1

UNIJUÍ – Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio
Grande do Sul

DeFEM - Departamento de Física, Estatística e Matemática





FUNÇÕES ALGÉBRICAS


Ângela Patricia Spilimbergo
Cleusa Jucela Meller Auth
Lecir Dalabrida Dorneles











Ijuí (RS), Agosto de 2002


2
SUMÁRIO


INTRODUÇÃO....................................................................................... 04

1. CONCEITO DE FUNÇÃO.................................................................
1.1. Conceito Intuitivo...............................................................................
1.2. Conceito Formal.................................................................................
05
05
07

2. CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES................................................. 08

3. FUNÇÃO INVERSA...........................................................................
3.1. Função injetora...................................................................................
3.2. Função sobrejetora.............................................................................
3.3. Função bijetora...................................................................................
3.4.Inversa de algumas funções.................................................................
08
08
09
09
11

4. PARIDADE DE UMA FUNÇÃO.......................................................
4.1. Função Par..........................................................................................
4.2. Função Ímpar......................................................................................
12
12
12

5. FUNÇÕES ALGÉBRICAS RACIONAIS INTEIRAS E
FRACIONÁRIAS................................................................................
5.1 Funções Polinomiais............................................................................
5.1.1. Função Constante............................................................................
5.1.2. Função de 1º Grau...........................................................................
5.1.2.1. Inequações de 1º Grau..................................................................
5.1.3. Função de 2º Grau...........................................................................
5.1.3.1. Inequações de 2º Grau..................................................................
5.1.4. Função cúbica..................................................................................
5.2. Funções Fracionárias..........................................................................

13
13
14
15
25
27
38
39
43


3
6. FUNÇÕES IRRACIONAIS................................................................ 50

7.FUNÇÕES MODULARES..................................................................
7.1. Valor absoluto e Algumas Propriedades............................................
7.2. Definição de Função Modular............................................................
7.3. Equações e Inequações Modulares.....................................................
52
52
53
56

8. FUNÇÃO COMPOSTA...................................................................... 56

RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS........................................................ 59

BIBLIOGRAFIA..................................................................................... 66





4
INTRODUÇÃO

A matemática é a chave da compreensão de inúmeros fenômenos
das ciências físicas, naturais, humanas e sociais.
Neste trabalho, sugerimos o estudo de funções algébricas através
de problemas de aplicações e da visualização gráfica, por meio da
variação dos parâmetros multiplicativos e aditivos à lei da função.
Situações-problema podem envolver diversas variáveis. As funções
são instrumentos para estudar as relações, correspondências ou possíveis
associações entre essas variáveis. As funções muitas vezes são modelos
matemáticos que representam e simplificam situações reais.
Supõe-se que uma das maneiras de construir o conceito de função é
mostrar a importância e variedade de suas aplicações e relacioná-lo com
outras idéias matemáticas.
Este caderno destina-se a alunos que irão cursar a disciplina de
Funções I dos cursos de Licenciatura em Física e em Matemática, bem
como, a alunos de outros cursos de graduação, em disciplinas que em seus
programas conste o assunto Funções Algébricas.














5
1. CONCEITO DE FUNÇÃO

1.1. Conceito Intuitivo de Função
Os conceitos matemáticos, na sua maioria, surgem de alguma
necessidade específica do homem, por exemplo, o número natural surge
de uma necessidade de contagem, o número racional de uma necessidade
de medida. O conceito de função também surge de uma necessidade do
homem, necessidade esta de entendimento e explicação da realidade
através de leis quantitativas.
Com o desenvolvimento econômico do comércio, a Europa necessitou
de navegações em larga escala, o que envolvia viagens a longas distâncias
para pesquisas por matérias-primas. Os marinheiros por conseguinte,
precisaram aprimorar métodos para determinar a latitude e a longitude. A
determinação da latitude pode ser feita pela observação do sol e das
estrelas, mas a determinação de longitude é mais difícil, o que acabava
acontecendo que se perdiam de rotas em torno de 500 milhas. Com isto
levou a um estudo minucioso dos movimentos dos astros, exigindo um
estudo mais rigoroso do movimento, estudo este que permite medir e ao
mesmo tempo prever. Em (1564 - 1642) Galileu propôs um programa para
o estudo de movimento. A investigação de uma relação entre duas
quantidades variantes tinha sido fundamental em se chegar ao conceito de
função. Com a geometria analítica de Descartes (1637) curvas descritas
por movimento ou fórmula se referindo ao movimento mais que pela
construção, foram incluídas nas investigações e uma relação representável
em expressão e seu gráfico foram agora aceitas como objetos
matemáticos.
A definição mais explícita do conceito de função no século XVII
(1667), foi dada por James Gregory. Ele definiu a função como “uma
quantidade obtida de outras quantidades por uma sucessão de operações
algébricas ou por qualquer operação imaginável”.

6
Em 1763 Leibniz usou a palavra função em um dos seus
manuscritos, para significar qualquer quantidade variando de um ponto a
outro de uma curva. A curva foi dita ser dada por uma equação. Leibniz
também introduziu as palavras “constantes” e “variáveis”.
Para Eüller e Bernoulli, a função era uma expressão analítica
representando a relação entre duas variáveis com seu gráfico.
Os matemáticos no desenvolvimento de seus modelos precisaram
de uma definição de função mais precisa. O conceito moderno de função
foi introduzido por Dirichlet e Riemann no final do século XIX: “ Sejam x
e y duas variáveis representativas de conjuntos de números. Diz-se que y é
uma função de x e escreve-se y = f(x), se, entre as duas variáveis, existe
uma correspondência unívoca no sentido x÷y”.

“Desencadear um assunto do programa com uma situação-
problema real motiva o estudante a interessar-se mais por aquilo que
está aprendendo e mostra a ele que, além da beleza intrínseca da
Matemática como ciência essencialmente dedutiva, ela é útil na vida
cotidiana.” (Revista do Professor de Matemática, n.6, p.32,1986)

SITUAÇÕES - PROBLEMA

Identifique as variáveis envolvidas em cada situação e analise a
veracidade das afirmações:
1- A medida do perímetro das figuras geométricas depende da medida da
área, isto é, o perímetro das figuras geométricas é função da área.

2- A população de um país depende de sua área.

3- A produção das lavouras é determinada pela área ocupada pela
plantação. Assim pode-se dizer que a produção é função apenas da área
plantada.

7
4- Durante uma viagem de automóvel é feita uma tabela associando a
cada hora a distância percorrida pelo carro desde o início do percurso,
medida em quilômetros marcados no odômetro. Isso significa que a
distância percorrida é função do tempo gasto no percurso.

5- A medida do lado de um quadrado determina sua área, isto é, a área do
quadrado é função da medida do lado.

6- A área do retângulo é função da medida de apenas um de seus lados.


1.2. Conceito Formal

Uma situação-problema envolve diferentes grandezas. Muitas
vezes podemos considerar apenas duas e procurar um relacionamento
entre elas. Suponhamos que a grandeza “a” assume valores “x”, que
variam no conjunto A, e que a grandeza “b” assume valores “y” no
conjunto B. Dizemos então que x e y são as variáveis do problema.
A grandeza “b” é função de “a”, se a cada valor de x assumido por
“a” corresponder um único valor y de “b”.
O termo função significa que há uma correspondência única e,
muitas vezes, exprime uma relação de dependência entre as grandezas.
Na prática, identificamos as grandezas com seus valores e dizemos
que a variável y é função da variável x. Muitas vezes, traduzimos a
expressão y é função de x por: y depende de x; x determina y ou ainda a
cada x é associado um único y.
Muitas situações reais envolvem várias grandezas. Para
expressarmos uma das grandezas em função da outra, é necessário fixar
(considerar constantes) as demais. Assim, o gráfico de uma função y =
f(x), é o conjunto dos pares ordenados (x, f(x)), e para cada valor de x
existe um único correspondente f(x).

8

Designamos como “x” a variável independente da situação. O
conjunto que contém x é o DOMÍNIO da função.
Designamos como “y” a variável dependente da situação. O conjunto
que contém y é o CONTRADOMÍNIO da função.
A IMAGEM da função está contida no Contradomínio e é o conjunto
de todos os valores de y que correspondem aos valores de x.


2. CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES

As funções classificam-se em:

¦
¦
¦
¦
¦
¦
¹
¦
¦
¦
¦
¦
¦
´
¦
¦
¦
¹
¦
¦
´
¦
-
-
-
-
-
¦
¹
¦
´
¦
-
¹
´
¦
-
-
-
-
inversas e diretas as Hiperbólic
inversas e diretas ricas Trigonomét
as Logarítmic
l Exponencia
ntes Transcende
s Irracionai
as Fracionári
Inteiras
Racionais
ébricas lg A




3. FUNÇÃO INVERSA

3.1. Função Injetora
Uma função f de A em B é injetora se, e somente se, dois
elementos distintos quaisquer do domínio de f possuem imagens distintas

9
em B. Sendo x
1
pertencente a A e x
2
pertencente a A, temos: x
1
= x
2
, f(x
1
)
= f(x
2
).


3.2. Função Sobrejetora
Uma função f de A em B é sobrejetora se, e somente se, Im(f) = B,
onde B é CD(f).


3.3. Função Bijetora
Uma função f de A em B é bijetora se, e somente se, é injetora e
sobrejetora.

Reconhecimento de função injetora, sobrejetora ou bijetora através do
gráfico
Devemos analisar o número de pontos de interseção das retas
paralelas ao eixo x, conduzidas por cada ponto (0, y) em que y e B
(contradomínio de f)
1º) Se cada uma das retas cortar o gráfico em um só ponto ou não cortar o
gráfico, então a função é injetora.
Exemplo
a) f: R ÷ R b) f: R
+
÷ R
f(x) = x f(x) = x
2











10
2º) Se cada uma das retas cortar o gráfico em um ou mais pontos, então a
função é sobrejetora.
Exemplo
b) f: R ÷ R b) f: R ÷ R
+

f(x) = x -1 f(x) = x
2












3º) Se cada uma dessas retas cortar o gráfico em um só ponto, então a
função é bijetora.
Exemplo
c) f: R ÷ R b) f: R ÷ R
f(x) = 2x f(x) = x
3
















11
3.4. Inversa de Algumas Funções
Função Inversa: Dada a função f a sua inversa denotada por f
-1
existe se o
ponto (a, b) está no gráfico de f e o ponto (b, a) está no gráfico de f
-1
.
Os pontos (a, b) e (b, a) são simétricos em relação à bissetriz do 1º
e 3º quadrantes, ou seja, o gráfico de f e f
-1
são simétricos em relação á
reta y = x , e então o domínio de f é a imagem de f
-1
e a imagem de f é o
domínio de f
-1
.
Obs. Para admitir inversa a função deve ser bijetora.

Para obtermos a inversa procedemos da seguinte forma:
a) trocamos x por y na função f;
b) isolamos y.

Exemplo: y = 2x + 3
a) x = 2y + 3
b)
2
3 x
y
÷
=

logo
2
3 x
) x ( f
1
÷
=
÷












y = x f
f
-1


12
Gráficos de outras inversas













4. PARIDADE DE UMA FUNÇÃO

4.1. Função Par
Uma função f de A em B é par se, para qualquer x pertencente A,
temos f(x) = f(-x). Numa função par, para valores simétricos do domínio,
obtemos a mesma imagem, o gráfico é simétrico em relação ao eixo y.

4.2. Função Ímpar
Uma função f de A em B é ímpar se, para qualquer x pertencente
A, temos f(-x) = -f(x). Numa função ímpar, para números simétricos do
domínio, obtemos imagens opostas, o gráfico é simétrico em relação à
origem.


Obs: Uma função f de A em B não é par e nem ímpar, se para
qualquer x pertencente a A, nem f(x) = f(-x) e nem f(-x) = -f(x). O gráfico
não é simétrico nem em relação à origem, nem em relação ao eixo y.


3
x y =

y = x
3

y = log(x)

y = 10
x



13
5. FUNÇÕES ALGÉBRICAS RACIONAIS INTEIRAS E
FRACIONÁRIAS

5.1. Funções Polinomiais
São funções do tipo

f(x) = a
n
x
n
+ a
n-1
x
n-1
+... +a
2
x
2
+ a
1
x + a
o


onde: a
n
, a
n-1
, ...,a
2
, a
1
e a
o
são os coeficientes do polinômio com a
n
= 0; a
o

é o termo independente; os expoentes n, n – 1, n – 2, ... são números
naturais; x é a variável.

Assim um polinômio de grau “n” é uma soma de múltiplos
constantes de funções potência
1, x, x
2
, ..., x
n-1
, x
n
.



Exemplo: f(x) = x
3
+ x
2
- x














14
5.1.1. Função Constante
Se, para qualquer valor de “x”, „y” assume o mesmo valor “c”, então
temos a função constante

f(x) =c

e seu gráfico é uma reta paralela ao eixo x. Onde o domínio são todos os
reais. E a imagem é o conjunto Im = {c}.

Exemplo: Se uma pessoa fica exposta, nua, a temperaturas muito baixas ou
muita altas, durante algumas horas, a temperatura de seu corpo pode cair
ou subir, e isto pode ocasionar inclusive a morte de tal pessoa.
Mas sob temperaturas ambientes de 16
0
C a 54
0
C nosso corpo é
capaz de manter indefinidamente uma temperatura normal. Este fato pode
ser ilustrado pelo gráfico abaixo.
A temperatura corporal e a temperatura ambiente são duas
grandezas variáveis que mantém um relacionamento entre si, a cada
temperatura ambiente corresponde uma única temperatura corporal, ou
seja, a temperatura corporal depende da temperatura ambiente.

Pelo gráfico verificamos que a uma temperatura ambiente de 16
0
C
a 54
0
C a temperatura corporal não se altera, ela é constante.

15
5.1.2. Função de 1º Grau
Situação – problema 1
1) Três cidades tiveram censo realizado de 10 em 10 anos. Os dados sobre
número de indivíduos em milhares (y) em cada década (x) estão na tabela
a seguir.


Anos

Cidade
A
Razão de
crescimento
populacional

Cidade
B
Razão de
crescimento
populacional

Cidade
C
Razão de
crescimento
populacional
0 -1940 100 100 100
1- 1950 120 120 120
2- 1960 140 145 130
3- 1970 160 180 135
4- 1980 180 230 138
5- 1990 200 300 140

a) Complete as colunas correspondentes as razões, sabendo que a razão de
crescimento populacional de cada cidade no período entre as décadas x
1
e
x
2
é a razão entre as variações da população e do tempo:

1 2
1 2
x x
y y
a
÷
÷
= onde y
1
= f(x
1
) e y
2
= f(x
2
)
b) Para cada cidade faça um gráfico para a população em função do tempo
em décadas.
Em quais destes gráficos se encontra um padrão de crescimento
populacional constante?


c) Determine uma expressão matemática que represente este crescimento
populacional constante.


16
Função Linear Afim
Uma aplicação de R em R recebe o nome de função linear afim
quando a cada x e R associa o elemento (ax + b) e R em que a = 0 e b são
números reais dados. Forma geral:

y = ax + b

a) Raiz ou zero da função: É todo número x cuja imagem é nula, isto é,
f(x) = 0. Assim, para determinarmos o zero da função, basta resolver a
equação do 1
o
grau:

ax + b = 0

que apresenta uma única solução x =
a
b ÷
.
O zero ou a raiz da função representa o ponto de interseção do
gráfico com o eixo x (
a
b ÷
,0).

Obs: Veja que, em relação a situação-problema 1, não teremos população
nula, portanto neste caso o zero ou raiz da função não tem sentido real.


b) Gráfico: Uma maneira fácil de traçar o gráfico de uma reta é achar as
suas interseções. As interseções de uma reta são os pontos onde a reta
corta os eixos. Assim, a interseção -y é o ponto que se determina,
tornando-se x = 0 na equação da reta. Do mesmo modo, a interseção -x é
o ponto que se determina, tornando-se y = 0 na equação da reta.


17
Na equação y = ax + b tem-se
a = coeficiente angular – determina o ângulo de inclinação da reta em
relação ao eixo x
b = coeficiente linear – determina a interseção com o eixo y, ou seja, no
ponto (0, b).

c) Declividade (coeficiente angular): A direção de uma reta é
determinada por sua declividade, que é definida em termos do ângulo
entre a reta e o eixo x

a = tg u =
1 2
1 2
x x
y y
÷
÷
=
x
y
A
A


então podemos escrever: y
2
- y
1
= a ( x
2
– x
1
) ÷ equação geral
da reta






declividade nula declividade indefinida







declividade positiva declividade negativa

18
Com relação a situação-problema 1, o coeficiente linear,
representa a população inicial no tempo zero, já o coeficiente angular
representa a taxa de variação da população, ou seja a variação da
população por década:
a =
1 2
1 2
x x
p p
÷
÷
= 20



Função Crescente: Dizemos que uma função y = f(x), de A em B, é
crescente em um intervalo [a, b] contido em A, se, e somente se, para
quaisquer x
1
e x
2
pertencentes ao intervalo [a, b] temos: x
2
> x
1
,
f(x
2
)>f(x
1
).

Função Decrescente: Dizemos que uma função y = f(x), de A em B, é
decrescente em um intervalo [a, b] contido em A, se, e somente se, para
quaisquer x
1
e x
2
pertencentes ao intervalo [a, b] temos: x
2
>x
1
, f(x
2
)<f(x
1
).


d) Crescimento e decrescimento
- A função f(x) = ax + b é crescente se, e somente se, o coeficiente
angular “a” for positivo.
- A função f(x) = ax + b é decrescente se, e somente se, o coeficiente
angular “a” for negativo.

e) Sinal da função: Considerando que x =
a
b ÷
, zero da função
f(x)=ax+b, é o valor de x para o qual f(x)=0, examinemos, então, para que
valores ocorre f(x)>0 ou f(x)<0.


19
a > 0







x <
a
b ÷
÷f(x) < 0
x =
a
b ÷
÷f(x) = 0
x >
a
b ÷
÷f(x) > 0


Função Identidade – Função Linear
Na função
f(x) = ax

se a=1, f(x) = x. Esta função é denominada função identidade. Seu
gráfico é a reta bissetriz do 1
º
e 3
º
quadrantes. O domínio e a imagem são
todos os reais.








a
b
÷

+
-
a < 0







x <
a
b ÷
÷f(x) > 0
x =
a
b ÷
÷f(x) = 0
x >
a
b ÷
÷f(x) < 0
a
b
÷

+
-

20
Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 1º grau
Toda função de 1º grau é bijetora, logo admite inversa. Toda
função de 1º grau não é par mas pode ser ímpar.

Exemplo: f(x) = 2x –8
a) Obtenção da inversa
Considerando x
1
= -1 e x
2
= 1, temos f(-1) = -10 e f(1) = -6,
portanto como x
1
= x
2
e f(x
1
)= f(x
2
), f(x) é injetora.
Nesta mesma função tem-se que a Im(f(x)) = R, onde R é também
o CD(f(x)), logo f(x) é sobrejetora.
Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo, será
também bijetora e então admite inversa que é dada por:
2
8 x
) x ( f
1
+
=
÷


b) Análise da paridade
Como f(x) = 2x –8, f(-x) será dada por: f(–x) = –2x–8, logo
observa-se que:
f(–x) = f(x)
e portanto f(x) não é par.

Como f(–x) = –2x –8 e –f(x) = –2x + 8, observa-se que:
–f(x) = f(–x)
e portanto f(x) não é ímpar.



Observação. A função linear y = ax, com “a” e R
*
, é ímpar.




21
ATIVIDADE COMPUTACIONAL 1
Através do Aplicativo Graphmat, desenvolva as atividades
computacionais a seguir e faça suas conclusões referentes a cada tipo de
função envolvida.

Trace o gráfico da função y = x (função mãe).
1. Trace os gráficos das funções y = ax atribuindo ao parâmetro “a”
diferentes valores. Compare estes gráficos com o gráfico da função mãe e
formule uma conclusão a respeito das alterações ocorridas com a variação
deste parâmetro.

2. Obtenha o gráfico da função y = ax + b mantendo o parâmetro a
constante e variando o b. Comparando com o gráfico da função mãe qual
o significado deste parâmetro nos gráficos obtidos? Determine o ponto
onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y.


Exercícios

1. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (0, 5) e possui a = 3.

2. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (-2, 1) cujo
coeficiente angular é -4.

3. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (-3, -1) e cujo
coeficiente linear é 8.

4. O gráfico de y = -2x + b corta o eixo x no ponto (3/2, 0). Qual o valor
de b?


22
5. A função f: R÷ R, definida por f(x) = (3m +1)x - 2m é decrescente.
Determine valores de m.

6. Calcule o zero de cada função:

a) f(x) = (2x - 5)/3 b) f(x) = -3x + 6 c) f(x) = -4 + 2x

7. Fazer o estudo do sinal de cada função e esboçar o gráfico:

a) f(x) = 3x – 4 b) f(x) = -3 – x c) y = 3 - x/6
d) f(x) = ½ - x e) f(x) = 4x – 1 f) y = 2x - 5

8.Determinar os valores de x para os quais y = (3x - 1)/7 é negativa.

9. Determinar os valores de “m”, de modo que a função f(x) = (2 - m)x + 7
seja crescente.

10. Determinar, a inversa das funções dadas e verificar a paridade:

a) f(x) = x + 1 b) f(x) = -x + 2 c) f(x) = 3x

11. Dada f(x) =
3
x
+1, pede-se:
a) obter f
-1
b) calcular f
-1
(0) e f
-1
(5)

12. Calcular f
-1
(x), de y = 2x - 1 e representá-las graficamente no mesmo
plano cartesiano.

13. Uma panela, contendo uma barra de gelo a –40
0
C, é colocada sobre a
chama de um fogão. Nestas condições, o gráfico abaixo nos mostra a
evolução da temperatura da água em função do tempo.

23
Pergunta-se:
a) Qual é a lei que descreve essa evolução nos dois primeiros minutos? E
nos oito minutos seguintes? E nos dez minutos que se seguem?

b) O que significam as diferentes inclinações dos três segmentos que
compõem o gráfico?












14) Suponha que a função C(x) = 20x + 40 representa o custo total de
produção de um artigo, onde C é o custo(em reais) e x é o número de
unidades produzidas. Determinar:
a) O custo de fabricação de 5 unidades desse produto.
b) Quantas unidades devem ser produzidas para que o custo total seja de
R$ 12.000,00.
c) O gráfico dessa função, destacando o intervalo onde o problema tem
interpretação prática.

15) Na fabricação de um determinado artigo, verificou-se que o custo total
foi obtido através de uma taxa fixa de R$ 4.000,00, adicionada ao custo de
produção, que é de R$ 50,00 por unidade. Determinar:


24
a) a função que representa o custo total em relação à quantidade
produzida;
b) o gráfico dessa produção;
c) o custo de fabricação de 15 unidades;
d) quantas unidades devem ser produzidas para que o custo total seja de
R$ 5.250,00.

16) Um vendedor de carros recebe um ordenado fixo calculado em 5
salários mínimos mais uma comissão de 2 salários para cada carro
vendido.
a) Num dado mês qual foi seu ordenado total bruto?
b) No mês de abril ele recebeu 13 salários mínimos. Quantos carros ele
vendeu neste mês?

17) João Carvoeiro e sua família trabalham para uma fábrica de carvão. O
patrão paga 0,20 u.m. por saco de carvão produzido. Toda a comida da
família é comprada no armazém do patrão, e dá um total de 120,00 u.m.
por mês. Quantos sacos de carvão a família terá de produzir para pagar a
conta do armazém?

18) O custo C de produção de x litros de uma certa substância é dado por
uma função de x, com x >0, cujo gráfico está representado abaixo:











0
1
2
3
4
5
6
7
8
1 2 3 4 5 6 7 8 9
8
520
400
C(x)
x (litros)


25
Nessas condições, o custo de R$ 700,00 corresponde à produção de
quantos litros?


5.1.2.1. Inequações de 1º grau

Intervalos de números reais
Um intervalo de números reais é representado pelas notações
abaixo:
i) [a, b] = { xeR/ a s x s b} ¬ intervalo fechado com limite inferior a e
superior b.
ii) [a, b) = { xeR/ a s x < b} ¬ intervalo semi aberto à direita com limite
inferior a e superior b.
iii) (a, b] = { xeR/ a < x s b} ¬ intervalo semi aberto à esquerda com
limite inferior a e superior b.
iv) (a, b) = { xeR/ a < x < b} ¬ intervalo aberto com limite inferior a e
superior b.
v) (- ·, b] = { xeR/ x s b} ¬ semi reta limitada à direita.
vi) [a, ·) = { xeR/ x > a} ¬ semi reta limitada à esquerda.


Igualdades
Sejam as funções f(x) e g(x). Chamamos equação de incógnita x a
sentença aberta f(x) = g(x).
Chama-se conjunto solução da equação f(x) = g(x) em R o
conjunto S cujos elementos são as raízes da equação.


Desigualdades
Sejam as funções f(x) e g(x). Chamamos inequação na incógnita x
a qualquer uma das sentenças abaixo:

26
f(x) > g(x)
f(x) < g(x)
f(x) > g(x)
f(x) s g(x)

O número real x
o
é solução da inequação f(x) > g(x) se, e somente
se, é verdadeira a sentença f(x
o
) > g(x
o
). Ao conjunto S de todos os
números reais x tais que f(x) > g(x) é uma sentença verdadeira chamamos
de conjunto solução da inequação.

Exemplo: Encontrar o conjunto solução da inequação: x < 3x –5 < -2 + x.
Solução:
x < 3x - 5 e 3x – 5 < -2 +x
x – 3x < -5 3x – x < -2 + 5
-2x < -5 2x < +3
2x > 5 x < 3/2
x> 5/2

S = {x e R / 3/2 <x < 5/2}

Exercícios: Determine o conjunto solução das seguintes inequações:

1) 2 + 3x < 5x + 8
2) –3 < x + 2 < 5
3) 4 < 3x –2 s 10
4) 2x < x + 4 < 3x
5) 0
5 x
2 x
s
÷
÷

6) 0
5 x
5 x 3
<
÷
+

9) 3
2 x
16 x 5
s
÷
÷

10) 0
2 x
1 x 2
>
+
+

11) 3-x < 5 + 3x
12)
1 x 3
2
1 x
1
÷
<
+


27
7) 2
x 1
4 x 3
s
÷
+

8) –7 s -3 –3x < 4

13)
x 2 3
4
7 x 3
1
÷
>
÷

14) 7
x
2
3
x
4
÷ > ÷

5.1.3 Função de 2º Grau
Seu Antônio comprou 20m de tela para cercar o seu galinheiro na
forma de um retângulo. Quais as dimensões (comprimento e largura) desse
retângulo para que a área do galinheiro seja máxima?

Comprimento(c ) Largura (l ) P=2c + 2l A = c . l







Dedução da Fórmula de Báskara

y = ax
2
+ bx + c

ax
2
+ bx + c = 0 ( ÷ a)

0
a
c
a
bx
x
2
= + +

a
c
a
bx
x
2
÷ = +


28
2
2
2
2
a 4
b
a
c
a 2
b
a 2
bx 2
x + ÷ = |
.
|

\
|
+ +

2
2
2
a 4
b ac 4
a 2
b
x
+ ÷
= |
.
|

\
|
+

2
2
a 4
ac 4 b
a 2
b
x
÷
± = +

a 2
ac 4 b
a 2
b
x
2
÷
± ÷ =

a 2
ac 4 b b
x
2
÷ ± ÷
=

Determinação das coordenadas do vértice da parábola
Como:
a)
a 2
ac 4 b b
x
2
1
÷ + ÷
= ,
a 2
ac 4 b b
x
2
2
÷ ÷ ÷
= e
2
x x
x
1 2
v
+
= então:

2
a 2
) ac 4 b b ( ac 4 b b
x
2 2
v
÷ ÷ ÷ + ÷ + ÷
=

a 2
b
x
v
÷
=

29
b) c bx ax y
v
2
v v
+ + =
c
a 2
b
b
a 2
b
a y
2
v
+
|
|
.
|

\
| ÷
+
|
.
|

\
| ÷
=

a 4
) ac 4 b (
y
2
v
÷
÷ =

a 4
y
v
A
÷ =
Então:

V = (x
v
, y
v
) = (
a 2
b ÷
,
a 4
A
÷ )

Observação
Sendo x
1
e x
2
, raízes da função quadrática, então x
1
+ x
2
=
a
b
÷ e
x
1
.x
2
=
a
c
, que são as relações entre os coeficientes e as raízes da função
quadrática, também chamadas de relações de Girard.


Função Quadrática ou Função do 2
º
Grau
Uma função de grau 2, é chamada função quadrática. A função
quadrática geral é definida por

f(x) = ax
2
+ bx + c


30
com a, b e c reais e a = 0. O gráfico de uma função quadrática é uma curva
denominada parábola. O sinal de “a” determina a concavidade dessa
parábola: a > 0, a concavidade é voltada para cima e se a < 0, a
concavidade é voltada para baixo. O termo c determina onde a parábola
corta o eixo y.
O domínio da função quadrática é todos os reais (D = R) e sua imagem
depende do sinal do coeficiente “a”:
- se a >0 então: Im = {y e R / y > y
v
} concavidade voltada para cima e
o ponto (x
v
, y
v
) é mínimo;
- se a < 0 então: Im = { y e R / y s y
v
} concavidade voltada para baixo
e o ponto (x
v
, y
v
) é máximo.








Os valores para os quais f(x) = 0, recebem o nome de zeros da
função quadrática, que são determinados através da fórmula de Báskara.
Logo, os zeros da função quadrática são as raízes da equação , assim se:
- A > 0 a função possui dois zeros reais e distintos;
- A = 0 a função possui dois zeros reais e iguais;
- A < 0 a função não possui zero real.

O ponto de intersecção entre a parábola e o eixo de simetria
denomina-se vértice, e é dado por x
v
= -b /2a e y
v
= -A /4a e são
chamados de pontos de máximo ou de mínimo da função.





31
O ponto-limite entre o crescimento e o decrescimento de uma
função quadrática é obtido projetando ortogonalmente a abscissa do
vértice no eixo x:
- se a > 0 a função é crescente para qualquer x > x
v
, e a função é
decrescente para qualquer x< x
v
.
- se a < 0 a função é crescente para qualquer x < x
v
, e a função é
decrescente para qualquer x> x
v
.

O estudo do sinal da função quadrática é feito através do valor do
discriminante e do sinal do coeficiente de x
2
.

a > 0







a < 0
















32
Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 2º grau
Para que a função de 2º grau admita inversa devemos transformá-la
em bijetora, ou seja, restringir o seu domínio e contradomínio. A função
quadrática pode ser par mas não é ímpar.

Exemplo: f(x) = x
2

a) Obtenção da inversa
Restringindo o domínio para os reais positivos e considerando x
1
=
3 e x
2
= 4, temos f(3) = 9 e f(4) = 16, portanto como x
1
= x
2
e f(x
1
) =
f(x
2
), f(x) é injetora.
Nesta mesma função restringindo o contradomínio para os reais
positivos tem-se Im(f(x)) = R
+
, onde R
+
é também o CD(f(x)), logo f(x) é
sobrejetora.
Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo, será
também bijetora e então admite inversa que é dada por: x ) x ( f
1
=
÷
.










b) Análise da paridade
Como f(x) = x
2
, f(-x) será dada por: f(-x) = (-x)
2
= x
2
, logo se
observa que f(x) = f(-x), portanto f(x) é uma função par.

Como -f(x) = -(x)
2
= - x
2
e f(-x) = x
2
, se observa que -f(x) = f(-x) e
portanto f(x) não é ímpar.

x y =

y = x
2


33
ATIVIDADE COMPUTACIONAL 2

Trace o gráfico da função y = x
2
(função mãe)
1. Trace os gráficos das funções y = ax
2
atribuindo ao parâmetro “a” os
valores reais.
Compare os gráficos com o gráfico da função mãe e determine o
significado do parâmetro “a” nos gráficos obtidos.

2. Faça o gráfico de f(x) = ax
2
+ bx, para diferentes valores de “b”
mantendo “a” constante.
Determine o significado do parâmetro “b” nos gráficos obtidos.
Determine o ponto onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y.
Compare alguns dos gráficos obtidos com a curva mãe y = x
2
,
descrevendo o que você observou.

3. Faça o gráfico de f(x) = ax
2
+ c, para diferentes valores de “c”
mantendo “a” constante.
Determine o significado do parâmetro “c” nos gráficos obtidos.
Determine o ponto onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y.
Compare alguns dos gráficos obtidos com a curva mãe y = x
2
,
descrevendo o que você observou.

4. Faça o gráfico de f(x) = ax
2
+ bx + c, para diferentes valores de a, b e c,
e compare com o gráfico de y = x
2
. Descreva o que você pode observar.

5. Faça o gráfico da parábola y = ax
2
+ bx + c, variando o termo c,
mantendo a e b constantes. O que podemos dizer sobre seus vértices?

6. Faça o gráfico da parábola y = ax
2
+ bx + c, variando o termo b,
mantendo a e c constantes. O que podemos dizer sobre seus vértices?

34
7. Faça o gráfico da parábola y = ax
2
+ bx + c, variando o termo a,
mantendo b e c constantes. O que podemos dizer sobre seus vértices?

Exercícios
1) Galileu, em 1604, queria descobrir as relações entre o tempo e a
distância percorrida por um objeto em queda livre. Usando um plano
inclinado – ele já sabia as relações entre estes e a queda livre – obteve a
seguinte coleção de dados:

Tempo (x) em
segundos
Distância (y) em
metros
x
2
33x
2
1 33
2 130
3 298
4 566
5 824
6 1192

a) Faça um gráfico para y em função de x.
b) Complete a tabela e obtenha a equação matemática para esta função.

2) Um psicólogo constatou que a capacidade de aprendizagem depende da
idade e pode ser medida pela “fórmula” matemática: C(t) = -
) 24 t 60
2
t 3
(
2
+ ÷ , onde t se refere à idade da pessoa em anos. A
capacidade de aprendizagem começa a decrescer a partir de qual idade?


35
3) Num certo jogo de vôlei a trajetória da bola em um saque é dada pela
função ) 80 x 2 x (
9
1
y
2
÷ + ÷ = .
a) Faça um gráfico da trajetória da bola.
b) Você acha que este saque é do tipo “jornada nas estrelas” ou “viagem
ao fundo do mar”? Por quê?
c) Considerando as medidas da figura abaixo, a bola vai cair dentro da
quadra?

4) Considerando que a curva da janela da figura abaixo é uma parábola,
determine sua equação.

36
5) Um caminhão-tanque tem uma concavidade em forma de parábola,
conforme a figura abaixo. Determine a equação da curva.









6) Aproveitando uma parte de um muro já existente e 120 m de arame,
deseja construir uma cerca retangular para guarnecer um estacionamento.
Nestas condições pede-se:
a) as dimensões dos lados da cerca de modo que a área cercada seja
máxima. b) a área máxima.

7) Uma bola é lançada verticalmente para cima, desde o solo, com uma
velocidade inicial de 20m/s. Se o sentido positivo da distância desde o
ponto de partida é para cima, a equação de movimento é: s = -5t
2
+ 20t
(“t” é dado em segundos e “s” em metros), encontre:
a) Quantos segundos leva a bola para alcançar seu ponto mais alto;
b) Qual a altura máxima atingida pela bola;
c) Quantos segundos leva a bola para atingir o solo;
d) No final de 1 segundo a bola está subindo ou caindo? E no final de 3
segundos?

8) Dada a função y = x
2
- 5x + 6, determinar: Domínio, imagem,
concavidade, raízes, analisar se o vértice é ponto mínimo ou máximo,
interseção com o eixo y e o esboço do gráfico.



37
9) Dada a função y = x
2
-x - 2:
a) traçar o gráfico, localizando os zeros da função, o vértice e o eixo de
simetria;
b) obter a imagem da função;
c) estabelecer quando a função é crescente;

10) Determinar m para que a função f(x) = (2m - 3) x
2
+4x + 7 seja
quadrática.

11) Determinar m para que o gráfico da função f(x) = (m - 1/2) x
2
+3x
tenha concavidade voltada para baixo.

12) Determinar m, de modo que a função f(x) = mx
2
+x -m/2 possua uma
das raízes igual a -1

13) Faça o esboço do gráfico e determine D e Im das seguintes funções:
a) y = x
2
b) y = -6x
2
-12x c) y = x
2
-2x + 4 d) y = x
2
-2x -3

14) Determine o parâmetro real k, de modo que a função f(x) = x
2
-2x + k
tenha:
a) dois zeros reais diferentes. b) um zero real duplo c) nenhum zero real

15) Determine os valores de m para que a função f(x) = mx
2
+ (m + 1)x +
(m + 1) tenha um zero real duplo.

16) Determine os valores de m para que a função f(x) = (m + 1)x
2
+ (2m +
3)x + (m - 1) não possua raízes reais.

17) Se r e s são as raízes da equação ax
2
+ bx + c = 0 e a = 0 e c = 0, qual é
o valor de
2 2
s
1
r
1
+

38
18) Na equação do 2º grau ax
2
+ bx + c = 0, de raízes x
1
e x
2
, calcule:
a) x
1
+ x
2
b) x
1
. x
2
c) (x
1
)
2
+ (x
2
)
2
d)
1
2
2
1
x
x
x
x
+

19) Determinar, a inversa (fazendo as restrições necessárias no domínio e
contradomínio) das funções dadas e verificar a paridade:
a) y = x
2
– 4 b) y = x
2
+ 8 c) y = x
2
- 4x + 4


5.1.3.1. Inequações de 2º grau
As desigualdades ax
2
+ bx + c > 0, ax
2
+ bx + c < 0, ax
2
+ bx + c >
0 e ax
2
+ bx + c s 0 são denominadas inequações de 2º grau.
Para resolvermos estas inequações devemos estudar o sinal da
função de 2º grau y = ax
2
+ bx+c. Resolver, por exemplo, a inequação ax
2

+ bx + c > 0 é responder à pergunta: “existe x real tal que y=ax
2
+ bx + c
seja positiva?” Isto significa determinar os reais “x” para os quais a função
y = ax
2
+ bx + c tem imagem positiva (y>0).

Exemplo: Encontre o conjunto solução da inequação: x
2
– 6x + 5 < 0
Solução:
x
2
– 6x + 5 < 0
(x – 1) (x – 5) < 0
A equação x
2
– 6x + 5 = 0 tem raízes 1 e 5 e tem concavidade voltada para
cima, portanto é negativa (< 0) entre as raízes 1 e 5, logo:
S = {x e R/ 1< x< 5}

Exercícios

Encontrar todos os números reais que satisfazem as desigualdades.
1) x
2
+ 3x + 2 > 0 6) x
2
+ 3x + 2 s 0
2) (3x + 1).(2x – 5) > 0 7) x
2
+ 3x + 2 < 0

39
3) x
2
- 3x + 2 > 0 8) x
2
> 4
4) x
2
s 9 9) 4x
2
+ 9x < 9
5) (x
2
+ x – 6)(-x
2
– 2x+3) > 0 10) 0
2 x 3 x 2
5 x x 4
2
2
>
÷ ÷
÷ +


5.1.4. Função Cúbica
Uma função do tipo

f(x) = ax
3
+ bx
2
+ cx + d

com a = 0 é uma função polinomial chamada função cúbica.
O gráfico de uma função cúbica é uma curva que pode apresentar
pontos de máximos e mínimos. O domínio e a imagem é sempre o
conjunto dos números reais. Os valores para os quais f(x)=0, recebem o
nome de zeros da função cúbica. Uma função de grau 3, tem exatamente 3
raízes reais ou complexas, (com no mínimo uma raiz real), desde que cada
raiz seja contada de acordo com sua multiplicidade. O termo independente
determina a interseção com o eixo y.


Determinação das raízes
Caso 1. Quando o polinômio é da forma incompleta, não contendo o
termo d, sempre uma das raízes será zero, ou seja, interceptará o eixo y na
origem.

Exemplos
1. f(x) = x
3
+ 2x
2
+ x
x
3
+ 2x
2
+ x = 0
x(x
2
+ 2x + 1) = 0 e então uma das raízes será zero e as outras
duas serão obtidas da equação de segundo grau, x
2
+ 2x + 1 = 0


40
2. f(x) = x
3
- 7x
2
x
3
- 7x
2
= 0
x
2
(x

- 7)=0 e então duas das raízes serão zero e a outra será
obtida da equação x-7=0

Caso 2: Quando o polinômio é da forma incompleta, contendo o termo d,
ou da forma completa, as raízes serão determinadas aplicando o método de
Briot-Ruffini.

Determinação do método:
Seja f(x) = ax
3
+ bx
2
+ cx +d, escreve-se esquematicamente

a b c d
x
o
a ax
o
x
o
k
1
x
o
k
2
a b+ax
o
= k
1
c+x
o
k
1
= k
2
d + x
o
k
2


Se d + x
o
k
2
= 0 então x
o
é uma raiz de f(x). E os coeficientes
restantes formarão uma função do segundo grau.

Exemplos

1. Seja f(x) = x
3
– 7x
2
+ 16x –10. Determine as raízes.

1 -7 16 -10
1 1 1 -6 10

1 -6 10 0

Como f(1) = 0, então 1 é uma das raízes de f(x). As outras duas são raízes
da equação x
2
– 6x +10 = 0



41
2. Seja f(x) = x
3
- 3x + 2,determinar as raízes e esboçar o gráfico.

1 0 -3 2
1 1 1 1 -2

1 1 -2 0

Como f(1) = 0, então 1 é uma das raízes de f(x). As outras duas são raízes
da equação x
2
+ x –2 = 0 Sendo x
2
+ x –2= 0, então x‟=x‟‟=1 (com
multiplicidade 2) e x‟‟‟ = -2.













Observação
Sendo x
1
, x
2
e x
3
, raízes da função cúbica, então x
1
+ x
2
+ x
3
=
a
b
÷ , x
1
x
2
+x
2
x
3
+x
3
x
1
=
a
c
e x
1
x
2
x
3
=
a
d
÷ que são as relações entre os
coeficientes e as raízes da função cúbica chamadas de relações de Girard.




42
Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 3º grau
Para que a função de 3º grau admita inversa devemos transformá-la
em bijetora, ou seja, restringir o seu domínio e contradomínio. A função
cúbica pode ser impar mas não é par.

Exemplo: f(x) = x
3


a) Obtenção da inversa
Neste exemplo a função é bijetora e então admite inversa que é
dada por:
3 1
x ) x ( f =
÷
.













b) Análise da paridade
Como f(x) = x
3
, f(-x) será dada por: f(-x) = (-x)
3
= -x
3
, logo se
observa que f(x) = f(-x), portanto f(x) não é uma função par.
Como -f(x) = -(x)
3
= - x
3
e f(-x) = -x
3
, se observa que -f(x) = f(-x) e
portanto f(x) é ímpar.



3
x y =
3
x y =



43
Exercícios

1. Se x
1
, x
2
e x
3
são as raízes da equação x
3
– 2x
2
–5x + 6 = 0, calcule o
valor de x
1
+ x
2
+ x
3
.

2. Calcule a soma e o produto das raízes da equação x
3
– 4x
2
+ x + 6 = 0

Dadas as funções cúbicas, determine as raízes, os pontos de interseção
com os eixos.

3. f(x) = x
3
– 2x
2
–5x + 6

4. y = x
3
– 9x
2
+ 20x – 12

5. f(x) = – x
3
+ 5x
2
–2x – 8

6. f(x) = x
3
– 9x
2
+20x

7.f(x) = x
3
+ 2x – 3

8.f(x) = x
3
+ 2x
2
– 3


5.2. Funções Fracionárias

Existe um provérbio chinês que diz que “uma figura vale mais
que mil palavras”. O principal valor de um gráfico está no auxílio que
ele fornece à comunicação da informação. Em sala de aula, os gráficos
guiam a nossa intuição na manipulação de conceitos abstratos.



44
Situação-problema 2

1) Analise o seguinte gráfico.



















FONTE: ÁVILA, Geraldo. Cálculo I. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos, 1992.
p.72.

Esse gráfico expressa o decaimento da concentração (em mg/ml) de
cada substância que está se dissolvendo na água. A coleta de dados foi
feita de 10 em 10 segundos.
a) Quais são as grandezas envolvidas nessa situação e quais são seus
domínios de variação?
b) Estime o tempo necessário para que a concentração de substância no
líquido fique menor que 0,05mg/ml.


45
c) À medida que o tempo passa, qual é a tendência que se observa na
concentração de substância no líquido.
d) Complete a tabela abaixo com os dados do gráfico, identifique um
padrão de regularidade nesses dados e conclua sua análise dando a
equação matemática y = f(x).


Tempo (x) 0 10 20 30 40 50
Concentração (y)
(x . y)

Uma função expressa como uma razão de dois polinômios é
chamada racional fracionária. Se P(x) e Q(x) forem polinômios em x,
então o domínio da função racional fracionária

) x ( Q
) x ( P
) x ( f =

consiste de todos os valores de x de tal forma que Q(x) = 0.

Por exemplo, o domínio da função
1 x
x 2 x
) x ( f
2
2
÷
+
= consiste de
todos os valores de x, exceto x=1 e x = -1.
São raízes ou zeros da função aqueles valores de x que zeram ou
anulam o numerador. No exemplo dado acima x = 0 e x = -2 são zeros da
função.
O gráfico da função racional fracionária pode apresentar assíntotas
(saltos) horizontais e verticais que podem estar sobre os eixo x e y ou
deslocados, de acordo com a lei da função.


46
Exemplo: Seja
1 x
1
) x ( f
+
= , em relação a esta função podemos
determinar:
a) Domínio: Como nesta função Q(x) = x + 1, devemos considerar x+1 =
0, ou seja x = -1. Portanto o domínio desta função será dado por:
D(f(x)) = {x e R / x = -1}
b) Imagem: A imagem desta função será dada por: Im = {y e R / y = 0}
c) Raiz: Não existe x e R / f(x) = 0. Portanto esta função não possui
raízes.
d) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y, quando x =
0. Neste caso teremos y = 1.
e) Assíntota vertical: A assíntota vertical é a reta x = -1.
f) Assíntota horizontal: A assíntota horizontal é o próprio eixo x.
g) Gráfico:



















47
Análise da paridade e obtenção da inversa da função racional fracionária
Para que a função racional fracionária admita inversa devemos
transformá-la em bijetora, ou seja, restringir o seu domínio e
contradomínio de modo que o denominador seja diferente de zero. A
função racional fracionária pode ser par ou ímpar.

Exemplo:
x
1
) x ( f =
a) Obtenção da inversa
Restringindo o domínio para R
*
e considerando x
1
=-2 e x
2
= 2,
temos f(-2) = -1/2 e f(2) = ½, portanto como x
1
= x
2
e f(x
1
) = f(x
2
), f(x) é
injetora.
Nesta mesma função restringindo o contradomínio para R
*
tem-se
Im(f(x)) = R
*
, onde R
*
é também o CD(f(x)), logo f(x) é sobrejetora.
Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo, será
também bijetora e então adimite inversa que é dada por:
x
1
) x ( f
1
=
÷

















48
b) Análise da paridade
Como
x
1
) x ( f = , f(-x) será dada por:
x
1
) x ( f ÷ = ÷ , logo se observa
que f(x) = f(-x), portanto f(x) não é uma função par.
Como
x
1
) x ( f ÷ = ÷ e
x
1
) x ( f ÷ = ÷ , observa-se que – f(x) = f(-x) e
portanto f(x) é ímpar.


ATIVIDADES COMPUTACIONAL 3

Faça o gráfico da função f(x) =
x
1
(gráfico da função mãe).

1. Faça o gráfico da função f(x) =
x
a
, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe.

2. Faça o gráfico da função f(x) =
) a x (
1
+
, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe. Analise
estes gráficos e conclua a respeito da tendência dos valores da função.
Verifique as interseções com os eixos.

3. Faça o gráfico da função f(x) =
x
1
+a, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe. Analise
estes gráficos e conclua a respeito da tendência dos valores da função.
Verifique as interseções com os eixos.


49
Exercícios

1. Um comerciante deseja anunciar um desconto fictício de 50% em todas
as mercadorias de sua loja, para atrair compradores. Para isso primeiro
aumentou seus preços, de modo a não ter nenhuma perda.
a) Qual foi o aumento praticado pelo comerciante?

b) O aumento necessário para cobrir um desconto fictício é função deste
desconto. Encontre uma equação para essa função.

c) Faça o gráfico dessa função e analise a tendência do aumento como
efeito de grandes descontos.

2) Um automóvel percorre um trecho de 100 quilômetros com velocidade
média constante “v”, em km/h. Expresse o tempo gasto para percorrer esse
trajeto em função da velocidade “v” do automóvel. Se essa velocidade for
muito pequena qual a tendência do tempo de duração do percurso? E se a
velocidade for muito grande?

3. Determinar o domínio, raízes (se existirem), assíntotas e fazer o esboço
do gráfico das funções dadas a seguir.

a)
4 x
1
y
÷
= c)
2 x
x
y
+
= e)
1 x
1
y
+
=

b)
4 x
2
y
2
÷
= d)
16 x
x
y
2
÷
= f)
4 x
x
y
÷
=

4. Dada a função real f(x) =
÷ ÷
+
1 2
4
x
x
, determine:


50
a) f
-1
(x) b) D(f
-1
) c) D(f)
d) Im(f
-1
) e) Im(f) f) esboce o gráfico


6. FUNÇÃO IRRACIONAL

Toda função real definida por uma lei que apresenta um radical é dita
função irracional. O domínio dessa função tem restrições de acordo com o
índice do radical e da posição da raiz.

Exemplo: Seja 1 x ) x ( f + = , em relação a esta função podemos
determinar:
a)Domínio: Como nesta função o índice do radical é par, temos que
x+1>0, ou seja x > -1. Portanto o domínio desta função será dado por:
D = {x e R / x > -1} ou D = [-1, ·)
b) Imagem: A imagem desta função será dada por: Im = {y e R / y >0}
c) Raiz: A desta função será o valor x tal que 0 1 x = + , ou seja, x = -1.
d) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y quando x =
0. Neste caso teremos, y = 1.
e) Gráfico













51
Análise da paridade e obtenção da inversa
Para que a função irracional admita inversa devemos transformá-la
em bijetora, ou seja, devemos fazer restrições no seu domínio e
contradomínio. A função irracional pode ser par ou ímpar.

Exemplo: f(x) = x
a) Obtenção da inversa
Restringindo o domínio para os reais positivos e considerando x
1
=
9 e x
2
= 16, temos f(9) = 3 e f(16) = 4, portanto como x
1
= x
2
e f(x
1
) =
f(x
2
), f(x) é injetora.
Nesta mesma função restringindo o contradomínio para os reais
positivos tem-se Im(f(x)) = R
+
, onde R
+
é também o CD(f(x)), logo f(x) é
sobrejetora.
Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo, será
também bijetora e então admite inversa que é dada por: f
-1
(x) = x
2
.










b) Análise da paridade
Como x ) x ( f = , f(-x) será dada por: x ) x ( f ÷ = ÷ , logo
observa-se que f(x) = f(-x), portanto f(x) não é uma função par.
Como -f(x) = - x e f(-x) = x ÷ , se observa que -f(x) = f(-x) e
portanto f(x) não é ímpar.

x y =

2
x y =

52
Exercícios
Analisar cada uma das funções, determinando domínio, imagem e
fazendo um esboço do gráfico.

1. y = 8 5 x ÷ 3. y = x
2
16 ÷

2. y = x x
2
5 4 ÷ + 4. y =
5 x
1
2
÷




7. FUNÇÃO MODULAR

7.1. Valor Absoluto e Algumas Propriedades
Se x é um número real qualquer, então:
¹
´
¦
< ÷
>
=
0 x se x
0 x se x
| x |


Exemplo: |x| = 5 , x pode ser 5 ou -5.


O valor absoluto de um número x é a sua distância até a origem,
independentemente de sua direção. Em geral |a - b| é a distância entre a e b
independentemente de sua direção.


Propriedades do valor absoluto
1) |x| > 0, ¬ x e R
2) |x| = 0 · x = 0
3) |x|
2
= x
2
, ¬ x e R

53
4) |x| = a · x = a ou x = -a, se a > 0
5) |x| = |a| · x = a ou x = -a
6) |x| < a se e somente se -a < x < a, onde a > 0
|x| s a se e somente se -a s x s a onde a > 0
7) |x| > a se e somente se x > a ou x < -a, onde a > 0
|x| > a se e somente se x > a ou x s -a, onde a > 0


Definição: No conjunto dos números reais, a , não está definida se a < 0.
Da definição da a segue-se que:

x
2
= |x| e não x x
2
± =

Por exemplo: 5 5 3 3
2 2
= ÷ = e ( )


Teoremas
i) |ab| = |a| . |b|
ii)
a
b
a
b
=
| |
| |

iii) |a+b| s |a| + |b| desigualdade triangular
Corolário: |a - b| s |a| + |b|
|a| - |b| s ||a - b|


7.2. Definição de Função Modular: Uma função é modular se a cada x
associa |x|. O domínio desta função é o conjunto dos números reais (R) e a
imagem fica restrita aos números reais positivos (R
+
).


54
Exemplo: Seja f(x) = |x+1|, em relação a esta função podemos determinar:
a) Domínio: O domínio desta função são todos os números reais, ou seja
D= R.

b) Imagem: A imagem desta função será restrita aos reais positivos, ou
seja Im = R
+
.

c) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y quando x =
0. Neste caso teremos y = 1.

d) Gráfico: Aplicando a definição de módulo em f(x), teremos:

¹
´
¦
< + + ÷
> + +
= +
0 1 x se ) 1 x (
0 1 x se 1 x
1 x

ou seja

¹
´
¦
÷ < ÷ ÷
÷ > +
= +
1 x se 1 x
1 x se 1 x
1 x













55
Exercícios
Definir domínio, imagem e gráfico das funções reais que envolvem
módulo.

1) f(x) = |x - 2| 4) y = |x
2
+4x|

2) f(x) = |-2x+3| 5) y = |x – 1| + 2

3) f(x) =
1 x
1
+
6) f(x) = |x + 2| + x –1


ATIVIDADE COMPUTACIONAL 4

Faça o gráfico da função f(x) = |x | (função mãe).

1. Faça o gráfico da função f(x) = |x + a|, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe.

2. Faça o gráfico da função f(x) =
a x
1
+
, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe.

3. Faça o gráfico da função f(x) = |x | + a, para diferentes valores de a,
positivos e negativos, e compare com o gráfico da função mãe.

4. Faça o gráfico da função f(x) = 3|x| e g(x) = -3|x|, e compare com o
gráfico da função mãe.



56
7.3. Equações e Inequações Modulares
Para obtermos a solução de uma equação ou de uma inequação
modular, devemos levar em conta na resolução delas, as propriedades do
valor absoluto.
Exercícios

Resolva as equações ou inequações modulares a seguir.
1) |4x + 3| = 7
2) |3x – 8| = 4
3) |2x-3| = -1
4) |x
2
-4x+5| = 2
5) |x - 2| = |3 – 2x|
6) |x
2
+ 6x –1| = 6
7) |5x-3| = |3x + 5|
8) |3 + 2x| < |4 - x|
9) |2x-5|>3
10) |9 – 2x| > |4x|
11) |5x + 4| > 4
12) |x – 5| < 4
13) 4
x 2
x 2 3
s
+
÷

14) |2x + 4| < -3
15) |2x + 4 | > -3



8. FUNÇÃO COMPOSTA

1) Vamos supor que certo organismo tenha forma esférica. Seu
volume V pode ser obtido a partir de seu raio r (em mm), isto é
3
r
3
4
) r ( V V t = = mm
3
. Suponhamos, ainda, que o raio varie com o tempo
(em s) e que a relação entre r e t seja dada por r = r(t) = 0,02t
2
. Então o
volume V é função de t, mediante

57
6 3 2
t 000008 , 0
3
4
) t 02 , 0 (
3
4
) t ( V V t = t = =

2) Imaginemos que uma mancha de óleo sobre uma superfície de água
tenha a forma de um disco de raio r (em cm). Então, sua área A (em cm
2
) é
função do raio, sendo dada por:

A =A(r) =tr
2
cm
2

Por outro lado, considere que o raio cresça em função do tempo t (em
min), obedecendo à seguinte relação r = r(t) = 15t + 0,5cm.
Sem dificuldades, usando a noção de função composta, pode-se
determinar a área ocupada pela mancha em função do tempo. De fato,
quando t varia a partir do instante inicial (t = 0), o raio passa a crescer a
partir de r
o
= 0,5cm. Como A = A(r) está definida para todos os valores de
r > 0, podemos calcular a função composta, ou seja

Definição: Sejam as funções f de A em B, e g de B em C. Função
composta de f em g (gof(x)) é a função de A em C definida por (gof(x)) =
g[f(x)]


Exercícios complementares

1. Calcular f
-1
(x), de y = 2x - 1 e representá-las graficamente no mesmo
plano cartesiano.

2. Dada as funções reais determine:
a) f
-1
(x) d) D(f
-1
)
b) D(f) e) Im(f
-1
)
c) Im(f) f) esboce o gráfico

58
A) f(x) =
÷ ÷
+
1 2
4
x
x
B) f(x) =
x
x 3 1÷
C) f(x) =
5 x 3
1 x
+
÷


3) Dadas as funções f(x) = 3 + 2x, g(x) = 5 - 2x e h = (3x + 1)/2
determine:

a) h
-1
(x) b) gof(x) c) g(0) + h(3) - f(1/2)

4) Dadas as funções reais f(x) = 2x - 3 e g(x) = x - 1, calcular fog(x)e o
g[f(x)]

5) Dadas as funções reais f(x) = x
2
- 1 e g(x) = -x + 1,calcular f[g(1)]

6)Dadas as funções reais f(x) = 3x + a e g(x) = 2x - 5, calcular a de modo
que: f[g(x)] = g[f(x)]

7) Dadas as funções reais f(x) = x - 1 e g(x) = 5x - 6, determine:
a) f[g(x)] b) g[f(x)] c) f[f(x)] d) g[g(x)]

















59
Respostas dos Exercícios

Pág 13

1. y = 3x + 5
2. y = -4x – 7
3. y = 3x + 8
4. b = 3
5. {m e R / m < -1/3}
6. a) x = 5/2 b) x = 2 c) x = 2
7. a) f(x) positiva para x > 4/3 e negativa para x < 4/3
b) f(x) positiva para x < -3 e negativa para x > -3
c) f(x) positiva para x < 18 e negativa para x > 18
d) f(x) positiva para x < 1/2 e negativa para x > 1/2
e) f(x) positiva para x > 1/4 e negativa para x < 1/4
f) f(x) positiva para x > 5/2 e negativa para x < 5/2
8. {x e R / x < 1/3}
9. {m e R / m < 2}
10. a) f
-1
(x) = x – 1; f(x) não é para e nem ímpar
b) f
-1
(x) = -x + 2; f(x) não é para e nem ímpar
c) f
-1
(x) = x/3; f(x) é ímpar
11. a) f
-1
(x) = 3x – 3
b) f
-1
(0) = - 3 e f
-1
(5) = 12
12. f
-1
(x) = (x+1)/2
13. a) y = 20x – 40; y = 0 e y = 10x – 100
14. a) C(5) = R$ 140
b) x = 598
15. a) C(x) = 50x + 4000
c) C(15) = R$ 4750
d) x = 25
16. a) f(x) = 2x + 5

60
b) x = 4
17. 600 sacos de carvão
18. 20 litros


Pág 16

1. S = {x e R / x > -3}
2. S = {x e R / -5 < x < 3}
3. S = {x e R / 2 < x s 4}
4. S = {x e R / 2 < x < 4}
5. S = {x e R / 2 s x < 5}
6. S = {x e R / -5/3 < x < 5}
7. S = {x e R / x s -2/5 ou x>1}
8. S = {x e R / ou -7/3 < x s 4/3 }
9. S = {x e R / 2< x s 5}
10. S = {x e R / x < -2 ou x > -1/2}
11. S = {x e R / x > -1/2}
12. S = {x e R / x < -1 ou 1/3 < x < 3}
13. S = {x e R / 3/2 < x < 31/14 ou x > 7/3}
14. S = {x e R / x < -1/2 ou x > 0}


Pág 20

1. b)
x
2
y = 33x
2

1
4
9
16
25
36

33
132
297
258
825
1188
2. A partir de 20 anos
4. 50
50
x
y
2
+
÷
=

61
5. y = - x
2
+ 1
6. a) 30 e 60 metros
b) 1800 m
2

7. a) 2 segundos
b) 20 metros
c) 4 segundos
8. D = R; Im = S = {y e R / y > -1/4}; Concavidade para cima; Raízes: 2 e
3; V = (5/2, -1/4) é ponto de mínimo; Intersecção com o eixo y: (0, 6)
9. a) Zeros: -1 e 2; V = ( 1/2, - 9/4); eixo de simetria: x = 1/2
b) Im = {y e R / y > - 9/4}
c) f(x) crescente para { x e R / x > 1/2}
10. {m e R / m = 3/2}
11. {m e R / m < 1/2}
12. m = 2
13. a) D = R e Im = R
+

b) D = R e Im = {y e R / y s 6}
c) D = R e Im = {y e R / y > 3}
d) D = R e Im = {y e R / y > -4}
14. a) {k e R / k < 1}
b) k = 1
c) {k e R / k > 1}
15. m = -1 ou m = 1/3
16. {m e R / m < - 13/12}
17. –2a/c
18. a) –b/a
b) c/a
c) (b
2
– 2ac)/a
2

d) – b/c
19. a) f(x) = x
2
– 4, Restrições: D = {x e R / x > 0} e Im = {y e R / y> -4}

62
4 x ) x ( f
1
+ =
÷
, D = {x e R / x > -4} e Im = {y e R / y > 0}, f(x)
é par
b) f(x) = x
2
+ 8, Restrições: D = {x e R / x > 0} e Im = {y e R / y > 8}
8 x ) x ( f
1
÷ =
÷
, D = {x e R / x > 8} e Im = {y e R / y > 0}, f(x) é
par
c) f(x) = x
2
– 4x + 4, Restrições: D = {x e R / x > 2} e Im = {y e R / y
> 0}
2 x ) x ( f
1
+ =
÷
, D = {x e R / x > 0} e Im = {y e R / y > 2}, f(x)
não é par nem ímpar


Pág 23

1. {x e R / x s - 2 ou x > -1}
2. {x e R / x s - 1/3 ou x > 5/2}
3. {x e R / x < 1 ou x > 2}
4. {x e R / -3 s x s 3}
5. {x e R / 1 < x < 2}
6. {x e R / -2 s x s -1}
7. {x e R / -2 < x < -1}
8. {x e R / x < - 2 ou x > 2}
9. {x e R / -3 < x < 3/4}
10. {x e R / x s -5/4 ou -1/2 < x s 1 ou x > 2}


Pág 25

1. x
1
+ x
2
+ x
3
= 1 – 2 + 3 = 2
2. P = - 1 . 2 . 3 = -6 e S = - 1 + 2 + 3 = 4
3. Raízes: 1, -2 e 3; Intersecção com y: (0, 6)
4. Raízes: 1, 2 e 6; Intersecção com y: (0, -12)
5. Raízes: -1, 2 e 4; Intersecção com y: (0, -8)
6. Raízes: 0, 4 e 5; Intersecção com y: (0, 0)
7. Raízes: 1; Intersecção com y: (0, -3)
8. Raízes: 1; Intersecção com y: (0, -3)

63
Pág 29

1. a) 100%
b) y = x / (1-x)
3. a) D = {x e R / x = 4}; Raízes: não possui; Assíntotas: x = 4 e y = 0
b) D = {x e R / x = ±2}; Raízes: não possui; Assíntotas: x = 2; x = -2 e
y = 0
c) D = {x e R / x = -2}; Raízes: x = 0; Assíntotas: x = -2 e y = 1
d) D = {x e R / x = ±4}; Raízes: x = 0; Assíntotas: x = 4; x = -4 e y = 0
e) D = {x e R / x = -1}; Raízes: não possui; Assíntotas: x = 1 e y = 0
f) D = {x e R / x = 4}; Raízes: x = 0; Assíntota: x = 4 e y = 1
4. a)
2 x
x 4 1
) x ( f
1
+
÷ ÷
=
÷

b) {x e R / x = 2}
c) {x e R / x = - 4}
d) {y e R / y = - 4}
e) {y e R / y = -2}


Pág 31

1. D = {x e R / x > 5/8}; Im = R
+
2. D = {x e R / x s 1 ou x > 4}; Im = R
+
3. D = {x e R / x s -4 ou x > 4}; Im = R
+
4. D = {x e R / x > 5 ou x < 5 ÷ }; Im = R
+


Pág 32

1. D = R; Im = R
+

64
2. D = R; Im = R
+

3. D = {x e R / x = -1}; Im = R
+
*

4. D = R; Im = R
+
*
5. D = R; Im = {y e R / y > 2}
6. D = R; Im + {y e R / y > - 3}


Pág 34
1. S = {1, -5/2}
2. S = {4, 4/3}
3. S = C
4. S = {1, 3}
5. S = {5/3, 1}
6. S = {-7, -5, -1, 1}
7. S = {-1/4, 4}
8. S = {x e R / -7<x<1/3}
9. S = {x e R / x < 1 ou x > 4}
10. S = {x e R / -9/2 s x s 3/2}
11. S = {x e R / x s -8/5 ou x > 0}
12. S = {x e R / 1 < x < 9}
13. S = {x e R / x s -11/2 ou x > -5/6}
14. S = C
15. S = R

Pág 35
1. f
-1
(x) = (x+1)/2
2. A. a)
2 x
x 4 1
) x ( f
1
+
÷
=
÷

b) D(f) = {x e R / x = -4}
c) Im(f) = {y e R / y = -2}

65
d) D(f
-1
) = {x e R / x = -2}
e) Im(f
-1
) = {y e R / y = -4}
B. a)
3 x
1
) x ( f
1
+
=
÷

b) D(f) = {x e R / x = 0}
c) Im(f) = {y e R / y = -3}
d) D(f
-1
) = {x e R / x = -3}
e) Im(f
-1
) = {y e R / y = 0}
C. a)
1 x 3
x 5 1
) x ( f
1
÷
÷ ÷
=
÷

b) D(f) = {x e R / x = -5/3}
c) Im(f) = {y e R / y = 1/3}
d) D(f
-1
) = {x e R / x = 1/3}
e) Im(f
-1
) = {y e R / y = -5/3}
3. a) f
-1
(x) = (2x-1)/3
b) gof(x) = – 1 – 4x
c) 6
4. fog(x) = 2x – 5 e g[f(x)]=2x – 4
5. f[g(1)]= –1
6. a = -10
7. a) f[g(x)] = 5x – 7 b) g[f(x)]= 5x – 11 c) f[f(x)]= x – 2
d)g[g(x)]= 25x – 36











66
BIBLIOGRAFIA

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SWOKOWSKI, E. W. Cálculo com geometria analítica. São Paulo:
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SUMÁRIO INTRODUÇÃO....................................................................................... 04 1. CONCEITO DE FUNÇÃO................................................................. 05 1.1. Conceito Intuitivo............................................................................... 05 1.2. Conceito Formal................................................................................. 07 2. CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES................................................. 08 3. FUNÇÃO INVERSA........................................................................... 3.1. Função injetora................................................................................... 3.2. Função sobrejetora............................................................................. 3.3. Função bijetora................................................................................... 3.4.Inversa de algumas funções................................................................. 08 08 09 09 11

4. PARIDADE DE UMA FUNÇÃO....................................................... 12 4.1. Função Par.......................................................................................... 12 4.2. Função Ímpar...................................................................................... 12 5. FUNÇÕES ALGÉBRICAS RACIONAIS INTEIRAS E FRACIONÁRIAS................................................................................ 13 5.1 Funções Polinomiais............................................................................ 13 5.1.1. Função Constante............................................................................ 14 5.1.2. Função de 1º Grau........................................................................... 15 5.1.2.1. Inequações de 1º Grau.................................................................. 25 5.1.3. Função de 2º Grau........................................................................... 27 5.1.3.1. Inequações de 2º Grau.................................................................. 38 5.1.4. Função cúbica.................................................................................. 39 5.2. Funções Fracionárias.......................................................................... 43

2

6. FUNÇÕES IRRACIONAIS................................................................ 50 7.FUNÇÕES MODULARES.................................................................. 7.1. Valor absoluto e Algumas Propriedades............................................ 7.2. Definição de Função Modular............................................................ 7.3. Equações e Inequações Modulares..................................................... 52 52 53 56

8. FUNÇÃO COMPOSTA...................................................................... 56 RESPOSTAS DOS EXERCÍCIOS........................................................ 59 BIBLIOGRAFIA..................................................................................... 66

3

bem como. Neste trabalho. 4 . naturais. As funções são instrumentos para estudar as relações. correspondências ou possíveis associações entre essas variáveis. a alunos de outros cursos de graduação. por meio da variação dos parâmetros multiplicativos e aditivos à lei da função. sugerimos o estudo de funções algébricas através de problemas de aplicações e da visualização gráfica. em disciplinas que em seus programas conste o assunto Funções Algébricas. humanas e sociais. As funções muitas vezes são modelos matemáticos que representam e simplificam situações reais. Supõe-se que uma das maneiras de construir o conceito de função é mostrar a importância e variedade de suas aplicações e relacioná-lo com outras idéias matemáticas. Este caderno destina-se a alunos que irão cursar a disciplina de Funções I dos cursos de Licenciatura em Física e em Matemática. Situações-problema podem envolver diversas variáveis.INTRODUÇÃO A matemática é a chave da compreensão de inúmeros fenômenos das ciências físicas.

A investigação de uma relação entre duas quantidades variantes tinha sido fundamental em se chegar ao conceito de função. A definição mais explícita do conceito de função no século XVII (1667). o que acabava acontecendo que se perdiam de rotas em torno de 500 milhas. o que envolvia viagens a longas distâncias para pesquisas por matérias-primas. exigindo um estudo mais rigoroso do movimento. o número racional de uma necessidade de medida. a Europa necessitou de navegações em larga escala. na sua maioria. Com isto levou a um estudo minucioso dos movimentos dos astros. necessidade esta de entendimento e explicação da realidade através de leis quantitativas. 5 . Com a geometria analítica de Descartes (1637) curvas descritas por movimento ou fórmula se referindo ao movimento mais que pela construção. foi dada por James Gregory. por exemplo. foram incluídas nas investigações e uma relação representável em expressão e seu gráfico foram agora aceitas como objetos matemáticos. Com o desenvolvimento econômico do comércio.1. mas a determinação de longitude é mais difícil. precisaram aprimorar métodos para determinar a latitude e a longitude. Os marinheiros por conseguinte. Em (1564 .1. CONCEITO DE FUNÇÃO 1. O conceito de função também surge de uma necessidade do homem. surgem de alguma necessidade específica do homem. Conceito Intuitivo de Função Os conceitos matemáticos. Ele definiu a função como “uma quantidade obtida de outras quantidades por uma sucessão de operações algébricas ou por qualquer operação imaginável”. A determinação da latitude pode ser feita pela observação do sol e das estrelas. o número natural surge de uma necessidade de contagem.1642) Galileu propôs um programa para o estudo de movimento. estudo este que permite medir e ao mesmo tempo prever.

Para Eüller e Bernoulli. Diz-se que y é uma função de x e escreve-se y = f(x). entre as duas variáveis. a função era uma expressão analítica representando a relação entre duas variáveis com seu gráfico. o perímetro das figuras geométricas é função da área. isto é. para significar qualquer quantidade variando de um ponto a outro de uma curva.6. O conceito moderno de função foi introduzido por Dirichlet e Riemann no final do século XIX: “ Sejam x e y duas variáveis representativas de conjuntos de números. Os matemáticos no desenvolvimento de seus modelos precisaram de uma definição de função mais precisa.” (Revista do Professor de Matemática. 2.A produção das lavouras é determinada pela área ocupada pela plantação. ela é útil na vida cotidiana. se. n. A curva foi dita ser dada por uma equação. além da beleza intrínseca da Matemática como ciência essencialmente dedutiva. p.1986) SITUAÇÕES . existe uma correspondência unívoca no sentido xy”.32.A população de um país depende de sua área. Assim pode-se dizer que a produção é função apenas da área plantada.Em 1763 Leibniz usou a palavra função em um dos seus manuscritos. 3. Leibniz também introduziu as palavras “constantes” e “variáveis”.PROBLEMA Identifique as variáveis envolvidas em cada situação e analise a veracidade das afirmações: 1. “Desencadear um assunto do programa com uma situaçãoproblema real motiva o estudante a interessar-se mais por aquilo que está aprendendo e mostra a ele que.A medida do perímetro das figuras geométricas depende da medida da área. 6 .

A grandeza “b” é função de “a”. o gráfico de uma função y = f(x). 5. Para expressarmos uma das grandezas em função da outra.Durante uma viagem de automóvel é feita uma tabela associando a cada hora a distância percorrida pelo carro desde o início do percurso. traduzimos a expressão y é função de x por: y depende de x. Conceito Formal Uma situação-problema envolve diferentes grandezas. Isso significa que a distância percorrida é função do tempo gasto no percurso. muitas vezes. x determina y ou ainda a cada x é associado um único y. identificamos as grandezas com seus valores e dizemos que a variável y é função da variável x.4. 1. 7 . Muitas vezes podemos considerar apenas duas e procurar um relacionamento entre elas. é o conjunto dos pares ordenados (x.2. Suponhamos que a grandeza “a” assume valores “x”.A área do retângulo é função da medida de apenas um de seus lados. f(x)). e que a grandeza “b” assume valores “y” no conjunto B. Na prática.A medida do lado de um quadrado determina sua área. que variam no conjunto A. e para cada valor de x existe um único correspondente f(x). O termo função significa que há uma correspondência única e. Muitas vezes. Muitas situações reais envolvem várias grandezas. Assim. medida em quilômetros marcados no odômetro. se a cada valor de x assumido por “a” corresponder um único valor y de “b”. Dizemos então que x e y são as variáveis do problema. isto é. exprime uma relação de dependência entre as grandezas. a área do quadrado é função da medida do lado. é necessário fixar (considerar constantes) as demais. 6.

2. A IMAGEM da função está contida no Contradomínio e é o conjunto de todos os valores de y que correspondem aos valores de x. FUNÇÃO INVERSA 3. Função Injetora Uma função f de A em B é injetora se. e somente se.1. CLASSIFICAÇÃO DAS FUNÇÕES As funções classificam-se em:      Inteiras    Racionais   A lg ébricas    Fracionári as    Irracionai s        Exponencia l    Logarítmic as    Transcendentes    Trigonomét ricas diretas e inversas   Hiperbólicas diretas e inversas    3. dois elementos distintos quaisquer do domínio de f possuem imagens distintas 8 . O conjunto que contém y é o CONTRADOMÍNIO da função. Designamos como “y” a variável dependente da situação. O conjunto que contém x é o DOMÍNIO da função.Designamos como “x” a variável independente da situação.

Função Bijetora Uma função f de A em B é bijetora se. Reconhecimento de função injetora. f(x1)  f(x2). Função Sobrejetora Uma função f de A em B é sobrejetora se. é injetora e sobrejetora. e somente se. onde B é CD(f).em B. e somente se. Im(f) = B.3. então a função é injetora. 3. Sendo x1 pertencente a A e x2 pertencente a A. sobrejetora ou bijetora através do gráfico Devemos analisar o número de pontos de interseção das retas paralelas ao eixo x. temos: x1  x2. Exemplo a) f: R  R b) f: R+  R f(x) = x f(x) = x2 9 . 3. conduzidas por cada ponto (0. y) em que y  B (contradomínio de f) 1º) Se cada uma das retas cortar o gráfico em um só ponto ou não cortar o gráfico.2.

Exemplo b) f: R  R b) f: R  R+ f(x) = x -1 f(x) = x2 3º) Se cada uma dessas retas cortar o gráfico em um só ponto. então a função é bijetora. então a função é sobrejetora. Exemplo c) f: R  R b) f: R  R f(x) = 2x f(x) = x3 10 .2º) Se cada uma das retas cortar o gráfico em um ou mais pontos.

b) e (b.4. Para obtermos a inversa procedemos da seguinte forma: a) trocamos x por y na função f. Os pontos (a. Obs.3. Inversa de Algumas Funções Função Inversa: Dada a função f a sua inversa denotada por f 1existe se o ponto (a. Para admitir inversa a função deve ser bijetora. ou seja. a) está no gráfico de f 1. e então o domínio de f é a imagem de f 1e a imagem de f é o domínio de f 1. o gráfico de f e f 1 são simétricos em relação á reta y = x . b) isolamos y. b) está no gráfico de f e o ponto (b. a) são simétricos em relação à bissetriz do 1º e 3º quadrantes. Exemplo: y = 2x + 3 a) x = 2y + 3 x 3 b) y  2 logo f 1 ( x )  f y=x x 3 2 f -1 11 .

PARIDADE DE UMA FUNÇÃO 4. 4. para valores simétricos do domínio.2. O gráfico não é simétrico nem em relação à origem. Numa função par. para qualquer x pertencente A. o gráfico é simétrico em relação à origem. o gráfico é simétrico em relação ao eixo y. nem f(x) = f(-x) e nem f(-x) = -f(x). obtemos a mesma imagem. para qualquer x pertencente A. Função Par Uma função f de A em B é par se.Gráficos de outras inversas y = x3 y3 x y = 10x y = log(x) 4. Obs: Uma função f de A em B não é par e nem ímpar. se para qualquer x pertencente a A. obtemos imagens opostas. Numa função ímpar. temos f(-x) = -f(x).1. 12 . temos f(x) = f(-x). para números simétricos do domínio. nem em relação ao eixo y. Função Ímpar Uma função f de A em B é ímpar se.

.. os expoentes n. . xn-1. an-1. xn. Assim um polinômio de grau “n” é uma soma de múltiplos constantes de funções potência 1.x 13 .. Funções Polinomiais São funções do tipo RACIONAIS INTEIRAS E f(x) = anxn + an-1xn-1+. ao é o termo independente.1... +a2x2+ a1x + ao onde: an. n – 1.5..a2. . x2.. .. x.. Exemplo: f(x) = x3 + x2 . são números naturais. x é a variável. n – 2.. FUNÇÕES ALGÉBRICAS FRACIONÁRIAS 5. a1 e ao são os coeficientes do polinômio com an  0.

E a imagem é o conjunto Im = {c}. a temperaturas muito baixas ou muita altas. para qualquer valor de “x”. a temperatura de seu corpo pode cair ou subir.5. Mas sob temperaturas ambientes de 160C a 540C nosso corpo é capaz de manter indefinidamente uma temperatura normal. Este fato pode ser ilustrado pelo gráfico abaixo. Exemplo: Se uma pessoa fica exposta. então temos a função constante f(x) =c e seu gráfico é uma reta paralela ao eixo x. durante algumas horas.1. Função Constante Se. A temperatura corporal e a temperatura ambiente são duas grandezas variáveis que mantém um relacionamento entre si. ela é constante.1. „y” assume o mesmo valor “c”. Onde o domínio são todos os reais. Pelo gráfico verificamos que a uma temperatura ambiente de 160C a 540C a temperatura corporal não se altera. e isto pode ocasionar inclusive a morte de tal pessoa. a temperatura corporal depende da temperatura ambiente. ou seja. 14 . a cada temperatura ambiente corresponde uma única temperatura corporal. nua.

1.1970 4. Em quais destes gráficos se encontra um padrão de crescimento populacional constante? a c) Determine uma expressão matemática que represente este crescimento populacional constante. sabendo que a razão de crescimento populacional de cada cidade no período entre as décadas x 1 e x2 é a razão entre as variações da população e do tempo: y 2  y1 onde y1 = f(x1) e y2 = f(x2) x 2  x1 b) Para cada cidade faça um gráfico para a população em função do tempo em décadas.1950 2.5.1960 3.2. Os dados sobre número de indivíduos em milhares (y) em cada década (x) estão na tabela a seguir. Função de 1º Grau Situação – problema 1 1) Três cidades tiveram censo realizado de 10 em 10 anos.1990 100 120 140 160 180 200 100 120 145 180 230 300 100 120 130 135 138 140 a) Complete as colunas correspondentes as razões.1980 5. 15 . Anos Cidade A Razão de crescimento populacional Cidade B Razão de Razão de crescimento Cidade crescimento populacional C populacional 0 -1940 1.

basta resolver a equação do 1o grau: ax + b = 0 b . 16 . b) Gráfico: Uma maneira fácil de traçar o gráfico de uma reta é achar as suas interseções. portanto neste caso o zero ou raiz da função não tem sentido real. Forma geral: y = ax + b a) Raiz ou zero da função: É todo número x cuja imagem é nula.0). Do mesmo modo. f(x) = 0. Assim. a interseção -y é o ponto que se determina. As interseções de uma reta são os pontos onde a reta corta os eixos. a interseção -x é o ponto que se determina. tornando-se x = 0 na equação da reta. a O zero ou a raiz da função representa o ponto de interseção do b gráfico com o eixo x ( . Assim. em relação a situação-problema 1. tornando-se y = 0 na equação da reta. isto é. para determinarmos o zero da função. não teremos população nula.Função Linear Afim Uma aplicação de R em R recebe o nome de função linear afim quando a cada x  R associa o elemento (ax + b)  R em que a  0 e b são números reais dados. a que apresenta uma única solução x  Obs: Veja que.

que é definida em termos do ângulo entre a reta e o eixo x a = tg  = então podemos escrever: da reta y 2  y 1 y = x 2  x1 x y2.y1 = a ( x2 – x1)  equação geral declividade nula declividade indefinida declividade positiva declividade negativa 17 .Na equação y = ax + b tem-se a = coeficiente angular – determina o ângulo de inclinação da reta em relação ao eixo x b = coeficiente linear – determina a interseção com o eixo y. b). no ponto (0. ou seja. c) Declividade (coeficiente angular): A direção de uma reta é determinada por sua declividade.

para quaisquer x1 e x2 pertencentes ao intervalo [a. o coeficiente angular “a” for negativo. se. e) Sinal da função: Considerando que x = 18 . é crescente em um intervalo [a. para que valores ocorre f(x)>0 ou f(x)<0. e somente se. b] contido em A. examinemos. b] temos: x2>x1. de A em B. o coeficiente linear. b] temos: x2 > x1. o coeficiente angular “a” for positivo. e somente se. zero da função a f(x)=ax+b. b] contido em A.Com relação a situação-problema 1. Função Decrescente: Dizemos que uma função y = f(x). se. de A em B. f(x2)>f(x1). é decrescente em um intervalo [a.  A função f(x) = ax + b é decrescente se. já o coeficiente angular representa a taxa de variação da população. f(x2)<f(x1). é o valor de x para o qual f(x)=0. b . representa a população inicial no tempo zero. d) Crescimento e decrescimento  A função f(x) = ax + b é crescente se. ou seja a variação da população por década: p  p1 a= 2 = 20 x 2  x1 Função Crescente: Dizemos que uma função y = f(x). e somente se. para quaisquer x1 e x2 pertencentes ao intervalo [a. e somente se. então.

a>0 a<0 + - +  b a  b a - b f(x) < 0 a b x= f(x) = 0 a b x> f(x) > 0 a x< b f(x) > 0 a b x= f(x) = 0 a b x> f(x) < 0 a x< Função Identidade – Função Linear Na função f(x) = ax se a=1. O domínio e a imagem são todos os reais. Seu gráfico é a reta bissetriz do 1º e 3º quadrantes. 19 . Esta função é denominada função identidade. f(x) = x.

A função linear y = ax. logo observa-se que: f(–x)  f(x) e portanto f(x) não é par. é ímpar. onde R é também o CD(f(x)). Nesta mesma função tem-se que a Im(f(x)) = R. Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo. com “a”  R*. portanto como x1  x2 e f(x1) f(x2). Exemplo: f(x) = 2x –8 a) Obtenção da inversa Considerando x1 = -1 e x2 = 1. f(-x) será dada por: f(–x) = –2x–8. Toda função de 1º grau não é par mas pode ser ímpar. f(x) é injetora.Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 1º grau Toda função de 1º grau é bijetora. observa-se que: –f(x)  f(–x) e portanto f(x) não é ímpar. Como f(–x) = –2x –8 e –f(x) = –2x + 8. Observação. 20 . logo admite inversa. logo f(x) é sobrejetora. temos f(-1) = -10 e f(1) = -6. será também bijetora e então admite inversa que é dada por: x 8 f 1 ( x )  2 b) Análise da paridade Como f(x) = 2x –8.

desenvolva as atividades computacionais a seguir e faça suas conclusões referentes a cada tipo de função envolvida. O gráfico de y = -2x + b corta o eixo x no ponto (3/2. Obtenha o gráfico da função y = ax + b mantendo o parâmetro a constante e variando o b. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (-3. 2. Exercícios 1. 4. Trace os gráficos das funções y = ax atribuindo ao parâmetro “a” diferentes valores. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (-2.ATIVIDADE COMPUTACIONAL 1 Através do Aplicativo Graphmat. -1) e cujo coeficiente linear é 8. Determinar a equação da reta que passa pelo ponto (0. 5) e possui a = 3. Trace o gráfico da função y = x (função mãe). Qual o valor de b? 21 . Comparando com o gráfico da função mãe qual o significado deste parâmetro nos gráficos obtidos? Determine o ponto onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y. 0). 3. 1. Compare estes gráficos com o gráfico da função mãe e formule uma conclusão a respeito das alterações ocorridas com a variação deste parâmetro. 2. 1) cujo coeficiente angular é -4.

Nestas condições. definida por f(x) = (3m +1)x . 10.1)/7 é negativa. a inversa das funções dadas e verificar a paridade: a) f(x) = x + 1 11. contendo uma barra de gelo a –400C. Determinar os valores de “m”. o gráfico abaixo nos mostra a evolução da temperatura da água em função do tempo. Fazer o estudo do sinal de cada função e esboçar o gráfico: a) f(x) = 3x – 4 d) f(x) = ½ . 6.5.x b) f(x) = -3 – x e) f(x) = 4x – 1 c) y = 3 . Dada f(x) = a) obter f-1 b) f(x) = -x + 2 x +1.x/6 f) y = 2x . Calcule o zero de cada função: a) f(x) = (2x . 9.5)/3 b) f(x) = -3x + 6 c) f(x) = -4 + 2x 7. Determine valores de m. A função f: R R. Determinar.Determinar os valores de x para os quais y = (3x .2m é decrescente. 22 .5 8. pede-se: 3 c) f(x) = 3x b) calcular f-1(0) e f-1(5) 12. de modo que a função f(x) = (2 . de y = 2x .1 e representá-las graficamente no mesmo plano cartesiano. é colocada sobre a chama de um fogão. Calcular f -1(x).m)x + 7 seja crescente. 13. Uma panela.

Determinar: 23 .00.000.Pergunta-se: a) Qual é a lei que descreve essa evolução nos dois primeiros minutos? E nos oito minutos seguintes? E nos dez minutos que se seguem? b) O que significam as diferentes inclinações dos três segmentos que compõem o gráfico? 14) Suponha que a função C(x) = 20x + 40 representa o custo total de produção de um artigo. que é de R$ 50. adicionada ao custo de produção. c) O gráfico dessa função. b) Quantas unidades devem ser produzidas para que o custo total seja de R$ 12. onde C é o custo(em reais) e x é o número de unidades produzidas. 15) Na fabricação de um determinado artigo.00 por unidade. verificou-se que o custo total foi obtido através de uma taxa fixa de R$ 4. Determinar: a) O custo de fabricação de 5 unidades desse produto.00. destacando o intervalo onde o problema tem interpretação prática.000.

a) a função que representa o custo total em relação à quantidade produzida; b) o gráfico dessa produção; c) o custo de fabricação de 15 unidades; d) quantas unidades devem ser produzidas para que o custo total seja de R$ 5.250,00. 16) Um vendedor de carros recebe um ordenado fixo calculado em 5 salários mínimos mais uma comissão de 2 salários para cada carro vendido. a) Num dado mês qual foi seu ordenado total bruto? b) No mês de abril ele recebeu 13 salários mínimos. Quantos carros ele vendeu neste mês? 17) João Carvoeiro e sua família trabalham para uma fábrica de carvão. O patrão paga 0,20 u.m. por saco de carvão produzido. Toda a comida da família é comprada no armazém do patrão, e dá um total de 120,00 u.m. por mês. Quantos sacos de carvão a família terá de produzir para pagar a conta do armazém? 18) O custo C de produção de x litros de uma certa substância é dado por uma função de x, com x 0, cujo gráfico está representado abaixo:
C(x)
8 7 6 520 5

400
4 3 2 1 0 1 2 3 4 5 6 78 8 9 x (litros)

24

Nessas condições, o custo de R$ 700,00 corresponde à produção de quantos litros?

5.1.2.1. Inequações de 1º grau Intervalos de números reais Um intervalo de números reais é representado pelas notações abaixo: i) [a, b] = { xR/ a  x  b}  intervalo fechado com limite inferior a e superior b. ii) [a, b) = { xR/ a  x < b}  intervalo semi aberto à direita com limite inferior a e superior b. iii) (a, b] = { xR/ a < x  b}  intervalo semi aberto à esquerda com limite inferior a e superior b. iv) (a, b) = { xR/ a < x < b}  intervalo aberto com limite inferior a e superior b. v) (- , b] = { xR/ x  b}  semi reta limitada à direita. vi) [a, ) = { xR/ x  a}  semi reta limitada à esquerda.

Igualdades Sejam as funções f(x) e g(x). Chamamos equação de incógnita x a sentença aberta f(x) = g(x). Chama-se conjunto solução da equação f(x) = g(x) em R o conjunto S cujos elementos são as raízes da equação.

Desigualdades Sejam as funções f(x) e g(x). Chamamos inequação na incógnita x a qualquer uma das sentenças abaixo:
25

f(x) > g(x) f(x) < g(x) f(x)  g(x) f(x)  g(x) O número real xo é solução da inequação f(x) > g(x) se, e somente se, é verdadeira a sentença f(xo) > g(xo). Ao conjunto S de todos os números reais x tais que f(x) > g(x) é uma sentença verdadeira chamamos de conjunto solução da inequação. Exemplo: Encontrar o conjunto solução da inequação: x < 3x –5 < -2 + x. Solução: x < 3x - 5 e 3x – 5 < -2 +x x – 3x < -5 3x – x < -2 + 5 -2x < -5 2x < +3 2x > 5 x < 3/2 x> 5/2 S = {x  R / 3/2 <x < 5/2} Exercícios: Determine o conjunto solução das seguintes inequações: 1) 2) 3) 4) 2 + 3x < 5x + 8 –3 < x + 2 < 5 4 < 3x –2  10 2x < x + 4 < 3x x2 5) 0 x 5 3x  5 6) 0 x 5
5x  16 3 x2 2x  1 10) 0 x2 11) 3-x < 5 + 3x 1 2 12)  x  1 3x  1
9)

26

1.3 Função de 2º Grau Seu Antônio comprou 20m de tela para cercar o seu galinheiro na forma de um retângulo.l Dedução da Fórmula de Báskara y = ax2 + bx + c ax2 + bx + c = 0 (  a) x2  bx c  0 a a bx c  a a x2  27 . Quais as dimensões (comprimento e largura) desse retângulo para que a área do galinheiro seja máxima? Comprimento(c ) Largura (l ) P=2c + 2l A=c.3x  4 2 1 x 8) –7  -3 –3x < 4 7) 1 4  3x  7 3  2x 4 2 14) 3 7 x x 13) 5.

x2  e xv  2 então: 2a 2 2a  b  b 2  4ac  (b  b 2  4ac ) 2a xv  2 xv  28 b 2a .2bx  b  c b2 x      2a  2a  a 4a 2 2 2 b   4ac  b 2  x    2a   4a 2 x b b 2  4ac  2a 4a 2 2 x b b 2  4ac  2a 2a  b  b 2  4ac x 2a Determinação das coordenadas do vértice da parábola Como: a) x1  x  x1  b  b 2  4ac  b  b 2  4ac .

que são as relações entre os coeficientes e as raízes da função a quadrática. é chamada função quadrática. raízes da função quadrática. então x1 + x2 =  x1. ) 4a 2a c . Função Quadrática ou Função do 2º Grau Uma função de grau 2.b) y v  ax 2  bx v  c v b b y v  a   b  2a   c   2a    2 yv   (b 2  4ac) 4a  4a yv   Então: V = (xv. yv) = ( Observação Sendo x1 e x2. A função quadrática geral é definida por f(x) = ax2 + bx + c 29 .x2 = b e a b  . também chamadas de relações de Girard.

O sinal de “a” determina a concavidade dessa parábola: a > 0.  se a < 0 então: Im = { y  R / y  yv } concavidade voltada para baixo e o ponto (xv. assim se:   > 0 a função possui dois zeros reais e distintos. Logo. b e c reais e a  0. que são determinados através da fórmula de Báskara. O domínio da função quadrática é todos os reais (D = R) e sua imagem depende do sinal do coeficiente “a”:  se a >0 então: Im = {y  R / y  yv } concavidade voltada para cima e o ponto (xv.   < 0 a função não possui zero real. Os valores para os quais f(x) = 0. O termo c determina onde a parábola corta o eixo y. a concavidade é voltada para cima e se a < 0. e é dado por xv = -b /2a e yv = - /4a e são chamados de pontos de máximo ou de mínimo da função. 30 . a concavidade é voltada para baixo. yv) é máximo. O gráfico de uma função quadrática é uma curva denominada parábola. recebem o nome de zeros da função quadrática. os zeros da função quadrática são as raízes da equação . O ponto de intersecção entre a parábola e o eixo de simetria denomina-se vértice. yv) é mínimo.com a.   = 0 a função possui dois zeros reais e iguais.

O estudo do sinal da função quadrática é feito através do valor do discriminante e do sinal do coeficiente de x2.O ponto-limite entre o crescimento e o decrescimento de uma função quadrática é obtido projetando ortogonalmente a abscissa do vértice no eixo x:  se a > 0 a função é crescente para qualquer x > x v. e a função é decrescente para qualquer x> xv. e a função é decrescente para qualquer x< xv.  se a < 0 a função é crescente para qualquer x < x v. a>0 a<0 31 .

portanto como x1  x2 e f(x1)  f(x2). y = x2 y x b) Análise da paridade Como f(x) = x2. Exemplo: f(x) = x2 a) Obtenção da inversa Restringindo o domínio para os reais positivos e considerando x 1 = 3 e x2 = 4. f(-x) será dada por: f(-x) = (-x)2 = x2. Nesta mesma função restringindo o contradomínio para os reais positivos tem-se Im(f(x)) = R+. logo se observa que f(x) = f(-x). restringir o seu domínio e contradomínio. 32 . se observa que -f(x)  f(-x) e portanto f(x) não é ímpar.x2 e f(-x) = x2. Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo. onde R+ é também o CD(f(x)). Como -f(x) = -(x)2= . logo f(x) é sobrejetora. A função quadrática pode ser par mas não é ímpar. será também bijetora e então admite inversa que é dada por: f 1 ( x)  x . portanto f(x) é uma função par.Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 2º grau Para que a função de 2º grau admita inversa devemos transformá-la em bijetora. f(x) é injetora. temos f(3) = 9 e f(4) = 16. ou seja.

mantendo a e c constantes. Determine o significado do parâmetro “b” nos gráficos obtidos. Determine o significado do parâmetro “c” nos gráficos obtidos. descrevendo o que você observou. descrevendo o que você observou. variando o termo b. Faça o gráfico da parábola y = ax2 + bx + c. Trace os gráficos das funções y = ax2 atribuindo ao parâmetro “a” os valores reais. 5. variando o termo c. Faça o gráfico de f(x) = ax2 + bx + c. para diferentes valores de a. Determine o ponto onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y. mantendo a e b constantes. Compare alguns dos gráficos obtidos com a curva mãe y = x 2 . b e c. Descreva o que você pode observar. 4. para diferentes valores de “c” mantendo “a” constante. Compare alguns dos gráficos obtidos com a curva mãe y = x 2 . 3. Faça o gráfico de f(x) = ax2 + bx. Faça o gráfico da parábola y = ax2 + bx + c.ATIVIDADE COMPUTACIONAL 2 Trace o gráfico da função y = x2 (função mãe) 1. Compare os gráficos com o gráfico da função mãe e determine o significado do parâmetro “a” nos gráficos obtidos. O que podemos dizer sobre seus vértices? 6. Determine o ponto onde cada gráfico corta o eixo x e também o eixo y. O que podemos dizer sobre seus vértices? 33 . 2. e compare com o gráfico de y = x2 . para diferentes valores de “b” mantendo “a” constante. Faça o gráfico de f(x) = ax2 + c.

7. Faça o gráfico da parábola y = ax2 + bx + c. 2) Um psicólogo constatou que a capacidade de aprendizagem depende da idade e pode ser medida pela “fórmula” matemática: C(t) = 3t 2 (  60t  24) . b) Complete a tabela e obtenha a equação matemática para esta função. O que podemos dizer sobre seus vértices? Exercícios 1) Galileu. mantendo b e c constantes. variando o termo a. Usando um plano inclinado – ele já sabia as relações entre estes e a queda livre – obteve a seguinte coleção de dados: Tempo (x) em segundos 1 2 3 4 5 6 Distância (y) em metros 33 130 298 566 824 1192 x2 33x2 a) Faça um gráfico para y em função de x. onde t se refere à idade da pessoa em anos. queria descobrir as relações entre o tempo e a distância percorrida por um objeto em queda livre. em 1604. A 2 capacidade de aprendizagem começa a decrescer a partir de qual idade? 34 .

35 . a bola vai cair dentro da quadra? 4) Considerando que a curva da janela da figura abaixo é uma parábola. b) Você acha que este saque é do tipo “jornada nas estrelas” ou “viagem ao fundo do mar”? Por quê? c) Considerando as medidas da figura abaixo. 9 a) Faça um gráfico da trajetória da bola. determine sua equação.3) Num certo jogo de vôlei a trajetória da bola em um saque é dada pela 1 função y   ( x 2  2x  80) .

raízes. deseja construir uma cerca retangular para guarnecer um estacionamento. imagem. determinar: Domínio.5x + 6.5) Um caminhão-tanque tem uma concavidade em forma de parábola. b) a área máxima. c) Quantos segundos leva a bola para atingir o solo. a equação de movimento é: s = -5t2 + 20t (“t” é dado em segundos e “s” em metros). b) Qual a altura máxima atingida pela bola. analisar se o vértice é ponto mínimo ou máximo. com uma velocidade inicial de 20m/s. Nestas condições pede-se: a) as dimensões dos lados da cerca de modo que a área cercada seja máxima. 6) Aproveitando uma parte de um muro já existente e 120 m de arame. conforme a figura abaixo. 7) Uma bola é lançada verticalmente para cima. interseção com o eixo y e o esboço do gráfico. desde o solo. d) No final de 1 segundo a bola está subindo ou caindo? E no final de 3 segundos? 8) Dada a função y = x2. encontre: a) Quantos segundos leva a bola para alcançar seu ponto mais alto. Se o sentido positivo da distância desde o ponto de partida é para cima. concavidade. 36 . Determine a equação da curva.

9) Dada a função y = x2-x . b) um zero real duplo c) nenhum zero real 15) Determine os valores de m para que a função f(x) = mx2 + (m + 1)x + (m + 1) tenha um zero real duplo.1/2) x2 +3x tenha concavidade voltada para baixo.3) x2 +4x + 7 seja quadrática. 11) Determinar m para que o gráfico da função f(x) = (m . 16) Determine os valores de m para que a função f(x) = (m + 1)x2 + (2m + 3)x + (m . 12) Determinar m. b) obter a imagem da função.2: a) traçar o gráfico. c) estabelecer quando a função é crescente. 10) Determinar m para que a função f(x) = (2m .1) não possua raízes reais. de modo que a função f(x) = mx2+x -m/2 possua uma das raízes igual a -1 13) Faça o esboço do gráfico e determine D e Im das seguintes funções: a) y = x2 b) y = -6x2 -12x c) y = x2 -2x + 4 d) y = x2 -2x -3 14) Determine o parâmetro real k. localizando os zeros da função. 17) Se r e s são as raízes da equação ax2 + bx + c = 0 e a  0 e c  0. qual é 1 1 o valor de 2  2 r s 37 . o vértice e o eixo de simetria. de modo que a função f(x) = x 2 -2x + k tenha: a) dois zeros reais diferentes.

portanto é negativa (< 0) entre as raízes 1 e 5.18) Na equação do 2º grau ax2 + bx + c = 0. ax2 + bx + c < 0. de raízes x1 e x2. por exemplo.4x + 4 5.(2x – 5)  0 7) x2 + 3x + 2 < 0 38 .1. ax2 + bx + c  0 e ax2 + bx + c  0 são denominadas inequações de 2º grau. a inversa (fazendo as restrições necessárias no domínio e contradomínio) das funções dadas e verificar a paridade: a) y = x2 – 4 b) y = x2 + 8 c) y = x2 . calcule: x x a) x1 + x2 b) x1 . Para resolvermos estas inequações devemos estudar o sinal da função de 2º grau y = ax2 + bx+c. 1) x2 + 3x + 2  0 6) x2 + 3x + 2  0 2) (3x + 1). a inequação ax2 + bx + c > 0 é responder à pergunta: “existe x real tal que y=ax 2 + bx + c seja positiva?” Isto significa determinar os reais “x” para os quais a função y = ax2 + bx + c tem imagem positiva (y>0). x2 c) (x1)2 + (x2)2 d) 1  2 x 2 x1 19) Determinar. Inequações de 2º grau As desigualdades ax2 + bx + c > 0. logo: S = {x  R/ 1< x< 5} Exercícios Encontrar todos os números reais que satisfazem as desigualdades.1. Exemplo: Encontre o conjunto solução da inequação: x2 – 6x + 5 < 0 Solução: x2 – 6x + 5 < 0 (x – 1) (x – 5) < 0 2 A equação x – 6x + 5 = 0 tem raízes 1 e 5 e tem concavidade voltada para cima.3. Resolver.

tem exatamente 3 raízes reais ou complexas. O termo independente determina a interseção com o eixo y.4. não contendo o termo d. (com no mínimo uma raiz real). Quando o polinômio é da forma incompleta.1. sempre uma das raízes será zero. Uma função de grau 3. Exemplos 1. interceptará o eixo y na origem.3x + 2 > 0 4) x2  9 5) (x2 + x – 6)(-x2 – 2x+3) > 0 5. O gráfico de uma função cúbica é uma curva que pode apresentar pontos de máximos e mínimos. x2 + 2x + 1 = 0 39 . f(x) = x3 + 2x2 + x x3 + 2x2 + x = 0 x(x2 + 2x + 1) = 0 e então uma das raízes será zero e as outras duas serão obtidas da equação de segundo grau. Função Cúbica Uma função do tipo 8) x2 > 4 9) 4x2 + 9x < 9 4x 2  x  5 10) 0 2x 2  3x  2 f(x) = ax3 + bx2 + cx + d com a  0 é uma função polinomial chamada função cúbica. desde que cada raiz seja contada de acordo com sua multiplicidade. ou seja. Determinação das raízes Caso 1. O domínio e a imagem é sempre o conjunto dos números reais. Os valores para os quais f(x)=0. recebem o nome de zeros da função cúbica.3) x2.

as raízes serão determinadas aplicando o método de Briot-Ruffini. As outras duas são raízes da equação x2 – 6x +10 = 0 40 . Determine as raízes. Determinação do método: Seja f(x) = ax3 + bx2 + cx +d.7)=0 e então duas das raízes serão zero e a outra será obtida da equação x-7=0 Caso 2: Quando o polinômio é da forma incompleta. f(x) = x3 . E os coeficientes restantes formarão uma função do segundo grau. então 1 é uma das raízes de f(x).7x2 = 0 x2 (x . Exemplos 1. escreve-se esquematicamente a a a b axo b+axo = k1 c xok1 c+xok1 = k2 d xok2 d + xok2 xo Se d + xok2 = 0 então xo é uma raiz de f(x). ou da forma completa. Seja f(x) = x3 – 7x2 + 16x –10.7x2 x3 .2. contendo o termo d. 1 1 1 1 -7 1 -6 16 -6 10 -10 10 0 Como f(1) = 0.

x1x2 +x2x3 +x3x1 = a a a coeficientes e as raízes da função cúbica chamadas de relações de Girard. 1 1 1 1 0 1 1 -3 1 -2 2 -2 0 Como f(1) = 0. então 1 é uma das raízes de f(x).2. x2 e x3. As outras duas são raízes da equação x2 + x –2 = 0 Sendo x2 + x –2= 0. 41 . Seja f(x) = x3 .determinar as raízes e esboçar o gráfico. Observação Sendo x1. raízes da função cúbica.3x + 2. então x1 + x2 + x3 = b c d e x1x2x3 =  que são as relações entre os  . então x‟=x‟‟=1 (com multiplicidade 2) e x‟‟‟ = -2.

ou seja. Como -f(x) = -(x)3= .Análise da Paridade e obtenção da inversa da função de 3º grau Para que a função de 3º grau admita inversa devemos transformá-la em bijetora. portanto f(x) não é uma função par. logo se observa que f(x)  f(-x). 42 . restringir o seu domínio e contradomínio. A função cúbica pode ser impar mas não é par. y  x3 y 3 x b) Análise da paridade Como f(x) = x3. f(-x) será dada por: f(-x) = (-x)3 = -x3. Exemplo: f(x) = x3 a) Obtenção da inversa Neste exemplo a função é bijetora e então admite inversa que é dada por: f 1 ( x)  3 x . se observa que -f(x) = f(-x) e portanto f(x) é ímpar.x3 e f(-x) = -x3.

f(x) = – x3 + 5x2 –2x – 8 6. x2 e x3 são as raízes da equação x3 – 2x2 –5x + 6 = 0.f(x) = x3 + 2x – 3 8. os gráficos guiam a nossa intuição na manipulação de conceitos abstratos. calcule o valor de x1 + x2 + x3. f(x) = x3 – 2x2 –5x + 6 4. determine as raízes. Em sala de aula. 3.f(x) = x3 + 2x2 – 3 5. Funções Fracionárias Existe um provérbio chinês que diz que “uma figura vale mais que mil palavras”. y = x3 – 9x2 + 20x – 12 5. Se x1. f(x) = x3 – 9x2 +20x 7.2.Exercícios 1. Calcule a soma e o produto das raízes da equação x3 – 4x2 + x + 6 = 0 Dadas as funções cúbicas. 43 . os pontos de interseção com os eixos. 2. O principal valor de um gráfico está no auxílio que ele fornece à comunicação da informação.

Cálculo I. 1992. São Paulo: Livros Técnicos e Científicos. Geraldo. A coleta de dados foi feita de 10 em 10 segundos. FONTE: ÁVILA.05mg/ml.Situação-problema 2 1) Analise o seguinte gráfico. p. 44 . a) Quais são as grandezas envolvidas nessa situação e quais são seus domínios de variação? b) Estime o tempo necessário para que a concentração de substância no líquido fique menor que 0.72. Esse gráfico expressa o decaimento da concentração (em mg/ml) de cada substância que está se dissolvendo na água.

y) 0 10 20 30 40 50 Uma função expressa como uma razão de dois polinômios é chamada racional fracionária. Tempo (x) Concentração (y) (x . Por exemplo. O gráfico da função racional fracionária pode apresentar assíntotas (saltos) horizontais e verticais que podem estar sobre os eixo x e y ou deslocados. então o domínio da função racional fracionária f (x)  P( x ) Q( x ) consiste de todos os valores de x de tal forma que Q(x)  0. exceto x=1 e x = -1. São raízes ou zeros da função aqueles valores de x que zeram ou anulam o numerador. qual é a tendência que se observa na concentração de substância no líquido. identifique um padrão de regularidade nesses dados e conclua sua análise dando a equação matemática y = f(x).c) À medida que o tempo passa. Se P(x) e Q(x) forem polinômios em x. d) Complete a tabela abaixo com os dados do gráfico. No exemplo dado acima x = 0 e x = -2 são zeros da função. 45 . o domínio da função f ( x )  x 2  2x x2 1 consiste de todos os valores de x. de acordo com a lei da função.

devemos considerar x+1  0. Neste caso teremos y = 1. quando x = 0. g) Gráfico: 46 . d) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y. Portanto o domínio desta função será dado por: D(f(x)) = {x  R / x  -1} b) Imagem: A imagem desta função será dada por: Im = {y  R / y  0} c) Raiz: Não existe x  R / f(x) = 0. Portanto esta função não possui raízes. em relação a esta função podemos x 1 determinar: a) Domínio: Como nesta função Q(x) = x + 1. f) Assíntota horizontal: A assíntota horizontal é o próprio eixo x.Exemplo: Seja f ( x )  1 . e) Assíntota vertical: A assíntota vertical é a reta x = -1. ou seja x  -1.

restringir o seu domínio e contradomínio de modo que o denominador seja diferente de zero. logo f(x) é sobrejetora. 1 x a) Obtenção da inversa Restringindo o domínio para R* e considerando x1 =-2 e x2 = 2. onde R* é também o CD(f(x)). f(x) é injetora. Nesta mesma função restringindo o contradomínio para R* tem-se Im(f(x)) = R*. temos f(-2) = -1/2 e f(2) = ½.Análise da paridade e obtenção da inversa da função racional fracionária Para que a função racional fracionária admita inversa devemos transformá-la em bijetora. ou seja. A função racional fracionária pode ser par ou ímpar. portanto como x1  x2 e f(x1)  f(x2). será 1 também bijetora e então adimite inversa que é dada por: f 1 ( x )  x Exemplo: f ( x )  47 . Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo.

logo se observa x x que f(x)  f(-x). Faça o gráfico da função f(x) = 1 +a. 1 1 Como  f ( x )   e f ( x )   . 1.b) Análise da paridade 1 1 Como f ( x )  . Analise estes gráficos e conclua a respeito da tendência dos valores da função. ATIVIDADES COMPUTACIONAL 3 Faça o gráfico da função f(x) = 1 (gráfico da função mãe). Faça o gráfico da função f(x) = 48 . observa-se que – f(x) = f(-x) e x x portanto f(x) é ímpar. 2. 3. para diferentes valores de a. f(-x) será dada por: f ( x )   . x a . para diferentes valores de a. Faça o gráfico da função f(x) = 1 . portanto f(x) não é uma função par. Verifique as interseções com os eixos. x positivos e negativos. e compare com o gráfico da função mãe. (x  a ) positivos e negativos. Verifique as interseções com os eixos. para diferentes valores de a. e compare com o gráfico da função mãe. x positivos e negativos. e compare com o gráfico da função mãe. Analise estes gráficos e conclua a respeito da tendência dos valores da função.

Exercícios 1. Expresse o tempo gasto para percorrer esse trajeto em função da velocidade “v” do automóvel. determine: x4 49 . Dada a função real f(x) =  1  2x . assíntotas e fazer o esboço do gráfico das funções dadas a seguir. de modo a não ter nenhuma perda. Determinar o domínio. a) Qual foi o aumento praticado pelo comerciante? b) O aumento necessário para cobrir um desconto fictício é função deste desconto. 2) Um automóvel percorre um trecho de 100 quilômetros com velocidade média constante “v”. para atrair compradores. Encontre uma equação para essa função. raízes (se existirem). Um comerciante deseja anunciar um desconto fictício de 50% em todas as mercadorias de sua loja. c) Faça o gráfico dessa função e analise a tendência do aumento como efeito de grandes descontos. a) y  1 x4 c) y  x x2 e) y  1 x 1 x x4 b) y  2 x 4 2 d) y  x x  16 2 f) y  4. em km/h. Para isso primeiro aumentou seus preços. Se essa velocidade for muito pequena qual a tendência do tempo de duração do percurso? E se a velocidade for muito grande? 3.

a) f -1(x) d) Im(f -1) b) D(f -1) e) Im(f) c) D(f) f) esboce o gráfico 6. Portanto o domínio desta função será dado por: D = {x  R / x  -1} ou D = [-1. Neste caso teremos. Exemplo: Seja f (x)  x  1 . d) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y quando x = 0. x = -1. temos que x+10. y = 1. O domínio dessa função tem restrições de acordo com o índice do radical e da posição da raiz. e) Gráfico 50 . ou seja x  -1. ) b) Imagem: A imagem desta função será dada por: Im = {y  R / y 0} c) Raiz: A desta função será o valor x tal que x  1  0 . ou seja. em relação a esta função podemos determinar: a)Domínio: Como nesta função o índice do radical é par. FUNÇÃO IRRACIONAL Toda função real definida por uma lei que apresenta um radical é dita função irracional.

f(-x) será dada por: f (x)   x . ou seja. será também bijetora e então admite inversa que é dada por: f 1(x) = x2. f(x) é injetora. Exemplo: f(x) = x a) Obtenção da inversa Restringindo o domínio para os reais positivos e considerando x 1 = 9 e x2 = 16. onde R+ é também o CD(f(x)). devemos fazer restrições no seu domínio e contradomínio. portanto f(x) não é uma função par. 51 .Análise da paridade e obtenção da inversa Para que a função irracional admita inversa devemos transformá-la em bijetora. A função irracional pode ser par ou ímpar. portanto como x1  x2 e f(x1)  f(x2). se observa que -f(x)  f(-x) e portanto f(x) não é ímpar. temos f(9) = 3 e f(16) = 4. logo observa-se que f(x)  f(-x). y  x2 y x b) Análise da paridade Como f ( x )  x . Nesta mesma função restringindo o contradomínio para os reais positivos tem-se Im(f(x)) = R+.x e f(-x) =  x . Portanto f(x) sendo injetora e sobrejetora ao mesmo tempo. Como -f(x) = . logo f(x) é sobrejetora.

Propriedades do valor absoluto 1) |x|  0. 1. Em geral |a . y = 3. Valor Absoluto e Algumas Propriedades x se x  0 Se x é um número real qualquer. y = 8x  5 2. O valor absoluto de um número x é a sua distância até a origem. x pode ser 5 ou -5. FUNÇÃO MODULAR 7.  x  R 2) |x| = 0  x = 0 3) |x|2 = x2.Exercícios Analisar cada uma das funções.1. y = 4.b| é a distância entre a e b independentemente de sua direção. determinando domínio. imagem e fazendo um esboço do gráfico. independentemente de sua direção. então: |x|    x se x  0 Exemplo: |x| = 5 .  x  R 52 . y = x 2  16 x 2  5x  4 1 x 5 2 7.

onde a > 0 |x|  a se e somente se -a  x  a onde a > 0 7) |x| > a se e somente se x > a ou x < -a. O domínio desta função é o conjunto dos números reais (R) e a imagem fica restrita aos números reais positivos (R+). x2   x Por exemplo: 52  5 e ( 3) 2  3 Teoremas i) |ab| = |a| . Definição de Função Modular: Uma função é modular se a cada x associa |x|.b| 7.2.|b|  ||a .4) |x| = a  x = a ou x = -a. se a > 0 5) |x| = |a|  x = a ou x = -a 6) |x| < a se e somente se -a < x < a. 53 . |b| a | a|  ii) b | b| iii) |a+b|  |a| + |b| desigualdade triangular Corolário: |a .b|  |a| + |b| |a| . onde a > 0 Definição: No conjunto dos números reais. onde a > 0 |x|  a se e somente se x  a ou x  -a. não está definida se a < 0. Da definição da a segue-se que: x 2 = |x| e não a .

c) Intersecção com o eixo y: Significa determinar o valor de y quando x = 0. teremos: x  1 x 1    ( x  1) ou seja se x  1  0 se x  1  0 x  1 x 1    x  1 se x  1 se x  1 54 . ou seja D= R. em relação a esta função podemos determinar: a) Domínio: O domínio desta função são todos os números reais. d) Gráfico: Aplicando a definição de módulo em f(x).Exemplo: Seja f(x) = |x+1|. Neste caso teremos y = 1. ou seja Im = R+. b) Imagem: A imagem desta função será restrita aos reais positivos.

e compare com o gráfico da função mãe. positivos e negativos. para diferentes valores de a. e compare com o gráfico da função mãe.2| 2) f(x) = |-2x+3| 3) f(x) = 4) y = |x2 +4x| 5) y = |x – 1| + 2 6) f(x) = |x + 2| + x –1 1 x 1 ATIVIDADE COMPUTACIONAL 4 Faça o gráfico da função f(x) = |x | (função mãe). positivos e negativos. 4. Faça o gráfico da função f(x) = 3. e compare com o gráfico da função mãe. 1 . para diferentes valores de a. e compare com o gráfico da função mãe.Exercícios Definir domínio. 1. 1) f(x) = |x . imagem e gráfico das funções reais que envolvem módulo. Faça o gráfico da função f(x) = |x + a|. Faça o gráfico da função f(x) = 3|x| e g(x) = -3|x|. xa positivos e negativos. para diferentes valores de a. 2. 55 . Faça o gráfico da função f(x) = |x | + a.

mediante 56 . as propriedades do valor absoluto. Seu volume V pode ser obtido a partir de seu raio r (em mm). Exercícios Resolva as equações ou inequações modulares a seguir. Equações e Inequações Modulares Para obtermos a solução de uma equação ou de uma inequação modular. devemos levar em conta na resolução delas.3.7. que o raio varie com o tempo 3 (em s) e que a relação entre r e t seja dada por r = r(t) = 0. ainda.2| = |3 – 2x| 6) |x + 6x –1| = 6 7) |5x-3| = |3x + 5| 8) |3 + 2x| < |4 . Suponhamos. Então o volume V é função de t. isto é 4 V  V(r )   r 3 mm3. FUNÇÃO COMPOSTA 1) Vamos supor que certo organismo tenha forma esférica. 1) |4x + 3| = 7 9) |2x-5|>3 2) |3x – 8| = 4 3) |2x-3| = -1 4) |x -4x+5| = 2 5) |x .x| 2 2 10) |9 – 2x|  |4x| 11) |5x + 4|  4 12) |x – 5| < 4 13) 3  2x 4 2x 14) |2x + 4| < -3 15) |2x + 4 | > -3 8.02t 2.

V  V( t )  4 4 (0. 2. ou seja Definição: Sejam as funções f de A em B. sendo dada por: A =A(r) =r2cm2 Por outro lado. o raio passa a crescer a partir de ro = 0. considere que o raio cresça em função do tempo t (em min). de y = 2x . sua área A (em cm2) é função do raio.1 e representá-las graficamente no mesmo plano cartesiano.02t 2 ) 3  0. Sem dificuldades. obedecendo à seguinte relação r = r(t) = 15t + 0. De fato. Dada as funções reais determine: a) f -1(x) b) D(f) c) Im(f) 57 d) D(f -1) e) Im(f -1) f) esboce o gráfico . Então.000008t 6 3 3 2) Imaginemos que uma mancha de óleo sobre uma superfície de água tenha a forma de um disco de raio r (em cm). e g de B em C. Como A = A(r) está definida para todos os valores de r  0. Calcular f -1(x).5cm. podemos calcular a função composta. quando t varia a partir do instante inicial (t = 0).5cm. Função composta de f em g (gof(x)) é a função de A em C definida por (gof(x)) = g[f(x)] Exercícios complementares 1. usando a noção de função composta. pode-se determinar a área ocupada pela mancha em função do tempo.

A) f(x) =  1  2x x4 B) f(x) = 1  3x x C) f(x) = x 1 3x  5 3) Dadas as funções f(x) = 3 + 2x.f(1/2) 4) Dadas as funções reais f(x) = 2x .1. g(x) = 5 .5. calcular fog(x)e o g[f(x)] 5) Dadas as funções reais f(x) = x2 .1 e g(x) = 5x .6.1 e g(x) = -x + 1.2x e h = (3x + 1)/2 determine: a) h -1(x) b) gof(x) c) g(0) + h(3) . determine: a) f[g(x)] b) g[f(x)] c) f[f(x)] d) g[g(x)] 58 .3 e g(x) = x . calcular a de modo que: f[g(x)] = g[f(x)] 7) Dadas as funções reais f(x) = x .calcular f[g(1)] 6)Dadas as funções reais f(x) = 3x + a e g(x) = 2x .

y = -4x – 7 3. a) f(x) = 2x + 5 59 .3 e f-1(5) = 12 12. a) C(5) = R$ 140 b) x = 598 15. y = 3x + 8 4. a) f-1(x) = x – 1. y = 3x + 5 2. {m  R / m < 2} 10. f-1(x) = (x+1)/2 13. y = 0 e y = 10x – 100 14. f(x) é ímpar 11. f(x) não é para e nem ímpar c) f-1(x) = x/3. a) f-1(x) = 3x – 3 b) f-1(0) = . a) C(x) = 50x + 4000 c) C(15) = R$ 4750 d) x = 25 16. {m  R / m < -1/3} 6. {x  R / x < 1/3} 9. a) x = 5/2 b) x = 2 c) x = 2 7. b = 3 5.Respostas dos Exercícios Pág 13 1. a) y = 20x – 40. a) f(x) positiva para x > 4/3 e negativa para x < 4/3 b) f(x) positiva para x < -3 e negativa para x > -3 c) f(x) positiva para x < 18 e negativa para x > 18 d) f(x) positiva para x < 1/2 e negativa para x > 1/2 e) f(x) positiva para x > 1/4 e negativa para x < 1/4 f) f(x) positiva para x > 5/2 e negativa para x < 5/2 8. f(x) não é para e nem ímpar b) f-1(x) = -x + 2.

S = {x  R / 2 < x  4} 4. S = {x  R / x < -1/2 ou x > 0} Pág 20 1. S = {x  R / -5/3 < x < 5} 7. 20 litros Pág 16 1. S = {x  R / 2< x  5} 10. S = {x  R / 2 < x < 4} 5. S = {x  R / x > -3} 2. b) x2 1 4 9 16 25 36 y = 33x2 33 132 297 258 825 1188 2. S = {x  R / x < -2 ou x  -1/2} 11. A partir de 20 anos  x2 4. y   50 50 60 . S = {x  R / x > -1/2} 12. S = {x  R / 2  x < 5} 6. S = {x  R / x < -1 ou 1/3 < x < 3} 13.b) x = 4 17. S = {x  R / 3/2 < x < 31/14 ou x > 7/3} 14. S = {x  R / ou -7/3 < x  4/3 } 9. 600 sacos de carvão 18. S = {x  R / x  -2/5 ou x>1} 8. S = {x  R / -5 < x < 3} 3.

a) D = R e Im = R+ b) D = R e Im = {y  R / y  6} c) D = R e Im = {y  R / y  3} d) D = R e Im = {y  R / y  -4} 14. Concavidade para cima. {m  R / m  3/2} 11. . Restrições: D = {x  R / x  0} e Im = {y  R / y -4} 61 . Intersecção com o eixo y: (0. Raízes: 2 e 3. V = ( 1/2. a) {k  R / k < 1} b) k = 1 c) {k  R / k > 1} 15.x2 + 1 6. a) –b/a b) c/a c) (b2 – 2ac)/a2 d) – b/c 19.9/4). eixo de simetria: x = 1/2 b) Im = {y  R / y  . {m  R / m < . D = R. –2a/c 18.9/4} c) f(x) crescente para { x  R / x > 1/2} 10.5. -1/4) é ponto de mínimo. 6) 9. V = (5/2. m = 2 13. a) Zeros: -1 e 2. m = -1 ou m = 1/3 16. y = . Im = S = {y  R / y  -1/4}. {m  R / m < 1/2} 12.13/12} 17. a) 30 e 60 metros b) 1800 m2 7. a) 2 segundos b) 20 metros c) 4 segundos 8. a) f(x) = x2 – 4.

-3) 62 . Intersecção com y: (0. {x  R / -3  x  3} 5. {x  R / 1 < x < 2} 6. -2 e 3. f(x) é par c) f(x) = x2 – 4x + 4. Intersecção com y: (0. Intersecção com y: (0. {x  R / -2 < x < -1} 8. -3) 8. {x  R / x < 1 ou x > 2} 4. {x  R / -2  x  -1} 7. D = {x  R / x  -4} e Im = {y  R / y  0}. 0) 7. 4 e 5. 2 .1/3 ou x  5/2} 3. {x  R / x  .2 ou x > 2} 9. D = {x  R / x  8} e Im = {y  R / y  0}. 2 e 4. Intersecção com y: (0. {x  R / x  . Raízes: 1. P = . Raízes: 1. 2 e 6. Raízes: 1.f 1 (x)  x  4 . Intersecção com y: (0. Restrições: D = {x  R / x  0} e Im = {y  R / y  8} f 1 (x)  x  8 . x1 + x2 + x3 = 1 – 2 + 3 = 2 2. {x  R / x < . -8) 6. -12) 5.2 ou x  -1} 2.1 .1 + 2 + 3 = 4 3. Raízes: -1. Raízes: 0. Intersecção com y: (0. f(x) não é par nem ímpar Pág 23 1. Restrições: D = {x  R / x  2} e Im = {y  R / y  0} f 1 (x)  x  2 . 6) 4. {x  R / x  -5/4 ou -1/2 < x  1 ou x > 2} Pág 25 1. {x  R / -3 < x < 3/4} 10. Raízes: 1. f(x) é par b) f(x) = x2 + 8. D = {x  R / x  0} e Im = {y  R / y  2}. 3 = -6 e S = .

Assíntota: x = 4 e y = 1  1  4x 4. x = -2 e y=0 c) D = {x  R / x  -2}. Assíntotas: x = 2. Im = R+ 4. Assíntotas: x = 4. a) f 1 ( x )  x2 b) {x  R / x  2} c) {x  R / x  . Assíntotas: x = 1 e y = 0 f) D = {x  R / x  4}. Assíntotas: x = 4 e y = 0 b) D = {x  R / x  2}. x = -4 e y = 0 e) D = {x  R / x  -1}.4} d) {y  R / y  . D = {x  R / x  5/8}. Raízes: não possui. D = R. Im = R+ 3. D = {x  R / x > 5 ou x <  5 }. Raízes: x = 0. Im = R+ Pág 32 1. a) 100% b) y = x / (1-x) 3.4} e) {y  R / y  -2} Pág 31 1. Raízes: não possui. Im = R+ 2. Im = R+ 63 .Pág 29 1. a) D = {x  R / x  4}. Raízes: x = 0. Raízes: não possui. Assíntotas: x = -2 e y = 1 d) D = {x  R / x  4}. D = {x  R / x  -4 ou x  4}. D = {x  R / x  1 ou x  4}. Raízes: x = 0.

S =  4. D = {x  R / x  -1}. S = R Pág 35 1. 3} 5. S = {1. 1} 6. S = {-7. D = R. -5. D = R.2.3} Pág 34 1. 4/3} 3. Im + {y  R / y  . D = R. -5/2} 2. -1. S = {5/3. D = R. Im = R+* 5. S = {x  R / x < 1 ou x > 4} 10. S = {4. S = {-1/4. Im = {y  R / y  2} 6. f-1 (x) = (x+1)/2 2. Im = R+ 3. Im = R+* 4. A. 4} 8. S = {x  R / x  -8/5 ou x  0} 12. S =  15. S = {1. S = {x  R / x  -11/2 ou x  -5/6} 14. S = {x  R / -9/2  x  3/2} 11. S = {x  R / -7<x<1/3} 9. 1} 7. a) f 1 ( x )  1  4x x2 b) D(f) = {x  R / x  -4} c) Im(f) = {y  R / y  -2} 64 . S = {x  R / 1 < x < 9} 13.

a) f (x) = (2x-1)/3 b) gof(x) = – 1 – 4x c) 6 4. a = -10 7. f[g(1)]= –1 6. a) f 1 ( x )  x3 b) D(f) = {x  R / x  0} c) Im(f) = {y  R / y  -3} d) D(f-1) = {x  R / x  -3} e) Im(f-1) = {y  R / y  0}  1  5x C.d) D(f-1) = {x  R / x  -2} e) Im(f-1) = {y  R / y  -4} 1 B. a) f 1 ( x )  3x  1 b) D(f) = {x  R / x  -5/3} c) Im(f) = {y  R / y  1/3} d) D(f-1) = {x  R / x  1/3} e) Im(f-1) = {y  R / y  -5/3} -1 3. a) f[g(x)] = 5x – 7 b) g[f(x)]= 5x – 11 d)g[g(x)]= 25x – 36 c) f[f(x)]= x – 2 65 . fog(x) = 2x – 5 e g[f(x)]=2x – 4 5.

V. Santa Maria. Porto Alegre: UFRGS. Vol. 1988. Vol. Funções elementares. São Paulo: Scipione. SWOKOWSKI. K. 1. J. C. E.. SILVA. São Paulo: Atual. 4). São Paulo: Atual. Cálculo para ciências médicas e biológicas. Rio de Janeiro: Campus. Vol. 1988. 66 . 1. J. 1987. São Paulo: McGraw-Hill. CARNEIRO. Cálculo com geometria analítica. A. 1994. W. NEHRING. Vol. Matemática 2º grau. G. C. Evolução histórica do conceito de função. Cálculo diferencial e integral. SPILIMBERGO. F. IEZZI. 1983. C. São Paulo: Atlas. 1993. N. P. e SILVA. e RODRIGUES.et al. E. História da álgebra (Tópicos de História da Matemática para uso em sala de aula: Vol. M. A. administração e ciências contábeis.. F. L. Matemática para os cursos de economia. 1976. Cálculo diferencial e integral. BORGES. A. 1999. J. S. M. 1993. BAUMGART. G.. 1996. Fundamentos de matemática elementar. São Paulo: Ática. et al. P. E. IEZZI. C. SHENK. 1989. São Paulo: MAKRON Books do Brasil. Ijuí: UNIJUÍ. Vol. Tópicos de matemática. Matemática 2º grau. São Paulo: Harbra. Cálculo com geometria analítica. São Paulo: Atual.BIBLIOGRAFIA AGUIAR. Fundamentos de matemática elementar. 1985. MURAKAMI. 1981. 1. Cálculo com geometria analítica. BONGIOVANNI. 1. PISKOUNOV. Matemática 8ª série. MURAKAMI. G. BOULOS.XAVIER. 6. 1994. Porto: Livraria Lopes da Silva. BEZZERA. A. Vol. IEZZI. P. São Paulo: HARBRA. LEITHOLD. 1.. 1992. M. Monografia de Especialização em Matemática. 1993. Al.. São Paulo: Atual.

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