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O sete é considerado o número da perfeição. Temos os 7 chakras principais, os 7 corpos, os 7 raios, os 7 céus, os 7 dias da criação, os 7 selos do apocalipse, e por último (mas não menos importante) os 7 anões. E por que sete? Porque uma das formas de se classificar o tempo, dentro da percepção de nossos sentidos, é estabelecendo ciclos de sete, como temos, por exemplo, os 7 dias da semana. Mas, por que sete, caramba? Porque, segundo a Kabbalah, qualquer coisa que venha a se manifestar no mundo físico (Malkuth) passou antes por outros 9 estágios, totalizando as 10 Sephiroth da Árvore da Vida. Como nas 3 primeiras espaço, tempo e movimento não existem (ilusões), cada intervalo de 7 é dividido entre as Sephiroth que vão de Yesed a Malkuth. Interessante analisar esta frase. Ela bate com a idéia da Caverna de Platão, onde somos apenas cópias grosseiras de uma matriz mais sutil (e perfeita), e também com o que o Budismo ensina, de que esse mundo é pura ilusão sensorial (Maya).
Referência: A mais antiga equação espiritual; O sete na bíblia; O sete cabalístico

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(Platão e Sócrates RuleZ!) Platão expôs o mito da caverna no Livro VII de A República. Possui a forma de um diálogo imaginário, do qual participam o filósofo Sócrates e os irmãos de Platão, Glauco e Adimanto. No livro VII Sócrates conta a Glauco o famoso mito da caverna como um retrato da ignorância humana. Pode (e deve) ser encarada como a metáfora da nossa vida, que, como os Budistas bem sabem, é uma ilusão, um pálido reflexo da Realidade. Nos mostra o quão difícil é nossa ascensão, mas o quanto ela é gratificante para os que perseveram e alcançam o topo. Também nos ensina, através da lógica, que é muito melhor ser humilde servidor na luz do que um Rei nas trevas. E também a dureza que é tentar ajudar os que ficam lá embaixo, por estarem eles se deleitando tão somente com aquilo (o ilusório), quando há muito mais para se ver! E fica a mensagem: não se pode tirá-los à força! Tudo isso é o que compõe a base moral do espiritismo, e Sócrates poderia ser considerado o primeiro doutrinador espírita do mundo. Vamos ao trecho do livro A República: Sócrates - Agora imagina a maneira como segue o estado das nossas naturezas relativamente à instrução e à ignorância. Imagina homens numa morada subterrânea, em forma de caverna, com uma entrada aberta à luz; esses homens estão aí desde a infância, de perna e pescoço acorrentados, de modo que não podem mexer-se nem ver senão o que está diante deles, pois as corrente os impedem de voltar à cabeça; a luz chega-lhes de uma fogueira acesa numa

Que achas que responderá se alguém lhe vier dizer que não viu até então senão fantasmas. de si mesmos e de seus companheiros. de pedra. tais homens não atribuirão realidade senão às sombras dos objetos fabricados? Glauco . Sócrates -Portanto. o obrigar.Considera agora o que lhes acontecerá. em seguida. Começará por distinguir mais facilmente as sombras. pelo menos de início. se são obrigados a ficar de cabeça imóvel durante toda a vida? Sócrates . numa tal condição. poderá. mais do que as sombras projetadas pelo fogo na parede da caverna que lhes fica defronte? Glauco . que seja ele obrigado a endireitar-se imediatamente. e o deslumbramento impedi-lo-á de distinguir os objetos de que antes via as sombras. eles tenham alguma vez visto. Sócrates . não sofrerá vivamente e não se queixará de tais violências? E.Sim.Dessa forma.E se o arrancarem à força da sua caverna.Imagina agora. se pudessem se comunicar uns com os outros.Não o conseguirá. Glauco .Como.Estou vendo. madeira e toda espécie de matéria. Sócrates . com os olhos ofuscados pelo seu brilho. necessidade de se habituar a ver os objetos da região superior. uns falam e outros seguem em silêncio.Assemelham-se a nós. E. Sócrates .enfim. por Zeus! Sócrates .E com as coisas que desfilam? Não se passa o mesmo? Glauco .colina que se ergue por detrás deles. à força de perguntas.É bem possível. distinguir uma só das coisas que ora denominamos verdadeiras? Glauco .Assim terá de ser. se forem libertados das suas cadeias e curados da sua ignorância. não achas que tomariam por objetos reais as sombras que veriam? Glauco . as . entre esses transportadores. quando tiver chegado à luz. Glauco . mas que agora.Com toda a certeza.Muito mais verdadeiras. mais perto da realidade e voltado para objetos mais reais. semelhante às divisórias que os apresentadores de títeres armam diante de si e por cima das quais exibem as suas maravilhas. creio eu. que o transpõem: estatuetas de homens e animais. vê com mais justeza? Se. sempre que um dos transportadores falasse. Imagina que ao longo dessa estrada está construído um pequeno muro. Sócrates . ao longo desse pequeno muro. Que se liberte um desses prisioneiros. a erguer os olhos para a luz: ao fazer todos estes movimentos sofrerá.Um quadro estranho e estranhos prisioneiros. para começar. a caminhar.Sem dúvida. naturalmente. a dizer o que é? Não achas que ficará embaraçado e que as sombras que via outrora lhe parecerão mais verdadeiras do que os objetos que lhe mostram agora? Glauco . entre o fogo e os prisioneiros passa uma estrada ascendente. Sócrates . o obrigarem a subir a encosta rude e escarpada e não o largarem antes de o terem arrastado até a luz do Sol.E se a parede do fundo da prisão provocasse eco. mostrando-lhe cada uma das coisas que passam. não julgariam ouvir a sombra que passasse diante deles? Glauco . achas que.Terá.E se o forçarem a fixar a luz. naturalmente. homens que transportam objetos de toda espécie. os seus olhos não ficarão magoados? Não desviará ele a vista para voltar às coisas que pode fitar e não acreditará que estas são realmente mais distintas do que as que se lhe mostram? Glauco . Sócrates . a voltar o pescoço. Sócrates .

enfrentando a claridade dos astros e da Lua. para julgar essas sombras. durante o dia. no seu verdadeiro lugar.Sim.Por fim. Depois disso. na caverna. visto que também tu desejas conhecê-la. Sócrates . suponho eu. mas não se pode apreendê-la sem concluir que ela é a causa de tudo o que de reto e belo existe em todas as coisas. ela engendrou a luz. Sócrates . que governa tudo no mundo visível e que. Sócrates . Sócrates . pois se habituar à escuridão exigirá um tempo bastante longo. Preferirá sofrer tudo a ter de viver dessa maneira. Sócrates . Glauco . Glauco .É evidente que chegará a essa conclusão.imagens dos homens e dos outros objetos que se refletem nas águas. durante a noite. esta imagem ao que dissemos atrás e comparar o mundo que nos cerca com a vida da prisão na caverna. que é ele que faz as estações e os anos. será o sol. e sofrer tudo no mundo. se a considerares como a ascensão da alma para a mansão inteligível. os corpos celestes e o próprio céu do que. e com dificuldade. esse alguém não o mataria. tendo ido lá acima. e que por isso era o mais hábil em adivinhar a sua aparição. Quanto à subida à região superior e à contemplação dos seus objetos.Sem dúvida. Só Deus sabe se ela é verdadeira. estando ainda sua vista confusa e antes que seus olhos se tenham recomposto. ou virem juntas.E se tiver de entrar de novo em competição com os prisioneiros que não se libertaram de suas correntes. entre os prisioneiros. Glauco -Necessariamente. que poderá ver e contemplar tal qual é. Sócrates .E se então distribuíssem honras e louvores. é ela que é soberana e dispensa a verdade e a inteligência. lembrando-se de sua primeira morada. meu caro Glauco. mas o próprio Sol. se pudesse fazê-lo? Glauco . no mundo visível. de certa maneira. e que provocasse a inveja daqueles que.Agora.Sou de tua opinião.Depois disso.Ora. que melhor se recordasse das que costumavam chegar em primeiro ou em último lugar. o Sol e sua luz. no mundo inteligível. pelo que não vale a pena tentar subir até lá? E se alguém tentar libertar e conduzir para o alto. por último. como o herói de Homero. com certeza Sócrates. a minha opinião é esta: no mundo inteligível. ponto por ponto. poderá concluir. se tivessem recompensas para aquele que se apercebesse. Sócrates . não fará que os outros se riam à sua custa e digam que. com o olhar mais vivo. e é preciso vê-la para se . são venerados e poderosos? Ou então. poderá. da passagem das sombras.Por certo que sim. a voltar às antigas ilusões e viver como vivia? Glauco . Quanto a mim. é preciso aplicar. é a causa de tudo o que ele via com os seus companheiros. e a luz do fogo que a ilumina com a força do Sol. da sabedoria que aí se professa e daqueles que foram seus companheiros de cativeiro. e não as suas imagens refletidas nas águas ou em qualquer outra coisa.Imagina ainda que esse homem volta à caverna e vai sentar-se no seu antigo lugar: não ficará com os olhos cegos pelas trevas ao se afastar bruscamente da luz do Sol? Glauco . não achas que se alegrará com a mudança e lamentará os que lá ficaram? Glauco . contemplar mais facilmente. os próprios objetos. a respeito do Sol.Sem nenhuma dúvida. não preferirá mil vezes ser um simples lavrador. a idéia do bem é a última a ser apreendida. voltou com a vista estragada. não te enganarás quanto à minha idéia.

têm conotações surpeendentemente antigas que remontam aos milhares de anos.br/imgres?imgurl=http://3.html&usg=__B4eLbOKAd_Cy9DoHI0NJotFvH8s=&h=349&w=350&sz=34&hl=pt BR&start=1&zoom=1&tbnid=8xmX2GHFsOu07M:&tbnh=120&tbnw=120&prev=/images%3Fq %3Dtrivium%2Be%2Bquadrivium%26um%3D1%26hl%3DptBR%26sa%3DG%26tbs%3Disch:1&um=1&itbs=1 .jpg&imgrefurl=http://obelo gue. Mas.com. perdida há tempo.com/_4nUK2JSKPL0/SKqGQBE uMCI/AAAAAAAADEc/a7C8jyjRClE/s400/trivium%252Bquadrivium. e perde-se a graça em ficar olhando sombras na parede. É uma mensagem mística corrompida. meio impertinentes e afastados da espiritualidade.. Glauco . Aqueles símbolos triviais. É mais comum que esquece-se o seu sentido e a sua imagem está minguando até que se torne um ícone sem expressão.com/2008/08/o-carteiro-under-construction-triviume. após ter podido vislumbrar a realidade. jerzy kocik http://www.Concordo com a tua opinião.blogspot. __________________ É duro ter de se readaptar à luz e voltar a enxergar as sombras.bp. usados em banheiros. até onde posso compreendê-la.blogspot.comportar com sabedoria na vida particular e na vida pública. infelizmente ainda estamos acorrentados.google. O olho não se acostuma como antes.. Os grandes conceitos do passado mesmo morrendo não costumam desaparecer sem traço.

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