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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

Jéssica Nayara Duarte Lima

Campina Grande – Paraíba

Março - 2011
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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO

Jéssica Nayara Duarte Lima

Relatório apresentado ao Instituto Federal


de Educação Ciência e Tecnologia da
Paraíba - IFPB, Campus - CZ, como
requisito obrigatório à obtenção do Título
de Técnico de Nível Médio na Área de
Indústria, Curso de Eletromecânica.

Campina Grande – Paraíba

Março – 2011
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JÉSSICA NAYARA DUARTE LIMA

RELATÓRIO DE ESTÁGIO

Este Relatório foi julgado adequado para a obtenção do Titulo de Técnico Médio em
Eletromecânica pelo Coordenador de Curso, pelo Orientador na Empresa e pelo
Professor Orientador.

Aprovado em ____/____/______

DECLARAÇÃO DE APROVAÇÃO

Martiliano Soares Filho


Coordenador do Curso

Cícero Marcio da Costa Pinho


Orientador do Estágio na Empresa

Eng. Francisco Mendes


Professor Orientador
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_____________________________________________
Horácio Raimundo de Araujo Neto
Gerente de Manutenção Mecânica

_____________________________________________
Gustavo de Oliveira Marques
Engenheiro Mecânico

_____________________________________________
Cícero Marcio da Costa Pinho
Encarregado da mecânica na tecelagem

_____________________________________________
Jéssica Nayara Duarte Lima
Estagiária
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Dedico este relatório a minha mãe


Francineide Duarte de Lima as minhas tias
Juliana Duarte de Lima, Cosma Duarte de
Lima, Elieuda Duarte de Lima Dias e a todos
os meus familiares que me apoiaram para
conclusão deste curso.
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AGRADECIMENTOS

Agradeço em primeiro lugar a Deus por ter me concedido a graça de terminar


este curso.

Aos meus familiares que me ajudaram e apoiaram nos momentos mais dificies
para a conclusão deste curso.

Ao IFPB-Campus Cajazeiras em especial ao grupo de professores que me


ajudaram na minha formação e conclusão deste curso e a empresa Coteminas S.A que
me proporciono essa oportunidade em especial aos colaboradores Helder Nihelio da S.
Lima e Gilvane da Silva Barbosa que me acompanharam durante o processo de estágio.

A todos o meu muito obrigada.


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SUMÁRIO

NOME: Jéssica Nayara Duarte Lima................................................................................8


3.1 A PREPARAÇÃO PARA TECELAGEM.........................................................14
3.1.1 FLUXOGRAMA DA TECELAGEM......................................................14
3.1.2 URDIDEIRA....................................................................................15
3.1.3 A ENGOMADEIRA...........................................................................15
3.1.4 OS TEARES....................................................................................15
7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.........................................................................27
1 INTRODUÇÃO

Este relatório tem por principal finalidade apresentar as minhas atividades


desenvolvidas durante o período de estágio na empresa COTEMINAS – S.A, situada na
cidade de Campina Grande – PB.

Onde este estágio é um complemento obrigatório para a obtenção do diploma do


curso técnico em eletromecânica, realizado no Centro Federal de Educação, Ciência e
Tecnologia da Paraíba – Unidade de Cajazeiras. Como também um aperfeiçoamento
profissional dos vários conceitos vistos no decorrer do curso técnico, que agora serão
vistos diariamente na prática dentro da empresa, tendo assim um aperfeiçoamento
individual e profissional.

O estágio foi supervisionado pelo gerente do setor da tecelagem, o Sr. Horácio,


onde este se realizou do período de 01/10/2010 a 07/02/2011 na referida empresa.

Durante o estágio, foi incorporada a manutenção mecânica do setor da


tecelagem, que tem por finalidade realizar a manutenção corretiva das máquinas de tear
do setor em questão.

No capitulo 2 desde relatório será descrito uma breve apresentação da empresa


COTEMINAS S.A.
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No capitulo 3 é apresentada uma visão geral da preparação e Tecelagem.

No capitulo 4 será descrito conceitos gerais sobre a manutenção mecânica,


dando ênfase aos tipos de manutenção: corretiva e preventiva, como também sobre os
métodos de lubrificação aplicados aos mais vastos processos industriais.

No capítulo 5 são descritas as minhas atividades realizadas diariamente dentro


da empresa COTEMINAS S.A.

IDENTIFICAÇÃO DO ESTAGIÁRIO

NOME: Jéssica Nayara Duarte Lima

DATA DE NASCIMENTO: 09/03/1991

ENDEREÇO: Rua Sinfrônio Gonçalves Braga. 512. Cristo Rei

CIDADE: Cajazeiras – PB

FONE: (83) 91475738

E-MAIL: nayaracz@hotmail.com

CURSO: Eletromecânica
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IDENTIFICAÇÃO DA EMPRESA

NOME: COTEMINAS S.A

ATIVIDADE: Empresa de grande porte do ramo têxtil (Fiação e Tecelagem).

ENDEREÇO SEDE: Rodovia BR 230 – Alça Sudoeste

Distrito Industrial/ Campina Grande – PB

CNPJ DO MF: 07.663.140/0006-01

LOGOMARCA:
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LOCAL DO ESTÁGIO

O estágio realizou-se na empresa COTEMINAS S.A na cidade de Campina


Grande – PB, onde este se realizou no setor mecânico da unidade da Tecelagem.

PERÍODO DE ESTÁGIO: 01/10/2010 a 07/02/2011


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2 HISTÓRIA DA EMPRESA COTEMINAS S.A.

COTEMINAS S.A.

O grupo COTEMINAS, há mais de trinta anos no setor têxtil do Brasil, tem


como seu fundador, o empresário José de Alencar Gomes da Silva. Trata-se de uma das
maiores empresas têxteis da América Latina.
Tudo começou quando aos 18 anos José de Alencar montou uma pequena loja de
tecidos com venda em atacado na cidade de Ubá - MG, iniciando seu desenvolvimento
no ramo têxtil. Entre meados de 1967 e 1968 o empresário iniciou pesquisas e visitas às
fábricas têxteis nacionais e internacionais visando um conhecimento maior na área, para
um ano depois, em 1969 implantar a empresa COTEMINAS - Companhia de Tecidos
do Norte de Minas.
Atualmente, o presidente da empresa é Josué Christiano Gomes da Silva, filho
de José Alencar. Josué traçou um longo caminho desde 15 anos dentro do grupo
COTEMINAS as áreas da empresa. Formado em Engenharia e Direito em Belo
Horizonte. Aos 26 anos fez MBA na Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos.
O crescimento da empresa, sob seu comando, tem sido objeto de admiração por parte de
todos que militam no ramo têxtil, em nosso país e até mesmo no exterior.
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O grupo é composto por 11 unidades no Brasil, uma unidade na Argentina e um


escritório central em São Paulo. São as unidades:

COTENOR (matriz) em Montes Claros (MG);


CEBRATEX em Montes Claros (MG);
MACAÍBA em Macaíba (RN);
WENTEX em São Gonçalo de Amarante (RN);
COTENE em São Gonçalo do Amarante (RN);
ARTEX em Blumenau (SC);
TOÁLIA S/A em João Pessoa (PB);
WENTEX e EMBRATEX em Campina Grande (PB);
LA BANDA - Argentina.

A Coteminas e suas coligadas empregam mais de 16 mil brasileiros, que


fabricam e distribuem produtos, que ostentam conceituadas marcas de sucesso no
mercado, como: Artex, Santista, Calfat, Garcia, Arco-Íris, Jamm, Atitude e a mais nova
rede varejista de cama, mesa e banho comprada pelo grupo, a MMartan.
A COTEMINAS transforma 100 mil toneladas de fibras por ano, ou o
equivalente a 12,5% de todo o consumo nacional de algodão. São fios, tecidos, malhas,
camisetas, meias, toalhas de banho e de rosto, roupões e lençóis. Cerca de 45% da
produção é exportada para Estados Unidos, Europa, Ásia, América Latina e
MERCOSUL. Neste presente momento o grupo direciona seu leme para o mercado
nacional com metas ousadas. Sendo assim, uma referência na malha têxtil mundial
contribuindo para geração de milhares de postos de trabalho, ou seja, cumprido sua
função social.
Todo o sucesso da COTEMINAS é fruto da qualidade e da competitividade
obtidas através de modernos equipamentos e de uma equipe técnica de alto valor. Para
isso, a Coteminas buscou e obteve o apoio do SENAI, primeiramente através do Centro
Regional de Tecnologia Têxtil (CERTEX), de Recife, e, depois, do Centro Tecnológico
da Indústria Química e Têxtil (CETIQT), do Rio de Janeiro, um dos mais avançados
institutos de tecnologia têxtil do mundo [1].
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2.1 UNIDADE DE CAMPINA GRANDE PARAÍBA

Em 1995, a unidade Embratex do grupo COTEMINAS chegou à Campina


Grande, levando cerca de dois anos para sua inauguração e atingindo 100% de sua
capacidade produtiva em 5 meses. Em 1996, inaugura-se a segunda unidade fabril, a
Wentex.
São várias as razões para a escolha da cidade de Campina Grande para
implantação da empresa. Algumas delas são:

• Proximidade com outras unidades do grupo - SGA, Macaíba - RN e João Pessoa


- PB;
• Disponibilidade de mão-de-obra no mercado;
• Disponibilidade de energia elétrica;
• Boa malha viária;
• Proximidade dos portos de Cabedelo - PB e Suape - PE;
• Empreendimento de alto valor social;
• Incentivos Ficais do Estado e Município.

O Complexo Industrial COTEMINAS - CG tem como atividade a produção e


comercialização de fios em algodão e poliéster destinados ao comércio nacional e
internacional. Sua missão é produzir fios com a melhor qualidade e o menor custo para
abastecer as demais unidades do grupo, bem como ao mercado externo. Além disso, a
COTEMINAS - CG tem como visão ser reconhecida nacional e internacionalmente.
Como referência de excelência no ramo de fiação, atuando com foco na rentabilidade, e
na responsabilidade social e ambiental.
A COTEMINAS S.A. - CG tem uma capacidade teórica e efetiva de 7.200 e
5.820 toneladas de fios por mês, respectivamente. Na sua produção, não há emissão de
gases e a geração de resíduos líquidos
limita-se a efluentes sanitários.
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3 PREPARAÇÃO E TECELAGEM

3.1 A PREPARAÇÃO PARA TECELAGEM

O setor de preparação para a tecelagem cria as condições para os fios possam ser
transformados em tecido. É aonde os fios que vem em bobinas se transformam em rolos
e posteriormente são engomados para serem levados aos teares. As principais máquinas
da preparação são: Urdideira, Engomadeira e Conicaleira.

3.1.1 FLUXOGRAMA DA TECELAGEM

URDIDEIRA

ENGOMADEIRA

TEARES

INSPECIONADEIRA
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3.1.2 URDIDEIRA

A Urdideira é a maquina que transforma, varias bobinas de fio em um único


rolo, com todos os fios em paralelo. Os fios são levados a um pente de forma que
entram no Rolo completamente em paralelo.

Na Coteminas foram montadas quatro Urdideiras até o momento, duas são da


West Point e duas da McCoy.

3.1.3 A ENGOMADEIRA

A Engomadeira é a maquina responsável pela produção dos rolos de teares, para


isso a engomadeira reúne vários rolos de Urdideira em um único rolo com maior
quantidade de fios em paralelo. Alem disso reveste os fios com uma camada de goma
para que ganhem resistência e diminuam o atrito provocado pelos teares no entrelaçar
dos fios. É na Engomadeira que se definem a largura do tecido e o seu tamanho.

3.1.4 OS TEARES

O tecido é produzido nos teares, o processo se constitui no entrelaçamento de


fios de urdume com os fios de trama, a forma como o fio se entrelaça é que distingui um
tecido do outro. Para saber como isso é feito temos que entender como distinguir trama
e urdume.

Urdume é a parte do tecido constituída de fios verticais que são mais resistentes
que a trama, eles constituem o rolo de urdume, que recebem um pedaço de fio de trama
transversalmente a cada abrir e fechar da cala. A trama é o fio horizontal do tecido, é
um pedaço de fio singelo que é lançado dentro da cala, depois entrelaçado e compactado
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pelo pente,quando rasgamos um tecido podemos notar que um dos lados é mais fácil de
rasgar, isso é porque estamos rasgando a trama.

Os teares montados na tecelagem da Coteminas são da Sulzer,Tsudakoma e


Picanol nos respectivos modelos: Sulzer L5300, Tsudakoma ZA 205i, ZAX e Omni
8000,Omni Plus 800.

4 MANUTENÇÃO MECÂNICA

No decorrer da evolução da humanidade a manutenção apresentou diversas fases


distentas. De acordo com o grau de desenvolvimento tecnológico e da influência das
máquinas e equipamentos na economia das nações.

A maneira pela qual é feita a intervenção nos equipamentos, sistemas ou


instalações caracteriza os vários tipos de manutenção existentes.

Existe uma variedade muito grande de denominações para classificar a atuação


da manutenção, não raramente essa variedade provoca uma certa confusão na
caracterização dos tipos de manutenção.

Por isso, é importante umacaracterizaçãomais objetiva dos diversos tipos de


manutenção.

4.1 MANUTENÇÃO CORRETIVA

Manutenção corretiva é a atuação para a correção da falha ou desempenho


menor que o esperado.
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Ao atuar em equipamento que apresenta um defeito ou umdesempenho diferente


do esperado estamos fazendo manutenção corretiva. Assim não é necessariamente, a
manutenção de emergência.

Convém observar que existe duas condições especificas que levam à


manutenção corretiva:

• Desempenho deficiente apontado pelo acompanhamento das variáveis


operacionais;

• Ocorrêcia de falhas

Desse modo, a ação principal na manutenção corretiva é corrigir ou restaurar as


condições de funcionamento do equipamento ou sistema.

4.2 MANUTENÇÃO PREVENTIVA

A manutenção preventiva é uma programação pertinente às ações de


manutenção projetadas pelo gestor ao elaborar o planejamento de manutenção anual de
uma empresa. O principal objetivo da manutenção preventiva é evitar falhas e avarias
dos equipamentos, antes mesmo que elas aconteçam. Por isso, a manutenção é tão
importante para uma empresa em termos de redução de custos e aumento de
lucratividade, afinal, máquinas funcionando a pleno vapor significam produtividade em
alta.

O planejamento desse tipo de manutenção é projetado com o intuito de preservar


e aumentar a confiabilidade nos equipamentos, substituindo os componentes
desgastados antes que eles realmente falhar. As atividades de manutenção preventiva
incluem verificações de máquinas, dispositivos e ferramentas, alterações parciais ou
totais em cada peça, mudanças de óleo, lubrificações e demais tarefas.

Em algumas empresas, o plano de manutenção preventiva também relaciona


treinamentos específicos a seus funcionários, pois, através de estudos, relatórios e
diagramas, se observa que muitos dos defeitos apresentados nas máquinas devem-se à
má utilização deles. O programa de manutenção preventiva ideal seria evitar todas as
falhas no equipamento antes que ela ocorra.
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4.3 LUBRIFICAÇÃO

Ao contrario de atrito falamos em lubrificação. Isso significa que, quando um


elemento da maquina está parada, falamos em atrito de repouso e quando este
elemento está começando a ser movimentado, necessitamos de separação para
evitar atrito (aquecimento e desgaste).

Podemos também definir a lubrificação como a separação de dois elementos


mecânicos em movimento. Isso vale também para uniões sob pressão (parafusos), que
mesmo paradas, sofrem micro-movimentos (vibrações), gerando assim, atrito e
desgaste.

5 ATIVIDADES REALIZADAS NA EMPRESA COTEMINAS S.A. UNIDADE


CAMPINA GRANDE

Atividades como:

• Apresentação das maquinas ZA 205i e PICANOL OMNI 8000


• Lubrificação nas máquinas ZA 205i e PICANOL OMNI 8000

5.1 TEAR ZA 205i

O tear Tsudakoma ZA 205I funciona a base de jato de ar comprimido para


inserir a trama.Como já foi dito antes, o tecido é confeccionado nos teares a partir de um
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rolo de urdume e da trama. O rolo de urdume é posicionado atrás da máquina, e todos


seus fios são transpostos entre as lamelas e os liços. As lamelas têm a função de alinhar o
fio e no caso de ruptura, mandar um sinal de parada para a máquina através de um sensor
denominado de guarda urdume. Os liços são responsáveis pela abertura da cala por onde
o fio de trama irá passar, existem no mínimo dois quadros de liços em um tear enquanto
um sobe o outro desce. Quando a cala é aberta, o fio de trama é lançado por jatos de ar
que são acionados seqüencialmente empurrando o fio de trama até o outro lado da
máquina. Esse fio é pressionado pelo pente. E com o abrir de cada nova cala, um fio de
trama é lançado.

Existem dois motores denominados de acumuladores que tem a função de


armazenar a trama necessária para alimentar o tear, nesse motor existe um tubo que
atravessa seu corpo interiormente é por ele que as bobinas que comportam a trama são
lançadas. No momento da inserção de trama um pino eletromagnético acoplado ao
acumulador libera e segura a trama de acordo com a parametrização desejada. Na
seqüência, a trama passa pela válvula principal e posteriormente pela tubeira móvel que
dão o sopro necessário para que a trama seja lançada no pente. Junto ao pente existe uma
seqüência de válvulas denominadas de estafetas essas válvulas são acionadas com sinal
temporizado, proveniente de uma placa denominada de SVU 3.2, ao passo que elas são
acionadas seqüencialmente o jato de ar leva a trama até o final do pente. Existe dois
sensores fotoelétricos estalados no final do pente, estes são denominados de sensores de
trama, o primeiro detecta se a trama foi bem inserida e o segundo se a trama foi inserida
muito longa, este segundo sensor é opcional, ele tem como finalidade evitar o
desperdício de trama, quando a trama não é detectada pelo primeiro sensor a máquina
pára de forma imediata. A placa SVU 3.2 é responsável pelo acionamento das válvulas e
dos ângulos.

O rolo de urdume é desenrolado por acionamento de um servo motor com


resposta a enconder, o desenrolar do tecido é feito a cada sinal de 0º (sinal de referência)
e 40º (sinal do desenrolamento), existe um tensionamento adequado para cada tipo de
tecido e o mesmo pode ser controlado por um transdutor denominado de célula de carga,
tem o princípio de funcionamento de uma balança, onde esta transforma um sinal da
força exercida sobre ela em um sinal de tensão. Este sinal é enviado para a placa ELO,
esta é responsável juntamente com outra placa denominada de SERVO PACK pelo valor
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do tensionamento dos fios de urdume, fazendo também a comunicação entre o terminal


da máquina com o painel elétrico através de um cabo de fibra óptica.

Motor Principal tem a função de controlar o movimento dos liços como também
bater o pente, esse motor possui um freio eletromagnético e um térmico que atua quando
o motor aquece a mais de 100ºC, este é energizado com 460 V, sua partida é em estrela
triângulo efetuada por um jogo de contactores acionados pela placa SQC, esse motor
possui duas velocidades, uma proveniente do inversor que se denomina marcha lenta, e
outra a alimentação do regime normal de funcionamento 460V/60HZ. Na correia desse
motor existem dois sensores capacitivos que atuam em um possível momento de ruptura
da mesma.

Os ângulos são monitorados por um elemento chamado dador de ângulo, que


nada mais é que um encoder óptico que possui uma variação de dois graus a cada pulso,
através desses pulsos é possível monitorar o ângulo em que a máquina se encontra.

A lubrificação da máquina acontece automaticamente através de uma bomba de


lubrificação que a cada 24 horas lubrifica toda a máquina através de um motor DC de
24V, o tempo de duração da lubrificação programado na própria placa.

O terminal possibilita a programação da máquina, podendo fazer uso de um


cartão de memória para passar os dados de configurações ou fazer manualmente no
próprio terminal através do teclado, seu funcionamento é analógico ao teclado de um
computador.

Como dito antes o terminal é interligado ao painel através de um cabo de fibra


óptica que é conectado a placa elo, que tem como uma das funções distribuir as
informações entre as outras placas.

Os acumuladores são acionados pela FCU onde nesta é efetuado todo o controle
dos acumuladores, como o número de espiras de reserva a serem enrolados, os números
de voltas que vão corresponder a uma trama, ela também compara a velocidade do tear
com o motor controlando a velocidade do mesmo e mantendo a quantidade de trama
constante e também controla a temporização do pino eletromagnético para medir a
trama. Todo sinal da placa FCU é enviado para a placa INV que é um conversor de
freqüência e controla a velocidade do motor do acumulador.
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5.2 TEAR PICANOL OMNI

O tear OMNI PICANOL funciona a base de jato de ar para inserir a trama. O fio
de trama é acumulado por um motor chamado de tambor ou acumulador de trama, o fio
da bobina passa pelo tubo dentro do rotor do motor que ao girar enrola criando uma
espiral n aparte frontal do acumulador, o freio de trama trava o fio e só libera a espira na
hora da inserção da trama, quando ocorre a abertura da cala (o caminho que percorre a
trama). Nos teares de Coteminas são utilizados apenas dois tambores, mas essa máquina
suporta até seis tambores. Os motores dos tambores fazem comunicação por uma placa
chamada PRW, que a mesma envia as informações para CPU. Existe um sensor óptico
que serve para contar o número de espiras, ele fica ao lado do trigger do acumulador,
que é um pino magnético, que prende a trama (freio) e o sensor de liberação de espiras.

Na hora de inserção de trama, o freio de trama é aberto, junto com o freio ABS
que freia a trama antes das tubeiras, o conjunto de tubeiras principais mais à frente, são
responsáveis por levar o fio de trama até a cala no pente. No pente estão fixos cerca de
10 conjuntos de tubeiras de estafetas que são acionadas seqüencialmente, levando o fio
ate o outro lado do pente. Todas essas válvulas são acionadas por faixa de ângulo, onde
esses ângulos podem ser alterados por ajustes de mesa dependendo do artigo do tecido
(tipo).

No final do pente existem dois sensores ópticos que atuam com a passagem do
fio. O FD1 e o FD2 que são controladas pela placa AIS, eles são uma segurança para
que o fio chegue com tamanho correto, o FD1 indica trama curta, o normal é ele sempre
atuar, pois caso contrário indica que houve algum problema no meio da cala que
impediu o fio de chagar; o FD2 indica trama longa, esse sensor normalmente não deve
atuar, se ele atuar indica que o fio passou direto deixando um espaço vazio no começo
ou meio do pente. Todo controle de válvulas seja ela das válvulas principais, tubeiras,
estafetas sugadores de trama é feita pelas placas AIS e a AISE que é uma extensão da
placa AIS.

Em cada extremidade do tecido existe uma tesoura, a primeira corta a trama


deixando o resto no ponto de inserção de outra trama e a outra corta o resto do fio que é
sugado para um depósito ao lado da máquina. Existe também em cada ponta do tecido o
mecanismo de arremetedor ourela que pega uma pequena sobra programada da trama e
re-introduz na cala por uma agulha, fazendo uma volta da trama aumentando a
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densidade da borda do tecido, que é chamado ourela, essa ourela auxilia nos processos
de tingimento e inspeção do tecido, esse mecanismo de ourela é controlado por duas
válvulas de ar, que são controladas pela placa responsável pelas válvulas.

O controle da pressão de cada acumulador e válvulas principais efeitos


manualmente por um mecânico responsável, esse controle é feito abaixo do KBDE que
é o terminal de LCD da máquina que mostra todos os ajutes de pressão, controle e as
placas, feitos para os mais determinados artigos de tecidos.

O Motor Principal tem a função de controlar o movimento dos liços como


também bater o pente, esse motor possui um freio eletromagnético e uma relé de
temperatura e é energizado com 575 V assim como toda a máquina, no painel (box) é
possível ver a parte de alta(high voltage), que fica sobre posto assim KMM,QMM e a
Carga,

QMM →→→ KMM →→→ Carga

proteção acionamento motor principal (main motor)

Quando este acionamento é feito o motor começa a girar, mas a máquina ainda
continua parada até que se dê o start, que alimenta um disco de freio e embreagem, que
responsável pelo o acoplamento e desacoplamento das engrenagens, o freio embreagem
são dois bobinados que exerce uma F.E.M (Força Eletro-Motriz)

Diferente dos demais teares usados na empresa, o OMNI PICANOL na usa


inversor de freqüência, ele usa um motor menor para fazer macha lenta e inversa, com
os acionamentos dos contatores responsáveis por isto, chave reversa.

O ângulo da máquina vai depender da posição do pente, quem indica o ângulo é


um dispositivo chamado RESOLVER, onde em sua configuração interna a um disco
perfurado que gira quando acoplado a engrenagem da máquina e que existe um sensor
óptico entre os furos, analogicamente parecido com o funcionamento do mouse ou um
encoder. Esse resolver gera um sinal para a CPU a cada dois graus. O ângulo zero está
posicionado quando o pente está totalmente afastado do tecido, quando acionada a
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máquina, o motor de marcha lenta para trás até encontrar o ângulo zero, quando
encontra a máquina entra em rotação normal,esse encontro do ângulo de partida é
chamada de busca passada ou sincronismo. Quando se troca o resolver se faz necessária
à calibração do mesmo colocando em um ângulo certo, para isso basta posicionar a
máquina em ângulo zero rodar o eixo do dispositivo verificando no KBDE da máquina,
ele indica o ângulo zero, depois é só acoplar a engrenagem.

O que enrola o tecido e desenrola o rolo de urdume não é o motor principal, mas
sim dois servomotores. O servomotor responsável por controlar o desenrolamento do
rolo de urdume (MOTOR ELO), e pelo enrolamento do tecido (MOTOR ETU) e o
disco de freio e embreagem são controlados pela placa TUPULO que é a maior placa do
Box, por sua vez também controla a velocidade dos servomotor, ela recebe o sinal do
resolver que é controlada pela placa CPU ligado no servomotor e também de uma célula
de carga que indica a tensão de estiramento do rolo, essa tensão é programada e deve
permanecer constante. O sincronismo desses dois motores é essencial para manter a
tensão constante, para isso deve-se programar corretamente o diâmetro do rolo de
urdume, pois a máquina precisa dessa informação para fazer os cálculos da velocidade
do motor desenrolador.

Para monitorar a quebra de fio no rolo de urdume, existe o guarda urdume, onde
em cada fio passa uma lamela que quando o fio rompe essa lamela cai sobre uma barra
com dois metais isolados, fechando o contanto entre os dois metais, o sensor satura um
transistor que envia o sinal da placa indicando que um fio rompeu,acende uma lâmpada
amarela na torre de sinalização indicando quebra do fio de urdume, esta torre de
sinalização indica as condições da máquina, que são quatro cores: verde (pronta pra o
funcionamento), branca (para por trama), verde (parada por urdume), vermelha
(máquina por algum outro problema, ex: elétrico)

Este tear se diferencia dos demais, por não possuir cabo de comunicação por
fibra óptica, inversor de freqüência e o RPM, que bate a 630rpm diferente das demais
que batem a um rpm inferior.

O tear possui um sistema de lubrificação automático, onde é programado no


terminal o período de lubrificação, esse sistema consiste numa bomba de óleo que injeta
o óleo para diversas áreas da máquina, e um sensor, tipo um fim de curso que fecha o
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contanto quando o óleo chega, caso esse contato não feche na hora da lubrificação a
máquina indica que a pressão do óleo esta baixa.

O terminal possibilita a programação da máquina, podendo fazer uso de um


cartão de memória para passar essas configurações ou fazer manualmente na própria
tela do terminal.

5.3 LUBRIFICAÇÃO NO TEAR TSUDAKOMA ZA 205i

Lubrificação e limpeza do conjunto de molas dos tira-liço retira-se a tampa de


proteção das molas em seguida se limpa as molas com uma malha retirando o óleo
velho, o conjunto de molas é constituido por quatro conjuntos de molas entre um
conjunto e outro se coloca um óleo chamado omala 680.

Limpeza nos mancais e balanças com uma malha retira-se a o ecesso se graxa dos
mesmos.

Verificação do nível de graxa das bombas centralizadas observa se a bomba está


com pouca graxa se estever coloca-se a graxa amblygon ta -30/0.

Limpeza e lubrificação dos dispositivos de ourela e das laterais dos quadros para-
se a máquina com ar comprimeto sopra-se a máquina nos locais que vão ser lubrificado
para retira o ecesso de agodão nos dispositivos coloca-se grafite apenas na mola do
mesmo, nas laterais coloca-se um óleo chamado omala 100.

Verificação do nível de óleo dos reintrodutores e das caixas dos excêntricos os


reintrodutores são dois em cada máquina um do lado direito e outro no lado esquerdo
estão na parte da frente da máquina e neles se encontra os eixos da tesoura, pinça e
agulha para se verificar o óleo na parte da frente do mesmo tem um mostrador que tem
duas marcas se estiver abaixo da primeira marca o nível está baixo retira-se uma
pequena tampa que fica em cima do reintrodutor e coloca-se óleo até fica entre uma
marca e outra o óleo utilizado aqui é omala 150. Já a caixa de excêntrico fica do lado
direito da máquina e o óleo utilizado é morlina 220.

Limpeza e lubrificação dos conectores dos cabos principais se encontram dentro da


caixa de excêntrico por trás das levas sopra-se com ar comprimido e logo em seguida
coloca-se graxa na parte superior dos conectores que são quadro a graxa utilizada é
alvânia.
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5.3.1 TIPO DE ÓLEO E GRAXA UTILIZADOS NA LUBRIFICAÇÃO DO ZA


205i

• Omala 150- colocar nos reintrodutores;

• Omala 100- colocar nos batentes, nas laterais dos quadros e do enrolador;

• Omala 680- colocar desenroladores e no conjunto de molas do tira-liço;

• Morlina 220- colocar nas caixas de excêntricos;

• Graxa Amblygon ta-30/0- colocar nas bombas;

• Graxa Alvânia - colocar no mancal e nas levas.

5.4 LUBRIFICAÇÃO DO TEAR PICANOL OMNI8000

Completar o nível de óleo dos reintrodutores - são dois em cada máquina um do


lado direito e outro no lado esquerdo está na parte da frente da máquina e neles se
encontra os eixos da tesoura, pinça e agulha para se verificar o óleo na parte da frente do
mesmo tem um mostrador que tem duas marcas se estiver abaixo da primeira marca o
nível está baixo retira-se uma pequena tampa que fica em cima do reintrodutor e coloca-
se óleo até fica entre uma marca e outra o óleo utilizado aqui é omala 150.

Lubrificação e limpeza das laterais dos quadros e das tesouras mecânicas com
uma malha se limpa os mesmos e coloca-se um óleo na parte superior da tesoura e entre
uma lateral e outra dos quadros.

Verificação do nível de óleo das caixas de excêntricos e dos desenroladores de


tecido nos dois casos de um mostrador, na caixa utiliza-se omala 320 e no desenrolador
utiliza-se morlina 220.

Lubrificação e limpeza do sistema enrolador de tecido-retira-se a tampa do


sistema limpa a corrente e engrenagens em seguida se coloca óleo na corrente omala
680 e graxa nas engrenagens graxa alvânia.
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Lubrificação e limpeza das engrenagens dos reitrodutores-retira a graxa velha


das três engrenagens e se coloca um nova graxa, a graxa utilizada é unimoly GLP2.

5.4.1 TIPOS DE GRAXA E ÓLEO UTILIZADOS NO TEAR PICANOL

• Avânia EP2- todos os graxeiros do tear, menos a embreagem;

• Unimoly GLP2- engrenagens dos reintrodutores;

• Isoflex Topas NB52- na embreagem;

• Omala 100- usado na lubrificação das laterais dos quadros;

• Omala 150- usado nos reintrodutores e batentes;

• Omala 320- usado na caixa dos excêntricos;

• Morlina 220- usado nos desenroladores.

6 CONCLUSÃO

O estágio foi essencial para meu aperfeiçoamento profissional, pois em contato


com novas experiências, dificuldades e superações e que se constrói um caráter
profissional.

E também foi possível encontrar convergência da teoria lecionada em sala de


aula com a prática exercitada na indústria, encontradas também dificuldades, mas a
técnica passada pela escola nos mostrou o caminho certo, podendo então seguir em
frente e abrir novos caminhos e novos horizontes.
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7 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Manual do tear TSUDAKOMA ZA 205I

Manual do tear OMNI PICANOL

Apostila FIOS E FIBRAS TÊXTEIS – FORMARE

Apostila PROCESSO TÊXTIL - FORMARE

Disponível em: <http://www.coteminas.com.br> Acesso em 20 de Janeiro de 2008.


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