqueles que expressam um prognóstico. sendo que os alvos principais de Horkheimer são Charles Sanders Peirce. Para Horkheimer. sendo que na verdade. Dessa forma. a maioria dos juízos não comporta qualquer prognóstico no sentido estrito do termo. o caso geral é o “daqueles que podem ser verificados somente após terem sido formulados” (ER 44). O primeiro tópico da crítica horkheimeriana ao pragmatismo é que. conceitos metafísicos ou entidades religiosas poderiam até mesmo. é que. Como se poderia esperar. mesmo que isso nos leve a algo que é estranho ou pelo menos diferente da verdade em si mesma (ER 45). e também o próprio conceito de objeto repousa somente sobre “efeitos” sobre a ação do sujeito. a verdade não é para ser desejada por si mesma. na medida em que nos levassem a agir de forma adequada diante dos desafios da vida prática. segundo Horkheimer. Segundo Horkheimer. desde então tornou-se amplamente prevalente” (ER 43). mesmo que possam vir a ser confirmados por acontecimentos subseqüentes. a qual. justificou a substituição da lógica da verdade por aquela da probabilidade. mas na medida em que funcione melhor. desde seus primórdios. Se juízos verdadeiros acerca de objetos. qualquer experiência de sua totalidade como uma imagem daquilo que um dia foi chamado de ‘verdade’” (ER 40).expressão. De acordo com o pragmatismo. Mas o núcleo do ataque ao pragmatismo delineia-se a partir da reflexão acerca do estatuto do objeto nos juízos. As idéias expostas acima. o pragmatismo é visto como a versão filosófica do predomínio da razão subjetiva sobre a objetiva: “O pragmatismo.

depende essencialmente de experimentação?” (ER 48). sua filosofia. à expressão usada por W. entretanto. que eles não representam “idéias distintas” ou verdade. James/rd] (ER 47). de fato.teria dificuldade de fazêlo sem invalidar tudo aquilo anteriormente por ele afirmado: “Como pessoa. como homem de gosto. pergunta Horkheimer: “Como é possível ao sujeito uma experimentação do critério de ‘ser concebível’ . Pois. E cada uma delas é atingida de modo diferenciado pelo processo de formalização da razão: enquanto o cientista e o artista teriam uma “independência” maior para se distanciar dos efeitos colaterais daquilo criado por eles mesmos. Além dessa objeção de ordem. o filósofo . sem sobra de dúvida essa objeção epistemológica só pode ser entendida dentro do âmbito mais amplo da crítica da racionalidade instrumental.enquanto tal . destrói qualquer outro princípio ao qual ele poderia apelar” (ER 51).i. Horkheimer apresenta uma outra. que é um tipo de circularidade entre o pressuposto pragmático de que só é concebível o que pode ser experimentado e a necessidade de uma experiência desse pressuposto.e. na qual estão inseridas não apenas a esfera da filosofia mas também aquelas da ciência e da arte. moral ao pragmatismo. como reformador social ou político. pode levar a concepções senão falsificadas. já que ele não fazem uma “diferença sensível para qualquer pessoa” [ref. Uma das idéias principais de Horkheimer no seu combate ao pragmatismo é de que outra das suposições fundamentais desse último. Diante disso. qualquer coisa que possa ser concebível . mas também com os assassinatos perpetrados atrás das fronteiras fechadas ou simplesmente na escuridão.Se o mundo alcançar um ponto em que ele cesse de se importar não apenas com essas entidades metafísicas. digamos. epistemológica. Diante da proposta de Dewey de que a salvação da humanidade estaria na concepção de um futuro que fosse a “projeção do que é desejável no . “a verdade pode resultar no oposto e transformarse em algo chocante para a humanidade em dado momento histórico” (ER 52). ele pode se opor às conseqüências práticas das suposições científicas. o que seria uma petitio principii. se qualquer conceito . alguém teria que concluir que os conceitos desses assassinatos não têm qualquer significado. artísticas ou religiosas do mundo tal qual é. a satisfação do sujeito como critério de “verdade” de algum ajuizamento. pelo menos insuficientes sobre aquilo que é verdadeiro. Mas.

Band 2: Das Apriori de Kommunikationsgemeinschaft. poder de descoberta e de estabelecimento de tipos novos de contéudo . Horkheimer quer dizer. 1993. 178-219). a se render e recair na razão objetiva e na mitologia (ER 54). do qual o pragmatismo é um dos mais avançados produtos filosóficos. por um lado. assim que se defronta com essa crise.uma recaída na razão objetiva no seu sentido mais crasso -.presente” (ER 53 .ela perde sua própria subjetividade” (ER 55). o qual deveria ser desenvolvido e aprofundado a fim se superar o imenso comprometimento ideológico do qual padece o pragmatismo na sua versão corrente. a meu ver. em segundo lugar. Mas num modo alternativo . apenas no grau de radicalidade do teor crítico de sua “Pragmática Transcendental”6 (mal do qual padece também a “Teoria da Ação Comunicativa” de Habermas). Com isso. Essa admissão marcaria justamente o início de uma análise filosófica crítica .citação de A Recovery of Philosophy). se essa projeção se referir às aspirações das pessoas em seu estado empírico. Horkheimer assevera que. falhando. Por outro lado. De certa forma. E o valor de pesquisas de opinião tipo “Gallup” seria totalmente questionável.vislumbrado pelo próprio Dewey -. na medida em que a transformação do intelecto num aparelho de registro de fatos dá cabo da subjetividade em nome da qual iniciou-se o processo de superação da vivência mítica: “A razão subjetiva perde toda espontaneidade. pode mesmo acabar engendrando o seu oposto . 157-77) e “Szientismus oder transzendentale Hermeneutik? Zur Frage nach dem Subjekt der Zeicheninterpretation in der Semiotik des Pragmatismus” (pp. a referida “projeção” poderia encerrar algo de muito mais essencialmente verdadeiro do que a concepção meramente factual: Ou. foi isso que fez Apel ao tentar incorporar certos ganhos da filosofia pragmatista numa concepção transcendental renovada pelo advento da filosofia analítica de extrato wittgensteiniano. não se saberá se os desejos são realmente seus. Ver especialmente: “Von Kant zu Peirce: Die semiotische Transformation der Transzendentalen Logik” (pp. “condicionadas por todo sistema social em que eles vivem”. 6 .de outro modo o pragmatismo está pronto. Dewey de certo modo concorda em aceitar certo tipo de diferença entre desejo subjetivo e desejabilidade objetiva. Transformation der Philosophie. Karl Otto Apel. que o processo de formalização da razão. Frankfurt (M). nosso filósofo chama a atenção para um potencial crítico inerente à idéia central do pragmatismo. Suhrkamp. produtividade.

Dispensável dizer que a rápida e enérgica expansão da influência do pragmatismo por todo o mundo contemporâneo vem se dando como um processo paralelo ao aprofundamento e consolidação do capitalismo em sua versão monopolista .Esse é o estofo legado por Horkheimer para nossa consideração e reflexão.fenômeno visível a olho nu sob o título de “globalização da economia”. Seria esse paralelismo mera coincidência? .