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SISTEMA MUSCULAR

O tecido muscular é de origem mesodérmica, sendo caracterizado pela propriedade de contração e


distensão de suas células, o que determina a movimentação dos membros e das vísceras. Há basicamente
três tipos de tecido muscular: liso, estriado esquelético e estriado cardíaco.

Músculo liso: o músculo involuntário localiza-se na pele, órgãos


internos, aparelho reprodutor, grandes vasos sangüíneos e aparelho excretor.
O estímulo para a contração dos músculos lisos é mediado pelo sistema
nervoso vegetativo.

Músculo estriado esquelético: é inervado pelo sistema nervoso central


e, como este se encontra em parte sob controle consciente, chama-se músculo
voluntário. As contrações do músculo esquelético permitem os movimentos
dos diversos ossos e cartilagens do esqueleto.

Músculo cardíaco: este tipo de tecido muscular forma a maior parte do


coração dos vertebrados. O músculo cardíaco carece de controle voluntário.
É inervado pelo sistema nervoso vegetativo.

Estriado esquelético Estriado cardíaco Liso

Miócitos alongados, mononucleados e


Miócitos longos, multinucleados Miócitos estriados com um ou dois sem estrias transversais.
(núcleos periféricos). núcleos centrais. Contração involuntária e lenta.
Miofilamentos organizam-se em Células alongadas, irregularmente
estrias longitudinais e transversais. ramificadas, que se unem por
Contração rápida e voluntária estruturas especiais: discos
intercalares.
Contração involuntária, vigorosa e
rítmica.

Musculatura Esquelética
O sistema muscular esquelético constitui a maior parte da musculatura do corpo, formando o que se
chama popularmente de carne. Essa musculatura recobre totalmente o esqueleto e está presa aos ossos,
sendo responsável pela movimentação corporal.

Os músculos esqueléticos estão revestidos por uma lâmina delgada de tecido conjuntivo, o perimísio,
que manda septos para o interior do músculo, septos dos quais se derivam divisões sempre mais delgadas.
O músculo fica assim dividido em feixes (primários, secundários, terciários). O revestimento dos feixes
menores (primários), chamado endomísio, manda para o interior do músculo membranas delgadíssimas que
envolvem cada uma das fibras musculares. A fibra muscular é uma célula cilíndrica ou prismática, longa,
de 3 a 12 centímetros; o seu diâmetro é infinitamente menor, variando de 20 a 100 mícrons (milésimos de
milímetro), tendo um aspecto de filamento fusiforme. No seu interior notam-se muitos núcleos, de modo
que se tem a idéia de ser a fibra constituída por várias células que perderam os seus limites, fundindo-se
umas com as outras. Dessa forma, podemos dizer que um músculo esquelético é um pacote formado por
longas fibras, que percorrem o músculo de ponta a ponta.
No citoplasma da fibra muscular esquelética há muitas miofibrilas contráteis, constituídas por
filamentos compostos por dois tipos principais de proteínas – a actina e a miosina. Filamentos de actina e
miosina dispostos regularmente originam um padrão bem definido de estrias (faixas) transversais
alternadas, claras e escuras. Essa estrutura existe somente nas fibras que constituem os músculos
esqueléticos, os quais são por isso chamados músculos estriados.
Em torno do conjunto de miofibrilas de uma fibra muscular esquelética situa-se o retículo
sarcoplasmático (retículo endoplasmático liso), especializado no armazenamento de íons cálcio.
As miofibrilas são constituídas por unidades que se repetem ao longo de seu comprimento,
denominadas sarcômeros. A distribuição dos filamentos de actina e miosina varia ao longo do sarcômero.
As faixas mais extremas e mais claras do sarcômero, chamadas banda I, contêm apenas filamentos de
actina. Dentro da banda I existe uma linha que se cora mais intensamente, denominada linha Z, que
corresponde a várias uniões entre dois filamentos de actina. A faixa central, mais escura, é chamada banda
A, cujas extremidades são formadas por filamentos de actina e miosina sobrepostos. Dentro da banda A
existe uma região mediana mais clara – a banda H – que contém apenas miosina. Um sarcômero
compreende o segmento entre duas linhas Z consecutivas e é a unidade contrátil da fibra muscular, pois é
a menor porção da fibra muscular com capacidade de contração e distensão.

1- Bandas escuras (anisotrópicas – banda A).


2- Faixas claras (isotrópicas – banda I, com
linha Z central).
3- Núcleos periféricos.

Contração: ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina sobre os de miosina c sarcômero
diminui devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.
A contração do músculo esquelético é voluntária e ocorre pelo deslizamento dos filamentos de actina
sobre os de miosina. Nas pontas dos filamentos de miosina existem pequenas projeções, capazes de formar
ligações com certos sítios dos filamentos de actina, quando o músculo é estimulado. Essas projeções de
miosina puxam os filamentos de actina, forçando-os a deslizar sobre os filamentos de miosina. Isso leva ao
encurtamento das miofibrilas e à contração muscular. Durante a contração muscular, o sarcômero diminui
devido à aproximação das duas linhas Z, e a zona H chega a desaparecer.

Constatou-se, através de microscopia eletrônica, que o sarcolema (membrana plasmática) da fibra


muscular sofre invaginações, formando túbulos anastomosados que envolvem cada conjunto de miofibrilas.
Essa rede foi denominada sistema T, pois as invaginações são perpendiculares as miofibrilas. Esse sistema
é responsável pela contração uniforme de cada fibra muscular estriada esquelética, não ocorrendo nas fibras
lisas e sendo reduzido nas fibras cardíacas.

A química da contração muscular


O estímulo para a contração muscular é geralmente um impulso nervoso, que chega à fibra muscular
através de um nervo. O impulso nervoso propaga-se pela membrana das fibras musculares (sarcolema) e
atinge o retículo sarcoplasmático, fazendo com que o cálcio ali armazenado seja liberado no hialoplasma.
Ao entrar em contato com as miofibrilas, o cálcio desbloqueia os sítios de ligação da actina e permite que
esta se ligue à miosina, iniciando a contração muscular. Assim que cessa o estímulo, o cálcio é
imediatamente rebombeado para o interior do retículo sarcoplasmático, o que faz cessar a contração.
A energia para a contração muscular é suprida por moléculas de ATP produzidas durante a respiração
celular. O ATP atua tanto na ligação da miosina à actina quanto em sua separação, que ocorre durante o
relaxamento muscular. Quando falta ATP, a miosina mantém-se unida à actina, causando enrijecimento
muscular. É o que acontece após a morte, produzindo-se o estado de rigidez cadavérica (rigor mortis).
A quantidade de ATP presente na célula muscular é suficiente para suprir apenas alguns segundos de
atividade muscular intensa. A principal reserva de energia nas células musculares é uma substância
denominada fosfato de creatina (fosfocreatina ou creatina-fosfato). Dessa forma, podemos resumir que a
energia é inicialmente fornecida pela respiração celular é armazenada como fosfocreatina (principalmente)
e na forma de ATP. Quando a fibra muscular necessita de energia para manter a contração, grupos fosfatos
ricos em energia são transferidos da fosfocreatina para o ADP, que se transforma em ATP. Quando o
trabalho muscular é intenso, as células musculares repõem seus estoques de ATP e de fosfocreatina pela
intensificação da respiração celular. Para isso utilizam o glicogênio armazenado no citoplasma das fibras
musculares como combustível.

Uma teoria simplificada admite que, ao receber um estímulo nervoso, a fibra muscular mostra, em
seqüência, os seguintes eventos:
1. O retículo sarcoplasmático e o sistema T liberam íons Ca++ e Mg++ para o citoplasma.
2. Em presença desses dois íons, a miosina adquire uma propriedade ATP ásica, isto é, desdobra o
ATP, liberando a energia de um radical fosfato:
3. A energia liberada provoca o deslizamento da actina entre os filamentos de miosina,
caracterizando o encurtamento das miofibrilas.

SISTEMA TEGUMENTAR

Estrutura do tegumento (pele)


O tegumento humano, mais conhecido como pele, é formado por duas camadas distintas, firmemente
unidas entre si: a epiderme e a derme.

Epiderme
A epiderme é um epitélio multiestratificado, formado por
várias camadas (estratos) de células achatadas (epitélio
pavimentoso) justapostas. A camada de células mais interna,
denominada epitélio germinativo, é constituída por células que
se multiplicam continuamente; dessa maneira, as novas células
geradas empurram as mais velhas para cima, em direção à
superfície do corpo. À medida que envelhecem, as células
epidérmicas tornam-se achatadas, e passam a fabricar e a
acumular dentro de si uma proteína resistente e impermeável, a
queratina. As células mais superficiais, ao se tornarem repletas
de queratina, morrem e passam a constituir um revestimento
resistente ao atrito e altamente impermeável à água, denominado
camada queratinizada ou córnea.
Toda a superfície cutânea está provida de terminações
nervosas capazes de captar estímulos térmicos, mecânicos ou
dolorosos. Essas terminações nervosas ou receptores cutâneos são especializados na recepção de estímulos
específicos. Não obstante, alguns podem captar estímulos de natureza distinta. Porém na epiderme não
existem vasos sangüíneos. Os nutrientes e oxigênio chegam à epiderme por difusão a partir de vasos
sangüíneos da derme.
Nas regiões da pele providas de pêlo, existem terminações nervosas específicas nos folículos
capilares e outras chamadas terminais ou receptores de Ruffini. As primeiras, formadas por axônios que
envolvem o folículo piloso, captam as forças mecânicas aplicadas contra o pêlo. Os terminais de Ruffini,
com sua forma ramificada, são receptores térmicos de calor.
Na pele desprovida de pêlo e também na que está coberta por ele, encontram-se ainda três tipos de
receptores comuns:
1) Corpúsculos de Paccini: captam especialmente estímulos vibráteis e táteis.São formados por uma
fibra nervosa cuja porção terminal, amielínica, é envolta por várias camadas que correspondem a diversas
células de sustentação. A camada terminal é capaz de captar a aplicação de pressão, que é transmitida para
as outras camadas e enviada aos centros nervosos correspondentes.
2) Discos de Merkel: de sensibilidade tátil e de pressão. Uma fibra aferente costuma estar ramificada
com vários discos terminais destas ramificações nervosas. Estes discos estão englobados em uma célula
especializada, cuja superfície distal se fixa às células epidérmicas por um prolongamento de seu
protoplasma. Assim, os movimentos de pressão e tração sobre epiderme desencadeam o estímulo.
3) Terminações nervosas livres: sensíveis aos estímulos mecânicos, térmicos e especialmente aos
dolorosos. São formadas por um axônio ramificado envolto por células de Schwann sendo, por sua vez,
ambos envolvidos por uma membrana basal.
Na pele sem pêlo encontram-se, ainda, outros receptores específicos:
4) Corpúsculos de Meissner: táteis. Estão nas saliências da pele sem pêlos (como nas partes mais
altas das impressões digitais). São formados por um axônio mielínico, cujas ramificações terminais se
entrelaçam com células acessórias.
5) Bulbos terminais de Krause: receptores térmicos de frio. São formados por uma fibra nervosa
cuja terminação possui forma de clava.Situam-se nas regiões limítrofes da pele com as membranas mucosas
(por exemplo: ao redor dos lábios e dos genitais).
RECEPTORES DE SUPERFÍCIE SENSAÇÃO PERCEBIDA
Receptores de Krause Frio
Receptores de Ruffini Calor
Discos de Merkel Tato e pressão
Receptores de Vater-Pacini Pressão
Receptores de Meissner Tato
Terminações nervosas livres Principalmente dor
Nas camadas inferiores da epiderme estão os melanócitos, células que produzem melanina,
pigmento que determina a coloração da pele.
As glândulas anexas – sudoríparas e sebáceas – encontram-se mergulhadas na derme, embora tenham
origem epidérmica. O suor (composto de água, sais e um pouco de uréia) é drenado pelo duto das glândulas
sudoríparas, enquanto a secreção sebácea (secreção gordurosa que lubrifica a epiderme e os pêlos) sai pelos
poros de onde emergem os pêlos.
A transpiração ou sudorese tem por função refrescar o corpo quando há elevação da temperatura
ambiental ou quando a temperatura interna do corpo sobe, devido, por exemplo, ao aumento da atividade
física.

Derme
A derme, localizada imediatamente sob a epiderme, é um tecido conjuntivo que contém fibras
protéicas, vasos sangüíneos, terminações nervosas, órgãos sensoriais e glândulas. As principais células da
derme são os fibroblastos, responsáveis pela produção de fibras e de uma substância gelatinosa, a
substância amorfa, na qual os elementos dérmicos estão mergulhados.
A epiderme penetra na derme e origina os folículos pilosos, glândulas sebáceas e glândulas
sudoríparas. Na derme encontramos ainda: músculo eretor de pêlo, fibras elásticas (elasticidade), fibras
colágenas (resistência), vasos sangúíneos e nervos.

Tecido subcutâneo
Sob a pele, há uma camada de tecido conjuntivo frouxo, o tecido subcutâneo, rico em fibras e em
células que armazenam gordura (células adiposas ou adipócitos). A camada subcutânea, denominada
hipoderme, atua como reserva energética, proteção contra choques mecânicos e isolante térmico.

Unhas e pêlos
Unhas e pêlos são constituídos por células epidérmicas queratinizadas, mortas e compactadas. Na
base da unha ou do pêlo há células que se multiplicam constantemente, empurrando as células mais velhas
para cima. Estas, ao acumular queratina, morrem e se compactam, originando a unha ou o pêlo. Cada pêlo
está ligado a um pequeno músculo eretor, que permite sua movimentação, e a uma ou mais glândulas
sebáceas, que se encarregam de sua lubrificação

SISTEMA DE SUSTENTAÇÃO

SISTEMA ESQUELÉTICO

Além de dar sustentação ao corpo, o esqueleto


protege os órgãos internos e fornece pontos de apoio
para a fixação dos músculos. Ele constitui-se de peças
ósseas (ao todo 208 ossos no indivíduo adulto) e
cartilaginosas articuladas, que formam um sistema de
alavancas movimentadas pelos músculos.

O esqueleto humano pode ser dividido em duas


partes:
1-Esqueleto axial: formado pela caixa craniana,
coluna vertebral caixa torácica.
2-Esqueleto apendicular: compreende a cintura
escapular, formada pelas escápulas e clavículas; cintura
pélvica, formada pelos ossos ilíacos (da bacia) e o
esqueleto dos membros (superiores ou anteriores e
inferiores ou posteriores).
Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia
– Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2.
São Paulo, Ed. Moderna, 1997.

1-Esqueleto axial

1.1-Caixa craniana
Possui os seguintes ossos importantes: frontal, parietais, temporais, occipital, esfenóide, nasal,
lacrimais, malares ("maçãs do rosto" ou zigomático), maxilar superior e mandíbula (maxilar inferior).

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo,
Ed. Moderna, 1997.
Observações:
Primeiro - no osso esfenóide existe uma depressão denominada de sela turca onde se encontra uma
das menores e mais importantes glândulas do corpo humano - a hipófise, no centro geométrico do crânio.
Segundo - Fontanela ou moleira é o nome dado à região alta e mediana, da cabeça da criança, que
facilita a passagem da mesma no canal do parto; após o nascimento, será substituída por osso.

1.2-Coluna vertebral
É uma coluna de vértebras que apresentam cada uma um buraco, que se sobrepõem constituindo um
canal que aloja a medula nervosa ou espinhal; é dividida em regiões típicas que são: coluna cervical (região
do pescoço), coluna torácica, coluna lombar, coluna sacral, coluna cocciciana (coccix).

1.3-Caixa torácica
É formada pela região torácica de coluna vertebral, osso esterno e costelas, que são em número de 12
de cada lado, sendo as 7 primeiras verdadeiras (se inserem diretamente no esterno), 3 falsas (se reúnem e
depois se unem ao esterno), e 2 flutuantes (com extremidades anteriores livres, não se fixando ao esterno).
2- Esqueleto apendicular

2-1- Membros e cinturas articulares


Cada membro superior é composto de braço, antebraço, pulso e mão. O osso do braço – úmero –
articula-se no cotovelo com os ossos do antebraço: rádio e ulna. O pulso constitui-se de ossos pequenos e
maciços, os carpos. A palma da mão é formada pelos metacarpos e os dedos, pelas falanges.
Cada membro inferior compõe-se de coxa, perna, tornozelo e pé. O osso da coxa é o fêmur, o mais
longo do corpo. No joelho, ele se articula com os dois ossos da perna: a tíbia e a fíbula. A região frontal do
joelho está protegida por um pequeno osso circular: a rótula. Ossos pequenos e maciços, chamados tarsos,
formam o tornozelo. A planta do pé é constituída pelos metatarsos e os dedos dos pés (artelhos), pelas
falanges.
Os membros estão unidos ao corpo mediante um sistema ósseo que toma o nome de cintura ou de
cinta. A cintura superior se chama cintura torácica ou escapular (formada pela clavícula e pela escápula
ou omoplata); a inferior se chama cintura pélvica, popularmente conhecida como bacia (constituída pelo
sacro - osso volumoso resultante da fusão de cinco vértebras, por um par de ossos ilíacos e pelo cóccix,
formado por quatro a seis vértebras rudimentares fundidas). A primeira sustenta o úmero e com ele todo o
braço; a segunda dá apoio ao fêmur e a toda a perna.

Juntas e articulações
Junta é o local de junção entre dois ou mais ossos. Algumas juntas, como as do crânio, são fixas;
nelas os ossos estão firmemente unidos entre si. Em outras juntas, denominadas articulações, os ossos são
móveis e permitem ao esqueleto realizar movimentos.

Ligamentos
Os ossos de uma articulação mantêm-se no lugar por meio dos ligamentos, cordões resistentes
constituídos por tecido conjuntivo fibroso. Os ligamentos estão firmemente unidos às membranas que
revestem os ossos.

Classificação dos ossos


Os ossos são classificados de acordo com a sua forma em:
A - Longos: têm duas extremidades ou epífises; o corpo do osso é a diáfise; entre a diáfise e cada
epífise fica a metáfise. A diáfise é formada por tecido ósseo compacto, enquanto a epífise e a metáfise, por
tecido ósseo esponjoso. Exemplos: fêmur, úmero.

Imagem: AVANCINI & FAVARETTO. Biologia – Uma abordagem evolutiva e ecológica. Vol. 2. São Paulo,
Ed. Moderna, 1997, com adaptações
B- Curtos: têm as três extremidades praticamente equivalentes e são encontrados nas mãos e nos
pés. São constituídos por tecido ósseo esponjoso. Exemplos: calcâneo, tarsos, carpos.
C - Planos ou Chatos: são formados por duas camadas de tecido ósseo compacto, tendo entre elas
uma camada de tecido ósseo esponjoso e de medula óssea Exemplos: esterno, ossos do crânio, ossos da
bacia, escápula.

Revestindo o osso compacto na diáfise, existe uma delicada membrana - o periósteo - responsável
pelo crescimento em espessura do osso e também pela consolidação dos ossos após fraturas (calo ósseo).
As superfícies articulares são revestidas por cartilagem. Entre as epífises e a diáfise encontra-se um disco
ou placa de cartilagem nos ossos em crescimento, tal disco é chamado de disco metafisário (ou epifisário) e
é responsável pelo crescimento longitudinal do osso. O interior dos ossos é preenchido pela medula óssea,
que, em parte é amarela, funcionando como depósito de lipídeos, e, no restante, é vermelha e gelatinosa,
constituindo o local de formação das células do sangue, ou seja, de hematopoiese. O tecido hemopoiético é
popularmente conhecido por "tutano". As maiores quantidades de tecido hematopoético estão nos ossos da
bacia e no esterno. Nos ossos longos, a medula óssea vermelha é encontrada principalmente nas epífises.

Diferenças entre os ossos do esqueleto masculino e feminino:


Eixos Articulares e Movimentos Articulares

Planos e eixos

Planos de ação são linhas fixas de referência ao longo das quais o corpo se divide. Há três planos e cada um
está em ângulo reto ou perpendicular com dois planos.

O plano frontal passa através do corpo de lado a lado, dividindo-o em frente e costa. É também chamado plano
coronal. Os movimentos que ocorrem neste plano são abdução e adução.
O plano sagital passa através do corpo da frente para trás e o divide em direita e esquerda. Pode-se pensar nele
como uma parede vertical cuja extremidade se move. Os movimentos que ocorrem neste plano são flexão e
extensão.

O plano transverso passa horizontalmente pelo corpo e o divide em parte superior e inferior. É também
chamado plano horizontal. Neste plano, ocorre a rotação. Sempre que um plano passa pela linha média de uma
parte, esteja ela no plano sagital, frontal ou transverso, está se referindo ao plano cardinal, porque divide o
corpo em partes iguais. O pondo onde os três planos cardinais se encontram é o centro de gravidade. No corpo
humano este ponto é, na linha média, mais ou menos ao nível da segunda vértebra sacra, ligeiramente anterior a
ela.

Os eixos são pontos que atravessam o centro de uma articulação em tomo da qual uma parte gira. O eixo sagital
é um ponto que percorre a articulação de frente para trás. O eixo frontal vai de lado a lado e o eixo vertical,
também chamado longitudinal, vai da parte superior à inferior.

O movimento articular ocorre em torno de um eixo que está sempre perpendicular a um plano. Outro modo de
se descrever este movimento articular, é que ele ocorre sempre no mesmo plano e em tomo do mesmo eixo. Por
exemplo, flexão/extensão ocorrerá sempre no plano sagital em tomo do eixo frontal e a adução em tomo do
eixo sagital. Movimentos semelhantes como o desvio radial e ulnar do punho também ocorrerão no plano
frontal em tomo do eixo sagital.
POSIÇÃO ANATÔMICA

Deve-se considerar a posição de sentido de um atleta (posição ereta), isto é, de pé, com as mãos
espalmadas, dedos unidos, palmas voltadas para frente. Dedos dos pés para diante e pés unidos.

1) PLANO FRONTAL OU CORONAL: Divide o corpo em partes anterior (ventral) e posterior


(dorsal).
Eixo sagital (ântero-posterior) ou horizontal (dorso/ventralmente).

Movimentos:

Abdução - segmento afasta-se da linha mediana do corpo.


Adução - segmento aproxima-se da linha mediana do corpo.

2) PLANO SAGITAL OU SAGITAL MEDIANO:

Divide o corpo nas metades direita e esquerda.


Eixo transverso ou horizontal.

Movimentos:

Flexão - 2 segmentos aproximam-se entre si ou o ângulo articular diminui.


Extensão - 2 segmentos afastam-se entre si ou o ângulo articular aumenta.

3) PLANO HORIZONTAL OU TRANSVERSO:

Divide o corpo nas metades inferior (caudal) e superior (cranial).

Eixo longitudinal ou vertical.

Movimentos:

Rotação medial - É uma rotação transversa orientada para a superfície anterior do corpo.
Rotação lateral - É uma rotação transversa orientada para a superfície posterior do corpo.

Casos Especiais:

Pronação do Antebraço - Rotação medial.


Supinação do Antebraço - Rotação lateral.

Desvio Ulnar - Adução do punho.


Desvio Radial - Abdução do punho.

Polegar - flexão/ extensão ocorrem no plano frontal, abdução/ adução ocorrem no plano sagital.

Rotação Medial do Tornozelo - Inversão


Rotação Lateral do Tornozelo – Eversão

Movimentos das articulações


1) Flexão - quando um segmento corporal é movido num plano de tal modo que sua face anterior ou posterior
aproxima-se da face anterior ou posterior do segmento corporal adjacente.

2) Extensão - é o contrário. Parte-se de uma posição fletida para posição anatômica, ou mesmo, ultrapassando,
se isto for possível.

3) Abdução - é o movimento de um segmento corporal para longe (afastando-o) da linha central do corpo
(linha mediana).

4) Adução - é o contrário. Parte-se de uma abdução, retornando à posição anatômica, ou mesmo, ultrapassando,
se isto for possível.

5) Rotação Medial - ocorre quando a face anterior do segmento volta-se para o plano mediano do corpo.

6) Rotação Lateral - é o contrário. A face anterior do segmento volta-se para o plano lateral do corpo.

7) Circundução - é o movimento no qual uma parte do corpo descreve um cone cujo o vértice está na
articulação e a base na extremidade distal da parte. Ocorre em articulações biaxiais e triaxiais.

Movimentos "entre" as superfícies articulares

1) Deslizamento / Translação

Ocorre quando um ponto de uma superfície em movimento entra em contato com novos pontos sobre a outra
superfície.

2) Rolamento / Angular
Ocorre quando novos pontos em uma superfície entram em contato com os novos pontos de uma segunda
superfície.

3) Rotação / Giro

É uma rotação ao redor de um eixo mecânico estacionário, longitudinal do próprio osso