UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SANTARÉM CURSO DE TECNOLOGIA EM PROCESSAMENTO DE DADOS

Josiane Lima de Oliveira

PROCESSO DE MODELAGEM DE QUALIDADE DE SERVIÇOS EM REDES SEM FIO

Santarém – Pará 2003

UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ CAMPUS UNIVERSITÁRIO DE SANTARÉM CURSO DE TECNOLOGIA EM PROCESSAMENTO DE DADOS

PROCESSO DE MODELAGEM DE QUALIDADE DE SERVIÇOS EM REDES SEM FIO

Trabalho de Graduação apresentado ao Curso de Tecnologia em Processamento de Dados do Campus Universitário de Santarém da Universidade Federal do Pará para obtenção do grau de Tecnólogo em Processamento de Dados, orientado pelo professor Cássio David Borralho Pinheiro.

Santarém – Pará 2003

Este trabalho é dedicado a todos os estudantes e profissionais da área de informática, em especial ao meu orientador Cássio Pinheiro por toda sua dedicação e amizade.

PROCESSO DE MODELAGEM DE QUALIDADE DE SERVIÇOS EM REDES SEM FIO

Josiane Lima de Oliveira

PARECER: Este trabalho foi julgado e aprovado para obtenção do grau de Tecnólogo em Processamento de Dados do Curso de Tecnologia em Processamento de Dado da Universidade Federal do Pará – Campus de Santarém. Conceito: _______________ ______________________________ Prof. Esp. Cássio David Borralho Pinheiro
(Orientador)

______________________________ Prof. Msc. Deam James Azevedo Silva ______________________________ Prof. Msc. Guilherme Augusto Barros Conde

Santarém – Pará 2003

Resumo

Com a notória tendência na utilização de redes sem fio, nos mais variados ambientes, principalmente onde é inviável a utilização de redes tradicionais, torna-se evidente a necessidade de se estabelecer critérios para a implantação das mesmas. Um dos fatores mais importantes a serem detalhados na implantação de qualquer rede, assim como nas wireless, é a garantia de serviços na utilização de aplicativos “pesados”, tais como os multimídia. Para tanto, faz-se necessário uma análise detalhada dos parâmetros e requisitos necessários para o estabelecimento adequado do fluxo de dados pela rede. A provisão de QoS em wireless possui certa complexidade devido a fatores como a divergência entre os padrões e características do meio. Logo, a definição de um modelo de implantação de qualidade de serviço em redes sem fio proporcionaria um grande avanço na utilização de mídias como áudio e voz. Este trabalho não visa determinar um esquema específico de QoS em wireless. Seu principal objetivo é servir como base para isto, detalhando de forma abrangente as entidades envolvidas nesse processo, tais como os parâmetros específicos, modelos de dados, funções de coordenação do meio, assim como políticas de priorização das classes dos diversos tipos de tráfego gerados pela rede. Dessa forma, as principais entidades envolvidas no processo de provisão de QoS serão detalhadas para melhor uso em futuras implementações de esquemas específicos de QoS em redes sem fio.

1.2. DiffServ -Arquitetura de Serviços Diferenciados 3.1.1. Novas tendências 2. Principais serviços 1. IntServ – Arquitetura de Serviços Integrados 3.4.6.Sumário Resumo Introdução 1.1. Topologia das Wireless 2. Espectro Eletromagnético 2.1. Dimensionamento 3. Internet 1. Vantagens de se conectar computadores 1.5.2.4. Novas tendências 3.3.3. Principais características 2. O surgimento da Internet 1.1. Redes e Internet 1.4.4. Redes Wireless 2.5. O protocolo TCP/IP 1. MPLS . Mecanismos utilizados para garantia de QoS 4. Aplicações das Wireless 2.4. QoS em Redes e Internet 3.2.2. Modelagem do tráfego das diversas mídias 4.3.2.2. Novas tendências 1.1. Características de QoS em Redes IP 3.3.1.6.3.6. Modelagem de QoS em Wireless Conclusão Referências Bibliográficas 1 5 5 6 7 8 9 10 10 12 14 15 17 18 19 19 20 21 22 23 25 25 27 27 28 29 30 31 31 31 33 33 35 37 39 40 43 46 47 .2. Funções de acesso ao meio 4. Meios de transmissão de dados 1.1.3.1. SBM .4.2.MultiProtocol Label Switching 3. Tipos de implementação de QoS em Redes IP 3.1.3.6.1. Dificuldades na implementação de QoS 4. Classificação das Redes 1. A necessidade de implementação de QoS na Internet 3.6.1.1. Características da transmissão sem fio 2.4.2. Meios de transmissão sem fio 2. Surgimento das Redes de computadores 1.Subnet Bandwidth Management 3. Parâmetros de QoS 4.3. QoS na Subcamada de Controle de Acesso ao Meio 4. QoS em Wireless 4.1.3.3.3.

por mímicas ou escrituras rústicas em pedras. ou seja. podemos considerar que foram um dos principais causadores do que hoje conhecemos como o fenômeno da globalização. seu acesso nem sempre foi fácil. Contudo. . como ter de digitar um texto em uma máquina de escrever ou trocar de canal em uma televisão sem controle remoto. as facilidades são a garantia de maior lazer através de jogos em rede. quando não pela fala. As redes vieram proporcionar maior agilidade e interatividade em ambientes corporativos e domésticos. porém. isso seria tornar atividades corriqueiras e facilmente resolvíveis com a utilização de computadores em atividades cansativas e de grande esforço. por exemplo. podemos citar como principais benefícios o compartilhamento de recursos. Assim como o mundo se tornou globalizado. passaram a proporcionar maior troca de informações entre si. os computadores também. que se tornou possível a comunicação e troca de informações entre pessoas em diferentes pontos do mundo de forma rápida e eficaz. de tal forma que hoje é impossível para uma pessoa globalizada que vive em meio ao capitalismo selvagem imaginar o simples fato da extinção dos computadores. seria o fim. Aliás. maior confiabilidade. integridade dos dados e melhor atendimento aos clientes. Já em redes pessoais ou domésticas. Desde a época das pedras. troca de dados e principalmente o acesso à internet. através da agilização no processo de busca de dados ou inserção dos mesmos em bancos de dados que passaram a ser compartilhados entre diversos computadores. o homem evoluiu e sua maneira de agir e de se comunicar foi ganhando novas vertentes. pois foi com a implementação das redes de computadores. desde fazer pesquisas sobre saúde à possibilidade de mandar e-mails ou bater papo com pessoas que podem estar em outros países [TAN 97]. que proporciona uma infinidade de opções. No primeiro. a comunicação entre as pessoas já era possível. Para os seres sedentaristas acostumados com o uso da tecnologia. interligação entre computadores através de algum meio de transmissão.1 Introdução A busca pela informação vem de longos tempos atrás.

agilizando processos como o de busca de documentos importantes para alguma transação comercial. As redes móveis. o homem vive em constante evolução tecnológica e ficar preso a um escritório ou em casa em frente a um computador. como rapidez na instalação. Dentre elas podemos citar: a interferência. No momento o homem continua em busca de informação e de acesso rápido. em relação às redes cabeadas. banda estreita. diminuição de equipamentos e principalmente a possibilidade de acesso a dados remotos. ou para estabelecer uma conexão de internet em um computador de bolso. flexibilidade. já não condiz com sua atual realidade. mesmo os computadores não estando fisicamente interligados. também conhecidas como redes sem fio ou wireless. as wireless trazem enormes benefícios para seus usuários. e principalmente . as wireless podem ser utilizadas em ambientes onde seria inviável a instalação de cabos. são uma modalidade de redes de computadores que utilizam como canal de transmissão o ar. que se forem utilizadas por outros equipamentos próximos podem causar até a perda de dados. As redes móveis vêem se popularizando. ainda existem muitas questões a serem solucionadas. as redes proporcionam muita variedade aos seus usuários. Como podemos observar.2 Em fim. Diferentemente das redes cabeadas. contudo surge a necessidade de aliar isto tudo a sua mobilidade. falta de segurança. devido a vários fatores. mobilidade. Isso se torna viável através do uso de duas tecnologias que se adaptam muito bem. onde a movimentação não permitiria a existência de cabos interligando os equipamentos. devido a utilização de determinadas freqüências. como foi anteriormente citado. porém. por exemplo. Porém. a internet e as redes móveis [SAU 03]. portátil ou até mesmo celular. pesquisas e o que mais for requisitado em momentos de trabalho exteriores a empresa ou domicílio. devido a acidentes geográficos. Ou seja. as redes móveis são um ambiente propício para quem necessita se conectar a computadores em determinado local sem estar presente e de quebra ter disponível acesso à internet para envio de correio eletrônico. que necessitam de uma infra-estrutura adequada para a interligação de computadores através de cabos de cobre ou de fibras óticas.

Grandezas como as taxas de transmissão das diversas mídias através das wireless e a vazão efetiva do meio. Através desses padrões será possível garantir qualidade de serviço na transmissão de multimídia. tecnologias. como o 802.11e. como veremos no decorrer deste trabalho. Um dos motivos pelo qual as wireless ainda não se firmaram frente as cabeadas é exatamente o fato da dificuldade de garantia na qualidade de seus serviços. Isso ocorre porque as wireless não oferecem largura de banda apropriada para transmissão eficiente de dados como voz e também pela falta de padronização. como videoconferência e VoIP (Voz sobre IP).3 falta de padronização entre as variações mais conhecidas atualmente como a 802. 802.11b ou WiFi [REV 02]. Redes e Internet: Aborda de forma sucinta sobre as principais características. já existem ou estão em fase de conclusão novos padrões desenvolvidos pelo IEEE (Instituto de Engenharia Eletroeletrônica). Porém.11g e o 802. Redes Wireless: Está focalizado nas redes wireless. aplicações e tendências dessa categoria de rede. este trabalho está organizado nos seguintes capítulos: 1.11a e 802. também como no capítulo sobre redes. 2. enfatiza as principais características. Para o cumprimento de seus objetivos. Observando estes fatos temos como objetivo específico deste trabalho a apresentação do processo de modelagem e parametrização dos diferentes requisitos de aplicações em wireless. que hoje são bastante utilizadas em redes cabeadas com QoS. A importância de poder suprir essas expectativas traz a necessidade de um estudo mais elaborado sobre as grandezas envolvidas nesse processo. tecnologias e tendências das redes de computadores em geral. .11i que trarão maior compatibilidade no uso dessa tecnologia. que força a criação de soluções proprietárias que acabam trazendo benefícios apenas para poucos isolados.

QoS em Wireless: É voltado de forma mais específica para a implementação de QoS em wireless. sendo que tenta descrever o processo de modelagem de parâmetros necessária para que a Subcamada de Controle de Acesso ao Meio possa prover serviços de qualidade.4 3. sua necessidade e seus mecanismos de funcionamento. . 4. QoS em Redes e Internet: Visa dar um maior embasamento sobre os mecanismos de qualidade de serviços em redes do tipo IP e conseqüentemente na Internet. bem como conceituar de forma geral o que vem a ser QoS.

sendo operados apenas por especialistas. porém autônomos. scanners. Certos computadores passaram a ser responsáveis por prover algum serviço na rede. Portanto. o que causou a denominação de CPD (Central de Processamento de Dados) para as salas onde ficavam os mainframes e seus operadores [SCH 00]. as operações com cálculos ou bancos de dados foram ficando cada vez mais complexas e exigindo máquinas melhores e especializadas em determinados problemas.5 1 . O compartilhamento de recursos passou a cobrar muito mais dos equipamentos. por exemplo. as redes passaram a ser constituídas não só por computadores. Com o passar do tempo.Surgimento das Redes de Computadores As redes de computadores surgiram da necessidade de compartilhamento de recursos. plotters. arquivamento e contas de usuários. isto é. Dentre os principais motivos. foi um dos mais relevantes. por exemplo. fazia-se necessário manter vários hosts interligados. Contudo. o sistema computacional era extremamente centralizado. Esses computadores eram enormes e ocupavam salas inteiras.Redes e Internet 1. eram compartilhados por diversos terminais que faziam acesso direto aos seus recursos de processamento e impressão. Nessa época. Antes da guerra. em plena Segunda Guerra Mundial. os computadores foram diminuindo e o poder de processamento aumentando. a idéia de compartilhamento já existia. a possibilidade de assegurar dados em computadores distintos. que se fossem perdidas poderiam ser recuperadas em outro ponto da rede. que pudessem armazenar informações importantes durante a guerra. porém. impressoras. mais sim por diversos equipamentos de . A diversidade de equipamentos de informática também aumentou. Como conseqüência desses fatores. Isso tudo devido às circunstâncias em que foram implementadas. começaram a ganhar mercado. como de impressão. Os grandes mainframes da década de 60.1 . Os mainframes foram substituídos por servidores e os terminais por microcomputadores. onde a segurança das bases de dados tinha bastante importância em virtude de tal hostilidade.

estabelecer transmissão de sinais. onde seu uso passou a ser indispensável. infravermelho. basta este estar compartilhado em uma rede que o processo levará apenas alguns segundos para ser realizado. Alguns autores consideram também os meios magnéticos. também chamados de UTP ou STP. velocidade na transmissão de dados e segurança. crescendo assim a necessidade de sua implementação em diversos locais.6 informática. Dentre os meios guiados temos os cabos de par trançado. sendo por isso menos flexíveis e mais caros que os de par trançado. porém. as fibras óticas. porém estes são utilizados na transferência de dados apenas quando há inexistência de rede ou esta se encontra com problemas. o coaxial e a fibra ótica. 1. Hoje. Os cabos de par trançado. Os cabos coaxiais possuem uma blindagem mais robusta. Os meios não-guiados são uma promessa para o futuro em termos de difusão. possuem baixo custo e flexibilidade. sendo os mais utilizados em redes locais devido a essas características. A última categoria de meios guiados.Meios de transmissão de dados Os computadores. laser. a situação é bem diferente. Antigamente existiam as chamadas redes SneakerNet. é uma verdadeira evolução em termos de banda passante. são também bastante utilizados em LANs que necessitem de maior segurança em termos de interferência nos dados. são semelhantes aos cabos utilizados na telefonia. assim como outros dispositivos podem se conectar.2 . Existem atualmente cinco meios de transmissão sem fio: rádio freqüência. para copiar um arquivo de um computador para outro. Tais meios serão descritos no capítulo sobre redes wireless. devido ao fato das pessoas gastarem sapatos indo de um computador a outro com um disquete na mão. são ainda muito caras e exigem uma infra-estrutura adequada [CAR 00]. porém. . através de dois meios: os guiados (através de fios) e os nãoguiados (sem fios) [TAN 97]. microondas e satélite.

com a utilização de programas de mensagem instantânea. a segurança dos dados será bem maior do que se estes estivessem centralizados em uma única máquina. que se aplica tanto à possibilidade de manter um mesmo arquivo ou programa sendo acessado por várias máquinas. criando backups de bases de dados. como também pela diminuição de custos e agilização nos processos internos a uma organização ou escritório particular. etc. através de computadores espalhados pelo mundo. Outra grande vantagem no que se refere às redes de computadores reside no fato delas proporcionarem maior confiabilidade. as redes propiciam uma verdadeira comodidade. .7 1. A palavra chave em redes de computadores é sem dúvida “compartilhamento”. drives de CD-ROM. quanto a dispositivos como impressoras. pois não será necessário ter uma impressora para cada computador. como era feito antigamente. pois dados importantes poderão ser armazenados em mais de um host. que possuem recursos muito bons se forem bem explorados. Através desse recurso. A busca por informação torna imprescindível que a comunicação e o acesso a dados sejam feitos de forma veloz. visto que. Não só no que diz respeito ao compartilhamento de arquivos. Através desse recurso. fax. scanners.3 . ou vários drives de gravação de CD. que exigem rapidez e eficiência. dentre outros. correio eletrônico. Para tanto. basta para tanto que estes estejam em rede e compartilhados para que outros possam utilizá-los sem maiores gastos. as redes podem baratear os investimentos em um escritório. Manter-se sempre atualizado deve ser uma constante para quem vive em meio a negócios. e a comunicação entre pessoas também tem sido agilizada.Vantagens de se conectar computadores Os benefícios adquiridos por quem têm uma rede de computadores são muitos. dados podem ser pegos remotamente.

chegando a abranger um país ou continente inteiro. em relação a sua dimensão [TAN 97]: Rede Local ou LAN: caracterizadas particularmente por serem redes privadas de pequena extensão. Rede Metropolitana ou MAN: é na verdade uma extensão de uma LAN. Essas redes utilizam um padrão especial chamado DQDB (Distributed Queue Dual Bus). limitando-se normalmente a uma sala. pois utiliza tecnologias semelhantes. onde os computadores são ligados. Rede de Longa Distância ou WAN: também chamadas de Redes Geograficamente Distribuídas. Quando um pacote é enviado para uma estação que não está ligada diretamente à outra. Redes por difusão: temos como dois exemplos as redes de topologia anel e as de barramento. um prédio ou um campus.4 . Quanto à topologia. A maioria das redes de longa distância implementa essa topologia. sendo que uma MAN pode atingir áreas maiores como um grupo de escritórios vizinhos ou uma cidade inteira. são mais extensas que as MANs.8 1. podendo ser pública ou privada. este será transmitido de estação a estação. sendo que são diferenciadas por compartilharem um único canal de comunicação entre as várias estações conectadas. sendo que cada um pertence a um par de estações da rede. que consiste em dois barramentos. Como conseqüência as mensagens enviadas por um computador são recebidas por todos os outros que .Classificação das Redes As redes de computadores podem ser classificadas basicamente em três tipos. as redes podem ser classificadas em [SCH 00]: Redes Ponto-a-ponto: são constituídas por diversos canais de comunicação.

tanto que já existe uma nova versão do protocolo IP. Tal característica vem se alastrando devido às facilidades proporcionadas pelo emprego das mesmas. Atualmente existe também a convergência entre a interligação de celulares e dispositivos móveis às redes de computadores. possibilitando que uma unidade móvel troque de rede sem interrupção de conexões/sessões estabelecidas [BAR 03]. o número de equipamentos conectados à Internet vai aumentar consideravelmente. Isso porque quando uma unidade móvel se desloca entre diferentes redes. baixa interferência e banda larga no caso das redes de fibra ótica e mobilidade nas wireless. que possui uma estrutura de endereçamento de 128 bits. Contudo. enquanto o atual. mas só são aceitas pelo que tiver o mesmo endereço do destinatário que vai junto com a mensagem. Hoje a palavra chave no que se refere à mobilidade e acesso às informações está intimamente relacionado às redes wireless. . o IPv6. 1. Contudo.Novas tendências Atualmente. as redes padrões que utilizam cabos na interconexão de computadores. pois conserva sua configuração. as wireless já suprem bem essa demanda. esta perde sua conexão. No que tange à mobilidade. promete acabar com esse problema. já não são as únicas nesse crescente mercado. devido proverem esse recurso apenas localmente. a tendência é o uso cada vez mais intenso das redes de computadores. tal protocolo permitirá um número muito maior de conexões [BAR 03].9 estão na mesma rede. com ênfase à Internet. Com isso. porém ainda não são completas. Alguns estudiosos afirmam que no futuro só existirão redes wireless ou de fibra ótica.5 . Mobilidade IP. também chamado IPv4 possui apenas 32 bits de endereçamento. Tais características são bastante almejadas como velocidade. o MIP. pois suas características agradam a maioria dos usuários de redes [TAN 97].

Logo.Internet 1. É necessário um estudo cuidadoso para a escolha da implementação adequada da rede em qualquer ambiente em que for requisitada sua aplicação. nem sempre a melhor em termos gerais é a ideal para problemas específicos. a busca dos seus usuários será sempre pela facilitação de seus anseios. é uma interligação de redes.6 . segurança. o 3G. que envolveu os Estados Unidos e a União Soviética. A Power Line Comunication (PLC). 1. Proporciona dessa maneira uma maior padronização na utilização dessas redes. que permitirá a transmissão de voz e dados entre os aparelhos móveis. qualidade de serviço e como destaque atualmente. gerenciamento. Padronização essa que vem sendo alcançada pelos sistemas de telefonia de terceira geração. A velocidade de transferência nesse meio pode chegar a 14 Mbps. Para se defender. Sem esquecer que para cada problema existe um tipo de rede que melhor se adapta. O surgimento da internet está vinculado diretamente a Guerra Fria.O surgimento da Internet A internet é a rede mundial de computadores. ou seja. que permite a computadores pertencentes a diversas redes se comunicarem e estabelecerem troca de dados. Como podemos observar a tecnologia de redes tem evoluído bastante nos últimos anos.10 O MIP também pode ser visto como uma forma de interação entre diferentes tecnologias de wireless e com as tradicionais redes cabeadas [BAR 03]. confiabilidade. mobilidade. é um exemplo dessa tecnologia. ou melhor.1 . tais como de acesso rápido. os Estados Unidos criou uma . que permite transmissões de sinais por onda portadora através da rede elétrica. sendo uma alternativa viável e barata para quem não dispõe de linha telefônica ou fibra ótica em suas instalações [LIM 01].6. assim como a sua aceitação. Outra tecnologia de redes que vem emergindo é a que utiliza as extensões e tomadas elétricas.

que possibilitaram maior capacidade de tráfego para a rede [ESP 02]. Mas. A BBN (Bolt. em diferentes topologias e arquiteturas. domínios. a Internet passou a ser utilizada também para fins comerciais. sua administração e operação foram descentralizadas. Com isso. A interligação da rede NSFnet com a ARPANET em 1986 propiciou o surgimento oficial da Internet [CYC 99]. ou ARPA (Advanced Research Projects Agency). sendo que apenas alguns serviços como distribuição de endereços. Com a extinção do backbone da ARPANET e conseqüente criação de outros como o ANSNET e o EBONE da Europa. era necessário que houvesse algo que permitisse de forma padronizada a comunicação entre estes. abriu licitação em 1968 para que fosse desenvolvido o seu sistema de transmissão de dados. Esse aumento na utilização da Internet também foi incentivado pela criação da NSFnet da Fundação Nacional da Ciência. . A partir desse momento a interligação entre os computadores foi se alastrando pelas Universidades. para qual o governo americano fez uma doação de supercomputadores. Benarek & Newman) foi escolhida e em 1969 a primeira comunicação entre dois computadores remotos através de modems pode ser realizada com sucesso [ESP 02]. com tantos computadores interligados.11 Agência de Desenvolvimento de Projetos Avançados. pesquisas e padrões ficaram sobre responsabilidade de algumas instituições vinculadas à mesma [CYC 99]. A ARPA através de um plano que ficou conhecido como ARPANET. cujo objetivo era o de dar um impulso tecnológico em seus mecanismos de defesa [ESP 02]. centros militares e pequenos grupos de interessados. Regras e padrões para essa conversação foram definidos através de um protocolo chamado TCP/IP.

quando o mesmo caiu em esquecimento. passou a se chamar de TCP/IP e substituiu completamente o NCP em 1983. também chamado pilha TCP/IP é um conjunto de definições sobre a comunicação entre computadores de diferentes arquiteturas. Fazem parte desta camada processos e aplicativos que acessam a rede. Podemos dizer que é a linguagem utilizada entre as redes.6. qualquer fabricante pode alterar sua implementação. como o IP. Telnet – permite o acesso remoto à outra máquina. ou seja. que utilizava o NCP (Network Control Protocol) como protocolo. os serviços padrões que utilizam a rede possuem uma determinada porta que se comunica diretamente com o protocolo específico da camada de transporte. Sendo que. pode ser usado em vários ambientes do Unix ao Windows [CYC 99]. Os protocolos mais conhecidos dessa camada são: HTTP – permite a transferência de hipertextos pela WWW.2 . Foi criado por volta de 1970 por uma equipe liderada por Vinton Cerf para padronização da comunicação da ARPANET.O protocolo TCP/IP O protocolo TCP/IP. Com essa divisão que ocorreu em 1975. O TCP passou a ser utilizado em 1975 e logo ficou claro a necessidade de dividi-lo em dois segmentos: TCP para controle de fluxo e o IP que foi criado para garantir a conectividade entre os equipamentos. Um dos motivos do grande sucesso do TCP/IP é o fato dele ser aberto. A pesquisa deu origem ao TCP [FER 01]. . ao invés de números. Além disso. SNMP – permite o envio e recebimento de e-mails. A pilha TCP/IP é constituída por quatro camadas [TOR 01]: Camada de aplicação: é responsável pelo intercâmbio entre os aplicativos e a camada de transporte. DNS – permite a identificação de máquinas através de nomes.12 1.

O TCP define modo de transporte com confirmação. além de oferecer serviços como: controle de fluxo. Essa camada adiciona aos datagramas informações sobre a rota que deverá ser percorrida. Camada de interface de rede: é responsável pela inclusão do datagrama IP em um quadro específico de uma rede (p. ICMP – faz parte do protocolo IP. é através dele que cada equipamento na rede recebe um número chamado IP. sendo responsável por enviar uma mensagem para o transmissor caso o datagrama não consiga ser repassado por um roteador. é responsável pelo endereçamento das máquinas e roteamento dos dados na rede. RARP – realiza o serviço contrário ao do ARP. sendo por isso bastante utilizado para transmissão de informações de controle. verificação de erros e confirmação na conexão de redes.ex. ele verifica se o dado chegou a seu destino. ou seja. servindo como interface. ARP – é encarregado de fazer a conversão entre os endereços IPs para os MAC respectivos. sendo responsável por enviar os datagramas para a camada física. ou melhor.13 Camada de transporte: é responsável pelo empacotamento dos dados recebidos pela camada de aplicação. para sua identificação individual. Sua função primordial é a de roteamento. o TCP e o UDP. Camada de rede: também conhecida como camada de Internet. propicia que os datagramas cheguem mais rapidamente e pelo menor caminho ao seu destino. permite descobrir o endereço IP de uma máquina através do seu endereço MAC. Também é responsável pelo endereçamento das máquinas. inserir um datagrama em um frame . ao contrário do UDP que não faz esta verificação. Esta camada possui dois protocolos. ou seja. Cada pacote possui informações sobre as portas de origem e de destino dos dados. Fazem parte dessa camada os seguintes protocolos: IP – é o principal protocolo da pilha TCP/IP. ou seja.

WWW: é o serviço de acesso a informações por hipertexto. Telnet: este serviço possibilita o acesso remoto a máquinas conectadas à Internet. permitindo a execução de programas. Funciona. para que o mesmo seja enviado). FTP: é um serviço de transferência de arquivos entre computadores. fazendo com que datagramas IP possam ser enviados por um número bem diferenciado de arquiteturas de rede física.Principais serviços Através da implementação do protocolo TCP/IP aumentou consideravelmente o número de aplicações voltadas para a Internet. Também fazem parte desse serviço as listas de discussão. porém com comandos de manipulação de arquivos. É essa camada que permite a transparência do hardware da rede com relação aos aplicativos utilizados. onde o aplicativo servidor rodaria na máquina responsável por prover algum recurso e o cliente nas demais máquinas que fizessem acesso a esses recursos. desde que se tenha autorização para tal. visto que este protocolo possibilitou uma maior transparência na comunicação de computadores de diferentes arquiteturas.3 . de forma parecida com o Telnet. quando executado em linha de comando. seria necessária apenas a criação de um aplicativo cliente/servidor. permitindo que arquivos possam ser acessados e baixados de servidores FTP. Para tanto. Os programas servidores são os responsáveis pela transferência das mensagens pela Internet. temos [CYC 99]: E-mail: é um serviço de correio eletrônico que permite a troca de mensagens entre seus usuários. pois possibilita fazer pesquisas sobre os mais variados assuntos e navegar por diversas páginas criadas nos mais variados .6. Dentre os principais serviços disponíveis atualmente na Internet. 1. É sem dúvida um dos mais utilizados atualmente.14 Ethernet.

reuniões através de videoconferências. essas tecnologias ainda deixavam as páginas muito estáticas e pouco atrativas. as mudanças não param por aí. tornando as páginas mais ativas e diversificadas. e principalmente no entretenimento e comunicação entre pessoas. imagens. Mais. divulgação de normas internas a uma organização através das intranets. Para tentar dar mais vida à Internet foi criado um tipo de imagem animada cujo formato foi especificado como gif. Hoje. com a criação de verdadeiras rádios. foi a tecnologia de softwares como o flash que proporcionaram maiores alternativas de propaganda e dinâmica aos sites. que proporcionou maior movimento e interesse dos internautas que se viam surpreendidos pela aquela nova atração. Porém.15 países. . As primeiras home pages criadas eram compostas apenas por textos simples e alguns links que levavam a outras páginas. encontra-se em um momento de inovação. A Internet passou a ser utilizada para diversas finalidades como para educação à distância. Porém. propiciando um grande incentivo na venda de produtos pela Internet. juntamente com a utilização de linguagens como ASP ou PHP.Novas tendências É surpreendente a evolução ocorrida na Internet. jornal. ou programas que possibilitam comunicação em tempo real utilizando áudio e vídeo também têm ganhado mercado com a WWW. Isso faz da Internet um dos meios de comunicação mais completos. Tais páginas são constituídas por texto. fazendo com que um mundo novo seja descoberto a cada clique com o mouse. fornecendo um ambiente diversificado para a criação de bibliotecas e lojas virtuais. passaram a utilizar também imagens e sons de fundo. animações e principalmente links que são vínculos de ligação com outras páginas. Logo após. 1. TV. a crescente utilização da multimídia. Tais lojas virtuais são também conhecidas como comércio eletrônico e têm crescido bastante nos últimos anos.4 . pois integra rádio.6.

pesquisa. diversão.16 correspondência. . cultura e bate-papo em um único serviço [CUR 02]. Para finalizar. que promete revolucionar ainda mais o mundo da WWW e a implantação da Internet2. que visa aumentar a velocidade de acesso entre as diversas Universidades do país. ainda estão sendo desenvolvidos ambientes multidimensionais. também conhecidos como realidade virtual através da linguagem VRML.

Tal rede foi implementada devido à falta de condições ambientais. computadores pessoais de mesa. redes de computadores sem fio. através de fios telefônicos. a radiodifusão. que possibilitou o envio de mensagens através do código Morse. pois não era possível interligar as diversas ilhas do Havaí. onde se situavam as universidades. quando essa tecnologia deu um grande salto em desenvolvimento. Já as redes de computação móveis. sistemas de navegação e transmissões via rádio e satélite [LIM 00]. por exemplo: telefonia celular móvel. as redes wireless só despertaram maior interesse por volta de 1990. permitindo maior mobilidade aos seus usuários. uma rede sem fio pode ser definida como a interligação de vários equipamentos móveis ou fixos que utilizem o ar como meio de transmissão. novos serviços foram implementados como. Além disso. Podemos estabelecer dois tipos de redes de computadores que utilizam a tecnologia da comunicação sem fio: as redes de computação sem fio e as redes de computação móvel.17 2 . ou móveis como um PDA. foi a rede de ALOHA. Contudo. A possibilidade de interligação entre diversos equipamentos através da tecnologia de comunicação sem fio trouxe para o mercado uma maior diversidade de serviços e produtos. De forma geral. em conseqüência.Redes Wireless A comunicação sem fio já existe a um bom tempo. pois a facilidade e flexibilidade disponíveis agradam aos que necessitam de espaço e de mobilidade na utilização de redes ou outros equipamentos. um exemplo disso foi a criação do telégrafo sem fio no século XIX. Porém. As redes de computação sem fio são aquelas que permitem a interligação de máquinas sem a utilização de cabos. como: notebooks. com a evolução da informática. houve uma mesclagem entre esta e a tecnologia sem fio. o número de usuários tem crescido bastante. também utilizam a tecnologia sem fio. porém os equipamentos são totalmente móveis. sendo que estes equipamentos podem ser fixos. laptops e PDAs. A primeira rede de computação a utilizar uma tecnologia sem fio. .

Através dele. Esse padrão foi denominado de 802.4 GHz e a 22 Mbps. Estas redes operam a 2. Padrão 802. sendo que duas eram baseadas em técnicas de espalhamento espectral (spread spectrum): Espalhamento por Seqüência Direta (DSS). Padrão 802. sendo compatível com este.11b: as redes que utilizam este padrão são também conhecidas como redes WiFi.11.5 Mbps e 11 Mbps . ou wireless PHY.Principais características Em 1991.11a. bem como imunidade a interferências. 4 GHz e são incompatíveis com as 802. gerenciamento de streaming data e priorização do QoS. conforme descriminado abaixo [VER 02]: Padrão 802. também . Novas variantes foram especificadas a partir da definição do padrão 802.11a: wireless que utilizam este padrão operam a 5 GHz. com o objetivo de aumentar as taxas de transmissão. A taxa de transmissão definida no padrão original foi de 1 Mbps e 2 Mbps [JUN 03].11g: é considerado como uma evolução do 802.11e: o IEEE está desenvolvendo esse novo padrão na expectativa de prover um melhor gerenciamento de banda e de tráfego. Sendo que. foi solicitado ao IEEE a definição de um padrão para as redes wireless. Espalhamento Espectral por Saltos em Freqüência (FHSS).11 e só foi concluído em 1997. são definidas regras para a camada física e a subcamada de Controle de Acesso ao Meio das wireless [LIM 00]. Padrão 802.18 2. Além de propor coordenação híbrida.1 . com velocidade máxima de 54 Mbps e sua distância máxima de conexão é de aproximadamente 20 metros. Através de uma técnica de codificação podem chegar a 5. opera a 2. O padrão original definiu três camadas físicas.11b. e a outra em radiação infravermelha difusa (IR).

750 THz a 30 PHz. característica esta não suportada pelas demais. Ondas Infravermelhas . Raios Gama . estas ondas podem ser transmitidas a um receptor localizado a uma determinada distância [TAN 97]. Sendo que oferece dois métodos de criptografia o TKIP e o CCMP [MAI 03]. Padrão 802.11i: está sendo elaborado para melhorar a segurança das redes.1 – Características da transmissão sem fio 2. como comprimento e freqüência.1 .1. Destas zonas.300 GHz a 429 THz. como garantia de confiabilidade e integridade das transmissões. Raios X .3 GHz a 300 GHz. estas podem ser divididas em zonas.1. apenas as três primeiras podem ser utilizadas na transmissão de dados. que . que formam o espectro eletromagnético. Quando se instala uma antena de dimensões apropriadas em um circuito elétrico. são elas: Ondas de Rádio . substituindo o protocolo WEP.300 Hz a 3 GHz.19 funcionará de modo similar ao 802. Será uma resolução para os problemas encontrados no WEP. Microondas .30 PHz a 30 Ehz. Raios Ultravioleta . Luz visível .Espectro Eletromagnético As ondas eletromagnéticas são formadas a partir do movimento de elétrons no espaço livre.11a.1.30 Ehz a 3 ZHz. visto que podem ser moduladas.429 THz a 750 THz. possibilitando semelhante configuração de velocidade. 2. Conforme as propriedades das ondas eletromagnéticas.

sendo que hoje ainda são bastante utilizadas em lugares onde é inviável a passagem de cabos de fibra. e possuem banda razoável. Já quando a freqüência é alta. Por se propagarem em linha reta. porém perde-se muito na qualidade de transmissão. As ondas infravermelhas não atravessam objetos sólidos. As microondas foram utilizadas bem antes das fibras óticas para transmissões de longa distância. devido a não necessidade de licença. 2. São ótimas quanto ao custo.1. dependendo da freqüência.Meios de transmissão sem fio Rádio Freqüência: é utilizada na comunicação de longa e curta distância.2 . nem sofrem interferência de radiofreqüência e ondas eletromagnéticas. porém seu uso em ambiente externo é problemático devido sofrer interferências.1. Contudo. Microondas: utilizam freqüências muito altas. pois não interferem em outros sistemas. contudo se propaga em linha reta obrigando transmissores e receptores a estarem alinhados. ou de satélites quando a distância é muito grande. caso contrário faz-se necessário o uso de uma antena repetidora. garantindo maior segurança nesses ambientes. além de sofrer interferência de outras ondas eletromagnéticas e ser pago [CAR 00]. tanto de raios solares quanto de névoa. Infravermelho: é indicado para ambientes fechados como escritórios. o que faz com que sejam transmitidas em linha reta. possuem uma distância máxima entre as torres de comunicação. pode ultrapassar paredes e transpor obstáculos. Com freqüência baixa. poeira e chuva. são de difícil reprodução e podem representar riscos para a saúde. A rádio freqüência é bastante utilizada devido à velocidade de transmissão e a aplicabilidade em lugares hostis. pode percorrer grandes distâncias. comportando-se como ondas de luz. . São capazes de transpor obstáculos. pois sua direcionabilidade para transmissão é limitada. esse tipo de transmissão é pouco seguro por ser do tipo broadcast.20 apesar de terem maior freqüência.

AP: são os pontos de acesso. visto que. Logo. Satélite: os satélites são um veículo para a comunicação sem fio. Os satélites podem ser empregados para os mais diversos tipos de comunicação. rádio e até internet. . a área onde pode ocorrer a comunicação entre as STA.21 Laser: é um tipo de tecnologia de transmissão digital.1. como: telefonia celular. aberta. O laser utilizado em transmissões não é visível ao olho humano e pode sofrer interferências quando utilizado em ambiente externo ou quando a distância na comunicação for muito grande. O sistema que utilize essa tecnologia terá que possuir dois módulos compostos por um transmissor e um fotodetector de laser. 2. O tipo de transmissão utilizada é a "broadcast". ou seja. amplificá-los e enviá-los para o destinatário. geralmente é utilizada quando as outras formas de transmissão são inviáveis. Com a utilização dos satélites podemos interligar sistemas localizados em distâncias consideráveis. televisão.2 – Topologia de Wireless A topologia das wireless é composta por diversos elementos conforme especificados abaixo [MAA 03]: STA: são as estações de trabalho pertencentes a uma BSS. cobre distâncias pequenas de até 2 Km. Sua principal função é a de receber sinais. O custo de transmissões a laser não é caro e possui a vantagem de ser rápido e seguro. que possibilitam a interligação entre redes wireless e as redes tradicionais cabeadas. Eles podem ser encarados como repetidores de microondas. pois a transmissão é feita em linha reta. estes podem ser interceptados. BSS: é conhecida como a célula de comunicação wireless. a segurança dos sinais transmitidos só pode ser feita através de criptografia.

bem como faz as estatísticas para melhor administração do meio de transmissão. Quanto à topologia. Ad-Hoc: essas redes não possuem infraestrutura. IBSS: nesse tipo de célula as várias estações existentes se comunicam umas com as outras sem a necessidade de um AP [LAC 03].22 ESS: são várias BSS vizinhas que se interceptam e que possuem um AP que interliga as redes wireless com as cabeadas. as wireless podem ser classificadas em: Infraestruturadas: essas redes são constituídas apenas por EM e PA.Aplicações das Wireless A tecnologia sem fio é empregada em vários meios de comunicação. que então encaminhava as ligações aos seus destinatários. EM: Estações Móveis. sendo que não existe a figura do AP e as estações móveis se comunicam umas com as outras através do esquema peer-to-peer (ponto a ponto). desde os tempos antigos com o uso do telégrafo sem fio até hoje através da criação da nova geração de telefonia móvel. 2. Nessas redes o PA. Com a utilização da tecnologia sem fio esta comunicação passou a ser feita sem a necessidade de linhas .2 . Sendo que cada Ponto de Acesso é responsável pela conexão das estações móveis da sua cobertura com a rede tradicional. através de um aparelho telefônico ligado a uma linha que ia direto para a empresa provedora do serviço. concentrador de acesso. Na área de telefonia tivemos grandes avanços. decide quem pode acessar a rede. pois tudo começou com a possibilidade de estabelecer comunicação com uma pessoa fisicamente distante.

Além. Agora. possibilitando o aparecimento de aparelhos de telefonia sem fio. as wireless têm possibilitado avanços consideráveis nessa área de comunicação. Contudo. é claro de algumas estações móveis poderem movimentar-se em células de BSS vizinhas. é possível ter sempre um computador em mãos. bancos de dados remotos. a evolução na área de telefonia não ficou nesse estágio. Seu uso vai desde a transmissão de um jogo em uma televisão até as comunicações feitas via rádio em transportes aéreos e marítimos. os computadores também. Ou seja. Ou seja. e a partir dele enviar e acessar dados localizados em outras máquinas espalhadas pelo mundo.23 físicas de comunicação. Nas redes de computadores o progresso também tem sido pela busca de novos horizontes na forma de utilização dos computadores. a utilização da tecnologia sem fio não se restringe somente a redes de computadores. sem perder sua conexão. as pessoas podem acessar e-mails. 2. redes de computadores e TV a cabo que tendem a se fundir criando um novo padrão de comunicação num futuro bem próximo. porém a mobilidade dos celulares foi seguida por equipamentos de computação móvel por meio da utilização de meios de transmissão sem fio. assim como antigamente os telefones eram fixos. mais de dados.3 . hoje já é possível a transmissão não só de voz. Como percebemos. . num processo denominado roaming. Hoje. como pequenos arquivos de mensagens.Novas tendências A evolução da tecnologia de wireless trouxe para seus usuários uma nova gama de serviços. fotos e até vídeo. A aplicação da tecnologia sem fio abrange diversos ramos da comunicação. e até outros equipamentos interligados a redes fixas. e sim a um domínio bem mais amplo que envolve desde a comunicação entre eletrodomésticos até a junção de várias tecnologias como a de celular.

que utilizam cabos para transmissão de sinais.24 Assim como as redes tradicionais. e ainda permitir a equipamentos móveis a transmissão de dados. Através do Bluetooth tornou-se possível aperfeiçoar a comunicação sem fio entre telefones celulares e computadores. as redes wireless podem ser classificadas como: wireless locais (WLAN) e wireless de longa distância (WMAN) [LIM 00]. a perspectiva futura com a cada vez maior miniaturização da tecnologia móvel é a de interligação de wireless. Logo. ou WWAN. que dentre outras coisas visa aumentar a largura de banda e a velocidade das taxas de transferência. No que se refere às redes locais sem fio. tudo converge para possibilitar que um usuário de aparelho móvel possa ter domínio de várias coisas. dentre outros. sistemas de iluminação. Ou seja. Essa nova evolução da comunicação sem fio pretende alcançar velocidades de até 384 Kbps para usuários em movimento e 2. videoconferências e similares. uma tecnologia vem emergindo.05 Mbps para usuários fixos. possibilitando uma maior comodidade aos usuários desses serviços. Consiste em um padrão que foi desenvolvido em 1998 por um grupo de cinco grandes empresas do setor de telecomunicações e foi se expandindo com a adesão de novas empresas interessadas no desenvolvimento e aprimoramento dessa tecnologia. No que tange as redes wireless de longo alcance. Como podemos notar. bem como destas com as redes fixas. o maior objetivo a ser alcançado é o de possibilitar maior mobilidade e agilidade no acesso a informações remotas para uma melhor tomada de decisões. . aplicações multimídia. No projeto 3G existem várias organizações envolvidas para o desenvolvimento dessa tecnologia. desde a porta da sua casa até ao arquivo que está armazenado no computador pertencente à rede do seu escritório de trabalho. o Bluetooth. Além de permitir a interligação destes com outros equipamentos como portas eletrônicas. a tendência é a convergência para a tecnologia 3G.

sendo que algumas com maior privilégio que outras. querem poder acessar aplicações multimídia com velocidade e confiabilidade nas suas transmissões [RNP 03]. mais também por ser aberto a novas . 3. conforme veremos no tópico 3.1 . É como se o meio de transmissão fosse dividido e que dentro dele existissem várias filas. Sua implementação pode ser feita através da reserva de recursos ou da marcação de pacotes. Porém. ou seja.2. que requerem certo privilégio na transferência de seus dados. Hoje. em sua infraestrutura de tráfego. existem aplicações como videoconferência e VoIP.25 3 . formadas por dados de aplicações que não necessitem de tanta prioridade. Nos roteadores.QoS em Redes e Internet A implantação de redes de computadores requer uma estrutura de transmissão de dados capaz de suprir a cada vez maior largura de banda exigida pelas atuais aplicações multimídia. mais também remotos. Logo. fica claro que para a certificação de que esses dados vão chegar com a velocidade e integridade requeridas pelos seus usuários. vídeo e som. A priorização de determinadas aplicações é feita através da marcação dos pacotes transmitidos para diferenciar das demais aplicações. os usuários de computadores não querem utilizar apenas aplicativos locais. Para determinadas operações e aplicações as redes atuais são capazes de suprir as requisições de tráfego de forma adequada. A QoS é utilizada na Internet para garantir melhor desempenho na transmissão de dados. ou QoS. a rede terá que implementar qualidade de serviços. esses pacotes são enviados para uma fila específica. determinada pela sua prioridade e tipo de aplicação. e para isso exigem uma melhor qualidade nos serviços de apoio a esses tipos de dados.Características de QoS em Redes IP O protocolo mais utilizado nas atuais redes de computação é sem dúvida o TCP/IP não só por ser utilizado para o acesso à Internet.

Disponibilidade: este parâmetro também entra na fase de planejamento da rede e visa estabelecer uma espécie de medida de garantia de que haverá execução da aplicação ao longo do tempo. A SLA define quais parâmetros devem ser observados e delimitados. voz. dentre eles temos: Vazão: é a banda exigida por uma determinada aplicação para que esta opere de forma satisfatória. bem como pelos causados pela rede. ou seja. A Qualidade de Serviço é um esquema que visa proporcionar um ambiente confiável para a transmissão de dados multimídia (dados.26 implementações e ser multiplataforma. é a variação no tempo e na ordem dos dados a serem transmitidos. Já latência é a soma desse atraso. imagem. etc). Por tudo isso a análise das características de Qualidade de Serviço será feita aplicada a redes que utilizam esse protocolo [MAR 03]. este parâmetro é um dos requisitos de maior importância no planejamento de redes. O QoS limita essas taxas de perda para que os dados transmitidos possam ser entregues o mais completos possível. . ou simplesmente do delay. que exijam tempo real de resposta e acarretem grande tráfego na rede. Jitter: é variação no atraso fim-a-fim. gráfico. Mas. para que essa qualidade possa ser garantida. Perdas: refere-se às perdas de pacote IP que ocorrem devido a erros e congestionamento na rede. Essa solicitação de serviços por determinadas aplicações é conhecida como SLA (Service Level Agreement). é o tempo que leva para que os dados sejam entregues à aplicação solicitante. Atraso ou latência (delay): o atraso é o tempo de resposta. faz-se necessário à obediência a vários requisitos de transmissão das diversas mídias. Ou seja.

A Internet possui tecnologia baseada no princípio fim a fim. no qual toda complexidade deve ser executada nos sistemas finais. 3. o IETF. Para tal. bem como leitura e envio de e-mail. a demanda atualmente é por um tráfego mais pesado. isso não tem resolvido. esse serviço apesar de tentar encaminhar os pacotes o mais rápido possível.A necessidade de implementação de QoS na Internet A Internet como meio de acesso a informações. ou serviço de melhor esforço.27 3. com destaque a Internet. Logo. até porque o número de usuários tem aumentado e em certas circunstâncias de pico fica inviável garantir qualquer tipo de privilégio nesse esquema. órgão responsável pelas questões de engenharia de curto prazo na Internet. transferência de arquivos. que requerem controle do jitter para um recebimento mais satisfatório [KAM 00]. necessitam de mecanismos para a implementação de QoS. Em virtude disso. Existem várias técnicas de implementação de QoS em redes IP.Tipos de implementação de QoS em Redes IP Os parâmetros utilizados para garantir a qualidade de serviço devem atuar de acordo com o mecanismo fim-a-fim. seu serviço é sem conexão. está implementando alguns modelos de serviço conforme será visto no tópico a seguir. conforme abaixo: . Apesar dos provedores de acesso a internet (ISPs) tentarem amenizar esses problemas junto aos seus clientes aumentando a largura de banda.2 . que envolve a transferência de dados multimídia. fica claro e evidente que as redes IP.3 . Como utiliza o protocolo IP. tais como áudio e vídeo. conseqüentemente não oferece garantia de entrega dos datagramas a tempo. Porém. sobrando para a rede apenas serviços simples. é capaz de prover uma estrutura se não adequada ao menos aceitável para a manutenção desses serviços básicos. não faz qualquer tipo de garantia de QoS. nem que estes cheguem de forma correta ou em seu destino. do host de origem ao host de destino. ou seja.

A aplicação cliente utiliza o protocolo RSVP para que a rede garanta suas requisições. o tráfego dos dados proveniente da aplicação é identificado e roteado de acordo com a sua identificação e reserva. onde há troca de sinais de controle entre transmissor e receptor para que possa ser alocada a banda necessária no momento da transmissão. 2. bem como o endereço destino.IntServ – Arquitetura de Serviços Integrados Esse modelo de qualidade de serviço é caracterizado pela reserva dos parâmetros requeridos pela aplicação antes do estabelecimento da comunicação. da seguinte forma [MAR 03]: 1. A aplicação cliente verifica quais parâmetros de QoS são necessários.1 .28 3. .3. A rede verifica a possibilidade de aceitação da requisição. 3. sendo que esta pode ou não ser aceita pelos roteadores. Rotina de controle de admissão: determina se o tráfego de dados poderá ser suportado ou não pela banda disponível. O protocolo de sinalização utilizado é o RSVP. utilizando as mensagens de sinalização PATH e RESV. 4. Aceita a reserva. O IntServ é definido por um conjunto de recomendações (RFC) [JUN 00]. O IntServ é implementado através dos seguintes componentes [JUN 00]: Protocolo de sinalização (RSVP): atua antes da transmissão dos dados. Sua utilização não influi nos tráfegos anteriormente aceitos pelos roteadores. No IntServ as aplicações solicitam suas requisições de QoS através do protocolo RSVP. A PATH é enviada pelo transmissor e possui todos os parâmetros de QoS necessários. Já a RESV realiza o procedimento de reserva de recursos. tentando garantir a reserva dos recursos solicitados.

a porta e o número de protocolo. Escalonador de pacotes: analisa as prioridades na fila.2 . durante o qual verifica como a rede deve se comportar com relação aos pacotes. ou comportamento. perda e jitter dos pacotes. Nessa classificação são levados em conta além do endereço do destino. através da utilização de algoritmos que permitirão que determinados pacotes sejam atendidos de forma mais rápida de acordo com suas necessidades. No DiffServ o processamento é feito de acordo com o rótulo (DSCP) do pacote.29 Classificador: é responsável por classificar os tipos de pacotes. As classes de serviço definidas são: Expedited Forwarding (EF): utiliza mecanismos de traffic. A partir daí ele define duas classes de serviço. sendo essa marcação feita através de um rótulo (DSCP .Differentiated Service Code Point). shapingJI. utilizando-se para isso da definição de um número menor de Classes de Serviço (CoS). o IntServ apresenta a desvantagem de ter que implementar seus componentes em todos roteadores. 3. De acordo com essa classificação poderá ser feita ou não a reserva de banda identificada. além de proporcionar maior quantidade de informações. . estabelecendo políticas de enfileiramento e prevenção de congestionamento.3.DiffServ – Arquitetura de Serviços Diferenciados Nesse modelo os dados são previamente marcados conforme os tipos de requisições de recursos. O DiffServ não implementa nenhum tipo de reserva de recursos [MAR 03]. emulando uma linha dedicada convencional para amenizar os atrasos. gerando sobrecarga nos mesmos. buffering e priorização de filas. A estratégia básica desse modelo é diminuir a sobrecarga dos roteadores. Contudo.

Essa última característica citada é sem dúvida requisito para a aplicação de qualidade de serviço.3 . Podemos. que possui certas semelhanças com o DiffServ. diminuindo a sobrecarga e a latência. não é propriamente uma técnica de QoS. É uma solução para roteadores. Utiliza o protocolo de sinalização LDP. . prata. Dispõe do mecanismo Traffic Shaping e define quatro níveis de prioridade: ouro. Sendo que cada nível implementa três preferências de descarte de pacote. portanto indicar as seguintes características divergentes das demais soluções: Está mais voltado para a engenharia de tráfego. Sua utilização é independente do protocolo de rede. bronze e Best EffortJI.3. poderão ter seu desempenho prejudicado [JUN 00]. Não é controlável pela aplicação. Sua utilização simplifica a função de roteamento nos roteadores. porém conforme a carga da rede tanto as aplicações prioritárias quanto as não. porém o MPLS não dispõe de controles para garantia de QoS. O DiffServ assegura em parte melhor desempenho para as aplicações que possuem prioridade.MPLS – MultiProtocol Label Switching O protocolo MPLS. Tanto é. No MPLS os rótulos são utilizados para indicar o roteador seguinte da rota do pacote. quando utiliza o algoritmo RED. 3. residindo neles.30 Assured Forwarding (AF): simula uma rede com pouca carga mesmo quando está sobrecarregada. porém possui características que de certa forma ajudam a implementa-la. tal como: os pacotes são marcados com um rótulo na entrada da rede e retirados na sua saída [MAR 03].

Problemas encontrados com o dimensionamento: Custo elevado do superdimensionamento da banda. FDDI. O SBM é resultado dessa iniciativa que funciona tanto em redes compartilhadas quanto nas comutadas. pode ser uma alternativa aceitável. Essa técnica não é muito usual. o IETF está desenvolvendo o ISSLL que visa mapear os protocolos e serviços de QoS do nível 3 nos mecanismos dos protocolos do nível 2.4 . Exemplos de protocolo são o RSVP e o LDP. Porém. Para tal.Mecanismos utilizados para garantia de QoS Protocolos de sinalização: é utilizado para sinalizar à rede suas requisições de QoS.3. pelo mapeamento da QoS e pelo protocolo de sinalização. de tal forma que esta não venha a sofrer com congestionamento de dados posteriormente.4 . .3.31 3. 3. outras) também requerem QoS entre host e roteadores.SBM . porém para quem dispõe de recursos para sua implementação.Subnet Bandwidth Management O QoS usualmente estabelece garantias para a qualidade de serviços requisitados por aplicações na camada de rede (nível 3 .camada de rede).5 .Dimensionamento O dimensionamento consiste na técnica de dimensionar os recursos como banda requerida pela rede na sua fase de projeto. as camadas de nível 2 (Ethernet. Identificação dos pontos de maior ocorrência de congestionamento na rede. O ISSLL é responsável pela operação e comunicação SBM. 3. além de possibilitar a troca de informações entre os diversos equipamentos da rede visando a garantia de QoS.

Algoritmos de escalonamento: são utilizados por roteadores e visam permitir que fluxos de dados diferentes possuam suas determinadas larguras de banda e processamento na rede. sendo estes distribuídos de forma justa. Token Ring e 100VG-AnyLAN. Exemplos de algoritmos de prioridade: IP Precedence e Priority Queuing. Exemplos de algoritmos de escalonamento: WRR. WFQ. . Controlam os mecanismos de descarte dos pacotes na ocorrência de congestionamento no sentido de manter a distribuição justa do canal. podendo ser considerados parte integrante dos algoritmos de escalonamento. Algoritmos de controle de filas: são utilizados tipicamente por roteadores. Ou seja. FDDI. Exemplos: RED. Ethernet em LAN Switches. Exemplos: SFQ. reduzindo a carga sobre a rede. Entre as tecnologias do nível 2. as que suportam esse tipo de mecanismos são: ATM. servem para fazer o controle do tráfego na rede. GPS. WRED e ECN. CFQ e WFQ.32 Algoritmos de prioridade: são implementados em roteadores e em tecnologia de nível 2. Algoritmos de congestionamento: têm por função a diminuição do fluxo de dados durante os congestionamentos. CBQ.

QoS em Wireless As primeiras wireless eram bastante lentas e susceptíveis a interferências. Em virtude desses novos padrões tornou-se possível à transmissão de dados multimídia. esta tem que se adequar às vazões dos tipos de dados que trafegam pela rede. a largura de banda não é o único fator a ser analisado na implementação de QoS. outros. Existem determinados aplicativos como os de voz e vídeo.33 4 . Porém. além de possuírem arquitetura proprietária. mesmo que isso acarrete em perda desempenho. certas aplicações passam a ter maior prioridade sobre outras. estão disponibilizando novos recursos de implementação de QoS. os flexíveis. Porém. . Em conseqüência.11e e o HiperLAN/2. suportam largura de banda menor. Contudo. que só funcionam corretamente quando a largura de banda é satisfatória. proporcionando maior desempenho. 4.Modelagem do tráfego das diversas mídias Como verificamos no decorrer deste trabalho.1 . Todos esses fatores. além de terem seus parâmetros de funcionamento atendidos de forma satisfatória. Tais características influenciaram bastante na sua pouca aceitabilidade na época. bem como possibilitar um fluxo satisfatório para os mesmos. desde a criação de equipamentos para acesso wireless até restrições nas políticas de implantação de qualidade de serviço. novos padrões como o 802. Esses seguimentos têm sido prejudicados principalmente pela falta de padronização das diferentes plataformas existentes de wireless. também conhecidos como inflexíveis. a necessidade cada vez mais crescente de mobilidade aliada as evidentes melhorias de desempenho implementadas nesse tipo de tecnologia estão trazendo a tona todo o seu potencial de meio de transmissão de dados. herdados das primeiras versões de rede sem fio influenciam hoje em dia. alargando ainda mais a funcionalidade das wireless.

sem interrupção. com a explosão da utilização das mídias inflexíveis. e crescentes reivindicações de seus usuários por maiores garantias de qualidade de seus serviços. O tráfego gerado por essa mídia não admite tolerância a erros e em aplicações como e-mail. com ausência de transferência. neste caso. pois a quantidade de informações a serem transferidas vai depender da aplicação que for utilizada. e um inativo. Quando o tráfego gerado é contínuo. fica explícita a necessidade de se modelar esse tipo de tráfego.34 Atualmente. Caso essa taxa não seja constante. Outra possibilidade é a de pertencer à classe de tráfego em rajadas. são bastante semelhantes as do vídeo. e conseqüentemente de QoS da rede. com vazões médias de até dezenas de megabits por segundo. Características de tráfego das mídias As diversas mídias existentes possuem características e requisitos de transmissão diferentes. As imagens gráficas também podem . Vejamos abaixo. e a taxa de transferência se mantém constante e próxima a taxa de pico. considera-se pertencente à classe de tráfego contínuo com taxa variável (VBR). sua taxa de transmissão chega a alguns bits por segundos e em outras como transferência de arquivos pode alcançar os megabits por segundo. como gif. considera-se que a mídia está incluída na classe de tráfego contínuo com taxa constante (CBR). de tal forma a verificar quais são realmente as requisições de carga. nos próximos tópicos são caracterizadas as diversas mídias e suas respectivas vazões. Imagem Gráfica: a taxa de tráfego gerada por essa mídia depende do seu tipo. operando em taxa máxima. Já as imagens estáticas possuem tráfego do tipo em rajadas. e varie no decorrer da transmissão. Sendo que estas podem variar de acordo com a origem do tráfego gerado [SOA 95]. Para tanto. em imagens gráficas animadas. existirá dois períodos: um ativo. as principais características das mídias quanto ao tráfego: Texto: pertence à classe de tráfego em rajadas.

geram taxas de até 1. como a televisão.Dificuldades na implementação de QoS A Qualidade de Serviço pode ser definida como um mecanismo capaz de proporcionar a diferenciação do tráfego das diversas mídias. Os retardos são críticos em comunicações interativas em tempo real e são aceitáveis perdas de até 1% das informações. existe muita complexidade envolvida na transmissão de dados multimídia. não tolera grandes retardos. porém um pouco mais flexível. Vídeo: gera tráfego do tipo CBR. A taxa de erro tolerável é parecida com a das imagens gráficas matriciais. A informações de vídeo são representadas através de quadros e linhas. Quando são comprimidas ou compactadas não toleram erros. Áudio: o tráfego gerado é do tipo CBR. bem como garantir o suprimento dos parâmetros requeridos pelas mesmas. o dobro dos que utilizam o ADPCM. os sinais que utilizam codificação PCM de 8 bits geram 64 Kbps. por está fortemente relacionado com o áudio em transferências. o tráfego é do tipo VBR. utiliza 486 linhas por quadro a uma taxa de 30 quadros por segundo. Caso contrário. Já os sinais de áudio de alta qualidade. 4.35 ser classificadas como vetoriais ou matriciais (bitmap). Quanto à vazão. ou tráfego em rajadas se na transmissão de voz ocorrer detecção de silêncio. Sistema com 720 pixels em cada linha e 24 bits por pixels terá taxa de 252 Mbps.2 . Como pudemos observar.411 Mbps com codificação PCM de 16 bits por amostra. de acordo com suas CoS. Logo. os sistemas de comunicação devem ser capazes de suprir todos esses requisitos para poder proporcionar uma melhor qualidade de serviços e distribuição das mídias envolvidas na transmissão de dados. no caso de não ser empregada nenhuma técnica de compactação ou compressão. Sendo assim. .

múltiplos percursos. Resumidamente. Os dados transmitidos pelo meio estão mais susceptíveis a erros devido a fatores como: ruídos. tais como os baseados em reserva de recursos ou em priorização. As redes Wireless geralmente são caras e possuem largura de banda limitada. podemos citar como as principais dificuldades em se prover acesso com garantia de serviços em redes wireless. se comparada com as redes cabeadas. Problemas relacionados ao handoff e as movimentações. sombreamento e interferências. sua propagação pode ultrapassar obstáculos.36 Existem vários mecanismos para a implementação de QoS em redes tradicionais que também podem ser utilizados em redes Wireless. Outra característica desse tipo de transmissão está vinculada diretamente com a freqüência utilizada. Quando esta é baixa. porém quando é alta pode sofrer reflexão ou ser afetada por algum fator ambiental. em alguns casos apenas o aumento da largura de banda pode ser suficiente para suprir as demandas de fluxos de dados. pois no caso de reflexão. por exemplo. múltiplos percursos podem ser tomados. o problema ainda é crítico. pois essa largura é dividida entre diversos usuários de uma célula e sua taxa de erro é elevada devido a ruídos e atenuações [DIA 02]. . Na ocorrência desses percalços. Contudo. provocando o cancelamento da transmissão são freqüentes em redes móveis sem fio. Porém. atrasos na recepção dos sinais podem ocorrer. como menor largura de banda. em: Recursos escassos. com exceção dos padrões atuais que podem chegar até a 54 Mbps.

apresentam dificuldades para serem aplicadas no meio sem fio (p.Parâmetros de QoS Assim como as redes tradicionais ou cabeadas. os seguintes parâmetros: vazão. Os parâmetros específicos de QoS a serem considerados em Redes Wireless são: Throughput: considerando que o espectro é um recurso escasso. Retardo: características de retardo são importantes para a maioria das aplicações. além de ser flexível o bastante para suprir futuras expansões. assim como para aplicações multimídia como voz e vídeo. Dentre eles a largura de banda é um dos mais importantes.ex.3 . retardo. pois deve se adequar às necessidades atuais. Para aplicações multimídia em tempo real esta consideração fica ainda mais crítica.37 4. a detecção de portadora leva um tempo muito maior para se efetivar no meio sem fio). mas apresentam propriedades especiais principalmente para aquelas que são limitadas ao tempo. assim sendo. throughput é a consideração mais crítica no projeto de protocolos MAC. Características Dinâmicas do Canal: um canal apresenta propriedades que permitem a mudança de suas características físicas em períodos de tempo e espaço muito pequenos. jitter. . Tais parâmetros são importantíssimos na fase de planejamento de uma rede. as wireless que implementam QoS aos seus usuários tentam satisfazer determinados parâmetros de serviço requisitados pelas aplicações envolvidas na comunicação. Implementação: o meio sem fio apresenta muitas diferenças para um cabo ou fibra ótica. muitas funções que seriam de fácil implementação. etc [OPP 91]. Não menos importantes também podem ser considerados como relevantes para definições de desempenho da rede. dificultando a comunicação ou tornando a utilização do canal injusta.

38 Justiça para o Acesso: em uma rede wireless os sinais recebidos por um nó mais afastado podem ter menor intensidade do que o de outros nós. Consumo de Energia: em certos sistemas móveis alguns dos terminais podem ser alimentados por baterias. Mobilidade e Topologia de Rede Dinâmica: as propriedades do canal assim como a mobilidade dos nós pode alterar as conexões entre os pontos de acesso a rede. fazendo com que nós mais próximos não tenham maior chance de acesso. Interferência em Outros Sistemas: mais de uma rede wireless operando na mesma região provavelmente causará algum problema de interferência (p. No que se refere a redes móveis sem fio. . tais como [DIA 02]: Handoff: é definido como a probabilidade de ocorrer um cancelamento na transmissão devido à troca da célula atual por uma que não possua recursos adequados para a permanência da comunicação. Transparência nas Diferentes Camadas Físicas: um dos principais requisitos para a implementação dos serviços do protocolo MAC em LAN’s wireless é a transparência em relação a diferentes camadas físicas. Os protocolos devem ter a capacidade de manter a operação normalizada enquanto a topologia da rede muda. Por isso.ex. porém isso não pode comprometer o acesso daquele nó ao sistema. se o protocolo MAC faz uso de tokens existe a probabilidade da ocorrência de uma passagem errada de um token para uma outra rede). outros parâmetros podem ser considerados. e assim mudar a topologia da rede. frequency-hopped spread spectrum e diffuse infrared. o protocolo MAC deve fazer considerações no que diz respeito a eficiência de utilização das potências de transmissão e recepção. tais como: direct sequence spread spectrum.

sendo importantíssima ferramenta de gerenciamento de redes.4 . pois nesse tipo de topologia existe a presença do AP (ponto de acesso) que é quem gerencia o tráfego entre as diversas estações. sendo. As wireless possuem duas topologias básicas: as infraestruturadas e as ad-hoc. sua finalidade vai além. As redes infraestruturadas por sua vez.x especificados pelo IEEE. utilizando a política do melhor esforço (best effort). As redes ad-hoc seguem o praticamente o mesmo esquema das redes TCP. 4. bem como o seu comportamento perante elas. suporte adequado para a implantação de QoS. a fragmentação e a encriptação dos dados. Analisando tudo o que foi dito anteriormente. podemos concluir que a garantia de qualidade de serviços não visa apenas a satisfação do cliente na utilização de aplicativos. Um dos maiores desafios com relação à subcamada MAC é fazer com que a rede sem fio possa prover serviços de autenticação e sensíveis ao tempo [RUB 02]. não possuindo desta forma. No processo de autenticação ela implementa o MIB (Management Information Base) que é quem manipula as operações de roaming. devido possuírem acesso distribuído ao canal. possuem um tratamento diferenciado. .11 foi lançado em 1997 e é o responsável por definir a camada física e a subcamada de controle de acesso ao meio. Assim como nos outros padrões 802. que ocorrem quando uma estação se move de uma célula para outra. Probability of seamless communication: define os limites de interrupções aceitáveis durante a movimentação entre as células.QoS na Subcamada de Controle de Acesso ao Meio O padrão 802. portanto mais viável a utilização de algum mecanismo de qualidade de serviço. a subcamada MAC é responsável por definir como será feito o acesso ao meio.39 Loss profile: define as taxas aceitáveis de perdas.

Antes de discorremos sobre faremos uma breve descrição de certos termos que serão utilizados [RUB 02]: DIFS (Distributed Inter Frame Spacing): espaço entre quadros da DCF. a Função de Coordenação em um Ponto (PCF) e a Função de Coordenação Híbrida (HCF).11 implementa três tipos de funções de acesso ao meio: a Função de Coordenação Distribuída (DCF).Funções de acesso ao meio A subcamada MAC do padrão 802. SIFS (Short Inter Frame Space): é usado para transmissão de quadros carregando respostas imediatas (curtas).11 continua em desenvolvimento e novas implementações estão sendo feitas para a garantia de QoS em wireless.1 . Um tempo de espera entre o DIFS e o SIFS (prioridade média) é usado para o serviço de acesso com retardo. dentre elas o 802. monitorando o meio e aguardando no mínimo um intervalo de silêncio para transmitir os dados.11e é um dos mais importantes e se baseia no mecanismo de diferenciação de serviços do IETF.40 O padrão 802. só precisa esperar PIFS para acessar o meio.4. como ACK’s (quadros de reconhecimento e sincronização que possuem a mais alta prioridade). PIFS (Priority Inter Frame Space): espaço entre quadros da PCF. Janela de Contenção: pode ser interpretada como uma janela temporal com a qual uma estação pode concorrer pela transmissão . um ponto de acesso que controle outros nós. Este parâmetro indica o maior tempo de espera (a menor prioridade). Backoff: é o tempo de espera antes de uma estação tentar "sentir" novamente o canal. 4. ou seja. no caso em que a estação encontra o canal ocupado.

é um mecanismo que tenta evitar colisões através da detecção da portadora [PRA 02].41 Função de Coordenação Distribuída – DCF Essa função trabalha na subcamada MAC possibilitando acesso múltiplo ao meio. Quando o DCF utiliza RTS-CTS (Request To Send . aguardase o término da transmissão atual e escolhesse um novo valor aleatório entre zero e o tamanho da janela de contenção para o temporizador de backoff. é como se fosse feito um pedido. uma permissão para a transferência de dados. utilizando-se para isso um método basead no CSMA/CA (Carrier Sense Multiple Access with Collision Avoidance).Clear To Send). tempo de envio do quadro e do ACK. o temporizador de backoff é continuamente decrementado. Esses quadros possuem informações sobre endereço destino. Se o temporizador de backoff for diferente de zero e o meio estiver livre. Primeiramente são feitas as trocas dos quadros RTS-CTS entre o transmissor e o receptor. se tudo estiver correto a real transmissão dos dados é iniciada. . os dados são transmitidos. ou seja. Antes de transmitir. Se o temporizador de backoff for igual a zero e o meio estiver ocupado. Quando uma entidade deseja transmitir utilizando como base o CSMA/CA. Além do padrão baseado em CSMA/CA a DCF também implementa o RTS – CTS que utiliza pedidos e permissões para a transmissão de dados. de forma assíncrona e com contenção. o transmissor troca quadros com o receptor: O transmissor envia um quadro RTS se o meio estiver livre por um tempo maior ou igual ao DIFS. os seguintes procedimentos são realizados: Se o temporizador de backoff for igual a zero e o meio estiver livre por um tempo maior ou igual ao DIFS.

Pode ser feita ou não a reserva do canal através do handshake RTS/CTS. Quando se inicia um período livre de contenção (CFP) o Ponto de Coordenação (PC) espera um tempo PIFS e informa através de um quadro beacon o tempo total de CFP. Após um tempo SIFS o PC pode desempenhar suas funções [PRA 02]. dividindo o acesso em intervalos de superquadros. tentativas de retransmissão. para que ninguém acesse o meio. Tamanho do Quadro: a prioridade aqui é dada em relação ao tamanho do quadro. quanto maior a prioridade da estação. DIFS mais backoff: a janela de contenção máxima de uma estação com determinada prioridade. etc. A diferenciação de serviços feita pelo modo DCF pode ser categorizada conforme os seguintes parâmetros [RUB 02]: DIFS: a estação que tiver maior prioridade deverá ter seu parâmetro DIFS menor que as demais. Se o transmissor não receber o quadro no período predeterminado. . maior será o tamanho do quadro. adicionada ao seu DIFS deverão ser selecionadas de maneira que não seja maior que a menor prioridade.42 O receptor em contrapartida responde com um quadro CTS se o meio estiver desocupado por um tempo maior ou igual ao SIFS. conforme as regras de backoff. Backoff: é feita uma seleção de valores entre máximo e mínimo para a janela de contenção. Limiar de RTS: estações menos prioritárias que possuam valores de limiares superiores ao tamanho dos quadros de um dado fluxo não utilizarão RTS/CTS. bem como sua determinação na ocorrência de prioridades. o quadro RTS é retransmitido. Função de Coordenação em um Ponto – PCF Nesse modo um único ponto gerencia o controle de acesso ao meio.

porém todos provocam algum tipo de perda. na qual o acesso ao meio pode ser coordenado de acordo com a função adotada para o atendimento das requisições de serviço das aplicações [OTE 03]. determina slots de tempo para cada estação. Já no modo PCF alguns mecanismos de diferenciação são implementados: baseados em consulta – empregam em cada estação esquemas de consulta a respeito de suas prioridades. o overhead tende a aumentar devido ao maior tráfego de dados de controle. ou da Subcamada MAC.11e [RUB 02]. No modo Enhanced DCF os fluxos utilizam diferentes DIFS e janelas de contenção mínimas. devido a reserva de partes fixas do meio. o PC inicia novamente o processo de consulta logo após PIFS segundos. as perdas são causadas por colisões. Nos protocolos de acesso aleatório ao meio. Existem basicamente três protocolos que fazem a coordenação de acesso ao meio. Para se modelar um protocolo de acesso ao meio é necessário analisar metricamente duas características: capacidade (vazão máxima menos perdas) e o retardo médio. Nos fixos. Função de Coordenação Híbrida – HCF Essa função é utilizada em métodos de acesso com e sem contenção. alocação distribuída de slots de tempo – além dos esquemas de consulta.Modelagem de QoS em wireless Em redes Wireless.43 O coordenador possui um quadro de consulta (piggyback) no qual existem quadros dos transmissores.4. slots ficam subtilizados. a qual utiliza-se da reserva antecipada de recursos. . Quando o quadro de dados de um transmissor é enviado. Ao terminar de transmitir todos os quadros contidos no piggyback. espera-se que um ACK seja retornado pelo receptor após SIFS segundos. 4. a provisão de QoS pode ser feita de duas formas: através da camada de redes. Sendo uma inovação do padrão 802. Já nos por demanda.2 .

e Classe II-B: dados sensíveis a erros. Só a partir de então será possível estabelecer qual será o melhor tipo de coordenação de acesso ao meio que mais se adequa. bem como que tipo de tratamento deverá ser dado ao mesmo para então selecionar o protocolo mais adequado para o acesso ao meio. podemos considerar que para obter um modelo ideal de QoS para Wireless. esses mesmos também podem ser modelados de acordo com o tipo de dado transmitido: CBR ou VBR. Esses diversos dados que trafegam pela rede possuem prioridades diferentes e cada um deles é enviado para uma fila especifica onde ocorre o agendamento de sua transmissão de acordo com seus parâmetros de garantia de serviço. . Classe II-A: dados que são sensíveis ao retardo. tem que se levar em consideração o tipo de tráfego gerado. teremos as seguintes classes de tráfego: Classe I: dados que exigem tempo real.44 Na modelagem de QoS para wireless. bem como o tipo de policiamento e agendamento das filas de priorização dos diversos tráfegos gerados por uma determinada rede sem fio. levando-se em conta os requisitos de QoS. Um modelo bastante utilizado na década de 70 foi o Modelo de Poisson para redes cujo tráfego gerado pelas estações era considerado pequeno. esse modelo já não satisfaz as atuais demandas de tráfego das redes. Ainda assim. juntamente com disciplinas de agendamento são importantes na provisão de QoS para dados multimídia. Assim como podem ser criados modelos de acordo com a demanda de tráfego exigido pelas aplicações. como geração de taxas de tráfego maiores que as permitidas. Hoje. Tais funções. porém não exigem garantia quanto ao mesmo. conforme foi mais bem especificado no tópico 4. Em suma. bem como todos os seus parâmetros de qualidade de serviço. Funções de policiamento são utilizadas para evitar injustiças no acesso ao meio.1. são necessários vários critérios de análise da rede. deve-se conhecer desde a capacidade real da rede até a vazão exigida por cada aplicação. Para tanto. porém não a retardos.

faz-se necessário antes de tudo modelar as entidades envolvidas. Como resultado de toda a pesquisa e análise das entidades abordadas neste trabalho. aplicar as especificações na subcamada de acesso ao meio. bem como definir que tipo de mecanismo de QoS será adotado. bem como verificar quais são os parâmetros requisitados pelas diversas aplicações que utilizem uma rede específica. podemos concluir que na modelagem de QoS em wireless é importantíssimo estabelecer critérios de seleção de mecanismos. desde a fase de planejamento da rede até sua efetiva utilização. e principalmente quais são os parâmetros de qualidade de serviço que estão sendo solicitados para só então poder definir um modelo para a rede em questão. podemos confirmar toda complexidade envolvida nesse processo. A modelagem de uma rede sem fio deve considerar vários requisitos. e este trabalho procurou abordar de forma geral as principais características que devem ser analisadas para uma melhor modelagem de QoS para wireless. que política de priorização será adotada. . para só então. Em conseqüência.45 Conclusão Através da análise de todos os fatores mencionados neste trabalho. Para tanto. Portanto. Ou seja. necessários para a provisão de qualidade de serviço em wireless. através de que protocolo será feita a coordenação do meio. verifica-se que para a modelagem de QoS em redes wireless é necessário muito mais do que apenas a garantia de uma banda larga ou de um canal livre de interferências e interrupções. tais como: que modelo de tráfego de dados será utilizado. para se conseguir modelar a provisão de QoS em wireless. modelar QoS consiste antes de mais nada na modelagem desses diversos fatores. deve-se levar em conta várias entidades envolvidas neste processo.

usp.46 Referências Bibliográficas [BAR 03] BARBOSA. 1999.br/newsgen/0301/>.br/ downloads/>. Kelvin Lopes.gta. Acesso em: ago. Acesso em: ago.br/~cak/publications/>. Djamel. Qualidade de Serviço na Internet. 2003. CUBAS.br/naj/qosf. DIAS. CURSO PASSO A PASSO DE WEB DESIGN. Gregório Baggio. Disponível na Internet: <http://mesonpi. Luciano. FERNANDES. Acesso em: jan. Denílson Vedoveto. 2003. TCP/IP – Transmission Control Protocol Internet Protocol. MARTINS. ESPECIAL ODISSÉIA DIGITAL. 2003.lsi. Nilton Alves. Redes Móveis baseadas nos protocolos IPv4 e IPv6 – uma visão geral do MIP e MIPv6.11.br/~hgfernan/>. Luiz Henrique. Dailson. CARELLI. 2002.br/>. Aspectos de segurança em redes sem fio. 2003. 2003. Aurélio Amodei. COLETTO. Guia Internet de Conectividade.ufrj. Acesso em: ago.rnp. Modelo de Qualidade de Serviço – Aplicações em IP. 2003. Disponível em: <http://www. JUNIOR. MATUDA. Disponível em: <http://www. Marcelo Barbosa. [CAR 00] [COL 02] [CUR 02] [CYC 99] [DIA 02] [ESP 01] [FER 01] [JUN 00] [JUN 03] [KAM 00] [LAC 03] .webpuc. Acesso em: ago. Aplicações e QoS.pdf>.ufpe. Acesso em: ago. Kelly Soyan Pires. Disponível em: <http://www. Alberto. SADOK.hpg. 5.br/seminarios/semin2003_1/ aurelio/>. Carlos Alberto. São Paulo. Meios de Transmissão.ufrgs. Acesso em: set. Rafael.cin.Acesso em: ago. Disponível em: <http://proeca.br/curso-redes-graduacao/2000/trab-01/>. Disponível em: <http://www. Design e Internet. Wireless – Redes sem fio. DOMINGUEZ. Marcelo Augustus Pereira.cbpf. 2003. 2003. Acesso em: ago. LACHI. JUNIOR.br/cursos/curso_Wireless/>. Disponível em:<http://www. KAMIENSKI. 2002.ig. São Paulo: Editora Terra.com.usp.ed. CYCLADES. Disponível em: <http://www. Djamel Fauzi Hadj. São Paulo: Editora: Abril. SADOK. inf. TRAMONTINA. uel. Internet Móvel: Tecnologias. Vagner Hitoshi. Antônio. Esquemas de Modulação do IEEE 802. LIMA.cirp. MARTINS. Disponível em: <http://labcom. 2002.cat.

Wireless Curso PC – Motorola.5G Utilizando Serviços Diferenciados.br/plc/>. Acesso em: ago.ufrj. SAUD. Acesso em: ago. 2003. 2003. José Ferreira.ufrj.ufsc. Disponível em: networkdesigners. Acesso em: ago. Campus: Rio de Janeiro. inf. UFG. WESTPHAL. 2003. 1991. 2003.html>. Acesso em: ago. Elizabeth. Daniel Cavas.11. Disponível em:< http://www. Acesso em: ago. Disponível na Internet: <http://www. 156p. 2003. Rede Nacional de Pesquisa. Parâmetros e Mecanismos. Wireless Networks – o padrão IEEE 802. Projeto de redes Top-Down – Um enfoque de análise de sistemas para redes empresariais. LIMA. 2003. Sobre QoS. Goiânia. RUBINSTEIN. RNP. Acesso em: ago.11i.ufrj. Qualidade de Serviço em Redes IP . SPECIALSKI.br/qos/qos-sobre. [LIM 01] [MAA 03] MARIANO. Redes PLC. Diferenciação e QoS em Redes Sem Fio. Joberto S.3it. Cristhine Lílian.11b para redes sem fio.networkdesigners.rnp. Disponível em: <http://www. Acesso em: ago. com Estudo de Caso em Redes 2. Carlos Becker.ufrgs. Acesso em: ago. REZENDE.org. 2003. 2 ed. OPPENHEIMER.ravel. B. Disponível em: <http://www. Roberto.com. <http://www. SALES. Marcelo G.11: uma Análise Crítica.br/artigos/>. 2003. São Paulo: Editora Abril.47 [LIM 00] LIMA. Qualidade de Serviço em Redes Móveis Celulares de Terceira Geração. 2003. Disponível na Internet: <http://www. Cristian Ramos. Acesso em: ago. Disponível em: <http://www. REVISTA INFO EXAME.com>. Abiel Roche.br/seminarios/semin2003_1/rmaia/>.br /Artigos/wireless/>.com.inf. Qualidade de Serviço no Controle de Acesso ao Meio de Redes 802.br>. Juergen. Disponível em: <http://www. jsmnet. PRANGE. OTERO. MARTINS. Segurança em Redes Wireless 802. ROCHOL. Priscilla. Acesso em: jul. SCHWEITZER.br/~daniel/>. Rio de Janeiro. Alessandra.gta.br>.br/ motorola/cursos/c03/>. fevereiro 2002. Apostila e Redes de Computadores/Internet. Milton. [MAI 03] [MAR 03] [OPP 91] [OTE 03] [PRA 02] [REV 02] [RNP 03] [RUB 02] [SAU 03] [SCH 00] . Dissertação (Mestrado em Ciências: Engenharia Elétrica e de Computação)-Universidade Federal de Goiás. Disponível em: <http: //labcom. 2003. 2003. MAIA. André Barros de. Disponível em: <http://www. Redes Locais sem Fio e o Padrão IEEE 802. Antônio.Princípios básicos.gta.

48 [SOA 95] SOARES. TORRES. Redes de Computadores – das LANs. ed. Andrew. G. L. Redes de Computadores. Redes de computadores: curso completo. Rio de Janeiro: Axcel Books. ed. S. TANENBAUM. Rio de Janeiro: Campus. 2001.S. LEMOS. 4. 1.. [TAN 97] [TOR 01] . Gabriel. 1997. MANs e WANs às redes ATM. F. e COLCHER. Rio de Janeiro: Campus. 1995.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful