UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

Graças a estas pessoas tão especiais. .iii Aos nossos familiares e companheiros. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional. Agradecemos a todos de coração.

..........................................21 3.................... Premissas Básicas..................................10....................9............... Visão Geral de uma Política de Segurança...................................19 3.................................... Algoritmos Criptográficos............1........................................12.......3.....................1.....................9......................10.9........................................................................................ OBJETIVOS .....................................................49 3..31 3.................9.................. ARQUITETURA DE SEGURANÇA ................34 3............................. Auditoria ..............1.7...................22 3........................................41 3................1...................9.5...18 3.........1....................................................33 3.35 3................. MODELO DE SEGURANÇA ..26 3....42 3......19 3.......................39 3......49 ............2. VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS .............................29 3......................................................................9...9.... Algoritmos de Chave Assimétrica.... PROJETO DE SEGURANÇA .......12 2.....1.............4................ Flexibilidade .....31 3........ Criptografia Simétrica ........................................................10............9.....iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ....27 3......1.........................1................3........................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA...............6......................................................... PKI (Public Key Infrastructure) .......................9.....17 3............. Criptografia .........................9.......................................................................... Classificação das Informações ...2...............10....9.. INTRODUÇÃO ................... Riscos Externos .........................2....10......................................................2............8.................2.............10..............9........................ NORMA DE SEGURANÇA ...................29 3................. Riscos Internos .........1.......... Análise de Riscos ...............................9...........................1................6......9................... Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.................45 3.....47 3................................10.........1..................15 3...............................................45 3................1........10................................................................................36 3........48 3.17 3........................................2........................15 2......................................................................5........................................................................................................................................3.15 2................................................................................................ FERRAMENTAS DE SEGURANÇA ..............9...2..................6..................................17 3........................................................................................................................................... HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA .........................45 3...............10..........4... Identificação dos Recursos ..........5...................39 3....7..........10.............................46 3........................9. Plano de Contingência. Criptografia Assimétrica .............................................................. Considerações Importantes .30 3......................................46 3...................11..................................................................... IX 1....... Conteúdo Essencial........ Análise de Ameaças ......................................................... PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ... OBJETIVOS ESPECÍFICOS:............................................. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO..................................8................ FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA..........................................4..................... Principais Atores .................... Algoritmos de Chave Simétrica.....................VII LISTA DE TABELAS ...........20 3.............. OBJETIVO GERAL ....9..................................... PLANO DE SEGURANÇA ..

....................... Softwares de Prevenção...........................73 4....................69 4.10...............89 5..................2........................................4...........1....................73 4................ Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ..........81 5..................................1...............................................5......................7.................55 3..... RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) .............. Software de Identificação ......1 Plano de Ação para Emergências ...................6.....9............. Softwares de Detecção .........................4..............................................................95 5...9..........1............51 3..................1..............6................................1........... Biometria......................................................54 3. ANÁLISE DE RISCOS ....................................................................70 4................1........................ POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ................ Firewall...................58 3.....78 5...... PERFIL DO USUÁRIO ........................ Vulnerabilidades ........................72 4.................5... Departamento de Tributação...................................4................................................................................59 3................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS .......10.v 3................3......10........3..........................................................71 4...4.....3 Identificação de Ameaças e Contramedidas....... NORMAS DE SEGURANÇA ......97 ....60 3....................................................................1.............................................86 5...................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000...................................................................83 5.7.....................3.........................................62 3.......84 5......57 3..................... POLÍTICA DE SEGURANÇA....................86 5...... Requisitos Básicos de um Antivírus...........................54 3...................................... APLICABILIDADE ............10.......................................................................................10..................................68 4.......................71 4............................................3.............. Call Back...... Vulnerabilidades Internas......................1...................62 4...........8.......................................10.....53 3.................................................................94 5.............................. Departamento de Atendimento ao Contribuinte ................................................1.. Coordenação de Administração ..................................................... COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ...1......................... SANÇÕES ...........11......9..............73 4.............. Outras Vulnerabilidades ...4........................................ PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO ........... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações .....6....... IPSec.................9.............................................91 5........................................................................................ INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES .................1....................... RESPONSABILIDADE .................4....70 4............81 5................10.........4............ POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ...68 4....................1................................................. ORGANOGRAMA PADRÃO ..............3.... Token Card..................5.......................96 5...........4... Departamento de Arrecadação.................................. IDS (Intrusion Detection System ) ..... Coordenação de Informática ..................1........87 5. Backup.3...83 5.5......2.72 4..72 4..................................................2..........4.........................1.................... OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ................................2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade............1.....1..............4..5.... MATRIZ DE USO DE DADOS .............10..........53 3..........4.......................10...2.10..........................5.............95 5...........10.. VPN (Virtual Private Network)................. PLANO DE CONTINGÊNCIA ..............61 3................. Anti-Vírus.................................4.....7...........................1...........................9.............. Vulnerabilidades Externas.......................................................10.10....................................8...............10......4.............8...........1........................................................................85 5...........................10.........................2............................................94 5.........1.............................6....54 3.................................. Departamento de Fiscalização ...................................4............................1..............................85 5............94 5....4..................4.........................

...................................................................100 5........114 ANEXO II............................................................................10..99 5......102 5.9. Como Auditar............116 ........109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .................................................................. Recomendações ISO/IEC 17799:2000...................................... Quando Devem ser Feitas as Auditorias ....10...........115 ANEXO III ............................100 5......................3 Plano de Recuperação de Desastre ........ CONCLUSÃO...............................................................10....10.................................111 ANEXO I ... AUDITORIA ............3............................................................................................................2 Procedimento de Resposta Imediata...........103 5.....101 5.....................................................1.................................................4.......104 5............ Tipos de Auditoria Propostos ......2.................................................................9...........................106 6.............................................. Metodologia ...............................................5...................................................................10.........................................10..........................vi 5.....................................................

............................ 42 Figura 4 ..............................................................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:........... 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita............. 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000................................. ...... 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ..................................................Formação da Cultura de Segurança ................ ................... 27 Figura 3 ....................................... ........................................................ 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos...................................................................................... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo...................................................................... 108 .....Metodologia CobiT..............................................Estrutura Básica das Secretarias de Receita ............................ 64 Figura 7 ............................... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ................................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança......................................... 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita................................. 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT................... 78 Figura 13 ....................... 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha .

....................................................................................................................... 99 .................................................................................. 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas....viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ............................. 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças .....................................................................................................Matriz de Uso de dados ................................................. 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos .......... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças..............

IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC.

x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web . W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Shamir. Adleman Data Security Inc. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Adleman Rivest. Shamir.

. nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas.. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino . qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.” Fernando Néri Presidente da Módulo Security. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes ..xi Abril/2001 “. é atitude de um desequilibrado...” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério ........ “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “.

armazenar. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. previsto na Constituição. O Governo Federal. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. turma B. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. Paralelamente. comunicar e usar informações vitais. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. já que. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. sem computadores e redes de comunicação. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. em diversas oportunidades. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. A distribuição da massa informacional. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. é uma diretriz que se materializa gradativamente.12 1.

o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. Para oferecer suporte à decisão. . por fim. testes e análises. levando em consideração a missão geral. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. em seguida. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. compatível com as suas metas estratégicas. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. simulando invasões em vários pontos diferentes. as metas e os objetivos comerciais da empresa. Em um primeiro momento. Nos últimos anos. deram origem a vários produtos comerciais. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. orientado para gerenciamento. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. Média e Baixa. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. partindo. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. proteções e outras medidas de segurança. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente.

Apenas através da identificação. Como as organizações. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. . perceberam que se tornaram vulneráveis.14 Considerando a organização como um todo. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”. Para evitar que isto ocorra. tanto públicas quanto privadas.

OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. espionagem.1. autenticidade. vandalismo. OBJETIVOS 2. lógicos e pessoais. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. Cada vez mais estas organizações. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. confidencialidade. sabotagem. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . Desenvolver controles de segurança física. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder.2. 2. .15 2. lógica e pessoal. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. que garante o sigilo fiscal. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe).CTN. fogo e inundação. incluindo fraudes eletrônicas. Apresentar os riscos. Atualmente. apresentando controles físicos.

. Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma. Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação.

Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. (FRASER. PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade .17 3. .garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas. OPPENHEIMER.garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação.2. Disponibilidade .1. 3. além disso. 1999). Não repúdio . 1997. Integridade .garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000).garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema.garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. Conforme o caso. 3. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral.

3. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. Análise dos riscos de segurança. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. dos procedimentos de controle dos ambientes. O plano especifica o tempo. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. Web. quem terá acesso aos serviços. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. e Implementação. correio eletrônico e outros. 3. incidentes e contingências. segundo Oppenheimer (1999). como por exemplo. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. Desenvolvimento de um plano de segurança. Definição de uma norma de segurança. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. É muito importante que a administração corporativa . um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. quem terá acesso aos serviços. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. a descrição detalhada de sua implementação. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços.18 O projeto de segurança. FTP.

login. ou seja. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. The Site Security Handbook). as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. Da mesma forma que o plano. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. (RFC 2196. A norma de segurança informa aos usuários.5. ou seja. 3. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. executivos e pessoal técnico.19 apoie plenamente o plano de segurança. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. Pode-se definir ainda. gerentes. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. auditoria e configuração. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. 1999). compreendeu e concorda em cumprir as normas. 3. 1999). Uma vez desenvolvida.4. A norma de segurança é um documento vivo. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. a nível de descrição de execução de . entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. definem processos de configuração.

o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. Com base nessa arquitetura. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). 3. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. lógicos. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. impactos e custos ao qual ele está submetido. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. . Para tanto.20 ações. 2001). comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. baseado na arquitetura clienteservidor. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. administradores de redes e administradores de segurança. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. dados.6. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas.

e Obter a conscientização de usuários finais. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas.7. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. programas) confiar em um sistema. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. denomina-se modelo de segurança que. por exemplo. se corretamente implementado. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. antes de qualquer entidade (usuários. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. aplicação de rede. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. procedimentos e mecanismos de segurança. Para tanto. Possuir um modo consistente de gerenciamento. 3. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. Estar em conformidade com padrões infacto. Em um ambiente confiável. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. funcionários. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. .

Alemanha. requisitos de autenticação e os controles. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. países como Estados Unidos. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente. França.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. 3. proteção de dados e recursos.8. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. Holanda. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança.

e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. a disponibilidade e a legitimidade. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma.(ITSEC). A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. CTCPEC. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . a evidência escrita na forma de guias de usuário. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. sistemas distribuídos. lançado em junho de 1991. e outros. A norma canadense. bancos de dados. testes. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). cuja versão final saiu em 1985. a confidencialidade. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. conhecido como o Orange Book. 2 em janeiro de 1993. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. Alemanha. em quatro critérios: da garantia em TI. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. estes critérios são definidos como critérios .(TCSEC). elaborado pela França. 1 em dezembro de 1992 e vol. sistemas de rede. manuais. A canadense. a integridade. Vol. sistemas multi-processados. alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. subsistemas. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . Os sistemas de administração de redes. garantia e documentação. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. Este último descreve o tipo. última edição).23 Segurança para Tecnologia da Informação.

1. . os recursos e os usuários do ambiente. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação).24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. Em Janeiro de 1996. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. Reino Unido. França. a versão 2. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. a comunicação. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos.0) foi publicada em Janeiro de 1996. os Estados Unidos. Uma versão inicial (v. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. que combina os melhores aspectos de ambos. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. A arquitetura de segurança ISO estabelece. Alemanha. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation .

Fundado em maio de 1987. foi publicada em abril de 1999. Neste ínterim. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. O resultado final foi publicado. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. Em outubro de 2000. . A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. a primeira revisão do padrão. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. publicado em 1989. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. o PD 0003. a princípio. a BS7799:1999. Seguindo um período de mais consultas públicas. Uma segunda parte. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. bem como um esquema associado de avaliação e certificação. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. principalmente da Indústria Britânica. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”.

POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. Uma vez que a política é um estatuto.9.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. é . A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). equipe e gerentes. e qual o comprometimento da organização com a segurança. é necessário que a sua elaboração. A política deve especificar as metas de segurança da organização. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. Portanto. a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. conscientização sobre segurança para os funcionários. para que sejam adequados aos requisitos propostos. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). configurar e auditar sistemas computacionais e redes. 3. onde as responsabilidades recaem. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais.

ou controles. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. normas. tal qual numa hierarquia. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. A segurança não é um fim em si mesma. regras complementares. Cabe ressaltar que. Outros níveis podem existir.1.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma.9. mais detalhado e de caráter operacional será. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política.

. a maior perda ocorre com intrusos internos. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. Como por exemplo. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. confiança e outras medidas menos óbvias. para a maioria das organizações. do que se deve proteger. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. É preciso conhecer os riscos. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente. e como proteger. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. Embora isto possa parecer óbvio. reputação. saber quais as conseqüências da falta de segurança.

Documentação: administrativos. programas objeto. hardware. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. sistemas operacionais e programas de comunicação. linhas de comunicação. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las.9.2. mas.3. 1989). Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. armazenados on-line. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. programas. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. administradores e suporte de hardware. discos. . impressoras. alguns são negligenciados.29 riscos por nível de severidade. terminais. drives. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. computadores pessoais. logs de auditoria. Alguns são óbvios. boards. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. programas de diagnóstico. backups. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. arquivados off-line. e Materiais: papel. No entanto. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. procedimentos 3. fitas e mídia magnéticas. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. tais como informações proprietárias. bancos de dados e mídia de comunicação. sistemas. Dados: durante execução. servidores de terminais.9. utilitários. 3. estações de trabalho. formulários. teclados. sendo assim. Pessoas: usuários. • • • • • Software: programas fonte. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. local. roteadores.

3. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. pessoal operacional. impossibilidade de acesso à rede). Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. Descrever o programa geral de segurança da rede. chamado de Política de Segurança. Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). dados. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. não haveria segurança. mas mais seguro. o risco é superior ao benefício do mesmo. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). .30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida .4. Os objetivos. ambientes e pessoas. • Facilidade de uso versus segurança . torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. e facilidade de uso. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais.9.Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. e geradores de senha one-time). mas bastante mais seguro. e • Custo da segurança versus o risco da perda . isto é. desta forma.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. Para alguns serviços. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas. performance (tempo de cifragem e decifragem). necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas.

Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. Administrador de segurança do site. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. Suporte técnico. 3. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. e quem é afetado pelas orientações. quem detém privilégios e determina autorizações. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. informação de violação de segurança. . 3. quem as aprovou.9. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. no mínimo. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva. e Definir sanções e penalidades.6. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação.9.5. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais.

Possuir regras de uso aceitáveis. e não simplesmente welcome). Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. comunicação de dados. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). conexão de dispositivos a uma rede. entre outros. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. dentre outros. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. administradores e gerentes. logs de atividades. adição de novos softwares. • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. e Help-Desk. . Deve especificar a capacidade de auditoria. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. e acesso aos arquivos dos usuários. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. pessoal e gerentes.

através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. Uma política deve ser . e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo.9. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. pessoal e gerentes. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. Deve-se criar um documento que os usuários assinem.7. Uma vez estabelecida. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). devem manipular e acessar a tecnologia. 3. Esta é uma parte importante do processo. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. afirmando que leram. No mínimo. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada.

. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. Porém. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. se isto ocorrer. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. Por exemplo. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias. contratos . senhas.8. Um vez classificada a informação. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. 2000).9. 3. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. as conseqüências não serão críticas. em sistemas com um usuário root. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. isto é.34 largamente independente de hardware e software específicos. Por exemplo. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. balanços entre outros.

é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. Os riscos podem apenas ser reduzidos. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). levando em consideração justificativas de custos. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. Exemplo: Informações dos contribuintes. nível de proteção e facilidade de uso. 3. tais como ameaças. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. declarações de imposto de renda. já que é impossível eliminar todos. risco é uma combinação de componentes. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. Para tomar as devidas precauções. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total. .9. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido.9. Na verdade. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema.

Residem. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001. São entidades autônomas. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. ao contrário dos vírus. através de e-mails ou disquetes contaminados. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). a replicação ocorre através dos links de comunicação. algumas das quais os diferenciam dos vírus. assim como os vírus.1. • • • • Eles se replicam. encontrando e infectando outros programas e arquivos.9. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. Na mesma categoria dos vírus. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. estão os warms. . Para worms de rede. É ativado por uma ação externa. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa.36 3.9.

parece funcionar como o usuário esperava. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. danificando ou alterando informações por trás. autarquias fiscais. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. . interceptando e-mails e outros tipos de informações. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. bem como em roteadores ou gateways. mas possui efeitos escondidos. números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing .Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. Quando o programa é rodado. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. Entre as vítimas estão bancos.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. escolas. fazendo download para a sua própria máquina. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. mas na verdade está destruindo. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. Snoofing e Downloading . invasão de outros computadores ou até um terceiro. Geralmente são espalhados por e-mails. e outros tipos de bancos de dados. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. que são camuflados com esta finalidade Spoofing .

O sistema responde as mensagens. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. Muitas vezes o hacker. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Bombas Lógicas . Variando muito de organização para organização. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. . mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. e gostaria que a senha fosse trocada. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers. não dando lugar às conexões legítimas. consegue através deste telefonema. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. Claro que desta forma. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados.38 Interrupção Jamming ou Flooding. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores.

39 3. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. ou incêndios. lugar: Vírus de computador 2o. mas podem apagar arquivos importantes.9. estragar um computador pelo mal uso. lugar: Acesso interno não autorizado 5o. é necessário implementar defesas contra eles. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. e Inserindo dados incorretamente. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação.10. desastres naturais e pessoas. raios. Derrubando os sistemas. 3. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido.2. lugar: Roubos de notebooks 4o. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema.9. lugar: Penetração externa no sistema.2. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres. Contudo. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. . Destruindo os equipamentos ou instalações.

desastres naturais. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. invasão de hackers. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. erros do usuário. sabotagem. podendo ser acidental (falha de hardware. hardware ou informação. Ataque: ameaça concretizada. e Acesso e uso não autorizado . • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. Indisponibilidade de serviços de informática . . Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque.40 Segundo Claudia Dias (Dias. Violação de integridade . entre outros). Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. espionagem. podendo ser recurso físico.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. É o resultado da concretização de uma ameaça. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. software. Iindependentemente do tipo. erros de programação. bugs de software) ou deliberada (roubos.comprometimento da consistência de dados. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. fraude. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional.

pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos.9. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras.41 3. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. máquinas e ambiente que além de complexos. dando-lhe suporte na monitoração. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. interagem entre si. sistemas de aplicativos. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. . a integridade. O domínio é a metodologia empregada. a disponibilidade. como meio de desenvolver este conceito. tecnológicos. a efetividade. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. 2000). aumentado assim sua vulnerabilidade. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. a confidencialidade. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio.11. o recurso e a informação. no planejamento e organização. dados. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados.

Desastres técnicos (panes). ou de .42 Figura 3 . de continuidade do negócio. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento).Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. é geralmente chamado de desastre. x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. falha de hardware. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. Tais eventos podem ser uma queda de energia. z=Recursos de Tecnologia da Informação.12. t= Objetivo do negócio.9. y=Informação. Se um evento for muito destrutivo. incêndio ou tempestade. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. de continuidade das operações. De forma geral. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos).

que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. Deve haver uma cadeia de comando. ou seja. e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa.43 retomada do negócio). b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. e f) Testar e revisar a estratégia. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). e g) Ter flexibilidade. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. e) Implementar as estratégias de contingência. . c) Antecipar potenciais contingências ou desastres.

recuperação e retomada. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. e) Teste de atualização dos planos.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. quente. fria. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. Híbridas – Qualquer combinação acima. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. Retomada é o retorno às operações normais. Seja qual for o tipo de instalação. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. incluindo a gerência de crise.

ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. com a invenção do computador. 3.1. somente depois da Segunda Guerra Mundial.10. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). Criptografia A criptografia tem como objetivo. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. 3. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. Estes algoritmos. 3. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. autenticidade e integridade das informações. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original.10.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. quanto como uma unidade operacional. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos.10. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. proteger a confidencialidade.1.1. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. Contudo. Baseado na análise de risco. Estas chaves devem ser . chave única e chave pública e privada. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso.

. o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. e esta deve ser mantida em segredo. pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem.46 mantidas em segredo. Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado. 3. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves.10. Neste. chamado AES – Advanced Encryption Standard. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas.Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. um texto legível (informação aberta) – x .3. produzido por dois Belgas.10.2. entre duzentos. DES Triplo (Triple DES) . O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. o algoritmo de criptografia Rijndael. Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) .1. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . se for seguro. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x). também chamado de algoritmo de chave simétrica.O DES triplo é uma evolução do DES. sendo que das cinco finalistas foi escolhido. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. 3. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet.1.National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES. isto é.

Em softwares. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares.1. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos. 3. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. Pode ser usado como substituto do DES. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer). o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. cartões inteligentes.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. RC2 e RC4 . pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia. basicamente. softwares de computador e browsers. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991.4. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes.10. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. pois ambos são cifras de bloco. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave. as seguintes premissas: . Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público.

Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. . De pose da chave pública de B. de forma confiável. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. Quanto maior o número de bits das chaves. teoricamente. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). criado antes do RSA. maior a resistência do algoritmo contra ataques. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. cada um.10. de uma chave simétrica. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes. Se A deseja enviar a B. entre as partes envolvidas na comunicação. um par de chaves (pública e privada). e modificado posteriormente.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. 3. A criptografa a informação com essa chave e envia a B.5. maior o número de possíveis combinações e. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. Dessa forma a comunicação entre duas partes. como por exemplo A e B.1. ele solicita a chave pública de B. Por isso. algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. geralmente.

É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. etc. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. É considerado mais seguro que o MD5. 3. que é um aprimoramento do MD4. e o RSA. baseado na troca de chaves criptografadas. . A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes.49 RSA . Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.1. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico. procedência e conteúdo das informações. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m.2.6.) na Internet. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho. computador. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. porém tem uma performance em média 50% inferior. 3. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade.10. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para.10.10.2 – PKI). Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos. a partir de um texto legível de tamanho m..

br Figura 4 . CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www.df.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: .50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital.(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar.sef. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado. o qual possui o nome. Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card).(Registration Authorities . Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking.gov. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. RA . Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA . distribuir e revogar certificados digitais.Autoridade Registradora): Registra novos usuários. chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário. Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos.

Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000). uma combinação de elementos. menos confiável. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada. a qual é enviada. Uma empresa pode correr risco.10. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. caso apareça alguma atividade suspeita. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA. seja ela uma intranet ou internet. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. por exemplo.10. É na verdade. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. 3. impedindo acessos indevidos e ataques. . uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital).2. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança.51 Outro modo.3. 3. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa.1.

Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. . Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. por exemplo. Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. e Possíveis ataques em transferência de dados. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. estado do bit ACK no pacote TCP. Gateways a nível de aplicação. números de porta TCP origem e destino. os quais devem ser monitorados regularmente. e direção do fluxo de pacotes. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. números de porta UDP origem e destino. e Gateways a nível de circuito. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. De engenharia social.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. é proibido.

negando todas as outras. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. Mas são apenas uma parte da solução. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes.4. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. 3. incluindo pacote. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. assegurando integridade e disponibilidade das informações. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. Eles acompanham todos os processos do sistema.1. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança. conexão e informação de aplicação. 3. Apesar disso. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques.4. após a . Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy.10.10.

o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. 3.4. isto é. .4. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema.10. Uma vez localizado o vírus. 3.4. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. memória e interrupções do computador). Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. 3. tentando restaurar seu formato original. Depois disso.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais.10. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco. Se traços de contaminação forem detectados. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot.2. a área do disco será identificada e o usuário.3. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.4. comparar a imagem do disco original contra a atual. alertado.10.

Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. vírus de programa. renomeado ou aberto. através de links dedicados ou discados. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. applets Java. ZIP2EXE. FTP. As LANs podem. arquivo local de rede e executável. 3. . “Cavalos de Tróia”. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. copiado. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. RAR e CAB. controles Active X. por outro programa. Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. VB Script e outros códigos). vírus polimorfos. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada.5.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. para os formatos PKZIP. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. movido.10. no mínimo. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. ZIP. excluir. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. ARJ. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado.

toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. . como um datagrama IP normal. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais.56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. A estação remota disca para o provedor de acesso. ATM ou X. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). sendo que o primeiro é o mais usado. por exemplo. Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. Depois. o pacote criptografado é roteado e enviado via internet.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). Adicionalmente.

o IPSec criptografa o pacote IP. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. e Manter estes requisitos durante a conversação. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. confiabilidade e confidencialidade. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). Como resposta a isto. . algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. De forma geral. este deve ser autenticado. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica.10. para garantir a segurança.5. Como parte final da operação. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. Toda a comunicação LAN. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. Troca de chaves de um modo eficiente. Desta forma. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN.1. a nível de camada de aplicação. IPSec O problema das soluções de segurança. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite). O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação.57 3. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec.

é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. servem para desestimular futuros ataques. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. . é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. como também uma perigosa falsa sensação de segurança.10. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque.6. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). Para que o IDS seja útil. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. Desta forma.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. e até certo ponto. 3. Independente do tipo. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. Ao fornecer informações ao administrador do site.

3. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias.7. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. Infelizmente. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. (ISO/IEC 17799:2000). Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. ópticos e outros. sempre que possível. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação.10. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal.

deve informar as suas credencias (nome. sobre o protocolo PPP. . As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. as quais são analisadas pelo RADIUS. senha. ao conectar-se a um servidor RAS.10. Este desafio consiste em criar um Message Digest. Neste caso é enviado pela rede um desafio. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. e outras quando necessário).o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. 3. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação.8. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido. Neste caso. Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . como o PAP e o CHAP.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS).

porém. Quando ocorre o acerto. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. voz. ou seja. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. Exemplificando. rápido e economicamente viável. restando ao sistema . Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. o falso-positivo e o falso-negativo. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana.61 3. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. especializado na captura de digitais humanas. Por fim. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. A impressão digital. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. retina. No entanto. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. O primeiro aplica-se às senhas. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo.10. íris. neste caso temos uma identificação com sucesso. geometria da mão. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N.9.

É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. O mesmo. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. íris. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. voz.10.11. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. Desta forma. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. Exemplificando. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. etc.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão.10. 3. com a identificação do ponto discado. O método de reconhecimento 1:N. e Autenticação por sincronismo. . Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. No procedimento call back. 3. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos.10. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto.

funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. . que aparece em sua tela.63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. resumidamente. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. Este método. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. denominado desafio. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. e O usuário então insere este número em seu token card. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório.

para providenciar suas credenciais de autenticação. Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito. .64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo.

800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. e . impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento.500 sites na Internet. Segundo a Network Associates. criatividade e flexibilidade. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. A busca da mais ampla capilaridade. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). além de aproximadamente 50 publicações especializadas. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. O surgimento dos hackers tem assustado. Tratando das organizações governamentais brasileiras. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. Contudo. por quase todas as unidades da federação. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”.65 4. segundo dados de pesquisas do Gartner Group.

Desenvolvimento de uma cultura de segurança. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. . Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. moeda eletrônica. No âmbito de qualquer organização. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. Dessa forma. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. metodologias e instrumentos. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. e direitos autorais sobre multimídias. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas. por meio do contato direto com o cidadão. marcas e nomes de domínio na Internet. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. segurança não é simples proteção. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. A adoção de políticas de segurança. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. cyber-crimes. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza.

Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. a falsificação de documentos em meio eletrônico.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal.º 9. a cópia não autorizada de programas. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . no espaço virtual da Internet. a extrema dispersão territorial. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas.296/96 da CF).069/91 da CF) e a interceptação telemática. conhecida como “grampo” (Lei n.º 7. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos).º 8. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária. Entretanto. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. a obtenção de segredos. por exemplo. a velocidade e facilidade de movimentação. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. são características que dificultam a investigação convencional. O anonimato. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. Além desses. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos. a espionagem e a violação de bancos de dados. Por outro lado.716/96 da Constituição Federal –CF). porque têm lugar. a pornografia infantil (objeto da Lei n. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes.

Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. Grande dependência de serviços de terceiros. 4. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros.1. principalmente. Má alocação de equipamentos de informática. Estudos preliminares devem apontar. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. . daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. Sistemas corporativos com baixa integração. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos.2. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. 4. Proposição dos modelos de tributação. além da capacidade. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses.

Administrar de declarações. Gerenciar contencioso fiscal. onde. Controlar repasses bancários. Atender aos contribuintes. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. . não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. Cobrar inadimplências. comumente. Julgamentos da instância administrativa. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. 4. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. Controlar pagamentos. Fiscalização. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas.69 • Arrecadação de impostos e taxas. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade.3. O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas.

INF Junta de Recursos Fiscais . diretamente subordinada ao Secretário de Receita. inativo e pensionista. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos. as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais. Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria.4. de pessoal ativo.4. . Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados.JRF Departamento de Tributação .1. de administração financeira e de material e de apoio logístico. por intermédio dos órgãos a ele subordinados.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . de material. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . executar as atividades de administração financeira. e de serviços gerais da Secretaria. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 . • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria.

Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. 4. Analisar e relatar. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual.3.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. Treinar usuários na utilização dos sistemas. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. coordenar. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). órgão de direção executiva. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. Realizar auditorias em softwares e hardwares. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. Analisar solicitações de benefícios fiscais.4.4. 4. . em primeira instância. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita.2. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária. o contencioso administrativo fiscal. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais.

órgão de direção executiva. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita.4. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. notificar. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais.4. órgão de direção executiva. 4.72 4. as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. comerciais e prestadores de serviços. Inscrever.5. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas.4. diretamente subordinado à Secretário de Receita. 4.4. órgão de direção executiva. e . Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação. Realizar fiscalizações itinerantes.6. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores. Administrar e manter os cadastros de contribuintes.

Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. 4. prestadores de serviços. normalmente ligados às atividades de processamento de dados. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária.5. Aliados a estas facilidades.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. .7. Banco Central CVM 4.6. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. 4. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica.

conforme ilustrado a seguir. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. invariavelmente. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. principalmente. Falha em equipamentos. tais como processadores. outros relatórios pouco operacionais. unidades de armazenamento. Defeitos nos sistemas aplicativos. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. A popularização de novos meios de armazenamento. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . e.

Neste modelo os contribuintes. e Vírus. Defeitos nos sistemas aplicativos. Armazenamento inadequado. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 .75 enviados pelos contribuintes. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. mostrada na Figura 9. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. Esta conformação. os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. Falhas nos equipamentos. Além destes. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. ainda mantinham-se passivos no processo. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento.

CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita . ilustrada a seguir. esta modalidade. Defeitos nos sistemas aplicativos. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N. e Defeitos nos sistemas aplicativos. Falhas nos equipamentos. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores.76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. Vírus especialistas.F. Armazenamento inadequado. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança.

na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. .77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. ou seja. O sistema deverá operar em modo distribuído. Além disso. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal.

No campo externo ocupado pela sociedade em geral. MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília. . representada pelos contribuintes.FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais .78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo.8. As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos. 4.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação.INF Departamento de Tributação .

A.C C A.C C C A.C A.C C C A.C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .C A.C I.C I.C I.C A.C C C C C C A.C A.C A.A.C I.C C C C C C I.C C A.C C C I.A.C I.A.C C C C I.A.A.C C C C A.C C C I.C C C I.A.A.A.C I.C A.C A.C C I.A.C C A.A.C C C C C A.A.A.C A.C A.C I.A.C C C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C C C C C C I.C I.C A.C C C C C A.A.C C C C I.A.C I.A.A.C I.C C C C C C C C I.C C C C C C A.A.C I.A.C C C C C I.C I.C A.C I.C C A.C I.C C C C C I.C A.A.C A.C C C C I.A.A.A.C A.A.C C C C C C A.C I.C I.C A.A.C C C C C C C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C C C C C I.A.A.A.C I.C C A.A.C C A.C A.A.C C I.A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C A.C I.A.A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C C C C C C I.A.C C C C I.C C C C C C I.C C C I.C I.A.A.A.C A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C C I.A.C A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C I.A.C C I.C C I.A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.A.A.A.C C C C I.C I.A.C C C C C C C C I.A.A.C A.A.C I.A.C A.C I.C A.C A.A.A.C C A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.C C C C C C I.A.C C C C A.A.C C C I.A.C C A.C I.C I.C A.C C C A.C I.C I.A.A.C C A.A.C C I.C I.A.A.A.A.A.C C I.A.C C C I.C C I.

C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .A.C A.C A.C C A.C I.A.C I.C C C I.A.A.C I.A.C C C C I.C I.C C I.A.C A.A.C C C C A.C A.A.C C I.C A.C I.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C A.C C C I.C I.C C I.C I.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.C C C A.A.C A.C I.A.C A.C A.A.C C I.C A.A.A.A.C C A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C C C I.C A.C I.A.A.A.C I.A.C A.A.A.C I.C I.C C C A.C I.A.C C C C C C C C C A.C A.A.A.A.C C I.C A.C A. apenas sua desativação.A.C I.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.A.A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I. CTB – Contribuintes OUTROS .C A.C A.C C C I.C A. .A.C C C C C I.C C C C C C I.C C C I.

POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. . ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição.81 5. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. é lícito prever que. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. não importando seu porte ou atividade econômica.1. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. com maior ou menor grau de probabilidade.

Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Perda de credibilidade Perda de credibilidade.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Possibilidade de processo legal. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Fraude. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Fraude. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Perda de receita. Divulgação de informações sigilosas. Sistema vitais não disponíveis. Fraude. e Perda de arrecadação. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. 3 .1. essencial e não essencial. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . Falta de revisão do controle de falhas. quer seja acidental ou intencional. Backups não testados ou sem controle. divulgação de cópias não autorizadas.5. Não é utilizada. Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário.2. alteração. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações).86 5. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack).Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. a segurança de dados e serviço.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo).O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. 2 . a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). destruição.1. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). 5. uso interno e uso público. . Não há controle de software pirata ou não homologado. e níveis de sensibilidade: confidencial.

9 . em preservar o sigilo das informações. fraude ou uso indevido de instalações.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações.Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. 5. roubo. através de um documento escrito.O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. 11 .O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente.3.Todos os empregados. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. palestras. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem . bem como monitorar toda a informação que trafega na rede. 1.Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. folders e outros. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. conforme necessário. 7 . sanções. 8 .87 5 . acessos. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. uso de recursos e inspecionando arquivos. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. 6 . e não à própria pessoa. 10 . 2. material explicativo. acompanhando rotineiramente.

Todo funcionário. ameaças. . 5. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. não devendo executar nenhum tipo de ação. colaborador. 9. 11.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. 10. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. 7. 8. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. 12. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. CPF . Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. Todo funcionário. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. 4. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. 3. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. 6. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança.

não poderá ser repassada adiante. bat. 1. ou palestras. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. 7. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita .exe. As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. além do sistema de defesa nos servidores. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. . Será proibida a abertura de arquivos executáveis. que não for do comitê antivírus. em 10 dias. com terminação . Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. isto é. 8. 2.com. . .89 13. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação.4. 4. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. por falta de uso. 5.pif. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. 6. 3. notas de esclarecimentos. 5. e outros. .

13. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. 17. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. O compartilhamento de arquivos. ou desastres. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. 16. discos. 18. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 12. 20. 11. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. 19. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste.90 9. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. após registro no sistema de controles de help desk. 14. 10. 15. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. cartuchos e formulários impressos .

As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. 23. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. 1. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. 6. 5.5.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. 5. 3. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. 22. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. 7. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . 4. . Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. 21. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. sigilosas ou críticas. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. devidamente configurado e permanentemente atualizado. 2. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão.

Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). 15. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. vídeo. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. 17. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. 11. . Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. 16. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. Qualquer equipamento de gravação. 12. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança.92 8. seja fotografia. som ou outro tipo de equipamento. 14. O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. 18. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . 20. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. 13. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. 19. 10. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. 9. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal.

Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. portanto. 23. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. 26. devem ser retiradas da impressora rapidamente. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. Informações sensíveis e classificadas. 28. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. Equipamentos. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. . por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. 30. segundo a orientação do fabricante do mesmo. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. 32. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. 24. não permitindo. especialmente fora do horário normal de trabalho. quando impressas. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. 29.93 21. 25. 27. 31. 22. 33. onde possível. Computadores pessoais. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. 34. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita.

SANÇÕES Aos usuários que. . 39. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. 5. 36. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. 37. e 40.8. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). caso necessário. de forma intencional ou não.6. 5.94 35. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal.7. contudo. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. 38. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. 5. Advertência escrita. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio.

5. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos.9. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. 5. de extravio. e Demissão.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal.1. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças. . O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça.9.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. sonegação e inutilização de livro ou documento. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. de condescendência criminosa.

sistemas de controle climático. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. documentação e pessoal. usando o formato fornecido neste documento.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário.2.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . máquinas de fax. eletricidade e internet. modems. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . periféricos. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. 5. armazenagem de mídia. Recursos também incluem serviços tais como telefonia. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 .96 subseqüentemente.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso .9.a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . Os recursos identificados devem incluir hardware e software.

2. e relacionadas a suporte. 9GB HD. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. 14GB HD.44MB FD. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas. .9. 1.44MB FD. 1. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. ambiental. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM.

independente das contramedidas.Indisponibilidade de pessoal .Acesso não autorizado às instalações .Enchente . uma solução provisória deve ser identificada.Explosões .Manutenção imprópria .Temperaturas instáveis .Roedores .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Montagem/Armazenamento incorreto .Extorsão .Riscos de acidentes de viagem .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .98 AMBIENTAIS . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo. a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Poeira .Raios .Transporte inadequado de equipamentos .Descarga Eletrostática .Fumaça .Derramamento/queda . .Roubo .Insetos .Sabotagem .Condições climáticas adversas .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Fogo . Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Terrorismo/ameaça de bomba .Vapores químicos .Vandalismo .Interferência eletromagnética .Umidade excessiva .Ativação de sprinklers .Vazamento de água FÍSICAS .Queda de energia . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.

Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Manter trancadas as áreas de acesso. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Roubo 16. Queda de energia elétrica 8. Explosão 3. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Ativar alarmes fora do horário de expediente. 2. Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Insetos 7. Colisão 15. Raio 4. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Fazer limpeza completa do prédio. Indisponibilidade de pessoal 10.9. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. Detetores de fumaça em todo o prédio. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Fumaça 5. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Aterramento inadequado 9. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Poeira 6.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. Pára-raios instalados no teto. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Acesso não autorizado 11. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Colocar telas em todas as portas e janelas. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. .

100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. do gerente da rede. 5. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. 5. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. queda de energia. e do pessoal de manutenção dos sistemas.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. pois vêm do verbo latino auditare. entre outros). Auditar um processo. é gerar conhecimento de suas várias etapas.9. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. do pessoal operacional. 2) Os nomes.10. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. e 3) Número de telefone da polícia. do encarregado da segurança de sistemas. bombeiros e hospitais locais. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. vazamento de água. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. . portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo.

1. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento.101 Figura 13 . Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. dados.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança. equipamentos e ambiente. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. auditá-los. . ou melhor. Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos.10. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários. 5.

Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. 5. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. em sua maioria da área de informática.10. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. facilitando os ajustes e correções de falhas. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000). As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado.102 As auditorias requerem atividades. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado.2. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. Todos os procedimentos. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência.

como condição sine qua non à continuidade do negócio. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. que trabalham em firmas de auditoria. interna e externa.10. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro.3.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. O emprego das duas auditorias. principalmente nos sistemas muito especializados. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. na sua maioria do setor de informática. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. Isto dependerá de muitos fatores. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. 5. ponto de apoio e base para as auditorias externas. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. é chamado de auditoria articulada. com especialização em sistemas. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. são fortes fontes de consulta atualizada.

Redes grandes: 24 meses. Agendadas de manutenção. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. físicos e ambientas das unidades de informação. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. 5. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. .10. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. conscientização e vulnerabilidade. O estado crítico. e Auditoria Emergencial. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. e as pequenas: 12 meses. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo.104 de segurança empregada. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. dos sistemas lógicos. ameaças. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas.4. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. e riscos internos e externos.

que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. em decorrência dos serviços que está prestando. em cada uma das etapas do processo em abordagem. discutindo os achados. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. . debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. estudo dirigido.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. rotinas e sistemas. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. rotinas e sistemas. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. resumindo as observações e recomendações. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. A equipe de auditoria. contato telefônico e contato direto. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. Deve ser feito através de conferências explicativas.

A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). 1998. revisada em 1994). 3ª edição em julho de 2000). adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. É uma parte integrante de governo da empresa. o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado.5. e a sua emenda (SAS 55/78. que definidos com uma orientação aos processos. procedimentos. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário.2000). e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI.106 5. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI.1988). o do American Institute of Certified Public Accountant. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. O segundo ponto. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. como o do Information Systems Audit and Control Foundation. 1995). o Systems Auditability and Control (SAC 1991. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. relatos e melhorias no controle interno em TI. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. . que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio.10.

os chamados de objetivos de controles de alto nível. Os objetivos detalhados. um total de 34 objetivos. num total de 318. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. . Suporte e distribuição. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. Aquisição e implementação. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. e Monitoração.

3rd Edition Boston July 2000. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT.

Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito.109 6. distribuída por todo território nacional. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. Para apresentação deste tema. A preocupação com a integridade. procedimentos de usuários. faz-se necessário que. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. a . ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. Neste trabalho. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. Assim. pois muitos detalhes técnicos. não sendo encontrado muito material a seu respeito. para cada Secretaria. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido. tomamos como base o sistema CobiT. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. baseando-nos no levantamento dos riscos.

Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. dados e ambiente físico. Com relação a parte de segurança lógica. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. anti-vírus. . softwares especializados. Apesar da necessidade de complementações. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. ou seja. em sua maioria.110 Segurança de informação. que este trabalho. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. atualmente. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. sirva de base e fonte de consulta para outros. Em virtude desta distribuição. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. enfim. Esperamos. a ISO/IEC 17799:2000 é. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. uso de firewall. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. retirados da ISO/IEC 17799:2000. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. Com relação aos controles lógicos. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas.

SAC. e Paul L. Bowen.. 8. CSI/FBI .vol 2 Disponível em ftp. 9.069 de 1991 sobre pornografia infantil. Orange Book: 26 December 1985 Disponível em http://www.gov.org Acesso em abril de 2001.org e http://www.111 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A Comparison of Internal Controls: CobiT®. Colbert. Disponível em: http://www. Acesso em março de 2001.296 de 96 sobre interceptação telemática (grampo). Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria – (CTCPEC) vol1. National Institute of Standards and Technology. Ph.S.716 de 1996 sobre discriminação racial. Information Systems Audit and Control Foundation.radium.D. COSO and SAS 55/78. Computer Crime and Security Survey. U. Lei n. Department of Defense Trusted Computer System Evaluation Criteria.html. Acesso em Março de 2001. Ph. Disponível em: http://www. BRASIL.D. Department of Commerce. e Lei No. CPA. Constituição Federal. Version b.isaca. (ISACF).nist. Foundations for the Harmonization of Information Technology Security Standards. 2001.Itgovernace.isaca. . Acesso em junho de 2001. Cooperation on Security of Information Systems Joint Task 01.radium.ncsc.cse. Desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral.. Special Publication 800-12. Disponível em http://www.html.28-STD. Information Systems Audit and Control Association (ISACA).org/bkr_cbt3. Common Criteria Overview.mil/tpep/library/rainbow/ 5200.nscs. IT Governance Institute. Acesso em abril de 2001.º 7. By: Janet L.ca. Abril 1993. Arquitetura de Segurança.dnd. CPA. Board Briefing on It Governance. Acesso em março de 2001.htm. Revised Draft. 2001. Lei No.mil/tpep/library/ ccitse/cc_over. Disponível em http://www.2001. An Introduction to Computer Security: The NIST Handbook.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000. e 7 . Paragrafo 6. First edition 10/12/2000.

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