UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO TEIXEIRA ANDRADE MARIA DO SOCORRO B. HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Brasília – DF 2001

UNEB – UNIÃO EDUCACIONAL DE BRASILIA COPEX – COORDENAÇÃO DE ESTUDOS, PESQUISAS, PÓS-GRADUAÇÃO E EXTENSÃO REDES DE COMPUTADORES - TURMA B

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Projeto apresentado à COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília, parte dos requisitos para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores Orientador: Prof. César de Souza Machado

Brasília – DF 2001

iii

DANIELE FERREIRA DENIS N. LOPES JOSE WALDEMAR POMPOLO LUCIANO ANDRADE MARIA DO SOCORRO HENRIQUES

PROPOSTA PARA UMA POLÍTICA DE SEGURANÇA DE DADOS APLICADA ÀS SECRETARIAS DE RECEITA

Este projeto foi julgado adequado para obtenção do título de Pós-Graduado em Redes de Computadores e aprovado em sua forma final pela COPEX – Coordenação de Estudos, Pesquisas, Pós-Graduação e Extensão da UNEB – União Educacional de Brasília.

___________________________________ Prof. ……………………. Coordenador

Banca Examinadora: ___________________________________ Prof. César de Souza Machado. Orientador

___________________________________ Prof. Joaquim Gomide

___________________________________ Prof. Alex Delgado Casañas

Graças a estas pessoas tão especiais. . que durante todo o curso de pós graduação e elaboração do projeto final entenderam nossas faltas e ausências nos incentivando com palavras e atos. Agradecemos a todos de coração. estamos neste momento concluindo mais uma importante etapa em nossa jornada profissional.iii Aos nossos familiares e companheiros.

....1..................4....2............................9........46 3...............................................................................9............... Classificação das Informações ................10...7..................1............ Conteúdo Essencial........................39 3..1.........................10................9.........................................17 3............................6.34 3...............10.................................... FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA...................................10.15 2.......... Auditoria ...................................................................................................... PROJETO DE SEGURANÇA ........... Algoritmos de Chave Assimétrica..............31 3............................. Algoritmos Criptográficos.........................................................4.................................1............. Criptografia .31 3........................................1................36 3...............26 3....9.....1......................................................10....................................................9.................................... Identificação dos Recursos .........................2......... NORMA DE SEGURANÇA ...... Riscos Internos ..........2............11.............................. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA ..........48 3.1.........2..9.................................................3....................3...........................................15 2...............................2. Premissas Básicas.........................18 3................ Riscos Externos ....................................................49 ................................ Criptografia Assimétrica ......20 3...........................12 2..................................................... Análise de Ameaças ............................... Análise de Riscos ............................10.........................9....... Criptografia Simétrica ...41 3.....................5..........1.......29 3...... Considerações Importantes ..3........................9.................................................4...............35 3............................9..................................22 3.......iv SUMÁRIO PÁGINA LISTA DE ILUSTRAÇÕES .............VII LISTA DE TABELAS ........45 3.......................................... PKI (Public Key Infrastructure) ........................ Plano de Contingência......27 3.............6..................................... OBJETIVO GERAL ...............................................29 3............................................1................................15 3.........2.....49 3.........5.....2...........................................................39 3......... Flexibilidade .... OBJETIVOS ESPECÍFICOS:.9..............................1.....................7......................30 3........6...... IX 1.......9.....19 3......... SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO................................................................................... POLÍTICA DE SEGURANÇA....................................1..................33 3........................................................................................... Algoritmos de Chave Simétrica... HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA ............................................................................... MODELO DE SEGURANÇA .................................................17 3..........................................................9........................... VIII LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ........8........ Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.......47 3......45 3...................10...........1....... Visão Geral de uma Política de Segurança.. PLANO DE SEGURANÇA ..............................................................................19 3............21 3...........12.................................................................................................................9...... ARQUITETURA DE SEGURANÇA ....5..........................10............... INTRODUÇÃO ..............46 3.......9.....................................10................9.........................................................17 3.............. OBJETIVOS ...... FERRAMENTAS DE SEGURANÇA . Principais Atores .....8..................................9......................45 3..................................9....42 3....10..

...............11.........................73 4......70 4.................................................................................... PERFIL DO USUÁRIO .......70 4........53 3....... PLANO DE CONTINGÊNCIA ......5. Softwares de Prevenção.............................57 3......5...............69 4............71 4....... IPSec.................8...................................94 5. Outras Vulnerabilidades ...................4....................................... ANÁLISE DE RISCOS ............5.....2.................................... COMPETÊNCIAS GENÉRICAS ....1......9...... Departamento de Fiscalização ......................................10..............................................................72 4...............87 5..................................68 4..........94 5....................... Vulnerabilidades Referentes a Aplicações ...89 5.........81 5............1........................................62 3..10.............4................................................................................................................ POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 .......................6.......................................................................................... Token Card...................................................6..................4................3 Identificação de Ameaças e Contramedidas........................1.................3...4.............................v 3.97 ....................3....10.......86 5.68 4........ Vulnerabilidades Internas.......................................... Departamento de Tributação....1..........2...........................7.................................85 5..1........1.... Firewall................ INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES ..........53 3..10..8.1..5.........10................ Departamento de Arrecadação...6............................... Softwares de Detecção ...... IDS (Intrusion Detection System ) .....1............ Software de Identificação ........................... Departamento de Atendimento ao Contribuinte ................94 5....... MATRIZ DE USO DE DADOS ........................................... Backup.......................9..............................6.......... Coordenação de Administração ......................................10......4........... OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA ...........78 5.....................................7.83 5.........3.95 5......10...................... Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico ..91 5..... POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA ......8......... Vulnerabilidades Externas..........4...................2........1.4............................................................................................................... ORGANOGRAMA PADRÃO ............................................................60 3..5...........4........3................................................ APLICABILIDADE ....................................72 4..........................4.1......71 4..... Vulnerabilidades ...........4............1. SANÇÕES ...54 3..................................................10......................4.1........................................ NORMAS DE SEGURANÇA .....1.9............ POLÍTICA DE SEGURANÇA...............4............10.........................54 3.........9...................................... PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO . VPN (Virtual Private Network).....73 4....5...............86 5................95 5.........................................9......................................1..... Biometria......4...........................73 4.......1................10.........................................................................2......... RESPONSABILIDADE ..2...............................10.....1......................................................61 3...........................................54 3...................... RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) ...59 3.....83 5..............................10...2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade.....................................................................3.................................4.........10.............................1.84 5...72 4.............................................................81 5..............................................................................51 3......................................................................................................................1.....................7......................... Coordenação de Informática .......... Anti-Vírus............................................................................................................10....................................................1............................................1....................................96 5........................... POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000......... OBJETIVOS ESPECÍFICOS ... Call Back.......... Requisitos Básicos de um Antivírus............3..................1 Plano de Ação para Emergências .....................62 4....10......................................4..58 3.............55 3.......................4.........85 5...

.......................114 ANEXO II.104 5.100 5.............103 5.....................................9........................................2................ Tipos de Auditoria Propostos .5............................102 5...1............................................................... Metodologia ......10.................... Quando Devem ser Feitas as Auditorias .......................................................9.............................................106 6............................................................ Recomendações ISO/IEC 17799:2000........ Como Auditar...... AUDITORIA ................3 Plano de Recuperação de Desastre ................................................4........................................................................................................... CONCLUSÃO................2 Procedimento de Resposta Imediata.........................................vi 5..................................................................10.........................................................................10............3.10.................115 ANEXO III ......100 5........................................................................................................................111 ANEXO I ...................................................101 5..10...10....109 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..............99 5....................................................116 .....................

.................................... 78 Figura 13 ...........Estrutura Básica das Secretarias de Receita ................................................ 27 Figura 3 ................................................... 64 Figura 7 . 108 .............................................................................Metodologia CobiT......................... 77 Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos................................................ 75 Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita................ 74 Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 .................................................. 70 Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita.......... ................................. 76 Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000.. .. 42 Figura 4 ................................................................................ 101 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT....................... 63 Figura 6 – Autenticação com Sincronismo............................. ...................................................................Formação da Cultura de Segurança .........................................................Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking:.................................. 50 Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha ..... 22 Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança ..................vii LISTA DE ILUSTRAÇÕES PÁGINA Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança.........................................

.................................................... 80 Tabela 2 – Análise de Ameaças....................................... 98 Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas................................................................................................. 97 Tabela 4 – Identificação de Ameaças ..........................viii LISTA DE TABELAS PÁGINA Tabela 1 ........................................................................... 99 ...................Matriz de Uso de dados ......................................................................................... 82 Tabela 3 – Contagem de Recursos ...........

ix LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS ATM ACK AES AH BS CA CC CCITSE CCSC CD-Rom CHAP CNPJ CO2 CobiT COSO CPD CPF CPU CRL CSI/FBI CTCPEC CTN CVM DES DTI ESP FD FTP GB HD HP HTTP IBM ICMS ID IDEA IDS IETF IKE INC. IP IPSec IPVA ISO/IEC IT ITSEC LAN MB MD5 MS-Office Asynchronous Transfer Mode Acknowledgement Advanced Encryption Standard Authentication Header British Standard Certificate Authorities Common Criteria Common Criteria for Information Technology Security Evaluation Centro Comercial de Segurança na Computação Compact Disc-Read Only Memory Challenge Handshake Authentication Protocol Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica Gás Carbônico Control Objectives for Information and Related Technology Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission Centro de Processamento de Dados Cadastro de Pessoa Física Central Process Unit Lista de Certificados Revogados Computer Crime and Security Survey/Federal Bureau of Investigation Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria Código Tributário Nacional Comissão de Valores Mobiliários Data Encryption Standard Departamento de Comércio Britânico Encapsulating Security Payload Floppy Disk File Transfer Protocol Gigabyte Hard Disk Hewlett Packard Hypertext Transfer Protocol International Business Machines Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços Identification International Data Encryption Algorithm Intrusion Detective System Internet Engineering Task Force Internet Key Exchange Incorporated Internet Protocol Internet Protocol Security Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores International Organization for Standardization/International Engineer Committee Information Technology Information Technology Security Evaluation Criteria Local Area Networks Megabyte Message Digest 5 Microsoft Office .

Adleman Data Security Inc.x NAS NBS NCC NIC NIST NSA OSI PAP PKI PNAFEM POP3 PPP PPTP RA RADIUS RAM RAS RC2. Shamir. Adleman Rivest. Shamir. RC4 RFC RIP RSA RSA/DSI SAC SAS SMTP SP SSL TCP TCSEC TFTP TI UDP UNEB UPS VB VPN WAN Web ( WWW. W3) Network Access Server National Bureau of Standards National Computing Center Network Interface Card National Institute of Standards in Technology National Security Agency Open System Interconnect Password Authentication Protocol Public Key Infrastructure Programa Nacional de Apoio à Administração dos Estados e Municípios Post Office Protocol versão 3 Point to Point Point to Point Tunneling Protocol Registration Authorities Remote Access Dial In User Service Random Access Memory Remote Access Server Rivest Cipher Request for Comments Routing Information Protocol Rivest. Systems Auditability and Control Statements on Auditing Standards Simple Mail Transfer Protocol Service Pack Secure Sockets Layer Transport Control Protocol Trusted Computer System Evaluation Criteria Trivial File Transfer Protocol Tecnologia da Informação User Datagrama Protocol União Educacional de Brasília Uninterruptable Power System Visual Basic Virtual Private Network Wide Area Networks World Wide Web .

” Altair Lemos Moura Diretor de administração do Ministério da Fazenda em São Paulo justificando as fraudes no sistema de pagamento de pensionistas do Ministério .. nunca imaginamos que um servidor de nossa carreira pudesse cometer um crime destes .. nós sempre nos preocupamos com possíveis invasões externas... qualificando um ex funcionário de sua empresa que divulgou para a imprensa esquemas das redes de grandes clientes para os quais prestava consultoria Maio/2001 “.. não imaginamos que alguém da casa pudesse cometer tal desatino ... “ Regina Peres Teles Borges Ex Diretora do PRODASEN tentando explicar a violação do painel de votações do Senado Federal Junho/2001 “..” Fernando Néri Presidente da Módulo Security.. é atitude de um desequilibrado....xi Abril/2001 “.

Paralelamente. os sistemas de informação também adquiriram uma importância vital para a sobrevivência da maioria das organizações modernas. sejam elas relativas aos usuários ou às pessoas que compõem a Administração Pública. Como ocorreu na evolução de vários outros produtos. turma B. Logo depois que as organizações começaram a utilizar intensamente os ambientes de computação em rede para aprimorar sua capacidade de criar. previsto na Constituição.12 1. Tal preocupação decorreu do fato destas instituições terem passado recentemente por grandes revoluções no campo da informática aplicada quando decidiram caminhar na direção da autonomia e se libertar das Companhias Estaduais/Municipais de Processamento de Dados. que doravante chamaremos de Secretarias de Receita. a prestação de serviços com qualidade pode se tornar inviável. Os sites de Internet devem comprometer-se em garantir a confiabilidade das informações de caráter pessoal que são armazenadas em suas bases de dados. A distribuição da massa informacional. INTRODUÇÃO No âmbito do Governo existem perdas que podem causar danos irreparáveis. em diversas oportunidades. comunicar e usar informações vitais. Recentes fatos noticiados na imprensa coincidiram com a conclusão do curso de Redes de Computadores 2000/2001 – UNEB. a preocupação em relação à proteção destas contra o acesso não autorizado e possível destruição cresceu de forma acentuada. armazenar. além do direito à consulta sobre os dados disponibilizados nos sistemas governamentais. garantida através de mecanismos de segurança para as diversas linhas de aplicação e suporte às atividades dentro e fora do governo. os aspectos de segurança atingiram tamanha complexidade que há a necessidade do desenvolvimento de equipes cada vez mais especializadas para sua implementação e gerência. sem computadores e redes de comunicação. levando-nos a propor uma discussão sobre a formulação de uma política de segurança da informação aplicada às instituições governamentais de administração tributária. tem se manifestado no sentido de assegurar a proteção da informação sob sua guarda e aquelas de interesse do cidadão. O Governo Federal. a indústria de segurança de rede inicialmente concentrou seus . já que. Com a chegada dos computadores pessoais e das redes de computadores que se conectam ao mundo inteiro. É fundamental garantir o direito dos cidadãos à privacidade. é uma diretriz que se materializa gradativamente.

Embora a maioria dos produtos comerciais de verificação fizessem um trabalho confiável de identificação das vulnerabilidades e das medidas de segurança que podiam ser utilizadas para solucioná-las. A variedade e a complexidade das redes levaram ao desenvolvimento de mecanismos mais sofisticados para identificar áreas vulneráveis que exigiam atenção constante. que permite tomar decisões de segurança de forma racional. por fim. O principal objetivo da verificação era identificar o maior número possível de vulnerabilidades no sistema. um gerenciamento de segurança realmente eficaz deve ser capaz de fornecer um contexto amplo para a aplicação mais apropriada de métodos de verificação. em seguida. Sua principal meta é tornar o gerenciamento de risco de segurança da rede parte integrante do conjunto de ferramentas básicas da organização para um gerenciamento “24 X 7” ou seja. Estes produtos tinham como principal objetivo identificar pontos fracos na rede através da aplicação de uma variedade de cenários de invasão. Diante da nova situação surgiu uma nova categoria de produtos que consistia em sistemas de “verificação e teste”. Para oferecer suporte à decisão. como o tradicional sistema de prioridades: Alta. testes e análises. . para identificar outras áreas vulneráveis que necessitavam de atenção. proteções e outras medidas de segurança. Em um primeiro momento. levando em consideração a missão geral. orientado para gerenciamento. disponibilidade da rede 24 horas dos 7 dias da semana. O grande mérito das soluções de segurança de rede de terceira geração é reunir todos os recursos já existentes em um único recurso abrangente. partindo. as metas e os objetivos comerciais da empresa. Nos últimos anos. estes sistemas de segunda geração também raramente incluíam recursos para simular diferentes cenários de proteção e/ou realizar uma análise de custo/benefício das medidas de segurança propostas. Em vez de ser uma atividade de escopo limitado ou um evento periódico. o conceito de verificação e teste surgiu em produtos direcionados ao mercado de invasores potenciais e. deram origem a vários produtos comerciais. seus mecanismos de classificação não iam muito além de graduações relativamente grosseiras.13 esforços em proteger os pontos fracos mais óbvios. as organizações reguladoras e padronizadoras do setor de segurança têm dado ênfase à definição e à implantação de sistemas de gerenciamento de risco abrangentes. Média e Baixa. simulando invasões em vários pontos diferentes. compatível com as suas metas estratégicas.

Para evitar que isto ocorra. O inventário de informações (ativos) oferece um contexto apropriado para julgar os riscos reais decorrentes das possíveis vulnerabilidades e ameaças a estes ativos. A tendência de negligência quanto aos procedimentos de segurança até que ocorra algum problema grave é muito comum nos ambientes denominados “cliente-servidor”. tanto públicas quanto privadas. mas que não retirasse do usuário a agilidade necessária ao bom funcionamento do negócio. perceberam que se tornaram vulneráveis.14 Considerando a organização como um todo. procuraram implementar metodologias e ferramentas de segurança. o gerenciamento estruturado dos riscos deve invariavelmente começar com a compreensão da importância e do valor relativos de todas as informações. devem-se adotar políticas de segurança que determinem quais itens devem merecer atenção e com quais custos. . da catalogação e análise iniciais dos ativos de informação será possível avaliar os impactos de sua possível destruição ou comprometimento. Apenas através da identificação. Como as organizações. sendo o grande desafio desta questão a criação de um ambiente controlado e confiável.

lógicos e pessoais. Apresentar os riscos. sendo quase impossível manter seus negócios sem o auxílio do computador. A excessiva demanda da comunidade por acesso às informações residentes e tratadas nestas instituições levou seus administradores a buscarem novos meios para dar vazão a esta demanda.CTN. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: • • • • Levantar as necessidades das Secretarias de Receita quanto à segurança das informações em seu poder. Desenvolver controles de segurança física. que garante o sigilo fiscal.2.15 2. confidencialidade. disponibilidade da informação e não repúdio dos dados. . lógica e pessoal. as grandes organizações e instituições estão cada vez mais dependentes de novas tecnologias. incluindo fraudes eletrônicas. vandalismo. Atualmente. A realidade das Secretarias de Receita ainda baseia-se em Sistemas Corporativos voltados para ambientes fechados (mainframe).1. espionagem. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança da informação e as contramedidas pare prevenir ataques. 2. Considerando que os dados e informações residentes nas Secretarias de Receita podem refletir a vida financeira e contábil de pessoas e empresas e são legalmente protegidas pelo Código Tributário Nacional . fogo e inundação. Conscientizar os funcionários e prestadores de serviço quanto à segurança das informações. apresentando controles físicos. seus sistemas de informação e redes de computadores são colocados a prova por diversos tipos de ameaças à segurança da informação. sabotagem. Cada vez mais estas organizações. OBJETIVOS 2. surge a necessidade de se implementarem mecanismos eficientes que possam garantir a integridade. OBJETIVO GERAL Este trabalho tem por objetivo apresentar uma proposta de política de segurança baseada na norma ISO/IEC 17799:2000 às Secretarias de Receita. autenticidade.

Propor uma metodologia de auditoria como elemento de apoio à administração de segurança da informação. Elaborar um plano de contingência visando garantir a continuidade do negócio das Secretarias de Receita. .16 • • • Apresentar uma proposta de política de segurança à alta administração das Secretarias de Receita buscando comprometimento e apoio para implementação da mesma.

PROJETO DE SEGURANÇA A estratégia de segurança da informação de uma empresa exige a elaboração de um projeto de segurança que descreva todos os aspectos da segurança da informação na empresa. 1997.garantia de que a informação é acessível somente por pessoas autorizadas. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA A fim de facilitar o entendimento geral. OPPENHEIMER.garantia da identidade da origem e do destinatário de uma informação. consideram-se as ferramentas de hardware e software utilizadas e o domínio da aplicabilidade das mesmas pela organização. Um desses aspectos consiste na elaboração de um plano de segurança. também podem ser fundamentais para garantir a segurança da informação: • • Autenticação . 3. SEGURANÇA DA INFORMAÇÃO A segurança da informação de uma instituição passa primeiramente por uma relação considerável de normas que regem os comportamentos de seu público interno e suas próprias atitudes em relação aos clientes externos.garantia de que os usuários autorizados tenham acesso à informação e aos ativos correspondentes quando necessário (ISO/IEC 17799:2000). 1999). Disponibilidade .17 3. além disso. (FRASER. . Conforme o caso. A segurança da informação consiste na preservação dos seguintes atributos: • • • Confidencialidade . serão descritos a seguir alguns conceitos básicos importantes para a discussão do tema.1. 3.2.garantia de que o emissor não negará um procedimento por ele realizado.garantia de que as informações e métodos de processamento somente sejam alterados através de ações planejadas e autorizadas. Integridade . Não repúdio .

FTP. quem terá acesso aos serviços. Desenvolvimento de um plano de segurança. O plano deve estar baseado na análise de ativos de redes e riscos. o modo como o acesso será fornecido e quem irá administrar os serviços. dos procedimentos de controle dos ambientes. Análise dos requisitos de segurança e compromissos. envolve várias etapas de trabalho: • • • • • • • Identificação dos ativos da empresa em termos de informações. gerenciamento e auditoria dos procedimentos de segurança. correio eletrônico e outros. gerentes e pessoal técnico serão treinados sobre normas e procedimentos de segurança? Para ser útil. incidentes e contingências.18 O projeto de segurança. quem terá acesso aos serviços. Análise dos riscos de segurança. Definição de uma norma de segurança. Deve fazer referência à topologia de rede e incluir uma lista de serviços de rede que serão fornecidos. um plano de segurança precisa ter o apoio de todos os níveis de funcionários dentro da organização. segundo Oppenheimer (1999). Desenvolvimento de procedimentos para implantar a norma e uma estratégia de implementação. Um dos aspectos mais importantes do plano de segurança é uma especificação das pessoas que devem estar envolvidas na implementação da segurança de rede: • • • Serão contratados administradores de segurança especializados? Como os usuários finais e seus gerentes estarão envolvidos? Como os usuários finais. quais áreas da empresa disponibilizam os serviços. contendo a relação dos serviços de TI disponibilizados. e Implementação. Esta lista deve especificar quem fornecerá os serviços. Web. a descrição detalhada de sua implementação. as pessoas e outros recursos que serão necessários para desenvolver uma norma de segurança e alcançar a implementação técnica da norma. É muito importante que a administração corporativa .3. PLANO DE SEGURANÇA Plano de Segurança é um documento de alto nível que propõe o que uma organização deve fazer para satisfazer os requisitos de segurança. O plano especifica o tempo. como por exemplo. 3.

3.19 apoie plenamente o plano de segurança. O desenvolvimento de uma norma de segurança é trabalho dos administradores de redes. A norma deve especificar os mecanismos pelos quais estas obrigações podem ser cumpridas. O pessoal técnico da rede e de locais remotos deve se envolver no plano. executivos e pessoal técnico.5. definem processos de configuração. Pelo fato de as organizações mudarem continuamente. Da mesma forma que o plano. A norma de segurança é um documento vivo. a norma de segurança deve ter o comprometimento de funcionários.4. Podem-se definir procedimentos de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível operacional. dentro de um segmento particular do ambiente desta corporação. Pode-se definir ainda. The Site Security Handbook). Uma vez desenvolvida. norma de segurança como sendo um estatuto no qual estão transcritas regras de nível intermediário. ou seja. compreendeu e concorda em cumprir as normas. entre o nível estratégico e o de descrição de procedimentos. 1999). NORMA DE SEGURANÇA Norma de segurança é uma declaração formal das regras às quais as pessoas que têm um determinado acesso à tecnologia e aos ativos de informações de uma organização devem obedecer. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações e recursos de uma instituição. a nível de descrição de execução de . as normas de segurança devem ser atualizadas com regularidade a fim de refletirem novas orientações comerciais e mudanças tecnológicas (Oppenheimer. login. gerentes e ao pessoal técnico de suas obrigações para proteger os ativos de tecnologia e informações. A norma de segurança informa aos usuários. auditoria e configuração. gerentes. Muitas empresas exigem que o pessoal assine uma declaração indicando que leu. PROCEDIMENTOS DE SEGURANÇA Os procedimentos de segurança implementam normas de segurança. ou seja. 1999). 3. da mesma forma que os usuários finais (Oppenheimer. a norma de segurança deve ser explicada a todos pela gerência superior. (RFC 2196.

Os procedimentos de segurança devem especificar como controlar incidentes (quer dizer. deve existir uma arquitetura de segurança com potencial necessário para atingir todas as metas e objetivos de segurança desejáveis sem comprometer a capacidade de adaptabilidade e a independência dos recursos de TI (Tecnologia da Informação). A divulgação deve ser restrita aos funcionários diretamente envolvidos. Com base nessa arquitetura. administradores de redes e administradores de segurança. Uma arquitetura de segurança representa um elenco de recomendações que define os princípios e fundamentos que devem ser observados na implementação de um ambiente considerado seguro em relação aos riscos. dados. o modelo de segurança e a junção de padrões e tecnologias. Em um ambiente como o da Secretaria de Receita. fazer auditoria e desenvolver o plano de contingência com objetivo de manter o negócio da Secretaria de Receita sempre ativo. lógicos. 2001). Uma arquitetura de segurança deve levar em consideração três elementos básicos: pessoas. o que fazer e quem contatar se uma intromissão for detectada). comunicação de dados e gerência de sistemas e rede. impactos e custos ao qual ele está submetido. Para tanto. Para implementar a política de segurança deve ser criada uma arquitetura de segurança que consiste na aplicação de todos os controles físicos. Os procedimentos de segurança podem ser comunicados aos usuários e administradores em turmas de treinamento lideradas por instrutores qualificados.20 ações.6. Devem ser escritos procedimentos de segurança para usuários finais. 3. é criado um documento denominado política de segurança para ser divulgado em toda empresa. dentro de um segmento particular do ambiente da corporação. são criados o plano de contingência e o processo de auditoria. a arquitetura de segurança recomendada deve fornecer as bases para os aspectos de segurança dos seguintes elementos: aplicações. cujo cumprimento visa garantir a segurança das informações de uma instituição. técnicos e administrativos necessários para a garantia da segurança da informação (ROBERTI. ARQUITETURA DE SEGURANÇA Com base na norma de segurança. . baseado na arquitetura clienteservidor.

Definir relacionamentos entre os componentes de segurança: autenticação e permissão de acesso. Ser alavancada por tecnologias de segurança amadurecidas. por exemplo. Um modelo de segurança deve prover a habilidade de proteger adequadamente a informação. funcionários. MODELO DE SEGURANÇA O conjunto de todos os controles. denomina-se modelo de segurança que. Para tanto. procedimentos e mecanismos de segurança. Estar em conformidade com padrões infacto. antes de qualquer entidade (usuários. e Obter a conscientização de usuários finais. programas) confiar em um sistema. Ambientes de TI como os da Secretaria de Receita geralmente são dinâmicos e sujeitos a muitas pressões da sociedade. se corretamente implementado. Possuir um modo consistente de gerenciamento. Uma arquitetura de segurança eficiente e eficaz deve levar em conta o trinômio: pessoas. por exemplo: criptografias e cartão inteligente. como por exemplo a norma ISO/IEC 17799:2000 e CobiT. Ter performance e disponibilidade dos mecanismos de segurança.7. Um modelo de segurança endereça os requisitos técnicos de segurança exigidos conforme figura a seguir.21 É importante salientar que a arquitetura de segurança proposta deve conduzir a implementações que sejam financeiramente possíveis para a organização. Em um ambiente confiável. 3. aplicação de rede. pode reduzir o custo do desenvolvimento e do gerenciamento da segurança. padrões e tecnologias usadas em um Modelo de Segurança. é necessário saber quais recursos podem ser utilizados com segurança e quais informações são confidenciais. . a arquitetura deve possuir as seguintes qualidades: • • • • • • • Ser independente de plataforma operacional.

países como Estados Unidos. Holanda. França. Os princípios de segurança são declarações particulares que definem o que a segurança significa para a organização e como será administrada. Entende-se por ambiente confiável a combinação de segurança. Os princípios indicam itens como identificação. proteção de dados e recursos. recuperação e para assegurar conformidade às leis e regulamentos aplicáveis à arquitetura de segurança. requisitos de autenticação e os controles. Os controles referem-se a gerência e mensuração das operações sobre sistemas e dados no ambiente. 3. Fonte: Arquitetura de Segurança desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral A fundação consiste de declarações claras e concisas. performance e disponibilidade dentro dos limites aceitáveis e definidos nos princípios e na política de segurança. É através dos princípios que a Arquitetura de Segurança será definida.8. políticas e procedimentos de segurança da instituição que servirão como guia para a gerência de riscos. HISTÓRICO DAS NORMAS DE PADRONIZAÇÃO DE SEGURANÇA Nas últimas duas décadas. Reino Unido e Canadá têm se empenhado no desenvolvimento de Padrões de . Alemanha.22 MODELO DE SEGURANÇA AMBIENTE CONFIÁVEL SEGURANÇA INTEGRIDADE AUTORIZAÇÃO CONFIDENCIALIDADE AUTENTICAÇÃO PERFORMANC DISPONIBILIDADE CONTROLES ACESSO FÍSICO ACESSO À REDE GERÊNCIA MONITORAÇÃO E DETECÇÃO RECUPERAÇÃO CONTINUIDADE DURABILIDADE CONSISTÊNCIA GERÊNCIA DE MUDANÇAS NÃO REPÚDIO AUDITORIA FUNDAÇÃO POLÍTICAS DE SEGURANÇA PRINCÍPIOS DE SEGURANÇA PADRÕES E CRITÉRIOS DE SEGURANÇA EDUCAÇÃO Figura 1 – Requisitos do Modelo de Segurança.

e modelo de documentação requerido a cada tipo de evento. 2 em janeiro de 1993. 1 em dezembro de 1992 e vol. subsistemas.(ITSEC). alarga o horizonte para incluir sistemas monolíticos. A enorme disponibilidade de produtos no mercado internacional gerou a necessidade de padrões que pudessem ter ampla aceitação e aplicabilidade no mercado. O Orange Book (TCSEC) define a Política de Segurança e conceitos de responsabilidade. A primeira tentativa de desenvolver um critério padrão foi o Information Technology Security Evaluation Criteria . lançado em junho de 1991. a Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria (CTCPEC). elaborado pela França. tornou-se necessária uma normatização e posteriormente uma harmonização.(TCSEC). conhecido como o Orange Book. a disponibilidade e a legitimidade. estes critérios são definidos como critérios . sistemas multi-processados. CTCPEC. O Federal Criteria for Information Technology Security foi elaborado em conjunto pelo National Institute of Standards and Technology (NIST) e o National Security Agency (NSA) dos Estados Unidos. Alemanha. garantia e documentação.23 Segurança para Tecnologia da Informação. O ITSEC faz a primeira tentativa de desenvolver critérios padronizados para a Comunidade Européia. a confidencialidade. cuja versão final saiu em 1985. sistemas distribuídos. a integridade. banco de dados e periféricos não foram suficientemente conceituados por esta norma. passou a ser o critério de normatização do Canadá (janeiro de 1993. última edição). A canadense. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos lançou em 1983 o Trusted Computer System Evaluation Criteria . Este último descreve o tipo. sistemas de rede. e outros. testes. Como o comércio não poderia dispor e avaliar produtos em múltiplos países com múltiplos padrões. Os critérios divididos anteriormente em funcionalidade e confiabilidade passam a serem divididos na CTCPEC. Vol. Holanda e Reino Unido e adotado pelos países membros do Mercado Comum Europeu. Esta norma européia introduz o conceito de separar as exigências funcionais e as exigências de garantia. Os sistemas de administração de redes. a evidência escrita na forma de guias de usuário. bancos de dados. em quatro critérios: da garantia em TI. e permite a seleção arbitrária da segurança funcional a níveis de graus de garantia. manuais. A norma canadense.

O CC também serve para auxiliar os avaliadores a julgar se um produto preenche ou não os requisitos de segurança e para fornecer dados quando estiver formando métodos específicos de avaliação. geralmente referido apenas como “Common Criteria” (CC). a versão 2. o desenvolvimento e a avaliação de produtos de segurança para TI. O CC pode ser útil para os desenvolvedores auxiliando na escolha de quais requisitos de segurança vão incluir em seus produtos. visando permitir comunicações cada vez mais seguras e prover uma abordagem consistente para segurança em ambiente ISO. O Common Criteria é um esforço multinacional de escrever um sucessor para o TCSEC e ITSEC.CCITSE (Critério Comum para Avaliação de Segurança da Tecnologia da Informação). 1. a comunicação. dentre eles o ISO/IEC 7498-2 que trata dos aspectos relativos à segurança e sua forma de aplicação em circunstâncias onde é necessário proteger os dados. O Common Criteria pode ser usado por consumidores para ajudá-los a decidir quais produtos de segurança comprar baseados nas classificações do CC. A arquitetura de segurança ISO estabelece.24 O Federal Criteria tem como característica a especificação. e também para publicar suas exigências de segurança de forma que os vendedores possam desenvolver produtos que estejam de acordo com as mesmas.0 em maio de 1998 e a última versão em agosto de 1999. A chave deste esforço é o avanço do estado da arte da segurança em TI e a harmonização de esforços internacionais. Canadá e Holanda publicaram uma avaliação de padrões desenvolvida em conjunto para um mercado multinacional. que combina os melhores aspectos de ambos. orientações e restrições para o aperfeiçoamento dos padrões existentes além de guiar o desenvolvimento de novos padrões. O modelo de referência OSI/ISO/IEC inicialmente foi elaborado para permitir a interconexão entre sistemas baseados em diferentes plataformas. Alemanha.0) foi publicada em Janeiro de 1996. França. Reino Unido. . e para determinar suas responsabilidades em apoiar e avaliar seus produtos. O modelo básico foi ao longo do tempo sendo complementado com adição de outros documentos. Este padrão é conhecido como Common Criteria for Information Technology Security Evaluation . Uma versão inicial (v. Em Janeiro de 1996. os recursos e os usuários do ambiente. para desenvolver e criar produtos de forma a provar aos avaliadores que tais produtos preenchem os requisitos. em conjunto com o esquema básico definido no modelo de referência. os Estados Unidos.

Neste ínterim. a BS7799:1999. integridade a disponibilidade das informações de seus clientes. A arquitetura ISO trata exclusivamente dos aspectos de segurança relacionados à comunicação entre os sistemas finais não abrangendo medidas de segurança que devem ser adotadas nos sistemas complementares necessárias para garantir a proteção completa dos recursos e dados do sistema. oito pequenas modificações ao texto da BS foram aprovadas e o padrão foi publicado como ISO/IEC 17799:2000 em 1 de dezembro de 2000. a BS 7799-2:1998 foi adicionada em fevereiro de 1998. Fundado em maio de 1987. O resultado final foi publicado. o comitê responsável pelo desenvolvimento da BS 7799 está se preparando para atualizar a parte 2 de forma a ser proposta como padrão ISO. publicado em 1989. Seguindo um período de mais consultas públicas. Em outubro de 2000. A origem da ISO/IEC 17799:2000 remonta aos dias do Centro Comercial de Segurança na Computação (CCSC) do Departamento de Comércio Britânico (DTI). A parte 1 do padrão foi proposta como um padrão ISO em outubro de 1999 e aprovada por maioria em votação internacional em agosto de 2000. Uma segunda parte. bem como um esquema associado de avaliação e certificação.25 A arquitetura de segurança apresentada no modelo ISO/IEC 7498-2 possui os seguintes objetivos: • • Descrever os serviços de segurança e os mecanismos a eles relacionados e Definir a posição dos serviços de segurança e dos mecanismos associados no modelo de referência. A ISO/IEC 17799:2000 tem como objetivo permitir que companhias que cumprem a norma demostrem publicamente que podem resguardar a confidencialidade. a primeira revisão do padrão. foi publicada em abril de 1999. o CCSC tinha duas principais tarefas: a primeira era auxiliar os vendedores de produtos de segurança de TI a estabelecer um conjunto de critérios de avaliação de segurança reconhecido internacionalmente. o PD 0003. . Consistia em um código de práticas para gerenciamento de segurança da informação. a princípio. principalmente da Indústria Britânica. a segunda tarefa era ajudar os usuários a produzirem um código de boas práticas de segurança que resultou em um “Código de Práticas para Usuários”. como um documento de orientação dos Padrões Britânicos. Após um período de extensivas revisões e consultas públicas que iniciou em novembro de 1997. foi posteriormente relançado como a British Standard BS7799:1995. O National Computing Center (NCC) e posteriormente um consórcio de usuários. deram continuidade ao seu desenvolvimento para garantir que o Código era tanto significativo quanto prático do ponto de vista dos usuários.

Uma política de segurança é a expressão formal das regras pelas quais é fornecido acesso aos recursos tecnológicos da empresa. onde as responsabilidades recaem. O caráter estratégico de uma política de segurança deve garantir que a mesma aborde questões que são essenciais para a corporação como um todo. Cada regra da política serve como referência básica para a elaboração do conjunto de regras particulares e detalhadas que compõem as normas e os procedimentos de segurança. é .26 A ISO/IEC 17799:2000 fornece mais de 127 orientações de segurança estruturadas em 10 títulos principais para possibilitar aos leitores identificarem os controles de segurança apropriados para sua organização ou áreas de responsabilidade. plano de continuidade dos negócios e requisitos legais. Portanto. Além de fornecer controles detalhados de segurança para computadores e redes. A política deve especificar os mecanismos através dos quais estes requisitos podem ser alcançados. Uma vez que a política é um estatuto. Outro propósito é oferecer um ponto de referência a partir do qual se possa adquirir. A administração deve estabelecer uma política clara e demonstrar apoio e comprometimento com a segurança da informação através da emissão e manutenção de uma política de segurança da informação para toda a organização (ISO/IEC 17799:2000). equipe e gerentes. conscientização sobre segurança para os funcionários. aprovação e aplicação sigam os ritos internos da instituição na qual será aplicada. O principal propósito de uma política de segurança é informar aos usuários.9. uma tentativa de utilizar um conjunto de ferramentas de segurança na ausência de pelo menos uma política de segurança implícita não faz sentido (RFC 2196). A política deve especificar as metas de segurança da organização. 3. para que sejam adequados aos requisitos propostos. a ISO/IEC 17799:2000 dá orientações sobre políticas de segurança. POLÍTICA DE SEGURANÇA A política de segurança tem por objetivo prover à administração uma direção e apoio para a segurança da informação. e qual o comprometimento da organização com a segurança. configurar e auditar sistemas computacionais e redes. Com o intuito de tornar a política de segurança um instrumento que viabilize a aplicação prática e a manutenção de uma infra-estrutura de segurança para a instituição. as suas obrigações para a proteção da tecnologia e do acesso à informação. é necessário que a sua elaboração.

9. É importante lembrar que toda regra aplicada a uma instituição deve estar em consonância com os objetivos fins da mesma.27 necessário que a política seja desdobrada em estatutos mais detalhados. A política de segurança como um elemento institucional da organização possui um ciclo de vida indefinido e deve prever todos os mecanismos de defesa contra qualquer ameaça conforme estabelecido no estudo de custos x benefícios. sendo que o limite será ditado pelas necessidades e conveniências da instituição para a qual são elaborados as regras de segurança. uma política só apresentará efetividade ao longo do tempo se sofrer constantes reavaliações e atualizações conforme o ciclo de etapas mostrado a seguir. mais detalhado e de caráter operacional será. Considerando a mutabilidade de tais elementos e dos próprios objetivos e metas da organização. mas um meio para se chegar a um objetivo maior. Outros níveis podem existir. tal qual numa hierarquia. quanto mais baixo o nível hierárquico de um documento de segurança em relação à política. Visão Geral de uma Política de Segurança A elaboração de um programa sistematizado de segurança de informações parte da análise das seguintes indagações: . Estes estatutos podem ser referidos como políticas específicas. regras complementares. Implementação Auditoria Administração Figura 2 – Processo de uma Política de Segurança Diretrizes e normas 3.1. A segurança não é um fim em si mesma. normas. Cabe ressaltar que. ou controles.

do que se deve proteger. existe muita publicidade sobre intrusos externos em sistemas de computadores. é possível se enganar sobre onde os esforços são necessários. A análise de risco envolve determinar o que se deve proteger. Integridade – garantia de que os dados não sejam apagados ou de alguma forma alterados sem a permissão competente. Como por exemplo. Custo neste contexto significa incluir perdas expressas em moeda corrente real. deve-se atentar para os seguintes princípios que norteiam um bom programa de segurança de informação: • • • Confidencialidade – garantia contra o acesso de qualquer pessoa/entidade não explicitamente autorizada. a maior perda ocorre com intrusos internos. e como proteger. confiança e outras medidas menos óbvias. É preciso conhecer os riscos. o que ajuda a definir quanto vale a pena gastar com proteção. Embora isto possa parecer óbvio. recursos financeiros e humanos se pretendem gastar para atingir os objetivos de segurança desejados? Qual a expectativa dos usuários e clientes em relação à segurança das informações? Quais as conseqüências no caso dos recursos serem corrompidos ou roubados? Obtidas as respostas às indagações acima. Este é o processo de examinar todos os riscos e ordenar esses . mas a grande parte das pesquisas sobre segurança mostram que.28 • • • • • • • • O que se deseja proteger? Contra que ou quem? Quais são as ameaças mais prováveis? Qual a importância de cada recurso? Qual o grau de proteção desejado? Quanto tempo. reputação. identificar os pontos vulneráveis e determinar uma solução adequada para a organização. O primeiro passo para isto é avaliar o valor do bem ou recurso a ser protegido e sua importância para a organização. Disponibilidade – garantia de que os serviços e os dados estejam disponíveis no momento em que são requisitados por pessoa ou entidade autorizada. Uma das razões mais importantes de criar uma política de segurança da informação é assegurar que esforços despendidos em segurança renderão benefícios efetivos. saber quais as conseqüências da falta de segurança.. para a maioria das organizações.

Uma política de segurança não deve prejudicar os processos de produção da organização. procedimentos 3. sem antes determinar quais são as suas metas de segurança. tal como as pessoas que de fato usam os sistemas. hardware. programas. utilitários. armazenados on-line. sistemas operacionais e programas de comunicação. tais como informações proprietárias. local. administradores e suporte de hardware. terminais. servidores de terminais.29 riscos por nível de severidade. fitas e mídia magnéticas. estações de trabalho. Considerações Importantes O domínio das ferramentas de proteção disponíveis no mercado aliado a uma consistente análise dos riscos constituem a base para a formação de um sólido programa destinado à segurança institucional dos dados de uma organização e irá determinar quão segura é a rede de comunicação e os dados nela residentes. 1989). logs de auditoria. alguns são negligenciados. roteadores. programas objeto. computadores pessoais. linhas de comunicação. 3. O ponto de partida é a lista de todos as partes que podem ser afetadas por um problema de segurança. . não é possível tomar boas decisões sobre segurança.2. deve preocupar-se com as funcionalidades que irá manter e qual será a facilidade de utilizá-las. Alguns são óbvios. No entanto. Documentação: administrativos. drives. teclados. e Materiais: papel. sendo assim. Identificação dos Recursos O primeiro passo de uma análise de risco é a identificação de todos os elementos que necessitam de proteção. bancos de dados e mídia de comunicação. arquivados off-line. boards. programas de diagnóstico. Conforme sugerido por Pfleeger (Pfleeger.9. mas. sistemas.9. propriedade intelectual e todos os vários componentes de hardware. • • • • • Software: programas fonte. formulários. Este processo envolve a tomada de decisão sobre o custo benefício do que se deve proteger. impressoras. discos.3. a seguir está uma lista de categorias: • Hardware: CPUs. backups. Dados: durante execução. Pessoas: usuários.

mas mais seguro. o risco é superior ao benefício do mesmo. 3. Solicitar senhas torna o sistema um pouco menos conveniente. . • Facilidade de uso versus segurança . necessita observar alguns princípios elementares elencados a seguir: • • • • Apoiar-se sempre nos objetivos da organização e nunca em ferramentas e plataformas. e geradores de senha one-time).Há muitos custos diferentes para segurança: monetário (o custo da aquisição de hardware e software como Firewalls.Cada serviço oferecido para os usuários carrega seu próprio risco de segurança.9. não haveria segurança. pessoal operacional. ambientes e pessoas. impossibilidade de acesso à rede). e o administrador deve optar por eliminar o serviço ao invés de tentar torná-lo menos inseguro.30 Uma política de segurança deve nortear seus objetivos a partir das seguintes considerações: • Serviços oferecidos versus segurança fornecida . Demonstrar os riscos e ameaças que está combatendo e as proteções propostas. Requerer senhas one-time geradas por dispositivos. metas e regras devem ser comunicados indistintamente a todos os usuários. Os objetivos. e • Custo da segurança versus o risco da perda . Cada tipo de custo deve ser contrabalançado ao tipo de perda. performance (tempo de cifragem e decifragem). chamado de Política de Segurança. Descrever o programa geral de segurança da rede. dados. mas bastante mais seguro.O sistema mais fácil de usar deveria permitir acesso a qualquer usuário e não exigir senha. torna o sistema ainda mais difícil de utilizar.4. e gerentes através de um conjunto de regras de segurança. Há também muitos níveis de risco: perda de privacidade (a leitura de uma informação por indivíduos não autorizados). Premissas Básicas Uma política de segurança deve ser elaborada visando toda a organização a que se prestará e suas concepções institucionais. Definir responsabilidades para implementação e manutenção de cada proteção. isto é. Para alguns serviços. desta forma. e a perda de serviços (ocupar todo o espaço disponível em disco. e facilidade de uso. perda de dados (corrupção ou deleção de informações).

uma política de segurança deve apresentar em seu contexto. 3. Administrador de segurança do site. e Definir sanções e penalidades.5. no mínimo. ela deve ter a aceitação e o suporte de todos os níveis de empregados dentro da organização. Determinação da gerência específica e responsabilidades dos envolvidos no controle e manuseio do ambiente operacional.9. e Descrição dos procedimentos para os casos de exceção. informação de violação de segurança. É especialmente importante que a gerência corporativa suporte de forma completa o processo da política de segurança.31 • • Definir normas e padrões comportamentais para usuários. os seguintes elementos: • Justificativa da importância da adoção dos procedimentos de segurança explicando-os junto aos usuários para que o entendimento dos mesmos leve ao comprometimento com todas as ações de segurança. Conteúdo Essencial Como instrumento de caráter institucional. • • • • Descrição dos procedimentos para fornecimento e revogação de privilégios.6. caso contrário haverá pouca chance que ela tenha o impacto desejado. . quem as aprovou. 3. para que o documento seja utilizado como prova se ocorrer alguma violação. • Identificação precisa de quem desenvolveu as orientações. quem detém privilégios e determina autorizações. A seguinte lista de indivíduos deve estar envolvida na criação e revisão dos documentos da política de segurança: • • • Representante da administração superior da organização. Principais Atores Para que uma política de segurança se torne apropriada e efetiva.9. Identificação dos recursos que se quer proteger e que software são permitidos em quais locais. e quem é afetado pelas orientações. Suporte técnico.

e Help-Desk. administradores e gerentes. através da especificação de linhas de conduta dos usuários. • Discriminar uma política de acesso que defina os direitos e os privilégios para proteger a organização de danos. mensagens de conexão devem oferecer aviso sobre o uso autorizado e monitoração de linha. Ela deve oferecer linhas de condutas para conexões externas. adição de novos softwares. comunicação de dados. Também deve especificar quaisquer mensagens de notificação requeridas (por exemplo. logs de atividades. conexão de dispositivos a uma rede. entre outros. • Definir uma política de contabilidade que indique as responsabilidades dos usuários. dentre outros. e oferecer a conduta no caso de incidentes (por exemplo. Possuir definições claras das áreas de responsabilidade para os usuários. Possuir guias para a compra de tecnologia computacional que especifiquem os requisitos ou características que os produtos devem possuir. Conter a indicação de uma política de privacidade que defina expectativas razoáveis de privacidade relacionadas a aspectos como a monitoração de correio eletrônico. Possuir regras de uso aceitáveis. e acesso aos arquivos dos usuários. Administradores de grandes grupos de usuários dentro da organização. . Ser implementada por meio de ferramentas de segurança quando apropriado. e aplicar sanções onde a prevenção efetiva não for tecnicamente possível. Deve especificar a capacidade de auditoria. Representantes de todos os grupos de usuários afetados pela política de segurança. Vários fatores podem trazer efetividade para uma política de segurança. pessoal e gerentes. e não simplesmente welcome).32 • • • • Desenvolvedores de softwares. destacam-se: • • • • • • Ser implementável por meio de procedimentos administrativos anteriormente instituídos. o que fazer e a quem contatar se for detectada uma possível intromissão).

pessoal e gerentes.33 • Viabilizar uma política de autenticação que estabeleça confiança por meio de uma política efetiva de senhas. Um tópico importante a ser tratado aqui é como a manutenção remota é permitida e como tal acesso é controlado.9. afirmando que leram. • Definir um relatório de violações que indique quais os tipos de violações devem ser relatados e a quem estes relatos devem ser feitos. Flexibilidade No intuito de tornar a política viável a longo prazo. entenderam e concordaram com a política estabelecida (vide Anexo II). • Definir uma tecnologia de informação e política de manutenção de rede que descreva como. bem como especificar horários de operação e de manutenção. Ele deve endereçar aspectos como redundância e recuperação. Pode haver requisitos regulatórios que afetem alguns aspectos de uma política de segurança tal como a monitoração. a política deve ser revisada por um conselho legalmente instituído para tal fim. Deve-se criar um documento que os usuários assinem.7. tanto o pessoal de manutenção interno como externo. e • Oferecer aos usuários informações sobre como agir na ocorrência de qualquer tipo de violação. • Possuir um documento de disponibilidade que defina as expectativas dos usuários para a disponibilidade de recursos. Finalmente sua política deve ser revisada regularmente para verificar se está suportando com sucesso suas necessidades de segurança. Os criadores da política devem considerar a busca de assistência legal na criação da mesma. Uma atmosfera de não ameaça e a possibilidade de denúncias anônimas irá resultar em uma grande probabilidade de uma violação ser relatada. devem manipular e acessar a tecnologia. a política deve ser claramente comunicada aos usuários. Ele também deve incluir informações para contato para relatar falhas de sistema e de rede. Uma política deve ser . através da linha de conduta para autenticação de acessos remotos e o uso de dispositivos de autenticação. Outra área para considerar é a terceirização e como ela é gerenciada. 3. Esta é uma parte importante do processo. No mínimo. Uma vez estabelecida. é necessária bastante flexibilidade baseada no conceito de segurança arquitetural.

informações sobre vulnerabilidades de segurança dos sistemas institucionais. as conseqüências não serão críticas. 2000). se isto ocorrer.34 largamente independente de hardware e software específicos. O acesso não autorizado a esses dados e sistemas pode comprometer o funcionamento da instituição. . isto é. Os mecanismos para a atualização da política devem estar claros.8. senhas. escolhendo mecanismos de segurança mais adequados. a política pode definir como tratá-la de acordo com sua classe. causar danos financeiros ou perdas de fatias do mercado para o concorrente. Sempre que possível a política deve expressar quais expectativas foram determinadas para a sua existência. Exemplo: Serviços de informação interna ou documentos de trabalho corriqueiros que só interessam aos funcionários. diferentes tipos de informação devem ser protegidos de diferentes maneiras. Isto inclui o processo e as pessoas envolvidas. O acesso a estes sistemas e informações é feito de acordo com sua estrita necessidade. 3) Confidenciais: informações e sistemas tratados como confidenciais dentro da instituição e protegidos contra o acesso externo. múltiplos administradores de sistema talvez conheçam a senha e utilizem a conta. Por isso a classificação das informações é um dos primeiros passos para o estabelecimento de uma política de segurança de informações. Também pode haver casos em que múltiplos usuários terão acesso à mesma userid. Exemplo: Dados pessoais de clientes e funcionários. em sistemas com um usuário root. Porém. A classificação mais comum de informações é aquela que as divide em 04 níveis: 1) Públicas ou de uso irrestrito: as informações e os sistemas assim classificados podem ser divulgados a qualquer pessoa sem que haja implicações para a instituição. Por exemplo. balanços entre outros. Por exemplo. Um vez classificada a informação. contratos . Exemplo: serviços de informação ao público em geral. Também é importante reconhecer que há expectativas para cada regra. informações divulgadas à imprensa ou pela internet 2) Internas ou de uso interno: as informações e os sistemas assim classificados não devem sair do âmbito da instituição. sob que condições um administrador de sistema tem direito a pesquisar nos arquivos do usuário. os usuários só podem acessá-los se estes forem fundamentais para o desempenho satisfatório de suas funções na instituição. Classificação das Informações Segundo Claudia Dias (Dias.9. 3.

de forma a proporcionar a adoção de medidas apropriadas tanto às necessidades de negócio da instituição ao proteger seus recursos de informação. Na verdade. determinar a probabilidade de uma ameaça se concretizar e entender os riscos potenciais. e os custos envolvidos na sua prevenção ou recuperação. vulnerabilidades e impactos em um determinado ambiente. Conhecer com antecedência as ameaças aos recursos informacionais e seus impactos pode resultar em medidas efetivas para reduzir as ameaças. classificando-os por nível de importância e severidade da perda. como aos usuários que precisam utilizar esses recursos. 3. Os riscos podem apenas ser reduzidos. nível de proteção e facilidade de uso. . Muitas vezes o termo risco é utilizado como sinônimo de ameaça ou da probabilidade de uma ameaça ocorrer. impactos e vulnerabilidades das informações e das instituições de processamento das mesmas e da probabilidade de sua ocorrência. tais como ameaças. Análise de Riscos Análise de riscos é a análise das ameaças. A quebra de segurança sempre poderá ocorrer. é preciso inicialmente identificar as ameaças e os impactos. A análise de risco é o ponto chave da política de segurança englobando tanto a análise de ameaças e vulnerabilidades quanto a análise de impactos. já que é impossível eliminar todos.9. Se combater uma ameaça for mais caro do que seu dano potencial. controle e minimização ou eliminação dos riscos de segurança que podem afetar os sistemas de informação a um custo aceitável (ISO/IEC 17799:2000). declarações de imposto de renda. Exemplo: Informações dos contribuintes. risco é uma combinação de componentes. É imprescindível que o número de pessoas autorizadas seja muito restrito e o controle sobre o uso dessas informações seja total.35 4) Secretas: o acesso interno ou externo de pessoas não autorizadas a este tipo de informação é extremamente crítico para a instituição. as vulnerabilidades e conseqüentemente os impactos. O gerenciamento de risco é o processo de identificação.9. a qual identifica os componentes críticos e o custo potencial aos usuários do sistema. talvez não seja aconselhável tomar quaisquer medidas preventivas neste sentido. levando em consideração justificativas de custos. Para tomar as devidas precauções.

Precisa de um programa “hospedeiro” portador’. ou nocivos apagando ou modificando arquivos do computador. São entidades autônomas. É ativado por uma ação externa. circulam e se multiplicam em sistemas multi-tarefa. estão os warms. não necessitam se atracar a um programa ou arquivo “hospedeiro”. Na mesma categoria dos vírus. Ele infecta o arquivo colocando nele parte de um código.36 3. Residem. Para worms de rede. ao contrário dos vírus. algumas das quais os diferenciam dos vírus. Podem ser inseridos por hackers que entram no sistema e plantam o vírus. os vírus estão em primeiro lugar entre as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001.9. através de e-mails ou disquetes contaminados. • • • • Eles se replicam. . assim como os vírus. Os códigos de vírus procuram entre os arquivos dos usuários. programas executáveis sobre os quais os usuários têm direito de escrita. encontrando e infectando outros programas e arquivos. Worms e Trojans Segundo o CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. que são programas projetados para replicação e possuem as seguintes características. a replicação ocorre através dos links de comunicação. Riscos Externos Relacionados a seguir estão alguns tipos de riscos externos aos quais freqüentemente as organizações estão sujeitas: Vírus. e Sua habilidade de replicação é limitada aos sistema virtual. Quando um arquivo de programa está infectado com vírus é executado e o vírus imediatamente assume o comando.9. Os vírus podem ser inofensivos (apenas mostram uma mensagem ou tocam uma música). A seguir estão algumas características de um vírus: • • • • Consegue se replicar.1.

A base desta atuação é tomar posse do logins e senhas das vítimas.São intercessões de pacotes no tráfego para leitura por programas de usuários não legítimos. Entre os programas mais comuns estão o Back Orifice e o NetBus. . pois o atacante se apossa de documentos que trafegam na rede. mas na verdade está destruindo. Uma das formas pode ser o envio de e-mail falso em nome da vítima. A utilização de cavalos de Tróia está dentro desta categoria para tomar controle remoto dos sistemas vítimas. bem como em roteadores ou gateways. fazendo download para a sua própria máquina. Na Web há inúmeros exemplos de home pages invadidas para colocação de slogans ou marcas de presença. Snoofing e Downloading . números de cartões de crédito e direcionamento das trocas de e-mails estabelecendo as relações entre indivíduos e organizações.Esta técnica consiste em atuar em nome de usuário legítimo para realizar tarefas de tampering ou snoofing. O sniffer pode ser colocado na estação de trabalho conectada à rede. mas possui efeitos escondidos. parece funcionar como o usuário esperava. Com um software instalado em um sistema o atacante modifica ou apaga arquivos. Quando o programa é rodado. autarquias fiscais.São intercessões do mesmo tipo do sniffer sem modificação do conteúdo dos pacotes embora a ação seja diferente. Geralmente são espalhados por e-mails. escolas. invasão de outros computadores ou até um terceiro. Entre as vítimas estão bancos.37 O Trojan (Cavalos de Tróia) é um código escondido em um programa. É um programa em si mesmo e não requer um “hospedeiro” para carregá-lo. e outros tipos de bancos de dados. tal como um jogo ou uma tabela que tem a aparência de seguro. Modificação e Fabricação Tampering ou Data Diddling. interceptando e-mails e outros tipos de informações. que são camuflados com esta finalidade Spoofing . danificando ou alterando informações por trás. Este método é utilizado para intercessão de logins e senhas de usuários. Intercessão Eavesdropping e Packet Sniffing . Esta forma de looping torna muito difícil a sua identificação. ou ainda outros de forma que oculte sua identidade. Esta categoria trata da modificação não autorizada de dados.

Um bom exemplo de ataque de engenharia social é o de ligar para um setor de informática de uma corporação. dizendo ser um novo funcionário de um determinado setor e dizer que precisa de um username e senha para acesso ao sistema. o username e a senha necessários para o início de seu ataque. consegue através deste telefonema. Claro que desta forma. A melhor defesa contra este ataque é o treinamento dos funcionários e usuários de redes e computadores. Muitas vezes o hacker. o hacker tem que conhecer o nome de um usuário do sistema que esteja há muito tempo sem utilizá-lo. Uma forma mais fácil ainda é de ligar para o setor de informática dizendo ser “o fulano de tal” que esqueceu a senha. O atacante satura o sistema com mensagens de que querem estabelecer conexão através de vários computadores com a vítima e ao invés de indicar a direção do IP dos emissores estas direções são falsas. pode ser espaço de um disco ou envio de pacotes até a saturação do tráfego da rede vítima impossibilitando-a de receber os pacotes legítimos. . Outros ataques comuns são “ping da morte” e a saturação de e-mails. O sistema responde as mensagens. Engenharia Social Este mecanismo de recolhimento de informações é uma das formas mais perigosas e eficientes utilizada pelos hackers.O ataque consiste em programas sabotadores introduzidos nas máquinas das vítimas com intuito de destruir as informações ou paralisá-las. São interrupções do funcionamento do sistema através da saturação de dados. Variando muito de organização para organização. e gostaria que a senha fosse trocada. não dando lugar às conexões legítimas. a obtenção de informações através de engenharia social ainda é utilizada com muito sucesso em diversas organizações e seu sucesso depende exclusivamente do conhecimento do pessoal em assuntos de redes e computadores. mas como não recebe as respostas acumula o buffer com informações em aberto. Bombas Lógicas .38 Interrupção Jamming ou Flooding.

2. lugar: Uso interno indevido do acesso à rede 3o. desastres naturais e pessoas.10. ou incêndios. Os empregados insatisfeitos podem tentar sabotar o sistema de informação. Riscos Internos Os riscos internos são decorrentes de duas fontes principais. mas podem apagar arquivos importantes.2. Contudo. que podem causar sérios danos aos sistemas de computação. das seguintes formas: • • • • • Modificando ou apagando dados. lugar: Acesso interno não autorizado 5o.39 3.9. 3. acessar informações indevidas e entrar informações incorretas no sistema. lugar: Vírus de computador 2o. Destruindo os equipamentos ou instalações. A melhor ação a ser tomada é ter em vigor um plano de recuperação de desastres. Não se podem prever ou evitar os desastres naturais tais como enchentes. as principais ameaças à segurança da informação no ano de 2001 foram: 1o. Os empregados descuidados geralmente não tem intenção de causar nenhum dano ao sistema. .9. é necessário implementar defesas contra eles. e Inserindo dados incorretamente. Destruindo dados ou programas com bombas lógicas. raios. lugar: Roubos de notebooks 4o. estragar um computador pelo mal uso. Os riscos pessoais podem ser causados por empregados insatisfeitos ou apenas descuidados. Segundo o 2001 CSI/FBI Computer Crime and Security Survey. lugar: Penetração externa no sistema. Derrubando os sistemas. Análise de Ameaças Antes de decidir como proteger um sistema é necessário saber contra o que ele será protegido.

podendo ser acidental (falha de hardware. as ameaças consideradas mais comuns em um ambiente informatizado são: • • • • Vazamento de informações (voluntário ou involuntário) – informações desprotegidas ou reveladas a pessoas não autorizados. hardware ou informação. Risco: medida de exposição a qual o sistema computacional está sujeito. e Acesso e uso não autorizado . bugs de software) ou deliberada (roubos. entre outros). . espionagem. podendo ser recurso físico. software. invasão de hackers. Iindependentemente do tipo.40 Segundo Claudia Dias (Dias. sabotagem. Impacto: conseqüência de uma vulnerabilidade do sistema ter sido explorada por uma ameaça. Vulnerabilidade: fraqueza ou deficiência que pode ser explorada por uma ameaça.impedimento deliberado de acesso aos recursos computacionais por usuários não autorizados. Violação de integridade . Probabilidade: chance de uma ameaça atacar com sucesso o sistema computacional.comprometimento da consistência de dados. desastres naturais. Indisponibilidade de serviços de informática . Pode ser associada à probabilidade da ameaça ocorrer. • • • • • Ameaça é tudo aquilo que pode comprometer a segurança de um sistema. erros do usuário. 2000) a análise das ameaças e vulnerabilidades do ambiente de informática deve levar em consideração todos os eventos adversos que podem explorar as fragilidades de segurança desse ambiente e acarretar danos. erros de programação. fraude. Depende da probabilidade de uma ameaça atacar o sistema e do impacto resultante deste ataque. É o resultado da concretização de uma ameaça. Alguns conceitos importantes para se realizar uma análise de ameaças são: • Recurso: componente de um sistema computacional.um recurso computacional é utilizado por pessoa não autorizada ou de forma não autorizada. Ataque: ameaça concretizada.

A metodologia de auditoria para que as Secretarias de Receita desenvolvam uma Governança de TI. sistemas de aplicativos. Auditoria A auditoria envolve o exame de recursos: lógicos. A informação é o conteúdo que estabelece os critérios de qualidade para o negócio das Secretarias de Receita. máquinas e ambiente que além de complexos. a efetividade. a disponibilidade. será baseado na tecnologia de auditoria CobiT.11. A prática da auditoria é o meio fundamental para acompanhar este dinamismo e reduzir os riscos nas etapas atuais e futuras. pois a eficácia administrativa está no domínio destes conhecimentos continuamente adquiridos. tecnológicos. a confidencialidade.9. na aquisição e implementação e na distribuição e suporte (CobiT. aumentado assim sua vulnerabilidade. Isto a faz a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. físicos e humanos em uma entidade a fim de garantir na informação: a eficiência.41 3. No atual estágio do desenvolvimento da tecnologia de informação composta por pessoas. O recurso são os instrumentos disponíveis à governabilidade de TI. O domínio é a metodologia empregada. a fim de alcançar os objetivos de receber e distribuir pecúlio às outras secretarias. . no planejamento e organização. como meio de desenvolver este conceito. o recurso e a informação. dando-lhe suporte na monitoração. a confiabilidade e o cumprimento dos objetivos estabelecidos. interagem entre si. dados. o próprio processo se transforma antes mesmo de se ter um conhecimento profundo de suas etapas. 2000). a integridade. A Governança de TI se alicerça em três pilastras: o domínio.

42 Figura 3 . de continuidade do negócio. incêndio ou tempestade. De forma geral. ou de . x* y* z= Governança de TI (figura baseada na metodologia CobiT de Auditoria) 3. y=Informação. Tais eventos podem ser uma queda de energia. Para evitar possíveis contingências e desastres ou minimizar os danos que eles causam. é geralmente chamado de desastre. três categorias de desastres podem afetar as organizações: • • • Desastres naturais (eventos). z=Recursos de Tecnologia da Informação. Geralmente chamada de Plano de Contingência (também conhecido como plano de recuperação de desastre.9. Desastres técnicos (panes). Plano de Contingência Contingência de segurança computacional é um evento com potencial para interromper operações computacionais.12. de continuidade das operações. e Desastres relacionados a seres humanos (comportamento). falha de hardware. t= Objetivo do negócio. Se um evento for muito destrutivo. e consequentemente as missões críticas e funções dos negócios. as organizações podem tomar medidas de precaução para controlar o evento.Metodologia CobiT Dimensionamento da Auditoria: x=Domínio.

Os planos de contingência devem ser desenvolvidos e implementados para garantir que os processos do negócio possam ser recuperados no tempo devido. e g) Ter flexibilidade. Para a elaboração de um plano de contingência eficaz. d) Verificar quais recursos financeiros estão disponíveis para o realizar o plano que for necessário. O objetivo do Plano de Contingência é não permitir a interrupção das atividades do negócio e proteger os processos críticos contra efeitos de grandes falhas ou desastres (ISO/IEC 17799:2000). Os seguintes passos devem ser seguidos no processo de elaboração de um plano de contingência: a) Identificar as funções críticas da organização. é crucial que se observem os seguintes elementos-chave: a) Obter o apoio da alta diretoria. . c) Antecipar potenciais contingências ou desastres. Tais planos devem ser mantidos e testados de forma a se tornarem parte integrante de todos os outros processos gerenciais (ISO/IEC 17799:2000). e) Definir claramente as responsabilidades de todos os envolvidos estabelecendo antecipadamente quem é o responsável por cada tarefa de recuperação e exatamente o que essa responsabilidade significa. e f) Testar e revisar a estratégia. descrevendo quem assume o controle por alguém se um funcionário morrer ou tornar-se inapto para desempenhar suas tarefas. um bom plano deve ser atualizado anualmente ou conforme a necessidade da empresa/organização. Deve haver uma cadeia de comando. b) Identificar os recursos que dão suporte às funções críticas. d) Selecionar as estratégias do plano de contingência. ou seja. esta atividade está intimamente ligada ao manejo de incidentes. b) Possuir um objetivo claro que defina exatamento o que o plano vai realizar.43 retomada do negócio). que primeiramente trata ameaças técnicas maliciosas tais como hackers e vírus. c) Priorizar as funções críticas para manter a empresa em funcionamento. e) Implementar as estratégias de contingência. f) Evitar um ponto único de falha para que o sucesso ou falha do plano inteiro não deve ficar sob a responsabilidade de uma única pessoa.

e) Teste de atualização dos planos. Cold site (instalações frias) – Um prédio para abrigar processadores que podem ser facilmente adaptados para uso. De acordo com o NIST Handbook a estratégia de um plano de contingência consiste de três partes: resposta de emergência. Site redundante – Um local equipado e configurado exatamente como o primeiro. Recuperação refere-se aos passos tomados para continuar o suporte às funções críticas. tal como usar um hot site como backup caso uma instalação redundante seja destruída por uma outra contingência. incluindo a gerência de crise. A resposta de emergência aborda as ações iniciais tomadas para proteger vidas e limitar danos. b) Implementação dos procedimentos de emergência que viabilizem a recuperação e restauração nos prazos necessários. A estratégia utilizada para possibilitar a capacidade de processamento está agrupada nas seguintes categorias: • • • • • Hot site (instalações quentes) – Um prédio equipado de antemão com capacidade de processamento e outros serviços. Acordo de reciprocidade – Um acordo que permite que duas organizações apoiem uma a outra. quente. recuperação e retomada. Retomada é o retorno às operações normais. ou híbrida a equipe de suporte precisa estar apta a preencher as seguintes funções: . Especial atenção deve ser dada à análise de dependência de recursos e serviços externos aos negócios e aos contratos existentes. Híbridas – Qualquer combinação acima. c) Documentação dos processos e procedimentos definidos. fria.44 De acordo com a ISO/IEC 17799:2000. d) Treinamento adequado da equipe nos procedimentos e processos de emergências definidos. Seja qual for o tipo de instalação. o processo de planejamento da continuidade do negócio deve considerar os seguintes itens: a) Definição e reconhecimento de todas as responsabilidades e procedimentos de emergência.

quanto como uma unidade operacional. ameaças e vulnerabilidades que podem afetar a segurança das informações.10. FERRAMENTAS DE SEGURANÇA Com base no levantamento dos riscos. 3. Permitir que sua empresa funcione tanto como uma unidade administrativa.1. Os romanos utilizavam códigos secretos para comunicar planos de batalha. Criptografia A criptografia tem como objetivo. Baseado na análise de risco. 3. 3.1. Estas chaves devem ser . somente depois da Segunda Guerra Mundial.1. o uso da criptografia tomou maior impulso em seu desenvolvimento. Contudo.10. Para que uma mensagem seja cifrada utilizam-se uma ou mais chaves (seqüência de caracteres) que serão embaralhadas com a mensagem original. chave única e chave pública e privada. autenticidade e integridade das informações. Estes algoritmos.10. Algoritmos Criptográficos Existem dois tipos básicos de algoritmos criptográficos que podem ser utilizados tanto sozinhos como em combinação. Técnicas e sistemas criptográficos devem ser usados para a proteção das informações que são consideradas de risco e para aquelas que os outros controles não fornecem proteção adequada. são usados para diferentes aplicações e deve-se analisar qual é o melhor para cada caso. apresentamos a seguir algumas das ferramentas de segurança mais freqüentemente utilizadas.45 • • • Armazenar cópias do plano contra desastres da empresa. proteger a confidencialidade. com a invenção do computador. o nível apropriado de proteção deve ser identificado levando-se em conta o tipo e a qualidade do algoritmo criptográfico usado e o tamanho das chaves a serem utilizadas (ISO/IEC 17799:2000). e Armazenar backups de dados e a biblioteca de software. O trabalho criptográfico formou a base para a ciência da computação moderna. A criptografia é tão antiga quanto a própria escrita.

Vistos os anúncios da possibilidade do cálculo da chave secreta do DES por força bruta estarem sendo cada vez mais viáveis economicamente em função inclusive do tamanho desta chave (56 bits). o algoritmo de criptografia Rijndael. isto é. e esta deve ser mantida em segredo. chamado AES – Advanced Encryption Standard. Projetado para ser implementado em componentes de hardware. Neste. a NIST (National Institute of Standards in Technology antiga NBS . Criptografia Simétrica A Criptografia Simétrica consiste em transformar.O DES triplo é uma evolução do DES. incluindo a SSL (Secure Sockets Layer) e a maioria das alternativas mais seguras do IP.1.46 mantidas em segredo. também chamado de algoritmo de chave simétrica. a qual deve ser utilizada no algoritmo inverso f –1 (y). produzido por dois Belgas. .National Bureau of Standards) lançou em 1997 uma competição aberta para o sucessor do DES.Uma cifra de bloco criada pela IBM e endossada pelo governo dos Estados Unidos em 1977. O DES utiliza uma chave de 56 bits e opera em blocos de 64 bits. DES Triplo (Triple DES) . o sistema usa a mesma chave tanto para a cifragem como para a decifragem dos dados. Algoritmos de Chave Simétrica DES (Data Encryption Standard) . 3.10. se for seguro. 3. no qual um bloco de dados é criptografado três vezes com diferentes chaves.em um texto ilegível (informação criptografada) – y – O texto y é transmitido para o destino onde y é decriptografado pelo algoritmo inverso f –1 (y) obtendo-se o texto legível – x – se e só se o destinatário conhece a chave K. Nesta competição foram apresentadas 18 propostas. pois somente com o conhecimento delas é que se poderá decifrar a mensagem.3. ele é relativamente rápido e é usado com freqüência para criptografar grandes volumes de dados de uma só vez. utilizando-se uma chave K e uma função y=f(x).10.2. O DES é usado em muitas aplicações mais seguras da Internet. O primeiro tipo de algoritmo que surgiu foi o de chave única. um texto legível (informação aberta) – x . entre duzentos. Para quem desconhece a chave K é computacionalmente difícil obter-se y a partir do conhecimento de x se o algoritmo for bem projetado. sendo que das cinco finalistas foi escolhido.1.

) projetou essas cifras com tamanho de chave variável para proporcionar uma criptografia em alto volume que fosse muito rápida. Esta solução é composta basicamente de um algoritmo de criptografia e de decriptografia (o qual pode ser ou não de conhecimento público. pois se um terceiro elemento não autorizado tiver acesso à chave poderá comprometer a segurança atribuída pela criptografia. Pode ser usado como substituto do DES.1.47 Algumas das vantagens do AES são: poder usar chaves de 128. pois ambos são cifras de bloco. O IDEA (International Data Encryption Algorithm) foi criado em 1991. o RC2 é aproximadamente 2 vezes mais rápido do que o DES. Os S-boxes são tabelas não-lineares que determinam como o algoritmo de criptografia substitui bytes por outros. enquanto o DES foi projetado principalmente para hardware Outro problema do DES foram as mudanças propostas pela NSA nas S-Boxes do algoritmo original (Lucifer). É bastante forte e resistente a várias formas de criptoanálise. sendo projetado para ser facilmente calculado em softwares. cartões inteligentes. ao passo que o RC4 é 10 vezes mais rápido que o DES. que deve ser divulgada entre as partes de forma sigilosa. as seguintes premissas: .10. visto que alguns observadores temiam que essa mudança poderia introduzir uma armadilha e poderia permitir que um atacante decifrasse mensagens criptografadas pelo DES sem testar todas possíveis chaves. Como solução para tal situação temos o algoritmo de chaves assimétricas.4. softwares de computador e browsers. Em softwares. Criptografia Assimétrica O problema da criptografia simétrica é que as partes na comunicação devem conhecer a mesma chave. 3. 192 e 256 bits ou maiores e ser executado eficazmente em um grande número de ambientes.Ron Rivest da RSA DSI (Data Security Inc. Opera com blocos de textos em claro no tamanho de 64 bits e possui uma chave de 128 bits. basicamente. sendo que o mesmo algoritmo é usado para cifrar e decifrar os textos. mas deve ser conhecido pelas partes de uma comunicação) e um par de chaves (conhecidas como chave privada e chave pública) e que tem. RC2 e RC4 .

e A mensagem criptografada com a chave pública de B só pode ser decriptografada pela chave privada de B. 3.1. cada um. o que torna muito lenta a cifragem e decifragem de uma grande quantidade de dados. criado antes do RSA. maior o número de possíveis combinações e. De pose da chave pública de B. Se A deseja enviar a B. e modificado posteriormente. como por exemplo A e B.48 • • A informação criptografada por uma chave só pode ser decriptografada pela outra. Uma chave não pode ser descoberta a partir da outra (mesmo conhecendo o algoritmo de criptografia e de decriptografia e tendo a informação criptografada).10. ele solicita a chave pública de B. de forma confiável. Dessa forma a comunicação entre duas partes. de uma chave simétrica. entre as partes envolvidas na comunicação. é feita como se segue: • • • • Tanto A quanto B possuem. teoricamente. Algoritmos assimétricos (ou de chave pública e privada) são muito complexos sendo que as chaves utilizadas são números primos entre si e de valores muito grandes.5. Por isso. A criptografa a informação com essa chave e envia a B. e • A chave pública de uma entidade é amplamente divulgada sendo que a chave privada só é de conhecimento da mesma. um par de chaves (pública e privada). geralmente. Um dos parâmetros para se medir a resistência de um algoritmo é o tamanho de suas chaves. visto que pode ser “quebrado” por um intruso que capta toda a troca de informações. . algoritmos assimétricos são utilizados apenas para estabelecer sessão e a troca. Algoritmos de Chave Assimétrica Dentre os diversos algoritmos de chave assimétrica destacam-se: Diffie-Hellman – Protocolo para troca de chaves. maior a resistência do algoritmo contra ataques. Quanto maior o número de bits das chaves.

É um algoritmo criado e patenteado pela RSA Data Security Inc. Os algoritmos mais conhecidos são o MD5 (Message Digest 5). procedência e conteúdo das informações. mas é considerado um algoritmo bastante rápido além de seguro.6. É considerado mais seguro que o MD5. computador. a partir de um texto legível de tamanho m. . porém com uso liberado para quaisquer aplicações.10.49 RSA .2 – PKI). Baseado na dificuldade computacional de se fatorar um número inteiro muito longo (por exemplo 512 bytes de tamanho) em dois números primos. Consiste de algoritmos que utilizam chaves privada e pública para.10.10. PKI (Public Key Infrastructure) É o processo de certificação digital que possibilita a identificação inequívoca da identidade. Um dos fatores que determinam a popularidade do RSA é o fato de ele também poder ser usado para assinatura digital (ver 3. e o RSA. Miller e Rabin – Outro algoritmo de criptografia assimétrica muito usado. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. 3. Uma PKI é utilizada para prover a identificação de uma entidade eletrônica (usuário. Tal função em um algoritmo assimétrico é conhecida como função de Hash ou de Espalhamento. etc. O RSA é um algoritmo que gera assinaturas digitais de 160 bits para mensagens de qualquer tamanho.) na Internet. Algoritmos para Geração de Assinatura Digital.2..1. 3. que é um aprimoramento do MD4. Similar ao RSA mas é um algoritmo probabilístico. A segurança do RSA está baseada no problema de fatorar números grandes. gerar uma informação criptografada de tamanho n onde n é muito menor que m. também usado para gerar assinaturas digitais de 128 bits para mensagens de qualquer tamanho. baseado na troca de chaves criptografadas. porém tem uma performance em média 50% inferior. no sentido de que se pode concluir falsamente que o número inteiro é primo mas com baixa probabilidade.

distribuir e revogar certificados digitais.(Certificate Authorities – Autoridade Certificadora) : Responsável por criar. Podemos citar ainda outros conceitos utilizados em PKI: • • • Certificação: é o processo de associação de uma chave pública a um usuário.gov. Os usuários da PKI podem descobrir o status atual de um certificado digital utilizando o processo Real-time Online Certificate Status Checking. É usado para validar uma assinatura digital que pode ser anexada a um e-mail ou formatos eletrônicos. RA .df. Quando o mesmo não é mais válido é marcado pela CA como revogado. Validação: verificação se o certificado está ou não expirado e se as informações nele são verdadeiras. o qual possui o nome.br Figura 4 .Autoridade Registradora): Registra novos usuários.sef. chave pública (ver criptografia assimétrica) e outros dados de um usuário. As chaves privadas são armazenadas em um hard disk ou em um Token.Funcionamento do Processo Real-time Online Certificate Status Checking: .50 A identificação digital de um usuário é chamada de Certificado Digital. Neste caso a chave somente pode ser utilizada quando o token for inserido no computador (um exemplo é o smart card). Uma PKI é composta dos seguintes componentes: • • CA .(Registration Authorities . Revogação: um certificado não pode ser apagado ou reutilizado. CA 3 – Checando e Validando 1 – Certificado Emitido Usuário 2 – Certificado Enviado www.

gera um alarme antes que ocorra efetivamente um ataque ou suceda algum problema no trânsito dos dados. por exemplo.3. 3.1. garantindo assim que uma mensagem não foi falsificada por terceiros. impedindo acessos indevidos e ataques. de checar o status de um certificado requer que os usuários da PKI façam um download de uma lista de certificados revogados (CRL) pela CA.2. O maior problema das CRLs é o fato de que muitos certificados são revogados por dia. A assinatura digital somente pode ser decriptografada e verificada usando-se a chave pública embutida no certificado digital do remetente. . É um dos elementos utilizados para segmentar a rede e criar um perímetro de defesa definido em uma política de segurança. 3.10. caso apareça alguma atividade suspeita. uma combinação de elementos. a qual é enviada. que cria a assinatura digital utilizando a chave pública do remetente e compara com a assinatura recebida.10. pelo fato de possuir uma CRL desatualizada. seja ela uma intranet ou internet. menos confiável. uma cópia da mensagem é criptografada (algoritmo Hash) usando a chave privada (assinatura digital). É na verdade. Uma empresa pode correr risco. O firewall oferece um ponto de segurança que pode ser monitorado e. Firewall Firewall é um sistema baseado em software ou hardware capaz de controlar o acesso entre duas redes ou sistemas. de estar confiando em um certificado que acabou de ser revogado. O firewall de uma rede não é apenas um roteador ou servidor para defesa. Um dos maiores benefícios do firewall é o de facilitar o trabalho do administrador da rede que consolida a segurança no sistema de firewall evitando distribuir todo um esquema de segurança por cada um dos servidores que integram a rede privativa.51 Outro modo. Assinatura Digital As assinaturas digitais fornecem os meios para proteção da autenticidade e integridade de documentos eletrônicos (ISO/IEC 17799:2000). com o objetivo de oferecer segurança às informações que trafegam na rede. junto com a mensagem de e-mail e o certificado digital do remetente para o destinatário. Para criar uma assinatura digital para uma mensagem de e-mail.

. mas não é capaz de compreender o contexto todo deste serviço. é proibido. estado do bit ACK no pacote TCP. O problema do filtro de pacotes IP é que não pode prover um controle eficiente sobre o tráfego. Vírus passados internamente através de arquivos e softwares. e Possíveis ataques em transferência de dados. Gateways a nível de aplicação. e Gateways a nível de circuito.modem conectado à rede interna e à Internet via telefônica. De engenharia social.52 A preocupação principal de um administrador de rede são os múltiplos acessos à Internet que podem ser controlados através do firewall. Ele pode permitir ou negar um serviço em particular. Isto ocorre quando aparentemente dados inofensivos são enviados e copiados em um servidor interno e executados despachando um ataque. os quais devem ser monitorados regularmente. O roteador examina cada datagrama para determinar se este corresponde a um dos seus pacotes filtrados e se foi aprovado por suas regras de filtro. Tudo que não é especificamente proibido é permitido. O roteador toma decisões de recusar ou permitir a entrada de cada um dos pacotes que são recebidos. As premissas do sistema de firewall que descrevem a filosofia fundamental da segurança da organização são as seguintes: • • Tudo que não é especificamente permitido. números de porta UDP origem e destino. e direção do fluxo de pacotes. Cada um destes pontos de acesso significa um ponto potencial de ataque à rede interna. por exemplo. números de porta TCP origem e destino. os seguintes critérios devem ser observados: endereços de IP origem e destino. Quando se avalia um roteador para ser usado para filtragem de pacotes. Um firewall não pode proteger a rede contra os seguintes ataques: • • • • Backdoors (portas dos fundos) . Um firewall típico se compõe de uma ou mais combinações dos seguintes obstáculos: • • • Roteador filtra-pacotes.

Um dos maiores defeitos dos softwares de prevenção é que a maioria deles não consegue evitar a contaminação do segmento de boot.1. enquanto permite ao servidor proxy tratar potenciais furos de segurança nos protocolos das camadas superiores. Anti-Vírus Anti-vírus é um software capaz de detectar e eliminar viroses de computador. Conhece os estados de cada comunicação que passa pela máquina do firewall. Eles acompanham todos os processos do sistema. Servidores de segurança fazem a verificação do conteúdo de acordo com a definição do usuário.4. O Statefull Inspection é um firewall composto por um filtro de pacotes mais inteligente. negando todas as outras. Apesar disso. O maior esforço atual em técnicas de firewall é encontrar uma combinação de um par de roteadores de filtragem com um ou mais servidores proxy na rede entre dois roteadores.10. Softwares de Prevenção Os programas de prevenção permanecem residentes em memória durante todo o período de uso do computador. Esta configuração permite ao roteador externo bloquear qualquer tentativa de usar a camada IP subjacente para quebrar a segurança. A finalidade do roteador interno é bloquear todo tráfego exceto para o servidor proxy. Esses programas filtram os acessos a arquivos feitos por outros programas. quando o software antivírus nem foi carregado para a memória. atentos para sinais de contaminação ou reprodução do vírus. O gateway de aplicação pode também exercer a função de um servidor proxy o qual é utilizado para concentrar serviços de aplicação através de uma única máquina.4. A razão é simples: a contaminação do segmento de boot acontece durante a inicialização da máquina. Permite uma verificação a nível de camada de aplicação sem requerer um proxy para cada tipo de serviço segurado. incluindo pacote. Os firewalls podem ser uma grande ajuda quando se está implementando segurança em um site e protegem contra uma variedade de ataques. Eles não podem proteger seu site contra todos os tipos de ataques. após a . Mas são apenas uma parte da solução. conexão e informação de aplicação. assegurando integridade e disponibilidade das informações.10. 3. 3.53 O gateway de aplicação pode ser configurado para suportar unicamente as características específicas de uma aplicação que o administrador considere relevantes.

2.3. incluindo o sistema operacional e o segmento de boot. 3.10. Requisitos Básicos de um Antivírus A seguir estão alguns requisitos básicos que um software antivírus deve possuir: • Capacidade de monitorar todo o tráfego de arquivos e informações e o sistema computacional (programas/processos em execução. alertado. 3.10. tentando restaurar seu formato original. comparar a imagem do disco original contra a atual. uma verificação rotineira é executada para comparar as informações cadastradas com as atuais. . Depois disso. Software de Identificação Esse tipo de programa antivírus somente funciona nos casos em que o vírus que contaminou o sistema é conhecido.4. Esse tipo de programa de detecção cadastra todas as informações críticas do sistema na hora da instalação inicial de cada pacote de software. a área do disco será identificada e o usuário. 3. Se traços de contaminação forem detectados. Uma vez localizado o vírus.4. memória e interrupções do computador). isto é. Softwares de Detecção Os programas de detecção baseiam-se no princípio de que uma contaminação pode ser localizada e contida imediatamente após ter ocorrido. o programa efetua uma alteração no arquivo contaminado.4. Os softwares antivírus que usam essa técnica têm sido muito bem sucedidos na identificação de uma grande variedade de vírus digitais. A forma mais eficaz de proteção disponível atualmente é alcançada por produtos que usam a técnica que cria uma imagem do disco.4. O vírus será identificado pelo programa que pesquisa no disco rígido a procura de características internas e específicas de cada tipo de vírus nele cadastrado.10. Os programas de detecção são mais eficazes que os de prevenção e detectam qualquer tipo de vírus. Os programas detectam o vírus por meio das pistas deixadas por eles durante a invasão do sistema.54 inicialização do computador conseguem identificar a contaminação e indicam o procedimento para a remoção do vírus.

• Detectar e tomar medidas de prevenção para todos os tipos de vírus (vírus de inicialização. 3. tornar inacessível o arquivo contaminado ou apenas avisar sobre arquivo infectado. vírus de macros para arquivos produzidos pelos produtos/softwares do MS-Office. Uma VPN garante a segurança (modificação e interceptação) de dados transmitidos pela Internet e a redução de custos com comunicação corporativa. arquivo local de rede e executável. ZIP. • • • Detectar e tomar medidas de prevenção em arquivos compactados. renomeado ou aberto. RAR e CAB.5. para os formatos PKZIP. movido. vírus de programa. conectar-se a algum provedor de acesso local e interligar-se a outras LANs. ARJ. . VB Script e outros códigos).10. possibilitando o fluxo de dados através da Internet. “Cavalos de Tróia”. controles Active X. excluir. por outro programa. através de links dedicados ou discados. • • Detectar e tomar medidas de prevenção contra vírus desconhecidos pela ferramenta antivírus ofertada. SMTP ou POP3) e para arquivos e informações provenientes da rede de computadores a qual o equipamento está conectada. Links dedicados podem ser substituídos pela Internet. Ser ativado/inicializado toda vez que o computador for ligado. As LANs podem.55 • • Capacidade de detectar vírus quando o arquivo estiver sendo executado. FTP. vírus polimorfos. VPN (Virtual Private Network) Sistema implementado por software ou hardware capaz de assegurar uma conexão de dados segura em meios públicos (como a internet) através de mecanismos de autenticação e criptografia. copiado. e Opção inteligente para atualização via internet (HTTP e FTP). sobretudo nos casos em que enlaces internacionais ou nacionais de longa distância estão envolvidos. applets Java. no mínimo. ZIP2EXE. Tomar medidas de prevenção com as seguintes opções de configuração: limpar. Oferecer em tempo real para downloads da Internet (via HTTP. Esta solução pode ser muito interessante sob o ponto de vista econômico.

Adicionalmente. por exemplo. O servidor VPN não irá atuar como um roteador entre a rede departamental e o resto da rede corporativa uma vez que o roteador permitiria a conexão entre as duas redes autorizando o acesso de qualquer usuário à rede departamental sensitiva. As VPNs possibilitam a conexão física entre redes locais. Depois. sendo que o primeiro é o mais usado. Um cliente VPN é requerido no equipamento do usuário móvel (alguns sistemas operacionais como o Windows 2000 suportam o protocolo PPTP). Na comunicação remota o protocolo de comunicação para transmissão segura é o PPTP (Point-to-Point Tunneling Protocol). o pacote criptografado é roteado e enviado via internet.56 O acesso remoto a redes corporativas utilizando a Internet pode ser viabilizado com a tecnologia VPN através da ligação local a um provedor de acesso. encapsula e criptografa a informação a nível de rede (padrão atual é IPSEC). toda comunicação ao longo da VPN pode ser criptografada assegurando a confidencialidade das informações. ATM ou X. Para a implementação de uma VPN é necessário o uso de Gateway ou roteador VPN (alguns roteadores de borda fazem este papel) que crie o túnel de comunicação segura. que é a extensão do PPP usado em conexões dial-up tradicionais. Uma VPN pode ser implementada de dois modos: tunelamento e por pacote. como um datagrama IP normal. A estação remota disca para o provedor de acesso. .25) deve-se utilizar em cada uma um gateway VPN (que inclusive pode ser um software de comunicação ou até o próprio sistema operacional que utiliza protocolo de comunicação que suporta VPN em um notebook por exemplo). A informação enviada entre as redes passa por um gateway VPN que forma o túnel. restringindo acessos indesejados através da inserção de um servidor VPN entre elas. Para se implementar uma VPN entre duas redes (ou até mesmo um notebook ou um computador de casa e uma rede LAN) interconectadas através de uma terceira rede (esta pública como a internet ou até mesmo frame-relay. conectando-se à Internet e o software de VPN cria uma rede virtual privada entre o usuário remoto e o servidor de VPN corporativo através da Internet.

10. confiabilidade e confidencialidade. Toda a comunicação LAN. algoritmos de criptografia e chaves a serem utilizadas na sessão. O padrão IPSec provê segurança a nível de autenticação.57 3. IKE (Internet Key Exchange) – Para as parte envolvidas em uma transmissão de dados segura se comunicarem é preciso serem concluídas três etapas importantes: • • • Negociação entre as partes sobre protocolos. Como resposta a isto. e Manter estes requisitos durante a conversação. este deve ser autenticado. AH (Authentication Header) – Depois de criado o novo header. é que são específicas para um ou outro serviço/aplicação. Os procedimentos utilizados são os seguintes: ESP (Encapsulating Security Payload) – O ESP possibilita a construção de túneis (tunelamento) criptografados. então ele adiciona um novo header contendo o IP destino do gateway VPN. WAN e Internet utiliza o controle de roteamento baseado na camada de rede. De forma geral. O IPSec funciona como uma subcamada logo acima da camada IP. onde o header e o payload do datagrama IP são encapsulados e criptografados (utilizando algoritmo simétrico) no novo payload do IPSec. mesmo porque alguns campos são alterados à medida em que atravessam a rede em função do roteamento. a nível de camada de aplicação. A autenticação do AH difere do ESP porque a autenticação do AH não protege as informações que estão no cabeçalho do pacote IPSec.5. Esta solução é chamada de IPSec (IP Security Suite). Troca de chaves de um modo eficiente. Como parte final da operação. impedindo a leitura por ataques de monitoração de tráfego. A autenticação deve suportar algoritmos de hash específicos e que estejam dentro do padrão IPSec. o IPSec criptografa o pacote IP. IPSec O problema das soluções de segurança. um subgrupo do IETF (Internet Engineering Task Force) desenvolveu um padrão para comunicação TCP/IP de forma genérica. para garantir a segurança. o payload agora é autenticado com algoritmos de hash (assinatura digital).1. o IPSec oferece a vantagem de esconder da Internet os endereços IP originais. . Desta forma.

Diferentes IDSs têm diferentes classificações de intrusão. Um sistema tentando detectar ataques contra servidores Web pode considerar apenas pedidos maliciosos HTTP. o IDS permite não apenas a detecção de ataques explicitamente endereçados por outros componentes de segurança (tais como firewalls). é crucial que o IDS funcione conforme a expectativa da organização que o está implementando. IDS (Intrusion Detection System ) A detecção de intrusos é uma tecnologia de segurança capaz de identificar e isolar intrusões contra um sistema de computação e iniciar procedimentos de alerta e contraataque.58 O IKE funciona basicamente em duas fases: a primeira é o estabelecimento de uma sessão segura (utilizando-se chaves assimétricas) e a segunda é a negociação da troca das chaves. Independente do tipo. 3. enquanto que um sistema que se proponha a monitorar protocolos dinâmicos de roteamento pode considerar apenas RIP spoofing. os IDSs compartilham uma definição geral de intrusão. Sistemas com falhas não só fornecem menos informações. e até certo ponto. Ao fornecer informações ao administrador do site. Os IDSs também fornecem informação que potencialmente permitem às organizações descobrirem as origens de um ataque. é correto presumir que os IDSs em si são alvos óbvios para ataques. Para que o IDS seja útil. o administrador do site precisa poder confiar na informação fornecida pelo sistema. . servem para desestimular futuros ataques. Desta forma.6.10. os IDSs tentam fazer com que os “atacantes” se tornem responsáveis por suas ações. Um intruso mais esperto que perceba que um IDS foi implementando em uma rede que ele está atacando irá muito provavelmente atacar primeiro o IDS tentando desabilitá-lo ou forçando-o a dar informações falsas (distraindo o pessoal de segurança do verdadeiro ataque). que é o uso não autorizado ou inadequado de um sistema de computação. como também tentativas de notificação de novos ataques não previstos por outros componentes. A detecção de intrusos é um componente importante de um sistema de segurança e complementa outras tecnologias. como também uma perigosa falsa sensação de segurança. Dadas as implicações de falhas em um componente do IDS. Devido a sua importância dentro de um sistema de segurança.

Infelizmente. várias empresas só descobrem a importância da implementação de um bom . 2) Os backups devem ser objeto de proteção física e ambiental compatíveis com os padrões utilizados no ambiente principal.10. juntamente com o registro completo e atualizado destas cópias e com a documentação dos procedimentos de recuperação. Fazer backup dos dados e programas de uma rede é uma das ferramentas de segurança mais fáceis e baratas de serem implementadas em uma organização. Procedimentos alternativos para sistemas independentes devem ser regularmente testados para a garantia de que eles satisfaçam os requisitos dos planos de continuidade de negócios. sempre que possível. de modo a garantir a sua confiabilidade de uso quando for necessário em caso de emergência. Recursos e instalações alternativos devem ser disponibilizados de forma a garantir que todos os dados e sistemas aplicativos essenciais ao negócio possam ser recuperados após um desastre ou problemas em mídias. Os controles adotados para as mídias e para o ambiente principal devem ser estendidos para o ambiente alternativo. Backup Sistema que possibilita a reprodução e a posterior restauração de informações a partir de meios magnéticos. contudo pode ser facilmente negligenciado quando tudo parece estar funcionando bem.7.59 Para que um componente de software possa resistir a ataques. ele precisa ser projetado e implementado com um entendimento claro sobre os meios específicos pelos quais ele pode ser atacado. (ISO/IEC 17799:2000). e 4) Os procedimentos de recuperação devem ser verificados e testados periodicamente para garantia de sua efetividade e de que podem ser completados dentro do prazo determinado nos procedimentos operacionais para recuperação. Os seguintes controles devem ser considerados: 1) Um nível mínimo de cópias de segurança. 3) As mídias utilizadas para backup devem ser periodicamente testadas. ópticos e outros. Backup dos dados essenciais do negócio e de arquivos de programa devem ser feitos regularmente. 3. devem ser mantidos em local remoto a uma distância suficiente para livrá-los de qualquer dano que possa ocorrer na instalação principal.

Um servidor RAS (ou qualquer servidor NAS . . O RADIUS opera tanto com mecanismos de autenticação do Unix e Windows quanto com protocolos de autenticação. as quais são analisadas pelo RADIUS.10. 3. A negociação entre o usuário e o RADIUS se dá basicamente da seguinte forma: Todo usuário. RADIUS (Remote Authentication Dial In User Service) O RADIUS é um padrão utilizado para autenticação remota. O RADIUS valida o usuário e retorna ao RAS as permissões e configurações do usuário (access-accept) ou rejeição de acesso (access-reject). senha. sobre o protocolo PPP.o usuário envia a sua senha aberta na rede e o servidor retorna as permissões do usuário. ou por um descuido de algum usuário apagando todos os seus arquivos. As funções primárias do servidor RADIUS são autenticação e autorização de usuários remotos (dial-up) para conexão a uma rede. CHAP (Challenge Handshake Authentication Protocol) – O mais utilizado em autenticação RADIUS. a senha segue criptografada entre o RAS e o RADIUS por uma chave conhecida por ambos os servidores. ao conectar-se a um servidor RAS. como o PAP e o CHAP. através do Algoritmo RSA – MD5 utilizando a senha do usuário. O servidor RAS envia o Message recebido ao servidor RADIUS que conhece a senha do usuário e que a utiliza para criar um Message Digest e comparar com o recebido.8.Network Access Server) passa a ser um cliente do servidor RADIUS (também conhecido como proxy RADIUS). deve informar as suas credencias (nome. PAP (Protocolo de Autenticação de Senha) . Neste caso. Este desafio consiste em criar um Message Digest. e outras quando necessário). A segurança da confidencialidade da senha está no fato do RSA ser um algoritmo de Hash (a mensagem original não pode ser obtida através do conhecimento da chave e da mensagem criptografada). Neste caso é enviado pela rede um desafio.60 plano de backup quando perdem seus dados por um acidente na sala do servidor. O servidor RAS encaminha ao proxy RADIUS um pedido de acesso contendo as credenciais do usuário (access-request).

o falso-positivo e o falso-negativo. Na observação de uma carteira de identidade é possível identificar rapidamente seu proprietário pela foto mas não pela impressão digital que requer um complexo processo de análise comparativa que a mente humana não está acostumada a fazer. ou seja. Um scanner de impressão digital é um dispositivo de dimensões reduzidas com as mesmas funcionalidades de scanner de mesa. No entanto. A identificação biométrica procura trabalhar como a mente humana. Por fim. Biometria A biometria é o estudo das características mensuráveis do ser humano que possibilitam o reconhecimento de um indivíduo. quando se atende o telefone há grandes chances de se identificar o interlocutor pela voz e em algumas vezes errar no reconhecimento. Existem atualmente dois métodos de reconhecimento: reconhecimento 1:1 e reconhecimento 1:N. Cada tecnologia de identificação possui seu próprio mecanismo de captura de dados. restando ao sistema . se as características biométricas apresentadas são muito parecidas com as armazenadas. porém. um processo automatizado de reconhecimento biométrico dos traços digitais pode ser altamente confiável. O reconhecimento das pessoas é realizado por meio da comparação das características biométricas. íris. este advém do fato da voz do interlocutor possuir muitas características em comum com a correspondente já memorizada. Exemplificando. cujo índice de similaridade vai determinar o sucesso da identificação. quando o interlocutor já é conhecido mas não é prontamente identificado estamos diante de um fato denominado falso-negativo. Quando ocorre o acerto. onde o usuário se identifica por meio de um código alfanumérico e apresenta sua identificação biométrica. Este mecanismo está sujeito à ocorrência de três situações: identificação com sucesso. face e velocidade de digitação são características que permitem a identificação de usuários.9. O mesmo acontece com a captura da imagem do olho para o reconhecimento da íris que é realizado por uma câmera de vídeo especialmente projetada para trabalhar com maior sensibilidade capaz de registrar todos os detalhes de um olho. geometria da mão. voz. retina. neste caso temos uma identificação com sucesso. A impressão digital. Quando ocorre uma troca na identificação do interlocutor estamos diante de um fato denominado falso-positivo. rápido e economicamente viável. Esta abordagem confirma a unicidade e estabilidade destas características. especializado na captura de digitais humanas. O primeiro aplica-se às senhas. neste caso o sistema confirma a identidade do usuário. o que permite o reconhecimento ao longo da vida.10.61 3.

No procedimento call back.62 comparar as características desta com aquelas já armazenadas. voz. Call Back É o procedimento para identificar um terminal remoto. a extração de partes do corpo humano para forjar uma presença inexistente não obterá êxito numa possível fraude.11. é pouco utilizado devido a sua alta complexidade pois o usuário deverá ser identificado apenas por suas características biométricas (impressão digital. 3. Exemplificando.10. A identificação biométrica leva em conta características dos seres na presença de vida. Desta forma.10. etc. Token Card Dentre um variado número de protocolos para verificação da autenticidade de usuários encontramos um modelo baseado em Cartões de Identificação comumente conhecidos por token card ou smart card. efetua nova chamada ao ponto remoto utilizando o número telefônico anteriormente informado como sendo do usuário. este processo pode ocorrer da seguinte forma: o usuário através de sua linha telefônica solicita conexão ao servidor RAS. e Autenticação por sincronismo.) a partir de inúmeras comparações que resultam na escolha de um conjunto já armazenado e que mais se aproxima daquele capturado. com a identificação do ponto discado. O método de reconhecimento 1:N. Após a troca de informação de identificação o equipamento do usuário derruba a chamada e aguarda a solicitação de conexão do servidor RAS. 3. É um mecanismo utilizado pelo servidor RAS para garantir a autenticidade do ponto remoto que deseja acessar a rede.10. . portanto esta tecnologia pode ser aplicada para permitir ou negar acesso físico a ambientes protegidos além de controlar acessos lógicos a sites de serviços eletrônicos. Tais mecanismos baseiam-se em dois métodos diferentes: • • Desafio e Resposta. O mesmo. íris. o host desconecta a ligação logo após a chamada e a seguir liga para o número de telefone autorizado do terminal remoto para restabelecer a conexão.

caso as mesmas sejam equivalentes o acesso do usuário à rede é permitido. funciona da seguinte forma: a) b) c) O usuário aciona o servidor de autenticação. Este método. que o autentica ou não caso essa resposta esteja de conformidade com informações de sua base de dados. Figura 5 – Autenticação desafio/resposta com ficha Na autenticação por sincronismo ocorrem os seguintes passos: a) O usuário efetua seu login de acesso no servidor que emite um prompt para receber um código de acesso. e c) O token card transmite ao servidor a senha obtida e este a compara com outra gerada em seu ambiente. que aparece em sua tela. resumidamente. O usuário informa seu ID pessoal para o servidor e este retorna-lhe um número aleatório. e este emite um prompt para que o mesmo efetue seu login. O esquema a seguir demonstra o funcionamento do mecanismo de desafio/resposta.63 O esquema baseado em desafios e respostas pressupõe a pré liberação controlada de um semi identificador do usuário que irá compor sua identificação completa no ato da entrada no sistema. denominado desafio. b) O usuário informa um número de identificação pessoal (PIN) a seu token card e obtém como resultado um número representando sua senha para ser usada uma única vez no servidor. e O usuário então insere este número em seu token card. . o mesmo é cifrado junto com a chave do usuário contida no cartão transformando-se numa resposta que é enviada para o servidor.

Figura 6 – Autenticação com Sincronismo A utilização de um dos dois sistemas faz com que o usuário tenha que carregar um dispositivo tal qual um cartão de crédito. para providenciar suas credenciais de autenticação.64 O esquema a seguir ilustra o mecanismo de autenticação com token card realizado por sincronismo. .

• • A transparência ou amplas facilidades de acesso à informação pública pelo cidadão. e . impondo o desafio da elaboração de respostas com idêntica agilidade. Contudo. 800 bulletinboards contendo o que poderia ser qualificado como “receitas” de assalto aos sistemas. CONTEXTUALIZAÇÃO As conseqüências da expansão das comunicações eletrônicas sobre os serviços ofertados pelos Governos à sociedade são objeto de prognósticos que destacam a velocidade e amplitude surpreendentes dos impactos esperados. porque também inclui a ocorrência de acidentes ou de falhas não intencionais.4 bilhões anuais decorrentes de ataques aos sistemas de transações eletrônicas (dados do The Management Advice Group). a formação de uma clara agenda de questões a serem enfrentadas pelo citado segmento do setor público. A busca da mais ampla capilaridade. são criados na Internet cerca de 10 novos vírus por dia. especificamente daquelas responsáveis pela administração tributária. segundo dados de pesquisas do Gartner Group. por quase todas as unidades da federação. além de aproximadamente 50 publicações especializadas. Segundo a Network Associates. A segurança aparece hoje como responsável por 81% das intenções de investimento. Não haveria como realmente estimar os custos envolvidos na expansão da área de segurança em virtude de rápida evolução tecnológica no setor.65 4. A comunidade dos hackers atualmente é estimada em cerca de 3. constatamos junto às cartas consultas encaminhadas ao Ministério da Fazenda desde 1997.500 sites na Internet. com vistas a apreciação do Programa Nacional de Apoio à Administração Fazendária dos Estados e Municípios – PNAFEM. O surgimento dos hackers tem assustado. onde aparecem com freqüência os seguintes temas: • A busca de meios para suprir uma oferta continuada de serviços demandados pela população. Tratando das organizações governamentais brasileiras. dentro de uma nova concepção que pode ser sintetizada na simbologia “24x7”. a questão da segurança não pode se limitar ao problema dos ataques a sistemas. As ameaças à segurança das comunicações eletrônicas provocam uma perda estimada de cerca de US$ 84. criatividade e flexibilidade.

moeda eletrônica. Conforme aponta a sétima pesquisa Módulo Security. A adoção de políticas de segurança. em especial: • • • • • Conhecimento das ameaças que rondam seus negócios. e A implementação de forma efetiva da política de segurança. segurança não é simples proteção. A construção de sistemas sólidos de identificação e de autenticação. associados com a divulgação de ocorrências dessa natureza. cyber-crimes. marcas e nomes de domínio na Internet. Aspecto importante é o indício de que os dados a respeito da criminalidade eletrônica são subestimados. . 53% dos ataques contra organizações brasileiras tem como autores funcionários insatisfeitos das organizações atingidas. Em síntese os desafios da segurança impõem às organizações. a partir de um diagnóstico preciso e da opção dentre um amplo leque de tecnologias. na medida em que a decisão pela aquisição de uma ferramenta para tal fim deve considerar os riscos e sua gradação. Os custos envolvidos são componentes cada vez mais indissociáveis no esquema de modernização. compreendendo em particular os seguintes assuntos: • • • • • assinatura eletrônica. a manutenção da segurança depende da adequada formulação e implementação de políticas corporativas.66 • A busca de meios para a materialização do “governo dentro de casa”. Dessa forma. Para o Estado além da preocupação com a melhor forma de aplicação interna das novas tecnologias em consonância com seus aspectos organizacionais e demandas da sociedade. o que deverá ensejar não somente a expansão e redesenho da prestação de serviços mas também a criação de novos mecanismos de interação entre governo e sociedade. Desenvolvimento de uma cultura de segurança. por meio do contato direto com o cidadão. Há uma relação de implicação evidente entre segurança e custos. coloca-se a discussão de sua prévia e necessária intervenção regulatória. porque precisa igualmente contemplar a prevenção. e direitos autorais sobre multimídias. considerando os riscos de imagem para as instituições que realizam transações com clientes em meio eletrônico. No âmbito de qualquer organização. a detecção e a reação a ataques ou a falhas. metodologias e instrumentos.

o rol de práticas criminosas em meio eletrônico desafia os limites das abordagens convencionais na sua investigação e demanda soluções criativas.º 8. Por outro lado. Os cyber crimes estão levando a uma revisão de conceitos na área jurídica em virtude de suas características inovadoras. a pornografia infantil (objeto da Lei n.069/91 da CF) e a interceptação telemática. a cópia não autorizada de programas. tais como o estelionato (por meio da transferência eletrônica de fundos). a velocidade e facilidade de movimentação. tais instituições se viram obrigadas a desenvolver soluções caseiras na busca do atendimento das demandas da comunidade.67 O aperfeiçoamento da legislação brasileira já possibilita a criminalização de condutas que anteriormente eram de difícil enquadramento legal. são características que dificultam a investigação convencional.º 7. conhecida como “grampo” (Lei n. a obtenção de segredos. acompanhado de exemplos significativos de excelentes serviços prestados pela rede mundial. constatamos que a maioria delas apresentam situações similares quanto ao desenvolvimento de seus sistemas de computação. Tratando expressamente das Secretarias de Receita. a falsificação de documentos em meio eletrônico.716/96 da Constituição Federal –CF). Além desses. Limitadas pela legislação que lhes impõem inúmeras regras e contando com orçamentos restritos destinados a novos investimentos. a espionagem e a violação de bancos de dados. Relacionamos a seguir uma série de problemas mais comuns na área das tecnologias de informática aplicadas. porque têm lugar. tais como o acesso indevido e a violação de sistemas. São crimes que extrapolam a territorialidade convencional. O anonimato. tem pressionado os gestores responsáveis pelas funções de Estado de administração tributária a se desdobrarem em soluções imediatistas que por vezes não têm observado os princípios básicos da segurança necessária. a discriminação racial (objeto de legislação específica: a Lei n. por exemplo.º 9. verificados junto a um grande número de Secretarias de Receita: . O aumento da demanda com o aparecimento constante de novos contribuintes.296/96 da CF). a extrema dispersão territorial. Entretanto. crimes que já eram objeto de tipificação legal podem ser praticados com o auxílio de equipamentos de computação. só podem ser tipificados a partir de evidências materiais (o registro da informação) e não por meio de testemunhos. no espaço virtual da Internet.

daquelas de natureza finalística onde os resultados são ofertados diretamente à comunidade. Sistemas corporativos com baixa integração. principalmente. No elenco de agentes e atribuições governamentais verificamos um segmento responsável pela administração tributária cuja missão principal é suprir as necessidades financeiras para suporte das ações desenvolvidas pelo Estado. o Governo funciona baseado em uma divisão clara das tarefas a serem desenvolvidas no plano de sustentação interna e. Grande dependência de serviços de terceiros. e Ausência de um sistema de segurança e controle de acessos. OBJETIVO GERAL DAS ORGANIZAÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA Como em qualquer organização. além da capacidade. . A captação dos citados recursos origina-se de um conceito onde os bens comuns devem ser providos por toda a sociedade mediante uma participação proporcional de cada um de seus membros conforme suas disponibilidades e posses. 4.1. Má alocação de equipamentos de informática. Estudos preliminares devem apontar. Ferramentas tecnologicamente desatualizadas. Proposição dos modelos de tributação. As principais atividades de uma instituição de administração tributária estão resumidas a seguir: • • Elaboração de estudos demonstrativos da viabilidade econômico/tributária.68 • • • • • • • Falta de um plano diretor de tecnologia visando maximizar os investimentos na aquisição e manutenção de hardwares e softwares. a disposição da sociedade em participar como coautora das ações do Governo. Cabe às entidades de administração tributária a missão de definir a capacidade contributiva de cada um de seus membros. Falta de clareza de produtos contratados com terceiros. OBJETIVOS ESPECÍFICOS A missão de captar recursos junto à sociedade resulta de uma variedade de sub funções que precedem o ato de recolhimento e vão muito além deste. 4. propor a forma de participação destes e implementar os mecanismos de captação dos citados recursos.2.

não aparece definida uma entidade cuja missão principal seja a formulação e gestão de políticas destinadas proteger os ativos de tecnologia e informações existentes. Gerenciar contencioso fiscal. Controlar repasses bancários. e • As novas ferramentas de processamento eletrônico de dados foram adotadas em larga escala sem grandes preocupações com a segurança dos mesmos. Controlar pagamentos. . Julgamentos da instância administrativa. Este fato especializou as demandas dos cidadãos que ainda revestidos de direitos passaram a cobrar com veemência as respectivas contrapartidas. O aparecimento dos crimes cibernéticos mostrou grandes vulnerabilidades e o aparecimento de novas atividades internas.69 • Arrecadação de impostos e taxas. Administrar de declarações. onde. ORGANOGRAMA PADRÃO Após um longo período de observação das estruturas organizacionais existentes nos estados e municípios destinadas ao suporte das atividades tributárias. obrigando tais instituições a buscarem rapidamente qualidade nas suas funções de atendimento aos contribuintes. a saber: • O vertiginoso desenvolvimento dos meios de comunicação disseminou conceitos de cidadania participativa até então restritos a uma pequena parte da sociedade. Fiscalização.3. comumente. Devemos ressaltar que nos últimos tempos dois fatores vêm causando uma verdadeira revolução no âmbito da administração tributária agregando-lhes novas atribuições internas. Atender aos contribuintes. 4. Cobrar inadimplências. constatou-se a predominância absoluta de uma estrutura clássica conforme apresentada a seguir. • • • • • • • • • Realizar lançamentos.

inativo e pensionista. Prestar apoio operacional a todos os órgãos subordinados à secretaria.TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização .70 SECRETÁRIO DE RECEITA Coordenação de Administração Coordenação de Informática . as seguintes atividades básicas: • Coordenar e. executar as atividades de administração financeira. por intermédio dos órgãos a ele subordinados. . de administração financeira e de material e de apoio logístico. COMPETÊNCIAS GENÉRICAS 4. Coordenar e controlar a execução dos trabalhos das gerências de recursos humanos. Coordenar a gestão orçamentária da secretaria. e de serviços gerais da Secretaria. Coordenar as atividades referentes às operações patrimoniais internas.FIS Departamento de Atendimento aos contribuintes ATE Figura 7 .Estrutura Básica das Secretarias de Receita 4. Coordenação de Administração Compete à Coordenação de Administração.1. procedendo ao registro e ao controle dos bens móveis e imóveis.JRF Departamento de Tributação . • • • • • • Elaborar as normas internas relativas à administração geral.4.4. de pessoal ativo.INF Junta de Recursos Fiscais . de material. diretamente subordinada ao Secretário de Receita. Elaborar a programação e supervisionar a execução dos trabalhos dos órgãos que lhe são diretamente subordinados. respeitada a orientação definida pelos órgãos centrais.

e Atender a diligências do Tribunal Administrativo de Recursos Fiscais. . Analisar solicitações de benefícios fiscais. supervisionar e orientar as atividades de informatização da Secretaria de Receita. Prestar assistência técnica preventiva aos equipamentos de informática. em primeira instância. Realizar auditorias em softwares e hardwares. 4. e Coordenar e controlar a execução financeira da secretaria. e Executar de forma sistêmica as rotinas estabelecidas para a proteção dos dados (backups). Acompanhar junto à Procuradoria Geral do Estado as ações judiciais contra a Secretaria de Receita. coordenar. Prestar esclarecimentos sobre a aplicação da legislação tributária. Elaborar a programação financeira mensal da secretaria. Registrar e controlar as ocorrências de defeitos técnicos.3. Coordenação de Informática Compete à Coordenação de Tecnologia e Informação as seguintes atividades básicas: • • • • • • • Planejar.71 • • • Propor normas e procedimentos para registro e controle dos bens patrimoniais próprios.4.2. 4. órgão de direção executiva. Desenvolver e administrar os sistemas internos da Secretaria de Receita. Departamento de Tributação Compete ao Departamento de Tributação. o contencioso administrativo fiscal. Analisar e relatar.4. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • Propor alterações na legislação tributária estadual. Treinar usuários na utilização dos sistemas.

diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades básicas: • • • Propor normas para sistematizar o atendimento aos contribuintes. diretamente subordinado ao Secretário de Receita as seguintes atividades: • • • • • • • Realizar estudos com o objetivo de estabelecer as metas de arrecadação e fornecer subsídios para a elaboração dos planos anual e plurianual. Departamento de Atendimento ao Contribuinte Compete ao Departamento de Atendimento ao Contribuinte. Monitorar e auditar estabelecimentos industriais. 4. Controlar a arrecadação de tributos e a execução dos convênios celebrados com os agentes arrecadadores. órgão de direção executiva.6. e Acompanhar os registros de informações de cadastro de veículos automotores. e Administrar os postos fiscais e depósitos de mercadorias apreendidas. controlar e baixar os débitos em dívida ativa. e . as seguintes atividades: • • • • Estabelecer o programa de ação fiscal e realizar o seu acompanhamento.4.5.72 4. Acompanhar e controlar o parcelamento de débitos fiscais. diretamente subordinado à Secretário de Receita.4. Realizar fiscalizações itinerantes. Administrar e manter os cadastros de contribuintes. Operar os sistemas de registro de consultas técnicas (call center). órgão de direção executiva. Inscrever.4. órgão de direção executiva. notificar. Realizar o atendimento remoto ao contribuinte. Departamento de Fiscalização Compete ao Departamento de Fiscalização Tributária. 4.4. comerciais e prestadores de serviços. Processar e controlar os documentos de arrecadação e de acompanhamento da receita. Departamento de Arrecadação Compete ao Departamento de Arrecadação.

PERFIL DO USUÁRIO As Secretarias de Receita aparecem em todos os estados como uma das unidades do Governo que opera baseada num quadro de funcionários de carreira detentores das maiores qualificações técnicas. Banco Central CVM 4. prestadores de serviços.5. 4.7. .6. PERSPECTIVAS DE EVOLUÇÃO As unidades de administração das Secretarias de Receita sofreram um grande impacto decorrente da especialização das demandas por informações gerenciais resultantes do tratamento de um volume cada vez maior de dados relativos a declarações e recolhimentos de tributos. contavam ainda com as manobras financeiras decorrentes da espiral inflacionária. Anteriormente à Constituição Federal de 1998. as Secretarias de Receita necessitam de uma constante interação com as seguintes entidades: • • • • • • Contribuintes Procuradoria Poder judiciário Imprensa Assembléias legislativas Institutos de pesquisas Contabilistas Bancos Entidades de Classe Tribunais de Contas Ministério Público Fiscos Estaduais Fornecedores diversos Ministério da Fazenda Receita Federal. Além dos servidores pertencentes aos quadros permanentes é comum serem identificados alguns funcionários externos. INTERAÇÃO COM OUTRAS ORGANIZAÇÕES Devido à natureza das atividades que exercem. 4. tanto no desenvolvimento de sistemas quanto na produção dos mesmos. normalmente ligados às atividades de processamento de dados. tais como aumento de alíquotas e criação de novas taxas e contribuições sem o devido estudo de viabilidade econômica.73 • Promover o atendimento direto aos contribuintes. sendo este composto por Auditores Fiscais e Técnicos Tributários. os governos salvavam-se dos débitos orçamentários elevando a carga tributária por meio de um sem número de manobras legais. Aliados a estas facilidades.

tais como processadores. principalmente. dentre eles o barateamento dos componentes de informática. CONTRIBUINTES BANCOS PAGAMENTOS DE IMPOSTOS DE CAPTAÇÃO EMISSÃO PA RESUMO DE DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS OPERACIONAIS Figura 8 – Modelo observado no final da década de 1980 na maioria das Secretarias de Receita. tendo como principais ameaças: • • • • Invasão interna. A simples geração de relatórios operacionais passou a não atender a especialização ocorrida nas demandas ao enorme volume de dados que se apresentava para tratamento. Falha em equipamentos. invariavelmente. A popularização de novos meios de armazenamento. outros relatórios pouco operacionais. Devemos ressaltar que outros fatores contribuíram para uma mudança de forma de trabalho. e Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. conforme ilustrado a seguir. Defeitos nos sistemas aplicativos. unidades de armazenamento.74 Até o início da década de 90 observou-se uma estrutura onde os contribuintes de uma forma geral e a rede bancária enviavam enormes quantidades de papel às Secretarias de Receita que se desdobravam num oneroso processo de captação gerando. facilitaram o surgimento de uma nova fase na administração tributária onde a mesma eliminou sua digitação interna e passou a captar seus dados declaratórios diretamente de dispositivos . como os discos magnéticos portáteis e sistemas destinados à automação de pequenos e médios escritórios. e.

Neste modelo os contribuintes. Além destes. trouxe uma nova forma de ambiente com um visível aumento no volume de dados processados e o aumento dos seguintes riscos: • • • • • • • Invasões internas. e Vírus. Falhas nos equipamentos. CONTRIBUINTES PAGAMENTOS DE IMPOSTOS BANCOS CAPTAÇÃO E EMISSÃO DECLARAÇÕES DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS OPERACIONAIS RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 9 – Modelo observado na primeira metade da década de 1990 . os dados resultantes de pagamentos passaram a ser recebidos diretamente em meio magnético da rede bancária. apresentando suas informações mas não tendo acesso a elas. Esta conformação. verdadeiros donos dos dados armazenados nas suas respectivas organizações de administração tributária. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Armazenamento inadequado. ainda mantinham-se passivos no processo. Defeitos nos sistemas aplicativos.75 enviados pelos contribuintes. Incompatibilidades nas tecnologias de armazenamento. mostrada na Figura 9.

Vírus especialistas. Falhas nos equipamentos. CONTRIBUINTES BANCOS INTERNET REDES PRIVADAS DEC E N. ilustrada a seguir. agregou novos riscos considerados de difícil controle conforme a relação abaixo: • • • • • • • Invasões externas. Inexistência de cópias sistêmicas de segurança. Armazenamento inadequado. CAPTAÇÃO E PROCESSAMENTO PAG DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO RELATÓRIOS GERENCIAIS Figura 10 – Modelo implantado a partir da segunda metade da década de 1990 e observado até hoje num grande número Secretarias de Receita . esta modalidade. Além dos riscos existentes nos modelos anteriores. Defeitos nos sistemas aplicativos.76 Com a especialização das redes e principalmente a disseminação e estabilidade da Internet ocorreu uma nova mudança a partir da qual os agentes que interagem com as organizações de administração tributária passaram a obter os serviços desejados diretamente a partir dos cadastros básicos residentes naqueles órgãos e previamente processados por eles. e Defeitos nos sistemas aplicativos.F.

Outro fator que exigirá uma revolução nos padrões atuais reside no fato de que todas as operações comerciais que representem entradas ou saídas de mercadorias e serviços realizadas por qualquer contribuinte deverão ser informadas à sua circunscrição fiscal. na sua unidade de origem e as demais tenham acesso irrestrito a eles. pressupõem extrema interligação entre todas as unidades da federação de modo que tenha seus dados cadastrais residentes em um único local. Além disso. ou seja. . O sistema deverá operar em modo distribuído. Esta premissa é fundamental para que os novos sistemas de fiscalização sejam eficazes.77 Novos modelos de administração tributária pressupõem atendimentos especializados e com a maior comodidade possível aos contribuintes. Nesta direção existem conjecturas no sentido de buscar meios técnicos para operacionalizar um sistema onde os dados históricos fiquem armazenados nos sites dos próprios contribuintes e estejam permanentemente disponíveis às Secretarias de Receita conforme o modelo a seguir: CONTRIBUINTES BANCOS DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (ANALÍTICO) INTERNET DECLARAÇÕES E NOTAS FISCAIS (SINTÉTICO) DOCUMENTOS DE ARRECADAÇÃO PROCESSAMENTO SAÍDAS EM VÍDEO Figura 11 – Modelo tendência para implantação ainda na década de 2000.

.JRF Conselho de gestão da política de segurança da informação Figura 12 – Modelo de organograma observado como tendência para as Secretarias de Receita a ser implantado nos próximos anos. representada pelos contribuintes. ocorre uma visível movimentação exigindo maior transparência e efetividade no trato dos recursos públicos. Internamente há um elenco de discussões sobre as atualizações necessárias e suas formas de implementação.8.78 A operacionalização com base no esquema demonstrado anteriormente é uma realidade dependente exclusivamente do tempo. No campo externo ocupado pela sociedade em geral.FIS Departamento de Atendimento aos Contribuintes Junta de Recursos Fiscais . MATRIZ DE USO DE DADOS A seguir apresentamos o modelo de uma matriz de uso de dados utilizada pela Secretaria de Receita de Brasília. 4.INF Departamento de Tributação .TRI Departamento de Arrecadação ARR Departamento de Fiscalização . As estruturas organizacionais tendem a se complementar com a especialização das já existentes unidades operacionais de informática e o acréscimo de outra sub-unidade de natureza colegiada responsável pela elaboração e manutenção de uma política de segurança dos recursos e informações conforme mostra a figura a seguir: RECEITA TRIBUTÁRIA Coordenação de Administração Coordenação de Informática .

C C C C C C C C C I.C C C I.C A.C A.C C A.C C C C C C I.A.A.C I.C I.C I.C I.C C A.C C C C C A.C I.A.C C I.C A.C A.C I.A.C I.A.A.C C I.A.A.C I.A.A.C A.C C I.A.C C C I.A.A.A.A.A.C C I.C C C C C C I.C I.C C C C C A.C I.C C C C A.C C C C C C C C C C C C I.C C C I.A.A.C C C A.C C C C I.C A.C I.C C C C I.C I.A.C C C C C C C C I.A.A.C I.A.C C C C I.C C C C C C I.A.C I.C I.C I.A.C C C C C I.C C C A.C A.A.C C C C C I.C A.C C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C CTB OUTROS C C C C C C C C C C C C C C I.A.C C A.A.A.C C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C A.C C C C C C I.A.C A.C A.C I.C A.A.A.C I.C A.C A.C A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.C C A.C A.C C C I.A.A.A.C I.C A.C A.C A.C I.C C C C C C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C USUÁRIOS EXTERNOS INF C C C C C C C C C C I.C C C C C I.A.C C C C C C A.C C I.A.A.A.A.A.A.A.A.C I.C C A.C C C C A.C I.A.C C C C I.C A.C I.C C A.A.A.C C C C C C A.C C C C C C A.C C C C C C C C I.C A.C C I.A.C I.C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.A.C A.C C C A.C I.C A.C I.A.A.A.A.C C A.C C C C C C JRF C C C C C C C C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C .A.C I.C C C I.C A.C A.A.A.C C C C C I.A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C I.A.C I.A.79 CADASTROS Abrangência da coletoria Acionista x capital Aditamento de contrato Aditamento do convênio Agência bancária Alíquotas Atividade econômica Atribuição de cargo Atribuição de função Auto de infração Requisições Autorização de impressão de documento Fiscal Autorização de uso de documento fiscal Autorização para uso de documento fiscal eletrônico Categoria de estabelecimentos Categoria de veículos Classificação contábil da receita Classificação tributária da receita Classificação de produtos – NCM Código fiscal de operações Códigos de receita Conhecimentos de transporte Contratos Datas de vencimentos Denúncias Documento de inscrição em dívida ativa Documentos de arrecadação Declaração mensal de serviços prestados Declaração mensal de empresas de pequeno Porte Declaração mensal de micro empresas Equipamentos emissores de cupom fiscal Escalas de plantão Ficha cadastral de contribuinte Grupo financeiro Guia de informação mensal de ICMS Guia de Informação sobre valor agregado Guia nacional de informação de ICMS Histórico de instituição Histórico de processos Indicador de desempenho Indicadores demográficos Indicadores econômicos Índices de depreciação Índices de participação Item de produto Legislação e atos legais Leilão Log de auditoria Logradouros Marcas de veículos Modelos de veículos Moedas Nota fiscal USUÁRIOS INTERNOS TRI ARR FIS ATE ADM C C C C C I.A.C I.A.C A.C I.C C A.A.A.C A.

A.C I.C A.C A.Outras entidades I – Inclusão A – Alteração C – Consulta Obs: A opção “E” para exclusão não foi utilizada pois em sistemas de administração tributária não ocorre a remoção de registros.A.A.C C C C C C C C C A.C A.A.C I.A.A. CTB – Contribuintes OUTROS .C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C A.A.C I.80 Notificações Ordem de serviço Pauta de valor de IPVA Portarias de citação Processos Recibos Regiões demográficas Termo de fiscalização Termo de responsabilidade Tipo de documento Tipo de documento fiscal Tipo de ordem de serviço Tipo de participação Tipo de processo Transferência de crédito fiscal Transportadoras Unidade de medida Usuários de sistemas Valor de produto por município Vigências C I.C I.C A.C C C I.A.C C C C A.C A.C A.C I.C A.A.A.C I.C C C I.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C Tabela 1 .C I.A.C A.A.C I.A.C A.A.C C C A.C I.A.C C C A.A.A.C C C I.C A.C C I.C C I.A.C C C C C C I. .C C C I.C C A.A.C C I.C A.C C A.C A.A.C C C C C I.A.C A.A.C I.C A.Matriz de Uso de dados Legenda : TRI – Departamento de tributação ARR – Departamento de Arrecadação FIS – Departamento de Fiscalização ATE – Atendimento aos Contribuintes ADM – Coordenação de Administração INF – Coordenação de Informática JRF – Junta de Recursos Fiscais.A.C I.C A.C C I.C I.C A.C C C I. apenas sua desativação.A.C C C C I.C I.C A.A.C C C C C C C C C C C C C C C C C C C C I.C C I.A.C I.A.C I.C A.A.A.

com maior ou menor grau de probabilidade.1. a probabilidade de ocorrências e os possíveis impactos. POLÍTICA DE SEGURANÇA 5. Média: a fonte da ameaça é motivada e suficientemente capaz mas as contramedidas já estão implementadas para impedir que as vulnerabilidades sejam concretizadas com sucesso. ocorrerão invasões dos mais variados tipos capazes de causar algum impacto. De acordo com o Risk Management Guide do NIST (Junho/2001) podem-se classificar as probabilidades de ocorrência de ameaças em 3 categorias: Alta: a fonte da ameaça é altamente motivada e suficientemente capaz e as contramedidas para evitar que as vulnerabilidades se concretizem são ineficazes. não importando seu porte ou atividade econômica.81 5. Na tabela apresentada a seguir relacionamos as ameaças às quais as Secretarias de Receita estão expostas. os controles para prevenir ou ao menos impedir que as vulnerabilidades se concretizem foram implementados com sucesso. . ou a fonte da ameaça não é motivada para concretizar estas vulnerabilidades ou é apenas parcialmente capaz de fazê-lo Baixa: a fonte da ameaça não possui motivação ou capacidade ou então. ANÁLISE DE RISCOS Em ambientes das Secretarias de Receita onde são depositadas informações capazes de espelhar toda a vida financeira das empresas da circunscrição. é lícito prever que.

Sistema vitais não disponíveis. Perda de receita. Possibilidade de processo legal Perda de credibilidade. Possibilidade de processo legal. Possibilidade de processo legal. Fraude. Fraude. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal. Divulgação de informações sigilosas. Perda de Credibilidade Fraude Fraude Interceptação de informação Perda de credibilidade Destruição de informação Fornecimento inconsciente de informações Média sigilosas Instalação de hardware não autorizado Instalação de software não autorizado Vírus Problemas nos sistemas operacionais Cavalos de Tróia Alta Alta Alta Alta Alta Invasores disfarçados Média Desastres naturais Conflitos (guerras) Sabotagem Roubo Grampos telefônicos Monitoramento não autorizado do tráfego na rede Modificação criminosa dos dados armazenados Acesso ao arquivo de senhas Baixa Baixa Média Média Média Baixa Média Média Uso de senhas frágeis Alta Acesso físico não autorizado Alta Não cumprimento de normas Alta Repúdio Backdoor Média Alta Tabela 2 – Análise de Ameaças . Perda de credibilidade Divulgação de informações sigilosas. Perda de credibilidade Perda de credibilidade. Divulgação de informações sigilosas. Fraude. Possibilidade de processo legal. e Perda de arrecadação.82 Ameaça Destruição acidental Configuração incorreta de sistemas Probabilidade de ocorrência Média Média Impactos • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Fraude Possibilidade de processo legal contra o órgão Perda de credibilidade Fraude Fraude Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Sistemas vitais não disponíveis Sistema vitais não disponíveis Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Destruição de informações Divulgação de informações sigilosas Perda de credibilidade Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis Sistemas vitais não disponíveis. Divulgação de informações sigilosas. Possibilidade de processo legal Divulgação de informações sigilosas. Fraude.

83 Neste trabalho constatamos as principais vulnerabilidades com alta probabilidade de ocorrência, sobre as quais discorremos a seguir: • Divulgação de informações sigilosas ou com restrições de divulgação, que ocorre quando o funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita, que tem acesso às informações classificadas como sigilosas, divulga-as indevidamente para outros não autorizados; • Inserção de informação, programas danosos ou vírus de computador sem controle de recebimento ou tratamento adequado para evitar danos, que ocorre quando funcionários ou prestadores de serviço com acesso às informações das Secretarias de Receita inserem, sem autorização da Gerência de Segurança, arquivo ou programa que provoque danos na base de informação; • • Possibilidade de acesso/modificação da informação realizada por usuários não autorizados; Possibilidade de modificação, divulgação ou destruição de informação por aplicações em teste ou operadas por usuários sem conhecimento do uso correto do programa; e • Utilização de endereço eletrônico de qualquer funcionário para disponibilização ou divulgação de informação sem o conhecimento do dono da conta. 5.1.1. Vulnerabilidades As vulnerabilidades são os pontos fracos de uma instituição que permitem ataques e são uma fonte de riscos. O levantamento das vulnerabilidades existentes é fundamental para se mensurar de forma clara e enxuta quais ações, metodologias, práticas e ferramentas devem-se aplicar para garantir a integridade, confidencialidade, autenticidade e disponibilidade da informação. 5.1.1.1. Vulnerabilidades Externas • • Controle de acesso (visualização, adição, alteração ou exclusão da informação) sem utilização de autenticação confiável. Falta de procedimentos de anuência hierárquica e documentação da disponibilização de informações;

84 • • • • • Falta de uma política e regras claras quanto à disponibilização da informação por outros meios (exemplo, informações por telefone); Falta de controle do volume de acessos ao site e informações disponibilizadas para acesso externo; Existência de diretório de FTP anônimo; Utilização de TFTP (uma versão simplificada do FTP que não usa senha para autenticação de usuários); e Falta de sistema de detecção de intrusos.

5.1.1.2. Vulnerabilidades Internas • • • Falta de controle, por autenticação, das estações; Existência de contas padrão – muitos programas e pacotes de terceiros vêm com contas padrão com senhas padrão. Contas como guest ou de Administrador; Uso de senhas fracas – podem ser de contas padrão com senhas padrão, contas de convidados, contas compartilhadas, contas sem senha ou com senha facilmente identificável. Utilização, nos sistemas com autenticação, de usuários e senhas comuns (divulgação de senhas); • • • • • • • • Falta de política de troca e bloqueio de contas e senhas; Falta de controle de permissão de uso das estações (policies); Falta de gerenciamento e controle de privilégios de usuários com definição clara dos perfis e permissões das contas de cada usuário; Não há uma revisão periódica dos critérios, permissões dos usuários; Não há definição de procedimentos e autoridades para conceber criação de contas e permissões de concessões de privilégios; Falta de controle de log quanto a acessos de usuários incluindo data e hora. Existência de pontos de rede ociosos habilitados; Qualquer notebook, estação ou equipamento, com interface ethernet pode ser conectado a um ponto da rede e funcionar (controle de acesso ao meio físico da LAN); • Usuários não esclarecidos sobre as conseqüências do uso incorreto de informação da instituição;

85 • Qualquer pessoa que tenha acesso físico à estação pode utilizá-la e pode também instalar ou desinstalar qualquer aplicativo (inclusive programas danosos ou modems – portas dos fundos); • • • • Ferramenta antivírus sem procedimentos para atualização periódica e possível de ser desativada por qualquer usuário; Terminais e Workstations sem controle de tempo de conexão; Falta de controle do acesso físico às estações; e Falta de gerenciamento de processamento de informação sobre responsabilidade de terceirizados. 5.1.1.3. Vulnerabilidades Referentes a Correio Eletrônico • • • • Informações não públicas circulam dentro e fora da rede através de e-mail sem controle/certificação do usuário remetente; Não há garantia da entrega da informação; Qualquer usuário com acesso à rede interna pode enviar e-mail informando o endereço eletrônico de outro; e Arquivos anexados só são verificados contra vírus na estação.

5.1.1.4. Vulnerabilidades Referentes a Aplicações • Em muitos casos apenas um usuário é responsável pela informação sem haver, portanto, controle de log ou outro usuário para confirmar a operação (permitindo o uso danoso da informação por funcionários insatisfeitos, por exemplo); • • • • • Não há controle de atualização e uso de versões anteriores de aplicações; Ambiente de produção, desenvolvimento e teste único; Falta de documentação dos procedimentos de produção; Código fonte de aplicações distribuídas sem controle; e Falta de regras de segurança para orientação dos desenvolvedores quanto à segurança de acesso e divulgação de informação pelos programas.

3 . Falta de revisão do controle de falhas.86 5. . 2 . e níveis de sensibilidade: confidencial. Não há controle de software pirata ou não homologado. Falta de procedimentos para atualização de patches e SP (Service Pack). Não é utilizada.A proteção da informação deve ser preventiva viabilizando o processo de recuperação de dados.1. alteração.Toda e qualquer informação da Secretaria de Receita armazenada e disponibilizada por meio de recursos de informática deve ser protegida contra acesso. essencial e não essencial. destruição. divulgação de cópias não autorizadas.O critério de classificação das informações deverá ser designado de forma a garantir que as mesmas sejam avaliadas em duas escalas: • • níveis de importância: crítica. quer seja acidental ou intencional.1. Falta de monitoração de uso (garantir disponibilidade). Outras Vulnerabilidades • • • • • • • • Acessos e troca de informações via RAS sem criptografia (VPN) ou autenticação segura (PKI por exemplo). com base na legislação vigente e qualquer obrigação contratual. 5. e Falta de ferramenta de inventário automatizado da rede (hardware e software em servidores e estações). a inclusão de cláusula no contrato de funcionários e prestadores de serviço que especifiquem sanções em caso de tentativa de acesso não autorizado (ISO/IEC 17799:2000). Backups não testados ou sem controle. Facilidade para o roubo e furto de equipamentos e programas. 4 – Todo acesso à informação deve ser registrado de forma a viabilizar auditoria quando necessário. NORMAS DE SEGURANÇA 1 . a segurança de dados e serviço.2. • • Não é aplicada a regra: Tudo deve ser proibido a menos que expressamente permitido (ISO/IEC 17799:2000). uso interno e uso público.5.

acompanhando rotineiramente. roubo. 6 . material explicativo.O cumprimento das normas estabelecidas pela Política de Segurança da Informação é obrigatório a todos os usuários com direito de acesso à rede. conforme necessário. prestadores de serviços e estagiários autorizados a usar os recursos da rede devem ser treinados em segurança da informação através de seminários. 2. 12 – Estas normas segurança deverão ser documentadas e disponibilizadas a todas as partes interessadas. POLÍTICA DE SEGURANÇA APLICADA A PESSOAS EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Reduzir os riscos de erro humano.3. Funcionários e prestadores de serviços eventuais que acessam as instalações de processamento da informação da Secretaria de Receita devem se comprometer. 9 . em preservar o sigilo das informações.O Departamento Geral de Informática das Secretarias de Receita tem o dever de monitorar as informações disponíveis em todos os servidores e estações. através de um documento escrito. acessos. e não à própria pessoa. bem como monitorar toda a informação que trafega na rede.Todos os empregados. palestras. 1. devem constar cláusulas que garantam a observância da política de segurança da mesma. 11 . folders e outros.Nos contratos que impliquem o manuseio de informações das Secretarias de Receita por parte de terceiros.O acesso à rede das Secretarias de Receita através de equipamentos de usuários remotos ou de equipamento para teste deverá ter aprovação da autoridade competente. sanções. 8 . 5. uso de recursos e inspecionando arquivos. 10 . fraude ou uso indevido de instalações. Prestadores de serviços eventuais que não tenham contrato assinado deverão assinar documento garantindo a segurança das informações das bases de dados antes de terem .O direito de acesso à informação está ligado à posição ocupada pela pessoa dentro das Secretarias de Receita ou fora dela. 7 .87 5 .Um plano de contingência deverá ser elaborado e mantido a fim de possibilitar a restauração imediata dos serviços em caso de sinistro.

Todos os usuários do sistema de informação devem estar conscientes dos procedimentos para notificação dos incidentes como violação de segurança. prestadores de serviços e fornecedores (serviços e equipamentos) deverão ter seus dados de apresentação (identidade. CPF . colaborador. 6. como remoção e software suspeito sem a devida autorização da mesma. Será proibida a instalação de quaisquer programas pelos usuários visando proteger a base de dados contra vírus ou instalação de softwares piratas. . CNPJ entre outros) e qualificação técnica e profissional confirmados e verificados. Todos os usuários deverão ser treinados nos procedimentos de segurança e no uso correto das instalações de processamento da informação de forma a garantir a integridade das informações minimizando possíveis riscos de ataques e alterações em sua base de dados. 12. Será definido um processo disciplinar formal para tratar com os usuários que tenham violado as políticas e procedimentos de segurança estabelecidas e implementadas pela Gerência de Segurança. falhas ou mal funcionamento que possam ter impactos na segurança dos ativos organizacionais. 3. 7. Todo usuário do sistema deverá notificar o mal funcionamento de software à Gerência de Segurança. 9.88 acesso as instalações nas quais ocorrem os processamentos visando garantir e proteger a integridade das informações armazenadas. ameaças. 4. 10. 5. Todo funcionário. Todas as regras e responsabilidades de segurança da Secretaria de Receita devem ser documentadas e divulgadas a todos que possuam acesso ao sistema em concordância com a Política de Segurança da mesma. 11. 8. Todo funcionário. não devendo executar nenhum tipo de ação. A Gerência de Segurança da Secretaria de Receita supervisionará a atuação de colaboradores novos e inexperientes com relação aos acessos a sistemas considerados de maior importância. prestador de serviço ou colaborador será responsável pela segurança das informações contidas na base de dados durante um período de tempo definido mesmo após o termino do contrato de trabalho ou de prestação de serviços na Secretaria de Receita. O gerente de cada área deverá constantemente supervisionar a atuação de sua equipe de trabalho certificando-se do uso e implementação das regras básicas de segurança da informação.

A conta do usuário será bloqueada após três tentativas erradas de logon e somente será desbloqueada mediante autorização do Gerente de Segurança.exe. . . 5. em 10 dias. por falta de uso. e outros. 5. Será proibida a abertura de arquivos executáveis. 8. bat. protegendo a base de dados de ataques de novos vírus. . A política antivírus será feita de modo sistemático através de e-mails semanais em forma de notícias. além do sistema de defesa nos servidores. 1. não poderá ser repassada adiante. isto é. As senhas dos usuários do sistema de informações deverão ser trocadas a cada 30 dias e serão canceladas. 2. . POLÍTICA DE SEGURANÇA LÓGICA Objetivo: Reduzir os riscos relacionados às configurações lógicas dos sistemas e acessos. que não for do comitê antivírus. com terminação . As senhas deverão conter no mínimo oito caracteres entre letras maiúsculas e minúsculas.com. Qualquer notícia recebida sobre vírus através do correio eletrônico. Deverá ser remetida para o Conselho de Segurança que analisará o conteúdo e remeterá notas esclarecedoras ao interessado. As últimas 5 senhas deverão ser registradas na base de dados e não poderão ser repetidas pelos usuários do sistema de informação. 7.89 13. Deverá existir um procedimento de orientação a todos os usuários do sistema de informação da Secretaria de Receita quanto ao acesso de recursos e serviços oferecidos na Internet quando os mesmos forem de procedência duvidosa ou desconhecida. A atualização do antivírus será feita de forma automatizada em todos os computadores da rede. ou palestras. 4.pif. caracteres especiais e números inviabilizando o uso de nomes de familiares ou datas que poderiam ser facilmente descobertas.4. notas de esclarecimentos. visando manter a integridade da base de informações da Secretaria de Receita . 3. 6. recebidos por e-mail para impedir que estes arquivos transfiram para a rede algum tipo de vírus que possa prejudicar o sistema de informação.

Deverá ser elaborado um plano de contingência para recuperação de informações da base de dados da Secretaria de Receita em caso de ataques diversos. 13. 15. 16.90 9. 19. discos. diretórios e outros recursos só será efetuado por técnicos do Departamento Geral de Informática e de forma a não comprometer os requisitos mínimos de segurança. As senhas não deverão ser compartilhadas ou anotadas visando proteger as informações do acesso de pessoas não autorizadas. O compartilhamento de arquivos. 18. ou desastres. após registro no sistema de controles de help desk. 12. O suporte a equipamentos de informática só poderá ser prestado por técnicos do Departamento Geral de Informática ou com o acompanhamento deste. cartuchos e formulários impressos . A utilização de sistemas ou de permissão de uso de microcomputadores deverá ser solicitada formalmente ao Departamento Geral de Informática. 11. Deverão ser estabelecidos procedimentos de rotina para execução das cópias de arquivos e disponibilização dos recursos de reserva. Deverá ser instalado na rede um software para detecção de intrusos (IDS) para identificação de qualquer tipo de intrusão que possa prejudicar o sistema de informações da Secretaria de Receita. 20. Deverá ser garantida e protegida toda infra-estrutura das redes físicas da Secretaria de Receita com intuito de proteger consequentemente as informações da rede lógica. Os controles de falhas devem ser constantemente revisados e atualizados de modo a garantir a não ocorrência de falhas por repetidas vezes. Os microcomputadores em rede deverão possuir senha no setup e devem estar configurados de forma a não permitir o boot por unidade de discos flexíveis ou Cdrom. O usuário será automaticamente desconectado se ficar sem usar o sistema por mais de 15 minutos (time-out) para evitar o uso do mesmo por outro usuário que poderá estar mal intencionado quanto ao acesso e consulta das informações . 17. 14. 10. Deverá ser implementada uma lista de procedimentos para o gerenciamento e controle do uso de mídias removíveis como fitas.

sigilosas ou críticas. devidamente configurado e permanentemente atualizado. . 1. 22. dano e interferência às instalações físicas da organização e à sua informação. 4.5. 7. Deverão ser utilizados controles de autenticação para autorizar e validar qualquer acesso. 21. 5. 3. 6. As Secretarias de Receita devem usar perímetros de segurança para proteger as áreas que contemplam as instalações de processamento de informações criticas ou sensíveis. 2. As redes de computadores deverão ser protegidas por um firewall que seja um produto bem conceituado no mercado. Deverá existir um servidor RADIUS para autenticação de usuários visando oferecer maior segurança nos acessos remotos. O acesso remoto deverá ser protegido por VPN e certificação digital (PKI). interligado a um sistema de IDS para reforçar a segurança. 23. As portas de incêndio no perímetro de segurança devem possuir sensores de alarmes e mola para fechamento automático. Todos os funcionários ou prestadores de serviço deverão utilizar alguma forma visível de identificação e informar à segurança sobre a presença de qualquer pessoa não identificada ou de qualquer estranho não acompanhado.91 visando impedir a divulgação e exposição classificadas como sigilosas ou de acesso restrito. POLÍTICA DE SEGURANÇA FÍSICA E DO AMBIENTE EM CONFORMIDADE COM A ISO/IEC 17799:2000 Objetivo: Prevenir o acesso não autorizado. Apenas pessoal autorizado poderá ter acesso às instalações de processamento de informações sensíveis. O perímetro de segurança deve estar claramente definido e ser fisicamente consistente inviabilizando invasões por algum tipo de brecha ou falha . 5. Deverá existir uma supervisão/vigilância constante aos visitantes das áreas de segurança através de registro em livro específico no qual serão indicadas as horas de entrada e saída e a identificação do local (departamento/gerência) para onde se dirigiu o visitante em questão.

O sistema de energia elétrica deverá incluir além de alimentação múltipla. Os equipamentos devem ser protegidos contra falhas de energia e outras anomalias na alimentação elétrica utilizando-se sempre UPS (no-breaks). Materiais combustíveis ou perigosos devem ser guardados de forma segura a uma distância apropriada de uma área de segurança. As portas e janelas deverão ser mantidas fechadas quando não utilizadas. 17. Os arquivos e as listas de telefones internas que identificam os locais de processamento das informações sensíveis não devem ser acessados pelo público. só deve ser utilizado a partir de autorização da alta administração. Equipamentos de contingência e meios magnéticos de reserva devem ser guardados a uma distância segura para evitar danos que podem se originar em um desastre da instalação principal. seja fotografia. 10. As instalações de processamento da informação gerenciadas pela Secretaria de Receita devem ficar fisicamente separadas daquelas gerenciadas por terceiros ou contratados eventuais. sendo o mesmo registrado conforme orientação da Gerência de Segurança. 19.92 8. 20. Somente pessoal autorizado previamente pelas áreas de segurança da rede e das informações poderão ter acesso a área de manipulação e suporte (carga e descarga) externa ao prédio da Secretaria de Receita . devem ser instalados de forma apropriada dentro de áreas de segurança para evitar acesso do público de modo a não comprometer a segurança da informação. 18. 15. Todo trabalho desenvolvido em área de segurança deverá ser supervisionado por um funcionário da Gerência de Segurança. Equipamentos conectados à rede local não poderão possuir placas ou hardware do tipo fax modem uma vez que a mesma pode servir como porta de entrada para possíveis ataques à base de informações da Secretaria de Receita. 11. Qualquer equipamento de gravação. 12. som ou outro tipo de equipamento. 9. geradores e no-breaks visando a continuidade da operabilidade de acesso às informações da base de dados. Todo o material de entrada deve ser inspecionado contra potenciais perigos antes de ser transportado para a área na qual será utilizado. 13. vídeo. 14. sendo instaladas proteções externas principalmente quando essas portas e janelas se localizarem em andar térreo. . 16. Equipamentos como fotocopiadoras e máquinas de fax.

o acesso por pessoa não autorizada ao interior do equipamento. por exemplo pelo uso de conduítes ou evitando a sua instalação através de áreas públicas. O uso de qualquer equipamento para o processamento das informações fora dos limites da Secretaria de Receita deverá ser autorizado pela alta administração da mesma. Computadores pessoais. Os equipamentos servidores e dispositivos que caracterizam o CPD deverão estar em uma sala devidamente climatizada com controle de acesso. 31. 22. O cabeamento da rede deverá ser protegido contra interceptações não autorizadas ou danos. portanto.93 21. 25. Equipamentos. Os cabos elétricos devem ficar separados dos cabos de comunicação para prevenir interferências. Todos os microcomputadores em rede deverão possuir chave de segurança para travamento da CPU. informações ou software não devem ser retirados da instituição sem autorização. 28. devem ser retiradas da impressora rapidamente. quando impressas. A sala do CPD deverá permanecer trancada com acesso livre apenas ao pessoal autorizado da Gerência de Segurança. 30. especialmente fora do horário normal de trabalho. evitando que a ocorrência de falhas possa prejudicar o acesso à base de informações. 26. não permitindo. terminais de computador e impressoras não devem ser deixados ligados quando não assistidos e devem ser protegidos com senhas. Todo equipamento deverá ter sua manutenção revista de tempos em tempos. 24. Deve-se usar uma cobertura adequada de seguro para proteger os equipamentos existentes fora das instalações da Secretaria de Receita. segundo a orientação do fabricante do mesmo. As linhas elétricas e de telecomunicações dos recursos de processamento da informação devem possuir aterramento. 23. 34. 32. 29. ou serem submetidas a proteção alternativa adequada. Informações sensíveis e classificadas. . chaves ou outros controles quando não estiverem em uso. 33. Os cabeamentos elétricos e de telecomunicação que transmitem dados ou suportam serviços de informação devem ser protegidos contra interceptação ou dano. Papéis e meios magnéticos de computadores devem ser guardados em gavetas adequadas com fechaduras ou em outros itens de mobiliários seguros quando não estiverem sendo utilizados. 27. onde possível.

37. desrespeitarem as normas estabelecidas pelo Conselho de Segurança das Secretarias de Receita serão aplicadas as seguintes sanções: • • • Advertência verbal. 5. RESPONSABILIDADE Todo funcionário ou prestador de serviço das Secretarias de Receita será responsável pelo cumprimento das orientações estabelecidas na Política de Segurança. O CPD deverá possuir um sistema de detecção/alarme e combate automático para caso de incêndio. 36. 5. cabe aos gerentes de cada departamento o controle e o acompanhamento do cumprimento das mesmas. 5.6. Suspensão do direito de uso de serviço da intranet. de forma intencional ou não. 38. . As mídias de backup deverão ser acondicionadas em cofre com características especiais para suportar incêndios e outros tipos de intempéries. Todas as salas internas do CPD deverão possuir extintores para combate de incêndio elétrico (CO2/Pó químico). e 40.8.7. Deverá existir um sistema de iluminação alternativa para o CPD e áreas de fuga. 39. APLICABILIDADE A Política de Segurança das Secretarias de Receita será aplicável a todo funcionário ou prestador de serviço que tenha acesso às dependências da mesma. caso necessário. Advertência escrita. O backup dos dados deverá ser feito diariamente de forma incremental e semanalmente de forma completa. SANÇÕES Aos usuários que. contudo.94 35. Todas as saídas de emergência deverão estar claramente identificadas e desimpedidas visando facilitar a fuga.

PLANO DE CONTINGÊNCIA O Plano de Contingência da Secretaria de Receita será formado por dois componentes distintos.9. de violação de sigilo funcional entre outros estabelecidos no código penal. 5. . e Demissão. Observação: A aplicação destas sanções não isenta o usuário da base de dados das Secretarias de Receita de sofrer outras penalidades previstas em Regulamentos Internos da Secretaria. de extravio. 5. ou mesmo de sofrer processos penais por crimes de peculato.1 Plano de Ação para Emergências O plano de ação é composto do seguintes itens: • • A primeira seção é um inventário completo de todos os recursos de informação e uma avaliação de sua criticidade. sonegação e inutilização de livro ou documento.1. Ambos os planos ajudarão as Secretarias de Receita a proteger sua capacidade de processar dados. e • A terceira seção é o procedimento de resposta imediata documentando ações remediais a serem tomadas após a identificação das ameaças.95 • • Suspensão do direito de uso de serviços oferecidos pela rede Secretarias de Receita por tempo determinado. A segunda seção é a identificação de possíveis ameaças às operações do site das Secretarias de Receita e as contramedidas existentes/propostas para cada ameaça. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem realizar um inventário dos recursos e. de condescendência criminosa. que são o Plano de Ação para Emergências e o Plano de Recuperação de Desastres. O desenvolvimento e manutenção do plano de ação deve ser feito da seguinte forma: • O Gerente da Rede/Especialista em TI.9. O propósito do Plano de Recuperação é restaurar de maneira segura as operações após a contenção dos danos. O propósito do Plano de Ação para Emergências é prevenir e/ou limitar os danos aos recursos de informação.

5. e O Gerente da Rede/Especialista em TI e o encarregado da segurança devem rever anualmente o conteúdo deste plano e fazer as devidas mudanças sempre que necessário. Recursos também incluem serviços tais como telefonia.a Secretaria pode funcionar até quatro horas sem este recurso . A criticidade destes recursos deve ser determinada em termos de quanto tempo as Secretarias podem funcionar sem eles. periféricos. sistemas de controle climático. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem em seguida identificar as possíveis ameaças a estes recursos e as devidas contramedidas existentes ou propostas.2. usando o formato fornecido neste documento. armazenagem de mídia. determinar a criticidade de cada recurso identificado usando o formato fornecido mais adiante.2 Contagem dos Recursos e Avaliação de Criticidade A contagem dos recursos e avaliação de criticidade identificam todos os recursos de informação e depois documentam a criticidade dos mesmos. modems.96 subseqüentemente. o Plano de Ação deve ser atualizado para refletir tais mudanças. Para fins de uniformidade uma escala de 0 a 5 deve ser usada e definida da seguinte forma: 0 – a Secretaria pode funcionar indefinidamente sem este recurso 1 – a Secretaria pode funcionar até um mês sem este recurso 2 . • O Gerente da Rede/Especialista em TI. • • Sempre que houver uma compra significativa de novos recursos de informação.a Secretaria pode funcionar até duas semanas sem este recurso 3 .a Secretaria pode funcionar até um dia sem este recurso 5 . • O Gerente da Rede/Especialista em TI. os encarregados da segurança e outros membros do staff devem formular um Procedimento Imediato de Resposta usando a informação fornecida neste documento. máquinas de fax.9.a Secretaria pode funcionar até uma semana sem este recurso 4 . eletricidade e internet. documentação e pessoal. Os recursos identificados devem incluir hardware e software.

9.97 O quadro é um exemplo de como pode ser feita a contagem e classificação de recursos: CRITI 4 3 2 4 4 1 4 5 5 4 3 QUANT 1 1 5 3 5 2 10 1 1 2 4 DESCRIÇÃO DO RECURSO Pentium/800 server: 128MB RAM. A seguir encontra-se uma lista abrangente de ameaças divididas em três categorias distintas. Ameaças são concretizadas quando uma ou mais vulnerabilidades são exploradas. 1. 14GB HD. Os sites da Secretaria de Receita tornam-se vulneráveis quando contramedidas não forem implementadas para impedir ou diminuir o impactos de todas as ameaças identificadas. Identificação de Ameaças e Contramedidas Ameaça é qualquer circunstância ou evento com potencial para comprometer e/ou interromper as operações diárias de uma instituição. Monitor CD-ROM 10BASE-T Transceiver HP Laserjet 4500 32 bit NIC card (extra) MS Office 97 Serviço de telefonia Eletricidade Pessoal operacional Extintores de incêndio (água) Tabela 3 – Contagem de Recursos 5. . ambiental. Monitor Pentium/800 server: 128MB RAM. e relacionadas a suporte. 1. Há várias outras possíveis ameaças particulares a cada unidade das Secretarias de Receita. Esta lista não tem a pretensão de ser exaustiva.44MB FD. Esta lista tem como objetivo servir de base para a identificação das ameaças existentes nas Secretaria de Receita em geral.44MB FD. Ameaças são vistas como sendo de natureza física. 9GB HD.2.

Vazamento de água FÍSICAS .Manutenção imprópria . Após a identificação de todas as possíveis ameaças.Fogo .98 AMBIENTAIS .Terrorismo/ameaça de bomba .Supressão Inadequada de Incêndio RELATIVAS A SUPORTE . Caso as contramedidas propostas não possam ser implementadas em tempo.Queda de energia .Derramamento/queda .Condições climáticas adversas .Vapores químicos .Enchente . uma solução provisória deve ser identificada.Sabotagem . As Secretarias de Receita devem fazer uma distinção entre as contramedidas existentes e as propostas.Insetos .Ativação de sprinklers .Ruído elétrico/aterramento inadequado . .Falha no sistema de telefonia Tabela 4 – Identificação de Ameaças Cada Secretaria de Receita deve escolher a lista de ameaças que diz respeito a qualquer recurso de informação em sua localidade.Roedores .Temperaturas instáveis .Poeira .Fumaça .Transporte inadequado de equipamentos .Vandalismo .Interferência eletromagnética .Descarga Eletrostática .Explosões .Raios .Roubo . a Secretaria de Receita deve avaliá-las e delinear todas as contramedidas existentes ou propostas para cada ameaça aos recursos.Indisponibilidade de pessoal .Acesso não autorizado às instalações . independente das contramedidas.Montagem/Armazenamento incorreto .Umidade excessiva .Extorsão .Riscos de acidentes de viagem .

Aterramento inadequado 9.9. Acesso não autorizado 11. Todos os extintores de incêndio com água devem ser removidos da sala do servidor. Este procedimento deve documentar ações corretivas em ordem de execução e indivíduos e/ou organizações especificas a serem contatadas. Possuir um gerador para suportar todo o prédio. Pára-raios instalados no teto.99 Mostramos a seguir o exemplo de uma relação das ameaças e suas contramedidas: AMEAÇA 1. Fazer uma lista com os números de telefone do pessoal de operações e suporte para os casos de emergência. Detetores de fumaça em todo o prédio.** Solução provisória – instalação de extintores de dióxido de carbono na sala do servidor. **Propõe-se a instalação de UPS para os servidores. **Propõe-se a instalação de equipamento de identificação e combate a incêndio na sala do servidor. Explosão 3. Extintores de incêndio disponíveis em locais de fácil acesso em todo o prédio. Ter um acordo com outra organização onde uma apóie a outra em caso de explosão. Fumaça 5. Raio 4. Fazer limpeza completa do prédio. Todos os equipamentos devem ser posicionados longe de áreas com muito movimento. Supressão Incorreta de Incêndio Tabela 5 – Ameaças e Contramedidas 5. Insetos 7. ***Propõem-se que eletricistas e o pessoal de manutenção dos computadores revisem e consertem todo o aterramento. 2. Colocação de trancas em todas as áreas de acesso. Manutenção preventiva com limpeza de todo o equipamento. Poeira 6. Manter trancadas as áreas de acesso. . Fogo CONTRAMEDIDA Ter um sistema de sprinklers espalhados por todo o prédio. Ter todos os equipamentos instalados corretamente para reduzir a possibilidade de pancada ou queda. Colisão 15. A área de armazenagem deve ser fora da sala do computador com acesso e temperatura controlados. Colocar telas em todas as portas e janelas. Filtros de ar instalados na sala do servidor e trocados mensalmente. Queda de energia elétrica 8. Montagem/ Armazenamento Incorreto 14. Indisponibilidade de pessoal 10. Roubo 16. Ativar alarmes fora do horário de expediente.2 Procedimento de Resposta Imediata O propósito do Procedimento de Resposta Imediata é limitar os danos no caso de uma ameaça contra um recurso de informação se concretizar ou ser iminente.

é gerar conhecimento de suas várias etapas.10. pois a eficácia administrativa está na aplicação dos conhecimentos continuamente adquiridos. portanto auditoria é ouvir as informações sobre um processo. A eficácia da auditoria dependerá de sua continuidade e de seu dinamismo em acompanhar um processo em seu desenvolvimento. A recuperação é efetuada por meio de coordenação e efetiva utilização de todos os recursos de informação disponíveis.100 No mínimo as seguintes informações devem ser incluídas no procedimento de resposta imediata e verificadas a cada três meses: 1) Instruções detalhadas das ações corretivas para as ameaças existentes (tais como fogo. O propósito deste plano é reduzir o impacto de um desastre através de uma rápida recuperação. e do pessoal de manutenção dos sistemas. do encarregado da segurança de sistemas. 5. A auditoria tem o papel de colher informações e transformá-las em conhecimento. Este plano prevê uma resposta regional ou global a desastres através de esforços combinados entre as Secretarias de Receita. . queda de energia. Auditar um processo. É a principal auxiliar na administração de um sistema de dados. 2) Os nomes. do pessoal operacional. bombeiros e hospitais locais. do gerente da rede. Esta resposta deve adotar o conceito de compartilhamento e/ou redirecionamento de recursos sobressalentes de informação entre as diversas unidades das Secretarias de Receita. AUDITORIA Auditar e ouvir são sinônimos. e 3) Número de telefone da polícia. a fim de transformá-las em correções ou melhorias deste processo. números de telefones de emergência do encarregado de ativar o plano de contingência. 5. entre outros). Este conceito incentiva o apoio mútuo entre as unidades sem incorrer em custos adicionas substanciais.9.3 Plano de Recuperação de Desastre Este é um plano que facilita a segura restauração das operações do sistema após a concretização de uma ameaça e a contenção dos danos. pois vêm do verbo latino auditare. vazamento de água.

equipamentos e ambiente. aplicados à área de segurança de rede no ambiente de uma instituição tributária.10. ou melhor. . Proteção também é necessária para salvaguardar a integridade e prevenir o uso impróprio das ferramentas de auditoria. como a forma mais eficaz de conhecer o processo e os seus procedimentos. Estas três primeiras diretrizes são as máximas que devem reger toda ação de aplicação de auditoria em qualquer tipo instituição.101 Figura 13 . auditá-los.Formação da Cultura de Segurança Para um processo de auditoria em uma instituição pública. Recomendações ISO/IEC 17799:2000 A auditoria tem com objetivo: Maximizar a eficácia e minimizar interferência no processo de auditoria de sistemas. 5. dados. é necessário obter informações sobre o sistema com usuários. Para adequação da auditoria de sistemas de dados a uma política correta de segurança.1. pois nos garante a aplicação limpa e didática da ação auditora. este trabalho tem como base as recomendações ISO/IEC 17799:2000 para auditorias e apresenta em sua metodologia sugestões de diversos autores citados no decorrer do desenvolvimento. Devem existir controles para salvaguardar os sistemas operacionais e ferramentas durante as auditorias de sistemas.

10. Escopo da verificação deve ser acordado e controlado.2. Os recursos de tecnologia para execução da verificação devem ser identificados explicitamente e tornados disponíveis. requerimentos e responsabilidades devem ser documentados (ISO/IEC 17799:2000).102 As auditorias requerem atividades. As normas ISO/IEC 17799:2000 citadas anteriormente harmonizam a ação auditora ao ambiente operacional auditado. ampliando a troca de informação e conhecimento sobre o modus operare do processo. Auditorias externas são formadas por firmas especializadas em auditoria de sistemas. A verificação deve ser limitada para acesso ao software e aos dados somente paraleitura. Outros acessos diferentes de apenas leitura devem somente ser permitidos a cópias isoladas de artigos do sistema. respondendo dinamicamente às ameaças e riscos que futuramente poderão surgir. envolvendo verificações nos sistemas operacionais que devem ser cuidadosamente planejadas e acordadas para minimizar riscos de interrupção dos processos do negócio. facilitando os ajustes e correções de falhas. Requisitos adicionais ou especiais devem ser identificados e acordados. Tipos de Auditoria Propostos Aplicação de Auditoria Interna e Externa tem sido empregada com bastante êxito em várias empresas privadas ou públicas. A melhor maneira de se colherem informações de um sistema é com as pessoas que estão vivenciando o processo atual do sistema de dados e também com aquelas que têm . Requisitos de auditorias devem ser acordados com a administração apropriada. As auditorias internas são mantidas com recursos e funcionários da própria empresa. em sua maioria da área de informática. dada apropriada cumplicidade adquirida no processo auditado. Todo o acesso deve ser monitorado e registrado de modo a produzir uma trilha de referência. Todos os procedimentos. Estas últimas normas a partir de seus registros e documentos darão o subsídio para debates e discussões que irão aprimorar as diretrizes e normas da política de segurança no decorrer do tempo. que disponibilizam os seus serviços a empresas contratantes. 5. que devem ser apagadas quando a auditoria for finalizada.

Nas auditorias externas a equipe é formada por funcionários com dedicação exclusiva. com especialização em sistemas. Seus relatórios e documentos são de uso exclusivo deste comitê. mas comumente podem ter um ou outro funcionário ligado às áreas em questão. têm como atuar periodicamente realizando revisões globais. por isso a necessidade de correção freqüente e continuada de seu sistema de segurança.3. É evidente que não poderá haver regra de periodicidade muito rígida para que sejam feitas estas auditorias. 5. Podem somar conhecimento adquirido por experiências em outras empresas e através de altos graus de especialização e de renovação constante do conhecimento. principalmente nos sistemas muito especializados. como condição sine qua non à continuidade do negócio. Esta constitui a auditoria de melhor proveito para colher informações e adquirir conhecimentos sobre sistema de informação de dados. é chamado de auditoria articulada. uma vez que se dedicam com exclusividade a este ramo de negócio. na sua maioria do setor de informática. Quando Devem ser Feitas as Auditorias A auditoria advém da necessidade de que um sistema de dados seja seguro agora e continue sendo seguro no futuro. que trabalham em firmas de auditoria. O emprego das duas auditorias. principalmente em se tratando de áreas de maior risco. ponto de apoio e base para as auditorias externas. Comumente se espera uma maior objetividade por partes destas empresas. atuam muito rapidamente nos casos de emergência. são fortes fontes de consulta atualizada. As auditorias interna e externa devem estar ligadas hierarquicamente ao Comitê de Segurança. As auditorias internas têm algumas vantagens importantes: não são tão perceptíveis aos funcionários quanto as auditorias externas. As equipes auditoras internas são compostas por funcionários.103 muita experiência neste tipo de processo e que vivam profissionalmente de organismos especializados em auditorias que capturam estes tipos de informação nas diversas empresas auditadas e se atualizam constantemente com as inovações do mercado. o qual poderá convocá-las ou dissolvê-las. são as guardiãs dos vários planos de segurança estabelecidos pela organização. tais como grau de conscientização e aprendizado de usuários e administradores e da conceituação da política . Isto dependerá de muitos fatores. são mais econômicas pois seus recursos são menos onerosos. devido à superposição de responsabilidades e uso comum de recursos.10. interna e externa.

4. 5. As auditorias emergenciais devem ocorrer logo após o incidente de segurança.104 de segurança empregada. de Na auditoria antes do funcionamento deve-se fazer uma análise do grau politicamente e fisicamente a rede para a redução dos riscos de quebra de segurança. e riscos internos e externos. • • • Estações de trabalhos: entre 12 a 24 meses. Alguns programas de integridade podem ajudar na identificação de mudanças ocorridas. e as pequenas: 12 meses. como seu objetivo em contexto aos objetivos estratégicos e dos negócios da Secretaria de Receita como um todo. O comprometimento é expresso em documento onde constam as principais diretrizes da política de segurança. conscientização e vulnerabilidade. dos sistemas lógicos. Redes grandes: 24 meses. a complexidade e o corpo administrativo devem ser considerados para a decisão de periodicidade para auditorias agendadas. Também nas gerências imediatas e subalternas deve haver comprometimento como reforço adicional.10. e Auditoria Emergencial. Como Auditar A preparação da auditoria passa pela criação de um ambiente propício à sua implementação. no qual devemos desenvolver o comprometimento da alta gerência à sua implantação como premissa para êxito do empreendimento. através da verificação de integridade do sistema antes do acidente. . já adequando As auditorias agendadas devem ser continuadas de acordo com as necessidades e padrões de segurança assegurados a uma redução de riscos de incidentes de segurança na rede. devendo-se fazer primeiro uma análise dos estragos. ameaças. O estado crítico. Agendadas de manutenção. e Firewall: a cada 6 meses ou menos. físicos e ambientas das unidades de informação. Serão usadas algumas recomendações de Wietse Venema & Dan Farmer (1996) para distribuir as Auditorias em relação ao tempo: • • • Antes do funcionamento da rede.

estudo dirigido. pois haverá novos encontros em outras ocasiões. Durante a entrevista deve incentivar a oportunidade ao entrevistado de dar sugestões a problemas específicos. resumindo as observações e recomendações. Na apresentação o entrevistador deve atenuar a natural ansiedade do auditado. onde se desenvolve um ambiente propício à confiança e cooperação. pois o tempo deve variar entre 30 a 15 minutos sendo o ideal apenas 15 minutos. mas o número de respostas é muito baixo dificultando a análise dos resultados obtidos. O contato telefônico atinge um grande número de pessoas em um tempo de trabalho curto. A cada término de entrevista devem-se recapitular perguntas respondidas e as informações obtidas que serão devidamente registradas e mostradas ao entrevistado como sua contribuição à auditoria. A equipe de auditoria. Na despedida deve lembrar que não estão encerrados os contatos. contato telefônico e contato direto. É essencial o desenvolvimento da habilidade em entrevistas.105 O engajamento dos funcionários é premissa complementar de uma boa auditoria. rotinas e sistemas. Deve ser feito através de conferências explicativas. As modalidades de entrevistas podem ser: contato pelo correio. em decorrência dos serviços que está prestando. em cada uma das etapas do processo em abordagem. rotinas e sistemas. A remessa de carta via correio não pode ser considerada uma entrevista. discutindo os achados. debates ou outras formas didáticas a fim de proporcionar o desenvolvimento de uma cultura da necessidade de auditoria permanente e atuante como fonte de alimentação da política de segurança. mas perde a observação do entrevistador das reações não verbais do entrevistado e também o calor humano que é muito importante para estabelecimento de um ambiente de cooperação mútua entre auditor e auditado. Comumente é usada quando o universo é muito grande e disperso geograficamente. A habilidade do entrevistador é de suma importância para este clima. já que auditorias são instrumentos contínuos de melhoria do sistema e aperfeiçoamento da política de segurança. passa a maior parte do tempo falando com pessoas sobre procedimentos. que proporcionará as trocas de informação sobre os procedimentos. mas é um contato onde não é necessária a presença do entrevistado. . Nas entrevistas de contato direto pode-se estabelecer de maneira mais fácil um contado amistoso com o auditado. pois há uma redução considerável de custo nestes casos.

o Control Objectives for Information and related Technology (CobiT 1996. determina um início de reengenharia nos negócios se necessário. o do Institute of Internal Auditors Research Foundation. e que eventos não desejados sejam evitados ou detectados e corrigidos. que por sua vez absorveram os conceitos de controle interno do SAS 55/78. a Governança de TI: Uma estrutura de relações e processos para dirigir e controlar a empresa a fim de alcançar as metas do negócio. 1998. procedimentos. Os objetivos de controle se relacionam de maneira clara e distinta com os objetivos do negócio.5. Internal ControlIntegrated Framework (COSO 1992). mostraremos o quadro comparativo de suas diferenças no Anexo I. que definidos com uma orientação aos processos. O segundo ponto. É uma parte integrante de governo da empresa. o Consideration of the Internal Control Structure in a Financial Statement Audit (SAS 55. adicionando valor enquanto balanceia risco verso retorno em TI e seus processos (CobiT. Pelo menos cinco documentos foram publicados por instituições diferentes com o intuito de definir acessos.10. É composta pela liderança da estrutura organizacional e o processo que garante que a TI da organização se apóie e se expanda às estratégias e aos objetivos da organização. o Systems Auditability and Control (SAC 1991. A metodologia empregada pela auditoria CobiT incorpora várias fontes conceituais de outras metodologias como a SAC e a COSO. A definição conceitual CobiT adapta o controle do COSO: As políticas. No primeiro ponto estão as metas das Secretarias de Receita que são a sua arrecadação e a distribuição do erário público nas diversas secretarias.106 5. 3ª edição em julho de 2000). de modo que o objetivo dos negócios seja alcançado. 1995). Metodologia Nesta última década várias metodologias de auditoria foram criadas dada a necessidade de desenvolvimento da política segurança em TI. como o do Information Systems Audit and Control Foundation. práticas e estruturas organizacionais são orientadas para prover uma razoável garantia. o do American Institute of Certified Public Accountant. e a sua emenda (SAS 55/78. Governança de TI é da responsabilidade da alta direção e da administração executiva.1988). o do Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission. relatos e melhorias no controle interno em TI. . revisada em 1994). A metodologia CobiT é orientada em dois pontos de apoio: Objetivos ou Metas do Negócio e a Governança em TI.2000).

que cobrem toda a estrutura no aspecto de informação e seu suporte tecnológico. Ainda foi desenvolvido um instrumento guia de auditoria para cada um dos 34 objetivos de controles. assegurando um exame detalhado dos processos de TI. proporcionam à administração da empresa um panorama de real cumprimento das normas e regras ou recomendações e aprendizados para desenvolvimento de uma cultura forte em TI. num total de 318. e Monitoração. A metodologia CobiT identifica os processos de TI a cada domínio. Aquisição e implementação. Suporte e distribuição. um total de 34 objetivos.107 A metodologia CobiT identifica uma ferramenta que chama de Marco Diferencial de quatro domínios que está dentro da Governança de TI que são: • • • • Planejamento e organização. Os objetivos detalhados. . os chamados de objetivos de controles de alto nível.

3rd Edition Boston July 2000.108 Figura 14 – Estrutura da Metodologia COBIT Fonte: Implementation Tool Set CobiT. CobiT Steering Committee and the IT governance Institute .

Mecanismos e ferramentas de defesa tais como os apresentados neste trabalho foram apresentados com o intuito de garantir a proteção das informações consideradas sigilosas ou de acesso restrito. faz-se necessário que. Assim. baseando-nos no levantamento dos riscos. ameaças e vulnerabilidades a que este tipo de organização esta sujeita. métodos de controle através de auditorias e um plano de contingência que viabilizasse a continuidade dos negócios em caso de desastres ou qualquer tipo de infortúnio. a . CONCLUSÃO Com base no que foi apresentado e desenvolvido neste trabalho constatamos que a implementação de uma política de segurança de informação nas organizações como as Secretarias de Receita tornou-se fundamental. não sendo encontrado muito material a seu respeito. procedimentos de usuários. Para apresentação deste tema.109 6. A preocupação com a integridade. procurou-se sugerir às Secretarias de Receitas recursos de proteção das informações. para cada Secretaria. Constatamos que a prática constante de auditorias internas e externas é o modo mais eficaz de ouvir e responder ao dinamismo de um processo de TI. seja implementada uma política de segurança adaptada à sua realidade. pois muitos detalhes técnicos. Nossa base de estudo para coleta de dados foi a Secretaria de Receita de BrasíliaDF. distribuída por todo território nacional. A ISO/IEC 17799:2000 serviu como principal fonte de referência e base para o trabalho no que se refere aos conceitos envolvidos na implementação de uma Política de de planos de ação emergenciais e recuperação de informação em caso de desastres reforçando ainda. Enfatizamos a necessidade de criação e implementação importância de que todo este processo seja constantemente auditado. características próprias e situações encontradas durante o processo de levantamento de informações não puderam ser divulgados para garantir e resguardar o funcionamento e segurança das próprias Secretarias de Receita. É importante ressaltar que tivemos algumas limitações para a realização deste trabalho. Neste trabalho. confidencialidade e autenticidade das informações exige das organizações uma meticulosa análise de vulnerabilidades e riscos que ameaçam suas bases de dados. tomamos como base o sistema CobiT. O CobiT é bastante novo e pouco conhecido. elaborado e inspirado na norma ISO/IEC 17799:2000.

o que de certa forma limitou nosso âmbito de pesquisa. Com relação a parte de segurança lógica. em sua maioria. a responsabilização dos usuários do sistema possibilitaram que o objetivo principal do trabalho fosse alcançado. sirva de base e fonte de consulta para outros. Apesar de ter sido primordial para a realização deste trabalho. atualmente. pioneiro na área de segurança de informações para instituições governamentais que tratem de tributação e arrecadação. enfim. Em virtude desta distribuição. uso de firewall. análises de riscos e vulnerabilidades de uma base de dados e principalmente na parte de controles de segurança física e pessoal. juntamente com o estabelecimento de controles baseados na norma ISO/IEC 17799:2000. a mais completa base de orientação para formação e consolidação de um programa de Política de Segurança. Com relação aos controles lógicos. . a ISO/IEC 17799:2000 é. a sugestão de uma política de segurança eficaz para as Secretarias de Receita . dados e ambiente físico. a norma ISO/IEC 17799:2000 apresenta o tema de forma distribuída em sua maior parte. Os controles referentes às partes de segurança física e aplicada a pessoas foram. Apesar da necessidade de complementações. a norma ISO/IEC 17799:2000 é uma fonte de informações recente. Existem poucos trabalhos para a consulta no aspecto da segurança de informação. não tendo sido ainda bastante divulgada para as organizações. ou seja.110 Segurança de informação. A apresentação das ferramentas de segurança como métodos de criptografia. Diversas outras fontes bibliográficas contribuíram para a consolidação do trabalho. Acreditamos que o uso contínuo de auditorias bem estruturadas e com metodologias adequadamente empregadas. englobando os três elementos chaves da segurança: pessoas. abordando separadamente os aspectos de segurança de senhas e processos criptográficos. softwares especializados. não poderia ser exclusivamente baseada na ISO/IEC 17799:2000. proporcione a criação de um ambiente de informações resguardadas e protegidas. Não há um detalhamento dos procedimentos de segurança referentes à parte de software e acesso lógico à rede. que este trabalho. Cerca de 30% dos mesmos foram adaptados. anti-vírus. a proposição de uma política de segurança para as Secretarias de Receita. retirados da ISO/IEC 17799:2000. Esperamos. 80% dos mesmos foram modificados e adaptados ao contexto do trabalho.

Department of Commerce. Acesso em abril de 2001. Lei n.radium. Arquitetura de Segurança.nist. Abril 1993.2001. Bowen.S. Disponível em http://www.html.D. Revised Draft. Acesso em março de 2001.radium. (ISACF).28-STD.ca. Acesso em junho de 2001. e Lei No. Desenvolvido pela HP para o Tribunal Superior Eleitoral. National Institute of Standards and Technology. Information Systems Audit and Control Association (ISACA).296 de 96 sobre interceptação telemática (grampo). Disponível em: http://www. Common Criteria Overview. Cooperation on Security of Information Systems Joint Task 01.º 7. Acesso em Março de 2001. Special Publication 800-12.111 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS A Comparison of Internal Controls: CobiT®.dnd. Acesso em março de 2001. Orange Book: 26 December 1985 Disponível em http://www. Lei No. Department of Defense Trusted Computer System Evaluation Criteria. Computer Crime and Security Survey.mil/tpep/library/rainbow/ 5200.org/bkr_cbt3. .html. 2001.D.ncsc. 2001.org e http://www. e Paul L. 8. U. IT Governance Institute. SAC. CPA. By: Janet L. 9. Constituição Federal. Foundations for the Harmonization of Information Technology Security Standards. An Introduction to Computer Security: The NIST Handbook.nscs.. CSI/FBI . CPA. Colbert. COSO and SAS 55/78.isaca.vol 2 Disponível em ftp. Ph. Board Briefing on It Governance. Ph.org Acesso em abril de 2001..mil/tpep/library/ ccitse/cc_over.isaca. Information Systems Audit and Control Foundation.cse. Disponível em http://www. BRASIL.gov.069 de 1991 sobre pornografia infantil.htm. Version b.Itgovernace. Canadian Trusted Computer Product Evaluation Criteria – (CTCPEC) vol1.716 de 1996 sobre discriminação racial. Disponível em: http://www.

Acesso em março de 2001. Rede Tchê: Segurança de Dados. . Rio de Janeiro: Editora Campus. Information Security Risk Assessment. Projetos de Redes Top-Down.html.com/kbase/underground/hacking/fcsvol2.org e http://www. ISO/IEC 17799:2000. Segurança e Auditoria da Tecnologia da Informação. 1996. Disponível em http://www. Disponível em http://www.uk.nist. Comunicação de Dados. Disponível em http://www. Rio: Axcel Book. Gilbert. NJ: Pearson.undergroundnews. 1997.Acesso em abril de 2001. Acesso em abril de 2001.htm. CobiT Steering Committee and the IT Governance Institute. Acesso em maio de 2001.isaca. Acesso em abril de 2001. Robert. Information Security management . 1a. Charles. Claudia.gov. Priscila. United States General Accounting Office Disponível em http://www. Vol. Federal Criteria of Information Technology Security. HELD.112 DIAS. Disponível em http://csrc.2. Acesso em maio de 2001. Implementation Tool Set CobiT. Information Technology Security Evaluation Criteria-ITSEC. Acesso em maio de 2001. Ed. GUTTMAN. First edition 10/12/2000.cert-rs. 2000.ch. July. 1999. Department of Trade and Industry. Disponível em http://www.br/servicos/infosec.com/kbase/underground/hacking/fcsvol1.. Ed. Rio: Campus.iso.Part 1: Code of Practice for Information Security Management. http://www.undergroundnews. 1999.gov/isptg.gao. 6ª Ed.htm /http://www.gov.Itgovernace. Internet Security Policy: A Technical Guide NIST Special Publication 800-XX. 3rd Edition Boston July 2000.itsec. 1 e Vol 2 . Security in Computing. 1ª Edição. PFLEEGER. Barbara. BS 7799-1:1999. Universidade Federal do Rio Grande do Sul.tche.org. BAGWILL. OPPENHEIMER.

113

RFC 2196 – Site Security Handbook, 1997. Disponível em http://www.-rn.informatik.unibremen.de/home/ftp/doc/rfc/cfc2196.txt. Acesso em março de 2001. Risk Management Guide. NIST Special Publication 800-30. First Public Draft June 2001. Disponível em http://www.nist.gov. Acesso em julho de 2001. ROBERTI, MICHAEL. Building an Enterprise Security Architecture. Sans Institute. Abril, 2001. www.sans.org. Acesso em junho de 2001. Seguridad Informática. Tema: Hackers. Disponível em http://www.monografia.com em Maio de 2001. Técnicas de Entrevistas para Auditorias. Brasil – DF TCU http://www.tcu.gov.br. Acesso em maio de 2001. TERADA, Routo. Segurança de Dados: Criptografia em Redes de Computador. 1ª Ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2000. VENEMA, Wietse em april de 2001. Xcert PKI Guide 2000. Disponível em www.xcert.com. Acesso em março de 2001. ZACKER, Craig et DOYLE, Paul. Redes de Computadores: Configurações, Manutenção e Expansão. 1ª Edição em Português. São Paulo: Makron Books, 2000. & FARMER, Dan. Security Auditing & Risk Analysis. April 1998. Disponível em

30th,1996. Santa Clara (CA). Disponível em http://www.porcupine.org/auditing. Acesso

114 ANEXO I

Comparação de Conceitos de Controle em Auditoria1
Instituições
Audiência primária

COBIT (1996)

SAC(1991)
Auditores internos

COSO(1992)
Administração

SAS 55(1988) /78(1995)
Auditores externos

Administração, usuários e auditores de sistema informação Controle Interno Conjunto dos visto como processos, inclusive Políticas, Procedimentos, Práticas, e as Estruturas de Organização Objetivos da Operações Efetivas Organizacional em & Eficiente, Controle Internos Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes ou Domínios: Domínios Planejamento e Organização, Aquisição e Implementação, Suporte e Distribuição, e Monitoramento Focos Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Conjunto de Processos, Subsistema e pessoas

Processo

Processo

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Sistemas Manuais & Automatizados, Procedimentos de Controle Tecnologia da Informação Por um período tempo Administração

Efetividade de Controle Interna Responsabilidade para Sistema de CI Formato 187 páginas em 1193 páginas em quatro documentos 12 módulos
1

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Sobre toda a Entidade Por um tempo pontual Administração 353 páginas em quatro volumes

Operações Efetivas & Eficiente, Confidencialidade, Integridade e Disponibilidade da Informação. Relato financeiro confiável, e Obediência às leis & regulamentos Componentes: Ambiente de Controle, Avaliação de Risco Atividades de Controle, Informação & Comunicação, e Monitoramento Balanço Financeiro Por um período tempo Administração 63 páginas em dois documentos

A Comparison Internal Controls: CobitT®, SAC, COSO and SAS 55/78; By: Janet L. Colbert, Ph.D., CPA, CIA;and Paul L. Bowen, Ph.D., CPA, year 2001(http://www.isaca.org/bkr_cbt3.htm)

115

ANEXO II REQUERIMENTO Pelo presente requerimento, eu, (fulano de tal), solicito acesso aos Sistemas da Secretaria da Receita, declarando que utilizarei o mesmo somente no estrito cumprimento de minhas atividades profissionais estando de pleno acordo com as seguintes determinações: 1) Devo cumprir fielmente as normas, políticas, procedimentos e diretrizes da Secretaria de Receita destinadas à proteção de seus sistemas automatizados contra mal uso, abuso, perda ou acesso não autorizado. Compreendo que qualquer violação destes regulamentos podem resultar em ação administrativa, civil ou processo criminal, ou em demissão; 2) Devo proteger incondicionalmente o sigilo de minha senha. em caso de suspeita de comprometimento de seu segredo devo reportar o fato a meu supervisor ao administrador da rede; 3) Não devo compartilhar meu identificador de acesso (id) e senha com nenhum outro indivíduo; 4) Nunca devo transcrever minha senha em dispositivos ou locais que possam ser facilmente encontrados por outrem; 5) Devo criar e usar senhas com no mínimo 08 caracteres compostas de letras maiúsculas, minúsculas, caracteres especiais e números, devendo ainda, trocá-la no intervalo de tempo determinado pelo sistema; 6) Devo desconectar-me do sistema (logoff) sempre que necessitar de um afastamento de minha estação de trabalho por um tempo superior a 10 minutos; 7) Independente do motivo, devo notificar imediatamente ao administrador da rede quando não necessitar mais de acesso aos recursos do sistema; 8) Devo acessar somente os aplicativos aos quais tenho permissão autorizada pelo gerente da rede e utilizar os computadores da Secretaria de Receita somente para fins lícitos; 9) Estou proibido de usar a informação obtida através do acesso aos sistemas de computação da Secretaria para realização de ganho pessoal, lucro financeiro, ou publicação sem aprovação formal de meu superior; 10) Estou proibido utilizar os computadores da Secretaria para atividades ofensivas a meus colegas de trabalho ou ao público em geral, tais atividades incluem, mas não se limitam a: discursos sobre ódio, artigos que ridicularizem outras pessoas com base em raça, credo, religião, cor, sexo, deficiência física ou mental, nacionalidade, ou orientação sexual; 11) Estou proibido de acessar, criar, visualizar, guardar, copiar, ou transmitir por meio da rede da Secretaria de Receita, materiais contendo pornografia, apologia ao uso de drogas e armas, divulgação de jogos ilegais, atividades terroristas ou qualquer outra de natureza ilegal ou proibida.

_________________________ NOME

________________________ ASSINATURA

__________________ DATA

e 7 . First edition 10/12/2000. Paragrafo 6.116 ANEXO III ISO/IEC 17799:2000.