Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.

de Produção
NP6110 – Análise de Processos, Tempos, Métodos e Movimentos
NP6110 – Análise de Processos, Tempos,
Métodos e Movimentos
Planejamento da Demanda
Programação de Materiais
Prof. J. Roberto Tálamo
Depto de Engenharia de Produção
FEI
Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção
NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos
2
Sumário
Introdução.............................................................................................................................................................. 3
1. Estoques............................................................................................................................................................ 3
1.1 Função dos Estoques.................................................................................................................................... 3
1.2 Política de Estoques de uma Empresa....................................................................................................... 4
1.3 Princípios Básicos no Controle dos Estoques: .......................................................................................... 4
2. Conceito de Séries Temporais. ...................................................................................................................... 5
3. Modelos de Evolução de Consumo:.............................................................................................................. 6
4. Métodos de Previsão de Demanda em Estoques....................................................................................... 7
4.1 Método da Média Móvel................................................................................................................................ 8
4.2 Método da Média Móvel Ponderada ........................................................................................................... 8
4.3 Método da Média com Ponderação Exponencial...................................................................................... 9
4.4 Método da Regressão Linear Simples...................................................................................................... 10
4.5 Método da Porcentagem Média................................................................................................................. 11
4.6 Método da Porcentagem da Tendência.................................................................................................... 13
5. Custos dos Estoques..................................................................................................................................... 14
5.1 Custo de Armazenagem: ............................................................................................................................ 14
5.2 Custo Total Anual do Pedido...................................................................................................................... 15
5.3 Custo da Falta de Estoques ....................................................................................................................... 15
6. Níveis de Estoque .......................................................................................................................................... 17
6.2 Tempo de Reposição ou Ressuprimento - TR........................................................................................ 18
6.3 Estoque virtual .............................................................................................................................................. 18
6.4 Consumo Médio Mensal ............................................................................................................................. 18
7. Estoque Mínimo.............................................................................................................................................. 20
7.1 Fórmula Simples .......................................................................................................................................... 21
7.2 Método da raiz quadrada............................................................................................................................ 21
7.3 Método da porcentagem de consumo. ..................................................................................................... 21
7.4 Cálculo do Estoque Mínimo com alteração de consumo e tempo de reposição................................ 21
7.5 Estoque Mínimo com grau de atendimento definido. ............................................................................ 21
8. Parâmetros Gerais de Controle de Estoque. ............................................................................................. 23
8.2 Rotatividade ou Giro de Estoque............................................................................................................... 23
8.3 Taxa de Cobertura ou Antigiro................................................................................................................... 23
9. Lote Econômico.............................................................................................................................................. 25
9.1 Lote econômico de compras, sem falta de material: .............................................................................. 26
9.2 Lote econômico de produção, não admitindo faltas. .............................................................................. 27
9.3 Lote Econômico de compra, admitindo faltas.......................................................................................... 29
9.4 Lote Econômico de Fabricação, Admitindo Faltas.................................................................................. 31
9.5 Lote Econômico de Fabricação, com Restrição de Investimentos em Estoques. ............................. 33
9.6 Lote Econômico de Compra Com Desconto............................................................................................ 36
10. O sistema de classificação ABC. ............................................................................................................... 40
Anexo I ................................................................................................................................................................. 43
Anexo II ................................................................................................................................................................ 44
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3
Introdução
Quando falamos sobre administração de materiais, não há como dissociar este tema
da Logística Empresarial. Logística é um processo abrangente, que passa por todas
as etapas empresariais. Entretanto, vale lembrar que o processo logístico está
baseado em valores e quantidades, os quais devem ser adequadamente planejados
e controlados a fim de evitar-se projeções erradas, e conseqüentes prejuízos, a toda
cadeia logística.
Na primeira parte deste material, trataremos da administração dos materiais,
envolvendo planejamentos de demandas, estoque mínimos, lotes de compras e
todos os demais itens referentes à administração de estoques, fundamentais à
gestão econômica da empresa e da cadeia logística.
1. Estoques
1.1 Função dos Estoques.
Dentro da Administração de Materiais, há o planejamento e administração dos
estoques, parte fundamental dentro de uma empresa. A principal finalidade dos
estoques é funcionar como um amortecedor da demanda do mercado. Tem que ser
dimensionado para atender às oscilações da Produção e do Mercado.
Entretanto, é importante lembrar que o aumento dos níveis de estoque acarretam
crescimentos inevitáveis dos custos de armazenagem:

Figura 1: Curva de Investimentos em estoques
Isto decorre da necessidade de maior contingente de mão de obra, maior infra-
estrutura (paletes, prateleiras, armários, etc.), maior desgaste dos equipamentos de
movimentação e transporte, maior área, maior gasto de energia, seguros, etc.
Um estoque elevado aumenta os custos diretos e indiretos de uma empresa.
Investimento
em
Nivel de
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4
Por outro lado, um estoque reduzido pode fazer com que a mesma empresa perca
oportunidades de mercado.
Estes fatos exigem uma administração tecnicamente rigorosa sobre os estoques, o
que às vezes pode levar a conflitos de interesses interdepartamentais dentro de uma
empresa.
Tabela 1: Comparação dos diversos tipos de estoque
Estoque Elevado
em:
Conseqüência nos Diversos Departamentos
Departamento de Compras Departamento Financeiro
Matéria Prima Obtenção de melhores preços em
função dos volumes.
Redução do Capital disponível
para Investimentos.
Departamento de Produção Departamento Financeiro
Material em
Processo
Ausência do risco de paradas de
produção.
Produção de Grandes Lotes.
Maior risco de perdas por
obsolescência.
Maior custo de armazenagem.
Departamento de Vendas Departamento Financeiro
Produto Acabado
Entregas rápidas.
Melhor atendimento aos clientes.
Maiores vendas.
Maior comprometimento do
capital investido.
Maior custo de armazenagem.
1.2 Política de Estoques de uma Empresa.
É fundamental que a empresa defina sua política de estoques, a fim de direcionar o
trabalho de seus colaboradores de modo adequado. Para isto a empresa deve
definir:
• Objetivos quanto ao prazo de entrega dos produtos aos clientes.
• Quantidade de espaço que estará comprometido com os estoques.
• Nível de flutuação previsto, para atendimento de eventuais flutuações de
demanda.
• Política de especulação com os estoques.
• Definição da rotatividade.
Se formos analisar os estoques sob o ponto de vista do retorno de capital teremos:
Investido Capital
Lucro
RC =
Equação 1: Retorno de Capital
Quanto menor o denominador, ou seja, o capital “comprometido” , melhor o RC,
para um mesmo lucro.
1.3 Princípios Básicos no Controle dos Estoques:
• Determinar “o que” (n
o
de itens) deve permanecer em estoque.
• Determinar “quando” reabastecer os estoques.
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• Determinar o “quanto” de estoque para um determinado item é necessário.
• Acionar o Departamento de Compras no tempo certo.
• Receber, armazenar e girar o estoque corretamente.
• Controlar o valor dos estoques e informar as áreas envolvidas.
• Executar inventários periódicos.
• Identificar e retirar do estoque, todos os itens obsoletos e danificados.
É importante também, definir-se os diversos tipos de estoque dentro de uma
empresa, tais como:
Matérias Primas.
Produtos em Processo.
Produtos Acabados.
Peças de Manutenção.
2. Conceito de Séries Temporais.
Os dados históricos referentes ao consumo de materiais constituem-se em séries
temporais. Para a análise de qualquer série temporal, é recomendável a construção
de um gráfico a fim de avaliar-se o seu comportamento geral.
A análise de uma série temporal revelará a presença de 4 movimentos
característicos, conforme segue:
• Tendência secular.
• Variações sazonais.
• Variações cíclicas.
• Variações aleatórias.
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3. Modelos de Evolução de Consumo:
• Evolução Horizontal:
C _
C
Tempo
• Evolução sujeita a tendência.
C _
C

Tempo
• Evolução Sazonal.
C _
C

Tempo
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4. Métodos de Previsão de Demanda em Estoques
É o estudo executado para a formação e o controle de estoques. A eficácia da
previsão dos estoques depende principalmente do método de previsão aplicado e
da qualidade das informações utilizadas.
As informações básicas para decisão sobre as dimensões e a distribuição no tempo,
da demanda dos produtos são classificadas em:
a) Informações Quantitativas:
• Vendas passadas,
• Variáveis associadas aos produtos (produtos infantis, eletrodomésticos, etc),
• Variáveis previsíveis, relativamente ligadas à venda (PNB, população, renda,
etc),
• Propaganda e MKT,
• Etc.
b) Informações Qualitativas:
• Gerentes,
• Vendedores,
• Compradores,
• Pesquisa de Mercado,
• Etc.
A previsão da demanda pode ser feita através de várias técnicas, tais como:
• Projeção – São utilizados dados passados, admitindo-se que haverá repetição
dos dados no futuro ou as vendas evoluirão em função do tempo.
• Explicação – Utilizam-se leis de correlação e regressão, associando-se as
vendas passadas a outras variáveis de evolução conhecida ou previsível.
• Predileção – Experiência de pessoas conhecedoras de vendas ou do
mercado.
As duas primeiras técnicas são baseadas em métodos quantitativos (cálculos)
enquanto a última técnica é baseada em informações de especialistas.
Essas mesmas técnicas podem ser classificadas em
a) Técnicas não científicas:
Conjeturas
Previsões Baseadas na intuição
Previsões baseadas na experiência
Todas são empíricas, não recomendadas.
b) Técnicas Pseudocientíficas
b.1)Intrínsecas
• Persistência. - O que ocorreu no passado ocorrerá no futuro.
• Trajetória - É o método dos mínimos quadrados.
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• Cíclico - É a técnica da trajetória, incluindo-se no futuro os ciclos
observados no passado.
• Médias - Média aritmética dos dados passados, dados recentes ou média
ponderada.
• Correlatividade - Determinação de uma função autocorrelativa.
• Aleatoriedade - Uma distribuição de probabilidades é estabelecida sobre
dados passados.
• Estudo das previsões anteriores.
b.2) Extrínsecas
• Correlativo - Utiliza as séries temporais.
• Causídico - Utiliza relação entre causa e efeito.
c) Técnicas Científicas - Desenvolvimento de um modelo matemático.
4.1 Método da Média Móvel.
Utilizam-se tantos períodos de tempo quantos forem convenientes para a previsão
da demanda.
Por exemplo, para fazer a previsão de consumo de um próximo período, uso sempre
a média móvel dos últimos tres (ou quatro, ou cinco, etc).
Exemplo:
Mês
Ano
J F M A M J J A S O N D
2001 98 100 120 150 120 140 110 120 130 100 98 110
2002 140 180 120 160 140 150 160 178 168 150 140 150
D
t
= Demanda média no período em estudo, calculada por:
Sendo n, o número de períodos adotados para a média móvel. Por exemplo, para o
caso de n = 3, temos:
6 , 146
3
150 140 150
25 2003
=
+ +
=
= período janeiro
D
4.2 Método da Média Móvel Ponderada
Neste caso são atribuídos pesos a cada um dos períodos passados, de modo que a
somatória dos pesos seja igual a 1 (ou 100, se estivermos trabalhando na base
porcentual), e estes sejam decrescentes ao longo dos períodos mais antigos, de
modo a termos um peso maior para os períodos mais recentes.
A expressão usual é :
n
Di
Dt
t
n t i
¯

− =
=
1
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9
D
Mt
= D
t+1
= ω
t
.D
t
+ ω
t-1
.D
t-1
+ ω
t-2
.D
t-2
+ ω
t-3
.D
t-3
+.....+ ω
t- n+1
.D
t-n+1
Sendo ω
t-1
+ ω
t-2

t-3
+.....+ω
t- n
+ ω
t- n+1
= 1 e decrescentes.
Os valores de ω são estabelecidos arbitrariamente. Exemplo com os valores da
tabela acima:
Admitindo-se n = 3 e ω
t
= 0,60 ω
t-1
= 0,30 e ω
t-2
= 0,10 teremos:
Exemplo:
Dados os consumos abaixo, associados aos respectivos períodos e pesos,
determine a previsão de consumo para Outubro, utilizando os métodos citados
anteriormente, com n = 4.
mes Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul Ago. Set.
consumo
15 15 18 22 25 28 32 35 37
Peso (%)
2 5 5 10 10 15 15 18 20
4.3 Método da Média com Ponderação Exponencial
Também denominado método do alisamento, este método combina o método da
média móvel ponderada com dados históricos trabalhados. Este método consiste em
se iniciar a previsão adicionando-se ao último dado histórico, a diferença dois a dois
dos períodos anteriores, sendo cada diferença multiplicada por uma expressão
obtida através de um fator α escolhido arbitrariamente.
Este modelo foi desenvolvido por R.G. Brown em 1959, o qual sugeriu para a
determinação de α, a seguinte expressão:
1
2
+
=
N
α
sendo N o número de períodos utilizados para a análise.
A expressão genérica utilizada para este método é:
_
D
t
= Dt
+1
= α.D
t
+ α.(1-α.).D
t-1
+ α.(1-α.)
2
.D
t-2
+ α.(1-α.)
3
.D
t-3
+ .....+ α.(1-α.)
N
. D
t-N
+ (1-
_
α.)
N+1
.D
t-(N+1)
Sendo, D
M t-(n+1)
a previsão efetuada no período anterior.
_
Vale lembrar que o último termo da expressão { (1-α.)
N+1
.D
t-(N+1)
} é muito pequeno,
próximo de zero, podendo ser desprezado.
Exemplo:
147 150 . 10 , 0 140 . 30 , 0 150 . 60 , 0 25 = + + = D
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a. Considerando os dados do exercício anterior, suponha que o consumo real no
mês de outubro tenha sido de 40 unidades. Utilizando o consumo obtido pelo
método da média móvel ponderada e um coeficiente de ajustamento de 30%,
determine o consumo para o mês de novembro.
b. O consumo de uma peça no mês de setembro de um determinado ano foi de 350
peças. No mês de outubro do mesmo ano o consumo foi de 420 peças. Estimar o
consumo para o mês de novembro desse mesmo ano, considerando um
ajustamento de 20%.
4.4 Método da Regressão Linear Simples
É o método onde se determina uma reta média que se corresponda ao maior
número de pontos possíveis.
Definimos o coeficiente de explicação R
2
, como um indicador da correlação entre os
dois conjuntos de pontos fornecidos:
Exercício
O consumo de um determinado item de estoque apresentou os valores indicados no
quadro abaixo:
mes
Jan. Fev. Mar. Abr. Mai. Jun. Jul Ago. Set. Out. Nov. Dez.
Consumo
20 22 25 25 27 28 27 31 31 35 35 38
Peso (%) 10 20 30 40
mês Dados fator resultado
Dez 148 0,153846 22,76923
Nov 139 0,130178 18,09467
Out 197 0,110150 21,69959
Set 160 0,093204 14,91264
Ago 130 0,078865 10,25244
Jul 56 0,066732 3,736985
Jun 93 0,056465 5,251285
Mai 154 0,047778 7,35788
Abr 152 0,040428 6,145043
Mar 198 0,034208 6,77323
Fev 207 0,028945 5,991704
Jan 203 0,024492 4,971934
127,956641
¯
¯ ¯
− =
N
y x
y x Sxy
.
.
( )
N
x
x Sxx
2
2 ¯
¯
− =
Sxx
Sxy
b =
x b y a . − =
100 .
.
2
Syy
Sxy b
R =
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a. Estimar o consumo desse item nos meses de janeiro a abril do ano seguinte,
utilizando o método dos mínimos quadrados.
b. Executar a estimativa do consumo para o mês de janeiro do ano seguinte,
utilizando o método da média com ponderação exponencial, considerando que
havia sido feita uma previsão de consumo de 36 peças no mês de dezembro,
utilizando um coeficiente de ajustamento de 45%.
c. Efetuar a previsão de consumo para o mês de janeiro utilizando o método da
média móvel ponderada, com n = 4.
d. Qual dos resultados é o mais confiável, e qual a diferença básica que você
observou entre eles?
Utilize o quadro ao lado como auxiliar
na resolução.
4.5 Método da Porcentagem Média
Este método leva em consideração as variações sazonais, através da obtenção de
um índice sazonal para cada mês. Entretanto, para uma correta aplicação, é
importante haver a disponibilidade de um conjunto significativo de dados (3 anos ou
36 meses, no mínimo) a fim de identificar-se de fato o efeito sazonal.
Inicialmente, verifica-se os dados acumulados para cada período anual. Com os
dados anuais, aplica-se o método da RLS (item 4) a fim de determinar-se a
estimativa para o próximo ano. Com a estimativa do próximo(s) ano(s)
determinada(s), voltamos aos dados mensais e determinamos a porcentagem de
cada um em relação ao total acumulado de seu respectivo ano. A fim de
compreender melhor, faremos um exercício.
Mês consumo
x
2
x.y
Σ
méd
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12
Uma empresa apresentou as seguintes demandas de materiais ao longo dos meses:
Ano
Mês
2001 2002 2003 2004 2006
Janeiro 200 181 207 210 222
Fevereiro 195 173 194 193 212
Março 215 207 133 227 241
Abril 259 220 251 262 272
Maio 254 243 273 274 296
Junho 272 268 280 295 312
Julho 259 259 266 261 297
Agosto 249 262 260 275 276
Setembro 234 244 242 244 259
Outubro 236 248 265 273 278
Novembro 229 241 261 271 276
Dezembro 299 307 329 348 347
Ano 2901 2853 2961 3133 3288
Média 241,75 237,75 246,75 261,08 274,00
Estabelecer uma previsão de demanda para os anos de 2007 e 2008.
1
o
Vamos definir a reta média através da RLS para os consumos anuais, e
estabelecer o consumo teórico para 2007 e 2008.
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4.6 Método da Porcentagem da Tendência
Neste modelo, os dados reais são expressos em termos porcentuais em relação aos
dados teóricos obtidos a partir da equação da RLS, determinada com os dados
históricos. Para efeito de compreensão, utilizaremos os mesmos dados do modelo
anterior, porem somente com tres anos (por questões de praticabilidade), e faremos
a resolução com os princípios deste modelo. Faremos a "linearização" dos dados
históricos, ou seja, os mesmos serão distribuídos linearmente, e será feita a
determinação da equação da reta com os dados mensais, como segue:
Desse modo, a previsão para Janeiro de 2003 (mês de número 37) será a demanda
obtida através da fórmula da RLS, "corrigida" com o índice sazonal médio, como
segue:
Demanda Teórica
janeiro 2003
= 222,91 + 1,0364.37 = 261,26
Demanda Corrigida ou Demanda Prevista = Demanda Teórica
janeiro 2003
. Índice Médio
janeiro
=
261,26. 0,830 = 216,85
meses Dem. Hist. Dem. Teórica DH/DT
1 200 223,95 0,893 Sxy= 4026,5
2 195 224,98 0,867 Sxx= 3885
3 215 226,02 0,951 b= 1,0364
4 259 227,06 1,141 a= 222,91
5 254 228,09 1,114
6 272 229,13 1,187
7 259 230,16 1,125
8 249 231,20 1,077
9 234 232,24 1,008 mês 2000 2001 2002 média
10 236 233,27 1,012 jan 0,893 0,766 0,832 0,830
11 229 234,31 0,977 fev 0,867 0,729 0,776 0,791
12 299 235,35 1,270 mar 0,951 0,868 0,530 0,783
13 181 236,38 0,766 abr 1,141 0,919 0,996 1,019
14 173 237,42 0,729 mai 1,114 1,010 1,079 1,068
15 207 238,46 0,868 jun 1,187 1,109 1,102 1,133
16 220 239,49 0,919 jul 1,125 1,068 1,043 1,079
17 243 240,53 1,010 ago 1,077 1,075 1,015 1,056
18 268 241,57 1,109 set 1,008 0,997 0,941 0,982
19 259 242,60 1,068 out 1,012 1,009 1,027 1,016
20 262 243,64 1,075 nov 0,977 0,977 1,007 0,987
21 244 244,67 0,997 dez 1,270 1,239 1,264 1,258
22 248 245,71 1,009
23 241 246,75 0,977
24 307 247,78 1,239
25 207 248,82 0,832
26 194 249,86 0,776
27 133 250,89 0,530
28 251 251,93 0,996
29 273 252,97 1,079
30 280 254,00 1,102
31 266 255,04 1,043
32 260 256,08 1,015
33 242 257,11 0,941
34 265 258,15 1,027
35 261 259,18 1,007
36 329 260,22 1,264
Agrupamento dos indices
anos
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14
5. Custos dos Estoques
Toda estocagem de material gera custos, tais como:
• Custos de capital: Juros, Depreciação.
• Custos de pessoal: Salários / Encargos.
• Custos prediais: Aluguel, Conservação, Impostos, Seguros.
• Custos de Manutenção: Equipamentos, Deterioração, Obsolescência
Estes custos totalizam uma curva exponencial, em função do tempo e quantidade
estocada, conforme a figura abaixo:
Quantidade ∇
custo de ∇
Tempo de permanência
5.1 Custo de Armazenagem:
I P T
Q
C
a
. . .
2
=
sendo:
Q = quantidade de material armazenado, para um determinado item,
T = Tempo de armazenagem,
P = Preço do item,
I = Taxa unitária anual de armazenagem, como % do custo unitário.
Para esta expressão, consideraremos:
• O custo de armazenagem proporcional ao estoque médio (Q/2).
• O preço unitário do item (P) constante no período T utilizado na análise.
A taxa de armazenamento (I) será calculada como segue:
I = I
a
+ I
b
+ I
c
+ I
d
+ I
e
+ I
f
,
sendo:

= =
do valor
lucro
retorno de Taxa I
a
. 100
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Unitário eço Anual Consumo
A S
m armazenage de Taxa I
b
Pr .
.
. 100 = =
Sendo: S = área que o item em estudo ocupa no estoque.
A = custo anual do m
2
de armazenamento.
edifícios do Valor
seguro do anual Custo
seguro de Taxa I
c
+ ∇
= = . 100


= =
do Valor
de os equipament dos anual o Depreciaçã
transporte de Taxa I
d
. 100

= =
do Valor
cia obsolescên por anuais Perdas
cia obsolescên de Taxa I
e
. 100

= =
do Valor
diversos itens com anuais Despesas
Diversos I
f
. 100
5.2 Custo Total Anual do Pedido
CTA = B.N sendo,
B = Custo Unitário do Pedido N = n
o
de pedidos
Como
Q
C
N = , onde C é o consumo anual e Q é a quantidade solicitada a cada
pedido, podemos reescrever a equação como:
|
|
.
|

\
|
=
Q
C
B CTA .
5.3 Custo da Falta de Estoques
• Lucro Cessante
• Custos Adicionais
• Quebras de Prazo
• Danos à Imagem da Empresa
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16
O custo total de armazenagem de um item , ao ano, pode ser calculado como
segue:
Custo Total = Custo Total Anual de Armazenagem + Custo Total Anual do Pedido
Sendo:
I
Q P
m Armazenage de Anual Total Custo .
2
.
|
.
|

\
|
=
|
|
.
|

\
|
=
Q
C
B Pedido do Anual Total Custo .
Resulta:
|
|
.
|

\
|
+ |
.
|

\
|
=
Q
C
B I
Q P
Total Custo . .
2
.
Caso seja necessário representar a parcela I em termos de quantia monetária ($),
esta será representada por I’, sendo:
I’= I.P
A representação gráfica da equação acima é:
Custo de ∇
CT
CTAA
CTAP
Q
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17
6. Níveis de Estoque
O estudo da administração dos níveis de estoques tem como finalidade impedir a
falta de material, do modo mais econômico possível. A representação gráfica mais
genérica da oscilação dos estoques está representada na figura abaixo.
Oscilação de estoques
0
2
4
6
8
10
12
0
,
0
1
Tempo
Q
u
a
n
t
i
d
a
d
e
Figura 2: Gráfico da oscilação dos níveis de estoque de um item em função do tempo
Podemos observa que, num determinado ponto ocorre o abastecimento do item,
fazendo com que o nível de estoques suba de 0 até uma quantidade Q, iniciando-se
o consumo, fazendo com que o nível do item volte a zero. Este padrão ocorre ao
longo do tempo.
Na realidade, atingir-se o nível zero de estoques não é desejável, em função dos
problemas decorrentes, tais como parada de produção, fretes adicionais, horas
extras, etc.
O objetivo é estabelecer um ponto em que, ainda haja quantidade reserva, que
absorva atrasos, rejeições e oscilações de demanda.
6.1 Ponto de Pedido ou Ponto de Ressuprimento.
Corresponde a um nível de estoque disponível no qual deve-se efetuar a colocação
de um novo pedido de reposição, de modo que, na taxa de consumo observada, o
ressuprimento ocorrerá no momento em que o estoque chegar a zero. O intervalo de
tempo que decorre entre dois Pontos de Pedido é denominado Intervalo de
Ressuprimento.
O estoque disponível deve incluir:
• O estoque existente.
• Os fornecimentos em atraso.
• Os fornecimentos em aberto, dentro do prazo
Saldo de Fornecimento (SF) engloba os fornecimentos em atraso e em aberto.
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18
6.2 Tempo de Reposição ou Ressuprimento - TR
É o tempo gasto entre a verificação da necessidade de reposição e a efetiva entrada
do material no estoque. O Tempo de Ressuprimento é formado por três estágios:
1. Emissão do Pedido (até chegar ao fornecedor)
2. Preparação do Pedido (fabricação do item)
3. Transporte (da saída do fornecedor até o estoque)
Oscilação de estoques
0
2
4
6
8
10
12
0
,
0
1
Tempo
Q
u
a
n
t
i
d
a
d
e
TR
Figura 3: Indicação do Ponto de Pedido e Tempo de Ressuprimento
6.3 Estoque virtual
É a denominação dada ao estoque como um todo, englobando e estoque físico
dentro da empresa e o estoque existente na forma de pedido, correspondente ao
saldo de fornecedor.
Estoque virtual: ∇
virtual
= ∇
físico
+ SF
Também podemos considerar: ∇
virtual
= ∇
físico
+ SF + ∇
em análise
Fica evidente que, quando o ∇
virtual
iguala-se ao PP deve-se efetuar o ressuprimento;
entretanto deve-se manter atenção ao Saldo de Fornecimento, a fim de não se
elevar os níveis de estoque desnecessariamente.
6.4 Consumo Médio Mensal
É a média aritmética das retiradas mensais do estoque, tomando-se como base, no
mínimo, os últimos 6 meses.
Exemplos:
PP
C.TR
∇ ∇∇ ∇
Virtual
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19
1. Uma peça é consumida à razão de 3.800 un./mês. O tempo de reposição é de 15
dias. Qual o PP, sendo o estoque mínimo correspondente a uma semana de
consumo?
PP = 3.800 peças/mês . 15/30 mês + 950 = 2850 unidades
2. O consumo de um item é de 20 unidades/mês. O TR é de 3 meses e o ∇
minimo
é
de 20 unidades. O estoque físico é de 81 unidades. Qual deve ser o PP?
PP = 20 unid/mês. 3 meses + 20 unidades = 80 unidades
Entretanto, neste caso, se houver um SF de 90 unidades, o estoque virtual será de
171 unidades, o que é desnecessário.
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20
7. Estoque Mínimo
Conforme observamos na figura 2 do item anterior, o padrão de consumo de um item
é representado por uma curva do tipo “serra”. Ainda de acordo com a figura, o saldo
de estoque é “zerado” antes de cada nova remessa, o que não é satisfatório pois
nestas condições, a empresa estará sujeita a perdas de produção com muita
freqüência.
A fim de evitarem-se estes contratempos é estabelecido o “Estoque Mínimo”.
O Estoque Mínimo (
Mínimo

) é a quantidade mínima que deve permanecer em
estoque para efeito de segurança contra eventuais atrasos de fornecimento,
divergências, saldos de demanda ou rejeição de lotes.
Desse modo, o gráfico de consumo de material é representado conforme a figura
abaixo:
Perfil de Consumo e Estoque Mínimo
0
2
4
6
8
10
12
0
,
0
1
Tempo
Q
u
a
n
t
i
d
a
d
e
O ∇
mínimo
é fundamental para o estabelecimento do PP, pois PP = C.TR + ∇
Mínimo
.
Existem métodos de cálculo do estoque mínimo, todos executados com base em:
• Fixação de determinação da projeção mínima.
• Cálculos com base estatística.
Sempre se parte do princípio no qual o objetivo é se atingir “grau de atendimento
adequado”, sendo “Grau de Atendimento”, a relação entre a quantidade necessária e
a quantidade atendida.
Ex.: Quant. Necessária: 5.000 peças
Quant. Atendida: 4.700 peças portanto: G.A. = 4700/5000 . 100 = 94%
A determinação do estoque mínimo é feita fixando-se o G.A. desejado pela empresa,
conforme veremos a seguir.
∇ ∇∇ ∇
Mínimo
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21
7.1 Fórmula Simples
Este método não contém precisão matemática: A C
Mínimo
. = ∇
sendo: A = fator arbitrário
C = Consumo médio
7.2 Método da raiz quadrada
Utiliza o conceito de tempo de reposição:
TR C
Mínimo
. = ∇
entretanto é importante lembrar que só posso usar este método se:
• O consumo durante o tempo de reposição for mínimo, menor que 20 unidades
• O consumo de material for irregular
• A quantidade requisitada ao almoxarifado for igual a 1.
7.3 Método da porcentagem de consumo.

min
= (C
máx
– C
méd
) . TR
7.4 Cálculo do Estoque Mínimo com alteração de consumo e tempo de reposição.

min
= T
1
. (C
2
– C
1
) + C
2
.T
4
sendo:
T
1
= Tempo de consumo Q
1
a uma velocidade C
1
.
T
4
= Atraso no tempo de reposição, em relação ao próprio tempo de reposição.
C
1
= Consumo mensal normal.
C
2
= Consumo mensal maior.
7.5 Estoque Mínimo com grau de atendimento definido.
É a diferença entre o consumo máximo e o consumo médio.
C C
máximo Mínimo
− = ∇
ou
TR C C
máximo Mínimo
). ( − = ∇
(caso o consumo máximo
ocorra durante o TR)
Neste método, utiliza-se a relação entre o conceito de distribuição normal e o
conceito de ∇
min
, onde o risco de desabastecimento será a área residual sob a curva
normal, fora do percentual de abrangência (ou atendimento).
Área de
desabastecimento
Área de
atendimento
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22
Inicialmente, é feito o estabelecimento do grau de atendimento. Com o grau de
atendimento, é determinado o risco (de não estar recebendo o material no momento
adequado), em %.
Com risco estabelecido, determina-se o valor correspondente de z, na Tabela de
Distribuição Normal Reduzida (Anexo I).
Com o valor de z determinado, calcula-se o estoque mínimo como segue:
Sendo,
( )
1
2
2


=
¯
¯
n
n
x
x
σ
Exercícios Propostos:
1.O levantamento de consumo de um determinado item no ∇ está indicado abaixo:
mês Jan. Fev Mar Abr. Mai Jun. Jul. Ago Set. Out. Nov Dez
consumo 320 310 360 290 330 350 380 420 430 410 370 350
a. Determinar o estoque mínimo necessário para um grau de atendimento de 90%.
b. Idem para um grau de atendimento de 95%.
c. Analise os resultados e comente.
2. Uma empresa definiu que os itens pertencentes à categoria B700 devem ter um
fator de segurança de 0,4. Uma determinada peça tem um consumo mensal de
2.100 unidades. Qual deve ser seu estoque mínimo se ela pertencer a esta
categoria?
3. Um produto tem uma previsão de consumo médio de 60 unidades/mês. Espera-se
que em determinada época do ano este consumo atinja 90 unidades/mês.
Considerando-se um TR de 15 dias, determinar seu estoque mínimo.
σ . z
mínimo
= ∇
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23
8. Parâmetros Gerais de Controle de Estoque.
8.1 Estoque Médio
É o nível médio de estoque, sendo representado por Q/2, onde Q é a quantidade a
ser comprada para consumo. Se levarmos em consideração o ∇
mínimo
, teremos:
8.2 Rotatividade ou Giro de Estoque
É a relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto.

= =
ioAnual ConsumoMéd
io EstoqueMéd
ioAnual ConsumoMéd
de Rotativida
Este fator indica o número de vezes que o estoque girou, ao longo do ano.
Exemplo: O consumo anual de um determinado item foi de 1.200 unidades. O
estoque médio utilizado é de 150 unidades. Qual a Rotatividade ou giro de estoque
desse item?
ano vezes
unidades
ano unidades ioAnual ConsumoMéd
de Rotativida / 8
150
/ 1200
= =

=
É possível estabelecer-se também um índice de giro de estoque para o caso de
Custos de Estoques ou Receitas de Vendas, como segue:
• Para produtos acabados
• Para Matérias Primas:
8.3 Taxa de Cobertura ou Antigiro
Condumo
cobertura de Taxa

=
($)
($/ano) Vendas de Receita
A. P, de Giro
PA ∇
=
($)
($) utilizadas MP de Custo
M.P. de Giro
MP ∇
=
2
Mínimo
Q
+ ∇ = ∇
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24
Exemplo: Um determinado item apresenta um ∇ de 3.000 unidades. O consumo
desse item é de 2.000 unidades por mês. Determinar a Taxa de Cobertura.
meses
mês unidades
unidades
Condumo
cobertura de Taxa 5 , 1
/ 2000
3000
= =

=
Existem alguns aspectos importantes na análise do Giro de Estoque ou da Taxa de
Cobertura:
1. A disponibilidade de capital é que vai determinar o Giro de Estoque – padrão.
2. Não se deve usar Giros de Estoque iguais para materiais de preços muito
diferenciados. Deve-se usar a classificação ABC.
3. O Giro de Estoque deve ser determinado com base na política da empresa, nos
programas de produção e na previsão de vendas.
4. Periodicamente deve-se comparar o Giro de Estoque-padrão e o Giro de
Estoque-real.
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25
9. Lote Econômico
Nunca é econômico estocar um item. Deve-se estudar criteriosamente o tamanho do
lote a ser mantido em estoque, a fim de balancear adequadamente as necessidades
do cliente e os níveis de estoque.
Neste estudo, abordaremos 4 tipos básicos de administração de lote econômico:
1. Lote econômico de compras, sem falta de material.
2. Lote econômico de produção, sem falta de material.
3. Lote econômico de compras, admitindo falta de material.
4. Lote econômico de produção, admitindo falta de material.
Na abordagem dos custos de estoque, devemos considerar dois tipos diferentes de
custos:
• Custos que aumentam à medida que a quantidade de material consumido
aumenta, isto porque, em média, metade do material consumido estará em
estoque.
• Custos que diminuem à medida que a quantidade de material aumenta, através
da distribuição dos custos fixos por maiores quantidades de materiais.
Poderíamos colocar estes dois tipos de custo num gráfico como segue:
Custo
Custo total
Custo de armazenagem
Custo do pedido
Quantidade
Lote Econômico de Compra
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26
9.1 Lote econômico de compras, sem falta de material:
Q = ∇
Max
t
T
t = tempo entre pedidos.
T = período de planejamento.
Custo Total do Período:
2
. . . .
Q
P I
Q
C
B C P CT + + =
sendo I’ o custo unitário de armazenagem, ou seja: I’= I.P sendo I expresso em
termos de % do custo unitário. Caso o custo acima seja expresso com I em termos
porcentuais, teremos:
Custo Total do Período:
2
. . . .
Q
P I
Q
C
B C P CT + + =
Lote mínimo (em peças) :
'
. . 2
I
C B
Q =
(quando I tem valor monetário)
Ou
P I
C B
Q
.
. . 2
=
(quando I é expresso em termos de % do custo).
Número de pedidos efetuados:
Q
C
pedidos de n = º
Intervalo entre pedidos:
C
Q
t =
Sendo:
• P = Preço Unitário de Compra
• C = Consumo do Item
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NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos
27
• B = Custo do Pedido.
• Q = Quantidade do Lote.
• I = Taxa unitária anual de Armazenagem em termos de % sobre o custo unitário.
• I’= Custo unitário anula de Armazenagem em termos de valor monetário.
Ex.
O Consumo de determinada peça é de 20.000 un. por ano. O custo de
armazenagem por peça e por ano é de R$ 1,90 e o custo do pedido é de R$ 500,00.
O preço unitário de compra é de R$2,00. Determine:
a. O lote econômico.
b. O custo total anual.
c. O número de pedidos por ano.
d. A duração dos pedidos.
Solução:
a.
pedido peças
P I
C B
Q / 3245
90 , 1
20000 . 500 . 2
.
. . 2
= = =
b. O custo total anual: CT = 2 x 20.000 + 500 x (20.000/3.245) + 3.245/2 = R$
46.464,00
c. O número de pedidos: Pedidos = C/Q = 20.000/3.245 = 6,2 pedidos por ano
d. O intervalo entre pedidos: t = Q/C = 3.245/20.000 = 0,162 anos ( se eu
multiplicar por 300 dias, obtenho ~ 48 dias)
9.2 Lote econômico de produção, não admitindo faltas.
Neste caso, utilizam-se as mesmas hipóteses do caso anterior, com a ressalva de
que o lote produzido é finito, e maior que o consumo.

Máx.
W.C Consumo = C
t T
Custo Total do Período:
|
.
|

\
|
− + + =
W
C Q
P I
Q
C
A C P CT 1 .
2
. . . .
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28
Lote mínimo (em peças) :
|
.
|

\
|

=
W
C
P I
C A
Q
1 . .
. . 2
sendo:
• P : Custo Unitário
• C : Quantidade Necessária por ano
• A : Custo de Preparação
• Q : Quantidade de lote Produzido
• I : Taxa Unitária anual de armazenagem (%)
• I’ : Custo unitário de ∇ por ano
• W : Capacidade Produtiva anual
Exemplo Numérico:
Uma empresa utiliza 9.000 unidades de um tipo de peça por ano. Sua capacidade
de produção é de 1.500 peças por mês. O custo de preparação para a produção
desta peça é de R$200,00, e o custo de armazenagem deste item é de R$ 2,00 por
mês.
Calcule o lote econômico de produção e o custo total anual, considerando-se que o
custo unitário de produção é de R$ 4,00.
unidades
ano un
ano un
R
ano un R
W
C
I
C A
Q 548
12
3600000
/ 1500 . 12
/ 9000
1 . 12 . 00 , 2 $
/ 9000 . 00 , 200 $ . 2
1 '.
. . 2
= =
|
.
|

\
|

=
|
.
|

\
|

=
|
.
|

\
|
− + + =
W
C Q
I
Q
C
A C P CT 1 .
2
'. . .
|
.
|

\
|
− + + =
mês un
ano un un
R
un
ano un
R ano un R CT
/ 1500 . 12
/ 9000
1 .
2
548
12 . 00 , 2 $
548
/ 9000
. 00 , 200 $ / 9000 . 00 , 4 $
Portanto, CT = R$42572,67
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29
9.3 Lote Econômico de compra, admitindo faltas.
Neste caso, trabalharemos com os mesmos princípios utilizados no estudo de “lote
econômico de compra, sem faltas” , porém admitindo a ocorrência de faltas.
O sistema poderia ser representado graficamente como segue:
Q ∇
max
F
T
T
X
T
Y
Sendo, C
F
= Custo da Falta, no período
F = Quantidade Faltante.
T
Y
= Tempo decorrido com a falta
T
X
= Tempo de consumo normal
Neste caso, determinamos o número de faltas como sendo:
Q
C P I
P I
F
F
.
.
.
+
=
O custo total de armazenagem será:
( )
Q
F C
Q
F Q
I
Q
C
B C P CT
F
. 2
.
. 2
'. . .
2
2
+

+ + =
Finalmente, o lote econômico, prevendo-se faltas será:
F
F
C
C I
I
C B
Q
+
=
'
.
'
. . 2
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30
Exercício:
O consumo de determinada peça é de 20.000 unidades por ano. O custo de
armazenagem por peça e por ano é de R$1,90 e o custo de cada pedido é de
R$500,00. O preço unitário de compra é de R$2,00 e o custo anual da falta é de
R$15,00 por unidade (e por ano conforme citado). Nestas condições, determinar o
lote econômico de compras.
unidades
C
C I
I
C B
Q
F
F
3443
00 , 15
00 , 15 9 , 1
.
9 , 1
20000 . 00 , 500 . 2 '
.
'
. . 2
=
+
=
+
=
Para o cálculo do Custo Total de Armazenagem, devemos calcular inicialmente o
número de faltas previsto:
faltas Q
C I
I
F
F
387 3443 .
15 90 , 1
90 , 1
.
'
'
=
+
=
+
=
Portanto o custo total será:
( )
Q
F C
Q
F Q
I
Q
C
B C P CT
F
. 2
.
. 2
'. . .
2
2
+

+ + =
( )
ano CT / 00 , 45807
3443 . 2
387 . 00 , 15
3443 . 2
387 3443
. 90 , 1
3443
20000
. 00 , 500 20000 . 00 , 2
2
2
= +

+ + =
Podemos também determinar o número de pedidos como sendo:
Pedidos = C/Q = 20000/3443 = 5,81 ou 6 pedidos por ano.
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31
9.4 Lote Econômico de Fabricação, Admitindo Faltas.
Q
W-C C

max
F
T
i
T
x
T
y
T
v
Definimos:
Número de Faltas: |
.
|

\
|

+
=
W
C
Q
C P I
P I
F
F
1 . .
.
.
Lote Econômico:
Custo total do Item:
F
F
C
C P I
W
C
P I
C A
Q
+
|
.
|

\
|

=
.
.
1 . .
. . 2
( )
Q
F C
W
C
Q
F Q
P I
Q
C
A C P CT
F
. 2
.
1 .
. 2
. . . .
2
2
+
|
.
|

\
|


+ + =
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32
Exemplo Numérico:
Uma empresa utiliza 9.000 unidades de um tipo de peça por ano. Sua capacidade
de produção é de 1.500 peças por mês. O custo de preparação para a produção
desta peça é de R$200,00, e o custo de armazenagem deste item é de R$ 2,00 por
mês. Calcule o lote econômico de produção e o custo total anual, considerando-se
que o custo unitário de produção é de R$ 4,00 e considerando-se a possibilidade de
ocorrência de falta a um custo de falta por unidade de R$ 30,00 por ano.
Determina-se o lote econômico:
Q = 740 unidades
Para se determinar o custo total anual de armazenagem, devemos determinar o
número de faltas (em termos de peças), como segue:
F = 165 peças
CT = R$ 41215,00
30
30 12 . 2
.
12 . 1500
9000
1 12 . 2
9000 . 200 . 2 '
.
1 '.
. . 2 +
|
.
|

\
|

=
+
|
.
|

\
|

=
F
F
C
C I
W
C
I
C A
Q
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NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos
33
9.5 Lote Econômico de Fabricação, com Restrição de Investimentos em Estoques.
Os modelos que vimos anteriormente, imaginavam disponibilidade de recursos, sem
restrição. Entretanto, a realidade das empresas, na grande maioria dos casos exige
controle orçamentário no investimento em estoques.
Vamos supor que o recurso em dinheiro disponível para a compra da mercadoria de
estoque seja x.
Desse modo, com a restrição de estoques temos:
Sendo: Q
i
= quantidade da peça i a ser comprada.
P
i
= preço unitário de i
Vamos então estabelecer a função restrição como segue:
Nosso problema será determinar a quantidade a ser comprada de cada uma das i
peças utilizadas pela empresa. Esse cálculo, m função da quantidade de peças
envolvidas, pode não ser tão simples.
Para se resolver esta forma de problema, faremos uma passagem matemática,
utilizando os coeficientes denominados multiplicadores de Lagrange.
O multiplicador de Lagrange é um parâmetro representado por λ, que será
multiplicado pela função restrição, procurando-se o resultado indicado abaixo:
A característica do multiplicador de Lagrange é que:
• λ = 0 , se θ(Q
i
) < 0 , ou seja, o investimento em estoque será menor que o
capital disponível.
• λ > 0 , se θ(Q
i
) = 0 , ou seja, o investimento em estoque será igual ao
capital disponível.
A equação do custo total de estoques, que já vimos anteriormente é:
x
P Q
n
i
i i

¯
− = 1
2
.
0
2
.
) (
1
≤ − =
¯
− =
x
P Q
Q
n
i
i i
i
θ
0 ) ( . = Qi θ λ
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34
Lembrando-se que I'= I.P e adicionando-se a função restrição ao Custo Total, temos:
Aplicando-se o conceito da função derivada à equação acima, chegamos à equação
indicada abaixo:
Substituindo-se a expressão de Qi vista acima na equação
0
2
.
) (
1
≤ − =
¯
− =
x
P Q
Qi
n
i
i i
θ
teremos o seguinte:
ou, alterando-se a equação, teremos:
Fatorando-se adequadamente esta equação, podemos isolar o fator λ, como segue:
2
'. . .
Q
I
Q
C
B C P CT + + =
λ .
2
.
2
.
. . .
1 1 1

− +

+ + =
¯ ¯
= =
n
i
i i
n
i i
i
i
i i
x
P Q P Q
I
Q
C
B C P CT
i
i
P
C
I
B
Qi .
) (
2
λ +
=
0 .
) (
. 2
.
2
1
= −
+
¯
=
x
P
C
I
B Pi
i
i
n
i
λ
0 . .
) (
. 2
.
2
1
1
= −
+
¯
=
x P C
I
B
n
i
i i
λ
I
x
P C B
n
i
i i

=
¯
=
2
1
. 2
. . . 2
λ
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35
Com esta expressão podemos calcular o valor de λ, substituindo-o na equação
i
i
P
C
I
B
Qi .
) (
. 2
λ +
=
determinando-se desse modo, cada uma das quantidades Qi.
Exercício:
Determinar os lotes econômicos de compra das peças x, y e z , com a restrição de
investimento de R$ 100.000,00 em estoque, levando-se em conta um custo de
pedido de R$ 500,00, um custo de armazenagem correspondente a 20% dos valores
estocados, preços unitários e consumos de acordo com o indicado abaixo:
peça C
(unidades)
$ unitário
X 125.000 50,00
Y 64.000 40,00
z 27.000 20,00
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36
9.6 Lote Econômico de Compra Com Desconto
Uma empresa pode ter a opção de compra de materiais de seu fornecedor, com
descontos, desde que o volume comprado seja em quantidade maior, ou seja, em
escala de produção maior e mais adequada, de custo mais reduzido para o
fornecedor.
Nestas situações a empresa deve saber decidir entre a compra de um lote
econômico, a um determinado preço e com um investimento em estoque menor, ou
a compra de um lote maior, com um desembolso maior, porém a um custo unitário
mais baixo, mas com os conseqüentes aumentos de custo de armazenagem.
Vamos denominar Q a quantidade comprada no lote econômico, e K o fator de
acréscimo na quantidade comprada em lote econômico, de modo que o lote com
desconto tenha uma quantidade de material K.Q .
Vamos denominar P o preço unitário do produto comprado em lote econômico e D o
desconto a ser dado no caso de compras maiores, de modo que o preço unitário do
produto comprado em lote promocional seja P(1-D).
Nosso objetivo será determinar o Custo Total do item comprado em volume maior a
fim de compará-lo ao Custo Total correspondente ao Lote Econômico. Caso o CT
do lote maior (com desconto) seja menor que o CT do lote econômico, o desconto
será vantajoso. O ideal é CT
Desconto
≤ CT
Lote Econômico
.
Conforme já vimos, a fórmula do CT é :
ou
visto que I' é o custo anual unitário de armazenagem, enquanto I é a porcentagem
do preço unitário correspondente ao custo unitário anual de armazenagem, de modo
que: I'= I.P
Substituindo-se Q por K.Q e P por P.(1-D), teremos o CT do lote com desconto:
Como o objetivo é CT
K
≤ CT, teremos:
2
'. . .
Q
I
Q
C
B C P CT + + =
( ) ( ) D P
Q K
I
Q K
C
B C D P CT
K
− + + − = 1 .
2
.
.
.
. . 1
2
. . . .
Q
P I
Q
C
B C P CT + + =
( ) ( )
2
. . . . 1 .
2
.
.
.
. . 1
Q
P I
Q
C
B C P D P
Q K
I
Q K
C
B C D P + + ≤ − + + −
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37
Substituindo-se a expressão do lote econômico na
expressão acima temos:
Simplificando-se a equação, chegamos em:
Dividindo-se a equação acima por
obtemos:
Denominando-se por L a parte da expressão indicada,
teremos
ou,
que é uma típica equação de 2
o
.
aplicando-se a expressão das raízes de uma equação de 2
o
grau e desprezando-se
a raiz negativa, obtemos:
P I
C B
Q
.
. . 2
=
( ) ( )
P I
C B P I
C B
P I
C B C P D P
P I
C B K
I
C B
P I
K
C
B C D P
.
. . 2
.
2
.
. . 2
.
. . . 1 .
.
. . 2
.
2
.
. . 2
.
. . . 1 + + ≤ − + + −
( ) D P C
P I B C P I B C
D K
K
. .
2
. . .
. 2
2
. . .
. 1
1
+ ≤

− +
2
. . . P I B C
( )
B I
P C
D D K
K .
. . 2
. 2 1
1
+ ≤ − +
B I
P C
.
. . 2
( ) 0 . . . 2 1 1
2
≤ − − − + L D K K D K
( ) ( ) 0 1 . 2 1
2
≤ + + − − L D K D K
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38
que é o fator multiplicador do lote econômico, que usaremos em nossas análises.
A avaliação a ser feita é a seguinte: Se o lote oferecido com desconto tiver uma
quantidade de peças menor ou igual a K. Q (Q é o lote econômico) então a compra
da quantidade acima do lote econômico, com desconto, será vantajosa.
Exemplo numérico:
Uma empresa compra de seu fornecedor, uma peça denominada x a um preço
unitário de R$ 3,00. O consumo anual dessa peça é de 1.200 unidades, o custo do
pedido é de R$ 200,00 e a porcentagem do preço unitário correspondente ao custo
anual unitário de armazenamento é de 20%. O fornecedor está tentando otimizar
sua embalagem, produção e expedição, e para isto está oferecendo descontos de
5% no preço final de lotes iguais ou superiores a 1.000 unidades. O desconto é
vantajoso?
Inicialmente, calculamos o lote econômico deste item:
Que é o lote recomendável para compra. Entretanto, vamos analisar a compra de
1000 unidades. Para isto calcularemos primeiro a parcela L substituída nas
equações acima:
Substituindo-se esse valor a expressão da raiz de K, obtemos:
Sendo K.Q = 2,368.895 = 2.120 unidades, maior que o lote com desconto, de 1000
unidades, a compra é vantajosa. Este resultado nos indica que é vantajosa a compra
de até 2.120 peças, a um preço unitário com desconto de 5% (ou mais, se possível).
Acima dessa quantidade, a compra deixa de ser vantajosa.
Confirmação através do CT
Custo Total com o Lote Econômico:
( ) ( )
( ) D
D L D L D
K

− − + + +
=
1 . 2
1 4 . 2 . 2
2
unidades
P I
C B
Q 895
3 . 20 , 0
1200 . 200 . 2
.
. . 2
= = =
4 , 13
200 . 20 , 0
3 . 1200 . 2
.
. . 2
= = =
B I
P C
L
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
368 , 2
05 , 0 1 . 2
05 , 0 1 4 4 , 13 . 05 , 0 2 4 , 13 . 05 , 0 2
1 . 2
1 4 . 2 . 2
2 2
=

− − + + +
=

− − + + +
=
D
D L D L D
K
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39
Custo Total com o Lote com Desconto:
Observe que na expressão acima utilizei o tamanho do lote promocional, e não o
valor K.Q. Este é usado apenas na avaliação preliminar.
Exemplo:
Uma empresa compra um item a um preço unitário de R$ 7,50. O consumo anual
dessa peça é de 16.000 unidades. O custo de pedido apurado pela empresa é de
R$ 230,00 e o custo unitário anual de armazenagem corresponde a 60% do preço
unitário. O fornecedor da peça ofereceu para a empresa um desconto de 2% sobre
o preço unitário, no caso de compras de lotes com mais de 3.000 unidades, em
embalagens de 50 unidades cada. Esse desconto é vantajoso? Em caso afirmativo,
qual o tamanho recomendado para o lote? Quantas compras serão feitas por ano?
Como voce distribuiria estas compras?
Inicialmente, calculamos o lote econômico deste item:
Ou simplesmente, 1279 unidades.
Determinação de K,
Portanto, K.Q =2,48 . 1279 = 3172,5 unidades
70 , 136 . 4
2
895
. 3 . 05 , 0
895
1200
. 200 1200 . 3
2
. . . . = + + = + + =
Q
P I
Q
C
B C P CT
( ) ( ) ( ) 945 . 3
2
1000
. 85 , 2 . 20 , 0
1000
1200
. 200 1200 . 05 , 0 1 . 00 , 3 1 .
2
.
.
.
. . 1 = + + − = − + + − = D P
Q K
I
Q K
C
B C D P CT
K
unidades
P I
C B
Q 1278,89
50 , 7 . 60 , 0
16000 . 230 . 2
.
. . 2
= = =
41,70
230 . 60 , 0
5 , 7 . 16000 . 2
.
. . 2
= = =
B I
P C
L
( ) ( )
( )
( ) ( )
( )
2,48
02 , 0 1 . 2
02 , 0 1 4 70 , 41 . 02 , 0 2 70 , 41 . 02 , 0 2
1 . 2
1 4 . 2 . 2
2 2
=

− − + + +
=

− − + + +
=
D
D L D L D
K
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40
10. O sistema de classificação ABC.
A classificação ABC de estoque baseia-se no conceito de V. Pareto, estabelecido
em 1896, onde afirma que "Em qualquer série de elementos a serem controlados,
uma pequena parcela destes elementos será responsável por uma grande
porcentagem em termos de efeitos".
Ou seja, poucos elementos de estoque serão responsáveis por grandes volumes de
capital investido e custos de armazenagem. Para esta classificação dos elementos
mais importantes, foi estabelecida a classificação ABC, que procura identificar ao
redor de 20% dos elementos (em termos de itens) responsáveis por
aproximadamente 80% do investimento efetuado. Os demais 80% dos itens serão
responsáveis por 20% dos investimentos em estoque.
Para a definição dos grupos A, B e C, existem vários critérios, que variam de autor
para autor. Estes dados porcentuais definidos para a classificação de um item em A,
B ou C são médios e escolhidos arbitrariamente. Cada empresa ou administrador
deve estabelecer seus próprios valores porcentuais, em função de suas prioridades
e oscilações de mercado.
O critério geral para agrupamento dos itens é o seguinte:
Itens A: Correspondem a uma quantidade de itens entre 7 e 10% do total de itens
armazenados, correspondendo a um volume em dinheiro de 60% do volume
monetário total (Demanda mensal x preço unitário). Para estes itens deve ser dada
atenção especial, avaliando-se eventuais oscilações de demanda, determinação
mensal dos custos de estocagem e determinação de lotes econômico para compras.
Existem autores que estabelecem entre 10 e 20% do total de itens, correspondendo
entre 67 e 75% do total monetário do estoque.
Itens B: Este grupo acumula entre 10 e 20% do total de itens de estoque,
responsáveis por aproximadamente 24% do volume monetário do estoque. Para
este grupo é recomendável a avaliação semestral das previsões de estoque, para
reavaliarem-se as previsões de demanda. Alguns autores recomendam entre 20 e
35% para a quantidade de itens e 15 a 30% do total de volume monetário.
Itens C: São representados por 80% dos itens, envolvendo 16% do total de recursos
monetários. Para estes itens é suficiente uma verificação anual da demanda e uma
estocagem também anual, desde que esta não comprometa a área física. Alguns
autores recomendam entre 50 e 70% do total de itens, correspondentes entre 5 e
10% do total monetário do estoque.
A fim de ilustrar o nosso estudo, faremos a análise de um caso, como segue:
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41
Material Preço Unitário (R$) Consumo Anual (un.) Valor do consumo (R$/ano) Grau
A 1,00 10.000 10.000,00 8
o
B 12,00 10.200 122.400,00 2
o
C 3,00 90.000 270.000,00 1
o
D 6,00 4.500 27.000,00 4
o
E 10,10 7.000 70.000,00 3
o
F 1.200,00 20 24.000,00 6
o
G 0,60 42.000 25.200,00 5
o
H 2,80 8.000 22.400,00 7
o
I 4,00 1.800 7.200,00 10
o
J 60,00 130 7.800,00 9
o
Neste estudo, nosso critério de classificação será o valor do estoque. Entretanto,
poderíamos usar o volume, o peso, etc., conforme a conveniência.
Grau Material Valor do
Consumo
Valor do Consumo
Acumulado
% do consumo
individual
% do consumo
acumulado
1
o
C 270.000,00 270.000,00 46,0 46,0
2
o
B 122.400,00 392.400,00 21,0 67,0
3
o
E 70.000,00 462.000,00 12,0 79,0
4
o
D 27.000,00 489.400,00 5,0 83,0
5
o
G 25.200,00 514.600,00 5,0 88,0
6
o
F 24.000,00 538.600,00 4,0 92,0
7
o
H 22.400,00 561.000,00 3,0 95,0
8
o
A 10.000,00 571.000,00 2,0 97,0
9
o
J 7.800,00 578.800,00 1,5 98,5
10
o
I 7.200,00 586.000,00 1,5 100,0
A
B
C
Curva ABC
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
0
100000
200000
300000
400000
500000
600000
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
número do item
v
a
l
o
r

a
c
u
m
u
l
a
d
o
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42
Exemplo:
Uma loja de material de construção dispõe das seguintes mercadorias, nos
seguintes valores:
Material
Valor (R$)
Metais Sanitários 8.000,00
Cimento 12.000,00
Lajotas 1.000,00
Azulejos 2.000,00
Interruptores 42.000,00
Vidros 5.000,00
Material Elétrico 1.000,00
Jardinagem 98.000,00
Pintura 1.000,00
Portas 3.000,00
Janelas 20.000,00
Telhas 4.000,00
Tubulações 2.000,00
Grades 1.000,00
200.000,00
Estabeleça a classificação ABC dos itens de estoque.
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43
Anexo I
Tabela 1: Distribuição Normal Reduzida para área Residual
z 0 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0 0,5000 0,4960 0,4920 0,4880 0,4840 0,4801 0,4761 0,4721 0,4681 0,4641
0,1 0,4602 0,4562 0,4522 0,4483 0,4443 0,4404 0,4364 0,4325 0,4286 0,4247
0,2 0,4207 0,4168 0,4129 0,4090 0,4052 0,4013 0,3974 0,3936 0,3897 0,3859
0,3 0,3821 0,3783 0,3745 0,3707 0,3669 0,3632 0,3594 0,3557 0,352 0,3483
0,4 0,3446 0,3409 0,3372 0,3336 0,3300 0,3264 0,3228 0,3192 0,3156 0,3121
0,5 0,3085 0,3050 0,3015 0,2981 0,2946 0,2912 0,2877 0,2843 0,2810 0,2776
0,6 0,2743 0,2709 0,2676 0,2643 0,2611 0,2578 0,2546 0,2514 0,2483 0,2451
0,7 0,2420 0,2389 0,2358 0,2327 0,2296 0,2266 0,2236 0,2206 0,2177 0,2148
0,8 0,2119 0,2090 0,2061 0,2033 0,2005 0,1977 0,1949 0,1922 0,1894 0,1867
0,9 0,1841 0,1814 0,1788 0,1762 0,1736 0,1711 0,1685 0,1660 0,1635 0,1611
1,0 0,1587 0,1562 0,1539 0,1515 0,1492 0,1469 0,1446 0,1423 0,1401 0,1379
1,1 0,1357 0,1335 0,1314 0,1292 0,1271 0,1251 0,1230 0,1210 0,1190 0,1170
1,2 0,1151 0,1131 0,1112 0,1093 0,1075 0,1056 0,1038 0,1020 0,1003 0,0985
1,3 0,0968 0,0951 0,0934 0,0918 0,0901 0,0885 0,0869 0,0853 0,0838 0,0823
1,4 0,0808 0,0793 0,0778 0,0764 0,0749 0,0735 0,0721 0,0708 0,0694 0,0681
1,5 0,0668 0,0655 0,0643 0,0630 0,0618 0,0618 0,0606 0,0594 0,0571 0,0559
1,6 0,0548 0,0537 0,0526 0,0516 0,0505 0,0495 0,0485 0,0475 0,0465 0,0455
1,7 0,0446 0,0436 0,0427 0,0418 0,0409 0,0401 0,0392 0,0384 0,0375 0,0367
1,8 0,0359 0,0351 0,0344 0,0336 0,0329 0,0322 0,0314 0,0307 0,0301 0,0294
1,9 0,0287 0,0281 0,0274 0,0268 0,0262 0,0256 0,0250 0,0244 0,0239 0,0233
2,0 0,0228 0,0222 0,0217 0,0212 0,0207 0,0202 0,0197 0,0192 0,0188 0,0183
2,1 0,0179 0,0174 0,0170 0,0166 0,0162 0,0158 0,0154 0,0150 0,0146 0,0143
2,2 0,0139 0,0136 0,0132 0,0129 0,0125 0,0122 0,0119 0,0116 0,0113 0,0110
2,3 0,0107 0,0104 0,0102 0,0099 0,0096 0,0094 0,0091 0,0089 0,0087 0,0084
2,4 0,0082 0,0080 0,0078 0,0075 0,0073 0,0071 0,0069 0,0068 0,0066 0,0064
2,5 0,0062 0,0060 0,0059 0,0057 0,0055 0,0054 0,0052 0,0051 0,0049 0,0048
2,6 0,0047 0,0045 0,0044 0,0043 0,0041 0,0040 0,0039 0,0038 0,0037 0,0036
2,7 0,0035 0,0034 0,0033 0,0032 0,0031 0,0030 0,0029 0,0028 0,0027 0,0026
2,8 0,0026 0,0025 0,0024 0,0023 0,0023 0,0022 0,0021 0,0021 0,0020 0,0019
2,9 0,0019 0,0018 0,0018 0,0017 0,0016 0,0016 0,0015 0,0015 0,0014 0,0014
3,0 0,00135 0,001306 0,001264 0,001223 0,001183 0,001144 0,001107 0,00107 0,001035 0,001001
3,1 0,000968 0,000936 0,000904 0,000874 0,000845 0,000816 0,000789 0,000762 0,000736 0,000711
3,2 0,000687 0,000664 0,000641 0,000619 0,000598 0,000577 0,000557 0,000538 0,000519 0,000501
3,3 0,000483 0,000467 0,000450 0,000434 0,000419 0,000404 0,000390 0,000376 0,000362 0,000350
3,4 0,000337 0,000325 0,000313 0,000302 0,000291 0,000280 0,000270 0,000260 0,000251 0,000242
3,5 0,000233 0,000224 0,000216 0,000208 0,000200 0,000193 0,000185 0,000179 0,000172 0,000165
3,6 0,000159 0,000153 0,000147 0,000142 0,000136 0,000131 0,000126 0,000121 0,000117 0,000112
3,7 0,000108 0,000104 0,0001 0,000096 0,000092 0,000088 0,000085 0,000082 0,000078 0,000075
3,8 0,000072 0,000069 0,000067 0,000064 0,000062 0,000059 0,000057 0,000054 0,000052 0,00005
3,9 0,000048 0,000046 0,000044 0,000042 0,000041 0,000039 0,000037 0,000036 0,000034 0,000033
z 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
4,0 0,0
4
317 0,0
4
207 0,0
4
133 0,0
5
854 0,0
5
541 0,0
5
340 0,0
5
211 0,0
5
130 0,0
6
793 0,0
6
479
5,0 0,0
6
287 0,0
6
170 0,0
7
996 0,0
7
579 0,0
7
333 0,0
7
190 0,0
7
107 0,0
8
599 0,0
8
332 0,0
8
182
6,0 0,0
9
987 0,0
9
530 0,0
9
282 0,0
9
149 0,0
10
777 0,0
10
402 0,0
10
206 0,0
11
104 0,0
11
523 0,0
11
260
Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção
NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos
44
Anexo II
Tabela 2: Distribuição Normal Reduzida para área Central
z 0,00 0,01 0,02 0,03 0,04 0,05 0,06 0,07 0,08 0,09
0,0 0,0000 0,0040 0,0080 0,0120 0,0160 0,0199 0,0239 0,0279 0,0319 0,0359
0,1 0,0398 0,0438 0,0478 0,0517 0,0557 0,0596 0,0636 0,0675 0,0714 0,0753
0,2 0,0793 0,0832 0,0871 0,0910 0,0948 0,0987 0,1026 0,1064 0,1103 0,1141
0,3 0,1179 0,1217 0,1255 0,1293 0,1331 0,1368 0,1406 0,1443 0,1480 0,1517
0,4 0,1554 0,1591 0,1628 0,1664 0,1700 0,1736 0,1772 0,1808 0,1844 0,1879
0,5 0,1915 0,1950 0,1985 0,2019 0,2054 0,2088 0,2123 0,2157 0,2190 0,2224
0,6 0,2257 0,2291 0,2324 0,2357 0,2389 0,2422 0,2454 0,2486 0,2517 0,2549
0,7 0,2580 0,2611 0,2642 0,2673 0,2704 0,2734 0,2764 0,2794 0,2823 0,2852
0,8 0,2881 0,2910 0,2939 0,2967 0,2995 0,3023 0,3051 0,3078 0,3106 0,3133
0,9 0,3159 0,3186 0,3212 0,3238 0,3264 0,3289 0,3315 0,3340 0,3365 0,3389
1,0 0,3413 0,3438 0,3461 0,3485 0,3508 0,3531 0,3554 0,3577 0,3599 0,3621
1,1 0,3643 0,3665 0,3686 0,3708 0,3729 0,3749 0,3770 0,3790 0,3810 0,3830
1,2 0,3849 0,3869 0,3888 0,3907 0,3925 0,3944 0,3962 0,3980 0,3997 0,4015
1,3 0,4032 0,4049 0,4066 0,4082 0,4099 0,4115 0,4131 0,4147 0,4162 0,4177
1,4 0,4192 0,4207 0,4222 0,4236 0,4251 0,4265 0,4279 0,4292 0,4306 0,4319
1,5 0,4332 0,4345 0,4357 0,4370 0,4382 0,4382 0,4394 0,4406 0,4429 0,4441
1,6 0,4452 0,4463 0,4474 0,4484 0,4495 0,4505 0,4515 0,4525 0,4535 0,4545
1,7 0,4554 0,4564 0,4573 0,4582 0,4591 0,4599 0,4608 0,4616 0,4625 0,4633
1,8 0,4641 0,4649 0,4656 0,4664 0,4671 0,4678 0,4686 0,4693 0,4699 0,4706
1,9 0,4713 0,4719 0,4726 0,4732 0,4738 0,4744 0,4750 0,4756 0,4761 0,4767
2,0 0,4772 0,4778 0,4783 0,4788 0,4793 0,4798 0,4803 0,4808 0,4812 0,4817
2,1 0,4821 0,4826 0,4830 0,4834 0,4838 0,4842 0,4846 0,4850 0,4854 0,4857
2,2 0,4861 0,4864 0,4868 0,4871 0,4875 0,4878 0,4881 0,4884 0,4887 0,4890
2,3 0,4893 0,4896 0,4898 0,4901 0,4904 0,4906 0,4909 0,4911 0,4913 0,4916
2,4 0,4918 0,4920 0,4922 0,4925 0,4927 0,4929 0,4931 0,4932 0,4934 0,4936
2,5 0,4938 0,4940 0,4941 0,4943 0,4945 0,4946 0,4948 0,4949 0,4951 0,4952
2,6 0,4953 0,4955 0,4956 0,4957 0,4959 0,4960 0,4961 0,4962 0,4963 0,4964
2,7 0,4965 0,4966 0,4967 0,4968 0,4969 0,4970 0,4971 0,4972 0,4973 0,4974
2,8 0,4974 0,4975 0,4976 0,4977 0,4977 0,4978 0,4979 0,4979 0,4980 0,4981
2,9 0,4981 0,4982 0,4982 0,4983 0,4984 0,4984 0,4985 0,4985 0,4986 0,4986
3,0 0,49865 0,498694 0,498736 0,498777 0,498817 0,498856 0,498893 0,498930 0,498965 0,498999
3,1 0,499032 0,499064 0,499096 0,499126 0,499155 0,499184 0,499211 0,499238 0,499264 0,499289
3,2 0,499313 0,499336 0,499359 0,499381 0,499402 0,499423 0,499443 0,499462 0,499481 0,499499
3,3 0,499517 0,499533 0,499550 0,499566 0,499581 0,499596 0,499610 0,499624 0,499638 0,499650
3,4 0,499663 0,499675 0,499687 0,499698 0,499709 0,499720 0,499730 0,499740 0,499749 0,499758
3,5 0,499767 0,499776 0,499784 0,499792 0,499800 0,499807 0,499815 0,499821 0,499828 0,499835
3,6 0,499841 0,499847 0,499853 0,499858 0,499864 0,499869 0,499874 0,499879 0,499883 0,499888
3,7 0,499892 0,499896 0,499900 0,499904 0,499908 0,499912 0,499915 0,499918 0,499922 0,499925
3,8 0,499928 0,499925 0,499933 0,499936 0,499938 0,499941 0,499943 0,499946 0,499948 0,499950
3,9 0,499952 0,499954 0,499956 0,499958 0,499959 0,499961 0,499963 0,499964 0,499966 0,499967
z 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9
4,0 0,49
3
683 0,49
3
793 0,49
3
867 0,49
4
146 0,49
4
459 0,49
4
66 0,49
4
789 0,49
4
87 0,49
5
207 0,49
5
521
5,0 0,49
5
713 0,49
5
830 0,49
6
004 0,49
6
421 0,49
6
667 0,49
6
810 0,49
6
893 0,49
7
401 0,49
7
668 0,49
7
818
6,0 0,49
8
013 0,49
8
470 0,49
8
718 0,49
8
851 0,49
9
223 0,49
9
598 0,49
9
794 0,49
9
896 0,49
10
477 0,49
10
74

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção

2

Sumário
Introdução .............................................................................................................................................................. 3 1. Estoques............................................................................................................................................................ 3 1.1 Função dos Estoques.................................................................................................................................... 3 1.2 Política de Estoques de uma Empresa....................................................................................................... 4 1.3 Princípios Básicos no Controle dos Estoques:.......................................................................................... 4 2. Conceito de Séries Temporais....................................................................................................................... 5 3. Modelos de Evolução de Consumo:.............................................................................................................. 6 4. Métodos de Previsão de Demanda em Estoques ....................................................................................... 7 4.1 Método da Média Móvel................................................................................................................................ 8 4.2 Método da Média Móvel Ponderada ........................................................................................................... 8 4.3 Método da Média com Ponderação Exponencial...................................................................................... 9 4.4 Método da Regressão Linear Simples...................................................................................................... 10 4.5 Método da Porcentagem Média................................................................................................................. 11 4.6 Método da Porcentagem da Tendência.................................................................................................... 13 5. Custos dos Estoques..................................................................................................................................... 14 5.1 Custo de Armazenagem: ............................................................................................................................ 14 5.2 Custo Total Anual do Pedido...................................................................................................................... 15 5.3 Custo da Falta de Estoques ....................................................................................................................... 15 6. Níveis de Estoque .......................................................................................................................................... 17 6.2 Tempo de Reposição ou Ressuprimento - TR ........................................................................................ 18 6.3 Estoque virtual .............................................................................................................................................. 18 6.4 Consumo Médio Mensal ............................................................................................................................. 18 7. Estoque Mínimo.............................................................................................................................................. 20 7.1 Fórmula Simples .......................................................................................................................................... 21 7.2 Método da raiz quadrada ............................................................................................................................ 21 7.3 Método da porcentagem de consumo. ..................................................................................................... 21 7.4 Cálculo do Estoque Mínimo com alteração de consumo e tempo de reposição................................ 21 7.5 Estoque Mínimo com grau de atendimento definido. ............................................................................ 21 8. Parâmetros Gerais de Controle de Estoque. ............................................................................................. 23 8.2 Rotatividade ou Giro de Estoque............................................................................................................... 23 8.3 Taxa de Cobertura ou Antigiro ................................................................................................................... 23 9. Lote Econômico.............................................................................................................................................. 25 9.1 Lote econômico de compras, sem falta de material: .............................................................................. 26 9.2 Lote econômico de produção, não admitindo faltas. .............................................................................. 27 9.3 Lote Econômico de compra, admitindo faltas.......................................................................................... 29 9.4 Lote Econômico de Fabricação, Admitindo Faltas.................................................................................. 31 9.5 Lote Econômico de Fabricação, com Restrição de Investimentos em Estoques. ............................. 33 9.6 Lote Econômico de Compra Com Desconto............................................................................................ 36 10. O sistema de classificação ABC................................................................................................................ 40 Anexo I ................................................................................................................................................................. 43 Anexo II ................................................................................................................................................................ 44

NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção

3

Introdução Quando falamos sobre administração de materiais, não há como dissociar este tema da Logística Empresarial. Logística é um processo abrangente, que passa por todas as etapas empresariais. Entretanto, vale lembrar que o processo logístico está baseado em valores e quantidades, os quais devem ser adequadamente planejados e controlados a fim de evitar-se projeções erradas, e conseqüentes prejuízos, a toda cadeia logística. Na primeira parte deste material, trataremos da administração dos materiais, envolvendo planejamentos de demandas, estoque mínimos, lotes de compras e todos os demais itens referentes à administração de estoques, fundamentais à gestão econômica da empresa e da cadeia logística.

1. Estoques 1.1 Função dos Estoques. Dentro da Administração de Materiais, há o planejamento e administração dos estoques, parte fundamental dentro de uma empresa. A principal finalidade dos estoques é funcionar como um amortecedor da demanda do mercado. Tem que ser dimensionado para atender às oscilações da Produção e do Mercado. Entretanto, é importante lembrar que o aumento dos níveis de estoque acarretam crescimentos inevitáveis dos custos de armazenagem:
Investimento em

Figura 1: Curva de Investimentos em estoques

Nivel de

Isto decorre da necessidade de maior contingente de mão de obra, maior infraestrutura (paletes, prateleiras, armários, etc.), maior desgaste dos equipamentos de movimentação e transporte, maior área, maior gasto de energia, seguros, etc. Um estoque elevado aumenta os custos diretos e indiretos de uma empresa.

NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção

4

Por outro lado, um estoque reduzido pode fazer com que a mesma empresa perca oportunidades de mercado. Estes fatos exigem uma administração tecnicamente rigorosa sobre os estoques, o que às vezes pode levar a conflitos de interesses interdepartamentais dentro de uma empresa.
Tabela 1: Comparação dos diversos tipos de estoque

Estoque Elevado em: Matéria Prima Material em Processo Produto Acabado

Conseqüência nos Diversos Departamentos
Obtenção de melhores preços em Redução do Capital disponível função dos volumes. para Investimentos. Ausência do risco de paradas de Maior risco de perdas por produção. obsolescência. Produção de Grandes Lotes. Maior custo de armazenagem. Entregas rápidas. Melhor atendimento aos clientes. Maiores vendas.

Departamento de Compras

Departamento Financeiro Departamento Financeiro

Departamento de Produção

Departamento de Vendas

Maior comprometimento do capital investido. Maior custo de armazenagem.

Departamento Financeiro

1.2 Política de Estoques de uma Empresa. É fundamental que a empresa defina sua política de estoques, a fim de direcionar o trabalho de seus colaboradores de modo adequado. Para isto a empresa deve definir: • • • • • Objetivos quanto ao prazo de entrega dos produtos aos clientes. Quantidade de espaço que estará comprometido com os estoques. Nível de flutuação previsto, para atendimento de eventuais flutuações de demanda. Política de especulação com os estoques. Definição da rotatividade.

Se formos analisar os estoques sob o ponto de vista do retorno de capital teremos:
RC = Lucro Capital Investido

Equação 1: Retorno de Capital

Quanto menor o denominador, ou seja, o capital “comprometido” , melhor o RC, para um mesmo lucro.

1.3 Princípios Básicos no Controle dos Estoques: • • Determinar “o que” (no de itens) deve permanecer em estoque. Determinar “quando” reabastecer os estoques.

NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos

Para a análise de qualquer série temporal. Identificar e retirar do estoque. conforme segue: • • • • Tendência secular. Variações cíclicas. Executar inventários periódicos. definir-se os diversos tipos de estoque dentro de uma empresa. revelará a presença de 4 movimentos NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Produtos em Processo. todos os itens obsoletos e danificados. 2. é recomendável a construção de um gráfico a fim de avaliar-se o seu comportamento geral. Peças de Manutenção. Acionar o Departamento de Compras no tempo certo. Controlar o valor dos estoques e informar as áreas envolvidas. Os dados históricos referentes ao consumo de materiais constituem-se em séries temporais. tais como: Matérias Primas. A análise de uma série temporal característicos.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção 5 • • • • • • Determinar o “quanto” de estoque para um determinado item é necessário. É importante também. Variações sazonais. Produtos Acabados. Conceito de Séries Temporais. armazenar e girar o estoque corretamente. Variações aleatórias. Receber.

de Produção 6 3. C _ C Tempo • Evolução Sazonal.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. C _ C Tempo NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Modelos de Evolução de Consumo: • Evolução Horizontal: C _ C Tempo • Evolução sujeita a tendência.

não recomendadas.O que ocorreu no passado ocorrerá no futuro. admitindo-se que haverá repetição dos dados no futuro ou as vendas evoluirão em função do tempo. • Pesquisa de Mercado. Essas mesmas técnicas podem ser classificadas em a) Técnicas não científicas: Conjeturas Previsões Baseadas na intuição Previsões baseadas na experiência Todas são empíricas. • Variáveis associadas aos produtos (produtos infantis.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. • Variáveis previsíveis. • Vendedores. • Trajetória . • Compradores. etc). Predileção – Experiência de pessoas conhecedoras de vendas ou do mercado. população. As duas primeiras técnicas são baseadas em métodos quantitativos (cálculos) enquanto a última técnica é baseada em informações de especialistas. da demanda dos produtos são classificadas em: a) Informações Quantitativas: • Vendas passadas. • Etc. Explicação – Utilizam-se leis de correlação e regressão. • Etc. eletrodomésticos. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . renda. A previsão da demanda pode ser feita através de várias técnicas. • Propaganda e MKT. b) Técnicas Pseudocientíficas b. b) Informações Qualitativas: • Gerentes. A eficácia da previsão dos estoques depende principalmente do método de previsão aplicado e da qualidade das informações utilizadas. de Produção 7 4. As informações básicas para decisão sobre as dimensões e a distribuição no tempo. relativamente ligadas à venda (PNB. associando-se as vendas passadas a outras variáveis de evolução conhecida ou previsível.1)Intrínsecas • Persistência. . Métodos de Previsão de Demanda em Estoques É o estudo executado para a formação e o controle de estoques. tais como: • • • Projeção – São utilizados dados passados. etc).É o método dos mínimos quadrados.

se estivermos trabalhando na base porcentual).É a técnica da trajetória. b. e estes sejam decrescentes ao longo dos períodos mais antigos. para fazer a previsão de consumo de um próximo período. para o caso de n = 3. Exemplo: Mês Ano 2001 2002 J F M A M J J A S O N D 98 100 120 150 120 140 110 120 130 100 98 110 140 180 120 160 140 150 160 178 168 150 140 150 Dt = Demanda média no período em estudo. Correlatividade .6 3 4. de modo a termos um peso maior para os períodos mais recentes.2 Método da Média Móvel Ponderada Neste caso são atribuídos pesos a cada um dos períodos passados. ou cinco. incluindo-se no futuro os ciclos observados no passado.Determinação de uma função autocorrelativa. Por exemplo. Aleatoriedade . Utilizam-se tantos períodos de tempo quantos forem convenientes para a previsão da demanda. etc). Estudo das previsões anteriores. Médias .1 Método da Média Móvel. calculada por: t −1 Di Dt = i =t − n n Sendo n. A expressão usual é : NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .Utiliza relação entre causa e efeito. 4.Média aritmética dos dados passados. o número de períodos adotados para a média móvel.Utiliza as séries temporais. de modo que a somatória dos pesos seja igual a 1 (ou 100.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. • Causídico . de Produção 8 • • • • • Cíclico . Por exemplo.2) Extrínsecas • Correlativo . temos: D janeiro 2003= período 25 = 150 + 140 + 150 = 146. dados recentes ou média ponderada. uso sempre a média móvel dos últimos tres (ou quatro.Desenvolvimento de um modelo matemático. c) Técnicas Científicas .Uma distribuição de probabilidades é estabelecida sobre dados passados.

podendo ser desprezado.) .60 ωt-1 = 0.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. o qual sugeriu para a determinação de α.. associados aos respectivos períodos e pesos. a diferença dois a dois dos períodos anteriores...). Set.140 + 0.) . Exemplo: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . utilizando os métodos citados anteriormente. de Produção 9 DMt = Dt+1 = ωt.150 + 0.G.+ ωt.n + ωt.Dt + ωt-1. Brown em 1959.Dt-1 + α. Dt-N + (1_ N+1 α.(1-α.30 e ωt-2 = 0.60..150 = 147 Exemplo: Dados os consumos abaixo. Jun. Mai. Fev.30. _ N+1 Vale lembrar que o último termo da expressão { (1-α.) .(1-α.)N. sendo cada diferença multiplicada por uma expressão obtida através de um fator α escolhido arbitrariamente.3 Método da Média com Ponderação Exponencial Também denominado método do alisamento. Abr.Dt-1+ ωt-2 .(1-α. a seguinte expressão: α= 2 N +1 sendo N o número de períodos utilizados para a análise. determine a previsão de consumo para Outubro.D t-(N+1) } é muito pequeno. Mar. consumo Peso (%) mes Jan.(1-α.) .+ωt.n+1= 1 e decrescentes.Dt + α..D t-(N+1) 3 Sendo.. Este modelo foi desenvolvido por R. 35 37 18 20 4.10.. este método combina o método da média móvel ponderada com dados históricos trabalhados.Dt-2 + α.Dt-n+1 Sendo ωt-1 + ωt-2 +ωt-3 +.n+1.Dt-3 +. próximo de zero.. DM t-(n+1) a previsão efetuada no período anterior. com n = 4. Jul 15 15 18 22 25 28 32 2 5 5 10 10 15 15 Ago.Dt-3 + . Os valores de ω são estabelecidos arbitrariamente.Dt-2 + ωt-3 . Este método consiste em se iniciar a previsão adicionando-se ao último dado histórico. Exemplo com os valores da tabela acima: Admitindo-se n = 3 e ωt = 0...+ α... A expressão genérica utilizada para este método é: 2 _ Dt = Dt+1= α.10 teremos: D25 = 0.

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.77323 5. Set. Dez.056465 0.69959 14.971934 127. Considerando os dados do exercício anterior. Fev.028945 0. Estimar o consumo para o mês de novembro desse mesmo ano.x Exercício O consumo de um determinado item de estoque apresentou os valores indicados no quadro abaixo: mes Consumo Jan. N y b= Sxy Sxx R2 = b.251285 7. 35 35 38 20 30 40 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .078865 0. Nov. Mai. Abr. Utilizando o consumo obtido pelo método da média móvel ponderada e um coeficiente de ajustamento de 30%. No mês de outubro do mesmo ano o consumo foi de 420 peças.130178 0. suponha que o consumo real no mês de outubro tenha sido de 40 unidades.991704 4.066732 0.76923 18.736985 5.145043 6.024492 resultado 22. 4. Jul Ago. de Produção 10 mês Dez Nov Out Set Ago Jul Jun Mai Abr Mar Fev Jan Dados 148 139 197 160 130 56 93 154 152 198 207 203 fator 0.25244 3. determine o consumo para o mês de novembro. Jun.100 Syy a = y − b.110150 0. Mar.4 Método da Regressão Linear Simples É o método onde se determina uma reta média que se corresponda ao maior número de pontos possíveis. como um indicador da correlação entre os dois conjuntos de pontos fornecidos: Sxx = x 2 ( − x) 2 N Sxy = x.034208 0. considerando um ajustamento de 20%. Definimos o coeficiente de explicação R2.047778 0.Sxy .09467 21. 20 22 25 25 27 28 27 31 31 Peso (%) 10 Out. O consumo de uma peça no mês de setembro de um determinado ano foi de 350 peças.093204 0.153846 0.91264 10.956641 a. b.040428 0. y − x.35788 6.

considerando que havia sido feita uma previsão de consumo de 36 peças no mês de dezembro. no mínimo) a fim de identificar-se de fato o efeito sazonal. faremos um exercício. Com os dados anuais. voltamos aos dados mensais e determinamos a porcentagem de cada um em relação ao total acumulado de seu respectivo ano. Qual dos resultados é o mais confiável. através da obtenção de um índice sazonal para cada mês. b. Inicialmente. com n = 4.y Σ méd 4. d. para uma correta aplicação. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. e qual a diferença básica que você observou entre eles? Utilize o quadro ao lado como auxiliar na resolução. utilizando o método da média com ponderação exponencial. A fim de compreender melhor. Com a estimativa do próximo(s) ano(s) determinada(s). Executar a estimativa do consumo para o mês de janeiro do ano seguinte. c. aplica-se o método da RLS (item 4) a fim de determinar-se a estimativa para o próximo ano. Efetuar a previsão de consumo para o mês de janeiro utilizando o método da média móvel ponderada. Mês consumo x2 x. Entretanto. Estimar o consumo desse item nos meses de janeiro a abril do ano seguinte. é importante haver a disponibilidade de um conjunto significativo de dados (3 anos ou 36 meses. verifica-se os dados acumulados para cada período anual. de Produção 11 a.5 Método da Porcentagem Média Este método leva em consideração as variações sazonais. utilizando um coeficiente de ajustamento de 45%. utilizando o método dos mínimos quadrados.

75 246. de Produção 12 Uma empresa apresentou as seguintes demandas de materiais ao longo dos meses: Ano 2001 Mês Janeiro 200 Fevereiro 195 Março 215 Abril 259 Maio 254 Junho 272 Julho 259 Agosto 249 Setembro 234 Outubro 236 Novembro 229 Dezembro 299 Ano 2901 Média 241.75 2002 181 173 207 220 243 268 259 262 244 248 241 307 2853 2003 207 194 133 251 273 280 266 260 242 265 261 329 2961 2004 210 193 227 262 274 295 261 275 244 273 271 348 3133 2006 222 212 241 272 296 312 297 276 259 278 276 347 3288 237.08 274.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .75 261.00 Estabelecer uma previsão de demanda para os anos de 2007 e 2008. 1o Vamos definir a reta média através da RLS para os consumos anuais. e estabelecer o consumo teórico para 2007 e 2008.

02 259 227.31 299 235.24 236 233.997 1.86 133 250. porem somente com tres anos (por questões de praticabilidade).53 268 241.95 195 224.93 273 252.239 0.043 ago 1. como segue: meses 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 Dem.015 set 1.068 1.951 0.141 1.13 259 230.71 241 246.60 262 243.98 215 226.26 Demanda Corrigida ou Demanda Prevista = Demanda Teórica 261. Índice Médio janeiro = NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .0364 222.57 259 242.141 0. os dados reais são expressos em termos porcentuais em relação aos dados teóricos obtidos a partir da equação da RLS.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.008 0.91 Agrupamento dos indices anos mês 2000 2001 2002 jan 0.6 Método da Porcentagem da Tendência Neste modelo.008 1. Dem.867 0.075 1.868 0.077 1.766 0.077 1.530 abr 1. os mesmos serão distribuídos linearmente.987 1.783 1.114 1.26.37 = 261.114 1.42 207 238.012 0. utilizaremos os mesmos dados do modelo anterior.766 0.977 0.00 266 255.67 248 245.027 1.867 0.187 1.832 0. "corrigida" com o índice sazonal médio.977 1.982 1.46 220 239.35 181 236. e faremos a resolução com os princípios deste modelo.91 + 1. a previsão para Janeiro de 2003 (mês de número 37) será a demanda obtida através da fórmula da RLS.0364.009 1.97 280 254.22 DH/DT 0.270 0.068 1.893 0. Teórica 200 223.729 0.977 1.791 0. de Produção 13 4.15 261 259.079 1.89 251 251.868 0.09 272 229. e será feita a determinação da equação da reta com os dados mensais.27 229 234.258 Desse modo.893 0.239 1.38 173 237.102 jul 1.125 1.06 254 228.18 329 260. ou seja.5 3885 1.997 0.043 1.010 1.82 194 249.125 1.64 244 244.133 1.012 1.08 242 257.079 jun 1.776 0.776 mar 0.977 1. 0.941 1.019 1.996 1.187 1.919 1.530 0.270 1. Para efeito de compreensão.015 0.941 out 1.109 1.832 fev 0.264 média 0. determinada com os dados históricos.04 260 256.830 = 216.996 mai 1.951 1.068 1.009 0.919 0.056 0.49 243 240. Hist.78 207 248. Faremos a "linearização" dos dados históricos.16 249 231.75 307 247.729 0.20 234 232.007 1.079 1.102 1.075 0.016 0.85 janeiro 2003 .007 dez 1.830 0.109 1.010 1.11 265 258.264 Sxy= Sxx= b= a= 4026.027 nov 0. como segue: Demanda Teórica janeiro 2003 = 222.

I = Taxa unitária anual de armazenagem.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Deterioração. Q . Obsolescência Estes custos totalizam uma curva exponencial. em função do tempo e quantidade estocada. T = Tempo de armazenagem. Depreciação.I 2 A taxa de armazenamento (I) será calculada como segue: I = Ia + Ib + Ic + Id + Ie + If . Para esta expressão. tais como: • • • • Custos de capital: Juros.T . Custos de Manutenção: Equipamentos. consideraremos: • • O custo de armazenagem proporcional ao estoque médio (Q/2). para um determinado item. Custos de pessoal: Salários / Encargos. Impostos. P = Preço do item. Custos prediais: Aluguel.P. Seguros. como % do custo unitário. sendo: I a = Taxa de retorno = 100.1 Custo de Armazenagem: Ca = sendo: Q = quantidade de material armazenado. Conservação. conforme a figura abaixo: Quantidade ∇ custo de ∇ Tempo de permanência 5. Custos dos Estoques Toda estocagem de material gera custos. de Produção 14 5. O preço unitário do item (P) constante no período T utilizado na análise. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos lucro valor do ∇ .

Custo anual do seguro Valor do ∇ + edifícios Depreciação anual dos equipamentos de ∇ Valor do ∇ Perdas anuais por obsolescência Valor do ∇ I d = Taxa de transporte = 100. Pr eço Unitário Sendo: S = área que o item em estudo ocupa no estoque. I c = Taxa de seguro = 100. onde C é o consumo anual e Q é a quantidade solicitada a cada C Q pedido. de Produção 15 I b = Taxa de armazenagem = 100. I e = Taxa de obsolescência = 100.N sendo.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. podemos reescrever a equação como: CTA = B. A = custo anual do m2 de armazenamento.3 Custo da Falta de Estoques • Lucro Cessante • Custos Adicionais • Quebras de Prazo • Danos à Imagem da Empresa NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . N = no de pedidos B = Custo Unitário do Pedido Como N = C Q . S.2 Custo Total Anual do Pedido CTA = B. A Consumo Anual. 5. I f = Diversos = 100. Despesas anuais com itens diversos Valor do ∇ 5.

2 Q Caso seja necessário representar a parcela I em termos de quantia monetária ($). ao ano.I 2 Custo Total Anual do Pedido = B. de Produção 16 O custo total de armazenagem de um item .Q C . C Q Resulta: Custo Total = P. sendo: I’= I. esta será representada por I’. pode ser calculado como segue: Custo Total = Custo Total Anual de Armazenagem + Custo Total Anual do Pedido Sendo: Custo Total Anual de Armazenagem = P.I + B.P A representação gráfica da equação acima é: Custo de ∇ CT CTAA CTAP Q NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .Q .Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.

fazendo com que o nível de estoques suba de 0 até uma quantidade Q. Este padrão ocorre ao longo do tempo. Na realidade. num determinado ponto ocorre o abastecimento do item. fazendo com que o nível do item volte a zero. que absorva atrasos. ainda haja quantidade reserva.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. iniciando-se o consumo. de modo que. Corresponde a um nível de estoque disponível no qual deve-se efetuar a colocação de um novo pedido de reposição. Níveis de Estoque O estudo da administração dos níveis de estoques tem como finalidade impedir a falta de material. etc. de Produção 17 6. 6. • Os fornecimentos em aberto. O objetivo é estabelecer um ponto em que. O intervalo de tempo que decorre entre dois Pontos de Pedido é denominado Intervalo de Ressuprimento. • Os fornecimentos em atraso. O estoque disponível deve incluir: • O estoque existente. Oscilação de estoques 12 10 Quantidade 8 6 4 2 0 0. em função dos problemas decorrentes. horas extras. dentro do prazo Saldo de Fornecimento (SF) engloba os fornecimentos em atraso e em aberto. rejeições e oscilações de demanda. tais como parada de produção.01 Tempo Figura 2: Gráfico da oscilação dos níveis de estoque de um item em função do tempo Podemos observa que. do modo mais econômico possível. A representação gráfica mais genérica da oscilação dos estoques está representada na figura abaixo.1 Ponto de Pedido ou Ponto de Ressuprimento. atingir-se o nível zero de estoques não é desejável. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . na taxa de consumo observada. fretes adicionais. o ressuprimento ocorrerá no momento em que o estoque chegar a zero.

01 PP C. O Tempo de Ressuprimento é formado por três estágios: 1. a fim de não se elevar os níveis de estoque desnecessariamente. Estoque virtual: ∇virtual = ∇físico + SF Também podemos considerar: ∇virtual = ∇físico + SF + ∇em análise Fica evidente que.4 Consumo Médio Mensal É a média aritmética das retiradas mensais do estoque. Exemplos: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Preparação do Pedido (fabricação do item) 3. os últimos 6 meses.TR É o tempo gasto entre a verificação da necessidade de reposição e a efetiva entrada do material no estoque. entretanto deve-se manter atenção ao Saldo de Fornecimento. quando o ∇virtual iguala-se ao PP deve-se efetuar o ressuprimento.3 Estoque virtual É a denominação dada ao estoque como um todo. 6. de Produção 18 6. correspondente ao saldo de fornecedor. Emissão do Pedido (até chegar ao fornecedor) 2. Transporte (da saída do fornecedor até o estoque) Oscilação de estoques 12 10 Quantidade 8 6 4 2 0 0.TR ∇Virtual Tempo TR Figura 3: Indicação do Ponto de Pedido e Tempo de Ressuprimento 6. no mínimo.2 Tempo de Reposição ou Ressuprimento . tomando-se como base. englobando e estoque físico dentro da empresa e o estoque existente na forma de pedido.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.

15/30 mês + 950 = 2850 unidades 2. o estoque virtual será de 171 unidades./mês.800 peças/mês . 3 meses + 20 unidades = 80 unidades Entretanto. O consumo de um item é de 20 unidades/mês. O tempo de reposição é de 15 dias. O estoque físico é de 81 unidades.800 un. Qual o PP. de Produção 19 1. se houver um SF de 90 unidades.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. neste caso. sendo o estoque mínimo correspondente a uma semana de consumo? PP = 3. Qual deve ser o PP? PP = 20 unid/mês. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . o que é desnecessário. Uma peça é consumida à razão de 3. O TR é de 3 meses e o ∇minimo é de 20 unidades.

Sempre se parte do princípio no qual o objetivo é se atingir “grau de atendimento adequado”.700 peças portanto: G. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . O Estoque Mínimo ( ∇ Mínimo ) é a quantidade mínima que deve permanecer em estoque para efeito de segurança contra eventuais atrasos de fornecimento. conforme veremos a seguir.01 ∇Mínimo Tempo O ∇mínimo é fundamental para o estabelecimento do PP. o que não é satisfatório pois nestas condições. pois PP = C. o saldo de estoque é “zerado” antes de cada nova remessa. A fim de evitarem-se estes contratempos é estabelecido o “Estoque Mínimo”. a relação entre a quantidade necessária e a quantidade atendida. sendo “Grau de Atendimento”. 100 = 94% A determinação do estoque mínimo é feita fixando-se o G.A. de Produção 20 7.000 peças Quant. desejado pela empresa. Atendida: 4. o padrão de consumo de um item é representado por uma curva do tipo “serra”. Estoque Mínimo Conforme observamos na figura 2 do item anterior. = 4700/5000 . o gráfico de consumo de material é representado conforme a figura abaixo: Perfil de Consumo e Estoque Mínimo 12 10 Quantidade 8 6 4 2 0 0. Necessária: 5. Cálculos com base estatística. Ainda de acordo com a figura.A.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Existem métodos de cálculo do estoque mínimo. todos executados com base em: • • Fixação de determinação da projeção mínima.TR + ∇Mínimo. divergências. saldos de demanda ou rejeição de lotes. Ex.: Quant. a empresa estará sujeita a perdas de produção com muita freqüência. Desse modo.

T4 sendo: T1 = Tempo de consumo Q1 a uma velocidade C1.TR (caso o consumo máximo Neste método. É a diferença entre o consumo máximo e o consumo médio.1 Fórmula Simples Este método não contém precisão matemática: ∇ Mínimo = C. TR 7. fora do percentual de abrangência (ou atendimento). ∇ Mínimo = Cmáximo − C ocorra durante o TR) ou ∇ Mínimo = (C máximo − C ).5 Estoque Mínimo com grau de atendimento definido. A sendo: A = fator arbitrário C = Consumo médio 7. ∇min = (Cmáx – Cméd) .4 Cálculo do Estoque Mínimo com alteração de consumo e tempo de reposição. onde o risco de desabastecimento será a área residual sob a curva normal. C2 = Consumo mensal maior. (C2 – C1) + C2.2 Método da raiz quadrada Utiliza o conceito de tempo de reposição: ∇ Mínimo = C. utiliza-se a relação entre o conceito de distribuição normal e o conceito de ∇min. Área de atendimento Área de desabastecimento NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . 7. de Produção 21 7.TR entretanto é importante lembrar que só posso usar este método se: • O consumo durante o tempo de reposição for mínimo.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.3 Método da porcentagem de consumo. C1 = Consumo mensal normal. em relação ao próprio tempo de reposição. menor que 20 unidades • O consumo de material for irregular • A quantidade requisitada ao almoxarifado for igual a 1. T4 = Atraso no tempo de reposição. 7. ∇min = T1 .

calcula-se o estoque mínimo como segue: ∇ mínimo = z. Considerando-se um TR de 15 dias. é determinado o risco (de não estar recebendo o material no momento adequado). Uma determinada peça tem um consumo mensal de 2.4. Determinar o estoque mínimo necessário para um grau de atendimento de 90%. é feito o estabelecimento do grau de atendimento. Jul. Com risco estabelecido. de Produção 22 Inicialmente. determina-se o valor correspondente de z. determinar seu estoque mínimo. Espera-se que em determinada época do ano este consumo atinja 90 unidades/mês. Fev Mar Abr. Uma empresa definiu que os itens pertencentes à categoria B700 devem ter um fator de segurança de 0.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Ago Set. Analise os resultados e comente. Com o grau de atendimento. c. Idem para um grau de atendimento de 95%. em %. 2. Nov Dez consumo 320 310 360 290 330 350 380 420 430 410 370 350 a. Out.100 unidades. Um produto tem uma previsão de consumo médio de 60 unidades/mês. b. Qual deve ser seu estoque mínimo se ela pertencer a esta categoria? 3. x 2 σ= Exercícios Propostos: ( x) − n −1 n 2 1.O levantamento de consumo de um determinado item no ∇ está indicado abaixo: mês Jan. Mai Jun. Com o valor de z determinado. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . na Tabela de Distribuição Normal Reduzida (Anexo I).σ Sendo.

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. O estoque médio utilizado é de 150 unidades. Parâmetros Gerais de Controle de Estoque. de Produção 23 8. Exemplo: O consumo anual de um determinado item foi de 1. = Custo de MP utilizadas ($) ∇ MP ($) 8. 8. sendo representado por Q/2.3 Taxa de Cobertura ou Antigiro Taxa de cobertura = ∇ Condumo NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . teremos: ∇ = ∇ Mínimo + 8.P. A. onde Q é a quantidade a ser comprada para consumo.200 unidades. Se levarmos em consideração o ∇mínimo.1 Estoque Médio É o nível médio de estoque. = Receita de Vendas ($/ano) ∇ PA ($) • Para Matérias Primas: Giro de M. Rotatividade = ConsumoMédioAnual ConsumoMédioAnual = EstoqueMédio ∇ Este fator indica o número de vezes que o estoque girou. como segue: • Para produtos acabados Giro de P. ao longo do ano. Qual a Rotatividade ou giro de estoque desse item? Rotatividade = ConsumoMédioAnual 1200unidades / ano = = 8vezes / ano 150unidades ∇ É possível estabelecer-se também um índice de giro de estoque para o caso de Custos de Estoques ou Receitas de Vendas.2 Rotatividade ou Giro de Estoque Q 2 É a relação existente entre o consumo anual e o estoque médio do produto.

2.000 unidades.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. A disponibilidade de capital é que vai determinar o Giro de Estoque – padrão. Periodicamente deve-se comparar o Giro de Estoque-padrão e o Giro de Estoque-real. de Produção 24 Exemplo: Um determinado item apresenta um ∇ de 3. O Giro de Estoque deve ser determinado com base na política da empresa. nos programas de produção e na previsão de vendas. Não se deve usar Giros de Estoque iguais para materiais de preços muito diferenciados. Determinar a Taxa de Cobertura. 3.000 unidades por mês. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . O consumo desse item é de 2. Taxa de cobertura = ∇ 3000unidades = = 1. Deve-se usar a classificação ABC. 4.5meses Condumo 2000unidades / mês Existem alguns aspectos importantes na análise do Giro de Estoque ou da Taxa de Cobertura: 1.

Poderíamos colocar estes dois tipos de custo num gráfico como segue: Custo Custo total Custo de armazenagem Custo do pedido Lote Econômico de Compra Quantidade NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Lote econômico de compras. Lote econômico de produção. através da distribuição dos custos fixos por maiores quantidades de materiais. admitindo falta de material. de Produção 25 9. 2. Lote econômico de produção. a fim de balancear adequadamente as necessidades do cliente e os níveis de estoque. Neste estudo. • Custos que diminuem à medida que a quantidade de material aumenta. Lote Econômico Nunca é econômico estocar um item. admitindo falta de material. metade do material consumido estará em estoque. abordaremos 4 tipos básicos de administração de lote econômico: 1. isto porque.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. 4. devemos considerar dois tipos diferentes de custos: • Custos que aumentam à medida que a quantidade de material consumido aumenta. 3. Deve-se estudar criteriosamente o tamanho do lote a ser mantido em estoque. sem falta de material. sem falta de material. Na abordagem dos custos de estoque. Lote econômico de compras. em média.

teremos: Custo Total do Período: CT = P.B. sem falta de material: Q = ∇Max t T t = tempo entre pedidos.C I' (quando I tem valor monetário) Ou Q= 2.P. T = período de planejamento.P sendo I expresso em termos de % do custo unitário. Q 2 Lote mínimo (em peças) : Q = 2.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Q 2 sendo I’ o custo unitário de armazenagem.P (quando I é expresso em termos de % do custo). C Q + I.C + B. ou seja: I’= I.B.P.C I. C Q + I. Custo Total do Período: CT = P. C Q Número de pedidos efetuados: n ºde pedidos = Intervalo entre pedidos: t= Q C Sendo: • P = Preço Unitário de Compra • C = Consumo do Item NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Caso o custo acima seja expresso com I em termos porcentuais.1 Lote econômico de compras.C + B. de Produção 26 9.

P 2.464. com a ressalva de que o lote produzido é finito. ∇Máx. A duração dos pedidos. O preço unitário de compra é de R$2. Determine: a. Solução: a. de Produção 27 • • • • B = Custo do Pedido.00. não admitindo faltas.245/20. O Consumo de determinada peça é de 20. c. O custo total anual: CT = 2 x 20.00. O número de pedidos por ano.B. Ex. O custo total anual. por ano.2 pedidos por ano d. W.000 = 0.20000 = 3245 peças / pedido 190 .162 anos multiplicar por 300 dias. O intervalo entre pedidos: t = Q/C = 3. utilizam-se as mesmas hipóteses do caso anterior.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.000 un. O custo de armazenagem por peça e por ano é de R$ 1. . O lote econômico.245) + 3.C Consumo = C t T Custo Total do Período: CT = P.000/3. O número de pedidos: Pedidos = C/Q = 20. C Q C + I.2 Lote econômico de produção.90 e o custo do pedido é de R$ 500.245 = 6. b. Q = Quantidade do Lote. Neste caso. b. I’= Custo unitário anula de Armazenagem em termos de valor monetário.245/2 = R$ 46.000 + 500 x (20.000/3. e maior que o consumo. 1 − Q 2 W NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Q= 2.00 c. obtenho ~ 48 dias) ( se eu 9.C + A. d.C = I.P. I = Taxa unitária anual de Armazenagem em termos de % sobre o custo unitário.500.

1 − W sendo: • P : Custo Unitário • C : Quantidade Necessária por ano • A : Custo de Preparação • Q : Quantidade de lote Produzido • I : Taxa Unitária anual de armazenagem (%) • I’ : Custo unitário de ∇ por ano • W : Capacidade Produtiva anual Exemplo Numérico: Uma empresa utiliza 9.00 .C C I.00 . Q= 2. Sua capacidade de produção é de 1.00.C C I'1− . 1 − 12. de Produção 28 Lote mínimo (em peças) : Q= 2. Portanto.00 por mês.A. 9000 un / ano + R $ 200 . 1− 2 Q W 9000 un / ano 548 un 9000 un / ano + R $ 2.67 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .9000un / ano 9000un / ano R $2. + I ' .500 peças por mês. O custo de preparação para a produção desta peça é de R$200. considerando-se que o custo unitário de produção é de R$ 4. W = 2. 1− 548 un 2 12 .00. CT = R$42572. 1500 un / mês CT = R $ 4.R $200. Calcule o lote econômico de produção e o custo total anual.00.000 unidades de um tipo de peça por ano. 12 .P.00 . e o custo de armazenagem deste item é de R$ 2.C + A.00.12. C Q C .A.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.1500un / ano = 3600000 = 548unidades 12 CT = P.

porém admitindo a ocorrência de faltas.Q I. O custo total de armazenagem será: CT = P. CF = Custo da Falta. de Produção 29 9.3 Lote Econômico de compra.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. o lote econômico.Q 2. I' CF NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . prevendo-se faltas será: Q= 2. determinamos o número de faltas como sendo: F = I. sem faltas” .P + C F 2 C (Q − F ) + CF . no período F = Quantidade Faltante.P . admitindo faltas.B. trabalharemos com os mesmos princípios utilizados no estudo de “lote econômico de compra. + I ' Q 2.C + B.Q Finalmente.F 2 . O sistema poderia ser representado graficamente como segue: Q ∇max T TX Sendo.C I 'CF + . TY = Tempo decorrido com a falta TX = Tempo de consumo normal TY F Neste caso. Neste caso.

+ I ' .90 .90 + 15 2 Portanto o custo total será: C (Q − F ) + CF .3443 = 387faltas I 'CF + 1. = 3443unidades 1. determinar o lote econômico de compras. devemos calcular inicialmente o número de faltas previsto: F= I' 1. O preço unitário de compra é de R$2. Q= + 2.Q 2 (3443 − 387) + 15.00. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .00 por unidade (e por ano conforme citado).500.C I 'CF . = I' CF 2.C + B.20000 + 500.00 . Q 2.20000 1. de Produção 30 Exercício: O consumo de determinada peça é de 20.Q = .B. 3443 2. .Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Nestas condições.000 unidades por ano.3443 2. + 190.00 / ano 20000 CT = 2.3443 Podemos também determinar o número de pedidos como sendo: Pedidos = C/Q = 20000/3443 = 5.00 e o custo anual da falta é de R$15.00.90 e o custo de cada pedido é de R$500.Q 2.00.81 ou 6 pedidos por ano.F 2 CT = P.00 Para o cálculo do Custo Total de Armazenagem.9 15.9 + 15.00.00.3872 = 45807. O custo de armazenagem por peça e por ano é de R$1.

Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. de Produção 31 9.C + A.Q 2 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . Q ∇max W-C C Ti Tx Ty Tv F Definimos: Número de Faltas: F = Lote Econômico: I.Q W 2. I . Q 2. + I.P . 1 − C + CF . 1 − I. 1 − W .P.P + CF W Q = 2 .P + C F CF Custo total do Item: (Q − F ) .C C I .4 Lote Econômico de Fabricação.P C .F 2 C CT = P. A .Q. Admitindo Faltas.

A.12 + 30 .00. 1 − W 2.00 e considerando-se a possibilidade de ocorrência de falta a um custo de falta por unidade de R$ 30. Calcule o lote econômico de produção e o custo total anual. Sua capacidade de produção é de 1.200. e o custo de armazenagem deste item é de R$ 2.00 por mês. como segue: F = 165 peças CT = R$ 41215. O custo de preparação para a produção desta peça é de R$200. = C CF I '.00 por ano. considerando-se que o custo unitário de produção é de R$ 4. de Produção 32 Exemplo Numérico: Uma empresa utiliza 9. 9000 30 2.500 peças por mês. Determina-se o lote econômico: Q= I '+ C F 2.12 1 − 1500.C .Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.000 unidades de um tipo de peça por ano.12 Q = 740 unidades Para se determinar o custo total anual de armazenagem.9000 2. devemos determinar o número de faltas (em termos de peças).00 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .

o investimento em estoque será igual ao capital disponível. de Produção 33 9. O multiplicador de Lagrange é um parâmetro representado por λ.5 Lote Econômico de Fabricação. Pi = preço unitário de i Vamos então estabelecer a função restrição como segue: θ (Qi ) = Qi .θ (Qi ) = 0 A característica do multiplicador de Lagrange é que: • • λ = 0 . que já vimos anteriormente é: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . utilizando os coeficientes denominados multiplicadores de Lagrange. na grande maioria dos casos exige controle orçamentário no investimento em estoques. o investimento em estoque será menor que o capital disponível. Os modelos que vimos anteriormente.Pi −x≤0 2 i = −1 n Nosso problema será determinar a quantidade a ser comprada de cada uma das i peças utilizadas pela empresa. a realidade das empresas. se θ(Qi) = 0 . ou seja. com Restrição de Investimentos em Estoques. A equação do custo total de estoques.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. com a restrição de estoques temos: Qi . pode não ser tão simples. sem restrição.Pi ≤x 2 i = −1 n Sendo: Qi = quantidade da peça i a ser comprada. Desse modo. Entretanto. faremos uma passagem matemática. Para se resolver esta forma de problema. λ > 0 . imaginavam disponibilidade de recursos. que será multiplicado pela função restrição. m função da quantidade de peças envolvidas. ou seja. Esse cálculo. Vamos supor que o recurso em dinheiro disponível para a compra da mercadoria de estoque seja x. procurando-se o resultado indicado abaixo: λ. se θ(Qi) < 0 .

λ 2 Aplicando-se o conceito da função derivada à equação acima. podemos isolar o fator λ. teremos: 1 2. alterando-se a equação.Pi − x = 0 2 ( I + λ ) i =1 Fatorando-se adequadamente esta equação.Pi −x≤0 2 i = −1 n C Pi 2.Ci + B. como segue: 2.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.Pi −I 2. i ( I + λ ) Pi Substituindo-se a expressão de Qi vista acima na equação θ (Qi) = teremos o seguinte: n i =1 Qi .x NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .B n . de Produção 34 CT = P.Pi − x . chegamos à equação indicada abaixo: Qi = C 2B . Q 2 Lembrando-se que I' I. temos: = CT = n 1=1 C Q .B . n i =1 2 λ= Ci .B . Ci . .C + B. . Q C + I '.P Pi .P e adicionando-se a função restrição ao Custo Total. i i + Qi 2 n i =1 Qi . i −x=0 2 ( I + λ ) Pi ou. i + I .

000 50.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. y e z .00 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . substituindo-o na equação Qi = 2. com a restrição de investimento de R$ 100. B C . cada uma das quantidades Qi.000 20.00 em estoque.000.00 27. de Produção 35 Com esta expressão podemos calcular o valor de λ. i ( I + λ ) Pi determinando-se desse modo. um custo de armazenagem correspondente a 20% dos valores estocados. levando-se em conta um custo de pedido de R$ 500. Exercício: Determinar os lotes econômicos de compra das peças x. preços unitários e consumos de acordo com o indicado abaixo: peça X Y z C $ unitário (unidades) 125.00 64.000 40.00.

Q 2 Q 2 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .C + B. ou C Q + I '. K C K . Conforme já vimos. Nosso objetivo será determinar o Custo Total do item comprado em volume maior a fim de compará-lo ao Custo Total correspondente ao Lote Econômico.P.(1-D). Q 2 C Q + I .C + B. . ou seja. de modo que o lote com desconto tenha uma quantidade de material K. de modo que: I' I. de Produção 36 9.P(1 − D ) ≤ P. com um desembolso maior. Q 2 CT = P.Q .C + B. desde que o volume comprado seja em quantidade maior.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. O ideal é CTDesconto ≤ CTLote Econômico. a fórmula do CT é : CT = P. visto que I'é o custo anual unitário de armazenagem.Q + I. com descontos. porém a um custo unitário mais baixo.C + B. de custo mais reduzido para o fornecedor. C K . Caso o CT do lote maior (com desconto) seja menor que o CT do lote econômico.P.C + B.Q C Q + I.P(1 − D ) 2 K . de modo que o preço unitário do produto comprado em lote promocional seja P(1-D).Q Como o objetivo é CTK ≤ CT. + I . K . a um determinado preço e com um investimento em estoque menor.P = Substituindo-se Q por K.Q e P por P. em escala de produção maior e mais adequada. enquanto I é a porcentagem do preço unitário correspondente ao custo unitário anual de armazenagem. Nestas situações a empresa deve saber decidir entre a compra de um lote econômico. o desconto será vantajoso. Vamos denominar Q a quantidade comprada no lote econômico. e K o fator de acréscimo na quantidade comprada em lote econômico. Vamos denominar P o preço unitário do produto comprado em lote econômico e D o desconto a ser dado no caso de compras maiores. teremos: P(1 − D ). .6 Lote Econômico de Compra Com Desconto Uma empresa pode ter a opção de compra de materiais de seu fornecedor. teremos o CT do lote com desconto: CT = P(1 − D ). ou a compra de um lote maior. mas com os conseqüentes aumentos de custo de armazenagem.

D K 2 2 Dividindo-se a equação acima por obtemos: C.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.P.B.P 2.P + K (1 − D ) .C 2 I .P 2.I . K 2 (1 − D ) − K (2 + D.D. C I .C .B.P C.C.B 1 + K 2 (1 − D ) − 2.C.K − K .P Simplificando-se a equação.P na P(1 − D ). + I. K 2.B.B. K I . ≤ 2. + C.P + K (1 − D ) ≤ 2 + D. de Produção 37 Substituindo-se a expressão do lote econômico expressão acima temos: Q= 2.C. .I . aplicando-se a expressão das raízes de uma equação de 2o grau e desprezando-se a raiz negativa.C I .B Denominando-se por L a parte da expressão indicada.B.B.P(1 − D ) ≤ P.L ≤ 0 ou.P I . obtemos: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .C I .I .P K 2.P 2 1 2. + .C + B.B. teremos 2. chegamos em: 1 C.C 2 I .L ) + 1 ≤ 0 que é uma típica equação de 2o .P I .C + B.B. .

(1 − D ) 2.4)2 − 4(1 − 0. a compra é vantajosa.3 = = 13.200 unidades.Q = 2.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. maior que o lote com desconto. a um preço unitário com desconto de 5% (ou mais.(1 − D ) 2 − 4(1 − D ) que é o fator multiplicador do lote econômico. com desconto. a compra deixa de ser vantajosa. Q (Q é o lote econômico) então a compra da quantidade acima do lote econômico. O consumo anual dessa peça é de 1.P 2.L )2 − 4(1 − D ) 2 + 0.1200 = 895unidades 0. Este resultado nos indica que é vantajosa a compra de até 2.895 = 2.200. se possível).13.3 Que é o lote recomendável para compra. produção e expedição. o custo do pedido é de R$ 200.4 I . calculamos o lote econômico deste item: Q= 2.20.05) = = 2.20. que usaremos em nossas análises. uma peça denominada x a um preço unitário de R$ 3. vamos analisar a compra de 1000 unidades.000 unidades. Exemplo numérico: Uma empresa compra de seu fornecedor.L ) 2. Acima dessa quantidade.05. Para isto calcularemos primeiro a parcela L substituída nas equações acima: 2.120 unidades.B 0.368 2. O fornecedor está tentando otimizar sua embalagem.05) Sendo K.13.L + K= (2 + D. O desconto é vantajoso? Inicialmente.120 peças.200 Substituindo-se esse valor a expressão da raiz de K.L + (2 + D. Entretanto.(1 − 0.1200. e para isto está oferecendo descontos de 5% no preço final de lotes iguais ou superiores a 1.4 + (2 + 0. de Produção 38 K= 2 + D. será vantajosa.05.00 e a porcentagem do preço unitário correspondente ao custo anual unitário de armazenamento é de 20%.C. de 1000 unidades.368. A avaliação a ser feita é a seguinte: Se o lote oferecido com desconto tiver uma quantidade de peças menor ou igual a K. Confirmação através do CT Custo Total com o Lote Econômico: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . obtemos: L= 2 + D.C = I .P 2.B.00.

945 K .P 2. Esse desconto é vantajoso? Em caso afirmativo.Q.48 2.89 unidades I .C 2.P. = 4.7.02.16000.1200 + 200. O custo de pedido apurado pela empresa é de R$ 230.000 unidades.02.136. 1279 = 3172.B 0. O fornecedor da peça ofereceu para a empresa um desconto de 2% sobre o preço unitário.1200 + 200.02) Portanto.50.5 = = 41. Este é usado apenas na avaliação preliminar.(1 − 0. C Q 1200 895 + I . em embalagens de 50 unidades cada.70)2 − 4(1 − 0. qual o tamanho recomendado para o lote? Quantas compras serão feitas por ano? Como voce distribuiria estas compras? Inicialmente.60.(1 − D ) = 2 + 0.02) = 2. = 3.000 unidades. . K.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.Q 1200 1000 C + I.C.7.230.P 0. calculamos o lote econômico deste item: Q= 2.60.P(1 − D) = 3.C + B. Exemplo: Uma empresa compra um item a um preço unitário de R$ 7. = 3.Q =2. K.00 e o custo unitário anual de armazenagem corresponde a 60% do preço unitário. 2 + D.L )2 − 4(1 − D ) 2. 1279 unidades.Q 2 1000 2 Observe que na expressão acima utilizei o tamanho do lote promocional.50 Ou simplesmente.5 unidades NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .41.3.L + K = (2 + D.41.16000 = = 1278.2. de Produção 39 CT = P. no caso de compras de lotes com mais de 3.85. + 0.B.70 I .05). e não o valor K.48 .20. 2.(1 − 0.70 Q 2 895 2 Custo Total com o Lote com Desconto: CTK = P(1 − D). O consumo anual dessa peça é de 16.230 L= Determinação de K. + 0.70 + (2 + 0.C + B.00.05.

responsáveis por aproximadamente 24% do volume monetário do estoque. Para estes itens é suficiente uma verificação anual da demanda e uma estocagem também anual. poucos elementos de estoque serão responsáveis por grandes volumes de capital investido e custos de armazenagem. correspondendo entre 67 e 75% do total monetário do estoque. Estes dados porcentuais definidos para a classificação de um item em A. Pareto. Itens C: São representados por 80% dos itens. A fim de ilustrar o nosso estudo. Existem autores que estabelecem entre 10 e 20% do total de itens.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng. Alguns autores recomendam entre 20 e 35% para a quantidade de itens e 15 a 30% do total de volume monetário. B e C. avaliando-se eventuais oscilações de demanda. correspondentes entre 5 e 10% do total monetário do estoque. determinação mensal dos custos de estocagem e determinação de lotes econômico para compras. foi estabelecida a classificação ABC. existem vários critérios. correspondendo a um volume em dinheiro de 60% do volume monetário total (Demanda mensal x preço unitário). de Produção 40 10. em função de suas prioridades e oscilações de mercado. para reavaliarem-se as previsões de demanda. Os demais 80% dos itens serão responsáveis por 20% dos investimentos em estoque. Para a definição dos grupos A. Para este grupo é recomendável a avaliação semestral das previsões de estoque. B ou C são médios e escolhidos arbitrariamente. uma pequena parcela destes elementos será responsável por uma grande porcentagem em termos de efeitos". estabelecido em 1896. Para esta classificação dos elementos mais importantes. que variam de autor para autor. Ou seja. que procura identificar ao redor de 20% dos elementos (em termos de itens) responsáveis por aproximadamente 80% do investimento efetuado. Cada empresa ou administrador deve estabelecer seus próprios valores porcentuais. O critério geral para agrupamento dos itens é o seguinte: Itens A: Correspondem a uma quantidade de itens entre 7 e 10% do total de itens armazenados. O sistema de classificação ABC. Alguns autores recomendam entre 50 e 70% do total de itens. como segue: NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos . onde afirma que "Em qualquer série de elementos a serem controlados. A classificação ABC de estoque baseia-se no conceito de V. Para estes itens deve ser dada atenção especial. envolvendo 16% do total de recursos monetários. Itens B: Este grupo acumula entre 10 e 20% do total de itens de estoque. desde que esta não comprometa a área física. faremos a análise de um caso.

00 21.) 10.00 270.000. poderíamos usar o volume.600..00 538.0 88.400.500 7.00 60.200 90.000 4.0 95.000.00 1.00 571.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.00 3.000 10.00 514.000.200.0 79.000 20 42.00 489.000.00 6.0 24.00 586.0 97.5 100.000.00 270.000.00 Consumo Anual (un.0 25.00 12.00 122.200.00 27. de Produção 41 Material A B C D E F G H I J Preço Unitário (R$) 1.00 3.200.5 7.000.000.000.400.00 10.000.400.800.000. etc.200.200.00 5.00 46.0 27.00 4.00 462. o peso.00 7.400.800.0 7.000.600. Grau 1o 2o 3o 4o 5o 6o 7o 8o 9o 10o Material C B E D G F H A J I Valor do Valor do Consumo % do consumo Consumo Acumulado individual 270.000 1.0 10.00 5.00 70.00 392.0 122.00 2.0 22.000. conforme a conveniência.80 4.00 24.00 7.00 0.5 % do consumo acumulado 46.00 12.00 578.000 8.0 67.10 1.0 98.000.60 2.0 92.0 A B C C urva ABC 600000 500000 3 2 1 4 5 6 7 8 9 10 valor acumulado 400000 300000 200000 100000 0 0 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 núm ero do item NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .800 130 Valor do consumo (R$/ano) 10.00 1.00 561.0 70.400. Entretanto.00 22.000. nosso critério de classificação será o valor do estoque.00 25.800.0 83.400.00 Grau 8o 2o 1o 4o 3o 6o 5o 7o 10o 9o Neste estudo.

000.00 Interruptores 42. NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .000.00 Tubulações 2.000.00 Portas 3.00 Material Elétrico 1.00 Estabeleça a classificação ABC dos itens de estoque.00 Azulejos 2.000.00 Grades 1. nos seguintes valores: Valor (R$) Material Metais Sanitários 8.000.00 Jardinagem 98. de Produção 42 Exemplo: Uma loja de material de construção dispõe das seguintes mercadorias.000.00 Vidros 5.00 Lajotas 1.00 Telhas 4.000.00 Cimento 12.00 200.000.000.000.000.00 Pintura 1.000.000.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.00 Janelas 20.000.000.

2 1.1894 0.0 579 9 0.6 3.0 5.4 0.0020 0.2420 0.0516 0.0034 0.0096 0.0202 0.000082 0.001264 0.0102 0.3974 0.0749 0.001001 0.0122 0.2743 0.0495 0.0571 0.4801 0.1762 0.000054 0.1292 0.0630 0.000153 0.000064 0.0062 0.0244 0.0094 0.000419 0.2358 0.0048 0.0021 0.8 2.000136 0.1003 0.000404 0.352 0.0 523 0.2514 0.1492 0.0384 0.000519 0.0166 0.2 3.3557 0.001107 0.000789 0.2877 0.0022 0.4602 0.000208 0.0262 0.4443 0.0073 0.0060 0.0655 0.000664 0.000376 0.1736 0.1539 0.4090 0.000142 0.1401 0.7 0.000044 0.000538 0.0853 0.0179 0.0033 0.2451 0.000736 0.4920 0.001035 0.2177 0.1788 0.0 3.000687 0.0 0 0.0548 0.001144 0.0071 0.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.000165 0.1151 0.0047 0.3936 0.000874 0.0233 0.0212 0.0239 0.000121 0.0 541 0.4641 0.000046 0.0351 0.0643 0.2709 0.0146 0.0250 0.0427 0.0026 0.000059 0.1 3.000131 0.0068 0.0075 0.2119 0.2296 0.0026 0.3192 0.0 1.1379 0.000048 0.0021 0.000325 0.3336 0.3707 0.0084 0.0035 0.0 996 9 0.0 282 3 5 0.3859 0.000904 0.3372 0. de Produção 43 Anexo I Tabela 1: Distribuição Normal Reduzida para área Residual z 0 0.0170 0.0228 0.0 530 2 4 0.000034 0.0078 0.2327 0.3121 0.0721 0.8 1.0041 0.2483 0.000968 0.08 0.4325 0.3669 0.0139 0.9 3.0162 0.4681 0.3483 0.0125 0.0038 0.1922 0.000041 0.4880 0.1711 0.4207 0.000845 0.0059 0.9 2.0017 0.0154 0.1 1.0030 0.2981 0.000270 0.1515 0.4364 0.000233 0.2611 0.0465 0.0039 0.06 0.0188 0.0 6.000216 0.0069 0.0367 0.000057 0.0136 0.0918 0.2843 0.0014 0.0019 0.0014 0.04 0.0256 0.2033 0.0025 0.000711 0.4129 0.4168 0.0301 0.0132 0.2546 0.000108 0.000062 0.5 3.4960 0.4522 0.0793 0.1190 0.0024 0.0778 0.0475 0.000088 0.2578 0.3264 0.0 130 0.0 987 1 4 0.0455 0.0 333 0.1562 0.1841 0.2643 0.4286 0.0082 0.0036 0.000450 0.0294 0.0032 0.8 3.1170 0.0029 0.0 777 0.0019 0.1423 0.001183 0.0 170 9 0.000037 0.1357 0.0049 0.0 207 6 0.000641 0.0307 0.000260 0.0110 0.0113 0.000193 0.1271 0.0107 0.0158 0.0043 0.0314 0.4404 0.0104 0.1446 0.2061 0.1814 0.000067 0.2 0.000280 0.3300 0.0418 0.0 104 0.0087 0.2090 0.0018 0.3 3.000936 0.0 599 0.1251 0.0045 0.0885 0.3446 0.0838 0.7 1.4013 0.000185 0.5 1.2 2.000313 0.05 0.1075 0.001223 0.1056 0.1469 0.0 287 9 0.0119 0.0 260 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .3 1.4761 0.1093 0.0 190 0.0015 0.0409 0.0594 0.0057 0.0322 0.0 854 7 0.6 0.1038 0.0015 0.0150 0.0001 0.1131 0.1867 0.3085 0.0031 0.4721 0.0869 0.0 793 0.0934 0.1635 0.0 133 7 0.000251 0.1587 0.0901 0.3745 0.1 2.0 317 6 0.0055 0.3228 0.000598 0.00107 0.000577 0.0 479 7 7 7 8 8 8 0.0197 0.000117 0.1210 0.2912 0.0016 0.000039 0.0040 0.1112 0.1335 0.000501 0.1949 0.0537 0.0268 0.000200 0.000337 0.3050 0.0 402 0.1660 0.0027 0.0129 0.3 2.0274 0.0694 0.3783 0.0052 0.7 2.3156 0.00135 0.4840 0.000126 0.0808 0.0192 0.0708 0.0401 0.9 z 4.0735 0.6 2.0436 0.0080 0.0287 0.4052 0.000052 0.0951 0.000390 0.4247 0.2676 0.0375 0.2389 0.000762 0.000179 0.4562 0.000159 0.0018 0.4 3.000242 0.000302 0.6 1.0606 0.000619 0.0329 0.0 2.0143 0.1977 0.9 1.000078 0.0 149 4 5 6 7 8 9 5 5 5 5 6 6 0.1020 0.0392 0.07 0.4 2.3632 0.0681 0.0054 0.4 1.0 182 10 10 10 11 11 11 0.2005 0.8 0.1685 0.000816 0.02 0.000036 0.000147 0.0559 0.000096 0.1230 0.0016 0.0222 0.0183 0.000291 0.0064 0.000224 0.2266 0.3897 0.000112 0.0066 0.09 0.000072 0.3821 0.5 2.5 0.1 0.000085 0.00005 0.0 211 0.0344 0.2236 0.000069 0.2148 0.001306 0.0037 0.1314 0.2776 0.0089 0.0485 0.0359 0.3409 0.03 0.1611 0.3594 0.0526 0.0023 0.000467 0.01 0.0281 0.0336 0.0207 0.000350 0.0 107 0.000042 0.0 332 0.0446 0.2810 0.0051 0.4483 0.0028 0.000104 0.0 206 0.0116 0.3015 0.000434 0.0505 0.0823 0.0091 0.0968 0.0044 0.0174 0.5000 0.2206 0.000092 0.3 0.000172 0.0 340 0.000557 0.0618 0.000483 0.0023 0.0217 0.0985 0.0764 0.0668 0.2946 0.0099 0.000075 0.7 3.0618 0.000033 0 4 0.000362 0.

0398 0.4207 0.4875 0.4599 0.0871 0.3962 0.0279 0.499807 0.4878 0.3944 0.499264 0.2224 0.499948 0.499381 0.4345 0.4382 0.4916 0.499950 0.49 896 0.499184 0.4911 0.4474 0.4957 0.2823 0.499892 0.499155 0.499638 0.9 1.4394 0.0 6.4981 0.1141 0.09 NPB14 – Estudo de Tempos e Métodos .6 3.4713 0.4904 0.2734 0.499915 0.3554 0.499874 0.2422 0.4932 0.4979 0.3925 0.499933 0.0120 0.9 2.499238 0.2549 0.2257 0.3051 0.4788 0.3643 0.499650 0.49 667 9 0.3869 0.49 683 5 0.4738 0.4686 0.4582 0.0 3.0557 0.4925 0.0438 0.4082 0.03 0.3 3.4382 0.49 477 0.4726 0.4985 0.2764 0.4974 0.06 0.49 598 0.4946 0.499959 4 4 0.0 2.1985 0.2 3.4750 0.499835 0.49 421 8 0.499954 1 3 0.0 1.2486 0.8 0.499904 0.499624 0.499869 0.2088 0.1 3.4962 0.499698 0.4978 0.4980 0.1 1.4940 0.5 0.4826 0.49 713 8 0.4906 0.1255 0.49 521 7 0.1591 0.4864 0.4901 0.498999 0.4699 0.2123 0.0359 0.4 0.4931 0.499610 0.4972 0.499966 8 5 0.4934 0.4985 0.0 5.5 1.4778 0.4656 0.49 146 6 0.4177 0.499687 0.4964 0.0910 0.4706 0.7 3.0517 0.4949 0.4664 0.4977 0.3289 0.1026 0.4591 0.4857 0.4649 0.498694 0.2019 0.49 893 9 0.4 3.499499 0.499800 0.499758 0.3790 0.4846 0.499936 0.0753 0.4625 0.49 867 6 0.49 401 9 0.4463 0.4977 0.08 0.4830 0.49 74 0.4893 0.3 2.49 810 9 0.3106 0.499784 0.499663 0.7 0.1064 0.499928 0.4850 0.4767 0.02 0.49 830 8 0.4525 0.4332 0.2454 0.4945 0.4032 0.3186 0.4834 0.5 2.2 0.4049 0.4941 0.499211 0.4535 0.4616 0.499946 0.4952 0.3340 0.499956 2 3 0.4909 0.499922 0.9 z 4.4981 0.4868 0.1664 0.0987 0.4956 0.1 0.4986 0.4959 0.4306 0.49 793 5 0.49 818 10 0.4608 0.4943 0.1736 0.3888 0.8 2.4982 0.1950 0.4484 0.4131 0.3621 0.4744 0.2852 0.49 207 7 0.4887 0.499967 9 5 0.4265 0.0 0.4961 0.499958 3 4 0.4495 0.499896 0.5 3.499821 0.4984 0.1293 0.6 2.499423 0.0000 0.499709 0.499952 0 3 0.499313 0.3577 0.4251 0.0714 0.0080 0.3 1.499749 0.4719 0.1915 0.499550 0.3485 0.4554 0.00 0.3238 0.4772 0.498736 0.4896 0.4452 0.3078 0.4970 0.498893 0.498930 0.4406 0.04 0.4963 0.4884 0.0199 0.2967 0.1808 0.2054 0.499740 0.4803 0.2291 0.498965 0.4793 0.4573 0.499720 0.4761 0.2939 0.499776 0.0948 0.4890 0.3997 0.1480 0.499964 7 4 0.4955 0.4982 0.3461 0.1879 0.1844 0.1103 0.4975 0.499879 0.4922 0.4678 0.4842 0.4279 0.3212 0.4918 0.0793 0.3708 0.4898 0.499908 0.1179 0.Professor Roberto Tálamo – Depto de Eng.2517 0.4838 0.499925 0.498777 0.2580 0.4927 0.4671 0.4936 0.2389 0.8 1.0 0.4783 0.49 66 6 0.4979 0.3438 0.4969 0.499462 0.4854 0.4015 0.4983 0.6 1.49 668 10 0.2794 0.499815 0.4545 0.3830 0.4641 0.49 470 0.3729 0.4817 0.3315 0.4357 0.2611 0.9 3.49 789 6 0.0319 0.499841 0.49 718 0.499767 0.4913 0.4633 0.4967 0.1217 0.499064 0.1 2.0160 0.4871 0.4965 0.4986 0.4192 0.4920 0.4974 0.1628 0.2190 0.0636 0. de Produção 44 Anexo II Tabela 2: Distribuição Normal Reduzida para área Central z 0.1554 0.499858 0.499533 0.499961 5 4 0.499847 0.4953 0.499963 6 4 0.4147 0.4812 0.4292 0.499941 0.4319 0.3531 0.2704 0.4564 0.07 0.2642 0.499596 0.2324 0.4756 0.499900 0.4162 0.4236 0.0478 0.2157 0.499730 0.4968 0.8 3.3980 0.4966 0.4515 0.3264 0.6 0.1406 0.499925 0.499883 0.4861 0.3665 0.4732 0.4693 0.4938 0.499943 0.0832 0.4441 0.4066 0.7 2.499566 0.49 013 0.7 1.4 2.499828 0.3389 0.1517 0.3907 0.499402 0.4973 0.498856 0.499517 0.1772 0.499938 0.3413 0.4976 0.4429 0.1700 0.2673 0.3849 0.4821 0.49 87 7 0.49 459 6 0.2910 0.0239 0.1331 0.499918 0.49 004 8 0.499481 0.499032 0.2 2.3133 0.4808 0.4971 0.05 0.499336 0.4948 0.499096 0.0596 0.3810 0.4798 0.499289 0.4881 0.499675 0.2 1.3770 0.4984 0.3599 0.499126 0.499359 0.498817 0.2357 0.4929 0.3023 0.4099 0.0675 0.499581 0.499888 0.01 0.4115 0.4951 0.499853 0.49865 0.49 223 0.4 1.3508 0.4370 0.2995 0.0040 0.499443 0.3365 0.4505 0.499864 0.3686 0.2881 0.499792 0.4960 0.4222 0.3749 0.499912 0.1443 0.3159 0.3 0.49 851 0.1368 0.49 794 0.

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