MANUAL DE RECOMENDAÇÕES DO TRANSPORTE SEGURO DE CARGAS PERIGOSAS E ATIVIDADES CORRELATAS NA ÁREA PORTUÁRIA

SUMÁRIO Glossário Introdução Organização do Manual 1 2 APLICAÇÃO E DEFINIÇÃO ACERCA DOS ARMAZÉNS, ÁREA DE TERMINAL E INFRAESTRUTURA  Aspectos gerais  Planejamento do uso do terreno  Considerações para Específicas Cargas Perigosas  Considerações Específicas para Armazéns e áreas de terminal TREINAMENTO  Autoridades Reguladoras  Gerenciamento  Pessoal (interessados na carga, operadores de berço e de navios).  Conteúdo do treinamento RESPONSABILIDADES  Papel das autoridades Reguladoras  Papel da Autoridade portuária  Papel do operador de berço e do interessado na carga  Atenção RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA AUTORIDADES REGULADORAS, AUTORIDADES PORTUÁRIAS, OPERADORES DE NAVIOS E DE BERÇO E INTERESSADOS NA CARGA  Autoridades Reguladoras e autoridades portuárias  Navios carregando cargas perigosas  Instalações em terra  Interessados na carga CARGA PERIGOSA ACONDICIONADAS  Documentação  Supervisão  Informação para propósito de operação e emergência  Precauções Gerais de Manuseio
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CARGA PERIGOSA DE GRANÉIS LÍQUIDOS (INCLUSIVE GÁS LIQUEFEITO) GERAL  Navios Carregando granéis líquidos perigosos  Instalações em terra  Manuseio  Categorias Especiais  Carregadores Fechados GRANÉIS SÓLIDOS PERIGOSOS  Documentação  Responsabilidade por Consentimento  Emissão de poeira nociva  Emissão de vapores perigosos/deficiência de oxigênio  Emissão de poeira explosiva  Substâncias combustíveis espontâneas e substâncias que reagem com água.  Substâncias Oxidantes  Materiais incompatíveis ANEXOS Pré-Notificação Transporte e Manuseio de Explosiva classe Segregação de materiais radioativos Exigências mínimas para lidar com trabalho quente ( maçarico, soldas, chamas, faíscas, etc) Anexo 5 Precauções com o Armazenamento de combustíveis sólidos ou líquidos Anexo 6 Classificação dos Produtos Perigosos Anexo 1 Anexo 2 Anexo 3 Anexo 4

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LISTAGEM DAS SIGLAS E RESPECTIVOS TERMOS UTILIZADOS NO MANUAL: • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • /AIA - Avaliação de Impacto Ambiental. APP – Área de Preservação Permanente. CONAMA - Conselho Nacional do Meio Ambiente. CREA - Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia EA - Estudo Ambiental EIA - Estudo de Impacto Ambiental. FEEMA - Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente. IBAMA - Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis LI - Licença de Instalação LO - Licença de Operação LP - Licença Prévia. OM - Organização Militar PAE - Plano de Ação de Emergência. PDZP - Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto. PGR - Plano de Gerenciamento de Riscos. PNMA - Política Nacional do Meio Ambiente. PRAD - Plano de Recuperação de Áreas Degradadas. RCA - Relatório de Controle Ambiental. RIMA - Relatório de Impacto Ambiental. SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente. SGA - Sistema de Gestão Ambiental TAC - Termo de Compromisso ou de Ajuste Ambiental.

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regulamentos da Vigilância Sanitária. 4 . Hoje há normas na área de segurança e saúde ocupacional do trabalho portuária.233. Esse manuseio. que recebeu mais recentemente mais uma demanda com a promulgação do código internacional de segurança da navegação e instalações portuárias. carece de um regramento mais moderno que aquele produzido pela extinta Portobrás. Produzir um instrumento de capacitação da Autoridade Portuária para o manuseio da carga perigosa. Norma nº 183 de 1979. Essa capacitação é imprescindível não só pelos aspectos ambientais envolvidos como também pelos aspectos de saúde e segurança do trabalhador. que foi internalizado pelas autoridades portuárias em regulamentos de exploração da atividade. denominado ISPS. além de atender aos requisitos da Lei da criação da ANTAQ Lei 10.APRESENTAÇÃO O presente trabalho tem como objetivo. regulamentado por código internacional. entre outros que auxiliam no tratamento da matéria. como a NR 29 e NR 30.

que cuida da segurança do tráfego aquaviário.Ministério do Trabalho e Emprego – MTE É órgão responsável pela segurança e saúde do trabalhador portuário. colocação e retirada da embarcação. de pessoas e veículos. recentemente promulgou Resolução 420/04 acerca do trânsito terrestre de cargas perigosas. 3 .Marinha do Brasil É a Autoridade Marítima. repressão ao contrabando e outras infrações. sua armazenagem.PRINCIPAIS AUTORIDADES ATUANTES NO PORTO ORGANIZADO 1 . 5 . 8 . 2 .Administração do Porto É quem cuida dos assuntos referentes ao trânsito de cargas portuárias. além de guardar e ampliar a infra-estrutura portuária. 5 . A Marinha promulgou recentemente a NORMAM 02 que contempla o acondicionamento de cargas perigosas nas embarcações.Vigilância Sanitária É a entidade responsável pelas condições operacionais e higiênicosanitárias a bordo dos navios e do estado sanitário de seus tripulantes.Agência Nacional de Transportes Aquaviários – ANTAQ É responsável pela regulação dos serviços portuários e sua fiscalização. Tem como atribuição regrar o trânsito de cargas perigosas nos portos organizados. 7 .Ministério da Saúde É a instituição que trata dos assuntos relacionados à saúde animal. 4 . regradas pelas Normas NR – 29 e NR – 30 6 .Agência Nacional de Transportes Terrestres – ANTT É responsável pela regulação do transporte terrestre de carga.Receita Federal É a autoridade responsável pela entrada e saída de bens e mercadorias voltadas para o comércio exterior.

enfardamento. enfardamento etiquetagem e documentação. às substâncias perigosas usadas no porto . O Comitê de Espertos em Transporte de Cargas Perigosas da ONU adotou algumas exigências para treinamento. Considerando que a corrente de transporte exclui os elementos terrestres e marítimos do porto. portanto. é essencial que todo cuidado deva ser tomado por aqueles responsáveis por cada parte. Pesquisa realizada por Autoridades Reguladoras tem mostrado a necessidade de treinamentos abrangentes e periódicos. a segurança geral da área. Se essas substâncias forem transportadas subseqüentemente. não se aplicam. Essas recomendações se aplicam às Cargas perigosas que estejam na área do porto como parte da corrente de transporte. Essas recomendações não especificam padrões de construção de equipamentos.INTRODUÇÃO A entrada e a presença de cargas perigosasem áreas portuáris e seu manuseio devem ser controladas para que seja garantida a segurança geral da área. É essencial para a segurança do transporte e do manuseio de Cargas Perigosas. Seja nas instalações públicas ou privadas sua própria identificação. descarregamento e durante o seu manuseio.de todas as pessoas na circunvizinhança do porto e para a proteção meio ambiente. Isso se aplica à operações na área do porto propriamente dita ou nas áreas de jurisdição do mesmo. embalagens. fixação marcação. para o transporte e manuseio de Cargas Perigosas na área do porto. aí então deverão obedecer a estas recomendações. Foi adicionada a estas recomendações uma nova seção sobre treinamento. Estas recomendações obejetivam a adoção de um modelo padrão dentro do qual as exigências legais poderão ser desenvolvidas pelas Autoridades Reguladoras nacionais. seja na confecção de novas leis ou na revisão daquelas já existentes. E que toda informação relevante seja passada para aqueles envolvidos na corrente de transporte e também para o consignatário final. acondicionamento. 6 .. A segurança da vida no mar e a segurança da embarcação e de sua carga. da sua tripulação na área do porto está diretamente relacionada com o cuidados tomados com a carga perigosa antes do seu carregamento. Deve-se ter atenção com as diferentes exigências dos diferentes modos de transportes.do armazenamento da carga. ou para aquelas que são de estocagem geral na área portuária.

      Planejamento e procedimento do trabalho público Zoneamento Planejamento /procedimento de aprovação de projetos Impacto Ambiental Planejamento de cidades Construções. fábricas. ÁREA DE TERMINAL E INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIA EM GERAL ASPECTOS GERAIS Esta seção refere-se a molhes dutos.  Proteção contra Incêndio. beneficiamento químico não devem ser incluídas na área do porto. 7 . As exigências legais e os padrões devem cobrir.  Proteção Ambiental inclusive proteção contra substância nociva. material de construção. manuseadas. A Autoridade Reguladora deve ter cuidado em definir a área do porto. Refinarias. A Autoridade Reguladora deve estabelecer uma legislação geral para atender a construção de novas instalações e que atendam também à mudanças. ela deve cobrir apenas a área onde as cargas perigosas são transportadas. fábricas. As Autoridades Reguladoras devem encorajar o melhoramento das instalações já existentes para que fiquem de acordo com as exigências legais e quando o fizer procurar não conflitar com o regramento já existente com relação ao transporte de cargas perigosas e substâncias nocivas ao ambiente.1 2 APLICAÇÕES E DEFINIÇÕES ACERCA DO USO DA INFRA-ESTRUTURA PORTUÁRIA: ARMAZÉNS. armazéns de carga. exceto para molhes e plataformas correlatas com essas atividades. para aumentar ou modificar as instalações já existentes. armazéns e áreas de terminais. poluição da água. ou mantidas com o propósito de serem colocadas no seu meio de transporte próprio. e poluição do terreno. e o ato da construção propriamente dita. área delimitada para container.  Segurança do Trabalho Para a maioria dos assuntos acima citados já existe recomendações e diretrizes nas Convenções Internacionais. ligação acesso rodoviários ferroviários e hidroviários para o transporte de cargas perigosas.

 As Cargas Perigosas a serem transportadas ou manuseadas.  Possibilidade e probabilidade de um acidente ocorrer e os efeitos na saúde.  O uso de materiais de construção não inflamável.  Instalação de equipamento extrator de fumaça e calor. Para prevenir enchentes. Deve se considerar também as diretrizes e recomendações dos vários organismos internacionais que orientam sobre o assunto.  Disponibilidade de instalações para reter os extintores contaminados e água para sistema de refrigeração.  Disponibilidade de equipamentos de proteção contra raios.  Disponibilidade de detector de Incêndio automático e se necessário instalações de extintores automáticos e outros equipamentos de combate a incêndio. dependendo da carga perigosa a ser transportada.  A densidade populacional sob consideração e a vulnerabilidade da população.  Assegurar suprimento adequado de extintores de incêndio e se necessários outros extintores.  Serviço de emergência e outros procedimentos disponíveis. 8 .  Suprimento para instalações de limpeza e conserto de navios e de unidades de carga e  As exigências da MARPOL 73/78 sobre instalações receptoras. As decisões do planejamento do uso do terreno devem levar em consideração o risco cumulativo de todas as instalações e de substâncias nocivas na vizinhança do porto.  Assegurar o acesso irrestrito do serviço de emergência tais como brigadas de incêndio e ambulâncias. incêndios e para a prevenção contra a poluição da água deve se adotar precauções adicionais tais como:  Instalações em local protegidas de enchentes.  A delimitação do tamanho da área onde as substâncias nocivas são mantidas.  Medidas de fácil evacuação que sejam necessárias em caso de acidente.  Outras instalações nocivas na vizinhança.  Disponibilidades de áreas lacradas e de instalações de equipamentos de absorção para reter substâncias derramadas danosa para o meio aquático. na propriedade e no ambiente. da propriedade e do meio ambiente.PLANEJAMENTO DO USO DOS ESPAÇOS Quando planejar novas instalações ou reformar as já existente na área do porto deve se considerar os seguintes fatores:  Proteção da saúde. que estejam adequadamente protegidas por meio de diques ou paredes.

para prevenir que substâncias perigosas para o meio ambiente aquático entrem no solo.  Seja acessível por rodovia e ferrovia. Nessas situações deve se ter um local especial para a permanência de tais substâncias por pouco tempo. não deveria ser permitida a entrada de explosivos na área do porto a menos que a Autoridade Reguladora tenha dado permissão para o manuseio de explosivos. 9 . Quando praticável um sistema de drenagem deveria estar disponível.  Seja sem teto.  Tenha um escritório container por perto com instalações de comunicação para um guarda que deverá permanecer ali pelo tempo que a carga permanecer no depósito. como absorventes disponíveis para algum caso de derramamento acidental.  Tenha um sistema de sprinkler instalado.  Tenha um tanque para estocagem por baixo com capacidade para coletar água contaminada. As substâncias de classe 1 só deveriam ser permitida na área do porto para o transporte do navio ou para o navio (importação e exportação). Um exemplo de tal instalação especial seria um depósito que:  Consistiria de uma área rodeada pelos três lados de paredes de aço duplas entremeadas de areia. Se necessário e permitido pela Autoridade Reguladora deverá haver um local com proteção adequada com acesso rodoviário e ferroviário para o armazenamento de explosivos. Isso pode não ser possível nos portos já existentes.CONSIDERAÇÕES PARA CARGAS PERIGOSAS ESPECÍFICAS Substâncias perigosas para o ambiente aquático Em qualquer parte do porto onde tais substâncias estejam presentes deve haver meios adequados de prevenir que tais substâncias entrem no solo. Isso inclui explosivos em trânsito. com válvulas fecháveis fossas ou reservatórios e instalações de descarga de água contaminada no litoral. Entretanto situações podem ocorrer apesar de todas as precauções essas cargas tem que permanecer na área do porto por várias horas. granéis líquidos são manuseados ou armazenadas. por exemplo. Em outras áreas outros meios devem ser usados. Tal local deverá ser cercado para prevenir a entrada de pessoas não autorizadas e deverá ter também uma cabine para guarda com um sistema adequado de comunicação. . áreas aquáticas ou sistemas de drenagem. o piso deve ser lacrado. Obs: Seria impossível lacrar completamente a área do porto. entretanto se existem áreas onde somente um tipo específico de carga. mas seria desejável para novos portos.  Tenha no seu quarto lado uma porta de aço de fechadura dupla. E tal área deveria ser separadas por paredes de contenção.

 Métodos e procedimentos para evitar acidentes. Os aspectos a serem considerados no programa de treinamento são:  Perigo Geral decorrente das várias classes de cargas perigosas e como prevenir-se contra a exposição aos seus respectivos perigos. 10 . Outra área deverá ser reservada para casos de cargas perigosas danificadas e para o lixo contaminado.1 CONTEÚDO DE TREINAMENTO Toda pessoa envolvida com o transporte e o manuseio da carga perigosa deverá receber treinamento de acordo com suas tarefas. tais como uso apropriado de equipamentos para o manuseio e acondicionamento da carga. Essas instalações devem incluir ventilação separada. a segregação o método de empacotamento acondicionamento. deverá ser designada área especial com condições de acordo com os padrões internacionais de segurança.IMDG CONSIDERAÇÕES ESPECÍFICAS PARA ARMAZÉNS E ÁREAS DE TERMINAL As áreas destinadas a cargas perigosas devem ser providas de instalações apropriadas para o perigo que emana de tais cargas. acessos e equipamentos adequados. em particular o Código Marítimo de Cargas Perigosas . bem como instalações adequadas para situações de emergências. para manuseio em caso de emergência. incluindo o uso de roupas e equipamentos apropriados. o treinamento deverá ser desenhado de maneira a permitir a familiaridade com o perigo de relevantes cargas perigosas e das exigências legais para lidar com tais cargas.MATERIAL RADIOATIVO Para o material radioativo. bem como as exigências compatíveis façam parte do documento de transporte. bem como métodos apropriados de estocagem e segregação das Cargas Perigosas. O treinamento deverá incluir uma descrição das classes das cargas perigosas deverá fazer também com que a etiquetagem. paredes e tetos contra incêndio.Toda pessoa envolvida com a carga deverá receber treinamento de acordo com os riscos a que esteja exposta e com a tarefa que desempenha. ÁREAS DE FUMIGAÇÃO Deverá ser designada uma área específica para navios ou unidades de carga a serem fumigados. Essa área deverá ser cercada para evitar o acesso de pessoas não autorizadas. drenagem. ter uma cabine para guarda com adequado sistema de comunicação. 3 TREINAMENTO A Autoridade Reguladora deve estabelecer exigências de treinamento e qualificação para cada pessoa envolvida direta ou indiretamente com o transporte e manuseio de cargas perigosas 3.

dentro de sistemas pré-estabelecidos de recebimento. por sua vez. sendo aquela agregada ou incluída no Regulamento de Exploração do Porto Organizado. De maneira que envolva o transporte e o manuseio de Cargas Perigosas e deveria ser reforçado periodicamente com retreinamento ou como for determinado pela Autoridade Reguladora. são várias as autoridades envolvidas na segurança do trânsito de cargas perigosas no porto organizado. falha na segurança geral. Deve ter como fundamento básico a exigência do cumprimento dos regramentos vigentes e a aplicação de penalidades etc. Para ser eficiente nesse regramento. um agente coordenador. ou seja. Alguns assuntos são ocorrentes na área de operação no dia a dia. e que aqueles que exerçam atividades sob esse arcabouço legal estejam cientes das penalidades advindas das infrações cometidas. baseadas nestas recomendações. em consonância com a legislação de caráter geral. inclusive qualquer procedimento de resposta de emergência pela pessoa responsável. para que não se tenha falha na legislação. Por isso. As necessárias informações de emergência de resposta e como usá-las. e os procedimentos de proteção pessoal a serem seguidos. A Autoridade Portuária deve tornar conhecido de qualquer um a limitação na classe e quantidade de carga perigosa que pode ser manuseada na área do porto. é importante que as exigências legais sejam consistentemente reforçadas. é importante que haja harmonia entre elas.1 ACERCA DAS RESPONSABILIDADES AUTORIDADE REGULADORA As autoridades reguladoras deve assegurar que exigências legais sejam feitas e revistas periodicamente. e. Esses regramentos locais não devem nem duplicar nem serem contrárias aquelas das Autoridades Reguladoras e de acordo com a Constituição. 11 . se possível. Nesse caso. ela deve não permitir a entrada de um navio com risco potencial para outros navios ou para as áreas circunvizinhas ao porto. notificação e condições sobre as quais as cargas perigosas podem entrar na área do porto.Procedimentos imediatos a serem seguidos em caso de um derrame acidental de uma Carga Perigosa. nos transportes de modal para modal e de produto para produto. a quem cabe o manuseio da carga no cais e demais instalações portuárias. Portanto. Em alguns casos.2 AUTORIDADE PORTUÁRIA A Autoridade Portuária deve sempre exercer a gestão não operação a princípio do movimento de embarque e desembarque na área do porto organizado. As autoridades reguladoras variam de atividade para atividade. são diferentes autoridades em função de diferentes aspectos da segurança.  Ver anexo 1 – Classificação de Cargas Perigosas.  4 4. a Autoridade Portuária deve ser responsável por uma parte específica dessa legislação. 4.  Tal treinamento deve ser oferecido no local de trabalho. Sua atuação deve ser de acompanhamento do trabalho dos operadores portuários. gerando.

OPERADORES DE NAVIOS E DE BERÇO E INTERESSADO NA CARGA. No âmbito local. manter ou fazer manter.ANTAQ e no ambiente local a Administração do Porto. para assegurar que procedimentos seguros estão sendo seguidos na prática. publicar e praticar conjuntamente com seus parceiros portuários. como instrumento básico. informação. implantar ou fazer implantar.A Autoridade Portuária deveria promover e até mesmo desenvolver. quando estiver sob sua responsabilidade. planos para qualquer caso previstos de possíveis emergências decorrentes de cargas perigosas na área do porto. Os operadores portuários devem dar instrução. Na área federal.1 A principal função da autoridade reguladora é fazer com que os procedimentos sejam cumpridos e revistos regularmente. Eles devem assegurar-se de que os planos de manuseio apropriados são feitos para lidar com possíveis emergências e tais planos devem ser coordenados com os planos de emergência do porto. do Regulamento de Exploração do Porto Organizado. PORTUÁRIAS. Os responsáveis pelo manuseio de cargas perigosas devem garantir que a segurança de todos os aspectos do trânsito de cargas perigosas.3 OPERADOR PORTUÁRIO E DO DONO DA CARGA OU PREPOSTO DESSE O operador portuário. Nos casos pertinentes. AUTORIDADES REGULADORAS E AUTORIDADES PORTUÁRIAS 5. tais procedimentos devem ter a anuência de outros órgãos responsáveis pela carga. O sistema portuário possui hoje duas autoridades reguladoras do trânsito de cargas perigosas na área do porto organizado. sempre levando em conta as exigências legais. inclusive o público em geral. a Agência Nacional de Transportes Aquaviários . para o exercício do seu trabalho de regulação. relativos à incidentes e suas conseqüências na área controlada por eles dentro da área do porto e suas adjacências. mas não único. 5 RECOMENDAÇÕES GERAIS PARA AS AUTORIDADES REGULADORAS. a Administração Portuária deve se valer. 12 . O operador portuário deve considerar os riscos associados a tais atividades na área do porto e levá-los em conta quando da instalação de seus procedimentos operacionais. treinamento e supervisão a seus empregados. dando ciência à Autoridade Portuária desses procedimentos. os donos ou prepostos daqueles são os principais responsáveis pelo transporte e manuseio da carga perigosa na área do porto de maneira a salvaguardar a saúde e a segurança dos seus empregados e de outros que podem ser afetados pela operação. estão sendo revistos regularmente. transporte e seu manuseio. As mesmas 4.

a menos que todas as condições necessárias à segurança do seu transporte e manuseio estejam presentes. ou seja. ferrovia ou hidrovia a pré-notificação deve ser dada pelo responsável pelo transporte da carga. nos caso em que haja riscos elevados e insuportáveis.  O tempo de permanência no porto e  Os cuidados e formalidades que são requeridos ao transitarem pelo porto. Uma notificação antecipada deve ser também dada quando um navio ou unidade de carga chega sob fumigação. antes da chegada da carga na área do porto. deve se fazer esforço razoável para ajudar uma embarcação em situação de perigo. Se qualquer carga perigosa na área do porto constitui perigo iminente. 13 . seja ela colocada no container. A pré-notificação deve incluir qualquer deficiência do navio ou avaria da carga que possa afetar a segurança da área do porto. pelo proprietário do navio ou seu agente preposto. a autoridade portuária deverá removê-la. com pelo menos 48 horas de antecedência. que possam ser utilizados consistentemente pelos agentes portuários. considerando as instalações vizinhas e centros populacionais. O dono da carga ou seu preposto deve notificar a Autoridade Portuária antecipadamente. A Autoridade Reguladora deve produzir instrumentos claros e adequadamente abrangentes. quando a vida de sua tripulação corre perigo. Para cargas perigosas que chegarem ao porto pela rodovia. A notificação deve informar o nome do fumegante e a data da sua aplicação. face às condições de acondicionamento e outras na área do porto. sem o que ficaria a carga impossibilitada de transitar ou entrar na área do porto por quaisquer meios de transportes. fax. Substâncias instáveis não deveriam ser aceitas. A Autoridade Portuária deve ter o poder legítimo de recusar cargas perigosas destinadas ao trânsito ou guarda dentro da área do porto se considerar por ela que a presença delas pode causar perigo à vida ou à propriedade. principalmente.  A localização dessas cargas quanto á circulação e armazenagem. não dispondo de meios de resguardar esses elementos de possíveis danos. veículo. ou por meio de comunicação eletrônica disponível. A notificação de carga perigosa que chegar ao porto por parte do navio. em tanque. tanque portátil. nela considerada o meio ambiente. A pré-notificação de chegada ou de partida deve ser dada por carta. Tratam de condições sob as quais elas devam ser manuseadas com vistas às instalações disponíveis para a recepção e guarda das cargas perigosas e o local onde estará armazenado e por onde circulará. ou ordenar a sua remoção por quem de direito.O regramento da Autoridade Reguladora deve focar:  A determinação das classes que podem transitar pelo porto. Por outro lado. Muito desses cuidados e formalidades são medidas específicas. telex.  As quantidades de cargas perigosas por grupo de trânsito. informada pelo seu comandante. ou qualquer outra unidade de carga que a contenha.

Sendo permitido somente equipamentos elétricos seguros para serem usados em atmosfera inflamável. Tais registros devem informar o tipo. Coordenar sistemas de liberação de navios em caso de emergência Procedimentos para assegurar o acesso adequado a todo tempo. Provisão de equipamentos apropriados de emergência para carga perigosa a ser manuseada. do meio ambiente e a população envolvida. quando for necessário. um registro atualizado de dados acerca das cargas perigosas presentes na área do porto. 14 .4 PRECAUÇÕES AMBIENTAIS Áreas especiais devem ser designadas para manter e re acondicionar cargas perigosas avariadas bem como para o lixo contaminado com cargas perigosas. Cabe a Autoridade Portuária preparar e manter. o local. para acionar a resposta de emergência dentro ou fora da área do porto. levando em consideração sempre à quantidade da carga. Deve exigir também que informações de resposta de emergência esteja disponível a todo momento. Formação de um time local de resposta a emergência para coordenar ações de emergência e para lidar com incidentes do dia a dia tais como vazamentos e outros.2 PROCEDIMENTO DE EMERGÊNCIA A Autoridade Portuária deve possuir um procedimento de emergência.3 PRECAUÇÕES CONTRA INCÊNDIO Deve se exigir que as áreas onde as cargas perigosas estejam sendo manuseadas sejam designadas como áreas de proibição de fumantes e de outras fontes de ignição. 5. Tal sistema deve conter:        Pontos de operação de alarme de emergência Procedimentos para notificação de um incidente ou emergência. onde um navio com carga perigosa à bordo pode movimentar a carga dentro do porto ou como e quando deverá ser removido do mesmo para salvaguardar o navio e sua tripulação. 5. em caso de emergência. de acordo com as determinações da autoridade reguladora. sua natureza.  Determinar.A autoridade portuária tem atribuições para:  Determinar o local onde um navio com carga perigosa a bordo pode e deve fundear e atracar. a quantidade da carga perigosa presente no porto bem como local e hora de chegada e de partida. para ser usada em caso de emergência. 5. que seja levado ao conhecimento de todos que lidam com a questão. Procedimentos para notificação de incidente ou emergência para os usuários da área do porto tanto no mar quanto em terra. e as condições metereológicas.

 Extensão do dano /poluição. Inspecionar os containeres de frete. rotuladas de acordo com o IMDG code e também de acordo com os padrões nacionais ou internacionais. Ou por certificado de aprovação de autoridade competente.  Dano causado/poluentes marinhos. 5. Se alguma das inspeções acima mostrar qualquer deficiência que possa afetar a segurança do transporte ou do manuseio das cargas perigosas a Autoridade Portuária deverá avisar as partes interessadas e exigir delas que retifiquem tais deficiências antes de qualquer transporte ou manuseio das mesmas. Inspecionar unidades de carga e unidade de transporte de carga contendo cargas perigosas.  Seqüência de eventos que levaram ao acidente. Número da ONU.  Local preciso. o acondicionamento e armazenamento da carga perigosa na área do porto. Certificar-se de que as unidades de carga tenham sido empacotadas.  Natureza e hora do incidente.  Nome do fabricante da carga. containeres tanque. Tais descrições devem incluir detalhes como.  Nome do embarcador/classe do produto IMDG. e carregadas de maneira segura e de acordo com o manual IMO/ILO. 13 ou 17 da Introdução Geral do IMDG code.5 FISCALIZAÇÃO É atribuição de a Autoridade Portuária fazer inspeções regulares para assegurar a efetivação de medidas preventivas na área do porto organizado. inspecionando documentos e certificados sobre o transporte. 15 . tanques portáteis e veículos contendo cargas perigosas para assegurar-se de que eles possuem a placa de segurança aprovada de acordo com as seções 12. a segurança. o manuseio.  Tipo quantidade e condições da carga envolvida.  Numero e tipos de ferimentos/fatalidades e  Qual a resposta de emergência tomada.  Detalhes de marcas e rótulos.É importante que seja feita uma descrição precisa e acurada do incidente para que se tenha uma resposta de emergência o mais rápido possível. para verificar se estão corretamente acondicionadas. Retirar marcas ou rótulos desnecessários.

7 ENTRADA DE PESSOAL EM ESPAÇOS CONFINADOS A autoridade Portuária deve exigir do comandante do navio e dos operadores de berço que assegurem. a qual deverá constar em uma lista todas as precauções desejáveis.9 INSTALAÇÕES RECEPTORAS PARA ÁGUA. A entrada nessas áreas deve ser restrita. é exigido como pré-requisito um certificado de gás livre fornecido por um químico ou outra autoridade qualificada para tal. SERVIDA. Esse certificado deverá ser renovado. E anexo 5 deste documento.10 ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL SÓLIDO OU LÍQUIDO EM CONTAINER A Autoridade reguladora e a Autoridade Portuária devem fazer exigências legais quanto ao armazenamento e abastecimento de combustíveis líquidos e sólidos nas leis do porto. ÁGUA DE LASTRO E LIXO A Autoridade Reguladora deverá fazer exigências legais para assegurar que águas contaminadas e lixos perigosos sejam removidos do navio antes do mesmo deixar a área do porto. e pelo menos de 24 em 24 horas. 5. dentro das suas respectivas áreas de responsabilidades. perto de tanques. 5. áreas fechadas. Deverá também estabelecer diretrizes para o transporte e manuseio de cargas perigosas. Serviços com utilização de calor sob qualquer forma deverão ser conduzidos somente por pessoa habilitada pela Autoridade Portuária e de acordo com o anexo 4 que trata das exigências mínimas para a condução de serviço quente. 5. 5. especialmente com o acondicionamento segregação e estocagem de cargas incompatíveis. que antes de qualquer pessoa entrar em espaço confinado. sejam tomadas as devidas medidas de segurança contra a presença de vapores perigosos ou rarefação de oxigênio. Tais trabalhos só poderão ser autorizados quando não apresentarem riscos. Em caso de serviço com soldas maçarico. que venha a causar risco na presença de cargas perigosas. ARMAZÉNS DEPÓSITOS OU UNIDADE DA CARGA.8 ACERCA DA FUMIGAÇÃO DE NAVIO. de acordo com o estabelecido no anexo 5. A Autoridade Portuária deve designar áreas específicas para navios ou unidades de carga que cheguem sob fumigação ou que serão fumigadas. (ver seção 10.6 SERVIÇO DE CONSERTO E MANUTENÇÃO A Autoridade Portuária tem que ser notificada de qualquer intenção ou interesse de qualquer pessoa que queira montar oficina de conserto na área do porto ou no navio. se qualquer situação alterar. 14 e 15 do IMDG Code). deverá assegurar também que sejam disponibilizadas instalações receptoras de água de lastro ou qualquer água servida ou lixo contaminados com carga perigosa.5. 16 . Tal área deverá ser sinalizada de acordo com as diretrizes da IMO/ILO. que possa gerar faíscas etc.

para impor distância de separação e regular os movimentos da embarcação para evitar que o navio passe em canais estreitos ou incline. na área do porto deverá exibir sinalização especial visual dia e/ ou noite. A autoridade Reguladora deverá decidir se o navio engajado no transporte ou manuseio de cargas perigosas. 5. As isenções devem levar em consideração a natureza .11 SOBRE OS EXPLOSIVOS Cargas de Classe 1 e outras que não as de classe 1.4S só serão permitidas na área do porto para o carregamento ou descarregamento direto do navio.5. quando estiver entrando.14 QUANTO À ÁREA PARA MANUSEIO Supervisão estrita Equipamentos adicionais para retenção das substâncias. (classe 7 do IMDG Code). 17 . 5. a menos que outras ações sejam permitidas pela Autoridade Reguladora.13 SUBSTÂNCIAS INFECCIOSAS Substâncias Infecciosas só deverão ser permitidas na área do porto diretamente para o carregamento e ou entrega. tendo em vista o perigo envolvido e a densidade populacional da vizinhança do porto e outras circunstâncias relevantes ( observar precauções no carregamento e descarregamento de explosivos classe I IMDG Code) e anexo 2 deste documento. a menos que outras ações sejam autorizadas pela Autoridade Reguladora.15 DA ISENÇÃO A autoridade Reguladora deve levar em consideração o grau de perigo apresentado pela carga perigosa e dar isenções das recomendações quando for o caso. A Autoridade Reguladora deve estabelecer exigências para o manuseio de tais substâncias incluindo e não limitando a: 5. classe e quantidade da carga perigosa envolvida em circunstâncias específicas na área do porto. a menos que outras ações sejam tomadas pela Autoridade Reguladora (substâncias classe 6 do IMDG Code). A Autoridade portuária deverá decidir quando um navio engajado em transporte de carga perigosa deverá ter um piloto a bordo ou a assistência de rebocador. E deverá considerar navios exibindo tais sinais. deixando ou movimentando-se na área do porto. Os navios que transportam substâncias perigosas devem manter comunicação com a Autoridade Portuária.12 MATERIAL RADIOATIVO Material Radioativo não deve ser permitido na área do porto para carregamento e entrega. Quando apropriada esta comunicação deverá ser feita em VHF de acordo com o estabelecido na SOLAS. 5. A Autoridade Reguladora deve estabelecer exigências específicas para o transporte e manuseio de explosivos.

5. antes de chegar ao porto. feita por um oficial seu pessoal responsável a bordo e que seja mantido tal guarda mesmo quando o navio esteja ancorado na área do porto.19 PRECAUÇÕES CONTRA INCÊNDIO O Comandante do navio deve garantir o tempo todo que: Sejam designados lugares onde não seja permitida a presença de fumantes. sua maquinaria. 18 . Notas em forma de diagrama com sinais de proibição de fumantes estejam bem claras.16 O CONHECIMENTO DA LEGISLAÇÃO PERTINENTE A Autoridade Portuária deve designar pelo menos um responsável que tenha conhecimento adequado da legislação nacional e internacional sobre o manuseio e o transporte de cargas perigosas e também assegurar que toda essa documentação referente ao transporte de cargas perigosas esteja disponível sempre atualizada.17 deverão: Familiarizar-se com a legislação pertinente relativa a navios transportando ou manuseando cargas perigosas na área do porto  Verificar apropriadamente as condições do navio. 5. O comandante deve certificar-se de que a tripulação esteja disponível a todo momento para operar em caso de emergência.18 A VIGILÂNCIA O Comandante do navio deve assegura-se de que haja uma vigilância segura de convés e de casa de máquinas.  Verificar quando possível a carga perigosa e seu conteúdo para detectar qualquer vazamento e. dos seus equipamentos e instalações ou qualquer vazamento ou avaria da carga perigosa que possa prejudicar a vida a propriedade ou o ambiente.. na área do porto.5. Quando da organização da guarda deve-se levar em conta: os Princípios e Guias Operacionais para Oficiais responsáveis pela Guarda no Porto bem como Recomendações do Guia de Princípios e Guia Operacional para Oficiais Engenheiros responsáveis pela Vigilância de Engenharia no Porto (Resolução 3) adotado pela Conferência Internacional em Treinamento e Certificação de Marinheiros 1978. equipamentos e instalações. pode causar explosão. 5. para consulta. e que quando necessário deverá exibir a sinalização exigida. só sejam usados de maneira segura e sem risco.  Informar a Autoridade Portuária qualquer problema relevante do navio. Ferramentas ou equipamentos que em uso em atmosfera inflamável. visíveis em todos os lugares a uma distância segura dos lugares onde fumar constitua um risco.  NAVIOS TRANSPORTANDO CARGAS PERIGOSAS Antes de entrar na área do porto o comandante do navio e sua tripulação A menos que esteja isento o comandante do navio deve manter comunicação com a autoridade portuária.

22 INSPEÇÃO O Comandante deve assegurar-se de que a tripulação inspecione regularmente as condições da carga perigosa.. esta operação seja imediatamente cessada pela pessoa responsável pelo manuseio. Isso pode incluir incidente envolvendo o navio. inclusive aquelas usadas na amostragem e aqueles medidores de vácuo. seu conteúdo enquanto a bordo do navio na área do porto. também. sua tripulação. equipamentos ou instalações. O Comandante deve impor a sua tripulação a obrigação de avisar a pessoa responsável pelo manuseio da carga perigosa qualquer incidente prestes a ocorrer ou que tenha ocorrido durante o manuseio. 5. Que a tripulação esteja treinada para usar os equipamentos contra incêndio. 5. sejam usadas somente ferramentas elétricas portáteis. imediatamente. deverá ter certeza de que todas as medidas necessárias foram tomadas para evitar derramamento acidental de tais cargas na água.23 SERVIÇO DE CONSERTO E MANUTENÇÃO Nenhum serviço de conserto ou manutenção que venha a imobilizar o navio ou o manuseio da carga deverá ser procedido sem a autorização da Autoridade Portuária. quando se tratar de serviços que envolva chamas faíscas ou qualquer outro que possa causar fogo devido à presença da carga perigosa. 5. O que previna a operação de ser continuada até que medidas de segurança sejam tomadas.20 PRECAUÇÕES COM O AMBIENTE O comandante do navio que tenha embalagens. Deverá avisar.21 REPORTANDO INCIDENTE O comandante do navio dentro de sua área de responsabilidade deve certificar-se de que se algum incidente ocorrer durante o manuseio das cargas perigosas que possa causar dano à vida à propriedade ou ao ambiente. 5. se for seguro fazê-lo. 19 . ou a carga propriamente dita quando ocorrer na área do porto.Em áreas onde possa ocorrer atmosfera inflamável. ou um tipo seguro para o ambiente inflamável. ou unidade de carga perigosa avariada a bordo. maquinaria. a Autoridade Portuária da ocorrência de qualquer incidente durante o manuseio da carga que possa afetar a área do porto. Observar as exigências do anexo 4. Deverá. dar todo o suporte necessário à Autoridade Portuária quando a inspeção for feita pelos mesmos.

6. para socorrer eventuais avarias ou derrames da carga perigosa. se envolva com o manuseio da carga perigosa. 6 QUANTO À INSTALAÇÕES NO LITORAL O operador de berço deve assegurar que: As instalações de atracação e acesso do navio ao litoral sejam seguros. dentro de sua área de responsabilidade. E não permitir que qualquer pessoa sem um motivo razoável abra ou interfira em qualquer container.5. 6. E em caso de ocorrência de tal incidente a carga só poderá ser manuseada por pessoa treinada responsável. 20 .4 PROCEDIMENTO DE EMERGÊNCIA O Operador de Berço deve garantir que um sistema organizado de emergência esteja disponível e levado ao conhecimento de todas as pessoas envolvidas com a carga. de maneira que suas ações ou julgamentos estejam prejudicados.1 SUPERVISÃO O operador de berço deve certificar-se de que as áreas onde são mantidas as embalagens e pacotes sejam regularmente supervisionadas. 6.2 IDENTIFICAÇÃO. ou qualquer veículo contendo carga perigosa. 6.3 MANUSEIO E SEGREGAÇÃO O operador de Berço deve designar uma pessoa com conhecimento da legislação nacional e internacional sobre o transporte e o manuseio de cargas perigosas e que saiba inclusive sobre segregação de cargas perigosas incompatíveis. ou com exigências legais nacionais ou internacionais compatíveis e aplicáveis ao relevante modo de transporte.25 CONDIÇÕES DO TEMPO E ILUMINAÇÃO A carga não poderá ser manuseada sob condições climáticas que possa criar risco. 5. ACONDICIONAMENTO E ROTULAÇÃO O operador de berço deve assegurar-se de que as cargas perigosas que entrarem na área de sua responsabilidade tenham sido propriamente certificada ou declarada pelo interessado na carga como cargas acondicionadas e rotuladas de acordo com as provisões do IMDG Code. Só será permitida o manuseio da carga em situação de iluminação adequada.24 ABUSO DE ÁLCOOL E DROGAS O comandante do navio não deve permitir que nenhuma pessoa sob o efeito de álcool ou droga. seja ela luz do dia ou artificial.

O sistema de emergência deve incluir: . O operador de berço deve considerar a necessidade de um sistema para saídas rápidas de emergência. Fornecimento de pontos apropriados de alarmes. e se estão de acordo com as recomendações do IMDG Code e ILO/IMO . O Operador de Berço deve verificar. 7 7. a documentação e certificados relativos à segurança do transporte. . uma lista disponível a qualquer momento contendo a classificação. Deve ter. nome técnico e número da ONU de todas as cargas perigosas que se encontram nos armazéns. Para garantir a disponibilidade de um sistema de comunicação adequado deve se usar sistema eletrônico de transmissão de dados.    A entrada na área do Porto de Navio transportando cargas de graneis líquidos perigosos para o qual se aplica o Código de Construção e equipamentos de Navios transportando Químicos perigosos ou Gás Liquefeito a Granel seja aplicável. depósitos e outras áreas. acondicionamento das cargas perigosas na área do porto. . Procedimento para notificação de um incidente ou emergência ao serviço de emergência apropriado dentro ou fora da área do porto. pacotes e outras unidades de carga contendo cargas perigosa. para certificar-se da correta sinalização. a menos que o comandante possua o certificado válido da IOPP fornecido com o formulário B e Registro de Construção e equipamento para Navios Tanque. A entrada na área do Porto de Navio transportando cargas de granéis líquidos perigosos para o qual se aplica o Código de Construção de Navios 21 . também.  A entrada na área do porto de navios transportando óleo a granel. no momento do recebimento da mesma. rotulação. manuseio. onde estejam armazenadas. Dessas listas devem constar inclusive a quantidade e o local exato. Fornecimento de equipamentos de emergência apropriados para a carga perigosa a ser manuseada. Sistema coordenado para a liberação de navio em caso de emergência. Verificar as unidades de carga. para facilitar o acesso rápido do serviço de emergência. . Procedimento para notificação de um incidente ou emergência à autoridade portuária aos usuários da área do porto . a menos que o comandante do navio possua um certificado de Conveniência.1 GRANÉIS LÍQUIDOS PERIGOSOS INCLUSIVE GÁS LIQUEFEITO CERTIFICAÇÃO INTERNACIONAL Os certificados abaixo são de importância relevante: Certificado de Prevenção e Poluição por óleo (IOPP) Certificado Internacional de Conveniência. quando necessário. Certificado Internacional para a Prevenção de Poluição por Substâncias liquidas nocivas transportadas a Granel (NLS certificate)  A Autoridade Portuária munida da legislação exigida pela a Autoridade Reguladora deve ter autoridade para proibir.

uso de sistemas separados de bombeamento e dutos. Procedimento pra transferência de carga.2 CONTROLE DE EMISSÃO DE VAPOR A autoridade Reguladora e Autoridade portuária devem exigir que quando qualquer carga de Granéis líquidos perigosos estejam sendo manuseadas.transportando Químicos perigosos ou Gás Liquefeito a Granel não seja aplicável. Devem estar conscientes do perigo advindo das substâncias reativas em água e agentes oxidantes. 7. Resposta de emergência apropriada incluindo ações a serem tomadas em evento de derramamento ou vazamento. sejam tomadas as devidas precauções para prevenir ou controlar a emissão de vapores para a atmosfera. A Autoridade Reguladora deve recomendar meios próprios de inspecionar o navio para certificar-se que o navio está cumprindo com as exigências legais e que possui os certificados exigidos para o transporte de tais cargas. Manuseio da Carga 22 .3 INFORMAÇÕES PARA FINS OPERACIONAIS E DE EMERGÊNCIA O Comandante do navio bem como o Operador de berço. Deve haver seleção de Tanques não adjacentes com sistema de ventilação separados. delastramento e limpeza de tanques. 7. Equipamentos especiais necessários para o manuseio de determinadas cargas. Nome técnico correto da carga. a respeito de cada carga perigosa transportada ou manuseada. medidas em caso de contato com o acidente. liberação de gás inerte lastramento. a menos que o comandante do navio possua um certificado válido da NLS. Evitando que tal substância não reaja de maneira física ou química com nenhuma carga transportada ou manuseada naquela área. 585 Sistema de controle Padrões para Emissão de Vapores). Atenção especial deve ser dada ao perigo associado à solidificação da carga no navio por motivo de reações químicas. dentro de suas respectivas áreas de responsabilidades devem ter disponíveis as informações abaixo. procedimentos contra incêndio. quando for apropriado. o número da ONU e suas propriedades físico-químicos inclusive reatividade necessárias a um manuseio seguro. (Observar a circular IMO MSC/circ. deve assegurar que durante o manuseio da Carga de Granéis Líqüidos Perigosos sejam tomadas as medidas de precauções. 7.4 NAVIOS TRANSPORTANDO GRANÉIS LÍQUIDOS PERIGOSOS Compatibilidade O Comandante do navio em cooperação com a autoridade portuária e o operador de berço.

O comandante do navio deve garantir que: Todas as precauções estão sendo tomadas para prevenir a entrada de vapores inflamáveis e tóxicos nas estações de serviços ou estações controladas, maquinaria , e espaços no navio. Todas as aberturas das cargas têm de ser mantidas fechadas durante o manuseio de cargas inflamáveis ou tóxicas ou água de lastro contaminadas com estas cargas; exceto aquelas áreas de ventilação para prevenir o excesso de pressão ou vácuo dentro do espaço da carga. Ao contrário somente com a permissão da Autoridade Portuária ou operador de berço, Qualquer material utilizado para aquisição de amostragem da carga deve ser usado de maneira a não causar ignição. Em caso de cargas inflamáveis, portos de sinalização e amostragem devem ser mantidos fechados a menos que seja exigida sua abertura para fins operacionais. Se for o caso as aberturas devem ser protegidas por um aparato de proteção contra chamas, o qual deverá ser removível por um curto espaço de tempo durante o período de amostragem, sinalização. Esse aparato “tela contra chamas” deve estar sempre limpo e em boas condições de uso. (observar SOLAS II-2/59 aplicáveis a tanques construídos depois de 1986.) O Comandante do navio deve garantir que em caso da ocorrência de um acidente durante o manuseio de granéis líquidos perigosos ou água de lastro contaminada com tais cargas, a operação seja interrompida. Só permitindo que seja reassumida depois que medidas de segurança sejam tomadas, com a aprovação da Autoridade Portuária, e onde necessária do operador de berço. Liberação de Gás, limpeza de Tanques. O comandante do navio que transportou ou transporta granéis químicos Perigosos, gás inerte, deve garantir que a liberação de gás, a lavagem de tanques, inclusive lavagem de óleos crús, devem ser procedidas de acordo com o manual de operação de navio; tal manual deve incorporar as recomendações e diretrizes da IMO. Retenção de derrame (Granéis líquidos perigosos) O comandante do navio deve garantir que as aberturas do costado da embarcação seja mantido fechado, em quase toda sua extensão, durante as operações de manuseio ficando aberto apenas a parte necessária para permitir o escoamento e drenagem da água, e que tais espaços sejam regularmente inspecionados. Em navios onde são manuseados líquidos corrosivos ou gases refrigerados os reservatórios do costado (scuppers) devem ser mantidos abertos, se permitidos pela Autoridade Portuária. Permitindo, dessa forma, que um grande suplemento de água esteja disponível a todo tempo na vizinhança dos multidutos. Devem-se observar as regras 26 do Anexo I da MARPOL 73/78 Planos de emergência para poluição por óleo a bordo de navios. Instalações em terra (para recebimento de granéis líquidos perigosos)
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O operador de berço deve garantir que, antes de manusear carga de granéis líquidos perigosos em qualquer berço no litoral, sejam colocados sinais de alerta preferencialmente, pictogramas, na entrada e aproximações do berço. Comunicação (do berço usado para o manuseio e o local para onde a carga será transferida). O Operador de Berço deve garantir que um sistema de comunicação efetiva tenha sido estabelecido entre o berço onde a carga esteja sendo manuseada e o local para onde a carga será transferida. E o equipamento usado deve ser do tipo seguro para o uso em atmosfera inflamável. Equipamentos VHF operando em freqüência compartilhada para serviço móvel de marinha só devem ser usados para comunicação entre o navio e as instalações em terra, onde permitido pela Autoridade Reguladora e pela Autoridade Portuária. Tubos e dutos usados para cargas de Granéis líquidos Perigosos O operador de berço deve garantir que os dutos e tubos flexíveis: Não sejam usados para carga que não sejam aquelas para as quais tenham sido projetados. Levando em conta a temperatura e compatibilidade com tais cargas. Sejam protegidos contra impacto. Sejam eletricamente contínuos exceto pela inclusão de um anel isolante quando usado para transferir líqüido inflamável. O tubo usado a partir do anel isolante para o mar deve ser eletricamente contínuo ao navio. E a parte do tubo terra deve estar eletricamente continuo ao sistema de píer em terra. ‘ O uso de cabo de ligação navio /terra é considerado muito perigoso. A Autoridade Portuária deve adotar o sistema de anel isolante ou mangueira não condutora para assegurar descontinuidade elétrica entre o navio e o litoral. O operador de berço deve garantir que: Sejam adotadas todas as precauções para prevenir curto circuito nas seções de isolamento acima citadas. Os isolamento e o sistema em terra sejam inspecionados regularmente, verificar se as conecções metálica ente o berço e o navio estão devidamente protegidas para evitar faíscas na presença de atmosfera inflamável. Manuseio (Tubos Flexíveis para Granéis Líqüidos Perigosos) O Comandante do navio ou o operador de berço, dentro de suas áreas de responsabilidades devem garantir que: Nenhum tubo flexível seja usado em outra carga para a qual não seja apropriado, tendo em vista a temperatura e compatibilidade da carga, ou em qualquer outro tipo de trabalho que envolva pressão para a qual não seja apropriado; Todo tipo de tubo flexível tem de ter sido testado e deve ter um certificado para mostrar a pressão de explosão. Mangueiras protótipos não devem ser usadas em serviço; Antes de ser colocado em uso todo tubo flexível deve ser hidraulicamente testado de acordo com as exigências da Autoridade Reguladora.

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Os tubos flexíveis devem ser permanentemente e visivelmente marcados, mostrando o tipo de mangueira, sua resistência de pressão máxima de trabalho e o mês e ano de sua fabricação; Que tenha anéis de isolamento elétrico; O comprimento de cada tubo flexível seja suficiente para operar para dentro do invólucro de proteção sem estressar a conexão com o terminal; Existe procedimentos adequados para a desconexão do tubo flexível em caso de emergência, para projeção do ambiente, segurança do pessoal e Qualquer tubo flexível depois de ser usado na condução de granéis líquidos perigosos terá de ser lavados adequadamente para que não permaneça resquícios das substâncias transportadas. Em caso de não ser possível essa lavagem dos tubos, os mesmos deverão ser fechados com peças próprias para fechamento de saída de tubo transportador de granéis líquidos perigosos para que não escape nenhum vapor tóxico. Esse sistema de fechamento deve acompanhar a tubulação usada para transporte de líquidos altamente tóxicos ou gases liquefeitos. Precauções preliminares (manuseio de tubos flexíveis) O comandante do navio e o operador de berço, dentro de suas respectivas áreas de responsabilidade devem assegurar que o sistema de controle de aferição, fechamento de emergência e sistema de alarme tenham sido testados e comprovados estar em estado satisfatório antes de começar o manuseio da carga. Devem garantir também que antes que carga de granéis líquidos perigosos seja bombeada para dentro ou para fora do navio ou bombeada para dentro ou fora da instalação em terra Concorda em escrever, no procedimento de manuseio, incluindo a taxa máxima de carregamento e descarregamento, levando em consideração: Capacidade máxima permitida, pressão da linha de carga do navio e os tubos em terra. Capacidade do sistema de ventilação de vapor Possibilidade de aumento de pressão devido a fechadas de emergência Possibilidade de acumulo de carga eletrostática e; Presença de pessoa responsável a bordo durante o começo das operações e nas instalações em terra; Lista completa de itens de segurança assinada mostrando as principais; precauções a serem tomadas antes e depois das operações de manuseio; Concorda em listar as ações a serem tomadas e os sinais a serem usados em caso de emergência durante a operação de manuseio Garantir o uso de equipamentos e roupas seguras apropriadas durante o manuseio. Bombeamento (granéis Líquidos perigosos) O comandante do navio e o operador de berço dentro de suas respectivas áreas de responsabilidade devem assegurar que: Sejam feitas vistorias constantes para que a pressão de carregamento e descarregamento esteja de acordo com o exigido e dentro dos padrões de segurança. Tenham cuidado razoável com os tubos flexíveis, dutos, braço de carregamento e outros equipamentos para prevenir possíveis vazamentos, e que sejam mantidos em perfeita supervisão durante o manuseio da carga de granéis líquidos perigosos.

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liberação de gás só poderão ser executados se permitidos pela Autoridade Portuária e se autorizado deve-se ter todas as precauções para evitar danos aos equipamentos ou ao ambiente. a permissão do operador de berço. Que estão sendo usados corretamente os equipamentos de segurança e roupas apropriadas. O Comandante do navio e o operador de berço devem assegurar que depois da operação de qualquer transferência de granéis líquidos perigosos as válvulas bem como o compartimento receptor da carga e os tanques sejam fechados. levando em consideração o perigo particular envolvido. Finalização da operação (de carregamento e descarregamento de granéis líquidos perigosos). Transferência de Navio para Navio A transferência de carga de granéis perigosos deve ser assunto de autorização da Autoridade Portuária. Durante o manuseio de granéis líquidos perigosos deve se fazer aferição constante dos tanques dos navios e dos tanques em terra para evitar excesso de volume nos mesmos. Todos os controles automáticos. dentro das suas respectivas áreas de responsabilidade.Sejam mantidas comunicações efetivas entre o navio e as instalações em terra durante a operação de manuseio..Se a Autoridade Portuária permitir a transferência de navio para navio ela deve impor condições tais como checklist especial de segurança e controle do local onde será feita a operação. dentro das suas respectivas áreas de responsabilidade devem assegurar que o carregamento e o descarregamento de cargas de gás liquefeito em baixa temperatura só aconteçam se: Todos os tanques relevantes em terra. drenados e ventilados. Trabalhos simultâneos de manuseio com limpeza de tanques lavagens de tubos. e onde apropriado.Devem assegurar também que: Antes da desconexão das instalações em terra os dutos e tubos devem ser limpos. devem assegurar que o excesso de pressão não venha a se desenvolver em tanques contendo gás liquefeito sob pressão. inclusive o uso de spray de água. tubos. no navio ou no berço. Onde for necessário o ambiente em volta deve ser resfriado por qualquer meio que esteja disponível. dutos e mangotes estejam resfriados de maneira uniforme para evitar choque térmico. detectores de gás estejam funcionando em perfeita ordem. 26 . Que todas precauções de segurança foram tomadas. Gás líquido refrigerado O comandante do navio e o Operador de berço. CATEGORIAS ESPECIAIS Excesso de pressão em tanques contendo gás liquefeito O comandante do navio e o Operador de berço.

deve ser objeto da seção 8 destas recomendações.Que todos os equipamentos de proteção e roupas estejam disponíveis e estão sendo usados apropriadamente. Quando um transportador combinado estiver ancorado em um terminal portuário que não seja o terminal de petróleo e o navio não esteja livre de gases: A área de 25 metros em volta do navio deve ser considerada área perigosa e que deve se tomar todas as precauções contra incêndio Os tanques devem estar inertes (inativos vedados) Deve ser completado o cheklist navio terra. ou linha de lastro. ou casa de máquinas. 8 GRANÉIS SÓLIDOS PERIGOSOS Documentação Navios construídos depois de setembro de 1984 transportadores de cargas perigosas devem portar a bordo o documento de cumprimento legal de acordo as regras II-2/54-3 da SOLAS 1974. A autoridade Reguladora deve estabelecer medidas apropriadas para inspeção do navio para assegurar. A área deve ser vigiada por uma guarda de segurança em terra. carga. Transporte combinado Um transportador combinado que tenha previamente carregado óleo cru. quando apropriado. dessas cargas permaneçam em qualquer tanque do navio. que as cargas perigosas foram estocadas de acordo com o que for legalmente exigido. ou qualquer espaço no navio. manuseio e estocagem de Cargas de Granéis Sólidos Perigosos possam causar a emissão de poeira. como prova de que o navio cumpre com as exigências especiais para navios transportadores de cargas perigosas estipulado nas regras II-2/54. a menos que possa ser provado que nenhum resíduo sólido.da SOLAS. É exigida também a bordo do navio transportando cargas de granéis sólidos perigosos uma lista ou manifesto de carga ou um plano detalhado da estocagem da carga perigosa e o local onde ela se encontra a bordo. A proteção deve incluir o uso de roupas 27 . bombas . O documento de cumprimento informa também a classe das substâncias transportadas no convés e em cada compartimento do navio. liquido ou gasoso. Responsabilidade de Cumprimento O Comandante do navio e o operador de berço dentro de suas respectivas áreas de responsabilidades devem assegurar que onde estejam sendo transportadas ou manuseadas cargas perigosas. derivados de petróleo com ponto de ignição não superior a 60º C. bem como por uma guarda de convés no navio. todas as precauções necessárias devem ser tomadas para prevenir e minimizar tais emissões e para proteger as pessoas dessas poeiras. devem-se cumprir as recomendações abaixo: a) Emissão de poeira nociva Onde o transporte.

onde estejam armazenadas Cargas de Granéis Sólidos Perigosos. diminuir a altura das paredes de materiais. e lavar o chão com mangueira ao invés de varrer. b) Emissão de vapor perigoso/deficiência de oxigênio Devem ser tomadas todas as precauções práticas para prevenir e minimizar a emissão dos vapores bem como proteger as pessoas da ação dos mesmos. Se for necessária a entrada durante a emergência. Substâncias Oxidantes A carga de granel sólida que seja substância oxidante deve ser transportada manuseada e estocada de maneira razoável que previna a ocorrência de contaminação com combustível ou material carbônico. A menos que a atmosfera no local tenha sido determinada não tóxica à saúde humana ou a segurança. evitar fontes de ignição. A carga deve permanecer em ambiente fechado com espaços adjacentes com ventilação adequada. Onde o transporte e manuseio de Cargas Granéis Sólidos Perigosos puderem causar vapor tóxico inflamável. Substância espontaneamente reagem com água Combustível e Substâncias que A Carga de Granéis Sólidos Perigosos que em contato com água possa evolver vapores tóxicos ou se tornar sujeita a combustão espontânea deve ser mantida o mais seca possível. bem como higiene pessoal e lavagem da roupa usada no ambiente. que possa emitir vapor tóxico ou inflamável. com oxigenação rarefeita. Isso se aplica entre granéis perigosos mútuos bem 28 . Exceto em caso de emergência nenhuma pessoa deve entrar em espaço fechado. Materiais Incompatíveis Carga de Granéis sólidos perigosos devem ser transportadas. As substâncias oxidantes Devem ser mantidas longe das fontes de calor e ignição. Essas cargas devem ser manuseadas somente durante as condições de clima seco. Emissão de Poeira Explosiva Onde o transporte e o manuseio de granéis sólidos perigosos possam provocar a emissão de poeira sujeita a explosão por ignição devem-se tomar todas as precauções para evitar possíveis explosões e também para minimizar os efeitos das explosões caso elas ocorram.apropriadas. proteção respiratória. manuseadas e armazenadas de maneira a prevenir qualquer interação perigosa com materiais incompatíveis. As medidas de precauções devem incluir ventilação de espaços fechados para limitar a poeira na atmosfera. a pessoa que entrar deverá usar aparelho individual de ar para respiração. e cremes de proteção. quando necessário. Sempre que uma Carga de Graneis Sólidos Perigos que possa emitir vapor tóxico ou inflamável seja estocada ou transportada deve-se ter disponível um medidor da concentração tóxica e inflamável desses vapores.

como cargas perigosas a granel acondicionadas. e cargas perigosas a granel empacotadas e 29 .

embalada ou a granel. à critério da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) CLASSIFICAÇÃO Art. conforme a classificação adotada no CÓDIGO MARÍTIMO INTERNACIONAL DE MERCADORIAS PERIGOSAS IMDG CODE (Volumes I. III e IV.SUBSTÂNCIAS TÓXICAS INFECTANTES.ANEXOS ANEXO I Art. atualizado periodicamente).Para o fiel cumprimento desse Regulamento.SUBSTÂNCIAS SÓLIDAS SUJEITAS A COMBUSTÃO ESPONTÂNEA. 3º . .Neste manual. 2º . LIQUEFEITOS.SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS CLASSE 8 . INFLAMÁVEIS a). deverão ser observadas as seguintes definições: . .CORROSIVOS CLASSE 9 .LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS CLASSE 4. além de outras que se lhes assemelhem pelas suas propriedades físicas e químicas.SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS SEÇÃO III DEFINIÇÕES Art. II. CLASSE 3 . os produtos perigosos assim classificados: CLASSE 1 .Ficam sujeitos aos dispositivos do presente manual.SUBSTÂNCIAS OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS CLASSE 6. . produtos perigosos significa qualquer carga.GASES: COMPRIMIDOS.SUBSTÂNCIAS SÓLIDAS QUE EM CONTATO COM ÁGUA EMITAM GASES INFLAMÁVEIS CLASSE 5 . 1º . elaborado e publicado pela International Maritime Organization – IMO. CLASSE 7 . -b) . OU DISSOLVIDOS SOB PRESSÃO.SÓLIDOS.EXPLOSIVOS CLASSE 2 .

devam ser tratadas como tal. Venenosos .Explosivos que. não é possíveis conciliar os dois principais sistemas de regulamentação com respeito à diferenciação entre um gás liquefeito. os gases podem ser: .Gases dissolvidos d) .Gases fortemente refrigerados Conforme suas propriedades químicas ou efeitos fisiológicos.2 . 1. Além disso. oferecem o risco de projeção de material nos pequenos efeitos de explosão. e um pequeno.Substâncias pouco susceptíveis a riscos.1 .3 . No entanto. não apresentando risco de explosão. exercendo uma pressão baixa em determinada temperatura. Inflamáveis .EXPLOSIVOS: são substâncias. contidas ou não em um dispositivo especialmente preparado. ou quaisquer outras substâncias que. ou nenhum efeito de explosão. oferecem o risco de incêndio.Explosivos que não apresentam risco de explosão em massa. confeccionados com a finalidade de produzir um efeito prático por explosão ou efeito pirotécnico. os gases são divididos conforme especificação abaixo: a) . como: 1. CLASSE 2 – GASES Gases são substâncias que se apresentam no estado gasoso em condições normais de temperatura e pressão. ambos os métodos de diferenciação são reconhecidos Conforme suas características.4 .Gases liquefeitos c) . sendo que as definições dos mesmos são de natureza geral a fim de cobrir todos os sistemas). pela natureza de suas propriedades explosivas. 1.Explosivos que apresentam risco de explosão em massa. liquefeitos ou dissolvidos sob pressão. (Há dificuldade em conciliar os principais sistemas de regulamentação. 1. 1. De acordo com suas características os explosivos são divididos em 5 (cinco) grupos.CLASSE 1 . e um líquido inflamável. Apresentam-se sob as formas de: gases comprimidos.Explosivos que não apresentam risco significativo.Gases permanentes b) .5 .

Substâncias sujeitas a Combustão Espontânea São substancias nesta classe. são considerados combustíveis líquidos. os quais produzem gases inflamáveis em temperatura de até 70ºC (teste de vaso fechado).Grupo de ponto de fulgor intermediário são os que têm ponto de fulgor igual ou superior a -18º C (0ºF) e inferior a 23º C (73º F).1 . teste de vaso fechado. conforme especificação a seguir: 3.Inflamáveis São substancias sólidas que possuam a propriedade comum de entrarem em ignição facilmente.3º C. por ser facilmente combustíveis podem causar ou contribuir para incêndios.Substâncias que liberam Gases Inflamáveis quando úmidas . ou líquidos contendo sólidos em solução ou suspensão.3 . De acordo com o ponto de fulgor.. teste de vaso fechado. assim determinada: Sólidos.3 . tais como centelha ou chama. e de serem facilmente combustíveis. ou misturas de líquidos. 3.2 . (158ºF). Corrosivos ou possuir duas ou três dessas propriedades simultâneamente CLASSE 3 – LÍQUIDOS INFLAMÁVEIS Inflamáveis Líquidos são substâncias líquidas. (0ºF). não oferecendo maiores perigos quanto ao risco de incêndio.Grupo de alto ponto de fulgor. Comburentes . são os que têm ponto de fulgor igual ou superior a 23º C (73ºF) e inferior ou igual a 70º C. NOTA: Os inflamáveis líquidos que tenham ponto de fulgor superior a 70º C e até 93. teste de vaso fechado: 3.2 . CLASSE 4. os inflamáveis líquidos dividem-se em 3 (três) grupos. são os que têm ponto de fulgor inferior a – 18º C. sólida ou liquidas que possuam a propriedade comum de estarem sujeitas a aquecer e entrar em ignição espontânea. onde as condições de transporte ou armazenagem requerem cuidado. Essa classe está subdividida em 4 categorias. CLASSE 4 Sólidos Inflamáveis Sólidos Inflamáveis são substâncias classificadas como explosivos. devido a fontes externas. CLASSE 4.Grupo de baixo ponto de fulgor.

assim especificados 1) substâncias venenosas (tóxicas) são aquelas que podem causar morte ou dano a saúde humana se engolidas. esses gases são sujeitos à ignição espontânea. O peróxido orgânico tanto na forma liquida.Substâncias Venenosas (Tóxicas) e Infecciosas: Essa substância é formada de dois grupos. são as que contêm micro-organismos (inclusive bactérias.e sólidos oferecidos para transporte à temperatura igual ou acima de 240°C. embora não sejam combustíveis. Em alguns casos. causar ou contribuir para a combustão de outro material. liberar gases inflamáveis. CLASSE 5 – Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos São substâncias que podem liberar oxigênio e. CLASSE 7 – Materiais Radioativos: são substâncias que emitem espontaneamente radiação e cuja atividade específica é maior do que 0. que a experiência mostrou ou possa vir mostrar serem de caráter perigoso. As propriedades e características de cada substancia são oferecidas na Lista de produtos perigosos capítulo 3. podem reagir perigosamente com outras substancias. recombinações desses. ou destruir outras mercadorias ou o meio de transporte em caso de derrame ou contato com as mesmas. híbridos e mutantes etc) que causam doenças infecciosas à vida animal e humana.São substancias liquidas ou sólidas que possuam a propriedade comum de. que se enquadram nessa denominação. quanto na sólida. CLASSE 8 . esta classe inclui substâncias que não são cobertas.CORROSIVOS: são substâncias sólidas ou líquidas que por ações químicas. vírus parasitas fungos. ou de qualquer outra. mas se enquadram nas provisões do Anexo III da MARPOL 73/74.Em particular.SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS: São substâncias que não têm ’classificação definidas. CLASSE 6 . porque são misturas de substâncias perigosas. mas que se enquadram nas disposições da parte A capítulo VII da Convenção SOLAS 1974. A maioria queimará rapidamente e são sensíveis ao impacto ou fricção. Aquelas substâncias que não se enquadram nas provisões da Solas 74. já peróxidos orgânicos na sua maioria são combustíveis. e estão sujeitas a decomposição explosiva. quando em contato com água. pelo oxigênio produzido. e podem atuar como substâncias oxidantes. pelas disposições das outras classes. CLASSE 9 . e 2) substancias infecciosas. podem.. : As substâncias oxidantes são substâncias que. Substâncias líquidas oferecidas para transporte à temperatura acima de 100°C. quando em contato com tecidos vivos podem causar danos severos.2 do IMDG Code.002 microcurie por grama. inaladas ou por contato com a pele. SEÇÃO IV DISPOSIÇÕES GERAIS . podem estimular combustão e aumentar a violência do fogo em outro material.

ou responsável pelo veículo ou embarcação que conduzir produtos perigosos ainda que em transito.: lanchas. as dragas. bote ou qualquer outra descrição de engenho marítimo flutuante usada na navegação. capaz de se locomover na água para atender aos fins a que se destina. também. incluindo qualquer reboque ou semi-reboque. a responsabilidade pelos prejuízos ou acidentes decorrentes. o Proprietário desses produtos e/ou mercadorias deve comunicar à Administração Portuária com antecedência mínima de vinte e quatro (24) horas do embarque.No caso de ocorrência de acidente danoso ao meio ambiente resultante da omissão dos agentes envolvidos.O agente. o "container" quando transportado sobre chassi. 7º . ou no caso de veículos. 4º. e levadas ao porto por via terrestre. o ponto de fulgor quando for o caso. rotulado de acordo com as normas vigentes nos organismos responsáveis pelo assunto. denominação dada a qualquer veículo de pequena tonelagem. Ex. o nome químico do produto transportado. quais sejam: IMDG code da IMO . inclusive trator. Inclui. no prazo de quarenta e oito (48) horas antes da chegada da embarcação ao porto de destino. OBSERVAÇÃO: EMBARCAÇÃO. PARÁGRAFO ÚNICO: A Administração do Porto será a responsável pela comunicação à Capitania dos Portos e a ANTAQ de qualquer evento danoso ocorrido em conseqüência de irregularidade havida no Art. ao proprietário dos produtos das mercadorias. fundeará o navio e/ou sua embarcação com a expressa autorização da Administração Portuária. os barcos. Art. à Administração do Porto. Convenção Solas 74 IMO. uma relação contendo a quantidade. PARÁGRAFO ÚNICO: O Comandante deve fundear ou atracar o navio e/ou sua embarcação no lugar e na hora determinada pela Administração Portuária . relativos ao registro de qualquer produto perigoso.Os contêineres ou recipientes que contenha carga perigosa deve estar. mercadoria perigosa constante da relação referida no artigo anterior. Art.O Comandante do navio e/ou embarcação que esteja transportando produtos perigosos só atracará. as pontes. 5º . em que tipo de veículo esses produtos e/ou mercadorias serão transportado. os iates. Veículo: (significa qualquer meio de transporte ferroviário ou rodoviário). 4º . a qual caberá decidir. conforme as terminologias especificadas no anexo X: ANEXO X Embarcação: inclui qualquer navio.Art. terá que entregar. obedecendo às disposições deste Regulamento se fornecerá ou não tal autorização. obrigatoriamente. 6º . previamente. Quando os produtos e/ou mercadorias forem para exportação. o tipo da embalagem. Art. caberá ao agente ou responsável pela embarcação.

manter a máquina sempre pronta. somente com a permissão da Administração Portuária.assegurar que as defensas estejam adequadamente mantidas entre a embarcação e o cais. c) . adotar os seguintes procedimentos: a) . e) . em estado de alerta. e suas extremidades mantidas no bordo do mar. 8º. deverá assegurar que o navio e/ou a embarcação exiba todas as vezes que esteja atracada. para possibilitar uma manobra de emergência.Os navios atracados que estejam transportando produtos perigosos devem. de preferência. com espias resistentes e número para o tamanho da embarcação e nas condições locais. § 1º . deve. o manuseio seguro de carga e lastro. próximas à linha da água. ou de luz elétrica oriunda de instalação que ofereça as necessárias garantias.Nenhum navio e/ou embarcação deve aproximar-se ou atracar a contra bordo de outro que esteja com a bandeira à vista ou a luz referida no Art. f) . 9º . ou em movimento. Caso seja necessária tal operação no período noturno.colocar cabos de aço para reboque de emergência na proa e na popa.manter. d) . e uma luz vermelha. na eventualidade de escapamento acidental de tais cargas.12º . sem a devida permissão dos Comandantes e da Administração Portuária. atracado com produtos perigosos a bordo. ou a ordem expressa da Capitania dos Portos nas situações de emergência em que esteja em risco a segurança do navio e/ou da embarcação ou a do local. e será obrigatório o uso de lâmpadas de segurança.A Administração Portuária não deve permitir a carga ou a descarga de produtos perigosos sob más condições atmosféricas que possibilite a ocorrência de perigo acidental.11º . 8º . visível em todo o horizonte. durante o dia. a uma distância de no mínimo. . fundeada. Art. Art.Qualquer pessoa responsável pelo manuseio de cargas perigosas.A carga e a descarga de produtos perigosos nos portos brasileiros serão feitas. Art. b) .e não deve movê-lo exceto com sua permissão ordem. a juízo da mesma Administração. de forma livre para os que rebocadores tenham acesso em caso de emergência. Art.assegurar à tripulação segurança e garantir uma a rápida desatracação em caso de emergência. Art. ou que tenha descarregado esses produtos e que esteja inteiramente livre de vapores inflamáveis. a bandeira “B” do Código Internacional de Sinais durante o dia.assegurar que a embarcação esteja todo tempo bem amarrada.O Comandante do navio e/ou embarcação que esteja aportado.10º . três (03) milhas náuticas”. a equipe de combate a incêndio e assegurar que ela e o equipamento estejam prontos para imediata ação.

Art.As mercadorias perigosas não podem ser transportadas. . atendam às exigências: a) Que satisfaçam aos regulamentos nacionais e internacionais aprovados. dizer a posição e proporcionar todos os meios necessários para a Administração.14º . b) Que todo o equipamento elétrico seja montado e instalado. Em caso de "contêiner". e protegidos de danos físicos e fricção. todos os produtos perigosas sob seu controle ou em sua embarcação. imediatamente.comunicar. o incidente aos Serviços de Emergência da Administração do Porto.16º . ou o Comandante da + embarcação que os tenha a bordo. para manuseá-las. cuja estivagem.Nenhuma pessoa sob a influência de bebida drogas. PARÁGRAFO ÚNICO: Não será permitida a atracação de embarções conduzindo mercadorias perigosas. qualquer incidente ocorrido com as mesmas.15º . d) que cada circuito elétrico separado. Art. § 2º . anexo. de modo a não causar danos a qualquer pessoa.o Comandante de uma embarcação conduzindo mercado rias perigosas deve informar. inspecionar e examinar tais cargas e averiguar se este Regulamento está sendo observado. em um mesmo porao ou compartimento não obedeça a Tabela de Segregação. ou em qualquer outro estado alterado de consciência. Art.proibido a presença de pessoas estranhas nas proximidades do cais e da embarcação que estiverem operando com cargas perigosas. ou da Capitania dos Portos. quando manuseado de maneira própria c) Que todos os condutores estejam adequadamente instala dos eletricamente. quer na viagem. Igualmente não será permitido embarque de mercadorias perigosas que não satisfaçam aquelas condições. seja protegido contra curto-circuito. Art.13º .Os proprietários de quaisquer produtos perigosos. a Administração do Porto. ou para aproximar-se do berço.Quando energia elétrica fornecida de terra para uma embarcação conduzindo mercadorias perigosas. ou de bordo onde tais mercadorias estejam presentes. quando solicitados pela Administração do Porto. e que ameace. imediatamente. das precauções de segurança a serem adotadas e das providências a serem tomadas em caso de acidente. deve ficar a cargo de operações envolvendo mercadorias perigosas. a pessoa responsável pelo seu suprimento. deve assegurar-se que os cabos ligando os dispositivos e chaves de cambio. por aéro-barcos. A movimentação dessas cargas deve ser feita por pessoas habilitadas e conscientes do perigo que elas apresentam. ou possa ameaçar a segurança. constante do Manual de Identificação de Cargas Perigosas. quer durante sua permanência no porto. PARÁGRAFO ÚNICO: . a não ser com permissão escrita da Administração do Porto. de vem mostrar.

das embarcações mais próximas atracadas. E de vinte (20) metros de extensão a partir da proa e popa. fósforos. d) policiamento no local.Qualquer movimentação de mercadorias perigosas só terá início após autorização pela Administração do Porto. que determinará o trecho do cais.Cais especial é aquele designado pela Administração do Porto para movimentarão de cargas perigosas. guindastes e outros equipamentos móveis g) que os dispositivos de ligação para conexão de suprimento de terra. comum ou especial. de extintores portáteis de incêndio.e) que cada dispositivo de proteção contra sobrecarga esteja permanentemente. dentro do qual serão adotadas as providências enumeradas neste artigo. para movimentação de mercadorias perigosas.3). pelas entidades responsáveis. tanto quanto possível. com centro no ponto em que estejam sendo movimentados os produtos referidos.17º . c) ser devidamente. inflamáveis líquidos (classe 3) e de sólidos inflamáveis (classes 4. do material de proteção adequado.4. . em quantidade e tipo compatíveis com a carga que esteja sendo operada: c) Fornecimento. satisfazendo as seguintes exigências: a) ser separado. f) que nenhum cabo elevado esteja numa altura que possa ser danificado por veículos.2 e 4. e) ser delimitada durante as operações do navio uma faixa de segurança de vinte (20) metros de largura a contar da aresta do cais. e) fixação de uma zona de segurança em torno de 20 (vinte) metros de raio. no local. b) Colocação. de outros cais ou instalações destinadas à operar com mercadorias inócuas. deverá satisfazer as seguintes exigências: a) expressa proibição do uso de fumo. § 2º . fósforos. isqueiros. no mesmo. Art. sejam dispostos para evitar conexões inadvertidas com qualquer circuito que possa provocar perigo. onde será realizada a referida movimentação. o uso de cigarros ou assemelhados. § 1º Cais comum é um trecho de cais comercial que designado pela Administração do Porto. bem como quaisquer outras fontes artificiais de calor de qualquer natureza.18º . exceção feita para as embarcações auxiliares que estiverem diretamente ligadas a operação Art. isqueiros e fontes artificiais de calor ou faíscas. policiado. b) ser dotado de instalações de combate a incêndio.A carga ou a descarga de explosivos (classe 1) gases (classe 2). d) ser proibido. ou embarcação.1. ao longo do comprimento do navio. marcado com sua capacidade de transportar corrente elétrica. devem ser realizadas de modo que essas mercadorias não permaneçam no local das operações.

a quantidade total não poderá ultrapassar. comum ou especial. com mercadorias das classes: explosivos (classe 1). no mínimo. ainda que em outro porão. .1) e líquidos inflamáveis (classe 3). grupo ou subgrupo. de preferência. entre si. apenas. sea bee ou semelhantes. os últimos a carregar e os primeiros a descarregar. despachados para que o embarque se faça dos caminhões para o navio. Art. PARÁGRAFO ÚNICO: . simultaneamente. os limites individuais serão o dobro dos estabelecidos nas respectivas seções. gases inflamáveis (classe 2. simultaneamente. quando as mercadorias já estiverem desembaraçadas e as operações possam ser realizadas diretamente.cada classe. a) na descarga. estabelecidos nas respectivas seções da Parte II.22º . previamente. os limites individuais. diretamente. 1) e líquidos inflamáveis (classe 3). deste Regulamento. os volumes deverão ser transferidos. 17º. onde ficarão recolhidas até sua retirada pelos consignatários. do navio para os caminhões do destinatário.Em qualquer cais. ou em contêiner transportados por essas barcaças.19º . que estiverem duas ou mais embarcações operando. devendo essa movi mentação em cada caso. deverão manter.21º . só iniciará os serviços de carga ou descarga. respeitado o disposto no Parágrafo Único do Art. c) para carga acondicionada em barcaças pertencentes a navios tipo lash. para que a mesma possa atracar e operar em cais comum.As operações com mercadorias perigosas só poderão ser realizadas em cais comum.Os explosivos deverão ser. gases inflamáveis (classe 2. b) no embarque. Art. ou. os volumes deverão estar.A Administração do Porto. obedecer requisitos de segurança determinados pela Administração do Porto. duzentos e cinqüenta (250) toneladas. Art. uma distancia de. não deverão estar sendo movimentadas nenhuma outra carga no mesmo navio. além das medidas de segurança previstas no Art. Art.Sempre que estiver ocorrendo movimentação de explosivos.Caso as mercadorias descarregadas não tenham sido desembaraçadas.§ 1º . os limites individuais serão o triplo dos estabelecidos nas respectivas seções.Quando uma embarcação conduzir mercadorias perigosas das classes: Explosivos (classe 1). serão recebidas e imediatamente removidas para armazéns especiais do porto. os três. 15º. duas dessas classes. por navio. quando a quantidade de. obedecer aos seguintes limites: a) para cargas soltas ou embalagens apropriadas. § 2º . sempre que possível.20º . quarenta (40) metros. b) para cargas acondicionadas em contêineres.

a) na descarga.25º . desfigurar qualquer rotulo. para efeito de cálculo. na faixa do cais.Não será permitida. a nos que tenham sido lavados e do conteúdo anterior permitir. quando Art.24º . estarem. veículo ou "contêiner". ou depósito. correndo as despesas por conta do responsável pelas mesmas. os volumes serão transbordados ao largo para embarcações auxiliares e levados para um ponto de desembarque seguro onde se processara a entrega direta ao proprietário. a carga ou descarga de mercadorias perigosas. propositadamente. devendo a carga que transportam estarem perfeitamente identificadas com as respectivas etiquetas. serão eles mesmos perigosas. Art. salvo em caso de emergência. se rompam ou mostrem infiltrações. poder quando. desse limite.proibido lançar n'água qualquer quantidade de produtos perigosos. Recipientes vazios que tenham sido usados.Exceto com a permissão da Administração do Porto. devendo o responsável comunicar à Capitania dos Portos. considerando-se. uma pessoa não deve remover. até a sua retirada pelos proprietários.o total de duzentos e cinqüenta (250) toneladas será observado. 21º. caso apresentem risco para as instalações.26º . esses volumes serão retirados imediatamente. a critério da Administração do Porto. ou remover qualquer mercadoria perigosa do local onde esteja deposita e cobrar do proprietário os custos de remoção. b) no embarque os volumes não poderão ser levados para local das operações e se já estiverem depositados nas instalações portuárias serão. ou de onde será removida para local designado pela Administração do Porto. de mercadorias perigosas. julgar necessário. para o transporte considerados como mercadorias secados ou. Art.A Administração o do Porto. e da colocação. cujas embalagens se encontrem avariadas.Os veículos transportadores produtos perigosos terão a menor permanência possível nas instalações portuárias. PARÁGRAFO ÚNICO: Se durante as operações de carga ou descarga. determinar a remoção. por motivo de segurança.PARÁGRAFO ÚNICO: Quando essas mercadorias forem transportadas nas condições previstas nos itens b e c do Art. além de ficarem sob a vigilância contínua da Administração do Porto. Art-23º . marca fixada ou exibida em um recipiente. removidos para o local que não apresentem risco para as instalações até a sua retirada pelos proprietários. sinal de aviso. § 1º . em segurança. quando a natureza fechados. de tais mercadorias em outro local. PARÁGRAFO ÚNICO: anteriormente. . as quantidades correspondentes multiplicadas pelos coeficientes 1/2 e 1/3 respectivamente.

50 (cinqüenta) toneladas. no local. deverão ter.para os grupos 1. não haverá limite de tonelagem para atracação em cais comum. 29º .Além dos limites do art.2 . os equipamentos necessários para qualquer emergência. d). assim o exigir. serão obedecidos os seguintes limites para operação em cais comum: a). podem ser conduzidos para dentro do Porto. serão obedecidas as disposições dos artigos 26º e 27º.Para os navios de carga geral conduzindo explosivos do grupo 1.Explosivos do grupo 1. desde que não seja efetuada qualquer operação no porão em que se encontram os explosivos.Uma embarcação conduzindo detonadores e explosivos. Após o desembarque de quantidade excedente as embarcações poderão atracar e operar normalmente.32º .Caso haja operação no porão em que estão estivados os explosivos em trânsito. para uso imediato em trabalhos portuários ou de dispersão de restos de naufrágio devendo ser observado: a) .30º . Art.29º. descarregará os detonadores ao largo . Art. para veículos em terra. em trânsito no porão. a embarcação atracada terá de desatracar e fundear em local apropriado até o momento de seguir viagem. ainda que em porões diferentes.para o grupo 1. PARTE II DISPOSIÇÕES ESPECÍFICAS EXPLOSIVOS Art. as operações com explosivos só poderão ser executadas ao largo. para embarcações auxiliares.5 .4 e 1.28º . c). cuidados devem ser tomados para assegurar que o motorista e outros envolvidos na operação estejam informados da natureza da carga que estão movimentando.para o grupo 1. e ainda. cujo risco.27º .5.Terminado o carregamento de explosivos (classe 1).3 ~ 10 (dez) toneladas.1 em quantidade superior a 1t. § 2º.Para embarcações transportando explosivos.4 e 1. b) os explosivos são transportados e usados de acordo com as condições estipuladas para o consentimento.1 . antes de atracar. Art.Quando cargas perigosas estão sendo despachadas pelos proprietários. a critério da AP. b).10 (dez) toneladas.Os armazéns depositários de explosivos e de inflamáveis. PARÁGRAFO ÚNICO: .para o grupo 1. nas condições do artigo 17º.o consentimento da Administração do Porto. ou em cais especial.§ 2º . Art. PARÁGRAFO ÚNICO: . permanentemente.31º . daquelas mercadorias perigosas.1 (uma) tonelada. Art.

limpos e longe de fontes de calor. proibido ligar a estação de rádio e o radar.Não será permitido a realização de trabalhos de reparos em embarcações atracadas carregadas com explosivos.classe 1 .33º . Art.17º. As operações devem ser realizadas com empilhadeiras acionadas a baterias elétricas providas de rodas sob pneus. essas substâncias se tornarem mais perigosas quando úmidas.38º . os seguintes explosivos: a) dietilenoglicol dinitrato b) fulminanatos em geral c) nitroglicerina Art. Art. osivos com o ar. a embarcação atracar para completar o resto da operação.Enquanto a embarcação estiver operando com explosivos. no mínimo igual a prevista no art. satisfeitas as condições da regulamentação do Ministério do Trabalho.Não devem ser usadas empilhadeiras providas de rodas metálicas movidas à gasolina. no mesmo porão ou compartimento onde estiverem depositados os explosivos. São proibidos de movimentação no Porto. à diesel ou à gás no manuseio de explosivos ou de qualquer outra carga não perigosa. nem em embarcações auxiliares e outras situadas a menos de quarenta (40) metros da embarcação principal.O armazenamento de explosivos deverá ser feito em depósitos especiais. parágrafo 2º. Art. . em alguns casos. em locais bem ventilados.Os explosivos . pela possibilidade de. Art. podendo então. Art. Quando isto ficar comprovado a entrada de emergência no compartimento será efetuada.35º . Art. somente.39º .37º .para embarcações auxiliares. por pessoas treinadas. Se em uma emergência for necessário usar algum desses equipamentos. usando equipamento individual de respiração. cuidados devem ser tomados para evitar que as embalagens sejam molhadas.Durante a carga ou descarga de explosivos.36º .A realização de trabalhos em terra envolvendo o uso de fogo. chamas ou faíscas. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.34º . os quais serão descarregados e retirados imediatamente da área portuária.devem ser armazenados separados de quaisquer outras cargas perigosas ou inócuas. chamas e faíscas. as operações devem ser paralisadas. ou com paleteiras dotadas de rodas revestidas com borracha ou outro material não faiscante. nas proximidades de embarcações conduzindo explosivos só será permitida fora de uma faixa de segurança.

As operações com GLP à granel. com os seguintes dizeres pintados em vermelho: NÃO FUME NÃO USE LÂMPADAS DESPROTEGIDAS . com descarga elétrica). No caso de vazamento. e com os . só poderão ser executadas em cais especial satisfeitas as condições do Parágrafo Único: PARÁGRAFO ÚNICO: Para a movimentação prevista neste artigo. em fundo branco. periodicamente. e) manter fiação e terminais elétricos com isolamento perfeito e com os respectivos tampões. fixada em suporte.40º . uma placa de 67 x 36 em fundo branco. a operação paralizando-a sob qualquer condição que coloque em risco a segurança operacional (vazamentos. a Administração do Porto deverá observar as seguintes precauções: a) delimitação de área isolada. PARÁGRAFO ÚNICO: . dotado de tripé ou suporte.Além do limite estabelecido no Art. m) instalar na área interditada. entretanto. d) usar somente lanternas à prova de explosão (blindadas). conservando. 40º só poderá haver operação de carga e/ou descarga em cais especial ou ao largo com o uso de embarcações auxiliares apropriadas. n) 'instalar na área permanentemente interditada.SEÇÃO II GASES Art. g) manter os guindastes totalmente travados. ou aderência dos anéis (tampões e tomadas). c) ligar o cabo-terra. l) deixar alojados nas casas (abrigos) de material de combate a incêndio os equipamentos necessários à cobertura dos riscos. antes de iniciar a operação. inclusive. cinco placas de 100 x 60cm. os das suas tomadas (bocais). durante a operação. para 70 metros. preferencialmente.O limite para atracação em cais comum. os mangotes mantendo-os em boas condições de uso operacional. o que evitará possível pressurização em caso de abertura indevida da válvula do hidrante. tanto no solo. b) delimitação de área permanentemente isolada. h) testar. os instalados nos guindastes. como nas superestruturas. gás inerte para abertura e fechamento da válvula pneumática. abrangendo um raio mínimo de 30 m do ponto de descarga. inclusive duas chaves para acoplamento de mangueiras. adequadamente. de embarcações transportando gás liquefeito de petróleo (GLP) em botijões é de dez (10) toneladas. no máximo.41º . i) fiscalizar. pressões ou temperaturas anormais e tempestades. permanentemente. durante as operações. circundando 1 m de faixa do cais. j) retirar os anéis de vedação (junta de borracha) dos tampões dos hidrantes. onde se encontram as tomadas e válvulas de GLP. Art. f) usar.NO OPEN LIGHTS. o referido raio deverá ser estendido. junto à faixa do cais – onde se encontram as tomadas e válvulas de GLP (item "b").NO SMOKING .

PARÁGRAFO ÚNICO: . deverão obedecer as mesmas condições previstas para o GLP. usando equipamento individual de respiração. em qualquer instante.seguintes dizeres.devem ser armazenados de tal modo que.9 Os gases .substâncias perigosas quando úmidas . pintado em vermelho refletivo: NÃO FUME . Art.1) a) a uma distância mínima de 3 m de: . satisfeitas as condições da regulamentação do Ministério do Trabalho. fontes passíveis de iniciar incêndio devem ser mantidas o mais longe possível.classes 3 . estejam: § 1º . aprovada pela Portaria 3. embalados ou à granel.inflamáveis sólidos .1 .O armazenamento de GLP deverá ser feito em depósitos especiais. em espaços bem ventilados e longe de qualquer fonte de calor e de habitações. entre edificações e entre divisas de outras propriedades. o) colocação de defensas apropriadas ao longo da murada do cais onde vai encostar o navio. as distâncias determinadas pela Norma Regulamentadora (NR) 20.43º .NO OPEN LIGHTS. Art. d) durante operações de carga e descarga.2 .1 . de 8 de junho de 1978.As operações com gases inflamáveis. devem ser observadas as seguintes precauções gerais: a) os recipientes devem ser armazenados sob teto.NÃO USE LÂMPADAS DESPROTEGIDAS . 45º . devem ser armazenadas longe de gêneros alimentícios.classe 2 . ninguém deve entrar no compartimento suspeito até que todas as medidas de segurança tenham sido tomadas e só deverá entrar o pessoal. e) se existir qualquer motivo para suspeita de escapamento de gases inflamáveis. 214.3 .substâncias radioativas -·classe 7 .os depósitos especiais devem manter entre si. b) no caso de substâncias tóxicas.substâncias oxidantes -·classes 5. Art. respectivamente.classes 4.os gases inflamáveis (Divisão 2.NO SMOKING . Caso seja armazenado ao ar livre devem estar protegidos de intempéries. c) os recipientes devem ser mantidos tão frios quanto possíveis durante o transporte e longe de filtrações de misturas gasosas que possam gerar incêndios. relativas à Segurança e Medicina do Trabalho.classes 4. ou da água do mar e de raios solares.substâncias passíveis de combustão espontânea . para evitar contaminações.44º .inflamáveis líquidos .42º .No armazenamento das substâncias desta classe. Art. Treinado.classe 4.

as chamas podem se extinguir por métodos normais.classe 8 b) completamente isolado de: . Se o fogo for apagado antes da eliminação do escapamento e acarretar uma acumulação de gás que se transformará numa atmosfera tóxica sufocante ou em uma mistura explosiva mais perigosa.classe 5. recipientes de gás devem ser borrifados. para mantê-los frescos e quando possível devem ser retirados do local e levados para áreas isoladas.classe 3 -substancias passíveis de combustão espontânea . b) mergulhar o recipiente em água do mar.Quando o recipiente com escapamento está ao ar livre e a direção do vento provoca a dispersão plena do gás. De outro modo. os recipientes adjacentes devem ser removidos para uma distância de no mínimo 10 m e deve ser tentado eliminar o escapamento.46º . Art 47º .classe 4.No caso de incêndio.podem explodir mesmo depois de esfriados e por isso devem ser levados para áreas isoladas.2) a) a uma distância mínima de 3 m de -inflamáveis líquidos . .os gases não inflamáveis (Divisão 2.2 -peróxidos orgânicos .classe 5. PARÁGRAFO ÚNICO: . com água.Quando um recipiente de gás com escapamento pega fogo..classe 7 Art. Cilindros de acetileno aquecido.peróxidos orgânicos . longe de centros habitados. abundantemente.substâncias corrosivas .2 § 2º . as chamas poderão ser apagadas por meio de: a) um jorro de água quando a pressão interna for alta.2 -substâncias radioativas .

só poderão ser carregados.Os caminhões tanques usados nessas operações deverão portar um extintor apropriado para líquidos inflamáveis e ter sua conexão à terra para descarga de eletricidade-estática. Art. § 2º. aprovada pela Portaria 3. § 2º . em cais comum: a) para o grupo 3. adequadas. enquadrados no grupo 3.3: c. relativas à segurança e Medicina do Trabalho. entre divisas de propriedades adjacentes e das vias públicas. respectivamente.52º . . para atracação em cais comum.2 .Além dos limites do art.214. b) para o grupo 3.Os inflamáveis líquidos à granel. § 1º .1 . em cais comum o carregamento ou descarga de líquidos inflamáveis à granel. § 1º . de 8 de junho de 1978.para o subgrupo 3. com até 70º C de ponto de fulgor (teste de vaso fechado).49º .para o subgrupo 3.2 . c.Só se permitirá.os armazéns e os tanques de depósitos de inflamáveis à granel serão providos de instalações de combate a incêndio. ou ao largo com o uso se embarcações auxiliares. Art. 48º.SEÇÃO III INFLAMÁVEIS LÍQUIDOS Art. ou descarregados em cais especial. em caminhões tanques quando esses líquidos tenham ponto de fulgor superior a 70º C (158º F) em teste de vaso fechado.3.10 (dez) toneladas. não haverá limite de tonelagem.Serão observados os seguintes limites para operações de carregamento e/ou descarga de inflamáveis líquidos embalados. Art.Para os navios com carga geral conduzindo nos porões inflamáveis líquidos embalados. serão obedecidos os limites estabelecidos no artigo 48º. Art.O armazenamento de inflamáveis líquidos deverá ser feito em depósitos especiais.1 . satisfeitas as condições da regulamentação do Ministério do Trabalho.de 23º C a 61º C -100 (cem) toneladas.3.50º . PARÁGRAFO ÚNICO: Caso haja operações no porão em que estão estivados os inflamáveis líquidos em trânsito. as distâncias determinadas pela Norma Regulamentadora (NR) 20.de 61º C a 70º C 200 (duzentas) toneladas.os depósitos especiais deverão manter entre si.1 . c) para o grupo 3.48º . § 2º . ou em cais especial nas condições do artigo 17º. desde que não se efetue qualquer operação no porão em que se encontram as referidas cargas. em trânsito.51º .3.25 (vinte e cinco) toneladas.2 . as operações com inflamáveis só poderão ser executadas ao largo para embarcações auxiliares.

não deve ser permitido a entrada de pessoas no compartimento onde estão armazenadas. 55º .53º . longe de toda fonte de calor. em geral. os lotes existentes deverão estar distanciados entre si. de rodovias e de outros depósitos. as fontes passíveis de iniciar incêndio serão mantidas o mais longe possível. 57º .Os recipientes com inflamáveis líquidos devem ser armazenados em compartimentos bem ventilados.os inflamáveis líquidos .58º .100 (cem) tambores. incluindo chamas. § 3º . respectivamente.1 . litros deverão ser armazenados em lotes de no máximo 100 (cem) tambores.os lotes de no mínimo 30 (trinta) e no máximo.inflamável sólida classe 4. de no mínimo 15 (quinze) metros. § 1º .1 e 2. de narcóticos ou explosivos. de ferrovias.2 . Art. uma substância indicada como tóxica devera ser armazenada longe de gêneros alimentícios.gases classe 2 Divisões 2.l e 3.2 . protegidos de tal forma que em nenhum momento estejam expostos a intempéries ou à água do mar. § 2º .substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4. no mínimo.Para evitar contaminação.Quando houver mais de um lote. deverão estar distanciados de. Art. Art. 56º .O armazenamento deve ser planejado de tal modo que as substâncias se mantenham em qualquer instante: §1º . 20 (vinte) metros de edifícios ou de limites de propriedades.substâncias radioativas classe 7 . as distâncias determinadas pela Norma Regulamentadora (NR) 19.2: a) a uma distância mínima de 3 m de: .Art. faíscas e canalizações de vapor.1 . SEÇÃO II PARÁGRAFO ÚNICO: Os depósitos especiais devem manter de edifícios habitados.Os tambores com capacidade até 250. aprovada pela Portaria 3. Art.Durante a carga ou descarga. 54 º As substâncias desta classe deverão ser mantidas tão frias quanto praticável durante o armazenamento e. até que se comprove a inexistência de misturas de vapores de gases tóxicos.substâncias oxidantes classe 5.classe 3 Divisões 3.Se houver suspeita de vazamento em volumes de substâncias perigosas. Art. ou ao ar livre.3 . 214.substâncias perigosas quando úmida classe 4. de 8 de junho de 1978.

1 e 2.62º .de preferência para pequenos incêndios.a inflamável líquida classe 3 Divisão 3.2 ..substâncias corrosivas classe 8 b) completamente isolado de: -peróxidos orgânicos classe 5.substâncias perigosas quando úmidas classe 4.17º. § 1º . os de tetracloreto de carbono e de brometo de metila.2 §2º . extintores portáteis de pó químico seco. c) espuma -recomendados para a maioria dos casos.substâncias oxidantes classe 5.peróxidos orgânicos .2 .substâncias radioativas classe 7 . Art.substâncias corrosivas classe 8 b) completamente isolado de: .No caso de pequenos incêndios de líquidos inflamáveis.2 Art. b) dióxidos de carbono recomendados para compartimentos ou espaços fechados.3: a) a uma distancia mínima de 3 m de: . § 1º.gases classe 2 Divisões 2. devendo o operador precaver-se contra o risco de asfixia.1 .são recomendados os seguintes extintores portáteis: a) pó químico seco inerte . CO2 ou espuma tem a facilidade de rapidez na operação e facilidade no manejo.substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4.classe 5.1 . devem ser observadas as seguintes precauções gerais: .59º .60º .Para as substâncias inflamáveis sólidas não há limite para movimentação em cais comum.3 . § 2º . SEÇÃO IV INFLAMÁVEIS SÓLIDOS Art.É proibido usar os extintores de incêndio que quando em uso desprendam gases nocivos a pessoas.As substâncias desta classe devem ser armazenadas em depósitos especiais.inflamáveis sólidos classe 4. devendo-se adotar as medidas de segurança previstas no art. Art.61º .No armazenamento das substâncias desta classe.

separar alguns volumes de um carregamento de substâncias desta classe.2.a) os recipientes devem ser armazenados em compartimentos bem ventilados ou ao ar livre.substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4.substâncias perigosas quando úmidas classe 4.1 e 2.2 e 3.gases inflamáveis (2.2 . fontes de ignição devem ser mantidas o mais longe possível.64º .3. d) durante as operações de carga e descarga.gases inflamáveis (2.inflamáveis sólidos classes 4.substâncias corrosivas classe 8 Art.3 .65º .3 devem ser armazenados de tal modo que. Art.substâncias oxidantes classe 5.2 . durante o armazenamento.1) classe 2 .1 . chamas.inflamáveis líquidos classe 3 Divisão 3.3 .1 .1.peróxidos orgânicos classe 5. devem ser armazenados de tal modo que.Os inflamáveis da classe 4. b) devem ser mantidos tão frescos quanto possível.inflamáveis líquidos classe 3 Divisão 3.Os sólidos inflamáveis da classe 4.Os sólidos inflamáveis da classe 4.2 e 3.substâncias oxidantes classe 5.1 .1 .1-.1.1.substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4. estejam: a) a uma distancia mínima de 3 m de: .substâncias oxidantes classe 5. para evitar contaminações. devem ser armazenados de tal modo que.gases classe 2 Divisão 2. se existir perigo de incêndio.peróxidos orgânicos classe 5.inflamável sólido classe 4. 3.3 . em qualquer tempo.2 .3 .63º . e) pode ser necessário.2 e 3. faíscas ou de qualquer outra fonte artificial e em locais bem ventilados.3.3 . protegidos de tal forma que em nenhum momento estejam expostos a intempéries ou à ãgua do mar. c) no caso de substâncias tóxicas. devem ser armazenadas longe de gêneros alimentícios.inflamáveis líquidos classe 3 Divisões 3.2 . em qualquer momento estejam: a) a uma distância mínima de 3 m de: .substâncias radioativas classe 7 .substâncias perigosas quando úmidas classes 4. longe de toda fonte de calor.substâncias corrosivas classe 8 Art.1) classe 2 . Isto deve ser considerado ao planejar o armazenamento.2 .substâncias radioativas classe 7 .1 . em qualquer instante estejam: a) a uma distancia mínimas 3 m de: .

sem a presença de material combustível.substâncias corrosivas classe 8 PARÁGRAFO ÚNICO: Para algumas substâncias.No caso de incêndio o uso rápido de grande quantidade de água é o meio mais efetivo de combate.peróxidos orgânicos classe 5.3 . 3.substâncias passíveis de ·combustão espontânea classe 4.68º .2 . devendo ser retirados os volumes que apresentem vazamento. em qualquer momento. .3 .70º .Para embarcações transportando substâncias oxidantes e peróxidos orgânicos não há limite para operação em cais comum devendo ser observadas as medidas de segurança previstas no artigo 17º.2 e 3. SUBSTÂNCIAS OXIDANTES Art. estejam: a) a uma distância mínima de 3 m de: .substâncias corrosivas classe 8 b) completamente isolado de: ..69º .algodão e enxofre à granel Art.67º .substâncias radioativas classe 7 .gases inflamáveis (2.inflamáveis sólidos classes 4.O armazenamento de substâncias da classe 5. o emprego de areia seca é recomendado como o melhor agente extintor.substâncias radioativas classe 7 .O armazenamento de oxidantes e peróxidos orgânicos será feito em depósitos especiais. PARÁGRAFO ÚNICO: É recomendado o uso de roupas protetoras para evitar contaminação do corpo e equipamento de respiração individual para prevenir a inalação de vapores tóxicos. SECÃO V OXIDANTES E PERÓXIDOS ORGÂNICOS Art.substâncias perigosas quando úmidas classe 4. Art.1) classe 2 .1 deve ser feito de modo que.66º .substâncias venenosas classe 6.2 . quando o uso de extintor a base de dióxido de carbono pode piorar a situação.1 . § 1º. enquanto durarem as operações.2 . Art.peróxidos orgânicos classe 5.Antes de armazenar oxidantes deve-se verificar se o local está limpo.1.inflamáveis liquides classe 3 Divisões 3. narcóticos ou irritantes.1 .

2) classe 2 .gases não inflamáveis (2. Isto deve ser considerado ao planejar o armazenamento.inflamáveis sólidos classes 4. o pessoal deve se manter afastado ate que os volumes tenham sido esfriados.substâncias radioativas classe 7 .substâncias venenosas classe 6. usar equipamento individual de proteção. Art.2 . enquanto durarem as operações. 3. Os recipientes que estão perto do incêndio devem ser intensamente molhados.inflamáveis liquides classe 3 Divisão 3.gases inflamáveis (2.75º .2 deve ser feito de tal modo que. .Quando o incêndio tiver sido extinto.O pessoal empregado nessa movimentação deverá.74º .1 .completamente isolado de: .76º .substâncias oxidantes classe 5. os volumes com peróxidos orgânicos devem ser isolados.substâncias corrosivas classe 8 b) .O armazenamento de substâncias da classe 5.73º .No caso de perigo de incêndio.3 .1.1 .1 . obrigatoriamente.72º .2 e 3.As embarcações conduzindo substâncias venenosas e infecciosas podem operar em cais comum sem limites de tonelagem.substâncias perigosas quando úmidas classe 4. Art.As operações de carga e descarga deverão ser realizadas longe de fontes de ignição. grandes quantidades de água devem ser dirigidas a partir de uma distância o mais longe possível. SEÇÃO VI VENENOS E SUBSTÂNCIAS INFECCIOSAS Art.Durante o armazenamento os peróxidos orgânicos devem ser mantidos tão frescos quanto possível e longo de qualquer fonte artificial de calor. mantendo o pessoal a salvo.71º . Art. PARÁGRAFO ÚNICO: . obedecidas as medidas de segurança previstas no artigo 17º §1º.3 Art. PARÁGRAFO ÚNICO: .1) classe 2 . em qualquer momento estejam: a) a uma distância mínima de 3 m de: .substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4. que será fornecido pela Administração do Porto ou pela entidade de classe competente.PERÓXIDOS ORGÂNICOS Art.No caso de incêndio.

1 devem ser armazenadas de tal modo do que. as substâncias desta classe devem ser armazenadas longe de gêneros alimentícios. Art. § 1º. são as mesmas da classe 3 . SEÇÃO VII SUBSTÂNCIAS RADIOATIVAS Art.1 -peróxidos orgânicos classe 5.81º . Art.85º .Art.80º . que será fornecido pela Administração do Porto.17º. dispor de equipamento individual de respiração devido ao risco de envenenamento.86º . . desde que satisfaçam as prescrições relativas à embalagens e transportes da Agência Internacional de Energia Atômica. ou ao ar livre.79º ..84º .83º .líquidos inflamáveis.A descarga ou carregamento de substâncias radioativas poderá ser efetuada em cais comum ou especial.O armazenamento de substâncias desta classe será feito em depósitos especiais.Substâncias venenosas e infecciosas devem ser armazenadas em espaços bem ventilados em recipientes hermeticamente fechados. ou pela entidade de classe competente. Art.Para evitar contaminação.2 Art. protegidos de intempéries ou da água do mar. obrigatoriamente. estejam: a) a uma distancia mínima de 3 m de: -substâncias oxidante classe 5.78º .Os recipientes devem ser armazenados em compartimento bem arejado. PARÁGRAFO ÚNICO: .Em qualquer ponto do cais em que se esteja efetuando operações com materiais radioativos. usar material de proteção próprio.O pessoal empregado nessa movimentação deverá. incluindo faíscas. Art.As substâncias da classe 6. o pessoal deverá. Art. enquanto durarem as operações. devem ser adotadas as medidas de segurança previstas no Art. chamas ou canalizações de vapor.82º .As operações de carga e descarga devem ser realizadas longe de qualquer fonte de ignição. PARÁGRAFO ÚNICO: No manuseio de substâncias desta classe. Art.As medidas de precaução e os métodos recomendados para combate a incêndio das substâncias líquidas inflamáveis.77º .Durante o transporte a temperatura da substância desta classe deve ser mantida baixa e o armazenamento deve ser feito longe de toda fonte de calor. Art. em qualquer tempo.

. classe 7.87º . o pessoal deve desfazer-se da vestimenta e submeter-se a duchas intensamente. Este certificado deve ser datado e assinado por entidade competente.1 e 2.substâncias perigosas quando úmidas classe 4. devem ser armazenadas de modo que em qual quer tempo.peróxidos orgânicos classe 5. a aproximação de pessoas ao local deve ser proibida até que se obtenha uma informação radiológica da autoridade competente.Reservas de alimentos e água potável que possam ter sofrido contaminações. § 2º . § 2º . sem limites de tonelagem. que se encontra devidamente marcada.2 .No caso em que embalagens com material radioativo sejam rompidas.89º . deverá incluir um certificado de que a mercadoria está corretamente descrita pelo nome.3 .o uso de revestimento contra o fogo.1 .As embarcações conduzindo mercadorias corrosivas podem atracar em cais comum.No caso de incêndio envolvendo substâncias radioativas devem ser aplicados métodos normais de combate a incêndio. não devem ser consumadas até que tenham sido examinadas por pessoas qualificadas. § 3º .substâncias oxidantes classe 5. obedecidas medidas de segurança previstas no art.inflamáveis sólidos classe 4. ajudarão a prevenir ou reduzir a contaminação com produtos radioativos.Art. rotulada e embalada e em condições de ser transportada.As substâncias radioativas. 17º.88º .Os documentos de transporte para embalagens vazias devem indicar que as mesmas contiveram materiais radioativos e foram devidamente limpas em seu interior.Todas as substâncias radioativas devem ser declaradas como tal nos documentos de transporte.O mesmo documento contendo as informações pertinentes a classe.2 . utilizando-se jôrros de água do lado onde sopre o vento.substâncias passíveis de combustão espontânea classe 4.2 .substâncias corrosivas classe 8 Art. CORROSIVOS Art.1 . § 1º . PARÁGRAFO ÚNICO: . enquanto durarem as operações.gases classe 2 Divisões 2.90º . especialmente a proteção das vias respiratórias. Após a extinção do incêndio. estejam: a) a uma distância mínima de 3 m de: . § 1º . Art. § 1º.O armazenamento de substâncias radioativas será feito de acordo com as recomendações da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN).

SUBSTÂNCIAS PERIGOSAS DIVERSAS Art.92º .As substâncias desta classe devem ser armazenadas em depósitos especiais. obedecidas as medidas de segurança previstas no Art. .Alguns corrosivos são inflamáveis. 99º .O pessoal empregado nessa movimentação deverá.3 . ou ao ar livre. que será fornecido pela Administração do Porto. por isso as precauções e os métodos recomendados para combater incêndios são os mesmos da classe 3.1 .96º . sem limite de quantidade.O armazenamento de substâncias corrosivas.substâncias perigosas quando úmidas classe 4. ou pela entidade de classe competente.inflamáveis liquides classe 3 Divisão 3.2 .2 .As operações de carga e descarga de corrosivos que sejam também. deve ser realizado de tal forma que. 98º . ou de água.PARÁGRAFO ÚNICO: . protegidos de intempéries. e longe de fontes de calor.peróxidos orgânicos classe 5. corrosão. Art.substancias radioativa classe 7 Art.1. classe 8. 97º . riscos de toxidade.substâncias oxidantes classe 5. inflamabilidade ou algum risco especial não coberto por nenhuma outra classe.91º . 2 e 3.93º .94º .95º .Neste Regulamento. e apresentam baixo risco de transporte.3.substâncias passíveis de combustão espontâneas classe 4. Art.Os recipientes devem ser armazenados em compartimento. obrigatoriamente.Para evitar contaminação uma substância classificada como tóxica deve ser armazenada longe de gêneros alimentícios. chamas. devem ser realizadas longe de qualquer fonte de ignição. enquanto durarem as operações. esta classe inclui substâncias que mostram em pequeno grau.sólidos inflamáveis classe 4. em qualquer momento estejam: a) a uma distancia mínima de 3 m de: .3 .As mercadorias perigosas enquadradas nesta classe poderão ser movimentadas em cais comum. Art. Art. usar material de proteção próprio. líquidos inflamáveis. Art. Art.gases inflamáveis (2. Art. faíscas ou canalizações de vapor. protegidos de intempéries ou da água do mar.1) classe 2 .Os recipientes contendo corrosivos podem ser armazenados em compartimentos bem ventilados ou ar livre. 17º.1 .

101º .100º .Precauções e recomendações para extinguir incêndios de substâncias desta classe que. também. geralmente.104º . são as mesmas da classe 3. Art.102º . fielmente. o mais fácil de se obter.Art.103º . às Administrações Portuárias.105º .106º . visando sua atualização.Devido ao risco de envenenamento do pessoal por fumos que em caso de incêndio podem ser desprendidos de substâncias desta classe. Art. manuseio e guarda de mercadorias perigosas. § 1º . anexo. sejam líquidos inflamáveis.Os casos omissos serão resolvidos pela Administração Portuária e.107º .Para evitar contaminação. PARTE III DISPOSIÇÕES FINAIS Art.As alterações previstas neste artigo serão elaboradas e comunicadas pela ANTAQ. Art. . a fim de poderem cumprir. Art. as previstas para a classe correspondente ao seu risco secundário. será automaticamente. além das medidas de segurança estabelecidas para a sua classe.O presente Regulamento entrará em vigor na data de sua aprovação. em última instância. PARÁGRAFO ÚNICO . PARÁGRAFO ÚNICO . ao aperfeiçoamento de novas técnicas de embalagem.devem ser realizadas considerando esses riscos.As Administrações Portuárias devem consultar o MANUAL DE IDENTIFICAÇÃO DE MERCADORIAS PERIGOSAS.os incêndios que envolvam outros corrosivos.Devido a descoberta de novos produtos químicos. este Regulamento conforme as alterações que vierem a ser introduzidas no Código da OCMI. podem ser combatidos com qualquer extintor dos quais água é. pela ANTAQ. devem se proporcionar conjuntos de roupa protetora e equipamento individual de respiração nos locais de manipulação. uma substância indicada como tóxica deve ser armazenada longe de gêneros alimentícios. as disposições deste Regulamento. tendo a Administração do Porto que adotar.As operações com mercadorias que possuem propriedades perigosas secundárias . Art.Este Regulamento não se aplica a terminais específicos para movimentação de mercadorias perigosas. revisto. transporte. Art.coluna RISCO SECUNDÁRIO (rótulo) .

Localização precisa da estocagem da carga perigosa a bordo indicando aquelas cargas que serão descarregadas e aquelas que permanecerão no navio.Uma lista mostrando o nome do embarcador da carga perigosa. Qualquer defeito desconhecido que possa afetar substancialmente a segurança da carga. 2 . informações adicionais tais como as da seção 9 das Introduções Gerais do IMDG Code. quantidade e no caso de cargas perigosas de classe 1. grupo de embalagem. O número da ONU. agente e hora estimada da chegada.2 e 7.Pré Notificação A informação fornecida à Autoridade Portuária antes que a Carga perigosa chegue ou saia da área do porto deve incluir: a) CHEGADA POR ÁGUA Carga Perigosa Empacotada 1 . qualquer risco subsidiário. nos equipamentos ou qualquer instrumentação relativas ao carregamento da carga a granel que possa levar a um perigo e. 3 . 2 . 3 . 2. do agente. ponto de explosão. ou o que for apropriado. 5 . hora estimada da chegada (ETA) normalmente não menos de 24 horas antes da chegada. ou Certificado de prevenção de Poluição por Óleo. Qualquer defeito conhecido que possa afetar substancialmente a segurança da área do porto ou do navio. indicando o que vai ser descarregado e o que vai permanecer a bordo. o número IMO do navio.Portar um certificado válido de Conveniência ou Certificado Internacional para o transporte de substâncias nocivas a granel. Carga de Granéis Perigosos 1 .As condições da carga e qualquer defeito conhecido no conteúdo da carga. O ponto de ignição (ponto de perigo) se apropriado.Deve constar nome do navio e o número IMO do navio. no sistema de manuseio. o número da ONU.Deve constar nome do navio. b) CHEGADA POR TERRA Cargas Perigosas Empacotadas e Cargas Perigosas a Granel . não menos que 24 horas antes da chegada. 4 . o número e tipo de embalagem.6.Estocagem da carga perigosa a bordo. e a quantidade da carga. da área do porto ou do navio.Condições da carga perigosa e se algum perigo está prestes a acontecer. ignição etc. a classificação do IMDG Code. A categoria NLS MARPOL. 4 .Uma lista mostrando o nome próprio do embarcador da carga perigosa.

agente e tempo estimado da partida (ETD) normalmente não menos que três horas antes da saída.Portar um certificado válido de Conveniência ou Certificado Internacional para O transporte de substâncias nocivas líquida a granel. o ponto de perigo. e no caso de cargas perigosas de classes 1. 2 .no navio para a carga e para a estocagem da carga a bordo. 6.Deve portar o nome do embarcador e a data da entrega na área do porto. Carga perigosa a Granel 1 . O ponto de ignição (ponto de perigo) se apropriado. 2 . agente e tempo estimado da partida (ETD) normalmente não menos que três horas antes da saída. número da ONU. 3 .Nome do Navio número IMO do navio. grupo de embalagens. ponto em que tal substância pode reagir causando perigo. a classificação do IMDG Code (se aplicável) risco subsidiário.2 e 7 tais informações adicionais como especificado na seção 9 das Introduções Gerais do IMDG Code.Nome do Navio número IMO do navio. O nome do navio no qual será carregados a carga perigosa o agente do navio e o berço. qualquer risco suplementar o número e o tipo de pacotes.Uma lista mostrando o nome próprio do embarque das cargas perigosas o número da ONU a classificação do IMDG Code. ou o que for apropriado. c) SAÍDA POR ÁGUA Cargas Perigosas Empacotadas 1 . O numero e o tipo de embalagem e o grupo de embalagem (se for o caso). e a quantidade da carga. O número da ONU. 2 .Uma lista mostrando o nome próprio do embarcador da carga perigosa. básicos adicionais a serem considerados pela Autoridade . ponto de perigo (ponto em que a substância pode reagir causando perigo) extensão do flashpoint. A categoria NLS MARPOL.O nome próprio do embarque da carga perigosa. e a quantidade.1 . normalmente não menos que 24 horas antes da chegada. ANEXO II TRANSPORTE E MANUSEIO DE EXPLOSIVOS Itens Reguladora. 6.2. ou Certificado de prevenção de Poluição por Óleo. 2. a quantidade e em caso de cargas perigosas empacotadas deve-se informar a classe 1.2 e 7 essas informações adicionais como especificadas na seção 9 das Introduções Gerais do IMDG Code.

Os espaços no navio ou unidade de transporte no qual os explosivos serão carregados devem ser cuidadosamente limpos e mantidos em condição de limpeza e organização. . a menos que o navio esteja pronto para recebê-lo. Tais condições especiais devem ser acordadas por escrito entre a Autoridade Portuária e a pessoa responsável pelos explosivos 4 CARGA E DESCARGA DE EXPLOSIVOS Nenhum explosivo deve ser trazido para o berço para ser carregado em navio. 3 MANUSEIOS DE EXPLOSIVOS DETERIORADOS Deve se considerar e estar de acordo com condições especiais antes que qualquer explosivo. O limite de tal área deve estender pelo menos dez metros da área de manuseio. principalmente em condições de chuva. E nenhum explosivo deve ser descarregado do navio na área de berço antes que o meio de transporte para o qual a carga será removida para a área do porto esteja pronto para recebê-lo. que por qualquer razão possa ter sido deteriorado ou passado por mudança nas suas condições.1 GERAL Deve se garantir que seja dada instrução relevante para controlar o movimento de qualquer meio de transporte envolvido com explosivos na área do porto. Os equipamentos para manuseio de explosivos devem ser do tipo aprovado. 5 CONDIÇÕES CLIMÁTICAS Por causa da natureza dos explosivos. propriamente mantido e testado de acordo com os padrões nacionais e internacionais. segurança. Uma vez que foi iniciado o manuseio da carga de explosivos deve se proceder com diligência até o fim A área do berço onde os explosivos estão sendo manuseados deve ser claramente demarcada e obedecidas as condições para o manuseio de cargas perigosas já estabelecidas anteriormente nesse manual. não se deve manuseá-los em condições climáticas que possa aumentar o risco. Os explosivos não devem ser manuseados em períodos de escuridão. a menos que se tenha obtido um pré-consentimento da Autoridade Portuária. que possa materialmente aumentar o perigo sobre o seu transporte ou manuseio para a área do porto. o qual deve levar em conta considerações relevantes como padrão de iluminação. fadiga dos trabalhadores e condições climáticas. 2 EXPLOSIVOS EM COMPATIBILIDADE GRUPO L Explosivos do Grupo L não devem ser manuseados na área do porto a menos que se obtenha uma permissão especial da Autoridade portuária e que tenham sido tomadas todas as precauções exigidas pela Autoridade Portuária.

a menos que se tenha obtido permissão da autoridade portuária. . como for estabelecido pela Autoridade Reguladora. exceto sob condições de limitação de tomadas de energia. essa embalagem deve ser colocada a parte para verificação e conserto. proibição de uso de calçados sem proteção de ponteira e salto de metal. o navio carregado deve sair da área do porto o mais rápido possível. a pessoa responsável pela supervisão do manuseio deve garantir que o derrame de tais substâncias seja imediatamente coletado e que medidas seguras sejam tomadas para o re-acondicionamento ou para o descarte dos mesmos. Deve se ter cuidado garantindo que qualquer luz portátil ou outros equipamentos elétricos são do tipo seguro para serem usados em atmosfera inflamável. 11 SEGURANÇA Como o cuidado no manuseio de explosivos é afetado pelo grau de segurança conseguido. Caso algum explosivo for derramado ou escapado da embalagem. Deveria ter em consideração toda medida necessária para prevenir acesso não autorizado aos explosivos. A Autoridade Reguladora deveria ser guiada por espertos em explosivos e radio em uma distância mínima entre o manuseio de vários tipos de explosivos e os transmissores operacionais. 10 FINALIZAÇÕES DO CARREGAMENTO Quando o carregamento for finalizado.6 PRECAUÇÕES ADICIONAIS CONTRA INCÊNDIO Nenhuma fonte de ignição deve ser trazida para a área onde os explosivos estão sendo manuseados. 9 EMBALAGENS Se durante o manuseio de explosivos na área do porto alguma embalagem contendo explosivos ou o lacre das mesmas aparentam estar avariados. inclusive a verificação de todas as embalagens se são recebidas em boa ordem e condições em todos os estágios da sua operação de manuseio. 7 TRANSMISSÕES POR RADIO OU RADAR Durante o manuseio de explosivos nenhum radio ou radar dever ser usado em uma faixa dentro de 50 metros da área de manuseio da carga. 8 ARMAZENAMENTOS DE COMBUSTÍVEL SÓLIDO OU LÍQUIDO EM CONTAINER Nenhum armazenamento de combustível sólido ou líquido em contêiner deveria ser permitido durante o manuseio de explosivos ou onde algum espaço na carga contendo explosivos esteja aberto. freqüência e outros fatores.E todo possível acidente deve ser imediatamente reportado à autoridade . a menos que a carga manuseada seja de classe 1.

Tabela de Segregação da categoria II e III de embalagens.Onde o público em geral tem que necessariamente acessar a vizinhança dessas áreas teria que ser por um período curto de tempo. necessária. containeres fretes. As recomendações de 1990 são para o limite doses máximas anuais equivalente a 20 mSv medidos nos 5 anos com 50 m em qualquer um dos anos para exposição ocupacional de trabalhadores e 1 mSv para o público em geral. Os limites de doses recomendados pelo (ICRP) é revisado periodicamente.4 grupo de compatibilidade S de acordo com o IMDG Code. Categorias II e III embalagens de rótulo amarelo container fretes ou tanques contendo material radioativo os quais não sejam tirados ou levados diretamente para o navio deveriam ser colocados em áreas ou compartimentos separados de qualquer lugar onde seja regularmente freqüentado por operários pela distância mínima fornecida pelo quadro abaixo. dentro do atual limite de equivalência dose máxima. DIVISÃO 1. a menos que medidas sejam tomadas pelo uso apropriado de instrumento que mostre claramente que o nível de radiação em todos os pontos dentro daquele lugar seja menor que 7.12 EXPLOSIVOS CLASSE 1.Qualquer material com atividade específica maior que 70 kBb/kg deveria ser declarado como material radioativo..5 sv/h. o mais baixo possível. de suas exigências em caso de explosivos na classe 1 divisão 1. ou tanques dos operários. recomendada pela Comissão Internacional de Proteção Radiológica (ICRP) para membros do público e trabalhadores. 2 SEGREGAÇÕES DAS PESSOAS A limitação de exposição de radiação por pessoa deveria ser baseado na observância de doses. ANEXO III 1 SEGREGAÇÃO DE MATERIAIS RADIOATIVOS NO LITORAL 1 .4-GRUPO COMPATIBILIDADES A Autoridade Reguladora deveria conceder isenção. Soma de índices de transporte Mínima em metros Até 5 Acima de 5 a 10 Acima de 10 a 20 Acima de 20 a 30 Acima de 30 a 40 Acima de 40 a 50 Segregação 4 6 8 10 12 13 Distância . O público em geral não deve normalmente ter acesso às áreas do porto onde as substâncias radioativas são mantidas.

A Observação e a freqüência de re observação do local e das áreas adjacentes. Antes de se iniciar qualquer serviço que envolva calor (hot work) a bordo do navio ou no berço. ANEXO IV EXIGÊNCIAS MÍNIMAS DE SEGURANÇA PARA SERVIÇOS QUE ENVOLVAM CALOR (serviços de solda. Essas precauções devem incluir: 1 . a pessoa responsável da empresa que executará o serviço junto com a pessoa responsável pelo navio e/ou berço deverá adicionar também procedimentos de cuidado e proteção exigidos pelo navio e ou berço. chamas deverá ser colocado na área adjacente bem como em cada entrada da área de trabalho. coberturas contra ignição de paredes e de tetos e: 4 . 2 . visível e claramente entendida por todas as pessoas envolvidas no referido serviço. Uma cópia da autorização para lidar com serviços que envolvam calor. sedimentos e outros possíveis materiais inflamáveis: 3 . portas.Lacre de dutos abertos. vigas. lama. antes de se iniciar o serviço que envolva calor. brechas e partes abertas para prevenir a transferência de chamas. paredes de madeira. partículas incandescentes. fontes de ignição etc). Enquanto estiver lidando com o serviço que envolva calor é essencial que: . da Autoridade Portuária. para o procedimento de tais serviços.Acima de 50 a 100 Acima de 100 a 150 Acima de 150 a 200 18 22 26 A distância de segregação deve ser mantida se houver ou não parede ou teto de separação entre a área de armazenamento e o local ocupado. A autorização bem como os cuidados e precauções devem estar legível. Além das precauções exigidas pela Autoridade Portuária. válvulas de chumbo condutoras em dutos.Proteção eficiente de estruturas inflamáveis.A remoção de cargas perigosas e outras substâncias inflamáveis e objetos da área de serviços e adjacências. faíscas da área de serviço para as áreas adjacentes ou para outras áreas. juntas. Tais como balança. incluindo testes para garantir que tais áreas são e continuam livres de inflamáveis e ou explosivos e não sejam deficientes em oxigênio. Essa autorização deve incluir detalhes do local específico onde será realizado o serviço bem como os cuidados e as precauções a serem seguidas. a pessoa responsável pelo serviço da empresa que executará o serviço deverá portar uma autorização por escrito. faíscas. pisos.

no seu término. .A embarcação esteja seguramente ancorada . chamas etc. Deve se fazer referência às publicações listadas na bibliografia. O Comandante do navio não deve começar a armazenar a menos que garanta: . .O Comandante do navio envolvido com o armazenamento de combustível deverá garantir que só será feito o armazenamento se: .Que exista uma bacia grande de alagamento debaixo dos dutos de conexão de armazenamento.As conexões de armazenamento tenham sido feitas com um bom lacre. ou depois do seu término um sistema de vigilância contra incêndio deve ser mantido no local e nos locais adjacentes. dizendo o local. . onde possa ser criado um risco advindo da transferência de calor.As mangueiras de armazenamento estejam em boas condições .Que nenhuma operação de manuseio em progresso não irá causar perigo às operações de armazenamento de combustíveis. Durante a execução do serviço que envolva calor. .Que as mangueiras de armazenamento tenham espaço suficiente para o movimento. onde pode ser encontrado um guia de como lidar com serviços que envolvam calor e em particular o Safety Guide for Oil Tankers and Terminal (ISGOTT).As mangueiras tenham espaço suficiente para movimento . . .Que haja um ferrolho bem apertado em todas as bordas de conexão. .As conexões estejam com bom lacre: .As mangueiras de armazenamento estão propriamente sustentadas.As perguntas do questionário de armazenamento (checklist) foram respondidas verdadeiramente e afirmativamente. ANEXO V PRECAUÇÕES COM ARMAZENAMENTO DE COMBUSTÍVEL SÓLIDOS OU LÍQUIDOS EM CONTAINER . ou outro equipamento de extinção de incêndio esteja disponível para uso imediato no local de serviço. o tipo de armazenamento de óleo a ser transferido e o horário que o armazenamento será começado.Notificação de intenção de armazenamento for dado pela Autoridade Portuária bem antecipado.Dutos de armazenamento que não estejam em uso sejam bem (blanked). .Que a abertura do costado da embarcação esteja firmemente fecha-dos. O Comandante da embarcação de armazenamento de combustível não deve começar a transferência a menos que: .Supervisão constante para garantir que as condições não mudaram e que um extintor de incêndio.

mediante identificação dos possíveis cenários de acidente. edificações e vias de circulação interna. das instalações e das práticas operacionais e de manutenção de uma atividade poluidora. armazéns.966/00). plataformas e sua instalações de apoio (Lei nº 9. • Autoridade Marítima . a pertinência dos programas de gestão ambiental interna ao empreendimento.instrumento de política ambiental que consiste na avaliação. com o objetivo de verificar: a obediência aos padrões de controle e qualidade ambiental. bacias de evolução e áreas de fundeio que devam ser mantidas pela Administração do Porto. • Análise de Risco . • Análise Ambiental . eclusas.a compreendida pelas instalações portuárias.exame detalhado de um sistema ambiental. • Autoridade Portuária . pontes e piers de atracação e acostagem.630/93). definidas em ato do Poder Público. com relação à passagem de navios (Decreto nº 4. (Lei nº 8. competindo-lhe fiscalizar as operações portuárias e zelar para que os serviços se realizem com regularidade. • Área do Porto Organizado .área potencialmente afetada. cais. . quebra-mares. quais sejam: ancoradouros. suas freqüências de ocorrência e conseqüências. os riscos de poluição acidental e a eficiência das respectivas medidas preventivas. o controle da poluição e a manutenção do equilíbrio ecológico exigem medidas especiais para a proteção e a preservação do meio ambiente. canais. espaciais ou produtivas de uma atividade poluidora ou modificadora do meio ambiente.reunião que tem por finalidade expor aos interessados o conteúdo de documento ou decisão. responsável pela salvaguarda da vida humana e segurança da navegação no mar aberto e hidrovias interiores. sem que se altere sua área de influência direta. bem como pela infra-estrutura de proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias correntes. • Análise Técnica . direta ou indiretamente. docas. com a finalidade de entender sua natureza e determinar suas características essenciais. • Área de Influência . • Audiência Pública . componentes ou elementos.é a estimativa qualitativa ou quantitativa do risco de uma instalação. • Ampliação de Atividade . • Áreas ecologicamente sensíveis . documentada e sistemática. assim como dos processos e interações que nele possam ocorrer.autoridade responsável pela administração do porto organizado.GLOSSÁRIO • Águas Interiores – são as águas situadas no interior da linha de base do mar territorial (Lei nº 9966/00). dirimindo duvidas e recolhendo dos presentes as críticas e sugestões a respeito. eficiência. onde a prevenção.966/00). • Auditoria Ambiental . bem como pela prevenção da poluição ambiental causada por navios.136/02). com base em uma avaliação técnica. o desempenho dos gerentes e operários nas ações referentes ao controle ambiental. segurança e respeito ao meio ambiente (Lei nº 9.autoridade exercida diretamente pelo Comandante da Marinha.qualquer modificação das dimensões físicas. por meio do estudo da qualidade de seus fatores. construção e operação de uma atividade. pelas ações a serem realizadas nas fases de planejamento. terrenos.regiões das águas marítimas ou interiores.revisão e análise do Estudo de Impacto Ambiental e do respectivo Relatório de Impacto Ambiental para avaliar o seu conteúdo técnico e sua adequação à legislação ambiental.

• Crime Ambiental .É a pessoa responsável pelo navio. escape. onde atracam as embarcações. receptáculos intermediários. (nem piloto nem o guarda). . rio.136/02). • Descarga: qualquer despejo. pelos quais se perdem ou se reduzem algumas de suas propriedades. de 12 de fevereiro de 1998). • Cais . cobertas pelo IMDG Code. em qualquer quantidade.É a Autoridade Nacional ou Regional que tem o poder de fazer as leis bem como exigir o cumprimento das mesmas sobre da área do porto (Tradução). se acondicionada ou não. visando à realização da análise sistemática dos impactos ambientais da instalação ou ampliação de uma atividade e suas diversas alternativas. • Berço: Significa Cais. Qualquer alteração adversa das características do meio ambiente (Lei n.º 9. incluindo substâncias ambientalmente perigosas( poluentes marinhos) e lixo. lagoa.Significa qualquer carga abaixo. tanques portáteis e veículos tanques que tenham transportado previamente cargas perigosas e ainda não foram suficientemente limpos dos resíduos das cargas perigosas e expelidos os vapores perigos (tradução). esvaziamento. vazamento. para embarque e desembarque de pessoal e carga.º 6. • Degradação Ambiental . • Avaliação de Impacto Ambiental . artigos e materiais. inclusive lixo.das seguintes regras:  Petróleo coberto pelo Anexo I da MARPOL 73/74  Gases coberto pelo Código de Construção de navios Transportadores de Gases Liquefeitos a Granel  Substâncias Nocivas Liquidas /químicas. • Comandante do navio . porto organizado.605. etc.  Substâncias perigosas e nocivas. duto. incluindo os lixos cobertos pelo Apêndice B do Código Safe Practice for Solid Bulk Cargos. molhe. píer desembarcadouro.condutas e atividades lesivas ao meio ambiente. terminal marinho ou estrutura similar (flutuante ou não) que possibilite o embarque e o desembarque da carga junto à embarcação (tradução). lança-mento para fora ou bombeamento de substâncias nocivas ou perigosas. instalação portuária.• Autoridade Reguladora . coberto pelo Código de Construção e Equipamento de Navios Transportadores de Químicos perigosos a Granel e Anexo II da MARPOL 73/74. com a finalidade de embasar as decisões quanto ao seu licenciamento. constituído por um conjunto de procedimentos técnicos e administrativos. tais como Tanque Container. derrame.instrumento de execução de política ambiental.938).  Material Sólido a granel possuindo risco químico. tais como a qualidade ou a capacidade produtiva dos recursos ambientais.termo usado para qualificar os processos resultantes dos danos ao meio ambiente. e. container a granel (IBCs). • Cargas Perigosas .estruturas físicas em porto de mar. plataforma ou suas instalações de apoio (Decreto nº 4. O termo Cargas Perigosas inclui também qualquer embalagem vazia não limpa. a granel em embalagens ou a granel dentro do scopo. e material sólido a granel perigoso apenas a granel(MHBs) . conforme caracterizadas na legislação ambiental e na Lei de Crimes Ambientais (Lei n. a partir de um navio.

relatório ambiental preliminar. A saúde.é toda ação que envolve a implantação ou expan-são de uma infra-estrutura portuária terrestre ou aquaviária e sua atividade agregada. diagnóstico ambiental. A biota. plano de manejo. A qualidade dos recursos ambientais. e . • Estudos Ambientais . . direta ou indiretamente. tais como: relatório. Projeto. assegurar a produtividade dos recursos e o desenvolvimento social. Este conceito tem se ampliado. químicas e biológicas do meio ambiente. • Impacto ambiental . ou em um tanque permanentemente fixo ao navio (tradução). . no espaço da carga que é estruturalmente parte do navio.administração.são todos e quaisquer estudos relativos aos aspectos ambientais relacionados à localização. afetem: . antes da execução do projeto. com a finalidade de manter ou recuperar a qualidade do meio ambiente.É a carga a ser transportada sem nenhuma forma de acondicionamento intermediário. . no todo ou em parte. de acordo com os critérios estabelecidos em diretrizes e atendendo aos demais Termos de Referência para empreendimentos e atividades considerados efetiva ou potencialmente causadores de significativa degradação do meio ambiente.é todo e qualquer impacto ambiental que afete diretamente (área de influência direta do projeto). • Gestão Ambiental . . • Estudo de Impacto Ambiental . a segurança e o bem estar da população. plano e projeto de controle ambiental. • Empreendedor . mediante completa descrição e análise dos fatores ambientais e suas interações. por meio de ações ou medidas econômicas. o território de dois ou mais Estados. causada por qualquer forma de matéria ou energia resultante das atividades humanas que. nos últimos anos. além da gestão pública do meio ambiente. • Impacto Ambiental Regional . • Granel .qualquer alteração das propriedades físicas.• Diagnóstico Ambiental . investimentos e providências institucionais e jurídicas. para incluir. pelo Governo. • Empreendimento Portuário . plano de recuperação de área degradada e análise preliminar de risco. da proteção e do uso dos recursos ambientais. os programas de ação desenvolvidos por empresas para administrar com responsabilidade suas atividades de modo a proteger o meio ambiente. operação e ampliação de uma atividade ou empreendimento. instalação.é o titular do empreendimento público ou privado. As atividades sociais e econômicas. este realizado e apresentado em forma de relatório.conjunto de atividades técnicas e científicas destinadas a identificar previamente a magnitude e valorar os impactos de um projeto e suas alternativas.parte do estudo de impacto ambiental dêstinada a caracterizar a situação do meio ambiente na área de influência. apresentado como subsídio para a análise da licença requerida. As condições estéticas e sanitárias do meio ambiente.

instalação portuária ou terminal. bacias de evolução e áreas de fundeio. Licenciamento Ambiental . ampliação e a operação de empreendimentos e atividades utilizadores . ampliar e operar empreendimentos ou atividades utilizadoras dos recursos ambientais consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou aquelas que. salvo mudanças na legislação vigente. utilizada na movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquaviário(Lei nº 8. Licença Prévia . Licença Ambiental . pessoa física ou jurídica. terrenos. dutos.autoriza a operação da atividade ou empreemdimento. Infra-estrutura Portuária Aquaviária . docas. dano ao meio ambiente e/ou à saúde humana. porém não autoriza o início das obras. possam causar degradação ambiental.autoriza a instalação do empreendimento ou atividade de acordo com as especificações constantes dos planos. Instalação: porto organizado.• • • • • • • • • • • Incidente: qualquer descarga de substância nociva ou perigosa. edificações e vias de circulação interna (Lei nº 8. dentro ou fora da área do porto organizado. atestando a viabilidade ambiental e estabelecendo os requisitos básicos e condicionantes a serem atendidos nas próximas fases de sua implementação. quebra-mares. restrições e medidas de controle ambiental que deverão ser obedecidas pelo empreendedor. monobóias. instalar. programas e projetos aprovados. sob qualquer forma. decorrente de fato. incluindo as medidas de controle ambientais e demais condicionantes.concedida na fase preliminar do planejamento do empreendimento ou atividade aprovando sua localização e concepção. Instalações de apoio .630/93). quadro de bóias para amarração de navios e outras (Resolução CONAMA nº 293/01).ato administrativo pelo qual o órgão ambiental competente estabelece as condições. bem como suas respectivas instalações de apoio(Resolução nº 293/01).630/93). ação intencional ou acidental que ocasione risco potencial. armazéns.procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização.630/93). para localizar. eclusas. canais. o empreendimento proposto. Licença de Operação . tais como dutos. garantindo ao empreendedor a possibilidade. Instalação Portuária . Esta licença autoriza o início da implantação do empreendimento.a compreendida pela proteção e acesso aquaviário ao porto tais como guias correntes. Licença de Instalação . plataforma.a compreendida por ancoradouros. durante sua validade. com as medidas de controle ambiental e condicionantes determinadas para a operação. Infra-estrutura Portuária Terrestre .quaisquer instalações ou equipamentos de apoio à execução das atividades das plataformas ou instalações portuárias de movimentação de cargas a granel. após a verificação do efetivo cumprimento do que consta das licenças anteriores. (Lei nº 8. instalação. pontes e piers de atracação e acostagem.instalação explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado. de implantar na área solicitada. cais. das quais constituem motivos determinantes.

Entretanto a linha de baixa-mar ao longo da costa é a indicada nas cartas marítimas de grande escala.compreende uma faixa de doze milhas marítimas de largura. Linhas que ligam pontos apropriados. química e biológica que permite. para o traçado da linha de base. usualmente constituída de blocos de pedra. Molhe . . Atividades consideradas efetiva ou potencialmente poluidoras ou daquelas que. de qualquer variável ou atributo ambiental. sob qualquer forma. influências ou forças que envolvem e influem ou modificam: o complexo de fatores climáticos. temporária de cargas perigosas na área do porto. tal como indicada nas cartas náuticas de grande escala. é a transferência do produto entre o navio e outra modalidade de transporte inclusive o armazenamento a estocagem intermediária. Conjunto de condições.617/93).Significa a operação de carregar e descarregar o navio vagão ferroviário. de medições ou observações sistemáticas e intercomparáveis. construída em mar aberto para conter as vagas do mar. possam causar degradação ambiental.aquelas destinadas a compensar a sociedade ou um grupo social pelo uso de recursos ambientais não renováveis. religião e organização política e econômica) que influenciam a vida de um indivíduo ou de uma comunidade. Meio Ambiente . Medidas Mitigadoras .coleta. reconhecidas oficialmente no Brasil. conforme o disposto na Convenção das Nações Unidas para o Direito do Mar. idioma. ou dentro da área do terminal ou dentro do navio. a partir da qual será medida a extensão do mar territorial (Lei nº 8. Medidas Compensatórias .condições. podendo dispor de berços para atracação de navios. em uma série espaço-temporal. leis.aquelas destinadas a corrigir impactos negativos ou a reduzir sua magnitude. reconhecidas oficialmente pelo estado costeiro. Nos locais em que a costa apresente recortes profundos e reentrâncias ou em que exista uma franja de ilhas ao longo da costa na sua proximidade imediata. a transferência do produto para o armazém ou do armazém. a agregação das condições sociais e culturais (costumes leis. carreta de frete ou outro modo de transporte. que forneça uma visão sinóptica ou uma amostra representativa do meio ambiente. considerando as disposições legais e regulamentares e as normas técnicas aplicáveis ao caso. edáficos e bióticos que atuam sobre um organismo vivo ou uma comunidade ecológica e acaba por determinar sua forma e sua sobrevivência. medidas a partir da linha de baixa-mar do litoral continental e insular. ou pelos impactos ambientais negativos inevitáveis.• • • • • • • • de recursos ambientais. Mar Territorial: . durante o seu transporte do ponto de origem ao seu destino com o propósito de mudar o seu meio de transporte (tradução). para um propósito predeterminado. será adotado o método das linhas de base retas. quebra-mar. Manuseio da carga . Monitoramento .938). influências e interações de ordem física.estrutura. Linha de base – a linha de base normal é utilizada para medir a largura do mar territorial. abriga e rege a vida em todas as suas formas (Lei nº 6.

submersíveis e outros engenhos flutuantes(Decreto nº 4. c) afetem desfavoravelmente a biota.adição ou o lançamento de qualquer substância ou forma de energia (luz. • Operador Portuário . contratação e fiscalização das atividades econômicas da indústria do petróleo. incluindo óleo cru. destinada a atividade direta ou indiretamente relacionada com a pesquisa e a lavra de recursos minerais oriundos do leito das águas interiores ou de seu subsolo ou do mar.a pessoa jurídica pré-qualificada para a execução de operação portuária na área do porto organizado (Lei nº 8. a segurança e o bem-estar da população. calor. Em termos de geometria dessas instalações e especificação de suas cargas. localizada em águas sob jurisdição nacional.É a pessoa ou grupo de pessoas que tem o controle no dia a dia. da operação do berço.136/02). b) criem condições adversas às atividades sociais e econômicas. responsável pela regulação. • Passivo ambiental . óleo combustível. som) no meio ambiente em quantidades que resultem em concentrações maiores que as naturalmente encontradas. resíduos de petróleo.órgão do poder executivo federal.630/93). integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente. • Plataforma: instalação ou estrutura. (tradução) • Órgão Ambiental Competente . contendo os acréscimos que em infra-estrutura terrestre e marítima possam ser necessários e/ou os volumes adicionais de movimentação de cargas nos berços já implantados. fixa ou móvel. • Plano de Desenvolvimento e Zoneamento do Porto . inclusive hidrofólios.966/00).a de movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquaviário.custos e responsabilidades civis geradoras de dispêndios referentes às atividades de adequação de um empreendimento aos requisitos da legislação ambiental e à compensação de danos ambientais. • Poluição . • Óleo: petróleo e seus derivados.136/02). sendo tais atribuições exercidas pela Agência Nacional do Petróleo – ANP (Decreto nº 4.órgão ambiental de proteção e controle ambiental do poder executivo federal. produtos refinados e misturas de água e óleo em qualquer proporção (Resolução CONAMA nº 293/00) • Operação Portuária .é o principal instrumento de planejamento da atividade portuária para a determinação da localização e formas de uso das novas instalações dentro da área do porto organizado. da plataforma continental ou de seu subsolo.• Navio: embarcação de qualquer tipo que opere no ambiente aquático.630/93). realizada no porto organizado por operadores portuários (Lei nº 8. e) lancem materiais . responsável pelo licenciamento no âmbito de suas competências (Lei nº 9. estadual ou municipal. bem como pelo estabelecimento das expansões nas atividades existentes. • Órgão regulador da indústria do petróleo . Degradação ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: a) prejudiquem a saúde. d) afetem as condições estéticas ou sanitárias do meio ambiente. borra. • Operador de Berço . veículos a colchão de ar.

comparando-os aos impactos previstos. Programa de Monitoração dos Impactos . incluindo planos de prevenção de riscos e contingência e plano de monitoração dos impactos. o solo. as águas interiores. destinada a acompanhar nas fases de implantação e operação da atividade os impactos que vierem a ocorrer. (Lei nº 6. Recurso Ambiental . o Plano de Controle de da Poluição Hídrica. o mar territorial.não se tratando de empreendimento ou atividade potencialmente causadora de significativa degradação ao meio ambiente. de modo a detectar efeitos inesperados a tempo de corrigi-los e a verificar a aplicação e a eficiência das medidas mitigadoras.qualquer elemento ou fator ambiental utilizado para satisfazer as atividades econômicas e sociais: a atmosfera. superficiais e subterrâneas e os estuários. Relatório de Controle Ambiental .938/81).938). também. Programa de Gestão Ambiental . cujo tráfego e operações portuárias estejam sob a jurisdição de uma autoridade portuária (Lei nº 8.630/93).programação estabelecida durante o estudo de avaliação de impacto ambiental. constituindo um elo de ligação entre transportes aquaviários e terrestres. o órgão licenciador ambiental competente exigirá a elaboração de um Relatório de Controle Ambiental. concedido ou explorado pela União. embarque e desembarque de passageiros. Porto Organizado .• • • • • • • • ou energia em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos (Lei nº 6.documento que consubstancia.instrumento de Sistema de Gestão Ambiental (SGA) que aborda temas específicos e detalha objetivos e ações a serem realizados. Programa de Monitoramento Ambiental. de forma objetiva.conjunto de planos e suas respectivas ações. Programa de Controle da Poluição. a verificar o cumprimento das condições da licença ambiental concedida para o empreendimento. no litoral ou à margem de um rio. o subsolo e os elementos da biosfera. Plano concebido para orientar e controlar a instalação. as conclusões do Estudo de Impacto Ambiental. lago ou lagoa. incluindo o Plano de Gerenciamento de Riscos e o Plano de Ação de Emergência. a operação. segundo os princípios de proteção do meio ambiente. elaborado em linguagem corrente adequada à sua compreensão pelas comunidades afetadas e demais interessados. envolvendo programas tais como: Programa de Gerenciamento de Riscos. . dotado de instalações adequadas para apoiar a navegação e realizar as operações de carga. definindo com o empreendedor as diretrizes que o nortearão. Programa de Gestão Ambiental da Atividade .lugar abrigado. Plano de Controle de Emissões Gasosas e Odores e o Plano de Controle da Poluição Sonora. o programa de monitoração destina-se. a manutenção e outras atividades de um empreendimento. descarga e guarda de mercadorias. acompanhando os impactos no meio físico e biótico. envolvendo o Plano de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Portuários. Porto . Relatório de Impacto Ambiental .porto construído e aparelhado para atender às necessidades da navegação e da movimentação e armazenagem de mercadorias.

marcação. • Termo de Compromisso ou de Ajuste Ambiental . abrangendo as seguintes faixas: ·(a) Faixa Marítima: faixa que se estende mar afora. transportador.destinar-se-á.armazém à beira-mar ou beira-rio.630/93). do mar e da terra. jardins botânicos. por exemplo. . nacionais. exclusivamente. • Unidades de Conservação . destinados a prevenir. reservas extrativas e áreas de relevante interesse ecológico. GLOSSÁRIO DO LIVRO DA IMO (TRADUÇÃO) • Interessado na Carga . estações ecológicas. se descarregada nas águas. compreendendo: parques. nos termos da (Lei nº 8. ampliação e funcionamento de estabelecimentos e atividades utilizadoras de recursos ambientais. remediar e monitorar o meio ambiente.instrução elaborada pelo órgão licenciador. consolidador. • Terminal de Uso Privativo: todo e qualquer instalação que possua autorização para movimentação de cargas próprias e de terceiros (opcional). monumentos naturais. responder. qualquer pessoa. compreendendo a totalidade do Mar Territorial (Decreto nº 4. instituição envolvidas nas seguintes atividades: identificação.• Sistema de Gestão Ambiental Portuária .é um conjunto de instrumentos de gestão ambiental. • Trapiche .É o embarcador.áreas naturais protegidas e sítios ecológicos de relevância cultural criados pelo Poder Público. cavernas. que serve de depósito de gêneros desembarcados ou a serem embarcados. • Substância nociva ou perigosa: qualquer substância que. a permitir que as pessoas físicas e jurídicas responsáveis pela construção. áreas de proteção ambiental. podendo incluir a administração de conflitos entre o Porto e a comunidade em seu entorno. parques de caça. é capaz de gerar riscos ou causar danos à saúde humana.instalações portuárias localizadas no final de uma linha de navegação regular. em lugar de Termo de Referência. • Terminal Portuário . enfardamento. conteinerização. • Zona Costeira: espaço geográfico de interação do ar.136/02). reservas biológicas. a FEEMA. promovam as necessárias correções de suas atividades. estaduais ou municipais. que determina o conteúdo e a profundidade do Estudo de Impacto Ambiental. empacotamento. centro de acondicionamento. florestas. incluindo seus recursos ambientais. segurança. empacotamento. para o atendimento das exigências impostas pelas autoridades ambientais competentes.136/02). como. expedidor. ao ecossistema aquático ou prejudicar o uso da água e de seu entorno (Decreto nº 4. especificando os elementos e informações essenciais para a decisão quanto ao licenciamento do projeto. os jardins zoológicos e hortos florestais. utiliza a expressão Instrução Técnica. Alguns Órgãos Licenciadores. reservas ecológicas. • Termo de Referência . distando 12 milhas marítimas das Linhas de Base estabelecidas de acordo com a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar. instalação. inter-relacionados ou não.

É o material que está a bordo do navio para manutenção. Certificado de Classe . portanto. pacotes a granel. ou qualquer outro serviço de conserto que envolva calor.• • • • • • • • • • etiquetagem ou documentação apropriada da carga perigosa para ser recebida por um porto e transportada por mar e que tenha controle sobre essa carga a qualquer momento.bem como usados para mergulho . pesquisas e operações de salvamento. ou que cria faíscas que possa causar dano pela presença de cargas perigosas. Pessoa Experiente . corte a quente. barcaças ou outra unidade de transporte Dutos . veículos. ferramentas elétricas. soldaduras. certificando que aquele navio pode transportar certas cargas perigosas específicas Documento de Consentimento . Armazém do navio (loja do navio) . o qual pode incluir o seu meio de vedação final. vagões . os materiais que o navio precisa para funcionar. qualquer mangueira do navio aparato ou equipamento além das terminações daquelas partes dos tubos do navio a qual o tubo flexível é conectado. Para fazer certo dever ou tarefa.É o posicionamento de pacotes. experiência e competência. . coberturas ou outras áreas. mas não para o propósito de operações especiais.É o documento fornecido ou em nome da Administração para o navio transportador de produtos perigosos em forma de embalagens ou em forma de granéis sólidos sob as regras da SOLAS – regras II-2/54.É o uso de fogo e chamas. não são considerados como tal. tanques portáteis. válvulas equipamentos auxiliares no porto fornecido para ser usado no manuseio da carga perigosa. Estocagem . container a granel intermediário (IBCs).É qualquer pessoa que tenha o conhecimento atual.Consiste no ato de empacotar ou acondicionar ou preencher os receptáculos com carga perigosa. container tanques. barcaças e outras unidades de transportes e carga a granel a bordo do navio.. o braço de carregamento. operação do navio (exceto combustível e ar comprimido usado na propulsão primaria ou para equipamento auxiliar consertado) ou para a segurança e conforto dos passageiros ou tripulação do navio. colocação de rebites quentes. Quando for necessário possuir certificado de capacitação ou que seja reconhecida pela Autoridade Reguladora. containeres tanques.Significa o certificado fornecido em nome de uma admi-nistração de acordo com o código relevante de construção e equipamento de tipo de navio.É qualquer tubo conexões. empacotamento a granel.É a pessoa apontada pelo empregador no litoral ou pelo comandante do navio que tenha o poder de tomar todas as decisões referentes a sua tarefa específica. Pessoa Responsável . colocar a carga perigosa no container. mas não inclui o tubo flexível. Trabalho a Quente . queimaduras. em armazéns. Tubos Flexíveis: É uma mangueira flexível e suas vedações finais. São. Empacotar ou Acondicionar . carretas. usada para a transferência de produtos perigosos. tendo o conhecimento e a experiência necessária para tal propósito. Materiais a ser usados em operações comerciais pelo navio não são considerados loja do navio ou armazém. segurança. na carreta.

conjunto de medidas que determinam e estabelecem as responsabilidades setoriais e as ações a serem desencadeadas imediatamente após um incidente. em qualquer proporção. das propriedades físico-químicas do óleo derramado exposto à ação do tempo.qualquer descarga de óleo.conjunto de procedimentos e ações que visam à integração dos diversos planos de emergência setoriais. controle e combate à poluição das águas. materiais e equipamentos . dentro ou fora da área do porto organizado. GLOSSÁRIO DO DECRETO Nº 4. • Derramamentos . • Lixo . decorrente de suas atividades. plataformas e suas instalações de apoio.todo tipo de sobra de víveres e resíduos resultantes de faxinas e trabalhos rotineiros nos navios.alteração. utilizada na movimentação e armazenagem de mercadorias destinadas ou provenientes de transporte aquaviário. aeronaves e outras instalações. • Instalação portuária ou terminal . • Intemperização .qualquer tanque destinado especificamente a depósito provisório dos líquidos de drenagem e lavagem de tanques e outras misturas e resíduos. utilizada na movimentação e armazenagem de óleo. bem como a definição dos recursos humanos.instalação explorada por pessoa jurídica de direito público ou privado. Plano de Emergência Individual: documento. dentro ou fora da área do porto organizado.136/02 • Mistura oleosa: mistura de água e óleo. • Cenário acidental . materiais e equipamentos adequados à prevenção. incluindo o despejo. decorrente de fato ou ação intencional ou acidental que ocasione dano ou risco de dano ao meio ambiente ou à saúde humana. que contenha as informações e descreva os procedimentos de resposta da instalação a um incidente de poluição por óleo. escape. • Plano de contingência .instalação explorada por pessoa jurídica de di-reito público ou privado. portos organizados.qualquer forma de liberação de óleo para o ambiente.todo despejo deliberado de resíduos e outras substâncias efetuadas por embarcações. • Alijamento . • Incidente de poluição por óleo . • Duto: conjunto de tubulações e acessórios utilizados para o transporte de óleo entre duas ou mais instalações. ou conjunto de documentos. por processos naturais. bem como definem os recursos humanos. vazamento e transbordamento. inclusive seu afundamento intencional em águas sob jurisdição nacional.RESOLUÇÃO CONAMA 293/01 • Terminal de óleo . • Tanque de resíduos .conjunto de situações e circunstâncias específicas de um inci-dente de poluição por óleo. plataformas. instalações portuárias. • Plano de emergência .

bem como pela fiscalização dessas unidades quanto às exigências previstas no referido licenciamento. integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente . associadas ou não à plataforma ou instalação portuária. responsável pelo licenciamento ambiental das atividades de um porto organizado. estadual ou municipal. • Órgão ambiental competente .complementares para a prevenção. destinadas à movimentação de óleo e outras substâncias nocivas ou perigosas.instalações. no âmbito de suas competências. controle e combate à poluição das águas. • Dutos . instalação portuária e plataforma e de suas correspondentes instalações de apoio.órgão de proteção e controle ambiental do poder executivo federal.SISNAMA. .