Bruno C.

Guerra
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O Soldado sempre espera pela guerra e quando ela começa ele passa a esperar pela paz.

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Na guerra não a lugar para a razão e o entendimento.
50 milhões de mortos, as seqüelas dos campos de concentração, a desordem familiar e o difícil regresso dos soldados a vida civil, acompanhados pela destruição de cidades inteiras, pontes, industrias, estradas e uma infinidade de minas enterradas em campos férteis, construímos tudo e tudo destruímos. E ainda somos chamados de seres inteligentes.

Isto tudo, o homem fez ao homem

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Fatos são mais fortes que palavras

Introdução Adolf Hitler Acordo secreto de 18 de Junho de 1935 Pacto Nazi-Soviético de não agressão Diretiva de Guerra n° 1 Declaração de Adolf Hitler Ultimato Aliado Batalha no rio da prata “Uruguai”. Russos na Finlândia A Conquista da Noruega A Ocupação da Dinamarca Bélgica, Holanda, França e Luxemburgo A Batalha no continente africano A Batalha da Inglaterra O ataque ao porto de Taranto A Itália na Líbia Beda Fomm O Iraque rompe relações com a Inglaterra Grécia Creta Belgrado Invasão da Rússia Início da Operação Barbarrossa África do Norte “Marsa Matruh” De Volta a Rússia “Stalingrado’ Termos do ultimato soviético Combate Corpo-a-corpo Composisão do 6º exército alemão Insígnias mlitares Conclusão do Autor

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Na guerra a morte é triunfo e vitória.

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Ontem, a guerra, a glória. Hoje uma prisão infecta, imunda.

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Um símbolo, milhões de mortes.

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Com o término da primeira grande guerra mundial, a Alemanha e despojada de suas possessões pelos tratados do pós-guerra assinados entre os paises beligerantes. O ministro alemão do exterior, Hermann Muller, assinou o tratado de Versalhes na Sala dos Espelhos do Palácio de Versalhes, na França. Em 28 de Junho de 1919. Este tratado é composto por cerca de 440 artigos. O tratado foi ratificado pela Liga das Nações em 10 de Janeiro de 1920. A Alemanha sofria então uma penosa humilhação. As Principais Cláusulas territoriais do Tratado foram.
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Alsácia e Lorena, seriam devolvidas a França (área 14.522 km², 1.815.000 habitantes). A Sonderjutlândia seria devolvida a Dinamarca (3.984 km², 163.600 habitantes). As províncias de Posen e Prússia Ocidental, devolvidas a Polônia (área 53.800 km², 4.224.000 habitantes) Hlucínsko, região da Alta Silésia para a Checoslováquia (316 ou 330 km² e 49.000 habitantes) Parte leste da Alta Silésia para a Polônia (área 3.214 km², 965.000 habitantes) As cidades alemãs de Eupen e Malmedy para a Bélgica. A região de Soldau da Prússia Oriental a Polônia (área 492 km²). Parte setentrional da Prússia Ocidental, Klaipeda, sob o controle francês, depois transferida para a Lituânia Na parte oriental da Prússia Ocidental e na parte sul da Prússia Oriental Warmia e Masuria pequenas partes para a Polônia A província de Sarre para o comando da Liga das Nações por 15 anos. A cidade de Danzig sobre o controle da Liga das Nações (área 1893 km², 408.000 habitantes). Cláusulas militares

1º.Exército Alemão foi restrito a 100.000 soldados, não sendo permitido o uso de tanques ou artilharia pesada. 2º.Marinha foi restrita a 15.000 marinheiros, com a proibição de submarinos, a esquadra foi limitada a seis navios de guerra ( de menos que 10.000 toneladas ), seis cruzadores e 12 contratorpedeiros. 3º.Aeronáutica Alemã (Luftwaffe) foi proibida.

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A cláusula da culpa de guerra Artigo 231 Em Janeiro de 1921 a Alemanha fora obrigada a pagar indenizações por danos causados durante a primeira guerra mundial, cerca de um total de 269 bilhões de marcos posteriormente a dívida foi reduzida para 132 bilhões, o primeiro pagamento seria em 1º de maio de 1921. Os benefícios dessa reparação seriam assim repartidos: França 52%, Inglaterra 22%, Itália 10%, Bélgica 8%; os demais aliados receberiam o restante, o que sem duvida alguma logo provocou colapso em seu sistema financeiro. Foram assinados outros tratados suplementares que completavam o Tratado de Versalhes: Tratado de Saint-Germain: Assinado em 1919, Áustria estabelecia que a Hungria, a Polônia, a Checoslováquia e a Iugoslávia seriam independentes. As regiões do Trieste, Sul do Tirol, Trentino e a Península da Ístria passariam à Itália. A Áustria passou a ser um pequeno Estado europeu. Tratado de Neuilly: Foi assinado em 1919, a Bulgária perdeu territórios anexados durante a 1ª Guerra Balcânica. A região da Dobrudja foi dada à Romênia, a Macedônia Ocidental à Iugoslávia e a Trácia Ocidental à Grécia. Tratado de Trianon: Hungria perdia várias regiões: a Eslováquia passava para República da Checoslováquia; para a Iugoslávia passava a Croácia, e para a Romênia, a Transilvânia. Tratado de Sèrves: Assinado em 1920 regulava a situação da Turquia, estipulando que a Armênia seria independente e que a maior parte da Turquia européia passaria à Grécia; a Síria seria controlada pelos franceses; a Mesopotâmia e a Palestina pelos ingleses. Uma rebelião na Turquia, pôs fim ao império e proclamou a República, reconquistando a Armênia.

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Foi nesse cenário de uma Alemanha humilhada pela derrota militar e em profunda crise financeiramente, que Adolf Hitler surge politicamente pela primeira vez.

Adolf Hitler Adolf Hitler nasceu às 6:30 horas em uma hospedaria modesta na cidade Braunau am Inn na Áustria aos 20 de abril de 1889, filho de Alois Hitler, um funcionário de alfandega de imposto e consumo de uma pequena cidade próximo a Linz na provincia da Alta-Austria, proxima a fronteira Alemã, na epoca de seu nascimento a região pertencia ao Império Austro-Húngaro e de Klara Hitler (cujo nome de solteira era Klara Polzl), Klara era prima em segundo grau de Alois e por este foi trazida para sua casa durante a convalêcencia de sua esposa para cuidar de seus filhos, Após o falecimento de sua 1º esposa “sem Filhos” e consequentimente de sua 2ª esposa “2 filhos” Alois solicitou permissão especial da Igreja Católica para casar-se com Klara, permissão concedida meses depois por Klara já se mostrar visivelmente grávida. No total, Klara e Alois teveram seis filhos, 04 morreram na infância ( Gustav Hitler -1885/1887, Ida Hitler -1886/1888, Otto Hitler – 1887/1887 e Edmund Hitler 1894/1900) e apenas Adolf, o quarto, e sua irmã mais nova, Paula, sobreviveram. Alois Hitler que era filho ilegítimo, até seus quarenta anos chamava-se Alois Schicklgruber (Sobrenome de sua mãe), somente por volta de 1876, passou a usar o nome do seu pai adotivo, Johann Georg Hiedler ou Hütler cujo alteração do sobrenome Heidler ou Hütler para Hitler ocorreu por erro de um escrivão. O Pai de Adolfo Hitler nasceu no dia 07 de Junho de 1837 na casa de um pequeno fazendeiro em Leoding próximo a Linz, filho de uma cozinheira da casa chamada Maria Anna Schicklgruber e pai desconhecido, Alois aprendeu primeiro o ofício de sapateiro e depois entrou para o serviço alfandegário onde alcançou o mais alto posto ás vesperas de sua aposentadoria, O nome Adolfo se origina das duas palavras alemãs que significam "nobre lobo”, Já durante sua juventude Hitler mostrou-se inteligente e principalmente uma pessoa insociavel, apesar de duas seguidas reprovações nos exames de admissão para cursar a escola secundaria Hitler encontrou em Leopold Poestsch seu antigo professor um idolo e mestre nas ideias anti-semitas, Hitler admirava a mãe mas pelo pai nutria somente respeito, com o qual teve duras desavenças pelo fato de interressar-se por pintura e arquitetura e o pai querer obrigar-lhe a seguir a função pública, o pai de Hitler após aposentar-se veio a falecer vitima de etilismo em janeiro de 1903 na cidade de Leonding, a uns 2 quilômetros de Linz e apenas 04 anos depois em Dezembro de 1907 sua mãe Klara foi vitima de cancer, logo após o falecimento de sua mãe Hitler resolveu seguir para Viena já que o governo oferecia um subsidio aos orfãos, no mesmo ano foi reprovado para á Academia de Artes de Viena. Prova de desenho insatisfatória, diz secamente a Lista de Classificação de 1907 na qual figura o nome Adolf Hitler.

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Viveu por anos de pequenos trabalhos e do subsidio governamental tendo posteriormente recebido de sua tia materna Johanna Polzl uma pequena herança, chega mesma o ser mendigo na zona de Meidling no ano de 1909, no ano de 1910 já com 21 anos perde o subsidio governamental. O governo austríaco lhe pagava pensão como filho de funcionário público falecido o que seguramente dava a Hitler toda a chance de se estabelecer confortavelmente na vida portanto a imagem de um orfãozinho pobre, que viveu terríveis dificuldades, narrada em seu livro Mein Kampf é invencionice, Começa então a pintar cenas copiadas de postais e pode dar-se ao luxo de frequentar a ópera de viena, começa a dedicar muito de seu tempo à leitura. Por muito tempo esteve hospedado em uma espelunca chamada lar dos homens situado na Meldemannstrasse 27, ficava no XX Distrito (nordeste) da cidade, próximo do Danúbio. Foi em Viena que Hitler tornou-se ativo anti-semita, particularidade que governaria a sua vida e que foi a chave das suas ações subsequentes. O anti-semitismo estava enraizado na cultura católica principalmente onde cresceu. Viena possuia uma grande comunidade judaica, e entre eles diversos Judeus Ortodoxos oriundos principalmente do leste europeu. Hitler procurou interar-se sobre os judeus através da leitura, tendo comprado em Viena os primeiros panfletos anti-semitas que leu na vida, conforme ele próprio descreve em seu livro Mein Kampf. A crença de Hitler na superioridade da raça Ariana veio atravez de seus contatos com Jörg Lanz von Liebenfels, cujos panfletos foram lidos por Hitler; políticos como Karl Lueger, o presidente da câmara de Viena, e Georg Ritter von Schönerer, fundador do partido Pan-Germânico, em maio de 1913 Hitler tentando escapar da convocação para o serviço militar do multiétnico império Austro-Húngaro, muda-se para Munique logo após receber um pequena herança de seu pai, porém foi convocado, mas logo foi considerado inapto (sendo reprovado no exame médico, seu prontuário médico da epoca foi confiscado em 1938 por ordem da gestapo) regressou para Munique, vivendo da pintura de quadros até Agosto de 1914 quando eclodiu a Primeira Guerra Mundial, de imediato alista-se no exército como voluntário no 16º Regimento de Infantaria da Baviera a 7 de agosto de 1914, e como mensageiro parte para a França e depois Belgica, apesar da coragem demostrada em missões e de ter sido agraciado com a Cruz de Ferro de 2ª classe em Dezembro de 1914 “ Não existe registro para tal condecoração, em Outubro de 1916, no norte de França, Hitler foi ferido numa perna, mas regressou à frente em Março de 1917. tendo recebido a Das Verwundetenabzeichen (condecoração concedido por ferimentos de guerra provocados por exposição ao fogo inimigo) recebeu a Cruz de Ferro de 1º Classe em Agosto de 1918 condecoração raramente atribuida a não oficiais, em 13 de outubro de 1918 na aldeia francesa de Comines, hitler ficou cego, achava-se que era devido ao contato com gas lançado por tropas inglesas, tendo sido enviado para o hospital militar em Pasewalk, onde o Dr. Kruckmann um renomado oftalmologista da epoca relata tratar-se de cegueira histérica, sem nexo com o contato com o gás, permanecendo internado até a assinatura da capitulação assinada pelo General Ludendorff, do Alto Comando Alemão, e pelo Chanceler, Príncipe Max von Baden, apesar de ter a folha de serviço militar exemplar, mas por não ser cidadão alemão Hitler é promovido uma unica vez alcançando o posto de cabo, segundo relatos de seus superiores Hitler era indubitavelmente corajoso em combate mas um individuo extremante extranho, que não se portava em igual teor em respeito ao comando, achavam que ele não deveria ser promovido a sargento. Com a capitulação alemã em 1918 mesmo com baixo salário Hitler permaneceu no exército (Dept Ib/P) do grupo da Reichswehr da Baviera, Quartelgeneral número 4 sob o comando do capitão Mayr, sendo um dos principais objetivos deste grupo o de criar um bode expiatório para os resultados da Guerra e a derrota da Alemanha. Começou-se então a culpar o Judaismo internacional.

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Por ter vivido os horrores da guerra e de ser dono de uma oratória impecavel Hitler tornou-se um ferrenho divulgador da propaganda de seus superiores, e por ordem destes mesmos superiores Hitlher e incumbido de infiltrar-se no pequeno partido nacionalista, o Partido dos Trabalhadores Alemães (DAP). Foi aqui que Hitler conheceu entre outros, Dietrich Eckart, um anti-semita e um dos primeiros membros do partido. Tornou-se rapidamente chefe do partido. Em Setembro de 1919, Hitler escreveu aquele que é geralmente tido como o seu primeiro texto anti-semita, um "relatório sobre o Anti-Semitismo" requerido por Mayr para Adolf Gemlich. "lutaria de forma legal para remover os privilégios gozados pelos judeus em relação a outros estrangeiros vivendo entre nós. O seu objectivo final, no entanto, deverá ser a remoção irrevogável dos próprios judeus

Em 1920 após ser liberado pelo exército Hitler se torna líder do partido mudando seu nome para Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP (Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães), normalmente partido Nazi, ou Nazista, que vem das palavras "National Sozialistische", O partido adaptou a suástica e a saudação romana. Por volta de 1923 conheceu o então editor do jornal anti-semita Der Stürmer Julius Streicher, Alguns dos seguidores do Hitler e de suas ideias desde o início foram Rudolf Hess, Hermann Göring, e Ernst Röhm, Marechal de campo Erich Ludendorff. Em 9 de novembro de 1923 Hitler e Rudolf Hess são pressos logo após a frustrada tentativa de golpe do partido nazista contra o governo legal da Baviera, sendo condenado a 5 anos de prisão em Abril de 1924, porém foi anistiado 06 meses após, no periodo em que permaneceu preso ele ditou no estabelecimento prisional de Landsberg um livro chamado "Mein Kampf" (Minha Luta) ao seu ajudante Rudolf Hess. Livro no qual retrata como os grandes males do mundo: Comunismo e Judaísmo, e no qual declara abertamente seu objectivo de erradicar ambos da face da terra. Após sua liberação da prisão e com o partido praticamente reduzido a zero, neste mesmo ano veio fundar em contrapartida as não confiaveis SA de Ronhm a tropa de elite e sua guarda pessoal a SS ou Schutzstaffel sob a chefia de Heinrich Himmler, tornando em meados de 1929 um partido de grande expressão politica e social em uma Alemanha corroida pela grave crise economica. O ponto de crucial para a ascenção de Adolf Hitler ao poder veio com a grande depressão que atingiu a Alemanha em 1930. O regime democrático pós guerra estabelecido na Alemanha em 1919, não era genuinamente aceito pelos politicos mais conservadores e tinha a oposição aberta dos fascistas. As eleições de realizados Setembro de 1930 foram uma vitória para o partido Nazi, que ganhou mais de 18% dos votos e 107 lugares no "Reichstag" (parlamento alemão), tornando-se o segundo maior partido. Sendo figura de grande ajuda para Hitler a de Alfred Hugenber. A classe média alemã fora a grande responsavel pela voria do partido Nazi. Uma vez que fora a grande atingida pela inflação dos anos 20 e o desemprego oriundo da grande depressão. Tendo por ocasião o apoio principalmente do veterenos da Primeira Grande Guerra e de setores da Agricultura. A eleição de 1930 havia sido um vitoria para Hitler e uma grande derrota para o governo de Heinrich Brüning, com a crise desencadeada pós eleição e temendo nova derrota em 1932 o governo procurou obter o apoio dos nazis para a extensão do termo presidencial de Paul von Hindenburg, mas Hitler recusou qualquer acordo, o que levou a uma disputa na eleição presidencial com o próprio Hindenburg,

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obtendo o segundo lugar na primeira e segunda fases da eleição, e obtendo mais de 35% dos votos na segunda fase. Em Abril, devido aos embaraços eleitorais o governo foi demitido por Bruning e em seu lugar foi nomeado Franz von Papen, que imediatamente revogou a proibição das SA e convocou novas eleições do Reichstag. Mas o melhor resultado dos nazistas foi naseleições de Julho de 1932, quando obtiveram 230 lugares no Parlamento e tornando-se o maior partido alemão. tendo nazistas e comunistas a maioria do Reichstag, tornou-se impossível governar e o governo de Papen, apoiado por 84% dos deputados, o parlamento recémeleito foi dissolvido e foram convocadas novas eleições. Para evitar uma crise ainda maior Papen e o Partido do Centro tentaram agora abrir negociações com os nazistas, mas Hitler fez Pesadas exigências, incluindo o posto de Chanceler e o acordo do presidente para poder usar poderes de emergência de acordo com o artigo 48 da Constituição de Weimar. Tendo Papen falhado na tentativa de trazer os nazistas para o governo, Hindenburg demitiu-o e nomeou para o seu lugar o General Kurt von Schleicher até então Ministro da Guerra, Papen e Alfred Hugenberg conspiraram e com o fracasso do novo governo do General Schleicher convenceram Hindenburg a nomear Hitler Chanceler numa coligação com o DNVP, garantindo que eles o controlariam. Hindenburg dissolveu novamente o Reichstag e nomeu Hitler Chanceler, Papen como Vice-Chanceler e Hugenberg como Ministro das Finanças, tendo ainda outros Nazis - Göring e Wilhelm Frick. A 30 de Janeiro de 1933, Adolf Hitler prestou juramento oficial como Chanceler na Câmara do Reichstag. Após ter assegurado o poder politico faltava somente a Hitler cativar definitivamente a nação, para isso contou com sua invejavel oratória e os meios de comunicação alemã sob o controle pessoal do Dr. Joseph Goebbels, houve um grande exôdo para varias partes do mundo e aos que ficaram e não foram convencidos restava usar as SA, a SS e Gestapo (Polícia secreta do Estado) e conduzi-los para o desaparecimento no Campo de Concentração de Dachau, perto de Munique, criado em 1933, um modelo para os criar os demais campos durante o regime nazista. Para controlar definivamente os membros da SA na noite de 29 para 30 de Junho de 1934 o assassinato de Rohm, devidamente concluido por Himmler. Com a morte do presidente Paul von Hindenburg em 02 de Agosto de 1934 Hitler asume todo o poder e passa a intitular-se Fuhrer( Lider) da Alemanha com o apoio confirmado de 89.9% do eleitorado conforme o plebiscito realizado em 19 de Agosto de 1934. no inicio de 1935 Hitler publica em Nuremberg leis que retiravam de todo judeu o estato de cidadão alemão, bania-os de seus empregos ou de qualquer outra atividade economica. “O enigma de Hitler está acima de qualquer compreensão humana, publicado no semanário alemão Die Zeit”. Toda menção literária na atualidade sobre o homem mais poderoso que a humanidade conheceu até 29 de abril de 1945 ano de sua morte, foram escritos com base no odio e na ignorancia para explicar a personalidade negativa de Adolf Hitler, devido aos atos por ele personificados torna-se para nós impossivel separar o homem de paz no ano de 1936 do estadista beligerante em 1944.

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Desfile Militar em Berlim

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Em 13 de janeiro de 1935, após 15 anos a Alemanha recupera as jazidas minerais no territorio de Sarre, até então sob dominio francês no pós primeira guerra. Em seguida no dia 9 de março do mesmo ano Hitller anuncia a criação da Luftwaffe, cujo teoria de emprego era que a superioridade absoluta da aviação estratégica, reduzindo a guerra a bombardeios de terror “doutrina do general italiano Douhet”, logo ela chegou a expressivo numero de 6.000 aparelhos, encomendou e aprovou: o caça Me-109, o caça-bombardeiro Me-110, o bombardeiro de mergulho Ju-87 com precisão superior à de um morteiro, os bombardeiros horizontais Ju-88, He-111 e Do-17. No início da guerra têm em serviço 771 caças, 408 caças-bombardeiros, 336 Stukas e 1.180 bombardeiros. Um total de 2.695 aviões, constituindo uma força aérea à qual nenhum país do mundo se oporá. E no dia 16 restabelece o serviço militar obrigatório o que eleva imediatamente seu efetivo militar de 100.000 conforme o tratado de versalhes para 500.000 homens espalhados por 10 pequenas divisões de infantaria e de cavalaria, no dia 21 de maio de 1935, o Fuher restitui à Alemanha a liberdade de ação das forças armadas, mas ficando preso a algumas claúsulas pelo tratado de versalhes.

Chanceler do Reich Adolf Hitler, Presidente Hindenburg e Hermann Goering

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Acordo secreto de 18 de Junho de 1935 “O governo inglês, negociou secretamente com a alemanha, em especial com a Marinha alemã a permissão para a construção de uma frota de alto-mar, equivalente a 1/3 da marinha britânica, e com um total ainda maior de submarinos. Tal acordo foi realizado sem o aval da França e equiparava a força naval alemã ao da marinha francesa.” No inicio de 1936, o Japão no intuito de frear o avanço comunista sovietico na asia assina com o governo do Fuher o Pacto Anti-Komintern, devido a seus poucos recursos, o japão intentava em conquistar a Coréia, a China e as ilhas do Pacífico. Em Março de 1936 Após violar o Tratado de Versalhes as tropas Alemãs reocupam a zona desmilitarizada na Renânia (zona do Rio Reno). Em 1936. Hitler enviou tropas em apoio ao General Franco. A Espanha havia se tornado um campo de teste para as novas tecnologias e métodos militares desenvolvidos na Alemanha. Em Abril de 1937a cidade de Guernica, na província espanhola do País Basco entrou para a história como a primeira cidade do mundo a ser Bombardeada por aviões, a Força aérea alemã testava seus bombardeiros. A 25 de Outubro de 1936, criou-se eixo Roma-Berlim atravez de assinatura de um acordo de aliança militar entre Hitler e o ditador italiano fascista Benito Mussolini, acordo este que teve posteriormente a adesão do Japão, Hungria, Romênia e Bulgária, também conhecido como Eixo. Hitler em 12 de Março de 1938, assina com o governo austriaco a anexação com a alemanha (o chamado "Anschluss"). Em julho de 1937 as forças japonesas lançam uma ofensiva sobre a China e invadem as províncias do norte e leste (Hopei, Shantung, Shanxi, Chamar e Suyan) ocuparam mais ao sul Cantão, a China politicamente desorganizada, mostrara-se relutantes em oferecerlhes uma resistência efetiva e coerente. A ofensiva-relâmpago japonesa rapidamente ocupou Pequim a 8 de agosto de 1937, em seguida ocuparam Tientsin e Shangai. As tropas chinesas lhes resistiram em escarniçada luta por três meses numa batalha nas ruas de Shangai, os japoneses em 13 de dezembro de 1937 sob o comando do general Iwane Matsui entram em Nanquim antiga capital imperial chinesa. Após seguidos trinfos militares do exército e da marinha Imperial japonesa o Micado ordena a invasão a outras partes da Ásia (Indochina, Indonésia, Malásia, Filipinas e Birmânia). Em 1938 inicia-se as operações anti-semitas. conhecidas como Kristallnacht (Noite dos Cristais). A partir de 1941, os Judeus para serem mais facilmente reconhecidos pelos alemães foram obrigados a usar a estrela amarela . Entre Novembro de 1938 e Setembro de 1939, mais de 180.000 judeus fugiram da Alemanha; tendo seus bens confiscados pelos nazistas Hitler ao contrário do governo anterior de Bruning deu início a grandes mudanças econômicas a custas de pesadissimos investimentos por parte do governo, pondo em prática um largo programa de intervencionismo econômico, pois o desemprego caiu drasticamente após suas medidas caindo de um patamar de 6 milhões no ano de 1933 para a expressiva soma de 300.000 no final de 1939. aumento que se deu principalmente pelo exôdo de judeus e melhoramento da infra-estrutura do país, principalmente nas indústrias e na produção bélica.

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Em Setembro de 1938 na cidade de Munique representantes da Inglaterra e França na vil tentativa de evitar um conflito belico com a Alemanha, cedem as pressões de Adolf Hitler entregando-lhe a Checoslovaquia que detinha o dominio sobre a região dos Sudetos e em 10 de março de 1939 o poderoso exército alemão entra triunfante na capital da Checoslovaquia, Hitler encorajado pelas primeiros concessões obtidas queria agora recuperar os territórios sob dominio Polones. Março de 1939, e assinado o Tratado de Amizade e Não Agressão entre a Espanha nacionalista governada pelo General Franco e Portugal de Salazar, no mês de Abril do mesmo ano Salazar havia recusando o convite do embaixador italiano, para aderir ao Pacto Anti-Komintern, aliança da Alemanha, Itália e Japão contra a ameaça comunista. Em Agosto de 1939, o Governo Portugues assina com a Grã-Bretanha um acordo de cooperação militar, na qual a grã-Bretanha aceita apoiar directamente o esforço de rearmamento e modernização das forças armadas portuguesas. Em 23 de agosto de 1939 após conseguir um acordo de não agressão com Stalin chamado de pacto Molotov-Ribbentrop o qual teria validade por 10 anos, tropas alemãs invadem a polonia forçando Ingleterra e a França a declarar deflagrada a Segunda Guerra Mundial

Molotov

Ribbentrop

Pacto Molotov-Ribbentrop Já no verão do ano de 1939 circulava pelos meios diplomaticos europeus rumores de que Stalin apoiaria Hitler em seus planos de expansão da Alemanha sobre o continente europeu, missões diplomáticas Inglesas e Francesas foram enviadas a Moscou com a finalidade unica de convencer Stalin dos planos de Hitler e de colocá-lo ao lado das democracias constituidas na época, a missão foi um total fracasso pelo fato de que Stalin não confiava nos Governos democratas de Paris e Londres devido a esta desconfiança Stalin destituiu o ministro das Relações exteriores da União sovietica Maxim Litvinov e nomeu para seu lugar Vyacheslav Mikhailovitch Molotov (Вячеслав Михайлович Молотов), Stalim e seus Generais precisavam de pelo menos 03 anos para prepar suas forças armadas para uma guerra que seria inevitavel e o unico modo seria manter por algum tempo a neutralidade.

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Hitler também não desejava e não poderia combater no momento em duas frentes e com isso ganharia tempo com a neutralidade sovietica pois os oficiais de alta graduação da Wehrmacht sabiam e tinham plena consciência dos limites de suas tropas. Pois todos os armamentos do Reich eram de caráter defensivo e que não poderiam ser terminados até o ano de ano 1943, em 23 de Agosto de 1939: Por intermedio do conde Von der Schulenburg, Joachim Von Ribbentrop, ministro de relações exteriores nazista, chegou ao Kremlin para assinar um pacto de amizade nazi-sovietico. O objetivo principal do pacto Germanosoviético era que «Nenhuma das partes participará de uma concentração de forças que venha a ser dirigida contra a outra parte »

Suástica Nazista

Uma cláusula adicional secreta fixou «reestruturação territorial-político» as fronteiras de interesses mutuo entre Alemanha e a União Soviética. Esta fronteira estendia-se desde o Ártico até a desembocadura do rio Danúbio. Para finalizar o Kremlin insistia em interesse especial pela província romana de Besarabia, onde o Reich alemão prometia igualmente plena liberdade

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23 de agosto 1939 – Pacto Nazi-Soviético de não agressão. O governo do Reich Alemão e o governo da União de Repúblicas Socialistas Soviéticas Reiterando fortemente a causa da paz entre Alemanha e a URSS, e do procedimento das provisões fundamentais do acordo de neutralidade, firmado em abril de 1926, entre a Alemanha e a URSS, firmam o seguinte acordo: Artigo I. Ambas as partes contratantes, estão obrigadas a desistir individualmente ou conjuntamente, de todo o ato de violência, de qualquer ação agressiva, e de todo o ataque ou todo ou qualquer uso de força. Artigo II. Se uma das partes contratantes, se transformar em objeto de ação beligerante por parte de uma Terceira Força, a outra parte contratada, de modo algum dará qualquer tipo de apoio ou sustentação a este Terceira Força. Artigo III. Os governos das duas partes manterão contatos contínuos no futuro, a fim de trocar informações sobre problemas que afetam seus interesses comuns.

Artigo IV. Nenhuns das duas partes participarão de ações que tem como objetivo agrupar forças que estejam diretamente ou indiretamente visadas pela outra parte. Artigo V. Se disputas ou conflitos se formarem entre as partes contratantes, ambos as partes esclarecerão estas disputas ou conflitos, exclusivamente com a troca amigável de opinião ou, se necessário, através do estabelecimento de comissões de arbitragem. Artigo VI. O tratado atual é válido por um período de dez anos, contados a partir desta data, sendo previsto que, se no período de 1 (um) ano antes da expiração deste contrato, nenhuma das partes for de opinião contrária, a validez deste tratado será automaticamente prolongada por outros cinco anos. Artigo VII. O tratado atual será ratificado dentro do menor tempo possível. As ratificações serão realizadas em Berlim. A força do acordo se iniciará a partir do momento em que for assinado.

Assinatura do Pacto Molotov-Ribbentrop

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Protocolo Adicional Secreto. Também foi firmado outro pacto (Tratado germano-soviético de amizade e de fronteiras) firmado em 28 de Setembro de 1939 logo após a rendição da Polônia, um mês depois do primeiro Pacto Molotov-Ribbentrop, e que tratava de clausúlas secretas que faziam referência sobre o reordenamento das fronteiras europeias. Com motivo firmado no tratado de não agressão entre o Reich alemão e a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, os ministros plenipotenciarios de ambos países que assimaram o dito tratado se comprometem a tratar muito confidencialmente a questão dos límites de suas respectivas esferas de influencia nos territorios do oeste da Europa. O curso das ditas conversações chegaram as siguintes conclusões

Artigo I. No evento de um rearranjo territorial e político nas áreas que pertencem aos estados Bálticos (Finlândia, Estônia, Letônia, Lituânia), o limite norte da Lituânia representará o limite das esferas da influência da Alemanha e da URSS. Nesta conexão o interesse da Lituânia na área de Vilna é reconhecido por ambas as partes. Artigo II. No evento de um rearranjo territorial e político das áreas que pertencem ao estado polonês, às esferas de influência da Alemanha e da URSS serão limitadas pela linha dos rios Narev, Vistula e San. A questão de se, é do interesse de ambas as partes, a manutenção de um estado polonês independente e, como tal estado deve ser limitado, pode somente ser determinada no curso de um desenvolvimento político adicional. De qualquer modo, ambos os governos resolverão esta questão por meio de um acordo amigável. Artigo III. No que diz respeito ao Sudeste Europeu, o lado Soviético tem interesse na região da Bessarábia. O lado alemão declara seu mais completo desinteresse político nesta área.

Artigo IV. Este protocolo será tratado por ambos as partes estritamente em segredo. Moscou, Agosto 23, 1939. Para o governo do Reich Alemão
v. Ribbentrop

Plenipotenciário do governo da URSS.
V. Molotov

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Uma vez que o pacto já havia sido firmado, Stalin propoe um brinde e salda ao povo alemão com estas palavras. « Si e certo que o povo Alemão ama ao seu lider, pois que bebamos a saude de seu lider.» O tratado anterior Traz como consequencia: 1º) Em Novembro de 1939, a URSS anexa Ucrania ocidental e a Bielorrusia. E no día 29 do mesmo mês, aviões russos bombardeam Helsinki e as principaes cidades Finlandesas. a vitoria se presumía fácil: 100 divisiones soviéticas contra 15 de dos Filandeses. A ofensiva fracassou por causa da coragem e da valentia dos filandeses. Por causa desta ação a URSS foi expulsa da Sociedade das noções na qual havia entrado por intermedio de Maxim Litvino, ex-ministro das relações exteriores. 2º) Em Junho de 1940 anexa Moldavia e Bucovina. 3º) En Agosto deste mesmo ano, são anexada a Letonia, Lituania e Estonia. . E importante lembrar que Inglaterra e França foram as grandes responsáveis pela assinatura deste pacto de não agressão entre russos e alemães, por conta de conta de não se concretizar uma aliança entre a URSS, à Inglaterra e a França. Na manhã de 26 de agosto de 1939. Hitler recebeu uma carta de Mussolini, pelo conteúdo da mesma o Duce comunicava ao Fuher que, apesar de todos os acordos firmados entre os dois paises, a Itália no momento não estaria militarmente em condições para lançar-se a uma guerra. As vacilações de seu aliado italiano, de pronto desencorajou Hitler de seus planos imediatos, contava ele com a demora dos aliados em socorrer a Polônia, tempo este que seus Generais lhe garantiam ser necessário para a ocupação definitiva. A 18:15 horas Hitler retirou sua ordem de ataque ao solo Polonês. Mas a sua decisão de atacar a Polônia era irrevogável. Antes do ataque a Polônia as forças armadas alemãs estavam assim constituídas. Adolf Hitler, «comandante supremo da Wehrmacht». Suas instruções militares recebiam aval direto do marechal de campo Wilhelm Keitel. Alto Comando do Exército, marechal de campo: Walther Von Brauchitsch. Chefe do Estado Maior general: Franz Halder. Alto Comando da Luftwaffe Marechal general de campo: Hermann Goering Chefe do Estado Maior: Hans Jeschonnek. Alto Comando da Marinha de Guerra: almirante Erich Raeder. Chefe do Estado Maior: almirante Otto Schniewind.

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Projeto ultra-secreto: “Plano Branco”. Comando Supremo da Wehrmacht

Berlim, agosto de 1939 Diretiva de Guerra n° 1 1. As possibilidades pacíficas para solucionar os problemas surgidos na fronteira do oeste, onde a situação da Alemanha é intolerável, fracassaram. Portanto, decidi solucioná-la pela força. 2. O ataque à Polônia se realizará de acordo com os planos já fixados. Levar-se-ão em conta as alterações que resultem no que respeita ao Exército do estado atual de preparação do mesmo. A indicação das tarefas e a ordem das mesmas são as previstas. Data do ataque: 1o de setembro de 1939. Hora: 04:45 horas. As indicações correspondem à operação em Gydnia, baía de Dantzig e ponte Dirschau. 3. No oeste é importante que a responsabilidade pelo começo das hostilidades recaia sobre a Inglaterra e a França. A neutralidade da Holanda e Bélgica, Luxemburgo e Suíça devem ser escrupulosamente respeitadas. Por terra: a fronteira do oeste não deve ser cruzada sem minha expressa permissão. No mar: igual ordem 4. Se a Inglaterra e a França iniciarem as hostilidades contra a Alemanha, à tarefa da Wehrmacht no oeste consiste em conservar as suas forças até a conclusão da vitória da campanha da Polônia. Dentro destes limites, as forças inimigas e os seus recursos militares e econômicos devem ser golpeados até onde seja possível. A ordem de ataque será dada por mim pessoalmente, em qualquer caso. O exército deverá estar pronto para defender a muralha do oeste e prevenir qualquer manobra de flanco por parte das potências do oeste, caso violem o território da Bélgica e Holanda. Ao levar a guerra à Inglaterra, a direção dos ataques da Luftwaffe se concentrará na interrupção do transporte de tropas para a França. Os ataques contra Londres serão decididos por mim pessoalmente.

Adolf Hitler

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Para atacar o Território Polonês o Exército alemão contava com formidáveis posições de partida. Os exércitos haviam se concentrado na Prússia oriental, na Pomerania e na Silésia, e também dentro do território da Eslováquia, que havia lhe cedido passagem às tropas, deste modo se posicionavam por toda fronteira com a Polônia ocidental. Foram formadas 2 alas de ataque: Os Grupos de Exércitos sul (Sob o comando do Capitão General Gerd Von Rundstedt), formado por três grandes formações, 8º exercito (Blaskowitz) a noroeste de Breslau, 10º exercito (Reichenau) nas proximidades de Kreuzberg-Lublintz na Alta Silesia e o 14º exército (List), com a ala esquerda em Gleiwitz, porém a ala direita estava escalonada dentro do território dos Cárpatos eslovacos, ao todo 36 divisões, 28 da ativa, com 4 blindadas. O outro grupo era formado pelos Exércitos do norte (Sob o comando do capitão general Fedor Von Bock) formado pelo 3º exército (Küchler) surgindo da Prússia Oriental e pelo 4º exército (Kluge.) desembocando da Pomerânia, ao todo 21 divisões, 9 da ativa com duas divisões blindadas, estacionadas ambos de cada lado do corredor, de onde teriam que avançar e manter contato com o 10º exército e seguir em batalha rumo norte.

Artilharia alemã na Polônia

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A 19 de agosto, após receber o telegrama do embaixador alemão em Moscou, o Fuher ordena ao Almirante Raeder que os couraçados Graff Spee e Deustchland, bem como uma frota de submarinos zarpem para suas posições de combate no Mar do norte e no Oceano Atlântico. Deslocando-se pelas estradas que vão para leste uma gigantesca máquina, 60 divisões alemãs da Wehrmacht convergem, nesse momento, para a fronteira polonesa. Às 11: 00 do dia 31 de Agosto de 1939 em reunião extraordinária entre altos oficiais poloneses e o Comandante-em-chefe do Exército Marechal Smigly-Rydz, o qual depois de angustiosas vacilações compreensivelmente decidiu proteger as áreas industriais da Polônia, e para isso deslocou a maior parte de suas forças ao longo da fronteira de 1 700 milhas, 07 divisões, denominadas exércitos. Colocou forças importantes na armadilha do Corredor, ordenando-lhes conquistar a Prússia Oriental, os dois principais exércitos de Kurtrzeba e Bortnowski, na saliência de Posem, plataforma da ofensiva contra Berlim. O que particularmente enfraquecia determinados setores, na noite do mesmo dia de agosto, os primeiros combates foram relatados. Para justificar o ataque contra a Polônia. Soldados SS disfarçados de soldados poloneses atacaram postos fronteiriços alemães. A falsa agressão polonesa foi assim executada: “Ás 20:00 da mesma noite na pequena cidade fronteiriça alemã um pequeno grupo de SS disfarçados de soldados poloneses atacou e matou o radialista na estação retransmissora de radio de Gleiwitz situada muito próxima à fronteira local,” quem os comandava era o SSStandartenführer Alfred Helmut Naukocks, oficial alemão das SS, seguindo ordens diretas de Reinhard Heydrich. Relatos dos primeiros combates referem-se a um soldado polonês morto em território alemão, o qual descobriu-se posteriormente ser um prisioneiro alemão vestido com uniforme polonês e adormecido com drogas.

Tropas SS – Invasão da Polônia

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Declaração de Hitler Hitler pronunciou o seguinte discurso no Reichstag, em sessão extraordinária, convocada pelo Marechal Goering: Berlim, 1o de setembro de 1939

Declaração de Adolf Hitler

“Membros do Reichstag alemão: Durante meses temos sofrido a tortura que o tratado de Versalhes, para melhor dizer o ditado de Versalhes, nos deixou, problemas que, com a sua evolução, tornou-se insuportável para nós. “Pelo que diz respeito aos nossos objetivos, primeiramente, estou resolvido a solucionar o problema de Dantzig; em segundo lugar, o problema do “Corredor”; em terceiro, conseguir que mudem as relações germano-polonesas de tal forma que tornem possível a convivência pacífica. Por isto, estou resolvido a lutar até que o Governo polonês se mostre disposto a facilitar esse estado de coisas ou até que outro Governo polonês se mostre disposto a isso. “Portanto, vesti novamente o uniforme que em outra ocasião foi para mim o mais sagrado e querido. Só o despirei depois da vitória, ou nunca chegarei ao fim. “Portanto, quero assegurar ao mundo inteiro que novembro de 1918 não voltará a repetir-se na história alemã. “... E quero terminar com a declaração que fiz uma vez, quando comecei a lutar pelo poder. Disse então que quando a nossa vontade fosse tão forte que nenhuma calamidade a amedrontasse, nossa vontade e nosso aço poderiam impor-se a qualquer situação de constrangimento. “No caso de ocorrer algo durante a luta, meu sucessor será o camarada do partido, marechal Goering; seu sucessor será Rudolf Hess. A eles prometereis a mesma lealdade cega e a mesma obediência que me prometeram. No caso de suceder algo a Hess farei que o Senado, por meio de uma lei, eleja seu sucessor entre os mais bravos.

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encouraçado alemão Schleswig-Holstein – 01 Setembro de 1939 A Guerra iniciou-se efetivamente em 1° de setembro de 1939 aproximadamente ás 4:40 h, quando aproximadamente 1.500 aviões entre caças e bombardeiros de mergulho Junkers Ju 87 Stuka da primeira Frota aérea (Kesselring) da Luftwaffe (Força Aérea) atacaram campos de pouso poloneses nas regiões ocidentais e as 4:45 h, foi prontamente seguida pelo encouraçado alemão Schleswig-Holstein navio-escola da Kriegsmarine (Marinha), que antes estivera em visita amistosa ao porto de Danzig abrindo fogo com seus gigantescos canhões de 16 pol. contra a guarnição polonesa de Westerplatte, peninsula de Dantizig onde a marinha polonesa mantinha um armazém naval e um depósito de munições. chefiados pelo major Sucharski o qual reuniu seu destacamento composto por 180 soldados e anunciou que o ataque alemão ocorreria a qualquer momento, organizaram heróica resistência.

Aviões da Luftwaffe

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Comunicado da Invasão alemã

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Em 06 de setembro resistem por 12 assaltos, em 07 de setembro restam somente 60 combatentes Poloneses, novamente resistem a duros combates, mas os sobreviventes acabaram por se renderem após uma semana de combates, Entrincheirados na ilha de Westerplatte, enfrentaram cerca de 3.000 soldados alemães. Horas depois, o Grupo de Exércitos Norte e Sul iniciaram a invasão por terra., com a conhecida Operação Fall Weiss as tropas nazistas da Wehrmacht composta por 37 divisões de infantaria, uma de montanha, quatro de infantaria motorizada, quatro divisões blindadas leves, seis Panzer, uma brigada de cavalaria e varias unidades paramilitares. Para a invasão foram mobilizados cerca de 1.516 mil soldados, sendo que as forças de invasão alemã era composta de 559 batalhões de infantaria. Em artilharia, a Wehrmacht tinha 5.805 peças. Do lado soviético, estima-se um total de 800 mil soldados engajados, os tanques, eram 2511 Panzer, os alemães tinham 215 befehlspanzer (veículos de comando, sem torre, equipados com potentes rádios para coordenar as unidades). Os Bombardeios primários alemães destruiram todo comunicação polonesa.

Modelo: Ju-87 Velocidade: 408 Km/h (máxima) Alcance: 1.000 Km Armamento Defensivo: 2 Metralhadoras MG 17 de 7,92 mm (asas) e MG 81 dupla de 7,92 (ré da carlinga) Carga de Bombas: Uma bomba de 1.800 Kg (sob a fuselagem) Tripulação: 2 homens Os primeiros combates em terra se iniciaram na ala esquerda do 14º exército o qual investiu contra o cinturão de fortificações polonesas na zona de fronteira, o primeiro avanço foi realizado pelo XXII corpo blindado (Kleist) desde a alta Tatra até a região entre Cracovia e Tarnov. Sendo prontamente seguido pelo XVIII Corpo alpino (Beyer) que havia cruzado os Cárpatos e rumado para o porto de Duckla, obrigando o abandono pelas tropas polonesas de toda Galitzia ocidental apoderando-se da fortaleza de Przemysl em 13 de setembro, chegando com forte artilharia ás proximidades da cidade de Lemberg, obrigando o general Kazimiers Sosnkowski a reorganizar suas defesas.

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Destruição provocada pelos ataques de forças alemãs

Tropas alemãs em marcha pela Polônia

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Na Pomerânia a 3ª Divisão Panzer (DP) do general Heinz Guederian tendo sob o seu comando o 19° Corpo Blindado, integrado pela 3ª DP e as 2ª e 20ª divisões motorizadas (DM). Cumpre a missão de cercar e aniquilar forças polonesas do general Bortnowski dispostas no Corredor de Dantzig, o general em seu quartel na cidade de Turum vendo seus esforços em cumprir as determinações do marechal Smigly ordena de imediato às divisões, as 13ª e 27ª divisões de infantaria (DI), retirar-se para o sul. A 1º de setembro, as tropas da 13ª DI conseguem embarcar de trem e fogem para o sul, sob o contínuo fogo dos bombardeiros Stukas. A 27ª do Grzant-Skotnicki impossibilitada de seguir de trem empreende sua jornada a pé ou a cavalo, entretanto após pesada marcha na noite de 1º de setembro de 1939 às margens do Vístula são completamente cercados pelas forças do general Guederian, vendo suas forças serem sumariamente aniquiladas pelos tanques alemães o general polonês montado em seu cavalo e de espada em punho lança-se contra uma coluna de tanques Panzer, poucos minutos cavalo e cavaleiro jaziam em solo pátrio. O Herói com lança era impotente contra o aço dos tanques.

O General Heinz Wilhelm Guderian nasceu aos 17 de Junho de 1888 - na cidade de Culm (Prússia Ocidental), nas costas do rio Vístula, e considerado o maior teórico da utilização de forças blindadas em batalha, morreu em 14 de Maio de 1954 em Schwangau (Alemanha Ocidental).

As 12:00 de 1° de setembro, o 8° de Von Blaskowitz, o 10° de Von Reichenau e o 14° de Von List - sob o comando do general Rundstedt, comandante-em-chefe do Grupo de Exércitos Sul, recebe a notícia de que a 4ª DP, de Reinhardt, conseguira abrir uma brecha frente às forças polonesas e cruzar o no rio Wartha e avançar na estrada para Varsóvia, na manhã de 3 de setembro conquistam a cidade de Radomsk e, horas depois Kamiensk. Conseguindo assim separar os exércitos poloneses. O marechal Smigly na noite de 3 de setembro ordena como ultimo recurso que o despreparado exército Prússia sob o comando do general Dab-Biernacki desloque-se rumo a capital Varsóvia na tentativa de evitar o cerco alemão.

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Tropas Alemãs na Polônia

Primeiro comunicado oficial alemão Berlim, 1º de setembro de 1939 “No curso das operações militares na Silésia, Pomerânia e Prússia Oriental, foram conquistados todos os objetivos do primeiro dia. A aviação alemã, atuando com o maior entusiasmo, bombardeou com completo êxito, os aeroportos de Rahmel, Quiztig. Graudenz, Poznam, Loos, Tomaszow, Buda, Kattowitz, Cracóvia, Lemberg e Brest, destruindo todas as bases militares desses lugares. As tropas do sul, que avançam através das montanhas, chegaram a uma linha entre Neumarket, Sucha, ao sul da Maerich, e o rio Olsa foi atravessado perto de Puschen. Na zona industrial de Sude, as tropas avançaram até Kattowitz. Vários contingentes de tropas, que operam na Silésia, avançaram para o norte, em direção a Pschenstaochau. As tropas que operam no “Corredor”, desde Brahe, chegaram ao Rio Netze, perto de Nakelin, nas proximidades de Grausentz”. Em 03 de Setembro a Rússia inicia os preparativos militares para invadir a Polônia, uma ordem direta do Camarada Vochirilov comissário do povo para a Defesa, ordenava aos distritos militares de Leningrado, Kalinin, Bielorussia, Kiev, Moscou e Kharkov que colocassem tropas de prontidão, outra ordem dada no dia 06 de setembro ordenava mobilização geral e o inicio das manobras militares rumo à fronteira com a Polônia Na noite de 06 de setembro a cidade Tomaszow-Mas rede-se aos tanques de Reinhardt, estavam agora a 100 km da capital polonesa, do outro lado a 1ª DP, em união com as unidades do 8° Exército do general Blaskowitz, cercam a cidade de Lodz defendida pelas forças do general Rommel. Lodz e ocupada no dia seguinte. Causando graves perdas ao X (Ulex) e XIII Corpos de Exército (Weichs).

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Na manhã de 7 de setembro, grupos de reconhecimento, pertencentes aos 3°, 4° e 5° exércitos franceses, transpoem a fronteira alemã, a oeste dos Vosges, em frente à Sarrelouis, Saarbruck e Deux-Ponts. O objetivo da ofensiva era o de atrair à atenção dos generais alemães e desviar o foco da invasão a Polônia, obrigando o Exército alemão a voltar-se para frente ocidental. A 1ª DP sob o comando do general Schmidt chegou a capital Varsóvia ás 5 horas da tarde de 8 de setembro, o avanço dos tanques tornou-se lento devido à heróica resistência nos subúrbios de Varsóvia. No cair da noite 9 de setembro em Brest-Litovsk o General Dab-Biernacki, chefe do exército Prússia procura o Marechal Smigly-Rydz para lhe comunicar que após a derrota do exercito Prússia nas margens do rio Vistula nada mais podia deter o avanço alemão rumo. Faltava somente a Wehrmacht destruir os exércitos dos generais Wladyslaw Bortnowski e Tadeusz Kurtrzeba, cujas unidades detinham em seus efetivos mais da metade dos efetivos totais do exército polonês, mas estavam isolados a oeste do Vístula. No inicio da à manhã de 10 de setembro, o general Kurtrzeba lança inutilmente um ataque contra as forças alemãs, já não mais podia deter o avanço dos blindados para Varsóvia. Na manhã de 10 de setembro, as forças dos generais Kurtrzeba e o general Bortnowski começam a serem cercadas as margens Bzura naquela que ficou conhecida como conhecida como Batalha do Rio Bzura e Batalha de Kutno pelo 1º e 4º DP o 4° exército de Von Kluge e pelo 8° exército de Blaskowistz. Devido ao longo conhecimento, os regimentos de cavalaria poloneses conseguiram matar aproximadamente 1500 soldados alemães. O que obrigou As forças alemãs recuaram por cerca de 20 km ao sul, e permitindo aos poloneses recuperarar as cidades de Leczyca e Piatek os piores combates foram travados entre a 17ª Divisão de Infantaria Polonesa e a 17ª Divisão de Infantaria Alemã em Malachowicze devido a este pequeno revês o alto comando alemão resolve em 11 de setembro enviar o 10° exército Alemão e o 4° exército Alemão, e as reservas para o grupo de exército Sul, como também aviões para reforçar a 4ª frota aérea, para Bzura, na manhã do dia seguinte as forças polonesas alcançaram a linha Stryków – Ozorków. Nesse mesmo dia, o general Tadeusz Kutrzeba fora informado que unidades polonese haviam deixado Lodz com destino a fortaleza de Modlin e assim resolvera alcançar Sochaczew e a floresta de Kampinos.

Cavalaria Polonesa

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Na tarde de 13 de setembro os russos haviam espalhado suas tropas desde a Bielorussia ao norte até a Ucrania ao sul, cubrindo um total 1.400 quilometros de extensão, cada ponto de ataque sovietico estava contituida de artilharia, cavalaria e alguns blindados de combate.

Blindado Polones II Guerra

Travessia do Rio Bzura

Na manhã do dia 14 de Setembro, o grupo do General Wladyslaw Bortnowski no comando da 26ª e a 16ª Divisões de Infantaria atravessou o Rio Bzura nas proximidades mas temeroso que a 26ª divisão fosse atacada pelos tanques alemães ordenou sua retirada, o Exército Pomorze assumiu posições defensivas no norte de Bzura entre os dias 15 e 16 de stembro, estando o general Stanislaw Grzmot-Skotnicki localizado entre Kutno e Żychlin, as forças do general Michał Karaszewicz-Tokarzewski próximo a Gąbin, e as divisões do exército Poznań perto de Sochaczew, todos foram alertados e estavam prontos para deslocarem-se rumo a capital varsóvia, para evitar o fuga das tropas polonesas, os alemães usaram o grosso do 10° exército, 10 blindados, 3 blindados leves e uma divisão motorizada, com o apoio maciço da Luftwaffe. A 1ª Divisão Panzer Alemã a 25ª Divisão de Infantaria polonesa depois de atravessar o Bzura entre Sochaczew e Brochów, conseguindo capturar Ruszki.

Artilharia Alemã

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No cair da noite do dia 17 de Setembro, entre as localidades de Witkowice e Sochaczew ocorreram fortes combates entre forças Polonesas e alemãs.. A 15ª Divisão de Infantaria e a Brigada de Cavalaria Podolska atravessaram novamente o Bzura em Witkowice. Em Brochów a 25ª e a 17ª Divisões de Infantaria também conseguiram traspor o Rio Bzura. A 14ª Divisão de Infantaria defendia Łaziska. De manhã, os alemães apoiados por mais de 300 aeronaves e artilharia pesada. Os alemães atacaram as posições polonesas intensificando os bombardeios o dia inteiro. Após dois dias de uma dura luta, e tendo usado todas as suas munições e ração. Somente poucas unidades polonesas conseguiram sair do cerco. Esses grupos entraram em Varsóvia e em Modlin, atravessando a Floresta de Kampinos protegidos pelo denso bosque. Entre eles estavam os generais Kutrzeba, KnollKowacki e Tokarzewski, duas brigadas de cavalaria e a 15ª e 25ª Divisões de Infantaria. O resto, junto com o general Bortnowski, capitulou de 18 a 22 de Setembro e foram capturados. No total foram capturadas 19 divisões polonesas. O governo Alemão tinha especial interresse no porto de Dantizg, considerado estratégico e um direito alemão e nas minas carboniferas da região da Alta Silésia, invadiram a Polônia, com a ofensiva relampago em menos de um mês as forças armadas polonesas lideradas pelo marechal Smigly-Rydz foram derrotadas, os bombardeios das estradas de ferro da Polônia desorganizou completamente os transportes e as comunicações. As 06:00 de 17 de setembro logo apos a capitulação de soldados poloneses do Grupo de exército Posen em Brest-Litowsk, », a 22ª e a 25ª divisões soviéticas sob o comando do marechal Semion K. Timoschenko vindos da frente Bielorussia atravessaram a fronteira oriental polaca entram na parte leste da Polônia com a alegada intenção de proteger cidadões bielo-russos e ucranianos que ali residiam se dirigiram para o setor de Plissa-Glebokie, no dia 18 atravessam o rio Kamajka e na manha do dia 19 chegam ás cercanias de Vilno, tendo a 6ª divisão sovietica travado um duro combate com tropas fronteiriças polacas antes de alcançar o setor de Rakow, tendo no dia 20 chegado ás proximidades de Berensina, a cidade estava defendida por 08 batalhões de infantaria, 01 batalhão de milicia e pela 20ª bateria anti-carro equipada na epoca com canhões Bofors de 37 mm capaz de perfurar a blindagem sovietica a cerca de 600 metros e era chefiada pelo coronel Janiszewisk, ao meio dia do mesmo dia a 24º cavalaria russa juntou-se ao combate dando aos sovieticos a superioridade numerica e derrotado as tropas remanecentes.

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Ataque realizado por uma aeronave Stuka em território polonês

A 22ª brigada capturou entre os dias 20 e 22 um contingente imenso de prisioneiros, tendo conseguido capturar um esquadrão inteiro de cavalaria no bosque Berzany, este esquadrão pretendia fugir para a Lituania. No dia 18 a 29ª Brigada entra polonia adentra e em marcha forçada chega de surpresa Nieswiez e capturam uma compania de infantaria, mais 40 quilometros e chegam a Baranowicze onde fazem 5.000 soldados poloneses prisioneiros, ao meio dia entram em Kosovo e na tarde chegam a Damanovo.

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Coluna de Blindados Russos

Tendo no dia 20 de setembro outras brigadas sovieticas invadido a polonia partindo de diversos pontos, nesse mesmo dia a 2ª e a 20º brigada motorizada conquista Sokolka, durante o dia 50 tanques BT 7 integrantes da 27º brigada chega ao seu destino as imediações de Grodno, o ataque inicial lançado pelo 27ª brigada era composto de 12 tanques BT 7, 01 BA 10 e por cerca de 64 BTs, as defesas polonesas encaregadas de defender a cidade logram exito em recharçar o ataque sovietico, destruindo varios carros de combate o que fez com que os tanques recuassem para forra da cidade, porém os sovieticos para evitar a destruição de seus tanques por coquiteis molotov lançados por defensores por entre os becos da cidade capturaram varias crianças de um orfanato local e as amaram as torretas dos tanques usando-os como escudo humano, depoimentos de sobreviventes contam que mais de 300 crianças morreram neste dia, as 07:00 da manhã do dia 21 o 101º e 119º regimentos da 20ª brigada motorizada despejou sua artilharia sobre os pontos de resitência entrincheirados nos predios publicos, igrejas e quarteis, no mesmo dia o 101º regimento massacrou 250soldados poloneses entrincheirados em uma estação de trem. No dia 22 os sovieticos entram triunfantes na cidade, os poloneses totalizaram a perda de 550 vidas e 1600 prisioneiros, do lado sovietico foram contabilizados 50 vidas e varios Bts pela 27ª Brigada.

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Para 20ª Brigada 23 baixas e um tanque BT 10, 150 baixas foram creditadas em combate pela 2ª Brigada, após a captura da cidade a 2ª brigada rumou a localidade de Sopockinie, travando duros combates na aldeia de Sylwanowste, tendo os poloneses causado a morte de 30 soldados sovieticos e a destruição de 04 tanques Bt, os sovieticos em represalia capturam e assassinaram o general de cavalaria Olszne-Wilczynski no bosque de Ausgustowsky, no dia 22 o general Krivochen em ato de desafio ordena que 240 carros de combate ocupem a cidade de Brest-Litowski, atual quartel general de Guderian.

Bindado Russo

Coube a 36º Brigada estacionada na ucrania, entrar em solo polones no dia 17 de setembro estabelecendo assim duas frentes de combate, composta por 236 Tanques T 26 e 24 auto metralhadoras, em 18 de setembro chegaram a cidade de fazendo cerca de 6.000 prisioneiros em poucas horas, na tarde do mesmo dia 9.000 soldados poloneses se renderam na localidade de Luck sem um unico disparo, a brigada seguiu noite adentro até a localidade de Wlodmimerz-Wolynski onde uma guarnição de 13.500 homens se renderam na manhã do dia seguinte, ao meio dia do dia 25 atacam Chelo onde 8.000 soldados se renderam, após breve parada rumaram para seu destino final a cidade de Lublin, mas no dia 28 foram detidos pela 4ª divisão de infantaria Alemã e obrigados a 5 de outubro a retormar para os limites estabelecidos no pacto Molotov-Ribbentrop, de acordo com o inventário de guerra a 36ª Brigada sofreu 5 baixas, disparou aproximadamente 2000 projeteis e perdeu somente 2 carros de cambate BA 10 tendo percorrido 710 quilometros, pela fronteira ucraniana os sovieticos também lançaram ao combate a 38ª Brigada, a 24ª Brigada que as 09:00 da manhã do dia 19 de setembro na cidade de Lwow acidentalmente entraram em combate com unidades alemãs, tendo os alemães se retirado da cidade na tarde do dia 20, a 10ª Brigada cruzou o rio Zbrucz na tarde do dia 17 e no final do dia 18 capturam 5.000 soldados pertecentes a 12º divisão de infantaria polonesa, no dia seguinte capturam 5 canhões e toda uma bateria antiaerea mais 2.500 soldados, a 26ª brigada na tentativa de impedir que tropas polonesas fugissem para a Romenia mantiveram duros combates nas localidade de Buczacz e Zizmonierz, tendo suas metralhadoras derrubado 02 aviões polacos, e a 23ª Brigada capturou mais de 11.000 soldados e cerca de 6 aviões, chegando a percorrer 140 km em um unico dia.

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Após massacrar as já combalidadas tropas polonesas os russos dividiriam o pais ao meio conforme o plano definido pelo Pacto Molotov-Ribbentrop assinado em agosto. O general Lagner após receber do marechal Boris M. Schaposchnikov garantia de livre retirada para território Romeno capitulou ante o marechal Timoschenko, porém cerca de 217.000 soldados polacos desapareceram sob o acordo com os russos. No mesmo dia o marechal Smigly-Rydz foge para a Romênia para se encontrar com o resto do exercito polonês. Antes porém emite ordem de que seus soldados não entrem em combate direto com tropas soviéticas e rumem o quanto antes para a Hungria e a Romênia para posteriormente formar novo exercito, esta ordem seguramente devido à destruição da rede de comunicação polonesa não chegou em tempo hábil a todas as frentes de combate. 10 dias depois da invasão a Capital polonesa estava sob cerco alemão, destruida por sucessivos bombardeios e incendios cusados pelas bombas, sem alimentos e remedios no dia 27 de Setembro de 1939 a Polônia entrega sua capital, e a fortaleza de Modlin, coube a ultima resistência ao general Wiktor Thommée, Por nove dias de combates e de sangrenta luta nas proximidades de Lemberg. A encarniçada resistência organizada nos bosques de Janov pelo general Bronislaw Prugar-Ketling “Cavaleiros contra Tanques”, seguida pela obstinada defesa dos soldados polacos em pequenos pontos de apoio em Westerplatte, Oxhöft e Hela que debaixo de fogo continuo dos veículos militares de «Schleswig-Holstein» e «Schlesien», haviam se constituído em atos heróicos de sacrifício porém inútil para salvar a Polônia da ocupação nazista. Pouco tempo depois as baterias da fortaleza de Modlin se silenciaram. No dia seguinte, depois de pouco mais de 20 dias após a invasão os comandantes poloneses assinam a rendição, deixava então a Polônia de existir como estado independente. Mas somente em 02 de outubro e que se rendia o pequeno porto militar de Hela sob o comando do valente almirante Unruh, certos indícios mostram que Esquadrões de Ação Especial, os chamados Einsatzgruppen, estiveram na Polônia exterminando de forma arbitrária setores da elite intelectual polonesa e integrantes da comunidade judaica antes do inicio das hostilidades, os ataques russos e alemães causaram à Polônia cerca de 70.000 mortes, entre civis e militares, e 130.000 feridos, 694.000 prisioneiros dos Alemães e 217.000 nas mãos dos Russos, do lado alemão são contabilizados 10.572 mortos, 30.322 feridos e 3.409 desaparecidos em combate. Não se conhece com exatidão o numero de soldados polacos desarmados pela Wehrmacht.. Aproximadamente 60.000 poloneses fugiram para Lituânia e Letônia. Outros 100.000 foram para territórios húngaros e Romenos.

Blindados Atravessando um lamaçal

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Terminada a fase de invasão é nomeado para chefiar as tropas de ocupação na Polônia o general Blaskowitz, que após receber denuncias de atrocidades cometidas contra a população faz condenar à morte os membros das SS, culpados de atrocidades, Hitler o repreende em nota de protesto que lhe cortará a carreira militar. Sendo substituído posteriormente por um governo militar chefiado pelo capitão general Gerd Von Rundstedt.

Soldados Alemães após a capitulação Polonesa

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Populares próximos a um blindado soviético.

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"A população está vivendo uma vida pacífica e mantendo suas características nacionais."

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No inicio do conflito o exército polonês estava assim militarmente constituído: 18.000 oficiais e 35.000 suboficiais na ativa. Após o inicio das hostilidades: 1.700.000 militares entre oficiais e demais praças. Infantaria: 39 divisões – 5 brigadas independentes – 1 regimento independente – 7 batalhões de caçadores – 7 de metralhadoras – 9 de guarnição e 40 de “defesa nacional” Cavalaria: 11 brigadas – 1 regimento independente Artilharia: 10 Estado-Maior de Comando de Artilharia - 31 regimentos de artilharia de campanha (3 grupos de 3 baterias cada um) (cada bateria, 4 peças) - 3 grupos de campanha, independentes - 10 regimentos de artilharia pesada - 6 grupos de artilharia pesada, independentes - 1 regimento de artilharia motorizada - 1 regimento de artilharia pesada motorizado - 11 grupos de artilharia - 1 grupo e 1 bateria, independentes de reconhecimento Tropas blindadas: 2 brigadas motorizadas - 1 companhia blindada por cada brigada de cavalaria - 3 agrupamentos de tanques (11 batalhões no total) - 20 trens blindados (11 de verdadeiro valor militar) Total de elementos blindados: 169 tanques 7TP, 50 tanques Vickers, 67 tanques Renault, 693 carriers, 100 autos blindados, 146 caminhõesoficina, 71 tratores e 110 transportadores de tanques, 552 reboques-cisterna, 22 locomotivas (11 blindadas), 33 vagões blindados de combate, 22 plataformas para artilharia e 90 vagões especiais. Artilharia antiaérea: 31 baterias de 40mm - 11 seções de 40mm - 20 baterias de 40mm, semi-motorizadas - 8 grupos de 75mm - 86 companhias de metralhadoras antiaéreas. Engenheiros: 33 batalhões - 54 companhias independentes - 23 seções de parque - 20 trens de pontes leves - 4 trens de pontes pesadas - 1 batalhão motorizado - 6 companhias motorizadas - 3 de projetores 2 batalhões de ferroviários - 1 de eletro técnico e 1 de exploração de usinas elétricas. Comunicações: 1 regimento de radio - 4 batalhões telegráficos, independentes - 6 companhias de reserva 30 telegráficas - 12 esquadrões de comunicações. A força aérea Polonesa resumia-se a cerca de 420 velhos aparelhos. Os únicos relativamente modernos são uns poucos caças P-24. Contra nove divisões blindadas, os poloneses podiam colocar apenas uma dúzia de brigadas de cavalaria e um punhado de tanques leves.

Caça PZL P.24
Polônia Comprimento:7,6 m Altura: 2,69 Motor: um Gnome-Rhône 14 N07 radial, 970 h.p. Peso vazio: 1.332 kg Peso carregado: 1.915 kg Velocidade máxima: 430 km/h Teto de serviço: 10.500 m Alcance normal: 800 km Armamento: dois canhões de 20 mm e duas metralhadoras de 7,92 mm

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Ultimato aliado O texto oficial da nota britânica é o seguinte: “Nas primeiras horas de hoje o chanceler alemão fez uma proclamação ao Exército alemão, na qual se indicava claramente que era iminente um ataque à Polônia. “As informações recebidas pelo Governo de Sua Majestade e pelo Governo francês mostram que as tropas alemães já cruzaram a fronteira polonesa, o que foi seguido por ataques às cidades polonesas. “Sob tais circunstâncias, os Governos do Reino-Unido e da França crêem que o Governo alemão, por esta ação, criou uma condição que se pode qualificar de agressiva e de atos de força contra a Polônia, ameaçando a independência desse país, que solicita a ajuda do Reino-Unido e da França, pedindo-lhes que empreguem todas as suas forças em defesa da Polônia. “Por tal razão, devo informar a Vossa Excelência que, a menos que o Governo alemão suspenda a sua ação agressiva contra a Polônia, e que esteja disposto a retirar suas forças do território polonês, o Governo de Sua Majestade no Reino-Unido cumprirá, sem vacilações, as suas obrigações para com a Polônia”

Assim, em 03 de Setembro de 1939 a Inglaterra e a França cumprindo o pacto de auxílio assinado no mês de Março do mesmo ano com Romênia, Grécia e a Polônia, as duas potências declararam oficialmente guerra à Alemanha nazista. E no dia seguida as excolônias inglesas da Austrália, Índia, Nova Zelândia, África do Sul e Canadá também ingressaram oficialmente na luta contra o Reich. Uma delegação composta por cerca de 20 paises do continente americano realizou a Conferência do Panamá, na qual assinaram a presente declaração na qual somente proibia a entrada em seus portos de submarinos das nações beligerantes e estabelecia uma zona limítrofe de segurança ao redor do continente com cerca de 480 quilômetros, neste acordo não constava o Canadá e as demais colônias dos paises europeus em guerra.

Aliados envolvidos no conflito após a invasão da Polônia.
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Polônia: 1939, 1 de Setembro Reino Unido: 1939, 3 de Setembro França: 1939, 3 de Setembro Austrália: 1939, 3 de Setembro Nova Zelândia: 1939, 3 de Setembro Nepal: 1939, 4 de Setembro África do Sul: 1939 6 de Setembro Canadá: 1939 10 de Setembro

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Eixo envolvido no conflito Alemanha Nazi, Führer Reichskanzler Adolf Hitler (últimos dias da guerra, Almirante Karl Dönitz) Japão, sob o Primeiro-Ministro Hideki Tojo e o Imperador Hirohito

Em 28 de setembro de 1939 após conseguir assinar um pacto de ajuda mutua com a Letonia, Lituania e Estonia os russos começam a ocupar bases militares nestes estados enviando para lá cerca de 85.000 soldados. Com a claro intenção de agradar as populações locais juntamente com os militares foram enviados engenheiros, construtores, escriturários, bem como grupos de baile e teatro. Apartir desta consolidação o governo russo passou a exercer grande pressão sobre a Finlândia para que aceitasse condições semelhantes. Batalha no rio da prata “Uruguai”. A 30 de setembro de 1939, o Graf Spee encouraçado de Bolso da Kriegsmarine construído em 1934, nave irmã do Deutschland e do admiral Scheer, em incursão no atlântico sul sob o comando do Capt. Hans Langsdorf navegando na costa brasileira, na altura do estado de Pernambuco, inadvertidamente afundou o cargueiro Clement. Capturou o Newton Beech, afundou o Huntsman, o Trevanion e o petroleiro África Shell, na costa de Lourenço Marques. Doric Star e Tairoa, próximo a Santa Helena. Após o último encontro com o seu navio de reabastecimento, o Altmark, o Graf Spee seguiu para o Rio da Prata, onde afundou, o Streonshalh. Uma formação de busca ao vaso alemão havia sido criada sob o comando do Comodoro Harwood se posicionava a sua procura próximos ás ilhas Malvinas e a região da desembocadura da bacia do prata, esta força tarefa era formada pelos cruzadores: o Ájax, o Achilles e Exeter, ficando um quarto cruzador na base naval inglesas das ilhas Fanklans. Dseta força de busca o mais bem armada era o cruzador Exeter dotado de seis canhões de 203 mm e oito canhões de 102 mm, com 4 canhões antiaéreos Bofors de 40 mm e oito de 20 mm, um hidroavião e tripulação de 850 oficiais e marinheiros. O primeiro encontro naval entre os vasos de guerra deu-se no dia 13 de Dezembro e o resultado inicial da batalha foram os danos causados ao maior cruzador inglês o Exeter que seriamente avariado teve que se retirar para a base naval das Falklans para reparos, ficando a perseguição ao longe por conta dos vasos Ájax e Achilles ao Graf Spee, seu comandante após ter enfrentado os três cruzadores o encouraçado alemão rumou para o porto neutro do uruguaio de Montevidéu, na foz do Rio da Prata.

Admiral Graf Spee navendo no Atlantico Sul

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O Graf Spee – 16,400 Ton em carga máxima, 186 metros de comprimento, velocidade de 28 nós ( 51.885 Kh),6 Canhões 280 mm, 8 de150 mm, 6 de 88/105 mm AA, 8 de 37 mm AA e 8 tubos lançadores de torpedo de 533 mm.

Ao chegar ao porto uruguaio o comandante do Admiral Graf Spee solicita a permanencia pelo prazo de 72 horas para que sejam feitos reparos com a finalidade de darlhe condições para navegação em alto mar, o prazo fora concedido até ás 18 horas do dia 17 de Dezembro de 1940, durante este tempo os vasos inglêses fundiados no estuário do rio da prata receberam a ajuda do cruzador Cumberland, que havia ficando em reparos no porto da ilha Falklands, ás 17:30 pouco antes de vencer o prazo dado pelo governo uruguaio o Graf Spee levanta ancora e posiciona em ambos lados as bandeiras de combate, sem serem percebidos pelos barcos inglês a tripulação após preparar os explosivas para auto-detonação retorna para terra firme, e ás 18 horas no estuário do rio da prata uma forte explosão parte o vaso alemão em 2, no dia 21 do mesmo mês o comandante da kriesgsmarine Capt. Hans Langsdorf suicida-se com um tiro de revolver na cidade Argentina de Buenos Aires, sendo o resto de sua tripulação posteriormente repatriada.

Explosão do Graf Spee na bacia do Rio da Prata

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Tropas Finlândesas frente ao avanço Russo

Russos na Finlândia

Em 05 de outubro de 1939, Molotov propõe a Juho Kusti Paasikivi chefe da delegação Finlandesa em Moscou entra que seus respectivos governos assinem um pacto de ajuda mútua, semelhante ao que a URSS assinara com os países bálticos. O tratado equivaleria, de fato, a estabelecer um protetorado soviético sobre a Finlândia. Durante a reunião Molotov apresenta a Paasikivi às exigências soviéticas, pelas quais ficava clara a verdadeira intenção soviética, a URSS tinham especial interesse no em estabelecer uma base aeronaval no estratégico porto de Hango, situado na entrada do Golfo da Finlândia. E para poder manter segura esta futura base aeronaval exigia da Finlândia a entrega de uma série de ilhas naquele golfo e de extensa faixa de terra no istmo da Carélia. Em contrapartida concederia à Finlândia alguns quilômetros de terras desertas ao norte do Lago Ladoga e a autorizaria a fortificação das ilhas Aland, situadas no golfo de Bótnia. A resposta do governo finlandês foi negativa quanto a arrendar o porto de Hango, mais a Finlândia aceitava a concessão de algumas ilhas e a retificação de fronteiras no Istmo da Carélia, com seus 96 km de largura, diante da negativa finlandesa em ceder a suas pressões molotov encerrou a negociações, posteriormente a 13 de novembro de 1939, tendo recebido informações de que tropas do Exército Vermelho já se achavam dispostas na fronteira com a Finlândia, prontas para entrar em ação. O primeiro-ministro Aino Cajander ordenou a mobilização de 200 mil reservistas.

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Em 26 de Novembro de 1939 os russos alegam que tropas finlandesas atacaram o solo soviético com tiros de canhão causando a morte de um grupo de soldados baseados no povoado russo de Mainila, no istmo da Carélia, o que ficou conhecido como incidente de Mainila. Usando deste ato, tal como os Alemães fizeram ao atacar a Polônia os Russos resolvem atacar o território finlandês. No dia 27 a fim de evitar novas provocações o governo da Finlândia e intimado pelo governo russo a retirar todas as suas tropas a uma distância de 25km da fronteira, a 28 de novembro a governo de Helsinque, informa a Moscou que, de acordo com as investigações realizadas, ficou comprovado que os disparos por canhões “não identificados” e localizados dentro do território soviético. Por conseqüência, a Finlândia só concordaria em retirar as suas forças da fronteira se os russos também o fizessem. Molotov, no dia seguinte denunciou a quebra do pacto de não agressão firmado entre a URSS e a Finlândia em 1932. As 7:00 da manhã de 30 de novembro, seguindo os planos do chefe do Estado Maior russo marechal Schaposchnikow, inesperadamente a aviação russa estacionada nos campos da Carélia Oriental e de bases aéreas em território estoniano bombardeiam as cidades finlandesas de Helsinque, Hanko, Kotka, Enso, Kittilä, Petsamo e muitas outras pequenas cidades fronteiriças. O ataque foi seguido pelo bombardeio realizado contra a cidade de Helsinque e demais cidades costeiras pelos encouraçados russos «Oktjabrskaja Revoluzja» e «Marat» pertencentes á frota naval do mar báltico. No mesmo dia cerca de 400.000 soldados pertencentes ao exército vermelho apoiados por 3.000 carros de combate romperam os limites de fronteira e avançaram em território finlandês.

Blindados Russos durante a invasão á Finlândia

O comandante-chefe das forças soviéticas, general Semion K. Timoschenko. Utilizando a ferrovia Leningrado-Murmansk nas costas do Ártico. Imediatamente concentrou os efetivos de quatro poderosos exércitos sobre as extensas fronteiras da Finlândia Ao longo desta ferrovia concentrou provisões que serviriam para abastecer as tropas russas destacadas nas desérticas e geladas regiões do norte da Finlândia.

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O 7° exército e o maior deles na região do istmo da Carélia ao golfo da Finlândia. Era composto de11 divisões de infantaria, 01 corpo motorizado e 03 brigadas de tanques, o 7° exército também ficara incumbido de conquistar a capital Helsinque e as ricas regiões do sul da Finlândia. Ao norte do lago Ladoga, o 8°, composto de seis divisões de infantaria, sua missão era atacar pela retaguarda as divisões finlandeses que defendiam a linha Mannerheim. Frente da Finlândia estava o 9° Exército, composto de 06 divisões de infantaria e 01 brigada blindada. Destino os portos de Tornea e Oulu, no golfo de Bótnia e cortar as comunicações com a Suécia e a Noruega, principais fontes de abastecimento para os seus exércitos. Ao norte, nas costas do Ártico, o 14° exército, integrado por 03 divisões de infantaria e fortes unidades blindadas, destino porto de Petsamo, com a clara finalidade de evitar um possível desembarque auxiliar franco-inglês. O porto de Petsamo localizado nas costas do Ártico, era guarnecido por uma pequena companhia de infantaria, armada com dois canhões médios modelo 1887. Na manhã de 30 de novembro, ao cruzar a fronteira o 14º Exercito russo avançou pela planície gelada, sendo apoiados por uma frotilha de cruzadores que da costa desencadeou um violento bombardeio. Diante da esmagadora superioridade militar russa, a guarnição finlandesa foi obrigada a abandonar sua posição de defesa no destacamento do porto de Petsamo dirigindo-se o mais rápido possível para o interior do país. Uma divisão blindada pertencente ao 14° Exército russo violentamente castigada por tempestades de neve e uma temperatura de 50º negativos foi duramente atacada por 15 dias pela guarnição que havia abandonado o porto de Petsamo, obrigando uma coluna russa a entrincheirar-se na cidade de Nausti, onde permaneceu até o fim da guerra. Um erro militar havia sido cometido pelos comandantes russos ao afirmarem que soldados russos nascidos próximos à fronteira com a Finlândia não poderiam ser enviados para lutar contra tropas finlandesas, para suprir esta lacuna convocaram soldados oriundos de regiões mais ao sul, os quais não possuíam conhecimento algum sobre combates em florestas e bosques cobertos de neve e a temperatura extremamente baixa desta inóspita região.

Soldado Russo prisioneiro de tropas Finlandesas

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Tropas Finlandesas deslocando-se para a Fronteira

A Finlândia estava para ser atacada simultaneamente pelo norte, centro e sul e deveria cobrir uma faixa de combate de 1.400 km de extensão com seu reduzido exercito composto na época por apenas 12 divisões de infantaria, alguns tanques obsoletos e 170 aviões. Sua única vantagem era combater no seu próprio território o que com certeza constitui-se em uma das principais causas de suas surpreendentes vitórias sobre os russos. Deveria o exercito Finlandês concertar suas melhores tropas de Salla ao entroncamento ferroviário de Kemijaerv. Era certo que forças russas avançariam por ali com a finalidade de alcançar o golfo de Bothnia.

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Patrulhas Finlandesas

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Os finlandeses concentraram na região do istmo das Carélias 05 divisões de infantaria, e mais uma divisão de reserva. Sob o comando do general Oestermann, que para não ser atacado pela retaguarda na linha Mannerheim posicionou duas divisões de infantaria. As fortificações da linha Mannerheim. Estendiam-se por cerca de 125 km protegidas pelas margens dos lagos: Muola, Vuoski e Suvanto. Os pontos fortes eram a cidadela de Muolaa ao centro, as defesas de Taipale no lago Ladoga, e os fortes de Koivisto no golfo da Finlândia. Possuía 90 grandes casamatas de cimento armado, unidas entre si por uma intrincada rede de trincheiras, redutos, ninhos de metralhadoras e refúgios escavados em terra e reforçados com grossos troncos, fossos antitanque, campos minados e redes de arame farpado. Equipadas com canhões de 12 a 15 cm, baterias com canhões russos de 25 cm, antes do inicio do conflito a linha havia recebido melhoramentos projetados pelo especialista em fortificações o coronel Belga Albert Badoux, com grande experiência reunida durante a guerra do Chaco na América do Sul (1932-1935). Violentos Ataques diretos do exercito vermelho somente foram levados a cabo no dia 06 de Novembro quando 04 divisões de infantaria e 01 corpo motorizado integrante do exercito chefiado pelo general Grendal avançou na região oriental do istmo, no setor da cidade de Taipale, situada às margens do lago Ladoga. E desferiu-lhe 16 sucessivos ataques entre o dia 06 e 13. A 17 de Dezembro na região central da Finlândia, duas divisões oriundas do 9° Exército lançaram-se ao ataque contra o centro de comunicações de Rovaniemi, para cortar o país em dois e ocupar as costas do golfo de Bótnia. Foram rechaçados a 100 km da cidade por um grupo de milicianos e obrigados a bater em retirada até a localidade de Sala, próxima à fronteira. Mais ao sul depois de intensos 15 dias de combate, mais precisamente nos arredores da cidade de Suomusalmi, um regimento Finlandês sob o comando do general Siilasvue impõe ao 8º exercito vermelho uma vergonhosa derrota ao deter o avanço nas margens do lago Ladoga, de três divisões russas. Durante a guerra a falta de material era um grande problema para as tropas finlandesas, Uma das perdas mais marcantes na história militar é o tão chamado «Incidente de Raatteentie», durante a batalha de Suomussalmi. Quando a 44.ª Divisão de Infantaria Soviética, composto por 25 mil soldados foi completamente destruída após marchar por uma estrada estreita de uma floresta até a uma armadilha da unidade finlandesa Osasto Kontula de apenas 300 homens. Esta pequena unidade parou o avanço da Divisão Soviética, enquanto o Coronel finlandês Siilasvuo e a sua 9.ª Divisão de 6 mil homens cortou a rota de retirada soviética, dividindo a força inimiga em unidades menores, destruindo unidade por unidade. Devido a esta manobra militar foi somada as tropas finlandesas 43 carros de combate, 71 canhões de artilharia e de defesa antiaérea, 29 canhões anti-carro, VBTPs, tratores, 260 caminhões, 1170 cavalos, armas de infantaria, munição, material de comunicações, medicamentos e botas de inverno. Ambos conquistados das divisões russas vencidas. Nas localidades de Tolvajärvi, Suomussalmi, Kairinoja e Salla as tropas russas sofreram grandes baixas, soldados finlandeses suportavam melhor o frio das noites de inverno escondidos nos bosques do norte, soldados finlandeses tinham a sua própria roupa de inverno, e passavam a maior parte da sua vida na floresta, deslizando na neve com seus esquis chegavam silenciosamente próximo a taques e carros de combates russos para aremeçar-lhes um composto inflamável que ao atingir o alvo transformava-o em uma imensa bola de fogo, retirando logo após gritar “este Cocktail e para Molotov» daí o nome «Cocktails-Molotov».

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No dia 19 de Dezembro tropas pára-quedistas russas disfarçadas com uniformes Finlandeses tentam assegurar o desembarque de marinheiros russos na ilha de Koivisto na entrada do fiorde de Viipuri. Tanto os grupos de sabotagem quanto as tropas páraquedistas foram completamente eliminadas pelos soldados finlandeses. Entre o dia 19 e 23 os russos impõem sucessivos ataques as fortificações Finlandesas os quais após pesadas baixas são obrigados a recuar.

Paraquedistas Russos lançados em território Finlandês

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No final do mês de dezembro de 1939 o recém nomeado comandante-chefe o marechal Voroshilov. Enviou o 13°, para o istmo da Carélia, aumentando sensivelmente o numero de tropas sob as ordens do general Timoshenko. Durante todo o mês de janeiro de 1940 o exercito russo realizou seguidas investidas contra as fortificações na linha de Mannerheim, tendo estes ataques sido intensificados nos dias iniciais de fevereiro, principalmente em 05,08,09 e 10 quando os soldados encontravam-se combatendo contra os últimos redutos. O grande general Timoshenko parecia não se preocupar com as milhares de mortes levadas a cabo para assegurar sua vitória militar. No mês de Janeiro com a nomeação do marechal Kliment Worosclov os russos mudaram a tática de ataque para romper as barreiras defensivas da linha Mannerheim, tendo em 1o de fevereiro todo o peso da ofensiva russa sido lançada em um ataque frontal contra a linha Mannerheim. Taticamente o general Timoshenko percebeu que deveria conquistar a margem direita norte do lago Ladoga. Entre se encontrava posicionado o IV Corpo de exército finlandês sob o comando do general Hägglund, uma vez derrotado abria-se uma fenda para que tropas russas avançassem pela linha Mannerheim, para tal missão incumbiu o general Stepan Kondratiev, chefe das forças blindados, sob seu comando fora alocado a 34.ª Brigada de carros de combate, o 18.º Regimento de infantaria de Jaroslawsk, vários oficias da academia militar e alguns batalhões de pára-quedistas, o avanço foi executado em condições precárias e em temperatura de 37º negativos com uma espessa camada de neve por sobre o campo terminado em fracasso, tendo sido aniquiladas quase todas as unidades russas. Às 8:30h do domingo de 11 de Fevereiro, Timoshenko havia concentrado frente ao lago Ladoga 25 divisões, 3.000 carros de combate e 320 canhões, desencadearam um bombardeio arrasador. Em poucas horas 300 mil granadas caíram sobre as trincheiras finlandesas destruindo as principais casamatas, entre os dias 15 e 16 as forças finlandesas incumbidas de defender a linha de Mannerheim visto que não conseguiriam resistir a novo e maciço ataque russo, abandonaram suas posições e estabeleceram nova posição de defesa ao sul da baia de Viborg e na fortaleza de Koivisto sob o comando do general Hägglund , tendo a primeira grande brecha sido aberta pelo exercito vermelho na localidade de Summa, em 25 de fevereiro o marechal Voroshilov ordenou que tropas russas baseadas de ilhas de Sursari, Lavansari e Seikiari apoiadas por fortes formações de tanques avançassem sob Viborg cortando caminho sobre a espessa camada de gelo da baia, a certa distancia os finlandeses abriram fogo com os seus canhões de 30cm. As gigantescas granadas explodiram abrindo enormes fendas no gelo, de subido o comandante da unidade russa pensa que a artilharia finlandesa esta a errar seus tiros, para em seguida quando já muito tarde perceber a real intenção dos disparos de artilharia, impossível salvar os seus homens. Pelos quais desapareceram, afundando-se nas águas geladas, companhias inteiras de soldados e centenas de tanques e caminhões russos. Em 26 de fevereiro os finlandeses finalmente admitiram a perda de Koivisto para as tropas russas. Os combates seguiram-se até o dia 07 de março quando o exército finlandês esgotou totalmente a sua capacidade combativa. A 13 de março, cessou o fogo em todas as frentes.

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A Morte Branca

Mas durante os anos que se seguiram soldados e civis finlandeses continuaram a resistir ao exercito vermelho, entre os quais destaca-se o nome de Simo Häyhä, para os soldados russos "Valkoinen Kuolema" ou simplesmente “morte Branca”. Não se precisa com exatidão à data de nascimento deste exímio sniper, provavelmente Simo Häyhä nasceu em 17 de dezembro de 1905 na pequena cidade fronteiriça de Rautajärvi, Finlândia. Em 1925 aos 20 anos de idade com apenas 160 cm o Sr. Häyhä entrou para o exercito finlandês para cumprir um ano de serviço obrigatório, dando baixa no ano seguinte com o posto de cabo, Depois de dar baixa, Simo Häyhä entrou para a guarda civil finlandesa na cidade de seu nascimento. Durante a Guerra do Inverno Simo Hayha foi convocado para servir ao comando da 6° Companhia JR 34 no Rio Kollaa. Tendo participado efetivamente do " Milagre de Kollaa," local onde tropas finlandesas sob as ordens do general Uiluo Tuompo mostraram ao mundo suas ações mais heróicas enfrentaram o 9° e 14° Exércitos soviéticos compostos por 12 divisões e aproximadamente 160.000 homens. A defesa finlandesa desta região chave chegou ao ponto de que " 32 finlandeses lutaram contra 4,000 soldados soviéticos na famosa batalha de "Killer Hill ". esta terra coberta de neve, uma região inóspita para muitos, eram as terras de caça de Simo Häyhä.

Ao sniper Simo Häyhä são oficialmente atribuídas 542 mortes durante os 100 dias que durou a guerra de inverno entre a Finlândia e o exército soviético, tendo sido afastado do exercito em 03 de Junho de 1940 após receber um tiro na face disparado por um atirador soviético, ao qual caçou e matou mesmo estando ferido, Simo Häyhä morreu em 1º de Abril de 2002, aos 96 anos.

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Os soldados russos, levados pela fome, para recuperar munição, remédios e alimentos levados por pára-quedas arrastados pelos fortes ventos de inverno arrastam-se até eles para recuperá-los. Porém a terrível habilidade dos finlandeses no uso de armas longas. Exímios atiradores, acostumados à caça desde a infância, com pontaria certeira abatem nos gélidos campos da Carélia os soldados russos, um após outro. Mas os soldados russos, acostumados à disciplina férrea, à fome e aos padecimentos mais cruéis impostos pela guerra, resistem sempre, com resignação oriental, disparando os seus escassos projéteis e alimentando-se de forma precária. Seus comandantes talvez não fossem equivalentes aos comandantes finlandeses, mas sem duvida alguma soldados russos eram páreo igual aos soldados finlandeses, com o diferencial de que os Finlandeses lutavam para defender seus lares do invasor, por isto tinham resistência tenaz. Em 13 de março. São 11 horas. Tropas russas sitiadas em pequenos bolsões, são surpreendidas com o repentino calar das armas de fogo dos finlandeses, logo a seguir em vários pontos surgem pequenas bandeiras brancas, um alegria imensa toma contar dos já fadigados soldados russos quando lhes é comunicado que os parlamentares finlandeses haviam assinado o armistício, de tanta alegria os russos procuram abraçar os parlamentares, mas estes os repelem e, com dificuldade, evitam que os russos lhes apertem as mãos. Aqueles camponeses russos esgotados pela fome, procuram apertar as mãos dos que são de certo modo, os seus salvadores. Apressadamente, as colunas russas retiram-se para o território do seu próprio país., aquela massa de homens abandona o país que seus dirigentes haviam acreditado ser presa fácil sem saber que a mais difícil das guerras ainda estava para ser travada frente às tropas alemãs A resistência finlandesa tornou-se exemplo para homens de muitas nações, não se tem o total exato mais aproximadamente o general sueco general Ernest Linder, conseguiu enviar 8.000 voluntários. Contingentes de voluntários também vieram da Noruega, Dinamarca e Espanha. Armas foram enviadas pela Hungria e pela Itália, dinheiro dos Estados Unidos da América, aproximadamente 11.500 voluntários de 26 nações formaram na Finlândia a “Legião Estrangeira Sisu”. Sem o auxílio pronto, em armas e equipamentos, que nos foi dado pela Suécia e as potências ocidentais, a nossa luta até esta data teria sido concebível... Somos orgulhosamente cônscios do dever histórico, que continuaremos a cumprir - a defesa daquela civilização ocidental que tem sido nossa herança por séculos; mas também sabemos que pagamos até o último níquel qualquer dívida que porventura tenhamos contraído com o Ocidente. Marechal general de campo Freiherr Carl Gustav Mannerheim “Barão Mannerheim” em seu pronunciamento ás exaustas forças finlandesas: Em 06 de Março uma comissão Finlandesa formado por Risto Ryti, Juho Paasiviki, Rudolf Waldén e Väinö Voionmaa. Dirigiu-se até Moscou para assinar o armistício junto a Molotov, Andrei Schdanov e o general Alexander Wassilevski. Stalin manteve-se em segundo plano.

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O Rigoroso inverso na Finlândia

A invasão da Finlândia custou aos russos 1 milhão de homens, contra 25 mil finlandeses. Para o soldado Finlandês é a bravura do homem que defende a sua terra, os seus filhos o seu direito à liberdade. A Finlândia invadida e conquistada única e exclusivamente pelo fato de que a URSS cobriu os campos recobertos de neve com soldados para serem mortos

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Tropas Finlandesas – Guerra de Inverno

Forças empregadas durante a invasão á Finlândia Exército FINLANDES 12 - 13 divisões 10 batalhões guarda-fronteira - soldados com idades variando de 15 a 65 anos. Marinha 02 guarda-costas de 3.900 toneladas 05 submarinos 25 navios varredores 07 lanchas torpedeiras 10 quebra-gelos Aviação Aviação 170 aviões - 40 de exploração. - 60 de caças - 70 bombardeios leves 600 - 800 aviões Exército SOVIÉTICO 28 - 30 divisões 06 brigadas de tanques 02 a 03 divisões mecanizadas - idade dos soldados: 20 a 23 anos Marinha (no mar Báltico) 02 encouraçados de 23.000 tonels. 01 cruzador de 5.600 ton. 35 destróieres 70 submarinos

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A Conquista da Noruega Na noite de 13 de dezembro de 1939, o então almirante Raeder, Comandante chefe da marinha alemã (Kriegsmarine), encontrou-se secretamente na Noruega com o líder fascista Vidkun Quisling. A intenção do almirante Raeder era obter o apoio de Quisling e de seus partidários na ocupação Norueguesa pelas tropas alemãs, em contrapartida o Almirante comunicou ao líder fascista que o serviço de informações Alemão havia descoberto um plano das forças britânicas para um desembarque em escala na Noruega, em 14 de dezembro de 1939 após receber o apoio de Quisling o próprio Adolf Hitler o recebeu para uma longa reunião, na qual foi discutida a invasão a Noruega e Dinamarca, fato este ordenado pelo próprio Furher na mesma data aos chefes da Wehrmacht, porém devido a fatores externos somente em 27 de Janeiro de 1940 e que o Marechal Wilhem Keitel foi encarregado de formar um gabinete com representantes das 03 armas e um representante do serviço secreto alemão, presidia este gabinete o Almirante Krancke e foi dele a ordem final sob a supervisão de Hitler para o inicio em 16 de Fevereiro da operação Weseruebung. A ocupação da Noruega era de vital importância para o Fuher, sendo a marinha mercante norueguesa a quarta maior do mundo, e a rota do minério de ferro sueco das minas de Kiruna y Gällivara passarem pelo porto de Narvik, tais minas em meados de 1938 representavam cerca de 10 milhões de toneladas de minério de ferro importados pela Alemanha.

“Marechal Wilhem Keitel (Generalfeldmarschall) geralmente era tido como um oficial fraco, que tinha pouca experiência militar tática e ficou conhecido como lacaio de Hitler”.

Um fato ocorrido antes e que principiou a ordem para a invasão foi o fato de um destróier alemão a 16 de fevereiro ter sido avisado por aviões britânicos de reconhecimento que a flotilha deslizava pela costa norueguesa ao sul de Bergen, rumo a Hamburgo, três destróieres britânicos em caça aos navios alemães foram barrados por um navio armado Norueguês cujo comandante exigiu que os britânicos respeitassem as águas territoriais da Noruega. Durante o período das discussões, o Altmark ancorou em um fiorde próximo; tendo os navios britânicos que se afastarem para além do limite de três milhas e radiografaram esperando por ordens ao almirantado. Na noite do mesmo dia o capitão de fragata Philip Vian comandante do destróier Cossack, da marinha real britânica solicitou ao navio patrulha norueguês que o cargueiro armado alemão Altmark navio auxiliar do encouraçado alemão Graf Spee fosse levado a Bergen e posteriormente revistado a procura de 300 marinheiros aliados capturados no Atlântico Sul depois que sete navios ingleses foram destruídos pelo cruzador de bolso. Pedido recusado tanto pelo navio Norueguês quanto pelo Altmark, por ordem direta de Churchill ao capitão Vian, concisa e clara. O Altmark será revistado, qualquer que seja a reação dos vasos noruegueses. “Se um torpedeiro norueguês se interpõe, passe-lhe ao largo. Se o ataca, responda-lhe”.

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O capitão do destróier britânico avança rumo ao Altmark que após esboçar resistência foi prontamente dominado e após uma rápida inspeção, ficou comprovar que o informe dos barcos de guerra noruegueses eram mentirosos, tendo em seus porões sido achados 299 marujos britânicos, muitos deles em sérias condições físicas causadas pelas fadigas penosas do aprisionamento, a frota inglesa após o Fato que abalou sensivelmente as relações entre a Inglaterra e a Noruega retirou-se para bases navais inglesas, sete marinheiros alemães foram mortos nesta ação.

Cargueiro armado alemão Altmark, 16 de Fevereiro de 1940.

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O veterano general Nikolaus Von Falkenhorst recebeu em 21 de fevereiro o comando das forças que seriam usadas na invasão. Pelos planos traçados pelo general Von Falkenhorst No ataque seria usado cinco divisões, cada uma ficou incumbida de tomar os portos noruegueses de Oslo, Stavanger, Trondhein, Bergen e Narvik. Em 9 de abril, às 5:20 da manhã. Após uma reunião entre Von Falkenhorst, Raeder e Goering, foi constituído no comando da esquadra alemã o vice-almirante Gunther Lutjens, que em apoio ás tropas de assalto do Exercito dividiu seus efetivos em cinco frotilhas, e mais uma frotilha da qual fazia parte 2 encouraçados o Gneuseneau e o Schrnhosrt no qual viaja o vice-almirante Gunther Lutjens seu destino seria o apoio incondicional a ocupação de Narvik e Trondheim, os demais objetivos da marinha Alemã seria ocupar os portos de, Bergen, Kristiansand e Oslo. A marinha alemã não possuía qualquer tradição em guerras anfíbias. Mesmo assim, na ocupação da Noruega, eles conseguiram realizar uma operação combinada de grande escala. Mesmo antes do inicio dos combates soldados alemães disfarçados a bordo de navios transportadores de carvão estavam de prontidão. Para dar apoio antecipadamente foram mandados para o mar da Noruega sete cargueiros e três petroleiros para reabastecimento em pleno mar A conquista do porto de Stavanger e do aeroporto de Sola, o mais importante da Noruega, caberia aos pára-quedistas e tropas aerotransportadas a ocupação do porto de Stavanger e do aeroporto de Sola, o total de 50.000 soldados pertencentes ao exercito foram transportados por 15 navios mercantes adaptados para transporte de tropas.

“O Almirante Günther Lütjens "o demônio negro". Era um líder eficaz e destemido, um comandante perfeito, a ele é creditado o afundamento de 22 navios mercantes num total de 115.622 toneladas, faleceu quando do afundamento encouraçado Bismarc, sua última mensagem de rádio informava a Kriegsmarine sobre sua situação, "nós lutaremos até o último tiro".

Até o dia 6 de abril, 52 navios noruegueses, 33 suecos e 28 dinamarqueses tinham sido afundados por navios ou submarinos alemães, com uma perda de perto de mil vidas. Com a ocupação dos aeródromos da Dinamarca, a Luftwaffe julgava estar em condições de estender o raio de ação de seus bombardeios e caças desde a alemã até sul e o centro da Noruega.

Bombardeiros Alemães

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No dia 07 de Abril de 1940. O alto comando da Marinha Inglesa foi informado a respeito de uma incursão alemã para os portos Narvik e Jutland, a esquadra nacional contava com três navios principais, seis cruzadores e 21 destróieres no mar - e nenhum porta-aviões, infelizmente o aviso foi considerado como "apenas uma escalada na guerra de nervos. Porém para surpresa do alto comando alemão na madrugada de 8 de abril de 1940, Halvlan Koht então Ministro das Relações Exteriores da Noruega fora avisado por uma comissão de embaixadores liderados pela França e Inglaterra de que na Madrugada do dia anterior um avião de patrulha da RAF havia localizado um frotilha alemã navegando a todo vapor rumo à costa norueguesa, fora enviada um esquadrilha de bombardeiros Wellington e às 13:25 horas avistou os barcos alemães. Tendo 02 de seus aviões sido derrubados pelo fogo antiaéreo e que devido ao mau tempo o resto dos aviões voltou às suas bases, nova esquadrilha foi enviando mas os navios de Lutjens, protegidos pelo mau tempo, lograram escapar para o norte. E portanto os aliados havia começado a minar a entrada do porto de Narvik. Com a finalidade de proibir a utilização das águas territoriais norueguesas pelos navios que transportavam contrabando de guerra para a Alemanha Cortando assim a cobiçada rota do ferro. Material essencial para os planos de conquista do III Reich, As minas, pequenos recipientes de uns 10 kg de peso, semeariam a destruição e o caos ao longo da entrada do porto. Na manhã dia 8 a frota do Almirante Ltjens encontrou-se com um destróier inglês. Após duro combate contra dois destróieres alemães o comandante do destróier Glowworm, visto não haver como escapar abalroou o cruzador pesado Admiral Hipper, abrindo um buraco de 40 metros de largura no seu flanco, O Hipper afastou-se do destróier e disparoulhe seus canhões. Às 9 da manhã, o Glowworm, destroçado por sucessivos golpes, desaparecendo sob as ondas, façanha pela qual o Capitão-de-Corveta G. Broadmead Roope do destróier Glowworn recebeu postumamente a Victoria Cross. Logo após o afundamento do Glowworm, o almirante Lutjens ordenou ao capitão Heve, comandante do Admiral Hipper, que se dirigisse com quatro destróieres para Trondheim, para ocupar aquele porto.

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Admiral Hipper

Por volta do meio-dia de 08 de abril de 1.940, Um submarino polonês em patrulha no mar da Noruega afundou um navio de transporte alemão (o Rio de Janeiro), ao largo de Lillesand. Às 23:06 h do dia 8, o barco patrulha norueguês Pol III, de 214 toneladas, avista um navio navegando com as luzes apagadas e a toda velocidade seguindo rumo norte. Era o destróier alemão Albatroz, barco de vanguarda da frota de invasão, do almirante Kummetz. Seu objetivo: Oslo. O capitão do Pol III alertou ao comando naval e investiu violentamente contra a silhueta da embarcação alemã, em poucos minutos os artilheiros do destróier Albatroz afundaram o navio norueguês.

Barco de Guerra Norueguês

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No mesmo dia o navio lança-minas Olav Tryggvason, corajosamente tentou defender a base naval de Horten. Cabendo tal defesa a fortaleza de Oscarborg, construída nos tempos da Guerra da Criméia, causar os mais acentuados danos. Às 04 horas da manhã de 9 de abril, as sentinelas de vigia na fortaleza da ilha de Oscarsborg alertaram sobre a presença da frota alemã do almirante Kummetz, composta pelos cruzadores Blucher e Endem, o couraçado Lutzow, cinco destróieres e nove rastreadores, subindo o estreito canal. O coronel Erikson, chefe da guarnição, ordenou fogo, com os poderosos canhões de 280 mm, o primeiro da formação era o Blucher na qual viajava o almirante Kummetz e o general Engelbrecht. As baterias norueguesas da ilha de Oscarsborg e da fortaleza de Kopas, situada na margem oposta ao fiorde, armadas com três canhões de 280 milímetros, e alguns canhões de 150 milímetros, além de lançadores de torpedos, conseguiram um relativo êxito ao torpedear, incendiar e afundar o mais moderno dos cruzadores alemães, o Blücher, a primeira granada destruiu a torre de direção de tiro do cruzador e incendiou o hangar de seus aviões anfíbio causando a morte de aproximadamente mil homens, entre os quais se encontrava a maior parte da equipe do general Engelbrecht, destinada à ocupação de Oslo. As baterias norueguesas localizadas na fortaleza causaram danos ao navio de batalha Lutzow forçando seu desembarque na margem leste do fiorde. O almirante Kummetz e o general Engelbrecht conseguiram nadar para a costa e foram aprisionados pelos noruegueses, a invasão havia se tornado um fracasso. As 23:30 do dia 08 de Abril, o almirante Lutjens ordenou ao capitão Bonte iniciar o ataque a flotilha alemã composta pelos encouraçados Schsnhorst e o Gneuseneau e mais 10 destróieres chega à entrada do fiorde norueguês, enganam guarda - costeiros noruegueses, utilizando de sinais de comunicação naval identificando-se, como uma frota inglesa, entram no canal Vestford. Porém alguns quilômetros adiante, surpreendentemente bombardeados, por uma bateria costeira. Respondendo prontamente ao rapidamente ao fogo, continuaram avançando. Horas depois, a frotilha atracava nas docas de Trondheim e procedia ao rápido desembarque de 1.700 caçadores de montanha. Em poucos minutos, os alemães se apossaram da cidade sem disparar um só tiro.

Frota Alemã em fiorde Norueguês

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Às 04:00 horas da manhã do dia 09, terça-feira, a cerca de 80 quilômetros do litoral da Noruega o couraçado britânico Renown e a frotilha de destróieres do Capitão Waburton Lee, sob uma tem tempestade de neve e visão quase nula mantiveram uma hora de duelo com o Scharnhorst e com o Gneisenau, mesmo sob severas condições climáticas obteve êxito em danificar o Gneisenau e atingir o Scharnhorst com dois disparos. Na noite do mesmo dia, ás 23:30 horas o submarino inglês Truant sob o comando do tenente-de-corveta Hutchinsen torpedeou o cruzador leve Karlsruhe, próximo Kristiansand. 7 meses após ter invadido a Polônia Hitler dava um novo movimento no tabuleiro de xadrez para a II guerra mundial.

Tropa Pára-quedista Alemã

Nesta mesma manhã de 09 de abril, pára-quedistas alemães saltaram de uma esquadrilha de trimotores Junkers, e ocuparam o aeródromo de Sola, perto do porto de Stavanger, na costa sul da Noruega. Noite de 9 de abril, os alemães já haviam conseguido capturar Oslo com seus 250.000 habitantes, apesar da forte resistência das Baterias antiaéreas os alemães conseguiram pousar seis companhias de tropas pára-quedistas em Fernebu. O rei Haakon VII, acompanhado por seus ministros, sua família e os membros do Parlamento conseguiram escapar para Hamar, a 112 quilômetros de distância. Levando todo ouro do Banco Nacional e os documentos secretos do governo.

Transporte Dornier DO 217

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Em 09 de Abril a Luftwaffe havia instala próximo ao aeroporto de Voernes suas esquadrilhas de Stukas.

Aviões Stuka em Missão

O Porto de Kristiansand foi duramente castigado pelos bombardeios dos stukas e conquistado sem muita resistência resistência pelo cruzador Krlsrune, apoiado pelo navioescola Tsingtau e uma flotilha de lanchas torpedeiras, para ocupar o porto de Stavanger bastaram somente 120 pára-quedistas.

Pára-quedistas alemães em Salto

O ataque a Bergen ocorreu nas primeiras horas da manhã de 09 de abril, uma flotilha comandada pelo almirante Schunmdt, integrada pelos cruzadores Koln e Konisgberg, o navio-escola Bremse e um grupo de lanchas torpedeiras, abriu caminho através das baterias norueguesas que defendiam a entrada de Bergen e desembarcou cerca 1.900 soldados. As forças alemãs levaram apenas uma hora, porém as baterias localizadas no forte conseguiram causar sérios danos ao cruzador Königsberg. Tendo sido no dia seguinte afundado por bombas lançadas por aviões ingleses.

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Na tarde do mesmo dia, chegou a Bergen, a frotilha inglesa comandada pelo almirante Forbes, o qual destacou um grupo integrado por 04 cruzadores e 07 destróieres, para bombardear o porto. Ao meio dia, os Stukas baseados no aeródromo de Sola iniciaram a sua ação e deram, assim, inicio à primeira batalha aeronaval da História. As bombas por eles lançadas afundaram o destróier Gurkha. Era o primeiro navio inglês que sucumbia na guerra, sob a ação de aviões. Às 20 horas, o almirante Forbes ordenou a seus barcos a retirada. Os alemães logo ocuparam Trondhein, porém encontram forte resistência nos fortes de Norge e o Eidsvold. O Forte de Eidsvold foi torpedeado a uma distancia de cerca de 100 jardas por uma frotilha alemã com permissão do General Dietl O Forte de Norge com cerca de 450 homens consegui resistir a cerca de 17 assaltos alemães antes de ser torpedeado por vasos de guerra da marinha alemã, tendo seu comandante o coronel Konrad Sundlo recusado a continuar lutando, tendo em vista que os demais portos noruegueses já estavam ocupados pelos alemães, mais tarde descobriu-se que Sundlo pertencia ao grupo de traidores partidários de Quisling.

Tropas alemãs desembarcando no porto de Narvik

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Na manhã de 10 de abril, a frota inglesa chega ao porto de Narvik e os combates se iniciaram com as forças alemãs. Às 4:35 horas, o Hardy, barco insígnia de Lee, irrompeu de surpresa no porto e, com uma salva de torpedos alcançou o Wilhelm Heikamp nave capitânia do capitão Bonte, minutos depois o barco alemão incendiou-se e ficou à deriva. Sobre a sua coberta, o capitão Bonte jazia mortalmente ferido. A frotilha inglesa conseguiu afundar outro destróier alemão e vários cargueiros, fundeados na baía. Porém foram surpreendidos por vasos alemães tendo o Hardy do capitão Waburton Lee, sido interceptado pelos alemães antes de alcançar o mar, assim como o capitão alemão Bonte o capitão inglês Waburton Lee morreu vitima de um projétil de explodiu na ponte de comando, os demais navios ingleses conseguiram êxito em alcançar o alto-mar. Entre os dias 10 e 13 de Abril de 1940 os ingleses contra-atacaram duas ações em Narvik, conseguiram por a pique 10 destróieres alemães, contra apenas dois, empregando fortes contingentes os ingleses conseguiram desembarcar em Namsos e Andalsnes, na Noruega central, com a finalidade de recapturar Trondheim, e em Bodo, Mo i Rana e Mosjoen, tentando impedir que esses locais caíssem nas mãos dos alemães. Porém devido ao despreparo das tropas e por não contarem com apoio aéreo da RAF. No dia 13 de abril aproveitando uma breve trégua nos combates pela posse do porto de Narvik O general alemão Dietil enviou ao norte uma coluna de soldados, para ocupar o aeródromo de Bardufoss, o único campo de aterrissagem existente em toda a região. Ao meio dia de 13 de Abril, chegaram à entrada do fiorde de Narvik o velho couraçado Warspite, barco capitânia do almirante Whitworth, e mais nove destróieres. Apoiados pelo porta-aviões Furious. A missão da frotilha inglesa era a de destruir o restante de oito destróieres sobreviventes da frotilha do capitão Bonte. A vitória inglesa foi relativamente fácil devido a sua superioridade naval.

Porta-aviões Furious.

Em 15 de abril, o Almirante Cork chefe das forças navais que operavam em Narvik recebe do general Mackesy baseado na ilha de Hinnoy, situada ao norte de Narvik,a recusa de lançar-se imediatamente ao ataque contra Narvik. O general alegava de tal ato só poderia ser feito quando forças francesas e norueguesas se juntassem ás tropas britânicas. Em 24 de abril, por ordem de Churchill os barcos ingleses bombardearam Narvik violentamente, durante mais de três horas as guarnições alemãs, porém as tropas do Fuher escaparam sem dificuldades aos efeitos do bombardeio, dispersando suas forças.

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Em 18 de abril, uma brigada comandada pelo general Morgan desembarca porto de Andalsnes e, imediatamente dirigiu-se à Dombas, ponto estratégico, por se tratar de um entroncamento ferroviário, que controlava as comunicações entre Trondheim e Oslo. Sua principal missão era a de dar apoio as já reagrupadas forças norueguesas comandadas pelo general Ruge, e que até então combatiam em grande desvantagem contra os alemães na região de Lillehammer, porém por se tratar de uma tropa de reservistas e totalmente despreparadas para o combate, tiveram de abandonar apressadamente a região em 22 de abril e serem socorridos pelas tropas que vieram socorrer após serem atacados por uma divisão alemã fortemente apoiada por artilharia. Foram duramente perseguidos até o sul de Dombas quando já haviam perdido a metade de seu efetivo. Na manhã de 20 de abril, aviões bombardeiros Stukas bombardeiam violentamente Namsos e destruíram a quase totalidade dos abastecimentos e munições do corpo expedicionário. Após a destruição dos suprimentos dos aliados, as tropas alemãs baseados em Trondheim iniciam um vigoroso contra-ataque. Cerca 400 soldados a bordo de um destróier escoltado por rastreadores, são conduzidos ao largo da costa e desembarcaram na retaguarda das tropas inglesas. Na manhã do dia 21 a Luftwaffe, juntamente com a artilharia dos navios castiga severamente as tropas inglesas do general Carton de Wiart, que após encontrar-se em desvantagem ordenou a retirada.

Stuka Jogando suas Bombas

Na tarde do dia 23, o general inglês Paget comandante supremo das tropas aliadas no sul de Trondheim. Em contato com o general norueguês Rugé, comunicou-lhe que suas tropas haviam chegado ao limite da capacidade e resistência. E que os alemães conseguiram deter o avanço das brigadas inglesas que tentavam alcançar Dombas e que tropas franco-britânicas eram rechaçadas pelos alemães ao sul e ao norte de Trondheim.

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Na tarde de 27 de abril, o Corpo de caçadores alpinos franceses, comandado pelo general Bethouart. Chegou ao fiorde de Narvik. O General Bethouart a muito custo tentava convencer o General inglês Mackesy da necessidade imediata de conquistar o porto de Narvik pois ao sul do fiorde um poderoso Exército alemão, integrado por mais de 40.000 soldados, havia derrotado as reduzidas forças inglesa e avançava em marcha forçada para auxiliar as tropas de Dietl. Em 27 de Abril, Chamberlain e Reynaud, reuniram-se em Londres e Chamberlain comunica que decidira retirar as forças britânicas de Namsos e Andalsnes devido a grande supremacia aérea alemã na região. A 28 de abril, foi dada a ordem de evacuação das tropas de Namsos e Andalsnes, evacuação ocorrida em Andalsnes a 1° de maio e, dias depois, em Namsos. Na ocasião o rei Haakon trasladou o governo para o porto de Tromso, situado na extremidade norte da Noruega. Na mesma tarde, embarcou no cruzador inglês Glasgow, seguido de seus ministros e dos embaixadores aliados.

Cruzador Glasgow

No dia 7 de maio, após ter sido informado da chegada de um corpo da Legião Estrangeira e uma brigada polonesa o General Mackesy concordou com o ataque e o General Bethouart apressou-se em ocupar a península de Oijord situada ao norte, em frente à Narvik. O ataque foi desfechado na madrugada de 13 de maio, por três batalhões de legionários, no dia seguinte, completaram a conquista da península, apoiados pelas unidades de caçadores alpinos e noruegueses que avançaram do norte. Simultaneamente, a brigada polonesa atacou o porto de Ankenes, situado ao sul de Narvik, na margem do fiorde Beis. A 26 de maio, o almirante Cork recebe o comunicado de evacuação e transferência das tropas aliadas para o território francês. O general Bethouart solicita permissão para terminar o ataque ao porto. Assim, os aliados salvariam, mediante uma última vitória, a honra de suas armas. Cork cedeu ao pedido. O ataque foi desencadeado á meia-noite do dia 27 de maio, por três batalhões da Legião e um norueguês que silenciosamente cruzaram em pequenos barcos o estreito canal que separa a ponta da península de Oijord de Narvik e atacaram o porto. Ao amanhecer conseguirar vencer as tropas do General Dietl e encontraram uma cidade destruída. Logo ao sul, tropas polonesas aniquilaram a guarnição de Ankenes, avançaram para leste, bordejando a costa do fiorde de Beis.

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No dia 28 de Maio tropas aliadas formadas por contingentes ingleses, franceses e poloneses conseguiram certo sucesso ao reconquistar o porto de Narvik. Desde o inicio dos conflitos esta foi à primeira vitória terrestre dos Aliados na guerra. Na madrugada dia 29 de maio do mesmo ano, tropas polonesas fizeram contato com os legionários franceses vindos de Narvik. Após esta união, os aliados atacaram o povoado de Silvik, onde Dietl havia estabelecido seu posto de comando. A 02 de junho, os poloneses tomaram todas as colinas que dominavam a posição alemã. Somente após estes acontecimentos e que o General Bethouart deu ordem para deter a ofensiva e promover a retirada para o território francês. Dias depois, a 07 de junho, o rei Haakon embarcou no Devonshire com o corpo diplomático e o príncipe herdeiro. No dia 8 de junho, às 23 horas, o Corpo Expedicionário Aliado tinha abandonado a Noruega.

Tropas alemãs no porto de Narvik

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Porém devido aos acontecimentos da invasão alemã á França os aliados tiveram que evacuar o porto de Narvik, não sem ás custas da perda do navio de transporte Glorious, Hitler restabelecia assim em janeiro de 1941 a rota do minério de ferro sueco, passando por Narvik. Pelo despreparo alemão da guerra de mar no ano de 1941 devido aos constantes conflitos com a marinha inglesa, a marinha alemã estava reduzida a cerca de três cruzadores e quatro destróieres, a ocupação alemã duraria cerca de cinco anos, porém a duras penas ao exercito alemão causadas pela resistência organizada pelo General Ruge e pelos ataques ingleses, como o das ilhas Lofoten e de Vaagso. Tendo em vista estes acontecimentos a Alemanha ganhava fontes inesgotáveis de minérios e bases militares de apoio para atacar a Grã-bretanha

Soldados Ingleses antes da retirada

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A Frota Alemã encarregada da invasão a Noruega Comandante-chefe: vice-almirante Lutjens Agrupamentos Oeste: almirante Saalwachter Agrupamento Leste: almirante Carls Divisão independente, encarregada da proteção do conjunto: barcos de linha Gneisenau e Scharnhorst Grupo I - Narvik: 10 contratorpedeiros. 2000 homens (tropas alpinas) Grupo II - Trondheim: cruzador pesado Admiral Hipper (10.000 tons); 04 contratorpedeiros, um navio tanque. 700 homens. Grupo III - Bergen : cruzadores leves Kolp (6000 tons) e Konigsberg (6000 tons), barcoescola Bremse, 02 torpedeiros, 07 lanchas, um barco tanque, e transportes. 190 homens. Grupo IV - Kristiansand e Adrendal: cruzador leve Karlsuhe (6000 tons), 03 torpedeiros, 07 lanchas, nave escolta Tsingtau (1970 tons) e 04 transportes. 1100 homens. Grupo V - Oslo: cruzador pesado Blucker (10.000 tons), couraçado Lutzow (10.000 tons), cruzador leve Emden (5400 tons), 03 torpedeiros, 08 caça-minas, 02 baleeiros, 02 barcos tanques, 28 transportes, 1900 cavalos. 2800 veículos, 8200 tons de material. 16500 homens. Grupo VI - Egersund: 04 caça-minas, um esquadrão ciclista. Grupo VII - Korsor-Nyborg: barco escola Schleswig-Holstein (13.200 tons) Grupo VIII - Copenhague: cruzador auxiliar Hansestadt Danzig, um quebra gelo. 1000 homens Grupo IX - Middelfast: transporte Rygard, 10 caça minas, pesqueiros, rebocadores Grupo X - Esbjerg e Tyboron: 24 caça-minas, lanchas Grupo lança-minas: 04 lança minas e 04 caça-minas (oeste de Skajerrak) Submarinos: 35 unidades divididas em 05 grupos: 05 diante da costa da Noruega, 03 na zona das Shetland, uma na desembocadura este do Canal da Mancha.

Soldados alemães guardando o porto Norueguês

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Memorando do Governo alemão ao estado Norueguês O governo do Reich toma desde já a seu cargo, durante esta guerra, a proteção do Reino da Noruega.

Medidas que deverá adotar o governo da Noruega

1. Deverá avisar ao povo e ao exército que não se oponha às tropas de ocupação alemã 2. Deverá ordenar ao exército norueguês para colaborar com o exército alemão. Ficarão com suas armas se assim se comportarem. 3. Os bens de que necessitem as tropas alemães para garantir a Noruega contra o inimigo externo, como as defesas da costa devem ser entregues sem danos. 4. Devem ser remetidos os documentos exatos dos campos de minas que tenham sido colocados pelos noruegueses. 5. Black-out total do território norueguês 6. Os meios de comunicações devem ser postos à disposição das tropas de ocupação. 7. Fica proibido aos navios de guerra e mercantes irem para o exterior, assim como os aviões. 8. Os pilotos costeiros e os faróis permanecerão em atividade 9. O serviço de meteorologia deverá ser mantido. 10. Todo o serviço de notícias e correios ao exterior deverá cessar. 11. A imprensa e a rádio serão censurados e estarão à disposição do comando alemão. 12. Fica proibido a exportação de produtos indispensáveis à guerra.

A Ocupação da Dinamarca

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Na madrugada de 09 de abril, o Cruzador-auxiliar Hansestrat Danzig, escoltado por dois patrulheiros entrou na baía de Copenhague, passou sem dificuldades pelas baterias do forte que guardavam o porto e foi atracar junto ao molhe de Langelinie, bem ao centro da cidade.

Cruzador-auxiliar Hansestrat Danzig.

No instante em que as forças de ocupação oriundas do navio ocupavam a capital, brigadas compostas por forças motorizadas da Wehrmacht cruzaram a fronteira a na Península da Jutlândia e se apropriaram das principais cidades e aeródromos do país. Sem encontrarem resistência combativa, tendo os principais portos sido ocupados por navios da Marinha alemã, a concretização da ocupação ocorreu o mais calmamente possível. O rei Christian, considerando que toda a resistência era inútil, e para evitar um massacre as suas tropas ordenou ao comandante-chefe do exército general Pyor, que seus soldados depusessem as armas. Relata-se somente a morte de um guarda palaciano. Em Teoria a força bélica que a Dinamarca poderia colocar em combate com as tropas invasoras era de aproximadamente 150.000, sendo que somente 11.000 homens estavam prontamente treinados. Dificilmente poderia opor resistência ao invasor que se lançaram ao assalto com cerca de 40.000 a 50.000 homens. Apenas a Guarda Real, em Copenhague ofereceu breve resistência, sendo prontamente dominada por volta das 16: 00 H, pelas quatro horas da tarde a Dinamarca estava sob total controle alemão. Na manhã do dia seguinte o Rei solicitou á população que evitasse a resistência afim de se salvar o país dos desastres da guerra. Entre as tropas alemãs houve 20 baixas, contando mortos e feridos.

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Bélgica, Holanda, França e Luxemburgo

O plano de ataque alemão ao território Francês (Plano Amarelo), em sua concepção original estava estaria seguramente fadado ao insucesso se o ataque fosse desfechado diretamente a fronteira defendida pelas fortificações da Linha Maginot. E qualquer invasão realizado pela infantaria e por grupos blindados com destino as Ardenas teriam que desviar das defesas destas fortificações. De acordo com uma ordem de operações do alto comando alemão em 29 de outubro de 1939, as operações para invasão ao território Francês deveriam ser realizado pelo Norte pelo Grupo de Exércitos B, sob o comando do General Fedor Von Bock. Composto por 04 exércitos, com um total de 43 divisões, sendo 10 divisões panzer. O 18º exercito ficou incumbido de cruzar a fronteira Holandesa, o 6 º exercito partiria ao norte de Liegi em direção a Bruxelas e o 4º partiria ao sul de Liegi para alcançar a Linha de Somas e a costa do canal da Mancha, tendo o 2º exercito permanecido inicialmente na reserva.

“O General de infantaria Fedor von Bock, nasceu na cidade alemã de Küstrin em 03 de Dezembro de 1880. Em 1938, von Bock coordenou a invasão da Tchecoslováquia. E em 1939, comandou o Grupo de Exércitos Norte na invasão da Polônia, na ocupação ao território russo durante a operação Barbarossa comandou o Grupo de Exércitos do Centro, faleceu em 4 de maio de 1945 após um ataque realizado por caças ingleses, com o posto de Marechal de Campo, tinha então com 64 anos”. Ao Centro ficou Grupo de Exércitos UM, tendo em seu comando General Gerd Von Rundstedt. Composto por 02 exércitos tendo por incumbência cobrir o lado Sul do Grupo B que avançaria pelas Ardenas, para isso alcançaria o passo de Mossa usando 22 divisões. O 12º exercito avançaria pelo Sul da Bélgica e Norte de Luxemburgo cruzaria o Mossa em Fumay e continuaria até Lion estabelecendo uma linha defensiva para proteger o avanço do Grupo de Exércitos B. O 16º Exercito entraria ao sul de Luxemburgo avançaria até o Mossa e estabeleceria posição ao sul de Aipo frente á linha Maginot.

“O General Karl Rudolf Gerd von Rundstedt, nasceu na cidade de Aschersleben na soxonia aos 12 de dezembro do ano 1875 , retirou-se da ativa em 1938 em protesto pela investigação feita pela Gestapo ao comandante-em-chefe do exército alemão, Marechal Werner von Fritsch, retornou ao Exército em Setembro de 1939 para comandar ao lado do general General Fedor von Bock a invasão a Polônia, em junho de 1941 galga o posto de marechal, von Rundstedt participou da Operação Barbarossa, no comando do Grupo de Exércitos Sul, onde liderou 52 divisões de infantaria e sete divisões blindadas panzer, no final da guerra, em 01 de maio de 1945 foi feito prisioneiro tropas norte-americanas, tendo sofrido um ataque cardiaca durante seu interrogatorio, foi enviado a Inglaterra e mantido prisioneiro no Pais de Gales após ser indicado por crimes de guerra. Foi posteriormente libertado em julho de 1948, vindo a falecer aos 24 de fevereiro de 1953 na cidade de Hannover”.

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General Karl Rudolf Gerd von Rundstedt

Segundo os depoimentos do próprio Rundstedt após a guerra, se durante a campanha da Pôlonia, uma invasão anglo-francesa na Alemanha teria sido esmagadora. Pelo simples fato de que, entre muitos outros: não havia na Alemanha munição de infantaria que durassem por mais de duas semanas de campanha. A de artilharia era ainda mais escassa, o que existia era pura propaganda, o que resultou em tempo para que tais artefatos fossem confeccionados a tempo para as invasões posteriores.

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No lado Sul ficaria o grupo de Exércitos C, o qual estava sob as ordens do General Ritter Von Leeb. Composto pelos 1º e 7º exércitos, sendo que estes estacionariam 18 divisões frente á linha Maginot, tendo por missão imobilizar as numerosas divisões francesas ali destacadas.

Ás 07:30 H do dia 10 de Janeiro de 1940, Hitler comunica as suas ordens para preparar a invasão ao território francês ao chefe do estado-maior do exercito alemão general Franz Halder. Porém na noite de 10 de janeiro uma forte tempestade desorientaria o piloto de um avião alemão da Luftwaffe que havia decolado de Munster com destino ao comando da 2ª Frota Aérea sediado na cidade de Bonn e no qual viajava o oficial de ligação das forças aerotransportadas major Helmut Reinberger, o major Reinberger fora designado pelo próprio general Student, comandante-em-chefe das Forças Pára-quedistas Alemãs para discutir pequenos detalhes sobre o apoio da 2ª Força aérea para a invasão a França, com ele estava partes do plano para a invasão, por horas o piloto tentou estabelecer sua real posição, mais os fortes ventos e a baixa visibilidade sob o Reno o levaram para dentro do território Belga, já sem combustível o piloto viu-se obrigado a pousar nos campos de neve nas proximidades da cidade belga de Machelen-sur-Meuse, sendo o major Reiberger e seu piloto capturados pelo exercito Belga antes que pudessem queimar todos os documentos, tendo partes do plano caído nas mãos de seus captores. Na mesma noite do dia 10, informação repassada pelo adido aeronáutico alemão na Bélgica avisava que o rei Belga havia passado horas em conversa telefônica com a Rainha Holandesa. O que certamente confirmaria aos generais alemães que o plano havia sido descoberto.

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No dia 13 de Janeiro Hitler convoca seus Generais e inesperadamente permaneceu calmo e controlado ao decidir cancelar a invasão baseada no plano amarelo, porém decide usar um segundo plano, sendo que o mentor deste plano era o brilhante general do Exército alemão Von Manstein. Ao longo da fronteira holandesa estava posicionado o Grupo de Exércitos B, sob o comando do general Fedor Von Bock, o grupo B era composto pelo 18.º Exército (Küchler) frente à Nimega; Venlo, Roermond, o 6º (Reichenau), frente ao distrito de Masstricht. O Grupo A se estendia desde Aquisgrán até o Sarre. Estava sob as ordens do general Gerd Von Rundstedt, era composto pelo 4º Exército (Kluge), pelo 12.º (List) e pelo 16.º (Busch). O Grupo de Exércitos C, tinha a sua frente o general Wilhelm Ritter Von Leeb, fazia parte o 1º Exercito(Witzleben), posicionado entre o Sarre e o Palatinado, o 7º(Dollmann) estabelecido na região entre Ettlingen e Basilea. 0 2º (Weichs) e o 9º (Blaskowitz) Exércitos formavam um grupo de reserva Na madrugada do dia 17 de janeiro 135 divisões da Wehrmacht oriundas dos exércitos dos generais Fedor Von Bock e Gerd Von Rundstedt lançaram-se na execução do plano do Plano amarelo”B”. Três dias mais tarde por solicitação de General Von Manstein ao próprio Hitler foram acrescentadas 07 divisões Panzer com 1.500 tanques as forças do General Rundstedt. Tais divisões deveriam cruzar a então intransponível região das Ardenas. E ao Grupo de Exércitos UM também fora acrescentado o 12º exército que teria o objetivo de cruzar a Bélgica e posicionar-se a retaguarda do 2º exército do Grupo de exércitos B. Os grupos de exércitos alemães tinham um total de 140 divisões, 3.842 aviões distribuídos entre a 2ª e 3ª força aérea e 2.850 carros de combate, os quais eram inferiores em blindagem aos carros aliados, mais de uma enorme superioridade em agilidade e velocidade. Esta imensa organização de forças reunidas para executar o plano de ataque proposto pelo general Von Manstein tinha conseguido um conhecimento muito preciso da estruturação das forças inimigas que viriam a enfrentar, era sabido pelo alto comando alemão que as forças Franco-Britanicas, estavam divida em três Grupos de Exércitos. Sendo que o 1.º grupo ficava sob as ordens do general Gaston-Hervé Billotte, se estendia ao longo da fronteira Belga e era composto pelo 7º Exército (Giraud), 1º (Blanchard), 9º (Corap) e o 2º (Huntziger) também fazia parte deste grupo 22 divisões Belgas e 12 Holandesas. O Corpo expedicionário Britânico (Gort) estava posicionado entre Giraud e Blanchard. O 2º Grupo de exército sob o comando do general Gaston Prételat do qual fazia parte o 3º Exército (Condé), o 4º (Réquin) o 5º (Bourret), que ocupava parte das fortificações da Linha Maginot. O general Georges Besson, chefiava o 3º Grupo, encarregado de defender o setor de Sélestat a Belfort juntamente com o 8º Exército (Garchery) e o 6º (Touchon). Tais forças compreendiam um total de 137 divisões e 3.142 carros de combate e cerca de 2.250 aviões. A 10 de abril, o governo Belga resolve cancelar todas as licenças de seu exército. A Holanda também começa a reforçar suas tropas nas áreas fronteiriças de Limburg e Bradant a 12 de abril e a inundar a região em torno de Utrecht. Declara lei marcial em certos distritos; e a 19 de abril o estado de sítio foi estendido a todo o país. Ambos os paises já se preparavam para uma possível invasão alemã.

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No dia 07 de Maio ambos os governos Holandês e Belga são informados de que os alemães estavam concentrando tropas rapidamente em pontos-chave ao longo de suas fronteiras. Ás 21: 00 h de 09 de maio Hitler deu a ordem ““Danzig!”. Ao general Keitel, era a autorização para a invasão da Bélgica, Holanda e Luxemburgo. Hitler por conveniência causada por parte da Força Britânica ao cruzar o Rio Lys, ao longo da fronteira francobelga. Assim, o Fuher já havia anunciado uma desculpa para invadir a França, antepondo-se a impedir a nítida intenção das forças britânicas e francesas de invadir os Países Baixos. A invasão dos Países Baixos pela Alemanha, ocorreu na madrugada de 10 de Maio de 1940, terminando assim a "guerra falsa". Quando 10 unidades blindadas e 135 de infantaria alemãs oriundas do Grupo de Exércitos B, sob o comando dos generais Von Küchler e Von Reichenau deslancharam sua ofensiva contra a Holanda e a Bélgica.Tal ataque foi precedido por 500 bombardeiros da Luftwaffe (parte de um total de 3.868 aviões que Göring reuniu para enfrentar cerca de 2.600 aliados), que bombardearam estradas, ferrovias, campos de pouso e aeroportos (47 no norte da França, 15 na Bélgica e 10 na Holanda).

Tropas se mobilizando antes da invasão alemã

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Às 05:00 h de 10 de maio, por ordem do general Halder divisões inteiras da Wehrmacht atravessam a fronteira, sendo tão logo apoiadas por cerca de 3.000 aviões pertencentes a varias esquadrilhas da Luftwaffe que atacaram de surpresa os aeródromos do norte da França, Bélgica e Holanda, seu objetivo primário era destruir em terra os aviões aliados baseados nesses paises e assim assegurar a total supremacia aérea como a que ocorrera meses antes na Noruega. Ao mesmo tempo foram lançados sob solo belga e holandês cerca de 4.500 pára-quedistas e 20.000 soldados aerotransportados. O objetivo maior agora seria tomar a Fortaleza Belga de Eben-Emael. Para garantir tal superioridade os pilotos alemães conseguiram destruir um total de 210 aeronaves (83 belgas, 62 holandeses e 65 franceses). De forma espetacular, um ataque aéreo desfechado contra a Holanda, alcançou o objetivo de conquistar as pontes sobre o largo estuário do Mosela. O objetivo Alemão era dividir a Holanda ao meio antes da chegada de tropas aliadas. A ousadia da ofensiva alemã provocou um grande espanto entre os militares holandeses. Tendo somente o batalhão sediado na cidade de Haya conseguido rechaçar o ataque alemão conduzido pelo general conde de Sponeck. Fortaleza Belga de Eben Emael

“A fortaleza Eben Emael, fora construída seguindo a doutrina francesa de fortificações, sua construção data entre os anos 1932 e 1935, ficava situada a cerca de 24 quilômetros de Liege e a cerca de quatro quilômetros de Maastricht. Fora construída para bloquear a passagem do canal Alberto através de quatro pontes: Lanaye (a Sul), Cane (a Norte), Vroenhoven e Veldwzelt. O canal Alberto tinha ligação com Meuse em Antuérpia. A fortaleza possuía um fosso anticarro que a rodeava, com uma muralha de três metros de altura, tinha também sete bunkers; Todos os bunkers estavam unidos por sete quilómetros de túneis, com alojamento para uma guarnição de 1200 homens, que incluíam 500 soldados de artilharia e 200 responsáveis por questões técnicas, cada Bunkers, por sua vez, com um canhão de 60mm, duas metralhadoras, refletores, lança-granadas e cúpulas blindadas de observação. Sua proteção era realizada por duas baterias, a primeira constituída por duas cúpulas (norte e sul) que correspondiam a duas torres giratórias cada uma com dois canhões de 75mm, e a segunda constituída pelas instalações Maastricht 1 e 2 e Vise 1 e 2 compreendiam os blocos I, II, IV, V, VI, canal a Norte e canal a Sul. As instalações da segunda bateria eram defendidas por três canhões de 77mm. Ao centro estava a cúpula 120 equipada com canhões duplos de 120mm. Tais canhões de 120mm e 75mm tinham um alcance de 17,5 km e 11 km, respectivamente. Teoricamente a fortaleza auto-suficiente; tinha geradores de eletricidade, bombas de água, cozinhas, casas de banho, chuveiros, um hospital, depósitos de gasolina e paiol. Mas por não possuir na época de sua construção engenheiros e técnicos especializados para este tipo de fortificação, os belgas haviam contratado os alemães, o que seguramente dava ao exército alemão durante a invasão o conhecimento das plantas da fortaleza.

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Conhecendo bem as plantas da fortaleza e tendo que efetuar um rápido desembarque em uma aérea medindo 900 metros de Norte a Sul e 800 de Oeste a Este com o mínimo de baixas possíveis, os comandantes alemães encarregados de executar a operação da tomada da Fortaleza Belga, decidiram que o desembarque seria realizado por uma pequena e bem treinada unidade de 81 Fallschirmjäeger (pára-quedistas) da Luftwaffe e deveriam desembarcar de planadores, visto que tais aparelhos não seriam ouvidos e percebidos até o momento do desembarque dentro da fortaleza. Pegando os 1200 defensores do forte despreparados. Para comandar o desembarque foi nomeado o capitão Koch. E o primeiro-tenente Rudolf Witzig seria o comandante-chefe do destacamento do batalhão de Infantaria Páraquedista encarregado do ataque. Foram necessários seis meses de duros treinos nas localidades Hildesheim, próximo de Hannover e posteriormente nos Sudetos para que os pára-quedistas alemães conseguissem satisfatoriamente executar a missão, sendo que a nenhum deles foi comunicado qual seria e como seria realizada tal missão, no intuito de evitar vazamento de informações que viessem a prejudicar a operação ou colocar em risco o próprio desembarque. Ás 04:30 h do dia 10 de Março de 1940 o grupo de 86 pára-quedistas divididos em 11 planadores TSS 230 decolou dos Aeródromos de Ostheim e Butzweilerhof com destino ao objetivo principal, à unidade Sturmabteilung Koch, foi dividida em quatro grupos: o Stahl (Aço), com nove planadores e tinha o objetivo de conquistar a ponte de Veldwezelt. O grupo Konkret (Betão) tomaria a ponte de Vroenhoven. O grupo Eisen (Ferro) composto por dez planadores, tinha como alvo a ponte de Canne. O grupo Granit (Granito), constituído por onze planadores e 84 sapadores, ficou incumbido de tomar de assalto à fortaleza de Eben Emael. Tal missão deveria ser rápida e objetiva, portanto seriam usadas armas como lança-chamas, granadas, cargas de perfuração e armas ligeiras. Informações posteriores alegam que as defesas antiaéreas belgas postadas na fortaleza avistaram os planadores alemães por volta das 05:00 h da manhã, porém não se sabe o motivo pelo qual não abriram fogo, o primeiro planador a atracar no pátio da fortaleza foi o nº08 seguido prontamente seguido pelo nº. 05 próximo ao Bloco IV e o planador 03 que tomou a Maastricht 01, o próximo planador desceu às cinco e meia, era o planador 01 que desceu na Masstricht 02, tendo o general de brigada belga Vertbois falecido durante este ataque, em pouco tempo a fortaleza estava ocupada pelas tropas alemãs, sendo que somente a Cúpula Sul resistia ao ataque dos Bombardeiros Stukas, dando tempo para que a 7ª Divisão de infantaria Belga avançassem sob as posições alemãs na no bosque, somente após as 07: 00 da Manha do dia 11 de Março foi que tropas páraquedistas apoiadas pelo 51º regimento de engenheiros conseguiram romper as defesas sitiadas na cúpula sul, sendo que por volta do meio dia os soldados que ainda resistiam ao assalto alemão levantaram uma pequena bandeira branca e se renderam. Do lado Alemão o assalto á fortaleza representou um grande sucesso militar, tendo contabilizado 06 baixas e 15 feridos, os belgas sofreram 23 baixas e tiveram 53 militares feridos em combate, foram levados 600 prisioneiros belgas para os campos alemães de Fallingbostel, a força de ataque alemã logrou êxito em proteger e manter intactas as pontes sob o canal Alberto as quais seriam muito úteis para o avanço das tropas alemãs rumo á França. Tendo logo em seguida chegado os tanques do 6° Exército de Von Reichenau. Cujo destino era a cidade de Bruxelas.

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Tropas alemãs se preparando para o assalto a fortaleza Belga

Às 6:30h da manhã, o general Gamelin, comandante-chefe do Exército francês recebeu um comunicado sobre o sucesso do ataque alemão e ordenou aos comandantes de seus exércitos que avançassem para as devidas posições frente aos exércitos alemães. Ás 08:00 h 2 divisões blindadas Francesas já estavam em território Belga Ás 13:00 h após a conquista do forte de Eben-Emael, ocorreu nas proximidades da cidade de Dyle os primeiros combates entre os blindados do general Francês Prioux e os tanques Panzer, sendo os blindados franceses facilmente destruídos pela extraordinária potência de fogo dos Stukas da Luftwaffe, o que obrigou ao general Prioux a retirar sem demora suas tropas para junto das forças do general Billotte e do Corpo Expedicionário Inglês do General Gort.

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Neste mesmo instante começava também a invasão da Holanda, o general Von Boch enviou o 39º Grupo Panzer do general Schmidt, com a 9ª divisão Panzer para assegurar o controle sobre o sul da Holanda, O 16º Grupo Panzer do general Hoepner, com a 3ª e a 4ª divisão Panzer deveria cruzar o Mossa nas proximidades de Masstricht e avançar até Gembloux. O grupo do general Von Rundstedt ficou encarregado de atravessar a região coberta de matas das Ardenas e para lá deslocou o grosso das divisões panzer, o 15º Grupo Panzer do general Hoth para o Mossa, O 41º Grupo Panzer do general Reinhardt para o norte de Mésiére e o 19º Grupo Panzer do general Guderian com as 1ª, 2ª e 10ª divisões Panzer atravessaria secretamente as florestas das Ardenas e chegaria ao Mossa. A 1ª divisão Panzer cruzou a fronteira do Grão Ducado de Luxemburgo na região de Wallendorf encontrando em seu caminho pouca resistência por parte da inexpressiva força Luxemburguesa, e logo após penetraram em território Belga, as unidades panzer iniciaram os combates mais precisamente em Bodange e Strainchamps onde uma divisão Blindada belga tentou opor resistência a 2ª divisão alemã, mas devido á superioridade Bélica dos Panzer foram logo vencidos. No dia 11 de maio a 2ª divisão Panzer capturou os primeiros prisioneiros franceses que defendia a cidade de Libramont, enquanto ás 15:15 do mesmo dia á 1ª divisão chegava à cidade de Bartix, para na tarde do dia seguinte vencer uma unidade de cavalaria pertencente ao 2º exército Francês no povoado de Bouillon. Neste mesmo dia O Regimento Grossdeutschland pertencente a 10ª Divisão Panzer, entra em Choque com a cavalaria francesa em Suxy. Pela Primeira vez canhões de assalto proporcionam apoio de fogo à infantaria, a unidade alemã rapidamente destroe a artilharia francesa. O ataque final a Cidade portuária de Roterdã ocorreu na manhã de 13 de maio pelo 18° Exército de Von Kuchler, que já se encontrava sitiado á 03 dias por tropas páraquedistas e pela 9ª DP (divisão Panzer), que dias antes havia conseguido empurrar de volta para a zona de fronteira o 7° Exército francês do general Giraud, após intenso bombardeio realizado por esquadrilhas de Stukas a guarnição holandesa se rendeu, fora relatada a morte de aproximadamente 800 civis. No dia 14 de maio, o general Winckelmann, comandante do Exército holandês, ordenou a suas tropas a rendição aos alemães.

Serviço de comunicação alemão informando sobre as vitórias no front.

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Na tarde de 12 de Maio 44 divisões do Grupo de exércitos de Rundstedt, com mais de 1.500 tanques, acabavam de cruzar as densas florestas das Ardenas, e chegam de surpresa nas margens do Mossa, sendo que os primeiros combates ocorreram na madrugada de 13 de maio na cidade de Belga de Dinant, quando as tropas de assalto da 7ª DP, do general Erwin Rommel, conquistaram a primeira cabeça de ponte na margem esquerda do Mossa. As 16: 00 h do dia 13 de Maio as unidade do general Guderiam com o apoio maciço de cerca de 700 Stukas, Dou 17 e HE 111 da Luftwaffe que durante 04 horas castigaram as posições da 55ª infantaria francesa do general Lafontaine, de um só golpe esmaga as unidades francesas encarregadas de defender o Mossa entre Sedan e Dinants, sendo seguido pela 7ª divisão panzer do general Hoth o qual respondia ao General Rommel. No mesmo dia e sem maiores dificuldade encontradas a 10ª divisão Panzer alcançou a cidade Wadelincourt onde estava posicionada a 71ª divisão de infantaria Francesa com seus canhões de 75 mm que frente ás tropas alemãs bateram em retirada. Após intenso bombardeio as tropas de assalto do regimento de infantaria Grossdeutschland transpõe o rio e estabelecem na margem oposta uma cabeça de ponte possibilitando que três DPs atravessassem o Mossa separando as forças aliadas francesas e belgas das fortificações da linha Maginot.

Linha Maginot

A Linha Maginot (ligne Maginot em homenagem ao ministro da guerra André Maginot,) era uma linha de fortificações com o objetivo de defender a França ao longo de suas fronteiras com a Alemanha e a Itália, sua construção data mais precisamente entre os anos de 1930 e 1936. fora construida pela STG (Section Technique du Génie), sob a supervisão da CORF (Commission d'Organisation des Régions Fortifiées). A linha Maginot era composta de 108 edificações principais, conhecidos como fortes, separados por 15 km de distância uns dos outros, também era constituida de edificações menores e casamatas, e por mais de 100 km de galerias. Sua construção foi interrompida a 20 km a leste de Sedan, na localidade de Montmédy, frente à fronteira alemã, ao Grão-Ducado de Luxemburgo e a uma parte da fronteira franco-belga, suas defesas mais fortes estavam localizadas no segmento Longuyon-Lauterbourg. Sua maior falha operacional foi o fato de não se estender até ao Mar do Norte, bloqueando assim toda e qualquer brecha fonteiriça. Linha Maginot, era para o alto comando francês inexpugnavel, militarmante defia somente a fronteira com a Alemanha, deixando em aberto a fronteira Belga territorio pela qual já fora usado por tropas alemãs para atacar solo francês em guerras passadas. Seus fortes estavam equipadas com suprimentos e munições, com conforto e comunicações para resistir a qualquer sítio. Seus poderosos canhões estavam voltados para a fronteira alemã e foram istalados entre proteções de aço e concreto impenetráveis. Para defender tal linha o exercito francês havia designado 26 divisões

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A 1ª divisão Panzer era constituída de 161 Panzer tipo I e II, e 98 Panzer tipo III e IV, a 2ª divisão era formada por 175 Panzer I e II e por 90 Panzer tipo III e IV, enquanto a 10ª divisão dispunha de 185 Panzer tipo I e II e por 90 tipos III e IV. Enquanto a 7ª divisão possuía 110 Panzer de 38t ambos fabricados na Tchecoslováquia ocupada pela SDK ( Ceskomoravska Kolben DaneK). Na noite de 13 para 14 de Maio de 1940 a batalha do Mossa estava completamente decidida em favor das tropas alemãs. No total durante o ataque principal a Whermacht utilizou 42 divisões, incluindo uma coluna blindada de mais de 160 quilômetros de comprimento cruzaram a região das Ardenas e a fronteira francesa, chegando a atravessar completamente o rio Mossa no dia 14. a única defesa postada para enfrentar as divisões alemãs foram, 2 divisões francesas mal equipadas e totalmente despreparadas, sendo compotas por reservistas e antigos soldados locais, ao longo da linha Louvain-NamurPinant-Sedan, ficava estacionado parte do nono exército francês, os tanques sob o comando do General alemão Von Kleist e os terriveis bombardeios dos Stukas durante seu avanço aniquilou estas tropas em uma única batalha. Na manhã do dia 15 o General Touchon do 6º exército francês desloca suas tropas na tentativa de preencher a brecha existe entre o 2º e o 9º exército, porém não obtiveram êxito, e no dia 16 o 41º BCC francês com seus tanques B1Bis lançaram-se ao ataque contra a 10ª divisão Panzer na localidade de Stonne tendo em primeiro momento conseguido destruir vários tanques panzer tipo IV e a morte de Aproximadamente 100 soldados alemães, porém foram vencidos no dia seguinte com a chegada de uma divisão de Infantaria alemã. O armistício com a Holanda foi firmado em Rotterdam no dia 15 de maio ás 11:45 horas. Enquanto componentes do exército alemão ainda avançavam sobre as regiões de Zelande e Amberes No dia 16 as unidades de Guderian e Rommel puderam avançar mais rapidamente pois agora o terreno lhe era favorável e a artilharia francesa não mais lhe preocupava, mas por ordem direta, primeiro do general Kleist e depois do próprio Fuher tiveram que deter o avanço, pois o estado maior alemão via com certa desconfiança as facilidades encontradas nos últimos dias e achavam que os Aliados estavam preparando uma armadilha para as tropas alemãs.

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Tanques da Whermacht na travessia das Ardenas

Em 17 de Maio o General De Goule, comandante do 4º exército DCR francês fracassa ao empreender um desorganizado contra-ataque a unidades alemãs, possibilitando que por volta das 9:00 da manhã do dia 18 á 2ª divisão Panzer rompesse a ultima linha de defesa Francesa na cidade de St-Quetin, tendo no mesmo dia a 1º divisão de Guderian capturado vários oficiais Franceses na localidade de Peronne.Mais ao norte na localidade de Lê Cateau o general Rommel travava fortes combates com remanescentes do 2º exército francês equipados com tanques B-1Bis, mesmo desprovido de combustível necessário para atacar o general Rommel saiu-se vitorioso, tendo somente como obstáculo para alcançar o mar duas divisões territoriais Inglesas, a 12Th e a 23 Rd, inexperientes em combate e mal equipadas. O General De Goule voltou a cometer novo erro contra tropas alemãs no dia 19 de maio quando seu 4º exército equipado com 150 B-1Bis atacou divisões alemãs na localidade de Crecy, sendo rechaçados pelos ataques da Luftwaffe. Na manhã de 19 de Maio o alto comando da forças britânicas no lado francês do canal da mancha sob o comando do general Lorde Gort informou a Churchill através de um telefonema urgente que exército francês no oeste estava se dispersava dos demais exércitos e que tropas alemãs se precipitavam rumo ao canal; era preciso tomar uma decisão sobre a sorte de todo o exército britânico no outro lado da Mancha. O primeiro ministro britânico era sabedor que havia divergências de opiniões entre o general Gort e o general Edmund Ironside (chefe do estado-maior geral imperial) quando aos planos de ação das forças britanicas. A opinião do General Gort era de conduzir as tropas para os portos no canal da mancha afim de facilitar uma possível retirada para solo britânico, enquanto o general Ironside pretendia deslocar-se mais ao sul, principalmente atrás do Somme para juntar-se ás forças francesas que ali se reagrupavam. Com a real dispersão do exército francês, ficou claro que o plano do general Gort era o mais acertado para aquele momento.Ás 04:00 do dia 20 o general Guderian empreendeu novo avanço, chegando ao meio dia a Amiens, onde suas tropas encontram e aniquilaram o Royal Sussex Regiment. Alçando o canal da mancha guderian conseguira cortar as comunicações entre o exercito Belga e os Aliados.

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Soldados Alemães em combate nas Margens do Somme

Tornou-se claro aos comandantes das Forças Expedicionárias Britânicas que Hitler tinha intenção de cercar e aniquilar as “BEF” e seus aliados e assim evitar sua retirada juntamente com contingentes franceses para território britânico, agora seria apenas um questão de tempo, o vencedor nesta luta de gato e rato seria aquele que primeiro alcançasse o porto de Dunquerque. O primeiro grupo alemão a chegar às proximidades do porto foi XLI Corpo blindado (Reinhard) que se estabeleceu a cerca de 30 km de distancia de Dunquerque, porém de um só golpe o 4º e o 6º exércitos alemães conseguiram separar o exercito Belga das tropas Inglesas entre as localidades de Lila e Thielt , posteriormente a estes acontecimentos o exército Belga não estava mais em condições de prosseguir lutando, no dia 28 de maio, por ordem do rei Belga Leopoldo III e de seu chefe de Estado Maior general Oscar Michiels, o general Jules Derousseaux assinou a capitulação do exercito Belga. Durante a ocupação alemã em solo belga, tempo este que durou até outubro do ano de 1944, foram deportados aproximadamente 18.000 cidadões belgas para os campos de concentração alemães, a alegação dada era para conter as atividades de resistência; no total mais de 24.000 judeus belgas morreram durante o Holocausto; e cerca de 140.000 belgas foram obrigados a trabalhos forçados na indústria de armamentos alemã.

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Forças belgas

Em 23 de Maio tropas alemãs chegam à localidade de gravelines. E na madrugada do dia 24 de maio as divisões blindadas alemãs (1ª Panzerdivision) chegaram ao Canal A, a 16 km de Dunquerque. O exército do general Reinhardt (XLI Panzerkorps composto pela 6ª e 8ª Panzerdivionen) avançou até o canal Aire St. Omer-Gravelines, sendo que nesta localidade recebeu ordem de deter seu avanço. O general Alfred Jodl, leal confidente de Hitler, escreveu em seu diário que o Führer estava “fora de si” de alegria, quando em 8 de setembro de 1939 após a invasão a Polônia Hitler confidenciará aos Generais Halder e Jodl que esperava que os ingleses mudassem de idéia quanto a devolver antigas colônias e a aceitar uma proposta de paz assim que tivessem suas tropas cercadas no canal da mancha.

Blindado alemão Panzerkampfwagen II

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Na noite de 23 de maio, uma quinta-feira -, Churchill após notificar o rei Jorge VI o plano de retirada, o alto comando na Inglaterra ordenou os preparativos para a evacuação pelo porto de Dunquerque. Um fato contraditório, e até hoje sem explicação de fonte confiável, foi à atitude tomada pelo Fuher 2 dias antes dos britânicos iniciarem a evacuação de tropas pelo porto de Dunquerque, Hitler tomou a inesperada decisão de deter as forças alemãs a poucos quilômetros das margens do canal da manca mais precisamente na data de 24 de maio, sexta-feira, dezoito minutos antes do meio-dia, Hitler ordenou ao general Rundstedt que detivesse o avanço das vanguardas em direção a Dunquerque, a ordem fora enviada em linguagem clara, sem código. Ao que parece com o claro objetivo de que fosse interceptaram pelos britânicos. Por ironia as tropas do General Guderian estavam a menos de 15 do porto, a ordem segundo relato valia principalmente para o porto de Dunqueque, porém havia outros portos tais como Boulogne, Calais, e Ostende. Certos fatos levam a crer que o general Rundstedt juntamente com os generais Ewald Von Kleist e Günther Von Kluge eram favoráveis à ordem imposta por Hitler, tinham para eles o conteúdo necessário para se reorganizarem e prepararem para eventuais contra-ataques, pois eram conhecedores dos erros cometidos durante a primeira grande guerra, principalmente nas cercanias do porto de calais, porém o comandante-em-chefe do exército general Walther Von Brauchitsch apoiado incondicionalmente pelo general Heinz Guderian tentou em vão persuadir ao general Rundstedt a prosseguir rumo a dunquerque a toda velocidade. Tanto guderian quanto Brauschitsch e até mesmo Rundstedt sabiam que Dunquerque ficaria para a Luftwaffe, portanto é correto afirmar que ambos Luftwaffe e Wehrmacht queriam a gloria da conquista e destruição do porto de Dunquerque juntamente com a aniquilação das tropas em retirada. O porto francês de Boulogne foi capturado por tropas alemãs na manhã de 24 de Maio, sendo necessário à utilização de oito contratorpedeiros para a retirada dos sobreviventes da guarnição formada por tropas britânicas e francesas que por 2 dias conseguiram resistir aos bombardeios da Luftwaffe. O Porto de Calais localizado a 40km de Dunquerque seria o próximo a ter suas guarnição retirada, fato que ocorreu com a chegada, às duas horas da madrugada do dia 24 de maio da ordem de evacuação, a evacuação começou ás nove horas com a saída do grande navio City of Canterbury abarrotado de tropas britânicas, partia crivado de projeteis com destino a cidade de Dover. Posteriormente foi seguido pelo navio Kohistan, que conseguiu zarpar das docas de Calais às onze e meia após as tropas restantes terem incendiado os tanques de combustível e todo armamento restante. O Reichsmarschall Hermann Göring pessoalmente convence Hitler a ordenar que as tropas alemãs interrompam seu avanço rumo ao porto, justificando que os esquadrões da Luftwaffe seriam suficientes para aniquilar a retirar aliada. Anos mais tarde o General Hans Jeschonnek amigo pessoal de Goering confidenciou que o Fuher havia dito que “O exército é a espinha dorsal da Inglaterra, ... Se o destruirmos, acaba o Império Britânico. Nós não o herdaríamos nem poderíamos herdá-lo.... Meus generais não entenderam isso". “Na época da evacuação chegou a se pensar que Hitler queria poupar os britânicos de uma derrota humilhante”. Em termos militares Hitler cometeu um erro militar imperdoável, o que posteriormente ficou evidente. A conseqüência da evacuação das forças aliadas foi permitir

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que elas estariam prontas para repelir as freqüentes tentativas de invasão alemã contra o território britânico, o que contribuiu para a total derrota alemã. No dia 30 de maio a 29ª divisão de infantaria motorizada, a Grossdeutschland se une novamente ao XIX Panzerkorp e prepara o cerco ao porto de Dunquerque. Frente a eminente ocupação alemã restava agora à retirada das tropas aliadas para território Inglês e tal retirada deveria ser empreendida pelo porto de Dunquerque, para ajudar na proteção da retirada foram enviados centenas de caças inglesas, os quais deveriam impedir a ação da 2ª Frota aérea (Kesselring). Seriam retirados um total de 471.100 militares, cabendo ao almirante Francês Abrial dirigir os movimento de evacuação em 04 de junho de 1940.

Tropas sendo retiradas no porto de Calais

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2 Aviões Stuka em um sobrevôo

O primeiro grande ataque aéreo contra as tropas sitiadas no porto de dunquerque só ocorreu no dia 29 e maio e foi se intensificando nos três dias seguintes. Os ataques realizados por unidades da luftwaffe durante a evacuação foram executados por cerca de 300 aparelhos bombardeiros e por 500 caças, a RAF ficou com a finalidade de proteger a retirada dos militares sitiados e para cumprir tal missão utilizou-se de seu mais moderno caça o Spermarine Spitfire os quais estavam baseados ao sul da Inglaterra, durante os dias que se seguiram a Lufhwaffe logrou êxito em destruir 243 navios, incluindo 8 Destróieres e 8 navios de transporte de tropas, 106 caças e 77 bombardeiros, contra uma perda de cerca de 140 aviões. Em Junho após a retirada das ultimas unidades aliadas, deixaram para traz um porto totalmente destruído e apinhado de cadáveres , a RAF contabilizou ter abatido 140 aeronaves da Luftwaffe contra a perda de 106 aparelhos, tendo conseguido proteger a evacuação de aproximadamente 338.662 militares inglês e 123.095 combatentes franceses, porém não lograram êxito em retirar 40.000 soldados franceses sob o comando do general Fagalde que caíram prisioneiros de unidades alemãs. O exército alemão haviam aprisionado 330.000 militares franceses e belgas. As tropas que abandonaram o porto deixaram na praia todo seu equipamento o que rendeu aos alemães 7.000.000 kg de munição, 90.000 fuzis, 120.000 veículos, 8.000 canhões e 400 armas antitanque.

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Terminada esta fase as tropas alemãs havia conseguido destruir e ou capturar 75 divisões, um total 1.200.000 militares aliados mortos ou estavam feridos, do lado alemão contabilizaram 10.225 mortos, 42.523 feridos e aproximadamente 8.643 desaparecidos em combates. Depois de encerrados os combates nas cercanias de Dunquerque, as unidades alemãs são reagrupadas para empreender nova jornada rumo ao norte de Paris, próximo aos rios Caen e Aisne onde havia se estabelecido 70 unidades francesas, 5 britânicas e 2 polonesas, o ataque alemão a esta região foi previsto pelo GQG francês para 10 de junho. Porém no dia 5, às 5h da manhã, a artilharia alemã abre fogo, os Stukas mergulham sobre as posições francesas despejando toda sua potencia de tiro e os tanques surgem na terrade-ninguém, as forças aliadas resistiram por 2 dias ás investidos das unidades panzer ao longo do Somme e do Aisne, ao fim do segundo dia unidades blindadas do general Hoth romperam as defesas na região de Rouen, terminando assim de esfacelar as já castigadas tropas francesas, o exército francês havia perdido mais de 30 divisões e quase todos seus blindados estavam fora de combate, do lado alemão grande parte de suas tropas de infantaria ainda não havia entrado em combate e suas divisões paz estavam agora reabastecidas, os bombardeiros da eficiente luftwaffe haviam conseguido destruindo diversas unidades aliadas e por conseqüência suas linhas de comunicação e suprimentos, fazendo com que o resto dos exércitos franceses dispersasse em todas as frentes de combate. Portanto o caminho para Paris já não encontra mais defesas capaz de fazer frente ao poderoso exército alemão do general Von Bock. Às 16 horas do dia 10 de junho, o embaixador francês André Françoi-Poncet lotado em Roma e sir Percy Loraine, tendo Poncet telefonado a Reynaud informando que acabara de receber das mãos do Conde Galeazzo Ciano representante legal do governo Italiano, a comunicação da declaração de guerra era estendida à França e a Inglaterra. Na manhã do dia 11, as forças de Von Bock cruzaram o rio sena pelo oeste em vários pontos e preparam o cerco a Paris. Porém por ordem do alto comando alemão a primazia foi dada ao grupo blindado do general Von Kliest e seu chefe imediato Rundsted. Em 12 de junho as forças blindadas do general Guderian cercaram o portal de retirada das tropas francesas que defendiam a linha Maginot nas localidades de Bensançom e Belfort, assim quando o alto comando francês ordenou que suas tropas postadas na linha Maginot deveriam abandoná-la e dirigir-se para a defesa de Paris já era muito tarde, cerca de 500.000 soldados franceses foram detidos e encurralados na bacia do Reno por tropas alemãs do general guderian no dia 17 de junho. Na madrugada 14 de junho de 1940 tropas alemãs entram em Paris, era o fim do governo francês. Em manobra de leque O grupo Bock toma a capital francesa e logo em seguida as cidades de Troyes, Dijon e Lião, darão à volta nos Alpes e atingirá o Mediterrâneo. Por volta do meio dia um pelotão da Wermacht desfila frente ao tumulo do soldado desconhecido e a bandeira Nazista tremula no arco do triunfo, o ultimo defensor de Paris o general Dentz era agora prisioneiro do 18º exército do general Kuchler, No interior da França unidades do exército francês resistiam tenazmente frente ao constante avanço alemão.

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Na manhã do dia 17 de junho na fronteira Italo-franco e desfechado o primeiro ataque italiano contra as já desgastadas tropas francesas, porém as tropas invasoras encontram forte resistência por parte de 3 divisões alpinas francesas. No dia 19 na cidade de Lyon cerca de 3.900 soldados franceses se rendem aos oficiais da Grossdeutschland, 1.108 foram mortos, feridos ou desaparecidos em combate. Ás 17:00 do dia 21 de junho o estantes das unidades francesas que defendiam a linha maginot rendem-se as tropas do general Rundsted. Restava somente a França aceitar a rendição.

Mensagem de Weygand a suas tropas

“Oficiais e soldados do Exército francês: Depois de uma série ininterrupta de violentas batalhas, eu vos dou a ordem de cessar a luta. Se a sorte das armas nos foi contrária, pelo menos vós respondestes magnificamente aos chamados que dirigi ao vosso patriotismo, vossa valentia e vossa tenacidade. Nossos adversários renderam homenagens às vossas virtudes de soldados dignos de nossas glórias e de nossas tradições. A honra foi salva Podeis sentir-vos orgulhosos de vós mesmos; com a satisfação do dever cumprido contribuireis para criar aquela confiança nos destinos da França que no decurso dos séculos soube superar outros reveses. Permanecei unidos e confiais em nossos chefes. Continuais submetidos à mais estrita disciplina. Neste caso nem vossos sofrimentos nem os sacrifícios de nossos camaradas tombados no campo da honra terão sido em vão. Seja onde estiverdes, vossa missão não terminou ainda. Vós continuareis sendo a estrutura da pátria. Vossa missão amigos. Viva a de amanhã será a reconstrução moral e material. Elevai os corações, França”.

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E no dia 22 de Junho de 1940, Hitler exigiu que o ato de rendição fosse feito dentro do mesmo vagão ferroviário que no ano de 1918 a Alemanha assinará frente aos aliados na clareira da floresta em Compiègne. Esta era uma vingança especial de Hitler contra França. As condições impostas pelo armistício puderam também revelar o profundo ódio que Hitler nutria pela França.

William Shirer, correspondente de guerra, escreveu: Impor um armistício nesse

local histórico era a doce vingança de um homem que fora humilde cabo no exército que fora obrigado a entregar-se em 1918 e que não ocultava seus sentimentos. Estando a pouca distância dele, eu via-lhe o rosto iluminar-se, sucessivamente, de ódio, de desprezo, de triunfo...

Acordo de cessar fogo entre o Alto Comando Alemão e os representantes do governo francês Compiengne, 22 de junho de 1940 Entre o chefe do Alto Comando Alemão das Forças Armadas alemãs, General Keitel, representante do Fuhrer da Alemanha do Reich e Supremo Comandante em Chefe das Forças Armadas Alemãs, e os representantes autorizados do governo francês, General Charles Huntziger, chefe da delegação ; Leon Noel, Contra Almirante Maurice LeLuc, General dos Corpos de Exército Georges Parisot, General da Força Aérea Jean Marie Bergeret, o seguinte armistício foi aceito com os seguintes artigos:

ARTIGO I O governo francês ordena o cessar fogo contra o Império Alemão na França, assim como em suas possessões, colônias, protetorados, territórios, mandatários, assim como das forças navais. O governo francês ordena a imediata baixa das armas de todas as unidades francesas cercadas por tropas alemãs. ARTIGO II Para salvaguarda dos interesses do Império Alemão, os territórios do Estado Francês ao norte e a oeste da linha desenhada no mapa anexo serão ocupados por tropas alemãs. Os territórios acima mencionados que ainda não estiverem sob ocupação alemã serão imediatamente ocupados após a conclusão deste tratado. . ARTIGO III Na França ocupada, o Império Alemão exerce todos os direitos de um força ocupante. O governo francês está obrigado a dar toda a ajuda, com todos os seus sinônimos, para o total exercício desses direitos e para a manutenção dos mesmos

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Todas as autoridades francesas e oficiais nos territórios ocupados, devem ser prontamente informadas a cumprir as ordens dos comandantes alemães e a cooperar com eles de maneira correta. É intenção do governo alemão, limitar a ocupação da costa oeste após o fim das hostilidades com a Inglaterra ao estritamente necessário. É permitido ao governo francês, indicar os representantes do governo nos território não ocupados, ou se desejar, movê-los a Paris. Nesse caso, o governo alemão garante ao governo francês e suas autoridades centrais, toda tranqüilidade para que possam conduzir os territórios não ocupados, de Paris.

ARTIGO IV As forças armadas francesas em terra, mar e no ar serão desmobilizadas e desarmadas com tempo a ser definido. Exceções apenas as unidades necessárias para a manutenção da ordem doméstica. Alemanha e Itália irão repor suas forças. As forças armadas francesas que estejam em território a ser ocupado pelas forças alemãs, devem recuar imediatamente para território que não será ocupado e descomissionadas. Essas tropas, antes de efetuarem o recuo, devem baixar armas e equipamentos nos locais onde hoje se encontram estacionadas assim que este tratado se tornar efetivo. As forças armadas francesas são responsáveis por entregar, de maneira organizadas, essas armas e equipamentos às tropas alemãs. ARTIGO V Como garantia do cumprimento deste cessar fogo, a rendição, a preservação do bom funcionamento de armas, blindados, armas anti tanque, aviões, artilharia anti-aérea, armas de infantaria, meios de transporte e munições podem ser entregues pelas forças francesas para as tropas alemãs que estavam combatendo até que este acordo tenha força em todo território a ser ocupado pela Alemanha. A comissão de Cessar fogo alemã decidirá o perímetro de entrega. ARTIGO VI Armas, munições e aparatos de guerra de todos os tipos que ainda estejam na França não ocupada serão guardadas e mantidas em segurança por forças alemãs ou italianas, a não aquelas destinadas ás unidades de segurança interna francesas. O alto comando alemão reserva o direito de tomar todas as medidas diretas que achar necessário para excluir o uso não autorizado desse material. A construção de novos aparatos de guerra na França não ocupada deve cessar imediatamente.

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ARTIGO VII Em território ocupado, todas as fortificações de costa e em terra, com suas armas e munições, e equipamentos e plantas de todos os tipos devem se render sem causar danos. Plantas dessas fortificações e de outras já em conquistadas pelas tropas alemãs, devem permanecer em mãos. Planos que mostrem posicionamento de minas terrestres, obstruções, fusos horários, barricadas, etc, devem ser entregues ao alto comando alemão. Esses obstáculos devem ser removidos pelas forças francesas sob ordens alemãs. ARTIGO VIII A frota de guerra francesa devem seguir para os portos para serem designadas mais objetivamente, e sob comando alemão e ou italiano para desmobilização posterior – com a exceção das unidades enviadas pelo governo francês para a proteção dos interesses da França em suas colônias.

Os postos dos navios em tempo de paz, devem ser controlados pela designação dos portos. O governo alemão solenemente declara ao governo francês que o mesmo não deve usar a Frota de Guerra Francesa que está em portos sob controle alemão para fins de guerra, com exceção às necessárias a guarda da costa e detecção de minas. Também solenemente e expressamente declara que o mesmo não deverá fazer quaisquer pedidos a respeito da Frota de Guerra francesa até a que tenhamos a paz. Todas as naves de guerra que estão fora da França devem ser chamadas a retornar com exceção da porção destinada a representar os interesses franceses em suas colônias.

ARTIGO IX O alto comando francês deve fornecer ao alto comando alemão, a exata localização de todas as minas instaladas pela França, assim como informações de todas as obstruções instaladas em portos, instalações de defesa e costa. Enquanto for o desejo do alto comando alemão, forças francesas devem limpar a área de minas. ARTIGO X O governo francês está proibido em fornecer quaisquer partes de suas forças armadas para travar combates com a Alemanha, de quaisquer maneiras.

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O governo francês também deve prevenir os membros de suas forças armadas quanto a deixar o país com armamentos de quaisquer tipos, incluindo navios, aviões, etc, para serem enviados a Inglaterra ou qualquer outro país no exterior. O governo francês irá proibir todos os seus cidadão a lutar contra a Alemanha, que ainda se encontra em estado de guerra. Qualquer cidadão que violarem esta condição, serão tratados pelas tropas alemãs como insurgentes.

ARTIGO XI Navios comerciais franceses de todos os tipos, incluindo costeiros e naves nos portos, que estão nas mãos dos franceses, não poderão sair de suas localizações atuais até a segunda ordem. O reinício das viagens comerciais serão requeridas e aprovadas pelos governos alemão e italiano.

Navios comerciais franceses serão chamados de volta pelo governo francês, ou, se o retorno é impossível, serão instruídos a se dirigirem a um porto neutro. Todos os navios comerciais alemães devem retornar imediatamente para a Alemanha sem quaisquer danos.

ARTIGO XII Vôos feitos por quaisquer aeronaves sobre território francês estão proibidos. Todo avião que for avistado sobrevoando solo francês sem aprovação alemã será considerado inimigo e tratado como tal pela força aérea alemã. Em território não ocupado, campos de pouso e instalações de solo devem da força aérea ficarão sob comando alemão ou italiano. Esses campos de pouso devem se manter sem uso. O governo francês deve apoderar-se de todos os aviões estrangeiros em regiões não ocupadas para prevenir vôos ilegais. Esses aviões devem ser enviados para as forças armadas alemãs. ARTIGO XIII O governo francês obriga-se a entregar para tropas alemãs na região ocupada, todas as instalações e propriedades das forças armadas francesas, sem quaisquer danos.

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O governo francês também ver-lhe-á que os portos, as instalações industriais, e as docas devem ser preservados em suas condições atuais e sem danos. As mesmas condições aplicam-se às rotas do transporte e o equipamento, especialmente estradas de ferro, estradas normais, e canais, e a toda rede de comunicações, redes de água e serviços de cabotagem. O governo francês deve também, a pedido do alto comando aliado, executar trabalhos de reparos nas instalações que estejam danificadas. O governo francês verá as necessidades técnicas das regiões ocupadas, pessoal e equipamentos de estrada de ferro e outros equipamentos de transporte, devem permanecer em serviço.

ARTIGO XIV Estão proibida quaisquer transmissões de quaisquer estações sem fio em solo francês. A continuação das atividades de transmissão sem fio na região não ocupada da França necessita de especial regulamentação. ARTIGO XV O governo francês está obrigado a executar frete e transporte entre o Império Alemão e a Itália através dos territórios não ocupados de acordo com as ordem do governo alemão ARTIGO XVI O governo francês, em acordo com os oficiais alemães responsáveis, transportarão a população de volta para os territórios ocupados. ARTIGO XVII O governo francês está obrigado a prevenir transferência de valores econômicos e provisões do território ocupado para os territórios não ocupados ou para o exterior. Esses valores e provisões dos territórios ocupados devem ser usados ou consumidos apenas sob acordo com o governo alemão. Nesses casos, o governo alemão irá avaliar as necessidades da população nos territórios não ocupados. ARTIGO XVIII O governo francês irá custear a manutenção das tropas de ocupação alemãs em solo francês. ARTIGO XIX Todos os prisioneiros de guerra, civis ou militares sob custodia francesa, incluindo aqueles cuja prisão e condenação foram dadas devido a atos em favor do Império alemão, devem se render imediatamente às tropas alemãs.

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O governo francês está obrigado a render, sob ordens, todos os alemães a pedido do governo alemão na França, assim como em suas possessões, colônia, protetorados, territórios e mandatos. O governo francês está obrigado a prevenir a remoção de prisioneiros de guerra alemães, civis ou militares, da França para suas possessões ou para o exterior. A respeito dos prisioneiros já fora da França, assim como os prisioneiros alemães doentes ou feridos que não podem ser transportados, listas exatas de seus endereços devem ser entregues. O governo alemão assume todo o tratamento aos doentes e feridos alemães.

ARTIGO XX Tropas francesas em campos de prisioneiros alemães continuarão prisioneiras de guerra até a conclusão da paz. ARTIGO XXI O governo francês assume a responsabilidade pela segurança de todos os objetos e valores que foram rendidos sem danos ou capturados, devem estar a disposição da Alemanha. Qualquer remoção desses artigos para o exterior está proibida. O governo francês será obrigado a recompensar por toda destruição, dano ou remoção ilegal a este acordo. ARTIGO XXII A comissão de cessar fogo, agindo de acordo com o direcionamento do alto comando alemão, irá regular e supervisionar a manutenção do acordo de cessar fogo. É tarefa da Comissão de cessar fogo assegurar que esteacordo está em conformidade com o Acordo de cessar fogo francoitaliano. O governo francês enviará uma delegação para a comissão de cessar fogo, para representar os desejos franceses e para receber as regulamentações vindas da comissão visando a execução deste acordo. ARTIGO XXIII Este acordo de cessar fogo se torna efetivo assim que o governo francês acertar um acordo de cessar fogo, cessando as hostilidades contra o governo italiano.

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Hostilidades devem ser cessadas seis horas depois do exato momento que o governo italiano notificar o governo alemão sobre a conclusão do mesmo. O governo alemão será notificado pelo governo francês por transmissão sem fio.

ARTIGO XXIV Este acordo é valido até a conclusão do tratado de paz. O governo alemão cancelará este acordo imediatamente caso o governo francês não consiga cumprir com as obrigações aqui acordadas. Este acordo de cessar fogo está sendo assinado na Floresta de Compiegne, em 22 de junho de 1940, às 6:50 p.m., horário de verão alemão. General Charles Huntziger General Wilhelm Keitel

O governo populacional da França ocupada seria exercido pelo Marechal Pétain, a Alemanha seria indenizada pelos gastos da ocupação e não libertaria 2 milhões de militares franceses feitos prisioneiros em batalha. Em 24 do mesmo mês os combates cessaram completamente, O Fuher alemão em apenas seis semanas havia conseguido derrotar aquele que outrora fora o mais poderoso exército do mundo.

Mensagem do marechal Pétain ao povo Francês.

“Franceses: ao responder a um pedido do Presidente da República, assumo desde hoje a chefia do Governo da França. Seguro do afeto de nosso admirável Exército que luta com um heroísmo digno de sua larga tradição militar contra um inimigo superior em número e armas; certo de que com sua magnífica resistência o Exército cumpriu as obrigações com seus aliados; seguro do apoio dos ex-combatentes que tive a honra de comandar e certo da confiança do povo inteiro - entrego-me à França para atenuar o seu infortúnio. Nestas horas penosas, penso nos refugiados sofredores que, totalmente sem recursos, erram pelas nossas estradas. Expresso-lhes minha compaixão e carinho. Com o coração dolorido, digo-lhes hoje que a luta deve cessar. À noite, dirigi-me ao adversário para perguntar se está disposto a buscar comigo, como soldados, depois da batalha e da forma honrosa, os meios para por fim às hostilidades. Todos os franceses devem congregar-se em torno do Governo que presido nestas duras provas e suportar em silêncio a angústia para obedecer somente à fé no destino da Pátria”.

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Marechal Petain e Adolf Hitler

“Marechal Henri Philippe Benoni Omer Joseph Pétain, herói da primeira Guerra mundial nasceu em 24 de abril de 1856 na cidade de Cauchy-à-la-Tour, e veio a falecer de causas naturais em 23 de julho de 1951, em Île d'Yeu), por ter colaborado com o reich alemão durante a ocupação francesa o marechal Petain após aguerra foi julgado e sentenciado à pena de morte, posteriormente o general Charles de Gaulle a quem o marechal havia rebaixado ao posto de coronel por não colaborar com a ocupação nazista e ter se retirado para a inglaterra converteu a sentença de morte em prisão perpétua”.

Governo Francês Bordéus, 23 de Julho de 1940 Em caráter oficial, anuncio que o general De Gaulle, que fora rebaixado a seu grau anterior de coronel, será julgado dentro em breve por um tribunal militar acusado de haverse negado a regressar, a ter feito uso de seu posto e de haver dirigido em território estrangeiro um apelo aos oficiais e soldados franceses.

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Aos

General Charles de Gaule

Após cessarem os combates o III Reich anexou ás províncias francesas contenciosas de Alsácia e Lorraine localizadas a esquerda do Reno entre Luxemburgo e Suíça, apesar dos protestos do governo de Vichy. À província de Alsácia foi anexada região de Baden, e Lorraine passou a fazer parte do Westmark Gau. Para as províncias foram voltadas para a França em 1945. Quanto aos soldados Franceses e correto afirmar que as falhas que conseqüentemente levaram a derrota frente ao exército alemão não podem ser atribuídas a eles. Pois um comentário escrito na The Fighting Force diz: “Não há homem algum mais preso ao seu solo natal que o campônio francês, ninguém mais verdadeiramente patriota... Todos os generais alemães que relataram os primeiros dias da batalha da França frisam a tenacidade e a habilidade da resistência com que se defrontaram”.

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A verdadeira causa da derrota residiu na preparação falha e ineficiente e a maior parcela de culpa e jogada sob o alto comando francês. Sua arrogante confiança na tática defensiva fe-los confiar excessivamente nas defesas da linha Maginot e subestimar o poder que as novas armas e métodos tinham dado ao ataque. Devido ao apego a uma doutrina militar já ultrapassada para a época os comandantes franceses não lograram êxito em seus contra-ataques. Fato pelo qual avanço alemão deitou por terra em apenas 6 semanas todos os princípios doutrina militar francesa. Mesmo passados muitos após Napoleão Bonaparte afirmar que que o lado que fica dentro das suas fortificações é derrotado, o exercito francês achava estar segura na linha maginot, somente 2 oficiais franceses haviam alertado sobre este perigo, Um deles foi o Coronel de Gaulle e o outro foi o General Guillaumat. Além do mais não existiu uma perfeita coordenação entre os comandantes aliados durante a defesa da França. A inferioridade francesa é indiscutível, visto que além dos combates contra o exército alemão e suportar os pesados bombardeios da luftwaffe o exército francês teve que deslocar cerca de 30 divisões para a fronteira italiana, pois enfrentava duas frentes de combate. Para o alto comando alemão era vital que a armada francesa fosse posta fora do alcance dos britânicos ou a superioridade naval estaria abalada, para tanto o Art. VIII obrigava o retorna da armada aos portos controlados por Alemanha ou Itália, caso contrário o Eixo teria 19 couraçados contra 11 britânicos, 46 cruzadores contra os 60 da GrãBretanha, 250 destróieres contra 182 da Grã-Bretanha. A superioridade em submarinos seria na proporção de três para um, proporção esta alcançada há algum tempo. Até a presente data os principais vasos franceses eram os cruzadores leves Paris e Courbet, o submarinos Surcouf, o maior construído na época, os cruzadores de batalha Lorraine, Strasbourg e Dunkerque, bem como os couraçados Bretagne e Provence.

O Porto de Dunquerque logo após a retirada das tropas aliadas

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Adolf Hitler em Paris

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Para as campanhas militares da conquista da Holanda, Bélgica, Luxemburgo e França, a Luftwaffe contabilizou a perda de 1.284 aeronaves (sendo que deste total apenas 28% ocorreu no início da Blitzkrieg) foram mortos 1.722 militares de suas tripulações. Para os comandantes do império britânico, o próximo passo da Alemanha, seria logicamente - a invasão da Grã-Bretanha – o que era uma questão de tempo, muitos estudiosos da II guerra são categóricos em afirmar que a derrota do exercito alemão teve inicio em duas frentes, a primeira ao deter suas tropas antes de Dunquerque e permitir a retirada das sitiadas tropas para território inglês e segundo ao atacar a união soviética e permanecer em combate durante o inverno russo, estando seu exército ocupado em variais frentes de batalha. Em 03 de julho após receberem ordem do almirantado francês sob domínio alemão e em cumprimento do cessar fogo os vasos franceses preparam-se para zarpar do porto argelino de Mers El-Kabir rumo aos portos franceses, quando á aproximadamente 05 horas da manhã são interceptados por uma frotilha britânica no largo de Orã que lhes informa por meio de um ultimato entregue pelo capitão-de-mar-e-guerra C.S. Holland ao almirante Genseoul. O ultimato exigia que o comandante francês agisse de acordo com uma das seguintes alternativas:

A - Acompanhar-nos e continuar a lutar pela vitória contra os alemães e italianos. B - Acompanhar-nos com tripulações reduzidas sob o nosso controle a um porto britânico. As tripulações reduzidas serão repatriadas o mais rapidamente possível. C - Se qualquer dessas duas resoluções for por vós adotada, restituiremos vossos navios à França quando da conclusão da guerra ou pagaremos por eles plenas indenizações se, entrementes, ficarem avariados. D - De modo alternativo, se por acaso desejais estipular que vossos navios não sejam utilizados contra os alemães ou italianos a menos que eles rompam as condições do armistício, acompanhai-nos com tripulações reduzidas às Índias Ocidentais - Martinica, por exemplo, onde eles possam ser desmilitarizados de maneira satisfatória para nós, ou talvez confiados aos Estados Unidos para com eles ficarem até a fim da guerra, com as tripulações em liberdade. Caso vos recuseis a aceitar essas ofertas honrosas, terei, com profundo pesar, que solicitar-vos afundeis vossos navios dentro de seis horas. Não se cumprindo o acima exposto, tenho ordens do governo de Sua Majestade, para utilizar qualquer força que se tornar necessária, para evitar que vossos navios caiam em mãos alemãs ou italianas."

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O Almirante Francês Responde. “Como protestante e anglófilo - meu impulso pessoal era partir com os ingleses”. Mas, consciente de que assim provocaria a denúncia do armistício e a ocupação da África do Norte, repelirei força com força”.

Quando foi dada a ordem de reacender as luzes, as tripulações aplaudiram, acreditando estarem retomando o combate contra os alemães. Na tarde do mesmo dia precisamente as 16: 26 h o almirante francês deu ordem a seus navios para preparam-se para o combate, o comandante britânico, prontamente abriu fogo contra os navios franceses. O primeiro tiro de canhão contra a frota francesa foi disparado ás 17: 59 h os navios ingleses lograram êxito ao afundar o Bretagne e o contratorpedeiro Mogador, incendiar o Provence e danificar pesadamente o Dunquerque, tendo conseguido efetivamente incapacitar diversos vasos menores, mesmo atingido por um torpedo o Strasbourg conseguiu romper a barreira britânica e chegou ao porto de Toulon sendo acompanhado pelos contratorpedeiros Terrible, Tigre e Volta, e em 8 de julho a frota francesa estava incapacitada para o combate. Com a morte de 1.297 marinheiros franceses. A França colaboracionista de Vichy rompe relações diplomáticas com a Inglaterra devido a este incidente. Para parte da frota francesa ancorada em Alexandria Inglaterra, o Almirante Godfroy concordou em deixar neutralizar seus navios, esvaziou os tanques e as culatras de seus canhões foram dispostas em terra. Em Dacar, foi necessário avariar o vaso Richelieu.

Esquadra Francesa no porto de Mers El-Kabir

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Após a rendição da França, por um breve tempo. Calaram-se os canhões. Hitler se aproveitando deste intervalo de tempo muda temporariamente seu, agenda uma visita juntamente com dois antigos companheiros de regimento aos campos de batalha nos Flanders no local onde durante a primeira guerra fora ferido em combate, mudando seu general para um pequeno vilarejo, na fronteira franco-belga, Bruly-de-Pesche, junto a Rocroi. Inquieto muda-se novamente para a Floresta Negra, perto de Freudenstadt localizada na Alsácia reconquistada, visita as populações de origem alemã , no Perigord. Em Estrasburgo, muda o mone da Praça Kleber para praça, começa a expulsar as populações de língua francesa e a anexação dos territórios conquistados, ignorando os protestos do governo de Vichy. Entre os dias 7 e 8 de Julho de 1940 navios da armada inglesa escoltando um comboio para evacuar para mulheres e crianças de Malta e outro carregando suprimentos para Alexandria. São duramente bombardeados por aeronaves da regia italiana que conseguem atingir o cruzador Gloucestershire com uma bomba, e em 9 de Julho, a frota de escolta britânica no mediterrâneo avistou ao longe uma escolta italiana de dois couraçados e numerosos cruzadores, após um único disparo de distancia extremamente grande para a época feita pelo cruzador Warspite e acertando um vaso italiano, o comandante da esquadra de Mussolini o Almirante de esquadra Inigo Campioni, retira suas forças para longe evitando um confronto direto.

Cruzador de Batalha Inglês após breve confronto com a Marinha Italiana

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A Batalha incia-se nas colônias no continente africano Em represália á declaração de Guerra feita pelo governo Italiano, tropas inglesas estacionadas no Egito entram em território Libio controlado por forças italianas e a 16 de julho ocupa grande parte de suas fortalezas, em 28 do mesmo mês uma bateria antiaérea italiana montada na cidade de trobruk dispara e derruba acidentalmente o avião em que viajava o general Balbo, a guerra mesmo que em pequena escala estendia-se para o Kênia e o Sudão.

Tropas Sudanesas

A Batalha da Inglaterra Conselho de Guerra de 31 de julho, Diretiva n° 17. A ofensiva aérea geral contra a Inglaterra começará a 5 de agosto. O objetivo é a destruição R.A.F

Bombardeiro Avró 683 Lancaster

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Churchill e Roosevelt

Para colocar em pratica a Operação Seelöwe (leão-marinho), que era a invasão do Reino Unido. O alto comando alemão dispunha dos aeródromos conquistados com a ocupação francesa e holandesa, norueguesa e dinamarquesa, além de bases navais européias, no intuito de enfraquecer a resistência inglesa frente a iminente conquista o reich alemão ordenou a Kriegsmarine o bloqueio ao comércio com as ilhas britânicas e a Luftwaffe o Bombardeio ao continente britânico em especial as bases da R.A.F, para a execução desta operação o alto comando da Luftwaffe deixou a cargo da Luftflotte 5 (sediada na Noruega, sob comando do General Hans Jurgen Stumpf) só deveria intervir ao norte das ilhas Britânicas, a Luftflotte 2 (ao norte de Le Havre, sob comando do General Albert Kesselring) deveria controlar a linha Portsmouth-Oxford-Manchester. A última, a Luftflotte 3 (ao sul de Le Havre, sob as ordens do General Hugo Sperrle) deveria atacar os condados do sudoeste e oeste . Sendo que nos primeiros dias de julho estavam dispostos sob as ordens dos três comandos cerca de 2.800 aviões, sendo 1.300 bombardeiros Heinkel He 111, Junkers Ju 88A e Dornier Do17; 280 bombardeiros de mergulho Junkers Ju 87 Stukas; 790 caças; Messerschmitt Bf 109; 260 caças pesados Messerschmitt Bf 110 e 170.

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O objetivo principal a ser cumprido por estas três unidades seria destruir totalmente as bases aéreas inglesas de Biggin Hill, Kenley, Croydon, Hornchurch, Manston e Tangmere, tais bases formavam um anel defensivo em torno de Londres e do estuário do Tamisa. Para defender esta região dos maciços ataques da Luftwaffe a R.A.F contava apenas com A RAF com 347 caças mono postos Hawker Hurricane, 199 Supermarine Spitfire, 69 caças noturnos Bristol Blenheim e 25 Boulton Paul Defiant. O exército ingles dispunha de 786 peças de artilharia de campanha, 167 canhões antitanque, 178 tanques leves e 81 tanques médios. E de 12 divisões mal treinadas e pessimamente equipadas, em apenas uma semana cerca de 250 já se alistavam como voluntários. O Fighter Command e divido em 04 grupos, ficando assim distribuídos: O primeiro, n° 10, com QG em Bath, defende o Sudoeste da Inglaterra. O segundo , n° 13, com QG em Newcastle-on-the-Tyne, defende a Escócia e os condados ingleses do Norte. O terceiro, n° 12, com QG em Nottingham, defende o coração industrial da nação, os Midlands. O quarto, muito importante, leva o n° 11, possui QG em Uxbridge, no Middlesex, e defende Londres e o Sudeste, região que espera a invasão. Partindo de bases localizadas no continente europeu os bombardeiros da luftwaffe tinham por alvo primário pontes, quartéis militares, aeródromo, postos de radares, fabrica de produtos bélicos, e para cumprir tal objetivo voavam dia e noite entre os dois pontos, chegando a cumprir cerca de 3000 e lançar aproximadamente 1.900 toneladas de explosivos sobre solo inglês apenas nos meses de Julho e agosto de 1940. Aos poderosos caças alemães fora confiada a missão de auxilio a kriesgsmarime á afundar os navios que navegassem no canal da mancha, chegaram à soma de 70.000 ton de embarcações afundadas, porém foram abatidos 279 aviões de sua força aérea contra terem abatido somente 142 caças da R.A.F os quais tecnicamente lhes eram inferiores em velocidades e armas. Entre o início e meados do mês de agosto o alto comando alemão colocou em pratica contra a R.A.F o plano Adlerangriff (Ataque da Águia). Este plano ordenava as Geschwaders sediadas nos Países Baixos e na França, por determinação deste plano durante cinco dias seguintes um total de 3.196 aeronaves deveriam atacar, bombardear e destruir incessantemente aeródromos, estações de radar, aeronaves inimigas e outros alvos terrestres nas regiões a oeste e sul da Inglaterra. Para enfrentar e repelir este ataque o total de aeronaves da R.A.F era de 2.500 aviões.

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Ataque a Londres

A 12 de Agosto uma formação de bombardeiros ataca e destrói 6 estações de radares localizadas em Ventmoor na ilha de Wight, são necessários vários dias para novamente entrarem em operação.

Estação Inglesa de Radar

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Em agosto de 1940 tropas italianas desfecham um ataque ás tropas inglesas forçando-as a entrarem na Arábia Saudita, por vários dias o avanço empreendido foi lento e as baixas extremamente altas. Em setembro do mesmo ano os ingleses são por fim derrotados pelas tropas italianas.

Bombardeiros da Lftwaffe sobrevoando o Tâmisa

A primeira expressiva vitória da R.A.F sobre a Luftwaffe ocorreu em 15 de agosto de 1940, às 10h00, quando uma formação de 72 bombardeiros Heinkel He 111H-1 pertencentes a KG 26 (Kampfgeschwader 26) decolaram para cumprir uma missão de ataque múltiplo à Dishforth, Usworth e Middlebrough, tendo como as opcionais Newscastle e Sunderland. Ao errarem o alvo se depararam com uma formação de caças compostas por quatro esquadrilhas de Hurricanes e Spitfires da RAF. Estando os bombardeiros He 111´s desprovidas de escolta tornaram-se alvos fáceis para os pilotos britânicos, totalmente destruídos grande parte da formação, o mesmo veio a se repetir contra uma força composta por 50 Junkers Ju 88A-1 da KG 30, que teve de enfrentar duas esquadrilhas de caças do Fighter Command. Ao fim do dia a R.A.F totalizou 79 bombardeiros abatidos, contra apenas 34 caças.

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Às 4:45 h da manhã do dia 31 de agosto de 1940, uma formação de 100 aviões da Luftwaffe dirigiu-se à Eastchurch e bombardearam Detling; sendo seguidas por diversas outras formações que realizaram ataques maciços contra Duxford, North Weald e Debden. Os maiores danos sofram sofridos em Debden ao ser violentamente atingido por bombas incendiárias e explosivas.

Fotografia aérea retirada em preparação a operação Leão-Marinho

Estragos provocados pelos Bombardeiros da Luftwaffe

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O Grande problema para o Alto comando alemão estava no fato de os ingleses possuírem um sistema de radares eficientes ( Chaim Home) os quais poderiam ser alertados a cerca de 160 km de distancia dos aviões da Luftwaffe chegarem ao solo inglês, portanto tais radares deveriam ser destruídos ou mesmo uma brecha deveria ser aberta no sistema de vigilância, o que a ser feita em 18 de Agosto quando uma formação atacou a base de radar localizada na ilha de Wight, provocando uma ruptura no sistema de defesa inglês, o que sem duvida os levaria ao colapso total frente aos constantes ataques da Luftwaffe, os ataques eram levados a cabo dia e noite o que obrigou aos técnicos da luftwaffe a desenvolverem sistemas ainda hoje utilizados em navegação comercial em más condições do tempo, a Luftwaffe possuía em suas diretrizes de construção a norma de que suas bases aéreas deveriam possuir duas ou três pistas de concreto, com largura aproximada de 35 metros e extensão de 1.400m, com todas as instalações e alojamentos necessários, além de uma estação ferroviária próxima. As comunicações eram feitas na faixa de 300 a 600kHz, tendo um canal de emergência. Uma rede de radiofaróis para orientação da navegação, operando entre 200 e 500 khz. O que seguramente garantia a seus pilotos o pouso e a decolagem em condições adversas.

Operadora de um sistema de Radar Chaim Home operando em 300 Khz

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O primeiro ataque sobre Londes foi executado em 24 de agosto quando um único bombardeiro Henkel disperso de sua formação original despejou suas bombas sobre um subúrbio da capital inglesa, e as localidades de Tottenham, Islington, Stepney, London Wall, Bethnal, em represália o primeiro ministro inglês ordenou que um grupo de bombardeiros deveriam atacar Berlim, o ataque foi efetuado no dia 25 e era composto por uma esquadrilha com 80 bombardeiros sendo que por determinação 42 dos bombardeiros deveriam retornar antes de lançar suas bombas, o ataque realizado teve um efeito moral bem maior do que os danos materiais, tendo causado 20 mortes entre a população Berlinense, era inconcebível para a época que a capital do III Reich fossa atacada o que causou grande alarde entre a população, apartir desta data ambos os lados iniciaram ataques constantes as populações residentes em áreas urbanas.

Bombardeiro Avrò Lancaster antes do ataque a Berlin

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Na tarde de 7 de setembro, mais precisamente ás 05:00 h um grupo de 300 bombardeiros e forte escolta lança suas bombas sobre o arsenal inglês de Woolwich e suas docas. E na manhã do dia 08 com o anuncio de invasão as tropas inglesas se deslocam para seus postos de combate por toda a Grã-bretanha, divisões inteiras preparam a defesa costeira.

Ataque alemão á Londres

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Nas primeiras horas do dia 15 de setembro de 1940. O sistema de defesa alertou o alto comando de defesa inglês sobre uma formação de mais de 40 aeronaves voando sobre a costa francesa em Dieppe, rumando em direção a Newhaven. Sendo seguida por outra formação compostas por mais de 120 aeronaves na localidade de Amiens, e uma terceira sob a localidade de cherburg. Em pouco tempo, o 11º e o 12º Fighter Groups da RAF estava no ar sobre Londres para repelir o ataque alemão, A primeira onda de bombardeiros alemães chegaram à Londres por volta do meio-dia, sendo prontamente confrontado por cinco esquadrilhas de caças do 12º Group. Após meia hora de combates, os caças Bf 109E por possuírem pouca autonomia tiveram que rumar de volta à França “20 minutos além da mancha”, tendo os bombardeiros alemães ficando sem escolta e com a dura incumbência de se defenderem sozinhos dos caças da RAF, ás 14:00 horas do mesmo dia Londres teriam que enfrentar a segunda leva de bombardeiros da Luftwaffe a qual durou cerca de 2 horas ininterruptas, sendo que somente após ás 16: 00 horas os combates cessaram, contabilizadas as perdas em aeronaves a Luftwaffe perdeu 60 aviões e a R.A.F apenas 26 aeronaves abatidas, tendo a Luftwaffe realizado cerca de 1.257 vôos neste dia. Outro pesado ataque a Londres somente seria desfechado na noite de 29/30 de dezembro de 1940. Apartir desta data os raides de bombardeios sobre Londres começaram a diminuir sensivelmente, ficando por conta de pequenas e esporádicas escaramuças que perduraram até meados de maio de 1941, quando os bombardeios cessam por completo e a população já acostumada com os bombardeios noturnos pode reconstruir suas vidas em Londres e em toda Inglaterra, a perda de vida dos londrinos chegou á 15.000 e sua infra-estrutura estava bastante destruída pelas constantes investidas da luftwaffe com cerca de 13.775 ton de bombas explosivas e aproximadamente 14.421 ton de bombas incendiarias lançadas, militarmente foi uma derrota para a então poderosa Alemanha, que já se preparava para novas frentes de combate mobilizando a maior parte do efetivo das forças para o leste, agora o plano era invadir a Rússia. “O plano traçado pelo alto comando alemão para invadir a ilha inglesa deveria utilizar-se do Grupo de Exércitos A (Rundstedt) e o Grupo de Exércitos B (Von Bock). O Grupo A sob o comando de Rundstedt invadiria a Inglaterra com dois exércitos: o 16° (Busch) e o 9° (Strauss). O 16º, embarcaria entre Texel e Bolonha, lançaria suas divisões em três zonas de desembarque, Ramsgate-Dover, Folkestone-Dungeness, Rye-Hastings. O 9º exército, embarcaria no Havre, deixaria quatro divisões na baía de Brighton e na ilha de Wight. Do Grupo B do General Von Bock seria utilizado apenas o 6° Exército (Reichenau), que partiria de Cherburg e irá controlar a região da baía de Lyme, a oeste de Portsmouth. Com esta ação concluída o circulo de ataque estaria se fechando sob as divisões inglesas. O Grupo composto pelo 16º e 9º exércitos respectivamente e usaria como ponto de partida a região entre Southampton a Gravesend; deveria evitar Londres e manobrar pela esquerda para posicionar-se na direção de Oxford junto ao Tamisa, enquanto o 6º exército deveria tomar a localidade junto a Bristol”. O Plano foi abandonado posteriormente devido às dificuldades impostas pelo Almirante Raeder, pela alegação de não possuir material necessário para apoiar tal investida, o que posteriormente foi acatado por Hitler mesmo que a contragosto.

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Tripulação alemã de um Bombardeiro Heinkel HE 111

Aeronave Dornier DO 17 abatida pela R.A.F em Outubro.

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Relação de aeronaves e pilotos alemães e Ingleses durante a batalha da Inglaterra Balanço - Julho/1940 Avião Spitfire Defiant Do 17 Ju 87 Ju 88 He 111 Bf 109 Bf 110 Destruídos Avariados Mortos Desaparecidos Feridos 17 24 01 01 13 11 11 03 14 04 23 25 09 10 30 10 52 52 17 13 00 00 00 00 74 12 67 85 14 17 11 09 01 02 19 03 11 06 13 02 34 06 39 13 39 32 48 18 Hurricane 33 Blenheim 04

Balanço – Agosto/1940 Avião Spitfire Defiant Do 17 Ju 87 Ju 88 He 111 Bf 109 Bf 110 Destruídos Avariados Mortos Desaparecidos Feridos 44 40 10 03 30 16 32 15 45 40 85 41 06 07 70 35 94 113 54 80 01 03 03 ?? 129 58 182 204 91 113 68 38 00 04 57 19 19 35 39 22 113 07 71 57 89 89 217 119 Hurricane 211 Blenheim 13

Balanço - Set/Outubro – 1940 Avião Spitfire Defiant Do 17 Ju 87 Ju 88 He 111 Bf 109 Bf 110 Destruídos Avariados Mortos Desaparecidos Feridos 77 76 04 -36 03 85 78 96 26 107 67 26 -147 01 251 203 77 91 02 01 03 -94 ?? 227 184 159 109 10 ?? 55 -50 ?? 74 67 36 17 195 -82 01 175 131 326 124 Hurricane 294 Blenheim 12

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Principais Pilotos e suas respectivas forças aeréas envolvidos no combate Principais pilotos Nome Helmut Wick Adolf Galland Walter Oesau Werner Mölders Hermann-Friedrich Joppien Herbert Ihlefeld Gerhard Schöpfel Hans-Karl Mayer Erich Schmidt Siegfried Schnell Horst Tietzen Eric S. Lock Hans Hahn Josef Frantisek Werner Machold Heinz Bretnütz Arnold Lignitz Hans Philipp Brian J. G. Carbury (NZ) Archibald A. McKellar Robert Francis Thomas Doe Witold Urbanowicz Hans-Ekkehard Bob

X

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O ataque ao porto de Taranto. No inicio do mês de Novembro de 1940 um avião de reconhecimento inglês baseado na Ilha de Malta avistou navios da armada italiana fundeados no porto naval de Taranto, Nas primeiras horas do anoitecer do dia de 11 de Novembro de 1940, 12 aeroplanos modelo Swordfish decolam do porta-aviões inglês HMS Illustrious e do porta-aviões aviões Eagle e por dois cruzadores pesados, dois cruzadores leves e quatro destróieres navegando no Mediterrâneo a 74 km do Kabbo Point próximo a ilha grega de Cefalonia, na posição ‘X’, 38°12’N 19°30’L, e voando a baixa altitude bombardeiam o porto italiano de Taranto ás 09:00 h, os primeiros a tacarem as naves ali estacionadas foram os L4P (Ten. L. J. Kigell e Ten. H. R. B. Janvrin) e L5B (Ten. C. J. Lamb e Ten. K. G. Grieve). E um segundo ataque sob o comando O Ten. Comte. J. W. Hale do 819 Squadron ocorreu por volta das 10:40 h, no porto estava fundeada parte da frota italiana composta por seis navios de batalha, sete cruzadores pesados e dois cruzadores leves com mais oito destróieres menores, durante o ataque noturno 3 torpedos modificados para navegar em águas rasas atingiram o navio de batalha Littório, o primeiro abaixo da torreta dianteira, abrindo um rombo de 15 x 9,75 m, o segundo no lado de bombordo, em frente a calha do leme. O buraco aberto por este torpedo media 7 x 1,5 metros,e o terceiro torpedo causou um rombo de 12 x 9 m na proa desprotegida do lado boreste do Littorio, bem baixo, ao lado da torre ‘B’, abrindo um buraco de 240m² de área na sua lateral, inundando os paióis num. 1 e 2, um quarto torpedo atingiu o Conte di Cavour entre a ponte e a torre ‘B’ e o Caio Duílio foi atingido por outro disparo. Este ataque representou um duro golpe na frota italiana e representou um marco para as operações aeronavais pois era a primeira vez que aviões decolavam de um portaaviões e ataca um alvo em terra firme. A frota inglesa alcançou o porto de Alexandria em 14 de Novembro

Porta-aviões Illustrious antes do encontro com o Navio de Batalha Italiano Vittorio Veneto e o Cruzador Pola

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I llustrious, 25.500 Ton, Tripulação 1.400 Homens, 230 metros.

Para defesa de suas instalações e da frota ali estacionada a base naval de Taronto dispunha de 21 baterias de canhões de 100 mm, 13 no porto e 8 em plataformas flutuantes; 84 metralhadoras pesadas e 109 leves, e o armamento antiaéreo dos navios ali fundeados. Seu enorme emaranhado de redes anti-torpedos esta sendo implantados e dos 12. 000 necessários somente 4.000 estavam em operação.

Ataque ao Cruzador Italiano Pola

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Por acharem que o Governo Inglês não estava disposto a aceitar ás propostas de paz emitidas pelo governo alemão, devido a possível ajuda bélica por parte da Rússia, o Fuher decide colocar em pratica o Plano de ataque ao solo Russo e para tanto convoca ao seu quartel general os comandantes-chefes do exército e da marinha, Hitler achava que a chave para vencer o ingleses seria primeiro destruir as defesas russas quanto antes melhor. Aliados após 1940
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Noruega: Bélgica: Luxemburgo: Países Baixos: França Livre: Grécia: 1940, Iugoslávia: União Soviética:

1940, 9 de Abril 1940 10 de Maio 1940, 10 de Maio 1940 10 de Maio 1940, 18 de Junho 28 de Outubro 1941, 6 de Abril 1941, 22 de Junho

A Itália na Líbia O comandante-em-chefe das forças italianas Marechal Graziani havia estacionada 2 exércitos em território libio com cerca de 250.000 homens entre Cirenaica e a Tripolitânia, o 10o Exército, alinhado na Cirenaica, composto de duas divisões italianas; havia ainda duas divisões líbias de askaris; o 5o Exército, estava na Tripolitânia. Em 15 de setembro de 1940 tais forças italianas rompem a desguarnecido fronteira egípcia e mesmo sob fogo da artilharia inglesa avançam 140 km território adentro, até a localidade de Sidi Barrani.

Soldados Ingleses entrincheirados em Bardia

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Onde estabelecem posições defensivas em Sidi Barrani e Bardia, Maktila. Mersa Matruh.Tummar, Nibeiwa, nas escarpas de Bir Enba. Em Rabia e Sofaffi, a sudoeste de Nibeiwa. E os fortes de Capuzzo, Sollum e Sidi Omar, frente á pequena força inglesa encarregada da defesa do Egito, a qual era composta pela 7a Divisão Blindada, comandada pelo Major-General O’Moore Creagh; a 4a Divisão Indiana, sob o Major-General Noel Beresford-Pierse; a Divisão Neozelandesa, comandada pelo Major-General Bernard Freyburg; 14 batalhões de infantaria britânicos, dois regimentos da Real Artilharia e dois batalhões motorizados, somando 36.000 homens com quartel general em Mersa Matruh. O ataque teve inicio em 08 de Dezembro de 1940 ás 5:00h quando integrantes da 4º divisão italiana abriram fogo contra posições italianas, ás 7:30 do mesmo dia a artilharia divisionária abriu fogo contra Nibeiwa, no dia 08 de Dezembro ás 08:00 da noite e durante toda noite a RAF e as canhoneiras Aphis e Lady-Bird da Marinha Real bombardearam os aeródromos próximos a Sidi Barrani e Maktila. Na madrugada do mesmo dia o 7o do Real Regimento de Tanques, rompem ás defesas em torno de Nibeiwa, o combate entre tanques custou aos italianos 25 tanques leves e médios. No mesmo instante integrantes da infantaria britânica do 1/6o Fuzileiros Rajputanos e do 2o Cameron Highlanders, iniciaram fortes combates contra as tropas do General Maletti, neste ataque ao sair de sua posição de defesa o general foi morto por uma rajada de metralhadora, ao anoitecer do mesmo dia uma força conjunta formada pela 5a Brigada Indiana – 1o Real de Fuzileiros, 3/10 Regimento do Punjab, 4/6o Fuzileiros Rajputanos – e um regimento de artilharia de campanha após horas de combate conquistaram Tummar. O numero de prisioneiros nestes locais chegava a 2.300 homens e em alguns locais o exército italiano já batia em retirada deixando atrás de si alguns tanques, canhões e um numero considerado de suprimentos. No dia 09 as tempestades de areia castigaram duramente as tropas envolvidas no combate, impedindo o avanço da divisão indiana, o que somente pode ser feito ao meio da tarde do dia 10 quando a 4º divisão indiana juntamente com a 16º divisão inglesa do MajorGeneral Beresford-Pierse alcançaram Sidi Barrani, ao anoitecer os remanescentes de duas divisões líbias e de uma Divisão Camisas Pretas encontrando-se cercadas e não podendo receber apoio se renderam. Por ter obtido sucesso durante o combate no deserto contra tropas italianas a 4 º divisão Indiana foi transferida ao Sudão para lutar contra as tropas de Mussolini estacionadas na Eritréia e na Etiópia. Para preencher tal lacuna foi enviado a 6a Divisão Australiana. O total de prisioneiros libios e italianos somavam agora 38.000 soldados. E o numero de tanques capturados era de Setenta e três tanques e 237 peças de artilharia. Ataque após ataque o numero de prisioneiros aumentavam bem como o material bélico capturado, passo a passo os combates se tornavam cada vez mais duros, até a chegada ás proximidades da cidade fortaleza de Bradia em 21 de dezembro de 1940, a fortaleza se estendia por uma área de 27 km e era fortemente defendida por 45.000 soldados libios e italianos sob o comando do General Bergonzoli e guarnecidos por 400 canhões de vários tipos e modelos. O ataque à fortaleza de Bardia deu-se as 05:30h de 3 de janeiro de 1941 e terminou com a rendição das tropas italianas em 05 de janeiro após serem duramente castigados pelos pesados canhões dos vasos Warspite, Barham e Valiant da Marinha Real. Porém os combates com forças hostis à ocupação perdurarão por vários meses nesta localidade. Após deixarem a localidade os grupos ingleses e australianos rumaram para a fortaleza natural do porto libio de Tobruk.

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Coluna de Prisioneiros Italianos após sua rendição para tropas Inglesas e Australianas na fortaleza de Bardia.

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A Tomada de Tobruk. Na noite do dia 20 para 21 de janeiro de 1940 as posições italianas no porto de Tobruk começaram a serem castigadas por intensos disparos efetuados por 20 vasos da marinha Real Inglesa, vez ou outra pequenos torpedos Bangalore rompem as defesas de arame farpado postas em torno da fortaleza. O primeiro ataque aéreo foi realizado ás 03:30 h do dia 21 por bombardeiros Wellington e Blenheims, vindos de aeródromos no Egito, ao mesmo tempo em que as bombas caiam sobre as posições italianas a infantaria inglesa e australiana avançava para as posições de assalto, 2 horas depois dos aviões jogarem as primeiras bombas o 2/30 Batalhão da 16a Brigada de Infantaria, chega à trincheira antitanque, por volta das 06: 00 h da manhã vários postos de defesa italianos já se encontravam nas mãos dos aliados, agora a escuridão da noite não mais protegia as divisões inglesas e australianas.

Ataque ao porto de Tobruk

Vitórias seguidas foram creditadas ao 7o/Real Regimento de Tanques, 2/1o Batalhão da 6 Brigada de Infantaria e ao 2/3o Batalhão, entre os pontos em que as defesa italianas foram rompidas os aliados colocaram 3 batalhões da 19a Brigada de Infantaria, que se lançaram ao assalto às 08:40h, assumindo a seguinte formação: 2/4o no centro, 2/11o à direita e o 2/8o à esquerda. Apoiados por veículos transportadores da 6a Cavalaria Divisional e de tanques italianos capturados. Ao meio dia um avião de reconhecimento avisa ter visto uma formação de tropas italianas se ajuntando nas proximidades do Forte Pilastrino com a finalidade de montar um contra-ataque, o comandante despachou o 2/4o Batalhão para Solaro e impedir a retirada, enquanto o 2/8o recebeu ordens de mover-se, ao longo da parte superior da escarpa, até Forte Pilastrino. Para proteger o flanco direito do 2/4o, o 2/11o iria para o norte, para a costa sul da baía de Tobruk. Com forte apoio dos vasos ingleses ás 21:30 h o 2/8o instalou seu QG dentro do forte. Por toda manhã fortes combates são travados em varias posições de defesa dentro dos limites da cidade.
a

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Ao cair da tarde, o 2/11o Batalhão chega ao topo da última escarpa que dominava Tobruk, seus soldados podiam agora vislumbrar do alto a cidade e o porto no qual 12 navios italianos ardiam em chama. Com a cidade praticamente conquistada e as demais posições em suas cercanias em total controle aliado o comandante do porto de Tobruk Almirante Massimiliano Vietina para evitar a aniquilação de seus 1.500 oficiais e soldados rende-se ao Brigadeiro Robertson. A rendição das tropas do exército coube ao já idoso e casando General Petassi Manella. A conquista do porto foi um alivio para as tropas aliadas sendo que em suas instalações o porto possuía, 4.000 toneladas de carvão, depósito de gasolina, instalação de refrigeração e destilação de água com 10.000 toneladas de água armazenada. Na noite de 10 de janeiro aviões bombardeiros da Luftwaffe vindos de aeródromos na Cecília, atacam um comboio britânico em alto mar e despejam suas bombas no porto de tobruk causando sérios danos, no dia seguinte as forças inglesas estacionados no canal de Suez são duramente castigadas pelos bombardeiros alemães vindos da ilha de Rodes.

Generais Richard O´Connor, Philip Neame e Major General Gambier Parry

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Beda Fomm No inicio do mês de Fevereiro de 1941. A 6 km do pequeno e esquecido vilarejo Libio de Beda Fomm, sob o sol escaldante e o constante castigar das tempestades de areia do deserto libio acompanhadas pelo Khamsin, sopro quente e seco, o comandante das forças britânicas estacionadas no Egito Major-General Richard O’Connor, ataca, cerca e aniquila o restante das unidades blindadas italianas do Marechal Graziani. Tais forças viam sendo atacadas desde Mechili até Msus e na retirada pela estrada que leva a Bengazzi tentavam chegar a Trípoli com uma grande coluna de tanques, acompanhados por um misto de turmas de manutenção de aeródromo, pessoal de base, artilheiros de canhões pesados, administradores coloniais e civis, sendo escoltados pelo 10º Bersagliere. Ás 10:30 h a poderosa força britânica inicia seu pesado ataque contra a coluna em retirada seu destino agora seria a capital Líbia de Trípoli, mas em 12 de fevereiro o comandante–emchefe das forças britânicas no Oriente médio General Wavell, por ordem do primeiro ministro inglês ordena não conquistar Trípoli, tal ato deu tempo para que Hitler enviasse em socorro dos italianos um corpo expedicionário à África, composto por uma divisão mecanizada e uma Panzer, a qual a se chamar mais tarde Afrika Korps tendo em seu comando o General Erwin Rommel. Na conquista empreendida pelos britânicos as baixas de suas tropas chegaram à cifra de 500 mortos, 55 desaparecidos e 1.373 feridos, os quais causaram a destruição de um exército composto por 10 divisões, tendo aprisionados a quantia de mais de 130.000 soldados, 180 tanques médios e mais de 200 leves, além de 845 canhões. Nesta batalha veio a falecer devido aos graves ferimentos sofridos em combate o General Tellera, Comandante do Exército Italiano.

Artilharia próxima a Benda Fomm

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O Iraque rompe relações com a Inglaterra Em meados de abril de 1941, o general Rachid Ali el-Gailani através de um golpe militar derruba o rei Abdul Illal e força as tropas inglesas estacionadas nas bases militares de Shaibeh e Habbniya a saírem do país, o Air Vice-Marshal Stuart envia forças britânicas estacionadas na Índia para dispersar os agrupamentos hostis. Mas as forças inglesas são impedidas e entram em combate com tropas malaias ao cruzarem o pais. A segunda Guerra começam a tomar proporção gigantesca e a ser travada fora do continente europeu, seguindo agora para solo africano e asiático. Invasão da Grécia Entre os meses de Março e Abril de 1941 as tropas Italianas estacionadas na Albânia invadem militarmente a Grécia, o pequeno exército helênico de indomável resistência repele o ataque e força a retirada das tropas italianas para dentro da Albânia, Benito Mussolini para empreender a conquista solicita que Hitler lhe envie tropas em socorro, em 06 de abril as tropas alemãs dos generais Boehme e Von Stumme abandonaram entram em combate com tropas gregas em Metaxas, e no porto de Salônica, devido à superioridade do inimigo o general inglês o general Wilson, comandante-em-chefe britânico, ordenou a retirada de suas tropas para fora da Grécia, e no dia 21 de abril o exército grego após ser impiedosamente castigado pela Luftwaffe em suas posições na Albânia rende-se com 180.000 homens, entre os dias os dias 24 e 29 de abril, são retirados para o porto de Creta pela a Marinha inglesa mais de 40.000 soldados, estando entre eles o rei Jorge II, da Grécia e o general Pagos comandante do exército Helênica, com o auxilio de tropas da Whermacht ás forças do Duce tomam todas as regiões dos Bálcãs e controlam toda Grécia em apenas 20 dias.

Tropas de ocupação na Grécia

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Creta De bases gregas em 20 de maio um grupo de pára-quedistas alemães pertencentes a 7a Divisão de Pára-Quedistas, com a ajuda da 22a Divisão Aerotransportada são lançados sobre a Ilha de Creta. Onde o exército Inglês havia disposto cerca de Em Creta, os ingleses contavam com cerca de 30.000 soldados sob o comando do general Freyberg. As tropas inglesas foram dividas entre as localidades os aeródromos de os aeródromos de Maleme, Rethymon e Cândia de onde a R.A.F usava algumas esquadrilhas para bombardear os campos de petróleo em Ploesti, na Romênia, e o porto o de Canéia, a ilha deveria ser defendida a qualquer custo, sendo de vital importância para ambas as partes, os alemães pretendiam utiliza-la para atacar o exército inglês em manobras na áfrica do norte e a poderosa frota inglesa no mar Egeu.

Tropas de montanha se preparando para o embarque em bombardeiros Junkers Ju 52s com destino a Creta

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Para conquistar os aeródromos o alto comando alemão designou um grupo de páraquedistas sob o comando do general Meindl que se encarregaria de conquistar Maleme; um outro grupo sob o comando do general Sussmann, seria lançado em duas investidas; nas proximidades do porto de Canéia e do aeroporto de Rethymon, as tropas sob o comando do general Ringel teriam a seu cargo a captura do aeródromo de Cândia, na madrugada do dia 20 de maio de 1941, uma esquadrilha de aviões Stukas e caças Messerschmitt lançam o primeiro ataque aos alvos pretendidos, uma hora e meia depois 400 ruidosos transportes Junkers lançam a primeira leva de pára-quedistas, centenas de velames brancos se abrem, tropas pára-quedistas contavam com o elemento surpresa previsto até os mínimos detalhes, e portava o mínimo possível de equipamentos o que seria um assalto audacioso mesmo para um unidade experiente, cada soldado pára-quedista portava Cada uma pistola de 9 mm, algumas granadas e uma pequena faca para cortar as cordas dos pára-quedas. Os oficiais, os suboficiais e um soldado em cada quatro tinham uma metralhadora. Contavam também com vários outros equipamentos lançados ao mesmo tempo, bombas, fuzis, metralhadoras leves, pequenos morteiros e rádios. Na realidade dependiam unicamente das eficientes pistolas-metralhadoras MP 38, o primeiro ataque foi desfechado sobre o campo de aviação de Malemea, na parte oeste da Ilha, o fogo das baterias antiaéreas das tropas neozelandeses que guarneciam o aeroporto, armados com fuzis Lee-Enfield .303, armas de longo alcance (500-600 metros), os pára-quedistas que não morreram antes de chegar ao solo foram presas fáceis dos defensores da ilha.

MP38/40

Soldado Alemão portanto uma P38

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Nesta tentativa de invasão o general alemão Meindl, gravemente ferido veio a falecer. Uma segunda tentativa foi levada a cabo sobre a cidade de Cannea, onde também fracassaram em seu objetivo de conquistar o QG neozelandês, como na tentativa anterior muitos foram mortos ainda durante o salto ou foram prontamente capturados. Pequenos grupos se reagruparam e atentaram contra os campos de Heraclion e Retimo, que foi prontamente defendido pelas tropas australianas. Na noite do mesmo dia nova tentativa foi realizada, porém desta vez por mar através de pequenos barcos de pesca, a frota inglesa destruiu todas as embarcações causando a morte de 300 homens das brigadas alpinas alemãs.

Paraquedistas sendo lançados sobre Creta

Na madrugada do dia 22 um grande contingente de pára-quedista foi lançado sobre a ilha e estabeleceram um ponto de apoio para as demais tropas, entre os dias 22 e 23 de maio a luftwaffe por meio de seus aviões stukas afundou os barcos ingleses, cruzadores Gloucester e Fiji e os destróieres Greyhound, Kashmir e Kelly. Tendo o encouraçado Warspite sofrido graves avarias. O que sem duvida representava um perda substancial para a real marinha britânica mas que não lhe impediu na missão de proteger e impedir os alemães de enviar reforços por mar os pára-quedistas entrincheirados na ilha,os pequenos combates prosseguiram por toda ilha e duraram até o inicio de junho, quando cerca de 23.000 homens já haviam sidos lançados. Em 28 de maio até 1o de junho, os ingleses conseguiram evacuar por mar cerca de 15.000 soldados, as mortes do lado alemão e italiano chegaram a impressionante entre 3.200 e 6.000 militares, o numero de feridos foi extremante alto, sendo contabilizadas 151 trimotores Junkers abatidos sobre solo da ilha de Creta.

Insignea alemã da Unidade Kreta pertencente a 5th Division Gebirgsjager

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Forças em Combate. Forças Aliadas Comandante-em-chefe: Bernard Freyberg Guarnição de Creta: 2 brigadas de infantaria neozelandesa; 1 australiana; 2 batalhões de infantaria britânica; 2 australianos; 11 gregos; 9 tanques pesados, 16 leves; 16 canhões antiaéreos pesados e 36 canhões antiaéreos Bofors. Forças Alemãs Comandante-em-chefe: General Student Forças de ataque a Creta: XI Corpo de Aviação (Flieger Korps): 10 grupos de aviões de transporte Junkers 52; 40 planadores; 7a divisão de pára-quedistas; 5a divisão de montanha; 6a de montanha (reserva); Unidades de apoio (engenheiros pára-quedistas, batalhão de metralhadoras pesadas, artilharia antitanque, antiaérea leve); VIII Flieger Korps (General Richtofen): 8 grupos de bombardeio (Dorniers 17 e Junkers 88); 3 grupos de Stukas e 3 grupos de caças (Me 109 e 110)

Começa a invasão a Belgrado Na manhã de 6 de abril, um inesperado bombardeio foi realizado por aviões da Luftwaffe contra a cidade Iugoslava de Belgrado, os bombardeios seguem pelos dias 7 e 8 causando a morte 17.000 pessoas, ao mesmo instante em que tanques Panzer II pertencentes ao exército do general Von Kleist rompe a fronteira ao sul da capital, em formação de pinça as forças do general Von Weichs entra ao norte e rapidamente chega a Zagred e dois dias depois se encontra frente à Belgrado, o exército iugoslavo rende-se em 17 de Abril.

Esquadrilha de Bombardeiros da Luftwaffe rumando para missão sobre Belgrado

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Em 13 de agosto de 1940 tropas italianas invadem e expulsam as tropas britânicas estacionadas na Somália inglesa, perdendo 2.052 homens.

Tropas Italianas

Fronteira Húngara A 21 de junho de 1941, o alto comando do exército húngaro vendo a alta concentração de tropas alemãs e russas próximas a suas fronteiras, por medida de precaução desloca para tais zonas a 8a Brigada de Guarda-Fronteiras e da 1a Brigada de Montanha sob o comando do General Ferenc Szombathely. Coloca também em pratica a mobilização de seu 8o Corpo de Exército. O incidente que causou a entrada das forças armadas húngaros na guerra empreendida pela Alemanha contra a Rússia deu-se entretanto na manhã do dia 26 de junho, e foi protagonizado por aviões da VVS ao atacarem um trem de transporte nas proximidades da cidade de Tiszaborkut, e quase ao mesmo instante terem lançado bombas sobre a cidade húngara de Kassa. Próxima a fronteira entre os 2 paises, na manhã do dia 27 após romper relações diplomáticas com o Kremlin à Hungria apresenta sua declaração de guerra ao embaixador russo em seu país.

Concentração de tropas alemãs na Fronteira Húngara

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Invasão da Rússia Meses antes, em Dezembro de 1940, Hitler deternimava em sua diretriz de nº. 21 ao comande chefe da Whermacht - “Logo após haver assegurado esta tarefa de máxima prioridade, à qual se deve seguir a ocupação de Leningrado e Kronstadt, continuarão as operações ofensivas para ocupar o importante centro de comunicações e de indústria de guerra de Moscou. O Plano “Barbarrossa” O Fuhrer e comandante-supremo da Wehrmacht. OKW/WFST/Seção L (I) n° 33 408/40. QG do Fuhrer, 18 de dezembro de 1940. Ordem n° 21. Operação “Barbarrossa” A Wehrmacht alemã deve estar preparada para, inclusive, antes do término da guerra contra a Inglaterra, aniquilar a URSS no curso de uma rápida campanha (operação Barbarrossa). O exército deverá colocar à disposição deste plano todas as unidades com que conta, com as limitações impostas pelas necessidades de manter protegidas contra surpresas as regiões ocupadas. A Luftwaffe se incumbirá de liberar forças tão potentes durante a campanha do Este, para o apoio do exército e para que se possa contar com uma rápida evolução das operações terrestres, e se reduzir ao mínimo os danos contra as regiões da Alemanha oriental e eliminar os ataques aéreos inimigos. A formação do ponto de gravidade do Este terminará quando todas as zonas de luta e de fabricação de armamento, ocupadas por nós, estejam suficientemente protegidas contra os ataques aéreos, sem que por isto cessem as ações bélicas contra a Inglaterra, de modo especial contra as suas vias de abastecimento. A ordem de desdobramento contra a URSS será dada por mim, oito semanas antes que comecem as operações previstas. Os preparativos que requeiram um prazo de tempo mais longo, no caso de que ainda não tenham sido previstas, deverão ser estudados a partir de já, e terminados antes do dia 15 de maio de 1941. Os altos-comandos devem começar seus preparativos sobre as seguintes bases:

Objetivo geral: A massa do Exército russo destinado à Rússia ocidental deverá ser aniquilada no curso de ousadas operações, fazendo avançar cunhas blindadas e impedindo, ao mesmo tempo, a retirada de unidades de combate para o interior da Rússia. Numa rápida perseguição, deve-se alcançar uma linha na qual a aviação russa não possa atacar o território alemão. O objetivo final das operações é a proteção contra a Rússia asiática, partindo da linha geral Volga-Arcanjo. Adolf Hitler

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Inicio da Operação Barbarrossa Em 06 de Junho de 1941, 162 divisões da Whermacht e cerca de 2.770 aeronaves da luftwaffe estão meticulosamente distribuídas em 830 caças monoplace; 90 caças bimotores; 310 bombardeiros de mergulho; 775 bombardeiros de longo alcance; 340 aeronaves de reconhecimento de longo alcance; 370 aeronaves de reconhecimento tático e 55 aviões costeiros; ao longo dos 3.000 km da fronteira Russo-Germanica. No dia 10 de junho Stalin assume todo o controle das forças armadas e designa seus principais comandantes para a defesa do solo russo, O Marechal Voroshilov foi designado chefe das tropas no norte, postados na costa báltica e Leningrado; o Marechal Timoshenko passaria a assumir a defesa de Moscou, e o veterano Marechal Budienny comandaria as tropas localizadas ao sul, na região da Ucrânia.

Ио́ сиф Виссарио́ нович Джугашви́ ли
“Josef Stalin, cujo nome era (Ioseb Besarionis Dze Jughashvili) nasceu na cidade geórgiana de Gori, em 18 de dezembro de 1878 e veio a felecer de hemorragia cerebral na cidade de Moscou em 5 de março de 1953), filho de mãe costureira e pai sapateiro, Stalin foi mandado para estudar na capital Georgiana para se tornar Padre, porém por se pronunciar contra o regime Czarista foi condenado a varios anos de prisão, ao ser posto em liberdade foi ser editor do hoje conhecido jornal Pravda (Verdade) na época pertencente ao partido comunista, em meados de 1922 torna-se uma figura dominante na politica sovietica, devido sua politica de industrialização e coletivização e considerado o responsavel pela morte de pelo menos 7.500 milhões de vitimas pela fome e outras privações em varios pontos da união sovietica, entre os anos de 1934 e 1938 prende e executa 13 dos 15 generais do exército vermelho, inclusivo aquele que ra capz de fazer frente aos grandes generais Rommel, Monty, Patton, e Guderian, o prestigiado marechal Mikhail Tukhachesvky em 27 de maio de 1937, o que foi seguido pelo desaparecimento inexplicado de 75.000 a 80.000 oficiais das forças armadas, pelo menos 30.000 foram encarcerados ou executados. Incluindo 3 de 5 marechais; todos os 11 Comissários Adjuntos de Defesa; todos os comandantes de distritos militares; os comandantes e chefes de estado maior da Marinha e da Força Aérea; 14 dos 16 comandantes de exército; 60 dos 67 comandantes de corpo; 136 de 199 comandantes de divisão; 221 dos 397 comandantes de brigada; e 50% de todos os comandantes regimentais. E a demissão de outros 10.000. O que seguramente dava ao exército alemão não só superioridade belica, como também superioridade tatica

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A Luftwaffe se prepara para o Ataque. A Luftwaffe forá dividia em Três grandes frotas aéreas, ficando a Luftflotte 1, sob comando do General Alfred Keller, que deveria o Grupo de Exércitos Norte através dos países bálticos. A Luftflotte 2, sob o Marechal-General Albert Kesselring, deveria cobrir a maior parte do território russo e apoiar o Grupo de Exércitos Centro, cujo objetivo primário era Smolensk. A Luftflotte 4, comandada pelo General Alexander Löhr, apoiaria o Grupo de Exércitos Sul, do sul dos Pântanos de Pripet até a fronteira romena.

Whermacht 118 divisões de infantaria 15 divisões motorizadas 19 divisões Panzer Total: 152 divisões 3.240.000 Soldados

Exército Vermelho 118 divisões de infantaria 40 brigadas motorizadas 20 divisões blindadas Total: 138 divisões e 40 brigadas 4.700.000 Soldados

Luftwaffe 1.160 bombardeiros 720 caças 120 aviões de reconhecimento

Força Aérea do Exército Vermelho (VVS) 1.800 bombardeiros, 800 de dos mais modernos 2.000 caças, 300 dos mais modernos 800 aviões de reconhecimento,

Na Madrugada do dia 22 de junho de 1941, o então embaixador alemão em Moscou, conde Fiedrich Von Schulenburg, solicitou uma audiência urgente com Molotov e inesperadamente entregou a declaração de guerra da Alemanha contra a URSS. Ao mesmo instante em Berlim o embaixador soviético Vladimir Dekanozov recebia das mãos de Ribbentrop o mesmo comunicado e lhe entregou uma nota semelhante. Às 3:15, os canhões alemães abrem fogo contra posições russas na fronteira prussiana. Mais precisamente ás 05:30 h, um grupo de bombardeiros composto 10 Ju 88A do KG3, 10 Dornier Do 17Z do KG2 e 10 Heinkel He111 do KG53, voando a grande altitude, juntaram-se centenas de aviões, bombardeiam e metralham sessenta e seis campos de pouso russos. O foi devastador para a força aérea russa que perdeu em apenas um dia 811 aviões contra somente 32 aeronaves alemãs abatidas, e assim se seguiram sucessivas perdas: 800 (2º dia), 557 (3º dia), 351 (4º dia) e 300 (5º dia). Por volta de 5 de outubro, a Força Aérea do Exército Vermelho já havia perdido mais de 5.000 aviões. Os maiores danos foram causados ás cidades de Jitomir, Kovno, Kiev e Sebastopol, deixando 200 mortos e feridos. A Luftwaffe dominava completamente o espaço aéreo russo e podia assim apoiar todas as forças em terra. Até a data de 10 de Julho o exército russo havia colocado na fronteira 28 divisões de fuzileiros, o 4º, 19º, 21º e 22º exércitos, sendo que a defesa de Moscou ficou a cargo do 5º exército.

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Juntamente ao ataque da Luftwaffe cerca de 180 divisões formados por 4.000 veículos e aproximadamente 3,5 milhões de soldados rompem á fronteira e entram em solo russo. Declaração de Hitler ao Povo alemão após invadir o território russo:

Proclamação de Hitler Povo alemão: Neste preciso momento, realiza-se uma marcha sem precedentes do exército alemão. A tarefa deste exército é a de salvaguardar a Europa, e, deste modo, salvar tudo. Por isto, decidi colocar a sorte do povo do Reich e da Europa, novamente nas mãos de nossos soldados. Para mim era um passo difícil enviar um embaixador a Moscou a fim de que fizesse todo o possível para impedir a política de cerco contra a Alemanha. Tinha a esperança de que, no último momento, seria possível suprimir a tensão. Há aproximadamente 106 divisões russas sobre nossas fronteiras e, durante semanas, sua infantaria e sua aviação cometeram constantes violações nas fronteiras da Alemanha, Finlândia e Romênia. Se até agora vi-me obrigado pelas circunstâncias a manter, repetidamente, o silêncio, devo dizer-lhe que chegou o momento em que suportar mais tempo essa situação, não somente seria uma falta por omissão, como também um crime contra o povo alemão e, acima de tudo, contra toda a Europa. Por conseguinte, chegou à hora em que é necessário empreender a marcha contra essa conspiração judia-anglo-saxônica e também contra as autoridades semitas do centro bolchevique de Moscou. Disto conclui-se que o nosso dever nessa frente já não é mais de proteção das próprias terras, senão o de salvaguardar a Europa e acudir em socorro de todos. Assim, hoje decidi uma vez mais colocar nas mãos do exército a sorte e o futuro do Reich alemão e de nosso povo. Que Deus nos ajude nessa luta. Berlim, aos 22 dias de junho de 1941. Adolf Hitler

Na manhã do mesmo dia após receber do Príncipe de Bismark um longo comunicado pessoal de Hitler de que a Alemanha interviu militarmente em solo russo, o Duce Benito Mussolini deu ordem ao Conde Ciano para declarar imediatamente guerra à Rússia e de oferecer à Wehrmacht um corpo de tropas italianas. O embaixador soviético é comunicado pelo conde da declaração de guerra e sai do país juntamente com todos os seus auxiliares.

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Para empreender a operação barbarossa o alto comando alemão designou junto a fronteira russa 3 grandes grupos de exércitos: o Norte ficou sob o comando do marechalde-campo Wilhelm Ritter Von Leeb, ao qual era composto pelo 18o do general Von Kuchler e o 16o do general Busch e a Guarnição Blindada IV do general Hoeppner. E apoiados pela1a Luftflotte (Força Aérea) do general Keller, com 400 aviões. sua missão seria ocupar a Lituânia e Letônia , e empreender a conquista de Leningrado, la se encontrava a maior fabrica de armas, o que sem duvida proporcionaria maior capacidade bélica para dar continuidade ao plano de expressão do III Reich, lá também se localizava a base naval de Fragatas que garneciam o Volga, o exército do Centro, estava sob o comando do Marechal-de-campo Fedor von Bock, ao seu comando estavam o 4o exército do marechal Von Kluge, 9o do general Strauss, e posteriormente o 2o exército do general Von Weichs. Além das Guarnições Blindadas II do general Guderian e II do general Hoth. Apoiados pela 2a Luftflotte do general Kesselring, com 1.500 aviões, e sua missão era a conquista de Moscou, de grande importância, sua conquista sem duvida representaria inquestionável importância política. E por fim os campos de trigo da Ucrania, as minas de ferro da Crimeia , as ricas minas de carvão de Donetz e as riquissimas reservas de petroleo localizadas no Cáucaseo ficou a cargo do exército Sul sob o Comando do experiente Marechal-de-campo Gerd Von Rundstedt. No qual incluia-se o 6o de Von Reichenau, o 17o do general Von Stulpnagel e o 11o do general Schobert, os 3o e 4o exércitos de infantaria romenos e ainda o Corpo de Exército Húngaro. Além disso, a Guarnição Blindada I, do general Von Kleist, contava com o apoio da 4a Luftflotte do general Loehr, com 750 aviões, porém este vasto e rico território era também o mais fortificado e o mais difícil para sitiar, lá estavam Kursk, Kharkov, Odessa, Rostov, Sebastapol, Kiev e varias localidades de difícil acesso e fortificadas. Em apoio aos três grupos iniciais existia ainda um quarto exército baseado na Finlândia, o qual foi confiado o comando ao general Von Falkenhorst, recebendo apoio de dois exércitos finlandeses do marechal Mannerheim. O general Von Falkenhorst tinha a incumbência de conquistar a localidade de Petsamo, estabelecer sua base e avançar para o porto russo de Murmansk no mar de Barents, as tropas Finlandesas retomariam suas posições de fronteira e avançariam território adentro pelo isto Carélia até Leningrado. No mesmo dia da invasão a 6ª Divisão Panzer pertencente ao Grupo de Exércitos Norte entrou em combate com tropas russas posicionadas na, rompem o bloqueio russo proximo a localidade e Rossiene na Lituânia e avançam para bloquear as pontes sobre o rio Dubysa.

Propaganda Anti-nazismo feita pelo Exército Vermelho.

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MAR BÁLTICO

LETÔNIA

Frente Norte (Popov)

Grupo Norte (Leeb) 26 divisões (3 div. Pz) I Luftlotte

LITUÂNIA

Frente NorteOeste (Kuznetsov/ Sobennikov) 24 divisões (4 Blindadas)

Grupo Centro (Bock) 51 divisões (9 div. Pz) II Luftlotte

Frente Oeste (Pavlov/Timoshenko 38 divisões (8 Blindadas)

POLÔNIA

BIELO-RUSSIA

SLOVÁQUIA HUNGRIA
Grupo Sul (Rundstedt) 59 Divisões ( 5 div. Pz) 14 divisões Romenas 2 divisões Húngaras IV Luftflotte Frente Sul-Oeste (Kirponos/Budenny) 55 divisões (16 div. Blindadas)

UCRÂNIA

Frente Sul (Tyeulenev) 16 Divisões (4 div.Blindadas)

ROMENIA
Mapa do início da Invasão

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Nos dias 28 e 29 de junho, os russos passavam a enfrentar as tropas invasoras provenientes do exército húngaro que haviam cruzado suas fronteiras em direção a cidade de Stanislau onde chegaram no dia 05 e logo estabeleceram suas defesas ás margens do rio Dniester.

Primeiros Veículos destruídos na Operação Barbarrossa

No inicio do conflito Russo-germanico o exército vermelho mobilizou cerca de 80% do total de seu efetivo e estava assim distribuído em seu comando: Foi dividido em cinco frentes cada grupo de exércitos. Frente Norte, General Popov, com o 14o e o 7o exércitos. Frente Noroeste, General Kusnezov, com o 8o, o 11o e o 27o exércitos. Frente Oeste, General Pavlov, com o 3o, o 10o e o 4o exércitos. Frente Sudoeste, General Kirponos, com o 5o, o 6o o 12o e o 26o exércitos. Frente Sul, General Tilulenjev, com o 9o Exército, o 2o Corpo de Cavalaria e o 2o Corpo Motorizado. Metade das divisões disponíveis e operacionais do exército vermelho foram posicionadas no conhecido celeiro da Europa e faria frente ao exército do general Von Rundstedt. Muitas das unidades ao longo da fronteira e distante dos conflitos não chegaram a serem acionadas.. Sua força aérea a VVS (Voyenno-vozdushnye sily - a força aérea soviética), havia passado pelo expurgo promovido por Stálin anos atrás, seus principais comandantes na frente de batalha eram inexperientes em comando e as técnicas de combate aéreo dos pilotos russos haviam se tornado ultrapassadas frente à poderosa luftwaffe e seus pilotos, esquadrilhas eram abatidas em poucas horas e alguns dos aviões russos jamais alcançaram os alvos militares alemães, pesava neste instante a qualidade dos comandantes soviéticos.

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Em 26 de Junho na localidade de Biaulistok colunas de panzers das unidades de Guderian e Hoth cercam o 3o, o 4o e o 10o exércitos vermelho do general Pavlov, durante o rápido avanço das unidades blindadas diversas forças da infantaria alemã foi deixadas para trás, e tais forças foram ás primeiras unidades alemãs desde o inicio do conflito na Europa a perderem espaço para o inimigo no campo de batalha, apesar do constante bombardeio e dos ataques da infantaria alemã ás forças russas localizadas em torno de Bialistok e Minsk não arredavam um passo de suas posições. O combate foi sangrento com grande número de baixas para ambos os lados e só foi decido a favor das tropas invasoras com a chegada de apoio do 4o e 9o exércitos de infantaria do marechal Von Kluge e o general Strauss. Quando em 3 de julho, tendo suas tropas cercadas por todos os lados e não podendo receber ajuda de outros exércitos russos o General Pavlov capitulou, entregando até o dia 9 na cidade de Minsk cerca de 300.000 homens, 2.500 tanques e 1.400 canhões aos alemães.

Prisioneiro Russo sendo agredido a coronhadas por um soldado alemão após sua rendição (Ucrânia)

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Artilharia Alemã disparando sobre posições Russas

No mesmo dia 26 as unidades alemãs de Von Rundstedt em marcha ao sul dos pântanos de Pripet são obrigadas a deterem seu avanço frente ao contra ataque de quatro poderosos exércitos russos, na tarde do mesmo dia a 1a Guarnição Blindada, de Von Kleist, na tentativa de romper o bloqueio imposto pelas forças russas, sofre um ataque lateral de 2.500 tanques soviéticos sob o comando do general Kirponos, a batalha prosseguiu por dias e aos poucos as unidades alemãs foram empurrando o exército vermelho para dentro de seu território. Em 1º de julho o restante das tropas húngaras já haviam desbarato as defesas russas em seu caminho e chegam à cidade de Tartarow no dia 1° de julho e logo depois avançam sobre Kolomea e no rio Dniester causando severas baixas ao exército vermelho. Para no dia 09 serem oficialmente incorporadas ao 17o Exército alemão, comandado por Von Rundstedt, seu objetivo seria a proteção da ponte Dniepropetrowsk. Ao norte o sucesso das unidades do marechal Von Leeb o 56o Corpo Blindado, comandado pelo general Von Manstein obtiveram o mesmo sucesso durante o ataque que suas unidades irmãs dos outros grupos de exércitos. Nas primeiras horas do raiar do dia 2 de julho. Uma força de ataque liderada pelo 11o Exército alemão, de Von Schobert, e por outros dois pequenos exércitos romenos de Antonescu atacam, as defesas russas posicionadas ao sul dos Cárpatos,a primeira brecha e aberta em Pruth, para logo a seguir chegarem vitoriosos a antiga província romana de Bessarábia, controlada pelos russos desde a assinatura do pacto entre Molotov-Ribbentrop em agosto de 1939.

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No cair da tarde o 56o corpo blindado alemão sob o comando do general Erich Von Manstein, articulador da manobra de Sedan empreendeu um forte avanço sobre as tropas russas em defesa do vale do rio Dubissa, em 20 dias de duros combates chega nas proximidades de Dunaburgo e controla as pontes sobre o rio Duna. Tendo em vista as condições precárias das estradas soviéticas, controlar as pontes era fator primordial para deslocarem grandes quantidades de tropas. Na manhã de 10 de julho as unidades Panzer do General Guderian após passarem pelo rio Beresina, cruzam o rio Dniéper localidade ao sul da cidade de Smolensk. Sendo empreendida ao norte, nova invasão por uma coluna de tanques do 3o Grupamento Panzer, comandados pelo General Hoth, que empreenderam rápido avanço rumo a Smolensk para ajudar as forças do general Guedrian que trovavam os primeiros combates contra unidades russas de fronteira. A primeira divisão a aproximar-se da cidade foi a 29a Divisão Motorizada, comandada pelo General Von Boltenstern que em 13 de junho posicionou-se nas cercanias de Smolensk para preparar o cerco a 300 mil soldados russos dispersos na fronteira, sendo o ataque final desfechado na madrugada do dia 16. Os fatos históricos contam que em alguns pontos da fronteira os soldados do exército vermelho rechaçaram toda e qualquer tentativa da Whermacht de entrar em solo russo, impediram a 9ª divisão armada do general Model de invadir e ao sul resistiram por dias frente à 3º corpo Panzer do General Kempf, a 3ª SS Divisão SS Totenkopf comandada pelo General Hermann Priess com uso de pontes flutuantes atravessa o rio e estabelece à primeira cabeça de ponte, no mesmo dia o general russo Katukov fazendo uso do 33º Corpo de fuzileiros e do 10º Grupo de Tanques força as forças alemãs a recuarem, as tropas alemãs só tiveram êxito no dia 11 quando o 4ª Exército Panzer do general Hoth, estabeleceu suas forças nas cercanias de Prochorovka, a cidade foi atacada por 2 divisões sob o comando do Major General Theodore Wisch, na tarde do mesmo dia cruzou o rio na localidade de Psel e manteve seu avanço sobre Obayan. Pressionado as tropas russas no povoado de Tretevino. Ao sul para rechaçar o avanço alemão sobre a região as forças russas colocam em operação toda a força da 5ª Armada de Guardas com o total apoio de 850 tanques, dos quais 500 eram os modernos e poderosos T- 34. Era a chamada operação Ramyantsev. Ás 05 horas da manhã do dia 12 ocorreu o primeiro grande embate de tanques, formações inteiras de tanques soviéticos modelo T-34 e T-70 contra os Tanques panzer modelo II, sendo que o mais terrível encontra deu-se na região de Villa Bocage entre o 181 regimento blindado soviético e a 13ª Companhia de blindados Pesados, pertencente ao 1º Regimento Blindado de Leibstandarte, Sob o comando do Segundo Tenente Michael Wittman, ao cair da tarde todo o regimento soviético estava destruído. Porém as unidades SS recebem a ordem de se retirarem da frente de combate após receberem a comunicação que os aliados haviam iniciado a invasão a Cicília e os soviéticos estarem colocando em pratica uma contra-ofensiva na região Izyum, a retirada das tropas SS e sua transferência para a Itália deu-se entre os dias 17 e 18 do mesmo mês. Esta atitude do alto comando alemão deu as forças russas à oportunidade de resgatar e recuperar centenas de blindados semioperacionais e dezenas de outros equipamentos.

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Em meados do mês de Julho do ano de 1941 o poderoso exército alemão controlava toda zona fronteiriça e a guerra agora prosseguia já bem dentro do território soviético.

Militares guardam um tanque Panzer

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Milhares de Civis russos morreram durante a invasão alemão, aqui aldeões contam seus mortos.

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Entre os dias 19 e 20 de julho e desde o inicio da segunda guerra ás poderosas unidades panzer do general Guderian enfrentam um inimigo astuto e capaz, mesmo em inferioridade bélica o soldados russos pertencentes a 20 divisões sob o comando do Marechal Timoshenko, golpeiam o flanco sul das unidades de Guderian abrindo caminho para leste. Existia agora um combatente a altura dos blindados panzer de Guderian, as unidades russas passavam a receber o poderoso tanque T-34 cuja grossa blindagem resistia aos projéteis antitanque de 47 mm. Após o inicio da invasão foram incorporadas ás tropas alemãs 200.000 soldados romenos, italianos, gregos dissidentes. Húngaros e alguns voluntários espanhóis seguidos por unidades Finlandesas que haviam fugido após a capitulação para a Rússia. No mesmo dia 19 através da instrução normativa de nº. 33 Hitler ordena ao comandante chefe do exército do Centro Marechal–de-campo Von Leeb, que elimine as unidades russas sitiadas, deixe as unidades de infantaria frente à Moscou e redirecione para sudeste e nordeste rumo a Leningrado e Kiev todas as suas unidades blindadas, sendo que os 1o e 2o grupamentos Panzer, de Von Kleist e Guderian, deveriam atacar no sul os campos petrolífero e os 3o e 4o grupamentos Panzer de Hoth e Hoeppner, deveriam conquistar Leningrado e controlar o Volga. Durante o avanço para Moscou as tropas alemãs deixaram atrás de se uma infinidade de atrocidades cometidas contra o povo russo, o que veio a fortalecer o espírito combativo dos soldados do exército vermelho frente ao invasor impiedoso. Sendo que quando mais se aproximavam das cercanias de Moscou mais resistência e ferocidade no combate os soldados da Whermacht encontravam por parte dos das unidades russos incumbidas da defesa da capital.

Tanque Russo nas cercanias de Moscou

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O avanço alemão prosseguia de forma espantosa aos olhos dos aliados, sendo que em meados do mês de julho as tropas da Whermacht controlam a região da cidade de Minks e fazem cerca de 290.000 soldados russos prisioneiros, não tarda muito e no mesmo mês as tropas alemãs capturam mais 100.000 soldados que defendiam a cidade de Smolensk, os meses de setembro e outubro são seguidos por grandes conquistas alemãs que conseguem eliminar toda resistência do exército vermelho em Kiev e em Vyazma conseguindo nestas ocasiões capturar aproximadamente 1.300.00 soldados russos. Em 29 de Julho cai frente ao 18º exército alemão cai à cidade de Riga, antiga capital da republica independente da Letônia. Para completar a nova fase de resistência na guerra o General Guderian forma uma poderosa força de ataque composta por 15 divisões, formadas por 5 blindadas, com 930 carros, o 47o Panzer Korps, do General Lemelsen, o 12o Corpo, do General Schroth, o 24o Panzer Korps, do General Geyr Von Schweppenburg. Tendo como corpo de reserva o 46o Panzer Korps, do General Viethinghoff. Guderian coloca todas as suas tropas em marcha na direção de Slonin e Baranovitch,mais ao centro o Coronel-General Hoth reúne sobre seu comando sob seu comando o 39o PK do General Rudolf Schmidt, o 57o PK do General Kuntzen e mais o 5o e o 6o corpos de exércitos, com o total de 250.000 homens e 840 carros blindados. A maior dificuldade de Hoth consistia no fato de estar diretamente subordinado ao general de infantaria Strauss, comandante do 9o Exército alemão.

Colunas de Blindados Panzer do general Guderian

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Instrução de Von Bock para Guderian. - Caro Guderian - para o Fuhrer, a época das grandes batalhas de cerco está terminada... Sua opinião é que os russos devem ser vencidos em pequenas manobras

No dia 1o de agosto, as unidades Panzer de Guderian ocuparam a cidade de Roslawl após sofrerem pesados ataques desfechados em seu flanco direito. Começa uma encarniçada resistência por parte do exercito vermelho. Em cumprimento ás diretrizes estabelecidos pelo estado maior alemão o general realizando manobras rápidas ultrapassa o 3o, o 4o e o 10o exércitos russos, e se coloca em posição de ataque de um lado e outro do Niemen, na região de Lida-Novogrodek. Guderian em ajuda a Hoth chega de Baranovitch deixando também para trás 4o e 9o exército soviéticos. E ambos têm pela frente as tropas russas colocadas entre dois grandes rios ao norte o Duna e ao sul o Dnieper. No dia 11 de julho mas proximidades de Baranovitch, Lida, Novogodrek ao sul de Minsk as tropas alemãs haviam capturado 328.898 prisioneiros, 1.809 peças de artilharia e 3.332 engenhos blindados. No dia 11 de Agosto de 1941 o General Halder, Chefe do Estado-Maior alemão, escreveu em seu diário: “... subestimamos a força do colosso russo, não só no campo econômico e do transporte, mas também, e principalmente, na esfera militar. De inicio, contávamos enfrentar 200 divisões inimigas e já identificamos 360. Quando destruímos uma dezena dessas divisões, os russos lançam uma outra dezena”. Em 1º de outubro do mesmo ano começa a operação Furacão, o Fuher alemão Adolf Hitler ordenou a seus generais no front soviético um ataque maciço contra Moscou. Sob o comando da Luftflotte 2 o general Kesselring passou a dispor de 1.320 aeronaves de vários modelos, dispostas entre caças, bombeiros e observação, as tropas estacionadas em terra frente nas cercanias de Moscou formado por 2 exércitos começavam a abrir em forma de pinça e manobrava para cercar o exército vermelho que defendia Moscou, com a crescente resistência por parte do exército vermelho frente ao avanço alemão, o mês de outubro termina e no inicio do mês de novembro as chuvas torrenciais se intensificam transformando o solo russo em um mar de lama, sem estradas e meios de locomoção rápida, o que tornava impossível a rodagem de veículos de rodas ou mesmo lagarta, no mesmo tempo as tropas alemãs sentiram as dificuldades do avanço e a constante falta de suprimentos, munição e combustível, no fim do mês de novembro as tropas russas já contabilizavam a perda de vida de três milhões de soldados, porém as baixas alemãs foram extremamente altas para um exército experiente e muito bem treinado, as tropas alemãs somavam agora a perda de 800.00 soldados, o reich alemão tinha agora dois inimigos implacáveis. A chuva e o constante frio e o pior de todos, a resistência e tenacidade do soldado russo, que demonstrava lutar melhor quando cercado, acuado e sob constante ataque.

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A VVS começa a receber seu melhor e mais poderoso o Ilyushin Il-2 Shturmovik, aquele posteriormente seria chamado de carrasco das divisões panzer alemãs. Em apoio a Whermacht ao cerco a Moscou a Luftwaffe contava agora com somente 500 aviões postados em campos precários e sujeitos ao rigor do inverno, em contra-partida a Força aérea sovietica tinha na aérea de Moscou cerca de 1.000 aeronaves e pilotos acostumados ao inverno glacial, desde a invasão a Luftwaffe começava a perder sua supremacia sobre o espaço aéreo sovietico.

Unidade de produção do Ilyushin Il-2 Shturmovik

No final do mês de outubro após conquistarem ás margens do o rio Donec em um acordo feito pelo estado maior Húngaro e o comandante-em-chefe da Whermacth os soldados húngaros que prosseguiam no campo de batalha foram retirados de suas posições e enviados de volta á Hungria.

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No fim de Novembro e inicio de Dezembro a Rússia e assolada pelo pior inverno nos últimos 20 anos que a Europa já havia visto, a temperatura variou de -25 ºC a -40 ºC, o soldado russo vestia grossos casacos e capuz de feltro, calçava botas grossas botas e couro e meias de lã o que lhe protegia do frio, seu equipamento havia sido desenhado para funcionar em baixas temperaturas e tinham farto suprimento de óleo anticongelante para seus veículos, muitos deles nasceram na neve e das regiões mais gélidas faziam sua morada, o soldado alemão todo garboso com seus belos uniformes sentia agora desprovido de agasalho o rigor do inverno russo, seus pés congelavam dentro somente das botas de couro e a fome constante lhe assolava.

Tropas russas preparadas para o rigoroso inverno

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Neste ponto da historia russa surge seu maior herói militar, o marechal Georgy Konstantinovich Zhukov, diferente dos outros altos oficiais russos, Zhukov estava sempre perto de suas tropas no campo de batalha.

Nascido em 02 de Dezembro de 1896 na cidade de Stelkovka, na província de Kaluga, em uma família com poucos recursos financeiros. Durante a Primeira Grande Guerra Mundial serviu ao Exército Imperial na cavalaria. Após a guerra civil, foi estudar sobre a guerra blindada na Academia Militar de Frunze (hoje Bishekek). Morreu aos 78 anos em 18 de junho de 1974 em Moscou. Comandou o exército nas batalhas de Leningrado e de Stalingrado sitiada, Kursk e Berlim, e conhecido por nunca ter perdido uma batalha, uma frase nos campos de batalha ficou bastante conhecida e temida pelos alemães. “Onde você encontrar Zhukov, você encentra a vitória”.

Marechal Georgy Konstantinovich Zhukov

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Zhukov passa a exercer o comando das forças de defesas de Moscou em 8 de outubro, encontrando uma situação das mais graves o poderroso exército alemão estava muito próximo da conquista da capital do imperio sovietico. A Whermacht havia ordenado que seus exércitos bloquean-se qualquer forma de envio de recursos e ajuda para tropas sovieticas postadas em defesa da capital, grandes colunas Panzer tinham penetrado e praticamente o caminho estava bloqueado, neste cenário da guerra foi que o General Zhukov infligiu aos alemães sua primeira grande derrota terrestre de toda a guerra, destruindo de tal modo a confiança que Hitler depositava em seus generais, a ponto de demitir o Comandante-Chefe do Exército, os três Comandantes de Grupo de Exércitos e 31 outros generais. Uma operação lançado pelo alto comando alemão para a conquista e dstruição de Moscou recebeu o nome de Operação Tufão e foi deflagrada ao mesmo tempo em que outra operação seria desencadeada na Ucrânia a qual recebeu o nome de operação Canaa, a primeira operação estva a cargo de três Grupos Panzer: 2 (Guderian), 3 (Hoth) e 4 (Hoeppner). Dos três somente o de Hoth já estava em posição de ser transferido da Frente de Leningrado (o que, de fato, foi feito durante a segunda quinzena de setembro), e o de Guderain devia retornar da Ucrânia. No inicio da operação o ex´to dos corpos blindados em sua progresso foi espantoso, quando o Grupo Panzer 2 foi lançado para noroeste, na direção de Orel, de onde avançaria para o norte à retaguarda das tropas de Yeremenko, seguidos de perto pelos Grupos Panzer 3 e 4, mais ao norte. 5 dias após o inicio da operação, o Grupo de Exércitos sovieiticos, o 16o, 19o e 20o Exércitos e o Grupo Operacional do General Boldin, a oeste de Viazma, enquanto que em outro bolsão a nordeste de Briansk os três exércitos de Yeremenko (3o, 13o e 50o) estavam retidos, juntamente com os 24o e 32o Exércitos da Frente de Reserva. Ao todo, 81 divisões soviéticas estavam cercadas nos bolsões de Viazma-Briansk e toda a frente da defesa soviética diante de Moscou estava à beira do colapso.

Tropas Russas estacionadas em Moscou

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Tanques estacionados a frente de moscou

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Em 10 de Outubro antes da chegada do grosso das tropas alemãs o general Zhukov inicia os preparativos para estabelecer um linha de defesa estável com quase 206 km e defendido por 45 batalhões nesla espalhados a cada 5 Km , a linha Volokolamsk-MozhayskMaloyaroslanets-Kaluga, Em meados de outubro, os 5o, 16o, 43o e 49o Exércitos, totalizavam apenas 90.000. Em 13 de outubro frente a uma esmagadora investiva por parte de tropas alemãs na região de Kaluga os sovietivos sofrem o primeiro rompimento da linha de defesa, os alemães colocam forças móveis em todos os caminhos que levavam a Moscou. 50 tanques chegaram à área de Turginovo, cerca de 100 em Lotoshino; uns 100 em Makarovo e Karagatovo; cerca de 50 em Borovsk e uns 40 em Borodino. Em 19 de outubro o Comitê Estatal de Defesa declarou estado de sítio para Moscou e para as áreas adjacentes, e Stalin ordena: A Linha de Defesa de Volokolamsk-Mozhaysk-Maloyaroslavets-Serpukhov foi ocupada por forças ainda um tanto deficientes e em alguns lugares o inimigo já a tomara. Para impedir sua penetração até Moscou, o Conselho Militar da Frente escolheu, como a principal posição de defesa, a linha desde Novo-Zavidovsky, passando por Klin, pelo reservatório de Istra, Zhavoronki, Krasnaya Pakhra e Serpukhov, até Alexin. Em vista da importância dessa decisão, creio que devo expor aqui, detalhadamente, o plano para a retirada dos exércitos da Frente Ocidental da linha de defesa de Mozhaysk 1.Se for impossível reter a ofensiva inimiga na linha da Frente, resistindo ao ataque inimigo com os elementos da retaguarda, devem retirar suas forças principais, a começar pela principal massa de artilharia, para a linha de defesa que está sendo preparada ao longo da linha Novo-Zavidovsky-Klin, o reservatório de Istra-Zhavoronki-Krasnaya Pakhra-SerpukhovAlexin. Toda a força aérea deve ser usada para cobrir a retirada. 2. Até que suas unidades sejam deslocadas para a principal linha de defesa, os exércitos devem organizar e travar batalhas com poderosas retaguardas, bem abastecidas de armas antitanques e com unidades móveis para contra-atacar assim que forem mandadas, mantidas em disponibilidade em cada exército; devem atrasar o inimigo o máximo possível na linha intermediária de Kozlovo-Gologuzovo-Yelgozino-Novo-Petrovskoye-KolubyakovoNaro-Fominsk-Tarutino-Chernaya e rio Gryaz-Protva. 3. Os exércitos devem recuar para dentro das suas próprias linhas de demarcação, excetuando-se os 16o e 5o Exércitos: a linha de demarcação entre estes dois é estabilizada como Zagorsk, Iksha, Pavorovo e Tarkhanovo, todas inclusive para o 16o Exército. 4. Os serviços de retaguarda dos exércitos recuarão para o leste dentro dos seus limites, exceto os 5o e 33o Exércitos, cujos serviços de retaguarda acompanham estradas que têm de estar fora de Moscou e do seu complexo, isto é, os serviços de retaguarda do 5o Exército - ao longo das estradas ao norte de Khimki e Mytishchi, e do 33o Exército ao sul de Peredelkino e Lyubertsy. Nem uma só carroça ou carro deve ser dirigido para, ou admitido por, Moscou ou pelo seu complexo. Para assegurar isto, os 5o e 33o Exércitos deverão estabelecer uma regulamentação firme e oportuna para a retirada e estipularão os caminhos pelos quais o transporte, as organizações de retaguarda e os soldados devem movimentar-se. As organizações de retaguarda desnecessárias devem ser retiradas com antecedência. 5. Se a batalha na linha principal de Istra-Pavlovskaya-Soloboda-Zhavoronki resultar desfavoravelmente, o 5o Exército tem de recuar não só para o perímetro fortificado em torno de Moscou, mas para nor-nordeste de Khimki, e seu flanco esquerdo para as unidades do 33o Exército ao sul de Peredelkino e Lyubertsy. Essas unidades devem ser retiradas para a reserva do exército, passando em torno da Zona Fortificada de Moscou do sudeste e leste para a área de Pushkino.

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6. Em conseqüência disso, a base de abastecimento do 5o Exército tem de ser a Estação de Pushkino, e a do 33o Exército, a Estação de Ramenskoye. Os 16o, 43o e 49o Exércitos têm de fixar-se em estações de abastecimento dentro das suas linhas de demarcação. 7. Para cobrir a retirada planejada das unidades dos Exércitos ao longo da rede rodoviária Novo Petrovskoye-Kubinka-Naro-Fominsk-Vorobya, a defesa antitanques feita por regimentos de artilharia das forças de defesa deve ser providenciada antecipadamente. Isto tem de anular qualquer possibilidade de uma penetração Panzer inimiga na retaguarda. Parte das forças dos Exércitos ocupará previamente a principal linha de defesa nos eixos mais importantes, com unidades de infantaria e, em especial, com artilharia e baterias de foguetes. O 16o Exército deslocará os remanescentes da 126a Divisão de Fuzileiros da linha nas áreas de Klin e Troitskoye antecipadamente: o 5o Exército fará o mesmo nas áreas de Davidkovo e Krasnaya Pakhra com a 110a ou a 113a Divisão; e o 43o Exército na área a oeste de Podolsk e Lopasnya, com a 53a Divisão de Fuzileiros. 8. O Controle dos Exércitos pela Frente durante a retirada será providenciado através da rede de comunicações do Comissariado Popular de Defesa em Moscou; simultaneamente, se preparará uma rede de comunicação e localização para o QG da Frente na área de Orekhovo-Zuyevo ou Likino-Dulevo. (Assinado) Comandante da Frente Ocidental, Generalde-Exército Zhukov; Membro do Conselho Militar da Frente Ocidental, Bulganin; Chefe do Estado-Maior da Frente Ocidental, Tenente-General Sokolovsky, 19 de outubro de 1941. Em 22 mês de outubro devido ao desgaste constatnte a que foram submetidos os soldados alemães o plano do comando nazista no sentido de capturar Moscou foi destruído,. A ofensiva alemã perdia impulso dia a dia e, pelo final de outubro, parara ao longo da linha de frente que ia desde Turginovo, passando por Volokolamsk, Dorokhovo, Naro-Fominsk, a oeste de Serpukhov, até Alexin. Na área de Kalinin, as forças da Frente de Kalinin já então também tinham estabilizado a defesa. Declaração de um general alemão ás portas de Moscou General alemão Tippelskirch : “Tornou-se impossível caminhar nas estradas”, “a lama gruda-se aos nossos pés, às patas dos animais. Às rodas das carretas e dos veículos... a ofensiva parou”.

Na defesa de Moscou foram construidos em suas cercanias 1.428 embasamentos e ninhos de artilharia e de metralhadoras, 160 km de fossos antitanques, 122 km de alambrados em três fileiras, e grande número de outros obstáculos. Em novembro do mesmo ano durante quase 30 dias de combates ferozes e sangrentos, um grupo de motociclistas do 62o Regimento de Sapadores Panzer chega a apenas 26 km do Kremlin. Este era o local mais próximo de Moscou em que uma unidade alemã conseguiu chegar ntes do contra-ataque sovietico. A estegia militar de Zhukov era colocar tropas combatendo os alemães até esgotar-lhes as forças e depois devido a sua superioridade numerico em relação aos alemães enviar tropas descansadas para novamente combater as tropas alemãs antes de se reagruparem e descansarem, assim se deu por varios dias, até que os alemães não conseguissem restir ás investidas do exército vermelho e os ataques da VVS.

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Artilharia Russa Disparando sobre posições Alemães

Em Novembro de 1941 contando com ás adservidades encontradas pelos exércitos alemães, Stalin autoriza um poderoso contra-ataque nas zonas do front, para isso nomeia e direciona o 1º Exército de Choque sob o comando do Tenente-General V. O. Kuznetsov, que deveria combater ás tropas alemãs proximas a Moscou e com o apoio do 20º e 30º exércitos os quais deveriam retomar Klin, Teryayena Sloboda e Rogachevo-Borshchevo, depois rumaria 1º Exército de Choque, para capturar a área de Reshetnikovo-Klin, de Kostlyakovo e Lotoshino; partes do 20º Exército, 16º exército e atacaria a área de Krasnaya Polyana- Bely Rast, com a ajuda do 1º de Choque, chegariam a Solnechnogorsk, e ao sul prosseguiriam na direção de Volokolamsk. A ala direita do 16º Exército deveria atacar na direção de Kryukovo e prosseguir para Istra; o 50º Exército, em Tula, foi encarregado de retormar Bolokhovo e Shchekino. O Grupo Operacional de Belov estacionado na área de Mordves rumaria na direção de Venev, Stalinogorsk (Novomogorsk) e Dedilovo, onde encontraria o com os 50º e 10º Exércitos. O 10º Exército, sairia de Derebryanye Prudy-Mikhaykov e atacaria as forças alemãs em Uzlovaya e Bogoroditsk e depois iria para o sul pelo rio Upa.

Tropas de Infantária da Whermacht

O Soldado Russo Durante o início das hostilidades e por todo o tempo que durou a invasão alemã ao solo russo, o soldado do exército vermelho recebeu a dura ordem de: Nenhum passo atrás.

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Mal armado, sem nenhum preparo militar, mais extremante respeitoso á seus superiores e ao seu líder Maximo Stalin, o soldado cumpria a risca tal ordem, seu moral aumentou ainda mais comando por experientes generais tais como Rokossovski, Vatutin, Golikov, Chuikov e Zhukov, certo comentário de um soldado Alemão expressa toda realidade da tenacidade do soldado russo: e correto afirmar que o soldado russo apanhou, sobreviveu, se refez, e começou a bater forte até chegar em Berlim, foi um bravo em defesa de sua pátria!

“Eu Já matei mais de 40 russos hoje, e quanto mais mato, mais aparecem outros! de onde saem? debaixo da terra?!

Soldado Russo morto em um burraco de trincheira

Em 15 de janeiro de 1942, por solicitação do estado maior alemão ao governo húngaro, a Hungria envia novamente suas tropas para o combate em solo russo, tais forças eram compostas por 9 divisões ligeiras, 1 divisão blindada e por 7 divisões de ocupação, faziam parte do 3ª, 4º e 7º corpos pertencentes ao 2o Exército húngaro, tendo sido nomeado para seu comando o General Gustav Jány. Sua chega deu-se em 27 de julho e

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passaram a fazer parte do corpo de exércitos do General Von Weichs postados na localidade de Voronez Em pleno e rigoroso inverno entre os meses de Janeiro e fevereiro de 1942 as tropas russas aumentavam dia após dia à pressão ao longo do campo de batalha sobre as forças alemãs, sendo que no início de fevereiro de 1942 o exército vermelho cercou seis divisões de um corpo do exército alemão composto por 100.000 homens na localidade de Demyansk, o cerco só foi rompido em 20 de maio de 1942 após receberem apoio de outras unidades da Whermacht.

Tropas Russas se deslocando durante o rigoroso inverno

Entre os meses de Novembro e Dezembro as tropas russas localizadas no eixo de Maloyaroslavets e Serpukhov, e que anteriormente tinha por incumbência a defesa das estradas e pontes que levariam a Moscou passaram a lograr exito na ofensiva. Sendo que em novembro houve tremendas lutas nas áreas de Kashira e Mordves, devido aos combates acorridos nesta região e as seguidas derrotas sofridas pelas tropas alemãs o General Guderian, Comandante do 2o Exército Panzer, ordenou que suas unidades passasse à defensiva. Tendo as forças soviéticas repelindo todos os ataques inimigos na área de Tula, causando-lhe sérios danos e impediram seu avanço na direção de Moscou. Em outras

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localidades as forças alemães ignoraram as perdas sofridas e continuaram avançando desenfreadamente, numa tentativa de penetrar a qualquer preço até Moscou, nesta ocasião os generais russos obedecendo a um esquema da batalha, deslocaram suas unidades menos utilizadas para setores onde se faziam mais necessárias, tendo as forças russas lutado com tenacidade, repelindo os constantes ataques das forças da Whermacht. Não obstante, a Wehrmacht fora rijamente surrada e repelida do seu objetivo, recuando, em alguns setores, até 400 km . além do mais embora não mais imunes ao frio do que os alemães, os soldados russos estavam mais acostumados, achavam-se convenientemente vestidos e dotados de equipamento adequado para as circunstâncias que o Inverno russo lhes infringia com seus 40 a 50 graus (centígrados) abaixo de zero.

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Batérias de Foguetes Katyusha sendo lançados sobre tropas alemãs

No campo de batalha o exército vermelho já bem mais equipado resiste bravamente, conta agora com equipamento capaz de fazer frente aos usados pela Whermacht, lhes são entrege os primeiros T-34 - de 26 toneladas, armado com um canhão de 676 mm, o T-35, de 46 toneladas, e os Klim Vorochilov, de 55 e 100 toneladas. Os lançadores Katiuchka com capacidade de lançamento de até 370 foguetes. África do Norte

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Marsa Matruh Após serem derrotadas na Líbia pelo Afrika Korps os remanescentes do 8º exército britânico retiram-se para dentro do território egípcio afim de alcançar a localidade de El Alamein, em 23 de junho de 1942 após se reagruparem no porto de Torkuk duas divisões Panzer do Afrika Korps com um efetivo de 50 tanques e mais 14 pertencentes ao 20o Corpo Mecanizado italiano totalizando um efetivo de 5.000 soldados rompe a fronteira libio-egpcia. Para defender o território egípcio das formações de Rommel, o General Auchinleck, nascido John Claude Auchinleck, comandante-chefe das forças britânicas no Oriente Médio decidiu dividir suas tropas, ficando a maior parte na defesa da fortaleza de Marsa Mutruh, impedindo o acesso ao canal de Suez, e a 30º corpo do 8º exército sob o comando General Norrie se estabeleceria em El Alamein, tendo seu flanco protegido dos ataques do afrika korps pelos imensos e intransitáveis areais do Quattara, nesta localidade deveriam se juntar ao 10º corpo que sob o comando do General Holmes havia partido da Síria, e assim estabelecer um sólida defesa contra as forças invasoras, por todo o dia 25 de junho as tropas alemãs em empreendendo sua marcha para sitiar a fortaleza de Marsa Matruh são duramente castigadas pelos ataques da R.A.F ao qual não sofreu intervenção alguma por parte da Luftwaffe, no dia 26 estavam posicionadas na defesa da fortaleza partes do 10o Corpo, integrantes da 50a Divisão britânica e a 10a hindu; e mais ao sul, o 13o Corpo, e a divisão neozelandesa, comandada pelo General Freyberg, bem como a 1a Divisão Blindada. O ataque foi desfechado por volta das 2 horas da manhã e foi desfechado pela 21a Divisão Panzer e 90a Ligeira contra as posições da 1º divisão Blindada. No Amanhecer do dia 28 do mesmo mês as tropas que guarneciam os acessos para a fortaleza estavam completamente destruídas, com centenas de corpos destroçados espalhados entre veículos ardendo em chama, por volta das 12 horas do dia 28 de junho as tropas da Afrika Korps já seguiam rumo aos portões da fortaleza. Para na madrugada do dia 29 tomar por completa as fortificações e aprisionando cerca de 1.000 soldados ingleses e um grande numero de equipamentos militares e víveres. O Restante das tropas britânicas em fuga foram perseguidos até a localidade de El Daba, onde Rommel deteve suas tropas para preparar o ataque ás tropas entrincheiradas em El Alamein, após reunir com seus oficiais o General alemão Erwin Rommel inicia os combates pela conquista do ultimo reduto ocupação pelo 8º exército britânico, o ataque a El Alamein deu-se ás 3: 00 da manhã do dia 1º de julho de 1942. Declaração do General Auchinleck a seus oficias frente ás derrotas sofridas perante o General Rommel. Declaração do General Auchinleck “Recomendo agir por todos os meios para apagar a impressão de que Rommel seja mais do que um simples general alemão. Em primeiro lugar, é necessário impedir que se empregue constantemente o seu nome para designar nossos adversários na Líbia. Diremos “os alemães”, os “as forças do Eixo”, ou simplesmente “o inimigo”, sem colocar constantemente o seu nome na frente. Vigiai, peço, o estrito cumprimento desta ordem e fazer compreender a todos os chefes de unidades que se trata de um assunto sumamente importante do ponto de vista psicológico. “Assinado: C.J. Auchinleck - Comandante-chefe das forças no Oriente Médio. “P.S. Declaro que não tenho ciúmes de Rommel”.

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Em 23 de junho de 1942 o General Ewin Von Rommel foi nomeado marechal do exército alemão.

Marechal Rommel em inspirção as suas tropas em território Libio

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Estimativa das tropas comandadas por Rommel no início de sua campanha contra o 8º exército britânico.

Afrika Korps 15a Divisão Panzer Regimento de fuzileiros (300 homens e 10 canhões antitanque) Regimento de artilharia (7 baterias) 21a Divisão Panzer Regimento de fuzileiros (300 homens e 10 canhões antitanque) Regimento de artilharia (7 baterias) 90a Divisão Ligeira (1.500 homens de infantaria, 30 canhões antitanque e 2 baterias) Batalhões de reconhecimento (3) (15 veículos blindados, 20 transportes blindados e 3 baterias) Artilharia: 11 baterias pesadas e 4 leves, 26 canhões antiaéreos de 88 mm, 25 canhões antiaéreos de 20 mm. Total de carros blindados: 50 tanques

Forças italianas 20o Corpo Motorizado: 14 tanques, 40 canhões antitanque e 6 baterias leves. 10o e 21o Corpos: 2.200 homens (11 batalhões), 30 baterias leves e 11 pesadas.

Tanques PzKpfw - MkII

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De Volta a Rússia Stalingrado A Whermacht através de seus 3 grupos de exércitos formados em linha controla agora cerca de 2.600 km de extensão dentro do solo russo, o objetivo imediato seria controlar toda a região em torno do Volga e para isso era necessário ocupar Stalingrado. Não tendo o exército alemão conseguido destruir o exército vermelho antes da chegada das tempestades de inverno, restante agora como opção militar empurrar para além da fronteira natural do Volga e assim controlar o Cáucaso e suas regiões petrolíferas afim de esperar receber reforços e aguardar a chegada do outono para novamente empreender novo ataque ao exército vermelho. Durante dias o exército vermelho resiste no Cáucaso, cercados pelo 6º exército alemão sob o comando do general General Friedrich Paulus, divisões inteiras do exército vermelho se acumulam ao redor de Stalingrado. A 2 de setembro de 1942 iniciou o cerco às tropas russas que permaneciam em defesa de Stalingrado, por todos os lados se posicionavam o 6o Exército e o 4o Exército Blindado alemão. Sem comunicação sem meios de reabastecimento ou a possibilidade de receber reforços parecia que para os russos a cidade seria conquistada, a única opção seria receber ajuda pelo Volga e isto só duraria enquanto a marinha russa dominasse a navegação no Volga. O General Lopatine, comandante do 62o Exército após manifestar a intenção de abandar suas posições de defesa e cruzar o Volga em direção á outros exércitos russos é substituído no comando pelo General Tchuikov, e suas ordens são claras: conservar Stalingrado, ou morrer. Em stalingrado havia diversas fabricas de interesse aos alemães dentre as quais podemos destacar:. A fábrica de produtos químicos Lazur, a Usina Siderúrgica Outubro Vermelho, a fundição de canhões Barricada e a fábrica de tratores Djerjinski. O comprimento total dessa cadeia urbana e industrial ultrapassa 50 km. A primeira grande conquista fora efetuada pela 29a Divisão Motorizada do exército alemão, por dias palmo a palmo da cidade é disputado, em 15 de outubro o exército alemão já consegue dominar partes da margem do volga dentro da cidade. Nesta ocasião os soldados russos controlavam apenas o distrito industrial norte e parte cidade central com seu embarcadouro, o mais tudo era somente ruínas, durante os dias que se seguem nem as tropas alemãs nem o exército vermelho da um passo em retirada, esquina após eqüina, casa após casa, metro após metro, tudo e defendido ou conquistado. Os combates desenrolam-se no meio da confusão da maquinaria quebrada das fábricas, de pontes rolantes tombadas, de estruturas espatifadas de edifícios. Da população sem condições de atravessar o Volga milhares morreram de fome. Os alemães sabem que nada lhes será cedido, a destruição e total, um monte de escombros, uma fortaleza perfeita para os soldados russos, a casa dos Snipers.

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Uma Snipers do exército vermelho.

A Maior sniper russa foi Lyudmila Mikhlailovna Pavlichenko, nascida 12 de julho de 1916 na pequena vila de Belaya Tserkov na Ucrânia, sua arma era um rifle de 5 tiros Mosin Nagent com uma mira P.E. 4-power, capaz de disparar uma bala de 148 gr a uma velocidade de 853 m/s. Era muito útil para alvos a mais de 550 m, á tenente Pavlichenko são atribuidas a morte de 36 snipers alemão e um total de 309 outros militares mortos. A major Lyudmila Pavlichenko morreu em 10 de outubro de 1974 .

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Entre os Homens sem sombra de duvida, aquele que é considerado o maior sniper russo: Vasily Grigoryevich Zaitsev (Васи́ лий Григо́ рьевич За́йцев), nasceu no dia 23 de Março de 1915 na cidade de Eliniski, Rússia e veio a falecer em 15 de Dezembro de 1991, em Kiev capital da Ucrânia) ao soldado russo Zaitse 284ª Divisão de Fuzileiros sob o comando do general Vasili I. Chuikov, comandante do 62º Exército, são creditadas 242 mortes entre soldados e oficiais alemães durante o cerco a Stalingrado, antes de ser cegado pela explosão de uma mina lhe são atribuidas ao fim da guerra, cerca de 468 mortes.

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A arma preferida pelos Snipers Russos era o fuzil Mosin-Nagant mod. 1891 7.62 mm, alcançe 1.231 mts, velocidade 811 ms

Nacionalidade: União Soviética Fabricação: 1891-1945 Calibre: 7.62mm x 54. Dimensões: Longitud total: 1232 mm.; comp. Cano: 729 mm. Peso: 3,95 Kgs. Sistema de disparo: Repetição manual a ferrolho. Sistema de alimentação: Cartuchos de 5 tiros.

Depois de duas guerras e uma revolução, o fuzil Mosin Nagant 1891, chegou a ter um comprimento de 1,70 m. e se revelou demasiado grande para as necesidades de uma guerra que se fazia cada vez mais ágil e "motorizada". O Exército vermelho decidiu, então, fabricar um único modelo de fuzil apto para todos as unidades , o M.1891/1930, que medía 1,23 m, para simplificar sua elaboração, a culata deixou de ser octogonal e passou a ser arredondada, a mira se tornou mais robusta e possuia um sistema de regulagem por metros em vez de por passos, por que a União Soviética adotou o sistema métrico decimal. Produzido também em versão de atirador de elite, modelo 91/30 com corpo de mira telescópica, também foram produzidos outros modelos para sniper tais como o P.E.31; o P.E.31/37, e o P.U.42, para até 1.300 metros..

Em 20 de novembro do mesmo ano, não se sabe por que ou por quem o general Paulus recebe a ordem de reter suas tropas e não prosseguir o avanço pelas suas de Stalingrado. O Exército vermelho em socorro ás tropas cercadas em Stalingrado sob o comando do General Tchuikov prepara e envia uma força composta por 3 grupos de exércitos, o primeiro comandado por Vatutin; o segundo comandado por Rokossovski; e o terceiro comandado por Eremenko. A manobra consistiu em atacar simultaneamente ao norte e ao sul. O primeiro ataque em grandes proporções vindas das forças russas deu-se na noite de 18 para 19 quando as 04:00 da manhã a artilharia pesada russa despejou toda concentração de seus disparos sobre as forças inimigas nas localidades de Serafimovitch e Kremskaia. O primeiro ataque foi prontamente seguido por blindados e milhares de soldados d infantaria, os quais por volta de 8 horas da manhã aniquilou o 2o Corpo romeno, levando a quase aniquilação de 48o Corpo Blindado. Responsabilizado por Hitler pelo fracasso em defesa das tropas o general Von Heim, foi encarcerado na prisão militar de Moabit a onde permaneceu até 1945. No final de novembro do mesmo ano as tropas dos generais Vatutin, Rokossovski e Eremenko, desfecham seu ataque final.. O 6o Exército estava cercado!

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Ás 14:00 escapando do cerco russo o general Paulus e seu chefe de estado-maior, o General Arthur Schmidt, levantaram vôo com destino a Nijni-Tchirkaia, na confluência do Don e do Tchir. Na tarde do mesmo dia após ouvir os conselhos do comandante da 4a Luftflotte, Wolfram Von Richthofen, do general de DCA Martin Fiebig e do chefe de estadomaior Schmidt, o General Paulus solicita a Hitler licença para abandonar Stalingrado “caso o 6o Exército não conseguisse fechar seu flanco sul”. Paulus estava aprisionado entre perder em alguns dias a maior parte de seu valor combativo ou a perda de considerável material bélico em uma tentativa para abrir caminho, de sua decisão sairia o melhor meio de evitar um desastre total. As 10: da manhã de 26 de Novembro em uma ordem direta de Hitler a Paulus. O 6o Exército é organizado na seguinte frente: Stalingrado - Norte, cota 137, Marinovka, Zybenko, Stalingrado – Sul. Protegidos apenas pelas lonas se suas barracas teriam agora que suportar as tempestades de neve, de 40 graus negativos. No final do mês as tropas em torno do bolsão somam-se o 4o, o 8o, o 11o e o 51o Corpos de Exército, e o 14o Corpo Blindado; as divisões de infantaria números 44, 71, 76, 79, 94, 100, 113, 295, 297, 305, 371, 376, 384, 389; as divisões motorizadas números 3, 29 e 60; as divisões blindadas números 14, 16 e 24; o 8o Corpo de DCA; os regimentos de canhões de bombardeio 243 e 245; 12 batalhões de engenharia militar; e mais 149 formações independentes, finalmente, duas divisões romenas e um regimento croata. Neste mesmo dia o general Paulus recebera do General Zeitzler que o Marechal Goering abastaceria o 6ªº exército sitiado em leningrado se acaso onseguissem manter o controle dos aeródromos situados dentro do bolsão, a Luftwaffe garantia entregar um mínimo de 500 toneladas diárias de material, nesta ordem Hitler determinava a Von Paulus Hitler que o 6º exécirto sustentasse as posições de Stalingrado, naquele instante Paulus sabia que o destino de seu exército estava selado, outros generais, como Seydlitz, Heitz e Jaenicke, temtaram em vão persuiadir Von Paulus a romper o cerco e rumar para Leste, desafiando as ordens de Hitler, mas foi em vão. Para elaborar um plano de ajuda ao 6º exército Hitler convocou seu abilidoso estrategista o O General Erich von Manstein, após inteirar-se da situação no bolsão de Leningrado Manstein compreendeu que sua missão era praticamente irrealizável, mas em virtude da ordem de Hitler, decidiu elaborar um plano de ajuda.

General Erich Von Manstein

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Erich Von Manstein, nasceu como Fritz Erich von Lewinski em 24 de novembro de 1887, em Berlim, filho do general prussiano de Artilharia von de Eduard Lewinski e de Helene de Sparro, ao completar 9 anos seu pai veio a falecer durante exércicios militares, no ano de 1900 e aceito como cadete na escola militar de Ploen, e logo após entra na academia de Guerra, Von de Erich Manstein participou ao processo de criação do Reichswehr viajou para vários países europeus em visita a suas forças armadas para adquirir experiência e informações. Em 1936, Manstein é promovido a General, em 01 fevereiro de 1940, recebeu o comando do 38º Corpo de Infantaria e projeta o plano de invasão a França, Em maio de 1945 Manstein e preso por tropas britânicas no campo da faculdade de Luneberg, próximo a Nueremberg. Em agosto de 1946, para a Grã Bretanha e somente voltou à Alemanha em 1948. Em agosto de 1949 Manstein é acusado por crimes de guerra por um tribunal militar britânico em Hamburgo, sendo portanto condenado a doze anos de prisão na prisão de Werl, em Westphalia. Manstein foi libertado em 1953, passou a residir em Irschenhausen, perto de Icking, no Vale Isar na Baviera, viveu os últimos anos de sua vida, rodeado de sua família. Erich Manstein um dos maiores estrategistas da Segunda Guerra mundial e do exército alemão, morreu em Irschenhausen, Baviera, em 11 junho de 1973. Porém em virtude das fortes nevascas que assolaravam a região durante o final do ano, o general Manstein para deslocar-se até seus comandados diretos foi obrigado a viajar de trêm, tendo estabeliocido somente no dia 26 de novembro seu quartel general, para logos após ser informado que o “Comandante do Grupo de Exércitos do Don”, contava unicamente com uma força compostas pelas reduzidas formações do 4o Exército Panzer e o 4o Exército romeno; perfazendo apenas 5 divisões, logo após hitler passava também ao seu comando direto o 6o Exército de Paulus e prometia-lhe o envio de 11 divisões, sendo 4 panzeres. Porém com o desenvolver de outros teatros de operações só lhe foram cedidas 3 divisões de tanques e 1 de infantaria. O que para o habilidoso general Manstein tornava a realização de seu plano impossivel. Devido a varios fatores externos a conclusão de seu plano apresentado ao general Zeitzler forçava O 6o exército de Von Paulus a combater somente dentro do bolsão de Stalingrado, de sua resistência frente ao exercito vermelho dependeria todas as outras unidades da Wermacht em combate nas proximidades do rio Don as quais teriam que enfrentar cerca de as 60 divisões soviéticas estacionadas na desembocadura do Don.

operação Saturno
No dia seguinte ao início do avanço dos tanques de Hoth, o General soviético Vatutin, recebeu ordem para por em marcha a operação Saturno. Seu objetivo: romper a frente defendida pelo 8o Exército italiano, no curso superior do rio Don, com a finalidade de avançar para o sul, e cortar, em Rostov, a linha de retirada de todas as unidades alemães localizadas a leste desse rio: o 4o Exército Panzer, de Hoth, o 6o Exército, de Paulus, e o Grupo de Exércitos A, cujas forças combatiam no Cáucaso. A mortal ameaça vislumbrada por Manstein, estava em vias de concretizar-se. Na manhã de 16 de dezembro uma neblina espessa cobria a frente de combate do Don, defendida pelas tropas do 8o Exército italiano, comandado pelo General Gariboldi. Repentinamente, o silêncio que reinara durante vários dias, foi rompido pelo fogo arrasador da artilharia soviética. Sobre a superfície gelada do rio, centenas de tanques T-34 avançaram, rugindo, contra as posições dos italianos. Estes, à semelhança de seus camaradas romenos e húngaros, não haviam recebido dos alemães armamentos modernos, e careciam de canhões antitanques para enfrentar os carros blindados russos. Uma luta nessas condições estava irremediavelmente condenada ao fracasso.

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As forças de Vatutin superaram sem dificuldades a frágil defesa dos italianos e no dia 18 de dezembro haviam rompido uma brecha de 50 km em direção ao sul.

Soldados Russos nos escombros de Stalingrado “ A morte em cada esquina”.

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No dia 1o de dezembro, por ordem direta do General Manstein, a Whermacht deu incio a Wintergewitter (Tempestade de inverno). O plano consistia no ataque direto do 4o Exército Panzer (General Hoth) atacaria pelo norte as forças russas. Se obitivessem suceso no ataque, o 6o Exército deveria romper o cerco ao sul, do sucesso do 4o Exército Panzer, composto pelas 6ª e 23ª divisões blindadas alemãs e mais 3 divisões romenas, totalizando 200 tanques, do exito destes ataques dependiam a unica chance de salvação das tropas cercadas em Stalingrado. No decorrer do mês os combates foram duros e intensos, tendo os alemães obtido vitórias nos primeiros dias, o que não se repetiu nos dia posteriores, sendo a 14 de dezembro, detidos nas margens do rio Aksai, o maior golpe sobre o palno de Manstein veio 2 dias depois quando na madrugado do dia 16 rompendo o silêncio reinante de varios dias a poderosa artilharia pesada soviética lançou suas bombas sobre o 8º exército italiano, provocando uma brecha de 50 km na qual comecava o avanço de centenas de tanques T-34. apesar da desesperada situação em que se encontrava o 6º exército suas tropas conseguiram resistir a o dia 19, depois de duros combates o 4º exécito panzer apoiado pela 17º divisão consegue romper o bloqueio e chega margens do rio Mayshkova, estavam agora a 48 km do bolsão de Stalingrado, para os soldados alemães do 4º exército panzer e as suas divisões de apoio o dia 23 foi indubitavelmente doloroso, visto que se achavam prontos para resgatar seus companheiros de farda sitiados em Stalingrado e para isso dependiam somente de um pequeno avaço do 6º exército rumo as margens do Myshkova, ao longe podiam ver o clarear das explosões da infantaria russa, porém devido as obsurdas ordens de hitler e a teimosia de Von Paulus em romper o cerco russo, o General Manstein teve que orenar ao genral Hoth que detivesse seu ataque e abandonasse as posições conquistadas as margens do Myshkova para garantir-lhe segurança, visto o general russo Vatutin ter aniquilado o 8º exército Italiano e estar rumando com seus tanques para as margens do Myshkova para empreender um cerco ao 4º exército.

Conta-se a História que: Um grupo de soldados alemães pertencentes a uma unidade do 6º exército alemão, saindo as trincheiras cavadas no grosso gelo, arrastaram-se abaixo do fogo de ninhos de metralhadoras russas até alcançarem o alto de um pequena colina, na colina colocaram um pinheiro cercados por varias velas e recortes de papel prateado, uma arvore de natal. Durante uma hora suas luzes brilharam fracamente na noite invernal, até que, finalmente, os russos a pulverizaram com um certeiro tiro de morteiro. Para as tropas que viram o esforço corajoso de seus soldados na impreitada de colocar tal arvore ficou claro naquele instante que não haveria paz entre os dois lados, era escapar ou morrer. Durante os meses em que durou o cerco a Stalingrado a Luftwaffe realizou tudo o que podia para abastecer as tropas do 6º exército alemão, voando com carga máxima, pousando em condições precárias, enfrentando as gélidas tempestades de neve, porém seu sacrifício somente prolongou a agonia das tropas sitiadas, no fim da batalha, a Luftwaffe havia perdido mais de 800 aparelhos e 2.000 aviadores.

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O destino do 6º exército alemão e de seu comandante o general Von Paulus estava traçado, na manhã do dia 8 de janeiro de 1943, o General Rokossovski enviou um ultimato a Paulus, intimando-o à rendição em 24 horas. Vencido o prazo do ultimado ás forças russas dispostas na área de Stalingrado lançaram-se ao ataque, o assalto contra Stalingrado foi iniciado pelo fogo arrasador de 5.000 canhões e lança-foguetes, após o primeiro ataque desfechado pelos canhões os T-34 avançaram a toda velocidade rumo às posições alemães. Uma luta furiosa se desencadeou em todos os flancos do perímetro. Os artilheiros alemães, disparando sem trégua, sucumbiram ao pé de seus canhões, depois de abater centenas de carros blindados soviéticos. Porém, novas ondas de tanques somavam-se incessantemente à luta. Nada podia deter o avanço avassalador dos russos. Hora após hora, dia após dia as forças russas atacam, detroem, encurralam. Até que conseguem controlar os aeródromos de Pitomnik e de Gumrak. Por onde dias antes as tropas alemãs recebiam, combustível, munição e alimentos.

Piloto da Luftwaffe durante o rigoroso inverno russo

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Termos do ultimato soviético 8 de janeiro de 1943, Tenente-General Rokossovski: “Ao comandante-chefe do 6o exército alemão, Coronel-General Paulus, ou seu representante, e a todos os oficiais e soldados das unidades alemães sitiadas em Stalingrado. “O 6o exército alemão, formações do 4o exército panzer, e as unidades enviadas para reforça-los se encontram totalmente cercados desde 23 de novembro de 1942. “Os soldados do exército vermelho rodearam o grupo de exército alemão com um anel inquebrantável. Todas as esperanças de resgate de vossas tropas por uma ofensiva alemã, do sul, ou do sudoeste, mostraram ser inúteis. As unidades alemães que se encaminhavam em vosso auxílio foram derrotadas pelo exército vermelho e os restos dessa força se retiram agora para Rostov. “A frota aérea de transporte alemã que os provia com uma ração minúscula de alimentos, munições e combustível foi obrigada, pelo rápido e vitorioso avanço do exército vermelho, a retirar-se repetidas vezes, para aeródromos cada vez mais distantes das tropas sitiadas. Devo acrescentar que a frota de transporte aéreo alemã está sofrendo perdas enormes de máquinas e material, pela ação da Força Aérea russa. A ajuda que ela podia trazer às forças sitiadas, se vai rapidamente convertendo em ilusão. A situação de vossas tropas é desesperadora. Sofrem a fome, enfermidades e frio. O cruel inverno acaba de começar. Geadas tremendas, ventos gélidos e temporais, logo haverão de desencadear-se. Vossos soldados não contam com vestuário de inverno e estão vivendo em desastrosas condições sanitárias. “O Senhor, como comandante-chefe, e todos os oficiais das forças sitiadas, bem sabem que não tem nenhuma possibilidade de evadir-se. Vossa situação é sem esperança, e qualquer resistência é insensata. Em vista da desesperadora situação em que está colocado, e para evitar um derramamento de sangue desnecessário, propomos que aceite os seguintes termos de rendição: 1. Todas as tropas sitiadas alemães, com o senhor e seus oficiais à frente, devem cessar a resistência. 2. Entregará o senhor, a pessoas autorizadas por nós, todos os elementos de sua força armada, todos os materiais de guerra e todo o equipamento do exército sem destruí-lo. 3. Garantimos a segurança de todos os oficiais e soldados que deixem de resistir, e os eu regresso, no fim da guerra, para a Alemanha, ou para qualquer outro país para o qual estes prisioneiros de guerra desejem ir. 4. Todo o pessoal das unidades que se renderem poderão ficar de posse de seus uniformes militares, as insígnias de seus postos, condecorações, objetos pessoais e valores, e, no caso de oficiais de alta patente, de suas espadas. 5. Todos os oficiais, suboficiais e soldados que se renderem, receberão imediatamente rações normais. 6. Todos aqueles que estejam feridos, enfermos, ou atingidos pelo congelamento, receberão tratamento médico. “Vossa resposta deve ser entregue por escrito, às 10h da manhã, hora de Moscou, do dia 9 de janeiro de 1943. Deve ser entregue por vosso representante pessoal, que viajará num automóvel equipado com uma bandeira branca, pela estrada que conduz à estação Kotlubanj. Vosso representante será recebido por oficiais russos, plenamente autorizados, no distrito B, a 500 metros a sudeste do desvio 564 às 10h de 9 de janeiro de 1943. “No caso de recusar nossa proposta de depor as armas, pela presente, que as forças do exército e da aviação russa, se verão obrigadas a levar adiante a destruição das tropas alemães cercadas. A responsabilidade por este fato recairá sobre o senhor

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Tenente-General Rokossovski”. Mensagem de Von Paulus ao QG do Fuhrer: “As tropas estão sem munições e sem alimentos. Mantemos contato unicamente com seis divisões... Temos 18.000 feridos e nenhum estoque de bandagens ou medicamentos... O exército solicita imediatamente autorização para render-se, a fim de salvar a vida das tropas que restam...”

Resposta do Fuher “É proibida a rendição. O 6o exército defenderá suas posições até o último homem e o último cartucho, e, por intermédio de sua heróica resistência, contribuirá de forma imorredoura para o estabelecimento de uma frente defensiva e para a salvação do mundo ocidental...”

Os combates proseguiram até o final de janeiro, as tropas alemãs exausta pelo frio e pela fome já não mais conseguia lutar por suas próprias vidas, o que meses antes elese infrigiram aos soldados russos que defendiam a cidade neste instante lhes era infingido do mesmo modo, desejam agora somente a rendição ou a morte. Ao cair da noite do dia 31 de janeiro de 1942 o primeiro grupo de soldados soviéticos cercaram o posto de comando de Paulus, situado na Praça Vermelha de Stalingrado. ao agora marechal Von Paulus, resta somente aceitar os termos de rendição, ás 19:45 h o marechal ordenou ao operador do rádio no posto de comando do 6o Exército que envia-se ao QG do Fuher a seguinte mensagem: “Os russos estão na porta do nosso alojamento. Destruímos nosso equipamento...” Após a rendição alemã, grupos dispersos ainda enfrentaram as tropas russas em Stalingrado o que custou ao lado alemão até o dia 2 de fevereiro cerca de 4.000 vidas dos últimos sobreviventes das dizimadas 16a e 24a Divisões Panzer e das 76a, 113a, 389a e 60a Divisões de Infantaria Motorizada. No final da batalha foram prisioneiros das tropas russas Perto de 90.000 alemães, entre eles 24 generais, sobreviventes do glorioso 6º exército alemão com cerca de 300.000 no inicio da batalha por Stalingrado em 23 de agosto de 1942 até seu trágico final em 31 de janeiro de 1943, dos cerca 90.000 sobreviventes, apenas 5.000 regressaram à Alemanha após a guerra.

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Milhares de corpos foram empilhados fora de Stalingrado depois de cessados os combates, este é o resultado da guerra.

Ao Centro o Marechal Von paulus, agora prisioneiro do exército vermelho

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Marechal Friedrich Wilhelm Ernst Paulus

Friedrich Paulus, nasceu em Breitenau, Hesses, Alemania em 23 de setembro de 1890, ás 21;30, na casa de nº 95 A. filho de Ernst Paulus e de Bertha Nettelbeck de Paulus. Estudou no Wilhelms-Gymnasium de Kassel, e logo após tentou em vão ingressar na Armada Imperial Alemã. Iniciou seus estudos universitarios na Universidade de Marburg, porém não concluiu o curso de direito por ser sido aceito no exército Alemão em 1910, casou-se com Elena Rosetti-Solescu, foi oficial subalterno de Erwin Rommel. Mantinha boa aparência, era modesto e demasiadamente amigavel, preucupado em demasia para não ofender ninguém. Paulus recebeu a orden de preparar os planos de invasão da Russia de Halder - chefe de Estado Maior de Hitler, por sua meticulosidade e agudez intelectual, substituiu o general Reichenau no comando do 6º exército após este ter sofrido um ataque cardiáco. Em 28 de Junho de 1942 recebeu de Berlim a ordem de ataque a Stalingrado. O 6º era o exército de maior tamanho entre os 5 corpos de exército, com 14 divisiões, 2 de Infantaría, 2 Panzer e uma Motorizada. Durante o ataque ao río Don teve éxito em fazer 40 mil prisioneiros. Mesmo doente . Paulus rodeou a Stalingrado e se posicionaou para toma-lá, foi promovido por Hitler a Marechal de Campo, após diversas solicitações para se reder ao exérito vermelho, foi feito prisioneiro com a destruição do 6º exército, foi bem tratado sendo libertado em 1953, porém por condição só poderia residir na alemanha, na cidade de Dresden, 2 anos depois de sua liberdade o Marechal de Campo Friedrich Paulus desenvolveu distrofia muscular miotónica, e veio a falecer em uma clínica na cidade de Dresden em 01 de fevereiro de 1957.

O marechal Friedrich Paulus rendeu-se ao exército russo no dia 31 de janeiro de 1943 após terríveis perdas em combate e sucessivos erros de estratégia impostos pelas intervenções pessoais de Hitler nas decisões de comando, nesta ocasião perante ao cerco russo seus soldados encontravam-se famintos e enregelados, a unica forma de salvar suas tropas era aceitar os termos da rendição. Após render-se ao exército vermelho o alto e magro marechal apresentava-se de forma combalida e sua face apresentava sinais de um tique nervoso, tinha barba já grisalha, bem como seu cabelo, vestia um uniforme já desgastado de cor cinza, foi conduzido a sala de comando do marechal de artilharia Voronov pelo comissário politico Dyatlentko, também estav presente na sala de Voronov o comandante da frente do Don , Coronel General Rokossovsky, Paulus de pé saudou cada um de seus comandantes captores e informou-lhes que no dia nateriro a sua rendição havia sido promovido a Marechal de campo, o que foi imediatamente comfirmado pelo general Shumilov.

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Comunicado do Marechal Voronov ao marechal Paulus: “Então, Herr General Marechal de Campo – nós solicitamos a sua assinatura em uma ordem direcionada á parte do seu exército que ainda resiste, comunicando-os a rendição a fim de poupar uma perda inutil de vidas”.

Do Marechal Paulus ao Marechal Voronov: Isso seria indgno de um soldado.

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Soldados Alemães em Stalingrado em 1942

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Após a rendição de seu comamdante o remanescente do bolsão Norte, composto pelos remanescentes de seis divisões, sob comando do General Strecker, ainda combatia. Strecker, cujo quartel-general do XI Corpo localizava-se na fábrica de tratores, telegrafou: "As tropas estão lutando sem armamentos pesados ou suprimentos. Os homens estão cedendo pela exaustão. Congelando até a morte com as armas nas mãos. Strecker". A reposta de hitler veia na tarde do mesmo dia: "Eu espero que o bolsão Norte mantenha-se até o último homem". Do lado sovietico uma grande concentração de tropas vindas de formações de quatro exércitos apoiadas pela presença de 300 peças de artilharia posicionava-se para esmagar o ultimo bolsão de resistência alemã, no dia 2 de fevereiro após ter recusado de seus comandados o pedido de permissão para negociar os termos de rendição frente ao exército vemelho, o general Strecker viu-se obrigado a ceder as apelos dos generais Lenski e Lattmam, na tarde do mesmo dia o 62º exército sovietico recebia a rendição alemã, terminava para os civis um cerco enexpugnavel que durou 5 meses, era o fim inesperado, era dificil de acreditar que a batalha de Stalingrado finalmente terminava, restava agora um acidade arruinada, deserta e morta, do lado sovieitico 485.751 mortos de militares, para aqueles que viram a cidade após a rendição stalingrado era agora um esqueleto queimado e destruido, mas havia se tornado um simbolo da derrota alemã. A importância da rendição alemã em Stalingrado do ponto de vista miliatr foi enorme, representou a destruição e ou a dispersão de parte dos cinco exércitos do eixo, sendo a rendição total do 6º Exército, a maior parte do 4º Exército Panzer, cinco das sete divisões do 3º Exército Romeno, 90% dos efetivos do 4º Exército Romeno e a totalidade do 8º Exército Italiano. Cerca de 32 divisões e três brigadas foram completamente destroçadas e outras 16 divisões perderam mais da metade de seus efetivos, sendo que durante o processo de retirado devido as dificuldades do terreno muitas outras tiveram que abandonar grande parte de seu equipamento pesado para poder escapar. As baixas totais do Eixo, em mortos, feridos, desaparecidos ou capturados estiveram perto de 1.500.000 homens entre agosto de 1942 e fevereiro de 1943. Também perderam-se cerca de 30.500 tanques e canhões de assalto, 12.000 canhões e morteiros e 3.000 aeronaves. Ao todo, o equipamento perdido no período da batalha de Stalingrado bastaria para equipar 75 divisões. dos 330.000 soldados aprisionados no bolsão da operação Urano, somente 91.000 saíram após a capitulação. Estes homens estavam em estado muito precário, devido ao frio, à falta de alimentos e ao tifo, que já aparecera pouco antes da rendição. As chances de sobrevivência no cativeiro provaram-se brutalmente dependentes da graduação dos prisioneiros. Estima-se que 95% dos soldados e NCOs, 55% dos oficiais juniores e somente 5% dos oficiais seniores, pereceram nos campos de prisioneiros soviéticos. Como os jornalistas estrangeiros recordam, poucos dos oficiais seniores mostravam sinais de inanição após a rendição, logo suas defesas imunológicas estavam menos debilitadas do que a de seus soldados. O tratamento privilegiado que os generais receberam era um testemunho revelador do senso de hierarquia soviético. Porém a imagem dos soldados alemães rendidos, esqueléticos, sujos e ainda atarantados com o cerco de semanas à cidade está impressionou o mundo, Wehrmacht experimenta pela primeira vez o gosto da capitulação.

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Foi a maior derrota militar do Exército alemão em todos os tempos, marcando o fim da supremacia estratégica e tática da Alemanha, que definitivamente perdeu a iniciativa da guerra. Dali em diante, os soviéticos passariam a determinar os rumos do conflito. A Batalha de Stalingrado marca a reviravolta dos destinos da guerra e o princípio do fim da Alemanha Nazista.

Suburbio da cidade no início de 1943.

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Relatos de Batalha durante o cerco a Stalingrado. Combates corpo-a-corpo A luta na proeminente colina Mamayev Kurgan, que se ergue sobre a cidade, era particularmente sem piedade. A posição mudava de mãos diversas vezes. Ora nas mãos de Russos ora na mãos de Alemães. Durante um contra-ataque soviético, eles perderam uma divisão inteira de 10 mil homens num único dia, a 13ª Divisão de Guardas de Rifle, que matou número aproximado de inimigos alemães. Em 1944, durante o começo da restauração da cidade, dois corpos foram encontrados na colina, um alemão e um soviético, que, aparentemente haviam matado um ao outro simultaneamente a golpes de baioneta no peito e que haviam sido sepultados por tiros de artilharia na colina. No Grain-Silo, um grande complexo de processamento de grãos encimado por uma grande silo, o combate era tão próximo que soldados podiam ouvir a respiração do inimigo lutando. Quando os alemães finalmente tomaram a posição, apenas quarenta corpos soviéticos foram encontrados, apensar do número muito maior de combatentes estimado por eles, devido a ferocidade e a demora do combate, que perdurou por semanas. Todos os grãos estocados foram queimados pelos soviéticos quando se retiraram. Em outra parte da cidade, um pelotão de soldados sob o comando do sargento Yakov Pavlov, transformou um edifício de apartamentos numa fortaleza impenetrável. O prédio, mais tarde conhecido como a "Casa de Pavlov" dominava uma praça no centro da cidade. Seus soldados a cercaram com minas, montaram metralhadoras nas janelas e selaram as janelas no porão para melhor comunicação. Eles não tiveram substituição nem reforços por dois meses e agüentaram a posição até o fim do conflito. Muito tempo depois, o general Chuikov brincava que talvez mais alemães tenham morrido tentando capturar a Casa de Pavlov que tentando tomar Paris. Após cada onda de ataques, durante todo o segundo mês da batalha, os russos tinham que sair do prédio e chutar e empurrar as pilhas de corpos dos alemães mortos, de maneira a que a linha de tiro para a praça das metralhadoras e armas antitanques ficasse livre. Após a batalha, o sargento Pavlov recebeu a medalha e o título de Herói da União Soviética, maior condecoração militar da URSS, por sua bravura e heroísmo. Sem possibilidade de vitória rápida à vista, os nazistas começaram a transferir artilharia pesada para a cidade, incluindo o gigantesco canhão de 800 mm, transportado por estrada de ferro, Dora. Os atacantes, entretanto, não fizeram grandes esforços para mandar tropas através do Volga, permitindo aos soviéticos instalar um grande número de baterias de artilharia ao longo do rio, que continuava a bombardear as posições alemãs. Os defensores, na cidade, usavam as ruínas resultantes destes bombardeios como posições de defesa. Os panzers se tornavam inúteis no meio de montes de destroços que chegavam a formavam pilhas de oito metros de altura e eram varridos pela artilharia antitanque inimiga. O sacrifício destes homens por Stalingrado foi imortalizado por um soldado do general Aleksandr Rodimtsev, um dos comandantes locais, que escreveu na parede da estação ferroviária da cidade – que mudou de mãos quinze vezes durante a batalha – a frase: “os homens da guarda de Rodimtsev aqui lutaram e morreram pela mãe-pátria”. A gigantesca estátua Mãe-Patria (85m de altura) domina a colina de Mamayev Kurgan. Pelo heroísmo de seus defensores, a cidade recebeu o título de Cidade-Herói em 1945. Após a guerra, nos anos 50, um colossal monumento chamado Mãe Pátria, foi erguido na colina de Mamayev Kurgan. A enorme estátua faz parte do complexo de um memorial que inclui paredes e construções arruinadas, conservadas no estado em que se encontravam após a batalha.

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O Grain Silo e a Casa de Pavlov, mantida por seus defensores por dois meses contra os ataques alemães, também podem ser visitados como memorial de guerra. Ainda hoje, turistas encontram lascas de ossos e pedaços de material enferrujado no terreno da colina, símbolos do sofrimento humano dos dois lados e da bem sucedida e custosa resistência soviética ao ataque nazista

Sargento Pavlov

Yakov Fedotovich Pavlov, nasceu em Novgorod em 4 de outubro de 1917 e veio a falecer 29 de setembro de 1981) foi um soldado condecorado como Herói da União Soviética por sua bravura e heroísmo durante a Batalha de Stalingrado, na Segunda Guerra Mundial, Pavlov entrou para o Exército Vermelho aos 21 anos, em 1938 e lutou na Segunda Guerra Mundial. como sargento, foi por três vezes eleito deputado do Soviete Supremo. Morreu aos 63 anos, em 1981, e foi enterrado em sua cidade natal

Trecho da carta de um Tenente alemão: “Stalingrado não é mais uma cidade. Durante o dia nada mais é senão que uma nuvem queimando, uma fumaça gigante; é uma fornalha iluminada pelos reflexos das chamas...os animais, espantados, fugiram daquelas pedras fumegantes, somente os homens ainda suportavam.”

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Relato do escritor soviético Konstantin Simonov “todas as casas da cidade queimavam e durante a noite a fumaça delas se espalhava no horizonte. Dia e noite a terra era sacudida por milhares de bombas e pela barragem da artilharia. Os destroços provocados pela explosão das bombas espalhavam-se pelas ruas e o ar achava-se tomado pelo silvo dos projéteis, mas em nenhum momento o bombardeio parava. Os que a cercavam tentavam transformar Stalingrado num inferno na terra. Mas era impossível ficar-se inativo – era preciso lutar, defender a cidade apesar do fogo, da fumaça e o do sangue. Esta era a única maneira que se poderia ficar vivo, era a única maneira que se tinha de viver.”

A Mãe Pátria, com 85 metros, chama os patriotas a defendê-la

O Sacrificio de vidas por parte do exército vermelho e da população civil em stalingrado não foi em vão. Com a derrota em Stalingrado, Hitler não pôde completar seu plano de conquistar a região do Cáucaso, no Sul da URSS, e seguir adiante para juntar as tropas com o Afrika Korps, do marechal Erwin Rommel, que havia chegado ao Egipto em Agosto de 1942. Depois disso, a perspectiva era unir as tropas alemãs com os japoneses, cuja Armada estava no Oceano Índico nessa época, pronta para invadir a Índia.

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O general alemão Kurt Guipelskirch no livro "A História da segunda guerra mundial" escreveu: "Embora nos marcos da guerra dão um destaque maior em geral aos acontecimentos na Africa do Norte do que a batalha de Stalingrado, porém a catastrófe de Stalingrado abalou mais o exército e o povo alemães por que ela tornou-se mais sensetiva para eles. Lá aconteceu algo inconcebível..." Transcrição de um diálogo entre Hitler e o General Zeitzler, chefe do Estado-Maior, sobre a capitulação do 6o Exército, transcrito nos protocolos do QG do Fuhrer: “Fuhrer - Eles se renderam muito ostensivamente. Num caso desses, deviam ter-se concentrado, num só bloco, e matar-se com o último cartucho... Zeitzler - Não posso compreender. Ainda sou da opinião que talvez não seja bem assim. Ele (Paulus) talvez esteja gravemente ferido. Fuhrer - Não é verdade. Chegarão logo a Moscou e a GPU e os outros lhes arrancarão as ordens para que a zona norte também se entregue. Schmidt assinará tudo (Schmidt, chefe do Estado-Maior de Paulus). Quem não tem a coragem de tomar a decisão que, um dia, todo homem deve tomar na vida, não terá força para resistir. Entre nós, cultivou-se demasiadamente o intelecto, e demasiadamente pouco a firmeza de caráter. Zeitzler - Na realidade, não se pode explicar tudo isso. Fuhrer - Não diga isso! Eu tinha uma carta... Below a recebeu. Posso mostrar. Nela diz o remetente (um oficial do 6o Exército): “Segundo a opinião generalizada, cheguei à seguinte conclusão: Paulus, ponto de interrogação. Seydlitz (chefe de um corpo do 6o Exército) fogo!; Schmidt, fogo!” Zeitzler - De Seydlitz também eu ouvi coisas desfavoráveis. Fuhrer - No Reich, em épocas de paz, cada ano, entre 18 e 20 mil pessoas se suicidavam, sem estar numa situação como a presente. Neste caso, qualquer um pode compreender como 45 a 60 mil soldados morrem e se defendem heroicamente até o fim. Podem, então entregar-se aos bolchevistas? Ah! Isto é... Zeitzler - É algo que realmente não se pode compreender. Fuhrer - A primeira dúvida já havia surgido em mi há muito tempo. No momento em que ele (Paulus) me perguntou o que devia fazer. Como pôde perguntar uma coisa dessas? Quer dizer que, no futuro, cada vez que uma fortaleza for sitiada e o seu comandante seja intimado a se render, ele vai perguntar: “O que devo fazer agora?”. “Como ele resolveu fácil! (parece referir-se ao General Udet, da Luftwaffe, que se suicidou, ou Becker, que se meteu, numa complicação com seu comércio de armas e depois se deu um tiro). Como é fácil fazer isso! A pistola é, apesar de tudo uma saída fácil, e ainda que recorrer a ela fosse uma covardia, ele (Paulus) tirou o corpo! Ah, é preferível se deixar enterrar vivo! Mais ainda: na sua situação, sabia que a sua morte significaria a resistência de outra zona. Um exemplo assim evitará que os homens continuem lutando. Zeitzler - Não há desculpa que caiba no caso. Se os nervos traem um homem, ele se deve matar. Fuhrer - Se os nervos fraquejam, só há uma coisa a dizer: “Não agüento mais...” e darse um tiro! O homem deve dar-se um tiro, assim como, em outras épocas, os generais se arrojavam sobre a espada, se tudo estava perdido. É evidente. O próprio Varo ordenou ao seu escravo: “Agora, mata-me”. Zeitzler - Ainda acho que talvez eles tenham feito isso, e que os russos é que estejam dizendo que se entregaram, prisioneiros. Fuhrer - Nesta guerra ninguém mais será nomeado marechal-de-campo. Tudo será decidido quando terminar a guerra. Não se pode enaltecer o dia, antes que chegue a noite...”

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Texto estenográfico de Hitler. “Há que matar-se com a última bala... Desprezo um soldado que se rende, como Giraud... 20.000 pessoas se suicidam por ano na Alemanha e é absurdo que um general não seja capaz de fazer o mesmo que uma mulher ultrajada...Não farei mais marechais... o heroísmo de dezenas de milhares de soldados é manchado pela covardia de um só... Verão que antes de oito dias os russos farão Paulus e Seydlitz falaram no rádio. Eles incitarão os homens do bolsão, incitarão toda a Wehrmacht a render-se...”

Breve relato sobre Chuikov Chuikov 12 de setembro de 1942. Stalingrado. A poucos metros da superfície, em um refúgio parcamente iluminado, dois homens se inclinam sobre uma mesa tosca. Diante deles está aberto um mapa. Marcas de lápis vermelho se misturam e confundem-se. Outras azuis, se aproximam das primeiras. O mapa, ensebado, pertence à cidade que um dos homens tem a responsabilidade de manter em mãos russas: Stalingrado. Os dois militares consultam-se com o olhar. Depois, um deles, que ostenta insígnias de tenente-general, traça uma nova linha vermelha. Dirige-se em seguida ao seu companheiro: - Distribua seus elementos, e reconquiste, a qualquer custo, a colina Mamai... Basil Chuikov, defensor de Stalingrado, acaba de dar mais um passo na sua tentativa de reter em suas mãos a importante cidade. O Tenente-General Basil Chuikov foi um fruto típico da revolução que inverteu as estruturas de seu país, nos primeiros anos do século. Operário até 1918, incorporou-se ao Exército Vermelho um ano depois, com a idade de 19 anos. Sem transição, sem experiência, tendo o seu entusiasmo como único capital, com essa mesma idade assume o comando de um regimento e participa em muitas ações bélicas. Até 1926, enviado da Rússia à China, participa ativamente como assessor de Chiang Kai-shek. Voltando à Rússia em 1927, continua sua carreira ascendente nas fileiras do Exército e alcança, com a idade de 37 anos, o posto de comandante de brigada. Em 1942, aos 42 anos de idade, Chuikov acha-se em Stalingrado, à frente de um exército do qual depende, sem dúvida, o destino da guerra. De costas para o Volga, o exército de Chuikov não pode retroceder. Não há opção possível para o tenente-general. Se há escolha, ela se resume a duas dramáticas alternativas: resistir ou perecer. Para Chuikov, Stalingrado assumiu um valor pessoal, próprio, e lutará por ela até o último alento. Apesar das ordens de Moscou, ou dos imperativos momentâneos do combate, Chuikov tem uma idéia fixa, obsessiva: manter Stalingrado em suas mãos. Expressou isso claramente nesse mesmo dia, 12 de setembro, às 10h da manhã, quando Nikita Kruschev, membro do Conselho de Guerra, lhe entregou o comando com estas palavras: - Os alemães decidiram tomar Stalingrado a qualquer custo. Nós não podemos, nem devemos entregar Stalingrado aos fascistas. Não podemos retirarnos, e, além disso, não teríamos para onde... Chuikov, sem vacilar, foi curto, mas inflexível: - Não podemos entregar Stalingrado ao inimigo. É muito querida, a todos, a todo o povo russo... Serão tomadas todas as medidas para evitar a queda de Stalingrado... Juro que não abandonarei a cidade... Defenderemos Stalingrado... ou morreremos. No dia 2 de fevereiro de 1943, às 16h, os últimos sobreviventes do exército alemão se entregam à unidades russas. Chuikov cumprira a sua palavra: Stalingrado estava livre.

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As fotos a seguir as provas incontestaveis dos atos praticados por homens insânos

Hitler caminha por entre milhares de mortos, sua glória logo chegará a fim.

Execução de prisioneiros de Guerra

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Soldado Morto em combate

Soldados e civis mortos em bombardeios

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As mãos atadas de uma vitima de guerra

Soldados de uma divisão de infantaria mortos durante o desembarque

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Soldados mortos em uma trincheira

Vitímas de um bombardeio

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Execução de Judeus, adultos e crianças

Campônes morto em um esconderijo

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Corpos de civis em decomposição

Incineração de corpos em um campo de prisioneiros

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Mulheres sendo executadas

Pssageiros do trêm da morte, achados mortos por tropas aliadas

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Execução de prisioneiros civis pelo exército alemão

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Panzer III, este modulo foi o mais usado durante o cerco alemão a Stalingrado

No final dos Conflitos as estradas russas tormaram-se intransitaveis para os veiculos alemães, o que os obrigava a deixarem para traz todo material pesado quando se sua retirada.

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Principais comandantes e unidades pertencentes ao 6º exército Alemão quando de sua rendição:

Commandantes
• •

Generalfeldmarschall Walter von Reichenau (10 Outubro 1939 - 1 Dezembro 1941) Generalfeldmarschall Friedrich Paulus (1 Janeiro 1942 - 31 Janeiro 1943) (POW)

Chiefs of Staff
• • •

Generalmajor Friedrich Paulus (26 Outubro 1939 - 3 Setembro 1940) Generalmajor Ferdinand Heim (3 Setembro 1940 - 15 Maio 1942) Generalleutnant Arthur Schmidt (15 Maio 1942 - 31 Janeiro 1943) (POW)

Oficiais de Operações
• • • • •

Oberst Anton-Reichard Freiherr von Mauchenhe im genannt Bechtolsheim (10 Outubro 1939 - 15 Fevereiro 1941) Oberst Helmuth Voelter (15 Fevereiro 1941 - 1 Junho 1942) Oberst Hans Elchlepp (1 Junho 1942 - Novembro 1942) Major Ernst Henne (Novembro 1942 - Janeiro 1943) Oberstleutnant Günter von Below (Janeiro 1943 - 31 Janeiro 1943) (POW)

Ordem de Batalha
21 de Dezembro de 1940 À disposição do 6º Exército
• • • • • • • • • • • •

Division-Kommando z.b.V. 403 II Corpo de Exército 6ª Divisão de Infantaria 256ª Divisão de Infantaria 216ª Divisão de Infantaria XXVIII Corpo de Exército 251ª Divisão de Infantaria 293ª Divisão de Infantaria XXV Corpo de Exército 61ª Divisão de Infantaria 211ª Divisão de Infantaria 290ª Divisão de Infantaria

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03 de Setembro de 1941 À disposição do 6º Exército
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

6ª Divisão Panzer 56ª Divisão de Infantaria 62ª Divisão de Infantaria 168ª Divisão de Infantaria Höheres Kommando z.b.V. XXXIV 132ª Divisão de Infantaria 294ª Divisão de Infantaria XXIX Corpo de Exército 95ª Divisão de Infantaria 75ª Divisão de Infantaria 299ª Divisão de Infantaria 99. Leichte Infanterie Division 71ª Divisão de Infantaria XVII Corpo de Exército 298ª Divisão de Infantaria 44ª Divisão de Infantaria 296ª Divisão de Infantaria LII Corpo de Exército 111ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria 262ª Divisão de Infantaria 113ª Divisão de Infantaria 98ª Divisão de Infantaria

02 de Janeiro de 1942 À disposição do 6º Exército
• • • • • • • • • • • • •

62ª Divisão de Infantaria LI Corpo de Exército 44ª Divisão de Infantaria 297ª Divisão de Infantaria 2/3 57ª Divisão de Infantaria XVII Corpo de Exército 294ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria XXIX Corpo de Exército 75ª Divisão de Infantaria 2/3 168ª Divisão de Infantaria 1/3 57ª Divisão de Infantaria 2/3 299ª Divisão de Infantaria

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22 de Abril de 1942 À disposição do 6º Exército
• • • • • • • • • • • • • • •

454. Sicherungs-Division VIII Corpo de Exército Gruppe Koch (454. Sicherungs-Division) Gruppe Friedrich (Stab 62ª Divisão de Infantaria) Hungarian 108th Light Division LI Corpo de Exército 44ª Divisão de Infantaria 297ª Divisão de Infantaria XVII. Armeekorps (com o Regimento de Artilharia Eslovaco 31) 294ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria XXIX Corpo de Exército 75ª Divisão de Infantaria Gruppe Kraiß (168ª Divisão de Infantaria) 57ª Divisão de Infantaria

24 de Junho de 1942
• • • • • • • • • • • • • • • • • • •

À disposição do 6º Exército 100. Leichte Infanterie Division + Infanterie Regiment 369 (kroatisch) XVII Corpo de Exército 294ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria 113ª Divisão de Infantaria VIII Corpo de Exército 305ª Divisão de Infantaria 389ª Divisão de Infantaria 376ª Divisão de Infantaria XXXX Corpo de Exército 336ª Divisão de Infantaria 3ª Divisão Panzer 23ª Divisão de Panzer 29ª Divisão de Infantaria (mot.) XXIX Corpo de Exército 75ª Divisão de Infantaria 168ª Divisão de Infantaria 57ª Divisão de Infantaria

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15 de Novembro de 1942
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

LI Corpo de Exército 71ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria 295ª Divisão de Infantaria 100. Jäger Division + Infanterie-Regiment 369 (kroatisch) 24ª Divisão Panzer 305ª Divisão de Infantaria 14ª Divisão de Infantaria 389ª Divisão de Infantaria XIV Corpo de Exército Luftwaffen-Gruppe Stahel 94ª Divisão de Infantaria 16ª Divisão de Infantaria 6ª Divisão de Infantaria (mot.) 6ª Divisão de Infantaria(mot.) VIII Corpo de Exército 113ª Divisão de Infantaria 76ª Divisão de Infantaria XI Corpo de Exército 384ª Divisão de Infantaria 44ª Divisão de Infantaria 376ª Divisão de Infantaria

19 de Novembro de 1942
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

HQ IV Corps 29ª Divisão de Infantaria(mot.) 297ª Divisão de Infantaria 371ª Divisão de Infantaria VII Corps 76ª Divisão de Infantaria 113ª Divisão de Infantaria XI Corps 44ª Divisão de Infantaria 376ª Divisão de Infantaria 384ª Divisão de Infantaria XIV Corpo Panzer 3ª Divisão de Infantaria (mot.) 60ª Divisão de Infantaria (mot.) 16ª Divisão Panzer LI Corps 71ª Divisão de Infantaria 79ª Divisão de Infantaria 94ª Divisão de Infantaria 100. Jäger Division 295ª Divisão de Infantaria 305ª Divisão de Infantaria

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• • • • • • • • • •

389ª Divisão de Infantaria 14ª Divisão de Infantaria 24ª Divisão de Infantaria 9. Flak Division 51º, 53º Mortar Regiment 2º, 30º Nebelwerfer Regiment 4º, 46º, 64º, 70º Regimento de Artilharia 54º, 616º, 627º, 849º Batalhão de Artilharia 49º, 101º, 733º Batalhão de Artilharia Pesada 6º, 41º Pioneer Battalion

22 de Dezembro de 1942, 1 de Janeiro de 1943
• • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

À disposição do 6º Exército 6ª Divisão Panzer IV Corpo de Exército 20ª Divisão de Infantaria (Romenia) 297ª Divisão de Infantaria 371ª Divisão de Infantaria LI Corpo de Exército 71ª Divisão de Infantaria 295ª Divisão de Infantaria 100. Jäger Division + Regimento de Infantaria 369 (kroatisch) 79ª Divisão de Infantaria 305ª Divisão de Infantaria 389ª Divisão de Infantaria XI Corpo de Exército (subordinado ao LI Corpo de Exército) 24ª Divisão Panzer + 94ª Divisão de Infantaria (parte) 16ª Divisão Panzer + 94ª Divisão de Infantaria(parte) 60ª Divisão de Infantaria (mot.) VIII Corpo de Exército 113ª Divisão de Infantaria 76ª Divisão de Infantaria 376ª Divisão de Infantaria + ½ 384ª Divisão de Infantaria 44ª Divisão de Infantaria + ½ 384ª Divisão de Infantaria XXX Corpo Panzer 29ª Divisão de Infantaria 6ª Divisão de Infantaria (mot.)

199

P

PATENTES

PLAQUETAS

DRAGONAS E DIVISAS DE MANGA

Mannschaften (Soldados)
Schütze/Grenadier *
-----

Oberschütze/ Obergrenadier

Gefreiter
(Gefr.)

Obergefreiter
(Ogfr.)

Hauptgefreiter
(Hptgefr.)
(Obergefreiter + 6 anos) Até 1943 Após 1943

Stabsgefreiter
(Stabsgefr.)
Até 1943 Após 1943

Unteroffizier ohne Portpee (Graduados Subalternos)
Unteroffizier
(Uffz.)

Unterfeldwebel
(Ufw.)

200

Unteroffizier mit Portpee (Graduados Superiores)
Feldwebel
(Fw.)

Oberfeldwebel
(Obfw.)

Stabsfeldwebel
(Stabsfw.)

Kompanieoffiziere (Oficiais Subalternos)
Leutnant
(Lt.)

OberLeutnant
(Oblt.)

Hauptmann
(Hptm.)

Stabsoffiziere (Oficiais Superiores)
Major
(Maj.)

Oberstleutnant
(Obstl.)

Oberst
(Ob.)

201

Generäle (Generais)
Generalmajor
(GenMaj.)

Generalleutnant
(GenLt.)

General der Artillerie

Generaloberst
(GenOb.)

Generalfeldmarschall
(GenFeldm.)
* Em 1942 o termo Schütze foi substituído por Grenadier. A insígnia da gola de Generalfeldmarschall foi introduzida em 1942. Antes era igual aos demais generais. Todas as ilustrações que aparecem nesta tabela referem-se ao pessoal da Artilharia ou Bateria Antiaérea.

Waffenfarben
Cores Vermelho Carmim Rosa Laranja Escuro Vinho Laranja Amarelo Ouro Amarelo Limão Verde Claro Verde Capim Branco Serviços
- Generais - Artilharia - Guarnição de Bateria Antiaérea (Flak) - Oficiais do Estado-Maior - Veterinários - Unidades Panzer - Reconhecimento blindado - Policia Militar - Especialistas em Guerra Química - Justiça Militar - Armamento - Reconhecimento - Cavalaria - Sinaleiros - Tropas de montanha - Infantaria Leve - Infantaria Mecanizada (Panzergrenadier) - Infantaria

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Azul Claro Azul Escuro Preto Azul Acinzentado Cinza Claro

- Transporte e Suprimetos - Corpo Médico - Unidades de engenheiros (pioneiros) - Oficiais Especialistas - Tropas de Propaganda

PATENTES MILITARES RUSSAS

Soldados
-----

рядовой

ефрейтор -----

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Graduados

младший сержант

-----

сержант

старший сержант

старшина

Suboficiais
-----

Oficiais Subalternos

младший лейтенант

лейтенант

старший лейтенант

204

Oficiais Superiores

капитан

майор

подполковник

полковник

Generais
-----

генерал-майор

генерал-лейтенант

генерал-полковник

генерал армии

205

O Bolsão de Stalingrado

Situação táctica no inicio de Fevereiro, antes do assalto final soviético contra as posições alemãs na bolsa de Stalingrado

206

O Bolsão de Stalingrado

Redução da frente defensiva: As forças soviéticas aproximam-se do principal aeroporto que abastece a bolsa

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O Bolsão de Stalingrado

A 20 de Janeiro forças alemãs ficam apenas dependentes de um único aeroporto(Gumrak), mas à medida que avançam as forças soviéticas, Gumrak cairá cortando o único efectivo leio de ligação com o exterior

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O Bolsão de Stalingrado

A 26 de Janeiro as forças soviéticas entram em contacto com os redutos que tinham conseguido manter-se na margem esquerda do Volga e dividem em duas bolsas os resistentes alemães

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O legado desta fase do conflito, bem como todas as outras fases, foi somente milhares de mortes e a destruição do respeito entre as nações, uma das nações com o maior número de intelectuais em seu tempo, foi dominada e corrompida por um homem cujo nível intelectual era considerado baixo para os padrões da época, a glória de todo seu apogeu na deve recair somente sobre este personagem mas sim sobre a ganância de toda uma nação, que viu nesta oportunidade a chance de se tornarem maiores, não com o propósito de tornarem-se grandes mais com o intuito de subjugarem seus semelhantes tornando-os menores, no que tangue a invasão da soberania Polonesa e a perseguição de judeus bem como o envio destes para os campos de extermínio, vê-se claro que o plano de conquista elaborado pelos generais alemães não iria ter fim nestas duas ocorrências, o que seguramente deveria ter colocado as demais potencias da época em prontidão militar, a invasão dos demais paises fronteiriços seriam apenas uma questão de tempo para que a Whermacht mobiliza-se suas tropas, a França como conhecida inimiga Alemã pecou muito pela construção e pela sensação de falsa segurança transmitida pelos seus generais quanto às fortificações da linha Maginot, a Rússia aprendeu a duras penas o preço de atacar sem conhecer o ambiente de batalha quando invadiu a Finlândia, tendo em vista que seus generais haviam proibido que os militares de seu exército que havia nascido na zona de fronteira com a Finlândia fizessem parte das tropas de invasão, quando o exercito alemão entrou em território russo as tropas do exército vermelho ainda não haviam assimilado as novas técnicas da guerra moderna, por causa deste desconhecimento e pela inaptidão militar de seus comandantes locais, visto que a maior parte de seus comandantes terem sido pegos no expurgo feito por Stalin, às derrotas para os exércitos do eixo foram constantes e numerosas, chegando até mesmo às portas de sua capital, porém o ponto chave deste conflito foi a Cidade de Stalingrado, durante meses a resistência russa forço o exército alemão a mudar de tática inúmeras vezes, nesta fase o exercito alemão deixou de ignorar os militares russos e passou a ter por eles um respeito em combate, dia após dia o russo se torna mais tenaz no combate, e sendo conhecedor do ambiente local forçou o alemão a se retirar varias vezes até que já desgastado e com um animo combalido o exército alemão viu-se obrigado a render-se incondicionalmente, Milhares de soldados tornaram-se incapacitados devido às queimaduras proporcionadas pelo frio ou pela fraqueza. Muitos morriam de inanição. Os russos de seu lado, bem alimentados e aquecidos, redobravam sua combatividade e recuperavam partes da cidade. Logo, unidades que haviam ficado dias isoladas eram alcançadas pelos camaradas e crescia o número de soldados alemães que se rendiam. As colunas de prisioneiros nazistas, manchas escuras e acabrunhadas contrastando com a paisagem nevada, cruzavam os caminhos sem parar, desfilando sua miséria sob as vistas dos vitoriosos fuzileiros vermelhos. Contemplando o espetáculo deviam pensar que desta vez, não eram eles os cercados, os derrotados. Os rudes camponeses soviéticos assistiam uma cena que revelava que o inimigo amargava o gosto de seu próprio remédio. Fora batido na guerra de movimento, na luta mecanizada em que era mestre e assombrara o mundo. Os russos tornaram-se finalmente seus melhores aprendizes. Alemães e soviéticos combateram tenazmente em Stalingrado por bons e válidos motivos. Antes de tudo, não tinham escolha, punha-se neste momento fim a uma triste fase da história humana e selava o destino das forças armadas alemãs.

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Bruno C. Guerra
Referências Biográficas: History - World War II reference Library Volume – Almanac – Barbara C. Bigelow -1999 La Segunda Guerra Mundial - História Completa –sgm metropoliglobal – 2003 What Hitler Knew – Zachary Shore – Oxford – 2003 Dirty Little Secrets of World War II – James F. Dunningan/Albert A. Nofi -1994 Atlas of the World War II – Rchard Natkiel – 2000 Battle of Crete – George Forty – 2001 A World at Arms – A Global History of World War II – Cambridge University – Gerhard L. Weinberg. História Fotográfica do Grande Conflito – Volume I, II e III – Charles Herridge - Edt. Rideel Arquivos da Segunda Guerra Mundial – Ricardo Martins de Melo A Segunda Guerra Mundial – Luta sem quartel na Rússia Consecuencias de la Segunda Guerra Mundial – Art. Desconhecido La Segunda Guerra Mundial – Hellmuth Guenther Dahms - 1996 Operaciones Acorazadas de la Segunda Guerra Mundial –Quiron Ediciones – 1999 The Encyclopedia Weapons World War II – Cris Bishop – 1998

Sites para Artigos:

www.memoriasdasegundaguerramundial.blogspot.com www.segundaguerramundial.com.br www.grandesguerras.com.br www.pt.wikipedia.org www.clubedosgenerais.org www.worldwar-2.net

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