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O CÓDIGO DE HAMURABI

 CULTURAS PRIMÁRIAS

 Desenvolveram-se às margens do rio Nilo e na Mesopotâmia – Egito e Babilônia.

 Hamurabi, rei-sacerdote da Babilônia (1792-1750 ou 1730-1685 a.C.), unificou e


centralizou o império babilônico. O seu código é uma das leis mais antigas da humanidade.

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 A Mesopotâmia — região "entre rios" delimitado entre os vales dos rios Tigre e Eufrates,
ocupado pelo atual território do Iraque e terras próximas. Os rios desembocam no Golfo
Pérsico e a região toda é rodeada por desertos.

 Integrante do Crescente Fértil – possuía solo excelente para a agricultura, exatamente num
local onde a maior parte das terras vizinhas era muito árida para qualquer cultivo

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 Os mesopotâmicos não apresentavam unidade política. Entre eles, sempre predominaram os


pequenos Estados, que tinham nas cidades seu centro político, formando as chamadas
cidades-estados. Cada uma delas controlava seu próprio território rural e pastoril e a própria
rede de irrigação.

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 Tinham governo e burocracia próprios e eram independentes. Mas, em algumas ocasiões,


em função das guerras ou alianças entre as cidades, surgiram os Estados maiores, sempre
monárquicos, sendo o poder real caracterizado de origem divina.

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 Os povos que ocuparam a mesopotâmia foram os sumérios, os acádios, os amoritas ou


antigos babilônios, os assírios, os elamitas e os caldeus ou novos babilônios.

 IMPÉRIO BABILÔNICO

 Khammu-rabi, rei da Babilônia estendeu grandemente o seu império e governou uma


confederação de cidades-estado.. Erigiu, no final do seu reinado, uma enorme "estela" em
diorito, na qual ele é retratado recebendo a insígnia do reinado e da justiça do rei Marduk.
Abaixo mandou escreverem 21 colunas, 282 cláusulas que ficaram conhecidas como Código
de Hamurábi.

 A "estela"

 CÓDIGO DE HAMURABI

Muitas das provisões do código se referem às três classes sociais:


 "awelum" (filho do homem" , ou seja, a classe mais alta, dos homens livres, que era
merecedora de maiores compensações por injúrias - retaliações - mas que por outro lado
arcava com as multas mais pesadas por ofensas).

 CÓDIGO DE HAMURABI

 "mushkenum", cidadão livre, mas de menor status e obrigações mais leves;

 "wardum", escravo marcado que, no entanto, podia ter propriedade.

 O estrato social dominante era detentor dos segredos mágicos e impunha sua dominação
sobre as camadas inferiores através do uso da religião unificada com o Direito.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 O código referia-se ao comércio (no qual o caixeiro viajante ocupava lugar importante), à
família (inclusive o divórcio, o pátrio poder, a adoção, o adultério, o incesto), ao trabalho, à
propriedade.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 Quanto às leis criminais, vigorava a "lex talionis" : a pena de morte era largamente
aplicada, seja na fogueira, na forca, seja por afogamento ou empalação. A mutilação
era infligida de acordo com a natureza da ofensa.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 A noção de "uma vida por uma vida" atingia aos filhos dos causadores de danos aos filhos
dos ofendidos. As penalidades infligidas sob o Código de Hamurabi, ficavam entre os
brutais excessos das punições corporais das leis mesopotâmica Assírias e das mais suaves,
dos hititas

 CÓDIGO DE HAMURABI

 A codificação propunha-se a implantação da justiça na terra, a destruição do mal, a


prevenção da opressão do fraco pelo forte, a propiciar o bem estar do povo e iluminar o
mundo. Essa legislação estendeu-se pela Assíria, pela Judéia e pela Grécia.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 Hamurabi teria recebido o código do próprio Deus Sol que, com isso passa a “rei do direito”

 O Código possui 282 artigos.

 Não é um código especializado, pois continha todo o ordenamento jurídico da cidade:


organização judiciária, direito penal, processual, contratos, casamentos, família...

 CÓDIGO DE HAMURABI

 Coletânea de julgados ou hipóteses acompanhadas de decisões.


 Casuístico – os artigos apresentavam um caso concreto acompanhado de uma solução
jurídica.

 Compilações de decisões consuetudinariamente consolidadas.

 Os contratos deveriam ser escritos e celebrados na presença de testemunhas.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 O escravo poderia ser dado como penhor ou em depósito.

 O casamento tinha a função precípua de procriação.

 Havia a possibilidade de adoção.

 A mulher desfrutava de certa independência especialmente com relação ao seu dote ou então
para administrar os bens do casal quando da impossibilidade do casal.

 CÓDIGO DE HAMURABI

 O casamento era um contrato que previa direitos e deveres semelhantes a um contrato de


compra e venda.

 Quanto à sucessão o marido e a mulher não eram meeiros, logo, os bens iriam para os
herdeiros.

 Penas draconianas e penas pecuniárias.