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CURSO DE ENFERMAGEM

NOME DO ALUNO
(Arial 12, com negrito)

MANUAL DE DIRETRIZES E NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE


TRABALHOS ACADÊMICOS
(Arial 14, com negrito)

Salvador
2008
(Arial 12, sem negrito)
NOME DO ALUNO
(Arial 12, com negrito)

MANUAL DE DIRETRIZES E NORMAS PARA APRESENTAÇÃO DE


TRABALHOS ACADÊMICOS
(Arial 14, com negrito)

Manual Institucional do Centro Universitário da


Bahia – FIB para uso obrigatório de todos os
discentes dos cursos de graduação, como
requisito parcial para as atividades
acadêmicas das disciplinas na AV I, AV II e
AV III.
(Arial 11, sem negrito)

Salvador
2008
(Arial 12, sem negrito)
Ficha catalográfica elaborada pelo Processamento Técnico do Sistema de Bibliotecas
FIB - Centro Universitário da Bahia

P436 Pereira, Ana Altina Cambuí.

Manual de diretrizes e normas para apresentação de trabalhos


acadêmicos / Ana Altina Cambuí Pereira; Participação especial
Fernando Luís de Queiroz, Eduardo Jorge Cavalcanti -- Salvador:
Editora FIB, 2008.
79p.: il.

ISBN:

1. Metodologia científica. 2. Trabalho científico. 3. Manual. 4.


Normalização. 5. Normas técnicas. I. FIB Centro Universitário da
Bahia. II. Carvalho, Fernando Luís de Queiroz. III. Dias, Eduardo
Jorge Cavalcanti. IV. Título.
CDD: 001.42
ELABORAÇÃO

Profª. Ana Altina Cambuí Pereira

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL

Prof. Fernando Luís de Queiroz Carvalho


Prof. Eduardo Jorge Cavalcanti Dias

REVISÃO

Prof.ª Cilene Maria de Andrade


Prof.ª Maria de Lourdes Oliveira Reis da Silva
Prof. Reinaldo Alves de Miranda

FORMATAÇÃO

Osvaldo Sena
APRESENTAÇÃO

O presente Manual de Diretrizes e Normas para Apresentação de Trabalhos


Acadêmicos visa regulamentar os Trabalhos Acadêmicos desenvolvidos pelos
alunos de todos os cursos de Graduação do Centro Universitário da Bahia – FIB já
que através dele apresentar-se-ão as diretrizes para a sua construção.
O objetivo aqui não é somente o de apresentar os pontos mais relevantes das
normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, mas sim o de
despertar nos discentes o interesse em produzir seus trabalhos com clareza,
objetividade, precisão, imparcialidade, boa apresentação (oral e escrita), coerência e
consistência, cujo enfoque é específico da área de conhecimento do curso de cada
aluno. Somente desse modo estaremos, de uma maneira geral, atendendo aos
padrões da ciência.

Salvador, BA, Julho de 2008.


SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .........................................................................................................7
2 FORMATAÇÃO DO TEXTO ..................................................................................10
2.1 MARGENS........................................................................................................10
2.2 PAGINAÇÃO ....................................................................................................10
2.3 ESPAÇAMENTO ..............................................................................................11
2.4 PARÁGRAFOS.................................................................................................11
2.5 TÍTULOS SEM INDICATIVO NUMÉRICO ........................................................12
2.6 EQUAÇÕES E FÓRMULAS .............................................................................12
2.7 ILUSTRAÇÕES ................................................................................................12
2.8 TABELAS .........................................................................................................13
3 CITAÇÕES.............................................................................................................14
3.1 CITAÇÕES DE ATÉ TRÊS LINHAS ................................................................14
3.1.1 Citações com mais de três linhas.........................................................15
3.2 CITAÇÃO INDIRETA .......................................................................................16
3.3 CITAÇÃO DE CITAÇÃO ..................................................................................17
3.4 NOTAS DE REFERÊNCIA ..............................................................................18
3.5 NOTAS DE RODAPÉ ......................................................................................18
3.6 NOTAS EXPLICATIVAS ..................................................................................19
3.7 SISTEMA DE CHAMADA ................................................................................20
3.7.1 Sistema numérico ..................................................................................20
3.7.2 Sistema autor-data .................................................................................21
3.8 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES ..........................................................24
4 ESTRUTURA .........................................................................................................30
4.1ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS .....................................................................30
4.1.1 Capa ...................................................................................................31
4.1.2 Lombada ............................................................................................31
4.1.3 Folha de rosto ...................................................................................31
4.1.4 Errata..................................................................................................33
4.1.5 Folha de aprovação ..........................................................................33
4.1.6 Dedicatória(s) ....................................................................................33
4.1.7 Agradecimento(s) .............................................................................34
4.1.8 Epígrafe..............................................................................................34
4.1.9 Resumo na língua vernácula ...........................................................34
4.1.10 Resumo na língua estrangeira.......................................................34
4.1.11 Lista de ilustrações.........................................................................35
4.1.12 Lista de tabelas ...............................................................................35
4.1.13 Lista de abreviaturas e siglas ........................................................35
4.1.14 Lista de símbolos............................................................................36
4.1.15 Sumário............................................................................................36
4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS.............................................................................36
4.2.1 Introdução .........................................................................................36
4.2.2 Desenvolvimento ..............................................................................37
4.2.2.1 Revisão da literatura ................................................................37
4.2.2.2 Metodologia e análise dos dados.............................................37
4.2.3 Conclusão..........................................................................................38
4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS....................................................................38
4.3.1 Referências........................................................................................38
4.3.2 Glossário ...........................................................................................38
4.3.3 Apêndices..........................................................................................39
4.3.4 Anexos ...............................................................................................39
4.3.5 Índices................................................................................................40
5 RESUMO, ENSAIO, PROJETO DE INTERVENÇÃO, ARTIGO E MONOGRAFIA
..................................................................................................................................41
5.1 RESUMO ..........................................................................................................41
5.2 ENSAIO versus PAPER. ..................................................................................43
5.3 PROJETO DE INTERVENÇÃO ........................................................................44
5.4 ARTIGO CIENTÍFICO.......................................................................................44
5.4.1 Introdução...............................................................................................45
5.4.2 Desenvolvimento....................................................................................45
5.4.3 Conclusão ...............................................................................................46
5.5 MONOGRAFIA .................................................................................................46
6 TCC – INFORMAÇÕES IMPORTANTES ..............................................................48
6.1 BANCA AVALIADORA .....................................................................................48
7 REFERÊNCIAS......................................................................................................51
8 PLÁGIO..................................................................................................................56
9 ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA..............................................57
9.1 INTRODUÇÃO..................................................................................................57
9.2 JUSTIFICATIVA................................................................................................57
9.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA .....................................................................57
9.4 OBJETIVOS......................................................................................................58
9.5 HIPÓTESE .......................................................................................................58
9.6 METOLODOGIA ...............................................................................................58
9.6.1 Contexto e Participantes .......................................................................58
9.6.2 Etapas de Desenvolvimento da Pesquisa ............................................59
9.6.3 Procedimentos e Instrumentos de Coleta de Dados...........................59
9.6.4 Procedimentos para a Organização e Análise dos Dados..................59
9.7 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES ...................................................................59
9.8 RECURSOS NECESSÁRIOS...........................................................................60
9.8.1 Recursos Humanos................................................................................60
9.8.2 Recursos Materiais ................................................................................60
9.9 ORÇAMENTO ..................................................................................................60
9.10 ANEXOS E APÊNDICES................................................................................60
9.11 REFERÊNCIAS ..............................................................................................60
10 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS PARA O COMITÊ DE ÉTICA EM
PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS .....................................................61
REFERÊNCIAS.........................................................................................................72
7

1 INTRODUÇÃO

A proposta de desenvolver este Manual de Diretrizes e Normas para a


Elaboração de Trabalhos Acadêmicos surgiu a partir de diversas dúvidas e
questionamentos dos alunos no dia-a-dia em sala de aula, sobretudo durante as
aulas da disciplina Introdução aos Estudos Universitários. O aluno, quando inicia sua
graduação, chega um pouco “assustado” com esse universo novo que surgiu diante
dele e, na hora em que um professor solicita um Resumo ou Resenha Crítica, isso
acaba gerando um desconforto pelas demandas que o novo ambiente universitário
requer.

Segundo o dicionário Aurélio, a palavra Manual vem do latim “manuale” que


quer dizer: “Relativo à mão; que é manobrado ou acionado com as mãos; pequeno
livro e Livro que contém noções essenciais acerca de uma matéria”. Partindo desses
conceitos, significa dizer que um Manual é um Livro portátil e que deve estar ao
alcance das mãos do aluno, sempre que este precisar e mesmo quando não
precisar, pois as informações contidas aqui não devem ser memorizadas, mas sim
compreendidas, já que a vida do estudante necessita dessa compreensão e adoção
de práticas metodológicas, tão importantes para o avanço da ciência.

Outro fator importante que deu idéia para a construção deste Manual foi a
necessidade de padronizar os trabalhos solicitados pelos professores, já que é
comum cada docente ter um padrão, deixando o aluno sem saber qual modelo
seguir. O objetivo de um Trabalho Acadêmico, seja qual for a sua natureza -
Resumo Crítico, Ensaio, Paper, Artigo, Monografia, dentre outros - é estimular o
corpo discente para uma constante reflexão sobre os temas estudados durante o
curso, buscando assim despertar o interesse pela leitura, entender as idéias
principais contidas em um texto e perceber quais são as idéias secundárias.

Partindo dessas premissas e considerando o advento da globalização que fez


surgir diferentes tipos de tecnologia da informação, é correto afirmar que novos
paradigmas foram surgindo, resultando na cobrança e necessidade de indivíduos
mais preparados para abarcar as demandas trazidas por essa nova ordem mundial.
8

Baseado na exposição acima, é de grande importância que os estudantes


universitários conheçam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – Lei nº.
9.394/96, cujo artigo 43 defende que a educação superior tem como uma de suas
finalidades a responsabilidade de estimular a criação cultural e o desenvolvimento
do espírito científico e do pensamento reflexivo, além de formar indivíduos nas
diferentes áreas do conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais
diversos. Outra questão importante que esta Lei defende é o incentivo do trabalho
em pesquisa e investigação científica, capaz de proporcionar ao homem o
entendimento do meio em que ele vive.

É fundamental que a pesquisa científica seja vista como um elemento


essencial para o desenvolvimento humano, tanto no campo profissional quanto no
pessoal. Isso certamente resultará em fatores que facilitam o aprimoramento do
indivíduo dentro do seu meio social, já que o conhecimento hoje em dia é visto como
um instrumento de propagação de novas teorias, oferecendo como resultado o
progresso da ciência em prol da humanidade. Assim sendo, a atual LDB visa
suscitar o desejo permanente para o aperfeiçoamento cultural e profissional do
estudante, de modo que os problemas atuais do mundo e, em particular, os
problemas nacionais e regionais sejam percebidos, estabelecendo com a
comunidade uma relação de compromisso e reciprocidade.
Espera-se, portanto, que cada trabalho apresentado na Universidade esteja
amparado pela Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. Além disso, que
seja embasado em teorias e fatos, através de uma visão analítico-crítica, como
elemento essencial para a verdadeira busca de soluções diante dos problemas que
afligem a sociedade atual.
9
10

2 FORMATAÇÃO DO TEXTO

O papel a ser utilizado é o de Formato A4, que corresponde a 210 x 297 mm,
de cor branca, e o texto deverá ser digitado na fonte Arial ou Times New Roman,
tamanho 12, com espaço 1,5 entrelinhas (espaçamento igual a este que você está
vendo), exceto nas notas de rodapé, citações longas (para estas teremos um
capítulo especial), paginação, legendas das ilustrações e tabelas que serão
digitados em espaço simples (1,0) e fonte menor que 12, ou melhor, fonte 11.

2.1 MARGENS

Utilizam-se três (3,0) centímetros para as margens superior e esquerda e dois


(2,0) centímetros para as margens inferior e direita, como você vê neste Manual.

2.2 PAGINAÇÃO

A contagem das folhas começa a partir da folha de rosto, porém a numeração


só aparecerá a partir da primeira folha do texto (Introdução). Este modelo pode ser
visto aqui neste Manual.
A numeração das folhas é feita em algarismos arábicos, colocando-se o
número à direita da borda superior.
Os anexos e apêndices são numerados de maneira contínua e a respectiva
paginação deve dar seguimento à do texto principal.
Recomenda-se o uso da numeração progressiva para as seções do texto.
Exemplo:

1 SEÇÃO PRIMÁRIA
SEÇÃO SECUNDÁRIA
1.1.1 Seção terciária
1.1.1.1 Seção quaternária
11

Na formatação, é sempre bom evitar títulos das seções no final da folha e


texto na folha seguinte, digitação de uma linha isolada no final ou início da folha, e
separação das ilustrações do texto.

2.3 ESPAÇAMENTO

Já sabemos que o espaçamento do texto deve ser 1,5 entrelinhas, com


exceção das citações longas (mais de três linhas) e notas de rodapé, onde o
espaçamento deverá ser simples.
Já os títulos das seções e subseções devem ser separados do texto que os
precede ou sucede por dois espaços 1,5.
As notas de rodapé devem ser digitadas dentro das margens, ficando
separadas do texto por um espaço simples e por um filete de 3 cm, a partir da
margem esquerda.
As referências ao final do trabalho (esta teremos um capítulo especial),
devem ser separadas entre si por dois espaços simples.
O indicativo numérico de uma seção precede seu título, alinhado à esquerda,
separado por um espaço de caractere. Atenção: não há ponto entre o número e o
título da seção. Veja o exemplo abaixo:

2 FORMATAÇÃO DO TEXTO

2.4 PARÁGRAFOS

Todos os trabalhos acadêmicos do Centro Universitário da Bahia – FIB devem


começar com um recuo de 1,25 cm no início de cada parágrafo (1ª linha do
parágrafo ou um TAB) em todo o texto. Atenção: Todo o texto do trabalho do aluno
deve adotar essa padronização em cada início de parágrafo. Siga o modelo
adotado na Introdução deste Manual.
12

2.5 TÍTULOS SEM INDICATIVO NUMÉRICO

Errata, agradecimentos, lista de ilustrações, lista de abreviaturas e siglas, lista


de símbolos, resumos, sumário, referências, glossário, apêndice(s), anexo(s) e
índice(s) – devem ser centralizados, conforme a ABNT NBR 6024 e não leva
numeração. Veja exemplo no Sumário deste Manual.

2.6 EQUAÇÕES E FÓRMULAS

Visando facilitar a leitura, as equações e fórmulas devem aparecer


destacadas no texto, permitindo assim o uso de uma entrelinha maior que comporte
seus elementos (expoentes, índices e outros). Acompanhe o exemplo abaixo:

x² + y² = z²

(x² + y²)/5 = n

ATENÇÃO: As tabelas, os gráficos e demais ilustrações devem ser utilizadas no


corpo do trabalho acadêmico do aluno, e não como anexo ou apêndice.

2.7 ILUSTRAÇÕES

Qualquer que seja o tipo (desenhos, esquemas, fluxogramas, fotografias,


gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos e outros), sua
identificação deve aparecer na parte inferior, precedida da palavra designativa,
seguida de seu número de ordem de ocorrência no texto, em algarismos arábicos,
do respectivo título e/ou legenda, e da fonte, de forma breve e clara, dispensando
consulta ao texto. A ilustração deve ser inserida o mais próximo possível do trecho a
que se refere. NBR 14724/2005.
13

2.8 TABELAS

O conjunto de tabelas deve ser apresentado de acordo com as normas


técnicas publicadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
As tabelas devem conter título, corpo, cabeçalho e coluna indicadora.

Tabela 1: Fatores determinantes da violência urbana.


Causa
Acidente 10%
Suicídio 5%
Drogas 30%
Alcoolismo 50%
Fonte: IBGE (1988)

Para inserir uma Tabela no Trabalho Acadêmico, o aluno deverá iniciar a


numeração da tabela e, em seguida, colocar o seu título, conforme o modelo acima.
14

3 CITAÇÕES

Por citação entende-se como uma menção, no texto, de uma informação


extraída de outra fonte. (Norma ABNT 10520/2002). Para cada uma das citações, a
ABNT adotou regras, que serão discriminadas abaixo. Quanto à localização, as
citações podem aparecer no texto ou em notas de rodapé.

Vejamos o conceito de cada uma e seus respectivos exemplos:

Citação direta curta (até três linhas) e Citação direta longa (mais de três linhas)
significam: Transcrição textual de parte da obra do autor consultado.

3.1 CITAÇÕES DE ATÉ TRÊS LINHAS

Devem estar inseridas no texto, colocadas entre aspas duplas. Vejamos:

Exemplo 1:

Neste período, “o Estado assumiu o papel de locomotiva na promoção do


desenvolvimento nacional” (SANTOS, 2004, p.12).

Exemplo 2:

Segundo Cervo (2000, p. 457), é correto afirmar que naquela época “o Brasil
percorreu os três paradigmas (Estado Desenvolvimentista, Normal e Logístico) como
um carro que houvesse desligado os faróis à noite [...] à procura de seu destino”.
15

3.1.1 Citações com mais de três linhas

Estas deverão ser destacadas tipograficamente do texto, sem aspas, com


espaçamento entrelinhas simples, fonte Arial 11, com um recuo de 4 cm da margem
esquerda para a direita. O aluno deverá ter o máximo de cuidado quando fizer
uso de uma citação, seja ela direta curta ou longa, pois, antes e depois da
citação é preciso que haja uma seqüência lógica da necessidade e coerência
desta na parte do texto trabalhado. A seguir é apresentado um exemplo de uma
citação direta longa inserida dentro de um trabalho acadêmico.

Exemplo 1:

2 MUDANÇAS NO PERFIL DO ESTADO

O processo de Reforma do Estado que foi desencadeado a partir do contexto


da globalização e do neoliberalismo está amparado na idéia de Estado mínimo, que
significa passar ao mercado o poder de controlar as relações econômicas e,
conseqüentemente, as relações sociais.

Na era Keynes o estímulo do Estado às atividades econômicas com


investimentos diretos, créditos ou subsídios era suficiente para que
aumentasse a taxa de empregos. Os fatos comprovavam essa
política: quando a economia crescia, o nível de emprego crescia na
mesma proporção. O modelo começou a dar sinais de esgotamento
com a falência do Estado como agente econômico, cujos gastos
eram maiores do que a arrecadação e com as novas tecnologias
gerando crescimento com desemprego. (CARMO, 2004, p. 60).

No Brasil, a partir de 1930, o Estado passou a exercer as funções de


produção e planejamento, conhecido como Estado empresarial, investindo
seriamente em ferrovias, mineração, petróleo, telecomunicações e infra-estrutura,
fortalecendo dessa forma o capital privado. Nesse período, a interferência do Estado
era vista como uma intervenção necessária para a resolução dos problemas sociais
do trabalhador, que estava desgastado com a crise de 1929, logo depois da quebra
da Bolsa de Nova York, cuja crise deixou em situação de desespero não somente
todos os países da América, mas também os países da Europa.
16

3.2 CITAÇÃO INDIRETA

O texto deve ser baseado na obra do autor consultado, porém, as palavras


são do autor do trabalho (aluno). Aqui, o número da página consultada é opcional
segundo a ABNT, mas, para os trabalhos acadêmicos desta instituição, é
recomendado que o aluno insira, na citação indireta, o número da página que serviu
de embasamento teórico, pois isso facilitará ao leitor ou avaliador do trabalho que a
página contendo a idéia adotada seja facilmente identificada.

Exemplo 1:

Brigagão (2004, p. 52) fala ainda que o mundo vem sendo modificado há
muitos e muitos anos devido à amplitude global deste fenômeno, fruto da interação
dos povos através das suas diversidades culturais e novas formas de produção,
tendo como conseqüência um rompimento entre suas fronteiras.

Exemplo 2:

Neste mesmo contexto, Bastos (1998, p. 27) afirma que foi através das trocas de
bens e objetos utilizados pelos homens desde a mais remota antiguidade que a
relação entre os povos foi intensificada, principalmente com o surgimento do Estado.
Além das razões culturais, existiam também as razões comerciais e religiosas.

ATENÇÃO: Aspas simples no interior de uma citação servem para indicar uma
citação no interior da citação.

Eis o exemplo:

Segundo Sá (1995, p. 27), “[...] por meio da mesma ‘arte de conversação’ que
abrange tão extensa e significativa parte da nossa existência cotidiana [...]”.
17

3.3 CITAÇÃO DE CITAÇÃO

Citação direta ou indireta de um texto em que não se teve acesso ao original.


O primeiro autor citado é aquele a cuja obra o aluno não teve acesso e, só depois
será inserido o autor da obra pesquisada pelo aluno. A expressão latina apud serve
para indicar a autoria do autor da citação de citação.

Exemplo:

Halliday (1999 apud CARVALHO 2003, p. 14) afirma:

Os três elementos constitutivos das Relações Internacionais, o


interestatal, o transnacional e o sistêmico, permitem muitas
especializações e várias abordagens teóricas. Hoje, as RI abrangem
como subcampos somados à teoria internacional (isto é, a teorização
destes três elementos), os estudos estratégicos, os estudos de
conflito e paz, a análise de política externa, a economia política
internacional, a organização internacional e um grupo de questões
normativas pertinentes à guerra: obrigação, soberania e direitos. A
estes subcampos, analiticamente distintos, pode ser somado o das
especializações regionais nos quais as abordagens teóricas são
aplicadas aos estudos de Estados individuais e de grupos de
Estados. Tais subcampos podem não envolver diferentes
perspectivas teóricas, mas variam consideravelmente na ênfase
relativa atribuída às questões, por exemplo, de ideologia e direito, de
economia ou de poder militar. Só nos anos 1980, várias novas
questões internacionais foram incorporadas ao âmbito analítico da
disciplina e ensinadas em cursos separados: o uso do mar e política
de oceanos, mulheres e a arena internacional, as relações
internacionais no Terceiro Mundo, as questões ecológicas, as
dimensões internacionais da comunicação, dentre outras.

Apesar da grande expansão dos cursos de Relações Internacionais no Brasil,


a partir dos anos 90, a institucionalização da profissão ainda está em fase de
consolidação. Esta dificuldade se deve, em grande medida, à ausência de diretrizes
curriculares por parte do Ministério de Educação. Somente em 2001, foram criados
novos Padrões de Qualidade para esse curso os quais passaram a orientar os
projetos político-pedagógicos dos programas já autorizados e os novos.
18

3.4 NOTAS DE REFERÊNCIA

São notas que indicam fontes consultadas ou remetem a outras partes da


obra na qual o assunto foi abordado.
ATENÇÃO: A primeira citação de uma obra, em nota de rodapé, deve ter sua
referência completa.

Exemplo: No rodapé da página:

__________________
8
FARIA, José Eduardo (Org.). Direitos humanos, direitos sociais e justiça. São Paulo:
Malheiros, 1994.

3.5 NOTAS DE RODAPÉ

Deverão ser limitados ao mínimo necessário, pois se destinam a prestar


esclarecimentos, comprovar ou justificar uma informação que não deve ser incluída
no texto. Localizam-se na margem inferior da mesma página, o indicativo numérico é
separado da nota por um espaço, e seguirá uma única seqüência para cada seção.

Exemplo:

2.1 ANTECEDENTES HISTÓRICOS DA GLOBALIZAÇÃO

Pode-se definir globalização como um processo de alcance global, que


interfere nas áreas econômica e social, com capacidade de integrar os povos de
todas as nações do mundo. A partir deste processo de integração, essas pessoas
trocam informações variadas e espalham mundo afora as suas tendências culturais,
19

dando uma idéia de que o mundo se tornou uma grande aldeia, ou melhor, uma
aldeia global1.

_____________________________
1
Conceito criado pelo intelectual canadense Marshall Mcluhan na década de 60, para
nomear os acontecimentos no mundo da comunicação. Ele observou que havia cada vez
mais entrelaçamento dos meios de comunicação, mas talvez não imaginasse que na virada
do século XX o mundo passaria por mudanças tão profundas e radicais. Via cabo, via
satélite, via fax, telefone ou internet, o homem se transporta para qualquer parte, sem ter de
viajar. (CARMO, 2004, p.15).

3.6 NOTAS EXPLICATIVAS

Trata-se de notas que não são incluídos no texto, porém, é indicado o uso de
comentários, esclarecimentos ou explanações, conforme exemplos abaixo, extraídos
da Norma 10520/2002.

No texto:

O comportamento liminar correspondente à adolescência vem se constituindo


numa das conquistas universais, como está, por exemplo, expresso no Estatuto da
Criança e do Adolescente - ECA. 1

No rodapé da página:

_________________
1
Se a tendência à universalização das representações sobre a periodização dos ciclos de
vida desrespeita a especificidade dos valores culturais de vários grupos, ela é condição para
a constituição de adesões e grupos de pressão integrados à moralização de tais formas de
inserção de crianças e de jovens.
20

No texto:

Os pais estão sempre confrontados diante das duas alternativas: vinculação escolar
ou vinculação profissional. 4

No rodapé da página:

_________________
4
Sobre essa opção dramática, ver também Morice (1996, p. 269-290).

3.7 SISTEMA DE CHAMADA

As citações devem ser indicadas no texto por um sistema de chamada:


numérico ou autor-data. Qualquer que seja o método adotado, deve ser seguido
consistentemente ao longo de todo o trabalho, permitindo sua correlação na lista de
referências ou em notas de rodapé.

3.7.1 Sistema numérico

Adotando este sistema, a indicação da fonte é feita por uma numeração única
e consecutiva, em algarismos arábicos, remetendo à lista de referências ao final do
trabalho, do capítulo ou da parte, na mesma ordem em que aparecem no texto. Não
se inicia a numeração das citações a cada página. O sistema numérico não deve
ser utilizado quando há notas de rodapé.
A indicação da numeração pode ser feita entre parênteses, alinhada ao texto,
ou situada pouco acima da linha do texto em expoente à linha deste, após a
pontuação que fecha a citação.
21

Exemplos:

Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo.” (15)


Diz Rui Barbosa: "Tudo é viver, previvendo."15

3.7.2 Sistema autor-data

Neste sistema, a indicação da fonte é feita:


a) pelo sobrenome de cada autor ou pelo nome de cada entidade responsável até o
primeiro sinal de pontuação, seguido(s) da data de publicação do documento e da(s)
página(s) da citação, no caso de citação direta e indireta, separados por vírgula e
entre parênteses;

Exemplos:

No texto:
A chamada “pandectística havia sido a forma particular pela qual o direito
romano fora integrado no século XIX na Alemanha em particular.” (LOPES, 2000, p.
225).
Na lista de referências:

LOPES, José Reinaldo de Lima. O Direito na História. São Paulo: Max Limonad,
2000.

No texto:
De fato, semelhante equacionamento do problema conteria o risco de se
considerar a literatura meramente como uma fonte a mais de conteúdos já
previamente disponíveis, em outros lugares, para a teologia (JOSSUA; METZ, 1976,
p. 3).
22

Na lista de referências:

JOSSUA, Jean Pierre; METZ, Johann Baptist. Editorial: Teologia e Literatura.


Concilium, Petrópolis, v. 115, n. 5, p. 2-5, 1976.

No texto:
“Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer circunstância,
sem quaisquer restrições estatais, pelas moedas dos outros Estados-membros.”
(COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 1992, p. 34).

Na lista de referências:

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união européia. Luxemburgo:


Serviço das Publicações Oficiais das Comunidades Européias, 1992.

No texto:
O mecanismo proposto para viabilizar esta concepção é o chamado Contrato
de Gestão, que conduziria à captação de recursos privados como forma de reduzir
os investimentos públicos no ensino superior (BRASIL, 1995).

Na lista de referências:

BRASIL. Ministério da Administração Federal e da Reforma do Estado. Plano


diretor da reforma do aparelho do Estado. Brasília, DF, 1995.

b) pela primeira palavra do título seguida de reticências, no caso das obras sem
indicação de autoria ou responsabilidade, seguida da data de publicação do
documento e da (s) página (s) da citação, no caso de citação direta e indireta,
separados por vírgula e entre parênteses;
23

Exemplo:

No texto:
“As IES implementarão mecanismos democráticos, legítimos e transparentes
de avaliação sistemática das suas atividades, levando em conta seus objetivos
institucionais e seus compromissos para com a sociedade.” (ANTEPROJETO...,
1987, p. 55).

Na lista de referências:

ANTEPROJETO de lei. Estudos e Debates, Brasília, DF, n. 13, p. 51-60, jan.


1987.

c) se o título iniciar por artigo (definido ou indefinido), ou monossílabo, este deve ser
incluído na indicação da fonte.

Exemplo:

No texto:

E eles disseram “globalização”, e soubemos que era assim que chamavam a


ordem absurda em que dinheiro é a única pátria à qual se serve e as fronteiras se
diluem, não pela fraternidade, mas pelo sangramento que engorda poderosos sem
nacionalidade. (A FLOR..., 1995, p. 4).

Na lista de referências:

A FLOR Prometida. Folha de S. Paulo, São Paulo, p. 4, 2 abr. 1995.


24

No texto:
“Em Nova Londrina (PR), as crianças são levadas às lavouras a partir dos 5
anos.” (NOS CANAVIAIS..., 1995, p. 12).

Na lista de referências:

NOS CANAVIAIS, mutilação em vez de lazer e escola. O Globo, Rio de Janeiro, 16


jul. 1995. O País, p. 12.

ATENÇÃO: Deve-se utilizar o sistema autor-data para as citações no texto e o


numérico para notas explicativas.

3.8 INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES

Se houver coincidência de sobrenomes de autores, acrescentam-se as iniciais


de seus prenomes; se mesmo assim existir coincidência, colocam-se os prenomes
por extenso.

Exemplos:

(BARBOSA, C., 1958) (BARBOSA, Cássio, 1965)


(BARBOSA, O., 1959) (BARBOSA, Celso, 1965)

CITAÇÕES DE DIVERSOS DOCUMENTOS DE UM MESMO AUTOR, publicados


num mesmo ano, são distinguidas pelo acréscimo de letras minúsculas, em ordem
alfabética, após a data e sem espacejamento, conforme a lista de referências.
Exemplos:

De acordo com Reeside (1927a)


(REESIDE, 1927b)
25

CITAÇÕES INDIRETAS DE DIVERSOS DOCUMENTOS DA MESMA AUTORIA,


publicados em anos diferentes e mencionados simultaneamente, têm as suas datas
separadas por vírgula.

Exemplo:

(DREYFUSS, 1989, 1991, 1995)

CITAÇÕES INDIRETAS DE DIVERSOS DOCUMENTOS DE VÁRIOS AUTORES,


mencionados simultaneamente, devem ser separadas por ponto-e-vírgula, em
ordem alfabética.

Exemplo 1:

Ela polariza e encaminha, sob a forma de “demanda coletiva”, as


necessidades de todos (FONSECA, 1997; PAIVA, 1997; SILVA, 1997).

Exemplo 2:

Diversos autores salientam a importância do “acontecimento desencadeador”


no início de um processo de aprendizagem (CROSS, 1984; KNOX, 1986;
MEZIROW, 1991).

DADOS OBTIDOS POR INFORMAÇÃO VERBAL (palestras, debates,


comunicações etc.) Deve ser indicada, entre parênteses, a expressão “informação
verbal”, mencionando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.
26

Exemplo:

No texto:
O novo medicamento estará disponível até o final deste semestre (informação
verbal)1.

No rodapé da página:

___________
1
Notícia fornecida por John Smith no Congresso Internacional de Engenharia Genética, em
Londres, em outubro de 2001.

NOS TRABALHOS EM FASE DE ELABORAÇÃO deve ser mencionado o fato,


indicando-se os dados disponíveis, em nota de rodapé.

Exemplo:

No texto:

Os poetas selecionados contribuíram para a consolidação da poesia no Rio


Grande do Sul, séculos XIX e XX (em fase de elaboração)1.

No rodapé da página:
______
1
Poetas rio-grandenses, de autoria de Elvo Clemente, a ser editado pela EDIPUCRS, 2002.
27

PARA ENFATIZAR TRECHOS DA CITAÇÃO deve-se destacá-los, indicando esta


alteração com a expressão grifo nosso entre parênteses, após a chamada da
citação, ou grifo do autor, caso o destaque já faça parte da obra consultada.

Exemplos:

“[...] para que não tenha lugar a producção de degenerados, quer physicos
quer moraes, misérias, verdadeiras ameaças à sociedade.” (SOUTO, 1916, p. 46,
grifo nosso).

“[...] desejo de criar uma literatura independente, diversa, de vez que,


aparecendo o classicismo como manifestação de passado colonial [...]” (CANDIDO,
1993, v. 2, p. 12, grifo do autor).

QUANDO A CITAÇÃO INCLUIR TEXTO TRADUZIDO PELO AUTOR deve-se


incluir, após a chamada da citação, a expressão “tradução nossa”, entre parênteses.

Exemplo:

“Ao fazê-lo pode estar envolto em culpa, perversão, ódio de si mesmo [...]
pode julgar-se pecador e identificar-se com seu pecado.” (RAHNER, 1962, v. 4, p.
463, tradução nossa).
28

AS SUBSEQÜENTES CITAÇÕES DA MESMA OBRA PODEM SER


REFERENCIADAS DE FORMA ABREVIADA, UTILIZANDO AS SEGUINTES
EXPRESSÕES, ABREVIADAS QUANDO FOR O CASO.

a) Idem ou Id. – do mesmo autor;


Exemplo:
___________
8
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1989, p. 9.
9
Id., 2000, p. 19.

b) Ibidem ou Ibid.– na mesma obra;


Exemplo:
___________
3
DURKHEIM, 1925, P. 176.
4
Ibid., p. 190.

c) Opus citatum, opere citato ou op. cit. – obra citada;


Exemplo:
___________
8
ADORNO, 1996, p.38.
9
GARLAND, 1990, p. 42-43.
10
ADORNO, op. cit., p. 40.
d) Passim ou passim– aqui e ali, em diversas passagens;
Exemplo:
___________
5
RIBEIRO, 1997, passim.

e) Loco citato ou loc. cit.– no lugar citado;


Exemplo:
___________
4
TOMASELLI; PORTER, 1992, p.33-46.
5
TOMASELLI; PORTER, loc. Cit.
29

f) Confira, confronte – Cf.;


Exemplo:
___________
3
Cf. CALDEIRA, 1992.

g) Sequentia ou et seq.– seguinte ou que se segue;


Exemplo:
___________
7
FOUCAULT, 1994, p. 17 et seq.

Atenção: As expressões constantes nas alíneas a), b), c) e f) só podem ser


usadas na mesma página ou folha da citação a que se referem.

Vale ressaltar: Em uma citação o autor do trabalho poderá indicar supressões,


interpolações, comentários, ênfases ou destaques, do seguinte modo:

a) supressões: [...]
b) interpolações, acréscimos ou comentários: [ ]
c) ênfase ou destaque: grifo, negrito ou itálico.

Exemplo:

A Assembléia Geral por sua vez, é a reunião legalmente obrigatória e


periódica dos membros da ONG, para fins de deliberação sobre as
diretrizes, procedimentos e práticas a serem adotadas pela organização. É
onde se elege a diretoria [...] da organização. (TACHIZAWA, 2002, p. 10).
30

4 ESTRUTURA

Os trabalhos acadêmicos, monografias, dissertações e teses dividem-se em:


ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS, TEXTUAIS E PÓS-TEXTUAIS.

4.1ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS

Os elementos pré-textuais antecedem o texto com informações que ajudam


na identificação e utilização do trabalho. Segundo a norma ABNT 14724/2005, os
itens abaixo são classificados em obrigatórios ou opcionais. Desse modo, veja a
classificação de cada um.

Capa (obrigatório)
Lombada (obrigatório)
Folha de rosto (obrigatório)
Errata (opcional)
Folha de aprovação (obrigatório)
Dedicatória(s) (opcional)
Agradecimento(s) (opcional)
Epígrafe (opcional)
Resumo na língua vernácula (obrigatório)
Resumo na língua estrangeira (obrigatório)
Lista de ilustrações (opcional)
Lista de tabelas (opcional)
Lista de abreviaturas e siglas (opcional)
Lista de símbolos (opcional)
Sumário (obrigatório)

A SEGUIR, A DEFINIÇÃO DE CADA UM DOS ELEMENTOS PRÉ-TEXTUAIS.


31

4.1.1 Capa (VEJA O MODELO CORRETO DA CAPA NESTE MANUAL)

Trata-se do primeiro elemento externo do trabalho, apresentando as


informações indispensáveis para a sua identificação, as quais devem ser transcritas
na seguinte ordem:
a) nome da instituição (opcional);
b) nome do autor;
c) título;
d) subtítulo (se houver);
e)número de volumes (se houver mais de um, constar em cada capa a especificação
do respectivo volume);
f) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;
g) ano de depósito (da entrega).

4.1.2 Lombada

É a parte do trabalho que apresenta as margens internas das folhas, podendo


ser costuradas, grampeadas, coladas ou mantidas juntas de outra maneira. Segundo
a ABNT 14724/2005, tais informações devem ser impressas de acordo com a NBR
12225, devendo conter:
a) nome do autor, impresso longitudinalmente e legível do alto para o pé da
lombada, possibilitando a leitura quando o trabalho está no sentido horizontal, com
sua face voltada para cima;
b) título do trabalho impresso na mesma forma que o autor;
c) elementos alfa-numéricos de identificação, por exemplo: v.2.

4.1.3 Folha de rosto (VEJA O MODELO CORRETO DA FOLHA DE ROSTO


NESTE MANUAL)

Folha que contém os elementos essenciais à identificação do trabalho. No


anverso da folha de rosto, os elementos devem figurar na seguinte ordem:
32

a) nome do autor: responsável intelectual do trabalho;


b) título principal do trabalho, deve ser claro e preciso, identificando o seu conteúdo
e possibilitando a indexação e recuperação da informação;
c) subtítulo: se houver, deve ser evidenciada a sua subordinação ao título principal,
precedido de dois pontos;
d) número de volumes (se houver mais de um, deve constar em cada folha de rosto
a especificação do respectivo volume);
e) natureza (tese, dissertação trabalho de conclusão de curso e outros) e objetivo
(aprovação em disciplina, grau pretendido e outros); nome da instituição a que é
submetido; área de concentração;
f) nome do orientador e, se houver do co-orientador;
g) local (cidade) da instituição onde deve ser apresentado;
h) ano de depósito (da entrega).
ATENÇÃO: Embora considerada a primeira página do trabalho, a folha de rosto não
recebe numeração.

O VERSO DA FOLHA DE ROSTO deverá conter a ficha catalográfica


(MODELO ABAIXO), conforme o Código de Catalogação Anglo Americano vigente e
deverá ser elaborada por um Bibliotecário da instituição. Deve ser impressa na parte
final do verso da folha do rosto.

12,5 cm

7 cm
J58i Jesus, Valdinei de.
Importância da gestão contábil para o terceiro s
setor / Valdinei de Jesus. – 2008.
112 f.; 30 cm.

Monografia (Graduação em Ciências Contábeis)


- FIB Centro Universitário da Bahia. Salvador, 2008.
Orientação de: Prof.ª Ana Altina Cambuí Pereira

1. Contabilidade. 2. Gestão. 3. Terceiro Setor. 4.


Transparência – Estudo de casos. I. FIB. II
Pereira, Ana Altina Cambuí. III. Título.

CDD: 657
33

4.1.4 Errata

Esse item destaca os possíveis erros ortográficos que só foram visualizados


depois da impressão do trabalho. É apresentada a lista de folhas e linhas em que
estes erros ocorreram, acrescidas das devidas correções. Apresenta-se quase
sempre em papel avulso e deve ser inserido logo após a folha de rosto. Fica
disposto da seguinte maneira:

Exemplo: ERRATA
Folha Linha Onde se lê Leia-se
32 3 coracao coração

4.1.5 Folha de aprovação

Folha que contém os elementos essenciais à aprovação do trabalho.


Elemento obrigatório, colocado logo após a folha de rosto, constituído pelo nome do
autor do trabalho, título do trabalho e subtítulo (se houver), natureza, objetivo, nome
da instituição a que é submetido, área de concentração, nome, titulação e assinatura
dos componentes da banca avaliadora e instituições a que pertencem. A data de
aprovação e as assinaturas dos membros componentes da banca examinadora são
colocadas após a aprovação do trabalho. (VEJA EXEMPLO NO APÊNDICE A
DESTE MANUAL).

4.1.6 Dedicatória(s)

Com a concretização do sonho, é chegada a hora do autor do trabalho


dedicá-lo a alguém. Este é o espaço apropriado. (VEJA EXEMPLO NO APÊNDICE
B DESTE MANUAL).
34

4.1.7 Agradecimento(s)

Nessa folha o autor faz os devidos agradecimentos para todas as pessoas


que de alguma maneira contribuíram para a realização do trabalho. (VEJA
EXEMPLO NO APÊNDICE C DESTE MANUAL).

4.1.8 Epígrafe

Folha onde o autor apresenta uma citação, seguida de indicação de autoria,


relacionada com a matéria tratada no corpo do trabalho. A norma ABNT 14724/2005
diz que podem também constar epígrafes nas folhas de abertura das seções
primárias. (VEJA EXEMPLO NO APÊNDICE D DESTE MANUAL).

4.1.9 Resumo na língua vernácula

Elemento constituído de uma seqüência de frases concisas e objetivas, ou


seja, apresenta os pontos relevantes de um texto, fornecendo uma visão rápida e
clara do conteúdo e das conclusões do trabalho.
O resumo não deve ultrapassar 500 palavras, seguido, logo abaixo, das palavras
representativas do conteúdo do trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores,
conforme a ABNT NBR 6028. (VEJA EXEMPLO NO CAPÍTULO 5 DESTE
MANUAL).

4.1.10 Resumo na língua estrangeira

Consiste em uma versão do resumo em idioma de divulgação internacional.


Elemento obrigatório que visa à divulgação internacional. Deve ser apresentado com
as mesmas características do resumo em língua vernácula, digitado ou datilografado
em folha separada (em inglês Abstract, em espanhol Resumen, em francês Résumé,
por exemplo). Deve ser seguido das palavras representativas do conteúdo do
trabalho, isto é, palavras-chave e/ou descritores, na língua.
35

4.1.11 Lista de ilustrações

Elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com a ordem


apresentada no texto, com cada item designado por seu nome específico,
acompanhado do respectivo número de página. Quando necessário, recomenda-se
a elaboração de lista própria para cada tipo de ilustração (desenhos, esquemas,
fluxogramas, fotografias, gráficos, mapas, organogramas, plantas, quadros, retratos
e outros). (VEJA EXEMPLO NO APÊNDICE E DESTE MANUAL).

4.1.12 Lista de tabelas

Elemento opcional, elaborado de acordo com a ordem apresentada no texto,


com cada item designado por seu nome específico, acompanhado do respectivo
número de página. (VEJA EXEMPLO NO APÊNDICE F DESTE MANUAL).

4.1.13 Lista de abreviaturas e siglas

Abreviaturas: representação de uma palavra por meio de alguma(s) de suas sílabas


ou letras.
Siglas: reunião das letras iniciais dos vocábulos fundamentais de uma denominação
ou título.
Elemento opcional, que consiste na relação alfabética das abreviaturas e siglas
utilizadas no texto, seguidas das palavras ou expressões correspondentes grafadas
por extenso. Recomenda-se a elaboração de lista própria para cada tipo.
Quando mencionada pela primeira vez no texto, a forma completa do nome precede
a sigla, colocada entre parênteses.

Exemplo:

Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).


Lei de Diretrizes e Bases (LDB).
36

4.1.14 Lista de símbolos

Elemento opcional, que deve ser elaborado de acordo com a ordem


apresentada no texto, com o devido significado. Sinal que substitui o nome de uma
coisa ou de uma ação.

4.1.15 Sumário

Elemento obrigatório, cujas partes são acompanhadas do(s) respectivo(s)


número(s) da(s) página(s). Havendo mais de um volume, em cada um deve constar
o sumário completo do trabalho, conforme a ABNT NBR 6027. Enumeração das
principais divisões, seções ou outras partes do trabalho, na mesma ordem e grafia
em que a matéria nele se sucede. Uma linha pontilhada deve ser usada para ligar o
nome do capítulo à página correspondente. (VEJA MODELO DO SUMÁRIO DESTE
MANUAL).

4.2 ELEMENTOS TEXTUAIS

É constituído de três partes fundamentais, resultando na exposição do


trabalho do aluno, na apresentação do tema e discussão das teorias, além da
abordagem crítica necessária, que resulta nestes três itens, a saber: introdução,
desenvolvimento e conclusão.

4.2.1 Introdução

É a parte do trabalho na qual o aluno deverá apresentar uma exposição


sucinta e pormenorizada do assunto trabalhado, abordando as informações em nível
descritivo, a luz de teorias já existentes sobre o tema do trabalho. Trata-se da parte
inicial do texto, onde devem constar a delimitação do assunto, os objetivos da
37

pesquisa, sua justificativa, finalidade e outros elementos necessários para situar o


tema do trabalho.

4.2.2 Desenvolvimento

Parte principal do texto, que contém a exposição ordenada e pormenorizada


do assunto. Divide-se em seções e subseções, que variam em função da
abordagem do tema e do método. A palavra mais usada aqui é “discussão”, ou seja,
o autor do trabalho analisa e apresenta as implicações pertinentes ao tema. É
preciso atentar para as abrangências e as restrições das palavras e idéias.

4.2.2.1 Revisão da literatura

Identifica a fundamentação teórica e a base em bibliografia atualizada sobre o


tema delimitado. Cada pesquisa deve ser baseada em trabalhos anteriores
elaborados por outros profissionais da área sobre o assunto. Aqui, o pesquisador
deverá citar os autores principais na área e suas contribuições para o assunto, além
de descrever o trabalho do outro autor, analisar esse trabalho e apontar pontos
fortes e/ou lacunas e deficiências.

4.2.2.2 Metodologia e análise dos dados

O detalhamento deste tópico será elaborado a partir do tipo de pesquisa que


será desenvolvido, evidenciando-se as técnicas (os meios) que serão utilizados para
a sua execução. É muito importante definir aqui o universo do estudo, os tipos de
amostra, se há amostragem, os instrumentos a serem utilizados para coleta de
dados, bem como o tratamento de dados escolhido e a forma como estes serão
apresentados. Em resumo, nesse capítulo, o autor apresenta a metodologia utilizada
na pesquisa, descrevendo o contexto e participantes e os procedimentos que utilizou
para essa elaboração, além de ser necessário justificar e defender porque elaborou
a pesquisa de tal maneira. É o momento de “conversar” com os outros autores da
38

área (citados na revisão da literatura), construindo as próprias conclusões da


pesquisa em foco.

4.2.3 Conclusão

Parte final do texto, na qual se apresentam conclusões correspondentes aos


objetivos e hipóteses. Nesse momento, é preciso que seja feita uma recapitulação
do problema, objetivos e hipóteses apresentados na fase inicial, bem como deverá
apontar soluções para a questão apresentada, de maneira objetiva e sempre em
nível crítico.

4.3 ELEMENTOS PÓS-TEXTUAIS

Os elementos pós-textuais completam o trabalho e deverão ser apresentados


da seguinte maneira: referências, glossário, apêndices, anexos e índices.

4.3.1 Referências

Elemento obrigatório, que deve ser apresentado conforme a norma ABNT


6023: 2003. (VER NESTE MANUAL O CAPÍTULO EXCLUSIVO PARA ESTE
TÓPICO).

4.3.2 Glossário

Elemento opcional, que consiste em uma lista - em ordem alfabética - de


palavras ou expressões técnicas de uso restrito ou de sentido obscuro, utilizados no
texto, sendo acompanhada das respectivas definições. (VEJA EXEMPLO ABAIXO)

GLOSSÁRIO

Glicemia Presença de glicose no sangue.


Procedimento Ato ou efeito de proceder; comportamento; conduta.
39

4.3.3 Apêndices

Elemento opcional, que consiste em um texto ou documento elaborado pelo


autor do trabalho, a fim de complementar sua argumentação, sem prejuízo da
unidade nuclear do trabalho. Os apêndices são identificados por letras maiúsculas
consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos.

Exemplos:

APÊNDICE A - Avaliação numérica de células inflamatórias totais aos quatro dias de


evolução

APÊNDICE B - Avaliação de células musculares presentes nas caudas em


regeneração

4.3.4 Anexos

Elemento opcional. O(s) anexo(s) é (são) identificado(s) por letras maiúsculas


consecutivas, travessão e pelos respectivos títulos. Excepcionalmente utilizam-se
letras maiúsculas dobradas, na identificação dos anexos quando esgotadas as 23
letras do alfabeto.

Exemplo:

ANEXO A - Representação gráfica de contagem de células inflamatórias presentes


nas caudas em regeneração - Grupo de controle I (Temperatura...)

ANEXO B – Diretrizes curriculares do curso de Farmácia


40

4.3.5 Índices

Momento em que são apresentadas as palavras ou frases que remetem para


as informações contidas no texto. Elaborado conforme a NBR 6034. (VEJA
EXEMPLO ABAIXO):

ÍNDICE

Abreviações, 126
Análise, 31, 48, 50
Dos dados, 77
41

5 RESUMO, ENSAIO, PROJETO DE INTERVENÇÃO, ARTIGO E MONOGRAFIA

Apresentamos, a seguir, os conceitos dos principais trabalhos acadêmicos


apresentados pelos alunos durante a sua graduação.

5.1 RESUMO

Para compreender melhor o resumo, apresentamos abaixo algumas


definições extraídas do livro Metodologia científica para principiantes, do Prof.
Dionísio do Carmo Neto. (VER REFERÊNCIA DESSA OBRA CORRETA NO
CAPÍTULO DE REFERÊNCIAS).

FIQUE ATENTO!

 É necessário encontrar a idéia principal, após ter lido todo o texto.


 Feito isso, o aluno deve esquematizar o texto antes de resumi-lo, ou seja,
fazer uma distribuição gráfica do assunto, mantendo no esquema a fidelidade
ao texto original. Esse esquema pode ser construído por gráficos, palavras,
ferramentas estas que devem ser adotadas pelo autor do trabalho.
 A capacidade de síntese do resumo depende do poder de absorção da
matéria lida.
A partir desses primeiros passos, é hora de construir o seu resumo,
atendendo à norma ABNT 6028/2003, que diz:

• o resumo é uma apresentação concisa dos pontos relevantes de um


documento;
• o resumo indicativo (descritivo) indica os pontos principais do documento
consultado. A consulta ao documento original como fonte de sua pesquisa
não é dispensada;
• o resumo informativo (analítico) informa ao leitor finalidades, metodologia,
resultados e conclusões do documento, dispensando a consulta ao
original;
42

• o resumo crítico ou resenha requer do aluno uma análise crítica do


documento consultado como fonte de leitura;
• é recomendado o uso de parágrafo único, sem recuo, (como um bloco
fechado);
• deve ser construído na terceira pessoa do singular, em espaçamento
simples e não deverá ultrapassar 500 palavras. (sobre esse ponto, veja
mais informações abaixo).

ATENÇÃO: Quando o professor solicitar um resumo crítico, devido às suas


características especiais (ABNT 6028/2003), estes não estão sujeitos a limite de
palavras, porém, o professor poderá determinar um limite para essa construção.
Quando a solicitação for um fichamento ou um resumo indicativo (descritivo),
o número de palavras deverá ser limitado. Procure dar ao resumo a noção de um
texto cujas idéias tenham movimento, levando o leitor a perceber como essa
estrutura funciona, pois o resumo é um todo e não deve jamais aparecer como um
enumerado de frases sem nexo, sem lógica ou seqüência. A seguir, apresentamos
dois exemplos de resumos:

Exemplo de resumo inserido em uma monografia:

Entender a dinâmica das transformações ocorridas na sociedade, fruto do advento


da globalização e do modelo neoliberal implantado no país através de políticas
adotadas a partir da década de 1980, torna-se um fator necessário para avaliar os
impactos decorrentes dessas políticas na vida do trabalhador do novo milênio.
Atrelado a este entendimento, busca-se com este trabalho monográfico discorrer
sobre a área de Relações Internacionais no Brasil e na Bahia desde o seu
surgimento até a expansão destes cursos nos dias atuais. Desse modo, a
compreensão destes fatores irá proporcionar um avanço no processo de informação
desta área que ainda é pouco conhecida pelas empresas e organizações. Analisar a
inserção dos egressos do curso de Relações Internacionais do Centro Universitário
da Bahia – FIB representa, neste momento, um atrativo a mais para a disseminação
desta área, como também, visa sugerir melhorias para o fortalecimento e
reconhecimento deste curso, tão importante para a sociedade.

PALAVRAS-CHAVE: Globalização. Neoliberalismo. Relações Internacionais.


Mercado de Trabalho.
43

Exemplo de resumo descritivo de um texto:

O texto utiliza idéias de vários autores para poder ter base nos seus argumentos em
relação à nova economia e à gestão do conhecimento. O autor utiliza analogias
entre as três ondas, para defender a idéia de que através da economia é que se deu
esta transformação. São utilizados dados estatísticos para mostrar a eficiência desta
economia em relação às outras. O autor diz que: “aprender a aprender para poder
estar continuamente atualizados”, sendo que tal afirmação é a base desta economia.
O autor apresenta ainda a evolução social como decorrência da mudança da
economia com a valorização do conhecimento em detrimento dos fatores clássicos:
trabalho, capital, terra. Para consubstanciar sua argumentação apresenta idéias de
pensadores, além de gráficos comparativos entre o paradigma industrial e o do
conhecimento, ao tempo em que finaliza demonstrando as características dessa
nova ordem econômica.

5.2 ENSAIO versus PAPER.

No Ensaio, o autor do trabalho tem uma liberdade muito maior, principalmente


no sentido de apresentar o seu ponto de vista, a partir do conhecimento adquirido
por suas experiências vividas, ou seja, as consultas bibliográficas não são exigidas
aqui com tanto rigor, como no Resumo Crítico. A palavra-chave é “interpretação”, já
que a exposição deve ser construída com argumentos reflexivos. Contudo, o rigor
lógico é esperado, já que a preparação deste requer uma construção rica em
reflexão e que seja conclusiva. Com isso, a “originalidade” do autor do trabalho
poderá ser facilmente percebida. É o conhecido “artigo de opinião.”
A realização de um Ensaio é diferente de um Paper, pois neste a opinião do
autor é colocado de maneira imparcial e distante, deixando o leitor curioso em
relação ao pensamento do autor do trabalho e, conseqüentemente, sem conhecer as
suas preferências.
44

5.3 PROJETO DE INTERVENÇÃO

Para elaborar um projeto de intervenção ou de intenção, o aluno deverá ter


conhecimento pleno do assunto, de modo que a sua “intervenção” seja de fato, útil e
de sucesso tanto para si quanto para a empresa, instituição, organização, dentre
outras. Esse projeto faz com que o pesquisador busque aproveitar ou modificar o
que já existe, mas que não funciona, acarretando na impossibilidade de fornecer
resultados satisfatórios.

5.4 ARTIGO CIENTÍFICO

O processo de comunicação requer duas figuras importantes, que são: o


emissor – aquele que passa a mensagem - e o receptor – aquele que a recebe. Na
escrita, o processo é o mesmo da linguagem oral, ou seja, é esperado que o leitor
entenda o que está lendo, para que a mensagem tenha, de fato, êxito. Sendo assim,
é importante dizer que quando escrevemos algo buscamos conduzir o raciocínio do
leitor para, além de entender o texto, concordar com ele.
Desse modo, a leitura é de fundamental importância para que esse sucesso
seja alcançado. Escrever requer técnicas e a adoção de regras metodológicas que
são indispensáveis nesse processo do conhecimento novo, pois o artigo científico
tem em sua construção essa finalidade.
Os assuntos dos artigos deverão sempre respeitar a área em relação ao
programa do curso. Os Artigos Científicos produzidos pelos graduandos do
Centro Universitário da Bahia – FIB não deverão ter menos de 10 laudas, bem
como não deverão ultrapassar 15 laudas (texto). Os elementos pré-texto e pós-
texto são contados à parte.
Para a ABNT 6022/2003, o Artigo Científico pode ser classificado em: original
ou de revisão. Abaixo, eis as orientações para os artigos científicos construídos
pelos alunos do Centro Universitário da Bahia – FIB.
45

5.4.1 Introdução

Como já foi citado no capítulo anterior, a Introdução de um trabalho


acadêmico cientifico deve apresentar o assunto / tema, acrescentando de forma
seqüencial a formulação do problema, os objetivos, a metodologia e uma síntese da
organização do trabalho, além de descrever resumidamente o que os autores já
falam sobre o assunto. O primeiro passo para a construção do artigo é o seu
embasamento teórico (em referências específicas do tema), pois este dará subsídios
necessários para que seja iniciada a produção dessa última etapa na vida
acadêmica do estudante de graduação.
Pelo número total de páginas, os Artigos Científicos são pequenos, bem
menos na sua extensão se comparado com uma monografia, porém, são completos
estudos que tratam de uma questão verdadeiramente científica, exigindo do autor do
trabalho uma capacidade de escrever considerável, já que é preciso ter profundo
conhecimento sobre o tema, para que este seja apresentado em sua totalidade
dentro de um curto espaço de tempo.
Os Artigos Científicos apresentam o resultado de estudos ou pesquisas e
proporcionam a ampliação e compreensão de questões acadêmicas. Eles podem
versar sobre um estudo pessoal, uma descoberta ou dar um enfoque contrário ao já
conhecido. Podem oferecer soluções para questões controvertidas e levá-las ao
conhecimento do público, apresentando idéias novas para sondagem de opiniões ou
atualizações de informes.
Normalmente, a Introdução se estende por duas ou três páginas.

5.4.2 Desenvolvimento

O corpo do Artigo Científico é a parte maior do trabalho, pois é nesse tópico


que a exposição será baseada e fundamentada nas teorias de autores que já
escreveram sobre o tema cuja apresentação acontecerá em caráter de diálogo,
resultando em uma interação entre as idéias apresentadas. No entanto, cabe dizer
que é muito importante que neste momento o aluno não apresente soluções, já que
46

o desenvolvimento do trabalho requer o nível analítico, e as soluções devem ser


apresentadas no nível crítico.

5.4.3 Conclusão

Esse tópico é muito esperado pelo leitor do seu trabalho, visto que depois de
descrito o problema da sua pesquisa, apresentado o tema na introdução e
analisadas e discutidas as idéias no desenvolvimento, agora é a vez das soluções,
do conhecimento novo, é a vez do leitor lhe perguntar: E daí? Então, o aluno nesse
momento acaba de construir um trabalho embasado cientificamente, e serão as
soluções apresentadas na conclusão que darão credibilidade ao seu trabalho, ao
seu Artigo Científico. Lembrem-se: problemas a sociedade e o mundo têm demais; o
que falta são pessoas com capacidade técnica, prática e conhecimento profundo do
assunto para resolvê-los.
A Conclusão normalmente é composta por duas a três páginas.

5.5 MONOGRAFIA

A produção de monografia é feita sobre um tema único, que deverá ser


elaborado individualmente ou em dupla, para a conclusão do seu curso. A
originalidade aqui é de extrema importância, já que o aluno terá a oportunidade de
demonstrar os conhecimentos adquiridos ao longo dos anos, a partir da sua
capacidade investigativa e da assimilação dos conteúdos lidos.
A escolha do tema do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC não é fácil.
Lembra-nos aquela dúvida, quando saímos do ensino médio: que profissão eu vou
seguir? É comum recebermos alunos no oitavo semestre sem que a escolha do
tema tenha sido feita e planejada em tempo hábil e, quando isso acontece, é preciso
muita disciplina para que o resultado seja satisfatório e atenda aos rigores da ciência
e das normas metodológicas.
47

PALAVRAS-CHAVE PARA A CONSTRUÇÃO DE CADA NÍVEL DE UM TRABALHO


ACADÊMICO.

Nível Descritivo: Segundo Freire...


O autor diz...
Segundo o autor...
O texto aborda que...

Nível Analítico: Isso significa que...


O autor quer dizer que...
Percebe-se que...
Ao analisar o texto...

Nível Crítico: Portanto, é de concluir que...


Então, é óbvio que...
Conclui-se que...
48

6 TCC – INFORMAÇÕES IMPORTANTES

TCC significa Trabalho de Conclusão de Curso e, na instituição FIB, este


poderá ser apresentado individualmente ou em dupla, seguindo as orientações
estabelecidas neste Manual e atendendo ao Regimento do curso do aluno.

Convém ressaltar que um TCC bem feito poderá abrir portas na carreira
profissional do estudante, pois algumas empresas aceitam o TCC como uma carta
de referência para a admissão do aluno na área em que o trabalho foi apresentado e
defendido perante uma Banca de Avaliadores, especialistas no tema pesquisado.

6.1 BANCA AVALIADORA

A defesa do TCC é de natureza pública, portanto, a versão final deste será


defendida pelos acadêmicos perante uma Banca Avaliadora, composta por 3 (três)
professores, a saber: o professor orientador, um professor convidado do curso e um
professor convidado da instituição ou professores e profissionais da área do trabalho
do aluno e com notório reconhecimento no mercado e no meio acadêmico.

Durante a defesa oral, os acadêmicos terão no máximo vinte minutos para


apresentar o seu trabalho para a Banca de Avaliadores, e cada componente da
mesa terá até cinco minutos para argüição, cabendo aos acadêmicos um período
para as respostas. O tempo total da defesa não deverá ultrapassar cinqüenta (50)
minutos.

Após a defesa pública e considerando as eventuais correções solicitadas pela


Banca, o acadêmico terá um prazo de 10 (dez) dias úteis para entregar uma cópia
impressa e encadernada com capa dura, na cor VERMELHA com LETRAS
PRATEADAS (veja modelo na folha a seguir), para arquivo do curso na Biblioteca
da Instituição.

ATENÇÃO: A cor informada acima é padrão da instituição FIB para todos os seus
cursos.
49
50

Os acadêmicos que não entregarem o trabalho escrito no prazo determinado,


ou aqueles que não se apresentarem para a defesa oral na data estipulada, serão
automaticamente reprovados, ficando o professor orientador desobrigado dos
encargos referentes à orientação. Para os acadêmicos que não entregarem o
trabalho escrito em sua versão final no prazo determinado, haverá uma redução da
nota dada pela banca Avaliadora em 0,5 (meio ponto).

IMPORTANTE: Mantida a decisão de reprovação por parte da Banca Avaliadora, o


aluno deverá obrigatoriamente cursar a disciplina no próximo semestre e realizar um
novo Trabalho de Conclusão de Curso.
51

7 REFERÊNCIAS

Por Referências entende-se como um conjunto de elementos que identificam


os documentos utilizados para a elaboração de trabalhos acadêmicos. A norma
ABNT 6023/2003 apresenta os caminhos para referenciar qualquer documento
pesquisado pelo aluno (livros, artigos, papers, textos disponíveis na internet, jornais
e revistas, mapas, fotografias, obras de arte, monografias, cartas, músicas, dentre
outros). Os elementos essenciais para a elaboração de referências são: autor (es),
título, edição, local, editora e data de publicação. Embora o autor possa escolher
sua opção de destaque, ele deverá manter a opção em todas as referências, ou
seja, o destaque utilizado (negrito, sublinhar ou itálico) deve ser UNIFORME em
todas as referências, e a ordem destas deverá ser em ordem alfabética, pelo
sobrenome do autor. As referências ao final do trabalho deverão ser apresentadas
em espaço simples e separadas entre si por dois espaços simples, alinhadas da
esquerda para a direita. (já o nome Referências é centralizado).
Todas as obras que foram utilizadas ou contribuíram com o conhecimento
para a realização de qualquer Trabalho Acadêmico devem ser referenciadas. Assim,
as referências são constituídas em essenciais ou complementares.

a) EXEMPLOS DE LIVROS COM UM, DOIS E TRÊS AUTORES.

INDICA O AUTOR PELO ÚLTIMO SOBRENOME, EM MAIÚSCULAS, SEGUIDO


DOS PRENOMES E OUTROS SOBRENOMES.

GOMES, Antônio Marcos. Novela e sociedade no Brasil. Petrópolis, RJ: Vozes,


1998.

CARMO-NETO, Dionísio. Metodologia científica para principiantes. 3.ed. Salvador:


American World University Press, 1996. p. 61-75.

b) LIVROS COM DOIS E TRÊS AUTORES, SÃO MANTIDOS OS NOMES NA


ORDEM EM QUE APARECEM NA OBRA, SENDO ESTES SEPARADOS POR
PONTO E VÍRGULA, SEGUIDO DE ESPAÇO.

KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de marketing. 5. ed. Rio de


Janeiro: PHB, 1993.
52

c) LIVROS COM MAIS DE TRÊS AUTORES: PODE-SE MENCIONAR APENAS O


PRIMEIRO AUTOR, SEGUIDO DA EXPRESSÃO ET AL.

SILVA, Ermes Medeiros et al. Estatística para os cursos de economia, administração


e ciências contábeis. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996.

d) SE VÁRIOS AUTORES COLABORARAM NA COMPILAÇÃO DE UM LIVRO


SÓ, A OBRA DEVE SER FEITA PELO NOME DO ORGANIZADOR,
COMPILADOR, EDITOR OU COORDENADOR, SEGUINDO-SE AO NOME A
ABREVIATURA DE SUA PARTICIPAÇÃO.

MENDES, Eugênio Vilaça (Org.). Distrito sanitário: o processo social de mudança


das práticas sanitárias do Sistema Único de Saúde. 3. ed. São Paulo: Hucitec; Rio
de Janeiro: Abrasco 1995.

e) SE UTILIZAR DOIS LIVROS DO MESMO AUTOR, NA SEGUNDA REFERÊNCIA


O NOME DO AUTOR É SUBSTITUÍDO POR UM TRAÇO CORRESPONDENTE A
SEIS ESPAÇOS E PONTO E É CONSIDERADA A ORDEM ALFABÉTICA DO
TÍTULO PARA DEFINIR A SEQÜÊNCIA DE APRESENTAÇÃO.

BRANDI, S.A. Curso de comercialização agrícola. Belo Horizonte: Universidade


Federal de Viçosa, 1969.

______. Flutuação de preços e estrutura da demanda da banana no mercado de


São Paulo. Viçosa, MG: Universidade Federal de Viçosa, 1969.

f) TÍTULOS E SUBTÍTULOS

O subtítulo é separado do título por dois pontos e não recebe destaque.

ALVES, Rubem. Entre a ciência e a sapiência: o dilema de educação. São Paulo:


Loyola, 2000.

g) ARTIGOS DE JORNAL E DE REVISTA

A referência se inicia com o nome do autor, seguido do título de artigo,


seguido do nome do jornal ou revista, que recebe destaque.

NAVES, P. Lagos andinos dão banho de beleza. Folha de São Paulo, São Paulo, 28
jun. 1999. Folha Turismo, caderno 8, p. 13.
53

h) DOCUMENTOS EM MEIO ELETRÔNICO

SANTOS, Pedro Luis. Líderes do PT discutem em SP propostas do partido para


2002. JB Online, Rio de Janeiro, 28 set. 2001. Disponível em: <www.jb.com.br>.
Acesso em: 28 set. 2001.

i) QUANDO O AUTOR É DESCONHECIDO

A referência se inicia com o título e a primeira palavra em caixa alta.

GOVERNO planeja zerar déficit até 2000. Gazeta Mercantil, São Paulo, 18
mar.1998. Caderno 1, p.16.

j) QUANDO O AUTOR É UMA ENTIDADE

A entrada é pelo nome da entidade, em letras maiúsculas e por extenso.

UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE. Relatório 1982. Niterói, 1982. 90 p.


Mimeografado.

k) QUANDO O AUTOR DO CAPÍTULO NÃO FOR O AUTOR DO LIVRO


MARION, José Carlos. Relatórios Contábeis. In: CABRAL, José Augusto.
Contabilidade empresarial. 6. ed. São Paulo: Atlas, 1997. p. 51-64.

l) QUANDO O AUTOR DO CAPÍTULO FOR O AUTOR DO LIVRO


SANTOS, F.R. dos. A colonização da terra dos Tucujús. In: _______. História do
Amapá. 2.ed. Macapá: Valcan, 1994. cap.3, p. 15-24.

m) IMAGEM EM MOVIMENTO. (INCLUI FILMES, VIDEOCASSETES, DVD, ENTRE


OUTROS).

OS PERIGOS do uso de tóxicos. Produção de Jorge Ramos de Andrade. São Paulo:


1983. 1 videocassete.
54

n) EM TÍTULOS E SUBTÍTULOS DEMASIADAMENTE LONGOS PODEM-SE


SUPRIMIR AS ÚLTIMAS PALAVRAS, DESDE QUE NÃO SEJA ALTERADO O
SENTIDO. A SUPRESSÃO DEVE SER INDICADA POR RETICÊNCIAS.

ARTE de furtar... Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1992.

o) QUANDO NÃO EXISTIR TÍTULO, DEVE-SE ATRIBUIR UMA PALAVRA OU


FRASE QUE IDENTIFIQUE O CONTEÚDO DO DOCUMENTO, ENTRE
COLCHETES.

CONGRESSO BRASILEIRO DE ENFERMAGEM, 1978, Recife. [Trabalhos


apresentados]. Rio de Janeiro: Academia Brasileira de Ciências, 1980. 412 p.

p) QUANDO A CIDADE NÃO APARECE NA EDIÇÃO, MAS PODE SER


IDENTIFICADA, INDICA-SE ENTRE COLCHETES.

CARMO-NETO, Dionísio. Metodologia científica para principiantes. [São Paulo]:


Atlas, 1994. 108 p.

q) NÃO SENDO POSSÍVEL DETERMINAR O LOCAL, UTILIZA-SE A


EXPRESSÃO SINE LOCO, ABREVIADA, ENTRE COLCHETES [S.l.].

ZANI, R. Beleza, saúde e bem-estar. [S.l.]: Saraiva, 1995. 173 p.

r) QUANDO A EDITORA NÃO PUDER SER IDENTIFICADA, DEVE-SE INDICAR A


EXPRESSÃO SINE NOMINE, ABREVIADA, ENTRE COLCHETES [s.n.].

FRANCO, I. Discursos: de outubro de 1992 a agosto de 1993. Brasília, DF: [s.n.],


1993. 107 p.

s) QUANDO O LOCAL E O EDITOR NÃO PUDEREM SER IDENTIFICADOS NA


PUBLICAÇÃO, UTILIZAM-SE AMBAS AS EXPRESSÕES, ABREVIADAS E
ENTRE COLCHETES [S.l.: s.n.].

GONÇALVES, F.B. A história de Mirador. [S.l.: s.n.], 1993.

t) SE NENHUMA DATA DE PUBLICAÇÃO, DISTRIBUIÇÃO, IMPRESSÃO ETC.


PUDER SER DETERMINADA, REGISTRA-SE UMA DATA APROXIMADA ENTRE
COLCHETES, CONFORME INDICADO:

[1971 ou 1972] um ano ou outro


[1969?] data provável
[1973] data certa, não indicada no item
[ ca. 1960] data aproximada
[197-] década certa
55

[197-?] década provável


[18-] século certo
[18-?] século provável

Ex: FLORENZANO, Everton. Dicionário de idéias semelhantes. Rio de Janeiro:


Ediouro, [1993]. 383 p.

u) QUANDO A PUBLICAÇÃO NÃO FOR PAGINADA OU A NUMERAÇÃO DE


PAGINAS FOR IRREGULAR, INDICA-SE ESTA CARACTERÍSTICA.

LANZELOTTE, R. G.; MARQUES, M. P. Banco de dados e hipermídia: construindo


um metamodelo para o Projeto Portinari. [Rio de Janeiro] PUC, 1993. Paginação
irregular.

SISTEMA de ensino Tamandaré: sargentos do exército e da aeronáutica. Rio de


Janeiro: Colégio Curso Tamandaré, 1993. Não paginado.

v) O NOME DO AUTOR DE VÁRIAS OBRAS REFERENCIADAS


SUCESSIVAMENTE, PODE SER SUBSTITUÍDO, NAS REFERÊNCIAS
SEGUINTES À PRIMEIRA, POR SEIS ESPAÇOS E PONTO.

FREYRE, Gilberto. Casa grande & senzala: formação da família brasileira sob
regime de economia patriarcal. Rio de Janeiro: J. Olympio, 1943. 2 v.

______. Sobrados e mucambos: decadência do patriarcado rural no Brasil. São


Paulo: Ed. Nacional, 1936.

x) ALÉM DO NOME DO AUTOR, O TÍTULO DE VÁRIAS EDIÇÕES DE UM


DOCUMENTO REFERENCIADO SUCESSIVAMENTE, NA MESMA PÁGINA,
TAMBÉM PODE SER SUBSTITUÍDO POR UM TRAÇO SUBLINEAR (SEIS
ESPAÇOS E PONTO) NAS REFERÊNCIAS SEGUINTES À PRIMEIRA.

FREYRE, Gilberto. Sobrados e mucambos: decadência do patriarcado rural no


Brasil. São Paulo: Ed. Nacional, 1936. 405 p.

______.______. 2.ed. São Paulo: Ed. Nacional, 1938. 410 p.

z) ANOTAÇÕES DE AULA

CAMBUÍ, Ana Altina P. Anteprojeto de Pesquisa. 2007. 5 f. Notas de aula.

y) CD

VELOSO, Caetano. Prenda minha. São Paulo: Polygram, 1998. 1 CD.


56

8 PLÁGIO

No capítulo anterior foram apresentadas as principais referências utilizadas


pelos acadêmicos para a realização de seus trabalhos. Com isso, esperamos que o
estudante fique atento para as indicações de todas as fontes utilizadas (citadas no
corpo do trabalho ou não), pois, com o advento da globalização e da tecnologia da
informação e comunicação, é preciso ficar atento para a conduta ética, moral,
intelectual, profissional e social de cada um. A internet surgiu como uma grande
biblioteca virtual, facilitando o plágio que, depois desse novo cenário ganhou força
pela sua “facilidade” (aquele famoso Ctrl+c e Ctrl+v).
Segundo o Professor Lécio Augusto Ramos – titular da disciplina de
Metodologia da Pesquisa Científica da Universidade Estácio de Sá e da
Universidade Federal Fluminense (UFF), “O plágio nas universidades se tornou uma
pandemia”. Essa é uma triste realidade que professores se queixam no dia-a-dia,
pois é preciso que o aluno perceba que o “importante é criar e não copiar”, palavras
da Professora Rosa Benevento – Coordenadora dos cursos de Comunicação Social
da UFF.
O dicionário Aurélio define plágio como “assinar ou apresentar como seu a
obra artística ou científica de outra pessoa”, configurando no Código Penal – art. 184
como “crime de violação dos direitos do autor”. A lei de direitos autorais (9.610/1998)
estabelece que “ninguém pode reproduzir obra que não pertença ao domínio
público, a pretexto de anotá-la, comentá-la ou melhorá-la, sem permissão do autor”
(artigo 33). Por direito autoral entende-se como uma proteção jurídica das formas de
expressão “originais e criativas”, tanto de idéias quanto de conhecimento e
sentimento humano. Diante do exposto acima, é correto dizer que o plágio faz parte
de condutas indesejáveis que o aluno deve evitar.
O professor pode contribuir, e muito, para que o aluno não elabore trabalhos
plagiados, já que alguns fatores podem ser valorizados e exercitados diariamente
pelo docente em sala de aula. As aulas precisam ser dinâmicas, criativas e
planejadas. Um outro recurso muito importante é o conhecimento das normas da
ABNT (principalmente as normas de citações 10520/2002 e 6023/2003, norma de
Referências).
57

9 ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE PESQUISA

Para a ABNT 15287/2005, Projeto é “uma descrição da estrutura de um


empreendimento a ser realizado”. Neste capítulo, apresentamos o passo a passo
para a construção de um Projeto de Pesquisa, suas ações e definições dos pontos
que devem ser investigados, a apresentação do tema objeto de estudo e do
problema de pesquisa, que surge a partir de uma “dúvida” que o pesquisador tem.

9.1 INTRODUÇÃO

Apresentação do tema ou objeto de estudo, fornecendo uma visão geral do


trabalho que se pretende realizar. Trata-se de uma revisão da literatura, relatando a
existência de trabalhos de pesquisa sobre o mesmo tema e apresentando, de forma
sucinta e descritiva, em que eles contribuem para compreensão do tema, bem como
as lacunas ou inconsistências percebidas. Normalmente é escrita em nível
descritivo, citando os nomes dos autores e o ano que publicaram a idéia em
parêntese.

9.2 JUSTIFICATIVA

Apresentação das razões que justificam o trabalho proposto, defendendo a


necessidade da pesquisa, devendo apresentar os benefícios que os resultados irão
propiciar. Escrita em nível analítico, deve ser uma progressão lógica da Introdução.

9.3 FORMULAÇÃO DO PROBLEMA

Formulação do problema relacionado ao tema, cuja indagação deve ser


empírica, susceptível de investigação. É apresentada em formato de pergunta,
normalmente uma só, devendo ser uma progressão lógica, em nível crítico, da
58

Justificativa. Nesse momento, é importante que o aluno perceba que o Problema é


seu, e não do professor orientador, do colega, dos professores. O autor do trabalho
deverá ter a consciência dessa escolha.

9.4 OBJETIVOS

Indicação do que se pretende descobrir com a pesquisa e quais os resultados


esperados. Indicamos a construção de um objetivo geral e três ou quatro objetivos
específicos. Sugestão de verbos no infinitivo: verificar, identificar, definir, examinar...

9.5 HIPÓTESE

Apresentação do pressuposto básico do seu Projeto, relacionado ao


Problema de pesquisa e susceptível de ser testado. É sua resposta ao problema,
antes de efetuar a pesquisa. Vale salientar que uma hipótese não precisa
necessariamente ter um resultado positivo, pois, caso seja negada, o
pesquisador já contribuiu com o avanço da ciência, na medida em que futuros
pesquisadores do mesmo tema não irão mais trilhar por esse caminho.

9.6 METOLODOGIA

Apresentação do delineamento da pesquisa, definindo que tipo de pesquisa


vai ser efetuado: Exploratória, Explicativa, Descritiva, documental, quantitativa ou
qualitativa.

9.6.1 Contexto e Participantes

Descrição do tamanho e da composição da pesquisa. Delimitação e


caracterização do contexto geográfico em que se pretende desenvolver o trabalho e
os critérios segundo os quais serão escolhidos os participantes. No caso de
59

pesquisas por amostragem, definir tipo, tamanho e formas de composição da


amostra. (VER CAPÍTULO SOBRE O COMITÊ DE ÉTICA E DADOS
ESTATÍSTICOS NESTE MANUAL).

9.6.2 Etapas de Desenvolvimento da Pesquisa

Indicação das etapas consecutivas em que se desenvolverá a investigação.


Primeiro, segundo, depois etc.

9.6.3 Procedimentos e Instrumentos de Coleta de Dados

Indicação das estratégias (observação, entrevistas, conversas informais,


participação em reuniões, técnicas estatísticas etc.) e instrumentos de coleta de
dados (formulário, questionários, gravação de entrevistas, filmagem, fotografias etc.)
empregados em cada uma das etapas da pesquisa.

9.6.4 Procedimentos para a Organização e Análise dos Dados

Descrição dos procedimentos de organização dos dados, tais como: reuniões,


construção de tabelas, relatórios de entrevistas, fichamento etc. É a descrição de
como os resultados vão ser apresentados.

9.7 CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Estimativa do tempo necessário para realização das etapas consecutivas da


pesquisa, delimitando-se o início e o final de cada uma delas. Pode ser apresentado
na forma de um quadro.
60

9.8 RECURSOS NECESSÁRIOS

9.8.1 Recursos Humanos

Listar as pessoas envolvidas no projeto, informando suas funções e


atividades.

9.8.2 Recursos Materiais

Listar os materiais permanentes e de consumo necessários à pesquisa.

9.9 ORÇAMENTO

Previsão das despesas, agrupando-as por tipos, tais como: diárias,


passagens, hospedagem, alimentação, serviços, materiais, pessoal etc.

9.10 ANEXOS E APÊNDICES

Apresentação de documentos complementares que possam enriquecer e


elucidar o projeto, tais como: mapas, fotos, plantas, formulários, questionários,
roteiro de entrevista etc.

9.11 REFERÊNCIAS

Listagem das fontes bibliográficas lidas e citadas no projeto.


61

10 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS PARA O COMITÊ DE ÉTICA EM


PESQUISA ENVOLVENDO SERES HUMANOS

A realização de pesquisa científica deve respeitar três princípios básicos:


Respeito pelas pessoas, Beneficência e Justiça. Pela sua natureza universal, esses
indicadores revelam-se capazes de ultrapassar barreiras geográficas, culturais,
econômicas, legais e políticas.
O Código de Nuremberg estabeleceu que toda e qualquer pesquisa
envolvendo seres humanos depende, essencialmente, do consentimento informado
do sujeito do estudo. A partir dessa premissa, todo e qualquer estudo de natureza
científica passou a estar ligado, de maneira indissolúvel, aos aspectos éticos. Em
1964, ocorreu a primeira padronização mundial para nortear os pesquisadores,
conhecida como Declaração de Helsinque. Essa declaração trouxe maior proteção
aos indivíduos com autonomia diminuída, além de deixar claro que o bem-estar do
participante do estudo está acima dos interesses da ciência e da sociedade. A partir
da divulgação das Diretrizes Éticas Internacionais para Pesquisa Biomédica
Envolvendo Sujeitos Humanos, em 1983, estava aberto o caminho para o
surgimento de Comissões Nacionais de Ética em Pesquisa, o que no Brasil foi
delineado pela Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
O Comitê de Ética em Pesquisa do Centro Universitário da Bahia (CEP-FIB)
foi instituído pelo “Ato de Designação dos Membros do CEP-FIB, de 25 de julho de
2006”, tendo seu registro aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa
(CONEP), no dia 20 de agosto de 2007.
Define-se Comitê de Ética por um colegiado interdisciplinar e independente,
com “múnus público”, defensor da integridade, da dignidade e dos interesses dos
sujeitos da pesquisa, contribuindo assim para o desenvolvimento das pesquisas, em
consonância com os padrões éticos.
O CEP está encarregado da avaliação ética de qualquer projeto de pesquisa
envolvendo seres humanos que detenha metodologia cientificamente reconhecida,
realizados por professores/pesquisadores e alunos da Instituição, ou projetos que
tenham a FIB como campo de estudo. Em tempo, mediante solicitação à CONEP, o
Comitê poderá realizar avaliação de projetos de outras Instituições após análise da
demanda interna. O CEP deverá emitir pareceres consubstanciados sobre os
62

aspectos éticos dos projetos de pesquisa envolvendo seres humanos, além de


realizar análise de todo o protocolo do estudo.
O CEP é, portanto, uma instância deliberativa colegiada, multidisciplinar com
autonomia nas suas decisões. O Comitê é vinculado institucionalmente à Reitoria, a
qual deve assegurar as condições necessárias ao seu funcionamento.
Os protocolos de pesquisa deverão ser encaminhados ao CEP seguindo
algumas orientações e em conformidade com a documentação exigida, bem como
com a Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. A ausência de qualquer
documento acarreta em não recebimento do protocolo pelo CEP, o qual indicará ao
pesquisador quais documentos estão faltando para que sejam devidamente
incorporados ao protocolo. Para avaliação, aprovação e acompanhamento dos
projetos de pesquisa os membros do CEP se reúnem, de maneira ordinária, uma
vez por mês e, se necessário, de modo extraordinário, por motivo justificado. Os
relatores têm prazo de trinta dias para emissão do parecer consubstanciado, sendo
que a decisão sobre o protocolo poderá resultar nos seguintes enquadramentos:
Aprovado – quando o projeto apresenta condições ético/técnicas para a sua
execução; Aprovado e encaminhado – Quando o projeto requer conhecimento e/ou
avaliação pela CONEP; Pendente – quando o protocolo é considerado aceitável,
mas necessita de alguma adequação; Reprovado – quando o protocolo não
apresenta condições ético/técnicas para a sua execução; Retirado – quando o
projeto considerado inicialmente pendente ultrapassa o prazo de 60 (sessenta) dias
para cumprir as modificações propostas pelo CEP, ou seja, todo projeto pendente
deve apresentar as modificações sugeridas no máximo em 60 (sessenta) dias a
partir da emissão do parecer pelo CEP.
A entrega dos projetos de pesquisa na secretaria do CEP deverá ser feita em
duas vias juntamente com a carta de encaminhamento do Pesquisador Responsável
solicitando a análise e parecer ético/técnico do protocolo apresentado, segundo a
Resolução 196/96 do CNS. O projeto de pesquisa deverá conter obrigatoriamente:

1. Folha de rosto modelo CONEP preenchida preferencialmente através


do site do SISNEP, http://portal.saude.gov.br/sisnep/pesquisador/, ou
em folha de rosto manual que pode ser impressa do site da CONEP,
http://www.conselho.saude.gov.br/web_comissoes/conep/aquivos/proto
colo/index.htm, ou no próprio CEP. A folha de rosto deve estar
63

corretamente preenchida e assinada pelo responsável pela pesquisa


(Orientador) e pelo responsável pelo local onde esta será executada.
Sem as referidas assinaturas o protocolo de pesquisa não será
recebido pelo CEP. Em tempo, as folhas de rosto preenchidas
diretamente no site do SISNEP ficarão disponíveis no site para o
pesquisador com um número de identificação, enquanto que a folha de
rosto manual receberá um número de protocolo que seguirá a ordem
de entrada no CEP, cujo número será o seu identificador.
2. Protocolo de pesquisa – documento descrevendo a pesquisa em seus
aspectos fundamentais, objetivos, justificativa, critérios de inclusão,
critérios de exclusão, aspectos éticos, metodologia, referências
bibliográficas, entre outros. É necessário informar sobre o sujeito da
pesquisa, instituições envolvidas, orçamento detalhado (inclusive fonte
dos recursos) e cronograma de atividades atualizado.
3. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) – modelo de
TCLE que será utilizado para que o sujeito da pesquisa ou responsável
conheça o estudo e dê sua anuência, livre de vícios (simulação, fraude
ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após explicação
completa sobre a natureza da pesquisa, objetivos, metodologia,
benefícios, riscos e, principalmente, a preservação da sua identidade e
da sua autonomia. O TCLE deverá ser assinado pelo sujeito da
pesquisa ou responsável, além do pesquisador responsável
(Orientador), estudante pesquisador e duas testemunhas, nesta ordem.
4. Todo e qualquer anexo e/ou apêndice do projeto – Ex.: Protocolos de
avaliação de pacientes, escalas de dor etc.
5. Currículos do Pesquisador Responsável e dos demais pesquisadores
(inclusive os estudantes de iniciação científica ou TCC), no modelo
Lattes, disponível no site do CNPq, www.cnpq.br.
6. Autorização da Instituição onde ocorrerá a pesquisa, preferencialmente
em papel timbrado.

Após a formalização do recebimento do protocolo pelo CEP, este será


encaminhado a pelo menos um relator para apreciação. Esse encaminhamento
segue um fluxo contínuo, portanto, não é necessário esperar a próxima reunião
64

ordinária para enviar um protocolo para relatoria. Vale ressaltar que o CEP aprecia
um máximo de quinze projetos por reunião e, dessa forma, os projetos que excedam
esse teto serão apreciados nas reuniões dos meses subseqüentes.
Durante a execução do projeto, o pesquisador se compromete a enviar
relatórios parciais das atividades desenvolvidas e, ao final da execução, um relatório
final no qual constarão os dados obtidos na pesquisa. Em casos de transição do
protocolo de pesquisa de campo para uma revisão bibliográfica ou em qualquer
outra situação que leve a não-realização do estudo o CEP deverá ser informado
pelos autores. Em situações de mudanças no protocolo da pesquisa ocorridas após
a autorização do CEP para a sua execução, os autores deverão encaminhar uma
EMENDA ao CEP, a qual deve ser escrita de maneira sucinta e objetiva, porém
capaz de justificar as mudanças. A emenda será apreciada pelo CEP que vai decidir
sobre a sua aprovação.
Estas orientações estão de acordo com o Manual Operacional para Comitês
de Ética em Pesquisa da CONEP/CNS do Ministério da Saúde. Seu maior objetivo é
tornar mais dinâmica a relação dos pesquisadores com o CEP, promovendo maior
qualidade no processamento e permitindo maior agilidade na apreciação do
protocolo de pesquisa. Em tempo, torna-se necessário ressaltar que projetos de
pesquisa que estejam incluídos nos grupos especiais (genética humana, reprodução
humana, populações indígenas, novos fármacos, vacinas etc.), além da apreciação
pelo CEP, serão submetidos à CONEP para nova apreciação ou apenas para
acompanhamento. Portanto, em caso de dúvidas, busque orientações no CEP.

Prof. Fernando Luís de Queiroz Carvalho


Presidente do Comitê de Ética da FIB
65

10.1 A IMPORTÂNCIA DA MENSURAÇÃO DE DADOS ESTATÍSTICOS EM UM


PROJETO DE PESQUISA

A estatística estuda métodos científicos para a coleta, organização, resumo,


apresentação e análise de dados, visando à obtenção de conclusões válidas e à
tomada de decisões razoáveis.

Fases do Método Estatístico

1. Brainstorm (Tempestade Mental): Fase do Projeto

É uma reunião, ou uma série delas, em que se discute e organiza o projeto. É


durante essa fase que se decide uma série de estratégias relevantes ao bom
andamento do projeto, para que não se gaste tempo, dinheiro e hora-homem de
trabalho executando ações fora dos objetivos do projeto. Particularmente, é quando
se decide sobre quais variáveis estão envolvidas no projeto. Sobre as variáveis, é
importante salientar que há dois tipos delas: as qualitativas (nominais ou ordinais) e
as quantitativas (discretas ou contínuas). Cada uma delas será tratada,
organizada, sintetizada e mostrada de uma forma um pouco diferente das outras.
Caracterizemo-las:
As variáveis qualitativas nominais são nomes, qualidades, características.
Elas não são ordenadas. Ex.: sexo, estado civil.
As variáveis qualitativas ordinais também são nomes, qualidades,
características. Só que essas apresentam ordem entre seus elementos. Ex.: patente
militar, grau de instrução.
As variáveis quantitativas discretas são números inteiros obtidos através de
uma contagem. Ex.: número de degraus em uma escada, de cadeiras em uma sala,
de pessoas em um local.
As variáveis quantitativas contínuas são números reais, obtidos através de
uma medição (utilizando um instrumento de medida apropriado). Tais números
podem ter casas decimais. Ex.: alturas, comprimentos, profundidades, dosagem de
medicamentos.
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2. Coleta dos Dados:

É quando se coletam os dados que, sob certos critérios, serão analisados no


estudo estatístico. Para isso, leva-se em consideração que se pode realizar
pesquisas primárias (quando se coletam os dados diretamente da fonte) ou
pesquisas secundárias (quando se obtêm os dados que foram coletados por outro
grupo ou instituição, que os disponibilizam para novas utilizações, como fazem o
IBGE - http://www.ibge.gov.br/, e o SUS - http://www.datasus.gov.br/).
População é o conjunto de todas as observações potenciais sobre
determinado fenômeno. Pode ser finita ou infinita.
Ex.: O conjunto de todos os componentes eletrônicos fabricados por uma certa
indústria, em um dia, é finita, apesar de grande; por outro lado, a população de
resultados possíveis obtidos a partir de arremessos sucessivos com um dado é
infinita.
Amostra é a parte da população que é efetivamente estudada. É a partir da
amostra que se emitem conclusões sobre toda a população.
Ex.: Para se saber o quanto o governo de um dado presidente está sendo aprovado
pelo povo, escolhe-se uma parte aleatória da população (amostra) para se fazer a
pesquisa, em vez de questionar toda a população, o que seria caro e careceria de
precisão, pois demoraria muito.
Caso se opte por realizar uma amostragem, é importante determinar o
tamanho da amostra que será considerada. Para isso, existem técnicas específicas
de determinação do tamanho da amostra, do número de amostras necessárias para
realizar o estudo corretamente e da técnica de amostragem que deverá ser
empregada para realizar a coleta dos dados. Por isso, é muito importante procurar
orientação antes de iniciar a coleta, para que não se perca tempo, dinheiro e para
não correr o risco de obter dados que não são cientificamente confiáveis.
Para coleta de dados em uma pesquisa primária, utilizam-se mais comumente
duas formas de coleta: via questionários (em que o pesquisado não preenche o
material, mas só responde às perguntas feitas por uma pessoa treinada e,
normalmente, paga para isso), ou via formulários (em que o pesquisado preenche o
material). A grande diferença entre eles está no fato de o custo da aplicação de
formulários ser bem menor do que o custo de aplicação dos questionários, enquanto
a ocorrência de erros de preenchimento é menor nos questionários do que nos
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formulários. Um detalhe: é possível utilizar tanto perguntas abertas quanto perguntas


fechadas em ambos os tipos. Mais uma vez, deve-se obter orientação sobre a
qualidade do questionário ou formulário antes de ir a campo realizar uma coleta de
dados, pois existem técnicas e normas específicas para a correta montagem desses
instrumentos de coleta.

3. Crítica dos Dados:

É nessa fase que se criticam os dados obtidos nos questionários ou


formulários, a fim de que sejam detectados erros de preenchimento, dúvidas nas
respostas obtidas, respostas deixadas em branco, enfim, toda e qualquer ocorrência
que inviabilize a utilização do material na pesquisa. É por essa razão que sempre se
coleta mais do que o mínimo necessário para garantir a significância dos dados.
Nessa fase, realiza-se também a digitalização dos dados, que pode ser feita de
várias formas, sendo a mais comum à digitação.

4. Estatística descritiva:

É nessa fase que se faz a organização, apresentação e sintetização dos


dados coletados, utilizando medidas, índices, gráficos e tabelas. Normalmente são
utilizados programas estatísticos específicos para sua obtenção, como MINITAB,
SPSS, EPInfo, entre outros, apesar de algumas estatísticas simples poderem ser
obtidas usando-se o Excel. É muito importante que, durante a montagem do projeto,
seja especificada toda a metodologia estatística que será necessária na obtenção
dos resultados e não somente a indicação de qual programa será utilizado para
executá-la, aumentando a confiabilidade do projeto.
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5. Estatística inferencial:

É a fase em que se tomam as decisões sobre a população, baseando-se em


métodos para esse fim e considerando variações e incertezas dos dados da
amostra. Para isto, deve-se obter orientações específicas sobre quais técnicas serão
aplicadas em cada estudo e em cada cruzamento dos dados amostrados. Sejam
algumas delas:

TESTES PARAMÉTRICOS:

a) Intervalos de Confiança: consiste na construção de intervalos amostrais para


se inferir sobre um parâmetro populacional. Os mais comuns são os
seguintes:
I. Para a média populacional quando a variância é desconhecida
II. Para a média populacional quando a variância é conhecida
III. Para a variância
IV. Para o desvio-padrão
V. Para a proporção
b) Testes de Significância: consiste em testar hipóteses quanto ao valor de um
parâmetro populacional. São os seguintes:
I. Para médias
II. Para variâncias
III. Para proporções
IV. Para igualdade de duas médias
i. Com amostras pareadas: em que cada observação do primeiro
grupo possui uma correspondente no segundo grupo, ou seja,
as medidas são realizadas num mesmo indivíduo em dois
momentos em locais diferentes. É empregado freqüentemente
para controlar fontes estranhas de variação.
ii. Com amostras independentes: as observações são realizadas
em grupos diferentes e normalmente distribuídas. Podem ser:
1. Com variâncias iguais
2. Com variâncias diferentes
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V. Para igualdade de duas variâncias


VI. Para igualdade de duas proporções

TESTES NÃO-PARAMÉTRICOS:

São técnicas de inferência estatística que não exigem suposições quanto à


distribuição da população, não dependem de parâmetros populacionais e podem ser
aplicadas para variáveis qualitativas e na análise de pequenas amostras. Sejam
alguns deles:

a) Teste Qui-quadrado ou de Adequação do Ajustamento: serve para verificar se


há adequação entre freqüências observadas e esperadas.
b) Teste Qui-quadrado Independência ou Associação: serve para verificar a
associação ou a dependência entre duas variáveis. É mais aplicado quando o
tamanho da amostra é razoavelmente grande.
c) Teste dos Sinais: é utilizado para análise de dados emparelhados e aplicado
para determinar se duas condições são diferentes. São utilizados sinais para
determinar as magnitudes das diferenças entre os dados.
d) Teste de Wilcoxon: é uma variação do teste dos sinais que leva em
consideração as verdadeiras magnitudes das diferenças entre os dados.
e) Teste de Mann-Whitney: serve para testar se duas amostras independentes
foram retiradas de populações com mesmas médias.
f) Teste da Mediana: é uma variação do teste de Mann-Whitney que serve para
testar se duas amostras independentes foram retiradas de populações com
mesmas medianas.
g) Teste de Kruskal-Wallis: serve para testar se várias amostras independentes
provêm de populações com médias iguais.

ANÁLISE DA VARIÂNCIA: Serve para verificar se uma variável sofre


influência sistemática por um ou mais fatores através de testes de igualdades entre
médias.
a) Experimento de Um Fator: é realizado quando se tem um único fator
interferindo na variável dependente.
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b) Experimento de Dois Fatores: é realizado quando se tem duas variáveis


independentes interferindo em uma variável dependente.
c) Experimento de Dois Fatores com Repetição: é realizado quando se possui
mais de um valor para cada uma das variáveis independentes interferindo na
variável dependente.

TESTE DE SCHEFFÉ: determina quais médias devem ser consideradas diferentes


em uma análise da variância.

Prof. Eduardo Jorge Cavalcanti Dias


Professor de Estatística da FIB
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CONCLUSÃO

Para a construção dos Trabalhos Acadêmicos de todas as disciplinas dos


cursos de graduação do Centro Universitário da Bahia – FIB, o corpo discente
deverá seguir as seguintes normas: ABNT NBR 6022/2002, ABNT 6023/2002, ABNT
NBR 6024/1989, ABNT NBR 6027/1989, ABNT NBR 6028/2003, ABNT NBR
10520/2002, ABNT NBR 14724/2005.

Vale ressaltar que este Manual será a referência para o aluno e a cada
semestre, será atualizado, caso haja alteração nas Normas da ABNT.

Todo projeto envolvendo pesquisa direta com seres humanos deverá ser
submetido ao Comitê de Ética do Centro Universitário da Bahia – FIB ou da
instituição em que for realizada a pesquisa, atendendo aos critérios estabelecidos
pela Resolução 196/96.

Portanto, não se esgota a aprendizagem sobre esses temas ao término de um


livro ou do presente manual, já que o processo de pesquisa e a busca pelo saber
são uma constante na vida de cada um de nós, resultado de vivências teóricas e
práticas. Por outro lado, são temas complexos que requerem outras fontes de
leitura, visto que este manual tem o propósito de servir como um recurso de
pesquisa a mais para o aluno.

Esperamos que este “livro portátil” possa ajudá-lo nas suas tarefas diárias,
resultando na apresentação de trabalhos acadêmicos de qualidade, tanto no quesito
metodologia quanto no conteúdo.

A todos vocês, o meu muito obrigada pela oportunidade de trilharmos juntos


esta caminhada.

Prof.ª Ana Altina Cambuí

“Se as coisas não saíram como planejei, posso ficar


feliz por ter hoje para recomeçar. O dia está na
minha frente, esperando para ser o que eu quiser. E
aqui estou eu, o escultor que pode dar a forma. Tudo
só depende de mim”.

Charles Chaplin
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REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6022: informação e


documentação: Artigo em publicação periódica científica impressa: apresentação.
Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 6023: informação e documentação: Referências: elaboração. Rio de


Janeiro, 2002.

______. NBR 6024: informação e documentação: Numeração progressiva das


seções de um documento escrito: apresentação. Rio de Janeiro, 2003.

______. NBR 6027: informação e documentação: Sumário: apresentação. Rio de


Janeiro, 2003.

______. NBR 6028: informação e documentação: Resumo: apresentação. Rio de


Janeiro, 2003.

______. NBR 10520: informação e documentação: Citações em documentos:


apresentação. Rio de Janeiro, 2002.

______. NBR 14724: informação e documentação: Trabalhos acadêmicos:


apresentação. Rio de Janeiro, 2006.

______. NBR 15287: informação e documentação: Projeto de pesquisa:


apresentação. Rio de Janeiro, 2006.

______. NBR 15437: informação e documentação: Pôsteres técnicos e científicos:


apresentação. Rio de Janeiro, 2006.

BRASIL. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Comissão Nacional de


Ética em Pesquisa. Manual operacional para comitês de ética em pesquisa. 4.
ed. Ver. Atual. Brasília, DF: 2007. 138 p.

CARMO-NETO, Dionísio. Metodologia científica para principiantes. 3.ed.


Salvador: American World University Press, 1996. p. 61-75.
73

FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda. (Org.). Novo dicionário da língua


portuguesa. Rio de Janeiro: Editora Nova Fronteira, 2000.

PEREIRA, Ana Altina Cambuí. A inserção dos egressos do curso de Relações


Internacionais do Centro Universitário da Bahia – FIB no mercado de trabalho
em Salvador. 2005. 72 f. Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade de Ciências
Políticas e Jurídicas, Centro Universitário da Bahia – FIB, Salvador, 2005.
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APÊNDICE A – MODELO DE FOLHA DE APROVAÇÃO


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APÊNDICE B – MODELO DE DEDICATÓRIA

Aos meus filhos que tanto amo - Obrigado


pelo amor, carinho e compreensão que
vocês tiveram comigo, mesmo durante
estes últimos anos de ausências
constantes, devido aos estudos e ao
trabalho. Esta vitória eu dedico de
coração a vocês dois, que são uma
benção de DEUS na minha vida.
Aos meus pais e irmãos, obrigado pela
paciência e pelas palavras de apoio e
confiança, fazendo-me sempre acreditar
que este momento seria possível.
Ao meu noivo, pela atenção e carinho no
meu dia-a-dia.
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APÊNDICE C – MODELO DE AGRADECIMENTO

AGRADECIMENTOS

A DEUS, espírito de amor e força. Obrigado por me proporcionar este grande


momento na minha vida.

Aos meus Pais...

Aos meus irmãos...

Ao meu Grande Mestre...


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APÊNDICE D – MODELO DE EPÍGRAFE

“O profissional globalizado é um
ser multifacético, ao mesmo tempo
um generalista e um perito em
aspectos específicos da crescente
interdependência mundial. Longa
vida ao profissional de Relações
Internacionais”.

Adriano Moreira
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APÊNDICE E – MODELO DE LISTA DE ILUSTRAÇÕES

LISTA DE ILUSTRAÇÕES

Figura 1 - Desenho representando a postura ereta...................................................12


Figura 2 - Desenho demonstrando o posicionamento correto da coluna vertebral... 27
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APÊNDICE F – MODELO DE TABELAS

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Comparação dos valores quanto ao consumo de analgésicos................ 35


Tabela 2 - Guia para os testes estatísticos ............................................................. 40