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Cai número de casos de dengue no Pará, mas alerta


continua
O 7º Informe da Situação da Dengue no Pará aponta queda no número de casos notificados e
confirmados de dengue no Estado em relação ao último boletim, divulgado no dia 11 de março. De 1º de
janeiro a 18 de março foram notificados 9.392 casos da doença, dos quais 1.966 foram confirmados. O
documento foi divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) na tarde desta quarta-
feira, 23.

Os municípios com maior número de casos notificados são: Belém (952), Santarém (861), Parauapebas
(503), Marituba (383), Novo Progresso (372), Itaituba (328), Altamira (318), Tucuruí (304), Castanhal
(277), São Félix do Xingu (273), Marabá (262), Paragominas (255) e Ananindeua (218). Em relação aos
casos confirmados, os municípios com maior registro são Santarém (290), Altamira (281), Tucuruí (257)
e Novo Progresso e Paragominas com 237 cada um.

Até o momento foram registrados quatro óbitos por dengue no Estado, sendo dois em Belém, um em
Santarém e outro em Tucuruí, mas sete mortes ainda estão sob investigação em Belém, Marabá,
Tucuruí, Oriximiná, Bom Jesus do Tocantins, Santarém e São Domingos do Araguaia.

De acordo com a coordenadora de Controle da Dengue, Carla Garcia, o resultado positivo se deve ao
intenso trabalho junto aos municípios paraenses, em especial, aos 77 prioritários, que receberam visita
de técnicos da área de Vigilância à Saúde da Sespa e do Grupo de Mobilização Social, para envolver
gestores, trabalhadores, organizações não governamentais e sociedade em geral no combate à dengue.

As principais ações são a notificação imediata de todos os casos suspeitos de dengue e o combate aos
focos do mosquito Aedes aegypti nos locais das notificações. Apesar do número de casos notificados e
confirmados estarem caindo, Carla Garcia disse que a população deve continuar vigilante, assim como os
profissionais nas unidades de saúde, visto que o período de sazonalidade da dengue, ou seja, o de maior
risco de contrair a doença, ainda não acabou.

Além disso, já foram confirmados 11 casos de dengue tipo 4 (DENV4) no Pará, sendo dez em Belém e
um em Ananindeua, o que requer vigilância dobrada em função do risco de epidemia, posto que a maioria
das pessoas ainda não entrou em contato com esse sorotipo. Ela ressaltou que ainda não houve
epidemia causada pelo sorotipo 4 exatamente por causa das ações imediatas desenvolvidas pelas
Secretarias Municipais de Saúde.

Os dez casos de dengue tipo 4 em Belém ocorreram nos bairros de Maracacuera, Águas Negras,
Tenoné, Pratinha, Cabanagem, Marambaia, Marco, Canudos e Condor. Em Ananindeua, o caso foi
registrado no bairro do Coqueiro. Conforme Carla, todos os casos evoluíram para a cura e não
apresentaram manifestações hemorrágicas.

Para minimizar o impacto da circulação do novo vírus, as Vigilâncias Epidemiológicas de Belém e


Ananindeua realizaram as seguintes ações: investigação de campo para avaliação do caso e
determinação da amplitude da circulação viral, investigação para identificar onde os pacientes se
infectaram e intensificação do combate ao mosquito adulto e larvas, por meio de controle biológico e
químico.

A Unidade Sentinela, que funciona no Hospital Abelardo Santos encaminhou, até o momento, 187
amostras para análise no Laboratório Central do Estado (Lacen), das quais 22% tiveram resultado
positivo para dengue e foram encaminhadas para o Instituto Evandro Chagas (IEC) para identificação do
vírus circulante. A finalidade desse trabalho é apenas identificar os sorotipos circulantes na cidade.

Seguindo diretriz do Ministério da Saúde, permanece a vigilância de casos graves e óbitos suspeitos de
dengue, exigindo que os municípios informem em até 24 horas à Coordenação Estadual de Controle da
Dengue a ocorrência de casos graves ou suspeita de óbito por dengue. O objetivo é realizar o bloqueio
vetorial na área e evitar que mais pessoas adoeçam.

Até hoje, foram internados 309 pacientes suspeitos de dengue com complicação, dos quais nove
continuam sob avaliação médica. Os demais tiveram alta por cura.

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