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Midi no Sonar 8 Pt 2

GERADORES DE SONS

Como vimos na edição passada, uma gravação feita em MIDI é totalmente flexível quanto à tonalidade, timbre, afinação,
etc. Uma gravação MIDI feita ouvindo um som de piano acústico pode ser facilmente trocada por um som de piano
elétrico, cordas ou qualquer outro instrumento desejado. Isto se dá ao fato da tecnologia MIDI não possuir sons, apenas
as informações de como as teclas foram apertadas (quais teclas foram apertadas, com que velocidade, por quanto
tempo, dentre outras informações).
Logo, precisamos fazer com que a gravação em MIDI seja reproduzida com algum som. Quem vai receber as
informações MIDI e traduzi-las em som é o que chamo de “gerador de sons”. Este gerador de sons pode ser externo (um
teclado, um módulo de sons), ou interno, chamado pelo Sonar de SOFT SYNTH.

INSERINDO OS SOFT SYNTHS

Existem basicamente três formas de se inserir um soft synth no Sonar.


O que irá diferenciar uma forma da outra são os recursos particulares de cada plug-in. Explico ao longo do detalhamento
de cada uso.

Campo FX:
Essa é a forma tradicional, que vem desde as primeiras versões do software.

Como já foi dito, precisamos de um gerador de sons. Se falamos em SOM, pensamos em ÁUDIO, logo, precisamos de
uma pista de ÁUDIO para podermos inserir o soft synth.

Para inserir o tal “gerador de sons”, basta clicar com o botão direito do
mouse em cima do campo FX dessa pista de áudio. Escolha, dentro da lista
de SOFT SYNTHS, o plug-in desejado.

Para que essa inserção faça sentido, devemos agora endereçar a saída da
pista MIDI para o gerador de sons. Só assim poderemos escutar o que está
gravado no MIDI. Não se pode esquecer de fazer este endereçamento
(conexão virtual), é fundamental.

Se você está na dúvida de como reconhecer uma pista MIDI e uma pista de
ÁUDIO, repare bem no desenho que aparece ao lado dos números de cada
pista.

Na pista número um, você encontra o desenho de uma onda sonora, bem pequena.

Na pista número dois, você encontra o desenho de


um conector MIDI, usado para ligar teclados,
módulos e outros dispositivos. Repare na imagem a
esquerda a representação gráfica de uma gravação
de áudio e o conector MIDI de equipamentos
externos. Baseado nessas imagens criaram os
ícones das pistas.

Observe que na imagem ao lado direito inseri o gerador de sons de piano, chamado
TRUEPIANO, que vem junto com a versão 8 do Sonar. Ao lado esquerdo do nome
TRUEPIANO, existe o número 1. Quer dizer que esta é a primeira opção das “conexões”
MIDI existentes.

Cada novo soft synth inserido receberá os números 2, 3, 4 e assim por diante.
Observe nesta imagem que temos duas pistas, uma de ÁUDIO e outra de MIDI, realçadas em amarelo.

Em vermelho, temos o plug-in truepiano no campo FX da pista de áudio e na saída (output) da pista de MIDI. É no
campo output da pista MIDI que a brincadeira começa a ganhar resultado de gente grande. Quando começamos a usar
soft synths específicos para cada instrumento, temos, normalmente, um ganho de qualidade dos sons. Assim, teremos
várias pistas de áudio com vários soft synths diferentes inseridos em cada uma delas (um soft synth por pista de áudio) e
as respectivas pistas MIDI, cada uma apontando para o soft synth necessário.

Menu Insert e Synth Rack:

A segunda maneira de se inserir um soft synth é através do menu insert.

Vá ao menu insert e selecione a opção soft synth. Aparecerá uma lista com todos os
plug-ins disponíveis. Escolha o gerador de sons desejado e observe a janela que se
abre.

Repare na imagem ao lado; existem basicamente 2 campos repletos de opções:


Create these Tracks (criar estas pistas) e Open These Windows (abrir estas
janelas).

SIMPLE INSTRUMENT TRACK

A primeira opção do campo Create these Tracks é Simple Instrument Track. É uma novidade do Sonar 8 que permite a
criação de uma pista diferenciada - uma pista que possui as informações MIDI, mas que trabalha como uma pista de
áudio também. Você pode estar se perguntando: “Como assim?”.

Eu também me fiz essa pergunta no primeiro momento que li os novos recursos do Sonar 8. Em testes, percebi que o
campo FX aceita plug-ins tanto de midi quanto de áudio. Você pode ter um equalizador, um compressor e um
reverberador inseridos na mesma pista em que estão os clips MIDI; na mesma pista em que você irá escolher Bank,
Patch e Channel do MIDI. O controle de volume desta pista é igual ao das pistas de áudio, ou seja, ao invés de ir de 0 a
127, é calculado em dB, com zero como padrão. O Input da pista é referente ao MIDI, já o output é de uma pista de
áudio normal, podendo ser endereçada para qualquer bus. Todas as outras opções são de uma pista MIDI tradicional.
Na imagem, todos os campos vermelhos são os que mantêm as características das pistas de áudio.

O mais bacana nessa história é que as Instrument Tracks podem ser separadas em pistas de áudio e MIDI normais,
assim como as pistas de áudio e midi podem virar automaticamente “instrument track”. Se você já inseriu seu soft synth
com esta opção habilitada, clique no número ou em algum campo vazio da pista com o botão direito do mouse e escolha
a opção Split Instrument Track. Se você tiver inserido da forma tradicional, sem criar a instrument track e quiser criar
uma sem ter que refazer o processo, basta clicar com o botão direito do mouse em cima do número de alguma dessas
pistas (áudio ou midi) e escolher a opção Make Instrument Track.

O único problema é que não se pode ter mais de uma pista MIDI usando o mesmo instrumento virtual para depois
transformá-las em instrument track. A instrument track só aceita uma pista de áudio (com o instrumento virtual) e uma
pista de MIDI.

MIDI SOURCE

Habilitar esta opção significa que ao inserir o novo soft synth o Sonar criará automaticamente uma pista MIDI já com o
output endereçado para o novo soft synth.

SYNTH TRACK FOLDER

Marcar esta opção habilita a criação de uma pasta (folder) de pistas. É uma forma de organizar o conteúdo de um soft
synth todo dentro de uma pasta. Fica mais fácil de visualizar e organizar o projeto. Não tem nenhuma funcionalidade
extra a não ser organizar e fazer edições nos clips de uma vez.

FIRST SYNTH AUDIO OUTPUT

Habilitando esta opção irá fazer com que o Sonar crie uma pista de áudio que é por onde sairá o “som” do soft synth. É
nesta pista que se pode aplicar equalização, reverberação, etc, direto no campo FX. É importantíssimo ter esta pista
visível para posteriores edições e mixagem.

ALL SYNTH AUDIO OUTPUTS: STEREO OU MONO


Nestes campos você pode configurar o Sonar para abrir diversas pistas de áudio ao mesmo tempo, todas já
programadas como saídas independentes do gerador de sons.
É aqui que realmente faz a diferença entre inserir um soft synth direto no campo FX ou através do menu insert (ou no
Synth Rack).

Imagine um soft synth de bateria (EZDrummer por exemplo) que permite uma separação de todas as peças da bateria.
Bumbo, caixa, tons, overs... tudo separado em canais de áudio específicos para cada um. É uma flexibilidade enorme na
hora da mixagem. Você já tem os canais separados. Pode colocar os equalizadores, compressores, reverberadores, etc,
direto nestas pistas, sem ter que passar peça por peça da bateria para áudio.

A única coisa que vai variar aqui é saber se você quer abrir canais stereo ou mono.

SYNTH PROPERTY PAGE

Já na área da direita, no campo Open These Windows, esta opção faz com que se abra automaticamente a janela de
propriedades do plug-in escolhido. É uma forma de otimizar tempo. Caso você deixe a opção desmarcada, pode abrir a
janela de configuração do plug-in de duas formas:

1) Entrando no Synth Rack (aperte ALT + 8 no teclado ou vá ao menu views/synth rack) e aperte a tecla “P” para abrir as
Propriedades do soft synth.

2) Clicando duas vezes no campo Output da pista MIDI que foi endereçada ao Soft Synth ou na própria pista de áudio
(fica com o nome verde), no campo Input, em que aparece o nome do plug-in.

Veja o Synth Rack na imagem ao lado. Em tom alaranjado a opção para


visualização das propriedades do Soft Synth selecionado.

SYNTH RACK VIEW

Abre automaticamente a janela do Synth Rack, assim que se aperta o OK


para confirmar a inserção do soft synth.

Como o foco desta matéria são os usuários básicos/intermediários, ficarei por aqui nas explicações dos campos da caixa
de diálogo insert soft synth options.

É possível também inserir ou deletar um soft synth através do Synth Rack. Para inserir, basta clicar no primeiro ícone à
esquerda da janela. Abrirá as mesmas opções que vimos agora. Para deletar, selecione o soft synth desejado e clique
no segundo ícone da esquerda para a direita (um X vermelho).

USANDO GERADOR DE SONS EXTERNO

Na imagem ao lado, você poderá observar que o processo para endereçamento de


uma pista MIDI para um gerador de sons externo é exatamente o mesmo de um soft
synth. A única diferença do processo todo é que neste caso não é preciso inserir o
gerador de sons, uma vez que ele já existe em forma de teclado ou módulo de som.

No Sonar, é possível escolher nomes mais amigáveis às suas conexões MIDI. Neste
caso, coloquei os nomes dos equipamentos ligados nas conexões. Para isto, basta
ir ao menu “OPTIONS / MIDI DEVICES”. Abrirá uma
janela, como a imagem da página ao lado.

Em vermelho, está a opção que deve estar habilitada


(sinal de certo na caixa branca) para que os nomes
alterados possam aparecer no painel principal do
Sonar.

Para alterar os nomes das conexões MIDI existentes,


basta clicar duas vezes com o botão esquerdo do
mouse em cima do nome original na coluna friendly name (coluna da esquerda) e inserir o
novo nome. Na imagem 5, está representado na quarta opção dos outputs.

Nesta janela, também é possível configurar a ordem das conexões.

Por exemplo:

Se você possui vários teclados ligados (como é o caso deste exemplo), mas prefere que a conexão número um seja a de
um teclado específico, basta marcá-lo na lista (com o certo dentro do box branco) e apertar o botão Move Checked
Devices to Top. Assim, você move o item selecionado para o topo da lista. A ordem é de cima para baixo. Isto é muito
útil para que sejamos mais práticos na hora da produção.

Digamos que o meu teclado MO6 seja o meu teclado principal. Possui os melhores timbres e é o que eu mais uso para
escutar ou produzir meus arranjos MIDI. Quando criamos uma pista MIDI, automaticamente o Sonar habilita o output
(saída) para a conexão número um. Se eu tiver que alterar a conexão toda a vez que inserir uma nova pista só porque o
teclado mais importante é outro, perde-se um bom tempo e deixamos de aproveitar o lado gostoso da história que é
realmente fazer música, para fazer a parte chata que é a de configuração. Assim, uma vez configurado, não é preciso
mais se preocupar, a menos que deseje usar o som de outro teclado ou algum soft synth.

Obrigado a todos pela leitura. Um grande abraço e até breve!