GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

PROF. FERNANDO HENRIQUE


















2010









Direitos Autorais Reservados
É proibida a reprodução total ou parcial desta apostila sem autorização do autor

y
B’(0,-b)
M(x,y)
x
A’(-a,0)

A(a,0)

B(0,b)
F’(-c,0) F(c,0)
a

b

c

a
y
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

2


Ao Aluno,



Caro aluno. Esta apostila foi elaborada com o propósito de otimizar e facilitar o
acompanhamento da primeira parte do programa da disciplina Geometria
Analítica ministrada nos cursos de engenharia da FEA-FUMEC. Por se tratar de
um assunto extenso e complexo, foram aqui omitidas algumas formalidades
matemáticas com o intuito de tornar o texto mais amigável possível, sem perder a
lógica e o rigor necessários. Contudo é desejável que você tenha acesso a outras
bibliografias relacionadas ao assunto, algumas das quais serão indicadas em sala
de aula. Espero que este texto o ajude no entendimento e assimilação desta
fantástica ferramenta matemática que é a Geometria Analítica.






“Um conhecimento básico em matemática e boa vontade são pré-requisitos para
o estudo desta disciplina.”











Bons estudos.











Belo Horizonte, julho de 2009.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3

Introdução O que é Geometria Analítica....................................................................... 4
Capítulo 1 Espaços dimensionais; Sistemas de referência; Sistema de
coordenadas retangulares.......................................................................... 4
1.1 Espaços dimensionais................................................................................... 4
1.2 Sistemas de referência para R²..................................................................... 5
1.3 O sistema de coordenadas retangulares....................................................... 6
Capítulo 2 Distância entre dois pontos; Coordenadas do ponto médio................... 8
2.1 Distância entre dois pontos............................................................................ 8
2.2 Coordenadas do ponto médio........................................................................ 10
2.3 Exercícios propostos...................................................................................... 13
Capítulo 3 Retas em R²; Coeficiente angular; Equações da reta; Interseção de
retas; Paralelismo; Perpendicularismo; Ângulo entre duas retas;
Distância entre ponto e reta........................................................................ 15
3.1 Retas em R²................................................................................................... 15
3.2 Coeficiente angular........................................................................................ 15
3.2.1 Coeficiente angular através de dois pontos................................................... 18
3.3 Equações da reta........................................................................................... 21
3.3.1 Equação da reta em função de dois pontos.................................................. 21
3.3.2 Equação da reta em função do coeficiente angular....................................... 22
3.3.3 Equação reduzida.......................................................................................... 23
3.3.4 Equação segmentária.................................................................................... 23
3.3.5 Equação geral................................................................................................ 24
3.4 Interseção de retas......................................................................................... 26
3.5 Paralelismo..................................................................................................... 27
3.6 Perpendicularismo.......................................................................................... 27
3.7 Ângulo entre duas retas................................................................................. 29
3.8 Distância entre ponto e reta........................................................................... 30
3.9 Exercícios propostos...................................................................................... 32
Capítulo 4 Circunferência.............................................................................................. 35
4.1 Definição........................................................................................................ 35
4.2 Equação da circunferência............................................................................ 36
4.3 Equação geral da circunferência................................................................... 37
4.4 Identificando o centro e o raio na equação geral da circunferência............... 38
4.5 Exercícios propostos...................................................................................... 40
Capítulo 5 As Seções Cônicas...................................................................................... 42
5.1 Elipse.............................................................................................................. 43
5.1.1 Elementos da elipse....................................................................................... 43
5.1.2 Equação reduzida da elipse........................................................................... 45
5.1.3 Equações reduzidas genéricas da elipse....................................................... 46
5.1.4 Excentricidade................................................................................................ 48
5.1.5 Exercícios propostos...................................................................................... 50
5.2 Hipérbole........................................................................................................ 52
5.2.1 Elementos da hipérbole.................................................................................. 53
5.2.2 Equações reduzidas genéricas da hipérbole................................................. 54
5.2.3 Excentricidade................................................................................................ 56
5.2.4 Exercícios propostos...................................................................................... 59
5.3 Parábola......................................................................................................... 61
5.3.1 Elementos da parábola.................................................................................. 62
5.3.2 Equações reduzidas genéricas da parábola.................................................. 63
5.3.3 Exercícios propostos...................................................................................... 66
Capítulo 6 Translação de eixos coordenados............................................................. 68
6.1 Objetivo.......................................................................................................... 68
6.2 Relação entre os sistemas XoY e X’o’Y’........................................................ 71
6.3 Exercícios propostos...................................................................................... 74
Capítulo 7 Noções do sistema de coordenadas polares............................................ 76
7.1 Introdução...................................................................................................... 76
7.2 Elementos...................................................................................................... 77
7.3 Relação entre os sistemas cartesiano e polar............................................... 78
Apêndice I Álgebra.......................................................................................................... 81
Apêndice II Fórmulas Trigonométricas.......................................................................... 82
Apêndice III Geometria...................................................................................................... 83
Apêndice IV Seções Cônicas............................................................................................ 85
Descartes ........................................................................................................................ 88
Bibliografia ........................................................................................................................ 89

Introdução
O que é Geometria Analítica?

O estudo da geometria é um assunto que fascina os matemáticos desde a
antiguidade. É provável que a própria matemática tenha surgido impulsionada
pela necessidade do entendimento de problemas cotidianos, de povos antigos,
relacionados à geometria. Existem vários ramos de estudo da geometria como a
geometria projetiva, geometria descritiva e geometria analítica. A Geometria
Analítica é considerada por muitos autores como sendo um método de estudo de
geometria.
A Álgebra é a ferramenta utilizada no estudo de geometria através da Geometria
Analítica. Na essência, a Geometria Analítica consiste na transformação de
problemas geométricos em problemas algébricos correspondentes.
Para a Geometria Analítica um ponto é uma combinação de números reais e uma
curva é uma equação.


Capítulo 1
Espaços Dimensionais; Sistemas de Referência; Sistema de Coordenadas
Retangulares.

1.1 Espaços Dimensionais.

Quando iniciamos um estudo em Geometria Analítica precisamos definir em qual
espaço dimensional estão baseadas nossas informações para a correta
interpretação e solução dos problemas. Podemos trabalhar em
n
R e R R R
3 2
, ,
O sistema dimensional R é composto pela reta real (uma dimensão). Uma reta
onde representamos infinitos pontos que são associados aos números reais, de
modo que cada ponto corresponde a apenas um número real.



1 2 3 -1 0 -3 -2
π
3 −

3
2

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

5
O Sistema dimensional
2
R é o plano, (duas dimensões) onde os pontos são
representados por um par de números reais e as equações das curvas têm duas
variáveis.

3
R , é o que chamamos de espaço, (três dimensões) onde os pontos são
definidos por um terno de números reais e as equações das curvas têm três
variáveis.
Podemos trabalhar, teoricamente, em uma dimensão qualquer,
n
R , mas neste
texto nos concentraremos principalmente em
2
R .

1.2 Sistemas de Referência para
2
R .

Para utilizar o fantástico poder da geometria analítica no estudo de questões
geométricas, precisamos, antes de mais nada, saber localizar com precisão, os
pontos em um plano.
Podemos definir precisamente a posição de um ponto num plano por meio de um
par de números reais (coordenadas do ponto). Para isso precisamos de um
sistema de referência. Um sistema de referência é composto de um referencial e
de uma regra que define como os pontos serão localizados em relação a este
referencial.

Existem vários sistemas de referência que são regularmente utilizados na
Geometria Analítica. Como exemplo, podemos citar o sistema de coordenadas
retangulares (chamado também de Plano Cartesiano) e o sistema de
coordenadas polares.
Estes sistemas são os mais usados, mas existem outros. Na verdade, podemos
criar sistemas de referência de acordo com nossa necessidade, bastando para
isso, definir um referencial e uma regra para a localização dos pontos no plano.

Podemos estudar as curvas planas por meio de equações descritas em relação a
um sistema de referência. Uma curva plana é um conjunto de pontos que
obedecem a uma determinada regra e sua equação é uma expressão matemática
que define tal regra. Por exemplo, para que um conjunto de pontos seja
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

6
considerado uma reta, eles precisam estar alinhados e obedecer a uma regra do
tipo 0 = + + c by ax que é uma equação em relação ao sistema de coordenadas
retangulares. Cada curva tem uma equação bem definida em relação a um
sistema de referência. Ao mudarmos o sistema de referência mudamos também a
equação da curva. Às vezes uma curva possui uma equação mais simples, ou
mais apropriada, em relação a um determinado sistema de referência. Por isso
existem vários, e são utilizados de maneira conveniente.


1.3 O Sistema de Coordenadas Retangulares.

O sistema de coordenadas retangulares tem como referencial um par de retas,
chamados de eixos coordenados, infinitos e perpendiculares entre si.
Para cada eixo é definida uma escala (normalmente a mesma para os dois) cuja
origem é a interseção.
Os números reais são representados nestes eixos, sendo que a distância entre
dois números inteiros, é uma unidade da escala definida. O número zero está na
interseção dos eixos e é chamado de origem do sistema.
O eixo horizontal é o eixo das abscissas que são representadas pela letra x. O
eixo vertical é o eixo das ordenadas, representadas pela letra y.











A figura 1.1 mostra o sistema de coordenadas retangulares como um sistema de
referência de um plano. Com isso, qualquer ponto pertencente ao plano pode ser
1 2 3 -1
0
-3 -2
1
2
3
-1
-3
-2
y
x
Figura 1.1
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

7
perfeitamente localizado. Esta localização será feita medindo-se a distância
orientada (considerando o sinal negativo) de um ponto aos eixos coordenados. A
distância do ponto ao eixo y será sua abscissa e a distância do ponto ao eixo x
será sua ordenada. Isto irá conferir ao ponto um par ordenado de números reais
do tipo ) , ( y x P .
Esta é a regra para a localização de pontos em um plano em relação ao sistema
de coordenadas retangulares. É importante observar que, a distância do ponto em
relação a um eixo coordenado é o valor absoluto de uma de suas coordenadas,
ou seja, se o ponto estiver localizado à esquerda do eixo y, sua abscissa terá
sinal negativo, bem como sua ordenada terá sinal negativo se ele estiver
localizado abaixo do eixo x. Cada ponto do plano será então identificado por um,
e apenas um, par ordenado de números reais e, cada par ordenado de números
reais representará apenas um ponto do plano. É o que chamamos de
característica biunívoca do sistema de coordenadas retangulares.

Em homenagem a René Descartes (1596 – 1650), cujo nome em Latim era
Renatus Cartesius, filósofo e matemático francês, considerado o pai da Geometria
Analítica (vide texto página 85), o sistema de coordenadas retangulares
desenvolvido por ele, é também denominado de Sistema Cartesiano ou Plano
Cartesiano. Assim o chamaremos daqui em diante.











A figura 1.2 acima mostra, representados no Sistema Cartesiano, os pontos
). 3 , 2 ( ) 2 , 2 ( ); 2 , 1 ( ); 1 , 2 ( − − − − D e C B A
) 1 , 2 ( A

) 2 , 1 (− B

) 2 , 2 ( − − C

) 3 , 2 ( − D

x
1 2 3 -1 0
-3 -2
1
2
3
-1
-3
-2
y
Figura 1.2
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

8
Capítulo 2
Distância entre dois pontos; Coordenadas do ponto médio.


2.1 Distância Entre Dois Pontos.

Como foi dito anteriormente, a Geometria Analítica utiliza a álgebra como
ferramenta. Então, se quisermos saber qual é a menor distância entre dois pontos
do plano teremos que calcular, e não medir com uma régua. Vamos para tanto,
desenvolver uma técnica, ou fórmula, para calcular a distância entre dois pontos
quaisquer de um plano. Devemos utilizar, contudo, pontos de coordenadas
genéricas, ou seja, pontos que estarão representando qualquer um dos infinitos
pontos de um plano. Com isso a técnica, ou fórmula, desenvolvida para calcular a
distância entre estes pontos genéricos, servirá para calcular a distância entre dois
pontos específicos quaisquer do plano.

Obviamente precisaremos também do nosso já conhecido Plano Cartesiano, pois
já sabemos que, sem um sistema de referência não é possível localizar pontos
num plano por meio de coordenadas e, muito menos, calcular distâncias.













Figura 2.1
“A menor distância entre dois
pontos é o comprimento do
segmento de reta que os une”
) x (
2
'
Q
) y , x R(
1 2
) y , x ( P
1 1

0
y
x
) (y
2
"
Q
) y , (x
2 2
Q
) y ( P
1
"
) x (
1
'
P
r
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

9
A figura 2.1 mostra dois pontos de coordenadas genéricas ) , (
1 1
y x P e ) , (
2 2
y x Q
representados em algum lugar do Plano Cartesiano. Nosso objetivo é definir uma
fórmula para calcular a distância entre estes dois pontos. Faremos isso passo a
passo.


• As projeções dos pontos P e Q nos eixos coordenados nos dão os pontos
P’ e Q’ no eixo x, e P’’ e Q’’ no eixo y;
• Pelo ponto P passa uma reta paralela ao eixo x, onde marcamos o ponto
R;
• O triângulo PQR é retângulo;

Então, baseado no teorema de Pitágoras, temos:


2
1 2
2
1 2
2
1 2
2
1 2
2
1 2
1 2
2 2 2
) ( ) (
) ( ) ( ) (
,
) ( ' ' ' '
) ( ' '
, ) ( ) ( ) (
y y x x d
y y x x dPQ
então
y y Q dP dRQ
x x Q dP dPR
mas dRQ dPR dPQ
− + − =
− + − =
− = =
− = =
+ =





Como P e Q são pontos genéricos, podemos utilizar a fórmula acima para calcular
a distância entre dois pontos quaisquer do plano, por isso substituímos
d por dPQ .



Distância entre dois pontos
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

10
Exercício resolvido:
Prove que o triângulo ABC é isósceles.






R: Como d
AC
= d
BC
podemos concluir que o triângulo é isósceles.

2.2 Coordenadas do Ponto Médio.

Um segmento de reta é definido por dois pontos, que são suas extremidades.
O Ponto Médio de um segmento de reta qualquer, é o ponto que o divide em
duas partes congruentes (de mesma medida).
Podemos determinar as coordenadas de tal ponto. Vamos então deduzir uma
fórmula para este fim, utilizando para isso pontos genéricos representados no
Plano Cartesiano. Veja a figura 2.2.












Figura 2.2
A (-7,2)
B (3,-4) C (1,4)
68 64 4 ) 4 4 ( ) 3 1 (
68 4 64 ) 2 4 ( ) 7 1 (
136 36 100 ) 2 4 ( ) 7 3 (
2 2
2 2
2 2
= + = + + − =
= + = − + + =
= + = − − + + =
BC
AC
AB
d
d
d

) ( ' '
2
y Q
) ( " y M
) ( ' '
1
y P
) ; ( y x M
α
) , (
2
y x S
) , (
2 2
y x Q
s
r
) ; (
1
y x R
x
y
β
) , (
1 1
y x P
) ( '
1
x P ) ( ' x M ) ( '
2
x Q
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

11
• O ponto ) , ( y x M é o ponto médio do segmento definido pelos pontos
) , (
1 1
y x P e ) , (
2 2
y x Q ;
• As projeções dos pontos P, M e Q nos eixos coordenados nos dão os
pontos P’, M’ e Q’ no eixo x, e P’’, M’’ e Q’’ no eixo y;
• Pelo ponto P, traçamos uma reta r, paralela ao eixo x, e obtemos o ponto
) , (
1
y x R ;
• Pelo ponto M, traçamos uma reta s, também paralela ao eixo x, e obtemos
o ponto ) , (
2
y x S ;
• Podemos identificar então, dois triângulos retângulos PRM e MSQ, que são
congruentes, pois:


¦
¹
¦
´
¦



∆ ≅ ∆
) (
ˆ ˆ
) (
) (
retos S R
médio ponto é M MQ PM
entes correspond
SQ M M R P
β α


• Sendo congruentes os triângulos, podemos concluir que seus respectivos
catetos PR e MS têm a mesma medida;
• O cateto PR, tem a mesma medida do segmento P’M’ que por sua vez
mede ). (
1
x x − O cateto MS, tem a mesma medida do segmento M’Q’ que
por sua vez mede ) (
2
x x − , então:


2
2
2 1
2 1
2 1
2 1
x x
x
x x x
x x x x
x x x x
+
=
+ =
+ = +
− = −


2
2 1
y y
y
+
=
analogamente:
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

12
Concluindo:
A abscissa do ponto médio de um segmento de reta será a metade da soma das
abscissas das extremidades do segmento, e, a ordenada do ponto médio será a
metade da soma das ordenadas das extremidades.

|
¹
|

\
| + +
2
,
2
2 1 2 1
y y x x
M

Exercícios resolvidos:
1) A mediana de um triângulo é um segmento de reta que une um vértice ao ponto médio do lado
oposto. Ache o comprimento das medianas do triângulo cujos vértices são: A(2,3) ; B(3,-3) e
C(-1,-1)






Cálculo dos pontos A’, B’, C’









Ponto médio
C (-1, -1)
) 2 , 1 (
'
− A
|
¹
|

\
|
0 ,
2
5
' C

|
¹
|

\
|
1 ,
2
1
' B

A (2, 3)
B (3, -3)
AA’, BB’ e CC’ são as medianas do

ABC.
Cálculo do comprimento das medianas
|
¹
|

\
|
1 ,
2
1
`
B
) 2 , 1 (
`
− A
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
=

=
=
+
=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
=

=
=

=
¦
¦
)
¦
¦
`
¹
− =
− −
=
=

=
0
2
3 3
2
5
2
3 2
1
2
1 3
2
1
2
1 2
2
2
1 3
1
2
1 3
`
`
`
`
`
`
yC
xC
yB
xB
yA
xA

53
2
1
4
53
1
4
49
1
2
7
) 1 0 ( 1
2
5
89
2
1
4
89
16
4
25
4
2
5
) 3 1 ( 3
2
1
26 25 1 ) 3 2 ( ) 2 1 (
2
2
2
`
2
2
2
2
`
2 2 `
= = + =
+
|
¹
|

\
|
= + +
|
¹
|

\
|
+ =
= = + =
+ |
¹
|

\
| −
= + + |
¹
|

\
|
− =
= + = − − + − =
mCC
mBB
mAA

|
¹
|

\
|
0 ,
2
5
' C
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

13
2) Determinar B, sabendo que M(7,-3) é o ponto médio de AB, dado A(1,2).









2.3 Exercícios propostos:
1) Calcular a distância entre os pontos ( ) 4 , 3 + − b a A e ( ) 1 , 1 + + b a B .
2) Se M(4,2), N(2,8) e P(-2,6) são os pontos médios dos lados AB, BC e CA
respectivamente de um triângulo ABC, determinar A, B e C.
3) Determinar os pontos que dividem o segmento
− −
AB em quatro partes
congruentes, sendo dados: A(-3,11) e B(5,-21).
4) Num triângulo ABC são dados: A(2,0) e M(-1,4) ponto médio de
− −
AB . obter o
vértice C do triângulo, sabendo que os lados AC e BC medem 10 e 10 2
respectivamente.
5) Ache as abscissas dos pontos tendo ordenada 4 e que estão a uma distância
de 117 do ponto P(5,-2).
6) Prove que o quadrilátero com vértices consecutivos em (1,2), (5,-1), (11,7) e
(7,10) é um retângulo.
7) Prove que os pontos (2,4), (1,-4) e (5,-2) são vértices de um triângulo
retângulo e ache sua área.
8) Prove que os pontos (1,-1), (3,2), (7,8) são colineares, usando a fórmula da
distância entre dois pontos.
9) Os vértices opostos de um quadrado estão em (3,-4) e (9,-4). Ache os outros
dois vértices.
) 8 , 13 (
8 13
6 2 14 1
2
2
3
2
1
7

− = =
− = + = +
+
= −
+
=
B
y x
y x
y x

A (1, 2) B (x, y)
M (7,-3)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

14
10) Um triângulo ABC é retângulo em A, que pertence ao eixo das ordenadas.
Tendo os pontos B(2,3) e C(-4,1) determinar A.
11) Dados A(-3,1) e B(3,5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos
quadrantes ímpares.
12) Dados A(5,7) e B(-6,5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos
quadrantes pares.


Respostas:
1) 5
2) A(0,0), B(8,4) e C(-4,12)
3) (-1,3), (1,-5) e (3,-13)
4) C
1
(-6,-6) e C
2
(10,6)
5) 14 4 = − = x ou x
9) (6,-7) e (6,-1)
10) A
1
(0,-1) e A
2
(0,5)
11) (9,9)
12) |
¹
|

\
|

13
67
,
13
67












GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

15
Capítulo 3
Retas em R²; Coeficiente angular; Equações da reta; Interseção de retas;
Paralelismo; Perpendicularismo; Ângulo entre duas retas; Distância entre
ponto e reta.

3.1 Retas em R².

Começaremos agora o estudo das equações de algumas curvas planas. Neste
capítulo vamos discutir as particularidades e estudar a equação de uma curva
simples, porém de extrema importância. A reta. Sim, a reta também é chamada
de curva, numa generalização deste termo. Uma curva plana é formada por um
conjunto de pontos num plano que obedecem a uma determinada regra, que é
sua equação. A reta, como sugere o próprio nome, é um conjunto de pontos
alinhados.

Para que tenhamos uma reta bem definida num plano, basta conhecer dois de
seus infinitos pontos, ou seja, conhecendo apenas dois pontos de uma reta
podemos determinar sua equação.

Mas também podemos determinar a equação de uma reta conhecendo um de
seus pontos e seu coeficiente angular.

Então, o que é o coeficiente angular de uma reta?

3.2 Coeficiente Angular.








α

y
r
x
α P
Q
y ∆

x ∆

“O coeficiente angular também é
chamado de inclinação ou
declividade”
Figura 3.1

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

16
Imagine uma partícula se movendo do ponto P ao ponto Q ao longo da reta r. Ao
fazer este movimento a partícula se deslocou horizontalmente x ∆ e verticalmente
y ∆ . O coeficiente angular da reta r, denotado pela letra m, por definição é a razão
entre o deslocamento vertical e o deslocamento horizontal.



x
y
horizontal iação
vertical iação
m


= =
var
var



Observando a figura 3.1 podemos identificar um triângulo retângulo cuja
hipotenusa é o segmento PQ e os catetos são y ∆ e x ∆ . O ângulo α é o ângulo
entre a reta e o sentido positivo do eixo x, que é correspondente ao ângulo
agudo adjacente ao cateto x ∆ do triângulo retângulo.

A tangente do ângulo α é calculada por:
x
y
tg


= α .

Então o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado através da expressão:



α tg m =


Através do coeficiente angular de uma reta podemos saber se ela é crescente,
decrescente, constante ou vertical.

Ora, se retas são crescentes, o ângulo entre elas e o sentido positivo do eixo x
pode variar no intervalo
2
0
π
α < < . Os ângulos neste intervalo possuem
tangentes positivas e consequentemente as retas terão coeficientes angulares
positivos ) 0 ( > m . Lembre-se: α tg m = .
“ O coeficiente angular de uma reta
é a tangente do ângulo entre a reta
e o sentido positivo do eixo x.”
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

17
Se retas são decrescentes, o ângulo α estará no intervalo π α
π
< <
2
. Os
ângulos neste intervalo possuem tangentes negativas, logo, essas retas terão
coeficientes angulares negativos ) 0 ( < m .

As retas constantes são aquelas paralelas ao eixo x, cujo ângulo α é igual a
zero. Estas retas têm coeficiente angular igual a zero ) 0 ( = m , pois 0 0 = tg .

As retas verticais, por sua vez, são perpendiculares ao eixo x. Então
2
π
α = .
Essas retas não possuem coeficiente angular, pois não existe
2
π
tg .


















Figura 3.2

A figura 3.2 mostra um exemplo de cada tipo de reta, em relação à inclinação.
α
y
r
x
0 = α
y
t
x
0 = m
0 > m
2
π
α =
y
u
x
m não é definido
α
y
s
x
0 < m
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

18
3.2.1 Coeficiente Angular através de dois pontos.

Podemos também, determinar o coeficiente angular de uma reta, através das
coordenadas de dois pontos pertencentes à reta.

Observe a figura 3.3 onde estão representados, uma reta e dois de seus pontos
com coordenadas genéricas.



Figura 3.3


• As projeções dos pontos A e B nos eixos coordenados nos dão os
pontos A’ e B’ no eixo x, e A’’ e B’’ no eixo y;
• Pelo ponto A, traçamos uma reta s, paralela ao eixo x, e obtemos o
ponto R;
• O triângulo ARB é retângulo, então:


AR
RB
tg = α ou
1 2
1 2
x x
y y
tg


= α

) ( ' '
1
y A
) ( ' '
2
y B
α
y
s
) , (
2 2
y x B
) ( '
2
x B
) ( '
1
x A
) , (
1 1
y x A R
x
r
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

19
Portanto, o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado usando a
fórmula:


1 2
1 2
x x
y y
m


=


Exercício resolvido:

1) Determinar o coeficiente angular das retas e esboçar os gráficos:



3
2
3
2
2 5
1 3
)
1 2
1 2
1
=
=


=


=
m
m
x x
y y
m
r




1
0 2
0 2
)
1 2
1 2
2
=


=


=
m
x x
y y
m
r

) 4 ; 2 (
) 3 ; 2 (
) 4 ; 2 (
) 4 ; 3 (
) 2 ; 2 (
) 1 ; 1 (
) 2 ; 2 (
) 0 ; 0 (
) 3 ; 5 (
) 1 ; 2 (
5
5
5
4
4
4
3
3
3
2
2
2
1
1
1
B
A
r
B
A
r
B
A
r
B
A
r
B
A
r
− −


α
B
1

A
1

x
y
B
2

A
2

α
y
x
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

20
1
3
3
1 2
1 2
)
1 2
1 2
3
− =

=
− −
+
=


=
m
x x
y y
m
r



0
3 2
4 4
)
1 2
1 2
4
=
+

=


=
m
x x
y y
m
r






∃/ =
+
=


=
0
7
0
3 4
)
1 2
1 2
5
m
x x
y y
m
r






Obs: Logicamente o coeficiente angular de uma reta pode ser obtido tomando-
se quaisquer pares de pontos pertencentes à mesma.

y
x
α
B
3

A
3

x
B
4

A
4

y
A
5
x
B
5
y
0 = m , para todas as
retas paralelas ao eixo x.
Retas constantes.
m, não é definido para todas
as retas perpendiculares ao
eixo x. Retas verticais.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

21
3.3 Equações da Reta.

Como vimos uma reta fica bem determinada num plano, se conhecemos dois de
seus pontos ou se conhecemos um de seus pontos e seu coeficiente angular. A
partir desses elementos podemos definir uma equação matemática, ou seja, uma
regra que nos fornece ou representa todo o infinito conjunto de pontos que
pertencem a uma reta. Para isso precisamos, como já sabemos, de um sistema
de referência que irá nos possibilitar identificar os pontos por meio de
coordenadas. Se utilizarmos o plano cartesiano, teremos para as retas, equações
do 1º grau com duas variáveis.


3.3.1 Equação da reta em função de dois pontos.









Figura 3.4


Os pontos A e B são pontos conhecidos da reta e estão representados no plano
cartesiano, com coordenadas genéricas, pois a equação obtida servirá como um
modelo para se obter a equação de uma reta específica qualquer. O ponto M é
um ponto qualquer da reta, ou um ponto genérico, e suas coordenadas serão as
variáveis da equação.
y
) , ( y x M
) , (
2 2
y x B
) , (
1 1
y x A
r
x
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

22
Podemos calcular o coeficiente angular da reta acima utilizando ou os pontos A e
M ou os pontos A e B. Então:


1 2
1 2
1
1
x x
y y
x x
y y
m m
AB AM


=


=








3.3.2 Equação da reta em função do coeficiente angular.

Uma simples alteração na fórmula nos possibilita determinar facilmente a equação
de uma reta no plano quando conhecemos apenas um de seus pontos e seu
coeficiente angular.








) (
1
1 2
1 2
1
x x
x x
y y
y y −


= −
A equação de qualquer reta no plano, pode ser obtida
substituindo as coordenadas de dois de seus pontos na
fórmula, ou modelo, acima.
) (
:
:
) (
:
1 1
1 2
1 2
1
1 2
1 2
1
x x m y y
então
m
x x
y y
mas
x x
x x
y y
y y
temos
− = −
=





= −

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

23
3.3.3 Equação Reduzida.
É interessante trabalhar com a equação reduzida de uma reta, pois deste modo
podemos visualizar facilmente seu coeficiente angular e seu coeficiente linear
(intercepto do eixo y). A equação reduzida tem um formato característico como
veremos a seguir:

) (
:
1 1
x x m y y
temos
− = −


Se o ponto conhecido for ), , 0 ( b B então:
) 0 ( − = − x m b y






3.3.4 Equação Segmentária.

A equação de uma reta na forma segmentária é muito interessante, pois temos a
informação imediata dos interceptos da reta nos eixos coordenados.





Figura 3.6

Coeficiente linear (onde corta o eixo-y)
Coeficiente
angular
b mx y + =
A (a,0)
B (0,b)
y
x
) , 0 ( b B
y
x

Figura 3.5

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

24
Substituindo os pontos A e B na fórmula da equação da reta, temos:

⇒ = +
= +
→ = +
+ − =
− − =



= −



= −
1
) (
) (
0
0
0
) (
1
1 2
1 2
1
a
x
b
y
b
b
ab
bx
b
y
b por tudo ividindo b x
a
b
y
b x
a
b
y
a x
a
b
y
a x
a
b
y
x x
x x
y y
y y
d



onde



3.3.5 Equação Geral.

É a equação da reta na forma:



onde a e b não são nulos simultaneamente.


a é o intercepto eixo-x
b é o intercepto eixo-y
1 = +
b
y
a
x

0 = + + c by ax
0 ≠ b e a
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

25
Para relembrar:

vertical reta m
te cons reta m
e decrescent reta m
crescente reta m
b mx y Seja
⇒ ∃
⇒ =
⇒ <
⇒ >
+ =
tan 0
0
0



Exercício resolvido:

1) Ache a equação da reta que passa pelos pontos A(8,-8) e B(12,-16) nas formas reduzida,
geral e segmentária:

Sol:
Cálculo de m

⇒ =

+ −
=


=
4
8
8 12
8 16
2
1 2
m
x x
y y
m


8 2
16 2 8
) 8 ( 2 8
) (
1 1
+ − =
+ − = +
− − = +
− = −
x y
x y
x y
x x m y y


0 8 2 = − + y x


2 − = m
Eq. reduzida
Eq. geral
Eq. segmentária


8
8
8 8
2
8 2
= +
= +
y x
y x



1
8 4
= +
y x


GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

26
3.4 Interseção de retas.







Figura 3.7

O ponto de interseção de duas retas deve satisfazer à equação de ambas,
portanto, para determiná-lo, basta resolver um sistema formado por tais
equações.
Em geral a solução de um sistema de equações, é, ou são, os pontos de
interseção de seus gráficos.

Ex: Obter o ponto I de interseção das retas 3x + 4y - 12 = 0 e 2x – 4y + 7 = 0

sol:
|
¹
|

\
|
⇒ =
− =
= − + ×
=
= −
¹
´
¦
= + −
= − +
4
9
, 1
4
9
3 12 4
0 12 4 1 3
: ,
1
0 5 5
:
0 7 4 2
0 12 4 3
I y
y
y
temos equação primeira na x de valor o levando
x
x
temos equações as somando
y x
y x


y
x
I
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

27
3.5 Condição de Paralelismo.

Duas retas são consideradas paralelas se possuem o mesmo coeficiente angular
e coeficientes lineares distintos.







Figura 3.8

3.6 Condição de Perpendicularismo.
Os coeficientes angulares de duas retas distintas também podem nos dizer se
elas são perpendiculares. Vejamos a figura 3.9 abaixo.










Figura 3.9
y
x
r α s α
s
r
( )
ms mr
s tg r tg
corresp s r
=

=
=
α α
α α .

r α
s α
s α
r α
y
x
s r
t
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

28
Pelo ponto de interseção das retas, traçamos uma reta t, paralela ao eixo-x. Com
isso podemos identificar os ângulos correspondentes de r e s α α entre as retas r e
s e a reta t.
Podemos relacionar os ângulos r e s α α da seguinte maneira:
0 . 1 :
2
:
2 . 1
:
2
) (
,
2
,
2
= + ∃
=
+

= −
= −
+ =
s tg r tg então tg
mas tg
s tg r tg
s tg r tg
identidade a usando tg s r g t
segue s r
ou s r
α α
π
π
α α
α α
π
α α
π
α α
π
α α

ms
mr ms mr
ms mr
s tg r tg
1
1 .
0 . 1
0 . 1
− = ⇒ − =
= +
= + α α


Concluindo:
Duas retas r e s distintas são perpendiculares, se e somente se,
ms
mr
1
− = ,
o que equivale a dizer que, se duas retas são perpendiculares, o coeficiente
angular de uma é igual ao da outra invertido e com o sinal oposto.

Por exemplo, se o coeficiente angular de uma reta é igual a 3, então o coeficiente
angular de qualquer reta perpendicular a ela é
3
1
− .

tgb tga
tgb tga
b a tg
⋅ +

= −
1
) (
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

29
3.7 Ângulo entre Duas Retas.
Com a ajuda da figura 3.10, podemos deduzir uma fórmula para o cálculo do
ângulo entre duas retas quaisquer, também utilizando seus coeficientes
angulares.







Figura 3.10


× +

=
− =
− =
s tg r tg
s tg r tg
tg
s r tg tg
s r
α α
α α
θ
α α θ
α α θ
1
) (

Exercício resolvido:

1) Obter o ponto P, simétrico de Q(-1,8) em relação à reta r de equação 0 3 = − − y x






ms mr
ms mr
tg
⋅ +

=
1
θ
M é o ponto médio de PQ.
M
r: x – y – 3 = 0
Q(-1, 8)
P(x, y)
r α
y
x
r α
s α
r
s
s α

θ
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

30
Cálculo da inclinação da reta r

1 3
0 3
= ⇒ − =
= − −
r
m x y
y x


então : 1 − =
PQ
m
Equação da reta PQ
0 7
1 8
) 1 ( 1 8
) (
1 1
= − +
− − = −
+ − = −
− = −
y x
x y
x y
x x m y y

Determinação do ponto M ⇒ PQ r ∩
5
10 2
0 10 2
0 7
0 3
=
=
= −
¹
´
¦
= − +
= − −
x
x
x
y x
y x


) 2 , 5 ( 2
3 5
0 3 5
M y
y
y
⇒ =
− =
= − −




3.8 Distância Entre Ponto e Reta.

A menor distância de um ponto ) , (
0 0
y x P a uma reta 0 : = + + c by ax r é o
comprimento do segmento que vai do ponto à reta e é perpendicular à mesma,
como vemos na figura 3.11.

Concluindo:
11
10 1
2
1
5
2
2 1
=
= + −
+ −
=
+
=
x
x
x
x x
x

4
4 8
2
8
2
2
2 1
− =
= +
+
=
+
=
y
y
y
y y
y

) 4 , 11 ( −

P

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

31




Figura: 3.11

Podemos calcular a menor distância do ponto P à reta r utilizando a fórmula:

2 2
0 0
Pr
b a
c by ax
d
+
+ +
=


Exercício resolvido:

1) Calcular a medida da altura AH do triângulo cujos vértices são: A(1,1), B(-1,-3) e C(2,-7).






utilizando a fórmula da distância entre ponto e reta, temos:
4
5
20
25
20
9 16
13 1 . 3 1 . 4
0 13 3 4 :
) 1 , 1 (
= = =
+
+ +
=
= + +
dpr
dpr
y x BC reta
A

Então a altura AH mede 4 unidades.
H
B(-1,-3)
A(1, 1)
C(2,-7)
0 : = + + c by ax r
) , (
0 0
y x P
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

32
2) Calcular a distância entre as retas paralelas r: 7x + 24y – 1 = 0 e s: 7x + 24y + 49 = 0













3.9 Exercícios propostos:
1) Em cada caso determine a equação geral da reta:
a) que passa pelo ponto A(-1,6) e tem inclinação 3;
b) que passa pelos pontos P(2,-1) e Q(0,5);
c) bissetriz do 1º e 3º quadrantes;
d) que passa pela origem e tem coeficiente angular
3
2
− = m .
2) Verifique se a afirmação está correta:
a) a reta 0 10 4 2 : = + − y x r é perpendicular à reta 0 6 2 : = + + y x s ;
b) a reta 0 2 3 : = + − y x t é paralela à reta 0 5 2 6 : = − − y x u .
3) Determinar a equação da reta que passa pelo ponto P(-1,2) e é paralela à reta
0 1 3 2 : = + − y x r .
4) Determinar a equação da reta que passa por Q(2,-3) e é perpendicular à reta
0 7 2 : = + − y x s .
5) Determinar os vértices A, B e C do triângulo cujos lados têm as equações
0 1 : = + − y x AB , 0 17 7 : = + + y x BC e 0 11 3 5 : = − + y x CA .
6) Achar o ponto B simétrico de A(3,-1) em relação à reta 0 10 3 2 : = − + y x r .
Tomamos um ponto P de r, atribuindo um valor qualquer a
x e calculando y
r P então
y y
y
y x
∈ −
− = ⇒ − =
− =
= − + ⇒ =
) 2 , 7 ( ,
2
24
48
49 1 24
0 1 24 7 . 7 7

logo:
2
25
50
576 49
49 ) 2 .( 24 7 . 7
= =
+
+ − +
= = dPs drs , ou seja: a distância entre r e s é de 2 unidades
s
r
P(7,-2)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

33
7) Provar que são perpendiculares as diagonais do quadrilátero de vértices
consecutivos A(2,-1), B(6,-1), C(4,5) e D(0,1).
8) Determinar o valor de k de modo que a reta 0 7 3 : = + + ky x r passe pelo ponto
A(3,-2).
9) Calcular a distância do ponto A(3,4) à reta 0 10 4 3 : = − + y x s .
10) Determinar a distância do ponto P à origem do sistema cartesiano onde P é a
interseção das retas 0 2 : = − x r e 0 3 : = − y s .
11) Encontre a equação da reta que passa pelo ponto A(3,2) e que forma com os
eixos coordenados, no 1º quadrante, um triângulo de área igual a 12.
12) Calcular a interseção da reta 0 1 2 : = + − y x r com a reta que passa pelos
pontos A(0,3) e B(1,1).
13) Determinar o ponto da reta 0 4 3 : = + + y x r que é eqüidistante dos pontos
P(-5,6) e Q(3,2).
14) Ache a equação da reta suporte da altura relativa ao vértice A do triângulo de
vértices A(2/3,1), B(-3,0) e C(6,1).
15) Obter o ponto de interseção das diagonais AC e BD do quadrilátero ABCD,
sendo dados A(0,0), B(4,1), C(7,7) e D(-1,6).
16) Obter a equação da mediatriz do segmento AB, dados A(1,-7) e B(6,-12).
17) Dadas as retas 0 3 4 3 : = + − y x r e 2 2 : + = x y s , determine o ponto P da reta s,
que dista 6 unidades da reta r.
18) O baricentro de um triângulo ABC é G(4,-2). Obter C, sabendo que A(5,-7) e
B(8,-3).
Obs.: baricentro:
|
¹
|

\
| + + + +
3
,
3
yC yB yA xC xB xA
G

19) Obter os vértices B e C do triângulo ABC sendo dados o vértice A(0,0), o
ponto M(1,2) médio do lado AB e o baricentro G(0,5).
20) Verificar se os pontos ) 2 , 1 ( ) 3 , 2 ( ), 1 , (
`
+ + + + − b C e b a B b a A são colineares.
21) Existe alguma reta passando por ) 4 , 3 ( ) 2 , 1 ( ), 1 , (
`
+ + + + + a a C e a a B a a A ?
22) Determinar x de modo que ) 12 , 1 ( ) 3 , 2 ( ), 2 , (
`
− − − C e B x A sejam colineares.
23) Obter o baricentro do triângulo MNP, dados ) , ( ), , (
`
f e c b N e d b a M − − − − e
) , ( d f a c P − − .
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

34
24) Calcular a altura relativa ao vértice A do triângulo de vértices
). 2 , 5 ( ) 1 , 2 ( ), 3 , 0 ( − − C e B A

Respostas:
1)
a) 0 9 3 = + − y x
b) 0 5 3 = − + y x
c) 0 = − y x
d) 0 3 2 = + y x
2)
a) sim
b) sim
3) 0 8 3 2 = + − y x
4) 0 1 2 = − + y x
5) A(1,2), B(-3,-2) e C(4,-3)
6) |
¹
|

\
|
13
29
,
13
67
B
8) k=8
9) 3
10) 13
11) 0 12 3 2 = − + y x
12) |
¹
|

\
|
2 ,
2
1





13) (-2,2)
14) 0 7 9 = − + y x
15) |
¹
|

\
|
2
5
,
2
5

16) 0 13 = − − y x
17) ) 12 , 5 ( ) 12 , 7 (
2 1
P e P − −
18) C(-1,4)
19) B(2,4) e C(-2,11)
20) sim
21) sim
22) 1 = x
23) G(0,0)
24) 2 3
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

35
Capítulo 4
Circunferência.

4.1 Definição.

A circunferência é uma curva plana que, como a reta, também é formada por um
conjunto de infinitos pontos de
2
R .
Sua definição matemática, ou seja, a regra que define como esses pontos
devem estar posicionados no plano para que descrevam uma circunferência é a
seguinte:

Circunferência é o conjunto de pontos em um plano, que são eqüidistantes de um
ponto fixo deste plano.

Este ponto fixo é chamado de centro da circunferência, e a distância constante é
seu raio. O centro e o raio são os principais elementos de uma circunferência.


Figura 4.1

Na figura 4.1, temos uma circunferência de centro c e raio r, representada em um
plano π .
Os pontos
n
M M M M , , ,
3 2 1
pertencem à circunferência, se e somente se, a
distância de cada um deles ao centro da circunferência for igual ao raio.

r dcMn dcM dcM dcM = = = =
3 2 1




r
P
Q
c
M
1

M
2

M
3

π
M
n

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

36
A distância do ponto Q ao centro é maior que o raio e portanto ele não pertence à
circunferência, (Q é um ponto exterior), assim como o ponto P também não
pertence à circunferência pois sua distância ao centro é menor que o raio, (P é
um ponto interior).

r dcP e r dcQ < >

4.2 Equação da Circunferência.

Para determinar a equação de uma circunferência, é necessário conhecer seu
centro e seu raio.

Na figura 4.2 abaixo, está representada no plano cartesiano uma circunferência
de centro ) , ( k h c e raio r. Sabemos pela definição de circunferência que a
distância de um ponto qualquer ) , ( y x M ao centro ) , ( k h c é igual ao raio r.










Figura 4.2


M(x,y)
c(h,k)
r
y
x
( )
2 2 2
2
2
2 2
2 2
) ( ) (
) ( ) (
) ( ) (
:
:
r k y h x
r k y h x
r k y h x
então
r dcM matemática Definição
= − + −
= − + −
= − + −
=
Eq. da circunferência na forma centro-raio
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

37
Quando a equação de uma circunferência se apresenta na forma centro-raio é
relativamente fácil identificar seus principais elementos, ou seja, centro e raio.
Por exemplo, a equação 17
5
2
) 3 (
2
2
= |
¹
|

\
|
+ + − y x representa uma circunferência
de centro |
¹
|

\
|

5
2
, 3 e raio 17 .

Exercício resolvido:

Determinar a equação da circunferência cujo centro é o ponto C(-3,4) e o raio r=6.

sol:

2 2 2
) ( ) ( r k y h x
raio centro equação
= − + −



36 ) 4 ( ) 3 (
2 2
= − + + y x





4.3 Equação Geral da Circunferência.

A equação de uma circunferência também pode ser representada de forma geral,
como o desenvolvimento da equação centro-raio. Vejamos:

( )
0 2 2
:
2 2
: sen
) ( ) (
,
2 2 2 2 2
2 2 2 2 2
2 2 2
= − + + − − +
= + − + + −
= − + −
r k h ky hx y x
ordem em colocando
r k ky y h hx x
temos volvendo de
r k y h x
r raio e k h C centro de equação a Seja

É a equação pedida, através da qual podemos
identificar facilmente o centro e o raio.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

38
0
: ,
2
2
:
2 2
2 2 2
= + + + +
¦
¹
¦
´
¦
= − +
= −
= −
F Ey Dx y x
temos F r k h
E k
D h
fazendo



É importante observar que toda equação geral de circunferência possui os dois
termos do 2º grau e seus coeficientes devem ser obrigatoriamente iguais.

Vamos desenvolver a equação do exercício anterior
0 11 8 6
0 36 16 8 9 6
36 ) 4 ( ) 3 ( :
2 2
2 2
2 2
= − − + +
= − + − + + +
= − + +
y x y x
y y x x
y x temos


4.4 Identificando o Centro e o Raio na Equação Geral da Circunferência.

Se não podemos identificar facilmente o centro e o raio, então teremos de
calcular, pois são os principais elementos da circunferência. Faremos o seguinte:

Seja a equação geral: 0
2 2
= + + + + F Ey Dx y x

Para identificar o centro e o raio na equação acima utilizaremos os coeficientes D,
E e F.

|
¹
|

\
|
− − ∴ − = ⇒ − =
− = ⇒ − =
2
,
2 2
2
2
2
) , ( :
E D
C
E
k k E
D
h h D
k h c centro


Esta equação está na forma Geral.

Não podemos identificar facilmente o centro e
o raio ao olhar.

Esta é a Equação Geral da circunferência
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

39
2
4
4
4
4 4
2 2
:
2 2 2 2
2
2 2
2
2 2
2
2 2 2
F E D
r
F E D
r
F
E D
r
F
E D
r
r k h F
r raio
− +
= ∴
− +
=
− + =

|
¹
|

\
|
− +
|
¹
|

\
|
− =
− + =





real é ncia circunferê a F E D se
ponto um apenas é ncia circunferê a F E D se
vazio conjunto ncia circunferê F E D se
Obs
⇒ > − +
⇒ = − +
∃ ⇒ < − +
0 ) 4 (
0 ) 4 (
) ( 0 ) 4 (
:
2 2
2 2
2 2




Exercício resolvido:
1) Dada a equação da circunferência, 0 7 6 3
2 2
= − + − + y x y x , identificar o centro e o raio.


|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|



|
¹
|

\
|
− −
3 ,
2
3
2
6
,
2
3
2
,
2
C
C
E D
C






2
73
2
28 36 9
2
) 7 ( 4 36 9
2
4
2 2
=
+ +
=
− × − +
=
− +
=
r
r
r
F E D
r

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

40
4.5 Exercícios propostos:
1) Determine o centro e o raio, caso a circunferência exista:
a) 0 1 4 2
2 2
= + − − + y x y x
b) 0 9 18 3 3 3
2 2
= + − − + y x y x
c) 0 31 10 7
2 2
= + − + + y x y x
d) 0 3 2
2 2
= − − + y y x
e) 0 3 4 2 2 3
2 2
= + − + − y x y x
f) 0 9
2 2
= + − − y x
g) 0 4
2 2
= + + y x
h) 0 8 2
2 2
= + − + + y x y x
2) Determine a equação geral da circunferência cujo centro é o ponto C(3,-5) e é
tangente à reta 0 1 4 3 : = + − y x r .
3) Determinar a equação da reta tangente à circunf. 0 39 2 2
2 2
= − − + + y x y x no
ponto A(4,5).
4) Determinar a equação da circunferência que passa pelo ponto A(0,1) e
tangencia a reta 0 3 4 = + − y x no ponto B(0,3).
5) Achar a equação cartesiana da circunferência que passa pelo ponto A(4;8) e
tangencia as retas . 0 10 = = y e y
6) Determinar os pontos de interseção da reta 0 5 = − + y x com a circunferência
0 1 4 2
2 2
= + − − + y x y x e fazer um esboço do gráfico das duas curvas.
7) Determinar as equações das circunferências de raio r = 2 e tangentes à reta
0 1 = − + y x e centro sobre o eixo x.
8) A reta 0 1 = + y é tangente à circunferência de centro (-1,m) e raio 2. Ache
uma equação de cada circunferência que tem essa propriedade.
9) Dada a circunferência 0 3 2
2 2
= − − + y y x e os pontos ( ) 3 1 , 1 − − M e ( ) 1 , 2 N que
pertencem a mesma. Calcular o comprimento da corda MP, sabendo que N e
P são os extremos de um diâmetro.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

41
10) Obter as equações das circunferências de raio 3, tangentes à reta 0 7 = − y e
tangentes exteriormente à circunferência . 4
2 2
= + y x
11) Determinar a equação da circunferência que passa pelos pontos
). 4 , 1 ( ) 0 , 5 ( ), 3 , 2 ( − − − P e N M

Respostas:
1)
a) r=2, c(1,2)
b) r=
2
5
, c |
¹
|

\
|
3 ,
2
1

c) r=
2
5
, c |
¹
|

\
|
− 5 ,
2
7

d) r=2 , c( ) 1 , 0
e) não é circunferência
f) r=3, c( ) 0 , 0
g) conjunto vazio
h) conjunto vazio
2) 0 2 10 6
2 2
= − + − + y x y x
3) 0 40 4 5 = − + y x
4) ( ) ( ) 17 2 4
2 2
= − + − y x
5) ( ) 25 5
2 2
= − + y x e ( ) ( ) 25 5 8
2 2
= − + − y x
6) ) 4 , 1 ( ) 2 , 3 ( e
7) ( ) 2 1
2 2
= + + y x e ( ) 2 3
2 2
= + − y x
8) ( ) ( ) 4 1 1
2 2
= − + + y x e ( ) ( ) 4 3 1
2 2
= + + + y x
9) 2 =
MP
d
10) ( ) ( ) 9 4 3
2 2
= − + + y x e ( ) ( ) 9 4 3
2 2
= − + − y x
11) 0 45 8 4
2 2
= − − + + y x y x
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

42
Capítulo 5
O Estudo das Cônicas.

Seções Cônicas.

Circunferências, elipses, hipérboles e parábolas: todas essas curvas são
encontradas a partir de seções de um plano em uma superfície cônica. (ver
apêndice IV).
Muitas descobertas importantes em matemática pura e na ciência em geral estão
relacionadas às seções cônicas. Os gregos clássicos - Arquimedes, Apolônio e
outros - estudavam essas belas curvas por puro prazer, como forma de desafio,
sem qualquer pensamento em possíveis aplicações. As primeiras aplicações
apareceram quase 2.000 anos depois, no início do século XVII. Em 1604, Galileu
descobriu que, lançando-se um projétil horizontalmente do topo de uma torre,
supondo que a única força atuante fosse a gravidade - isto é, a resistência do ar e
outros fatores complicadores são desconsiderados -, sua trajetória será uma
parábola. Um dos grandes eventos da história da Astronomia ocorreu alguns anos
mais tarde, apenas em 1609, quando Kepler publicou sua descoberta de que a
órbita de Marte era uma elipse, lançando a hipótese de que todos os planetas se
moveriam em órbitas elípticas. Cerca de 60 anos depois disso, Newton provou
matematicamente que a órbita planetária elíptica é causa e conseqüência de uma
lei de atração gravitacional, baseada no inverso do quadrado da distância. Isso
levou Newton a formular e publicar (em 1687) sua famosa Teoria de Gravitação
Universal, para explicar o mecanismo do sistema solar, teoria esta considerada
como sendo a maior contribuição feita a ciência por um só homem. Esses
desenvolvimentos ocorreram centenas de anos atrás, mas o estudo das seções
cônicas não é, ainda hoje, nem um pouco anacrônico. De fato, essas curvas são
instrumentos importantes nas explorações espaciais dos dias de hoje, e também
nas pesquisas do comportamento de partículas atômicas: os satélites artificiais
movem-se em torno da terra em órbitas elípticas e a trajetória de uma partícula
alfa movendo-se no campo elétrico de um núcleo atômico é uma hipérbole. Esses
exemplos e muitos outros mostram que a importância das seções cônicas, tanto
antigamente como atualmente, não pode ser desprezada.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

43
5.1 A Elipse.

A Elipse é uma curva plana, formada por um conjunto de infinitos pontos de
2
R .
Sua definição matemática, ou seja, a regra que define como esses pontos
devem estar posicionados no plano para que descrevam uma elipse é a seguinte:

Elipse é o conjunto de infinitos pontos de um plano cuja soma das distâncias a
dois pontos fixos deste plano (focos) é constante (k).

Cada elipse tem a sua constante k.








Figura 5.1

k F dM F dM elipse Mn
n n
= + ⇒ ∈
'


5.1.1 Elementos da Elipse.

A figura 5.2 mostra uma elipse com centro na origem do sistema cartesiano.








F’
M
1

π
M
2

M
n

F
y
x
2a
B

(0,-b)
A

(-a,0) A(a,0)
B(0;
b) 2c
F

(-c,0) F(c,0)
B(0,b)
Figura 5.2
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

44
Seus principais elementos são:

• Eixo maior: é o segmento A’A, cuja medida vale 2a;
• Eixo menor: é o segmento B’B, cuja medida vale 2b;
• Vértices: são os pontos ) 0 , ( ) 0 , ( ' a A e a A − ;
• Focos: são os pontos fixos ) 0 , ( ) 0 , ( ' c F e c F − , a distância focal (entre focos)
mede 2c;
• Os pontos ) , 0 ( ) , 0 ( ' b B e b B − são as extremidades do eixo menor.



Importante:

1. A constante k, característica de cada elipse, é igual ao comprimento de seu
eixo maior 2a.

Então: a k 2 =
Podemos provar esta afirmação utilizando o ponto
) 0 , ( ' a A −
que pertence à elipse e por
isso deve satisfazer à condição:

k F dA F dA = + ' ' '


de fato:

a K
k c a c a
então
c a F dA
c a F dA
2
,
'
' '
=
= + + −
+ =
− =


2. Relação entre a, b e c.

2 2 2
c b a + =

Definição matemática
y
B

(0,-b)
M(x,y)
x
A

(-a,0) A(a,0)
B(0,b)
F

(-c,0) F(c,0)
a
b
c
a
y
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

45
5.1.2 Equação Reduzida da Elipse.

Primeiramente estudaremos as cônicas tomando como referência um sistema de
eixos coordenados, as elipses e hipérboles estarão posicionadas tal que seus
vértices e focos fiquem sobre um dos eixos e simétricos em relação à origem
como na figura 5.2. No caso das parábolas, seu foco deverá estar sobre um dos
eixos e seu vértice posicionado na origem. Com isso vamos obter as equações
reduzidas destas curvas.

Vamos agora determinar a equação de uma elipse específica, cujos focos são
) 0 , 3 ( ) 0 , 3 ( ' F e F − e cujo eixo maior 2a mede 10 unidades. Lembrando que k a = 2 .
Esta elipse está representada na figura 5.3








Figura 5.3


Seja o ponto genérico elipse y x M ∈ ) , (


a dMF dMF matemática Definição 2 :
'
= +
então:
M(x, y)
x
2a = 10
A

(-5,0) A(5,0)
F

(-3,0) F(3,0)
y
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

46
10 ) 3 ( ) 3 (
2 2 2 2
= + − + + + y x y x

5.1.3 Equações Reduzidas Genéricas da Elipse.

Podemos determinar uma equação genérica reduzida para todas as elipses com
focos e vértices sobre um dos eixos coordenados e simétricos em relação à
origem. A figura 5.4 mostra uma elipse cujos elementos estão com coordenadas
genéricas em relação ao sistema cartesiano. Determinaremos sua equação
aplicando a definição matemática.







Figura 5.4
( ) ( )
( )
1
16 25 16 25
1
400
25
400
16
400
400
) 400 ( 25 16 400
25 16 225 625
25 225 150 25 625 150 9
9 6 ( 25 625 150 9
) 3 ( 5 ) 25 3 (
) 4 ( ) 3 ( 20 100 12
6 ) 3 ( 20 100 6
9 6 ) 3 ( 20 100 9 6
) 3 ( 10 ) 3 (
2 2 2 2
2 2
2 2
2 2
2 2 2
2 2 2
2
2 2 2
2 2
2 2
2 2 2 2 2 2
2
2 2
2
2 2
= + + =
+ =
÷ + =
+ = −
+ + − = + −
+ + − = + −
+ − − = −
÷ + − − = −
− + − − =
+ + − + + − − = + + +
+ − − = + +
y x y x
y x
y x
y x
y x x x x
y x x x x
y x x
y x x
x y x x
y x x y x y x x
y x y x
ou
Equação reduzida da elipse na sua
forma característica após simplificação.
Para lembrar:
2 2 2
c b a + =
y
M(x,y)
x
A

(-a,0) A(a,0)
F

(-c,0) F(c,0)
y
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

47
( ) ( )
( )
2 2
2 2
2 2
2 2
2 2
2 2
2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 4
2 2 2 2 2 2 2 4 2 2 2
2 2 2 2 4 2 2 2
2
2 2 2 2
2 2 2
2 2 2
2 2 2 2 2 2 2 2 2
2
2 2
2
2 2
2 2 2 2
'
) (
) ( ) (
2 2
) 2 ( 2
) ( ) (
) 4 ( ) ( 4 4 4
2 ) ( 4 4 2
2 ) ( 4 4 2
) ( 2 ) (
2 ) ( ) (
2
b a
y a
b a
x b
b a
b a
b a y a x b b a
b c a azendo
y a c a x c a a
y a x c x a c a a
y a c a cx a x a a cx a x c
y c cx x a a cx a x c
y c x a a cx
y c x a a cx
cx y c x a a cx
y c cx x y c x a a y c cx x
y c x a y c x
a y c x y c x
a dMF dMF
+ =
÷ + =
= −
+ − = −
+ − = −
+ + − = + −
+ + − = + −
+ − − = −
÷ + − − = −
− + − − =
/
+
/
+ −
/
+ + − − =
/
+
/
+ +
/
+ − − = + +
= + − + + +
= +
f


1
2
2
2
2
= +
b
y
a
x


Analogamente, temos:







Eq. genérica reduzida de uma elipse com
focos e vértices sobre o eixo-y e simétricos
em relação à origem.
y
x
A

(0, -a)
A(0,a)
B

(-b,0) B(b,0)
F(0,c)
F

(0,-c)
Eq. genérica reduzida de uma elipse com
focos e vértices sobre o eixo-x e simétricos
em relação à origem
1
2
2
2
2
= +
a
y
b
x

Figura 5.5

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

48
Importante:
Notemos que no caso da elipse,
2 2
b a então b a > > sendo 0 , > b a , ou seja:
o
2
a que nos indicará a posição dos focos e vértices será sempre o maior
denominador na equação reduzida.


5.1.4 Excentricidade.

Excentricidade é a razão
a
c
e = que nos informa o quão achatada é uma elipse.
Como 1 0 < < ⇒ > e c a

Outra fórmula para o cálculo da excentricidade:

2
2
2
2 2
2 2
2 2
2 2 2
2 2 2
1
a
b
e
a
b a
e
a
b a
e
b a c
b a c
b c a
− = ∴

=

=
− =
− =
= −


Observações:
Note que a excentricidade de uma elipse é um número compreendido no intervalo
aberto (0,1).
Uma elipse com uma excentricidade próxima de zero, é uma elipse menos
achatada, ou mais arredondada, quanto menor a excentricidade mais
arredondada será a elipse. No caso limite onde 0 = c e, portanto 0 = e teremos
uma circunferência de raio a.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

49
Uma elipse com uma excentricidade próxima de 1, é uma elipse bastante
achatada. Para que a excentricidade se aproxime de 1 é necessário que c fique
próximo de a.

Exercício resolvido:

1) Determinar a equação da elipse com focos no eixo-x, onde temos:
I.
¹
´
¦
=
=
8 2
12 2
c
a

sol:
1
20 36
20
16 36
36 16
4 6
2 2
2
2
2
2 2 2
= + ∴ =
− =
− =
− =
= =
y x
b
b
b
b a c
c e a


II.
¦
¹
¦
´
¦
=
=
2
1
6 2
e
b

sol:
4
1
1
9
9
1
4
1
9
1
2
1
1
3
2
2
2
2
2
2
2
− =
− =
|
|
¹
|

\
|
− = |
¹
|

\
|
− =
=
a
a
a
a
b
e
b

1
9 12
12
36 3
4
3 9
2 2
2
2
2
= + ∴ =
=
=
y x
a
a
a

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

50
5.1.5 Exercícios propostos:
1) Determinar a equação reduzida da elipse nos seguintes casos:
a) 2a = 10; 2c = 8 , com focos no eixo x
b) 2b = 24; 2c = 10 , com focos no eixo y
c) 2b = 12; e =
4
5
, com focos no eixo x
2) Determinar os elementos da elipse:
a) 1
4 1
2 2
= +
y x

b) 0 5 10 2
2 2
= − + y x
3) Determinar na elipse 1
4 25
2 2
= +
y x
os pontos cujas abscissas são iguais a -3.
4) Determinar os pontos da elipse 1
36 100
2 2
= +
y x
cujas distâncias ao foco direito
medem 14.
5) Determinar os pontos de interseção da reta 0 7 2 = − + y x com a elipse
0 25 4
2 2
= − + y x .
6) Determinar a equação reduzida da elipse, cujo eixo maior está sobre o eixo y,
sabendo que passa pelos pontos ) 2 2 , 2 ( ) 14 , 1 ( − Q e P .
7) Determinar a equação reduzida da elipse, com eixo maior sobre o eixo x,
excentricidade
2
1
e que passa pelo ponto P(2,3).
8) Determinar as equações das circunferências inscrita e circunscrita à elipse
0 16 16
2 2
= − + y x .
9) Um satélite de órbita elíptica e excentricidade
3
1
viaja ao redor de um planeta
situado num dos focos da elipse. Sabendo que a distância mais próxima do
satélite ao planeta é de 300 km, calcular a maior distância.
10) O teto de um saguão com 10m de largura na base, tem a forma de uma semi-
elipse com 9m de altura no centro e 6m de altura nas paredes laterais. Calcule a
altura do teto a 2m de cada parede.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

51
Respostas:
1)
a) 1
9 25
2 2
= +
y x

b) 1
169 144
2 2
= +
y x

c) 1
36
11
576
2 2
= +
y x

2)
a)
( )
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
´
¦
=



2
3
) 3 , 0 ( ) 3 , 0 ( '
0 , 1 ) 0 , 1 ( '
) 2 , 0 ( ) 2 , 0 ( '
e
F e F
B e B
A e A

b)
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
=

|
¹
|

\
|
|
¹
|

\
|

|
|
¹
|

\
|
|
|
¹
|

\
|

5
2
) 0 , 2 ( ) 0 , 2 ( '
2
1
, 0
2
1
, 0 '
0 ,
2
5
0 ,
2
5
'
e
F e F
B e B
A e A

3) |
¹
|

\
|
− |
¹
|

\
|
− −
5
8
, 3
5
8
, 3 e
4) ( ) ( ) 27 , 5 27 , 5 − − − e
5) ( ) 2 , 3
2
3
, 4 e |
¹
|

\
|

6) 1
16 8
2 2
= +
y x

7) 1
12 16
2 2
= +
y x

8) 1 16
2 2 2 2
= + = + y x e y x


9) km d 600 =
10) m h 4 , 8 =

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

52
5.2 A Hipérbole.

Assim como a elipse, a hipérbole também é uma curva plana, formada por um
conjunto de infinitos pontos de
2
R .
Sua definição matemática é a seguinte:


Hipérbole é o conjunto de infinitos pontos de um plano cuja diferença das
distâncias a dois pontos fixos deste plano (focos) é, em valor absoluto, uma
constante (k).


Cada hipérbole tem a sua constante k.












Figura 5.6


k F dM F dM hipérbole Mn
n n
= − ⇒ ∈
'





y
x
F

F
Mn
M2
M1
π
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

53

5.2.1 Elementos da Hipérbole.

A figura 5.7 mostra uma hipérbole com centro na origem do sistema cartesiano.












Figura 5.7


Seus principais elementos são:


• Eixo transverso (ou real): é o segmento A’A, cuja medida vale 2a;
• Eixo conjugado (ou imaginário): é o segmento B’B, cuja medida vale 2b;
• Vértices: são os pontos ) 0 , ( ) 0 , ( ' a A e a A − ;
• Focos: são os pontos fixos ) 0 , ( ) 0 , ( ' c F e c F − , a distância focal (entre focos)
mede 2c;
• Assíntotas: são as retas x
a
b
y x
a
b
y = − = e .


b y − =

a x − =

a x =

b y =

F’(-c,0) F(c,0)
y
x
x
a
b
y =

x
a
b
y − =

B’(0,-b)
A’(-a,0)
B(0,b)
A(a,0)
Obs:
Os focos estão sobre o
eixo x e simétricos em
relação à origem
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

54
Importante:

A constante k, característica de cada hipérbole, é igual ao comprimento de seu
eixo transverso 2a.

Então: a k 2 =
Podemos provar esta afirmação utilizando o ponto ) 0 , (a A que pertence à
hipérbole e por isso deve satisfazer à condição:

k dAF dAF = − '



de fato:

0 2
2
,
) ( ) (
'
> =
=
= + − +
= − − +
= −
a pois a k
a k
k a c c a
então
k a c c a
k dAF dAF




5.2.2 Equações Reduzidas Genéricas da Hipérbole.

Vamos determinar uma equação genérica reduzida para todas as hipérboles com
focos e vértices sobre um dos eixos coordenados e simétricos em relação à
origem. A figura 5.8 mostra uma hipérbole cujos elementos estão com
coordenadas genéricas em relação ao sistema cartesiano. Determinaremos sua
equação aplicando a definição matemática.

Definição matemática
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

55











Figura 5.8


Seja o ponto genérico hipérbole y x M ∈ ) , (
:
2 :
'
então
a dMF dMF matemática Definição = −

a y c x y c x 2 ) ( ) (
2 2 2 2
= + − − + +

Eliminando os radicais, simplificando e fazendo:
2 2 2
b a c = −

encontramos:



1
2
2
2
2
= −
b
y
a
x

Eq. genérica de uma hipérbole com focos e vértices
sobre o eixo-x e simétricos em relação à origem.
Relação importante:
2 2 2
b a c + =

A(-a,0) F’(-c,0)
F(c,0)
A(a,0)
M(x,y)
x
y
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

56
Analogamente:







Importante:
Na equação reduzida da hipérbole o
2
a também nos indicará a posição dos focos
e vértices e neste caso será sempre o denominador da parcela positiva.
nota: se b a = temos o que chamamos de hipérbole eqüilátera.

5.2.3 Excentricidade.
Também é calculada pela razão
a
c
e = que nos dá a abertura dos ramos da
hipérbole.
Como a c > a excentricidade da hipérbole sempre será 1 > .

Outra fórmula para o cálculo da excentricidade:
2
2
2
2 2
2 2
2 2
2 2 2
2 2 2
1
a
b
e
a
b a
e
a
b a
e
b a c
b a c
b a c
+ = ∴
+
=
+
=
+ =
+ =
= −


F’
A’
A
F
1
2
2
2
2
= −
b
x
a
y

Eq. genérica de uma hipérbole com focos e vértices
sobre o eixo-y e simétricos em relação à origem.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

57
Exercícios resolvidos:
1) Determinar as coordenadas dos focos e vértices das hipérboles:
a) 36 9 4
2 2
= − y x
b) 8
2 2
= − x y
c) 2 2
2 2
= − y x
sol:
a)
36
36
36
9
36
4
2 2
= −
y x

1
4 9
2 2
= −
y x


4 9
2 2
= = b e a

13 13
4 9
2
2
2 2 2
= ⇒ =
+ =
+ =
c c
c
b a c



b)
8
8
8 8
2 2
= −
x y

1
8 8
2 2
= −
x y


8 8
2 2
= = b e a Focos e vértices estão sobre o eixo y.
) 8 , 0 ( ) 8 , 0 ( '
) 4 , 0 ( ) 4 , 0 ( ' 4
16
2
2 2 2
A e A
F e F c
c
b a c

− ∴ =
=
+ =




( ) ( )
( ) ( ) 0 , 3 0 , 3 '
0 , 13 0 , 13
'
A e A
F e F



Focos e vértices estão sobre o eixo x.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

58
c)
2
2
2 2
2
2 2
= −
y x

1
2 1
2 2
= −
y x


2 1
2 2
= = b e a Focos e vértices estão sobre o eixo x.
) 0 , 1 ( ) 0 , 1 ( '
) 0 , 3 ( ) 0 , 3 ( ' 3
2 1
2
2 2 2
A e A
F e F c
c
b a c

− ∴ =
+ =
+ =


2) Obter a equação da hipérbole, com centro na origem do sistema cartesiano, nos casos:
a) 2a = 8 e um dos focos é (5,0)

2c = 10 ⇒ c = 5 ⇒ c
2
= 25
c
2
= a
2
+ b
2

b
2
= c
2
– a
2
b
2
= 25 – 16
b
2
= 9
b) 2b = 2 e um dos focos é (-2,0)

2b = 2 ⇒ b = 1 ⇒ b
2
= 1
2c = 4 ⇒ c = 2 ⇒ c
2
= 4

c
2
= a
2
+ b
2

a
2
= c
2
– b
2

a
2
= 4 – 1
a
2
= 3


O eixo transverso está contido no eixo x.
⇒ = − 1
2
2
2
2
b
y
a
x

1
9 16
2 2
= −
y x

O eixo transverso está contido no eixo x.
⇒ = − 1
2
2
2
2
b
y
a
x
1
1 3
2 2
= −
y x

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

59
c) 2a = 6 e um dos focos é (0,-5)

2a = 6 ⇒ a = 3 ⇒ a
2
= 9
2c = 10 ⇒ c = 5 ⇒ c
2
= 25
c
2
= a
2
+ b
2

b
2
= c
2
– a
2
b
2
= 25 – 9
b
2
= 16

5.2.4 Exercícios propostos:
1) Determinar a equação da hipérbole cujos focos estão no eixo das ordenadas e
simétricos em relação à origem.
a) a = 6; b = 18
b) 2c = 10;
3
5
= e
2) Verificar se o ponto |
¹
|

\
|

4
9
, 5 M pertence à hipérbole 0 144 16 9
2 2
= − − y x .
3) Determinar a equação da hipérbole cujos focos são simétricos em relação à
origem e estão no eixo x, sabendo:
a) P(6,-1) e Q (-8, 2 2 ) ∈ hipérbole;
b) |
¹
|

\
|
−1 ,
2
9
P ∈ hipérbole e x y
3
2
± = são as equações das assíntotas.
4) Achar os pontos de interseção da reta 0 10 2 = − − y x com a hipérbole
1
5 20
2 2
= −
y x
.
5) Esboçar o gráfico da hipérbole eqüilátera 9
2 2
= − y x .





O eixo transverso está contido no eixo y.
⇒ = − 1
2
2
2
2
b
x
a
y

1
16 9
2 2
= −
x y

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

60
Respostas:
1)
a)
1
324 36
2 2
= −
x y

b)
1
16 9
2 2
= −
x y

2) Pertence
3)
a)
1
8 32
2 2
= −
y x

b)
1
8 18
2 2
= −
y x

4)
( ) 2 , 6
3
2
,
3
14
e |
¹
|

\
|






















GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

61
5.3 A Parábola.

Uma das curvas planas mais conhecidas e com várias aplicações na matemática
e na engenharia é a parábola cuja definição matemática é:


Um conjunto de infinitos pontos de um plano que são eqüidistantes de uma reta
diretriz (d) e de um ponto fixo, foco (F), deste plano.


O foco não pertence à diretriz.











Figura 5.9


) (d dM F dM parábola Mn
n n
= ⇒ ∈






y
π
F
(d) diretriz
n
M

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

62
5.3.1 Elementos da Parábola.

A figura 5.10 mostra uma parábola com vértice na origem do sistema cartesiano,
concavidade voltada para a direita e foco sobre o eixo x.











Figura 5.10

Os elementos desta curva são:

• Foco: é o ponto fixo F ;
• Diretriz: é a reta fixa (d);
• Eixo: é a reta que contém o foco e é perpendicular à diretriz;
• Vértice: é o ponto de interseção da parábola com seu eixo;
• Parâmetro*: chamaremos de parâmetro (P) a distância do foco ao vértice,
sendo então 2p a distância do foco à diretriz;
• Lado reto: é o segmento cujos extremos são pontos da parábola, é
perpendicular ao eixo e passa pelo foco.

* alguns autores consideram o parâmetro p como sendo a distância entre o foco e a diretriz.
Neste caso a distância entre o foco e o vértice é
2
p
.
y
x
F(p,0)
-p
v
L
R
(d)
x=-p

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

63
Como já foi dito, estudaremos primeiramente as equações reduzidas das
parábolas. Neste caso o plano cartesiano terá a sua origem coincidindo com o
vértice da parábola cujo eixo, e conseqüentemente seu foco, estará sobre um dos
eixos coordenados.


5.3.2 Equações Reduzidas da Parábola.













Seja o ponto genérico parábola y x M ∈ ) , (
) ( : d dM dMF matemática Definição =


(d)

0 0 = + +
− =
p y x
ou p x

2 2
0 0
2
1 2
2
1 2
) ( ) (
:
b a
c by ax
dpr
y y x x d
lembrar para
+
+ +
=
− + − =

y
x
F(p,0)
-p
v
M(x,y)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

64
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
+ =
+
+ +
=
+ − =
p x
p y x
d dM
y p x dMF
0 1
. 0 . 1
) (
) (
2
2 2

( )
px y p px x y P px x
p x y p x
p x y p x
então
4 2 2
) (
) (
2 2 2 2 2 2
2
2
2 2
2 2
= ∴ + + = + + −
+ = + −
+ = + −


podemos concluir por analogia que temos quatro tipos de equações reduzidas
para as parábolas.















Eq. genérica reduzida de uma parábola com
a concavidade voltada para a direita.

x=-p
y
x
F(p,0)
-p
px y 4
2
=

x=p
y
x
F(-p,0)
p
px y 4
2
− =
F(0,p)
y
x
-p

y=-p
py x 4
2
=
y
x
p
F(0,-p)

y=p
py x 4
2
− =
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

65
Exercícios resolvidos:

1) Esboçar o gráfico, dar as coordenadas do foco e a equação da diretriz da parábola
0 4
2
= − x y
sol:
x y 4
2
=
vamos comparar a equação dada com a equação genérica px y 4
2
=
1
4 4 4
4
2
2
=
¹
´
¦
= ⇒ =
=
p
p px y
x y









2) Determine a equação da parábola cujo foco é |
¹
|

\
|
− 0 ,
2
1
F e a diretriz é a reta 0 1 2 = − x
sol:
a equação da diretriz pode ser escrita como
2
1
= x
pela posição do foco e da diretriz podemos concluir que trata-se de uma parábola com vértice na
origem e concavidade voltada para a esquerda cuja equação genérica é px y 4
2
− =
seu parâmetro p vale
2
1
.
então:
x y
x y
2
.
2
1
. 4
2
2
− =

− =


x=-1
y
x
F(1,0)
-1
x y 4
2
=
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

66
5.3.3 Exercícios propostos:
1) Para cada uma das parábolas abaixo, construir o gráfico e encontrar o foco e a
equação da diretriz:
a) y x 4
2
− =
b) x y 6
2
=
c) x y 8
2
− =
d) 0
2
= + y x
e) 0
2
= − x y
f) 0 3
2
= + x y
g) 0 10
2
= − y x
h) 0 9 2
2
= − x y
i)
16
2
x
y =
j)
12
2
y
x − =
2) Determinar a equação da parábola com vértice na origem, eixo sobre o eixo y
e que passa pelo ponto M(6,3).
3) Um arco parabólico tem uma altura de 2,0m e uma largura de 3,6m na base.
Se o vértice da parábola está no topo do arco, a que altura sobre a base o
arco tem uma largura de 1,8m?
4) Um telescópio refletor tem um espelho parabólico para o qual a distância do
vértice ao foco é 30cm. Se o diâmetro do espelho é 10cm, qual a sua
profundidade?
5) Admita que a água que escoa do final de um tubo horizontal que está a 2,5m
do chão descreva uma curva parabólica. O vértice da parábola está no final do
tubo. Se em um ponto a 80cm abaixo da linha do tubo o fluxo d’água curvou-
se 1,0m além da reta vertical que passa pelo fim do tubo, a que distância
desta reta a água tocará o chão?
6) A diretriz da parábola px y 4
2
= é tangente à circunferência que tem o foco da
parábola como centro. Ache a equação da circunferência e os pontos de
interseção das duas curvas.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

67
7) Prove que o comprimento do lado reto de qualquer parábola é 4p.

Respostas:
1)
a) 1 ; ) 1 , 0 ( = − y F
b)
2
3
; 0 ,
2
3
− = |
¹
|

\
|
x F
c) ( ) 2 ; 0 , 2 = − x F
d)
4
1
;
4
1
, 0 = |
¹
|

\
|
− y F
e)
4
1
; 0 ,
4
1
− = |
¹
|

\
|
x F
f)
4
3
; 0 ,
4
3
= |
¹
|

\
|
− x F
g)
2
5
;
2
5
, 0 − = |
¹
|

\
|
y F
h)
8
9
; 0 ,
8
9
− = |
¹
|

\
|
x F
i) ( ) 4 ; 4 , 0 − = y F
j) ( ) 3 ; 0 , 3 = − x F
2) y x 12
2
=
3) m 5 , 1
4) cm 208 , 0
5) m 77 , 1
6) ) 2 , ( ) 2 , ( ; 0 3 2
2 2 2
p p e p p p px y x − = − − +







GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

68
Capítulo 6
Translação de Eixos Coordenados.


6.1 Objetivo.

Como vimos nos capítulos anteriores, podemos determinar equações para
algumas curvas planas em relação a um determinado referencial. Se o referencial
mudar de posição no plano em relação à curva, esta terá sua equação
modificada.

A figura 6.1 mostra uma curva plana qualquer e três sistemas de referência num
mesmo plano.












Figura 6.1


Como temos três sistemas de referência diferentes podemos determinar três
equações diferentes para a mesma curva em questão. Na verdade podemos
determinar infinitas equações para uma mesma curva plana, pois podemos
posicionar um sistema de referência em qualquer lugar do plano.
O
Y’
X’
O’
Y
X
Y’’
X’’
O’’
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

69
Em relação aos três sistemas da figura 6.1, nenhum deles nos dará uma equação
reduzida para a curva, que é uma elipse, pois obviamente os focos e vértices da
mesma não estão sobre nenhum eixo.

Para obtermos uma equação reduzida para a elipse acima temos que posicionar
um novo sistema de referência num local que atenda às exigências que vimos no
capítulo 5.

Este procedimento é o que chamamos de Translação de Eixos Coordenados.

Então, o objetivo de uma translação de eixos coordenados é reduzir as equações
de algumas curvas a uma forma mais simples.

Numa translação de eixos não alteramos as características originais do sistema
de referência, apenas mudamos de lugar, ou seja:

dois sistemas cartesianos
' ' '
Y o X e XoY são transladados quando os eixos
' ' ' '
Y o e X o são respectivamente paralelos aos eixos . oY e oX












Figura 6.2

O
Y’
X’
O’
Y
X
oY Y o e oX X o translação existe // //
' ' ' '

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

70
Para ilustrar o que acabamos de ver, vamos resolver o seguinte exercício:

Determinar a equação geral da circunferência cujo centro é ) 4 , 3 ( c e o raio . 2 = r










1. Em relação ao plano . XoY

0 21 8 6
0 4 16 8 9 6
2 ) 4 ( ) 3 (
) ( ) (
2 2
2 2
2 2 2
2 2 2
= + − − +
= − + − + + −
= − + −
= − + −
y x y x
y y x x
y x
r k y h x


2. Agora vamos determinar a equação da mesma circunferência em relação
ao sistema
' ' '
Y o X com eixos paralelos aos do sistema XoY e com sua
origem no centro da circunferência.









O
Y
X
C(3,4)
2
X
X’
Y’
O’
O
Y
C(3,4)
2
sol:

4 ) ( ) (
2 ' 2 '
= + y x


pois o centro da circunferência é o ponto (0,0)
do sistema
' ' '
Y o X
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

71
Conclusão:
Podemos observar que a equação da circunferência ficou bem mais simples em
relação ao novo sistema transladado, inclusive os termos do 1º grau sumiram.
Para uma translação bem feita, temos que saber onde posicionar a origem do
novo sistema. No caso de uma circunferência, teremos uma equação reduzida se
a origem do sistema coincidir com seu centro.
Veremos a seguir como identificar a melhor localização do sistema de referência
para as outras curvas cônicas.


6.2 Relação Entre os Sistemas
' ' '
Y o X e XoY

dados:
¦
¹
¦
´
¦
P Ponto
Y o X Sistema
XoY Sistema
' ' '














Figura 6.3




os pontos o’ e P possuem dois pares de
coordenadas pois existem dois sistemas
de referência no plano
O
Y’
X’
) 0 , 0 (
) , (
'
k h
o

Y
X
) , (
) , (
' '
y x
y x
P
A
2
(x)
B’(y’)
A
1
(h)
B
1
(k)
B
2
(y)
A’(x’)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

72
Importante: ) , ( k h é a origem do sistema transladado ' ' ' y o x em relação ao
sistema original xoy .




Tomando as projeções dos pontos o’ e P nos eixos coordenados, podemos dizer
que:
k y y B B OB OB
h x x x h x
então
x A o A A
h OA
x OA
mas A A OA OA
+ = ⇒ + =
+ = ⇒ + =
¦
¹
¦
´
¦
= =
=
=
+ =
'
2 1 1 2
' '
' ' '
2 1
1
2
2 1 1 2
:


Concluindo:
as relações
¹
´
¦
+ =
+ =
k y y
h x x
'
'
serão utilizadas para determinar a origem ( ) k h, do
sistema de referência transladado
( )
' ' '
Y o X
.











GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

73
Exercícios resolvidos:

Dada a equação da cônica abaixo, pede-se:

• Identificá-la;
• Determinar seus elementos;
• Fazer um esboço do gráfico.


0 1119 128 150 16 25
2 2
= − − + + y x y x

Esta é a equação de uma elipse, pois podemos identificar dois termos do 2º grau, ambos
positivos. Como sabemos, as equações reduzidas das elipses possuem dois termos do 2º grau e
um termo independente. Então para obter uma equação reduzida, sem os termos do 1º grau, que
represente a mesma curva acima temos que utilizar um sistema de referência transladado.

Para mudar de sistema de referência utilizamos a seguinte relação:

¹
´
¦
+ =
+ =
k y y
h x x
'
'

( )
1
100
) (
64
) (
1600 ) ( 16 ) ( 25
,
4 , 3 4 0 128 32
3 0 150 50
, 1
0 1119 128 150 16 25 ) 128 32 ( ) 150 50 ( ) ( 16 ) ( 25
0 1119 128 128 150 150 16 32 ) ( 16 25 50 ) ( 25
0 1119 ) ( 128 ) ( 150 ) ( 16 ) ( 25
2 ' 2 '
2 ' 2 '
'
2 2 ' ' 2 ' 2 '
' ' 2 ' 2 ' 2 ' 2 '
' ' 2 ' 2 '
= +
= +
− ∴ = ⇒ = −
− = ⇒ = +
= − − + + + − + + + +
= − − − + + + + + + +
= − + − + + + + +
y x
ou
y x
fica equação na k e h do substituin
o k h
h h
temos grau do termos os anulando
k h k h y k x h y x
parcelas as ordenando
k y h x k ky y h hx x
k y h x k y h x
o






Equação reduzida de uma elipse em relação ao plano x’o’y’
com focos sobre o eixo-y’.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

74
Determinando seus elementos:

) 6 , 0 ( ) 6 , 0 (
) 10 , 0 ( ) 10 , 0 (
6
64 100
64
10 100
'
'
2 2 2
2
2
F e F
A e A
c
c
b a c
b
a a



=
− =
− =
=
= ⇒ =



6.3 Exercícios propostos:
1) Determine a equação da elipse cujo centro está no ponto C(1,4), um foco é o
ponto F(5,4) e a excentricidade é
3
2
.
2) Determine a equação da elipse com eixo maior igual a 10 e focos F’(2,-1) e
F(2,5).
3) Determine a equação da elipse com centro no ponto C(-3,0), um foco em
F(-1,0) e que é tangente ao eixo y.
4) Faça um esboço do gráfico das seguintes elipses:
a) 0 36 96 36 16 9
2 2
= + + − + y x y x
b) 0 311 64 50 16 25
2 2
= − + + + y x y x
5) Determine a equação da hipérbole com centro no ponto C(3,2), um vértice em
A(1,2) e um foco em F(-1,2).
6) Determine a equação da hipérbole com vértices em (3,-2) e (5,-2) e um foco
em (-1,-2).
7) Determine a equação da hipérbole com vértices em (5,-1) e (5,5) e
excentricidade 2.
8) Faça um esboço do gráfico das seguintes hipérboles:
a) 0 43 16 18 4 9
2 2
= − − − − y x y x
b) 0 199 18 64 9 16
2 2
= + − − − y x y x
X’
X
O
Y
Y’
O’(-3,4)
Curva fora da escala
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

75
9) Determine a equação da parábola cujo vértice é o ponto V(-2,3) e o foco é o
ponto F(-2,1).
10) Determine a equação da parábola cujo foco é F(-7,3) e a diretriz é a reta
0 3 = + x .
11) Determine a equação da parábola que tem seu vértice no ponto V(4,-3), seu
eixo paralelo ao eixo x, e que passa pelo ponto P(2,1).
12) Faça um esboço do gráfico das seguintes parábolas:
a) 0 12 8 4
2
= + + + y x x
b) 0 39 20 2
2
= − − − y x x
c) 0 44 16 4
2
= − + + x y y
d) 0 49 2 16
2
= + + − y x y

Respostas:
1) 0 31 72 10 9 5
2 2
= − − − + y x y x
2) 0 236 64 100 16 25
2 2
= − − − + y x y x
3) 0 30 9 5
2 2
= + + x y x
4)
a) ) 3 , 2 ( ' − O
b) ) 2 , 1 ( ' − − O
5) 0 11 4 18 3
2 2
= + + − − y x y x
6) 0 356 4 192 24
2 2
= + − − − y x y x
7) 0 40 12 10 3
2 2
= + + − − y x y x
8)
a) ) 2 , 1 ( ' − O
b) ) 1 , 2 ( ' − O
9) 0 20 8 4
2
= − + + y x x
10) 0 49 6 8
2
= + − + y x y
11) 0 23 6 8
2
= − + + y x y
12)

a) ) 1 , 2 ( ' − − O
b) ) 2 , 1 ( ' − O

c) ) 2 , 3 ( ' − O
d) ) 1 , 3 ( ' − O

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

76
Capítulo 7
Noções do Sistema de Coordenadas Polares.

7.1 Introdução.

Veja a figura 7.1 abaixo.








Figura 7.1

Para localizar o ponto M no plano π nós precisamos de um sistema de referência.
Até agora o único que conhecemos é o Plano Cartesiano ou Sistema de
Coordenadas Retangulares.

Vamos ver então uma outra forma ou um outro sistema para localizar o ponto M:

• Traçamos uma semi-reta OX no plano π ;









π
M
π
M
O
θ
X
ρ
)
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

77
• Medimos a distância orientada do ponto O (origem da semi-reta) ao ponto
M. Chamaremos esta distância de ρ (ro);
• ρ = dOM ;
• Medimos o ângulo θ , positivo no sentido anti-horário, formado a partir do
eixo OX até o segmento OM;
• O ponto M fica bem determinado no plano pelo par ordenado ) , ( ρ θ ;
• Este par ordenado faz parte do sistema de Coordenadas Polares.


7.2 Elementos.










Figura 7.2



Vejamos:

Seja o ponto |
¹
|

\
|
5 ,
6
π
A




M
O
θ
X
ρ
pólo
eixo polar
ângulo polar
raio polar
|
¹
|

\
|
5 ,
6
π
A
O X
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

78
O sistema de coordenadas polares não possui a característica biunívoca do
sistema de coordenadas cartesianas, ou seja, cada ponto do plano pode ser
representado por infinitos pares ordenados do tipo ) , 2 ( ρ θ π + k P
Como exemplo, vamos verificar que podemos representar o ponto |
¹
|

\
|
5 ,
6
π
A de
várias formas:
|
¹
|

\
|
+
|
¹
|

\
|
+
|
¹
|

\
|
− +
|
¹
|

\
|

|
¹
|

\
|
− −
5 ,
6
2
5 , 2
6
5 ,
6
5 ,
6
11
5 ,
6
5
π
π
π
π
π
π
π
π
k A
A
A
A
A


7.3 Relação entre os Sistemas Cartesiano e Polar.
Podemos definir uma relação entre os sistemas polar e cartesiano para
transformar equações de curvas de um sistema para outro.
Vamos notar que algumas curvas possuem equações mais simples em relação a
um determinado sistema de referência. Por exemplo, as cônicas geralmente têm
suas equações mais simplificadas no sistema polar.

A figura 7.3 abaixo mostra um ponto P representado nos dois sistemas,
cartesiano e polar, onde suas origens coincidem num mesmo ponto e o eixo polar
se sobrepõe ao eixo cartesiano das abscissas.






x eixo OX ≡
) , (
) , (
ρ θ
y x
P

O
θ
X
ρ
x
Y
y
) (
1
x P
) (
2
y p

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

79
Polar Cartesiano →

) sen , cos ( ) , (
sen .
cos .
1
θ ρ θ ρ
θ ρ
θ ρ
→ ∴
¹
´
¦
=
=
⇒ ∆
y x
y
x
retângulo é P OP





Cartesiano Polar →

|
¹
|

\
|
+ → ∴
¦
¹
¦
´
¦
+ =
=
2 2
2 2
, ) , ( y x
x
y
arctg
y x
x
y
arctg
ρ θ
ρ
θ



Exercícios resolvidos:

1) Passar a equação cartesiana 0 6 3 2 = + − y x para a forma polar.

sol:

θ θ
ρ
θ θ ρ
θ ρ θ ρ
θ ρ θ ρ
θ ρ
θ ρ
sen 3 cos 2
6
6 ) sen 3 cos 2 (
6 sen 3 cos 2
0 6 ) sen ( 3 ) cos ( 2
:
sen
cos


=
− = −
− = −
= + −
¹
´
¦
=
=
então
y
x

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

80
2) Passar a equação polar
θ
ρ
cos 2
4

=
para a forma cartesiana.
sol:

( ) ( )
( )
0 16 8 4 3
0 8 16 4 4
8 16 4
4 2
4 2
4 cos 2
:
2 2
2 2 2
2 2 2
2
2
2 2
2 2
2 2
= − − +
= − − − +
+ + = +
+ = +
= − +
= −
+ =
x y x
x x y x
x x y x
x y x
x y x
entao
y x
θ ρ ρ
ρ



3) Passar a equação polar
θ
ρ
cos
3
=
para a forma cartesiana.
sol:

3
3 cos
=
=
x
θ ρ













GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

81
Apêndice I

Álgebra

1. Lei dos Expoentes

n m n m mn n m m m m n m n m
a a a a b a ab a a a = = = =
+ /
; ) ( ; ) ( ;

Se : 0 ≠ a
m
m n m
n
m
a
a a a
a
a 1
; 1 ;
0
= = =
− −


2. Zero (a divisão por zero não é definida)

Se : 0 ≠ a 0 0 , 1 , 0
0
0
= = =
a
a
a


Para qualquer número a: 0 . 0 0 . = = a a

3. Frações

b
a
b
a
b
a
c
d
b
a
d c
b a
bd
ac
d
c
b
a
bd
bc ad
d
c
b
a

= − =

⋅ = = ⋅
+
= + ;
/
/
; ;

4. Produtos Notáveis

3 2 2 3 3
2 2 2
3 3 ) (
2 ) (
b ab b a a b a
b ab a b a
+ + + = +
+ + = +


5. Diferença de Potências Inteiras Iguais

) )( (
) )( (
) )( (
3 2 2 3 4 4
2 2 3 3
2 2
b ab b a a b a b a
b ab a b a b a
b a b a b a
+ + + − = −
+ + − = −
+ − = −


6. Fórmula Quadrática (Báskara)

Se 0 ≠ a , 0
2
= + + c bx ax


a
ac b b
x
2
4
2
− ± −
=

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

82
Apêndice II

Trigonometria

1. Definições e Identidades Fundamentais

Seno:
θ
θ
ec r
y
sen
cos
1
= =

Cosseno:
θ
θ
sec
1
cos = =
r
x


Tangente:
θ
θ
g x
y
tg
cot
1
= =

2. Identidades

tgB tgA
tgB tgA
B A tg
tgB tgA
tgB tgA
B A tg
senB senA B A B A
senB senA B A B A
senB A B senA B A sen
senB A B senA B A sen
sen
sen sen sen
g ec tg sen
sen sen
+

= −

+
= +
+ = −
− = +
− = −
+ = +

=
+
=
− = =
+ = + = = +
= − − = −
1
) (
1
) (
cos cos ) cos(
cos cos ) cos(
cos cos ) (
cos cos ) (
2
2 cos 1
;
2
2 cos 1
cos
cos 2 cos ; cos 2 2
cot 1 cos ; 1 sec ; 1 cos
cos ) cos( ; ) (
2 2
2 2
2 2 2 2 2 2
θ
θ
θ
θ
θ θ θ θ θ θ
θ θ θ θ θ θ
θ θ θ θ




senA A A A sen
senA A A A sen
− =
|
¹
|

\
|
+ =
|
¹
|

\
|
+
=
|
¹
|

\
|
− − =
|
¹
|

\
|

2
cos ; cos
2
2
cos ; cos
2
π π
π π





x
y
P(x,y)
x
y
r
0
θ
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

83
Apêndice III

Geometria

1. Cevianas
Ceviana é um segmento de reta, ou semi-reta, que liga um vértice do triângulo
ao lado oposto correspondente ou ao do seu prolongamento. São exemplos de
cevianas a Mediana, a Altura e a Bissetriz.
Mediana de um triângulo é o segmento de reta que liga um vértice deste
triângulo ao ponto médio do lado oposto a este vértice. As três medianas de
um triângulo são concorrentes e se encontram no centro de massa, ou
baricentro do triângulo.


Altura é um segmento de reta perpendicular a um lado do triângulo ou ao seu
prolongamento, traçado pelo vértice oposto. O ponto de interseção das três
alturas de um triângulo denomina-se ortocentro.


Bissetriz é a semi-reta que divide um ângulo em dois ângulos congruentes.
As três bissetrizes internas de um triângulo se encontram no centro de uma
circunferência inscrita ao triângulo, ou incentro.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

84
2. Mediatriz
Mediatriz é a reta perpendicular a um lado do triângulo, traçada pelo seu
ponto médio. As três mediatrizes de um triângulo se encontram em um único
ponto, o circuncentro, que é o centro da circunferência circunscrita ao
triângulo, que passa pelos três vértices do triângulo.



3. Fórmulas de Geometria Plana









GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

85
Apêndice IV – Seções Cônicas

As curvas cônicas são conhecidas e estudadas há muitos séculos. Os
trabalhos mais antigos sobre o assunto foram feitos por Menaechmus (380 – 320
a.C.), Aristeu e Euclides. Mas foi Apolônio, conhecido como “O Grande Geômetra”
que nasceu por volta de 262a.C. em Perga, no sul da Ásia Menor e morreu por
volta de 190a.C. em Alexandria, que desenvolveu um estudo mais completo e
detalhado sobre as seções cônicas. Sua grande obra Seções Cônicas supera
completamente os trabalhos anteriores sobre o assunto (EVES, 1997).











FIGURA 1 – Seções cônicas não degeneradas

Na FIG. 1, vê-se a obtenção das seções cônicas como cortes de um
plano em uma superfície cônica de revolução.
Variando o ângulo do plano em relação ao eixo da superfície cônica,
obtêm-se as diferentes curvas cônicas. (FIG. 2).


FIGURA 2 – Variação do ângulo do plano de corte

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

86
A circunferência também é considerada uma cônica, pois pode ser
obtida quando um plano secciona uma superfície cônica perpendicularmente ao
eixo. Existem ainda, as chamadas cônicas degeneradas que ocorrem quando o
plano intercepta a superfície cônica em seu vértice e dependendo de seu ângulo
surgem um ponto, uma reta ou duas retas concorrentes, (FIG. 3).









FIGURA 3 – Cônicas degeneradas
a) uma reta
b) um ponto
c) duas retas concorrentes

Winterle (2000), descreve como obter uma “superfície cônica” a partir
de duas retas (FIG. 5). “Sejam duas retas e e g concorrentes em o e não-
perpendiculares. Conservemos fixa a reta e e façamos g girar 360 graus em torno
de e mantendo constante o ângulo entre estas retas. Nestas condições, a reta g
gera uma superfície cônica circular infinita formada por duas folhas separadas
pelo vértice o.”







FIGURA 1 – Superfície cônica

e
g
o


GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

87
No início os matemáticos estudavam estas elegantes curvas sem
maiores preocupações com aplicações práticas. Mas ao longo do tempo inúmeras
descobertas importantes em matemática pura e na ciência em geral estavam
ligadas às seções cônicas.
Dois exemplos clássicos são, a descoberta de Galileu Galilei que em
1604 descobriu que um projétil que era lançado horizontalmente do topo de uma
torre tinha uma trajetória em forma de parábola se considerando atuante apenas a
força da gravidade e a publicação de Kepler em 1609 de sua descoberta de que a
órbita de Marte em torno do Sol era uma elipse, lançando a hipótese que todos os
planetas se moveriam em órbitas elípticas, o que foi comprovado décadas mais
tarde por Isaac Newton. (EVES, 1997).















GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

88








Descartes, por vezes chamado o fundador da filosofia moderna e o pai da matemática moderna, é
considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história humana. Ele inspirou os
seus contemporâneos e gerações de filósofos. Na opinião de alguns comentadores, ele iniciou a
formação daquilo a que hoje se chama de Racionalismo continental (supostamente em oposição à
escola que predominava nas ilhas britânicas, o Empirismo), posição filosófica dos séculos XVII e
XVIII na Europa
O interesse de Descartes pela matemática surgiu cedo, no “College de la Fleche”, escola do mais
alto padrão, dirigida por jesuítas, na qual ingressara aos oito anos de idade. Mas por uma razão
muito especial e que já revelava seus pendores filosóficos: a certeza que as demonstrações ou
justificativas matemáticas proporcionam. Aos vinte e um anos de idade, depois de freqüentar
rodas matemáticas em Paris (além de outras) já graduado em Direito, ingressa voluntariamente na
carreira das armas, uma das poucas opções “dignas” que se ofereciam a um jovem como ele,
oriundo da nobreza menor da França. Durante os quase nove anos que serviu em vários exércitos,
não se sabe de nenhuma proeza militar realizada por Descartes. É que as batalhas que ocupavam
seus pensamentos e seus sonhos travavam-se no campo da ciência e da filosofia.
A Geometria Analítica de Descartes apareceu em 1637 no pequeno texto chamado “A
Geometria” como um dos três apêndices do Discurso do método, obra considerada o marco inicial
da filosofia moderna. Nela, em resumo, Descartes defende o método matemático como modelo
para a aquisição de conhecimentos em todos os campos.
Fonte: Wikipédia


René Descartes (31 de Março de
1596, La Haye en Touraine, França
— 11 de Fevereiro de 1650,
Estocolmo, Suécia), também
conhecido como Renatus Cartesius,
foi um filósofo, um físico e
matemático francês. Notabilizou-se
sobretudo pelo seu trabalho
revolucionário da Filosofia, tendo
também sido famoso por ser o
inventor do sistema de coordenadas
cartesiano, que influenciou o
desenvolvimento do Cálculo
moderno.
GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

89
Bibliografia.


LEITHOLD, Louis. O Cálculo com Geometria Analítica – São Paulo: Harbra Ltda,
1994, 3ª edição.
SIMMONS, George F. Cálculo com Geometria Analítica – São Paulo: Mc Graw-
Hill, 1987.
JÚDICE, Edson Durão. Elementos de Geometria Analítica – Belo Horizonte:
Sistema Pitágoras de Ensino, 1976, 2ª edição.
WINTERLE, Paulo. Vetores e Geometria Analítica – São Paulo: Makron Books do
Brasil Editora Ltda, 2000.
BOULOS, Paulo, CAMARGO, Ivan de. Geometria Analítica: um tratamento
vetorial – São Paulo: Mc Graw-Hill, 1987, 2ª edição.
SWOKOWSKI, Earl W. Cálculo com Geometria Analítica, Vol 2 – São Paulo:
Makron Books do Brasil Editora Ltda, 1994, 2ª edição.
REIS, Genésio Lima dos; SILVA, Valdir Lima da. Geometria Analítica – Rio de
Janeiro: Livros Técnicos e Científicos, 1984.
KLETENIK, D. Problemas de Geometria Analítica – Moscou: Editora Mir, 1968.
EVES, Howard. Introdução à História da Matemática – Campinas: Editora da
Unicamp, 1997

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Ao Aluno,

Caro aluno. Esta apostila foi elaborada com o propósito de otimizar e facilitar o acompanhamento da primeira parte do programa da disciplina Geometria Analítica ministrada nos cursos de engenharia da FEA-FUMEC. Por se tratar de um assunto extenso e complexo, foram aqui omitidas algumas formalidades matemáticas com o intuito de tornar o texto mais amigável possível, sem perder a lógica e o rigor necessários. Contudo é desejável que você tenha acesso a outras bibliografias relacionadas ao assunto, algumas das quais serão indicadas em sala de aula. Espero que este texto o ajude no entendimento e assimilação desta fantástica ferramenta matemática que é a Geometria Analítica.

“Um conhecimento básico em matemática e boa vontade são pré-requisitos para o estudo desta disciplina.”

Bons estudos.

Belo Horizonte, julho de 2009. 2

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Introdução Capítulo 1 1.1 1.2 1.3 Capítulo 2 2.1 2.2 2.3 Capítulo 3 3.1 3.2 3.2.1 3.3 3.3.1 3.3.2 3.3.3 3.3.4 3.3.5 3.4 3.5 3.6 3.7 3.8 3.9 Capítulo 4 4.1 4.2 4.3 4.4 4.5 Capítulo 5 5.1 5.1.1 5.1.2 5.1.3 5.1.4 5.1.5 5.2 5.2.1 5.2.2 5.2.3 5.2.4 5.3 5.3.1 5.3.2 5.3.3 Capítulo 6 6.1 6.2 6.3 Capítulo 7 7.1 7.2 7.3 Apêndice I Apêndice II Apêndice III Apêndice IV Descartes Bibliografia

O que é Geometria Analítica....................................................................... Espaços dimensionais; Sistemas de referência; Sistema de coordenadas retangulares.......................................................................... Espaços dimensionais................................................................................... Sistemas de referência para R²..................................................................... O sistema de coordenadas retangulares....................................................... Distância entre dois pontos; Coordenadas do ponto médio................... Distância entre dois pontos............................................................................ Coordenadas do ponto médio........................................................................ Exercícios propostos...................................................................................... Retas em R²; Coeficiente angular; Equações da reta; Interseção de retas; Paralelismo; Perpendicularismo; Ângulo entre duas retas; Distância entre ponto e reta........................................................................ Retas em R²................................................................................................... Coeficiente angular........................................................................................ Coeficiente angular através de dois pontos................................................... Equações da reta........................................................................................... Equação da reta em função de dois pontos.................................................. Equação da reta em função do coeficiente angular....................................... Equação reduzida.......................................................................................... Equação segmentária.................................................................................... Equação geral................................................................................................ Interseção de retas......................................................................................... Paralelismo..................................................................................................... Perpendicularismo.......................................................................................... Ângulo entre duas retas................................................................................. Distância entre ponto e reta........................................................................... Exercícios propostos...................................................................................... Circunferência.............................................................................................. Definição........................................................................................................ Equação da circunferência............................................................................ Equação geral da circunferência................................................................... Identificando o centro e o raio na equação geral da circunferência............... Exercícios propostos...................................................................................... As Seções Cônicas...................................................................................... Elipse.............................................................................................................. Elementos da elipse....................................................................................... Equação reduzida da elipse........................................................................... Equações reduzidas genéricas da elipse....................................................... Excentricidade................................................................................................ Exercícios propostos...................................................................................... Hipérbole........................................................................................................ Elementos da hipérbole.................................................................................. Equações reduzidas genéricas da hipérbole................................................. Excentricidade................................................................................................ Exercícios propostos...................................................................................... Parábola......................................................................................................... Elementos da parábola.................................................................................. Equações reduzidas genéricas da parábola.................................................. Exercícios propostos...................................................................................... Translação de eixos coordenados............................................................. Objetivo.......................................................................................................... Relação entre os sistemas XoY e X’o’Y’........................................................ Exercícios propostos...................................................................................... Noções do sistema de coordenadas polares............................................ Introdução...................................................................................................... Elementos...................................................................................................... Relação entre os sistemas cartesiano e polar............................................... Álgebra.......................................................................................................... Fórmulas Trigonométricas.......................................................................... Geometria...................................................................................................... Seções Cônicas............................................................................................ ........................................................................................................................ ........................................................................................................................

4 4 4 5 6 8 8 10 13 15 15 15 18 21 21 22 23 23 24 26 27 27 29 30 32 35 35 36 37 38 40 42 43 43 45 46 48 50 52 53 54 56 59 61 62 63 66 68 68 71 74 76 76 77 78 81 82 83 85 88 89

3

Introdução O que é Geometria Analítica? O estudo da geometria é um assunto que fascina os matemáticos desde a antiguidade. É provável que a própria matemática tenha surgido impulsionada pela necessidade do entendimento de problemas cotidianos, de povos antigos, relacionados à geometria. Existem vários ramos de estudo da geometria como a geometria projetiva, geometria descritiva e geometria analítica. A Geometria Analítica é considerada por muitos autores como sendo um método de estudo de geometria. A Álgebra é a ferramenta utilizada no estudo de geometria através da Geometria Analítica. Na essência, a Geometria Analítica consiste na transformação de problemas geométricos em problemas algébricos correspondentes. Para a Geometria Analítica um ponto é uma combinação de números reais e uma curva é uma equação.

Capítulo 1 Espaços Dimensionais; Sistemas de Referência; Sistema de Coordenadas Retangulares. 1.1 Espaços Dimensionais. Quando iniciamos um estudo em Geometria Analítica precisamos definir em qual espaço dimensional estão baseadas nossas informações para a correta interpretação e solução dos problemas. Podemos trabalhar em R, R 2 , R 3 e R n O sistema dimensional R é composto pela reta real (uma dimensão). Uma reta onde representamos infinitos pontos que são associados aos números reais, de modo que cada ponto corresponde a apenas um número real.

− 3

2 3

-3

-2

-1

0

1

2

π 3

definir um referencial e uma regra para a localização dos pontos no plano. Como exemplo.2 Sistemas de Referência para R 2 . Podemos estudar as curvas planas por meio de equações descritas em relação a um sistema de referência. Para utilizar o fantástico poder da geometria analítica no estudo de questões geométricas. para que um conjunto de pontos seja 5 . precisamos. antes de mais nada. Estes sistemas são os mais usados. mas neste texto nos concentraremos principalmente em R 2 . R n . Podemos definir precisamente a posição de um ponto num plano por meio de um par de números reais (coordenadas do ponto). Um sistema de referência é composto de um referencial e de uma regra que define como os pontos serão localizados em relação a este referencial. Podemos trabalhar. em uma dimensão qualquer. teoricamente. os pontos em um plano. Já R 3 . podemos criar sistemas de referência de acordo com nossa necessidade. é o que chamamos de espaço. Por exemplo. bastando para isso. 1. Existem vários sistemas de referência que são regularmente utilizados na Geometria Analítica. Uma curva plana é um conjunto de pontos que obedecem a uma determinada regra e sua equação é uma expressão matemática que define tal regra. Para isso precisamos de um sistema de referência. mas existem outros. saber localizar com precisão. podemos citar o sistema de coordenadas retangulares (chamado também de Plano Cartesiano) e o sistema de coordenadas polares. (três dimensões) onde os pontos são definidos por um terno de números reais e as equações das curvas têm três variáveis. (duas dimensões) onde os pontos são representados por um par de números reais e as equações das curvas têm duas variáveis. Na verdade.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA O Sistema dimensional R 2 é o plano.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA considerado uma reta. sendo que a distância entre dois números inteiros.3 O Sistema de Coordenadas Retangulares. Com isso. Os números reais são representados nestes eixos. e são utilizados de maneira conveniente. Para cada eixo é definida uma escala (normalmente a mesma para os dois) cuja origem é a interseção. representadas pela letra y. Por isso existem vários. chamados de eixos coordenados. y 3 2 1 -3 -2 -1 0 -1 -2 -3 Figura 1. em relação a um determinado sistema de referência.1 mostra o sistema de coordenadas retangulares como um sistema de referência de um plano. O eixo vertical é o eixo das ordenadas. O número zero está na interseção dos eixos e é chamado de origem do sistema. é uma unidade da escala definida. infinitos e perpendiculares entre si. eles precisam estar alinhados e obedecer a uma regra do tipo ax + by + c = 0 que é uma equação em relação ao sistema de coordenadas retangulares. 1. O eixo horizontal é o eixo das abscissas que são representadas pela letra x. qualquer ponto pertencente ao plano pode ser 6 . O sistema de coordenadas retangulares tem como referencial um par de retas. Ao mudarmos o sistema de referência mudamos também a equação da curva. Cada curva tem uma equação bem definida em relação a um sistema de referência. ou mais apropriada. Às vezes uma curva possui uma equação mais simples.1 1 2 3 x A figura 1.

−3). é também denominado de Sistema Cartesiano ou Plano Cartesiano. Cada ponto do plano será então identificado por um. bem como sua ordenada terá sinal negativo se ele estiver localizado abaixo do eixo x. ou seja. C (−2. filósofo e matemático francês. É importante observar que.1). par ordenado de números reais e. A distância do ponto ao eixo y será sua abscissa e a distância do ponto ao eixo x será sua ordenada. Esta é a regra para a localização de pontos em um plano em relação ao sistema de coordenadas retangulares. a distância do ponto em relação a um eixo coordenado é o valor absoluto de uma de suas coordenadas. É o que chamamos de característica biunívoca do sistema de coordenadas retangulares.1) -3 -2 -1 0 -1 -2 1 2 3 x C ( −2.−2) e D (2.2 A figura 1. y 3 B (−1. cujo nome em Latim era Renatus Cartesius. representados no Sistema Cartesiano.−3) Figura 1. y ) . o sistema de coordenadas retangulares desenvolvido por ele. B (−1. cada par ordenado de números reais representará apenas um ponto do plano.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA perfeitamente localizado.2). Isto irá conferir ao ponto um par ordenado de números reais do tipo P ( x. e apenas um.2 acima mostra. Assim o chamaremos daqui em diante. os pontos A(2.2) 2 1 A( 2. se o ponto estiver localizado à esquerda do eixo y. 7 . sua abscissa terá sinal negativo. Esta localização será feita medindo-se a distância orientada (considerando o sinal negativo) de um ponto aos eixos coordenados. − 2) -3 D(2. considerado o pai da Geometria Analítica (vide texto página 85). Em homenagem a René Descartes (1596 – 1650).

contudo. para calcular a distância entre dois pontos quaisquer de um plano. muito menos.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 2 Distância entre dois pontos. y1 ) P ' ( x1 ) 0 Q' ( x 2 ) Figura 2. e não medir com uma régua. a Geometria Analítica utiliza a álgebra como ferramenta. calcular distâncias. Coordenadas do ponto médio. Devemos utilizar. desenvolver uma técnica. y1 ) P( x1 . Como foi dito anteriormente. Obviamente precisaremos também do nosso já conhecido Plano Cartesiano. 2. sem um sistema de referência não é possível localizar pontos num plano por meio de coordenadas e. ou seja. desenvolvida para calcular a distância entre estes pontos genéricos. se quisermos saber qual é a menor distância entre dois pontos do plano teremos que calcular. y 2 ) “A menor distância entre dois pontos é o comprimento do segmento de reta que os une” r x P " ( y1 ) R( x 2 . pois já sabemos que. Então. Vamos para tanto. servirá para calcular a distância entre dois pontos específicos quaisquer do plano.1 Distância Entre Dois Pontos. Com isso a técnica. pontos de coordenadas genéricas. pontos que estarão representando qualquer um dos infinitos pontos de um plano. ou fórmula. y Q " (y 2 ) Q (x 2 .1 8 . ou fórmula.

e P’’ e Q’’ no eixo y. (dPQ) 2 = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 d = ( x 2 − x1 ) 2 + ( y 2 − y1 ) 2 Distância entre dois pontos Como P e Q são pontos genéricos.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA A figura 2. dPR = dP' Q' = ( x 2 − x1 ) dRQ = dP' ' Q' ' = ( y 2 − y1 ) então. onde marcamos o ponto R. O triângulo PQR é retângulo. • • Então. Faremos isso passo a passo. • As projeções dos pontos P e Q nos eixos coordenados nos dão os pontos P’ e Q’ no eixo x. 9 . baseado no teorema de Pitágoras.1 mostra dois pontos de coordenadas genéricas P( x1 . por isso substituímos dPQ por d . podemos utilizar a fórmula acima para calcular a distância entre dois pontos quaisquer do plano. y1 ) e Q( x2 . Pelo ponto P passa uma reta paralela ao eixo x. Nosso objetivo é definir uma fórmula para calcular a distância entre estes dois pontos. temos: (dPQ) 2 = (dPR) 2 + (dRQ) 2 mas. y2 ) representados em algum lugar do Plano Cartesiano.

y Q ' ' ( y2 ) M "( y) Q ( x2 . Um segmento de reta é definido por dois pontos. 2.2) d AB = d AC = d BC = B (3. utilizando para isso pontos genéricos representados no Plano Cartesiano. y1 ) P' ( x1 ) R( x .2. y ) r P' ' ( y1 ) α P( x1 . y) s S ( x2 . é o ponto que o divide em duas partes congruentes (de mesma medida). y 2 ) β M ( x . Vamos então deduzir uma fórmula para este fim. que são suas extremidades. y1 ) M ' ( x) Q' ( x2 ) x Figura 2.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Exercício resolvido: Prove que o triângulo ABC é isósceles.-4) C (1.4) (3 + 7) 2 + (−4 − 2) 2 = (1 + 7) 2 + (4 − 2) 2 = (1 − 3) 2 + (4 + 4) 2 = 100 + 36 = 64 + 4 = 68 136 4 + 64 = 68 R: Como dAC = dBC podemos concluir que o triângulo é isósceles. Podemos determinar as coordenadas de tal ponto. Veja a figura 2. O Ponto Médio de um segmento de reta qualquer. A (-7.2 Coordenadas do Ponto Médio.2 10 .

traçamos uma reta r. traçamos uma reta s. • Pelo ponto M. • Podemos identificar então. pois: α ≅  ∆ P R M ≅ ∆ M SQ  PM  ˆ R ≅ β (correspondentes) ≅ MQ ( M é ponto médio) ˆ S (retos ) • Sendo congruentes os triângulos. O cateto MS. y ) é o ponto médio do segmento definido pelos pontos P( x1 . e obtemos o ponto • R( x. e P’’. podemos concluir que seus respectivos catetos PR e MS têm a mesma medida. tem a mesma medida do segmento M’Q’ que por sua vez mede ( x2 − x) . y2 ) .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA • O ponto M ( x. M’’ e Q’’ no eixo y. então: • x − x1 = x2 − x x + x = x1 + x2 2 x = x1 + x2 x1 + x2 2 analogamente: x= y= y1 + y2 2 11 . Pelo ponto P. tem a mesma medida do segmento P’M’ que por sua vez mede ( x − x1 ). M’ e Q’ no eixo x. y1 ) . que são congruentes. paralela ao eixo x. • As projeções dos pontos P. y ) . M e Q nos eixos coordenados nos dão os pontos P’. também paralela ao eixo x. e obtemos o ponto S ( x2 . dois triângulos retângulos PRM e MSQ. y1 ) e Q( x2 . O cateto PR.

3) . BB’ e CC’ são as medianas do ∆ ABC. B’.-1) A (2. B(3. e. -1) Cálculo dos pontos A’. − 2) mAA ` = (1 − 2) 2 + (−2 − 3) 2 = 1 + 25 = 26 2 2 xB ` = mBB = 1  B `  .1 2  ` 1   −5 2 2  − 3  + (1 + 3) =   +4 2   2  25 89 1 + 16 = = 4 4 2 2 = 89 2 + 3 5 xC = =  2 2  3−3 ` yC = = 0  2  ` mCC = 5  C '  .0  2  = ` 5   7 2  + 1 + (0 + 1) =   + 1 2   2 49 +1 = 4 53 1 = 4 2 53 12 2 . 0  2  1  B '  .−2) C (-1. 1  2   2 Ponto médio Exercícios resolvidos: 1) A mediana de um triângulo é um segmento de reta que une um vértice ao ponto médio do lado oposto.-3) e C(-1.  x + x y + y2  M 1 2 . -3) A' (1. 3) 5  C ' .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Concluindo: A abscissa do ponto médio de um segmento de reta será a metade da soma das abscissas das extremidades do segmento. Ache o comprimento das medianas do triângulo cujos vértices são: A(2. B (3.1 2  AA’. a ordenada do ponto médio será a metade da soma das ordenadas das extremidades. C’ Cálculo do comprimento das medianas xA ` = 3 −1  =1   2  − 3 −1 yA ` = = − 2  2  2 −1 1 = 2 2 3 −1 yB ` = =1 2        A` (1.

7) e (7.11) e B(5.8) e P(-2. 3) Determinar os pontos que dividem o segmento AB em quatro partes congruentes.8) são colineares. 5) Ache as abscissas dos pontos tendo ordenada 4 e que estão a uma distância de 117 do ponto P(5. (3. (1. obter o vértice C do triângulo. 7) Prove que os pontos (2.-1).6) são os pontos médios dos lados AB.4). dado A(1. N(2. (5.2). BC e CA respectivamente de um triângulo ABC. M (7. b + 1) .-2). (7.-2) são vértices de um triângulo retângulo e ache sua área.-1). b + 4) e B(a + 1. Ache os outros dois vértices. B e C.-3) é o ponto médio de AB.-3) A (1.-4) e (9. determinar A.2). 8) Prove que os pontos (1.-4) e (5. 6) Prove que o quadrilátero com vértices consecutivos em (1.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 2) Determinar B. y) 7= x +1 2 −3 = y+2 2 x + 1 = 14 x = 13 B (13. (11. − 8) y + 2 = −6 y = −8 2. usando a fórmula da distância entre dois pontos. sabendo que os lados AC e BC medem 10 e 10 respectivamente.-4). 9) Os vértices opostos de um quadrado estão em (3. −− −− 2 13 .3 Exercícios propostos: 1) Calcular a distância entre os pontos A(a − 3. 2) Se M(4.2). 4) Num triângulo ABC são dados: A(2.0) e M(-1.4) ponto médio de AB .2). sendo dados: A(-3. 2) B (x.-21).10) é um retângulo. sabendo que M(7.

1) e B(3.-5) e (3.12) 3) (-1. B(8.5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos quadrantes pares.6) 5) x = −4 ou x = 14 9) (6.5) obter o ponto em que a reta AB corta a bissetriz dos quadrantes ímpares.-7) e (6.0).9)  67 67  12)  − .   13 13  14 .-13) 4) C1(-6. Tendo os pontos B(2.1) determinar A.5) 11) (9.-1) e A2(0.3). 12) Dados A(5. 11) Dados A(-3. Respostas: 1) 5 2) A(0.-6) e C2(10. que pertence ao eixo das ordenadas.7) e B(-6.-1) 10) A1(0.3) e C(-4.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 10) Um triângulo ABC é retângulo em A.4) e C(-4. (1.

Ângulo entre duas retas. porém de extrema importância. Então.2 Coeficiente Angular. Uma curva plana é formada por um conjunto de pontos num plano que obedecem a uma determinada regra. Sim. ou seja. basta conhecer dois de seus infinitos pontos. A reta. a reta também é chamada de curva. Para que tenhamos uma reta bem definida num plano. numa generalização deste termo. Distância entre ponto e reta.1 Retas em R². Neste capítulo vamos discutir as particularidades e estudar a equação de uma curva simples. A reta. é um conjunto de pontos alinhados. Começaremos agora o estudo das equações de algumas curvas planas. y r Q ∆y P α ∆x “O coeficiente angular também é chamado de inclinação ou declividade” x α Figura 3. Interseção de retas.1 15 . o que é o coeficiente angular de uma reta? 3. 3. conhecendo apenas dois pontos de uma reta podemos determinar sua equação. Paralelismo. que é sua equação. como sugere o próprio nome. Mas também podemos determinar a equação de uma reta conhecendo um de seus pontos e seu coeficiente angular. Equações da reta. Coeficiente angular.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 3 Retas em R². Perpendicularismo.

16 . que é correspondente ao ângulo agudo adjacente ao cateto ∆x do triângulo retângulo.” Através do coeficiente angular de uma reta podemos saber se ela é crescente. decrescente. O ângulo α é o ângulo entre a reta e o sentido positivo do eixo x. constante ou vertical. ∆x Então o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado através da expressão: m = tgα “ O coeficiente angular de uma reta é a tangente do ângulo entre a reta e o sentido positivo do eixo x. Ora. o ângulo entre elas e o sentido positivo do eixo x pode variar no intervalo 0 < α < π 2 .1 podemos identificar um triângulo retângulo cuja hipotenusa é o segmento PQ e os catetos são ∆y e ∆x . Lembre-se: m = tgα . se retas são crescentes.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Imagine uma partícula se movendo do ponto P ao ponto Q ao longo da reta r. por definição é a razão entre o deslocamento vertical e o deslocamento horizontal. Os ângulos neste intervalo possuem tangentes positivas e consequentemente as retas terão coeficientes angulares positivos (m > 0) . A tangente do ângulo α é calculada por: tgα = ∆y . O coeficiente angular da reta r. denotado pela letra m. Ao fazer este movimento a partícula se deslocou horizontalmente ∆x e verticalmente ∆y . m= var iação vertical ∆y = var iação horizontal ∆x Observando a figura 3.

Então α = Essas retas não possuem coeficiente angular. π 2 . essas retas terão coeficientes angulares negativos (m < 0) . logo.2 mostra um exemplo de cada tipo de reta. cujo ângulo α é igual a zero. As retas constantes são aquelas paralelas ao eixo x. em relação à inclinação. por sua vez. As retas verticais. Os ângulos neste intervalo possuem tangentes negativas. 17 . pois tg 0 = 0 . o ângulo α estará no intervalo π 2 < α < π . são perpendiculares ao eixo x. y y r m>0 m<0 α x α x s y y u m=0 t m não é definido α= α =0 x π 2 x Figura 3.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Se retas são decrescentes. pois não existe tg π 2 .2 A figura 3. Estas retas têm coeficiente angular igual a zero (m = 0) .

1 Coeficiente Angular através de dois pontos. Pelo ponto A.2. e obtemos o ponto R.3 onde estão representados. através das coordenadas de dois pontos pertencentes à reta. e A’’ e B’’ no eixo y. y2 ) A' ' ( y1 ) A( x1 .3 • As projeções dos pontos A e B nos eixos coordenados nos dão os pontos A’ e B’ no eixo x. O triângulo ARB é retângulo. Podemos também. então: • • tgα = RB AR ou tgα = y2 − y1 x2 − x1 18 . y r B ' ' ( y2 ) B( x2 . paralela ao eixo x.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 3. y1 ) R s α A' ( x1 ) B' ( x2 ) x Figura 3. determinar o coeficiente angular de uma reta. traçamos uma reta s. uma reta e dois de seus pontos com coordenadas genéricas. Observe a figura 3.

o coeficiente angular de uma reta pode ser calculado usando a fórmula: m= y2 − y1 x2 − x1 Exercício resolvido: 1) Determinar o coeficiente angular das retas e esboçar os gráficos: r1 A1 (2. 4) r3 A3 (1. 4) B4 (2.4 ) r2 A2 (0. − 1) B3 (−2. 0) B2 (2. − 3) B5 (2. 2) A5 (2. 3) A4 (−3.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Portanto.1) B1 (5. 2) r4 r5 y r1 ) m= y2 − y1 x2 − x1 A1 3 −1 2 m= = 5−2 3 2 m= 3 B1 α x y r2 ) m= y2 − y1 x2 − x1 B2 2−0 m= =1 2−0 A2 α x 19 .

Obs: Logicamente o coeficiente angular de uma reta pode ser obtido tomandose quaisquer pares de pontos pertencentes à mesma. 20 . Retas constantes. para todas as retas paralelas ao eixo x. não é definido para todas as retas perpendiculares ao eixo x. x y r5 ) y − y1 m= 2 x2 − x1 m= 4+3 7 = ∃ / 0 0 B5 x A5 m . Retas verticais.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA y r3 ) m= m= y2 − y1 x2 − x1 2 +1 3 = = −1 − 2 −1 − 3 B3 α A3 x r4 ) m= m= y2 − y1 x2 − x1 4−4 =0 2+3 A4 y B4 m = 0 .

equações do 1º grau com duas variáveis. com coordenadas genéricas. 21 . y2 ) A( x1 . y1 ) x Figura 3. O ponto M é um ponto qualquer da reta. teremos para as retas.4 Os pontos A e B são pontos conhecidos da reta e estão representados no plano cartesiano.3 Equações da Reta. ou seja. Para isso precisamos.3. pois a equação obtida servirá como um modelo para se obter a equação de uma reta específica qualquer. se conhecemos dois de seus pontos ou se conhecemos um de seus pontos e seu coeficiente angular. 3. Se utilizarmos o plano cartesiano.1 Equação da reta em função de dois pontos.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 3. y ) B( x2 . e suas coordenadas serão as variáveis da equação. Como vimos uma reta fica bem determinada num plano. de um sistema de referência que irá nos possibilitar identificar os pontos por meio de coordenadas. uma regra que nos fornece ou representa todo o infinito conjunto de pontos que pertencem a uma reta. y r M ( x. A partir desses elementos podemos definir uma equação matemática. como já sabemos. ou um ponto genérico.

ou modelo.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Podemos calcular o coeficiente angular da reta acima utilizando ou os pontos A e M ou os pontos A e B. 3. acima. pode ser obtida substituindo as coordenadas de dois de seus pontos na fórmula.3. Uma simples alteração na fórmula nos possibilita determinar facilmente a equação de uma reta no plano quando conhecemos apenas um de seus pontos e seu coeficiente angular.2 Equação da reta em função do coeficiente angular. temos : y − y1 = y 2 − y1 ( x − x1 ) x 2 − x1 mas : y 2 − y1 =m x 2 − x1 então : y − y1 = m( x − x1 ) 22 . Então: mAM = mAB y − y1 y − y1 = 2 x − x1 x2 − x1 y − y1 = y2 − y1 ( x − x1 ) x2 − x1 A equação de qualquer reta no plano.

6 23 . A equação reduzida tem um formato característico como veremos a seguir: y temos : y − y1 = m( x − x1 ) B (0.0) x Figura 3. b). pois temos a informação imediata dos interceptos da reta nos eixos coordenados.b) A (a.4 Equação Segmentária.3. b) Se o ponto conhecido for B(0. pois deste modo podemos visualizar facilmente seu coeficiente angular e seu coeficiente linear (intercepto do eixo y).GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 3. y B (0.5 x y − b = m ( x − 0) y = mx + b Coeficiente linear (onde corta o eixo-y) Coeficiente angular 3. É interessante trabalhar com a equação reduzida de uma reta. A equação de uma reta na forma segmentária é muito interessante.3.3 Equação Reduzida. então: Figura 3.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Substituindo os pontos A e B na fórmula da equação da reta, temos:

y − y1 = y−0= y=−

y2 − y1 ( x − x1 ) x2 − x1 b−0 ( x − a) 0−a

b ( x − a) a b y=− x+b a b y + x = b → dividindo tudo por b a y bx b + = b ab b x y y x + =1 + =1 ⇒ b a a b

a e b≠ 0

onde

a é o intercepto eixo-x b é o intercepto eixo-y

3.3.5 Equação Geral.

É a equação da reta na forma:

ax + by + c = 0

onde a e b não são nulos simultaneamente.

24

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

Para relembrar:

Seja y = mx + b m > 0 ⇒ reta crescente m < 0 ⇒ reta decrescente m = 0 ⇒ reta cons tan te m∃

⇒ reta vertical

Exercício resolvido:
1) Ache a equação da reta que passa pelos pontos A(8,-8) e B(12,-16) nas formas reduzida, geral e segmentária:

Sol: Cálculo de m

m=

y2 − y1 x2 − x

m=

− 16 + 8 8 = ⇒ 12 − 8 4

m = −2

y − y1 = m ( x − x1 ) y + 8 = − 2 ( x − 8) y + 8 = −2 x + 16 y = −2 x + 8
Eq. reduzida

2x + y = 8 2x y 8 + = 8 8 8

x 2x + y − 8 = 0
Eq. geral

+

y
8

= 1

4

Eq. segmentária

25

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.4 Interseção de retas.

y

I

x

Figura 3.7

O ponto de interseção de duas retas deve satisfazer à equação de ambas, portanto, para determiná-lo, basta resolver um sistema formado por tais equações. Em geral a solução de um sistema de equações, é, ou são, os pontos de interseção de seus gráficos.

Ex: Obter o ponto I de interseção das retas 3x + 4y - 12 = 0 e 2x – 4y + 7 = 0

sol:

3 x + 4 y − 12 = 0  2 x − 4 y + 7 = 0
somando as equações temos :
5x − 5 = 0

x =1 levando o valor de x na primeira equação, temos :
3 × 1 + 4 y − 12 = 0 4 y = 12 − 3 9 4

y=

 9 I 1,   4

26

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA

3.5 Condição de Paralelismo.

Duas retas são consideradas paralelas se possuem o mesmo coeficiente angular e coeficientes lineares distintos.
y r s

αr = αs (corresp.) tg αr = tg αs

αr

αs
x


mr = ms

Figura 3.8

3.6 Condição de Perpendicularismo. Os coeficientes angulares de duas retas distintas também podem nos dizer se elas são perpendiculares. Vejamos a figura 3.9 abaixo.

y
r s

αr

αs

t

αs

αr
x

Figura 3.9

27

tgαs = 0 1 + tgαr. ms = − 1 mr = − 1 ms Concluindo: Duas retas r e s distintas são perpendiculares. paralela ao eixo-x. Com isso podemos identificar os ângulos correspondentes de αs e αr entre as retas r e s e a reta t. se duas retas são perpendiculares. Por exemplo. se o coeficiente angular de uma reta é igual a 3. tgαs = 0 1 + mr. ms = 0 ⇒ mr. αr − αs = π 2 segue. o coeficiente angular de uma é igual ao da outra invertido e com o sinal oposto. t g (αr − αs ) = tg π 2 usando a identidade : tg (a − b) = tga − tgb 1 + tga ⋅ tgb tg αr − tg αs π = tg 1 + tgαr . tgαs 2 mas : ∃ tg π 2 então : 1 + tgαr. mr = − 1 . traçamos uma reta t. ms o que equivale a dizer que.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Pelo ponto de interseção das retas. então o coeficiente angular de qualquer reta perpendicular a ela é − 1 . Podemos relacionar os ângulos αs e αr da seguinte maneira: αr = αs + π 2 ou . se e somente se. 3 28 .

simétrico de Q(-1.7 Ângulo entre Duas Retas. y) 0 M é o ponto médio de PQ. 29 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 3. Com a ajuda da figura 3.8) em relação à reta r de equação x − y − 3 = 0 Q(-1.10. podemos deduzir uma fórmula para o cálculo do ângulo entre duas retas quaisquer.10 αs θ = αr −αs tgθ = tg (αr − αs ) tgαr − tgαs 1 + tgαr × tgαs ⇒ tgθ = tg θ = mr − ms 1 + mr ⋅ ms Exercício resolvido: 1) Obter o ponto P. 8) r: x – y – 3 = M P(x. y r θ s αr αs αr x Figura 3. também utilizando seus coeficientes angulares.

11. 30 . como vemos na figura 3. y0 ) a uma reta r : ax + by + c = 0 é o comprimento do segmento que vai do ponto à reta e é perpendicular à mesma.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Cálculo da inclinação da reta r x− y −3 = 0 y = x − 3 ⇒ mr = 1 Concluindo: então : m PQ = −1 Equação da reta PQ y − y1 = m ( x − x1 ) y − 8 = − 1( x + 1) y − 8 = − x −1 x+ y−7=0 Determinação do ponto M ⇒ x1 + x2 2 −1 + x 5= 2 − 1 + x = 10 x = 11 x= y1 + y2 2 8+ y 2= 2 8+ y=4 y= y = −4 r ∩ PQ x − y −3=0  x + y −7=0 ⇓ 2 x − 10 = 0 2 x = 10 x=5 P (11.8 Distância Entre Ponto e Reta. − 4) 5 − y −3 = 0 y=5−3 y=2 ⇒ M (5.2) 3. A menor distância de um ponto P ( x0 .

1) reta BC : 4 x + 3 y + 13 = 0 4. 31 .-3) H C(2.11 Podemos calcular a menor distância do ponto P à reta r utilizando a fórmula: d Pr = ax 0 + by 0 + c a2 + b2 Exercício resolvido: 1) Calcular a medida da altura AH do triângulo cujos vértices são: A(1.1 + 3.1 + 13 20 dpr = 16 + 9 20 dpr = = =4 5 25 Então a altura AH mede 4 unidades. temos: A (1. y0 ) r : ax + by + c = 0 Figura: 3. B(-1.-3) e C(2.-7). A(1.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA P( x0 .1).-7) utilizando a fórmula da distância entre ponto e reta. 1) B(-1.

-1) em relação à reta r : 2 x + 3 y − 10 = 0 .7 + 24 y − 1 = 0 24 y = 1 − 49 y=− 48 ⇒ y = −2 24 então.2) e é paralela à reta r : 2x − 3 y + 1 = 0 .(−2) + 49 49 + 576 = 50 = 2 . 3 2) Verifique se a afirmação está correta: a) a reta r : 2 x − 4 y + 10 = 0 é perpendicular à reta s : 2 x + y + 6 = 0 . 2 d) que passa pela origem e tem coeficiente angular m = − .6) e tem inclinação 3. B e C do triângulo cujos lados têm as equações AB : x − y + 1 = 0 . b) a reta t : 3 x − y + 2 = 0 é paralela à reta u : 6 x − 2 y − 5 = 0 . 4) Determinar a equação da reta que passa por Q(2. c) bissetriz do 1º e 3º quadrantes.-3) e é perpendicular à reta s : x − 2y + 7 = 0.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 2) Calcular a distância entre as retas paralelas r: 7x + 24y – 1 = 0 e s: 7x + 24y + 49 = 0 r P(7.9 Exercícios propostos: 1) Em cada caso determine a equação geral da reta: a) que passa pelo ponto A(-1.-1) e Q(0. 5) Determinar os vértices A. P(7. atribuindo um valor qualquer a x e calculando y s x = 7 ⇒ 7.5). b) que passa pelos pontos P(2. 3) Determinar a equação da reta que passa pelo ponto P(-1. 32 . BC : x + 7 y + 17 = 0 e CA : 5 x + 3 y − 11 = 0 . ou seja: a distância entre r e s é de 2 unidades 25 3.7 + 24.-2) Tomamos um ponto P de r. 6) Achar o ponto B simétrico de A(3.−2) ∈ r logo: drs = dPs = 7.

20) Verificar se os pontos A` (− a. dados M ` (a − b.-3). 18) O baricentro de um triângulo ABC é G(4.4) à reta s : 3 x + 4 y − 10 = 0 . B(4.6) e Q(3. 9) Calcular a distância do ponto A(3. 13) Determinar o ponto da reta r : 3 x + y + 4 = 0 que é eqüidistante dos pontos P(-5.1). f − d ) . b + 3) e C (1. b + 1).7) e D(-1.-12).3) e C (−1.1).0). B(-3. 14) Ache a equação da reta suporte da altura relativa ao vértice A do triângulo de vértices A(2/3. 21) Existe alguma reta passando por A` (a.5). 17) Dadas as retas r :3 x − 4 y + 3 = 0 e s : y = 2 x + 2 . 8) Determinar o valor de k de modo que a reta r : 3 x + ky + 7 = 0 passe pelo ponto A(3.0).: baricentro: G xA + xB + xC . 15) Obter o ponto de interseção das diagonais AC e BD do quadrilátero ABCD. sendo dados A(0.-7) e B(6. determine o ponto P da reta s. yA + yB + yC     3 3  19) Obter os vértices B e C do triângulo ABC sendo dados o vértice A(0. C(7. B(6.2) e que forma com os eixos coordenados. Obter C. b + 2) são colineares. no 1º quadrante.1). que dista 6 unidades da reta r. 10) Determinar a distância do ponto P à origem do sistema cartesiano onde P é a interseção das retas r : x − 2 = 0 e s : y − 3 = 0 . dados A(1.1).2).−2). N (b − c. a + 4) ? 22) Determinar x de modo que A` ( x.2) médio do lado AB e o baricentro G(0.-2). o ponto M(1.5) e D(0. B(a + 1.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 7) Provar que são perpendiculares as diagonais do quadrilátero de vértices consecutivos A(2. sabendo que A(5.-1). 33 . d − e).1). a + 1).6). um triângulo de área igual a 12. B(a + 2.0) e C(6. Obs. 23) Obter o baricentro do triângulo MNP. 12) Calcular a interseção da reta r : 2 x − y + 1 = 0 com a reta que passa pelos pontos A(0. a + 2) e C (a + 3.-7) e B(8.-2).3) e B(1. 16) Obter a equação da mediatriz do segmento AB. e − f ) e P (c − a.−12) sejam colineares. B(2. C(4.-1). 11) Encontre a equação da reta que passa pelo ponto A(3.

12) 1 18) C(-1.-3)  67 29  6) B .4) 19) B(2.2).-2) e C(4.4) e C(-2.−2).−12) e P2 (5.   13 13  13) (-2.1) e C (5.11) 20) sim 21) sim 22) x = 1 23) G(0.−3). B(2.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 24) Calcular a altura relativa ao vértice A do triângulo de vértices A(0. B(-3.2) 14) 9 x + y − 7 = 0 5 5 15)  .  2 2 16) x − y − 13 = 0 17) P (−7.0) 24) 3 2 8) k=8 9) 3 10) 13 11) 2 x + 3 y − 12 = 0 1  12)  .2  2  34 . Respostas: 1) a) 3 x − y + 9 = 0 b) 3 x + y − 5 = 0 c) x − y = 0 d) 2 x + 3 y = 0 2) a) sim b) sim 3) 2 x − 3 y + 8 = 0 4) 2 x + y − 1 = 0 5) A(1.

ou seja. A circunferência é uma curva plana que. que são eqüidistantes de um ponto fixo deste plano. Os pontos M 1 .1 Definição.1 Mn r Q Na figura 4. Sua definição matemática. M n pertencem à circunferência. e a distância constante é seu raio. como a reta. a distância de cada um deles ao centro da circunferência for igual ao raio. também é formada por um conjunto de infinitos pontos de R 2 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 4 Circunferência. π M1 P c M3 M2 Figura 4. a regra que define como esses pontos devem estar posicionados no plano para que descrevam uma circunferência é a seguinte: Circunferência é o conjunto de pontos em um plano.1. temos uma circunferência de centro c e raio r. O centro e o raio são os principais elementos de uma circunferência. M 3 . se e somente se. dcM 1 = dcM 2 = dcM 3 = dcMn = r 35 . M 2 . Este ponto fixo é chamado de centro da circunferência. representada em um plano π . 4.

da circunferência na forma centro-raio 36 . k ) e raio r. Sabemos pela definição de circunferência que a distância de um ponto qualquer M ( x. é necessário conhecer seu centro e seu raio.2 abaixo.y) r c(h.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA A distância do ponto Q ao centro é maior que o raio e portanto ele não pertence à circunferência.2 Equação da Circunferência.k) x Figura 4. está representada no plano cartesiano uma circunferência de centro c(h. Na figura 4. k ) é igual ao raio r. dcQ > r e dcP < r 4. y ) ao centro c(h. assim como o ponto P também não pertence à circunferência pois sua distância ao centro é menor que o raio. (Q é um ponto exterior). (P é um ponto interior). y M(x.2 Definição matemática : dcM = r então : ( x − h) 2 + ( y − k ) 2 = r ( ( x − h) + ( y − k ) ) = r 2 2 2 2 ( x − h) 2 + ( y − k ) 2 = r 2 Eq. Para determinar a equação de uma circunferência.

como o desenvolvimento da equação centro-raio. a equação ( x − 3 ) +  y +  = 17 representa uma circunferência 5  2 2 2  de centro  3 . centro e raio.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Quando a equação de uma circunferência se apresenta na forma centro-raio é relativamente fácil identificar seus principais elementos. 5  Exercício resolvido: Determinar a equação da circunferência cujo centro é o ponto C(-3. 4. 2  Por exemplo.−  e raio 17 .4) e o raio r=6. sol: equação centro − raio ( x − h) 2 + ( y − k ) 2 = r 2 ( x + 3) 2 + ( y − 4) 2 = 36 É a equação pedida. através da qual podemos identificar facilmente o centro e o raio. k ) e raio r ( x − h) 2 + ( y − k ) 2 = r 2 de sen volvendo temos : x 2 − 2hx + h 2 + y 2 − 2ky + k 2 = r 2 colocando em ordem : x 2 + y 2 − 2hx − 2ky + h 2 + k 2 − r 2 = 0 37 . A equação de uma circunferência também pode ser representada de forma geral.3 Equação Geral da Circunferência. Vejamos: Seja a equação de centro C (h. ou seja.

k ) D = −2h E = −2 k ⇒ ⇒ h=− D 2 E k =− 2 ∴ E  D C − . −  2  2 38 . centro : c(h. pois são os principais elementos da circunferência. Vamos desenvolver a equação do exercício anterior temos : ( x + 3) 2 + ( y − 4) 2 = 36 x 2 + 6 x + 9 + y 2 − 8 y + 16 − 36 = 0 x 2 + y 2 + 6 x − 8 y − 11 = 0 Esta equação está na forma Geral. Não podemos identificar facilmente o centro e o raio ao olhar. Se não podemos identificar facilmente o centro e o raio.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA fazendo :  − 2h = D  − 2 k = E  h 2 + k 2 − r 2 = F . Faremos o seguinte: Seja a equação geral: x 2 + y 2 + Dx + Ey + F = 0 Para identificar o centro e o raio na equação acima utilizaremos os coeficientes D.4 Identificando o Centro e o Raio na Equação Geral da Circunferência. 4. temos :  x 2 + y 2 + Dx + Ey + F = 0 Esta é a Equação Geral da circunferência É importante observar que toda equação geral de circunferência possui os dois termos do 2º grau e seus coeficientes devem ser obrigatoriamente iguais. E e F. então teremos de calcular.

identificar o centro e o raio. −3  2  r= D 2 + E 2 − 4F 2 9 + 36 − 4 × (−7) r= 2 9 + 36 + 28 r= 2 73 r= 2 39 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA raio : r F = h2 + k 2 − r 2  D  E r2 = −  + −  − F  2  2 D2 E 2 r2 = + −F 4 4 r2 = D 2 + E 2 − 4F 4 ∴ r= D 2 + E 2 − 4F 2 2 2 Obs : se ( D 2 + E 2 − 4 F ) < 0 se ( D 2 + E 2 − 4 F ) = 0 se ( D 2 + E 2 − 4 F ) > 0 ⇒ ⇒ ⇒ ∃ circunferência (conjunto vazio) a circunferência é apenas um ponto a circunferência é real Exercício resolvido: 1) Dada a equação da circunferência.−  2  2 3  C  . x 2 + y 2 − 3 x + 6 y − 7 = 0 .−   2 2  −3 6 C − .  D E C  − .

7) Determinar as equações das circunferências de raio r = 2 e tangentes à reta x + y − 1 = 0 e centro sobre o eixo x. 4) Determinar a equação da circunferência que passa pelo ponto A(0.-5) e é tangente à reta r : 3 x − 4 y + 1 = 0 . ( ) 40 .1) que pertencem a mesma.m) e raio 2. Ache uma equação de cada circunferência que tem essa propriedade.5 Exercícios propostos: 1) Determine o centro e o raio. sabendo que N e P são os extremos de um diâmetro. 8) A reta y + 1 = 0 é tangente à circunferência de centro (-1.1) e tangencia a reta 4 x − y + 3 = 0 no ponto B(0. 5) Achar a equação cartesiana da circunferência que passa pelo ponto A(4. caso a circunferência exista: a) x 2 + y 2 − 2 x − 4 y + 1 = 0 b) 3 x 2 + 3 y 2 − 3 x − 18 y + 9 = 0 c) x 2 + y 2 + 7 x − 10 y + 31 = 0 d) x 2 + y 2 − 2 y − 3 = 0 e) 3 x 2 − 2 y 2 + 2 x − 4 y + 3 = 0 f) − x 2 − y 2 + 9 = 0 g) x 2 + y 2 + 4 = 0 h) x 2 + y 2 + x − 2 y + 8 = 0 2) Determine a equação geral da circunferência cujo centro é o ponto C(3. Calcular o comprimento da corda MP. 3) Determinar a equação da reta tangente à circunf.3).GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 4.8) e tangencia as retas y = 10 e y = 0. 9) Dada a circunferência x 2 + y 2 − 2 y − 3 = 0 e os pontos M − 1. 6) Determinar os pontos de interseção da reta x + y − 5 = 0 com a circunferência x 2 + y 2 − 2 x − 4 y + 1 = 0 e fazer um esboço do gráfico das duas curvas.1 − 3 e N (2.5). x 2 + y 2 + 2 x − 2 y − 39 = 0 no ponto A(4.

c  . c(1.3  2 2  c) r= 5  7  . c (0.−3).2) 5 1  b) r= . c (0.4) 7) ( x + 1) + y 2 = 2 e 2 2 2 (x − 3)2 + y 2 = 2 (x + 1)2 + ( y + 3)2 = 4 8) ( x + 1) + ( y − 1) = 4 e 9) d MP = 2 10) ( x + 3) + ( y − 4 ) = 9 e 2 2 ( x − 3)2 + ( y − 4 )2 =9 11) x 2 + y 2 + 4 x − 8 y − 45 = 0 41 .2) e (1.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 10) Obter as equações das circunferências de raio 3.0) e P(−1.0) g) conjunto vazio h) conjunto vazio 2) x 2 + y 2 − 6 x + 10 y − 2 = 0 3) 5 x + 4 y − 40 = 0 4) ( x − 4 ) + ( y − 2 ) = 17 2 2 5) x 2 + ( y − 5) = 25 e 2 (x − 8)2 + ( y − 5)2 = 25 6) (3. c  − . Respostas: 1) a) r=2. N (5.1) e) não é circunferência f) r= 3 . tangentes à reta y − 7 = 0 e tangentes exteriormente à circunferência x 2 + y 2 = 4.−4). 11) Determinar a equação da circunferência que passa pelos pontos M (2.5  2  2  d) r= 2 .

42 . supondo que a única força atuante fosse a gravidade . essas curvas são instrumentos importantes nas explorações espaciais dos dias de hoje.Arquimedes. a resistência do ar e outros fatores complicadores são desconsiderados -. lançando-se um projétil horizontalmente do topo de uma torre. Cerca de 60 anos depois disso.isto é. Os gregos clássicos . baseada no inverso do quadrado da distância. como forma de desafio. As primeiras aplicações apareceram quase 2. nem um pouco anacrônico.000 anos depois. ainda hoje. sem qualquer pensamento em possíveis aplicações. Circunferências. De fato. Em 1604. Um dos grandes eventos da história da Astronomia ocorreu alguns anos mais tarde. não pode ser desprezada. Apolônio e outros . Muitas descobertas importantes em matemática pura e na ciência em geral estão relacionadas às seções cônicas. teoria esta considerada como sendo a maior contribuição feita a ciência por um só homem. hipérboles e parábolas: todas essas curvas são encontradas a partir de seções de um plano em uma superfície cônica. Galileu descobriu que. Seções Cônicas. sua trajetória será uma parábola. para explicar o mecanismo do sistema solar. e também nas pesquisas do comportamento de partículas atômicas: os satélites artificiais movem-se em torno da terra em órbitas elípticas e a trajetória de uma partícula alfa movendo-se no campo elétrico de um núcleo atômico é uma hipérbole. Esses desenvolvimentos ocorreram centenas de anos atrás. (ver apêndice IV). elipses. mas o estudo das seções cônicas não é. lançando a hipótese de que todos os planetas se moveriam em órbitas elípticas. tanto antigamente como atualmente. Newton provou matematicamente que a órbita planetária elíptica é causa e conseqüência de uma lei de atração gravitacional.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 5 O Estudo das Cônicas.estudavam essas belas curvas por puro prazer. apenas em 1609. Esses exemplos e muitos outros mostram que a importância das seções cônicas. quando Kepler publicou sua descoberta de que a órbita de Marte era uma elipse. no início do século XVII. Isso levou Newton a formular e publicar (em 1687) sua famosa Teoria de Gravitação Universal.

1. A figura 5.1 A Elipse.0) ’ ’ 2c B(0. Cada elipse tem a sua constante k.0) x 2a Figura 5.0) F (-c. Sua definição matemática.0) A(a.1 Elementos da Elipse.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5.-b) ’ 43 .2 B (0.1 Mn ∈ elipse ⇒ dM n F ' + dM n F = k 5. π M1 F’ M2 F Mn Figura 5. y B(0. ou seja.2 mostra uma elipse com centro na origem do sistema cartesiano. a regra que define como esses pontos devem estar posicionados no plano para que descrevam uma elipse é a seguinte: Elipse é o conjunto de infinitos pontos de um plano cuja soma das distâncias a dois pontos fixos deste plano (focos) é constante (k). A Elipse é uma curva plana. b) F(c. formada por um conjunto de infinitos pontos de R 2 .b) A (-a.

0) .−b) e B(0. Relação entre a. b) são as extremidades do eixo menor. A constante k.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Seus principais elementos são: Eixo maior: é o segmento A’A.b) M(x.0) . Vértices: são os pontos A' (− a.0) e F (c. • • • • • Os pontos B' (0.0) que pertence à elipse e por isso deve satisfazer à condição: dA' F '+ dA' F = k Definição matemática y de fato: B(0.-b) ’ 2. é igual ao comprimento de seu eixo maior 2a. b e c.0) x y B (0. Importante: 1. Focos: são os pontos fixos F ' (−c. a distância focal (entre focos) mede 2c. Eixo menor: é o segmento B’B. cuja medida vale 2b. característica de cada elipse.0) c F(c. a−c+a+c = k K = 2a a A (-a.y) a b dA' F ' = a − c dA' F = a + c então.0) e A(a.0) ’ ’ A(a.0) F (-c. Então: k = 2a Podemos provar esta afirmação utilizando o ponto A' ( −a. a2 = b2 + c2 44 . cuja medida vale 2a.

2 Equação Reduzida da Elipse. y) A (-5.1.3 y M(x. cujos focos são F ' (−3.0) ’ ’ A(5. y ) ∈ elipse Definição matemática : então: dMF ' + dMF = 2a 45 .0) x 2a = 10 Figura 5.0) F(3.0) F (-3.2.3 Seja o ponto genérico M ( x.0) e cujo eixo maior 2a mede 10 unidades. Lembrando que 2a = k . Vamos agora determinar a equação de uma elipse específica. as elipses e hipérboles estarão posicionadas tal que seus vértices e focos fiquem sobre um dos eixos e simétricos em relação à origem como na figura 5. seu foco deverá estar sobre um dos eixos e seu vértice posicionado na origem. Com isso vamos obter as equações reduzidas destas curvas. Esta elipse está representada na figura 5. Primeiramente estudaremos as cônicas tomando como referência um sistema de eixos coordenados.0) e F (3.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. No caso das parábolas.

y M(x.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA ( x + 3) 2 + y 2 + ( x − 3) 2 + y 2 = 10 ( ( x + 3) 2 + y2 ) = (10 − 2 ( x − 3) 2 + y 2 ) 2 x 2 + 6 x + 9 + y 2 = 100 − 20 ( x − 3) 2 + y 2 + x 2 − 6 x + 9 + y 2 6 x = 100 − 20 ( x − 3) 2 + y 2 − 6 x 12 x − 100 = − 20 ( x − 3) 2 + y 2 (3 x − 25) 2 = − 5 ( x − 3) 2 + y 2 ( ÷ 4) ( ) 2 9 x 2 − 150 x + 625 = 25 ( x 2 − 6 x + 9 + y 2 9 x 2 − 150 x + 625 = 25 x 2 − 150 x + 225 + 25 y 2 625 − 225 = 16 x 2 + 25 y 2 400 = 16 x 2 + 25 y 2 400 16 x 25 y = + 400 400 400 2 2 x y 1= + ou 25 16 2 2 (÷400) x2 y2 + =1 25 16 Equação reduzida da elipse na sua forma característica após simplificação.1.0) ’ A(a.y) ’ A (-a. A figura 5. 5.0) F(c.0) F (-c. Determinaremos sua equação aplicando a definição matemática.4 a2 = b2 + c2 46 . Podemos determinar uma equação genérica reduzida para todas as elipses com focos e vértices sobre um dos eixos coordenados e simétricos em relação à origem.0) x y Para lembrar: Figura 5.4 mostra uma elipse cujos elementos estão com coordenadas genéricas em relação ao sistema cartesiano.3 Equações Reduzidas Genéricas da Elipse.

0) ’ B(b.-c) ’ Eq. genérica reduzida de uma elipse com focos e vértices sobre o eixo-x e simétricos em relação à origem Analogamente.c) B (-b. -a) ’ 47 . Figura 5.0) x x2 y2 + =1 b2 a2 F (0. temos: y A(0. genérica reduzida de uma elipse com focos e vértices sobre o eixo-y e simétricos em relação à origem.a) F(0.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA dMF ' + dMF = 2a ( x + c) 2 + y 2 + 2 2 2 ( x − c ) 2 + y 2 = 2a ( x − c) 2 + y 2 ( ( x + c) + y ) = (2a − ) 2 x 2 + 2cx + c 2 + y 2 = 4a 2 − 4a ( x − c) 2 + y 2 + x 2 − 2cx + c 2 + y 2 / / / / / / 2cx = 4a 2 − 4a ( x − c) 2 + y 2 − 2cx 4cx − 4a 2 = − 4a ( x − c) 2 + y 2 (cx − a 2 ) 2 = − a ( x − c) 2 + y 2 ( ÷ 4) 2 ( ) c 2 x 2 − 2a 2cx + a 4 = a 2 ( x 2 − 2cx + c 2 + y 2 ) c 2 x 2 − 2a 2cx + a 4 = a 2 x 2 − 2a 2cx + a 2c 2 + a 2 y 2 a 4 − a 2c 2 = a 2 x 2 − c 2 x 2 + a 2 y 2 a 2 (a 2 − c 2 ) = x 2 (a 2 − c 2 ) + a 2 y 2 fazendo a 2 − c 2 = b 2 a 2b 2 = b 2 x 2 + a 2 y 2 ( ÷ a 2b 2 ) a 2b 2 b2 x2 a2 y2 = 2 2 + 2 2 a 2b 2 ab ab x2 y2 + =1 a2 b2 Eq.5 A (0.

4 Excentricidade.1. Uma elipse com uma excentricidade próxima de zero.1). quanto menor a excentricidade mais arredondada será a elipse. No caso limite onde c = 0 e. ou seja: o a 2 que nos indicará a posição dos focos e vértices será sempre o maior denominador na equação reduzida. Excentricidade é a razão e = Como a > c ⇒ 0 < e < 1 c que nos informa o quão achatada é uma elipse.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Importante: Notemos que no caso da elipse. b > 0 . é uma elipse menos achatada. 48 . 5. ou mais arredondada. portanto e = 0 teremos uma circunferência de raio a. a Outra fórmula para o cálculo da excentricidade: a 2 − c2 = b2 c2 = a 2 − b2 c = a2 − b2 e= e= a2 − b2 a a2 − b2 a2 ∴ e = 1− b2 a2 Observações: Note que a excentricidade de uma elipse é um número compreendido no intervalo aberto (0. a > b então a 2 > b 2 sendo a.

sol: 2a = 12   2c = 8 a=6 e c=4 c2 = a 2 − b2 16 = 36 − b 2 b 2 = 36 − 16 b 2 = 20 ∴ x2 y 2 + =1 36 20 II. onde temos: I. Exercício resolvido: 1) Determinar a equação da elipse com focos no eixo-x. Para que a excentricidade se aproxime de 1 é necessário que c fique próximo de a. 2b = 6  e = 1  2  sol: b=3 b2 e = 1− 2 a 2  9  1   =  1− 2   a   2   2 9 3 = 2 4 a 3a 2 = 36 a 2 = 12 ∴ x2 y2 + =1 12 9 1 9 =1− 2 4 a 9 1 =1− 2 4 a 49 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Uma elipse com uma excentricidade próxima de 1. é uma elipse bastante achatada.

25 4 x2 y2 + = 1 cujas distâncias ao foco direito 100 36 4) Determinar os pontos da elipse medem 14. e = 5 . calcular a maior distância. com focos no eixo y c) 2b = 12.5 Exercícios propostos: 1) Determinar a equação reduzida da elipse nos seguintes casos: a) 2a = 10. 7) Determinar a equação reduzida da elipse. tem a forma de uma semielipse com 9m de altura no centro e 6m de altura nas paredes laterais. 2c = 8 . 2 8) Determinar as equações das circunferências inscrita e circunscrita à elipse 16 x 2 + y 2 − 16 = 0 .1. 5) Determinar os pontos de interseção da reta x + 2 y − 7 = 0 com a elipse x 2 + 4 y 2 − 25 = 0 . 9) Um satélite de órbita elíptica e excentricidade 1 viaja ao redor de um planeta 3 situado num dos focos da elipse. 10) O teto de um saguão com 10m de largura na base. Calcule a altura do teto a 2m de cada parede. com focos no eixo x 4 2) Determinar os elementos da elipse: a) x2 y2 + =1 1 4 b) 2 x 2 + 10 y 2 − 5 = 0 3) Determinar na elipse x2 y 2 + = 1 os pontos cujas abscissas são iguais a -3. excentricidade 1 e que passa pelo ponto P(2. 14 ) e Q(2.3). Sabendo que a distância mais próxima do satélite ao planeta é de 300 km. com focos no eixo x b) 2b = 24. cujo eixo maior está sobre o eixo y. sabendo que passa pelos pontos P(1.−2 2 ) . 2c = 10 . com eixo maior sobre o eixo x.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. 50 . 6) Determinar a equação reduzida da elipse.

0  e A  A'  −  2 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Respostas: 1) a) b) c) x2 y 2 + =1 25 9 x2 y2 + =1 144 169 x2 y2 + =1 576 36 11 9) d = 600 km 10) h = 8. 3 )  e = 3   2    5  5    .0 )   a)  F ' (0.−  e B 0.0) e B(1.0 ) e F ( 2 .− 27 e − 5.  5  5  4) − 5.− 3 ) e F (0.2 )  2 ( ) ( ) 6) 7) x2 y2 + =1 8 16 x2 y2 + =1 16 12 8) x 2 + y 2 = 16 e x 2 + y 2 = 1 51 .  b)   2 2    F ' ( − 2 .0 )  2 e =  5  8  8  3)  − 3.−  e  − 3.−2) e A(0.0  2        1   1     B'  0.  e (3.4 m 2)  A' (0. 27  3 5)  4.2)  B' (−1.

uma constante (k). Sua definição matemática é a seguinte: Hipérbole é o conjunto de infinitos pontos de um plano cuja diferença das distâncias a dois pontos fixos deste plano (focos) é. Assim como a elipse. formada por um conjunto de infinitos pontos de R 2 .2 A Hipérbole. y Mn M1 π F ’ F M2 x Figura 5.6 Mn ∈ hipérbole ⇒ dM n F ' − dM n F = k 52 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. a hipérbole também é uma curva plana. Cada hipérbole tem a sua constante k. em valor absoluto.

0) .0) e A(a.0) . Eixo conjugado (ou imaginário): é o segmento B’B. a 53 . cuja medida vale 2b. a distância focal (entre focos) mede 2c.0) B’(0.7 mostra uma hipérbole com centro na origem do sistema cartesiano. y b y=− x a y= b x a Obs: Os focos estão sobre o eixo x e simétricos em relação à origem B(0.b) A’(-a.7 Seus principais elementos são: • • • • Eixo transverso (ou real): é o segmento A’A.-b) A(a. A figura 5. Vértices: são os pontos A' (− a. • Assíntotas: são as retas y=− b x a e y= b x.1 Elementos da Hipérbole. Focos: são os pontos fixos F ' (−c.0) y=b F(c.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5.0) F’(-c.2.0) e F (c.0) y = −b x x = −a x=a Figura 5. cuja medida vale 2a.

Então: k = 2a Podemos provar esta afirmação utilizando o ponto A(a. Determinaremos sua equação aplicando a definição matemática. característica de cada hipérbole.0) que pertence à hipérbole e por isso deve satisfazer à condição: dAF '−dAF = k Definição matemática de fato: dAF '− dAF = k ( a + c ) − (c − a ) = k então. é igual ao comprimento de seu eixo transverso 2a. a+c−c+a = k k = 2a k = 2a pois a > 0 5. Vamos determinar uma equação genérica reduzida para todas as hipérboles com focos e vértices sobre um dos eixos coordenados e simétricos em relação à origem.8 mostra uma hipérbole cujos elementos estão com coordenadas genéricas em relação ao sistema cartesiano.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Importante: A constante k.2 Equações Reduzidas Genéricas da Hipérbole.2. 54 . A figura 5.

genérica de uma hipérbole com focos e vértices sobre o eixo-x e simétricos em relação à origem.8 c2 = a2 + b2 Seja o ponto genérico M ( x.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA y M(x.0) F(c. simplificando e fazendo: c2 − a 2 = b2 encontramos: y2 x2 − 2 =1 a2 b Eq. y ) ∈ hipérbole Definição matemática : então : ( x + c) 2 + y 2 − dMF ' − dMF = 2a ( x − c) 2 + y 2 = 2a Eliminando os radicais.0) A(-a.0) A(a.0) x Relação importante: Figura 5. 55 .y) F’(-c.

c que nos dá a abertura dos ramos da a Outra fórmula para o cálculo da excentricidade: c 2 − a 2 = b2 c2 = a2 + b2 c = a2 + b2 e= e= a 2 + b2 a a 2 + b2 a2 ∴ e = 1+ b2 a2 56 .3 Excentricidade. F’ Importante: Na equação reduzida da hipérbole o a 2 também nos indicará a posição dos focos e vértices e neste caso será sempre o denominador da parcela positiva.2.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Analogamente: F A A’ y 2 x2 − =1 a2 b2 Eq. 5. genérica de uma hipérbole com focos e vértices sobre o eixo-y e simétricos em relação à origem. Também é calculada pela razão e = hipérbole. nota: se a = b temos o que chamamos de hipérbole eqüilátera. Como c > a a excentricidade da hipérbole sempre será > 1 .

c2 = a2 + b2 c2 = 9 + 4 c 2 = 13 ⇒ c = 13 ∴ F ' − 13 .0) ( ) ( ) b) y2 x2 8 − = 8 8 8 y 2 x2 − =1 8 8 a2 = 8 e b2 = 8 Focos e vértices estão sobre o eixo y.4) A' (0.0) e A(3. 8 ) 57 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Exercícios resolvidos: 1) Determinar as coordenadas dos focos e vértices das hipérboles: a) b) c) sol: a) 4 x 2 − 9 y 2 = 36 y2 − x2 = 8 2x2 − y2 = 2 4 x 2 9 y 2 36 − = 36 36 36 x2 y2 − =1 9 4 a2 = 9 e b2 = 4 Focos e vértices estão sobre o eixo x.− 8 ) e A(0.0 e F 13.0 A' (− 3.−4) e F (0. c2 = a2 + b2 c 2 = 16 c=4 ∴ F ' (0.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA c) 2x2 y2 2 − = 2 2 2 x2 y2 − =1 1 2 a 2 = 1 e b2 = 2 Focos e vértices estão sobre o eixo x. nos casos: a) 2a = 8 e um dos focos é (5.0) A' (−1.0) e F ( 3 . com centro na origem do sistema cartesiano.0) 2b = 2 ⇒ b = 1 ⇒ b = 1 2c = 4 ⇒ c = 2 ⇒ c = 4 2 2 O eixo transverso está contido no eixo x.0) 2) Obter a equação da hipérbole. c2 = a2 + b2 c2 = 1+ 2 c= 3 ∴ F ' (− 3 . 2 x2 y2 − =1 a 2 b2 ⇒ x2 y2 − =1 16 9 b = 25 – 16 b =9 b) 2b = 2 e um dos focos é (-2. c =a +b a =c –b a =4–1 a =3 2 2 2 2 2 2 2 x2 y2 − =1 a2 b2 ⇒ x2 y2 − = 1 3 1 2 58 .0) 2c = 10 ⇒ c = 5 ⇒ c = 25 c =a +b b =c –a 2 2 2 2 2 2 2 2 O eixo transverso está contido no eixo x.0) e A(1.

2. e = 5 3 9  2) Verificar se o ponto M  − 5. b = 18 b) 2c = 10. a) a = 6. 3 2  4) Achar os pontos de interseção da reta 2 x − y − 10 = 0 com a hipérbole x2 y 2 − = 1. 59 . 4  3) Determinar a equação da hipérbole cujos focos são simétricos em relação à origem e estão no eixo x.−1 ∈ hipérbole e y = ± x são as equações das assíntotas.-1) e Q (-8.  pertence à hipérbole 9 x 2 − 16 y 2 − 144 = 0 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA c) 2a = 6 e um dos focos é (0. 2 b = 25 – 9 b = 16 y 2 x2 − =1 a2 b2 ⇒ y2 x2 − =1 9 16 5.4 Exercícios propostos: 1) Determinar a equação da hipérbole cujos focos estão no eixo das ordenadas e simétricos em relação à origem. 2 2 ) ∈ hipérbole. 20 5 5) Esboçar o gráfico da hipérbole eqüilátera x 2 − y 2 = 9 .-5) 2a = 6 ⇒ a = 3 ⇒ a = 9 2c = 10 ⇒ c = 5 ⇒ c = 25 c =a +b b =c –a 2 2 2 2 2 2 2 2 2 O eixo transverso está contido no eixo y. 2 9  b) P . sabendo: a) P(6.

− 2  e (6.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Respostas: 1) 2 2 a) y − x = 1 36 9 324 2 2 b) y − x = 1 16 2) Pertence 3) 2 2 a) x − y = 1 32 2 8 2 b) x − y = 1 18 8 4)  14 .2)   3 3 60 .

y Mn F π (d) diretriz Figura 5.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. Uma das curvas planas mais conhecidas e com várias aplicações na matemática e na engenharia é a parábola cuja definição matemática é: Um conjunto de infinitos pontos de um plano que são eqüidistantes de uma reta diretriz (d) e de um ponto fixo.3 A Parábola. foco (F). O foco não pertence à diretriz. deste plano.9 Mn ∈ parábola ⇒ dM n F = dM n (d ) 61 .

Diretriz: é a reta fixa (d).3. y L -p v F(p. Parâmetro*: chamaremos de parâmetro (P) a distância do foco ao vértice. Lado reto: é o segmento cujos extremos são pontos da parábola.0) x R (d) x=-p Figura 5. sendo então 2p a distância do foco à diretriz.10 mostra uma parábola com vértice na origem do sistema cartesiano. é perpendicular ao eixo e passa pelo foco. Eixo: é a reta que contém o foco e é perpendicular à diretriz.10 Os elementos desta curva são: Foco: é o ponto fixo F . • • • • • • * alguns autores consideram o parâmetro p como sendo a distância entre o foco e a diretriz. concavidade voltada para a direita e foco sobre o eixo x. A figura 5.1 Elementos da Parábola.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. Vértice: é o ponto de interseção da parábola com seu eixo. 2 62 . Neste caso a distância entre o foco e o vértice é p .

y M(x.3. y ) ∈ parábola Definição matemática : dMF = dM (d ) 63 .y) -p v F(p. Neste caso o plano cartesiano terá a sua origem coincidindo com o vértice da parábola cujo eixo. estudaremos primeiramente as equações reduzidas das parábolas. 5. e conseqüentemente seu foco.2 Equações Reduzidas da Parábola.0) x para lembrar : d = ( x2 − x1 ) 2 + ( y2 − y1 ) 2 ax0 + by0 + c a 2 + b2 dpr = (d) x = − p ou x + 0y + p = 0 Seja o ponto genérico M ( x.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Como já foi dito. estará sobre um dos eixos coordenados.

0) F(-p. podemos concluir por analogia que temos quatro tipos de equações reduzidas para as parábolas. y + p = x + p  12 + 0  então ( x − p) 2 + y 2 = x + p ( ( x − p) 2 + y2 ) 2 = x+ p 2 x 2 − 2 px + P 2 + y 2 = x 2 + 2 px + p 2 ∴ y 2 = 4 px Eq.-p) y=-p -p 64 . genérica reduzida de uma parábola com a concavidade voltada para a direita. y x=p y x=-p -p F(p.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA  dMF = ( x − p ) 2 + y 2    dM (d ) = 1.p) x 2 = 4 py x x x = −4 py 2 F(0.x + 0.0) p x x y 2 = 4 px y 2 = −4 px y y p y=p F(0.

. dar as coordenadas do foco e a equação da diretriz da parábola y2 − 4x = 0 sol: y2 = 4x vamos comparar a equação dada com a equação genérica y 2 = 4 px  y2 = 4x  2  y = 4 px y x=-1 ⇒ 4p = 4 p =1 -1 F(1.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Exercícios resolvidos: 1) Esboçar o gráfico.x 2 ∴ y 2 = −2 x 65 .0  e a diretriz é a reta 2 x − 1 = 0  2  2) Determine a equação da parábola cujo foco é sol: a equação da diretriz pode ser escrita como x= 1 2 y 2 = −4 px pela posição do foco e da diretriz podemos concluir que trata-se de uma parábola com vértice na origem e concavidade voltada para a esquerda cuja equação genérica é seu parâmetro p vale então: 1 . 2 1 y 2 = −4.0) x y2 = 4x  1  F  − .

5m do chão descreva uma curva parabólica.6m na base. 3) Um arco parabólico tem uma altura de 2. Se o diâmetro do espelho é 10cm.3 Exercícios propostos: 1) Para cada uma das parábolas abaixo. a que altura sobre a base o arco tem uma largura de 1. O vértice da parábola está no final do tubo. 66 . Se em um ponto a 80cm abaixo da linha do tubo o fluxo d’água curvouse 1. Ache a equação da circunferência e os pontos de interseção das duas curvas.3.3). Se o vértice da parábola está no topo do arco.8m? 4) Um telescópio refletor tem um espelho parabólico para o qual a distância do vértice ao foco é 30cm. eixo sobre o eixo y e que passa pelo ponto M(6.0m e uma largura de 3.0m além da reta vertical que passa pelo fim do tubo.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 5. a que distância desta reta a água tocará o chão? 6) A diretriz da parábola y 2 = 4 px é tangente à circunferência que tem o foco da parábola como centro. construir o gráfico e encontrar o foco e a equação da diretriz: a) x 2 = −4 y b) y 2 = 6 x c) y 2 = −8 x d) x 2 + y = 0 e) y 2 − x = 0 f) y 2 + 3 x = 0 g) x 2 − 10 y = 0 h) 2 y 2 − 9 x = 0 i) y = x2 16 y2 12 j) x = − 2) Determinar a equação da parábola com vértice na origem. qual a sua profundidade? 5) Admita que a água que escoa do final de um tubo horizontal que está a 2.

−2 p ) e ( p. x = − 4 4  3  3  f) F  − .−  .−1) .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 7) Prove que o comprimento do lado reto de qualquer parábola é 4p.2 p ) 67 .  .77 m 6) x 2 + y 2 − 2 px − 3 p 2 = 0 . y = 4 4  1 1  e) F  .0  . ( p.208cm 5) 1. x = − 8 8  i) F (0.5m 4) 0.0 ) .0) . x = 2 1 1  d) F  0. x = − 2 2  c) F (− 2.4) .0  . y = −4 j) F (− 3. x = 4  4  5  5 g) F  0. Respostas: 1) a) F (0. y = 1 3 3  b) F  .0  . y = − 2  2 9 9  h) F  .0  . x = 3 2) x 2 = 12 y 3) 1.

Y’ Y O’ Y’’ X’ O’’ X’’ O Figura 6.1 Objetivo.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 6 Translação de Eixos Coordenados. A figura 6.1 X Como temos três sistemas de referência diferentes podemos determinar três equações diferentes para a mesma curva em questão. 6.1 mostra uma curva plana qualquer e três sistemas de referência num mesmo plano. Como vimos nos capítulos anteriores. Se o referencial mudar de posição no plano em relação à curva. pois podemos posicionar um sistema de referência em qualquer lugar do plano. 68 . podemos determinar equações para algumas curvas planas em relação a um determinado referencial. esta terá sua equação modificada. Na verdade podemos determinar infinitas equações para uma mesma curva plana.

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Em relação aos três sistemas da figura 6. o objetivo de uma translação de eixos coordenados é reduzir as equações de algumas curvas a uma forma mais simples. nenhum deles nos dará uma equação reduzida para a curva. Este procedimento é o que chamamos de Translação de Eixos Coordenados.1. que é uma elipse. Para obtermos uma equação reduzida para a elipse acima temos que posicionar um novo sistema de referência num local que atenda às exigências que vimos no capítulo 5. Então.2 X 69 . pois obviamente os focos e vértices da mesma não estão sobre nenhum eixo. Y Y’ existe translação ⇔ o ' X ' // oX e o 'Y ' // oY O’ X’ O Figura 6. Numa translação de eixos não alteramos as características originais do sistema de referência. ou seja: dois sistemas cartesianos XoY e X 'o 'Y ' são transladados quando os eixos o ' X ' e o 'Y ' são respectivamente paralelos aos eixos oX e oY . apenas mudamos de lugar.

( x − h) 2 + ( y − k ) 2 = r 2 ( x − 3) 2 + ( y − 4) 2 = 22 x 2 − 6 x + 9 + y 2 − 8 y + 16 − 4 = 0 x 2 + y 2 − 6 x − 8 y + 21 = 0 2.4) e o raio r = 2. Y 2 C(3.4) O X 70 .4) O X 1.0) do sistema X 'o 'Y ' O’ C(3. Em relação ao plano XoY . vamos resolver o seguinte exercício: Determinar a equação geral da circunferência cujo centro é c(3. Y Y’ sol: 2 ( x' )2 + ( y ' )2 = 4 X’ pois o centro da circunferência é o ponto (0. Agora vamos determinar a equação da mesma circunferência em relação ao sistema X 'o 'Y ' com eixos paralelos aos do sistema XoY e com sua origem no centro da circunferência.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Para ilustrar o que acabamos de ver.

teremos uma equação reduzida se a origem do sistema coincidir com seu centro. temos que saber onde posicionar a origem do novo sistema. y ) ( x' . k ) (0. y' ) X’ B1(k) A’(x’) o' (h.3 A1(h) A2(x) X os pontos o’ e P possuem dois pares de coordenadas pois existem dois sistemas de referência no plano 71 . 6. Para uma translação bem feita.2 Relação Entre os Sistemas XoY e X 'o 'Y '  Sistema XoY  dados:  Sistema X 'o 'Y '  Ponto P  Y Y’ B2(y) B’(y’) P ( x. Veremos a seguir como identificar a melhor localização do sistema de referência para as outras curvas cônicas.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Conclusão: Podemos observar que a equação da circunferência ficou bem mais simples em relação ao novo sistema transladado. No caso de uma circunferência. inclusive os termos do 1º grau sumiram.0) O Figura 6.

Tomando as projeções dos pontos o’ e P nos eixos coordenados. k ) do ' y = y + k sistema de referência transladado (X o Y ) . k ) é a origem do sistema transladado x' o' y ' em relação ao sistema original xoy .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Importante: (h. podemos dizer que: OA2 = OA1 + A1 A2 OA2 = x  mas OA1 = h  A A = o ' A' = x '  1 2 então : x = h + x' ⇒ x = x' + h ⇒ y = y' + k OB2 = OB1 + B1B2 Concluindo:  x = x' + h as relações  serão utilizadas para determinar a origem (h. ' ' ' 72 .

GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Exercícios resolvidos: Dada a equação da cônica abaixo. pois podemos identificar dois termos do 2º grau. Como sabemos. fica 73 . pede-se: • Identificá-la. ambos positivos. que represente a mesma curva acima temos que utilizar um sistema de referência transladado. temos 50h + 150 = 0 ⇒ h = −3 32h − 128 = 0 ⇒ k = 4 25( x ' ) 2 + 16( y ' ) 2 = 1600 ou (x' )2 ( y ' )2 + =1 64 100 Equação reduzida de uma elipse em relação ao plano x’o’y’ com focos sobre o eixo-y’. sem os termos do 1º grau. • Determinar seus elementos. 25 x 2 + 16 y 2 + 150 x − 128 y − 1119 = 0 Esta é a equação de uma elipse. • Fazer um esboço do gráfico.4 ) substituindo h e k na equação. ∴ o ' (− 3. as equações reduzidas das elipses possuem dois termos do 2º grau e um termo independente. Então para obter uma equação reduzida. Para mudar de sistema de referência utilizamos a seguinte relação:  x = x' + h  ' y = y + k 25( x ' + h) 2 + 16( y ' + k ) 2 + 150( x ' + h) − 128( y ' + k ) − 1119 = 0 25( x ' ) 2 + 50hx ' + 25h 2 + 16( y ' ) 2 + 32ky ' + 16k 2 + 150 x ' + 150h − 128 y ' − 128k − 1119 = 0 ordenando as parcelas 25( x ' ) 2 + 16( y ' ) 2 + (50h + 150) x ' + (32k − 128) y ' + 25h 2 + 16k 2 + 150h − 128k − 1119 = 0 anulando os termos do 1o grau .

2). 8) Faça um esboço do gráfico das seguintes hipérboles: a) 9 x 2 − 4 y 2 − 18 x − 16 y − 43 = 0 b) 16 x 2 − 9 y 2 − 64 x − 18 y + 199 = 0 74 . 4) Faça um esboço do gráfico das seguintes elipses: a) 9 x 2 + 16 y 2 − 36 x + 96 y + 36 = 0 b) 25 x 2 + 16 y 2 + 50 x + 64 y − 311 = 0 5) Determine a equação da hipérbole com centro no ponto C(3. um foco é o ponto F(5.4) e a excentricidade é 2 . 3 2) Determine a equação da elipse com eixo maior igual a 10 e focos F’(2.10) F ' (0.5) e excentricidade 2.-1) e (5. 6) Determine a equação da hipérbole com vértices em (3.4) X’ X 6.4). um foco em F(-1.2) e um foco em F(-1.-1) e F(2.0).5).GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Determinando seus elementos: Y’ a = 100 ⇒ a = 10 2 Y Curva fora da escala b 2 = 64 c2 = a2 −b2 c = 100 − 64 c=6 ∴ A ' (0.3 Exercícios propostos: 1) Determine a equação da elipse cujo centro está no ponto C(1.−10) e A(0. um vértice em A(1.-2). 7) Determine a equação da hipérbole com vértices em (5.2).6) O O’(-3.−6) e F (0.-2) e um foco em (-1. 3) Determine a equação da elipse com centro no ponto C(-3.-2) e (5.0) e que é tangente ao eixo y.

−1) b) O' (1.1). 11) Determine a equação da parábola que tem seu vértice no ponto V(4.-3).1).GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 9) Determine a equação da parábola cujo vértice é o ponto V(-2. 12) Faça um esboço do gráfico das seguintes parábolas: a) x 2 + 4 x + 8 y + 12 = 0 b) x 2 − 2 x − 20 y − 39 = 0 c) y 2 + 4 y + 16 x − 44 = 0 d) y 2 − 16 x + 2 y + 49 = 0 Respostas: 1) 5 x 2 + 9 y 2 − 10 x − 72 y − 31 = 0 2) 25 x 2 + 16 y 2 − 100 x − 64 y − 236 = 0 3) 5 x 2 + 9 y 2 + 30 x = 0 4) a) O' (2.−2) b) O' (2. seu eixo paralelo ao eixo x.3) e a diretriz é a reta x+3= 0.3) e o foco é o ponto F(-2.−2) 5) 3 x 2 − y 2 − 18 x + 4 y + 11 = 0 6) 24 x 2 − y 2 − 192 x − 4 y + 356 = 0 7) x 2 − 3 y 2 − 10 x + 12 y + 40 = 0 8) a) O' (1.−3) b) O' (−1.−1) 75 .−1) 9) x 2 + 4 x + 8 y − 20 = 0 10) y 2 + 8 x − 6 y + 49 = 0 11) y 2 + 8 x + 6 y − 23 = 0 12) a) O' (−2. e que passa pelo ponto P(2. 10) Determine a equação da parábola cujo foco é F(-7.−2) d) O' (3.−2) c) O' (3.

1 Para localizar o ponto M no plano π nós precisamos de um sistema de referência. Vamos ver então uma outra forma ou um outro sistema para localizar o ponto M: • Traçamos uma semi-reta OX no plano π . Veja a figura 7.1 Introdução. Até agora o único que conhecemos é o Plano Cartesiano ou Sistema de Coordenadas Retangulares.1 abaixo. 7. π M Figura 7. π M ρ O )θ X 76 .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Capítulo 7 Noções do Sistema de Coordenadas Polares.

Chamaremos esta distância de ρ (ro). positivo no sentido anti-horário. Este par ordenado faz parte do sistema de Coordenadas Polares. raio polar M ρ ângulo polar O θ X pólo eixo polar Figura 7. ρ ) . 7.2 Elementos. formado a partir do eixo OX até o segmento OM.5  6  O X 77 . Medimos o ângulo θ . • • dOM = ρ .2 Vejamos: π  Seja o ponto A . • • O ponto M fica bem determinado no plano pelo par ordenado (θ .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA • Medimos a distância orientada do ponto O (origem da semi-reta) ao ponto M.5  6  π  A .

A figura 7. ρ ) ρ θ O x OX ≡ eixo x y P1 ( x) X 78 . cartesiano e polar. as cônicas geralmente têm suas equações mais simplificadas no sistema polar. Y p2 ( y ) P ( x.5  de 6  várias formas:  5π  A − . Vamos notar que algumas curvas possuem equações mais simples em relação a um determinado sistema de referência.5  6  π   A 2kπ + . onde suas origens coincidem num mesmo ponto e o eixo polar se sobrepõe ao eixo cartesiano das abscissas. Podemos definir uma relação entre os sistemas polar e cartesiano para transformar equações de curvas de um sistema para outro.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA O sistema de coordenadas polares não possui a característica biunívoca do sistema de coordenadas cartesianas. − 5  6   11  A − π . cada ponto do plano pode ser representado por infinitos pares ordenados do tipo P(2kπ + θ . 5   6  π   A π + .5  6   7. vamos verificar que podemos representar o ponto A . ρ ) π  Como exemplo.3 Relação entre os Sistemas Cartesiano e Polar. y ) (θ . ou seja. − 5  6   π  A + 2π . Por exemplo.3 abaixo mostra um ponto P representado nos dois sistemas.

y ) → ( ρ cosθ . cosθ ∆OP P é retângulo ⇒  1  y = ρ . ρ ) →  arctg . x 2 + y 2  x   Exercícios resolvidos: 1) Passar a equação cartesiana 2 x − 3 y + 6 = 0 para a forma polar. sol:  x = ρ cosθ   y = ρ sen θ então : 2( ρ cosθ ) − 3( ρ sen θ ) + 6 = 0 2 ρ cosθ − 3 ρ sen θ = −6 ρ (2 cosθ − 3 sen θ ) = −6 ρ= −6 2 cosθ − 3 sen θ 79 . ρ sen θ ) Polar → Cartesiano y   θ = arctg x  2 ρ = x + y 2  y   ∴ (θ .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Cartesiano → Polar  x = ρ . sen θ ∴ ( x.

2 − cosθ ρ = x2 + y2 entao : 2 ρ − ρ cosθ = 4 2 x2 + y2 − x = 4 (2 ( x2 + y2 ) = (4 + x) 2 2 4 x 2 + y 2 = 16 + 8 x + x 2 4 x 2 + 4 y 2 − 16 − 8 x − x 2 = 0 3 x 2 + 4 y 2 − 8 x − 16 = 0 ) 3) Passar a equação polar ρ = sol: 3 para a forma cartesiana.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 2) Passar a equação polar ρ = sol: 4 para a forma cartesiana. cosθ ρ cosθ = 3 x=3 80 .

a −m = 1 am am/ n = n am a ≠ 0: a 0 = 1.a = 0 3. c/d b c −a a a =− = b b −b 4. 0a = 0 Para qualquer número a: a.0 = 0. n a (a m ) n = a mn . Frações a c ad + bc + = . 2. a a 0 = 1. b d bd a c ac ⋅ = . am = a m −n . Diferença de Potências Inteiras Iguais a 2 − b 2 = (a − b)(a + b) a 3 − b 3 = (a − b)(a 2 + ab + b 2 ) a 4 − b 4 = (a − b)(a 3 + a 2 b + ab 2 + b 3 ) 6. Produtos Notáveis (a + b) 2 = a 2 + 2ab + b 2 (a + b) 3 = a 3 + 3a 2 b + 3ab 2 + b 3 5. Fórmula Quadrática (Báskara) Se a ≠0. b d bd a/b a d = ⋅ .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Apêndice I Álgebra 1. Se (ab) m = a m b m . Zero (a divisão por zero não é definida) Se a ≠ 0: 0 = 0. Lei dos Expoentes a m a n = a m+ n . ax 2 + bx + c = 0 x= − b ± b 2 − 4ac 2a 81 .

2  π  sen A +  = cos A.y) r y θ 0 senθ = y 1 = r cos ecθ Cosseno: x 1 cosθ = = r secθ tgθ = y 1 = x cot gθ x x Tangente: 2. 2  π  cos A −  = senA 2  π  cos A +  = − senA 2  82 . cos 2 θ = 1 + cos 2θ . 1 − cos 2θ 2 cos ec 2θ = 1 + cot g 2θ cos 2θ = cos 2 θ − sen 2θ sen 2θ = sen 2θ = 2 senθ cosθ . Identidades sen(−θ ) = − senθ . 2 sen( A + B) = senA cos B + cos A senB sen( A − B) = senA cos B − cos A senB cos( A + B) = cos A cos B − senA senB cos( A − B) = cos A cos B + senA senB tgA + tgB 1 − tgA tgB tgA − tgB 1 + tgA tgB tg ( A + B) = tg ( A − B) = π  sen A −  = − cos A .GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Apêndice II Trigonometria 1. Definições e Identidades Fundamentais Seno: y P(x. sen 2θ + cos 2 θ = 1. cos(−θ ) = cosθ sec 2 θ = 1 + tg 2θ .

que liga um vértice do triângulo ao lado oposto correspondente ou ao do seu prolongamento.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Apêndice III Geometria 1. São exemplos de cevianas a Mediana. As três medianas de um triângulo são concorrentes e se encontram no centro de massa. a Altura e a Bissetriz. Bissetriz é a semi-reta que divide um ângulo em dois ângulos congruentes. ou baricentro do triângulo. Mediana de um triângulo é o segmento de reta que liga um vértice deste triângulo ao ponto médio do lado oposto a este vértice. 83 . ou incentro. As três bissetrizes internas de um triângulo se encontram no centro de uma circunferência inscrita ao triângulo. Altura é um segmento de reta perpendicular a um lado do triângulo ou ao seu prolongamento. O ponto de interseção das três alturas de um triângulo denomina-se ortocentro. traçado pelo vértice oposto. ou semi-reta. Cevianas Ceviana é um segmento de reta.

As três mediatrizes de um triângulo se encontram em um único ponto. o circuncentro. 3.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA 2. Mediatriz Mediatriz é a reta perpendicular a um lado do triângulo. que é o centro da circunferência circunscrita ao triângulo. que passa pelos três vértices do triângulo. traçada pelo seu ponto médio. Fórmulas de Geometria Plana 84 .

no sul da Ásia Menor e morreu por volta de 190a.C. Aristeu e Euclides.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Apêndice IV – Seções Cônicas As curvas cônicas são conhecidas e estudadas há muitos séculos. em Alexandria. FIGURA 1 – Seções cônicas não degeneradas Na FIG. Variando o ângulo do plano em relação ao eixo da superfície cônica. obtêm-se as diferentes curvas cônicas. conhecido como “O Grande Geômetra” que nasceu por volta de 262a. Sua grande obra Seções Cônicas supera completamente os trabalhos anteriores sobre o assunto (EVES. Os trabalhos mais antigos sobre o assunto foram feitos por Menaechmus (380 – 320 a. que desenvolveu um estudo mais completo e detalhado sobre as seções cônicas. em Perga. 1997). (FIG. vê-se a obtenção das seções cônicas como cortes de um plano em uma superfície cônica de revolução.).C. Mas foi Apolônio. 2). FIGURA 2 – Variação do ângulo do plano de corte 85 . 1.C.

Existem ainda. as chamadas cônicas degeneradas que ocorrem quando o plano intercepta a superfície cônica em seu vértice e dependendo de seu ângulo surgem um ponto. a reta g gera uma superfície cônica circular infinita formada por duas folhas separadas pelo vértice o. Conservemos fixa a reta e e façamos g girar 360 graus em torno de e mantendo constante o ângulo entre estas retas. Nestas condições. descreve como obter uma “superfície cônica” a partir de duas retas (FIG. 5).” e g o FIGURA 1 – Superfície cônica 86 . uma reta ou duas retas concorrentes. 3). FIGURA 3 – Cônicas degeneradas a) uma reta b) um ponto c) duas retas concorrentes Winterle (2000). (FIG.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA A circunferência também é considerada uma cônica. “Sejam duas retas e e g concorrentes em o e nãoperpendiculares. pois pode ser obtida quando um plano secciona uma superfície cônica perpendicularmente ao eixo.

o que foi comprovado décadas mais tarde por Isaac Newton. lançando a hipótese que todos os planetas se moveriam em órbitas elípticas. Dois exemplos clássicos são.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA No início os matemáticos estudavam estas elegantes curvas sem maiores preocupações com aplicações práticas. a descoberta de Galileu Galilei que em 1604 descobriu que um projétil que era lançado horizontalmente do topo de uma torre tinha uma trajetória em forma de parábola se considerando atuante apenas a força da gravidade e a publicação de Kepler em 1609 de sua descoberta de que a órbita de Marte em torno do Sol era uma elipse. 1997). Mas ao longo do tempo inúmeras descobertas importantes em matemática pura e na ciência em geral estavam ligadas às seções cônicas. (EVES. 87 .

Nela. escola do mais alto padrão. Fonte: Wikipédia 88 . obra considerada o marco inicial da filosofia moderna. tendo também sido famoso por ser o inventor do sistema de coordenadas cartesiano. ingressa voluntariamente na carreira das armas. pelo um seu de 1650. Descartes defende o método matemático como modelo para a aquisição de conhecimentos em todos os campos. França — 11 de Fevereiro Suécia). filósofo. no “College de la Fleche”. que influenciou do o desenvolvimento Cálculo moderno. Notabilizou-se sobretudo trabalho revolucionário da Filosofia. na qual ingressara aos oito anos de idade. ele iniciou a formação daquilo a que hoje se chama de Racionalismo continental (supostamente em oposição à escola que predominava nas ilhas britânicas. É que as batalhas que ocupavam seus pensamentos e seus sonhos travavam-se no campo da ciência e da filosofia. matemático francês.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA René Descartes (31 de Março de 1596. uma das poucas opções “dignas” que se ofereciam a um jovem como ele. Mas por uma razão muito especial e que já revelava seus pendores filosóficos: a certeza que as demonstrações ou justificativas matemáticas proporcionam. também físico e Estocolmo. por vezes chamado o fundador da filosofia moderna e o pai da matemática moderna. foi um conhecido como Renatus Cartesius. oriundo da nobreza menor da França. Aos vinte e um anos de idade. Durante os quase nove anos que serviu em vários exércitos. não se sabe de nenhuma proeza militar realizada por Descartes. é considerado um dos pensadores mais importantes e influentes da história humana. Descartes. La Haye en Touraine. o Empirismo). A Geometria Analítica de Descartes apareceu em 1637 no pequeno texto chamado “A Geometria” como um dos três apêndices do Discurso do método. posição filosófica dos séculos XVII e XVIII na Europa O interesse de Descartes pela matemática surgiu cedo. Ele inspirou os seus contemporâneos e gerações de filósofos. Na opinião de alguns comentadores. em resumo. depois de freqüentar rodas matemáticas em Paris (além de outras) já graduado em Direito. dirigida por jesuítas.

Vetores e Geometria Analítica – São Paulo: Makron Books do Brasil Editora Ltda. JÚDICE.GEOMETRIA ANALÍTICA PLANA Bibliografia. Cálculo com Geometria Analítica – São Paulo: Mc GrawHill. Howard. 1968. Paulo. O Cálculo com Geometria Analítica – São Paulo: Harbra Ltda. George F. SWOKOWSKI. 1994. Earl W. REIS. 2ª edição. CAMARGO. D. BOULOS. Genésio Lima dos. 1976. 1997 89 . 1984. Geometria Analítica – Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos. 2ª edição. Paulo. Geometria Analítica: um tratamento vetorial – São Paulo: Mc Graw-Hill. EVES. Valdir Lima da. 2000. SILVA. 2ª edição. KLETENIK. 1987. Elementos de Geometria Analítica – Belo Horizonte: Sistema Pitágoras de Ensino. Ivan de. WINTERLE. Louis. Cálculo com Geometria Analítica. LEITHOLD. SIMMONS. 1987. Introdução à História da Matemática – Campinas: Editora da Unicamp. Edson Durão. 1994. Vol 2 – São Paulo: Makron Books do Brasil Editora Ltda. Problemas de Geometria Analítica – Moscou: Editora Mir. 3ª edição.

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