RELATÓRIO FINAL

SETEMBRO, 2007


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS
PROFISSIONAIS PARA O REFORÇO DA
COMPETITIVIDADE E PRODUTIVIDADE
DA ECONOMIA REGIONAL (2007-2013)


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS
PROFISSIONAIS PARA O REFORÇO DA
COMPETITIVIDADE E PRODUTIVIDADE
DA ECONOMIA REGIONAL (2007-2013)
Equipa de Estudo
Ana Cláudia Valente (Coord.)
A. Oliveira das Neves
Ana Cristina Cabral, Elsa Caramujo,
Ana Simões, António Fazendeiro e Vitorino Seixas
RELATÓRIO FINAL



ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


Í ÍN ND DI IC CE E
A AP PR RE ES SE EN NT TA AÇ ÇÀ ÀO O . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 1 1
I I. . C CO OM MP PE ET TI IT TI IV VI ID DA AD DE E, , I IN NO OV VA AÇ ÇÀ ÀO O E E C CA AP PI IT TA AL L H HU UM MA AN NO O N NA A M MA AD DE EI IR RA A . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 5 5
1. Elementos de Comparação e Balanço.................................................................. 5
1.1. Competitividade e !novaçao...................................................................................6
1.2. Capital humano e Emprego ................................................................................. 12
1.3. visao de sintese ................................................................................................. 18
2. Diagnóstico estratégico da Região: Análise SWOT............................................ 21
2.1. vectores-chave de diagnóstico............................................................................. 21
2.2. Analise SWOT Regional ....................................................................................... 33
I II I. . O O F FU UT TU UR RO O D DA A E EC CO ON NO OM MI IA A R RE EG GI IO ON NA AL L ( (2 20 00 07 7- -2 20 01 13 3} }. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 3 37 7
1. Cenários de evolução da economia regional ..................................................... 37
1.1. Futuros possiveis para a economia regional (200/-2013) ....................................... 3/
1.2. Analise comparativa dos Cenarios e elementos para a construçao de uma
Estratégia Consolidada ...................................................................................... +6
2. Novos Focos de Competitividade para a Região................................................ 56
3. Futuros possíveis para os Novos Focos de Competitividade da Região ............ 65
3.1. Nega-cluster ¨Turismo 8 Acolhimento"................................................................. 65
3.2. Foco Sectorial de Competitividade: Agro-alimentar ................................................ 69
3.3. Foco Sectorial de Competitividade: Ambiente, Energia e Oceanos ........................... /3
3.+. Foco Sectorial de Competitividade: Serviços as Empresas !ntensivos em
Conhecimento (SE!C) ........................................................................................ /6
3.5. Outras dinamicas sectoriais: oportunidades de futuro ............................................ /9
I II II I. . O OU UA AL LI IF FI IC CA AÇ ÇÕ ÕE ES S E E C CO OM MP PE ET TÈ ÈN NC CI IA AS S P PA AR RA A O O F FU UT TU UR RO O D DA A M MA AD DE EI IR RA A . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . S S7 7
1. Balanço da oferta de educação e formação....................................................... S7
1.1. Capacidade da oferta formativa ........................................................................... 8/
1.2. Dinamica de execuçao da Nedida - Competências Humanas e Equidade Social
(2000-2006) ..................................................................................................... 89
1.3. Analise da oferta de formaçao escolar e profissional .............................................. 96
2. Cenários de Evolução do Capital Humano ....................................................... 10S
2.1. O Capital Humano nas Economias baseadas no Conhecimento............................ 108
2.2. O Capital Humano no ambito do presente Estudo .............................................. 111
2.3. Simulaçao e previsao da evoluçao dos fluxos de escolaridade nos Ensinos
Basico e Secundario (Cenario Normativo).......................................................... 116
2.+. Simulaçao e previsao da evoluçao do stock de capital humano ............................. 119
2.5. Simulaçao e Previsao dos Fluxos no Ensino Superior .......................................... 125
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


3. Um Modelo de Oualificações e Competências para o futuro da Região .......... 132
3.1. ¨!nfra-estrutura de Conhecimento Ninimo": basic skills e key competences
para todos...................................................................................................... 135
3.2. ¨!nfra-estrutura de Conhecimento de Alavancagem": competências para a
competitividade, a inovaçao e a cooperaçao...................................................... 136
3.3. ¨!nfra-estrutura de Conhecimento Focalizado": competências especificas .............. 13/
I IV V. . O OU UA AL LI IF FI IC CA AÇ ÇÕ ÕE ES S E E C CO OM MP PE ET TÈ ÈN NC CI IA AS S - - F FU UT TU UR RO OS S P PO OS SS SÍ ÍV VE EI IS S S SE EG GU UN ND DO O O OS S F FO OC CO OS S S SE EC CT TO OR RI IA AI IS S D DE E
C CO OM MP PE ET TI IT TI IV VI ID DA AD DE E . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 1 13 39 9
1. Mega-cluster "Turismo e Acolhimento": qualificações e competências
para o futuro.................................................................................................... 140
2. Foco Sectorial de competitividade "Agro-Alimentar": competências e
qualificações para o futuro.............................................................................. 159
3. Foco sectorial de competitividade "Ambiente, Energia e Oceanos":
competências e qualificações para o futuro.................................................... 167
4. Foco sectorial de competitividade "Serviços às Empresas intensivos em
conhecimento": competências e qualificações para o futuro.......................... 174
5. Outras dinâmicas sectoriais: competências e qualificações para o futuro...... 176
V V. . O OR RI IE EN NT TA AÇ ÇÕ ÕE ES S P PA AR RA A O O D DE ES SE EN NV VO OL LV VI IM ME EN NT TO O D DA A O OF FE ER RT TA A . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 1 19 91 1
B BI IB BL LI IO OG GR RA AF FI IA A . .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. .. . 2 20 05 5

ANEXO - OFERTA FORMATIVA

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



A AP PR RE ES SE EN NT TA AÇ ÇÀ ÀO O
Os elementos de analise prospectiva constantes de varios estudos desenvolvidos nos
ultimos anos para a Regiao evidenciam a necessidade de acelerar a renovaçao dos
factores de competitividade das empresas e outras organizaçoes empregadoras, bem
como das actividades económicas em que assenta o padrao de especializaçao da
Regiao Autónoma da Nadeira.
Nessa renovaçao dos factores de competitividade, adquire papel de significativa
relevancia a produçao de competências que contribuam para uma melhoria drastica
dos niveis de qualificaçao dos recursos humanos tanto dos activos empregados, como
dos gestores e empresarios que suportam o desenvolvimento empresarial e regional.
O Estudo Prospectivo dos Perfis Profissionais para o Reforço da Competitividade da
Economia Regional (2007]2013} centrou-se numa arvore de objectivos que delimita
um percurso metodológico orientado para:
aprofundar conhecimento de natureza prospectiva relativo a evoluçao
expectavel das actividades de especializaçao e as implicaçoes em matéria de
emprego e competências;
construir uma visao esclarecida para fundamentar uma (re)orientaçao das
modalidades de formaçao inicial e continua na Regiao, dinamicamente ajustada
aquelas implicaçoes/necessidades; e
sistematizar as areas de formaçao deficitarias para as entidades empregadoras,
numa perspectiva de formaçao ao longo da vida.
Os trabalhos na 1ª fase do Estudo assentaram na realizaçao das seguintes actividades
principais:
analise de estudos e relatórios disponiveis, referentes as matérias relevantes
para a estruturaçao de elementos de diagnóstico e prospectiva do Estudo;
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



2
analise de informaçao estatistica de base regional orientada para caracterizar a
evoluçao recente de variaveis-chave determinantes das problematicas a
estudar;
identificaçao dos focos sectoriais de competitividade da economia regional, a
partir dos quais serao analisadas em profundidade as implicaçoes sobre o
emprego e as competências;
sistematizaçao dos ¨drivers" de mudança, com implicaçoes no emprego e nas
qualificaçoes e competências.
Na 2ª fase, o Estudo consolidou os elementos metodológicos da fase anterior e
concretizou as actividades seguintes:
organizaçao de uma base de dados referente a estrutura da oferta de formaçao
escolar e profissional por niveis de qualificaçao e modalidades formativas,
segundo os sectores seleccionados (mega cluster e focos sectoriais de
competitividade);
construçao do suporte de informaçao estatistica (educaçao e formaçao) de
stock e aplicaçao dos modelos de projecçao das principais variaveis em matéria
de qualificaçoes;
identificaçao sistematizada das necessidades de qualificaçoes e competências
dinamicamente ajustadas aos focos sectoriais de competitividade;
aproximaçao do quadro de referência das necessidades de qualificaçoes e
competências a tipologia de dominios estratégicos de intervençao do Eixo
Prioritario Educaçao e Formaçao do Programa Operacional valorizaçao do
Potencial Humano e Coesao Social (200//2013).
A estrutura do Relatório Final do Estudo reflecte o desenvolvimento das componentes
de trabalho caracterizadas, conforme se anota na apresentaçao sucinta dos respectivos
Capitulos:
Capítulo I. Competitividade, Inovação e Capital Humano, que compreende a
sistematizaçao de um conjunto de indicadores de analise seleccionados que
permitem evidenciar o posicionamento da Regiao em matéria de competitividade,
inovaçao e capital humano. Paralelamente, processa, na óptica do Estudo,
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



3
elementos de diagnóstico estratégico e de analise SWOT, preparados recentemente
no ambito do novo periodo de programaçao dos fundos estruturais para a Regiao.
Capítulo II. O Futuro da Economia Regional (2007-2013}, que compreende: (i)
por um lado, a apresentaçao de cenarios de evoluçao de longo prazo para a
Regiao, enfatizando as implicaçoes na estruturaçao económica: (ii) por outro lado,
uma proposta de focos sectoriais de competitividade, com base na qual se realiza
um exercicio de prospectiva de evoluçao de vectores-chave de mudança e
respectivos impactes sobre o emprego, as competências e as qualificaçoes.
Capítulo III. Oualificações e Competências para o Futuro da Madeira, que
compreende um balanço das capacidades, recursos e perfil da oferta de formaçao
escolar e profissional na Regiao, a apresentaçao de um modelo de qualificaçoes e
competências para o futuro da Regiao que enquadra um exercicio de cenarizaçao
de qualificaçoes, o qual distinguiu três grandes grupos de competências: para
todos; para a competitividade, a inovaçao e a cooperaçao; e especificas.
Capítulo IV. Oualificações e Competências - futuros possíveis, segundo os focos
sectoriais de competitividade, que compreende a analise detalhada dos perfis de
qualificaçoes e competências que se consideram ajustadas as necessidades
decorrentes dos futuros possiveis para os focos sectoriais de competitividade
seleccionados (mega cluster do Turismo e Acolhimento; Agro-alimentar; Energia e
Oceanos; Serviços as Empresas, intensivos em conhecimento; e outro sectores).
Capítulo V. Orientações para o Desenvolvimento da Oferta, que compreende uma
reflexao em torno das (re)orientaçoes da oferta de formaçao escolar e profissional,
na dupla óptica do papel das instancias de regulaçao e dos critérios de
selectividade dos apoios publicos, co-financiados pelo Fundo Social Europeu, ao
desenvolvimento das qualificaçoes e competências na Regiao, segundo as
tipologias de intervençao consagradas no Programa Operacional valorizaçao do
Potencial Humano e Coesao Social.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



5
I I. . C CO OM MP PE ET TI IT TI IV VI ID DA AD DE E, , I IN NO OV VA AÇ ÇÀ ÀO O E E
C CA AP PI IT TA AL L H HU UM MA AN NO O N NA A M MA AD DE EI IR RA A
1. ELEMENTOS DE COMPARAÇÀO E BALANÇO
A analise da competitividade, inovaçao, emprego e capital humano da Nadeira nos
ultimos anos revela-nos uma trajectória muito positiva (Ouadro !.1), nao apenas num
contexto nacional mas também face a um conjunto de regioes europeias insulares
consideradas relevantes para a analise da competitividade da Regiao
1
.
Ouadro I.1. Indicadores de análise seleccionados
Dimensões de análise Indicadores
Competitividade e Inovação
Especializaçao vAB por sectores de actividade
Produtividade
P!B/ emprego
vAB/ emprego
Dinamica Empresaria/
estrutura do tecido
produtivo
Evoluçao do nº de estabelecimentos
Empresas por dimensao
!nternacionalizaçao
!ntensidade exportadora (¾) - capacidade de penetraçao nos
mercados internacionais
!novaçao
• volume de negócio resultante da venda de produtos novos (¾)
• Empresas que introduziram produtos novos
• Despesas em inovaçao (¾)
• Empresas com inovaçao organizacional e inovaçao de marketing
(¾)
Capital humano e Emprego
Educaçao Nº de alunos por nivel de educaçao
Taxa de actividade (¾)
Populaçao activa por nivel de educaçao e escalao etario Oualificaçoes
(nivel de escolaridade) Taxa de emprego (¾)
Emprego por nivel de educaçao e escalao etario
Emprego por actividade económica
Emprego nos sectores intensivos em conhecimento a nivel
regional
Estrutura sectorial do
emprego
RH em C8T

1
De acordo com o Estudo ¨Competitividade territorial e coesao económica e social - volume 3: Regiao Autónoma da
Nadeira" (Nateus, A., 2005), as regioes insulares da UE interessantes para comparaçao com a RAN sao: GR22-!onia
Nisia; GR+1-voreio Aigaio; GR-Notio Aigaio; GR+3- Kriti; ES53 - !lles balears; ES/ - Canarias; FR83 - Corse; FR91 -
Guadeloupe; FR92 - Nartinique; FR9+- Reunion; !TA - Sicilia; !TB Sardegna; PT2 - Açores; PT3 Nadeira; F!2 - Aland;
CY - Kypros; NT - Nalta.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



6
1.1. Competitividade e Inovação
A analise da especializaçao através da composiçao do vAB regional por sectores de
actividade revela-nos uma focalizaçao nas areas de serviços (!NE, 2003). Estes dados
confirmam, uma vez mais, uma das caracteristicas de base da economia madeirense -
o cariz eminentemente terciario (o sector terciario representou em 2003 cerca de 85¾
do vAB regional com uma taxa de crescimento do periodo 1999-2003 de +1¾)
(Ouadro !.2).
Ouadro I.2. VAB, por natureza de sector
Un.: (10
6
euros)

1999 2003
Peso no total
(%}
Variação
1999-2003
Sector primario /3 9+ 3,0 28,8
Sector secundario +56 516 16,+ 13,2
Sector terciario 1902 2681 85,2 +1,0
Total 2431 314S 100,0 29,5
Fonte: !nfoline, !NE, 2003.
!nformaçao regional mais recente evidencia o peso das Actividades imobiliarias e
serviços prestados as empresas, do Comércio, do Alojamento e Restauraçao, dos
Transportes e Comunicaçoes, a par da Administraçao Publica, nessa terciarizaçao
acentuada (Ouadro !.3)
Ouadro I.3. VAB, por ramos de actividade (Base 2000}
(¾)
Sector 2000 20002 2004
Agricultura, produçao animal, caça e silvicultura 1,2 0,8 1,0
Pesca 0,+ 0,6 0,5
!ndustrias extractivas 0,5 0,3 0,+
!ndustrias transformadoras +,+ +,2 +,2
Produçao e distribuiçao de electricidade, gas e agua 1,9 2,1 2,3
Construçao 10,3 8,5 9,8
Comércio por grosso e a retalho, reparaçao veiculos automóveis,
motociclos e bens de uso pessoal e doméstico
15,+ 15,9 13,3
Alojamento e restauraçao 9,/ 10,0 9,2
Transportes, armazenagem e comunicaçoes 6,9 /,8 /,9
Actividades financeiras /,1 +,8 +,3
Actividades imobiliarias, alugueres e serviços prestados as empresas 19,3 22,2 21,0
Administraçao publica, defesa e segurança social obrigatória 10,5 10,2 13,6
Educaçao +,3 +,5 +,9
Saude e acçao social +,62 +,9 5,2
Outras actividades de serviços colectivos, sociais e pessoais 2,83 2,5 2,0
Familias com empregados domésticos 0,66 0,6 0,6
Total 100,0 100,0 100,0
Fonte: !NE - Contas Regionais 2000-200+.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



7
Esta situaçao é igualmente comprovada e visivel na comparaçao da evoluçao da
situaçao da Nadeira com o conjunto de regioes insulares da UE (Ouadro !.+).
Ouadro I.4. VAB por sector de actividade económica
Var. 99-04
Actividade económica] CAE
RAM
Média regiões
insulares
A - Agricultura, produçao animal, caça e silvicultura -2,9 +,9
B - Pesca 5+,5 ++,1
C - !ndustrias extractivas 15,+ 20,/
D - !ndustrias transformadoras 19,5 1/
E - Produçao e distribuiçao de electricidade, gas e agua 55,8 19,1
F - Construçao 30 51,2
G - Comércio e reparaçao de veiculos automóveis, motociclos, 13,/ 13,+
H - Alojamento e restauraçao 2/,3 26,/
! - Transportes, armazenagem e comunicaçao 5+,+ 20
J - Actividades financeiras -1+,1 23,8
K - Actividades imobiliarias, alugueres e serv.empresas 60,8 31,3
L - Administraçao publica, defesa e seg. social obrig. /8 32
N - Educaçao 50,+ 22,2
N - Saude e Acçao Social 52,9 +0,9
O - Outras actividades serv. Colectivos, sociais e pessoais -+,1 33,8
P - Familias com empregados domésticos 22,2 ++,1
Total 36,8 28,6
Fonte: Eurostat Regions
A Nadeira apresenta um tecido empresarial onde predominam empresas de muito
pequena dimensao - 81¾ sao empresas com menos de 10 trabalhadores e 9/,3¾ sao
PNE (Ouadros de Pessoal,200+), situaçao que nao difere muito do que se verifica em
termos nacionais.
A analise a estrutura empresarial e ao emprego na Nadeira mostra-nos um certo
dinamismo na actividade económica regional associado ao crescimento do numero de
estabelecimentos e do emprego, superiores a média nacional (Ouadro !.+). Por outro
lado, esta analise permite ainda demonstrar, uma vez mais que, nas areas de maior
especializaçao, nao só o peso destas actividades no total é superior a média nacional
como também o crescimento verificado entre 1999 e 200+ ultrapassa igualmente a
média nacional (Ouadro !.5).
É ainda observavel que a actividade empresarial se concentra em apenas + sectores,
que integram mais de /0¾ dos estabelecimentos a nivel do território regional:
¨construçao", ¨comércio", ¨alojamento e restauraçao" e ¨actividades imobiliarias,
alugueres e serviços as empresas".
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



8
Ouadro I.5. Estrutura empresarial
Estabelecimentos (%}
Actividade económica] CAE
Var. 99-04
(%}
Média
nacional
%
no total
Média
nacional
A+B Agricultura; Pesca 9,8 21,1 0,8 3,+
C !ndustrias extractivas 13,6 5,6 0,3 0,3
D !ndustria Transformadora 21,3 6,9 8,1 13,/
E Electricidade, gas e agua 66,7 -7,S 0,5 0,2
F Construçao 54,5 42,6 15,2 13,1
G Comércio 22,2 19,6 30,2 31,6
H Alojamento e restauraçao 26,/ 25,+ 15,2 10,6
! Transportes, armaz. e Comunicaçoes 39,9 6/,8 6,7 +,/
J Actividades financeiras 16,2 9,2 2,3 2,3
K Activ. !mobiliarias, Alug. e Serv. Empresas 69,3 55,S 10,9 10,1
L Adm. Publica, defesa e seg. social 160 21/,3 0,2 0,2
N Educaçao +0 25,6 1,+ 1,1
N Saude e acçao social 55 +2,6 2,5 +
O O. Activid. Serviços 58,6 53,6 5,6 +,/
Total 35,1 27,6 100 100
Fonte: Ouadros de Pessoal, NTSS (200+)
Esta constataçao também é visivel pelo peso do emprego nas actividades terciarias -
hotelaria e restauraçao e comércio - e na construçao na ordem do 18-22¾,
apresentando ainda valores superiores a média nacional. De notar que, no caso da
industria transformadora, cujo peso do emprego é inferior a 10¾ e significativamente
mais reduzido que a média nacional, sao as industrias alimentares que apresentam um
maior peso (Ouadro !.6).
Ouadro I.6. Emprego por actividade económica: comparação nacional
Emprego (pessoal ao serviço} %
Actividade económica] CAE
Var. 99-04
(%}
Média
nacional
%
no total
Média
nacional
A+B Agricultura; Pesca +2,8 6,+ 0,/ 1,9
C !ndustrias extractivas 36,2 -/,9 0,+ 0,5
D !ndustria Transformadora +,8 -9,5 S,9 26,6
E Electricidade, gas e agua 1+,2 -22,6 1,5 0,5
F Construçao +5,1 3/,+ 21,9 12,7
G Comércio 2/,3 12,3 21,2 20,5
H Alojamento e restauraçao 2/ 19,8 1S,1 /,2
! Transportes, armaz. e Comunicaçoes 16,1 6,2 6,8 5,5
J Actividades financeiras -1,6 -5,2 1,/ 2,8
K Activ. !mobiliarias, Alug. e Serv. Empresas /8,9 61 S,S 11,5
L Adm. Publica, defesa e seg. social +6+ 32/ 0,/ 0,5
N Educaçao 38,/ 2,+ 2,5 1,/
N Saude e acçao social 83,9 51,6 2,8 +,8
O O. Activid. Serviços /9,8 55,+ + 3,3
Total 33,S 13,4 100 100
Fonte: Ouadros de Pessoal, NTSS (200+)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



9
Em termos de posicionamento na Uniao Europeia, a analise do emprego por actividade
económica revela-nos que a Nadeira apresentou taxas de crescimento entre 1999-
2005 superiores a média do conjunto das regioes insulares consideradas para analise
comparativa no Comércio, Alojamento e Restauraçao, Transportes e Comunicaçoes,
bem como no conjunto de actividades de cariz nao económico (CAE L-O).
Ouadro I.7. Emprego por actividade económica: comparação regiões insulares
Var. 99-04

RAM
Regiões
insulares
A+B Agricultura, Pesca -36,1 ´-19,8
C+D+E !ndustrias extractivas, !nd. Transf., Electricidade -35,1 -1,+
F Construçao 15,3 26,+
G+H+! Comércio, Alojamento e restauraçao, Transportes... 1S,9 11,46
J+K Activ. Financeiras; Activ. !mobiliarias, Alug. e Serv. Emp. n.d. n.d.
L-O Adm. Publica; Educaçao; saude a acçao social; (.) 35,1 1S,2
Total 7 16,9
Fonte: !nfoline, !NE, 2003
Relativamente a ventilaçao sectorial da produtividade (vAB/ emprego), destaque para as
¨Actividades financeiras", as ¨Actividades imobiliarias e serviços as empresas",
¨Transportes e comunicaçoes", mas também a ¨Electricidade, gas e agua", que
apresentam valores consideravelmente superiores a media regional, e cujas taxas de
crescimento 1999-2003 sao igualmente muito positivas (Ouadro !.8).
Ouadro I.S. Produtividade, por ramo de actividade (VAB por pessoa empregada}
(Un.: 10
3
euros)
Actividade económica] CAE
1999 2003
Variação
(%}
A Agricultura 3,+ +,+ 29,+
B Pesca 15,8 30 S9,9
C !ndustrias extractivas 2+,6 26,/ 8,5
D !ndustria Transformadora 9,3 12,+ 33,3
E Electricidade, gas e agua +1,+ 50,9 22,9
F Construçao 16 16,6 3,8
G Comércio 22,6 2/,9 23,5
H Alojamento e restauraçao 25,5 31,1 22,0
! Transportes, armaz. e Comunicaçoes 50,/ 6S,9 35,9
J Actividades financeiras 99,2 121,5 22,5
K Activ. !mobiliarias, Aluguer e Serviços Empresas 5/ 99,6 74,7
L Adm. Publica, defesa e seg. social 21,/ 33,1 52,5
N Educaçao 20,2 25,8 2/,/
N Saude e acçao social 21,8 2/,9 28,0
O Outras Actividades e Serviços 10,6 18,8 77,4
P Familias com emp. domésticos +,2 5,3 26,2
Total 19,2 26,1 35,9
Fonte: !nfoline, !NE, 2003
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



10
Em termos comparativos com o conjunto de regioes insulares da Uniao Europeia, a
produtividade do trabalho (P!B/ emprego) situa-se (em 200+) em valores abaixo da
média do conjunto das regioes, apresentando, no entanto, uma taxa de crescimento
da produtividade entre 1999 e 200+ superior a +0¾, muito acima da média das
regioes (Ouadro !.9).
Ouadro I.9. Produtividade (PIB] emprego}
(Un.: 10
3
euros)
PIB] emprego
1999 2004 Var. 99-04
Nadeira 26,61 35,09 +2,60¾
Nédia das Regioes insulares 3/,5/ +3,85 16,/0¾
Fonte: Eurostat Regions - Regional Labour Narket
A dimensao internacional da actividade das empresas da Nadeira ao nivel da
capacidade exportadora centra-se sobretudo em duas grandes areas: as ¨!ndustrias
alimentares, bebidas e tabaco" e a ¨Fabricaçao de produtos quimicos", cujo peso no
total das exportaçoes é próximo dos 60¾ (Ouadro !.10).
Ouadro I.10. Importações e Exportações de mercadorias
Actividade económica] CAE
Importações
(10
3
Euros}
Exportações
(10
3
Euros}
Peso no total
Exportações
(%}
A+B Agricultura; Pesca 1.289 23 0,2
C !ndustrias extractivas 368 /5 0,6
D !ndustria Transformadora 59.935 13.3// 99,3
DA Ind. Alimentares, Bebidas e Tabaco 10.198 3.393 25,2
DB !ndustria têxtil 86/ 3/6 2,8
DC !nd. Couro e produtos do couro 3/2 3 0,0
DD !nd. Nadeira e Cortiça 1.001 19 0,1
DE !nd. Pasta, papel e cartao 11+ 11/ 0,9
DF Fab. Coque, produtos petrol. refinados 0 1.233 9,1
DG Fab. Produtos químicos e fibras 65 +.+30 32,9
DH Fab. Art. Borracha e Nat. Plastica 222 2/+ 2,0
D! Fab. Outros Produtos minerais nao metalicos 15.2+6 128 0,9
DJ Ind. Metalúrgicas e produtos metálicos 26.2+9 //9 5,S
DK Fab. Máquinas e equipamentos 815 990 7,3
DL Fab. Equip. Eléctrico e de óptica 3.3+8 6// 5,0
DN Fab. Naterial de transporte 819 650 +,8
DN !nd. Transformadoras N.E. 609 30/ 2,3
Fonte: !nfoline, !NE, 2003.
No que respeita as despesas em inovaçao na Nadeira, os valores surgem pouco
favoraveis, quando comparados com o nivel nacional. De facto, face ao total nacional,
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



11
apenas 1¾ das empresas da Nadeira realizou despesas em inovaçao abrangendo, em
termos financeiros, 1/ milhoes de euros (Ouadro !.11).
Ouadro I.11. Despesas em inovação (2002-2004}
Un.: Milhões de euros
Montante
Total Nacional 2.82/
Nadeira 1/
Fonte: +º !nquérito Comunitario a !novaçao (C!S +), OCES, s/d
Ouando comparamos o volume de negócios resultante da venda de produtos novos e
da proporçao de empresas que introduziram produtos novos, é interessante verificar
que a Nadeira se aproxima largamente do total nacional e, por vezes, até o ultrapassa.
Com efeito, no que respeita a venda de produtos novos, o total nacional apresenta
21¾ e a Nadeira 31¾, o que podera indiciar uma trajectória de evoluçao
potencialmente mais favoravel no que respeita a inovaçao. Associado a isto, surgem os
dados relativos a introduçao de produtos novos para o mercado que atingem 29¾
tanto a nivel nacional, como na Nadeira (Ouadro !.12).
Ouadro I.12. Volume de negócios resultante da venda de produtos novos e proporção de
empresas que introduziram produtos novos (2002-2004}

Volume de negócios resultante
da venda de produtos novos
(%}
Empresas que introduziram
produtos novos
(%}
Total Nacional 21 29
Nadeira 31 29
Fonte: +º !nquérito Comunitario a !novaçao (C!S +), OCES, s/d
Sobre a dimensao inovaçao, importa ainda referir que, a nivel nacional as empresas
com inovaçao organizacional totalizam 93¾, sendo que, no caso, da Nadeira o valor
sobe para o 100¾. No que respeita a empresas com inovaçao de marketing, os valores
sao francamente inferiores (+/¾, no total nacional, e +3¾, na Nadeira), o que podera
influenciar uma menor capacidade de afirmaçao no mercado em termos de
diferenciaçao de produtos/ serviços - menor capacidade competitiva em termos de
factores imateriais de competitividade (Ouadro !.13).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



12
Ouadro I.13. Empresas com inovação organizacional e com inovação
de marketing (%} (2002-2004}
Empresas com inovação
organizacional (%}
Empresas com inovação de
marketing (%}
Total Nacional 93 +/
Nadeira 100 +3
Fonte: +º !nquérito Comunitario a !novaçao (C!S +), OCES, s/d
1.2. Capital humano e Emprego
Os indicadores globais de actividade, emprego e desemprego reflectem um relativo
dinamismo da economia madeirense ao longo dos ultimos anos, sendo de destacar
elevadas taxas de emprego e de actividade, a par de uma baixa taxa de desemprego,
pese embora com um crescimento significativo nos ultimos anos.
Ouadro I.14. População, segundo a condição perante o trabalho (a}
(Nilhares)
Anos
Indicadores
1999 2002 2005
Populaçao total 2+1,1 2+0,8 2++,+
Populaçao activa 112,5 11+,/ 122,/
Empregada 109,+ 111,9 11/,1
Desempregada 3,1 2,8 5,6
Populaçao inactiva 128,5 125,/ 121,/
Taxa de actividade (¾) +6,6 +/,/ 50,2
Taxa de emprego
(b}
(¾) 6+,6 66,3 6/,6
Taxa de desemprego (¾) 2,/ 2,5 +,5
(a) valores médios anuais
(b) Grupo etario dos 15 aos 6+ anos
Fonte: DRE - !nquérito ao Emprego.
A comparaçao com a situaçao na Europa permite-nos verificar que a taxa de emprego
nos jovens (15-25 anos) é superior a média do conjunto das regioes insulares da EU,
mantendo-se esta situaçao com o alargamento da faixa etaria (Ouadro !.15). Esta
situaçao traduz um patamar competitivo da regiao sustentado, em parte, na
capacidade de manter empregada a sua populaçao activa (a tónica centra-se do lado
da oferta de emprego em termos de disponibilidade de postos de trabalho) (Nateus,
A., 2005).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



13
Ouadro I.15. Taxa de emprego
2004 Var. 99-04

RAM
Média regiões
insulares
RAM
Média regiões
insulares
15-25 anos 3/,90¾ 29,56¾ 1,+0¾ -0,88¾
15-6+ anos 6/,60¾ 58,+0¾ 2,90¾ 1,05¾
Fonte: Eurostat Regions
A situaçao é semelhante no que concerne a analise da taxa de actividade (Ouadro
!.16), sendo que, neste caso, traduz uma capacidade significativa de manter em
actividade parcelas mais elevadas da populaçao em idade activa, podendo ser
entendida como um maior dinamismo da populaçao (a tónica centra-se do lado da
procura de emprego, em termos de disponibilidade da populaçao para o trabalho).
Ouadro I.16. Taxa de actividade (%}
15 e 24 anos 25 anos e +

2005 Var. 99-05 2005 Var. 99-05
Uniao Europeia +5,1 n.d. 59,1 n.d.
Nédia regioes insulares 39,3 -2,+ 56,8 6,5
RAM 41,7 2,7 66 2,6
Fonte: Eurostat Regions
As dinamicas de emprego por ramos de actividade enfatizam o peso das actividades
terciarias na economia madeirense com destaque para o comércio por grosso e a
retalho, o alojamento e a restauraçao, mas também para a Administraçao Publica
Regional e Local e os sectores da educaçao e da saude, fruto da elevada presença do
Estado e do terciario de natureza social na ocupaçao dos activos empregados e na
sociedade madeirense, como um todo.
A construçao civil e as obras publicas ocupam cerca de um em cada cinco activos
empregados.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



14
Ouadro I.17. População empregada, por ramos de actividade (a}
(Nilhares)
Anos
Indicadores
1999 2002 2005
Sector primário 16,6 13,6 10,6
Agricultura, silvicultura e pesca 16,6 13,6 10,6
Sector secundário 33,1 30,3 30,6
!ndustrias transformadoras 1+,0 10,1 /,9
Construçao 18,3 19,3 21,1
Sector terciário 59,7 6S,0 75.9
Comércio por grosso e a retalho, reparaçao 13,3 15,6 15,9
Alojamento e restauraçao 11,2 11,+ 12,5
Transporte, armazenagem e comunicaçoes 3,5 +,8 5,0
Administraçao publica, defesa e segurança social obrigatória 11,1 13,1 12,+
Educaçao 5,1 5,9 9,3
Saude e acçao social 5,8 6,+ 8,2
População empregada 109,4 111,9 117,1
(a) valores médios anuais
Fonte: DRE - !nquérito ao Emprego.
As dinamicas de escolarizaçao recente da populaçao madeirense em idade escolar têm
revelado, por sua vez, uma melhoria gradual dos indicadores de referência (taxas de
escolarizaçao e niveis de frequência).
Ouadro I.1S. Indicadores gerais
(¾)
Anos
Taxa de escolarização total
199S]99 2000]01 2002]03
Educaçao pré-escolar (3-5 anos) /1,+ /9,3 81,3
1º Ciclo do ensino basico (6-9 anos) 100,0 100,0 100,0
2º Ciclo do ensino basico (10-11 anos) /6,8 /6,9 //,5
3º Ciclo do ensino basico (12-1+ anos) /2,0 /+,/ /6,0
Ensino secundario (15-1/ anos) +8,9 +9,/ +9,9
Total 76,0 79,2 S0,1
Fonte: DRPRE; !NE - Estimativas definitivas da populaçao residente intercensitarias, 1991-2000 e
Estimativas provisórias da populaçao residente 2001-2003; SRFP - Conta da Regiao
Autónoma da Nadeira; DRE - Contas Económicas Regionais.
Ouadro I.19. Alunos matriculados
Anos

199S]99 2000]01 2002]03
Total 52.075 55.321 56.753
Educação pré-escolar (3-5 anos} nd 6S62 7321
Ensino basico 38./10 35./59 35.536
1º Ciclo 1/.633 16.265 16.228
2º Ciclo 8./63 8.2/1 /.928
3º Ciclo 12.31+ 11.223 11.380
Ensino secundário 10.054 S.165 9.507
Escolas profissionais S4S 1.355 1.257
Ensino superior 2.463 3.1S0 3.132
Fonte: DRE - Anuario Estatistico da Regiao Autónoma da Nadeira.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



15
A Nadeira revela uma estrutura global de niveis de habilitaçoes muito desfavoravel no
contexto das regioes insulares da EU, caracterizada sobretudo por um baixo nivel
educacional quer da populaçao activa, quer da populaçao empregada (cerca de /5¾
detém apenas o ensino basico) e pelo peso muito reduzido do ensino superior (inferior
a 11¾), valores muito aquém dos registados pela média das regioes utilizadas para
fins comparativos. O peso da populaçao detentora do ensino superior é normalmente
utilizado como uma das variaveis explicativas dos niveis de desenvolvimento e de
crescimento económico
2
. (Ouadros !.20 e !.21).
Ouadro I.20. Peso da população activa, segundo os níveis de educação (2005}
(¾)
Escalão etário: 15 e + anos
ISCED (1997}
RAM
Média
regiões
!SCED 0-2: Ensino pré escolar e ensino basico /6,12 +3,50
!SCED 3-+: Ensino secundario e pós secundario 12,96 39,+3
!SCED 5-6: Ensino superior 10,92 19,+9
Total ISCED 100,00 100,00
Fonte: Eurostat Regions - Regional Labour Narket.
Ouadro I.21. Peso do emprego segundo o nível de educação (2005} (%}
Escalão etário: 15 e + anos
ISCED (1997}
RAM Média regiões
!SCED 0-2: Ensino pré escolar e ensino basico /6,35 56,8/
!SCED 3-+: Ensino secundario e pós secundario 12,/2 +0,10
!SCED 5-6: Ensino superior 11,02 20,/6
Total ISCED 100,00 100,00
Fonte: Eurostat Regions - Regional Labour Narket.
Nao obstante as constataçoes anteriores, a analise da evoluçao destes indicadores no
periodo 1999/2005 demonstra uma melhoria consideravel da situaçao que decorre da
elevaçao dos niveis educacionais da populaçao activa, mas também da existência de
uma maior oferta de mao-de-obra mais qualificada, sobretudo ao nivel dos
trabalhadores com ensino superior, registando-se um crescimento muito superior a
média das outras regioes insulares (Ouadro !.22).

2
A relaçao que se estabelece entre niveis mais elevados do P!B per capita e niveis mais elevados de escolaridade é,
normalmente muito expressiva (Nateus, A., 2005).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



16
Ouadro I.22. Evolução da população activa e do emprego,
segundo o nível de educação (1999-2005}
População activa Emprego
Níveis ISCED
RAM
Média
regiões
RAM
Média
regiões
Nivel 0-2: Ensino pré-escolar e basico -3,11 19.98 -+,60 5/,30
Nivel 3-+: Ensino secundario e pós secundario +5,8/ 136,62 +0,60 1+1,90
Nivel 5-6: Ensino superior 58,33 9/,53 152,90 /9,00
Fonte: Eurostat Regions - Regional Labour Narket.
As debilidades estruturais da Nadeira em termos dos niveis educacionais concorrem
para uma capacidade de inovaçao tecnológica igualmente débil. O peso dos recursos
humanos em Ciência e Tecnologia é muito reduzido facto que, aliado a reduzida
percentagem do emprego em serviços intensivos em conhecimento, coloca a Nadeira
numa posiçao desfavoravel face as restantes regioes congéneres (Ouadros !.23 e
!.2+). Esta constataçao revela, por outro lado, que apesar dos esforços realizados no
dominio do ensino superior e da investigaçao cientifica e tecnológica, a Regiao tem
ainda uma longa trajectória de evoluçao nesta matéria. A evoluçao verificada no
periodo em analise (1999-2005) revela, no entanto, que esta trajectória de evoluçao
pode ser potencialmente nao muito longa face as taxas de crescimento, quer dos
recursos humanos afectos a actividades de !8D, quer do emprego em serviços
intensivos em conhecimento. Trata-se de indicadores que registaram valores de
evoluçao nao só elevados como também superiores a média das regioes comparadas.
Ouadro I.23. Recursos humanos em C&T

Peso em
2005 (%}
Variação
1999-2005
(%}
RAN 1/,90 110,00
Nédia regioes insulares 29,51 29,+0
Fonte: Eurostat Regions - Science 8 Tecnhology
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



17
Ouadro I.24. Emprego em serviços intensivos em conhecimento
(CAE: 61, 62, 64-67, 70-74, S0, S5 e 92}

Variação
1999-2005
Peso em
2005 (%}
!onia Nisia +5,/8 15,/8
voreio Aigaio 23,98 21,85
Notio Aigaio +6,+1 19,/9
Kriti +0,00 20
!lles Balears 62,/0 2+,22
Canarias (ES) 61,13 26,18
Corse -+9,50 22,16
Sicilia 2+,5/ 32,58
Sardegna 2+,29 2/,91
Cyprus +2,19 26,82
Nalta 30,39
Regiao Autónoma dos Açores (PT) 18,32 19,/9
Região Autónoma da Madeira (PT} 43,45 21,99
Äland 13,09 50,69
Média regiões 2S,5S
Fonte: Eurostat Regions - Science 8 Tecnhology
A analise dos indicadores estatisticos considerados parece indiciar uma trajectória de
evoluçao futura positiva para a Nadeira, nao apenas pelo crescimento da actividade
económica mas também pela tendência para uma maior qualificaçao e qualidade dos
seus recursos humanos.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



18
1.3. Visão de síntese
O Ouadro seguinte sintetiza as principais conclusoes da analise efectuada, procurando
enfatizar os traços-chave das dimensoes de analise relevantes (da especificaçao as
qualificaçoes).
Dimensões
de análise
Indicadores Conclusões
Competitividade e Inovação
Especializaçao
vAB por sectores de
actividade
Perfil de especializaçao centrado em actividades de
cariz terciario (Construçao, Comércio, Turismo,
!mobiliaria e serviços as empresas)
Crescimento do vAB superior a média das regioes
insulares nas actividades de especializaçao
Emprego por
actividade
económica
Cerca de 60¾ do emprego no sector terciario
Taxa de crescimento superior a média das regioes
insulares nos sectores do Comércio, Alojamento e
restauraçao, Transportes e Comunicaçoes
Emprego nos
sectores intensivos
em conhecimento a
nivel regional
Peso do emprego em serviços intensivos em
conhecimento próximo dos 22¾
Crescimento acentuado do peso do emprego em
serviços intensivos em conhecimento na ordem dos
+3¾, superior a média das regioes insulares (29¾)
Estrutura
sectorial do
emprego
RH em C8T
Peso do emprego em C8T abaixo dos 20¾, inferior a
média das regioes insulares (30¾)
Evoluçao dos RH em C8T muito positiva no periodo
1999-2005 (110¾)
Produtividade
P!B/ emprego
vAB/ emprego
Produtividade do trabalho (P!B/emprego) abaixo da
média das regioes insulares, mas com uma evoluçao
nos ultimos anos muito superior as regioes insulares
(+2¾ e 16,/¾ respectivamente)
Produtividade por ramo de actividade (vAB/emprego)
muito positiva para sectores como ¨Actividades
financeiras", ¨Actividades imobiliarias e serviços as
empresas", ¨Transportes e comunicaçoes" e
¨Electricidade, gas e agua"
Dinamica
Empresaria e
estrutura do
tecido
produtivo
Evoluçao do nº de
estabelecimentos
Empresas por
dimensao
Crescimento do nº de estabelecimentos superior a
média nacional
Peso das actividades de especializaçao superior a
média nacional
Actividade empresarial centrada em + sectores:
¨construçao", ¨comércio", ¨alojamento e restauraçao",
e ¨actividades imobiliarias, alugueres e serviços as
empresas" (mais de /0¾ dos estabelecimentos)
Tecido empresarial onde predominam empresas de
pequena dimensao (mais de 80¾ sao Nicro empresas),
em consonancia com as caracteristicas do tecido
económico nacional
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



19
(cont.)
Dimensões
de análise
Indicadores Conclusões
Competitividade e Inovação
!nternaciona-
lizaçao
!ntensidade
exportadora (¾)
Exportaçoes centradas em duas actividades: ¨!ndustrias
alimentares e bebidas" e ¨fabricaçao produtos
quimicos" - 60¾ do total de exportaçoes
!novaçao
• volume de negócio
resultante da venda
de produtos novos
(¾)
• Empresas que
introduziram
produtos novos
• Despesas em
inovaçao (¾)
• Empresas com
inovaçao
organizacional e
inovaçao de
marketing (¾)
• Apenas 1¾ das empresas realizou despesas de
inovaçao
• Situaçao próxima da média nacional no que respeita a
introduçao e venda de produtos novos
• Empresas apostam mais na inovaçao organizacional do
que na inovaçao em factores mais imateriais
(nomeadamente o marketing)
Capital humano e Emprego
Educaçao
Nº de alunos por
nivel de educaçao
Evoluçao positiva, mais acentuada ao nivel do ensino
secundario e ensino superior
Taxa de actividade
(¾)
Populaçao activa por
nivel de educaçao e
escalao etario
Taxa de actividade com valores superiores a média das
regioes insulares
Crescimento da taxa de actividade (jovens) superior a
média das regioes insulares
Baixo nivel educacional da populaçao activa (15 e mais
anos), abaixo da média das regioes insulares (/6¾
detém qualificaçoes iguais ou inferiores ao ensino
basico, face aos +3¾ das regioes analisadas)
Evoluçao favoravel da populaçao activa com niveis
secundario e superior de educaçao (1999-2005) Oualificaçoes
(nivel de
escolaridade)
Taxa de emprego
(¾)
Emprego por nivel
de educaçao e
escalao etario
Taxa de emprego com valores superiores a média das
regioes insulares
Crescimento da taxa de emprego (jovens e adultos)
superior a média das regioes insulares
Baixo nivel educacional da populaçao empregada,
abaixo da média das regioes insulares (/6¾ detém
qualificaçoes iguais ou inferiores ao ensino basico, face
aos 5/¾ das regioes analisadas)
Evoluçao favoravel do emprego no que respeita aos
niveis secundario e sobretudo superior de educaçao
(1999-2005)

A analise do posicionamento competitivo da RAN no contexto das regioes insulares da
EU revela-nos um dinamismo positivo em termos do crescimento do emprego,
registando valores superiores nas actividades de especializaçao regional (sobretudo,
comércio, alojamento e restauraçao, transportes e comunicaçoes). Paralelamente,
regista-se um crescimento consideravel da produtividade do trabalho (cerca de +0¾),
também acima da média das regioes insulares, apesar dos valores absolutos da RAN
ainda se situarem bastante aquém da média dos registados nas restantes regioes.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



20
Em termos nacionais, verificou-se na RAN uma situaçao igualmente positiva em termos
do crescimento do emprego e do numero de estabelecimentos, superior a média
nacional, bem como nos indices de produtividade por actividade económica. Nao
obstante, no que concerne a capacidade exportadora e de inovaçao da RAN, a
situaçao apresenta-se menos favoravel, revelando uma menor capacidade competitiva
sobretudo em termos de desenvolvimento de factores imateriais de competitividade.
Nos indicadores do capital humano e emprego, a situaçao da RAN comparativamente
as restantes regioes insulares demonstra uma maior capacidade de manter no
mercado de trabalho a populaçao activa (taxas de emprego e de actividades
superiores). Ja no que concerne aos niveis educacionais desta populaçao activa e
empregada a situaçao inverte-se, evidenciando, também no caso da RAN, as
fragilidades dos indicadores nacionais nesta matéria, no contexto da EU.
Considerando o peso muito reduzido das actividades industriais e primarias no total da
economia, a evoluçao verificada no crescimento do emprego em sectores intensivos
em conhecimento e em ciência e tecnologia (superior a média das regioes insulares)
parece indiciar uma valorizaçao crescente dos investimentos em inovaçao e em capital
humano no futuro desenvolvimento da regiao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



21
2. DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO DA REGIÀO: ANÀLISE SWOT
2.1. Vectores-chave de diagnóstico
Os elementos processados neste ponto recuperam, no essencial, a analise constante
do Documento recentemente elaborado pelo !ESE que serviu de base ao diagnóstico
da situaçao de partida para os exercicios de programaçao dos fundos estruturais
3
.
(a} Vitalidade demográfica, com padrão de povoamento concentrado
A demografia regional tem observado alguns ajustamentos, com tendência
ligeiramente expansiva no ultimo quinquénio. Com efeito, após um quebra global de
3,3¾, entre 1991 e 2001 (ultimos momentos censitarios), a populaçao residente no
Arquipélago tera registado um crescimento de cerca de cinco mil pessoas, entre 2000 e
200+, com base num ligeiro crescimento natural e num fluxo migratório alimentado
pelas dinamicas do mercado de trabalho regional.
A estrutura etaria evidencia, para o periodo 1995-200+, uma quebra do indice de
juventude de 21,+ para 18,3¾, em contrapartida de um crescimento acentuado da
populaçao em idade activa, sobretudo no grupo 25-6+ anos, reflectindo os fluxos
migratórios assinalados. Nao obstante a quebra da populaçao até aos 25 anos
(decresce, em dez anos, mais de quinze por cento) os indices de vitalidade
demografica da Nadeira sao dos mais elevados do Pais, secundados pelas taxa bruta
de natalidade e de fecundidade geral e pela reduçao sensivel da taxa de mortalidade
infantil.
O padrao de povoamento continua a evidenciar uma acentuada macrocefalia, com
concentraçao da populaçao residente no Funchal (cerca de +2,5¾, em 2001), ainda
que ao longo da ultima década se tenha registado uma ligeira inversao de tendência a
favor de uma deslocaçao lenta para os concelhos periféricos do Funchal, com destaque
para Santa Cruz e Camara de Lobos, os unicos concelhos que registam um crescimento
efectivo entre 1991 e 2001 e que apresentam, após este ultimo Censo, as taxas de
crescimento natural e migratório mais elevadas da Regiao.

3
Diagnóstico Estratégico e Analise SWOT da Regiao Autónoma da Nadeira, !FC, 2006.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



22
As orientaçoes de correcçao gradual das assimetrias regionais e de criaçao de pólos
alternativos de desenvolvimento (cf. Plano Regional de Ordenamento do Território -
POTRAN, 1992), a par dos fluxos de investimento publico na rede rodoviaria e na
criaçao de areas de localizaçao empresarial, dinamizaram a promoçao imobiliaria e
geraram areas de atracçao da populaçao.
Esta foi uma tendência, igualmente, favorecida pelo padrao de residência dos fluxos
migratórios externos, mas na fase actual é ja claramente alimentada pela estruturaçao
do mercado imobiliario regional que beneficia das rendas diferenciais geradas pela
dinamica do investimento publico (sobretudo, redes de infra-estruturas e
equipamentos económicos e sociais).
A evoluçao do padrao de povoamento e a correcçao gradual da macrocefalia do
passado têm vantagem em ser estimuladas no novo ciclo de desenvolvimento regional,
a partir do incentivo a iniciativa empresarial e a fixaçao de actividades económicas,
actuaçoes de politica que potenciem as externalidades positivas geradas pelo ciclo
anterior de desenvolvimento regional.
(b} Mercado de trabalho, com desajustamentos em progressão
O ¨Estudo do !mpacto dos Fundos Estruturais na Regiao Autónoma da Nadeira"
constitui a base de referência para as notas seguintes actualizadas com informaçao
estatistica relevante.
Em matéria de emprego, a associaçao entre os niveis de empregabilidade (taxa de
emprego) e a manutençao a niveis regulaveis da taxa de desemprego (em muitos anos
da década de noventa, a rondar os três por cento), revela uma dinamica empregadora
invejavel do sector estruturado da economia, mesmo tendo presente aspectos
estruturais do mercado de trabalho regional, nomeadamente o peso do emprego
publico e os niveis de sub-emprego nas actividades tradicionais.
A taxa de actividade cresceu em dez anos (1995-200+) cinco pontos percentuais, a um
ritmo mais elevado que no conjunto do Pais, aproximando-se da média nacional, e
sendo especialmente expressiva nos grupos mais dinamicos da populaçao em idade
activa (entre os 25 e os ++ anos).
A distribuiçao sectorial do emprego estruturado reflecte a terciarizaçao acentuada da
economia madeirense (81,5¾ do vAB regional, em 2003), com forte presença das
actividades financeiras, imobiliaria turistica, comércio e outros serviços. Em 200+, a
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



23
populaçao empregada no sector terciario representava 65,2¾ do total, sendo de
destacar o elevado peso do terciario administrativo e social, com elevada
preponderancia do emprego publico.
O emprego nas unidades do sector publico (aproximadamente 25¾ do emprego
formal, em 200+), resulta das diversas expressoes da Administraçao Publica Regional e
Local, dos !nstitutos e Sociedades de Desenvolvimento, das organizaçoes da educaçao
e da saude. O sector publico regional desempenha um importante papel na criaçao e
manutençao de emprego, nomeadamente de empregos dotados de qualificaçoes
médias e superiores, com reflexos sobre a absorçao de novas competências oriundas
do sistema formal de ensino (incluindo a Universidade da Nadeira).
Este comportamento favoravel do nivel de emprego explica o crescimento dos indices
de feminizaçao, 36,9 para +1,8¾ em dez anos, que reflectem igualmente uma
transformaçao estrutural do padrao empregador regional, alastrando das actividades
tradicionais aos ramos de actividade mais dinamicos e absorvendo parte da criaçao de
novos empregos durante a década de noventa.
A evoluçao descrita ocorre num contexto igualmente marcado pela melhoria da
estrutura de niveis de habilitaçao e de qualificaçao da populaçao empregada: entre
2000 e 2003, o !nquérito ao Emprego regista uma reduçao sensivel da populaçao
activa sem instruçao (de 13,8 para 8,6¾) e aumentos sensiveis das habilitaçoes
basicas (+/,2¾, no 3º ciclo), secundarias (+3¾) e superiores (+3,6¾).
Nesta evoluçao estao presentes varios factores de origem distinta, nomeadamente: (i)
a base de recrutamento alterou-se com a chegada ao mercado de trabalho de varios
milhares de diplomados com habilitaçoes médias e superiores; e (ii) a percepçao das
empresas, confrontadas com a necessidade de preencher postos de trabalho com
competências capazes de contribuir para a reorganizaçao dos processos de trabalho e
da actividade empresarial.
O investimento na qualificaçao de jovens (dentro e fora do sistema de ensino) tem
contribuido para esta evoluçao, com resultados positivos na empregabilidade dos
formandos. Estes resultados sao evidenciados pelos diversos !nquéritos ao !mpacte
das Acçoes de Formaçao que indicam, nomeadamente, que a frequência de cursos de
formaçao profissional favorece as hipóteses de recrutamento no mercado de trabalho,
ainda que nao favoreça, p.e., a progressao na carreira dos activos empregados.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



24
A emergência de fluxos migratórios oriundos do Brasil e dos paises de Leste, tem
conhecido, por sua vez, alguma expressao no preenchimento de necessidades de mao-
de-obra, nomeadamente, na construçao e obras publicas e na hotelaria e restauraçao.
Este movimento ocorreu, com dinamicas próprias que intensificam o seu papel na
estruturaçao do mercado de trabalho, em detrimento de previsoes que apontavam
para fluxos migratórios assentes no retorno de emigrantes da diaspora madeirense
(venezuela, Africa do Sul, etc.), uma perspectiva que, todavia, nao deve ser
negligenciada num horizonte de médio prazo.
O comportamento do mercado de trabalho regional registou, entretanto, alteraçoes
acentuadas de acordo com a evoluçao do desemprego registado no Centro Regional de
Emprego, entre Dezembro de 2003 e Dezembro de 2005.
De acordo com os dados do !nstituto Regional de Emprego, o comportamento da
procura de emprego registada no Centro Regional de Emprego do Funchal, apresenta
os seguintes traços caracterizadores principais:
crescimento absoluto dos pedidos de emprego superior a vinte por cento, no
periodo entre Dezembro de 2003 e Dezembro de 2005 (de 5.858, para /.231
inscritos);
os segmentos que registam um maior aumento da procura de emprego sao
os activos com idade entre 25 e 3+ anos, que representavam 20,/¾ em
Dezembro de 2005, e os inscritos de meia idade (entre 35 e 5+ anos) que
ascendiam a +1¾ naquela data reflectindo, nomeadamente, o ajustamento
resultante do abrandamento do ritmo de actividade na construçao civil e
obras publicas;
predominancia de baixos niveis de qualificaçao entre os que procuram
emprego: três em cada quatro inscritos, possuem habilitaçoes inferiores ao
ensino secundario, um padrao que se mantém com ligeiro agravamento entre
2003 e 2005 periodo em que aumentou o volume de inscritos com
habilitaçoes secundarias e superiores;
reduçao do peso relativo do desemprego feminino que representava no final
de 2005 5+¾, menos oito pontos percentuais face a Dezembro de 2003
continuando a afectar mais fortemente as mulheres, sobretudo as jovens;
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



25
estabilidade no perfil de duraçao do desemprego ao longo do periodo
2003-2005 (68¾, inferior a um ano e cerca de 32¾, superior a um ano).
Este padrao de variaçao absoluta, a par da concentraçao nos segmentos de meia
idade, de menores qualificaçoes e do sexo feminino, tem merecido uma especial
atençao dos responsaveis pelas politicas activas de emprego sendo de salientar o
reforço dos apoios orientados para a inserçao e reinserçao profissional (quer dos
jovens, quer dos adultos), com apoio de financiamento via Nedida Competências
Humanas e Equidade Social do POPRAN !!!.
(c} Tecido empresarial - crescimento não estruturado
As linhas de estruturaçao do tecido empresarial madeirense evidenciam um conjunto
relevante de traços caracteristicos:
Crescimento acentuado, em termos absolutos e em termos relativos, marcando
uma tendência de diversificaçao das actividades económicas que, mesmo num
contexto de especializaçao notória no complexo de actividades imobiliaria
turistica/alojamento hoteleiro/restauraçao/animaçao, consegue afirmar um
leque de actividades próprio da terciarizaçao da economia regional e ligado aos
serviços qualificados a actividade económica, as empresas de outros ramos de
actividade.
O quadro seguinte traduz a evoluçao da dinamica empresarial e empregadora
deixando a claro uma variaçao absoluta positiva da generalidade dos ramos de
actividade acompanhada das tendências de terciarizaçao ja assinaladas na
repartiçao sectorial do emprego e expressas no ritmo mais lento da evoluçao
dos ramos mais tradicionais dos sectores primario e secundario e da própria
reduçao do peso relativo destes sectores (em termos empresariais).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



26
Ouadro I.25. Evolução da distribuição dos trabalhadores por conta de outrém
e das empresas, por ramo de actividade (%}
Emprego Empresas

199S 2003
Variação
1999-
-2003
199S 2003
Variação
1999-
-2003
A+B - Agricultura, produçao animal, caça, silvicultura
e pesca
0,8 0,6 +,+ 1,3 1,0 8,8
C - !ndustrias extractivas 0,+ 0,3 15,2 0,+ 0,3 -5,0
D - !ndustrias transformadoras 11,9 10,0 5,1 10,1 9,3 25,8
E - Produçao/distribuiçao electricidade, gas e agua 2,0 1,9 18,5 0,0 0,1 300,0
F - Construçao 16,+ 20,/ 58,+ 1+,0 1/,5 /0,1
G - Comércio por grosso e a retalho; reparaçao de
automóveis, motociclos e outros bens
22,2 21,3 20,9 32,5 2/,6 15,9
H - Alojamento e restauraçao 19,6 21,1 35,6 18,9 1/,+ 25,/
! - Transportes, armazenagem e comunicaçoes 5,5 5,8 33,2 6,1 5,9 31,+
J - Actividades financeiras 2,/ 2,/ 2+,9 0,3 0,5 11+,3
K - Actividades imobiliarias, aluguer e serviços as
empresas
12,6 /,1 -29,0 8,0 10,/ 83,0
L - Administraçao publica, defesa e segurança social 0,2 0,2 /9,/ 0,1 0,1 60,0
N - Educaçao 1,8 2,6 /9,2 1,1 1,2 +6,0
N - Saude e acçao social 1,3 2,1 106,2 2,2 2,6 5/,8
O - Outras actividades de serviços 2,/ 3,+ 56,1 5,1 5,9 59,6
Total 457S7 574S9 25,6 4545 6197 36,3
Fonte: Ouadros de Pessoal, DGEEP-NTSS.
Afirmaçao de grupos económicos regionais dotados de coerência estratégica,
segundo lógicas de acumulaçao que partem da actividade turistica ¨tout-court"
para actuaçoes numa perspectiva de fileira, gerando iniciativas empresariais no
dominio dos serviços de natureza económica, primariamente para o grupo
empresarial mas depois surgindo, directamente ou em participaçoes cruzadas,
em outros ramos de actividade fornecendo serviços ao mercado.
Surgimento de iniciativas empresariais de pequena escala em nichos de
mercado com condiçoes de reproduçao simples, por vezes em situaçoes de
auto-emprego, noutras de emprego para outrém. O papel das Associaçoes
Empresariais (AC!F, Associaçao de Jovens Empresarios da Nadeira, ...), bem
como do Centro de Empresas e !novaçao da Nadeira, sedeado no Tecnopolo -
a par de iniciativas de base atomistica - , tem contribuido de alguma forma
para a renovaçao do tecido empresarial. Trata-se, a médio prazo, de confirmar
o potencial de sustentabilidade de tais iniciativas num mercado crescentemente
aberto (cf. Estudo do !mpacto dos Fundos Estruturais na Regiao Autónoma da
Nadeira, Direcçao Regional de Formaçao Profissional, 200+).
A analise de informaçao estatistica de base sectorial permite, entretanto, evidenciar de
modo mais acentuado alguns sinais de ajustamento estrutural da economia
madeirense:
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



27
Reduçao tendencial da actividade agricola com perda de um ponto percentual
na contribuiçao para o vAB regional (de 3,2 para 2,2¾, entre 1995 e 2003),
acompanhada por um aumento ligeiro da dimensao média das exploraçoes
agricolas, a par de uma dinamica mais acentuada de reduçao da mao-de-obra,
mais expressiva nos trabalhadores a tempo completo.
Reestruturaçao profunda das actividades artesanais, com tendência gradual de
reduçao do numero de unidades, com maior expressao nas unidades de maior
dimensao (reduçao de 60¾, em dez anos) e acentuado a pulverizaçao da
actividade.
Reduçao dos indicadores globais da actividade da pesca (nomeadamente,
embarcaçoes em actividade e respectiva potência, descarga de pescado e
emprego), ainda que com melhoria em termos de produtividade.
Tendência consistente na evoluçao da actividade industrial com crescimento
dos estabelecimentos e do emprego, sobretudo nos segmentos até 20 pessoas
ao serviço. No segmento com mais de vinte empregados, o volume de
empresas e de emprego decresce, entre 1995 e 2003, fruto de uma maior
dificuldade de estruturaçao de projectos empresariais de maior dimensao. Este
padrao de evoluçao reflecte, nas suas caracteristicas dimensionais, uma
concentraçao dos apoios ao investimento empresarial em micro e pequenos
projectos, com dificuldades notórias para suscitar a dinamizaçao e o
aparecimento de projectos de maior dimensao média.
Paralelamente, observa-se uma acentuada dificuldade de atracçao de projectos
empresariais dinamicos e inovadores para a rede de Parques Empresariais
criada em diversos concelhos do interior, no decurso do actual Ouadro
Comunitario, evidenciando uma incapacidade da parte do tecido empresarial
regional para apropriar as externalidades geradas pela intervençao do
investimento publico.
As dinamicas de investimento co-financiado pelos diferentes Sistemas de
!ncentivos vigentes na Regiao (sobretudo, S!NE e S!PPE), revelam elevadas
taxas de aprovaçao, ainda que com ritmos de execuçao reduzidos (dados de
final de 2005). O desempenho fisico revela-se mais positivo nos indicadores
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



28
relativos ao segmento das micro e pequenas empresas criadas e apoiadas, cujo
volume efectivo supera as metas inicialmente programadas.
(d} Sociedade da informação - o difícil percurso dos investimentos aos resultados
A situaçao de partida regional (no inicio da vigência do POPRAN !!!) em matéria de
actividades no dominio das Tecnologias da !nformaçao e da Comunicaçao (T!C)
caracterizava-se fundamentalmente pelos parametros seguintes:
nivel basico de infra-estruturas de comunicaçoes e de serviços de operadores,
bem como de desenvolvimento de actividades da fileira industrial das Novas
Tecnologias da !nformaçao e Comunicaçao (NT!C);
presença de pólos de difusao do conhecimento sedeados em estabelecimentos
de ensino de nivel superior, tecnológico e profissional, sendo de destacar a
criaçao, na estrutura de licenciaturas da Universidade da Nadeira, de uma
paleta de formaçoes em Engenharia, na esfera das T!C;
nivel basico de organizaçao/disponibilidade de websites pertencentes a
empresas regionais, fundamentalmente operadores turisticos enquadrados em
grupos económicos;
na esfera da Administraçao Publica regional eram apenas referenciaveis a
existência de sitios informativos por parte de serviços publicos e os
desenvolvimentos positivos da Rede de Telemedecina.
No actual periodo de vigência das !ntervençoes co-financiadas pelos fundos estruturais
foram programadas intervençoes (e correspondentes investimentos), nos dominios da
inovaçao e da sociedade da informaçao. Na concepçao e programaçao,
designadamente via Nedida especifica do POPRAN !!! e Programa Nadeira Digital
enquadrado pela Nedida das Cidades e Regioes Digitais do POS! (Programa
Operacional Sociedade da !nformaçao), essas !ntervençoes evidenciaram uma
assinalavel ambiçao, ampliada pela aprovaçao de um Programa Regional de Acçoes
!novadoras (PRA! Nadeira).
Os dados de execuçao fisica de grande parte dos projectos, mesmo após flexibilizaçao
da tipologia de entidades beneficiarias e da tipologia de acçoes, evidenciam
dificuldades na concretizaçao dos objectivos previstos, tanto nas Acçoes da Nedida
Estimulo a !novaçao e Sociedade de !nformaçao, como no Programa Nadeira Digital.
Como assinala a Actualizaçao da Avaliaçao !ntercalar, 2005, a estratégia inovadora (em
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



29
grande parte, imaterial) das Acçoes da Nedida, nao foi concretizada sendo limitados os
efeitos verificaveis na promoçao do empreendedorismo, no estabelecimento de redes
de cooperaçao, na transferência de tecnologia e no desenvolvimento de novos
conceitos empresariais e novos produtos.
Estas eram, alias, dimensoes cruciais em vista de uma incidência desejavel/orientada
dos projectos da Sociedade da !nformaçao para o ambito da inovaçao organizacional e
empresarial, sobretudo com incorporaçao de conhecimento regional, em termos de
novos produtos e serviços.
A ênfase acabou por ser colocada predominantemente do lado das familias e da
populaçao em geral. Nestes segmentos ocorreram alguns avanços face a situaçao de
partida e ao necessario trabalho de sensibilizaçao, de amadurecimento de projectos e
de enraizamento de praticas dos agentes publicos, associativos e privados. Entre esses
avanços, sao de destacar:
o volume de computadores disponibilizados em espaços publicos e de
computadores adquiridos por familias de baixos recursos, contribuindo para a
atenuaçao do fenómeno de info-exclusao através do favorecimento da
acessibilidade digital no interior do território e entre diferentes grupos sociais; e
os projectos inovadores da Secretaria Regional da Educaçao (RE! XX! e Sitio da
Educaçao - ¨website" de prestaçao de serviços a comunidade educativa, alunos,
professores e auxiliares da acçao educativa), enquanto boa pratica de
conciliaçao de uma componente imaterial, com impactes previsiveis expressivos,
num contexto de inovaçao.
A semelhança do que tem ocorrido com a Nedida Cidades e Regioes Digitais em
contextos territoriais do Continente, a adesao dos actores empresariais em dominios de
maior inovaçao e imaterialidade ficou aquém do esperado, o que constitui um sério
desafio, a médio/longo prazo, sobretudo, na perspectiva dos contributos que os
instrumentos de suporte da Sociedade da !nformaçao e Conhecimento e do estimulo a
inovaçao deverao prestar a implementaçao da Estratégia de Lisboa.
Esta dimensao é contemplada no Plano de Desenvolvimento Económico e Social 200/-
2013, sobretudo com orientaçoes sectoriais explicitas dirigidas a competitividade
empresarial e a eficiência económica, compreendendo equipamentos e infra-estruturas
na area da ciência e inovaçao, bem como acçoes de cooperaçao internacional
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



30
susceptiveis de proporcionar ganhos de aprendizagem resultantes, igualmente, do
funcionamento em rede.
A concretizaçao dessas orientaçoes (nomeadamente, através de um maior
direccionamento e pró-actividade) afigura-se indispensavel para estimular a
diversificaçao económica da Regiao, a qual pressupoe investimento em novos dominios
de conhecimento e em nichos especificos de criaçao de valor associados a recursos
primarios e de excelência da Regiao (biologia maritima, património, cultura,
história,...).
(e} Turismo - entre a expansão e a sustentabilidade necessárias
Os elementos mais recentes de diagnóstico da actividade turistica evidenciam de forma
muito clara a trajectória de evoluçao do grande motor de especializaçao económica
madeirense:
crescimento acentuado da capacidade de alojamento, com o numero de camas
a aumentar, entre 1995 e 200+, cerca de 65¾;
crescimento do pessoal ao serviço nos ramos da actividade turistica, em cerca
de +3¾;
crescimento do volume de hóspedes entrados, entre 1995 e 200+ (mais cerca
de 60¾, a uma média anual que ronda os 6¾);
decréscimo da estadia média dos turistas (de /,5 dias, em 1995, para 6,5 dias,
em 200+);
reduçao da taxa de ocupaçao/cama de 63,/¾ para 53,9¾, menos cerca de dez
por cento numa década);
ritmo de crescimento dos proveitos totais inferior ao da capacidade de
alojamento e do volume de hóspedes.
A analise da envolvente interna indica, ainda, que a dinamica de investimento da
imobiliaria turistica prolongou ao longo da ultima década uma sobreconcentraçao do
numero de empreendimentos e do volume de camas na Cidade do Funchal,
acentuando as tendências de saturaçao das redes e sistemas urbanos, com niveis de
risco tanto na óptica da capacidade de carga dos mesmos, como na óptica da
atractividade efectiva actualmente existente.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



31
Neste ultimo aspecto, constata-se que a Nedida valorizaçao do Potencial Turistico,
Cultural e de Lazer tem revelado dificuldades no cumprimentos de objectivos
estratégicos, com destaque para a recuperaçao de edificios e monumentos históricos,
importante componente na composiçao e qualidade do produto turistico.
A nivel da envolvente externa, os sinais de mercado existentes vêm tornando claro, de
ha anos a esta parte, que um modelo de desenvolvimento turistico assente num forte
crescimento do sector imobiliario se defronta nao só com problemas de manutençao de
ritmos de crescimento, mas também com riscos sérios de sustentabilidade a prazo.
A Actualizaçao da Avaliaçao intercalar do POPRAN!!!, assinala como grande questao
para o futuro ¨a sustentabilidade deste modelo de desenvolvimento dados os
reconhecidos efeitos de `crowding-out' de novas actividades emergentes que a
excelência turistica tem determinado". Nas Recomendaçoes sao referenciadas, como
areas prioritarias de investimento para o próximo periodo de programaçao, o eco-
turismo, o turismo rural (associado a eco-produçao), os percursos pedestres, a par da
preservaçao patrimonial e ambiental.
No entanto, a qualificaçao das infra-estruturas e redes publicas de suporte, o
investimento dos operadores na modernizaçao dos estabelecimentos e na capacidade
do serviço (via competências escolares e profissionais, técnicas de execuçao e gestao),
a par do reforço da capacidade negocial junto dos ¨tour-operator", constituem
patamares de investimento determinantes para a sustentabilidade dos segmentos
viaveis da actividade turistica madeirense.
(f} Economia madeirense - uma trajectória de crescimento global
A generalidade dos indicadores macro-económicos da Nadeira evidencia niveis de
crescimento acentuados em termos absolutos e relativos que reflectem um grande
dinamismo económico da Regiao, designadamente na ultima década:
• o P!B Regional cresceu a uma taxa média anual de /,5¾ entre 1995 e
2003;
• o indice de disparidade do P!B per capita tem uma evoluçao positiva
recuperando de uma posiçao relativa inferior no inicio do periodo para uma
situaçao superior a média nacional desde 2000.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



32
A posiçao da Nadeira no contexto europeu regista também uma progressao acentuada
nas comparaçoes no espaço da Uniao Europeia a 15 (82,+, em 2003) e a 25 (90, em
2003).
As especificidades da economia regional, nomeadamente as associadas da economia
regional, nomeadamente as associadas ao peso no vAB das actividades financiadas,
com a coexistência de uma zona franca tendem a induzir imputaçoes do vAB a Regiao
que distorcem a determinaçao do P!B regional. Este surge ¨decisivamente influenciado
pelos valores assumidos pela Zona Franca e dentro desta, por um numero muito
limitado de empresas em actividades financeiras, imobiliarias e de comércio
internacional" (Cf. Estudo !ndicadores e Posicionamento da Nadeira na Europa
Alargada - Augusto Nateus Associados, 200+).
Segundo este Estudo, a correcçao das referidas imputaçoes coloca o P!B per capita
regional em cerca de //,/ e /0,9 pontos percentuais respectivamente nos referenciais
da EU 25 = 100 e EU 15 = 100, evidenciando a necessidade de uma adequada
integraçao da Regiao, em matéria de aplicaçao das politicas publicas co-financiadas
pelos fundos estruturais, enquadradas pelos objectivos de convergência e coesao social
e territorial.
(g} Dinâmica de impactes das políticas públicas regionais co-financiadas pelos
fundos estruturais
A contribuiçao dos fundos comunitarios para o desenvolvimento regional constitui um
adquirido evidente na trajectória da Nadeira nas ultimas duas décadas.
Para além dos indicadores socioeconómicos mais impactantes assinalados a titulo
exemplificativo ao longo dos pontos anteriores é possivel sistematizar um conjunto de
dimensoes qualitativas que reflectem resultados e efeitos alcançados.
Essas dimensoes qualitativas sao sistematizadas no quadro seguinte e sao organizadas
segundo um conjunto de vectores que sao recuperados no essencial na estruturaçao
de matrizes SWOT do Bloco seguinte.
Esta abordagem procura desenhar uma situaçao de partida enquanto reflexo de uma
trajectória da produçao de resultados de politicas publicas regionais co-financiadas,
mas que procura evidenciar também uma situaçao de amadurecimento da Regiao para
se adequar a uma nova filosofia de mobilizaçao dos fundos estruturais.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



33
Vectores-chave Principais impactes
Condiçoes de insularidade/
/ultraperificidade
• Atenuaçao dos niveis de encravamento face ao exterior
• Alargamento da dimensao económica do mercado regional
• Reforço dos niveis de cooperaçao territorial em diversos espaços de integraçao
(Nacaronésia, Espaço Atlantico, Continente Americano, .).
Potencial económico
produtivo
• Dinamizaçao do tecido empresarial madeirense nos dominios de especializaçao
económica, com alastramento pontual a actividades a montante e a jusante
(via sistemas de inventivos)
• Oferta de areas infraestruturadas de acolhimento de empresas e projectos de
investimento, gerando externalidades positivas para o desenvolvimento
empresarial (via programa de parques empresariais).
Competências regionais
• Nelhoria acentuada dos niveis de qualificaçao de base da populaçao
madeirense (formaçao inicial de jovens, formaçao de adultos e melhoria de
competências profissionais)
• Criaçao e funcionamento de um estabelecimento de ensino superior com
potencial para a formaçao avançada de recursos humanos e a gestaçao de
Unidades de !8D.
• Criaçao e funcionamento e um pólo de excelência nos dominios da inovaçao e
incubaçao de empresas e da sociedade da informaçao e do conhecimento.
Território e Ambiente
• Nelhoria generalizada dos indices de qualidade ambiental via importantes
investimentos na drenagem e tratamento de aguas residuais, recolha e
tratamento de residuos sólidos, ordenamento da orla costeira e dos recursos
hidricos e requalificaçao do ambiente urbano e paisagistico.
• Reorganizaçao gradual do território a partir do reequilibrio na dotaçao de infra-
estruturas e equipamentos colectivos.
Dotaçao de infra-estruturas e
equipamentos
• !ncremento dos investimentos ambiental na actividade económica (florestaçao
e beneficiaçao florestal, com impacte na conservaçao da natureza,
racionalizaçao e eficiência energética em projectos produtivos, .)
• Promoçao do acesso a bens e serviços determinantes para a qualidade de vida
dos madeirenses (habitaçao, saude, e educaçao).
• Rede de equipamentos e de diversidade de valências nos dominios da cultura e
recreio e do desporto (efeito massa)
• !ncremento da mobilidade e da melhoria das condiçoes de vida da populaçao
(emprego, rendimento e envolvente da funçao residencial).

2.2. Análise SWOT Regional
A estruturaçao da analise SWOT de conjunto procura evidenciar as lógicas associadas
aos recursos/potencialidades e as vantagens/desvantagens da Regiao e centra-se nas
dimensoes analiticas mais relevantes a luz da prospectiva competitividade e da
produtividade da economia regional.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



34


Dimensões-problema Recursos
Demografia e mercado de trabalho
• Distribuiçao espacial desequilibrada da populaçao.
• !nsuficiência de infra-estruturas e equipamentos de
ensino tecnológico e profissionalizante.
• Desemprego com niveis de crescimento acentuado no
passado recente reflectindo uma aparente inadequaçao
entre a oferta e a procura de trabalho e atingindo,
sobretudo, mulheres e activos de meia idade, com
qualificaçoes inferiores ao ensino secundario.
• Défice de qualificaçoes da mao-de-obra empregada,
designadamente em dominios de competência
indispensaveis a promoçao do desenvolvimento
económico e empresarial e a qualificaçao das empresas
e outras organizaçoes.
Potencial económico e produtivo
• Ausência de economias de escala devido a dimensao
reduzida dos mercados.
• Padrao de especializaçao produtiva muito vulneravel,
com baixos indices de desenvolvimento da cadeia de
valor, num contexto de grande exposiçao face ao
exterior.
• Baixo nivel de desenvolvimento das tecnologias da
informaçao, sobretudo ao nivel do potencial de
utilizaçao empresarial.
• Estruturaçao incipiente do sistema de inovaçao e baixa
implantaçao de !8DT.
Dotação de infra-estruturas e equipamentos
• Rede de parques empresariais para acolhimento
de actividades económicas e de novos
investimentos, que representam um esforço
publico de distribuiçao territorial de
externalidades para o desenvolvimento
empresarial.
• Capacidades existentes a nivel de estruturas de
ensino e formaçao profissional (publicas,
associativas e privadas), com uma melhoria
gradual das qualificaçoes intermédias e do nivel
de escolarizaçao dos trabalhadores.
Dotação de recursos de excelência
• Estrutura demografica relativamente jovem, nos
contextos nacional e comunitario, com melhoria
recente do seu nivel de qualificaçao.
• !nserçao da Nadeira em redes de grandes
operadores turisticos que a seleccionam como
pólo turistico internacional de referência.
• Capacidade do tecido institucional, nos dominios
do enquadramento da actividade empresarial e
da promoçao do desenvolvimento local.
• Plano de Acçao associado a Estratégia Regional
para a Oualidade.
• Plano de Acçao associado a Estratégia Regional
para a Oualidade.
Potencial económico e produtivo (cont.}
• !nsuficiências das infra-estruturas e serviços em areas
ligadas as tecnologias de produçao, a qualidade e
certificaçao
• !nexistência de uma rede articulada de promoçao da
cooperaçao económica e empresarial regional
• Grau de inovaçao dos novos projectos de investimento
insuficiente para a necessaria renovaçao e qualificaçao
do tecido empresarial
• !niciativa empresarial com escassa abertura ao risco e a
internacionalizaçao e com dificuldade em aproveitar
estrategicamente novas oportunidades de negócio
• Actividade da pesca centrada num reduzido numero de
espécies e com tendência regressiva nos ultimos anos
• Nassa critica de actores locais com visibilidade externa
limitada, reflectindo-se na capacidade de liderança e
afirmaçao da RAN
• Estrutura agraria de "microfundio" que coexiste com o
baixo nivel de organizaçao das produçoes primarias e o
abandono do espaço rural
• Fraco desenvolvimento da cadeia de valor das
produçoes tradicionais, com dominio dos respectivos
circuitos de comercializaçao
Dotação de recursos de excelência (cont.}
• Dinamica de associativismo empresarial na
Regiao, revelando componentes de
descentralizaçao territorial recente.
• Existência de agentes locais de desenvolvimento,
com competências técnicas e de gestao.
• Existência de um conjunto significativo de
instrumentos de planeamento sectorial e de
ordenamento territorial a escala regional, com
coerência entre os mesmos.
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



35
(continuaçao)
Ameaças Oportunidades
Demografia e mercado de trabalho
• Tendência para o envelhecimento gradual da
populaçao.
• Risco de marginalizaçao dos desempregados de
longa duraçao e de aprofundamento da exclusao
social.
• (Des)adaptaçao dos sistemas educativo, de
formaçao e de ciência e tecnologia, as novas
exigências da Sociedade da !nformaçao e do
mercado de trabalho.
• Desarticulaçao crónica entre as instituiçoes de
ensino superior e o mundo empresarial,
nomeadamente no estimulo a iniciativa
empresarial e aos investimentos inovadores.
• Despovoamento das zonas rurais interiores das
ilhas, com risco de perda de potencial demografico
e de iniciativa económica e social.
Dinâmicas de valorização económica de recursos
regionais
• Crescimento significativo da populaçao que atingiu o
nivel de ensino superior durante o ultimo decénio,
com valores acima da média nacional.
• Desenvolvimento do turismo rural, como nova
vertente do produto turistico e novas funcionalidades
das areas rurais no quadro das novas prioridades do
FEADER (agro-turismo, protecçao ambiental, gestao
da floresta, culturas energéticas, .).
• Crescente preocupaçao a nivel mundial com o
desenvolvimento sustentavel e a valorizaçao dos
recursos naturais.
• Oportunidades comerciais propiciadas pela abertura
de novas vias para os produtos tradicionais e
certificados num determinado ambito geografico, bem
como pela existência de um segmento de procura que
valoriza alimentos saudaveis.
Especialização económica
• Afirmaçao de uma estratégia de sustentabilidade
do turismo, a médio e longo prazo, em destinos
concorrentes da Nadeira.
• Condicionantes da imagem tradicional de
qualidade do destino Nadeira, com reflexos nos
niveis de competitividade do produto turistico
regional.
• Crescente dependência da estrutura económica
regional nas actividades directa e indirectamente
relacionadas com o sector turistico.
• Declinio dos sectores tradicionais, sem reconversao
económica/capacidade de reestruturaçao de
empresas nos sectores tradicionais.
Dinâmicas Geoeconómicas
• Envolvente mundial cada vez mais competitiva
limitativa da estratégia de captaçao de
investimento estrangeiro e de desenvolvimento
dos serviços internacionais, com reflexos sobre a
imagem externa da Regiao.
• Liberalizaçao dos fluxos de capitais desfavoravel as
regioes que nao dispoem de mercados financeiros.
• Perda de vantagens competitivas (face as
mudanças que se processam no cenario
internacional) que possam comprometer a
estratégia de captaçao de investimento estrangeiro
e de desenvolvimento de serviços internacionais.
• Atracçao mais competitiva de !DE pelos Paises do
Alargamento (com menores custos da mao de obra
e com niveis de qualificaçao mais elevados).
Dinâmicas de valorização económica de recursos
regionais (cont.}
• Renovaçao das vantagens competitivas da oferta
turistica, diversificando o produto turistico oferecido
(congressos e incentivos, turismo desportivo, golfe e
desportos nauticos, turismo activo, eco-turismo,
turismo de cruzeiros e de grupos com interesses
cientificos ligados ao ambiente).
• Aprofundamento de capacidades de transformaçao
das produçoes tradicionais (inovaçao, design,
marketing,...).
• Alargamento das cadeias de valor nas actividades
económicas mediante a racionalizaçao dos circuitos
de comercializaçao, integraçao de produçoes e
serviços avançados.
• Reconversao de produçoes tradicionais, alargando as
areas de culturas sub-tropicais em concelhos com
melhores condiçoes edafo-climaticas.
• Oportunidades económicas e de iniciativa empresarial
nas actividades da fileira da construçao (recuperaçao
urbano-patrimonial e a conservaçao/beneficiaçao de
redes, habitaçao nos centros históricos, .), com
impacte no emprego e na mobilizaçao de
competências médias e superiores.
• Novos investimentos nas estruturas cientificas e
tecnológicas da Universidade e no interface com as
actividades económicas.
• Posiçao privilegiada no espaço euro-atlantico
facilitadora da integraçao em redes de valorizaçao de
recursos especificos (p.e., participaçao no
conhecimento e exploraçao dos oceanos).
• !ncorporaçao pelo tecido empresarial de factores
compósitos de competitividade e absorçao de
recursos de financiamento do investimento mais
exigentes quer na tipologia de projectos, quer nas
componentes de elegibilidade.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



36
(continuaçao)
Ameaças Oportunidades
Dinâmicas institucionais
• Aproveitamento dos recursos e potencialidades das
Sociedades de Desenvolvimento na gestao de
instrumentos de promoçao de iniciativa nas esferas
da dinamizaçao económica, da dinamizaçao cultural e
da valorizaçao do património, no quadro de uma
estratégia de integraçao regional.
• Aproveitamento das externalidades positivas
existentes para o desenvolvimento empresarial,
nomeadamente a rede de parques empresariais e a
capacidade técnica e institucional de que sao
portadores a ADERAN e o !nstituto de
Desenvolvimento Empresarial.
• Aproveitamento das capacidades instaladas e da
integraçao em redes de conhecimento e cooperaçao
do Nadeira Tecnopólo e da Universidade da Nadeira,
para estruturar o embriao de um Sistema Regional de
!novaçao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



37
I II I. . O O F FU UT TU UR RO O D DA A E EC CO ON NO OM MI IA A
R RE EG GI IO ON NA AL L ( (2 20 00 07 7- -2 20 01 13 3} }
1. CENÀRIOS DE EVOLUÇÀO DA ECONOMIA REGIONAL
1.1. Futuros possíveis para a economia regional (2007-2013}
(a} Perspectivas de desenvolvimento empresarial e regional
A prospectiva dos perfis profissionais, orientados para o reforço da competitividade e
da produtividade na Nadeira, tem vantagem em encarar de frente os grandes desafios
que se colocam a economia e a sociedade madeirense, confrontadas com o
esgotamento inevitavel de um modelo de especializaçao, cujo ciclo de evoluçao tem
limitado a expansao dos niveis de valor acrescentado regional.
As definiçoes estratégicas constantes do PDES 200/-2013 e reflectidas nos novos
Programas Operacionais deixam a claro a necessidade de operar ¨um salto qualitativo
de enorme exigência face as capacidades de iniciativa e de projecto existentes na
Regiao", o qual pressupoe o aproveitamento activo/dinamizaçao das externalidades
existentes, fruto de um ciclo prolongado de investimento publico nas condiçoes
materiais de desenvolvimento.
No horizonte do médio/longo prazo, a Regiao Autónoma da Nadeira devera prosseguir,
de acordo com as Orientaçoes Estratégicas da Politica de Coesao e o novo
ordenamento dos objectivos dos fundos estruturais, uma trajectória orientada para a
Competitividade Regional e o Emprego.
As reflexoes disponiveis (cf. p.e., Avaliaçao ex-ante do PO valorizaçao do Potencial
Económico e Coesao Territorial, !ESE, para o !nstituto de Gestao de Fundos
Comunitarios), apontam para um balanço de dupla face do ciclo de desenvolvimento
da Regiao suportado pelos apoios dos fundos estruturais:
a Administraçao Regional geriu bem um ciclo prolongado de investimento
publico de vocaçao infraestrutural que contribuiu para alterar drasticamente a
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



38
imagem, os recursos potenciais e os argumentos competitivos da Regiao; no
entanto,
os elementos empiricos disponiveis/ observaveis demonstram que, quando se
aproximou (na ultima fase daquele ciclo) da promoçao do desenvolvimento
regional e empresarial, a politica de investimento publico nao conseguiu
arquitectar soluçoes institucionais dotadas de eficacia e de capacidade para
dinamizar um aproveitamento efectivo, nomeadamente das externalidades
empresariais e locativas (de atracçao do investimento e de fluxos de actividade
e de visitantes) geradas na fase imediatamente anterior.
Esta visao questiona a intervençao das politicas publicas cuja dinamica deve ser
orientada para catalizar iniciativas e estimular investimentos que valorizem as
externalidades produtivas e locativas geradas no passado. Ou seja, para a
Administraçao Regional, trata-se de agir predominantemente como ¨Administraçao-
estratéga" proporcionando a abertura de caminhos pelos quais possam emergir, de
forma estruturada, novos fluxos de iniciativa económica com origem em grupos
empresariais privados, regionais, nacionais e estrangeiros.
Na fase inicial do periodo de programaçao que agora chega ao fim, periodo de vigência
do POPRAN !!!, a AC!F animou um Estudo Prospectivo de Desenvolvimento
Empresarial
+
, o qual entre os cenarios contrastados de desenvolvimento económico
que formulou, desenhou um cenario designado de ¨Nodernizaçao e Articulaçao
!nternacional" que, em nosso entender, se mantém em aberto como roteiro de uma
trajectória inadiavel para o desenvolvimento económico e empresarial da Regiao.
Os itens seguintes apresentam os elementos essenciais desse Cenario de
¨Nodernizaçao e Articulaçao !nternacional".
Pressupostos base - Evoluçao dinamizada pelas novas infra-estruturas, pela
dinamica de integraçao na economia da informaçao e do conhecimento e dos
capitais, com aposta prioritaria na formaçao dos recursos humanos e a fixaçao
e aumento populacional.
Horizonte temporal - Horizonte de médio prazo, com maior articulaçao entre a
acçao publica e as dinamicas empresariais, diminuindo a excessiva dependência
do investimento publico.

+
Estudo Prospectivo de Desenvolvimento Empresarial da Nadeira, realizado pelo !ESE para a AC!F, 2001.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



39
Sentido estratégico socioeconómico - (i) Alteraçoes lentas mas sobretudo
profundas, com valorizaçao de uma estrutura produtiva mais articulada e
sólida, reestruturada e aberta ao exterior. (ii) valorizaçao da integraçao nas
dinamicas internacionais através de aposta decisiva na qualificaçao: dos
serviços e do turismo, dos recursos humanos (investimento massivo na
formaçao, em novas tecnologias, nas ciências do mar, da terra e do ambiente),
dos investimentos produtivos (com captaçao de novos investidores através da
diaspora madeirense, a semelhança dos irlandeses nos EUA).
Posicionamento dos actores - (i) Necessidade de voluntarismo nas
intervençoes publicas no quadro de parcerias publico/privado e local/regional.
(ii) !mportancia de uma actuaçao planeada e sistematica, orientadora da
integraçao das iniciativas parcelares, cumprindo a iniciativa publica um papel de
¨estratéga".
Estes elementos prospectivos questionam, ainda, o papel da iniciativa empresarial e
dos novos sistemas de incentivos ao investimento produtivo, mas questionam também
a (re)organizaçao dos serviços regionais com funçoes no interface de relacionamento
com as empresas.
Esta matéria tem sido abordada no ambito do Estudo dos !mpactos dos Sistemas de
!ncentivos adoptados pela Regiao e co-financiados pelos Fundos Comunitarios
5
. Do
Relatório desse Estudo transcrevem-se excertos mais relevantes para a problematica
do que esta em causa: a renovaçao dos eixos de relaçao competitividade/
/inovaçao/iniciativa empresarial.
Criação de mecanismos de indução da procura de incentivos. Esta prioridade
prende-se, sobretudo, com as debilidades da estrutura produtiva regional e
com a sua forte concentraçao na actividade turistica e sua conexao com a
industria da construçao civil e actividades imobiliarias. Numa estrutura deste
tipo, é conhecida a dificuldade de emergência de processos de diversificaçao,
os quais constituem por si só um factor de procura de regimes de incentivos, os
quais para serem mais eficazes devem ter em conta a induçao de procura aos
apoios que pretendem dinamizar.

5
Estudo encomendado pelo !nstituto de Desenvolvimento Empresarial ao consórcio !ESE/Ouaternaire Portugal.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



40
A induçao de procura de incentivos pressupoe, também, uma outra filosofia de
organizaçao dos recursos regionais em matéria de relacionamento com as
empresas, um novo modelo de organizaçao dos serviços, nomeadamente
tirando partido do papel que o Nadeira Tecnopolo e o C!NN podem
desempenhar.
Os mecanismos de induçao de procura que se revelam mais ajustados as
caracteristicas do tecido empresarial da Nadeira consistem em intervenções de
matriz integrada nas empresas, susceptiveis de definir um conjunto de
necessidades em matéria de inovaçao tecnológica, organizacional, de
perspectiva perante o mercado e envolvendo necessariamente uma
componente de recursos humanos avançados e de investimentos em formaçao.
Nesta perspectiva, estes mecanismos de induçao de procura de incentivos
articulam-se bem com processos de consultadoria-formaçao a PNE.
Criação de condições para que possa emergir na Madeira um sistema
regional de inovação. O primeiro passo para o fazer é intervir na estruturaçao
do sistema cientifico e tecnológico, organizando-o em funçao das equipas com
capacidade de produçao de actividades e de serviços de !8D mais ajustados ao
perfil produtivo da Nadeira. Nao se trata de marginalizar a Universidade da
Nadeira, mas tao só de estruturar um sistema que recorre as suas equipas com
excelência mas nao usa institucionalmente a Universidade, enquanto tal, como
suporte desse sistema regional.
Pretende-se com esta abordagem construir um sistema regional de inovaçao
que nao permaneça a margem das empresas e que se organize precisamente
em funçao do potencial de prestaçao de serviços de inovaçao ao tecido
empresarial, o que pressupoe mobilizaçao de conhecimento cientifico e
tecnológico pertinente para o perfil de especializaçao produtiva actual e para a
diversificaçao produtiva viavel.
Aquele Estudo estrutura as suas propostas de instrumentos de apoio as empresas em
torno de incentivos ao investimento orientados para o impulso da diversificaçao do
perfil de especializaçao produtiva actual da Nadeira. Essa diversificaçao devera
assentar no fomento de novas actividades empresariais, designadamente nos
seguintes dominios:
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



41
Exploraçao do potencial de geraçao de spin-offs a partir da Universidade da
Nadeira;
!ncentivos a criaçao de actividades que funcionem como ¨linkages" a montante
e a jusante da actividade de excelência turistica que a RAN apresenta;
!ncentivos a emergência de negócios complementares da excelência turistica
baseada na oferta hoteleira e que se prende por exemplo com a combinaçao de
recursos de gestao e de infra-estruturas para o fomento do turismo rural;
Aposta na fileira energias alternativas - excelência turistica com fomento de
spin-offs empresariais na area da engenharia do ambiente e na incorporaçao de
conhecimento ao serviço da excelência energética de suporte a actividade
hoteleira;
Construçao de uma nova fileira de actividades e serviços na area do turismo de
excelência - saude, captando uma larga franja da procura turistica de médio e
rendimento elevado que demanda a RAN; nesta fileira, avulta a relevancia
potencial dos serviços avançados de apoio ao turismo sénior, em torno das
areas da geriatria e da investigaçao médica associada (cf. Relatório de
Progresso do Estudo dos !mpactos dos Sistemas de !ncentivos adoptados pela
Regiao e co-financiados pelos Fundos Comunitarios, !DE - !ESE/Ouaternaire
Portugal).
(b} A perspectiva dos cenários
A analise da economia regional, nos seus diferentes sectores, bem como os impactos
previsiveis das politicas publicas permitem sustentar os contornos-chave de diferentes
cenarios de evoluçao previsivel.
Os cenarios desenhados partem de um pressuposto central: a possibilidade de
conjugar, num esforço voluntarista, iniciativas visando a melhoria da competitividade
da Regiao, no contexto do aproveitamento e maximizaçao das vantagens decorrentes
da mundializaçao da economia.
A construçao de cenarios alternativos suficientemente contrastados, visa uma melhoria
das condiçoes de analise e reflexao em torno de opçoes, permitindo conduzir
processos de consensualizaçao de uma estratégia de desenvolvimento empresarial que
dê suporte a planos de acçao e/ou a sua formulaçao em consonancia com a definiçao
estratégica.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



42
Os cenarios traçados contêm elementos comuns mas, sobretudo, colocam em
evidência as diferenças resultantes, quer do peso das tendências naturais e/ou
induzidas pelos investimentos publicos previstos, quer também de atitudes mais
voluntaristas de iniciativa publica e/ou mais socialmente consensualizadas (p.e., de
iniciativa associativa).
Na montagem/concepçao do quadro seguinte sao sistematizadas as dimensoes
analiticas e as variaveis estratégicas retidas na construçao dos cenarios, os quais foram
designados da seguinte forma:
A. Nodernizaçao lenta e sustentaçao periférica.
B. Nodernizaçao e articulaçao internacional.
C. Nodernizaçao extrovertida.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



43
Cenários contrastados de desenvolvimento económico, segundo elementos-
chave de análise e prospectiva
A Modernização Lenta e
Sustentação Periférica
B. Modernização e Articulação
Internacional
C. Modernização Extrovertida
Pressupostos de base
Evoluçao incerta, condicionada
pelo peso das actividades ja
presentes na estrutura
económica, acentuando as
funçoes periféricas, com
densificaçao populacional nas
zonas mais dotadas de
equipamentos.
Evoluçao dinamizada pelas novas
infra-estruturas, pela dinamica de
integraçao na economia da
informaçao e do conhecimento e dos
capitais, com aposta prioritaria na
formaçao dos recursos humanos e a
fixaçao e aumento populacional.
Dinamizaçao de actividades de
plataforma induzidas pelas novas
acessibilidades fisicas, com muito
escassa articulaçao com as
actividades ja existentes, de
origem tradicional.
Horizonte temporal
Dificuldades de ¨dominio" das
tendências de evoluçao,
nomeadamente demograficas,
implicando pressoes sobre os
eco-sistemas e sobre os espaços
urbanos, no quadro de uma
atitude global de ¨expectativa".
Horizonte de médio prazo, com
maior articulaçao entre a acçao
publica e as dinamicas empresariais,
diminuindo a excessiva dependência
do investimento publico.
Evoluçao dependente das
mudanças de natureza
conjuntural, conjugando as
formas de acentuaçao das
caracteristicas de forte
atomizaçao com a manutençao
de uma especializaçao muito
dependente, sazonal e
mono-produto.
Sentido estratégico socioeconómico
Nudanças tendenciais, nao
inteiramente controladas, porque
determinadas pela reproduçao
de um crescimento dependente,
com risco significativo de
produçao a prazo de rupturas
sociais, no quadro de uma
qualidade de vida urbana
consistente.
Dificuldades na gestao das
expectativas de melhoria
socioeconómica por pressao da
resposta ao crescimento urbano
e as deficiências e erros
herdados de uma ocupaçao de
espaço intensa e desordenada.
Alteraçoes lentas mas sobretudo
profundas, com valorizaçao de uma
estrutura produtiva mais articulada e
sólida, reestruturada e aberta ao
exterior.
valorizaçao da integraçao nas
dinamicas internacionais através de
aposta decisiva na qualificaçao: dos
serviços e do turismo, dos recursos
humanos (investimento massivo na
formaçao, em novas tecnologias, nas
ciências do mar, da terra e do
ambiente), dos investimentos
produtivos (com captaçao de novos
investidores através da diaspora
madeirense, a semelhança dos
irlandeses nos EUA).
Crescimento do sector de
serviços, no quadro das
possibilidades de atracçao de
novas actividades decorrentes da
melhoria das infra-estruturas de
comunicaçao (portos e
aeroportos), com maior
capacidade de atrair mais
diversificados fluxos turisticos.
Dificuldades de ligar as diversas
dinamicas e iniciativas (antigas e
novas) num movimento
articulado de desenvolvimento
sustentado.
Forte reforço do peso económico
e social do Arco Ribeira Brava-
Funchal-Nachico--Caniçal, com
uma orientaçao predominante
dirigida as ligaçoes económicas
externas.
Posicionamento dos actores
Dinamismo empresarial
influenciado pela tutela publica.
Dificuldades de coesao social e
de criaçao de dinamicas que
restrinjam o dualismo económico
e social das actividades viradas
para o exterior e as basicamente
estruturadas como economia de
sobrevivência.
Necessidade de voluntarismo nas
intervençoes publicas no quadro de
parcerias publico/privado e
local/regional.
!mportancia de uma actuaçao
planeada e sistematica, orientadora
da integraçao das iniciativas
parcelares, cumprindo a iniciativa
publica um papel de ¨estratéga".
Dispersao das iniciativas e
actores, com fraca capacidade de
acumulaçao de capital, agindo
em mercados nao estabilizados e
com praticas de gestao de
recursos humanos em funçao da
conjuntura (em boa parte
decorrentes da sazonalidade da
actividade turistica).

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



44
Em sintese, os cenarios traçados apresentam, no essencial, as seguintes
caracteristicas:
Cenário A - Modernização lenta e sustentação periférica
Este Cenario traduz uma evoluçao condicionada pelos recursos existentes, com
capacidade autónoma limitada, acentuando uma dinamica periférica face ao
exterior, com o crescimento turistico e o investimento publico a determinar os
sectores com maior dinamismo (construçao civil e actividades complementares,
serviços genéricos pouco especializados, comércio e distribuiçao, restauraçao,.).
Seria, no essencial, a reproduçao do modelo de sustentaçao económica
tradicional, no que ele possui de pontos fortes e fracos, e sem um contributo
impulsionador dos serviços de excelência concentrados, p.e., no Nadeira
Tecnopólo que prolongariam a relativa inércia e incapacidade de relacionamento
activo com o tecido de iniciativa empresarial.
O Cenario contem, ainda, importantes constrangimentos em matéria de
qualidade de vida urbana, de potencial incapacidade de preservaçao dos espaços
e do ambiente com degradaçao dos valores paisagisticos, de articulaçao das
redes viarias aos perimetros urbanos (em razao do peso e densidade
populacional na capital), podendo inclusive equacionar-se, no médio prazo, o
adensamento dos mais significativos problemas no plano social ja existentes
(bolsas de pobreza, alcoolismo, toxico-dependência,.).
Cenário B - Modernização e articulação internacional
Este Cenario é determinado por uma maior articulaçao entre as dinamicas ¨sob
impulso do exterior" (novas infra-estruturas, investimento produtivo mais
qualificado, crescimento da procura de recursos humanos mais avançados,.) e
as ¨impulsionadas de dentro" (dinamismo económico na reestruturaçao das areas
tradicionais da agricultura com valorizaçao destes produtos, sustentabilidade da
actividade industrial, turismo e serviços internacionais, nomeadamente com base
nas vertentes nao produtivas do Centro !nternacional de Negócios da Nadeira).
Este Cenario apela a uma renovada dinamica dos poderes publicos, com um
posicionamento mais próximo de uma funçao reguladora (e nao interventora), ou
seja, serviços e departamentos mais orientadores, valorizando sempre que
possivel a contratualizaçao, com regras de utilizaçao dos recursos publicos,
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



45
qualificando areas de localizaçao empresarial, dotando a Regiao de valências
culturais, desportivas, ludicas e recreativas, incluindo uma renovada articulaçao
com a paisagem e o ambiente, nomeadamente ao nivel da recomposiçao dos
produtos turisticos.
Este Cenario reclama, por outro lado, uma constante atençao a populaçao jovem
e a qualificaçao dos recursos humanos, por forma a gerar uma massa critica
geradora de novas capacidades de iniciativa local, dotada de ideias, ambiçoes e
anseios, projectos e maior apetência pelo risco. Esta nova dinamica seria,
particularmente, orientada para fazer da Regiao um local de referência nas novas
tecnologias e na ¨sociedade da informaçao", potenciando as componentes
estratégicas da plataforma para a inovaçao enquadrada pelo Nadeira Tecnopólo.
Cenário C - Modernização extrovertida
Este Cenario orienta-se para uma alternativa impulsionada para o acolhimento de
iniciativas e capitais exteriores, apostando, nomeadamente, num crescimento
extensivo da actividade turistica, no quadro da melhoria da plataforma logistica
associada a renovaçao do Aeroporto do Funchal.
Paralelamente, admite-se um forte investimento na inovaçao e serviços de alto
valor acrescentado, ligados a industria dos conteudos (economia da cultura,
economia e sociedade digital,.), bem como na participaçao em Redes
internacionais que potenciem actividades e serviços na area da energia, do
ambiente e da sociedade de informaçao e do conhecimento, dominios em que o
Nadeira Tecnopólo e a Universidade dispoem de argumentos para produzir
resultados a curto/médio prazo.
Este cenario hiper-valoriza a localizaçao, associada as vantagens climaticas, as
infra-estruturas e equipamentos, nomeadamente de mobilidade fisica de pessoas
e aos mercados externos, como agentes do dinamismo económico e social. Em
contrapartida, atribui menor relevo a coesao do tecido económico, mas
pressupondo o estimulo constante da qualificaçao dos recursos humanos e da
qualidade ambiental, articulada com a qualidade de vida urbana.
Este podera ser, porventura, o cenario mais liberal no enquadramento das
actividades económicas, remetendo a acçao publica, para uma funçao de
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



46
rectaguarda, em que a intervençao teria impacto apenas dirigido para actividades
de natureza extra-económica.
1.2. Análise comparativa dos Cenários e elementos para a construção de
uma Estratégia Consolidada
A analise comparativa realizada em funçao das três dimensoes analiticas seleccionadas
- pressupostos de base, horizonte temporal e sentido estratégico socioeconómico -
permite diferenciar claramente o alcance e o sentido de evoluçao subjacente a cada
um dos cenarios, bem como os riscos inerentes aos mesmos.
Os cenarios extremos, A e C, correspondem a duas facetas diferenciadas pertencentes
a uma atitude global semelhante: a incapacidade e a expectativa em realizar apostas
partindo da definiçao de uma visao estratégica para a Regiao: o Cenario A, apostando
numa forte intervençao publica, em muitas situaçoes substituindo-se ao
desenvolvimento do mercado e hipertrofiando as iniciativas privadas, enquanto o
Cenario C, tenderia para uma versao neo-liberal do papel das instituiçoes publicas.
O Cenario B - Nodernizaçao e Articulaçao !nternacional, por seu lado, valoriza um
esforço mais globalizado dos diferentes agentes publicos, associativos e privados de
forma a dar resposta, quer as evidentes dificuldades do ¨ponto de partida", quer a
explorar as oportunidades que se abrem, tanto pelo peso estruturante das politicas e
dos investimentos publicos, como a partir da procura tendencial que impulsiona o
crescimento das actividades ligadas a ¨sociedade de informaçao", a qualificaçao de
recursos humanos, ao ensino, a formaçao e as actividades cientificas. Este Cenario,
aposta a fundo numa viragem global da sociedade madeirense para o mundo exterior
e valoriza as formas de regulaçao publica e as sinergias privado-publico como variaveis
estratégicas para a modernizaçao sustentada da Regiao.
Numa visao global de cada um dos cenarios, podem salientar-se os seguintes
aspectos-chave:
Cenário A - Modernização lenta e sustentação periférica, é aquele que se pode
caracterizar como de ¨evoluçao na continuidade", possuindo, por isso, inegaveis
riscos decorrentes da reproduçao, num contexto internacional mais concorrencial,
de um dinamismo concentrado nas actividades turisticas e no impulso dos
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



47
investimentos publicos, os quais irao atravessar dificuldades futuras de co-
financiamento dado o substancial esforço de investimento, orientado para a
correcçao de assimetrias intra-regionais.
Neste perfil de "evoluçao na continuidade", o predominio da gestao conjuntural e a
menor capacidade de mobilizaçao publica e empresarial, constituem factores que
podem contribuir para acentuar uma dimensao de sub-desenvolvimento numa
Regiao ja possuidora de niveis de produtividade e de P!B per capita claramente
inferiores a média comunitaria.
A maior exposiçao as crises das grandes unidades empregadoras, a dificuldade de
manter uma dimensao humana no uso da paisagem, a ausência de projectos
mobilizadores do ponto de vista social, podem conduzir a situaçoes de impasse,
geradoras de conflitos, e a manutençao e agravamento de fenómenos de exclusao
social, de menor envolvimento social dos jovens e das populaçoes fora do tecido
urbano, acentuando o dualismo socioeconómico ja existente.
Cenário B - Modernização e articulação internacional, é aquele que mais partido
procura tirar das dinamicas externas e internas, orientadas para a criaçao de
condiçoes indispensaveis a valorizaçao do papel da Regiao no quadro nacional e
internacional.
Este Cenario aposta numa estratégia mais cooperativa, com acentuaçao da valia da
concertaçao estratégica dos diferentes agentes, e da requalificaçao do papel da
intervençao publica regional, mais orientadora mas menos interventora, mais
reguladora e incentivadora do desenvolvimento, mas menos intensa na activaçao
da iniciativa empresarial e na autonomia dos agentes empresariais.
Este Cenario procura responder aos dilemas resultantes da natureza dual da
economia madeirense, colocando-se na perspectiva que a valorizaçao dos produtos
locais pode ser realizada nos mercados internacionais, tanto pela via de uma maior
integraçao com o produto turistico, como pela via da redinamizaçao do
investimento de reestruturaçao das actividades produtivas, apoiado pelas politicas
publicas.
A procura de novos investimentos mais orientados para a valorizaçao dos recursos
e do conhecimento, em articulaçao com uma aposta estratégica no ensino, na
formaçao, na Universidade, nas actividades de ciência e tecnologia, pode,
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



48
entretanto, conduzir a redefiniçao das condiçoes da atractividade empresarial,
produzindo novos pólos de acumulaçao de capital fora dos sectores tradicionais.
Cenário C - Modernização extrovertida, é aquele que mais fortemente faz
depender a produçao de resultados da iniciativa externa dinamizada pelas novas
infra-estruturas, sobretudo aeroportuarias, numa expectativa de impactos
significativos, sobre o emprego e o produto gerado, em particular nas actividades
turisticas e de serviços. valoriza a iniciativa empresarial, é tendencialmente menos
sensivel a qualificaçao e estabilidade dos empregos gerados, e minimiza a
intervençao reguladora do Estado, apesar de muito dependente do ritmo das
intervençoes publicas na concretizaçao das condiçoes necessarias a construçao de
argumentos para a capacidade competitiva regional.
Paralelamente, sendo um Cenario limitado na visao da articulaçao entre as novas e
as velhas realidades empresariais, nao deixa de poder conferir um novo dinamismo
as actividades existentes, dado assentar no desenvolvimento de um pólo
extrovertido de actividades.
Este Cenario que contém um maior risco estratégico, dado que aposta em
actividades de forte concorrência internacional com menor recurso a mediaçao
publica e aos efeitos amortecedores em conjunturas menos favoraveis.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



49
Síntese das Vantagens e Desvantagens dos Cenários
contrastados de Desenvolvimento
Orientação das intervenções Impactos previsíveis
Cenário A - Modernização lenta e sustentação periférica
Crescimento lento, com ampla intervençao do
Estado em infra-estruturas, na minimizaçao
da exclusao social e equipamentos sociais e
colectivos destinados a melhorar a qualidade
de vida urbana.
Aposta continuada no produto turistico como
unico referencial da economia madeirense,
procurando obter as melhores performances
para manter a capacidade concorrencial da
especificidade deste destino.
Atitude nao sinérgica da acçao publica e
privada, sendo aquela hipertrofiante, com
excepçao das actividades turisticas.
Fraca renovaçao do tecido económico e
empresarial
Risco estratégico significativo, em funçao de uma
gestao expectante, pouco mobilizadora do ponto
de vista social.
Riscos de rupturas sociais e/ou de adensamento do
dualismo urbano/rural.
!ncapacidade de romper o baixo nivel de
qualificaçoes da populaçao activa, induzido pelo
perfil de especializaçao e com o nivel também
baixo da produtividade que deles decorre.
Cenário B - Modernização e articulação internacional
Crescimento resultante do aproveitamento
concertado da renovaçao do tecido económico
existente e da sua valorizaçao,
nomeadamente nas actividades agricolas e
industriais com a atracçao de novas
actividades vocacionadas para incorporar
conhecimento cientifico e técnico
(dinamizando a procura de técnicos e
quadros, a formar pela densificaçao do
sistema de ensino e formaçao, e pelo reforço
das instituiçoes cientificas e tecnológicas
existentes e a criar - UNa, C!TNA,...).
Aposta na reestruturaçao das actividades
tradicionais, valorizando-as num contexto dos
mercados globais, com criaçao e reforço dos
pólos de especializaçao (produtos agricolas e
alimentares: frutos sub-tropicais e vinhos;
floricultura;...).
Forte aposta na articulaçao externa das
dinamicas locais, tanto ao nivel da
qualificaçao dos recursos humanos, como da
procura de novos investimentos, com
intervençao da diaspora madeirense.
Dificuldades de gestao da pressao urbana e da
capacidade de concretizar com eficacia politicas
activas de requalificaçao e empregabilidade dos
recursos humanos e de novos serviços publicos,
suportados em novas tecnologias.
Limitada capacidade de suportar estratégias
autónomas de desenvolvimento.
Limitada capacidade de ajustar a procura e a
oferta de quadros técnicos orientados pela nova
aposta nas qualificaçoes requeridas pela
¨sociedade do conhecimento" e pelas dinamicas ja
presentes no mercado regional.
Cenário C - Modernização extrovertida
Dinamica de criaçao de empresas e empregos
no sector dos serviços, em particular nas
actividades turisticas.
Privilégio as relaçoes internacionais no quadro
das vantagens induzidas pelas novas infra-
estruturas.
Actuaçao atomizada dos agentes económicos
publicos e privados.
Forte dependência da procura externa das
actividades locais.
Nenorizaçao da importancia das relaçoes com
actividades ja instaladas na agricultura e na
industria.
Previsivel impacto positivo favoravel a extensao e a
renovaçao de actividades centradas nas novas
condiçoes de acessibilidade aérea.
Nanutençao e acentuaçao de uma ocupaçao
extensiva dos territórios ja mais densamente
ocupados e dotados de serviços e infra-estruturas.
Adaptado do Estudo Prospectivo de Desenvolvimento Empresarial da Nadeira, AC!F/!ESE, 2000.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



50
Tendo presente o desafio de consensualizar de uma orientaçao estratégica, importa
considerar como elementos de enquadramento:
No contexto global
As tendências mais marcantes no inicio do Século XX! residem: (i) por um lado, na
fortissima dinamica dos processos de globalizaçao, os quais limitam a força dos
mercados domésticos e locais e tornam imperativa uma lógica de competitividade
empresarial marcada pelos mercados mundializados, onde se afere a viabilidade
dos produtos e empresas; e (ii) por outro lado, na emergência das relaçoes entre a
economia e o uso do espaço e o ambiente, como elementos nucleares do modelo
de crescimento.
A articulaçao do crescimento, num quadro global e de assumpçao plena das
restriçoes ambientais, com a reconstruçao de um modelo em que a justiça social e
os padroes éticos e morais estejam presentes, é, simultaneamente, uma tendência
e um desejo imperioso.
Neste quadro, a dinamica social e económica, a abertura a inovaçao, a flexibilidade
e a qualidade dos processos e organizaçoes, a gestao cuidada dos recursos, a
valorizaçao dos usos e costumes e dos direitos sociais, a consensualidade das
opçoes e acçoes numa lógica de actuaçao integrada, constituem eixos nucleares.
Das dinamicas de convergência ou conflitualidade podem, ainda, resultar
trajectórias distintas, com modelos concorrenciais próprios, e uma afirmaçao mais
ou menos intensa do modelo civilizacional esboçado.
No contexto regional
Um sector agricola com niveis de produtividade reduzidos e rendimentos escassos,
agindo, por vezes, numa lógica de ¨agricultura de subsistência" devera sofrer uma
profunda transformaçao. Esta transformaçao tende a orientar as actividades
agricolas para produtos mais valorizados nos mercados mundiais (aproveitando as
condiçoes climaticas favoraveis para a obtençao de produtos especificos e em
periodos do ano que os podem tornar mais atractivos) e sustentando um processo
de humanizaçao da paisagem, que constituindo uma imagem de marca da Nadeira,
nao pode deixar de significar uma maior integraçao com as actividades turisticas.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



51
A industria, tendo um fraco grau de auto-sustentaçao, pode constituir um
significativo pólo de especializaçao, no contexto regional, se promover uma maior
articulaçao com as actividades agricolas, bem como sustentar o dinamismo nos
segmentos dirigidos a construçao imobiliaria turistica. Se uma aposta decidida na
actividades de ensino, formaçao, ciência e tecnologia, for concretizada, podera ser
sustentavel a criaçao de unidades empresariais dirigidas nao para o escasso
mercado interno, mas numa perspectiva de circulaçao do conhecimento, baseado
nas novas tecnologias de comunicaçao, para os mercados mundiais.
No dominio ambiental, parte-se de realidades distintas: nas zonas rurais, em que a
falta de infra-estruturas e equipamentos é muito clara, e nas zonas urbanas, em
particular, o Funchal, em que a alta densidade populacional e a pressao urbanistica
podem levar a degradaçao dos valores paisagisticos e a saturaçao da capacidade
de carga de sistemas e redes. Esta pressao urbana, em resultado dos
investimentos turisticos e da concentraçao dos equipamentos publicos (renovaçao
do Aeroporto, novos acessos rodoviarios, concentraçao dos serviços,.) e da
deslocalizaçao de populaçoes e actividades vindas das zonas rurais (fenómeno que
se podera agravar se a modernizaçao dessas zonas for sendo lenta), ira colocar
novos problemas da qualidade de vida urbana. A melhoria da gestao ambiental
podera ser integrada em novas actividades empresariais que potenciem o turismo
de natureza e sustentem uma ocupaçao humanizada da paisagem.
A existência de uma actividade nuclear - o turismo - devera ser relevada tanto no
seu contexto paisagistico, como enquanto actividade associada ao lazer, ao
desporto, a criaçao de estruturas no dominio do entretenimento, como também no
dominio do desenvolvimento de iniciativas de parceria entre as populaçoes e
instituiçoes e projectos e nucleos de actividades que sustentem a transformaçao do
mundo rural, criando efeitos sinérgicos de aproveitamento mutuo.
Uma orientaçao estratégica que afirme a Nadeira no contexto nacional e internacional
deve contemplar, assim, os seguintes aspectos:
Abertura ao mundo, que transforme a localizaçao em vantagem e nao em
condicionante, potenciando o aproveitamento das novas infra-estruturas
aero-portuarias, portuarias e rodoviarias, definindo politicas activas de captaçao de
investimentos industriais e de serviços, em particular nas areas com condiçoes de
afirmaçao: fileiras agricola e alimentar, materiais de construçao, logistica, serviços
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



52
e industrias e actividades de lazer, e nas associadas ao desenvolvimento acelerada
de capacidades nas areas centrais da ¨nova economia".
Oualificação da vida rural e urbana, a todos os niveis, o que implica: mais e
melhores serviços e equipamentos publicos, assentes em: (i) desenvolvimento de
novas areas de acçao adaptadas ao espaços rurais: tele-medicina, acesso
electrónico aos procedimentos da Administraçao local e regional,.; (ii)
construçao/reabilitaçao de equipamentos de convivio e de actividades
ludicas/culturais/recreativas; (iii) melhoria do ambiente e da imagem urbana (com
reabilitaçao dos espaços publicos, dos edificios e da habitaçao, estabilizaçao de
padroes elevados da limpeza e inserçao de arte publica de qualidade); (iv) criaçao
de empregos de proximidade, que permitam a gestao de iniciativas e de
equipamentos colectivos que sejam particularmente dirigidos a integraçao de
camadas e grupos sociais desfavorecidos e marginalizados.
Dinamismo empresarial, criando empresas e empregos, com exploraçao das
sinergias entre iniciativas publicas e privadas, em particular nos dominios menos
desenvolvidos e em areas cujo risco económico é mais elevado mas que sao
decisivas para a qualidade de vida das populaçoes, num quadro global de reforço
da iniciativa empresarial e do investimento privado na Regiao.
Dinamismo das instituições, através da cooperaçao, do incentivo e da promoçao,
consensualizando e regulando, em simultaneo, de forma a obter uma dinamica
consolidada, que estimule a manifestaçao de novos agentes económicos e sociais.
O papel de entidades como a Universidade da Nadeira - UNa, a Agência de
Desenvolvimento Regional - ADERAN, o !nstituto de Desenvolvimento Empresarial -
!DERAN, o !nstituto do vinho, do Bordado e do Artesanato da Nadeira, !.P. - !vBN,
a Agência Regional de Energia e Ambiente - AREAN, a AC!F, entre outras, possui
uma margem de progressao bastante elevada nesta perspectiva, que consiste,
afinal, em promover consistentemente a capacidade competitiva das empresas e
dos recursos da Regiao, como um todo.
Oualificação dos recursos humanos, a qual constitui a grande aposta de futuro da
Regiao: (i) na componente de apoio activo a competitividade económica (formaçao
de quadros médios e superiores, formaçao empresarial e programas de formaçao
avançada e de estagios no exterior, em parceria com entidades de reconhecido
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



53
mérito internacional, nomeadamente); (ii) na componente da coesao social
(dinamizaçao de iniciativas capazes de potenciar politicas activas do emprego, de
modo a minorar a exclusao do mercado de trabalho de certos grupos - jovens,
trabalhadores menos qualificados muitas vezes oriundos de empresas em
dificuldades - e favorecendo a criaçao de ¨empregos de proximidade" que
suportem serviços as populaçoes em areas carenciadas e a valorizaçao social das
actividades ligadas a ¨industria do conhecimento").
Os quadros seguintes apresentam três cenarios contrastados de evoluçao da economia
regional e dos processos de desenvolvimento empresarial, cruzados com os impactos
previsiveis sobre o emprego e as qualificaçoes.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



54

Impactos previsíveis
Orientação das intervenções
Economia regional]
]Desenvolvimento empresarial
Emprego
Modernização lenta e sustentação periférica
Crescimento lento, com ampla
intervençao do Estado em infra-
estruturas para completamento do
ciclo de apoio material ao
desenvolvimento:
- na esfera económica, criando
uma rede regionalizada de
novos parques industriais;
- na esfera social,
concentrando intervençoes
na atenuaçao da exclusao
social e instalando
equipamentos sociais e
colectivos destinados a
melhorar a qualidade de vida
urbana.
Aposta continuada no produto
turistico (com expansao previsivel
do numero de camas, no
horizonte de 2008) como
referencial estratégico da
economia privada madeirense.
Esta aposta é exigente,
nomeadamente no plano das
estratégias empresariais para
obtençao das melhores
performances, com vista a manter
a capacidade concorrencial da
especificidade deste destino.
!nsuficiente capacidade de
internalizar no tecido empresarial
regional, os efeitos de uma
procura dinamica das empreitadas
publicas
Risco estratégico significativo, em
funçao de uma gestao expectante,
pouco mobilizadora do ponto de
vista social.
Possibilidade de fixaçao de novos
grupos empresariais da fileira de
actividades turisticas com
dinamicas internacionalizadas de
investimento empresarial
Riscos de rupturas sociais e/ou de
adensamento do dualismo
urbano/rural, na eventualidade de
nao ocorrer, a médio prazo, uma
desconcentraçao sustentada das
actividades de especializaçao
!ncapacidade de romper o baixo
nivel de qualificaçoes da
populaçao activa, induzido pelo
perfil de especializaçao e com o
nivel também baixo da
produtividade que dele decorre
Nargem de crescimento para as
actividades do mundo rural.
Crescimento sustentado no
volume de emprego na actividade
turistica
Transferências de mao-de-obra
com origem em outras
actividades originadas pela
pressao dos salarios
Necessidades da mao-de-obra
estimadas pelo Plano de
Ordenamento Turistico em 1/.550
novos postos de trabalho,
correspondendo, cerca de um
terço a empregos directos na
hotelaria
O crescimento do emprego nas
actividades turisticas esta limitado
pelo potencial demografico da
Regiao, estimando-se um défice
global de 1+.500 trabalhadores
Factores de risco associados ao
aumento dos custos do trabalho e
a desqualificaçao das
actividades/profissoes que
suportam as principais actividades
turisticas
Novos empregos ligados as
oportunidades económicas
resultantes das actividades rurais.
Modernização com articulação internacional
Crescimento resultante do
aproveitamento concertado da
renovaçao do tecido económico
existente e da sua valorizaçao,
com a atracçao de novas
actividades vocacionadas para
incorporar conhecimento cientifico
e técnico
Aposta na reestruturaçao das
actividades tradicionais,
valorizando-as num contexto dos
mercados globais, com criaçao e
reforço dos pólos de
especializaçao (produtos agricolas
e alimentares de 1ª e 2ª
transformaçao; floricultura;...)
Forte aposta na articulaçao
externa das dinamicas locais,
nomeadamente ao nivel da
procura de novos investimentos.
Dificuldades de gestao da pressao
urbana e da capacidade de
concretizar com eficacia politicas
activas de requalificaçao
empregabilidade dos recursos
humanos e de novos serviços
publicos suportados em novas
tecnologias
Limitada capacidade de suportar
estratégias autónomas de
desenvolvimento
Limitada capacidade de ajustar a
procura e a oferta de quadros
técnicos orientados pela nova
aposta nas qualificaçoes
requeridas pela ¨sociedade do
conhecimento" e pelas dinamicas
ja presentes no mercado regional.
Dinamizaçao da procura de
técnicos e quadros, a formar pela
consolidaçao do sistema de
ensino e formaçao e pelo reforço
das instituiçoes cientificas e
tecnológicas existentes (UNa,
C!TNA,....) e a criar
Crescimento da procura de
recursos humanos com
qualificaçoes avançadas,
associada a uma dinamica de
investimento produtivo mais
qualificado
Naior atençao a qualificaçao
escolar e profissional da
populaçao jovem, visando criar
uma massa critica geradora de
capacidades de iniciativa e com
competências para potenciar as
componentes estratégicas da
plataforma para a inovaçao.
Adaptado do Estudo Prospectivo de Desenvolvimento Empresarial da Nadeira, AC!F/!ESE, 2000.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



55

Impactos previsíveis
Orientação das intervenções
Economia regional]
]Desenvolvimento empresarial
Emprego
Modernização extrovertida
Dinamica de criaçao de empresas
e empregos no sector dos
serviços, em particular nas
actividades turisticas, nas areas
da qualidade e segurança no
trabalho e na frente internacional
dos negócios
Privilégio as relaçoes
internacionais no quadro das
vantagens induzidas pelas novas
infra-estruturas
Actuaçao atomizada dos agentes
económicos privados, com
consolidaçao gradual da
articulaçao entre grupos
económicos regionais e grupos
económicos mundializados.
Perda gradual da importancia das
actividades ja instaladas (p.e., na
agricultura e na industria)
Previsivel impacto positivo
favoravel a extensao e a
renovaçao de actividades
centradas nas novas condiçoes de
acessibilidade aérea
Nanutençao e acentuaçao de uma
ocupaçao extensiva dos territórios
ja mais densamente ocupados e
dotados de serviços e infra-
estruturas
Forte investimento na inovaçao e
serviços de alto valor
acrescentado, ligados a industria
dos conteudos.
Estimulo constante a qualificaçao
dos recursos humanos:
nas actividades de especializaçao,
ligadas ao reforço da qualidade
do serviço prestado;
nas actividades ligadas a
qualidade de vida urbana e
ambiental (empregos verdes);
nas actividades de renovaçao
urbana, com adensamento da
estrutura profissional da fileira da
construçao
Reforço dos niveis de
especializaçao sectorial da
formaçao de formadores.
Adaptado do Estudo Prospectivo de Desenvolvimento Empresarial da Nadeira, AC!F/!ESE, 2000.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



56
2. NOVOS FOCOS DE COMPETITIVIDADE PARA A REGIÀO
(a} Competitividade e produtividade
Uma ¨economia competitiva" comporta, necessariamente, um nivel elevado de
eficiência e eficacia traduzido numa capacidade efectiva de criaçao de emprego e
remuneraçao dos factores produtivos, isto é, numa capacidade de melhorar, de forma
sustentada, o nivel de vida médio da populaçao (Nateus, 2005). A noçao de
produtividade surge aqui muito associada a questao da eficiência na utilizaçao de
recursos num determinado contexto económico e a competitividade a uma expressao
mais vasta dos efeitos dessa produtividade no crescimento económico, na criaçao de
emprego e na qualidade de vida.
De facto, para além dos indicadores e dos desempenhos quantitativos, alguns dos
quais ja analisados no Capitulo ! quer a competitividade, quer a produtividade
envolvem outras dimensoes. Um desempenho competitivo envolve aspectos como a
capacidade de inovaçao, de adaptaçao e de aprendizagem enquanto que a
produtividade envolve aspectos relacionados com a incorporaçao de valor, a relaçao
ambiental, a cooperaçao empresarial (dimensao colectiva da produtividade), entre
outros.
Os eixos estruturantes do conceito de competitividade, ainda segundo Nateus (2005),
assentam na articulaçao entre aspectos da performance macroeconómica (nivel de
vida/ coesao/ sustentabilidade) e aspectos microeconómicos (produtividade/ cadeia de
valor), mediatizados pelas condiçoes da envolvente mesoeconómica (lógicas de sector,
cluster, regiao, .).
As dinamicas que se estabelecem nas relaçoes entre os eixos referidos configuram
condiçoes de produçao e de acumulaçao de capacidades competitivas que sao
crescentemente influenciadas por dois processos cada vez mais relevantes em
qualquer economia: (i) os processos de inovaçao, que traduzem normalmente a
introduçao no mercado de novos ou melhorados produtos /serviços, a adopçao de
novos ou melhorados processos produtivos, organizacionais, etc.; (ii) os processos de
criaçao, desenvolvimento e renovaçao de clusters, enquanto redes de estruturas
diversificadas e interdependentes em processos de criaçao e acumulaçao de valor.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



57
(b} As abordagens conceptuais em todo das redes no território
O objectivo deste Estudo - identificar défices de competências e de formaçao para
sectores que potenciem a competitividade e produtividade na RAN - convida-nos a
centrar a analise, sobretudo, na dimensao mesoeconómica, onde as dinamicas de
especializaçao, inovaçao e cooperaçao sao decisivas no desempenho da economia
regional.
Neste sentido, sao varias as abordagens e os conceitos que têm vindo a ser
desenvolvidos e implementados para analisar, compreender e estimular novas formas
de organizaçao produtiva ao nivel do território. ¨Clusters", ¨Nega-Clusters", ¨Distritos
!ndustriais", ¨Pólos de Competitividade" sao alguns dos mais conhecidos.
A OCDE (1999) define cluster como uma rede de produçao de empresas fortemente
interdependentes, ligadas entre si numa cadeia de valor acrescentado que pode
integrar alianças entre empresas e universidades, institutos de investigaçao, serviços
intensivos em conhecimento, agentes de interface (brokers, consultores, .) e os
clientes.
Na realidade, considera-se que a abordagem dos clusters concorre para o aumento da
competitividade empresarial ao potenciar ganhos de escala, de complementaridades,
de disseminaçao e partilha de conhecimento, entre outras, e por elevar o nivel de
atracçao de investimento directo estrangeiro. Ao promoverem a cooperaçao entre
entidades, aceleram a produçao e a evoluçao do conhecimento e a maior eficiência na
utilizaçao dos recursos. A existência de recursos humanos qualificados que podem ser
partilhados, a acumulaçao de actividades complementares, a adaptaçao a novas
tendências tecnológicas ou de mercado, os canais de comunicaçao formais e informais,
a definiçao da base tecnológica, a forma de organizaçao e a acumulaçao de
conhecimento sao factores que facilitam a aglomeraçao de empresas (OCDE, 1999;
Unidade de Coordenaçao do Plano Tecnológico, s.d.).
Os clusters podem ser genericamente classificados em + grandes tipos (Ouadro !!.1):

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



58
Ouadro II.1. Tipologia de clusters
Tipo de cluster Definição
Nicro cluster ou
cluster local
Conjunto geograficamente próximo de empresas e instituiçoes, interrelacionadas
por elementos comuns e complementaridades, actuando num campo particular
de actividade (no mesmo sector ou eventualmente no mesmo segmento de um
sector); essas empresas, simultaneamente, concorrem entre si no mercado dos
produtos (ou serviços) e sao capazes de cooperar entre si, e ao fazerem-no
aumentam a competitividade do conjunto. O caso dos ¨Distritos !ndustriais"
italianos cabe nesta noçao, em que a focalizaçao das empresas num leque
reduzido de actividades ou segmentos é uma caracteristica chave.

Cluster industrial ou
Cluster
Conjunto de empresas interrelacionadas, de fornecedores especializados, de
prestadores de serviço, de empresas pertencentes a industrias relacionadas e de
instituiçoes associadas (desde Universidades a centros de certificaçao de
qualidade e a associaçoes comerciais) que desenvolvem a sua actividade em
campos diferentes, recorrendo a tecnologias distintas mas complementares, e
que pela inovaçao que umas geram se concretizam beneficios para outras,
beneficiando todas da melhoria da competitividade das partes.

Cluster regional
No essencial é um ¨cluster industrial" cujas articulaçoes principais funcionam no
interior de um dado espaço regional (sub-nacional), podendo essas articulaçoes
repetir total ou parcialmente noutras regioes do mesmo pais. A este nivel, sao
mais pertinentes os efeitos da proximidade geografica sobre a dinamica da
interacçao entre actores e ao nivel da competitividade e inovaçao do conjunto.

Nega Cluster
Conjunto de actividades distintas, mas cujos bens ou serviços satisfazem a
procura de uma mesma Area Funcional da Procura Final, recorrendo a
competências basicas complementares e podendo explorar vantagens de
interligaçao e articulaçao em rede, entre si e com outras entidades,
nomeadamente as que permitem a acumulaçao do ¨capital imaterial" para o
conjunto das empresas envolvidas.

Fonte: Departamento de Prospectiva e Planeamento (DPP), 2001.
A aplicaçao de uma abordagem desta natureza a Portugal é dificultada pela fraca
clusterizaçao das actividades económicas nacionais (uma das caracteristicas estruturais
da economia nacional), verificando-se, no entanto, a existência de alguns sectores com
relaçoes técnicas em termos de fornecimentos intermédios e grupos de empresas que
estao presentes em actividades de potenciais clusters (DPP, 2001).
As abordagens mais recentes que têm vindo a ser desenvolvidas para Portugal no
ambito da analise de clusters identificam, como potenciais, ¨/ Nega Clusters" mais
significativos bem como os respectivos clusters efectivos ou potenciais que neles
poderao ser integrados (Ouadro !!.2).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



59
Ouadro II.2. Mega clusters e clusters para Portugal
"Mega cluster" "Cluster" efectivo ou potencial
Alimentaçao
Lacticinios
Carne - pecuaria
Horto-fruticolas/ agro-industriais
vinho
Cerveja, refrigerantes e aguas
Habitat
Nadeira e cortiça
Ceramicas
Plasticos
Necanica ligeira
Construçao civil/Reconstruçao urbana
Noda
Têxtil e derivados
Calçado e artigos de couro
Lazer Turismo
Nobilidade Automóvel
Electricidade Electromecanica/ material ferroviario
!nformaçao e entretenimento !mprensa/ Radio e Tv/ Publicidade
Fonte: DPP, 2001.

Uma outra abordagem a questao da competitividade territorial consiste nos
denominados ¨Pólos de Competitividade". Estes consistem na combinaçao, num
determinado espaço geografico de empresas, centros de formaçao e de unidades de
investigaçao publicas ou privadas, empenhados numa parceria destinada a criar
sinergias em torno de projectos comuns inovadores
6
.
Em termos genéricos, os pólos de competitividade, contrariamente a abordagem de
clusters, devem ser entendidos como um programa de politicas publicas onde ao
Estado cabe o papel de concepçao, lançamento e acompanhamento do programa, bem
como o de facilitador, a nivel institucional, para os diferentes actores principais das
parcerias. No caso português, os ¨Pólos de Competitividade e Tecnologia" consistem
numa parceria para o desenvolvimento de projectos inovadores que articulam
capacidades empresariais com o conhecimento cientifico e tecnológico. O Ouadro !!.3
apresenta exemplos possiveis ¨Pólos de Competitividade e Tecnologia" por dominios de
competitividade.

6
¨Pólos de competitividade como instrumento para relançamento industrial de França e a competitividade territorial", in
!nformaçao internacional. Analise económica e Politica, DPP, 2005.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



60
Ouadro II.3. Possíveis "Pólos de Competitividade e Tecnologia"
Domínios de
competitividade
Ramos de actividade
Habitat
Nadeira e cortiça, ceramicas, mecanica ligeira, construçao civil,
mobiliario, têxtil lar
Noda
Têxtil e vestuario, calçado e artigos de couro, têxteis de aplicaçao
técnica
Nobilidade Automóvel, aeronautica, caminhos-de-ferro
Lazer, saude e bem-estar
Turismo, consumiveis hospitalares, dispositivos e equipamentos
médicos, farmacêutica, serviços clinicos
!nformaçao e conteudos
culturais
!mprensa, ediçao, artes graficas, cinema, audio, produçao Tv
Software e telecomunicaçoes
Desenvolvimento de SW, conteudos multimédia, serviços informaticos,
componentes e equipamentos, electrónica, .
Floresta Produçao florestal, papel
Energias, ambiente e
exploraçao oceanica
Sistemas de energia e ambientais, serviços de engenharia oceanica,
equipamento offshore, robótica submarina, farmacos bio-marinhos
Agro-alimentar Lacticinios, carne, horto, bebidas
Fonte: Plano Tecnológico.
Também muito recentemente, um trabalho desenvolvido pelo DPP (2006) vem
contribuir para o debate da competitividade nacional chamando a atençao para a
necessidade de Portugal alterar a sua ¨carteira de actividades" exportadoras se
pretender apostar num crescimento sustentado da economia. Neste sentido sao
apresentadas actividades que podem ou nao configurar clusters mas que podem
contribuir para aumentar a produtividade e/ ou gerar emprego. Uma transformaçao da
carteira de actividades sera facilitada com a adopçao de uma abordagem de clusters -
clusterizaçao em termos territoriais - no sentido de facilitar a acumulaçao de massa
critica em !8D, de gerar recursos humanos qualificados, facilitar a inovaçao em PNE,
etc. O Ouadro !!.+ evidencia o conjunto de grupos de actividades motoras do
crescimento económico num futuro a médio prazo.
Ouadro II.4. Actividades motoras, no horizonte 2015
Ramos de actividade
Turismo 8 acolhimento
Serviços as empresas
¨amortecedores de
desemprego"
Noda 8design, Têxteis técnicos e vestuario inteligente,
consumiveis hospitalares, plasticos técnicos, agricultura de
especialidades
¨geradores endógenos de
inovaçao"
Energias renovaveis, transporte urbano nao poluente,
simulaçoes /realidade virtual/ trabalho a distancia
Saude - equipamentos,
dispositivos e produtos

Comunicaçoes e
conteudos

Nobilidade urbana e
aeronautica

Oceanos/ energia Engª oceanica, robótica submarina, .
Fonte: DPP, 2006.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



61
(c} As opções de estudo - Mega-Cluster e Focos Sectoriais de Competitividade
No caso da Regiao Autónoma da Nadeira e, considerando o objectivo principal deste
Estudo, dificilmente se podera adoptar na sua plenitude uma abordagem de clusters,
considerando a ausência da maioria dos mecanismos que os caracterizam. Tal como na
generalidade da economia nacional, também na Nadeira encontramos uma fraca
clusterizaçao das actividades económicas regionais. Esta caracteristica pode ser
explicada por um conjunto de factores em que se salientam, entre outros, um fraco
desenvolvimento dos sectores de fabricaçao de equipamentos industriais, o predominio
de fases de produçao menos associadas a criaçao de valor acrescentado e, também,
uma reduzida capacidade de inovaçao tecnológica na Regiao.
Da analise das principais caracteristicas da economia madeirense, ressalta a
importancia estratégica e estruturante das actividades turisticas, nao apenas pelo peso
ao nivel do emprego regional (18¾ em 200+)
/
e dos estabelecimentos (15¾ em
200+)
8
, mas também pelo efeito multiplicador de desenvolvimento que induz num
conjunto variadissimo de outras areas de actividade (comércio, construçao, imobiliaria,
transportes, artesanato, cultura e património, ambiente, etc.).
Se considerarmos que as actividades do turismo configuram um sistema em inter-
relaçao que se renova e alimenta de um conjunto de recursos também em
transformaçao, para responder as expectativas dos turistas (!OF, 2005), é possivel, a
luz da abordagem dos clusters, assumir que este conjunto de actividades que se
movimenta em torno da produçao de um serviço que responda a uma procura turistica
cada vez mais exigente, pode configurar um mega-cluster
9
potencial para a RAN -
¨Turismo 8 Acolhimento".
Relativamente ao restante tecido económico regional, caracterizado essencialmente
por uma dinamica ao nivel dos serviços e um ritmo de evoluçao mais lento nos
sectores primario e secundario (verificando-se inclusivamente uma reduçao do peso
destes sectores, em termos empresariais), parece nao configurar, mesmo em termos
potenciais qualquer forma de cluster. No entanto, é possivel considerar que algumas
actividades (ramos ou segmentos dentro de um sector) apresentam percursos de
evoluçao e perspectivas de crescimento futuro com potenciais impactes no nivel de

/
Ouadros de Pessoal 200+, NTSS.
8
!dem.
9
Entende-se por mega-cluster ¨o conjunto de actividades distintas, mas cujos bens ou serviços satisfazem a procura de
uma mesma area funcional da procura final" (DPP, 2001).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



62
competitividade e de inovaçao regional, mas também em termos da qualificaçao do
emprego e de desenvolvimento do capital humano. Neste sentido, sao denominados
no presente estudo por ¨Focos Sectoriais de Competitividade".
É possivel identificar, a partida, o Nega-cluster ¨Turismo 8 Acolhimento" e três focos
sectoriais de competitividade: Agro-alimentar; Ambiente, Energia e Oceanos e Serviços
as Empresas !ntensivos em Conhecimento (SE!C) (Figura.).

Figura II.1. Futuro da economia regional: novos focos de competitividade











Estes configuram dinamicas e apostas diferenciadas nos dominios da competitividade,
da inovaçao e do emprego, como podemos ver no Ouadro !!.5.


Saude e bem
estar
Artesanato
Ambiente
Cultura e
património
Transportes
Actividades
Conexas
Alojamento
Restauraçao
Agências e
operadores
Actividades
Core
Vários sectores e
actividades potenciadas
MEGA CLUSTER
Turismo &
Acolhimento
vinhos

Agro-
alimentar
Horto-
fruticultura
Agricultura
Biológica
Foco sectorial de
competitividade (1}
Floricultura
Ambiente,
Energia e
Oceanos
Exploraçao
do mar
Energias
renovaveis
Foco sectorial de
competitividade (2}
Ambiente
Serviços às
empresas
T!C
Consultoria
especializada
(varios
dominios)
Foco sectorial de
competitividade (3}
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



63
Ouadro II.5. Focos Sectoriais de Competitividade:
Dinâmicas de competitividade, inovação e emprego

Turismo &
Acolhimento
Competitividade assente cada vez mais na aproximaçao ao mercado e na
diferenciaçao do que na capacidade de massas. !novaçao e criatividade na
descoberta e exploraçao de novos turismos e de novos turistas. Alguma
melhoria da produtividade média através da intensificaçao das tecnologias
utilizadas. Potencial de diversificaçao muito significativo dentro do mega-
cluster que se vai estruturando na Regiao. Forte capacidade de criar
emprego (directo e indirecto) com acrescidas exigências de qualificaçao.

Agro-alimentar Afirmaçao através da capacidade de estruturar as fileiras agro-industriais ja
presentes na Regiao apostando na autenticidade e na qualidade dos
produtos da Regiao. Aposta forte na certificaçao de origem e na captaçao de
mercados internacionais. A inovaçao faz-se também pela maior aproximaçao
a ciência. Alguma melhoria da produtividade média através da intensificaçao
das tecnologias utilizadas. Sector actualmente em declinio mas com
possibilidade de criar novos empregos e mais qualificados nesta rota de
dinamizaçao.

Serviços às
Empresas
Intensivos em
Conhecimento
Foco de competitividade absolutamente estratégico para o desenvolvimento
da Regiao ja que favorece a capacidade competitiva e inovadora das outras
actividades, potencia a internacionalizaçao da economia regional e sera
capaz de ser fortemente criador de emprego e, sobretudo, de emprego
intensivo em conhecimento.

Ambiente, Energia
e Oceanos
A afirmaçao deste foco na Regiao é talvez a mais exigente do ponto de vista
de politicas publicas, investimentos e capital humano. A !8D, a inovaçao
tecnológica, a captaçao de know-how especializado e a integraçao em redes
internacionais sao os seus pilares de competitividade. A capacidade de criar
emprego é diminuta mas a de atrair conhecimento e capital estrangeiro é
muito elevada.


No que respeita a relaçao entre capacidade de criaçao de emprego e intensidade do
conhecimento, podemos considerar como sectores fortemente geradores de emprego o
¨Turismo 8 Acolhimento" e os ¨Serviços as Empresas" para além do que terao uma
crescente necessidade de médias e altas qualificaçoes. Os outros dois focos de
competitividade - ¨Agro-alimentar" e ¨Ambiente, Energia e Oceanos" - poderao gerar
também novos empregos mas naturalmente em menor escala. De qualquer das
formas, da figura !!.2. pode concluir-se que o desenvolvimento destes novos focos de
competitividade na Regiao configurara uma verdadeira ¨economia baseada no
conhecimento" em que a exploraçao de novos nichos de actividade, a criaçao de novos
empregos e a necessidade de mais qualificaçao estarao intimamente relacionados.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



64

Figura II.2. Futuro da economia regional: novos focos de competitividade





Turismo 8
Acolhimento
Agro-
-alimentar
Ambiente,
Energia
e Oceanos
Serviços as Empresas
!ntensivos em Conhecimento
(SE!C)
C
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o

Emprego
+ -
-
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



65

3. FUTUROS POSSÍVEIS PARA OS NOVOS FOCOS DE COMPETITIVIDADE DA REGIÀO
3.1. Mega-cluster "Turismo & Acolhimento"
3.1.1. Passado, presente e futuro: drivers e oportunidades de mudança do "Turismo
& Acolhimento" na Região

(a} Tendências recentes na Região
Sector mais relevante da economia regional contribuindo com cerca de 15¾
dos estabelecimentos e 18¾ do emprego em 200+ (NTSS, OP, 200+) com
efeitos fortemente dinamizadores de outros sectores e actividades (comércio,
transportes, construçao, imobiliaria, agro-alimentar, artesanato, cultura e
património, .), na sua maioria altamente empregadores. Forte tendência de
crescimento: a capacidade de alojamento cresceu 65¾, o pessoal ao serviço
cresceu +3¾, o volume de hóspedes entrados cresceu 60¾ entre 1995 e 200+
mas com uma reduçao da estadia média e da taxa de ocupaçao/ cama. O ritmo
de crescimento dos proveitos totais foi inferior ao da capacidade de alojamento
e do volume de hóspedes.
¨Fim de um ciclo": a continuidade deste crescimento (extensivo) e o seu
contributo para a competitividade da economia regional dependera da
capacidade de gerar e consolidar ofertas alternativas e complementares e de
reforçar a atractividade do destino Nadeira
(b} Principais drivers de mudança (análise STEAP}
Social: envelhecimento da populaçao; gostos, necessidades e estilos de vida em
mudança e mais diversos (mais exigentes em qualidade, diversidade de destinos e
busca de viagens enquanto ¨experiências", viagens mais frequentes, estadias mais
curtas e por motivos diversos, personalizaçao do ¨pacote turistico", procura de
bem-estar fisico e mental, .).
Tecnológico: T! e internet (na concepçao, na promoçao e venda; na gestao das
operaçoes; mais informaçao e mais poder negocial ao consumidor;
desintermediaçao progressiva); novas tecnologias na cozinha (outsourcing e
simplificaçao).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



66
Económico: companhias aéreas com tarifas low-cost e com verticalizaçao dos
serviços; globalizaçao (mais procura turistica, mais migraçoes, mais concorrência);
desintermediaçao progressiva e especializaçao crescente em nichos de turismo
alternativos ou emergentes.
Ambiental: mudança climatica; catastrofes naturais; consciência e regulaçao
ambiental.
Politico: legislaçao sobre protecçao do consumidor, protecçao ambiental, segurança
de bens e pessoas, higiene e segurança alimentar, condiçoes de trabalho, .;
terrorismo; conflitos militares explicitos ou latentes nalgumas regioes do mundo.

(c} Oportunidades de futuro para a Região
Diversificar e integrar a oferta turistica da Regiao
Saúde e bem-estarNadeira, um ¨spa global": explorar nichos de turistas que
procuram ambientes de harmonia e de bem-estar fisico e mental (¨fuga a
cidade", ¨fuga ao stress"). ¨Body, Nind, Nadeira" simboliza esta conjugaçao de
natureza, segurança, clima ameno, qualidade de serviço e amabilidade dos
ilhéus. Explorar mais o potencial do turismo sénior (ou, especificamente,
pessoas com dependência) associado a oferta de serviços de saude,
desportivos e de apoio pessoal, o que exige unidades hoteleiras e infra-
estruturas de suporte e logisticas preparadas para este segmento (instalaçoes e
equipamentos, transporte, serviços e recursos humanos especializados).
Natureza e ruralidade
¨Turismo rural misto" (parte no campo e parte na cidade); exploraçao da
paisagem (visitas guiadas, percursos em espaços naturais e areas protegidas,
levadas e veredas); eco-turismo (lazer em ambientes naturais); ¨turismo
cientifico" com observaçao e estudo dos recursos naturais especificos da
Regiao. Exige oferta de infra-estruturas de qualidade no interior da ilha
(recuperaçao de quintas históricas, de casas tradicionais, de nucleos
habitacionais e acessibilidades, .). Fortemente exigente em investigaçao na
area, monitorizaçao e conservaçao da natureza, concepçao e exploraçao de
produtos turisticos especializados. Crescente componente cientifica (observaçao
e investigaçao) e de educaçao ambiental.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



67
Cultura e património
História simbólica e economia regional como recursos turisticos da Regiao (nao
apenas património edificado, mas artesanato, produçao agricola tradicional e
gastronomia, festas e eventos, nucleos museológicos, exploraçao etnografica,
itinerarios culturais e rotas tematicas especificas, .). Forte exigência em
investigaçao na area e na concepçao e exploraçao turistica destes recursos.
Potencial de exploraçao da componente cientifica (observaçao e investigaçao) e
nao apenas recreativa.
Gastronomia e restauração
Gastronomia regional com mais qualidade e mais criativa. Restauraçao hoteleira
aberta ao publico (mais exploraçao económica, diversificaçao de menus, preços
mais baixos, rapidez) e a eventos (restauraçao para grupos explorando a
capacidade instalada). Na generalidade, exige uma grande aposta na
¨restauraçao de qualidade" que combina uma oferta diferenciada, qualidade e
segurança alimentar, qualidade do serviço de atendimento e mesa, localizaçao,
ambiente, design e decoraçao do espaço.
Desporto e aventura
Exploraçao da montanha (levadas e veredas, desportos radicais ou activos, .)
e exploraçao do mar (nautica de recreio, pesca desportiva, passeios maritimos,
mergulho, observaçao, .). Desporto e aventura em parques naturais e areas
protegidas da Regiao. Exploraçao do golfe e dos serviços e infra-estruturas de
suporte. Oferta cada vez mais especializada (por modalidades e por segmentos
de turistas). Fortes exigências ao nivel da segurança de pessoas e bens e de
afectaçao de recursos humanos com formaçao especializada. Componente
crescente de sensibilizaçao e educaçao ambiental, de formaçao outdoor e de
incentivo.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



68
Entretenimento
Animaçao hoteleira mais criativa e segmentada (faixas etarias mais elevadas,
crianças, pessoas com dependência, .). Reforço da oferta de animaçao
nocturna. Animaçao cultural com recurso a festas e a eventos tradicionais,
religiosos, tematicos. Reforço da capacidade de captaçao de eventos
internacionais especializados. Programaçao social especifica para grupos de
turistas incorporada no pacote turistico (p.e., no ambito de negócios,
congressos e incentivos).
Negócios, congressos e incentivos
¨Pör a Nadeira na rota dos congressos e dos eventos internacionais" de
natureza muito diversa e promovidos por empresas ou por entidades publicas
(p.e., multinacionais que apostam nos incentivos; congressos internacionais
tematicos/ profissionais com elevada regularidade e que apostam cada vez
mais na escolha de locais do tipo ¨capitais da cultura", ¨paradisiacos" ou
¨excêntricos" e onde possam ter também um programa turistico e de lazer, .).
Exige preparaçao das unidades hoteleiras para este segmento (preços,
capacidade, instalaçoes, T! acessiveis, serviços de apoio especializado, .) e de
outras unidades de suporte (centros de congressos, pavilhoes multi-usos, .),
bem como reforço e qualidade das acessibilidades, logistica e transportes a
preços mais atractivos.
Conquistar novos mercados
Faixa etaria: Rejuvenescer o turismo da Regiao: atrair uma faixa etaria entre os
30-+0 anos, familias com filhos pequenos, casais sem filhos,...
Origem: Diversificar as origens, os mercados emissores (reforço do
distanciamento geografico e cultural dos turistas).
Gama: Nanter um turismo de qualidade diversificando e sofisticando a procura
(turista sénior com estadias mais prolongadas e acesso a serviços
complementares; turista de negócios, congressos ou incentivos com estadas
mais curtas mas consumos diversos, apostando na perspectiva do regresso ao
destino Nadeira.).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



69
Oualidade, promoçao e marketing territorial e turistico
Reforço da atractividade turistica com aposta na noçao de ¨turismo de qualidade"
combinando:
Reforço, melhoria e diversificaçao da oferta turistica.Aposta no
desenvolvimento de infra-estruturas (acessibilidades e transportes) e serviços
de apoio e de suporte a actividade turistica.Esforço promocional e de marketing
da marca ¨Nadeira" junto dos principais circuitos de comercializaçao
internacionais. Promoçao e comercializaçao do destino Nadeira como um
conjunto - !lhas Nadeira e Porto Santo - com atractivos complementares.
Explorar e melhorar as acessibilidades e os transportes
Serviços de transportes privados.
Aumentar a capacidade e baixar os custos de exploraçao do Aeroporto e dos
serviços de transporte aéreo.
Explorar os transportes maritimos (mercadorias, passageiros, ludicos, .) e os
serviços associados.
3.2. Foco Sectorial de Competitividade: Agro-alimentar
3.2.1. Passado, presente e futuro: drivers e oportunidades de mudança do "Agro-
-alimentar" na Região

(a} Tendências recentes na Região
A generalidade do sector primario revelou uma quebra acentuada ao longo da
década passada.
Reduçao tendencial da actividade agricola acompanhada por um aumento
ligeiro da dimensao média das exploraçoes agricolas, a par de uma diminuiçao
acentuada da mao-de-obra. No entanto, o sector continua a ser responsavel
por 15¾ do emprego regional.
¨A agricultura da Nadeira esta a ganhar um novo fölego": !ncapaz de produzir
em massa, procura uma afirmaçao competitiva de outra natureza, apesar das
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



70
limitaçoes na capacidade organizacional e de gestao, na sofisticaçao
tecnológica e na qualificaçao e atractividade de recursos humanos.
!ntegrada na estratégia de desenvolvimento sustentavel da Regiao, é
fundamental para garantir a preservaçao da paisagem e para continuar a
produçao de culturas especificas com fortes potencialidades de crescimento em
termos de mercado (culturas sub-tropicais, floricultura e vinha,
nomeadamente). Promovem-se novas formas de cultivo da terra (agricultura
biológica, .) e a conciliaçao da actividade agricola com a defesa da paisagem
natural e do ambiente, criando condiçoes para afirmaçao do turismo rural.
Aposta no associativismo dos agricultores e na estruturaçao, integraçao e
enriquecimento da fileira produtiva agro-industrial, que constitui a fileira mais
significativa da estrutura industrial da Regiao.
Nesta fileira agro-industrial, regista-se uma dinamica empresarial estacionaria
quanto ao numero de empresas e ao peso relativo na estrutura económica
regional. Ha, no entanto, aspectos qualitativos positivos: clima favoravel a
expansao do investimento em areas produtivas de caracter industrial que
resulta do aumento das infra-estruturas disponiveis (parques industriais,
pavilhoes fabris, serviços logisticos e de apoio, .), da dinamizaçao da Zona
Franca !ndustrial e da melhoria das redes e vias de comunicaçao.
Crescente dinamismo na esfera da inovaçao, p.e., na vertente experimental e
de apoio a transformaçao de produtos primarios; boas perspectivas de
crescimento das produçoes regionais que aproveitem canais de escoamento
proporcionados pelo turismo e que visam novos mercados internacionais;
promoçao da qualidade destes produtos e acreditaçao de produtores e
certificaçao de origem.

(b} Principais drivers de mudança (análise STEAP}:
Social: mudanças demograficas, estilos de vida e saude das populaçoes; as
migraçoes, a procura e o interesse crescente pela ¨alimentaçao étnica";
crescente preocupaçao com a saude, a nutriçao e a segurança alimentar a par
das preocupaçoes éticas e ambientais.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



71
Tecnológico: a aplicaçao da biotecnologia e da modificaçao genética com
inumeras potencialidades - mais resistência a mudanças climaticas, pestes e
doenças, melhor textura, sabor e valor nutricional, mais longa frescura ou
melhor embalamento e transporte; mais eficiente uso da terra, menos
herbicidas e outros quimicos. A aplicaçao das T!C, por sua vez, melhora a
eficiência em todos os passos da produçao, processamento e distribuiçao dos
alimentos.
Económico: globalizaçao (integraçao internacional dos mercados) versus
regionalizaçao (importancia crescente da origem - especificidade, controlo e
certificaçao); competiçao e consolidaçao crescente (grandes empresas
multinacionais com posiçoes de mercado dominantes através da criaçao e
controlo de marcas globais; busca de economias de escala a nivel global,
disponibilidade de matérias-primas e elevados custos de inovaçao).
Necessidade de acrescentar valor aos alimentos subindo na cadeia de valor, na
procura de consumidores com maior rendimento, segmentando o mercado e
oferecendo uma grande variedade de escolha, especialmente produtos
especializados ou produtos de luxo. Crescente procura de produtos especificos
em nichos de mercado (alimentaçao étnica, organica, vegetariana, .).
Crescimento do mercado da ¨comida de conveniência" (confecçoes pré-
preparadas ou acabadas, snacking, comer fora, . (¨informal eating")). Oferta
de produtos com beneficios precisos (¨functional foods", com ingredientes
incorporados que lhes conferem beneficios medicinais ou fisiológicos).
Ambiental: mudança climatica global; crescente competiçao por recursos
naturais cada vez mais raros: agua, combustiveis fósseis e espaço. As
preocupaçoes com a segurança e com o ambiente estao a crescer e a moldar o
futuro do sistema agro-alimentar; a importancia das certificaçoes e dos
sistemas de controlo da qualidade e da segurança alimentar e ambientais;
crescente papel e responsabilidade atribuida ao ¨green procurement" da parte
das entidades publicas.
Politico: crescente regulaçao ao nivel da segurança alimentar, saude e
traçabilidade dos produtos; politicas e regulamentos na area da saude publica,
animal e vegetal e na protecçao do consumidor.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



72
(c} Oportunidades de futuro para a Região
Ambiente e sustentabilidade
Promoçao da ¨agricultura multifuncional" reconhecendo que para além da
produçao de commodities, a agricultura tem outras funçoes que incluem a
manutençao da paisagem rural, incluindo a protecçao da herança natural e
cultural; reforço da segurança, da qualidade e da promoçao dos atributos da
alimentaçao para a saude; promoçao de oportunidades de negócio para
agricultores e PNE no turismo e em actividades de lazer ao ar livre.
Promoçao da agricultura biológica.
Promoçao do turismo ligado a natureza e ruralidade e a cultura e património da
Regiao: recursos naturais e economia regional como recursos turisticos
(artesanato, produçao agricola tradicional e gastronomia, festas e eventos da
Regiao, exploraçao etnografica, itinerarios culturais e rotas tematicas
especificas, .). Crescente componente cientifica (observaçao e investigaçao),
de lazer e de promoçao dos produtos regionais.
Dieta, nutriçao e saude
Aposta nos produtos biológicos, autênticos e naturais da Regiao. !ntegraçao
destes produtos em derivados e em menus/ dietas mais diversificados, mais
ricos e saudaveis. Aposta na ¨restauraçao de qualidade" que combina uma
oferta diferenciada com qualidade e segurança alimentar. Aposta na oferta de
catering de elevada qualidade para eventos. Descoberta, exploraçao e
promoçao de eventuais propriedades nutricionais e/ou medicinais dos produtos
da Regiao.
Segurança alimentar
Reforço da segurança alimentar em toda a cadeia de abastecimento até ao
consumidor. A imagem de qualidade dos produtos da Regiao (nas suas mais
diversas formas) dependera em muito deste investimento.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



73
Nercados e competiçao
Produçao de culturas com fortes potencialidades de crescimento em termos de
mercado internacional (culturas sub-tropicais, floricultura e vinha).
A expansao da floricultura, com forte internacionalizaçao de algumas espécies.
Para além da exportaçao, tem-se desenvolvido a normalizaçao das flores e a
preparaçao de base incorporada na própria exploraçao agricola.
Tendência para a integraçao da fileira agro-industrial e comercial e
incorporaçao de fases pré-industriais na exploraçao agricola como forma de
acrescentar valor ao produto e de responder as crescentes exigências dos
mercados (finais e intermédios) e a regulamentaçao no sector.
Aposta na promoçao e no marketing dos produtos para o mercado nacional e
internacional explorando nichos de procura que valorizem a autenticidade e a
qualidade. Reforço da imagem de marca Nadeira e das certificaçoes de origem.
Reforço da promoçao e da venda especializada.
!8D de suporte
Segurança alimentar e cadeias de alimentos, doenças ligadas a alimentaçao,
escolhas alimentares dos consumidores e impactos dos alimentos e da nutriçao
na saude; produçao e gestao sustentavel de recursos biológicos de ambientes
terrestres, florestais e aquaticos; estratégias para a bioeconomia baseada no
conhecimento; integridade e controlo da cadeia alimentar (¨fork to farm");
ciências da vida e biotecnologia aplicadas a produtos e a processos nao-
alimentares (recursos silvicolas, tecnologias biomassa para a energia, quimicos
e outros).
3.3. Foco Sectorial de Competitividade: Ambiente, Energia e Oceanos
3.3.1. Passado, presente e futuro: drivers e oportunidades de mudança do
"Ambiente, Energia e Oceanos" na Região

(a} Tendências recentes na Região
Crescimento do parque gerador de energias alternativas (eólica, hidro e mini-
hidrica) com crescimento do volume de emprego na década de 90.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



74
Avanços consideraveis na esfera do investimento material (infra-estruturas e
equipamentos), melhoria significativa dos indices de cobertura (tratamento de
aguas residuais, abastecimento de agua, recolha e tratamento de residuos sólidos)
e resultados relevantes também em matéria de ordenamento da orla costeira e dos
cursos de agua, de requalificaçao do ambiente urbano e paisagistico e de melhoria
da qualidade ambiental.
No horizonte do médio-longo prazo, serao possiveis intervençoes mais dirigidas
para a qualificaçao das redes e dos sistemas, a par da monitorizaçao e da
certificaçao dos diferentes dispositivos publicos e privados. Potencial
desenvolvimento de um cluster do ambiente (actividades económicas, lazer,
educaçao e !8D).

(b} Principais drivers de mudança (análise STEAP}
Social: aumento do consumo de energia com crescentes disparidades de
consumo entre paises ricos e pobres; crescente expectativa da parte dos
consumidores relativamente a liberdade de escolha.
Tecnológico: novas tecnologias no dominio da eficiência energética (edificios,
industria e transportes), da extracçao de recursos, da geraçao de energia, da sua
transmissao, distribuiçao e armazenamento; tecnologias energéticas especificas
(biomassa, biogas e biocombustiveis, hidrogénio e células de combustivel,
energia fotovoltaica, combustiveis fósseis, captura e armazenamento de CO2 e
energia nuclear); tecnologias ambientais (para observaçao, simulaçao,
prevençao, atenuaçao, reabilitaçao e recuperaçao de ambientes naturais e
antrópicos; ferramentas de observaçao e estudo da Terra e dos Oceanos,
métodos e tecnologias de monitorizaçao do ambiente e do desenvolvimento
sustentavel).
Económico: necessidade de garantir segurança e diversidade no fornecimento de
energia a preços competitivos e, simultaneamente, a preservaçao ambiental;
liberalizaçao do mercado da energia; reforço das redes de energia trans-
europeias; aumento da exploraçao e do uso de fontes de energia renovaveis,
chave para a diversificaçao e para a sustentabilidade do sistema energético;
reduçao e controlo dos consumos através da eficiência energética; necessidade
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



75
de conciliar o reforço da competitividade e do crescimento económico com a
reduçao dos impactes ambientais.
Ambiental: mudança climatica global e degradaçao ambiental; crescente
delapidaçao de recursos; legislaçao e metas para a eficiência energética; sobre-
exploraçao de alguns recursos naturais; crescente poluiçao e necessidade de
controlo das emissoes e de reciclagem de residuos varios.
Politico: crescente pressao da legislaçao e do controlo no dominio ambiental e
energético.

(c} Oportunidades de futuro para a Região
Turismo, lazer e educaçao ambiental
!dentificaçao, fruiçao e valorizaçao do património natural, em articulaçao com a
actividade turistica, a agro-florestal, o património tradicional e o meio rural.
Exploraçao do mar na vertente turistica e ludica (nautica de recreio, mergulho e
observaçao ludica). As reservas da ilha (Rede Natura 2000) e a rede de educaçao e
informaçao ambiental na Nacarronésia podem ser mais promovidas e exploradas
para um turismo que procura uma informaçao muito especializada para observaçao
ludica e/ou para estudo (fauna ou de flora que, nalguns casos, sao recursos raros
no mundo).
Green products e ecodesign
Produtos e serviços verdes: poupar no consumo de materiais, energia e recursos
na produçao destes produtos; mais faceis de manter e de reciclar; utilizar materiais
e tecnologias de produçao mais eficientes.
Gestao de recursos e de sistemas ambientais (equipamentos, instalaçoes e
serviços)
Nas empresas, nas cadeias de produçao, na gestao dos recursos (agricultura e
floresta, gestao dos solos, gestao da agua, prevençao e reduçao da poluiçao,
minimizaçao e gestao de residuos, gestao sustentavel do fornecimento de energia).
Oualificaçao e ordenamento do território, do sistema de transportes e da gestao do
trafego. Criaçao de sistemas regionais de certificaçao da qualidade ambiental e
apoio a instalaçao de sistemas de gestao e auditoria ambiental. Promoçao da
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



76
gestao ambiental da biodiversidade e da conservaçao da natureza. Nonitorizaçao
do sistema e politicas.
Energias alternativas e renovaveis
Tecnologias e inovaçao no dominio das energias renovaveis e hidromotoras. O
parque gerador de energias alternativas (eólica, hidroeléctrica) apresenta um
elevado potencial de crescimento.
A energia das ondas/marés é uma area com um elevado potencial de
competitividade. Possivel exploraçao dos fundos marinhos (extracçao de materiais
metalicos).
Tecnologias ambientais e tecnologias energéticas
Tecnologias ambientais para observaçao, simulaçao, prevençao, atenuaçao,
reabilitaçao e recuperaçao de ambientes naturais e antrópicos; avaliaçao,
verificaçao e ensaio de tecnologias. Ferramentas de observaçao e estudo da Terra
e dos Oceanos, métodos e tecnologias de monitorizaçao do ambiente e do
desenvolvimento sustentavel.
!8D de suporte
Ambiente, saude e qualidade de vida; alteraçoes climaticas, poluiçao e riscos;
agua, ar e recursos do solo; natureza e biodiversidade (gestao, conservaçao e
utilizaçao económica da biodiversidade e sustentabilidade dos ecossistemas);
floresta; paisagem rural (protecçao); economia ambiental e legislaçao; ecologia e
desenvolvimentos de alta tecnologia.
3.4. Foco Sectorial de Competitividade: Serviços às Empresas Intensivos em
Conhecimento (SEIC}
3.4.1. Passado, presente e futuro: drivers e oportunidades de mudança do "Serviços
às Empresas Intensivos em Conhecimento" na Região

(a} Tendências recentes na Região
Transportes, armazenagem e comunicaçoes: importancia associada a condiçao
de ultra-perificidade e insularidade, elevada propensao importadora e
predominio de empresas ligadas ao transporte maritimo e aéreo. Area em
crescimento mas com limites a médio-longo prazo, em estreita articulaçao com
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



77
a expansao e consolidaçao das actividades turisticas e com o desenvolvimento
das vias de comunicaçao e infra-estruturas aeroportuarias.
Actividades financeiras e imobiliarias: boa evoluçao face aos efeitos de
arrastamento exercidos pela restante actividade económica regional.
Serviços as empresas: grande evoluçao do emprego nestas actividades na década
de noventa, fortes potencialidades de crescimento de areas tradicionais (p.e.,
gestao, fiscalidade, apoio juridico em legislaçao especifica), mas também de novos
dominios: T!C (que potenciam um maior estreitamento de relaçoes económicas e o
estabelecimento de parcerias com outras empresas situadas em qualquer parte do
mundo e ainda saltos qualitativos no sentido de uma maior capacidade competitiva
das organizaçoes); produçao de conteudos; gestao da qualidade de equipamentos,
redes e serviços aos mais diversos niveis; marketing (marketing de serviços,
marketing directo, B2B, B2C, e-marketing, e-commerce, .).

(b} Principais drivers de mudança (análise STEAP}
Social: crescente valorizaçao do conhecimento; a importancia e o valor do tempo
(vantagens das T!C); procura crescente (individual, empresarial e publica) de
serviços, mais diferenciados, sofisticados e complexos; importancia de questoes
como confiança e segurança, direitos de propriedade intelectual, protecçao da
privacidade, spam, protecçao de menores face a conteudos perigosos, info-
exclusao no uso e generalizaçao da internet.
Tecnológico: reduçao dos custos de comunicaçao de longa distancia e capacidade
das T!C para interacçao e coordenaçao a distancia; rapido avanço tecnológico;
crescente intensidade tecnológica da generalidade das actividades, nomeadamente
em T!C; tecnologia incorporada em quase tudo e profunda convergência
tecnológica.
Económico: conhecimento como factor de competitividade crescentemente
valorizado (importancia de fontes externas de conhecimento, da transferência
como meio de aquisiçao de novo conhecimento e da existência de ¨bases de
conhecimento cada vez mais distribuidas"); crescimento rapido dos sectores
intensivos em conhecimento e baseados em alta e média tecnologia (genéricas ou
especializadas); crescente componente de serviços incorporados na industria e nos
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



78
seus produtos; maior procura de serviços mais complexos e mais integrados; mais
outsourcing (aumento do numero de empresas a contratar serviços) e mais
offshoring (crescente deslocalizaçao de serviços para regioes do mundo com mais
baixos custos e recursos humanos qualificados); menores custos dos computadores
e da comunicaçao.
Ambiental: as regulaçoes ambientais e a maior consciência ambiental sao
importantes factores de crescimento destes serviços.
Politico: crescente regulaçao e inovaçao em dominios muito diversos (legal, fiscal,
ambiental, saude e segurança, .) em que os serviços as empresas intensivos em
conhecimento fornecem informaçao basica, aconselhamento especializado e
serviços de intermediaçao e formaçao.

(c} Oportunidades de futuro para a Região
Estas sao actividades cada vez mais intensivas em conhecimento que contemplam
geralmente serviços de !8D, informaçao, aconselhamento, intermediaçao (incluindo
promoçao e venda de tecnologias, instalaçao, gestao e assistência técnica) e
formaçao. A diversidade de aplicaçoes é imensa sendo expectavel, no entanto, um
maior potencial de desenvolvimento de tecnologias, conhecimento e soluçoes
especificos para as areas/ sectores com maior crescimento e inovaçao na Regiao.
Ha ainda um forte potencial de desenvolvimento dos serviços e das tecnologias em
torno das T! e das suas aplicaçoes. É importante o papel da procura por parte das
familias, das empresas e da administraçao publica regional no desenvolvimento
deste foco. Destaca-se, neste sentido, o Nadeira Digital no desenvolvimento de
iniciativas na area da Sociedade de !nformaçao, Conhecimento e !novaçao.
Serviços aos individuos/ casa:
¨Body area networks"; video on Demand (voD); serviços de saude, de educaçao,
de lazer e entretenimento; teletrabalho, home shopping, home banking; acesso a
GPS, computaçao e dados móveis.
Serviços as empresas/ trabalho:
T!C/ hardware e software com aplicaçoes especificas; internet/ conteudos para
turismo/ cultura/ educaçao; aconselhamento em legislaçao especifica; marketing
research/ inovaçao de produto/ serviço e comunicaçao e imagem; arquitectura e
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



79
design; ambiente (monitorizaçao, controlo, optimizaçao de recursos, gestao
ambiental); conservaçao e recuperaçao do património; empresas virtuais,
teletrabalho, educaçao e aprendizagem, transportes, segurança, telemanutençao,
home shopping, home banking, cybersecurity.
Serviços ao governo / publico:
Educaçao, lifelong learning, info-exclusao, cuidados de saude, apoio aos mais
velhos e aos mais dependentes (informaçao, diagnóstico remoto, aconselhamento,
body monitoring,.); gestao do território, dos transportes e das acessibilidades,
acesso a serviços publicos, desenvolvimento sustentavel (monitorizaçao, controlo,
optimizaçao de recursos, gestao ambiental, .), cybersecurity (confiança e
segurança na internet, direitos de propriedade intelectual, protecçao da
privacidade, spam, protecçao de menores face a conteudos perigosos,...).

3.5. Outras dinâmicas sectoriais: oportunidades de futuro
(a) Pescas e aquicultura
As pescas têm uma importancia limitada na economia regional. A capacidade
evolutiva é pequena quer em factores de produçao (frota, tecnologia utilizada e
recursos humanos disponiveis: ¨cada vez a pesca é menos atractiva, mesmo para
os filhos de pescadores") quer em pescado (factores naturais, concorrência com
maior capacidade, determinaçao de zonas exclusivas e outros limites que derivam
da crescente preocupaçao e regulaçao ambiental).
A aquicultura, por seu turno, tem vindo a crescer em termos de instalaçoes na
Regiao e em termos de capacidade de produçao. A vantagem comparativa que a
Regiao tem neste segmento é a existência de tempos de produçao mais curtos ja
que beneficia da estabilidade da temperatura da agua do mar, o que nao acontece
noutros locais de produçao. Ha, no entanto, limitaçoes ao seu desenvolvimento na
Regiao.
Apesar das limitaçoes, o reforço da competitividade do sector passara pela sua
estreita conexao com o foco de competitividade ¨Agro-alimentar", pelo contributo
activo para o desenvolvimento do ¨Turismo 8 Lazer" e ainda pela relaçao virtuosa
com o possivel desenvolvimento do ¨Ambiente, Energia e Oceanos" na Regiao
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



80
através da aposta na gestao sustentavel dos recursos e na exploraçao diversificada
do mar quer para fins energéticos alternativos quer para fins turisticos, recreativos
ou cientificos. A intensificaçao tecnológica e a aposta na investigaçao experimental
sao elementos fundamentais ao desenvolvimento do sector no futuro, que beneficia
ja de uma oferta de excelência na investigaçao cientifica em alguns dominios de
apoio a qualificaçao destas actividades.

(b) Outras indústrias transformadoras
De uma forma geral, as actividades industriais têm pouco peso na economia da
Regiao ja que esta é altamente terciarizada.
Nas actividades industriais, para além da relevancia das industrias alimentares e
bebidas, existe alguma expressao da fabricaçao de produtos quimicos e fibras
sintéticas e da fabricaçao de outros produtos minerais nao metalicos.
A transformaçao do pescado na Regiao tem também um potencial de crescimento
reduzido. A aquisiçao de matéria-prima é local mas tem de recorrer
significativamente a importaçao. Por outro lado, existe uma concorrência fortissima
de outros paises com melhores condiçoes no acesso a matéria-prima, na
localizaçao e capacidade de exportaçao dos produtos, na capacidade tecnológica e
no desenvolvimento do produto e ainda no que respeita a qualificaçao da mao-de-
obra. De uma forma geral, ha uma dinamica empresarial estacionaria quanto ao
numero de empresas e ao peso relativo na estrutura económica regional e um
baixo nivel de produtividade.
Estudos anteriores de diagnóstico da economia regional vêm apontando a
persistente incapacidade de produzir com massa critica (unidades industriais de
pequena dimensao) e a dificil incorporaçao de valor acrescentado na produçao,
como duas das principais debilidades competitivas da generalidade das actividades
industriais da Regiao. Existem, no entanto, perspectivas de crescimento associadas
a expansao do consumo interno, sobretudo dependente da dinamica de
crescimento de outros sectores (p.e., construçao civil e obras publicas, transportes,
ambiente e turismo e saude).
(c) Transportes
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



81
Grande importancia deste sector associada a condiçao de ultra-perificidade e
insularidade da Regiao. Predominio de empresas ligadas ao transporte maritimo e
aéreo e de empresas de serviços associados.
A navegaçao é ja um sector de grande importancia na Regiao: ¨no registo nacional
de navios, dos cerca de 165 navios registados, 150 sao da Nadeira; a Nadeira tem
voz em todo o tipo de estruturas internacionais do sector; mobiliza cerca de 2000
tripulantes", havendo vantagem em explorar toda a gama de serviços associados a
navegaçao.
Area com elevado potencial de crescimento e fundamental para a promoçao da
Regiao. Os dominios com maior potencial de desenvolvimento e de inovaçao serao:
melhoria da exploraçao económica das infra-estruturas, dos transportes e dos
serviços existentes; serviços e tecnologias de gestao da rede e do trafego;
exploraçao da interoperabilidade e inter-modalidade do sistema de transportes da
Regiao e sua inserçao em redes internacionais de transportes; gestao e melhoria
da eficiência energética nos transportes; intensificaçao exploraçao de novas
tecnologias na frota, na gestao das operaçoes e na conservaçao/ manutençao;
qualidade do serviço.
A ligaçao do sector a todos os outros focos sectoriais de competitividade
considerados é fundamental.

(d) Comércio
Proliferaçao recente de centros comerciais e entrada de operadores nacionais e
internacionais de grupos relacionados com o retalho alimentar e com o vestuario e
calçado.
Boas perspectivas de crescimento em consequência da expansao do consumo
interno e do potencial de desenvolvimento do mega-cluster ¨Turismo 8
Acolhimento" na Regiao. De qualquer das formas, sera fundamental que o
comércio da Regiao se qualifique e que se aposte também no comércio
especializado (nomeadamente, na promoçao e venda dos produtos regionais, lojas
e ¨oficinas" de artesanato, na gastronomia regional e na restauraçao de qualidade,
.), na atracçao das marcas globais, no design comercial dos espaços comerciais
(decoraçao de interiores, montras, merchandising, .) e na promoçao de projectos
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



82
de urbanismo comercial e de recuperaçao/qualificaçao dos centros das cidades. A
qualidade do serviço ao cliente é igualmente um elemento fundamental desta
estratégia.

(e) Construção civil e obras públicas
Sector que mais cresceu na década de noventa. Evoluçao explicada pelos
investimentos publicos em vias de comunicaçao e infra-estruturas urbanas e pelo
forte crescimento urbano, da actividade industrial e da imobiliaria turistica.
O sector esta, actualmente, a entrar na sua fase de ¨maturidade" o que
correspondera a um declinio natural da sua taxa de crescimento. De qualquer das
formas, o potencial de crescimento deste sector exigira uma profunda reconversao
das suas actividades para segmentos de nicho: a construçao a medida e de
altissima qualidade, a recuperaçao de edificios urbanos antigos, a recuperaçao de
património edificado histórico, a conservaçao e manutençao de infra-estruturas
basicas de saneamento e de acessibilidades, a incorporaçao de novas tecnologias e
de sistemas de controlo e eficiência energética na construçao de edificios (¨edificios
inteligentes"), a construçao de edificios e complexos especializados (saude, lazer,
eventos e cultura, comércio, .) ou ainda a construçao e a conservaçao de infra-
estruturas de suporte ao desenvolvimento do novo foco de competitividade
¨Ambiente, Energia e Oceanos" na Regiao. As areas de concepçao e as areas de
qualidade e costumer-service serao estratégicas e altamente exigentes em mais e
novo conhecimento.

(f) Cultura e património
Este é um sector altamente dependente da intervençao publica e constitui, no
horizonte 200/-13, um dos cinco dominios de intervençao do PDES e do PO
valorizaçao do Potencial Económico e Coesao Territorial da RAN.
No quadro dos objectivos do Eixo Cultura e Património do PDES/PO estao
elencadas as areas com maior potencial de desenvolvimento e de inovaçao neste
sector, nomeadamente: a investigaçao de suporte (em dominios varios) que
permita descobrir, estudar, classificar, promover e divulgar o património da Regiao
nas suas mais diversas tipologias; a conservaçao e o restauro deste património; a
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



83
concepçao e o marketing destes recursos para fins turisticos, ludicos, educativos e
cientificos; a concepçao da oferta cultural e a organizaçao de eventos, nao apenas
para o mercado interno mas a escala internacional; a concepçao de ofertas
culturais integradas nas dinamicas de desenvolvimento na Regiao de turismos
alternativos e mais especializados; a produçao de conteudos para a sua divulgaçao
nas mais diversas formas; a promoçao da ¨educaçao para a cultura" fundamental
a formaçao de publicos e a qualificaçao das praticas culturais; a promoçao turistica
da oferta cultural da Regiao junto dos principais operadores turisticos e dos
potenciais mercados emissores.

(g) Artesanato
As oportunidades de futuro neste sector passam naturalmente pela maior
sofisticaçao das produçoes artesanais da Regiao garantindo a qualidade patrimonial
(fidelidade a reproduçao de formas e de decoraçoes tradicionais e fidelidade a
utilizaçao de matérias-primas e processos produtivos especificos e artesanais), a
qualidade técnica (a excelência da qualidade das matérias-primas e da execuçao
técnica) e a qualidade artistica (aposta no design, na qualidade estética e na
adequaçao funcional das produçoes artesanais).
Neste sentido, admite-se ser possivel ter na Regiao um ¨artesanato moderno" que
se adaptou as tendências da moda e dos consumos nos mais diversos campos (no
vestuario, na alimentaçao, na decoraçao de interiores, nos têxteis-lar, .),
orientado nao apenas para o consumo interno e turistico mas também para os
mercados globais, em que as produçoes artesanais sejam sinónimo de
diferenciaçao e de qualidade. Desta forma, todas as areas de inovaçao, gestao,
controlo e certificaçao da qualidade, promoçao e marketing sao fundamentais.
A ligaçao do sector ao desenvolvimento de outros focos de competitividade e
sectores da Regiao é fundamental, nomeadamente, turismo, agro-alimentar,
ambiente, cultura e património e comércio.

(h) Saúde
Sector essencialmente publico e com fortes possibilidades de crescimento, como é
comum na generalidade das economias actuais, ja que factores demograficos e
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



84
sociais como a crescente preocupaçao e promoçao da saude nas mais diversas
vertentes, o envelhecimento progressivo das populaçoes, a melhoria das condiçoes
de vida e o desenvolvimento de determinadas tipologias de doenças, caracteristicas
das sociedades actuais, sao determinantes para uma procura crescente e cada vez
mais exigente destes serviços.
!ndependentemente desta dinamica global, é expectavel que o desenvolvimento de
novos focos de competitividade na Regiao como o ¨turismo de saude e bem estar"
ou a promoçao dos produtos agro-alimentares no quadro da importancia da
nutriçao e da qualidade dos alimentos para a saude constitua uma oportunidade
para um maior desenvolvimento de alguns serviços de saude mais especializados.
Por outro lado, a informaçao, sensibilizaçao e educaçao para a saude sao areas
também praticamente transversais.

(i) Serviços sociais, às pessoas e às famílias
Este tipo de dinamica é também expectavel no que toca aos serviços sociais e aos
serviços de proximidade no apoio a vida familiar e pessoal.

(j) Educação
O futuro de qualquer economia actual esta fortemente alicerçado nos
investimentos que se fazem em educaçao - tao longa quanto possivel e para todos
- e na qualidade dessa educaçao. Desta forma, a Regiao, tal como o pais, enfrenta
grandes desafios e o seu sistema de educaçao e de formaçao também. Destacam-
se para ja apenas alguns:
A educaçao basica e secundaria para todos, inclusivamente recuperando os
adultos sem qualificaçoes de base.
A formaçao de competências-chave consideradas indispensaveis para o
trabalho e para a vida numa sociedade mais intensiva em conhecimento.
A capacidade para promover as competências para a competitividade, para a
inovaçao e para a cooperaçao através da educaçao e da formaçao.
A produçao e a atracçao de competências especificas em dominios de crescente
exigência (como temos vindo a analisar).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



85
Neste contexto, ageneralidade dos serviços especializados (e de qualidade) em
!8D, informaçao, educaçao e formaçao de recursos humanos em dominios
especificos, tenderao a ter inumeras oportunidades de desenvolvimento.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



87
I II II I. . O OU UA AL LI IF FI IC CA AÇ ÇÕ ÕE ES S E E
C CO OM MP PE ET TÈ ÈN NC CI IA AS S P PA AR RA A O O F FU UT TU UR RO O D DA A
M MA AD DE EI IR RA A
1. BALANÇO DA OFERTA DE EDUCAÇÀO E FORMAÇÀO
1.1. Capacidade da oferta formativa
O Estudo de Impacto dos Fundos Estruturais na Valorização dos Recursos Humanos
na Madeira
10
, analisou as condiçoes logisticas de suporte ao desenvolvimento da
formaçao na Regiao, tendo evidenciado insuficiências do ¨stock" de infra-estruturas
formativas, nomeadamente em matéria de instalaçoes e de equipamentos, para
realizar em plenitude a formaçao profissional. No essencial, essas insuficiências
mantêm-se face aquele diagnóstico de 2003, sendo certo que o padrao de exigência
que se encontra associado as necessidades de desenvolvimento futuro de novas
competências tem óbvias implicaçoes nao só na correcçao dessas insuficiências, como
também na estruturaçao de novas capacidades formativas (de logistica, de
formadores, de concepçao/programaçao e de organizaçao de acçoes).
O crescimento do volume de formaçao, nos primeiros anos da década de noventa,
impulsionou a actividade das entidades formadoras que condicionaram a capacidade e
as opçoes de investimento em novas instalaçoes, a preocupaçoes de resposta mais
expedita, em termos de aproveitamento de oportunidades de mercado.
O POPRAN !! (199+-1999) integrou uma Nedida destinada ao investimento em infra-
estruturas de formaçao, co-financiado pelo FEDER, tendo por objectivo especifico a
construçao e melhoria das infra-estruturas educativas de base, a implementaçao do
ensino superior, a melhoria e ampliaçao da capacidade das estruturas de formaçao

10
Estudo realizado em 2003 por iniciativa da Direcçao Regional de Formaçao Profissional e da responsabilidade do
Gabinete Oliveira das Neves - Consultoria, Estudos e Projectos, 2003.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



88
profissional e o desenvolvimento de actividades relacionadas com a Ciência e
Tecnologia.
A reduzida dimensao do mercado e as condicionantes financeiras levaram, entretanto,
as diversas entidades a optar por sub-contratar entidades formadoras dispensando o
investimento em instalaçoes, como é o caso de algumas Associaçoes Empresariais que,
frequentemente, optaram por recorrer ao aluguer de espaços para a formaçao em
sala. Ao longo da década de noventa foi, assim, sendo possivel gerir uma parte
importante do volume de formaçao promovida, sem necessidade absoluta de
investimento em instalaçoes (remodelaçao e/ou construçao nova).
Durante esse periodo, e de acordo com o !nquérito as Entidades Acreditadas, realizado
no ambito daquele Estudo de 2003, verifica-se que entre 1990/93 e 199+/99, apesar
do acréscimo do volume de formaçao e do numero de acçoes e de formandos
abrangidos, nao ocorreu um significativo aumento: (i) da capacidade das instalaçoes;
(ii) dos equipamentos audiovisuais; (iii) da produçao de recursos didacticos pelas
entidades e formadores; e (iv) da produçao de outros materiais de apoio.
A componente logistica da formaçao manteve-se, assim, estavel em grande parte das
entidades, ampliando os traços caracteristicos de um mercado de entidades
formadoras dominado por visoes e estratégias de curto prazo, com reduzida
profissionalizaçao dos recursos humanos, nomeadamente ao nivel da gestao e da
concepçao, a par de insuficiências em matéria de outros recursos formativos,
designadamente daqueles que correspondem a qualificaçao técnica e operacional
favorecedora da aplicaçao de novas metodologias da formaçao (recursos multimédia,
casos de estudo, e-learning, .).
A analise dos processos de acreditaçao, segundo os respectivos dominios, permitiu
constatar que a estrutura de entidades acreditadas esta fortemente vocacionada para
uma lógica de execuçao/promoçao de acçoes de formaçao profissional, uma tendência
pesada que desvaloriza dominios estratégicos como, p.e., o diagnóstico das
necessidades de formaçao (a montante) e o acompanhamento e avaliaçao da
formaçao (a jusante, do ciclo formativo).
O Ouadro seguinte apresenta a informaçao mais actualizada sobre o panorama
regional em matéria de acreditaçao, permitindo traçar uma visao de conjunto das
debilidades e potencialidades do mercado de formaçao profissional da Regiao. A
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



89
evoluçao recente revela um ritmo assinalavel de acreditaçao de novas entidades: entre
Narço de 2001
11
e final de 2002 as entidades acreditadas na Regiao aumentaram de
+0 para 55 entidades (mais 35¾).
Ouadro III.1. Entidades Acreditadas na Região, por domínio de acreditação
1999 2003
Diagnóstico 0 1
Planeamento 30 50
Concepçao 30 +9
Organizaçao e Promoçao 28 +/
Desenvolvimento/Execuçao 31 51
Acompanhamento e Avaliaçao 0 1
Outras formas de intervençao 2 6
Total 31 55
Fonte: Direcçao Regional de Formaçao Profissional, 2003.
Entre a fase final de vigência do POPRAN !! (1998/99) e o inicio de 2003, o stock de
entidades acreditadas cresceu cerca de /5¾, com variaçoes mais expressivas nas
¨outras formas de intervençao" (base de partida estreita), na ¨organizaçao e
promoçao" (+68¾) e no ¨planeamento" (+63,3¾, fruto também do predominio da
figura dos Planos de Formaçao, como instrumento privilegiado de enquadramento da
formaçao).
Este aumento concentrou-se, em particular, nos dominios de intervençao ja
predominantes na Regiao: Planeamento, Concepçao e Desenvolvimento/Execuçao.
Paralelamente, o dominio de Organizaçao e Promoçao, também, assinala um numero
significativo de entidades.
1.2. Dinâmica de execução da Medida - Competências Humanas e Equidade
Social (2000-2006}
A analise em profundidade desenvolvida pelo Estudo de !mpacto dos Fundos
Estruturais na valorizaçao dos Recursos Humanos da Nadeira evidenciou um conjunto
de elementos de tendência que constituem uma aproximaçao aos impactos dos apoios
co-financiados, sobretudo pelo Fundo Social:
• Nelhoria acentuada dos niveis de qualificaçao de base da populaçao
madeirense quer através da formaçao inicial de jovens, quer através da

11
Cf. Neves, A. Oliveira das (Coord.) (2001), Estudo Prospectivo das Necessidades de Formação Profissional na Madeira
- Síntese e Orientações Estratégicas, DRFP, pg.3/.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



90
formaçao de adultos, em alguns casos, associada a melhoria de competências
profissionais.
• Aumento gradual das competências técnicas nas empresas e demais
organizaçoes, nomeadamente num quadro positivo de apetência dos activos
pela formaçao traduzido na importancia relativa do acesso a formaçao por
iniciativa dos trabalhadores.
• Reconhecimento gradual da importancia da formaçao profissional para a
actividade das empresas, nao apenas na estrita melhoria de competências, mas
enquanto contributiva para a melhoria da qualidade de produtos/serviços e da
capacidade competitiva. Ao longo da década de noventa observou-se uma
adesao crescente das pequenas empresas a promoçao de acçoes de formaçao.
• Niveis elevados de empregabilidade tanto mais relevantes quanto ocorreram
num contexto em que a tendência prolongada de pleno emprego poderia
afectar os jovens que, uma vez concluida a formaçao inicial, pretendiam aceder
ao mercado de trabalho. Tal significa, assim, que a formaçao se afirmou num
periodo de pleno emprego.
• Utilidade da formaçao na resposta a situaçoes de nao ocupaçao e inadaptaçao e
como elemento transversal que contribui para outros objectivos, p.e., no plano
da concretizaçao de projectos de inserçao socioeconómica e combate a
exclusao social.
• Apoio ao preenchimento de requisitos de actividade (p.e., ajudas a 1ª
instalaçao de jovens agricultores), progressao na carreira (p.e., créditos de
carreira dos professores), instrumento ¨facilitador" da melhoria de capacidades
de professores que nao possuiam qualificaçoes especificas e importante na
implementaçao de cursos tecnológicos.
• Reforço gradual da capacidade formativa regional com o aumento do numero
de entidades formadoras acreditadas, o alargamento do leque de dominios de
acreditaçao, a melhoria (ainda, insatisfatória) de equipamentos e recursos
didacticos e o aumento do volume de formadores certificados residentes na
Regiao.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



91
• Relevancia da qualificaçao dos agentes do Estado na absorçao das alteraçoes
legislativas, regulamentares, etc., na melhoria do atendimento aos utentes e no
contributo para a modernizaçao dos serviços publicos.
Na fase de programaçao 2000-2006, a fundamentaçao da Nedida Competências
Humanas e Coesao Social/Nedida FSE do POPRAN !!! assentou na ideia segundo a
qual os desafios de desenvolvimento da capacidade competitiva regional se ganham no
plano da elevaçao do nivel de qualificaçao e de competências profissionais e com o
contributo de acçoes e projectos de modernizaçao do tecido empresarial e das
organizaçoes.
O perfil de Acçoes da Nedida 1.5. enquadra um vasto conjunto de tipologias de
intervençao associadas as politicas activa e passiva de emprego em vigor na Regiao, as
quais encontraram na Nedida e no financiamento do Fundo Social Europeu, um
suporte de adicionalidade determinante para a obtençao de resultados e efeitos
pretendidos para as diferentes tipologias de intervençao.
Em termos analiticos, é possivel fixar, a partir da estrutura de Acçoes da Nedida, a
seguinte tipologia de intervençoes:
Acções
Elevaçao dos
niveis de
qualificaçao
Jovens
1.5.1 - Oualificaçao de Jovens fora do Sistema de Ensino
1.5.2 - Oualificaçao de Jovens dentro do Sistema de Ensino
1.5.+ - !novaçao, Ciência e Tecnologia
Activos
1.5.3 - Formaçao de Activos
1.5.6 - Formaçao de Formadores e Professores
1.5.8 - Formaçao Profissional de Adultos Desempregados
Promoçao da
empregabilidade
Jovens
1.5.9 - Apoio a !nserçao e Reinserçao Profissional de Desempregados
Adultos
1.5.10 - Apoio a !nserçao e Reinserçao no Nercado de Trabalho de
Pessoas Desfavorecidas
Global
1.5.12 - Apoio ao Desenvolvimento Local do Emprego e Fomento do
Espirito Empresarial
!ntegraçao
socio-económica
1.5.5 - Apoio a !ndividuos com Dificuldade de !nserçao
1.5.11 - Apoio a !nserçao de Beneficiarios do Sistema de Protecçao
Social

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



92
Esta tipologia de intervençoes tem uma forte articulaçao com o perfil de instrumentos
de actuaçao que se encontra identificado no ambito do Plano Regional de Emprego e
que evidencia uma elevada contributividade das Acçoes da Nedida 1.5 para aqueles
instrumentos. Algumas Acçoes apresentam mesmo niveis de contributividade dirigidos
a diversas Directrizes do PRE Nadeira, de que sao exemplo:
(i) Oualificaçao de jovens fora do sistema de ensino (Directriz 1 - Nedidas
activas e preventivas dirigidas aos desempregados e aos inactivos; Directriz +
- Promover o desenvolvimento do capital humano e aprendizagem ao longo
da vida; e Directriz / - Promover a inserçao no mercado de trabalho de
pessoas desfavorecidas e combater a discriminaçao.
(ii) Formaçao de activos (Directriz + - Promover o desenvolvimento do capital
humano e aprendizagem ao longo da vida; Directriz 5 - Aumentar a oferta de
mao-de-obra e promover o envelhecimento em actividade; e Directriz 6 -
Promover a igualdade entre homens e mulheres).
Oualificação inicial de jovens
O perfil de execuçao da Nedida evidencia a relevancia da qualificaçao inicial dos jovens
na estratégia de intervençao do Fundo Social para a Regiao. Com efeito, as acçoes que
enquadram a qualificaçao de jovens (tanto fora, como dentro do sistema de ensino),
sao as que apresentam indicadores de resultados mais elevados, ultrapassando as
metas quantificadas para a vigência do Programa e concentrando mais de metade da
despesa total realizada no conjunto da Nedida.
Em termos estruturais, este padrao de execuçao reflecte o recurso predominante ao
FSE para sustentabilizar um conjunto de ofertas formativas de qualificaçao inicial de
grande relevancia para a Regiao, designadamente:
Oualificaçao de jovens dentro do sistema de ensino (ensino profissional e
tecnológico; curriculos alternativos).
Oualificaçao de jovens fora do sistema de ensino (aprendizagem em regime
de alternancia; 13º ano profissionalizante; qualificaçao inicial; cursos de
orientaçao profissional).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



93
Ouadro III.2. Indicadores de Acompanhamento por Acção - Dezembro 2006
Acção Indicadores
Meta
(2006}
Resultados
(2000]2006}
Cobertura
(%}
N.º Jovens +.200 6.9/9 166
1.5.1
Oualificaçao de Jovens
Fora do Sistema de Ensino
N.º Acçoes 262 +62 1/6
N.º Jovens 2.300 3.101 135
1.5.2
Oualificaçao de Jovens
Dentro do Sistema de
Ensino
N.º Acçoes 1+3 116 123
N.º Formandos 2.800 1.83+ 66
1.5.4
!novaçao, Ciência e
Tecnologia
N.º Acçoes 100 120 120
Fonte: Direcçao Regional de Formaçao Profissional, 200/.
Esta aposta na qualificaçao inicial (com maior ênfase nas componentes
profissionalizantes, modalidades em que os indicadores de acompanhamento sao mais
expressivos quanto ao cumprimento de metas), tem permitido a Regiao apresentar um
conjunto de ¨performances" formativas de entre as quais se destacam:
elevados niveis de frequência do ensino pré-escolar (entre 15 e 18¾ acima
da média nacional, ao longo da ultima década);
diminuiçao do abandono escolar e melhoria das condiçoes de integraçao no
mercado de trabalho proporcionada pela aposta nos ¨curriculos" alternativos
aos do 3º ciclo do ensino basico e pela formaçao profissional qualificante de
nivel secundario e pós-secundario;
consolidaçao da opçao do 13º profissionalizante, proporcionando uma
qualificaçao profissional de nivel !!!, facilitadora da integraçao no mercado e
trabalho;
desenvolvimento de ofertas no campo do ensino profissional (nivel !! e !!!),
com ênfase nas formaçoes terciarias destinadas a actividades de
especializaçao regional (comércio a retalho, hotelaria e restauraçao, serviços
pessoais e as empresas).
Formação de activos
O padrao de evoluçao registado para a formaçao de jovens, é parcialmente extensivel
a formaçao de activos, dominio onde foi induzido um efeito volume mais expressivo,
sobretudo fruto dos esforços que começaram a ser realizados na segunda metade da
década de noventa e foram acentuados após 2000, abrangendo activos empregados
dos sectores económicos e sociais, da Administraçao Publica Regional e professores.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



94
Os indicadores de acompanhamento da Acçao 1.5.3 - Formaçao de Activos
ultrapassaram, largamente, as metas quantificadas para a Administraçao Publica no
horizonte 2006, revelando uma apreciavel procura de formaçao por parte dos agentes
do Estado (recorde-se que o volume de efectivos da Administraçao Regional ronda os
18.000 funcionarios). !dêntica ¨performance" ocorreu para o segmento ¨outros
sectores", onde se repercute a realizaçao de formaçao continua por iniciativa das
empresas e dos próprios trabalhadores ou, ainda, organizada para os desempregados
inscritos.
Ouadro III.3. Indicadores de Acompanhamento por Acção - Dezembro 2006
Acção Indicadores
Meta
(2006}
Resultados
(2000]2006}
Cobertura
(%}
N.º Activos Funçao
Publica
1/.+00
N.º Activos outros
sectores
26.100
5.0//9 1/8
1.5.3 Formaçao de Activos
N.º Acçoes 2.+20 3.09/ 128
N.º Professores 5.+60
N.º Formandos 3.6+0
18.263 200
1.5.6
Formaçao de
Formadores e
Professores
N.º Acçoes 36+ 88+ 2+2
N.º Formandos 1.050 1138 108
1.5.S
Formaçao Profissional de
Adultos Desempregados
N.º Acçoes /0 99 1+1
Fonte: Direcçao Regional de Formaçao Profissional, 200/.
Em sintese, a perspectiva estratégica de intervençao associada a elevaçao dos niveis
de qualificaçao, seguindo uma visao de ciclo que se enquadra na Estratégia de
Aprendizagem ao Longo da vida e que é valorizada na Estratégia Europeia para o
Emprego e no Plano Regional de Emprego, apresenta um padrao de cumprimento de
metas amplamente satisfatório.
Acresce alias, nesta perspectiva, que os dados de aprovaçao posteriores a 200+
reflectem uma maior preocupaçao de selectividade e de direccionamento dos projectos
financiados, face aos constrangimentos decorrentes da dotaçao financeira da Nedida.
O quadro de sintese da execuçao das Acçoes da Nedida 1.5 que engloba informaçao
posterior a Avaliaçao !ntercalar (aproximadamente mais dois anos de realizaçao fisica
de acçoes de formaçao) prolonga as dinamicas de execuçao identificadas, sendo de
destacar os principais elementos de leitura seguintes:
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



95
• prioridade de financiamento centrada na qualificaçao inicial (dentro de fora do
sistema de ensino) a qual absorve 62,5¾ do financiamento das Acçoes da
Nedida);
• na formaçao de activos tomada em conjunto (agentes da Administraçao
Regional e Local, activos empregados nos sectores económicos e adultos
desempregados), a formaçao dos activos a procura de emprego, absorveu
23,/¾ do financiamento;
• a formaçao de activos abrange o maior numero de acçoes apoiadas (81,3¾ do
total), bem como o maior numero de formandos em acçoes (8/1,8¾);
• a analise do volume de horas de formaçao evidencia o predominio das acçoes
de muito curta duraçao na formaçao de activos.
Ouadro III.4. Níveis de execução da Medida 1.5. (2000-2006}
Formandos Acções
Designação da Acção
Montante
(C}
Nº ¾ Nº ¾
Entidades
(Nº}
1.5.1. Oualificaçao de Jovens Fora
do Sistema de Ensino
58.32+.693 6.9/9 8,+2 +62 9,52 +2
1.5.2. Oualificaçao de Jovens
Dentro do Sistema de
Ensino
29.+9+.31/ 3.101 3,/+ 1/6 3,63 5
1.5.3. Formaçao de Activos 21.582.+/8 50.//9 61,26 3.09/ 63,83 115
1.5.+. !novaçao, Ciência e
Tecnologia
5.353.52+ 1.83+ 2,21 120 2,+/ 3+
1.5.6. Formaçao de Formadores e
Professores
6.036.251 18.263 22,03 88+ 18,22 31
1.5./. Apoio a Produçao de
Recursos e Nateriais
Didacticos
1./23./0/ /99 0,96 1+ 0,29 6
1.5.8. Formaçao Profissional de
Adultos Desempregados
8.93+.262 1.138 1,3/ 99 2,0+ 28
Total 131.449.232 S2.S93 100,00 4.S52 100,00 261
Fonte: Direcçao Regional de Formaçao Profissional, 200/.
Tendo presente as metas fixadas no inicio da vigência da Nedida, a generalidade das
Acçoes registou uma superaçao acentuada das metas para as modalidades de
formaçao inseridas no mercado de emprego: formaçao de jovens fora do sistema de
ensino (+ 166¾) dos activos empregados (+ 1/8¾) e dos formadores e professores
(+ 200¾). Também o volume das acçoes apoiadas superou largamente as metas
ainda que, neste caso, fruto de um claro predominio de acçoes de (muito) curta
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



96
duraçao, caracteristica que questiona aspectos estruturais do padrao da oferta
desenvolvida.
1.3. Análise da oferta de formação escolar e profissional
A oferta de formaçao escolar e profissional na Regiao encontra-se sumariada nos
quadros agregados das paginas seguintes e é significativamente retratada no vasto
conjunto de quadros apresentados no Anexo - Oferta Formativa.
A analise foi norteada pela procura de exaustividade com diversificaçao das fontes
processadas no que representa, também, um contributo para a estruturaçao futura de
um Guia da Oferta formativa regional. Os principais elementos de detalhe
contemplados sao os seguintes:
• designaçao dos cursos de educaçao e formaçao;
• identificaçao da entidade formadora;
• nivel de qualificaçao;
• tipo e modalidades de formaçao;
• nº de alunos/formandos inscritos;
• evoluçao dos indices de frequência/participaçao.
Estes elementos foram organizados segundo o mega cluster e os focos sectoriais de
competitividade seleccionados permitindo apreciar as ¨manchas de concentraçao" da
oferta formativa, com desagregaçao por niveis de qualificaçao e modalidades de
formaçao. O grau de desagregaçao da informaçao primaria permite evidenciar as areas
de formaçao especificas que se encontram cobertas pela oferta, que niveis de
qualificaçao oferecem, ou seja, as competências disponibilizadas e,
concomitantemente, as areas deficitarias relativamente as quais importa assegurar a
produçao de respostas a curto/médio prazo.
A informaçao processada apresenta algumas limitaçoes objectivas, a mais significativa
das quais se refere ao peso dos cursos para os quais nao existe identificaçao do nivel
de qualificaçao e que correspondem a acçoes de aperfeiçoamento profissional que, na
sua maior parte, concentram um volume elevadissimo de cursos, na generalidade dos
sectores de actividade.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



97
Esta concentraçao nas acçoes de aperfeiçoamento profissional reflecte, em parte, a
forte dinamica e diversificaçao da formaçao de activos empregados nos sectores
económicos, mas também na Administraçao Publica Regional e Local, e na formaçao
de professores e formadores. Trata-se frequentemente de formaçao de curta (e
mesmo muito curta) duraçao, dinamizada pela oferta (entidades promotoras,
sobretudo formadoras), sem correspondência satisfatória com necessidades
diagnosticadas de forma objectiva pelas entidades empregadoras ou pelos próprios
activos empregados e desempregados (a utilizaçao de participaçoes individuais na
formaçao tem-se revelado muito limitada).
Os quadros-sintese construidos procuraram evidenciar a dinamica dos cursos
existentes na composiçao actual da oferta, o volume de vagas oferecidas aos
destinatarios-alvo, cruzando estes dados primarios segundo os niveis de qualificaçao e
as modalidades de formaçao e no contexto dos varios sectores seleccionados. No
ultimo quadro, aprofunda-se a analise segundo as grandes areas de formaçao
proporcionadas nos diferentes niveis de qualificaçao e modalidades de formaçao.
Para efeitos de analise, os pontos seguintes sistematizam um conjunto de traços de
caracterizaçao dos padroes predominantes da oferta de formaçao escolar e profissional
existente na Regiao.
Os elementos de analise sintetizados nas alineas e itens seguintes devem ser
contextualizados a luz dos niveis de estruturaçao dos sub-sistemas de formaçao
escolar e profissional de uma Regiao ultraperiférica, na qual a simples existência de
determinadas componentes da oferta nao pode ser dissociada da dinamica dos limiares
da procura indispensaveis a solvabilidade da mesma.
Centramento das ofertas existentes com nivel de qualificaçao identificados, nos
niveis !! e !!!. Esta primeira constataçao refere-se ao mega cluster Turismo,
com +8 cursos de qualificaçao inicial de nivel !! e 23 de nivel !!!, as
Telecomunicaçoes/T!C, mas também a Outras areas, com menor expressao.
Também na formaçao de adultos desempregados, cerca de metade dos cursos
sao de nivel !! e totalmente concentrados no mega cluster Turismo,
significando que o sector de especializaçao regional, com forte capacidade
empregadora, esta a alimentar formaçoes de qualificaçao inicial com niveis de
qualificaçao inferior.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



98
Peso elevado das formaçoes de nivel !!. Esta conclusao tem, sobretudo,
significado na qualificaçao inicial no mega cluster Turismo e nas Outras areas
mas esta, igualmente presente de forma predominante, na formaçao dos
adultos desempregados. Trata-se de uma realidade destacada pelos inquéritos
de avaliaçao que revelam a maior propensao para o recrutamento de
diplomados com o nivel !!, limitando as condiçoes de valorizaçao no mercado
de trabalho das qualificaçoes de nivel !!!.
Esta realidade, igualmente presente nas dinamicas de frequência dos inscritos
(e nos diplomados), reflecte um mercado de emprego regional de baixas
qualificaçoes, em que predominam oportunidades de emprego com alguma
informalidade de curto prazo e reduzidos niveis de remuneraçao média.
Forte expressao da qualificaçao inicial de nivel superior no mega cluster
Turismo. Nos dezasseis cursos de nivel v identificados, quinze inserem-se nas
formaçoes dirigidas as actividades deste mega cluster, abrangendo cerca de
novecentos formandos no periodo 2001-2006. As ofertas de nivel !v sao
praticamente inexistentes na Regiao, uma lacuna relevante na perspectiva de
uma (re)qualificaçao, ou seja, de ¨up grade" gradualista dos recursos humanos
das empresas e outras organizaçoes, designadamente das actividades da
especializaçao regional.
Reduzida expressao das modalidades de formaçao de natureza profissional e
tecnológica. No universo formativo da Regiao, encontramos apenas 25 cursos
do ensino profissional (cerca de 60¾ de nivel !!) e os restantes de nivel !!!
(dois em cada três no mega cluster Turismo); 1+ cursos tecnológicos (três em
cada quatro no mega cluster); e 11 cursos no 13º profisionalizante (10 dos
quais também no mega cluster Turismo).
Baixos indices de participaçao dos activos na formaçao. A qualificaçao dos
activos (cujo nivel de qualificaçao nao foi identificavel) abrange um volume
limitado de cursos, com frequência por 600 pessoas no periodo 2001-2006
(duas em cada três activos empregados no Turismo). O grosso da formaçao
dos activos tem sido concentrado nas acçoes de aperfeiçoamento profissional,
sem nivel de qualificaçao conhecido e com uma elevada diversidade de areas
(as acçoes dirigidas ao mega cluster Turismo representam um conjunto das
acçoes totais, enquanto o volume de formandos atingiu os 1/¾).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



99
Diversidade de areas de formaçao na oferta de cursos, dirigida ao mega
¨cluster" Turismo. Para além do predominio dos cursos em areas nucleares do
cluster (nos diversos niveis de qualificaçao, os cursos com a designaçao
Turismo sao sempre maioritarios), acresce a formaçao em linguas estrangeiras
e destacam-se formaçoes a montante no dominio da imobiliaria turistica
(arquitectura, construçao, engenharia civil, etc.) e das actividades
complementares (transportes, serviços pessoais, ambiente, artes/animaçao
cultural e desporto).
Elevada concentraçao da formaçao na modalidade de aperfeiçoamento
profissional. Esta constataçao releva da forte presença de activos empregados
com frequência de acçoes de natureza/duraçao adequadas a gestao de tempo
de trabalho e do periodo pós-laboral. Predominam os cursos de turismo,
seguidos pelas actividades comerciais e pelas linguas estrangeiras e os
transportes. Os serviços as empresas, intensivos em conhecimento têm uma
frequência praticamente nula, remetendo para um défice em areas de
competência mais exigentes e contributivas para a renovaçao dos factores de
competitividade.
Reduzida oferta formativa dirigida as actividades primarias. Regista-se a
presença de apenas dois cursos de aperfeiçoamento profissional no Agro-
-alimentar. A Regiao tem varias empresas de média dimensao na alimentaçao e
bebidas com potencial de procura latente, funçao de necessidades de
qualificaçao/reciclagem dos activos empregados e existe uma bolsa de
desempregados da agricultura, cuja primeira linha de reconversao profissional
podera residir justamente nas profissoes/actividades do agro-alimentar, aqui
sem resposta formativa consistente, aos diversos niveis.
Centramento da oferta para as profissoes/actividades da fileira das NT!C na
informatica. Registem-se apenas cursos genéricos de informatica, entre os
niveis !! e v, sobretudo, nas areas da qualificaçao inicial de nivel !! !!!
(incluindo CET e Aprendizagem).
Trata-se de um dominio em que o aperfeiçoamento/requalificaçao profissional
devera assumir importancia, nomeadamente no ambito da implementaçao da
reforma da Administraçao Publica Regional e Local.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



100
Diversidade de areas de formaçao no segmento ¨Outras areas". As areas dos
cursos apresentam um elevado nivel de generalidade (Engenharia e Técnicas
Afins, Formaçao de Professores/Formadores, .) reflectindo uma reduzida
presença de areas sectoriais mais especificas, num contexto (actual, emergente
e futuro) em que a formaçao técnica especializada constitui uma area de
necessidade objectiva a concretizar sob a forma de propostas formativas menos
genericamente formatadas.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



101

Ouadro III.5. Nº de Cursos, por níveis de qualificação, segundo as modalidades de formação
Modalidades de Formação
Sectores
Nivel
Oualificaçao
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
Curriculos
Alternativos
13º
Ano
Ensino
Tecno-
lógico
CET
Aperfei-
çoamento
Profissional
Oualificaçao
de Activos
Apren-
dizagem
Educaçao e
Formaçao de
Adultos
! 1
!! 1 +8 9 5 1 1
!!! / 23 3 10 11 1
!v 1 3
v 15 1
Nega Cluster
Turismo
Oferta de Nivel
desconhecido
1/6 11
Agro-
Alimentar
Oferta de Nivel
desconhecido
2
!
!! 5 +
!!! 3 6 1 1 1
!v 2
v 1
Telecomuni-
caçoes / T!C
Oferta de Nivel
desconhecido
166
! 2
!! 8 16 3
(b)
2 10 2
!!! 1 3 1 3 1
!v
v 1 2
Outras Areas
Oferta de Nivel
desconhecido
29 1 526 9
(a) Abrange Bacharelato, Licenciatura, Nestrado, Doutoramento, Complementos de Preparatório e Especializaçao Pós-Licenciatura. (b) Bolsa !ndividual de Formaçao.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



102

Ouadro III.6. Nº de alunos, por níveis de qualificação, segundo as modalidades de formação
Modalidades de Formação
Sectores
Nível
Oualificação
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
Curriculos
Alternativos
13º
Ano
Ensino
Tecno-
lógico
CET
Aperfei-
çoamento
Profissional
Oualificaçao
de Activos
Apren-
dizagem
Educaçao e
Formaçao de
Adultos
!
1!
!!
1! 1.!.0 !09 110 1o 1·
!!!
1+! ¯9· !· !0¯ ·
!v
10 ·¯
v
901 9
Nega Cluster
Turismo
Oferta de Nivel
desconhecido
o.+o+ !¯0
Agro-
Alimentar
Oferta de Nivel
desconhecido
.+
!

!!
10+ 9o
!!!
11¯ 9+ !! 1·
!v
+0
v
!1!
Telecomuni-
caçoes / T!C
Oferta de Nivel
desconhecido
..+o! ¹ 1!
!
+!
!!
1·1 !++ 1!1 ¹ 1
:|
!o 1¯! !1
!!!
!+ !o · 1·
!v

v
1+ !.00. !!
Outras Areas
Oferta de Nivel
desconhecido
1! !..··. ¹ 1· !1.
(a) Abrange Bacharelato, Licenciatura, Nestrado, Doutoramento, Complementos de Preparatório e Especializaçao Pós-Licenciatura. (b) Bolsa !ndividual de Formaçao.


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



103
Ouadro III.7. Nº de alunos e de cursos no Mega Cluster do Turismo e respectivas modalidades de formação
Modalidades de Formação
Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
Curriculos
Alternativos
13º
Ano
CET Aprendizagem
Artes (!) 1 12 12
Artes (!!) 5 61 13 36 12
Ciências Empresariais - Comércio (!!) 3 /8 60 18
Arq/Construçao
Const. Civil
Engª Civil (!!)
5 110 110
Turismo (!!) +8 1+91 11/8 29/ 16
Serviços Pessoais
Desporto (!!)
1 30 30
Serviços Pessoais -
Prog. nao classificados em outras areas de formaçao (!!)
2 3+ 3+
Transportes (!!) 1 12 12
Artes (!!!) / 109 63 22 2+
Ciências Empresariais - Comércio (!!!) 3 ++ 32 12
Arq/Construçao
Const. Civil
Engª Civil (!!!)
5 /6 2+ 52
Turismo (!!!) 2+ /69 650 28 91 8
Serviços Pessoais
Desporto (!!!)
1
Transportes (!!!) 3 51 +1 10
Ambiente (!!!) 5 102 2+ 38 +0
Turismo (!v) 3 8/ 8/
Transportes (!v) 1 10 10
Artes (v) 5 252 2+3 9
Humanidades - Linguas e Literaturas estrangeiras (v) + 2+8 2+8
Arq/Construçao
Const. Civil
Engª Civil (v)
1 55 55
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



104

Ouadro III.7. Nº de alunos e de cursos no Cluster do Turismo e respectivas modalidades de formação (cont.}

Modalidades de Formação
Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Oualificaçao !nicial
Superior (a)
Aperfeiçoamento
Profissional
Oualificaçao de
Activos
Turismo (v) + 196 196
Serviços Pessoais
Desporto (v)
1 168 168
Artes (oferta nivel desconhecido) / 1/0 1+9 21
Humanidades - Linguas e Literaturas estrangeiras
(oferta nivel desconhecido)
1/ 1061 1061
Arq/Construçao
Const. Civil
Engª Civil (oferta nivel desconhecido)
22 531 531
Ciências da vida (oferta nivel desconhecido) 1 150 150
Ciências Empresariais
Comércio (oferta nivel desconhecido)
25 182/ 182/
Turismo (oferta nivel desconhecido) 6+ 2682 2536 1+6
Serviços de Transporte (oferta nivel desconhecido) 8 +13 210 203

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



105

Ouadro III.S. Nº de alunos e de cursos no Agro-Alimentar e respectivas modalidades de formação

Modalidade de
Formação Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Aperfeiçoamento Profissional
Agricultura, Silvicultura e Pescas - Agricultura Biológica 2 5+ 5+


Ouadro III.9. Nº de alunos e de cursos nas Telecomunicações]TIC e respectivas modalidades de formação
Modalidades de Formação
Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
CET
Aperfeiçoamento
Profissional
Aprendizagem
Requalificaçao
Profissional
!nformatica (!!) 9 200 10+ 96

!nformatica (!!!) 1+ 251 11/ 9+ 22 18

!nformatica (!v) 2 +0 +0

!nformatica (v) 1 313 313

!nformatica (oferta nivel desconhecido) 166 5+/5 5+63 12

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



106

Ouadro III.10. Nº de alunos e de cursos em Outras Àreas e respectivas modalidades de formação
Modalidades de Formação
Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
Curriculos
Alternativos
Aprendizagem
Educaçao e
Formaçao de
Adultos
Engenharia e Técnicas Afins (!) 1 1+ 1+
Serviços Pessoais (!)
2 28 28
Desenvolvimento Pessoal (!!)
1 1 1
(b)

!nformaçao e Jornalismo (!!)
1 10 10
Ciências Empresariais (!!)
11 221 10+ 6+ 53
Engenharia e Técnicas Afins (!!)
1/ 259 1+ 150 26 69
!ndustrias Transformadoras (!!)
1 16 16
Agricultura (!!)
3 31 19
Saude (!!)
1 50 50
Serviços Sociais
+ /6 ++ 20
Serviços Pessoais
3 103 32 15
Serviços de Segurança (!!)
1 19 19
Ciências Empresariais (!!!)
1
Engenharia e Técnicas Afins (!!!)
5 62 2+ 12
Agricultura (!!!)
1 12 12 12
Serviços de Segurança (!!!)
1 12 12 50
Desenvolvimento Pessoal (v)
1 12 12
Formaçao de Professores/Formadores e Ciências da Educaçao (v)
11 519 519
!nformaçao e Jornalismo (v)
1 30 30
Ciências Sociais e do Comportamento (v)
1 181 181
Ciências Empresariais (v)
+ +53 1+ +39
Ciências da vida (v)
3 128 128
(continua)
(a) Abrange Bacharelato, Licenciatura, Nestrado, Doutoramento, Complementos de Preparatório e Especializaçao Pós-Licenciatura. (b) Bolsa !ndividual de Formaçao.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



107

Ouadro III.10. Nº de alunos e de cursos em Outras Àreas e respectivas modalidades de formação (cont.}
Modalidades de Formação
Sectores -
Àreas de Curso

Cursos

Alunos
Inscritos
Ensino
Profissional
Oualificaçao
!nicial
Oualificaçao
!nicial
Superior (a)
Formaçao de
Adultos
Desempregados
Aperfeiçoamento
Profissional
Oualificaçao
de Activos
Requalificaçao
Profissional
Ciências Fisicas (v)
1 +/ +/
Natematica e Estatistica (v)
1 60 60
Engenharia e Técnicas Afins (v)
2 150 150
Saude (v)
9 +81 +81
Desenvolvimento Pessoal (oferta nivel desconhecido)
81 56/2 12 5622 20 18
Formaçao de Professores/Formadores e Ciências da
Educaçao (oferta nivel desconhecido)
+ 211 211

Ciências Sociais e do Comportamento (oferta nivel
desconhecido)
12 331 331

!nformaçao e Jornalismo (oferta nivel desconhecido)
2 +9 38 11
Ciências Empresariais (oferta nivel desconhecido)
9+ 5932 5928 +
Direito (oferta nivel desconhecido) 38 1916 1916

Ciências Fisicas (oferta nivel desconhecido) 1 15 15
Natematica e Estatistica (oferta nivel desconhecido) 3 55 55
Engenharia e Técnicas Afins (oferta nivel desconhecido) 12 30+ 30+
Agricultura (oferta nivel desconhecido) / 31/ 31/
Saude (oferta nivel desconhecido) 92 558/ 558/
Serviços Sociais (oferta nivel desconhecido)609 15 +18 +18
Serviços Pessoais (oferta nivel desconhecido) 8 609 609
Serviços de Segurança (oferta nivel desconhecido) 32 1682 1530 152
!nformatica (oferta nivel desconhecido) 35 30/9 30/9

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



108
2. CENÀRIOS DE EVOLUÇÀO DO CAPITAL HUMANO
2.1. O Capital Humano nas Economias baseadas no Conhecimento
A importancia do capital humano, para o reforço da competitividade, da produtividade
e da coesao social na Regiao, foi ja referida em capitulos anteriores do Relatório.
No Capitulo 1 é analisada a evoluçao recente da Economia, do Emprego e da Educaçao
e Formaçao, analise suportada em indicadores considerados relevantes e que
permitem comparar o desempenho da Regiao com a evoluçao registada noutras
regioes insulares da Uniao Europeia. Por outro lado, noutras partes do estudo sao
objecto de reflexao e analise prospectiva, os perfis profissionais e o novo modelo de
qualificaçoes e competências necessario para o desenvolvimento de novos focos
sectoriais de competitividade na economia regional.
O reforço e a valorizaçao do capital humano estao nas primeiras paginas da agenda de
Politicas de Desenvolvimento sendo, no entanto, consensual que o desenvolvimento da
base de conhecimento necessaria para o futuro das economias intensivas em
conhecimento tera que ser promovido:
Num quadro de complementaridade do capital humano com outras dimensoes
do capital conhecimento nas empresas
12
e no plano do respeito por valores de
cidadania e seu exercicio ao nivel das praticas sociais (Capital social)
13

No dominio da Educaçao e da Formaçao, onde as politicas e os investimento
têm ser avaliados compaginando critérios de equidade, com critérios de eficacia
e de sustentabilidade.
1+


12
Citando José Naria Pedro www.KnowKapital.com, no plano das empresas, ¨O Capital Conhecimento, inclui os
activos intangiveis que podem ser postos em acçao para criar riqueza. Pode ser dividido em três categorias
principais: potencial ou humano, vestigios ou estrutural e ambiente ou de mercado. O capital conhecimento potencial
inclui os activos humanos e as suas manifestaçoes na forma de propriedade intelectual como patentes, copyrights,
design, segredos comerciais; O capital conhecimento na forma de vestigios compreende aquilo que os humanos
organizaram, estabeleceram e fixaram na empresa, como a estrutura, modo de funcionamento, processos de
desenvolvimento do conhecimento e de relacionamento com os mercados de fornecedores e de clientes; O capital
conhecimento na forma de ambiente refere-se aos mercados com os quais esta relacionado e as parcerias que a
empresa estabeleceu para funcionar".
13
Capital social, expresso nos plano dos valores e das praticas sociais na ¨confiança mutua, na coesao social, nas
normas sociais, na consciência civica e outras relaçoes entre os individuos e o bem estar das sociedades¨.
1+
ver a este propósito ¨Eficiência e equidade nos sistemas de educaçao e formaçao", Comunicaçao da Comissao ao
Conselho ao Parlamento Europeu Bruxelas 8.9.2006 CON(2006) +81 final.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



109
A equidade, entendida com o sentido de igualdade de oportunidades no acesso e no
sucesso educativo, a eficiência e a eficacia expressas no plano interno do sector, na
qualidade das aprendizagens, na eficiência (ou eficacia !nterna) na gestao dos
recursos, e no plano externo, expressa pelos resultados (outcomes) e impactes com
incidência muldimensional e de longo prazo, nomeadamente na capacidade de criar
capital humano e reforçar a competitividade e a produtividade.
A complexidade dos processos de avaliaçao nos interfaces entre a educaçao, a
economia e o emprego tem vindo a revelar-se maior no que se refere a observancia, a
partir do plano externo ao sector, dos critérios da eficacia dada a natureza dos
impactos e a diversidade de actores (stakeholders) envolvidos. Nos planos
técnico/metodológico, sao significativas as insuficiências e as dificuldades de
esclarecimento conceptual e de métrica, nomeadamente quanto a mediçao dos
resultados e dos impactes e externalidades de mais longo prazo que derivem da
criaçao de capital humano e do conhecimento.
O reconhecimento da importancia determinante da educaçao e da formaçao para o
reforço e valorizaçao do capital humano, cujo enquadramento se ilustra na Figura !!!.1
é ainda evidenciado pela proliferaçao de estudos, quase sempre de base empirica,
sobre o impacto dos investimentos na educaçao e formaçao no comportamento das
variaveis-chave do crescimento, produtividade, emprego e inovaçao e desenvolvimento
tecnológico e na problematica mediçao dos stock de capital humano e de
conhecimento.
15



15
Em Portugal sao de referir a investigaçao e os estudos que nestas areas vêem sendo desenvolvidos, entre outros por
Aurora Castro Teixeira, Alvaro Pina e Niguel St Aubyn .

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



110
Figura III.1.



Nestas analises de base empirica/econométrica sobre a contribuiçao do capital humano
para o crescimento da produtividade e do emprego, desenvolvidas quer nos planos
nacional e em contexto de comparaçoes internacionais, a medida do stock de capital
humano tem vindo, por norma, a ser associada a um indicador-tipo - ¨numero médio
de anos de escolaridade" (adicionado em alguns ensaios do ¨horas de formaçao
profissional da populaçao") - o que reforça a importancia da articulaçao entre os
modelos de previsao e simulaçao de fluxos escolares (criaçao do capital humano
potencial) e os modelos de projecçao das estruturas da populaçao, total, activa ou
empregada.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



111
2.2. O Capital Humano no âmbito do presente Estudo
Na sequência lógica do estudo, interessa agora complementar a reflexao prospectiva
desenvolvida sobre ¨os novos focos de competitividade, as qualificaçoes e as
competências para o futuro da Regiao" com um exercicio de simulaçao de matriz
previsional (forecasting) sobre a evoluçao futura do capital humano da Regiao.
Concretizando, tratar-se-ia de alargar o estudo prospectivo dos perfis profissionais
agora desenvolvido, a cenarizaçao das estruturas sectoriais e de qualificaçao e a sua
avaliaçao através de um exercicio de simulaçao previsional (forecasting). No entanto, o
exercicio de simulaçao/previsao realizado nesta fase e cujos resultados e notas de
esclarecimento metodológico se apresentam ao longo do capitulo, devera ser
considerado como um primeiro contributo para o referido objectivo, ja que consiste em
projectar para o futuro, num horizonte temporal alargado (2025), a actual estrutura de
qualificaçoes da Regiao. A analise prospectiva apresentada, pelo contrario, confronta
os cenarios de projecçoes apresentados, com as alternativas de futuro possiveis com o
objectivo contribuir para a ¨construçao do futuro mais desejavel" para a Regiao.
Trata-se de um exercicio em que se simula a evoluçao do potencial de oferta de
qualificaçoes (capital humano) pelo Sistema de Educaçao e Formaçao (modalidades
regulares e sistémicas), assumindo como base as actuais estruturas de educaçao e
formaçao escolares e disponibilizando nesse quadro as previsoes de evoluçao dos
fluxos de escolaridade, basica, secundaria e superior da populaçao ventilados segundo
os correspondentes niveis !SCED (Baixas qualificaçoes |0-2|, Oualificaçoes médias |3-
+| e Altas qualificaçoes |5-6|). A simulaçao da estrutura de qualificaçoes do que
designaremos por populaçao activa potencial (populaçao residente com 15 e mais
anos) é o stock de qualificaçoes potencial disponivel e que podera posteriormente ser
balanceado com a procura determinada pela evoluçao das variaveis centrais do
crescimento económico (P!B, produtividade e emprego) e da evoluçao das estrutura
produtiva e de emprego.
Com as previsoes de fluxos de saida do sistema escolar procede-se a actualizaçao dos
stocks de qualificaçao da populaçao residente (capital humano potencial) por grupos
quinquenais até a idade de +5 anos segundo os três niveis agregados do !SCED, atras
referidos.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



112
Na Figura !!!.2. apresenta-se um resumo esquematico do percurso metodológico do
exercicio, no qual se evidenciam as três grandes dimensoes de analise (demografia,
demografia escolar e capital humano) entrecruzadas com as etapas do seu
desenvolvimento (construçao da base de partida, caracterizaçao e calibraçao,
simulaçao e corrida do Nodelo, aquisiçao e analise dos resultados) e anotadas com as
fontes de informaçao utilizadas.

Figura III.2.

Para os Blocos da Demografia escolar e do Capital Humano foi utilizado o Nodelo N3E
16
complementado com um novo algoritmo no que respeita ao Ensino Superior.
O modelo foi corrido para três de 2/ variantes, possiveis de definir numa situaçao
como a representada no quadro abaixo, em que se cruzam três critérios de analise e a
possibilidade de verificaçao de 3 posiçoes para cada um dos critérios (3x3x3). O
critério determinante da escolha das três variantes foi a da relevancia das hipóteses e
do grau de contraste das variantes ensaiadas.

16
A versao original do N3E - Nodelo de simulaçao Educaçao/Economia/Emprego foi desenvolvida para servir de
suporte a um estudo sobre as tendências quantitativas da evoluçao da procura e da oferta de mao-de-obra qualificada,
até 2015.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



113
Região Autónoma da Região da Madeira
Estudo Prospectivo dos Perfis Profissionais para Reforço da Competitiviade da Economia Regional
Projecções de Fluxos escolares e Estruturas de qualificação
Diagrama lógico das Variantes
A Envelhecimento (Cenário Baixo INE)
Projecções demográficas B Base (Cenário Base INE)
C Rejuvenescimento (Cenário Elevado INE)
I Estagnação (manutenção dos níveis correspondente ao ano de partida (base line)
Eficiência do Sistema II Remediação - Melhoria moderada
III Normativo Melhoria acentuada
d Resignação - Manutenção da situação actual
Moderação Reforço moderado das vias profissionalizantes (35% do total em 2015)
D Normativo - Equilíbrio nas vias do ensino secundário (50 % Geral; 50% Profissional em 2015)
C III D
B II d
C I Cenario de Estagnação
Diversificação
do Ensino
Cenário Normativo
Cenário Moderado
CENÁRIO BASE
VARIANTE 2
VARIANTE 3


A variante designada como Modelo Normativo (a adjectivaçao deste Cenario como
normativo significa tratar-se do cenario que, de entre os possiveis, o que melhor
reflecte as opçoes e as apostas de politica educativa) corresponde a uma trajectória de
evoluçao onde se cruzam:
O cenário elevado, um dos 3 cenarios projectado pelo !NE para o horizonte
2050, o mais positivo no que respeita ao rejuvenescimento da populaçao.
Uma hipótese de melhoria acentuada do rendimento escolar até ao horizonte
simulaçao (2025), com uma eliminaçao tendencial do abandono escolar e a
repetência.
O reforço via profissionalizante no Ensino Secundário (cursos originalmente
oferecidos pelas Escolas profissionais mas cuja criaçao também nas Escolas
Secundarias, em substituiçao dos cursos tecnológicos, é uma das apostas da
nova Reforma do Ensino Secundario). Neta: Atingir em 2015 um equilibrio no
acesso as duas vias geral e profissionalizante (50¾ d novos inscritos em cada
via).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



114
Para a variante designada como Cenário Moderado, simularam-se, cruzando:
O cenário base, projectado pelo !NE para o horizonte 2050
1/
.
Uma melhoria do rendimento escolar mais moderada do que a ensaiada
para o cenario normativo.
Um reforço efectivo da via profissionalizante no acesso ao ensino
secundário (35%}, mas inferior ao previsto para o cenario normativo.
O Cenário de Estagnação sendo um cenario possivel, é dos três o menos desejavel ja
que nele se admite o continuado envelhecimento da populaçao (cenario baixo das
projecçoes do !NE), a manutençao dos actuais baixos niveis de rendimento escolar e a
continuada sub-representaçao no acesso ao ensino secundario pela via profissional.
Trata-se de um cenario de contrastante habitualmente considerado nestes exercicios.
Nos graficos que se seguem apresentam os resultados obtidos das simulaçoes
elaboradas no que se refere as variaveis de fluxos de entrada (matriculados pela 1ª
vez no 1ºano) e de saida diplomados.

Gráfico III.1. Projecções da evolução do nº de admitidos no sistema educativo
Projecções da evolução do nº de Admitidos no Sistema Educativo
2723
2854
2940
2965
2410
2561
2668
2793
1770
1986
2228
2445
2989
4598
2921
2840
2750
2752
1500
2000
2500
3000
3500
4000
4500
5000
1
9
9
4
1
9
9
5
1
9
9
6
1
9
9
7
1
9
9
8
1
9
9
9
2
0
0
0
2
0
0
1
2
0
0
2
2
0
0
3
2
0
0
4
2
0
0
5
2
0
0
6
2
0
0
7
2
0
0
8
2
0
0
9
2
0
1
0
2
0
1
1
2
0
1
2
2
0
1
3
2
0
1
4
2
0
1
5
2
0
1
6
2
0
1
7
2
0
1
8
2
0
1
9
2
0
2
0
2
0
2
1
2
0
2
2
2
0
2
3
2
0
2
4
2
0
2
5
Anos lectivos
n
º

d
e

a
l
u
n
o
s
Cenário Normativo Cenário Moderado Cenário Estagnacao


1/
!NE - 2003 - Projecçoes da Populaçao Residente, Portugal e NUTS !!, 2000-2050.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



115
O numero anual dos ingressos é determinado, no essencial, pelo numero de
nascimentos 6 anos antes. Nas ultimas décadas, até ano de 2003, a evoluçao na
Regiao, como no conjunto do pais, foi de uma reduçao significativa do numero de
nascimentos, tendência que o !NE continua a projectar para as próximas duas décadas
embora a um menor ritmo, como é bem explicitado pelo menor declive das curvas
projectadas representadas no Grafico !!!.2. Para a Regiao é, no entanto, de assinalar
uma inversao nesta tendência a partir do ano 2003, o que a consolidar-se nos
próximos anos podera significar o inicio do rejuvenescimento da populaçao da Regiao e
consequente necessidade de corrigir, para cima, as projecçoes do !NE de 2003.

Gráfico III.2. Cenários de evolução dos diplomados pelos
Ensinos Básico e Secundário
Cenários de evolução dos Diplomados pelos Ensinos Básico e Secundário
2737
3879
2755
2927
2130
2178
3954
2660
1754
1977
2858
2690
2293
2925
2537
1440
1789
2027
2178
1620
1470
1548
1856
1034
729
2704
2147
1396
1102
891
0
500
1000
1500
2000
2500
3000
3500
4000
4500
1
9
9
4
1
9
9
5
1
9
9
6
1
9
9
7
1
9
9
8
1
9
9
9
2
0
0
0
2
0
0
1
2
0
0
2
2
0
0
3
2
0
0
4
2
0
0
5
2
0
0
6
2
0
0
7
2
0
0
8
2
0
0
9
2
0
1
0
2
0
1
1
2
0
1
2
2
0
1
3
2
0
1
4
2
0
1
5
2
0
1
6
2
0
1
7
2
0
1
8
2
0
1
9
2
0
2
0
2
0
2
1
2
0
2
2
2
0
2
3
2
0
2
4
2
0
2
5
Anos lectivos
n
º

d
e

d
i
p
l
o
m
a
d
o
s
Ensino Básico-Cenário Normativo Ensino Básico Cnário Moderado Ensino Básico - Cenário Estagnacao
Ensino Secundário Cenário Normativo Ensino Secundário - Cenário Moderado Ensino Secundário - Cenário de Estagnação

A evoluçao das saidas do sistema educativo é explicada pelo efeito conjugado de dois
tipos de factores: a evoluçao das admissoes ou ingressos no sistema representados, no
grafico anterior, e o baixo rendimento do sistema expresso pelos parametros (taxas de
repetência, progressao, abandono, transiçao e aprovaçao).
A evoluçao menos regular patenteada nos graficos, nomeadamente para alguns dos
anos recentes (base retrospectiva do modelo) podera resultar de enviezamentos
estatisticos associados aos valores dos parametros do modelo e a nao total
correspondência entre as taxas e os valores correspondentes expressos em numero de
alunos.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



116
Uma outra explicaçao tem a ver que, para alguns dos parametros (taxas de repetência,
em particular), a publicaçao ¨As Séries Cronológicas da Educaçao: 30 anos de
Estatisticas", do G!ASE, nao cobre a totalidade dos dados necessarios, nomeadamente
no que se refere as Regioes Autónomas ou os conceitos adoptados para alguns dos
parametros do modelo nao sao, para algumas situaçoes, os mais adequados para
modelos de fluxos de reconstituiçao de cohortes, como é o caso N3E.
Os baixos niveis de rendimento escolar expressos pelos indicadores registados para a
Regiao nas Séries Cronológicas, com ainda prevalência de elevadas taxas de abandono
e de repetência particularmente nos primeiros anos dos ciclos e de transiçao entre ao
ano final de ciclo e o inicio do seguinte sao um dos problemas criticos cuja superaçao
tera que ser conseguido a muito curto prazo na Regiao, sem o que estara
comprometido o reforço e a valorizaçao, a partir da base, do stock potencial de capital
humano na Regiao.

2.3. Simulação e previsão da evolução dos fluxos de escolaridade nos
Ensinos Básico e Secundário (Cenário Normativo}
Como complemento da analise anterior neste ponto sao analisados para o CENAR!O
NORNAT!vO os fluxos de saida do sistema para os diferentes niveis e ciclos e a
evoluçao da distribuiçao por anos de escolaridade
Esta informaçao sera actualizada posteriormente para actualizaçao dos stocks de
qualificaçoes (capital humano potencial) no que se refere aos qualificados !SCED nivel
3.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



117

Gráfico III.3. Evolução das Admissões e das conclusões,
por nível e via de ensinos
CENÀRIO NORMATIVO
Evolução das Admissões e das Conclusões por Nível e Via de Ensinos
Admitidos no Sistema
Conclusões
Ensino Básico
Conclusões
Via geral
Conclusões
via Cursos Tecnológicos
Conclusões via Ensino
Profissional
Conclusões
Ensino Secundário
0
1 000
2 000
3 000
4 000
5 000
1
9
9
4
/
9
5
1
9
9
5
/
9
6
1
9
9
6
/
9
7
1
9
9
7
/
9
8
1
9
9
8
/
9
9
1
9
9
9
/
0
0
2
0
0
0
/
0
1
2
0
0
1
/
0
2
2
0
0
2
/
0
3
2
0
0
3
/
0
4
2
0
0
4
/
0
5
2
0
0
5
/
0
6
2
0
0
6
/
0
7
2
0
0
7
/
0
8
2
0
0
8
/
0
9
2
0
0
9
/
1
0
2
0
1
0
/
1
1
2
0
1
1
/
1
2
2
0
1
2
/
1
0
2
0
1
0
/
1
4
2
0
1
4
/
1
5
2
0
1
5
/
1
6
2
0
1
6
/
1
7
2
0
1
7
/
1
7
2
0
1
8
/
1
9
2
0
1
9
/
2
0
2
0
2
0
/
2
1
2
0
2
1
/
2
2
2
0
2
2
/
2
3
2
0
2
3
/
2
4
2
0
2
4
/
2
5
2
0
2
5
/
2
6
Anos
N
º

d
e

a
l
u
n
o
s
Admitidos
Conclusões EB 3
Conclusões ESG
Conclusões EST
Conclusões ESP
Conclusões ES Total


No Grafico !!!.3. é representada a evoluçao projectada dos admitidos pela primeira vez
e das saidas previstas no final de cada um dos niveis de ensino, Basico e Secundario e
vias do Ensino Secundario (geral, tecnológica e profissional). No Grafico !!!.+. é
apresentada a evoluçao das frequências totais (alunos matriculados) por niveis e
ramos de ensino.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



118
Gráfico III.4. Evolução dos alunos matriculados, por níveis e vias de ensino
CENÁRIO NORMATIVO
Evolução dos Alunos matriculados por níveis e vias de Ensino
ES Total
EB1
EB2
EB3
ESG
EST
EB Total
ESP
0
5 000
10 000
15 000
20 000
25 000
30 000
35 000
40 000
45 000
1
9
9
4
1
9
9
5
1
9
9
6
1
9
9
7
1
9
9
8
1
9
9
9
2
0
0
0
2
0
0
1
2
0
0
2
2
0
0
3
2
0
0
4
2
0
0
5
2
0
0
6
2
0
0
7
2
0
0
8
2
0
0
9
2
0
1
0
2
0
1
1
2
0
1
2
2
0
1
3
2
0
1
4
2
0
1
5
2
0
1
6
2
0
1
7
2
0
1
8
2
0
1
9
2
0
2
0
2
0
2
1
2
0
2
2
2
0
2
3
2
0
2
4
2
0
2
5
Anos
n
º

d
e

a
l
u
n
o
s
ES
EB1
EB2
EB3
ESG
EST
EB Total
ESP

Decorrem da leitura, como conclusoes mais relevantes, as seguintes:
A continuada redução dos ingressos (admitidos pela 1ª vez no 1º ano do Ensino
Básico} no Sistema de Ensino. Esta queda nas admissoes no sistema é explicada
por factores demograficos associados a reduçao dos indices de fertilidade e da
consequente queda natalidade.
Para qualquer dos cenarios foi considerado que o numero de ingressos anuais no
sistema coincidiria com o das crianças que completam 6 anos de idade no ano em
que ingressam no sistema. A hipótese de universalidade no acesso à educação
com a idade de 6 anos conjugada com a de taxas de 100% na transição entre o
1º ano de escolaridade, registada nas Séries Cronológicas, nao é, no entanto,
compativel com o numero de efectivos escolares que para estes anos de
escolaridade sao indicados na mesma publicaçao e noutras. Sera importante
aprofundar o conhecimento da realidade no que refere ao acesso a escola e aos
primeiros anos de escolaridade e, em especial, o impacte que podera ter os
ingressos dos alunos com origem em comunidades imigrantes.
A retoma do crescimento do número dos diplomados no final do 3º ciclo do
Ensino Básico e no conjunto das vias do ensino secundário que se prevê que
venha a ocorrer desde o último ano lectivo e que deverá estender-se até meados
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



119
da próxima década. Esta evoluçao podera ser explicada pelas melhorias registadas
no rendimento ou na eficiência interna do sistema com a introduçao de novos
perfis de oferta (nomeadamente CEDES) e melhoria das aprendizagens e
dispositivos de acompanhamento/ encaminhamento dos alunos. O anuncio recente
pelos responsaveis da Educaçao na Regiao do reforço dos cursos de Educaçao e
Formaçao vêem consolidar a hipótese subjacente as previsoes, no que refere a
uma evoluçao positiva nas taxas de repetência e sobretudo de abandono.
O crescimento dos diplomados com cursos de formação profissional, de nível 3
que progressivamente irao substituir nas escolas as actuais ofertas de cursos
tecnológicas. A evoluçao desenhada de uma aproximaçao das linhas que
representam e evoluçao dos cursos gerais e dos cursos profissionais (evoluindo
para uma situaçao de apenas duas vias com idêntico na peso (50¾) na oferta
formativa a este nivel nao decorre de qualquer tendência do passado próximo mas
antes de a afirmaçao de uma opçao de politica.
A necessidade de melhorar a recolha e o tratamento de dados estatistico sobre os
alunos que frequentam os Cursos de Educaçao Formaçao (CEF) e outros cursos de
natureza menos regular e/ou sistémica e de educaçao especial, sobre os quais a
informaçao é ainda escassa e a necessidade de observaçao e estudo é crescente.

2.4. Simulação e previsão da evolução do stock de capital humano
As estruturas de qualificaçao da populaçao residente (utilizadas como fonte para a
definiçao de indicadores de medida do capital humano) foram projectadas por
quinquénio, até (2025), utilizando para tal uma abordagem metodológica de
inventariaçao permanente das qualificaçoes. Esta consiste em, no final de cada
quinquénio, adicionar ao stock de capital humano inicial o numero de individuos que ao
longo do quinquénio se registou como tendo saido ou se prevê venham sair do sistema
educativo habilitados com o nivel educativo !SCED correspondente. Aplicando a este
capital humano potencial as taxas de actividade e de emprego correspondentes ao
grupo etario e ao nivel !SCED, é possivel converte-se o capital humano potencial em
capital humano activo e empregado.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



120
A elaboraçao de previsoes de resultados sobre o desempenho e as saidas (outras) dos
sistema de Educaçao e da Formaçao, e a sua utilizaçao para actualizaçao permanente
dos stocks da populaçao, adquire hoje uma importancia acrescida com o
reconhecimento deste sistema como fonte essencial de criaçao de capital humano e a
necessidade de novos indicadores de mediçao.
Como se reconhecia no estudo seminal publicado em 2000 ja antes referido, trata-se
de duas analises complementares:
Uma analise da evoluçao dos fluxos das frequências e resultados da
escolarizaçao e formaçao inicial da populaçao jovem, projectada enquanto
tendência no horizonte temporal do estudo.
Uma analise da evoluçao pontuada do stock em capital humano, que se prevê
que o pais possa vir a dispor no mesmo horizonte temporal, avaliado pelos
niveis de qualificaçao e competências adquiridos pela populaçao adulta em
idade activa.
Em linguagem contabilistica diriamos que se trata de integrar uma analise de fluxos de
investimentos na educaçao com uma analise de stock de activos em capital humano.
Em termos económicos, trata-se de criar condiçoes para uma avaliaçao dos
investimentos na educaçao, através dos seus efeitos no reforço e valorizaçao do capital
humano, e através do capital humano avaliar os seus efeitos na produtividade, no
crescimento e o emprego.
Nesmo no plano restrito da avaliaçao dos efeitos imediatos ou de curto prazo
18
dos
investimentos na educaçao, esta leitura reveste-se ainda de particular utilidade e
oportunidade no caso português, tendo em atençao os défices actuais em qualificaçoes
e competências da populaçao activa e a necessidade de avaliar o grau de suficiência e
relevancia temporal de estratégias de valorizaçao dos recursos humanos, como as que
em regra foram prosseguidas no passado em Portugal, estratégias centradas na
qualificaçao da piramide etaria quase que exclusivamente a partir da base, isto é
investimento na educaçao e formaçao inicial das camadas jovens.


18
Os efeitos dos investimentos na educaçao e formaçao na produtividade, no crescimento e no emprego e bem assim
as suas externalidades em termos do que atras designamos por capital social só se fazem sentir a mais longo prazo,
pelo na terminologia da avaliaçao a designaçao genérica de efeitos é neste caso substituida por impactos.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



121
A situaçao de partida apresentada no quadro abaixo (Ouadro !!!.11) e os resultados do
Estudo agora realizado confirmam para a Regiao Autónoma da Nadeira a actualidade
destas reflexoes no que respeita a insuficiência de uma estratégia de valorizaçao dos
recursos humanos centradas num qualificaçao da piramide etaria quase que
exclusivamente a partir da base, isto é, de um investimento na educaçao
excessivamente concentrado na formaçao inicial das camadas jovens.

Ouadro III.11
REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
Dez-01
>15 [15-19] [20-24] [25-29] [30-34] [35-39] [40-44] [> 45 ]
[0-2] 163 434 18 150 12 380 12 550 13 969 15 658 13 847 76 880
[3-4] 21 806 1 457 4 310 4 473 3 033 2 518 1 924 4 091
[5-6] 10 474 0 167 2 492 2 124 1 772 1 261 2 658
195 714 19 607 16 857 19 515 19 126 19 948 17 032 83 629
>15 [15-19] [20-24] [25-29] [30-34] [35-39] [40-44] [> 45 ]
[0-2] 83,5% 92,6% 73,4% 64,3% 73,0% 78,5% 81,3% 91,9%
[3-4] 11,1% 7,4% 25,6% 22,9% 15,9% 12,6% 11,3% 4,9%
[5-6] 5,4% 0,0% 1,0% 12,8% 11,1% 8,9% 7,4% 3,2%
100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0% 100,0%
(Resultados Definitivos)
População Residente segundo o grupo etário quinquenal
por níveis de qualificação ISCED
Fonte: INE, Recenseamento Geral da População e Habitação 2001
Grupos etários Níveis
ISCED
Níveis
ISCED
Grupos etários


!nsuficiência ja amplamente reconhecida e reclamada como fundamental para o
lançamento, com caracter de prioridade, da !niciativa Novas Oportunidades, e com a
elevaçao no decurso do corrente ano da fasquia niveladora da situaçao de baixo
qualificado do 9º para o 12º ano de escolaridade.
A premência da reduçao significativa das baixas qualificaçoes no seio da populaçao
madeirense assume também caracter prioritario e de opçao estratégica, nao apenas
por razoes de equidade e de reforço da coesao social, mas da sua importancia para o
reforço de uma sociedade empreendedora, agil e criativa que, a par de novas
qualificaçoes e competências e da valorizaçao do capital conhecimento das empresas e
das instituiçoes, sao hoje condiçoes essenciais para a renovaçao dos factores de
produtividade e de competitividade da Regiao.
Fonte: !NE, Recenseamento Geral da Populaçao e Habitaçao, 2001 (resultados definitivos)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



122
A dimensao e a complexidade do esforço necessario para o combate as baixas
qualificaçoes sao bem evidenciadas no quadro onde se apresentam dados e
indicadores caracterizadores da evoluçao nos ultimos / anos da estrutura de
qualificaçao da populaçao da Regiao (Ouadro !!!.12.).
Para o ano de 2001, os dados trabalhados tiveram como fonte directa os resultados
definitivos do Censos 2001. Para os restantes anos, trata-se de estimativas elaboradas
com base nas Estatisticas do Emprego e no Eurostat Regioes. A comparaçao dos dados
fornecidos em duplicado para o ano de 2001 (fonte !NE e Estimativas com as mesmas
fontes utilizadas para os restantes anos) permite uma aferiçao ainda que minima da
qualidade dos dados estimados)
19
.
A observaçao da distribuiçao da populaçao com 15 e mais anos por grupos etarios
segundo os anos e os niveis de qualificaçao !SCED leva a concluir o facto de nao se
terem registado alteraçoes significativas na estrutura de qualificaçoes ao longo dos
primeiros 6 anos do milénio, confirmando assim a caracteristica resiliência nos escaloes
etarios mais elevados da piramide, caracteristica ja atras avançada.


19
Por razoes de dimensao e margem de erro os dados publicados pelo !NE para a Regiao sao em regra apenas
ventilados para grupos etarios e niveis de qualificaçao mais agregados do que os trabalhados em regra no modelo.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



123
Milhares de pessoas
Total
15 e +
Total
[15-24]
[15-19] [20-24]
Total
25 e +
[25-29] [30-34] [35-39] [40-44] 45 E +
[0-2] 184,9 38,4 21,6 16,8 146,5 18,1 16,9 17,2 14,7 79,6
[3-4] 20,2 7,0 0,1 6,9 13,2 5,9 2,4 1,9 1,5 1,5
[5-6] 5,1 2,1 0,6 1,5 3,0 1,4 0,9 0,1 0,1 0,5
Total 210,2 47,5 22,3 25,2 162,7 25,4 20,2 19,2 16,3 81,6
INE - EE
[0-2] 167,6 27,9 15,7 12,2 139,7 14,3 15,6 17,2 14,4 78,5
Eurostat [3-4] 21,5 8,5 1,6 6,9 13,0 5,9 2,8 1,5 1,6 0,9
[5-6] 5,9 2,7 1,6 1,1 3,2 1,1 0,7 0,6 0,6 0,2
Total 195,0 39,1 18,9 20,2 155,9 21,3 19,1 19,3 16,6 79,6
[0-2] 163,4 30,5 18,2 12,4 132,9 12,6 14,0 15,7 13,5 76,9
Censo 2001 [3-4] 21,8 5,8 1,5 4,3 16,0 4,5 3,0 2,5 1,9 4,1
[5-6] 10,5 0,2 0,0 0,2 10,3 2,5 2,1 1,8 1,3 2,7
Total 195,7 36,5 19,6 16,9 159,3 19,5 19,1 19,9 16,7 83,6
INE - EE
[0-2] 167,7 28,7 16,2 12,5 139,0 13,4 15,4 17,0 14,5 78,7
Eurostat [3-4] 19,9 7,9 2,0 5,9 12,0 5,7 2,4 1,3 1,5 0,8
[5-6] 8,4 1,7 0,2 1,5 6,7 2,4 1,5 1,2 1,2 0,4
Total 196,0 38,3 18,4 19,9 157,7 21,5 19,3 19,5 17,2 80,2
INE - EE
[0-2] 161,6 26,9 15,5 11,4 134,7 13,1 12,6 15,6 13,9 79,5
Eurostat [3-4] 24,2 8,5 2,0 6,5 15,7 5,7 4,6 2,4 1,9 1,1
[5-6] 12,2 2,2 0,5 1,7 10,0 3,3 2,2 1,8 1,8 0,9
Total 198,0 37,6 18,0 19,6 160,4 22,1 19,4 19,8 17,6 81,5
INE - EE
[0-2] 159,7 26,8 15,2 11,6 132,9 12,8 12,2 15,4 13,6 78,9
Eurostat [3-4] 24,9 8,9 2,0 6,9 16,0 5,7 4,7 2,4 2,0 1,2
[5-6] 14,2 2,7 1,0 1,7 11,5 3,8 2,5 2,1 2,1 1,0
Total 198,8 38,4 18,2 20,2 160,4 22,3 19,4 19,9 17,7 81,1
INE - EE
[0-2] 160,3 25,0 13,8 11,2 135,3 11,4 13,2 15,2 15,5 80,1
Eurostat [3-4] 25,0 8,8 2,2 6,6 16,2 5,9 4,7 2,5 2,0 1,1
[5-6] 14,8 3,1 1,2 1,9 11,7 3,8 2,6 2,1 2,1 1,0
Total 200,1 36,9 17,2 19,7 163,2 21,1 20,5 19,8 19,6 82,2
INE - EE
[0-2] 161,2 25,0 13,4 11,6 136,2 10,3 14,1 14,0 16,0 81,8
Eurostat [3-4] 25,3 8,9 2,5 6,4 16,4 5,6 4,8 2,5 2,0 1,5
[5-6] 15,7 2,0 0,5 1,5 13,7 4,5 3,0 2,5 2,5 1,2
Total 202,2 35,9 16,4 19,5 166,3 20,4 21,9 19,0 20,5 84,5
Região Autónoma da Madeira
População Residente
Qualificação por Grupos etários segundo segundo os níveis ISCED
ANOS FONTE
ISCED
(Níveis)
Grupos etários
INE - EE )
2001
2002
2001
2003
2005
2006
2004
2000

Fontes: INE, Censos 2001; INE - Estatísticas de Emprego; Eurocrata - Regiões.

Este perfil de evoluçao é ainda mais evidente no quadro seguinte onde os dados se
apresentam tratados em termos de indicadores (taxas) e a série temporal foi alongada
no tempo até ao ano 2025, horizonte temporal do exercicio de simulaçao.
Os valores projectados para os anos-marco dos quinquénios 2010, 2015, 2020, 2025
corresponde a uma simulaçao que, no essencial, consistiu na actualizaçao da piramide
com os resultados da qualificaçao da populaçao através das modalidades de educaçao
escolar de natureza regular e sistémica. Necanismo atras caracterizado como ¨de
qualificaçao da piramide a partir (exclusivamente) da base".
No Ouadro !!!.13. sao representados os dados correspondentes a uma piramide etaria
da populaçao etaria com 15 e mais anos, populaçao com a qualificaçao equivalente no
minimo ao 12º ano escolaridade, correspondente aos niveis |3-+|, populaçao
medianamente qualificada, e |5-6|, altamente qualificada.

Ouadro III.12. qualificação por grupos etários, segundo os níveis de ISCED
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



124
Ouadro III.13.
POPULAÇÃORESIDENTECOM15 EMAISANOS- MÉDIAISCED[3-4] EALTAMENTEQUALIFICADA - ISCEDNíveis [5-6]
CENÁRIOBASE
nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ] nº %[Q+AQ]
2000/ 2001 700 3,1% 8416 33,4% 7300 28,7% 3300 16,4% 2000 10,4% 1600 9,8% 2000 2,5% 25316 12,0%
2001/ 2002 1457 7,4% 4477 26,6% 6965 35,7% 5157 27,0% 4290 21,5% 3185 19,1% 6749 8,1% 32280 16,5%
2002/ 2003 2200 12,0% 7400 37,2% 8100 37,7% 3867 20,0% 2523 12,9% 2686 15,6% 1241 1,5% 28017 14,3%
2003/ 2004 2500 13,9% 8200 41,8% 8985 40,7% 6785 35,0% 4218 21,3% 3739 21,2% 1976 2,4% 36403 18,4%
2004/ 2005 3000 16,5% 8600 42,6% 9477 42,5% 7201 37,1% 4538 22,8% 4050 22,9% 2207 2,7% 39073 19,7%
2005/ 2006 3400 19,8% 8500 43,1% 9741 46,2% 7304 35,6% 4604 23,3% 4110 21,0% 2124 2,6% 39784 19,9%
2006/ 2007 3000 18,3% 7900 40,5% 10100 49,5% 7800 35,6% 5000 26,3% 4500 22,0% 2700 3,2% 41000 20,3%
2010/ 2011 3247 21,5% 8568 50,6% 9065 45,1% 9747 48,5% 7304 36,9% 4604 24,1% 4110 4,3% 46646 22,5%
2015/ 2016 5151 36,3% 11017 74,2% 9255 53,5% 9071 45,0% 9747 48,7% 7304 37,1% 4604 4,4% 56150 26,6%
2020/ 2021 4235 30,6% 12899 92,3% 11882 77,9% 9264 53,3% 9071 45,2% 9747 49,0% 7304 6,5% 64402 30,2%
2025/ 2026 4087 31,1% 11071 81,2% 13636 94,8% 11889 77,5% 9264 53,5% 9071 45,4% 9747 8,1% 68765 32,1%
Anos
lectivos
[15- 19] [ 20- 24] [25- 29] Total >15 [ 30- 34] [ 35- 39] [40- 44] [ >45]


De acordo com os dados registados (a partir do ano 2006 sao o resultado do
cruzamento de um dos cenarios das projecçoes demograficas da populaçao residente
(!NE) e das projecçoes de fluxos escolares produzidas no ambito do estudo com o
modelo N3E), o nivel actual de qualificaçao da populaçao da Regiao sera da ordem de
20¾ no que respeita a populaçao total, significando este indicador que cada 10
residentes na Regiao apenas 2 têm um nivel de qualificaçao no minimo equivalente ao
ensino secundario (12º ano de escolaridade). Relativamente ao ano 2000, ano base do
estudo, registou-se um progresso de 8 pontos, a que corresponde uma taxa de
crescimento de 80¾, explicavel sobretudo pelo nivel excessivamente baixo (12¾)
registado no ano de partida.
Até 2015 prevê-se que o nivel de qualificaçao cresça para perto dos 28¾ vindo a
atingir em 2025, ano horizonte das projecçoes, 32¾, indicador que expressa um nivel
de qualificaçao muito baixo do necessario para garantir a viabilidade e a
sustentabilidade de novos factores de competitividade e de novos padroes de
especializaçao prospectivados para a Regiao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



125
O quadro evidencia ainda ser grande a assimetria na distribuiçao de qualificaçoes na
Regiao ocorrendo nos adultos activos mais jovens (grupos etarios |20-2+|, |25-29| e
|30-3+|) indices de qualificaçao, projectados para o ano 2025, da ordem dos 50¾ e
dos 80 a 90¾.
De qualquer das formas, o nivel de qualificaçao da populaçao em termos globais (ou
médios) é manifestamente insuficiente quando se trata de populaçao activa
profissionalmente qualificada ao nivel do ensino secundario e da especializaçao
tecnológica (!SCED |3-+|) e, por mais fortes razoes, ao nivel do ensino superior (!SCED
|5-6|.
No que respeita ao ensino secundario nao se teve acesso, para anos mais recentes,
aos dados estatisticos sobre a distribuiçao das frequências e das conclusoes de cursos
tecnológicos e profissionais que funcionam nas Escolas Secundarias e Profissionais da
Regiao. Ouanto ao ensino superior a analise deste tipo de dados sera feita mais
adiante no contexto da apreciaçao dos resultados do exercicio de projecçoes de
frequências e de diplomados.

2.5. Simulação e Previsão dos Fluxos no Ensino Superior
Como ja antes foi referido para efeito de simulaçao da evoluçao dos fluxos escolares
no ensino superior optou-se pela construçao de algoritmo especifico menos exigente
em termos de dados do que o N3E e mais amigavel (user friendly na sua utilizaçao).
Tal como é ilustrado pelo diagrama abaixo (Figura !!!.3.), o percurso metodológico
seguido no tratamento dos dados estatisticos sobre as qualificaçoes !SCED |5-6| foi
semelhante ao adoptado para os niveis anteriores, incluindo o intento de articulaçao na
analise entre as variaveis de fluxos da estatistica escolar e de stocks dos qualificaçoes.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



126
Figura III.3.

No Ouadros !!!.1+ e !!!.15 apresentam-se, respectivamente:
Uma série cronológica retrospectiva dos dados sobre as variaveis de fluxos do
ensino superior, acessiveis através da pagina do GPEAR! - Gabinete de
Planeamento, Estratégia, Avaliaçao e Relaçoes !nternacionais do NCTES -
Ninistério da Ciência, Tecnologia http://www.estatisticas.gpeari.mctes.pt
A estrutura do algoritmo e os resultados de uma primeira aplicaçao a Regiao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



127
Ouadro III.14.
Saídas Ensino
Secundário
(Procura
sistémica
potencial)
Vagas
(Oferta)
Inscritos 1ª
vez (Procura
efectivada)
Diplomados
(Outputs)
Oferta/
Procura
potencial
Iinscritos
1ª vez/
Vagas
Output/
Input pós
4 anos
Inscritos
/Insc 1ª vez
Taxa
aparente
de sobrevi-
vência (*)
2 3 4 6 7 8 9 10 11
1997/ 1998
2 510 515 496 428 96,3% 5,2
1998/ 1999
2 376 569 698 444 22,7% 122,7% 3,8
1999/ 2000
1 875 665 710 428 28,0% 106,8% 3,9
2000/ 2001
2 355 640 738 587 34,1% 115,3% 118,3% 3,9
2001/ 2002
2 147 535 782 625 22,7% 146,2% 89,5% 3,9 0,90
2002/ 2003
2 061 592 858 592 27,6% 144,9% 83,4% 3,6 0,83
2003/ 2004
1 404 550 769 635 26,7% 139,8% 86,0% 3,9 0,86
2004/ 2005
1 458 689 951 547 49,1% 138,0% 69,9% 3,4 0,70
2005/ 2006
1 396 727 869 612 49,9% 119,5% 71,3% 3,7 0,71
2006/ 2007
1 326 663 793 611 47,5% 119,6% 71,2% 3,6 0,79
2007/ 2008
1 253 682 816 546 51,4% 119,6% 71,1% 3,5 0,57
2008/ 2009
1 211 708 847 675 56,5% 119,7% 70,9% 3,5 0,78
2009/ 2010
1 236 773 926 615 63,9% 119,7% 70,8% 3,5 0,78
2010/ 2011
1 344 865 1036 560 70,0% 119,8% 70,7% 3,4 0,69
2011/ 2012
1 420 954 1143 575 71,0% 119,8% 70,5% 3,4 0,68
2012/ 2013
1 735 1022 1225 596 72,0% 119,9% 70,4% 3,4 0,64
2013/ 2014
2 026 1249 1498 651 72,0% 119,9% 70,3% 3,3 0,63
2014/ 2015
2 176 1500 1800 727 74,0% 120,0% 70,1% 3,3 0,64
2015/ 2016
2 118 1632 1958 800 75,0% 120,0% 70,0% 3,2 0,65
2016/ 2017
2 028 1599 1919 858 75,5% 120,0% 70,0% 3,2 0,57
2017/ 2018
1 986 1541 1850 1049 76,0% 120,0% 70,0% 3,2 0,58
2018/ 2019
1 907 1519 1823 1260 76,5% 120,0% 70,0% 3,1 0,64
2019/ 2020
1 793 1468 1762 1371 77,0% 120,0% 70,0% 3,1 0,71
2020/ 2021
1 742 1390 1668 1343 77,5% 120,0% 70,0% 3,0 0,73
2021/ 2022
1 728 1359 1630 1295 78,0% 120,0% 70,0% 3,0 0,71
2022/ 2023
1 674 1356 1628 1276 78,5% 120,0% 70,0% 3,0 0,72
2023/ 2024
1 645 1322 1587 1233 79,0% 120,0% 70,0% 2,9
2024/ 2025
1 651 1308 1569 1168 79,5% 120,0% 70,0% 2,9
2025/ 2026
1 686 1321 1585 1141 80,0% 120,0% 70,0% 2,9
(*) Conceito da OCDE aplicado para uma hipótese de cursos com uma duração em média de 3 anos
2571
2649
2756
2878
2 972
3 213
2 842
2 893
3030
3078
3012
3202
3247
3 555
3 879
4 111
4 969
5 899
6 345
6 144
4 654
4 543
5 851
5 696
5 437
5 084
4 528
Reconstituição das Cohortes dos alunos inscritos pela 1ª vez na Universidade da Madeira (1997/98 - 2005/06) /
Simulação de Cohortes até ao horizonte 2025/2026
5
Anos lectivos
Dados Retrospectivos nº de alunos
1
Ratios
Inscritos Totais
(Recursos)
4 907
4 837


A semelhança do que fez para as qualificaçoes médias !SCED |3-+| é também possivel
com os dados sobre o fluxo anual de diplomados do ensino superior estimar
anualmente (método da inventariaçao permanente) os stocks populacionais de altas
qualificaçoes
20
.

20
A comparaçao destes inventarios com os dados fornecidos pelo Censo ou pelos !nquéritos ao Emprego nos periodos
inter censitario podera ser utilizado como indicador no quadro de uma monitorizaçao do equilibrio entre a procura e
oferta de qualificaçoes, partilhada entre os departamentos responsaveis por estas funçoes nas areas da Educaçao e do
Nercado de Trabalho.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



128
A folha de calculo com o algoritmo e os resultados deste exercicio de balanceamento
entre os anos 2000 e 2005 é apresentada na matriz abaixo (Ouadro !!!.15.). A nao
ventilaçao dos dados por grupos etarios quinquenais resulta da nao disponibilidade de
informaçao sobre a distribuiçao por idades dos diplomados no ensino superior, nas
fontes consultadas.
Ouadro III.15
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 E MAIS ANOS -
ALTAMENTE QUALIFICADA - ISCED Níveis [5-6]
REGIÃO AUTÓNOMA DA MADEIRA
CENÁRIO BASE
1 2 3=[1+2]
2000 5 116 5 116 0
587
2001 10 474 5 703 4 771
625
2002 8 412 11 099 -2 687
592
2003 12 200 9 004 3 196
635
2004 14 200 12 835 1 365
547
2005 14 800 14 747 53
612
2006 15 412 15 412 0
611
2007 16 023 16 023 0
560
2008 16 583 16 583 0
800
2009 17 383 17 383 0
1 343
2010 18 726 18 726 0
2000/2001
2000/2001
2000/2001
2000/2001
2000/2001
2000/2001
2000/2001
2000/2001
Anos lectivos
2000/2001
2000/2001
Inven-
tário
permane
Censos e/ou
Inq. Emprego
(1)
gaps
Fluxos
diplo-
mados (2)



Os resultados obtidos na coluna +, saldo liquido entre as entradas e as saidas de
pessoas altamente qualificadas, indiciam que a procura de activos altamente
qualificados pela Regiao é superior (saldo positivo) ou inferior (saldo negativo) a sua
capacidade de oferta interna e/ou a existência de desajustes entre o perfil de
qualificaçao dos diplomados e as necessidades da Regiao em termos de perfis
profissionais.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



129
Numa primeira e provisória leitura do quadro podera afirmar-se que os resultados
registados na coluna + indiciam que ao longo do quinquénio 2000-2005 tera havido
uma evoluçao no sentido da correcçao dos desvios registados nos primeiros anos.
De referir ainda que em exercicios de simulaçao com esta natureza, em que se cruzam
variaveis interligadas de diferente natureza (fluxos e stocks), se admite a existência de
equilibrio na situaçao de partida (no caso 2000). Por razoes lógicas admite-se também
que os valores simulados correspondem a situaçao desejada de equilibrio.
A monitorizaçao de uma matriz como a anterior, a um nivel mais detalhado de
categorias ocupacionais do lado do trabalho e das correspondentes areas de formaçao
do lado da educaçao pressupoe o reforço da articulaçao entre as estruturas
responsaveis pela produçao de estatisticas da educaçao e do trabalho da Regiao, e
capacidades no plano da prospectiva.
Uma melhor adequaçao da estrutura de oferta de altas qualificaçoes por parte das
instituiçoes de ensino em funçao das novas qualificaçoes, competências e perfis
profissionais objecto deste Estudo, sao uma incerteza critica e simultaneamente uma
dificuldade cuja superaçao é decisiva para o futuro da economia e da sociedade da
Regiao.
Na pagina seguinte, apresenta-se uma matriz estruturada segundo os mesmos
principios atras explicitados (Ouadro !!!.16.), agora aplicada ao nivel das qualificaçoes
intermédias ou mais rigorosamente da populaçao qualificada no minimo com o 12º ano
de escolaridade A este nivel foi possivel ventilar por grupos de idade quinquenais. Os
valores registados correspondem aos stocks da populaçao da Regiao com 15 e mais
anos e as saidas ao nivel do ensino secundario.






ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



130

Quadro III.16.
REGIÂO AUTÒNOMA DA MADEIRA
POPULAÇÃO RESIDENTE COM 15 E MAIS ANOS - QUALIFICADA E ALTAMENTE QUALIFICADA - ISCED Níveis 3, 4 e 5 (1)
CENÁRIO BASE
Total
[15-19] [ 20-24 ] [25-29] [30-34] [35-39] [40-44] [> 45] [ > 15 ]
2000 / 2001 700 8 416 7 300 3 300 2 000 1 600 2 000 25 316
( I ) Regular ( I ) 6 910 ( I ) 882 ( I ) 9 ( I ) ( I ) ( I )
2001 / 2002 ( II ) CEF 1 457 ( II ) 4 477 ( II ) 6 965 ( II ) 5 157 ( II ) 4 290 ( II ) 3 185 ( II ) 6 749 32 280
( III ) Artístico ( III ) ( III ) ( III ) ( III ) ( III ) ( III )
2002 / 2003 ( IV ) Aprendiz. 2 200 ( IV ) 7 400 ( IV ) 8 100 ( IV ) 3 867 ( IV ) 2 523 ( IV ) 2 686 ( IV ) 1 241 28 017
( V ) CEF ( V ) ( V ) ( V ) ( V ) ( V ) ( V )
2003 / 2004 (VI ) CEFA 2 500 ( VI ) 8 200 ( VI ) 8 985 ( VI ) 6 785 ( VI ) 4 218 ( VI ) 3 739 ( VI ) 1 976 36 403
( VII ) ( VII ) ( VII ) ( VII ) ( VII ) ( VII )
2004 / 2005 3 000 ( VIII ) 8 600 ( VIII ) 9 477 ( VIII ) 7 201 ( VIII ) 4 538 ( VIII ) 4 050 ( VIII ) 2 207 39 073
Total 6 910 890 Total 882 443 Total 9 -5 Total 0 1304 Total 0 2110 Total 0 (5)
2005 / 2006 3 400 8 500 9 741 7 304 4 604 4 110 2 124 39 784
Total 5 168 0 Total 565 0 Total 6 0 Total 0 0 Total 0 0 Total 0 (5)
2010 / 2001 3 247 8 568 9 065 9 747 7 304 4 604 4 110 46 646
Total 7 770 0 Total 687 0 Total 6 0 Total 0 0 Total 0 0 Total 0 (5)
2015 / 2006 5 151 11 017 9 255 9 071 9 747 7 304 4 604 56 150
Total 7 748 0 Total 865 0 Total 9 0 Total 0 0 Total 0 0 Total 0 (5)
2020 / 2011 4 235 12 899 11 882 9 264 9 071 9 747 7 304 64 402
Total 6 836 0 Total 737 0 Total 7 0 Total 0 0 Total 0 0 Total 0 0 (5)
2025 / 2016 4 087 11 071 13 636 11 889 9 264 9 071 9 747 68 765
4,0% 10,0% 19,0% 17,0% 16,0% 14,0% 9,0% 100,0%
E
d
u
c
a
ç
ã
o

e
s
c
o
l
a
r

(
2
)
I
E
F
P

(
3
)
( VII ) RVCC
Anos lectivos
( VIII ) Recorrente e outras (4)
Total
Total
Total
Total
Estrutura de idades RVCC (6)
OFERTAS DE QUALIFICAÇÕES
Total dos fluxos
inter-
quinquénios
Total

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

131
Destes exercicios de projecçao podemos retirar as seguintes conclusoes, as primeiras
relativas aos pontos criticos do sistema educativo, as ultimas relativas a necessaria
capacitaçao do sistema na monitorizaçao e avaliaçao de resultados:
1. A manifesta insuficiência de uma estratégia de valorizaçao dos recursos
humanos centrada numa qualificaçao da piramide etaria quase que
exclusivamente a partir da base, isto é, de um investimento na educaçao
excessivamente concentrado na formaçao inicial das camadas jovens. Dai a
necessaria aposta na educaçao e formaçao de adultos e nos processos de
RvCC, por um lado, mas também a necessario melhoria da eficiência e do
sucesso da educaçao e formaçao de jovens. Os baixos niveis de rendimento
escolar, expressos pelos indicadores registados para a Regiao nas Séries
Cronológicas, com ainda prevalência de elevadas taxas de abandono e de
repetência, particularmente nos primeiros anos dos ciclos e de transiçao entre o
ano final de ciclo e o inicio do seguinte, sao um dos problemas criticos cuja
superaçao tera que ser conseguida a muito curto prazo, sem o que estara
seriamente comprometido o reforço, a partir da base, do stock potencial de
capital humano na Regiao. Neste esforço, esta também a necessidade de
aumentar o peso (ainda reduzido) das ofertas de dupla certificaçao ao nivel do
secundario enquanto alternativas realmente mais atractivas para os jovens.
2. No que respeita aos dispositivos e instrumentos de monitorizaçao e avaliaçao
sera decisivo reforçar a capacidade técnica e institucional nos dominios da
produçao estatistica nas areas da educaçao e do mercado de trabalho e ainda
reforçar as competências nos dominios da previsao e da simulaçao (forecasting)
em estreita articulaçao com as competências no dominio da prospectiva
(foresight). Nesta linha, seria igualmente fundamental a criaçao de dispositivos
de observaçao dos processos de transiçao (escolar e profissional) dos
diplomados do ensino secundario e superior.


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

132
3. UM MODELO DE OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO DA REGIÀO
A Nadeira depara-se, tal como o pais no seu conjunto, com o desafio da qualificaçao
acelerada e massiva da sua populaçao. Da analise dos principais indicadores de
competitividade, inovaçao e capital humano, feita anteriormente, constata-se uma
evoluçao positiva recente no que toca a capacidade de crescimento do emprego, do
numero de estabelecimentos e dos indices de produtividade por actividade económica.
As fragilidades sao, contudo, evidentes no que respeita a incorporaçao de maior valor
acrescentado nas suas actividades económicas (indicadores de exportaçao e de
inovaçao), a capacidade de explorar uma mais diversificada ¨carteira de actividades" e
ainda de fazer progredir os niveis de qualificaçao da sua populaçao (ainda /6¾ da
populaçao activa tem hoje baixas qualificaçoes). Estas caracteristicas nao estao
contudo distantes da realidade nacional.
O Estudo Prospectivo aqui elaborado, visando contribuir para a identificaçao de
qualificaçoes e competências necessarias ao reforço da competitividade e da
produtividade da economia regional, para 200//2013, pretende assumir o desafio da
qualificaçao que a Regiao (e o Pais) têm pela frente e procurar lançar propostas que,
dando resposta ao horizonte definido, possam também enformar o debate e algumas
das opçoes de politica a médio-longo prazo (200/-2025).
Em funçao dos fluxos de informaçao processados e da reflexao desenvolvida nos
Capitulos anteriores, propoe-se, como base de trabalho, um modelo de qualificaçoes e
competências para o futuro da Regiao (Figura .) que possa, em simultaneo,
enquadrar intervençoes a três niveis:
1º Nível: "Infra-estrurura de conhecimento mínimo". A este nivel devem ser
garantidas competências fundamentais para a vida, para a aprendizagem e
para o trabalho na sociedade do conhecimento para todos (basic skills, key
competences, T!C, atitudes empreendedoras,... para jovens no basico e no
secundario e educaçao e formaçao de adultos incluindo RvCC/ recuperaçao
de défices de qualificaçao de base).
2º Nível: "Infra-estrutura de conhecimento de alavancagem". A este nivel
devem ser promovidas as competências fundamentais para a RAN nos
dominios da competitividade, da inovaçao e da cooperaçao, três pilares hoje
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

133
fundamentais e absolutamente interligados na economia intensiva em
conhecimento. Estaremos a falar da produçao e do desenvolvimento de
competências de uma forma muito menos standard do que no primeiro nivel,
muito mais a medida e altamente imbricada em processos sociais e
económicos. Podem ter aqui expressao a formaçao superior e avançada, a
formaçao de qualificaçoes médias, a formaçao de empresarios e gestores, a
formaçao-consultoria dirigida a pequenas e micro-empresas, o
desenvolvimento de parcerias, a formaçao de activos empregados, a
formaçao de empreendedores, de brokers, de agentes de inovaçao, a
atracçao e a mobilidade de cientistas, engenheiros e outros quadros
altamente qualificados no ambito das universidades e das empresas, entre
outras.
3º Nível: "Infra-estrutura de conhecimento focalizado". Este nivel deve
tratar de competências e qualificaçoes especificas dirigidas a novos sectores/
novos negócios e facilitadoras da inovaçao. Esta matriz de competências e
qualificaçoes resulta directamente da matriz sectorial e dos vectores de
competitividade e de inovaçao que forem fundamentais para o futuro da
economia regional. A este nivel, a estratégia de qualificaçao dos recursos
humanos deve ser pensada entre três grandes questoes: a "carteira de
actividades" desejavel e que elevaria o padrao de competitividade da Regiao,
a oferta de educaçao e de formaçao necessaria e as bases de !8D de
suporte.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

134
Figura III.4
Modelo de Oualificações e Competências para o futuro da economia regional

A estratégia de qualificaçao deve ainda ser pensada, por um lado, no quadro do que
têm sido os avanços e as orientaçoes europeias, no ambito do Programa ¨Educaçao e
Formaçao 2010", o Programa !niciativa Novas Oportunidades e a Reforma da
Formaçao Profissional, bem como em estreito alinhamento com a estratégia de
desenvolvimento da Regiao.
Deve igualmente ser integradora de intervençoes aos três niveis. Nao é possivel pensar
numa "infra-estrutura de conhecimento focalizado" de excelência sem um profundo e
sistematico investimento na "infra-estrutura de conhecimento minimo". Todos estes
patamares sao complementares. Têm, no entanto, objectivos e ritmos diferentes
exigindo estratégias diferenciadas mas capazes de gerar economias de escala. Nao ha
nenhuma economia avançada que nao goze de longos investimentos em capital
humano (tendo alcançado niveis de escolaridade médios da populaçao elevados) ou
que, a dada altura, numa estratégia de profunda reconversao, se tenha equipado dos
melhores recursos humanos em determinadas areas a par da aposta séria, continuada
e priorizada na educaçao de qualidade e para todos. !sto implica um grande desafio
para a oferta de educaçao e formaçao a todos os niveis (seu planeamento, conteudos,
Europa
"Educação e
Formação 2010"
N
a
c
i
o
n
a
l
"
N
o
v
a
s

O
p
o
r
t
u
n
i
d
a
d
e
s
"

e

R
e
f
o
r
m
a

d
a

E
F
P
R
A
M
E
s
t
r
a
t
é
g
i
a

d
e

E
d
u
c
a
ç
ã
o

e

F
o
r
m
a
ç
ã
o

2
0
0
7
-
2
0
1
3
"Infra-estrutura de conhecimento mínimo"
Basic skills e Key-Competencies
para todos
"Infra-estrutura de conhecimento de alavancagem"
Competi
tividade
Inovação Cooperação
"Infra-estrutura de conhecimento focalizado"
Serviços às Empresas Intensivos em Conhecimento
Outros sectores
Agro-alimentar
Ambiente, Energia
e Oceanos
Turismo e Acolhimento
Europa
"Educação e
Formação 2010"
N
a
c
i
o
n
a
l
"
N
o
v
a
s

O
p
o
r
t
u
n
i
d
a
d
e
s
"

e

R
e
f
o
r
m
a

d
a

E
F
P
R
A
M
E
s
t
r
a
t
é
g
i
a

d
e

E
d
u
c
a
ç
ã
o

e

F
o
r
m
a
ç
ã
o

2
0
0
7
-
2
0
1
3
"Infra-estrutura de conhecimento mínimo"
Basic skills e Key-Competencies
para todos
"Infra-estrutura de conhecimento de alavancagem"
Competi
tividade
Inovação Cooperação
Competi
tividade
Inovação Cooperação
"Infra-estrutura de conhecimento focalizado"
Serviços às Empresas Intensivos em Conhecimento
Outros sectores
Agro-alimentar
Ambiente, Energia
e Oceanos
Turismo e Acolhimento
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

135
flexibilidade,...) mas também um profundo questionamento do seu papel
enquanto mecanismo essencial, mas nao unico, na produçao de conhecimento.
Na verdade, é necessario ter em conta que existem outros actores, outros mecanismos
e outros contextos que sao altamente decisivos na produçao e na captaçao (rapida) de
novo conhecimento (a gestao dos fluxos de mao-de-obra, nomeadamente
a importaçao de mao-de-obra qualificada, a atracçao de !DE estruturante, a promoçao
das K!BS, o estimulo ao empreendorismo qualificado e inovador, a inserçao em redes
internacionais ou em parcerias estratégicas, a mobilidade de cientistas e de
investigadores, o recrutamento de mestres e doutores pela industria,...), muitos
deles extravasando largamente a politica de educaçao e formaçao e sendo hoje
absolutamente cruciais para estimular, entre outros, a produçao e a transferência de
conhecimento.
3.1. "Infra-estrutura de Conhecimento Mínimo": basic skills e key
competences para todos
O grupo de trabalho ¨Basic Skills, Entrepreneurship and Foreign Languages" (2003), a
nivel europeu, definiu as competências-chave que devem ser garantidas para todos e
estarem adquiridas no final do ensino secundario: ¨Competências-chave representam
um conjunto transferivel e multifuncional de conhecimentos, qualificaçoes e atitudes
que todos os individuos necessitam para a sua realizaçao pessoal e desenvolvimento,
inclusao e emprego". !ncluem as seguintes competências basicas - capacidade de
comunicaçao na lingua materna; capacidade de comunicaçao numa lingua estrangeira;
literacia matematica e competências basicas em ciência e tecnologia; competências em
tecnologias de informaçao - e as seguintes competências-chave - capacidade para
aprender a aprender; competências interpessoais e civicas; capacidade de
empreendorismo; capacidade de ¨culture awareness".
Em Portugal, quer as revisoes do ensino basico e secundario quer a introduçao dos
referenciais de competências-chave ao nivel do basico e mais recentemente ao nivel do
secundario têm vindo a avançar no sentido da concretizaçao de soluçoes de educaçao
e formaçao e de certificaçao, dirigidas a jovens e dirigidas a adultos, que garantam e
reconheçam esta ¨plataforma minima de aprendizagem".
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

136
3.2. "Infra-estrutura de Conhecimento de Alavancagem": competências para
a competitividade, a inovação e a cooperação
A este nivel é também possivel ensaiar o que pode ser hoje considerado competências
imprescindiveis para o estimulo da competitividade, da inovaçao e da cooperaçao, de
uma forma geral. Uma aproximaçao necessariamente grosseira e simplista ja que a
concretizaçao destas competências envolve actores, contextos e objectivos variados e
muitas outras intervençoes que vao para além das de educaçao e formaçao. De
qualquer das formas, é também fundamental que as estratégias educativas,
particularmente aquelas que maior ligaçao têm com o trabalho e a economia, possam
tê-las em consideraçao. Assim, propomos a seguinte sistematizaçao:

(i) Competências para a Competitividade:
visao de futuro e antecipaçao da mudança.
Detecçao e exploraçao de oportunidades para novos negócios.
Procura de mercados internacionais e globais.
Aposta na inovaçao e no conhecimento.
(ii) Competências para a !novaçao:
Detecçao de oportunidades de inovaçao.
Criatividade e capacidade de investigaçao e desenvolvimento de novos
produtos e serviços.
Aposta na inovaçao organizacional e na produçao e transferência de
conhecimento.
valorizaçao económica dos resultados da inovaçao (criaçao de marcas e
geraçao de capital simbólico, marketing e comercializaçao, protecçao de
direitos de propriedade,...).
Gestao de fontes e mecanismos de financiamento a inovaçao.
Avaliaçao dos investimentos em inovaçao e seu retorno.
(iii) Competências para a Cooperaçao:
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

137
Detecçao de oportunidades para a cooperaçao, a nivel nacional e
internacional.
Selecçao de parceiros estratégicos e de competências especificas.
Criaçao de mecanismos de coordenaçao da rede e de geraçao de
confiança.
Gestao e dinamizaçao de redes de cooperaçao.
3.3. "Infra-estrutura de Conhecimento Focalizado": competências
específicas
A este nivel trata-se essencialmente de identificar as qualificaçoes e as competências
necessarias ao futuro da economia regional e que resultam da interacçao entre ¨areas
de negócios" com elevado potencial de crescimento e de inovaçao, !8D de suporte e
oferta de educaçao e formaçao (Figura !!!.5).

Figura III.5.
"Infra-estrutura de Conhecimento Focalizado"

Dando resposta a três questoes basicas: ¨Oue competências?", ¨Para quem?" e ¨Como
desenvolvê-las?", procurar-se-a, no próximo capitulo, trabalhar em detalhe esta infra-
estrutura de conhecimento concretizando as qualificaçoes e as competências
especificas necessarias ao desenvolvimento futuro de cada um dos focos sectoriais de
competitividade identificados para a Regiao. Serao igualmente propostas as
competências especificas necessarias para o conjunto dos sectores mais
representativos da economia regional tendo em conta as suas dinamicas de evoluçao.
" c o n h e c i m e n t o
f o c a l i z a d o "
I & D
E d u c a ç ã o
e F o r m a ç ã o
N e g ó c i o s
" c o n h e c i m e n t o
f o c a l i z a d o "
I & D
E d u c a ç ã o
e F o r m a ç ã o
N e g ó c i o s
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

138
Equacionando agora as respostas de educaçao e formaçao disponiveis e mais
adequadas para a formaçao de cada uma das infra-estruturas de conhecimento
(Figura.), concluimos que o 1º nivel, a ¨infra-estrutura de conhecimento minimo",
deve ser garantida essencialmente pela formaçao ao nivel do basico e do secundario
(via de ensino geral e via de ¨dupla certificaçao"), quer dirigida a jovens quer dirigida a
adultos. A formaçao de uma ¨infra-estrutura de conhecimento de alavancagem" é
muito mais adequada ao nivel do secundario vocacional e das ofertas, menos
estruturadas e a medida, de percursos de RvCC e de educaçao e formaçao ou de
formaçao modular continua. Este é também o campo privilegiado para a formaçao de
competências e qualificaçoes focalizadas, num terceiro nivel, para além da oferta de
¨dupla certificaçao" ao nivel do basico (9º ano e nivel 2 de qualificaçao) e de todas as
ofertas de recuperaçao de défices de educaçao e de resposta a necessidades
especificas de formaçao continua dirigidas a populaçao com baixas qualificaçoes.
Figura III.6.
Ofertas de Educação e Formação e Infra-estruturas de Conhecimento

1
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
c
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o

m
í
n
i
m
o
2
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
C
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o
d
e

a
l
a
v
a
n
c
a
g
e
m
3
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
c
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o

f
o
c
a
l
i
z
a
d
o
Self-learning
(wide and lifelong)
Learning Workplaces
Learning Organizations
Learning Partnerships
RVCC escolar e profissional
(9º ano e nível 2)
RVCC escolar
(9º ano)
Básico
(nível 2)
Não Formal/
Informal
RVCC escolar e profissional
(12 º ano e nível 3)
RVCC escolar
(12º ano)
Médio
(níveis 3 e 4)
Formação Contínua
Ensino Superior
(3 ciclos de Bolonha)
Superior
(nível 5)
Formal
Formação Contínua
(modular)
“Dupla Certificação”
Secundário vocacional
Ensino Profissional
Aprendizagem
Educação-Formação
(CEF,EFA)
12º ano profissionalizante
CET
Ensino Geral
Secundário
Médio
(níveis 4 e 3)
__ __ Superior
(nível 5)
Formação Contínua
(modular)
“Dupla Certificação”
Aprendizagem
Educação-Formação
(CEF,EFA)
Ensino Geral
Básico
(3º ciclo)
Básico
(nível 2)
1
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
c
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o

m
í
n
i
m
o
2
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
C
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o
d
e

a
l
a
v
a
n
c
a
g
e
m
3
º

n
í
v
e
l
:
I
n
f
r
a
-
e
s
t
r
u
t
u
r
a

d
e
c
o
n
h
e
c
i
m
e
n
t
o

f
o
c
a
l
i
z
a
d
o
Self-learning
(wide and lifelong)
Learning Workplaces
Learning Organizations
Learning Partnerships
RVCC escolar e profissional
(9º ano e nível 2)
RVCC escolar
(9º ano)
Básico
(nível 2)
Não Formal/
Informal
RVCC escolar e profissional
(12 º ano e nível 3)
RVCC escolar
(12º ano)
Médio
(níveis 3 e 4)
Formação Contínua
Ensino Superior
(3 ciclos de Bolonha)
Superior
(nível 5)
Formal
Formação Contínua
(modular)
“Dupla Certificação”
Secundário vocacional
Ensino Profissional
Aprendizagem
Educação-Formação
(CEF,EFA)
12º ano profissionalizante
CET
Ensino Geral
Secundário
Médio
(níveis 4 e 3)
__ __ Superior
(nível 5)
Formação Contínua
(modular)
“Dupla Certificação”
Aprendizagem
Educação-Formação
(CEF,EFA)
Ensino Geral
Básico
(3º ciclo)
Básico
(nível 2)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013)



139
I IV V. . O OU UA AL LI IF FI IC CA AÇ ÇÕ ÕE ES S E E C CO OM MP PE ET TÈ ÈN NC CI IA AS S - -
F FU UT TU UR RO OS S P PO OS SS SÍ ÍV VE EI IS S S SE EG GU UN ND DO O O OS S F FO OC CO OS S
S SE EC CT TO OR RI IA AI IS S D DE E C CO OM MP PE ET TI IT TI IV VI ID DA AD DE E
Neste capitulo identificam-se as qualificaçoes e as competências necessarias ao
desenvolvimento competitivo do mega-cluster ¨Turismo 8 Acolhimento" e dos três
focos sectoriais de competitividade ja caracterizados anteriormente. Apresentar-se-a
igualmente o mesmo exercicio para os restantes sectores de actividade da Regiao.
Trata-se agora de, através das matrizes seguintes, dar resposta a três questoes
fundamentais no planeamento estratégico da educaçao e formaçao: ¨Oue
competências sao necessarias?", ¨Para quem?" (niveis de qualificaçao e perfis
profissionais e/ou qualificaçoes visadas) e ¨Como desenvolvê-las?".
A resposta a ultima questao esta, nesta fase, centrada na estruturaçao das ofertas em
três grandes tipologias, subjacente ao Eixo 1. Educaçao e Formaçao do OREN 200/-
2013: (1.1.) Oualificaçao !nicial; (1.2.) Adaptabilidade e Aprendizagem ao Longo da
vida; (1.3.) Formaçao Avançada. Foi igualmente acrescentada uma coluna dedicada a
oferta de ensino superior (1º ciclo de Bolonha) ja que esta nao estava contemplada na
tipologia ¨Formaçao Avançada".
Desta forma, e concretizando as sub-tipologias mais adequadas para a formaçao/
aquisiçao de cada uma das competências, pensamos estar a contribuir para uma maior
concretizaçao das apostas estratégicas a fazer bem como para uma mais dirigida
afectaçao do financiamento publico disponivel neste dominio.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


140
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
21

1.1. Gastronomia e restauração
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade 1.3. Formação Avançada Ensino superior
Superior
(nível 5}

Médio
(nível 4}
Gestao de restauraçao
com componentes de
localizaçao, ambiente,
decoraçao do espaço,
animaçao e eventos,
qualidade e segurança
alimentar, marketing e
promoçao.

Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico; Director
Comercial/ Narketing Turistico;
Gestor/ Director de Restauraçao;
Gestor/ Organizador de Eventos;
Gestor/ Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor em
Alimentaçao e Saude.

Reforço da oferta de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria dirigidas a
micro-empresas
(restauraçao).

Formaçao de
Docentes e
Formadores.

Programas e Bolsa de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao Avançada
(dirigidos a empresarios e aos
niveis de direcçao e possivel
formaçao de novos perfis:
Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor de
Alimentaçao e Saude).
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências nos
cursos de Gestao Hoteleira
e Gestao e Narketing
(marketing sectorial).

Reforço da oferta em
Organizaçao e Gestao de
Eventos.

Possivel formaçao de novos
perfis: Gestor/ Consultor de
Gastronomia e
Restauraçao; Consultor de
Alimentaçao e Saude.
(continua)

21
O desenvolvimento do mega-cluster ¨Turismo e Acolhimento" exige cada vez mais a utilizaçao de serviços especializados e respectivos recursos humanos qualificados de muitos outros sectores e
areas. Neste sentido, seria importante ter em conta o referencial de competências elementares em Turismo proposto pelo !OF (2005) que deve ser garantido para todos esses profissionais que
prestam serviços em contextos turisticos. O referencial especifica as seguintes competências: Noçoes basicas da actividade turistica; Noçoes basicas do tipo de turismo; Noçoes basicas dos produtos
e serviços turisticos; Noçoes basicas da informaçao turistica da regiao; Noçoes basicas da legislaçao do sector turistico; Noçoes basicas de acolhimento e assistência ao cliente; Conhecimentos de
linguas estrangeiras; Capacidade de comunicaçao.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


141
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.1. Gastronomia e restauração (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Restauraçao de grupos/
organizaçao de eventos
Novas tecnologias e
processos em
restauraçao e eficiência
energética
Dieta, nutriçao e saude
Segurança alimentar
Oualidade do serviço
Concepçao e confecçao
de menus/dietas
especificas (étnicas,
organica,
vegetariana,...)
!nformaçao turistica
Médio
(níveis 3 e 4}


Básico
(nível 2}
Novas tecnologias em
restauraçao
Gestor/ Técnico de Organizaçao
de Eventos; Gestor/ Director de
Restauraçao; Chefe/ Gerente de
Restaurante; Técnico de Nesa-
-Bar; Técnico de Cozinha/
Pastelaria; Cozinheiro; Pasteleiro-
-Padeiro; Empregado de Nesa;
Empregado de Bar (Barman).
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao"
(niveis 3 e +) e/ou
reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências.
RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de Adultos.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e Especializaçao
de Activos (formaçao modular).

Acçoes de Formaçao-Consultoria
dirigidas a micro-empresas
(restauraçao).

Formaçao de Docentes e
Formadores.
__ __
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


142
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.2. Alojamento
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade 1.3. Formação Avançada Ensino superior
Concepçao e marketing
de produtos/serviços
para o segmento ¨saude
e bem-estar", ¨natureza
e ruralidade", ¨cultura e
património", ¨desporto e
aventura",
¨entretenimento",
¨negócios, congressos e
incentivos" (indoor e
outdoor)
Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico;
Director Comercial/ Narketing
Turistico; Gestor de Animaçao;
Gestor de Eventos; Consultor em
Cultura, Lazer e Educaçao;
Consultor em Natureza e
Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
grandes grupos
hoteleiros, pequenas
unidades hoteleiras e
outros agentes locais e
sectoriais).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Programas e Bolsa de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada
(dirigidos a empresarios e
aos niveis de direcçao e
possivel formaçao de novos
perfis: Consultor em
Cultura, Lazer e Educaçao;
Consultor em Natureza e
Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos).
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao destas
competências nos cursos de
Gestao Hoteleira e Gestao e
Narketing (marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Reforço da oferta em
Organizaçao e Gestao de
Eventos.

Possivel formaçao de novos
perfis: Consultor em Cultura,
Lazer e Educaçao; Consultor em
Natureza e Aventura; Consultor
em Entretenimento e Eventos. Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing
de produtos/serviços no
segmento ¨Gastronomia
e Restauraçao"


Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico;
Director Comercial/ Narketing
Turistico; Gestor de Eventos; /
Director de Restauraçao;
Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor em
Alimentaçao e Saude.


__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
grandes grupos
hoteleiros, pequenas
unidades hoteleiras e
outros agentes locais e
sectoriais).

Formaçao de Docentes
e Formadores.


Programas e Bolsa de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada
(dirigidos a empresarios e
aos niveis de direcçao e
possivel formaçao de novos
perfis: Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor de Alimentaçao e
Saude).
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao destas
competências nos cursos de
Gestao Hoteleira e Gestao e
Narketing (marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Reforço da oferta em
Organizaçao e Gestao de
Eventos.

Possivel formaçao de novos
perfis: Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Alimentaçao e
Saude.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


143
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.2. Alojamento (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
!nformaçao, promoçao e
venda de serviços
turisticos
complementares ao
alojamento (indoor e
outdoor)
!nformaçao turistica
especializada
Segurança de pessoas e
bens
Médio
(níveis 3 e
4}
Oualidade do serviço
Director Comercial/ Narketing
Turistico; Gestor de Animaçao;
Gestor de Eventos; Técnico de
Organizaçao de Eventos; Técnico
de !nformaçao e Animaçao
Turistica; Recepcionista de
Turismo; Recepcionista de Hotel.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e
de CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

Acçoes de Formaçao-Consultoria
(envolvendo grandes grupos
hoteleiros, pequenas unidades
hoteleiras e outros agentes locais e
sectoriais).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de Adultos.
Cursos de Formaçao
Avançada
__

!nformaçao turistica
elementar


Segurança de pessoas e
bens

Básico
(nível 2}
Oualidade do serviço
Chefe/ Governanta de Serviços de
Andares; Empregado de Andares.
__
Cursos de Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de Adultos.
__ __

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


144
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.3. Agências e Operadores
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Narketing e promoçao da
Nadeira como destino turistico
de excelência: ¨Body, Nind,
Nadeira" (natureza, segurança,
clima, qualidade dos serviços,
amabilidade dos ilhéus)
Empresario; Director de Agência
de viagens; Técnico de
Concepçao de Produtos
Turisticos; Gestor de Animaçao
Turistica; Gestor de Eventos;
Técnico de Planeamento e
Desenvolvimento Turistico;
Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor em
Alimentaçao e Saude; Consultor
em Cultura, Lazer e Educaçao;
Consultor em Natureza e
Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos.
__
Acçoes de Formaçao-Consultoria
(envolvendo empresas do sector,
de outros sectores
complementares, fornecedores
especializados, agências para a
promoçao da Nadeira e entidades
publicas com competências na
area)

Formaçao de Docentes e
Formadores
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo
e de Gestao e
Narketing (marketing
turistico com
especializaçao
regional).

(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


145
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.3. Agências e Operadores (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Concepçao, marketing e
comercializaçao de produtos/
serviços turisticos para o
segmento ¨Saude e Bem-estar",
¨Natureza e Ruralidade",
¨Cultura e Património",
¨Desporto e Aventura",
¨Entretenimento", ¨Negócios,
Congressos e !ncentivos",
¨Gastronomia e Restauraçao"
na Regiao (pacotes a medida,
diversificados e integrados)
Concepçao, marketing e
comercializaçao do destino
Nadeira como um conjunto -
ilhas Nadeira e Porto Santo -
com atractivos complementares.
Concepçao, marketing e
comercializaçao das produçoes
locais (produtos agro-
alimentares e artesanato)
enquanto recursos turisticos
integrados

Superior
(nível 5}


Médio
(níveis 3 e
4}
Oualidade de serviço e
assistência pós-venda
Empresario; Director de Agência de
viagens; Técnico de Concepçao de
Produtos Turisticos; Gestor de
Animaçao Turistica; Gestor de
Eventos; Técnico de Organizaçao de
Eventos; Técnico de Agência de
viagens e Transportes; Técnico de
!nformaçao e Animaçao Turistica;
Técnico de Turismo; Recepcionista de
Turismo; Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor em
Alimentaçao e Saude; Consultor em
Cultura, Lazer e Educaçao; Consultor
em Natureza e Aventura; Consultor
em Entretenimento e Eventos.

Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos


Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores especializados,
agências para a promoçao da
Nadeira e entidades publicas
com competências na area)

Formaçao de Docentes e
Formadores
Bolsas para
Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências nos
cursos de Turismo e
de Gestao e
Narketing
(marketing turistico
com especializaçao
regional e marketing
turistico com
especializaçao por
produto).
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


146
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.3. Agências e Operadores (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade 1.3. Formação Avançada Ensino superior

Superior
(nível 5}


Médio
(níveis 3 e
4}
Conteudos para
divulgaçao e promoçao
do destino Nadeira
(varios suportes)
Técnico de Concepçao de
Produtos Turisticos; Técnico de
Planeamento e
Desenvolvimento Turistico;
Gestor de Animaçao Turistica;
Gestor de Eventos; Técnico de
Organizaçao de Eventos;
Técnico de Agência de viagens
e Transportes; Técnico de
!nformaçao e Animaçao
Turistica; Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Alimentaçao e
Saude; Consultor em Cultura,
Lazer e Educaçao; Consultor
em Natureza e Aventura;
Consultor em Entretenimento e
Eventos.
Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores especializados,
agências para a promoçao
da Nadeira e entidades
publicas com competências
na area)
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de !nvestigaçao
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências nos
cursos de Turismo e de
Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional e
marketing turistico com
especializaçao por
produto).

Reforço das ligaçoes com
os cursos no ambito da
Comunicaçao e !magem,
das T!C e dos Conteudos e
Nultimédia.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


147
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.4. Turismo de "Saúde e Bem-Estar"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing de produtos/ serviços
para o segmento ¨Saude e Bem-estar"
(indoor e outdoor)
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores especializados,
agências para a promoçao da
Nadeira e entidades publicas
com competências na area)

Formaçao de Docentes e
Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de !nvestigaçao
Terapias para a saude e bem-estar
(organizaçao, programaçao e promoçao;
serviços especializados de medicina,
enfermagem, medicinas alternativas, outras
técnicas terapêuticas e de reabilitaçao, .)
Desporto para a saude e bem-estar
(organizaçao, programaçao e promoçao;
serviços especializados)
Cuidados pessoais e bem-estar (organizaçao,
programaçao e promoçao; serviços
especializados)
Dieta, nutriçao e saude (organizaçao,
programaçao e promoçao)
Natureza, saude e bem-estar (organizaçao,
programaçao e promoçao)






Superior
(nível 5}




Médio
(níveis 3 e
4}

Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico; Director
Comercial/ Narketing Turistico;
Director de Agência de viagens;
Técnico de Concepçao de Produtos
Turisticos; Gestor de Animaçao
Turistica; Gestor de Eventos;
Técnico de Planeamento e
Desenvolvimento Turistico; Técnico
de Organizaçao de Eventos; Técnico
de Agência de viagens e
Transportes; Técnico de !nformaçao
e Animaçao Turistica; Gestor/
Consultor em ¨Turismo de Saude e
Bem-Estar"; Consultor em
Alimentaçao e Saude.

Profissionais de turismo e de saude
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços (animadores,
monitores,operadores de
hidrobalneoterapia e técnicos de
serviços especializados em saude e
bem-estar ou de serviços de apoio
aos cuidados de saude e bem-
estar).


Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores especializados,
agências para a promoçao da
Nadeira e entidades publicas
com competências na area)

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.
Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos
conteudos necessarios
a formaçao destas
competências nos
cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing
(marketing turistico
com especializaçao
por produto).

Possivel formaçao de
novos perfis: Gestor/
Consultor em
¨Turismo de Saude e
Bem-Estar"; Consultor
em Alimentaçao e
Saude.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito da Saude, do
Desporto e da Acçao
Social.


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


148
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.4.Turismo de "Saúde e Bem-Estar" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Animaçao e entretenimento para saude e
bem-estar (organizaçao, programaçao e
promoçao)
Tecnologias e instalaçoes para saude e
bem-estar (equipamentos, organizaçao de
espaços e interiores, .)
Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Consultor de Gastronomia e
Restauraçao; Consultor em Cultura,
Lazer e Educaçao; Consultor em
Natureza e Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos.


Prestaçao de serviços de saude e bem-
estar no turismo

Educaçao para a saude


Segurança de pessoas e bens

Médio
(níveis 3 e
4}



Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e de saude
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências no
ambito da oferta
de ¨dupla
certificaçao" para a
area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de
Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


149
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO

1.5. Turismo de "Natureza e Ruralidade"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing de
produtos/ serviços para o
segmento ¨Natureza e Ruralidade"
(indoor e outdoor)
Empresario; Gestor/ Director de Hotel;
Gestor/ Director de Empreendimento
Turistico; Director Comercial/ Narketing
Turistico; Director de Agência de viagens;
Técnico de Concepçao de Produtos
Turisticos; Gestor de Animaçao Turistica;
Gestor de Eventos; Técnico de
Planeamento e Desenvolvimento Turistico;
Gestor/ Consultor em ¨Turismo de
Natureza e Ruralidade"; Consultor em
Natureza e Aventura.

Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Consultor
de Gastronomia e Restauraçao; Consultor
em Cultura, Lazer e Educaçao; Consultor
em Natureza e Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes e
Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências nos
cursos de Turismo e de
Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional e
marketing turistico com
especializaçao por
produto).

Possivel formaçao de novos
perfis: Gestor/ Consultor
em ¨Turismo de Natureza e
Ruralidade"; Consultor em
Natureza e Aventura.

Reforço das ligaçoes com
os cursos no ambito do
Ambiente, da Economia e
da Historia.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


150
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.5. Turismo de "Natureza e Ruralidade" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Turismo na natureza (organizaçao,
programaçao e promoçao;
serviços especializados)
Turismo e economia regional
(organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços
especializados)
Turismo cientifico (observaçao e
investigaçao de recursos naturais
especificos e/ou raros)
(organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços
especializados)
Desporto e aventura na natureza
(organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços
especializados)
Natureza, saude e bem-estar





Superior
(nível 5}









Médio
(níveis 3 e
4}
!nformaçao turistica especializada
Profissionais de turismo directamente
envolvidos na prestaçao de serviços
(técnico de agências de viagens,
recepcionista de hotel, recepcionista
de turismo, técnico de informaçao e
animaçao turistica, guias-intérpretes,
animadores, monitores) e ainda
técnicos de serviços especializados em
ambiente e natureza (técnico de
turismo ambiental e rural, guia de
turismo ambiental, técnico de
educaçao ambiental, técnico de
conservaçao da natureza, vigilante da
natureza, guia da natureza, .).

Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
-Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências nos
cursos de Turismo e de
Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional e
marketing turistico com
especializaçao por
produto).

Possivel formaçao de novos
perfis: Gestor/ Consultor
em ¨Turismo de Natureza e
Ruralidade"; Consultor em
Natureza e Aventura.

Reforço das ligaçoes com
os cursos no ambito do
Ambiente, da Economia e
da Historia.
Prestaçao de serviços de turismo
em ¨natureza e ruralidade"
!nformaçao turistica elementar
Educaçao e preservaçao ambiental

Segurança de pessoas e bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}

Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e de ambiente
e natureza directamente envolvidos na
prestaçao de serviços.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências no
ambito da oferta de
¨dupla certificaçao"
para a area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao de
Adultos.
__ __
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


151
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO

1.6. Turismo de "Cultura e Património"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]
]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Concepçao e marketing de
produtos/ serviços para o
segmento ¨Cultura e
património" (indoor e
outdoor)
Superior
(nível 5}
História e cultura dos
lugares enquanto recurso
turistico (integraçao de
património imóvel, móvel,
arqueológico e imaterial,
economia regional,
tradiçoes, festas e
eventos,.)
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Eventos e rotas tematicas
(locais e inseridos em
eventos/ rotas nacionais e
internacionais)
(organizaçao,
programaçao e promoçao;
serviços especializados)
Turismo cientifico
(observaçao e
investigaçao de recursos
naturais especificos)
(organizaçao,
programaçao e promoçao;
serviços especializados)






Superior
(nível 5}





Médio
(níveis 3 e
4}
!nformaçao turistica
especializada
Empresario; Gestor/ Director de Hotel;
Gestor/ Director de Empreendimento
Turistico; Director Comercial/ Narketing
Turistico; Director de Agência de viagens;
Técnico de Concepçao de Produtos Turisticos;
Gestor de Animaçao Turistica; Gestor de
Eventos; Técnico de Planeamento e
Desenvolvimento Turistico; Gestor/ Consultor
em ¨Turismo de Cultura e Património";
Consultor em Cultura, Lazer e Educaçao.
Profissionais de turismo directamente
envolvidos na prestaçao de serviços (técnico
de agências de viagens, recepcionista de
hotel, recepcionista de turismo, técnico de
informaçao e animaçao turistica, guias-
intérpretes, animadores, monitores) e ainda
técnicos de serviços especializados em
cultura e património (animador cultural,
director de serviços culturais, gestor/ director
de organizaçoes culturais, gestor de
património cultural, curador, programador
cultural, conservador de museus, gestor de
eventos culturais, director/ técnico de
serviços educativos, assistente de
arqueólogo, técnico de museografia e gestao
do património, técnico de informaçao,
documentaçao e comunicaçao, .).
Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Consultor de
Gastronomia e Restauraçao; Consultor em
Natureza e Aventura; Consultor em
Entretenimento e Eventos.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional
e marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Possivel formaçao de
novos perfis: Gestor/
Consultor em ¨Turismo
da Cultura e
Património"; Consultor
em Cultura, Lazer e
Educaçao.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito da Historia, da
Arqueologia, da
Antropologia, das Artes,
Cultura e Espectaculo.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


152
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO

1.6. Turismo de "Cultura e Património" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]
]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Prestaçao de serviços de
turismo de ¨cultura e
património"
!nformaçao turistica
elementar
Educaçao para a cultura
Segurança de pessoas e
bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e da cultura e
património directamente envolvidos na
prestaçao de serviços.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
no ambito da oferta de
¨dupla certificaçao" para
a area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


153
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.7. Turismo de "Desporto e Aventura"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing de produtos/
serviços para o segmento ¨Desporto e
Aventura" (indoor e outdoor)
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Desportos e aventura na montanha (varias
modalidades) (organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços especializados)
Desportos e aventura no mar (varias
modalidades) (organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços especializados)
Desportos e aventura no ar (varias
modalidades) (organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços especializados)
Animaçao e entretenimento para a
aventura (organizaçao, programaçao e
promoçao ; serviços especializados)

Desporto para a saude e bem-estar


Natureza, saude e bem-estar




Superior
(nível 5}




Médio
(níveis 3 e
4}



!nformaçao turistica especializada
Empresario; Gestor/ Director de Hotel;
Gestor/ Director de Empreendimento
Turistico; Director Comercial/
Narketing Turistico; Director de
Agência de viagens; Técnico de
Concepçao de Produtos Turisticos;
Gestor de Animaçao Turistica; Gestor
de Eventos; / Técnico de Planeamento
e Desenvolvimento Turistico; Gestor/
Consultor em ¨Turismo de Desporto e
Aventura"; Consultor em Natureza e
Aventura.
Profissionais de turismo directamente
envolvidos na prestaçao de serviços
(técnico de agências de viagens e de
transportes, recepcionista de hotel,
recepcionista de turismo, técnico de
informaçao e animaçao turistica,
técnico de organizaçao de eventos,
guias- intérpretes, animadores,
monitores) e ainda técnicos de
serviços especializados em desporto e
aventura (gestor/ técnico de eventos
desportivos, gestor de instalaçoes
desportivas; técnico de equipamentos
desportivos, coordenador de
actividades desportivas; técnico de
gestao desportiva, instrutores,
treinadores e monitores de varias
modalidades,.).
Pode envolver também perfis em
areas complementares, como sejam:
Consultor em entretenimento e
Eventos.
Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional
e marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Possivel formaçao de
novos perfis: Gestor/
Consultor em ¨Turismo
de Desporto e
Aventura"; Consultor
em Natureza e
Aventura.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito do Desporto.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


154
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO

1.7. Turismo de "Desporto e Aventura" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Prestaçao de serviços de turismo de
¨Desporto e Aventura"
!nformaçao turistica elementar
Educaçao e preservaçao ambiental
Segurança de pessoas e bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e do
desporto e aventura directamente
envolvidos na prestaçao de serviços.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências no
ambito da oferta de
¨dupla certificaçao"
para a area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


155
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.S. Turismo de "Entretenimento"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior


Concepçao e marketing de produtos/
serviços para o segmento ¨Entretenimento"
(indoor e outdoor)

Superior
(nível 5}
Segmentaçao de publicos/ Agenda de
animaçao e eventos
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Eventos e rotas tematicas (locais e
inseridos em eventos/ rotas nacionais e
internacionais) (organizaçao, programaçao
e promoçao; serviços especializados)
Animaçao nocturna (organizaçao,
programaçao e promoçao; serviços
especializados)
Animaçao e entretenimento para a
aventura (organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços especializados)
Animaçao e entretenimento para saude e
bem-estar (organizaçao, programaçao e
promoçao; serviços especializados)
Animaçao e entretenimento cultural
(organizaçao, programaçao e promoçao;
serviços especializados)
Animaçao e entretenimento na natureza
(organizaçao, programaçao e promoçao;
serviços especializados)

Superior
(nível 5}




Médio
(níveis 3 e
4}
!nformaçao turistica especializada
Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico;
Director Comercial/ Narketing
Turistico; Director de Agência de
viagens; Técnico de Concepçao
de Produtos Turisticos; Gestor de
Animaçao Turistica; Gestor de
Eventos; Técnico de Planeamento
e Desenvolvimento Turistico;
Gestor/ Consultor em ¨Turismo
de Entretenimento"; Consultor
em Entretenimento e Eventos.
Profissionais de turismo
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços (técnico de
agências de viagens e de
transportes, recepcionista de
hotel, recepcionista de turismo,
técnicos de informaçao e
animaçao turistica, técnico de
organizaçao de eventos, guias-
intérpretes, animadores,
monitores) e ainda técnicos de
serviços especializados em
entretenimento.
Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Gestor/Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Natureza e
Aventura; Gestor/ Consultor em
¨Turismo de Cultura e
Património"; Consultor em
Cultura, Lazer e Educaçao.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Programas e Bolsa de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional
e marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Reforço da oferta em
Organizaçao e Gestao
de Eventos.


Possivel formaçao de
novos perfis: Gestor/
Consultor em
Entretenimento";
Consultor em Consultor
em Entretenimento e
Eventos.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito das Artes,
Cultura e Espectaculo.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


156
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO

1.S. Turismo de "Entretenimento" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Prestaçao de serviços de turismo de
¨entretenimento"
!nformaçao turistica elementar
Segurança de pessoas e bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e do
entretenimento directamente
envolvidos na prestaçao de
serviços.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências no
ambito da oferta de
¨dupla certificaçao" para
a area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


157
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.9. Turismo de "Negócios, Congressos e Incentivos"
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Concepçao e marketing de
produtos/ serviços para o
segmento ¨Negócios,
Congressos e !ncentivos"
(indoor e outdoor)
Segmentaçao de publicos/
Agenda de animaçao e
eventos no segmento
¨Negócios, Congressos e
!ncentivos"
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada

Projectos de
!nvestigaçao
Organizaçao e promoçao de
eventos no segmento
¨Negócios, Congressos e
!ncentivos" (locais e
inseridos em eventos
nacionais e internacionais)
Superior
(nível 5}
Organizaçao e promoçao da
animaçao associada
Empresario; Gestor/ Director de
Hotel; Gestor/ Director de
Empreendimento Turistico; Director
Comercial/ Narketing Turistico;
Director de Agência de viagens;
Técnico de Concepçao de Produtos
Turisticos; Gestor de Animaçao
Turistica; Gestor de Eventos;
Técnico de Planeamento e
Desenvolvimento Turistico; Gestor/
Consultor em ¨Turismo de Negócios,
Congressos e !ncentivos"; Consultor
em Entretenimento e Eventos.

Profissionais de turismo
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços (técnico de
agências de viagens e de
transportes, recepcionista de hotel,
recepcionista de turismo, técnicos
de informaçao e animaçao turistica,
guias- intérpretes, animadores,
monitores) e ainda técnicos de
serviços especializados em
¨Negócios, congressos e incentivos".

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Gestor/Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Natureza e Aventura;
Gestor/ Consultor em ¨Turismo de
Cultura e Património"; Consultor em
Cultura, Lazer e Educaçao.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing
(marketing turistico com
especializaçao regional
e marketing turistico
com especializaçao por
produto).

Reforço da oferta em
Organizaçao e Gestao
de Eventos.


Possivel formaçao de
novos perfis: Gestor/
Consultor em ¨Turismo
de Negócios,
Congressos e
!ncentivos"; Consultor
em Consultor em
Entretenimento e
Eventos.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


158
1. MEGA-CLUSTER "TURISMO E ACOLHIMENTO": OUALIFICAÇÕES E COMPETÈNCIAS PARA O FUTURO
1.9. Turismo de "Negócios, Congressos e Incentivos" (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Logistica de apoio a eventos,
negócios, congressos e
incentivos (tecnologias,
instalaçoes, acessibilidades e
transportes, serviços e RH
especializados)
Médio
(níveis 3 e
4}
!nformaçao turistica
especializada
Profissionais de turismo
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços (técnico de
agências de viagens e de
transportes, recepcionista de
hotel, recepcionista de turismo,
técnicos de informaçao e
animaçao turistica, guias-
intérpretes, animadores,
monitores) e ainda técnicos de
serviços especializados em
¨Negócios, congressos e
incentivos".

Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e entidades
publicas com
competências na area)

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Cursos de Formaçao
Avançada.

__
Prestaçao de serviços de
¨negócios, congressos e
incentivos"
!nformaçao turistica
elementar
Segurança de pessoas e
bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de turismo e dos
serviços de apoio a ¨Negócios,
Congressos e !ncentivos"
directamente envolvidos na
prestaçao de serviços.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências no
ambito da oferta de
¨dupla certificaçao" para
a area.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


159

2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.1. Ambiente e Sustentabilidade
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior

Politicas e regulamentaçao no ambito do
ambiente e sustentabilidade e da saude
publica

Superior
(nível 5}
Sustentabilidade das economias rurais e
novos sistemas de produçao agro-
alimentar
Empresario (agricola; pecuario; florestal;
fabril); Director técnico/ gerente de
exploraçao agricola; Director técnico/
gerente de exploraçao fabril; Director/
responsavel de qualidade; Director
comercial e de marketing; Gestor de
produto.

Profissionais do ambiente, como sejam:
Técnico de planeamento e gestao
ambiental, !nspector do ambiente,
Auditor do ambiente, Técnico de saude
ambiental e outros com intervençoes
especificas (ar, agua, solos, residuos,
.).
__
Acçoes de Formaçao-Consultoria
(envolvendo empresas do sector, de
outros sectores complementares,
fornecedores especializados, entidades
certificadoras e reguladores no ambito
da qualidade, segurança alimentar e
ambiente e outras entidades publicas e
privadas com competências na area)

Formaçao de Docentes e Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (especialmente
importantes na captaçao/
actualizaçao de novos e
mais qualificados
empresarios para o sector/
Regiao e na formaçao de
agentes de intermediaçao/
de inovaçao preparados
para as particularidades da
estrutura empresarial deste
sector e para promover uma
maior aproximaçao a ciência
e a tecnologia através da
relaçao com universidades,
centros de investigaçao e
fornecedores
especializados).

Projectos de !nvestigaçao.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências nos
cursos de
engenharia
vocacionados para
o sector.


Reforço das
ligaçoes com os
cursos no ambito
do Ambiente,
outras areas de
Ciência e
Tecnologia com
crescente aplicaçao
no sector e ainda
Economia e Gestao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


160
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.1. Ambiente e Sustentabilidade (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Nonitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos, gestao ambiental
Agricultura biológica e produtos
biológicos (tecnologias e processos)
Sistemas e tecnologias para eficiência
energética na industria agro-alimentar








Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}
Sistemas e tecnologias de qualidade e
segurança alimentar e respectivas
certificaçoes
Empresario (agricola; pecuario; florestal;
fabril); Director técnico/ gerente de
exploraçao agricola; Director técnico/
gerente de exploraçao fabril; Técnico de
Produçao Agricola; Técnico de Produçao
Agro-Alimentar; Director/ responsavel da
qualidade; Técnico da Oualidade;
Técnico especialista em gestao da
qualidade e do ambiente; Director/
responsavel de segurança alimentar;
Técnico de segurança alimentar; Técnico
de Controlo da Oualidade Alimentar;
Responsavel técnico de laboratório;
Analista de laboratório; Técnico de
Analise Laboratorial; Director/
responsavel de equipamento e
manutençao; técnicos de manutençao.
Reforço da
oferta de
¨dupla
certificaçao" e
de CET e/ou
reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao
destas
competências.
Acçoes de Formaçao-Consultoria
(envolvendo empresas do sector, de
outros sectores complementares,
fornecedores especializados, entidades
certificadoras e reguladores no ambito
da qualidade, segurança alimentar e
ambiente e outras entidades publicas e
privadas com competências na area).
Grande importancia das acçoes
vocacionadas para agricultores e
empresarios de micro e pequenas
empresas/ exploraçoes da Regiao;
grande importancia das entidades
publicas responsaveis e das associaçoes
de produtores na intermediaçao e
transferência de conhecimento.

Formaçao de Docentes e Formadores.

Cursos de Oualificaçao, Reconversao,
Aperfeiçoamento e Especializaçao para
Activos.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de Pós-
Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (especialmente
importantes na captaçao/
actualizaçao de novos e
mais qualificados
empresarios para o sector/
regiao e na formaçao de
agentes de intermediaçao/
de inovaçao preparados
para as particularidades da
estrutura empresarial deste
sector e para promover uma
maior aproximaçao a ciência
e a tecnologia através da
relaçao com universidades,
centros de investigaçao e
fornecedores
especializados).

Projectos de !nvestigaçao.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências nos
cursos de
engenharia
vocacionados para
o sector.


Reforço das
ligaçoes com os
cursos no ambito
do Ambiente,
outras areas de
Ciência e
Tecnologia com
crescente aplicaçao
no sector e ainda
Economia e Gestao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


161
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

2.2. Dieta, nutrição e saúde
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Politicas e regulamentaçao
no ambito da saude publica
e da segurança alimentar
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de outros
sectores complementares,
fornecedores especializados,
entidades certificadoras e
reguladores no ambito da
qualidade, segurança alimentar
e saude publica e outras
entidades publicas e privadas
com competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Dieta, nutriçao e saude
Doenças ligadas a
alimentaçao, escolhas
alimentares dos
consumidores e impactos
dos alimentos e da nutriçao
da saude
Produtos agro-alimentares
regionais e derivados,
exploraçao de eventuais
propriedades medicinais e
fisiológicas e integraçao em
dietas especiais
Superior
(nível 5}



Médio
(níveis 3 e
4}
Sistemas e tecnologias de
qualidade e segurança
alimentar (e traçabilidade
dos produtos) e respectivas
certificaçoes
Empresario (agricola; pecuario;
florestal; fabril); Director técnico/
gerente de exploraçao agricola;
Director técnico/ gerente de
exploraçao fabril; Director/
responsavel de qualidade;
Técnico de !8D; Director/
responsavel de comercial e de
marketing; Director/ responsavel
de logistica; Director/ responsavel
de compras; Gestor de produto.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Gestor/Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor de Alimentaçao e
Saude; Dietista; Nutricionista.

Técnico de Produçao Agraria;
Técnico de Produçao Agro-
Alimentar; Director/ responsavel
da qualidade; Técnico da
Oualidade; Director/ responsavel
de segurança alimentar; Técnico
de segurança alimentar; Técnico
de Controlo da Oualidade
Alimentar; Responsavel técnico de
laboratório; Analista de
laboratório; Técnico de Analise
Laboratorial.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e
de CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de outros
sectores complementares,
fornecedores especializados,
entidades certificadoras e
reguladores no ambito da
qualidade, segurança alimentar
e saude publica e outras
entidades publicas e privadas
com competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Reconversao, Aperfeiçoamento
e Especializaçao para Activos.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (especialmente
importantes na captaçao/
actualizaçao de novos e
mais qualificados
empresarios para o
sector/ regiao e na
formaçao de agentes de
intermediaçao/ de
inovaçao preparados para
as particularidades da
estrutura empresarial
deste sector e para
promover uma maior
aproximaçao a ciência e a
tecnologia através da
relaçao com
universidades, centros de
investigaçao e
fornecedores
especializados).

Projectos de !nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências nos
cursos de engenharia
vocacionados para o
sector.


Reforço das ligaçoes com
os cursos no ambito da
Saude, Gestao, Narketing
e Logistica.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


162
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.3. Segurança Alimentar
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Politicas e regulamentaçao
no ambito da saude publica
e da segurança alimentar
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de outros
sectores complementares,
fornecedores especializados,
entidades certificadoras e
reguladores no ambito da
qualidade, segurança alimentar
e saude publica e outras
entidades publicas e privadas
com competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.


Dieta, nutriçao e saude


Produtos agro-alimentares
regionais e derivados: fileira
agro-industrial e integridade
e controlo da cadeia
alimentar (fork to farm)

Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}
Sistemas e tecnologias de
qualidade e segurança
alimentar (e traçabilidade
dos produtos) e respectivas
certificaçoes
Empresario (agricola; pecuario;
florestal; fabril); Director técnico/
gerente de exploraçao agricola;
Director técnico/ gerente de
exploraçao fabril; Director/
responsavel de qualidade;
Técnico de !8D; Director/
responsavel de comercial e de
marketing; Director/ responsavel
de logistica; Director/ responsavel
de compras; Gestor de produto.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Gestor/Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor de Alimentaçao e
Saude; Dietista; Nutricionista.
Técnico de Produçao Agraria;
Técnico de Produçao Agro-
Alimentar; Director/ responsavel
da qualidade; Técnico da
Oualidade; Director/ responsavel
de segurança alimentar; Técnico
de segurança alimentar; Técnico
de Controlo da Oualidade
Alimentar; Responsavel técnico de
laboratório; Analista de
laboratório; Técnico de Analise
Laboratorial.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e
de CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de outros
sectores complementares,
fornecedores especializados,
entidades certificadoras e
reguladores no ambito da
qualidade, segurança alimentar
e saude publica e outras
entidades publicas e privadas
com competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Reconversao, Aperfeiçoamento
e Especializaçao para Activos.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao, Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (especialmente
importantes na captaçao/
actualizaçao de novos e
mais qualificados
empresarios para o sector/
regiao e na formaçao de
agentes de intermediaçao/
de inovaçao preparados
para as particularidades
da estrutura empresarial
deste sector e para
promover uma maior
aproximaçao a ciência e a
tecnologia através da
relaçao com
universidades, centros de
investigaçao e
fornecedores
especializados).

Projectos de !nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de
engenharia
vocacionados para o
sector.


Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito da Saude,
Gestao, Narketing e
Logistica.
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


163
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.3.Segurança Alimentar (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Segurança alimentar
(tecnologias e processos;
operacionalizaçao e
controlo)
Básico
(nível 2}
Oualidade do produto e da
produçao
(tecnologias e processos;
operacionalizaçao e
controlo)
Operador agricola (floricultura;
culturas arvenses/ horticultura;
horticultura/ fruticultura;
fruticultura/ viticultura;
horticultura/ fruticultura
biológica); Operador de pecuaria
(bovinicultura, pequenos
ruminantes, suinicultura/
avinicultura e cunicultura);
Operador de maquinas agricolas;
Operador de animais em
cativeiro; Operador de
preparaçao e transformaçao de
produtos alimentares.
Reforço dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências na
actual oferta de ¨dupla
certificaçao" que pode
servir o sector.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de
Adultos.
__ __

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


164
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.4. Mercados e Competição
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Narketing research para os
produtos agro-alimentares
da Regiao e seus derivados:
comportamentos e escolhas
dos consumidores e
mercados potenciais
Director/ responsavel de
comercial e de marketing;
Director/ responsavel de logistica;
Director/ responsavel de
compras; Gestor de produto.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Gestor/Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor de Alimentaçao e
Saude; Dietista; Nutricionista.

__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados em
marketing research,
entidades certificadoras
e reguladores no ambito
da qualidade, segurança
alimentar e saude
publica, agências para a
promoçao da Nadeira e
outras entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada
(especialmente
importantes na
captaçao/ actualizaçao
de novos e mais
qualificados empresarios
para o sector/ regiao e
na formaçao de agentes
de intermediaçao/ de
inovaçao preparados
para as particularidades
da estrutura empresarial
deste sector e para
promover uma maior
aproximaçao ao
mercado e aos
consumidores finais).

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de
Economia, Gestao e
Narketing.
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


165
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
2.4. Mercados e Competição (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
valorizaçao dos produtos
agro-alimentares da Regiao
(incorporaçao de fases que
aproximam ao cliente final;
exploraçao de derivados;
exploraçao de eventuais
propriedades medicinais ou
fisiológicas; integraçao em
menus e dietas especiais;
desenvolvimento de marcas
e capital simbólico;
certificaçoes de origem e de
produtores
Estratégias de promoçao,
venda directa (lojas
especializadas), negociaçao
com grandes cadeias
comerciais e exportaçao de
produtos agro-alimentares
da Regiao e seus derivados

Superior
(nível 5}









Médio
(níveis 3 e
4}
Sistemas e tecnologias de
qualidade e segurança
alimentar (e traçabilidade
dos produtos) e respectivas
certificaçoes
Técnico de !8D; Director/
responsavel de comercial e de
marketing; Director/ responsavel
de logistica; Director/ responsavel
de compras; Gestor de produto.

Empresario (agricola; pecuario;
florestal; fabril); Director técnico/
gerente de exploraçao agricola;
Director técnico/ gerente de
exploraçao fabril; Técnico de
Produçao Agraria; Técnico de
Produçao Agro-Alimentar;
Director/ responsavel de
qualidade; Técnico da Oualidade;
Director/ responsavel de
segurança alimentar; Técnico de
segurança alimentar; Técnico de
Controlo da Oualidade Alimentar.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados em
marketing research,
entidades certificadoras
e reguladores no ambito
da qualidade, segurança
alimentar e saude
publica, agências para a
promoçao da Nadeira e
outras entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada
(especialmente
importantes na
captaçao/ actualizaçao
de novos e mais
qualificados empresarios
para o sector/ regiao e
na formaçao de agentes
de intermediaçao/ de
inovaçao preparados
para as particularidades
da estrutura empresarial
deste sector e para
promover uma maior
aproximaçao ao
mercado e aos
consumidores finais).






ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


166
2. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AGRO-ALIMENTAR": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

2.4. Mercados e Competição (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Básico
(nível 2}
Operaçoes de valorizaçao
dos produtos agro-
alimentares
Operador agricola (floricultura;
culturas arvenses/ horticultura;
horticultura/ fruticultura;
fruticultura/ viticultura;
horticultura/ fruticultura
biológica); Operador de pecuaria
(bovinicultura, pequenos
ruminantes, suinicultura/
avinicultura e cunicultura);
Operador de maquinas agricolas;
Operador de animais em
cativeiro; Operador de
preparaçao e transformaçao de
produtos alimentares.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências na
actual oferta de ¨dupla
certificaçao" que pode
servir o sector.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


167
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
3.1. Turismo, lazer e educação ambiental
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Politicas e regulamentaçao
no ambito do ambiente e
sustentabilidade e das
actividades turisticas e de
lazer na natureza
Superior
(nível 5}
Observaçao, estudo e
classificaçao do património
natural da Regiao
__
Gestao e conservaçao da
natureza e da biodiversidade
da Regiao
Economia ambiental
(exploraçao económica da
biodiversidade e
sustentabilidade dos
ecossistemas)
Técnico de planeamento e gestao
ambiental; Gestor de parque natural;
Técnico de conservaçao da natureza;
Técnico de educaçao ambiental; Técnico
de saude ambiental; Guia de turismo
Ambiental; !nspector do ambiente, Auditor
do ambiente e outros com intervençoes
especificas (ar, agua, solos, residuos, .).
Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Consultor
em Natureza e Aventura; Consultor em
Ambiente e Energias.
Concepçao e marketing de
produtos/serviços para o
segmento ¨Natureza e
Ruralidade" (outdoor)
Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}
Concepçao e marketing de
produtos/serviços para o
segmento ¨Desporto e
Aventura" (outdoor)

Empresario; Gestor/ Director de Hotel;
Gestor/ Director de Empreendimento
Turistico; Director Comercial/ Narketing
Turistico; Director de Agência de viagens;
Técnico de Concepçao de Produtos
Turisticos; Gestor de Animaçao Turistica;
Gestor de Eventos; Técnico de
Planeamento e Desenvolvimento Turistico;
Gestor/ Consultor em ¨Turismo de
Natureza e Ruralidade"; Gestor/ Consultor
em ¨Turismo de Desporto e Aventura";
Consultor em Natureza e Aventura; Guia
de Turismo Ambiental.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e outras
entidades publicas e
privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Ambiente
e Engenharias
vocacionadas para o
sector.

Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Turismo e
de Gestao e Narketing.
(continua)
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


168
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
3.1. Turismo, lazer e educação ambiental (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Prestaçao de serviços em
turismo, lazer e educaçao
ambiental
Educaçao ambiental
!nformaçao turistica
elementar
Segurança de pessoas e
bens
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais de ambiente ( técnico de
conservaçao da natureza, vigilante da
natureza, técnico de educaçao ambiental,
guia de turismo ambiental, técnico de
turismo ambiental e rural,.) e de turismo
(técnico de agências de viagens e de
transportes, recepcionista de hotel,
recepcionista de turismo, técnicos de
informaçao e animaçao turistica, técnico de
organizaçao de eventos, guias- intérpretes,
animadores, monitores, .) directamente
envolvidos na prestaçao de serviços.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector, de
outros sectores
complementares,
fornecedores
especializados, agências
para a promoçao da
Nadeira e outras
entidades publicas e
privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


169
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
3.2. Green products e ecodesign
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino
superior
Superior
(nível 5}
Politicas e regulamentaçao no ambito do
ambiente e sustentabilidade com impactes no
ecodesign e na ecoproduçao
Técnico de planeamento e gestao ambiental;
!nspector do ambiente, Auditor do ambiente e outros
com intervençoes especificas (ar, agua, solos,
residuos, energia, .).

Empresario; Director/ responsavel de produçao;
Director/ responsavel de qualidade; Técnico de !8D;
Designer; Projectista; Director/ responsavel comercial
e de marketing; Director/ responsavel de logistica;
Director/ responsavel de compras; Gestor de produto
(varios sectores/ fileiras produtivas).

Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Consultor em
Ambiente e Energias.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas de varios
sectores, fornecedores
especializados,
associaçoes sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Concepçao e marketing de produtos/serviços
verdes (ecodesign)
Empresario; Técnico de !8D; Designer; Projectista;
Director/ responsavel comercial e de marketing;
Director/ responsavel de logistica; Director/
responsavel de compras; Gestor de produto (varios
sectores/ fileiras produtivas).
Natérias-primas, materiais e tecnologias de
produçao mais eficientes e amigas do ambiente,
manutençao e reciclagem na industria (varios
sectores/ fileiras produtivas)
Empresario; Responsavel e técnicos de produçao; de
equipamento e manutençao; de qualidade; de gestao
energética; de logistica; de compras e vendas.
(varios sectores/ fileiras produtivas).
Natérias-primas, materiais e tecnologias de
produçao mais eficientes e amigas do ambiente,
manutençao e reciclagem nos transportes
(varios subsectores)
Empresario; Responsavel e técnicos da exploraçao/
operaçao da rede e dos serviços de transporte; de
conduçao; de equipamento e manutençao; de
qualidade; de gestao energética; de logistica
associada; de compras e vendas (varios subsectores).
Natérias-primas, materiais e tecnologias de
produçao mais eficientes e amigas do ambiente,
manutençao e reciclagem nos edificios (varios
subsectores)
Empresario; Responsavel e técnicos de projecto e
construçao; de equipamento; de qualidade; de gestao
energética; de logistica associada; de compras e
vendas (varios subsectores).
Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e 4}
Nonitorizaçao, controlo e optimizaçao de
recursos, gestao ambiental em fileiras
produtivas especificas
!nspector do ambiente, Auditor do ambiente e outros
técnicos de ambiente e especificos aos sectores em
causa.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao"
e de CET e/ou
reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas de varios
sectores, fornecedores
especializados,
associaçoes sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos
Bolsas para
Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas
de Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e
Pós-Doutoramento.

Cursos de
Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.



Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências
nos cursos de
Ambiente e
Engenharias
(varios ramos).

Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências
nos cursos de
Economia,
Gestao e
Narketing.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


170
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

3.3. Gestão dos recursos e de sistemas ambientais
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Politicas e regulamentaçao no ambito do
ambiente e sustentabilidade
Nonitorizaçao e controlo de mudanças e
riscos para o ambiente
Observaçao, estudo e classificaçao do
património natural da Regiao
Superior
(nível 5}
Oualificaçao e ordenamento do território
Técnico de planeamento e gestao
ambiental; Técnico de planeamento e
ordenamento do território; Técnico de
conservaçao da natureza; Técnico de
saude ambiental; !nspector do
ambiente, Auditor do ambiente e
outros com intervençoes especificas
(ar, agua, solos, residuos, .).
Pode envolver também perfis em
areas complementares, como sejam:
Consultor em Ambiente e Energias.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas de varios
sectores, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.
Nonitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos naturais (agua, solos, ar, fauna
e flora) e gestao ambiental
Nonitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos e gestao ambiental na industria
(varios ramos)
Nonitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos e gestao ambiental nos
transportes (varias modalidades)
Nonitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos e gestao ambiental nos edificios
(varias funcionalidades)
Nonitorizaçao e controlo da poluiçao e
gestao de residuos (varios tipos)
Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}
Conservaçao da natureza e da
biodiversidade da Regiao
Técnico de conservaçao da natureza;
Técnico de saude ambiental; !nspector
do ambiente; Auditor do ambiente e
outros técnicos com intervençoes
especificas (ar, agua, solos, residuos,
.); Técnico de gestao cinegética;
Técnico de recursos florestais e
ambientais; Técnico de gestao do
ambiente; vigilante da natureza, Guia
da natureza, Guarda florestal.
Profissionais da industria (varios
sectores), dos transportes e da
construçao com responsabilidades na
monitorizaçao, controlo e optimizaçao
de recursos com impactes ambientais.
Pode envolver também perfis em
areas complementares, como sejam:
Consultor em Ambiente e Energias.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e
de CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas de varios
sectores, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Ambiente,
Engenharias,
Geociências e outras
areas de ciência e
tecnologia que podem
concorrer para o sector.

Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Economia
(Planeamento e
Ordenamento do
Território).
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


171

3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

3.3. Gestão dos recursos e de sistemas ambientais (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Operaçao de instalaçoes e sistemas de
tratamento
Operador de estaçoes de
tratamento de aguas; Operador
de estaçoes de tratamento de
aguas residuais; Operador de
estaçoes de tratamento de
residuos sólidos.
Produçao e conservaçao de recursos
florestais (processos e tecnologias)

Operador florestal; Notoserrista.

Básico
(nível 2}
Produçao e conservaçao paisagistica
(processos e tecnologias de floricultura e
jardinagem)
Técnico de jardinagem e espaços
verdes; Operador de jardinagem;
Operador de manutençao de
campos de golfe.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e/ou
reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.
__ __
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


172
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

3.4. Energias alternativas e renováveis
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Politicas e regulamentaçao
no ambito do ambiente e
sustentabilidade
Politicas e regulamentaçao
no ambito da energia
!novaçao, sistemas e
tecnologias para energias
alternativas e renovaveis
Superior
(nível 5}
Exploraçao de energias
alternativas e renovaveis na
Regiao (oportunidades de
mercado, viabilidade
económica, tecnologias e
know-how disponiveis e
necessarios, parcerias
estratégicas)
Geocientista, Engenheiros e
Técnicos de prospecçao e
exploraçao de energias; Consultor
em Ambiente e Energias.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
potenciais investidores,
fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Ambiente,
Engenharias,
Geociências e outras
areas de ciência e
tecnologia que podem
concorrer para o sector.

Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de
Economia, Gestao e
Direito.

Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
!nstalaçao, operaçao de
instalaçoes e redes de
extracçao e produçao de
energias alternativas e
renovaveis
Técnicos de produçao/
exploraçao de energia (varios
tipos) (Desenhador de sistemas
de refrigeraçao e climatizaçao;
Técnico de refrigeraçao e
climatizaçao; Electromecanico de
refrigeraçao e de climatizaçao;
Electricista de instalaçoes;
Técnico instalador de sistemas
solares térmicos; Técnico
instalador de sistemas solares
fotovoltaicos; Técnico instalador
de sistemas eólicos; Técnico
instalador de sistemas de
bioenergia; técnico de gas,.).
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Cursos de Formaçao
Avançada.

__

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


173
3. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "AMBIENTE, ENERGIA E OCEANOS": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

3.5. Tecnologias ambientais e tecnologias energéticas
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]
]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Tecnologias ambientais para
observaçao, simulaçao,
prevençao, atenuaçao,
reabilitaçao e recuperaçao
de ambientais naturais e
antrópicos
Tecnologias para controlo e
optimizaçao da eficiência
energética (varias
aplicaçoes)

Superior
(nível 5}



Médio
(nível 3 e
4}
Avaliaçao, verificaçao e
ensaio de tecnologias
Geocientista; Técnico de
planeamento e gestao ambiental;
Técnico de conservaçao da
natureza; Técnico de saude
ambiental; !nspector do
ambiente, Auditor do ambiente e
outros com intervençoes
especificas (ar, agua, solos,
residuos, .); Engenheiros e
Técnicos de tecnologias
ambientais; Engenheiros e
técnicos de tecnologias
energéticas; Consultor em
Ambiente e Energias.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
potenciais investidores,
fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais,
universidades, centros
de investigaçao,
laboratórios e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.


Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Ambiente,
Engenharias,
Geociências e outras
areas de ciência e
tecnologia que podem
concorrer para o sector.



ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


174
4. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "SERVIÇOS ÀS EMPRESAS INTENSIVOS EM CONHECIMENTO": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O
FUTURO
4.1.I&D, conteúdos, aconselhamento, intermediação, tecnologias (instalação, operacionalização, conservação]manutenção} e formação
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Gastronomia e restauraçao; dieta, nutriçao
e saude; restauraçao de especialidade;
produtos agro-alimentares regionais:
produçao, caracteristicas e propriedades;
produtos biológicos; segurança alimentar;
certificaçao de origem e certificaçao de
qualidade; catering, restauraçao de grupos
e organizaçao de eventos; rotas tematicas
(produçoes agro-alimentares regionais,
nacionais e internacionais)
Consultores em Alimentaçao
e Saude
Reforço dos conteudos necessarios a
formaçao destas competências nos cursos
de Saude (vertente nutriçao).

Possivel formaçao deste novo perfil.
!nvestigaçao de suporte (em dominios
varios); conservaçao e restauro;
concepçao e marketing destes recursos
para fins turisticos, ludicos, educativos e
cientificos; concepçao da oferta cultural e
organizaçao de eventos; produçao de
conteudos para a sua divulgaçao nas mais
diversas formas; promoçao da ¨educaçao
para a cultura"
Consultores em Cultura,
Lazer e Educaçao
Reforço dos conteudos necessarios a
formaçao destas competências nos cursos
de Historia, Arqueologia, Antropologia e das
Artes, Cultura e Espectaculo.

Possivel formaçao deste novo perfil.
Concepçao e marketing de ofertas
turisticas e de lazer em ecoturismo;
exploraçao cientifica de recursos naturais
da Regiao; desportos e actividades
recreativas na montanha, no mar e no ar;
educaçao e preservaçao ambiental,
segurança de pessoas e bens; qualidade
do serviço
Consultores em Natureza e
Aventura
Reforço dos conteudos necessarios a
formaçao destas competências nos cursos
de Ambiente, Turismo e Desporto.

Possivel formaçao deste novo perfil.

Superior
(nível 5}

Concepçao e marketing de ofertas de
entretenimento e eventos (negócios,
congressos e incentivos); organizaçao de
eventos; logistica de apoio; segurança de
pessoas e bens; qualidade do serviço
Consultores em
Entretenimento e Eventos
__
__

Bolsas para
Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas
de Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos necessarios a
formaçao destas competências nos cursos
de Turismo, Organizaçao e Gestao de
Eventos, Gestao e Narketing.

Possivel formaçao deste novo perfil.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


175
4. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "SERVIÇOS ÀS EMPRESAS INTENSIVOS EM CONHECIMENTO": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O
FUTURO
4.2. I&D, conteúdos, aconselhamento, intermediação, sistemas, tecnologias, software, web (concepção e desenho, instalação,
operacionalização, conservação]manutenção} e formação
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino
superior
Superior
(nível 5}
Desenvolvimento de tecnologias existentes
(hardware, software e sistemas)
Gestor de projecto em T!C; Arquitecto/
projectista de sistemas e T!C; Analista;
Programador; Webdesigner;
Webdeveloper; Webmaster, .
__ __
Turismo (gestao de operaçoes; webdesign e
conteudos;...)
Cultura (webdesign e conteudos; software
especializado; tecnologias de monitorizaçao e
preservaçao do património; ¨museus virtuais"; ...)
Entretenimento (webdesign e conteudos; jogos,
simuladores e interactividade;...)
Saude (informaçao, diagnóstico remoto,
aconselhamento, body monitoring; ...)
Educaçao (webdesign e conteudos; e-learning;...)
Ambiente (monitorizaçao, controlo, optimizaçao de
recursos, gestao ambiental, sistemas e tecnologias
para eficiência energética na industria, nos
transportes, nos edificios; tecnologias e software
de ecodesign;...)
Comércio (e-commerce; e-marketing B2B e B2C;
homebanking;...)

Segurança (sistemas e tecnologias de vigilancia;
sistemas e tecnologias de identificaçao e de
autenticaçao; cibersecurity (confiança e segurança
na internet, direitos de propriedade intelectual,
protecçao da privacidade, spam, protecçao de
menores face a conteudos perigosos;...)
Superior
(nível 5}






Médio
(nível 3 e
4}
Transportes (sistemas e tecnologias de
monitorizaçao e gestao do trafego e das infra-
estruturas; telemanutençao; ...)
Consultor de Estratégia de negócio/
serviços de informaçao e comunicaçao;
Especialistas em conteudos e
comunicaçao; Arquitecto/ projectista de
sistemas e T!C; Analista; Programador
de informatica;Webdesigner;
Webdeveloper; Webmaster, Técnico de
Nultimédia; Técnico de Desenho Grafico;
Técnico de informaçao, documentaçao e
comunicaçao; Técnico de informatica -
sistemas; Técnico de informatica -
instalaçao e gestao de redes; Técnico
especialista em aplicaçoes informaticas
de gestao; Técnico especialista em
instalaçao e manutençao de redes e
sistemas informaticos; Técnico de
electrónica de equipamentos; Técnico de
telecomunicaçoes; Técnico de
electrónica industrial; Técnico de
electrónica de equipamentos de som e
imagem; Técnico de electrónica de
computadores; Técnico especialista em
robótica, automaçao e controlo
industrial.

Especialistas e técnicos de cada uma das
areas de serviços aqui contempladas.

Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.

Formaçao de
Docentes e
Formadores.

Cursos de
Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.




Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao
destas
competências
nos cursos de
Engenharia e
Sistemas de
!nformaçao e
Comunicaçao.

Reforço das
ligaçoes aos
cursos nas
areas aqui
contempladas.



ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


176
4. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "SERVIÇOS ÀS EMPRESAS INTENSIVOS EM CONHECIMENTO": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O
FUTURO
4.2. I&D, conteúdos, aconselhamento, intermediação, sistemas, tecnologias, software, web (concepção e desenho,
instalação, operacionalização, conservação/manutenção) e formação (cont.)
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino
superior
Logistica (processos, sistemas, tecnologias
associadas,.)
Narketing e Comunicaçao (marketing
research, estratégia de marketing e
comunicaçao, gestao de produtos e
serviços,.)
Finanças e Fiscalidade (regulamentaçao,
gestao financeira, tecnologias associadas,.)
Oualidade (regulamentaçao e certificaçoes,
gestao da qualidade, controlo da qualidade,
tecnologias e processos associados -
analises, testes, calibraçoes,.)
Nanutençao (processos, sistemas e
tecnologias especificos a manutençao
doméstica, industrial, de edificios, de infra-
estruturas, de equipamentos hospitalares,
de equipamentos informaticos, de redes e
sistemas de comunicaçao, de transportes,
.)
Superior
(nível 5}






Médio
(nível 3 e
4}
Gestao e Administraçao (estratégia de
negócio, comportamento e desenvolvimento
organizacional, investimentos,
internacionalizaçao, RH, serviços de
apoio,.)
Consultor de Estratégia de negócio/ serviços
de informaçao e comunicaçao; Especialistas
em conteudos e comunicaçao; Arquitecto/
projectista de sistemas e T!C; Analista;
Programador de informatica;Webdesigner;
Webdeveloper; Webmaster, Técnico de
Nultimédia; Técnico de Desenho Grafico;
Técnico de informaçao, documentaçao e
comunicaçao; Técnico de informatica -
sistemas; Técnico de informatica - instalaçao
e gestao de redes; Técnico especialista em
aplicaçoes informaticas de gestao; Técnico
especialista em instalaçao e manutençao de
redes e sistemas informaticos; Técnico de
electrónica de equipamentos; Técnico de
telecomunicaçoes; Técnico de electrónica
industrial; Técnico de electrónica de
equipamentos de som e imagem; Técnico de
electrónica de computadores; Técnico
especialista em robótica, automaçao e
controlo industrial.
Especialistas e técnicos de cada uma das
areas de serviços aqui contempladas
(referindo apenas aqueles que nao estao
contemplados noutras matrizes e que estao
no CNO, temos: Técnico comercial bancario;
Técnico especialista de banca e seguros;
Técnico de contabilidade; Técnico de apoio a
gestao; Técnico Administrativo; Técnico de
secretariado; Técnico especialista em
auditorias e sistemas de apoio).
Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.

Formaçao de
Docentes e
Formadores.

Cursos de
Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.

Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao
destas
competências
nos cursos de
Engenharia e
Sistemas de
!nformaçao e
Comunicaçao.


Reforço das
ligaçoes aos
cursos nas
areas aqui
contempladas.


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


177
4. FOCO SECTORIAL DE COMPETITIVIDADE "SERVIÇOS ÀS EMPRESAS INTENSIVOS EM CONHECIMENTO": COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O
FUTURO

4.2. I&D, conteúdos, aconselhamento, intermediação, sistemas, tecnologias, software, web (concepção e desenho,
instalação, operacionalização, conservação/manutenção) e formação (cont.)
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino
superior
Prestaçao de serviços especializados em cada
uma das areas contempladas
Processos, sistemas e tecnologias associadas


Básico
(nível 2}
Oualidade do serviço
Referindo apenas aqueles que nao estao
contemplados noutras matrizes e que
estao no CNO, temos: Operador de
armazenagem; Assistente administrativo;
Operador de fotografia; Operador de pré-
impressao; Operador de impressao;
Operador grafico de acabamentos;
Operador de informatica; Operador de
Electrónica/ industrial e equipamentos;
Operador de Electrónica/
telecomunicaçoes; Operador de
Electrónica/ !nstrumentaçao, controlo e
telemanutençao; Operador de
Electrónica/ computadores; Operador de
Electrónica/ Domótica; !nstalador/
Reparador de computadores; !nstalador/
Reparador de audio, radio, Tv e video.
Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e/ou
reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.


Cursos de
Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

__ __
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


178
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.1. Pescas e Aquicultura e Transformação do Pescado
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
!8D de suporte e diversificaçao das
espécies em aquicultura
Politicas e regulamentaçao no
ambito do ambiente e
sustentabilidade dos recursos do
mar
Politicas e regulamentaçao no
ambito da saude publica e da
segurança alimentar
Narketing research para os
produtos da pesca e seus
derivados: comportamentos e
escolhas dos consumidores e
mercados potenciais
Superior
(nível 5}
Estratégias de promoçao, venda
directa (lojas especializadas),
negociaçao com grandes cadeiras
comerciais e exportaçao do
pescado e seus derivados
Empresario (pescas, aquicultura e agro-
alimentar); Director/ responsavel de frota
pesqueira; de exploraçao aquicola; de
produçao alimentar (transformaçao do
pescado); Director/ responsavel da
qualidade.
Técnico de !8D; Director/ responsavel
comercial e de marketing; Director/
responsavel de logistica; Director/
responsavel de compras; Gestor de
produto (fileiras produtiva); Técnico
comercial; Técnico de vendas; Técnico de
Narketing; Técnico de Logistica.
Técnico de planeamento e gestao
ambiental; Técnico de conservaçao da
natureza; Técnico de saude ambiental;
!nspector do ambiente, Auditor do
ambiente; Técnico especialista em gestao
da qualidade e do ambiente; outros com
intervençoes especificas na gestao dos
recursos do mar.
Director/ responsavel de segurança
alimentar; Técnico de segurança alimentar;
Técnico da Oualidade; Responsavel técnico
de laboratório; Analista de laboratório.

Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Consultor
em Ambiente e Energias; Gestor/Consultor
de Gastronomia e Restauraçao; Consultor
de Alimentaçao e Saude; Dietista;
Nutricionista.
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
fornecedores especializados,
associaçoes sectoriais,
universidades, centros de
investigaçao, laboratórios e
entidades publicas e privadas
com competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.



Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências nos
cursos de
Engenharias (com
aplicaçao no sector),
Ambiente e outras
areas de ciência e
tecnologia que
podem servir o
sector.



ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


179
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.1. Pescas e Aquicultura e Transformação do Pescado (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Novos sistemas e tecnologias de
navegaçao
Novos sistemas e tecnologias de
produçao aquicola
Novos sistemas e tecnologias de
pesca e transformaçao do pescado
a bordo
Novos sistemas e tecnologias de
transformaçao do pescado
Nestre, mestre-mecanico, motorista
maritimo, contra-mestre
pescador,marinheiro, marinheiro-pescador,
pescador, maquinista-pratico de 2ª classe,
ajudante de maquinista, responsavel de
exploraçao aquicola, técnico de
aquicultura, operador aquicola,
responsavel de produçao alimentar
(transformaçao do pescado), técnico de
transformaçao do pescado, operador de
transformaçao do pescado.
Serviços especializados de apoio a
actividades de desporto e aventura
no mar (varias modalidades)
Serviços especializados de apoio a
actividades de animaçao e
entretenimento no mar.
Serviços especializados de apoio a
turismo e exploraçao cientifica do
mar e dos seus recursos.
Profissionais da pesca (Narinheiro
Pescador; Pescador) e dos transportes
maritimos especializados na conduçao e
exploraçao dos recursos do mar (serviços
de apoio a actividades turisticas, de
entretenimento e de investigaçao).
Educaçao e preservaçao ambiental
Segurança de pessoas e bens
Sistemas e tecnologias da
qualidade e segurança alimentar
(operaçao)
Médio
(nível 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade
Nestre, mestre-mecanico, motorista
maritimo, contra-mestre
pescador,marinheiro, marinheiro-pescador,
pescador, maquinista-pratico de 2ª classe,
ajudante de maquinista, responsavel de
exploraçao aquicola, técnico de
aquicultura, operador aquicola,
responsavel de produçao alimentar
(transformaçao do pescado), técnico de
transformaçao do pescado, operador de
transformaçao do pescado.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências na
actual oferta de
¨dupla certificaçao" e
de CET que pode
servir o sector.



Cursos de Oualificaçao,
Reconversao, Aperfeiçoamento
e Especializaçao para Activos.

RvCC (escolar e profissional).

Educaçao e Formaçao de
Adultos.


__


__




ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


180
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

5.2. Transportes
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Exploraçao da interoperabilidade e inter-
modalidade do sistema de transportes da
Regiao e sua inserçao em redes
internacionais de transportes
Exploraçao económica das infraestruturas,
dos transportes e dos serviços existentes
(optimizaçao e eficiência)
Superior
(nível 5}
Novos sistemas e tecnologias para a
eficiência energética dos transportes
Gestor de redes e sistemas de
transportes(varias modalidades);
gestor de exploraçao (varias
modalidades); gestor de frota
(varias modalidades); gestor de
operaçoes (varias modalidades);
Técnico de planeamento e
ordenamento do território.
__ __
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (dirigidos aos
técnicos e responsaveis
das entidades publicas e
privadas competentes
na area).

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Gestao de
Transportes,
Engenharias (com
aplicaçao no sector),
Ambiente e outras areas
de ciência e tecnologia
que podem servir o
sector.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


181
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

5.2. Transportes (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior

Sistemas e tecnologias de gestao da
rede e do trafego



Novos sistemas e tecnologias na frota



Novos sistemas e tecnologias na gestao
das operaçoes



Novos sistemas e tecnologias na
conservaçao e manutençao



Novos sistemas e tecnologias para a
eficiência energética dos transportes


Educaçao e preservaçao ambiental


Segurança de pessoas e bens















Médio
(nível 3 e
4}


Básico
(nível 2}





Oualidade de serviço
Técnicos de exploraçao e controlo
da rede de transportes (varias
modalidades); técnicos e
operadores de conduçao (varias
modalidades: transportes aéreos,
maritimos e rodoviarios, pesados e
ligeiros); técnicos e operadores de
manutençao e conservaçao das
redes e das frotas (varias
modalidades: transportes aéreos,
maritimos e rodoviarios, pesados e
ligeiros).

No CNO estao contempladas as
seguintes qualificaçoes que se
integram apenas na construçao e
reparaçao de veiculos a motor -
rodoviarios e navais - Técnico de
produçao automóvel; Técnico de
construçao naval; Técnico de
recepçao/ orçamentaçao de oficina;
Técnico de aprovisionamento e
venda de peças; Técnico de
mecatrónica de automóveis ligeiros;
Operador de construçao e
reparaçao naval; Necanico de
serviços rapidos; Reparador de
motociclos; Necanico de
automóveis pesados; Pintor de
veiculos; Electricista de automóveis;
Reparador de carroçarias de
automóveis ligeiros; Necanico de
automóveis ligeiros.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ _
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


182
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.3. Comércio
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Narketing research para
produtos especializados
(parte deles regionais e
parte artesanais):
comportamentos e escolhas
dos consumidores e
mercados potenciais
Concepçao exploraçao de
novos conceitos comerciais
(marca e imagem,
composiçao do sortido,
multi-funcionalidade do
espaço, e-commerce, ...)
Design de espaços
comerciais (arquitectura e
espaço, localizaçao,
ambiente, decoraçao de
interiores e de
fachada/montra,
merchandising de produtos,
...)
Superior
(nível 5}


Médio
(níveis 3 e
4}

Promoçao e integraçao em
projectos de urbanismo
comercial
Empresarios (logistas de pequeno
comércio; grande distribuiçao);
Responsavel/ Gerente de loja;
Designer Comercial, Director/
responsavel de marketing;
Nerchandiser; Técnico de
vitrinismo; Técnico de marketing
Consultor de Comércio; Gestor
Comercial de centro comercial /
centro urbano.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: arquitectos, urbanistas,
decoradores de interiores,
técnicos de planeamento e
ordenamento do território, ...
__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
pequeno e grande
comércio, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais, e
entidades publicas e
privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (dirigidos aos
técnicos e responsaveis
das entidades publicas e
privadas competentes
na area).

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Gestao,
Narketing e Economia.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito da Arquitectura,
Engenharia Civil,
Planeamento e
Ordenamento do
Território e Design e
Decoraçao.
!nformaçao, promoçao e
venda de produtos
especializados
!nformaçao turistica
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Encarregado de loja, Chefe de
secçao, Técnico comercial,
Técnico de vendas, Empregado
comercial, vendedor de loja,
Operador de venda.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__
__


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


183
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.4. Construção Civil e Obras Públicas
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
¨Edificios inteligentes"
(arquitectura, engenharia e
design, tecnologias de
automaçao e robótica, novos
materiais)
Edificios e complexos
especializados (arquitectura
e design, engenharia,
tecnologias e materiais
especificos)
Edificios e complexos
multifuncionais (arquitectura
e design, engenharia,
tecnologias e materiais
especificos)
Habitaçao para segmentos
de luxo (arquitectura e
design, engenharia,
tecnologias e materiais
especificos
Recuperaçao do património
histórico edificado (incluindo
conservaçao e restauro)
(engenharia, tecnologias,
processos e materiais
especificos)
Superior
(nível 5}



Médio
(níveis 3 e
4}
Recuperaçao de edificios
antigos (engenharia,
tecnologias, processos e
materiais especificos)
Arquitecto, Engenheiro civil,
Projectista,Técnico de desenho
de construçao civil, Técnico de
mediçoes e orçamentos, Técnico
de topografia, Técnico
especialista em conduçao de
obra, Técnico de obra; Técnicos
das varias especialidades da
construçao civil, das instalaçoes
especiais e da recuperaçao e
conservaçao de edificios.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: decoradores, urbanistas,
designers de espaços interiores e
exteriores, engenheiros/ técnicos
de ambiente, especialistas em
automaçao e robótica aplicada a
area, arqueólogo, conservador/
restaurador; técnico de
conservaçao e restauro, ...
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
pequeno e grande
comércio, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
locais e sectoriais, e
entidades publicas e
privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de
Arquitetura e Engenhari
Civil.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito do Design e
Decoraçao,
Ordenamento e
Planeamento do
Território, Ambiente,
Conservaçao e
Restauro.
(continua)

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


184
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.4. Construção Civil e Obras Públicas (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Conservaçao e manutençao
de infra-estruturas de
saneamento e de
acessibilidades
Tecnologias, processos e
materiais para a recuperaçao
e conservaçao de edificios
antigos
Construçao de infra-
estruturas e instalaçoes para
fins de exploraçao e
produçao de energia
Oualidade da construçao
(materiais, processos e
tecnologias; controlo e
certificaçoes associadas)
Educaçao e preservaçao
ambiental
Médio
(níveis 3 e
4}


Básico
(nível 2}
Serviço ao cliente
(informaçao especializada,
construçao a medida,
promoçao e venda,
assistência pós- venda)
Técnico especialista em conduçao
de obra, Técnico de obra,
técnicos e operacionais das varias
especialidades da construçao civil
(carpinteiro/ carpinteiro de
limpos, marceneiro, canalizador,
pedreiro, electricista, pintor de
construçao civil, estucador,
aplicador de madeiras,
ladrilhador/ azulejador, condutor/
manobrador de equipamento de
movimentaçao de terras,
operador de CAD/ construçao
civil, Serralheiro Civil, Serralheiro
Necanico, Soldador, ...), das
instalaçoes especiais
(climatizaçao, isolamento
acustico, energias alternativas,
gestao de residuos, vigilancia e
segurança, ...) e ainda da
conservaçao e restauro (técnico
de conservaçao e restauro, ...) e
dos trabalhos artesanais (pintor/
decorador de ceramica;
pintor/decorador de madeiras;
artesao de artefactos em
madeira; artesao de artes em
madeira; artesao canteiro;
artesao pintor de azulejo; ,
calceteiro, ...).
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências na
actual oferta de ¨dupla
certificaçao" e de CET
que pode servir o
sector.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


185
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.5. Cultura e Património
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
!8D de suporte (descobrir,
estudar, classificar,
promover e divulgar o
património da Regiao)
Concepçao e marketing de
recursos da cultura e
património para fins
turisticos e ludicos
Concepçao e marketing de
recursos da cultura e
património para fins
educativos
Concepçao e marketing de
recursos da cultura e
património para fins
cientificos
Superior
(nível 5}
Segmentaçao de
publicos/Agenda cultural e
eventos
__ __
Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (dirigidos aos
técnicos e responsaveis
das entidades publicas e
privadas competentes
na area).

Projectos de
!nvestigaçao.
Produçao de conteudos para
a divulgaçao e promoçao da
cultura e património (varios
suportes)
Conservaçao e restauro
!nformaçao turistica
especializada
Educaçao para a cultura
Segurança de pessoas e
bens

Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}

Oualidade de serviço
Gestor cultural, Gestor/ director de
organizaçoes culturais, Curador,
Programador cultural, Comissario de
exposiçoes, Conservador de museu,
Gestor de eventos culturais,
Conservador/ Restaurador, Historiador
da Arte, Perito em Arte, Arqueólogo,
Antropólogo, Arquitecto, Designer de
Exposiçoes, Técnico de Serviços
Educativos, Galerista, Fotógrafo,
Assistente de arqueólogo, Técnico de
museografia e gestao do património,
Técnico de informaçao, documentaçao e
comunicaçao.

Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam:
Consultores em Cultura, Lazer e
Educaçao; profissionais do marketing e
da comunicaçao (Técnicos de marketing
research; Director/ responsavel de
marketing; Director/ responsavel de
comunicaçao e imagem; .) e
profissionais da industria de conteudos
(realizadores, produtores, cenógrafos,
encenadores, argumentistas/ guionistas,
webdesigner, webdeveloper, webmaster,
criticos, .).

Profissionais da cultura e património, das
actividades artisticas, culturais e de
espectaculo e da industria de conteudos
directamente envolvidos na produçao,
na divulgaçao e na comercializaçao
destes serviços.
Reforço da oferta
de ¨dupla
certificaçao" e de
CET e/ou reforço
dos conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências.

Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
organizaçoes culturais,
fornecedores especializados,
camaras municipais, sectoriais,
agências para a promoçao da
Nadeira e outras entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.
Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada (dirigidos aos
técnicos e responsaveis
das entidades publicas e
privadas competentes
na area).
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de no ambito
da Cultura, Conservaçao
e valorizaçao do
Património, das Artes e
Espectaculos.

Reforço das ligaçoes
com os cursos no
ambito do Economia,
Gestao e Narketing,
Comunicaçao e !magem
e T!C e Nultimédia.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


186
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.6. Artesanato
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Narketing research para produtos
artesanais da Regiao: tendências
da moda, comportamentos e
escolhas dos consumidores e
mercados potenciais (no vestuario,
na alimentaçao, na decoraçao de
interiores, nos têxteis-lar,...)
Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing de
produçoes artesanais enquanto
recursos da cultura e património
regional para fins turisticos, ludicos,
educativos e cientificos
Superior
(nível 5}

Médio
(níveis 3 e
4}
!novaçao e qualidade técnica
(qualidade das matérias-primas e
da execuçao técnica)
Empresarios; Profissionais do
marketing e da comunicaçao
(Técnicos de marketing research;
Director/ responsavel de
marketing; Director/ responsavel
de comunicaçao e imagem; .);
Designers (varias vertentes);
gestores de produto; Directores/
responsaveis de compras;
Directores/ Responsaveis de
vendas; Designer Comercial;
Nerchandiser; Técnico comercial;
Técnico de vendas; Promotor de
vendas; Consultor de Comércio.

Pode envolver também perfis em
areas complementares, como
sejam: Consultores em Cultura,
Lazer e Educaçao; Gestor/
Técnico de Organizaçao de
Eventos; Gestor/ Consultor de
Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Alimentaçao e
Saude.

Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
empresas do sector,
fornecedores
especializados,
nomeadamente em
marketing, comunicaçao e
imagem e em design e
inovaçao do produto,
camaras municipais,
associaçoes locais e
sectoriais e entidades
publicas e privadas com
competências na area).

Formaçao de Docentes e
Formadores.

Cursos de Oualificaçao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos
conteudos
necessarios a
formaçao destas
competências nos
cursos de Gestao e
Narketing
(nomeadamente,
marketing turistico)
e Design
(especialidades que
servem o sector).

!novaçao e design do produto
Oualidade técnica
Promoçao e venda de produtos
artesanais
Oualidade de serviço
!nformaçao turistica especializada
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Organizaçao e gestao de negócios
artesanais
Empresarios; Designers (varias
especialidades); Artesaos (varias
especialidades); Encarregado de
loja; Técnico comercial, Técnico
de vendas, Empregado comercial,
vendedor de loja; Promotor de
vendas.
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.

Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao de
Adultos.
Cursos de Formaçao
Avançada.
__

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


187
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.7. Saúde e serviços sociais
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Superior
(nível 5}
Concepçao e marketing de serviços
de saude e bem-estar
(segmentaçao de
publicos/necessidades) e de
serviços de apoio a vida pessoal e
familiar integrados
Gestores/ Directores técnicos de serviços
de saude; Gestores/ directores técnicos de
serviços de acçao social;.

Profissionais do marketing e da
comunicaçao (Técnicos de marketing
research; Director/ responsavel de
marketing; Director/ responsavel de
comunicaçao e imagem;.).
__
Acçoes de Formaçao-
-Consultoria
(envolvendo
prestadores de cuidados
de saude e de serviços
sociais, publicos e
privados, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
sectoriais, universidades
e centros de
investigaçao e entidades
reguladoras do sector).

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de
Economia, Gestao e
Narketing e Gestao de
Serviços de Saude.
Terapias para a saude e bem-estar
(serviços especializados de
medicina, enfermagem, medicinas
alternativas, outras técnicas
terapêuticas e de reabilitaçao,...)
Desporto para a saude e bem-estar
(serviços especializados)
Dieta, nutriçao e saude
Natureza, saude e bem-estar
(serviços especializados)
Animaçao e entretenimento para a
saude e bem-estar (serviços
especializados)
Tecnologias e instalaçoes para
saude e bem-estar (equipamentos,
organizaçao de espaços e
interiores,...)
Superior
(nível 5}


Médio
(níveis 3 e
4}

T! em saude (informaçao,
diagnóstico remoto,
aconselhamento, body
monitoring,...)
Técnicos de saude (varias especialidades),
técnicos de diagnóstico e de terapia (varias
especialidades), Nutricionista, Dietista,
Técnicos de equipamento hospitalar;
Director técnico de serviços de acçao
social; Educador social, Técnico de serviço
social, Técnico de integraçao social,
Psicólogos (varias especialidades),
Animador Sociocultural, Técnicos de
educaçao (varias vertentes),...

Pode envolver também perfis em areas
complementares, como sejam: Gestor/
Consultor de Gastronomia e Restauraçao;
Consultor em Alimentaçao e Saude;
Gestor/ Consultor em ¨Turismo de Saude e
Bem-Estar";

Profissionais de turismo e de desporto
directamente envolvidos na prestaçao de
serviços (animadores, monitores, .).

Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.



Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
prestadores de cuidados
de saude e de serviços
sociais, publicos e
privados, fornecedores
especializados, camaras
municipais, associaçoes
sectoriais, universidades
e centros de
investigaçao e entidades
reguladoras do sector).

Formaçao de Docentes
e Formadores.

Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
-Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Saude.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


188
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO

5.7. Saúde e serviços sociais (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Apoio aos cuidados de saude
(serviços, processos e
tecnologias)
Cuidados pessoais e de
apoio a vida pessoal e
familiar (serviços, processos
e tecnologias)
Médio
(níveis 3 e
4}

Básico
(nível 2}
Oualidade de serviço
Profissionais directamente
envolvidos no apoio aos cuidados
de saude e na prestaçao de
cuidados pessoais e de apoio a
vida (auxiliar de acçao médica,
vigilante/ acompanhante de
crianças, técnico de acçao
educativa, monitor de actividades
ocupacionais, animador
sociocultural, assistente familiar e
de apoio a comunidade, agente
em geriatria, outros monitores e
animadores, ajudante de
cuidados pessoais, empregado de
serviços de limpeza, .).
Reforço da oferta de
¨dupla certificaçao" e de
CET e/ou reforço dos
conteudos necessarios a
formaçao destas
competências.
Cursos de Oualificaçao,
Reconversao,
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

RvCC (escolar e
profissional).

Educaçao e Formaçao
de Adultos.
__ __


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


189
5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.S. Educação
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Antecipaçao de necessidades
e planeamento da oferta de
educaçao e formaçao
(interacçao economia,
inovaçao e educaçao e
formaçao)
Segmentaçao, motivaçao e
sofisticaçao da procura de
educaçao e formaçao ao
longo da vida
Novos sistemas de
aprendizagem e novas
metodologias
Educaçao e formaçao de
jovens
Educaçao e formaçao de
adultos
Superior
(nível 5}



Netodologias e processos de
reconhecimento, validaçao e
certificaçao da experiência
!nvestigadores em ciências da
educaçao, economia e inovaçao;
Especialistas/ gestores de
politicas de educaçao e formaçao
(concepçao, monitorizaçao e
avaliaçao); Gestores de
financiamento publico;
Empresarios/ Gestores de
entidades de ensino e formaçao
(publicas e privadas);
Professores, Formadores,
Consultores, Técnicos de RvCC,
Técnicos de aconselhamento e
orientaçao vocacional, Técnicos
de informaçao e orientaçao
profissional, Tutores, Nonitores,
Animadores, .

__
Acçoes de Formaçao-
Consultoria (envolvendo
fornecedores de ensino
e formaçao, publicos e
privados, fornecedores
especializados em areas
complementares,
associaçoes sectoriais,
universidades e centros
de investigaçao e
entidades reguladoras
do sector).

Desenvolvimento de
competências para a
competitividade, inovaçao e
cooperaçao
Desenvolvimento de
competências-chave para a
sociedade do conhecimento
Educaçao para a saude
Educaçao para o ambiente
Superior
(nível 5}


Médio
(níveis 3 e
4}
Educaçao para a cultura
Professores, Formadores,
Consultores, Técnicos de RvCC,
Técnicos de aconselhamento e
orientaçao vocacional, Técnicos
de informaçao e orientaçao
profissional, Tutores, Nonitores,
Animadores, Técnico de Acçao
educativa, Animador
sociocultural.

Técnicos de saude, ambiente,
cultura e outras areas com
intervençoes educativas.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências na
actual oferta de ¨dupla
certificaçao" e de CET
que pode servir o
sector.
Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

Bolsas para Professores
/!nvestigadores.

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento.

Cursos de Formaçao
Avançada.

Projectos de
!nvestigaçao.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências
nos cursos de Ciências
da Educaçao, Formaçao
de Professores e
Formadores, Economia,
Sociologia e Gestao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL


190

5. OUTRAS DINÄMICAS SECTORIAIS: COMPETÈNCIAS E OUALIFICAÇÕES PARA O FUTURO
5.S. Educação (cont.}
Oferta de Educação e Formação
Nível de
qualificação
Competências
Oualificações]perfis
profissionais
1.1. Oualificação
Inicial
1.2. Adaptabilidade
1.3. Formação
Avançada
Ensino superior
Apoio aos serviços
educativos
Educaçao para a saude
Educaçao para o ambiente
Educaçao para a cultura

Básico
(nível 2}
Oualidade do serviço
Auxiliar de acçao educativa;
Acompanhante/ vigilante de
crianças; Acompanhante/
vigilante de jovens; Assistente
familiar e de apoio a comunidade.
Reforço dos conteudos
necessarios a formaçao
destas competências na
actual oferta de ¨dupla
certificaçao" e de CET
que pode servir o
sector.
Cursos de
Aperfeiçoamento e
Especializaçao para
Activos.

__ __



ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



191
V V. . O OR RI IE EN NT TA AÇ ÇÕ ÕE ES S P PA AR RA A O O
D DE ES SE EN NV VO OL LV VI IM ME EN NT TO O D DA A O OF FE ER RT TA A
A analise dos documentos de orientaçao estratégica regional no horizonte de 2013,
sobretudo, o Plano de Desenvolvimento Económico e Social e os Programas
Operacionais para o Potencial Económico e valorizaçao Territorial e para a valorizaçao
do Potencial Humano e Coesao Social, evidenciam a necessidade de desencadear um
processo consistente de mudança de ciclo no desenvolvimento regional, com destaque
para as dimensoes do desenvolvimento económico e empresarial.
Essa necessidade emerge da situaçao de encruzilhada em que a Regiao se encontra:
o ciclo de investimento material, embora tenha gerado importantes
externalidades de suporte ao investimento económico (acessibilidades internas,
infraestruturaçao para acolhimento empresarial - leia-se Parques Empresariais -
, .), nao foi aproveitado de forma dinamica e proveitosa pela iniciativa
empresarial regional;
a dinamica de produçao de diplomados nas areas de gestao, bem como os
programas de apoio ao empreendedorismo realizados com recurso a meios
apreciaveis, nomeadamente com enquadramento das Associaçoes Empresariais,
nao se reflectiram no crescimento do espirito empresarial, nem no ritmo de
crescimento da natalidade empresarial na Regiao, sobretudo no segmento da
inovaçao tecnológica dos produtos e serviços;
as condiçoes actuais da competitividade internacional tendem a penalizar
seriamente as produçoes e serviços regionais cuja margem de penetraçao nos
mercados externos tem vindo a estreitar-se, designadamente, em sectores de
especializaçao com fortes impactes directos e induzidos no emprego e na
economia regionais, com destaque para o turismo.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



192
A encruzilhada sucintamente caracterizada esta muito presente nos traços fortes da
Analise SWOT apresentada neste Estudo (Capitulo !) e encontra-se bastante latente na
construçao dos cenarios para o futuro da economia regional (Capitulo !!).
A perspectiva que o Estudo construiu em matéria de competências, adoptou um
registo exigente, procurando situar a superaçao dos problemas existentes em matéria
de qualificaçoes num patamar significativamente elevado de modo a constituir um
padrao de referência com:
(i) utilidade para as empresas e outras organizaçoes, no dominio do recrutamento
de recursos humanos e qualificaçoes, emitindo sinais estruturantes para as
trajectórias de relaçao, p.e., dos jovens com o mercado de trabalho e a procura
de qualificaçoes gerais e especificas, dirigida as diferentes modalidades da
oferta de formaçao inicial, inserida no mercado de emprego ou dentro do
sistema de ensino;
(ii) utilidade para as entidades da oferta de formaçao escolar e profissional que
desenvolvem as suas estratégias de construçao de ofertas formativas e de
estruturaçao de recursos formativos (logisticos, técnicos e humanos) e que
recebem um sinal quanto as exigências de (re)ajustamento das metodologias
de formaçao face ao perfil de competências requerido, em resposta aos
requisitos dos perfis profissionais quer dos perfis em transformaçao, quer dos
perfis emergentes.
Este padrao de referência comporta implicaçoes importantes para o desempenho de
uma função regulação no espaço das atribuiçoes e competências da Direcçao Regional
de Formaçao Profissional, com destaque para as que reportam:
(i) a acreditaçao das entidades formadoras;
(ii) a qualidade de organismo de tutela de um importante operador da formaçao de
qualificaçao inicial inserida no mercado de emprego (o Centro Regional
Formaçao Profissional); e
(iii) a gestao do Programa Operacional valorizaçao do Potencial Humano e Coesao
Social, designadamente no Eixo Prioritario Educaçao e Formaçao que enquadra
a generalidade das tipologias de Acçoes correspondentes as diversas
modalidades de qualificaçao inicial e de formaçao continua.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



193
Na relaçao com o desenvolvimento de competências, designadamente na perspectiva
das respostas dinamicamente ajustadas as propostas formulada no Capitulo !v deste
Estudo, esta funçao reguladora tem uma importante expressao justamente no terreno
da gestao estratégica dos recursos de financiamento das tipologias de acçoes
destinadas a apoiar a formaçao escolar e profissional na Regiao, no horizonte de 2013.
Os resultados positivos alcançados em matéria de qualificaçao dos recursos humanos,
ao longo da ultima década, reconhecidos pela generalidade dos intervenientes no ciclo
formativo, devem ser mantidos/melhorados, no horizonte 2013.
A melhoria qualitativa desses resultados, pressupoe a adopçao de critérios de
selectividade que contribuam para valorizar os ganhos do passado e sinalizar os niveis
de prioridade de novas orientaçoes estratégicas, com impacte na produçao e na
dinamizaçao de novas competências. Esses critérios devem reflectir, um conjunto de
pressupostos e valoriza-los na apreciaçao das candidaturas as diferentes tipologias de
acçao do Eixo Prioritario ! do Programa:
papel mais pró-activo das entidades empregadoras, na identificaçao de
necessidades e no enquadramento das formaçoes disponiveis e em
progressao (nomeadamente, integrando respostas aos problemas de inovaçao
organizacional e reorganizaçao do trabalho);
reorientaçao do papel das unidades formativas da rede publica em direcçao as
modalidades de formaçao continua, designadamente de reconversao, com
reflexos no desenvolvimento e consolidaçao de recursos formativos de tipo
novo que enquadrem problemas de qualificaçao de base e necessidades
especificas associadas a transferibilidade de competências;
papel activo e inovador das entidades formadoras na reorientaçao dos
conteudos e recursos/métodos formativos para melhorar as respectivas
¨performances" em areas novas, especificas e globalmente mais exigentes;
aplicaçao dos critérios de selecçao, mais orientada para estimular a eficacia do
ajustamento entre a oferta e procura, das organizaçoes e dos individuos;
melhoria dos niveis de relaçao entre empreendedorismo e competências, e
vice-versa, enquadrando mais satisfatoriamente a problematica da formaçao
empresarial desenvolvendo novas ofertas formativas quer em areas de gestao
(estratégica e geral), quer em areas técnicas especializadas;
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



194
estimulo a certificaçao de formaçoes adquiridas por via informal e nao formal,
que carecem de formaçao escolar de base;
deslocaçao do eixo de acumulaçao da "démarche" formativa para a formaçao
ao longo da vida, abrangendo a formaçao de especializaçao, a formaçao de
reconversao e a formaçao empresarial (empresarios, dirigentes, gestores e
quadros técnicos);
novo estimulo a criaçao de percursos individuais de formaçao, para o que se
torna necessario dotar as entidades dos sub-sistemas de formaçao escolar e
profissional de capacidades técnicas adequadas ao desenvolvimento de uma
abordagem do acesso a formaçao pela via da procura.
Na perspectiva do trabalho desenvolvido no ambito deste Estudo Prospectivo dos Perfis
Profissionais para o Reforço da Competitividade e Produtividade da Economia Regional
(200//2013), os quadros seguintes sintetizam a importancia (e a aposta estratégica)
das intervençoes de educaçao e formaçao para dar resposta a três grandes tipos de
sectores: low, medium e high skill (Ouadro v.1) e identificam as medidas mais
importantes, no ambito dessas intervençoes (Ouadro v.2).
Este ultimo quadro deve ser, igualmente, interpretado como um elemento de
referência para qualificar/concretizar a aplicaçao, orientada segundo prioridades
objecto de reflexao neste Estudo, dos critérios de selectividade, atras caracterizados.
Da leitura do mesmo, importa destacar o seguinte:
A importancia da oferta de qualificaçao inicial, em particular na formaçao de
médias qualificaçoes (nivel 3 e nivel + de ¨dupla certificaçao") para o conjunto
dos focos sectoriais de competitividade considerados e para uma significativa
parte dos outros sectores, nomeadamente dos que conjugam expectativas de
crescimento significativo, intensidade de mao-de-obra e necessidades futuras
de maior qualificaçao.
A importancia da ¨formaçao para a adaptabilidade" quer na perspectiva da
indispensavel recuperaçao dos défices de qualificaçao de base, quer na
perspectiva da efectiva capacidade de reconverter, actualizar, especializar e
aperfeiçoar competências em funçao de necessidades e de prioridades
sectoriais, empresariais e individuais. No primeiro caso, recorrendo a oferta
massiva de RvCC escolares (ao nivel do basico e do secundario) e profissionais
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



195
conjugados com percursos formativos mais adequados e mais curtos no ambito
da educaçao e da formaçao de adultos. Estao neste segmento nao apenas a
larga maioria da populaçao empregada em sectores low-skill e medium-skill,
como podemos ver no Ouadro v.2., mas também uma significativa parte da
populaçao empregada noutros sectores de actividade, nomeadamente na
Administraçao Publica, e, ainda, da populaçao desempregada. Este é, alias,
também o retrato da estrutura de qualificaçoes do pais.
A importancia da formaçao para empresarios, em particular de micro e
pequenas empresas, para gestores e técnicos com capacidade de decisao em
areas criticas e ainda para empreendedores e agentes de intermediaçao/ de
inovaçao. Estao contempladas neste ambito, as acçoes de formaçao-
consultoria, com reconhecida capacidade de chegar as micro e pequenas
empresas e de desenvolver projectos de cooperaçao para a qualificaçao
empresarial, e ainda os cursos de formaçao avançada.
A capacidade de produzir altas qualificaçoes é igualmente fundamental para o
futuro da economia regional. Neste caso, destacamos nao apenas a importancia
da oferta de ensino superior mas também de formaçao avançada que vise mais
directamente as prioridades e as necessidades de desenvolvimento social e
económico da Regiao. Por outro lado, que favoreça a produçao e a
transferência de novo conhecimento, em particular aquele que esta
estreitamente ligado a capacidade de inovaçao, de geraçao de novos negócios
e de novos empregos e ao reforço de ¨novos focos sectoriais de
competitividade". Estas ofertas sao particularmente criticas na sustentaçao dos
sectores high-skill.


ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



196

Ouadro V.1 Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação, segundo os Focos
Sectoriais de Competitividade e outros Sectores
Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação
Focos Sectoriais de
Competitividade e outros
Sectores
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3.
Formação
Avançada
Ensino
superior
Ambiente, Energia e Oceanos +++ +++ +++
SE!C +++ +++ +++
Cultura e Património + +++ +++
Saude ++ ++ +++ +++
High-skill
Educaçao + ++ +++ +++
Turismo 8 Acolhimento +++ +++ +++ +
Nedium-skill
Transportes ++ ++ ++
Agro-Alimentar +++ +++ +++
Pescas, Aquicultura + +++ +
Transformaçao do Pescado + +++ +
Outra !ndustria
Transformadora
++
+++
+
Artesanato ++ +++ +
Construçao Civil e Obras
Publicas
++
+++
++
Comércio ++ +++ ++
Low-skill
Acçao social e serviços de
proximidade
+++
+++
+ +
Legenda: + Nenos importante; ++ !mportante; +++ Nais importante
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



197

Ouadro V.2 Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação
segundo os Focos Sectoriais de Competitividade e outros Sectores
Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação Focos Sectoriais
de
Competitividade
e outros
Sectores
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3.
Formação Avançada
Ensino
superior
Ambiente, Energia
e Oceanos

S!EC
Oferta de
¨dupla
certificaçao"
(niveis 3 e +)

Cultura e
Património
+

Saude
Oferta de
¨dupla
certificaçao"
(niveis 3 e +)
RvCC (escolar -
basico e secundario
- e profissional)

Educaçao e
Formaçao de
Adultos

Cursos de
Oualificaçao/
Reconversao/
Aperfeiçoamento e
Especializaçao de
Activos
High-skill
Educaçao +
Formaçao de
Docentes e
Formadores
Bolsas para Professores/
!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento

Cursos de Formaçao
Avançada para
Empresarios, Gestores,
Técnicos,
Empreendedores e
agentes de
intermediaçao/ agentes
de inovaçao

Projectos de
!nvestigaçao
Oferta de cursos
e de
especializaçoes
com interesse
para o
desenvolvimento
da Regiao
Legenda: + Nenos importante; ++ !mportante; +++ Nais importante
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



198
Ouadro V.2 Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação,
segundo os Focos Sectoriais de Competitividade e outros Sectores
Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação Focos Sectoriais
de
Competitividade
e outros
Sectores
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3.
Formação
Avançada
Ensino superior



Turismo 8
Acolhimento






+
Nedium-
skill
Transportes
Oferta de
¨dupla
certificaçao"
(niveis 2, 3 e
+)


RvCC (escolar e
profissional)

Educaçao e
Formaçao de
Adultos

Cursos de
Oualificaçao/
Reconversao/
Aperfeiçoamento
e Especializaçao
de Activos

Acçoes de
Formaçao-
Consultoria

Bolsas para
Professores/
!nvestigadores

Programas e Bolsas
de Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento

Cursos de Formaçao
Avançada para
Empresarios,
Gestores, Técnicos,
Empreendedores e
agentes de
intermediaçao/
agentes de inovaçao

Projectos de
!nvestigaçao

Legenda: + Nenos importante; ++ !mportante; +++ Nais importante

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



199
Ouadro V.2 Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação,
segundo os Focos Sectoriais de Competitividade e outros Sectores (cont.}
Apostas Estratégicas da Oferta de Educação e Formação Focos Sectoriais
de
Competitividade e
outros Sectores
1.1.
Oualificação
Inicial
1.2.
Adaptabilidade
1.3.
Formação Avançada
Ensino
superior



Agro-Alimentar
Oferta de ¨dupla
certificaçao"
(niveis 2, 3 e +)
Bolsas para
Professores/
!nvestigadores

Programas e Bolsas de
Pós-Graduaçao,
Nestrado,
Doutoramento e Pós-
Doutoramento

Cursos de Formaçao
Avançada para
Empresarios,
Gestores, Técnicos,
Empreendedores e
agentes de
intermediaçao/
agentes de inovaçao

Projectos de
!nvestigaçao

Pescas, Aquicultura + +
Transformaçao do
Pescado
+ +
Outra !ndustria
Transformadora
+
Artesanato +
Construçao Civil e Obras
Publicas



Comércio
Cursos de Formaçao
Avançada para
Empresarios,
Gestores, Técnicos,
Empreendedores e
agentes de
intermediaçao/
agentes de inovaçao

Low-skill
Acçao social e serviços
de proximidade

Oferta de ¨dupla
certificaçao"
(niveis 2, 3 e +)








RvCC (escolar -
basico e secundario -
e profissional)

Educaçao e
Formaçao de Adultos

Cursos de
Oualificaçao/
Reconversao/
Aperfeiçoamento e
Especializaçao de
Activos

Acçoes de
Formaçao-
-Consultoria
+ +
Legenda: + Nenos importante; ++ !mportante; +++ Nais importante

No ambito da intervençao da Direcçao Regional de Formaçao Profissional, importara destacar
aquelas que poderao ser as principais apostas estratégicas no actual quadro de referência
(Agenda Tematica do Potencial Humano) para o financiamento publico da educaçao e formaçao
profissional - 200/ a 2013 - e no quadro das prioridades nacionais assumidas na ¨!niciativa
Novas Oportunidades" e na Reforma da Formaçao Profissional em curso, nomeadamente:

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



200
¨Estratégia de recuperaçao do défice de qualificaçoes"
Tal como no pais, é ja evidente que a reconversao da estrutura de qualificaçoes nao se
fara, em tempo util, apenas pelo investimento na educaçao excessivamente concentrado
na formaçao inicial das camadas jovens. A necessaria aposta na educaçao e formaçao
de adultos e nos processos de RvCC, por um lado, mas também a necessaria melhoria
da eficiência e do sucesso da educaçao e formaçao de jovens sao duas estratégias
fundamentais para o upskilling real e acelerado do capital humano disponivel na Regiao.
Deste ponto de vista, é essencial, a curto prazo, dispör no terreno de uma oferta de
serviços especializados para processos de RvCC escolares (basico e secundario) e de
ofertas de educaçao e de formaçao de dupla certificaçao (9º ano e nivel 2; 12º ano e
nivel 3) ajustadas as necessidades dos adultos. Os Centros Novas Oportunidades (CNO)
sao hoje as plataformas centrais na prestaçao destes serviços e no encaminhamento de
jovens e adultos pouco qualificados.
Esta é uma estratégia fundamental para que a Regiao possa garantir uma ¨infra-
estrutura de conhecimento minimo" que alicerce o reconhecimento e o desenvolvimento
de competências mais especificas e mais inovadoras.
¨Estratégia de aposta nas médias qualificaçoes"
Em simultaneo, a capacidade de deslocar a estrutura de qualificaçoes da Regiao para o
patamar das médias qualificaçoes é absolutamente decisiva. Só assim, se podera
garantir a médio-longo prazo uma real possibilidade de reforçar os niveis de
competitividade e de produtividade da economia regional.
Nesta estratégia, nao apenas sera necessaria uma estreita conjugaçao com a primeira,
¨puxando" a procura de RvCC o mais possivel para o patamar do secundario e
apostando seriamente na recuperaçao das camadas dos adultos jovens que
abandonaram a escola precocemente. Como também, sera necessario aumentar o peso
(ainda reduzido) das ofertas de dupla certificaçao ao nivel do secundario, enquanto
alternativas realmente mais atractivas para os jovens, e apostar, em simultaneo, na
oferta de cursos de especializaçao tecnológica (CET) de nivel +.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



201
Trata-se de reforçar, a partir da base, o stock potencial de capital humano na Regiao, o
qual tem estado sujeito a baixos niveis de rendimento escolar. Este é também um dos
problemas mais criticos cuja superaçao tera que ser conseguida a muito curto prazo e
que sustentara, em grande parte, uma aposta continuada nas médias qualificaçoes. Por
outro lado, quaisquer destas ofertas sao hoje ja acessiveis também pela via do
reconhecimento dos aqduiridos pelo que poderao ser alternativas interessantes para a
formaçao de técnicos e quadros das empresas e da administraçao publica com
experiência profissional mas sem a correspondente certificaçao formal.

No fundo, esta em causa ¨construir uma oportunidade" concreta de conjugar duas estratégias
para que, num horizonte relativamente encurtado, seja possivel deslocar o ¨eixo de
qualificaçao" da populaçao da Regiao, das baixas para as médias qualificaçoes. Actualmente
apenas 20¾ da populaçao total da Regiao tem o equivalente ao ensino secundario completo,
significando este indicador que em cada 10 residentes apenas 2 estao no patamar das médias/
altas qualificaçoes. Se nada for feito no sentido de acelerar este processo, até 2015 prevê-se
que este indicador cresça para perto dos 28¾ vindo a atingir em 2025, apenas 32¾, ou seja,
muito abaixo do necessario para garantir a viabilidade e a sustentabilidade de novos factores de
competitividade e de novos padroes de especializaçao.
Para além dos niveis de qualificaçao, é ainda fundamental fazer opçoes e estabelecer
prioridades no que respeita a que qualificaçoes e a que competências produzir. Estas opçoes
consubstanciam a possibilidade de se pör em pratica o que foi aqui proposto com o ¨Nodelo de
Oualificaçoes e Competências para o Futuro da Economia Regional", ou seja, de se conjugar a
indispensavel ¨!nfra-estrutura de Conhecimento Ninimo" com o desenvolvimento, em tempo
util, do necessario ¨Conhecimento de Alavancagem" e ¨Conhecimento Focalizado. Foi neste
sentido que avançamos com a identificaçao das qualificaçoes e das competências necessarias
por sector de actividade (Capitulo !v).
Algumas destas propostas, sao ja, a curto-médio prazo, enquadraveis nas estratégias definidas.
Outras serao certamente mais exigentes e apenas enquadraveis num horizonte temporal mais
alargado. No entanto, é fundamental que as opçoes de curto-médio prazo viabilizem a
afirmaçao progressiva de uma economia regional mais intensiva em conhecimento, mais
inovadora e mais competitiva.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



202
A implementaçao destas estratégias nao é naturalmente facil num contexto em que os
investimentos continuados em educaçao e em formaçao têm estado seriamente comprometidos
quer pela lógica de reproduçao geracional de baixas qualificaçoes, quer por uma estrutura
empresarial fragmentada e, em boa parte, assente em padroes de concorrência pouco
exigentes. Para o efeito, considera-se essencial:
A capacitaçao e a inovaçao da oferta de educaçao e formaçao na Regiao: oferta de
RvCC escolares e profissionais conjugados com ofertas de educaçao e formaçao
modulares, de curta duraçao e ajustaveis a percursos de aprendizagem individuais;
reforço dos cursos de natureza profissional ao nivel do secundario e dos CET, em areas
e qualificaçoes deficitarias e criticas para o futuro desenvolvimento da Regiao; reforço
da atractividade efectiva destas ofertas.
O estimulo da procura individual e empresarial de educaçao e formaçao: este é um dos
elementos mais criticos da profunda mudança que é necessario fazer no panorama das
qualificaçoes nacional e também regional. Os baixos indices de participaçao dos activos
na formaçao ao longo da vida, também visiveis na Regiao (vide Capitulo !!!., ponto 1.),
associados ao predominio e a preferência pelas baixas qualificaçoes e a dificuldade de
chegar as micro e pequenas empresas devem constituir eixos fundamentais de
intervençao. Sugere-se a utilizaçao dos instrumentos que actualmente existem quer no
ambito das campanhas de promoçao das ¨Novas Oportunidades", quer na celebraçao de
protocolos com entidades empregadoras (nomeadamente, com a Administraçao Publica,
central e local), com associaçoes empresariais e locais, ou outras entidades relevantes,
para pör em marcha projectos de qualificaçao dos seus trabalhadores, quer ainda na
utilizaçao dos incentivos a procura individual de formaçao (cheque-formaçao) previstos
no financiamento publico, entre outros passiveis de serem concebidos e implementados
pioneiramente na Regiao.
A utilizaçao do Catalogo Nacional de Oualificaçoes (CNO), instrumento que actualmente
regula as qualificaçoes de nivel 2 e 3, estruturando a oferta de educaçao e formaçao de
adultos e o reconhecimento de adquiridos (de dupla certificaçao) e que esta
progressivamente a integrar as qualificaçoes de nivel +, produzidas ao nivel dos CET. A
utilizaçao do CNO pela Regiao devera ser:
• por um lado, no sentido da apropriaçao das qualificaçoes nele disponiveis e que
interessem a estratégia regional de educaçao e formaçao;
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL



203
• por outro, devera ser no sentido do propor o alargamento, a actualizaçao e a
inovaçao do próprio catalogo, colaborando com as entidades responsaveis pela sua
gestao (Agência Nacional para a Oualificaçao (ANO), Conselho Nacional da Formaçao
Profissional (CNFP) e Conselhos Sectoriais para a Oualificaçao (CSO) na identificaçao
e integraçao de novas qualificaçoes e novas competências, nomeadamente aquelas
que considerem necessarias a Regiao.
Um significativo aproveitamento do Programa Operacional valorizaçao do Potencial
Humano e Coesao Social, designadamente no Eixo Prioritario Educaçao e Formaçao,
para as prioridades regionais da qualificaçao massiva da populaçao, na linha daquelas
que sao hoje as prioridades nacionais, com o objectivo estratégico de fazer deslocar, em
tempo util, o ¨eixo de qualificaçao" da populaçao para o patamar das médias
qualificaçoes, mas, em simultaneo, fazer opçoes e definir prioridades para o
desenvolvimento de ¨novas qualificaçoes e competências para novos empregos" numa
economia regional mais competitiva.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

205
B BI IB BL LI IO OG GR RA AF FI IA A

Almeida, António; Nartins, !sabel (2003) - Services and Information Society in an outer-
lying region: the case of Madeira Island, X!!!th !nternational Conference of RESER,
Ateliers de la Fucam.
Centro de Empresas e !novaçao na Nadeira (200+) - IN.TRACK - Insular Region
Knowledge Tracker, Deriverable 2.1.1 (Regional Evaluation Report}, Centro de
Empresas e !novaçao na Nadeira.
Comissao Europeia (200+) - Terceiro Relatório sobre a Coesão Económica Social -
Principais indicadores regionais.
Direcçao Regional de Trabalho (2006) - Estatísticas do Trabalho: Ouadros de Pessoal
2004, Direcçao de Serviços de Estatisticas do Trabalho da Direcçao Regional do Trabalho,
Funchal, Julho.
Downey, Liam (2005) - Agri-food industries & rural economies, competitiveness &
sustainability the key role of knowledge, European Commission.
DPP (2001) - "Clusters" e políticas de inovação - conceitos, experiências europeias e
perspectivas de aplicação a Portugal; Planeamento e Prospectiva n.º /
DPP (2005) - Pólos de competitividade como instrumento para relançamento
industrial de França e a competitividade territorial, !nformaçao internacional. Analise
Económica e Politica.
DPP (2006) - Clusters, centros de excelência e potencial de inovação nas regiões
exportadoras; Planeamento e Prospectiva n.º 13.
DRC!E (200+) - OUAL & RAM: Estudo sobre a estratégia regional para a qualidade na
RAM, Relatório Final, Direcçao Regional do Comércio, !ndustria e Energia (DRC!E)/vice-
Presidência do Governo Regional da Nadeira.
DRE (200+) - Estatísticas do Emprego na RAM - Série retrospectiva 199S-2003,
Direcçao Regional de Estatistica.
DRE (2006) - Madeira em números 2005, Direcçao Regional de Estatistica da Nadeira.
Ducatel, Ken; Burgelman, Jean (1999) - The future project: employment map, !nstitute for
Prospective Technological Studies.
Espirito Santo Research (2006) - Turismo: uma marca nacional - Oportunidades de
Negócio, "turismo em Portugal: visões para o futuro" CCB Setembro 2006.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

206
European Foundation for the !mprovement of Living anda Working Conditions (200+) - Sector
Futures - the future landscape for european food policy, European Nonitoring Centre on
Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - Europes's food sector at a crossroads, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - the future of the food and drink sector, European Nonitoring Centre on
Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - health and social services - visions for the future, European Nonitoring
Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2003) - Sector
Futures - the future of health and social services in Europe, European Nonitoring
Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - policies and actions for a healthy Europe, European Nonitoring Centre on
Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2005) - Sector
Futures - the knowledge - intensive business services sector, European Nonitoring
Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2005) - Sector
Futures - the hotels and catering sector, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2005) - Sector
Futures - transport: policy issues, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - transport: where are we going?, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (200+) - Sector
Futures - transport: which direction?, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2003) - Sector
Futures - policies, issues and the future of ICT, European Nonitoring Centre on Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2003) - Sector
Futures - the future of IT - now it's getting personal, European Nonitoring Centre on
Change.
European Foundation for the !mprovement of Living and Working Conditions (2003) - Sector
Futures - shaping the future of ICT, European Nonitoring Centre on Change.
Governo Regional da Nadeira (2006) - Programa Operacional de Valorização do
Potencial Humano e Coesão Social da Região Autónoma da Madeira - Proposta,
Novembro.
!CEP (2001) - Análises "SWOT" sectoriais, Direcçao de Comércio e !nternacionalizaçao.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

207
!ESE (2001) - Estudo Prospectivo de desenvolvimento empresarial da Madeira, AC!F.
!NE - CAE Rev. 2
!NE (2003) - Infoline
!NOFOR (1999) - Construção Civil e Obras Públicas em Portugal, Colecçao Estudos
Sectoriais, n.º +, !NOFOR.
!NOFOR (2001) - Comércio e Distribuição em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º
15, !NOFOR.
!NOFOR (2001) - Pescas e Aquicultura em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 16,
!NOFOR.
!NOFOR (2001) - O sector Agro-Alimentar em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º
1/, !NOFOR.
!NOFOR (2001) - Oualidade: tendências, qualificações e formação, Colecçao
Dominios Profissionais, n.º 1, !NOFOR.
!NOFOR (2002) - O sector da Energia em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 21,
!NOFOR.
!NOFOR (2002) - O sector da Agricultura em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º
22, !NOFOR.
!nstituto Regional de Emprego (2005) - Plano Regional de Emprego da Região Autónoma
da Madeira 2005-200S, Secretaria Regional dos Recursos Humanos, Funchal.
!OF (2005) - O Turismo em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 2/, !OF.
!OF (2005) - O sector dos Serviços de Informação e Comunicação, Colecçao Estudos
Sectoriais, n.º 28, !OF.
!OF (2006) - A Indústria do Equipamento Eléctrico e Electrónico em Portugal,
Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 29, !OF.
!OF (2006) - O sector do Ambiente em Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 30, !OF.
!OF (2006) - Preservação, Conservação e Valorização do Património Cultural em
Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 31, !OF.
!OF (2006) - O sector das Actividades Artísticas, Culturais e de Espectáculo em
Portugal, Colecçao Estudos Sectoriais, n.º 33, !OF.
!OF (2006) - O sector das Actividades Artesanais em Portugal, Colecçao Estudos
Sectoriais, n.º 35, !OF.
!OF (2006) - O domínio Administrativo e Financeiro, Colecçao Dominios Profissionais, n.º
+, !OF.
Jorgensen, Birte (2005) - Key Technologies for Europe energy - final draft, Riso National
Laboratory.

ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

208
Nateus, Augusto (2005) - A economia baseada no conhecimento e os desafios
estruturais do crescimento em Portugal, Ordem dos Economistas, Delegaçao Regional da
Nadeira.
Nateus, Augusto (2005) - Competitividade Territorial e Coesão Económica e Social -
volume 3 - Regiao Autónoma da Nadeira.
Nateus, Augusto (2006) - Competitividade Territorial e Coesão Económica e Social das
Regiões Portuguesas, Apresentaçao das grandes linhas conclusivas do estudo realizado para
o Observatório do OCA
Nericia G.; Teresinha D. (2001) - O Cluster do Turismo em Portugal.
Neves, A. Oliveira - Região Autónoma da Madeira: Desenvolvimento regional, emprego
e formação 1993]2003".
Neves, A. Oliveira (2001) - Estudo Prospectivo das Necessidades de Formação
Profissional na Madeira, Direcçao Regional de Formaçao Profissional.
Neves, A. Oliveira (2006) - Avaliação ex-ante do Programa Operacional Valorização do
Potencial Humano e Coesão Social (relatório final), Gabinete Oliveira das Neves-
Consultoria, Estudos e Projectos.
OCDE (1999) -
1
Boosting innovation - the cluster approach.
OCES (s/d) - 4º Inquérito Comunitário à Inovação (C!S +).
PDES (2006) - Plano de Desenvolvimento Económico e Social 2007-2013 - Estratégia
e prioridades de desenvolvimento da Região Autónoma da Madeira, Narço.
Plano Tecnológico (s/d) - Clusters e sectores, Documento de Trabalho n.º 3, Unidade de
Coordenaçao do Plano Tecnológico.
PRO !NNO EUROPE - European innovation scoreboard 2006 - Comparative analysis of
innovation performance.
Scapolo, Fabiana (coord) (2003) - The future of manufacturing in Europe 2015-2020 -
the challenge for sustainability, !nstitute for Prospective Technological Studies.
Scapolo, Fabiana et al (1999) - The futures project: the competitiveness map - avenues
for growth, !nstitute for Prospective Technological Studies.
Scapolo, Fabiana; Cahill, Eamon (1999) - The futures project: technology map, !nstitute
for Prospective Technological Studies, Seville.
Thurow, Lester (2002) - Desenvolvimento sustentável - estratégia para a RAM, Nadeira
TECNOPOLO, PRA! Nadeira.
UN!C (2006) - A sociedade da informação em Portugal.
Uniao Europeia (s/d) - Sétimo Programa-Ouadro (FP7} para a I&D Tecnológico (2007-
2013}.
Weber, R. Natthias (2005) - Environmental techologies - background papel for the
European Commission's high level group on key technologies, European Commission.
ESTUDO PROSPECTIVO DOS PERFIS PROFISSIONAIS
PARA O REFORÇO DA COMPETITIVIDADE E
PRODUTIVIDADE DA ECONOMIA REGIONAL (2007/2013) RELATÓRIO FINAL

209

Sites consultados:
www.gee.min-economia.pt/resources/docs/publicacao/RT/cluster_turismo.pdf
www.portugal.gov.pt/NR/rdonlyres/DAAC9E26-D06/-+CAA-A33D-
2F2F/0FD22D//0/PO_Nadeira_Fse.pdf
www.dre.srpc.pt
http://epp.eurostat.ec.europa.eu
www.oces.mctes.pt
www.eurofound.eu.int