TECNOLOGIA DE

TUBULAÇÃO INDUSTRIAL
Manoel Benedito Serra da Costa.

Tecnologia
de Tubulação Industrial

Autor
Manoel Benedito Serra da Costa
José Cursino Junior

2010

Costa, Manoel Benedito Serra da. Junior,José
Cursino / Tecnologia de Tubulação Industrial –
Duque de Caxias :
Escola Técnica Atenew, 2010.
81 p.

1.ª impressão

Al: Francisco de Miranda, lt:09 – qd:01
Jardim Primavera – Duque de Caxias – RJ
25.215 – 425
www.atenew.com.br

ÍNDICE
TUBULAÇÃO.
Tubos.
Diâmetros Comerciais.
Schedule
Tipos de Ligações.
SUPORTES PARA TUBULAÇÃO.
CONEXÕES.
IDENTIFICAÇÃO DE TUBOS, EQUIPAMENTOS E INSTRUMENTOS.
VÁLVULAS.
Classificação das Válvulas.
FLANGES.
PURGADORES E FILTROS.
BOMBAS, COMPRESSORES E TURBINAS.
VASOS DE PRESSÃO E PERMUTADORES.
DESCONTO DE MATERIAL
OBSERVAÇÃO FINAL
REFERENCIAS BILBIOGRÁFICAS

4
4
6
6
8
11
21
30
32
33
42
54
60
64
68
75
80

_____________________________________________________________________
Tecnologia de Tubulação Industrial

3

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TUBULAÇÃO.

Tubos.
São

condutos

fechados

geralmente

de

seção

circular,

sendo

destinados ao transporte de fluidos, líquidos ou gasosos. Operam nas
mais diversas condições de pressão e temperatura.
Materiais empregados.
Os materiais são muito variados, dependendo da finalidade dos
tubos. De um modo geral podemos dividi-los em dois grandes
grupos.
-

Tubos metálicos

-

Tubos não-metálicos

Tubos Metálicos.
Subdividem-se em dois tipos:
-

Ferrosos: aço, carbono, aços liga, aço inoxidável, ferro
fundido, ferro forjado, etc.

-

Não-ferrosos: cobre, chumbo, alumínio, bronze, etc.

Tubos Não-Metálicos.
Plásticos (pvc, poliestireno), vidro, barro, vidrado, concreto,
cerâmica, etc.

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Ao selecionar o material do tubo, deve-se levar em conta os
seguintes fatores:
-

tipo de fluido

-

condições de operação (pressão e temperatura)

-

resistência à corrosão

-

custo, segurança e durabilidade.

Quanto ao processo de fabricação, os tubos podem ser classificados
em:
Tubos sem costura – obtidos através de fundição, laminação, etc.
Tubos com costura – obtidos através de solda.
Em indústrias de processamento os tubos de aço-carbono são os mais
utilizados, representando cerca de 80% do total. Isto é devido ao fato
de sua resistência e baixo custo. O ferro fundido só é usado em linhas
de baixa pressão e que necessitem de pequena resistência mecânica,
além de boa resistência à corrosão.
Os tubos são padronizados e especificados através de normas, sendo
que as mais usadas são.
ASTM – American Society Testing Materials
ANSI – American National Standart Institute

Em geral cada firma utiliza a norma que mais lhe convém, não
havendo uma padronização a esse respeito. Como exemplo daremos
como se identificaria um tubo pela norma ASTM.

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Ex:

ASTM A-106-GR B
A – Material ferroso
106 – nº de ordem do material para especificação
GR B – define as propriedades do material

Diâmetros Comerciais.
Os diâmetros comerciais dos tubos de aço foram estabelecidos
pela ANSI (norma B-36-10). Os tubos são indicados pelo
diâmetro nominal; até 12’’ o diâmetro nominal é um valor
intermediário entre o interno e o externo. A partir de 14’’
o diâmetro nominal coincide com o diâmetro externo.
Os diâmetros nominais padronizados pela ANSI vão de 1/8’’ a
36’’. Os valores maiores que 36’’, não são padronizados.
Para cada diâmetro nominal fabricam-se tubos com várias
espessuras. A espessura do tubo pode ser definida como:
e = DE - DI
2

DE – diâmetro externo
DI – diâmetro interno

Schedule.
Com o fim de se evitar um grande número de acessórios, o que
seria muito dispendioso, o diâmetro externo não varia o que vai
acarretar a variação do interno. As normas ANSI para designar
as características (espessuras e peso) dos tubos, estabeleceram
as séries ou nº Schedule. Os números são os seguintes:

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10 – 20 – 30 – 40 – 60 – 80 – 100 – 120 – 140 – 160

"
e=
0.
25

DE=1.315"

7"
95
0.
DI
=

DE=1.315"

7"
95
0.
DI
=

DE=1.315"

e=
0.

e=
0.
17

13

9"

3"

Os schedules mais usados são 40, 80, 160.

Fórmula que nos dá o número do Schedule.
Sch = 1000 x P
3750

Tipos de extremidades de tubo.
Os tubos, dependendo do tipo de ligação, podem ser fabricados
com 3 tipos de ponta:
Lisa – para solda de encaixe.
Com Chanfro – para solda de topo.
Com Rosca - para ligações rosqueadas.
Elementos de Requisição.
Para

se

requisitar

tubos

são

necessários

os

seguintes

elementos:
-

quantidade (em peso, ou em metros)

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-

diâmetro nominal

-

schedule

-

material e processo de fabricação

-

norma a ser obedecida

-

tipo de extremidade

Tipos de Ligação.
Solda de topo – é o tipo usado em tubulações de aço com Ø ≥
2’’ com ponta chanfrada. Serve para qualquer pressão e
temperatura, possuindo grande segurança contra vazamentos.
Sua desvantagem é não permitir o desmonte da tubulação
e dificultar a soldagem em locais de difícil acesso.
Solda de Topo
Espessura de parede menor que 3/16"
não precisa de chanfro.
X

Espessura de parede entre 3/16" e 3/4".
X = 37,5º (+2,5º)
E

E = 1/16" (+ 1/32")

D

Espessura de parede acima de 3/4".
A = 3/4"
C = 37,5º (+ 2,5º)
B = 10º (+ 1º)
D = 1/16" (+1/32")

CHANFRO

B

A

C

CHANFRO DUPLO

A abertura da solda varia de 1,5mm a 6mm dependendo do Ø.

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Solda de encaixe – é usada para tubos ferrosos e nãoferrosos com Ø ≤ 1 ½’’.

Ligação com rosca – um dos tipos mais usados, devido ao
baixo custo e a possibilidade de desmontagem. Apresenta a
desvantagem de não ser apropriada para linhas de média e alta
pressão, além de tendência a enferrujar e necessidade de
vedantes.

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Ligação com Flange – é um tipo de ligação composto de
2 flanges, 1 jogo

de parafusos e uma

junta de vedação.

São facilmente desmontáveis e suportam grandes pressões. As
suas desvantagens são alto custo, grande volume

e alto

peso. Só existem para diâmetros acima de 1’’.

Ligação de ponta e bolsa – sistema usado para tubos de
ferro fundido para água, esgoto e para tubos de barro vidrado,
PVC e cimento.

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SUPORTES PARA TUBULAÇÃO.
Suportes são estruturas ou dispositivos que tem a finalidade de
sustentar a tubulação, e transmitir o peso dos tubos e acessórios
além de outros esforços atuantes na tubulação, ao solo ou às
estruturas vizinhas.
Classificação.
Existem três tipos de suportes básicos, os quais relacionamos abaixo:
-

Suportes de peso

-

Suportes limitadores de movimentos

-

Suportes amortecedores de vibrações

Tipos de suportes de peso.
Suportes Rígidos.
Existe uma grande variedade de tipos e de um modo
geral podem ser apoiados ou pendurados. Os mais
importantes são os seguintes:
Suportes de pedestal

_
_

I 4" x 12,70 Kg/m Tipo A

_
_

I 6" x 25,67 Kg/m Tipo B

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MAX. 1000

-

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-

Trunion

-

Suporte de mão francesa

-

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-

Suporte pendurado

"L" 4" x 4" x 5/8"

"L" 4" x 4" x 5/8"

H. MAX. 1200

VIGA "I" OU "U" EXISTENTE

"U" 6" x 2" x 12,2 Kg/m

MAX. 1200

_
_I 4" x 11,4 Kg/m
CH. 1/2" x 170 x 240
400
300

50

300
50

400

MAX. 4500

50

50

_
_I 6" x 18,5 Kg/m

FURO Ø 1" CHUMB. Ø 3/4"

CH. 1/2" x 170 x 240

Suporte para
tubos elevados

CHUMB. S-038-A

300

PISO

.. . .... .. .. . .. . ... . . .. .. . .... .. .. . .. . ... . . .. .
. . . .. . . .
. . . .. . . . . .
.... . ...... ....... .. .. .. ..... ...... ....... .. .. .. ...
. . .
. .. .. . . .
. .. ..

. . . ... . . . . . ... . . . . ... . . . . . ... . .
... .. . .. ..... ....... .. .. . .. . .. ..... ....... ... .. .
.... ... ..... . .. . . ..... . ...... ... ..... . .. . . ..... . ...

_

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Suporte Semi Rígidos.
São usados para tubos leves em áreas de processamento.
Os mais importantes são os seguintes:
-

Pendural: usados em tubos horizontais.

-

Grampos e braçadeiras: usados em tubos verticais.

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Suporte Não-Rígidos.
São

usados

em

tubulações

sujeitas

a

movimentos

verticais de razoável amplitude. Os tipos principais são os
seguintes:
-

Suportes

de

molas:

usados

quando

se

têm

grandes deslocamentos e nesse caso é usado o
modelo de carga constante; se os deslocamentos
forem pequenos emprega-se o modelo de carga
variável.

-

Suportes de Contrapeso: usados quando se têm
ao

mesmo

tempo

grandes

cargas

e

grandes

deslocamentos.

SUPORTE DE MOLA

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Tipos de limitadores de movimento.
Os tipos principais de limitadores de movimento são

os

seguintes:
Ancoragens.
Restringem

totalmente

o

movimento,

podendo

ser

utilizadas em:
-

Tubos não isolados

TUBOS PESADOS
TUBOS LEVES

-

Tubos isolados

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Guias.
Permitem apenas deslocamentos axiais, ou seja, na
direção do eixo do tubo. São usadas em:

-

Tubos não isolados.

-

Tubos isolados.

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Batente.
Impedem os movimentos axiais em um ou ambos os
sentidos e podem ter várias disposições como mostra o
desenho abaixo.

Simbologia de suportes.
-

Suporte Rígido.

S

-

Suporte de Mola.

SM

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-

Ancoragem.
A

-

Guia.
G

-

Guia Transversal.
GT

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-

Batente.
B

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CONEXÕES.
São peças usadas em tubulações com a finalidade de estabelecer
uniões, mudar direções, fazer derivações, reduzir ou ampliar o
diâmetro dos tubos e são fabricados com o mesmo material destes.

1 – Fazer mudanças de
direção em tubulações

-

Curvas de raio longo
Curvas de raio curto
Curvas de redução
Joelhos
Joelhos de redução

2 – Fazer derivações em
tubulações

-

Tês normais (de 90ºC)
Tês de 45º
Tês de redução
Peças em Y
Cruzetas
Cruzetas de redução
Selas
Colares
Derivações soldadas

3 – Fazer ligações de
tubos entre si

-

Luvas
Uniões
Flanges
Niples
Virolas (uso em flanges soltos)

4 – Fazer mudanças de
diâmetro em tubulações

- Reduções concêntricas
- Reduções excêntricas
- Reduções bucha

5 – Fazer o fechamento
da extremidade do tubo

- Tampões
- Bujões
- Flange cego

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Os tipos principais são:
Curvas.
Servem para mudar a direção de linhas de tubulação. Existem
as curvas compradas feitas e as de tubos dobrados. Estas
possibilitam menor risco de vazamentos e perdas de carga, mas
as curvas compradas feitas, são mais fáceis de serem montadas
e de melhor qualidade. As curvas compradas mais usadas são:
-

Rosca externa a 90 e 45 graus

-

Rosca interna a 90 e 45 graus

-

Flangeada a 90 e 45 graus

-

Para solda de topo a 90 e 45 graus

-

Para solda de encaixe a 90 e 45 graus

As curvas seguem as normas e tem raio de 1 Ø (curto) e 1,5 Ø
(longo) ou 5 Ø ( 5D ).

Joelhos.
São também utilizados para mudar direções de linhas; são,
porém diferentes das curvas, por possuírem raio de curvatura
bem menor, além de apresentarem um peso maior. A sua
conexão é através de rosca ou solda de encaixe. Os tipos
principais são:
-

Macho e fêmea roscados a 90 graus

-

Para solda de encaixe a 90 e 45 graus

-

Fêmea roscados a 90 e 45 graus

-

Com bolsas a 90 e 45 graus

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Tês.
São peças utilizadas para fazer derivações com conseqüente
mudança

de

direção.

Alguns

tipos

permitem

também

a

mudança de diâmetro. Os tipos principais são:
-

Para solda de topo a 90 e 45 graus.

-

Com rosca a 90 e 45 graus.

-

Flangeados a 90 e 45 graus, com ou sem redução.

-

Para solda de topo a 90 graus com redução.

-

Com rosca a 90 graus com redução.

Cruzetas.
São peças com características e emprego semelhante às peças
“T”, apresentando, todavia uma derivação a mais, sempre em
ângulo reto. Podem ser Flangeadas, com rosca, para solda de
topo e encaixe e com bolsas.

Luvas.
São peças utilizadas para unir tubos, prolongar as linhas, ligar
acessórios e reduzir diâmetros. Os tipos principais são:
-

Luva paralela para solda de encaixe

-

Luva paralela de rosca com corpo liso

-

Luva paralela com rosca e corpo reforçado

-

Luva de rosca com redução

-

Luva com redução para solda de encaixe

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Uniões.
São peças utilizadas para unir tubos, com a finalidade de
permitir fácil montagem e desmontagem. Os tipos principais
são:
-

União com anel para solda de encaixe com corpo liso

-

União com anel roscada e corpo liso

-

União roscada com anel e corpo sextavado

-

União de compressão (para altas pressões)

Niples.
São

peças

utilizadas

para facilitar

a

ligação

entre

dois

acessórios. Podem ser paralelos (mesmo diâmetro) e de
redução.

São

feitos

de

pedaços

de

tubo,

podendo

ser

concêntricos ou então excêntricos. Os tipos principais são:
-

Niple paralelo roscado com sextavado

-

Niple paralelo roscado

-

Niple concêntrico roscado com redução

-

Niple para solda de encaixe concêntrico com redução

-

Niple para solda de encaixe excêntrico com redução

Reduções.
São peças cuja finalidade é simplesmente a de reduzir os
diâmetros dos tubos através de ligações simples. Podem ser
concêntricas ou excêntricas. Quanto ao tipo de ligação temos
redução para solda (topo ou encaixe), com rosca e flangeada.

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Adaptadores.
São utilizados para fazer a conexão entre um tubo e um
acessório de extremidades diferentes. O tipo mais comum é o
de encaixe e rosca.

Buchas.
São acessórios empregados
equipamentos

para

e principalmente

facilitar

para

a

reduzir

ligação

entre

distâncias

e

economizar material. Conectam tubos pelas duas faces (interna
e externa). Os tipos mais comuns são:
-

Bucha de redução sextavada com rosca

-

Bucha de redução com rosca

Tampão.
Acessório utilizado para fechar a extremidade de um tubo.
Podem ser roscados ou soldados.

Bujão ou Plug.
Acessório utilizado para fechamento de uma conexão roscada.
Os tipos mais comuns são os de cabeça redonda, quadrada e
sextavada.

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Conexões pré-fabricadas.
São feitas com pedaços de tubos ou chapas e tem a
mesma função das conexões anteriores. Os tipos principais são:
-

Curva de Gomos (90 graus)

-

Boca de Lobo (Tê 90 graus)

EXEMPLOS DE EMPREGO

1

Curva de gomos em tubo
de grande diâmetro.

2

Boca de lobo.

2

3

Acessórios para solda de
topo soldados diretamente
um no outro.

4

4

Derivação com colar.

5

5

Derivação com luva.

6

Acessórios para solda de
encaixe ou com rosca, com
niples intermediários.

1
3

6

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Conexões para solda de topo.

Conexões para solda de encaixe.

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Conexões rosqueadas.

Conexões flangeadas.

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Conexões de ponta e bolsa.

Curva em gomos.
Utilizada em diâmetros acima de 20”. Devido ao alto custo e
dificuldade de obtenção de outros tipos de curvas, em diâmetros
acima de 8”. Usada também em

tubulações

com

pressão

e

temperatura moderadas (classes de pressão 150# a 400#), por
motivo econômico.

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IDENTIFICAÇÃO

DAS

TUBULAÇÕES,

EQUIPAMENTOS

E

INSTRUMENTOS.
Em todos os projetos industriais adota-se um sistema de identificação
para todas as tubulações, vasos, equipamentos e instrumentos.
A identificação dos elementos de uma instalação industrial facilita a
execução dos desenhos, a montagem, a operação e a manutenção da
instalação.
As instalações são identificadas por siglas que englobam:
• Diâmetro nominal
• Fluido contido
• Número da linha
• Especificação do material
Exemplo: 4” V 3.05 Bv
A sigla indicativa dos fluidos circulares é estabelecida pelas normas
internas da própria empresa.
Exemplo: “V” para vapor, “A” para ar, “O” para
óleo, “R” para líquidos refrigerantes, “P” para água
potável, etc...
O primeiro ou os primeiros algarismos do número da linha indicam a
área em que a tubulação se encontra enquanto que os últimos
indicam o número de ordem da linha.
Exemplo: 3.051 (área 3 tubulação número 51).

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As especificações são normas elaboradas especialmente para cada
classe de serviço e para cada projeto ou instalação.
Os equipamentos também são indicados por siglas compostas de
letras e números. As letras indicam o tipo de equipamento.
Exemplo: “B” para bombas, “C” para compressores,
“P” para permutadores, “T” para torres, “TQ” para
tanques, etc...
Os números indicam a área e a ordem numérica.
Quando na mesma área se tem dois
iguais executando o
exemplo,

ou mais

equipamentos

mesmo serviço como, por
bombas

ou compressores em paralelo, é

usual dar-se a todos o mesmo número, distinguindo-se um do outro
pelo acréscimo de uma letra.
Exemplo: B-305A e B-305B.
A identificação dos instrumentos e das válvulas de controle é feita da
mesma forma, adotando-se geralmente siglas estabelecidas pelas
normas ISA (Instrumentation Society of América).
Os instrumentos mais usados são os indicadores de pressão e
temperatura como são mostrados na figura abaixo:

PI

88

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TI

8

PI = Indicador de pressão
TI = Indicador de temperatura
8 = número do Loop
(número seqüencial)

31

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A linha horizontal no circulo da figura acima mostra que o
instrumento, desempenhando uma função, deve ser interligado com
um painel de controle. A ausência da linha horizontal mostra que o
instrumento deverá ser instalado no local.

Instrumentos Interconectados (LOOPS).
Os padrões “ISA” utilizam o termo “LOOP” para descrever um grupo
interconectado de instrumentos que são, necessariamente, um
arranjo em circuito fechado, ou seja, instrumentação utilizada em um
arranjo.

Peças e acessórios.
Válvulas.
São dispositivos destinados a estabelecer, regular e interromper o
fluxo de uma tubulação. É o acessório mais importante dos usados
em tubulação e a sua especificação, escolha e localização deve ser
estudada criteriosamente. Elas devem ser usadas em menor número
possível, pois são caras e causam grandes perdas de carga, além de
poderem ser pontos de possíveis vazamentos.

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Classificação das válvulas.
As válvulas conforme a sua função podem ser classificadas em
quatro grupos principais, que são os seguintes:
Válvulas de bloqueio.
São

válvulas

que

tem

a

função

d

estabelecer

ou

interromper o fluxo de uma tubulação, permitindo o
escoamento do mesmo em qualquer direção. Os tipos
principais são: gaveta, macho e esfera.

Válvulas de regulagem.
Como o nome indica, estas válvulas têm a função de
regular o fluxo de uma tubulação, permitindo o mesmo
movimento em ambos os sentidos
anterior,

porém

com

intensidade

citando
variada.

no
As

tipo
mais

importantes são a globo, agulha, controle, borboleta e
diafragma.

Válvulas de sentido único.
Este tipo de válvula só permite a passagem do fluido num
único sentido. São usadas com o fim de impedir o retorno
do fluido em caso de parada do processo. O tipo principal
é a válvula de retenção.

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Válvulas controladoras de pressão.
São válvulas que impedem que o excesso de pressão
possa ocasionar acidentes com a tubulação. Os tipos
principais são os de segurança e alívio.

Acionamento.
-

Manual (alavanca, volante)

-

Motorizado (pneumático, hidráulico)

Extremidade das válvulas.
-

Rosqueadas (Ø ≤ 4’’)

-

Flangeadas ( Ø ≥ 2’’)

-

Para solda de topo (Ø ≥ 2’’)

-

Para solda de encaixe (Ø ≤ 2’’)

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Tipos Mais Usados:
Válvula Gaveta.

É o tipo mais importante e o mais utilizado (2/3 do total)
de válvula. Visa estabelecer ou interromper o fluxo em
uma tubulação podendo ser usada em qualquer linha de
líquido, vapor (Ø = 8’’) e ar comprimido (Ø = 2’’). Serve
para qualquer pressão e temperatura e normalmente é
operada manualmente. Como são válvulas de bloqueio e
não

de

regulagem,

devem

funcionar

completamente abertas ou completamente fechadas.

Válvula Gaveta.

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Válvula Globo.
É

um

tipo

trabalhando

muito
em

utilizado

qualquer

para

posição.

controlar
É

o

o

fluxo,

tipo

mais

importante de válvula de regulagem, e dá uma vedação
bem melhor do que a de gaveta. Um exemplo de válvula
globo é a torneira de um chuveiro. Este tipo de válvula é
fabricação até a dimensão de 8’’, pois acima deste valor
se tornam caras e não dão uma boa vedação.

Válvula Globo.

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Válvula de Controle.
É

um

tipo

de

válvula

de

regulagem,

geralmente

automática. É muito usada em tubulações de contorno
(by – pass) formando junto com as válvulas globo e
gaveta uma estação de controle. Um exemplo dessa
válvula é o medidor de gás usado nas residências.

Válvula de Controle.

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Válvula de Retenção.
Esta válvula permite a passagem do fluido em um sentido
apenas, fechando-se automaticamente por diferença de
pressão, o que acontece quando há tendência à inversão
do escoamento. É usada de um modo geral, logo após a
uma bomba para evitar o retorno do líquido no caso da
mesma parar. Com isso se evita uma contrapressão que
poderia danificar a bomba.

Válvula de Retenção.

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Válvula de Alívio e Segurança.
São válvulas controladoras da pressão à montante. As de
segurança trabalham com gases e as de alívio com fluidos
incompressíveis (líquidos). É uma válvula automática que
se abre quando a pressão alcança um determinado valor
para o qual foi ajustada. Ela impede que o excesso de
pressão possa ocasionar uma explosão no sistema de
tubulação. Os tipos citados acima são basicamente os
mesmos no que se refere a construção. A única diferença
está no perfil da sede e do tampão.

Válvula de Alívio e Segurança.

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Válvula Macho.
As válvulas de macho representam uma média cerca de
10%

de

todas

as

válvulas

usadas

em

tubulações

industriais.
Aplicam-se principalmente nos serviços de bloqueio de
gases e também no bloqueio rápido de água, vapor e
líquidos em geral. Em válvulas desse tipo o fechamento é
feito pela rotação de uma peça chamada macho. São de
fechamento rápido, bastando ¼ de volta.
As válvulas de macho só devem ser usadas como válvulas
de bloqueio, isto é, não devem funcionar em posição de
fechamento ou abertura parcial. Um exemplo de válvula
macho são as chamadas torneiras.

Válvula Macho.

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Válvula de Esfera.
É semelhante ao anterior, sendo que o macho nesta
válvula é uma esfera que gira sobre um diâmetro,
deslizando

sobre

anéis

retentores

de

borracha

ou

similares, tornando a vedação perfeitamente estanque. O
uso destas válvulas tem aumentado muito recentemente
e são empregados em numerosos serviços de bloqueio de
água, ar, óleos e gases.

Válvula de Esfera.

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FLANGES.
São acessórios empregados nas ligações flangeadas.

Este tipo de

ligação é composto de e flanges, 1 jogo de parafusos ou estojos com
porcas e uma junta de vedação. Apesar de serem facilmente
desmontáveis, o seu uso deverá ser limitado ao necessário porque
são peças caras, muito grandes e pesadas. Geralmente são usadas
para diâmetros na faixa de 2’’ a 24’’.

Tipos de flanges.
Flange Integral.
É o tipo mais antigo e mais resistente de flange. É usado
em alguns casos, para tubos de ferro fundido somente.

Flange de Pescoço.
É o tipo mais usado em tubulações industriais. Servem
para quaisquer pressões e temperaturas e são ligados ao
tubo por uma solda de topo. O tubo deve ter os extremos
chanfrados para ser soldado, o que encarece o processo.
É o mais resistente dos flanges não integrais.

Flange Sobreposto.
É um flange mais barato e mais fácil de instalar que o tipo
anterior. Neste tipo a ponta do tubo encaixa dentro do
flange. É em eral usado em tubulações com pressão até

Tecnologia de Tubulação Industrial

42

Escola Técnica ATENEW
20kg/cm2 e temperatura de 400ºC. não é recomendado
para serviços onde apareçam tensões de natureza cíclica.

Flange Rosqueado.
Este tipo é usado apenas em tubos de metais não
soldáveis e para tubos não metálicos como os de plástico.
É usado também para tubos de aço em instalações
secundárias e em redes de residências.

Flange de Encaixe.
É semelhante ao sobreposto, porém é mais resistente e
tem um encaixe

completo

para

a

ponta

do

tubo,

dispensando por isso a solda interna. É o tipo de flange
mais usado para tubulações de aço de pequeno diâmetro
(até 2’’).
Flange Cego.
São flanges fechados usados para fechar extremidades de
linhas ou de bocais flangeados.

Flange Solto.
Este tipo fica solto

na tubulação,

podendo

deslizar

livremente sobre o tubo. Quando se emprega este flange,
deve-se soldar o topo na extremidade do tubo, uma peça
chamada virola que servirá de batente para o flange. O

Tecnologia de Tubulação Industrial

43

Escola Técnica ATENEW
flange solto tem a vantagem de ficar fora de contato com
o fluido circulante, podendo por isso ser usado em
serviços em que os tubos tenham que ser de materiais
especiais, tal como aço inoxidável ou liga de níquel, sem
que ele próprio o seja.

Faceamento de flanges.
A face de encosto dos flanges pode ter vários tipos de
acabamento. São os tipos abaixo relacionados os mais usados:

Face com ressalto.
É o tipo de face mais comum para flanges de aço
aplicados a qualquer pressão e temperatura. O ressalto
tem 1/16’’ de altura para pressões até 20kg/cm2 e ¼’’
para

pressões

mais

altas.

A superfície

do

ressalto

apresenta geralmente uma série de pequenas ranhuras
concêntricas, cuja função é melhorar o aperto da junta.

Face Plana.
É o faceamento usual nos flanges de ferro fundido e de
materiais frágeis, tal como os plásticos. O aperto da junta
é muito inferior ao obtido com flanges de face com
ressalto.

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44

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Face para junta de anel.
Este tipo de face é usado em flanges de aço para altas
temperaturas e pressões envolvendo fluidos perigosos,
inflamáveis ou tóxicos, em que deve haver absoluta
segurança contra vazamentos.
A face dos flanges tem um rasgo, circular, onde se
encaixa uma junta em forma de anel metálico. Conseguese uma vedação bem melhor não é só devido à ação da
junta, mas também porque a pressão interna tende a
dilatar a própria junta apertando-se contra a faze do
flange.

Face de macho e fêmea.
Este tipo é nem mais raro que os anteriores e são usados
em serviços especiais com fluidos corrosivos, porque
neles a junta está protegida, não havendo quase nenhum
contato entre a junta e o fluido.

Parafusos e estojos para flanges.
Para ligações de um flange no outro e aperto de juntas,
empregam-se dois tipos de parafusos:
-

Parafusos de máquina (Machine bolts)

-

Estojos (Stud bolts)

Tecnologia de Tubulação Industrial

45

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Parafusos de máquina.
São

parafusos

cilíndricos

com

cabeça

integral

sextavada ou quadrada, onde a parte rosqueada nunca
abrange todo o corpo do parafuso. As dimensões estão
padronizadas na norma ANSI.B.18.2 e

as dimensões

dos filetes de rosca na norma ANSI.B.1.1.
São designados pelo comprimento (da extremidade até a
base da cabeça) e pelo diâmetro nominal da rosca. Esses
parafusos

e

respectivas

porcas

e

arruelas

estão

padronizadas nas normas P-PB-41 a 44 da ABNT.
Estojos.
São barras cilíndricas rosqueadas com porcas e contra
porcas independentes, onde a parte rosqueada pode ou
não abranger todo o comprimento. Os estojos permitem
melhor aperto do que os parafusos de máquina porque a
parte mais fraca desses parafusos é justamente a ligação
do corpo com a cabeça.
Os estojos são designados pelo comprimento total e pelo
diâmetro nominal da rosca.

Tipos de aperto.
No aperto de parafusos distingue-se o inicial e
o residual.

O

aperto

fazer com

que

a

inicial tem por
junta

se

adapte

finalidade
o

mais

perfeitamente

Tecnologia de Tubulação Industrial

46

Escola Técnica ATENEW
possível às faces dos flanges; sendo que este aperto
será tanto mais forte quanto mais dura for a junta.
O aperto residual tem por objetivo combater

o

efeito da pressão interna do tubo que tende a
separar os flanges. Este aperto será tanto mais
forte quanto maior for a pressão interna.
Na prática para evitar vazamentos, basta que o
aperto residual tenha de 1,5 a 2 vezes o valor da
pressão

interna.

ligação flangeada,

Evidentemente,
o

aperto

em

residual

qualquer
deve

ser

somado ao aperto inicial. Em tubulações sujeitas à
grandes variações de temperatura, deve-se fazer
um terceiro aperto a quente, para compensar os
efeitos da dilatação.

Materiais, Classes e Diâmetro Comerciais.
Os flanges de aço-caborno e de aço-liga costumam ser forjados.
Para os flanges de aço-carbono emprega-se o aço ASTM-A-181
se a pressão é menor ou igual a 20kg/cm2 e a temperatura até
400ºC. Acima destes valores emprega-se o aço ASTM-A-105.
para os flanges de aço-liga, o material mais comum são os aços
ASTM-A-182, com diferentes percentagem de Cr e Mo.
A norma ANSI.B.16.5 define 7 classes de flanges, cujas
pressões nominais são:
150#

300#

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400#

600#

900#

1500#

2500#

47

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A pressão nominal de cada classe é a pressão admissível de
trabalho

em

psi,

sem

choques,

a

uma

determinada

temperatura. Essas temperaturas variam de acordo com o
material. As pressões admissíveis de trabalho, par qualquer
material e qualquer classe, decrescem com o aumento de
temperatura. Desta forma, o número que representa a pressão
nominal, embora sirva para designar o flange não significa
a pressão admissível com que o flange pode trabalhar.
A pressão admissível do flange, depende da temperatura e do
material do mesmo.
Deve-se observar que as pressões admissíveis dos flanges
referem-se a flanges submetidos exclusivamente ao esforço de
pressão interna.
As 7 classes de pressão nominal abrangem todos os tipos de
flanges, desde o diâmetro nominal de ½’’ até 24’’, com as
seguintes exceções:
A classe 2500 só vai até o diâmetro de 12’’.
Os flanges de encaixe só são fabricados nas classes de 150 a
600.
Os flanges rosqueados da classe 1500 só vão até 12’’ de
diâmetro.
Os flanges menores ou iguais a 3’’, são iguais nas classes 400,
600.
No Brasil fabricam-se flanges de aço de mais de 24’’, segundo a
norma API-605 ou padronizados por alguns fabricantes.

Tecnologia de Tubulação Industrial

48

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Requisição de flanges.
Para a encomenda ou requisição de flanges as seguintes
indicações devem ser dadas:
Quantidade,
classe de

diâmetro
pressão,

nominal,
a

norma

tipo,

faceamento,

adotada,

descrição

completa do material do flange e a espessura da parede
do tubo a que será ligado.
Ex: 20, Ø 6’’, de pescoço, face com ressalto, 300#,
ANSI.16.5, ASTM-A-181 para tubos sch40.

Juntas.
Existem duas espécies de juntas usadas em tubulação:
-

Juntas de Vedação (para flanges)

-

Juntas de Expansão (para tubos)

Apesar no nome semelhante, a função de cada uma delas é na
verdade totalmente diferente. A primeira tem a função de impedir a
presença de vazamentos nas ligações flangeadas e a outra a de
funcionar como trecho flexível, absorvendo os movimentos impostos
a tubulação pelas tensões térmicas.
Abaixo descrevemos com mais detalhes, as características de cada
uma delas.

Tecnologia de Tubulação Industrial

49

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Juntas de Vedação.
Em todas as ligações flangeadas existe sempre uma junta de
vedação que tem a função de impedir vazamentos.
O material da junta que deverá ser menos duro que o material
dos flanges é também deformável e elástico para compensar as
irregularidades das faces dos flanges, dando uma vedação
perfeita, e suportar as variações de pressão e temperatura. O
material

tem

que

resistir

também

à

ação

do

fluido,

especialmente se o mesmo é corrosivo.
São os seguintes os tipos mais usuais de juntas para flanges:

Juntas Não-metálicas.
São sempre planas usadas para flanges de face plana ou
com ressalto. As espessuras variam de 1/32’’ a 1/8’’,
sendo que as mais usadas são as de 1/16’’. Os materiais
mais comuns são:
Material
Borracha natural

Uso
Água, ar e condensado até
100ºC

Borracha sintética

Óleos até 120ºC

Amianto grafitado

Vapor e óleos até 400ºC

Plásticos

Fluidos corrosivos à baixa
pressão e temperatura

Papelões hidráulicos

Água, ar e condensado e
outros

fluidos

à

baixa

pressão e temperatura

Tecnologia de Tubulação Industrial

50

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Juntas Metálicas Folheadas.
Estas juntas possuem uma capa metálica plana ou
corrugada e o enchimento de material macio, geralmente
de amianto. As espessuras variam de 1/16’’ a 1/8’’ e são
usadas para altas pressões e temperaturas.

Juntas Metálicas em Espiral.
São constituídas de fitas metálicas enroladas em espiral,
juntamente com fitas de amianto. Os materiais e as
aplicações

são

análogos

folheadas. As juntas em

aos

das

juntas

metálicas

espiral possuem

excelente

elasticidade.

Juntas Metálicas Maciças.
São juntas metálicas com faces planas ou ranhuradas.
Usam-se essas juntas com flanges de face com ressalto,
para altas pressões.
Os materiais empregados são os mesmos das juntas
anteriores e também podem usadas em flanges com face
de macho e fêmea.

Tecnologia de Tubulação Industrial

51

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Juntas Metálicas de Anel.
São constituídas de anéis metálicos maciços com secção
ovalada ou octogonal. Em geral são de aço inox e estão
padronizadas pela norma ANSI-B-16-20. Existem também
juntas de anel em aço carbono.

Juntas de Expansão.
As juntas de expansão são peças não rígidas que se colocam
nas tubulações para absorver os movimentos causados pela
expansão ou contração térmica das mesmas.
Este tipo de junta só deve ser usado, quando não se tiver outra
alternativa para melhorar a flexibilidade da tubulação. Em geral
se procura alongar mais a tubulação, acrescentando no traçado
as

chamadas

curvas

de

expansão

o

que

melhora

consideravelmente a flexibilidade.
As juntas de expansão têm menores perdas de carga do que as
curvas porém são mais caras e mais sujeitas a vazamentos.
Existem dois tipos de junta de expansão:
-

Junta Telescópica

-

Junta Sanfonada ou de Fole

As juntas telescópicas são empregadas principalmente para
tubulações de vapor ou de condensado em locais onde não é
possível formar as curvas de expansão. Estas juntas absorvem
movimentos no sentido axial e são fabricadas de aço fundido,
ferro fundido e de bronze. O diâmetro nominal vai até 24’’ e

Tecnologia de Tubulação Industrial

52

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suportam pressões de até 40kg/cm2 e com curso máximo de
30cm.
As juntas de
metálico guiado
Absorvem

fole são

constituídas

internamente

movimentos

por

axiais,

de

um sanfonado

um

laterais

cano
e

de

rígido.
rotação,

dependendo do tipo do fole.
As juntas de fole podem ser:
-

Simples

-

Duplas

-

Com Anéis de Equalização

-

Com Articulação (dobradiça, cardã)

Em geral, as juntas de fole possuem tirantes limitadores de
movimento. Os foles podem ser

de cobre, metal monel,

aços inox, etc.
Este tipo de junta é fabricado com diâmetro nominal de até
100’’, para pressões de 40kg/cm2 e temperaturas até 870ºC.
permite um curso axial de 17cm e deflexão angular de 50º.
DILATAÇÃO

G

I

JD

J UNTA DE DOBRADIÇA
D

JD

DILATAÇÃO
G

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53

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G

I

JC

J UNTA CARDÃ

JC

D

G

PURGADORES E FILTROS.
São dispositivos automáticos utilizados para separar, reter ou
eliminar fluidos ou corpos indesejáveis na tubulação.
Purgadores.
Purgadores de Vapor.
São

empregados

para

separar

e

eliminar

o

condensado

nas

tubulações de vapor, sem permitir o escapamento deste último. Estes
aparelhos eliminar também o ar e outros gases, podendo também ser
utilizados para reter o vapor nos aparelhos de aquecimento.
Os purgadores podem ser divididos em três classes:
-

Mecânicos (bóia, balde invertido, balde aberto)

-

Termostáticos (pressão balanceada, expansão líquida, bi
metálicos)

-

Termodinâmicos (simples com filtro, fluxo distribuído)

Os purgadores mecânicos têm sua operação baseada na diferença de
densidade da água para o vapor. Os termostáticos têm o seu

Tecnologia de Tubulação Industrial

54

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funcionamento baseado na diferença de temperatura e finalmente os
termodinâmicos trabalham com a variação da pressão e temperatura.
Basicamente existem dois casos típicos de emprego de purgadores de
vapor:

Purgadores para drenar o condensado.
Eliminam o condensado que se forma ao longo da tubulação e
são colocados em uma derivação da mesma. Abaixo mostramos

VAPOR
ACUMULADOR
TAMPÃO

LUVA
UNIÃO

PARA A LINHA
DE
CONDENSAÇÃO

como se deve instalar um purgador.

VÁLVULA DE RETENÇÃO

FILTRO
PURGADOR
DRENO

SISTEMA FECHADO

Tecnologia de Tubulação Industrial

55

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Para drenar o condensado das linhas os purgadores deverão ser
colocados nos seguintes locais.
-

Pontos extremos das linhas

-

Pontos baixos das linhas

-

Mudanças de elevações

-

Trechos em nível de 100 a 250m

-

Antes das válvulas de bloqueio, regulagem, retenção e
controle

-

Próximos à entrada de máquinas

Ex:

PV5

PV6

PV3

PV1

PV2

Tecnologia de Tubulação Industrial

56

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Purgadores para reter o vapor nos aparelhos de aquecimento.
Nesse caso os purgadores deverão ser colocados próximos à
saída do aparelho. Se não houvesse purgador, o vapor
circularia a alta velocidade sem ceder todo o seu calor.
Ex:
SUPRIMENTO DE VAPOR

LINHA DE CONDENSAÇÃO

APARELHO DE AQUECIMENTO A
VAPOR

VÁLVULA DE RETENÇÃO

FILTRO
DRENO

PURGADOR

Filtros.
São aparelhos que retém poeiras, sólidos em suspensão e os corpos
estranhos em líquidos ou gases.
Os filtros de acordo com a sua finalidade podem ser classificados em:
-

Filtros Provisórios

-

Filtros Permanentes

Filtros Provisórios.
São filtros de utilização temporária,

que se colocam nas

tubulações, normalmente próximo aos bocais de entradas dos
equipamentos.

Sua

Tecnologia de Tubulação Industrial

finalidade

é

trabalhar

nas

linha,

na

57

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operação de teste de unidade, para reter resíduos de solda ou
qualquer sujeira existente nas tubulação.
Um tipo muito comum de filtro provisório é o de anéis de chapa
fina com uma cesta de tela.para facilitar a colocação e a
retirada dos filtros deste tipo, deve-se colocar

uma

peça

flangeada qualquer, geralmente carretel, na entradas dos
equipamentos.
Abaixo temos um exemplo de filtro provisório:

CESTA
FLANGE

FLUXO

Filtros

Permanentes

São filtros instalados nas tubulações
geralmente

próximo

equipamentos muito
bombas

aos

sensíveis

de

bocais
a

corpos

modo

de

definitivo,

entrada

estranhos,

de
como

de engrenagens.

Este tipo consiste geralmente, em uma caixa de aço, ferro
fundido ou bronze, com bocais para entrada e saída de
tubulações, no interior da qual existem elementos de filtragem.
Os modelos mais comuns são o filtro em “Y” para pequenos
diâmetros (até 3’’) e o filtro vertical para grandes diâmetros.

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58

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TAMPA

CESTA DE TELA
ENTRADA

ENTRADA

SAÍDA

SAÍDA

CESTA DE
TELA

TAMPA DE DRENO

DREN
O

A seguir damos um exemplo destes tipos de filtros:

Elementos Filtrantes.
Os elementos mais usados como filtros são os seguintes:
Filtragem grosseira de líquidos
-

Grades metálicas

-

Chapas perfuradas

-

Telas metálicas

Filtragem fina de líquidos
-

Telas finas

-

Feltro

-

Nylon

-

Papel

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59

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Filtragem de gases.
-

Palhas metálicas

-

Feltro

-

Camurça

Dependendo do tipo de filtro utilizado os elementos filtrantes, podem
ter as mais variadas formas; cones, discos, cestas, etc.
Nas linhas de funcionamento contínuo os filtros devem ser duplos,
com duas câmaras bloqueáveis em paralelo, de modo que se uma
estiver em manutenção, a outra permaneça em funcionamento.

BOMBAS, COMPRESSORES E TURBINAS.
São dispositivos destinados a movimentação de fluidos, gases ou
líquidos, muito utilizado em sistemas de tubulação.
Bombas.
São máquinas destinadas a elevar a água e outros líquidos

ou

impulsioná-los. As bombas só trabalham com líquidos, dessa maneira
deve-se evitar a presença de vácuo no interior das mesmas.
Os tipos mais comuns de bombas são os seguintes:

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60

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Centrífugas.
São caracterizados por possuírem um órgão rotativo dotado de
pás. São de escoamento contínuo e servem para grandes
vazões e pressões relativamente pequenas.
Alternativas.
Este tipo puxa o líquido através do movimento do pistão. A
vazão

é

aproximadamente

funcionamento.

Atinge

proporcional

vazões

da

à

ordem

velocidade
de

400l/s

de
com

diferença de pressão de até 1000 atm.
As tubulações de sucção para bombas devem ter a menor perda
de carga possível, poucos acidentes, com diâmetro maior que o
bocal

de

entrada da bomba.

bomba deve

ser

protegida

A

através

linha de descarga da
de

uma

válvula

de

retenção para evitar que o retorno do líquido possa danificar a
bomba em caso de parada súbita.

Compressores.
São equipamentos utilizados para aumentar a pressão de um gás.
Seu emprego é semelhante ao da bomba, só que não pode ser
utilizado para líquidos.
Existem três tipos de compressores de acordo com o princípio de
funcionamento:

Tecnologia de Tubulação Industrial

61

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Centrífugos.
Utilizam o princípio da força centrífuga. São usados para a
movimentação de grandes vazões de gases.

Rotativos.
Este

tipo fornece uma vazão constante e

com misturar

bifásicas.

A

sua

pode funcionar

desvantagem

é

que

a

pressão de descarga é relativamente baixa.
Alternativos.
Composto de pistões, geralmente com razão de compressão de
4:1 e espaço morto variando de 1% a 10%. São usados
quando se faz necessário, altas pressões de descarga.

Turbinas.
São máquinas que transformam a energia térmica de fluido gasoso,
geralmente vapor, em energia mecânica.
Suas partes principais são o estator (fixo) e o rotor (móvel).
Os tipos principais são:

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62

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Turbina de impulsão.
Neste tipo o bocal está na parte fixa do corpo, provocando uma
expansão do vapor que perde pressão e ganha velocidade. O
jato de vapor vai para as palhetas onde a pressão é mantida.

Turbina de reação.
Ao contrário do tipo anterior, a turbina de reação apresenta
uma queda de pressão na passagem do vapor pelas palhetas.
Os bocais estão na parte móvel do corpo, e na verdade o que
ocorre é que este tipo trabalha como turbina de impulsão e
reação.
Comercialmente, o termo turbina de reação aplica-se somente
às turbinas em que há substancial expansão do vapor nas
partes móveis.

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63

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VASOS DE PRESSÃO E PERMUTADORES.
Os vãos de pressão e os permutadores são dos itens de maior
importância e certamente os de maior tamanho nas indústrias de
processamento,

ou

seja,

indústrias

químicas,

petroquímicas,

farmacêuticas e de alimentos.

Vasos de pressão.
Os vasos são usados para armazenar ou acumular para uso em
determinadas ocasiões, gases ou líquidos sobre pressão.
Os fluidos são armazenados sob pressão para que se possa ter um
grande peso dos mesmos em um volume relativamente pequeno. Os
vasos costumam ser cilíndricos, quando de capacidade pequena ou
seja até 100m3 e esféricos quando de maiores dimensões.
Os principais componentes de um vaso de pressão são:
-

Casco – composto da parte cilíndrica e dos tampos.

-

Bocas de visita – são aberturas

flangeadas

para

inspeção e manutenção do vaso.
Conexões de entradas e saída de produto, ventilação e
acessórios.
Quanto a posição de instalação os vasos de pressão podem ser
verticais, horizontais ou inclinados. Tanto o formato quanto a
posição de instalação dos vasos dependem essencialmente do
serviço a que forem destinados. Os vasos verticais são
empregados, por exemplo, para torres de fracionamento. Os
horizontais, muito comuns, são usados principalmente para

Tecnologia de Tubulação Industrial

64

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armazenamento e acumulação. O formato ideal é o esférico,
embora não seja muito econômico, devido a dificuldade de
construção e ao grande espaço ocupado. Os vasos inclinados só
são usados por exigências de serviço.
As dimensões que caracterizam um vaso de pressão são o
diâmetro interno e o comprimento entre tangentes (CET). O
diâmetro interno aplica-se a vasos de qualquer formato; o
comprimento entre tangentes aplica-se somente aos vasos
cilíndricos; é o comprimento total do corpo cilíndrico.
Abaixo temos ilustrações dos diversos tipos de vasos:

CET

CILÍNDRICO INCLINADO

CILÍNDRICO HORIZONTAL

CASCO CÔNICO

DI

CET

CASCO CILINDRICO

CILÍNDRICO VERTICAL
CILÍNDRICO VERTICAL MODIFICADO

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65

DI

CILÍNDRICO CÔNICO

CET

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DI

ESFÉRICO

Permutadores de calor.
O permutador de calor é um equipamento onde dois fluidos, com
temperaturas diferentes, trocam calor através de uma interface
metálica. Os fluidos circulantes podem ser líquidos ou gases. De
acordo com os fluidos que trocam calor e com o fim a que se destina.
O permutador de calor pode ter diferentes denominações:
Intercambiador.
Quando há troca de calor entre dois fluidos do processo.
Executa uma dupla função; aquece um fluido usando outro
fluido mais quente que se resfria. Não há perda do calor
transferido.
Resfriador.
Quando resfria fluidos do processo usando água como meio de
resfriamento.

Tecnologia de Tubulação Industrial

66

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Aquecedor.
Quando aquece fluido do processo por meio de vapor d’água ou
outro meio qualquer.
Condensador.
Quando um fluido no estado de vapor passa para o estado
líquido, cedendo o calor a outro fluido, geralmente água.
Evaporador.
Quando um fluido no estado líquido se vaporiza através do calor
cedido pelo fluido quente.
Normalmente um trocador ou permutador, consiste de um corpo
cilíndrico chamado casco, do carretel que é uma câmara ligada aos
tubos e que serve par distribuir o fluido circulante, finalmente o feixe
de tubos na posição desejada evitando que sofram esforços de flexão,
e os espaçadores que mantém o conjunto de chicanas em posição.
Para permitir a limpeza, o feixe tubular é removível e por esse motivo
os líquidos corrosivos devem sempre passar pelos tubos, pois sua
limpeza ou substituição é mais fácil e barata do que a do casco.
A seguir mostramos alguns exemplos de aplicação de trocadores de
calor.

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67

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RESFRIADOR
ÓLEO DIESEL
PARA TANQUE
DE
RESFRIAMENTO

PETRÓLEO

ÁGUA DE REFRIGERAÇÃO

RESFRIADOR DE ÓLEO DIESEL

ÁGUA DE
REFRIGERAÇÃ
O

TORRE DE
DESTILAÇÃO
ATMOSFÉRICA

CONDENSADORES

NÁFTA LEVE

CONDENSAD OR DE TORRE DE DESTILAÇÃO ATMOSFÉRICA

2

VAPOR 10 Kg/cm

TIC
AQUECEDOR

SODA CÁUSTICA
CONDENSADOR

AQUECEDOR DE REGENERAÇÃO DE SOLDA
T1

T2

QUEROSENE

DIESEL

<T T2< T3
1

T3

REFLUXO CIRCULANTE

AQUECIMENTO DE PETRÓLEO CRÚ
ESQUEMA DE UM PERMUTADOR DE CALOR

CHICANA
TRANSVERSAL
BOCAL DO CASCO

FLANGE DO CASCO
TUBO

DEFLETOR
TAMPÃO DO CASCO

CARRETEL

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68

DESCONTO DE MATERIAL.
É um cálculo onde se elimina todos os componentes de uma
tubulação, exceto o
tubo.
Sua finalidade é calcular
o
comprimento exato do tubo que deverá se
encaixado em
determinado trecho. Nesse trecho deverão ser descontados os
raios das curvas e tes, flanges, espaçamento para solda e em
alguns casos válvulas e juntas. Nas próximas páginas veremos
quatro tabelas básicas para auxílio aos descontos de material.

Valores usuais da fresta para solda de topo (mm).
Diâmetro nominal do
Espessuras da parede do tubo.
tubo (pol.)
STD (40)
XS (80)
2”
1,5
4,5
3” e 4”
3,0
4,5
6” a 24”
4,5
6,0

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69

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FLANGE DE PESCOÇO ± Dimensões

de Acordo
com a Norma ANSI B.16.5

Classe de
Pressão

150#

400#
(Para
diâmetros
menores
usar a
classe
600#)
900#
(Para
diâmetros
menores
usar a
classe
1500#)

1.500#

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14

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F
47,7
52,3
55,6
57,1
61,9
63,5
69,8
69,8
76,2
88,9
102,0
102,0
114,0
127,0
127,0
140,0
144,0
152,0
95,2
109,0
124,0
130,0
143,0
156,0
159,0
171,0
174,0
181,0
108,0
121,0
146,0
168,0
190,0
206,0
219,0
222,0
235,0
254,0
298,0
66,8
76,2
79,5
79,5
88,9
108,0
111,0
124,0
130,0
178,0
219,0
260,0
289,0
305,0

Classe de
Pressão

300#

600#

2.500#

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24
1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2

53,8
58,6
63,5
66,5
69,8
71,4
77,7
80,8
87,5
100,0
113,0
119,0
132,0
144,0
148,0
161,0
164,0
170,0
58,7
63,5
68,3
72,9
76,2
79,5

2 1/2
3
4

86,5
88,9
108,0

6
8
10
12
14
16
18
20
24

124,0
140,0
159,0
162,0
171,0
184,0
190,0
197,0
209,0

1/2
3/4
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10

79,5
85,6
95,2
102,0
118,0
133,0
149,0
174,0
197
279,0
324,0
425,0

12

470,0

F

70

Escola Técnica ATENEW
NOTAS:
E

E

E

A

B/F

C

ROSQUEADA

FLANGEADA
(VIDE NOTA 3)

1 ± As dimensões B dadas nesta
tabela para as válvulas de classe 150# e
300# aplicam-se também, respectivamente
às válvulas de ferro fundido nas classes 125#
e 250#, de acordo com a norma ANSI
B.16.10.
2 ± As dimensões D e E não são
normatizadas, variando de um fabricante
para outro. Os valores mostrados na
tabela são aproximados e arredondados para
mais.
3 ± A dimensão B aplica-se aos
flange de face com ressalto, incluindo a altura
dos ressaltos. A dimensão F aplica-se aos
flanges para junta de anel, incluindo também

SOLDA DE TOPO

VÁLVULA DE GAVETA
Classe Diâmetro
de
Nominal
Pressão
(Pol.)
1 1/2

150#

400#

800#

1500#

a altura dos ressaltos.

Dimensões (mm)
A

B

C

D

E

165
178
191
203
229
267
292
330
356
381
406
432
457
508
406
495
596
673
762
826
902
978
1054
1232

350
470
510
560
660
895
1120
1335
1540
1800
2025
2260
2490
2865
810
1060
1320
1570
1750
1930
2080

178
203
203
229
254
356
406
457
457
559
610
686
762
762
305
406
508
610
610
686
686

1100
1360
1595
1830
1995
2165
2385
2560
3200

178
191
203
216
241
279
305
343
368
394
419
445
470
521
410
499
600
676
765
829
905
981
1061
1241
508 561
610 664
686 791
686 841
752 892
752 994
914 1095
914 1200
1057 1407

F

6
8
10
12
14
16
18
20
24

558
660
787
838
889
991
1092
1194
1397

165
216
241
283
305
403
419
457
502
571
610
660
711
813
406
495
597
673
762
826
902
978
1054
1232
558
660
787
838
889
991
1092
1194
1397

1 1/2
2

305
368

305
368

520
585

229
254

308
372


3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

419
430
546
705
832
991
1130
1257
1384
1537
1664
1943

419 685
430 760
546 875
705 1220
832 1450
991
1130
1257
1384
1537
1664
1943

305
356
406
610
686

422
473
549
711
841
1000
1146
1276
1407
1559
1686
1972

2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

159
178
187
203

Tecnologia de Tubulação Industrial

Classe Diâmetro
de
Nominal
Pressão
(Pol.)
1 1/2

300#

Dimensões (mm)
B

C

D

E

F

191
216
241
283
305
403
419
457
502
762
838
914
991
1143

191
216
241
283
305
403
419
457
502
762
838
914
991
1143

425
520
600
660
740
1080
1220
1485
1675
2060
2210
2325
2545
3060

203
203
203
229
254
356
406
508
508
686
686
762
914
914

203
232
257
299
321
419
435
473
515
778
854
930
1010
1165

1 1/2
2
2 1/2

241
292
330

241
292
330

450
650
620

203
203
229

244
295
333

3
4

366
432

366
432

680
810

254
356

359
436

381
457

381
457

735
825

305
356

384
460

610
737
838
965
1029
1130
1219
1321
1549
384
451
508
578
873
914
1022
1270
1422

610
737
838
965
1029
1130
1219
1321
1549
384
451
508
578
873
914
1022
1270
1422

1120
1360
1625
1870
1965
2180

508
610
686
752
762
914

613
740
841
968
1038
1140
1232
1334
1569
387
454
514
584
683
927
1032
1292
1445

2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

A
178
203
229
279

600#

3
4

900#

2500#

6
8
10
12
14
16
18
20
24
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12

71

Escola Técnica ATENEW
CONEXÕES DE AÇO PARA SOLDA DE TOPO
G

F

A

Curva 90º
Raio Longo
Diâmetro
Nominal
A
(Pol.)
1
38,1
1 1/4
47,6
1 1/2
57,2
2
76,2
2 1/2
95,3
3
114,3
4
152,4
6
228,6
8
304,8
10
381,0
12
457,2
14
533,4
16
609,6
18
685,8
20
762,0
24
914,4

G

B

Curva 90º
Raio Curto
Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

Curva 45º
Raio Longo
B

25,4
31,8
38,1
50,8
63,5
76,2
101,6
152,4
203,2
254,0
304,8
355,6
406,4
457,4
508,0
609,6

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

Redução Concêntrica

E
15,9
19,8
23,8
31,8
39,7
47,6
63,5
95,3
127,0
158,8
190,5
222,3
254,0
285,8
317,5
381,0

L

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
Tronco Derivação

Diâmetro
Dimensões
Nominal
(mm)
(Pol.)
L
M Tronco Derivação

Te Normal

Redução Excêntrica
Diâmetro
F
Nominal
(Pol.)
1
50,8
1 1/4
60,9
1 1/2
63,5
2
76,2
2 1/2
88,9
3
88,9
4
101,6
6
139,7
8
152,4
10
177,8
12
203,2
14
330,2
16
355,6
18
381,0
20
508,0
24
508,0

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

Te de Redução
Diâmetro
Dimensões
Nominal
(mm)
(Pol.)
L
M Tronco Derivação

Dimensões
(mm)
L

M

1
1 1/4

57,1
57,1

57,1
57,1

4

1 1/2
2
2 1/2
3

104,8
104,8
104,8
104,8

85,7
88,9
95,2
98,4

12

6
8
10

254,0 219,1
254,0 228,6
254,0 241,3

2

1
1 1/4
1 1/2

63,5
63,5
63,5

50,8
57,1
60,3

6

2 1/2
3
4

142,9 120,6
142,9 123,8
142,9 130,2

14

6
8
10
12

279,4
279,4
279,4
279,4

76,2
76,2
76,2
76,2

57,1
63,5
66,7
69,8

177,8 155,6
177,8 168,3

304,8 264,0
304,8 273,0

8

4
6

6
8

2 1/2

1
1 1/4
1 1/2
2

16

1 1/4

85,7
85,7
85,7
85,7

69,8
73,0
76,2
82,5

10

4
6
8

215,9 184,1
215,9 193,7
215,9 203,2

10
12
14
18

304,8
304,8
304,8
342,9
342,9
342,9
342,9
342,9

3

Tecnologia de Tubulação Industrial

G
38,1
47,6
57,2
63,5
76,2
85,7
104,8
142,9
177,8
215,9
254,0
279,4
304,8
342,9
381,0
431,8

K
101,6
101,6
101,6
152,4
152,4
152,4
152,4
203,2
203,2
254,0
254,0
304,8
304,8
304,8
304,8
304,8

L

1 1/2

1 1/2
2
2 1/2

Virola para Flange
Diâmetro
Nominal
(Pol.)
1
1 1/4
1 1/2
2
2 1/2
3
4
6
8
10
12
14
16
18
20
24

8
10
12
14

238,1
247,6
257,3
269,9

Diâmetro
Nominal
(Pol.)
Tronco Derivação
8
10
12
20
14
16
18
10
12
14
24
16
18
20

Dimensões
(mm)
L
M
381,0
323,8
381,0
333,4
381,0
346,0
381,0
355,6
381,0
355,6
381,0
368,3
431,0
384,2
431,0
395,9
431,0
406,4
431,0
406,4419,1
431,0
431,8
431,0

282,6
295,3
304,8
298,5
308,0
320,7
330,7
330,7

72

Escola Técnica ATENEW

CL

EL. 4500

Com dados das tabelas mostradas nas páginas anteriores poderemos subtrair o material
do trecho da tubulação restando apenas o tubo. Finalizando, temos um exercício para
testarmos os nossos conhecimentos adquiridos em desconto de material. Examinemos
a planta baixa e façamos os descontos de material para os trechos que vão de “A” a
“M”.

CL

8707 (L)

EL.3000

7702 (G)
EL. 1500

Ø8"

7277 (F)

Ø8"

2835 (I)

Ø6"
Ø6"

CL

Ø6"
Ø8"
3471 (C)

Ø8"
2455 (B)

2988 (A)

25

01

(E
)

Ø8"

5284 (M)

3141 (J )

Tecnologia de Tubulação Industrial

73

Escola Técnica ATENEW

H

Abaixo o desenho da tubulação para nos auxiliar no exercício.

L

G

M

F

I

J
B

D

A

E

C

Tecnologia de Tubulação Industrial

74

Escola Técnica ATENEW
Coloque aqui os resultados:

Trecho A: _______________________________
Trecho B: _______________________________
Trecho C: _______________________________
Trecho D: _______________________________
Trecho E: _______________________________
Trecho F: _______________________________
Trecho G: _______________________________
Trecho H: _______________________________
Trecho I: _______________________________
Trecho J: ________________________________
Trecho L: ________________________________
Trecho M: _______________________________

Obs: Não se esqueça de agradecer a Deus cada dia vivido e
pelo término do curso. Muitos gostariam de estar em seu lugar.

Tecnologia de Tubulação Industrial

75

_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
_____________________________________________________________________
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Tecnologia de Tubulação Industrial

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Referências Bibligráficas

SILVA TELES, Pedro Carlos.Tubulações Industriais – Projeto Volumes 1 e 2,São Paulo:
Livros Técnicos e Científicos S.A. , 1974
COSTA, Manoel Benedito Serra da. Montagem em Caldeiraria, Rio de Janeiro: Petrobras;
Brasília: SENAI / DN, 2004.176 P. il. – Série Programa Petrobras – Abastecimento de
Qualificação Profissional para as comunidades próximas as unidades de negócios da
Petrobras
JUNIOR, José Cursino.Tubulações Industriais ,Duque de Caxias: Atenew, 2009

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