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ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV

Curso: Proteção de Plantas

PROTEÇÃO DE PLANTAS

Módulo 1
1.2 Legislação fitossanitária e normas em
fitossanidade

Tutores:
Prof°. Dr. Paulo Parizzi (MAPA/MG)
Prof°. M.S. Ilto Antônio Morandini (MAPA/DF)

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS
Universidade Federal de Viçosa - UFV
Centro de Ciências Agrárias
Departamento de Fitopatologia

Brasília - DF
2006

Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 1

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

Ficha Catalográfica

Associação Brasileira de Educação Agrícola Superior - ABEAS
Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade. Tutores: Paulo Parizzi; Ilto Morandini.
Brasília, DF: ABEAS; Viçosa, MG: UFV; 2006.
120p.: il (ABEAS. Curso Proteção de Plantas. Módulo 1 - 1.2).

Inclui bibliografia. Apêndice.

1. Lesgilação e normas. 2. Normas. I. Parizzi, Paulo. II. Morandini, Ilto. III. Universidade
Federal de Viçosa. IV. Título. V. Série.

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2 Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade

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Sumário

Pré-Teste, 04
Introdução, 07
1 - Legislação fitossanitária internacional, 11
A - Organização mundial do comércio – OMC, 11
1 - O surgimento do GATT, 11
2 - A OMC e o acordo agrícola, 12
3 - Acordo sobre aplicação de medidas sanitárias e fitossanitárias – SPS, 14
B - Convenção internacional de proteção fitossanitária (CIPF), 16
C - Acordo de Livre Comércio das Américas – ALCA e a fitossanidade, 19
2 - Legislação fitossanitária no âmbito do COSAVE e Mercosul, 20
A - Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE, 20
B - Mercado Comum do Sul – Mercosul, 24
C - Interação COSAVE/Mercosul, 26
3 - Legislação fitossanitária brasileira,28
A - Legislação básica, 28
B - Legislação complementar, 39
C - Procedimentos operacionais da legislação fitossanitária brasileira, 39
D – Harmonização, 82
E - Diretivas para a análise de risco de pragas – ARP, 90
F - Diretivas para a caracterização de áreas livres de pragas – ALP, 96
Literatura consultada, 100
Questão dissertativa, 101
Respostas do Pré-Teste, 102
Apêndice, 103
A - Glossário de termos fitossanitários, 103
B - Manual de procedimentos operacionais da vigilância agropecuária, 108
C - Regulamento de defesa sanitária vegetal, 108
D - Convenção internacional de proteção fitossanitária – CIPF, 108
E - Organização Mundial de Saúde - 20 questões sobre alimentos geneticamente modificados, 109

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Pré-teste

Antes de você iniciar o estudo deste módulo é preciso que realize uma auto-avaliação de
conhecimentos sobre o assunto.

Responda o Pré-teste abaixo, constituído de perguntas de múltipla escolha.

1. O método de controle legislativo se aplica aos princípios de :
a- ( ) exclusão e erradicação
b- ( ) convivência
c- ( ) OGM’s
d- ( ) controle integrado de pragas
e- ( ) nda

2. A legislação fitossanitária brasileira pode ser dividida em dois grupos normativos :
a- ( ) Legislação Internacional e Legislação Nacional
b- ( ) Legislação básica e Legislação complementar
c- ( ) Normas e Regulamentos
d- ( ) Acordos e Convênios
e- ( ) nda

3. O regulamento de Defesa Sanitária Vegetal, em vigor no Brasil, Decreto 24.114, data de:
a- ( ) 12/04/1945
b- ( ) 31/12/1995
c- ( ) 31/12/1964
d- ( ) 12/04/1934
e- ( ) nda

4. O comércio e o trânsito interestadual de vegetais, são normatizados pelo MAPA através de:
a- ( ) Legislações estaduais
b- ( ) Legislações do Mercosul
c- ( ) Legislação Complementar
d- ( ) Legislação ordinária
e- ( ) nda

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5. De acordo com a Legislação Fitossanitária Brasileira, a função de inspeção e fiscalização do
trânsito internacional de vegetais é uma atividade típica do:
a- ( ) Governo Federal
b- ( ) Governo Estadual
c- ( ) Governo Municipal
d- ( ) Bloco Mercosul
e- ( ) nda

6. A livre circulação de bens e serviços e de fatores produtivos, é uma das características do:
a- ( ) Regulamento de Defesa Vegetal
b- ( ) Codex Alimentarius
c- ( ) COSAVE
d- ( ) Bloco Mercosul
e- ( ) nda

7. Os países que fazem parte do COSAVE são:
a- ( ) Argentina, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai.
b- ( ) Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
c- ( ) Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai, Bolívia e Equador.
d- ( ) Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia.
e- ( ) nda

8. O intercâmbio internacional de germoplasmas, geneticamente modificados ou não, para fins
científicos, pode ser feito por:
a- ( ) instituições públicas
b- ( ) universidades
c- ( ) Instituições privadas
d- ( ) Instituições Públicas e Privadas
e- ( ) nda
9. A Organização Nacional de Proteção Fitossanitária do Brasil é:
a- ( ) A Secretaria de Agricultura
b- ( ) O Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento
c- ( ) O Departamento de Sanidade Vegetal (DSV)
d- ( ) A secretaria de Defesa Agropecuária – SDA
e- ( ) nda

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10. O formulário de Permissão de Trânsito que viabiliza o trânsito interestadual de vegetais é
assinado por:
a- ( ) Técnicos da iniciativa privada;
b- ( ) Especialistas em fitopatologia da EMBRAPA ou Universidades;
c- ( ) Técnicos das Secretarias Estaduais de Agricultura;
d- ( ) Técnicos do Ministério da Agricultura e do Abastecimento;
e- ( ) Técnicos credenciadas para emitir CFO

11. A Norma Internacional de Medida Fitossanitária nº 15 da FAO (NIMF 15), editada em 2002,
sobre embalagem de madeira, foi internalizada no Brasil pela:

a- ( ) Portaria nº 05 de 19/05/2003
b- ( ) Instrução Normativa nº 04 de 06 de janeiro de 2004
c_ ( ) Decreto 24.114 de 1934
d- ( ) Portaria nº 499 de 03 de novembro de 1999.
e- ( ) Portaria nº 146 de 12 de abril de 2000

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quer como insumo para as indústrias. no transporte e no armazenamento da produção. na ocasião das colheitas. ocorrências climáticas cíclicas anulam uma outra parcela bastante significativa do que se plantou e do que se pode armazenar. o tratamento das sementes ou das mudas e a semeadura. quer dirigida diretamente para o consumo humano e dos animais. É exatamente neste intercâmbio de materiais de multiplicação vegetal que o homem cria as condições de vulnerabilidade para introdução de novas pragas e para disseminação das já existentes. notadamente o aumento de pragas. sujeita a um complexo de perdas que responde por um percentual bastante elevado do seu aproveitamento. ainda não adaptadas ao ambiente. conquistados pela pesquisa agronômica. Desde a fundamentação da safra. Também a obtenção de melhores índices de produtividade promove a introdução de novas espécies. na embalagem. a ampliação de áreas de cultivo implica na introdução de novas espécies ou de novas cultivares. as pragas consomem ou inutilizam. As possíveis modificações serão discutidas no Primeiro Encontro Presencial. – Não houve mudanças na edição 2005 deste módulo por causa de mudanças estruturais no Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – MAPA. Essa crescente demanda é conseqüência do surto populacional que o mundo está experimentando.2 . industrializados ou “In Natura”. ∗ *N. variedades e cultivares. calcula-se existir mais de 500 milhões de pessoas subalimentadas. além do que. Atualmente. De fato. com o preparo do solo. as estratégias governamentais visam duplicar a produção de vegetais alimentícios. É notório que a cada dia cresce a demanda de produtos agrícolas. por vezes. sob todos os aspectos e qualquer que seja a sua finalidade. durante o ciclo das culturas. com estimativas de aumento para 600 a 650 milhões até o final do século 21. do E. A implementação desordenada de qualquer dos casos resultaria no surgimento de outros problemas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 7 . durante o desenvolvimento das culturas. fibrosos e energéticos. Dois procedimentos poderiam ser adotados para alcançar este objetivo: • melhorar os índices de produtividade da agricultura. Para atender a esse aumento populacional. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Introdução ∗ A produção vegetal está. cerca de 30 por cento das colheitas. abrindo novas fronteiras agrícolas. Módulo 1: 1. no beneficiamento. • ampliar as áreas cultivadas. em que pesem os grandes avanços tecnológicos da agricultura.

em 1910. com o previsível aumento da possibilidade de disseminação de pragas exóticas. Devido a esta doença foi criada . A primeira referência de gafanhotos no Brasil data de 1888. chegando a ser erradicados. em 1912. surgiu o cancro cítrico. Paraná. Mato Grosso do Sul e Minas Gerais.5 bilhões/ano em suco de laranja.BA. da qual o Brasil faz parte como signatário. na época. Hoje a praga se encontra disseminada nos Estados do Rio Grande do Sul. surgiu pela primeira vez em 1845 na Irlanda. Rapidamente a doença se espalhou para todas regiões produtoras do país. a Lei de Quarentena Vegetal dos EUA. 1942 e 1946 invasões de Schistocerca cancellata que partindo da Argentina atingiram todo Sul e Sudeste do Brasil. onde a humanidade já sofria com o ataque de gafanhotos. ocasionando grandes prejuízos aos citricultores e à economia americana . na França. com o gafanhoto migratório Rhammatocerus schistocercoides ocupando uma faixa compreendida entre os paralelos 12 e 15 desde a divisa com Rondônia até o Vale do Rio Araguaia. praga conhecida como “Phylloxera da Videira”. em Roma. E em 1984 a mais intensa de todas infestações ocorreu em Mato Grosso. a base da alimentação do povo europeu. na região de Presidente Prudente – SP. A mela da batata ocasionada pelo fungo Phytophthora infestans. na época. principalmente na região produtora considerada nobre. provavelmente por material cítrico proveniente da África do Sul ou Argentina. Santa Catarina. 8 Módulo 1: 1. o cancro cítrico.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . pela Convenção de Roma. surgiu pela primeira vez. Esta praga é uma grande ameaça a citricultura nacional. As perdas ocasionadas na agricultura em decorrência do ataque de pragas e doenças remontam desde antes da era cristã. Mato Grosso. uma vez que a batata era. Em 1905 foi detectada a presença da mosca das frutas. na divisa com Goiás. Itabuna . Em 1938. surgiu pela primeira vez no Brasil em 1970. quando se verificou grande infestação de Schistocerca pallens nos Estados da Paraíba e Rio Grande do Norte. intenso em volume e rápido no deslocamento entre países ou continente. em São Paulo. milhares de pés de café nos Estados de Minas Gerais. Em 1863 as plantações de videira foram praticamente dizimadas pelo ataque de um homóptero . na Flórida. que atualmente se encontra difundida em todo nosso território. responsável pela exportação de US$ 1. também introduzido no Brasil por imigrantes japoneses. Devido a essa praga. substituída em 1929. A ferrugem do cafeeiro. em 1881 foi criada a Convenção Internacional Contra a Phylloxera da Videira. Em 1957. a Tristeza dos Citros.2 . Ceratitis capitata (mosca do mediterrâneo). causando grande preocupação para a cafeicultura nacional.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Deve-se somar a esta problemática a globalização da economia onde se pratica um comércio aberto e a cada dia mais diversificado. Espírito Santo e São Paulo. Hemileia vastatrix. Em 1922 surgiu o mosaico da cana-de-açúcar e em 1945 outra virose apareceu em pomares cítricos. Nos EUA. doença causada pela bactéria Xanthomonas axonopodis pv citri através de mudas cítricas trazidas por imigrantes japoneses. Só no Estado de São Paulo foram destruídas cerca de 12 milhões de plantas. São Paulo. e causou a morte de milhares de pessoas e também a emigração de outros milhares para os EUA.

. Goiás e São Paulo. Mato Grosso do Sul. Outra doença importante introduzida no Brasil é o nematóide de cisto da soja. e disseminada para quase todos os Estados brasileiros. Campinas . que devemos conhecer em todos seus aspectos. Mais recentemente nas regiões sudeste/sul onde se localizam as principais áreas produtivas e de exportação. foi constatada no Brasil em 1988 e já atinge os Estados do Rio Grande do Sul. A vespa-de-madeira. Nesse mesmo ano outras pragas de grande importância pelo seu potencial de dano econômico foram introduzidas/disseminadas no país.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 9 . Daí a necessidade de existirem Normas e Procedimentos (Legislação Fitossanitária Brasileira). comércio e trânsito interno de vegetais. especialmente. disseminada a partir de SP. além de indiretamente estar envolvido no controle químico. a praga já foi identificada em Rondônia e Mato Grosso. entre outras. grandes prejuízos à economia nacional. exportação. tais como: • Bactrocera carambolae (Mosca da carambola). o minador da folha dos citros. produção e comércio de agrotóxicos. Em 1998 constatou-se a ocorrência da Sigatoka Negra (Mycosphaerella fijiensis var. No mesmo ano foi identificado em Americana -SP e Campina Grande -PB e hoje se encontra nas principais regiões onde se pratica a cotonicultura no país. Santa Catarina e Paraná. O Método de Controle Legislativo aplica-se. seja pelo próprio homem ou pela natureza. que causa severos danos em rosáceas. difformis) em plantios de bananeiras nos Estados do Amazonas e Acre. partes de vegetais. com o objetivo de salvaguardar a agricultura brasileira. Atualmente. este método seria o mais viável. foi identificado no Brasil em 1976 no Amapá. Economicamente. solanáceas e plantas ornamentais.SP. e vem causando sérios prejuízos para a cultura na Região Norte brasileira. através da regulamentação da importação. desde o trânsito internacional e interestadual de vegetais. pois uma praga uma vez estabelecida numa área torna-se de difícil Módulo 1: 1. Mato Grosso. Phyllocnistis citrella. aos princípios de exclusão e erradicação. Sirex noctillio. nas imediações do aeroporto internacional de Viracopos. além desses Estados. • Bemisia argentifolii raça B (mosca branca). foi constatada em 1991 em regiões suburbanas dos municípios de Vacaria -RS e Lajes -SC. pois atua no registro.2 . Em 1983 surgiu o bicudo do algodoeiro. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas O moko da bananeira causado pela bactéria Pseudomonas solanacearum raça 2. detectada no Estado de São Paulo. que ataca Pinus spp. Estas pragas introduzidas em áreas indenes causaram e vêm causando. outra praga dos Citros foi introduzida no país. A mariposa Cydia pomonella. Anthonomus grandis. produtos e subprodutos vegetais. Uma vez introduzidos esses agentes poderão ser disseminados para as mais diversas regiões. detectado em 1992 e já espalhado em regiões produtoras dos Estados de Minas Gerais. observada atacando cucurbitáceas. Em 1996. de origem eurasiana. introduzida no Oiapoque -AP.

sua erradicação é quase impossível. 10 Módulo 1: 1. estadual e nacional. em geral.2 . são bastante onerosos para o agricultor e danosos para a economia local.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . A convivência com uma praga estabelecida em uma área exige diversos métodos de controle que.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas controle. e na maioria das vezes.

Legislação fitossanitária internacional A . o GATT. lácteos e carnes bovinas. licença de importação. O surgimento do GATT se deu no momento que o objetivo maior era instituir uma nova ordem econômica internacional. o Acordo (GATT) passou por inúmeras revisões. ocorreram oito “rodadas”. que paralelamente foram criados na mesma época) que viabilizasse as negociações multilaterais de comércio. A partir de então.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 11 . Assim. passou a ser o referencial balizador do trânsito internacional de mercadorias. quando foi instituído o Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio . resultado do esforço de reorganização do comércio mundial.O surgimento do GATT A primeira tentativa de disciplinar o comércio internacional de mercadorias ocorreu em 1947. compras governamentais. em especial. é que foram abordadas questões não exclusivamente tarifárias (discutiu-se um acordo antidumping).Organização mundial do comércio . no bojo das negociações realizadas ao final da Segunda Guerra Mundial. De uma maneira geral as cinco primeiras rodadas tratavam de discutir a redução de tarifas. Nessa ocasião. sendo a última delas a Rodada Uruguai. através de negociações com base multilateral denominada “Rodadas”. 1 .GATT. o GATT não cumpria a contento sua tarefa uma vez que não chegava a ser um organismo como o FMI ou Banco Mundial (BIRD) mas apenas um Acordo que estabelecia princípios a serem seguidos pelos países que aderissem a ele.2 . ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 1 . reuniram-se 57 países para discutir a elaboração de regras e a criação de uma instituição (a exemplo do FMI e BIRD. Na Rodada de Tóquio (1973 e 1979). Entretanto. valoração aduaneira. ao invés das negociações bilaterais até então vigentes.OMC O objetivo maior deste capítulo é tratar dos novos atores no cenário internacional. o Acordo Agrícola e o Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. A partir da sétima rodada (Rodada Kennedy). barreiras técnicas ao comércio. Módulo 1: 1. ocorrida em 1964/67. além da redução tarifária foram discutidos outros Acordos como: subsídios e medidas compensatórias. suas implicações para a produção vegetal brasileira e a inserção do Brasil no mercado globalizado. apresentar a Organização Mundial -OMC e. Até hoje. Esses Acordos não tiveram uma abrangência ampla uma vez que não foram assinados por todos os países. devido às dificuldades conjunturais da época. e acordo sobre aviação civil.

como país signatário. planejada para durar quatro anos. à radical mudança da Política da União Européia. referendou a OMC através do Decreto Lei nº 30. • Supervisiona o comércio internacional. após sete anos de difícil negociação. Vale registrar que essa “Rodada Uruguai” ocorreu em meio às transformações da política agrícola americana. 2 . O Brasil. manutenção de estruturas sociais. caracterizada como a maior e mais abrangente. no auge de uma guerra comercial nos mercados de produtos agropecuários. Nessa “Rodada Uruguai”. • Atua como consultor em gestões de comércio mundial. denominado “WTO Agreement”. • É uma organização mundial.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas A última dessas Rodadas. As principais características dessa nova organização desenhada para ser um “fórum” apropriado para discutir Temas referentes ao comércio internacional são: • Nova versão do GATT (a OMC veio substituir o Acordo Geral de Tarifas e Comércio . foi a do Uruguai ocorrida em setembro de 1986. • Trata-se de um tribunal de soluções. 12 Módulo 1: 1. de 16/12/94 e promulgado pelo Poder Executivo através do Decreto nº 1355. Aliás. Essa inclusão gerou sucessivos adiamentos na conclusão da rodada. o tema agrícola pela primeira vez era incluído nas negociações. de 30/12/94. Estas dificuldades podem ser explicadas pelo fato que muitas questões vinculadas à agricultura envolvem aspectos não-econômicos tais como: segurança alimentar. • Examina regulamentos e regimes comerciais dos membros e. questões relacionadas ao meio ambiente e a proteção fitossanitária. estendeu-se até 15/12/1993.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .GATT). Como produto final dessas negociações foi assinado o “Final act” no qual ficou assentado a constituição de um organismo responsável pelas regras do comércio mundial denominado Organização Mundial do Comércio -OMC. em que pesem os temas polêmicos.2 .A OMC e o acordo agrícola A constituição da OMC a partir do “Marrakesh Agreement Establishing the World Trade Organization”. foi considerada um marco histórico para o comércio internacional e passou a vigorar a partir de 01 de janeiro de 1995 para todos os países que o referendaram em seus respectivos parlamentos. os seus resultados foram aprovados por todos os países membros na Reunião Ministerial de Marrakesh ocorrida no período de 12 a 15 de abril de 1994.

Módulo 1: 1. os quais passam a ser os parâmetros de referência para a elaboração dessas políticas e de toda a Legislação interna de cada país. • criação de um sistema de conciliação.2 . Assim. portanto. • diminuição de subsídios. desta forma. as decisões são tomadas por consenso. quem impõe as regras são os países a si próprios. Esses Acordos Multilaterais de Comércio de Bens versam sobre inúmeros temas. constituem-se em direitos e obrigações a serem respeitados por todos. Entre eles destacam-se: Acordo sobre Compras Governamentais. sendo que as existentes são resultantes de negociações entre os países membros e. somente têm validade entre os países que os subscreveram. • ampliação do mercado internacional.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 13 . geralmente. Os Acordos discutidos e ajustados no fórum da OMC caracterizam-se por serem de concordância geral de todos os países membros e. quando houver conflitos. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas As principais conseqüências da criação da OMC são: • regulamentos fitossanitários atualizados. Em outras palavras. Acordo sobre Lácteos e Acordo Internacional sobre Carne Bovina. doravante os países ao formularem suas políticas comerciais agrícolas deverão considerar os compromissos assumidos junto a OMC. • maior transparência às regulamentações sanitárias e fitossanitárias. tais como: • Αcordo Geral de Tarifas e Comércio de 1994 • Acordo sobre Agricultura • Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias ( SPS ) • Acordo sobre Barreiras Técnicas ao Comércio (TBT) • Acordo sobre Têxteis e Vestuário • Acordo sobre Medidas de Investimento Relacionadas com o Comércio • Acordo sobre Inspeção de Pré-embarque • Acordo sobre Regras de Origem • Acordo sobre Procedimentos para o Licenciamento de Importações • Acordo sobre Subsídios e Medidas Compensatórias • Acordo sobre Salvaguarda Outros Acordos de comércio plurilaterais não foram aceitos por todos os membros e. É importante salientar que a OMC não dita regras para nenhum país.

ao Comitê notificações contendo informações sobre medidas voltadas para o setor agropecuário que sejam praticadas pelos países. animal ou vegetal. Está acordado que nenhum país pode. para analisar as notificações enviadas. os países deverão submeter. Convenção Internacional sobre Proteção Vegetal . E. Este Acordo compõe-se de 21 Artigos e 5 Anexos versando sobre três grandes temas: acesso a mercados.SPS Este Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) reafirma que “nenhum membro deve ser impedido de adotar ou aplicar medidas necessárias à proteção da vida ou saúde humana.Acordo sobre aplicação de medidas sanitárias e fitossanitárias . dos animais e vegetais. Neste sentido todas as medidas existentes foram convertidas em tarifas através do processo de “tarifação”. Para tanto. As Medidas de apoio interno são constituídas de regras que disciplinam o uso e a aplicação de medidas governamentais voltadas para apoiar o setor produtivo doméstico.CIPF. ordinariamente. 3 . utilizar medidas não-tarifárias para proteger o seu mercado doméstico. Com a aplicação do SPS o desejo é a melhoria da saúde humana. que tem por função o gerenciamento do processo de implementação do Acordo Agrícola. Este Comitê reúne-se. ou uma restrição velada ao comércio internacional”. animal e vegetal no território de todos os Membros. com base em normas de organizações como o Codex Alimentarius.OIE. Foi criado o Comitê de Agricultura. O desejo maior é o estabelecimento de um arcabouço multilateral de regras e disciplinas com vistas a reduzir ao mínimo seus efeitos negativos ao mercado. desde que tais medidas não sejam aplicadas de modo a constituir uma forma de discriminação arbitrária ou injustificável entre Membros em que prevaleçam as mesmas condições. quatro vezes ao ano. Entendendo que as medidas sanitárias e fitossanitárias são freqüentemente aplicadas com base em acordos bilaterais. Organização Internacional de Epizootias . estimular o uso de medidas sanitárias e fitossanitárias entre os Membros. doravante. sem que com isso se exija dos Membros que modifiquem seu nível adequado de proteção da vida e saúde humanas. 14 Módulo 1: 1. Quanto aos Subsídios à Exportação são regras para se evitar que o comércio internacional de produtos agrícolas seja distorcido pelo uso de subsídios nas vendas ao mercado externo.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .2 . a partir de janeiro de 1995. além disso.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Acordo sobre agricultura O Acordo Agrícola passou a vigorar no mesmo instante em que a OMC substituiu o GATT como o novo organismo de regulação do comércio mundial. regularmente. medidas de apoio interno e subsídios às exportações. Por Acesso a Mercados entende-se o conjunto de regras que buscam disciplinar a utilização de medidas de proteção na fronteira para controlar as importações de produtos agropecuários. ou seja.

• Controvérsias: no caso de controvérsias entre os países Membros sobre o Acordo SPS. Terão o direito de aplicar medidas mais restritivas que resultem em níveis mais elevados de proteção sanitária ou fitossanitária. amostragem e inspeção. • Tratamento não-discriminatório: os requerimentos devem ser iguais para países com iguais condições sanitárias e/ou fitossanitárias. • Harmonização: os Membros basearão suas medidas sanitárias e fitossanitárias em normas. os métodos para testes. os processos e métodos de produção pertinentes. A determinação de tais áreas será baseada em fatores como: geografia. se tiverem o mesmo efeito. meio ambiente e pessoas. Módulo 1: 1. animais. em particular.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 15 . • Equivalência: os Membros têm o dever de aceitar medidas de proteção diferentes das próprias. • Áreas livres de pragas: os membros garantirão que suas medidas sanitárias ou fitossanitárias estejam adaptadas às características da área da qual o produto é originário e para a qual o produto é destinado. elaboradas por organizações internacionais. o Acordo SPS contempla alguns princípios básicos. e a eficácia de controles existentes. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Para tanto. Na avaliação dos riscos deve-se considerar a evidência científica disponível. controle epidemiológico. • Transparência: os Membros terão participação plena nos fóruns internacionais para notificar as alterações de suas medidas e analisar as notificações de medidas e adotadas pelos demais. ecossistemas. guias e recomendações internacionais nos casos em que existirem. estes utilizarão procedimentos da OMC e recorrerão a um grupo especial. tomando em consideração técnicas de Análise de Risco de Pragas -ARP. se o Membro exportador demonstrar objetivamente ao importador que suas medidas alcançam o nível adequado de proteção exigido pelo importador. dos animais e vegetais. os conceitos de áreas livres de pragas e de áreas de baixa incidência de pragas. Reconhecerão.2 . a prevalência de pragas e a existência de áreas livres de pragas. se houver uma justificação científica. quais sejam: • Independência: todo o país Membro pode restringir o comércio quando necessário para garantir a saúde das plantas. • Avaliação de risco: os Membros assegurarão que suas medidas sanitárias e fitossanitárias são baseadas em uma avaliação dos riscos à vida ou saúde humana. envolvendo temas técnicos ou científicos. Sempre é necessária a comprovação científica das evidências garantidas.

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas B . Este trabalho resultou no novo texto revisado aprovado pela Conferência da FAO. • reconhecendo a necessidade da cooperação internacional para combater as pragas de plantas e produtos vegetais e para prevenir sua disseminação internacional.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . exaustivas e de amplo alcance. para o estabelecimento oficial de normas fitossanitárias. em particular o Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS). a Comissão sobre Medidas Fitossanitárias. • reconhecendo que as medidas fitossanitárias devem estar tecnicamente justificadas. A partir de então foram efetuadas inúmeras revisões. em seu 29º período de sessões. em seu texto inicial. e especialmente sua introdução em áreas em perigo. em novembro de 1997. em particular do comércio internacional. • desejando assegurar a estreita coordenação das medidas tomadas a este efeito. ser transparentes e que não devem ser aplicadas de maneira que constituam um meio de discriminação arbitrária ou injustificada ou uma restrição velada. que seriam reconhecidas no âmbito do Acordo SPS. 16 Módulo 1: 1. • tendo em conta os princípios aprovados internacionalmente que regem a proteção das plantas.Convenção internacional de proteção fitossanitária (CIPF) A Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária – CIPF foi aprovada pela FAO no sexto período de sessões realizado em 1951 e entrou em vigor em 03 de abril de 1952. e concretizar também a Secretaria da CIPF. e • tomando nota dos acordos concertados como conseqüência da Rodada Uruguai de Negociações Comerciais Multilaterais. da saúde humana e dos animais e do meio ambiente. Essas revisões tiveram por objetivo atualizar a Convenção considerando as modernas práticas e tecnologias fitossanitárias a fim de harmonizá-las com os novos conceitos introduzidos pela Organização Mundial do Comércio – OMC sobre a aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias (SPS) e estabelecer um mecanismo. • desejando proporcionar um marco para a formulação e aplicação de medidas fitossanitárias harmonizadas e a elaboração de normas internacionais com este fim.2 . As partes contratantes.

tecnicamente qualificados e devidamente autorizados pela ONPF para que atuem em seu nome e sob seu controle. • a proteção de áreas em perigo e caracterização e vigilância de áreas livres de pragas. (CF) será efetuada somente pela ONPF ou sob sua autoridade. de plantas e produtos vegetais em armazenamento ou transporte.2 . • a emissão de certificados fitossanitários estará a cargo de funcionários públicos. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Conveniaram entre outros os seguintes e principais pontos: a) Propósitos e responsabilidades: • para prevenir a introdução e disseminação de pragas e promover medidas apropriadas para seu controle às partes se comprometem a adotar medidas legislativas. se estão presentes no território da parte importadora. d) Certificação fitossanitária: • a inspeção ou outras atividades que conduzam à emissão de certificados fitossanitários. embalagens. • realização de Análise de Risco de Pragas – ARP. • a desinfestação ou desinfecção das partidas. solos e qualquer outro organismo. • quando apropriado às disposições da CIPF podem ser aplicadas além das plantas e produtos vegetais. • fazer cumprir todos os requisitos da CIPF dentro de seu território. Inclui a apresentação de informes. beneficiamento. c) Responsabilidade de uma ONPF (Organização Nacional de Proteção Fitossanitária) • emissão de Certificados referente a regulamentação fitossanitária do país importador de conformidade com os modelos estabelecidos pela CIPF. • a capacitação e formação de pessoal. aos lugares de armazenamento. e) Pragas regulamentadas: As partes contratantes poderão exigir medidas fitossanitárias para as pragas quarentenárias e as pragas não quarentenárias regulamentadas. meios de transporte. sempre que tais medidas sejam: • não mais restritivas que as medidas aplicadas às mesmas pragas. • a inspeção das partidas de vegetais e produtos vegetais que circulam no comércio internacional. Módulo 1: 1. técnicas e administrativas especificadas na CIPF. • vigilância de plantas cultivadas e da flora silvestre.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 17 . b) Relação com outros acordos internacionais: Nada do disposto na CIPF afetará os direitos e obrigações das partes contratantes em virtude de Acordos Internacionais pertinentes. objeto ou material capaz de albergar ou disseminar pragas em particular no transporte internacional. com o fim de informar a presença ou disseminação de pragas e combatê-las. e • limitadas ao necessário para proteger a sanidade vegetal e /ou salvaguardar o uso proposto e este tecnicamente justificado pela parte interessada.

exigir tratamento. • proibir o ingresso. g) Sobre cooperação internacional: Está consignado na CIPF que os membros cooperarão entre si para o cumprimento dos objetivos da CIPF em particular: • no intercâmbio de informações sobre pragas.2 . inspeção.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas As partes contratantes não exigirão medidas fitossanitárias para as pragas não regulamentadas. restrições e proibições fitossanitárias imediatamente depois de sua adoção. • cooperar na medida do possível. • a inspeção deverá efetuar-se o mais rápido possível tendo em conta a perecibilidade dos produtos. • é obrigatória a publicação e transmissão dos requisitos. plantas ou partes de vegetais ou produtos vegetais e outros artigos cujos envios não cumpram com as medidas fitossanitárias estipuladas. • suprimir as medidas impostas sempre que não sejam mais necessárias. Quanto ao possível surgimento de alguma controvérsia a respeito da interpretação ou aplicação da CIPF ou se uma parte contratante considera que a atitude de outra parte está em 18 Módulo 1: 1. • selecionar adequadamente os pontos de ingresso definidos para alguns produtos específicos e realizar as devidas comunicações. por exemplo. • participar em campanhas especiais para combater pragas que possam ameaçar seriamente os cultivos e requeiram medidas internacionais. de conformidade com os Acordos Internacionais aplicáveis. as ONPF’s se comprometem proceder de acordo com as seguintes condições: • somente serão tomadas medidas fitossanitárias especificadas se necessárias devido a considerações fitossanitárias e estejam tecnicamente justificadas. as partes terão autoridade soberana para regulamentar. produtos vegetais e outros artigos regulamentados e. a entrada de plantas. no repasse de informações técnicas e biológicas necessárias para a Análise de Risco de Pragas. prescrever a destruição ou retirada imediata do território. Nota importante – Com o fim de minimizar a interferência no comércio internacional. • proibir ou restringir o translado de pragas regulamentadas em seus território. com esta finalidade podem : • impor e adotar medidas fitossanitárias. f) Requisitos relativos à importação: Para prevenir a introdução ou a disseminação de pragas regulamentadas em seus respectivos territórios. incluindo. • colocar a disposição dos interessados os fundamentos dos requisitos. restrições e proibições estipuladas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . proibição de importação e tratamentos quarentenários.

especialmente no que se refere às razões que tenha para proibir ou restringir as importações de plantas.Acordo de Livre Comércio das Américas – ALCA e a fitossanidade Muito embora o tema ALCA não seja novo é nos dias atuais que a discussão parece avançar de forma irreversível.2 . As partes interessadas compartirão os gastos com esses especialistas. nenhum país abrirá mão dos seus direitos de proteção sanitária/fitossanitária da sua agropecuária. sem que sejam consideradas barreiras infundadas ao comércio. C .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 19 . É fundamental que todos os países assinem Acordos Internacionais que os obriguem a praticar a “boa política econômica”. sem descuidar da necessária proteção da sua agropecuária. estas poderão solicitar ao Diretor Geral da FAO que nomeie um comitê de especialistas para examinar a questão controvertida de conformidade com os regulamentos e procedimentos. Porém. é fundamental que os governos que tem no agronegócio seu maior peso relevante nas negociações da ALCA. as partes interessadas deverão consultar entre si com vistas a solucionar a controvérsia. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas conflito com as obrigações definidas na CIPF. produtos vegetais ou outros artigos regulamentados procedentes de seus territórios. obtendo concessões que. por exemplo. pois aí sim é que os mercados dos outros países se fecharão. sem a ALCA. se preocupem em reestruturar a sua Legislação e Normas internas. Se o Brasil se isolar como querem alguns a situação ficará pior. Portanto. pode-se afirmar. Somente se a controvérsia não for solucionada entre as partes. tornando-as adequadas às exigências do mercado globalizado. A questão central é negociar o melhor acordo possível fazendo valer o peso relevante do nosso agronegócio. é natural prever que em todos os Acordos deverá constar um capítulo especial que tratará das Medidas Sanitárias/Fitossanitárias que regerão o comércio dos produtos e subprodutos do agronegócio. livrando os seus cidadãos dos delírios de alguns governos que só trazem sofrimento de tempos em tempos. Não tenho dúvidas que a ALCA é um caminho natural e benéfico para os países das Américas. sem medo de errar. Por conseguinte. nunca virão. Módulo 1: 1. A partir do exemplo da União Européia. que a liberalização do comércio nas Américas é certa.

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 2 . Em função dos Acordos que resultaram na criação da Organização Mundial do Comércio (OMC) e da liberalização do comércio internacional. No Período 2002/03 a presidência foi exercida pelo Uruguai e o último período 2004/2005 no Brasil. em 98/99 foi exercida pelo Paraguai. Esta Organização iniciou suas atividades em 1989 como resultado de um Convênio entre os governos dos países membros. e no biênio 2000/2001 ficou sob a responsabilidade da Argentina. Chile. conforme Convênio subscrito entre a Direção Geral do IICA e o Conselho de Ministros do COSAVE. com apoio do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) através do exercício da Secretaria de Coordenação. Paraguai e Uruguai. As atividades do COSAVE são financiadas por aportes anuais dos países membros.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Brasil.2 . assim como do estabelecimento do Mercosul.Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE O Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE é uma Organização Regional de Proteção Fitossanitária (ORPF). ficando localizada por dois anos em cada um dos países membros. mas seus antecedentes remontam à 1979. O objetivo principal do COSAVE é a proteção fitossanitária regional. em 97-98 coube ao Chile. De 1989 à 1991 o Uruguai exerceu a presidência em caráter interino. 20 Módulo 1: 1. A sede da Presidência do COSAVE e de sua Secretaria Técnica é rotativa. criada no marco da convenção Internacional de Proteção Fitossanitária (IPPC) e integrada pela Argentina. Em 94-95 o Brasil esteve responsável.Legislação fitossanitária no âmbito do COSAVE e Mercosul A . Em 1992 iniciou-se o ciclo rotativo da presidência. que se manteve no Uruguai até 1993. o COSAVE vem desenvolvendo Standards Regionais com o objetivo de harmonizar os procedimentos e normas fitossanitárias aplicáveis ao Comércio de produtos agrícolas entre os países membros.

Em novembro/99. uma unidade diretiva (Comitê Diretivo). Brasil. Estrutura do COSAVE Conforme mostrado no organograma abaixo. através da harmonização dos procedimentos.2 . se envolveu totalmente no contexto internacional. integrado pelos Diretores de Sanidade Vegetal da Argentina. 1989 Assinatura do Convênio constitutivo do COSAVE (Montevidéu – 9 de março) 1989/91 Processo de ratificação do convênio Constitutivo 1989 – Ratificação do Uruguai 1990 – Ratificação do Chile 1991 – Ratificação do Brasil. 1998/99 Com sede no Paraguai. o desenvolvimento econômico sustentável. visando a harmonização dos procedimentos fitossanitários regionais. 2000/01 Sede na Argentina. 1996/97 No Chile. composta de uma unidade política (Conselho de Ministros). e seguindo orientações internacionais. Esse novo Grupo ainda não foi ratificado pelo Conselho de Ministros. além de continuar seguindo as orientações já estabelecidas. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Histórico: 1980 Constituição original (18 de dezembro) como Comitê Ad Hoc. Paraguai e Uruguai. considerando a situação fitossanitária alcançada. diminuir e evitar os impactos e riscos causados pelas pragas que afetam a produção e comercialização dos produtos agrícolas e florestais da região. Piriápolis. Chile. que tem como objetivo desenvolver e harmonizar as diretrizes técnicas de programas sistemáticos de Vigilância Fitossanitária. o Comitê Diretivo criou um novo Grupo de Trabalho. Objetivo específico: Fortalecer a integração regional. normas e requisitos fitossanitários. deverá adotar integralmente o princípio de transparência e melhorar os processos administrativos e de organização da informação. a saúde humana e proteção do meio ambiente. para facilitar o comércio de produtos agrícolas e florestais. passando a ter papel de destaque junto a IPPC e FAO. 22 de novembro de 1191) 1992/93 Início do funcionamento regular com Uruguai na presidência 1994/95 Sediado no Brasil. para sua aplicação no âmbito nacional e regional. Módulo 1: 1. iniciou o desenvolvimento de Standards. o GTP . 2002/03 Sede no Uruguai 2004/05 Sede no Brasil Objetivo geral do COSAVE: Coordenar e incrementar a capacidade regional de prevenir. 1991 Integração do Conselho de Ministros (I Reunião.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 21 .Vigilância Fitossanitária. Paraguai e Argentina. o COSAVE tem uma estrutura simples. duas unidades técnico/administrativas (Secretarias) e oito unidades técnicas. Uruguai.

Comitê Diretivo – CD: É formado pelos Diretores de Defesa Vegetal dos países membro. Administra os recursos e oferece apoio e assistência às Reuniões.Produtos Fitossanitários: Harmoniza através de Standards. Coordenação Mét. GTP . GTP . os requisitos e procedimentos para o registro de produtos fitossanitários (substâncias ativas e formuladas para avaliação de sua eficiência agronômica. revisa e aprova os standards desenvolvidos pelos grupos.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Conselho d e Ministros Comitê Diretivo Secret. Executa o programa de trabalho.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Secretaria de Coordenação – SC: Exercida pelo IICA. 22 Módulo 1: 1. é constituído pelos Ministros de Agricultura dos países membros. Aprova Programas de trabalho.Controle Biológico: Harmoniza procedimentos e normas (através de Standards) para a utilização segura e eficiente de agentes de controle biológico na Região. Analíticos Silvoagrícola Certificação Não Quarentená rias Qu arentena Praguicid as Tratamentos Figura 1 Conselho de Ministros – CM: Autoridade máxima da Organização. GTP . assim como para sua etiquetagem e condições para o controle da produção. orçamento e relatório anual.Procedimentos e Métodos Analíticos: Gera Standards para harmonizar procedimentos e métodos analíticos para o diagnóstico de pragas regulamentadas e para a análise de produtos fitossanitários e seus resíduos. Oferece suporte técnico ao CD e orienta os GTPs (Grupos de Trabalho Permanentes). Reúne-se uma vez por ano. e mantem cadastro atualizado dos fiscais autorizados a emitir certificados. Secretaria Técnica – ST: Criada em 94.Certificação Fitossanitária: Desenvolve orientações para o estabelecimento de sistemas e procedimentos harmonizados para a certificação fitossanitária das exportações agrícolas. uso e comercialização destes produtos na Região). Técnica Secret.2 . acompanha a aplicação e uso adequado dos Certificados Fitossanitários (CF). GTP . Estabelece políticas e prioridades. conforme estabelecido pela IPPC. de modo a garantir a segurança quarentenária e apoiar os sistemas de certificação fitossanitária das exportações.

Chile. GTP . do Ministério da Agricultura. vinculado à Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA. A ONPF brasileira é o Departamento de Sanidade Vegetal . Panamá e República Dominicana. que agrupa os países andinos da América do Sul com exceção do Chile e Argentina. que inclui os países do Caribe e alguns com acesso ao Caribe. que estabelece. SGT . NAPPO: North American Plant Protection Organization.Sanidade Silvoagrícola: Discute os problemas fitossanitários que afetam as espécies florestais da Região e determina o Risco de introdução de pragas exóticas. diretrizes ou características para atividades ou seus resultados. Standards é um documento estabelecido por consenso e aprovado por um Organismo reconhecido. COSAVE: Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul. É responsável pelo desenvolvimento de propostas para o controle quarentenário e para o manejo de risco de pragas.Pragas não Quarentenárias Regulamentadas: Desenvolve critérios harmonizados para a regulamentação destas pragas e define os níveis de tolerância em materiais de propagação. para propor tratamentos quarentenários para os produtos comercializados na Região e opções de manejo do risco. do norte. formado pela Argentina. com o propósito de alcançar o grau ótimo de ordem em um contexto dado. Nas Américas existem as seguintes Organizações Regionais de Proteção Fitossanitária (ORPF’s).Tratamentos Quarentenários: Este é um Sub-Grupo de trabalho do GTP-QV. A principal função é manter atualizadas as listas de Pragas Quarentenárias A1 e A2 para os países da Região. com o propósito de assegurar que as barreiras fitossanitárias não sejam utilizadas injustificadamente como travas ao comércio. De um modo geral toda a estrutura do COSAVE atua através do estabelecimento de Standards.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 23 . de caráter temporário. Paraguai e Uruguai CPPC: Caribbean Plant Protection Commision. Para alcançar isto os standards devem ser usados pelas Organizações Nacionais de Proteção Fitossanitárias – ONPF’s como diretrizes para a elaboração de suas normas nacionais podendo ser utilizados como referência técnica para a solução de possíveis controvérsias sobre a aplicação de normas fitossanitárias. Estados Unidos e México. cujos membros são Canadá. para uso comum e repetido. GTP . Pecuária e Abastecimento. Acompanha o desenvolvimento de programas de controle de pragas.2 . Centro e América do sul. OIRSA: Organización Internacional Regional de Sanidad Agropecuaria. México.Quarentena Vegetal: Este é um dos mais antigos e mais importantes Grupos técnicos Permanentes do COSAVE. Os Standards possibilitam a harmonização da metodologia e operação dos procedimentos de proteção vegetal entre os países membros do COSAVE. Brasil. Módulo 1: 1. regras.DSV. integrada pelos países da América Central. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas GTP . reconhecidas pela Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária (CIPF): CA: Comunidade Andina de Nações.

Europa (EU). em 1980. envolvidas em processos de integração econômica. com o apoio do IICA e da FAO. o intercâmbio e a maior facilidade no trânsito aduaneiro de bens culturais. de 17/12/94.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . entre outros. Quase todas as grandes economias mundiais encontram-se. meio ambiente e agricultura. insere-se perfeitamente no atual cenário econômico mundial. num contexto mais amplo o papel do COSAVE em relação ao Mercosul. o Grupo Interamericano de Coordenação em Sanidade Vegetal (CICSV). América Latina (Pacto Andino e Mercosul). como organismo para coordenação das ações dirigidas à solução de problemas fitossanitários de caráter hemisférico e de interesse prioritário para as Organizações integrantes.Mercado Comum do Sul – Mercosul A constituição do Mercosul. B . de 26/03/91. Brasil.2 . de alguma forma. Paraguai e Uruguai. incluindo desde o reconhecimento de títulos universitários e a revalidação de diplomas até. cultura. definindo as bases conceituais e filosóficas que evitem o uso das restrições fitossanitárias como barreiras ao comércio. que gerou condições necessárias à promoção. em bases mais realistas. como educação. Os processos de integração econômica são conjuntos de medidas de caráter econômico que têm por objetivo aproximar e promover a união entre as economias de dois ou mais países. não apresenta uma ação diplomática isolada. A integração comercial propiciada pelo Mercosul também favoreceu a implantação de realizações nos mais diferentes setores. O conceito de integração. vários acordos foram firmados. desempenhando. A existência do GICSV tem adquirido maior relevância a partir das iniciativas de criação da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) pelo papel que poderia desempenhar como foro idôneo para a harmonização hemisférica das normas fitossanitárias requeridas para o intercâmbio entre as regiões de produtos agrícolas. mas sim o resultado de um longo processo de aproximação entre Argentina. justiça. objetivo definido pelo Tratado de Assunção. Estados Unidos (NAFTA). A integração é um fenômeno comum no mundo no final do século 21. e reafirmado pelo Protocolo de Ouro Preto. 24 Módulo 1: 1. o estabelecimento de protocolos de assistência mútua em assuntos penais e a criação de um “selo cultural” para promover a cooperação. mola propulsora do Mercosul. Neste sentido. energia. do aprofundamento do processo de integração latino-americana. Ásia (CER) e África (Sadec) – a integração está por toda à parte. transportes. marcado por suas correntes complementares de multilateralização das relações comerciais e de regionalização econômica. Foi a criação da Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALADI).ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Em 1987 essas cinco ORPF’s acordaram constituir.

2 . que é uma das características básicas do Mercosul. cada vez mais. União Européia e Japão. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas O Mercado Comum do Sul – Mercosul é um processo de integração entre Argentina. durante a Cúpula de Ouro Preto. com a assinatura do Tratado de Assunção.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 25 . poderá negociar como bloco acordos internacionais. decorrentes das grandes transformações da ordem econômica internacional. e que se encontra. o Mercosul. chegando no final do ano passado. representa um mercado potencial superior a 200 milhões de habitantes e um PIB acumulado de 1 Trilhão de dólares. que vem buscando aproveitar as oportunidades da globalização e tem atraído. em uma etapa de União Aduaneira. Resultado natural dessa nova dinâmica econômica cresceu enormemente o número de parcerias entre empresas da região. A partir de sua assinatura. comercial e tecnológica. O Mercosul é um agrupamento regional de reconhecida importância econômica. logo atrás do NAFTA. Módulo 1: 1. dá ao processo de integração o perfil completo de uma União Aduaneira. Somando uma área total de cerca de 12 milhões de quilômetros quadrados. A liberalização comercial do Mercosul proporcionou. o Protocolo de Ouro Preto estabelece a personalidade jurídica do Mercosul. o que o coloca entre as quatro maiores economias do mundo. Além disso. Nesse contexto. o interesse de investidores de todo o mundo. circunstâncias de natureza política. Através de Leis e Portarias. econômica. na livre circulação de bens e serviços e de fatores produtivos. à casa dos 20 bilhões de dólares. Estrutura institucional e normativa do Mercosul O Protocolo de Ouro Preto ou “Protocolo Adicional ao Tratado de Assunção sobre Estrutura Institucional do Mercosul”. As razões para este sucesso não são poucas: além de ser a Quarta economia mundial. o Mercosul passa a contar com uma estrutura institucional definitiva para a negociação do aprofundamento da integração em direção ao ambicionado MERCADO COMUM. O comércio regional entre membros do bloco cresceu cerca de 312% entre 1991 e 1997. atualmente. O Mercosul é uma realidade econômica de dimensões continentais. um ímpeto sem precedentes no comércio intrazona. Brasil. Seu objetivo final é a constituição de um Mercado Comum. exerceram papel relevante no aprofundamento da integração dos países do sul. Paraguai e Uruguai inaugurado em 1991. que a partir de então. o Governo Brasileiro vem criando os mecanismos e instrumentos necessários à viabilização de uma ação harmoniosa e justa. política e social. O comércio regional atinge cifras superiores a 20 bilhões de dólares. assinado em dezembro de 1994. o Mercosul é também a principal reserva de recursos naturais do planeta. sendo considerado um dos principais pólos de atração de investimentos.

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Atualmente. O GMC reune-se em média a cada três meses. • Reuniões Especializadas: órgãos de assessoramento do GMC. em geral. como organização técnica tem suas atividades concentradas nos aspectos conceituais e filosóficos da fitossanidade. • Comitês Técnicos (CTs): órgãos de assessoramento da CCM. sobre eles se apóiam standards verticais do Mercosul. cumpre o papel de velar pela aplicação dos instrumentos de política comercial acordados pelos Estados Partes para o funcionamento da União Aduaneira. nove Reuniões de Ministros no Mercosul. duas vezes por semestre. Reúne-se mensalmente e manifesta-se através de Diretrizes.2 . os SGTs dividem- se por temas e se reunem. perfazendo um total de 64. sendo que sua pauta negociadora não emana diretamente desse órgão. dividem-se de acordo com os temas tratados. a estrutura institucional do Mercosul é a seguinte: • Grupo Mercado Comum (GMC): é o órgão executivo do Mercosul. • Foro Consultivo Econômico e Social (FCES) : órgão de caráter consultivo. as Reuniões Especializadas funcionam como os SGTs. Manifesta-se através de Resoluções. A CPC é composta por igual número de parlamentares de cada Estado Parte. Existem onze SGTs em funcionamento hoje. • Comissão Parlamentar Conjunta (CPC): é o órgão de representação do poder legislativo dos Quatro. • Comissão de Comércio (CCM): órgão assessor do GMC. hoje. Seus standards são horizontais. servindo basicamente para troca de experiências e o tratamento político de temas selecionados pelos próprios titulares das pastas. integrado por representantes dos Ministérios de Relações Exteriores. • Subgrupos Técnicos ( SGTs): órgãos de assessoramento do GMC. Uma vez cumprida a tarefa atribuída pelo GMC. • Reuniões de Ministros: não têm periodicidade estabelecida. Existem dez CTs em funcionamento hoje.Interação COSAVE Mercosul A interação COSAVE/Mercosul vem sendo um dos principais fatores de avanço da fitossanidade regional. • Grupos Ad Hoc: criados pelo GMC para tratamento de algum tema específico. isto é. O FCES é o foro de representação dos setores econômicos e sociais. eles são extintos. Existem. os GAH têm duração determinada. Economia e Bancos Centrais dos Quatro. C . que aplicam os conceitos desenvolvidos pelo 26 Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . O COSAVE.

pois os países não têm obrigação legal de adotá-los. O quadro a seguir apresenta as funções comparativas das duas organizações: COSAVE Mercosul Organização Técnica Fitossanitária Organização de Integração Comercial Desenvolve Standards horizontais sobre conceitos.2 . por exemplo. Assim. identificando quais pragas podem ser consideradas quarentenárias. produtos agrícolas. estabelecendo quais os requisitos fitossanitários serão exigidos para que cada produto específico. Desenvolve Standards verticais que utilizam modo critérios. para facilitar o comércio regional de de normas fitossanitárias. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas COSAVE no desenvolvimento de normas e procedimentos práticos relativos ao comércio internacional de plantas e seus produtos.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 27 . de origens consideradas. Figura 2 Módulo 1: 1. as fases iniciais de Análise de Risco de Pragas. enquanto o COSAVE realiza. existe um acordo tácito da área fitossanitária do Mercosul e dos países membros em adotar os princípios aprovados pelo COSAVE. possa ingressar nos respectivos países. o Mercosul realiza a parte final. Embora os standards do COSAVE não sejam obrigatórios. definições (Filosofia da Fitossanidade) e prático os conceitos e critérios técnicos desenvolvidos procedimentos e métodos gerais para a harmonização pelo COSAVE.

Legislação básica A Legislação Básica estabelece os princípios fundamentais que orientam toda a conduta governamental.2 . 28 Módulo 1: 1.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Figura 3 3 . na área da fitossanidade.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .Legislação fitossanitária brasileira A Legislação Fitossanitária Brasileira esta dividida em dois grandes grupos normativos: • Legislação básica • Legislação complementar A .

• Comércio e trânsito de vegetais. ajustados ou extintos em função dos interesses das partes contratantes. técnicas e administrativas especificadas nessa Convenção e em acordos suplementares propostos pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação –FAO. o Brasil vem implementado discussões para implantação de protocolos bilaterais e bi-regionais que são alterados. notificação e transparência. • Exportação de vegetais. Como prioridade manifestada pelo atual Governo brasileiro em relação ao fortalecimento do MERCOSUL foram agilizados os Acordos do bloco MERCOSUL com diversos países. O Brasil como signatário. Esse Comitê implementa a discussão de temas como regionalização. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Está constituída pelos seguintes instrumentos legais: 1) Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal – RDSV (Decreto 24. assegurar uma ação comum e permanente contra a introdução e disseminação de pragas dos vegetais. conhecido como Acordo SPS vários países têm implementado a celebração de acordos com vistas a facilitar o comércio do agronegócio. 2) Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária – CIPF. por iniciativa própria ou por recomendação de uma das partes contratantes. para a celebração de protocolos de equivalência e entre o Mercosul e a União Européia nas áreas sanitárias e Fitossanitárias. tais Módulo 1: 1. Como exemplo podem ser citados as negociações e Acordos com o Canadá. além de ter uma participação importante na solução de controvérsias entre seus membros nos temas sanitários e fitossanitários.2 . partes de vegetais e produtos de origem vegetal e de promover as medidas para o seu combate. • Desinfecção e desinfestação de vegetais. Argentina. principalmente aqueles que têm esse segmento como importância estratégica em suas economias. compromete-se a adotar as medidas legislativas. Estados Unidos da América. Chile. A base para esses acordos fundamenta-se no texto do Acordo SPS e nas decisões do Comitê de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias da Organização Mundial do Comércio.114 de 12/04/1934) – incluído na íntegra no Apêndice deste módulo. • Importação de vegetais. e.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 29 . entre outros. equivalência. por conseguinte parte contratante. China. • Erradicação e combate às pragas dos vegetais. trato especial e diferenciado. 3) Acordos Sanitários e Fitossanitários Internacionais Com o advento da OMC e particularmente do Acordo sobre Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. para. Nesse sentido. A CIPF tem como objetivo. que estabelece as Normas e os Procedimentos adotados pelo Brasil.

Bolívia. e dedicado às Medidas Sanitárias e Fitossanitárias. destino final dos resíduos e embalagens. África do Sul. Comunidade Andina das Nações e Chile.816 de 11/01/90) Esta Lei substituiu o capítulo VI. União Européia. produção. controle. especialmente por tratar-se de um tema vinculado diretamente à questão de Proteção de Plantas.814. de 15 de dezembro de 2003) É fundamental lembrar que neste módulo não temos a pretensão de estabelecer um posicionamento sobre esse tema novo e altamente controverso. importação. especialmente. 5) Legislação para Organismos Geneticamente Modificados – OGM’s (Lei N° 10. exportação. Muitas vezes a implementação bilateral é mais rápida e traz resultados para o comércio de forma mais célere.2 . classificação. experimentação. chamado de anexo do Acordo em todos estes Acordos. do Regulamento da Defesa Sanitária Vegetal. armazenamento. embalagem. É importante ressaltar que foi incluído um capítulo especial. e dispõe sobre a pesquisa. registro. seus componentes e afins. 30 Módulo 1: 1. mas tão somente apresentar algumas informações básicas (vide Apêndice deste módulo) e. inspeção e fiscalização de agrotóxicos. 4) Lei dos agrotóxicos (Lei nº 7. transporte. utilização.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . A título de exemplo. informamos que o Brasil tem cerca de 120 acordos bilaterais na área sanitária e fitossanitária com cerca de 45 países.802 de 11/07/89 e Decreto nº 98. comercialização. as normas brasileiras recentemente estabelecidas que permitem a comercialização da produção de soja da safra de 2003 e dá outras providências. Índia. além de facilitar possíveis entendimentos mais abrangentes num futuro próximo.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas como : Peru. Os acordos bilaterais são muito relevantes para a integração comercial.

propondo a adesão do Brasil ao Protocolo de Cartagena.688. merecem menção o Decreto n° 4. em especial os contidos na legislação ambiental. por muitos anos. nos últimos anos. cuja produção. no nível mais restrito na experiência internacional. o Decreto nº 4. deu-se início ao redesenho da estrutura institucional do Governo e é iminente o envio. que estabeleceu normas para a comercialização da produção de soja da safra de 2003.680.688.Casa Civil da Presidência da República Em 25 de setembro de 2003. Essa situação. Apesar dessa série de iniciativas e das restrições firmadas pela Lei nº 10. colhida pelos produtores rurais no início do ano e plantada. pela omissão no controle e monitoramento de governos anteriores e pelo desaparelhamento estatal herdado pelo atual Governo. todas medidas voltadas a fortalecer o poder do Estado no exercício de suas competências sobre a matéria e atender aos interesses da sociedade. a edição da Medida Provisória nº 113. convertida na Lei nº 10. de 13 de junho de 2003. Além de superar o risco de crise econômica. Excelentíssimo Senhor Presidente da República. sobre a rotulagem de produtos que contêm OGM e. em algumas regiões do País. as dificuldades são expressivas no que se refere à cultura de soja no País. destaca-se a crise em relação à comercialização da soja. algumas situações não foram alcançadas pelo exercício do poder de Estado. sem o devido cumprimento dos requisitos legais. potencializada por um arcabouço legal com muitos pontos conflitantes. focado na interação das diversas visões setoriais e na disposição de passar a controlar efetivamente o processo de liberação dos organismos geneticamente modificados (OGM) no meio ambiente e para consumo humano. de 21 de fevereiro de 2003. relativamente ao plantio de soja geneticamente modificada para a safra de 2004. por parte do Poder Executivo. de 2003.602. O cenário construído nesses poucos meses difere muito daquele do início de 2003. que estabeleceu regras mais rígidas que as anteriormente existentes. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Exposição de Motivos nº 38 . o encaminhamento ao Congresso Nacional da Mensagem Presidencial nº 349. com a utilização de sementes geneticamente modificadas. Entre as várias situações que requereram medidas precisas e corajosas do Governo de Vossa Excelência. mais do que isso. de projeto de lei ao Congresso Nacional. foi enfrentada com a adoção de algumas medidas que modificaram a própria legislação e. por último. quase que imediatamente após sua posse em 1º de janeiro de 2003. Dentre essas. de 24 de abril de 2003. que instituiu Comissão Interministerial para construir uma visão integrada do Governo sobre o tema. da legislação vigente. apresenta índices crescentes de participação da soja Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 31 . decorrente de uma cultura de descumprimento. que traz nova formatação do marco de regulamentaçaõ sobre biossegurança de OGM. Com efeito. estabeleceram novo patamar qualitativo no processo decisório de governo.2 . de 25 de julho de 2003. resultado de amplo processo de discussão. de forma a adequar a ação de todos os agentes envolvidos.

milhares de agricultores reservaram sementes da safra colhida em 2003. chegou a 43% na safra de 2000/2001 e a apenas 19% na safra 2002/2003. para justificar a sua urgência: a) a soja é a principal cultura agrícola do País. na maioria das vezes relacionadas com sua condição ( de pequenos proprietários) . Não é demais lembrar a importância da cultura de soja para o País e. estabelecendo-se a exigência ao produtor de subscrição 32 Módulo 1: 1. situação específica vivenciada por número expressivo de pequenos produtores que reservaram. segundo informações do Ministério da Agricultura. Assim. Para que essa concessão não se transforme em meio de reprodução da cultura de trabalho à margem da lei. No Rio Grande do Sul. transgênicas.além de ser tradicionalmente uma das mais baixas do País . para plantio da futura safra. ainda que contrariando as disposições legais. sem a qual é impossível efetivar o plantio de qualquer cultura agrícola anual.688.2 . notadamente no Estado do Rio Grande do Sul. a presente proposta de medida provisória visa a atender. e suas exportações lideram a pauta comercial brasileira. pelos motivos econômicos e culturais já mencionados. 95% dos plantadores de soja têm área de cultivo inferior a 50 hectares (IBGE. a colheita e posterior comercialização. ou seja. d) o índice de utilização de sementes salvas ou próprias é maior entre os agricultores de pequena e média escala. considerarem-se as seguintes informações relativas ao seu cultivo e às condições dos agricultores alcançados pela medida provisória que ora se propõe a Vossa Excelência. 1996) e a taxa de uso de sementes certificadas ou fiscalizadas . c) a semente é insumo agrícola de caráter indispensável. onde o ingresso de sementes foi favorecido pela proximidade geográfica com países que não impõem restrições ao seu uso. sob pena de agravamento da crise social nas regiões onde este fato ocorreu.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas geneticamente modificada. Em função da situação pré-constituída e de razões econômicas e culturais. mais de 80% dos agricultores gaúchos utilizaram sementes próprias de soja na última safra e presume-se. propõe-se estender as determinações contidas na Lei nº 10. pelo prazo de um ano. em função dela. externalidades negativas nesta atividade podem gerar empobrecimento no campo e recrudescer o êxodo rural. b) a produtividade dos cultivos de soja é significativamente afetada pelo calendário de plantio e atrasos fatalmente reduzem a produtividade a patamares antieconômicos.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .apresenta tendência de queda acentuada nos últimos anos: a Taxa de Uso de Sementes de Soja. se não houver dispositivo legal que lhes garanta o plantio. em caráter excepcional. realizarão o plantio da safra de 2004. em escala significativa. para uso próprio. situação que impõe ao Governo a reconsideração de parte dessas disposições. Pecuária e Abastecimento. Em síntese. que era de 65% em meados da década de noventa. sementes da safra de soja de 2003 e que. por exemplo. são introduzidos mecanismos na proposta de medida provisória que permitem ao Estado aperfeiçoar sua ação controladora. com risco de perderem-na integralmente. respondendo por parcela considerável do PIB agropecuário. mas exclusivamente aos produtores que se utilizam de sementes reservadas para uso próprio. de 2003.

Indústria e Comércio Exterior. Pecuária e Abastecimento.688. pela indenização ou reparação integral do dano. A fim de dispensar das exigências ora propostas os agricultores que cumpriram estritamente a legislação vigente.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 33 . a fim de garantir-se maior proteção a essas áreas. de 2003. Do mesmo modo. propõe-se vedar o plantio de sementes de soja que contenha organismo geneticamente modificado nas áreas de unidades de conservação e respectivas zonas de amortecimento. sementes fiscalizadas ou certificadas pelo Ministério da Agricultura. propõe-se vedação às instituições financeiras oficiais de crédito quanto à aplicação de recursos no financiamento da produção e plantio de variedades de soja obtidas em desacordo com a legislação em vigor. a possibilidade de excluir do regime de restrições estabelecido pela proposta as áreas do País em que comprovadamente não se verificou a presença de organismo geneticamente modificado. também as constantes na Lei nº 10. da Agricultura. nas áreas de proteção de mananciais de água efetiva ou potencialmente utilizáveis para o abastecimento público e nas áreas declaradas como prioritárias para a conservação da biodiversidade. atribui-se ao Ministério da Agricultura. assim como aqueles que comprovem. 8º e 9º da proposta de medida provisória.688. expressamente. de desestimular o descumprimento futuro das exigências legais. 1º. 2º. Do mesmo modo. coordenada pela Casa Civil da Presidência da República. nas terras indígenas. a constituição de Comissão de Acompanhamento. a responsabilidade dos produtores que causarem danos ao meio ambiente e a terceiros. devendo eles responder. destinadas a limitar a comercialização e uso dos grãos oriundos do plantio ora autorizado.688. ainda. ainda. do Desenvolvimento. tal como antes previsto na Lei nº 10. da Justiça. para a safra de 2005. Desse termo constarão as obrigações estabelecidas pelos art.2 . fonte excepcional de informação ao Poder Público sobre a possibilidade de ocorrência de OGM na safra de soja de 2004. por conseqüência. no plantio da safra de 2004. Propõe-se. 1º. Pecuária e Abastecimento. Além disso. da Agência Nacional de Vigilância Sanitária . da Saúde. Responsabilidade e Ajustamento de Conduta. de excluir dessas restrições os agricultores que obtenham certificação de ausência de organismo geneticamente modificado na soja plantada. Com o objetivo. Pecuária e Abastecimento. em seu art. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas de Termo de Compromisso. solidariamente. principalmente nas regiões que se presume haver maior incidência desses organismos. do Desenvolvimento Agrário. mediante notas fiscais ou comprovantes de compra. independentemente da existência de culpa. do Gabinete do Ministro de Estado Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome.ANVISA e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis .IBAMA. manifesta-se. composta por representantes dos Ministérios do Meio Ambiente. Por outro lado. de 2003. 5º. igualmente prevista na Lei nº 10. da Ciência e Tecnologia. e. estende-se a possibilidade. explicita- se a responsabilidade exclusiva do produtor de soja quanto a direitos de terceiros decorrentes do plantio de soja autorizado pela medida provisória em tela. § 6º. destinada a acompanhar e supervisionar o cumprimento do disposto na medida provisória. haver empregado. com o fito de assegurar a sua aplicação e a adoção Módulo 1: 1.

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de medidas complementares, tempestivamente, de modo a que, doravante, não se reitere a prática
ora excepcionalizada.
Dessa forma, ao mesmo tempo em que se regulariza e viabiliza a utilização das sementes
reservadas pelo próprio agricultor, sem se autorizar o comércio ou importação de sementes sem o
cumprimento dos requisitos legais, estabelece-se medidas de desestímulo à continuidade da situação
que, em caráter urgente, requer as providências propostas pelo presente projeto de medida
provisória.
Por fim, Senhor Presidente, a definitiva revisão do arcabouço jurídico relativo a pesquisa,
introdução, produção e comercialização de organismos geneticamente modificados no Brasil, a ser
oportunamente apresentada a Vossa Excelência na forma de anteprojeto de lei, dará solução a esta
complexa situação, permitindo ao País superar os obstáculos hoje existentes, decorrentes da
legislação inadequada e da insuficiência do aparato institucional destinado a assegurar a proteção do
interesse público em matéria de biossegurança.

Respeitosamente,
SWEDENBERGER BARBOSA
Ministro de Estado Chefe da Casa Civil da Presidência da República Interino

34 Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade

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Lei N° 10.814, de 15 de dezembro de 2003.

Estabelece normas para a comercialização da produção de soja da safra de 2003 e dá outras
providências.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu
sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o Às sementes da safra de soja geneticamente modificada de 2003, reservadas pelos
agricultores para o uso próprio, consoante os termos do art. 2o, inciso XLIII, da Lei no 10.711, de 5
de agosto de 2003, e que sejam utilizadas para plantio até 31 de dezembro de 2003, não se aplicam
as disposições:
I – dos incisos I e II art. 8 e do caput do art. 10 da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981,
relativamente às espécies geneticamente modificadas previstas no Código 20 do seu Anexo VIII;
II – da Lei no 8.974, de 5 de janeiro de 1995, com as alterações da Medida Provisória no
2.191-9, de 23 de agosto de 2001; e
III – do § 3o do art. 1o da Lei no 10.688, de 13 de junho de 2003.
Parágrafo único. É vedada a comercialização do grão de soja geneticamente modificada da
safra de 2003 como semente, bem como a sua utilização como semente em propriedade situada em
Estado distinto daquele em que foi produzido.
Art. 2o Aplica-se à soja colhida a partir das sementes de que trata o art. 1o o disposto na Lei
no 10.688, de 13 de junho de 2003, restringindo-se a sua comercialização ao período até 31 de
janeiro de 2005, inclusive.
§ 1o O prazo de comercialização de que trata o caput poderá ser prorrogado por até sessenta
dias por ato do Poder Executivo.
§ 2o O estoque existente após a data estabelecida no caput deverá ser destruído, com
completa limpeza dos espaços de armazenagem para recebimento da safra de 2005.
Art. 3o Os produtores abrangidos pelo disposto no art. 1o, ressalvado o disposto nos arts. 3o e
4o da Lei no 10.688, de 13 de junho de 2003, somente poderão promover o plantio e
comercialização da safra de soja do ano de 2004 se subscreverem Termo de Compromisso,
Responsabilidade e Ajustamento de Conduta, conforme regulamento, observadas as normas legais e
regulamentares vigentes.
Parágrafo único. O Termo de Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta,
de uso exclusivo do agricultor e dos órgãos e entidades da administração pública federal, será
firmado até o dia 9 de dezembro de 2003 e entregue nos postos ou agências da Empresa Brasileira
de Correios e Telégrafos, nas agências da Caixa Econômica Federal ou do Banco do Brasil S.A.
Art. 4o O Ministro de Estado da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá excluir do
regime desta Lei, mediante portaria, os grãos de soja produzidos em áreas ou regiões nas quais
comprovadamente não se verificou a presença de organismo geneticamente modificado.

Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 35

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Parágrafo único. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá firmar
instrumento de cooperação com as unidades da Federação, para os fins do cumprimento do disposto
no caput.
Art. 5o Ficam vedados o plantio e a comercialização de sementes relativas à safra de grãos
de soja geneticamente modificada de 2004.
Art. 6o Na comercialização da soja colhida a partir das sementes de que trata o art. 1o, bem
como dos produtos ou ingredientes dela derivados, deverá constar, em rótulo adequado, informação
aos consumidores a respeito de sua origem e da presença de organismo geneticamente modificado,
sem prejuízo do cumprimento das disposições da Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, e
conforme disposto em regulamento.
Art. 7o É vedado às instituições financeiras integrantes do Sistema Nacional de Crédito
Rural – SNCR aplicar recursos no financiamento da produção e plantio de variedades de soja
obtidas em desacordo com a legislação em vigor.
Art. 8o O produtor de soja geneticamente modificada que não subscrever o Termo de
Compromisso, Responsabilidade e Ajustamento de Conduta de que trata o art. 3o ficará impedido de
obter empréstimos e financiamentos de instituições integrantes do Sistema Nacional de Crédito
Rural - SNCR, não terá acesso a eventuais benefícios fiscais ou creditícios e não será admitido a
participar de programas de repactuação ou parcelamento de dívidas relativas a tributos e
contribuições instituídos pelo Governo Federal.
§ 1o Para efeito da obtenção de empréstimos e financiamentos de instituições integrantes do
Sistema Nacional de Crédito Rural - SNCR, o produtor de soja convencional que não estiver
abrangido pela Portaria de que trata o art. 4o desta Lei, ou não apresentar notas fiscais de sementes
certificadas, ou certificação dos grãos a serem usados como sementes, deverá firmar declaração
simplificada de "Produtor de Soja Convencional".
§ 2o Para os efeitos desta Lei, soja convencional é definida como aquela obtida a partir de
sementes não geneticamente modificadas.
Art. 9o Sem prejuízo da aplicação das penas previstas na legislação vigente, os produtores de
soja geneticamente modificada que causarem danos ao meio ambiente e a terceiros, inclusive
quando decorrente de contaminação por cruzamento, responderão, solidariamente, pela indenização
ou reparação integral do dano, independentemente da existência de culpa.
Parágrafo único. (VETADO)
Art. 10. Compete exclusivamente ao produtor de soja arcar com os ônus decorrentes do
plantio autorizado pelo art. 1o desta Lei, inclusive os relacionados a eventuais direitos de terceiros
sobre as sementes, nos termos da Lei no 10.711, de 5 de agosto de 2003.
Art. 11. Fica vedado o plantio de sementes de soja geneticamente modificada nas áreas de
unidades de conservação e nas respectivas zonas de amortecimento, nas terras indígenas, nas áreas
de proteção de mananciais de água efetiva ou potencialmente utilizáveis para o abastecimento
público e nas áreas declaradas como prioritárias para a conservação da biodiversidade.

36 Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade

da Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA. composta por representantes dos Ministérios do Meio Ambiente.688. Pecuária e Abastecimento e o Ministério do Meio Ambiente promoverão o acompanhamento da multiplicação das sementes previstas no caput mantendo rigoroso controle da produção e dos estoques. Art. 14. Em relação às safras anteriores a 2003. a comercialização. da Ciência e Tecnologia. sendo vedada expressamente. 13. do Gabinete do Ministro Extraordinário de Segurança Alimentar e Combate à Fome. 16. entende-se por tecnologias genéticas de restrição do uso qualquer processo de intervenção humana para geração ou multiplicação de plantas geneticamente modificadas para produzir estruturas reprodutivas estéreis. nos termos da Lei no 10. 1o desta Lei. Pecuária e Abastecimento. o patenteamento e o licenciamento de tecnologias genéticas de restrição do uso e dos produtos delas derivados. destinada a acompanhar e supervisionar o cumprimento do disposto nesta Lei. bem como qualquer forma de manipulação genética que vise à ativação ou desativação de genes relacionados à fertilidade das plantas por indutores químicos externos. a utilização. de 5 de agosto de 2003. Art. Art. da Justiça. Brasília.711. Art. LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA Álvaro Augusto Ribeiro Costa José Dirceu de Oliveira e Silva Módulo 1: 1. do Desenvolvimento Agrário. mediante portaria. do Desenvolvimento. § 1o O Ministério da Agricultura. 3o desta Lei. Ficam vedados. o registro. 12. fica o produtor de soja geneticamente modificada isento de qualquer penalidade ou responsabilidade decorrente da inobservância dos dispositivos legais referidos no art. da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMBRAPA. Fica autorizado para a safra 2003/2004 o registro provisório de variedade de soja geneticamente modificada no Registro Nacional de Cultivares. coordenada pela Casa Civil da Presidência da República. aplicáveis à cultura da soja. 15 de dezembro de 2003. aos casos de descumprimento do disposto nesta Lei e no Termo de Compromisso.2 . Comissão de Acompanhamento. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Parágrafo único. Para os efeitos desta Lei. 1o. Responsabilidade e Ajustamento de Conduta de que trata o art. em todo o território nacional. 15. Indústria e Comércio Exterior. da Agricultura. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. da Saúde. as áreas prioritárias para a conservação da biodiversidade referidas no caput. 182o da Independência e 115o da República. no âmbito do Poder Executivo. do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis – IBAMA. § 2o A vedação prevista no caput permanecerá até a existência de legislação específica que regulamente a comercialização de semente de soja geneticamente modificada no País. 7o da Lei no 10. Parágrafo único. O Ministério do Meio Ambiente definirá. de 13 de junho de 2003. pelos produtores alcançados pelo art. Aplica-se a multa de que trata o art. Art.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 37 . 17. sua comercialização como semente. Art. Fica instituída.

....279.. estabelecer normas excepcionais para o plantio e comercialização da produção de soja geneticamente modificada da safra de 2003..... a redação do dispositivo em comento..ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas MENSAGEM DE VETO MENSAGEM Nº 741. A contrariedade ao interesse público decorre do fato de que o dispositivo traz à baila relação jurídica estranha ao objeto do texto legal... A responsabilidade prevista no caput aplica-se.. de 14 de maio de 1996.. e dá outras providências"... aos detentores dos direitos da patente sobre a tecnologia aplicada à semente de soja de que trata o art. 9o .....2 .. 1o. que "Estabelece normas para o plantio e comercialização da produção de soja geneticamente modificada da safra de 2004. a denominada Lei de Patentes. nos termos do § 1o do art.... o que torna ainda mais complexa a relação jurídica entre os eventuais detentores de direitos sobre patentes 38 Módulo 1: 1.. Ouvida... DE 15 DE DEZEMBRO DE 2003. Se de um lado há o aspecto positivo em tutelar direitos fundamentais como a vida e o meio ambiente... A matéria referente a direitos e obrigações relativos à propriedade industrial mereceu detalhada disciplina no texto da Lei no 9. igualmente.... e é sob sua égide que deve ser decidida.. objetiva e solidária pelos danos causados ao meio ambiente e a terceiros. o Projeto de Lei de Conversão no 26... Comunico a Vossa Excelência que. aos detentores dos direitos da patente sobre a tecnologia aplicada à semente de soja geneticamente modificada de 2003”.... Não pode pretender uma lei que se destina a. criar normas e definir direitos e obrigações de supostos detentores de direitos sobre a patente da semente utilizada... de 2003 (MP no 131/03)... decidi vetar parcialmente... na medida em que pretende responsabilizar os detentores dos direitos de patente sobre a tecnologia aplicada à semente de soja geneticamente modificada pelos danos ao meio ambiente e à saúde de terceiros..... está a afirmar os direitos de patente sobre a tecnologia aplicada à semente de soja geneticamente modificada da safra de 2003..... a contrario sensu.. Ademais... há que se registrar o caráter ilícito da importação das sementes em questão. única e exclusivamente.. Parágrafo único. 9o "Art. responsabilizando todos aqueles que participaram da cadeia produtiva da soja geneticamente modificada... a Advocacia-Geral da União manifestou-se pelo seguinte veto: Parágrafo único do art.. por contrariar o interesse público. Senhor Presidente do Senado Federal.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade ...." Razões do veto “Trata o dispositivo de estender a responsabilidade civil. 66 da Constituição...

através de um ato autorizatório específico. que deverão ser observadas tanto para exportação. C – Procedimentos operacionais da legislação fitossanitária brasileira 1. como para importação de vegetais. o Ministério da Agricultura se reserva o direito de autorizar a exportação. a Legislação Fitossanitária Brasileira. Atenção! Este texto não substitui o publicado no D. as quais ora submeto à elevada apreciação dos Senhores Membros do Congresso Nacional. que são atualizadas periodicamente de acordo com as prioridades e conveniências da fitossanidade nacional tendo por base o status . de 16 de dezembro de 2003. procedimentos e estrutura operativa da Defesa Sanitária Vegetal no país. É constituída por Decreto. Portarias e Instruções Normativas. todos materiais de exportação proibida. localizados em aeroportos internacionais. Pecuária e Abastecimento-MAPA. Trânsito internacional de vegetais De acordo com a legislação Brasileira e por força de compromissos internacionais assumidos pelo Brasil. as razões que me levaram a vetar o dispositivo acima mencionado do projeto em causa. Leis. é uma atividade tipicamente de União." Estas.Legislação complementar: A Legislação Complementar estabelece ou regulamenta as normas. desde que haja concordância do país importador. vale dizer. de caráter indelegável. estabelece restrições e recomendações. B . Senhor Presidente. Podemos citar que no tocante ás restrições para Exportações. em portos marítimos.2 . ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas e os produtores rurais.O. sendo sua execução feita através das Unidades de Vigilância Agropecuária (SVA’s ou UVAGRO’s). 1º do RDSV b) Material de exportação permitida com autorização especial: .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 39 . Brasília. do Ministério da Agricultura. portos fluviais. Desta forma a Legislação Fitossanitária Brasileira. seus produtos e subprodutos. classifica os vegetais da seguinte maneira: a) Material de exportação “proibida”: Art. matéria essa que deve ser equacionada pelas vias competentes. c) Material de exportação permitida com autorização prévia: Módulo 1: 1. 15 de dezembro de 2003. tendo em consideração a legislação específica do setor. pelo Poder Judiciário. fronteiras rodoviárias e nas aduanas especiais de interior. além de agências dos correios.U. a função de inspeção e fiscalização do trânsito Internacional de vegetais. estando a cargo dos Fiscais Federais Agropecuários do Sistema de Vigilância Agropecuária – VIGIAGRO.

Pecuária e Abastecimento se reserva o direito de importar ou autorizar a importação. Aprova as normas para importação de material destinado à pesquisa científica em anexo O Ministro de Estado da Agricultura e do Abastecimento.1 ⇒ Intercâmbio Internacional de Material Destinado à Pesquisa Científica (Instrução Normativa Ministerial nº 1. 1. estabelece a seguinte classificação: a) Vegetais de importação “proibida”: Art. além da nossa legislação. aprovado pelo Decreto n. Pecuária e Abastecimento -Portaria nº93 de 14/04/82. º 1. deverão requerer com antecedência ao SEDESA. quanto a restrições para Importação. parágrafo único da Constituição e tendo em vista a Lei n.712. e) Material de exportação permitida com tratamento: Arts. d) Material de exportação permitida com declaração adicional: .º 24. de modo a atender as legislações que regulamentam este setor.2 . quando exigida pelo país importador. em casos especiais e justificados tecnicamente. os exportadores brasileiros. º 9. no uso da atribuição que lhe confere o Artigo 87. b) Vegetais de importação permitida com autorização especial: Para todos os vegetais de importação proibida. Pecuária e Abastecimento Gabinete do Ministro Instrução Normativa n. de 15/12/98) a seguir: Ministério da Agricultura. o Ministério da Agricultura. Devido a essas condições.114. para que sejam adotadas as providências necessárias. 1º do RDSV e portarias complementares. 77 e 78 do RDSV Deve-se observar que para a exportação de vegetais. nos Estado por onde se dará a exportação. nas Superintendências Federais de Agricultura. de 12 de abril de 1934: 40 Módulo 1: 1. a Legislação brasileira. é obrigatório o atendimento das exigências fitossanitárias do país importador.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas . partes de vegetais e produtos de origem vegetal. através de uma autorização especial.171 de 17 de janeiro de 1991 e o disposto no Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. Por sua vez. de 15 de dezembro de 1998. sementes e mudas precisam de uma autorização prévia do Setor de Sementes e mudas do Ministério da Agricultura. de 20 de novembro de 1998 que alterou a Lei n.º 8.

sem comprometimento das normas quarentenárias e de vigilância fitossanitária. frutos. representados por pequenas quantidades de sementes.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 41 . À introdução no País de vegetais e suas partes.SDA. rizomas. conforme propõe o Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal . pólen. geneticamente modificados ou não. 5º Esta Instrução Normativa entrará em vigor sessenta dias após a data de sua publicação. Art. Francisco Sérgio Turra Anexo Normas para importação de material destinado à pesquisa científica Disposições gerais 1) Estas normas aplicam-se: I. estacas ou gemas. Art. tubérculos. • considerando a necessidade de se resguardar a vigilância e a segurança desse intercâmbio. 3º Determinar que a quarentena seja realizada nas estações quarentenárias credenciadas pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 2º Determinar que o trânsito internacional de vegetais se realize exclusivamente nos pontos onde houver o Serviço de Defesa Sanitária Vegetal. Art. plantas “in vitro". necessários à pesquisa agropecuária. de 15 de junho de 1992. Às instituições públicas e privadas.002152/98-68. 1º Aprovar as NORMAS PARA IMPORTAÇÃO DE MATERIAL DESTINADO À PESQUISA CIENTÍFICA. º 148. da Secretaria de Defesa Agropecuária .2 . 4º Revogar as Portarias n. e n. de organismos para controle biológico e de solo e outros fins científicos. harmonizar e simplificar os procedimentos de inspeção fitossanitária nas importações desses materiais. Art. II. anexas. • considerando que este intercâmbio é permitido somente às instituições que ofereçam condições técnicas de quarentena para garantir a segurança dos recursos filogenéticos introduzidos. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • considerando a importância do intercâmbio internacional de germoplasma. resolve : Art. de 07 de março de 1994. plantas vivas. geneticamente modificado ou não. º 74. bulbos.DDIV. e que consta no Processo n.º 21000. ou quaisquer partes de plantas com capacidade de reprodução ou multiplicação. destinados à pesquisa científica. Módulo 1: 1.

Procedimentos 5) A parte interessada deverá requerer a Permissão para Importação do material desejado.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . 8) Caso a importação pretendida se refira a materiais e/ou organismos geneticamente modificados e regulamentados pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança . 3) Ficará sujeita à aprovação prévia do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura e do Abastecimento a programação anual de importação de material vegetal que tenha por objetivo o estabelecimento e a manutenção de sistemas de intercâmbio de materiais entre Centros de Pesquisas credenciados pelo Ministério da Agricultura. que ficarão sujeitas à análise do DDIV/SDA. deve vir acompanhado de Certificado Fitossanitário. acompanhados de parecer técnico conclusivo. serão encaminhados pelo CNPMA/EMBRAPA ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura. constituirá pré . e de solo. desde que concedida a Permissão de Importação.requisito a instituição interessada estar de posse do Certificado de Qualidade de Biossegurança (CQB). destinados à pesquisa das unidades da EMBRAPA. 4) Todo o material doado para a pesquisa científica deve ter Permissão para Importação emitida pelo Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura. acompanhados de parecer técnico conclusivo. Pecuária e Abastecimento e pertencentes à própria instituição. de modo a permitir ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do 42 Módulo 1: 1.CTNBio. porém. ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura. em três vias. 2) Eventuais incorreções ou imperfeições no Certificado Fitossanitário não serão empecilho para a introdução de material destinado à pesquisa científica no País.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas III. fica isento de quaisquer Declarações Adicionais. ficando sujeitas à análise final do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura. À introdução de organismos para controle biológico e outros fins científicos. através das Delegacias Federais de Agricultura e Abastecimento nos Estados (DFA'S). Pecuária e Abastecimento. e IV. Pecuária e Abastecimento.2 . Às doações de material destinado à pesquisa científica. Pecuária e Abastecimento. Pecuária e Abastecimento. Pecuária e Abastecimento . 6) Os pedidos de importação de vegetais destinados à pesquisa para as unidades da EMBRAPA deverão ser encaminhados pelo CENARGEN/EMBRAPA ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da Agricultura. inclusive substrato. 7) Os pedidos de importação de organismos para controle biológico e outros fins. destinados à pesquisa científica. de acordo com o formulário constante do Anexo 1.

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Curso: Proteção de Plantas

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento o encaminhamento do processo à Comissão
Técnica Nacional de Biossegurança - CTNBio para obtenção do parecer técnico conclusivo.
9) Compete ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento emitir ou não a Permissão para Importação, com base no
parecer técnico conclusivo da CTNBio ou de instituição oficial de pesquisa pertencente ao Sistema
Nacional de Pesquisa Agropecuária.
10) O material importado será submetido à inspeção pelo técnico do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento no ponto de ingresso, tanto do ponto de vista documental
como físico da Partida, com vistas ao cumprimento do Decreto n.º 24.114, de 12 de abril de 1934 e
sua legislação complementar.
11) O fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento poderá:
I. Autorizar o despacho da Partida, desde que o material atenda à legislação
fitossanitária brasileira;
II. Com base no Art. 12 do Decreto n.º 24.114/34, sob supervisão e fiscalização do
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, prescrever quarentena em áreas
próprias de estação de pesquisa credenciada e sob responsabilidade desta, que estará
sujeita a apresentar relatórios fitossanitários semestrais ao Departamento de Defesa e
Inspeção Vegetal firmados pelo responsável técnico da estação.
III. Prescrever quarentena fechada em instituições credenciada e habilitada pelo
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
IV. Prescrever a destruição do material, caso seja constatada a presença de pragas
quarentenárias, quando não tiver tratamento eficiente ou não houver interesse na
desinfecção ou desinfestação do material por parte do interessado.
V. Liberar os materiais destinados à quarentena fechada para a realização de quarentena
aberta.
VI. Liberar os materiais da quarentena fechada.
VII. Liberar os materiais da quarentena aberta.

a) Vegetais de importação permitida com consulta prévia:
- Sementes e Mudas devem ter consulta prévia ao Setor de Sementes e Mudas
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Portaria nº 94 de
14/04/82
b) Vegetais de importação permitida com declaração adicional:
- Portarias complementares.
c) Vegetais de importação permitida com quarentena:
- Portarias complementares.
d) Vegetais de importação permitida com Termo de Compromisso:
- Portarias complementares.
e) Vegetais de importação permitida com tratamento:

Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 43

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Curso: Proteção de Plantas

- Portarias complementares
f) Vegetais de importação permitida sem Certificado Fitossanitário:
- Vegetais e partes de vegetais que tenham sofrido beneficiamento, secagem,
industrialização ou qualquer processo que os desvitalizem.
“Vide Manual de Procedimentos Operacionais da Vigilância Agropecuária Internacional,
Incluído na Integra no Apêndice deste Módulo”
OBSERVAÇÃO : Este Manual do Vigiagro está em processo de revisão. Foi publicada a
Portaria nº 234, 29/12/2005, que coloca em consulta Pública um NOVO Manual do VIGIAGRO,
que deverá ser publicado em definitivo e, conseqüentemente, entrar em vigência, no primeiro
trimestre de 2006. (Nesse momento estaremos disponibilizando a nova versão).

1.2 ⇒ LEGISLAÇÃO SOBRE EMBALAGENS DE MADEIRA NO COMÉRCIO
INTERNACIONAL

Neste capítulo procura-se abordar a questão da normativa internacional sobre as exigências
de segurança fitossanitária, frente ao risco de disseminação de pragas no comércio internacional de
mercadorias, em geral, via embalagens de madeira.
Este assunto tornou-se relevante na metade da década de 90, quando algumas Organizações
Nacionais de Defesa Fitossanitária passaram a preocupar-se e alertar sobre os riscos e os danos
identificados na disseminação de pragas via embalagens, pallets e madeiras de estiva.
O assunto passou a ser discutido com profundidade a partir da notificação dos Estados
Unidos sobre a introdução, e estabelecimento naquele país, do então chamado besouro chinês
(anaplophora glabripennis), hoje conhecido como besouro asiático. O alerta americano fazia
referência à dificuldade de erradicação da praga a partir do seu estabelecimento e dos milhões de
dólares de custo para seu controle.
Entendendo que este problema era importante na defesa fitossanitária e visando contribuir
para a redução da disseminação de pragas no mundo via embalagens de madeira a FAO baixou, em
2002, a Norma Internacional de Medidas Fitossanitária Nº 15 (NIMF 15).
Antes porém, a Organização Nacional de Defesa Fitossanitária brasileira havia tomado
providência editando as Portarias nº 499/1999 e nº 146/2000, com o objetivo de legislar sobre a
inspeção de embalagens de madeira, pallets ou madeiras de estiva e medidas fitossanitárias
possíveis, no sentido de coibir o ingresso no país de pragas quarentenárias por esta via.
Nos dias atuais o mundo trata este tema como sendo da maior importância, chegando a
constituir-se muitas vezes em barreiras técnicas ao comércio internacional. A maioria dos países já
notificou a adoção da NIMF 15 da FAO e, portanto, passaram a atender e exigir as medidas
fitossanitárias estabelecidas no comércio internacional de mercadorias em geral, no que se refere a
Certificação Fitossanitária das madeiras circulantes.

44 Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV
Curso: Proteção de Plantas

O Brasil internalizou a NIMF 15 de maneira emergencial por meio da Instrução Normativa
nº 04 de 2004. Vale salientar que está IN encontra-se em revisão e brevemente deverá ser publicada
uma nova norma sobre o assunto.
Comentamos a seguir, sobre a Legislação que trata do assunto e que estão sendo adotadas no
Brasil.

NORMA INTERNACIONAL DE MEDIDA FITOSSANITÁRIA
NIMF Nº 15, de 2002, DA FAO - CERTIFICAÇÃO FITOSSANITÁRIA

A Norma Internacional de Medida Fitossanitária - NIMF nº 15, editada pela FAO em março
de 2002, estabelece diretrizes para a certificação fitossanitária de embalagens, suportes e material
de acomodação confeccionados em madeira e utilizados no comércio internacional para o
acondicionamento de mercadorias de qualquer natureza.
A exigência consiste, basicamente, na certificação fitossanitária prevista naquela Norma, ou
seja, do Tratamento Térmico e na Fumigação com Brometo de Metila nas embalagens, seus
suportes e material de acomodação, de madeira. Estes, quando constituídos de outro material que
não a madeira ( plásticos, papelões, fibras, etc ) e os constituídos de madeira industrializada ou
processada ( compensados, aglomerados e outras peças de madeira que, no processo de fabricação,
foram submetidos ao calor, colagem e pressão ), não estão sujeitas àquela certificação.
Tendo como foco principal as pragas florestais de interesse agrícola e a condição
excepcional das embalagens e suportes de madeira que circulam no mercado internacional na
veiculação e disseminação das mesmas, a NIMF 15 apresenta recomendações e orientações quanto
ao estabelecimento de medidas fitossanitárias, com vistas ao manejo do risco dessas pragas.
Estarão isentas das exigências da certificação fitossanitária previstas na Norma as
embalagens, seus suportes e material de acomodação constituídos de outro material que não a
madeira (plásticos, papelões, fibras, etc.) e os constituídos de madeira industrializada ou
processada, a exemplo de compensados e aglomerados e outras peças de madeira que, no processo
de fabricação, foram submetidas ao calor, colagem e pressão.
Os tratamentos fitossanitários, internacionalmente reconhecidos, e que podem ser utilizados
com o objetivo de reduzir o risco de introdução e/ou disseminação de pragas quarentenárias
associadas a embalagens e suportes de madeira e levados em consideração no trabalho de
certificação fitossanitária exigida pela Norma são os seguintes:

1. Tratamento Térmico: identificado internacionalmente pela inscrição HT. Neste caso,
embalagens de madeira, seus suportes e material de acomodação devem ser submetidos a um
aquecimento progressivo, segundo uma curva de tempo/temperatura, mediante o qual o centro da
madeira alcança uma temperatura mínima de 56°C, durante um período mínimo de 30 (trinta)
minutos.

Módulo 1: 1.2 - Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 45

A temperatura mínima para realização da fumigação com Brometo de Metila não deve ser inferior a 10°C e o tempo de exposição mínimo deverá ser de 16 horas. conforme ilustração abaixo: 46 Módulo 1: 1. passíveis de utilização no tratamento de embalagens de madeira e seus suportes. deverão ser acrescentados 8 g/m³ ao tratamento. Embalagens de madeira.0h 16. Os tratamentos citados e outros. serão reconhecidos e liberados. Há países que exigem um tempo mínimo de exposição de 24 horas. desde que os equipamentos utilizados para a sua aplicação cumpram com as especificações exigidas e com os parâmetros de tempo e temperatura descritos no Tratamento Térmico (HT). Pecuária e Abastecimento.2 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . seus suportes e material de acomodação que forem submetidos a tratamentos reconhecidos deverão ser sinalizadas com a marca internacional.°C ou mais 64 48 32 22 19 Para cada 5°C de queda da temperatura ambiente.°C ou mais 56 42 28 20 17 11. Fumigação com Brometo de Metila: identificado internacionalmente pela inscrição MB. O padrão mínimo internacional para a aplicação desse tratamento é apresentado no quadro a seguir: Temperatura Dosagem Registros mínimos de Concentração (gramas) a: (g/m3) 0. 2. mediante normatização específica do Ministério da Agricultura.5h 2. abaixo dos 21°C. a impregnação de produtos químicos sob pressão e outros tratamentos similares podem ser considerados tratamentos térmicos.0h 21º C ou mais 48 36 24 17 14 16. aprovada pelo Comitê Interino de Medidas Fitossanitárias da FAO.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas A Secagem de Madeira em Estufa ou Kiln Drying (KD).0h 4. à medida que tiverem seus procedimentos de aplicação registrados junto à Coordenação de Fiscalização de Agrotóxicos.

as recomendações contidas na Norma Internacional de Medida Fitossanitária nº 15. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas A gravação da marca internacional na madeira de embalagem. suporte ou material de acomodação foi submetida HT (Tratamento Térmico) ou MB (Fumigação com Brometo de Metila). poderá ser encontrada no site : http://www. outras Normativas já estão em vigor. Considerando as novas diretrizes e normas internacionais para medidas fitossanitárias de manejo do risco de pragas quarentenárias associadas à madeira. tais como: (1) Portaria Interministerial nº 499/1999 (Ministérios da Agricultura e Fazenda). DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA. aprovado pelo Decreto nº 24. do Decreto nº 4. de acordo com as normas ISO (BR. dessa forma. atendendo. na comercialização de produtos destinados ou oriundos de países que notificaram a internalização da NIMF n. (3) Instrução Normativa SDA – Credenciamento de Empresas de Tratamentos Quarentenários e Fitossanitários e (4) Instrução Normativa SDA – Normas para a Certificação de Embalagens e Suportes de Madeira no Trânsito Internacional de Mercadorias. de outra cor que não a vermelha ou outro processo que garanta a persistência da marca. utilizada em embalagens e seus Módulo 1: 1. de 6 de janeiro de 2004.° 15. A única exigência é que seja permanente e legível. É emergencial até que se conclua a total adequação da NIMF 15 às normas brasileiras. 15. mesmo em caráter emergencial. A listagem dos países que adotaram a NIMF 15 poderá ser obtida no site da FAO ou da ONPF brasileira. de 21 de março de 2003. Instrução Normativa nº 4. Países signatários da OMC estão se mobilizando para incorporarem às suas legislações fitossanitárias as exigências preconizadas. as recomendações contidas na Norma Internacional. O espaço preenchido por XX – 000 – YY deverá conter. inciso II. Tal normativa tem por objetivo atender a exportadores e importadores que se utilizam de embalagens e ou suportes de madeira. da FAO. de 6 de janeiro de 2004 O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA. no uso da atribuição que lhe confere o art. da FAO. de Brasil.114.org/documents/show_cdr. suportes ou material de acomodação deverá ser feita com a utilização de tinta indelével. O Brasil. (2) a codificação (número do credenciamento) da empresa que realizou o tratamento (001. da FAO. A NIMF 15. por exemplo). incorporou à sua legislação fitossanitária.2 .629. nesta seqüência: (1) a sigla do país.fao. ao editar a Instrução Normativa nº 4.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 47 . tendo em vista o disposto nos Capítulos I e II do Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. de 12 de abril de 1934. PECUÁRIA E ABASTECIMENTO.htm Com vistas à implementação definitiva das recomendações da Norma Internacional. Não há nenhuma prescrição quanto ao tamanho da marca.asp?url_file=/docrep/007/y4838s/y4838s00. pallets. (2) Portaria Conjunta SDA/SRF (Secretaria de Defesa Agropecuária e Secretaria da Receita Federal). por exemplo) e (3) o tipo de tratamento a que a embalagem.

de 12 de abril de 1934.agricultura. 2° Nos processos de exportação. da FAO. Art. § 2° Somente serão autorizadas para a execução dos tratamentos à base de brometo de metila e calor. avalizando os Certificados de Tratamento emitidos por empresas habilitadas e credenciadas pelo Ministério da Agricultura. aplicando-se o disposto nos arts. resolve: Art. 4° Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. § 1° Para países que não exijam o cumprimento dessa Norma.CFA. bem como para a identificação dos mesmos.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Art.012879/2003-63. do Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. a Norma Internacional e cumprimento dos prazos de notificação aos organismos internacionais. do Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal . os procedimentos de inspeção e fiscalização de embalagens e suportes de madeira utilizados no transporte de mercadorias no comércio internacional. Pecuária e Abastecimento . conforme critérios de amostragem. MAÇAO TADANO 48 Módulo 1: 1. da forma preconizada pela Norma Internacional de Medida Fitossanitária n° 15. e o que consta do processo nº 21000. as empresas prestadoras de serviços de tratamento quarentenário e fitossanitário devidamente habilitadas e credenciadas nos termos da Instrução Normativa SDA n° 12.MAPA. a Fiscalização Federal Agropecuária certificará as embalagens e suportes de madeira que acondicionem mercadorias destinadas a países que exijam os procedimentos preconizados pela Norma Internacional de Medida Fitossanitária . constantes dos procedimentos operacionais anexos. cuja relação atualizada encontra-se disponível na Coordenação de Fiscalização de Agrotóxicos .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas suportes para transporte de mercadorias no comércio internacional. até que se complete o processo de ajustamento da Legislação Fitossanitária Brasileira.SDA e no portal do MAPA na Internet (www. serão mantidos os atuais procedimentos de inspeção e fiscalização de embalagens e suportes de madeira definidos na legislação vigente. em caráter emergencial.114. de 7 de março de 2003 (DOU de 11 de março de 2003). a Fiscalização Federal Agropecuária adotará os procedimentos de inspeção e fiscalização. 10 e 11 e seus parágrafos. da FAO.gov. conforme procedimentos operacionais anexos. 3° Nos processos de importação de mercadorias acondicionadas em embalagens e suportes de madeira. apenas para os países que notificaram o Brasil e a OMC sobre as suas medidas de internalização da NIMF n° 15. aprovado pelo Decreto nº 24. Art. da FAO. da Secretaria de Defesa Agropecuária .br). 1° Estabelecer.NIMF n° 15.2 .DDIV. mantendo os procedimentos estabelecidos na legislação vigente para os demais países. do Capítulo II.

° 24. Tilia e Ulmus. nos Estados Unidos da América. Considerando que além do besouro chinês. Considerando que existem pragas florestais exóticas de alto risco. Eucalyptus. Art. de 12 de abril de 1934. resolvem: Art. somente será permitida após a análise de risco de pragas aprovada pela Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento.114. da Constituição da República e nos termos do disposto nos Capítulos I e II. e os prejuízos causados pelas pragas em algumas regiões daquele país. Nothofagos. Considerando que é dever do ESTADO garantir a segurança para todos os setores da economia nacional. ou casca isolada de coníferas e de latifoliadas dos gêneros botâncicos. Considerando que a recente introdução do inseto "Anoplophora glabripennis". somente será permitida após análise de risco de pragas. 3° Permitir o ingresso no país de sementes verdadeiras para Coníferas e Eucalyptus e de plantas in vitro ou estacas sem folhas para Salináceas. Juglanas. Considerando que a casca de madeira e a madeira em forma de lenha são eficientes veículos de disseminação de pragas. Quercus.2 . DE 3 DE NOVEMBRO DE 1999 OS MINISTROS DE ESTADO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO E DA FAZENDA. cujas fases jovens são hospedeiras de madeira. Considerando que a introdução dessas pragas no país podem ocorrer por meio de embalagens de diversas mercadorias e em peças de madeira como "pallets" e estivas usadas para o suporte de cargas. Salix. sobretudo daquelas utilizadas para embalagens. Castanea. Populus. com casca. na região sul do Brasil. Acer. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas PORTARIA INTERMINISTERIAL Nº 499. Art. bem como do "Sirex noctilio". cujo o ingresso no Brasil pode provocar danos à economia e flora nacionais. Considerando que durante o transporte. conhecido como besouro chinês. Considerando a necessidade de estabelecer regulações quarentenárias para proteger o patrimônio florestal do país. aprovada pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento. de madeira de qualquer espécie. em forma de lenha.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 49 . 1° A entrada de madeira no Brasil.vespa da madeira. para efeito de comercialização. Fagos. no uso da atribuição que Ihes confere o art 87. II. do Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. como únicas formas de propagação desses Módulo 1: 1. Acacia. aprovado pelo decreto n. as mercadorias e suas embalagens podem sofrer infestações provenientes de seus locais de origem ou de trânsito. 2° A entrada no território nacional. há o risco da introdução e estabelecimento de outras pragas.

isto é. Coréia do Norte e Estados Unidos da América. caso atendam às exigências da Instrução Normativa M. com a utilização de Brometo de Metila (80g/m3 durante 24 horas à temperatura mínima de 21° C) ou outro fumigante legalmente 50 Módulo 1: 1.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas vegetais. com ônus para o importador.O tratamento fumigatório deverá ter sido realizado em período não superior a 15 (quinze) dias prévios ao embarque da mercadoria no país de origem.A incineração poderá ser fiscalizada a critério das delegacias do Ministério da Fazenda ou do Ministério da Agricultura e do Abastecimento em não havendo o cumprimento da mesma estará o responsável sujeito às penalidades da legislação em vigor. chapas de partículas como por exemplo aglomerados. dele constando o produto. de insetos e danos por este produzidos e caso não atenda a essas exigências deverão submeter-se no previsto do § 1 deste artigo. a embalagem deverá ser submetida ao previsto no artigo 5°. tempo de exposição e temperatura utilizadas para a fumigação. calor e pressão). § 2° . utilizados nos transportes de qualquer classe de mercadoria que entre no país. deverão estar livres de casca. acompanhamento dessa ação e todos os demais custos decorrentes. § 1° . cola.As embalagens de madeira que se originaram ou transitaram pela China (inclusive da região administrativa especial de Hong-Kong). conforme determina esta portaria. Art 6° A madeira de embalagem ou de suporte no transporte de mercadorias. e vir acompanhada de Certificado Fitossanitário Oficial da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária do país de origem. publicada no D. devidamente cadastrada pelo Ministério da Agricultura e do Abastecimento e supervisionada por fiscais agropecuários. 5° Toda embalagem e suporte de madeira não tratada. o seu tratamento por calor.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .n° 05. de modo a impedir que sejam hospedeiras de insetos ou que mesmo não tratadas forem constituídas por madeira processada (compensados. Art. muito embora constituídas de madeira. dosagem. § 1° . deverão ser transportadas ao seu destino dentro dos próprios containers ou em caminhões fechados. de 18 de março de 1999. cabendo ao importador o ônus de sua incineração. sejam devidamente tratadas. § 1° desta portaria ou ser fumigada antes do desembaraço aduaneiro por firma especializada. antes do embarque. 4° Declarar como preferências para entrar no país embalagens que não utilizam madeira. devendo tal certificado ser aferido no ponto de entrada. por fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura e do Abastecimento.U. que garanta. Art. § 2° . material em cuja fabricação usa-se madeira. Japão. de 16 de março de 1999.Na ausência do Certificado Oficial. bem como aquelas que.2 . deverão ser incineradas preferencialmente nas áreas primárias e. fumigação ou outra forma de preservação previamente acordada com a sua congênere no Brasil.O. que for tratada deverá ser transportada por meios que assegurem a impossibilidade de ocorrer uma infestação durante o trajeto.A. na impossibilidade de atendimento desta exigência.

114. estando nesse período sujeita a audiência pública. desta portaria. mas que não ataque metais.Fica revogada a Portaria SDA n°. 20%. parágrafo 1°. inciso II. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas registrado para esse fim. provenientes daquele país destinadas ao Brasil. para as embalagens e suportes de madeira maciça provenientes dos Estados Unidos da América destinados ao Brasil. aplicando-se. de 1999.5°. 7° . 9° Esta portaria entra em vigor 60 dias após a data de sua publicação. em estado membro dos Estados Unidos da América diverso de Nova Iorque e illinois. Art.º 499. parágrafo único. da Constituição. tendo em vista o disposto nos Capítulos I e II do Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal aprovado pelo Decreto n.º 499.000 – 98. Art. DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO e o MINISTRO DE ESTADO DA FAZENDA.º 24. do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. em cujos territórios a praga está sob controle oficial. por ato conjunto das Secretarias da Receita Federal. do Ministério da Fazenda e da Secretária de Defesa Agropecuária. de 12 de abril de 2000 O MINISTRO DE ESTADO.Poderão ser acrescidos novos países no Art. de 3 de novembro de 1999. no uso da atribuição que lhes confere o art. 87. no caso. no máximo. ou novas determinações relativas ao tema. resolvem: Art.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 51 . e o que consta do Processo n. os procedimentos previstos na Portaria Interministerial n. INTERINO. ou ainda tratamentos alternativos comprovadamente eficientes como o da secagem da madeira em estufas a altas temperaturas. MARCUS VINICIUS PRATINI DE MORAES Ministro de Estado da Agricultura e doAbastecimento PEDRO SAMPAIO MALAN Ministro de Estado da Fazenda Portaria Interministerial n.000353/2. ou a detecção da praga no Brasil em material proveniente daquele pais implicará o restabelecimento da obrigatoriedade da certificação das embalagens e suportes de madeira maciça. 2º A introdução e estabelecimento da praga Anoplophora glabripennis.º 21. de 12 de abril de 1934.000.º 146. 1º Fica dispensada a obrigatoriedade de apresentação do Certificado Fitossanitário de que trata a Portaria Interministerial n. Módulo 1: 1. 76 de 16 de junho de 1993. de modo a reduzir o seu teor de umidade a. 8° .2 . Art. também conhecida como “besouro chinês”. Art.

Art. Art.º 499. Art. de acordo com a metodologia estabelecida para o controle e prevenção da praga naquele pais. 6º da Portaria lnterministeriai n. 7º O art. A certificação mencionada no caput refere-se ao Certificado Fitossanitário emitido pelo Serviço de Inspeção da Saúde das Plantas e Animais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos da América (APHIS-USDA) ou Certificadas de Fumigação ou de Tratamento por Calor chancelados pelo APHIS-USDA. 3º O Certificado Fitossanitário mencionado no art. 6º As fiscalizações fitossanitária e aduaneira serão comunicadas das decisões de que tratam o art. e aos correspondentes procedimentos de redução de risco fitossanitário nas embalagens e suportes de madeira maciça. 1º desta Portaria fica condicionada à realização de inspeções periódicas. 6º da Portaria lnteministerial n.º 499. 14/04/2000 52 Módulo 1: 1. poderá ser ampliado quando houver controle de insetos no local de armazenamento da madeira submetida a tratamento. 4º A vigência do disposto no art. Parágrafo único. Art. Na hipótese de que trata este artigo. desta Portaria. passa a vigorar com a seguinte redação: “Art. 7º da Portaria Interministerial n. A aplicação do disposto no caput deverá ser precedida de troca de informações com a ONPF do pais exportador e emissão de parecer conclusivo pelo Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento sobre o controle de pragas em embalagens e suportes de madeira maciça destinados ao Brasil. considerando a solicitação oficial da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do país interessado.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Parágrafo único. inclusive no que se refere à lista dos países de origem ou procedência das embalagens e suportes de madeira maciça e às exigências documentais preventivas estabelecidas. 8º Esta Portaria Interministerial entra em vigor na data de sua publicação. 5º O prazo estabelecido no §1º do art." Art.poderá ser substituído pelos Certificados de Fumigação ou de Tratamento por Calor chancelados pela Organização Nacional de Proteção Fitossanitária – ONPF do pais exportador. Parágrafo único. de 1999. pelo APHIS-USDA.º 499. Art. de 1999. com vistas à avaliação de potenciais reflexos nos procedimentos e controles aduaneiros e eventual adoção de providências. a Secretaria da Receita Federal do Ministério da Fazenda será ouvida previamente à edição do ato. 5º. 2º e o art. de 1999.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .2 . por meio de ato do Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 7º O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e do Abastecimento poderá alterar as disposições contidas nesta Portaria.O. NARCIO FORTES DE ALMEIDA D.U. 3º e da alteração de prazo referida no art.

a implantação do Sistema Unificado de Atenção à Saúde Animal e Vegetal (SUS) Na Legislação Complementar encontramos inúmeros regulamentos e normas referentes ao Trânsito Interno. da seguinte maneira: a) Vegetais de trânsito proibido. fixas ou móveis.2 . c) Vegetais cujo trânsito só é permitido quando submetidos à quarentena ou a algum tipo de tratamento. de 14 de outubro de 1999. Pecuária e Abastecimento vem desenvolvendo uma série de esforços no sentido de promover em parceria com as Secretárias de Agricultura e Institutos de Defesa agropecuária dos Estados. em pontos estratégicos das rodovias de ligação interestaduais. que estabelece restrições e procedimentos. Esta ação referente ao trânsito interno é efetivada através de barreiras fitossanitárias. e com base em indicações de técnicos Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 53 . A2 e NQR) apresentadas nesta IN. º 38. A fiscalização do trânsito interno é realizada pelos órgãos estaduais de Defesa Agropecuária (vinculados às Secretarias de Agricultura) sob delegação da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. onde esta atividade é extremamente importante para evitar que uma praga seja disseminada para regiões indenes. Pecuária e Abastecimento. de uma região para outra ainda indene. Há que se salientar que esta Instrução Normativa estabelece uma lista de pragas que demandam atenção especial tanto no sentido de prevenir o ingresso das mesmas no país (A1). contenção ou controle das pragas listadas. da mesma maneira que para a exportação e a importação.Trânsito interestadual de vegetais O Comércio e o trânsito interestadual de vegetais são normatizados através de legislação complementar. b) Vegetais cujo trânsito só é permitido quando acompanhado de permissão de trânsito ou do certificado fitossanitário de origem. Assim. A lista de pragas (A1. a Legislação Fitossanitária Brasileira classifica os vegetais quanto ao trânsito interno. Caracteriza-se como alerta máximo o conjunto de ações que devem ser implementadas no sentido de prevenção. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 2 . sempre que ocorre risco de disseminação de uma praga de importância quarentenária. sendo assim como a sua disseminação interna (A2 E NQR). Essas listas foram constituídas a partir das listas de pragas quarentenárias de cada país membro do COSAVE. Está comumente associada a Programas Estaduais ou Regionais ou Campanhas fitossanitárias. Entre estas destacamos: Instrução normativa n. a secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura. Atualmente. A2 E pragas não quarentenárias regulamentadas. que estabelece o alerta máximo para a lista de pragas quarentenárias A1. não esgota em si mesma e necessita ser constantemente revisada.

de 5 de outubro de 1998. • Importância da manutenção do patrimônio fitossanitário nacional para preservação da competitividade da agricultura brasileira e garantia dos procedimentos de certificação fitossanitária. publicada no D. principalmente em função do crescente intercâmbio comercial. O U de 10 de outubro de 1995. O U. O U. de 03 de outubro de 1995. • A necessidade de implementar dos procedimentos de certificação fitossanitária em relação às Pragas Quarentenárias A2 e Não Regulamentadas. 83. D. do Regimento Interno da Secretaria. do Ministério da Agricultura. de 8 de dezembro de 1998.712. propostos pelo Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE. de 20 de novembro de 1998. no uso da atribuição que lhe confere o art. de 14 de outubro de 1999 (EM REVISÃO) O secretário de defesa agropecuária.2 . suplemento ao nº 58. • Os comentários recebidos no período da audiência pública e relacionados com a Portaria SDA nº 181. e considerando: • A lista de pragas quarentenárias para o Brasil. aprovada pela 29º Conferência da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – FAO. Pecuária e Abastecimento. de 25 de março de 1996.712. • A versão da Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais. • As ocorrências fitossanitárias em países vizinhos ao Brasil e as interceptações mais freqüentes de pragas nas barreiras fitossanitárias internacionais. • O que preceitua a Lei nº9. adotados pelo Brasil por meio da Portaria Ministerial nº 641. de 23 de novembro de 1998. Universidades. publicada no D. no período de 7 a 18 de novembro de 1997. • As notificações de introduções de pragas regulamentadas em áreas indenes do território nacional. • O que preceitua a Lei nº9. em Roma. Empresas de Pesquisa e Institutos Estaduais de Defesa.ºU de 10 de outubro de 1995. D. Instrução Normativa das nº 38. aprovado pela Portaria Ministerial nº 574. resolve: 54 Módulo 1: 1.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas especializados que atuam em defesa fitossanitária no MA. • Os princípios de Análise de Risco de Pragas – ARP. tanto em nível interno quanto externo. de 20 de novembro de 1998. propostos pelo comitê da Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE. • As novas ocorrências de pragas em outras partes do mundo que podem ser introduzidas e estabelecidas no País. na qual constam 221 pragas de importância quarentenária para o País.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . publicada no Diário Oficial da União – D. constante da Portaria Ministerial nº 180.O U de 8 de outubro de 1998. inciso IV. de 21 de março de 1996.

Anthonomus eugenii. drupáceas e pomáceas. destacando as de alto risco potencial para as quais fica estabelecido o Alerta Máximo. coco. Art. § 1º Caracteriza-se como Alerta Máximo o conjunto ações que devem ser implementadas no sentido de prevenção. Conotrachelus nenuphar. . . entendidas como aquelas não presentes no País. . Bruchidius spp. contenção ou controle destas pragas. Coleóptera • Anaplophora glabripennis. Epicaerus cognatus. arroz e trigo. Capsicum spp . café . Bixadus sierricola. algodão. • Tetranychus turkestani. • Brevipalpus chilensis. coco Módulo 1: 1. maça. fruteiras diversas. • Eotetranychus carpini. . § 2º Declarar em Alerta Máximo as pragas assinaladas (#) nos artigos 2º e 3º desta Instrução Normativa. A2 e as Não Quarentenárias Regulamentadas. Diocalandra taitense. ervilha.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 55 . • Tetranychus mcdanieli. se introduzidas. . polífaga. 2º As pragas Quarentenárias A1. árvores de madeira dura. ornamentais e algodão. café . Brevipalpus lewisi. • Anthonomus pomorum. Anthores leuconotus. Acarus siro. • Steneotarsonemus spinki. arroz. 1º Estabelecer a lista de Pragas Quarentenárias A1. batata. Gryctis rhinocerus. . maçã • Anthonomus vestitus. • Tetranychus pacificus. fruteiras diversas.2 . • Aculus shlechtendali. fruteiras diversas. . cebola e ervilha. arroz. porém com características de serem potenciais causadores de importantes danos econômicos. Anthonomus pyri. . Brachycerus spp. . Dicladispa armigera. são: Acarina . ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Art. que demandam atenção especial de todos os integrantes do sistema de defesa fitossanitária do País. polífaga. grãos armazenados. pomáceas. Chaectonema basalis. . alho. fruteiras diversas.

sorgo. Oryctes spp. feijão. Lissorhoptrus oryzophilus.. cereais . . .. Medythia quaterna. frutas diversas e cucurbitáceas. Prunus spp. Orseolia oryzae.. Premnotrypes spp. arroz e outras gramíneas. frutas diversas. Atherigona orzae. arroz e outras gramíneas. cana–de–açúcar. .(exeto B. Sitodiplos mosellana. grãos armazenados em geral . • Dacus spp. . Plocaederus ferrugineus. • Orseoletis pomonella. Atherigona soccata. Diptera • Anastrepha ludens. feijão . Chromatomyia horticola. batata. carambolae). grãos armazenados em geral. manga.. Othiorhynchus sulcatus. • Bactrocera spp. Rhbdoscelus obscurus. Trichispa sericea. Ootheca spp. trigo. . arroz. Ophiomya phaseoli. Odoiporus longicollis. batata. . frutas diversas. Orseolia oryzivora. • Ceratitis rosa. • Prostephanus truncatus. arroz. cereais. café. coco.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . . arroz. café e caju. Contarinia tritici. . . frutas diversas. trigo e milho. . ... . . . morango e videira.2 . • Torcotrypana curvicauda. Sophoronica ventralis. • Trogoderma granarium. cacau e café. Xylosandrus compactus. frutas diversas. trigo. . • Sternochetus mangiferae. frutas diversas. banana . (exeto Delia platura). Rhagoletis cingulata.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • Leptinotarsa decemlineata. curcubitáceas e hortaliças. . mamão 56 Módulo 1: 1. Delia spp. feijão e soja. . . Mayetiola destructor. • Anastrepha suspensa. . arroz.

trigo. . . legumes e girassol. • Dyspessa ulula. Chilo supressalis. pomonella). cana. amêndoas. . aveia e centeio. cana-de-açúcar e gramíneas • Diuraphis noxia. trigo. Cryptophlebia leucotreta. triticale. cevada. Lepidoptera . Perkinsiella saccharicida. sorgo. cacau e café. Eldana saccharina. trigo. trigo.2 . arroz. triticale.. C. molesta. citrus. . aveia e centeio. triticale. rosa. . Chilo partellus. . . • Cydia spp. trigo. frutas diversas. . centeio e aveia.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 57 . araucariae e C. Helopeltis antonii. Cephus pygmaeus. nozes e sementes.(complexo de raças e espécies. . algodão . Cicadulina mbila. sorgo e milho. videira e pêra. pêssego e café . algodão e cacau. Ceroplastes destructor. citros e polifaga. . nozes e laranja. milho. Maconellicoccus hirsutus. café. maçã. citros. (exceto C. • Eurigaster intregriceps. Agrius convolvuli. frutas diversas. algodão. pêra. Rastrococcus invadens. Carposina niponensis. pêra. algodão e cacau. Cephus cinctus. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Hemiptera • Aleurocanthus woglumi. citros. Argyrogramma signata. • Aleurocanthus spiniferus. exceto biótipos A e B). Amyelois transitella. aveia e centeio.de-açúcar . . . Hymenoptera . frutas diversas. caju . Lygus spp.. alho e cebola. . Earias biplaga. Earias insulina. Módulo 1: 1. Cephonodes hylas. . polífaga. . Anarsia lineatella. milho. Pseudococcus comstocki. Prunus spp. Agrotis segetum. . manga. algodão e cucurbitáceas . . Eurias biplaga. Ectomyelois ceratoniae. polífaga. arroz e cana-de-açúcar. crucíferas. . • Bemisia spp. . Plancoccoides njalensis.

batata. . arroz. trigo. • Heterodera oryzae. café. Lampides boeticus. . • Prays citri. Leucinodes orbonalis. . batata. sorgo. . banana e tomate. cevada e centeio. Platynota stultana.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . . Lobesia botrana. • Nacobbus dorsallis. . . uva. • Heterodera oryzicola. • Nacobbus aberrans. Mythimna separata. . . Pinus spp. Lolium spp. trigo e cana-de-açúcar. arroz. . aveia. . Ditylenchus destructor. arroz. triticale. . polífaga. Othreis Fullonia. banana e coco. Mythimna loreyi. milho. Scirpophaga incertula. Bursaphelenchus xylophilus. cana-de-açúcar e gramíneas forrageiras. arroz. Mocis repanda. banana e milho. . arroz. . polífaga. algodão . . frutíferas. . batata e tomate. Anguina agrostis. Ditylenchus angustus. arroz. batata e bulbos florais. Helicoverpa armigera.2 . . citros. trigo. Pectinophora scutigera. . . cacau. • Heterodera zeae. Parasa lepida. milho. Ditylenchus dipsaci (todas as raças. e Poa spp. Dactylis spp. milho. • Heterodera trifolli. exceto as do alho). feijão e soja. coco e outras palmáceas.. oliva e framboesa. soja. Pratylenchus fallax. rosa. arroz e milho. tomate e berinjela.. citros . . . Nematoda . Anguina tritici. Leucoptera meyricki. Ostrinia furcanalis. Thaumatopoea pityocampa. Meloidogyne chitwoodi. . Agrostis spp. Sesamia inferens. Heterodera punctata. morango e crisântemo. Ostrina nubialis. abacaxi. batata e tomate. aveia e centeio. bálsamo e cedro. . Globodera pallida. milho. café. milho e trigo. milho. algodão e outras malváceas. batata. 58 Módulo 1: 1. Nacoleia octasenama.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • Erionota thraz. ... Pinus spp. .

. Fiji disease vírus. . soja. rosáceas. Orazae. Phytoplasma. . . feijão. Pea seed born mosaic virus. . pêssego. .2 . Procariontes . mandioca. . Phaseolicola. uva. milho. frutíferas e coníferas. Xanthomonas axonopodis pv. arroz. citros. citros . . Barley stripe mosaic virus. Pratylenchus thornei. Clavibacter tritici. Punctodera chalcoensis. rosa e ornamentais. maçã. Apple chat fruit MLO. trigo. . Flaccumfaciens. African cassava mosaic virus. Xylella fastidiosa (peach phony disease). Spiroplasma citri (Stubborn). Orizicola. Clavibacter iranicus. . virus e viróides . leguminosas. videira. beterraba. Módulo 1: 1. . cana-de-açúcar. Ptatylenchus vulnus. gramíneas. Clavibacter michiganensis spp. Citrus greening bacterium. maçã.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 59 . Pratylenchus scribneri. milho. . cana-de-açúcar e milho . . . sepedonicus. Pseudomonas syringae pv. banana. Citri (Biotiopos B e E). Xiphinema italiae. mandioca. . arroz. tomate. citro. banana. • Cadang cadang viroid. Radopholus citrophilus. . Xanthomonas campestris pv. trigo. • Erwinia amylovora. citrus e tomate. . maçã. batata e orquídea. Xylophilus ampelinus. Subanguina radicicola. Rotylenchulus parvus. . citrus. • Grapevine flavescente dorée –MLO. . Pantoea stewartii. uva. alfafa e trevo. • Banana bunch top virus. Xanthomonas oryzae pv. . coco. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas . batata. Curtobacterium flaccumfaciens pv. . trigo. . . Clavibacter michiganesis spp. ervilha. insidiosus. Cassavae. Apple proliferation MLO. cebola. Xanthomonas oryzae pv. milho. trigo e cevada. • Palm lethal yellowing-MLO. coco e outras palmáceas. .

elaidis. tomate. pomáceas e rosáceas ornamentais. . Fusarium oxysporium f. Swollen shoot virus. soja. sorgo e milho. . Alternaria vitis. Cladosporium pisicolum. • Tomato ring spot virus. 60 Módulo 1: 1. pêssego. • Apiosporina morbosa. .. radicis lycopersici. café. Thecaphora solani. arroz. . Glomerella cingulata. uva. trigo. arroz. . • Colletotrichum kahawae. Prunus spp. Cercospora sorghi. café. • Hemileia coffeicola. . Peach yellow MLO.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas . palma africana. Thecaphora solani. café. • Plum Pox virus. . batata. . arroz. cana-de-açúcar. batata. Fusarium oxysporium f. . cebola e cebolinha. Mycosphaerella zeae-maydis. Alternaria triticina. Entyloma oryzae arroz. • Potato Spindle Tuber viroide – PSTVd. . . . Prumus necrotic ring spot virus. Dactyliochaeta glycines (Pyrenochaeta glycines). Gibberella fujikuroi. Heliococeras ss. milho. Peach rosette MLO. • Gtmnosporangiumm spp. Prunus spp. • Pear decline. .. cacau. MOL. .sp.. . Glomerella manihotis.sp. batata. Fungos . • Aureobasidium lini. arroz. ervilha. algodão. • Balansia oryzae-sativae. Prunus spp. trigo. Prunus spp. Sugarcane Sereh disease virus. . cacau. . mandioca. . café.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . . .2 . banana . Cephalosporium gramineum. ou Sharka virus-PPV. • Moniliophthora roreri. Gibberella xylarioides. • Haplobasidion musae. . Cladosporium alli-cepae. ameixa. Prune dwarf virus. Hendersonia oryzae. . tomate. pera..

citros. . caju. batata. trigo e cevada. . Phymatotrichopsis omnivora. § 1º O Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV. cacau. tomate. uva. girassol. soja. Phytophthora erythroseptica. • Striga spp. trigo. batata. Phytophthora cryptogea. batata. Synchytrium endobioticum. deverá providenciar a elaboração dos Planos Emergenciais de Prevenção e Controle para todas as pragas em Alerta Máximo definidas neste artigo. . . Polyscytalum pustulans. . . • Phoma exigua var. Gaeumannomyces graminis var. trigo. cana-de-açúcar. . Phytophora boehmeriae. sob a coordenação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – EMPRAPA. Plantas daninhas . Physopella ampelopsidis. arroz. algodão. • Urocystis agropyri.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 61 . o apoio para a realização destes Planos. sp. . Periconia circinata. Phyllosticta solitaria.2 . Oncobasidium theobromae. • Taenatherum caput-medusae. . . . foveata. deverão ser encaminhados às Unidades da Federação para análise e adaptação objetivando sua aplicabilidade às condições locais. maçã. polífaga. sorgo. batata. . Puccinia kuchnii. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • Nectria galligena. . Módulo 1: 1. .graminis. . Puccinia erianthi. . § 2º O DDIV deverá solicitar ao Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária.glycenea. . Plamospara halstedii (exceto raça 2). Oospora oryetorum. maçã e pêra. Phoma tracheiphila. . . Phomopsis anacardii. Tilletia indica. . desta Secretaria. Cirsium arvense. cana-de-açúcar. arroz. Tilletia controversa. § 3º Os planos emergenciais elaborados. citros. . Phytophthora megasperma f. Polyspora lini.

fruta-pão.-. RO. por meio de evidência científica. amendoeira. • PVS vírus. influi no seu uso proposto com impactos econômicos inaceitáveis. • Crinipellis perniciosa. – AL. BA.AP. quando da existência de condicionantes que permitam. MT. viticola. • Xylella fastidiosa. bacupari. AM. uva. • PLRV vírus. batata. pitanga. – RJ e SP. MS.. RJ. – DF. PA. Art. ou partes destas. cacau e cupuaçu. • Fusarium solani (Tipo eumartii).. – MS. SC e SP. para plantio. batata. citros. batata. RS. citros.PA. MS.AC. SC e SP. batata. citri. MT e RO. como a aplicação dos planos quando da notificação da introdução de praga A1 na sua Unidade da Federação. • Xanthomonas campestris pv. batata. tomate.2 . – RS e SC. • Cydia pomonella. são as abaixo relacionadas. GO. AP e PA. caju. maçaranduba. sapoti. entendidas como aquelas não Quarentenárias cuja presença em plantas. Art. são: • PVC vírus.AC. porém não se encontram amplamente distribuídas e possuem programa oficial de controle.BA. • Sirex noctilio.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Caberá às Comissões de Defesa Sanitária Vegetal –CDSV a execução deste procedimento.passiflorae.. Pinus spp. banana. sua caracterização. já presentes no país.. abiu. bilimbi. § 2º As CDSV dos estados serão também responsáveis pela apresentação de Planos para o estabelecimento de Áreas Livres ou de Baixa Prevalência de Pragas. § 1º As pragas listadas neste artigo deverão ser objeto de Planos de Controle e Planos de Ações Preventivas elaborados pelas Comissões de Defesa Sanitária Vegetal –CDSV e encaminhados ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV. carambola. jaca. batata. PE e PI. com os respectivos estados onde já foram detectadas: • Bactrocera carambolae. PA. AM . PR. cajá. gomuto. • Erwínia spp. 3º As Pragas Quarentenárias A2.-. pimenta picante. • PVY vírus. maracujá. AM. manga.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . 4º As Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas. MG. para aprovação.-PR. GO. maçã e frutas da família rosácea. 62 Módulo 1: 1. goiaba. BA. • Xanthomonas campestris pv. banana e Heliconia spp. citros. • Alternaria spp. citros. ingá e jujuba – AP. RS. batata. jambos. entendidas aquelas de importância econômica potencial. RR e TO. • Mycosphaerella fijiensis. • Ralstonia solanacearum raça 2. MT. RS e SC. • Xanthomonas axonopodis pv. • Guignardia citricarpa. desta Secretaria.

§ 2º Outras Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas deverão ser definidas por grupo específico de acordo com a Portaria MA nº 71. bem como as Análises de Risco de Pragas relacionadas aos organismos que ainda não constem da lista de Quarentenárias A1. além de outros.. 5º O Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV deverá providenciar o encaminhamento ao COSAVE dos documentos necessários para caracterização. com o apoio das CDSV. § 1º Os índices de tolerância para cada praga estão estabelecidos em Portarias específicas. após efetuar em levantamento de sua distribuição geográfica e de suas possibilidades de controle e erradicação. Parágrafo único. 3º.U. batata. por aquela entidade. de detecção ou caracterização de qualquer praga listada nos artigos 2º e 3º desta Instrução Normativa ou qualquer outra considerada inexistente no Território Nacional. • Rhizoctonia solani. batata e café. 3º da citada Portaria. publicada no D... 2º desta Instrução Normativa e dar publicidade aos já editados. para seus fiscais agropecuários. batata. Art.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 63 . 7º Determinar ao DDIV que promova a publicação em meio eletrônico e/ou gráfico dos Alertas Quarentenários ou Alertas Fitossanitários relacionados às pragas listadas no art. batata. desta Secretária. de 23 de fevereiro de 1999. proposta para o Brasil por aquele comitê. batata. conforme estabelecido pela Portaria Interministerial nº 290. As Delegacias Federais de Agricultura. Parágrafo único. batata. e estejam listados no artigo 2º desta Instrução Normativa. das pragas que ainda não estejam identificadas como Quarentenárias A2 para o Brasil e constem da art.O. • Streptomyces spp.2 . Art. § 3º As pragas citadas em outras normas e regulamentos relacionadas a material de propagação e que preencham os requisitos para sua caracterização como Não Quarentenárias Regulamentadas também deverão ser discutidas pelo grupo citado no parágrafo 1º deste artigo. 6º Estabelecer a obrigatoriedade da notificação ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV. batata. • Spongospora subterrânea. deverão divulgar documentos informativos como os Alertas Quarentenários. de 15 de abril de 1996. de 22 de fevereiro de 1999. Art. • Meloidogyne spp. por todas as entidades que realizem pesquisas na área de fitossanidade e pelas categorias profissionais diretamente vinculadas à área de defesa sanitária vegetal de qualquer órgão ou entidade do Sistema de Defesa Agropecuária. profissionais que atuam na área de controle de trânsito e Certificado Módulo 1: 1. e preparados os seus respectivos planos de controle e prevenção pelo Grupo Técnico Permanente citado no art. A divulgação da presença de nova praga no país deverá ser feita por esta Secretaria. • Phytophthora infestans. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • Fusarium spp. quanto à proposição de seus níveis de tolerância. • Ralstonia solanecearum.

2 . deverão ter prioridade em seu registro ou extensão de uso. no art. Luiz Carlos de Oliveira Instrução Normativa nº 06. 8º Determinar ao DDIV que gestione junto aos órgãos públicos que regulamentam o transporte aéreo. 2º da Portaria Ministerial 571.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Fitossanitário de Origem e aos meios de comunicação. como certificado Fitossanitário e Permissão de Trânsito. de 8 de dezembro de 1998 e o que consta do Processo MA nº 21000.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Deverá ser dada prioridade aos procedimentos de importação de material destinado à pesquisa científica. quando couber. interessados no trabalho de prevenção de pragas regulamentadas.114/34 e ao que preceitua sobre o tema o art. Art. aprovado pela Portaria Ministerial nº 574. 12 Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. ficando revogada a Portaria nº 181. Parágrafo único. 9º As pragas listadas nos artigos 2º e 3º desta Instrução Normativa.CFO. no uso de sua atribuição que lhe confere o art. de 8 de dezembro de 1998. (EM REVISÃO) Atrelada à implementação desta Instrução Normativa está um amplo Programa de Capacitação dos Técnicos da iniciativa privada credenciados a emitir o CFO. de 13 de março de 2000 (EM REVISÃO) O secretário da defesa agropecuária do Ministério Agricultura e do Abastecimento. ferroviário e rodoviário do País. devendo ser republicada periodicamente para atualização de seus dados. publicada no Diário Oficial da União de 8 de outubro de 1998. inciso IV do Regimento Interno desta Secretaria.000002/98-74.11 O não cumprimento das disposições desta Portaria sujeitará os infratores ao disposto no Decreto Lei nº 24.114. marítimo. Art. deverão estar incluídas nos itens de negociação dos protocolos internacionais celebrados por esta Secretaria. para que informem aos seus clientes das exigências fitossanitárias para o transporte de produtos vegetais. Art. conforme o caso. 83. Considerando a exigência da Certificação Fitossanitária pela Convenção Internacional de Proteção dos Vegetais e a importância da manutenção do patrimônio fitossanitário nacional para 64 Módulo 1: 1. tendo em vista o disposto no Decreto nº 24. Art. 259 do Código Penal. de 5 de outubro de 1998. que objetivem apoiar as ações de prevenção e controle das pragas mencionadas nos artigos 2º e 3º desta Instrução Normativa. de 12 de abril de 1934. Instrução Normativa nº 6. Art.10 As indicações de produtos Fitossanitários ainda não registrados para as pragas citadas nesta Portaria. orientando para que procurem os Serviços de Defesa Vegetal nos Estados para obtenção de maiores informações. de março de 2000. que estabelece o certificado fitossanitário de origem . fluvial.

resolve: Art.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 65 . Art. § 1º A instituição executora deverá submeter o programa de treinamento. a identificação do órgão controlador do sistema de certificação fitossanitária na unidade da federação. bem como uma unidade centralizadora e ou processadora de produtos vegetais. com antecedência mínima de 30 (trinta) dias. constantes dos anexos desta Instrução Normativa. Considerando a necessidade de harmonizar o modelo e os procedimentos da Certificação Fitossanitária de Origem aprovada pelo Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. organizado pela instituição executora de defesa sanitária vegetal na unidade federativa. após aprovação em treinamento específico. Parágrafo único. 3º Os CFO serão emitidos por Engenheiros Agrônomos ou Florestais nas suas respectivas áreas de competência. § 3º A origem de que se trata este artigo pode ser a propriedade rural. quando da emissão de CFOC.1º Alterar o modelo de Certificado fitossanitário de Origem –CFO. quando forem exigidos esses documentos para o trânsito interestadual ou internacional. certificando-se que estes tenham vindo acompanhados de seus respectivos CFO. potenciais veículos de pragas não quarentenárias regulamentadas ou Módulo 1: 1. § 1º Os Certificados serão necessários para o trânsito de produtos potenciais veículos de pragas quarentenárias A2 e das não quarentenárias regulamentadas e no atendimento de exigências específicas de certificação para o mercado interno e externo. Deverá fazer parte do modelo utilizado. sendo concedido um prazo de 12 meses para adequação às regras estabelecidas nesta Instrução Normativa. 2º Os Certificados serão emitidos para atestar a qualidade fitossanitária na origem das cargas de produtos vegetais.2 . de 12 de abril de 1934.Decreto24. § 4º A produção de material do propagação no Brasil deverá obedecer à sistemática da Certificação Fitossanitária de Origem. ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV. ou Permissões de Trânsito quando oriundos de outras unidades da federação. § 6º As unidades centralizadoras. ou houver exigências específicas de certificação fitossanitária na produção. conforme o caso. § 2º O treinamento referido neste artigo deverá abordar as normas sobre o trânsito de vegetais e seus produtos. § 2º Os Certificados subsidiarão. deste Ministério. § 7º O estabelecimento de lotes só pode ser feito com produtos de mesma espécie e que tenham preferencialmente características fitossanitárias semelhantes e mesma origem. Art. deverão estabelecer lotes dos produtos recebidos.114. da Secretária de Defesa Agropecuária – SDA. bem como instituir o Certificado Fitossanitário de Origem Consolidado CFOC. § 5º A emissão de CFOC se dará quando da certificação em unidade centralizadora. a partir da qual saem cargas destinadas a outras unidades da federação ou a pontos de saída para o mercado internacional. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas preservação da competitividade da agricultura brasileira e garantia dos procedimentos de certificação fitossanitária. a emissão das Permissões de Trânsito ou Certificados Fitossanitários.

conforme modelo anexo. ou visto. § 4º Após o treinamento sobre a nova praga. § 1º A credencial deverá indicar o ano do credenciamento e siglas da unidade da federação correspondente.2 . que emitirão credencial numerada e seqüencial. § 5º O Ministério da Agricultura. os profissionais habilitados poderão fazer a extensão de seu credenciamento para novas pragas que necessitem de certificação. Art. permanentemente. junto ao CREA da unidade da federação onde atuará após o credenciamento. o profissional deverá assinar ficha de autógrafo. § 2º Para recebimento da credencial. controle e prevenção dessas pragas e com duração mínima de 16 (dezesseis) horas. requerer à instituição executora da defesa sanitária vegetal a realização de treinamento específico para determinada praga. por meio da Secretaria de Defesa Agropecuária –SDA. o órgão executor de defesa sanitária vegetal será responsável pela notificação aos técnicos credenciados para emissão de CFO da sua ocorrência. 5º Todas as vezes que uma praga classificada como Quarentenária A2 ou não Quarentenária Regulamentada seja introduzida ou estabelecida em uma unidade de federação ou região dessa unidade da federação indene. para que órgão credenciador emita a extensão do credenciamento. § 1º Uma vez credenciados para a emissão de certificados Fitossanitários. objetivando conferência de assinaturas. sintomatologia. § 2º Para obter a extensão citada. § 4º No ato de inscrição para o treinamento o profissional deverá apresentar comprovante de seu registro. e da necessidade de providenciarem a extensão de seus credenciamentos quanto a essa praga. nos seus diferentes estágios de desenvolvimento. estando a partir desse momento habilitado a emitir os certificados. a qualquer tempo. bem como os aspectos sobre biologia. Pecuária e Abastecimento poderá. sendo o credenciamento específico para cada praga. 66 Módulo 1: 1. § 3º O treinamento deverá ser ministrado em segmentos de acordo com as pragas que se pretende conter a disseminação. Art. que por sua vez o encaminhará a um especialista na praga para a qual se deseja o credenciamento. o profissional deverá solicitá-la ao órgão executor de defesa sanitária vegetal que o credenciou. se entender que existe a necessidade de ampliação do número de profissionais credenciados para emissão de CFO ou CFOC.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . § 3º Os órgãos executores de defesa sanitária vegetal deverão manter.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas quarentenárias A2. sem a necessidade de passarem por curso completo. credenciados para procederem a capacitação e reciclagem dos profissionais que atuam na certificação fitossanitária e no seu controle. 4º Os profissionais aprovados em cada curso serão credenciados junto aos órgãos executores da defesa sanitária vegetal nas unidades da federação. especialistas em pragas quarentenárias A2 e não quarentenárias regulamentadas. o especialista credenciado emitirá um certificado atestando que o profissional está apto a identificar e controlar a praga no campo.

sendo a reincidência motiva de descredenciamento. para registro de informações pelo profissional credenciado. 7º O CFO. terá validade de até 15(quinze) dias. ou livro de registro de lotes. deverá conter as seguintes informações: a história da cultura. §3º O registro de acompanhamento de que trata este artigo será realizado pelo profissional credenciado e assinado também pelo produtor ou responsável pelo estabelecimento.2ª via: para a instituição executora da defesa sanitária vegetal na unidade da federação. citado neste artigo. as anotações das principais ocorrências fitossanitárias. Art.3ª via: para o emitente. e outros dados julgados necessários pelo profissional.1ª via: para o produtor. onde deverão constatar o número dos CFO e ou Permissões de Trânsito oriundos das cargas que os compuseram. as datas de inspeção das lavouras ou viveiros que serão objetos da emissão do CFO.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 67 . deverão manter obrigatoriamente no local. com a seguinte destinação: I . Parágrafo único. a partir de sua emissão em 3 (três) vias. com páginas numeradas. 8º O CFOC. § 2º O responsável por unidade centralizadora ou processadora de produtos vegetais. § 1º O livro. o qual deverá informar imediatamente o fato à representação do Ministério da Agricultura.1ª via: para o proprietário do estabelecimento.2 . § 1º A falta de registro no livro de acompanhamento de campo. com a seguinte destinação: I . O CFO só terá validade no original e sem rasuras. II . resultará na suspensão do sue credenciamento e na apuração formal dos fatos. § 3º Não havendo comprovação de má fé. o profissional poderá ser novamente credenciado após novo treinamento. 10 As faltas verificadas em relação ao CFO e CFOC serão formalmente apuradas pela instituição executora da defesa sanitária vegetal. acarretará advertência por escrito. § 2º A reincidência de rechaço de carga. as medidas de prevenção e controle adotadas para saná-las. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Art. Parágrafo único. de uma mesmo emitente de CFO ou CFOC. Art.2ª via: para a instituição executora da defesa sanitária vegetal na unidade d federação. tais como as condições climáticas e de solos. 6º Os responsáveis pelas propriedades rurais e unidades centralizadoras ou processadoras de produtos vegetais que necessitem de emissão de certificados fitossanitários. Pecuária e Abastecimento mais próxima para. livro próprio de acompanhamento. O CFO só terá validade no original e sem rasuras.3º via: para o emitente. terá validade de até 30 (trinta) dias para culturas perenes e de até 15 (quinze) dias para culturas anuais.9º As informações sobre o rechaço de produto para o qual foi emitido CFO ou CFOC deverão ser comunicadas ao órgão responsável pela emissão da Permissão de Trânsito da unidade da federação correspondente à origem do produto para apuração. Módulo 1: 1. II . deverá obrigatoriamente manter registro dos lotes. orientar sobre as medidas corretivas a serem adotadas. a partir de sua emissão em 3(três) vias. Art. III . III . Art.

13 Esta Instrução Normativa entra em vigor a partir da sua publicação.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas § 4º Os casos de comprovada má fé resultarão em descredenciamento imediato e em caráter irreversível. Parágrafo único. Art. 259. Arquitetura e Agronomia – CREA e encaminhado processo à esfera judicial para enquadramento nas penalidades previstas no Ar. sendo notificado o fato ao Conselho Regional de Engenharia. 12 Fica revogada a Instrução Normativa SDA nº 246. do Código Penal Brasileiro. do profissional.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .2 . Art. Luiz Carlos de Oliveira 68 Módulo 1: 1. 11 As instituições estaduais executoras de defesa sanitária vegetal e as Delegacias Federais de Agricultura – DFA’s das diversas unidades da federação. Art. Todas as propostas encaminhadas deverão ter sido apreciadas pelas Comissões de Defesa Sanitária Vegetal após serem ouvidas as partes interessadas. poderão propor regulamentação subsidiária ou complementar a esta Instrução Normativa à Secretaria de Defesa Agropecuária que analisará as proposições e publicará as alterações necessárias. de 30 de dezembro de 1998.

notadamente os representantes das Secretarias Estaduais de Agricultura. A responsabilidade do emitente é limitada ao período estabelecido e a produção da área acima identificada. Técnico responsável: CREA nº Credencial nº: ___________________. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Anexo I (modelo de CFO) Órgão Controlador do Sistema de Certificação Certificado Fitossanitário de Origem – CFO Nº Nome do produtor: cgc/cpf: Propriedade: município: Endereço: Viveirista __ Produtor __ registro nº Cultura: variedade/cultivar: área/nº mudas: plantio Colheita: Praga: nome científico: fase da cultura: Agrotóxico: ingred. com vistas a impedir ou minimizar a disseminação de pragas de regiões onde algum foco foi estabelecido para regiões indenes. que estabelece o modelo de formulário e regulamenta a permissão de trânsito. de 27 de março de 2000. Foi amplamente discutida com técnicos que atuam em fitossanidade. Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 69 . Declaração adicional: Este certificado é válido por ________ dias e será nulo se rasurado.2 .____de __________ de____________ __________________________________________________________________ Assinatura e carimbo Instrução Normativa nº 11. ativo: dose data(s) e modo de aplicação: Obs: Certifico. que mediante acompanhamento a(s) cultura(s) acima especificada(s). Pode-se considerar esta Instrução Normativa como o principal instrumento regulador do trânsito interno de vegetais no país. está(ão) livre(s) de Pragas Quarentenárias A2 E Não Quarentenárias Regulamentadas.

de 27 de março de 2000. a identificação do órgão responsável pela emissão das Permissões.712. Considerando as notificações de introdução de pragas regulamentadas em áreas indenes do território nacional. que deverá ser utilizado pelos organismos responsáveis pela defesa fitossanitária em todas as Unidades da Federação. ficando sua definição a critério do técnico emitente. § 2º Não poderá ser delegada a emissão da Permissão de Trânsito a qualquer organismo estadual que atue na área de assistência técnica ou extensão rural. do Ministério da Agricultura.83 inciso IV. dentro de suas respectivas áreas de competência. constante na Instrução Normativa que trata do Alerta Máximo. §1º Deverá fazer parte do modelo utilizado. Pecuária e Abastecimento. do regimento Interno da Secretaria. apresentado no anexo I desta Instrução Normativa. 3º A Permissão de Trânsito deverá ser emitida para todos os vegetais potenciais veículos das pragas presentes na lista de pragas Quarentenárias A2 e Não Quarentenárias Regulamentadas.2ª via. 2º A emissão da Permissão de Trânsito só poderá ser realizada por Engenheiros Agrônomos ou Florestais. Pecuária e Abastecimento. no uso da atribuição que lhe confere o art. que exerçam função de fiscalização. de 8 de dezembro de 1998.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . o que consta do Processo 21000. Considerando a lista para o Brasil de pragas quarentenárias A2 e não quarentenárias regulamentadas. para o interessado. de 20 de novembro de 1998. 70 Módulo 1: 1.005811/99-90. e III . sendo: I .(EM REVISÃO) O secretário de defesa agropecuária. Considerando a necessidade de fiscalizar os procedimentos de certificação fitossanitária de origem em relação às pragas quarentenárias A2 e não quarentenárias regulamentadas. 1º Estabelecer o modelo único da Permissão de Trânsito. e Considerando a necessidade de harmonizar modelo e procedimentos para emissão da Permissão de Trânsito pelas Unidades da Federação. resolve: Art.3ª para a instituição executora da defesa sanitária vegetal na Unidade da Federação. § 1º A Permissão de Trânsito terá prazo máximo de validade de 15(quinze) dias a partir de sua emissão.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Instrução Normativa nº 11. Art. pertencentes aos organismos estaduais de defesa vegetal.1ª via. Considerando a importância da manutenção do patrimônio fitossanitário nacional para prevenção da competitividade da agricultura brasileira e garantia dos procedimentos de certificação fitossanitária. II . §2º A Permissão de Trânsito deverá ser emitida em 3(três) vias de igual teor. a Permissão de Trânsito poderá ser emitida pelo Ministério da Agricultura. Art. sempre que o produto sair da Unidade da Federação onde ocorra a praga. Em casos especiais. para outra indene. o disposto na Lei nº 9. aprovado pela Portaria Ministerial nº 574.2 . para o técnico credenciado emitente.

Art. citados no caput deste artigo. haverá necessidade de emissão da Permissão de Trânsito. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas § 1º Não poderá ser exigida a emissão da Permissão de Trânsito nos casos de Unidades da Federação onde a praga está presente para outra onde ocorra a mesma praga e não haja programa oficial de controle aprovado pelo Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDI.5. ou seja. de 3 de Outubro de 1995. conforme consta no anexo II. compostos por cargas certificadas por diferentes CFO’s ou mesmo Permissões de Trânsito. que se encontra na Portaria nº 641. aprovadas pelo DDIV. de 10 de outubro de 1995. ficando revogada o item 8. Art. § 1º A exigência da Permissão de Trânsito por Unidade da Federação onde uma praga está presente. em cada barreira fitossanitária.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 71 . § 3º A Permissão de Trânsito poderá ser emitida para lotes de produtos. tenham que transitar por Estados indenes e sejam oriundos de áreas com presença de pragas Quarentenárias A2 ou Não Quarentenárias Regulamentadas. publicada no Diário Oficial da União de 18 de setembro de 1998. Art. visando o estabelecimento de Áreas livres ou Zonas de Baixa Prevalência das referidas pragas. conforme regulamento específico que trata dos Certificados Fitossanitários de Origem. junto ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal – DDIV. mas apresentam áreas Livres ou Zonas de baixa prevalência estabelecidas para ela. só será permitida para as rotas de risco. § 2º O estabelecimento de Áreas Livres de Pragas deverá seguir a sistemática estabelecida pelo Standard do Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul – COSAVE.2 . Anexo V-XXV da Portaria nº 151. com o carimbo próprio de identificação padronizado. 6º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. 5º A Permissão de Trânsito deverá ser carimbada e assinada por um fiscal. § 2º Quando os vegetais ou seus produtos. de 15 de setembro de 1998. 4º Somente será permitida a cobrança de Permissão de Trânsito referente a pragas já existentes no Estado. publicada no Suplemento do DOU. Luiz Carlos de Oliveira Módulo 1: 1. quando o organismo oficial estadual comprovar a existência de trabalhos técnicos para o controle e erradicação destas pragas. quando os produtos transitem pelas respectivas áreas estabelecidas.

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Anexo I (modelo de permissão de trânsito) Órgão Executor Permissão de trânsito de vegetais Nº_______________ Série: __________ Credencial Nº__________________ Origem de produto Nome:_________________________________________________________________________ Estabelecimento: _________________________________________________________________ Endereço:_______________________________________________________________________ Município:_______________________________________uf:____________________________ Produtor: Viveirista Comerciante Registro nº Produto Vegetal Espécie:__________________cultivar:___________qte:________________cfo/cfoc_______ Espécie:__________________cultivar:___________qte:________________cfo/cfoc_______ Espécie:__________________cultivar:___________qte:________________cfo/cfoc_______ Destinatário Nome:__________________________________________________________________________ Estabelecimento:__________________________________________________________________ Endereço:________________________________________________________________________ Município:______________________________________UF:__________________________________ Transportador X itinerário Veículo:______________________placa nº_____________carreta placa nº____________ Município:__________________________________________________uf:_________________ Itinerário¹:______________________________________________________________________ Documentos que acompanham Nota fiscal ou do produtor nº______________de ________ de ___________ de ____ Declaração adicional² Validade: até _____/______/_____ (nula se rasurada) Local: ______________________________________________data: ______/_____/______ ________________________________________ Assinatura/carimbo do Fiscal ¹ No itinerário as rodovias e outras informações que julgar necessárias ² Declarar tratamentos e outras informações relacionados à sanidade da partida 72 Módulo 1: 1.2 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .

fundamentada em Certificado Fitossanitário de Origem .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 73 . de 12 de maio de 1943. no menor espaço de tempo. no Decreto Lei nº 5. elas deverão vir acompanhadas de Permissão de Trânsito. aprovado pelo Decreto nº 24. 4º É obrigatória a emissão de Permissão de Trânsito de Vegetais . e o que consta do Processo n° 21000. a Permissão de Trânsito deverá garantir que o produto certificado é proveniente de seu próprio território ou. § 2º Quando a partida for oriunda de unidade da federação em que a praga está presente. do Regimento Interno da Secretaria. poderão ser demarcadas áreas indenes e declaradas livres da Sigatoka Negra. delimitar a extensão da área afetada e implementar imediatamente as medidas preconizadas no Plano Emergencial. de 8 de dezembro de 1998. No caso de identificação da praga. Art. mesmo para Módulo 1: 1. oficialmente reconhecido. objetivando o efetivo controle da praga.004190/2002-84. Parágrafo único. no uso da atribuição que lhe confere o art. § 1º Quando a partida for oriunda de unidade da federação indene. de 21 de junho de 2002 O Secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura.DDIV. resolve: Art. Nas unidades da federação onde a praga está estabelecida ou vier a se estabelecer. de acordo com os Procedimentos para Caracterização de uma Área ou Local de Produção Livre da Praga Sigatoka Negra. de 12 de abril de 1934. desta Secretaria. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Instrução Normativa nº 41. Art. 1º Determinar os procedimentos a serem adotados pelas unidades da federação onde for detectada a presença da praga Sigatoka Negra . Art.Mycosphaerella fijiensis (Morelet) Deigton. aprovado pela Portaria Ministerial nº 574. constantes do anexo. a possível ocorrência da praga no seu território. 2º Aprovar os Procedimentos para Caracterização de Área ou Local de Produção Livre da Praga Sigatoka Negra . quando se tratar de partida com produtos oriundos de outras unidades da federação. poderão ser estabelecidas outras medidas fitossanitárias para mitigação do risco.2 . e seus cultivares) entre todas as unidades da federação.478. desde que o estado comprove essa condição ao Departamento de Defesa e Inspeção Vegetal .PTV.CFO e no acompanhamento e supervisão pelo órgão estadual de defesa vegetal. da unidade da federação de origem da carga. Pecuária e Abastecimento. ou mesmo internamente naquelas em que exista área ou local de produção livre. Parágrafo único. § 3º Em função do resultado de auditorias e aplicação dos princípios de análise de risco. previstos no anexo desta Instrução Normativa. para o trânsito de plantas e partes de plantas de bananeira (Musa spp. cujo número deverá ser informado na nova PTV. regulamentada por ato da Secretaria de Defesa Agropecuária.Mycosphaerella fijiensis ( Morelet ) Deigton. 29 e 32 do Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. a Permissão de Trânsito deverá garantir que o produto certificado é proveniente de área ou local de produção livre.114. 3º O órgão executor de defesa sanitária vegetal em cada unidade da federação deverá implementar levantamentos periódicos para detectar. 83 inciso IV. nos termos do disposto nos arts.

e no art. 5º Quando se tratar de produtos a que se refere o artigo anterior. 11. 259.2 . 3º. e seus cultivares). não cabendo aos proprietários. desta Secretaria. § 4º A obrigatoriedade da Permissão de Trânsito emitida por unidade da federação indene entrará em vigor 120 (cento e vinte) dias após a publicação desta Instrução Normativa. de imóveis ou propriedades. que repassarão imediatamente as informações ao DDIV. Art. Art. 9° O descumprimento das exigências desta Instrução Normativa configurará os crimes previstos no art. sobretudo da certificação fitossanitária. visando a impedir o seu avanço. § 2º Os órgãos estaduais de defesa sanitária vegetal serão responsáveis por garantir que. após análise e aprovação dessas medidas pelo DDIV. da Instrução Normativa nº 11. 8º As suspeitas e ocorrências da praga Sigatoka Negra deverão ser notificadas às autoridades fitossanitárias mais próximas.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas unidades da federação consideradas indenes. de 12 de fevereiro de 1998. aeroportos. nas áreas infestadas. Art. Art. 7º O DDIV coordenará as atividades de prevenção e controle da praga Sigatoka Negra em todo território nacional.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . 61. arrendatários ou ocupantes a qualquer título. das plantas eliminadas por força desta Instrução Normativa. terminais rodoviários e postos utilizados no trânsito interno de plantas e partes de plantas de bananeira (Musa spp. Art. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação. 10. objetivando incrementar o cumprimento da presente Instrução Normativa. § 1º É proibido trânsito de plantas e partes de plantas de bananeira oriundas de áreas infestadas. 6º As Secretarias de Agricultura ou órgãos de defesa vegetal nas unidades da federação deverão fortalecer os trabalhos nas barreiras interestaduais. os bananais infestados ou abandonados e as bananeiras abandonadas serão eliminados. de 7 de junho de 2001. para áreas ou locais de produção livres de Sigatoka Negra. e implicará o cancelamento do reconhecimento oficial de área ou local de produção livre de Sigatoka Negra. Art. desta Secretaria. não se aplica o disposto no art. Luiz Carlos de Oliveira Anexo Procedimentos para caracterização de área ou local de produção livre de Sigatoka Negra 74 Módulo 1: 1. indenização no todo ou em parte. Art. sejam de âmbito federal ou estadual. de 27 de março de 2000. da Lei nº 9. do Código Penal. portos.605. Fica revogada a Instrução Normativa nº 23.

Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 75 . estando adjacente a uma Área ou Local de Produção Livre de Pragas.3 .Descrever a situação da cultura da banana na unidade da federação (área plantada. 1.Elaborar mapa geo-referenciado. para determinar se a praga está presente).Da caracterização da cultura da banana e situação da Sigatoka Negra na unidade da federação. em uma área considerada indene. Área infestada . 1. sendo esse fato demonstrado por evidência científica e na qual.Levantar. 1.Do levantamento para detecção da praga (conduzido pelo órgão executor de defesa vegetal na unidade da federação. sistemas de cultivo - tecnologias aplicadas e procedimentos de colheita e pós-colheita. 1 . identificando: 1.área urbana ou rural. 1.1 . variedades cultivadas.área delimitada em torno de área infestada na qual existe a maior probabilidade de surgimento de novos focos da praga e.área que mantenha distância de segurança de área infestada na qual a praga específica não está presente e está oficialmente controlada.2 . em mapa cartográfico.área onde não se tem relato de ocorrência da praga específica. portanto. destino da produção. 2 . 1.1 . onde foi detectada a praga. de forma apropriada.2 . sendo este fato demonstrado por evidência científica e na qual.Áreas de produção comercial.direta e indireta).3. considera-se: Local de produção livre de praga .Focos de ocorrência da praga.área onde uma praga específica não ocorre. porém não demonstrado por evidência científica ou para qual não haja efetivo controle oficial. deve ser alvo de levantamentos mais constantes e apurados. com a delimitação de seus limites.a propriedade ou grupo de propriedades vizinhas que aplicam medidas similares de manejo e controle fitossanitário.Fornecer informações sobre dados climatológicos da região. e onde são adotadas medidas fitossanitárias para prevenir a entrada e disseminação da praga na área ou local livre.1 . Módulo 1: 1.2 . esta condição está sendo mantida oficialmente por um período de tempo definido.3. Área livre de praga .Das diretrizes para levantamentos fitossanitários da sigatoka negra 2. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Para efeito destes procedimentos. estimativa de produção. de forma apropriada. Área indene . as rotas de trânsito de banana no estado. Área de provável expansão . essa condição está sendo mantida oficialmente. em que uma praga específica não ocorre. Área tampão . quantidade de mão-de-obra empregada na cadeira produtiva .4 .

1. 2.Num raio de até 10 km do foco da praga.2 . 2.Amostragem das plantas a serem inspecionadas. a cada 3 meses. 2.Amostragem das áreas a serem inspecionadas: 2. inspecionar no mínimo 5 plantas adultas.4 .1 . 2.1.3 .Do levantamento para certificação da produção e manutenção do reconhecimento de Área ou Local de Produção Livre de Sigatoka Negra. por hectare.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 2. em 30% das propriedades.1.Num raio de 10 a 30 km do foco da praga.1.Em área tampão. por hectare.Em área livre.Em área urbana e área rural não comercial.1.4 .Da seleção e inspeção das plantas.Nas áreas indenes. inspecionar 5% das propriedades ou quarteirões. 2. no mínimo. inspecionar 3 plantas adultas.2.1. 2. 2.2. por hectare. e 2. próximas do florescimento.Periodicidade dos levantamentos nas propriedades rurais com produção não comercial e zonas urbanas.Num raio de 30 a 70 km do foco da praga.2 .4 .1 .3.2 . próximas do florescimento.3 . inspecionar 3 plantas adultas. a cada 6 meses. por hectare.1.1 .Nas estradas que sejam rotas de risco para a praga.3 .Em área de provável expansão.3. deverão ser realizadas inspeções.2. por hectare.3.1. próximas do florescimento. inspecionar 3 plantas adultas.Do levantamento para delimitação da praga (conduzido pelo órgão executor de defesa vegetal na unidade da federação para estabelecer os limites de uma área considerada como infestada por uma praga).1.1 .1 .3 . 2.1.3 .2.Nas áreas tampão.1. 2. 76 Módulo 1: 1. próximas do florescimento. inspecionar 2% das propriedades ou quarteirões. 2. inspecionar 5% das propriedades ou quarteirões.Em área indene. em 10% das propriedades. 2. em 50% das propriedades existentes às suas margens. inspecionar 1% das propriedades ou quarteirões. 2. próximas do florescimento. devidamente registradas em livro próprio da propriedade. o técnico responsável pela emissão de CFO.2 . inspecionar no mínimo 3 plantas adultas. por hectare.2 .Nos bananais comerciais.1.Nas áreas livres.1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . 2. deverão ser realizadas inspeções. O número de plantas inspecionadas deverá ser no mínimo de 10 (dez) por hectare.1 .1. 2. 2. deverá realizar inspeções quinzenais.2 . a cada 2 meses. deverão ser realizadas inspeções.2.2. 2.1. inspecionar 3 plantas adultas. no mínimo. 2.3.1. no mínimo.Em área de produção comercial. em 50% das propriedades.2 . próximas do florescimento.

2 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 77 .Descrever a existência de possíveis barreiras naturais que dificultem o avanço da praga. 3 .8.Situação fundiária da propriedade. 3.). ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 2. 3. etc.Quando observar algum indício sobre a presença da praga.8.8.Avaliar todas as folhas de cada uma das bananeiras selecionadas.1 .Documentar os levantamentos oficiais realizados durante um ou mais anos que antecedem o período em que ocorrerá a declaração de Local de Produção Livre ou Área Livre da Praga.A seleção das plantas deverá considerar uma distribuição uniforme e representativa do lote inspecionado e a premissa de que sejam plantas adultas.9. coletar material e enviar para análise em laboratório credenciado.2 . 3.Identificação das cultivares e idade dos plantios de banana em produção e formação.Considerar uma distância mínima de 70 km de possíveis fontes de infestação da praga.8 .PTV.8.Fazer o cadastramento das propriedades da área ou local de produção livre da praga atendendo os seguintes pontos: 3. 3. Módulo 1: 1. 3.3 .Nome do produtor.4. 3.6 .2 .8. inclusive para rotas de trânsito.5 .1 . desprezando a vela. estabelecendo uma área tampão. 3. 3. 2.8.Localização da propriedade com GPS.7 .Elaborar plano emergencial a ser aplicado em caso de surgimento de foco da praga na área ou local de produção livre da praga.4 . 3. próximas do florescimento e aquelas que apresentem sintomas suspeitos. 3.2 .Da delimitação e medidas oficiais adotadas para caracterização da área ou local de produção livre de sigatoka negra 3. 3. 3.4.4 .1 .CFO. 2.Obedecer aos limites oficialmente reconhecidos (estradas. designados para atuar na região da área ou local de produção livre da praga.Destino da produção.1 .Estimativa da produção anual (kg). rios.Relacionar os fiscais estaduais agropecuários credenciados para emissão da permissão de trânsito de vegetais .9 . 3.7 .8.6 . que deverão: 3.Fiscalizar previamente as casas de embalagens para garantir que elas não tenham processado bananas de nenhuma outra área que não esteja cadastrada.3 .Nome do responsável técnico para emissão de certificado fitossanitário de origem .4.5 .Elaborar mapa geo-referenciado com as propriedades que possuem plantios comerciais de banana dentro dos limites da área ou local de produção livre de sigatoka negra.

2 .Notificar ao órgão de defesa estadual qualquer presença suspeita ou efetiva da praga. sem retorno.Manter o registro dos procedimentos de cultivo.11. medidas e levantamentos fitossanitários executados no período autorizado.4 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .Mapa geo-referenciado das barreiras fitossanitárias existentes para o controle do trânsito com descrição dos recursos materiais e humanos de cada barreira e escalas de plantão.9. da Superintendência Federal de Agricultura.Utilizar embalagens novas.6 .Eliminar bananais ou plantas abandonadas.Aplicar os métodos de manejo recomendados. deverá realizar no mínimo 2 auditorias por ano.Os fiscais estaduais agropecuários deverão emitir as PTV`s no próprio local de embalagem e carregamento da partida.A caracterização de local de produção livre de sigatoka negra só poderá se dar quando este estiver inserido dentro de área em processo de caracterização como área livre de sigatoka negra.3 . 3.11. 4 . 3.11.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 3.11.Regulamentação.O DSV em conjunto com o SEDESA.3 .2 .2 .1 . 3.11. pela autoridade competente da unidade da federação.1 . relatórios bimensais sobre todas as atividades desenvolvidas na área ou local de produção livre da sigatoka negra e em todas as demais áreas relativas à praga.5 .12 .13 .Introduzir somente material de propagação livre da praga. 4. 3.2 . definidas por este regulamento.Da supervisão para manutenção da situação de área ou local de produção livre de sigatoka negra 4.Implantar mecanismos que garantam que os veículos que entrem na área ou local de produção livre sejam desinfetados. 3.11. 5 . 3.1 . na unidade da federação. Pecuária e Abastecimento. por meio do SSV/DFA.11 .Inspecionar as propriedades cadastradas para verificação da conformidade com as medidas fitossanitárias estabelecidas por este regulamento. 78 Módulo 1: 1.O órgão responsável pela defesa sanitária vegetal na unidade da federação deverá encaminhar ao DDIV. 3. 3. lacrar o caminhão e anotar o número do lacre na PTV.O órgão responsável pela defesa sanitária vegetal na unidade da federação deverá supervisionar todos os setores envolvidos no processo de certificação garantindo a realização de todos os levantamentos e medidas fitossanitárias de controle estabelecidas por este regulamento. 3. entre as quais: 3. 3. de medidas de prevenção a serem adotadas obrigatoriamente. nas áreas ou locais de produção livres.10 .9.Da identificação do produto e segurança fitossanitária da partida 5.

que afetem determinadas culturas de expressão. 5. objetivando uma ação imediata. controle ou a erradicação de alguma ocorrência de ordem fitossanitária.2 .Identificar. visando o controle desse mal. lança-se mão de recursos específicos. Pecuária e Abastecimento. O objetivo básico de uma campanha é o equacionamento emergencial de determinados problemas fitossanitários.Transportar o produto embalado em caminhões lacrados. 6 . algum incidente que predisponha ou estabeleça condições propícias ao surgimento. Diante desse quadro.2 . Atualmente o Ministério da Agricultura.O DSV deverá analisar o processo e proceder à auditoria técnica para verificar a conformidade na aplicação das medidas fitossanitárias estabelecidas por este regulamento. 6. que afetam as culturas de expressão econômica. através de estabelecimento de normas e procedimentos específicos. cabe ao Governo mobilizar os meios necessários. 3 .O DSV deverá publicar ato de reconhecimento oficial da situação da área ou local de produção e dar ampla divulgação a todas as SFA’s e aos órgãos estaduais de defesa vegetal. nas embalagens. através da Coordenação de Proteção de Plantas – CPP/Departamento de Sanidade Vegetal – DSV – MAPA.Campanhas fitossanitárias Quando por fatores climáticos. a origem do produto. coordena as seguintes Campanhas fitossanitárias: • Campanha Nacional de Erradicação de Cancro Cítrico • Programa de Controle do Gafanhoto • Programa de Controle do Bicudo do Algodoeiro • Programa de Controle da Vassoura de Bruxa • Programa de Controle da Mosca das Frutas • Programa de Controle do Moko da Bananeira • Programa de Controle da Vespa da Madeira • Programa de Controle da Cydia pomonella • Programa de Controle do Nematóide de Cisto da Soja • Programa de Controle da Mosca Branca Módulo 1: 1. desequilíbrio biológico. erupção ou introdução de pragas. Campanha fitossanitária é a união de esforços. com vistas a se manter a rentabilidade destas culturas em determinada região do país.Do reconhecimento e manutenção da situação de área ou local de produção livre de sigatoka negra 6. cobertos com tela fina (tipo sombrite).1 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 79 . causando prejuízos de grande monta para a economia do país. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 5.2 .3 . visando a prevenção. surgem as Campanhas fitossanitárias para cuja execução.

de maneira mais eficiente e econômica. referente à evolução presente e futura das pragas e doenças mais importantes da cultura trabalhada. procurando proteger a entomofauna. constituindo-se numa iniciativa pioneira e já vitoriosa. A defesa sanitária vegetal. numa nova mentalidade na concepção de proteção dos cultivos. operacionalizada através de um Sistema de Estações de Avisos Fitossanitários. permitindo-lhes assim. utilizando-se de todos os meios de luta disponíveis. para a maior parte das culturas. Com esse trabalho espera-se: • reduzir o custo de produção. onde a preocupação maior com a racionalização do uso dos agrotóxicos. é o de determinar. um Sistema de Avisos Fitossanitários. é composto por uma rede de Estações. vem evoluindo há muitas décadas. os períodos de risco de ataque dos seus principais inimigos. As estações atuam como verdadeiros escritórios de informações biológicas regionais. os mecanismos necessários à realização de um bom controle das pragas e doenças em suas propriedades. O objetivo geral é implantar em uma determinada região. mantendo ao mesmo tempo o equilíbrio biológico nas culturas. no decorrer dos anos. que dê aos agricultores. Essa atividade. as condições climáticas. • proteger o ambiente do uso intensivo e indiscriminado de agrotóxicos. amplamente disseminada nesses países. organizadas de tal modo que são capazes de responder diariamente a todo pedido de informação. Essa atividade existe por mais de uma década em nosso país. a colheita de produtos sadios. • evitar o desequilíbrio biológico. 80 Módulo 1: 1. localizadas em pontos estratégicos do território nacional. nos países desenvolvidos. associa-se a uma preocupação com a produtividade. em direção a uma tecnologia de trabalho. • reduzir o nível de resíduos de agroquímicos em produtos para o consumo. através da utilização racional de agrotóxicos. O sistema de avisos fitossanitários que vem sendo implantado no Brasil. O papel essencial das estações de avisos.Programa de estação de avisos fitossanitários Estação de avisos fitossanitários é um sistema de alerta que visa identificar. biológicas e fenológicas favoráveis ou não ao desenvolvimento de uma doença ou praga em determinada cultura. os cuidados ambientais e a saúde do agricultor e do consumidor.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . de modo a viabilizar um controle das pragas e doenças que atacam as culturas. • aumentar a produtividade das culturas através da redução das perdas provocadas por pragas e doenças.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 4 . constitui-se. tendo conquistado o respeito e a credibilidade junto ao público atendido. através de monitoramento. especialmente países da Europa Ocidental e Estados Unidos da América.2 . além de um instrumento efetivo de luta.

nas áreas trabalhadas. poderemos vir a ter soluções definitivas e econômicas para os problemas fitossantários de nossas lavouras. são capazes de detectar com precisão uma futura ocorrência da praga ou da doença trabalhada. uma redução de 60 a 70% do número de aplicações de agrotóxicos. que precisa de muita persistência. bem como. possibilitando aos agricultores tomarem conhecimento do iminente ataque às suas lavouras. estaduais e federais. Atualmente o Ministério da Agricultura. que são divulgados através dos meios de comunicação existentes na região. através da Coordenação de Proteção de Plantas – CPP/Departamento de Sanidade Vegetal –DSV. Esse trabalho técnico tem como base científica a inter-relação existente entre as diversas fases do ciclo vegetativo das plantas e a biologia das pragas e patógenos das culturas estudadas. utilizando-se de um modelo matemático pré-estabelecido. Pois só assim.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 81 . além de um menor comprometimento do ambiente. do apoio incondicional e constante dos produtores. Módulo 1: 1. Pecuária e Abastecimento. continuidade e sistematização para a obtenção. os técnicos da Estação. aliadas às condições climáticas reinantes em cada momento considerado. Essa tecnologia vem permitindo. bem como.MAPA. participação e esforço técnico. processamento e análise das informações sobre os métodos e técnicas dos tratamentos empregados. dos técnicos e das autoridades municipais. coordena as seguintes Estações de Avisos: • Município de Fraiburgo-SC: maçã • Município de São Joaquim–SC: maçã • Município de São José–SC: tomate • Município de Guarapuava–PR: maçã • Município de São José do Rio Claro-MT: seringueira • Município de Viçosa–MG: tomate A implantação de uma Estação de Avisos é um trabalho de médio em longo prazo. Em seguida. são então elaborados os Avisos fitossanitários. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas O programa de estações de avisos fitossanitários visa dar organização. Com esses dados. dos procedimentos a serem adotados e dos métodos de controle a serem empregados para evitar possíveis prejuízos econômicos.2 . propiciando uma economia de até 20% no custo de produção.

as medidas fitossanitárias deverão ser modificadas rapidamente por inclusão das proibições. A interpretação e a instrumentação dos princípios gerais constantes da CIPF devem ser coerentes com as previsões relevantes a serem estabelecidas no contexto da Organização Mundial do Comércio – OMC. quando se dispõe de novas informações. 5 . Os princípios gerais indicam o processo de desenvolvimento de medidas fitossanitárias aplicáveis ao comércio internacional. 4. Princípios gerais 1 – Soberania Com o objeto de prevenir a introdução de pragas quarentenárias em seus territórios.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . restrições e exigências fitossanitárias.Modificação Quando as condições se alteram. Adicionalmente aos princípios gerais. existem outros específicos para áreas particulares da atividade quarentenárias. Estes princípios específicos apóiam diretamente a Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária –CIPF ou estão relacionados a procedimentos particulares dentro do sistema de quarentena vegetal. 2 .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas D – Harmonização a) Princípios de quarentena vegetal O objetivo básico na formulação dos princípios constantes do Quadro 1. ou por remoção daquelas consideradas desnecessárias. produtos básicos e remessas. assim como. 82 Módulo 1: 1. se reconhece que os países podem exercer o direito de soberania para utilizar medidas fitossanitárias que regulem a entrada de plantas e produtos vegetais e outros materiais capazes de abrigar pragas vegetais. incluindo as justificativas e fundamentação de tais medidas. 3 . para prevenir a introdução de pragas quarentenárias.Necessidade Os países poderão instituir medidas restritivas somente quando tais medidas se façam necessárias por considerações fitossanitárias.2 . Esta relação está indicada no quadro 1.Mínimo impacto As medidas fitossanitárias devem ser consistentes com o risco de pragas envolvidas e deverão representar a medida da menos restritiva disponível que resulte no mínimo impedimento ao movimento internacional de pessoas. restrições ou requerimentos necessários para seu sucesso.Transparência Os países deverão publicar e distribuir as proibições. é o de facilitar o processo de desenvolvimento de standards internacionais sobre quarentena vegetal. Considera-se a adoção destes princípios pelas autoridades fitossanitárias como barreiras ao comércio. abaixo.

15 . 13 . os países deverão utilizar métodos de análise de risco baseados em evidências biológicas e econômicas. 11 . tão logo seja possível. em cujos territórios se encontram áreas livres.2 . quando estão enfrentando uma situação fitossanitária nova e/ou inesperada.Solução das Controvérsias É preferível que qualquer disputa entre dois países em relação a medidas fitossanitárias seja resolvida em um nível técnico bilateral. em procedimentos desenvolvidos dentro do padrão da CIPF. Módulo 1: 1.Harmonização As medidas fitossanitárias deverão estar baseadas.Quantificação Do Prejuízo Para determinar que pragas são quarentenárias e a intensidade das medidas a serem tomadas contra elas. quando possível. Se tal solução pode ser alcançada. tomar medidas de emergência imediatas.Cooperação Os países deverão cooperar para prevenir a disseminação e introdução de pragas quarentenárias e para promover medidas para o seu controle oficial.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 83 . com base em uma análise preliminar de risco de praga.Notificação de não-cumprimento Os países importadores deverão notificar aos países exportadores qualquer falta de cumprimento em relação às proibições.Competência Técnica Os países deverão dispor de uma organização oficial de proteção vegetal. deverão demonstrar este estado. em standards. diretrizes e recomendações internacionais desenvolvidas dentro do padrão da CIPF. restrições e requisitos fitossanitários.Manejo de Risco Tendo em vista que sempre existe algum risco de introdução de pragas quarentenárias.Equivalência Os países deverão reconhecer como equivalentes aquelas medidas fitossanitárias que não sendo idênticas. sempre que possível. baseados. dentro de um período razoável. poderão ser iniciadas novas ações mediante um sistema multilateral para solução de disputas.Áreas livres de pragas Os países deverão reconhecer a situação de áreas nas quais uma praga específica não ocorre. 12 . ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Princípios gerais 6 . 14 . 8 . e quando for possível. quando formulem medidas fitossanitárias. 7 . os países. Tais medidas emergenciais devem ser de aplicação temporária e sua validez estará sujeita a uma análise/estimativa detalhada do risco de praga. os países deverão concordar com a política comum de manejo do risco. 9 . mas que tenham o mesmo efeito. 10 .Ação de emergência Os países podem. seguir os procedimentos desenvolvidos dentro do padrão da CIPF. Quando solicitados.

se existente na área. quando a praga ainda não está presente ou. 2 . 3 . a distribuição da mesma.Não discriminação As medidas fitossanitárias devem ser aplicadas sem discriminação entre os países da mesma situação fitossanitária. Adicionalmente.Elaboração e revisão de listas de pragas quarentenárias • A lista de pragas quarentenárias do COSAVE é estabelecida com base nas listas nacionais dos países membros. Praga quarentenária: aquela que pode ter importância econômica potencial para uma área posta em perigo. cujos elementos básicos incluem considerações sobre a presença ou ausência da praga em uma área posta em perigo. 84 Módulo 1: 1. não está disseminada e se encontra sob controle oficial.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Princípios gerais 16 .Definição de pragas quarentenárias Para identificar como quarentenária uma determinada praga. sua importância econômica e se está ou não sendo objeto de controle oficial. No caso de uma praga quarentenária presente em um país. se tais países podem demonstrar que eles aplicam medidas idênticas ou equivalentes em manejo de pragas. do potencial de estabelecimento e da adequação climática da área. • A confecção das listas nacionais deve ser realizada pelos países membros de acordo com as orientações contidas no standard específico. usa-se a definição adotada pela FAO. leva-se em consideração critérios acerca do potencial de disseminação. da importância relativa dos meios naturais e artificiais de disseminação.2 .Categorização das pragas quarentenárias As pragas definidas como quarentenárias são agrupadas nas seguintes categorias: Lista A1: Pragas exóticas (não presentes em determinada área) e que se ajustam à definição de praga quarentenária Lista A2: Pragas que apresentam disseminação localizada e que estão submetidas a medidas fitossanitárias e respondem à definição de praga quarentenária . b) Pragas de importância quarentenárias 1 . as medidas deverão ser aplicadas sem discriminação entre as remessas para o estrangeiro ou mesmo doméstica.

devem ser realizadas por escrito. [R2] A mercadoria deve vir acompanhada por Certificado Fitossanitário de embarque -CF ou por Certificado Fitossanitário de Reexportação -CR ( n do AFIDI) e (DAs). juntando a documentação técnica de respaldo. c) Requisitos quarentenários para o Mercosul 1 -Codificação de requerimentos [R1] Sujeito à Inspeção Fitossanitária -IF no ingresso. O cumprimento destas condições deve ser fundamentado mediante documentação técnica correspondente. • As pragas das listas nacionais cujo “status” tenha sido observado no seio do GTP-CV devem ser mantidas em estado transitório. que deverá indicar o tipo de controle aplicado para cada praga. • As listas A2 nacionais só podem incluir pragas de distribuição restrita. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas • A lista regional só inclui a relação de pragas cujo “status” nas listas nacionais não tenha sido observado pelos representantes dos países no Grupo de Trabalho Permanente em Quarentena Vegetal (GTP-CV). o [R3] A mercadoria deve vir acompanhada por Certificado Fitossanitário de Origem (n do o AFIDI) e (DAs). • A lista de pragas quarentenárias de importância nacional reconhecida pelo COSAVE e a lista de pragas quarentenárias de importância para a região devem ser revisadas semestralmente. [R6] Requer Certificado de Qualidade -CC Módulo 1: 1. sujeitas a controle oficial ativo e eficiente no país membro. • As listas A1 e A2 nacionais devem ser submetidas à consideração do COSAVE (GTP-CV) para efeito de se verificar o cumprimento das condições estabelecidas e como passo prévio à sua consideração para inclusão na lista regional. [R5] Requer Certificado do ISTA-CI que declare que o lote está livre de (pragas). • O GTP-CV deve considerar as listas nacionais e. [R4] Sujeito à análise oficial ao ingresso.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 85 .2 . no caso destas merecerem observações. até que as observações tenham sido aclaradas mediante o aporte tecnicamente fundamentado do país interessado. • As listas A1 nacionais só podem incluir gêneros. espécies. não podendo incluir-se nas listas nacionais reconhecidas pelo COSAVE. raças. As listas nacionais deverão precisar a localização de cada praga. patovares ou biótipos não presentes no país.

DA3 “Pragas de Qualidade: na análise oficial o lote não apresentou mais de (%) de praga/s”. [R15] O material de propagação deverá ter ingresso sob forma de gemas em tubos de ensaio “in vitro” para sua indexação e limpeza sob quarentena fechada. sementeira. o [R14] Esta autorização deverá estar acompanhada de Certificado da (Instituição responsável pelo registro de entrada de material de propagação). 2 . DA7 “O (produto. para eliminar (praga/s).) se encontra livre de praga/s”. [R10] A madeira deverá estar descorticada. DA6 “As (plantas. plantas. sementeira) da qual procedem as (plantas. lugar de produção etc. sob supervisão oficial”. DA2 “O (envio. sementeira etc. 86 Módulo 1: 1. segundo o Standard 3. [R11] As (plantas.) devem estar livres de terra e substrato.. [R12] Deverá dar cumprimento ao disposto no Decreto (n ). concentração. estacas. lugar de produção. o [R9] Sujeito a quarentena pós-entrada -CPE durante (período). DA4 “O (viveiro.. sementes etc.) foi (cultivado/realizado) em uma (área reconhecida pela autoridade fitossanitária do país importador) com área livre de (a/s praga/s).Diretrizes para o Reconhecimento de Áreas Livres de Pragas”. etc. lote etc. gemas estacas com raiz. aceito (pela autoridade Fitossanitária do país importador)”. será apresentado no (Depósito Quarentenário) situado em (endereço). DA5 “O (cultivo.Codificação de declarações adicionais DA1 “O (envio. viveiro.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas [R7] Ingressará com destino (ao domicílio da autoridade fitossanitária do país importador). especificando no CF seu tipo e tratamento recebido. viveiro. tempo). estacas. sementeira. talos. bulbos. mudas com raiz. talos. (a/s praga/s) não se encontra/m presente/s”.2 . segundo habilitação (n ). podendo estar protegidos por um substrato tipo inerte. gemas) foram analisadas com indicadores apropriados e/ou métodos equivalentes e encontradas livres de (praga/s)”.). bulbos. DA8 “No (país).) se encontra sob um sistema de certificação oficial. sementes etc. excepcionalmente poderá ser autorizado o ingresso de gemas em tubos de ensaio sob as seguintes condições (. viveiro.2 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . o [R13] O envio deverá cumprir os requisitos estabelecidos no(s) Decreto(s) (n ).) foi tratado com (produto.) foi oficialmente inspecionado durante (período) e encontrado livre (de praga/s)”. [R8] (Ingresso n ). região.

utilizando indicadores apropriados ou métodos equivalentes e encontradas livres de pragas”. encontrando-se livres de pragas”. utilizando-se indicadores apropriados ou métodos equivalentes. ao menos uma vez à análise oficial para (praga/s). CATEGORIA 5 Miscelâneas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 87 .Codificação de categoria de risco fitossanitário CATEGORIA 1 Produtos de origem vegetal. para consumo/uso direto ou transformação.) deve provir de Estações de Quarentena Intermediária (em um terceiro país)”. turfa. não desvitalizados). porém podem transportá-las em materiais de embalagem. CATEGORIA 2 Produtos vegetais semiprocessados. espécimes botânicos. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas DA9 “No lugar de produção ou sua vizinhança imediata (raio) não foram observados sintomas de infecção / infestação por (praga/s) desde (período)”. pólen. DA12 “O material (plantas. acordado com o país importador segundo Protocolo (nº)” DA15 “O envio se encontra livre de: (a/s praga/s) de acordo com o resultado da análise oficial de laboratório no( )” 3 . DA13 “As plantas mães das quais procedem foram indexadas e se encontram livres de pragas transmissíveis por sementes (sexual. meio de transporte e armazenagem. exceto o algodão. CATEGORIA 3 Materiais e produtos vegetais primários (naturais. microorganismos. industrializados. estacas. outras mercadorias. desvitalizados e que podem abrigar pragas. formulados ou não. agentes de controle biológico. DA14 “O envio não apresenta risco quarentenário com respeito a (a/s praga/s) como resultado da aplicação oficialmente supervisionada do sistema integrado de práticas de minimização de risco. talos. gemas. CATEGORIA 4 Sementes. DA11 “As plantas propagadas vegetativamente foram derivadas em linha direta de material que foi mantido sob condições apropriadas e que foi submetido dentro de (período). Módulo 1: 1. etc. desvitalizados devido a processos tecnológicos e que se transformam em produtos incapazes de serem afetados por pragas. DA10 “As plantas propagadas vegetativamente foram produzidas sob um esquema de certificação fitossanitário aprovado (pela autoridade fitossanitária nacional) para (praga/s). inócuos. destinados a propagação e/ou reprodução. assexual)”.2 . plantas ou outros materiais de origem vegetal.

Por esta razão.2 . agilizando o trânsito dos produtos e diminuindo as perdas associadas. o que implica a realização das atividades de inspeção necessária à Certificação e Verificação de documentos. O Regime Normal de Certificação e Verificação Fitossanitária prevê que a Certificação e Verificação Fitossanitária se realizem nos pontos de egresso/ingresso.Caracterização No comércio internacional.Objetivo Oferecer uma maior agilidade às operações comerciais de produtos vegetais entre os Estados partes do Mercosul. os produtos vegetais transitam desde um ponto de origem até um ponto de destino. nas Passagens de Fronteira. Os produtos incluídos são aqueles que cumprem com os seguintes critérios: “Pertencem às categorias 1 de risco fitossanitário estabelecidas na nomenclatura quarentenária do MERCOSUL ” ou “nas restantes Categorias e representam produtos cujos 88 Módulo 1: 1. o RVD se oferece como opção para o importador. normalmente localizados no interior do país exportador e importador respectivamente. forma de operação e o subconjunto de produtos vegetais incluídos na nomenclatura quarentenária que podem amparar-se neste regime.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas c. mercadorias.Âmbito O RVD é aplicável ao conjunto de produtos vegetais que detalham neste standard de acordo com a sua origem ou destino. dado que a aprovação (liberação) da mercadoria sob este regime só se realiza após a inspeção fitossanitária e de qualidade no ponto de destino. 2 . 3 . o mesmo pode significar um maior risco/custo para os operadores ante eventuais irregularidades que determinem o rechaço das mercadorias. O RVD se diferencia do regime normal de Certificação e Verificação em que a inspeção fitossanitária e de qualidade é realizada nos pontos de origem/destino estabelecidos pela autoridade fitossanitária. mantendo-se somente nos pontos de ingresso/egresso as atividades de verificação documental e de mercadorias. Não obstante. condição fitossanitária e qualidade. 1 . para os países parte do MERCOSUL.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . diminuindo substancialmente os tempos consumidos pelos controles fitossanitários praticados nas fronteiras.1) Regime de certificação e verificação em pontos de origem/destino (RVD) Este standard contém descrição do Regime de Certificação e Verificação em pontos de Origem/Destino.

quando corresponda. d) Ponto de destino: Procederá a verificação de pré-cintados e a inspeção fitossanitária e de qualidade dos embarques amparados no RVD. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas requisitos quarentenários já tenham sido harmonizados no MERCOSUL e que não representam pragas quarentenárias em seu lugar de origem com respeito ao país de destino”. de Fronteira). emitindo os Certificados ou adotando as medidas que correspondam.2 . 4. 4 . autorizando o trânsito até o Ponto de Destino. conste haver optado pela RVD. autorizando o trânsito em direção a Ponto de Egresso (P.Operacionalização 4. c) Ponto de ingresso: Para o embarque em cuja documentação oficial. à verificação de mercadoria e precintado. limitarão sua intervenção à verificação documental. Módulo 1: 1. indicando sua escolha no campo do formulário previsto para tal feito. Esta opção se realizará no momento de solicitar a permissão fitossanitária de importação (Declaração Prévia ou AFIDI). b) Documentação: Dita opção será consignada na documentação emitida pela ONPF do país exportador e comunicada à Passagem de Fronteira e à ONPF do país importador. emitindo os Certificados de aprovação (liberação) ou adotando as medidas de intervenção ou rechaço que correspondam. o operador comercial poderá optar entre o regime normal ou o RVD.Para ingresso de produtos a) Opção: Só para caso dos produtos amparados pelo RVD.1 . c) Ponto de egresso: Procederá a verificação da exatidão da inspeção e precintados. Fronteira). os Servidores Fitossanitários do Ponto de Ingresso (P.Para egresso de produtos a) Opção: O operador comercial que deseje se amparar no Regime de Certificação e Verificação em Pontos de Origem (RVO) deverá apresentar ante a ONPF do país exportador correspondente a solicitação de inspeção.2 . b) Ponto de origem: Os embarques que foram optados pelo RVO serão inspecionados e precintados no Ponto de Origem.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 89 .

cientificas e econômicas para determinar se uma praga deveria estar regulamentada e a intensidade de e quaisquer medidas fitossanitárias aplicadas para seu controle (NIMF Nº 05.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 5 . assim como a integridade dos precintados.Paraguai: Clorinda-Puerto Falcon e Posadas -Encarnación Argentina .Diretivas para a análise de risco de pragas . é responsabilidade dos operadores por cuja inobservância estão sujeitos a que se proceda as respectivas suspensões de inscrição e registros correspondentes.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .Pontos de destino autorizados para operar em RVD Mercados concentrados de: Buenos Aires (Argentina) São Paulo (Brasil) Assunção (Paraguai) Montevidéo (Uruguai) E . Riviera-Sta Ana do Livramento e Chuy-Chui 7 .Pontos de ingresso/egresso autorizados para operar em RVD Argentina .Trânsito entre ponto de ingresso e ponto de destino O trânsito entre o Ponto de Ingresso e os Pontos de Destino deverá efetuar-se dentro dos seguintes prazos: • Argentina: 96 horas • Brasil: 20 horas • Paraguai: 48 horas • Uruguai: 48 horas O cumprimento de ditos prazos. avaliar seus riscos fitossanitários e estabelecer as medidas para 90 Módulo 1: 1. Os objetivos da ARP são identificar as pragas de importância quarentenárias e não quarentenárias regulamentadas.2002).Paraguai: Foz do Iguaçú-ciudad del Este Brasil .ARP Por definição.Uruguai: Rio Branco-Jaguarão.Brasil: Puerto Iguazu-Foz do Iguaçu e Paso de Los Libres-Uruguaiana Argentina . 6 .Uruguai: Gualeguaychu-Fray Bentos e Buenos Aires-Colonia Brasil .2 . ARP é um processo de avaliação de evidencias biológicas.

através da Instrução Normativa (IN) Ministerial nº 59 de 21/11/02. possam demonstrar claramente as fontes de informações 4e os princípios utilizados para adotar a decisão com respeito ao manejo de risco. dispersão e importância econômica. em 22/11/02.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 91 . A avaliação do risco de praga determina quando uma praga identificada como tal. restrições ou requisitos necessários para sua efetividade ou eliminando aquelas desnecessárias. principalmente. Módulo 1: 1. Esta é usualmente um país. mas também pode ser uma área dentro do país ou uma área que abrange todo ou parte de vários países. com o propósito de garantir o cumprimento das medidas fitossanitárias. 2001) consiste em três fases: iniciação do processo para a análise de risco. estabelecimento. as medidas fitossanitárias deverão ser modificadas imediatamente. para as que se requerem uma ARP. O processo completo. À medida que as condições fitossanitárias mudem e se obtenham novas informações. os produtos vegetais que não disponham de requisitos fitossanitários estabelecidos poderão. dos fundamentos dos requisitos fitossanitários. Em seu parágrafo único diz: “Em caso de relevante interesse publico. Toda medida fitossanitária regulamentada por um país deverá estar baseada em normas aprovadas pela CIPF/FAO. comparar e selecionar opções para reduzir o risco. quando solicitados.2 . incorporando as proibições. o estabelecido nas Normas Internacionais para Medidas Fitossanitária (NIMFs). desenvolvidas pela CIPF/FAO. devera estar suficientemente documentado. ou associada a uma via de ingresso é uma praga quarentenária. O início do processo envolve a identificação da praga ou vias de ingresso. e que a mesma obedecera aos procedimentos constantes no anexo da referida IN. avaliação do risco de praga e manejo do risco de praga. ou se trata de uma praga de qualidade ou nociva (caracterizada em termos de sua importância econômica) ou se trata de praga não passível de regulamentação fitossanitária. Exigem que os países comuniquem.1995). No caso da análise de Risco de Pragas deve-se utilizar. O Ministério da Agricultura. A Análise de Risco de Praga (NIMF nº 11. avaliar. A ARP só tem sentido em relação a uma área considerada em risco. de forma tal que barreiras comerciais alicerçadas em questões fitossanitárias injustificadas sejam evitadas. Pecuária e Abastecimento. desde o inicio até o manejo de risco de pragas. de maneira que quando se efetue uma revisão ou surja uma controvérsia. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas diminuir o risco. Além disso. Com o objetivo de atingir o nível aceitável de risco de risco combinações de duas ou mais medidas podem ser consideradas. A CIPF e o principio da transparência (NIMF nº 01. O manejo de risco de praga envolve desenvolver. caracterizada em termos de probabilidade de ingresso.U. publicada no D.O. outras opções de manejo poderão ser estabelecidas por meio de acordos bi ou multilaterais. estabelece em seu artigo 1º que a importação de produtos vegetais obedecerão aos requisitos fitossanitários estabelecidos através de Analise de Risco de Pragas – ARP.

quando verificada a relação entre a ocorrência da praga quarentenária no campo e uma determinada importação.. Esta NIMF descreve o conceito de PNQR e identifica suas características. Segundo o PRÉ-ERPF.O.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas excepcionalmente. manejo do risco. Todos estes fatores devem ser considerados quando forem definidos os requerimentos para aplicação de medidas para as PNQRs. publicada no D. a analise de risco de PNQRs consta de quatro etapas: Inicio do Processo. A aplicação do conceito compreende os princípios de justificação técnica. A importação poderá ser suspensa. conforme estabelece a IN Ministerial nº 60 de 21/11/02. ARP para pragas não quarentenárias regulamentadas (PNQR) Esta categoria de pragas regulamentadas é relativamente nova. Recentemente. Avaliação do Risco e Manejo do Risco. As analises realizadas pelos Centros Colaboradores deverão ser encaminhas ao DSV para parecer final. quando ocorrer a interceptação de praga quarentenária por ocasião da inspeção no ponto de entrada. com base em requisitos fitossanitários de aplicação emergenciais. à Comissão Interina de Medidas Fitossanitárias/CIPF/FAO. Também descreve a aplicação do conceito na pratica e os elementos relevantes para sistemas de regulamentação. analise de risco. o qual esta em fase final de aprovação (consulta pública). ter a sua importação autorizada pelo MAPA. mínimo impacto. equivalência e transparência. Este ERPF deverá ser encaminhado. ou quando constatada a alteração da situação fitossanitária do produto. tradicionalmente importado. Categorização da Praga. Em uma ARP para 92 Módulo 1: 1. como proposta de NIMF. para consideração. por meio de Instruções Normativas da SDA. enquanto se conclui a respectiva ARP. foi aprovada a NIMF nº 16 (2002) – “Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas: Conceito e Aplicação”. até que se conclua a ARP.2 .U. em volumes e por períodos determinados. Seu conceito foi definido no ultimo texto revisado da CIPF (novembro. no pais de origem. Também descreve a aplicação do conceito de PNQR e identifica suas características.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . de 22/11/02. 2002.O. Todo trabalho desenvolvido pelo COSAVE seguiu os princípios e conceitos aprovados pela NIMF nº 16.Estândar Regional de Proteção Fitossanitária (ERPF): “Diretrizes para a Analise de Risco de Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas”. O resultado das ARPs deverá ser publicado no D. que não disponham de requisitos fitossanitários específicos regulamentados. O Comitê de Sanidade Vegetal do Cone Sul (COSAVE) desenvolveu o pré . 1997) e poucas referencias existem a este respeito. poderão continuar sendo importados. As ARPs são realizadas pelo DSV ou em cooperação com Centros Colaboradores credenciados contratados e indicados pelo interessado. Os requisitos fitossanitários estabelecidos através de ARPs aprovadas pelo DSV são parte integrante das Autorizações Fitossanitárias de Importação (AFIDI). estabelecidos pelo DSV”.U. sendo necessária a existência de processo devidamente instruído e protocolado no MAPA. Os produtos vegetais tradicionalmente importados de uma determinada origem.

2 . que criou uma nova categoria de praga: Praga Não a Quarentenária Regulamentada. juntamente com o Grupo de Pragas Quarentenárias. uma vez que. além da praga. amplamente distribuídas. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas PNQRs deve-se considerar em todo o processo. as PNQRs estão presentes e possivelmente. nov/97). demonstrada cientificamente e que se considera inaceitável na área de ARP. de uma PPP ou por uma decisão política de revisar uma medida fitossanitária. como resultado de um juízo) A etapa de manejo do risco envolve o desenvolvimento. Para tanto foi instituído. por definição.2 e 3 mostram as etapas que devem ser seguidas durante uma Análise de Risco de Pragas Observação: O Grupo de Trabalho de Pragas não Quarentenárias Regulamentadas do COSAVE. O Brasil já está trabalhando para a categorização destas pragas em sementes. comparação e seleção de opções para reduzir o risco. O inicio do Processo de ARP é dado pela identificação da praga. o “Programa de Sanidade de Pragas Não Quarentenárias Regulamentadas na Produção e Comercialização de Sementes”. Diferentemente do exposto para PQ. está desenvolvendo um novo modelo de ARP. As figuras 1. a área de ARP de PNQRs se refere a um país. Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 93 . avaliação. o hospedeiro específico e o uso proposto da planta para plantar (PPP). Nesta etapa. com o objetivo de adequá-lo ao novo texto da Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária (29 sessão. estabelecem-se as medidas fitossanitárias necessárias para reduzir as chances de uma eventual repercussão econômica inaceitável ocasionada pela PNQR na área. Na etapa de avaliação do risco de uma PNQR examina-se o risco da praga causar uma repercussão econômica inaceitável (qualquer perda direta ocasionada pela praga. A categorização da praga define se a mesma é em potencial PNQR. a nível nacional.

Fase I .Iniciação 94 Módulo 1: 1.2 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Figura 4 .

2 .Fase II – Avaliação do Risco Módulo 1: 1. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Figura 5 .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 95 .

monitoramento). os requisitos para o estabelecimento e uso de ALPs como medida fitossanitária podem incluir: • prospecções (delimitação. sem aplicar medidas fitossanitárias adicionais quando se cumprem certos requisitos. O estabelecimento e uso de ALP possibilitam essencialmente o movimento de vegetais e/ou produtos vegetais desde esta área. Em princípio. • auditoria (revisão e avaliação). 96 Módulo 1: 1. detecção.Fase III – Manejo F . Uma área livre de pragas pode ser: • um país inteiro. • parte não infestada de um país.Diretivas para a caracterização de áreas livres de pragas – ALP O presente standard estabelece as diretivas para a declaração e reconhecimento de uma área livre e os requisitos que esta deve cumprir. no qual se apresenta uma área com infestação limitada. planos de trabalho). • parte não infestada de vários países limítrofes.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . • parte não infestada de um país situada dentro de uma área com infestação generalizada ou possivelmente infestada.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Figura 6 . e • documentação (informes. • regularização e controle.2 .

a seguir). revisão bibliográfica. pode ser seguida por uma prospecção de monitoramento.País inteiro Neste caso. “país livre de uma praga específica se aplica a uma entidade política sobre a qual a Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF) tem responsabilidade. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Requisitos gerais para as áreas livres de pragas 1 . nos pontos de ingresso. Isto deve incluir: a) Prospecções: uma prospecção oficial de detecção deve ser realizada em forma tal que possa detectar a praga a um nível definido e. suas bases podem ser fundamentadas com mais detalhes em discussões bilaterais por solicitação do país importador. Quando a declaração “ausência da praga indicada” é fornecida por uma ONPF. informação sobre a ONPF.Parte não infestada de um país no qual ocorre uma área infestada limitada Módulo 1: 1. bancos de dados internacionais etc.2 . 3 . c) Auditoria/Documentação: pode incluir evidências em apoio dos resultados das prospecções oficiais. em princípio. 2.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 97 . por exemplo.A ausência da praga é verificada por uma prospecção oficial de detecção. Podem ser usados dois sistemas para fornecer garantias”: 2.Extensão geográfica Uma ALP pode ser definida. ela pode ser documentada com mais detalhe em discussões bilaterais por solicitação do país importador. relacionada à biologia da praga quarentenária em questão.A ausência da praga é indicada pela ausência de registros oficiais ou publicados. Deve existir um fundamento definido para esta declaração. e toda outra informação que possa ser requerida em apoio à declaração “ausência da praga indicada” (ver item 2. Quando a “ausência da praga verificada” é fornecida por uma Organização Nacional de Proteção Fitossanitária (ONPF). mapas de distribuição internacional. opcionalmente. b) Regularização e Controle: estas podem consistir em regulamentações fitossanitárias do país que se declara livre da praga para prevenir a introdução da mesma. em qualquer escala.2 .1.2. com controles dos cumprimentos específicos. informação histórica. das regulamentações fitossanitárias. 2.

Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . com os controles de cumprimento associados nos pontos de ingresso. se corresponde.Regularizações e controle: quando necessário deve buscar-se um acordo entre as ONPFs envolvidas nas regularizações e controle para assegurar a manutenção do estado da área livre da praga.3.Regularizações e controle: um exemplo destes são as regulamentações fitossanitárias para prevenir a introdução da praga na área não infestada.Prospecção: uma prospecção oficial de delimitação para determinar a extensão da infestação. O status “ausência da praga indicada” (ver item 2. na qual se estabeleceu a ausência da praga e se mantém. situada dentro de uma área infestada Este tipo de ALP se aplica a uma área. Quando a declaração “área livre de praga” é fornecida por uma ONPF suas bases podem ser descritas em discussões bilaterais por solicitação do país importador. tais como os resultados de prospecções. como estabelece a ONPF. à parte não infestada de um país no qual ocorre uma área infestada limitada. suas bases podem ser fundamentadas em discussões bilaterais por solicitação do país importador.1 . Isto deve incluir: 4.Prospecções: estas devem incluir prospecções de delimitações e monitoramento.2) pode ser aplicado.1 .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Neste caso a distribuição da praga está limitada a uma parte do país. por exemplo. Utilizam-se controles oficiais para conter e/ou suprimir a população da praga. de maneira que um país exportador possa utilizar este status como base para a certificação fitossanitária de vegetais ou produtos vegetais. 4.2 . Em tais casos. As ONPFs necessitam dispor da autoridade legal apropriada para exercer regularizações e controles.Parte não infestada de um país. Também podem ser requeridas regulamentações fitossanitárias para o movimento de material hospedeiro. de maneira que possa detectar a praga a um nível definido. Em certos casos uma ALP pode ser estabelecida dentro da área cujo estado de infestação não se verificou.Inspeção/Documentação: inclui.2. desde a área infestada até a área não infestada para prevenir a dispersão artificial da praga. a área que a rodeia considera-se como infestada para propósitos práticos.. 4 . evidência em apoio dos controles oficiais.2 . dentro de uma área infestada. 98 Módulo 1: 1. Estas podem incluir: 3. Quando a declaração “área livre de pragas” é fornecida por uma ONPF. Adicionalmente. uma prospecção oficial de detecção pode ser requerida para a área não infestada. 3. 3. as regulamentações fitossanitárias e informação da ONPF.

Regularizações e controle: as regularizações e controle para prevenir a dispersão artificial da praga podem incluir o direito a: • Ingressar. • Informes da detecção de pragas e das ações tomadas. incluindo as funções e responsabilidades da ONPF exportadora. • Inspecionar.2 .1 . e • Certificação fitossanitária.Prospecções: deve alcançar-se um acordo entre duas (ou mais) ONPFs envolvidas.3 . Módulo 1: 1. • Estabelecer quarentenas. • Resultados das prospecções.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 99 .Auditoria/documentação: a documentação deve incluir: • O acordo. técnicas de amostragem e análises apropriadas da biologia da praga. em relação aos detalhes técnicos dos procedimentos apropriados de prospecções. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas 4. • Restringir o movimento dos produtores.3 . da ONPF importadora e dos produtores e indústrias dos países exportadores. 5 .Auditoria/documentação: isto se refere à revisão e avaliação da instrumentação do acordo que possa ser realizado pela ONPF do país importador. Tais detalhes técnicos podem incluir: • O nível de garantia fornecido pela prospecção. 5. • Duração da prospecção de acordo com a biologia da praga. sua operação e dos resultados esperados. Um plano operativo fornece detalhes específicos das atividades requeridas na operacionalização de uma ALP. A documentação fornece a todas as partes interessadas um claro entendimento dos termos do acordo. • Métodos de detecção. • Informes de auditorias. • Confiscar. • Plano operativo. 5.Bases técnicas dos requisitos 5. e • Factibilidade operacional. e • Tomar decisões regulamentares de controle.2 . no caso de detecção de pragas. • Restringir o movimento de embarques.

Portaria n 180 de o 21 de março de 1996. Brasília. 1997. 1996. FAO. Brasília. Curso de Proteção de Plantas. Brasília. Diário Oficial da União de 25/03/96 (Suplemento). BRASIL. BRASIL. BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. International Standards for Phytosanitary Measures. Ministério da Agricultura e do Abastecimento/Gabinete do Ministro. Brasília. Secretaria de Defesa Agropecuária. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Requirements for the establishment of Pest Free Areas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . 100 Módulo 1: 1. Rome.2 . FAO. Módulo 1. 1998. Legislação Federal de Agrotóxicos e Afim. Rome. BRASIL. International Standards for Phytosanitary Measures. Diário Oficial da União de 04/05/34.Legislação e Normas. o Aprova o Regulamento de Defesa Sanitária Vegetal. 1998. Decreto n 24. BRASIL. Comitê Gestor da Vigilância Agropecuária Internacional. BRASIL. FAO. Ministério da Agricultura e do Abastecimento.2 . Curso de Especialização por Tutoria a Distância. Companhia Nacional de Abastecimento. 1998. Portaria n 641 de o 03 de outubro de 1995. BRASIL. Diário Oficial da União de 10/10/95 (Suplemento). Manual de Procedimentos Operacionais da Vigilância Agropecuária Internacional. Ano VII-N o 03. Ministério da Agricultura e do Abastecimento/Gabinete do Ministro. Ministério de Relações Exteriores. 1998. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Ministério da Agricultura e do Abastecimento/Gabinete do Ministro. Brasília. Revisión de La Convención Internacional de Protección Fitosanitaria. Portaria n 364 de o 03 de julho de 1996. Site na Internet.114 de 12 de abril de 1934. Diário Oficial da União de 09/07/96. 2000. O Mercosul Hoje. Roma. Guidelines for Pest Risk Analysis.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Literatura consultada ABEAS. Comissión Interina de Medidas Fitossanitárias. Revista de Política Agrícola. BRASIL. 1996.

2 .5.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 101 . letra Arial e tamanho 12).A IMPORTÂNCIA DOS OGM’S NA PROTEÇÃO DE PLANTAS E A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA QUE AUTORIZA A COMERCIALIZAÇÃO DA SOJA TRANSGÊNICA. 1 . 3.CERTIFICADO FITOSSANITÁRIO DE ORIGEM Módulo 1: 1. 2. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Questão dissertativa Descreva resumidamente (no máximo uma folha) sobre uma das opções abaixo: (Sugestão: Word.IMPORTÂNCIA DO CONTROLE DO TRÂNSITO INTERNACIONAL DE EMBALAGENS DE MADEIRA. espaçamento 1.

ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Resposta do pré-teste Questões Respostas 1 a 2 b 3 d 4 c 5 a 6 d 7 a 8 d 9 c 10 c 11 b 102 Módulo 1: 1.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .2 .

Glossário de termos fitossanitários AFIDI Abreviatura de Autorização Fitossanitária de Importação. ou sua parte. cientifica e econômica para PRAGA determinar se uma praga deveria ser regulamentada e a intensidade de qualquer medida fitossanitária para controla-la. AO Análise oficial APROVAÇÃO (de um embarque) Verificação do cumprimento das regulamentações fitossanitárias. forma de apresentação e uso proposto. necessárias para proteger uma área posta em perigo. esta condição é oficialmente mantida. em relação com a biologia da praga. ARP Abreviatura de Análise de Risco de Praga.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 103 . para determinar se existem pragas presentes ou para identificar tais pragas.2 . ANÁLISE Exame oficial (não visual). ÁREA SOB QUARENTENA Uma área dentro da qual uma praga quarentenária esta presente e está oficialmente controlada. CATEGORIA DE As espécies de vegetais capazes. Certificação fitossanitária e/ou aprovação no país de origem EMBARQUE realizada por ou sob a supervisão regular da Organização Nacional de Proteção Fitossanitária do país de destino. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Apêndice A. definidos oficialmente. Módulo 1: 1. BULBOS E TUBÉRCULOS Órgãos vegetais subterrâneos. AVALIAÇÃO DO RISCO DE Determinação quarentenária de uma praga e avaliação de sue PRAGA potencial de introdução. ÁREA POSTA EM PERIGO Uma área onde os fatores ecológicos favorecem o estabelecimento de uma praga. e na qual sua presença pode derivar em perdas econômicas importantes. destinados a plantação. ANÁLISE DE RISCO DE Processo de avaliação biológica. ÁREA LIVRE DE PRAGA Uma área na qual uma praga especifica não ocorre como o demonstra a evidencia cientifica e na qual quando corresponde. ALP Abreviatura para área livre de praga. de ser HOSPEDEIROS infestada ou infectada com uma praga específica. APROVAÇÃO PRÉ. latentes. *CATEGORIA DE RISCO Classificação dos vegetais e produtos vegetais em relação a seu risco FITOSSANITÁRIO fitossanitário. parte de um país ou partes de vários paises. que possibilita a efetiva aplicação das medidas fitossanitárias. ÁREA Um país. em função de seu nível de processamento. sob condições naturais. *ÁREA LIVRE DE PRAGA Mínima unidade político-administrativa.

CPE Quarentena Pós-entrada CULTIVO DE TECIDOS Ver vegetais em cultivo de tecidos. EMBARQUE Quantidade de vegetais. ESTAÇÃO QUARENTENARIA Estação oficial para manter vegetais ou produtos vegetais em quarentena. CERTIFICADO Um certificado desenhado segundo modelo de certificado da CIPF FITOSSANITÁRIO CILINDROS OU TRONCOS Madeira não serrada longitudinalmente. DETENÇÃO Retenção de um embarque sob custódia oficial ou confinamento por razões fitossanitárias. ERRADICAÇÃO A aplicação de medidas fitossanitárias para eliminar uma praga de uma área na que se encontra estabelecida. mas que têm o mesmo efeito. CONTROLE (de uma praga) Contenção. campo ou lugar de produção e considerá-lo livre de uma praga especifica. supressão ou erradicação da população de uma praga. FOCO Uma população de praga isolada.2 . CERTIFICAÇÃO O uso de procedimentos fitossanitários que conduzem à emissão de FITOSSANITÁRIA um Certificado Fitossanitário. *CLASSE DE PRODUTO Grupo de produtos que podem ser considerados em forma similar pela regulamentação/regulação fitossanitária. produtos vegetais e/ou outros objetos de normalização movidos de um país a outro e amparados por um só Certificado fitossanitário (um embarque pode estar composto por um ou mais lotes).Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . FOLHAGEM. FITOSSANITÁRIO Relativo à proteção vegetal.FLORES Partes frescas de vegetais destinadas ao uso decorativo e não à CORTADAS plantação. EQUIVALÊNCIA A condição de medidas fitossanitárias que não são idênticas. apresentando sua superfície natural arredondada. ENCONTRADO LIVRE O resultado de inspecionar um embarque. CONTENÇÃO A aplicação de medidas fitossanitárias em/e ao redor de uma área infestada para prevenir a dispersão de uma praga. ESTABELECIMENTO O estabelecimento (perpetuação) de uma praga dentro de uma área após de seu ingresso. DESCORTICADO Remoção do córtex da madeira (o descorticado não deixa (ou Descortiçado) necessariamente a madeira livre da casca). CIPF Abreviatura para a Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária. 104 Módulo 1: 1. DECLARAÇÃO ADICIONAL Cláusula cuja inclusão no Certificado Fitossanitário é requerida pelo país importador e a qual fornece informação adicional específica em relação à condição fitossanitária do embarque.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas CERTIFICADO Documento oficial que certifica a condição fitossanitária de qualquer embarque sujeito a regulamentação /regulação fitossanitária. DISPERSÃO Expansão da distribuição geográfica de una praga dentro de uma área. recentemente detectada e com probabilidade de sobreviver no futuro imediato. com ou sem casca.

com ou sem sua superfície natural. a autoridade legal para estabelecer regulamentações /regularizações Fitossanitárias. baseadas em standards comuns. INTERCEPTAÇÃO (de uma A detecção de uma praga durante a inspeção de um embarque. LUGAR DE PRODUÇÃO Qualquer campo ou conjunto de campos operados como uma só unidade de produção ou cultivo. CRESCIMENTO INSPETOR Pessoa autorizada por uma Organização Nacional de Proteção Fitossanitária para realizar suas funções. GERMOPLASMA Vegetais destinados à utilização em programas de melhoramento ou conservação.. lascas. ou estando não se encontra amplamente distribuída e está sendo oficialmente controlada. devido embarque) ao não cumprimento das regulamentações/regularizaçaõ fitossanitárias. FRUTAS E HORTALIÇAS Partes frescas de vegetais destinadas ao consumo ou processamento. Módulo 1: 1. sem pragas (ou pragas específicas) em número ou quantidades que possam ser detectadas pela aplicação de procedimentos fitossanitários. ou material de estiva. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas FRESCO Vivo. INSPEÇÃO Exame visual oficial de vegetais. não dessecado. produtos vegetais ou outros objetos de normalização. LIVRE DE Aplica-se a um embarque.2 . campo ou lugar de produção. INGRESSO (de uma praga) Entrada de uma praga em uma área onde não está ainda presente. completamente ou primariamente em estado gasoso. LIBERAÇÃO (de um embarque) Autorização para seu ingresso logo após a inspeção e sua aprovação. reconhecimento e aplicação por diferentes países de medidas fitossanitárias. origem etc. INSPEÇÃO DE CAMPO Inspeção de vegetais em um campo durante o estágio de crescimento e reprodução. MADEIRA SERRADA Madeira serrada longitudinalmente.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 105 . LOTE OU PARTIDA Um número de unidades de um só produto. congelado ou conservado de outra maneira. praga) INTRODUÇÃO Ingresso de uma praga que resulta em seu estabelecimento. sendo parte de um embarque. para determinar se existem pragas presentes e/ou para determinar o cumprimento das regulamentações/regularizações fitossanitárias. MADEIRA Tronco (serrado para tábuas) ou cilindros de madeira serrada. HARMONIZAÇÃO O desenvolvimento. segundo corresponda. FUMIGAÇÃO Tratamento quarentenário com um agente químico que atinge o produto. identificável por sua homogeneidade de composição. INSPEÇÃO NO ESTÁGIO DE Ver Inspeção de campo. LEGISLAÇÃO Leis básicas que dão a uma Organização Nacional de Proteção FITOSSANITÁRIA Fitossanitária. com ou sem casca. GRÃO Sementes destinadas exclusivamente ao processamento ou consumo (ver sementes). INGRESSO (de um embarque) Entrada em uma área através de um ponto de ingresso. INTERCEPTAÇÃO (de um A recusa ou ingresso controlado de um embarque importado.

PRAGA QUARENTENARIA Uma praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo e onde ainda não está presente ou se está.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . particularmente quando se envolve o transporte internacional. ONPF Abreviatura de Organização Nacional de Proteção Fitossanitária. armazenado ou re-embalado e é exportado. MATERIAL DE PROPAGAÇÃO Ver vegetais para plantação. MEDIDA FITOSSANITÁRIA Qualquer legislação. PLANTAS PARA PLANTAR Plantas destinadas a permanecer plantada. está regulamentada no território da parte importadora. não se encontra amplamente distribuída e oficialmente controlada. (inclui produtos. *PRAGA NÃO Praga não-quarentenária cuja presença em Plantas para Plantar QUARENTENARIA influem no uso proposto destas plantas. *PRAGA QUARENTENARIA A1 Uma praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo pela mesma e onde ainda não se encontra presente. sem perder sua identidade de origem. PAÍS DE TRÂNSITO País através do qual um embarque de vegetais passou sem ser dividido. por tanto. FITOSSANITÁRIA PAÍS DE ORIGEM País no qual um embarque de vegetais foi cultivado.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas arredondada. ORGANIZAÇÃO NACIONAL Serviço Oficial. *PRAGA QUARENTENARIA A2 Uma praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo. em conformidade com os requisitos fitossanitários especificados. regulamentação ou procedimento oficial que tenha o propósito de prevenir a introdução e/ou dispersão de pragas quarentenárias. animais ou agentes patogênicos. MADEIRA DE ESTIVA Madeira usada para separar o sustentar cargas. meios de NORMALIZAÇÃO transporte. a ser plantadas ou replantadas. autorizado ou realizado por uma Organização Nacional de Proteção Fitossanitária. encarregado das DE PROTEÇÃO funções especificadas pela CIPF. *OBJETO DE Qualquer lugar de armazenagem. estabelecido por um governo. PAÍS DE RE-EXPORTAÇÃO País através do qual um embarque de vegetais passou e pôde ser dividido. sem haver sido exposto à contaminação por pragas nesse país. armazenado o re-embalado. onde tem distribuição limitada e é oficialmente controlada.2 . MANEJO DO RISCO DE O processo de tomada de decisão para reduzir o risco de introdução PRAGA de uma praga quarentenária. processos ou serviços) qualquer outro objeto ou material capaz de abrigar ou dispersar pragas vegetais. com ou sem casca. PRAGA Qualquer espécie. contentores. OFICIAL Estabelecido. com repercussões REGULAMENTADA econômicas inaceitáveis e que. nocivos para os vegetais ou produtos vegetais. 106 Módulo 1: 1. *PRAGA NÃO Uma praga que não é uma praga quarentenária para uma área. raça ou biótipo de vegetais. PERMISSÃO DE Documento oficial autorizando IMPORTAÇÃO a importação de um produto. QUARENTENÁRIA PRAGA VEGETAL Ver praga.

POTENCIAL DE Probabilidade de estabelecimento de uma praga. podem criar um risco de dispersão de pragas. do movimento. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas PLANTIO (incluído Qualquer das operações para colocar vegetais em um meio de REPLANTIO) crescimento. QUARENTENÁRIO PROCEDIMENTO Qualquer método oficialmente prescrito para realizar inspeções. em um futuro previsível. PRODUTOS ARMAZENADOS Produtos vegetais não manufaturados. armazenados em forma seca (isto inclui em particular grãos. prospecções ou tratamentos em conexão com a quarentena vegetal. *PROSPECÇÃO DE Uma prospecção periódica que se realiza para verificar as DETECÇÃO E características populacionais de uma praga numa área. FITOSSANITÁRIA armazenamento de produtos ou outros objetos de normalização da atividade das pessoas. por sua natureza ou a de seu processamento. controlar ou erradicar pragas. se encontrou sem pragas (ou uma praga específica) em número que exceda ao que se espera que resulte da aplicação de boas práticas agrícolas e de manipulação. PROCEDIMENTO Ver Procedimento Fitossanitário.2 . REGULARIZAÇÃO através da regulamentação da produção. INTRODUÇÃO PRATICAMENTE LIVRE Aplica-se a um embarque.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 107 . PRODUTO Mercadoria. PROSPECÇÃO Procedimentos metódicos para determinar as características da população de uma praga ou para determinar que espécies ocorrem na área. Módulo 1: 1. reprodução ou propagação. que como resultado da inspeção. PRODUTO VEGETAL Material não manufaturado de origem vegetal (incluindo grãos) e aqueles produtos manufaturados que. conter. assim como o estabelecimento de esquemas para a certificação fitossanitária. empregadas na produção e comercialização do produto. POTENCIAL DE Probabilidade de introdução de uma praga. ESTABELECIMENTO POTENCIAL DE INGRESSO Probabilidade de ingresso de uma praga. campo ou lugar de produção. ou outro artigo regulado que está sendo movido por razões comerciais ou outros propósitos. frutos e hortaliças secas). PROIBIÇÃO Uma regulamentação/regularização fitossanitária proibindo a importação ou movimento de pragas ou produtos especificados. para assegurar seu subseqüente crescimento. tipo de vegetal. DISSEMINAÇÃO POTENCIAL DE DISPERSÃO Probabilidade de dispersão de uma praga. POTENCIAL DE Ver Potencial de Dispersão. FITOSSANITÁRIO provas. destinados ao consumo ou processamento. *PROSPECÇÃO DE Uma prospecção conduzida para estabelecer os limites de uma área DELIMITAÇÃO considerada infestada por uma praga ou livre dela. MONITORAMENTO REGULAMENTAÇÃO/ Normas oficiais para prevenir. produto vegetal.

VEGETAIS EM CULTIVO DE Vegetais em um meio asséptico claro confinados em um recipiente TECIDO transparente. STANDARD Documento estabelecido por consenso e aprovação por um organismo reconhecido. DE 29/12/2005. B . C .Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . QUE COLOCA EM CONSULTA PÚBLICA A NOVA VERSÃO DO MANUAL DO VIGIAGRO). (*) Termos não incluídos no Glossário da FAO. diretivas ou características para atividades ou seus resultados. ou suas partes. a nível internacional. a transformação ou a industrialização.Convenção Internacional de Proteção Fitossanitária – CIPF Atenção: Estes últimos documentos relacionados acima constam de um apêndice incorporado neste módulo e destina-se ao aprofundamento do estudo da Legislação Fitossanitária. que pode ser a propagação. VIZINHANÇA IMEDIATA Campos ou lugares de produção adjacentes a outro determinado. REGIÃO Os territórios combinados dos países membros de uma Organização Regional de Proteção Fitossanitária. incluindo sementes.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas RECUSA Proibição do ingresso de um embarque ou outros objetos de normalização quando falham no cumprimento das regulamentações/regularizações fitossanitárias. (ESTE MANUAL ENCONTRA-SE o EM REVISÃO – FOI PUBLICADA A PORTARIA Nº 234. as medidas fitossanitárias e seu fundamento. com o propósito de alcançar o grau ótimo de ordem em um contexto dado (ISO/IEC Guide 2: 1991 definition). SEMENTES Partes vegetais destinadas a semeadura ou plantação (ver Grãos). *USO PROPOSTO Destino final do vegetal.Regulamento de defesa Sanitária Vegetal D . de 15/09/98 . 108 Módulo 1: 1. o consumo. VIA Qualquer meio que permita a entrada ou dispersão de uma praga. VEGETAIS Plantas vivas e suas partes. TRATAMENTO Procedimento oficialmente autorizado para exterminar.2 . que fornece para uso comum e repetido. TRANSPARÊNCIA O princípio de fazer disponíveis. remover ou tornar infértil as pragas. TRÂNSITO Ver País de trânsito. SUPRESSÃO A aplicação de medidas fitossanitárias em uma área infestada para reduzir a população de pragas e conseqüentemente limitar sua dispersão. regras.Manual de Procedimentos Operacionais da Vigilância Agropecuária Internacional (Portaria n 51 da DAS/MA.DOU de 18/09/98). REPLANTIO Ver Plantio.

inclusive entre espécies não relacionadas. Módulo 1: 1. esta tecnologia é denominada "biotecnologia moderna" ou "tecnologia genética". Esta tecnologia permite que genes individuais selecionados sejam transferidos de um organismo para outro. algumas vezes também pode ser denominada "tecnologia de recombinação de DNA" ou ainda "engenharia genética". (Texto traduzido para o português a partir de original em inglês que pode ser obtido no endereço: http://www. Q2. os criadores de sementes GM queriam que seus produtos fossem aceitos pelos produtores. Q1. em resposta às questões e preocupações de diversos Estados Membros da OMS acerca da natureza e segurança dos alimentos geneticamente modificados.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 109 .2 .who. então.int/foodsafety/publications/biotech/20questions/en/ ) Estas perguntas e respostas foram preparadas pela Organização Mundial de Saúde – OMS.20 Questões Sobre Alimentos Geneticamente Modificados Organização Mundial de Saúde São 20 questões sobre alimentos geneticamente modificados. O que são organismos geneticamente modificados (GM) e alimentos GM? Organismos geneticamente modificados (OGMs) podem ser definidos como organismos nos quais o material genético (DNA) foi alterado de uma maneira que não ocorreria naturalmente. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas E . usadas para o cultivo de alimentos. então se concentraram em inovações que os agricultores (e a indústria alimentícia de uma maneira mais geral) apreciariam. No início. Estes métodos são usados para criar plantas GM – que são. Normalmente. Por que são produzidos os alimentos GM? Os alimentos GM são desenvolvidos – e comercializados – porque há uma certa vantagem para o produtor ou para o consumidor destes alimentos.Organização Mundial de Saúde . Isto deve ser entendido como um produto com preço reduzido. maior benefício (em termos de durabilidade ou valor nutritivo) ou ambos.

Na verdade. desenvolvidas através de técnicas tradicionais de concepção podem não ser rigorosamente avaliadas utilizando-se as técnicas de avaliação de risco. Portanto.2 . algumas das características existentes dos alimentos podem ser alteradas de uma forma positiva ou negativa. As autoridades nacionais podem ser chamadas para examinar os alimentos tradicionais. as novas plantas. Foram criados sistemas específicos para uma rigorosa avaliação dos organismos e alimentos GM tanto com relação à saúde humana como com o meio ambiente. As culturas GM que se encontram atualmente no mercado são basicamente direcionadas para um maior nível de proteção através da introdução da resistência contra as doenças das plantas que são principalmente causadas por insetos ou vírus ou por um aumento da tolerância aos herbicidas. os consumidores consideram que os alimentos tradicionais (que têm sido consumidos há milhares de anos) são seguros. Com alimentos GM a maioria das autoridades nacionais considera ser necessária uma avaliação específica. Um dos objetivos do Programa de Segurança Alimentar da OMS é auxiliar as autoridades nacionais na identificação de alimentos que deveriam ser submetidos à análise de risco. incluindo os alimentos GM. Quando novos alimentos são desenvolvidos através de métodos naturais. 110 Módulo 1: 1. o uso destas lavouras tem resultado na redução da quantidade dos herbicidas usados. ex. mas este nem sempre é o caso. A resistência do vírus torna a planta menos suscetível às doenças causadas por estes vírus. onde é alta a pressão exercida pela praga. A tolerância ao herbicida é obtida através da introdução de um gene de uma bactéria que leva à resistência a alguns herbicidas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . As lavouras GM que produzem permanentemente esta toxina têm demonstrado exigir menores quantidades de inseticidas em situações específicas. Esta toxina atualmente é usada como um inseticida convencional na agricultura e é segura para o consumo humano. resultando em lavouras com maior produtividade. Q3. A resistência aos insetos é conseguida incorporando-se na planta o gene para a produção da toxina da bactéria Bacillus thuringiensis (BT). Em situações onde a pressão exercida pelas ervas daninhas é alta. há uma grande diferença no processo de avaliação para estes dois grupos de alimentos antes de serem comercializados. os alimentos tradicionais não são submetidos a avaliações similares. A resistência do vírus é conseguida através da introdução do gene de alguns dos vírus que podem causar doenças nas plantas.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas O objetivo inicial para o desenvolvimento de plantas baseadas em organismos GM era melhorar a proteção à lavoura. Os alimentos GM são avaliados de maneira diferente dos alimentos tradicionais? De uma maneira geral. e recomendar avaliações corretas. Geralmente.

Q5. a transferência do gene e a mutação externa. incluindo uma clara separação dos campos onde são plantadas culturas GM e culturas convencionais. Como uma questão de princípio. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Q4. Embora os alimentos criados de maneira tradicional não sejam testados quanto à alergenicidade. Módulo 1: 1. fosse transferidos no desenvolvimento de OGMs. o qual somente foi aprovado para uso como ração apareceu em produtos para consumo humano nos Estados Unidos da América. Este é um risco real.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 111 . bem como a mistura de culturas derivadas de sementes convencionais com aquelas cultivadas usando culturas GM. Alergenicidade. pode ter um efeito indireto sobre a segurança dos alimentos. Embora a probabilidade de transferência seja baixa. e (f) quaisquer efeitos indesejáveis que poderiam resultar da inserção do gene. que é produto da transferência do gene. A transferência do gene Alimentos GM para as células do corpo ou para a bactéria encontrada no trato gastrintestinal seria motivos de preocupação se o material de transferência genética afetasse de maneira adversa a saúde humana. Encontra-se em discussão a possibilidade e os métodos de monitoramento de segurança pós- comercialização de produtos de alimentos GM. A mutação dos genes de plantas GM para culturas convencional ou espécies relacionadas na natureza (denominado "cruzamento externo"). Isto seria particularmente relevante se genes com resistência a antibióticos. a transferência de genes de alimentos que normalmente são alergênicos é desencorajada a menos que se possa demonstrar que a proteína. (c) componentes específicos que se acredita terem propriedade nutritivas ou tóxicas. Nenhum efeito alérgico foi detectado com relação aos alimentos GM que estão atualmente no mercado. os protocolos para testes de alimentos GM foram avaliados pela Organização de Alimentos e Agricultura dos Estados Unidos (FAO) e pela OMS. os três principais pontos debatidos são as tendências em provocar reação alérgica (alergenicidade). Transferência de Gene. não é alergênica. (e) efeitos nutritivos associados à modificação genética. (b) a tendência de provocar reação alérgica (alergenicidade). Mutação Externa. Quais são os principais pontos de preocupação quanto à saúde humana? Embora discussões teóricas tenham coberto uma ampla gama de aspectos. Como são determinados os potenciais riscos para a saúde humana? A avaliação de segurança dos alimentos GM geralmente analisa: (a) os efeitos diretos na saúde (toxidade).2 . como foi demonstrado quando traços de uma tipo de milho. (d) a estabilidade do gene inserido. o uso da tecnologia sem genes resistentes a antibióticos foi desencorajado por um recente painel de peritos da FAO/OMS. Diversos países adotaram estratégias para reduzir a mistura.

Além disso. e a mutação de genes com resistência a herbicidas para outras plantas. A avaliação também inclui efeitos não desejáveis que pudesse resultar na inserção de um novo gene. a persistência do gene após o OGM ser colhido. bem como seu efeito e estabilidade no meio ambiente combinada com as características do ambiente onde ocorrerá a introdução. Como é feita a análise de risco para o meio-ambiente? As avaliações de risco ao meio ambiente abrangem a preocupação com o OGM e o com o meio ambiente que potencialmente o recebe. a susceptibilidade de organismos não objetivados (ex. Q8. Isto significa que cada alimento GM e sua segurança devem ser avaliados caso a caso e que não é possível fazer afirmações genéricas sobre a segurança de todos os alimentos GM. Q7. 112 Módulo 1: 1. passaram por avaliações de risco e provavelmente não apresentam riscos para a saúde humana. a redução no espectro das plantas incluindo a perda de biodiversidade. Quais são os pontos de preocupação com relação ao meio ambiente? Os pontos de preocupação incluem: a capacidade do gene escapar e ser potencialmente introduzido em populações selvagens. devem ser a base para a avaliação da segurança dos alimentos GM. e o aumento do uso de produtos químicos na agricultura. a estabilidade do gene. Os alimentos GM são seguros? Diferentes organismos GM incluem genes diferentes inseridos de maneiras diferentes. O uso contínuo da análise de risco com base nos princípios do Codex e. incluindo monitoramento pós-comercialização. potenciais conseqüências maléficas à biodiversidade e à vida selvagem e uma redução no uso da importante prática de rotação da lavoura em algumas situações locais. As investigações atuais enfocam: o efeito potencialmente danoso a insetos benéficos ou uma introdução mais rápida de insetos resistentes. insetos que não são pragas) ao gene do produto. nenhum efeito à saúde humana foi demonstrado como resultado do consumo destes alimentos pela população em geral nos países onde foram aprovados. Os alimentos GM.2 . O processo de avaliação inclui as características do OGM. quando apropriado. o potencial desenvolvimento de novas patogenias das plantas.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Q6.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Os aspectos de segurança ambiental das culturas GM variam consideravelmente de acordo com as condições locais. atualmente encontrados no mercado internacional.

Culturas Características Áreas/Países com aprovação Milho Resistência a insetos Argentina. Q10. diversas organizações internacionais estão envolvidas na criação de protocolos para os OGMs. Todos genes usados para modificar as culturas derivam de micro-organismos. Canadá. Estados Unidos Escarola Tolerância a herbicidas Comunidade Européia (somente para fins de criação) Moranga Resistência a vírus Canadá. orientações e recomendações que constituem o Codex Alimentarius . Como os alimentos GM são regulamentados nacionalmente? A forma como os governos regulamentam os alimentos GM varia. levando em consideração os riscos ambientais. A Codex está desenvolvendo princípios para a análise de riscos à saúde humana para os Alimentos GM. bem como assuntos relacionados aos controle e a comercialização (como possíveis normas para análises e rotulação). Contudo. Os países que têm disposições sobre alimentos GM geralmente regulamentam também os OGMs em geral. Estados Unidos. principalmente. Estados Unidos Q11. Comunidade Tolerância a herbicidas Européia. Canadá. não existem sistemas regulatórios específicos. a avaliação de risco para a saúde do consumidor.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 113 . A Módulo 1: 1. Estados Unidos. é provável que a legislação continue progredindo. Em alguns países os alimentos GM ainda não estão regulamentados.o código internacional de alimentos. O que ocorre quando os Alimentos GM são comercializados internacionalmente? Atualmente. A Comissão Alimentarius Codex (Codex) é uma organização conjunta da FAO/OMS responsável pela compilação de padrões. Em vista das dinâmicas dos debates acerca de alimentos GM. códigos de práticas. Canadá. Os países com uma legislação neste sentido enfocam. África do Sul.2 . resistência a infecções virais e tolerância a certos herbicidas. Quais tipos de alimentos GM estão internacionalmente no mercado? Todas as culturas GM encontradas no mercado internacional hoje em dia foram projetadas usando-se uma de três características básicas: resistência aos danos causados pelos insetos. Comunidade Européia Soja Tolerância a herbicidas Argentina. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Q9. Estados Unidos. Argentina. África do Sul. Comunidade Européia (apenas para processamento) Óleo de Colza Tolerância a herbicidas Canadá.

grupos de interesse público e consumidores. No final dos anos 80 – início dos anos 90. Até aquela época. Q12. realizada caso a caso e incluindo a avaliação tanto dos efeitos diretos (a partir do gene introduzido) como dos efeitos indesejáveis (que podem surgir como conseqüência da inserção de um novo gene). os consumidores começaram a pensar na segurança porque perceberam que a biotecnologia moderna estava levando à criação de novas espécies. O fundamento do CPB é uma exigência de que os exportadores busquem o consentimento dos importadores antes da primeira emissão dos OVMs que se pretende lançar no meio ambiente.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . O protocolo entrará em vigor 90 dias após o 50 país o ter ratificado. o que pode ocorrer no início de 2003. No caso dos alimentos. os resultados de décadas de pesquisas moleculares atingiu o domínio público. especialmente na Europa. Os produtos GM que estão no mercado internacional foram submetidos a uma avaliação de riscos? Todos os produtos GM encontrados atualmente no mercado internacional passaram por avaliações de risco realizadas por autoridades nacionais. tendo em vista a rapidez das declarações registradas desde Junho de 2002. Diversos fatores estão envolvidos. Os alimentos GM somente são incluídos no escopo do Protocolo se contiverem alguns OVMs capazes de transferir ou replicar material genético. Os princípios estão em um estágio avançado de desenvolvimento e espera-se que sejam adotados em julho de 2003.2 . 114 Módulo 1: 1. e podem ser usados como referência em caso de disputas comerciais. mas são referidos especificamente no Acordo de Sanitariedade e Fito-sanitariedade da Organização Mundial do Comércio (Acordo SPS).ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas premissa destes princípios determina uma avaliação antes da inserção no mercados. os consumidores normalmente não tinham muita consciência do potencial destas pesquisas. incluindo uma avaliação do risco ambiental e para a saúde humana. Em geral. Estas avaliações são completas e não indicaram nenhum risco para a saúde humana. estas diferentes avaliações seguem os mesmos princípios básicos. um tratado ambiental legalmente compulsório para suas Partes. Q13. especialmente na Europa? Desde o início de sua introdução no mercado em meados de 1990 de um importante alimento GM (soja resistente a herbicida). Os princípios do Codex não têm um efeito compulsório sobre a legislação nacional. ativista e consumidores. Porque tem havido tanta preocupação acerca dos Alimentos GM entre alguns políticos. regulamenta as mutações de organismos vivos modificados (OVMs). O Protocolo de Cartagena sobre Bio-segurança (CPB). há uma crescente preocupação acerca destes alimentos entre políticos.

requer o acordo entre os Estados-Membros e a Comissão Européia. basicamente. Há atualmente nove casos em andamento. Os consumidores questionaram a validade das avaliações de risco. a comercialização de 18 Organismos Geneticamente Modificados foi autorizada na União Européia através de uma decisão da Comissão. o qual em Módulo 1: 1. ela acabou resultando na chamada moratória de aprovação de produtos geneticamente modificados a serem colocados no mercado. mantendo um enfoque especial nos efeitos em longo prazo. a atenção pública se concentrou no aspecto do risco da equação risco-benefício. Na verdade. O procedimento para aprovação da liberação de Organismos Geneticamente Modificados é bastante complexo e. Entre 1991 e 1998. permitindo assim uma escolha informada. A confiança do consumidor nos alimentos na Europa diminuiu de maneira significativa como resultado de diversos surtos relacionados aos alimentos ocorridos na segunda metade da década. Contudo. A legislação da Comunidade foi instalada desde o início da década de 90. Ao mesmo tempo. tanto com relação a riscos à saúde do consumidor como ao meio ambiente. Q14. não tinham validade prolongada e não tinham um sabor melhor). A comercialização de produtos geneticamente modificados em geral está sujeita a extensa legislação. o quais não estão relacionados aos alimentos GM. A partir de outubro de 1998. A possibilidade de as sementes GM resultarem em maior produtividade por área cultivada deveria reduzir os preços. medicamentos com tratamento potencialmente melhores). muitos consumidores aceitam mais rapidamente a biotecnologia como um benefício para sua saúde (ex. Outros tópicos para debate pela organização dos consumidores incluem a alergenicidade e a resistência antimicrobiana. ficou comprovado ser difícil detectar traços de OGMs em alimentos: isto significa que concentrações muito baixas nem sempre podem ser detectadas. "o que há de importante nisso para mim?" Quando se trata de medicamente. Oito desses foram examinados pelo Scientific Commitee on Plants [Comitê Científico de Plantas]. Alguns Estados-Membros invocaram a safeguard clause [cláusula de salvaguarda] para banir a colocação de produtos de milho e de óleo de colza geneticamente modificados no mercado de seus países. nenhuma autorização adicional foi concedida e há atualmente 12 solicitações pendentes. Isto teve um impacto nas discussões acerca da aceitação dos alimentos GM. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Freqüentemente. As preocupações dos consumidores dispararam uma discussão sobre a necessidade de se rotular os alimentos GM.2 . Como essa preocupação afetou a comercialização de alimentos Geneticamente Modificados na União Européia? A preocupação do público com alimentos geneticamente modificados em geral tem um impacto significativo sobre a comercialização de produtos geneticamente modificados na União Européia. No caso dos primeiros alimentos GM introduzidos no mercado Europeu. os consumidores perguntam. os produtos não tinham nenhum benefício direto aparente para os consumidores (não eram mais baratos.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 115 .

até hoje não há nenhum consenso. Q15. Como anda o debate público sobre alimentos Geneticamente Modificados em outras partes do mundo? A liberação de Organismos Geneticamente Modificados no meio ambiente e a comercialização de alimentos Geneticamente Modificados resultaram em um debate público em muitas partes do mundo. provavelmente no contexto mais amplo de outros usos da biotecnologia (por exemplo na medicina para tratamento de pessoas) e suas conseqüências para sociedades humanas. a estrutura de regulamentação foi. A Comissão Européia é da opinião que.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . estendida e aperfeiçoada em resposta às legítimas preocupações dos cidadãos. estruturadas sobre a legislação já existente. Em questões tais como a rotulação e rastreabilidade de alimentos Geneticamente Modificados como forma de tratar de assuntos que preocupam os consumidores. organizações de consumidores e operadores econômicos (descritos sob a Pergunta 13). o fechamento do debate difere de um país para outro. A Comissão espera que a adoção dessas propostas vá preparar o terreno para dar prosseguimento à autorização de novos produtos Geneticamente Modificados na União Européia. É certo que esse debate continuará. Isto ficou claro durante discussões com a Codex Alimentarius ao longo dos últimos anos. reforçando as normas atuais de rotulação e otimizando o procedimento de autorização para Organismos Geneticamente Modificados em alimentos e na alimentação e para sua liberação deliberada no meio ambiente. A nova portaria também prevê a monitoração obrigatória dos efeitos em longo prazo associados à interação entre os Organismos Geneticamente Modificados e o ambiente.2 . abaixo dos quais. A legislação também aborda o problema de contaminação acidental de alimentos convencionais por materiais Geneticamente Modificados. essas novas propostas. Em 2001. tem por objetivo tratar da preocupação dos Estados-Membros e fortalecer a confiança do consumidor na autorização de produtos Geneticamente Modificados.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas todos os casos considerou que as informações submetidas pelos Estados-Membros não justificavam o banimento. de gerenciamento de riscos e de tomada de decisões no que diz respeito à liberação de Organismos Geneticamente Modificados no ambiente. posteriormente. a rotulação não é exigida. A respeito da falta de 116 Módulo 1: 1. Durante a década de 1990. Embora os temas em debate sejam normalmente bastante parecidos (custos e benefícios. a rotulação de produtos derivados da moderna biotecnologia de produtos que contenham Organismos Geneticamente modificada é obrigatória. Uma portaria revisada entrará em vigor em outubro de 2002. a Comissão Européia adotou duas novas propostas de legislação sobre Organismos Geneticamente Modificados no que diz respeito à rastreabilidade. Na União Européia. Ela apresenta um limiar mínimo de 1% para DNA ou proteína resultante de modificação genética. questões de segurança). Ela atualizará e fortalecerá as normas existentes em relação ao processo de avaliação de riscos.

2 . Essa análise levou em consideração possíveis problemas de monopólio e dúvidas sobre novos regulamentos de patentes no campo das seqüências genéticas na medicina humana. Além da questão relativa aos valores nutricionais. Mais recentemente. e afetam os direitos dos agricultores. Módulo 1: 1. Sob o ponto de vista do uso da tecnologia genética na medicina.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 117 . a OMS analisou o conflito existente entre os DPI e a igualdade de acesso a fontes genéticas. direitos de propriedade intelectual são provavelmente um dos elementos a serem discutidos na questão dos alimentos GM. A modificação de alimentos e da produção de alimentos por meio da tecnologia pode causar reações negativas entre os consumidores. os alimentos muitas vezes têm conotação cultural e histórica e. a crise humanitária na África do Sul chamou a atenção para o uso de alimentos Geneticamente Modificados em situações de emergência. relativo a aspectos comerciais dos direitos de propriedade intelectual) vêm sendo discutidos à luz de suas conseqüências para o aumento da diversidade de lavouras. e o compartilhamento de seus benefícios. especialmente se não houver informações suficientes sobre os esforços realizados para avaliar os riscos envolvidos e sua relação custo-benefício. As pessoas têm diferentes formas de encarar os alimentos. A Codex Alimentarius Commission está prestes a adotar princípios sobre avaliação de riscos em fase de pré-comercialização. Q16. Vários governos na região levantaram questionamentos sobre os receios em relação à segurança ambiental e a de alimentos. em alguns casos. Existem implicações quanto aos direitos de os agricultores serem proprietários de suas lavouras? Sim. Embora tenham sido encontradas soluções viáveis para a distribuição de grãos processados em alguns países. as pessoas têm diferentes formas de encarar os alimentos. outros países restringiram o uso de recursos para alimentos Geneticamente Modificados e obtiveram produtos que não contêm Organismos Geneticamente Modificados. Direitos de propriedade intelectual (DPIs). podem ter importância religiosa. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas consenso sobre esses tópicos. e as disposições do Protocolo de Cartagena sobre Bio-segurança também revelam uma crescente compreensão em âmbito internacional. Essas considerações provavelmente afetarão também as discussões sobre alimentos GM. Q17. nas diferentes partes do mundo? Dependendo da região do mundo. um significativo progresso tem sido alcançado na harmonização dos pontos de vista sobre a avaliação de riscos. especialmente as obrigações patentárias estabelecidas no Acordo de TRIPS (um acordo feito no âmbito da Organização Mundial do Comércio.

em longo prazo. Por que alguns grupos têm-se preocupado com a crescente influência da indústria química na agricultura? Alguns grupos estão preocupados com o que eles consideram ser um nível indesejável de controle dos mercados de sementes por algumas poucas indústrias químicas. tais como a avaliação dos níveis alergênicos de alimentos General Meeting ou de seguranças dos alimentos derivados de microorganismos General Meeting foram também abordadas e uma consulta a um especialista será organizada pela FAO e pela OMS em 2003 e falará sobre alimentos derivados de animais GM. Que outros desenvolvimentos podem ser esperados na área de OGMs? No futuro. tanto em termos de boas práticas de proteção das lavouras quanto do ponto de vista da sociedade. como resultado dos interesses das indústrias químicas nos mercados de sementes. tais como vacinas. e plantas ou animais que produzam proteínas com importância farmacêutica. Esses grupos temem uma posição de dominação da indústria química no desenvolvimento da agricultura. com o desenvolvimento de resistência contra insetos daninhos ou determinados herbicidas). A exploração exclusiva de culturas General Meeting tolerantes a herbicidas poderia também tornar o agricultor dependente desses produtos químicos. Organismos GMs provavelmente incluirão plantas com maior resistência a doenças e à seca. 118 Módulo 1: 1. e pelo trabalho posteriormente realizado pelo Codex da Força Tarefa ad hoc sobre Alimentos Derivados da Biotecnologia. Isso impactaria a cesta de alimentos de uma comunidade e. Q19. espécies de peixes com melhores características de desenvolvimento. Este trabalho resultou em um arcabouço mais aprimorado e harmônico para a avaliação dos riscos de alimentos General Meeting.ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Q18. Questões específicas.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade . Em nível internacional. e dos valores atribuídos aos alimentos. a proteção das lavouras (por exemplo. de modo geral. A agricultura sustentável e biodiversidade beneficiam-se do uso de uma ampla variedade de culturas agrícolas. as variedades usadas pelos agricultores possam ficar reduzidas principalmente a culturas GM. como um todo. Esses grupos temem que. culturas com maiores índices de nutrientes. uma via que eles não consideram ser sustentável. as respostas a novos desenvolvimentos poderão ser encontradas em consultas especializadas organizadas pela FAO e pela OMS em 2000 e 2001.2 .

e (2) em razão da necessidade de analisar os potenciais efeitos negativos que o consumo de alimentos produzidos por meio de modificações genéticas pode trazer à saúde humana. O relatório está sendo desenvolvido em cooperação com outras organizações chave. social e aspectos éticos. principalmente por duas razões: (1) sob o argumento de que a saúde pública poderá beneficiar-se enormemente do potencial da biotecnologia. multi-organizacional e internacional de determinados Alimentos GM.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade 119 . Essa avaliação mais holística de Organismos GM levará em consideração não apenas a segurança do ponto de vista da saúde mas também do ponto de vista de segurança estratégica.chave nessa área. Espera-se que esse relatório possa constituir a base para futuras iniciativas na direção de uma avaliação mais sistemática. menor alergenicidade e produção mais eficiente de alimentos. Parece claro que as tecnologias modernas precisam ser extensamente avaliadas para que possam constituir um verdadeiro aperfeiçoamento da forma como os alimentos são produzidos.2 . também em nível mundial. Num primeiro passo. incoerentes e que consideram apenas e isoladamente a saúde humana ou efeitos sobre o meio ambiente. principalmente a FAO e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP). com o aumento do teor nutritivo dos alimentos. acesso e capacitação. coordenada. Essas avaliações devem ser holísticas e exaustivas e não podem ser interrompidas em sistemas de avaliação previamente segmentados. por exemplo. a Diretoria Executiva da OMS discutirá o conteúdo de um relatório da OMS sobre esse assunto. A OMS está portanto trabalhando para apresentar um trabalho mais amplo sobre a avaliação de alimentos General Meeting. a fim de permitir que outros fatores importantes sejam levados em consideração. Módulo 1: 1. O que a OMS tem feito para melhorar a avaliação dos alimentos GM? A OMS terá participação ativa com respeito a Alimentos GM. ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Q20. em janeiro de 2003. A realização de trabalhos internacionais nessa nova direção pressupõe o envolvimento de outras organizações.

gov.ufv.Legislação fitossanitária e normas em fitossanidade .com.br / pauloparizzi@yahoo.com. SDA/MAPA Fone/Fax: (61) 3218-2829 / 3218-2831 E-mail: morandini@agricultura.SFA/MG-MAPA Fone: (31) 3891-1742 / 9278-1959 Fax: (31) 3891-1742 / 3899-2722 E-mail: parizzi@homenet.2 .ESPECIALIZAÇÃO POR TUTORIA A DISTÂNCIA – ABEAS/UFV Curso: Proteção de Plantas Tutores: Ilto Antonio Morandini Engenheiro Agrônomo / Fiscal Federal Agropecuário Chefe do Serviço de Vigilância Agropecuária Internacional-Vegetal da Coordenação Geral do sistema de Vigilância Agropecuária – CGS/VIGIAGRO.br Viçosa-MG 120 Módulo 1: 1.br Brasília-DF Paulo Parizzi Fiscal Federal Agropecuário .br / pparizzi@vicosa.