UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

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DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

iii Aos nossos familiares e companheiros. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional. . Agradecemos a todos de coração. que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. Graças a estas pessoas tão especiais.

.......1................................. Plano de Contingência...........1..........1........29 3.......................................1.....................9.......4....................10...................................................................................7...... Análise de Ameaças .....................................................................................................................................9...................................................................34 3...........................29 3.....................5....................35 3....... NORMA DE SEGURANÇA ...................................42 3............4......9............................................................9.9.26 3..2....... HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA .31 3.9.......31 3...........9......................... Criptografia Assimétrica ...........27 3.....8...9................8.....39 3.9..........................2.9........................................ Classificação das Informações ...... Conteúdo Essencial............................................................................. MODELO DE SEGURANÇA ..................49 3.........1.................. Premissas Básicas............... PKI (Public Key Infrastructure) ...... Considerações Importantes .................... OBJETIVOS ESPECÍFICOS:.................2..................... INTRODUÇÃO .................................11.......................................17 3........................................................................................18 3.10........... PLANO DE SEGURANÇA ........................................................................................1................................................................................6....46 3.................................1........................ Criptografia Simétrica .....................19 3..........1........................3............15 2.................................................. Identificação dos Recursos .......................1..2...........9.....9.....46 3.....10.............10............................. Riscos Internos ................................10.....12 2............45 3................................................................... ARQUITETURA DE SEGURANÇA ........................................... Análise de Riscos ................................21 3.... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA .22 3............................10....... OBJETIVOS .............................................................10....................................................................... Algoritmos Criptográficos....................................................................19 3......... Algoritmos de Chave Assimétrica.......... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA.....................33 3..............39 3....15 2.......................... POLÍTICA DE SEGURANÇA.........5......... Criptografia ...................2...........................................................3...................4............15 3.9..................................6................... Visão Geral de uma Política de Segurança..................... OBJETIVO GERAL . Riscos Externos ...............45 3................................................10.1.9.. Algoritmos de Chave Simétrica.............17 3................................................... SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO.....30 3....10.........................5.................................... IX 1........7.............9........................ PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ............................................12.17 3...10....VII LISTA DE TABELAS ............ Flexibilidade ..............................1...................................49 ............20 3..........................6..........9........ PROJETO DE SEGURANÇA ..45 3....1.......... Auditoria ........ Principais Atores ..............................2...3....................................................... Algoritmos para Geração de Assinatura Digital................................................................................36 3................................................................47 3.48 3......................2......................9......................41 3........................... VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........................................................................iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES ..........

.86 5................................................................................ Vulnerabilidades Externas....87 5..................3.......94 5..2........ Outras Vulnerabilidades ...................................................................................................................5.............10......69 4.................4..............................1.....................................4.................................................... PLANO DE CONTINGÊNCIA ......................................1.......... OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ......................................10...................................................61 3.....................................................................................................................4......1....... Biometria.. ORGANOGRAMA PADRÃO ...........89 5.........................................9...........................................4.84 5.........................10...........94 5..54 3...............1.................85 5... Vulnerabilidades Internas......4.............. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ...................................................................54 3................................9..................................... ANÁLISE DE RISCOS ........................ Coordenação de Informática .................... Softwares de Detecção ..........................70 4... RESPONSABILIDADE ..................................81 5.........58 3...86 5.......2.......3. APLICABILIDADE ....................55 3................53 3........1.....................10......................4....................................78 5..........10. Token Card.......................... VPN (Virtual Private Network)..................... Call Back.............70 4..........10........................................1.....54 3...........62 3..................1................................4...... POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000..............72 4....1 Plano de Ação para Emergências .................. Firewall........... RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) .................................4....................3..............................3 Identificação de Ameaças e Contramedidas............................ Backup...........................4............................................10.................1.....9......................1.................. Software de Identificação .........................3...................... PERFIL DO USUÁRIO ..71 4...1.....................6.........73 4.................1.60 3.....6....................1.............. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO ...... POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ...4...........59 3....95 5................94 5................................................11........ Coordenação de Administração .............68 4...........................................................10..........1......................1....3.....1.........................................2...10.................................10........ Requisitos Básicos de um Antivírus.....................................................................96 5.................. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES ............................................1................4...........81 5...........................3. Softwares de Prevenção............................. NORMAS DE SEGURANÇA ............ POLÍTICA DE SEGURANÇA.4.95 5.1.83 5......... IPSec.............2.........................5............. Departamento de Fiscalização .....73 4....................................1........................9................. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ..............7...83 5...................73 4...9.............. MATRIZ DE USO DE DADOS ................6....................................................68 4................8....................10..... IDS (Intrusion Detection System ) ............5...................................................4.....97 ...........................85 5...............10..........4.....................................2............ Departamento de Tributação..........5......................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 ...10................................8............4......6...................................................10............................. Anti-Vírus............................7..................8............................72 4......57 3....................5.........2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade..........................10.............v 3. Vulnerabilidades .53 3.............................. SANÇÕES ......................................1...........72 4........... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações ...4..................................................................... Departamento de Arrecadação..5.. Departamento de Atendimento ao Contribuinte ......71 4............7.....51 3....91 5..................................... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ..................................................62 4..................................................................................................................................1...........

...............................vi 5.................... Metodologia .....................................102 5.. Como Auditar................................................................99 5.......................................................................................9...............................104 5................ CONCLUSÃO............................................................101 5...................................................................10...........................103 5............................................109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .....................4.............................. Tipos de Auditoria Propostos ..............................................1.....................9................. Quando Devem ser Feitas as Auditorias ..........10.....116 .........................................................................10...........10..............................100 5....115 ANEXO III ........3........................................10.........................106 6.......................2 Procedimento de Resposta Imediata..................... Recomendações ISO/IEC 17799:2000...5....................100 5............................................................................114 ANEXO II...3 Plano de Recuperação de Desastre .....2..................................... AUDITORIA ............111 ANEXO I .................................10....................................

. 27 Figura 3 ......................................................................................................... 78 Figura 13 .Formação da Cultura de Segurança ..................................... 108 ...................... 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ...................................................................................... 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 ................... 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT................... 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita... ......................Metodologia CobiT......... ........................................................................ 42 Figura 4 ....... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ............................................................ 64 Figura 7 .........................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:.......................................................... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo.............Estrutura Básica das Secretarias de Receita ........ 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos.. 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000.................. ...... 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.............................................................................................................................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança..............................................

......................................................................... 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos ......................... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças.......................................................................................................................Matriz de Uso de dados ........ 99 .................................................................................... 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças .........................................................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ....... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas...................................

ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC. IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .

Adleman Rivest. Shamir. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. Adleman Data Security Inc. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Shamir.x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web .

... nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas.. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino ....” Fernando Néri Presidente da Módulo Security..... é atitude de um desequilibrado. “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “..xi Abril/2001 “. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes . qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério .

Paralelamente. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. em diversas oportunidades. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. turma B. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. é uma diretriz que se materializa gradativamente. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. A distribuição da massa informacional. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. já que.12 1. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. previsto na Constituição. armazenar. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. O Governo Federal. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. comunicar e usar informações vitais. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. sem computadores e redes de comunicação.

. proteções e outras medidas de segurança. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. Nos últimos anos. levando em consideração a missão geral. partindo. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. compatível com as suas metas estratégicas. em seguida. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. Para oferecer suporte à decisão. Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. Em um primeiro momento. orientado para gerenciamento. as metas e os objetivos comerciais da empresa. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. simulando invasões em vários pontos diferentes. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. deram origem a vários produtos comerciais. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. por fim. testes e análises. Média e Baixa.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção.

O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. .14 Considerando a organização como um todo. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável. Para evitar que isto ocorra. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. Como as organizações. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. Apenas através da identificação. tanto públicas quanto privadas. perceberam que se tornaram vulneráveis.

seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. incluindo fraudes eletrônicas. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. espionagem. Apresentar os riscos. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. Desenvolver controles de segurança física. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. lógicos e pessoais. apresentando controles físicos. que garante o sigilo fiscal. Cada vez mais estas organizações. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. OBJETIVOS 2. Atualmente.15 2. vandalismo. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. confidencialidade. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. 2.CTN. autenticidade. . surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. sabotagem. lógica e pessoal. fogo e inundação.2. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações.1. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe).

Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. . Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação.16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma.

Conforme o caso. 3. 1999).garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado. Integridade . além disso.17 3.garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade . FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000). SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos. também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . 1997.2. (FRASER. .garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação. Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. OPPENHEIMER. Não repúdio .garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas.1. Disponibilidade . PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. 3. serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema.

É muito importante que a administração corporativa . e Implementação. Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. O plano especifica o tempo. quem terá acesso aos serviços. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. como por exemplo. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. Desenvolvimento de um plano de segurança. FTP. correio eletrônico e outros. incidentes e contingências. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização.3. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. Web. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. quem terá acesso aos serviços.18 O projeto de segurança. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. dos procedimentos de controle dos ambientes. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. segundo Oppenheimer (1999). Análise dos riscos de segurança. Definição de uma norma de segurança. a descrição detalhada de sua implementação. 3.

da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. ou seja. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. The Site Security Handbook).19 apoie plenamente o plano de segurança. definem processos de configuração. ou seja. gerentes. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. Pode-se definir ainda. as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. A norma de segurança informa aos usuários. Uma vez desenvolvida. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. A norma de segurança é um documento vivo. compreendeu e concorda em cumprir as normas. 1999). a nível de descrição de execução de . 1999). dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. 3. auditoria e configuração. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. Da mesma forma que o plano. (RFC 2196.4. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. executivos e pessoal técnico. 3.5. login. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações.

a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. impactos e custos ao qual ele está submetido. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos.6. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. . Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados. 3. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. 2001).20 ações. Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. Com base nessa arquitetura. dados. A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. administradores de redes e administradores de segurança. Para tanto. baseado na arquitetura clienteservidor. lógicos. o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias.

Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. funcionários. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança. se corretamente implementado. a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional. aplicação de rede. 3. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. Estar em conformidade com padrões infacto. por exemplo. antes de qualquer entidade (usuários. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir. programas) confiar em um sistema. procedimentos e mecanismos de segurança. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança.7. denomina-se modelo de segurança que. Em um ambiente confiável. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. e Obter a conscientização de usuários finais. Possuir um modo consistente de gerenciamento. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. . por exemplo: criptografias e cartão inteligente. Para tanto. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas.

Alemanha. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de .22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. 3. França. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. proteção de dados e recursos. países como Estados Unidos. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente.8. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. Holanda. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. requisitos de autenticação e os controles.

A canadense. a evidência escrita na forma de guias de usuário. a integridade. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. A norma canadense. Alemanha. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . a confidencialidade. cuja versão final saiu em 1985. manuais. e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. sistemas distribuídos. lançado em junho de 1991. sistemas multi-processados. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. 2 em janeiro de 1993. Vol. testes. e outros. sistemas de rede. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. última edição). A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . 1 em dezembro de 1992 e vol. elaborado pela França. garantia e documentação. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. Este último descreve o tipo. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos.23 Segurança para Tecnologia da Informação.(ITSEC).(TCSEC). Os sistemas de administração de redes. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. bancos de dados. subsistemas. a disponibilidade e a legitimidade. CTCPEC. estes critérios são definidos como critérios . conhecido como o Orange Book. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. em quatro critérios: da garantia em TI.

que combina os melhores aspectos de ambos. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. Em Janeiro de 1996. A arquitetura de segurança ISO estabelece. França. 1.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. os recursos e os usuários do ambiente. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas. Alemanha. os Estados Unidos. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação).0) foi publicada em Janeiro de 1996. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. . Reino Unido. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. Uma versão inicial (v. a versão 2. a comunicação.

a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. Seguindo um período de mais consultas públicas. Em outubro de 2000. Fundado em maio de 1987. o PD 0003. Uma segunda parte. bem como um esquema associado de avaliação e certificação. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. Neste ínterim. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. a BS7799:1999. A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. a princípio. a primeira revisão do padrão. Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. . como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. O resultado final foi publicado. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. foi publicada em abril de 1999. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. principalmente da Indústria Britânica. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. publicado em 1989. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema.

é necessário que a sua elaboração. 3. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. e qual o comprometimento da organização com a segurança. conscientização sobre segurança para os funcionários. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. A política deve especificar as metas de segurança da organização.26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança.9. equipe e gerentes. para que sejam adequados aos requisitos propostos. Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. Portanto. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. Uma vez que a política é um estatuto. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. onde as responsabilidades recaem. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). é .

Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3. mas um meio para se chegar a um objetivo maior.9. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios.1. tal qual numa hierarquia. Outros níveis podem existir. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . ou controles. Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma. Cabe ressaltar que. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. regras complementares.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. mais detalhado e de caráter operacional será. A segurança não é um fim em si mesma. normas. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança.

recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. para a maioria das organizações. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger.. confiança e outras medidas menos óbvias. Como por exemplo. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. reputação. Embora isto possa parecer óbvio. do que se deve proteger. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. e como proteger. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. saber quais as conseqüências da falta de segurança. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . É preciso conhecer os riscos. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente. a maior perda ocorre com intrusos internos. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo.

Documentação: administrativos. backups. tais como informações proprietárias. discos. alguns são negligenciados. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. local. estações de trabalho. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. hardware. programas de diagnóstico. computadores pessoais. sendo assim. No entanto. bancos de dados e mídia de comunicação. arquivados off-line. programas objeto. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. terminais. Alguns são óbvios. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. mas. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. boards. teclados.29 riscos por nível de severidade. e Materiais: papel. logs de auditoria. Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. impressoras.9. sistemas operacionais e programas de comunicação. administradores e suporte de hardware. formulários. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. Dados: durante execução.3. roteadores. programas. 1989). sistemas. 3. fitas e mídia magnéticas. Pessoas: usuários. . • • • • • Software: programas fonte. linhas de comunicação. drives. procedimentos 3. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção.9. servidores de terminais. não é possível tomar boas decisões sobre segurança. utilitários. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. armazenados on-line.2.

metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. • Facilidade de uso versus segurança . Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). o risco é superior ao benefício do mesmo.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . mas mais seguro. e facilidade de uso. e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro. . e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. torna o sistema ainda mais difícil de utilizar. chamado de Política de Segurança. isto é. ambientes e pessoas. performance (tempo de cifragem e decifragem). pessoal operacional. Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais.9.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança. 3.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. e • Custo da segurança versus o risco da perda . Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. não haveria segurança. Os objetivos. Descrever o programa geral de segurança da rede. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente.4. impossibilidade de acesso à rede). Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas. necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. perda de dados (corrupção ou deleção de informações). Para alguns serviços. dados.Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. desta forma. mas bastante mais seguro. e geradores de senha one-time).

. Administrador de segurança do site. e Definir sanções e penalidades. quem as aprovou. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional. 3.5. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios. no mínimo.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva.9.6.9. quem detém privilégios e determina autorizações. 3. e quem é afetado pelas orientações. Suporte técnico. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. informação de violação de segurança. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção.

Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. logs de atividades. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. dentre outros. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. conexão de dispositivos a uma rede. comunicação de dados. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. administradores e gerentes. entre outros. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos.32 • • • • Desenvolvedores de softwares. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão). e não simplesmente welcome). Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. . e acesso aos arquivos dos usuários. • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. e Help-Desk. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. pessoal e gerentes. Deve especificar a capacidade de auditoria. adição de novos softwares. Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. Possuir regras de uso aceitáveis.

3. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança.9. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). Uma vez estabelecida. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Esta é uma parte importante do processo. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. Uma política deve ser . Deve-se criar um documento que os usuários assinem.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. pessoal e gerentes. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. afirmando que leram.7. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. devem manipular e acessar a tecnologia. No mínimo. • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim.

O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. isto é. senhas. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. 3. se isto ocorrer. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. Porém. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. em sistemas com um usuário root. Por exemplo. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição.8. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo.9. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. contratos . causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros. Um vez classificada a informação. balanços entre outros. Por exemplo. Exemplo: serviços de informação ao público em geral. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. . diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. 2000). as conseqüências não serão críticas.34 largamente independente de hardware e software específicos.

as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer.9. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. Para tomar as devidas precauções. O gerenciamento de risco é o processo de identificação. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. tais como ameaças. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. já que é impossível eliminar todos. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). Na verdade. declarações de imposto de renda. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. risco é uma combinação de componentes. 3. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. levando em consideração justificativas de custos. Exemplo: Informações dos contribuintes. . determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais.9. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. Os riscos podem apenas ser reduzidos. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. nível de proteção e facilidade de uso.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição.

circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus.1. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). estão os warms. Residem. A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. Na mesma categoria dos vírus. É ativado por uma ação externa. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”.9. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001. ao contrário dos vírus. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. através de e-mails ou disquetes contaminados. • • • • Eles se replicam. Para worms de rede. encontrando e infectando outros programas e arquivos. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita.9. São entidades autônomas. . a replicação ocorre através dos links de comunicação. algumas das quais os diferenciam dos vírus. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. Precisa de um programa “hospedeiro” portador’.36 3. assim como os vírus.

Quando o programa é rodado. parece funcionar como o usuário esperava.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. mas possui efeitos escondidos. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. e outros tipos de bancos de dados. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. interceptando e-mails e outros tipos de informações.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. Snoofing e Downloading . Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. Entre as vítimas estão bancos. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. fazendo download para a sua própria máquina. A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados. . tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. autarquias fiscais. bem como em roteadores ou gateways. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. invasão de outros computadores ou até um terceiro. Geralmente são espalhados por e-mails.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing . números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. escolas. mas na verdade está destruindo. que são camuflados com esta finalidade Spoofing . pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. danificando ou alterando informações por trás.

consegue através deste telefonema. Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. e gostaria que a senha fosse trocada. Variando muito de organização para organização.38 Interrupção Jamming ou Flooding. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. Claro que desta forma. Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. O sistema responde as mensagens. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Muitas vezes o hacker. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. Bombas Lógicas . Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. . O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. não dando lugar às conexões legítimas. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers. o username e a senha necessários para o início de seu ataque.

Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido. e Inserindo dados incorretamente. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. 3.39 3.2. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. é necessário implementar defesas contra eles. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas.2. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. ou incêndios. raios. lugar: Acesso interno não autorizado 5o.9. mas podem apagar arquivos importantes.9.10. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres. Derrubando os sistemas. lugar: Penetração externa no sistema. Contudo. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. lugar: Vírus de computador 2o. estragar um computador pelo mal uso. lugar: Roubos de notebooks 4o. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema. desastres naturais e pessoas. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. Destruindo os equipamentos ou instalações. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. . Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema.

erros de programação. bugs de software) ou deliberada (roubos. e Acesso e uso não autorizado . Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional.40 Segundo Claudia Dias (Dias. fraude. podendo ser recurso físico. Iindependentemente do tipo. Violação de integridade . Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. invasão de hackers. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça. • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema.comprometimento da consistência de dados. Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. Ataque: ameaça concretizada. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional. entre outros). hardware ou informação. Indisponibilidade de serviços de informática . 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. sabotagem. podendo ser acidental (falha de hardware. É o resultado da concretização de uma ameaça. desastres naturais. espionagem. . erros do usuário. software.

a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. dando-lhe suporte na monitoração. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. interagem entre si. a confidencialidade. O domínio é a metodologia empregada. tecnológicos. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. máquinas e ambiente que além de complexos. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. a disponibilidade. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. a efetividade. .11. como meio de desenvolver este conceito. a integridade. aumentado assim sua vulnerabilidade. o recurso e a informação. A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. sistemas de aplicativos. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. dados. 2000).41 3.9. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. no planejamento e organização.

e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. y=Informação. de continuidade das operações. incêndio ou tempestade.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio. z=Recursos de Tecnologia da Informação. falha de hardware.9. t= Objetivo do negócio. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. Se um evento for muito destrutivo. Desastres técnicos (panes).42 Figura 3 . as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento. De forma geral.12. Tais eventos podem ser uma queda de energia. de continuidade do negócio. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam. Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais. é geralmente chamado de desastre. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre. ou de .

Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa. b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. e) Implementar as estratégias de contingência. e f) Testar e revisar a estratégia. Deve haver uma cadeia de comando.43 retomada do negócio). ou seja. . um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). e g) Ter flexibilidade. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000).

c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. Híbridas – Qualquer combinação acima.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. e) Teste de atualização dos planos. incluindo a gerência de crise. fria. Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. quente. Retomada é o retorno às operações normais. Seja qual for o tipo de instalação. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. recuperação e retomada. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência.

autenticidade e integridade das informações.10. Estas chaves devem ser . com a invenção do computador.10. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. Baseado na análise de risco.1.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. 3. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas. quanto como uma unidade operacional. Criptografia A criptografia tem como objetivo. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). chave única e chave pública e privada.10. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento.1. somente depois da Segunda Guerra Mundial. e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa. Contudo.1. 3. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita. 3. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações. proteger a confidencialidade. Estes algoritmos. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso.

chamado AES – Advanced Encryption Standard. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única.46 mantidas em segredo.10. Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits).Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. isto é. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x). entre duzentos. Neste. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y).1. 3. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves. DES Triplo (Triple DES) . pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem. se for seguro. um texto legível (informação aberta) – x . incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP. e esta deve ser mantida em segredo. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. o algoritmo de criptografia Rijndael.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K.1.National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES.2. . a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS .10. Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . produzido por dois Belgas. sendo que das cinco finalistas foi escolhido. 3.3. Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar.O DES triplo é uma evolução do DES. também chamado de algoritmo de chave simétrica. o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados.

cartões inteligentes. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas. 3.) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. softwares de computador e browsers. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. pois ambos são cifras de bloco. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave. Em softwares. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. Pode ser usado como substituto do DES. RC2 e RC4 .4. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa.10. as seguintes premissas: . 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes. basicamente. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia.1. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer).

5. Dessa forma a comunicação entre duas partes. Quanto maior o número de bits das chaves. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. A criptografa a informação com essa chave e envia a B. um par de chaves (pública e privada). criado antes do RSA. algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. De pose da chave pública de B. como por exemplo A e B. 3. teoricamente. Por isso. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. maior a resistência do algoritmo contra ataques. e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada). geralmente. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. de forma confiável. maior o número de possíveis combinações e. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem.10. . ele solicita a chave pública de B. e modificado posteriormente. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma.1. Se A deseja enviar a B. entre as partes envolvidas na comunicação. cada um. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. de uma chave simétrica.

3. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). 3. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital. porém tem uma performance em média 50% inferior. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. porém com uso liberado para quaisquer aplicações. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho. e o RSA.49 RSA .1. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3.. É considerado mais seguro que o MD5. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. que é um aprimoramento do MD4.) na Internet. baseado na troca de chaves criptografadas.É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho. procedência e conteúdo das informações.10.2 – PKI). computador.2. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade.10. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. a partir de um texto legível de tamanho m. etc. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado.6.10. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro. . Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos.

(Registration Authorities .Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: . Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card). distribuir e revogar certificados digitais. Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking. o qual possui o nome. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token. Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. RA . Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário. chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário.df. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado.br Figura 4 .Autoridade Registradora): Registra novos usuários. Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras.50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA .sef.gov.(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www.

3. impedindo acessos indevidos e ataques. com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede.2. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado.10. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA.1. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000).51 Outro modo. por exemplo. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. Uma empresa pode correr risco. É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança.3. caso apareça alguma atividade suspeita. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. . pelo fato de possuir uma CRL desatualizada.10. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. a qual é enviada. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida. menos confiável. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. 3. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa. uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). seja ela uma intranet ou internet. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. uma combinação de elementos. É na verdade.

Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. e Possíveis ataques em transferência de dados. e Gateways a nível de circuito. e direção do fluxo de pacotes. é proibido. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. os quais devem ser monitorados regularmente. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes. números de porta UDP origem e destino. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . . O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. números de porta TCP origem e destino. O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. por exemplo. Gateways a nível de aplicação. Tudo que não é especificamente proibido é permitido.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. De engenharia social. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. estado do bit ACK no pacote TCP. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque.

4. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores. após a . Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. incluindo pacote.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes.10. Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança.4. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário.10. 3. conexão e informação de aplicação. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador. Apesar disso. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. Mas são apenas uma parte da solução. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus. negando todas as outras. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. Eles acompanham todos os processos do sistema. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas.1. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. assegurando integridade e disponibilidade das informações. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. 3. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy.

4. 3. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. 3. comparar a imagem do disco original contra a atual. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software.2. alertado.10.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus.4. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais.3. memória e interrupções do computador). incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. isto é.4. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco. 3.10. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.4. Depois disso. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. tentando restaurar seu formato original. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. Uma vez localizado o vírus. . a área do disco será identificada e o usuário. Se traços de contaminação forem detectados. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema.10.

VB Script e outros códigos). excluir. no mínimo. ARJ. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. vírus polimorfos. arquivo local de rede e executável. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. 3.10. vírus de programa. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. As LANs podem. . VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. ZIP. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada.5. controles Active X. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. por outro programa.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. através de links dedicados ou discados. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. • Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. applets Java. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. RAR e CAB. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. movido. para os formatos PKZIP. “Cavalos de Tróia”. FTP. renomeado ou aberto. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. copiado. ZIP2EXE.

sendo que o primeiro é o mais usado. . encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). como um datagrama IP normal. Adicionalmente. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. A estação remota disca para o provedor de acesso. A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet.56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. Depois. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. o pacote criptografado é roteado e enviado via internet. toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay.25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). por exemplo. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. ATM ou X.

mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos.10. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. . Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. a nível de camada de aplicação. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. para garantir a segurança. Como parte final da operação. De forma geral. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital). este deve ser autenticado. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite).1. Troca de chaves de um modo eficiente.5. confiabilidade e confidencialidade. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. Toda a comunicação LAN. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec. e Manter estes requisitos durante a conversação.57 3. Como resposta a isto. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação. Desta forma. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. o IPSec criptografa o pacote IP. IPSec O problema das soluções de segurança. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec.

os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. Independente do tipo. é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. Ao fornecer informações ao administrador do site. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). Desta forma. Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. e até certo ponto.6. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. servem para desestimular futuros ataques. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. .10. Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações. Para que o IDS seja útil. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. 3.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves.

Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado.10. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. Infelizmente.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. ópticos e outros. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. (ISO/IEC 17799:2000). sempre que possível. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios.7. 3. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo.

as quais são analisadas pelo RADIUS. 3. ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. senha. e outras quando necessário). sobre o protocolo PPP. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. deve informar as suas credencias (nome.8. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). Neste caso é enviado pela rede um desafio.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) .10. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request). através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. . As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. Este desafio consiste em criar um Message Digest. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação. A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. ao conectar-se a um servidor RAS. como o PAP e o CHAP. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. Neste caso. O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS .o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário.

Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa.61 3. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. ou seja. especializado na captura de digitais humanas. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas.9. o que permite o reconhecimento ao longo da vida. retina. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. Quando ocorre o acerto. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. A impressão digital. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. íris. neste caso temos uma identificação com sucesso.10. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. rápido e economicamente viável. voz. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. O primeiro aplica-se às senhas. No entanto. restando ao sistema . Exemplificando. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. o falso-positivo e o falso-negativo. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. geometria da mão. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários. porém. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. Por fim.

10. portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. 3. etc.10. íris. O mesmo. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. . O método de reconhecimento 1:N.11.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. com a identificação do ponto discado.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. No procedimento call back. 3. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. Desta forma. voz. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede. e Autenticação por sincronismo. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. Exemplificando.10.

resumidamente. Este método. que aparece em sua tela. o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. e O usuário então insere este número em seu token card. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta.63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. . denominado desafio. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso.

64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. para providenciar suas credenciais de autenticação. Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito. .

Contudo. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais. A busca da mais ampla capilaridade. e . As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. • • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. O surgimento dos hackers tem assustado. por quase todas as unidades da federação. Tratando das organizações governamentais brasileiras. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. criatividade e flexibilidade. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. Segundo a Network Associates. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997. impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade.65 4. segundo dados de pesquisas do Gartner Group.500 sites na Internet.

Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. No âmbito de qualquer organização. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. por meio do contato direto com o cidadão. 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. Dessa forma. segurança não é simples proteção. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. a detecção e a reação a ataques ou a falhas.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. e direitos autorais sobre multimídias. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. . moeda eletrônica. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. A adoção de políticas de segurança. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. marcas e nomes de domínio na Internet. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. cyber-crimes. Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. metodologias e instrumentos.

Além desses. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. são características que dificultam a investigação convencional. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. Entretanto. no espaço virtual da Internet. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras. a obtenção de segredos. a pornografia infantil (objeto da Lei n. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. conhecida como “grampo” (Lei n.069/91 da CF) e a interceptação telemática. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. Por outro lado.º 9. o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas. O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes. porque têm lugar. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos).716/96 da Constituição Federal –CF). Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. a velocidade e facilidade de movimentação. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. a falsificação de documentos em meio eletrônico. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária.º 7. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos.296/96 da CF).67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal. a extrema dispersão territorial. a cópia não autorizada de programas.º 8. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. O anonimato. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. a espionagem e a violação de bancos de dados. por exemplo.

4. Grande dependência de serviços de terceiros.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. além da capacidade. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. 4. daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. Estudos preliminares devem apontar. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. Má alocação de equipamentos de informática. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária. Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. Sistemas corporativos com baixa integração. Proposição dos modelos de tributação.2. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos. . principalmente.1. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses.

Gerenciar contencioso fiscal. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. Controlar repasses bancários.69 • Arrecadação de impostos e taxas.3. • • • • • • • • • Realizar lançamentos. Administrar de declarações. comumente. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. 4. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. Fiscalização. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. Controlar pagamentos. não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. Cobrar inadimplências. Julgamentos da instância administrativa. . Atender aos contribuintes. onde. O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas.

Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 .INF Junta de Recursos Fiscais .TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .4.4. as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos. . por intermédio dos órgãos a ele subordinados. • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria.Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4.70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . inativo e pensionista. de pessoal ativo. de administração financeira e de material e de apoio logístico. diretamente subordinada ao Secretário de Receita. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração. executar as atividades de administração financeira. de material. e de serviços gerais da Secretaria.JRF Departamento de Tributação .1. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados.

Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. . Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária.3. coordenar. Treinar usuários na utilização dos sistemas.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios. 4. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar. o contencioso administrativo fiscal. em primeira instância.4.2. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria.4. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. Realizar auditorias em softwares e hardwares. Analisar e relatar. Analisar solicitações de benefícios fiscais. 4. Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. órgão de direção executiva.

Realizar fiscalizações itinerantes.4. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). Administrar e manter os cadastros de contribuintes. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. Inscrever. as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento. 4. 4. e .4. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. órgão de direção executiva.5. órgão de direção executiva. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte.72 4.6.4. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. comerciais e prestadores de serviços. órgão de direção executiva. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores.4. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. notificar. diretamente subordinado à Secretário de Receita.

6. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. 4. prestadores de serviços. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. . tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica.5. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. Banco Central CVM 4.7. PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. Aliados a estas facilidades. 4. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária. normalmente ligados às atividades de processamento de dados.

dentre eles o barateamento dos componentes de informática. invariavelmente. conforme ilustrado a seguir. outros relatórios pouco operacionais. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. A popularização de novos meios de armazenamento. Falha em equipamentos. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. unidades de armazenamento.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. tais como processadores. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. principalmente. e. Defeitos nos sistemas aplicativos. como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna.

ainda mantinham-se passivos no processo. Além destes.75 enviados pelos contribuintes. Esta conformação. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. Neste modelo os contribuintes. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. Armazenamento inadequado. Falhas nos equipamentos. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. mostrada na Figura 9. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento. e Vírus. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. Defeitos nos sistemas aplicativos.

Armazenamento inadequado. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita .76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. Defeitos nos sistemas aplicativos. Falhas nos equipamentos. Vírus especialistas. ilustrada a seguir. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas.F. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N. esta modalidade. e Defeitos nos sistemas aplicativos.

ou seja.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes. Além disso. O sistema deverá operar em modo distribuído. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal. . na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles.

representada pelos contribuintes. . MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília. No campo externo ocupado pela sociedade em geral.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos.78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo.INF Departamento de Tributação .FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais . Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação. 4.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .8.

A.C I.C C I.C C I.C A.C I.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C C I.C I.C I.C C I.C I.C I.C A.C I.A.C A.C I.A.C A.C C C C C C I.A.A.C C C C C I.C I.A.A.C A.C C C C C C C C C I.A.C C A.A.C A.A.A.C I.C C A.A.C I.C C A.C C C C C C C C I.C C I.A.C C C C C I.A.C I.C I.C A.A.A.A.C I.A.C I.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .C C C C C C I.C C C C C C A.C I.A.A.A.C A.A.C C C I.A.C C A.C A.C C C A.C A.C A.C I.C I.C A.C C C A.C C C C A.C A.A.A.C C A.C A.A.C A.C C C C I.A.C I.C C A.A.A.C C C A.C I.C C C C I.C C C C I.C C I.C C A.C A.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.A.C I.C C C C C A.C A.A.A.A.A.A.A.A.A.A.C A.A.A.C C C I.C C C C C A.C C C C I.C I.A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C A.A.C C I.C C A.A.C A.C C C I.C C A.C I.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.C I.C C C I.C C C I.A.C A.A.C I.C A.A.C A.C C I.C C C C C C I.C C C C C C C C I.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.C C C C C C I.C I.A.A.C I.A.C I.C C C I.A.A.C A.C C C C C C A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C A.C C C C C C C C C C C C I.A.A.A.C A.A.C I.C C C C C C C C I.A.C C C C I.A.C C C C C I.A.A.C C C C C C A.C A.

A.C I.C A.C I.C C C C I.C A.A.C A.C C C C C C I.C A.C A.A.A.C C C C C C C C C A.C I.A.C I.A.A.C C I.C I.C I.C C A.C A.A.C A.A.C I.A.C C C I.C I.A.A.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.C C C A.A.C A.A.A.C C I.A.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.A.C C C C C I.A.C C I.C I.C I.C I.C A.A.A.C C I.A.C A. .C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .C C I.C C C I.C I.A.C I.C C C I.A.C C A.C A. apenas sua desativação.C A.C I.C A.C A.C C C A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C A.A.A.C A.C C C C A. CTB – Contribuintes OUTROS .C C C I.A.A.A.A.A.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C C C I.C I.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.

Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. .81 5. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso.1. não importando seu porte ou atividade econômica. ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. é lícito prever que. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. com maior ou menor grau de probabilidade.

Fraude. Possibilidade de processo legal. Perda de receita. Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. Divulgação de informações sigilosas.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Sistema vitais não disponíveis. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Divulgação de informações sigilosas. e Perda de arrecadação. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Fraude. Fraude.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados. Não é utilizada. . a segurança de dados e serviço. Backups não testados ou sem controle.86 5. 5. e níveis de sensibilidade: confidencial. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . divulgação de cópias não autorizadas. 3 . • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). alteração.O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. essencial e não essencial. uso interno e uso público. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade).1. Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). Não há controle de software pirata ou não homologado. destruição.5. 2 .2. Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas.Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. Falta de revisão do controle de falhas. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). quer seja acidental ou intencional.1. a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário.

3. 6 .O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. 5. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem . em preservar o sigilo das informações. sanções.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. 7 .O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. 2. acessos. através de um documento escrito. uso de recursos e inspecionando arquivos. conforme necessário. material explicativo. palestras. 10 . e não à própria pessoa. 1. 11 . 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas.87 5 .Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro. folders e outros. roubo.O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente.Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros. 8 . Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. acompanhando rotineiramente. 9 .Todos os empregados. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede. fraude ou uso indevido de instalações. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano.

como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. 7. Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. Todo funcionário. 11. CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. não devendo executar nenhum tipo de ação. 8. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. 6. ameaças. 9. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. Todo funcionário. . colaborador. 5. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. CPF . 4. 3. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. 10. 12.

recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico.com. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. além do sistema de defesa nos servidores. isto é. . não poderá ser repassada adiante. A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. e outros. A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança. 8. 3. 1. POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. por falta de uso. em 10 dias. . 2. que não for do comitê antivírus.pif. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação. Será proibida a abertura de arquivos executáveis. . com terminação . As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas. 5. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. bat. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. ou palestras.exe. 4. 7. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . .89 13. 5. 6. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus.4. notas de esclarecimentos. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida.

14. 16. 10. 15. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. 18. 13. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. discos. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas. 19. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 20.90 9. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. O compartilhamento de arquivos. após registro no sistema de controles de help desk. 17. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. ou desastres. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. 11. Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. 12. cartuchos e formulários impressos .

91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. 21. 23. sigilosas ou críticas. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. 5. interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha .5. 22. 5. 4. 7. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. 1. devidamente configurado e permanentemente atualizado. 2. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). 6. 3. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. . Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado.

11. Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. . 16. 15. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. 14. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. 17. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax. 9. 13. 12.92 8. vídeo. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). 18. som ou outro tipo de equipamento. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. seja fotografia. 20. Qualquer equipamento de gravação. 19. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. 10.

segundo a orientação do fabricante do mesmo. 24. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano.93 21. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. especialmente fora do horário normal de trabalho. 23. 32. 22. 26. 34. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. devem ser retiradas da impressora rapidamente. . 28. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. 30. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. Computadores pessoais. 25. 29. 31. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. não permitindo. portanto. 27. quando impressas. chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. Informações sensíveis e classificadas. onde possível. Equipamentos. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. 33. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização.

. caso necessário. 5.8. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 38.94 35. 5. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. 36. 5. 37. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. contudo. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. de forma intencional ou não. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. SANÇÕES Aos usuários que.6. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. Advertência escrita. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). 39.7. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. e 40.

O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação. e Demissão. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. . O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI. de extravio. de condescendência criminosa. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos. 5.9. sonegação e inutilização de livro ou documento. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato. 5. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres.9. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças.1.

armazenagem de mídia.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso . sistemas de controle climático. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . Recursos também incluem serviços tais como telefonia. Os recursos identificados devem incluir hardware e software. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas. eletricidade e internet.96 subseqüentemente. A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 .2. máquinas de fax.a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . modems. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 . determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação.9. documentação e pessoal. • O Gerente da Rede/Especialista em TI. usando o formato fornecido neste documento. periféricos. 5. • O Gerente da Rede/Especialista em TI.

9GB HD. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição.9. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5. 1. 14GB HD. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. 1. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita.2. . e relacionadas a suporte. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas.44MB FD. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral. ambiental.44MB FD. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM.

Extorsão .Poeira .Temperaturas instáveis .Riscos de acidentes de viagem .Queda de energia .Fumaça .Vapores químicos .Montagem/Armazenamento incorreto .Transporte inadequado de equipamentos .Roedores .Vazamento de água FÍSICAS . uma solução provisória deve ser identificada.Sabotagem . .Interferência eletromagnética . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Roubo . Após a identificação de todas as possíveis ameaças. Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo.Acesso não autorizado às instalações .Raios . independente das contramedidas.Umidade excessiva .Vandalismo .Condições climáticas adversas .Terrorismo/ameaça de bomba .Fogo .Enchente .Ruído elétrico/aterramento inadequado .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Ativação de sprinklers .Manutenção imprópria .Indisponibilidade de pessoal .Insetos .Descarga Eletrostática .Derramamento/queda .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE .Explosões . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.98 AMBIENTAIS .

Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Explosão 3. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. Insetos 7. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Manter trancadas as áreas de acesso. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Colisão 15. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. Indisponibilidade de pessoal 10. Pára-raios instalados no teto.9. Fazer limpeza completa do prédio. Acesso não autorizado 11. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. 2. Detetores de fumaça em todo o prédio. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. Aterramento inadequado 9. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Raio 4. . Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Colocar telas em todas as portas e janelas.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente. Roubo 16. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Queda de energia elétrica 8. Fumaça 5. Ativar alarmes fora do horário de expediente.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. Poeira 6. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor.

e 3) Número de telefone da polícia. e do pessoal de manutenção dos sistemas. Auditar um processo. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. pois vêm do verbo latino auditare. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. queda de energia. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. . vazamento de água.9. do encarregado da segurança de sistemas. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. entre outros). 5.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. do pessoal operacional.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. do gerente da rede. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. 2) Os nomes. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. bombeiros e hospitais locais. Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais. é gerar conhecimento de suas várias etapas.10. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis. 5. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados.

Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. equipamentos e ambiente. ou melhor. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição. dados. . Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas.10.101 Figura 13 . este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança.1.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. auditá-los. 5. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários.

Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura.10. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000). As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. em sua maioria da área de informática. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado.102 As auditorias requerem atividades. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas.2. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. Todos os procedimentos. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada. 5. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas. facilitando os ajustes e correções de falhas. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis.

principalmente em se tratando de áreas de maior risco. 5. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. ponto de apoio e base para as auditorias externas.3. Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. interna e externa. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos.10. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. Isto dependerá de muitos fatores. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. como condição sine qua non à continuidade do negócio. que trabalham em firmas de auditoria. é chamado de auditoria articulada. principalmente nos sistemas muito especializados. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . com especialização em sistemas. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos. na sua maioria do setor de informática. são fortes fontes de consulta atualizada. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários. O emprego das duas auditorias. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança.

e as pequenas: 12 meses.4. físicos e ambientas das unidades de informação. já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. e riscos internos e externos.10. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. Redes grandes: 24 meses. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança. conscientização e vulnerabilidade. O estado crítico. ameaças. e Auditoria Emergencial. 5. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. . Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. Agendadas de manutenção. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. dos sistemas lógicos. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas.104 de segurança empregada.

É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. A equipe de auditoria. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. pois há uma redução considerável de custo nestes casos. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. . resumindo as observações e recomendações. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. contato telefônico e contato direto. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. discutindo os achados. Deve ser feito através de conferências explicativas. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. em cada uma das etapas do processo em abordagem. estudo dirigido. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. rotinas e sistemas. em decorrência dos serviços que está prestando. rotinas e sistemas.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria.

É uma parte integrante de governo da empresa. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio. de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. procedimentos. que definidos com uma orientação aos processos. 3ª edição em julho de 2000). o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. 1998. o do Institute of Internal Auditors Research Foundation.5. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias. A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI. revisada em 1994). o Systems Auditability and Control (SAC 1991. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996.1988). o do American Institute of Certified Public Accountant. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva. e a sua emenda (SAS 55/78. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos. Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização.10. 1995). O segundo ponto. relatos e melhorias no controle interno em TI. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. como o do Information Systems Audit and Control Foundation. .106 5.2000). A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I.

107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. e Monitoração. Os objetivos detalhados. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. Suporte e distribuição. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. um total de 34 objetivos. que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. os chamados de objetivos de controles de alto nível. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. num total de 318. . Aquisição e implementação.

108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. 3rd Edition Boston July 2000. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .

distribuída por todo território nacional. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. tomamos como base o sistema CobiT. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. procedimentos de usuários. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido.109 6. baseando-nos no levantamento dos riscos. não sendo encontrado muito material a seu respeito. Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. Para apresentação deste tema. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. Neste trabalho. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. a . pois muitos detalhes técnicos. para cada Secretaria. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000. Assim. A preocupação com a integridade. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado. faz-se necessário que.

Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. enfim. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. em sua maioria.110 Segurança de informação. anti-vírus. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. Com relação a parte de segurança lógica. uso de firewall. Esperamos. Em virtude desta distribuição. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. dados e ambiente físico. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. sirva de base e fonte de consulta para outros. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. Com relação aos controles lógicos. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. softwares especializados. atualmente. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. . retirados da ISO/IEC 17799:2000. que este trabalho. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. ou seja. o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. a ISO/IEC 17799:2000 é. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. Apesar da necessidade de complementações. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia.

9.. Orange Book: 26 December 1985 Disponível em http://www. Acesso em março de 2001. 2001. Constituição Federal.. Foundations for the Harmonization of Information Technology Security Standards.gov. Version b.org e http://www.radium. .org/bkr_cbt3.mil/tpep/library/ ccitse/cc_over.2001. Information Systems Audit and Control Foundation. Ph. Department of Commerce. Acesso em Março de 2001.html.radium.mil/tpep/library/rainbow/ 5200.069 de 1991 sobre pornografia infantil. Disponível em: http://www. BRASIL. National Institute of Standards and Technology.D. Lei n. Common Criteria Overview.cse. 2001.nscs. Acesso em junho de 2001. Cooperation on Security of Information Systems Joint Task 01. Information Systems Audit and Control Association (ISACA).ncsc. Special Publication 800-12. Acesso em abril de 2001. Arquitetura de Segurança.Itgovernace. By: Janet L. IT Governance Institute. Colbert. e Lei No.716 de 1996 sobre discriminação racial. (ISACF). Acesso em março de 2001.ca. Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria – (CTCPEC) vol1. Computer Crime and Security Survey.org Acesso em abril de 2001. Lei No. U.111 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A Comparison of Internal Controls: CobiT®.º 7.296 de 96 sobre interceptação telemática (grampo). Abril 1993. Ph.dnd. Desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral. CPA. Disponível em http://www. Disponível em: http://www. 8.vol 2 Disponível em ftp.S.isaca. e Paul L. SAC. Revised Draft. Bowen.28-STD. Disponível em http://www. CSI/FBI . An Introduction to Computer Security: The NIST Handbook.htm. COSO and SAS 55/78.isaca. Board Briefing on It Governance.html. Department of Defense Trusted Computer System Evaluation Criteria.D. CPA.nist.

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113

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30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

Paragrafo 6. First edition 10/12/2000. e 7 .116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000.

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