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FACULDADE DE JAGUARIÚNA

INSTITUTO BRASILEIRO DE PÓS-GRADUAÇÃO E EDUCAÇÃO CONTINUADA

MARCELO PINTO

ANESTESIA E/OU ANALGESIA POR INFUSÃO CONTÍNUA; REVISÃO DE LITERATURA

SÃO PAULO 2008

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MARCELO PINTO

ANESTESIA E/OU ANALGESIA EM INFUSÃO POR INFUSÃO CONTÍNUA EM CÃES; REVISÃO DE LITERATURA

Monografia apresentada para obtenção do título deEspecialista Lato Sensu em Anestesiologia Veterinária de Jaguariúna em convênio com o Instituto Brasileiro de Pós Graduação e Educação Continuada, sob orientação do Prof. Yuri Karaccas de Carvalho.

SÃO PAULO 2008

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ANESTESIA E/OU ANALGESIA POR INFUSÃO CONTÍNUA EM CÃES; REVISÃO DE LITERATURA

MARCELO PINTO Monografia apresentada para obtenção do título de especialista Lato Sensu em Anestesiologia Veterinária da Faculdade de Jaguariúna em convênio com o Instituto Brasileiro de PósGraduação e Educação Continuada, sob orientação do Professor Yuri Karaccas de Carvalho, São Paulo, 2008.

BANCA EXAMINADORA

--------------------------------------------------------------Rodrigo Luiz Marucio Mestre/INBRAPEC

-----------------------------------------------------------------Francisco Teixeira Neto Doutor/UNESP - Botucatu

----------------------------------------------------------------Eduardo Raposo Monteiro Doutor/UNIGRANRIO CONCEITO FINAL: ------------------DATA: --------/---------/---------

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DEDICATÓRIA

Aos meus pais, pois sem a presença deles não estaria realizando mais esta tarefa em minha vida, pelo esforço que tiveram em me proporcionar a educação e o futuro que hoje desfruto. A minha esposa Alessandra, que sempre me apoiou em estar subindo degraus na minha vida, me encorajando e participando desta jornada. As minhas filhas, que tão pacientes entenderam a ausência do pai em algumas ocasiões para poder realizar o sonho almejado.

por me dar saúde e me acompanhar na minha jornada diária. Ao meu orientador Yuri Karaccas por ter me dado apoio e pela paciência em ajudar a desenvolver este projeto de estudo. A Pharmazoo por me proporcionar um ambiente para desenvolver e praticar os ensinamentos aqui aprendidos. que enriqueceram de sabedoria a minha carreira profissional. Ao Professor/Orientador Rodrigo Marucio que me ajudou a aumentar ainda mais a minha devoção pela Anestesia Veterinária. protegendo não só a mim. Ao meu irmão de sangue Carlinhos. . como a minha família. cirurgião que sempre confiou no meu profissionalismo para colaborar em suas intervenções. Aos meus novos amigos e companheiros de estudo que participaram com muito afinco desta jornada de aprimoramento profissional. Aos palestrantes em geral. que por tantos finais de semana me substituiu na minha ausência do trabalho. Ao Fabiano.v AGRADECIMENTO ESPECIAL Ao Todo Poderoso.

estado do paciente e procedimento a ser executado. Anestesia e/ou analgesia em infusão contínua em cães Monografia apresentada para obtenção do título de especialista Lato Sensu em Anestesiologia Veterinária da Faculdade de Jaguariúna em convênio com o Instituto Brasileiro de Pós Graduação e Educação Continuada. sob orientação do Médico Veterinário Yuri Karaccas de Carvalho. opióides. dado pelo conhecimento farmacológico dos agentes empregados. analgesia intensa no trans e pós operatório. Entre as vantagens estão à ausência de poluição ambiental. agonistas alfa-2 e anestésico local e suas associações serão discutidas nessa revisão. benzodiazepínicos. 2007. cães. em doses pré-estabelecidas levando-se em consideração os efeitos esperados. infusão contínua. menor depressão cardiovascular. . O uso de diversos fármacos como: barbitúricos. principalmente quando utilizadas em regime de cirurgias mais extensas e complexas. A justificativa desse fato por ser atribuída em parte pela habilidade e competência do anestesista. não barbitúricos.vi Resumo PINTO. Palavras-chave: anestesia. dissociativos. A técnica consiste na administração contínua de fármacos com o auxílio de equipo e bomba de infusão ou mesmo na contagem manual do gotejamento. São Paulo. Já em medicina veterinária as mesmas ainda são preteridas pelo uso da anestesia inalatória. analgesia. M. A anestesia e analgesia em infusão contínua são amplamente utilizadas em medicina humana.

The technique consists in the continuous administration of pharmacs with the aid of equipment and pump infusion.vii ABSTRACT PINTO. alfa-2 agonists and local anesthetics and its associations will be discussed in this review. nonbarbiturates. benzodiazepines. Anesthesia and/or analgesia by continuous infusion in dogs. continuous infusion. Anesthesia and analgesia by continuous infusion is widely used in human medicine. analgesia. specially when used in complex and extensive surgeries. Paper presented to obtain specialist title Lato Sensu in Veterinarian Anesthesiology from the Faculdade de Jaguariúna in consortium with the Brazilian Institute of Post Graduation and Continuous Education. opioids. dissociatives. dogs. The use of various pharmacs such as: barbiturates. Key Words: anesthesia. This fact can be justified in part by the ability of the anesthesiologist. patient’s condition and procedure taken. . intense analgesia effect trans and post operation. given by the pharmacology knowledge of the used agents. In veterinarian medicine it is disregarded by the use of inhaled anesthesia. under the orientation of the Veterinarian Yuri Karaccas de Carvalho. less cardiovascular depression. or even with manual drop count. Among the advantages are the absence of environmental pollution. São Paulo. M. 2007. in pre established doses taking into consideration the expected effects.

............................................................................................ Gráfico comparativo infusão contínua/bolus................................................. Anestesia sob forma infusão contínua..viii LISTA DE FIGURAS Figura 1......6 Figura 5....................4 Figura 2............ Bomba de infusão modelo seringa............5 Figura 4........ Anestesia sob forma de bolus..6 Figura 3........5 ....... Bomba de infusão contínua..........

............... Fármacos utilizados em infusão contínua em cães...............20 ...................ix LISTA DE TABELAS Tabela 1........................... Associações farmacológicas empregadas em infusão contínua em cães....................19 Tabela 2....................

.......................................................................2................x SUMÁRIO 1.................................................................................................7 3.......................15 ANESTÉSICOS LOCAIS.........................................................12 ALFENTANIL.......17 CONCLUSÃO.............................................22 2...........6 2.......................3 2..............1 2............................ 4.....4.. 2........... INTRODUÇÃO.4 2................................................................................4...............21 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS........................4...4 2.....10 MORFINA....3 ANESTESIA / ANALGESIA POR INFUSÃO CONTÍNUA.....................14 BENZODIAZEPÍNICOS...............................................................................7 PROPOFOL...............................................8 ................. 2.......................2 2.........16 AGONISTAS ALFA -2....2 2.........11 FENTANIL..............................1 CETAMINA.....1 2..........................5 2.......1 REVISÃO DE LITERATURA..3 2.......................9 OPIÓIDES.....................................13 REMIFENTANIL..........................................4..3 ANESTÉSICOS DISSOCIATIVOS..................................

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o que aumenta o custo da anestesia (MASSONE. Para um melhor resultado utiliza-se o uso de associações de fármacos. ao contrário do que se observa na medicina veterinária (MUSK et al. porém requer aparelhos específicos e indivíduos especializados para seu controle. Essa associação causa. A exposição crônica a baixas doses de anestésicos inalatórios pode ter efeito carcinogênico. 2006). além da analgesia insatisfatória em cirurgias mais cruentas. um em 700 vem óbito promovido pela anestesia. 2005).. 2007). depressão respiratória. 1995). porém. os agentes inalatórios causam depressão cardiorrespirátoria dose dependente. ou seja. como. 2007). A infusão intravenosa de fármacos por sua vez permite a anestesia e analgesia do paciente. Segundo HALL & CLARK (1990). interação principalmente na medula espinal. inúmeros efeitos indesejáveis. A anestesia inalatória é uma das técnicas mais empregadas atualmente. 1999. com o intuito de diminuir o risco anestésico. INTRODUÇÃO O avanço da anestesia. bradicardia com arritmia sinusal e até bloqueio átrio-ventricular. dado pela depressão no sistema nervoso central. 2007). ocasionando perda da percepção e ausência de resposta à estímulo doloroso (NATALINI. seja humana ou veterinária.. Além disso. o índice de mortalidade atrelado à anestesia em pequenos animais é de 0. particularmente o emprego de cetamina e agonistas alfa-2 adrenérgicos. A anestesia e/ou analgesia intravenosa é uma prática utilizadaextensamente na medicina humana. buscando a potencialização e redução dos efeitos secundários indesejáveis dos medicamentos (SANTOS et al.1 1. THURMON & SHORT. A anestesia dissociativa é uma das técnicas mais populares no âmbito veterinário. teratogênico ou abortivo (THURMON & SHORT. Acredita-se que a anestesia intravenosa produza efeitos .15%. as vantagens e desvantagens das técnicas anestésicas e suas interações. é atribuído a estudos de fármacos e técnicas. Para a redução desse risco é importante o conhecimento farmacocinético e farmacodinâmico dos medicamentos empregados. com a possibilidade de ocorrência de hepato e nefropatias e alterações hematopoiéticas (MUIR & HUBBELL.

2 cardiovasculares menos pronunciados que a anestesia inalatória (SELMI et al. . 2005).. O intuito desse trabalho é apresentar os grupos farmacológicos e suas associações utilizadas na anestesia/analgesia em infusão contínua na espécie canina.

relaxantes musculares. 2002). tornando seu uso ainda mais difundido. recuperação anestésica lenta e excitação (FANTONI et al. . proporcionando hipnose e analgesia (MASSONE. A associação supre ou minimiza os efeitos indesejáveis da anestesia inalatória.1. tendo seu efeito hipnótico e margem de segurança demasiadamente reduzido. Com a descoberta de novos fármacos (opióides. O uso da anestesia geral intravenosa tornou-se mais amplamente aceita e usada após a descoberta dos barbitúricos no final dos anos de 1920. os mesmos associaram o uso do mesmo ao hidrato de cloral. Outro método é a infusão contínua (Figura 2) de um determinado fármaco ou associações. 1999. porém seus efeitos colaterais ainda prevaleciam tendo como exemplos: depressão respiratória. baseando-se numa dose previamente conhecida (OTERO. ou a interação entre as duas técnicas. Percebeu-se que devido à diferença existente entre as espécies relacionada à suscetibilidade aos medicamentos o primeiro ficou restrito ao uso de pequenos animais e o tiopental a pequenos e grandes (FANTONI et al. percebe-se uma tendência para a prática da TIVA (anestesia intravenosa total) sobre a anestesia inalatória. agonista alfa 2. principalmente com o desenvolvimento do pentobarbital em 1930 e do tiopental em 1934 (THURMON & SHORT. ANESTESIA / ANALGESIA INTRAVENOSA POR INFUSÃO CONTÍNUA Os primeiros relatos do uso de fármacos intravenosos para efeito anestésico se dão em 1872 com Oré utilizando hidrato de cloral em ser humano por via intravenosa.. dissociativos. benzodiazepínicos). 2007). Em 1905 com a descoberta do sulfato de magnésio por Meltzer e Aue.3 2. FANTONI et al. 2005). REVISÃO DE LITERATURA 2.. 2002) Dentre as formas que podemos praticar o uso da TIVA se dá pelo uso de aplicações com o uso de seringa (bolus) com a necessidade ou não de repiques durante o ato anestésico (Figura 1).. 2002).

mediante o uso de equipos microgotas ou macrogotas e o conhecimento da concentração da solução. O método automático permite uma maior precisão de infusão da solução anestésica. . no entanto.br/anestesia6.uol.4 A infusão contínua pode ser feita de duas maneiras: manual ou automática.com.htm Figura 1. onde é conectado a solução e ajustado a dose ser infundida (OTERO. Na técnica manual calcula-se o gotejamento a ser infundido em uma unidade de tempo. 2008). Fármaco utilizado para a prática anestésica. necessita de equipamentos específicos como a bomba de infusão peristáltica (Figura 3) ou de seringa (Figura 4). Por outro lado. esta técnica tem como limitação as variações geradas nas concentrações plasmáticas dos fármacos. http://saude.hsw. 2005). e a tendência caso a infusão não seja alterada ao acúmulo de fármacos (NORA.

. É muito importante como função da aplicação contínua dos volumes medidos e precisos.br/ Figura 3.html Figura 5. tendo como segurança sistema de alarme para qualquer interrupção ou desconexão. Equipamento que possui sistema de rotação para infusão volumétrica como soro através de equipo (circuito plástico) próprio.5 http://www. http://www.petplus.br/anestesia.lifemed. incluindo medicações.vet.com. Animal em manutenção anestésica sob aparelho de bomba de infusão contínua modelo seringa.

/2005 . P.br/ Figura 4.com.samtronic.6 http://www.B. Fonte: OTERO. Bomba de infusão modelo seringa com seu respectivo equipo para infusão de fármacos.

O principio da técnica baseia-se na manutenção da concentração plasmática do fármaco. 2007).7 Dentre as técnicas mais recentes temos a infusão alvo controlado (IAC). onde estará presente o aumento do tônus muscular. descrito por Schwilden em 1981 que mostrou ser possível manter a concentração plasmática desejada de um fármaco utilizando-se uma bomba de infusão gerenciada por um programa específico de computador (NORA. Os anestésicos dissociativos promovem um estado de catalepsia. 2003. a medida que o fármaco sofre redistribuição e metabolização.. NATALINI. manutenção dos reflexos protetores e permanência dos olhos abertos (CORTOPASSI & FANTONI.. NATALINI. ou seja. Nota-se efeito analgésico. a margem de erro do modelo farmacocinético incorporado na bomba (NORA-2008). 2008). BRONDANI et al. principalmente somático e sua incorporação em protocolos de anestesia balanceada em doses baixas possibilita a redução dos efeitos indesejáveis de outros anestésicos (OTERO. 2002. ANESTÉSICOS DISSOCIATIVOS A anestesia dissociativa promove depressão da função neuronal no sistema neurocorticotalâmico (dissociação) e dos neurônios nociceptivos (analgesia) (NATALINI. 2002) .2007). 2. nova carga do mesmo é administrada. disponibilidade de administração por outras vias além da intravenosa e emprego em diversas espécies de animais (FANTONI et al.2. e também. 2007). Suas limitações se referem a necessidade de conhecer as concentrações plasmáticas de cada fármaco. 2005. Além disso. observa-se elevada margem de segurança em comparação aos barbitúricos.

Segundo OTERO (2005). porém a pressão venosa (HONSHO et al. Logo na ocorrência de repiques (bolus intermitentes) ou infusão contínua da cetamina observa-se a potencialização dos efeitos (CORTOPASSI & FANTONI. Para SANTOS (2006). 2005). a administração por infusão contínua . em torno de 1 a 2 minutos por via intravenosa (NATALINI-2007). doses de cetamina de 1 a 2mg/kg por via intravenosa são suficientes para a produção de 30 minutos de analgesia. VALADÃO. 2002). 2002). 2004). 2002.. não alterando. Descoberta em 1963 substituiu a fenciclidina com o objetivo de diminuir os efeitos adversos que a mesma provocava (NATALINI. 2002). Em cães submetidos à anestesia por desflurano e infusão contínua de cetamina com a indução de choque hipovolêmico observou-se uma manutenção dos parâmetros cardiorespiratórios com um discreto aumento nos valores da fração espirada de gás carbônico (ETCO²) (DUQUE et al. levando a um aumento do débito cardíaco. A cetamina quando associada com outros fármacos minimiza efeitos como. Em relação aos efeitos respiratórios da cetamina são geralmente benéficos. causa mínima depressão respiratória e os reflexos protetores de vias aéreas são preservados parcialmente (LUFT & MENDES.2 a 2mg/kg/hora e possibilita a analgesia no trans e pós-operatório (VECCS) (Tabela 2). CETAMINA A cetamina é o maior representante dessa categoria. alterações cardiovasculares e aumento da quantidade de anestésico utilizado (SOUZA et al. promovendo também vasoconstrição periférica.1. 2005). A dose isolada de cetamina por infusão contínua varia de 0. elevando assim a pressão arterial. Uma vez na corrente sanguínea ocorre a biotransformação por meio de enzimas hepáticas em norcetamina. Essa por sua vez apresenta uma potência 1/5 a 1/3 superior ao composto original (CORTOPASSI & FANTONI. Sua alta lipossolubilidade garante curto período de latência.. pois a mesma é broncodilatadora. Todavia esse período pode aumentar caso seja feita infusão contínua. 2007).8 2..2. Possui ação simpaticomimética estimulando a frequência cardíaca.

.. LOPES et al. 2002). porém ao contrário dos barbitúricos não traz danos se aplicado acidentalmente perivascular. devendo ser evitados em animais cardiopatas e/ou em choque hipovolêmico (FANTONI et al. Possui grande afinidade em se ligar a proteína plasmática e não tem propriedade analgésica (NUNES et al. Infusões contínuas asociadas à anestesia inalatória permitem uma redução da concentração alveolar mínima do agente inalado (CAM) (DUQUE et al. 2007). Sua forma de administração é exclusivamente por via intravenosa.9 de cetamina associada ao midazolam em cães proporcionou uma melhor estabilidade dos parâmetros cardiorespiratórios comparado ao uso de bolus (Tabela 2).2005).. A associação da cetamina e lidocaína por infusão contínua em cães submetidos à anestesia por sevoflurano proporcionou uma redução da CAM em 62. pressões intracranianas e intra-oculares (CORTOPASSI & FANTONI. O aspecto leitoso é atribuído à constituição de sua fórmula: óleo de soja.8% (WILSON et al. (CARARETO et al. 2005). glicerol e clara de ovo purificada.. 2008) (Tabela 2) 2. .. PROPOFOL O propofol é um fármaco que produz depressão dose dependente na função cerebral através da potencialização do sistema GABAérgico. apresentando diminuição do fluxo sanguíneo cerebral. 2007).. 2002).. O propofol causa hipotensão arterial podendo levar a uma bradicardia acentuada quando associado à opióides (NATALINI. 2002. 2005).3. desta forma o armazenamento sob refrigeração e descarte do conteúdo remanescente é importante para evitar a proliferação de microorganismos (FANTONI et al.

OPIÓIDES São os mais fortes analgésicos utilizados na medicina veterinária. a associação da infusão contínua de propofol com anestesia inalatória em cães proporcionou uma menor depressão respiratória e uma rápida recuperação. (NUNES & LOPES & PAULA. 2007). A biotransformação é caracterizada como hepática e extra-hepática (FANTONI et al. desta maneira. Seus efeitos farmacológicos diferem entre as espécies devido à diferente distribuição dos receptores opióides no SNC em diferentes animais (ANDRADE. Também são encontrados receptores opióides nos tecidos periféricos. kappa (ĸ) e delta (δ) são os responsáveis pela maioria dos efeitos terapêuticos (OTERO. aumentos exacerbados de respostas cardiovasculares frente ao estímulo nociceptivo podem estar presentes durante o ato anestésico (AGUIAR et al. Os receptores opióides: mu (µ)... 2002. 2008). São sugestivos que infusões de 0.. Presença de movimentos de pedalagem. 2001).4 mg/kg/minuto não são suficientes para a execução de procedimentos cirúrgicos (AGUIAR et al.2 a 0. 2007). CARARETO et al.. 2002). Os opióides deprimem o sistema nervoso central (SNC) através do bloqueio da liberação de neutransmissores como a norepinefrina. favorecendo sua utilização na manutenção anestésica (LEITE et al. com mínimos efeitos cumulativos e recuperação rápida. 2005). podendo assim ocorrer apnéia e cianose. Essas ocorrências relacionam-se à infusão rápida e a alta dose (CORTOPASSI & FANTONI.10 Na indução observa-se depressão da função respiratória através da diminuição do volume corrente e da freqüência respiratória. promovendo analgesia.4. 2001). A depressão respiratória é diretamente proporcional à infusão de propofol administrada. . 2002).. aconselha-se o uso de suporte ventilatório (NATALINI. quando comparados à utilização isolada da infusão de propofol. Segundo KUUSELA e colaboradores (2003). 2. 2002).

2007).4. vômito e náusea. A morfina por via intravenosa requer cautela. hipercapnia e acidose respiratória (ANDRADE. trans e pós-operatório (CUNHA et al.levando conseqüentemente a diminuição de temperatura. Sua eliminação se dá através da urina (90%). 2002. 2005). NATALINI. Segundo GUEDES e colaboradores (2006). seja este no pré. NATALINI. e o restante eliminado pelas fezes (7 a 10%) (GÓRNIAK-2002). pois há uma maior liberação do hormônio antidiurético (ADH) (OTERO-2005). os opióides apresentam como maior efeito colateral a depressão respiratória. pois permitem reduzir a dose dos anestésicos gerais (OTERO. e seu emprego está indicado em qualquer situação na qual se deseja ter alívio no processo doloroso. A morfina não é recomendada em pacientes urêmicos. A biotransformação se dá no fígado. infusões contínuas de morfina em doses 0.1. Entre efeitos colaterais mais importantes observa-se depressão cardiorespiratória. 2002). 2007). É um agente que em alguns casos pode ser administrado através da infusão continua (NATALINI. 2002). 2005). MORFINA Dentre o grupo dos hipoanalgésicos a morfina é o principal agente padrão.11 reduzindo o estado de hiperexcitabilidade causado pelos estímulos aferentes e fazendo parte do protocolo anestésico. 2007). logo seu emprego em animais pediátricos deve ser criterioso (GARCIÁ-2005. ocasionando hipotensão (OTERO. pois ocorre a liberação rápida de histamina. tendo sedação mais prolongada em animais com disfunção nesse órgão.34 mg/kg/hora promoveram um aumento da . Esse analgésico produz diminuição do metabolismo basal –depressão do centro termorregulador. Por outro lado.. estes últimos relacionados à estimulação da zona deflagradora dos quimiorreceptores (centro do vômito) localizados no terceiro ventrículo do SNC (ANDRADE. 2.

eliminando assim a principal fonte de acidentes anestésicos intra-operatórios (OTERO. Através desta característica permite a redução de fármacos depressores do SNC.4. porém não houve alterações cardiovasculares significativas em cães sadios. Agressividade pós-operatória. 2007). A hipotensão assim como a liberação de histamina não é observada. Entrentanto. 2005). bradicardia e relaxamento do esfíncter anal seguido de defecação fazem parte dos efeitos adversos do fentanil (LAMONT & MATHEWS. 2007). 2002). salivação. permitindo assim seu uso durante a manutenção anestésica. houve poucos efeitos cardiorrespiratórios dos dois . o sufentanil apresentou uma interrupção mais adequada do estímulo nociceptivo em cães submetidos à anestesia por isofluorano. que consiste em promover o equilíbrio entre as concentrações plasmáticas e cerebrais devido a sua alta lipossolubilidade. O fentanil apresenta período hábil curto. Possui a característica de ação mais rápida devido as suas propriedades farmacocinéticas.Em caninos pode levar a uma rigidez torácica pelo efeito depressor sobre os receptores de distensão da parede torácica (NATALINI. Seu aspecto físico é de uma solução aquosa isotônica estéril e sem presença de conservantes.12 histamina circulante. 2. desta maneira após a administração do bolus seguida da infusão contínua mantendo as concentrações analgésicas estáveis durante o procedimento cirúrgico (OTERO. no entanto promove apnéia e bradicardia se administrado rápido por via intravenosa. 2005). Segundo BUFALARI & Di MEO (2007). FENTANIL O citrato de fentanil é um derivado opióide extremamente potente (150 vezes mais que a morfina).2. na qual se recomenda sua diluição e administração lenta (FANTONI & MASTROCINQUE.

resultando em meia-vida de eliminação consideravelmente menor que o fentanil.13 anestésicos (Fentanil e Sufentanil). Uma única administração do fentanil é geralmente capaz de produzir analgesia de curta duração durante o procedimento cirúrgico. o que faz necessário estar preparado para dar assistência ventilatória ao paciente.4. Trata-se de um potente depressor respiratório. por possuir escassa redistribuição o mesmo pode ser infundido durante longos períodos sem que se tenha o efeito cumulativo.. e para prolongar o seu efeito.3.. verificou-se significativa bradicardia e hipotensão que comparada ao fentanil que é da ordem de 43. por manter a estabilidade hemodinâmica do paciente (OTERO. 2006). devido ao seu curto período de ação (2-5 minutos). Pelo seu período de latência ser em torno de 1 minuto. ALFENTANIL O alfentanil apresenta aproximadamente ¼ da potência do seu derivado fentanil. 1999). se faz necessário o uso de infusão continua. possibilitando a potencialização do agente inalatório. midríase. 2002). .27% (FANTONI & MASTROCINQUE. garantindo rápido início de ação e menor efeito cumulativo (FANTONI et al.7% para 20. sendo metabolizado pelo fígado. 2005). o fármaco deve ser administrado em intervalos regulares que vão de 15 a 30 minutos (SANO et al. mesmo administrado em forma lenta. 2. 2005). É um agente de eleição para pacientes descompensados ou com evidente comprometimento do estado geral. Outros efeitos observados são a excitação. tendo pequeno volume de distribuição no estado estável. porém. aumento da pressão arterial sistólica e diastólica (MOREIRA. Possui metabolização hepática.

pois o mesmo promove perda de ação após 6 horas de sua diluição (SIMONI). e principalmente o uso na TIVA (JUNIOR. previsibilidade de inicio e termino de ação. 2004).33 µg/kg/min). com meia vida de eliminação em torno de 9 a 10 minutos decorrentes da extensa metabolização extra-hepática. Os parâmetros avaliados foram clinicamente aceitáveis durante a anestesia. Sua principal característica é a de possuir seu metabolismo por esterases não específicas o que resulta em depuração plasmática rápida e uniforme. permitindo assim uma recuperação com menos dor (VIDEIRA&CRUZ. O rápido inicio de ação e sua meia vida de efeito curto.6µg/kg/min) e propofol (0. sendo que . sendo indispensável o uso de bomba de infusão. (2005) avaliaram os parâmetros cardiorrespiratórios de cães submetidos à ovariossalpingohisterectomia (OSH) que foram mantidos com infusão intravenosa de remifentanil (0.4. podendo levar a sub ou sobre doses do agente (SIMONI). REMIFENTANIL O remifentanil é utilizado em infusão contínua. conferindo a este agente. já que o uso de equipos microgotas não é recomendado pela sua imprecisão. a administração por infusão contínua de remifentanil associado ao uso do isoflurano possibilitou uma excelente analgesia em cães submetidos a procedimentos ortopédicos. independentemente do tempo de infusão faz deste agente uma opção ideal para seu uso em anestesia geral balanceada. 2004). Seu preparo deve ser através da diluição em solução fisiológica ou glicose a 5% e usado em 24 horas. fentanil) é recomendado para se evitar o uso em bolus e facilitar a manutenção analgésica durante o ato cirúrgico. 2006).14 2. metadona. evitando a diluição em soro ringer com lactato. tornando-o pouco seguro para o paciente. Sua duração é muito curta. Segundo Allweiler e colaboradores (2007). Murrell et al.4. sendo o opióide de mais rápida ação no mercado atual (VIDEIRA & CRUZ. O uso do agente associado a pequenas doses de opióides de ação mais prolongada (morfina.

2005). e sua biotransformação se dá pela ação dos microssomos hepáticos (CORTOPASSI & FANTONI. promovendo também relaxamento muscular. capaz de reverter seus efeitos em 2 a 4 minutos (CORTOPASSI & FANTONI. Este grupo de fármacos conta com um antagonista específico. Deve ser usado em doses baixas neste grupo de pacientes por ter seu metabolismo hepático (GARCÍA. fazendo com que aumente a chance de promover anomalias congênitas.15 muitos cães receberam bolus de remifentanil ou propofol para manter um adequado plano anestésico. sendo seu aparecimento correlacionado quando administrados isoladamente. 2002). Se usados isoladamente. 2007). BENZODIAZEPÍNICOS Este grupo de fármacos possui ação ansiolítica e hipnótica. e também reduzem a atividade funcional do hipotálamo e córtex (SPINOZA & GÓRNIAK. principalmente pela via intravenosa. 2. 2002). o flumazenil. É o grupo de escolha para sedar animais pediátricos. porém em algumas ocasiões podem produzir excitação paradoxal. 2002). e conseguem atravessar a barreira hematoencefálica e placentária. No sistema nervoso central agem fundamentalmente sobre o sistema límbico. Possuem alta lipossolubilidade sendo rapidamente absorvidos independentes da via de administração. São patentes de causar inibição da neurotransmissão ao nível . podem causar disforia e euforia e seu tempo de efeito varia de 1 a 6 horas. além de exarcebar os efeitos depressores de agentes utilizados em conjunto com o mesmo ao nível do sistema nervoso central. 2002). É também utilizado como fármaco anticonvulsivante (FANTONI & CORTOPASSI. dependendo do fármaco e via de administração (NATALINI. promovendo um estado de sonolência muito próximo ao fisiológico.5.

baixa toxicidade. durante 30 minutos). 1993) e à supressão dos neurônios nociceptivos da medula espinhal. 2002).6. induziu uma estimulação respiratória.. produzidas pelo fármaco (ATTAL et al. Contudo. a fim de se conseguir um grau de depressão central adequado e a seguir. O midazolan é um benzodiazepínico utilizado em bolus e infusão contínua(CORTOPASSI & FANTONI. a qual promove analgesia no trans e pós-anestésico e tratamento da dor crônica (OTERO. principalmente quando associados à opióides e agonistas alfa-2-adrenérgicos (NATALINI. ANESTÉSICOS LOCAIS O uso de anestésicos locais tem como principal objetivo a de proporcionar analgesia central. sendo estes administrados sob forma de bolus inicial.7 horas). 2007).. 1992. manuntenção da pressão venosa e arterial média e discreta elevação da freqüência respiratória (MASSONE. No homem. 2000). promovendo assim o relaxamento muscular (NATALINI. 2002). maior potência hipnótica. 2007). Os benzodiazepínicos não costumam promover alterações cardiovasculares. a administração intravenosa de lidocaína (1. pode ocasionar depressão respiratória. A ação analgésica da lidocaína.. BUTTERWORTH et al. pouca alteração cardiovascular. 1999. tem sido relacionada à depressão cortical (SCHUBERT et al. MOREIRA-2005) (Tabela 1).16 dos neurônios internunciais na medula espinal.. CORTOPASSI & FANTONI. A lidocaína é o principal anestésico para infusão contínua. ou causar arritmia se administrado muito rápido por via intravenosa (FANTONI & CORTOPASSI. 2005). Dentre suas vantagens podemos citar meia-vida curta (1.5 mg/kg seguida por 60 µg/kg. 2. provavelmente . quando administrada pela via intravenosa. 2002. infusão contínua adicionado a um veículo durante o ato cirúrgico. podendo ocasionar ligeira queda de pressão arterial.

Para VALVERDE et al (2004) infusões de lidocaína em doses baixas (50 lµg/kg/minuto) e doses altas (200 µg/kg/minuto) associadas à anestesia com isoflurano promoveram uma redução da concentração alveolar mínima (CAM) dose dependente sem mudanças bruscas de parâmetros hemodinâmicos (freqüência cardíaca e pressão arterial).7. sendo comum estarem associados a protocolos anestésicos a fim de promover o equilíbrio anestésico e também analgésico (OTERO. 2005.2 produzem sedação dose dependente e relaxamento muscular intenso (CORTOPASSI & FANTONI. 2002). 2.. (GARCIÁ. predispondo os filhotes a hipóxia. . AGONISTAS ALFA 2 São agentes utilizados como sedativos e analgésicos com efeito de curta duração (NATALINI. na dose de 1. Já no cão doses de 20 a 50 µg/kg/minuto em cães não demonstraram alterações cardiovasculares significativas (OTERO. 2002).. No entanto. bloqueio atrioventricular. 2005). este fármaco causou depressão da freqüência respiratória e do volume corrente e aumento do ETCO2 (GROSS et al. Possuem amplas indicações na prática veterinária. NATALINI. Deve ser evitado em pacientes pediátricos por promoverem depressão cardiorespiratória por meio de bradicardia acentuada. OTERO. 2007).17 resultante do estímulo sobre o centro respiratório (GROSS et al.5 mg/kg. (HIMES et al. 1983). 1977). 2005). Quando administrada em infusão intravenosa contínua (15 a 400 µg/kg/minuto) em cães anestesiados pelo halotano. a lidocaína reduziu a concentração alveolar mínima (CAM) do anestésico em até 45%. em bolus intravenoso. 2005.. 2007). Os agonista alfa . 1983). observa-se também na maioria dos animais aumento inicial da pressão arterial seguido de hipotensão duradoura (CORTOPASSI & FANTONI.

administraram doses diferentes de dexmedetomidina em cães. possui maior seletividade. todavia induziu típicas respostas hemodinâmicas de agonistas alfa-2 com mínima depressão respiratória. garantindo a potencialização dos anestésicos gerais e promoção de analgesia intensa. Esse agonista alfa-2 é aplicado em anestesias balanceadas. ao contrário de outros agentes deste mesmo grupo./kg/hora. 2007). 2002). A dexmedetomidina é um agente bastante utilizado em medicina humana e atualmente na medicina veterinária em estudos experimentais. Segundo LIN et al (2008). obtendo diminuição da concentração alveolar mínima de isoflurano. especificidade e potência (SOUZA.5µg/kg/hora para as demais. resultando em um excelente recurso terapêutico para diminuir a concentração dos anestésicos inalatórios. .18 Os agonistas alfa 2 causam depressão respiratória dose dependente e a mesma ocorre principalmente nos primeiros minutos que seguem a aplicação (FANTONI & CORTOPASSI. na primeira hora e 0. PASCOE et al (2006). OTERO (2005) propõe dose de 1µg. cães submetidos à infusão de dexmedetomidina associada ao propofol ou isoflurano permitiu a redução dos agentes associados.

06mg/kg/hora 100µg/kg/minuto 0.0mg/kg/minuto 0.05 – 2... 2007 DUQUE et al. 2005 .2mg/kg/hora 0.19 Tabela 1.2 – 2mg/kg/hora 1.004 – 0.2006 LUMB/JONES – 2007 OTERO.2 mg/kg/minuto* 0.5 a 1. 2003 SANTOS et al.3 mg/kg/hora 2 -10µg/kg/hora 0. 2005 VECCS VECCS OTERO. Fármaco Dexmedetomidina Propofol Midazolan Morfina Fentanil Remifentanil Remifentanil Cetamina Cetamina Lidocaína Lidocaína Dose 0.0µg/kg 0. 2005 RABELO.8 – 3mg/kg/hora 20-50 µg/kg/minuto Referência OTERO.1 – 0. 2005 KUUSELA et al. 2005 LUMB & JONES.. Fármacos utilizados em infusão contínua em cães.

1988 . 2002 MATA et al..075 mg/kg/minuto + 2 mg/kg/hora 0.. Fármacos Propofol + Cetamina Propofol + Cetamina Propofol + Cetamina Propofol + Lidocaína Propofol + Remifentanil Cetamina + Lidocaína Cetamina + Midazolan Cetamina + Fentanil Dose 0.2 ug/kg/minuto Bolus 3 mg/kg + 2mg/kg 100 + 100 ug/kg/minuto 15 + 0. 2007 WILSON et al. 2006 BREARLEY et al..06 mg/kg/minuto 0.1 – 0..4 – 0.98 + 0. Associações farmacológicas empregadas em infusão contínua em cães.9 + 0.28 + 0..6 + 0.4 mg/kg/hora 10 + 27 ug/kg/minuto Referência LUNA et al.4 mg/kg/minuto 0.20 Tabela 2. 1998 SELISKAR et al... 1999 MANNARINO et al.25 mg/kg/minuto 0. 1998 VIEIRA et al.. 2008 SANTOS et al.

. permite que médicos veterinários que não possuam aparelhagem sofisticada para uso em clínicas particulares. Por ser uma técnica simples. associado aos conhecimentos sobre os fármacos e a experiência de cada clínico. tenham a possibilidade de oferecer segurança e conforto aos pacientes. desta maneira demonstra-se em um recurso importante no trans e pós-operatório. CONCLUSÃO A infusão contínua de anestésicos permite anestesia parcial associado a outros fármacos e/ou técnicas ou total quando usada isoladamente. Atualmente existem inúmeros fármacos que podem ser utilizados. de acordo com o estado do animal e o tipo de procedimento. cada qual.1 3. cada caso deve ser avaliado individualmente. Em geral a associação de fármacos apresenta vantagens em relação ao uso isolado dos mesmos. custo baixo e livre de poluição ambiental. de fácil execução. A escolha não deve ser baseada em protocolos pré-estabelecidos. garantindo uma recuperação tranqüila e de qualidade. apresentando suas vantagens e desvantagens.

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