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UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO 

 
CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO 
 
DEPARTAMENTO DE CIENCIAS DA SAÚDE, BIOLÓGICAS E AGRÁRIAS 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APOSTILA 
 
Disciplina: Expressão Gráfica 
 
 
 
 
 
Professor: Sidney Sára Zanetti 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SÃO MATEUS ­ ES 
2009 
Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

APOSTILA DA DISCIPLINA DE EXPRESSÃO GRÁFICA 
 
1) INTRODUÇÃO 
A  computação  revolucionou  a  utilização  da  expressão  gráfica  no  exercício  da 
engenharia,  viabilizando  a  execução  de  trabalhos  tridimensionais,  que  antes  só  eram 
possíveis através da construção de modelos. 
Os  softwares  existentes  no  mercado  possibilitam  a  construção  de  modelos  virtuais, 
cujas imagens são muito próximas do real, onde se podem ver, em três dimensões, todos os 
detalhes de uma máquina, de um equipamento ou até mesmo de um processo inteiro. Estes 
modelos virtuais possuem recursos de cores, textura e animação  onde as imagens podem 
ser giradas, cortadas, alteradas e ao mesmo tempo compartilhadas por meio de redes, ou 
da internet, por todas as partes envolvidas no desenvolvimento de estudos e projetos. 
A  computação  gráfica,  com  certeza  facilitou  e  ampliou  o  desenvolvimento  de  projetos 
na área da engenharia e da arquitetura porque, além de poder ser utilizada integrada com 
softwares  de  cálculos  ou  com  banco  de  dados,  os  modelos  virtuais  são  fáceis  de  serem 
compreendidos e enchem os olhos de quem está comprando o projeto. 
No  entanto,  a  execução  dos  projetos  das  áreas  da  engenharia  e  da  arquitetura  ainda 
dependente dos desenhos bidimensionais que são utilizados para fazer o detalhamento dos 
detalhes construtivos que envolvem o objeto projetado. Assim, apesar de todos os recursos 
propiciados  pela  computação  gráfica,  o  exercício  da  engenharia  ainda  está  diretamente 
vinculado à leitura e interpretação de desenhos bidimensionais, utilizando‐se os recursos 
de desenhos técnicos. 
Pode ser que no futuro todos os problemas gráficos da engenharia sejam elaborados em 
três  dimensões,  mas  ainda  não  é  hora  para  se  abandonar  a  linguagem  bidimensional. 
Diferentemente  das  imagens  tridimensionais,  que  podem  ser  entendidas  por  qualquer 
pessoa, os desenhos bidimensionais se constituem em uma linguagem gráfica que só pode 
ser entendida por quem a estuda. 
Para os cursos que visam a preparação para atividades de desenvolvimento de projetos, 
é  importante  o  treinamento  utilizando  softwares  CAD  (Computer  Aided  Design),  que 
viabilizam a elaboração de desenhos/projetos auxiliados pelo computador. 
 
2) NORMALIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO DO DESENHO TÉCNICO 
A  padronização  dos  procedimentos  de  representação  gráfica  permite  transformar  o 
Desenho Técnico em uma linguagem gráfica. Essa padronização é feita através de normas 
técnicas que são seguidas e respeitadas internacionalmente. 
No  Brasil  as  normas  são  aprovadas  e  editadas  pela  Associação  Brasileira  de  Normas 
Técnicas  –  ABNT,  fundada  em  1940.  No  âmbito  internacional  foi  criada,  em  1947,  a 
Organização  Internacional  de  Normalização  (International  Organization  for 
Standardization – ISO). Quando uma norma técnica proposta por qualquer país membro é 
aprovada por todos os países que compõem a ISO, essa norma é organizada e editada como 
norma internacional. 
No  Brasil as  normas técnicas  que  regulam  o  Desenho  Técnico  são  editadas pela ABNT, 
registradas  pelo  INMETRO  (Instituto  Nacional  de  Metrologia,  Normalização  e  Qualidade 
Industrial),  como  Normas  Brasileiras  Revisadas  (NBR),  em  consonância  com  as  normas 
internacionais aprovadas pela ISO.  
Para o desenho técnico existem várias normas publicadas em diferentes épocas, onde os 
principais  aspectos  abordados  são  tamanhos  e  formatos  de  papéis,  escalas,  letras  e 
algarismos,  linhas,  legendas,  etc.  A  norma  NBR  5984  –  Norma  geral  de  desenho  técnico 
(antiga NB 8) foi aprovada em 1950 e revisada várias vezes tendo como objetivos fixar as 
condições gerais que devem ser observadas na execução dos desenhos técnicos. Entretanto, 
esta norma foi substituída por diversas outras, estando algumas listadas abaixo: 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

NBR 10647 ‐ Desenho técnico ‐ Terminologia 
NBR 10067 ‐ Princípios gerais de representação em desenho técnico 
NBR 10068 ‐ Folha de desenho ‐ Leiaute e Dimensões 
NBR 10582 ‐ Apresentação da folha para desenho técnico 
NBR 8402 ‐ Execução de caracter para escrita em desenho técnico 
NBR 8403 ‐ Aplicação de linhas em desenhos 
NBR 8196 ‐ Desenho técnico ‐ Emprego de escalas 
NBR 10126 ‐ Cotagem em desenho técnico 
NBR 13142 ‐ Desenho técnico ‐ Dobramento de cópia 
NBR 12298 ‐ Representação de área de corte por meio de hachuras em desenho técnico 
 
3) INSTRUMENTALIZAÇÃO – TIPO, MANUSEIO E MANUTENÇÃO 
Para a disciplina de Expressão Gráfica aconselha‐se o uso de instrumentos de precisão e 
qualidade,  o  que  existe  com  grande  variedade  no  mercado.  Para  cada  tipo  de  desenho 
existem também instrumentos mais específicos. 
Atualmente com os sistemas de CAD o uso de certos instrumentos  deixa quase de ser 
necessário,  por  sua  vez  para  condução  da  disciplina  de  Expressão  Gráfica  recomenda‐se 
adquirir e trazer em todas as aulas papel no formato A3, lapiseira 0,5 ou 0,7 mm, régua T, 
borracha  branca,  fita  adesiva,  flanela  de  algodão,  transferidor,  compasso,  régua 
milimetrada e transparente. 
 
A seguir tem‐s e a descrição detalhada de cada equipamento: 
Prancheta (mesa para desenho) ­ Equipamento importante para o desenho técnico. Pode 
ser de madeira com alavancas de acionamento da inclinação e da altura. Facilita a execução 
do desenho. 
 
Papel  ­  Existem  diversos  tipos  de  papel  para  desenho.  Para  desenho  a  mão  com  uso  de 
lápis  é  aconselhável  utilizar  papel  opaco  (sulfite)  ou  transparente  (manteiga).  Para 
desenhos  definitivos  recomenda‐se  o  papel‐vegetal  empregando  caneta  nanquim.  Com  o 
uso  de  computador  para  a  elaboração  do  projeto  é  comum  o  uso  do  papel  sulfite  para 
impressão. 
 
Régua T ­ São empregadas no traçado de linhas horizontais e apoio aos esquadros para o 
traçado de linhas inclinadas ou verticais. São fabricadas de madeira com bordas de plástico 
inquebrável ou acrílico (Figura 1). 
 
Obs: No traço com a régua T deve‐se começar a traçar da esquerda para a direita, de modo 
que a mão não fique em cima do que já foi desenhado (Figura 2). 
 

 
Figura 1 – Exemplo de uma régua T. 
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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

Figura 2 – Esquema de traçado com régua T. 
 
Régua paralela – Utilizada em substituição à régua T (Figura 3). 
 

Figura 3 – Esquema ilustrativo de régua T e régua paralela. 
 
Esquadros  ­  Utilizados  no  traçado  de  linhas  inclinadas  ou  perpendiculares  a  régua  T. 
Existem dois tipos de esquadros: na forma de triângulo isósceles (2 ângulos de 45º e um de 
90º) e na forma de triângulo escaleno (ângulos de 30º, 60º, e 90º). A combinação ideal para 
uso  seria  aquela  em  que  o  cateto  do  esquadro  de  30/60º  seja  igual  a  hipotenusa  do 
esquadro de 45º. A combinação de esquadros permite que sejam traçadas linhas formando 
múltiplos de 15º. 
 
Compasso ­ Traçar circunferências ou arcos de circunferências. 
 
Transferidores  ­  Instrumentos  para  a  medição  de  ângulos.  Comercialmente  existem 
modelos de 0 a 180º e de 0 a 360º. 
 

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Réguas  flexíveis  ou  curvas  francesas  ­  Curvas  não  traçadas  pelo  compasso  (raio 
indefinido). 
 
Normógrafos e gabaritos ­ Empregados no auxílio à escrita e desenhos. 
 
Canetas ­ nanquim (para desenhos definitivos) 
 
Lápis (lapiseira) e Grafite: 
H a 6H: consistência de dura a extremamente dura. 
B a 6B: consistência de macia a extremamente macia. 
Obs.: uso mais comum: B, HB e H. 
 
4) FORMATOS E TAMANHOS DE PAPEL 
O  formato  básico  do  papel,  designado  por  A0  (A  zero),  é  o  retângulo  cujos  lados  medem 
841 mm e 1.189 mm, tendo a área de 1m2. Do formato básico, derivam os demais formatos 
da  série  A  (Figura  4),  pela  bipartição  ou  duplicações  sucessivas,  segundo  uma  linha 
perpendicular ao maior lado do retângulo. 
 

Figura 4 – Formatos de papel da série A. 
 
Os  formatos  da  série  A,  de  A0  a  A4,  têm  as  dimensões  indicadas  no  quadro  a  seguir.  As 
folhas  não  recortadas  devem  ter  as  dimensões  mínimas  indicadas  na  última  coluna  do 
quadro. Na Tabela 1 têm‐se as especificações técnicas de cada formato. 
 
 
 
 
 

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Tabela 1 – Formatos da série A 
Formato  Linha de corte  Margem (mm) 
(mm)  (mm)  Esquerda  Direita 
A0  841 x 1189  25  10 
A1  594 x 841  25  10 
A2  420 x 594  25  7 
A3  297 x 420  25  7 
A4  210 x 297  25  7 
 
 
5) CALIGRAFIA TÉCNICA 
Os  textos  e  algarismos  representados  em  desenho  técnico  (Figura  5)  seguem  normas 
que garantem a legibilidade e uniformidade. Podem ser escritos utilizando‐se o normógrafo 
ou  à  mão  livre.  A  norma  NBR  6492/1994  recomenda  letras  maiúsculas  não  inclinadas, 
assim como os números, medindo de 3 a 5 mm. O espaçamento entre as linhas não deve ser 
inferior a 2 mm. 
 

Figura 5 ‐ Textos e algarismos representados em desenho técnico. 
 
6) CARIMBO – CONTEÚDO E TRAÇADO 
O carimbo ou rótulo deve acompanhar todo desenho e serve tanto  para a identificação 
como para conter informações sobre o conteúdo do desenho. O carimbo deve ser inserido 
no canto inferior direito da folha de desenho. Em geral o carimbo deve conter as seguintes 
informações:  nome;  título  do  projeto;  nome  do  projetista;  nome  do  desenhista;  data; 
escalas; nome do cliente; e local para assinaturas. 
 
Exemplo 1 (Uso para trabalhos acadêmicos) 
Disciplina: Desenho Técnico  Escala: 1:50 
Título: Projeções Ortogonais  Data: 15/08/07 
Turma: A 
Aluno: Fulano de Tal  Matrícula: 123456
 
 
Exemplo 2 (Projetos rurais) 
 
Projeto: Construção Rural  Obra no 013/03 
Arquivo no PROJ/01 
Denominação: Sala de ordenha  Data: 15/08/07 
Localização: Faz. Bela Vista,  Áreas (m2) 
BR 101 km 74  Construída ..... 89,2 
São Mateus, ES  Livre .............. 65,1 
Proprietário: Marco Rosa  Total ............. 154,3 
Responsável: Escala: 1:100  Escala: 1:100 
Eng° Agr° Paulo Sousa  Registros 
CREA 01234586 

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7) NOMENCLATURA DE LINHAS – CLASSIFICAÇÃO E HIERARQUIA 
O  desenhista  deve  empregar  diferentes  tipos  de  linhas  objetivando  a  diferenciação  na 
apresentação do desenho. As linhas podem ser diferenciadas quanto ao tipo e a espessura, 
conforme apresentado a seguir: 
I) LINHA – Espessura 
Linha grossa 
Linha média (metade da anterior) 
Linha fina (metade da anterior) 
II) LINHA – Tipos 
A‐ Linhas gerais 
B‐ Linhas principais 
C‐ Linhas auxiliares ( cota , ladrilhos , etc. ) 
D‐ Partes invisíveis                                                       _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ 
E‐ Eixos de simetria 
F‐ Seções 
G‐ Interrupções 
 
 
Exercícios 
 
a)  Sejam  L1,  L2  e  L3  os  lados  dados,  construir  um  triângulo  sabendo‐se  que  
L1 = 3,5 cm, L2 = 3,8 cm e L3 = 5,5 cm. Considere L3 como sendo a base do triângulo. 
 
b)  Sejam  L1  e  L2  os  lados  dados,  construir  um  triângulo  sabendo‐se  que 
L1 = 4,5 cm, L2 = 5,3 cm e o ângulo central (α) = 30°. Considere L2 como sendo a base do 
triângulo. 
 
c) a) Sejam L1 e L2 os lados dados, construir um triângulo sabendo‐se que L1 = 5,3 cm, L2 = 
4,4 cm e a altura (H) = 2,5 cm. Considere L1 como sendo a base do triângulo. 
 
d) Sejam a e b os lados dados, construir um retângulo sabendo‐se que a = 4,1 cm e b = 2,0 
cm. Considere a como sendo a base do retângulo. 
 
e)  Sejam  L1,  L2  e  L3  os  lados  dados,  construir  um  triângulo  sabendo‐se  que  
L1 = 3,5 cm, L2 = 3,8 cm e L3 = 5,5 cm. Considere L3 como sendo a base do triângulo. 
 
f) Seja L1 o lado dado, construir um losango sabendo‐se que L1 = 5,0 cm e o ângulo central 
é igual a 60°. 
 
g) Sejam A, B, C e D os vértices de um trapézio. Construí–lo sabendo‐se que as distâncias AB 
= 5,0 cm, BC = 2,5 cm, CD = 3,0 cm e H (altura) = 2,0 cm. Considere AB como sendo a base 
do retângulo. 
 
8) ESCALAS E COTAS 
  
8.1) Escalas 
 
O  desenho  de  um  objeto,  em  geral,  não  pode  ser  executado  em  tamanho  natural;  em 
muitos casos o objeto é grande ou pequeno demais. A escala permite aumentar, diminuir ou 
manter o tamanho do objeto no desenho de acordo com a situação. 

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A  escala  é  uma  forma  de  representação  que  mantém  as  proporções  das  medidas 
lineares  do  objeto  representado.  Ou  seja,  a  escala  nada  mais  é  do  que  uma  razão  de 
proporção entre as medidas no desenho e as medidas reais do objeto. 
 
Normalmente é empregada a seguinte notação para a representação de escala (E): 
 
1 d
E= =  
M D
 
em que: 
  M = denominador da escala; 
   d = distância no desenho; e 
D = distância no terreno. 
 
Por  exemplo,  se  uma  feição  é  representada  no  desenho  com  1  cm  de  comprimento  e 
sabe‐se que seu comprimento no terreno é de 100 metros, então a escala de representação 
utilizada é de 1:10.000. Ao utilizar a equação anterior para o cálculo da escala deve‐se ter o 
cuidado de transformar as distâncias para a mesma unidade. Por exemplo: 
 
5 cm 5 cm 1
d = 5 cm        E= = =  
0,5 km 50.000 cm 10.000
 
D = 0,5 km 
 
As escalas podem ser de redução (1:x), ampliação (x:1) ou naturais (1:1). 
 
Uma  escala  é  dita  grande  quando  apresenta  o  denominador  pequeno  (por  exemplo, 
1:100,  1:200,  1:50,  etc.).  Já  uma  escala  pequena  possui  o  denominador  grande  (1:10.000, 
1:500.000, etc.). 
 
O valor da escala é adimensional, ou seja, não tem dimensão (unidade). Escrever 1:200 
significa que uma unidade no desenho equivale a 200 unidades no terreno. Assim, 1 cm no 
desenho corresponde a 200 cm no terreno ou 1 milímetro do desenho corresponde a 200 
milímetros  no  terreno.  Como  as  medidas  no  desenho  são  realizadas  com  uma  régua,  é 
comum estabelecer esta relação em centímetros. Ex.: 1 cm no desenho = 200 cm no terreno. 
 
É  comum  medir‐se  uma  área  em  um  desenho  e  calcular‐se  sua  correspondente  no 
terreno.  Isto  pode  ser  feito  da  seguinte  forma:  imagina‐se  um  desenho  na  escala  1:50. 
Utilizando  esta  escala  faz‐se  um  desenho  de  um  quadrado  de  2  x  2  unidades  (u),  não 
interessa qual é esta unidade. A figura seguinte apresenta este desenho. 
 
A área do quarado no desenho (Ad) será: 
 
  2u  
 
Ad = 2u . 2u 
2u
Ad = 4u2 
 
   

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A área do quadrado no terreno (At) será então: 
At = (50 . 2u) . (50 . 2u) 
At = (2 . 2) . (50 . 50) . (u . u) 
At = 4u2 . 502 
 
Substituindo a equação Ad na equação At, e lembrando que M = 50 é o denominador da 
escala,  a  área  do  terreno,  em  função  da  área  medida  no  desenho  e  da  escala  é  dada  pela 
equação: 
 
At = Ad . M2 
 
 
Principais escalas e suas aplicações: 
 
Recomendação da ABNT (1999): NBR 8196 ‐ Desenho técnico ‐ Emprego de escalas 

Redução  Natural  Ampliação 

1:2    2:1 
1:5  1:1  5:1 
1:10    10:1 
As escalas desta tabela podem ser reduzidas ou ampliadas à razão de 10. 
 
A  seguir  encontra‐se  uma  tabela  com  as  principais  escalas  utilizadas  e  as  suas 
respectivas aplicações. 
 
 
Aplicação  Escala 
Detalhes de terrenos urbanos  1:50 
1:100 
Plantas de pequenos lotes e edifícios 
1:200 
1:500 
Plantas de arruamentos e loteamentos urbanos
1:1.000 
1:1.000 
Plantas de propriedade rurais  1:2.000 
1:5.000 
1:5.000 
Plantas cadastrais de cidades e grandes 
1:10.000 
propriedades rurais ou industriais 
1:20.000 
1:50.000 
Cartas de municípios 
1:100.000 
1:200.000 a 
Mapas de estados, países, continentes, etc. 
1:10.000.000 
 
A  escala  a  ser  escolhida  para  um  desenho  depende  da  complexidade  do  objeto  a  ser 
representado  e  da  finalidade  da  representação.  Em  todos  os  casos,  a  escala  selecionada 
deve  ser  suficiente  para  permitir  uma  interpretação  fácil  e  clara  da  informação 

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representada. A escala e o tamanho do objeto em questão são parâmetros para a escolha do 
formato da folha de desenho. 
 
Para se decidir sobre a escala ideal, deve‐se considerar: 
• O tamanho do objeto a ser representado; 
• As dimensões do papel; e 
• A clareza do desenho a ser realizado. 
 
Ao se executar um desenho, a escala utilizada deverá ser sempre indicada na legenda, 
no espaço destinado para tal. 
 
Os ângulos não sofrem redução ou ampliação em sua abertura, independentemente da 
escala utilizada no desenho. 
 
 
Exercícios 
1) Qual das escalas é maior 1:1.000.000 ou 1:1.000? 
 
2) Qual das escalas é menor 1:10 ou 1:1.000? 
 
3) Determinar o comprimento de um rio (em km), sendo a escala do desenho de 1:18.000 e 
o rio representado no desenho por uma linha com 17,5 cm de comprimento. 
 
4) Determinar qual a escala de uma carta, sabendo‐se que distâncias homólogas na carta e 
no terreno são, respectivamente, 225 mm e 4,5 km. 
 
5) Com qual comprimento uma estrada de 2500 m será representada na escala 1:10.000? 
 
6)  Calcular  o  comprimento  no  desenho  de  uma  rua  com  30  metros  de  comprimento  nas 
escalas abaixo: 
 
Escala  Comprimento? 
1:100   
1:200   
1:250   
1:500   
1:1.000  
 
7)  Um  lote  urbano  tem  a  forma  de  um  retângulo,  sendo  que  o  seu  comprimento  é  duas 
vezes maior que a sua altura e sua área é de 16.722,54 m2. Calcular os comprimentos dos 
lados no desenho se esta área fosse representada na escala 1:10.560. 
 
8) As dimensões de um terreno foram medidas em uma carta e os valores obtidos foram: 
250 mm de comprimento por 175 mm de largura. Sabendo‐se que a escala do desenho é de 
1:2.000, qual é a área do terreno em m2 ? 
 
9) Se a avaliação de uma área resultou em 2.575 cm2 para uma escala de 1:500, a quantos 
metros quadrados corresponderá a área no terreno? 
 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

10)  Para  desenhar  um  objeto  que  tem  105  cm  em  uma  folha  A4  que  tem  210  mm  de 
largura, qual é a maior escala que pode ser utilizada? Obs.: considerar margem esquerda de 
25  mm  e  direita  de  7  mm;  caso  a  escala  calculada  não  seja  um  valor  inteiro,  deve‐se 
arredondar o número obtendo‐se uma escala menor inteira. 
 
11) É necessário desenhar um galpão com dimensões de 60 x 15 m em uma folha A3 (420 x 
297mm)  na  escala  1:150.  Para  que  a  planta  fique  centralizada  no  papel,  qual  deve  ser  a 
distância (em centímetros) a partir das bordas do papel? 
 
12) Para elaborar a planta de um lote que possui dimensões de 12 x 30 m, qual o menor 
formato de papel (série “A”) deverá ser utilizado, na escala 1:50? 
 
Repostas dos exercícios: 
1) a escala 1:1.000 é maior; 2) a escala 1:1.000 é menor; 3) 3,15 km; 4) 1:20.000; 5) 25 cm; 
6)  30  cm,  15  cm,  12  cm,  6  cm,  3  cm;  7)  0,866  x  1,732  cm;  8)  175.000  m2;  9)  64.375  m2; 
10) 1:6; 11) 1 cm na dimensão de 420 mm e 9,85 na dimensão de 297 mm; 12) formato A1. 
 
Precisão gráfica 
Denomina‐se de precisão gráfica de uma escala como sendo a menor grandeza passível de 
ser representada num desenho, através desta escala. 
 
Erro  de  grafismo:  é  erro  máximo  admissível  na  elaboração  de  desenho  topográfico  para 
lançamento  de  pontos  e  traçados  de  linhas,  com  o  valor  de  0,2  mm,  que  equivale  a  duas 
vezes  a  acuidade  visual  humana  (ABNT  NBR  13.133  ‐  Execução  de  levantamentos 
topográficos).  E  uma  função  da  acuidade  visual,  habilidade  manual  e  qualidade  do 
equipamento de desenho.  
 
1 0,2 mm
Exemplo: escala 1:1.000    =     D = 20 cm (precisão gráfica) 
1000 D
 
Assim, pode‐se concluir que as dimensões reais do objeto a ser  representado que tiverem 
valores  menores  que  o  erro  de  grafismo,  não  terão  representação  gráfica;  portanto,  não 
aparecerão no desenho. Logo, nas escalas 1:500, 1:2000 e 1:5.000 não se representam os 
detalhes de dimensões inferiores a 10 cm, 40 cm e 100 cm, respectivamente. 
 
Em  casos  onde  é  necessário  representar  elementos  com  dimensões  menores  que  as 
estabelecidas pela precisão da gráfica, podem ser utilizados símbolos. 
 
 
Escala gráfica 
A escala gráfica é a representação gráfica de uma escala nominal ou numérica. 
 
Esta  forma  de  representação  da  escala  é  utilizada,  principalmente,  para  fins  de 
acompanhamento  de  ampliações  ou  reduções  de  plantas  ou  cartas  topográficas,  em 
processos  reprodução  comuns,  cujos  produtos  finais  não  correspondem  à  escala  nominal 
neles registrada. 
 
A escala gráfica é também utilizada no acompanhamento da dilatação ou retração do papel 
no  qual  o  desenho  da  planta  ou  carta  foi  realizado.  Esta  dilatação  ou  retração  se  deve, 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

normalmente,  a  alterações  ambientais  ou  climáticas  do  tipo:  variações  de  temperatura, 
variações de umidade, manuseio, armazenamento, etc. 
A escala gráfica fornece, rapidamente e sem cálculos, o valor real das medidas executadas 
sobre o desenho, mesmo após uma redução ou ampliação do mesmo. 
 
Exemplo:  supondo  que  a  escala  de  uma  planta  seja  1:100  e  que  o  intervalo  de 
representação seja de 1m, a escala gráfica correspondente terá o seguinte aspecto: 
 

 
 
A figura a seguir mostra outros tipos de representação da escala gráfica. 

 
 
Quando utilizada, é obrigatória a indicação da unidade na escala gráfica. 
 
 
8.2) Cotagem ou Dimensionamento 
A  norma  técnica  NBR  10126  (1987)  fixa  os  princípios  gerais  de  cotagem  a  serem 
aplicados em desenhos técnicos. 
O desenho técnico, além de representar a forma tridimensional,  dentro de uma escala, 
deve  conter  informações  sobre  as  dimensões  do  objeto  representado.  As  dimensões  irão 
definir  as  características  geométricas  do  objeto,  dando  valores  de  tamanho  e  posição  aos 
diâmetros, aos comprimentos, aos ângulos e a todos os outros detalhes que compõem sua 
forma espacial. 
Trata‐se  de  indicar  no  desenho  as  dimensões  do  objeto  representado.  Para  isso  são 
utilizadas as  cotas,  ou  seja,  números  que  correspondem às  medidas  dos  objetos.  As  cotas 
são  constituídas  pela  linha  de  cota  ou  de  medida,  linha  de  chamada,  setas  e  pelo  valor 
numérico expresso em uma determinada unidade de medida. As setas indicam o limite da 
linha de cota e o valor da cota indica o tamanho real do objeto.  
As cotas devem ser distribuídas pelas vistas e dar todas as dimensões necessárias para 
viabilizar  a  construção  do  objeto  desenhado,  com  o  cuidado  de  não  colocar  cotas 
desnecessárias.  No  caso  das  vistas,  uma  determinada  dimensão  que  é  representada,  por 
exemplo, na vista frontal e superior só precisa ser indicada em uma delas. 
 
Uma demonstração da utilização de cotas está representada na figura seguinte: 
 
 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

Figura 6 – Representação de um desenho por meio de cotas. 
 
Regras para o emprego de cotas 
As  cotas  devem  ser  escritas  acompanhando  a  direção  das  linhas  de  cota  e  devem 
representar  a  medida  real  do  objeto,  independente  da  escala  utilizada.  Deve‐se  evitar  o 
cruzamento  das  linhas  de  cota.  As  linhas  de  cota  podem  ser  contínuas  ou  interrompidas. 
Quando se utilizam as linhas de cota contínuas, o valor da cota deve ser escrito acima das 
linhas  de  cota  horizontais  e  à  esquerda  das  linhas  de  cota  verticais.  Quando  se  utilizam 
linhas  de  cotas  interrompidas  o  valor  deve  ser  escrito  no  intervalo  da  interrupção,  sem 
rotação. A Figura 7 (a) mostra que tanto as linhas auxiliares (linhas de chamada), como as 
linhas  de  cota,  são  linhas  contínuas  e  finas.  As  linhas  de  chamadas  devem  ultrapassar 
levemente  as  linhas  de  cota  e  também  deve  haver  um  pequeno  espaço  entre  a  linha  do 
elemento dimensionado e a linha de chamada. 
 

Figura 7 – Forma para apresentação das cotas. 
 
As  linhas  de  centro  ou  as  linhas  de  contorno  podem  ser  usadas  como  linhas  de 
chamada, conforme mostra a Figura 7 (b). No entanto, é preciso destacar que as linhas de 
centro ou as linhas de contorno não devem ser usadas como linhas de cota. 
As  linhas  de  chamada  devem  ser  preferencialmente  perpendiculares  ao  ponto  cotado. 
Em  alguns  casos,  para  melhorar  a  clareza  da  cotagem,  as  linhas  de  chamada  podem  ser 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

oblíquas  em  relação  ao  elemento  dimensionado,  porém  mantendo  o  paralelismo  entre  si, 
conforme mostra a Figura 7 (c). 
O  limite  da  linha  de  cota  pode  ser  indicado  por  setas,  que  podem  ser  preenchidas  ou 
não,  ou  por  traços  inclinados,  conforme  mostra  a  Figura  8  (a).  A  maioria  dos  tipos  de 
desenho técnico utiliza as setas preenchidas. Os traços inclinados são mais utilizados nos 
desenhos arquitetônicos. Em um mesmo desenho a indicação dos limites da cota deve ser 
de um único tipo e também deve ser de um único tamanho. Só é permitido utilizar outro 
tipo de indicação de limites da cota em espaços muito pequenos, conforme mostra a Figura 
8 (b). 
 

(a) 

(b)
Figura 8 – Limite (a) e indicação (b) da linha de cota.  
 
No dimensionamento deve‐se observar ainda: 
• as linhas de cota devem ser colocadas preferencialmente fora da figura; 
• deve‐se evitar a repetição de cotas; 
• deve‐se deixar um pequeno espaço entre a figura e a linha de chamada; 
• as cotas de um desenho ou projeto devem ser expressas em uma única unidade; 
• uma cota não deve ser cruzada por uma linha do desenho; 
• as linhas de cota são desenhadas paralelas à direção da medida; 
• a altura dos algarismos deve ser uniforme dentro de um mesmo desenho. 
 
 
9) VISTAS E PROJEÇÕES 
 
9.1) Sistemas de projeções 
 
Projeção  é  a  operação  pela  qual  um  ponto,  uma  linha  ou  um  objeto  tridimensional  é 
projetado  em  um  plano  através  de  linhas  denominadas  de  projetantes.  Este  plano  é 
denominado de plano de projeção. 
 
Plano de projeção é a superfície onde se projeta o modelo. A tela de cinema é um bom 
exemplo de plano de projeção. 
 
As projeções poderão ser do tipo (Figura 9): 
1 ‐ Centrais ou Cônicas: quando as linhas projetantes convergem para um ponto; 
2 – Cilíndricas ou Paralelas: quando as linhas projetantes são paralelas entre si. Estas ainda 
poderão  ser  ortogonais,  quando  as  projetantes  são  perpendiculares  ao  plano  de  projeção 
ou oblíquas, quando as projetantes são oblíquas ao referido plano. 

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Figura 9 – Tipos de projeções: (A) centrais e (B) paralelas. 
 
 
Projeções cônicas 
O  centro  das  projeções  é  a  origem  das  linhas  projetantes,  localizado  a  uma  distância 
finita do plano de projeção. 
 

 
Figura 10 ‐ Sistema de projeções cônicas 
 
Projeções cilíndricas oblíquas 
O  centro  de  projeção  se  localiza  a  uma  distância  infinita  do  plano  de  projeção.  Dessa 
forma,  as  linhas  projetantes  têm  uma  única  direção  e,  nesse  caso  específico,  a  direção  é 
oblíqua ao plano de projeção e o ângulo de incidência é variável, sendo diferente de 0, 90 e 
180 graus. 
 

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Figura 11 ‐ Sistema de projeções cilíndricas oblíquas 
 
Projeções cilíndricas ortogonais 
O  centro  de  projeções  se  localiza  a  uma  distância  infinita  do  plano  de  projeções  e  a 
direção das projetantes é ortogonal ao plano de projeção. O ângulo de incidência é igual a 
90  graus.  É  o  sistema  utilizado  na  geometria  descritiva  –  base  para  representação  no 
desenho técnico. 
 

 
Figura 12 ‐ Sistema de projeções cilíndricas ortogonais 
 
Os  planos  de  projeção  podem  ocupar  várias  posições  no  espaço.  Em  desenho  técnico 
usam‐se  dois  planos  básicos  para  representar  as  projeções  de  modelos:  um  plano 
horizontal e um plano vertical, que se cortam perpendicularmente. 
Esses  dois  planos,  perpendiculares  entre  si,  dividem  o  espaço  em  quatro  regiões 
chamadas diedros. 
 
 

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O plano horizontal pode ser dividido em: 
SPHA: semiplano horizontal anterior 
SPHP: semiplano horizontal posterior 
 
O plano vertical pode ser dividido em: 
SPVS: semiplano vertical superior 
SPVI: semiplano vertical inferior 

 
 
O  método  de  representação  de  objetos  em  dois  semiplanos  perpendiculares  entre  si, 
criado  por  Gaspar  Monge,  é  também  conhecido  como  método  mongeano.  Atualmente,  a 
maioria  dos  países  que  utiliza  o  método  mongeano  adota  a  projeção  ortográfica  no  1º 
diedro. No Brasil, a ABNT recomenda a representação no 1º diedro. 
Entretanto, alguns países, como os Estados Unidos e o Canadá, representam seus desenhos 
técnicos no 3º diedro. 
Ao ler e interpretar desenhos técnicos, o primeiro cuidado que se deve ter é identificar 
em qual diedro está representado o modelo. Essa verificação é importante para se evitar o 
risco de interpretar erradamente as características do objeto. 
 
No Brasil, onde se adota a representação no 1º diedro, além do plano vertical e do plano 
horizontal,  utiliza‐se  um  terceiro  plano  de  projeção:  o  plano  lateral.  Este  plano  é 
perpendicular ao plano vertical e ao plano horizontal. 
 

Plano vertical  Plano lateral 

 
Plano horizontal 
 
A  vista  representa  a  peça  sendo  observada  de  uma  determinada  posição.  Ou  seja,  nas 
projeções  ortogonais,  apesar  de  estarmos  vendo  desenhos  planos  (bidimensionais),  em 
cada vista há uma profundidade, não visível, que determina a forma tridimensional da peça 
representada. 
 
A projeção do modelo no plano vertical dá origem à vista frontal; 
A projeção do modelo no plano horizontal dá origem à vista superior; 
A projeção do modelo no plano lateral dá origem à vista lateral esquerda. 
 

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Imagine  agora  que  o  modelo  tenha  sido  retirado  e  veja  como  ficam  apenas  as  suas 
projeções nos três planos: 
 

 
 
Mas, em desenho técnico, as vistas devem ser mostradas em um único plano. Para tanto, 
usa‐se um recurso que consiste no rebatimento dos planos de projeção horizontal e lateral. 
Veja como isso é feito no 1º diedro: 
 

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

 
 
Além  destas  três  vistas,  ainda  existem  a  vista  lateral  direita,  a  vista  inferior  e  a  vista 
posterior. Vide norma ABNT NBR 10067. 
 
Dificilmente será necessário fazer seis vistas para representar qualquer objeto. Porém, 
quaisquer  que  sejam  as  vistas  utilizadas,  as  suas  posições  relativas  obedecerão  às 
disposições  definidas  pelas  vistas  principais.  Na  maioria  dos  casos,  o  conjunto  formado 
pelas vistas de frente, vista superior e uma das vistas laterais é suficiente para representar, 
com perfeição, o objeto desenhado. 
 
As posições relativas das vistas, no 1º diedro, não mudam: a vista frontal, que é a vista 
principal  da  peça,  determina  as  posições  das  demais  vistas;  a  vista  superior  aparece 
sempre  representada  abaixo  da  vista  frontal;  a  vista  lateral  esquerda  aparece  sempre 
representada à direita da vista frontal.  
 
O ponto de partida para determinar as vistas necessárias é escolher o lado do desenho 
que será considerado como frente. Normalmente, considerando a peça em sua posição de 
trabalho  ou  de  equilíbrio,  toma‐se  como  frente  o  lado  que  melhor  define  a  forma  do 
desenho.  Quando  dois  lados  definem  bem  a  forma  do  desenho,  escolhe‐se  o  de  maior 
comprimento. Feita a vista de frente faz‐se tantos rebatimentos quantos forem necessários 
para definir a forma do desenho. 
 
 
10) PERSPECTIVAS 
 
É uma forma de representação gráfica que demonstra as três dimensões de um objeto 
em um único plano, gerando idéia de profundidade e relevo. 
 
Existem diferentes tipos de perspectiva, sendo que as mais comuns são: 
‐ Perspectiva Isométrica; 
‐ Perspectiva Cavaleira; e 
‐ Perspectiva Bimétrica. 
 
Perspectiva é a representação de objetos como são vistos na realidade, de acordo com 
sua  posição,  forma  e  tamanho.  A  perspectiva  permite  também  a  visualização  do 
comprimento, da altura e da largura do objeto.  

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Expressão Gráfica                                                                                                                                 UFES / CEUNES 

Em  perspectiva,  o  objeto  é  representado  sobre  uma  superfície  plana,  entretanto,  os 
procedimentos utilizados permitem que a representação aproxime‐se da imagem real. 
A perspectiva denominada axonométrica é uma projeção cilíndrica ortogonal sobre um 
plano oblíquo em relação às três dimensões do corpo a representar (eixos X, Y e Z). 
Existem  diversas  inclinações  possíveis  do  objeto,  podendo‐se  concluir  que  existem 
infinitas perspectivas que podem ser obtidas por este processo. Dessa forma, a perspectiva 
axonométrica  pode  ser  classificada  de  acordo  com  os  ângulos  formados  pelos  eixos 
principais, podendo ser isométrica ou bimétrica. A perspectiva isométrica é a mais utilizada 
em desenhos técnicos. 
 
Exemplos: 
 
 
a) Perspectivas Cavaleiras a 30°, a 45° e a 60° 
 

 
 
 
b) Perspectivas Isométrica e Bimétrica 
 

 
 
 
 
 
Relação das medidas reais com as do desenho
Cavaleira
Perspectiva o Isométrica Bimétrica
30 45o 60o
Largura 1:1 1:1 1:1 1:4/5 1:1
Altura 1:1 1:1 1:1 1:4/5 1:1
Profundidade 1:2/3 1:1/2 1:1/3 1:4/5 1:1/2
 

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Exercícios 
 
1) Desenhar um cubo com 6 cm de aresta, escala 1:1, nas perspectivas listadas no quadro 
anterior. 
 
2) Representar a perspectiva do objeto na escala de 1:50 representado nas vistas abaixo. As 
dimensões são representadas em milímetros. 
 

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